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Polícia Militar do Estado do Piauí (PM/PI) 
 
Soldado QPPM 
Ensino Médio Completo 
 
 
Língua Portuguesa
Leitura, compreensão e análise 
de textos de diversos gêneros, 
para entender: a língua e 
as variedades linguísticas, 
ideia global, argumento 
principal; mecanismos da 
construção da textualidade; 
elementos que comprometem 
a qualidade textual; texto 
verbal e não verbal; elementos 
de comunicação, níveis da 
linguagem e funções da 
linguagem; vícios de linguagem; 
relações semânticas estabeleci 
das entre orações e parágrafos; 
componentes estruturais básicos 
da narrativa literária (espaço, 
tempo, personagens principais e 
secundários, conflitos e solução);
Interpretação de Texto
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao 
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não 
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade, 
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de 
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo, 
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso, 
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar 
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender, 
primeiro, algumas definições importantes:
Texto
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de 
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de 
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um 
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de 
televisão também são formas textuais.
Interlocutor
É a pessoa a quem o texto se dirige.
Texto-modelo
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você, 
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente. 
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando. 
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com 
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado, 
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante 
da sua vida.”
(Revista Capricho)
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem 
é o seu interlocutor preferencial?
Um leitor jovem.
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem 
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor 
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser 
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho 
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
A linguagem informal típica dos adolescentes.
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do 
assunto;
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a 
leitura;
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo 
menos duas vezes;
04) Inferir;
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do 
autor;
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor 
compreensão;
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada 
questão;
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
interpretacao-de-textos-em-provas/
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar 
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento 
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo 
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a 
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa 
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender 
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está 
relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do 
código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura 
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e 
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de 
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas 
dúvidas.
Uma interpretação de texto competente depende de 
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar 
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes, 
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um 
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que 
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre 
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos 
surpreendentes que não foram observados anteriormente. 
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também 
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, 
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. 
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo 
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar 
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo 
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando 
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram 
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam 
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente 
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor, 
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície 
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do 
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado 
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto 
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser 
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós 
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas 
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
interpretacao-texto.html
Questões
O uso da bicicleta no Brasil
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil 
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países 
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta 
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez 
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa 
Língua Portuguesa
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que 
oferecem mais vantagens. 
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas 
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais 
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos 
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 
prioridade sobre os automotores.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta 
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes 
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo 
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha; 
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos 
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o 
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito 
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e, 
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de 
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo, 
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em 
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um 
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, 
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a 
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto 
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é 
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários 
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é 
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema 
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em 
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão 
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção 
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não 
sabem que a bicicletajá é considerada um meio de transporte, 
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de 
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, 
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes, 
discussões e acidentes que poderiam ser evitados. 
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A 
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão 
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso 
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A 
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e 
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos 
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos 
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de 
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender 
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para 
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, 
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com 
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos 
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de 
locomoção nas metrópoles brasileiras
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra 
devido à falta de regulamentação.
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido 
incentivado em várias cidades.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela 
maioria dos moradores.
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os 
demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade 
arriscada e pouco salutar.
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos 
objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do 
ciclista.
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é 
mais seguro do que dirigir um carro.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta 
no Brasil.
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de 
locomoção se consolidou no Brasil.
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve 
dar prioridade ao pedestre.
03. Considere o cartum de Evandro Alves.
Afogado no Trânsito
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto 
concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
Respostas
1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
Variação Linguística
“Há uma grande diferença se fala um deus ou um herói; se 
um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor da idade; 
se uma matrona autoritária ou uma dedicada; se um mercador 
errante ou um lavrador de pequeno campo fértil (...)”
Todas as pessoas que falam uma determinada língua 
conhecem as estruturas gerais, básicas, de funcionamento 
podem sofrer variações devido à influência de inúmeros fatores. 
Tais variações, que às vezes são pouco perceptíveis e outras vezes 
bastante evidentes, recebem o nome genérico de variedades ou 
variações linguísticas.
Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por todos os 
seus falantes em todos os lugares e em qualquer situação. Sabe-
se que, numa mesma língua, há formas distintas para traduzir o 
mesmo significado dentro de um mesmo contexto. Suponham-
se, por exemplo, os dois enunciados a seguir:
Veio me visitar um amigo que eu morei na casa dele faz 
tempo.
Veio visitar-me um amigo em cuja casa eu morei há anos.
Qualquer falante do português reconhecerá que os dois 
enunciados pertencem ao seu idioma e têm o mesmo sentido, 
mas também que há diferenças. Pode dizer, por exemplo, que o 
segundo é de uma pessoa mais “estudada”.
Isso é prova de que, ainda que intuitivamente e sem saber 
dar grandes explicações, as pessoas têm noção de que existem 
muitas maneiras de falar a mesma língua. É o que os teóricos 
chamam de variações linguísticas.
As variações que distinguem uma variante de outra se 
manifestam em quatro planos distintos, a saber: fônico, 
morfológico, sintático e lexical.
Variações Fônicas
São as que ocorrem no modo de pronunciar os sons 
constituintes da palavra. Os exemplos de variação fônica são 
abundantes e, ao lado do vocabulário, constituem os domínios 
em que se percebe com mais nitidez a diferença entre uma 
variante e outra. Entre esses casos, podemos citar:
- a queda do “r” final dos verbos, muito comum na linguagem 
oral no português: falá, vendê, curti (em vez de curtir), compô.
- o acréscimo de vogal no início de certas palavras: eu me 
alembro, o pássaro avoa, formas comuns na linguagem clássica, 
hoje frequentes na fala caipira.
3Língua Portuguesa
- a queda de sons no início de palavras: ocê, cê, ta, tava, 
marelo (amarelo), margoso (amargoso), características na 
linguagem oral coloquial.
- a redução de proparoxítonas a paroxítonas: Petrópis 
(Petrópolis), fórfi (fósforo), porva (pólvora), todas elas formas 
típicas de pessoas de baixa condição social.
- A pronúncia do “l” final de sílaba como “u” (na maioria das 
regiões do Brasil) ou como “l” (em certas regiões do Rio Grande 
do Sul e Santa Catarina) ou ainda como “r” (na linguagem 
caipira): quintau, quintar, quintal; pastéu, paster, pastel; faróu, 
farór, farol.
- deslocamento do “r” no interior da sílaba: largato, preguntar, 
estrupo, cardeneta, típicos de pessoas de baixa condição social.
Variações Morfológicas
São as que ocorrem nas formas constituintes da palavra. 
Nesse domínio, as diferenças entre as variantes não são 
tão numerosas quanto as de natureza fônica, mas não são 
desprezíveis. Como exemplos, podemos citar:
- o uso do prefixo hiper- em vez do sufixo -íssimo para criar 
o superlativo de adjetivos, recurso muito característico da 
linguagem jovem urbana: um cara hiper-humano (em vez de 
humaníssimo), uma prova hiperdifícil (em vez de dificílima), um 
carro hiperpossante (em vez de possantíssimo).
- a conjugação de verbos irregulares pelo modelo dos 
regulares: ele interviu (interveio), se ele manter (mantiver), se 
ele ver (vir) o recado, quando ele repor (repuser).
- a conjugação de verbos regulares pelo modelo de 
irregulares: vareia (varia), negoceia (negocia).
- uso de substantivos masculinos como femininos ou vice-
versa: duzentas gramas de presunto (duzentos), a champanha 
(o champanha), tive muita dó dela (muito dó), mistura do cal 
(da cal).
- a omissão do “s” como marca de plural de substantivos e 
adjetivos (típicos do falar paulistano): os amigo e as amiga, os 
livro indicado, as noite fria, os caso mais comum.
- o enfraquecimento do uso do modo subjuntivo: Espero 
que o Brasil reflete (reflita) sobre o que aconteceu nas últimas 
eleições; Se eu estava (estivesse) lá, não deixava acontecer; Não 
é possível que ele esforçou (tenha se esforçado) mais que eu.
Variações Sintáticas
Dizem respeito às correlações entre as palavras da frase. No 
domínio da sintaxe, como no da morfologia, não são tantas as 
diferenças entre uma variante e outra. Como exemplo, podemos 
citar:
- o uso de pronomes do caso reto com outra função que não 
a de sujeito: encontrei ele (em vez de encontrei-o) na rua; não 
irão sem você e eu (em vez de mim); nada houve entre tu (em 
vez de ti) e ele.
- o uso do pronome lhe como objeto direto: não lhe (em vez 
de “o”) convidei; eu lhe (em vez de “o”) vi ontem.
- a ausência da preposição adequada antes do pronome 
relativo em função de complemento verbal: são pessoas que (em 
vez de: de que) eu gosto muito; este é o melhor filme que (em vez 
de a que) eu assisti; você é a pessoa que (em vez de em que) eu 
mais confio.
- a substituição do pronome relativo “cujo” pelo pronome 
“que” no início da frase mais a combinação da preposição “de” 
com o pronome “ele” (=dele):É um amigo que eu já conhecia a 
família dele (em vez de cuja família eu já conhecia).
- a mistura de tratamento entre tu e você, sobretudo quando 
se trata de verbos no imperativo: Entra, que eu quero falar com 
você (em vez de contigo); Fala baixo que a sua (em vez de tua) 
voz me irrita.
- ausência de concordância do verbo com o sujeito: Eles 
chegou tarde (em grupos de baixa extração social); Faltou 
naquela semana muitos alunos; Comentou-se os episódios.
Variações Léxicas
É o conjunto de palavras de uma língua. As variantes 
do plano do léxico, como as do plano fônico, são muito 
numerosas e caracterizam com nitidez uma variante em 
confronto com outra. Eis alguns, entre múltiplos exemplos 
possíveis de citar:
- a escolha do adjetivo maior em vez do advérbio muito 
para formar o grau superlativo dos adjetivos, características da 
linguagem jovem de alguns centros urbanos: maior legal; maior 
difícil; Esse amigo é um carinha maior esforçado.
- as diferenças lexicais entre Brasil e Portugal são tantas e, às 
vezes, tão surpreendentes, que têm sido objeto de piada de lado 
a lado do Oceano. Em Portugal chamam de cueca aquilo que no 
Brasil chamamos de calcinha; o que chamamos de fila no Brasil, 
em Portugal chamam de bicha; café da manhã em Portugal se 
diz pequeno almoço; camisola em Portugal traduz o mesmo que 
chamamos de suéter, malha, camiseta.
Designações das Variantes Lexicais:
- Arcaísmo: diz-se de palavras que já caíram de uso e, por 
isso, denunciam uma linguagem já ultrapassada e envelhecida. 
É o caso de reclame, em vez de anúncio publicitário; na década 
de 60, o rapaz chamava a namorada de broto (hoje se diz gatinha 
ou forma semelhante), e um homem bonito era um pão; na 
linguagem antiga, médico era designado pelo nome físico; um 
bobalhão era chamado de coió ou bocó; em vez de refrigerante 
usava-se gasosa; algo muito bom, de qualidade excelente, era 
supimpa.
- Neologismo: é o contrário do arcaísmo. Trata-se de palavras 
recém-criadas, muitas das quais mal ou nem entraram para os 
dicionários. A moderna linguagem da computação tem vários 
exemplos, como escanear, deletar, printar; outros exemplos 
extraídos da tecnologia moderna são mixar (fazer a combinação 
de sons), robotizar, robotização.
- Estrangeirismo: trata-se do emprego de palavras 
emprestadas de outra língua, que ainda não foram 
aportuguesadas, preservando a forma de origem. Nesse caso, 
há muitas expressões latinas, sobretudo da linguagem jurídica, 
tais como: habeas-corpus (literalmente, “tenhas o corpo” ou, 
mais livremente, “estejas em liberdade”), ipso facto (“pelo 
próprio fato de”, “por isso mesmo”), ipsis litteris (textualmente, 
“com as mesmas letras”), grosso modo (“de modo grosseiro”, 
“impreciso”), sic (“assim, como está escrito”), data venia (“com 
sua permissão”).
As palavras de origem inglesas são inúmeras: insight 
(compreensão repentina de algo, uma percepção súbita), feeling 
(“sensibilidade”, capacidade de percepção), briefing (conjunto 
de informações básicas), jingle (mensagem publicitária em 
forma de música).
Do francês, hoje são poucos os estrangeirismos que ainda não 
se aportuguesaram, mas há ocorrências: hors-concours (“fora 
de concurso”, sem concorrer a prêmios), tête-à-tête (palestra 
particular entre duas pessoas), esprit de corps (“espírito de 
corpo”, corporativismo), menu (cardápio), à la carte (cardápio 
“à escolha do freguês”), physique du rôle (aparência adequada à 
caracterização de um personagem).
- Jargão: é o vocabulário típico de um campo profissional 
como a medicina, a engenharia, a publicidade, o jornalismo. 
No jargão médico temos uso tópico (para remédios que não 
devem ser ingeridos), apneia (interrupção da respiração), AVC 
ou acidente vascular cerebral (derrame cerebral). No jargão 
jornalístico chama-se de gralha, pastel ou caco o erro tipográfico 
como a troca ou inversão de uma letra. A palavra lide é o nome 
que se dá à abertura de uma notícia ou reportagem, onde se 
apresenta sucintamente o assunto ou se destaca o fato essencial. 
Quando o lide é muito prolixo, é chamado de nariz-de-cera. Furo 
é notícia dada em primeira mão. Quando o furo se revela falso, 
foi uma barriga. Entre os jornalistas é comum o uso do verbo 
repercutir como transitivo direto: __ Vá lá repercutir a notícia 
de renúncia! (esse uso é considerado errado pela gramática 
normativa).
- Gíria: é o vocabulário especial de um grupo que não 
deseja ser entendido por outros grupos ou que pretende marcar 
4Língua Portuguesa
sua identidade por meio da linguagem. Existe a gíria de grupos 
marginalizados, de grupos jovens e de segmentos sociais de 
contestação, sobretudo quando falam de atividades proibidas. A 
lista de gírias é numerosíssima em qualquer língua: ralado (no 
sentido de afetado por algum prejuízo ou má-sorte), ir pro brejo 
(ser malsucedido, fracassar, prejudicar-se irremediavelmente), 
cara ou cabra (indivíduo, pessoa), bicha (homossexual 
masculino), levar um lero (conversar).
- Preciosismo: diz-se que é preciosista um léxico 
excessivamente erudito, muito raro, afetado: Escoimar (em vez 
de corrigir); procrastinar (em vez de adiar); discrepar (em vez 
de discordar); cinesíforo (em vez de motorista); obnubilar (em 
vez de obscurecer ou embaçar); conúbio (em vez de casamento); 
chufa (em vez de caçoada, troça).
- Vulgarismo: é o contrário do preciosismo, ou seja, o uso de 
um léxico vulgar, rasteiro, obsceno, grosseiro. É o caso de quem 
diz, por exemplo, de saco cheio (em vez de aborrecido), se ferrou 
(em vez de se deu mal, arruinou-se), feder (em vez de cheirar 
mal), ranho (em vez de muco, secreção do nariz).
Tipos de Variação
Não tem sido fácil para os estudiosos encontrar para as 
variantes linguísticas um sistema de classificação que seja 
simples e, ao mesmo tempo, capaz de dar conta de todas as 
diferenças que caracterizam os múltiplos modos de falar dentro 
de uma comunidade linguística. O principal problema é que 
os critérios adotados, muitas vezes, se superpõem, em vez de 
atuarem isoladamente.
As variações mais importantes, para o interesse do concurso 
público, são os seguintes:
 
- Sócio-Cultural: Esse tipo de variação pode ser percebido 
com certa facilidade. Por exemplo, alguém diz a seguinte frase:
“Tá na cara que eles não teve peito de encará os ladrão.” (frase 
1)
Que tipo de pessoa comumente fala dessa maneira? Vamos 
caracterizá-la, por exemplo, pela sua profissão: um advogado? 
Um trabalhador braçal de construção civil? Um médico? Um 
garimpeiro? Um repórter de televisão?
E quem usaria a frase abaixo?
“Obviamente faltou-lhe coragem para enfrentar os ladrões.” 
(frase 2)
Sem dúvida, associamos à frase 1 os falantes pertencentes 
a grupos sociais economicamente mais pobres. Pessoas que, 
muitas vezes, não frequentaram nem a escola primária, ou, 
quando muito, fizeram-no em condições não adequadas. 
Por outro lado, a frase 2 é mais comum aos falantes que 
tiveram possibilidades sócio-econômicas melhores e puderam, 
por isso, ter um contato mais duradouro com a escola, com a 
leitura, com pessoas de um nível cultural mais elevado e, dessa 
forma, “aperfeiçoaram” o seu modo de utilização da língua. 
Convém ficar claro, no entanto, que a diferenciação feita 
acima está bastante simplificada, uma vez que há diversos 
outros fatores que interferem na maneira como o falante escolhe 
as palavras e constrói as frases. Por exemplo, a situação de uso 
da língua: um advogado, num tribunal de júri, jamais usaria a 
expressão “tá na cara”, mas isso não significa que ele não possa 
usá-la numa situação informal (conversando com alguns amigos, 
por exemplo). 
Da comparação entre as frases 1 e 2, podemos concluir que 
as condições sociais influem no modo de falar dos indivíduos, 
gerando, assim, certas variações na maneira de usar uma mesma 
língua. A elas damos o nome de variações sócio-culturais.
- Geográfica: é, no Brasil, bastante grande e pode ser 
facilmente notada. Ela se caracteriza pelo acento linguístico, que 
é o conjunto das qualidadesfisiológicas do som (altura, timbre, 
intensidade), por isso é uma variante cujas marcas se notam 
principalmente na pronúncia. Ao conjunto das características 
da pronúncia de uma determinada região dá-se o nome de 
sotaque: sotaque mineiro, sotaque nordestino, sotaque gaúcho 
etc. A variação geográfica, além de ocorrer na pronúncia, pode 
também ser percebida no vocabulário, em certas estruturas de 
frases e nos sentidos diferentes que algumas palavras podem 
assumir em diferentes regiões do país.
Leia, como exemplo de variação geográfica, o trecho abaixo, 
em que Guimarães Rosa, no conto “São Marcos”, recria a fala de 
um típico sertanejo do centro-norte de Minas:
“__ Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado 
Mangolô!].
__ Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço. Não 
faço, porque não paga a pena... De primeiro, quando eu era moço, 
isso sim!... Já fui gente. Para ganhar aposta, já fui, de noite, foras 
d’hora, em cemitério... (...). Quando a gente é novo, gosta de fazer 
bonito, gosta de se comparecer. Hoje, não, estou percurando é 
sossego...” 
- Histórica: as línguas não são estáticas, fixas, imutáveis. 
Elas se alteram com o passar do tempo e com o uso. Muda a 
forma de falar, mudam as palavras, a grafia e o sentido delas. 
Essas alterações recebem o nome de variações históricas. 
Os dois textos a seguir são de Carlos Drummond de Andrade. 
Neles, o escritor, meio em tom de brincadeira, mostra como a 
língua vai mudando com o tempo. No texto I, ele fala das palavras 
de antigamente e, no texto II, fala das palavras de hoje.
Texto I
Antigamente
Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram 
todas mimosas e prendadas. Não fazia anos; completavam 
primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo 
rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam 
longos meses debaixo do balaio. E se levantam tábua, o remédio 
era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. (...) Os 
mais idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a 
fresca; e também tomava cautela de não apanhar sereno. Os mais 
jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo, 
chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano; 
os quais, de pouco siso, se metiam em camisas de onze varas, e até 
em calças pardas; não admira que dessem com os burros n’agua. 
(...) Embora sem saber da missa a metade, os presunçosos 
queriam ensinar padre-nosso ao vigário, e com isso punham a mão 
em cumbuca. Era natural que com eles se perdesse a tramontana. 
A pessoa cheia de melindres ficava sentida com a desfeita que lhe 
faziam quando, por exemplo, insinuavam que seu filho era artioso. 
Verdade seja que às vezes os meninos eram mesmo encapetados; 
chegavam a pitar escondido, atrás da igreja. As meninas, não: 
verdadeiros cromos, umas teteias.
(...) Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os 
meninos, lombrigas; asthma os gatos, os homens portavam 
ceroulas, bortinas a capa de goma (...). Não havia fotógrafos, mas 
retratistas, e os cristãos não morriam: descansavam.
Mas tudo isso era antigamente, isto é, doutora.
Texto II
Entre Palavras
Entre coisas e palavras – principalmente entre palavras – 
circulamos. A maioria delas não figura nos dicionários de há trinta 
anos, ou figura com outras acepções. A todo momento impõe-se 
tornar conhecimento de novas palavras e combinações.
Você que me lê, preste atenção. Não deixe passar nenhuma 
palavra ou locução atual, pelo seu ouvido, sem registrá-la. 
Amanhã, pode precisar dela. E cuidado ao conversar com seu avô; 
talvez ele não entenda o que você diz.
O malote, o cassete, o spray, o fuscão, o copião, a Vemaguet, a 
chacrete, o linóleo, o nylon, o nycron, o ditafone, a informática, a 
dublagem, o sinteco, o telex... Existiam em 1940?
Ponha aí o computador, os anticoncepcionais, os mísseis, a 
motoneta, a Velo-Solex, o biquíni, o módulo lunar, o antibiótico, o 
5Língua Portuguesa
enfarte, a acupuntura, a biônica, o acrílico, o ta legal, a apartheid, 
o som pop, as estruturas e a infraestrutura.
Não esqueça também (seria imperdoável) o Terceiro Mundo, 
a descapitalização, o desenvolvimento, o unissex, o bandeirinha, o 
mass media, o Ibope, a renda per capita, a mixagem. 
Só? Não. Tem seu lugar ao sol a metalinguagem, o 
servomecanismo, as algias, a coca-cola, o superego, a Futurologia, 
a homeostasia, a Adecif, a Transamazônica, a Sudene, o Incra, a 
Unesco, o Isop, a Oea, e a ONU.
Estão reclamando, porque não citei a conotação, o 
conglomerado, a diagramação, o ideologema, o idioleto, o ICM, 
a IBM, o falou, as operações triangulares, o zoom, e a guitarra 
elétrica. 
Olhe aí na fila – quem? Embreagem, defasagem, barra tensora, 
vela de ignição, engarrafamento, Detran, poliéster, filhotes de 
bonificação, letra imobiliária, conservacionismo, carnet da girafa, 
poluição.
Fundos de investimento, e daí? Também os de incentivos 
fiscais. Knon-how. Barbeador elétrico de noventa microrranhuras. 
Fenolite, Baquelite, LP e compacto. Alimentos super congelados. 
Viagens pelo crediário, Circuito fechado de TV Rodoviária. Argh! 
Pow! Click! 
Não havia nada disso no Jornal do tempo de Venceslau Brás, ou 
mesmo, de Washington Luís. Algumas coisas começam a aparecer 
sob Getúlio Vargas. Hoje estão ali na esquina, para consumo geral. 
A enumeração caótica não é uma invenção crítica de Leo Spitzer. 
Está aí, na vida de todos os dias. Entre palavras circulamos, 
vivemos, morremos, e palavras somos, finalmente, mas com que 
significado?
(Carlos Drummond de Andrade, Poesia e prosa, 
Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1988)
- De Situação: aquelas que são provocadas pelas alterações 
das circunstâncias em que se desenrola o ato de comunicação. 
Um modo de falar compatível com determinada situação é 
incompatível com outra:
Ô mano, ta difícil de te entendê.
Esse modo de dizer, que é adequado a um diálogo em situação 
informal, não tem cabimento se o interlocutor é o professor em 
situação de aula.
Assim, um único indivíduo não fala de maneira uniforme 
em todas as circunstâncias, excetuados alguns falantes da 
linguagem culta, que servem invariavelmente de uma linguagem 
formal, sendo, por isso mesmo, considerados excessivamente 
formais ou afetados.
São muitos os fatores de situação que interferem na fala de 
um indivíduo, tais como o tema sobre o qual ele discorre (em 
princípio ninguém fala da morte ou de suas crenças religiosas 
como falaria de um jogo de futebol ou de uma briga que tenha 
presenciado), o ambiente físico em que se dá um diálogo (num 
templo não se usa a mesma linguagem que numa sauna), o grau 
de intimidade entre os falantes (com um superior, a linguagem 
é uma, com um colega de mesmo nível, é outra), o grau de 
comprometimento que a fala implica para o falante (num 
depoimento para um juiz no fórum escolhem-se as palavras, 
num relato de uma conquista amorosa para um colega fala-se 
com menos preocupação).
As variações de acordo com a situação costumam ser 
chamadas de níveis de fala ou, simplesmente, variações de estilo 
e são classificadas em duas grandes divisões:
- Estilo Formal: aquele em que é alto o grau de reflexão sobre 
o que se diz, bem como o estado de atenção e vigilância. É na 
linguagem escrita, em geral, que o grau de formalidade é mais 
tenso.
- Estilo Informal (ou coloquial): aquele em que se fala com 
despreocupação e espontaneidade, em que o grau de reflexão 
sobre o que se diz é mínimo. É na linguagem oral íntima e 
familiar que esse estilo melhor se manifesta.
Como exemplo de estilo coloquial vem a seguir um pequeno 
trecho da gravação de uma conversa telefônica entre duas 
universitárias paulistanas de classe média, transcrito do livro 
Tempos Linguísticos, de Fernando Tarallo. As reticências 
indicam as pausas.
Eu não sei tem dia... depende do meu estado de espírito, tem 
dia que minha voz... mais ta assim, sabe? taquara rachada? Fica 
assim aquela voz baixa. Outro dia eu fui lê um artigo, lê?! Um 
menino lá que faiz pós-graduação na, na GV, eleme, nóis ficamo 
até duas hora da manhã ele me explicando toda a matéria de 
economia, das nove da noite.
Como se pode notar, não há preocupação com a pronúncia 
nem com a continuidade das ideias, nem com a escolha das 
palavras. Para exemplificar o estilo formal, eis um trecho 
da gravação de uma aula de português de uma professora 
universitária do Rio de Janeiro, transcrito do livro de Dinah 
Callou. A linguagem falada culta na cidade do Rio de Janeiro. As 
pausas são marcadas com reticências.
o que está ocorrendo com nossos alunos é uma fragmentação 
do ensino... ou seja... ele perde a noção do todo... e fica com uma 
série... de aspectos teóricos... isolados... que ele não sabe vincular 
a realidade nenhuma de seu idioma... isto é válido também para 
a faculdade de letras... ou seja... né? há uma série... de conceitos 
teóricos... que têm nomes bonitos e sofisticados... mas que... na 
hora de serem empregados... deixam muito a desejar...
Nota-se que, por tratar-se de exposição oral, não há o grau 
de formalidade e planejamento típico do texto escrito, mas trata-
se de um estilo bem mais formal e vigiado que o da menina ao 
telefone.
Linguagem 
O que é linguagem? É o uso da língua como forma de 
expressão e comunicação entre as pessoas. Agora, a linguagem 
não é somente um conjunto de palavras faladas ou escritas, 
mas também de gestos e imagens. Afinal, não nos comunicamos 
apenas pela fala ou escrita, não é verdade?
No cotidiano, sem percebermos usamos frequentemente a 
linguagem verbal, quando por algum motivo em especial não a 
utilizamos, então poderemos usar a linguagem não verbal.
Linguagem verbal é uso da escrita ou da fala como meio de 
comunicação.
Linguagem não-verbal é o uso de imagens, figuras, 
desenhos, símbolos, dança, tom de voz, postura corporal, pintura, 
música, mímica, escultura e gestos como meio de comunicação. 
A linguagem não-verbal pode ser até percebida nos animais, 
quando um cachorro balança a cauda quer dizer que está feliz 
ou coloca a cauda entre as pernas medo, tristeza.
Dentro do contexto temos a simbologia que é uma forma 
de comunicação não-verbal. Exemplos: sinalização de trânsito, 
semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para chamar a 
atenção ou exprimir uma mensagem.
É muito interessante observar que para manter uma 
comunicação não é preciso usar a fala e sim utilizar uma 
linguagem, seja, verbal ou não-verbal.
Linguagem mista é o uso simultâneo da linguagem verbal e 
da linguagem não-verbal, usando palavras escritas e figuras ao 
mesmo tempo.
Então, a linguagem pode ser verbalizada, e daí vem a analogia 
ao verbo. Você já tentou se pronunciar sem utilizar o verbo? Se 
não, tente, e verá que é impossível se ter algo fundamentado e 
coerente! Assim, a linguagem verbal é que se utiliza de palavras 
quando se fala ou quando se escreve.
A linguagem pode ser não verbal, ao contrário da verbal, 
não se utiliza do vocábulo, das palavras para se comunicar. O 
objetivo, neste caso, não é de expor verbalmente o que se quer 
dizer ou o que se está pensando, mas se utilizar de outros meios 
comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos, cores, ou 
seja, dos signos visuais.
Vejamos: um texto narrativo, uma carta, o diálogo, uma 
entrevista, uma reportagem no jornal escrito ou televisionado, 
um bilhete? Linguagem verbal!
Agora: o semáforo, o apito do juiz numa partida de futebol, 
o cartão vermelho, o cartão amarelo, uma dança, o aviso de “não 
fume” ou de “silêncio”, o bocejo, a identificação de “feminino” e 
6Língua Portuguesa
“masculino” através de figuras na porta do banheiro, as placas de 
trânsito? Linguagem não verbal!
A linguagem pode ser ainda verbal e não verbal ao mesmo 
tempo, como nos casos das charges, cartoons e anúncios 
publicitários.
Observe alguns exemplos:
Cartão vermelho – denúncia de falta grave no futebol.
 
