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A_ Manual Prático Legislação Segurança e Medicina no Trabalho

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contidas neste campo com os quesitos 19 a 23, como o uso de
EPIs, código do GFIP.
Campo 28 - Data da Emissão do Documento:
A data do documento será aquela em que for emitido. Emitir-se-á o PPP quando do encerramento do
contrato de trabalho; por ocasião de requerimento de benefício acidentário e para requerer aposentadoria
especial.
Grade Responsáveis pelas Avaliações/Informações
Obrigatoriamente o PPP deverá vir assinado pelo preposto administrativo da empresa, responsável pela
veracidade das informações administrativas. A empresa deve declinar nome e CRM do Médico do Trabalho
da empresa, vinculado por contrato de trabalho ou por delegação, ou coordenador do PCMSO - NR7.
No caso da empresa ter dimensionamento que comporte o SESMT - Serviço Especializado de Segurança e
Medicina do Trabalho - NR4, o PPP deverá declinar nome e CREA do Engenheiro da Segurança do
Trabalho, ou nome e CRM do Médico do Trabalho, responsável pelas medições dos agentes nocivos e/ou
responsável pela confecção do LTCAT. Caso contrário este campo não será assinalado.
IV - ANÁLISE DE RISCO DO TRABALHO
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IV - ANÁLISE DE RISCO DO TRABALHO
É um método sistemático de análise e avaliação de todas as etapas e
elementos de um determinado trabalho para:
• Desenvolver e racionalizar toda a seqüência de operações que o
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trabalhador executa;
• Identificar os riscos potenciais de acidentes físicos e materiais;
• Identificar e corrigir problemas de produtividade;
• Implementar a maneira correta para execução de cada etapa do trabalho com segurança.
Cria uma base para um custo efetivo de produção do produto, através do direcionamento do empregado
para técnicas sabidamente corretas (testadas e aprovadas).
Envolve totalmente os empregados, supervisores, chefes e profissionais de segurança no desenvolvimento
de práticas seguras de trabalho, criando novas motivações, eliminando o desinteresse.
A Análise de Risco do Trabalho bem implementada torna os trabalhadores mais participativos com:
• Novas sugestões;
• Alertas acerca de outros riscos;
• Certeza de que o programa de segurança é confiável e efetivo.
A Análise de Risco do Trabalho, com uma técnica de solução de problemas, pode ajudar-nos a:
• Identificar problemas reais que possam ter sido ignorados durante a seleção de equipamentos ou na
elaboração do lay-out do local de trabalho;
• Encontrar problemas potenciais que podem resultar em mudanças no produto produzido ou etapas do
processo;
• Avaliar possíveis maneiras para prevenir acidentes, paradas de produção, deficiências na qualidade e
reduções no valor do produto;
• Conhecer técnicas ocultas de produtividade e qualidade praticadas por operadores;
• Identificar abusos cometidos no processo produtivo, de qualidade e segurança cometidos por empregados;
• Usar todas as informações disponíveis em treinamento para empregados novos, transferidos.
Por que elaborar Análises de risco de trabalho?
Para a empresa ser economicamente saudável, devemos ser eficientes.
• Para fazermos as coisas de maneira correta, sem erro, na primeira vez;
• Para termos um aproveitamento total de pessoas, equipamentos e do local de trabalho;
• Para proteger os empregados e ter o local de trabalho livre de riscos desconhecidos;
• Para preservar nossos empregos.
Resumindo, a análise é uma maneira sistemática para o reconhecimento de:
• Exposições a riscos ou acidentes;
• Possíveis problemas e incluindo produção, qualidade ou desperdício;
• Desenvolver maneiras corretas para realização das tarefas de forma que atos inseguros, condições
inseguras, acidentes, falhas, retrabalhos e desperdícios não ocorram;
• Fazer de maneira certa sem perdas de qualquer espécie.
Elaboração
Esclarecer que a Análise é apenas quanto à tarefa em si, não colocando em jogo o desempenho de
trabalho do empregado.
Escolhida uma tarefa, explique ao trabalhador o propósito da Análise e discuta o processo de trabalho
com o empregado que desempenha a tarefa.
