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PROFESSORA LÍVIA SOARES
LIVIA
	
	Aluno:
	
	Redação
“ENQUANTO EXISTIR VONTADE DE LUTAR, EXISTEM ESPERANÇAS DE VENCER!”
Sto. Agostinho
APOSTILA DE REDAÇÃO
Professora LÍVIA SOARES
Dissertação
A todo instante nos deparamos com situações que exigem a exposição de ideias, argumentos e pontos de vista, muitas vezes precisamos expor aquilo que pensamos sobre determinado assunto.
Em muitas situações somos induzidos a organizar nossos pensamentos e ideias e utilizar a linguagem para dissertar.
Para começar, é fundamental saber quais são as características do texto que você vai escrever, especialmente o propósito. No caso da dissertação, sabemos que é um texto argumentativo, ou seja, que apresenta argumentos em defesa de uma tese. Podemos dizer, portanto, que o propósito da dissertação é provar uma tese, ou seja, convencer o leitor de que a opinião do autor é verdadeira. Os argumentos são as justificativas para a tese: os motivos que o autor tem para acreditar que a tese é verdadeira.
Embora seja mais comum usar o termo argumentação para falar sobre o processo de defender uma opinião, há um outro elemento que tem a mesma função: a informação. A diferença é que o argumento sempre envolve um julgamento, enquanto a informação é verificável objetivamente.
Vamos exemplificar: imagine que você está acompanhado de alguns amigos e todos se dirigem ao mesmo local. Digamos, no espírito das férias de verão, que estão todos indo à praia, a pé. Você e um de seus amigos conhecem a cidade, mas os outros não. Você percebe que a praia está muito longe, que o sol está muito forte e que vocês vão todos derreter antes de chegar ao mar. Então, você elabora uma tese: “a gente devia tomar um ônibus”. 
Por que isso é uma tese? Porque é sua opinião e porque você vai tentar provar para seus amigos que ela é verdadeira. Tudo o que você fizer nos próximos minutos deve ter esse propósito em vista: convencer outras pessoas a ir à praia de ônibus, e não a pé.
Se você falar “vamos de ônibus” e todos concordarem, ótimo. Mas quem já teve que tomar decisões em grupo sabe que a vida raramente é tão simples. Portanto, vamos supor que o seu amigo que também conhece a cidade diz algo do tipo “não vale a pena, vamos a pé mesmo.” 
Agora, você vai ter que argumentar, ou seja, justificar sua opinião. Algumas possibilidades:
- a praia fica muito longe
- o sol está muito forte
- vamos economizar tempo indo de ônibus
Cada uma dessas novas ideias é um argumento, pois todas têm como meta provar a opinião original. Você pode escolher algumas ou usar todas: depende de variáveis como quanto tempo você pretende gastar na discussão, quem é o seu público e quais são os contra-argumentos que podem aparecer.
Digamos que você use o argumento “a praia fica muito longe”. Mas seu amigo, que é maratonista, diz: “é nada, fica ali pertinho”. Nesse caso, a argumentação chegou a um impasse, pois seus outros amigos não sabem em quem acreditar. Mas a verdade é que os conceitos de ‘perto’ e ‘longe’ são muito dependentes de julgamento. Isso quer dizer que uma pessoa pode achar que um lugar está perto e outra achar que o mesmo lugar está muito longe. Não há como, portanto, resolver a questão sem usar um recurso diferente. Você pode dar um novo argumento ou pode reforçar seu argumento original com uma informação. Vamos optar pela segunda alternativa.
Uma informação, ao contrário de um argumento, não envolve julgamento. Ela pode ser verificada objetivamente, sem depender da opinião de ninguém. Você diz, por exemplo: “a praia fica a 10 km”. Agora, você reforçou seu argumento, porque tem um fato para sustentá-lo. É provável que seus amigos digam algo como “10 quilômetros?! Então é longe pra caraca! Vamos de busão”. É claro que, se a distância na verdade for 1 km, essa informação não vai ser muito útil e você ainda vai ser chamado de frouxo. Nesse caso, melhor não usar o argumento da distância, que seria derrubado muito facilmente.
Daí, aliás, a importância de elaborar um projeto de texto antes de começar uma redação.
Mas o que é dissertar?
Dissertar é, por meio da organização de palavras, frases e textos, apresentar ideias, desenvolver raciocínio, analisar contextos, dados e fatos. Neste momento temos a oportunidade de discutir, argumentar e defender o que pensamos utilizando-se da fundamentação, justificação, explicação, persuasão e de provas.
A dissertação é um estilo de redação muito solicitado nos vestibulares. No universo dos processos seletivos, essa tipologia textual é requerida por exigir dos candidatos a análise crítica a respeito de algum tema proposto. Esta discussão deve, ainda, ser exposta na estrutura de parágrafos que compõem: introdução, desenvolvimento e conclusão, ou seja, começo, meio e fim. Além disso, a linguagem empregada dever seguir a norma padrão, logo, o uso de gírias, termos pejorativos e coloquialismo não são aceitos.
A elaboração de textos dissertativos requer domínio da modalidade escrita da língua, desde a questão ortográfica ao uso de um vocabulário preciso e de construções sintáticas organizadas, além de conhecimento do assunto que se vai abordar e posição crítica (pessoal) diante desse assunto.
A atividade dissertadora desenvolve o gosto de pensar e escrever o que pensa, de questionar o mundo, de procurar entender e transformar a realidade.
Passos para escrever o texto dissertativo
O texto deve ser produzido de forma a satisfazer os objetivos que o escritor se propôs a alcançar.
Mas existem maneiras diferentes de se fazer um texto dissertativo? Existem tipos de dissertação? Sim, e você pode optar por: expositiva ou argumentativa.
Tipos de Dissertação
Existem dois tipos de dissertação: a Dissertação Argumentativa e a Dissertação Expositiva.
A dissertação expositiva é voltada aos fatos que estão sendo noticiados e discutidos na mídia: televisão, rádio, internet, revistas. Tais acontecimentos são inquestionáveis, uma vez que até mesmo seus pormenores foram divulgados. Logo, um texto dissertativo sobre um assunto popular será apenas a exposição verbal deste, e não propriamente um debate. É a exposição de ideias, teorias, conceitos sem necessariamente tentar convencer o leitor.
Exemplo de Texto Dissertativo Expositivo
Os Relatórios das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre a gestão e desenvolvimento dos recursos hídricos alertam para a preservação e proteção dos recursos naturais do planeta, sobretudo da água. Sendo assim, as estatísticas apontam para uma enorme crise mundial da falta de água a partir de 2025, de forma que atingirá cerca de 3 bilhões de pessoas, e que pode provocar diversos problemas sociais e de saúde pública.
Um dos maiores problemas apresentados pela ONU é a “escassez de água” que já atinge cerca de 20 países no mundo, ou seja, 40% da população do planeta. Os estudos completam que a água doce do planeta está em risco visto as mudanças climáticas registradas nas últimas décadas.
A dissertação argumentativa diz respeito à reflexão que fazemos sobre o tema. O ponto de vista do autor é declarado e se interage com os fatos abordados, a fim e esclarecê-los e também de convencer o leitor sobre a opinião expressa. Portanto, o escritor tende a usar da persuasão para apresentar a visão crítica dele. Contudo, a linguagem não deve deixar de ser objetiva e o ponto de vista deve ser baseado em evidências concretas e reais dos acontecimentos.
Por isso, independente do tipo de dissertação, faça uma exposição clara, coerente dos argumentos, os quais devem ser estruturados de maneira lógica!
Texto Dissertativo Argumentativo
Nessa modalidade, a intenção é persuadir o leitor, convencê-lo de sua tese (ideia central) a partir de coerente argumentação, exemplos, fatos.
Texto Argumentativo
Quando usamos a argumentação?
- quando queremos defender um ponto de vista;
- quando apresentamos a nossa opinião;
-quando propomos uma solução;
- quando queremos convencer os outros a ceder a um pedido nosso.
· Como se constrói um texto argumentativo?
2. Escolha e ordenação dos argumentos
Deve-se: encontrar argumentosadequados; recorrer, sempre que possível e desejável, à exemplificação, à citação, à analogia, às relações causa-efeito; organizar os argumentos por ordem crescente de importância.
3. Articulação e progressão do discurso:
Estabelecer uma rede de relações lógicas entre as palavras, as frases, os períodos e os parágrafos;
· Construir um raciocínio que se vai desenvolvendo através de:
· Correta estruturação e ordenação das frases;
· Uso correto dos conectores;
· Respeito pelas regras de concordância;
· Uso adequado dos pronomes que evitam as repetições do nome;
· Utilização de um vocabulário variado, com recurso de sinônimos, antônimos...
Exemplo de Texto Dissertativo Argumentativo
Em pleno século XXI é salutar refletir sobre a importância de preservação do meio ambiente bem como atuar em prol de uma sociedade mais consciente e limpa. Já ficou mais que claro que a maioria dos problemas os quais enfrentamos atualmente nas grandes cidades, foram gerados pela ação humana.
De tal modo, podemos pensar nas grandes construções, alicerçadas na urbanização desenfreada, ou no simples ato de jogar lixo nas ruas. A poluição gerada e impregnada nas grandes cidades foi em grande parte fruto da urbanização desenfreada ou da atuação de indústrias; porém, deveres não cumpridos pelos homens também proporcionaram toda essa "sujidade". Nesse sentido, vale lembrar que pequenos atos podem produzir grandes mudanças se realizados por todos os cidadãos.
Portanto, um conselho deveras importante: ao invés de jogar o lixo (seja um papelzinho de bala, ou uma anotação de um telefone) nas ruas, guarde-o no bolso e atire somente quando encontrar uma lixeira. Seja um cidadão consciente! Não Jogue lixo nas ruas!
Há uma estrutura consagrada para a organização desse tipo de texto.
Consiste em organizar o material obtido em três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.
Produção de Textos - Como Começar?
A produção de textos é o ato de expor por meio de palavras as ideias, sendo uma ação deveras importante.
Saber produzir um texto pode ser um pré-requisito para conseguir um emprego, uma vaga na faculdade, dentre outros.
Pessoas que escrevem bons textos conseguem se expressar melhor. A leitura, intimamente ligada à escrita, é um ato essencial para se produzir um bom texto.
Enquanto lemos estamos ampliamos nosso vocabulário e, consequentemente, nosso universo interpretativo. Ou seja, com o ato da leitura estamos aumentando nossa capacidade de entender melhor tudo que nos rodeia.
Assim, é muito importante saber escrever bons textos, e sobretudo, ter o hábito da leitura.
Como Produzir um Bom Texto?
Observe que não existe uma “fórmula mágica” para produzir um bom texto, no entanto, há estratégias interessantes para melhorar sua produção.
Cada indivíduo tem um estilo de escrita, no entanto, o que importa não é necessariamente o estilo e sim, a coesão e a coerência apresentadas no texto.
De tal modo, a coerência é uma característica textual que está relacionada com o contexto. Ou seja, ela significa a relação lógica entre as ideias expressas, de forma que não haja contradição no texto.
A coesão, por sua vez, está relacionada com a regras gramaticais e os usos corretos dos conectivos (conjunções, preposições, advérbios e pronomes).
Em suma, para que um texto seja considerado bom, o importante é conhecer o tipo e o gênero do texto. Além disso, não fugir do tema pedido e sobretudo, cumprir as regras gramaticais essenciais para sua compreensão.
Para tanto, pesquisar sobre o tema antes de escrever o texto é muito importante para dar consistência e mais propriedade à argumentação textual agregando maior valor ao texto.
Vale lembrar das novas regras gramaticais da língua portuguesa, apresentadas pelo “Novo Acordo Ortográfico”.
Assim, não adianta fazer uma boa introdução e desenvolvimento, e deixar o texto sem conclusão. Após a argumentação faz se necessário que o escritor chegue numa conclusão e opine (no caso dos textos dissertativos), apresentando assim um novo caminho.
Note que, quanto mais criativa for a conclusão, mais interessante ficará o texto.
DICAS GERAIS- REDAÇÃO
· 
Nunca copie frases dos textos de apoio
· 
Adapte sua caligrafia: letra muito grande dá pouco espaço para desenvolver o tema e pode tornar seu texto superficial (ainda mais para aqueles que aumentam a letra propositalmente)
· 
Acompanhe regularmente o site oficial do ENEM -- use o app para celular e baixe e leia a cartilha do participante sobre a redação do ENEM
· 
Use a melhor e mais básica estrutura macro: Introdução + 2 argumentos + conclusão
· 
Busque aulas particulares de redação apenas quando você aprender a eliminar os erros mais básicos de seus textos (você não quer pagar para alguém corrigir erros de ortografia/acentuação que você eliminaria facilmente com uma revisão)
Pesquise e entenda cada uma das 5 competências avaliadas na redação do ENEM
DICAS PARA USAR DURANTE SUA PRÁTICA
· 
Escreva ao menos 1 redação por semana
· 
Sempre cronometre o tempo que você leva - o objetivo é chegar em 1h30 (incluindo o tempo para revisar e passar a limpo)
· 
Use sites como Projeto Redação ou Uol Redações para treinar com temas que podem cair no ENEM
· 
Se nos textos de apoio houver gráficos, utilize esses dados para criar seus argumentos
· 
Sempre faça um esquema de suas ideias antes de começar a escrever. Esse esquema deve conter palavras-chave que deixem claro o que você pretende abordar em cada parágrafo da redação
· 
Faça redações com todos os temas que já caíram no ENEM anteriormente, inclusive os PPL
DICAS E TÉCNICAS DE REDAÇÃO PARA O ENEM
· 
Adquira o costume de pesquisar e analisar redações nota 1000 de ENEMs passados
· 
Ao iniciar uma redação, antes de mais nada, adquira o costume de pensar sobre o tema e quais suas ideias iniciais sobre ele (sem pesquisar nada)
· 
Aprenda a usar os conectivos (ou operadores argumentativos) para dar coesão para seu texto
· 
Ao usar argumentos de autoridade, cuidado para não tornar seu texto demasiadamente descritivo (contrário de argumentativo)
· 
Escreva de maneira impessoal: em redação isso significa usar verbos em terceira pessoa do singular ou primeira do plural e ainda indeterminar o sujeito
· 
Não tente usar palavras difíceis só por usar. O texto deve ser claro e usar vocabulário formal, mas nada de exageros
· 
Gaste menos tempo com conteúdos que tentam adivinhar o tema da redação desse ano e mais tempo aumentando seu conhecimento de mundo
· 
Na sua proposta de intervenção, lembre-se sempre de citar os MEIOS de como chegar à solução que você propõe
· 
Toda introdução deve ter sua tese - seu posicionamento sobre o tema, que pode ser relativizado através de considerações a favor e contra
· 
Busque equilibrar o número de linhas entre os parágrafos: nenhum pode ser muito maior ou muito menor que o outro
· 
Não repita palavras, especialmente se muito próximas. Busque sinônimos ou expressões que possam retomar o elemento a que você está se referindo
· 
Nunca escreva um parágrafo inteiro que contenha apenas uma frase
· 
O título da redação do ENEM não é obrigatório, mas se quiser escrever siga a estrutura ``Reafirmação do tema: frase opinativa``
· 
Sim, é possível criar um argumento contra e outro a favor, mostrando ``os dois lados da moeda``
· 
Aprenda a estrutura correta do parágrafo, com tópico frasal, desenvolvimento e conclusão
· 
Procure escrever frases mais curtas -- isso deixa seu texto mais claro --, mas não esqueça dos conectivos
· 
Na proposta de intervenção, pense em como cada ator social pode atuar sobre o problema: governo, família, sociedade, escola, ONG's, iniciativa privada, indivíduo
· 
Utilize, sempre que possível, exemplos concretos em seus argumentos
· 
A primeira coisa que você deve fazer na introdução é uma contextualização do problema -- seja através de uma relação histórica, seja através de uma curta explanação de causa e consequência que levou a ele
· 
Muito cuidado com expressões coloquiais (aquelas que são aceitas sem problemas na fala, porémincorretas na escrita) -- elas simplesmente não podem aparecer no seu texto
DICAS SOBRE COMO USAR E AUMENTAR SEU CONHECIMENTO DE MUNDO
· 
Aumente seu conhecimento de mundo fazendo pesquisas sobre cada tema que você treinar
· 
História é a disciplina que mais ajuda a contextualizar e criar argumentos para a redação. Estude-a!
· 
Assista a palestras TED para aumentar seu conhecimento e visão de mundo.
· 
A Mitologia greco-romana é outra ótima fonte de referências para fazer relações e construir argumentos. Estude-a através de jogos como God of War ou filmes como Fúria de Titãs.
· 
Respeite os direitos humanos, princípios de cidadania, igualdade, liberdade e diversidade
· 
Usar citações de pensadores é uma técnica válida, mas tente não forçar a barra e sair encaixando em qualquer tema aquela frase que você decorou
DICAS PARA ESTUDAR GRAMÁTICA
· 
Entenda a diferença entre Coerência e Coesão
· 
Erros de ortografia são imperdoáveis. Para estudar, busque todas as palavras que tiver dúvida (acho desnecessário estudar regras de ortografia, já que as exceções são muitas)
· 
Estude a forma certa de usar os porquês -- é simples de entender e muitos candidatos perdem nota por não saberem usar
· 
Não utilize palavras entre aspas para lhes dar sentido figurado -- isso é visto como falta de vocabulário pelo avaliador
· 
Nunca utilize gírias ou abreviaturas
· 
Estude como usar travessões e acrescente essa ferramenta de pontuação às suas redações
· 
A vírgula é o caso de pontuação em que os candidatos mais erram -- é um conteúdo de dificuldade elevada e que depende principalmente do estudo do período composto (orações subordinadas e coordenadas). Destaque-se eliminando seus erros de vírgula.
· 
Busque e aprenda a regência dos verbos mais comuns de se usar em redação
· 
Estude concordância verbal, principalmente os casos em que o sujeito está longe do verbo
· 
Estude concordância nominal, principalmente quando há dois ou mais adjetivos vindo antes ou depois de um substantivo
· 
Estude regras de acentuação e crase
DICAS PARA O DIA DA PROVA
· 
Sua redação deve ser escrita com caneta preta, que deve ser de tubo transparente.
Planejamento
O planejamento é elemento fundamental para o sucesso de uma boa redação. Integra a pré-escrita e começa com a busca por informações sobre o tema a ser desenvolvido.
Após o conhecimento substancial o suficiente para discorrer o texto, é preciso elaborar os esquemas de encadeamento do tema.
Assim, quem escreve divide o que será e como será abordado no decorrer do tema conforme a ordem de importância e o significado.
Esquema de planejamento: verificar quais são as bases históricas do feminismo, autores que tratam do assunto e a evolução do tema ao longo da história. Buscar dados da atualidade sobre o tema e situações que o envolvem.
Anotar em tópicos o que considera importante;
Fazer um conjunto ou esqueleto do que considera importante ser abordado.
EXEMPLO DE PLANEJAMENTO
Inicialmente, é preciso não confundir esquema com rascunho.
Esquema é um guia que estabelecemos para ser seguido, no qual colocamos em frases sucintas (ou mesmo em simples palavras) o roteiro para a elaboração do texto. No rascunho, vamos dando forma à redação, porque nele as ideias colocadas no esquema passam a ser redigidas, tomando a forma de frases até chegar a um texto coerente.
O primeiro passo para a elaboração de um esquema é ter entendido o tema proposto, pois de nada adiantará um ótimo esquema se ele não estiver adequado ao tema.
Por ser um roteiro a seguir, deve-se dividir o esquema nas partes de que se compõe a redação. Se formos escrever uma redação dissertativa, o esquema já deverá apresentar as três partes da dissertação: introdução, desenvolvimento e conclusão, que podem vir representadas pelas letras a, b e c, respectivamente.
Na letra a, você deverá colocar a tese que vai defender; na letra b, palavras que resumam os argumentos que você apresentará para sustentar a tese; na letra c, uma palavra que represente a conclusão a ser dada.
Quando estamos fazendo o esquema do desenvolvimento (letra b), é comum surgirem inúmeras ideias. Registre-as todas, mesmo que mais tarde você não venha a utilizá-las. Essas ideias normalmente vêm sem ordem alguma; por isso, mais tarde é preciso ordená-las, selecionando as melhores e colocando-as em ordem de importância. A esse processo damos o nome de hierarquização das ideias.
Para não se perder tempo elaborando um outro esquema, a hierarquização das ideias pode ser feita por meio de números atribuídos às palavras que aparecem no esquema, seguindo a ordem em que serão utilizadas na produção do texto.
Apresentamos, agora, um exemplo do esquema com as ideias já hierarquizadas:
Tema: A pena de morte: contra ou a favor?
 
a) contra, não resolve.
 
b) 1. direito à vida -- religião
      2. outros países -- EUA
      3. erro judiciário
     4. classes baixas
     5. tradição.
 
c) ineficaz: solução: erradicação da pobreza.
Feito o esquema, é segui-lo passo a passo, transformando as palavras em frases, dando forma à redação.
No exemplo dado, na introdução você se declararia contrário (a) à pena de morte porque ela não resolve o problema do crescente aumento da criminalidade no país.
No desenvolvimento, você utilizaria os argumentos de que todas as pessoas têm direito à vida, consagrado pelas religiões; de que nos países em que ela existe, citando os Estados Unidos como exemplo, não fez baixar a criminalidade; de que sempre é possível haver um erro judicial que leve a matar um inocente; de que, no caso brasileiro, ela seria aplicada somente às classes mais baixas; que não podem pagar bons advogados; e, finalmente, de que a tradição jurídica brasileira consagra o direito à vida e repudia a pena de morte.
Como conclusão, retomaria a tese insistindo na ineficácia desse tipo de pena e indicando outras soluções para resolver o problema da criminalidade, como a erradicação da miséria.
TEMA: Escassez de água
 
Idéias vindas após o primeiro contato com o tema:
 
*indispensável a vida,
*livro Os sertões (Euclides da Cunha),
*má distribuição territorial,
*mau uso,
*pouca fiscalização,
*falta de conscientização,
*consumo de água poluida,
*conflitos geográficos.
 
Após essa tempestade de pontos-chaves, o passo seguinte é dividi-los para melhor encaixar em sua redação.
 