Charge do autor Tacho – exemplo de linguagem verbal 
(óxente, polo norte 2100) e não verbal (imagem: sol, cactus, 
pinguim).
 
Placas de trânsito – à frente “proibido andar de bicicleta”, 
atrás “quebra-molas”.
 
Símbolo que se coloca na porta para indicar “sanitário 
masculino”.
 
Imagem indicativa de “silêncio”.
 Semáforo com sinal amarelo advertindo “atenção”.
Fontes: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/linguagem.htm
http://www.infoescola.com/comunicacao/linguagem-verbal-e-
nao-verbal/
Questões
01. 
Através da linguagem não verbal, o artista gráfico polonês Pawla 
Kuczynskiego aborda a triste realidade do trabalho infantil
O artista gráfico polonês Pawla Kuczynskiego nasceu em 
1976 e recebeu diversos prêmios por suas ilustrações. Nessa 
obra, ao abordar o trabalho infantil, Kuczynskiego usa sua arte 
para
a) difundir a origem de marcantes diferenças sociais.
b) estabelecer uma postura proativa da sociedade.
c) provocar a reflexão sobre essa realidade.
d) propor alternativas para solucionar esse problema.
e) retratar como a questão é enfrentada em vários países do 
mundo.
02. 
A linguagem não verbal pode produzir efeitos interessantes, 
dispensando assim o uso da palavra. Cartum de Caulos, disponível em 
www.caulos.com
7Língua Portuguesa
O cartum faz uma crítica social. A figura destacada está em 
oposição às outras e representa a
a) opressão das minorias sociais.
b) carência de recursos tecnológicos.
c) falta de liberdade de expressão.
d) defesa da qualificação profissional.
e) reação ao controle do pensamento coletivo.
03. 
Ao aliar linguagem verbal e não verbal, o cartunista constrói um 
interessante texto com elementos da intertextualidade
Sobre o cartum de Caulos, assinale a proposição correta:
I. A linguagem verbal é desnecessária para o entendimento 
do texto;
II. Linguagem verbal e não verbal são necessárias para a 
construção dos sentidos pretendidos pelo cartunista;
III. O cartunista estabelece uma relação de intertextualidade 
com o poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de 
Andrade;
IV. O cartum é uma crítica ao poema de Carlos Drummond 
de Andrade, já que o cartunista considera o poeta pouco prático.
a) Apenas I está correta.
b) II e III estão corretas.
c) I e IV estão corretas.
d) II e IV estão corretas.
04. Sobre as linguagens verbal e não verbal, estão corretas, 
exceto:
a) a linguagem não verbal é composta por signos sonoros ou 
visuais, como placas, imagens, vídeos etc.
b) a linguagem verbal diz respeito aos signos que são 
formados por palavras. Eles podem ser sinais visuais e sonoros.
c) a linguagem verbal, por dispor de elementos linguísticos 
concretos, pode ser considerada superior à linguagem não 
verbal.
d) linguagem verbal e não verbal são importantes, e o sucesso 
na comunicação depende delas, ou seja, quando um interlocutor 
recebe e compreende uma mensagem adequadamente.
Respostas
01. (C)\02. (E)\03. (B)\04. (C)
Funções da Linguagem
Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem, 
a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. Isso 
está correto. No entanto, comunicar não é apenas transmitir 
informações. É também exprimir emoções, dar ordens, falar 
apenas para não haver silêncio. Para que serve a linguagem?
A linguagem serve para informar: Função Referencial.
“Estados Unidos invadem o Iraque”
Essa frase, numa manchete de jornal, informa-nos sobre um 
acontecimento do mundo.
Com a linguagem, armazenamos conhecimentos na memória, 
transmitimos esses conhecimentos a outras pessoas, ficamos 
sabendo de experiências bem-sucedidas, somos prevenidos 
contra as tentativas mal sucedidas de fazer alguma coisa. Graças 
à linguagem, um ser humano recebe de outro conhecimentos, 
aperfeiçoa-os e transmite-os.
Condillac, um pensador francês, diz: “Quereis aprender 
ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria 
língua!” Com efeito, a linguagem é a maneira como aprendemos 
desde as mais banais informações do dia a dia até as teorias 
científicas, as expressões artísticas e os sistemas filosóficos mais 
avançados.
A função informativa da linguagem tem importância central 
na vida das pessoas, consideradasindividualmente ou como 
grupo social. Para cada indivíduo, ela permite conhecer o mundo; 
para o grupo social, possibilita o acúmulo de conhecimentos 
e a transferência de experiências. Por meio dessa função, a 
linguagem modela o intelecto.
É a função informativa que permite a realização do trabalho 
coletivo. Operar bem essa função da linguagem possibilita que 
cada indivíduo continue sempre a aprender.
A função informativa costuma ser chamada também de 
função referencial, pois seu principal propósito é fazer com 
que as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas 
ou os eventos a que fazem referência.
A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: 
Função Conativa.
“Vem pra Caixa você também.”
Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a 
aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal. 
Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse 
comportamento, formulou-se um convite com uma linguagem 
bastante coloquial, usando, por exemplo, a forma vem, de 
segunda pessoa do imperativo, em lugar de venha, forma de 
terceira pessoa prescrita pela norma culta quando se usa você.
Pela linguagem, as pessoas são induzidas a fazer 
determinadas coisas, a crer em determinadas ideias, a sentir 
determinadas emoções, a ter determinados estados de alma 
(amor, desprezo, desdém, raiva, etc.). Por isso, pode-se dizer que 
ela modela atitudes, convicções, sentimentos, emoções, paixões. 
Quem ouve desavisada e reiteradamente a palavra “negro”, 
pronunciada em tom desdenhoso, aprende a ter sentimentos 
racistas; se a todo momento nos dizem, num tom pejorativo, 
“Isso é coisa de mulher”, aprendemos os preconceitos contra a 
mulher.
Não se interfere no comportamento das pessoas apenas 
com a ordem, o pedido, a súplica. Há textos que nos influenciam 
de maneira bastante sutil, com tentações e seduções, como 
os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem 
sucedidos, atraentes e charmosos se usarmos determinadas 
marcas, se consumirmos certos produtos. 
Com essa função, a linguagem modela tanto bons cidadãos, 
que colocam o respeito ao outro acima de tudo, quanto 
espertalhões, que só pensam em levar vantagem, e indivíduos 
atemorizados, que se deixam conduzir sem questionar.
Emprega-se a expressão função conativa da linguagem 
quando esta é usada para interferir no comportamento das 
pessoas por meio de uma ordem, um pedido ou uma sugestão. A 
8Língua Portuguesa
palavra conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que 
significa “esforçar-se” (para obter algo).
A linguagem serve para expressar a subjetividade: Função 
Emotiva.
“Eu fico possesso com isso!”
Nessa frase, quem fala está exprimindo sua indignação 
com alguma coisa que aconteceu. Com palavras, objetivamos 
e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. 
Exprimimos a revolta e a alegria, sussurramos palavras de 
amor e explodimos de raiva, manifestamos desespero, desdém, 
desprezo, admiração, dor, tristeza. Muitas vezes, falamos para 
exprimir poder ou para afirmarmo-nos socialmente. Durante o 
governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, ouvíamos 
certos políticos dizerem “A intenção do Fernando é levar o 
país à prosperidade” ou “O Fernando tem mudado o país”. Essa 
maneira informal de se referirem ao presidente era, na verdade, 
uma maneira de insinuarem intimidade com ele e, portanto, 
de exprimirem a importância que lhes seria atribuída pela 
proximidade com o poder. Inúmeras vezes, contamos coisas 
que fizemos para afirmarmo-nos perante o grupo, para mostrar 
nossa valentia ou nossa erudição, nossa capacidade intelectual 
ou nossa competência na conquista amorosa.
Por meio do tipo de linguagem que usamos, do tom de voz 
que empregamos, etc., transmitimos uma imagem nossa, não 
raro inconscientemente.
Emprega-se a expressão função emotiva para designar a 
utilização da linguagem para a manifestação do enunciador, isto 
é, daquele que fala.
A linguagem serve para criar e manter laços sociais: Função 
Fática.
__Que calorão, hein?
__Também, tem chovido tão pouco.
__Acho que este ano tem feito mais calor do que nos outros.
__Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor.
Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num 
elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes 
em que estão juntas. Falam para nada dizer, apenas porque o 
silêncio poderia ser constrangedor ou parecer hostil.
Quando estamos num grupo, numa festa, não podemos 
manter-nos em silêncio, olhando uns para os outros. Nessas 
ocasiões, a conversação é obrigatória. Por isso, quando não se 
tem assunto, fala-se do tempo, repetem-se histórias que todos 
conhecem, contam-se anedotas velhas. A linguagem, nesse caso, 
não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais. 
Quando encontramos alguém e lhe perguntamos “Tudo bem?”, 
em geral não queremos, de fato, saber se nosso interlocutor está 
bem, se está doente, se está com problemas. A fórmula é uma 
maneira de estabelecer um vínculo social.
Também os hinos têm a função de criar vínculos, seja entre 
alunos de uma escola, entre torcedores de um time de futebol 
ou entre os habitantes de um país. Não importa que as pessoas 
não entendam bem o significado da letra do Hino Nacional, pois 
ele não tem função informativa: o importante é que, ao cantá-lo, 
sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros.
Na nomenclatura da linguística, usa-se a expressão função 
fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou 
manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor.
A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem: 
Função Metalinguística.
Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um 
substantivo”; “É errado dizer ‘a gente viemos’”; “Estou usando 
o termo ‘direção’ em dois sentidos”; “Não é muito elegante usar 
palavrões”, não estamos falando de acontecimentos do mundo, 
mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. É 
o que chama função metalinguística. A atividade metalinguística 
é inseparável da fala. Falamos sobre o mundo exterior e o 
mundo interior e ao mesmo tempo, fazemos comentários sobre 
a nossa fala e a dos outros. Quando afirmamos como diz o 
outro, estamos comentando o que declaramos: é um modo de 
esclarecer que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial 
como a que estamos enunciando; inversamente, podemos usar 
a metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo de 
dizer. É o que se dá quando dizemos, por exemplo, Parodiando o 
padre Vieira ou Para usar uma expressão clássica, vou dizer que 
“peixes se pescam, homens é que se não podem pescar”.
A linguagem serve para criar outros universos.
A linguagem não fala apenas daquilo que existe, fala também 
do que nunca existiu. Com ela, imaginamos novos mundos, 
outras realidades. Essa é a grande função da arte: mostrar que 
outros modos de ser são possíveis, que outros universos podem 
existir. O filme de Woody Allen “A rosa púrpura do Cairo” (1985) 
mostra isso de maneira bem expressiva. Nele, conta-se a história 
de uma mulher que, para consolar-se do cotidiano sofrido e 
dos maus-tratos infligidos pelo marido, refugia-se no cinema, 
assistindo inúmeras vezes a um filme de amor em que a vida 
é glamorosa, e o galã é carinhoso e romântico. Um dia, ele sai 
da tela e ambos vão viver juntos uma série de aventuras. Nessa 
outra realidade, os homens são gentis, a vida não é monótona, o 
amor nunca diminui e assim por diante.
A linguagem serve como fonte de prazer: Função Poética.
Brincamos com as palavras. Os jogos com o sentido e os sons 
são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer. Divertimo-
nos com eles. Manipulamos as palavras para delas extrairmos 
satisfação.
Oswald de Andrade, em seu “Manifesto antropófago”, diz 
“Tupi or not tupi”; trata-se de um jogo com a frase shakespeariana 
“To be or not to be”. Conta-se que o poeta Emílio de Menezes, 
quando soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco 
de um ônibus e este quebrara, fez o seguinte trocadilho: “É a 
primeira vez quevejo um banco quebrar por excesso de fundos”. 
A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido 
para sentar-se” e “casa bancária”. Também está empregado em 
dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e “capital”, “dinheiro”.
Observe-se o uso do verbo bater, em expressões diversas, 
com significados diferentes, nesta frase do deputado Virgílio 
Guimarães:
“ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu 
continência para os militares, bateu palmas para o Collor e quer 
bater chapa em 2002. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de 
consciência e bata em retirada.”
(Folha de S. Paulo)
Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente 
ou esteticamente. No primeiro caso, ela é utilizada para informar, 
para influenciar, para manter os laços sociais, etc. No segundo, 
para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos. 
Em função estética, o mais importante é como se diz, pois o 
sentido também é criado pelo ritmo, pelo arranjo dos sons, pela 
disposição das palavras, etc.
Na estrofe abaixo, retirada do poema “A Cavalgada”, de 
Raimundo Correia, a sucessão dos sons oclusivos /p/, /t/, /k/, 
/b/, /d/, /g/ sugere o patear dos cavalos:
E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...
Apud: Lêdo Ivo. Raimundo Correia: Poesia. 4ª ed.
Rio de Janeiro, Agir, p. 29. Coleção Nossos Clássicos.
Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos 
ocorre no segundo verso, quando se afirma que o barulho dos 
cavalos aumenta.
Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar 
sentidos ao conteúdo transmitido por ela, diz-se que estamos 
usando a linguagem em sua função poética.
9Língua Portuguesa
Para melhor compreensão das funções de linguagem, torna-
se necessário o estudo dos elementos da comunicação.
Antigamente, tinha-se a ideia que o diálogo era desenvolvido 
de maneira “sistematizada” (alguém pergunta - alguém espera 
ouvir a pergunta, daí responde, enquanto outro escuta em 
silêncio, etc). Exemplo:
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO
Emissor emite, codifica a mensagem
Receptor recebe, decodifica a mensagem
Mensagem conteúdo transmitido pelo emissor
Código conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem
Referente contexto relacionado a emissor e receptor
Canal meio pelo qual circula a mensagem
Porém, com recentes estudos linguísticos, tal teoria sofreu 
certa modificação, pois, chegou-se a conclusão de que ao se 
tratar da parole (sentido individual da língua), entende-se que 
é um veículo democrático (observe a função fática), assim, 
admite-se um novo formato de locução, ou, interlocução (diálogo 
interativo):
Locutor quem fala (e responde)
Locutário quem ouve e responde
Interlocução diálogo
As respostas, dos “interlocutores” podem ser gestuais, faciais 
etc. por isso a mudança (aprimoração) na teoria.
As atitudes e reações dos comunicantes são também 
referentes e exercem influência sobre a comunicação
Lembramo-nos:
- Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no “eu” 
do emissor, é carregada de subjetividade. Ligada a esta função 
está, por norma, a poesia lírica.
- Função apelativa (imperativa): com este tipo de 
mensagem, o emissor atua sobre o receptor, afim de que 
este assuma determinado comportamento; há frequente 
uso do vocativo e do imperativo. Esta função da linguagem é 
frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade.
- Função metalinguística: função usada quando a língua 
explica a própria linguagem (exemplo: quando, na análise de 
um texto, investigamos os seus aspectos morfo-sintáticos e/ou 
semânticos).
- Função informativa (ou referencial): função usada 
quando o emissor informa objetivamente o receptor de uma 
realidade, ou acontecimento.
- Função fática: pretende conseguir e manter a atenção 
dos interlocutores, muito usada em discursos políticos e textos 
publicitários (centra-se no canal de comunicação).
- Função poética: embeleza, enriquecendo a mensagem com 
figuras de estilo, palavras belas, expressivas, ritmos agradáveis, 
etc.
Também podemos pensar que as primeiras falas conscientes 
da raça humana ocorreu quando os sons emitidos evoluiram 
para o que podemos reconhecer como “interjeições”. As 
primeiras ferramentas da fala humana.
A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais 
profundamente distingue o homem dos outros animais.
Podemos considerar que o desenvolvimento desta função 
cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação 
da mão, que permitiram o aumento do volume do cérebro, a par 
do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial.
Devido a estas capacidades, para além da linguagem falada 
e escrita, o homem, aprendendo pela observação de animais, 
desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em 
diferentes países, não só para melhorar a comunicação entre 
surdos, mas também para utilizar em situações especiais, 
como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que 
se encontram fora do alcance do ouvido, mas que se podem 
observar entre si.
Questões
01. 
Alô, alô, Marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar, estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down o high society [...]
LEE, Rita. CARVALHO, Roberto de. Disponível em: http://www.
vagalume.com.br/ Acesso em: 30 mar. 2014.
Os dois primeiros versos do texto fazem referência à função 
da linguagem cujo objetivo dos emissores é apenas estabelecer 
ou manter contato de comunicação com seus receptores. Nesses 
versos, a linguagem está empregada em função
(A) expressiva.
(B) apelativa.
(C) referencial.
(D) poética.
(E) fática.
02. 
SONETO DE MAIO
(Vinícius de Moraes)
Suavemente Maio se insinua
Por entre os véus de Abril, o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu.
Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.
Raia a aurora tão tímida e tão frágil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto
Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...
Disponível em: http://www.viniciusdemoraes.com.br
Em um poema, é possível afirmar que a função de linguagem 
está centrada na:
(A) Função fática.
(B) Função emotiva ou expressiva.
(C) Função conativa ou apelativa.
(D) Função denotativa ou referencial.
03. O exercício da crônica
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como 
faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é 
levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar 
dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa 
fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, olha através 
da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, 
de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, 
em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um 
sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em 
torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-
lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida 
emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em 
última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já 
bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o 
inesperado.
MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1991.
10Língua Portuguesa
Predomina nesse texto a função da linguagem que se 
constitui
(A) nas diferenças entre o cronista e o ficcionista.
(B) nos elementos que servem de inspiração ao cronista.
(C) nos assuntos que podem ser tratados em uma crônica.
(D) no papel da vida do cronista no processo de escrita da 
crônica.
(E) nas dificuldades de se escrever uma crônica por meio de 
uma crônica.
04. Sempre que há comunicação há uma intenção, o que 
determina que a linguagem varie, assumindo funções. A 
função da linguagem predominante no texto com a respectivacaracterística está expressa em:
(A) referencial – presença de termos científicos e técnicos
(B) expressiva – predominância da 1ª pessoa do singular
(C) fática – uso de cumprimentos e saudações
(D) apelativa – emprego de verbos flexionados no imperativo
Respostas
01. (E) / 02. (B) / 03. (E) / 04. (D)
Vícios de Linguagem
Ao contrário das figuras de linguagem, que representam 
realce e beleza às mensagens emitidas, os vícios de linguagem 
são palavras ou construções que vão de encontro às normas 
gramaticais. Os vícios de linguagem costumam ocorrer por 
descuido, ou ainda por desconhecimento das regras por parte 
do emissor. Observe:
Pleonasmo Vicioso ou Redundância
Diferentemente do pleonasmo tradicional, tem-se pleonasmo 
vicioso quando há repetição desnecessária de uma informação 
na frase.
Exemplos:
Entrei para dentro de casa quando começou a anoitecer.
Hoje fizeram-me uma surpresa inesperada.
Encontraremos outra alternativa para esse problema.
Observação: o pleonasmo é considerado vício de linguagem 
quando usado desnecessariamente, no entanto, quando usado 
para reforçar a mensagem, constitui uma figura de linguagem.
Barbarismo
É o desvio da norma que ocorre nos seguintes níveis:
1) Pronúncia
a) Silabada: erro na pronúncia do acento tônico.
Por Exemplo: Solicitei à cliente sua rúbrica. (rubrica)
b) Cacoépia: erro na pronúncia dos fonemas.
Por Exemplo: Estou com poblemas a resolver. (problemas)
c) Cacografia: erro na grafia ou na flexão de uma palavra.
Exemplos:
Eu advinhei quem ganharia o concurso. (adivinhei)
O segurança deteu aquele homem. (deteve)
2) Morfologia
Exemplos:
Se eu ir aí, vou me atrasar. (for)
Sou a aluna mais maior da turma. (maior)
3) Semântica
Por Exemplo: José comprimentou seu vizinho ao sair de casa. 
(cumprimentou)
4) Estrangeirismos
Considera-se barbarismo o emprego desnecessário de 
palavras estrangeiras, ou seja, quando já existe palavra ou 
expressão correspondente na língua.
Exemplos:
O show é hoje! (espetáculo)
Vamos tomar um drink? (drinque)
Solecismo
É o desvio de sintaxe, podendo ocorrer nos seguintes níveis:
1) Concordância
Por Exemplo: Haviam muitos alunos naquela sala. (Havia)
2) Regência
Por Exemplo: Eu assisti o filme em casa. (ao)
3) Colocação
Por Exemplo: Dancei tanto na festa que não aguentei-me em 
pé. (não me aguentei em pé)
Ambiguidade ou Anfibologia
Ocorre quando, por falta de clareza, há duplicidade de 
sentido da frase.
Exemplos:
Ana disse à amiga que seu namorado havia chegado. (O 
namorado é de Ana ou da amiga?)
O pai falou com o filho caído no chão. (Quem estava caído no 
chão? Pai ou filho?)
Cacofonia
Ocorre quando a junção de duas ou mais palavras na frase 
provoca som desagradável ou palavra inconveniente.
Exemplos:
Uma mão lava outra. (mamão)
Vi ela na esquina. (viela)
Dei um beijo na boca dela. (cadela)
Eco
Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais 
ou semelhantes, provocando dissonância.
Por Exemplo: A divulgação da promoção não causou 
comoção na população.
Hiato
Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando 
dissonância.
Exemplos:
Eu a amo.
Ou eu ou a outra ganhará o concurso.
Colisão
Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou 
semelhantes, provocando dissonância.
Por Exemplo: Sua saia sujou.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil12.php
Questões
01. No ano passado, o governo promoveu uma campanha 
a fim de reduzir os índices de violência. Noticiando o fato, um 
jornal publicou a seguinte manchete: 
CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO DO 
ESTADO ENTRA EM NOVA FASE 
A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o 
entendimento. Considerando o objetivo da notícia, esse 
problema poderia ter sido evitado com a seguinte redação: 
a) Campanha contra o governo do Estado e a violência 
entram em nova fase. 
b) A violência do governo do Estado entra em nova fase de 
Campanha. 
c) Campanha contra o governo do Estado entra em nova fase 
de violência. 
d) A violência da campanha do governo do Estado entra em 
nova fase. 
e) Campanha do governo do Estado contra a violência entra 
em nova fase.
11Língua Portuguesa
02. Todas as sentenças a seguir apresentam duplo sentido, 
exceto:
a) Maria pediu a Márcia para sair.
b) O advogado disse ao réu que suas palavras convenceriam 
o juiz.
c) Crianças que comem doce frequentemente têm cáries.
d) A mala foi encontrada perto do banco.
e) A mãe pediu que o filho dirigisse o carro dela.
03.
Carnavália
Repique tocou
O surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou por mim?
[...] 
ANTUNES, A.; BROWN, C.; MONTE, M. Tribalistas, 2002 
(fragmento).
No terceiro verso, o vocábulo “corasamborim”, que é a junção 
coração + samba + tamborim, refere-se, ao mesmo tempo, 
a elementos que compõem uma escola de samba e à situação 
emocional em que se encontra o autor da mensagem, com o 
coração no ritmo da percussão. 
Essa palavra corresponde a um:
a) estrangeirismo, uso de elementos linguísticos originados 
em outras línguas e representativos de outras culturas.
b) neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos 
mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.
c) gíria, que compõe uma linguagem originada em 
determinado grupo social e que pode vir a se disseminar em 
uma comunidade mais ampla.
d) regionalismo, por ser palavra característica de 
determinada área geográfica.
e) termo técnico, dado que designa elemento de área e de 
atividade.
Respostas
01. (E)\02. (E)\03. (B)
Estruturação dos Textos e Parágrafos
Os elementos essenciais para a composição de um texto são: 
introdução, desenvolvimento e conclusão1.
Analisemos cada uma das partes separadamente:
Introdução
Apresentação direta e objetiva da ideia central do texto. 
Caracteriza-se por ser o parágrafo inicial.
Desenvolvimento
Estruturalmente, é a maior parte contida no texto.
O desenvolvimento estabelece uma relação entre a 
introdução e a conclusão, pois é nesta etapa que as ideias, 
argumentos e posicionamento do autor vão sendo formados e 
desenvolvidos com o intuito de dirigir a atenção do leitor para 
a conclusão.
Em um bom desenvolvimento as ideias devem ser claras e 
capazes de fazer com que o leitor anteceda a conclusão.
Os três principais erros cometidos durante a elaboração do 
desenvolvimento são:
1. Distanciamento do texto em relação à discussão inicial.
2. Concentrar-se em apenas um tópico do tema e esquecer 
os demais.
3. Tecer muitas ideias ou informações e não conseguir 
organizá-las ou relacioná-las, dificultando, assim, a linha de 
entendimento do leitor.
Conclusão
1 Fonte: https://www.algosobre.com.br/redacao/a-unidade-
-basica-do-texto-estrutura-do-paragrafo.html
É o ponto de chegada de todas as argumentações elencadas 
no desenvolvimento, ou seja, é o fechamento do texto e dos 
questionamentos propostos pelo autor.
Na elaboração da conclusão deve-se evitar as construções 
padrões como: “Portanto, como já dissemos antes...”, 
“Concluindo...”, “Em conclusão, ...”.
Parágrafo
Esteticamente, o parágrafo se caracteriza como um sutil recuo 
em relação à margem esquerda da folha; conceitualmente, o 
parágrafo completo deve dispor de introdução, desenvolvimento 
e conclusão. 
* Introdução – também denominada de tópico frasal, 
constitui-se pela apresentação da ideia principal, feita de 
maneira sintética de acordo com os objetivos do autor... 
* Desenvolvimento – fundamenta-se na ampliação do tópico 
frasal, atribuído pelas ideias secundárias, com vistas a reforçar e 
conferir credibilidade na discussão.
* Conclusão – caracteriza-se pela retomada da ideia 
central associando-a aos pressupostos mencionados no 
desenvolvimento, procurando arrematá-los. 
Exemplo de um parágrafo bem estruturado (com introdução, 
desenvolvimento e conclusão): 
(ideia-núcleo) A poluição que se verifica principalmente nas 
capitais do país é um problema relevante, para cuja solução é 
necessária uma ação conjunta de toda a sociedade.
(ideia secundária) O governo, por exemplo, deve rever sua 
legislaçãode proteção ao meio ambiente, ou fazer valer as leis 
em vigor; o empresário pode dar sua contribuição, instalando 
filtro de controle dos gases e líquidos expelidos, e a população, 
utilizando menos o transporte individual e aderindo aos 
programas de rodízio de automóveis e caminhões, como já 
ocorre em São Paulo.
(conclusão) Medidas que venham a excluir qualquer um 
desses três setores da sociedade tendem a ser inócuas no 
combate à poluição e apenas onerar as contas públicas.
Ideias Principais e Ideias Secundárias
Em todo argumento ou raciocínio existem ideias que são 
principais, ou seja, são os pontos destacados desse discurso 
pessoal.
Ideias que valorizam determinado ponto de vista. Entretanto, 
estas ideias principais contam com o reforço das ideias 
secundárias, estas últimas que são muito valiosas e contribuem 
com aspectos positivos do ponto de vista pessoal.
Saber distinguir a ideia principal das complementares
Um dos pontos mais importantes na oratória consiste 
precisamente em saber diferenciar claramente quais são os 
pontos de destaque numa exposição oral e quais são as ideias 
secundárias para poder contribuir com uma estrutura lógica 
nesta exposição.
Contribuir com argumentos
Do mesmo modo, esta diferenciação também é essencial 
ao aplicar uma das técnicas de estudo mais habituais na 
compreensão de um texto: o sublinhado. Ao sublinhar em 
um texto as ideias destacadas com alguma cor chamativa é 
indispensável grifar apenas as informações que são valiosas. 
As ideias secundárias de um texto são aquelas que trazem 
informação complementar, ideias derivadas de um argumento 
principal. Atuam como se tratasse de um complemento.
Existe uma relação de ligação entre a ideia principal e a 
ideia secundária de um texto, estão relacionadas entre si na 
qual o significado completo de uma ideia secundária pode ser 
compreendido melhor em relação ao ponto de vista principal. 
Estas ideias têm uma função de reforço na mensagem, como 
também trazem mais justificativas e aspectos concretos à 
mesma.
12Língua Portuguesa
Como identificar a ideia principal do texto
O uso das ideias secundárias não significa dar rodeios. Existe 
um ponto importante para diferenciar qual é a ideia principal de 
um texto daquela que é secundária. A ideia principal é aquela 
que mesmo com a diminuição do parágrafo continua tendo 
o mesmo valor e significado por si só. Em compensação, não 
ocorre o mesmo com o resto das ideias.
Esta aprendizagem tem grande valor, uma vez que permite 
melhorar a compreensão da leitura, da comunicação oral e a ter 
melhor domínio da linguagem através da expressão escrita com 
uma estrutura mais coerente. Por outro lado, esta compreensão 
traz mais eficiência para a comunicação.
Para compreendermos um texto é necessário descobrir 
sua estrutura interna; nela encontraremos ideias principais 
e secundárias e precisamos descobrir como essas ideias se 
relacionam.
As ideias principais giram em torno do tema central, de um 
assunto-núcleo contida no texto; a ela somam-se as secundárias, 
que só são importantes enquanto corroboradas do tema central.
Se há ideias principais e secundárias, como ocorre relação 
entre elas?
Muitas vezes, a técnica usada é a de explanação de ideias 
“em cadeia”; ocorre a explanação da ideia básica e, a seguir, o 
desdobramento dessa ideia nos parágrafos subsequentes, a fim 
de discutir, aprofundar o assunto.
A clareza e a objetividade devem caracterizar a estrutura do 
texto, para que as ideias nela contidas possam atingir o propósito 
de sua mensagem. Tal propósito, por sua vez, pode ser alcançado 
através dos mecanismos linguísticos que se associam às relações 
de coordenação e subordinação de ideias-conjunções.
Vejamos, pois, como uma série de enunciados simples, 
coordenados e relacionados pelo sentido, pode articular-se para 
formar um período complexo em que haverá uma ideia principal 
e outras que lhe servirão de suporte:
Júlia chegou ao Chile em 1985.
Ela não contava ainda com seis anos.
Ela teve que acompanhar a família.
Após a chegada, matriculou-se logo numa escola para 
estrangeiros.
Ideia mais importante: a chegada de Júlia.
Admitamos que o fato considerado mais importante seja 
a chegada de Júlia ao Chile. A versão do período poderia ser a 
seguinte:
‘“Júlia, que não contava ainda com seis anos, chegou em 
1985 ao Chile, para onde ela teve de acompanhar a família, 
matriculando-se numa escola para estrangeiros”.
Da oração principal “Júlia chegou em 1985 ao Chile” 
dependem as demais.
Fontes: http://professorvallim.blogspot.com.br/2010/12/
interpretacao-de-texto.html
http://queconceito.com.br/ideias-secundarias
Estrutura gramatical da língua 
portuguesa - Fonologia: sons 
e letras, sílabas, encontros 
vocálicos, dígrafos, encontros 
consonantais, ortografia, 
regras de acentuação gráfica, 
pontuação.
Fonologia
Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o sistema 
sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones 
(sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em 
unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas.
Segundo Saussure, “a fonética é uma ciência histórica, que 
analisa acontecimentos, transformações e se move no tempo”. 
Já a fonologia se coloca fora do tempo, pois o mecanismo da 
articulação permanece estável de acordo com a estrutura da 
língua em questão.
Mesmo não sendo uma concepção contemporânea, foi 
Saussure quem primeiro fez a distinção entre as duas ciências, 
através do uso de suas dicotomias (Langue/Parole, Forma/
Substância). Foi com componentes do Círculo Lingüístico de 
Praga que a Fonologia passa a adquirir seu próprio objeto de 
estudo.
Cotidianamente ouvimos algumas palavras relacionadas à 
fonologia, morfologia e sintaxe. Talvez para alguns, no tocante 
ao significado, essas possam ainda ser desconhecidas, em 
decorrência de alguns fatores aqui não discutidos.
O fato é que, na verdade, todas elas integram as partes 
constituintes da gramática, cada uma atribuída a objetos de 
estudo distintos. Assim, tendo em vista a finalidade do artigo 
em questão, pautemo-nos no estudo apenas da fonologia. Para 
tanto, retomemos alguns conceitos relacionados à origem dessa 
palavra, visto que não somente ela, mas como a maioria de 
nossos vocábulos, originaram-se de outras línguas existentes 
no passado. Portanto, temos que “fono” se origina do grego, cujo 
sentido se refere a “som”, “voz”; e “logia”, originária também 
do mesmo idioma, possui significado relativo a “estudo”, 
“conhecimento”.
Dessa forma, dizemos que fonologia nada mais é do que o 
estudo dos sons. Esses sons, dos quais essa parte da gramática 
se ocupa em analisar, são representados pelos fonemas (fono + 
ema = unidade sonora distinta). No intuito de compreendermos 
melhor essa questão, analisemos os exemplos descritos adiante:
 
