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CHQAO - GEOGRAFIA DO BRASIL-PG 41

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1a Edição.
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SUMÁRIO
GEO 01 - PRODUÇÃO ETERRITÓRIO 5
GEO 02 MEIO AMBIENTE ETERRITÓRIO 52
GEO 03 EIXO 3: ESPAÇOURBANO BRASilEIRO 84
GEO 04 EIXO 4: REGIÃO E REGIONALIZAÇÃO 97
GEO 05 EIXO 5: DINÂMICA POPULACIONAL BRASilEIRA 129
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Abertura dos Portos - 1808 - tarifas muito
baixas facilitaram a importação, logo foram uma
medida restritiva a industrialização local.
Com a abertura dos Portos ficaram assim as
tarifas cobradas pela importação:
Taxa geral- 24% - válida para todos os países.
Taxa para Portugal (metrópole) - 16%
Taxa para Inglaterra (país amigo) - 15% (a
partir de 1910). Em 1928, essa taxa passou a ser
empregada para todos os países.
Dificuldades econômicas brasileiras levaram o
país a elevar as tarifas de importação - foi uma
medida basicamente fiscal - e foi implementada
pelo Ministro da Fazenda Manoel Alves Branco-
Lei Alves Branco. As taxas foram ampliadas para
30 a 60%, contudo a influência inglesa no império
levou a concessão de vantagens tarifárias para os
comerciantes desse pais.
Peço sua atenção a esse período histórico
(Abertura dos Portos), bastante abordado em
provas, a banca costuma relacionar o aumento das
tarifas de importação, como sendo um estímulo a
produção industrial nacional. Porém, tratou-se de
uma medida basicamente fiscal diretamente ligada
ao aumento de arrecadação. Podemos observar
que após 1808, apesar de liberação da atividade
industrial que até então havia sido impedida pela
metrópole, o desenvolvimento industrial não
tomava impulso devido à falta de infraestrutura
interna e à concorrência dos produtos externos,
sobretudo ingleses.
Nessa fase destaca-se o papel de IRINEU
EVANGELISTA DE SOUSA, o BARÃO DE
MAUÁ. Esse brasileiro foi um idealista, sonhava
com uma nação industrial e realizou grandes
empreendimentos no país como: estaleiros,
bancos (com agências no exterior), transporte com
bondes de tração animal, canalização de gás para
iluminação da cidade do Rio de Janeiro,
lançamento do cabo submarino que ligou, por
telégrafo, o Brasil e a Europa, criou a Companhia
de Navegação do Amazonas e ainda lançou a
primeira estrada de ferro no país - 1854.
chegada da família real. que seria o marco inicial do
período das maquinofaturas.
Não se deixe lemr por esse argumento. pois
existiam máquinas 110 Brasil colônia. porém eram todas
consideradas rudimentares. Oll seja. não apresentavam
fontes energéticas.
Uma história ficou famosa nesse período - O
Pedro II foi convidado a abrir as obras da ferrovia ..
e teve que colocar uma pá de terra na construção.
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Normalmente as bancas e.Tamilladoras inciu=em o
Organização do espaço
industrial brasileiro: evolução
e tendências
Com a chegada da coroa portuguesa ao Brasil
uma nova fase se inicia.
c{llle/idaloao erro. argumentando que no Brasil colônia
devidtl ao ALVAR..1 de J 785 da rainha D Afaria I. ou
seja. período das manufaturas n(io havia produção
industrial com a utili=ação de máquinas. tendo em vista
que a Iftili=ação só teria começado a ocorrer com a
o Tratado de Methuen, em 1703, conhecido
como tratado de PANO X VINHO, garantiu aos
ingleses o acesso ao mercado colonial português,
via Portugal.
Até 1808, pode-se dizer que não havia
propriamente indústrias no País, resumindo a
atividade industrial à produção de tecidos
grosseiros e de uns poucos artigos de natureza
artesanal.
GEO 01 - PRODUÇÃO E TERRITÓRIO
Caro . estudante, neste capítulo
contemplaremos a parte do seu edital relativa a
evolução industrial do Brasil. da sua fase colonial
até a república.
Na fase colonial o Brasil estava voltado para o
consumo de materiais manufaturados e
industrializados. Portugal era um comerciante,
importava produtos primários e exportava
produtos manufaturados, logo não era interesse da
metrópole o desenvolvimento da manufatura em
sua principal colônia.
