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Prefácio
O presente manual foi preparado pelos professors deste centro (CPEAES) sob a sua
coordenação e é destinado ao âmplo circulo de estudantes ocupados no estudo de
preparação aos exames de admissão para o ensino superior ou no desenvolvimento da
actividade pedagógica nos centros de ensino e pesquisa em particular.
O traço caracteristico deste manual consiste em expor os problemas e as tendências
actuais de planos curriculares orientados para o ensino geral e técnico nacional, o
aperfeiçoamento e assimilação das matérias dadas nas escolas, assinalados sob ópticas do
desenvolvimento estável dos principios básicos da teoria e da prática, planificação dos
métodos de estudos, sem expor a metodologia concreta de planificação.
Os autores põe em destaque os elementos que devem ser assimilados e que possam ser
úteis nas diferentes condições de avaliação nos exames de admissão de modo a alcançar
os objectivos desejados.
O manual∗ pode ser utilizado como material de estudo.
O CPEAES ficar-lhe-á muito grato se nos dar a conhecer a sua opinião a cerca da
qualidade do presente manual, assim como acerca da sua apresentação e impressão.
Agradecer-lhe-emos também qualquer outra sugestão.
Maputo, Março de 2008
Justino M. J. Rodrigues (Coordenador)
∗ Este livro é propriedade do Centro e todos os seus direitos e obrigações estão reservados a este
centro. É expressamente proibido a sua reprodução, seja ela por fotocópia ou outra forma
electrónica tanto como a sua venda fora deste estabelecimento como dententor de todos os
direitos.
Justino Rodrigues (Coordenador), e-mail: rjustino20@yahoo.com.br, cell: +258 820432760
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Apresentação
Este manual busca realizar uma viagem através do fantástico universo dos seres vivos,
levando estudantes a uma visão global da maior riqueza deste planeta: sua
biodiversidade.
A estruturação dos conteúdos baseia-se no Programa de Tópicos de Biologia a serem
avaliados nos exames de admissão da Universidade Eduardo Mondlane.
Foi dado destaque às informações essenciais que os estudantes necessitam para o exame
de admissão ou para os cursos universitários ligados a área de ciências biológicas. Ao
final de cada capítulo, são propostos exercicios de concursos de admissão das principais
universidades e institutos superiores moçambicanos (UEM, UP, UNILúrio, ISCISA).
Uma atenção especial foi dada às ilustrações, tão necessárias no estudo da biologia, tendo
sido cuidadosamente selecionadas em função da compreensão das estruturas e dos
processos biológicos. Em praticamente todos os capítulos também são apresentados
quadros comparativos, organizando o conhecimento de maneira objectiva.
O eixo pedagógico e didático do manual é, portanto, caracterizado pelo aspecto síntese
resumo, sem contudo perder em essência. Tem-se a certeza absoluta de que este manual
está longe de ser considerado completo. Ele tanto poderá ser utilizado como elemento
motivador para buscas mais aprofundadas em pesquisas bibliográficas complementares,
como se constitui numa poderosa revisão aos que já concluíram o ensino médio e se
preparam para os mais concorridos exames de admissão.
Os autores
Maputo, Março de 2008
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BIOLOGIA
Orientação Geral
Pretende-se verificar o atendimento dos seguintes requisitos básicos pelo candidato:
conhecimento de terminologia, convenções e classificações e capacidade de
utilização desses conhecimentos para a compreensão dos fenómenos biológicos;
visão global do mundo biológico, seu funcionamento e aplicação desses
conhecimentos na vida prática;
capacidade de interpretar e elaborar textos, gráficos e tabelas, resolução de
problemas e analises experimentais, aplicando os conhecimentos adquiridos.
Programa
PARTE I - SERES VIVOS
Características gerais. Variedade dos seres vivos: sistemas de classificação; regras de
nomenclatura; conceito de espécie; categorias taxonómicas; características gerais dos
principais grupos; vírus.
Exercícios de aplicação.
PARTE II - CÉLULA
Célula procariotica e eucariotica: características diferenciais.
Célula animal e vegetal: componentes morfológicos; principais funções das estruturas
celulares. Componentes químicos: importância funcional das substâncias químicas para a
manutenção da homeostase celular.
Inter-relação das funções celulares: relação com a evolução das estruturas celulares.
Núcleo interfásico: código genético. Divisão celular: mitose e meiose.
Exercícios de aplicação
Parte III - TECIDOS
Conceito estrutural e funcional. Classificação dos tecidos animais: critérios.
Principais características e funções dos tecidos animais e vegetais.
Exercícios de aplicação
Parte IV - FUNÇÕES VITAIS DOS ANIMAIS E VEGETAIS
Características e funções dos sistemas: nutrição e digestão; respiração e trocas gasosas;
circulação e transporte; excreção; protecção; sustentação; locomoção; respostas aos
estímulos ambientais e o sistema de integração.
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Reprodução: sexuada e assexuada (principais exemplos); evolução nos principais grupos
de animais e vegetais; gametogenese, fecundação e desenvolvimento embrionário;
reprodução humana.
Fotossíntese, respiração celular e fermentação.
Exercícios de aplicação
Parte V - GENÉTICA
Conceitos básicos: terminologia, cruzamentos e probabilidade.
Mendelismo e Neomendelismo.
Fundamentos de citogenética: genes e cromossomas; crossing over; anomalias
cromossómicas. Conceitos básicos de engenharia genética. Código genetico. Fontes de
variabilidade genética: mutação e recombinação genica. Genética de populações.
Exercícios de aplicação
Parte VI - EVOLUÇÃO
Principais teorias: origem da vida e o processo evolutivo.
Mecanismos evolutivos: variação genética e selecção natural.
Evidências de evolução. Evolução dos vertebrados e dos vegetais.
Exercícios de aplicação
Parte VII - ECOLOGIA
Fluxo de energia e matéria na biosfera.
Relações ecológicas nos ecossistemas: estudo das comunidades.
Ciclos biogeoquímicos. Sucessão ecológica e grandes biomas.
Poluição e desequilíbrio ecológico: conservação e preservação da natureza.
Exercícios de aplicação
Parte VIII - SAÚDE, HIGIENE E SANEAMENTO BÁSICO
Conceito e princípios básicos de saúde, higiene e saneamento.
Principais doenças do homem: doenças carenciais; doenças infecto-contagiosas; doenças
parasitárias; principais endemias em Moçambique. Defesas do organismo: imunização.
Exercícios de aplicação
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Seres Vivos
1. Características gerais
ortanto, necessário
varmos em conta um conjunto de aspectos que os diferenciam dos demais seres.
izações feitas no estudo dos seres vivos diz que: “todos os seres vivos são
o unicelulares. Apesar de ser uma estrutura muito pequena a célula é composta por
s. Um conjunto de células semelhantes que realiza determinada função recebe o nome de
cido.
té ficarem voltadas em direção à fonte de luz. Essa movimentação, no entanto, demorará vários dias.
energia. Energia é o "combustível" necessário para
,
realizando um processo denominado fotossíntese (do grego foto = luz e synthesis = juntar, agrupar).
Seres vivos e não vivos
A Terra é habitada por muitos milhões de seres: alguns desses seres são chamados de vivos, outros
não. Todos os seres são formados por matéria. O que distingue um ser vivo de um ser bruto ou não-
vivo, em primeiro lugar, é a composição química. Na Antigüidade, os pensadores achavam que os
seres vivos eram dotadosde uma exclusiva e misteriosa força vital que lhes confiria vida. Hoje não se
acredita mais nisso, pois sabe-se que a matéria que forma os organismos vivos, embora peculiar, é
constituída por partículas semelhantes às que formam a matéria não viva e está sujeita às mesmas leis
que regem o universo não-vivo. Na matéria viva, porém, certos elementos químicos estão sempre
presentes em grande proporção, como o carbono (C), o hidrogênio (H), o oxigênio (O) e o nitrogênio
(N) que, junto com vários outros elementos, em menores quantidades, formam substâncias muito
complexas (chamadas genericamente de substâncias orgânicas), que constituem os seres vivos. Você é
um ser vivo, assim como uma planta e uma bactéria. Já uma pedra não é viva, nem uma cadeira. Os
seres vivos não podem ser definidos por apenas uma característica sendo, p
le
Os seres vivos são formados por células
Uma das primeiras general
constituídos por células”.
Este enunciado constitui a chamada Teoria Celular.
A célula é o elemento fundamental que forma o organismo dos seres vivos. Em geral a célula é tão
pequena que só pode ser vista ao microscópio. Uma das exceções que se tem, em relação ao tamanho,
é um ovo, sua gema constitui uma única célula macroscópica. A maioria dos seres que conhecemos é
formada por grande quantidade de células e, por isso, são chamados de seres pluricelulares. Entretanto,
existem seres vivos formados apenas por uma célula: são os chamados unicelulares. As bactérias e os
protozoários sã
várias partes.
As células que constituem o organismo dos seres não são todas iguais. Raízes, folhas, ossos, pele,
músculos etc. têm formas diferentes. Isso acontece porque as células que formam essas partes são
diferente
te
Os seres vivos possuem capacidade de movimentação
Quando nos referimos à capacidade de movimentação, estamos falando de uma ação voluntária, que
um ser vivo faz por si próprio. Os animais se movimentam rápida e ativamente, nadando, correndo ou
voando sendo, portanto, mais facilmente identificável. Movimentando-se os animais realizam, com
mais facilidade, algumas tarefas básicas, como buscar alimentos, se defender e atacar. Nas plantas a
constatação dos movimentos requer uma observação mais cuidadosa pois ocorre mais lentamente. Por
exemplo, se girarmos o vaso de uma planta que fica perto da janela, suas folhas se moverão lentamente
a
Os seres vivos precisam de alimento
Não se pode conceber a vida sem a presença de
que o ser vivo possa realizar suas funções vitais.
Os seres vivos obtêm a energia a partir dos alimentos orgânicos principalmente açúcares.
Os organismos que conseguem sintetizar esses açúcares são chamados de autótrofos (do grego auto =
por si próprio e trofos = nutrição). É o que acontece com as plantas, que são capazes de sintetizar esses
açúcares a partir da água e do gás carbônico através de reações químicas que necessitam de luz
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Por outro lado, há organismos imcapazes de produzir seu próprio alimento. Necessitam, então, ingerir
vegetais ou outros animais para se alimentarem. Esses organismos são chamados heterótrofos (do
grego heteros = outro, diferente e trofos = nutrição) e como exemplo temos os animais.
Tanto os organismos autótrofos quanto os heterótrofos necessitam retirar a energia contida nos
açúcares, que são degradados em água e gás carbônico, liberando energia.
O conjunto de reações químicas que acontecem nos seres vivos (quer seja na síntese de substâncias ou
na degradação destas para obtenção de energia) recebe o nome de metabolismo.
Os seres vivos reagem a estímulos
Todos os seres vivos respondem a estímulos que podem ser físicos ou químicos, como pôr exemplo, a
mudança de temperatura, de luminosidade, de pressão ou de composição química do ambiente em que
vivem.
Alguns poucos vegetais, porém, como a sensitiva (Mimosa pudica), também chamada de dormideira, e
certas plantas carnívoras, são capazes de retrair suas folhas em poucos segundos quando tocadas, em
uma reação rápida que lembra a de um animal.
Tais plantas produzem reações químicas muito complexas que provocam um movimento de “retração”
e “relaxamento” das células, conferindo estes movimentos.
Organismos complexos, como o caso do ser humano, possuem órgãos sensoriais (olhos, ouvidos etc.)
altamente especializados em receber os estímulos ambientais. Esses órgãos estão acoplados ao sistema
nervoso, que elabora respostas rápidas e adequadas a cada tipo de estímulo.
Os vegetais também respondem a estímulos, embora mais lentamente que os animais. As folhas das
plantas crescem em direção à luz; o caule cresce para o alto, em resposta contrária ao estímulo físico
da gravidade; as raízes crescem em direção ao centro do planeta, em resposta positiva à força da
gravidade. Também é conhecido o caso do girassol, que se movimenta orientado pela direção da
incidência de raios luminosos do Sol, e as onze-horas, cujas flores permanecem plenamente abertas
apenas perto deste horário.
A capacidade de reagir a estímulos é classificada de acordo com a evolução dos organismos. No caso
dos animais primitivos, dizemos que estes possuem uma irritabilidade simplificada. Esta
irritabilidade é a capacidade de reagir, de forma inata e mecânica, a um estímulo. Por exemplo, ao
encostar num paramécio ela terá a reação de se afastar para o lado oposto.
Nos animais mais evoluídos, pode-se referir à irritabilidade complexa, através da excitação de um
sistema nervoso mais evoluído, que é uma resposta mais elaborada a um estímulo. Como exemplo de
maior desenvolvimento, temos o homem, capaz de emitir respostas muito complexas ao meio. Dirigir
um automóvel, por exemplo.
No caso dos vegetais estas reações são referidas como tropismos (crescimento do vegetal orientando-
se a favor ou contra estímulos ambientais, como a força de gravidade), tactismos (orientação espacial
do vegetal em relação à substâncias químicas, como as plantas parasitas infiltrarem raízes em outras
plantas para buscar seiva elaborada), nastismos (reação em resposta à organização interna do vegetal,
como o exemplo já citado da planta dormideira) e blastismos (reação a estímulos luminosos, como a
semente ter fobia ou filia pela luz para germinação).
Os seres vivos têm ciclo vital
Todos os seres vivos passam por diversas fases durante a sua existência: nascem, crescem,
amadurecem, se reproduzem, envelhecem e morrem.
Essas etapas constituem o ciclo vital. Os seres brutos, sem vida, não possuem ciclo vital. Os seres
brutos não crescem, embora às vezes pareça que isso acontece. O aumento nas ondulações das areias
do deserto, chamadas dunas, não se trata de crescimento. Na realidade, esse aumento ocorre por causa
da deposição da areia transportada pelo vento. Todos os seres vivos têm duração limitada.
Os seres vivos se reproduzem
Reprodução é a capacidade que os seres vivos têm de gerar outros seres semelhantes a si mesmos. É
por meio da reprodução que as espécies se mantêm através dos tempos. É ela que explica porquê, em
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condições normais, um ser vivo morre, mas a espécie não desaparece. A reprodução pode ser
considerada a característica essencial da vida. Entretanto, apesar de sua importância, não é uma função
vital, pois o ser vivo pode viver sem que haja a necessidade de se reproduzir.
A reprodução pode ocorrer de duas formas principais: assexuada (ou agâmica) e sexuada (ou
gâmica).
Reprodução assexuada é a reprodução pelo próprio indivíduo, que dá origem a outros seres iguais a
ele. Nessa forma de reprodução não há a participação de células sexuais para a formação de novos
seres. Como exemplo temos as amebas, certas bactérias, esponjas etc., que se reproduzem
assexuadamente.
Reprodução sexuada é a reprodução onde é necessária a participação de células sexuais, chamadas
gametas. Em geralessas células são produzidas por seres diferentes, um masculino e outro feminino.
Nesse caso dizemos que esses seres têm sexos separados. Entre os animais vertebrados, por exemplo,
os machos formam espermatozóides e as fêmeas, óvulos. No entanto, alguns seres vivos possuem a
capacidade de, no mesmo organismo, formarem tanto gametas masculinos quanto femininos. Esses
seres são chamados de hermafroditas. As minhocas, por exemplo.
O encontro de gametas denomina-se fecundação e resulta numa célula-ovo, que se desenvolve para
formar um novo ser. Quando a fecundação ocorre no interior do organismo feminino dizemos que a
fecundação é interna (mamíferos, aves etc.). Quando ocorre no meio externo, dizemos que a
fecundação é externa (a maioria dos peixes, anfíbios etc.). Se os filhotes nascem direto da mãe
dizemos que esta espécie é vivípara; se a fêmea bota ovos, dizemos que esta espécie é ovípara.
Os seres vivos podem adaptar-se
O termo adaptação pode ser empregado em vários sentidos.
Quando desenvolvemos atividades físicas, nossa temperatura aumenta. Um dos mecanismos que o
organismo encontra para baixar a temperatura é a transpiração. Esse tipo de ajustamento é chamado
homeostase, que constitui um tipo de adaptação.
Adaptação também significa a capacidade de um organismo desenvolver, ao longo de milhares de
anos, características que permitem melhor ajustamento ao ambiente. Esse processo de mudanças que
levam à adaptação recebe o nome de evolução biológica. Os cientistas acreditam que as girafas, por
exemplo, descendem de ancestrais que tinham pescoços de comprimentos variáveis. Os indivíduos
mais altos tinham mais chance de sobreviver, pois conseguiam alcançar mais facilmente o alimento.
Seus filhos herdaram essas características a transmitiram a seus descendentes.
2. Os niveis de Organização
A) DO ORGANISMO Á MOLÉCULA
O organismo vivo é o objecto de estudo da Biologia. Este estudo pode ser realizado sob diversos
pontos de vista, dependo do centro de interesse do biólogo.
Os seres vivos são estruturas altamente complexas e organizadas. Esta organização pode ser percebida
em vários niveis. O estudo de um peixe de uma determinada lagoa, por exemplo, pode dar-nos a ideia
dos niveis de organização existentes num ser vivo.
ORGANISMO: No organismo, estudado como um todo, podemos estar interessados numa descrição
minuciosa da morfologia externa do animal. Anotaremos então detalhes, como: posição das
nadadeiras, tipos de escamas, etc.... Ou então, podemos querer estudar o comportamento do peixe
numa determinada situação, por exemplo, na época de sua reprodução.
SISTEMAS: Uma dissecação do animal nos revela a existência de vários sistemas – o sistema
digestivo, o sistema circulatório, o sistema nervoso etc...
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ÓRGÃOS: Cada um destes sistemas é composto por vários órgãos, integrados de maneira a realizar
com eficiência as funções necessárias. Os órgãos do sistema digestivo – boca, dentes, lingua, esfago,
estomago, intestino e glândulas anexas – tem, cada qual, seu papel na apreensão, transformação e
absorção do alimento.
TECIDOS: Cada um destes orgãos, examinados com maior atenção, se mostra constituido por
camadas diferentes, chamadas tecidos, que desempenham no órgão um certo papel. O tecido epitelial
de uma certa região do intestino, por exemplo, absorve o alimento digerido.
CÉLULAS: O exame de um tecido ao microscópio mostra que ele é constituido por unidades
fundamentais, as células.
ORGÂNELOS: Maiores aumentos ao microscópio revelam que a célula, por sua vez, tem sua própria
organização: nela encontramos pequenas estruturas, os orgânelos, como mitocôndrias, reticulo
endoplasmático, núcleo, que desempenham uma função especifica.
MOLÉCULAS: Por fim, orgânelos celulares são formados por moléculas, como aliás qualquer
matéria, mesmo não-viva; porém, na composição quimica do peixe predominam substâncias
complexas e também organizadas, como proteinas e ácidos nucleicos.
ÁTOMOS: Essas moléculas, por fim, são constituidas pelos mesmos átomos que encontramos na
matéria não-viva.
B) DO ORGANISMO Á BIOSFERA
Outro modo de estudar a vida é analisar as relações entre o organismo e o meio ambiente.
POPULAÇÃO: Ao redor de um peixe, vivem na lagoa muitos outros peixes da mesma especies; ao
conjunto de organismos da mesma especie que vivem numa determinada área chamamos de
população.
COMUNIDADE: A população de peixes alimenta-se de caramujos e crustáceos que vivem na mesma
lagoa. Os mesmos peixes, por sua vez, podem servir de alimento a peixes maiores. Há também vários
tipos de plantas aquáticas, que são comidas pelos caramujos; algas verdes microscópicas e ainda
bactérias que decompõem os restos de plantas e animais mortos. O biólogo chama o conjunto de
populações que existe na lagoa de comunidade. Você percebeu que entre as populações de uma
comunidade há um alto grau de interdependência.
ECOSSISTEMA: Se a comunidade for considerada junto com os factores abióticos (não-vivos) da
lagoa, como a temperatura da água, intensidade da luz que penetra nela, sais minerais dissolvidos, teor
de oxigênio e gás carbônico, teremos um ecossistema. Num ecossistema existem então os factores
bióticos (comunidade) e abióticos.
BIOSFERA: Ao conjunto de ecossistemas da terra denominamos biosfera.
O campo da Biologia que estuda as relações dos seres vivos entre si e com o meio é chamado
Ecologia. O homem aprendeu nos últimos anos, de maneira dram’atica, que suas intervenções na
natureza podem ser muitas vezes desastrosas; mexer apenas num elo dessa complicada “teia” da vida
pode levar a desequilibrios imprevistos. O desmatamento indiscriminado de uma região, por exemplo,
faz desaparecer várias populações, animais que ali viviam; além disso, a retirada dos vegetais favorece
a erosão do solo pelas águas das chuvas; e essa degradação do solo pode tornar dificil, ou até mesmo
impossivel, a recuperação da área pelo reflorestamento.
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3. Algumas subdivisões da biologia
Está claro, então, que, dependendo do modo de focalizar os seres vivos, o biologo se especializa num
determinado campo de estudo da vida. A Bioquimica analisa a vida no plano de atomos e moleculas; a
Citologia procura entender a organização da célula e o papel de cada organelo; e, evidentemente, o
bioquimico e o citologista frequentemente necessitam um do outro, e muitas vezes trabalham juntos.
Na Histologia, o centro de interresse do biologo é o tecido. O histologista tanto poderá estudar sua
estrutura (Anatomia), como seu funcionamento (Fisiologia). Anatomia e Fisiologia aplicam-se
tambem ao estudo de orgãos e sistemas.
A Embriologia descreve as fases do desenvolvimento dos organismos durante o periodo embrionário.
Na Genética são estudados os mecanismos da hereditariedade. A Taxonomia ou Sistemática se
preocupa em organizar um sistema lógico de classificação dos diversos tipos de seres conhecidos. Por
fim, já vimos que a Ecologia estuda as relações entre os organismos e o seu meio ambiente.
Neste manual, nossa proposição é iniciar o estudo da vida pelo nivel de organização mais básico,
passando gradualmente ao niveis mais elevados.
4. Classificação e nomenclatura dos seres vivos
Por que classificamos? Quando nos deparamos com uma grande variedade de objetos ao nosso redor,
temos a tendência de reunir em grupos aqueles que consideramos semelhantes, classificando-os. Está é
uma característica inerente ao ser humano. O ser humano classifica as coisas porque isso as torna mais
fáceis de serem compreendidas.
É provável que o homem primitivo distribuísse os seres vivos em grupos: os comestíveis e os não-
comestíveis, perigosos e não-perigosos etc..
No nosso dia-a-dia, temos constantemente exemplos de classificação de coisas; ao se classificar os
selos,por exemplo, levamos em conta critérios de semelhanças como país, o ano do selo, o motivo da
estampa etc..
Em qualquer sistema de classificação são usados determinados critérios. Num supermercado, a
disposição dos produtos nos corredores e nas prateleiras obedece a certas regras estabelecidas pelo
proprietário. Por exemplo, os produtos de higiene pessoal ficam numa determinada prateleira de uma
determinada seção, os refrigerantes numa outra e os chocolates em uma terceira etc… É claro que o
dono de um supermercado pode usar critérios diferentes de arrumação.
Os cientistas também classificam. Mas no caso da Ciência, não é aconselhável a existência de muitos
sistemas diferentes de classificação. Podemos perceber que isso tornaria muito difícil a “comunicação”
entre cientistas.
A importância da classificação biológica é facilitar a compreensão da enorme variedade de seres vivos
existentes.
Os grupos básicos de Linnaeus
A primeira tentativa conhecida de classificação foi feita pelo filósofo grego Aristóteles (384- 322
a.C.). Aristóteles trabalhou principalmente com animais e classificou várias centenas de espécies. Ele
dividia os animais em dois grandes grupos: os com sangue e os sem sangue. Teofrasto, um discípulo
de Aristóteles, descreveu todas as plantas conhecidas no seu tempo: ao classificar as plantas, um dos
critérios utilizados foi o tamanho; ele as dividia em árvores, arbustos, subarbustos e ervas.
De Aristóteles até o começo do século XVIII houve pouco progresso. Foram elaborados alguns
sistemas de classificação mas com pouco sucesso. Os critérios eram arbitrários, alguns Biólogos
classificavam os animais de acordo com seu modo de locomoção, outros conforme o ambiente em que
ele vivia etc. Um exemplo disso pode ser notado ao analisarmos a classificação de um animal tendo
por base apenas o ambiente onde ele vive. Pássaros, morcegos e insetos são classificados como
animais aéreos e, no entanto, são muito diferentes entre si. Certamente um beija-flor tem mais
semelhança com uma ema (terrestre) do que com uma mosca.
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Podemos notar que escolher como critério apenas o ambiente não acrescenta muito sobre o grupo.
Estas primeiras classificações eram consideradas artificiais, pois utilizavam critérios que não refletiam
as possíveis relações de parentesco entre os seres vivos.
Hoje em dia classificações são naturais, pois procuram agrupar os seres vivos de acordo com o maior
número possível de semelhanças, tentando estabelecer relações de parentesco evolutivo entre os
mesmos.
Um grande marco na classificação dos seres vivos foi estabelecido pelo Naturalista e Médico sueco
Linnaeus.
Linnaeus desenvolveu um sistema de categorias hierárquicas que, com algumas modificações, é usada
hoje. No entanto, ele não levou em conta as relações de parentesco evolutivo entre seres vivos, pois
acreditava que as espécies existentes na Terra tinham sido criadas uma a uma por Deus e que, desde o
instante da criação até então, elas teriam permanecido sem qualquer alteração. Esse princípio da
imutabilidade, denominado fixismo, era crença generalizada entre os naturalistas da época de
Linnaeus.
Actualmente o fixismo não é mais aceito, tendo sido contestado a partir dos trabalhos de Darwin em
1859. Darwin desenvolveu idéias sobre a evolução dos seres vivos através da seleção natural.
A teoria da evolução biológica ou simplesmente teoria da evolução diz que todos os seres vivos, dos
mais simples até o homem, estão sujeitos a contínuas modificações ao longo do tempo. Assim,
acredita-se que todas as espécies atuais ou as já extintas se originaram a partir de outras, pelo acúmulo
de novas características, que revelam as suas adaptações ao diferentes ambientes durante a história da
Terra.
Com a aceitação da teoria evolutiva, as espécies deixaram de ser vistas como grupos estáticos de seres
vivos. No sistema proposto por Linnaeus a espécie é a unidade de classificação e pode ser definida
como sendo “um grupo de organismos que se acasalam na Natureza e cujos descendentes são férteis”.
O atual sistema de classificação dos organismos também considera a espécie como unidade de
classificação.
As diferentes categorias de classificação, chamadas de categorias taxonômicas, foram ampliadas.
Linnaeus elaborou um sistema de classificação onde havia 5 categorias de espécies semelhantes, que
eram agrupadas em um mesmo gênero; os gêneros semelhantes são agrupados numa mesma família;
famílias semelhantes são reunidas numa ordem; ordens semelhantes são agrupadas em uma classe;
classes semelhantes são agrupadas em um filo ou divisão, e filos ou divisões semelhantes são
agrupadas em um reino. As categorias podem ser representadas, da mais ampla para a mais restrita, da
seguinte maneira:
REINO FILO CLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO ESPÉCIE
Além dessas categorias, muitas vezes são utilizadas categorias intermediárias, tais como subfilo,
infraclasse, superordem, superfamília, subgênero, subespécie.
Para exemplificar o atual sistema de classificação, vamos ver a classificação do cão, desde a categoria
mais geral, que é o reino, até a mais restrita, que é a espécie.
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Um exemplo de classificação taxonômica: o cão.
Uma classificação geral dos seres vivos
Muitos sistemas de classificação de seres vivos foram propostos, mas esse assunto ainda é muito
controvertido. As Ciências Biológicas estão em plena expansão e tem sido possível conseguir mais e
melhores informações a respeito dos seres vivos, trazendo assim maiores subsídios para a compreensão
de suas histórias evolutivas. Por essa razão, a classificação tem sofrido modificações, pois trata-se de
um tema dinâmico, não existindo um sistema que contente a todos.
Num dos primeiros sistemas de classificação, na época de Linnaeus, era comum a divisão dos seres da
natureza em 3 reinos: Vegetalia ou Plantæ, Animalia e Mineralia. Essa divisão perdurou até cerca de
60 anos atrás. Em conseqüência, ainda há quem insista em considerar os seres vivos unicamente em
dois reinos: Vegetalia e Animalia.
Num outro sistema proposto, os seres vivos eram colocados em 3 reinos: Protista, Plantæ e Animalia.
Este sistema também não é mais utilizado.
Posteriormente surgiu um sistema de classificação onde os seres vivos eram divididos em 4 reinos:
Reino Monera (bactérias e cianobactérias), Reino Protista (algas, protozoários e fungos), Reino
Plantæ (desde musgos até angiospermas) e Reino Animalia (desde esponjas até os mamíferos).
Esse sistema ainda é utilizado por algumas pessoas, mas está pouco a pouco sendo substituído por um
sistema que agrupa os seres vivos em 5 Reinos:
• Reino Animalia: todos os animais desde as esponjas até os mamíferos
• Reino Plantae: desde algas pluricelulares até angiospermas
• Reino Fungi: todos os fungos
• Reino Protista: algas unicelulares e protozoários
• Reino Monera: bactérias e cianobactérias
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O sistema dos 5 Reinos foi proposto em 1969 pelo Biólogo norte-americano R. H. Wittaker e é o
utilizado atualmente.
Nomenclatura dos seres vivos
Se você consultar um dicionário verificará que o fruto conhecido como ABÓBORA também pode ser
chamado de jerimum, jerimu, jurumum, zapolo e zapolito-de-tronco. É provável que você não conheça
todos esses nomes.
Se em uma única língua de um único País existem tantos nomes para um mesmo organismo, calcule,
então, como seria confuso se considerarmos todas as línguas e dialetos que existem no mundo!
Para facilitar a comunicação entre pessoas de diferentes nacionalidades, que falam diferentes idiomas,
e entre pessoas de diferentes regiões geográficas de um mesmo país, são utilizados nomes científicos
para designar as várias espéciesde seres vivos.
O sistema atual de nomenclatura segue proposta de Linnaeus:
• é binomial, isto é, composto por dois nomes escritos em latim, ou latinizados;
• o primeiro nome refere-se ao gênero e deve ter a inicial com letra maiúscula, ex.: Canis
• o segundo nome é o epíteto específico e deve ser escrito com inicial minúscula, ex.: familiaris
• Os dois juntos formam o nome da espécie, ex.: Canis familiaris, que é o cão doméstico.
• Os nomes científicos devem ter grafia diferenciada no texto. Se este for manuscrito, deve-se
passar um único traço embaixo do nome. Se for impresso pode-se, por exemplo, deixar a letra
em itálico.
Observe o exemplo abaixo:
Tendo em vista que a classificação correta é em latim (ou em palavras latinizadas), apresentaremos os
tópicos desta forma. No decorrer do texto, porém, vamos usar a classificação em língua portuguesa.
Note também que, em alguns nomes, há a presença de radicais gregos.
Leitura complementar: Vírus, um ser diferente
Os vírus são o limite entre a matéria bruta e a matéria viva.
Esses seres são muito especiais, pois não são formados por células. Seu organismo é formado por
proteínas e outras substâncias. De todas as características dos seres vivos, os vírus apresentam somente
duas: a capacidade de se reproduzir e de sofrer mutações. Por essa razão, os cientistas ainda não
chegaram a um acordo se devem ou não classificar esses seres como organismos vivos.
Conseqüentemente, os vírus não estão agrupados em nenhum reino. Quando as dúvidas que se tem
hoje sobre as características desses seres forem esclarecidas, é provável que eles sejam classificados
em um reino exclusivo deles.
O vírus só consegue sobreviver e se reproduzir no interior das células. Para isso, ele tem que injetar o
seu material genético no interior de uma célula viva.
Quando isso ocorre podemos dizer que, de certa forma, o vírus inativa (desliga) o programa da célula e
a obriga a fabricar novos vírus. Esses novos vírus irão contaminar novas células e, se o processo não
for interrompido, ocorre o que chamamos de infecção.
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Um ser que vive às custas de outros causando prejuízos denomina-se parasita.
O vírus é um parasita intracelular, pois para se manifestar necessita penetrar numa célula. Ao se
reproduzirem no interior dos seres vivos, os vírus desequilibram o organismo causando o que
denominamos doença.
Existem vírus que atacam animais e outros que atacam somente vegetais.
Na espécie humana podemos destacar doenças que são causadas por vírus: a gripe, a caxumba, o
sarampo, a hepatite, a febre amarela, a poliomielite (ou paralisia infantil), a raiva, a rubéola etc...
Quando substâncias estranhas (chamadas antígenos) penetram no nosso organismo (o vírus, por
exemplo), existem células do nosso sangue (certos glóbulos brancos) que são capazes de percebê-las,
alertando outras células para o perigo de uma infecção. As células alertadas, outros glóbulos brancos,
fabricam proteínas de defesa chamadas anticorpos, que inativam os antígenos. Dessa forma o nosso
corpo identifica e neutraliza a ação de certos microorganismos, inclusive os vírus. Essa capacidade de
defesa denomina-se imunização.
Não existem medicamentos para combater os vírus depois que eles passam a parasitar um organismo.
Nesse caso o único procedimento possível é esperar que o organismo reaja e produza anticorpos
específicos para destruí-los. É o caso, por exemplo, da gripe. Não existem remédios para essa doença.
O que há são medicamentos para livrar os sintomas desconfortáveis que ela provoca, como dores de
cabeça, febre etc...
No entanto alguns vírus são responsáveis por doenças fatais ou que deixam seqüelas graves, é o caso
da AIDS, onde o vírus baixa radicalmente a resistência do organismo por atacar as células de defesa. O
indivíduo, então, contrai infecções com mais facilidade e que se tornam graves, podendo matar a
pessoa. A poliomielite é outro exemplo que pode deixar uma pessoa paralítica ou com sérios
problemas motores.
Contra algumas doenças viróticas existem vacinas, que são medicamentos preventivos. A vacinas não
curam um organismo já infectado por vírus. São produzidas a partir de vírus “mortos” ou
enfraquecidos. Uma vez introduzidos num indivíduo, esses vírus não têm condições de provocar a
doença, mas são capazes de estimular o organismo a produzir anticorpos, imunizando-o.
Reino Monera - Caracterização
seres pertencentes ao Reino Monera possuem a propriedade de serem
ente, os organismos mais abundantes do planeta, sendo encontradas em praticamente todos
s meios: na terra, na água e no ar, na superfície ou no interior de organismos, em objetos e nos
A m o micrômetro), mas algumas podem atingir 10 m m ou
ma etro).
O reino Monera compreende bactérias e cianobactérias.
As bactérias e as cianobactérias são seres unicelulares, embora várias espécies se apresentem como
colônias, formadas por agrupamentos celulares.
Além da unicelularidade, os
procariontes, ou seja, suas células não possuem membrana nuclear, a ausência dessa membrana resulta
na difusão do material genético no citoplasma.
1 - Bactérias
Com cerca de 3000 espécies, as bactérias estão entre os menores e mais simples organismos e são,
provavelm
o
materiais em decomposição.
ai ria das bactérias não ultrapassa 1 m m (
is ( o micrômetro é a milésima parte do milím
9
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De o ífica: cocos (esféricas),
bac s de espiral) e vibriões (lembram uma
írgula).
nia de quatro indivíduos;
lônia em forma de cacho;
• Sarcina: colônia em forma de cubo;
s cianobactérias são organismos unicelulares procariontes. Algumas vivem isoladamente, enquanto
até 1 metro de comprimento.
ungos, formam os línquenes.
quena exigência de nutrientes, proliferando em qualquer ambiente onde haja apenas gás
= por si mesmo;
1 -
Os pro cópicos, constituem a maior parte do plâncton marinho e
dulcícu
ac rdo com a forma que apresenta, elas recebem um denominação espec
ilo (alongadas, em forma de bastonete), espirilos (em forma
v
Os cocos podem se associar, formando diversos tipos de colônias:
• Diplococos: colônia de dois indivíduos;
• Tétrade: colô
• Estreptococos: colônia em forma de colar ou fila;
• Estafilococos: co
• Pneumococos: colônia de dois indivíduos, em forma de chama de vela;
• Gonococos: colônia de dois indivíduos, em forma de rim.
As bactérias em geral são heterótrofas, mas existem espécies autótrofas e parasitas de animais,
inclusive do homem. Dentre as doenças de maior gravidade causadas por bactérias, devem ser
lembradas a meningite, a tuberculose, a difteria, a lepra, a febre tifóide, a disenteria bacilar, o
tétano, e o cólera.
Muitas dessas doenças podem ser evitadas pela vacinação como, por exemplo, a tuberculose, a difteria,
o tétano e a meningite.
A importância das bactérias
Quando falamos em bactérias, em geral as associamos a doenças. Porém, nem todas são nocivas à
saúde. Muitas espécies são úteis ao homem, dentre elas bactérias do ácido acético, utilizadas na
fabricação de vinagre, e os lactobacilos, empregados na preparação de coalhadas, iogurtes, queijos etc.
Além disso, as bactérias são fundamentais para o equilíbrio da natureza. Como exemplo podemos citar
as que participam do ciclo do nitrogênio, permitindo sua utilização pelas plantas terrestres.
Devemos lembrar ainda das bactérias decompositoras, que permitem a reciclagem de elementos
através da decomposição dos corpos mortos. As bactérias que vivem no nosso trato digestivo
produzem vitaminas essenciais à nossa saúde.
2 - Cianobactérias
A
outras se associam em colônias de
São seres autótrofos fotossintetizantes. Além da clorofila, as cianobactérias possuem ficocianina
(pigmento azul) e a ficoeritrina (pigmento vermelho).
As cianobactériassão seres de grande distribuição natural, ocorrendo em água doce, terra e mar. São
bastante comuns em fontes termais, suportando temperaturas acima de 80 ºC. Em associação com
certas espécies de f
Elas têm pe
carbônico, nitrogênio, água, alguns minerais e luz. Algumas cianobactérias são capazes de fixar o
nitrogênio do ar atmosférico, aproveitando esse gás para construir suas proteínas.
Reino Protista- Caracterização
Os seres classificados no Reino Protista são unicelulares, microscópicos e suas células são
eucarióticas, portanto com núcleo verdadeiro. Eles podem ser autótrofos (grego autos
trophé = nutrição) ou heterótrofos. Podemos dividir o Reino Protista em dois grupos: o das algas e o
dos protozoários.
Algas
tistas autótrofos, organismos micros
la. São de fato os mais importantes produtores desses ecossistemas, isto é, pela fotossíntese,
10
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pro
também
As alg
(diatom
ode-se referir às algas como crisofíceas ou crisófitas, por exemplo, valendo esta nomenclatura para as
Euglenófitas (grego eu = bem; grego glene = encaixe): são algas esverdeadas que possuem um
ou dois flagelos, vivem principalmente em água doce. O principal representante é a Euglena;
que possuem. Algumas vivem em água doce mas a maioria é
ência, sendo
2 - o
ntigamente referia-se ao Filo dos Protozoários. Atualmente o termo protozoário tem sido empregado
tigóforos): locomovem-se através de flagelos. Também conhecidos como
flagelados. Ex.: tripanossomo;
livre e parasitas.
ue os seres pluricelulares são feitas por células ou órgãos especializados.
Os protozoários podem over udó os e flagelo a também
es
Os pseudópodos (grego pseudo = falso; grego podos s de rmitem
um d . dó udam
constantemente a forma da célula duran cam
Os cílios são filamentos curtos que ocorrem em gran lula, enquanto os flagelos são
lo e u tem
coordenadamente e possibilitam a nataç ganism a di
Muitos protozoários são parasitas do homem causan e quadro a seguir as
pr
duzem os alimentos que direta ou indiretamente garantem a vida de todos os demais seres. Eles
são chamados de algas unicelulares.
as unicelulares pertencentes ao Reino Protista distribuem-se por três divisões: Chrysophyta
ácias e crisofítas), Euglenophyta (euglenóides) e Pyrrophyta (dinoflagelados).
P
outras classes.
• Crisófitas (grego chrysos = ouro; grego phykia = alga): são as algas douradas, representadas
principalmente pelas diatomáceas;
•
• Pirrófitas (grego pyrrhos = avermelhado, cor de fogo): são as "algas de fogo", assim chamadas
por causa da cor avermelhada
marinha. Um exemplo interessante de pirrófita é a Noctiluca, que possui luminesc
responsável, em grande parte, pela luminosidade do mar e da areia molhada, que se pode
observar facilmente à noite.
Pr tozoários
A
como uma designação coletiva, sem valor taxonômico. Os antigos Subfilos passaram a ser os atuais
Filos.
A classificação dos protozoários é feita com base nas estruturas de locomoção que apresentam. Os
principais Filos de protozoários são:
• Sarcodina (sarcodíneos): locomovem-se através de pseudópodos. Ex.: as amebas;
• Mastigophora (mas
• Ciliophora (ciliados): locomovem-se através de cílios. Ex.: paramécio;
• Sporozoa (esporozoários): não possuem estruturas de locomoção. Ex.: plasmódio.
Os protozoários (grego protos = primeiro; grego zoon = animal) formam um grupo numeroso, com
uma grande variedade de formas, adaptadas aos mais diferentes modos de vida. Eles ocorrem em
praticamente em todos os ambientes aquáticos e terrestres. Existem espécies de vida
As células dos protozoários são chamadas de “células-organismo”, pois são capazes de executar todas
as funções q
se locom por pse podos, cíli s, embora haj
pécies sem locomoção.
= pé) são expansõe citoplasma que pe
lento deslizamento o organismo Esses pseu
te o deslo
podos se alongam e a
ento.
de número por cé
largam, e assim m
ngos e cada célula apresenta ap nas um o
ão do or
alguns poucos. Nos
o numa determinad
do diversas doenças. V
dois casos eles ba
reção.
ja no
incipais:
Espécie Classe Doença Sintomas Transmissão
Entamœba histolytica Rizópodo Amebíase Ulcerações intestinais,
imento
diarréia,
enfraquec
Ingestão de cistos
eliminados com as
fezes humanas.
Trypanosoma Cruzi Flagelado Doença de Problemas no coração, seto
Chagas inchaço do baço e
fígado, mal estar
Fezes do in
barbeiro (Triatoma
sp.)
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Leishmania brasiliensis Flagelado Úlcera de
Bauru
Ulcerações (feridas que
não cicatrizam) no
rosto, braços e pernas
Picada do mosquito
palha (Phlebotomus
sp.)
Trichomonas vaginalis Flagelo Tricomoníase Vaginite, uretrite, Relação sexual ou
corrimento toalhas e objetos
úmidos contaminados
Giardia lamblia Flagelado Giardíase Dores abdominais, Ingestão de cistos
diarréia eliminados com fezes
humanas
Plasmodium vivax Esporozoário Malária Febres, anemia, lesões
no baço e no fígado
Picada de mosquito-
prego (Anopheles sp.).
Reino Fungi- Caracterização
les
umanidade, utilizados na fermentação do pão e na produção de
enças como: as "ferrugens, e os "carvões".
m tipo de fungo utilizado desde a Antigüidade na produção de pães e bebidas
microscópio verificou-se que o fermento é constituído de seres
bol
um pão
Os fungos mais conhecidos são os bolores, fermentos, lêvedos, orelhas de pau, mofos e cogumelos.
São todos organismos eucariontes e heterotróficos. Podem viver livres na água ou no meio terrestre,
onde há predominância de matéria orgânica.
Para poderem absorver a matéria orgânica de que necessitam, os fungos mantêm três tipos de
relacionamentos com outros seres vivos: saprofitismo (nutrem-se de restos de seres vivos que e
mesmos decompõem), mutualismo (associação com outro ser onde os dois se beneficiam) e
parasitismo (nutre-se de substâncias orgânicas do corpo de animais ou plantas vivos).
A maioria dos fungos é constituída por filamentos microscópicos denominados hifas, que em conjunto
formam um emaranhado denominado micélio.
A importância dos fungos
Os fungos desempenham importantíssimo papel na Natureza: são eles que, juntamente com as
bactérias do solo, fazem a decomposição de cadáveres de animais e de plantas. Nesse papel de
decompositores da cadeia alimentar, eles permitem a reciclagem dos elementos químicos que
constituem a matéria orgânica. Se não fosse assim, os elementos se esgotariam para os seres vivos.
Os fungos são antigos aliados da h
bebidas alcoólicas. Além disso eles emprestam um sabor característico ao queijos tipo roquefort,
camembert, gorgonzola e muitos outros, sem falar na utilização de fungos diretamente na alimentação,
como é o caso dos famosos champignons.
Os fungos têm importância médica pois podem causar doenças no homem, nos vegetais e nos animais.
As doenças causadas por fungos recebem o nome de micoses.
As principais micoses humanas são: o sapinho, a frieira e as micoses de pele. Nos vegetais os fungos
odem causar dop
Ainda temos os fungos do gênero Penicillium, que são empregados na fabricação de antibióticos
naturais.
Por que cresce a massa do pão?
fermento biológico é uO
alcoólicas. Somente com o uso do
vivos, unicelulares que se produzem por esporos e brotamento.
O fermento colocado na massa do pão alimenta-se dela e produz gás carbônico. Com a formação de
has de gás carbônico no interior da massa, esta aumenta de volume e se torna porosa, originando
macio.
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A técni
da uva
process
cana pr
Taxon
A class
diferen -se os seguintes filos:
ca de produção de bebidas alcoólicas é semelhante. O fungo presente no caldo da cana, no suco
ou em outro líquido açucarado utiliza o açúcar como alimento e realiza suafermentação. Nesse
o são liberados gás carbônico e álcool. Assim, do suco de uva produz-se vinho e do caldo de
oduz-se cachaça.
omia do Reino Fungi
ificação dos fungos é feita principalmente á base das estruturas reprodutoras, que são as mais
ciadas do seu ciclo de vida, e no tipo de hifas. Deste modo, tem
• Filo Oomycota – contendo cerca de 580 espécies, inclui os chamados fungos aquáticos, na sua
maioria saprófitos. Estes fungos são filamentosos, com hifas multinucleadas. Apresentam
celulose na parede celular, não quitina, ao contrário do que seria de esperar. A reprodução
destes fungos difere bastante da dos restantes grupos, aproximando-os mais dos restantes
eucariontes (principalmente algas), pelo que muitas vezes se tem questionado a sua relação
filogenética com os restantes grupos do reino. Segundo esses autores deveriam ser incluídos no
Reino Protoctista. Produzem esporos assexuados biflagelados, que os verdadeiros fungos
nunca produzem. A reprodução sexuada inclui a produção de oogónios com oosferas e
anterídeos com núcleos masculinos. Da fecundação resulta o oósporo, um esporo de parede
•
resistente, que dá nome ao taxon. Pertencem a este filo os chamados míldios, bem como os
fungos que causam doenças em peixes e nos seus ovos;
Filo Zygomycota – com 765 espécies conhecidas, são fungos terrestres, a maioria saprófita ou
parasita. Apresentam parede celular com quitina e hifas cenocíticas. A reprodução sexuada
origina zigósporos no interior de um zigosporângio (que dá o nome ao taxon e pode
permanecer dormente longos períodos), de estrutura muito semelhante a um esporangióforo.
Pertence a este filo o bolor negro do pão ou da fruta, uma séria ameaça a qualquer material
armazenado húmido e rico em glícidos. Outros grupos destes fungos de importância ecológica
são a ordem Entomophthorales, parasita de insectos e por isso cada vez mais utilizada no
combate a pragas da agricultura, e o género Glomus, participante na formação de
micorrizas;
Filo Ascomycota – com mais de 30000 espécies, este filo inclui numerosos fungos familiares e
com importância económica, como as trufas, numerosos bolores verdes, amarelos e vermelhos.