Constata-se que ambos os vocábulos apresentam 
semelhanças em alguns aspectos, como por exemplo, as 
terminações “-ata”. No entanto, quando expressos oralmente, 
divergem de forma significativa em virtude da existência de 
fonemas diferentes, representados graficamente por /m/ e /p/ 
– fator responsável por atribuir aos vocábulos cargas semânticas 
diferentes. Mediante tal constatação, podemos dizer que os 
fonemas são os sons representados pelas letras.
Entretanto, devemos observar alguns detalhes 
importantíssimos, como a diferenciação demarcada entre 
letras e fonemas. Estes, como dito anteriormente, são os 
sons representados, e aquelas são apenas sinais gráficos que 
procuram representar esses sons, embora nem sempre tal 
representação se dê de maneira perfeita. Vejamos o porquê 
dessa ocorrência:
* Há fonemas representados por letras diferentes, como é o 
caso do fonema que as letras “g” e “j” representam em “ginástica” 
e “jiló”; 
* Existem fonemas representados por duas letras, tais como 
o /r/ de “guerra” e /s/ de “pássaro”;
* Há casos nos quais a letra não corresponde a nenhum 
fonema, como é o caso do “h” manifestado em “hipopótamo”.
* Ocorrem casos emque uma mesma letra representa 
fonemas diferentes, como por exemplo, a letra “g” em “gato” e 
“ginástica”.
* Há ainda casos em que uma letra representa dois fonemas, 
tal qual ocorre com o “x” de “anexar”, o qual soa como “ks”. 
Dessa forma, conclui Vânia Duarte, para que sempre 
possamos perceber as diferenças demarcadas pelo emprego dos 
fonemas é sempre louvável pronunciarmos as palavras em voz 
alta, de modo a detectarmos tal identificação.
Fontes: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/fonologia.htm
Letra e fonema
Fonema é som da fala. Letra é o sinal gráfico que representa 
o som da fala.
13Língua Portuguesa
O sistema fonético do português falado no Brasil registra um 
número aproximado de 33 fonemas. Já o alfabeto português é 
constituído de 26 letras.
O número de fonemas nem sempre é igual ao número de 
letra em uma palavra:
Duas letras podem representar um só fonema - carroça; 
assalto; chave...
A letra x pode representar dois fonemas ao mesmo tempo - 
fixo (/k//s/); táxi (/k//s/)
Há letras que não representam fonemas, mas são apenas 
símbolo de nasalidade - canto [cãto], santo [sãto]; falam [falã]
Observação:
A letra H não corresponde a nenhum som. É apenas um 
símbolo de aspiração, que permanece em nosso alfabeto por 
força da etimologia e da tradição.
DÍGRAFO
Dígrafo - é o conjunto de duas letras que representam um só 
fonema. São dígrafos:
ch - chave, achar
lh - lhama, telha
nh - ninho, menininho
rr - terra, carro
ss - isso, pássaro
gu - guincho, joguinho
qu - quiabo, aquilo
sc - nascer, descer
sç - cresça, desça
xc - excelente, excêntrico
Também são dígrafos os grupos que servem para representar 
as vogais nasais. São eles:
am - campo
an - anta
em - embora
en - tentar
im - importar
in - findo
om - bomba
on - desponta
um - atum
un - profundo
Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um 
elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa 
o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra 
corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la. 
Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, 
quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras.
Certos fonemas podem ser representados por diferentes 
letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s 
(pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc 
(excelente) – c (cinto) – sç (desço)
Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema, 
como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, 
pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e 
cinco fonemas.
Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum 
fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora, 
hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas 
para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, 
etc.
Classificação dos Fonemas
Vogais: são fonemas que saem livremente pelo canal bucal. 
(a, e, i, o, u)
Consoantes: são fonemas produzidos com obstáculos à 
passagem da corrente expiratória (b, c, d, f, g, h, j, k, l, m, n, p, q, 
r, s, t, v, x, w, y, z).
Semivogais: são as vogais I ou U, quando acompanhadas de 
outra vogal na mesma sílaba, formando, assim, um ditongo ou 
tritongo.
Exemplo: CASEIRO
Sílaba: fonema ou grupo de fonemas emitidos de uma só vez.
Exemplo: Acaso (a - ca - so).
ENCONTROS VOCÁLICOS
Ditongo: é o encontro de uma vogal e de uma semivogal ou 
vice-versa na mesma sílaba.
Os ditongos podem ser: orais ou nasais, crescentes ou 
decrescentes.
Ditongos orais: quando a vogal e a semivogal são orais. 
Exemplo: pai - fui - partiu
Ditongos nasais: quando a vogal e a semivogal são nasais. 
Exemplo: mãe - muito - quando
Ditongos crescentes: quando constituído por uma 
semivogal e uma vogal na mesma sílaba, isto é, quando a 
semivogal antecede a vogal. Exemplo: lírio - história
Ditongos decrescentes: quando formados por uma vogal e 
uma semivogal, isto é, a vogal antecede a semivogal. Exemplo: 
pai - mau
Tritongos: é o encontro de uma vogal entre duas semivogais 
na mesma sílaba.
Tritongos orais: quais - averiguei - enxaguei 
Tritongos nasais: enxáguam - saguão - deságuem
Hiatos: é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes: 
Exemplo: vôo (vô - o) - saúde (sa - ú - de)
CLASSIFICAÇÃO DAS VOGAIS
1. Quanto a zona de articulação 
* anteriores ou palatais: quando à língua se eleva 
gradualmente para a frente. (/ É / - / Ê / - / I /) 
*média: quando o fonema vocálico é emitido coma língua 
baixa, quase em repouso. (/ A /) 
*posteriores ou velares: quando a língua se eleva para trás. 
(/ Õ / - / Ô / - / U /)
2. Quanto à intensidade
* átonas - são aquelas que se pronunciam com menor 
intensidade ( casa, rosa, Pelé). 
 * tônicas - são as que se pronunciam com maior intensidade, 
isto é, onde cai o acento tônico (casa, rosa , Pelé). 
3. Quanto ao Timbre
*abertas: maior abertura do tubo vocal. (pá, pé, pó)
*fechadas: menor abertura do tubo vocal. (vê, vinda, avô, 
mundo)
4. Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal: as vogais 
podem ser orais e nasais
* orais: são aquelas cuja ressonância se dá na boca: ( par, fé, 
negro, vida, voto, povo, tudo)
* nasais: são aquelas cuja ressonância se dá no nariz (lã, 
pente - cinco - conto - mundo) 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSOANTES
1.Quanto ao modo de articulação:
* oclusivas: quando a corrente expiratória encontra um 
obstáculo total (oclusão), que impede a saída do ar, explodindo 
subitamente. / P / - / T / - / K / - / B / - / D / - / G / 
* constritivas: quando há um estreitamento do canal bucal, 
saindo a corrente de ar apertada ou constrita, ou melhor, quando 
o obstáculo é parcial. 
* fricativas: quando a corrente expiratória passa por uma 
estreita fenda, o que produz um ruído comparável a um fricção. 
/ F / - / S / - / X / - / N / - / Z / - / J / 
* laterais: quando a ponta ou dorso da língua se apóia 
no palato (céu da boca), saindo a corrente de ar pelas fendas 
laterais da boca. / L / - / LH / 
* vibrantes: quando a ponta mantém com os alvéolos contato 
intermitente, o que acarreta um movimento vibratório rápido, 
abrindo e fechando a passagem à corrente expiratória. / R / - / 
RR /
2. Quanto ao ponto de articulação:
* bilabiais: quando há contato dos lábios. 
* labiodentais: quando há contato da ponta da língua com a 
arcada dentária superior. 
14Língua Portuguesa
* alveolares: quando há contato da ponta da língua com os 
alvéolos dos dentes superiores. 
* palatais: quando há contato do dorso da língua com o 
palato duro, ou céu da boca. 
* velares: quando há contato da parte posterior da língua 
com o palato mole, o véu palatino. 
3.Quanto ao papel das cordas vocais:
* surdas:quando são produzidas sem vibração as cordas 
vocais. / P / - / T / - / K / - / F / - / S / - / X /
* sonoras: quando são produzidas por vibração das cordas 
vocais. (/ B / - / D / - / G / - / V / - / Z / - / J / - / L /- / LH / - / 
R / - / RR / - / M / - / N / - / NH /)
4.Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal:
* nasais: quando a corrente expiratória se desenvolve pela 
boca e pelo nariz, em virtude do abaixamento do véu palatino. / 
M / - / N / - / NH / 
*orais: quando a corrente expiratória sai exclusivamente 
pela boca.
ENCONTRO CONSONANTAL
É o encontro de duas ou mais consoantes na mesma sílaba 
ou em sílabas diferentes Exemplo: su-bli-me 
DÍGRAFO OU DIGRAMA
É o grupo de duas letras que representam um só fonema. Os 
dígrafos podem ser consonantais ou vocálicos.
Dígrafos consonantais: CH, LH, NH, RR, SS, SC, SÇ. XC, XS, 
QU, GU.
Dígrafos vocálicos: AM ou AN, EM ou EN, IM ou IN, OM ou 
ON, UM ou UN.
LETRAS (DIACRÍTICA E ETIMOLÓGICA)
Diacrítica: é a segunda letra de dígrafo. Exemplo: chave - 
campo
Etimológica: é o h sem valor fonético . Exemplo: hoje - haver.
CONTAGEM DE FONEMAS
1.dígrafo: vale 1 fonema
2.x - ks: vale 2 fonemas
3.letra etimológica: não valem fonema algum
4.Exemplos: (chave -> 5 letras e 4 fonemas) (fixo -> 4 letras e 
5 fonemas) (hoje -> 4 letras e 3fonemas).
Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2445/1/
CLASSIFICACAO-DOS-FONEMAS/Paacutegina1.html
Questões
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as 
letras que a compõem é: 
(A) importância
(B) milhares
(C) sequer
(D) técnica
(E) adolescente
02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, 
mas dois fonemas? 
(A) exemplo 
(B) complexo
(C) próximos
(D) executivo
(E) luxo
03. Marque a opção que apresenta uma palavra classificada 
como trissílaba.
(A) Alimentação 
(B) Carentes 
(C) Instrumento
(D) Fome 
(E) Repetência
04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos 
apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, 
ditongo. 
(A) jamais / Deus / luar / daí 
(B) joias / fluir / jesuíta / fogaréu
(C) ódio / saguão / leal / poeira
(D) quais / fugiu / caiu / história
Respostas
01. (D) (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas 
demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 
fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 
letras).
02. (B) (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/).
03. (B)
(A) Alimentação = a-li-men-ta-ção - polissílaba
(B) Carentes = ca-ren-tes - trissílaba
(C) Instrumento = ins-tru-men-to - polissílaba
(D) Fome = fo-me - dissílaba
(E) Repetência = re-pe-tên-cia – polissílaba
04. (B) (Observe os encontros: oi, u - i, u - í e eu).
Divisão Silábica
Sílaba
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas 
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos 
pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. 
Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não 
existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em 
cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas 
de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa 
palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e 
e o) podem representar semivogais.
 
Classificação das palavras quanto ao número de sílabas
- Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, 
flor, lá, meu;
- Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, 
trans-por;
- Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, pró-
xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir;
- Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: 
a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-rin-
go-lo-gis-ta. 
Divisão Silábica
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as 
seguintes normas:
- Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, 
a-ve-ri-guou;
- Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-
ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa;
- Não se separam os encontros consonantais que iniciam 
sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co;
- Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fi-
el, sa-ú-de;
- Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: 
car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te;
- Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, 
excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. 
Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car.
Acento Tônico
Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebe-
se que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as 
demais.
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.
15Língua Portuguesa
Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, 
em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos 
que dão melodia à frase.
 