Divisão das ideias:
 
*causas -> mau uso, pouca fiscalização, falta de conscientização
*consequências -> consumo de água poluida, conflitos geográficos
*argumentos -> necessidade indispensável a vida, livro Os Sertões (Euclides da Cunha)
DICAS PARA FAZER O BRAINSTORM
1) CONHEÇA SOBRE O TEMA QUE VOCÊ VAI ESCREVER.
Parece bem óbvio, não é? Como você vai defender alguma coisa que você nem sabe o que é? Mas tem muita gente por aí querendo escrever sobre o que não sabe.
Minha dica para você é: Seja curioso!
Tenha conhecimentos de mundo (atualidades, coisas que estão acontecendo em outros países e têm relação direta ou indireta com o Brasil, cultura brasileira, economia, diplomacia, etc.).
2) LEIA A COLETÂNEA E GRIFE!
Quando pegar um tema de redação, leia a Coletânea e grife as partes que você achar mais interessante.
3) FAÇA UM BRAINSTORM.
‘Brainstorm’ significa tempestade de ideias.
Quando você terminar de ler a coletânea, provavelmente sua cabeça vai estar a milhão, pensando sobre argumentos que você possa usar. Mas não pense nos argumentos por agora!
Nesta etapa, você vai fazer um Brainstorm. Basta pegar a caneta e transcrever para o papel tudo que está na sua cabeça, tudo que você sabe sobre o tema. Sinta-se livre para colocar quantas ideias você quiser.
ATENÇÃO: Coloque apenas ideias, nada de colocar argumentos, hein!?
O Brainstorm serve para você achar a ideia central (tese) de seu texto.
Exemplo prático:
Tema: Economia brasileira, crise ou marolinha?
Brainstorm (o que eu sei sobre esse tema): dólar alto, empresas quebrando, corrupção, governo instável, desemprego, aumento do empreendedorismo.
4) SELECIONE 3 IDEIAS DO BRAINSTORM.
Agora, você vai escolher apenas 3 ideias doseu Brainstorm.
Exemplo Prático:
Três ideias do meu Brainstorm: corrupção, desemprego, empresas quebrando.
5) ARGUMENTANDO SOBRE AS 3 IDEIAS.
Chegou a hora de você argumentar sobre as 3 ideias selecionadas. Liste as coisas que você sabe sobre os pontos selecionados e que podem ser um bom argumento.
Nosso exemplo prático:
Corrupção: governo corrupto, mensalão, instabilidade política, desconfiança no mercado internacional.
Desemprego: empresas demitindo seus funcionários, marginalização, aumento de empreendedores (lado bom), poder de compra diminuído, inflação, endividamento.
Empresas quebrando: crise na Petrobrás e Vale, empresas demitindo funcionários em massa, empresas e fábricas fechando, presidentes sendo demitidos, valor de mercado caindo absurdamente, desconfiança de investidores.
6) ESCOLHA A IDEIA QUE VOCÊ MAIS GOSTE DE FALAR.
Agora que você já possui 3 ideias centrais (teses), escolha a que você tem mais facilidade para defender.
Nosso exemplo prático:
Vou escolher a ideia central: empresas quebrando.
Levemos em consideração o tema “O poder da internet”
Escrevendo a redação
Crie a Estrutura do Texto
Segue abaixo algumas etapas básicas para a produção de texto:
Tema e Título
Observe que o tema da redação é diferente do título. Assim, o tema representa o assunto a ser abordado, enquanto o título é o nome dado ao texto.
Na maioria dos casos, o título é muito importante, sendo que algumas pessoas preferem começar por ele. Outras, escrevem o texto primeiro e a palavra ou expressão que o define é escolhida posteriormente.
Tema da Redação
Antes de mais nada, você deve focar no tema que está sendo proposto ou pelo professor, no vestibular, ou ainda, num concurso. O tema, é, portanto, o assunto que será tratado.
Geralmente, nesse tipo de avaliação, você tem um limite de palavras e/ou parágrafos. Portanto, esteja atento a isso.
Quanto ao tema, você deve antes de mais nada refletir sobre ele, ou seja, quais as informações que você possui sobre esse assunto, ou se ainda, é necessário pesquisar mais. Fazer um rascunho e enumerar os principais pontos é uma boa maneira de começar.
Para pensar sobre o tema, podemos nos questionar com algumas perguntas e ao respondê-las já podemos vislumbrar nosso conhecimento sobre o assunto e ainda, nossa opinião.
Exemplo:
Vamos pensar no tema “Violência nas Escolas”:
· O quê? Violência nas escolas
· Como ela acontece? Parte dos alunos sejam entre eles ou entre eles e os professores e diretores.
· Por que ela acontece? Falta de respeito, de educação, de limites, etc.
· Quando ou desde quando ela acontece? Atualmente tem se notado mais o aumento da violência nas escolas.
· Onde ela acontece? Acontece dentro ou fora das escolas.
Sendo assim, um bom começo para refletir sobre o que vamos escrever é reunir nossos conhecimentos sobre o tema com essas perguntas simples: o que, como, por que, quando e onde.
Obs.: O “tema” e o “título” são termos que geralmente causam confusão, pois são tratados como sinônimos. A verdade é que o tema é o assunto que será tratado; já o título é o nome que você atribuirá ao seu texto.
Exemplo de Redação:
Tema: Violência nas Escolas
Título: Os problemas e as soluções da violência nas escolas
Título, tema, delimitação de tema
O título e o tema no texto dissertativo
(Partes deste capítulo foram extraídos de SOBRAL, João Jonas Veiga. Redação: escrevendo com prática. São Paulo: Iglu, 1997.)
Dependendo da proposta, podemos escolher diversos temas e títulos para o texto. Exemplos:
Tema: Família
Título: A ditadura dos filhos
Ideia central: As famílias sofrem ultimamente com a ditadura dos filhos consumistas que tudo pedem movidos pela onda de consumo propagada pela televisão; e os pais, perdidos nas novas tendências educacionais, permitem que os filhos mandem e desmandem na hora de comprar determinado produto.
Tanto o título quanto o tema poderiam ser outros, a proposta é muito ampla, permitindo várias opções de escolha. É importante que você seja criativo na escolha do título e que não use expressões simplórias.
Delimitação do tema
Antes de iniciar um texto, pense, primeiramente quanto à delimitação do tema, ou seja, às vezes, você se defronta com um tema muito amplo para ser desenvolvido e sente dificuldade em escrever, pois já que ele é amplo demais, as idéias também serão múltiplas. Tome como exemplo o tema “Poluição”. Dá para escrever não só um texto, mas uma enciclopédia sobre o assunto... Se for solicitada, por exemplo, uma redação de 25/30 linhas, o resultado de seu texto será uma reunião de frases desconexas e genéricas, e o assunto teria um tratamento superficial. Numa redação, as idéias devem ser delimitadas para que a argumentação possa ser, no mínimo, convincente. Veja algumas possíveis delimitações para o tema escolhido como exemplo – “Poluição”:
· Poluição dos rios
· Poluição sonora
· Poluição e saúde pública
· Poluição sonora e o sono
· O que a sociedade deve fazer perante o problema da poluição
· A poluição do ar e a saúde dos nossos pulmões
· A poluição do solo e o futuro dos campos férteis
Observe-se que nesses exemplos o tema será poluição, mas seu campo de extensão é delimitado, marcado. Seu texto será muito mais profícuo e interessante, pois você terá mais chances de fazer valer seu ponto de vista quanto à questão abordada. Delimitado o tema, veja um exemplo de como planejar um texto. Tome como parâmetro o tema “poluição nos rios” – observe que ele já vem delimitado: você vai escrever sobre a poluição, especificamente a dos rios.
Tema: poluição dos rios
· morte de vários peixes;
· desequilíbrio na flora e fauna aquática;
· indústrias despejam poluentes nas águas;
· nenhum controle por parte das autoridades responsáveis;
· com o aumento da poluição, o que será de nós daqui a algumas décadas?
· poluição da água que bebemos;
· na Inglaterra recuperaram um rio que era totalmente poluído, o Tâmisa;
· não existe só poluição dos rios, há também poluição do ar e do solo;
· o rio Tietê, em São Paulo, é totalmente poluído; é só passar nas suas margens que a gente sente o cheiro;
· antigamente as pessoas até tomavam banho no Tietê;
· contaminação dos peixes que comemos;
· campanhas educativas para a população;
· destruição dos rios = destruição do planeta = destruição da nossa casa = destruição de nós mesmos;
· contaminação de plantações irrigadas por água poluída;
· desequilíbrio ecológico;
· desenvolvimento de projetos para reaproveitar o lixo que é lançado nos esgotos;
· detergentes biodegradáveis;
· despejo de esgotos nos rios
· maior fiscalização por parte das autoridades responsáveis
Com um bom número de idéias levantadas, ficará mais fácil redigir seu texto !!!.
ORGANIZANDO AS IDÉIAS
A proposta agora é agrupar as idéias, separando as causas, conseqüências e soluções. Procure selecionar somente as idéias que sigam uma linha de pensamento, isto é, que estejam interligadas.
FATO: Poluição desmesurada dos rios
CAUSAS: Por quê?
· indústrias despejam poluentes nas águas;
· nenhum controle por parte das autoridades responsáveis;
· despejo de esgotos nos rios
· detergentes biodegradáveis
CONSEQÜENCIAS: O que acontece em razão disso? (por isso, logo)
· morte de vários peixes;
· contaminação dos peixes que comemos;
· poluição da água que bebemos;
· contaminação de plantações irrigadas por água poluída;
· desequilíbrio ecológico
SOLUÇÕES:
· seguir o exemplo da Inglaterra, onde recuperaram um rio que era totalmente poluído, o Tâmisa;
· desenvolvimento de projetos para reaproveitar o lixo que é lançado nos esgotos;
· campanhas educativas para a população;
· maior fiscalização por parte das autoridades responsáveis
Feito isso, veja como ficará mais fácil produzir um texto coeso e coerente:
“A poluição dos rios está se tornando desmesurada e incontrolável, pois despejam-se poluentes e esgotos nas águas e, além disso, detergentes não-biodegradáveis ainda são produzidos e jogados nos rios. Tudo isso gera a morte de peixes, poluição da água que bebemos, e o acúmulo dedetritos no leito dos rios provocam inundações. Se seguíssemos o exemplo da Inglaterra, que recuperou o rio Tâmisa, e se fossem criadas campanhas educativas para a população, bem como uma maior fiscalização por parte das autoridades, esse problema seria facilmente resolvido”.
Introdução no Texto Dissertativo-argumentativo Introdução: A introdução deve apresentar de maneira clara o assunto que será tratado e delimitar as questões, referentes ao assunto, que serão abordadas.
Neste momento deve-se formular uma tese, que deverá ser discutida e provada no texto, propor uma pergunta, cuja resposta deverá constar no desenvolvimento e explicitada na conclusão.
Na introdução devem ser mencionados os temas que são abordados no texto - ou o problema - de modo a situar o interlocutor.
Esta parte deve compreender cerca de 25% da dimensão global do texto.
Na introdução o assunto é apresentado, é indicada a situação geral sobre o tema e explicado o porquê da pertinência do mesmo.
A clareza é a principal forma de introduzir um texto dissertativo-argumentativo. É a partir dela que o leitor terá a noção do que será apresentado em seguida.
· O tema deve ser apresentado já na primeira frase
· Não há meios de fazer rodeios já na primeira frase do primeiro parágrafo
· Também é no primeiro parágrafo que está inserido a linha de raciocínio do autor
· O objetivo é convencer o leitor
Procedimentos Argumentativos
É no primeiro parágrafo que estará inserida a tese a que o autor tentará apontar ao longo de todo o texto por meio de procedimentos argumentativos
Os procedimentos argumentativos são os principais elementos de coesão textual na redação dissertativa-argumentativa.
São responsáveis por espelhar os métodos de raciocínio e possíveis provas do autor para convencer o interlocutor de um determinado ponto de vista.
Diferente da narrativa, no texto dissertativo-argumentativo não há marcadores temporais
Dicas:
· Usar palavras que nomeiam ideias e conceitos
· Não usar marcadores de tempo
· Encadear as ideias
· Usar operadores argumentativos
Exemplo:
O mosquito aedes aegypti é a causa de uma das maiores crises na saúde do Brasil. Vetor de ao menos três doenças graves, o ciclo de vida do mosquito é favorecido pelo clima tropical e pela ineficiência das parcas políticas sanitárias específicas para seu controle.
Entenda:
O mosquito Aedes aegypti é a causa de uma das maiores crises na saúde do Brasil (ideias e conceitos).
Vetor de ao menos três doenças graves, o ciclo de vida do mosquito é favorecido pelo clima tropical e pela ineficiência das parcas políticas sanitárias específicas para seu controle ​(encadeamento de ideias e uso de operadores argumentativos).
A Introdução no Texto Explicativo
O objetivo da redação explicativa é apresentar informações específicas sobre um determinado tema.
Nesse tipo de texto, o leitor passa a ter detalhes de um conhecimento que lhe será apresentado pela primeira vez ou que será aperfeiçoado.
Características
· Uso de predicados organizados em torno de verbos, principalmente: ser, ter, conter, consistir, compreender, indicar, significar, construir, denominar, designar;
· Uso de sinais de pontuação que introduzem explicações ou citações, como: dois pontos, parênteses, aspas e travessões;
· Uso de orações coordenadas explicativas introduzidas pelas conjunções pois e porque;
· Orações adjetivas e explicativas;
· Marcadores de reiteração como: isto é, ou seja, com objetivo de, esclarecendo, etc...
Exemplo:
A tecnologia atual é marcada pela necessidade de facilitar o acesso, emprego e uso de produtos que vão de aparelhos eletroeletrônicos, passando por alimentos, vestuário e medicamentos.
O muitos anos de pesquisa nas mais diversas resultam em aplicações multidisciplinares.
Por exemplo: diversos setores da engenharia estão a favor da busca por alimentos de melhor aproveitamento; medicamentos com maior poder de cura e menor impacto no organismo; aparelhos que facilitam a comunicação, o lazer; transportes econômicos, de reduzido impacto ambiental e elevada potência, entre outros.
Entenda:
A tecnologia atual é (uso do verbo ser) marcada pela necessidade de facilitar o acesso, emprego e uso de produtos que vão de aparelhos eletroeletrônicos, passando por alimentos, vestuário e medicamentos. O muitos anos de pesquisa nas mais diversas resultam em aplicações multidisciplinares.
Por exemplo: (pontuação como marcador de reiteração) diversos setores da engenharia estão a favor da busca por alimentos de melhor aproveitamento; medicamentos com maior poder de cura e menor impacto no organismo; aparelhos que facilitam a comunicação, o lazer; transportes econômicos, de reduzido impacto ambiental e elevada potência, entre outros (uso de orações explicativas.
FORMAS DE INTRODUÇÃO DO PARÁGRAFO
A introdução situa o leitor quanto ao que será discutido. Funciona como uma apresentação do texto. Por isso, ela deve ser interessante, chamar a atenção do leitor, assim como o fez o título. Observe alguns tipos de introdução:
Introdução-roteiro: Nela, o autor refere-se ao tema a ser discutido e à forma como o texto será organizado. Exemplo:
“Discutem-se muito, atualmente, as causas e conseqüências da poluição dos rios”. 
Introdução-tese: Menciona-se de pronto o que se pretende provar. Obviamente a tese será retomada na conclusão, que funcionará como confirmação do que foi exposto no começo, apoiada no desenvolvimento. Neste, a tese deve ser comprovada. Exemplo:
“A poluição nos rios é uma questão que envolve toda a comunidade: população, indústrias, governo”. 
Introdução com exemplos: talvez seja a que mais atrai a atenção de quem lê, pois colocam-se exemplos de como a situação exposta ocorre, dando ao leitor toda a dimensão do problema. Exemplo:
“Milhares de peixes mortos boiando nos rios. Espumas alvas decolando da superfície da água. Um cheiro insuportável de enxofre na avenida Marginal do rio Tietê. Este é um quadro que revela toda a dimensão do problema que é a poluição nos rios”. 
Introdução-interrogação: Apresenta questões relacionadas ao tema, as quais devem ser respondidas ao longo do texto. Exemplos:
“Com a crescente poluição dos rios, como chegaremos ao próximo Milênio?” Ou
“É possível combater os efeitos da poluição nos rios?”
Dicas para a INTRODUÇÃO
Existem várias formas de começar uma introdução. Aqui vão algumas:
1) por uma pergunta – ou retórica (pergunta de ênfase), ou que será respondida durante a redação. [Perguntas que fogem desse padrão atrapalham a lógica, ou coerência, da dissertação para o Enem 2013]. Exemplo: É possível imaginar o Brasil como um país desenvolvido e com justiça social enquanto existir tanta violência contra o menor?
2) por um dado histórico (sempre com indicação precisa de datas ou referências de acontecimentos históricos). Exemplo: Às crianças, nunca foi dada a importância devida. Em Canudos e em Palmares, não foram poupadas. Na Candelária ou na praça da Sé, continuam não sendo.
3) por uma comparação (assemelhando ou opondo coisas). Exemplo: É comum encontrar crianças de dez anos de idade vendendo balas nas esquinas brasileiras. Na França, nos EUA ou na Inglaterra – países desenvolvidos – nessa idade, as crianças estão na escola e não submetidas à violência das ruas.
4) por um dado estatístico (sempre referenciando de onde esse dado foi extraído). Exemplo: Quarenta mil crianças morreram hoje no mundo, vítimas de doenças comuns combinadas com a desnutrição, segundo a UNICEF. Para cada criança que morreu hoje, muitas outras vivem com a saúde debilitada. Entre os sobreviventes, metade nunca colocará os pés em uma sala de aula.
5) por uma citação (sempre entre aspas e, após, referenciar quem foi a pessoa citada). Exemplo: ‘‘Navegar é preciso, viver não é preciso’‘. Com leve estremecimento de susto, aplica-se o antigo verso do poeta Fernando Pessoa ao sistema de informação, pesquisa e correspondência por computador, a comunicação on line, a Internet.
6) por uma definição, ou conceito. Exemplo: A gíria é um patrimônio comum, é um instrumento de comunicaçãoque parece imprescindível, sobretudo, para a juventude. Até mesmo as gerações que a condenavam acabaram por assimilar algumas expressões de maior ocorrência.
Existem outras formas de como você pode iniciar sua introdução, mas essas são essenciais e fáceis de começar sua redação para o Enem 2013. Lembre-se do ditado: ‘‘Toda escritura requer uma boa leitura‘‘. Então, leia sempre e, com isso, você criará uma desenvoltura e acúmulo de informações sobre muitos temas. Seu poder de redigir e argumentar será maior, certo?
A Tese (ideia que se pretende defender) de uma dissertação deve ser clara, objetiva e concisa, preferencialmente. 
· MODELOS DE TESE
1 – Cena descritiva:
Exemplo:
O som invade a cidade. Buzinas estridentes atordoam os passantes. Edifícios altíssimos cobrem os céus cinzentos da metrópole. Uma fumaça densa e ameaçadora empresta a São Paulo o aspecto de fotografias antigas sombreadas pela cor do tempo. É a paisagem tristonha da poluição.
2 – Uma frase declarativa ou afirmação:
Exemplo:
O artista contemporâneo, diante de um mundo complexo e agitado, tem por missão traduzir o mais fielmente possível essa realidade. 
3 – Frases ou expressões nominais:
Exemplo:
Baixos salários. Médicos descontentes. Enfermagem pouco qualificada. Falta de medicamentos. Desvio de verbas. Hospitais insuficientes e mal aparelhados. Atendimento precário. Esse é o retrato da saúde pública brasileira.
4 – Resgate histórico ou dados retrospectivos:
Exemplo:
As primeiras manifestações de comunicação humana nas eras mais primitivas foram traduzidas por sons que expressavam sentimentos de dor, alegria ou espanto. Mais tarde, as pinturas rupestres surgiram como primeiros vestígios de tentativa de preservação de uma era...
5 – Citação: textual e comentada. 
Exemplo:
Textual: "O escravo brasileiro, literalmente falando, só tem uma coisa: a morte”.Joaquim Nabuco, grande teórico do movimento abolicionista brasileiro. Nabuco revela uma das características que o pensamento antiescravista apresenta: a nota de comiseração pelo escravo.
Comentada: O teórico Joaquim Nabuco, em sua comiseração pelo escravo brasileiro, disse que este só tem a própria morte. O movimento brasileiro antiescravista, quando já fortalecido, deixou bem clara essa pungente acusação nas palavras dos abolicionistas.
6 – Pergunta ou uma sequência de perguntas:
Exemplo:
Os pensadores do século XIX propuseram nos termos da época as questões que, apesar de toda a posterior realidade, continuam a intrigar os críticos sociais: como funciona a mente de um político? Quais são os fatores imponderáveis que o levam a agir desta ou daquela maneira?
7 – Definição:
Exemplo
O envelhecimento é um processo evolutivo que depende dos fatores hereditários, do ambiente e da idade, embora ainda não tenham sido descobertas as causa precisas que o determine em toda a sua amplitude e diversidade.
8 – Narração:
Exemplo:
O ano de 1997 foi marcado pela expansão da informática no país: realizaram-se as mais importantes feiras do mundo, apresentando novidades que deslumbraram os brasileiros. Os mais ávidos de atualizar-se se transformaram em presas definitivas de um dos mercados mais lucrativos do planeta.
9 – Comparação:
Exemplo:
A era da informática veio aprofundar os abismos do país: de um lado, assistimos ao avanço tecnológico desfrutado por cerca de 2% da população; de outro, assistimos à crescente marginalização da maioria que sequer consegue alfabetizar-se minimamente.
10 – Declaração surpreendente:
Exemplo:
Jamais houve cinema silencioso. A projeção das fitas mudas era acompanhada por música de piano ou pequena orquestra. No Japão e outras partes do mundo, popularizou-se a figura do narrador ou comentador de imagens, que explicava a história ao público. Muitos filmes, desde os primórdios do cinema, comportavam música e ruídos especialmente compostos.
EXEMPLOS DE INTRODUÇÕES MIL
MODELOS DE INTRODUÇÕES –TEMA 2017
Maria Clara Delmas Campos:
A formação educacional de surdos representa um desafio para uma sociedade alienada e segregacionista como a brasileira. O desconhecimento da língua brasileira de sinais — LIBRAS — e a visão inferiorizante que se tem dos surdos podem acabar por excluí-los de processos educacionais e culturais e mantê-los marginalizados em relação ao mundo atual. Portanto, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada
ISABELLA BARROS CASTELO BRANCO, DO PIAUÍ
Na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o realista Machado de Assis expõe, por meio da repulsa do personagem principal em relação à deficiência física (ela era “coxa), a maneira como a sociedade brasileira trata os deficientes. Atualmente, mesmo após avanços nos direitos desses cidadãos, a situação de exclusão e preconceito permanece e se reflete na precária condição da educação ofertada aos surdos no País, a qual é responsável pela dificuldade de inserção social desse grupo, especialmente no ramo laboral.
MARCUS VINÍCIUS MONTEIRO DE OLIVEIRA, DO CEARÁ
No Brasil, o início do processo de educação de surdos remonta ao Segundo Reinado. No entanto, esse ato não se configurou como inclusivo, já que se caracterizou pelo estabelecimento de um “apartheid” educacional, ou seja, uma escola exclusiva para tal público, segregando-o dos que seriam considerados “normais” pela população. Assim, notam-se desafios ligados à formação educacional das pessoas com dificuldade auditiva, seja por estereotipação da sociedade civil, seja por passividade governamental. Portanto, haja vista que a educação é fundamental para o desenvolvimento econômico do referido público e, logo, da nação, ela deve ser efetivada aos surdos pelos agentes adequados, a partir da resolução dos entraves vinculados a ela.
 YASMIN LIMA ROCHA, DO PIAUÍ
A formação educacional de surdos encontra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa tese pode ser comprovada por meio de dados divulgados pelo Inep, os quais apontam que o número de surdos matriculados em instituições de educação básica tem diminuído ao longo dos últimos anos. Nesse sentido, algo deve ser feito para alterar essa situação, uma vez que milhares de surdos de todo o país têm o seu direito à educação vilipendiado, confrontando, portanto, a Constituição Cidadã de 1988, que assegura a educação como um direito social de todo o cidadão brasileiro.
LARISSA FERNANDES SILVA DE SOUZA, DO PARÁ
 A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU – assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o precário serviço de educação pública do Brasil e a exclusão social vivenciada pelos surdos impede que essa parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no sistema de educação inclusiva do país.
ALAN DE CASTRO NABOR, DE ALAGOAS
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, percebe-se que, no Brasil, os deficientes auditivos compõem um grupo altamente desfavorecido no tocante ao processo de formação educacional, visto que o país enfrenta uma série de desafios para atender a essa demanda. Nesse contexto, torna-se evidente a carência de estrutura especializada no acompanhamento desse público, bem como a compreensão deturpada da função social deste.
 BEATRIZ ALBINO SERVILHA, DO RIO DE JANEIRO
 Educação inclusiva
Durante o século XIX, a vinda da Família Real ao Brasil trouxe consigo a modernização do país, com a construção das escolas e universidades. Também, na época, foi inaugurada a primeira escola voltada para a inclusão social de surdos. Não se vê, entretanto, na sociedade atual, tal valorização educacional relacionada à comunidade surda, posto que os embates que impedem sua evolução tornam-se cada vez mais evidentes. Desse modo, os entraves para a educação de deficientes auditivos denotam um país desestruturadoe uma sociedade desinformada sobre sua composição bilíngue.
DESENVOLVIMENTO DO TEXTO DISSERTATIVO
 É a parte do texto em que as ideias, pontos de vista, conceitos, informações de que dispõe serão desenvolvidas; desenroladas e avaliadas progressivamente.
Todas as ideias mencionadas na introdução devem ser desenvolvidas de forma opinativa e argumentativa nessa parte do texto, cuja dimensão deve compreender cerca de 50% do mesmo.
No desenvolvimento é preciso fazer a revisão de pesquisas sobre o tema e são apresentados os argumentos a favor e contrários. Nesse ponto, a tese é fundamentada e, para tanto, são usados.
Requisitos Básicos no Desenvolvimento da Redação
É preciso compreender o tema proposto e aplicar os conhecimentos sobre a área a que o assunto está assentado.
O assunto deve ser plenamente compreendido para que não ocorram erros durante o desenvolvimento, onde são demonstrados os conhecimentos básicos em relação ao tema proposto.
· Ler com atenção a proposta de redação para entender com clareza o tema
· Refletir sobre o tema e buscar os conhecimentos sobre o assunto que o envolvem
· Reunir as ideais e organizar uma sequência de maneira consistente
· Manter a sequência entre os parágrafos seguindo a introdução, desenvolvimento e conclusão
· Não fugir do tema
· Não usar termos ou frases coloquiais
· Cabe lembrar, ainda, que a adequada utilização de seu repertório cultural será determinante para diversificar e enriquecer seus argumentos. Observe alguns exemplos de argumentação:
 (Recursos argumentativos)
Pode-se desenvolver o texto dissertativo de diversas maneiras: enumeração, causa/ consequência, exemplificação, confronto, dados estatísticos e citações, além de outros. Vejamos como trabalhar com esses tipos de desenvolvimento:
1) Enumeração: Consiste em especificar a ideia central através de pormenores, de enumerações.
“Como as pessoas podem se livrar da tirania da aparência? (...) O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno”. 
(R.Shinyashiki. Entrevista a IstoÉ, 19.10.05)
Note que o autor foi enumerando e explicitando cada item de seus argumentos.
2) Causa/conseqüência: É freqüentemente usado este recurso no desenvolvimento dos textos dissertativos; o autor apresenta a causa do problema para em seguida mostrar as possíveis conseqüências.
“Entre as causas da poluição dos rios, encontramos o despejo de esgotos e de poluentes industriais nas águas. Este fato agrava-se mais porque o controle por parte das autoridades responsáveis é muito pequeno. A poluição pode ser explicada também pelo descaso da população, que acaba por não se preocupar com o problema, o que se revela, por exemplo, pelo uso de detergentes não biodegradáveis.
Como efeito da poluição dos rios, temos notadamente a morte dos peixes, gerando um profundo desequilíbrio ecológico. Ainda como conseqüência, ocorre a contaminação de plantações irrigadas por água poluída. A transmissão de doenças infecciosas aos indivíduos surge também como resultado da contaminação da água e dos peixes por eles ingeridos. Por fim, inundações decorrem também do acúmulo de detritos no leito dos rios”.
Observe que as palavras em negrito/itálico enfatizando a forma de desenvolvimento por causa/consequência.
3) Exemplificação: Outro meio de argumentação que facilita o trabalho do autor; nele mostram-se exemplos que comprovam a defesa dos argumentos. Observe que, com relação ao vício do tabagismo, a repórter usou o Brasil como exemplo de sua tese, de que as empresas lucram muito com o vício.
“O mercado mundial de cigarros movimenta 300 bilhões de dólares anuais. As fábricas geram empregos e impostos que vão direto para os cofres públicos, argumentam. No Brasil, por exemplo, o cigarro propicia uma arrecadação anual de 5,5 bilhões de reais em impostos. Em torno de 2 bilhões são gastos com o tratamento de saúde dos fumantes. Ou seja, sobram aos cofres públicos 3,5 bilhões.” 
4) Confronto: Consiste em comparar seres, fatos ou idéias enfatizando as igualdades e desigualdades entre eles.
“A leitura é muito mais enriquecedora no processo criativo do que o ato de assistir à televisão. No livro o leitor cria, organiza imagens; enquanto na televisão a imagem já vem construída, limitando o trabalho de criação do receptor.”
Veja que o autor confrontou duas idéias para defender a idéia central.
5) Argumento de existência: É aquele que se fundamenta no fato de que é mais fácil aceitar aquilo que comprovadamente existe do que aquilo que é apenas provável. Incluem-se provas documentais (fotos, estatísticas, depoimentos, gravações, etc.) ou provas concretas, que tornam mais aceitável uma afirmação genérica. 
“Segundo pesquisa do IBGE, publicada na Veja desta semana, de cada dez crianças nascidas no sertão do Norte e Nordeste do Brasil, cinco morrem antes de completar sete anos de idade. Não é possível que um país que acena para a modernidade deixe suas crianças morrerem por doenças facilmente curáveis ou de inanição. Nossos governantes devem dar condições para que a população menos favorecida tenha direito à vida.”
Importante: Dados estatísticos só podem ser usados mediante comprovação
6) Argumento de autoridade: Consiste em citar frases, máximas, trechos ou obras de escritores, intelectuais, políticos, etc.
“A mídia consagra e destrói pessoas num instante com o aval do público, que, como gado, segue a marcha da maioria; ídolos são trocados com rapidez absurda, políticos esquecidos são ressuscitados, vota-se por programa de governo. A maioria esmagadora é a representação cega e surda da mídia. Nelson Rodrigues, grande fazedor de frases já dizia: ‘Amigos, a unanimidade é burra.’ Está certo, o Nelson.” 
7) Tempo e espaço: Apesar de serem mais comuns na narração, muitos temas de dissertação permitem uma organização em termos de tempo, ou de espaço ou ainda de tempo e espaço.
“Para viver, necessitamos de alimento, vestuário, calçados, alojamento, combustíveis, etc. Para termos esses bens materiais é necessário que a sociedade os produza. (...) Mas o desenvolvimento das forças produtivas está condicionado pelo desenvolvimento dos instrumentos de produção. Primeiro, os grosseiros e primitivos instrumentos de pedra. Depois, arcos e flechas, que possibilitaram a passagem da caça à domesticação de animais e à pecuária primitiva. A esse estágio seguiu-se o dos instrumentos de metal, que permitiram a passagem para a agricultura (...) Em traços rápidos, é esse o quadro do desenvolvimento das forças produtivas no decorrer da história da humanidade”. 
(A. G. Galliano, Introdução à sociologia)
Requisitos Básicos no Desenvolvimento da Redação
É preciso compreender o tema proposto e aplicar os conhecimentos sobre a área a que o assunto está assentado.
O assunto deve ser plenamente compreendido para que não ocorram erros durante o desenvolvimento, onde são demonstrados os conhecimentos básicos em relação ao tema proposto.
· Ler com atenção a proposta de redação para entender com clareza o tema
· Refletir sobre o tema e buscar os conhecimentos sobre o assunto que o envolvem
· Reunir as ideais e organizar uma sequência de maneira consistente
· Manter a sequência entre os parágrafos seguindo a introdução, desenvolvimento e conclusão
· Não fugir do tema
· Não usar termos ou frases coloquiais
· O desenvolvimento é a segunda parte da sua Redação Enem, após a Introdução. Por ele, você irá:
· 1) expor seus argumentos sobre o problema que o Enem irá propor;
· 2) mostrar as informações que farão de seus argumentos algo embasado em fatos e;
· 3) suas ideias e pontos de vista sobre um assunto. Não entendeu ainda? Calma aí, vamos simplificar para você. Tente escrever sua Redação Enem com as dicas abaixo. Não tem erro, só bastavocê treinar sua escrita sempre.
· Como fazer um desenvolvimento?
· Após a introdução, você terá que escrever entre 1 a 3 parágrafos de desenvolvimento – essa é a principal regra. Note que nossa dica é para textos acima de 20 linhas, ok? Apesar disso, o exame obriga o candidato a escrever uma Redação Enem com no mínimo 7 linhas e no máximo 30. Então, cuidado com esse detalhe: a quantidade de linhas da redação definitiva.
· Além de ter esse número de parágrafos e linhas, organize a Redação Enem de uma certa maneira em cada parágrafo. Como assim? Como eu faço isso? Calminha aí, já vamos chegar lá!
· Assim, como a introdução tem suas partes, o desenvolvimento também possui essa característica. Organize o seu desenvolvimento da seguinte forma:
· 1) Apresentação da ideia-chave do parágrafo (pode ser uma ideia-chave, mas também pode ser um tópico do problema. O aconselhavel é que você foque uma ideia-chave só em cada parágrafo do desenvolvimento).
· 2) Apresentação do ponto de vista, dos argumentos contra ou a favor da ideia-chave (ou do tópico do problema) e apresentação das informações que tornarão seu ponto de vista consistente.
· 3) O fechamento do tópico do problema (que pode ser opcional, devido ao número restrito de linhas da Redação Enem).
· Fazendo essa organização em cada parágrafo do desenvolvimento, sua Redação Enem não tem erro! Atente-se um exemplo abaixo, extraído de uma reportagem da Revista Veja,  de como o desenvolvimento fica bem construído desse jeito:
· A FGV têm números a respeito das perspectivas a curto prazo, colhidos entre as empresas dos setores de indústria e de serviços. Enquanto o Índice de Confiança de Serviços (ICS) estabilizou em 119,4 pontos em junho, o congênere da indústria (ICI) caiu, atingindo 103,8 pontos (valores superiores a 100 expressam otimismo). “Há uma demanda forte por serviços de saúde e educação, mesmo quando o cenário econômico não é favorável”, afirma Paulo Meyer, pesquisador do Ipea.
· Note que, no parágrafo acima, temos três frases: 1- [A FGV têm...serviços]; 2 – [Enquanto o...otimismo)]; 3 – ["Há uma...Ipea]. Nesse parágrafo, cada frase encaixou-se perfeitamente em duas características da organização dos parágrafos de desenvolvimento:
· 1)a apresentação da ideia-chave - [A FGV têm números a respeito das perspectivas a curto prazo, colhidos entre as empresas dos setores de indústria e de serviços.]
· 2) e a apresentação das informações para um ponto de vista –  [Enquanto o Índice de Confiança de Serviços (ICS) estabilizou em 119,4 pontos em junho, o congênere da indústria (ICI) caiu, atingindo 103,8 pontos (valores superiores a 100 expressam otimismo). "Há uma demanda forte por serviços de saúde e educação, mesmo quando o cenário econômico não é favorável", afirma Paulo Meyer, pesquisador do Ipea.]
· Veja que a apresentação da ideia-chave é somente uma ‘introdução’ do que será falado no parágrafo inteiro. E que as informações mostram a veracidade da ideia-chave, com dados estatísticos de órgãos renomados (FGV, ICS, ICI e IPEA) e uma citação de um especialista (Paulo Meyer). Esse parágrafo está bem construído, tanto que é de uma revista de circulação mundial – a Veja.
EXEMPLOS DE DESENVOLVIMENTOS 1000
TEMA: A QUESTÃO DOS REFUGIADOS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO-FRANCIS
De acordo com a ONU, países em desenvolvimento, mesmo com poucos recursos, abrigam cerca de 80% dos refugiados de todo o mundo. Entretanto, esses países que não possuem recursos necessários para atender com qualidade a população nativa apresentam um desafio para os seus abrigados, visto que eles não conseguem recursos para se manterem no país e acabam aceitando trabalhos perigosos e mal remunerados, na mercado informal, por problemas de documentação e concorrência com os habitantes locais.
Em contrapartida, os países europeus que possuem mais condições de recepção dessa população apresenta uma rígida política de migração, por conta dos últimos atentados provocados por islâmicos. Devido a isso e tomado pelo desespero, muitas pessoas buscam uma tentativa de salvação e optam pelo transporte ilegal. Com isso, em 2015, jornais divulgaram uma foto que chocou a população mundial. Um menino sírio foi encontrado morto em uma praia da Turquia por conta de um navio que naufragou, servindo como alerta para a situação em que a Síria se encontrava na tentativa de chegar à Europa.
TEMA: "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil"
MATHEUS
Em primeiro plano, evidencia-se que a coletividade brasileira é estruturada por um modelo excludente imposto pelos grupos dominantes, no qual o indivíduo que não atende aos requisitos estabelecidos, branco e abastado, sofre uma periferização social. Assim, ao analisar a sociedade pela visão de Lévi-Strauss, nota-se que tal deficiente não é valorizado de forma plena, pois as suas necessidades escolares e a sua inclusão social são tidas como uma obrigação pessoal, sendo que esses deveres, na realidade, são coletivos e estatais. Por conseguinte, a formação educacional dos surdos é prejudicada pela negligência social, de modo que as escolas e os profissionais não estão capacitados adequadamente para oferecer o ensino em Libras e os demais auxílios necessários, devido a sua exclusão, já que não se enquadra no modelo social imposto.
 Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, que explica a queda das atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais, aumentando o individualismo. Desse modo, o sujeito, ao estar imersos nesse panorama líquido, acaba por perpetuar a exclusão e a dificuldade de inserção educacional dos surdos, por causa da redução do olhar sobre o bem-estar dos menos favorecidos. Em vista disso, os desafios para a formação escolar de tais deficientes auditivos estão presentes na estruturação desigual e opressora da coletividade, bem como em seu viés individualista, diminuindo as oportunidades sociais e educativas dessa minoria.
MARIA CLARA-TEMA 2017
Em primeiro lugar, a pouca abrangência da língua de sinais entre os mais diversos setores da sociedade faz dela um ambiente inóspito para os deficientes auditivos. Pesquisas corroboradas por universidades brasileiras e estrangeiras, como a Unicamp e a Universidade de Harvard, atentam para a importância da linguagem como principal porta para a convivência social, permitindo uma multiplicidade de interações interpessoais, como as de educação, cultura, trabalho e lazer. Assim, quando a sociedade se fecha à comunicação por sinais, justificada pela ignorância, aqueles que dependem dessa linguagem têm dificuldades de obter educação de qualidade e ficam, muitas vezes, à margem das demais interações sociais.
Além disso, a maioria das escolas brasileiras não incluem os surdos, assim como os demais portadores de necessidades especiais, em seus programas, estimulando a diferença e o preconceito. Por mais que a legislação brasileira garanta o ensino inclusivo, a maioria das escolas brasileiras não possuem estrutura para atender aos deficientes auditivos, principalmente por conta da falta de profissionais qualificados. A pouca inclusão dos jovens deficientes e não-deficientes valoriza a diferença entre eles, gerando discriminação e uma sociedade dividida. O renomado geógrafo Milton Santos dizia que uma sociedade alienada é aquela que enxerga o que separa, mas não o que une seus membros, algo que se evidencia na exclusão de surdos em todos os níveis de ensino.
ISABELLA-TEMA 2017
 Convém ressaltar, a princípio, que a má formação socioeducacional do brasileiro é um fator determinante para a permanência da precariedade da educação para deficientes auditivos no País, uma vez que os governantes respondem aos anseios sociais e grande parte da população não exige uma educação inclusiva por não necessitar dela. Isso, consoante ao pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca, ocorre porque a educação básica é deficitária e pouco preparacidadãos no que tange a respeito às diferenças. Tal fato se reflete nos ínfimos investimentos governamentais em capacitação profissional e em melhor estrutura física, medidas que tornariam o ambiente escolar mais inclusivo para os surdos.
 Em consequência disso, os deficientes auditivos encontram inúmeras dificuldades em variados âmbitos de suas vidas. Um exemplo disso é a difícil inserção dos surdos no mercado de trabalho, devido à precária educação recebida por eles e ao preconceito intrínseco à sociedade brasileira. Essa conjuntura, de acordo com as ideias do contratrualista Johm Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem de direitos imprescindíveis (como direito à educação de qualidade) para a manutenção da igualdade entre os membros da sociedade, o que expõe os surdos a uma condição de ainda maior exclusão e desrespeito.
A ARGUMENTAÇÃO
A Argumentação é um recurso retórico da linguagem utilizado na produção de textos argumentativos, o qual apresenta um conjunto de proposições, promovendo assim o diálogo e reflexões críticas.
O desenvolvimento é a parte mais extensa do texto. Compreende os argumentos (evidências, exemplos, justificativas etc.) que dão sustentação à tese – ideia central apresentada no primeiro parágrafo. O conteúdo dos parágrafos de desenvolvimento deve obedecer a uma progressão: repetir ideias mudando apenas as palavras resulta em redundância. Deve-se também evitar a reprodução de clichês, fórmulas prontas e frases feitas – recursos que enfraqueçam a argumentação.
Um bom texto argumentativo inclui a clareza de ideias e o uso correto das normas gramaticais, ou seja, a coerência e a coesão.
De tal maneira, o ato de argumentar desenvolve a inteligência posto que está pautado na exposição de ideias ou em opiniões organizadas e fundamentadas acerca de determinado assunto, com o intuito principal de persuadir o leitor (interlocutor ou ouvinte).
Note que além de ser uma importante ferramenta dos textos argumentativos escritos, a argumentação pode ser utilizada nos discursos orais, por exemplo, numa palestra, debates políticos, propagandas publicitárias, dentre outros.
Contra Argumentação
A contra argumentação é um recurso utilizado para rebater ou refutar as proposições produzidas pela argumentação. Em outras palavras, ela apresenta uma opinião contrária à argumentação textual.
Textos Argumentativos
Segue abaixo os mais importantes textos argumentativos, os quais absorvem a estrutura básica textual: introdução (tese), desenvolvimento (antítese) e conclusão (síntese):
A Contra Argumentação na Produção de Textos
A contra argumentação (ou o contra-argumento) é uma parte fundamental na produção de textos opinativos sobretudo, dos textos dissertativos argumentativos.
Ao contrário da Argumentação, utilizada para expressar o ponto de vista do escritor e conferir maior propriedade nos textos, a contra argumentação apresenta ideais opostas a argumentação.
Exemplo
Para compreender melhor o conceito do contra-argumento, segue abaixo um exemplo de texto dissertativo-argumentativo sobre o tema do aborto:
Título: A Questão do Aborto na Adolescência
Introdução: O aborto representa a retirada de um feto em fase de crescimento no interior do útero que pode ocorrer de maneira espontânea ou induzida. Com o aumento da gravidez entre as adolescentes e a legislação brasileira que não permite essa prática, torna-se essencial apresentar os principais problemas que podem envolver um aborto feito em casa ou numa clínica clandestina.
Desenvolvimento: Dentre os principais problemas do aborto na adolescência podemos apontar o risco que corre as mães de realizarem os abortos sem conhecimento sobre o assunto. Nalguns casos, elas podem apresentar problemas no útero e dependendo da agressividade, pode resultar na incapacidade de ter mais filhos no futuro.
Ainda que existem remédios (não legalizados) para a realização do aborto, por exemplo, o cytotec, muitas jovens preferem procurar uma clínica e algumas vezes realizar em casa mesmo, com objetos pontiagudos, o que pode perfurar o útero, ou causar problemas maiores, como uma hemorragia.
Na maioria dos casos, as jovens mães conseguem ter sucesso, no entanto, essa prática pode ser muito perigosa e devemos lembrar que não é permitido por lei. Assim, a melhor maneira de evitar o aborto é utilizar métodos anticoncepcionais confiáveis.
Vale lembrar que no Brasil, o aborto é considerado crime enquanto em muitos países ele é legalizado. De tal modo, “melhor se prevenir que remediar”, já dizia o antigo ditado.
Argumento Impreciso 1: definições vagas
Vou começar hoje uma série de 5 dicas sobre defeitos na arte de argumentar. 
Você provavelmente aprendeu como deve argumentar, mas certamente ninguém lhe ensinou o que evitar fazer quando construir seus argumentos.
Não nego que escrever não seja algo tão fácil, é preciso certo empenho e muita atenção. Pois quando escrevemos, não ficamos ao lado do leitor para dar esclarecimentos do que escrevemos caso ele tenha alguma dúvida.
A atenção deve ser ainda mais intensificada quando a intenção é formular argumentos que visam a convencer o leitor e obter dele a adesão.
O cuidado que se deve tomar é um que muitos vestibulandos ignoram: o emprego de argumentos imprecisos. Saiba agora, lendo este e-mail, o que nunca contaram a você sobre o emprego de argumentos.
Há algumas palavras que, por terem uma definição muito abrangente, prejudicam qualquer argumento, pois tanto podem favorecer aquele ponto de vista defendido, como outros contrários àquele que se quer defender.
É o que posso dizer da palavra “justiça”, por exemplo. Veja a mesma palavra empregada tanto para defender, quanto para atacar a presidente da república:
“Os manifestantes contrários à presidente disseram que era uma questão de justiça com o povo decretar o impeachment”.
“Os deputados da base aliada disseram que manter a presidente no cargo era uma questão de justiça para com aqueles que votaram nela”.
Isso acontece porque a palavra “justiça”, como muitas outras, tem um significado muito amplo, passível de ser “peneirada” pela subjetividade de quem escreve, dando a ela tanto um juízo positivo quanto negativo, conforme o que defende.
Argumentos apoiados em palavras vagas como essa perdem a força de persuasão e o pior, mostram que quem os utiliza apoia-se em um pensamento coletivo e não as suas próprias ideias, manifestando a incapacidade de pensar criticamente e construir os seus próprios argumentos.
O que defendem, muitas vezes, é algo nobre, mas a forma como é defendida é que não traz sustentação.
Uma maneira de erradicar essa possibilidade é definir ou explicar de antemão o termo que você pretende usar. Exemplo:
“Decretar o impeachment não seria uma questão de justiça se a presidente não tivesse cometido crime de responsabilidade fiscal e mergulhado o país na maior crise econômica da história do país; e ser justo é isso, é punir de forma exemplar aqueles que cometem atos repreensíveis e desonestos”.
Argumento impreciso 2: pressupostos conflitantes
Como você vem acompanhando, essa série de e-mails vem mostrando defeitos na argumentação que não devem ser cometidos.
Esse é o último dessa série e traz uma dica superimportante. Acompanhe agora e você saberá.
Os pressupostos, quando são usados de maneira correta e precisa, são uma grande ferramenta de argumentação. Veja:
“A presidenta Dilma Rousseff precisa restabelecer suas alianças para evitar que os deputados aprovem o impeachment”.
No exemplo, o produtor do texto, para argumentar que a presidenta precisa restabelecer as alianças, já pressupõe que os deputados aprovarão o impeachment.
Ou seja, ele já introduz um pressuposto contando com a aceitação do que está sendo dito sem precisar debater a ideia, no caso, se os deputados realmente aprovariam ou não o impeachment.
No entanto, se os pressupostos forem mal empregados, podem derrubar a sua argumentação. E uma forma muito comum de se fazer isso é colocá-losem conflito. Veja este exemplo:
“Cuidar da saúde é a última preocupação das pessoas, porquanto só procuram o médico quando já estão doentes. O fato é que uma fração diminuta da população faz um check upou coisa do gênero”.
Veja que a argumentação foi destruída porque um pressuposto anulou o outro, gerando uma grande incoerência.
Ao afirmar que as pessoas “só procuram o médico quando já estão doentes”, o primeiro pressuposto é de que as pessoas sãs não procuram o médico.
O segundo pressuposto é gerado quando se diz que “uma fração diminuta da população faz um check up”, ou seja, ainda que poucas, mas há pessoas que se previnem fazendo o check up.
Assim, o segundo pressuposto acabou por entrar em conflito com o primeiro, invalidando o argumento de que cuidar da saúde é a última das preocupações das pessoas.
O uso do viés como recurso argumentativo
Quando você for argumentar em suas redações, não se esqueça de usar o viés. Saiba como agora lendo essa dica.
Viés é a escolha que fazemos do que será relatado e do que queremos destacar ou enfatizar nesse relato.
Se, porventura, estamos comentando os defeitos e qualidades de alguém de quem gostamos muito, normalmente mencionamos as grandes qualidades e os defeitos inofensivos ou irrelevantes.
Nesse caso, o destaque é dado aos pontos positivos no viés de quem comenta.
É comum vermos em debates políticos essa prática: um candidato acusa o outro de uma série de coisas e, ao invés de negar, o outro candidato usa o seu tempo, na resposta, para mostrar os seus pontos positivos, falando do que já fez de proveitoso e ignorando as acusações.
No campo argumentativo, o uso do viés é extremamente proveitoso, pois pode levar o leitor a crer naquilo que acreditamos. Exemplo:
Vamos supor que você esteja defendendo que a população não está economizando água em um tema a respeito da crise hídrica.
Você pode relatar que não é raro ver pessoas lavando carros ou calçadas com aparelhos que pressurizam a água.
Que é observável que as pessoas estão deixando as torneiras abertas por muito tempo em banheiros públicos enquanto lavam as mãos, sem nenhum pudor ou remorso.
 