O género Neurospora foi fundamental no desenvolvimento da genética, como organismo de
estudo. Apresentam hifas septadas dicarióticas ou parcialmente septadas
•
. Parede celular com
quitina. Produzem assexuadamente conídios ou exósporos em conidióforos. A designação do
filo deriva da estrutura produtora dos esporos sexuados, o ascocarpo, em forma de saco.
Pertencem a este filo as leveduras, os únicos fungos deste grupo não filamentosos;
Filo Basidiomycota – são incluídos neste filo mais de 16000 espécies, a maioria bem
conhecida, como todos os cogumelos, as ferrugens e os carvões, importantes fitoparasitas.
Muito importantes na decomposição de substratos vegetais, atingem 2/3 da biomassa não
•
animal dos solos. São fungos filamentosos, com hifas septadas perfuradas e dicarióticas e com
parede quitinosa. A estrutura produtora de esporos sexuados, o basidiocarpo, é vulgarmente
conhecido por cogumelo. Este resulta da fusão de dois micélios diferentes e irá produzir
do restante micélio por septos. Deles, formam-
nismos deste filo. Por este motivo este filo também é designado por Fungi
Imperfecti. Inclui mais de 17000 espécies, a maioria das quais parece ser de ascomicetos.
Reino Plantae- Caracterização
basídios, células em forma de clava e separadas
se os basidiósporos, grupos de 4 e presos por pequenos pedúnculos;
• Filo Deuteromycota – este filo inclui todos os fungos em não seja conhecida, ou esteja ser
ignorada para motivos taxonómicos, a reprodução sexuada, como por exemplo os fungos
pertencentes ao género Penicillium. Este género é um dos casos em que a fase sexuada é
conhecida mas não é considerada na sua classificação devido á sua elevada semelhança com
outros orga
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O R n
A exem
bastant as animais, o mesmo não pode se
diz d
reprodu e, a folha, a flor, o
frut
ritérios usados na classificação de plantas
vasos condutores de água, sais minerais e moléculas
orgânicas com origem na fotossíntese é um importante critério de classificação vegetal pois
meio terrestre;
terrestre, também revela um elevado grau de evolução;
terrestres bem adaptadas.
grandes grupos:
is, essenciais à vida
s condutores de seiva. Por
iva entende-se o líquido absorvido pelas raízes (seiva bruta) e as substâncias produzidas pela
fotossíntese (seiva elaborada).
seiva se
z de célula a célula. A maioria, porém, é dotada de vasos condutores.
m ramos onde se prendem as folhas, levando a seiva bruta e trazendo a seiva elaborada.
a todas as partes do vegetal, garantindo a sua sobrevivência.
Flores a reprodução vegetal.
as
s criptógamas podem ser divididas, com base na organização do corpo, em grupos menores:
lgas pardas;
• Rhodophyta (rodofíceas): as algas vermelhas.
rtanto, os mais
importantes produtores de alimento e energia. Grande quantidade de oxigênio existente na hidrosfera e
na atmosfera se deve à fotossíntese realizada pelas algas.
ei o Plantae compreende seres eucariontes, pluricelulares, autotróficos, que realizam fotossíntese.
plo dos animais, o organismo vegetal é constituído por células. Contudo, sua organização é
e diferente. Se seus órgãos têm funções paralelas às dos sistem
er a sua estrutura. Em relação aos animais falamos em sistemas digestório, respiratório,
tor, etc.; no que diz respeito às plantas, tratamos de órgãos: a raiz, o caul
o e a semente.
C
Os critérios usados exclusivamente no estudo das plantas são os seguintes:
• vasos condutores– a presença de
está relacionado com o grau de adaptação ao
• semente– a presença de semente, um órgão reprodutor particularmente bem adaptado á
dispersão em meio
• flor– intimamente relacionado com os aspectos anteriores, também é característica de plantas
A classificação dos vegetais possui ligeiras diferenças em relação à classificação animal. Ao invés de
usar o termo Filo, usa-se o termo Divisão.
As plantas são divididas em dois
• Criptógamas (kripto, escondido): plantas que possuem as estruturas produtoras de gametas
pouco evidentes
• Fanerógamas (phanero, evidente): possuem as estruturas produtoras de gametas bem visíveis.
Os órgãos e suas funções
A raiz tem por função fixar a planta ao solo e retirar dele água e sais minera
vegetal. O caule mantém a planta ereta. Em seu interior encontram-se vaso
se
Há vegetais que não possuem vasos condutores (algas e musgos). Nesse caso, a distribuição da
fa
Do caule parte
As folhas são, portanto, a parte dos vegetais onde ocorre a fotossíntese. A seiva elaborada por ela
produzida é distribuíd
Nas folhas também acontecem os processos de respiração e transpiração vegetal.
e sementes são órgãos que se relacionam com
Criptógam
A
1 - Talófitas
As talófitas são plantas cujo corpo é um talo, estrutura não diferenciada em raiz, caule e folha. São as
algas pluricelulares.
Um dos critérios de classificação das algas é a cor. As algas segundo esse critério são divididas em:
• Chrorophyta (clorofíceas): as algas verdes;
• Phaeophyta (feofíceas): as a
A importância das algas
As algas realizam a maior parte da fotossíntese que ocorre no Planeta. São, po
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- Briófitas
lantas de pequeno porte, sendo que na maioria não ultrapassa 20 cm de altura. Vivem
seiva
través de suas paredes.
folhas e de seiva elaborada para as demais partes da planta.
s principais representantes do grupo são as samambaias e as avencas.
as pteridófitas as folhas se desenrolam a partir do centro da planta.
A reprodução é feita por meio de esporos, q te são produzidos em soros localizados na
baias).
uturas
produtoras,que são erradamente denominados flores; e as Angiospermas, que produzem flores. Uma
a, de maneira ampla, como um “ramo” modificado e adaptado à reprodução.
os:
gimnosperma
ativa é a araucária, também conhecida como pinheiro-do-paraná. As flores da gimnosperma são
estróbilos. Essas flores são de um só sexo, masculino ou feminino.
tuais tenham aproximadamente 4000 anos de idade.
ente). Por esse motivo são conhecidas como plantas frutíferas.
As algas vermelhas são ricas em iodo e constituem uma valiosa de substâncias como o ágar-ágar
(utilizado em laboratório para a cultura de bactérias) e a carragenina (utilizada como estabilizador de
sorvetes, pastas de dentes e doces).
2
As briófitas são p
em ambientes úmidos e sombreados, uma vez que não são susceptíveis à dessecação.
As briófitas apresentam estruturas chamadas rizóides, caulóides e filóides que desempenham um papel
semelhante ao da raiz, caule e folhas. No entanto, não têm vasos condutores de seiva; tanto a
elaborada quanto a bruta passam diretamente de uma célula para outra, a
O grupo das briófitas tem os musgos como principal representante.
3 - Pteridófitas
As pteridófitas são as primeiras plantas a possuir vasos condutores de seiva. A existência dos vasos
possibilitou às plantas a conquista definitiva do ambiente terrestre. Os vasos permitem o transporte
rápido da água e sais minerais até as
O
N
ue freqüentemen
parte de baixo das folhas (são aqueles pontinhos alaranjados que vemos às vezes nas samam
Ocorre alternância de gerações, sendo o vegetal adulto produtor de esporos que, uma vez no chão, dão
origem a uma plantinha parecida com um coração (prótalo) e que produz os gametas. Esses se unem e
vão dar origem a uma nova planta.
Fanerógamas
Nas fanerógamas os óvulos e o pólen são os gametas feminino e masculino, respectivamente.
Dentre as fanerógamas temos as Gimnospermas, que produzem estróbilos como estr
re
flor pode ser definid
Sobre as folhas modificadas desse ramo é que se formam as estruturas reprodutivas das plantas
fanerógamas.
A semente é uma estrutura que contém em seu interior um pequeno embrião em repouso, além de
grande quantidade de células e material nutritivo para garantir a germinação. As sementes têm origem
a partir dos óvulos, formados nas flores. As fanerógamas são divididas em dois grandes grup
1 - Gimnospermas
As gimnospermas são as primeiras plantas a produzirem flores (inflorescências) e sementes, porém não
produzem frutos (grego = gymnos = nua, grego = sperma = semente) .
As gimnospermas mais conhecidas são os pinheiros, ciprestes e sequóias. No Brasil uma
n
chamadas de cones ou
As gimnospermas estão mais adaptadas às regiões temperadas. Chegam a formar vegetações como as
taigas no Hemisfério Norte e a mata de araucária no sul do Brasil.
As sequóias são gimnospermas de grande porte e ocorrem na Califórnia (Estados Unidos). Essas
plantas chegam a atingir 120 metros de altura e seus troncos podem chegar a ter diâmetro de 12
metros. Estima-se que as sequóias a
2 - Angiospermas
As angiospermaspossuem como característica exclusiva, a semente contida no interior de um fruto
(grego angio = urna; sperma = sem
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ia-prima para as mais diversas
odificadas que fazem parte do corpo do
mbrião e que podem armazenar nutrientes que serão fornecidos a ele durante os estágios iniciais de
o próprio nome diz, nas monocotiledôneas há apenas um cotilédone por
e-açúcar, milho, gengibre e palmeiras em geral: coco-da-baía, babaçu, etc.
as angiospermas a fecundação se dá quando o núcleo masculino (proveniente do grão de pólen) e o
úcleo feminino (oosfera, proveniente do óvulo) se encontram, formando o zigoto, ainda no ovário da
zigoto, uma célula simples, sofre então muitas divisões celulares e dá origem a um pequeno
iclo Haplodiplobionte: Todos os vegetais intermediários e superiores, todas as rodófitas, certas
s). Por essa razão, a meiose é classificada como espórica, ou ainda intermediária, pois ocorre no
eio do ciclo de vida. A diferença básica entre gametas e esporos é que os primeiros são células
so denominada meiose zigótica. É interessante notar que o zigoto é a única célula
iplóide do ciclo. A meiose também pode ser denominada inicial, pois ocorre no início do ciclo de
corre na formação dos
As angiospermas correspondem ao grupo de plantas com maior número de espécies sobre a Terra.
Ocorrem em ampla diversidade de hábitats, existindo desde espécies aquáticas até plantas adaptadas a
ambientes áridos, como os cactos.
Economicamente, as angiospermas representam uma fonte de inestimável importância para o homem.
Seus órgãos, como raiz, caule, folhas, flores, sementes e frutos, podem servir de alimento para a
população humana. Além disso, servem, também como fontes de matér
atividades humanas e industriais.
As angiospermas são divididas em dois grandes grupos: o das monocotiledôneas e o das
dicotiledôneas. A principal característica que permite distinguir esses dois grupos é o número de
cotilédones presentes na semente. Os cotilédones são folhas m
e
desenvolvimento. Como
semente, enquanto nas dicotiledôneas há dois cotilédones por semente.
São exemplos de monocotiledôneas: Alho, cebola, aspargo, abacaxi, bambu, grama, arroz, trigo, aveia,
cana-d
São exemplos de dicotiledôneas: Vitória-régia, eucalipto, abacate, rosa, morango, pêra, maçã, feijão,
ervilha, goiaba, jabuticaba, algodão, cacau, limão, maracujá, cacto, mamona, mandioca, seringueira,
batata, mate, tomate, jacarandá, café, abóbora, melancia, etc.
A formação da semente
N
n
flor.
O
embrião, pluricelular. O óvulo fecundado desenvolve-se formando então uma semente. Ela contém um
embrião e substâncias nutritivas que o alimentarão quando a semente germinar.
A formação de uma ou mais sementes no interior de um ovário provoca o seu desenvolvimento e ele,
crescendo muito origina um fruto, enquanto murcham todas as demais partes da flor.
Ciclos reprodutores dos vegetais
C
feófitas, como a Laminaria, e certas clorófitas, como a Ulva, possuem o ciclo haplodiplobionte. Neste
ciclo ocorre uma alternância de gerações, onde há um adulto haplóide (n) e um adulto diplóide (2n). O
adulto haplóide produz gametas (n) por mitose, por isso chamado de gametófito (produtor de gametas).
Já o adulto diplóide produz esporos (n) por meiose, sendo denominado esporófito (produtor de
esporo
m
sexuais, enquanto que os esporos são assexuados.
Ciclo Haplobionte: Algumas algas verdes, como a Ulothrix, possuem ciclo de vida haplobionte, ou
seja, há apenas indivíduos haplóides (n). O zigoto, ou célula ovo, formado por fecundação, logo sofre
meiose, por is
d
vida.
Ciclo Diplobionte: É o ciclo de vida característico dos animais, porém algumas clorófitas, como a
Bryopsis, e certas feófitas, como Sargassum e Fucus, também o apresentam. O indivíduo adulto é
diplóide (2n), sendo que a única célula haplóide do ciclo é o gameta. A meiose o
gametas, por isso denominada meiose gamética. Como ocorre no final do ciclo, também chamada
meiose final.
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sporófito (2n) e os
ansitórios são os gametófitos . O gametófito masculino jovem é o grão de pólen * que se desenvolve
como as coníferas, não precisam de água para a fecundação, que se dá por
ifonogamia, com formação de tubo polínico. Mas algumas gimnospermas primitivas, consideradas
zindo anterozóides que nadam em direção à oosfera.
O ciclo de vida das gimnospermas é haplodiplobionte. O vegetal duradouro é o e
tr
originando o tubo polínico (gametófito masculino maduro ou microprotalo). O gametófito feminino ou
megaprótalo é o saco embrionário que fica no interior do óvulo. O gameta masculino haplóide (n) é o
núcleo espermático (ou gamético) e o gameta feminino haplóide (n) é a oosfera.
Muitas gimnospermas,
s
por alguns autores comoverdadeiros fósseis vivos (Cycas revoluta, por exemplo) ainda dependem da
água para a fecundação produ
Observação: A nomenclatura dos ciclos de vida surgiu nas décadas de 1920 e 1930. Svedelius, em
1931, foi o primeiro a empregar o termo "haplobionte" para designar o ciclo de vida de certas algas.
Posteriormente, essa nomenclatura foi generalizada, passando também a ser usada para ciclos de vida
de outros organismos.
De acordo com a nomenclatura originalmente proposta, há dois tipos básicos de ciclo vital:
haplobionte e diplobionte.
No primeiro tipo de ciclo — haplobionte (do grego haplo, simples, único, e bionte, organismo) — há
apenas um tipo de organismo adulto, que pode ser haplóide ou diplóide. Se a forma adulta é haplóide
), o ciclo é denominado haplobionte haplonte e representado pela sigla H, h. Se a forma adulta é
(2n), levando à
rmação de esporos (n), que germinam e originam gametófitos sexuados (n). Estes, por sua vez,
rmam gametas (n), que se unem e originam o zigoto (2n). O desenvolvimento do zigoto no
o a meiose ocorre na formação de esporos, fala-se em meiose
obras. O ciclo que denominamos haplobionte haplonte (H,
h) tem
"diplob do "haplodiplobionte".
Reino
Atualm nto
out ados genericamente de
nim
ão
(n
diplóide (2n), o ciclo é denominado haplobionte diplonte e representado pela sigla H, d.
No ciclo haplobionte haplonte (H, h), os adultos (n) produzem gametas (n), que se unem e dão origem
ao zigoto (2n). Este sofre meiose, originando esporos (n), que se desenvolvem em formas adultas (n),
fechando o ciclo. Como a meiose ocorre no zigoto, fala-se em meiose zigótica.
No ciclo haplobionte diplonte, a meiose ocorre nos adultos (2n), levando à formação de gametas (n).
Estes se unem e originam o zigoto (2n), que se desenvolve em formas adultas (2n). Como a meiose
leva à formação de gametas, fala-se em meiose gamética.
O segundo tipo de ciclo de vida — diplobionte (do grego diplo, duplo, dois), representado pela sigla
D, h+d — caracteriza-se por apresentar dois tipos de forma adulta, uma delas haplóide, denominada
gametófito, e outra diplóide, denominada esporófito. A meiose ocorre no esporófito
fo
fo
esporófito (2n) fecha o ciclo. Com
espórica. No ciclo diplobionte ocorre, portanto, alternância de gerações haplóide e diplóide.
Alguns livros didáticos destinados ao ensino médio trazem nomenclatura diferente da apresentada
anteriormente, que foi a adotada em nossas
sido chamado "haplobionte"; o ciclo haplobionte diplonte (H, d) tem sido chamado
ionte"; e o ciclo diplobionte (D, h+d) tem sido chama
Animalia- Caracterização
ente são conhecidas cerca de 1 milhão de espécies pertencentes ao Reino Animal, enqua
ras estão sendo constantemente identificadas. Esses organismos, cham
ais, possuem características comuns: a
• São peculiares, eucariontes e heterotróficos (grego hetero = outro, diferente; grego trophé =
nutrição). Suas células não possuem parede celular.
• Como são heterotróficos dependem, para sua nutrição, de outros seres vivos.
• A maioria dos animais é capaz de se locomover. As espécies que não se locomovem s
aquáticas e recebem os alimentos trazidos pela água.
• A maioria dos animais possui sistema nervoso e é capaz de reagir rapidamente a estímulos.
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uem,
urante a vida embrionária, três características: notocorda (eixo esquelético), fendas branquias
erfurações ao lado da faringe) e tubo nervoso dorsal (participa da formação do sistema nervoso).
O filo chordata é subdividido em s ochordata e Vertebrata. No subfilo
Uroch , as larvas córdio e t arecend do adulto. Os
Cefalocordados têm no tubo ne bras. rados, excepto nos
peixes-bruxa, o notocór do tebral lásticos,
enterocelomados, deute se ma, dos
cordados divide-se em 3 subfilos, dos quais veremos apenas o subfilo dos Vertebrados (tabela 2).
Tabela rados
Filo ísticas
• A reprodução geralmente é sexuada (com troca de gametas).
Os animais dos filos citados na tabela 1 não possuem coluna vertebral, por isso são chamados de
Invertebrados. Além desses filos, existe o filo dos Cordados. Os representantes desse filo poss
d
(p
ubfilos: Urochordata, Cephal
ordata têm noto ubo neural, desap o ambas no esta
tocórdio e ural, mas sem verte Nos verteb
dio foi substituí por uma coluna ver óssea. São animais trib
esqueleto interno. O filorostômios, com gmentação heterôno
1: Os inverteb
Classes Representantes Caracter
1. Poríferos Calcários
Esponjas calcárias
e vidro
o
s na
corpo. Embora
Hexactinélidas
Demospôngias
Esponjas d
Esponjas de banh
Aquáticos
Apresentam ponto
parede do
pluricelulares, não
formam tecidos
2. Celenterados
Citozoários
Astozoários
Águas-vivas
Corais e anêmonas
Hidrozoários Hidra e obélia Aquáticos, formam
tecidos, mas não formam
órgãos.
Possuem cnidoblastos
3. Platelmintos
s
Turbelários
Trematódeos
Cestóide
Planária
Esquistossomo
Cestóideo
Vermes de corpo
achatado
dorsoventralmente. De
vida livre e parasitas
4. Nematoda Nematódeos Lombriga, ancilóstomo
o. De vida livre
Vermes de corpo
cilíndric
e parasitas
5. Anelídeos Oligoquetos
Poliquetos
Hirudíneos
Nereis
Sanguessugas
Minhocas Vermes anelados. Vida
livre em solos úmidos,
água doce ou salgada.
Insetos Moscas, barbeiros,
borboletas
Corpo com cabeça, tórax
e abdômen. Um par de
antenas e três pares de
patas.
Crustáceos Camarões, siris,
caranguejos
x e
pares de
o
Corpo com cefalotóra
abdômen. Dois pares de
antenas e vários
patas. Maioria marinh
Aracnídeos Aranhas, escorpiões e
carrapatos
Corpo com cefalotórax e
abdômen. Não possuem
antenas. Quatro pares de
patas
Quilópodos Centopéias e lacraias
om um
Anelados, um par de
patas por anel e c
par de antenas.
6. Artrópodos
anel
Diplópodos Piolho-de-cobra Anelados, com dois
pares de patas por
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7. Moluscos s
Pelecípodos
Cefalópodos
Ostras e mariscos
Lulas e polvos
ole,
com concha
calcária. Marinhos, de
água doce e terrestre.
Gastrópodo Caramujos Animais de corpo m
geralmente
8. Equinodermos Asteróides
ides
inóides
s
Crinóides
ino-do-mar
Lírio-do-mar
Exclusivamente
spinhos na
o.
ado por placas
calcárias.
Ofiuró
Equ
Holoturóide
Ouriço-do-mar
Pep
Estrelas-do-mar
Ofiúro marinhos. E
superfície do corp
Esqueleto interno
form
Tabela 2: Os vertebrado
Subfilo
s
Classes Representantes Características
Peixes
cartilaginosos
Peixes ósseos
Tubarão, cação, raia,
quimera.
Cavalo-marinho, bagre,
dourado, cavalinha.
arinhos e
inhos e
Esqueleto cartilaginoso.
Pecilotérmicos. M
dulcículas
Esqueleto ósseo.
Pecilotérmicos. Mar
dulcículas.
Anfíbios , pererecas.
adultos, terrestres.
Sapos, rãs Na fase larval são aquáticos e,
quando
Pecilotérmicos.
Répteis uga.
scamas ou
placas córneas, adaptados ao
ambiente terrestre.
Cobra, jacaré, tartar Andar rastejante.
Pecilotérmicos. E
Aves Ema, pingüim, tuiuiú, Capazes de voar. Dípedes.
canário. Homeotermos. Possuem bicos e
penas.
Vertebrados
Mamíferos Baleia, golfinho,
morcego, homem,
cachorro, vaca.
Tetrápodos. Possuem pêlos e
glândulas mamárias.
Homeotermos.
Tendo em vista a extensão do Reino animal vamos abordar apenas os principais aspectos de cada filo
ou subfilo.
Invertebrados
1 - Filo Porifera
O Filo Porífera (poríferos) é constituído pelas esponjas, animais sésseis (fixos) que vivem em ambiente
marinho e de água doce. Quanto à forma, as esponjas podem ser tubulares, ramificadas globulares, em
corpo das esponjas é recoberto por poros, daí o nome de Porifera (poros = poro, phorus = portador
njas têm no ápice do corpo uma abertura denominada ósculo e internamente uma
forma decopa etc.. Quanto à cor, em geral são cinzentas ou pardas. Encontram-se, contudo, esponjas
vermelhas, amarelas, violetas, negras e azuis. Vivem reunidas em colônias que pode variar em
tamanho de 1 milímetro a 2 metros.
O
de) ao filo. As espo
cavidade chamada átrio.
Os poríferos são animais filtradores: a água e os alimentos entram pelos poros, circulam pelo átrio, e
pelo ósculo são eliminados juntamente com água os restos não-aproveitáveis.
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e ser dividido em vários planos de simetria, dispostos em raios.
a de guarda-chuva) e de vida livre. Eles podem formar
ndo tocadas, lançam para fora um filamento com um líquido
ticante. Esse líquido pode provocar sérias queimaduras no ser humano. Os cnidoblastos participam
entos.
z por gametas, com fecundação externa (os gametas se unem
produção é chamado
de vermes em forma de fita.
ão os primeiros animais a apresentar simetria bilateral. Isso quer dizer que esses animais têm o corpo
e poder de regeneração: às vezes utiliza esta capacidade e divide-se
ssexuadamente ao meio. A metade anterior regenera a parte posterior e a metade posterior regenera a
Os a em-se, na grande maioria das vezes, sexualmente. Existem platelmintos
como doenças são adquiridas, faz-se necessário o estudo do ciclo vital dos
platelmintos parasitas.
Vejamos agora algumas doenças causadas por platelmintos:
• Esquistossomose
A esquistossomose, também conhecida como barriga d'água, é doença causada pelo verme
Schistosoma mansoni (esquistossomo). Esse verme parasita as veias do intestino, afetando também o
fígado e as vias urinárias.
As esponjas podem se reproduzir tanto assexuadamente, por brotamento, quanto sexuadamente. Na
reprodução por brotamento aparece um “broto” no corpo do animal que, depois de um determinado
tempo pode soltar-se ou não e formar outro indivíduo.
2 - Filo Cnidaria
Os animais que compõem o grupo dos cnidários são aquáticos e quase todos marinhos.
Os cnidários compreendem as hidras, águas-vivas, caravelas, corais e as anêmonas-do-mar. Possuem
simetria radial, pois seu corpo pod
Nesse filo encontramos dois tipos de indivíduos: as medusas, que são natantes, e os pólipos, que são
fixos. A forma pólipo é cilíndrica, com uma das extremidades apoiadas num substrato qualquer e a
outra livre. A medusa é arredondada (form
colônias, como é o caso dos corais (colônias sésseis), e das caravelas (colônias flutuantes).
Ao longo de todo o corpo do animal, mas em maior quantidade nos tentáculos, aparecem células
especiais chamadas cnidoblastos que, qua
ur
também na captura de alim
A reprodução dos cnidários pode ser sexuada e assexuada. A reprodução assexuada pode ser feita por
brotamento. A reprodução sexuada se fa
na água) ou interna (no interior da fêmea).
Em muitos cnidários a reprodução assexuada se alterna com a reprodução sexuada, num ciclo que há
também uma alternância das formas de pólipos e medusas. Esse tipo de re
alternância de gerações ou metagênese.
3 - Filo Platyhelminthes
Os platelmintos são vermes com o corpo achatado (plathyes = achatado; helminthes = verme ), também
chamados
S
formado por duas metades simétricas. Nós, por exemplo, somos bilaterais simétricos. Existe apenas
um plano que divide imaginariamente nosso corpo em duas metades simétricas.
Alguns platelmintos, como as planárias, de vida livre, vivem na água ou na terra. Outros, como a tênia
ou solitária e o esquistossomo, são parasitas de vertebrados, inclusive do homem.
A planária tem grand
a
anterior.
pl telmintos reproduz
hermafroditas (tênia e planetária) e platelmintos de sexos separados (esquistossomo). Muitos
platelmintos têm grande interesse médico pois causam doenças em vários animais, inclusive no
homem. Para compreender
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Ciclo da esquitossomose
A pessoa infectada, defecando em local inadequado, elimina os ovos do verme junto com as fezes. Se
eles atingirem a água doce, desenvolvem-se em larvas chamadas miracídios. O miracídio precisa de
um caramujo para continuar seu desenvolvimento. Não qualquer caramujo, mas só dos gêneros
Biomphalaria e Planorbis. Após infestar o caramujo, o miracídio sofre inúmeras transformações e
passa a chamar-se cercária. A cercária sai do caramujo e fica nas águas paradas dos lagos, açudes ou
represas. Quando uma pessoa entra em contato com a água contaminada, seja lavando roupa,
banhando-se ou brincando, a cercária penetra pela pele e circula através da corrente sangüínea,
chegando ao fígado, onde torna-se adulta e o ciclo reinicia.
Como você pode perceber, o esquistossomo precisa de dois hospedeiros para se desenvolver
completamente: um intermediário (que abriga as fases jovens do parasita) – o caramujo – e um
definitivo (que abriga a fase adulta do verme) – o homem.
Sintomas : Os sinais e sintomas da esquistossomose têm relação com a localização dos vermes no
organismo humano. Os doentes apresentam, geralmente, aumento do tamanho do fígado e do baço e do
volume abdominal.
Profilaxia: A profilaxia da doença faz-se pelo combate ao caramujo, que é hospedeiro intermediário.
São também importantes as medidas relativas à educação sanitária, desincentivando o uso de água
parada como lugar para banhos.
• Teníase
A tênia é também chamada de solitária pois geralmente encontra-se apenas um verme no corpo do
hospedeiro. Há dois tipos de solitárias: a Taenia solium e a Taenia saginata. Ambas são parasitas
intestinais e causam doença chamada teníase, sendo que uma adquire-se ingerindo a carne de porco
contaminada (Taenia solium) e a outra carne de vaca (Taenia saginata).
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amadas proglotes. São animais hemafroditas capazes
se autofecundar, sendo que os espermatozóides de uma proglote fecundam os óvulos de outra
ovos. Esses ovos podem
er ingeridos por um porco ou vaca. Dentro do corpo do animal esses ovos dão origem a larvas que
ntomas: Os sintomas da teníase são dores abdominais, alterações no apetite, diarréias e ocasionais
se é muito prejudicial à saúde, pois a tênia consome praticamente todo o alimento
tos e da
speção rigorosa da carne de porco e de boi nos abatedouros dos açougues.
Há um inda ve rece cisticer e às vezes
fata da a adas.
Qua n ete- rco: os
ovos dão origem a a parede i tingem r, os
pulm bro. Os sintom
4 - Filo Nematoda
Os nematódeos (nemathos = fio, helminthyes = verme) são vermes, com corpo
alongado e cilíndrico assemelhando-se a um fio.
Este pod cópicos e
pod rasitas pode e
A seguir veremos os principais nematódeos parasita
Vermes Doença Contaminação ilaxia
Tênias
O corpo desses animais é dividido em partes ch
de
proglote de um mesmo animal. As proglotes depois de fecundadas e cheias de ovos são chamadas
proglotes grávidas.
Junto com as fezes de um indivíduo contaminado saem as proglotes cheias de
s
perfuram a parede do intestino e são conduzidas pelo sangue até os músculos (carne). Aí elas se
desenvolvem, formando uma bolinha branca chamada cisticerco, também conhecida como canjiquinha
e pipoca. Se o homem comer essa carne mal cozida ou mal passada, os cisticercos poderão
desenvolver-se em seu intestino, dando origem a uma tênia.
Si
nervosismos. A tenía
que a pessoa ingere, deixando-a bastante fraca.
Profilaxia : A profilaxia pode ser feita evitando-se comer carnes de porco ou de boi mal cozidas;
através da construção de sanitários em locais adequados; do tratamento da água dos esgo
in
a forma a mais gra dessa doença que be o nome de cose. Grave,
l, essa doença
ndo isso aco
ões e o cére
é contraí
tece, rep
larvas que
través da ingestão de
se no organismo hu
travessam a
ovos do verme em
mano aquilo que ac
ntestinal e a
endem da localizaçã
frutas ou verduras mal-lav
onteceno boi ou no po
órgãos como o globo ocula
o dos cisticercos. as dessa doença dep
o o próprio nome diz, de
s vermes
em ser aquátic
em ser de vi
os ou terrestr
da livre ou parasitas
es. Os pa
. Os de vida livre
m causar doenças
s do homem.
Sintomas
são geralmente micros
m plantas e animais.
Prof
Ancylostoma
duodenale e
Necator
americanus
amarelão
as
a
s
rréia,
is
de
s ovos
o verme não cheguem ao
Ambos
causam
- andar descalço:
larvas penetram n
sola do pé
- ingestão de ovo
Anemia, dia
úlceras intestina
e geofagia
(vontade de comer d
- cuidados com o local
decomposição de fezes
humanas para que o
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solo
do verme terra).
- uso de calçados
- evitar contaminação de
alimentos
Ascaris
lumbricoides
Ascaridíase
ou lombriga dor no abdômen,
isão
ômitos
Tomar água filtrada,
clorada ou fervida. As
vadas
e
Ingestão de ovos do
verme
Falta de apetite,
diarréia ou pr
de ventre e as
vezes v
verduras devem ser la
cuidadosamente antes d
consumidas
Wuchereria
bancrofti
Elefantíase
ou filariose
da picada do
mosquito Culex
Transmissão de
larvas do verme
através
fatigans
Hipertrofia
(aumento) das
regiões afetadas
(pernas, mamas ou
saco escrotal)
e
larvária
Combate ao mosquito
transmissor em sua fas
adulta ou
Ancylostoma
brasiliensis
Bicho
geográfico
Através da
penetração das
Marcas na pelo
por onde a larva
Evitar contato com fezes de
animal, principalmente
larvas (presentes
nas fezes de gato e
cachorro) na pele
passa, coceira e
irritação no local
cães e gatos
Enterobius Oxiuríase ou Ingestão de ovos
vermicularis oxiurose junto aos alimentos;
to-infecção
(geralmente à
noite)
m
lavada; unhas cortadas
rentes; higiene pessoal;
Prurido anal Roupa de cama be
au
(levam os ovos da
região perianal à
boca)
tratamento de todas as
pessoas infectadas na
família.
5- F
parelho digestório completo, com boca e ânus. A respiração é cutânea ou através de
• Polychaetas (Poliquetos)
Ani erdas, inseridas em projeções laterais ao corpo chamadas parapódios.
nimais com poucas cerdas, geralmente terrestres. Respiram pela pele e apresentam como
clitelo, que é o órgão responsável pela produção do casulo, onde neste se
da (dois indivíduos trocam espermatozóides entre si). As minhocas vivem sob o solo,
e terrestres. As sanguessugas representam essa
classe. Algumas sanguessugas são parasitas externos, alimentando-se de sangue. Nesse caso fixam-se à
pele do hospedeiro por meio das ventosas.
ilo Annelida
Os anelídeos são animais com o corpo segmentado em anéis, característica que deu nome ao filo.
Alguns vivem no mar, outras na água e na terra, enquanto outros são exclusivamente terrestres.
Os anelídeos têm a
brânquias modificadas (nos aquáticos). Os anelídeos são divididos em três classes: poliquetas,
oligoquetas e hirudíneos. Essa classificação foi feita com base na presença e no número de filamentos
locomotores, as cerdas. Vejamos a seguir as características de cada uma dessas classes:
mais marinhos com muitas c
O primeiro anel do corpo desses animais forma a cabeça que é destacada do resto do corpo do animal.
Raramente são hermafroditas; a maioria possui sexos separados. Exemplos: nereida, sérpula etc...
• Oligochaetas (Oligoquetos)
A
característica típica o
abrigam os ovos.
As minhocas são representantes típicos dessa classe. São hemafroditas mas a reprodução ocorre por
fecundação cruza
onde cavam túneis e galerias com movimentos ondulatórios do corpo. Dessa forma, elas arejam o solo,
tornando possível a respiração das raízes dos vegetais. São por isso úteis à agricultura.
• Hirudinea (Hirudíneos)
São animais que não possuem cerdas, com ventosas ao redor da boca e na região posterior do corpo
que auxiliam na locomoção. Podem ser aquáticos
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po animal mais numeroso existente na Terra: de cada quatro animais
e porque possuem pernas articuladas (arthros =
no, recebendo por isso o nome de exoesqueleto. É muito resistente,
r sais de cálcio. A casquinha de siri, do besouro, da
garra e do camarão são exemplos de exoesqueleto.
O exoesqueleto não cresce junto com o animal. Assim, de tempos em tempos, é preciso trocá-lo, do
ranha, possuem a cabeça e o tórax
cefalotórax.
m, os artrópodes podem ser divididos em três subfilos:
e envolve a classe Arachnida), e Uniramia (que envolve as classes Insecta,
:
• Subfilo Crustacea
São e ente 38 mil espécies de crustáceos. São animais predominantemente
x e abdômen;
diferem na forma do corpo e natureza das suas extremidades. São
em regiões
uentes e secas do que em outros lugares. muitos possuem glândulas venenosas e mandíbulas ou
s
predominantemente terrestres, vivendo sob pedras, troncos ou buracos
onstruídos em barrancos.
Ess a tados pelos carrapatos, aranhas, escorpiões opiliões, ácaros etc.
igos artrópodos terrestres conhecidos. Seus palpos foram modificados em
entação.
6- Filo Arthropoda
Os artrópodes constituem o gru
existentes, três são artrópodes! Esses animais vivem em todos os ambientes: marinhos, fluvial, terrestre
e mesmo aéreo.
Os representantes desse filo recebem esse nom
articulação, podos = pés) . Não são somente as pernas que possuem articulações, mas sim todas as
demais extremidades, como por exemplo, as antenas e as peças bucais.
O esqueleto dos artrópodes é exter
formado por uma substância chamada quitina e po
ci
mesmo modo que trocamos nossos sapatos e roupas quando eles se tornam apertados. Essa troca de
exoesqueleto chama-se muda.
O corpo dos artrópodes é, geralmente, dividido em cabeça, tórax e abdômen. Alguns, como a lacraia,
têm corpo dividido em vários segmentos, enquanto outros, como a a
formando uma única peça chamada
De acordo com as características que apresenta
Crustacea, Chelicerata (qu
Chilopoda e Diplopoda).
Vejamos as principais características de cada um
d scritas aproximadam
aquáticos, de água doce ou marinhos. Vivem também nas areias das praias, como os caranguejos, e em
terra úmida, como os tatuzinhos-de-jardim. A variedade de forma dentre os crustáceos é muito grande.
Existem indivíduos macroscópicos e muitas formas microscópicas.
São característicos por possuírem:
- Corpo dividido em cefalotóra
- Dois pares de antenas;
- Cinco ou mais pares de pernas;
- Respiração branquial.
São exemplos de crustáceos: lagosta, camarão, siri, caranguejo, craca etc.
• Subfilo Chelicerata
Os membros deste grupo
principalmente terrestres, pequenos, de vida livre e a grande maioria é mais numerosa
q
ferrões venenosos, com os quais matam insetos e outros animais pequenos, cujos líquidos e tecidos
moles sugam como alimento.
O corpo de um quelicerado é dividido em cefalotórax e um abdômen. Nenhum possui antenas, sendo o
único subfilo dos artrópodos no qual elas se encontram ausentes. O primeiro par de apêndices são
estruturas alimentares, chamadas quelíceras. O segundo são os pedipalpos e encontram-se modificado
para realizar diferentes funções nas diversas classes. Os pedipalpos são geralmente seguidos por quatro
pares de patas.
Os aracnídeos são animais
c
es nimais são represen
Os escorpiões são os mais ant
grandes pinças que auxiliam na defesa e alim
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asalamento, o macho perambula até encontrar uma fêmea, com quem inicia
es animais, os pedipalpos possuem funções reprodutoras.
de pessoas, animais e plantas , sendo
Respiração traqueal;
- Os e podem
apresentar três
) Direto, sem metamorfose: desenvolvimento ametábolo (a = sem, metabolos = mudança). Do ovo
eclode
2) Indireto, co ta imento hemimetábolo (hemis = meio).
o ovo eclode uma forma chamada ninfa, que é semelhante ao adulto,mas que não tem asas
desenv
3) Indireto, co ta = total). Do ovo eclode
ma larva, bastante distinta do adulto. Essa larva passa por um período em que se alimenta ativamente,
ovo → ninfa → insecto adulto
as, exemplos: Culex, que transmite a elefantíase. Anopheles, que transmite a malária e
atas que possuem.
ão exclusivamente terrestres, vivem ao abrigo da luz, lugares úmidos sob folhas, madeiras, pedras
o corpo desses animais geralmente é escura, podendo ser parda clara ou com tons
os têm o corpo achatado dorsoventralmente, dividido em cabeça e tronco segmentado:
iado de 1 cm a 20 cm, genericamente chamados de lacraias
Durante a estação de ac
uma prolongada corte. As aranhas desenvolveram especialidades, como glândulas capazes de produzir
seda, com a qual confeccionam a teia. Nest
São conhecidas atualmente 32 mil espécies de aranhas. Os ácaros e carrapatos possuem uma grande
importância para o homem, pois podem ser parasitas
transmissores de doenças.
• Subfilo Uniramia
Os insetos vivem em quase todos os ambientes: ar, terra e na superfície da água. São os únicos
artrópodes capazes de voar.
Os insetos têm as seguintes características:
- Corpo dividido em cabeça , tórax e abdômen;
- Três pares de patas;
-
insetos têm sexos separados e sua fecundação é interna. São animais ovíparos qu
tipos de desenvolvimento:
1
um jovem semelhante ao adulto. Ex.: traça de livro.
m me morfose gradual ou incompleta: desenvolv
D
olvidas. Ex.: gafanhoto, barata, percevejo.
m me morfose completa: desenvolvimento holometábolo (holos
u
depois de um certo tempo secreta um casulo que o envolve esse estágio chama-se pupa, quando ocorre
a metamorfose. Dentro do casulo, a larva transforma-se no adulto, que emerge completamente
formado. Ex.: borboleta, mosca etc.
Ametábolos metamorfose incompleta
as fases imaturas semelhantes às fases adultas
Hemimetábolos metamorfose incompleta
Holometábolos metamorfose completa
ovo → larva → pupa → insecto adulto
Alguns insetos holometábolos possuem a fase larval aquática, como é o caso de importantes mosquitos
vetores de doenç
Aedes aegypti, que transmite a dengue e a febre amarela.
Os quilópodos e os diplópodos são chamados popularmente de Miriápodos (mil pés), pois tais animais
são caracterizados pelo grande número de p
S
etc... A coloração d
alaranjados.
Os quilópod
apresentam um par de antenas. Há um par de patas por segmento do corpo, sendo que o primeiro
segmento é dotado de estruturas para injetar veneno, denominado forcípulas. São animais carnívoros,
de deslocamento rápido, com tamanho var
ou centopéias.
Os diplópodos têm o corpo cilíndrico e não possuem forcípulas: seu tronco apresenta dois pares de
patas por segmento, com exceção do primeiro. São animais herbívoros e de deslocamento lento, que se
25
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s embuás ou piolho de cobra.
em no entanto, características em
omum que os incluem no mesmo grupo.
se do grego mollis, que significa mole. O grupo dos moluscos apresenta
s são na maioria
or uma só peça, como
moluscos é muito numeroso e variado. Há moluscos de grande importância econômica,
com a
8- Filo
Os u usivamente marinhos, encontrados ao longo da costa e do fundo
o mar. Alguns vivem fixos e os que se locomovem o fazem lentamente. São exemplos de
ela-do-mar, ouriço-do-mar, pepino-do-mar, bolacha-da-praia etc..
como no caso dos
rtrópodes. As principais características que esses animais apresentam e que os diferenciam dos
á uma carapaça, de onde saem os espinhos também calcários;
o, da excreção e da
filo chordata é subdividido em subfilos: Urochordata , Cephalochordata e Vertebrata. No subfilo
córdio e tubo neural, mas sem vertebras. Nos vertebrados, excepto nos
pei - o animais triblásticos,
enteroc , com segmentação heterônoma, esqueleto interno.
Sub o
1 – p
Os x os dentre os vertebrados.
Os i am excelentes nadadores. O
ora o enoso.
enrolam quando são atacados e possuem glândulas que liberam líquidos repugnantes. São
denominado
7 - Filo Mollusca
A pérola é formada entre o manto e a concha pela sucessiva deposição de madrepérola em torno de um
grãozinho de areia, um fragmento de concha ou em torno de vermes microscópicos que ali tenham
penetrado.
Os moluscos constituem um dos maiores filos animais, incluindo formas como ostras, caramujos, lulas
e polvos. Esses animais são, aparentemente, diferentes entre si. Possu
c
O temo molusco deriva-
geralmente três partes especializadas: a cabeça, com a boca e os órgãos sensoriais: o pé, geralmente
adaptado para locomoção; e a massa visceral, que aloja os órgão internos. Essa região é revestida por
uma dobra da pele, chamada manto, responsável pela produção da concha. Os molusco
aquáticos.
Esses animais geralmente possuem uma concha que pode ser externa, formada p
no caso dos caramujos; ou formadas por duas peças, como no caso das ostras. Entretanto, nem todos os
moluscos a possuem. A lula, por exemplo, apresenta uma concha interna reduzida, enquanto a lesma e
o caracol não possuem nenhuma.
O grupo dos
o s ostras utilizadas na alimentação e as produtoras de pérolas.
Echinodermata
eq inodermos são animais excl
d
equinodermos: estr
Todos os equinodermos apresentam espinhos na pele: característica que deu nome a este grupo de
animais (esquino = espinho, derma = pele). Em alguns, como no pepino-do-mar, os espinhos são
atrofiados; em outros, como no ouriço-do-mar, são fortes e bem desenvolvidos.
Esses animais apresentam um esqueleto interno formado por placas calcárias. Essa característica os
diferencia da grande maioria dos invertebrados que possuem um esqueleto externo,
a
demais são:
• Abaixo da pele, h
• Um aparelho ambulacrário, que participa da movimentação, da respiraçã
circulação desses animais:
• Corpo com simetria radial.
9- Filo Chordata
O
Urochordata, as larvas têm notocórdio e tubo neural, desaparecendo ambas no estado adulto. Os
Cefalocordados têm noto
xes bruxa, o notocórdio foi substituído por uma coluna vertebral óssea. Sã
elomados, deuterostômios
fil Vertebrata
Su erclasse Pisces
pei es são animais aquáticos e um dos mais primitiv
an mais desse grupo têm o corpo fusiforme o que faz com que sej
çã apresenta duas cavidades, uma aurícula e um ventrículo, por onde só passa o sangue vc
São divididos em 2 classes: os peixes ósseos (Osteichthyes) e os peixes cartilaginosos
(Chondrichthyes).
26
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Os x
seguintes características:
glândulas mucosas e recoberta por pequenas escamas;
noso;
eprodutor);
• Temperatura corporal variável com o ambiente (pecilotérmicos).
bam espécies como o bonito, o baiacu, o bagre, a sardinha, o cavalo-marinho
• Boca anterior;
rãs, pererecas, salamandras e
cob - ultos geralmente respiram por
pul e ão branquial. Os anfíbios não
le lisa, fina e umedecida pela secreção de
odo que parte da respiração se faz pela pele (respiração cutânea). São animais
dos
ões.
2 – a
Os t ões. Não mate serpentes
implesmente pelo fato de estarem vivas. Elas mantêm o equilíbrio natural, comendo roedores, que
ão prejuízos nas plantações e paióis.
pei es cartilaginosos compreendem os tubarões, os cações, e as raias e as quimeras. Apresentam as
• Pele com muitas
• Esqueleto cartilagi
• Boca ventral e cloaca (bolsa na qual terminam os sistemas digestivo, urinário e r
• Respiração branquial;
• Ausência de bexiga natatória;
• Reprodução sexuada com fecundação interna;
Os peixes ósseos englo
etc.. Apresentam como características:
• Pele com muitas glândulas mucosas, geralmente recoberta de escamas;
• Uma linha lateral de cada lado do corpo, contendo órgãos sensíveis às vibrações da água
circundante;
• Esqueleto ósseo;
• Respiração por pares de brânquias cobertas por uma placa chamada opérculo;
• Bexiganatatória geralmente presente;
• Reprodução sexuada; geralmente são ovíparos;
• Temperatura corporal variável com o ambiente (pecilotérmicos).
Superclasse Tetrapoda
1 – Classe Amphibia
Os únicos anfíbios que possuem veneno são algumas espécies de sapos, onde tal veneno é produzido
em glândulas denominadas paratóides. Mas o sapo não possui nenhuma estrutura para injetar o veneno,
sendo este eliminado pela compressão das glândulas, o que ocorre quando são abocanhados por um
predador. Se atingir os olhos, o veneno pode provocar irritação muito forte.
Os anfíbios (amphis = duplo; bios = vida-) compreendem os sapos,
ras cegas. São animais de quatro patas (tetrápodos). Quando ad
mõ s, mas suas larvas (girinos) vivem na água e têm respiraç
apresen
g
tam escamas. Seu corpo é recoberto por uma pe
lândulas, de tal m
pecilotérmicos.
O coração apresenta-se formado por três cavidades, duas aurículas e um ventrículo. No ventrículo
ocorre ampla mistura entre sangue venoso e sangue arterial.
Os anfíbios dependem da água, onde ocorre a fecundação. O ovo origina uma larva com respiração
branquial, que posteriormente sofre metamorfose, transformando-se em um adulto com respiração
pulmonar. É daí que provém o nome da classe, uma vez que os anfíbios têm uma vida aquática quando
jovens e outra terrestre quando adulto.
Usando como critérios sistemáticos a presença ou ausência de patas e cauda nos adultos, a classe
anfíbios é dividida em três ordens:
• Anura – sem cauda e com patas. Ex.: sapos, pererecas, rãs.