Classificação da sílaba quanto à intensidade
-Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade.
- Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade.
- Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, 
principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à 
tônica da palavra primitiva. 
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba 
tônica
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos 
da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são 
classificados em:
- Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: 
avó, urubu, parabéns
- Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. 
Exemplos: dócil, suavemente, banana
- Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a 
antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
Saiba que: 
- São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, 
novel, ruim, sutil, transistor, ureter. 
- São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, 
boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, 
filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, 
inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia 
(alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, 
pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido (a). 
- São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, 
bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, 
trânsfuga. 
- As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla 
tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/
Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, 
zângão/zangão.
Questões:
01-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta:
A) gra-tui-to;
B) ad-vo-ga-do;
C) tran-si-tó-ri-o;
D) psi-co-lo-gi-a;
E) in-ter-stí-cio.
02-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta:
A) psi-có-ti-co; 
B) per-mis-si-vi-da-de; 
C) as-sem-ble-ia;
D) ob-ten-ção;
E) fa-mí-li-a.
03-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas 
corretamente separadas:
A) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção;
B) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal;
C) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia;
D) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car;
E) mis-té-ri-o, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel.
Respostas
01-E / 02-C / 03-E 
Ortografia
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a 
forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto 
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto 
fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante 
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A 
forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos 
que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é 
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e 
consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada 
letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
a A (á) b B (bê)
c C (cê) d D (dê)
e E (é) f F (efe)
g G (gê ou guê) h H (agá)
i I (i) j J (jota)
k K (cá) l L (ele)
m M (eme) n N (ene)
o O (ó) p P (pê)
q Q (quê) r R (erre)
s S (esse) t T (tê)
u U (u) v V (vê)
w W (dáblio) x X (xis)
y Y (ípsilon) z Z (zê)
Observação: emprega-se também o ç, que representa o 
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus 
derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, 
taylorista.
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus 
derivados.
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como 
unidades de medida de curso internacional.
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km 
(quilômetro), Watt.
Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Exceção: recauchutar e seus derivados
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo 
“en-”
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), 
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
3) Após a sílaba inicial “me-”.
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Exceção: mecha
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras 
inglesas aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu5) Nas seguintes palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, 
xingar, etc.
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos:
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, 
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, 
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
 Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia 
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem 
da palavra. Veja os exemplos:
16Língua Portuguesa
gesso: Origina-se do grego gypsos
jipe: Origina-se do inglês jeep.
Emprega-se o G:
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
Exceção: pajem
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), 
vertiginoso (de vertigem)
4) Nos seguintes vocábulos:
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, 
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
Exemplos:
arranjar: arranjo, arranje, arranjem 
despejar: despejo, despeje, despejem 
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
enferrujar: enferruje, enferrujem 
viajar: viajo, viaje, viajem
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
Exemplos:
laranja- laranjeira loja- lojista lisonja - 
lisonjeador nojo- nojeira
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer 
jeito- ajeitar
4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, 
traje, pegajento
Emprego das Letras S e Z
Emprega-se o S:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no 
radical
Exemplos:
análise- analisar catálise- catalisador
casa- casinha, casebre liso- alisar
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título 
ou origem
Exemplos:
burguês- burguesa inglês- inglesa
chinês- chinesa milanês- milanesa
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos:
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
Exemplos:
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, 
metamorfose, virose 
5) Após ditongos
Exemplos:
coisa, pouso, lousa, náusea
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus 
derivados
Exemplos:
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
repus, repusera, repusesse, repuséssemos
7) Nos seguintes nomes próprios personativos:
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa, 
Teresa, Teresinha, Tomás
8) Nos seguintes vocábulos:
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, 
decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, 
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, 
raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no 
radical
Exemplos:
deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro 
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a 
partir de adjetivos
Exemplos:
inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez 
rígido- rigidez
frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo- 
surdez
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar 
substantivos
Exemplos:
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização
colonizar- colonização realizar- realização
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Exemplos:
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, 
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no 
contraste entre o S e o Z
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os 
exemplos:
exame exato exausto exemplo existir exótico 
inexorável
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. 
Observe:
Emprega-se o S:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em 
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir”
Exemplos:
expandir- expansão pretender- pretensão verter- 
versão expelir- expulsão
estender- extensão s u s p e n d e r - s u s p e n s ã o 
converter - conversão repelir- repulsão
Emprega-se Ç:
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”
Exemplos:
ater- atenção torcer- torção
deter- detenção distorcer-distorção
manter- manutenção contorcer- contorção
17Língua Portuguesa
Emprega-se o X:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss
Exemplos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto, 
trouxe
Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos
Exemplos:
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, 
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, 
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.
Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos
Exemplos:
nascer- nasço, nasça
crescer- cresço, cresça
descer- desço, desça
Emprega-se Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”, 
“mitir”, “ceder” e “cutir”
Exemplos:
agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão 
discutir- discussão
progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o 
exceder- excesso repercutir- repercussão
Emprega-se o Xc e o Xs:
Em dígrafos que soam como Ss
Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
Observações sobre o uso da letra X
1) O X pode representar os seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame
/cs/ - axila, nexo
/z/ - exame, exílio
/ss/ - máximo, próximo
/s/ - texto, extenso
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Exemplos: excelente, excitar
Emprego das letras E e I
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i / 
pode não ser nítida. Observe:
Emprega-se o E:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Exemplos:
magoar - magoe, magoes
continuar- continue, continues
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
Exemplos: antebraço, antecipar
3) Nos seguintes vocábulos:
cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, 
orquídea, etc.
Emprega-se o I :
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Exemplos:
cair- cai
doer- dói
influir- influi
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Exemplos:
Anticristo, antitetânico
3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, 
etc.
Emprego das letras O e U
Emprega-se o O/U:
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de 
algumas palavras. Veja os exemplos:
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação, 
realização)
soar (emitir som) e suar (transpirar)
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume, 
moleque.
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua
Emprego da letra H
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. 
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e 
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta 
forma devido a sua origem na forma latina hodie.
Emprega-se o H:
1) Inicial, quando etimológico
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
Exemplos: flecha, telha, companhia
3) Final e inicial, em certas interjeições
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo 
elemento, seetimológico
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc.
Observações:
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que 
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha 
ele não é utilizado.
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a 
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos 
sempre são grafados com h. Veja:
herbívoro, hispânico, hibernal.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas
1) Utiliza-se inicial maiúscula:
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos:
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer 
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
“Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
As promessas divinas da Esperança…”
(Castro Alves)
Observações:
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o 
uso da letra maiúscula.
Por Exemplo:
“Aqui, sim, no meu cantinho,
vendo rir-me o candeeiro,
gozo o bem de estar sozinho
e esquecer o mundo inteiro.”
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
18Língua Portuguesa
se letra minúscula.
Por Exemplo:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
c) Nos topônimos, reais ou fictícios.
Exemplos: 
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
d) Nos nomes mitológicos.
Exemplos: 
Dionísio, Netuno.
e) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos:
Natal, Páscoa, Ramadã.
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.
Exemplos: 
ONU, Sr., V. Ex.ª.
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, 
políticos ou nacionalistas.
Exemplos:
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, 
União, etc.
Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula 
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
Exemplo: 
Todos amam sua pátria.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Exemplos:
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade 
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário 
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
2) Utiliza-se inicial minúscula:
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos: 
carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
segunda, sexta, domingo, etc. 
primavera, verão, outono, inverno
c) Nos pontos cardeais.
Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste. 
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, 
sudoeste.
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os 
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Exemplos:
Nordeste (região do Brasil)
Ocidente (europeu)
Oriente (asiático)
Lembre-se:
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula.
Exemplo:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Exemplos:
Crime e Castigo ou Crime e castigo 
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em 
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
Exemplos:
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas 
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
Santa Maria ou santa Maria.
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e 
disciplinas.
Exemplos:
Português ou português
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas 
modernas
História do Brasil ou história do Brasil
Arquitetura ou arquitetura
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
fono24.php
Emprego do Porquê
Por 
Que
Orações 
Interrogativas
(pode ser 
substituído por: 
por qual motivo, 
por qual razão)
Exemplo:
Por que devemos nos 
preocupar com o meio 
ambiente?
Equivalendo 
a “pelo qual”
Exemplo:
Os motivos por que não 
respondeu são desconhecidos.
Por 
Quê
Final de 
frases e seguidos 
de pontuação
Exemplos:
Você ainda tem coragem de 
perguntar por quê?
Você não vai? Por quê?
Não sei por quê!
Porque
Conjunção 
que indica 
explicação ou 
causa
Exemplos:
A situação agravou-se 
porque ninguém reclamou.
Ninguém mais o espera, 
porque ele sempre se atrasa.
Conjunção de 
Finalidade – 
equivale a “para 
que”, “a fim de 
que”.
Exemplos:
Não julgues porque não te 
julguem.
Porquê
Função de 
substantivo 
– vem 
acompanhado 
de artigo ou 
pronome
Exemplos:
Não é fácil encontrar o 
porquê de toda confusão.
Dê-me um porquê de sua 
saída.
1. Por que (pergunta)
2. Porque (resposta)
3. Por quê (fim de frase: motivo)
4. O Porquê (substantivo)
19Língua Portuguesa
Emprego de outras palavras
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa 
nenhuma senão criticar.
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais 
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá 
desta situação crítica.
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não 
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão 
pouco esta semana.
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios. 
Traz - do verbo trazer.
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está 
vultuosa e deformada.
Questões
01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou 
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre 
........................ praticar atividade física..........................benefícios 
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas 
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para 
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o 
avanço da idade.
(Ciência Hoje, março de 2012)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e 
respectivamente, com:
(A) porque … trás … previnir
(B) porque … traz … previnir
(C) porquê … tras … previnir
(D) por que … traz … prevenir
(E) por quê … tráz … prevenir
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas 
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos, 
talvez seja _____ chorou. 
(A) porquê / porque;
(B) por que / porque;
(C) porque / por que;
(D) porquê / por quê;
(E) por que / por quê.
03. 
Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e 
respectivamente, preenchidas por:
(A) mal ... por que ... intuíto
(B) mau ... por que ... intuito
(C) mau ... porque ... intuíto
(D) mal ... porque ... intuito
(E) mal ... por quê ... intuito
04. Assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de acordo com 
a norma-padrão.
Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenômeno da 
corrupção e das fraudes.
(A) a … concenso … acerca
(B) há … consenso … acerca
(C) a … concenso … a cerca
(D) a … consenso … há cerca
(E) há … consenço … a cerca
Respostas
01. D/02. B/03. D/4-B
Acentuação
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras 
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de 
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, 
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, 
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem 
escrita.
Regras básicas – Acentuação tônica
A acentuação tônica implica na intensidade com que são 
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de 
forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As 
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são 
denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas 
como:
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a 
última sílaba.
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
Paroxítonas – São aquelasem que a sílaba tônica se 
evidencia na penúltima sílaba.
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
Como podemos observar, mediante todos os exemplos 
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas 
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente: 
são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados, 
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos 
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos 
observar no exemplo a seguir:
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.
Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos; 
os demais, como átonos (que, em, de).
Os Acentos Gráficos
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e 
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam 
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. 
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e 
“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com 
artigos e pronomes.
Ex.: à – às – àquelas – àqueles
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente 
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras 
derivadas de nomes próprios estrangeiros.
Ex.: mülleriano (de Müller)
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais 
20Língua Portuguesa
nasais.
Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Regras fundamentais:
Palavras oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”, 
“em”, seguidas ou não do plural(s):
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos 
ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas 
de lo, la, los, las.
respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
Paroxítonas:
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is
táxi – lápis – júri
- us, um, uns
vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
- ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que 
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são 
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim 
ficará mais fácil a memorização!
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.
água – pônei – mágoa – jóquei
Regras especiais:
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), 
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com 
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas. 
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma 
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são 
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. 
Ex.:
Antes Agora
assembléia assembleia
idéia ideia
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados 
ou não de “s”, haverá acento:
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
Observação importante:
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato 
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. 
Ex.:
Antes Agora
crêem creem
vôo voo
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que, 
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento 
como antes: CRER, DAR, LER e VER.
Repare:
1-) O menino crê em você
 Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem!
 Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
 Esperamos que os dados deem efeito!
4-) Rubens vê tudo!
 Eles veem tudo!
- Cuidado! Há o verbo vir:
 Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde!
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando 
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem 
seguidas do dígrafo nh:
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem 
precedidas de vogal idêntica:
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com 
“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não 
serão mais acentuadas. Ex.:
Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
argúi (arguir) argui
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do 
plural de:
ele tem – eles têm
ele vem – eles vêm (verbo vir)
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, 
deter, abster. 
ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes 
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes 
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, 
como:
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do 
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua 
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira 
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex: 
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
 
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da 
preposição por.
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”, 
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”; 
nos outros casos, “por” preposição. Ex:
Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Questões
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
21Língua Portuguesa
A) Tem a última sílaba como tônica.
B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
D) Não tem sílaba tônica.
02. Assinale a alternativa correta.
A palavra faliu contém um:
A) hiato
B) dígrafo
C) ditongo decrescente
D) ditongo crescente
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, 
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo 
mesmo motivo que:
A) túnel
B) voluntário
C) até
D) insólito
E) rótulos
Respostas
1-B / 2-C / 3-B
Pontuação
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem 
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar 
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais 
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua 
portuguesa.
Ponto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que 
se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
Ponto e Vírgula ( ; )
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma 
importância.
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão 
a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de 
nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
2- Separa partes de frases que já estão separadas por 
vírgulas.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio 
e cobertor.
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, 
decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola;
- Caminhada na praia;
- Reunião com amigos.
Dois pontos
1- Antes de uma citação
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
2- Antes de um aposto
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde 
e calor à noite.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a 
rotina de sempre.
4- Em frases de estilo direto
 Maria perguntou: 
- Por que você não toma uma decisão?
Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto, 
súplica, etc.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto!
- João! Há quanto tempo!
Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
Reticências
1- Indica que palavras foram suprimidas.
- Comprei lápis, canetas, cadernos...
2- Indica interrupção violenta da frase.
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Este mal... pega doutor?
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
- Deixa, depois, o coração falar...
Vírgula
Não se usa vírgula 
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se 
diretamente entre si:
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala foram advertidos. 
 Sujeito predicado
b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. 
 V.T.D.I. O.D. O.I.
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto 
adnominal.
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores 
despertou reações entre os empresários.
 adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
Usa-se a vírgula:
- Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, 
vem caindo de preço.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão 
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias 
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir 
mão dos lucros altos.
- Para marcar inversão:
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): 
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos 
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio 
de 1982.
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos 
em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
- Para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
- Para isolar:
 - o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um 
trânsito caótico.
22Língua Portuguesa
 - o vocativo:
Ora, Thiago, não diga bobagem.
Questões
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está 
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da 
língua portuguesa.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, 
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora 
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora 
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora 
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, 
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou 
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse 
ajudar a revelar quem era a sua dona.
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a 
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas 
da frase abaixo:
 “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem 
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho 
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente 
em:
A) Duas explicações, do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção 
de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de 
vendas associadas aos dois temas.
B) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção 
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de 
vendas associadas aos dois temas.
C) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção 
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de 
vendas associadas aos dois temas.
D) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção 
de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de 
vendas associadas aos dois temas.
E) Duas explicações, do treinamento para consultores 
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção 
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de 
vendas associadas aos dois temas.
04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da 
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à 
regência nominal e à pontuação.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, 
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais 
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em 
outros.
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente 
seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais 
notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em 
outros.
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente 
seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais 
notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em 
outros.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente 
seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais 
notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em 
outros.
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, 
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais 
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em 
outros.
Resposta
1-C 2-C 3-B 4-D
Morfologia: estrutura e formação 
de palavras; elementos mórficos 
e seus significados; classes de 
palavras variáveis e invariáveis.
Estrutura e formação das palavras
Observe as seguintes palavras:
escol-a
escol-ar
escol-arização
escol-arizar
sub-escol-arização
Percebemos que há um elemento comum a todas elas: a 
forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis, 
responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por 
exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar 
pelo acréscimo do elemento destacável: ar.
Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas 
palavras que selecionamos, podemos depreender a existência 
de diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos 
formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento 
significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema.
Classificação dos morfemas:
Radical
Há um morfema comum a todas as palavras que estamos 
analisando: escol-. 
É esse morfema comum – o radical – que faz com que as 
consideremos palavras de uma mesma família de significação – 
os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua 
significação principal.
Afixos
Como vimos, o acréscimo do morfema – ar - cria uma 
nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante, 
o acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol 
criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de 
afixos.
Quando são colocados antes do radical, como acontece 
com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como 
arização, surgem depois do radicalos afixos são chamados 
de sufixos. 
Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe 
gramatical, são capazes de introduzir modificações de 
significado no radical a que são acrescentados.
Desinências
Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como 
amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas 
modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado 
em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou 
terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo 
do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo).
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam 
as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim 
das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há 
desinências nominais e desinências verbais.
23Língua Portuguesa
Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos 
nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as 
desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina.
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o 
morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de 
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas; 
menino/meninos; menina/meninas.
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de 
plural assume a forma -es: 
mar/mares; 
revólver/revólveres; 
cruz/cruzes.
Desinências verbais: em nossa língua, as desinências 
verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam 
o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que 
indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número-
pessoais):
 cant-á-va-mos 
 cant-á-sse-is
cant: radical 
 cant: radical
-á-: vogal temática 
 -á-: vogal temática
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito 
imperfeito do indicativo) 
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito 
imperfeito do subjuntivo)
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira 
pessoa do plural) 
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda 
pessoa do plural)
Vogal temática
Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, 
surge sempre o morfema –a.
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado 
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo 
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se 
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes 
apresentam vogais temáticas.
Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas 
finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base, 
combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas 
terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, 
escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas 
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: 
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais 
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam 
vogal temática.
Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam 
três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. 
Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira 
conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à 
segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à 
terceira conjugação.
 
primeira conjug. segunda conjug. terceira conjug.
govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse
realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos
Vogal ou consoante de ligação 
As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que 
surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo 
possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um 
exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i - entre 
os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros 
exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, 
chaleira, tricota.
Processos de formação de palavras:
1-) Composição
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais 
radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição; 
justaposição e aglutinação.
1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que 
formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos: 
Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.
1.2-) Aglutinação: ocorre quando os elementos que 
formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde 
sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto 
(plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)
Derivação por acréscimo de afixos 
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas) 
pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode 
ser: prefixal, sufixal e parassintética.
1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por 
acréscimo de prefixo.
In------ --feliz des----------leal 
Prefixo radical prefixo radical 
2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por 
acréscimo de sufixo.
 Feliz---- mente leal------dade
Radical sufixo radical sufixo
3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo 
simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem o 
sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não “existiria”). 
Por parassíntese formam-se principalmente verbos.
En-- -----trist- ----ecer 
Prefixo radical sufixo
en----- ---tard--- --ecer 
prefixo radical sufixo
Outros tipos de derivação
Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que 
haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a 
derivação imprópria.
1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por 
redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação 
de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está 
proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar)
2-) Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) 
é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra 
primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente 
na classe gramatical.
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva 
da conjunção porque)
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui, 
substantivo)
Outros processos de formação de palavras:
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos 
de línguas diferentes.
automóvel (auto: grego; móvel: latim)
sociologia (socio: latim; logia: grego)
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego)
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-
formacao-de-palavras-i.htm
- Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta-
se por meio da eliminação de um segmento de uma palavra 
no intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente 
aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: 
metropolitano – metrô
extraordinário – extra
otorrinolaringologista – otorrino
24Língua Portuguesa
telefone – fone
pneumático – pneu
- Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando 
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum-
zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá.
 
- Siglas: As siglas são formadas pela combinação das 
letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui um 
nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não 
ser que haja mais de três letras e a sigla seja pronunciável sílaba 
por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras. 
 
Questões
01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam 
pelo mesmo processo: 
A) ajoelhar / antebraço / assinatura 
B) atraso / embarque / pesca 
C) o jota / o sim / o tropeço 
D) entrega / estupidez / sobreviver 
E) antepor / exportação / sanguessuga 
02. A palavra “aguardente” formou-se por: 
A) hibridismo 
B) aglutinação 
C) justaposição 
D) parassíntese
E) derivação regressiva 
Respostas
01. (B) / 2. (B)Significação das palavras
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que 
por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como 
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente 
com a ideia associada a este conjunto.
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. 
Exemplo:
- Alfabeto, abecedário.
- Brado, grito, clamor.
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo 
pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os 
sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por 
matizes de significação e certas propriedades que o escritor não 
pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo, 
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios 
da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem 
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética 
(orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo).
A contribuição Greco-latina é responsável pela existência, 
em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos:
- Adversário e antagonista.
- Translúcido e diáfano.
- Semicírculo e hemiciclo.
- Contraveneno e antídoto.
- Moral e ética.
- Colóquio e diálogo.
- Transformação e metamorfose.
- Oposição e antítese.
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia, 
palavra que também designa o emprego de sinônimos.
Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos:
- Ordem e anarquia.
- Soberba e humildade.
- Louvar e censurar.
- Mal e bem.
A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido 
oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/
implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/
anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às 
vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
- Aço (substantivo) e asso (verbo).
Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. 
A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é 
considerada uma deficiência dos idiomas.
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto 
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes 
no timbre ou na intensidade das vogais.
- Rego (substantivo) e rego (verbo).
- Colher (verbo) e colher (substantivo).
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
- Para (verbo parar) e para (preposição).
- Providência (substantivo) e providencia (verbo).
- Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de 
per+o).
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e 
diferentes na escrita.
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de 
consertar).
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar).
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
- Censo (recenseamento) e senso (juízo).
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
- Paço (palácio) e passo (andar).
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo).
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = 
anular).
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão 
(tempo de uma reunião ou espetáculo).
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia.
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
- Cedo (verbo), cedo (advérbio).
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na 
pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente, 
tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e 
séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir 
(aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade 
de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento, 
deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, 
divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, 
corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e 
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso).
Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. 
A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos:
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as 
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de 
gado.
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó.
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu 
do palato.
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras 
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que 
25Língua Portuguesa
têm dezenas de acepções.
Sentido Próprio e Figurado das Palavras
Pela própria definição acima destacada podemos perceber 
que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada 
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a 
outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que 
ela traz (denominada significado).
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se 
assim:
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum 
que costumamos dar a uma palavra.
- Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figurado”, que 
podemos dar a uma palavra.
Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes 
contextos:
1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento)
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que 
adota condutas pouco apreciáveis)
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito 
sobre alguma coisa, “expert”)
No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum 
(ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido 
figurado.
Podemos então concluir que um mesmo significante (parte 
concreta) pode ter vários significados (conceitos).
Fonte:
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm-
sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html
Denotação e Conotação
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o 
seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário; 
usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este 
exemplo: 
Cortaram as asas da ave para que não voasse mais.
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido 
próprio, comum, usual, literal.
- DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata-
se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido 
dicionarístico.
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o 
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico); 
usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e 
expressiva. Veja este exemplo:
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que 
seja tarde mais.
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada, 
fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações; 
disciplina, limitação de conduta e comportamento.
Questões
01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das 
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia, 
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um 
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá 
a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que 
quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência 
da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade 
e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas 
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos 
participar.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas 
em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos 
usuários de distinguir essas variaçõescomo relevantes no 
conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para 
achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários 
precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros, 
aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito 
de observações e reconhecer a organização geral da rede de que 
participam.
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes 
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos 
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens 
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem 
conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o 
sentimento de pânico experimentados por um número crescente 
de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou 
quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação, 
como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da 
sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno 
para o espírito.
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. 
Revista USP, no 92. Adaptado)
As expressões destacadas nos trechos – meter o bedelho 
/ estimar parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos 
adequados respectivamente em:
a) procurar / gostar de / ilustrar
b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
c) interferir / propor / embrutecer
d) intrometer-se / prezar / esclarecer
e) contrapor-se / consolidar / iluminar
02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os 
combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, 
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, 
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o 
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela 
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres 
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os 
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos 
em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória 
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele 
triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente 
compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de 
milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – 
do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, 
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e 
molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender 
uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: 
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, 
moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma 
fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris 
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos 
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; 
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de 
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e 
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. 
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos? 
a) Armistício – destruição 
b) Claudicante – manco 
c) Reveses – infortúnios 
d) Fealdade – feiura 
e) Opilados – desnutridos
03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras 
sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
a) Ainda vivemos no Brasil a descriminação racial. Isso é 
crime! 
b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão 
agora expiar seus crimes. 
d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso 
o bom censo. 
e) Prefiro macarronada com molho, mas sem estrato de 
tomate. 
04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir 
de exemplos de parônimos:
a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil).
26Língua Portuguesa
b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).
c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta).
d) Nenhuma das alternativas.
05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas, 
seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por 
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada 
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias 
diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a 
alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso.
a) taxa, cesta, assento
b) conserto, pleito, ótico
c) cheque, descrição, manga
d) serrar, ratificar, emergir
Respostas
01. B\02. A\03. C\04. A\05. A
Classes de Palavras
Artigo 
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica 
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. 
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o 
número dos substantivos.
Classificação dos Artigos
Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira 
precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
Artigos Indefinidos: determinam os substantivos 
de maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu 
matei um animal.
Combinação dos Artigos
É muito presente a combinação dos artigos definidos e 
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma 
assumida por essas combinações:
Preposições Artigos
- o, os
a ao, aos
de do, dos
em no, nos
por (per) pelo, pelos
a, as um, uns uma, umas
à, às - -
da, das dum, duns duma, dumas
na, nas num, nuns numa, numas
pela, pelas - -
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o 
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida 
por crase.
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se 
manifestam:
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral 
“ambos”:
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do 
artigo, outros não:
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar 
toda uma espécie:
O trabalho dignifica o homem.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia 
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo:
O Pedro é o xodó da família.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no 
plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas...
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para 
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o 
pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. 
(qualquer classe)
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de 
aproximação numérica:
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
- O artigo também é usado para substantivar palavras 
oriundas de outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso.
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo 
cujo (e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Este é o autor cuja obra conheço.
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido 
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que 
venham especificadas.
Eles estavam em casa.
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra.
Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, 
com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome 
de revistas, jornais, obras literárias.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
Morfossintaxe
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações 
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, 
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo 
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo 
substantivo:A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia.
Questões
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
A) Estes são os candidatos que lhe falei.
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
A) O Amazonas é um rio imenso.
B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente.
E) Os Lusíadas são um poema épico
27Língua Portuguesa
03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está 
substantivando uma palavra.
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
Respostas
1-B / 2-C / 3-D
Substantivo
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é 
a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam 
os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos 
também nomeiam:
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
-sentimentos: raiva, amor...
-estados: alegria, tristeza...
-qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
Morfossintaxe do substantivo
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral 
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua 
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto 
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar 
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como 
núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo 
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos 
de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas 
funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
Classificação dos Substantivos
1- Substantivos Comuns e Próprios
Observe a definição:
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios, 
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município 
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e 
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade. 
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma 
mesma espécie de forma genérica.
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona.
 