Ainda no período colonial desenvolveu no
Brasil a produção de calçados, vasilhames c a
fiação, Esses produtos eram importados da Europa
e a Inglaterra, berço da indústria moderna,
incentivará Portugal a impedir o desenvolvimento
da manufatura nas colônias. Como medida
restritiva a esse desenvolvimento foi assinado pela
o ALV ARA de 1785 que proibia a manufatura no
Brasil colônia. Essa medida restringe a produção
de tecidos - principal produto inglês - deixando
livre a produção de panos grossos que eram
utilizados para sacarias e para os escravos.
o período de desenvolvimento mais acelerado,
fomentado pela produção de ouro, estimulou o
consumo de ferramentas, e em 1795 foram feitas
concessões para o setor da indústria de ferro. As
distâncias encareciam os produtos no mercado
interno o que levou a necessidade de permitir a
manufatura na colônia.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
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Esse fato foi utilizado pela imprensa como uma
humilhação do Barão ao Imperador - muito bem
explorado pelos ingleses o que gerou nova,;
medidas de concessões aos importados e impediu
o desenvolvimento industrial tão sonhado pelo
Barão. Pena que o nosso Imperador fosse um
intelectual e não um homem de Estado para ver a
importância da industrialização naquele momento.
Outros fatores contribuíram para uma
mudança na realidade do Brasil, mesmo sem o
apoio do Estado, e fomentaram o
desenvolvimento da indústria. Entre eles
destacam-se:
1940, surgem outros tipos de atividades
industriais, já que antes dominavam indÍlstrias de
bens de consumo.
Em 1942, ocorre a construção da Cia.
Siderúrgica Nacional. Inicia-se a produção de aço
em grande escala, o que abre novas perspectivas
para a expansão industrial brasileira.
Caro estudante, faz-se necessário destacar que
a Cia. Siderúrgica Nacional foi implementada
com o capital (financiamento) e tecnologia dos
EUA, em troca de apoio brasileiro na Segunda
Guerra Mundial.
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Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
• Introdução do café em SP;
A década de 70 caracterizou-se por apresentar
uma maior diversificação da produção industrial
c, consequentemente, das exportações chegando a
atingir mais de 50% da pauta de exportações
nacionais e que, até hoje, têm nos manufaturados
o seu maior peso.
O Brasil, bem como a maior parte dos países
de industrialização recente, apresenta uma grande
participação do Estado na economia. Durante as
décadas de maior industrialização o Estado teve
que criar a infraestrutura básica necessária e isto
incluiu estradas, hidrelétricas e outras c ainda
assumir o investimento nos setores de base como
a siderurgia, mineração, refino, etc. Essa
necessidade gerou uma estatização dos setores de
base da indústria nacional.
Na década de 1950 ainda enfrentamos
problemas e obstáculos, como falta de energia e
deficiente rede de transportes e comunicações,
que vão ser tratados por Juscelino Kubitschek em
seu plano de Melas (50 anos em 5) - além disso, o
desenvolvimento industrial passa a ser dependente
do capital externo. Nessa fase o governo optou
pela indústria de bens de consumo duráveis bem
como pelas indÍlstrias automobilísticas e de
eletrodomésticos, além realizar investimentos nos
setores básicos de energia elétrica através da
criação de várias empresas Ccrnig - Fumas, etc.).
Caro estudante, é importantíssimo frisar que
no governo Vargas foi lançado às bases para a
ação do Estado no sentido de estabelecer o
controle de setores estratégicos para o
desenvolvimento industrial. O modelo já pensado
foi implementado nos governos seguintes.
A década de 60 é representada por um período
de crise e estagnação da atividade industrial. Essa
fase é marcada por uma economia associada e
dependente do capital externo e um Estado forte,
centralizador e controlador dos setores
econômicos básicos.
Lembre-se que o Brasil (Rio Grande do Norte)
abrigou a maior base militar estadunidense fora do
seu território.dos Imigrantes houve
do mercado interno
de capitais e melhores
Com a chegada
certa expansão
consumidor;• Disponibilidade
transportes.
• Abolição do tráfico de escravos - Lei
Euzébio de Queirós, 1850.
•
(esse fato deixou o capital que era investido no
tráfico disponível para ser investido em outros
setores)
Começam a surgir alguns setores industriais
voltados a atender as necessidades mais imediatas
e que exigiam menor investimento e menor
tecnologia como: alimentos, têxtil, de material de
construção, etc.