• Urodela – com cauda e com patas. Ex.: salamandras e trit
• om cauda e sem patas. Ex.: cobra-cega. Ápoda – c
Cl sse Reptila
rép eis mais temidos são, sem dúvida, as serpentes. Na natureza não há vil
s
transmitem doenças e d
27
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los não é completa, de modo que ocorre certa mistura do sangue venoso com o arterial.
s répteis apresentam fecundação interna e são na maioria ovíparos. Alguns porém são ovovivíparos.
teis são animais pecilotérmicos.
Os répteis compreendem as tartarugas, serpentes, lagartos, jacarés e crocodilos. São animais tetrápodos
ou ápodos. Seu corpo é recoberto por escamas ou por placas córneas. Têm respiração pulmonar e o
coração apresenta-se formado por quatro câmaras, duas aurículas e dois ventrículos. A separação entre
os ventrícu
O
Assim como os anfíbios os rép
A classe dos répteis pode ser dividida em três ordens principais:
• Chelonia: tartarugas, cágados e jabutis;
• Crocodilia: jacarés e crocodilos
• Lepidosauria: tuatara, lagartos, serpentes e cobras-de-duas-cabeças.
O sucesso dos répteis
Quando os répteis apareceram no mundo, surgiram com uma inovação – as fêmeas após serem
fecundadas desenvolviam um ovo com casca dura, capaz de ser chocada na areia, ao Sol, mas em terra
e não na água. Isso facilitou a vida dos répteis, pois eles puderam conquistar novas áreas, mesmo longe
da água.
Você sabe que existe cobras e lagartos até nos desertos?
Venenosos ou peçonhentos?
Todo ser vivo capaz de produzir substância tóxica (veneno) para outro ser é dito venenoso. Os seres
vivos que, além de produzirem essas substâncias também possuem estruturas especiais para a
inoculação (introdução) do veneno, são chamados peçonhentos.
Portanto um sapo pode ser venenoso, enquanto que algumas cobras são ditas peçonhentas assim como
também são considerados peçonhentos uma vespa e um escorpião.
4 – Classe Aves
Embora comumente consideradas bípedes, pois andam sobre apenas dois membros, as aves são na
anteriores transformados em asas que lhe permitem voar.
temperatura
verdade, tetrápodos. Os membros anteriores transformam-se em asas, órgãos fundamentais para o vôo.
São animais com o corpo recoberto de penas, sem dentes e com um bico córneo. Apresentam os
membros
A respiração é pulmonar, e o coração é dividido em quatro câmaras (duas aurículas e dois ventrículos),
não ocorrendo mistura entre o sangue venoso e o sangue arterial.
As aves são animais homeotermos, isto é, possuem mecanismos de manutenção da
corporal, a qual mantém-se constante independentemente da temperatura ambiente. A fecundação é
interna e são ovíparas.
O vôo das Aves
Muito importantes para o vôo das aves são as formas do corpo e das asas, que oferecem mínima
resistência à passagem do ar.
Os movimentos das asas dependem de músculos situados no peito. Nas aves voadoras, o osso do peito,
chamado esterno, possui uma quilha, onde se prendem músculos bem desenvolvidos que movimentam
as asas.
As aves apresentam outras adaptações para o vôo. Uma delas são os sacos aéreos. Trata-se de cinco
pares de sacos cheios de ar que se ramificam a partir dos pulmões. Esses sacos penetram entre os
órgãos e chegam ao interior dos ossos pneumáticos, outra adaptação importante nas aves.
Os ossos pneumáticos são ossos muito leves, com cavidades que se enchem de ar diminuindo assim o
peso da ave. Finalmente, também concorre para a redução de peso a não-retenção de urina e fezes, que
são eliminados logo após a sua formação.
28
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– Classe Mammalia
o homem, o macaco, o boi, o cachorro, o gato, a baleia, o morcego etc...
ão homeotermos e têm respiração pulmonar, inclusive os aquáticos como a
aleia, o golfinho e o peixe-boi. Uma outra característica importante nos mamíferos é a presença do
iafragma (músculos que separa o tórax do abdômen, cujos movimentos relacionam-se com a entrada
sua saída).
trículos), não
ossuem um
5
Os mamíferos compreendem
A principal característica dos mamíferos é a presença de glândulas mamárias nas fêmeas, daí o nome
que receberam (do latim: mamma = mama, teta: feros = portador).
Outra característica importante nos mamíferos é a presença de pêlos recobrindo o corpo.
Além das glândulas mamárias, os mamíferos possuem outras glândulas, que não as sebáceas, as
sudoríparas, as lacrimais e as odoríferas.
Todos os mamíferos s
b
d
de ar nos pulmões e com
Os mamíferos são animais vivíparos (as fêmeas parem as crias já completamente formadas) e com
fecundação interna. O coração é dividido em quatro câmaras (duas aurículas e dois ven
ocorrendo mistura entre o sangue venoso e o sangue arterial.
O sucesso dos mamíferos
A grande vantagem apresentada pelos mamíferos é a capacidade das fêmeas gerarem seus filhotes
dentro do ventre. E isso só se tornou possível para os mamíferos porque neles as fêmeas p
órgão chamado útero, em cujo interior de desenvolve um embrião. No útero também se forma a
placenta, que faz a ligação entre o filho e a mãe. A placenta permite ao embrião nutrir-se e respirar
dentro do ventre da mãe, através do sangue dela. Depois que o filhote nasce, a placenta é expelida
(eliminada) pela mãe.
Vírus- Caracterização
Os vírus são seres diminutos, visíveis apenas ao microscópio eletrônico, constituídos apenas por duas
classes de substâncias químicas: ácido nucléico (que pode ser DNA ou RNA) e proteína.
São seres acelulares (que não possuem estrutura celular) e precisam de células que os hospedem. Por
se que exclusivamente para produzir novos vírus. A
eficazes em destruir os vírus sem causar
proteger o ácido nucléico, o
A partícula viral, quando fora da célula hospedeira, é chamada de vírion. Cada espécie de
e infectar maior número de tecidos humanos. O vírus da gripe é bastante
l
enético da célula infectada e passa a comandar as sínteses de proteína.
isso, todos os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios. O vírus invade uma célula e assume o
comando, fazendo com que ela trabalhe qua
infecção viral geralmente causa profundas alterações no metabolismo celular, podendo levar à morte
das células afetadas. Os vírus causam doenças em plantas e animais (incluindo o homem).
Fora da célula hospedeira, os vírus não manifestam nenhuma atividade vital e se houver alguma célula
compatível àsua disposição, um único vírus é capaz de originar, em cerca de 20 minutos, centenas de
novos vírus. Até o momento, poucas drogas se mostraram
sérios efeitos colaterais. A melhor maneira de combater as doenças virais é através de vacinas.
Capsídio é o envoltório do vírus, formado por proteínas. Além de
capsídio tem a capacidade de combinar-se quimicamente com substâncias presentes na superfície da
célula. Alguns vírus podem apresentar lipídio, proveniente da membrana da célula onde se originaram.
Material Genético: Cada espécie viral possui um único tipo de ácido nucléico, que pode ser DNA ou
RNA, onde estão inscritas as informações necessárias para a produção de novos vírus.
Vírion:
vírus apresenta vírions de formatos diferentes.
Especificidade viral: Um tipo de vírus ataca apenas determinados tipos de células, por que o vírus só
consegue infectar a célula que tiver em sua membrana substâncias às quais ele possa se ligar. Por
exemplo: o vírus da poliomielite infecta apenas células nervosas, intestinais e da mucosa da garganta.
O vírus da Rubéola já consegu
versátil e pode infectar diversos tipos de células humanas.
Reprodução: A reprodução envolve dois aspectos: a duplicação do material genético viral e a síntese
das proteínas do capsídio. O vírus entra na célula hospedeira, inibe o funcionamento do materia
g
29
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Bacteriófago: Esse vírus (Bacteriófago T4), se reproduz em certas linhagens de bactéria Escheirchia
coli. Ao entrar em contato certas proteínas presentes
nas fibras de sua cauda. Na cauda desse vírus, estão presentes também enzimas que são capazes de
da célula bacteriana. O DNA do bacteriófago é injetado no citoplasma
o transcritos em moléculas de RN teínas virais. Isso ocorre
encia os genes do invasor
ontrolada pelo bacteriófago. nas
írus. D egam ao DNA
pletos.
s a entrada de um único vír pleta de partículas virais.
uzidas enzimas que iniciam a destruição ou lise (do grego lysys, destruição)
arrebenta e libera centenas de odem reiniciar o ciclo.
Exercícios de aplicaç
com a bactéria, adere à parede celular por meio de
digerir e perfurar a parede
celular.
Os genes do vírus sã
por que a célula não difer
bactéria está totalmente c
A e traduzidos em
de seus próprios genes. Em poucos minutos, a
O passo seguinte será a produção de proteí
epois, as cabeças e caudas se agr
pro
que constituirão as cabeças e caudas dos novos v
formando vírions com
Cerca de 30 minutos apó
Nesse momento, são prod
parede bacteriana, que
us, a célula já está re
da vírions maduros que p
ão: Seres vivos
Parte I: Sistemas de classificação
1. A classificação dá ênfase:
a) apenas às semelhanças
b) apenas às diferenças
c) às semelhanças e às diferen
d) às analogias e às homologias
ças
ino até à
o
hantes por derivarem de um ancestral comum, diz-se que
tes
biológico de espécie é válido quando vários seres
o período de tempo e em diferentes
seu cariótipo
em diferenças fenotípicas
cies
sificar um
o de organismos em árvores
para a atribuição de dois nomes a cada
uintes, a que inclui o maior
As características que definem uma família são mais gerais
beus
2. Numa tabela de classificação verifica-se, desde o re
espécie, um aumento do(a):
a) diversidade entre os indivíduos
b) semelhança entre os indivíduos
c) número de indivíduos no grupo
d) subjectividade da classificação
3. Quando as características encontradas em duas espécies sã
melse
são:
a) homólogas
entes b) converg
c) análogas
d) divergen
O conceito4.
vivos são considerados:
a) num dado lugar e num dado tempo
de um longb) no decurso
lugares
c) com base no
d) apenas com base
5. O termo nomenclatura binominal refere-se à (ao):
a) preparação de chaves dicotómicas para descrever espé
b) uso do nome genérico e epíteto específico para clas
organismo
c) sistema de classificaçã
filogenéticas
d) definição de regras
axa t
6. Das categorias taxonómicas seg
número de organismos diferentes entre si é?
a) género
b) família
c) filo
d) espécie
7.
do que as que definem:
a) um género
b) uma ordem
c) um filo
d) uma subclasse
8. De acordo com o sistema de nomenclatura de Lineu, o
ganismo Imaginarius rubeus está mais intimamente or
relacionado com:
a) Rubeus imaginarius
alba b) Hipoteticus
c) Hipoteticus ru
d) Imaginarius alba
Parte II: Reinos dos seres vivos
1. A principal diferença entre os fungos e as plantas é que os
fungos:
a) alimentam-se por absorção
b) nunca têm p
c) não são org
arede celular
anismos eucariontes
são multinucleados mas não multicelulares
eres procariontes:
priedades não é característica dos
do
zada por toda a célula e não por
ecializados
tendo peptidoglicanos
fazem fotossíntese, porque motivo não são
na
nicos do meio
s por
e de energia externa porque
será encontrada
a?
d)
2. São s
a) plantas e bactérias
b) fungos e bactérias
c) leveduras e bactérias
d) cianobactérias
3. Qual das seguintes pro
membros do Reino Monera:
a) nutrição por ingestão
b) material genético não organizado num núcleo individualiza
róbia realic) respiração ae
compartimentos esp
d) parede celular con
As cianobactérias4.
incluídas no Reino Plantae?
ssintéticos a) não têm pigmentos foto
b) reproduzem-se assexuadamente
c) não têm membrana nuclear
d) não fazem síntese proteica
5. Os organismos autotróficos:
rientes antes de os introduzirema) têm de digerir os seus nut
célula
b) sintetizam os seus próprios compostos orgânicos a partir de
compostos inorgâ
c) requerem moléculas orgânicas complexas já sintetizada
outros organismos
não requerem nenhuma fontd)
sintetizam os seus próprios compostos altamente energéticos
6. Qual das seguintes características nunca
num animal, ao longo de todo o seu ciclo de vid
a) mobilidade
b) autotrofismo
30
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mo
a de:
algas é o facto das primeiras
em:
io terrestre
ada
c) capacidade de resposta a estímulos
d) metabolis
7. Uma característica comum a todas as algas é a presenç
a) clorofila a e b
b) amido com substância de reserva
c) ficoeritrina
d) clorofila a
8. O que distingue as plantas das
ter
a) corpos multicelulares
b) vida em me
c) reprodução sexu
d) alternância de gerações
Parte III: Reino Plantae
1. A aquisição de tecidos condutores foi um passo fundamental
as plantas que os na conquista do meio terrestre. As primeir
apresentaram foram as:
a) traqueófitas
b) gimnospérmicas
c) briófitas
d) angiospérmicas
2. O grupo das traqueófitas é constituído por:
a) algas e plantas verdes
b) plantas vasculares com e sem sementes
c) gimnospérmicas e angiospérmicas
d) briófitas e felicíneas
3
a
. Nas gimnospérmicas, ao contrário das angiospérmicas:
lizam-se na mesma
nização
tas porque:
s
flagelados
e composição em
têm alternância de gerações
s à vida terrestre verificáveis em todas as
lares
osa e estomas
ntas porque:
e sementes
não produzem frutos
seguintes afirmações acerca dos fetos não é
esenvolvido do que o gametófito
e crescer independentemente do
ametófito
s e anterídeos
) os óvulos estão expostos
b) os esporângios masculino e feminino loca
planta
c) não há pólen
d) a fertilização ocorre quando um anterozóide flagelado
encontra uma oosfera imóvel
4. A divisão das angiospérmicas em duas sub-classes tem por
base:
a) simetria da flor e número de cotilédones
b) tipo de ramificação da raiz e de poli
c) número de peças florais e de cotilédones
d) distribuição dos feixes condutores caulinares e existência ou
não de flor
5. Pensa-se que as algas clorófitas são as ancestrais das
plan
a) são as únicas algas multicelulare
b) não apresentam gâmetas
c) há entre elas semelhança de cloroplastos
pigmentos fotossintéticosd)
6. As adaptaçõe
plantas são:
a) clorofilas a e b
b) paredes celulares de celulose e tecidos vascu
c) cutícula cer
d) gametângios
7. As briófitas diferem dos restantes grupos de pla
a) a sua geração gametófita é dominante
b) têm falta d
c) têm anterozóides flagelados
d)
8. Qual das
verdadeira:
a) o esporófito é mais d
b) a maioria é heterospórica
c) o jovem esporófito pod
g
d) os gametófitos produzem arquegónio
Parte IV: Ciclos de Vida em Autotróficos
1.
pla
Uma diferença entre plantas vasculares sem sementes e
ntas com sementes é:
enquanto o esporófito é dominante nas plantas com
de dispersão,
ente é a semente
o nas plantas sem semente e
totrófico nas plantas com semente
nte permanece no interior da
tora feminina
racterística única da fecundação em angiospérmicas
:
a a oosfera e outro o mesocisto
érmicas a meiose produz:
s
ões sobre as flores é falsa?
nas anteras
e
a rosa
unária resulta da:
a) a geração gametófita é desenvolvida nas plantas sem
semente,
semente
b) nas plantas sem semente o esporo é o agente
enquanto nas plantas com sem
c) o gametófito é heterotrófic
au
d) nas plantas sem semente o embrião não está protegido,
enquanto nas plantas com seme
estrutura reprodu
2. Uma ca
é
a) a fecundação depende da água
b) a fecundação é cruzada
transportado pelo vento c) o pólen pode ser
d) um anterozóide fecund
3. Nas angiosp
micrósporoa)
b) megasporângios
c) células-mães dos esporos
s d) núcleos polare
4. Qual das seguintes afirmaç
a) o pólen é produzido
o pólen é recebido no estigma b)
c) uma flor com carpelos mas sem estames designa-se dióica
incompleta
d) o perianto inclui os esporófilos
5. Qual das seguintes estruturas produz anterozóides e
oosferas?
cones do pinheiro a)
b) esporófitos do feto
c) anterídeo e arquegónio do musgo
md) anteras de u
6. O protonema da f
a) fecundação da oosfera
germinação do zigoto b)
c) germinação do esporo
d) meiose
7. Musgos e fetos vivem principalmente em locais húmidos
porque:
a) precisam de se proteger de animais herbívoros
b) precisam de água líquida para a fecundação
c) não têm vasos condutores
d) gostam de solos macios
O gametófito feminino de uma angiospérmica designa-se: 8.
a) saco embrionário germinado
b) endosperma
c) núcleo germinativo
d) óvulo
Parte V: Formação de novas espécies
1. O agente mais importan
a) selecção na
te da evolução é:
tural
reprodução sexuada
um
er novas variedades de uma espécie?
ão artificial
mutações génicas
ento entre dois animais produzir sempre uma
estéril, então estes serão provavelmente:
espécie
s diferentes
de géneros diferentes mas da mesma espécie
ormação de uma
b)
c) emigração
d) mutação
2. Qual dos seguintes processos não constitui, na natureza,
meio de obt
a) crossing-over
b) mutações cromossómicas
c) selecç
d)
3. Se o cruzam
descendência
a) da mesma espécie e sub-
b) do mesmo género e da mesma espécie
c) da mesma espécie mas de sub-espécie
d)
4. Qual dos processos seguintes não é útil na f
nova espécie?
31
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entre formas diplóides e poliplóides da mesma
téreis, isolando reprodutoramente os poliplóides
do genótipo se multiplica durante a meiose, formando
ransportam metade do número normal de
ectivos progenitores diplóides produzem
s geograficamente
tiveram separadas durante muito tempo,
do, posteriormente, se reunido novamente. Nas gerações
ntuada. O que ocorreu aqui?
aferição dos caracteres
trica
ológico de espécie, espécie é
ual:
genética está sob controlo da selecção natural
o está limitada aos membros geneticamente
ocorre, em condições naturais, um fluxo genético livre
o
o comum através do qual ocorre especiação
esterilidade dos híbridos
gráfica
a) hibridação
b) poliplóidia
c) autofecundação
d) recombinação génica
5. A especiação por poliplóidia ocorre quando:
a) os híbridos
espécie são es
b) um da
gâmetas que t
cromossomas
c) intervêm barreiras externas para isolar reprodutivamente os
indivíduos diplóides
d) poliplóides e resp
descendência fértil mas ficam isolado
6. Duas populações es
ten
seguintes a interacção entre elas provoca uma divergência
ainda mais ace
a) deslocação do ponto de
b) especiação alopá
c) especiação simpátrica
d) poliplóidia
7. De acordo com o conceito bi
uma população dentro da q
a) a variação
b) a reproduçã
superiores
c)
d) a população se mantém estacionária por acção da selecçã
natural
8. Um mei
simpátrica é:
a) poliplóidia
b)
c) separação espacial dos períodos de acasalamento
d) imposição de uma barreira geo
Parte VI: Fixismo e Evolucionismo
1. A teoria de Darwin foi incapaz de explicar:
o aparecimento das variações a)
b) a origem de novas espécies
c) a selecção natural
d) a evolução dos répteis
2. Segundo Darwin, a unidad
) indivíduo
e de evolução é:
) população
) gene
variedade
O interesse do estudo dos fósseis para a teoria evolucionista
de Darwin reside no facto de serem prova:
a) do lamarquismo
b) da existência de selecção natural
c) de que os organismos se alteraram
d) a favor do fixismo
4. A semelhança externa entre um morcego e uma ave é um
exemplo de:
convergência evolutiva
or meio da selecção disruptiva
) dominante
fundo
gené lação designa-se:
a) un
b) se
) es
7. Pa diferentes estratos de
fósseis eram indício de:
a) m como resultado de processos graduais
) cr
ndações
8. O te são órgãos:
a) ho o
) an
c
a
b
c
d)
3.
a)
b) selecção natural
c) divergência das espécies p
d) paralelismo evolutivo
5. A maioria das mutações é:
a) ligada ao sexo
b) vantajosa
d) inútil ou prejudicial
6. A selecção natural que conserva as frequências do
tico de uma popu
idireccional
xual
tabilizadora c
d) disruptiva
ra Cuvier, as diferenças entre os
udanças ocorridas
iação divina b
c) evolução por equilíbrio pontuado
d) ev os as ou inuent locais catastróficos, como sec
me bro anterior de uma foca e de um elefanm
mól gos e convergentes
álogos e convergentes b
c) homólogos e divergentes
d) análogos e divergentes
Parte VII: Componentes celulares
1. C r sico de organização:
a) Órgão
2. A lula é controlada por esta parte.
a) Mitocondria
Núcleo
3. Ri s gados a(o):
ico Liso
b) Mitocôndria
so
4. Conjunto de dos:
a) Retículo Endoplasmático
5. A o:
a) Retículo Endoplasmático Liso
b) Complexo de Golgi Retículo
c) Endoplasmático Rugoso
d) Vacúolo
6. ________ são conhecidos(as) como "casas de força" da
célula .
a) Ribossomos
b) Mitocôndria
c) Retículo Endoplasmático
d) Aparelho de Golgi
7. Verdadeiro ou Falso: A cobertura externa da célula
conhecida como membrana plasmática.
a) Verdadeiro
b) Falso
omp eende o nível mais bá
b) Sistema
c) Célula
d) Tecido
reprodução da cé
b) Reticulo Endoplasmatico
c)
d) Centriolo
bos omos são encontrados agre
a) Retículo Endoplasmát
c) Aparelho de Golgi
d) Retículo Endoplasmático Rugo
túbulos achata
b) Microtúbulos
c) Mitocôndria
d) Complexo de Golgi
síntese de proteínas ocorre n
vegetal é
8. A cobertura externa da célula animal é conhecida como:
a) Membrana Celular
b) Cápsula Externa
c) Parede Celular
d) Membrana Nuclear
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Célula
1. A Teoria Celular
No século XIX, munidos das conclusões de seus antecessores, vários biólogos voltaram os interesses
para a elaboração da chamada teoria celular. Nos anos de 1838 e 1839, dois cientistas alemães, o
botânico Mathias Shleiden e o zoólogo Theodor Schawnn, estabeleceram definitivamente a teoria
celular, a qual faz uma das grandes generalizações em Biologia, afirmando o seguinte: "Todos os seres
vivos são formados por células".
Em 1858,outro biólogo alemão Rudolf Virchov lançou a idéia de que as células se originam de outras
células pré-existentes.
Posteriormente, verificou-se que a célula forma um todo vivo e o seu interior é preenchido por um
nteúdo denominado protoplasma; essa denominação foi dada por Hertwig. O protoplasma era
ma região central, o núcleo, e em uma porção mais periférica, o citoplasma, tudo
ção de até 600.000
a
m gameta masculino e um feminino fundem-se, formando a
O crédito da invenção do microscópio é discutível, mas sabe-se que em 1590 os irmãos holandeses
Franz, Johan e Zacarias Jensen compuseram um artefato rudimentar munido de um sistema de lentes,
co
dividido em u
envolvido pela membrana celular. Constatou-se, então, a complexidade da estrutura e composição
química da célula, além de seu papel primordial como elemento morfofisiológico básico dos
organismos vivos, responsável direto pelo seu bom ou mau funcionamento.
O avanço nas pesquisas celulares acabou mostrando as limitações do microscópio óptico para revelar
maiores detalhes da intimidade celular. Com um poder de resolução de cerca de 1200 vezes, esse tipo
de microscópio não permite observações criteriosas das estruturas citoplasmáticas que ocupam o
interior das células.
No século XX, a invenção do microscópio eletrônico com um poder de resolu
vezes, juntamente com os avanços da Bioquímica, Biofísica, Imunologia, Fisiologia e Genética,
contribuíram para um conhecimento bastante aprofundado de todos os processos celulares, bem como
sua ultra-estrutura e composição molecular.
1.1. Citologia
ada um dos seres vivos que ajudam a compor a complexa teia da vida em nosso planeta é ou foi umC
única célula. Durante a fecundação, u
célula denominada ovo ou zigoto. Essa única nova célula inicia um processo de sucessivas divisões,
formando sempre novas células completas até construírem um organismo. As baleias azuis, com 35
metros de comprimento e pesando 125 toneladas, os maiores animais do planeta, assim como as
sequóias da Califórnia, que chegam a 110 metros de altura e mais de 300 anos, representantes dos
maiores vegetais do planeta, são constituídas por enormes quantidades de células.
Nós seres humanos, por exemplo, somos constituídos por algumas dezenas de trilhões de células.
Porém, muitos organismos vivos permanecem constituídos por uma única célula e nem mesmo
dependem de gametas para a reprodução. As bactérias, as cianofíceas, os protozoários, além de certas
algas e fungos, possuem uma estrutura unicelular durante toda a sua existência, no interior dessas
diminutas unidades, ocorrem complexos processos bioquímicos e físicos que permitem a continuidade
da vida. O ramo da biologia responsável pelo estudo das células é a Citologia ou a Biologia Celular.
1.2. A Importância Do Microscópio
A citologia é dependente de equipamentos que permitem a visualização das células, pois a maioria
delas são tão pequenas que não podem ser observadas sem o auxílio de instrumentos ópticos de
ampliação. O olho humano tem um limite de resolução de 0,2 mm. Abaixo desse valor, não é possível
enxergar os objetos sem o auxilio de instrumentos, como lupas e, principalmente, o microscópio.
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apacidade de resolução do olho humano.
m 1665, o inglês Robert Hooke usou um microscópio para observar uma grande variedade de
sentava em fiéis ilustrações. Hooke
rvando apenas contornos de células vegetais mortas. Publicou as suas descrições e
r os alvéolos observados, dando origem assim ao termo
estigações,
o os mistérios das
e 10 a 30 vezes e foi usado pela primeira vez para observar
ulgas e insectos.
665: Robert Hooke, em seu trabalho Microgafia, relatou pequenas cavidades ("cells") em cortes de
élula.
stabeleceram o modelo da molécula do DNA, recebendo, em função disso, o
rêmio Nobel de Medicina e Fisiologia.
esarmada. Haviam vários defeitos nestes microscópio no principio do sec.XIX a
ivel do acromatismo e esfericidade que actualmente já foram corregidos com uma associação de
aterias especiais para esse fim, e as imagens têm vindo a ser mais nitidas e
ctivas e do sistema ocular a ser usado;
os com uma solução
quosa concentrada de substâncias químicas. As formas mais simples de vida são células
que permitia a ampliação e a observação de pequenas estruturas e objetos com razoável nitidez. O
aparelho foi denominado de microscópio e se constituiu na principal janela da ciência para o mundo
além da c
E
pequenos objetos, além de animais e plantas que ele mesmo repre
percebeu que a casca do carvalho era formada por uma grande quantidade de alvéolos vazios,
semelhantes à estrutura dos favos de uma colmeia de abelhas. Naquela época, Hooke não tinha noção
de que estava obse
ilustrações em uma obra denominada Micrographia, em que usa a designação "little boxes or cells"
(pequenas caixas ou celas) para denomina
célula. O termo acabou tornando-se definitivo e oficial.
O aperfeiçoamento do microscópio determinou um aumento no volume de obras sobre inv
usando os recursos da microscopia e, gradativamente, o homem foi desvendand
células.
Algumas descobertas importantes na história da microscopia
1590: Invenção do microscópio pelos holandeses Francis e Zacarias Janssen, fabricantes de óculos.
Seu microscópio aumentava a imagem d
p
1
cortiça, de onde se originou o termo c
1674: Leeuwenhoek observou diversas estruturas unicelulares: espermatozóides de peixes, hemácias.
Um dos maiores colecionadores de lentes da época, foi o primeiro a observar os micróbios.
1831: Robert Bown pesquisando células de orquídeas, descreveu o núcleo celular.
1838 - 1839: Schwann emitiram a Teoria Celular: "Todos os seres vivos (animais e vegetais) são
formados por células."
1858: Virchow emitiu o aforismo ominis cellula et cellula — toda célula provém de outra preexistente.
1962: Watson e Crick, e
p
Microscópio Composto Ou Óptico
Este aparelho fornece imagens ampliadas dos objectos, permitindo portanto a observação de estruturas
invisiveis à vista d
n
lentes fabricados com m
cada vez mais premenorizado. A ampliação é feita atravez de dois cistemas de lentes de ampliação
(objectivas e oculares) suportados por uma série de péças mecânicos que permitem uma utilização
prática desse aparenho.
A ampliação proporcionada pelo microscópio óptico deve-se em geral a uma conjugação do poder de
sistemas de obje
ex: 40x ocular, 100x objectivas= 40x100= 400 vezes de ampliação.
Normalmente a ampliação tem limites,e se usar ampliações muito grandes as imagens começam a
perder qualidade.
Visão Geral da Célula
As células são unidades estruturais e funcionais dos organismos vivos ou seja , todos os seres vivos são
formados por células - compartimentos envolvidos por membrana, preenchid
a
individualizadas que se propagam por cissiparidade.
Há muitos tipos diferentes de células, que variam enormemente em tamanho, forma e funções
especializadas.
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ão ligadas por um intrincado sistema de comunicação.
erenças visíveis, várias espécies de células são admiravelmente semelhantes nas
componentes.
ais simples estruturas
icelulares, as bactérias e os protozoários, até os mais complexos, como o ser humano e as plantas.
o existindo célula típica.
Célula
As lu
porque estes são designados procariontes. Os organismos procariontes são unicelulares mas muitos
del o
As célu
compar nares no seu interior, ao contrário das células eucarióticas. Apesar de serem
estr
comple
Todas
•
•
•
énio de modo a formar uma gigantesca molécula em volta da
célula. Em algumas bactérias existe uma membrana externa, formada por uma camada de
ão e pode
mesmo aderir a outras células que a bactéria ataca, impedindo-as de fugir. A cápsula não é
essencial á vida da célula pois, para além de existirem bactérias que não asproduzem, esta
der.
ssários á captação da energia luminosa.
Os organismos superiores, como os humanos (acredita-se que contenha pelo menos 100 trilhões de
células), são como cidades celulares, nas quais grupos de células performam tarefas especializadas e
s
Apesar das muitas dif
suas características estruturais básicas.
As células são pequenas e complexas, o que torna difícil ver suas estruturas, descobrir sua composição
molecular e, mais difícil ainda, encontrar funções para seus vários
A Célula: É a unidade fundamental dos seres vivos, ou a menor unidade capaz de manifestar as
propriedades de um ser vivo; ela é capaz de sintetizar seus componentes, de crescer e de multiplicar-se.
Todos os seres vivos são compostos desta unidade fundamental, desde as m
un
Dentro do mesmo indivíduo as células de diferentes tecidos são diferentes, nã
procariótica
cé las procarióticas são características dos organismos dos Domínios Bacteria e Archea, razão
es f rmam colónias de forma linear ou em pequenos grupos.
las procarióticas são geralmente menores que as eucarióticas. Este tipo de célula não apresenta
timentos membra
uturalmente mais simples que as eucarióticas, as células procarióticas são funcionalmente
xas, sendo capazes de realizar milhares de transformações bioquímicas.
as células procarióticas apresentam as mesmas características básicas:
membrana citoplasmática- envolve a célula e regula a entrada e saída de materiais,
separando-a do seu meio ambiente;
nucleóide- região da célula onde se localiza o material hereditário (DNA), não rodeada por
membrana;
• citoplasma- todo o interior da célula, com excepção do nucleóide. É composto por duas partes,
uma solução aquosa -citosol- com iões dissolvidos e biomoléculas e partículas insolúveis como
os ribossomas;
parede celular- localizada no exterior da membrana citoplasmática , tem uma rigidez que dá
suporte á célula e determina a sua forma. A parede celular da maioria das bactérias (mas não
das arqueobactérias!) contém peptidoglicanos, um polímero de açucares aminados, ligados
entre si por pontes de hidrog
fosfolípidos rica em polissacáridos (tal como a membrana citoplasmática, embora esta
membrana não actue como uma barreira selectiva e os seus polissacáridos possam causar
doenças);
• cápsula- localizada por fora da parede celular, nem sempre existe. A cápsula é uma estrutura
mucosa, composta principalmente por polissacáridos. Este revestimento externo é uma das
principais causas de resistência das bactérias, nomeadamente ao ataque dos glóbulos brancos
do sistema imunitário de animais que infectam. A cápsula protege da desidrataç
pode sobreviver se a per
Algumas bactérias são fotossintéticas (cianobactérias) apresentam pregas e dobras da membrana
citoplasmática que formam um sistema membranar -lamelas fotossintéticas- contendo bacterio-
clorofila e outros pigmentos nece
Outros grupos de procariontes apresentam outro tipo de estruturas membranosas designadas
mesossomas, cuja função pode estar relacionada com a divisão celular ou com a produção de energia.
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mundo biológico é a que separa os
da biomassa da Terra, e
, pois cada gene de uma célula actual é uma cópia de um
tral comum entre organismos que
rocariontes
em eucariontes. As bactérias formam frequentemente agregados simples, em que as
célu s tecção do
núm o
funcion
Sur dade da presença de
células eucarióticas para o desenvolvimento da multicelularidade.
A teoria de maior aceitação, proposta por Lynn Margulis, a Teoria Endossimbiótica, sugere que as
células eucarióticas seriam o resultado da associação de células procarióticas simbióticas.
A simbiose entre estas células procarióticas teria evoluído para graus de intimidade tais, que algumas
células envolveriam outras completamente, embora as primeiras ficassem intactas no interior do
hospedeiro. Estas células envolvidas teriam originado os organitos de uma célula eucariótica actual.
Segundo Margulis, a célula eucariótica típica teria surgido sequencialmente, em 3 etapas, como se
pode ver ao lado:
• proto-eucarionte tornou-se hospedeiro de bactérias aeróbias, obtendo mitocôndrias;
• proto-eucarionte tornou-se hospedeiro de bactérias espiroquetas, obtendo cílios, flagelos e,
mais tarde, outras estruturas com base em microtúbulos como os centríolos e citosqueleto;
• proto-eucarionte tornou-se hospedeiro de cianobactérias obtendo plastos.
Tal como as lamelas fotossintéticas, os mesossomas são dobras da membrana citoplasmática e nunca
dela se libertam (não são organitos livres no citoplasma, como os das células eucarióticas).
Origem da célula eucariótica
A maioria dos biólogos considera que a divisão fundamental no
seres procariontes dos eucariontes, divisão esta, baseada na estrutura celular dos organismos. No
entanto, apesar das diferenças bem conhecidas entre estes dois grupos, têm sido estabelecidas
importantes relações entre eles.
Os procariontes constituem, mesmo na actualidade, mais de metade
colonizaram todos os ambientes. No entanto, a evolução não se satisfez com este sucesso e surgiram
níveis mais complexos de organização.
A origem da Vida parece ter ocorrido há cerca de 3400 M.a., quando o nosso planeta já teria 1000 ou
1500 M.a. de idade. A célula conserva em si, a nível da sequência de aminoácidos, proteínas ou bases
nucleotídicas, diversas marcas do seu passado
gene muito antigo, ainda que com alterações.
Este é o motivo porque se considera a existência de um ances
apresentem grande número de nucleótidos ou proteínas comuns.
Até há pouco tempo considerava-se que as células eucarióticas teriam derivado de p
unicelulares, por um processo desconhecido de complexificação, designado por hipótese
autogénica. Esta teoria considera que a célula eucariótica teria surgido através de especialização de
membranas internas, derivadas de invaginações da membrana plasmática.
É sabido que a associação entre duas células é comum e pode trazer vantagens importantes, tanto em
procariontes como
la não apresentam ligações citoplasmáticas, mas beneficiam, apesar disso, da pro
er . O estudo de situações deste tipo revelou, no entanto, que um conjunto de procariontes nunca
ará como uma estrutura multicelular.
ge, portanto, um corolário para esta afirmação, que consiste na obrigatorie
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Um bom exemplo de como esta teoria pode ser correcta é a evolução dos cloroplastos em protistas
fotossintéticos, que parece resultar de uma série de processos endossimbióticos.
Representação esquemática da teoria endossimbiótica para o surgimento da célula eucariótica.
Célula eucariótica
A célula eucariótica, como a célula animal, obtém a sua designação do grego eu = verdadeiro + karyon
= núcleo. Estas células existem em quase todos os organismos vivos actuais, com excepção dos
pertencentes aos Domínios Archea e Bacteria.
Na célula animal eucariotica existem três componentes básicos: membrana, citoplasma e núcleo. A
existencia de um núcleo bem diferenciado é a principal característica da célula eucariótica. As
seguintes organelas estão presentes nos organismos superiores:
No Citoplasma:
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Delimitado externamente pela menbrana plasmática e internamente pela carioteca é o contituinte
celular mais volumoso dividindo-se em hialoplasma e morfoplasma
Hialoplasma: Também chamado de citoplasmafundamental ou matriz citoplasmática, é
transparente, homogêneo e sem esrtutura; nele estão mergulhados os componentes celulares.
Morfoplasma: O morfoplasma engloba todos os elementos figurados do citoplasma, ou seja,
os organóides celulares, dentre os quais se destacam: Núcleo, Retículo Endoplasmático liso e
rugoso, Ribossomos, Mitocôndrias, Lisossomos, Complexode Golgi e Centríolo.
• Ribossomos: São pequenos granulos que são vistos livres mergulhados no citoplasma
podendo também estarem agregados as menbranas do retículo endoplasmático formando
o R.E.Rugoso. Local de uma das mais importantes funções celulares a síntese de cadeias
polipeptídicas e Proteínas.
• Retículo Endoplasmático: O hialoplasma é percorrido por uma série de vesículas e
canais que se intercomunicam formando o retículo endoplasmático Trata-se de uma
estrutura que auxilia a distribuição e armazenameto de substâncias e onde ocorrem
reações bioquímicas. Existem dois tipos de Retículo endoplasmático. O RE granular é
responsável pelo transporte de material dentro da célula e participa da síntese de
proteínas. O RE liso também tem por função permitir o transporte de substâncias, síntese
de esteróides, inativação de certos hormônios, inativação de substâncias nocivas.
• Complexo de Golgi: É constituído por uma pilha de vesículas circulares e achatadas,
servindo principalmente para o acúmulo de secreções para serem liberadas no momento
certo pela menbrana citoplasmática e síntese de açúcares.
• Lisossomos: São pequenas bolsas formadas pelo complexo de golgi, basicamente uma
menbrana que envolve enzimas. Estas enzimas digestivas intracelulares ajudam na
eliminação de bactérias e corpos estranhos. Se rompido(isto não acontece devido a um
revestimento glicoprotéico na sua face interna, podem causar a destruição da célula
(autólise).
• Mitocôndrias: Corpúsculos esféricos ou alongados, possue uma matriz limitada por duas
menbranas. Uma externa ou lisa e outra interna com expansões chamadas cristas. Nela
ocorrem a respiração celular (ciclo de Krebs, cadeia de transporte de elétrons, dentre
outros).
• Centríolos- Pequeno cilíndro situado próximo ao núcleo. Cada célula (exetuando os
vegetais superiores onde estão ausentes) possue dois centríolos, perpendiculares entre si.
Além de desempenharem papel importante no processo de divisão celular formando os
pólos, são responsáveis pela formação de cílios e flagelos.
• Plastos- ausentes em animais. Estruturas para armazenamento de amido, pigmentos e
outros produtos celulares. É no cloroplasto que ocorre a fotossíntese.
• Vacúolos- ausentes em animais. Participação no controle osmótico da célula e
armazenamento de substâncias, excesso de água, pigmentos solúveis e diversos produtos
a serem eliminados.
• Peroxissomos: Degradação de água oxigenada e do álcool.
• Glioxissomos- ausentes em animais. Contém enzimas para conversão de lipídios em
açúcares, utéis no metabolismo celular.
No Núcleo:
O núcleo controla todas as atividades celulares: representa assim o centro de coordenação celular. É no
DNA do núcleo que estão localizados a maioria dos genes, depositários da informação genética que
são responsáveis pela atividade celular. Tais informações são transmitidas ao citoplasma atravês do
RNA-mensageiro, que é sintetizado por uma ´serie de enzimas tendo como molde o DNA (cromatina),
onde irá regular atravês dos ribossomos toda a síntese de proteínas específicas(estruturais e
enzimáticas), responsáveis pela arquitetura e fisiologia celulares.
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A maioria das células é uninucleada(apenas um núcleo), mas existem células binucleadas (dois
núcleos), como as hepáticas e cartilaginosas, e plurinucleadas (mais de dois núcleos), como as
musculares estriadas.
• Envoltório Nuclear ou Carioteca: A membrana nuclear constitue um envoltório que engloba
o suco nuclear, e onde estão imersos a cromatina e o nucléolo. Esta menbrana é uma
diferenciação local do retículo endoplasmático e se caracteriza pela alta quantidade de poros.
Atravês dos poros são realizadas trocas entre o núcleo e o citoplasma. A quantidade de poros
varia de acordo com o estágio funcional da célula. Observada ao microscópio eletrónico, a
manbrana apresenta-se constituída de duas lãminas: a interna, que envolve o nucleoplasma e a
externa que vive em contato com o hialoplasma e possui ribossomos. Entre as duas menbranas
situa-se uma cavidade chamado espaço perinuclear. Quimicamente a carioteca possui a mesma
composição do plasmalema e ´retículo endoplasmático que é basicamente proteínas e
fosfolipídeos.
• Cromossomos: entidades portadoras da informação genética.
• Nucléolo: Síntese de RNA-ribossômico, principal constituinte dos ribossomos.
• Nucleoplasma: Líquido onde estão imersos o nucléolo e a cromatina e são acumulados
produtos resultante da atividade nuclear, como RNA e Proteínas.
Além do núcleo, as células eucarióticas apresentam uma grande variedade de organitos, ausentes nos
procariontes, nomeadamente compartimentos membranares com ambientes físico-químicos diferentes
do citosol, o que permite a realização de reacções bioquímicas específicas. Outra característica única
das células eucarióticas é a presença de citosqueleto, que lhes fornece suporte e mecanismos para o
movimento.
Característico das células eucarióticas (e talvez, por ausente das bactérias, um factor fundamental no
sucesso dos eucariontes), o citosqueleto é formado por um emaranhado de longas fibras de vários
tipos, fornecendo suporte e permitindo o movimento (seja da célula ou de organitos ou cromossomas
no seu interior) e a alteração de forma.
Devido ao seu elevado dinamismo e interacção com o ambiente, poderia, com a mesma facilidade,
designar-se citomusculatura. O citosqueleto é responsável pelo deslizar sobre o substrato, contracção
muscular e pelas alterações de forma durante o desenvolvimento embrionário dos animais.
O citosqueleto contém 3 tipos principais de fibras:
• microfilamentos- formados por subunidades de actina, têm a forma de hélices duplas desta
proteína. São estruturas muito flexíveis que podem ser encontrados em toda a célula mas são
mais frequentes logo abaixo da membrana plasmática;
• filamentos intermédios- formados por subunidades de vimentina ou lamina, entre outras
proteínas muito heterogéneas, estes filamentos são encontrados por toda a célula. Um tipo de
filamento intermédio forma a lâmina nuclear, um emaranhado de fibras logo abaixo da
membrana interna do envelope nuclear, enquanto outros fornecem força mecânica estendendo-
se através do citoplasma e associando-se aos desmossomas que unem células vizinhas;
• microtúbulos- formados por subunidades de tubulina, estas estruturas são polares: existe uma
extremidade (ponta +) capaz de rápido crescimento e outra (ponta -) que tende a perder
subunidades se não for estabilizada. Na maioria das células tal é conseguido ligando a ponta -
do microtúbulo ao centrossoma, localizado perto do núcleo, no centro da célula. Por este
motivo, o centrossoma é um dos MTOC conhecidos (microtubule organizing center).
Os plastídeos são característicos das células vegetais e têm uma estrutura característica: são
envolvidos por um envelope com duas membranas, a mais interna das quais se diferencia num sistema
complexo, e que rodeia uma matriz mais ou menos homogénea, o estroma. Os plastídeos são
geralmente classificados segundo o tipo de pigmentos que contêm.
Os cloroplastos são plastídeos que apenas existem em células autotróficas, ditas vegetais. As células
animais, heterotróficas, não produzem cloroplastos mas podem apresentá-los, perfeitamente
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funcionais, retirados da digestão parcial de células vegetais ou devido a algas verdes que vivem em
simbiose nesses tecidos. Esta situação é bastante comum em corais e anémonas.
É o local onde se realiza a fotossíntese, pelo que contém grande quantidade de pigmentos,
nomeadamente clorofilas. Uma única célula do mesófilo pode conter até 50 cloroplastos, pelo que
1mm2 de folha contém cerca de 500000. Geralmente localizam-se nos lados longos das células, perto
da parede celular.
A sua estrutura faz lembrar a damitocôndria, pois também apresenta duas membranas. A membrana
externa é bastante permeável, permitindo a passagem da maioria das pequenas moléculas. A membrana
interna é bem mais selectiva e é onde se localizam os complexos que captam a luz para as reacções
fotossintéticas. Forma dobras designadas tilacóides. Quando os tilacóides aparecem empilhados como
moedas designam-se grana.
O espaço interno do cloroplasto designa-se estroma e é rodeado pela membrana interna. Neste espaço,
tal como na mitocôndria, encontra-se DNA e ribossomas, capazes de comandar numerosas proteínas
presentes no cloroplasto. No entanto, o controlo é nitidamente do núcleo, sendo a maior parte do
material sintetizado com DNA nuclear e transferido para o plastídeo.
Os cromoplastos são plastídeos de tamanhos muito diversos que armazenam outro tipo de pigmentos
(que não clorofila), principalmente carotenóides. São responsáveis pelas cores amarela, laranja e
vermelha de folhas velhas, flores e frutos maduros. Podem desenvolver-se a partir de cloroplastos em
que a clorofila e as membranas internas se desintegram e grandes quantidades de carotenóides são
armazenados. A sua função na planta não é bem reconhecida, embora sejam fundamentais na atracção
de insectos e vertebrados, com os quais as plantas evoluíram.
Os leucoplastos são plastídeos não pigmentados. Alguns sintetizam amido -amiloplastos- outros
prótidos e mesmo lípidos. Quando expostos á luz transformam-se em cloroplastos.
A parede celular é uma estrutura semi-rígida presente nas células vegetais externamente à membrana
citoplasmática. É basicamente formada por celulose mas contém igualmente polissacáridos complexos
e proteínas.
A parede permite a manutenção da forma da célula vegetal, impedindo a sua lise, é uma barreira
bastante eficaz contra ataques de microrganismos patogénicos e ajuda na união entre células vizinhas.
A membrana celular
A membrana celular é a estrutura que delimita todas as células vivas, tanto as procarióticas como as
eucarióticas. Ela estabelece a fronteira entre o meio intra-celular e o meio extracelular (que pode ser a
matriz dos diversos tecidos).
A membrana celular é uma “porta” seletiva que a célula usa para captar os elementos do meio exterior
que lhe são necessários para o seu metabolismo e para libertar as substâncias que a célula produz e que
devem ser enviadas para o exterior (sejam elas produtos de excreção, das quais deve se libertar, ou
secreções que a célula utiliza para várias funções relacionadas com o meio).
Composição Química da membrana
Todas as membranas plasmáticas celulares são constituídas predominantemente por fosfolipídeos e
proteínas em proporções variáveis e uma pequena fração de açúcares, na forma de oligossacarídeos.
Os lipídeos presentes nas membranas celulares pertencem predominantemente ao grupo de
fosfolipídeos. Estas moléculas são formadas pela união de três grupos de moléculas menores: um
álcool, geralmente o glicerol, duas moléculas de ácidos graxos e um grupo fosfato, que pode conter ou
não uma segunda molécula de álcool. A estrutura das membranas deve-se primariamente a essa
bicamada de fosfolipídios. Esses lipídios são moléculas longas com uma extremidade hidrofílica e a
cadeia hidrofóbica. O grupo fosfato está situado nas lâminas externas da estrutura trilaminar. A parte
situada entre as lâminas fosfatadas é composta pelas cadeias hidrofóbicas.