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie 
cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é 
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma 
particular.
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
2 - Substantivos Concretos e Abstratos
LÂMPADA MALA
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com 
existência própria, que são independentes de outros seres. São 
assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, 
independentemente de outros seres.
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo 
real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, 
etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
 
Observe agora:
Beleza exposta
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
O substantivo beleza designa uma qualidade.
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que 
dependem de outros para se manifestar ou existir.
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser 
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa 
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. 
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, 
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, 
e sem os quais não podem existir.
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade 
(sentimento). 
3 - Substantivos Coletivos
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra 
abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário 
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra 
abelha...
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular 
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie 
(abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo 
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma 
espécie.
Formação dos Substantivos
Substantivos Simples e Compostos
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou 
radical. É um substantivo simples.
Substantivo Simples: é aquele formado por um único 
elemento.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora: 
O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos 
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais 
elementos.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
 
Substantivos Primitivos e Derivados
Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de 
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma 
outra palavra da própria língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir 
da palavra limão.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra 
palavra.
Flexão dos substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável 
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo, 
pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos
Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Diminutivo: menininho
28Língua Portuguesa
Flexão de Gênero
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar 
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, 
há dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao 
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos 
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar
Um Natal inesquecível
Os reis da praia
 
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem 
vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
A história sem fim
Uma cidade sem passado
As tartarugas ninjas
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar nomes 
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado 
ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o 
masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem 
– mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma 
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o 
feminino. Classificam-se em:
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré 
fêmea.
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, 
o indivíduo.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por 
meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Saiba que:
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, 
são masculinos.
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, 
variam em seu significado.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o 
capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
aluno - aluna
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao 
masculino.
freguês - freguesa
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o femininode três 
formas:
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa 
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora 
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final 
por -a:
elefante - elefanta
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e 
no feminino:
bode – cabra boi - vaca
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, 
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
- Epicenos:
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre 
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar 
o masculino e o feminino.
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para 
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de 
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade 
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Sobrecomuns:
Entregue as crianças à natureza.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, 
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem 
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que 
se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria.
Outros substantivos sobrecomuns: 
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa 
criatura.
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O 
cônjuge de Marcela faleceu
Comuns de Dois Gêneros:
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez 
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante 
da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do 
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
o colega - a colega
um jovem - uma jovem
artista famoso - artista famosa
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois 
gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada 
preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de 
carochinha.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam 
a personagem.
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma 
personagem.
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo 
fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
Masculinos 
o tapa
o eclipse
o lança-perfume
o dó (pena)
o sanduíche
o clarinete
o champanha
o sósia
o maracajá 
o clã
29Língua Portuguesa
o hosana
o herpes
o pijama
Femininos 
a dinamite
a áspide
a derme
a hélice
a alcíone
a filoxera
a clâmide
a omoplata
a cataplasma
a pane
a mascote
a gênese
a entorse
a libido
- São geralmente masculinos os substantivos de origem 
grega terminados em -ma:
o grama (peso)
o quilograma
o plasma
o apostema
o diagrama 
o epigrama
o telefonema
o estratagema
o dilema
o teorema 
o apotegma
o trema
o eczema
o edema
o magma 
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
 
Gênero dos Nomes de Cidades:
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo.
A acolhedora Porto Alegre.
Uma Londres imensa e triste. 
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
Gênero e Significação:
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e 
outra no feminino.
Observe:
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os 
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente 
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) 
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou 
proibição de trânsito)
o cabeça (chefe) 
a cabeça (parte do corpo)
o cisma (separação religiosa, dissidência) 
a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o cinza (a cor cinzenta) 
a cinza (resíduos de combustão)
o capital (dinheiro) 
a capital (cidade)
o coma (perda dos sentidos) 
a coma (cabeleira)
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) 
a coral (cobra venenosa)
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e 
de outros sacramentos) 
a crisma (sacramento da confirmação)
o cura (pároco) 
a cura (ato de curar)
o estepe (pneu sobressalente) 
a estepe (vasta planície de vegetação)
o guia (pessoa que guia outras) 
a guia (documento, pena grande das asas das aves)
o grama (unidade de peso) 
a grama (relva)
o caixa (funcionário da caixa) 
a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o lente (professor) 
a lente (vidro de aumento)
o moral (ânimo) 
a moral (honestidade, bons costumes, ética)
o nascente (lado onde nasce o Sol) 
a nascente (a fonte)
Flexão de Número do Substantivo
Em português, há dois números gramaticais: o singular, que 
indica um ser ou um grupo de seres, e 
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A 
característica do plural é o “s” final.
 
Plural dos Substantivos Simples
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” 
fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no 
plural).
Exceção: cânon - cânones.
b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em 
“ns”.
homem - homens.
c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural 
pelo acréscimo de “es”.
revólver – revólveres raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se 
no plural, trocando o “l” por “is”.
quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas 
maneiras: 
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas 
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas 
maneiras: 
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo 
de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: 
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
30Língua Portuguesa
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três 
maneiras.
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o 
látex - os látex.
Plural dos Substantivos Compostos
A formação do plural dos substantivos compostos depende 
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam 
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que 
são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos 
simples:
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
pontapé e pontapés malmequer e malmequeres
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são 
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões. 
Algumas orientações são dadas a seguir:
a) Flexionam-se os doiselementos, quando formados de: 
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores 
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos 
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando 
formados de: 
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas 
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes 
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando 
formados de: 
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determinante 
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo 
anterior.
palavra-chave - palavras-chave 
bomba-relógio - bombas-relógio
notícia-bomba - notícias-bomba
homem-rã - homens-rã
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: 
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora 
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas
e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
Plural das Palavras Substantivadas
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes 
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as 
flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não 
variam no plural.
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
Plural dos Diminutivos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e 
acrescenta-se o sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
animai(s) + zinhos = animaizinhos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
flore(s) + zinhas = florezinhas 
mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
funi(s) + zinhos = funizinhos
pé(s) + zitos = pezitos
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre 
que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos 
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando 
terminam em “s” ou “z”).
os shows os shorts os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com 
as regras de nossa língua:
 os clubes os chopes
 os jipes os esportes
 as toaletes os bibelôs
 os garçons os réquiens
Observe o exemplo:
Este jogador faz gols toda vez que joga.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
Plural com Mudança de Timbre
Certos substantivos formam o plural com mudança de 
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético 
chamado metafonia (plural metafônico).
Singular Plural Singular Plural
corpo (ô) 
esforço 
fogo 
forno 
fosso 
imposto 
olho
corpos (ó) 
esforços 
fogos 
fornos 
fossos 
impostos 
olhos
osso (ô) 
ovo 
poço 
porto 
posto 
rogo 
tijolo
ossos (ó) 
ovos 
poços 
portos 
postos 
rogos 
tijolos
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, 
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de 
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
a) Há substantivos que só se usam no singular:
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
b) Outros só no plural:
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus 
(naipes de baralho), as fezes.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem, 
títulos)
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com 
sentido de plural:
31Língua Portuguesa
Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas 
improvisadas.
Flexão de Grau do Substantivo
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as 
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado 
normal. Por exemplo: casa
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. 
Classifica-se em: 
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que 
indica grandeza. Por exemplo: casa grande. 
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de 
aumento. Por exemplo: casarão.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. 
Pode ser: 
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que 
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena. 
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de 
diminuição. Por exemplo: casinha.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
Questões
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também 
ocorre com o plural de
(A) reco-reco.
(B) guarda-costa.
(C) guarda-noturno.
(D) célula-tronco.
(E) sem-vergonha.
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam 
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está 
errada:
A) Catalães. 
B) Cidadãos. 
C) Vulcães. 
D) Corrimões.
Respostas
1-D / 2-D / 3-C 
Adjetivo
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou 
característica do ser e se relaciona com o substantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos 
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao 
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa 
bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, 
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, 
moça bondade, pessoa bondade. 
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Morfossintaxe do Adjetivo:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro 
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto 
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
Adjetivo Pátrio
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe 
alguns deles:
Estados e cidades brasileiros:
Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
Adjetivo Pátrio Composto 
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro 
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. 
Observe alguns exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: 
Competições teuto-inglesas
América américo- / Por exemplo: Companhia 
américo-africana
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
franceses
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
português
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
americanas
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões 
franco-italianas
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
portuguesas
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
portuguesa
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
brasileiras
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
Flexão dos adjetivos
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
 
Gênero dos Adjetivos
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem 
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,classificam-se em: 
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e 
outra para o feminino. 
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino 
somente o último elemento. 
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
americana. 
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como 
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no 
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença 
político-social.
32Língua Portuguesa
Número dos Adjetivos
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com 
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos 
simples. 
Por exemplo:
mau e maus
feliz e felizes
ruim e ruins
boa e boas
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função 
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver 
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, 
ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é 
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando 
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. 
Logo: camisas cinza, ternos cinza. 
Veja outros exemplos:
Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
Adjetivo Composto
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, 
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento 
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam 
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que 
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, 
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a 
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver 
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se 
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; 
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro 
ficará invariável. Por exemplo:
Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Observe
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo 
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos 
flexionados.
Grau do Adjetivo
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a 
intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: 
o comparativo e o superlativo.
Comparativo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica 
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características 
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, 
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos 
abaixo:
1) Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da 
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
2) Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de 
Superioridade Analítico
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois 
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”.
3) O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de 
Superioridade Sintético
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de 
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. 
São eles:
bom-melhor
pequeno-menor
mau-pior
alto-superior
grande-maior
baixo-inferior
Observe que: 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, 
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas 
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas 
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar 
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais 
pequeno.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de 
dois elementos.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas 
qualidades de um mesmo elemento.
4) Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de 
Inferioridade
Sou menos passivo (do) que tolerante.
Superlativo
O superlativo expressa qualidades num grau muito 
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser 
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um 
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se 
nas formas:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras 
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O 
secretário é muito inteligente.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de 
sufixos.
Por exemplo:
O secretário é inteligentíssimo.
Observe alguns superlativos sintéticos: 
benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
comum comuníssimo
cruel crudelíssimo
difícil dificílimo
doce dulcíssimo
fácil facílimo
fiel fidelíssimo
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser 
é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação 
pode ser:
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
Note bem:
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio 
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc., 
antepostos ao adjetivo.
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas 
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem 
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo 
33Língua Portuguesa
latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: 
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo 
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, 
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas 
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável 
hiato i-í.
Questões
01. Leia o texto a seguir.
Violência epidêmica
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora 
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes 
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características 
epidêmicas.
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades 
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes 
centros urbanos e se dissemina pelo interior.
As estratégias que as sociedades adotam para combater a 
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito 
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços 
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras 
enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações 
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências 
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas 
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de 
seus desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que 
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao 
desenvolvimento psicológico pleno.
A revisão de estudos científicos permite identificar três 
fatores principais na formação das personalidades com maior 
inclinação ao comportamento violento:
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos, 
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes 
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não 
lhes impuseram limites de disciplina.
3) Associação com grupos de jovens portadores de 
comportamento antissocial.
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças 
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à 
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, 
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a 
violência crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a 
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o 
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver 
preso.Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares 
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao 
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões 
mais sólidas com o mundo do crime.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. 
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, 
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão 
superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a 
criminalidade e tratar os que ingressaram nela.
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. 
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os 
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que 
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e 
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas 
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão 
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los 
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das 
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento 
artístico.
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas 
corresponde a – características de epidemias.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo 
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro.
C) vida rupestre – vida do campo.
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
E) costela bovina – costela de porco.
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto:
A) azul-celeste
B) azul-pavão
C) surda-muda
D) branco-gelo
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não 
estão no grau superlativo absoluto sintético:
A) Arquimilionário/ ultraconservador;
B) Supremo/ ínfimo;
C) Superamigo/ paupérrimo;
D) Muito amigo/ Bastante pobre
Respostas
1-B / 2-C / 3-D 
Pronome
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele 
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de 
alguma forma.
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
[substituição do nome]
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
[referência ao nome]
Essa moça morava nos meus sonhos!
[qualificação do nome]
Grande parte dos pronomes não possuem significados 
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de 
um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata 
daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no 
ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos 
e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal 
apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar, 
indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude 
dessa característica, os pronomes apresentam uma forma 
específica para cada pessoa do discurso.
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras 
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em número 
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através 
do pronome seja coerente em termos de gênero e número 
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando 
este se apresenta ausente no enunciado.
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile 
da nossa escola neste ano.
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância 
adequada]
[neste: pronome que determina “ano” = concordância 
adequada]
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância 
inadequada]
34Língua Portuguesa
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, 
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
Pronomes Pessoais
São aqueles que substituem os substantivos, indicando 
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve 
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, 
“você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”, 
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de 
quem fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções 
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso 
oblíquo.
Pronome Reto
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença, 
exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Nós lhe ofertamos flores.
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero 
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal 
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o 
quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu 
- 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
- 1ª pessoa do plural: nós
- 2ª pessoa do plural: vós
- 3ª pessoa do plural: eles, elas
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como 
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi 
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, 
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua 
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os 
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a 
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome 
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas 
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do 
verbo indicadas pelo pronome reto.
Fizemos boa viagem. (Nós)
 
Pronome Oblíquo
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, 
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou 
indireto) ou complemento nominal.
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante 
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função 
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca 
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da 
oração.
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com 
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
Pronome Oblíquo Átono
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são 
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica fraca.
Ele me deu um presente.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
- 2ª pessoa do singular (tu): te
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
Observações:
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se 
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o 
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar 
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a 
função de objeto indireto na oração.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos 
diretos como objetos indiretos.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como 
objetos diretos.
Saiba que:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se 
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, 
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas 
nos exemplos que seguem:
- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a 
vocês?
- Sim, entreguei-to ainda há 
pouco.
- Não, no-la contaram.
No português do Brasil, essas combinações não são usadas; 
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
Atenção:
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois 
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z, 
-s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo 
tempo que a terminação verbal é suprimida.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo
 fazei + o = fazei-os
 dizer + a = dizê-laQuando o verbo termina em som nasal, o pronome assume 
as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
viram + o: viram-no
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas
Pronome Oblíquo Tônico
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre 
precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de 
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função 
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim 
configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico 
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais 
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes 
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos 
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os 
pronomes costumam ser usados desta forma:
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim.
Atenção:
Há construções em que a preposição, apesar de surgir 
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo 
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito 
35Língua Portuguesa
expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso 
reto.
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.
- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes 
originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, 
conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos 
frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de 
companhia.
Ele carregava o documento consigo.
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com 
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados 
por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou 
algum numeral.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.
Pronome Reflexivo
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem 
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração. 
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo 
verbo.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Conhece a ti mesmo.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos.
Lavamo-nos no rio.
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.
A Segunda Pessoa Indireta
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando 
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso 
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na 
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento, 
que podem ser observados no quadro seguinte:
 
Pronomes de Tratamento
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e 
 oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de 
universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento 
 cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus
Também são pronomes de tratamento o senhor, a 
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados 
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento 
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português 
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; 
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à 
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de 
tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em 
relação à pessoa com quem falamos.
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este 
encontro.
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma 
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao 
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, 
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado 
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-
se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª 
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os 
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar 
na 3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, 
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou 
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do 
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, 
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não 
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo 
na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus 
cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus 
cabelos. (correto)
Pronomes Possessivos
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical 
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa 
possuída).
 Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
Observe o quadro:
Número Pessoa Pronome
singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa 
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com 
o objeto possuído.
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento 
difícil.
Observações:
36Língua Portuguesa
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da 
alteração fonética da palavra senhor.
- Muito obrigado, seu José.
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. 
Podem ter outros empregos, como:
a) indicar afetividade.
- Não faça isso, minha filha.
b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o 
pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo 
concorda com o mais próximo.
Trouxe-me seus livros e anotações.
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos 
átonos assumem valor de possessivo.
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a 
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. 
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou 
discurso.
No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro 
está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro 
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que 
fala.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquelediz que o carro 
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
 
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto 
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de 
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro 
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação 
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade.
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar 
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade 
destinatária).
Reafirmamos a disposição desta universidade em participar 
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que 
envia a mensagem).
No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere 
ao ano presente.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a 
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se 
referindo a um passado distante.
 
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou 
invariáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem 
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que 
te indiquei.)
- mesmo(s), mesma(s):
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s):
Os próprios alunos resolveram o problema.
- semelhante(s):
Não compre semelhante livro.
- tal, tais:
Tal era a solução para o problema.
Note que:
a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em 
construções redundantes, com finalidade expressiva, para 
salientar algum termo anterior. Por exemplo:
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. 
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
b) O pronome demonstrativo neutro ou pode representar 
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que 
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c) Para evitar a repetição de um verbo anteriormente 
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, 
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes 
de).
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
d) Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa 
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro 
lugar.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; 
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com 
pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, 
nisso, no, etc.
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
Pronomes Indefinidos
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, 
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade 
indeterminada.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
plantadas.
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa 
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma 
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano 
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou 
não se quer revelar. 
Classificam-se em: 
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar 
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São 
eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, 
outrem, quem, tudo.
Algo o incomoda?
Quem avisa amigo é.
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser 
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade 
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora 
pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), 
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, 
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, 
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), 
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Menos palavras e mais ações.
Alguns se contentam pouco.
37Língua Portuguesa
Os pronomes indefinidos podem ser divididos 
em variáveis e invariáveis. Observe:
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, 
outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária, 
tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, 
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas, 
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo, 
cada.
São locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um, 
qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, 
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou 
qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado.
Indefinidos Sistemáticos
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, 
percebemos que existem alguns grupos que criam oposição 
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido 
afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; 
todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmativa, e nenhum/
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém, 
que se referem à pessoa, e algo/nada, que se referem à coisa; 
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
Essas oposições de sentido são muito importantes na 
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas 
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos 
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes 
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem 
parte:
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado 
prático.
Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são 
pessoas quaisquer.
Pronomes Relativos
São aqueles que representam nomes já mencionados 
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as 
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um 
grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = 
oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e 
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” 
é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome 
demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem 
expresso.
Quem casa, quer casa.
Observe:
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, 
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
Note que:
a) O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, 
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído 
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for 
um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente 
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para 
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter 
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são 
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza 
ou depois de determinadas preposições:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o 
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria 
ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas 
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 
refere a uma oração.
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a 
sua vocação natural.
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, 
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, 
das quais.
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
 (antecedente) (consequente) 
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente 
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Emprestei tantos quantos foram necessários.
 (antecedente) 
Ele fez tudo quanto havia falado.
 (antecedente) 
 
f) O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre 
precedido de preposição.
É um professor a quem muito devemos.
 (preposição) 
g) “Onde”, como pronome relativo, sempre possui 
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
A casa onde morava foi assaltada.
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em 
que.
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no 
exterior.
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
- como (= pelo qual)
Não me parece correto o modo como você agiu semana 
passada.
- quando (= em que)
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações 
numa só frase.
O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode 
ocorrer a elipse do relativo “que”.
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, 
(que) fumava.
Pronomes Interrogativos
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas 
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes 
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
38Língua Portuguesa
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas 
preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos 
passageiros desembarcaram.
Sobre os pronomes:
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de 
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando 
desempenha função de complemento. Vamos entender, 
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que 
função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
lo.
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” 
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. 
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo 
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, 
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a 
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia 
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do 
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo 
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou 
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) 
estiver no infinitivo ou gerúndio. 
Eu desejo lhe perguntar algo. 
Eu estou perguntando-lhe algo.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: 
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente 
dos segundos que são sempre precedidos de preposição.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu 
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que 
eu estava fazendo.
Questões
01. Observe as sentenças abaixo. 
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam. 
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo-
nos inimigas desde aquele episódio. 
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.
O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma 
culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.
02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou 
que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com 
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer. 
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará 
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo 
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de 
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam 
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos 
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais 
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos 
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são 
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem 
fora dela.
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito 
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo 
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles 
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe 
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando 
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, 
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das 
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às 
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com 
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro 
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba 
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização 
do conceito de amizade.
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou 
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente 
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e 
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito 
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo 
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu 
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si 
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto 
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas. 
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e 
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu 
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também 
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você. 
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as 
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre 
si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
estamudando-amizade-619645.shtml>.
Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se 
estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que 
se referem. 
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a 
amizades. 
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma 
superficial de amizade. 
III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
se aos pronomes eu e você.
Quais estão corretas?
(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
(E) I, II e III.
03. Observe a charge a seguir. 
Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada. 
(A) A fala do personagem é uma modificação intencional de 
uma fala de Cristo. 
(B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a 
pessoas distintas. 
(C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no 
poder.
(D) A posição dos braços do personagem na charge repete a 
de Cristo na cruz. 
(E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de 
forma equilibrada. 
Respostas
01. A\02. E\03. B
39Língua Portuguesa
Verbo
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, 
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros 
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); 
ocorrência (nascer); desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seuspossíveis significados. Observe que palavras como corrida, 
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns 
verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as 
possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
Estrutura das Formas Verbais
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode 
apresentar os seguintes elementos:
a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado 
essencial do verbo. Por exemplo: 
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a 
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
São três as conjugações:
1ª - Vogal Temática - A - (falar)
2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o 
tempo e o modo do verbo. 
Por exemplo:
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa 
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou 
plural). 
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados 
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a 
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver 
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do 
verbo: põe, pões, põem, etc.
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos 
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com 
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no 
radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas 
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
Classificação dos Verbos
Classificam-se em:
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências 
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações 
no radical. 
Por exemplo: canto cantei cantarei cantava cantasse
b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações 
no radical ou nas desinências.
Por exemplo: faço fiz farei fizesse
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação 
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. 
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os 
principais verbos impessoais são:
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se 
ou fazer (em orações temporais).
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza 
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, 
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-
humorado”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido figurado. 
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, 
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
d) São impessoais, ainda:
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. 
Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, 
indicando suficiência. Ex.: 
Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem, 
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência 
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, 
classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos, 
então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser 
possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
- Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se 
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram.
 
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos 
pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de 
animais; eis alguns:
bramar: tigre
bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
coaxar: sapo
cricrilar: grilo
Os principais verbos unipessoais são:
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, 
ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos 
bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da 
conjunção que.
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de 
fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. 
(Sujeito: que não vejo Cláudia)
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
- Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos 
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do 
indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que 
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos 
contextos.
verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do 
40Língua Portuguesa
indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade 
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas 
razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas 
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é 
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a 
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os 
tempos, modos e pessoas.
d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma 
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma 
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares 
terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas 
curtas (particípio irregular). Observe:
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical 
em sua conjugação.
Por exemplo: 
Ir Pôr Ser Saber
vou 
vais 
ides 
fui 
foste
ponho 
pus 
pôs 
punha
sou 
és 
fui 
foste 
seja
sei 
sabes 
soube 
saiba
f) Auxiliares
São aqueles que entram na formação dos tempos 
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando 
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas 
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
 
 Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)
Está chegando a hora do debate.
(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio) 
 
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e 
haver.
Conjugação dos Verbos Auxiliares
SER - Modo Indicativo
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, 
vós éreis, eles eram.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós 
fomos, vós fostes, eles foram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós 
fôramos, vós fôreis, eles foram.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, 
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, 
vós sereis, eles serão.
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
SER - Modo Subjuntivo
Presente: que eu seja,que tu sejas, que ele seja, que nós 
sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, 
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele 
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido.
SER - Modo Imperativo
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede 
vós, sejam eles.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos 
nós, não sejais vós, não sejam eles.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por 
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
SER - Formas Nominais
Formas Nominais
Infinitivo: ser
Gerúndio: sendo 
Particípio: sido
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos 
nós, serdes vós, serem eles. 
ESTAR - Modo Indicativo
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais, 
eles estão.
Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós 
estávamos, vós estáveis, eles estavam.
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele 
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu 
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles 
estiveram.
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele 
estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
Futuro do Presente Composto: terei estado.
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele 
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que 
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se 
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles 
estivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres, 
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós 
estiverdes, quando eles estiverem.
Futuro Composto: Tiver estado.
Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós, 
estai vós, estejam eles.
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não 
estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele, 
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
Formas Nominais
41Língua Portuguesa
Infinitivo: estar
Gerúndio: estando
Particípio: estado
ESTAR - Formas Nominais
Infinitivo Impessoal: estar 
Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes, 
estarem. 
Gerúndio: estando 
Particípio: estado
 
HAVER - Modo Indicativo
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles 
hão.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós 
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele 
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu 
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles 
houveram.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele 
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Futuro do Presente Composto: terei havido.
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele 
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
Modo Subjuntivo
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós 
hajamos, que vós hajais, que eles hajam.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se 
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles 
houvessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido.
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, 
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós 
houverdes, quando eles houverem.
Futuro Composto: tiver havido.
Modo Imperativo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, 
hajam eles.
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles.
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver 
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
HAVER - Formas Nominais
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, 
haverdes, haverem. 
Infinitivo Pessoal: haver 
Gerúndio: havendo 
Particípio: havido
TER - Modo Indicativo
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, 
eles têm.
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós 
tínhamos, vós tínheis, eles tinham.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 
tivemos, vós tivestes, eles tiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, 
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido.
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós 
teremos, vós tereis, eles terão.
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, 
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido.
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo
Modo Subjuntivo
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que 
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele 
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, 
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: tiver tido.
Modo Imperativo
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, 
tende vós, tenham eles.
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não 
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por 
termos nós, por terdes vós, por terem eles.
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com 
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma 
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais 
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio 
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os 
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se, 
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos 
verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita 
no radical do verbo. Por exemplo:
Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem 
um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, 
pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o 
pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do 
verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva 
expressa pelo radical do próprio verbo. 
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e 
respectivos pronomes): 
Eu me arrependo 
Tu te arrependes 
Ele se arrepende 
Nós nos arrependemos 
Vós vos arrependeis 
Eles se arrependem
 - 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que 
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por 
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito 
faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos 
transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser 
conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se 
chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
 A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode 
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Mariapenteou-me.
 