Todas as atividades deverão ser analisadas nos seus detalhes, porém adotando um critério básico para a
análise, os seguintes fatores:
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• Análise do processo;
• Atividades que poderão gerar lesões, esmagamentos, cortes, queimaduras, decepamentos de membros,
etc, até a morte;
• Atividades que geram acidentes com freqüência;
• Atividades com produtos químicos;
• Riscos ergonômicos;
• Arrumação e limpeza;
• Uso de equipamentos de proteção individual;
• Treinamentos;
• Outros.
Etapas do Trabalho
Envolver o empregado em todas as fases da análise, desde a discussão de qual é a melhor maneira para
execução de cada passo da tarefa até a discussão de riscos em potencial e soluções recomendadas.
Observar atentamente os detalhes do trabalho antes de iniciar a análise.
Dividir o trabalho discriminando suas etapas básicas, o que é feito primeiro, o que é feito em seguida e o
que é feito depois bem como fazer corretamente.
Você pode fazer isto:
• Observando atenta e detalhadamente todas as operações do trabalho;
• Conversando com o operador sobre sua experiência no desempenho da função;
• Esboçando seu conhecimento do trabalho observado;
• Descreva as etapas na sua ordem normal de ocorrência. O que realmente é feito, não os detalhes de
como é feito.
Riscos de Acidentes
Estude cada etapa de um trabalho, separadamente.
Pergunte a você mesmo que acidente poderia acontecer em cada etapa de trabalho.
Você poderá responder:
• Observando o trabalho;
• Conversando com o operador
• Analisando acidentes ocorridos
Quando você analisa cada etapa do trabalho deverá dar atenção aos seguintes agentes que causam
acidentes:
• Posicionamento
Trabalhos em máquinas cujo ponto de operação permite a introdução de dedos ou da mão.
• Choque elétrico
Fios expostos, principalmente se o trabalho está relacionado com eletricidade.
• Produtos químicos
Contato permanente ou não com qualquer desses produtos.
• Fogo
Cortando ou soldando em locais impróprios, riscos de vazamentos ou derramamentos de produtos
inflamáveis que possibilitem fogo pela natureza da atividade ou do ambiente.
1. Área de Trabalho
Pisos e passagens irregulares, obstruídas, escorregadias, com saliência ou buracos.
Arrumação e limpeza inadequada.
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Falta de espaço.
Pilhas inseguras ou materiais sobre a cabeça.
Exposição a poeiras, fumos e substâncias químicas.
2. Materiais
Pesados de difícil manejo, cortante, quente, corrosivo, tóxico, inflamável, perfurante.
3. Máquinas ou equipamentos
Partes móveis, correias, correntes, roldanas e engrenagens desprotegidos.
Pontos de operação que permitem o acesso do operador.
4. Ferramentas
Adaptadas, falta de manutenção, inadequadas ao trabalho, gastas, usadas de forma incorretas.
5. Equipamento de Proteção Individual - EPI
Inadequado ao trabalho, usado incorretamente, falta de EPI.
6. Ergonomia
Postura incorreta, repetitividade de movimentos, levantamento de peso, monotonia.
7. Outros riscos de acidentes:
Brincadeira em local de trabalho
Falta de treinamento do operador
Lay-out inadequado
Fazer reparos em máquinas ou equipamentos em movimento
Falta de planejamento de uma atividade
Transferência de funcionários de um setor para o outro.
Procedimentos corretos
Para cada trabalho analisado, pergunte a você mesmo, qual o melhor procedimento para que o operador
execute sua função sem erros e sem riscos e com qualidade.
Você poderá responder:
Observando melhor a sequência do trabalho
Discutindo com o operador ou com outros trabalhadores mais experientes na função
Aplicando todo o seu conhecimento e experiência
Pesquisando algum acidente ocorrido na atividade para reforçar sua conclusão
Seja claro ao estabelecer os procedimentos para execução da tarefa, não procure sofisticação, mas processos
rápidos, simples, racionais e eficientes
Nos procedimentos a serem seguidos pelo operador, não omita nenhum detalhe da atividade, do