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N-1862 REV. D 12 / 2010 PROPRIEDADE DA PETROBRAS 17 páginas, Índice de Revisões e GT Projeto e Fabricação de Acessórios Internos de Vasos, Torres e Reatores Procedimento Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior. Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e enumerações. CONTEC Comissão de Normalização Técnica Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter impositivo. Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter não-impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada]. SC - 02 Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomissão Autora. As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC - Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma. Caldeiraria “A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS, de uso interno na PETROBRAS, e qualquer reprodução para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente, através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade industrial.” Apresentação As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho - GT (formados por Técnicos Colaboradores especialistas da Companhia e de suas Subsidiárias), são comentadas pelas Unidades da Companhia e por suas Subsidiárias, são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SC (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as Unidades da Companhia e as Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos representantes das Unidades da Companhia e das Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a Norma Técnica PETROBRAS N-1. Para informações completas sobre as Normas Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS. . ../link.asp?cod=N-0001 erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 2 1 Escopo 1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para o projeto e a fabricação de acessórios internos para vasos, torres e reatores. 1.2 Esta Norma se aplica a projetos e fabricações iniciados a partir da data de sua edição. 1.3 Esta Norma contém somente Requisitos Técnicos. 2 Referências Normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos (incluindo emendas). PETROBRAS N-133 - Soldagem; PETROBRAS N-253 - Projeto de Vaso de Pressão; PETROBRAS N-268 - Fabricação de Vaso de Pressão; PETROBRAS N-269 - Montagem de Vaso de Pressão; PETROBRAS N-381 - Execução de Desenhos e Outros Documentos Técnicos em Geral; ASME BPVC Section. II - Part: D - Boiler Vessel Code - Section II - Materials - Part D - Properties (Customary); ANSI AISC 360-5 - Specification for Structural Steel Buildings. 3 Requisitos Gerais 3.1 Os requisitos desta Norma são aplicáveis, salvo indicação em contrário na Folha de Dados, Desenhos, Requisição de Material (RM) ou Especificação Técnica do projeto. 3.2 Quando existe divergência entre as normas e outros documentos, deve ser observada a seguinte ordem de precedência: a) desenhos e outros documentos técnicos de engenharia, Folha de Dados, RM e Especificações Técnicas do projeto; b) esta Norma. 3.3 As seguintes partes são consideradas acessórios internos: a) bandejas, coletores, chicanas, panelas, potes de drenagem e panelas de selagem; b) vertedouros, calhas e tiras de selagem (“blanking strips”); c) campânulas (ou válvulas) e chaminés; d) distribuidores e tubos ascendentes; e) vigas principais e secundárias, treliças e contraventamentos; f) recheios; g) grades e suportes de recheios; h) limitador de recheio; i) eliminador de líquido (“demister”); ../link.asp?cod=N-0133 ../link.asp?cod=N-0253 ../link.asp?cod=N-0268 ../link.asp?cod=N-0269 ../link.asp?cod=N-0381 erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 3 j) uniões, incluindo parafusos e porcas; k) juntas e engaxetamentos. 