Observações:
1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes 
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função 
sintática.
2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes 
oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais, 
são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, 
apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, 
exercem funções sintáticas.
Por exemplo:
42Língua Portuguesa
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto 
direto) - 1ª pessoa do singular
Modos Verbais
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo 
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três 
modos: 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: 
Eu sempre estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por 
exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por 
exemplo: Estuda agora, menino.
Formas Nominais
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas 
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, 
advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. 
Observe: 
- a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo 
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de 
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente 
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três 
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não 
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; 
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós)
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós)
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles)
Por exemplo:
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou 
advérbio. Por exemplo: 
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de 
advérbio)
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; 
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo:
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
- d) Particípio: quando não é empregado na formação dos 
tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado 
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 
grau. Por exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma 
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo 
(adjetivo verbal). Por exemplo:
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
Tempos Verbais
Tomando-se como referência o momento em que se fala, 
a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos. 
Veja:
1. Tempos do Indicativo
- Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo: 
Eu estudo neste colégio.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num 
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente 
terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando foi 
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato ocorrido 
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado. 
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. 
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames.
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido 
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já tinha 
estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma 
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. 
(forma simples)
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve 
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. 
Por exemplo: Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve 
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado 
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, 
os alunos já terão terminado o teste.
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode 
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por 
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
- Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um fato que 
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato 
passado. Por exemplo: Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria 
viajado nas férias.
2. Tempos do Subjuntivo
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento 
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas 
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que 
ele vencesse o jogo.
Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções 
em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo: 
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente 
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha 
estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode 
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo: 
Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que 
indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja, 
levará as encomendas.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior 
ao momento atual mas já terminado antes de outro fato 
futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído do hospital, nós o 
visitaremos.
Presente do Indicativo
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência 
 pessoal
CANTAR VENDER PARTIR 
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M
Pretérito Perfeito do Indicativo
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência 
 pessoal
CANTAR VENDER PARTIR 
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
 
43Língua Portuguesa
Pretérito mais-que-perfeito
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
 1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR - -
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
Pretérito Imperfeito do Indicativo
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM
Futuro do Presente do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTARVENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão
Futuro do Pretérito do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM
Presente do Subjuntivo
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a 
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do 
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou 
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
 1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR 
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 
desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, 
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse 
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número 
e pessoa correspondente.
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal
 1ª /2ª e 3ª conj. 
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M 
Futuro do Subjuntivo
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência 
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a 
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa 
correspondente.
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess.
 1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR 
cantaR vendeR partiR Ø 
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES 
cantaREM vendeREM PartiREM R EM
Imperativo
Imperativo Afirmativo 
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente 
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do 
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, 
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Imperativo Negativo
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a 
negação às formas do presente do subjuntivo.
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa 
(singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido 
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se 
fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), 
sede (vós).
Infinitivo Impessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
Infinitivo Pessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
44Língua Portuguesa
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM
Questões
01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos 
___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos 
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada 
para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a 
alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas 
do texto.
(A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém
(D) seja … mantivessem
(E) seja … mantêm
02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão 
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução 
verbal em destaque expressa ação
(A) concluída. 
(B) atemporal. 
(C) contínua. 
(D) hipotética. 
(E) futura.
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar, 
mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais 
terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. 
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
(A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
(C) adotar como referência de qualidade.
(D) julgar de acordo com normas legais.
(E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Respostas
1-B / 2-C / 3-E 
Advérbio
O advérbio, assim como muitas outras palavras existentes 
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, 
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, 
contiguidade. 
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no 
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias 
em que esse processo se desenvolve. 
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de 
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não 
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também 
modifica o adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns 
exemplos:
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, 
você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo 
alheio, representando uma qualidade, característica.
O artista canta muito mal.
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro 
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos 
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando 
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por 
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar 
tal função. Temos aí o que chamamos de locução adverbial, 
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem 
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.
Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das 
circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em 
distintas categorias, uma vez expressas por: 
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às 
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse 
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado 
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam 
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente, 
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, 
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em 
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado,quanto, quão, 
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de 
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, 
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, 
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, 
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, 
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, 
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de 
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, 
em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, 
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, 
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, 
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, 
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, 
ao lado, em volta
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de 
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, 
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, 
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, 
indubitavelmente
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, 
simplesmente, só, unicamente
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
de designação: Eis
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo), 
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade), 
para quê?(finalidade)
Locução adverbial 
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio. 
Exemplo:
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
Há locuções adverbiais que possuem advérbios 
correspondentes. 
Exemplo:
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são 
flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única 
flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios 
é a de grau:
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe 
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - 
inconstitucionalissimamente, etc;
Diminutivo: diminui a intensidade. 
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar - 
devagarinho, 
Questões
01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
45Língua Portuguesa
(Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume 
Único)
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois 
advérbios: AÍ e ainda.
Considerando que advérbio é a palavra que modifica 
um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando 
a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale 
a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as 
circunstâncias expressas por eles.
A) Lugar e negação.
B) Lugar e tempo.
C) Modo e afirmação.
D) Tempo e tempo.
E) Intensidade e dúvida.
02. Leia o texto a seguir.
Impunidade é motor de nova onda de agressões
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas 
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade 
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de 
repercussões.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da 
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria 
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação 
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher.
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma 
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens 
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna 
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que 
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não 
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao 
cair no chão.
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz 
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se 
quebrou ao cair no chão.
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos 
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão 
ajudar a polícia na investigação.
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se 
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões 
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que 
eles sejam julgados e condenados.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que 
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil 
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por 
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões.
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro, 
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle 
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns 
dos caminhos.
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta 
circunstância adverbial de modo.
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda 
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em 
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 
sucesso, de duas amigas…
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou 
de um engano...
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se 
quebrando por aí…
03. Leia o texto a seguir.
Cultura matemática
Hélio Schwartsman
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino 
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos 
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito 
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito 
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas 
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, 
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios 
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se 
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá 
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou 
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão 
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na 
manga da camisa.
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a 
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida 
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma 
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo 
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras 
técnicas.
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as 
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil 
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem 
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa. 
Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito 
para compreender as novas pesquisas que trazem informações 
relevantes para nossa saúde e bem-estar.
A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes 
especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da 
mecânica quântica indicam que existem universos paralelos, 
isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene 
Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão 
eficaz para exprimir as leis da física.
Releia os trechos apresentados a seguir.
- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras 
podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números 
não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
- Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma 
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º 
parágrafo)
Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e 
respectivamente, circunstâncias de
A) afirmação e de intensidade.
B) modo e de tempo.
C) modo e de lugar.
D) lugar e de tempo.
E) intensidade e de negação.
46Língua Portuguesa
Respostas
1-B / 2-C / 3-B 
Preposição
Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar 
termosou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente 
há uma subordinação do segundo termo em relação ao 
primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura 
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores 
semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
Tipos de Preposição
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente 
como preposições.
A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, 
para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes 
gramaticais que podem atuar como preposições.
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, 
visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo 
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de 
acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, 
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por 
trás de.
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode 
unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em 
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da 
preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com outra 
palavra pode se dar a partir de dois processos:
1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
preposição a + artigos definidos o, os
a + o = ao
preposição a + advérbio onde
a + onde = aonde
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
Preposição + Artigos
De + o(s) = do(s)
De + a(s) = da(s)
De + um = dum
De + uns = duns
De + uma = duma
De + umas = dumas
Em + o(s) = no(s)
Em + a(s) = na(s)
Em + um = num
Em + uma = numa
Em + uns = nuns
Em + umas = numas
A + à(s) = à(s)
Por + o = pelo(s)
Por + a = pela(s)
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s)
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s)
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s)
De + essa(s) = dessa(s)
De + aquele(s) = daquele(s)
De + aquela(s) = daquela(s)
De + isto = disto
De + isso = disso
De + aquilo = daquilo
De + aqui = daqui
De + aí = daí
De + ali = dali
De + outro = doutro(s)
De + outra = doutra(s)
Em + este(s) = neste(s)
Em + esta(s) = nesta(s)
Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s)
Em + aquela(s) = naquela(s)
Em + isto = nisto
Em + isso = nisso
Em + aquilo = naquilo
A + aquele(s) = àquele(s)
A + aquela(s) = àquela(s)
A + aquilo = àquilo
Dicas sobre preposição
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal 
oblíquo e artigo. Como distingui-los?
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. 
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular 
e feminino.
A dona da casa não quis nos atender.
Como posso fazer a Joana concordar comigo?
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois 
termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar 
um tratamento adequado.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/
ou a função de um substantivo.
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte 
da família
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / 
Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das 
preposições:
Destino = Irei para casa.
Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o 
tratamento.
Instrumento = Escreveu a lápis.
Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Companhia = Estarei com ele amanhã.
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Questões
01. Leia o texto a seguir.
“Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois 
meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos 
preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros, 
grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos 
47Língua Portuguesa
em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula 
de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o 
que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
“Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar 
duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada, 
pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate, 
instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça 
errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha 
vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema 
maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos 
em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez 
que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar 
a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de 
Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado 
o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi 
implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da 
disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória 
não é o mais importante.
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não 
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas 
devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como 
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido 
ao bom comportamento”.
Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido 
Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças 
no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo 
por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade, 
já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e 
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma 
atitude”.
Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a 
liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos 
já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também 
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a 
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo 
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o 
egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós 
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso 
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair 
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho 
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo 
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o 
termo em destaque expressa relação de
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar 
do projeto “Xadrez que liberta”.
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo 
de falar.
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para 
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez.
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou 
muito feliz, porque eu não esperava.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir 
a revisão da minha pena.
02. Considere o trecho a seguir.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio, 
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade 
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, 
é o que levaos integrantes do grupo a permanecerem na 
instituição.
As preposições que preenchem o trecho, correta, 
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são:
A) a ...com 
B) de ...com 
C) de ...a 
D) com ...a 
E) para ...de
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque 
expressa ideia de finalidade.
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ 
957,70 para R$ 1.915,40.
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que 
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para 
comprovar o crime.
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer 
o exame clínico”...
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz 
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas 
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”.
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade 
policial de dizer quem está embriagado...
Respostas
1-B / 2-B / 3-B 
Conjunção
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou 
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo:
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as 
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as 
amiguinhas
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: 
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e mostrou 
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a 
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As 
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
Observe: Gosto de natação e de futebol.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes 
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está 
ligando termos de uma mesma oração.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações 
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
Morfossintaxe da Conjunção
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem 
propriamente uma função sintática: são conectivos.
Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções 
Subordinativas
Conjunções coordenativas
Dividem-se em:
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. 
Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, 
não só...como também.
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição, 
de compensação. 
Ex. Estudei, mas não entendi nada.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, 
todavia, no entanto, entretanto.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
quer, já...já.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex. 
Estudei muito, por isso mereço passar.
48Língua Portuguesa
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois 
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É 
melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes 
do verbo), porquanto.
Conjunções subordinativas
- CAUSAIS
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma 
vez que, como (= porque). 
Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
- COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, 
mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
- CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, 
mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato 
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar 
cansada)
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
- CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, 
conforme, consoante
Cada um colhe conforme semeia.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
- CONSECUTIVAS
Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, 
“tão”, “tamanho”).
Falou tanto que ficou rouco.
- FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque 
(=para que),
- PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto 
mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
- TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo 
que.
Quando eu sair, vou passar na locadora.
Importante:
Diferença entre orações causais e explicativas
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos 
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma 
explicativa. Veja os exemplos:
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser 
atropelado”:
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou 
uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes 
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que 
vêm marcadas por vírgula.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração 
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será 
explicativa.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo)
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade 
porque não havia cemitério no local.”
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada 
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo 
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-
la é colocá-la no início do período, introduzida pela 
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. 
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos 
em outra cidade.
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente 
dependentes uma da outra.
Questões
01. Leia o texto a seguir.
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso 
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em 
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos 
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No 
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou 
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. 
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem 
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos 
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços 
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, 
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de 
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de 
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no 
passado.
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, 
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor 
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para 
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a 
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam 
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando 
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, 
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de 
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem 
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão 
saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould, 
depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu 
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter 
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia 
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, 
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o 
elemento grifado pode ser substituído por:A) Porém. 
B) Contudo. 
C) Todavia. 
D) Entretanto. 
E) Conquanto.
02. Observando as ocorrências da palavra “como” em – 
Como fomos programados para ver o mundo como um lugar 
ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
(A) comparativa nas duas ocorrências.
(B) conformativa nas duas ocorrências.
(C) comparativa na primeira ocorrência.
(D) causal na segunda ocorrência.
(E) causal na primeira ocorrência.
03. Leia o texto a seguir.
Participação
Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar 
aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de 
49Língua Portuguesa
nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação 
junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é 
simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes” 
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos 
da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um 
interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta 
e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela 
expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um 
convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes 
é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta 
estrofe:
“Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de 
vida ou morte − será arte?”
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte 
na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de 
espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse 
verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma 
comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão 
particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse 
tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se 
mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa 
identidade social. 
Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria 
vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação, 
de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa 
hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
(Belarmino Tavares, inédito)
Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma 
relação de causa e efeito:
A) ser poeta e militante político / confronto entre 
subjetividade e atuação social
B) ser poeta e militante político / divisão permanente em 
cada um de nós
C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
E) participar ativamente da política / formular hipóteses 
com ar de convicção
Respostas
1-E / 2-E / 3-A 
Interjeição
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, 
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o 
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que, 
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas 
mais elaboradas. Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua 
raiva se traduz numa palavra: Droga!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou 
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma 
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui 
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por 
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma 
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras - 
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma 
sentença.
Veja os exemplos:
Bravo! Bis!
bravo e bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito 
bom! Repitam!»
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou 
“Estou com dor!”
 
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que 
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as 
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, 
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um 
momento ou um contexto específico. Exemplos:
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
 
O significado das interjeições está vinculado à maneira 
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita 
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de 
enunciação. Exemplos:
Psiu! 
contexto: alguém pronunciando essa expressão na rua; 
significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando! Ei, 
espere!”
Psiu!
contexto: alguém pronunciando essa expressão em um 
hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça 
silêncio!”
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
 
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, 
tristeza, dor, etc.
Você faz o que no Brasil? 
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante.
b) Sintetizar uma frase apelativa
Cuidado! Saia da minha frente.
As interjeições podem ser formadas por:
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora 
bolas!
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes 
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que 
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade) 
 Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
Classificação das Interjeições
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, 
Atenção!, Olha!, Alerta!
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, 
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! 
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, 
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
- Desculpa: Perdão!
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, 
Eh!
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!, 
Ora!
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, 
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, 
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, 
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me, 
Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é, 
50Língua Portuguesa
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes, 
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os 
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições 
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que 
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra, 
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite. 
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
Locução Interjetiva
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma 
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Ora bolas!
Quem me dera!
Virgem Maria!
Meu Deus!
Ai de mim!
Valha-me Deus!
Graças a Deus!
Alto lá!
Muito bem!
Observações:
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por 
exemplo:
Ué! = Eu não esperava por essa!
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu 
tom exclamativo; por isso, palavras deoutras classes gramaticais 
podem aparecer como interjeições.
Viva! Basta! (Verbos)
Fora! Francamente! (Advérbios)
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase” 
porque sozinha pode constituir uma mensagem.
Socorro!
Ajudem-me! 
Silêncio!
Fique quieto!
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, 
que exprimem ruídos e vozes.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua 
homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. 
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos 
depois do “ó” vocativo.
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas 
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no 
diminutivo ou no superlativo.
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
Interjeições, leitura e produção de textos
 
Usadas com muita frequência na língua falada informal, 
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam 
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além 
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante 
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou 
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - 
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso 
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens 
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. 
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que 
racional fazem das interjeições presença constante nos textos 
publicitários.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
morf89.php
Numeral
Numeral é a palavra que indica os seres em termos 
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa 
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
Eu quero café duplo, e você?
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
 [primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de 
“fila”]
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que 
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a 
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata 
de numerais, mas sim de algarismos.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a 
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras 
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção 
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, 
ambos(as), novena.
Classificação dos Numerais
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: 
um, dois, cem mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: 
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão 
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos 
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: 
dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Leitura dos Numerais 
Separando os números em centenas, de trás para frente, 
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no 
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos 
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte 
e seis. 
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Flexão dos numerais
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, 
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em 
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. 
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número: 
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam 
em funções substantivas:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais 
flexionam-se em gênero e número:
Teve de tomar doses triplas do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. 
Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças 
partes
Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma 
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos 
numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido. 
É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
51Língua Portuguesa
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda 
divisão de futebol)
Emprego dos Numerais
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em 
que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a 
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do 
substantivo:
Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal 
até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um 
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente 
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez 
referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância 
da solidariedade. Ambos agora participam das atividades 
comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. 
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo 
 ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo
Questões
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notasde cinco reais” 
temos exemplos de numerais:
A) ordinais;
B) cardinais;
C) fracionários;
D) romanos;
E) Nenhuma das alternativas.
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem 
empregados.
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. 
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro. 
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.
03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 
são, respectivamente
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, 
nongentésimo
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
Respostas
1-B / 2-D / 3-B 
Sintaxe: Frase, oração e período; 
tipos de período. Termos da 
oração: essenciais, integrantes 
e acessórios da oração. Período 
simples e período composto.
Análise Sintática
A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide 
e classifica as orações que o constituem e reconhece a função 
sintática dos termos de cada oração.
Daremos uma ideia do que seja frase, oração, período, termo, 
função sintática e núcleo de um termo da oração.
As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são 
reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança 
o objetivo do discurso, ou seja, da atividade linguística: a 
comunicação com o ouvinte ou o leitor.
Frase, Oração e Período são fatores constituintes de 
qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de 
uma sequência lógica de ideias, todas organizadas e dispostas 
em parágrafos minuciosamente construídos.
Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos 
ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode 
revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até 
o período mais complexo, elaborado segundo os padrões 
sintáticos do idioma. São exemplos de frases:
Socorro!
Muito obrigado!
Que horror!
Sentinela, alerta!
Cada um por si e Deus por todos.
Grande nau, grande tormenta.
Por que agridem a natureza?
“Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos)
“Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos)
“Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terreiro.” 
(Adonias Filho)
“As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo)
“Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos 
seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em 
helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, 
mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)
52Língua Portuguesa
As frases são proferidas com entoação e pausas especiais, 
indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Muitas frases, 
principalmente as que se desviam do esquema sujeito + 
predicado, só podem ser entendidas dentro do contexto (= 
o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente, as 
circunstâncias) em que o falante se encontra. Chamam-se frases 
nominais as que se apresentam sem o verbo. Exemplo: Tudo 
parado e morto.
Quanto ao sentido, as frases podem ser:
Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo, 
de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou 
enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa:
Paulo parece inteligente. (afirmativa)
Nunca te esquecerei. (negativa)
Neli não quis montar o cavalo velho, de pêlo ruço. (negativa)
Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta 
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de 
interrogação). São uma pergunta, uma interrogação:
Por que chegaste tão tarde?
Gostaria de saber que horas são.
“Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa)
Imperativas: aquela através da qual expressamos uma 
ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa. 
Contêm uma ordem, proibição, exortação ou pedido:
“Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa)
Não cometa imprudências. (negativa)
“Não me leves para o mar.” (negativa)
Exclamativas: aquela através da qual externamos uma 
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento, 
etc.:
Como eles são audaciosos!
Não voltaram mais!
Optativas: É aquela através da qual se exprime um desejo:
Bons ventos o levem!
Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios!
“E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de Laet)
Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, maldição):
“Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo 
Branco)
“Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias)
“Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” 
(Domingos Carvalho da Silva)
Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de frase 
podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No primeiro 
caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O que caracteriza 
e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação, ora 
ascendente ora descendente.
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser 
integralmente captados se atentarmos para o contexto em que 
são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se 
explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”, 
usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de 
pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do 
que aparentemente diz.
A entoação é um elemento muito importante da frase falada, 
pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo 
de como é dita, uma frase simples como «É ela.» pode indicar 
constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc. 
A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, conforme o 
tom com que a proferimos. Observe:
Olavo esteve aqui.
Olavo esteve aqui?
Olavo esteve aqui?!
Olavo esteve aqui!
Questões
01. Marque apenas as frases nominais:
(A) Que voz estranha!
(B) A lanterna produzia boa claridade.
(C) As risadas não eram normais.
(D) Luisinho, não!
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa, 
exclamativa, optativa ou imperativa.
(A) Você está bem?
(B) Não olhe; não olhe, Luisinho!
(C) Que alívio!
(D) Tomara que Luisinho não fique impressionado!
(E) Você se machucou?
(F) A luz jorrou na caverna.
(G) Agora suma, seu monstro!
(H) O túnel ficava cada vez mais escuro. 
03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o 
modelo:
Luisinho ficou pra trás. (declarativa)
Lusinho, fique para trás. (imperativa)
 
