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1 Administração Financeira e Orçamentária A.F.O II Orçamento Empresarial e Controle Autor: Ewerson Morais da Silva, Mestre 1. Etapas do Processo Orçamentário A montagem do orçamento da empresa pressupõe a execução sistemática de ações de responsabilidade dos diversos setores. Essa participação possui duas vantagens: a comunicação prévia de objetivos e metas e o comprometimento gerado entre os diversos responsáveis. Existem diversos modelos de processo orçamentário. Eles variam de empresa para empresa, não havendo um modelo padrão. Se sua empresa ainda não possui um processo orçamentário organizado, fique tranqüilo, pois a imaginação é o limite, o importante é que cumpra o objetivo de suportar a montagem do orçamento onde as ações de planejamento, organização dos recursos, coordenação das ações e utilização dos recursos estejam sendo executadas em prol da consecução dos objetivos e metas estabelecidos no planejamento estratégico . 2. Orçamento operacional 2.1 Orçamento de Vendas Orçamento de quantidades: primeiro orçamento é o de quantidades vendidas; Orçamento de preços de vendas: devem-se apresentar os preços por produto; Identificação dos impostos sobre vendas: ICMS (depende do estado para o qual está sendo vendido); PIS, Cofins e IPI. Estes impostos incidem sobre a receita bruta de vendas. Orçamento de receita de vendas: como conclusão, será feito o orçamento mensal por produtos, considerando a receita bruta e líquida dos impostos sobre vendas. 2 Exemplo de orçamento de vendas A empresa Timão S/A esta projetando as suas vendas para o próximo ano. A empresa produz e vende dois produtos: camisetas e bermudas. Os dados para a projeção são: Período QUANTIDADES CAMISETAS BERMUDAS 1º Trim 1.500 2.000 2º Trim 1.000 2.000 3º Trim 1.000 2.000 4º Trim 1.500 2.000 Total 5.000 8.000 Preço de venda unitário R$ 15 R$ 20 Impostos sobre vendas ICMS 18% PIS 1,65% COFINS 7,60% TOTAL 27,25% Com base nesses dados, elabore o orçamento de vendas: 3 Trimestre 1º 2º 3º 4º Ano Camisetas Quantidade 1.500 Valor Unit. R$ 15,00 Valor total R$ 22.500,00 Bermudas Quantidade 2000 Valor Unit. R$ 20,00 Valor total R$ 40.000,00 Receita bruta de vendas R$ 62.500,00 Imposto sobre vendas R$ 17.031,25 Receita líquida de vendas R$ 45.468,75 4 2.2 Orçamento de Produção Tendo sido elaborado o orçamento de vendas e das receitas correspondentes, é preciso estimar o quanto será gasto para obtenção destas receitas. Plano de produção que visa atender às vendas orçadas e aos estoques pré-estabelecidos. O orçamento de produção requer a conciliação dos seguintes aspectos: atendimento ao orçamento de vendas, minimização dos custos de produção e minimização dos investimentos em estoque. É o documento básico que possibilita a elaboração dos orçamentos de matéria-prima, mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. A programação da produção é um dos pontos cruciais da grande maioria das empresas industriais, incluindo uma característica comum: o inter- relacionamento com os estoques (matéria-prima, produtos em elaboração e produtos acabados). A determinação das quantidades necessárias à produção deve ser feita individualmente por produto. Fórmula de controle de estoque: Estoque final de produtos acabados (EF) (+) Quantidade necessária para atender o orçamento de vendas (-) Estoque inicial de produtos acabados (=) Produção prevista no ano Exemplo: A empresa Timão S/A pré-estabeleceu os seguintes saldos de estoques de produtos acabados: Estimativa de estoque inicial Camisetas 750 Unid Bermudas 1.000 Unid. Estimativa de estoque final 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim Camisetas 500 Unid 500 Unid 750 Unid 750 Unid Bermudas 1.000 Unid. 1.000 Unid. 1.000 Unid. 1.000 Unid. 5 Com base nesses dados, elabore o orçamento de produção necessária: Trimestre 1º 2º 3º 4º Camisetas Estoque final 500 (+) Vendas 1.500 (=) Total 2.000 (-) Estoque Inicial 750 (=) Produção Necessária 1.250 Bermudas