Para contrabalançar, você pode dizer que até há, nas reportagens, quem guarde água de chuva ou reutilize água, mas que são situações muito raras.
Lembre-se, se você defende as qualidades, mostre grandes qualidades e pequenos defeitos; se você não defende as qualidades, mostre grandes defeitos e pequenas qualidades.
Como Usar Ideias Universais para Validar Seus Argumentos em Suas Redações
Como vimos nos últimos e-mails, os argumentos lançados em uma redação devem trazer consigo a devida comprovação para que sejam levados em conta.
No entanto há alguns tipos de argumentos que dispensam comprovação, pois são tão propagados e debatidos pela sociedade que seria redundante prová-los.
É o que podemos dizer de exemplos deste tipo:
“O desvio de verbas públicas chegou a números tão altos que até a Previdência Social já dá indícios de colapso”.
Será que é preciso apresentar alguma prova de que há corrupção no país? 
Logo, eu já parto do pressuposto, na minha argumentação, de que ela existe.
Você pode fazer isso com fatos, ocorrências e aspectos facilmente comprováveis e sujeitos à observação de qualquer um que queira.
Veja outros exemplos:
“A taxa de mortalidade infantil nos países subdesenvolvidos é maior”.
“Os países que não investem em educação tendem a não se desenvolver economicamente”.
“O submundo do crime conta com soldados oriundos, em sua maioria, de comunidades carentes”.
“O brasileiro, diferentemente do britânico, não costuma ser pontual em seus compromissos”.
Há muitas outras possibilidades. Eu recomendo que você use esse recurso porque, com ele, é possível apresentar argumentos sólidos com poucas palavras, já que você partirá de alguns pressupostos que dispensarão maiores explicações.
Argumento impreciso 3: mau emprego de termos específicos
Como você deve saber, termos como “burguesia”, “proletariado”, “comunismo”, “idealismo”, “anarquia”, “sistema de governo” etc. são específicos de determinadas áreas do conhecimento.
Os alunos costumam empregar tais termos de forma inadequada em redações; acredito que para exibir um certo saber (do qual não dispõem, muitas vezes).
Isso ocorre seja modificando o sentido original da palavra, seja misturando conceitos de campos específicos do conhecimento.Veja:
“Os alunos dos colégios particulares, por terem um ensino de qualidade, são da extrema-direita, pois concordam com todas as regras do centro educacional; enquanto que os alunos das escolas públicas são da esquerda”.
Perceba que concordar ou não com regras não quer dizer ser da “esquerda” ou da “direita”; essas são posições que partem de uma divergência ideológica sobre determinados assuntos no meio político.
Para não fragilizar o seu argumento ou, até mesmo, evitar contradizer-se, evite dar a alguns termos - os que são específicos de alguma ciência - uma dimensão reduzida do seu sentido ou imprópria, porque o risco de empregá-los de modo inadequado é grande.
Você já deve ter ouvido isto por aí: “falar é fácil, o difícil é provar...”; ou “é preciso matar a cobra e mostrar o pau...” eca! (ps.: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço: jamais use esses ditos “gastos” na sua redação. Fica a dica!)
Então, toda a afirmação, se não for referente a algo amplamente divulgado e já aceito como verdadeiro pela sociedade, precisa ter a devida comprovação para convencer.
Uma das maneiras de se fazer isso é a apresentação de provas propriamente ditas. Vamos ver algumas:
1-       Mostrar exemplos:
“A firmação de que o brasileiro não luta por seus direitos começou a cair por terra com as amplas mobilizações do Movimento Passe Livre”.
2-       Mostrar dados estatísticos:
“A verba destinada à saúde serve para remediar, não curar o povo, uma vez que 85 por cento dela é usada nos últimos dois anos de vida da população já enferma”.
3-       Mostrar o resultado de pesquisas:
“Pesquisas feitas com camundongos mostraram que o açúcar é mais viciante do que a cocaína”.
4-       Mostrar fatos históricos:
“Tão frágeis quanto os pretextos apresentados por Hitler para os Holocaustos e pelo presidente Truman para as bombas atiradas no Japão, são os dos terroristas”.
5-       Mostrar uma comparação entre fatos, situações, épocas ou lugares distintos:
“Enquanto no Brasil é valorizado quem tem a prata nas mãos, no Japão, quem tem nos cabelos”. 
Como Fazer a Comprovação de Um Argumento Usando a Demonstração Lógica
Uma estratégia argumentativa muito eficaz é a construção de raciocínios fundamentados na razão. O leitor sai convencido pelo seu ponto de vista após ser conduzido pela sua linha de pensamento.
Há muitas formas de se construir argumentação com esse método. Citarei apenas alguns:
1-       Método indutivo: nesse método, parte-se da observação de fenômenos particulares para se chegar a uma conclusão geral. Exemplo:
“O criminoso que comete estupro, assim como aquele que comete homicídio qualificado, não se importa com as suas vítimas; logo, os executores de crimes hediondos são insensíveis para com o seu semelhante”.
Particular: estupro → Geral: crimes hediondos
2-       Método dedutivo: nesse método, parte-se da observação de fenômenos gerais para se chegar a uma conclusão particular. Exemplo:
“Todos os executores de crimes hediondos são insensíveis para com o seu semelhante; visto que o estupro é um crime hediondo, o estuprador não se importa com a sua vítima”.
Geral: crimes hediondos → Particular: estupro
3-       Condição e ocorrência: nesse método, cria-se uma condição que é considerada suficiente para a ocorrência de algo. Exemplo:
“Se os mosquitos geneticamente modificados colocarem fim à população do inseto Aedes Aegypti, então os vírus da Dengue, Zica e Chikungunya não vão mais se propagar”.
Se isto: colocarem fim à população do inseto → Então aquilo: os vírus serão erradicados
4-       Causa e efeito: esse método consiste em relacionar as razões de um fatoaos seus efeitos a fim de se chegar às consequências. Exemplo:
“Ter um sistema penal estéril no tocante à recuperação de presos traz muitos inconvenientes dentre os quais a reincidência de crimes cometidos pelos egressos das prisões, levando ao aumento e não à diminuição da criminalidade”.
Causa: sistema penal estéril → Consequência: reincidência de crimes →Consequência da consequência: aumento da criminalidade
CONCLUSÃO DO TEXTO DISSERTATIVO
O texto não termina quando os argumentos foram expostos, é necessário atar as idéias da introdução com os argumentos. O parágrafo de conclusão tem por finalidade amarrar todo o processo do texto por meio de síntese ou confirmação dos argumentos. A conclusão pode ser, entre outras:
1) Conclusão-síntese: É a mais comum entre as usadas, tem por finalidade resumir todo o texto trabalhando em um parágrafo; no entanto, deve-se tomar cuidado ao usá-la para que o texto não se torne repetitivo. Em relação ao texto sobre poluição nos rios (Desenvolvimento por causa e conseqüência), pode-se concluí-lo assim:
“Dessa maneira, observamos que o problema da poluição nos rios envolve um série de variáveis que incluem a população, as indústrias e o Estado”. 
ou
“Portanto, o problema da poluição nos rios não é tão simples quanto possa parecer. Afeta-nos diretamente e faz-se necessária uma ação conjunta que envolva toda a comunidade
Note que a conclusão resume as idéias trabalhadas ao longo do texto.
2) Conclusão-solução: Esta conclusão apresenta soluções para o problema exposto. Ainda com relação à poluição dos rios, uma conclusão-solução poderia ser:
“Como se nota pela dimensão do problema, algumas medidas fazem-se urgentes: é necessário investir em projetos de recuperação dos rios, tal como se fez na Inglaterra com o rio Tâmisa; por outro lado, devem-se desenvolver projetos que visem ao reaproveitamento dos esgotos. Ao lado disso, devem-se fazer maciças campanhas educativas para a população. Finalmente, há necessidade de uma ampla fiscalização por parte das autoridades responsáveis”. 
Note que, neste caso, o autor mostra o que deve ser feito: indica uma proposta.
3) Conclusão-surpresa: É o tipo de conclusão que exige mais trabalho e talento do autor, pois nela pode-se apresentar uma citação, um fato pitoresco, uma piada, uma ironia, um final poético ou qualquer outro que cause um estranhamento no leitor, deixando-o surpreso. Ainda sobre o mesmo tema de poluição dos rios, pode-se concluir assim:
“O grande físico inglês Isaac Newton disse: ‘A natureza não faz nada em vão’. E assim, os rios vão reagindo à ação destruidora dos homens”. 
Ou
“Talvez possamos no futuro sentar à beira de um rio, beber da sua água cristalina, banhar-nos nas suas águas puras. Então descobriremos que o homem primitivo não era tão primitivo assim!”
Note que o autor usou, no primeiro exemplo, uma citação e, no segundo, um final poético.
Cada uma dessas partes se relacionam umas com as outras, seja preparando-as ou retomando-as, portanto, não são isoladas.
A produção de textos dissertativos está ligada à capacidade argumentativa daquele que se dispõe a essa construção.
É importante destacar que a obtenção de informações, referentes aos diversos assuntos, seja por intermédio da leitura, de conversas, de viagens, de experiências do dia e dia e dos mais variados veículos de informação pode sanar a carência de informações e consequentemente dar suporte ao produzir um texto.
Nessa fase o leitor vai conhecer de maneira explícita o pensamento do autor. A conclusão deve conter os fatos indicados no texto e apontar uma solução ou proposta de intervenção para os problemas apontados na argumentação.
A conclusão deve ser uma síntese do problema abordado mas com considerações que expressam o resultado do que foi pensado ao longo do texto.
A sua dimensão contempla cerca de 25% do texto.
Como fazer uma conclusão?
A conclusão de um texto, seja de um trabalho ou de uma redação, é algo muito importante que deve ser pensado durante todo o processo de planejamento textual.
Nos textos dissertativos-argumentativos, a conclusão auxilia o leitor a compreender o que o escritor pensa sobre o conteúdo inicial.
Geralmente, esse tipo de texto segue o padrão de estrutura básico, que está dividido em três partes:
1. Introdução
2. Desenvolvimento
3. Conclusão
Na parte final, ou seja, na conclusão do texto, devemos fazer um apanhado geral das ideias que foram desenvolvidas durante as duas partes iniciais do texto e arrematá-las.
Afinal, o que é uma boa conclusão?
Lembre-se que uma boa finalização do texto faz com que o leitor fique satisfeito com a leitura, e por isso, uma conclusão deve ser interessante e reunir as principais ideias.
No entanto, a conclusão de um texto deve ser sucinta, ou seja, a parte de apresentar os argumentos é no desenvolvimento.
Aqui, você deve concluir e realizar um fechamento das ideias que foram apresentadas ao leitor. Nesse momento, a análise crítica sobre o tema é também um fator importante.
Para isso, pense bem antes de fazê-la! Se necessário, releia o texto, pesquise sobre a ideia e faça um rascunho. Importante ressaltar que a conclusão não é a repetição do que já foi dito.
Ela mostra algo novo, suscita ideias e reflexões, além de oferecer sugestões, propor melhorias e soluções sobre o tema abordado.
Só consegue concluir bem um texto quem teve o cuidado de planejar a escrita e seguiu uma sequência lógica de apresentação das informações em parágrafos bem estruturados e coesos.
Caso essa sequência não seja obedecida, o texto fica confuso impedindo o leitor de refletir sobre o tema proposto.
Temos sempre um objetivo definido: defender uma ideia, um ponto de vista. Para tanto, formulamos uma tese interessante, que será desenvolvida com eficientes argumentos, até atingir a última etapa: a conclusão. Não há um modelo único de conclusão. Cada texto pede um determinado tipo de fechamento, a depender do tema, bem como do enfoque escolhido pelo autor. Em textos com teor informativo, por exemplo, caberá a conclusão que condense as ideias consideradas.
Observe alguns dos procedimentos adequados para se concluir um texto:
Retomada da tese – é a confirmação da ideia central. Reforça a posição apresentada no início do texto. Deve-se, contudo, evitar a redundância ou mera repetição da tese.
Proposta(s) de solução – partindo de questões levantadas na argumentação, consiste na sugestão de possíveis soluções para os problemas discutidos.
Dicas para fazer uma boa conclusão
1. Seja breve e não fique “enchendo linguiça”
Uma conclusão não deve ser muito longa. Isso porque a parte de argumentar e apresentar dados já passou. Foque nas sugestões que serão oferecidas ao leitor, sendo claro e objetivo. Numa redação, geralmente a conclusão é feita em 5 linhas, ou seja, em um parágrafo.
2. Ressalte a ideia principal do texto, retomando a introdução
Na introdução, tudo o que será abordado deve ser apresentado ao leitor. Tão importante quanto a conclusão, a introdução do texto mostra ao leitor o que ele vai encontrar ali. Portanto, as palavras-chave devem estar presentes e serem retomadas na conclusão. A ideia é responder ao questionamento feito na introdução.
3. Resuma tudo o que foi dito
Organizar as ideias no final do texto para resumi-las é algo muito importante. Claro que você não deverá repetir nada, somente fazer a arremate final. Pense, portanto, de que maneira, a partir do seu ponto de vista, você solucionaria os problemas que apresentou?
4. Apresente soluções para o que foi abordado
Uma boa conclusão deve ter uma proposta de valor, ou seja, ela deve conter soluções e apresentar melhorias para o tema abordado. Ofereça ao leitor oportunidades de refletir sobre o tema.
AGENTES
Iniciativa privada: Promover parcerias com outros setores, conscientizar seus funcionários e colaboradores, implementar projetos sociais.
Mídia: Realizar a ficção engajada, divulgar projetos, realizar campanhas informativas, incentivar a criticidade, ser um canal de comunicação das vanguardas de minorias.
Núcleostecnológicos: Desenvolver aplicativos com fins sociais.
Escolas/ Universidades: Realizar ações educativas, difundir uma cultura de criticidade, criação de disciplinas afins para discussão do tema, conscientizar.
Família: Fiscalizar, proteger, educar, conscientizar, debater com os membros.
Governo/ Órgãos governamentais: Criar, fiscalizar e implementar leis, projetos, obras, estabelecer contatos com outros agentes (parceria público-privada).
ONGs/ Cooperativas/ Associações/ Sindicatos: Complementar, auxiliar projetos criados por outros agentes, promover campanhas de prevenção.
Próprio Indivíduo: Mudar seu comportamento diante da problemática, fazer uma autoavaliação, buscar meios para ampliar o conhecimento.
O que não deve estar na conclusão?
1: NÃO CITE UMA CAUSA DO PROBLEMA A QUAL VOCÊ NÃO CONSEGUE SOLUCIONAR
Exigência de coerência interna e de efetividade: Faça a solução com base nas CAUSAS (=raízes) do problema, atacando-as. Exemplo: problema de fundo cultural exige intervenção que invariavelmente modifique tal cultura.
EVITE: “O governo precisa investir mais na educação.”
2: NÃO PROPONHA UMA INTERVENÇÃO VAGA
Exigência da concretude: QUEM pode agir / O QUE pode fazer / COMO pode proceder.
I. Cuidado com intervenções com efetividade somente FUTURA.
II. Campeão de incompletude: conscientização. Quem conscientiza? Como? Onde?
EVITE: “Precisamos repensar nossos atos.”
3: NÃO PROPONHA SOLUÇÕES SEM JUSTIFICÁ-LAS
Exigência de intervenção claramente necessária: O que NÃO fazer: solução desarticulada / extrema / impossível / preconceituosa / desagregadora.
I. Complexo de herói: tentar “salvar o mundo” via redação. Priorize propostas cabíveis e imediatamente aplicáveis. Você não é o salvador da pátria! Somente precisa fazer um esforço cognitivo de análise de situação social, intervindo na realidade de forma hipotética.
EVITE: “devemos ensinar as crianças, futuro da nação.”
4: NÃO DIGA SÓ O QUE JÁ ESTÁ SENDO FEITO
Exigência de intervenção concreta na realidade: Se as soluções existentes de fato resolvessem o problema, você não estaria dissertando sobre ele.
I. Cite algo que JÁ é feito e tem funcionado, porém sugira ampliar. Exemplo: coleta mecanizada do lixo em Caxias do Sul-RS
II. Também é efetivo citar o que NÃO resolve, pois reforça as soluções escolhidas.
EVITE: “É preciso ampliar ações já existentes.”
5: NÃO TENTE SOLUCIONAR TUDO EM DUAS LINHAS
Exigência de detalhamento dos meios e dos agentes de solução: Proposta detalhada exige uma boa porção de linhas para delimitar a viabilidade das ações.
I. Dicas de estruturação: reservar quase TODA a conclusão para resolver, após retomar rapidamente a tese, ou ir solucionando na conclusão de cada parágrafo, como fechamento.
6: NÃO APRESENTE UMA INTERVENÇÃO UTÓPICA
Exigência de viabilidade: Como viabilizar tal proposta?
I. Use os termos via / por meio = detalhamento explícito.
II. Antecipe perguntas céticas: sua solução é viável? Já foi posta em prática? Preveja objeções.
EVITE: “Para estimular maior participação política, deve-se obrigar cada cidadão a se filiar a um partido político.”
7: NÃO JOGUE A RESPONSABILIDADE DA SOLUÇÃO EM UM SÓ AGENTE
Exigência de responsabilidade compartilhada (ação conjunta / parceria): Problema coletivo e complexo? Ação coletiva! Um é pouco, dois é bom e talvez três seja o ideal. Explore o GOMIFES (sete agentes eficazes):
I. GOVERNO: multas / isenção ou incentivo fiscal / criação, alteração e fiscalização de leis / campanhas públicas de conscientização / políticas públicas específicas / ações afirmativas.
· Cuidado para não sugerir uma lei que JÁ EXISTA = atenção ao “princípio da ignorância” = se não conheço, não significa que não existe.
· Determine qual ÓRGÃO governamental. Exemplo: Ministério da Educação / do Esporte / do Transporte / da Justiça / da Previdência Social / da Saúde / da Ciência, Tecnologia e Inovação / da Cultura; esfera estadual, federal e municipal do poder / Poder Legislativo (alteração do Código Penal) / Congresso Nacional.
· ONGs (instituições autônomas, solidárias, sem fins lucrativos = pressão politica na sociedade).
· Associações, agremiações, cooperativas (algum representante da sociedade civil).
· MÍDIA (papel social / meio de comunicação e elemento persuasivo, difusora de informação e principal veículo formador de opinião)
· Campanha midiática (televisiva / radiofônica / eletrônica / impressa). Propagandas, novelas, filmes, desenhos, programação educativa, debates.
· INDIVÍDUO / INICIATIVA PRIVADA Parcerias com a inciativa pública (em troca de isenção fiscal).
· FAMÍLIA (forte influência na educação individual, na formação do amadurecimento emocional = raio de ação mais limitado).
· Solução fraca: aquela que enfocar família como único agente. Busque conscientizá-la antes.
· ESCOLA (mobilizar família e comunidade via projetos sociais).
· Projetos culturais e educacionais de integração da comunidade / reeducação social / aulas, oficinas e palestras para conscientização precoce / criação de matéria escolar, como Inteligência Emocional / Estudo da Constituição Federal (1988) / Acompanhamento psicológico semanal.
· SOCIEDADE Projetos de voluntariado / grupos de apoio / fóruns de discussão.
· EVITE: “o governo precisa tomar uma atitude.”
8: NÃO APRESENTE UM AGENTE INCAPAZ DE RESOLVER O PROBLEMA
Exigência de viabilidade: Exemplos inadequados: delimitar mídia como principal agente de conscientização ambiental (consumismo a mantém) / sugerir que escola combata obesidade infantil (tema: obesidade em geral).
9: NÃO SOLUCIONE UM PROBLEMA NÃO ABORDADO
Exigência de vínculo direto com a tese: Observe a coerência entre o primeiro desenvolvimento, que delimita e contextualiza o problema, e a conclusão, que resolve o que foi delimitado. A solução sempre deve ser um desdobramento da argumentação.
10: NÃO DESCONSIDERE OS DIREITOS HUMANOS
Exigência de postura cidadã (intervenção ética, solidária e democrática): Leve em conta os direitos das minorias sociais (conceito histórico-cultural) = negros, mulheres, idosos, crianças, adolescentes (atenção aos grupos MAIS vulneráveis). A noção de SOLIDARIEDADE implica cooperação, reciprocidade e colaboração.
I. Marco dos direitos: Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948, referencial ético pós-guerra).
II. Base: lema da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade).
III. Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos (2012): ponto de partida da elaboração do ENEM.
· Tópicos centrais: dignidade humana, igualdade de direitos e reconhecimento / valorização das diferenças e diversidades.
· Desafio da Educação para os Direitos Humanos: livrar a sociedade da DISCRIMINAÇÃO, da POBREZAe do PRECONCEITO.
· Educar para a PAZ: informar, formar e transformar (sujeito voltado para os reais compromissos sociais). Formação ética, crítica e política do indivíduo, empoderando-o e emancipando-o (sujeito de direitos, com condições de melhorar sua situação).
· Principais direitos citáveis na redação (incondicionais):
· DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS: liberdade de expressão, de pensamento, de culto, de imprensa, de ir e vir, presunção de inocência.
· DIREITOS SOCIAIS E ECONÔMICOS: moradia, alimentação, transporte, educação, saúde, trabalho, lazer, segurança e previdência social.
· DIREITOS COLETIVOS: direito do consumidor, proteção à infância e à adolescência, aos idosos, às pessoas com deficiência, ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, preservação da memória e do patrimônio cultural.
· EVITE: “Os países devem expulsar os imigrantes porque são inferiores aos nativos.”
Para Praticar
Qual a falha das seguintes intervenções?
1. “Ricos e pobres não podem se misturar, por isso a habitação social deve ser feita nas periferias, e não em regiões centrais.”
2. “A solução está na educação.”
3. “É preciso agir para reverter este quadro.”
4. “Devemos isolar os criminosos numa ilha deserta.”
Exemplo
Segue abaixo um exemplo de texto dissertativo-argumentativo:
É frequente ouvirmos falar sobre os atos violentos na escola. Nãobastasse a sua presença nas ruas, os ambientes supostamente seguros - nomeadamente as escolas - são mais do que nunca alvo de ações de violência.
Os valores se perdem a ponto de não só entre alunos, mas entre alunos e professores, ou vice-versa, serem inúmeros os casos de agressões noticiados frequentemente.
A força é tomada em detrimento da razão e os conflitos são resolvidos de forma irracional desde a infância, cujas crianças absorvem cedo esse tipo de comportamento por influência da sociedade cada vez mais violenta em que vivemos.
A participação dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para estabelecer normas e restaurar valores que tem vindo a se perder. A aproximação entre pais e escola é um dos principais propulsores para a mitigação desse problema.
A conclusão, o terror dos estudantes
Imagine a cena: o corredor faz uma ótima corrida, permanece na frente até alguns metros antes da linha de chegada.
De repente, acaba a gasolina. Ele desce do carro e tenta empurrá-lo para cruzar a linha, só que, nesse momento, 200 carros passam por ele.
Eu percebo que nas redações acontece isso. A redação é ótima até antes da conclusão; depois, acaba a gasolina.
Pois agora eu vou entregar-lhe uma fórmula para que você atravesse a linha de chegada e ganhe a corrida (lembrando que é só uma das possibilidades):
Expressão resumitiva + reafirmação do seu ponto de vista + Solução. Deixe-me explicar:
· Expressão inicial: “Em virtudes dos fatos mencionados...”; “Considerando o que foi dito”; “Levando em conta tudo o que foi discutido...”; “Assim...”; “Dessa forma...” etc.
· Reafirmação do seu ponto de vista: reafirme a sua concordância ou não concordância sobre o tema.
· Solução: fuja de soluções do tipo: “Somente quando todos fizerem a sua parte é que esse problema será resolvido...”Quando eu leio esse tipo de coisa, dá vontade de enfiar o dedo na garganta e vomi... você sabe!
A melhor solução é aquela que mostra uma possibilidade concreta, como se o problema existisse na sua família, por exemplo, e você tivesse de resolver. Soluções práticas e exequíveis.
A nossa conclusão ficaria assim, então (tema: as responsabilidades da falta de água no Brasil):
(EXPRESSÃO INICIAL) “Em suma, (REAFIRMAÇÃO DO PONTO DE VISTA) o que se tem é de um lado um Governo incapaz, de outro, um povo ignorante. Uma combinação nefasta que só vai ser neutralizada se (SOLUÇÃO) o primeiro criar meios de transpor mananciais de uma localidade à outra, fornecer recursos para que a população aproveite a água da chuva, crie campanhas mais convincentes e chocantes para a economia do líquido e, acima de tudo, invista de forma eficaz na educação, pois a falta desta é o grande entrave para qualquer campanha que vise à conscientização”.
Argumento impreciso 4: exemplos inconsistentes
Argumentar usando exemplos como estratégia argumentativa é um meio de tornar o discurso mais convincente.
Na redação, essa é uma técnica fundamental e extremamente poderosa, que deve ser sempre utilizada.
No entanto o que ocorre é que muitas vezes o mau uso do exemplo escancara uma porta imensa para a entrada da incoerência. Vejamos a forma como isso acontece:
1- O exemplo é falso:
Certa vez o ex-presidente Lula afirmou em uma conferência na França que há 25 milhões de crianças de rua no Brasil. Terminado o evento, disse-lhe alguém que participava:
“Aqui para nós, Lula, não pode haver 25 milhões de crianças nas ruas do Brasil; do contrário, seria impossível andar nas ruas!”
O exemplo, para dar validade aos seus argumentos, precisa, acima de tudo, ser real.
Ao se depararem com um exemplo como esse em uma redação, os examinadores têm plena condição de pesquisar o que foi afirmado, caso duvidem da informação.
2- A conclusão é precipitada:
“Nas votações para abertura do processo de impeachmentda presidente Dilma Rousseff, houve muitas desavenças entre os favoráveis e os não favoráveis à retirada da mandatária do poder; isso tanto entre os políticos como entre a própria população, chegando, muitas vezes, às vias de fato no calor da defesa. Essa é a maior prova de que o homem não tem condição de viver em paz com o seu semelhante”.
A conclusão de que o homem (o ser humano) não consegue viver em paz com o semelhante por causa de um episódio isolado é precipitada e incoerente; isso não prova nada.
O fato narrado, aqui, não serviu de base para a conclusão.
3- A conclusão não tem relação com exemplo:
“Quase 70 por cento do corpo humano é composto por água. Essa é a razão por que urinamos tanto”.
Como se vê uma coisa não tem muita relação com a outra; a quantidade de urina está relacionada à quantidade de líquido ingerido.
A água que é retirada do corpo e que sai na urina ocorre por um efeito diurético.
4- A conclusão contradiz o exemplo:
“Que a água e o leite são dois líquidos importantes para o bom funcionamento do corpo é sabido. Entretanto o cálcio contido no leite não se deposita nos ossos para prevenção de osteoporose, mas sim nas artérias, causando diversos males; já a água é o melhor hidratante corporal e não tem contra-indicação. Assim, é bom para a saúde beber mais leite do que água”.
Se o leite faz mal e a água não, por que se chegou à conclusão de que é melhor para a saúde beber leite?
 DEVEMOS FAZER :
TEMPESTADE DE IDEIAS
A produção textual requer planejamento. Assim, antes de começar a escrever, convém elaborar uma lista daquilo que será abordado e de que forma (estratégia).
Essa planificação servirá de ponte para o sucesso do texto, embora o mais importante para se alcançar esse resultado seja observar atentamente os fatores de coesão e coerência.
· 
· Problema: No momento inicial busca-se o problema, ou seja, os fatos sobre o tema pretendido e, ademais a tese (ideia central do texto).
· Opinião: A opinião pessoal sobre o tema reforçará a argumentação, por isso é importante buscar uma verdade pessoal ou juízo de valor sobre o assunto abordado.
· Argumentos: O mais importante de um texto dissertativo-argumentativo é a organização, clareza e exposição dos argumentos. Para tanto, é importante selecionar exemplos, fatos e provas a fim de assegurar a validade de sua opinião, sem deixar de justificar.
 Estrutura
O texto dissertativo-argumentativo segue o padrão dos modelos de redação, ou seja, introdução, desenvolvimento e conclusão.
A construção de um bom texto dissertativo-argumentativo segue a seguinte ordem de importância:
· Domínio da gramática
· Conhecimento sobre o tema
· Compreensão de ideias sobre o tema
· Exposição das ideias
· Capacidade de síntese
· Posicionamento pessoal
· Desenvolvendo a argumentação
Para um trabalho escolar, com tempo, o meio para buscar informações sobre o tema do texto argumentativo-dissertativo é a pesquisa em livros, jornais, revistas, internet, filmes e documentários que tratem do assunto.
Se o levantamento sobre o tema ficar limitado à internet, é aconselhável buscar fontes oficiais, bibliotecas de universidades, instituições de pesquisa e páginas do governo, dos estados ou municípios.
Além da leitura sobre as pesquisas que tratem do tema, é aconselhável recorrer a documentários e filmes sempre que houver disponibilidade para ampliar o leque de argumentos.
Operadores Argumentativos
Operadores argumentativos são palavras que oferecem o encadeamento dos enunciados. Têm a função de introduzir vários tipos de enunciados e orientam o receptor para determinadas conclusões sobre o assunto. São responsáveis pela coesão do texto.
Entenda como funcionam os operadores argumentativos no texto:
· Exemplificam o argumento
· Reforçam o argumento
· Fazem comparações com a base do argumento
· Graduam o argumento usando para isso outro argumento
· Reafirmam o argumento
· Retificam o argumento
· Apresentam um argumento contrário
Estratégia para desenvolver o argumento:
· Enumerar
· Confrontar
· Exemplificar
· Indicar as causas
· Indicar os efeitos
· Indicar os motivos
· Indicar as consequências
Estratégias no desenvolvimento dos textos:
Exemplosde palavras que nomeiam ideias: trabalho, dever, direito, capacidade, solidariedade, retribuição, satisfação, respeito.
Encadeamento de ideias
O encadeamento de ideias ocorre nas relações lógicas existentes entre os segmentos que compõem os enunciados relacionando-se por causa, consequência, oposição, conclusão e outros.
Conectivos
O uso adequado dos conectivos (conjunções) é de fundamental importância para o bom desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo. Os conectivos ligam os termos das orações e não desenvolvem função sintática.
Esse instrumento permite ao leitor ter noções sobre o tema e se forem usados de maneira inadequada podem dar ideia contrária ao objetivo de quem escreve.
Leia também o artigo: Conectivos.
Uso adequado dos conectivos
Indicam prioridade e relevância os seguintes conectivos:
Em primeiro lugar, antes de mais nada, antes de tudo, em princípio, primeiramente, acima de tudo, principalmente, primordialmente, sobretudo, a priori, a posteriori, precipuamente.
Conectivos que indicam tempo, frequência, duração, ordem ou sucessão:
Então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, no momento em que, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente, agora, atualmente, hoje, frequentemente, constantemente, às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, nesse hiato, enquanto, quando, antes que, depois que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, já, mal, nem bem.
Conectivos que indicam semelhança, comparação ou conformidade:
Igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, como se, bem como.
Indicam condição ou hipótese:
Se, caso, eventualmente.
Conectivos que indicam continuação ou adição ao pensamento:
Além disso, demais, ademais, outrossim, ainda mais, por outro lado, também, e, nem, não só, como também, não apenas, bem como.
Conectivos que indicam dúvida:
Talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não certo, se é que.
Conectivos que indicam certeza e buscam enfatizar o pensamento:
Por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com certeza.
Conectivos que indicam surpresa e apontam imprevistos:
Inesperadamente, de súbito, subitamente, de repente, imprevistamente, surpreendentemente.
Conectivos que indicam ilustração ou esclarecimento:
Por exemplo, isto é, ou seja, aliás.
Conectivos que indicam propósito, intenção e finalidade:
Com o fim de, a fim de, como propósito de, com a finalidade de, com o intuito de, para que, a fim de que, para, ao propósito.
Conectivos que indicam lugar, proximidade ou distância:
Perto de, próximo a ou de, justo a ou de, dentro, fora, mais adiante, aqui, além, acolá, lá, ali, este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela, aquilo, ante, a.
Conectivos que indicam conclusão:
Em suma, em síntese, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, desse modo, logo, pois, assim sendo, nesse sentido.
Conectivos que indicam causa, consequência e explicação:
Por consequência, por conseguinte, como resultado, por isso, por causa de, em virtude de, assim, de fato, com efeito, tão, tanto, tamanho, que, porque, porquanto, pois, já que, uma vez que, visto que, como (no sentido de porque), portanto, que, de tal forma que, haja vista.
Conectivos que indicam contraste, oposição, restrição, ressalva:
Pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto, embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que, ao passo que, em contrapartida.
Conectivos que indicam ideias e apresentam alternativas:
Ou, quer, ora.
Palavras que nomeiam ideias
É importante o uso de palavras que nomeiam ideias e conceitos para ilustrar o pensamento, tais como: trabalho, dever, direito, capacidade, solidariedade, retribuição, satisfação e respeito.
 Dica 
Um bom texto dissertativo-argumentativo remete a conceitos genéricos, abstratos e, por isso, exibe grandes quantidades de substantivos abstratos.
É importante lembrar da ausência de temporalidade. Não há progressão de acontecimentos no tempo. Predominam os verbos no presente do indicativo com valor atemporal.
Como Fazer Uma Boa Dissertação?
Quer fazer uma boa dissertação? Todos desejam ser bem avaliados em suas dissertações, afinal, esse tipo de texto é cobrado na maioria dos processos seletivos. Portanto, fique atento quanto às características dessa modalidade textual. Muitos escrevem, escrevem e não procuram saber nem mesmo o básico necessário para se fazer um texto dissertativo.
Então, seja cauteloso em sua dissertação quanto aos seguintes pontos:
a) Verbos: os verbos devem estar em terceira pessoa, ou seja, referindo-se a: ele, ela, eles, elas.
b) Linguagem: é formal, logo, obedece às normas gramaticais. Dessa forma, empregos de expressões coloquiais, ou seja, da oralidade e gírias estão excluídas, tais como: tá boa, o bofe lá, tampá o sol com a peneira, ninguém merece, isso está cheirando mal, sem noção, camarada, etc.
c) Palavras: devem ser usadas no seu sentido denotativo, literal, ou melhor, no que consta no dicionário. Deixe o sentido figurado para as poesias e outros tipos de textos.
d) Expressões: é comum lermos: eu acho, na minha opinião, de acordo com que penso a esse respeito, em redações dissertativas. No entanto, essas colocações são redundantes, pois é um texto que mostra o ponto de vista do autor em relação a um fato. Então, é redundante usar tais expressões, mesmo porque deve-se manter a terceira pessoa do discurso.
e) Períodos: devem ser objetivos e claros. De preferência, mais breves, pois períodos muito longos geram confusão. Aproveite e verifique se a pontuação está correta: se o ponto final está presente em cada ideia finalizada! Estará errada se as orações estiverem emendadas por vírgulas, ocasionando o período longo e confuso.