(A) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. 
(B) Luisinho procurou os fósforos no bolso.
(C) Os meninos olharam à sua volta.
04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. 
Assinale, pois, as frases verbais:
(A) Deus te guarde!
(B) As risadas não eram normais.
(C) Que ideia absurda!
(D) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.
(E) Tão preta como o túnel!
(F) Quem bom!
(G) As ovelhas são mansas e pacientes.
(H) Que espírito irônico e livre! 
Respostas
01. “a” e “d”
02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d) 
optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h) 
declarativa
03. a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho, 
procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta!
04. a = guarde / b = eram / d = quebrou / g = são
Oração
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, 
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração 
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um 
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado 
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns 
casos, através de reticências.
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes 
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, 
não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
Socorro!
Com licença!
Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso.
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como 
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos 
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração 
desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois 
grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma 
coisa (o sujeito), e um grupo que apresentauma declaração (o 
predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:
A menina banhou-se na cachoeira.
A menina – sujeito
53Língua Portuguesa
banhou-se na cachoeira – predicado
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em 
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara 
algo», «o tema do que se vai comunicar».
O predicado é a parte da oração que contém “a informação 
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, 
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara 
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou 
seja, o predicado, é «é eterno».
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, 
que identificamos por ser o termo que concorda em número e 
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. 
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um 
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de 
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e 
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para 
desembarcar.” (Aníbal Machado)
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
Os termos da oração da língua portuguesa são classificados 
em três grandes níveis:
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e 
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente 
da Passiva).
- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, 
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais 
(ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:
Sujeito Predicado
Pobreza não é vileza.
Os sertanistas capturavam os índios.
Um vento áspero sacudia as árvores.
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica 
uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao 
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico 
do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico 
(o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma 
análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu 
papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância 
com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, 
o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o 
núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
- estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
- apresentar-se como elemento determinante em relação ao 
predicado;
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo 
ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Exemplo: 
A padaria está fechada hoje. 
está fechada hoje: predicado nominal
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
a padaria: sujeito
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, 
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição 
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire 
sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma 
sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
Exemplo: 
As formigas invadiram minha casa. 
as formigas: sujeito = termo determinante
invadiram minha casa: predicado = termo determinado
Há formigas na minha casa. 
há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
sujeito: inexistente
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma 
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse 
nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o 
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu, 
tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, 
sua representação pode ser feita através de um substantivo, de 
um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, 
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Exemplos: 
Eu acompanho você até o guichê. 
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
Vocês disseram alguma coisa? 
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. 
Marcos: sujeito = substantivo próprio
Ninguém entra na sala agora. 
ninguém: sujeito = pronome substantivo
O andar deve ser uma atividade diária. 
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir 
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de 
oração substantiva subjetiva: 
É difícil optar por esse ou aquele doce...
É difícil: oração principal
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou 
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
O sino era grande.
Ela tem uma educação fina.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade.
Isto não me agrada.
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um 
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer 
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
 Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma 
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)
O sujeito pode ser:
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; 
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.”
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o 
cavalo nadavam ao lado da canoa.” 
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei 
amanhã.
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando 
não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. 
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado 
saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está 
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) 
aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito: 
vocês)
Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo 
fertiliza o Egito.
Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa 
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso; 
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se 
açudes. (= Açudes foram construídos.) 
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa 
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos 
54Língua Portuguesa
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina 
trancou-se no quarto.
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação 
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou 
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se 
bem naquele restaurante.
Observações:
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.
- Sujeito formado por pronome indefinido não é 
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. 
Ninguém lhe telefonou.
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o 
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente 
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com 
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De 
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo 
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O 
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. 
Pode ser omitido junto de infinitivos.
Aqui vive-se bem.
Devagar se vai ao longe.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.
- Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o 
verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles 
fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a 
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa 
língua. 
Exemplos:
É fácil este problema!
Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.” 
(José de Alencar)
Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um 
fato,através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a 
nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª 
pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos 
de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser 
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear, 
relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem 
fenômenos meteorológicos.
Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um 
segmento extraído da estrutura interna das orações ou das 
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse 
sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico 
que estabelece concordância com outro termo essencial 
da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou 
subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). 
Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo 
que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua 
portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno 
da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. 
Então têm por características básicas: apresentar-se como 
elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um 
atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.
Exemplo:
Carolina conhece os índios da Amazônia. 
sujeito: Carolina = termo determinante
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo 
determinado
Nesses exemplos podemos observar que a concordância é 
estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos 
essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”; 
no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque 
a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto 
é, que são responsáveis pela principal informação naquele 
segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um 
nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da 
oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso, 
temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um 
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por 
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu 
núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou 
termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o 
verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do 
predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem 
dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
Minha empregada é desastrada. 
predicado: é desastrada
núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
tipo de predicado: nominal
O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo 
do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou 
característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.) 
funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. 
predicado: demoliu nosso antigo prédio
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o 
sujeito
tipo de predicado: verbal
Os manifestantes desciam a rua desesperados. 
predicado: desciam a rua desesperados
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o 
sujeito; desesperados = atributo do sujeito
tipo de predicado: verbo-nominal
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é 
responsável também por definir os tipos de elementos que 
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta 
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos 
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, 
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer 
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia 
do predicado.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, 
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por 
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos:
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes 
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é 
depois de algozes)
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da 
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe)
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina 
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)
Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo 
forma o predicado.
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, 
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos 
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo:
As flores murcharam.
Os animais correm.
As folhas caem.
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem 
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de 
predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
João puxou a rede.
“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara 
Resende)
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” 
(Camilo Castelo Branco)
55Língua Portuguesa
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, 
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: 
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê?
Os verbos de predicação completa denominam-se 
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os 
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos, 
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos 
(bitransitivos).
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram 
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de 
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, 
relacionando o predicativo com o sujeito.
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em:
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, 
pois têm sentido completo.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis)
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar)
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” 
(Marquês de Maricá)
Observações: Os verbos intransitivos podem vir 
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um 
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos 
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. 
As orações formadas com verbos intransitivos não podem 
“transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos 
passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com 
o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
- “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
- “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo 
que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, 
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar, 
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto 
é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo: 
julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, 
declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
Comprei um terreno e construí a casa.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de 
Maricá)
“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” 
(Guedes de Amorim)
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os 
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o 
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Consideramos o caso extraordinário.
Inês trazia as mãos sempre limpas.
O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso.
Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem 
ser usados também na voz passiva; Outra característica desses 
verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes 
o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os 
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente 
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: 
arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta; 
tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos 
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar, 
castigar, contrariar, convidar, desculpar,dizer, estimar, elogiar, 
entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar, 
receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um 
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. 
Exemplos:
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma 
adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e 
neutros.” (Érico Veríssimo)
“Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José 
Américo)
“Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” 
(José Geraldo Vieira)
Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa 
distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe, 
lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe, 
agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir 
os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas 
lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de 
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, 
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. 
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam 
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e 
pouco mais, usados também como transitivos diretos: João 
paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado, 
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como 
atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma 
preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido 
com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua 
vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira. 
(tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., 
variam de significação conforme sejam usados como transitivos 
diretos ou indiretos.
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com 
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. 
Exemplos:
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva.
Ceda o lugar aos mais velhos.
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou 
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na 
formação do predicado nominal. Exemplos:
A Terra é móvel.
A água está fria.
O moço anda (=está) triste.
A Lua parecia um disco.
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de 
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais 
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por 
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto 
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. 
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria 
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma 
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com 
dificuldades.; Parece que vai chover.
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação 
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam 
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos:
O homem anda. (intransitivo)
O homem anda triste. (de ligação)
O cego não vê. (intransitivo)
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto)
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do 
objeto.
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, 
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um 
verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:
A bandeira é o símbolo da Pátria.
A mesa era de mármore.
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na 
56Língua Portuguesa
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava 
atrasado.)
O menino abriu a porta ansioso.
Todos partiram alegres.
Observações: O predicativo subjetivo às vezes está 
preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até 
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda 
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os 
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, 
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas 
coisas.; Onde está a criança que fui?
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de 
um verbo transitivo. Exemplos:
O juiz declarou o réu inocente.
O povo elegeu-o deputado.
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos 
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em 
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente 
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se 
ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; 
Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado 
considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo 
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas 
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da 
cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele 
choque com o mundo me causara.”
Termos Integrantes da Oração
Chamam-se termos integrantes da oração os que completam 
a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, 
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à 
compreensão do enunciado. São os seguintes:
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
- Complemento Nominal;
- Agente da Passiva.
Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação 
incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
As plantas purificaram o ar.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
Procurei o livro, mas não o encontrei.
Ninguém me visitou.
O objeto direto tem as seguintes características:
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
- Normalmente, não vem regido de preposição;
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um 
verbo ativo: Caim matou Abel.
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto 
por Caim.
O objeto direto pode ser constituído:
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador 
cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: 
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao 
espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a 
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; 
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar 
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na 
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de 
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do 
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos 
meus escritos?”
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma 
esfera semântica:
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” 
(Vivaldo Coaraci)
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal 
Machado)
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado 
de Assis)
Em tais construções é de rigor que o objeto venha 
acompanhado de um adjunto.
Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto 
direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem 
precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre 
principalmente:
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: 
Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava 
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto 
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o 
seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro 
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos; 
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento 
das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com 
aquele homem a quem na realidade tambémtemia, como todos 
ali”.
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando 
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo 
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; 
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a 
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro? 
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a 
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As 
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de 
duas criaturas que só tinham uma à outra”.
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, 
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da 
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre 
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O 
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. 
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto 
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao 
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade 
conheço desde os seus mais tenros anos”.
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro 
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a 
ambos...”.
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a 
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a 
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos 
outros.; A quantos a vida ilude!. 
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) 
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os 
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; 
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou 
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se 
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a 
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição 
do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, 
quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, 
lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com 
verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões 
ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: 
a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da 
expressão.
Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque 
ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no 
início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do 
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal 
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
“Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
57Língua Portuguesa
Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de 
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, 
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: 
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a 
significação dos verbos:
- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e 
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma.
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): 
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua 
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a 
verdade ao moço.)
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras 
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente 
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; 
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe 
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois 
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a 
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para 
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto 
com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em 
frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é 
impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados 
adjuntos adverbiais.
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa 
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos 
indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos: 
Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto 
pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é 
expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a 
Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele 
só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com 
você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao 
público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais 
gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os 
obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com 
quem conto são poucas.
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é 
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) 
ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a, 
com, contra, de, em, para e por.
Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto, 
o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase. 
Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa 
a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, 
incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado 
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, 
adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. 
Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao 
mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; 
“Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” 
Observações: O complemento nominal representa o 
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um 
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de 
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor 
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas 
no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de 
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, 
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que 
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a 
verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo; 
perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais, 
obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc.
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz 
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo 
passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos 
frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos 
colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era 
conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou 
pelos pronomes:
As flores são umedecidas pelo orvalho.
A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz 
ativa:
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Observações: 
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente 
expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado 
e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. 
(Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas. 
(Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara 
o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos 
pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele 
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas 
ruas. (certo)
Termos Acessórios da Oração
Termos acessórios são os que desempenham na oração 
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, 
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São 
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjuntoadverbial e aposto.
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina 
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. 
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal 
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto 
adnominal).
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos: 
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o 
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, 
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, 
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; 
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, 
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem
- fio de aço, casa de madeira: matéria
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado 
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa 
o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do 
presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo 
de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor 
de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O 
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa 
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém 
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, 
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do 
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das 
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe.
Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância 
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica 
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas 
numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial 
é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.; 
Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; 
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez 
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às 
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu 
58Língua Portuguesa
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu 
de repente.
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes 
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não 
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No 
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De 
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de 
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial 
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, 
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto 
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de 
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.
adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, 
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos:
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” 
(Carlos Drummond de Andrade)
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome 
substantivo:
Foram os dois, ele e ela.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases 
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do 
sujeito:
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de 
cores.
Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na 
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo 
pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia; 
o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” 
(Graciliano Ramos)
O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às 
vezes, está elíptico. Exemplos:
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da 
alma humana.
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de 
tempestade iminente.
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
Um aposto pode referir-se a outro aposto:
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do 
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto 
é, a saber, ou da preposição acidental como:
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, 
não são banhados pelo mar.
Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento 
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das 
coisas.” (Raquel Jardim)
De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.
Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título, 
apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou 
a coisa personificada a que nos dirigimos:
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria 
de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de 
Assis)
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. 
Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os 
pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e 
prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso, 
que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade 
abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de 
apelo (ó, olá, eh!):
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” 
(Graciliano Ramos)
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo 
Castelo Branco)
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da 
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
Questões
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade 
em:
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
(B) enfrentamos MUITAS novidades
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes
(E) assumimos MUITO conflito e confusão
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há 
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são 
respectivamente:
(A) sujeito – objeto direto;
(B) sujeito – aposto;
(C) objeto direto – aposto;
(D) objeto direto – objeto direto;
(E) objeto direto – complemento nominal.
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto 
indireto.
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca 
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando 
Pessoa)
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar 
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de 
Guimarães)
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a 
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para 
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa) 
Respostas
01. D\02. C\03. D
Período
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um 
período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de 
interrogação ou com reticências.
O período é simples quando só traz uma oração, chamada 
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma 
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração 
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há 
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num 
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as 
locuções verbais nele existentes. Exemplos:
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
Quero que você aprenda. (doisverbos, duas orações)
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma 
oração)
59Língua Portuguesa
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções 
verbais, duas orações)
Há três tipos de período composto: por coordenação, por 
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo 
tempo (também chamada de misto).
Período Composto por Coordenação – Orações 
Coordenadas
Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos 
de infância.
1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos
3ª oração: recordamos os tempos de infância
As três orações que compõem esse período têm sentido 
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: 
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de 
sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra 
sintaticamente.
As orações independentes de um período são chamadas 
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de 
orações coordenadas é chamado de período composto por 
coordenação.
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e 
sindéticas.
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando 
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
 OCA OCA OCA
“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de 
Assis)
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” 
(Antônio Olavo Pereira)
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” 
(Coelho Neto)
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm 
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
O homem saiu do carro / e entrou na casa.
 OCA OCS
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de 
acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas 
que as introduzem. Pode ser:
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só... 
mas também, não só... mas ainda.
Saí da escola / e fui à lanchonete.
 OCA OCS Aditiva
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à 
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
A doença vem a cavalo e volta a pé.
As pessoas não se mexiam nem falavam.
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até 
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.” 
(Machado de Assis)
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, 
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
Estudei bastante / mas não passei no teste.
 OCA OCS Adversativa
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por 
uma conjunção coordenativa adversativa.
A espada vence, mas não convence.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, 
por isso, pois, logo.
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
 OCA OCS Conclusiva
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração 
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Vives mentindo; logo, não mereces fé.
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou, 
ora... ora, seja... seja, quer... quer.
Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
 OCA OCS Alternativa
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha 
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção 
coordenativa alternativa.
Venha agora ou perderá a vez.
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de 
Assis)
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço 
muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.” 
(Luís Jardim)
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, 
porque, pois, porquanto.
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
 OCA OCS Explicativa
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção 
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação 
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa 
explicativa.
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã.
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico 
Veríssimo)
Questões
01. Relacione as orações coordenadas por meio de 
conjunções:
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
 
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar 
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
(A) causa
(B) explicação
(C) conclusão
(D) proporção
(E) comparação
 
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração 
sublinhada pode indicar uma ideia de:
(A) concessão
(B) oposição
(C) condição
(D) lugar
(E) consequência
Respostas
01.
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
 
02. E\03. C
60Língua Portuguesa
Período Composto por Subordinação
Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
Todos querem sua participação. (objeto direto)
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de 
causa)
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em 
orações com a mesma função sintática:
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada 
com função de adjunto adnominal)
Todos querem / que você participe. (oração subordinada 
com função de objeto direto)
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração 
subordinada com função de adjunto adverbial de causa)
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma 
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, 
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo 
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a 
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele 
é classificado como período composto por subordinação. As 
orações subordinadas são classificadas de acordo com a função 
que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
Orações Subordinadas Adverbiais
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas 
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal 
(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa 
que as introduz:
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração 
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, 
visto que.
Não fui à escola / porque fiquei doente.
 OP OSA Causal
O tambor soa porque é oco.
Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de 
Sousa)
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a 
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, 
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
Irei à sua casa / se não chover.
 OP OSA Condicional
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos 
ofensores.
Se o conhecesses, não o condenarias.
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de 
Andrade)
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência 
tenha êxito.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da 
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. 
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais 
que, mesmo que.
Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
 OP OSA Concessiva
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que 
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim 
arriscou uma opinião.
Cumpriremos nosso dever, ainda que(ou mesmo quando 
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
Por mais que gritasse, não me ouviram.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato 
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
 OP OSA Conformativa
O homem age conforme pensa.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação.
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao 
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim 
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
 OP OSA Temporal
Formiga, quando quer se perder, cria asas.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se 
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês 
de Maricá)
Enquanto foi rico, todos o procuravam.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi 
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de 
que, porque (=para que), que.
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
 OP OSA Final
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” 
(Marquês de Maricá)
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = 
para que)
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as 
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = 
para que não deixasse)
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi 
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= 
porque), pois que, visto que.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
 OP OSA Consecutiva
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José 
J. Veiga)
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude 
prolongar minha viagem.
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com 
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, 
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com 
menos ou mais).
Ela é bonita / como a mãe.
 OP OSA Comparativa
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.” 
(Marquês de Maricá)
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz 
daquele olhar.
Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam 
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está 
subentendido o verbo ser (como a mãe é).
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona 
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. 
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto 
mais, quanto menos.
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
 OSA Proporcional OP
À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai 
diminuindo.
61Língua Portuguesa
Orações Subordinadas Substantivas
As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas 
que, num período, exercem funções sintáticas próprias de 
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções 
integrantes que e se. Elas podem ser:
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É 
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração 
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
O grupo quer / que você ajude.
 OP OSS Objetiva Direta
O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O 
mestre exigia a presença de todos.)
Mariana esperou que o marido voltasse.
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
O fiscal verificou se tudo estava em ordem. 
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É 
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração 
principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
Necessito / de que você me ajude.
 OP OSS Objetiva Indireta
Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua 
viagem.)
Aconselha-o a que trabalhe mais.
Daremos o prêmio a quem o merecer.
Lembre-se de que a vida é breve.
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela 
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. 
Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
É importante / que você colabore.
 OP OSS Subjetiva
A oração subjetiva geralmente vem:
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções 
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que 
ele voltará amanhã.
- depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, 
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos 
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem 
da reunião.
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é 
necessária.)
Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa.
Importa que saibas isso bem.
- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: 
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um 
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua 
inocência. (complemento nominal)
Estou convencido / de que ele é inocente.
 OP OSS Completiva Nominal
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão 
dele.)
Estava ansioso por que voltasses.
Sê grato a quem te ensina.
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” 
(Graciliano Ramos)
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela 
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, 
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua 
felicidade. (predicativo)
O importante é / que você seja feliz.
 OP OSS Predicativa
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Minha esperança era que ele desistisse.
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
Não sou quem você pensa.
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela 
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. 
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício 
do país. (aposto)
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do 
país.
 OP OSS Apositiva
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma 
coisa: a sua felicidade)
Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de 
que virias a morrer...” (Osmã Lins)
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo 
oculto?” (Machado de Assis)
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois-
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração 
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a 
saúde, tornou-se realidade.
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, 
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros 
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Não sei quando ele chegou.
Diga-me como resolver esse problema.
Orações Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem 
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração 
principal. Observe como podemos transformar um adjunto 
adnominal em oração subordinada adjetiva:
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada 
adjetiva)
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas 
por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem 
ser classificadas em:
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas 
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a quese 
referem. Exemplo:
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
 OP OSA Restritiva
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica 
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não 
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.
Pedra que rola não cria limo.
Os animais que se alimentam de carne chamam-se 
carnívoros.
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas 
escreveram.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário 
Mariano)
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas 
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se 
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem 
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um 
novo livro.
 OP OSA Explicativa OP
Deus, que é nosso pai, nos salvará.
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.
62Língua Portuguesa
Orações Reduzidas
Observe que as orações subordinadas eram sempre 
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e 
apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do 
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras 
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais 
(infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês. 
(infinitivo)
- Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
- Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. 
(particípio)
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das 
formas nominais são chamadas de reduzidas.
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, 
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos 
a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e 
passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo, 
conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação 
da oração desenvolvida.
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
 OSA Temporal
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal, 
reduzida de infinitivo.
Precisando de ajuda, telefone-me.
Se precisar de ajuda, / telefone-me.
 OSA Condicional
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial 
condicional, reduzida de gerúndio.
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o 
vestiário.
 OSA Temporal
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal, 
reduzida de particípio.
Observações:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de 
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas 
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de 
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa 
cidade.
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem 
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. 
Exemplos:
Preciso terminar este exercício.
Ele está jantando na sala.
Essa casa foi construída por meu pai.
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma 
reduzida. Exemplo:
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração 
coordenada sindética aditiva)
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de 
gerúndio.
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas 
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser 
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a 
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome 
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na 
oração principal, que traz o efeito. 
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre 
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, 
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. 
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por 
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. 
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto 
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. 
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O 
período agora é composto por coordenação, pois a oração 
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou 
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o 
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela 
ter chorado.
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
OP OSA Comparativa OSA Condicional
Questões
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava 
para ser mãe”, a oração destacada é:
(A) subordinada substantiva objetiva indireta 
(B) subordinada substantiva completiva nominal 
(C) subordinada substantiva predicativa 
(D) coordenada sindética conclusiva 
(E) coordenada sindética explicativa 
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. 
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na 
realidade.” A oração sublinhada é: 
(A) adverbial conformativa 
(B) adjetiva 
(C) adverbial consecutiva 
(D) adverbial proporcional
(E) adverbial causal
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos 
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características 
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos 
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de 
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma 
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em 
(A) para se encaixarem. 
(B) para seu encaixotamento. 
(C) para que se encaixassem. 
(D) para que se encaixem. 
(E) para que se encaixariam.
Respostas
01. B\02. A\03. D
Sintaxe de Concordância, 
Colocação e Regência.
Concordância Verbal
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos 
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo 
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes 
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no 
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha 
a função de subordinado. 
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número 
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno 
chegou 
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do 
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso 
(ele). Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram 
atrasados.
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. 
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é 
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito 
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: 
Casos referentes a sujeito simples
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o 
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
63Língua Portuguesa
2) Nos casos referentes a sujeito representado por 
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do 
singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
Observação:
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal 
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o 
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, 
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, 
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar 
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo 
que a segue: A maioria dos alunos resolveu ficar. A maioria 
dos alunos resolveram ficar.
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões 
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo 
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de 
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão 
“mais deum”, o verbo permanece no singular: Mais de 
um candidato se inscreveu no concurso de piadas. 
Observação:
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou 
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, 
necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um 
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de 
doação de alimentos. 
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades 
de formatura. 
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos 
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi um dos 
que atuaram na Copa América.
7) Em casos relativos à concordância com locuções 
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, 
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos 
atermos a duas questões básicas:
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, 
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também 
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos. 
/ Alguns de nós o receberão.
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso 
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular: Algum 
de nós o receberá. 
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome 
“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular 
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome: 
Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / Fomos 
nós quem contamos toda a verdade para ela.
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra 
“que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa 
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / 
Em casa sou eu que decido tudo. 
10) No caso de o sujeito aparecer representado por 
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o 
numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem: 
50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50% 
do eleitorado apoiou a decisão.
Observações:
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de 
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram 
a decisão da diretoria 50% dos funcionários. 
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular: 
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria. 
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de 
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os 
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por 
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira 
pessoa do singular ou do plural: Vossas Majestades gostaram das 
homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite. 
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo 
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos 
que os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser, 
este permanece no singular, contanto que o predicativo também 
esteja no singular: Memórias póstumas de Brás Cubas é uma 
criação de Machado de Assis. 
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também 
permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência 
mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem 
aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos é uma 
potência mundial. 
Casos referentes a sujeito composto
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas 
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando 
relacionado a dois pressupostos básicos:
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as 
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá 
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. 
Tu e ele são primos.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto 
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois 
filhos compareceram ao evento. 
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este 
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer 
no plural: Compareceram ao evento o pai e seus dois filhos. 
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com 
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: 
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do 
mundo.
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas 
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá 
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, 
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. 
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de 
meu esforço.
Questões
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual 
alternativa?
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência 
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em 
breve, o ultrapassará.
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode 
comê-las sem receio!
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na 
janela do hotel!
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não 
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New 
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos 
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos 
de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato 
de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos 
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras 
tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações 
cotidianas com os outros.
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato 
64Língua Portuguesa
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam 
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. 
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um 
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela 
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao 
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós 
alguma coisa que também quer se expressar.
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para 
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. 
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima 
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os 
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma 
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas 
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que 
as sentem.
 (Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que 
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, 
2005. p 250)
A frase em que se respeitam as normas de concordância 
verbal é:
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos 
atraem.
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos 
atraem.
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros 
nos atraem.
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos 
atraem.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros 
nos atraem.
03. Uma pergunta
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de 
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves 
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para 
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador 
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a 
decisão: - Quem sofrerá?
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se 
considerar.
(Salvador Nicola, inédito)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no 
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de 
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. 
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o 
peso de suas mais graves decisões. 
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) 
tomar decisões sem medir suas consequências. 
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) 
sobrevir consequências imprevistas e injustas. 
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar)prioridade, 
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor 
humana. 
Respostas
01. C\02. A\03. C
Concordância Nominal
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos 
demais termos da oração para que concordem em gênero e 
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos 
também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome 
concordam em gênero e número com o substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha. 
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra 
geral mostrada acima.
a) Um adjetivo após vários substantivos
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural 
ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o 
plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Ela tem pai e mãe louros. 
- Ela tem pai e mãe loura.
3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente 
para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos. 
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais 
próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa. 
Provei deliciosa fruta e suco.
2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: 
concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos. 
Estava ferido o pai e os filhos.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
d) Pronomes de tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
Vossa Santidade esteve no Brasil.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
As cartas estão anexas. 
A bebida está inclusa. 
Precisamos de nomes próprios. 
Obrigado, disse o rapaz.
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no 
singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis. 
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
g) É bom, é necessário, é proibido
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier 
precedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa. 
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. 
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada 
é proibida.
h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem. 
Pouco arroz é suficiente para mim. 
Os sapatos estavam caros.
2- Como advérbios: são invariáveis.
Comi muito durante a viagem. 
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. 
Comprei caro os sapatos.
i) Mesmo, bastante
1- Como advérbios: invariáveis
Preciso mesmo da sua ajuda. 
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. 
65Língua Portuguesa
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
j) Menos, alerta
1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso. 
Estamos alerta para com suas chamadas.
k) Tal Qual
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o 
consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia. 
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
l) Possível
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” 
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs. 
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. 
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da 
cidade.
m) Meio
1- Como advérbio: invariável.
Estou meio (um pouco) insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
n) Só
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
Questões
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou 
nominal: 
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam 
encontros semanais com os diversos interessados no assunto.
(C) Alguma solução é necessária, e logo!
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a 
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido 
não pode prosperar.
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. 
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de 
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter 
certa autonomia econômica.
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de 
gênero, número ou pessoa): 
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a 
diferença.”
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às 
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de 
longe...
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais 
compreensivo.
03. A concordância nominal está INCORRETA em: 
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o 
envolvimento da empresa.
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessária.
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa 
e a campanha.
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessárias.
Respostas
01. D\02. D\03. B
Colocação dos Pronomes Oblíquos 
Átonos
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a 
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais 
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se 
referem.
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, 
lhes, nos e vos.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na 
oração em relação ao verbo:
1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo
Próclise 
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
- Palavras com sentido negativo:
Nada me faz querer sair dessa cama. 
Não se trata de nenhuma novidade. 
- Advérbios:
Nesta casa se fala alemão.
Naquele dia me falaram que a professora não veio.
- Pronomes relativos:
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
- Pronomes indefinidos:
Quem me disse isso?
Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
- Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz!
Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
- Preposição seguida de gerúndio:
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais 
indicado à pesquisa escolar.
- Conjunção subordinativa:
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
Ênclise
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não 
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A 
ênclise vai acontecer quando:
- O verbo estiver no imperativo afirmativo:
Amem-se uns aos outros.
Sigam-me e não terão derrotas.
- O verbo iniciar a oração:
Diga-lhe que está tudo bem.
Chamaram-me para ser sócio.
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição 
“a”:
Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
- O verbo estiver no gerúndio:
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de 
despreocupada.
Despediu-se, beijando-me a face.
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no 
mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
66Língua Portuguesa
Mesóclise 
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no 
futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se 
realizará)
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma 
proposta a você)
Fontes:
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.phphttp://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.
htm
Questões
01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição 
de estrutura nominal por pronome em: 
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
lhes antecipadamente. 
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do 
verbo fabricar se extraiu-lhe. 
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. 
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de 
conhecê-las. 
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.
02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em 
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo 
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser 
(A) Basta apresenta-lo. 
(B) Basta apresentar-lhe. 
(C) Basta apresenta-lhe. 
(D) Basta apresentá-la. 
(E) Basta apresentá-lo.
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o 
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a 
norma-padrão?
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – 
conhecia-o
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá 
– tinha encontrado-o.
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no 
Museu – relatá-las-ão.
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus 
antepassados? – explicou-lhes.
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de 
um museu virtual – Lhes vinham perguntando.
Respostas
01. D/02. E/03. C
Regência Verbal e Nominal
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que 
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. 
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando 
frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido 
desejado, que sejam corretas e claras.
Regência Verbal
Termo Regente: VERBO
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre 
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e 
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa 
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de 
conhecermos as diversas significações que um verbo pode 
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
Observe:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou 
prazer”, satisfazer.
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de 
“agradar a alguém”.
Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um 
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e 
também nominal). As preposições são capazes de modificar 
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os 
exemplos:
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo 
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei 
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se 
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é 
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, 
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. 
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de 
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é 
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes 
formas em frases distintas.
Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É 
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos 
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
a) Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais 
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para 
indicar destino ou direção são: a, para.
Fui ao teatro.
 Adjunto Adverbial de Lugar
Ricardo foi para a Espanha.
 Adjunto Adverbial de Lugar
b) Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido 
por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último 
jogo.
Verbos Transitivos Diretos
Os verbos transitivos diretos são complementados por 
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para 
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses 
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, 
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir 
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r, 
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em 
sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando complementos 
verbais, objetos indiretos.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, 
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, 
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, 
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, 
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, 
socorrer, suportar, ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o 
verbo amar:
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para 
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais).
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
Verbos Transitivos Indiretos
Os verbos transitivos indiretos são complementados por 
67Língua Portuguesa
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma 
preposição para o estabelecimento da relação de regência. 
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que 
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para 
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como 
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos 
indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes 
oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos 
pronomes átonos lhe, lhes. 
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
a) Consistir - Tem complemento introduzido pela 
preposição “em”.
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para 
todos.
b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos 
introduzidos pela preposição “a”.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder - Tem complemento introduzido pela 
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a 
quem” ou “ao que” se responde.
Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto 
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 
analítica. Veja:
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos 
introduzidos pela preposição “com”.
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam 
para uma minoria privilegiada.
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados 
de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse 
grupo:
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto
 relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. 
Veja os exemplos:
Agradeço aos ouvintes a audiência.
 Objeto Indireto Objeto Direto
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador.
 Obj. Direto Objeto Indireto
Paguei o débito ao cobrador.
 Objeto Direto Objeto Indireto
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com 
particular cuidado. Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Informar
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto 
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos 
preços)
- Na utilização de pronomes como complementos, veja as 
construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre 
eles)
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os 
seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as 
preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento 
indireto.
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma 
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Pedi-lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto
 