Estoque final 1.000 (+) Vendas 2.000 (=) Total 3.000 (-) Estoque Inicial 1.000 (=) Produção Necessária 2.000 6 2.3 Orçamento do Custo de Produção O passo seguinte será determinar o custo de produção. Estes custos podem ser classificados em: a) Matéria-prima; b) Mão-de-obra-direta; c) Custos indiretos de fabricação A matéria-prima e a mão-de-obra direta são consideradas custos diretos. A matéria-prima consiste em qualquer material se seja fisicamente agregado ao produto fazendo parte do mesmo. Os custos de mão-de-obra diretas são gastos com qualquer trabalho executado no produto e, que implique mudança de sua forma ou natureza. Todos os demais materiais utilizados na fabricação de determinado produto, desde que ele não seja agregado fisicamente, integram os chamados custos indiretos de fabricação (CIF). Exemplos: lubrificantes, combustíveis, lixas etc. 2.3.1 Orçamento de consumo e compra de matéria-prima A elaboração deste orçamento requer o cumprimento das seguintes fases: a) Determinação das quantidades de matérias-primas exigidas para o atendimento da produção. Essa determinação se baseia no orçamento de produção e em dados da composição de matérias-primas de cada produto. A determinação das quantidades e matérias-primas necessárias a produção é usualmente responsabilidade do departamento de Programação e Controle da Produção – PCP. O orçamento de produção, bem como as quantidades por tipo de produto a ser fabricado e as informações técnicas ou estatísticas sobre o consumo passado, constituem as informações básicas para a determinação das quantidades de matérias-primas à produção. b) Estabelecimento de políticas de estocagem de matérias-primas 7 Uma política de estoque constitui-se num conjunto de regras de decisão que permitem atender às necessidades de consumo a um custo mínimo em termos de investimentos em estoques . A fixação de políticas de estocagem se faz em função das necessidades de materiais estimados, e em consonância com as conveniências de compras, a capacidade de estocagem da empresa, a facilidade de obtenção do produto no mercado, os custos de estocagem e a natureza do item (em termos de obsolescência física ou técnica). c) Determinação do custo estimado de matérias-primas necessárias a produção. Estabelecido o orçamento de compras em quantidades, o passo seguinte consiste na valorização, utilizando-se para isso dos preços estimados até o início do período atingido pelo orçamento, corrigindo-se os mesmos com os índices que são normalmente estabelecidos pelo departamento de orçamentos e aprovados pela diretoria. Os custos de matérias-primas incluem o preço da matéria-prima menos os descontos obtidos e mais as despesas de fretes e taxas de desembaraço alfandegário, quando for o caso. Exemplo: Continuando o exemplo da empresa Timão S/A, o departamento de produção informou que para elaborar os seus produtos são necessários dois tipos de matéria-prima: algodão para produzir camisetas e poliéster na produção de bermudas. As quantidades padrões destas MP’s, que devem ser utilizadas na fabricação de dois produtos, e seus preços, foram estimadas nas seguintes bases: Matéria-Prima Quantidade Padrão Algodão 2 Kg para cada camiseta Poliéster 3 m para cada bermuda Matéria-Prima Custos Estimados Algodão R$ 0,50 por Kg Poliéster R$ 0,30 por m 8 Como a taxa se consumo de matéria-prima é conhecida, o orçamento de consumo de matéria-prima é obtido pela multiplicação dessa taxa pela produção necessária. Orçamento de consumo de matéria-prima Matéria-Prima 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim Total Algodão 2.500 Poliéster 6.000 Exemplo:Orçamento de compra de matéria-prima: A finalidade deste orçamento é determinar as quantidades e valores de compras de matérias-primas para suportar níveis de produção estipulados no orçamento de produção. Neste exemplo, vamos considerar que a empresa possui a seguinte política e estoque de matéria-prima: Matéria- Prima Estoque Inicial Algodão 1.500 kg Poliéster 