3.4 A não ser quando especificado em contrário, os suportes e outras partes soldadas ao casco devem ser projetados, incluindo diagrama de cargas, pelo fornecedor dos internos, sendo os desenhos fornecidos ao fabricante do vaso, torre ou reator para sua fabricação, soldagem e verificação das cargas localizadas. 4 Projeto 4.1 Folga Diametral A folga entre o diâmetro interno do equipamento e o diâmetro externo das bandejas, panelas e chicanas deve estar de acordo com a Tabela 1. Tabela 1 - Folga Diametral Diâmetro interno do equipamento (mm) Folga entre o diâmetro interno do equipamento e o externo do acessório (mm) 1 800 40 1 801 - 3 950 50 3 951 - 5 400 65 > 5 400 75 4.2 Tensões Admissíveis e Módulos de Elasticidade 4.2.1 As partes não pressurizadas, tais como: bandejas, chicanas, panelas e vigas, devem ser projetadas utilizando-se as tensões admissíveis e módulos de elasticidade citados no ASME BPVC Section II Part D. 4.2.2 As soldas ligando partes não pressurizadas a partes pressurizadas devem ser projetadas considerando-se a tensão admissível para as partes pressurizadas, conforme o ASME BPVC Section II Part D. 4.3 Carregamentos e Flechas Admissíveis Os internos e suportes soldados ao casco devem ser projetados considerando-se: as tensões admissíveis definidas em 4.2, os carregamentos e critérios indicados em 4.3.1 a 4.3.9, as espessuras corroídas, conforme o 4.4 e os critérios dimensionais em 4.5. Salvo indicação em contrário as sobrecargas atuam na vertical e de cima para baixo. NOTA Para panelas de retirada e internos da zona de entrada de carga (“flasheamento”) na torre, considerar uma sobrecarga de baixo para cima de 1 460 kgf/m² (14 318 N/m2) devido à expansão que acontece internamente. 4.3.1 Bandejas Os esforços solicitantes, as tensões admissíveis e a flecha resultante devem ser consideradas para cada uma das condições de montagem, operação ou parada conforme em 4.3.1.1 e 4.3.1.2. erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 4 4.3.1.1 Condição de Operação Considera-se a temperatura de projeto, o peso próprio da bandeja, mais o maior valor entre a sobrecarga 294 N/m2 (30 kgf/m2), uniformemente distribuída, e o peso do fluido em operação, para o nível de 50 mm acima do nível máximo do fluido da bandeja. O critério de projeto é a flecha admissível e deve atender à Tabela 2.4.3.1.2 Condição de Montagem ou em Parada Considera-se a temperatura ambiente, com peso próprio mais a sobrecarga de 981 N/m2 (100 kgf/m²). O critério de projeto é a flecha máxima de DI (mm)/1 000. Tabela 2 - Flechas Admissíveis em Bandejas e Suportes de Recheios ou de Catalisadores Diâmetro interno da torre ou reator (DI) (mm) Flecha admissível (mm) ≤ 4 250 3,0 4 251 - 6 000 5,0 Acima de 6 000 6,0 4.3.2 Chicanas No projeto das chicanas deve ser considerada a temperatura de projeto. O critério de projeto é a tensão admissível conforme em 4.2. 4.3.3 Potes de Retirada e de Selagem No projeto de potes de retirada e de selagem deve ser considerada a temperatura de projeto, o peso próprio dos potes mais o peso do fluido de operação até o nível de 50 mm acima da face superior do pote. O critério de projeto é a tensão admissível conforme em 4.2. 4.3.4 Panelas com Retirada Os esforços solicitantes, as tensões admissíveis e a flecha resultante devem ser consideradas para cada uma das condições de montagem, operação ou parada conforme em 4.3.4.1 e 4.3.4.2. 4.3.4.1 Condição de Operação Deve ser dimensionada para a flecha máxima de 3,0 mm, com o peso próprio da panela mais o peso do fluido de operação até o nível de 50 mm acima do nível máximo de operação. No caso de panela com retirada e requisito de estanqueidade total, o projeto deve contemplar a diferença de dilatação térmica entre a bandeja e o equipamento. 