As proteínas são os principais componentes funcionais das membranas celulares.
40
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A maioria das proteínas da membrana celular está mergulhada na camada dupla do fosfolipídios,
interrompendo sua continuidade, são as proteínas integrais. Outras, as proteínas periféricas, estão
aderentes às extremidades de proteínas integrais. Algumas proteínas atuam no transporte de
substâncias para dentro ou para fora da célula. Entre estas, encontram-se glicoproteinas (proteínas
ligadas a carboidratos ou hidratos de carbono).
Exteriormente, em muitas células animais, a membrana plasmática apresenta uma camada rica em
glicídeos: o glicocálix.
Principais características da membrana celular
A membrana celular é responsável pela manutenção da constância do meio intracelular, que é diferente
do meio extracelular e pela recepção de nutrientes e sinais químicos do meio extracelular. Para o
funcionamento normal e regular das células, deve haver a seleção das substâncias que entram e o
impedimento da entrada de partículas indesejáveis, ou ainda, a eliminação das que se encontram no
citoplasma. Por ser o componente celular mais externo e possuir receptores específicos, a membrana
tem a capacidade de reconhecer outras células e diversos tipos de moléculas, como hormônios.
As membranas celulares possuem mecanismos de adesão, de vedação do espaço intercelular e de
comunicação entre as células. Os microvilos ou microvilosidades são muito freqüentes e aumentam a
superfície celular.
Não confundir a membrana celular com a parede celular (das células vegetais, por exemplo), que tem
uma função principalmente de proteção mecânica da célula. Devido à membrana citoplasmática não
ser muito forte, as plantas possuem a parede celular, que é mais resistente.
A membrana celular é uma camada fina e altamente estruturada de moléculas de lípidos e proteínas,
organizadas de forma a manter o potencial eléctrico da célula e a controlar o que entra e sai da célula
(permeabilidade selectiva da membrana). Por outro lado, a membrana celular não é, nem um corpo
rígido, nem homogêneo – é muitas vezes descrita como um fluido bidimensional e tem a capacidade de
mudar de forma e invaginar-se para o interior da célula, formando alguns dos seus organelos.
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Transporte através das membranas
Mesmo nas membranas não biológicas, como as de plástico ou celulose, há moléculas que as
conseguem atravessar, em determinadas condições. Dependendo das propriedades da membrana e das
moléculas (ou átomos ou íons) em presença, o transporte através das membranas classifica-se em:
• Transporte passivo – quando não envolve o consumo de energia do sistema, sendo utilizada
apenas a energia cinética das moléculas; a movimentação dá-se a favor do gradiente de
concentração (do meio hipertónico para o meio hipotónico).
• Transporte activo – quando o transporte das moléculas envolve a utilização de energia pelo
sistema; no caso da célula viva, a energia utilizada é na forma de Adenosina tri-fosfato (ATP);
a movimentação das substâncias dá-se contra o gradiente de concentração, ou seja, do meio
hipotónico para o hipertónico.
Nota: o transporte pode ainda ser classificado em mediado, envolve permeases (transporte activo e
difusão facilitada), e não-mediado (difusão directa).
Transporte passivo
O interior das células – o citoplasma – é basicamente uma solução aquosa de sais e substâncias
orgânicas. O transporte passivo de substâncias na célula pode ser realizado através de difusão ou por
osmose. A difusão se dá quando a concentração interna de certa substância é menor que a externa, e as
particulas tendem a entrar na célula. Quando a concentração interna é maior, as substâncias tendem a
sair. A difusão pode ser auxiliada por enzimas permeases sendo classificada Difusão facilitada.
Quando não há ação de enzimas, é chamada difusão simples
Osmose é o nome dado ao transporte passivo de substâncias líquidas. Quando a concentração externa
de substâncias é maior que a interna, parte do líquido citoplasmático tende a sair fazendo com que a
célula murche - plasmólise. Quando a concentração interna é maior, o líquido do meio externo tende a
entrar na célula, dilatando-a - deplasmólise. Neste caso, se a diferença de concentração for muito
grande, pode acontecer que a célula estoure. As células que possuem vacúolos são mais resistentes à
diferença de concentração, pois estas organelas, além de outras funções, agem retendo líquido.
Transporte ativo
O transporte ativo através da membrana celular é primariamente realizado pelas enzimas ATPases,
como a importante bomba de sódio e potássio, que tem função de manter o potencial eletroquímico das
células.
Muitas células possuem uma ATPase do cálcio que opera as concentrações intracelulares baixas de
cálcio e controla a concentração normal (ou de reserva) deste importante mensageiro secundário. Uma
outra enzima actua quando a concentração de cálcio sobe demasiadamente. Isto mostra que um íon
pode ser transportado por diferentes enzimas, que não se encontram permanentemente ativas.
Há ainda dois processos em que, não apenas moléculas específicas, mas a própria estrutura da
membrana celular é envolvida no transporte de matéria (principalmente de grandes moléculas) para
dentro e para fora da célula:
• endocitose – em que a membrana celular envolve partículas ou fluido do exterior - fagocitose
ou pinocitose - e a transporta para dentro, na forma duma vesícula;
a) Fagocitose (fago = comer): a celula engoba particulas sólidas, relativamente grandes.
b) Pinocitose (pino= beber): particulas liquidas muito pequenas são capturadas por esse
processo. e
• exocitose – em que uma vesícula contendo material que deve ser expelido se une à membrana
celular, que depois expele o seu conteúdo.
O citoplasma
Os componentes do citoplasma- O citoplasma é constituído por um material mais ou menos viscoso ,
chamado hialoplasma. Nele estão mergulhadas estruturas consideradas vivas, os orgânulos do
citoplasma. Citoesqueleto são fibras de proteínas finíssimas no hialoplasma.
42
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O Hialoplasma- Quimicamente o hialoplasma é constituído de água e moléculas de proteína,
formando uma dispersão que os químicos chamam de colóide. A região mais externa do citoplasma é o
ectoplasma que é bastante viscoso. A parte interna do hialoplasma é o endoplasma ou citosol que é
mais fluida e característica de colóide no estado de sol.
A ciclose- É uma corrente citoplasmática orientada num certo sentido, sendo bem visível
especialmente no endoplasma de muitas células vegetais. A velocidade da ciclose é aumentada pela
elevação da luz e da temperatura.
O movimento amebóide- É o movimento das amebas e dos glóbulos brancos que são capazes de
formar pseudópodes. Tudo se passa como o pseudópode se destruísse na parte traseira e se
reconstruísse na dianteira, dessa forma a ameba se locomove.
O retículo endoplasmático- São um sistema de membranas duplas, lipoprotéicas. Essas membranas
constituem as vezes, sacos achatados e, outras vezes túbulos. Conhecem-se dois tipos de retículos: O
retículo endoplasmático liso, constituído apenas por membranas e o retículo endoplasmático rugoso
que possui aderidos ao lado externo das membranas grânulos chamados ribossomos. O retículo
endoplasmático liso têm algumas funções bem óbvias:
• Facilitar reações enzimáticas - As enzimas ficam associadas as sua membrana.
• Promover a síntese de lipídios na célula - O retículo produz triglicerídeos, fosfolipídios e
esteróides.
• Transportar substâncias no interior da célula, desta para o meio e vice-versa - suas membranas
se comunicam com a carioteca e a membrana plasmática movimentando-se.
• Regular a pressão osmótica - o retículo para regular a pressão osmótica retira o hialoplasma e
armazena substâncias em suas cavidades.
• Armazena substâncias produzidas - Os vacúolos das células vegetais são partes hipertrofiadas
do retículo dessas células onde armazenam: água, sais, açúcares e pigmentos.
Quanto ao retículo rugoso além de desempenhar todas as funções do retículo liso ele ainda sintetiza
proteínas, devido a presença de ribossomos.
Os ribossomos - Podem ser encontrados livremente no hialoplasma, ou entãopresos uns aos outros
por uma fita de RNA; neste caso são chamados polissomos ou poliribossomos. Cada ribossomo é
constituído por duas subunidades. Quimicamente essas estruturas são constituídas por RNA e
proteínas. Os ribossomos quando associados a uma fita de RNA , juntam os aminoácidos de
citoplasma para formar cadeias de proteínas.
Complexo de Golgi- O complexo de golgi de uma célula é constituído de várias unidades menores, os
dictiossomos. Cada dictiossomo é composto por uma pilha de cinco ou mais sacos achatados, feitos de
membrana dupla lipoprotéica, e disposto de forma regular. Nas bordas dos sacos podem ser observadas
vesículas em processo de brotamento, se difere do retículo endoplasmático liso devido ao
empilhamento regular dos sacos achatados enquanto os componentes do retículo se distribuem de
forma irregular na célula. Os papéis do complexo de golgi:
• Secreção da célula de ácino pancreático - Os ácinos são pequenas estruturas glandulares que
secretam as enzimas do suco pancreático.
• Secreção de muco das células caliciformes do intestino - Na mucosa intestinal, existem células
especiais em forma de cálice que produzem um liquido lubrificante e protetor, chamado muco.
O muco é um material complexo, constituído principalmente por glicoproteínas ( proteínas
ligadas a polissacarídeos).
• O complexo de golgi também é responsável pela secreção da primeira parede que separa duas
células vegetais em divisão.
• O acrossomo do espermatozóide é secretado pelo complexo de golgi.
• O complexo de golgi origina os lisossomos, vesículas cheias de enzimas.
Lisossomo e seu papel
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São pequenas vesículas , que contém enzimas digestivas de todos os tipos. Essas enzimas digerem
material que a célula engloba e, ocasionalmente, elementos da própria célula.
As enzimas lisossômicas são produzidas no retículo rugoso, passam para o complexo de golgi, onde
são empacotadas e liberadas na forma de vesículas ( lisossomos primários). Quando uma partícula de
alimentos é englobadas por endocitose, forma-se um vacúolo alimentar, um ou mais lisossomos
fundem-se no fagossomo despejando enzimas digestivas nele, assim forma-se o vacúolo digestivo e as
moléculas provenientes da digestão se fundem no citoplasma. O vacúolo cheio de resíduos é chamado
de vacúolo residual.
Funções dos Lisossomos:
a) Heterofagica: substancias que entram na célula e são digeridas pelos lisossomos.
Ex: fagocitose e pinocitose
b) Autofágica: Os lisosssomos digerem estruturas da própria celula.
Ex: organelas que perdem sua função e são digeridas ou em casos de subnutrição celular.
c) Autolise: Os lisossomos rompem-se e matam as células como caso da silicose, doença pulmonar
causada por inalação de pó de sílica, destruindo regiões do pulmão.
Apoptose: morte celular programada.
O processo no qual a célula promove sua autodestruição de modo programado é chamado apoptose.
Esse fenômeno é importante na embriogênese, no desenvolvimento do sistema imunológico e na
diferenciação celular, entre outros.
Peroxissomos
São estruturas em forma de vesículas, semelhantes ao lisossomos, contendo certas enzimas
relacionadas a reações que envolvem oxigênio. Uma das enzimas é a catalase, que facilita a
decomposição da água oxigenada em água e oxigênio. Além disso os grandes peroxissomos existentes
nos rins e no fígado têm um importante papel na destruição de moléculas tóxicas.
A diferença entre Peroxissomos e lisossomos é que os Peroxissomos liberam enzimas responsáveis à
destruição de moléculas tóxicas que possuem oxigênio e lisossomos contém as enzimas se relacionam
a digestão intracelular.
As mitocôndrias
São pequenos orgânulos existentes apenas em células eucariontes . A membrana interna da
mitocôndria apresenta dobras chamadas cristas mitocondriais, No interior da mitocôndria é repleto de
um material de consistência fluida, chamada matriz mitocondrial. O papel da mitocôndria é a liberação
de energia indispensável para o trabalho celular.
Os plastos
São orgânulos citoplasmáticos exclusivo de células vegetais. Os plastos podem ser incolores
(leucoplastos) ou possuir pigmentos. Os leucoplastos são relacionados com a reserva de alimentos . A
coloração de muitos órgão vegetais, como flores frutas e folhas deve-se aos cromoplastos. Nos
cloroplastos ocorre a fotossíntese os xantoplastos e os eritroplastos atuam com filamentos protetores.
Os cloroplastos: No interior do cloroplasto é preenchido com material amorfo , o estroma. Neste
ficam mergulhadas lamelas, dispostas de maneira mais ou menos paralela ao eixo maior do
cloroplasto. Perto das lamelas se encontra o tilacóide, que lembra pilhas de moedas. Cada pilha é
chamada de granum. O conjunto deles se chama de grana. A clorofila fica concentrada principalmente
nos grana.
Os centríolos
São orgânulos citoplasmáticos encontrados em todas as células com exceção do organismos
procariontes e dos vegetais que produzem fruto. Cada centríolo é formado por nove túbulos triplos
ligados entre si formando um tipo de cilindro. Cada túbulo é um microtúbulo. Um diplossomo é dois
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centríolos dispostos perpendicularmente. Hoje sabemos que os centríolos originam os cílios e os
flagelos, estruturas contráteis que possibilita movimentos.
Os cílios e os flagelos
São estruturas móveis, que podem ser encontradas tantos em unicelulares como em organismos
complexos. Os cílios são numerosos e curtos e os flagelos são longos , existindo um , ou poucos numa
célula. Papéis:
• Permitir a locomoção da célula ou do organismo no meio líquido;
• Permitir ao meio aquoso deslizar sobre a célula ou o organismo;
A estrutura dos cílios e flagelos
Cílios– centríolos modificados, forma de haste, com 9 conjuntos periféricos de 2 microtúbulos cada,
formando um cilindro e 2 microtúbulos centrais. Encontrados em animais, exceto Nematelmintos e
Artrópodes. Forma corpúsculo-basal.
Flagelos– estruturas semelhantes aos cílios, diferem apenas pelo comprimento. Encontrado em
protozoários, em alguns protistas e nos espermatozóides.
Os vacúolos
Qualquer pedaço no citoplasma delimitado por um pedaço de membrana lipoprotéica. As variedades
mais comuns são:
• Vacúolos relacionados com a digestão intracelular
• vacúolos contráteis (ou pulsáteis)
• vacúolos vegetais
As inclusões
São formações não vivas existentes no citoplasma, como grãos de amido e gotas de óleo. O conjunto
de inclusões denomina-se paraplasma. A seqüência das estruturas formadas durante a digestão
intracelular é: vacúolo alimentar, vacúolo digestivo e vacúolo residual.
Vacúolo autofágico é um verdadeiro vacúolo digestivo que fazem reciclagem e renovação do material
celular.
Diferença Entre Célula Animal E Vegetal
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m mecanismos moleculares como a replicação do DNA, a transcrição em RNA, a
íntese protéica e a transformação de energia via mitocôndrias.
, que é composta principalmente de celulose, determina a estrutura da célula, a textura
os tecidos vegetais dando resistência as plantas. O vacúolo é uma organela que possui uma membrana
onoplasto), preenchidos com um suco celular, solução aquosa contento vários sais, açúcares,
igmentos, armazenam metabólitos e quebram e reciclam macromoléculas. É uma organela que pode
stídios são envolvidos por uma dupla membrana e são
células animais, as junções comunicantes são responsáveis
or esse papel.
Componentes químicos da célula- Introdução
A estrutura da célu e mo organizadas em muito precisa.
Os componen d o classifica inorgânicos (água e minerais) e orgânicos
(ácidos nucléi ato e proteínas). Deste total, 75 a 85% corresponde a água, 2 a 3%
sais inorgânic nte ostos orgân que representam a oléculas da vida. Umarande parte das estruturas celu lípides e moléculas grande denominadas macromoléculas
u polímeros, formado a partir de monômeros ou unidades integradas (micromoléculas), que se
m entre si por ligações covalentes.
As células animal e vegetal são células eucariontes que se assemelham em vários aspectos
morfológicos como a estrutura molecular da membrana plasmática e de várias organelas, e são
semelhantes e
s
A presença de parede celular, vacúolo, plastídios e a realização de fotossíntese, são as principais
características que fazem da célula vegetal diferente da célula animal.
A parede celular
d
(t
p
ocupar a maior parte do volume da célula. Os pla
classificados de acordo com o pigmento: os cloroplastos (clorofila), cromoplastos (carotenóides) e os
leucoplastos (sem pigmento). Os cloroplastos são organelas responsáveis pela realização da
fotossíntese.
Ao contrário das células animais, que utilizam o glicogênio como reserva energéticas, as células
vegetais armazenam amido. E na comunicação entre as células, nos vegetais é feita através de
conexões chamadas plasmodesmas, e nas
p
la resulta da combinação d
a célula sã
léculas
dos em
uma ordem
tes químicos
cos, carboidr
os e o resta
s, lípides
são comp
lares contêm
icos, s m
g
o
prende
Constituintes Células Animais (%) Células Vegetais (%)
Água 60 75
Substâncias Minerais 4,3 2,45
Glicídios 6,2 18,0
Lipídios 11,7 0,5
Substâncias
Orgânicas
Proteínas 17,8 4,0
Agua
A agua e no interior da célula. É considerada um
olvente universal, atuando como dispersante de inúmeros compostos orgânicos e inorgânicos das
células. Quanto à origem, a água do organismo pode ser:
• Endógena - Aquela p no próprio organismo, com
liberação de água. E eínas, polissacarídeos, lipídios e
ácidos nucléicos e, a ção celular.
• Exógena - Aquela pr Ex: água contida nos alimentos ingeridos.
Variação da taxa de água nos seres vivos.
é a substância que se encontra em maior quantidad
s
roveniente das reações químicas que ocorrem
x: água liberada durante a síntese de prot
inda, no final da respira
oveniente da ingestão.
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A taxa de água de um orga ia em função de três fatores básicos: actividade de tecido ou
órgão, idade do organismo e studada.
• Actividade:
nismo var
espécie e
Normal nto maior a atividade m ica de um tecido, maior é a taxa
de água que nele se e . Veja a tabela abaixo:
Quantidade de água em porcentagens do
mente, qua etaból
ncontra
peso total em alguns órgãos humanos
Encéfalo de embrião 92,0
Músculos 83,4
Cérebro 77,8
Pulmões 70,9
Coração 70,9
Osso 48,2
Dentina 12,0
• Idade: Geralmente, a taxa de água decresce com o aumento da idade. Assim, um feto humano
de três meses tem 94% de água e um recém-nascido tem aproximadamente 69%.
• Espécie: No homem, a água representa 65% do peso do corpo; em certos fungos, 83% do peso
de água). Sabemos, no
Not
morte. ais de 10% já é fatal. Veremos mais tarde
ue os organismos terrestres, já que estão constantemente sujeitos a perdas de água, desenvolveram
s sofisticados que reduzem essas perdas ao mínimo.
Propri
físico-q
• to, Atua no equilíbrio da temperatura dentro da célula, impedindo
etabolismo celular.
químicas celulares ocorrem em solução.
•
Funçõe
•
é de água; já nas medusas (águas-vivas) encontramos 98% de água. Os organismos mais
"desidratados" são as sementes e os esporos de vegetais (10 a 20%
entanto, que eles estão em estado de vida latente, somente voltando à atividade se a
disponibilidade de água aumentar.
a: 0 teor de água num organismo desenvolvido não pode variar muito, sob pena de acarretar a
Calcula-se que nos mamíferos uma desidratação de m
q
mecanismo
edades: a água é muito importante sob o ponto de vista biológico, devido às suas propriedades
uímicas. Dentre elas, pode-se citar:
Calor específico: muito al
mudanças bruscas de temperatura, que afetam o m
• Poder de dissolução: muito grande. É, por isso, considerada o solvente universal. Essa
propriedade é muito importante, pois todas as reações
Além disso, a água é importante meio de transporte de substâncias dentro e fora das células.
Tensão superficial: grande. Moléculas com cargas aderem fortemente às moléculas de água, o
que permite a manutenção da estabilidade coloidal.
s:
Solvente universal- Atua como dissolvente da maioria das substâncias celulares. É o líquido em
que estão dispersas as partículas do colóide celular, que estudaremos mais adiante. É
fundamental para as reações químicas que ocorrem no organismo. Ex: participa das reações de
hidrólise na matéria viva.
• Transporta substâncias dentro ou fora da células.
• É uma via de excreção, ou seja, arrasta para fora do corpo as substâncias nocivas produzidas
pelo indivíduo, assim como as que estão em excesso.
egulação:• Termorr é importante fator de termorregulação dos seres vivos. 0 calor específico da
água (ou seja, número de calorias necessárias para elevar a temperatura de 1 grama de água de
14,5oC para (15,5oC) é o valor mais alto entre os solventes comuns, ou seja, igual a 1.
47
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, a água contida nos organismos
vivos conserva, praticamente, constante a temperatura de tais organismos em relação ao seu
ambient s anos o meio
ideal par e ais primitivas de seres vivos.
Sais Minerais
Aparecem na co ã apresentam
sob a forma im a ossos, etc.).
Sob forma dissociada ou m como na tabela abaixo:
Sabemos, experimentalmente, que quanto maior o calor específico de uma substância, menores
variações de temperatura ela experimenta pois, quando se fornece calor a tal substância,
determinada quantidade de calor é absorvida. Graças a isso
e. Deve-
a a orig
e, provavelmente, a tal propriedade o fato de terem sido os oce
m da vida e para a evolução das formas m
mposiç
obilizad
o da célula sob duas formas básicas: imobilizada e dissociada. Se
como componentes de estruturas esqueléticas (cascas de ovos,
ionizada aparece
Cálcio
(Ca2+)
Componente dos ossos e dentes. Activador de certas enzimas.
Por exemplo : enzimas da coagulação .
Magnésio
( Mg2+)
Faz parte da molécula de clorofila; é necessário, portanto , à
fotossíntese.
Ferro
Fe( 2+)
Presente na hemoglobina do sangue, pigmento fundamental
para o transporte de oxigênio. Componente de substâncias
importantes na respiração e na fotossíntese (citocromos e
ferrodoxina).
Sódio
(Na+) ente da concentração osmótica
Tem concentração intracelular sempre mais baixa que nos
líquidos externos. A membrana plasmática, por transporte
ativo, constantemente bombeia o sódio, que tende a penetrar
por difusão. Importante compon
do sangue juntamente com o K .
Potássio
(K
dante dentro das células que fora delas. Por
e o potássio do
fenômenos elétricos que ocorrem na membrana plasmática, na
concentração muscular e na condução nervosa.
+)
É mais abun
transporte ativo, a membrana plasmática absorv
meio externo. Os íons sódio e potássio estão envolvidos nos
Fosfato
(PO4-3)
Componente dos ossos e dentes. Está no ATP, molécula
energética das atividades celulares. É parte integrante do DNA
e RNA, no código genético.
Cloro
(Cl-)
Componente dos neurônios (transmissão de impulsos
nervosos ).
Iodo
(I-) Entra na formação de hormônios tireoidianos.
Glicídios
Os glicídios são também conhecidos como açúcares, sac arboidratos ou hidratos de carbono.
São moléculas compostas principal ais simples
são os monossacarídios, que apresentam fórmula geral
arídios, c
mente de: carbono, hidrogênio, oxigênio. Os açúcares m
. O valor de n pode variar de 3 a 7
conforme o tipo de monossacarídio. O nome do açúcar é acordo com o número de átomos de
olécula, seguido d inação OSE. plo, triose, pentose,hexose. São
.
dado de
Por exemcarbono da ma term
monossacarídios importantes: glicose, frutose, galactose, ribose e desoxirribose
48
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n Fórmula Nome
3 Triose
4 Tetrose
5 Pentose
6 Hexose
7 Heptose
A junção de dois monossacarídeos dá origem a um dissacarídio.Ex. sacarose.
Quando temo sacarídeos ligados, o de um polissacarídeo, tal como o
ido, o glicogênio, a celulos
onte prim podendo também apresentar
truturais, isto é, fo m seus próprios
carboidrato cor
E os oligossacarídeos que não estão livres e sim unidos a lipídeos e proteínas, de modo que são partes
de glicolipídeos e de glicoprot
Tabela – Monossacarídeos
Carbohidrato Papel biológico
s muitos monos ocorre a formaçã
am e, a quitina, etc.
ária de energia para as atividades celulares,Os glicídio
funções es
s são a f
rmar estruturas celulares. Enquanto as plantas produze
poram-nos através do processo de nutrição. s, os animais in
eínas, que estão na membrana plasmática.
Ribose Uma das matérias-primas necessárias à produção de ácido ribonucléico.
Pentoses
se A). Desoxirribo
Matéria-prima necessária à produção de ácido
desoxirribonucléico (DN
Glicose de energia. é fabricadvegetais, na fotossíntese
é a molécula mais usada pelas células para obtenção
a pelas partes verdes dos
. Abundante em vegetais, no
sangue, no mel.
Frutose e, também com papel fundamentalmente Outra hexosenergético.
Hexoses
G sgalactose
Um dos monos
leite. Papel ener
acarídeos constituinte da lactose do
ético.
T la – Papel biológico de alguns polissaca
Carboidrato Monossacarídeos
abe rídeos
constituintes Onde é encontrado e papel biológico
Sacarose glicose + fructose Em muitos vegetais. Abundante na cana-de-açúcar e na beterraba. Papel energético.
Lactose glicose + galactose Encontrado no leite. Papel energético.
D
IS
SA
C
A
R
ÍD
E
O
S
Maltose glicose + glucose o amido no tubo digestivo de
animais. Papel energético.
Encontrado em alguns vegetais. Provém da
digestão d
PO
L
IS
S
A
C
A
R
Í
D
E
O
S
Amido culas de glucose fotossíntese é armazenado sob forma de
amido.
muitas molé
Encontrados em raízes, caules e folhas. O
excesso de glicose produzido na
49
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Celulose de glucose reforço. é o carboidrato mais abundante na
natureza.
muitas moléculas
Componente esquelético da parede de
células vegetais, funcionando como
Glicogênio muitas moléculas de glucose
Encontrado no fígado e nos músculos.
Constitui a reserva energética dos animais.
Lipídios ou Ácidos Graxos
A principal propriedade deste grupo de substâncias é o fato de serem insolúveis em água. Essas
substâncias são formadas por C, H e O, mas em proporções diferentes da dos carboidratos.
azem parte deste grupo as gorduras, os óleos, asF ceras e os esteróides. As gorduras e os óleos formam
hidrólise, ambos liberam um álcool chamado glicerol e 3
temperatura ambiente; caso esteja no
lesterol e alguns
ormônios: estrógenos, testosterona.
pídios nos seres vivos.
lmente usados como reserva
energética;
c) fazem parte da estrutura de al
) originam alguns hormônios (andrógenos, progesterona, etc.);
lécula um ou mais grupamentos Amina. Existem vários
do os mais importantes os alfa-aminoácidos
o grupo dos triglicerídios, pois, por
"moléculas" de ácidos graxos. O ácido graxo pode ser saturado ou insaturado. O saturado é aquele
onde há somente ligações simples entre os átomos de carbono, como por exemplo, o ácido palmítico e
o ácido esteárico. O ácido graxo insaturado possui uma ou mais ligações duplas entre os carbonos,
como, por exemplo, o ácido oléico.
Um lipídio é chamado "gordura" quando está no estado sólido à
estado líquido será denominado "óleo".
As ceras são duras à temperatura ambiente e macias quando são aquecidas. As ceras, por hidrólise,
liberam "uma" molécula de álcool e ácidos graxos, ambos de cadeia longa.
s esteróides são lipídios de cadeia complexa. Como exemplo pode-se citar o coO
h
Funções dos li
a) são constituintes da membrana plasmática e de todas as membranas internas da célula
(fosfolipídios);
b) fornecem energia quando oxidados pelas células. São norma
gumas vitaminas (A, D, E e K);
d
e) ajudam na proteção, pois as ceras são encontradas na pele, nos pêlos, nas penas, nas folhas,
impedindo a desidratação dessas estruturas, através de um efeito impermeabilizante.
Aminoácidos
ão ácidos orgânicos que encerram em sua moS
tipos de aminoácidos, sen
Fórmula geral de um alfa-aminoácido:
Qualquer molécula de aminoácido tem um grupo carboxila (COOH) e um grupo amina (NH2) ligados
um átomo de carbono. Nesses mesmo carbono ficam ligados ainda um átomo de hidrogênio e ua
radic
m
al (R).
50
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o, ou seja, quando em solução
dem funcionar como ácidos ou como bases.
assificação:
• Não essenciais - são aqueles que podem ser sintetizados pelos animais.
ressaltar que, para os vegetais, todos os aminoácidos são não
ssificar um aminoácido em não essencial ou essencial depende da espécie
ácido pode ser essencial para um animal e não essencial para outro.
mportância dos aminoácidos: são unidades estruturais dos peptídeos e das proteínas. E funcionam
s resultantes de união entre dois ou mais aminoácidos. Esta união se dá entre o grupo
rboxila de um aminoácido com o grupo amina do outro aminoácido, ocorrendo liberação de uma
mínoácidos, será sempre o número de aminoácidos que formam a cadeia, menos 1.
ão: é feita de acordo com o número de aminoácidos.
o
aminoácidos – polipeptídeo
eralmente, usamos o termo proteína para designar certas moléculas com um número superior a 100
tocina e vasopressina ou HAD (Hormônio anti-diurético).
o da célula sendo, portanto, o composto orgânico mais
abu a
Pod
ligaçõe dizer,
tam m
macrom
Nota: O radical (R) representa um radical orgânico, diferente em cada molécula de aminoácido
encontrado na matéria viva. Os aminoácidos possuem caráter anfóter
po
Síntese e cl
Existem vinte aminoácidos diferentes na natureza, que fazem parte das proteínas e peptídeos. Os
vegetais têm a capacidade de fabricar os vinte aminoácidos necessários para a produção de suas
proteínas, já as células animais não sintetizam todos eles, sendo que alguns devem ser ingeridos com o
alimento. Assim, os aminoácidos podem ser classificados em dois tipos:
• Essenciais - são aqueles que não podem ser sintetizados pelos animais.
Observações: é importante
essenciais. Fica claro que cla
estudada; assim um certo amino
I
como sistema tampão, ou seja, actuam no controle do pH das células.
Peptideos
São composto
ca
molécula de água (Reação de Condensação). A ligação que une dois aminoácidos, denomina-se
ligação peptídica ou amídica. O número de ligações peptídicas existentes numa seqüência de
a
Classificaç
2 aminoácídos – dipeptídeo
3 aminoácídos – tripeptídeo
4 aminoácidos – tetrapeptíde
n
O produto formado quando dois aminoácidos se ligam é chamado dipeptídeo. O tripeptídeo e a
tetrapeptídeo são formados, respectivamente, de três e quatro aminoácidos.
Quando na molécula ocorre um maior número de aminoácidos, fala-se em polipeptídeo.
G
aminoácidos.
lmportância: constituem um sistema tampão (impedem grandes variações de pH) e alguns
funcionam como hormônios. Exemplos: oxi
Proteinas
São compostos orgânicos de alto peso molecular, são formadas pelo encadeamento de aminoácidos.
Representam cerca do 50 a 80% do peso sec
nd nte de matéria viva.
e-se dizer que as proteínas são polímeros de aminoácidos o que em suas moléculas existem
s peptídicas em número igual no número de aminoácidos presentes menos um. Pode-se
bé , que os aminoácidos são monômeros dos peptídeos e das proteínas. (Polímeros são
oléculas formadas pela união de várias moléculas menores denominadasmonômeros).
51
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ota: Uma molécula protéica contém desde algumas dezenas até mais de 1.000 aminoácidos. O peso
lassificar grupos:
São també oproteínas ente
Em outras pal cem exclusivamente de aminoácidos por
e mencionar com
inas: -São as de olecular, são encon is e vegetais e são
na água. Exemplo plasma sangüíneo
ulinas: -Possuem o molecular um pouco m
animais e vegetais e são solúveis em água salgada. Exemplos nio.
oproteínas ou proteínas fibrosas: - Possuem p o, são
exclusivas dos animais e são insolúveis na maioria dos mplos:
colágeno, elastina e queratina.
o prostético, tem-se:
roteínas conjugadas Grupo prostético Exemplo
N
molecular vai de 10.000 a 2.800.000. A molécula de hemoglobina, por exemplo, é formada por 574
aminoácidos e tem peso molecular de 68.000. Justifica-se, assim, o facto de as moléculas protéicas
estarem incluídas entre as macromoléculas.
Classificação: pode-se c as proteínas em três
A. Proteínas simples:
por aminoácidos.
m denominadas de hom
avras, forne
e são constituídas, exclusivam
uma mistura
hidrólise. Pode-s o exemplo:
• As Album
solúveis
menor peso m
s: albumina do
tradas nos anima
e da clara do ovo.
ais elevado, são encontradas nos • As Glob um pes
: anticorpos e fibrinogê
eso molecular muito elevad
solventes orgânicos. Exe
• As Escler
B. Proteínas Conjugadas: São também denominadas heteroproteínas. As proteínas conjugadas são
constituídas por aminoácidos mais outro componente não-protéico, chamado grupo prostético.
Dependendo do grup
P
Cromoproteínas Pigmento hemoglobina, hemocianina e citocromos
Fosfoproteínas ácido fosfórico caseína (leite)
Glicoproteínas Carboidrato mucina (muco)
Lip rop oteínas Lipídio encontradas na membrana celular e no vitelo dos ovos
Nucleo ácido nucléico ribonucleoproteínas e proteínas desoxirribonucleoproteínas
. Pro esnaturação ou
idrólise. Pode-se citar como exemplos desse tipo de proteínas as proteoses e as peptonas, formadas
C
h
teínas Derivadas: As proteínas derivadas formam-se a partir de outras por d
durante a digestão.
Observação: na ordem crescente de grandeza molecular tem-se:
Est t
• a de aminoácidos unidos através das ligações peptídicas.
.
• Quaternário - ocorre quando quatro cadeias polipeptídicas se associam através de pontes de
ru ura: os níveis de organização Molecular de uma proteína são:
Primário - representado peIa seqüênci
• Secundário - representado por dobras na cadeia (α- hélice), que são estabilizadas por pontes de
hidrogênio.
• Terciário - ocorre quando a proteína sofre um maior grau de enrolamento e surgem, então, as
pontes de dissulfeto para estabilizar este enrolamento
hidrogênio, como ocorre na formação da molécula da hemoglobina (tetrâmero).
52
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unções: as proteínas podem ser agrupadas em várias categorias de acordo com a sua função. De uma F
maneira geral, as proteínas desempenham nos seres vivos as seguintes funções: estrutural, enzimática,
hormonal, de defesa, nutritivo, coagulação sangüínea e transporte.
Função estrutural- participam da estrutura dos tecidos.Exemplos:
• Colágeno: proteína de alta resistência, encontrada na pele, nas cartilagens, nos ossos e tendões;
• Actina e Miosina: proteínas contráteis, abundantes nos músculos, onde participam do
mecanismo da contração muscular;
• Queratina: proteína impermeabilizante encontrada na pele, no cabelo e nas unhas, Evita a
dessecação, a que contribui para a adaptação do animal à vida terrestre;
• Albumina: proteína mais abundante do sangue, relacionada com a regulação osmótica e com a
viscosidade do plasma (porção líquida do sangue);
Função enzimática- toda enzima é uma proteína. As enzimas são fundamentais como moléculas
ções biológicas. Dentre as proteínas com função enzimática podemos citar, como reguladoras das rea
exemplo, as lipases - enzimas que transformam os lipídios em sua unidades constituintes, como os
ácidos graxos e glicerol.
Função hormonal- muitos hormônios de nosso organismo são de natureza protéica. Resumidamente,
ônios como substãncias elaboradas pelas glândulas endócrinas e que,
anutenção da glicemia (taxa de glicose no
podemos caracterizar os horm
uma vez lançadas no sangue, vão estimular ou inibir a atividade de certos órgãos. É o caso do insulina,
hormônio produzido no pâncreas e que se relaciona com e m
sangue).
Função de defesa- existem células no organismo capazes de "reconhecer" proteínas "estranhas" que
ão chamadas de antígenos. Na presença dos antígenos o organismo produz proteínas de defesa,
s. 0 anticorpo combina-se, quimicamente, com o antígeno, do maneira a
s
denominados anticorpo
neutralizar seu efeito. A reação antígeno-anticorpo é altamente específica, o que significa que um
determinado anticorpo neutraliza apenas o antígeno responsável pela sua formação.
Os anticorpos são produzidos por certas células de corpo (como os linfócitos, um dos tipos de glóbulo
branco do sangue). São proteínas denominadas gamaglobulinas.
Função nutritiva- as proteínas servem como fontes de aminoácidos, incluindo os essenciais
requeridos pelo homem e outros animais. Esses aminoácidos podem, ainda, ser oxidados como fonte
de energia no mecanismo respiratório. Nos ovos de muitos animais (como os das aves) o vitelo,
aterial que se presta à nutrição do embrião, é particularmente rico em proteínas.
oagulação sanguínea-
m
C vários são os factores da coagulação que possuem natureza protéica, como
ogênio, globulina anti-hemofílica, etc... por exemplo: fibrin
Transporte- pode-se citar como exemplo a hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de
oxigênio no sangue.
Nucleotíde
São moléc t to, u m açúcar de
cinco átom to titu s, o ácido
desoxirribo o ác o
genética. A ulas de R r
como molé oras de e a (ATP),
que participa das transferências ndividuais. Eles
combinam s para formar
os
ulas complexas, consis
pen
indo em um grupo fosfa ma base nitrogenada e u
os de carbono –
nucléico (DNA) e
se. Eles são blocos cons tivos dos ácidos nucléico
ido ribonucléico (RNA), que
NA funcionam como catalisa
nergia química, como por ex:
transmitem e traduzem a informaçã
dores. Os nucleotídeos podem actua
o éster trifosfato de adenin
lgumas moléc
culas carregad
de energia em centenas de
enzimas como a coenzima A.
reações celulares i
com outro
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Ácidos Nucleicos
São polímeros lineares de nucleotídeos especializa
informação, por isso são macromoléculas de gran
dos no armazenamento, na transmissão e no uso da
ácid
de importância biológica. Existem dois tipos de
os nucléicos: DNA e RNA, que serão dispostos comparativamente no quadro abaixo:
DNA RNA
Açúcar (Pentose) Desoxirribose Ribose
Bases pirimidínicas citosina (C), timina (T) Citosina (C), uracil (U)
Bases purínicas adenina (A), guanina (G) Adenina (A), guanina (G)
Localização das células, também nas
mitocôndrias e cloroplastos.
citoplasma, mas também
no núcleo
Principalmente no núcleo Principalmente no
Função Transmissão de informação genética
Síntese de proteínas
Forma complementares
Formada por duas fitas
antiparalelas que são
Fita simples , que contém
pequenas regiões
na
de
pareamento de bases
seqüência de nucleotídeos.
Pareadas em dupla-hélice
complementares.
A Divisão celular
Uma das principais características da célula eucarionte é a presença de um núcleo de forma variável,
porém bem individualizado e separado do restante da célula; Ao microscópio óptico o núcleo tem
contorno nítido, sendo o seu interior preenchido por elementos figurados. Dentre os elementos
distingem-se o nucléolo e a cromatina.
Quando uma célula se divide, seu materialnuclear (cromatina) perde a aparência relativamente
homogênea típica das células que não estão em divisão e condensa-se numa serie de organelas em
forma de bastão, denominadas cromossomos. Nas células somáticas humanas são encontrados 46
cromosssomos.
Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose.
• A mitose é a divisão habitual das células somáticas, pela qual o corpo cresce, se diferencia e
realiza reparos. A divisão mitótica resulta normalmente em duas células-filhas, cada uma com
cromossomos e genes idênticos aos da célula-mãe.
• A meiose ocorre somente nas células da linhagem germinativa e apenas uma vez numa geração.
Resulta na formação de células reprodutivas (gametas), cada uma das quais tem apenas 23
cromossomos.
Que células sofrem mitose?
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as células num embrião em desenvolvimento.
e está relacionada com o desenvolvimento, crescimento,
novação, regeneração e reprodução.
de influir no
manho de um órgão. A grande massa muscular dos atletas deve-se ao maior volume de cada uma das
dultas só se dividem em caso de necessidade.
lulas que podem dividir-se para substituir células mortas. Uma
fractura de osso, uma queimadura de pele ou uma hepatite geralmente não deixam sequelas, pois os
ossos, a pele e o fígado têm bom poder de regeneração.
Reprodução: Alguns casos de reprodução em organismos pluricelulares acontecem graças a mitoses
de células de um único indivíduo. Um dos exemplos ocorre com a hidra, como o broto lateral surge por
mitose, o novo indivíduo que irá formar-se deve ser geneticamente idêntico ao ancestral. Outro
exemplo é o cultivo de mudas de um vegetal: um pedaço de uma planta origina uma nova planta
idêntica a planta mãe, isto é, um clone
No caso do ser humano, as células dos órgãos produtores de gametas passam por períodos nos quais
sofrem mitoses. Isso permite o surgimento de um número grande de gametas: os homens produzem
100 milhões de espermatozóides por dia.
Assim verificamos que a mitose está sempre presente nos organismos e pode ser considerada como um
processo fundamental de divisão celular dos seres vivos. É um mecanismo no qual uma célula,
dividindo-se por mitose, dá origem a duas novas células, com o mesmo número de cromossomos da
célula inicial: uma célula diplóide - que possui cromossomos aos pares, ou 2n - se divide em duas
células-filhas também diplóides.
Na espécie humana, as células somáticas apresentam 46 cromossomos homólogos (2n=46). Cada uma
dessas células, ao sofrer mitose, dá origem a duas outras também com 46 cromossomos.
ação para a divisão - ciclo celular
A mitose é o processo de divisão mais frequente encontrado nos organismos. Nos pluricelulares, o
crescimento e a reparação dos tecidos ocorrem através de mitoses. Certas células, altamente
especializadas como neurônios (células nervosas), não sofrem mitoses. Por outro lado, certos tipos de
células sofrem mitoses muito frequentemente; é o caso das células da pele humana, das células das
pontas de caules e raízes de vegetais e d
Papel da divisão celular nos organismos pluricelulares
Nos organismos pluricelulares, a mitos
re
Desenvolvimento: O embrião é formado por células que se dividem com frequência, aumentando
consideravelmente em número, e originando os tecidos e os órgãos que irão formar o novo organismo.
Após o nascimento, as células continuam a se dividir até formar o indivíduo adulto em seu pleno
funcionamento.
Crescimento: O aumento do tamanho dos indivíduos se dá pelo aumento do número de células, que se
dividem até que atinjam a idade adulta, e por aumento do volume das células que po
ta
células. Lembre-se que as células musculares a
Renovação: Alguns tecidos substituem periodicamente suas células, graças às mitoses de células
precursoras.
A pele renova sua camada superficial de células a cada 28 dias. Na superfície interna do intestino, essa
renovação é ainda mais rápida., ocorrendo a cada dois ou três dias. Na medula óssea, tecido que
preenche a cavidade de certos osso do corpo, novas células estão sempre sendo formadas e lançadas na
circulação - assim ocorre com os glóbulos vermelhos dos mamíferos - que são anucleados,
permanecem no sangue em média 120 dias, sendo depois removidos e destruídos no baço e fígado.
Regeneração: Alguns órgãos têm cé
A prepar
Ciclo celular ou ciclo mitótico é todo o período entre o surgimento da célula e o aparecimento de suas
células-filhas.
A duração do ciclo celular pode depender do tipo de célula e de fatores externos, como temperatura, a
oferta de alimentos e a presença de substâncias capazes de induzir ou inibir a divisão celular. Em
alguns casos o ciclo celular se completa em pouco mais de uma hora, mas, em outros pode durar vários
dias. Em um embrião, por exemplo, as divisões celulares acontecem com grande rapidez. As células do
55
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dia.
nosso esôfago têm ciclo celular de pouco mais de uma semana, enquanto células de duodeno têm ciclo
celular de aproximadamente um
:
rocesso pelo qual as células de animais se dividem, produzindo, cada uma, duas células idênticas à
las-filhas iguais à original tem como finalidade repor as células mortas
junto ao núcleo e respondem pelo
movimento dentro das células) se duplicam e começam a migrar em direções opostas. A
membrana nuclear rompe-se e os cromossomos espalham-se pela célula. Estes irão se prender
no conjunto de fibras, cujas extremidades terminam próximas aos centríolos, agora já
• Me nto de fibras, denominad o, forma uma "ponte" entre os
dois centríolos, que estão localizados nas extremidades da célula. As cromátides permanecem
meros rompe os separam-se em lotes idênticos
s o íolos, indo constituir o
.
• Telófase– Os cromossomos de cada pólo entrelaçam-se, de modo que não se pode mais
istingui-los separadamente, até ficarem invisíveis e serem envolvidos dentro de um novo
Mitose
P
original. A reprodução de célu
no organismo, ou possibilitar o aumento do número delas nos processos de crescimento. Outro
processo de divisão celular é a meiose, que produz duas células com metade dos cromossomos da
célula-mãe.
No período que antecede a mitose, ocorre a duplicação dos cromossomos, numa fase denominada de
interfase. Então, os filamentos simples de cromossomos passam a ser duplos, recebendo o nome de
cromátides. Nas células humanas, os 23 cromossomos passam a ser 23 pares, unidos por um ponto
denominado centrômero.
A divisão da célula realiza-se em quatro diferentes fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase.
• Prófase– No núcleo da célula, os cromossomos condensam-se e passam a ser cada vez mais
curtos e grossos. No citoplasma, massa fluida dentro da célula na qual o núcleo está
mergulhado, os dois centríolos (organóides que se localizam
localizados em pólos opostos na célula.
táfase– O conju o fuso acromátic
no meio da célula.
• Anáfase– Os centrô m-se, os pares de cromossom
e são puxados para os pólo
núcleo das células-filhas
postos da célula na direção dos centr
d
núcleo. As fibras do fuso desaparecem e a célula começa então a se dividir, dando origem a
duas células independentes.
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plasma, não
corre invaginação da membrana plasmática, e sim formação centrífuga de uma placa celular,
la média, que separa as duas células-filhas. Mais
rde, moléculas de celulose começam a se depositar na lamela média, formando as paredes celulósicas
as células. Como a divisão do citoplasma ocorre do centro para a periferia da célula, recebe
os plasmodesmos, pontes
itoplasmática, estabelecem comunicação entre as células vizinhas.
Mitose em células vegetais
Quando se estuda mitose em células vegetais, percebem-se duas diferenças fundamentais em relação
ao processo que ocorre na célula animal. Inicialmente,não há centríolos ne ásteres: alguns autores
chamam essa mitose de acêntrica e anastral. Por outro lado, na hora da divisão do cito
o
originada a partir de pequenas vesículas ricas em pactina. O conjunto dessas vesículas é denominado
fragmoplasto e culmina com a formação da lame
ta
primárias d
o nome de citocinese centrífuga.
Persistem falhas na membrana celulósica recém-formada, através das quais
c
Diferenças entre as mitoses de células vegetais e animais
Célula animal Célula vegetal
Cêntrica (presença de centríolos) Acêntrica (ausência de centríolos)
Astral (presença de áster) Anastral (ausência de áster)
Citocinese centrípeta (de "fora para
dentro", por estrangulamento).
Citocinese centrífuga (de "dentro para
fora", pela formação da lamela média).
Meiose
Processo de divisão celular no qual células diplóides, ou seja, com dois lotes de cromossomos, dão
origem a quatro células haplóides, com apenas um lote de cromossomos.