Em 1850 havia no país:
- 02 fábricas de tecidos;
- 10 indústrias de alimentos:
- 02 indústrias de caixas e caixões;
- 05 indústrias metalúrgicas;
- 07 indústrias químicas.
Como você pode observar na leitura dos
tópicos acima, no final do século XIX, o
desenvolvimento industrial foi pequeno, apesar
das tarifas de importação adotadas pelo governo
que serviam também para proteger a indústria
nacional da concorrência externa.
Iniciando o século XX a realidade brasileira
não era diferente, isto é, até deflagrar a I GM. À
partir da Primeira Guerra Mundial, a atividade
industrial apresentou certa expansão em nosso
país, pois já que não podia contar com os produtos
importados da Europa, procurava desenvolver
aqui alguns setores industriais.
A crise 1929/1930 e a Segunda Guerra
Mundial marcaram outra fase de crescimento
industrial, sobretudo em sr, RS e MG. Após6
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b) Indústrias de transformação: são as que
convertem as matérias-primas obtidas da natureza
em objeto útil para o homem. Dividem-se em bens
de consumo:
Segundo a tecnologia:
a) Indústrias tradicionais - são as que estão
ainda ligadas às vantagens oriundas da primeira
revolução industrial. Podcm ser empresas
c1ânicas, ou seja, empresas familiares.
b) Indústrias dinâmicas - são aquelas ligadas
ao desenvolvimento recente da química,
eletrônica e petroquímica, principalmente. Utiliza
muito capital e tecnologia e relativamente pouca
força de trabalho.
Possuem uma ncxibilidade maior de
localização.
Segundo a aplicação de recursos ou fatores:
a) Indústrias capital-intensivas - as que
aplicam os maiores recursos nos fatores capital c
tecnologia.
b) Indústrias trabalho-intensivas - as que
empregam os maiores recursos em força de
trabalho.
duráveis - produzem bens que são utilizados
por um período relativamente longo (ex.: móveis,
automóveis, aparelhos eletrônicos etc.);
semiduráveis - produzcm bens que serão
utilizados por um período que não é considerado
longo nem curto, ou seja. apresenta uma vida útil
"relativamente" longa. (ex.: roupas e calçados)
não-duráveis - produzem bens que são
usados apenas uma vez ou por pouco tempo, isto
é, têm "vida útil" relativamente curta
(ex.:alimentos, roupas, calçados, remédios etc.).
c) Indústria de construção: São as que
produzem casas, edil1cios residenciais,
comerciais, industriais. Também compreende a
indústria de construção pesada (aeroportos,
rodovias, túneis, pontes, usinas hidrelétricas etc.)
c a indústria de construção naval.
Outras Classificações de Indústrias
Scgundo a funcão:
a) Indústrias germinativas - são as que geram o
aparecimento de outras indústrias como, por
exemplo, a petroquímica.
b) Indústria de ponta - são as indústrias
dinâmicas, que comandam a produção industrial
como, por exemplo, as indústrias químicas e
automobilisticas.
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Construção: - civil
- naval
- mineral
Classificação da indústria
o conceito moderno de economia e
Administração Pública vê este sistema como
obsoleto e o Estado, que já foi visto como tábua
de apoio para a economia do país passou a ser
visto como um grande estorvo. Era a necessidade
de dcsestatizar a economia ( privatil..ação ).
O critério das privatizações foi muito
contestado, pois muitas estatais foram vendidas
para outras estatais ou fundos de pensões com
paga.:ncnto em títulos "moedas podres". A
organização de consórcios para participar dos
leilões sugeria que nem tudo estava claro nessas
transações.
Prezado candidato, na literatura acadêmica não
faltam argumentos pró-privatizações, bem como
argumentos contra. No entanto, os custos para a
manutenção de um sistema evidentemente
ineficiente, inchado de funcionários
desnecessários e uma estrutura de comando
montada apenas com critérios políticos, parece ter
se tomado insustentável para um país que procura
uma nova colocação no cenário mundial.