4.3.4.2 Condição de Montagem ou em Parada Deve ser dimensionada levando-se em consideração a temperatura ambiente, o peso próprio, mais a sobrecarga e 981 N/m2 (100 kgf/m2). O critério de projeto é flecha máxima de DI (mm)/1 000. erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 5 4.3.5 Vigas de Suporte de Bandejas Os esforços solicitantes, as tensões admissíveis e a flecha resultante devem ser consideradas para cada uma das condições de montagem, operação ou parada conforme descrito em 4.3.5.1 e 4.3.5.2. 4.3.5.1 Condição de Operação Devem ser considerados o peso próprio da viga mais a sobrecarga das partes suportadas conforme descrito em 4.3.1.1. As flechas nas vigas devem ser limitadas ao valor de L/200 (L é o vão da viga) e a tensão conforme o critério do 4.2. 4.3.5.2 Condição de Montagem ou em Parada Devem ser considerados o peso próprio da viga, as situações do 4.3.1.2 e a carga concentrada de 882 N (90 kgf) em qualquer ponto. No caso do vão ser superior a 3 000 mm, ou a viga suportar outras vigas, a carga concentrada deve ser de 2 640 N (270 kgf). O critério de projeto é flecha máxima de DI (mm)/1 000. 4.3.6 Calhas Considerar o diferencial de pressão de 0,98 kPa (0,01 kgf/cm2) e a tensão admissível conforme descrito em 4.2, na temperatura de projeto, como critério. 4.3.7 Grades Suportes de Recheios ou de Catalisadores Os esforços solicitantes, as tensões admissíveis e a flecha resultante devem ser consideradas para cada uma das condições de montagem, operação ou parada conforme descrito em 4.3.7.1 e 4.3.7.2. 4.3.7.1 Condição de Operação Considera-se a temperatura de projeto, o peso do recheio ou catalisador acrescido do peso próprio da grade suporte mais a carga do maior valor entre: a) sobrecarga 294 N/m2 (30 kgf/m2), uniformemente distribuída; b) peso do fluido retido no recheio ou no catalisador acrescido de 10 % mais a força resultante da perda de carga (pressão) máxima no recheio ou catalisador. O critério de projeto é a flecha admissível, conforme Tabela 2. 4.3.7.2 Condição de Montagem ou em Parada Considera-se a temperatura ambiente, o peso do recheio ou catalisador acrescido do peso próprio mais a sobrecarga de 981 N/m2 (100 kgf/m²). O critério de projeto é a flecha máxima de DI (mm)/1 000. 4.3.8 Vigas de Suportes de Recheios ou Catalisadores Os esforços solicitantes, as tensões admissíveis e a flecha resultante devem ser consideradas para cada uma das condições de montagem, operação ou parada conforme descrito em 4.3.8.1 e 4.3.8.2. erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 6 4.3.8.1 Condição de Operação Considera-se a temperatura de projeto, o peso próprio da viga suporte mais a carga das partes suportadas conforme descrito em 4.3.7.1. As flechas nas vigas devem ser limitadas ao valor de L/200 (L é o vão da viga) e a tensão conforme o critério do 4.2. 4.3.8.2 Condição de Montagem ou em Parada Considera-se a temperatura ambiente, o peso próprio da viga suporte mais a carga das partes suportadas conforme descrito em 4.3.7.2 e a carga concentrada de 882 N (90 kgf) em qualquer ponto. No caso do vão ser superior a 3 000 mm, ou a viga suportar outras vigas, a carga concentrada deve ser de 2 640 N (270 kgf). O critério de projeto é a flecha máxima de DI (mm)/1 000. 4.3.9 Anéis de Suporte de Bandeja Os anéis de suporte devem ser dimensionados considerando a temperatura e cargas suportadas conforme descrito em 4.3.1.1 e 4.3.1.2, incluindo o peso próprio. Verificar a tensão conforme o critério do 4.2. 4.4 Sobre-Espessura para Corrosão e Espessuras Mínimas 4.4.1 Para critérios gerais referente a sobre-espessura de corrosão ver PETROBRAS N-253. 4.4.2 Salvo indicação em contrário, nenhuma sobre-espessura para corrosão deve ser considerada para partes removíveis, tais como: bandejas, chicanas e suportes integrais com as bandejas. 4.4.3 As espessuras mínimas de fabricação das partes internas devem estar de acordo com a Tabela 3. Tabela 3 - Espessuras Mínimas Espessura mínima (mm) Parte considerada Aço-carbono Aço-liga, aço inoxidável e não ferrosos Campânulas (“bubble caps”). 3,42 1,90 Chaminé (“vapor risers”). 