Essa forma de divisão possibilita a formação dos gametas (células sexuais). Nas células humanas
diplóides existem 46 cromossomos. Através da meiose, elas passam a ter 23 cromossomos. No
processo de fecundação humana, ocorre a união de dois gametas dos pais, resultando em um ovo com
46 cromossomos. A meiose é responsável pela diversificação do material genético nas espécies. A
reprodução sexuada permite a mistura de genes de dois indivíduos diferentes da mesma espécie para
produzir descendentes que diferem entre si e de seus pais em uma série de características.
A meiose ocorre apenas nas células das linhagens germinativas masculina e feminina e é constituída
or duas divisões celulares: Meiose I e Meiose II. p
Interfase
57
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2.
A activ
A inter riodo de
rep o
incluin elulares.
A i r
ocorre
S, cada
Per
cresc m
núcleo,
produç
Per ;
eríodo G2: Etapa em que começam a aparecer as proteínas que irão formar o fuso acromático,
as que tem papel destacado na mitose. No final do período G2, os centríolos já se
Antes do início da meiose I as células passam por um processo semelhante ao que ocorre durante a
intérfase das células somáticas. Os núcleos passam pelo intervalo G1, que precede o período de síntese
de DNA, período S, quando o teor de DNA é duplicado, e pelo intervalo G
idade quimica da célula na interfase
fase, periodo em que a célula não está se dividindo, foi impropriamente chamada de “pe
ous celular”. Na realidade, a maioria das reacções quimicas da célula ocorrem durante a interfase,
do a duplicação do DNA, a sintese de RNA, e a produção das proteinas c
nte fase é dividida em 3 periodos: G1 (do inglês gap, intervalo), S e G2. A duplicação do DNA
durante o periodos (sintese). Então, em G1, os cromossomas ainda estão como fio simples; em
cromossoma fica com duas cromatides, assim permanecendo durante o intervalo G2.
íodo G1 (do inglês gap, intervalo): Etapa que antecede a duplicação do DNA. Período de
i ento do citoplasma, com aumento do tamanho da célula e da quantidade de organóides. No
o trabalho é intenso, caracterizando-se por uma grande produção de RNA que irá determinar a
ão de proteínas diversas.
íodo S(do inglês Synthesis, síntese): Etapa em que ocorre a duplicação de DNA
P
conjunto de fibr
duplicaram em um processo iniciado no período S. Portanto já existem dois pares de centríolos
localizados próximo ao núcleo.
Meiose I
A meiose I é subdividida em quatro fases, denominadas: Prófase I, Metáfase I, Anáfase I, Telófase I.
ares, ocorrendo permuta (crossing-over) de material genético entre eles. Vários estágios são definidos
e: Leptóteno, Zigóteno, Paquíteno, Diplóteno e Diacinese.
as ainda formam um denso emaranhado. Nesta fase inicial, as duas cromátides-
eitamente ao longo de toda
a sua extensão. O processo de pareamento ou sinapse é muito preciso.
PRÓFASE I
A prófase I é de longa duração e muito complexa. Os cromossomos homólogos se associam formando
p
durante esta fas
• Leptóteno: Os cromossomos tornam-se visíveis como delgados fios que começam a se
condensar, m
irmãs de cada cromossomo estão alinhadas tão intimamente que não são ditinguíveis.
• Zigóteno: Os cromossomos homólogos começam a combinar-se estr
58
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• Paquíteno: Os cromossomos tornam-se bem mais espiralados. O pareamento é completo e cada
par de homólogos aparece como um bivalente (às vezes denominados tétrade porque contém
quatro cromátides). Neste estágio ocorre o crossing-over, ou seja, a troca de segmentos
homólogos entre cromátides não irmãs de um par de cromossomos homólogos.
• Diplóteno: Ocorre o afastamento dos cromossomos homólogos que constituem os bivalentes.
Embora os cromossomos homólogos se separem, seus centrômeros permanecem intactos, de
modo que cada conjunto de cromátides-irmãs continua ligado inicialmente. Depois, os dois
homólogos de cada bivalente mantêm-se unidos apenas nos pontos denominados quiasmas
• Diacinese: Neste estágio os cromossomos atingem a condensação máxima.
SE I
n alinham
rial da célula com seus centrômeros orientados para pólos diferentes.
ANÁFASE I
Os dois membros de cada bivalente se separam e eros com as cromátides-
irmãs fixadas são puxados para pólos opo ntes distribuem-se
me s e, equên ginais são
co as.
I
Nesta fase os dois conjuntos haplóid os da célula.
Meiose II
A meiose II tem início nas células resultantes da te eiose II
st tro fases:
ossomos não ndensação durante a telófase I.
epois d s
entram logo na metáfase II.
II
o d fuso.
ANÁFASE II
eros as cromátides de cada cromossomo migram para pólos opostos.
TELÓFASE II
orma-se uma membrana nuclear ao redor de cada conjunto de cromátides.
(cruzes).
METÁFA
Há o desapareci
no plano equato
mento da membrana uclear. Forma-se um fuso e os cromosomos pareados se
seus respectivos centrôm
stos da célula. Os bivale
independente
separados em
nte uns dos outro
mbinações aleatóri
em cons cia, os conjuntos paterno e materno ori
TELÓFASE
es de crom somos se agrupam nos pólos opostos
lófase I, sem que ocorra a Intérfase. A m
também é con
PRÓFASE II
É bem simplificada, visto que os crom
ituída por qua
perdem a sua co
Assim, d a formação do fuso e do desaparecimento da membrana nuclear, as células resultante
METÁFASE
Os 23 cromoss
mos subdivididos em uas cromátides unidas por um centrômero prendem-se ao
Após a divisão dos centrôm
F
59
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60
uadro resumo dos Organelos Celulares:
Organelas Origem Composição
Química
Funções
Q
Retículo
ndoplamatico
Da membrana celular Lipoproteíca síntese de proteínas para exportação – RER
Síntese de lipídios – REL
Condução de estímulos
Regular pressão osmótica
e substâncias – REL
Originar cari
Metabolizar substâncias tóxicas
E
Transporte intracelular d
oteca - REL
Ribossomos No nucléolo, pelo
RNA-ribossômico.
--------- - síntese de proteínas para uso intra-celular
Lisossomos Do Complexo de Lipoproteíca,
itas
o
seu interior.
D
E ular
A vação do material celular
Autólise – destruição celular, liberação de enzimas no
c
Regressão da cauda do girino
Golgi com mu
enzimas n
igestão intracelular (fagocitose e pinocitose)
xocitose – eliminação dos dejetos cel
utofagia – reno
itoplasma.
Complexo de Do Reticulo Lipoproteíca p
ar
fo es
síntese de lipídios
Golgi ou
dictiossomo ou
Endoplasmatico Liso
golgiossomo
rodução da parte glicídica de algumas secreções
mazenar, concentrar, empacotar e eliminar secreções
dos espermatozóidrmação do acrosomo
Plastos De plastos primitivos Semelhante a
de uma
célula.
fo ras coisas. Apresenta DNA, RNA e
fa a
tossíntese e out
z síntese proteíc
Mitocôndrias A partir da duplicação
s
Semelhante a
de umde outra
mitocôndriasa
célula
Respiração celular
P oteínas
Concentração
Síntese de ácidos graxos
resença de DNA e RNA, s
e transporte ativo de íons
intetizam pr
Centríolos Por autoduplicação de Microtúbulos
outros centríolos
proteícos
L
F
igada ao processo de divisão celular
ormação de cílios e flagelos
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ícios de aplicaExerc ção: Citologia
Parte I: Estrutura da membrana
1) O modelo abaixo representa a configuração molecular da
membrana celular, segundo Singer e Nicholson. Acerca do
modelo proposto, assinale a alternativa incorreta.
a) O algarismo 1 assinala a extremidade polar (hidrófila) das
moléculas lipídicas.
b) O algarismo 2 assinala a extremidade apolar (hidrófoba) da
moléculas lipídicas.
c) O algarismo
s
a.
uma molécula de proteína que faz
rínseca à estrutura da
) carboidratos e ácidos nucleicos.
) celobiose e aldeídos.
d) proteínas e lipídios.
e) RNA e DNA.
5) A membrana plasmática é constituída de uma bicamada de
fosfolipídeos, onde estão mergulhadas moléculas de proteínas
globulares. As proteínas aí encontradas:
a) estão dispostas externamente, formando uma capa que
delimita o volume celular e mantém a diferença de composição
molecular entre os meios intra e extracelular.
b) apresentam disposição fixa, o que possibilita sua ação no
transporte de íons e moléculas através da membrana.
c) têm movimentação livre no plano da membrana, o que permite
atuarem como receptores de sinais.
) dispõem-se na região mais interna, sendo responsáveis pela
aior permeabilidade da membrana a moléculas hidrofóbicas.
ceto os vírus, apresentam estrutura celular.
ada que corresponda a uma célula típica,
ricelulares são muito diferentes entre si.
todas
3 assinala uma molécula de proteín
d) O algarismo 4 assinala
parte do glicocálix.
e) O algarismo 5 assinala uma proteína ext
membrana.
2) Na mucosa intestinal, as células apresentam grande
capacidade de absorção devido à presença de:
a) desmossomas
) vesículas fagocitárias b
c) microvilosidades
d) flagelos
e) cílios
3) A membrana plasmática, apesar de invisível ao microscópio
óptico, está presente:
a) em todas as células, seja ela procariótica ou eucariótica.
b) apenas nas células animais.
c) apenas nas células vegetais.
d) apenas nas células dos eucariontes.
e) apenas nas células dos procariontes.
4) Quimicamente, a membrana celular é constituída
principalmente por:
) acetonas e ácidos graxos. a
b
c
d
m
e) localizam-se entre as duas camadas de fosfolipídeos,
funcionando como um citoesqueleto, que determina a morfologia
celular.
6) Os seres vivos, ex
Entretanto, não há n
anismos unicelulares como as células dos pois, tanto os org
vários tecidos dos plu
pesar dessa enorme variedade, A as células vivas
a
rgão
têm a função de:
r a aderência entre uma célula e outra.
b) produzir grande quantidade de ATP, necessária ao intenso
etabolismo celular.
ção.
células epiteliais acham-se fortemente unidas,
essária uma força considerável para separá-las. Isto se
ão:
, que se prende às membranas plasmáticas das células
natureza exclusivamente proteica.
apresentam o seguinte componente:
a) retículo endoplasmático.
b) membrana plasmática.
c) aparelho de Golgi.
d) mitocôndria.
e) cloroplasto.
7) Na maioria das células vegetais, encontram-se pontes
citoplasmáticas que estabelecem continuidade entre células
adjacentes. Estas pontes são denominadas:
a) microtúbulos.
b) polissomos.
c) desmossomos.
d) microvilosidades.
e) plasmodesmos.
8) As células animais apresentam um revestimento externo
específico, que facilita sua aderência, assim como reações
partículas estranhas, como, por exemplo, as células de um ó
transplantado. Esse revestimento é denominado:
a) membrana celulósica.
b) glicocálix.
c) microvilosidades.
d) interdigitações.
e) desmossomos.
9) Assinale, dentre as estruturas abaixo, aquela que representa
EXCEÇÃO à especialização da membrana plasmáica:
a) desmossomos.
b) pêlos absorventes na raízes dos vegetais.
c) microvilosidades intestinais.
d) axônio.
e) cílios.
10) As células animais diferem das células vegetais porque estas
contêm várias estruturas e organelas características. Na lista
abaixo, marque a organela ou estrutura comum às células
animais e vegetais.
a) vacúolo d) membrana celular
b) parede celular e) centríolo
c) cloroplastos
11) As microvilosidades presentes nas células do epitélio
intestinal
a) aumenta
m
c) sintetizar enzimas digestivas.
d) secretar muco.
tar a superfície de absore) aumen
12) Sabe-se que
sendo nec
deve à aç
) do ATPa
vizinhas.
b) da substância intercelular.
c) dos desmossomos.
d) dos centríolos.
) da parede celular celulósica. e
13) O reforço externo da membrana celular nos vegetais é:
a) rígido, celulósico e colado à membrana plasmática.
b) elástico, celulósico e colado à membrana plasmática.
c) rígido, celulósico e capaz de se descolar da membrana
plasmática.
d) elástico, celulósico e capaz de se destacar da membrana
plasmática.
) rígido e dee
Parte II: Fisiologia da Membrana
1) (UF-GO) Quando se coloca uma célula da epiderme inferior
folha de Tradescantia zebrina em uma solução hipertônica,
ocorre:
da
e I- movimento de soluto e de solvente entre as células
a solução externa.
II- destruição da célula.
III- saída de solvente da célula.
IV- plasmólise.
Assinale:
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nas as afirmativas III e IV forem corretas.
s.
s.
rana celular das
élulas intestinais, combinadas com moléculas de proteínas
b) difusão facilitada.
c) endocitose.
d) transporte ativo.
e) osmose.
3) Todas as células possuem uma membrana plasmática que
separa o conteúdo protoplasmático do meio extracelular. A
existência e integridade da membrana é importante porque:
a) regula trocas entre a célula e o meio só permitindo a
passagem de moléculas de fora para dentro da célula e
impedindo a passagem no sentido inverso.
anter a intracelular diversa da
penetração de substâncias existentes em excesso
o meio ambiente.
nsumo energético para a captação de
as representadas na figura A, foram
im do
ura B.
a) Se ape
b) Se apenas as afirmativas I e II forem correta
c) Se apenas as afirmativas II e IV forem correta
d) Se apenas as afirmativas I e III forem corretas.
e) Se apenas a afirmativa I for correta.
2) As moléculas de glicose atravessam a memb
c
transportadoras denominadas permeases. Esse processo é
denominado:
a) transporte de massa.
b) possibilita à célula m composição
te. do meio ambien
c) impede a
n
d) exige sempre co
alimentos do meio externo.
e) impede a saída de água do citoplasma.
4)Células vegetais, como
colocadas em uma determinada solução e, no f
xperimento, tinham aspecto semelhante ao da fige
Comparando as concentrações do interior da célula na situação
inicial ( I ), da solução externa ( II ) e do interior da célula na
é menor que II.
is
’água e cortarmos, em
eguida, a ponta da sua haste. Este procedimento é feito com o
bjetivo de garantir a continuidade da condução da seiva bruta.
raças à diferença de osmolaridade entre a
são respectivamente:
ue
do peixe entra automaticamente em equilíbrio com a
ircundante, evitando a entrada ou a saída de água.
tos tipos de moléculas atravessam isoladamente a
rana plasmática e penetram no citoplasma. Também
processos nos quais grande quantidade de material
assa para o interior da célula. Sobre estes últimos, assinale a
to ao eletrônico, para o interior da célula é conhecida
uantidades de líquidos pela superfície da célula.
s somente ao
icroscópio eletrônico.
las sólidas visíveis, tanto ao
eletrônico, recebe a denominação
uma intensa
as sólidas, observáveis
denominada de fagocitose.
nível das
nointerior dos funis mostrava-se como no esquema
situação final ( III ), podemos dizer que:
a) I é maior que II.
b) I é maior que III.
c) I
d) I é igual a III.
e) III é maior que II.
5) Quando ganhamos flores, se quisermos que elas durem ma
tempo, devemos mergulhá-las dentro d
s
o
Tal fenômeno ocorre g
lanta e o meio onde ela está, quep
a) hipotônica e isotônico.
b) isotônica e hipotônico.
c) hipertônica e isotônico.
) hipotônica e isotônico. d
e) hipertônica e hipotônico.
6) Um peixe tipicamente marinho é introduzido em um tanq
contendo água doce. Analisando o balanço osmótico, podemos
dizer que:
a) o corpo do peixe perde água para o meio externo.
b) a perda de água do corpo do peixe para o meio externo é
impedida pela presença de escamas e muco.
c) a água do meio externo, menos concentrada, penetra no corpo
do peixe que é mais concentrado.
) a água d do meio externo, mais concentrada, penetra no corpo
do peixe que é menos concentrado.
) o corpoe
água c
7) Cer
memb
existem
p
opção correta.
a) A transferência de partículas visíveis, tanto ao microscópio
óptico quan
pela denominação de micropinocitose.
b) Fagocitose é o termo utilizado para definir o englobamento de
pequenas q
c) Na micropinocitose, para o englobamento de partículas
ocorrem depressões na membrana plasmática que se
transformam em vesículas muito pequenas, visívei
m
d) O englobamento de partícu
icroscópio óptico quanto aom
de pinocitose.
emonstrame) Em cultura de tecidos, as células d
rtículatividade de englobamento de pa
somente ao microscópio eletrônico e
8) Três funis, contendo substâncias diferentes, porém em
mesmas quantidades, foram colocados em um recipiente com
inada solução. Após algum tempo, o uma determ
substâncias
abaixo:
Com base nestes dados, po
da solução no recipiente é:
demos afirmar que a concentração
9) Batatas, antes de serem fritas, são imersas em água com sal
durante alguns minutos e depois escorridas em papel
absorvente. Além de realçar o sabor, qual o efeito biológico
acarretado por essa providência?
a) As batatas amolecem tornando-se mais fáceis de mastigar.
b) A água com sal hidrata o alimento tornando-o mais volumoso.
c) A água lava o alimento e elimina as bactérias alojadas nas
células.
d) As batatas perdem água, fritam melhor e tornam-se mais
crocantes.
e) A água acelera os processos mitóticos, aumentando a massa
das batatas.
10) Células vegetais plasmolisaram-se ao entrar em contato com
prática comum temperarmos a salada com sal, pimenta-do-
a) 0,5 %
b) 1,0 %
c) 1,5 %
d) 2,0 %
e) 2,5 %
uma determinada solução. Sobre tal fenômeno pode-se dizer
que:
a) na plasmólise o soluto move-se do meio hipotônico para o
hipertônico.
b) células túrgidas plasmolisam-se quando entram em contato
com uma solução hipotônica.
c) a solução era hipertônica em relação à concentração do suco
celular.
d) plasmólise é a perda de água pela célula para uma solução
hipotônica.
e) para ocorrer a deplasmólise é necessário submeter as células
a uma solução hipertônica.
11) É
reino, vinagre e azeite. Porém, depois de algum tempo,
observamos que as folhas vão murchando. Isto se explica
porque:
a) o meio é mais concentrado que as células.
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os concentrado que as células.
.
tal ficam túrgidas quando colocadas em
as citadas acima.
tração de íons dentro
fora dos glóbulos vermelhos. A entrada de K+ e a saída de Na+
b) o meio é men
c) o meio apresenta concentração igual à das células do vegetal
d) as células do vege
meio hipertônico.
e) por uma razão diferente d
12) O esquema abaixo representa a concen
e
dos glóbulos vermelhos pode ocorrer por:
a) transporte passivo. d) difusão.
) plasmólise. e) transporte ativo.
.
14) (UFGO-GO) A incorporação d
rreta:
b
c) osmose.
13) Fagocitose é:
a) englobamento de partículas sólidas grandes pela célula.
b) englobamento de partículas líquidas pela célula.
c) processo de formação de membranas
d) um tipo de exocitose.
e) um mecanismo de difusão por membranas.
e gotículas no citoplasma, por
invaginação da membrana plasmática, formando vesículas,
denomina-se:
a) fagocitose. d) pinocitose.
b) clasmocitose. e) plasmólise.
c) endocitose.
15) No desenho abaixo, observamos três tubos de ensaio
contendo soluções de diferentes concentrações de NaCl e as
modificações sofridas pelas hemácias presentes em seu interior.
Em relação a este desenho, assinale a alternativa co
a) Em 1 a solução é isotônica em relação à hemácia; em 2 a
o a concentração isotônica de NaCl = 0,9 %, a
tração de NaCl inferior
aCl superior a 0,9
para a
e,
epositando-se no fundo.
Cl para o meio.
solucão é hipertônica em relação à hemácia e em 3 a solução é
hipotônica à hemácia.
b) As hemácias em 1 sofreram alteração de volume, porém em 2
ocorreu plasmólise e em 3 turgência.
c) Considerand
solução 2 certamente possui uma concen
a 0,9 % e a solução 3, uma concentraçõ de N
%.
d) As hemácias do tubo 2 sofreram perda de água
solução, enquanto as do tubo 3 aumentaram seu volum
d
e) A plasmólise sofrida pelas hemácias do tubo 2 ocorreu em
razão da perda de Na
Parte III: Citoplasma
1) O citoplasma de uma célula eucariótica está compreendido no
espaço entre as membranas nuclear e citoplasmática. Sobre
esse componente celular, é CORRETO afirmar:
orgânicas e
ta-se heterogêneo.
s organelas que desempenham
8. Pode-se observar facilmente o seu movimento de ciclose em
ns a todas as
r.
ale a opção que contem a soma das afirmações
15
movimentos circulares de hemáceas em torno de
ssomos de certas moscas.
e dos leucócitos de atravessar paredes de vasos
rcular por entre os tecidos.
01. É uma mistura complexa de substâncias
inorgânicas.
02. Ao microscópio eletrônico, apresen
04. Existem, em seu interior, vária
funções definidas.
0
células vegetais.
6. Todas as organelas citoplasmáticas são comu1
células de todos os grupos de seres vivos.
32. Não apresenta microtúbulos em seu interio
Assin
corretas:
a) 22
b) 18
c)
d) 61
e) 16
2) O termo ciclose é empregado para designar:
a) movimentos citoplasmáticos que não acarretam alterações da
forma celular e que podem arrastar determinadas estruturas e
inclusões.
b) uma estrutura circular dos cromossomos das bactérias.
c) uma série de
coágulos.
d) a formação de anéis nos cromo
e) a propriedad
sangüíneos e assim ci
Parte IV: Sistema Reticular
1) Considere as seguintes estruturas celulares:
ulo endoplasmático. I- retíc
II- comple
III- grânu
xo de Golgi.
los de secreção.
truturas em que seria encontrado um
ioativo, desde a entrada até sua saída da célula,
nte:
ado por uma célula é "empacotado" para
meio externo no:
ões, como o suco pancreático, essa
rganela pode sintetizar polissacarídios, como os que compoõem
u m. A ue se refere o texto
ib
r
e
co
unções de
A seqüência de es
aminoácido rad
, respectivameé
a) III, II, I
b) II, I , III
c) III, I, II
d) I, II, III
e) II, III, I
2) Um material sintetiz
ser secretado para o
a) retículo endoplasmático d) nucléolo
b) complexo de Golgi e)vacúolo secretor
c) lisossomo
3) Além de armazenar secreç
o
o m co intestinal, no home organela a q
acima é o:
a) r ossomo
b) e gastoplasma
c) r
)
tículo endoplasmático
ndrioma d
e) complexo de Golgi
ias f4) A célula é um estrutura que realiza suas vár
uma maneira dinâmica.
O esquema acima, de uma célula em atividade, só NÃO mostra
) captura de substâncias pela célula num processo denominado
ndocitose.
o lipídi extracelular onde
zenagem e atuação de enzimas digestivas.
is,
ações ao microscópio eletrônico, é
a:
a) correlação funcional existente entre organelas celulares.
b
e
c) circulação de substâncias por vesículas membranosas da
célula.
d) liberação de excreçã ca para o meio
vão atuar.
e) produção, arma
5) O aspecto comum doComplexo de Golgi em células anima
deduzido através de observ
de:
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64
pla, a interna sem
com dobras voltadas para o interior.
) vesículas formadas por membrana dupla em que a membrana
bras
ormando tubo ilatações
as delimitando vesículas e sacos achatados que
e dispõem paralelamente.
paralelamente.
los que o micro rônico, são vistos sobre
oplasmático são os:
) ribossomos.
ulares,
ia sit m-se nu s, constituindo
elular d) respiração celular
) digestão proteica e) sintese de lipídios
intetiza, armazena e secreta enzimas,
lexo de Golgi.
ranular e o complexo de Golgi.
oplasmático granular e os lisossomos.
Gol e os liso
Golgi e o condrioma.
a) vesículas formadas por membrana du
granulações e
b
interna, granulosa, emite prolongamentos em forma de do
para o interior.
c) membranas f s anastomosados com d
em forma de discos.
d) membranas lis
s
e) membranas granulosas delimitando vesículas e sacos
achatados que se dispõem
6) Os grânu , a scópio elet
o retículo end
a
b) mitocôndrios.
c) citocromos.
d) corpúsculos de Golgi.
e) vacúolos de pinocitose.
7) O ergastoplasma é a região formada por cavidades tub
em cuja perifer ua merosos ribossomo
local de:
a) circulação c
b
c) síntese proteica
8) Uma célula animal que s
deverá ter bastante desenvolvidos o:
a) retículo endoplasmático granular e o comp
b) retículo endoplasmático ag
c) retículo end
d) complexo de gi ssomos.
e) complexo de
9) A estrutura representada no desenho abaixo é:
a) o complexo de Golgi, corpúsculo rico em ácidos nucleicos,
presente no núcleo de células secretoras.
b) o complexo de Golgi, responsável pela síntese de enzimas da
cadeia respiratória, presente no citoplasma de vegetais inferiores.
c) a mitocôndria, orgânulo responsável pela respiração celular.
armazenar
.
enzimas, preente
sma das células secretoras.
ção em eucariontes
contece
ar.
cleares.
o complexo de Golgi.
o endoplasmático rugoso.
doplasmático liso.
ário do corpo celular, o axônio
ão apresenta substância de Golgi nem retículo endoplasmático
somos no axônio.” O
é uma região do
icídicos.
d) o complexo de Golgi, que tem por função
substâncias a serem secretadas pela célula
m DNA, RNA e e) a mitocôndria, orgânulo rico e
latanto no núcleo como no citop
0) A síntese de lipídios ocorre no: 1
a) nucléolo. d) retículo endoplasmático liso.
b) citosol. e) retículo endoplasmáico rugoso.
c) citoesqueleto.
11) A síntese de proteínas para exporta
principalmente ao nível de: a
a) envoltório nucle
os nub) ribossom
c) membranas d
d) membranas do retícul
e) membranas do retículo en
2) “Na célula nervosa, ao contr1
n
rugoso. Além disso há pouquíssimos ribos
texto acima permite deduzir que o axônio
neurônio que:
a) apresenta intensa síntese de lipídios.
) dispõe de numerosos grânulos glb
c) provavelmente é inativa para síntese proteica.
d) apresenta uma intensa síntese de hormônios.
e) provavelmente é muito ativa para síntese proteica.
13) A estrutura apontada pela seta 1 é derivada do(da) e chama-
se, respectivamente:
a) do conjunto de lisossomos, acrosso
b) da membrana nuclear, peroxissomo.
ma.
o.
asma.
c) do complexo de Golgi, acrossom
d) das mitocôndrias, condrioma.
e) do complexo de Golgi, ergastopl
Parte V: Lissosomos e Peroxissomos
1) Para que ocorra a digestão no interior de uma ameba, é
ecessárion que os fagossomos fundam-se a:
ue organela
averá maior c este aminoácido?
geridos e seus produtos são utilizados no desenvolvimento do
e partici processo é:
s lis etaria
ica.
ular.
a) lisossomos.
b) mitocôndrias.
c) ribossomos.
d) cinetossomos.
e) desmossomos.
2) A utilização racional da radioatividade em vários campos da
pesquisa tem permitido a compreensão de fenômenos
importantes. Por exemplo, é possível fornecer a uma cultura de
células aminoácidos marcados com isótopos radioativos e,
através de técnicas especiais, acompanhar seu trajeto na célula.
na composição Se isto for feito com um aminoácido que entra
igestivas de um macrófago, em qdas enzimas d
dcitoplasmática h oncentração
a) Mitocôndria.
) Ribossoma. b
c) Retículo endoplasmático liso.
d) Lisossoma.
e) Aparelho de Golgi.
cauda desaparece ao 3) Durante a metamorfose dos anfíbios, a
esmo tempo em que os seus constituintes celulares são m
di
animal. A organela qu pa ativamente deste
a) o lisossoma.
b) o peroxissoma.
a mitocôndria. c)
d) o plasto.
e) o centríolo.
4) A inativação de todos o ossomos de uma célula af
diretamente a:
) síntese protea
b) digestão intracelular.
ino idos. c) síntese de am ác
d) circulação celular.
e) secreção cel
5) Qual a alternativa da tabela abaixo cujos termos preenchem
corretamente a frase seguinte?
“Os lisossomos têm como função I e são produzidos na
organela chamada II .”
I II
a) síntese de proteínas cloroplasto
b) síntese de açúcares cloroplasto
c) digestão intracelular retículo endoplasmático
d) síntese de proteínas retículo endoplasmático
e) digestão intracelular complexo de Golgi
6) Considere os seguintes eventos:
I- Fusão do fagossomo c om lisossomo.
II- Atuação das enzimas digestivas.
III- Clasmocitose.
IV- Formação do fagossomo.
A seqüência correta em que esses eventos ocorrem no processo
d int rtículas em uma
c ul
a -
b
c I
7 te o processo da
d u s 1, 2, e 3
representam
e e
él
nglobamento e digestão
a é:
racelular de pa
) I
) II
II - III - IV d
- I - III - IV e
) IV - I - II - III
) II - III - I - IV
) II - I - IV - II
) O
ige
esquema a seguir represe
stão intracelular. As estrut
nta basicamen
ras numerada
, respectivamente:
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a) ergastoplasma, fagossomo e vacúolo dig
) retículo endoplasmático liso, complexo de
estivo.
Golgi e vacúolo
) ribossomos, ergastoplasma e fagossomo.
e) ergastoplasma, complexo de Golgi e vacúolo digestivo.
8) A organela celular que atua na regressão da cauda dos
girinos, durante a sua metamorfose, denomina-se:
a) complexo de Golgi d) lisossomo
regressão da cauda dos girinos, durante sua
s. olgi
ias. e) retículo endoplasmático
as
s.
d) microfilamento
a organela
ógenos
b) mitocôndria e) ribossomo
c)
14) De acordo com o esquem
b
digestivo.
c) retículo endoplasmático liso, ergastoplasma e complexo de
olgi. G
d
b) condrioma e) flagelo
c) ergastoplasma
) O processo de9
metamorfose denomina-se:
a) autofagia d) hidrólise
b) autólise e) citose
c) autotrofia
s é função das 10) Nas células, a destruição de organela
madas: organelas cha
d) complexo de Ga) lisossomo
) mitocôndrb
c) centro celular
11) O processo de destruição de organelas no interior das células
é um processo chamado:
a) autofagia d) hidrólise
b) autólise e) citose
c) autotrofia
12) Certos tipos de leucócitos são atraídos pelas bactérias
am essinvasoras, sofrem mudançãs em sua forma e englob
bactérias as quais destroem por ação degradativa de enzima
Esse fenômeno, chamado fagocitose, somente se completará
permitindo a digestão do material englobado, desde que o
vacúolo formado se una à organela celular denominada:
) ribossomo a
b) microtúbulo e) peroxissomo
c) lisossomo
13) Considere as seguintes funções atribuídas a um
celular:
I- Vesícula com enzimas.
os e exII- Realiza digestão de materiais endógen
I- Forma-se a partir do complexo de Golgi. II
Esta organela é designada:
a) lisossomo d) plasto
dictiossomo
a a seguir, na autólise ocorre:
a) danificação da membrana do número 5.
b) destruição da membrana do número 1.
c) não formação do número 2.
d) fusão dos números 4 e 5.
e) rompimento da membrana do número 4.
15) Considere as seguintes funções atribuídas a uma organela
celular:
I- Armazenamento de substâncias.
II- Secreção celular.
III-Formação de lisossomas.
Esta organela é:
a) plasto.
b) mitocôndria.
c) complexo golgiense.
d) retículo endoplasmático.
e) vacúolo.
Parte VI: Cloroplastos e Mitocôndrias
1) Assinale a afirmativa correta sobre a maneira como os seres
bustão da glicose em contato direto com o
mediata, ela só é
glicose reage com o oxigênio nas mitocôndrias.
de
ólise).
s
digestiv nde quantidade.
tam sob a forma de cristas ou de
uma espécie de recheio, encontra-
mada matriz, muito rica em proteínas”.
descreva a estrutura típica de:
d) lisossomo
e) vacúolo
cular, nota-se que esta
mero nas células musculares;
e
vivos retiram a energia da glicose.
a) O organismo, como precisa de energia rapidamente e a todo
tempo, faz a com
oxigênio.
b) Como a obte
btida quando a
nção de energia não é sempre i
o
c) A energia, por ser vital para a célula, é obtida antes mesmo
a glicose entrar nas mitocôndrias usando o oxigênio no
citoplasma, com liberação de duas (02) moléculas de ATP
(glicólise).
d) A energia da molécula de glicose é obtida através da oxidação
dessa substância pela retirada de hidrogênios presos ao carbono
(desidrogenações), que ocorre a nível de citoplasma e
mitocôndrias.
e) A obtenção de moléculas de ATP é feita por enzimas
chamadas desidrogenases (NAD) depois que a molécula de
oxigênio quebra a glicose parcialmente no hialoplasma (glic
2) As mitocôndrias se originam a partir
a) dos centríolos.
b) do retículo endoplasmático rugoso.
c) do retículo endoplasmático liso
d) do complexo de Golgi.
e) de mitocôndrias pré-existentes.
3) Células do fígado possuem até duas mil mitocôndrias,
ocupando cerca de 1/5 do seu volume. O número alto de
mitocôndrias nestas células pode ser explicado porque as célula
hepáticas:
a) são maiores que as demais células do corpo.
b) apresentam respiração aeróbica.
c) têm grande atividade metabólica.
d) têm volume citoplasmático maior que o nuclear.
e) produzem enzimas as em gra
4) “O microscópio eletrônico permite constatar a presença de
duas membranas, a externa que é lisa e a interna com
invaginações que se apresen
túbulos. No interior, for
tância cha
mando
se uma subs
aO texto acim
a) ribossomo
b) mitocôndria
c) peroxissomo
o e mus5) Ao analisar os tecidos conjuntiv
organela celular existe em maior nú
isto é devido à maior necessidade d que estas células
olismo que é mais acelerado.
hida por:
oteica
ATP
e CO2 realizadas pelas plantas
osas da:
a) respiração aeróbica d) transpiração
b) respiração anaeróbica e) fermentação alcoólica
c) fotossíntese
7) Os tilacóides fazem parte dos:
a) cloroplastos d) desmossomos
b) ribossomos e) nucléolos
apresentam para manter seu m
lacuna é corretamente preenc
etab
A
a) síntese pr d) síntese glicídica
b) síntese de enzimas e) síntese de
pídica c) síntese li
6) A liberação de O2 e a fixação d
verdes representam as trocas gas
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66
c) lisossomos
8) No interior de cloropastos e mitocôndrias são encontradas
pequenas quantidades de DNA, RNA e ribossomos. Tais
componentes permitem que os cloroplastos sejam capazes de
realizar:
a) fluorescência e síntese lipídica.
b) fotossíntese e secreção celular.
) autodu se proteica.
) ciclo de e de ATP.
óbica e síntese de clorofila.
abela a seguir, assinale a alternativa
anelas e os processos
c plicação e sínte
Krebs e síntesd
e) fermentação anaer
9) Observe o esquema e na t
que identifica corretamente as org
em I e II: celulares representados
I II
a) ribossomo - síntese de
açúcares
mitocôndria -
respiração
b) cloroplasto - fotossíntese ribossomo -
respiração
c) cloroplasto - fotossíntese mitocôndria -
respiração
d) mitocôndria - respiração cloroplasto -
fotossíntese
e) mitocôndria - síntese de ribossomo -
açúcares respiração
10) Cientistas propõem a hipótese de que certas organelas
te com eucariotos antigos.
póiam-se no fato de que essas organelas possuem DNA
podendo-se auto-replicar.
astos.
) dictiossomos e cloroplastos.
originaram-se de organismos que há mais de um bilhão de anos
passaram a viver simbionticamen
A
próprio, semelhante ao das bactérias,
Essas organelas são:
a) mitocôndrias e ribossomos.
b) mitocôndrias e cloroplastos.
c) mitocôndrias e dictiossomos.
d) dictiossomos e cloropl
e
Parte VII: Organelas não-membranosas
1) O desenho abaixo corresponde a um corte transversal da
ultra-estrutura de:
a) microvilosidade. d) estereocílio
b) cílio ou flagelo. e) pseudópodo
c) axônio.
2) A movimentação em meio líquido, captura de alimento ou
mpeza de superfície são problemas que podem ser resolvidos
células dotadas de flagelos (espermatozóides humanos) ou
de cílios (Paramecium, protozoário de água doce). A organela
a z de originar os cílios e os flagelos é denominada:
e cílios e flagelos é correto afirmar:
responsáveis pela locomoção de procariontes e
eucariontes.
til
o estruturas de função idêntica que se distinguem
uanto ao tamanho e ao número por célula.
erminam a movimentação de fluidos
, o que não pode ser realizado pelos flagelos.
nto flagelar é ativo e consome energia, em oposição
o movimento ciliar, que é passivo e provocado pelas correntes
o ao
zoito periféricas
cinco microfibrilas centrais
os celulares em questão podem ser encontrados,
empo, em uma:
li
por
c
a
pa
) microfilamento. d) núcleo.
b) centríolo. e) cromossomo.
c) nucléolo.
d3) A propósito
a) Os cílios são
s flagelos, de o
b) Só se encontram os cílios em relação com o movimento vibrá
de células fixas e os flagelos em relação com a locomoção de
seres unicelulares.
c) Ambos sã
por diferenças q
d) Os cílios det
extracelulares
e) O movime
a
líquidas intracitoplasmáticas.
4) Um cílio cortado transversalmente e examinad
microscópio eletrônico revela em seu interior:
a) uma fibra central
b) duas microfibrilas centrais e de
c)
d) onze microfibrilas centrais e outras periféricas
e) nove trios de microtúbulos periféricos
5) Os orgânul
ao mesmo t
a) hemácia humana.
b) célula bacteriana.
c) célula meristemática de uma
d) célula embrionária de um
célula de cianofícea.
angiosperma.
mamífero.
e)
Parte VIII: Núcleo e cromossomos
1) A carioteca é formada por:
a) duas membranas proteicas com poros.
b) uma membrana proteica sem poros.
) uma membc rana lipoproteica com poros.
) duas membranas lipoproteicas com poros.
) duas membranas lipoproteicas sem poros.
) Acerca do núcleo interfásico, assinale a alternativa incorreta:
) A cromatina que se encontra desespiralizada é denominada
ucromatina.
presenta um local
O nucléolo falso representa um acúmulo de heterocromatina,
m novelo de cromonemas.
romossomos são visíveis como longos filamentos
spiralizados e corados por corantes ácidos.
rioteca é uma grande bolsa achatada que delimita o
ssomo.
) Uma mas e
ua idad
pr enta
e
o-
mente,
mação e
rentes, que
e proteínas, material utilizado na produção de
d
e
2
a
e
b) O nucléolo verdadeiro ou plasmossomo re
e síntese de RNA ribossômico. d
c)
pois é u
) Os cd
e
e) A ca
ucleon
3
q
célula humana, com cariótipo de 46 cromosso
nt e de DNA equivalente a 5.6 picogramas (pg),
es rá na fase inicial da metáfase da mitose, a
respectivamente, um cariótipo e uma quantidade de DNA
correspondente a:
a) 23 e 5.6 pg.
b) 23 e 11.2 pg.
c) 46 e 11.2 pg.
d) 92 e 5.6 pg.
e) 92 e 11.2 pg.
4) A cromatina, presente no núcleo interfásico, aparece durant
a divisão celular com uma organização diferente, transformand
e nos: s
a) cromômeros d) cromocentros
b) cromossomos e) cromonemas
c) centrômeros
inte 5) Na aula de Biologia o grande Prof. Ricardo fez a segu
afirmação: “A produção de ribossomos depende, indireta
da atividade dos cromossomos”.
Em seguida pediu a seus alunos que analisassem a afir
a explicassem. Foram obtidas cinco explicações difee encontram abaixo citadas s
Assinale a única explicação correta:
a) Os cromossomos são constituídos essencialmente por RNA
ribossômico e proteínas, material utilizado na produção de
ribossomos.
ssomos são constituídos essencialmente por RNA b) Os cromo
ensageiro m
ribossomos.
c) Os cromossomos contêm DNA; este controla a síntese de
ribonucleoproteínas que formarão o nucléolo e que,
posteriormente, farão parte dos ribossomos.
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d) Os cromossomos são constituídos essencialmente por RNA
transportador e proteínas, material utilizado na produção de
ribossomos.
e) Os cromossomos, produzidos a partir do nucléolo, fornecem
material para a organização dos ribossomos.
6) Dos constituintes celulares abaixo relacionados, qual está
presente somente nos eucariontes e representa um dos critérios
utilizados para distingui-los dos procariontes?
a) DNA. d) Envoltório nuclear.
b) Membrana celular. e) RNA.
c) Ribossomo.
uras celulares é responsável pela
parece na forma
teca d) cromatina
) fuso acromático e) cariolinfa
) nucléolo
0) Observe o esquema abaixo:
7) Qual das seguintes estrut
ss oformação dos ribo om s?
a) Retículo endoplasmático
b) Complexo de Golgi
c) Centríolo
) Nucléolo d
e) Lisossomo
8) Os nucléolos originam-se:
a) de invaginações da membrana celular
b) da divisão de outros nucléolos
c) da solidificação do suco nuclear
d) da concentração de ribossomos
e) de cromossomos especiais
a9) Nas células em intérfase, o material genético
de:
) carioa
b
c
1
I e II indicam:
s
s
atizado,
a) cromátides-irmãs
b) cromátides homólogas
c) cromossomos homólogo
d) cromossomos-não-homólogos
e) cromossomos-filho
11) Com respeito ao cromossomo abaixo esquem
sabemos que:
a) o número 1 indica a constrição secundária.
b) ele é do tipo metacêntrico
d
.
o pelo número 2.
está indicado pelo número 4.
ossomos, podemos classificá-
c) o nucleotídio está indica
indica o telômero. d) o número 3
e) o centrômero
2) Dados os esquemas de crom1
los, conforme a posição do centrômero:
a) Os cromossomos I e II são metacêntricos e o III é
submetacêntrico.
b) Os cromossomos I e III são metacêntricos e o II é acrocêntrico.
cêntrico,
13) Célula diplóide é aquela em que:
ado por dois conjuntos haplóides.
ssomo apresenta dois centrômeros.
4) Em determinada espécie animal, o número diplóide de
dérmicas dessa espécie serão encontrados,
.
.
s.
.
) 11, 22 e 22 cromossomos.
cificamente o RNA. Se corarmos células
com esse corante, aparecem como estruturas pironinofílicas:
b) retículo en anuloso e retículo liso.
d) nucléolo e retículo endoplasmático granuloso.
c) Os cromossomos I, II e III são metacêntricos.
) Apenas o cromossomo III é metacêntrico. d
e) Os cromossomos I, II e III são, respectivamente, meta
submetacêntrico e acrocêntrico.
a) existem dois cromossomos não-homólogos.
b) o cariótipo é form
c) o cariótipo é formado por dois conjuntos diplóides.
d) cada cromo
e) Não existe tal célula.
1
cromossomos é 22. Nos espermatozóides, nos óvulos e nas
células epi
respectivamente:
a) 22, 22 e 44 cromossomos
b) 22, 22 e 22 cromossomos
c) 11, 11 e 22 cromossomo
d) 44, 44 e 22 cromossomos
e
15) A pironina cora espe
a) cromatina e retículo endoplasmático liso.
doplasmático gr
c) nucléolo e cromatina.
e) lisossomos e retículo endoplasmático rugoso.
Parte IX: Divisão celular
1)
Relacione as fases da mitose: anáfase, telófase, metáfase e
rófase, com os respectivos números das figuras acima:
) 4 - 3 - 2 - 1
) 3 - 4 - 2 - 1
acionado
o durante a divisão celular?
) cromátide
uais à célula mãe.
são ocorrências mitóticas. Assinale a fase em
ue isto ocorre.
d) prófase
e) intérfase
5) Os ítens abaixo se referem à mitose e todos eles estão
corretos, exceto:
a) É um processo de divisão celular importante para o
crescimento dos organismos.
b) Ocorre nas células somáticas de animais e vegetais.
Uma célula-mãe origina duas células-filhas com o mesmo
fase da metáfase.
se uma nova membrana nuclear
ivide.
) O gráfico abaixo revela a variação de DNA durante as
p
a
b
c) 1 - 2 - 3 - 4
d) 2 - 3 - 4 - 1
e) 3 - 1 - 2 - 4
2) Qual é o constituinte cromossômico diretamente rel
com seu moviment
a) telômero
b) cromômero
c) centrômero
d
e) intérfase
3) A conseqüência mais importante da mitose é:
a) determinar a diferenciação celular.
b) a produção de gametas e esporos haplóides.
c) a produção de células ig
d) aumentar a variabilidade genética dos seres vivos.
e) aumentar a taxa de mutação.
4) Espiralização da cromatina, duplicação dos centríolos e
formação do fuso
q
a) metáfase
b) anáfase
c) telófase
c)
número de cromossomos.
d) A duplicação do DNA ocorre na
e) Na fase da telófase, forma-
em torno dos cromossomos e o citoplasma se d
6
diversas fases da vida celular. Com relação ao gráfico, é correto
afirmar que:
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o)
Intérfase Mitose Intérfase
aliza uma intensa síntese de
idade de DNA aumenta
o DNA.
a quantidade de DNA
menor que no seu início.
d) no período de mitose propriamente dito, a quantidade de DNA
mantêm-se constante.
e) nos períodos de G1 e S, a quantidade de DNA mantêm-se
constante.
7) Uma célula somática que tem 4 cromossomos, ao se dividir,
apresenta na metáfase:
a) 4 cromossomos distintos, cada um com uma cromátide.
b) 4 cromossomos distintos, cada um com duas cromátides.
c) 4 cromossomos, pareados 2 a 2, cada um com duas
cromátides.
d) 4 cromossomos, pareados 2 a 2, cada um com uma
cromátide.
e) 2 cromossomos, cada um com duas cromátides.
8) A maioria das reaçðes químicas da célula, incluindo a
duplicação de DNA, a síntese de RNA e a produção de proteínas
celulares, ocorre, principalmente, durante a:
a) prófase. d) telófase.
b) metáfase. e) intérfase.
c) anáfase.
9) A figura a seguir representa o tecido meristemático de uma
planta, onde podem ser observadas células em diferentes fases
de divisão. Qual das alternativas corresponde à seqüência do
processo mitótico?
(Quantidade de DNA por núcle
2C
C
G1 S G2 M G1 S
a) durante o período G1, a célula re
DNA.
b) no decorrer do período S, a quant
progressivamente e ocorre a duplicação d
c) no fim da Intérfase, a célula tem um
a) a b c d e f
b) c f e a b d
c) f b a e d c
d) e f c a b d
e) f e c b d a
10) A colchicina é uma substância que despolimeriza as fibras
do fuso de divisão, impedindo que este se forme. Em um meio de
cultura foram colocadas 5 células, em diferentes estágios do ciclo
celular: duas estavam em intérfase, duas estavam em prófase e a
última estava em telófase. Imediatamente depois colocou-se
colchicina. Após um certo tempo, contando-se as células
presentes em tal meio, espera-se encontrar um total de quantas
células?
a) seis. d) nove.
b) sete. e) dez.
c) oito
11) Considerando uma célula com 6 cromossomas (2n=6) que
esteja em divisão, o esquema ao lado representaria uma:
a) anáfase I da meiose.
b) metáfase I da meiose.
c) metáfase II da meiose.
d) anáfase II da meiose.
e) anáfase mitótica.
12) A ordem correta das subfases da prófase é:
a) leptóteno - paquíteno - zigóteno - diplóteno - diacinese.
b) leptóteno - diplóteno - zigóteno - paquíteno - diacinese.
c) leptóteno - diplóteno - paquíteno - zigóteno - diacinese.
d) leptóteno - paquíteno - diplóteno - zigóteno - diacinese.
e) leptóteno - zigóteno - paquíteno - diplóteno - diacinese.