3.000 kg *Estimativa de estoque inicial Matéria-Prima 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim Algodão 1.000 kg 1.250 kg 1.500 kg 1.500 kg Poliéster 3.000 kg 3.000 kg 3.000 kg 3.000 kg *Estimativa de estoque final 9 Orçamento de Compra de Matéria-Prima Matéria-Prima 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim Total Algodão Estoque Final 1.000 (+) Consumo kg 2.500 (-) Estoque Inicial 1.500 (=)Total de Compra kg 2.000 Preço Unit. $ 0,50 (=) Total Compra $ 1.000 Matéria-Prima 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim Total Poliéster Estoque Final 3.000 (+) Consumo kg 6.000 (-) Estoque Inicial 3.000 (=) Total de Compra kg 6.000 Preço Unit. $ 0,30 (=) Total Compra $ 1.800 TOTAL COMPRAS 2.800 10 2.3.2 Orçamento de mão-de-obra direta (MOD) Orçar a mão-de-obra direta significa: a) Estimar a quantidade de MOD que será necessária para cumprir o programa de produção; b) Projetar a taxa horária que será utilizada; c) Calcular o custo da MOD. Este orçamento pode ser apresentado detalhando-se as quantidades e os valores de MOD por produto, centro de custo e período de tempo. A despesa com a MOD é representada pelos salários pagos aos trabalhadores ocupados em operações produtivas. Para a elaboração do orçamento de MOD são utilizadas basicamente três informações: 1- Número de unidades a serem produzidas; 2- Número de horas de MOD que devem ser utilizadas na fabricação de uma unidade de cada produto 3- Taxa por hora: custo do salário médio acrescido dos encargos. Exemplo: A empresa Timão S/A apresentou os seguintes dados para a elaboração do seu orçamento de MOD: Departamento Horas de MOD por unid. De produto Salário/Hora Camiseta Bermuda Corte 0,2* 0,5 $ 2,00 Costura 0,5 0,5 $ 2,00 20% de uma hora 11 Orçamento de Mão-de-Obra-Direta Trimestres 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim Ano Horas trabalhadas (horas de MOD por unid. Produto x produção) Departamento de corte Camiseta 250 Bermuda 1.000 Total de horas 1.250 Departamento de costura Camiseta 625 Bermuda 1.000 Total de horas 1.625 Custo de MOD (horas trabalhadas x salário base) Departamento de corte Horas Trabalhadas 1.250 Salário/hora $ 2,00 Total $ 2.500 Departamento de costura Horas Trabalhadas 1.625 Salário/hora $ 2,00 Total $ 3.250 Total MOD $ 5.750 12 2.3.3 Orçamento dos Custos Indiretos de Fabricação Os custos indiretos de fabricação abrangem todos os custos fabris que não podem ser classificados como MOD e matéria-prima e são incorridos em nível de departamento ou fábrica como um todo. Em nível de departamento, incluem custos incorridos indiretamente, tais como materiais indiretos (combustíveis, lixas, etc) mão-de-obra indireta empregada, depreciação, material de escritório e assim por diante. São alocados ao produto através de critérios de rateio do sistema de contabilidade de custos da empresa. É um dos orçamentos mais complexos devido a dificuldade para correlacionar o montante de custos indiretos ao volume de produção. Estes custos são divididos em fixos e variáveis. Os custos fixos indiretos ocorrem em quantias iguais em cada trimestre; calcula-se o total de custo variável por trimestre pela multiplicação do custo variável unitário pela quantidade de unidades produzidas. Exemplo: Dentro dos custos indiretos de fabricação da empresa Timão S/A, encontramos uma parcela de custo variável, sendo: $ 0,50 por unidade produzida de camiseta e $ 1,00 por unidade produzida por bermuda. Os custos fixos são compostos de: Depreciação (por trimestre) $ 2.500,00 Aluguel (por trimestre) $ 1.000,00 Salários dos Supervisores (por trimestre) $ 1.500,00 Total $ (por trimestre) $ 5.000,00 13 Orçamento dos custos indiretos de fabricação Trimestres 1º Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim Total Custo Variável (custo variável por unidade x produção) Camiseta ($0,50) 625 Bermuda ($1,00) 2.000 Total $ 2.625 Custo Fixo $ Depreciação 2.500 Aluguel 1.000 Salários Supervisores 1.500 Total $ 5.000 Total $ (CV+CF) 