3,42 1,90 Bandejas (“trays”), chicanas (“baffles”), calhas (“downcomers”), vigas integrais com as bandejas, grampos (“clamps”) e outros. 3,42 1,90 Coletores, potes de selagem, potes acumuladores, caixas de drenagem e outros. 4,76 3,42 Vigas de suporte (“support beams”). 4,76 1,90 Anéis de suporte e suportes de vigas (“support rings and beam supports”). 6,0 6,0 Parafusos (“bolts”). 3/8” 3/8” Grades (“support grids”). 4,76 3,42 Válvulas (“valves”). Não é usado 1,90 ../link.asp?cod=N-0253 erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 7 4.5 Critério Dimensional de Suportes 4.5.1 Vigas de Suporte 4.5.1.1 A altura das vigas (h) de suporte não deve exceder os seguintes valores de relação com o diâmetro da torre (D) conforme Tabela 4. Tabela 4 - Altura de Vigas Viga h/D máximo Vigas principais perpendiculares ao fluxo e vigas secundárias correspondentes (na direção do fluxo). 1/20 Vigas secundárias perpendiculares ao fluxo. 1/35 4.5.1.2 A altura das vigas (h) suportes das bandejas não deve exceder os seguintes valores em relação ao espaçamento (e) das bandejas conforme Tabela 5. Tabela 5 - Altura das Vigas de Sustentação das Bandejas Viga h/e máximo Vigas de sustentação das bandejas perpendiculares ao fluxo. 1/5 Vigas de sustentação das bandejas na direção do fluxo. 1/2 4.5.1.3 As vigas não devem passar através da área de calhas, com exceção das vigas principais na direção do fluxo. 4.5.1.4 Para permitir acesso para manutenção, as vigas e treliças principais devem possuir uma folga mínima de 400 mm entre a sua face inferior e o topo das campânulas ou da bandeja inferior. Caso não seja possível, deve-se prever alçapões na bandeja para acesso a ambos os lados da viga. Os alçapões devem ter dimensão mínima de 600 mm x 600 mm. 4.5.2 Anéis de Suporte 4.5.2.1 A largura dos anéis de suporte deve ser conforme indicado na Tabela 6. erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 8 Tabela 6 - Largura do Anel de Suporte Diâmetro interno nominal da torre (mm) Largura do anel de suporte (mm) 900 40 901 - 1 800 50 1 801 - 3 950 65 3 951 - 5 400 75> 5 400 90 mín. 4.5.2.2 A largura das barras de suporte de vertedouros localizadas acima dos anéis de suporte não deve exceder 50 mm. A altura dessas barras acima dos anéis de suporte deve ser a altura do vertedouro mais 50 mm. 4.6 Ligações 4.6.1 As ligações devem ser projetadas de acordo com os requisitos aplicáveis no ANSI AISC 360-5, ou equivalente com aprovação da PETROBRAS. 4.6.2 As bandejas devem ser fixadas por meio de uniões aparafusadas. Não devem ser utilizados furos roscados nos grampos para fixação de parafusos, devendo-se prever porcas soldadas aos grampos. As porcas a serem soldadas aos grampos devem ser aparafusadas provisoriamente para a execução da soldagem. Os parafusos provisórios devem ser removidos após a execução da soldagem. Caso haja dificuldade de remoção do parafuso provisório, deve ser passado o macho na rosca da porca. 4.6.3 A variedade de parafusos deve ser reduzida ao mínimo para cada equipamento. Quando for utilizado mais de um diâmetro de parafuso, deve haver uma marcação com tinta para identificação do diâmetro ou outra forma clara de identificação dos parafusos. 4.7 Drenagem e Estanqueidade 4.7.1 Devem ser previstos furos adequadamente dimensionados, em diâmetro e quantidade, para drenagem. 