13) Durante a prófase da primeira divisão meiótica, ocorre a troca
de fragmentos entre cromossomas homólogos, possibilitando
uma maior variabilidade genética. A esse evento dá-se o nomede:
a) formação de bivalentes.
b) formação de tétrades.
c) citocinese.
d) intercinese.
e) "crossing-over"
14) Uma evidente diferença existente entre a anáfase da mitose
e as anáfases I e II da meiose é que os cromossomos em
migração para os pólos celulares são:
a) irmãos nas anáfases I e II e homólogos na anáfase da mitose.
b) homólogos nas anáfases I e II e irmãos na anáfase da mitose.
c) homólogos na anáfase I e irmãos na anáfase II e na anáfase
da mitose.
d) irmãos na anáfase I e anáfase da mitose e homólogos na
anáfase II.
e) irmãos nas anáfases I e II e anáfase da mitose.
15) Assinale a frase errada, em relação à meiose:
a) Os cromossomos já entram duplicados na prófase I.
b) A formação das tétrades ocorre no paquíteno.
c) A permutação nada mais é do que a troca de segmentos entre
cromátides-irmãs
d) O quiasma, figura observada no diplóteno, é conseqüência da
permutação.
e) Na metáfase I, a placa equatorial está formada por pares de
cromossomos.
16) Quando uma célula conclui a sua primeira divisão meiótica,
resultam:
a) duas células diplóides.
b) quatro células diplóides.
c) quatro células haplóides.
d) duas células haplóides.
e) duas células somáticas.
17) Relacione as fases meióticas (coluna I) com os respectivos
fenômenos (coluna II):
Coluna I Coluna II
1) zigóteno ( ) Migração dos cromossomos homólogos para
os pólos
2) paquíteno ( ) pareamento dos homólogos
3) diplóteno ( ) migração dos cromossomos irmãos para
os pólos.
4) anáfase I ( ) visualização dos quiasmas.
5) anáfase II ( ) ocorrência do crossing-over
A seqüência correta, de cima para baixo, na coluna II é
a) 4, 1, 2, 3, 5 d) 4, 1, 3, 2, 5
b) 4, 1, 5, 2, 3 e) 4, 2, 5, 1, 3
c) 4, 1, 5, 3, 2
68
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18) Sabe-se que a seqüência da espermatogênese é a seguinte:
espermatogônia espermatócito I espermatócito II
espermátide espermatozóide.
Pergunta-se quantos espermatozóides serão produzidos,
respectivamente, a partir de 100 espermátides e 100
espermatócitos I.
a) 400 e 400 d) 200 e 400
b) 400 e 100 e) 100 e 400
c) 100 e 800
19) Assinale a alternativa correta:
a) No período de diferenciação da ovogênese ocorrem
transformações maiores do que no mesmo período, na
espermatogênese.
b) Os ovócitos primários são bem maiores do que os
espermatócitos primários.
c) O período germinativo na mulher dura quase toda a vida.
d) No período de diferenciação da espermatogênese o complexo
de Golgi modifica-se, originando a cauda do espermatozóide.
e) As divisões celulares que ocorrem nas gametogêneses são
todas meióticas.
20) A fig eiose porque só nesse
tipo de divisão celular acontece:
ura abaixo é característica da M
ção dos centríolos.
ão do fuso acromático.
enção da carioteca.
ento dos cromossomos homólogos.
a) separa
b) formaç
c) manut
d) paream
e) duplica
21) Cons
nas célul
abaixo ev
ção das cromátides.
iderando que uma espécie possua nº de cromossomas
as somáticas 2n=6, a célula apresentada na figura
idencia esses cromossomas em:
a) metáfase mitótica.
b) metáfase I.
c) metáfase II.
d) anáfase mitótica.
e) anáfase II.
firmativas abaixo:
ng-over permite a recombinação dos genes localizados
22) Das a
I- O cros
em cromossomos homólogos.
II- Meios célula diplóide
dá origem
III- A inté
núcleo. É
sintetizad
a) apena
b) apena
c) apena
d) apena
e) todas
si
e é um tipo de divisão celular na qual uma
a quatro células haplóides.
rfase é um período de grande atividade metabólica no
nessa fase que o DNA se duplica e o RNA é
o.
s a afirmativa I é correta.
s a afirmativa II é correta.
s a afirmativa III é correta.
s duas afirmativas são corretas.
as afirmativas são corretas.
69
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Tecidos
1. Histologia Animal
Tecidos Animais- Introdução
Uma observação superficial dos seres vivos nos mostra que a grande maioria deles é
A H t
grupos ão (tecidos). Há tecidos
estr r
inumer
No e
células
seres m s há muitos tecidos, altamente especializados.
claro que todos os tecidos de um animal ou vegetal originam-se de células simples pelo
indo assim, na formação do organismo, a chamada
ma ou mais funções do corpo. Os
ade para produzir todos os tipos de células dos diferentes tecidos do futuro ser.
ágio que se inicia a
ase de gastrulação, caracterizada pela diferenciação celular e intenso crescimento.
Dependendo do gru á diferentes tipos de gastrulação. Em todos eles a gastrula
resultante tem, inicialmente, apen os
folhetos embrionários e o externo) e a endoderme (folheto
m osteriormente um terceiro folheto que é a
mesoderme (folheto médio).
• Animais com apenas dois folhetos embrionários são chamados diblásticos (
diploblásticos). Exemplos: esponjas, corais, medusas.
• Animais que já têm três folhetos são chamados triblásticos (triploblásticos).
Exemplo: vertebrados, insectos, crustáceos, moluscos, vermes.
representada pos espécies pluricelulares. Se eles apresentam muitas células, com
diferentes graus de especialização, devemos prever a existência de uma complexa
organização estrutural.
is ologia estuda as populações celulares que compõem os organismos, isto é, os
de células mais ou menos semenhantes em forma e funç
utu almente muito simples, com um único tipo de celular. Outros, porém, apresentam
os tipos de células.
s s res mais simples, vegetais ou animais, há relativamente poucos tecidos cujas
não são muitos especializadas, podendo desempenhar múltiplas funções. Nos
ais complexo
É
processo de diferenciação. Vai surg
divisão de trabalho, pois cada tecido assume uma determinada função. Divisão de
trabalho significa, portanto, especialização. Á medida que esta se manifesta, os grupos
celulares vão formando os órgãos. Os órgãos são conjuntos de tecidos relacionados em
estrutura e, coordenadamente, desempenham u
sistemas, por sua vez, são conjuntos de órgãos também relacionados em estrutura e
efectuam uma função mais ampla no organismo.
Origem dos tecidos animais
Em qualquer animal pluricelular que se reproduz sexuadamente, a célula inicial,
resultante da fecundação, é o zigoto. Dizemos que ele é totipotente, pois tem
potencialid
Inicialmente, o zigoto apenas sofre mitoses, produzindo uma massa de células iguais e
ainad diferenciadas, os blastômeros, que constituem a chamada mórula. Em seguida, os
blastomeros se afastam originando uma cavidade central. Nesta est
f
po animal, h
as dois tecidos embriónarios (também chamad
) que são a
ais complexos
ctoderme (folhet
interno). Animais formam p
70
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partir dos três folhetos germinativosA vai ocorrer uma diferenciação em tecidos, órgãos
sistemas de órgãos, formando o corpo do indivíduo plenamente funcional.
células apresentarem a mesma informação genética, dado que se
ormaram a partir do zigoto por mitose, a ordem pela qual se processa a “libertação”
ção a moléculas activadoras ou inibidoras presentes nos DNA.
e
Apesar de todas as
f
dessa informação difere, conduzindo á especialização.
Cada gene pode ser activado ou inibido, dependendo das condições em que se encontra,
através de pontos de liga
Ao contrário do que se referiu em relação ás diferentes etapas da embriogénese, esta
diferenciação ocorre em moldes bastante semelhantes nos vertebrados, sendo as
estruturas formadas a partir de cada folheto germinativo as seguintes:
• Ectoderme – sistema nervoso, órgãos dos sentidos, epiderme e estruturas
associadas (pêlos, penas, escamas, cornos, cascos, etc.);
• Mesoderme – esqueleto (ossos e cartilagens), músculos, sistema circulatório,
sistema excretor, sistema reprodutor, derme;
• Endoderme – epitélio de revestimento e glândulas do tubo digestivo,fígado,
pâncreas, sistema respiratório, epitélios de revestimento dos sistemas excretor e
reprodutor.
s
aspectos.
Pod em do tecido, forma e
fun
intercel ritérios não podem ser rigidos e, em consequência,
abo m
Na á
terem celulose são grossas e bem
def d
Nos tec o bem visiveis os limites
celu re idos animais (numa
clas i njuntivos, musculares e nervoso.
Classificação dos tecidos animais
Os tecidos animais são conjuntos de células com a mesma origem e com funções
idênticas. Cada tecido pode ser caracterizado pela forma, dimensão e estrutura das sua
células. Como é grande a diversidade de tecidos nos seres vivos, torna-se dificil uma
classificação abrangendo todos os seus
emos estabelecer alguns importantes critérios, como a orig
ção das células, tipo de organização delas, natureza e estrutura das substancias
ulares. É claro que os c
rda os em cada situação um classificação mais oportuna.
pr tica microscópica, os tecidos vegetais são de facil reconhecimento, pois além de
células relativamente grandes, suas paredes de
ini as.
idos animais as células tem membranas finas e não sã
la s. Podem considerar-se os seguintes tipos básicos de tec
sif cação simples): epiteliais, co
- Epitelial
- Tecido conjuntivo propriamente dito(TCPD)
- Cartilaginoso
- Ósseo -Conjuntivo - T
- Muscular
ecido
- Sangue
s animais
- Nervoso
71
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Os c
coesão smossomas entre elas, sem irrigação e sem
bstância intercelular.
mente camadas celulares contínuas, ligadas aos outros tecidos por uma
ns dos epitélios apresentam características especiais, que aumentam o seu
sempenho, como microvilosidades, cílios
Tecidos epiteliais
te idos epiteliais são formados por células poliédricas justapostas e com grande
devido ao grande número de de
su
Formam normal
matriz rica em proteínas e polissacarídeos - lamina basal. Por baixo destaca-se,
geralmente, uma camada de tecido conjuntivo - lâmina própria -, contendo vasos
sanguíneos que nutrem o tecido epitelial.
Algu
de , etc. Este facto leva a que muitas células
polaridade (pólo apical pode apresentar cílios, por exemplo, ao
ntrário do pólo basal, virado para a lamina basal). Existem epitélios ecto, meso e
s de revestimento
epiteliais apresentem
co
endodérmicos, que, de acordo com a sua função, podem ser:
Epitélio
Revestem a superfície externa do animal, formando a epiderme, e revestem as cavidades
internas do tubo digestivo, sistema respiratório e vasos sanguíneos. Estes tecidos
protegem as estruturas internas do corpo, permitindo as trocas gasosas ou de nutrientes.
s células superficiais, os
epit o
enas uma camada de células;
Dependendo do número de camadas celulares e da forma da
éli s de revestimento podem ser:
• Simples – composto por ap
72
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ou peritoneu;
omposto por várias camadas de células, todas com origem na
• asal e bucal;
órias;
diferenciam células
para o
A r
espessa
As glân
clas fi
Quando
tipos d
•
áceas;
a secreção,
Em
•
•
Em rela
•
•
• Pavimentoso – células superficiais achatadas ou escamosas, como nos capilares
sanguíneos
• Cúbico – células superficiais altas e em forma de cubo, como nos tubos uriníferos;
• Prismático – também designado por cilíndrico ou colunar, apresenta células
superficiais altas, como no estômago ou intestino;
• Estratificado – c
camada mais profunda – camada basal ou germinativa;
Pavimentoso – como na epiderme, cavidades n
• Cúbico – como na bexiga;
• Prismático – como na uretra;
• Pseudo-estratificado – composto por uma única camada de células, todas
directamente assentes na membrana basal, mas com os núcleos a diferentes
as respiratalturas, como nas vi
Epitélios glandulares
ste tipo de epitélio deriva dos epitélios de revestimento, onde seE
especializadas na produção de substâncias. A produção dessas células é lançada
seu exterior, pelo que são muito ricas em R.E.R. e complexo de Golgi.
sec eção glandular pode ser de vários tipos, nomeadamente, mucosa (secreção
), serosa (secreção fluida), sudoral (suor), sebácea (gordurosa) ou láctea (leite).
dulas podem ser unicelulares ou, a situação mais comum, multicelulares, sendo
cadas em relação ao local onde o produtosi de secreção é lançado:
• Glândulas endócrinas – as secreções designam-se hormonas e são lançadas
directamente nos capilares envolventes, pelo que não existem canais excretores;
Glândula• s exócrinas – secreções são lançadas para o exterior por canais
excretores ou ductos, que podem abrir na superfície do corpo ou na cavidade
interna;
Glândulas mistas – reúnem simultaneamente caracter• ísticas dos dois tipos
anteriores, como as glândulas sexuais e o pâncreas;
se classifica as glândulas pela relação secreção-célula produtora, tem-se dois
e glândula:
• Glândulas merócrinas - a secreção é libertada e a célula permanece intacta;
Glândulas holócrinas - todo o conteúdo da célula sai como secreção, como nas
glândulas seb
• Glândulas apócrinas - parte da célula é libertada juntamente com
como nas glândulas mamárias.
relação à forma do canal secretor, tem-se:
Glândulas simples - canal secretor é um tubo único;
Glândulas compostas - canal secretor é ramificado.
ção à localização da parte secretora tem-se:
Glândulas tubulares - todo o tubo secretor produz a secreção;
Glândulas acinosas - a zona basal do tubo secretor é alargada e apenas nesse local
(ácino) se produz a secreção.
73
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Neu e
Compo
exte o
na epid
Tecido
dos com origem
me é
finos.
Com
pertencentes a este grupo podem
sub n
Out
);
o de cicatrização);
vos apresentam os mesmos componentes básicos: células, fibras
propriamente dito
érico, preenchendo
s e
riz – a substância fundamental é incolor, transparente e homogéneo, de
eínas;
2. Célu características funcionais próprias:
celulares (fibras e matriz) logo
ica. Estas células raramente se dividem no adulto,
ro pitélios
stos por células sensoriais, especializadas na recepção de estímulos internos e/ou
rn s, encontrando-se presentes nos olhos, nariz e língua de vertebrados mas também
erme de anelídeos, por exemplo.
s conjuntivos
Os tecidos conjuntivos são um grupo muito diversificado, embora to
sod rmica. As suas células apresentam geralmente prolongamentos citoplasmáticos
põem o suporte estrutural e metabólico para outros tecidos e órgãos. Os tecidos
diferenciar-se posteriormente, produzindo fibras e
stâ cias intercelulares, tornando-se as células menos notórias.
ras funções importantes desta categoria de tecidos incluem:
namento de substâncias (tecido adiposo, por exemplo); • armaze
• mecânica (tecido ósseo
• protecção (tecid
• defesa imunitária (glóbulos brancos que um dos tipos de células presentes nestes
tecidos).
Todos os tecidos conjunti
e substância fundamental ou matriz. Estes materiais extracelulares são responsáveis pelas
propriedades físicas dos tecidos conjuntivos e a sua presença é a principal característica
deste tipo de tecido.
Na enorme diversidade de tecidos conjuntivos, ir-se-á considerar:
Tecido conjuntivo
Este é o chamado tecido conjuntivo menos diferenciado, mais gen
todos os espaços entre os restantes tecidos, logo presente em todos os órgãos,
estabelecendo a ligação entre eles. Permite igualmente o transporte de metabolito
participa na defesas do organismo.
Os seus componentes são:
1. Mat
composição química variada mas onde abundam as glicoprot
las – são de vários tipos e apresentam
• Fibroblastos – células fixas com prolongamentos irregulares, responsáveis pela
produção e manutenção dos componentes extra
com intensa actividade metaból
a não ser que o tecido seja danificado;
• Fibrócitos – células fusiformes resultantes da diferenciação dos fibroblastos,
quando estes se tornam menos activos na síntese de outros componentes do
tecido;
• Adipócitos – células que armazenam lípidos e regulam a temperatura corporal;
74
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• Mastócitos – células móveis, grandes e globosas, produtoras de mediadores
• Macrófagos – células de grande dimensão, muito móveis e com capacidade de
fagocitose, desempenhando, por isso, funções de defesa;
químicos (como os presentes em reacções alérgicas), que desempenham funções
de defesa;
• Plasmócitos - células móveis mas presentes em pequeno número, geralmente
agrupadas em torno de vasos sanguíneos, com capacidade de produção de
anticorpos;
3. Fibras – estruturas proteicas longas e finas, que podem ser de vários tipos:
• Conjuntivas – também designadas fibras de colagénio devido á sua composição
ais abundantes. Formam feixes de fibras brancas,
ente de contorno ondulado, que se cruzam e entrelaçam, podendo mesmo
ramificar-se. Apesar de flexíveis, são muito resistentes á tracção e transformam-se
em gelatina quando aquecidas a temperaturas elevadas e arrefecidas. Localizam-
se geralmente em tendões e em volta de músculos ou nervos. Quando estas fibras
predominam o tecido designa-se conjuntivo laxo;
• Reticulares – estas fibras são muito finas e distribuem-se numa rede, em
continuidade com as fibras conjuntivas. São igualmente formadas por colagénio;
• Elásticas – de tom amarelado, são finas e ramificadas, são formadas por um tipo
diferente de proteína, a elastina. São responsáveis pela elasticidade do tecido,
prendendo a pele aos músculos subjacentes, por exemplo, nos pulmões e parede
dos vasos sanguíneos
nesta proteína fibrosa, são as m
geralm
. Quando estas fibras predominam obtém-se o tecido
conjuntivo elástico;
Dependendo do predomínio relativo de algum dos componentes anteriormente referidos,
pode-se diferenciar variedades de tecido conjuntivo propriamente dito:
• tecido conjuntivo laxo - apresenta aproximadamente a mesma proporção de cada
um dos componentes anteriormente referidos;
• tecido conjuntivo mucoso - contém uma maior percentagem de substância
fundamental ou matriz;
• tecido conjuntivo denso - apresenta uma maior quantidade de fibras;
e células, principalmente adipócitos;
e substância fundamental ou matriz, mas numa
confere elasticidade. A matriz toma então a
pericôndrio, tecido conjuntivo especializado e
que é habitual em tecidos conjuntivos, não
da m t
de cond
• tecido adiposo - maior quantidade d
etc.
Tecido cartilagínoso
Este tecido contém grande quantidade d
forma sólida mas flexível, o que lhe
designação de condrina.
A cartilagem está sempre envolvida pelo
que nutre a cartilagem pois, ao contrário do
existem vasos sanguíneos nem tecido nervoso associado.
As ucél las adultas das cartilagens designam-se condrócitos, localizando-se em cavidades
a riz designadas, por sua vez, condroplastos. Os condrócitos desenvolvem-se a partir
roblastos.
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http://curlygirl.naturlink.pt/mamiferos.htm
http://curlygirl.naturlink.pt/mamiferos.htm
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As r
A unid
condró
O tecid apa de crescimento do tecido ósseo mas também é um
teci
ossos.
O cresc
• crescimento pericondrial - as células da camada interna do pericôndrio
nto da
do cartilagíneo:
alidade branco-azulada, translúcida e homogénea. Existe na traqueia, nariz e
fib as das cartilagens são de colagénio ou elastina, como habitual.
ade funcional da cartilagem designa-se condrona e é formada por um grupo de
citos resultantes de uma única célula - condroblasto - e a matriz que as rodeia.
o cartilagíneo é uma et
do de sustentação por si mesmo, permitindo, igualmente, a ligação entre os diversos
imento da cartilagem pode ser feito de duas formas:
transformam-se em condroblastos;
• crescimento intersticial - rara em animais adultos, esta forma de crescime
cartilagem ocorre por mitoses dos condrócitos.
Existem 3 tipos de teci
1. tecido cartilagíneo hialino - esta é a cartilagem mais comum e menos diferenciada,
contém fibras de colagénio finas e grande quantidade de condrina. Ao M.O.C. apresenta
uma ton
reveste as superfícies das articulações e pontas das costelas nos vertebrados adultos com
esqueleto ósseo. Compõe igualmente a totalidade do esqueleto embrionário dos
vertebrados e dos adultos dos peixes cartilagíneos. Pode tornar-se impregnada em sais
minerais mas nunca se transforma em osso;
. tecido cartilagíneo elástico - neste tipo de cartilagem as células estão mais agrupadas e
xiste grande quantidade de fibras elásticas amareladas numa rede muito densa. Existe
os pavilhões auditivos dos mamíferos
2
e
n e nas trompas de Eustáquio;
do cartilagíneo fibroso (fibrocartilagem) - contém pouca percentagem de células e
e condrina e é muito rico em fibras, o que a torna a cartilagem mais resistente dos 3
pos existentes. Pode ser encontrada nos discos intervertebrais de mamíferos
3. teci
d
ti e outras
rticulações sujeitas a grandes esforços. a
76
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Tecido ósseo
No caso deste tipo de tecido
conjuntivo, a matriz e a rede densa de
fibras estão impregnadas com sais
minerais (principalmente fósforo e
cálcio), formando a chamada matriz
óssea ou osseína. Este tecido ocorre
apenas nos peixes ósseos e tetrápodes,
diferindo dos esqueletos calcários de
invertebrados.
s células que compõem o tecido ósseo são de 3 tipos principais: A
• osteoblastos - estas células apenas são activas durante cerca de 8 dias, tempo
al produzem a matriz e as fibras. Após esse tempo ficam incluídas no
signar-se osteócitos;
• osteócitos - células fusiformes e com numerosos prolongamentos citoplasmáticos
que atravessam canais no osso, ligando as diversas células entre si e aos vasos
sanguíneos que as alimentam. Cada célula localiza-se numa cavidade na osseína
designada osteoplasto;
• osteoclastos - estas células apenas vivem cerca de 2 dias, são grandes e
multinucleadas. Apresentam uma zona com vilosidades que se encontra em
contacto com o osso formado, o qual destroem para retirar fósforo e cálcio.
unidade estrutural do osso designa-se osteona ou sistema de Havers. No entanto, esta
strutura não é geral a todos os tipos de ossos, apenas ocorrendo em ossos longos.
o seu centro encontra-se um canal, designado canal de Havers, por onde passam vasos
anguíneos e nervos.
durante o qu
tecido ósseo, passando a de
A
e
N
s
77
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ispostas concentricamente em redor do canal de Havers estão as lamelas ósseas, onde se
ncontram os osteócitos dentro de osteoplastos, comunicando entre si por canalículos
adiais.
s ossos estão envolvidos por uma membrana dupla designada perióstio. Esta membrana
s mesenquimatosas percursoras dos
É a o perióstio que se fixam os tendões e os músculos aos
ossos.
A perc ao mesmo tempo
que
res
Exi
1.
fises (zonas centrais ocas que contêm a medula amarela, rica em gordura) dos ossos
orrem longitudinalmente, unidos por canais radiais que vão
de o perióstio á cavidade medular. A sua estrutura compacta fornece rigidez e e força
apresenta grande quantidade de espaços, onde se localiza a
D
e
r
O
tem uma camada externa fibrosa, muito rica em fibroblastos e fibras de colagénio, e uma
camada interna osteogénica, contendo célula
osteoblastos.
partir da camada externa d
entagem de minerais no osso aumenta com a idade do indivíduo,
diminui a quantidade de matriz orgânica, o que explica porque os ossos jovens são
istentes e os velhos são quebradiços.
stem dois tipos de tecido ósseo:
tecidoósseo compacto - apresenta poucos espaços e localiza-se principalmente nas
diá
longos e recobre com uma fina camada as epífises. Podem identificar-se facilmente os
sistemas de Havers, que c
des
ao osso;
2. tecido ósseo esponjoso -
medula óssea vermelha. Neste caso não há uma organização regular, não podendo
identificar-se os sistemas de Havers. Encontra-se principalmente nas epífises (zonas
terminais ou cabeças) dos ossos longos.
O crescimento do osso passa por várias etapas:
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itos;
esenquimatosas se transformam em osteoblastos, no seio de
tec c
calcificação em lamelas paralelas á superfície do osso;
2. o i - ocorre nos ossos longos, a partir de
célu s gem "molde", as quais se transformam em
oste l
. ossificação ectópica - decorre a partir de células mesenquimatosas existentes em
sangue é um tecido com características peculiares, um conjunto de células suspensas
o plasma, ou seja, neste caso a matriz é líquida.
medula vermelha é o local de formação das células sanguíneas, ocupa a cavidade dos
ssos esponjosos e é conhecida popularmente por tutano.
ela são encontradas as células mães ou precursoras que originam os elementos
igurados do sangue glóbulos brancos, glóbulos vermelhos ( hemácias ou eritrócitos)
plaquetas .
ngue são:
• diferenciação de células mesenquimatosas em osteoblastos;
• produção da matriz orgânica e transformação dos osteoblastos em osteóc
• mineralização da matriz orgânica;
• formação dos osteoclastos.
Directamente relacionada com o crescimento está a ossificação, da qual existem 3 tipos
diferentes:
1. ossificação membranosa (intramembranosa) - ocorre nos ossos planos (crânio, por
exemplo), em que células m
ido onjuntivo vulgar. A matriz orgânica por eles formada vai, posteriormente, sofrer a
ss ficação endocondrial (intracartilaginosa)
la do pericôndrio que envolve uma cartila
ob astos;
3
qualquer local do corpo, em tecidos conjuntivos.
Tecido sanguíneo
O
n
A
o
N
f
e
Os componentes principais do sa
79
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ou vermelho em alguns
1. Plasma - essencialmente uma solução aquosa de proteínas, glicose, hormonas e sais.
Nos vertebrados é uma solução incolor mas pode ser azulado
invertebrados por conter pigmentos respiratórios em solução (hemocianina ou
hemoglobina, respectivamente);
2. Glóbulos vermelhos – nos mamíferos são células redondas, bicôncavas, anucleadas e
contendo hemoglobina, o pigmento responsável pelo transporte dos gases respiratórios.
Nos restantes vertebrados, no entanto, são células nucleadas, biconvexas e ovais;
3. Glóbulos brancos – células nucleadas de vários tipos, responsáveis pela defesa
imunitária e presentes em todos os animais que contenham líquidos circulantes:
• Granulares – células com núcleo multilobado e grânulos citoplasmáticos
específicos que permite identifica-los:
a) basófilos – células produtoras de mediadores químicos de reacções inflamatórias;
b) eosinófilos – células que participam na modulação de processos inflamatórios;
c) neutrófilos – células muito activas que "patrulham" o corpo, fagocitando bactérias
e outros corpos estranhos;
• Agranulares – células com núcleo grande, mais ou menos esférico ou em forma de
m células infectadas por vírus, respectivamente;
rim, e sem grânulos no citoplasma;
a) linfócitos – existem dois tipos destas células, os linfócitos B e T, que produzem
imunoglobulinas e mata
b) monócitos – realizam a fagocitose de protozoários, vírus e células em
degenerescência, tendo a capacidade de abandonar os vasos sanguíneos - diapedese;
4. Plaquetas – corpúsculos celulares anucleados e muito pequenos, responsáveis pela
coagulação do sangue.
Tecidos musculares
Os animais dependem de sistemas de músculos para o movimento, bem como de sistemas
nervosos que os controlam.
Proteínas contrácteis existem em todo o reino Animalia, fornecendo o movimento aos
flagelos, cílios, músculos e até a cromossomas durante a divisão nuclear. Parecem
igualmente fundamentais nos movimentos amebóides.
Os músculos compõem 80% do peso corporal de um animal vertebrado e estão
intimamente associados a sistemas esqueléticos, que convertem a contracção muscular
em movimento efectivo. Isto é feito de modo bastante simples, cirando uma tensão ao
longo do eixo principal das células, levando ao seu encurtamento - contracção.
Em vertebrados os músculos encontram-se quase sempre em arranjos antagonísticos, em
volta de articulações. A ligação dos músculos aos ossos pode ser directa ou através de
tendões (cordões resistentes de tecido conjuntivo).
Assim, este grupo de tecidos permite os movimentos corporais no seu todo, sejam eles de
ossos, contracções de órgãos ocos ou do coração, e todos têm origem mesodérmica.
No entanto, os músculos têm mais funções que apenas o controlo do movimento, como
• distribuição correcta do peso do corpo;
por exemplo:
• controlo da temperatura - a contracção muscular produz grande quantidade de
calor;
80
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viscerais.
e e forma alongada, as células
ática), sarcoplasma (citoplasma), sarcossoma (mitocôndria),
etículo sarcoplasmático (retículo endoplasmático).
A capacidade de contracção deve-se á presença no sarcoplasma de filamentos proteicos
designados miofibrilhas, cujo deslizar provoca a variação de tamanho das fibras que é a
base do fenómeno de contracção.
Em resposta a um estímulo nervoso, as fibras musculares contraem-se, retomando
posteriormente a sua posição original.
Devido ás suas características morfológicas e funcionais, consideram-se três tipos de
tecidos musculares:
onjuntivo dos
o músculo a sua forma e
sistência, permitindo-lhe transmitir a sua força ao ponto de inserção no osso.
• manutenção dos contornos corporais;
• protecção dos órgãos
Dada a sua elevada especialização na contractibilidad
musculares designam-se fibras.
Os organitos celulares também apresentam nomes especiais, como seja, sarcolema
(membrana citoplasm
r
Tecido muscular esquelético
Associado ao endosqueleto, que faz mover voluntariamente, este tecido muscular faz
igualmente parte de órgãos como a língua ou do globo ocular.
Os músculos esqueléticos são formados por uma variedade de tecidos (c
tendões e ligamentos e das bainhas do epi, peri e endomísio, sanguíneo e nervoso), além
do muscular.
Os músculos esqueléticos estão rodeados por um espesso invólucro de tecido conjuntivo
designado epimísio, o qual é contínuo com os tendões e ligamentos.
As fibras musculares desses músculos estão geralmente organizadas em fascículos ou
feixes, cada um envolvido pelo mesmo tipo de tecido conjuntivo mas agora designado
perimísio. Este ainda se divide mais, rodeando cada fibra muscular individualmente,
directamente em contacto com o sarcolema, passando a designar-se endomísio.
Esta complexa rede de tecido conjuntivo fibroso garante a
re
81
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ngas (podem por vezes atingir todo o comprimento do
tidades de cálcio,
de de filamentos proteicos de actina
sarcómero existem bandas largas, uma escura - banda A - ladeada por duas claras -
nda A existe uma zona mais clara designada linha H e ao centro
enquanto as bandas I contêm um
uscular apenas apresenta dois estados: totalmente relaxada ou totalmente
As fibras são cilíndricas e lo
músculo, ou seja, até 30 centímetros) e com numerosos núcleos localizados na periferia
da célula.
O sarcoplasma apresenta elevado número de sarcossomas e retículo sarcoplasmático,
fundamentais na contracção pois é necessária energia e grandes quan
transportado peloretículo.
No sarcoplasma existe, ainda, grande quantida
(filamentos finos) e miosina (filamentos grossos), o que confere á fibra um aspecto
estriado transversalmente.
As miofibrilhas estão organizadas em unidades designadas sarcómeros, a unidade
funcional e estrutural de contracção, em cujo limite se localizam preferencialmente os
sarcossomas.
No
bandas I. Ao centro da ba
das bandas I uma zona mais escura designada linha Z.
A banda A é formada por filamentos de miosina,
conjunto complexo de 3 proteínas actina, troponina e tropomiosina, estas duas últimas em
pequenas quantidades.
Os sarcómeros estão alinhados longitudinalmente nas fibras musculares, unidos pelas
linhas Z de duas unidades sucessivas, fornecendo ás células a característica estriação
transversal.
O fenómeno da contracção é explicado pelo modelo dos filamentos deslizantes.
Cada fibra m
contraída. Conjuntos de cerca de 100 a 2000 fibras musculares são controladas por um
único neurónio motor, formando uma unidade designada placa motora.
A chegada do impulso nervoso ao neurónio motor provoca a libertação do
neurotransmissor acetilcolina que se difunde, através do espaço sináptico, até ao
sarcolema, onde provoca uma mudança temporária de permeabilidade.
Esta inversão de polaridade propaga-se a toda a fibra com enorme rapidez através dos
túbulos transversos ou túbulos T(dobras do sarcolema, que penetram profundamente no
provoca a libertação de iões cálcio do retículo sarcoplasmático, que se
palham pelo sarcoplasma.
s iões de cálcio ligam-se aos filamentos finos de actina, libertando o local de ligação á
entos grossos de miosina.
"cabeça" da miosina está, por sua vez ligada a moléculas de ATP, que, ao serem
ansformadas em ADP, fornecem energia para que a actina seja puxada em direcção ao
entro do sarcómero.
sarcoplasma).
Este fenómeno
es
O
"cabeça" dos filam
A
tr
c
82
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Os filamentos de actina deslizam entre os filamentos de miosina, encurtando o sarcómero
sem que o comprimento das miofibrilhas seja alterado. Este processo ocorre
s ATPases da membrana do retículo
sarc l
Este de
energia transferida do ATP produzido pelas numerosas mitocôndrias das fibras
mu l
Muitos
continu
rap m tos, o músculo entra em respiração
ana b
O b
o pote ctário. No entanto, o
pro s orado.
or este motivo é possível que o músculo seja mantido num estado de contracção
árdio) e apresenta
de quantidade de energia, mas involuntária e rítmica.
Y e unem-se a outras
sucessivamente até que o sarcómero é "fechado" completamente, havendo ligação e
libertação entre a actina e a miosina repetidas vezes.
A relaxação é feita mais rapidamente, quando a
op asmático iniciam o bombear do cálcio de volta para o interior desse organito.
slizar, tanto de contracção como de relaxação, é feito, portanto, á custa de gasto de
scu ares.
músculos, principalmente os estriados, podem contrair-se muito rapidamente e
ar a faze-lo durante um certo tempo. Assim, o oxigénio e os nutrientes são
ida ente consumidos, e se não forem repos
eró ia, acumula-se ácido láctico e surge a sensação de fadiga e de dor.
reve período de tempo (entre 1 e 2 milissegundos) que é necessário para restabelecer
ncial de repouso no sarcolema designa-se período refra
ces o de contracção demora cerca de 50 a 100 milissegundos, muito mais dem
P
permanente por estimulação nervosa sucessiva, nunca relaxando. Este fenómeno é
designado tétano ou contracção tetânica. Os músculos esqueléticos geralmente entram
neste estado por breves minutos, em vez de se contraírem e relaxarem em "tiques"
sucessivos. No entanto, se excessivamente prolongado, este estado causa fadiga e pode
levar á ruptura de tecidos e, eventualmente, à morte.
Tecido muscular cardíaco
Este tecido forma a parte contráctil da parede do coração (mioc
simultaneamente características semelhantes ás do músculo esquelético e liso.
As fibras são relativamente longas e estriadas. A contracção é rápida e vigorosa,
consumindo gran
As células apresentam um único núcleo central. São ramificadas em
longitudinalmente através de discos intercalares.
83
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músculo cardíaco apresenta um longo período refractário, ou seja, após uma contracção
Tec o
Este te
digestiv pele, etc.).
Dado que está sob controlo dos sistemas hormonal e nervoso autónomo é involuntário,
esp a
As fibr
actina
estriaçã
relacion
Entre as fibras existe tecido conjuntivo muito irrigado, necessário devido á elevada taxa
metabólica deste músculo.
O
não se consegue contrair durante um certo tempo, o que o impede de se fatigar (esgotar o
ATP presente) como acontece com o músculo esquelético.
id muscular liso
cido forma a componente muscular das estruturas ocas (vasos sanguíneos, tubo
o, sistema reprodutor, glândulas,
eci liza-se em contracções lentas e de longa duração.
as são pequenas, fusiformes e com um único núcleo central. As fibras contêm
e miosina (fibrilhas contrácteis) mas não organizadas, pelo que não apresentam
o transversal, donde deriva o seu nome. Este tipo de célula parece estar mais
ada com o tipo de mecanismo de contracção presente em protozoários e células
as.
vação deste tipo de músculo é bem diferente da que existe nos músculos
ticos, não se formando placas motoras. O neurotransmissor é libertado
mitótic
A iner
esquelé ao longo
do mús , di
Os
red
elev
efic
Com íneos, este tecido é nutrido pelo tecido conjuntivo
adjacen
Tec
culo fundindo-se a longas distâncias.
receptores membranares estão dispersos no sarcolema e o retículo sarcoplasmático é
uzido pois estas células são muito menores que as células estriadas, apresentando
ada razão área/volume. Assim, os movimentos de cálcio podem ser realizados
ientemente com o meio.
o não apresenta vasos sangu
te.
ido nervoso
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te tecido, fundamental na coordenação de todos os restantes, bem como na
descodificação dos estímulos externos e int ado, quase na totalidade, por
élulas altamente especializadas designadas neurónios.
cido nervoso células cuja função é apenas de suporte físico e
utritivo dos neurónios, no seu conjunto designadas neuróglia ou células da glia (do
íneos. Todo este conjunto é banhado por
nem conduzem impulsos nervosos mas comunicam entre si
3:1) e podem apresentar diversas formas (embora de modo
-os e ajudando-os a estabelecer as
ligações correctas entre si, especialmente importante durante o desenvolvimento
central de vertebrados
Es
ernos, é form
c
Num animal grande, os neurónios podem atingir mais de 1 metro de comprimento.
Existem também no te
n
grego glia = cola), e por numerosos vasos sangu
um líquido intersticial ou cefalorraquidiano.
Estas células não geram
através de "gap junctions". As células da glia são mais numerosas que os próprios
neurónios (numa razão de
geral sejam menores que os neurónios) e funções:
• suporte físico dos neurónios, orientando
embrionário - astrócitos;
• isolamento eléctrico dos neurónios, ou de parte deles, com mielina, dando-lhes
uma coloração branca - células de Schwann no sistema nervoso periférico ou
oligodendrócitos ou no sistema nervoso ;
•
• ira sangue-cérebro, que protege o cérebro da entrada de
• nios - astrócitos.
Os ast rvoso central (S.N.C.) e apresentam
olongamentos elaborados, que lhes conferem um aspecto estrelado. Os
rmam-se a partir da medula hematopoiética e compartilham
cara e
• fornecimento de nutrientes aos neurónios;
fagocitose de partículas celulares e detritos em volta dos neurónios - micróglia;
parte importante da barre
substâncias tóxicas transportadas pelo sangue - astrócitos;
manutenção das condições iónicas adequadas aos neuró
rócitos apenasexistem no sistema ne
pr
oligodendrócitos também estão restritos ao S.N.C. e formam uma cobertura laminada
designada mielina em volta de alguns tipos de axónios. A mesma função, mas fora do
S.N.C., é feita pelas células de Schwann. As células da micróglia, cujo nome deriva do
seu reduzido tamanho, fo
ct rísticas com os macrófagos encontrados nos tecidos corporais. Consideram-se,
o, células fundamentais na reacção a danos no tecido nervoso.
rónios apresentam formas muito diversas nos diversos animais e nas diversas
do sistema nervoso de um mesmo animal, embora existam partes fundamentais,
a todos.
os neurónios podem ser divididos em duas zonas principais:
portant
Os neu
partes
comuns
Assim,
1. corpo celular - de grandes dimensões, contém um núcleo e numerosos organitos pois é
mu ito activo na síntese de moléculas químicas designadas neurotransmissores. Não
centríolos pois após a sua diferenciação o neurónio raramente se divide. Um
o de corpos celulares, quando localizados fora do S.N.C. designa-se gânglio;
ngamentos celulares - é por estes prolongamentos que
existem
conjunt
2. prolo os neurónios se ligam a
utros, podendo atingir os 10000 pontos de contacto. Existem dois tipos de
prolongamentos:
o
85
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a de sinal nos neurónios;
• axónio - geralmente único por neurónio, está espe dução do
estímulo a partir do corpo celular, ou s
neurónio. Cada axónio ramificaç
e se ligam, por sua vez, a outros neurón lulas musculares através de
sinapses. Podem ser e e longo
aos dedos dos pés num conjunto de axónios rodeados por tecido
po as da glia
s de Schwann rócitos.
a) axónios mielinizados - de aspecto a isolante
lipídica de mielina produ células é
interrompida nos nódulo ier que
guas. A baínha de ece igu importante na reparação de
neurónios lesados. Estes axónios predominam
na condução do sinal ner
b) axónios amielinizados - de aspecto
não produzem mielina,
• dendrites - (do grego dendron = árvore) geralmente numerosas e especializadas
em conduzir o estímulo nervoso ao corpo celular, sendo, portanto, locais de
entrad
cializado na con
eja, são locais de saída de sinal do
ões terminais designadas telodentrites,
ios ou a cé
apresenta
qu
spantosament
ser humano. Um
s, como os que ligam a medula espinal
conjuntivo designa-se nervo. Os axónios
- célula
dem ser envolvidos por célul
ou oligodend Assim, podem-se encontrar:
branco devido a uma baính
zida pelas de Schwann. Esta baínha apenas
s de Ranv
mielina par
separam duas células de Schwann
almente contí
no S.N.C. e são extremamente rápidos
cinzento, pois as células de Schwann
voso;
predominam no S.N. autónomo de vertebrados e são mais
lentos na conduç nio é comum nos
As l
núcleos vacúolos pouco desenvolvidos ou
inex te
Estas c divisão, sofrendo mitoses mais ou menos
ão do sinal nervoso. Este tipo de axó
invertebrados.
2. Histologia Vegetal.
Tecidos vegetais- Introdução.
A anatomia e morfologia de uma planta, tal como de qualquer outro organismo,
dependem das características das suas células constituintes.
É sabido que todas as células da planta se formam, por mitose, do zigoto, no entanto, a
partir de certa altura o crescimento vegetal está restrito a localizações específicas –
meristemas.
Tecidos de formação ou meristemas
cé ulas que formam os tecidos meristemáticos caracterizam-se por apresentarem
grandes, organitos pouco desenvolvidos,
is ntes e paredes celulares finas.
élulas mantêm a capacidade de
contínuas, de modo a originar os tecidos definitivos da planta.
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Os meristemas podem ser classificados de acordo com diversos critérios, nomeadamente
localização e origem.
Quanto à localização, os meristemas podem ser:
Merist
alongam
Merist
engross
Merist
origina
Qua o
Merist
alongam
primári :
•
os tecidos primários de enchimento ou fundamentais;
• Procâmbio – local culares, em anel,
origina os tecidos c
emas apicais – localizados no ápice caulinar e radicular, onde causam o
ento da planta;
emas laterais – localizados em anel ao longo da raiz e do caule, causando o
amento da planta;
emas intercalares – ao contrário dos restantes, são meristemas temporários,
ndo a formação de novos ramos e folhas.
nt à sua origem, os meristemas podem ser:
emas primários – com origem em células embrionárias, são responsáveis pelo
ento da raiz e do caule, bem como pela formação dos tecidos definitivos
os. Existem três meristemas primários
• Protoderme – forma uma camada contínua de células em volta dos ápices caulinar
e radicular, sendo responsável pela formação dos tecidos dérmicos ou de
revestimento primários;
Meristema fundamental – envolve o procâmbio por dentro e por fora, originando
izado no interior dos ápices caulinares e radi
ondutores primários.
Meristemas secundários – com origem em células já diferenciadas que readquirem
secundariamente a capacidade de divisão, são responsáveis pelo engrossamento das
estruturas e pela formação dos tecidos definitivos secundários. Existem apenas dois
meristemas secundários:
• Câmbio vascular – com origem em células do procâmbio ou em células
parenquimatosas dos raios medulares, localiza-se no cilindro central,
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l as suas células parecem pequenos quadrados mas em corte
ma longa e
•
câmbio
Indepen
células
em teci
Estes te
exteriormente ao xilema primário e interiormente ao floema primário. Em corte
transversa
longitudinal pode perceber-se que existem dois tipos de célula, u
fusiforme que origina as células vasculares e uma curta que origina os raios
medulares;
Câmbio suberofelogénico – com origem em células do córtex, epiderme ou
mesmo do floema, localiza-se na zona cortical, geralmente logo abaixo da
epiderme. As suas células apresentam um corte transversal rectangular e forma
para o exterior súber e para o interior feloderme. Ao conjunto, súber,
suberofelogénico e feloderme, chama-se periderme.
Produtos dos meristemas - Tecidos definitivos
dentemente do modo como os meristemas apicais se encontram localizados, as
por eles produzidas não se encontram organizadas ao acaso mas sim agrupadas
dos.
cidos podem ser classificados segundo diversos aspectos, nomeadamente:
Tipo de tecidos Características
Primários formados a partir de meristemas primários
Origem
secundários
Secundários formados a partir de meristemas
Simples com um único tipo de célula
Con i
s com vários tipos de células
st tuição
Complexo
Dérmicos tecidos de revestimento e protecção
Vasculares solutos
tecidos de transporte de água e/ou
Função
Fundamentais tecidos de preenchimfotossintéticos ou de armaz
ento,
enamento
Parênq
O tipo
meriste
planta,
con e
Estas c
menos
par u
Qua o
clorofi m em caules e mesmo em
raízes de plantas epífitas.
Tecidos Fundamentais ou de Sustentação
uima
básico de célula vegetal corresponde a uma célula de parênquima, com origem no
ma fundamental. Apresentam uma enorme totipotência, podendo regenerar toda a
tendo por esse motivo um importante papel na cicatrização. Por este motivo são
sid rados os tecidos mais simples e menos diferenciados.
élulas formam a grande maioria do corpo da planta e têm uma forma mais ou
cilíndrica, parede celulósica fina e sem parede secundária. As células
enq imatosas são sempre células vivas e com grandes vacúolos no estado adulto.
nd o parênquima apresenta cloroplastos designa-se clorênquima ou parênquima
lino. Este tecido surge não só nas folhas mas també
88
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O c ê
• jadas em filas
apertadas e paralelas, como numa paliçada;
• parênquima lacunoso - células mais ou menospoliédricas e arranjadas livremente,
com espaços ou l
s células parenquimatosas também podem apresentar numerosos tipos de plastos,
igmentos (outros que não clorofilas), substâncias de reserva diversas, etc.,
orte transversal
e celulose, pelo que funcionam como elementos de
caules herbáceos, pecíolos de folhas e a formar a baínha em volta dos
m composto laminar
ormado por desidratação de glícidos, praticamente imune á degradação anaeróbia (por
os decompositores) e de decomposição extremamente lenta em presença de
scleritos - células com forma e tamanho variável. Encontram-se geralmente
ou em caules
la deposição de uma parede
dindo que o fruto rico em materiais
carnudos se desfaça ao amadurecer;
lor nquima pode apresentar-se nas folhas segundo duas disposições:
parênquima clorofilino em paliçada - células alongadas arran
acunas entre si.
A
contendo p
designado-se então parênquima de reserva.
Colênquima
Este é um outro tipo de tecido primário simples, com células parenquimatosas de parede
espessada irregularmente, o que permite a comunicação entre elas.
As células do colênquima são vivas, alongadas, de forma poliédrica em c
e podem mesmo apresentar cloroplastos.
Estas células, formadas pelo meristema fundamental, têm parede secundária rica em
substâncias pécticas, hemicelulose
suporte em órgãos jovens e em crescimento rápido pois as suas paredes elásticas não
oferecem resistência ao alongamento.
Podem ser encontradas em cordões isolados ou como camadas contínuas, abaixo da
epiderme de
tecidos condutores.
Esclerênquima
O esclerênquima é um tecido de suporte complexo, que devido a conter uma parede
secundária não elástica apenas pode ser encontrado em locais onde o crescimento
terminou.
A parede secundária destas células é composta por lenhina, u
f
microrganism
oxigénio, o que lhe confere uma enorme resistência.