Pedi-lhe que mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
 Objetiva Direta
Saiba que:
1) A construção “pedir para”, muito comum na linguagem 
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No 
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver 
subentendida.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma 
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para 
ir entregar-lhe os catálogos em casa).
2) A construção “dizer para”, também muito usada 
popularmente, é igualmente considerada incorreta.
Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto 
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem 
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, um 
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente 
no próprio verbo (pre).
Mudança de Transitividade versus Mudança de 
Significado
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, 
apresentam mudança de significado. O conhecimento das 
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico 
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação 
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a 
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, 
acariciar.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada 
quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia 
não perde oportunidade de agradá-lo.
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado 
a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento introduzido 
pela preposição “a”.
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.
ASPIRAR
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar 
(o ar), inalar.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter 
como ambição.
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a 
elas)
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, 
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe” 
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”. Veja o 
exemplo:
68Língua Portuguesa
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
ASSISTIR
1) Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar 
assistência a, auxiliar. Por Exemplo:
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, 
estar presente, caber, pertencer. 
Exemplos:
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é 
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar 
introduzido pela preposição “em”.
Assistimos numa conturbada cidade.
CHAMAR
1) Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, 
solicitar a atenção ou a presença de.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode 
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo 
preposicionado ou não.
A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
CUSTAR
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor 
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou 
transitivo indireto.
Muito custa viver tão longe da família.
 Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 Intransitivo Reduzida de Infinitivo
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude.
 Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 Indireto Reduzida de Infinitivo
 
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que 
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa. 
Observe o exemplo abaixo:
Custei para entender o problema. 
Forma correta: Custou-me entender o problema.
IMPLICAR
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a) dar a entender, fazer supor, pressupor
Suas atitudes implicavam um firme propósito.
b) Ter como consequência, trazer como consequência, 
acarretar, provocar
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um 
povo.
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, 
envolver
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo 
indireto e rege com preposição “com”.
Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
PROCEDER
1) Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, 
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, 
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de 
adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia como 
refutá-las.
Você procede muito mal.
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição” 
de”) e fazer, executar (rege complemento introduzido pela 
preposição “a”) é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.
QUERER
1) Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter 
vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
2) Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, 
estimar, amar.
Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
VISAR
1) Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, 
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo. 
O gerente não quis visar o cheque.
2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como 
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar 
público.
Questões
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego 
correto da regência do verbo, EXCETO: 
(A) Faço entrega em domicílio.
(B) Eles assistem o espetáculo.
(C) João gosta de frutas.
(D) Ana reside em São Paulo.
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe.
02. Assinale a opção em que o verbo 
chamar é empregado com o mesmo sentido que 
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, 
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”:
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo;
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo;
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco;
(E) mandou chamar o médico com urgência.
03. A regência verbal está correta na alternativa:
(A) Ela quer namorar como meu irmão.
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé.
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor.
(D) É preferível ir a pé a ir de carro.
Respostas
01. B\02. A\03. D
Regência Nominal
 
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, 
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa 
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo 
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes 
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que 
derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, 
69Língua Portuguesa
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: 
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem 
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados 
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os 
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses 
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
Substantivos
Admiração a, por 
Devoção a, para, com, por 
Medo a, de
Aversão a, para, por 
Doutor em 
Obediência a
Atentado a, contra 
Dúvida acerca de, em, sobre 
Ojeriza a, por
Bacharel em 
Horror a 
Proeminência sobre
Capacidade de, para 
Impaciência com 
Respeito a, com, para com, por
Adjetivos
Acessível a 
Diferente de 
Necessário a
Acostumado a, com 
Entendido em 
Nocivo a
Afável com, para com 
Equivalente a 
Paralelo a
Agradável a 
Escasso de 
Parco em, de
Alheio a, de 
Essencial a, para 
Passível de
Análogo a 
Fácil de 
Preferível a
Ansioso de, para, por 
Fanático por 
Prejudicial a
Apto a, para 
Favorável a 
Prestes a
Ávido de 
Generoso com 
Propício a
Benéfico a 
Grato a, por 
Próximo a
Capaz de, para 
Hábil em 
Relacionado com
Compatível com 
Habituado a 
Relativo a
Contemporâneo a, de 
Idêntico a 
Advérbios
Longe de Perto de
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir 
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; 
paralelamente a; relativa a; relativamente a.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
Questões
01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva 
ser empregada, de acordo com a regência nominal.
(A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
(C) Sirlene tem horror ____ aves.
(D) O diretor está ávido ____ melhores metas.
(E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda 
população.
02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto......
simpatia.
(A) a, por, menos
(B) do que, por, menos
(C) a, para, menos
(D) do que, com, menos
(E) do que, para, menos
 
03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser 
seguidos pela mesma preposição:
(A) ávido, bom, inconsequente
(B) indigno, odioso, perito
(C) leal, limpo, oneroso
(D) orgulhoso, rico, sedento
(E) oposto, pálido, sábio
Respostas
01. D\02. A\03. D
Anotações
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70Língua Portuguesa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1Matemática
Conjuntos, representação gráfica 
e algébrica de conjuntos; tipos 
de conjuntos; relações de 
pertinência, inclusão, igualdade 
e desigualdade entre conjuntos, 
subconjuntos; união, intersecção 
e diferença de conjuntos; 
complementar de um conjunto. 
Operações entre conjuntos.
Conjuntos Primitivos 
Os conceitos de conjunto, elemento e pertinência são primi-
tivos, ou seja, não são definidos.
Um cacho de bananas, um cardume de peixes ou uma porção 
de livros são todos exemplos de conjuntos.
Conjuntos, como usualmente são concebidos, têm elemen-
tos. Um elemento de um conjunto pode ser uma banana, um pei-
xe ou um livro. Convém frisar que um conjunto pode ele mesmo 
ser elemento de algum outro conjunto.
Por exemplo, uma reta é um conjunto de pontos; um feixe de 
retas é um conjunto onde cada elemento (reta) é também con-
junto (de pontos).
Em geral indicaremos os conjuntos pelas letras maiúsculas 
A, B, C, ..., X, e os elementos pelas letras minúsculas a, b, c, ..., x, y, 
..., embora não exista essa obrigatoriedade.
Em Geometria, por exemplo, os pontos são indicados por 
letras maiúsculas e as retas (que são conjuntos de pontos) por 
letras minúsculas.
Outro conceito fundamental é o de relação de pertinência 
que nos dá um relacionamento entre um elemento e um con-
junto.
Se x é um elemento de um conjunto A, escreveremos x∈A
Lê-se: x é elemento de A ou x pertence a A.
Se x não é um elemento de um conjunto A, escreveremos x∉A
Lê-se x não é elemento de A ou x não pertence a A.
Como representar um conjunto 
Pela designação de seus elementos: Escrevemos os elemen-
tos entre chaves, separando os por vírgula.
Exemplos
- {3, 6, 7, 8} indica o conjunto formado pelos elementos 3, 
6, 7 e 8.
{a; b; m} indica o conjunto constituído pelos elementos a, b 
e m.
{1; {2; 3}; {3}} indica o conjunto cujos elementos são 1, {2; 
3} e {3}.
Pela propriedade de seus elementos: Conhecida uma pro-
priedade P que caracteriza os elementos de um conjunto A, este 
fica bem determinado.
P termo “propriedade P que caracteriza os elementos de um 
conjunto A” significa que, dado um elemento x qualquer temos:
Assim sendo, o conjunto dos elementos x que possuem a 
propriedade P é indicado por:
{x, tal que x tem a propriedade P}
Uma vez que “tal que” pode ser denotado por t.q. ou | ou ain-
da :, podemos indicar o mesmo conjunto por:
{x, t . q . x tem a propriedade P} ou, ainda,
{x : x tem a propriedade P}
Exemplos 
- { x, t.q. x é vogal } é o mesmo que {a, e, i, o, u}
- {x | x é um número natural menor que 4 } é o mesmo que 
{0, 1, 2, 3}
- {x : x em um número inteiro e x2 = x } é o mesmo que {0, 1}
Pelo diagrama de Venn-Euler: O diagrama de Venn-Euler 
consiste em representar o conjunto através de um “círculo” de 
tal forma que seus elementos e somente eles estejam no “cír-
culo”.
Exemplos
- Se A = {a, e, i, o, u} então 
- Se B = {0, 1, 2, 3 }, então
Conjunto Vazio
Conjunto vazio é aquele que não possui elementos. Repre-
senta-se pela letra do alfabeto norueguês 0/ ou, simplesmente 
{ }.
Simbolicamente: ∀ x, x∉ 0/
Exemplos
 - 0/ = {x : x é um número inteiro e 3x = 1}
- 0/ = {x | x é um número natural e 3 – x = 4}
- 0/ = {x | x ≠ x}
Subconjunto
Sejam A e B dois conjuntos. Se todo elemento de A é também 
elemento de B, dizemos que A é um subconjunto de B ou A é a 
parte de B ou, ainda, A está contido em B e indicamos por A ⊂ B. 
Simbolicamente: A⊂B⇔ (∀ x)(x∈∀ ⇒ x∈B)
Portanto, A ⊄ B significa que A não é um subconjunto de B 
ou A não é parte de B ou, ainda, A não está contido em B.
Por outro lado, A ⊄ B se, e somente se, existe, pelo menos, 
um elemento de A que não é elemento de B. 
Simbolicamente: A⊄ B⇔ (∃ x)(x∈A e x∉B)
Exemplos
- {2 . 4} ⊂ {2, 3, 4}, pois 2 ∈ {2, 3, 4} e 4 ∈ {2, 3, 4}
- {2, 3, 4}⊄ {2, 4}, pois 3 ∉{2, 4}
- {5, 6} ⊂ {5, 6}, pois 5 ∈{5, 6} e 6 ∈{5, 6}
Inclusão e pertinência
A definição de subconjunto estabelece um relacionamento 
entre dois conjuntos e recebe o nome de relação de inclusão (
⊂ ).
A relação de pertinência (∈) estabelece um relacionamento 
entre um elemento e um conjunto e, portanto, é diferente da re-
lação de inclusão.
Simbolicamente
x∈A ⇔ {x}⊂ A
x∉A ⇔ {x}⊄ A
2Matemática
Igualdade
Sejam A e B dois conjuntos. Dizemos que A é igual a B e in-
dicamos por A = B se, e somente se, A é subconjunto de B e B é 
também subconjunto de A. 
Simbolicamente: A = B ⇔ A⊂ B e B⊂ A
Demonstrar que dois conjuntos A e B são iguais equivale, se-
gundo a definição, a demonstrar que A ⊂ B e B ⊂ A.
Segue da definição que dois conjuntossão iguais se, e so-
mente se, possuem os mesmos elementos.
Portanto A ≠ B significa que A é diferente de B. Portanto A ≠ 
B se, e somente se, A não é subconjunto de B ou B não é subcon-
junto de A. Simbolicamente: A ≠ B ⇔ A⊄ B ou B⊄ A
Exemplos
- {2,4} = {4,2}, pois {2,4} ⊂ {4,2} e {4,2}⊂ {2,4}. Isto nos 
mostra que a ordem dos elementos de um conjunto não deve ser 
levada em consideração. Em outras palavras, um conjunto fica 
determinado pelos elementos que o mesmo possui e não pela 
ordem em que esses elementos são descritos.
- {2,2,2,4} = {2,4}, pois {2,2,2,4} ⊂ {2,4} e {2,4} ⊂ {2,2,2,4}. 
Isto nos mostra que a repetição de elementos é desnecessária.
- {a,a} = {a}
- {a,b = {a} ⇔ a= b
- {1,2} = {x,y} ⇔ (x = 1 e y = 2) ou (x = 2 e y = 1) 
Número de Elementos da União e da Intersecção de Con-
juntos
Dados dois conjuntos A e B, como vemos na figura abaixo, 
podemos estabelecer uma relação entre os respectivos números 
de elementos.
Note que ao subtrairmos os elementos comuns evitamos 
que eles sejam contados duas vezes.
Observações:
a) Se os conjuntos A e B forem disjuntos ou se mesmo um 
deles estiver contido no outro, ainda assim a relação dada será 
verdadeira.
b) Podemos ampliar a relação do número de elementos para 
três ou mais conjuntos com a mesma eficiência.
Observe o diagrama e comprove.
Conjunto das partes
Dado um conjunto A podemos construir um novo conjunto 
formado por todos os subconjuntos (partes) de A. Esse novo 
conjunto chama-se conjunto dos subconjuntos (ou das partes) 
de A e é indicado por P(A). 
Simbolicamente: P(A)={X | X⊂ A} ou X⊂ P(A) ⇔ X⊂ A
Exemplos
a) = {2, 4, 6}
P(A) = { 0/ , {2}, {4}, {6}, {2,4}, {2,6}, {4,6}, A}
b) = {3,5}
P(B) = { 0/ , {3}, {5}, B}
c) = {8} 
P(C) = { 0/ , C}
 
d) = 0/
P(D) = { 0/ }
Propriedades
Seja A um conjunto qualquer e 0/ o conjunto vazio. Valem as 
seguintes propriedades
0/ ≠( 0/ ) 0/ ∉ 0/ 0/ ⊂ 0/ 0/ ∈{ 0/ }
0/ ⊂ A ⇔ 0/
∈P(A)
A ⊂ A ⇔
A∈P(A)
Se A tem n elementos então A possui 2n subconjuntos e, por-
tanto, P(A) possui 2n elementos.
União de conjuntos
A união (ou reunião) dos conjuntos A e B é o conjunto for-
mado por todos os elementos que pertencem a A ou a B. Repre-
senta-se por A∪ B. 
Simbolicamente: A∪ B = {X | X∈A ou X∈B}
Exemplos
- {2,3}∪ {4,5,6}={2,3,4,5,6}
- {2,3,4}∪ {3,4,5}={2,3,4,5}
- {2,3}∪ {1,2,3,4}={1,2,3,4}
- {a,b}∪ φ {a,b}
Intersecção de conjuntos
A intersecção dos conjuntos A e B é o conjunto formado por 
todos os elementos que pertencem, simultaneamente, a A e a B. 
Representa-se por A∩ B. Simbolicamente: A∩ B = {X | X∈A ou 
X∈B}
Exemplos
- {2,3,4}∩ {3,5}={3}
- {1,2,3}∩ {2,3,4}={2,3}
- {2,3}∩ {1,2,3,5}={2,3}
- {2,4}∩ {3,5,7}=φ
Observação: Se A∩ B=φ , dizemos que A e B são conjuntos 
disjuntos.
Subtração
A diferença entre os conjuntos A e B é o conjunto formado 
por todos os elementos que pertencem a A e não pertencem a 
3Matemática
B. Representa-se por A – B. Simbolicamente: A – B = {X | X ∈A 
e X∉B}
O conjunto A – B é também chamado de conjunto comple-
mentar de B em relação a A, representado por CAB. 
Simbolicamente: CAB = A - B{X | X∈A e X∉B}
Exemplos
- A = {0, 1, 2, 3} e B = {0, 2} 
CAB = A – B = {1,3} e CBA = B – A =φ- A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4}
CAB = A – B = {1} e CBA = B – A = {14}
- A = {0, 2, 4} e B = {1 ,3 ,5} 
CAB = A – B = {0,2,4} e CBA = B – A = {1,3,5}Observações: Alguns autores preferem utilizar o conceito de 
completar de B em relação a A somente nos casos em que B ⊂ A.
- Se B ⊂ A representa-se por B o conjunto complementar 
de B em relação a A. Simbolicamente: B⊂ A ⇔ B = A – B = CAB`
Exemplos
Seja S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}. Então:
a) A = {2, 3, 4} A⇒ = {0, 1, 5, 6}
b) B = {3, 4, 5, 6 } B⇒ = {0, 1, 2}
c) C = φ C⇒ = S
Número de elementos de um conjunto
Sendo X um conjunto com um número finito de elementos, 
representa-se por n(X) o número de elementos de X. Sendo, ain-
da, A e B dois conjuntos quaisquer, com número finito de ele-
mentos temos:
n(A∪ B)=n(A)+n(B)-n(A∩ B)
A∩ B=φ ⇒ n(A∪ B)=n(A)+n(B)
n(A -B)=n(A)-n(A ∩ B)
B⊂ A⇒ n(A-B)=n(A)-n(B)
Questões
01. A união entre os conjuntos A ={ 0,1,2,3,4,5} e B = 
{1,2,3,5,6,7,8} é: 
(A){0,1,2,3,5,6,7,8} 
(B){0,1,2,3,4,5,6,7,8} 
(C) {1,2,3,4,5,6,7,8} 
(D){0,1,2,3,4,5,6,8} 
02 Considere os conjuntos A= {3,6,11,13,21} e B= 
{2,3,4,6,9,11,13,19,21,23,26}. Sobre os conjuntos A e B podemos 
afirmar que:
(A)A ⊂ B
(B)9 ∉ B
(C)17 ∈ A
(D)A ⊃ B
03 O diagrama indica a distribuição de atletas da delegação 
de um país nos jogos universitários por medalha conquistada. 
Sabe-se que esse país conquistou medalhas apenas em moda-
lidades individuais. Sabe-se ainda que cada atleta da delegação 
desse país que ganhou uma ou mais medalhas não ganhou mais 
de uma medalha do mesmo tipo (ouro, prata, bronze). De acordo 
com o diagrama, por exemplo, 2 atletas da delegação desse país 
ganharam, cada um, apenas uma medalha de ouro.
A análise adequada do diagrama permite concluir correta-
mente que o número de medalhas conquistadas por esse país 
nessa edição dos jogos universitários foi de
(A) 15.
(B) 29.
(C) 52.
(D) 46.
(E) 40.
Respostas
01. Resposta: B.
A ={0,1,2,3,4,5} e B = {1,2,3,5,6,7,8
A união entre conjunto é juntar A e B:
{0,1,2,3,4,5,6,7,8} 
02. Resposta: A.
A “contém” B ou seja todos os números do conjunto A estão 
no conjunto B.
⊂ = Contém 
∉ = não pertence
∈ = Pertence
03. Resposta: D.
Pelo diagrama verifica-se o número de atletas que ganha-
ram medalhas.
No caso das intersecções, devemos multiplicar por 2 (por ser 
2 medalhas )e na intersecção das três medalhas (multiplica-se 
por 3).
Intersecções:
Somando as outras:
2+5+8+12+2+8+9=46
Números naturais. Operações 
com números naturais e suas 
propriedades: adição, subtração, 
multiplicação, divisão, potenciação, 
radiciação. Divisibilidade; critérios 
de divisibilidade. Divisores, fatores e 
múltiplos de um número. Números 
primos. Decomposição em fatores 
primos. Máximo divisor comum e 
mínimo múltiplo comum. Números 
racionais. Forma fracionária e forma 
decimal de números racionais. 
Simplificação de frações, reduzindo 
duas ou mais frações ao mesmo 
denominador, tipos de frações, 
forma mista, frações equivalentes. 
Operações com números racionais 
fracionários e decimais: adição, 
subtração, multiplicação, divisão 
e potenciação, Números inteiros. 
Operações com números inteiros 
e suas propriedades: adição, 
subtração, multiplicação, divisão, 
potenciação, radiciação. Expressões 
numéricas. Termo desconhecido. 
Resolução de problemas.
 NÚMEROS NATURAIS
Os números naturais são números inteiros positi-
vos (não-negativos) que se agrupam num conjunto chamado 
de N, composto de um número ilimitado de elementos. Assim, o 
conjunto de todos os números naturais são representados dessa 
maneira:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12...}
4Matemática
Todos os números naturais possuem um antecessor (núme-
ro anterior) e um sucessor (número posterior), exceto o número 
zero (0); assim:
•	 o antecessor de 1 é 0 e seu sucessor é o 2
•	 o antecessor de 2 é 1 e seu sucessor é o 3
Cada elemento, a partir do segundo é igual ao número an-
tecessor mais um, sendo o primeiro elemento o número zero. 
Assim, podemos notar que:
•	 o número 1 é igual ao anterior (0) + 1 = 1
•	 o número 2 é igual ao anterior (1) + 1 = 2
Vale lembrar que nessa regra o zero (0) não está incluído 
pois ele representa o primeiro número.
Quando o zero não faz parte do conjunto, é representado 
com um asterisco ao lado da letra N, por exemplo:
N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9...}.
Nesse caso, esse conjunto é denominado de Conjunto dos 
Números Naturais Não-Nulos.
Conjunto dos Números Naturais – N
São todos os números inteiros positivos, incluindo o zero. É 
representado pela letra maiúscula N.
N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, …}
O zero corresponde à ausência de unidades. A sucessão dos 
números naturais começa pelo zero e cada número é obtido 
acrescentando-se uma unidade ao anterior. Não existe o maior 
número natural, ou seja, a sucessão dos números naturais é infi-

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