4.7.2 Os requisitos referentes à estanqueidade devem ser conseguidos preferencialmente por meio de uniões aparafusadas, sem o uso de juntas ou engaxetamentos. Quando for necessário o uso de juntas ou engaxetamentos, deve ser previsto um número adequado de uniões aparafusadas para fixar as juntas e engaxetamentos durante a operação normal. A não ser quando for especificado em contrário, o espaçamento entre uniões não deve exceder 200 mm. 4.7.3 As uniões entre chapas de calhas, barras de fixação, seções de bandejas imediatamente abaixo de calhas e em panelas de selagem e de retirada devem ser projetadas de forma a manter estanqueidade total. Não deve ser colocada nenhuma obstrução ao fluxo do fluido nas seções horizontais de bandejas imediatamente abaixo de calhas. erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 9 4.7.4 Quando não forem especificadas tolerâncias de vazamento, as bandejas com borbulhadores ou similares devem ser projetadas de tal maneira que, com todos os furos de drenagem plugueados e os alçapões fechados e a bandeja carregada com água até a altura dos vertedouros, o tempo decorrido para que o nível de água caia de 25 mm deve ser: a) para torres de destilação atmosférica e a vácuo onde 100 % do fluido é removido por bombeamento, circulação ou processo: mínimo de 10 min; b) para outras torres: mínimo de 5 min. 4.7.5 As bandejas valvuladas devem ter tolerância de vazamento conforme os padrões do fabricante. 4.7.6 Coletores (“sumps”), caixas de drenagem, potes de selagem e potes acumuladores devem ser projetados visando conseguir a máxima estanqueidade possível, usando juntas de vedação e compostos de selagem adequados, ou selados com solda. Esses itens devem ser testados no campo conforme PETROBRAS N-269. 4.7.7 Quando necessário, as bandejas devem ser fornecidas com fita de material para vedação de todas as superfícies de contato, a fim de se atender aos requisitos de vazamento. 5 Materiais 5.1 Salvo indicação em contrário, os materiais para fabricação das bandejas e seus componentes devem estar de acordo com a especificação ASTM indicada na Tabela 7. ../link.asp?cod=N-0269 erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 10 Tabela 7 - Especificação de Materiais Especificação ASTM Composição nominal e tipo AISI do material da bandeja Chapas e tiras Barras e perfis Parafusos Porcas Aço-carbono A-36 A-1011 Gr33 A-36 A-193 Gr B6 A-194 Gr6 12 % Cr Tipo 405 Tipo 410 A-176 TP 405 A-176 TP 410S A-240 TP 405 A-240 TP 410S A-276 TP 405 A-276 TP 410S A-193 Gr B6 A-194 Gr6 18 % Cr-8 % Ni Tipo 304 A-167 TP 304 A-240 TP 304 A-276 TP 304 A-193 Gr B8 A-194 Gr8 18 % Cr-8 % Ni Tipo 304L A-167 TP 304L A-240 TP 304L A-276 TP 304L A-193 Gr B8 B8C B8T A-194 Gr 8 8C 8T 18 % Cr-8 % Ni-Ti Tipo 321 A-167 TP 321 A-240 TP 321 A-276 TP 321 A-193 Gr B8T A-194 Gr8T 18 % Cr-8 % Ni-Cb Tipo 347 A-167 TP 347 A-240 TP 347 A-276 TP 347 A-193 Gr B8C A-194 Gr8C 16 % Cr-13 % Ni-3 % Mo Tipo 316 A-167 TP 316 A-240 TP 316 A-276 TP 316 A-193 Gr B8M A-194 Gr8M 16 % Cr-13 % Ni-3 %Mo Tipo 316L A-167 TP 316L A-240 TP 316L A-276 TP 316L A-193 Gr B8M A-194 Gr8M 67 % Ni-30 % Cu Tipo 304L B-127 B-164 Classe A A-193 B-164 Cl A c/ requisitos aplicáveis da A-193 A-194 B-164 Cl A c/ requisitos aplicáveis da A-194 Níquel B-162 B-160 A-193 B-160 c/ requisitos aplicáveis da A-193 A-194 B-160 c/ requisitos aplicáveis da A-194 16 % Cr-13 % Ni-3 %Mo Tipo 317L A-167 TP 317L A-240 TP 317L A-276 TP 317L NOTA Todos os materiais de chapas, tiras, barras e perfis de aço de baixa liga e não-ferrosos devem ser recozidos. 5.2 Todos os recheios metálicos, randômicos ou estruturados, devem ser de aço inoxidável austenítico ou não ferrosos (devem ser evitados recheios em aço carbono e em aços inoxidáveis da série 400), de forma a minimizar a formação de FeS e os conseqüentes riscos de combustão por sulfeto de ferro quando da abertura dos equipamentos. 5.3 Os consumíveis para soldagem devem estar de acordo com a PETROBRAS N-133. ../link.asp?cod=N-0133 erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 11 5.4 Os eletrodos para solda devem ser selecionados de modo que o metal de solda depositado seja equivalente ao metal-base, exceto para 11 % - 13 % Cr tipo 410 S, quando devem ser usados eletrodos tipo 309 L. 5.5 Fitas e juntas devem ser de materiais com propriedades que garantam a estanqueidade, adequados ao produto e às condições de operação. As fitas e juntas devem ser fornecidas e transportadas com as bandejas. 