Este tecido é formado por três tipos de células:
• e
isoladas (como na polpa das pêras, por exemplo, designando-se células pétreas),
embora possam formar camadas contínuas, junto à nervura de folhas
e sementes. Formam-se a partir de células parenquimatosas por crescimento de
expansões que ocupam os espaços intercelulares e pe
secundária de lenhina. Por vezes este espessamento é tal que a cavidade celular
desaparece. Devido á impermeabilização da lenhina a célula diferenciada morre;
• células pétreas - células de forma arredondada ou oval, relativamente pequenas,
comparadas com os escleritos e fibras, que surgem geralmente na polpa de frutos,
como a pêra, fornecendo suporte e impe
• fibras - células longas e estreitas, de parede uniformemente espessada por
deposição de lenhina. O linho, por exemplo, é formado por fibras com cerca de 70
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mm de comprimento, retiradas da planta do linho. Outras fibras economicamente
importantes são a juta e o cânhamo ou o algodão.
apresenta um tipo de célula
odem ser reconhecidos 4 tipos de células no xilema de uma angiospérmica:
• traqueídos - células relativamente longas e estreitas, com parede secundária
lenhificada, o que as torna células mortas. As suas extremidades transversais são
estreitas e cobertas por uma fina membrana, enquanto as paredes laterais são
espessas e apr cais onde não existe
parede secundária, permitindo a passagem de substâncias. Estas células alinham-
se topo a topo, de modo a facilitar o movi
ais curtas ueídos, apresentam a
lenhificada. Neste caso, as paredes transversais
élulas, alinha
ções, a
ão de á ura
ainda, um á muito mais
ar, que p ara
Nos traqueídos tal não acontecia, não só porque o
or mas ta as
assagem da
omo resulta s
e es que intermeiam as células
com fu vimento
ansporte de ndo igualmente
lema.
os de célu
s - a designa specto
s, que forma o
sempre associadas a células companh ais morrem. O seu
Tecidos vasculares ou de condução
Xilema
O xilema é o tecido de transporte de água e sais minerais através do corpo das plantas.
Trata-se de um tecido complexo, com origem no procâmbio ou no câmbio vascular,
conforme se trate de xilema primário ou secundário.
Nas traqueófitas não angiospérmicas, o xilema apenas
transportadora (traqueídos), sendo um tecido menos eficiente. O surgimento do xilema
com elementos dos vasos foi um dos passos fundamentais para a explosão das
angiospérmicas.
P
esentam mumerosas pontuações ou poros, lo
mento de água no seu interior;
e largas que os traq
Floema
O floema é o tecido complexo de tr
ser primário ou secundário, como o xi
Este tecido apresenta, igualmente, 4 tip
• elementos dos tubos crivoso
das suas paredes transversai
• elementos dos vasos - células m
mesma parede secundária
desaparecem, ficando as c
paredes laterais apresentam pontua
é muito mais eficiente na deslocaç
de suporte. Pode apresentar,
sujeito á formação de bolhas de
as zonas superiores da planta.
diâmetro celular era men
transversais, que impedem a p
• fibras xilémicas - surgem c
elementos dos vasos. São fibras d
transportadoras do xilema;
• células parenquimatosas - células
de soluções no tecido vascular.
das topo a topo, a formar um tubo. As
simples ou aureoladas. Este tipo de célul
gua, mas menos eficiente como estrut
importante problema: est
odem bloquear a passagem de água p
mbém pela presença de membran
s bolhas de ar;
do da pouco capacidade de suporte do
clerênquima
nção de reserva e controlo do mo
soluções orgânicas, pode
las, análogas ás do xilema:
ção destas células vivas deriva do a
m as placas crivosas. Estas células estã
eiras, sem as qu
90
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permanece vivo e funcio ente modificado e
o (não apresentam núcleo, po lo
não é nítida pois o to
celular. Existem filamen la
avés da p a célula seguinte;
ulas vivas e p
substâ s,
otivo, numeros
do semelhant e
sustentação. São as únicas células mortas
vivas,
ntes co
Tecidos dérmicos ou de Revestimento
rimário simples formad
única camada de células que recobrem todo o s
redes
entanto, existem algumas situações (agulhas dos
as paredes são r
uma cutícula, u s
como a cutina, segregada pelas ta
as e arrum ntre
úolos sã u
oplastos, o
es aéreas, loca
egulada por células especializadas (c
elos ou
as epidérmicas, enquanto os pelos das folhas e caules são
pende da no corpo da planta, em
a soluç o em órgãos aéreos
gem con
formada por uma única camada de células vivas, a endoderme envolve a zona
ex (é a sua úl ula destes
a, que cont âncias
das ou tenham penetrado no córtex da raiz.
citoplasma
especializad
e o citoplasma
diferenciação
longitudinalmente, passando atr
• células companheiras - cél
que controlam o movimento de
estabelecendo, por esse m
• fibras floémicas - em tu
nal, embora altam
r exemplo). A separação entre o vacúo
noplasto é destruído durante durante a
tos proteicos que atravessam a célu
laca crivosa para
Igualmente
central das raízes, separando o córt
órgãos.
Tem como função proteger a medul
nocivas que tenham sido absorvi
equenas, de citoplasma activo e denso,
ncias nos elementos dos tubos crivoso
os plasmodesmos com estes;
es às fibras xilémicas, têm função d
do floema;
com função, tal como as do xilema, de
mponentes do floema.
• células parenquimatosas - célula
reserva de nutrientes para os resta
Epiderme
A epiderme, um tecido p o pela protoderme, é constituído por uma
corpo da planta, tal como a pele do
finas, embora a parede externa seja um
vertebrados, por exemplo.
Geralmente estas células apresentam pa
pouco mais espessa que as restantes. No
pinheiros, por exemplo) em que
Nas epidermes aéreas surge
lipídicas
elativamente espessadas.
ma camada não celular de substância
células da epiderme e que apresen
adas compactamente, sem espaços e
o grandes e podem conter pigmentos o
nomeadamente as células do aparelh
is que permitemas trocas gasosas e cuja
élulas guarda).
tricomas. Em regra, os pelos da raiz são
sua localização
ão do solo, enquant
tra insectos, etc.
propriedades impermeabilizantes.
As células epidérmicas são sempre viv
si, com capacidade de divisão. Os vac
taninos. Podem, ainda, apresentar clor
estomático.
Os estomas surgem nas epiderm
abertura é r
É comum as epidermes apresentarem p
simples expansões das célul
multicelulares. A função dos pelos de
raízes aumentam a área de absorção d
evitam a perda excessiva de água, prote
Endoderme
tima camada de células) da med
ém os tecidos condutores, de subst
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ssamentos de a
gem de s
ntes apenas
ssadas com suberina e a parede não espessada virada
para o córtex. Este espessamento, apesar de não cias
, a espaços regulares, as cham
que permitem a passagem em direcção à medula
ntes a ,
a em vo .
io, muito leve e elástico, formado pelo câmbio
aules len
o á deposição na parede secundária de suberina. A
suberina é uma substância lipídica, tornando e s gases e à
ecido c ndo
no caso dos carvalhos ou dos sobreiros, onde forma
substitui a
a perda de água e protegendo o frágil
é lulas
, possibilitando as trocas gasosas com eio.
m-se lentícula
aplica
As suas células apresentam espe
parede celular, permitindo ainda a passa
espessamentos em U - prese
apresentam 3 paredes laterais espe
suberina ou lenhina em alguns locais d
ubstâncias:
em angiospérmicas monocotiledóneas,
total impede a passagem de substân
adas células janela, não espessadas, pela célula logo existem
;
penas em angiospérmicas dicotiledóneas
lta das células, mostrando ao M.O.C
hosos.
pontuações ou bandas de Caspary - prese
este espessamento forma uma band
pequenas pontuações.
Súber
O súber é um tecido secundár
suberofelogénico e apenas presente em c
As células do súber são mortas devid
stas células impermeáveis ao
om diversas camadas de células, pode
epiderme nas suas funções de protecção,
floema.
necessário que estas camadas de cé
o m
água.
Ao contrário da epiderme, o súber é um t
atingir espessuras importantes, como
a cortiça. Quando se forma, o súber
impedindo
Dado que se trata de um tecido impermeável,
sejam interrompidas a espaços regulares
Essas zonas de interrupção designa
s.
ção: Histologia
Exercícios de
Parte I: Histologia Animal
0
co
1) Os tecidos epiteliais de revestimento têm em
mum o fato de estarem apoiados em tecido
conjuntivo e apresentarem reduzida espessura, mesmo
células. Tais características estão justificadas num dos
itens abaixo. Assinale-o.
a) Presença de queratina que impermeabiliza as
células, ficando o tecido conjuntivo responsável pela
sustentação do epitélio.
b) Ausência de vasos sangüíneos, que resulta em
nutrição obrigatória por difusão a partir do tecido
conjuntivo subjacente.
c) Como a função desses epitélios é meramente
revestidora, não há razão para que sejam muito
espessos.
d) Como servem a funções do tipo impermeabilização e
absorção, grandes espessuras seriam desvantajosas.
stecendo ainda, por difusão, o
tecido conjuntivo subjacente.
afirmativa incorreta:
por
apresentar células justapostas com muito pouco
material intercelular.
b) As principais funções do tipo epitelial são:
revestimento, absorção e secreção.
c) Na pele e nas mucosas encontramos epitélios de
revestimento.
d) A camada de revestimento interno dos vasos
sangüíneos é chamada endotélio.
e) Os epitélios são ricamente vascularizados no meio
da substância intercelular.
e) A rede de vasos capilares que irriga
abundantemente esses epitélios torna desnecessárias
grandes espessuras, aba
02) Marque a
a) O tecido epitelial de revestimento caracteriza-se
nas modalidades constituídas por várias camadas de
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03) m relação aos tecidos animais, leia as afirm
abaixo:
I. E os tecid , incluem-se os
ós e cartilag
II. ecidos epit entam as funçõ
revestimento, secreção e sensorial.
III. Todos os m sentam estr
transversais são de contração voluntária.
IV. Os axônios são prolongamentos neuronais que
mente conduzem impulsos nervosos expelidos
elo corpo celular.
V. O tecido ósseo apresenta uma matriz mineralizada,
rígida, no interior da qual se enc
supridas de vasos sangüíneos e
Assinale a letra:
d) Se as afirmativas I, II, IV e V são corretas.
a) as glândulas parótidas d) o cérebro e o cerebelo
um
número a cada uma, utilizando o seguinte código:
laquetas
oxigênio
- Defesa fagocitária e imunitária
Coagulação do sangue
Riqueza em hemoglobina
Capacidade de atravessar a parede dos capilares
tactos para atingir uma região infectada do
rganismo.
scolha dentre as possibilidades abaixo a que contiver
seqüência numérica correta:
) I, II, III, I, II d) I, II, II, I, III
) II, II, III, I, I e) I, II, III, II, III
III, I, III, I, II
6) Dois leõezinhos recém-nascidos abandonados pela
ãe, correm risco de vida. O diretor do zoológico
xplica que "o problema não é só falta de carinho mas
m a falta de colostro, o que significa para os
leõezinhos uma condenação sumária". (Folha da
Tarde, SP) O colostro, referido no texto, é insubstituível
na função de:
) dar energia aos recém-nascidos
embrionários
ctoderma, mesoderma e endoderma) originarão
s-embrionários.
pode originar-se
a) Conjuntivo. d) Muscular.
b) Ósseo. e) Nervoso.
c) Epite
08) Um ntar superar s rdes
e, entre ,
eqüênc de
ondiçõ
anaerobio ste caso, a cãibra é provocada pelo
acúmulo de:
a) glicose d) ácido pirúvico
b) etanol e) ácido acético
c) ácido lático
09 A natureza do impulso nervoso é eletroquímica, e
o
nervosa a uma velocidade ora maior, ora
menor do que a da corrente elétrica num fio condutor
elocidade maior do que a da corrente elétrica
e) mais rapidamente na sinapse do que na fibra
(1) Tecido nervoso (4) Hemácias
) Tecido muscular
( ) Revestimento do corpo e dos órgãos internos
( ) Transporte de oxigênio e gás carbônico
( ) Transmissão de estímulos e respostas
( ) Contração e distenção dos órgãos
( ) Coagulação sangüínea
( ) Secreção glandular
Indique a ordem correta das colunas, de cima para
baixo:
a) 3 - 4 - 3 - 2 - 5 - 1 d) 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 1
b) 3 - 2 - 1 - 3 - 4 - 1 e) 2 - 4 - 1 - 3 - 5 - 2
c) 2 - 5 - 1 - 3 - 4 - 2
11) O "Crack" é uma droga que atua no cérebro,
alterando a fisiologia das sinapses nervosas, o que
pode levar a paradas cardíacas e convulsões. Sobre as
sinapses entre neurônios é INCORRETO
E ativas
ntre
seo
os conjuntivos
inoso.
tecidos
Os t eliais apres es de
úsculos que apre iações
lial.
atleta, ao te eus próprios reco
anteriores, pode exagerar outros sintomas
ia da liberação surgem cãibras como cons
energia pelas células em c
se. Ne
es quase que de
geral
p
ontram células vivas,
nervos.
a) Se todas as afirmativas são corretas.
b) Se as afirmativas I, II e IV são corretas.
c) Se as afirmativas I, III e IV são corretas.
não somente elétrica. Ele se propaga:
a) com uma intensidade proporcional à do estímul
b) na fibra
e) Se as afirmativas I, III, IV e V são corretas.
04) Têm (ou tem) função hematopoiética:
c) com a mesma intensidade, qualquer que seja a
intensidade do estímulo acima de um limiar mínimo
d) com v
b) as cavidades do coração c) o fígado e o pâncreas
e) a medula vermelha dos ossos 10) Relacione:
05) Encontram-se listados abaixo algumas
propriedades, características ou funções dos
elementos figurados do sangue humano. Associe
(2) Tecido epitelial (5) Plaquetas
(3
I. Referente a hemácias
II. Referente a leucócitos
III. Referente a p
- Transportede
-
-
-
in
o
E
a
a afirmar:
a) Possuem mediadores químicos responsáveis pela
transmissão do impulso nervoso entre dois neurônios;
b) Possuem receptores moleculares específicos na
membrana pós-sináptica, onde se ligam os mediadores
químicos;
c) Correspondem a locais onde há continuidade do
citoplasma de um neurônio com o citoplasma de outro;
e) Podem diferir quanto ao tipo de neurotransmissor
presente.
a) muco d) melanina
b) cromatóforos e) clorofila
c) queratina
13) Com relação ao tecido epitelial, considere as
afirmações abaixo:
b
c)
0
m
e
si d) Possuem mediadores químicos denominados
neurotransmissores que ficam armazenados em
vesículas;
12) Nos vertebrados terrestres, aparece, na superfície
da epiderme, uma camada córnea formada por uma
proteína impermeabilizante chamada:
a
b) hidratar os leõezinhos
c) conferir imunidade inicial
d) estimular o instinto de caça
e) desenvolver a agressividade
07) Pode-se dizer que os folhetos
(e
tecidos bem definidos nos períodos pó
Qual dos tecidos relacionados abaixo
a partir dos três folhetos?
93
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4) Os tendões são estruturas formadas,
04) A impregnação por cutina é tipicamente encontrada
nas células do tecido vegetal denominado:
a) esclerênquima. d) epiderme.
b) meristema. e) colênquima.
(I) O epitélio de revestimento do tipo prismático com
microvilosidades é comum aos órgãos relacionados
com a absorção, como o intestino delgado.
(II) As glândulas merócrinas, formadas pelo epitélio
glandular, são aquelas que apresentam um ciclo
secretor completo, ou seja: elaboram, armazenam e
eliminam apenas a secreção.
(III) O epitélio pavimentoso estratificado ceratinizado
apresenta uma única camada de células e recobre a
superfície corporal dos mamíferos.
(IV) As células epiteliais recebem a sua nutrição a partir
do tecido conjuntivo subjacente, uma vez que o tecido
epitelial é avascular.
(V) Denominamos glândulas endócrinas, aquelas que
lançam parte de seus produtos de secreção na
corrente sangüínea e parte em cavidades ou na
superfície do corpo.
Assinale:
a) se todas forem corretas
b) se todas forem incorretas
c) se I, II e III forem corretas
d) se I, IV e V forem corretas
e) se I, II e IV forem corretas
1
principalmente, por tecido:
a) ósseo d) conjuntivo denso
b) muscular e) cartilaginoso
c) adiposo
15) Podemos afirmar que os músculos lisos:
a) contraem-se voluntariamente
b) são também chamados de músculos esqueléticos
c) são encontrados apenas em vertebrados
d) contraem-se lentamente
e) são também chamados músculos cardíacos
Parte II: Histologia Vegetal
01) Alguns insetos sugadores alimentam-se de seiva
elaborada pelas plantas, introduzindo seu aparelho
bucal nas nervuras das folhas. Para a obtenção dessas
substâncias, o tecido vegetal que deve ser atingido
pelo aparelho bucal desses insetos é o:
a) colênquima e parênquima paliçádico.
b) súber e parênquima paliçádico.
c) esclerênquima e colênquima.
d) súber e colênquima.
e) súber e esclerênquima.
08) Sendo:
I - colênquima; III - xilema;
II - esclerênquima; IV - parênquima clorofiliano.
é errado dizer que:
a) I e II são relacionados com a sustentação dos
vegetais.
a) parênquima; c) xilema;
.
sintetizados na folha.
b) III localiza-se no caule e na raiz, não aparecendo
nas folhas.
l função, a fotossíntese.
c) I C - II D - III A - IV B
b) colênquima; d) floema.
02) O tecido responsável pelo crescimento em
c) I é formado por células vivas e II por células mortas.
d) IV localiza-se nas folhas, na forma de parênquima
paliçádico e lacunoso.
e) IV tem, como principa
espessura dos vegetais é o:
a) meristema primário. d) esclerênquima.
b) meristema secundário. e) colênquima.
c) parênquima.
03) Uma planta sofre lesão em determinado local e as
células adjacentes desdiferenciam-se passando a se
dividir e regenerando a região lesada. A essas células
aplica-se o conceito de:
a) meristema primário. d) feloderme.
b) meristema secundário. e) súber.
c) epiderme.
09) Relacione estrutura com função específica e
assinale a alternativa correta:
I - floema; III - xilema;
II - pêlos absorventes; IV - esclerênquima;
A. Aumento da superfície de absorção de água;
B. Transporte de água e sais minerais.
C. Tecido de sustentação.
D. Transporte de solução de substâncias orgânicas.
a) I A - II C - III D - IV B d) I D - II A - III B - IV C
b) I B - II C - III A - IV D e) I C - II D - III B - IV A
c) parênquima.
05) Um dos tecidos vegetais citados a seguir se
encontra em maior proporção em órgãos que
armazenam amido. Esse tecido é o:
a) parênquima. d) tecido meristemático
b) colênquima. e) floema.
c) esclerênquima.
06) O xilema ou lenho é responsável:
a) pela absorção de água e sais minerais.
b) pela condução de substâncias orgânicas liberadas
pelo órgão de reserva.
c) pelo transporte e pela distribuição de água e
nutrientes minerais.
d) pelo transporte e pela distribuição de alimentos
orgânicos.
e) pelo transporte de água e alimentos orgânicos
07) Alguns tecidos vegetais são constituídos por
células mortas, não como uma medida casual, mas
como ponto final de processo de diferenciação celular
tão importante como qualquer outra função
desempenhada por qualquer outra célula viva. São
exemplos de tecidos vegetais constituídos por células
mortas.
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10) A função das estruturas indicadas na figura abaixo é, respectivamente, de:
1 2 3 4
a) proteção fotossíntese absorção transpiração
b) fotossíntese transporte transpiração absorção
c) proteção transpiração transporte trocas gasosas
d) proteção fotossíntese fotossíntese e circulação trocas gasosas
e) circulação de ar transpiração fotossíntese e circulação de ar trocas gasosas
Parte III: Histologia Vegetal – Questões discursivas
11) Um casal de namorados entalhou um coração numa árvore, a 1 metro do solo. Casaram. Ao completar suas bodas
de prata, voltaram ao local. A árvore, agora frondosa, tem o triplo da altura. A que distância do solo está o coração
entalhado? Relacione a posição do coração com o crescimento da árvore.
12) As traqueófitas são plantas com sistemas de condução que garantem uma distribuição eficiente de substâncias.
a) Como são denominados os tecidos responsáveis por esse transporte?
b) Dê a composição das seivas por eles transportadas.
13) Qual o papel dos vasos lenhosos e liberianos no processo de nutrição das plantas?
) fotossíntese;
14) Quando se esbarra em uma planta de urtiga, ocorre forte irritação no local atingido, devido à reação do organismo da
pessoa em resposta à substância urticante produzida pela planta.
a) Que tipo de estrutura produz a substância urticante?
b) A que tecido vegetal pertence essa estrutura?
15) Cite tecidos vegetais onde ocorrem:
a) condução de seiva;
b
c) respiração.
95
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Funções Vitais dos Animais e Vegetais
1. Botânica- Introdução
botanica estuda basicamente, a m ento, suas
e todo tipo de ferramentas e armas. Os vegetais foram empregados também
omo fonte de substâncias tóxicas necessárias à guerra e à caça, de tinturas e pigmentos.
ar várias
entenas de espécies. No século I da era cristã, Dioscórides elaborou um tratado em que
é a História natural
e Plínio o Velho, composta de 37 livros com observaçõessobre horticultura e
,
través da península ibérica, diferentes produtos originários do Oriente e difundiram o
gia das plantas.
Renascimento, que recuperou os valores da cultura clássica e do saber acumulado por
gregos e romanos, provocou um movimento de aproximação da natureza e de afirmação
A orfologia das plantas, seu funcionam
relacções mútuas e com o meio que as circunda e os processos que determinaram seu
actual grau de evolução.
1.1. História Da Botânica
O homem sempre utilizou as plantas como alimento, remédio, material de construção e
no fabrico d
c
O homem primitivo achava-se estreitamente ligado ao meio natural e precisava conhecer
os vegetais aproveitáveis, além dos lugares e épocas do ano em que cresciam. O interesse
primitivo pela botânica caracterizou-se por seu aspecto estritamente prático, traço que
ainda se verifica em povos cujo desenvolvimento se mantém em níveis rudimentares.
Vários milênios antes da era cristã, os chineses haviam elaborados verdadeiros tratados
sobre a utilização de plantas medicinais na cura das mais diversas doenças. Também os
filósofos gregos se interessaram pelo mundo vegetal, embora de forma especulativa e
abstrata. Teofrasto foi o primeiro que, no século IV a.C., dedicou-se a descrever
detalhadamente as plantas mais comuns em seu meio, tarefa que o levou a estud
c
descreveu as propriedades medicinais de aproximadamente 600 plantas. Sua obra teve
ampla difusão e influência, pois foi utilizada como texto nas escolas e faculdades de
medicina até o século XVIII.
Os romanos dedicaram-se mais às aplicações agrícolas e paisagísticas dos vegetais que ao
estudo da botânica. Uma das obras mais significativas da era romana
d
jardinagem. Como ocorreu com muitos outros campos do saber, durante a Idade Média o
estudo da botânica permaneceu estagnado no mundo ocidental.
Os árabes, que mantiveram vivo o interesse pela pesquisa, introduziram na Europa
a
conhecimento de novas espécies vegetais, como o algodão. Utilizavam também plantas
como a beladona e o cânhamo, das quais extraiam drogas e essências, com que
preparavam ungüentos e substâncias diversas. No mundo árabe tiveram início os estudos
metodológicos sobre a morfologia das plantas. No século XI, por exemplo, al-Biruni
analisou as partes que integram regularmente a flor (sépalas, pétalas, estames etc.) e
lançou as bases do que mais tarde se conheceria como diagrama floral, isto é, a
representação gráfica dos componentes florais.
No século XII sobressaíram os trabalhos de santo Alberto Magno, que, com observações
minuciosas e precisas, estudou aspectos da fisiolo
O
96
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s.
botânicos se lançaram à descrição sistemática da
lora autóctone de diferentes regiões da Europa e experimentaram sistemas de
Conrad Gesner estabeleceu um critério básico para
o escreveu uma obra monumental, De plantis libri XVI (1583; Dezesseis
.
a nomenclatura para designar as diversas espécies. A diferenciação
exual das plantas foi demonstrada de forma definitiva pelo naturalista alemão Rudolph
de classificação botânica baseado na análise dos
rgãos florais das plantas superiores, nos quais distinguiu os tipos de pétalas, sua
chegaram a um resultado positivo com o sueco Carl von Linné,
da capacidade do homem para observar por si mesmo os fenómenos naturais.
Anatomistas, físicos, astrónomos, inventores e artistas retomaram a exploração dos
diversos campos do conhecimento. Idéias que durante séculos haviam permanecido
cristalizadas, impedindo o progresso das ciências e das técnicas, foram substituídas por
novos conceitos. A renovação do interesse científico chegou também à botânica: no
século XV se formaram os primeiros herbários, onde as plantas, colectadas e conservadas
de maneira adequada, eram classificadas, ordenadas e comparadas umas com as outras,
segundo certos critério
Ao longo do século XVI foram criados na Europa os primeiros jardins botânicos. Neles
eram cultivadas plantas exóticas, coletadas nas viagens de exploração que naquela época
se faziam à América e à Ásia. Alguns
f
classificação mais rigorosos.
classificar as plantas superiores, baseado nos órgãos florais, mais rigoroso que outros
empregados então, como os detalhes morfológicos ou o aspecto das folhas e do talo.
Andrea Cesalpin
livros sobre plantas), em que aplicava um sistema baseado nos caracteres da flor, do fruto
e do embrião
Estimulados pelo descobrimento de novas espécies americanas, como a batata, o tabaco e
a batata-doce, alguns países europeus empreenderam expedições em busca de outras
espécies economicamente aproveitáveis. Entre as viagens de exploração e pesquisa,
salientaram-se as do religioso francês Charles Plumier ao Peru e a do naturalista espanhol
Francisco Hernández ao México. Este último foi enviado por Filipe II e redigiu uma
grande obra em 17 volumes na qual reuniu observações sobre as plantas mexicanas de
aplicação terapêutica.
Século XVII. O botânico inglês John Ray descreveu milhares de espécies e distinguiu as
dicotiledôneas- plantas superiores cujo embrião apresenta dois cotilédones -- das
monocotiledôneas, que têm um único cotilédone. Estudou também a estrutura das
sementes e propôs um
s
Jakob Camerarius, que atribuiu aos estames das flores a função de órgãos reprodutores
masculinos na obra Epistola de sexu plantarum (1694; Carta sobre o sexo das plantas).
A utilização do microscópio permitiu o estudo dos tecidos vegetais. O britânico Robert
Hooke descobriu as células vegetais ao examinar amostras de cortiça, e o italiano
Marcello Malpighi estudou a anatomia vegetal. O pesquisador francês Pitton de
Tournefort definiu um critério preciso
ó
disposição, simetria etc.
As tentativas de estabelecer uma classificação racional dos vegetais, levadas a cabo nos
séculos precedentes,
97
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onhecido como Lineu, que propôs uma nomenclatura pela qual se atribuíam a cada
o longo do século XVIII, aprofundou-se o estudo da química e da fisiologia dos
z descobriu que as plantas absorvem dióxido de
-Antoine de Bougainville e Joseph de Jussieu à
mérica do Sul e às ilhas do Pacífico, e por James Cook à Oceania contribuíram para
e espécies florais conhecidas. Do mesmo modo, Michel Adanson
olução das espécies, em
idéias, mas foram Charles Darwin e
mecanismo pelo qual tal evolução seria possível foi denominado seleção
u
nospermas (com sementes a descoberto).
foi o suíço Augustin Pyrame de
a fitogeografia.
n, que
descreveu a célula como unidade básica e universal de que se compõem os seres vivos, e
c
espécie dois nomes em latim: o primeiro correspondia ao gênero e o segundo à espécie.
Lineu estabeleceu também uma hierarquia na qual apareciam agrupadas as plantas de
características semelhantes. O mesmo princípio foi aplicado ao reino animal e, desde
então, o sistema de Lineu é universalmente utilizado para designar e classificar todos os
organismos vivos.
A
vegetais. O holandês Jan Ingenhous
carbono (CO2) no processo denominado fotossíntese, por meio do qual sintetizam
substâncias orgânicas a partir de compostos inorgânicos. O britânico Stephen Hales
analisou o mecanismo de circulação da seiva e mediu a transpiração das folhas e o
crescimento das raízes.
As expedições realizadas por Louis
A
enriquecer o catálogo d
passou cinco anos no Senegal pesquisando a flora africana e Alexander von Humboldt
percorreu grande parte do continente americano estudando a distribuição das espécies
autóctones.
No século XIX, muitos naturalistas levantaram a hipótese da ev
oposição à teoria da fixidez, segundo a qual os seres vivos permanecem invariáveis
quanto à forma e à estrutura. Jean-Baptiste Lamarck postulou a transformação dos
organismos ao longo do tempo e a transmissão por herança dos caracteres adquiridos.
Outros naturalistas retomaram e propagaram essas
AlfredRussell Wallace os que lançaram as bases de uma teoria sólida e documentada
sobre a evolução, após colecionar exaustivamente provas fósseis, geográficas, anatômicas
e fisiológicas. O
natural, que só permite a sobrevivência e reprodução dos indivíduos mais aptos.
Junto a esses importantes progressos destacaram-se também os estudos de alguns
botânicos, como o francês Gaston Bonnier, sobre a influência do meio na flora e sobre a
relação da altitude com a distribuição das espécies vegetais. O escocês Robert Brown de
uma notável contribuição ao estudo sistemático das espécies ao agrupar as plantas em
duas grandes subdivisões: angiospermas (com flores providas de pétalas e sementes
encerradas em frutos) e gim
Outra personalidade relevante da botânica da época
Candolle, autor de uma extensa obra em que classifica e descreve todos os grupos
botânicos conhecidos em seu tempo. É considerado um dos fundadores d
Entre os cientistas dedicados à pesquisa da célula vegetal destacaram-se Hugo von Mohl,
que estudou o protoplasma ou massa celular fundamental; Matthias Jakob Schleide
98
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aos trabalhos de
processos
enças.
icos e genéticos.
isões da botânica
ática, ou taxonomia, tem como objecto a ordenação e classificação
as plantas.
morfologia vegetal estuda a forma e estrutura das plantas e comporta várias
ia, ou morfologia externa, que descreve os traços exteriores
o dos tecidos dos
os tecidos; a citologia,
ue estuda as células, elementos constituintes dos tecidos; a microscopia eletrônica, que
entos; a
acompanhar as fases de
des
A f e seus
órgãos, tecidos e células. Ocupa-se de temas como a nutrição vegetal, as relacções entre a
Alé d
fitopat
estuda
fitogeografia, que descreve e explica a distribuição das plantas segundo o clima, a
Eduard Adolf Strasburger, que demonstrou o papel predominante do núcleo na divisão
celular. Também nessa época se estabeleceram os fundamentos da genética, ciência que
trata da transmissão dos caracteres biológicos entre gerações, graças
Gregor Mendel. As leis por ele descobertas passaram despercebidas até que no início do
século XX outros biólogos as trouxeram à luz. As alterações que em muitos casos se
observam na herança das características biológicas das plantas, conhecidas como
mutações, foram examinadas por Hugo de Vries.
O desenvolvimento das diversas disciplinas da botânica seguiu um caminho paralelo ao
das demais ciências biológicas. O emprego de técnicas progressivamente mais apuradas
permitiu o estudo aprofundado das estruturas vegetais, assim como dos
químicos e físicos que nelas têm lugar. Exemplo disso foi o conhecimento das reações
que se produzem na fotossíntese, fenômeno essencial para a vida. Os progressos da
genética permitiram o cruzamento entre espécies de diferente dotação genética, com a
obtenção de híbridos que apresentam melhor rendimento e maior resistência a condições
adversas ou do
Nas últimas décadas do século XX descobriram-se novas espécies e estabeleceram-se
critérios de classificação mais rigorosos e precisos, baseados na análise das proteínas e
em estudos embriológ
1.2. Subdiv
A botânica divide-se em três grandes ramos- a botânica sistemática, a morfologia
vegetal e a fisiologia vegetal- subdivididos em grande número de disciplinas
especializadas.
A botânica sistem
d
A
subdivisões: a organograf
mais característicos das plantas; a morfologia comparada, que confronta formas e
estruturas de diferentes espécies; a anatomia, que trata da organizaçã
órgãos vegetais; a histologia, que estuda a estrutura microscópica d
q
examina as organizações celulares, invisíveis sem o auxílio de instrum
embriologia, que procura, pelo estudo do zigoto,
envolvimento dos vegetais.
isiologia vegetal dedica-se ao estudo dos processos vitais e funções da planta
planta e o solo, o crescimento, a resposta aos factores ambientais, a reprodução, a
germinação e outros.
m esses três grandes ramos, existem outros campos de estudo da botânica, como a
ologia, ou estudo das doenças que acometem os vegetais; a paleobotânica, que
os organismos fósseis e a flora existente na Terra em épocas remotas; a
99
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altitude
comun ntes espécies; e a ecologia, que se ocupa das relações
das a
O prog
subdisc
musgos agrostologia (estudo das
ctivo desenvolver técnicas que podem ser empregadas
na o
compre
de esp
horticu plicada e a bacteriologia aplicada.
1.3. Pla
A class
230000
últimos
como as belas cores outonais das folhas das árvores.
tas plantas evoluíram de modo a estarem perfeitamente adaptadas à vida em meio
terrestre e em contacto com animais
etc.; a sociologia vegetal ou fitossociologia, que trata das associações e
idades que formam as difere
pl ntas entre si e com o ambiente.
resso dos estudos especiais de certos grupos de plantas levou à organização de
iplinas específicas dentro da botânica, dentre as quais a briologia (estudo dos
), a pteridologia (estudo dos pteridófitos) e a
gramíneas).
A botânica aplicada tem como obje
res lução de problemas práticos relacionados aos vegetais. Entre as disciplinas que
ende incluem-se a agronomia (cultivo de plantas em geral), a silvicultura (cultura
écies florestais), a pomicultura (cultivo de frutos comestíveis), a floricultura, a
ltura, a virologia a
nta - Flor, Fruto e Semente
e das angiospérmicas é a maior dos organismos fotossintéticos, incluindo mais de
espécies. As angiospérmicas dominam completamente o mundo vegetal dos
100 milhões de anos. Sem elas não existiriam as cores das flores e frutos, bem
Es
.
1.3.1. Caracterização
s características vegetativas destas plantas são muito variadas, variando desde os
ais de 100 metros de altura e e 20 metros de diâmetro, até
onocotiledóneas
A
eucaliptos gigantes com m
m flutuantes não maiores que 1 mm de comprimento.
Todas as angiospérmicas, com muito poucas excepções, são de vida livre, embora
xistam seres saprófitos e parasitas, não apresentando clorofila.
Estas plantas saprófitas estabelecem obrigatoriamente relações com um fungo
icorrízico
e
m , o qual, por sua vez, está associado a uma outra planta fotossintética. Deste
go serve de intermediário entre a planta fotossintética e a saprófita, o que a
rnaria mais um organismo parasita que saprófito.
cerca de 2800 dicotiledóneas
modo, o fun
to
Existem e cerca de 200 monocotiledóneas parasitas, que
ormam estruturas de absorção especializadas - haustórios - que penetram nas células
o hospedeiro.
sucesso das angiospérmicas em meio terrestre reside, em parte na presença de
lementos dos vasos, o que torna o seu xilema
f
d
O
e mais eficiente no transporte de água.
Outro aspecto fundamental para esse sucesso é a presença de folhas largas, com uma
tremenda capacidade fotossintética. Este tipo de folha perde enorme quantidade de água
por evaporação, mas a presença de um xilema tão eficiente compensa essa dificuldade.
da das folhasA que no Inverno permite uma poupança de energia quando as condições
não são as ideais, bem como impede a destruição e acumulação de danos nessas
estruturas fundamentais.
100
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s folhas das angiospérmicas são de crescimento rápido, principalmente nas plantas
insectos
A
herbáceas, o que lhes permite sobreviver á herbivoria.
As angiospérmicas, desenvolveram uma estrutura especialmente bem adaptada á
reprodução sexuada em meio terrestre e em presença de animais, a flor.
A polinização por , atraída por flores vistosas e néctar, foi seleccionada devido á
ua elevada eficiência, o que levou, por sua vez, conduziu a uma vantagem na presença
flores monóicas (o insecto
s
de transporta dois tipos de pólen numa única viagem).
is notórias das angiospérmicas, mas no
flores vermelhas, laranjae amarelas, por exemplo, devem a sua cor a
pig
fotossin utotróficos.
No t
(como
Nas fol
a passa
As ant
meio ác
A taxa
A cor das flores é uma das características ma
entanto, é devida a uma concentração de pigmentos que existem em todas as plantas,
apenas não se encontram concentrados numa estrutura como neste caso.
A enorme variedade de cores das flores é devida a um número muito reduzido de
pigmentos:
mentos carotenóides semelhantes aos encontrados nas folhas e estruturas
téticas de muitos outros organismos a
en anto, os pigmentos mais importantes para a cor das flores são os flavonóides
as antocianinas, por exemplo), compostos com dois anéis de carbono de 6 átomos.
has estes pigmentos barram a radiação U.V., perigosa para os tecidos, permitindo
gem de radiação azul, verde e vermelha, importante para a fotossíntese.
ocianinas produzem diversas cores, dependendo do pH do meio: vermelho em
ido, violeta em meio neutro e azul em meio básico, por exemplo para a cianidina.
reprodutora é duas a quatro vezes maior que as gimnospérmicas pois produzem
es com elevado conteúdsement o em reservas e com menor necessidade de luz para a
ger
A prod
dispers
frequen
minação.
ução de frutos carnudos e apetitosos permite á planta “utilizar” os animais na
ão das sementes neles contidas. As sementes, elas próprias, apresentam
temente ganchos e espinhos que se agarram ao pelo dos animais, que as espalham
conscientemente. in
O seu sucesso deve-se, portanto, á sua excepcional adaptação á vida em terra e com
animais.
Esta divisão inclui dois grandes grupos, as monocotiledóneas com cerca de 65000
espécies e as dicotiledóneas, com cerca de 170000 espécies. As semelhanças entre estes
modificadas (férteis e estéreis),
Uma flor monóica típica apresenta três tipos de órgãos:
ãos de suporte – órgãos que sustentam a flor, tais como:
• pedúnculo – liga a flor ao resto ramo;
• receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as
restantes peças florais;
dois grupos são bem maiores que as diferenças, apesar de serem facilmente
reconhecíveis.
1.3.2. Estrutura da flor
A flor é um ramo modificado, formado por folhas
formando anéis concêntricos em redor do eixo central de sustentação.
As angiospérmicas podem apresentar flores dióicas ou monóicas.
órg
101
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rgãos de protecção – órgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas,
rotegendo-as e ajudando a atrair animais
ó
p polinizadores. O conjunto dos órgãos de
rotecção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua. Destes fazem parte:
• cálice – conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois
proteger a flor quando em botão. A flor
unto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas,
p
geralmente são verdes. A sua função é
sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto
(tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso diz-se que o
perianto é indiferenciado;
• corola – conj
com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. A flor sem
pétalas diz-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas), e for semelhante a
pétalas diz-se petalóide. Também neste caso, o perianto se designa
externo e as
s. São constituídas
por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao
nte
indiferenciado;
órgãos de reprodução – folhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e
designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais
folhas férteis femininas o interno:
• androceu – parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são
folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângio
limbo da folha);
• gineceu – parte feminina da flor, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou
esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada
ovário, dado que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário
formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina
numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, designada estigma. Geralme
o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.
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ão exemplos de
apresenta três camadas de células, com funções bem
dida que a antera amadurece, estas células
-determinada. O mecanismo de libertação dos esporos é,
Uma flor que apresente os quatro anéis concêntricos (sépalas, pétalas, estames e carpelos)
diz-se completa, enquanto uma flor a que falte um dos anéis, seja um anel fértil ou estéril,
diz-se incompleta.
Se uma flor apresenta simetria radial diz-se actinomorfa, enquanto flores com simetria
bilateral se dizem zigomorfas.
As flores agrupadas em conjuntos formam inflorescências. S
inflorescências as margaridas e os girassóis. Cada uma destas “flores” consiste em
numerosas pequenas flores, organizadas numa base alargada, apresentando um único
pedúnculo.
1.3.2.1. Estrutura dos esporófilos masculinos
No estame, a zona mais importante do ponto de vista da reprodução é a antera. A antera
apresenta sulcos longitudinais que a dividem em dois lobos ou tecas, cada uma contendo
dois sacos polínicos. A antera
distintas:
• camada de células epidérmicas - tal como todo o corpo da planta, a antera está
envolvida por células de protecção;
• camada mecânica – localizada imediatamente abaixo das células epidérmicas. As
células desta camada, grandes e de contorno muito regular, apresentam uma
parede celular muito espessada. Á me
perdem a água, provocando o rasgar da antera e consequente libertação dos
esporos no seu interior. A ruptura ocorre sempre na mesma zona da antera, entre
os sacos polínicos, já pré
como se pode verificar, devido a um mecanismo semelhante ao que existe nos
esporângios de fetos;
• camada nutritiva – a designação destas células já revela a sua, importante,
em anteras jovens, em que os esporos
a antera madura.
Os sacos nos ou microsporângios, e no seu interior
enco a
Atenden
células q células-mães dos grãos de pólen.
s grãos de pólen apresentam dois tegumentos envolventes, um externo – exina -, poroso
espesso, com esculturações características da espécie e um interno – intina – mais fino e
embrana citoplasmática.
função, pois é através delas que as células que irão originar os esporos se
alimentam. Esta camada apenas é visível
não foram já libertados, pois não tem qualquer função num
polínicos são os esporângios masculi
ntr m-se as células-mães dos esporos, que, por meiose, irão originar os esporos.
do a que os esporos se designam, neste caso, grãos de pólen ou micrósporos, as
ue lhes dão origem são as
O
e
celulósico, directamente em contacto com a m
Quando ainda se encontram encerrados nas anteras, os grãos de pólen iniciam a sua
germinação sofrendo uma mitose não seguida de citocinese, obtendo-se uma célula com
dois núcleos: núcleo germinativo e núcleo vegetativo.
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polinização entomófila.
nículo.
a-se a célula-mãe do saco embrionário ou célula-mãe do
acrósporo. Esta célula vai sofrer meiose, dando origem a quatro células. Destes, três
generam, sendo o restante o esporo feminino ou saco embrionário.
uas células sinergídeas,
o centro estão dois núcleos polares, que
o germinado deste modo corresponde ao gametófito feminino: saco embrionário
germinado ou macroprotalo. O gametófito feminino desenvolve-se dentro da parede do
óvulo, ou seja, do macrosporângio, o qual continua preso á planta adulta. Os grãos de
pólen germinados (com núcleo vegetativo e germinativo) libertam-se da antera e são
levados atéao estigma de uma flor da mesma espécie por um processo designado
polinização.
Para que os grãos de pólen sejam libertados dá-se a deiscência das anteras, em zonas de
fractura já previstas, podendo os esporos ser conduzidos ao esporófilo feminino através
do vento – polinização anemófila – ou por insectos –
1.3.2.2. Estrutura dos esporófilos femininos
Os carpelos são constituídos por três zonas principais: ovário, estilete e estigma.
No caso da açucena, por exemplo, o ovário é formado por três lóculos, câmaras fechadas
onde se encontram os óvulos, presos á parede do ovário através de um pedúnculo
designado fu
Atendendo a que cada carpelo apenas apresenta um ovário, e que este, por sua vez,
apenas contém uma cavidade, compreende-se que a açucena, tal como muitas outras
plantas, apresenta três carpelos fundidos (sincarpelos).
Os óvulos estão envolvidos por dois tegumentos, um mais externo – primina – e outro
mais interno – secundina. Estes tegumentos rodeiam o nucelo, o tecido fundamental do
óvulo, mas não totalmente pois deixam uma abertura designada micrópilo.
No interior do nucelo diferenci
m
de
A germinação do saco embrionário inicia-se com três mitoses sucessivas, sempre sem
citocinese, formando-se oito núcleos haplóides.
Estes núcleos vão-se dispor de um modo mais ou menos constante nas várias espécies já
estudadas: junto ao micrópilo localiza-se a oosfera, rodeada por d
que contêm um citoplasma rico em mitocôndrias, RE e outros organitos, pois
desempenham um papel fundamental na entrada do tubo polínico, para a fecundação.
As sinergídeas também protegem a oosfera, funcionando, nesse aspecto, como os
arquegónios das plantas não angiospérmicas.
No polo oposto do óvulo estão três células antípodas, cuja função ainda é desconhecida,
embora sejam capazes de produzir hormonas, e a
acabam por se unir originando um núcleo diplóide designado mesocisto.
O espor
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1.3.2.3. Fecundação
Os grãos de pólen aderem ao estigma por intermédio de uma substância viscosa e
nutritiva, por este segregada. Esta substância vai permitir o continuar do desenvolvimento
do grão de pólen, fornecendo alimento e hormonas de reconhecimento químico.
As esculturações da exina também garantem que a polinização se está a realizar entre
indivíduos da mesma espécie. Mesmo quando estes mecanismos de reconhecimento
falham, as fases seguintes da reprodução não decorrem e não existe fecundação.
Uma vez em contacto com o estigma, o grão de pólen absorve água, proveniente das
células do estigma, devido á existência de um gradiente de potencial hídrico.Tanto o
estigma como o estilete são estruturas especializadas em facilitar a germinação do grão
de pólen e o crescimento do tubo polínico, pois produzem nutrientes e conduzem o tubo
em direcção ao ovário. Na maioria das angiospérmicas o estilete é sólido, crescendo o
tubo tanto entre como por dentro das suas células.
O passo seguinte da germinação do grão de pólen é a formação do tubo polínico, uma
expansão da membrana que se desenvolve através de poros da exina.
O tubo polínico cresce devido á presença do núcleo vegetativo, que se deslocou para a
sua extremidade. Durante o crescimento do tubo polínico, o núcleo germinativo desloca-
se, ta
antero ó
como o g
O tub p
estilete,
degenera
na oosfe
Nessa al
ocorr
enqua to
endos
O e o
excepc
gametó
Atende
com e
mbém, para o seu interior e sofre uma mitose, formando dois núcleos designados
z ides ou núcleos espermáticos. Pode, portanto, considerar-se o tubo polínico
ametófito masculino ou microprotalo.
o olínico cresce até atingir o óvulo, atravessando o tecido maciço do estigma e do
penetrando através do micrópilo até atingir uma das sinergídeas, cuja
ção se iniciou com a polinização. O tubo polínico não penetra, no entanto, nem
ra, nem no mesocisto.
tura, os anterozóides (que são apenas núcleos, não esquecer) são libertados e
e uma dupla fecundação: um dos anterozóides fecunda a oosfera e origina o zigoto,
n outro fecunda o mesocisto e origina uma célula triplóide designada célula-mãe
perma. Existem algumas angiospérmicas em que se formam mais do que dois do
núcleos polares, pelo que o tecido de nutrição resultante da dupla fecundação pode
apresentar número de plóidia superior a três.
Após a dupla fecundação, o núcleo do tubo, a restante sinergídea e as antípodas
degeneram. O crescimento destas células, por mitoses, irá originar o embrião e o
end pos erma, respectivamente.
nd sperma é um tecido de reserva que alimenta o embrião. Dada a sua natureza
ional (é um tecido triplóide), o endosperma não pertence nem á geração
fita, nem a geração esporófita.
ndo a que toda esta estrutura está envolvida pelos tegumentos do óvulo, pode-se
pr ender melhor a composição da semente:
• embrião – resultante do zigoto, por mitoses sucessivas;
•
, protegendo a semente, tal como protegiam
o macrosporângio.
