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RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I QUASE PRONTO !

Relatório final do Estágio Supervisionado em Enfermagem no Instituto Nobre de Cardiologia (INCARDIO), descreve objetivo e duração (período letivo 2019.1), estrutura do serviço e atividades assistenciais (PA, internamento, UTI), gerenciais (gestão e escalas) e educativa sobre higienização das mãos.

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1. INTRODUÇÃO
O Estágio Supervisionado é um cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996), Todo curso deve oferecer para formação de seus profissionais, que no curso de Enfermagem possibilita atuação no campo da saúde e, também, na rede de ensino pública ou privada de nosso país.
É uma das fases mais importantes para a conclusão do ciclo acadêmico, durante essa experiência dentro do supervisionado, o acadêmico vivencia e cria as habilidades necessárias para à sua formação. Dentro do contexto e realização dos vários processos de trabalho o graduando durante todo esse período estimula o florescer da sua autonomia como enfermeiro, a responsabilidade, liberdade, criatividade, compromisso e liderança, além do domínio da prática.
O objetivo do relatório final é salientar a importância do Estágio Supervisionado na grade curricular dos alunos, para que estes possam conhecer e vivenciar a prática da profissão, relatando tudo o que foi realizado durante a permanência dos enfermeirandos na unidade durante o período de estágio. 
O Instituto Nobre de Cardiologia – INCARDIO, é ligado ao Grupo Nobre, localizado na Rua Professora Edelvira de Oliveira, 192, Centro - Feira de Santana - BA CEP:44001-032. Dispõe de recepção, sala de serviços sociais, unidade de pronto atendimento 24 horas, unidade de internamento térreo e 1º andar, farmácia, hemodinâmica, unidade de terapia intensiva, centro cirúrgico, confortos de enfermagem, conforto médico, copa , rouparia, CME, DML. A unidade presta serviços cardiologia de baixa, média e alta complexidade para a população de Feira de Santana e região, é uma unidade de característica mista, atendendo SUS, convênios e particular. O Incardio surgiu em 31 de Maio de 2011, por solicitação da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, representada pelo seu provedor Dr. Outran Borges, para administrar o setor de cardiologia do Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA). Seu corpo diretivo é formado pelo Diretor Presidente Jodilton Oliveira Souza, Diretor Médico, Dr. André Raimundo França Guimarães e Diretora Técnica, Dra. Ivana Oliveira De Lamônica Freire.
A duração do estágio corresponde ao calendário letivo do ano de 2019.1, indo do início das aulas, no dia 07 de agosto de 2019, até o término das mesmas, no dia 12 de junho de 2019, sendo acompanhado e supervisionado pela Professora – Orientadora Renata Venas. 
2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 
No desenvolvimento das atividades, assistimos diversos setores, dentre eles podemos citar: Assistência de enfermagem no âmbito hospitalar, vivenciado a atuação do enfermeiro frente a gerência dos serviços, projetos de educação em saúde; planejamento e avaliação dos serviços executados. 
Portanto, houve a preparação completa que possibilita ao aluno de Enfermagem atuar futuramente no mercado de trabalho, mediante aperfeiçoamento prático, técnico-científico-cultural e relacionamento profissional.
2.1 ATIVIDADES ASSISTENCIAIS 
Durante o período de estágio os enfermeirandos tiveram a oportunidade de realizar atividades assistenciais acompanhados dos enfermeiros da unidade em diversos níveis de atenção, na unidade de pronto atendimento(PA), unidade de internamento(UI) e unidade de terapia intensiva(UTI).
2.2 ATIVIDADES GERENCIAIS
Os enfermeirandos no período de estágio foram separados em grupos e direcionados a três setores da unidade (PA, UI e UTI) conforme escala previamente divulgada pela Docente Renata Venas, onde os grupos de enfermeirandos puderam realizar em sua grande maioria os procedimentos específicos do mesmo, desde a assistência aos clientes, gerência dos serviços incluindo previsão e provisão de recursos materiais e humanos . Posteriormente foi realizado um revezamento dos enfermeirandos por setores para que todos pudessem vivenciar as atividades realizada pelos enfermeiros em diversos níveis de atenção.
2.3 ATIVIDADES EDUCATIVAS
Durante o período do estágio supervisionado foi realizado atividade educativa no dia 17 de maio de 2019 pelos enfermeirandos, sob orientação das docentes Renata Venas e Deise Casaes direcionada aos funcionários da instituição, e aos acompanhantes dos paciente internados, em comemoração ao dia mundial da higienização das mãos 05 maio definido pela Organização Mundial da Saúde, foi enfatizado a importância da higienização adequada das mãos, realizado dinâmica e fornecido material de higienização como sabão liquido e alcool gel.