5.6 Não deve ser usado material à base de amianto nos internos dos vasos e torres. 6 Fabricação A fabricação deve seguir a PETROBRAS N-268. 6.1 Detalhes Construtivos 6.1.1 As bandejas e potes de drenagem devem ser construídos pelos padrões do fabricante, de modo a permitir facilidade de instalação e remoção das chapas, campânulas e outros com aprovação da PETROBRAS. 6.1.2 Todos os internos, incluindo as seções de bandejas com campânulas ou válvulas montadas no interior da torre, as seções dos vertedouros e as vigas suportes, devem ser dimensionadas de modo a passarem através das bocas de visita (considerando o diâmetro interno da boca de visita menos uma tolerância de 10 mm), exceto as vigas principais de grandes dimensões, tipo treliça, que podem ser montadas antes de ser soldado o tampo superior ao equipamento, desde que haja aprovação da PETROBRAS para este caso. 6.1.3 As ligações executadas no campo devem estar de acordo com os padrões do fabricante. As ligações aparafusadas das vigas principais aos suportes devem ter furos alongados. Não deve ser prevista solda de campo para se instalar os internos, exceto soldas de selagem quando especificadas no projeto. 6.1.4 As bandejas e panelas devem ter seções facilmente removíveis para permitir acesso por cima ou por baixo. As seções devem ser removidas com as campânulas ou válvulas no lugar. Para bandeja de multipasses, devem ser previstas passagem para permitir acesso de cima para baixo, de baixo para cima e através das bandejas. Isso pode ser conseguido com, um mínimo de, duas passagens em bandeja, dois passes, uma permitindo o acesso de cima em um lado da calha central; a outra de baixo no lado oposto da calha central. 6.1.5 Alçapões 6.1.5.1 Os alçapões de bandejas devem ficar alinhados, com dimensões de 600 mm x 600 mm e o peso de cada tampa não deve exceder a 245 N (25 kgf). 6.1.5.2 Os alçapões de internos de reatores devem ficar alinhados com a linha de centro do equipamento, comdimensões mínimas de 700 mm x 700 mm. 6.1.6 Os elementos para fixação de chaminés devem permitir a montagem por um lado da bandeja. As chaminés retangulares podem ser fixadas por pontos de solda, soldas de selagem ou podem ser integrais com a bandeja. O espaçamento máximo entre pontos de solda é 25 mm. ../link.asp?cod=N-0268 erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 12 6.1.7 Salvo quando especificado em contrário, os vertedouros devem ser ajustáveis (mais ou menos 12,5 mm da altura especificada). Os vertedouros de potes de selagem devem ser fixos. 6.1.8 As uniões a serem montadas no campo devem ser do tipo grampo, exceto para as vigas principais, que podem ser aparafusadas. 6.1.9 As bandejas devem ser projetadas para serem montadas por cima. 6.2 Tolerâncias 6.2.1 As tolerâncias no diâmetro de bandejas, chicanas e panelas são as da Tabela 8. Tabela 8 - Tolerâncias nos Diâmetros Diâmetro interno da torre (mm) Tolerância no diâmetro da bandeja, chicana ou panela Até 1 800 +0, -3 mm Acima de 1 800 +0, -6 mm 6.2.2 Para os diversos componentes das bandejas são aplicáveis as seguintes tolerâncias (ver a Figura A.1): a) altura de chaminés em relação a bandeja (A): ± 1,6 mm; b) altura de rasgos em campânulas (B): ± 1,6 mm; c) desnivelamento de suportes (C): — diâmetro interno da torre até 4 500 mm: 3 mm — diâmetro interno da torre maior que 4 500 mm: 5 mm d) desnivelamento de linha passando pelo fundo de rasgos em vertedouros (D): ± 1,6 mm; e) distância entre o fundo de rasgos de e a face de bandeja (E): ± 1,6 mm; f) desnivelamento da face superior de vertedouros retos (F): ± 1,6 mm; g) altura de vertedouros retos (G): ± 1,6 mm; h) altura da face inferior de calhas (H): ± 3 mm. 6.2.3 As chaminés, calhas e vertedouros devem estar em esquadro com a bandeja, com os topos nivelados. Além disso, independentemente do diâmetro da torre, o desnível dos vertedouros não deve exceder 3 mm, podendo isto ser conseguido mediante vertedouros ajustáveis (ver a Figura A.1). 