f) Estrutura: observe aqui a paragrafação, ou seja, a divisão por parágrafos e também se há introdução, desenvolvimento e uma boa conclusão. Muitas vezes, esta última parte é esquecida!
Por último observe se sua dissertação tem o mínimo de 15 linhas escritas e o máximo de 35 (tamanho exigido na maioria dos processos seletivos, principalmente no ENEM).
Se você seguir esses critérios básicos e suficientes da dissertação, então, com certeza, terá uma ótima avaliação!
Para fazer uma boa redação no Enem nada mais importante que entender os principais pontos de avaliação.
Composta por uma banca de avaliadores, esses especialistas se apoiam nos diversos critérios que se inter-relacionam e são essenciais na construção da textualidade.
A partir disso, conhecer e entender melhor as competências estabelecidas, tornará mais fácil produzir um bom texto e se preparar melhor para o exame.
Competências Redação Enem
Os critérios de avaliação da redação de Enem estão formados por cinco competências:
Competência 1: Dominar a língua portuguesa
O aluno deverá mostrar que possui bons conhecimentos da língua portuguesa na modalidade formal, como ortografia, morfologia e sintaxe textual.
Vale lembrar aqui, que o conhecimento das regras de acentuação e do novo acordo ortográfico são essenciais. Ou seja, não vale ter erros de português e desvios gramaticais pois isso poderá baixar bastante sua nota.
Competência 2: Entender a proposta da redação
Aqui, a partir dos textos complementares, o estudante deverá compreender a proposta da redação para desenvolver seu texto de forma coerente.
Além disso, ele deve focar nos aspectos estruturais de um texto dissertativo-argumentativo em prosa: tema (assunto), tese, argumentos e proposta de intervenção.
O ponto mais importante a ser avaliado é a habilidade deleitura e escrita do aluno. Portanto, ele deverá compreender e definir o recorte temático apresentado.
Competência 3: Organização e argumentação
Nada mais importante do que saber selecionar os principais argumentos sobre o tema. Portanto, nessa parte os critérios giram em torno da argumentação bem como da interpretação dos estudantes sobre alguns aspectos do tema.
Além disso, a organização é fundamental para a exposição dos argumentos consistentes e defesa do ponto de vista. A inteligibilidade do texto é parte fundamental dessa competência. Ela reúne a seleção de argumentos, precisão vocabular, relação entre as partes do texto e ainda, adequação do conteúdo com o contexto atual.
Competência 4: Conhecimentos dos mecanismos linguísticos
O principal mecanismo linguístico é a coesão utilizada para o encadeamento lógico das partes do texto. Portanto, entender bem os conectivos (conjunções, advérbios, locuções, preposições, etc.) e a função de cada um deles com certeza será proveitoso para deixar ainda seu texto mais coerente, além de auxiliar na construção da argumentação.
Nessa competência destaca-se a estrutura lógica e formal entre as partes do texto chamada de coesão textual. Assim, a relação entre os parágrafos deve apresentar uma sequência lógica das ideias expostas no texto.
Competência 5: Elaborar uma proposta de intervenção
Na parte final e a partir dos argumentos apresentados ao longo do texto, o estudante deverá apresentar soluções para o que foi abordado.
Isso tudo respeitando os direitos humanos e tendo em conta aspectos como a cidadania, os valores humanos e a diversidade cultural.
O aluno que utilizar expressões, ideias preconceituosas e incitar a violência, poderá ter uma nota baixa, ou mesmo, poderá ser punido com a anulação da redação.
 DICAS DE REDAÇÃO
1º) Veja o tema de redação e faça uma leitura cuidadosa da prova – Essa é a principal dica e vai influenciar todo o seu desempenho. Leia e releia a proposta e os textos de apoio. Atenção: essa etapa é essencial para que você não fuja do tema.
2º) Elabore o projeto de texto e escolha uma tese – Esse é o momento em que você deve escolher a sua abordagem e os argumentos que usará para defender sua tese. Separe as ideias principais sobre o assunto em um rascunho. Na tese, escolha um tema que você domine para argumentar e expor o seu ponto de vista.
3º) Faça a primeira versão do texto – Nessa etapa do rascunho, preocupe-se com o conteúdo e não com a gramática. Foque sua atenção para organizar os argumentos da melhor forma. As ideias devem fazer sentido e devem estar ligadas entre si. Um texto bem amarrado valoriza a sua argumentação e fará com que o corretor não se sinta confuso ao lê-lo.
4º) Revise o texto: Agora é hora de corrigir a gramática e encontrar outros errinhos na sua redação. Caso tenha dúvida na grafia de alguma palavra, tente substituir por outra expressão. Preste atenção se não existe alguma frase sem sentido perdida pelo texto e avalie se há coerência entre as ideias.
5º) Passe o texto a limpo: Finalmente, essa é a última etapa da redação. Por isso a importância de preparar seu texto em um rascunho. Respeite o limite de linhas e não coloque informações fora da área de correção.
CORREÇÃO
Se você tem dúvidas sobre como será feita a correção da Redação Enem e o que esperam de você em cada uma das competências avaliadas, o MEC lançou o Guia do Participante, ainda na edição 2012.
Para você que ainda não sabe como será a estrutura da Redação Enem, tenha em mente o seguinte:
O texto que você irá desenvolver terá que ser do tipo dissertativo-argumentativo, e o tema abrangerá assuntos sociais, científicos, culturais ou políticos, por isso fiquem ligados no que está rolando nos noticiários, revistas e jornais.  No decorrer da redação, você defenderá uma opinião sobre o tema proposto, porém com base em argumentos consistentes e que tenham uma estrutura coerente e coesa, formando, dessa maneira, um raciocínio lógico e um texto bem estruturado.  Além disso, terá que constar uma proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos.   Não esqueça o principal: a Redação Enem deverá ser redigida respeitando a norma padrão da Língua Portuguesa.
Para facilitar ainda mais a produção do texto, segue abaixo algumas dicas essenciais para o estudante que pretende obter a nota máxima na redação:
· Ler com atenção a proposta de redação
· Compreender as teses e os argumentos dos textos motivadores
· Elaborar um projeto de texto (rascunho)
· Focar na tipologia textual solicitada (texto dissertativo-argumentativo)
· Escrever com uma letra legível
· Não ultrapassar o limite das linhas para a redação (até 30 linhas)
· Não rasure o texto final que deve ser entregue a caneta
· Seja criativo na finalização do texto
· 
Agora que você já sabe o que fazer para produzir uma boa redação no Enem, confira abaixo alguns exemplos do que não fazer:
· Fugir do tema proposto
· Produzir um texto sem parágrafos
· Apresentar um texto cheio de repetições
· Produzir um texto que não seja o dissertativo-argumentativo
· Copiar os textos motivadores ou mesmo transcrever músicas e outros textos
· Utilizar frases soltas sem encadeamento lógico entre os parágrafos
· Escrever em língua estrangeira
· Apresentar uma letra ilegível
· Entregar o texto a lápis
· Usar frases e palavras de baixo calão e uma linguagem informal
· Desrespeitar os direitos humanos
Como fazer uma boa redação - passo a passo
Para fazer a melhor redação da sua vida o mais importante é que você elimine a ideia de que escrever é muito complicado.
Escrever um texto, nada mais é do que você pensar sobre um tema e organizar suas ideias a respeito disso.
Pense, por exemplo, que você irá apresentar um seminário na escola, ou dar uma palestra. Claro que antes disso, você irá refletir sobre o tema e como será apresentado. E ainda, de que maneiras as informações deverão ser expostas para que as pessoas que estão assistindo compreendam sobre o assunto.
Dito isso, fazer uma redação segue a mesma lógica, ou seja, é importante saber sobre o tema e organizar todas as informações levando em conta as normas gramaticais.
Isso porque o texto oral é diferente do escrito. Numa redação, por exemplo, devemos usar parágrafos, pontuação e saber muito bem o significado das palavras.
Portanto, segue abaixo algumas dicas essenciais para que você produza um texto bom, coerente e coeso. Bom trabalho!
Produção de Texto
Passando da primeira etapa de reunir informações e dados sobre o tema que será redigido, adentramos no momento de produção.
Essa é uma fase muito importante onde o rascunho sobre a enumeração dos principais pontos se transformarão, aos poucos, em parágrafos.
Exemplo:
Tema: Violência nas Escolas
Título: Os problemas e as soluções da violência nas escolas
A violência nas escolas acontece entre os alunos ou mesmo com os professores. Esses problemas têm ocorrido com frequência na atualidade. Casos de bullying são exemplos que tem gerado violência nas escolas.
Além disso, a falta de respeito dos alunos com seus superiores, sejam os professores ou os diretores, tem gerado uma onda de violência dentro e fora das escolas.
Essa falta de limites é algo muito notório nos centros educacionais do Brasil, sobretudo, nas escolas públicas.
Note que aqui, o que foi colocado no rascunho inicial se transformou em diversos parágrafos. Claro que a ideia deverá ser expandida, seja com exemplos, dados, e ainda algo que seja relevante e que contemple soluções para os problemas propostos.
Organização do Texto
Mais do que saber produzir um texto, devemos levar em conta sua organização. Assim, as ideias e as frases precisam apresentar uma sequência lógica. Um recurso importante e que deve ser ressaltado é a coesão.
Com ela, utilizamos os conectivos para que as ideias não fiquem soltas e que o texto não seja um simples emaranhado de frases.
Termos como “assim”, “entretanto”, “dessa forma”, “mas”, etc. são utilizados para oferecer ao texto uma maior ligação entre as frases e asideias.
Além da coesão, a coerência é algo muito importante e está ligada à lógica textual, ou seja, ao sentido do texto. Dessa maneira, ela facilita o entendimento sobre a mensagem que será transmitida.
O importante é não ser contraditório, ambíguo ou redundante. A certeza sobre a informação também é algo muito importante.
Exemplo: O Brasil é um país muito diversificado e que está localizado no continente africano.
Essa informação está errada, pois como sabemos, o Brasil está localizado no continente americano.
Portanto, se você tem dúvida ou não sabe ao certo sobre determinada informação, não coloque isso no texto. Tenha certeza de tudo o que está sendo redigido, para que você não cometa esse erro.
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Erros de Redação
Nada pior do que cometer erros graves na redação e obter uma nota baixa no Enem e nos vestibulares. Isso porque o texto produzido possui um peso muito grande na média final. Portanto, confira abaixo os 16 erros de redação mais comuns e lembre-se de fugir deles sempre.
1. Fugir do tema
O maior problema, e que pode levar a uma nota muito baixa ou mesmo o cancelamento da prova, é a fuga total ou tangenciamento ao tema.
Para isso, o estudante deve primeiramente ler com atenção os textos motivadores e compreender a proposta. Manter o foco em torno do tema é o principal desafio, assim, sua abordagem deve ser bem clara.
Segundo o “Manual de redação do Enem 2017”, a fuga total do tema significa:
“quando nem o assunto mais amplo nem o tema proposto são desenvolvidos.”
Portanto, é importante entender bem os limites do tema definido pela proposta de redação para que esse erro não seja cometido.
2. Não fazer um rascunho
Um dos problemas de rasuras nas provas de redação pode ser desencadeado pelo estudante que opta em escrever diretamente na folha final.
Por mais que você seja um grande escritor e esteja certo do que vai escrever sobre o tema, vale a pena colocar tudo no rascunho antes de passar a limpo para o local definitivo. Isso porque, na hora de escrever, você poderá lembrar de mais algum exemplo importante.
Esse “projeto de texto” deve ser elaborado antes contemplando um bom planejamento e organização do que deverá ter na sua redação. Aqui, é importante já pensar no tipo de texto que deverá ser desenvolvido.
Geralmente, o Enem e os vestibulares exigem um texto dissertativo-argumentativo que possui uma estrutura básica: introdução, desenvolvimento e conclusão. Pensando nisso, já separe por tópicos as ideias que entrarão em cada parte.
3. Entregar o texto com letra ilegível
Não adianta ter uma ideia boa e apresentar um bom texto se a letra do estudante é ilegível para o avaliador. Para muitos, isso pode não ser importante, mas é essencial para que o leitor do texto compreenda o que está sendo apresentado. Assim, se sua letra não é das melhores, tente nesse momento ter muito cuidado.
Para melhorar isso, você pode praticar em casa com cadernos de caligrafias. Não deixe de colocar os pontos e muita atenção com o uso de letras maiúsculas e minúsculas. Note que, se o texto estiver ilegível para os avaliadores, sua prova poderá ser cancelada.
4. Faltar com a coesão textual
Um dos principais problemas encontrados nos textos é a falta de coesão textual que serve para obter um bom encadeamento das ideias, das frases e dos parágrafos.
Dessa forma, ela colabora com a textualidade, deixando o texto fluido e proporcionando maior entendimento da ideia defendida.
Os princípios de uma boa coesão são: boa estruturação dos parágrafos, dos períodos e ainda, a referenciação mediada pelo uso de pronomes, advérbios e artigos.
Para isso, é de suma importância entender e conhecer os conectivos (preposições, conjunções, advérbios e locuções adverbiais) e suas funções.
Vale lembrar que o estudante não deverá usá-los de forma indiscriminada, ou seja, o uso excessivo de conectivos também pode ser um problema. Importante também observar que o conhecimento de vários conectivos evitará a repetição dos mesmos.
5. Ser incoerente
A coerência é uma das características mais importantes de um texto bem apresentando. Ela está intimamente relacionada com o contexto e o universo interpretativo da pessoa uma vez que trabalha com a construção do sentido.
Não vale, portanto, escrever algo que você tenha dúvida. Assim, se não tem certeza de alguma coisa, é melhor que isso fique fora do seu texto, pois um texto coerente demonstra os conhecimentos e a organização do estudante.
Assim, não adianta escrever bem e dizer que “Buenos Aires é a capital do Chile”. Isso denota o desconhecimento de geografia do aluno dificultando a inteligibilidade do seu texto.
6. Cometer erros de português
Uma das principais competências dos estudantes que escrevem um texto deve ser o uso da língua padrão formal. Com isso, deve-se evitar desvios gramaticais, erros ortográficos, falta de acentuação e pontuação.
É muito comum as redações apresentarem esses desvios, o que deixa o texto pobre e dificulta o entendimento. Portanto, a melhor maneira de contornar essa situação é ler e escrever bastante e ainda, praticar exercícios sobre o tema.
Aqui, vale observar quais são suas maiores dificuldades, como as palavras que costuma escrever com erros, para que o estudo seja mais direcionado. Portanto, se a dúvida maior são questões de ortografia como o uso do s e ss, foque nisso.
7. Escrever períodos muito longos
Um dos grandes problemas dos estudantes é não ter cuidado com a pontuação nas frases. Períodos muito longos, por exemplo, dificultam o entendimento do leitor e mesmo, geram confusões.
Alguns problemas identificados nos textos de estudantes que usam frases muito longas são os erros de concordância, além de apresentarem períodos com ambiguidade.
Sendo assim, uma boa dica é ler o texto e ver se os parágrafos, as frases e os períodos estão compreensíveis.
Não se intimide em quebrar o período se for necessário, pois o importante é que o texto seja entendido pelo leitor. Para a quebra de parágrafos, utilize os conectivos que encadearão melhor as ideias no texto.
8. Usar linguagem informal
O uso da linguagem informal ou coloquial é um erro muito grande que o candidato deve evitar. Como exemplo, podemos citar o uso de gírias e de expressões populares no meio do texto. Esse recurso só deverá ser utilizado se o foco for esse mesmo.
Assim, nesse momento de produção de texto, deixe o contexto informal de lado e se concentre na linguagem formal e cuidada.
Certifique-se de que o seu texto não apresenta erros de concordância, frases ambíguas, palavras abreviadas, etc. Todos esses problemas empobrecem o texto e baixam bastante a nota do candidato.
9. Empregar frases ambíguas
A ambiguidade é um problema recorrente nas redações e que surge por descuido de muitos estudantes. Trata-se de uma duplicação de sentidos a qual reúne mais de uma interpretação. Portanto, ela torna o texto confuso e dificulta o entendimento do leitor.
Muito utilizada nos textos poéticos e publicitários como forma de aumentar a expressividade do texto, ela é considerada um vício de linguagem sendo inapropriada nos textos formais.
Assim, se seu uso não é intencional, tente se afastar desse erro. Para isso, tome cuidado com a colocação de palavras, o uso indevido de pronomes possessivos, relativos e as conjunções. Além disso, atenção com as formas nominais e a falta de pontuação, como a vírgula.
10. Entregar outro tipo de texto
A tipologia textual é de suma importância para o desenvolvimento correto da proposta de redação. Assim, entenda primeiro qual o tipo de texto que deverá ser produzido: narrativo, descrito, dissertativo, carta, etc.
Se o tipo de texto não estiver de acordo com o que foi pedido, a sua prova poderá ser anulada. No Enem, geralmente o tipo de texto é dissertativo-argumentativo. No entanto, há provas em que o estudante pode escolher qual tipo de texto redigir.
Cada um possui características singulares que devem ser seguidas. Um texto dissertativo-argumentativo reúne o tema, a tese, os argumentos e a proposta de intervenção. Já um texto narrativopossui personagens inseridos num tempo e espaço específico. Aqui, o estudante pode também optar por um discurso direto, com o uso de travessões.
11. Não defender o ponto de vista
Nada mais importante do que defender seu ponto de vista num texto do tipo dissertativo-argumentativo. O próprio nome já indica que a argumentação é uma parte importante do texto. Assim, o texto deverá apresentar claramente a defesa do ponto de vista.
Após a leitura dos textos motivadores, o estudante deve pensar quais argumentos irá defender, bem como os quais irá refutar. A parte da argumentação e da defesa do ponto de vista é a “cereja do bolo”. Portanto, se ela não estiver clara, sua pontuação pode ser prejudicada.
Aqui, a defesa do ponto de vista objetiva convencer o leitor e pode ser mais consistente mediante a apresentação de dados, fatos, pesquisas, etc.
Em resumo, os argumentos auxiliarão na defesa do ponto de vista escolhido como a tese. Evite assim, as generalizações e o senso comum que denotam uma superficialidade da argumentação.
12. Escrever na primeira pessoa do singular
Um erro crasso cometido pelos estudantes é escrever a redação em primeira pessoa do singular. Pessoalizar o texto é um erro muito grande e que com certeza diminuirá sua nota final. Lembre-se que essa ação é condenada pela maior parte dos avaliadores do Enem e dos vestibulares.
Sendo assim, o texto dissertativo-argumentativo deve ser feito na terceira pessoa do singular ou plural. Mesmo quando você for defender seu ponto de vista utilize os pronomes adequados. Aqui, você deve evitar o uso da primeira pessoa do singular, bem como marcas que identificam a segunda pessoa do singular e do plural (você, seu, sua, teu, tua, etc.).
13. Entregar o texto sem conclusão
Não tem nada mais decepcionante para um avaliador do que ler um texto inconclusivo. A finalização da redação é tão importante quanto sua introdução. Nessa parte final do texto, o estudante deverá apresentar uma proposta de intervenção que contemple tudo o que foi defendido ao longo do texto.
Assim, a conclusão é o fechamento das ideias que deve ser acompanhado de soluções para os problemas destacados.
Sem dúvida, essa é uma parte muito importante e que pode ser apresentada de forma criativa ou por meio de uma frase de efeito. Há pessoas que esperam terminar a redação, para assim, colocar um título. Isso porque a grande ideia pode estar presente nessa parte tão importante do texto.
14. Não fazer uma revisão final
Quando terminar de escrever a redação na folha final, é muito importante fazer a leitura atenta do texto. O objetivo principal é verificar se não existe falta de pontuação ou erros de ortografia.
Esse momento de revisão é essencial para a entrega de uma redação bem cuidada. A verificação do título, das frases, palavras e da estrutura básica do texto, pode valer pontos a mais. Para isso, o aluno deverá utilizar o tempo permitido, deixando alguns minutos para a revisão final.
A melhor maneira de não exceder o limite do tempo previsto é treinar toda a semana produzindo uma redação. Você pode selecionar duas horas de um dia da semana para produzir um texto utilizando alguns exemplos de provas anteriores do Enem ou de outros vestibulares.
15. Entregar a redação a lápis
Há estudantes que entregam a redação a lápis, porque escrevem antes dessa maneira, para depois passar a caneta por cima do que foi escrito. Essa é uma maneira de observar o limite das linhas de acordo com a letra do candidato.
No entanto, alguns acabam excedendo o tempo e entregando a redação a lápis. Mas isso é um grande erro, pois ela deve ser entregue a caneta. Assim, reserve pelo menos uma hora para fazer a redação, e mais alguns minutos para passar tudo a caneta. Aqui, é importante ficar atento ao tempo para que esse erro não seja cometido.
16. Ultrapassar o limite de linhas
O estudante nunca deverá ultrapassar o limite oferecido na prova. Geralmente, a redação pode ser feita em 30 linhas. Isso justifica a importância de ter um rascunho prévio onde o candidato poderá ter noção do tamanho do texto e não ter problemas com o espaço permitido.
Imagine que por falta de espaço o seu texto fique sem a frase final. Isso é um grande erro que pode diminuir a média final, mas, por outro lado, se o aluno entregar um texto com menos de sete linhas, sua prova será zerada.
 Dicas de Redação
A redação está entre as principais exigências do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio). O Enem, que confere acesso às principais universidades brasileiras, também já é aceito em Portugal.
A condição inicial para uma boa redação está na leitura. Quem lê tem mais facilidade para desenvolver o raciocínio, além do que aprende a escrever de forma correta, respeitando ortografia e outras regras gramaticais.
O domínio das regras é condição determinante para o bom desenvolvimento da prova de redação. Portanto, uma boa dica é estar atendo ao Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
1-Comece pela prova de redação. 
A redação conta muito na pontuação, por isso, não espere estar cansado com o restante da prova para começar a desenvolvê-la.
2-Interprete o tema proposto. Garanta que entende o que está sendo solicitado!
3-Delimite o tema. Assim você garante que trata do que é essencial e evita que a redação exceda o limite de linhas da prova.
4-Estruture o raciocíno. Ao fazer isso, você também está dando forma à estrutura da sua redação.
5-Utilize linguagem formal. A linguagem formal contempla ortografia e demais regras gramaticais.
6-Seja coerente nas argumentações. Não se contradiga!
7-Introduza citações. Ao introduzir citações de pessoas especializadas sobre o conteúdo que é exposto, você demonstra conhecimento sobre o tema.
8-Mencione fatos. Ao citar fatos históricos, você também dá mostras do seu conhecimento geral.
9-Assuma uma posição moderada. Não seja radical nos seus argumentos. Se você não concorda com os aspectos relacionados ao tema, não se posicione de forma revolucionária.
10-Leia a redação. Depois de terminar de escrever, leia com calma e corrija possíveis erros de ortografia ou pontuação.
Todos os anos os vestibulares e o Enem abordam diversos temas de redação, sobretudo, da atualidade.
Assim, confira abaixo alguns assuntos que podem ser cobrados nas provas.
Possíveis Temas de Redação para Enem
1. Racismo e Discriminação Social
Preconceitos relacionado às etnias, raças e as classes sociais envolvendo a questão da “superioridade” entre os diversos grupos sociais.
2. Desigualdade Social no Brasil
Diferenças entre as diversas classes sociais estão intimamente relacionadas com a má distribuição de renda no país. Importante entender as causas e consequências da desigualdade social.
3. Preconceito Linguístico
No Brasil, o preconceito linguístico envolve as diferentes formas de falar e estão ligados com o conceito de “superioridade”.
4. Família Contemporânea
Marcada pela diversidade, esse tema relaciona-se com novos modelos de famílias e suas diversas configurações modernas. Um exemplo é a adoção de crianças por casais homossexuais.
5. Crise Mundial Econômica
Desde 2008 a crise financeira e econômica vem afetando diversos países pelo mundo. Ela envolve o fechamento de bancos, crescimento da dívida externa e aumento da desigualdade.
6. Política Brasileira
Desde do governo de Lula, o país vem sendo foco de diversos problemas dos quais merece destaque a corrupção. Instabilidade política e econômica foram agravadas com o Governo de Dilma e Temer.
7. Pobreza no Brasil
Diversos assuntos podem estar relacionados com a pobreza no Brasil, sobretudo, com a instabilidade política e econômica pela qual o país vem passando. Destacam-se a má distribuição de renda e o aumento do desemprego.
8. Inclusão e Exclusão Social
Entender o conceito de inclusão e exclusão social. Relacionar com projetos e programas atuais que tratam do tema da inclusão social para os grupos excluídos: negros, idosos, pobres, deficientes, homossexuais, etc.
9. Deficientes Físicos
Oferecer soluções para a acessibilidade de gruposque possuem algum tipo de deficiência (motora, visual, auditiva, mental).
10. Sistema Educacional no Brasil
Panorama das novas políticas de ensino no país e mudanças no currículo escolar como, por exemplo, a inclusão de temas transversais.
11. Sistema Público de Saúde
Desafios e propostas para o atual sistema público de saúde no país. Esse tema pode estar relacionado com os problemas de acesso ou mesmo da falta de equipamentos e hospitais.
12. Aquecimento Global e Efeito Estufa
Crescimento do aquecimento global e do efeito estufa no mundo. Compreender os conceitos, causas e consequências desses fenômenos. O texto pode citar os acordos e as propostas atuais sobre isso.
13. Orientação e Diversidade Sexual
Engloba os diversos tipos de diversidade sexual, por exemplo, os heterossexuais, homossexuais, bissexuais e os assexuados. Junto a isso, vale frisar os problemas de violência e inclusão desses grupos nas sociedades.
14. Homofobia
Preconceito as pessoas que possuem uma relação homo afetiva (homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais). Legislação sobre o tema e problemas de violência na atualidade poderão ser abordados.
15. Expectativa de Vida
Conceito relacionado com a qualidade de vida e o bem-estar da população. No Brasil, a expectativa de vida tem aumentado nos últimos anos.
16. Analfabetismo no Brasil
Causas, consequências e as taxas de analfabetismo no Brasil. O analfabetismo funcional envolve aqueles que sabem ler, mas não conseguem interpretar um texto.
17. Transporte Público no Brasil
Qualidade, preços, monopólio e problemas dos transportes públicos. Isso tudo aliado aos movimentos de protestos que vem ocorrendo no país.
18. Violência no Brasil
Tipos, soluções e propostas para a violência do Brasil. Focar quais são as causas e consequências desse problema que se torna cada vez mais comum no país.
19. Mercado de Trabalho
Compreender as características do mercado de trabalho na atualidade desde a Inserção dos jovens, exclusão dos velhos e as novas tendências.
20. Globalização
Compreensão do conceito de globalização e suas consequências econômicas, sociais e culturais. Vale saber a história, as causas e os efeitos desse fenômeno.
21. Cidadania
Conceito que inclui um conjunto de direitos e deveres do cidadão. A cidadania é muito importante para a sociedade e envolve respeito, participação política e qualidade de vida.
22. Novas Tecnologias
Englobam as novas tecnologias de informação e comunicação, por exemplo, os computadores, internet, televisão, câmeras, etc. Temas associados são a democratização da informação e a inclusão digital.
23. Meios de Comunicação
Aliado ao conceito de novas tecnologias temos o avanço e os desafios dos meios de comunicação atuais: rádio, televisão, telefone, jornal, revista, internet, cinema, etc.
24. Redes Sociais
Conceito, evolução, vantagens e desvantagens no uso das redes sociais. Além disso, atentar aos impactos das redes sociais na vida das pessoas.
25. Inclusão Digital
Democratização da tecnologia é sem dúvida o objetivo da inclusão digital. No Brasil ainda existem muitos desafios para incluir grupos menos favorecidos.
26. Maioridade Penal
Redução da maioridade penal, que envolve a idade do indivíduo, é o grande tema para acabar com a violência no Brasil. A questão é se essa é a melhor maneira de diminuir focos de violência no país.
27. Movimentos Sociais
Conceito, causas e consequências do surgimento de diversos movimentos sociais. No Brasil merecem destaque o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MSTS), os movimentos indígenas e dos negros.
28. Trabalho Infantil
Conceito, legislação e impactos sociais do trabalho infantil. Frisar as principais causas que levam crianças e adolescentes a trabalharem desde cedo.
29. Direitos da Criança e do Adolescente
Por meio da leitura do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) o estudante deve conhecer as normas e os direitos de proteção para esses grupos etários.
30. Democratização da Cultura
Aumentar o acesso aos bens culturais. Focar nos desafios a serem enfrentados para que as diferentes culturas tenham liberdade de expressar e salvaguardar o patrimônio cultural e histórico.
31. Intolerância Religiosa
Num país multicultural, a questão religiosa é bem diversa. A ideia é evitar a violência e respeitar as diferentes manifestações religiosas.
32. Arte Urbana
Conhecer a origem, a história, as características e os exemplos de arte urbana. Destacam-se o grafite, o estêncil, as instalações artísticas, as performances, as estátuas vivas e os cartazes.
33. Cultura Popular e Cultura Erudita
A cultura popular é o conjunto de saberes que surge da interação entre indivíduos de determinado grupo, por exemplo: folclore, artesanato, lendas. Já a cultura erudita são manifestações que surgem da investigação acadêmica, por exemplo: literatura e artes plásticas.
34. Mobilidade Urbana
Reúnem as diferentes formar de se deslocar dentro do espaço urbano. Abrange a organização do território e gestão das cidades do qual merece destaque os meios de transportes.
VEJA TAMBÉM: Mobilidade urbana: os passos para uma redação nota 1000 no Enem
35. Uso e Descriminalização das Drogas
Tipos, história e diferenças entre as drogas lícitas e ilícitas. Destacar os efeitos das drogas, causas e consequências do uso de entorpecentes. A descriminalização no Brasil é um tema muito atual onde o uso de drogas não seria considerado crime.
36. Pedofilia
A atração de adultos por crianças é um debate muito atual. Esse transtorno sexual pode envolver o uso da internet para divulgação de imagens, vídeos ou mesmo para encontros entre as partes.
37. Evasão Escolar
A evasão escolar é um conceito associado ao afastamento de crianças e jovens das escolas. Esse problema pode ocorrer por diversas razões, desde pobreza, falta de escolas, trabalho, dificuldade de acesso, dentre outros.
38. Bullying nas Escolas
Tema muito atual que aborda sobre a violência verbal, física ou psicológica que correm sobretudo nas escolas. O cyberbullying é um tipo de bullying praticado via internet.
39. Reciclagem
História e importância da reciclagem num mundo marcado pelo consumismo. O excesso de lixo produzido pelas populações pode ser reaproveitado se for feita a coleta seletiva.
40. Meio Ambiente e Sustentabilidade
Preservação do ambiente e sustentabilidade são dois temas que estão interligados e podem surgir juntos na prova de redação. Vale conhecer projetos e programas que contemplem ações sustentáveis no país e no mundo, por exemplo, a Agenda 21.
41. Objetificação da Mulher
No mundo moderno é muito comum ver propagandas sexistas onde a mulher é vista como um objeto. Essa banalização da mulher é muito recorrente nas propagandas destinadas ao público masculino, sejam de carros, cervejas, etc.
42. Violência Contra a Mulher
Violência doméstica e a disseminação de práticas machistas são assuntos que estão relacionados com as práticas de violência contra a mulher. Note que ela pode ser física, verbal, moral ou psicológica.
43. Sistema Carcerário no Brasil
Expor soluções para o problema do sistema carcerário no Brasil pode ser uma proposta de redação. Destacam-se a insalubridade que vivem os detentos, a superlotação das celas e as diversas rebeliões que ocorrem dentro do presídio.
44. Imigrações e a Crise dos Refugiados
O foco no conceito, problemas, causas e consequências da imigração no Brasil e no mundo. Atualmente destacam-se a crise dos refugiados onde um grande número de imigrantes busca condições melhores de vida na Europa e em outros continentes.
45. Crise Hídrica e Escassez de Água
Causas e consequências da crise hídrica no Brasil. Falar da importância da água e indicar propostas para o desperdício desse bem essencial para a vida na Terra.
46. Alimentação Saudável
Novas formas de alimentação aliados a nova pirâmide alimentar são temas que podem estar presentes nas provas de redação. Junto a isso, podemos citar os benefícios de consumir alimentos orgânicos e abordar a questão dos alimentostransgênicos.
47. Sedentarismo
Com o avanço da tecnologia e as novas formas de se relacionar, o sedentarismo tem sido um dos principais problemas da modernidade. O desenvolvimento de diversas doenças como a má circulação, obesidade e depressão podem estar associados a ele.
48. Estética e Saúde
O crescimento do mercado da estética e a busca pela saúde. Com isso, podemos relacionar os padrões de beleza, culto ao corpo ideal e o excesso de tratamentos estéticos.
49. Consumismo
Um dos maiores problemas da modernidade é o consumismo abusivo pelas sociedades. Vale relatar sobre as causas, consequências e doenças associadas ao consumo excessivo.
50. Questão Indígena no Brasil
Luta dos índios pelo reconhecimento de seus territórios originais. O problema do desmatamento na Amazônia legal, onde vive grande parte dos povos indígenas e a violência contra esses grupos.
SÍNTESE DA ESTRUTURA DE UM TEXTO DISSERTATIVO
INTRODUÇÃO:
 - Exposição da tese + esclarecimentos sobre a tese 
DESENVOLVIMENTO:
- Discussão sobre o tema
- Ampliação da abordagem proposta na tese
CONCLUSÃO: 
- Reafirmação da tese.
Obs.: Como visto no exemplo analisado, os parágrafos devem conter mais de uma frase. Não façam parágrafo-frasal. 
ANÁLISE 
O artigo usado como exemplo foi retirado do sítio www.observatoriodaimprensa.com.br e publicado em fevereiro de 2009.
	MÍDIA & EDUCAÇÃO
A responsabilidade de cada um
Por Gabriel Perissé 
	