7.625 14 2.4 Orçamento dos Custos de Produção Vendidos Os orçamentos mencionados anteriormente envolveram-se com os vários aspectos do processo produtivo, em termos de unidades e valores. O objetivo desse orçamento é trazer todos esses itens juntos para se chegar a uma estimativa do custo dos produtos vendidos. Esta estimativa será usada na Demonstração do Resultado do Exercício. Exemplo: Com base nos orçamentos elaborados anteriormente, calcule o custo dos produtos vendidos da empresa Timão S/A. Considere que o estoque inicial de matéria-prima em 31/12/2006 foi de $ 1.650 e o estoque de produtos acabados em 31/12/2006 foi de $ 6.025. Para valorizar o valor do estoque final de produtos acabados será considerado o método de custeio variável, sendo: Camiseta $ 2,90 a unidade e bermuda $ 3,90 a unidade. Orçamento de custos dos produtos vendidos Estoque inicial de matéria-prima (31/12/2006) (+) Compras 2.3.1 (=) Matéria-prima disponível (-) Estoque Final de MP (31/12/2007) (=) MP consumida na produção (+) Custo da MOD (2.3.2) (+) Custo indireto de fabricação (2.3.3) (=) Custo da produção orçado (+) Estoque inicial de produtos acabados (31/12/2006) $ 6.025 (-) Estoque final de produtos acabados (=) Custo orçado dos produtos vendidos 2.5 Orçamento de Despesas Despesas Administrativas: são todas as despesas necessárias para a gestão das operações e uma empresa e também os itens relativos a pessoal, viagens, telefonemas, material de escritório. As despesas administrativas serão incorridas nas áreas de Diretoria, Controladoria, Contabilidade, Tesouraria, Recursos Humanos e Administrativo. Predominantemente são despesas fixas. 15 Despesas Comerciais compreendem todos os gastos efetuados com a venda e distribuição dos produtos. São maiores ou menores em função dos esforços necessários para que as vendas previstas sejam realizadas. Podem ser classificadas em fixas ou variáveis de acordo com o volume de vendas ocorrida em determinado período. Exemplo: Projeção das despesas administrativas e de vendas para 2007. Orçamento das despesas administrativas e de vendas 1 Despesas ADM $ 20.000 Salários da ADM $ 18.000 Despesas fixas $ 1.000 Outras despesas $ 1.000 2 Despesa de vendas $ 20.000 Salários $ 15.000 Propaganda $ 5.000 Total $ 40.000 OBS: $ 40.000 no ano dividido em parcelas de $ 10.000 por trimestre 2.6 Orçamento de Capital Neste orçamento se consideram aquelas despesas incorridas com aquisição de máquinas, veículo, construções, modificações e transformações que tenham caráter de melhoria ou reposição da capacidade produtiva ou de prestação de serviços. O orçamento anual de despesas de capital deve ser visto, entretanto, como uma parte do orçamento de capital de longo prazo. A proposta do orçamento anual de despesas de capital é fazer uma provisão, no orçamento corrente, par as despesas de capital planejadas para o ano em curso. Exemplo: Dentro do orçamento de capital elaborado pela empresa, $ 53.000 serão desembolsados para aquisição de veículos e equipamentos, distribuídos no ano da seguinte maneira: 16 Orçamento decapital 1º Trimestre $ 10.000 2º Trimestre $ 15.000 3º Trimestre $ 8.000 4º Trimestre $ 20.000 Total Anual $ 53.000 3. Orçamento financeiro 3.1 Projeção das demonstrações contábeis É a conclusão do processo orçamentário, onde todas as peças orçamentárias são reunidas dentro do formato das demonstrações contábeis básicas (DRE e BP). Cada peça orçamentária, quando é o caso, traz dentro dela as informações necessárias para a elaboração da projeção das demonstrações contábeis. Portanto, a elaboração das projeções das demonstrações contábeis será feita em grande parte, com a utilização das informações já elaboradas. A projeção das demonstrações contábeis permite à alta administração da empresa fazer análises financeiras e de retorno de investimentos que justificaria ou não todo o plano orçamentário. As demonstrações contábeis a serem projetadas são: Fluxo de Caixa, Demonstração de Resultado do Exercício e Balanço