6.2.4 Tolerância nas partes aparafusadas a orelhas ou suportes soldados ao casco: ± 3 mm. 6.2.5 Para dimensões de locação de suportes não definidas especificamente nesta Norma ou nos desenhos do equipamento, considera-se uma tolerância de ± 3 mm. As seguintes tolerâncias dimensionais são também aplicáveis (ver a Figura A.1): a) distância na vertical entre topos de anéis de suporte (P) e entre topos de anéis de orelha de suporte (L): ± 3 mm; b) distância vertical de suportes de vertedouros acima de anéis de suporte (M): ± 3 mm; c) distância vertical de barras de suporte abaixo de anéis de suporte de bandeja (N): ± 3 mm. erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 13 6.3 Soldagem Toda soldagem deve ser executada de acordo com a PETROBRAS N-133. 6.4 Acabamento 6.4.1 As superfícies de partes fabricadas devem ser lisas, planas, livres de dobras, sulcos, mossas, e outros defeitos de fabricação e montagem. Essas superfícies devem estar livres de oxidação e respingos de soldas. As arestas devem estar livres de rebarbas. 6.4.2 Partes de aço inoxidável, níquel e de 1)Metal Monel® devem ter um acabamento equivalente à lavagem cáustica (“pickling”). 6.5 Montagem 6.5.1 A montagem deve seguir a PETROBRAS N-269. 6.5.2 As porcas soldadas devem ficar adequadamente alinhadas e as roscas não devem sofrer distorção. 7 Inspeção 7.1 Os internos de torres estão sujeitos a inspeção, pela PETROBRAS ou por empresa por ela contratada, na fábrica, durante a fabricação, e no campo durante a montagem. 7.2 Devem ser fornecidos, para todos os internos, os certificados de qualidade contendo as composições químicas, propriedades físicas e mecânicas de todos os materiais utilizados. O Teste de Identificação de Materiais (PMI) deve ser incluído no plano de fabricação e inspeção. 7.3 Qualquer não-conformidade detectada está sujeita à rejeição, mesmo quando constatado após a aceitação na fábrica. 7.4 Deve ser feita a pré-montagem dos internos na fábrica, podendo ser utilizado dispositivos especiais. 7.5 Os exames não-destrutivos a serem realizados nos internos de torres, devem ser os discriminados na RM. 1) Metal Monel® é o nome comercial de um produto fornecido por International Nickel Corporation. Esta informação é dada para facilitar aos usuários desta Norma e não constitui um endosso por parte da PETROBRAS ao produto citado. Podem ser utilizados produtos equivalentes, desde que conduzam aos mesmos resultados. ../link.asp?cod=N-0133 ../link.asp?cod=N-0269 erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 14 8 Marcação 8.1 Para facilitar a montagem das bandejas no campo, todas as partes devem ser identificadas através de códigos pintados ou puncionados nessas partes. Esses códigos de identificação devem também constar nos desenhos de arranjo geral e detalhes. Os códigos devem ser locados em destaque e de tamanho suficiente para serem claramente distinguíveis. 8.2 Os parafusos e porcas devem ser estampadas com um símbolo adequado, para identificação do material. Todos os outros componentes devem ter seus materiais identificados pela referência aos códigos de identificação. 9 Preparação para o Transporte 9.1 As bandejas devem ser transportadas desmontadas, devendo as partes principais serem agrupadas de forma a facilitar a identificação. 9.2 Todas as partes e materiais complementares devem ser adequadamente embalados e protegidos contra danos durante o transporte. 9.3 Os parafusos, porcas, grampos, arruelas e outras pequenas partes devem ser colocadas em embalagens separadas. Tipos diferentes de parafusos devem ser embalados separadamente. 