3. ASPECTO FACILITADOR
O aspecto facilitador para o desenvolvimento de todas as atividades desenvolvidas pelos enfermeirandos durante todo o período de estágio foi o entrosamento da equipe de saúde em geral, cada um fazendo o seu papel brilhantemente, podendo proporcionar aos alunos momentos de grande aprendizado, tornando a atividade desenvolvidas bem mais práticas e objetivas.
4. ASPECTOS DIFÍCULTOR
Como a equipe trabalha em esquema de escala é difícil realizar uma atividade que abranja todos os colaboradores.
5. AVALIAÇÃO DO PES
Segundo o ministério da saúde (2013), quando adotado como ferramenta de gestão em saúde coletiva, o PES possibilita a organização do trabalho, com base nos princípios do SUS, pois prove a participação da comunidade, e requer a divulgação de informações sobre o potencial dos serviços de saúde e a utilização pelo usuário, exigindo a utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e orientação programática, tendo como finalidade a resolutividade dos serviços. 
 A partir dessa definição, o tema abordado na construção do PES que foi desenvolvido na estratégia de saúde da família, do Alto do Papagaio I e II, foi pensado e desenvolvido no intuito de buscar concomitantemente com a equipe de saúde da Unidade e em parceria com o NASF, a melhoria da condição de vida, e consequentemente a promoção de saúde, dos usuários, e dos participantes do grupo de HIPERDIA.
Segundo a Organização Mundial de saúde, a hipertensão arterial sistêmica (HAS), não controlada permanece como importante fator de adoecimento entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, e é ainda uma das patologias que mais elevam os percentis de óbito devido às sequelas que dela decorrem. Dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão, atualmente no Brasil ocorrem 300 mil casos de morte por ano, sendo a Hipertensão responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal em estágio terminal.
A Hipertensão é definida como uma alteração anormal da pressão > 140 mmHg por 90 mmHg, em um paciente em repouso. Estima-se que a hipertensão atinge 25% da população brasileira adulta e os números sobrem para 50% dos brasileiros com mais de 60 anos de idade, não podendo descartar os índices elevados de crianças que já estão apresentando uma descompensação pressórica. 
Ao realizarmos levantamento do nó crítico juntamente com os profissionais de saúde da unidade, a equipe levantou vários pontos que inicialmente eram tidos como prioridade, mas a prevalência da não adesão dos pacientes do grupo de HIPERDIA, bem como o retorno dos usuários a consulta com o enfermeiro, criava um ruído na comunicação entre o profissional médico e a equipe de enfermagem ainda causavam incomodo, frete ao grupo de HIPERDIA, por isso a Hipertensão foi o tema abordado, para ser trabalhado no grupo, denominado de grupo “LUZ e VIDA”. 
Durante a execução do projeto, foram propostos vários momentos com o grupo, para fortalecimento do vínculo entre usuário e unidade de saúde, porém algumas barreiras foram encontradas e que iremos listar abaixo. Nossa ação de impacto buscava justamente, acompanhar as atividades do grupo, com a realização de aferição dos índices glicêmicos e pressóricos, e dentro da consulta de enfermagem com os pacientes do grupo, e oferecer atividades diferentes daquelas que estavam sendo propostas rotineiramente pelo grupo NASF.
Primeiramente, encontramos uma dificuldade, em fazer a busca ativa dos usuários cadastrados no grupo de HIPERDIA, pelo fato dos agentes de saúde, nãoterem abraçados com a equipe o Projeto. Inicialmente pensamos em realizar a busca ativa para buscar entender quais os motivos, que levavam os usuários a não comparecer as consultas de enfermagem, bem como participar do grupo. 
Outro ponto a ser considerado, foi à dificuldade de comunicação com as equipes que trabalham na unidade. Podemos citar, mediante as reuniões e observação da rotina de trabalho, que as técnicas de enfermagem não faziam o trabalho de rotina, a exemplo da medição dos índices glicêmicos dos usuários cadastrados e participantes do grupo de HIPERDIA. Muitos usuários se sentiam incomodados com o modo que eram recebidos no acolhimento, que por diversas vezes buscavam medir a glicemia ou a pressão no início da manhã e eram impedidos.
 Logo que foi percebido a ação, nós enfermeirandos comunicamos a situação a enfermeira Rosângela Fernandes e também ao Gerente da Unidade que por sua vez, fizeram registro no livro de ocorrência. 
Durante o período de acompanhamento dos enfermeirandos ao grupo de LUZ e VIDA, e realização das atividades, não percebemos o aumento na quantidade dos que frequentam as práticas nos dias de segunda-feira, onde o grupo se reunia na quadra do bairro, muito menos aos dias de quarta-feira quando se encontravam no espaço onde seria construída a associação de moradores. 