	Quando se trata de educação, todos têm uma parcela de responsabilidade. Todos podem ajudar ou prejudicar. Os professores não são os únicos responsáveis, embora tenham graves tarefas a cumprir. As famílias desempenham papel importantíssimo, mas sozinhas não conseguem resolver todos os problemas. Os alunos, obviamente, têm seu lugar garantido nesse contexto – a eles cabe o compromisso de estudar. Os políticos deveriam falar menos e fazer mais. Os empresários também. E a mídia também.
No caso da mídia, muito sensato o puxão de orelha que o ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, deu no jornal, na edição do último domingo. O jornal sempre recomenda que o governo e a sociedade tenham ações vigorosas a favor de um ensino melhor, mas o que a Folha, ela própria, faz de real e concreto, pergunta Carlos Eduardo? Onde estão as "reportagens de fôlego" sobre o tema? E que tipo de projetos tem desenvolvido para incentivar a leitura nas escolas?
Sempre mais fácil culpar os outros. Ficar parado, mandando os outros se mexerem, é o cúmulo do comodismo – e da incompetência. Por outro lado, a mídia é lugar privilegiado de discussão qualificada das ações e das omissões, dos problemas e dos dilemas na educação.
Neste início de ano letivo, seria o caso de refletir sobre a medida que o governador de São Paulo, José Serra, acaba de aprovar, criando um sistema on-line antiviolência nas escolas estaduais. O sistema permite acionar a Secretaria da Educação... e a de Segurança Pública. Ora, a função da Segurança Pública seria justamente evitar que a violência se instalasse sequer nas imediações das escolas!
A intenção de Serra é coibir as gangues, as agressões contra alunos, professores e diretores, a venda de drogas, as depredações. Serão instaladas 3,5 mil câmeras. Haverá reforço da ronda policial. Estamos falando de colégios ou presídios? De alunos ou bandidos? Estará a caminho a "febemização" das escolas?
Deveríamos esperar de José Serra (candidato a presidente do país!) uma resposta inteligente para a decadência da escola pública em São Paulo. Investir em atos de vigilância e repressão é reconhecer a incapacidade de administrar pedagogicamente os conflitos sociais que invadiram o espaço educativo.
Uma responsabilidade educacional da mídia é ser lugar de liberdade, no qual possamos ler, pensar e escrever sobre questões como esta.
Gabriel Perissé é Doutor em Educação pela USP e escritor e colunista do sítio www.observatóriodaimprensa.com.br (02/02/2009) 
COMENTÁRIO 
Ao abordar o assunto educação, o professor Gabriel Perissé defende a responsabilidade da mídia, em particular o jornal Folha de S.Paulo, na discussão sobre os problemas do setor. A linguagem, a estratégia argumentativa de questionamento, entre outras fatores, contribuem para evidenciar a característica opinativa e autoral do texto. 
	ESTRUTURAÇÃO
	PARTES
	ORIENTAÇÃO ARGUMENTATIVA
	ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS
	INTRODUÇÃO
	1ª§
	· Exposição da tese: “Quando se trata... cumprir.”
· Esclarecimento sobre a tese. “As famílias ... também.”
	· Enumeração (O autor expõe os segmentos sociais envolvidos na discussão sobre educação.) 
	DESENVOLVIMENTO
	2º§
	Desenvolvimento da tese:
· defesa do questionamento sobre o desempenho da mídia na cobertura do tema educação. 
	· Demonstração da tese, por meio da referência a um discurso abalizado (“ombusdman” da Folha de S.Paulo);
· uso do discurso indireto e direto (trecho com aspas).
	