• endosperma – também designado albúmen, é um tecido triplóide com elevado
conteúdo em substâncias de reserva;
tegumentos de protecção (casca) – formados a partir da primina e secundina,
que se espessam e impermeabilizam
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o
e de tal acontecer.
em alturas diferentes, uma situação muito comum que acaba por
iste a auto-incompatibilidade
essas plantas
utopolinizam-se em botão, nunca chegando a abrir a flor, embora na sua maioria tal
damente quando as
áveis e tão bem adaptados e pela independência em
is ou out ores que p
ia a predom utopoliniza nde os animais
os, como altas mon los. No penas é
existir um g número de indivíduos da mesma espécie numa área
da.
smo modo que as f am pela sua relação ização, também os
o da sem uanto a semente se
ar- eja, o fruto é
aduro, que po
, é após a polin
casos, como nas bananas c r esse motivo, essas bananas
ão apresentam sementes, bastando que as flores sejam sujeitas a um tratamento com
ormonas reguladoras de crescimento. Este fenómeno é designado partenocarpia. Numa
situação normal, no entanto, as paredes do ovário formam o pericarpo do fruto, ou seja,
todos os tecidos que não pertencem á semente.
Fecundação cruzada vs. Autofecundação
Tal como em qualquer outro organismo que se reproduza sexuadamente, a fecundaçã
cruzada é um aspecto de vital importância para as angiospérmicas, pelo que estas plantas
apresentam características que aumentam a probabilidad
A estrutura da flor é uma das formas mais simples de garantir a fecundação cruzada,
podendo estas ser monóicas ou dióicas. Em plantas com flores dióicas, estas podem
encontrar-se em indivíduos diferentes (como no chorão, por exemplo) ou no mesmo
indivíduo (como nos carvalhos). Neste último caso, as flores geralmente amadurecem em
alturas diferentes, obrigando á fecundação cruzada.
Em plantas com flores monóicas, pode acontecer que os estames e os arquegónios
amadureçam
corresponder a uma flor dióica do ponto de vista fisiológico.
Igualmente comum é a separação espacial dos estames e carpelos, geralmente com os
estigmas localizados muito acima das anteras, favorecendo a polinização cruzada.
Complementando todos estes aspectos morfológicos ex
genética, que impede a germinação do grão de pólen de um indivíduo geneticamente
igual. Este mecanismo pode actuar um pouco mais tarde, impedindo o desenvolvimento
do zigoto.
Apesar de todos estes mecanismos elaborados, muitas angiospérmicas "optam" pela
autopolinização. Estas plantas apresentam geralmente flores menores e menos vistosas
que as restantes pois não necessitam de atrair polinizadores. Algumas d
a
aconteça.
A autopolinização pode ser vantajosa em certas circunstâncias, nomea
condições são est
ma
os organismos es
relação aos ani
Assim é notór
ros agentes polinizad
inância de plantas a
roporciona.
das em locaiso
são rar tanhas ou perto dos pó entanto, este método a
eficiente se rande
relativamente reduzi
1.3.3. Fruto
Do me lores evoluír com a polin
frutos evoluíram por rela
desenvolve a partir do óvu
ção com a dispersã ente. Enq
lo, o ovário está a transform
de ou não incluir outras peças fl
ização e fecundação que o frut
omerciais, tal não é necessário. Po
se num fruto, ou s
orais.
se desenvolve mas em alguns
um ovário m
Geralmente o
n
h
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O pericarpo tem três camadas distintas, bem ilustradas pela estrutura, em corte, de uma
maçã:
• endocarpo- a camada mais interna, resulta das células epiteliais que rodeiam a
cavidade do ovário (lóculo). Na maçã corresponde á camada, muito fina e com
olve a “estrela” central, onde se localizam as sementes; textura de papel, que env
• mesocarpo– a camada intermédia, resulta do parênquima das paredes (tecido
fundamental) do ovário. Geralmente, é rico em substâncias nutritivas e
saborosas, como no caso da maçã, mas existem frutos em que tal não se verifica.
As substâncias nutritivas ajudam á dispersão das sementes, atraindo animais que
delas se alimentam, não são utilizadas para o desenvolvimento do embrião;
• exocarpo– camada mais externa, resulta das células epidérmicas que envolvem
o ovário e o carpelo. Formam a casca dos frutos, como a maçã.
Estas diversas partes de um fruto nem sempre são tão nitidamente delimitadas ou
apresentam esta forma, mas a sua origem mantém-se inalterada.
Os frutos podem ser classificados em relação a diversos aspectos, sendo o mais comum a
disposição dos carpelos a partir dos quais se formam. Assim, os frutos podem ser:
• Frutos simples- desenvolvem-se a partir de um único carpelo ou de vários
carpelos fundidos. Estes frutos são os que apresentam uma maior variedade,
podendo ser secos ou carnudos (macios e com grande quantidade de substâncias
nutritivas). Os frutos secos podem ser deiscentes ou indeiscentes, consoante se
abrem após a separação da planta para a libertação das sementes ou não;
• Frutos agregados- desenvolvem-se a partir de carpelos soltos de uma mesma
flor, como o fruto da magnólia ou o morango;
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omo o ananás. Estes frutos fundem-se ao eixo
ntes, função que desempenha com
enorme ntária) dos animais. Quando os animais vertebrados
com
lhes ca ano, antes desgasta o tegumento rígido, facilitando a germinação.
Est s ssibilitadas de
ger
uando os frutos carnudos amadurecem, a acção da hormona vegetal etileno provoca um
umento do teor de açúcar, um amolecimento e, geralmente, uma mudança de coloração
resentar sabores desagradáveis quando verdes. A mudança de
ta cor não é visível
• Frutos múltiplos- desenvolvem-se a partir de gineceus de mais de uma flor, ou
seja, de uma inflorescência, c
portador das diversas flores.
A função do fruto é ajudar á dispersão das seme
sucesso, com a ajuda (involu
em frutos carnudos, engolem as sementes. A passagem destas pelo tubo digestivo não
usa qualquer d
e a pecto pode ser levado a extremos, estando as sementes impo
minar se não forem escarificadas por este processo.
Q
a
do verde para o vermelho, amarelo, azul ou preto. Este facto permite que o fruto não
maduro passe despercebido na folhagem. Se tal não for suficiente para desencorajar os
animais, os frutos podem ap
cor do fruto é o sinal da planta de que as sementes se encontram maduras e prontas para a
dispersão.
Não é por acaso que a maioria dos frutos maduros são vermelhos. Es
para os insectos, misturando-se com a folhagem envolvente. Os insectos são demasiado
pequenos para dispersarem as sementes grandes, enquanto os vertebrados, para quem a
cor vermelha é particularmente atractiva, o podem fazer.
Outras plantas podem dispersar as suas sementes e frutos com a ajuda do vento ou da
água, pelo que muitos deles apresentam pequenas expansões ou reservas internas de ar,
que ajudam á flutuação.
Algumas plantas lançam as sementes e os frutos, por vezes a distâncias superiores a 15
metros, geralmente devido a movimentos de libertação brusca de energia que ocorre
devido á desidratação do pericarpo ou das estruturas de protecção do fruto.
Quadro comparativo de características de Mono e Dicotiledóneas
Características Dicotiledóneas Monocotiledóneas
Peças florais múltiplos de 4 ou 5 múltiplos de 4
Pólen com 3 sulcos ou poros com um sulco ou poro
Cotilédones Dois Um
Ner ç Paralela va ão da folha em rede
Fei
pri r
xes vasculares
má ios no caule em anel único disposição complexa
Rai Aprumada Fasciculada z
Crescimento secundário tipicamente presente Ausente
Exemplos
todas as árvores e arbustos
(excepto as gimnospérmicas) e
gramíneas,lírios,
antúrios, palmeiras, etc.
a maioria das ervas
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binada da sua herança
O aspecto final de uma planta é determinado pela acção com
genética e dos factores ambientais, tal como a luz, gravidade, temperatura ou
características do solo.
As angiospérmicas apresentam uma enorme variedade de formas mas essas diferenças
s e raízes resultam não apenas dos tecidos que as
são mais quantitativas que qualitativas.
As diferenças entre folhas, caule
compõem mas, sobretudo, do arranjo e proporções desses tecidos nos órgãos.
Nas plantas o crescimento é contínuo, prolongando-se toda a vida, mas está limitado a
certos locais – meristemas – e resulta da divisão celular e da absorção de água para um
grande vacúolo celular.
Assim, tem-se dois aspectos a considerar no desenvolvimento embrionário das
angiospérmicas: o desenvolvimento do embrião e o desenvolvimento do endosperma.
1.3.3.1. Formação do endosperma
O zigoto das angiospérmicas não apresenta reservas alimentares próprias, pelo que está
rodeado por células que sintetizam activamente nutrientes. O tecido nutritivo deriva do
desenvolvimento de uma célula triplóide (célula-mãe do endosperma).
o embrião. O endosperma é um tecido
de r
hormon
1.3.3.2
O zigo
Esta di
a calaz suspensor (virada para o micrópilo), que ligará o primeiro ao resto da
sem
Ao cre
nomead
que o e embrião
resce o suspensor degenera.
ente apenas ocorrem em zonas específicas – zonas meristemáticas
Por este motivo, o embrião é dependente desse tecido até á germinação da semente, que
pode ocorrer muito tempo após a fecundação (meses, anos ou mesmo milhares de anos).
O desenvolvimento do endosperma é anterior ao d
est utura muito simples, contendo reservas de amido e com capacidade de sintetizar
as.
. Formação do embrião
to tem polaridade pois a primeira divisão é sempre perpendicular ao micrópilo.
visão forma duas células distintas, em que uma irá originar o embrião (virado para
a) e outra o
ente.
scer, o suspensor empurra o embrião para o endosperma mas tem outras funções,
amente absorver activamente nutrientes do endosperma e sintetizar prótidos, de
mbrião necessita em períodos de crescimento intenso. Á medida que o
c
Deste modo, a massa globular do embrião cresce no pólo oposto ao do micrópilo. Nesta
fase, é já possível distinguir os embriões de mono e dicotiledónias.
Inicialmente, as divisões celulares afectam todas as células do embrião mas
posteriorm . A divisão
activa na zona basal alonga o embrião e os cotilédones, forçando este a dobrar-se sobre si
mesmo.
O embrião maduro de uma Angiospérmica tem o aspecto de um eixo - eixo embrionário -
ligado a um ou dois cotilédones. Os cotilédones são as primeiras folhas do esporófito
ão do
jovem.
Nas duas extremidades do embrião encontram-se os meristemas apicais caulinar e
radicular. Em certos embriões existe apenas o meristema acima do ponto de inserç
109
Centro de Preparação aos Exames de Admissão ao Ensino Superior – www. cpeaes.ac.mzior deve estar uma radícula, a raiz embrionária. Assim, no embrião
cotilédone mas noutros existe ainda tecido caulinar embrionário, designado epicótilo, que
contém folhas jovens e o meristema apical. Geralmente designa-se este conjunto de
meristema e pequenas folhas plúmula.
A zona caulinar localizada abaixo do cotilédone designa-se, por sua vez, hipocótilo. Na
sua extremidade infer
talmente desenvolvido tem-se as seguintes zonas: to
• Radícula – raiz do embrião;
• Hipocótilo – parte do caulículo acima da raiz e abaixo da inserção dos
cotilédones;
• Epicótilo – parte do caulículo acima da inserção dos cotilédones;
• Esboços foliares – primeiras folhas, também designados plúmula.
No hipocótilo diferencia-se o procâmbio, que irá formar o floema e o xilema primários.
Em volta do embrião forma-se uma camada protectora que também envolve o
endosperma – episperma.
O cotilédone é uma estrutura homóloga da folha e é particularmente importante na
o órgão de reserva e transportador de substâncias, como
imeiras folhas estarem aptas a isso.
muitas plantas dicotiledónias
nutrição da plântula, tanto com
órgão fotossintético antes das pr
Em a maioria (ou mesmo todo) o endosperma é absorvido
lo embrião em desenvolvimento, sendo acumulado nos cotilédonespe , que se tornam
andes e suculentos, ocupando quase todo o espaço da semente. Quando tal não
ontece, o endosperma permanece em grande quantidade e os cotilédones são finos e
membranosos, servindo para reabsorver os nutrientes no reatar do crescimento do
embrião (durante a germinação da semente).
Nas mo cotiledónias
gr
ac
no , o único cotilédone, além de funcionar como órgão de reserva ou
fotossintetizante, também realiza a absorção de nutrientes do endosperma, através da
digestão enzimática. Após a digestão e absorção, os nutrientes são conduzidos ás zonas
em crescimento do embrião. Este tipo de cotilédone, muito comum em cereais e
gramíneas, designa-se escutelo.
Em m ocotiledóniason é igualmente comum a presença de estruturas protectoras
elhantes a bainhas em volta dos ápices caulinar e radicular, designadas,
pectivamente, coleóptilo e coleorriza.
sta fase, a semente está completamente formada e destaca-se da planta, entrando num
ríodo de latência, em que apenas os meristemas caulinar e radicular estão activos.
Vários são os factores que condicionam a latência das sementes:
• gotamento do endosperma;
• lta de luz, devido ao engrossamento da casca;
• bstâncias inibidoras, produzidas pelos tecidos envolventes do embrião;
• Etc.
sem
res
Ne
pe
Es
Fa
Su
110
http://curlygirl.naturlink.pt/tempogeologico.htm
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íodo de dormência
tes da germinação, assegurando que a semente se desenvolva apenas na época
Est e
mais de
O u
barreira
Deste m r lavagem pela
chu ,
O tegu ores químicos, ultrapassados por modificações
(5 a 10% do peso total) e a
erminação inicia-se com uma entrada maciça de água, seguida de rompimento do
gumento e crescimento do esporófito.
germinação. Enzimas já presentes são activadas e
- fundamental para o metabolismo e para embebição da semente, fenómeno
plântula não será
alo de temperaturas, geralmente não germinam abaixo ou acima de um certo
inam mesmo com as condições externas
1.4. Germinação da semente
Quando a semente amadurece, o embrião entra em dormência. O revestimento da
semente, desenvolvido a partir das camadas externas do óvulo, torna-se espesso e rijo e a
semente (embrião + endosperma) cai da planta-mãe e é dispersa.
A semente da maioria das plantas requer obrigatoriamente um per
an
favorável seguinte.
e p ríodo pode durar centenas de anos, pois foram encontradas sementes viáveis com
10000 anos, congeladas.
teg mento da semente é fundamental para este período de dormência, pois é uma
mecânica á entrada de água e gases, sem os quais não pode existir crescimento.
odo, para que haja germinação, a casca deve ser rompida, po
va abrasão, queima ou digestão de animais.
mento também apresenta inibid
químicas em resposta a factores ambientais (luz, frio, calor, etc.).
Durante a dormência as sementes têm pouca humidade
g
te
Após o período de dormência ocorre a
outras são sintetizadas, de modo a realizar a digestão dos nutrientes.
A germinação permite a diferenciação dos tecidos definitivos primários, a partir dos
meristemas apicais caulinar e radicular. Entre os factores externos ou ambientais, os que
mais directamente influenciam a germinação são:
• água
que pode criar pressões muito elevadas no interior do tegumento;
• oxigénio - necessário ao metabolismo pois permite a síntese de ATP. Embora no
início da germinação a respiração seja anaeróbia, torna-se imediatamente aeróbia
assim que o tegumento é rompido. No caso de o solo estar saturado de água e a
concentração de oxigénio não ser suficiente, o crescimento da
correcto;
• temperatura - embora seja comum as sementes poderem germinar num largo
interv
valor. A temperatura mínima varia entre 0º e 5ºC, enquanto a temperatura máxima
rondará os 45º a 48ºC. Naturalmente, a temperatura óptima será 25-30ºC.
Algumas sementes, no entanto, não germ
adequadas, designando-se sementes dormentes. As causas mais comuns para esse facto
são a imaturidade fisiológica e a impermeabilidade do tegumento á água e, por vezes, ao
oxigénio.
Este tipo de semente antes de germinar tem que sofrer uma complexa série de mudanças
bioquímicas e enzimáticas, designadas pós-maturação. Em regiões temperadas, esse
processo pode ser desencadeado pelo frio do Inverno, impedindo que a semente germine
nessa época rigorosa, quando não sobreviveria.
111
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outros casos, a germinação apenas se inicia com a passagem pelo intestino de um
imal, cuja acção enzimática degrada o tegumento excessivamente espesso. Este
tes de nascer.
orre em plantas
e ocorre próximo das
N
an
mecanismo assegura que a semente é dispersa a longas distâncias, an
Plantas de climas desérticos apenas germinam quando a enxurrada de uma chuvada
lixivia substâncias inibidoras do seu tegumento. Situação semelhante oc
que vivem em locais sujeitos a fogos intensos mas de curta duração (zona mediterrânica
ou californiana, por exemplo), que abrem estruturas do tipo cone, onde estavam
armazenadas.
1.4.1. Crescimento primário e secundário
O crescimento primário pode ser definido como aquele qu
extremidades do caule e da raiz.
Este tipo de crescimento é iniciado pelos meristemas apicais e envolve o alongamento do
corpo da planta, com a produção dos tecidos primários. Todas as plantas vasculares
primitivas e muitas das actuais são apenas compostas por este tipo de tecido.
No entanto, muitas plantas vão além do crescimento primário, aumentando a espessura do
seu corpo por meio de um crescimento secundário. Este tipo de crescimento é o resultado
da acção de meristemas laterais e surgiu pela primeira vez do ponto de vista evolutivo no
período Devónico médio, há cerca de 380 M.a.
1.5. Estrutura de uma planta
112
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As pla xa, tal como os animais, apesar de nos
par r
primitiv
mas a
sistema
O corp
ntas apresentam uma estrutura comple
ece em seres parados e sem grandes requisitos. Os esporófitos das plantas vasculares
as não eram mais que eixos dicotomicamente ramificados, sem raízes ou folhas,
evolução conduziu a especialização e a diferenças morfológicas, originando os
s radiculares, caulinares e foliares que hoje conhecemos.
o de uma planta angiospérmica está dividido em três partes principais:
raiz• - parte subterrânea da planta, responsável pela fixação ao substrato,
armazenamento de substâncias e pela absorção de água e minerais do solo;• caule - eixo principal da planta, mais ou menos ramificado e que sustenta as
contém um sistema condutor de água e minerais estruturas fotossintéticas e que
para as folhas e traz delas os produtos finais da fotossíntese;
• folhas - estruturas fotossintéticas da planta, captam a luz solar e originam os
órgãos reprodutores (flor).
Estes órgãos são formados por diversos tipos de células, organizadas em tecidos, vivos ou
mortos, uma importante diferença em relação aos animais.
1.6. Transporte em Angiospérmicas
A estrutura e complexidade do sistema de transporte de qualquer ser vivo depende do seu
tamanho e da sua actividade. Nos seres unicelulares já existe um processo de transporte,
me
através das correntes citoplasmáticas, mas a multicelularidade, porque afastou grande
parte das células do meio, só pode ser alcançada com o desenvolvimento de sistemas de
transporte.
A razão área/volu é um factor determinante no desenvolvimento destes sistemas, pois
quanto menor esta for, mais desenvolvidos aqueles têm que ser. As diferenças entre o
modo de vida de animais e plantas reflectem-se no modelo de sistema de transporte que
apresentam: as grandes plantas têm que transportar materiais a grandes distâncias mas,
sendo sedentárias, não necessitam de sistemas particularmente rápidos.
invasão do meio terrestre pelas plantas, como já foi referido, deverá ter ocorrido
que permitiram a adaptação ás novas
e difusão, segundo os gradientes de
A
associada a estruturas e mecanismos fisiológicos
condições.
Nas plantas sem tecidos condutores especializados, o movimento de solutos e água é
muito simples, usando a osmose
concentração. Apesar disso, mesmo nas briófitas já existem células com algum grau de
especialização no transporte de substâncias.
Todos os vegetais traqueófitos apresentam um sistema duplo de transporte de substâncias,
muito eficaz e grande valor adaptativo para o meio terrestre. É através deste sistema que
se realiza o movimento de água e solutos, orgânicos e inorgânicos – translocação.
No xilema é movimentada a seiva bruta (água e sais minerais com um pH ligeiramente
ácido, entre 5,4 e 6,5), da raiz para todas as partes aéreas da planta, enquanto que no
floema se desloca a seiva elaborada (água, solutos orgânicos – geralmente sacarose com
113
http://curlygirl.naturlink.pt/gimnospermicas.htm
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desse líquido são imensas, mais de 10 vezes a quantidade que um animal do
captação de água deve-se á presença de pelos radiculares, que aumentam
co, através de uma membrana selectiva, como a plasmática.
Nas células da raiz a solução citoplasmática é hipertónica (menor potencial hídrico)
devido a todos os conteúdos celulares ais. Este facto leva a que haja uma
deslocação passiva – osmose e difusão - da água, arrastando alguns solutos mais
oncentrados no solo, para as células do córtex radicular e daí até ao xilema.
uito diluída mas as raízes podem acumular iões em
ua pelo interior da planta até ao xilema, originando
tas pode ser
proveitosa para “limpar” solos contaminados, desde que estas não sejam utilizadas na
alimentação.
concentrações entre 10 e 30%, aminoácidos, hormonas, etc. - e inorgânicos com pH
ligeiramente básico, entre 7,5 e 8,5), em especial das folhas para outros órgãos das
plantas.
1.6.1. Absorção de água e solutos minerais
A grande maioria da água e solutos necessários á vida das plantas são absorvidos pelas
raízes, num transporte a curta distância, ou lateral, feito célula a célula.
A água representa cerca de 85-95% do peso das plantas pelo que as suas necessidades
diárias
mesmo peso necessitaria. Este facto resulta de 90% da água captada apenas transitar pelo
corpo da planta, sendo libertada para a atmosfera sob a forma de vapor.
A eficiência na
grandemente a área das células da raiz em contacto com o solo.
A água tende a deslocar-se de zonas hipotónicas (menos concentradas) para zonas
hipertónicas (mais concentradas), ou seja, de zonas com elevado potencial hídrico para
zonas de baixo potencial hídri
habitu
c
A solução do solo é geralmente m
concentrações centenas de vezes superiores, pelo que este movimento contra o gradiente
de concentração é feito por transporte activo. Este transporte torna a solução interna ainda
mais hipertónica, diminuindo o potencial hídrico e causando mais entrada de água por
osmose. Este transporte activo contin
um gradiente osmótico que passa a água do córtex para o xilema.
As plantas absorvem numerosos iões, mesmo desnecessários ou tóxicos, do solo, pelo
que é necessário ter grandes cuidados na dispersão de substâncias potencialmente
venenosas para os seres vivos. Por vezes, no entanto, esta capacidade das plan
114
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O percurso seguido pelos solutos e água absorvidos pelas raízes até ao xilema ainda não é
completamente conhecido mas considera-se que existem duas vias:
• Via simplasto– deslocação pelo interior dos citoplasmas das células do córtex,
seguindo os plasmodesmos entre elas;
• Via apoplasto– deslocação através da matriz das paredes celulares e espaços
intercelulares. Considera-se que este deva ser o percurso preferencial, dada a
rapidez registada no movimento de água no interior da raiz, cerca de 60 vezes
superior á prevista para movimentos citoplasmáticos. No entanto, a nível da
endoderme, a deslocação é obrigatoriamente via simplasto, devido aos
espessamentos impermeáveis que este tecido apresenta, o que permite uma
selecção dos materiais que atingem o xilema. A endoderme evita igualmente o
retrocesso da água, do xilema, para o córtex.
1.6.2. Translocação da seiva bruta
Esta deslocação da seiva bruta, das células da epiderme da raiz até ao cilindro central é
feita na horizontal, não sendo por isso difícil de explicar. Mais difícil de entender é como
a seiva bruta se desloca na vertical, contra a gravidade, por vezes até 100 metros de
ste fenómeno parece não ser universal, certos tipos de árvores não
altura, sem a ajuda de bombas de qualquer tipo, baseando-se apenas em forças físicas.
Existem duas teorias que tentam explicar estes movimentos:
1.6.2.1. Teoria da pressão radicular
Este é um fenómeno facilmente observável em numerosas plantas, que quando cortadas
continuam da deixar sair água – exsudação – ou pequenas gotas de água são libertadas
por poros especiais nas folhas, os hidátodos, no fenómeno da gutação.
Estes fenómenos ocorrem devido ao transporte activo de iões para o interior da raiz, o
causa uma diminuição do potencial hídrico e a entrada de água, a qual causa uma tal
pressão (por vezes até 3 atmosferas) nas células do xilema, que faz subir o nível da seiva
bruta na planta.
ntanto, eNo e
apresentam pressão radicular (coníferas, por exemplo) e noutras esta não pare
uficientemente forte, pelo que deverá existir outro mecanismo que explique a as
ce ser
censão
a s va
1.6.2.2
Estudo
relação
motor e
A ener
mesófi
células
s
d ei bruta nas plantas.
. Teoria da tensão-coesão-adesão
s realizados por volta de 1894 por Dixon Joly permitiram concluir que existe uma
directa entre a transpiração e a ascensão da água no xilema, sendo a primeira o
ssencial á ascensão da seiva bruta.
gia solar é a responsável pela transpiração, que ocorre a nível das células do
lo, sendo o vapor de água libertado pelos estomas, devido ás paredes húmidas das
do mesófilo que se encontram em contacto com as câmaras estomáticas.
115
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Este fe
hídrico
estão h xilema a água desloca-se para a folha.
s moléculas de água são polares, pelo que estabelecem pontes de hidrogénio entre si,
ormando uma coluna mais ou menos contínua de água no interior dos vasos xilémicos –
o. Estacoesão entre moléculas de água é extremamente forte, cerca de 100 vezes
ar uma coluna de água com 100 metros de
ra. A polaridade da molécula de água explica igualmente a sua enorme capacidade de
tras substâncias, nomeadamente ás paredes dos vasos xilémicos.
odo, a evaporação a nível da folha causa o movimento de toda a coluna de água,
ais rapidamente quanto maior for a taxa de transpiração. Esta ascensão cria um
fazendo com que mais água passe do solo para o córtex
e deste para o para o cilindro central, numa corrente de transpiração, que parece explicar
a subida de água acima dos 100 metros de altura, o que inclui mesmo as árvores mais
altas.
Este processo apenas funciona se a corrente não for quebrada, o que pode acontecer por
interposição de bolhas de ar. Se a corrente não for restabelecida, o vaso xilémico deixa de
ser funcional.
As a
ausênci
parede
facilita
nómeno causa uma deficiência de água nas folhas, o que diminui o seu potencial
pois a concentração de solutos aumenta – tensão. Como as células do mesófilo
ipertónicas em relação ao
A
f
coesã
superior ao que seria necessário para form
altu
adesão a ou
Deste m
tanto m
défice de água no xilema da raiz,
car cterísticas do xilema ajudam a que este processo seja extremamente eficaz, pois a
a de conteúdo celular não cria obstáculos ao movimento da coluna de água, a
lenhificada impede o colapso e o diâmetro reduzido dos elementos dos vasos
a adesão e a coesão.
116
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s folhas perdem diariamente o seu peso em água, o que pode querer dizer mais de 700
tros de água por dia numa árvore de médio porte. Da água que penetra as raízes, apenas
ma pequena parte é retida pelas células, a maior parte passa a vapor, enchendo os
spaços intercelulares do mesófilo.
água evapora principalmente através dos estomas (apesar de estes apenas
epresentarem cerca de 1 a 2% da área superficial da folha), tanto das folhas como dos
aules herbáceos, embora exista uma pequena percentagem de perdas através da cutícula
erca de 10%) dado que esta não é completamente impermeável aos gases.
1.6.3. Controlo da transpiração
A
li
u
e
A
r
c
(c
Esta evaporação pode ser controlada, no entanto, pois os estomas abrem e fecham, sob
controlo da planta, embora o mecanismo exacto não seja ainda conhecido.
Os estomas têm uma estrutura característica e distinta das restantes células epidérmicas,
com duas células-guarda em forma de rim cuja parede interna, que rodeia a abertura
ostíolo, é mais espessada.
Este facto faz com que as restantes paredes das células-guarda tenham maior elasticidade,
o que permite abrir ou fechar o estoma, de acordo com o grau de turgescência da célula.
Ao contrário das restantes células epidérmicas, as células-guarda têm cloroplastos,
embora a sua acção fotossintética seja reduzida, pelo que não se considera que seja o
resultado da fotossíntese o responsável pelas alterações de turgescência destas
células.
117
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os mecanismos mais aceites para explicar a abertura
síveis á luz, presentes na folha. Este movimento de K+ torna as células-guarda
as células-guarda tornam-se hipotónicas
ma ácido abscísico, uma hormona que impede o
na síntese
ara níveis mínimos (0,03%), logo não existe formação de
ácido carbónico (H2CO3) e o pH sobe (básico). Nestas condições a fosforilase
orna as células-guarda
strando a importância deste
composto para o funcionamento do estoma.
O grau de turgescência das células-guarda pode variar devido a diversos factores:
• Concentração de iões – um d
e fecho dos estomas, resulta do transporte activo de iões, nomeadamente potássio,
para interior das células-guarda, provindo das restantes células epidérmicas. A
variação da concentração de ião K+ parece estar relacionada com pigmentos
sen
hipertónicas, a água desloca-se passivamente para o seu interior e a sua
turgescência abre o estoma. Quando o transporte activo cessa, o K+ flui
naturalmente para as células epidérmicas,
e plasmolizam, fechando o estoma. Em caso de não existir quantidade de água
suficiente no solo, a planta for
transporte activo de K+ para as células, fechando o estoma e impedindo a
transpiração excessiva;
• Luz, concentração de CO2 e pH – estes três factores estão intimamente
relacionados pois influenciam a acção da enzima fosforilase, que actua
e degradação de amido nas folhas e existe em grande quantidade nas células-
guarda. Em presença de luz realiza-se a fotossíntese, o que diminui a
concentração de CO2 p
hidrolisa o amido em glicose, pelo que este açúcar solúvel t
hipertónicas. A consequente entrada de água causa a turgescência e a abertura do
estoma. Na obscuridade, ou seja, em meio ácido, a fosforilase sintetiza amido,
açúcar insolúvel, tornando as células-guarda hipotónicas e o estoma fecha. Esta
variação de concentração de amido vs. glicose é exactamente a inversa do que
acontece nos restantes células da planta. Estudos revelaram igualmente que as
células-guarda retêm o seu amido durante longos períodos de escuridão, quando a
planta está altamente deficitária em glícidos, demon
118
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s são a temperatura do ar, humidade atmosférica, vento e
águ o
1.6.4. Translocação da seiva elaborada
A s
estudos
através
Nes s
na zona
As cél e o introdução de
strumentos de estudo bloqueava frequentemente a sua função normal.
Diversos factores ambientais afectam a taxa de transpiração mas a luz tem, sem dúvida,
um papel fundamental, dado que os restantes factores apenas podem actuar com os
estomas abertos. Esses factore
a n solo.
eiva elaborada desloca-se através do floema para todos os órgãos da planta. Os
realizados sobre a translocação de materiais orgânicos nas plantas foram feitos
de remoção de um anel externo no tronco de árvores, removendo o floema.
se estudos observou-se que, após um certo tempo, havia um acumular de substâncias
superior ao corte, devido á interrupção do movimento de seiva elaborada.
ulas vivas do floema são extremamente frágeis, pelo qu
in
Assim, os estudos iniciais foram realizados com a ajuda de pequenos afídeos, que
parasitavam este tecido. Se o animal for cortado observa-se uma exsudação de seiva
elaborada, o que revela uma pressão floémica.
A velocidade de deslocação da seiva elaborada é inferior á da seiva bruta mas ainda
consideravelmente superior á da difusão da sacarose na água.
Verificou-se, igualmente, que o sentido de deslocação da seiva elaborada varia consoante
as necessidades metabólicas da planta, podendo ser de uma folha para uma raiz
modificada para armazenar reservas numa dada altura e da raiz para um fruto em
desenvolvimento noutra altura.
119
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is recipientes, A e B, de
embrana permeável á água e impermeável á sacarose. O recipiente A é cheio com
o recipiente B a água sai novamente para a tina. Este fluxo pára quando as
nos órgãos fotossintéticos, como as folhas, é convertida em sacarose
transferida do mesófilo para os elementos dos tubos crivosos por transporte activo, com
ente por transporte activo,
r
a.
A deslocação de materiais no floema tem sido explicada pela teoria do fluxo de massa,
proposta por Munch em 1926. Esta teoria considera que os movimentos se devem á
existência de um gradiente de concentração de sacarose, que se estabelece entre um órgão
produtor de açúcar e um local de consumo desse mesmo açúcar.
Munch usou um modelo físico para explicar a sua teoria: usou do
m
solução concentrada de sacarose e o recipiente B com água. Os recipientes são ligados
por um tubo e mergulhadosnuma tina com água.
O que se verifica é que a entrada de água para o recipiente A, com a solução hipertónica,
causa um aumento tal de pressão que a solução se desloca no tubo até ao recipiente B,
arrastando consigo a sacarose.
N
concentrações se igualam nos recipientes A e B, mas se for adicionada sacarose ao
recipiente A, este fluxo nunca pára.
A glicose elaborada
e
a ajuda das células companheiras e parenquimatosas, cuja taxa respiratória é muito
elevada.
O aumento de concentração de açúcar no floema causa a entrada de água, vinda do
xilema e das células vizinhas, o que causa a deslocação da seiva elaborada através das
placas crivosas, para onde a pressão seja menor.
Nos locais de consumo a sacarose é retirada, possivelm
principalmente em órgãos de reserva.
A saída dos açucares torna as células floémicas hipotónicas e a água tem tendência a sai
para as células vizinhas, principalmente xilema.
A passagem dos açucares a todos as células será feito, posteriormente, através de
transporte citoplasma a citoplasm
120
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121
nto, o papel dos elementos dos tubos crivosos é relativamente
dos opostos (para baixo da folha e para cima de um órgão
ma pressão floémica
melhor os fenómenos observados, vários autores
plicar melhor o processo de translocação no floema, pelo que
As r cimento e o Desenvolvimento das Plantas
O d e crescimento das plantas são afectados consideravelmente pela luz,
gra a ra, contacto com outros corpos, duração do dia e da noite e alguns
tos órgãos
omo flores, folhas, caules, raízes ou estruturas mais simples como os próprios estomas,
entos, movimentos de folhas, abertura e fecho de
Segundo esta teoria, porta
passivo, o que não parece de acordo com o facto de estes serem células vivas, ainda que
altamente modificadas.
Esta teoria também não permite explicar deslocações simultâneas de seiva elaborada, no
mesmo tubo floémico, em senti
de reserva, por exemplo, em épocas de crescimento intenso), bem como o facto de as
placas crivosas serem obstáculos importantes, que necessitariam de u
bem mais elevada do que a registada para serem ultrapassadas.
Deste modo, numa tentativa de explicar
consideraram que deveria existir um transporte activo no interior dos tubos crivosos, o
que parece comprovado pelo facto de substâncias inibidoras da respiração celular
causarem importante redução de velocidade na deslocação da seiva elaborada.
No entanto, os estudos realizados não permitiram, até agora, descobrir um outro
mecanismo que permita ex
se permanece na dúvida.
Ho monas, o Cres
es nvolvimento e
vid de, temperatu
outros factores do meio exterior. A resposta das plantas é dada através de cer
c
traduzindo-se por curvaturas, enrolam
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flores e outros. Estes movimentos nas plantas, que se relacionam com estím los
exteriores, têm o nome de tropismos ou respostas trópicas.
Os tropismos podem ser positivos ou negativos, conforme o movimento se realiza em
direcção ao estímulo ou se afasta dele. Quanto à natureza do estímulo que os caus
tropismos classificam-se em:
• Fototropismo- É o desenvolvimento da planta influenciado pela direcção da luz.
Muitos caules exibem fototropismo positivo, curvando-se na direcção donde
recebem luz.
• Gravitropismo (tradicionalmente chamado geotropismo) - É o desenvolvim nto
da planta em resposta à direcção da gravidade. Os caules geralmente têm
gravitropismo negativo e nas raízes, em regra, o gravitropismo é positivo.
• Tigmotropismo- É o desenvolvimento em resposta a um estímulo mecânico tal
como o contacto com um objecto. O enrolamento das gavinhas que ajuda a
prender a planta ao suporte é um exemplo de tigmotropismo.
Os tropismos podem ainda ser causados por outros estímulos do meio, como por exem
a água, temperatura e agentes químicos. Como os tropismos se traduzem em resposta
em
con n
Co r is são, geralmente, sintetizadas
por é re células-alvo, que possuem receptores
esp f
vegetais são variáveis, não induzindo uma resposta sempre idêntica, dependendo a sua
acç d ntração da hormona; tipo
de ã s), quer provenientes do meio
amb n uras em
dire ã
Em
dos res rvatura das plantas é
con tremidade do
oleóptilo. Este mensageiro químico difunde-se no bloco de ágar. Quando o bloco de
gar é centrado no topo do coleóptilo, o crescimento do caule não apresenta curvatura;
fora do centro da extremidades do coleóptilo, este
começa a curvar-se para o lado oposto ao que tem o bloco de ágar, como se fosse em
u
a, os
e
plo
s de
crescimento, eles causam mudanças na posição das estruturas dos órgãos das plantas que
os experimentam.
As respostas das plantas a estímulos do meio têm sido objecto de numerosas
investigações. Vamos dirigir a nossa atenção para o principal factor interno que regula o
desenvolvimento e crescimento das plantas: as hormonas vegetais, também chamadas
fito-hormonas.
As hormonas vegetais são substâncias orgânicas produzidas em células, tecidos ou órgãos
vegetais e que funcionam como agentes reguladores, induzindo modificações,
fisiológicas e/ou anatómicas, nos seus locais de acção.As fito-hormonas são eficazes
ce trações relativamente baixas.
ntra iamente às hormonas animais, as hormonas vegeta
c lulas não especializadas. Actuam sob
ecí icos, localizados em membranas ou no citoplasma. Os efeitos das hormonas
ão e diversos factores, quer intrínsecos à planta (ex. conce
órg o em que actua; interacção com outras hormona
ie te. Os investigadores observaram que as plantas apresentam curvat
cç o à luz.
1926, o botânico holandês Frits Went realizou algumas experiências. Após a análise
ultados das suas experiências, Went concluiu que a cu
sequência da acção de uma substância química produzida na ex
c
á
contudo, se o bloco de ágar é colocado
122
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ntas, quando expostas a uma luz lateral, pode ser explicado
eu o nome de auxina (do grego auxein = aumentar).
ando
renciação das células.Cada hormona tem uma
ultiplicidade de efeitos, dependendo do local de acção, do estádio de desenvolvimento
Ate e
substân
abscísi
Segue abaixo a descrição dos principais hormônios vegetais com suas funções, local de
pro ç
Auxina
direcção a uma fonte luminosa. Went concluiu que a substância química produzida na
extremidade do coleóptilo estimula o crescimento.
A curvatura dos caules das pla
devido ao maior crescimento das células do lado oposto à fonte luminosa do que do lado
mais luminoso, provocado pela maior concentração, nessa zona, de um mensageiro
químico ou substância de crescimento.Para este mensageiro químico ou hormona vegetal,
Went escolh
Subsequentemente à descoberta das auxinas, outras hormonas foram identificados e, em
geral, estas substâncias controlam o crescimento e desenvolvimento das plantas afect
a divisão, o alongamento e a dife
m
da planta e da concentração da hormona.
nd ndo às suas principais acções, podem considerar-se cinco importantes grupos de
cias reguladoras do crescimento: auxinas, giberelinas, citoquininas, ácido
co, etileno.
du ão e transporte:
s: Responsáveis pelos tropismos (foto e geotropismo), desenvolvimento dos
alongamento celufrutos, lar radicular e caulinar. Esse fitormônio é produzido no
mer e
pela x
Etileno aliza o amadurecimento dos frutos e indução da abscisão
oliar. E m diversos locais da planta, difundindo-se entre as células.
folha ,
oco
difu o
antes d
ist ma apical do caule, primórdios foliares, flores, frutos e sementes. Transportado
e tensão do vegetal através dos vasos xilema e floema.
: sua concentração re
sse gás é produzido ef
Citocianinas: Hormônio que retarda o envelhecimento das plantas, estimula as divisões
celulares e desenvolvimento das gemas laterais. É produzido nas raízes e transportado
paraa planta através do xilema.
Giberelinas: Actua na floração, promove a germinação, desenvolvimento dos frutos. È
sintetizado no meristema de sementes e frutos, transportado pelo xilema.
Áci do abscísico: Provoca indução do fechamento dos estômatos, envelhecimento de
s dormência de sementes e gemas, inibe o crescimento das plantas. Sua produção
rre em diversos órgãos da planta: caule, folhas e extremidade da raiz (a coifa). A
sã desse hormônio ocorre através dos vasos condutores de seiva. Foi observado que
o período desfavorável, a planta produz um hormônio, denominado ácido
o (dormina), responsável pela dormência das gemas do caule.
o resumo da descrição dos principais hormônios vegetais:
abscisíc
Quadr
Hormona Acções Origem Alvo
Auxina (IAA) Estimulam o crescimento celular e o
alongamento das raizes e caules e o
desenvolvimento do fruto. Controlam o
Meristemas de
raizes e gomos
Células de
raizes, caules e
folhas
123
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mo.
Promovem a dominância apical,
fototropismo e gravitropis
inibindo a formação de ramos laterais.
Retardam a abscisão das folhas e dos
frutos.
Giberelinas Estimulam o alongamento do caule e
dos gomos e o desenvolvimento do
fruto. Promovem a germinação das
sementes. Estimulam a floração em
Cloroplastos e
tecidos das
folhas
Células dos
caule
algumas plantas.
Citoquininas Estimulam a divisão celular. Promovem
o desenvolvimento de gomos laterais.
Em vários
tecidos das
Tecidos em
crescimento de
Retardam a abscisão das folhas. plantas raizes, caules e
folhas
Acido abscisico
(ABA)
Estimula a abscisão das folhas. Inibe a
germinação das sementes e
desenvolvimento de gomos. Promove o
fecho dos estomas em plantas com
Folhas Tecidos de
caules e
gomos
carência de água.
Etileno Estimula a abscisão das folhas.
Promove a maturação dos frutos. Inibe
o crescimentode raizes e de gomos
laterais.
Tecidos de
raizes e folhas
envelhecidas
Frutos e flores
2. Zoologia- Introdução
Os animais diferem entre si em tamanho, estrutura, modo de vida e em outras
caracteristicas. A humanidade já adquiriu, acerca dos animais, conhecimentos suficientes
para encher uma garnde biblioteca, mas muito ainda resta a aprender e h’a muitas
questões a serem respondidas.
Qualquer animal multicelular, vertebrado ou invertebrado, apresenta uma sucessão de
patamares de organização, cada vez mais complexos e abrangentes.
As células diferenciam-se e agrupam-se em conjuntos morfológica e funcionalmente
semelhantes, a que chamamos tecidos.
Os tecidos agrupam-se para realizar uma dada função, numa estrutura macroscópica, o
itas das funções realizadas pelo corpo do animal são de tal modo complexas
ntes funções servem as necessidades dessas funções principais.
órgão. Mu
que envolvem a cooperação de diversos órgãos, que se organizam num sistema de órgãos.
Esta sucessão está ilustrada pelo sistema circulatório humano mas pode ser encontrada
em muitas outras funções.
Todos os animais, pequenos ou grandes, devem realizar uma série de funções essenciais,
basicamente resumidas a:
• crescimento;
• manutenção;
• reprodução.
Todas as resta
124
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vertebr
2.1. Estrutura de um animal
Os
ados são considerados os animais mais evoluídos actualmente vivos na Terra. Este
juntamente com os séculos de estudos sobre estes organismos que nos são
que os
facto,
próxim tomemos como exemplo no estudo da estrutura geral do corpo
u a
tanto, para que seja nítida a evolução de alguns dos sistemas mais importantes do
o uma série de sistemas e aparelhos,
nom
ação dos
processos metabólicos internos e ajustes ao meio externo;
• sistema reprodutor- permite a produção de novos indivíduos.
os, justifica
m nimal. de
No en
organismo animal, far-se-á uma breve referência a categorias taxonómicas consideradas
menos evoluídas, que ilustram um possível percurso da evolução ao longo do tempo
geológico.
Na evolução dos animais foram surgind
eadamente:
• tegumento- fornece protecção contra a acção do meio sobre o corpo;
• esqueleto- fornece suporte e protecção ao corpo;
• musculatura- permite o movimento;
• sistema digestivo - realiza a recepção e preparação do alimento, eliminando os
resíduos dessa preparação;
• sistema circulatório- realiza o transporte de materiais;
• sistema respiratório- permite as trocas gasosas;
• sistema excretor- elimina os resíduos azotados e o excesso de líquidos;
• sistema endócrino- regula os processos metabólicos internos;
• sistema nervoso e órgãos dos sentidos- realiza a regulação e coorden
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.1.1. Sistema digestivo- Introdução
odos os animais são heterotróficos, tendo como única fonte de carbono moléculas
rgânicas sintetizadas por outros seres. Os herbívoros alimentam-se de produtos vegetais,
s carnívoros de outros animais ou produtos de origem animal e os omnívoros
presentam uma dieta mista.
om pequenas variações, todos os animais necessitam dos mesmos nutrientes básicos
inas, glícidos, lípidos e prótidos), que fazem parte dos alimentos mas
geralmente em formas complexas, pelo que terão que ser digeridos antes de ser
ilizados.
O conjunto de processos que ocorrem desde a ingestão dos alimentos até á sua utilização
final nas células designa-se nutrição e é semelhante em todos os animais, onde existem
células, cavidades ou órgãos especializados nesse processamento dos alimentos.
A nutrição inclui as seguintes etapas:
Ingestão alimentos são captados e introduzidos no corpo, por métodos variados,
consoante o animal:
• Filtração – animais aquáticos retiram partículas e células da água, fazendo-as
aderir a superfícies cobertas de muco ou capturando-as com cílios ou apêndices
plumosos;
• Detritos – animais como os anelídeos alimentam-se de detritos orgânicos do solo
ou fundos aquáticos;
• Partículas sólidas – a maioria dos animais utiliza alimentos sólidos de origem
animal e/ou vegetal, por vezes em pedaços grandes, necessitando de estruturas
para os esmagar;
• Alimentos líquidos – frequentemente animais parasitas alimentam-se
exclusivamente de fluidos animais e/ou vegetais, embora tal não seja exclusivo
tipo de animal;
zimas. Esta etapa é
com as enzimas. A
2
T
o
o
a
C
(minerais, vitam
ut
–
deste
Digestão – os alimentos contêm moléculas complexas que não podem ser absorvidas
pelas células directamente, necessitando de ser hidrolisadas por en
essencialmente química, facilitado quando os alimentos são previamente triturados e
fragmentados – digestão mecânica -, o que aumenta a área de contacto
digestão pode ser:
• Intracelular – existe em animais simples (poríferos, cnidários, platelmintes) e
decorre em vacúolos digestivos de células especializadas;
externas, representando um prolongamento do meio;
Absorção – após a digestão, as moléculas simples devem atravessar a membrana dos
órgãos digestivos para o meio interno, seja directamente para as células ou através do
• Extracelular – representa uma importante vantagem evolutiva pois o animal pode
ingerir em cada refeição maior quantidade de alimento, que é armazenado e
digerido durante um período mais longo de tempo. Deste modo, o animal não
necessita de se alimentar permanentemente. Neste caso, a digestão ocorre em
cavidades digestivas, que, apesar de se encontrarem no interior do corpo, lhe são
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ansporte pelo sangue ou outros líquidos. Nas células os nutrientes vão ser transformados
em ATP ou utilizados na biossíntese;
gestão – eliminação de resíduos da digestão.
s sistemas digestivos mais complexos apresentam zonas especializadas: