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Drenagem como Instrumento de Dessalinização e Prevenção da Salinização de Solos

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Ministério do Meio Bamiente - MMA
Secretaria de Recursos Hídricos - SRH
Ministério da Integração Nacional - MI
Companhia de Desenvolvimento dos Vales
do São Francisco e Parnaíba - CODEVASF
DRENAGEM COMO INSTRUMENTO
DE DESSALINIZAÇÃO E PREVENÇÃO
DA SAILINIZAÇÃO DE SOLOS
Manuel de Jesus Batista
Engenheiro Agrônomo Msc,
especialista em drenagem - CODEVASF
Fabio de Novaes
Engenheiro Agrônomo Msc,
especialista em irrigação e drenagem - SRH/OEA
Devanir Garcia dos Santos
Engenheiro Agrônomo Msc,
especialista em irrigação e drenagem - SRH/OEA
Hermínimo Hideo Suguino
Engenheiro Agrônomo PhD,
especialista em irrigação e drenagem - CODEVASF
Brasília, DF março de 2002
Ministério do Meio Ambiente
Ministro José Sarney Filho
Secretaria de Recursos Hídricos
Secretário: Raymundo José Santos Garrido
Diretoria do Programa de Implementação
Diretor: Júlio Thadeu Silva Kettelhut
Secretaria de Recursos Hídricos - SRH
SGAN Qd. 601 Bl. I - Ed. Dep. Manoel
Novaes
Cep: 70830-901 Brasília-DF
Fone: (61) 225-4949 / 3317-1456
Fax: (61)3226-9370
E-mail: dgsanto@mma.gov.br
Ministério da Integração Nacional
Ministro Ney Suassuna
Companhia de Desenvolvimentos dos
Vales do São Francisco e do Parnaíba
Presidente: Airson Bezerra Locio
Diretoria de Operação e Produção
Diretor: Guilherme Almeida Gonçalves de
Oliveira
CODEVASF
SGAN Qd. 601 Bl. I - Ed. Dep. Manoel
Novaes
Cep: 70830-901 Brasília-DF
Fone: (61) 223-2797
Fax: (61) 226-2468
E-mail: gabinete@codevasf.gov.br
Home-Page: www.codevasf.gov.br
É permitida a reprodução desta obra desde que citada a fonte.
Nota: Nossos especiais agradecimentos aos Engenheiros Agrônomos Antônio José Simões e
Walter Caldas Junior, técnicos da Codevasf, que muito contribuiram para o desenvolvimen-
to da drenagem agrícola no semi-árido do vale do São Francisco, especialmente na região
Petrolina-Juazeiro. Nossos agradecimentos também ao Técnico da FAO, Matias Prieto-Celi,
pelo trabalho feito no Brasil na área de drenagem agrícola.
Tiragem: 1000 exemplares
BATISTA, Manuel de Jesus; NOVAES, Fabio de; SANTOS, Devanir Garcia dos et.al.
Drenagem como instrumento de dessalinização e prevenção da salinização de solos.
2ª ed., rev. e ampliada. Brasília: CODEVASF, 2002
216 p. il. (Série Informes Técnicos)
1. Drenagem 2. Dessalinização I. SUGUINO, Hermínio Hideo. II. Título III. Série.
626.862.423.5 B333d
Projetos Gráfico e Capa: Formatos design e informática
Fotos (Capa): Valdiney Bizerra de Amorim - Codevasf
Normalização Bibliográfica: Biblioteca Geraldo Rocha - Codevasf
Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Geraldo Rocha - Codevasf
SUMÁRIO
1. Introdução, 09
2. Drenagem Superficial, 11
3. Drenagem Subterrânea - Considerações Gerais, 29
4. Salinização de Solos, 35
5. Noções de solo, classificação de terras para irrigação e drenagem interna, 48
6. Drenos Subterrâneos - Envoltórios, 55
7. Topografia, 69
8. Estudo do lençol freático, 89
9. Condutividade Hidráulica - conceituação e aspectos gerais, 97
10. Condutividade Hidráulica - teste de infiltração por permeâmetro de anel, 102
11. Condutividade Hidráulica - teste de furo de trado em presneça de lençol freático, 111
12. Condutividade Hidráulica - teste de furo de trado em presneça de lençol freático, 130
12.1. Método de Winger, 130
12.2 Método de Porchet, 144
13. Coeficiente de drenagem subterrânea ou recarga, 148
14. Cálculos de espaçamento entre drenos e dimensionamento de drenos subterrâneos, 151
15. Dimensionamento de estruturas de drenagem, 160
16. Terminologia e simbologia em drenagem agrícola, 166
17. Máquinas e custos diversos, 172
18. Especificações técnicas para estudos e elaboração de projeto executivo de sistema de
drenagem subterrânea, 196
20. Exemplo de projeto de drenagem subterrânea, 196
21. Manutenção de drenos, 209
22. Avaliação de desempenho de drenos subterrâneos, 212
ANEXOS - Plantas-Tipo, 217
PREFÁCIO
A drenagem agrícola é uma prática significativa para o sucesso de projetos de irrigação, prin-
cipalmente para aqueles situados em regiões de acentuada deficiência hidroclimática.
A drenagem subterrânea, em nosso país, praticamente não existia até meados da década de
80, mesmo em projetos de irrigação e drenagem situados na região semi-árida do Brasil, inclu-
sive do Vale do Rio São Francisco.
Antevendo essa necessidade, a Codevasf decidiu implantar, de maneira experimental, drenos
subterrânes em seus projetos de irrigação. Em 1984 foram implantados os primeiros drenos
subterrâneos entubados em 2,2 ha, na região semi-árida do Vale do Rio São Francisco e pos-
teriormente, conduzidos estudos semelhantes em outras áreas de projetos públicos de irriga-
ção, com a finalidade de se avaliar o desempenho dos drenos estubados e assim desenvolver
critérios de drenagem para os diversos tipos de solos.
Atualmente, considerando apenas o semi-árido do Vale do Rio São Francisco, existem cerca
de 5600 ha com drenagem subterrânea, incluindo áreas de de projetos privados, o que mostra
a credibilidade alcançada por esse tipo de técnica.
A Codevasf, através desta publicação, que sintetiza os conhecimentos adquiridos e desenvol-
vidos pelos seus técnicos co-autores da Secretaria de Recursos Hídricos - SRH, acredita estar
dando importante contribuição para a implantação de sistemas de drenagem agrícola, princi-
palmente para a região semi-árida do país.
Brasília, março de 2002
Airson Bezerra Locio
Presidente da Codevasf
COMENTÁRIOS À OBRA
A drenagem agrícola constitu uma parte essencial dos projetos de aproveitamento hidroagrícola,
pois traz, entre seus objetivos, o de facilitar o manejo do solo ao evitar os indesejáveis
encharcamentos deste, além de inibir processos de salinização.
Curiosamente, apesar da importância que tem esse tipo de projeto, os pleitos de outorga de
direito de uso da água para irrigação,, no Brasil, são acompanhados do projeto de engenha-
ria de derivação e de aplicação da água, raramente apresentando o necessário projeto de
drenagem.
A questão é tanto mais grave no caso da região semi-árida onde os ganhos hauridos através de
um bom projeto de irrigação podem ser desperdiçados pela falta de uma orientação segura
para a drenagem. Assim, a drenagem agrícola constitui fator de incremento da produtividade
no uso do solo e, portanto, deve ser alvo da preocupação primeira dos gestores de recursos
hídricos em relação ao aproveitamento hidro-agrícola.
Este trabalho, da lavra dos engenheiros agrônomos Manuel Batista, Fabio de Novaes, Devanir
Garcia e Hermínio Suguino, reúne, em vinte um capítulos, um relevante conjunto de conheci-
mentos e informações teórico-práticas capazes de tornar a tarefa do projetamento da drena-
gem agrícola algo a um só tempo simples e objetivo, criando as condições para resultados
promissores no que se refere à utilização racional dos recursos hídricos e do

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