	3º ao 5º§
	Ampliação da tese:
· afirmação da necessidade de a mídia cumprir o papel de discutir de modo mais sistemático e constante sobre o tema educação;
· reafirmação da idéia de que a mídia deve fiscalizar as ações governamentais na área de educação, como exemplo medida adotada pelo governador José Serra.
	· Exemplificação (O autor cita a medida do governo de José Serra, como ação que mereceria melhor cobertura da mídia.);
· problematização (O autor faz perguntas que evidenciam a crítica à medida do governo paulista.).
	CONCLUSÃO
	6º e 7º§
	Retomada da tese:
· Reafirmação das críticas feitas ao governador e à mídia impressa;
· exposição de expectativa (qual deveria ser o papel do governador e da mídia).
	
Exercícios 1 
Leia o texto a seguir e depois redija um parágrafo que sintetize o ponto de vista do texto. Para isso, observe bem as palavras e as ideias-chave de cada parágrafo.
Muita gente, pouco emprego
A população das megacidades cresce muito mais depressa do que sua capacidade de promover empregos e fornecer serviços decentes a seus novos moradores. O fenômeno, detectado no relatório da ONU sobre a população, é tanto mais grave porque atinge em cheio justamente os países mais pobres. Das dez megacidades do ano 2000, sete estarão fincadas no terceiro Mundo. As pessoas saem do campo para as cidades por uma razão tão antiga quanto a Revolução industrial: querem melhorar de vida. Mesmo apinhadas em periferias e favelas, suas chances de prosperar são maiores do que na área rural. As cidades, escreveu o historiador Lewis Mumford, são “o lugar certo para multiplicar oportunidades”.
A típica explosão urbana é a registrada em várias cidades da África e da Índia, que dobram de população a cada doze anos e não dão conta da demanda por emprego, educação e saneamento. Karachi, no Paquistão, com 8,4 milhões de habitantes quase não investe em sua rede de esgotos desde 1962. Mesmo as que crescem a uma taxa menos selvagem, como a Cidade do México, têm pela frente seus megaproblemas. A poluição produzida pelos milhões de veículos e 35000 fábricas da capital mexicana, por exemplo, pode chegar, como em fevereiro passado, a um nível quatro vezes além do ponto em que o ar é considerado seguro em países desenvolvidos.
Ainda que todos os prognósticos sejam pessimistas, não se deve desprezar a capacidade de as megacidades encontrarem soluções até para seus piores desastres. A mobilização da população da capital mexicana em 1985 para reconstruir partes da cidade arrasadas por um violentíssimo terremoto evitou o pior – e mostrou que as mobilizações coletivas podem driblar o apocalipse anunciado para as megalópoles. 
Tirado de Arquivos de Veja, julho de 1993.
Desvendando o texto por meio de palavras e argumentos centrais
Primeiro parágrafo
A população das megacidades cresce muito mais depressa do que sua capacidade de promover empregos e fornecer serviços decentes a seus novos moradores. O fenômeno, detectado no relatório da ONU sobre a população, é tanto mais grave porque atinge em cheio justamente os países mais pobres. Das dez megacidades do ano 2000, sete estarão fincadas no terceiro Mundo.As pessoas saem do campo para as cidades por uma razão tão antiga quanto a Revolução industrial: querem melhorar de vida. Mesmo apinhadas em periferias e favelas, suas chances de prosperar são maiores do que na área rural. As cidades, escreveu o historiador Lewis Mumford, são “o lugar certo para multiplicar oportunidades”.
Síntese: _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Segundo parágrafo
A típica explosão urbana é a registrada em várias cidades da África e da Índia, que dobram de população a cada doze anos e não dão conta da demanda por emprego, educação e saneamento. Karachi, no Paquistão, com 8,4 milhões de habitantes quase não investe em sua rede de esgotos desde 1962. Mesmo as que crescem a uma taxa menos selvagem, como a Cidade do México, têm pela frente seus megaproblemas. A poluição produzida pelos milhões de veículos e 35000 fábricas da capital mexicana, por exemplo, pode chegar, como em fevereiro passado, a um nível quatro vezes além do ponto em que o ar é considerado seguro em países desenvolvidos.
Síntese:
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Terceiro parágrafo
Ainda que todos os prognósticos sejam pessimistas, não se deve desprezar a capacidade de as megacidades encontrarem soluções até para seus piores desastres. A mobilização da população da capital mexicana em 1985 para reconstruir partes da cidade arrasadas por um violentíssimo terremoto evitou o pior – e mostrou que as mobilizações coletivas podem driblar o apocalipse anunciado para as megalópoles.
Síntese:
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Formulação da síntese geral do texto:
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TIPOLOGIA TEXTUAL – DISSERTAÇÃO
EXEMPLOS DE REDAÇÃO NOTA 1000 
EXEMPLO DE REDAÇÃO NOTA boa: TEMA: A QUESTÃO DOS REFUGIADOS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO
Por Francis Bacon -  Sáb Mar 31, 2018 12:32 pm
descomplica.com.br escreveu:
Ao longo da história, povos foram conhecidos por conta de perseguições e preconceitos sofreram uma diáspora pelo mundo. Cenas como essas, eram lidas apenas nos livros de história. Entretanto, em pleno século XXI esses acontecimentos são noticiados na mídia por causa da nova dispersão de refugiados, pois o país de origem deles transmite ao mundo, cenas de guerra. Porém, esse não é o único problema enfrentado pelos expatriados, estes encontram discriminação, portas fechadas e falta de oportunidade no país de tentativa de asilo.
De acordo com a ONU, países em desenvolvimento, mesmo com poucos recursos, abrigam cerca de 80% dos refugiados de todo o mundo. Entretanto, esses países que não possuem recursos necessários para atender com qualidade a população nativa apresentam um desafio para os seus abrigados, visto que eles não conseguem recursos para se manterem no país e acabam aceitando trabalhos perigosos e mal remunerados, na mercado informal, por problemas de documentação e concorrência com os habitantes locais.
Em contrapartida, os países europeus que possuem mais condições de recepção dessa população apresenta uma rígida política de migração, por conta dos últimos atentados provocados por islâmicos. Devido a isso e tomado pelo desespero, muitas pessoas buscam uma tentativa de salvação e optam pelo transporte ilegal. Com isso, em 2015, jornais divulgaram uma foto que chocou a população mundial. Um menino sírio foi encontrado morto em uma praia da Turquia por conta de um navio que naufragou, servindo como alerta para a situação em que a Síria se encontrava na tentativa de chegar à Europa.
Fica evidente, portanto, a situação de emergência vivida interna e externamente pelos refugiados. Dessa forma, é necessário uma ação, em conjunto, da ONU com países que tenham condições e políticas públicas necessárias para receber refugiados e garantir os mínimos direitos à vida. Além disso, devem ser criadas ONGs de atuação internacional, como os Médicos sem Fronteiras e a Cruz Vermelha que auxilie a burocracia de asilo e cuidado com esse expatriado. Só assim, poderemos impedir que mais mortes causadas por conflitos armados ocorram, no século XXI.
VISTA PEDAGÓGICA
COMPETÊNCIA 1
Demonstrar domínio da norma da língua escrita.
Sua nota nessa competência foi: 180
Você atingiu 90% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
COMPETÊNCIA 2
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Sua nota nessa competência foi: 180
Você atingiu 90% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
COMPETÊNCIA 3
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Sua nota nessa competência foi: 180
Você atingiu 90% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
COMPETÊNCIA 4
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Sua nota nessa competência foi: 180
Você atingiu 90% da pontuação previstapara a Competência 4, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
COMPETÊNCIA 5
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Sua nota nessa competência foi: 180
Você atingiu 90% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
REDAÇÃO 02-
Matheus Rosi, 
ENEM 2017: EXEMPLO E ANÁLISE DE REDAÇÃO NOTA 1000
TEXTO:
Segundo o pensamento de Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. Esse panorama auxilia na análise da questão dos desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil, visto que a comunidade, historicamente, marginaliza as minorias, o que promove a falta de apoio da população e do Estado para com esse deficiente auditivo, dificultando a sua participação plena no corpo social e no cenário educativo. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro, além de o papel das escolas na inserção desse sujeito.
 Em primeiro plano, evidencia-se que a coletividade brasileira é estruturada por um modelo excludente imposto pelos grupos dominantes, no qual o indivíduo que não atende aos requisitos estabelecidos, branco e abastado, sofre uma periferização social. Assim, ao analisar a sociedade pela visão de Lévi-Strauss, nota-se que tal deficiente não é valorizado de forma plena, pois as suas necessidades escolares e a sua inclusão social são tidas como uma obrigação pessoal, sendo que esses deveres, na realidade, são coletivos e estatais. Por conseguinte, a formação educacional dos surdos é prejudicada pela negligência social, de modo que as escolas e os profissionais não estão capacitados adequadamente para oferecer o ensino em Libras e os demais auxílios necessários, devido a sua exclusão, já que não se enquadra no modelo social imposto.
 Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, que explica a queda das atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais, aumentando o individualismo. Desse modo, o sujeito, ao estar imersos nesse panorama líquido, acaba por perpetuar a exclusão e a dificuldade de inserção educacional dos surdos, por causa da redução do olhar sobre o bem-estar dos menos favorecidos. Em vista disso, os desafios para a formação escolar de tais deficientes auditivos estão presentes na estruturação desigual e opressora da coletividade, bem como em seu viés individualista, diminuindo as oportunidades sociais e educativas dessa minoria.
 Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a criação de oficinas educativas, pelas prefeituras, visando à elucidação das massas sobre a marginalização da educação dos surdos, por meio de palestras de sociólogos que orientem a inserção social e escolar desses sujeitos. Ademais, é vital a capacitação dos professores e dos pedagogos, pelo Ministério da Educação, com o fito de instruir sobre as necessidades de tal grupo, como o ensino em Libras, utilizando cursos e métodos para acolher esses deficientes e incentivar a sua continuidade nas escolas, a fim de elevar a visualização dos surdos como membros do corpo social. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições educacionais e sociais desse grupo.
ANÁLISE
Na introdução, Matheus contextualiza o tema por meio da citação de um renomado antropólogo e filósofo belga, Claude Lévi-Strauss. Esta é uma estratégia extremamente enriquecedora, que traz credibilidade ao texto e denota domínio das várias áreas de conhecimento. A citação foi feita de forma indireta. Em seguida, ele faz uma paráfrase do tema relacionando-o à citação, o que demonstra sua compreensão da proposta. A tese é clara e objetiva: a comunidade marginaliza as minorias, o que promove a falta de apoio da população e do Estado, dificultando sua participação no cenário social e educativo.
O primeiro parágrafo de desenvolvimento é fundamentado com a abordagem de como os grupos sociais dominantes de nossa sociedade corroboram para a manutenção de um modelo de convivência excludente, o que leva à desvalorização dos surdos, por suas necessidades específicas para se adequar, sendo prejudicados, principalmente, no âmbito educacional. Retoma, ainda, a citação, o que é importante para garantir coesão entre as ideias ao longo do texto.
No segundo parágrafo de desenvolvimento, Matheus traz mais um nome relevante para fundamentar seus argumentos: Zygmunt Bauman. Ele relaciona a teoria desse importante filósofo, o conceito de liquidez das relações sociais, ao fato de que os surdos são excluídos graças à perpetuação da negligência a esse grupo, uma liquidez de valores que deveriam garantir a inclusão.
Na conclusão, Matheus apresenta propostas viáveis e completas: QUEM atuará para a resolução (prefeituras, Ministério da Educação, em parceria com as escolas, professores, pedagogos), COMO atuará (criação de oficinas, capacitação dos profissionais, palestras, cursos) e COM QUAIS PROPÓSITOS (educação, conscientização e melhora das condições educacionais e sociais).
ESPELHO DA REDAÇÃO DO JESSÉ COM O COMENTÁRIO
TEMA:"Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil".
REDAÇÃO DO ALUNO JESSÉ BATISTA-920 pontos
 