Ainda no mesmo período não percebemos que o número de consultas com o enfermeiro aumentou, mas durante duas semanas foi necessário que a médica que atendia na unidade se ausentasse, fazendo com que as consultas que estavam marcadas para ela, fossem transferidas para o enfermeiro, e todos os usuários que foram atendidos, elogiaram o atendimento, e fizeram marcação para o próximo mês. 
Alguns integrantes do grupo relataram que não sabiam sobre a importância da consulta de enfermagem, a pacientes hipertensos e diabéticos. Vale ressaltar que os enfermeiros da unidade, sempre enfatizam essa importante prática durante a realização das salas de espera e também durante os atendimentos de planejamento familiar. Nossa expectativa é que o número de consultas, dentre os participantes do grupo de HIPERDIA, aumente, e não se resuma apenas a ida à unidade de saúde para a troca da receita trimestral. 
Contudo, as atividades oferecidas pelos enfermeirandos: aula de fit-dance, palestras, a aferição pressórica com os cartões feitos para o acompanhamento, medição de índices glicêmicos, foi avaliado como ponto positivo, tanto por nós quanto pelo grupo do NASF que acompanha o grupo de HIPERDIA diariamente, pois eram atividades que fugiam da rotina. 
Na sua totalidade o PES não teve uma avaliação por excelência positiva, mas até mesmo os pontos negativos, contribuíram para o nosso crescimento profissional, e também possibilitou a equipe de saúde a perceber quais pontos podem ser melhorados na execução da assistência desde o acolhimento, passando pelas consultas de enfermagem e retorno desses pacientes a unidade. 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este Relatório de Estágio Supervisionado em Enfermagem vem apresentar uma síntese das atividades desenvolvidas de extrema importância para o aprimoramento dos conhecimentos adquiridos durante a graduação. Tornando possível empregar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, nas diversas disciplinas que cursamos até a chegada do momento de emprega-las, porém é importante ressaltar que a forma em que esse emprego ocorre varia de acordo com as situações que nos deparamos no supervisionado. O que observamos com o desenvolvimento das atividades é que muitas das vezes temos nosso conhecimento subestimado. 
As atividades supervisionadas por profissionais extremamente qualificados e empenhados na transmissão dos conhecimentos foram orientadas da prática de atendimento em Enfermagem. Assim, desenvolvemos todas as informações e experiências adquiridas de forma árdua, porém com extrema gratificação, pois hoje concluímos a importância do papel desse profissional na atenção básica. 
Após a realização do Estágio pudemos concluir que essa etapa contribuiu de forma excepcional para a formação no curso de Bacharelado em Enfermagem. Nesse contexto, passamos a compreender profundamente a grande responsabilidade que cabe ao Bacharel em Enfermagem. Entende-se que o “Enfermeiro” deve ter uma formação geral para atender as necessidades da sociedade no atendimento básico em saúde e, ao mesmo tempo, estar preparado para ensinar como professor-orientador, ajudando a formar outros profissionais.
Além disso, foi percebido em alguns casos a falta de comprometimento de alguns profissionais para com o atendimento humanizado, o que nos faz perceber a falta de ética e compromisso com o juramento na graduação, deixando-nos de certa forma tristes e até um pouco revoltados por entendermos que sem uma boa oferta de atendimento em saúde não existe desenvolvimento social ou econômico.
É certo que as condições de trabalho e os estímulos relacionados ao aprimoramento profissional também devem fazer parte da pauta de prioridades dos gestores públicos responsáveis pela saúde, em todos os níveis, municipal, estadual e federal, melhorando a qualidade do atendimento da população e proporcionando maior segurança aos trabalhadores de Enfermagem.
A finalização deste estagio se destaca a formação em enfermagem, na pratica da atenção primaria, tendo diversas atividades como: o atendimento direto aos pacientes; avaliações da assistência de enfermagem em documentos anexos ao prontuário do paciente; acompanhamento de atividades de formação continuada; desenvolvimento de ações de prevenção e controle doenças; participação em eventos e projetos de educação em saúde; e planejamento e avaliação dos serviços executados, e muitas vezes adentrando as residências desta população assistida vivendo sua realidade de perto.
Desta forma, aperfeiçoamos as áreas teórico-cientifico, prático e interpessoal, podendo exercitar as competências de enfermagem que representam requisitos para a inserção do estudante no mercado de trabalho. 
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.94, de 20 de Dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein994.pdf. Acesso em: 14 de novembro 2018.
SILVA, R. Manual de metodologia: projeto de estágio, relatório de estágio, trabalho de curso e trabalho de graduação. Brusque: ASSEVIM, jul. 2006.
BRASIL. Segurança do paciente: Dia Mundial de Higiene das Mãos, ANVISA, maio 2016. Disponivel em: http://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/publicacoes/category/higienizacao-das-maos acesso em 03 de junho de 2016.

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