Patrimonial. Para melhor compreensão, continuaremos a utilizar como exemplo a empresa fictícia Timão S/A. Abaixo, seguem as demonstrações financeiras de 31/12/2006. Projeção de Resultado para 31/12/2006 DEMONSRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCO (em $) Receita Bruta de Vendas 135.000 (-) Custos dos produtos vendidos (80.000) (=) Lucro bruto 55.000 (-) Despesas ADM e vendas (25.000) (=) Lucro antes do IR 30.000 (-) IR 34% (10.200) (=) Lucro Líquido 19.800 17 BALANÇO PATRIMONIAL Em 31/12/2006 (em $) ATIVO 253.000 PASSIVO 253.000 Circulante 33.000 Circulante 17.000 Caixa 5.325 Fornecedores 5.000 Clientes 20.000 Impostos a pagar 12.000 Estoques Matéria-prima 1.650 Prod. Acabados 6.025 Permanente 220.000 Patrimônio Líquido 236.000 Imobilizado 250.000 Capital 150.000 Depreciação (30.000) Reservas 86.000 3.1.2 Orçamento de Caixa Consiste numa estimativa dos recebimentos e dos pagamentos de caixa, provenientes dos níveis de atividades planejadas e do uso dos recursos que foram considerados nos vários orçamentos examinados. Além disso, pela comparação antecipada das entradas e saídas esperadas de caixa, o orçamento de caixa possibilita aos gestores antecipar qualquer déficit e consequentemente antecipar tomar as medidas necessárias para sua cobertura e decidir sobre a política de aplicação das sobras de caixa. O orçamento de caixa envolve-se somente com os fluxos de caixa, excluindo- se, portanto, todas as despesas que não representam movimentação de caixa, como a depreciação. Na prática, determinar o nível de caixa que é necessário em qualquer ponto no tempo pode não ser tão fácil. O dilema da administração de caixa situa-se no conflito liquidez x rentabilidade. Se a empresa mantém um saldo de caixa menor, em relação as suas obrigações financeiras, pode ocorrer uma crise de liquidez, levando, possivelmente, os negócios a um colapso. Por outro lado, se a empresa mantém um saldo de caixa elevado, estará perdendo oportunidades de empregar esse saldo lucrativamente em outras atividades. Exemplo: Os prazos de recebimento e pagamento da empresa Timão S/A foram estimados da seguinte maneira: 18 Saldo inicial 21/12/2006: $ 5.325 = $ 20.000 de saldo da conta de clientes que está no balanço patrimonial. Entradas: Receita de vendas – 50% são recebidas a vista e 50% restantes no trimestre seguinte. Saídas: Matéria-prima, MOD, e custos indiretos variáveis ao desembolsados no mês de ocorrência. Custos fixos indiretos são pagos trimestralmente em parcelas iguais. Retirar o valor da depreciação em casa trimestre, pois não gera desembolso de caixa. Impostos sobre as vendas: são pagos no mês de ocorrência das vendas. Saldo de impostos no balanço: 4 parcelas iguais de $ 12.000 por trimestre. Despesas de capital serão desembolsados como segue: 1º Trimestre $ 10.000 2º Trimestre $ 15.000 3º Trimestre $ 8.000 4º Trimestre $ 20.000 Total Anual $ 53.000 19 Orçamento de Caixa TRIMESTRES 1º 2º 3º 4º Ano Saldo inicial ENTRADAS 50% das vendas a vista 50% das vendas a prazo TOTAL DAS ENTRADAS 1- Caixa disponível (saldo inicial + entradas) SAÍDAS Compra de MP (2.3.1) MOD (2.3.2) Custos indiretos (2.3.3) Despesas ADM e vendas (2.5) Saídas de Capital (2.6) Impostos sobre vendas (2.1) Taxas e Impostos (saldo do balanço) 2- TOTAL DAS SAÍDAS Saldo final (1-2) 20 3.2 Orçamento da Demonstração do Resultado do Exercício O objetivo da projeção da demonstração de resultado do exercício é sintetizar e integrar todos os orçamentos operacionais para que finalmente seja apurado o lucro ou prejuízo da empresa. É uma das projeções mais importantes, pois permite a avaliação de todo planejamento realizado. Exemplo: Fazer a projeção de resultado da empresa Timão S//A. Orçamento da Demonstração de Resultado de Exercício – DRE - $ Receita Bruta de Vendas 2.1 (-) Impostos sobre vendas 2.1 (=) Receita líquida de vendas (-) Custo dos produtos vendidos 2.4 (=) Lucro Bruto (-) Despesas ADM e Vendas 2.5 (=) Lucro antes do IR (-) IR 34% (=) Lucro Líquido