Tempos atrás na antiga Esparta a guerra era considerada a principal atividade e aqueles que não conseguissem participar da mesma eram descartáveis, ou seja, sacrificados ao se notar a sua deficiência. Trazendo para a atualidade, nota-se no Brasil a perdura da exclusão social ao deficiente, em destaque o auditivo, de maneira principal em âmbito escolar tal que se demonstra evidente a incapacidade da maioria das escolas públicas ao lidar com estudantes surdos e ainda a ausência de políticas públicas que visem a inclusão social no meio educativo, o que dificulta a formação acadêmica dos mesmos.              
     É importante salientar o despreparo de muitas escolas públicas ao deparar-se com um estudante surdo, tendo em vista a falta de profissionais conhecedores da língua de libras, o que impossibilita a troca de informações e consequentemente a aprendizagem. A partir desse cenário, deficientes auditivos têm seu direito à educação gratuita e de qualidade negado. De acordo com o INEP, em 2011 o número de surdos matriculados em classes públicas comuns era de 25.000,já em 2016 estíma-se uma média de pouco mais de 20.000 alunos, ou seja, o descrédito por parte dos pais e dos próprios estudantes já pode ser avistado.                          
Outro fator existente é a ausência de investimento governamental nas instituições de ensino visando melhorias pontuais que contribuiriam na capacidade educacional e gerariam a tão desejada inclusão social. Formação em educação especial dos professores e ensino visual melhorado são exemplos desses investimentos que se tornaram necessários, entretanto não são vistos.O pacifista Martin Luther King disse:"toda hora é hora de fazer o que é certo",percebe-se o quão acertivo é esse pensamento e medidas são necessárias para combater esse impasse.                                  
Diante disso, observa-se os desafios a serem enfrentados. Para tanto é necessária a atuação do Estado no requerimento na grade curricular do lecionador a matéria de Libras para realização de concurso público, garantindo assim a capacidade de comunicação aluno-professor.Ademais o Ministério da Educação deve realizar palestras educativas que estimulem os profissionais a melhorar oensino visual de maneira a ajudar os estudantes surdos em seu ensino.Por fim,cabe ao Governo investir em melhorias na estrutura da escola,para que assim se melhore as condições de estudo e instaure-se a inclusão social.
Vista Pedagógica
Dados Pessoais
Número de inscrição:171040058058
Nome:JESSE DOS SANTOS BATISTA
CPF:128.858.654-07
Prezado participante,
Apresentamos o seu desempenho na prova de Redação do Enem.
Nosso objetivo é fornecer subsídios pedagógicos quanto à sua atuação em cada uma das competências.
Sua pontuação em cada competência pode variar de 0 a 200 pontos.
Competência 1
Demonstrar domínio da norma da língua escrita.
Sua nota nessa competência foi:160
Você atingiu 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
Competência 2
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Sua nota nessa competência foi:200
Você atingiu 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
Competência 3
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Sua nota nessa competência foi:200
Você atingiu 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
Competência 4
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Sua nota nessa competência foi:200
Você atingiu 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
Competência 5
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Sua nota nessa competência foi:160
Você atingiu 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Nota Final
Situação:Presente
Sua nota final foi:920
No gráfico abaixo está destacado o grupo em que você se encontra.
Assim, você poderá visualizar o seu desempenho em comparação aos demais participantes do Enem.
O QUE ERA ESPERADO DO ALUNO NA REDAÇÃO DO ENEM 2017?
  
ENTENDA A PROPOSTA DE REDAÇÃO DO ENEM 2017:
O tema da redação do Enem 2017 foi “Desafios para formação educacional de surdos no Brasil”. O assunto surpreendeu grande parte dos candidatos, pois, apesar de a inclusão social ter sido pauta em diversos temas treinados ao longo do ano, falar especificamente sobre os surdos pegou muita gente desprevenida.
Vamos analisar juntos a proposta? Confira 
PERCEBA QUE A PALAVRA CHAVE DO COMANDO É DESAFIOS. O ALUNO DEVERIA DISSERTAR SOBRE AS DIFICULDADES, OS IMPASSES PARA QUE A FORMAÇÃO EDUCACIONAL DE SURDOS SEJA IMPLEMENTADA ADEQUADAMENTE NO BRASIL.
Se o participante, por descuido, não se atentasse a esse detalhe importante, poderia acabar discutindo apenas sobre a importância da inclusão dos surdos no sistema educacional, por exemplo. Nesse sentido, acabaria sendo prejudicado por cometer “tangenciamento do tema”, ou seja, tratar do assunto de forma relacionada, mas sem responder ao comando diretamente.
E O QUE ERA ESPERADO DO ALUNO NA REDAÇÃO DO ENEM 2017?
Listamos alguns tópicos passíveis de discussão sobre o tema:
· Capacitação precária de profissionais da educação. Fazer uma crítica à grade curricular das instituições de ensino superior quanto ao ensino de matérias que falem sobre inclusão e abordem metodologias de ensino adequadas aos surdos.
· Instituições de ensino que oferecem apenas vagas, mas não oferecem acessibilidade aos surdos, ou seja, não dispõem de infraestrutura adequada para o aprendizado do indivíduo com surdez.
· Instituições de ensino que rejeitam alunos surdos, por diversos motivos, dentre eles: não intenção de contratar intérpretes para a mediação comunicativa em sala de aula ou de fazer reformas do ambiente, como com investimentos em aparatos tecnológicos.
· A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, que foi oficialmente reconhecida e aceita como segunda língua brasileira desde 2002, possui pouca visibilidade em âmbito social. Isso prejudica a interação entre ouvintes e não ouvintes, corroborando para a manutenção da segregação dos indivíduos surdos, inclusive na escola, que é um espaço de convivência, socialização e trocas culturais.
· Descaso governamental quanto ao cumprimento de propostas que garantam a plena acessibilidade aos surdos. O PNE (Plano Nacional de Educação) estabeleceu uma meta que garante um sistema educacional inclusivo, com salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados. Porém, esta realidade ainda é pouco efetiva.
· Formação educacional diz respeito, também, aos níveis de ensino superior. Há inclusão aos surdos nas universidades? Há garantias de oportunidades no mercado de trabalho posteriormente?
OUTRAS DICAS
O erro e a norma culta
Muitos linguistas defendem que apontar os erros de português de um falante da língua, além de ser uma forma prepotente e tirana de reprimir a livre manifestação da forma de se expressar de cada indivíduo, é um ato de preconceito, pois implicitamente manifesta um certo e um errado, um superior e um inferior.
Mas eu pergunto: será que o corretor de redações de uma banca está interessado nessas questões?
Será que o examinador, na hora de avaliar o seu conhecimento da norma culta da língua, vai levar em consideração que todo mundo fala “cabelereira” e não “cabeleireira”?
Que será que vão dizer ou pensar de você quando você disser, enquanto representa os alunos discursando na sua colação de grau, “Tenho certeza que com o que aprendemos aqui, a gente vamos crescer na vida...”?
A questão é séria. Se você quiser chegar a algum lugar nessa vida, você, eu, todo o mundo vai ter de passar por isso.
Você precisa estudar as regras gramaticais e aplicá-las. Não tem como fugir disso. Não tem como pular essa etapa.
A proposta de redação do ENEM é clara: “redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da Língua Portuguesa..."
Além disso, seria hipocrisia negar que não existe um preconceito explícito sobre aqueles que cometem erros escabrosos na língua.
Muitas vezes o nível educacional e a classe econômica são determinados pela língua. É assim que acontece e, provavelmente, é assim que sempre vai acontecer.
Para finalizar, é importante frisar que, na redação, um erro esporádico não desconta nota, sobretudo quando você acaba repetindo aquela palavra, ou acentuação, ou concordância etc. mais à frente de forma correta.
Porque assim fica caracterizado que foi mais um “cochilo” do que um desconhecimento das regras.
O uso dos implícitos
Oi, tudo bem?Vamos viajar pelo fascinante mundo das mensagens indiretas ou ditas nas entrelinhas, nessa série de 3 e-mails sobre o assunto.
Porque as mensagens que trocamos são como os icebergs, tem muito mais informações ocultas do que aparente.
Implícitos são informações escondidas em uma frase que dependem não só de o leitor (ou interlocutor) conseguir interpretá-las, como também aceitá-las como verdadeiras.
Exemplo:
“Hoje o celular faz tudo, até ligações”.
Informações explícitas: o celular faz tudo.
Informações implícitas:
· os celulares são smartphone;
· fazer ligações não é mais o foco de quem usa smartphones;
· devido a tantas funções que o celular tem hoje, as pessoas estão esquecendo-se de que ele foi desenvolvido para fazer ligações.
No exemplo, para que a mensagem seja eficientemente transmitida, o leitor tanto tem de entender que a inclusão de “até ligações” traz essas informações implícitas, como aceitar que o celular ainda serve para se fazerem ligações.
Por que “Eu” não é permitido na dissertação?
Hoje falarei sobre a questão da impessoalidade na redação. Leia.
Qual dessas afirmações, a seguir, é mais convincente?:
1-        “A razão para a ocorrência da violência sexual é a perda da sensibilidade e da empatia com o próximo”.
2-        “Eu declaro quea razão para a ocorrência da violência sexual é a perda da sensibilidade e da empatia com o próximo”.
É evidente que a primeira. Por quê? Porque ao incluir “eu declaro”, a afirmação fica mais parecendo uma opinião do que uma verdade.
Esta é a razão para não se usar o “eu” em uma dissertação: o discurso dissertativo tem o objetivo de dar mais ênfase à afirmação que se quer fazer do que a quem está dizendo.
Assim, o texto dissertativo tenta esconder as “marcas” pessoais em suas declarações, isto é, os indícios de que alguém, no caso você que escreve, está fazendo aquelas declarações.
Mas por que é permitido o uso do verbo na primeira pessoa do plural? Não seria uma forma de incluir quem fala na frase? Veja o exemplo:
“Precisamos deter o avanço do Zica vírus com a ajuda da ciência, porque o homem por si só é impotente para tal”.
No exemplo, a pessoa que escreveu está falando que é ela que precisa deter o vírus? Claro que não! Ela está referindo-se a um coletivo, a uma população que é englobada pela figura do “homem”, da qual ela pertence.
Dessa forma, a pessoa que escreve não fala de si, mas da população como um todo, ficando assim a sua aparição, na frase, diluída.
É por essa razão que a primeira pessoa do plural é permitida.
Em um texto, quanto mais o “eu” e os verbos em primeira pessoa aparecem, mais o texto é subjetivo.
Na dissertação, ao contrário, o texto é objetivo, isto é, quer destacar a mensagem e não aquele que está dizendo a mensagem.
Por isso ela tenta neutralizar todas as marcas de pessoa que possam surgir no texto. Veremos três modos de se fazer isso. São eles:
1-        Não usar verbos na primeira pessoa do singular, pois a ideia de verdade que a dissertação traz parecerá uma mera opinião sua:
“(Penso que) A melhor maneira de erradicar o mosquito hospedeiro do Zica Vírus é entrar na estrutura genética dele e modificá-la”.
2-        Quando quiser incluir um sujeito que afirma alguma coisa, coloque-o no plural ou indeterminado. Assim transmitirá a ideia de que a afirmação é vinda de um saber coletivo e não de você:
“Devemos erradicar o mosquito do Zica Vírus...” ou “Verifica-se que a melhor maneira de erradicar o mosquito do Zica Vírus...”
3-        Não usar gírias ou regionalismos, pois essa prática denuncia o grupo, a classe, o meio cultural etc. a que você pertence:
“A melhor maneira de (detonar) erradicar o mosquito hospedeiro do Zica Vírus é entrar na estrutura genética dele e modificá-la”.
Como Usar a Citação de Autoridade na Sua Redação
Hoje vamos ver a citação do argumento de uma autoridade no assunto. Acompanhe!
Uma coisa é você fazer uma afirmação; outra coisa é você fazer uma afirmação e mostrar que alguém que é uma autoridade no assunto falou algo que está de acordo com o que você está sustentando.
Essa autoridade deve, ou ser uma pessoa de renome, ou ter uma bagagem de conhecimento adquirida por estudo ou por algum cargo importante que ocupe.
Imagine deparar-se com este argumento em uma redação:
“Uma das grandes causas da estagnação do Brasil é a pouca importância que é dada à educação. Sobre isso, um porteiro de um grande edifício do centro da capital paulista afirmou: ‘Um pais que se denomina ‘pátria educadora’ não deveria ter um nível educacional tão baixo’.”
É convincente? Sem demérito ao porteiro, que possui uma profissão digna, mas ele não teria gabarito para fazer uma afirmação que foge a sua especialidade.
Já, se alguém ligado ao assunto faz a afirmação, a força de convencimento multiplica:
“Uma das grandes causas da estagnação do Brasil é a pouca importância que é dada à educação. Sobre isso, o teórico e educador Paulo Freire afirmou: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.
A citação pode ser feita literalmente, como nos exemplos acima, ou em forma de paráfrase, descrevendo com as suas palavras o que a autoridade disse:
“Uma das grandes causas da estagnação do Brasil é a pouca importância que é dada à educação. Sobre isso, o teórico e educador Paulo Freire afirmou que se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.
EXEMPLO DE TEMAS, TESES,ARGUMENTOS E CONCLUSÕES
TEMA MENSAL #1 (1/4):CAPITALISMO
❌ No segundo tema do mês, vamos discutir uma questão social que é crescente desde o surgimento do capitalismo que, segundo muitos historiadores, apareceu desde as primeiras navegações europeias. Hoje, os impactos são mais fortes, o alto consumo tornou-se uma espécie de necessidade do homem, mas o que pode ser feito a respeito? ❌Vamos analisar argumentos, alusões e agentes para a temática! É com vocês, rancho!
🐓ARGUMENTOS/PROBLEMAS:
1. (EX DESSE ARGUMENTO NAS IMAGENS): A sensação de prazer momentânea a partir de produtos diversos;
2. Fragilidade da saúde física e psicológica do indivíduo;
3. A falha educacional na orientação dos estudantes na questão consumista;
4. As influências capitalistas cada vez mais latentes;
5. O poder midiático que se aproveita do cenário do espetáculo consumista;
6. A falta de senso crítico permeado na população;
7. O fenômeno da ostentação brasileira;
8. Os vários tipos de consumidores;
9. A movimentação da engrenagem da superexposição nas redes sociais;
10. O rompimento das barreiras de classe;
11. O individualismo alavancado no meio social.
🐓ALUSÕES:
1. (EX DESSA ALUSÃO NAS IMAGENS): Jogos Vorazes (filme);
2. Pretty Little Liars (série);
3. Princesas da Disney (animações);
4. Man – Steve Cutts (curta-metragem famoso)
5. Sociedade do Consumo (conceito);
6. Barbie (animação);
7. Terceira Revolução Industrial (história);
8. Dinastia (série);
9. Os delírios de consumo de Becky Bloom (filme);
10. Fancy – Iggy Azaela ft. Charli XCX (videoclipe);
11. Clube da Luta (filme);
12. Sociedade do Espetáculo (Teoria de Guy Debord);
13. O preço do amanhã (filme);
14. Globalização (conceito);
15. Karl Marx (sociólogo);
16. Meninas Malvadas (filme);
17. Foucault e o poder (conceito);
18. A Fantástica Fábrica de Chocolate.
🐓AGENTES:
1. (EX DO AGENTE NAS IMAGENS): Ministério da Saúde;
2. Ministério das Comunicações;
3. Prefeituras Locais;
4. Empresas privadas;
5. Comunidades Locais;
6. ONG’s.
TEMA MENSAL #2 (2/4)-PROBLEMAS SOCIAIS 
 No terceiro tema do mês, vamos debater uma problemática social que afeta toda a sociedade brasileira. Antes da Primeira Revolução Industrial, o lixo produzido nas cidades era composto basicamente por elementos orgânicos. Hoje, a situação é agravante, pois resíduos inorgânicos, recicláveis e tóxicos complementam o revés. Portanto, como lidar diante do contexto? 
🐓 Comentem, marquem seus amigos e partiu dominar o tema.
🐓 Iremos expor argumentos, alusões e agentes interventores para a temática (arrastem para verem exemplos). Vamos lá! 
❌ARGUMENTOS/PROBLEMAS:1. Falta de incentivo midiático na problemática (EXEMPLO NAS IMAGENS);
2. Influências da industrialização;
3. Sistema capitalista;
4. Falha governamental nos sistemas de coleta seletiva;
5. Falha educacional na eficiência do ensino com respeito ao meio ambiente;
6. O descaso do lixo eletrônico;
7. Descaso dos aterros sanitários;
8. Impactos ambientais espalhados por todo país;
9. A questão da reciclagem;
10. Falta de planejamento de prefeituras locais na manutenção do lixo municipal;
11. A despreocupação da ocorrência de debates sobre o lixo;
12. Consumo aliado ao desperdício;
13. Ineficiência dos postos de coleta e distribuição;
14. Os impactos na flora e na fauna;
15. O aumento do consumo versus crise econômica.
❌ ALUSÕES:
1. Revolução Industrial (EXEMPLO NAS IMAGENS);
2. The Good Place (série);
3. Rio +20;
4. Protocolo de Kyoto;
5. American Way Of Life (estilo de vida);
6. A Montanha Pulverizada, Drummond;
7. Os 5’s;
8. Wall- E (filme);
9. Lixo Extraordinário (documentário);
10. Desafio do Lixo – Gilberto Gil (música);
11. Hipótese de Gaia;
12. Isaac Newton (toda ação gera uma reação);
13. Política Nacional dos Resíduos Sólidos (Lei 12.305).
❌ AGENTES INTERVENTORES: 
1. Ministério da Educação (EXEMPLO NAS IMAGENS);
2. Ministério do Meio Ambiente;
3. ONG’S;
4. Governo Federal;
5. Prefeituras locais;
6. Comunidades locais.
TEMA MENSAL #3 -Analfabetismo funcional 
❌O Galo vai te ajudar a escolher os melhores argumentos, refletir em incríveis alusões e ainda, para fechar com chave de ouro, vai te orientar nos agentes da proposta de intervenção! 
No Brasil, conforme pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, 50% dos entrevistados declararam não ler livros por não conseguirem compreender seu conteúdo, embora sejam tecnicamente alfabetizados. Afinal, o que pode ser feito para reverter a questão?
❌ARGUMENTOS/PROBLEMAS:
1. (EX NAS IMAGENS): A relação do analfabetismo com a modernidade;
2. A falta de consciência de que o analfabetismo funcional ocasiona problemas mais sérios ao indivíduo;
3. Prejuízo no desenvolvimento profissional;
4. Uma questão que perpassa em todos os níveis de escolaridade do brasileiro;
5. A ineficiência do setor educacional em programas para mudar a situação;
6. A falta de atenção da família no estímulo a leitura;
7. A fraca intervenção midiática no combate ao analfabetismo funcional;
8. Mito da baixa escolaridade;
9. A não permanência na escola como uma consequência do problema;
10. Enfraquecimento da criticidade diante a vida do indivíduo;
11. A geração de idosos analfabetos funcionais;
12. A falta de união entre instituições para trabalhar na solução do problema.
❌ALUSÕES:
1. (EX NAS IMAGENS) Chained to the Rhythm – Katy Perry;
2. Paulo Freire e a importância da educação;
3. Constituição Federal de 1988;
4. Sociedade do Espetáculo;
5. Todo mundo odeia o Chris;
6. As Vozes da Estatística - Carlos Eduardo Taddeo;
7. Dados do Pnad;
8. Émile Durkheim;
9. Max Weber;
10. The Fosters. 
❌CONCLUSÃO (AGENTES):
1. (EX NAS IMAGENS) Ministério da Educação;
2. Ministério do Trabalho e Emprego;
3. Mídias;
4. Família;
5. Prefeituras Locais;
6. Receita Federal.
TEMA MENSAL #4-A liberdade de expressão é a garantia assegurada a qualquer indivíduo de se manifestar, buscar e receber ideias e informações de todos os tipos, com ou sem a intervenção de terceiros, por meio de linguagens oral, escrita, artística ou qualquer outro meio de comunicação. 
No Brasil, O TEMA EM QUESTÃO, dá-se de forma harmônica ou não? Por que? 🐓
❌ ARGUMENTOS/PROBLEMAS:
1. (EX. NAS IMAGENS): Violação do direito à comunicação;
2. Falha na proteção da privacidade;
3. Desigualdades nas esferas populacionais;
4. A volta significativa da censura;
5. Incitação ao crime;
6. Apologia ao racismo;
7. Escravidão e genocídio;
8. Limites da liberdade de expressão no mundo contemporâneo;
9. A falha educacional na orientação do indivíduo ao respeito mútuo;
10. A falha governamental na falta de intervenções a expressões preconceituosas;
11. Difamação e injúria;
12. Discurso de ódio e discriminação.
❌ ALUSÕES:
1. (EX. NAS IMAGENS): Declaração Universal dos direitos humanos – Artigo 18;
2. 2: “Disciplina é liberdade” – (“Há tempos” – Legião Urbana);
3. O preconceito às religiões de matriz africana;
4. Barroco: Poemas satíricos de Gregório de Matos;
5. Cyberbullying – ofensas na internet;
6. Ditadura Militar no Brasil;
7. Tropicalismo;
8. Contexto de Era Vargas/Estado Novo: criação do DIP;
9. Censura no Brasil;
10. “Cartas Chilenas” (Obra do Arcadismo).
❌ CONCLUSÃO (AGENTES):
1. (EX. NAS IMAGENS): Poder Público;
2. Ministério da Educação;
3. Ministério da Justiça;
4. ONG’s;
5. Comunidades locais;
6. Mídia.
O tema mensal #5 - Brasileiro só exaltar sua nacionalidade na copa
🐓Vocês já se perguntaram o porquê de o brasileiro só exaltar sua nacionalidade em ano de copa do mundo? No dia da independência? Em ocorridos polêmicos? Nas olimpíadas? O sentimento de exaltação de uma nação se chama patriotismo, mas o que justifica o NOSSO ser tão vago? O que nos fez chegar até aqui? Vamos analisar a situação com boas argumentações, amarradas alusões e eficientes agentes interventores!
❌ARGUMENTOS/PROBLEMAS:
1. Patriotismo versus nacionalismo (EX NAS IMAGENS);
2. A falha educacional em assegurar a iniciativa respeitosa de cada indivíduo;
3. A questão da crise política;
4. Elementos culturais que não mais estimulam a identificação das novas gerações;
5. A cultura do patriotismo temporário em si;
6. A visão midiática exterior de que o país é apenas carnaval e futebol;
7. A inversão de valores (unimo-nos para a copa, enquanto o social se desgasta);
8. A falta da autocrítica;
9. O diferencial entre teoria e prática no cenário brasileiro (“Ordem e Progresso”);
10. Falta de identificação com o estado que rege o social;
11. As influências do período ditatorial;
12. A falta da ideia de que patriotismo não é só união frente às câmeras da mídia.
❌ALUSÕES:
1. Ditadura Militar (EX NAS IMAGENS);
2. II Guerra Mundial;
3. Nacionalismo reverberado no Romantismo;
4. Nacionalismo reverberado no Modernismo;
5. Party in the USA – Miley Cyrus;
6. O símbolo do Índio;
7. A história da bandeira nacional;
8. Modernidade Líquida – Bauman; 
9. O poder – Foucault; 
10. O contraste do nacionalismo de outros países para o brasileiro;
11. Grécia antiga.
❌CONCLUSÃO (AGENTES)
1. Ministério das Comunicações (EX NAS IMAGENS);
2. Ministério da Educação;
3. Comunidades locais;
4. Prefeituras municipais;
5. Secretarias do estado.
O tema mensal #6 Inclusão social, de imediato as modalidades esportivas como futebol, judô, vôlei, basquete, natação e outras nos vem à mente. É notória tamanha importância do esporte na vida de muitas pessoas quando, mais que um lazer ou prática cotidiana, ele passa a ser um instrumento fundamental para as transformações sociais nos cidadãos e no lugar onde vivem.
🐓Dessa forma, para fazer bonito no texto e driblar qualquer dificuldade diante da temática em questão, o Galo traz aquele FAMOSO esquema abaixo. Vamos lá?!
❌ARGUMENTOS/PROBLEMAS:
1. (EX. NAS IMAGENS) Ascensão social;
2. Falta de incentivos fiscais;
3. Ausência de espaços poliesportivos nas cidades;
4. Precariedade em aparatos e espaços esportivos;
5. Termo “país do futebol”;
6. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH);
7. Desigualdade social;
8. Relação Escola/Esporte;
9. Direcionamento ao esporte realista e não ao utópico;
10. O incentivo à oferta de programas sociais voltados ao esporte;
11. A importância do apoio por parte da iniciativa privada.
❌ALUSÕES:
1. (EX. NAS IMAGENS) Copa/Jogos Olímpicos e Paraolímpicos;
2. Conselho Nacional de Desportos (CND);
3. Governo Vargas;
4. Criação do Ministério do Esporte;
5. Constituição Federal Brasileira – Garantia às práticas desportivas formais e não-formais;
6. Surgimento dos Jogos Olímpicos/Grécia;
7. Filme “Raça” (2016);
8. Documentário “I’am Bolt” (2016);
9. Copa do Mundo FIFA 2014 – Brasil;
10. “As pessoas não sabem que fui engraxate quando criança.” - Edson Arantes do Nascimento - “Pelé”.
❌CONCLUSÃO (AGENTES):
1. Estado (EX. NAS IMAGENS);
2. Ministériodo Esporte;
3. Ministério da Educação;
4. ONG’s;
5. Comunidades locais;
6. Instituições Privadas.
 PARTE.” 🐓 Muita calma nessa hora, rancho! Tem dúvidas de como mandar bem logo no INÍCIO do texto? Então o Galo te ajuda! 🔸1. Escolha um dos diversos temas disponíveis aqui no IG do Galo da Redação. (EX: O BRASIL NO COMBATE DAS EPIDEMIAS – Tópicos: O extravio de verbas que atrapalha na eficiência das campanhas sanitárias; - Cidadãos não procuram as unidades e postos de saúde para vacinação);
▪️1.1 – Os Tópicos são argumentos/problemas que você irá desenvolver no D1 E D2 (desenvolvimentos); 🔸2. Agora é a vez de selecionar a ALUSÃO (EX: A REVOLTA DA VACINA); 🔸3. Utilize o GANCHO DE REALIDADE (EX: Relacione a alusão à realidade: “Tal como na Revolta, ocorrida em 1904, a realidade brasileira remete ao fato histórico quando...”); 🔸4. POSICIONAMENTO – (EX. Expresse o que você sabe sobre o assunto, qual a sua opinião: “Dessa forma, sabe-se que a crescente nas epidemias deviram-se da falta de atenção à saúde pública, com o desvio de verbas e do distanciamento por parte da população em procurar a prevenção.”); 🔸5. FECHAMENTO (opcional, porém muito útil): “Assim, medidas solucionadoras devem ser tomadas, a fim de livrar a população desse impasse social.” 🐓 Galo Recomenda: Limite de 6 a 8 linhas na Introdução SHOW! ✴️Dúvidas? Deixe nos comentários ou no direct. 
Tenho um texto maravilhoso na cabeça, mas no papel sai tudo diferente”. 
Então, o Galo vai chegar com a solução!
❌ OBS: Nesta publicação, irei basear a explicação utilizando temas de redação, até para ficar mais fácil a compreensão de vocês!
Um ÓTIMO desenvolvimento deve ter a dupla dinâmica:
❌ TÓPICO FRASAL
❌ DETALHAMENTO
🔜 TÓPICO FRASAL
❌ É o elemento do texto em que você deve expressar a opinião central/nuclear. Esse fragmento deverá estar no início dos seus parágrafos de desenvolvimento. Daí, você já vai se livrar daquele sentimento de: "O que danado eu faço no início do desenvolvimento?". Então, TÓPICO FRASAL é a resposta.
⬇️EXEMPLOS:
1- É válido destacar a questão do preconceito dentro das próprias salas de aula brasileiras.
2- Vale ressaltar a falta de infraestrutura dentro dos próprios presídios.
🔜 DETALHAMENTO:
❌ Aqui você terá um espaço ENORME para usar e abusar da criatividade/argumentação. Antes de começar a continuidade do parágrafo, faça uma listagem de tópicos que podem ser falados a respeito do argumento escolhido (ex: sobre preconceito na sala de aula, pode ser falado a respeito de que essa questão se intensifica, também, devido a falta do intenso debate sobre o respeito na escola, além da formação para os professores em que muitos não estão preparados para mediar conflitos).
❌ Definido o argumento e o que vai ser falado sobre ele, retrate as suas escolhas e dê, ao fim do desenvolvimento, um exemplo prático daquilo que foi dito. Logo, no fim, você pode esbanjar do seu conhecimento de mundo (dados estatísticos, filmes, músicas, poesias, fatos históricos).
⬇️EXEMPLO COMPLETO:
❌ É imprescindível retratar sobre inclusão sem mencionar o Japão, e a realidade brasileira difere, justamente, por conta da falta de planejamento e organização. O Brasil iniciou seus projetos de inserção técnico-científica, mas não avançou nos métodos de empregar o recurso na sociedade. Exemplificando, têm-se conhecimento das famosas proposta educacional de Pernambuco, que apenas inseriram equipamentos individuais e coletivos nos colégios, sem ocorrer alguma formação para o melhor uso do material, resultando na estagnação do projeto.
Galo da Redação
Muitos se complicam na hora de começar o texto, mas chegar à conclusão é a grande dificuldade para aqueles que não sabem concluir suas ideias de forma a conquistar a apreciação do corretor. Então, nós vamos ajudar vocês a como fazer uma conclusão show!
❌Vocês devem terminar o texto apresentando possíveis soluções para os desafios apresentados no desenvolvimento do texto. É importante que essas soluções pareçam viáveis. ❌A conclusão do ENEM, para ser bem avaliada, precisa de 2 agentes interventores, o que são?
🐔O Agente Interventor é o responsável por atuar numa situação a fim de melhorá-la. Para memorizar alguns agentes, grave a palavra: GEPOMS.
G: Governo
E: Educação
P: Prefeituras
O: ONG’S
M: Mídia/Ministérios
S: Setor de Saúde
❌Essa parte da redação pode ser feita da seguinte maneira:
Primeiro informe o agente (ex: Ministério da Cultura), depois a ação (ex: realizar palestras nas escolas) e, por fim, a execução (ex: com o suporte de tribos indígenas para que desconstruam o pensamento negativo sobre o índio desde a base educacional). Informe um segundo agente seguindo a estrutura e, se houver espaço, coloque um terceiro agente ou até coloque uma citação que contribua no sentido do que foi levantado no texto.
❌EXEMPLO DE CONCLUSÃO 200 (AUTORAL- ENEM 2016)❌
Portanto, é preciso desconstruir a visão intolerante da sociedade, garantindo um estado que assuma uma laicidade pautada no respeito. Para tanto, o governo deve criar leis mais rígidas que punam os infratores, mas oriente-os a expandir o respeito. Além disso, a Receita Federal pode dedicar uma parcela de investimentos à construção de ouvidorias locais específicas em casos de discriminação religiosa para que sejam o socorro das vítimas. Em terceira instância, o Ministério da Educação deve inserir novamente a obrigatoriedade do Ensino Religioso na grade curricular das escolas, no intuito de construir um povo tolerante desde a base educacional, por 
meio de aulas dinâmicas e palestras com representantes das variadas crenças.
11 propostas de intervenção para 11 possíveis temas de redação do Enem
Sabe o que a gente preparou pra você? Propostas de intervenção para trabalhar nas suas redações! Isso mesmo: separamos 11 possíveis temas de redação do Enem e indicamos as possíveis situações-problemas para cada um deles, além de propostas de intervenção para debater o tema, confira:
Tema 1: O papel da mulher no século XXI
Situações-problema:
– A igualdade de gêneros é garantida pela Constituição de 1988, mas na prática, o pensamento conservador ainda prevalece em grande parte da população.
– Os movimentos feministas, criados no século XX, possibilitaram à mulher um maior empoderamento político e social. Contudo, alguns pensamentos machistas projetam uma imagem pejorativa sobre o feminismo.
– A 1ª Guerra Mundial possibilitou a entrada da mulher no mercado de trabalho, no entanto, ainda existe uma grande disparidade entre os salários de um homem e de uma mulher.
Propostas de intervenção:
– O debate de obras literárias nas escolas que reflitam sobre o papel da mulher ao longo das épocas e como essa ganhou grande destaque no campo artístico e social, a fim de promover a valorização da mesma.
– A mídia, como meio de comunicação e elemento persuasivo, pode promover maiores informações acerca de movimentos feministas e a importância deste para promover uma sociedade mais igualitária.
– O poder público deve criar medidas que fiscalizem a desigualdade de salários entre os gêneros nas empresas e atribuir uma multa àqueles que não cumprirem com os anseios da Constituição.
– A fim de criar uma sociedade mais reflexiva, a instalação de projetos culturais com a presença de atrizes influentes na mídia pode atrair o público a participar de rodas de debate sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea.
– O governo, além de assegurar pela lei os direitos de igualdade às mulheres, também deve promover mais postos de assistencialismo nas áreas mais distantes dos centros urbanos.
– A mídia pode contribuir com a exposição de mulheres que fizeram a diferença ao longo dos séculos, a fim de inspirar jovens a persistirem a lutar pelo respeito ao próximo e conscientizar os indivíduos de que devemos ter uma sociedade ética e democrática. Mulheres como: Frida Kahlo, Madre Tereza de Calcutá, Zuzu Angel, Evita Perón, Joana D’arc, entre outras podem ser utilizadas como referência.
Tema 2: A crise hídrica no Brasil
Situações-problema:
– A crise hídrica no Sudeste
– A questãodo consumo desregulado da água pelos cidadãos.
– O chamado “consumo virtual”, ou seja, a quantidade utilizada de água pelas empresas para a produção de produtos.
Propostas de intervenção:
– O incentivo a projetos escolares que ensinem a reutilização da água é uma ótima maneira para incentivar os pequenos a adquirirem consciência sobre o uso desse bem hídrico.
– O tratamento de águas de esgoto pode ser uma medida eficaz para que as empresas reutilizem esse líquido para a produção de seus produtos, a fim de evitar os impactos do consumo virtual.
– O estímulo a descontos no valor das contas de água e luz faz com que os usuários busquem economizar neste momento de crise e comecem a refletir sobre a situação atual do Brasil.
– Até que os reservatórios da região Sudeste estejam estáveis, o racionamento da água seria ideal para amenizar o tempo previsto para o total esgotamento desse recurso hídrico na região.
– A reutilização e transposição da água da chuva de regiões onde mais chovem no Brasil, como a cidade de Calçoene (Amapá), a região de Serra do Mar (São Paulo) e a Amazônia seriam medidas paliativas para amenizar a falta da água.
– Como há distribuição irregular de água entre os países, uma maneira de promover uma harmonização e alavancar a economia entre os estados, seria a troca de interesses de cada região. Assim, todas as áreas seriam beneficiadas e ajudariam a reduzir a crise hídrica frente aos estados que estão com os reservatórios de água em situação de carência.
Tema 3: Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado
Situações-problema:
– Os impactos da globalização e a internet possibilitaram ao internauta uma maior exposição de sua vida nas redes sociais, entretanto, é preciso ter cautela com o comportamento do usuário no mundo virtual.
– A questão do anonimato proporciona ao internauta um maior encorajamento e poder para denegrir a imagem do próximo.
Propostas de intervenção:
– A conscientização do indivíduo sobre a responsabilidade de sua conduta no mundo virtual é fundamental para evitar possíveis danos.
– Em casos extremos, como incitações de intolerância na rede e a exposição de nudez proporcionada por postagens anônimas ou perfis falsos, a fiscalização do órgão público faz-se necessária para punir os agentes causadores.
– A inserção de filmes nas escolas que reflitam sobre os perigos da internet e o debate em sala formarão jovens mais atentos e conscientes sobre a utilização da rede com cautela.
– A mídia pode ajudar na exposição da internet como difusora de conhecimento e informação, além de abordar casos que contribuíram para o engajamento político dos internautas na sociedade, como as Manifestações de 2013 e a Primavera Árabe, em 2011.
– ONGs devem ser mais ativas nas redes sociais, a fim de que fiquem mais próxima do contato entre os jovens e estimule-os a participar de projetos educacionais e culturais, como a presença de cursos online e a orientação de encontros em grupo para debatTema 4: O papel do professor na sociedade contemporânea
Situação-Problema:
1. O professor tem um papel fundamental na vida do indivíduo, não só academicamente, mas também como formador de caráter e primeiro contato social. No entanto, o educador não é valorizado pela sociedade como deveria. Muitas vezes não há reconhecimento por parte dos alunos, a remuneração é baixa, e, às vezes, não contam com infraestrutura básica para conduzir a aula.
Propostas de intervenção:
1. A educação deveria ser prioridade do governo. É necessária a criação de projetos que integrem o governo federal, estadual e municipal a fim de investir em melhorias nesse âmbito. Em primeiro lugar, devem-se melhorar as condições de trabalho do professor, aumentando o seu piso salarial e investindo em infraestrutura básica para ele lecionar. Feito isso, é possível pensar em campanhas pública de incentivo à valorização do educador.
2. Já que o professor, na maioria das vezes, depois da família, é o primeiro contato social do indivíduo, cabe a essa instituição mostrar, desde cedo, o valor do educador na vida do ser humano. É importante que os responsáveis ensinem aos seus filhos como tratar o professor com respeito, inteirar-se sobre como é a relação dentro de sala de aula, mostrando a relevância do papel do educador dentro da sociedade.
3. Já que a mídia é o principal veículo formador de opinião, a figura do professor poderia ganhar destaque positivo por ela. Nas novelas brasileiras, quase não vemos professores como personagens principais. Quando acontece, não demonstram realização plena na profissão. Ao contrário dos programas estrangeiros, nos quais a figura do professor tem “status” e é bastante valorizada pela sociedade.
4. A própria escola deveria incentivar os alunos a respeitar e valorizar o educador, através de projetos que aproximem os docentes dos discentes. Os professores poderiam contar aos alunos como é a sua rotina de trabalho, como descobriram a vocação para a docência e etc.
 