9.4 As chapas de aço-carbono devem receber um revestimento protetor, livre de compostos de enxofre ou arsênio e facilmente removível, tal como verniz destacável a base de resina vinílica. 9.5 Todas as ferragens devem ser marcadas individualmente para indicar o material ou empacotadas e claramente identificadas através de plaquetas presas firmemente aos pacotes. A identificação deve conter: a) código de identificação da peça, quando individual; b) número do equipamento (“tag number”); c) número da RM; d) número da Requisição de Compra de Material (RC); e) número do Pedido de Cotação de Serviço (PCS). 10 Documentação Técnica Todos os documentos devem ser feitos em formulários padronizados pela PETROBRAS N-381. 10.1 Apresentação com a Proposta O fornecedor deve apresentar as seguintes informações e documentos técnicos juntamente com a proposta: a) resultados de cálculos de processo (“rating”), no caso de bandejas com válvulas sujeitas a licenciamento; b) discriminação de todos os itens propostos em alternativas diferentes do que for especificado; c) desenho de arranjo geral. ../link.asp?cod=N-0381 erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 15 10.2 Apresentação para Comentários e Aprovação Além dos documentos exigidos na RM, os seguintes documentos devem ser apresentados para comentários e aprovação: a) resultados definitivos de cálculos de processo (“rating”), no caso de bandejas com válvulas sujeitas a licenciamento; b) Folha de Dados, preenchida com os dados finais; c) desenhos de arranjo geral; d) desenhos de montagem; e) desenhos das peças como fabricadas; f) desenhos dos suportes e uniões dos internos dos vasos (esses desenhos devem ser suficientemente claros, de modo que os anéis, cantoneiras, vigas suportes e parafusos possam ser locados corretamente pelo fabricante do vaso); g) memória de cálculo estrutural das bandejas, panela e internos. 10.3 Instruções de Montagem Devem ser fornecidas instruções completas de montagem no campo de bandejas e partes das bandejas, tais como: fileiras de chicanas (“shedrows”), coletores ou outras partes internas fornecidas. Essas instruções devem incluir meios para evitar vazamento maior que o permitido nesta Norma. 10.4 Livro de Documentação Técnica de Fabricação O fornecedor deve entregar um Livro de Documentação Técnica de Fabricação, no número de exemplares exigido, constando no mínimo dos seguintes documentos: a) RM; b) Folhas de Dados “conforme construído”; c) resultados de cálculos de processo (“rating”) no caso de bandejas de válvulas sujeitas a licenciamento; d) desenhos de arranjo geral e desenhos de montagem certificados; e) desenhos de fabricação certificados; f) especificações dos procedimentos de soldagem, qualificação de procedimentos de soldagem e de soldadores e operadores de soldagem; g) certificados de qualificação dos procedimentos de soldagem e dos soldadores e operadores de soldagem; h) certificados de qualidade dos materiais; i) instruções de montagem no campo; j) memórias de cálculo de processo e estrutural; k) mapa de defeitos reparados; l) mapa de identificação de chapas e demais componentes; m) certificado de liberação de inspeção. 10.5 Identificação Todos os documentos técnicos do fornecedor, referentes ao equipamento, devem conter as seguintes informações, na legenda do documento ou próximo à legenda do equipamento: a) identificação do equipamento (“tag number”); b) serviço do equipamento; c) número da RM; d) número da RC; e) número do PCS. 11 Garantia O fornecedor deve garantir as bandejas e internos de acordo com as exigências da RM e/ou das “Condições Gerais de Fornecimento à PETROBRAS”. erct PÚBLICO erct PÚBLICO erct PÚBLICO N-1862 REV. D 12 / 2010 IR 1/1 ÍNDICE DE REVISÕES REV. A Não existe índice de revisões. REV. B Partes Atingidas Descrição da Alteração Revalidação REV. C Partes Atingidas Descrição da Alteração Revisão REV. D Partes Atingidas Descrição da Alteração Todas Revisadas erct PÚBLICO