Tema 5:  Idosos no Brasil do século XXI: negligenciados ou valorizados?
Situação-Problema:
1. Os avanços na medicina fazem com que a expectativa de vida aumente cada vez mais. Porém, no que diz respeito ao bem estar, o país não está acompanhando o crescimento da população idosa. Mesmo que haja um estatuto que garanta os direitos da terceira idade, sabemos que os mesmos não são cumpridos como deveria. A maioria dos lugares não oferece boa infraestrutura para os idosos se locomoverem e serem independentes. E, muitas vezes, os mais velhos são discriminados pelos mais jovens.
Propostas de intervenção:
1. As escolas deveriam promover a conscientização social em relação aos idosos. Educar, desde cedo, os alunos, para que eles aprendam a respeitar as diferenças. Seria interessante a criação de um projeto que reúna, por exemplo, os avós dos alunos a fim de que eles compartilhem suas experiências e falem um pouco de como é ser idoso atualmente.
2. A mídia como formadora de opinião poderia promover a integração dos idosos à sociedade. Os jornais poderiam fazer matérias em asilos, mostrando à população a rotina daqueles que vivem em casas de repouso. As novelas poderiam abordar a terceira idade de maneira mais ativa, não como um peso morto para a família e a sociedade.
3. O governo deveria investir em infraestrutura destinada à terceira idade. É imprescindível que sejam oferecidas melhores condições de a saúde, entretenimento, lazer e transporte.
4. Mesmo com a dinamicidade do mundo contemporâneo, as famílias deveriam se dedicar mais aos seus idosos. Ao chegar à terceira idade, muitos indivíduos se sentem inúteis. É importante que os membros de uma família tenham consciência de tudo que seus idosos fizeram por ela, demonstrando reconhecimento através de carinho e atenção.
5. As ONGs poderiam promover atividades de lazer para a terceira idade, como ginástica, pintura, desenho, jogos, entre outras. Seria interessante, também, pensar em visitas aos asilos, levando crianças e, se for possível, animais de estimação para passar o dia com os idosos.
 
Tema 6: Alimentação irregular e obesidade no Brasil
Situação-Problema:
1. Atualmente, a sociedade enfrenta bastantes problemas relacionados à má alimentação e ao aumento de peso. Tal fato está relacionado, principalmente, à correria do cotidiano, fazendo com que muitos não tenham tempo de se alimentar corretamente. Outro fator relevante é a preferência por refeições mais saborosas, porém menos saudáveis.
Propostas de intervenção:
1. É inegável a má qualidade da alimentação da maioria dos brasileiros. Já que os vícios começam dentro de casa, cabe à família concordar em fazer refeições saudáveis e ensinar às crianças, desde cedo, a comer alimentos que façam bem à saúde. A prática de exercícios é  fundamental no combate à obesidade, por isso seria interessante que os membros de uma  se exercitem juntos, através de caminhadas, pedaladas, etc.
2. Já que a escola tem um papel primordial na educação do indivíduo, é imprescindível que ela interfira também em sua educação alimentar,através de aulas de biologia sobre o valor nutritivo dos alimentos e o desencadeamento de doenças causadas pela má alimentação. Como muitos alunos e funcionários se alimentam na escola, é importante que haja um  cardápio saudável desenvolvido por nutricionistas, que, eventualmente, poderiam dar palestras sobre educação alimentar.
3. Sendo a mídia o principal veículo de informação, cabe a ela promover a alimentação saudável através de programas educativos. Seria interessante incentivar a população mostrando ídolos da televisão brasileira se alimentando de maneira saudável.
4. A saúde pública é uma das responsabilidades do governo. Por esse motivo, é importante a realização de campanhas públicas relacionadas à educação alimentar. A prática de atividades físicas, associada a uma boa alimentação, é imprescindível para saúde dos indivíduos. O governo deve incitar essa prática, através de maratonas de corrida, academias públicas ao ar livre, de forma que seja acessível a toda população.
Tema 7: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI
Situação-problema:
A imigração ocorre em péssimas condições, que continuam não muito boas quando os imigrantes aqui chegam. Além de eles sofrerem com a falta de estrutura que encontram aqui, a xenofobia é um problema que atinge a todos os povos que sempre foram, historicamente, alvo de opressão, como os africanos.
Proposta de intervenção:
1. Nosso país precisa se preparar para receber essas pessoas, já que se propõe a ser solidário e ajudar os povos que precisam de amparo. Precisamos de estrutura para isso, que pode ser criada por meio de leis e de políticas públicas específicas para esse caso.
2. É preciso que a nossa sociedade entenda que essas pessoas são nossas irmãs e que precisam tanto (ou mais) da nossa hospitalidade que imigrantes europeus ou americanos, por exemplo. Ou seja, é preciso que a gente repare o sofrimento que os nossos antepassados europeus geraram a esses povos e a nós. O primeiro passo é ajudá-los e recebê-los de braços abertos.
 
Tema 8:  A questão do índio no Brasil contemporâneo
Situação-problema:
Herdamos dos nossos colonizadores a ideia de que somos superiores, civilizados, enquanto o diferente é bárbaro. Com isso, continuamos subjulgando os povos indígenas, desvalorizando sua cultura, além de continuarmos vendendo o sangue, o trabalho e as terras indígenas a quem pague mais.
Proposta de intervenção:
1. O governo poderia criar leis que protegessem o direito dos povos indígenas, incluindo o direito à terra, à memória do seu povo, e o direito a ter a sua cultura preservada.
2. A polícia federal do Brasil poderia agir mais ativamente nas zonas em que há tribos indígenas, garantindo sua segurança e impedindo a exploração do trabalho desses povos e o seu genocídio.
3. A escola, as mídias e as ONGs poderiam agir em conjunto para promover a valorização da cultura indígena em toda a sociedade brasileira, divulgando sua importância.
 
Tema 9: A cultura do assédio no Brasil
Situação-problema:
Vivemos numa sociedade machista e patriarcal em que os homens se acham no direito de desrespeitar, violentar – ainda que verbalmente – e assediar mulheres, considerando-as parte do patrimônio público, com isso, cada vez mais as mulheres se sentem invadidas e com medo até de sair de casa. Ainda que o assédio também ocorra com homens, vale considerar que essa é uma exceção à regra, já que a estrutura da nossa sociedade está calcada no patriarcado.
Proposta de intervenção:
1. Em primeiro lugar, é importante que a família e a escola, agindo em parceria, comecem a desfazer essa mentalidade machista e patriarcal que considera a mulher um objeto público.
2. Em segundo lugar, é importante que as leis que punem os casos de assédio sejam estreitadas, tornando-se mais específicas e mais colocadas em prática.
3. Além disso, é importante que os graves casos de assédio deixem de ser acobertados pela mídia, o que colabora pra invisibilidade da mulher, tornando-a sempre uma refém, de mãos e pés atados.
 
Tema 10: O papel da polícia no Brasil do século XXI
Situação-problema:
O papel da polícia é, em tese, promover a manutenção da ordem pública, proteger os cidadãos e garantir a segurança de todos – cada polícia com a sua “área de atuação”. No entanto, notamos que, principalmente no que diz respeito à polícia militar, esse papel não é levado em consideração em muitos casos, uma vez que, muitas vezes, várias ações resultam em injustiças e abuso de poder, principalmente com a parte mais marginalizada da sociedade brasileira.
Propostas de intervenção:
1. Um caminho seria reestruturar a polícia brasileira, pensando, talvez, numa desmilitarização.
2. Dar mais importância à polícia civil e incorporá-la na segurança que, hoje, é exercida pela PM
3. Oferecer treinamento digno aos policiais, uma vez que estamos falando de pessoas que andarão armadas pelas ruas.
 
Tema 11: A redução da maioridade penal no Brasil
Situação-problema:
Com o aumento do caso de crimes cometidos por jovens, o debate sobre a redução da maioridade penal dos 18 para os 16 anos foi levantado. No entanto, essa não é a solução para os crimes, e os muitos países que já reduziram a maioridade penal são o maior exemplo disso. Além disso, esse debate revela que nós, brasileiros, temos a péssima mania de preferir o tratamento – insuficiente – à prevenção. Agimos apenas depois que os problemas acontecem e estão fora de controle, além de querermos atacar as extremidades do problema, evitando encarar a raiz.
Proposta de intervenção:
1. O melhor caminho para esse caso é, sem dúvida, investir na educação do Brasil, que é muito deficitária. Tirar os jovens das ruas e colocar na escola é o caminho.
2. Além disso, é importante tornar a punição, já existente para os jovens infratores, mais eficaz. Uma boa alternativa seria investir na ressocialização, fazendo-os aprender uma profissão, estudar, praticar esportes.
ESTRUTURA
ARGUMENTAÇÃO
TESE
CONCLUSÃO
Para melhor exemplificar, as etapas necessárias para produzir um texto dissertativo-argumentativo são:
REVISÃO DO MATERIAL VISTO
Dicas para uma redação nota 1000
O que NÃO fazer na redação do Enem?
Como fazer uma boa redação - passo a passo
10 Dicas para Gabaritar no Enem
Temas de Redação para Enem 2018
Vamos conhecer algumas etapas que podem facilitar neste processo?
Chuva de ideia: reserve alguns minutos do tempo que você tem disponível para escrever a redação e anote todas as ideias, assuntos e opiniões que chegarem à sua mente e estejam relacionadas ao tema. 
Elabore o rascunho: neste momento, procure colocar a sua opinião – sem primeira pessoa – logo no parágrafo inicial, na introdução. 
Após a introdução, inicie um parágrafo de desenvolvimento que contenha hipóteses, citação, fato de impacto. É preciso ser consistente, organizar bem o assunto e saber desenvolvê-lo. 
Já na conclusão, você deve apresentar soluções que reforcem suas teses.
Revise o rascunho.

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