Apesar da perda patrimonial do Estado e da
ampliação da internacionalização de nossa
economia houve mudanças significativas e as
empresas já privatizadas começam a apresentar
um desempenho melhor, compatível com as
regras básicas do capitalismo. A Mafersa,
fabricante de vagões, apresentou lucros após anos
de prejuízo enquanto estatal. A Usiminas
aumentou sua produtividade e reduziu um terço
seu endividamento. Se analisarmos caso a caso
encontraremos outros exemplos exitosos.
A indústria pode ser entendida corno ato de
transformar matérias primas em bens de produção
e de consumo. De um modo geral, as indústrias
podem ser divididas em:
Extrativas:
- vegetal
• Transformação: - bens de produção
- bens de capital
bens de consumo (não duráveis,
semiduráveis, duráveis ).
a) Indústrias extrativas: extraem produtos sem
alterar suas características. A indústria extrativa se
divide em vegetal, animal e mineral (ex.: indústria
madeireira, da pesca, de mineração ctc.).
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Distribuição geográfica da
atividade industrial
Prezado candidato, nesse capítulo veremos
tópicos relacionados aos fatores que mais
influenciaram na distribuição geográfica da
atividade industrial no Brasil, bem como os
motivos que conduziram a um aumento da dívida
externa brasileira.
A opção de localização considera vários
elementos. Destaca-se:
• Infraestrutura - transporte, energia,
telecomunicações;
• Capital - terrenos, incentivos fiscais,
disponibilidade de crédito;
Mercado consumidor;
• Oferta de matéria. prima.
A grande região industrial do país é a região
Sudeste, onde se destacam São Paulo, Rio de
Janeiro e Minas Gerais. O centro econômico do
Brasil, bastante urbanizado e industrializado, é
constituído, principalmente, por São Paulo e Rio
de Janeiro.
REGIÃO SUDESTE
É a responsável por mais da metade de toda a
atividade industrial e, sozinha, consegue cerca de
3/4 do valor da produção industrial.
Essa concentração no SE é devida a vários
fatores, como:
a) sistemas de transporte e comunicação mais
desenvolvidos;
b) maior produção energética;
c) maior e mais diversificado mercado
consumidor;
d) maior concentração de capitais;
e) maior concentração de mão-de-obra;
f) melhor nível de vida e poder aquisitivo.
Destaques do Sudeste
• São Paulo
o Estado de São Paulo é o maior destaque.
Concentrando cerca de 40% dos estabelecimentos
industriais do país; 48% do pessoal ocupado em
indústrias; 53% do valor da produção industrial.
A grande São Paulo, sobretudo os municípios
do ABC, Diadema, Osasco. Guamlhos e outros,
possui a maior concentração industrial do país e
da América Latina.
Ainda no Estado de São Paulo, outros centros
industriais importantes, situam-se nonnalmente ao
longo dos principais eixos rodoviários ou
rodo ferroviários. São eles:
a) Anhanguera Campinas, Americana,
Limeira, Piracicaba, Ribeirão Preto.
b) Dutra - Jacareí, São José dos Campos,
Taubaté.
c) Washington Luís - Rio Claro, São Carlos,
Araraquara, São José do Rio Preto.
d) Raposo Tavares - Sorocaba, ltapetininga,
Presidente Prudente.
e) Anchieta - Cubatão, Santos, São Bernardo.
Veja o mapa da desconcentração da indústria
no estado de São Paulo
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Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
fonte; lBGE.At/c.lCeoin:jXo, p.l9. Com ~omplemllllt.l<;10.
É a terceira mais industrializada;as maiores
aglomerações industriais se concentram no Recife
e Salvador. A industrialização do NE está ligada à
construção da usina hidrelétrica de Paulo Afonso,
à criação dos distritos industriais, C0l110 Cabo,
Paulista, Jaboatão, etc., em PE, e Centro Industrial
de Aratu e do Paio Petroquímico de Canlaçari na
Bahia. Destaca-se, também, a concentração
industrial em Fortaleza.
REGIÃO NORDESTE
No RS, os centros mais industrializados são:
Grande Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas, Rio
Grande, etc. Em se, por sua vez., destacam-se:
Joinville, Blumenau (têxtil); Criciúma e Tubarão
(carvão). Já no PR tem-se Curitiba, polo
industrial, além de centros no norte do Estado.
Foi amplamente beneficiada com a
desconcentração industrial devido apresentar as
melhores vantagens locacionais. Com o Mercosul
a região recebeu novos investimentos devido
apresentar melhor localização geográfica em
relação ao bloco e por ter melhor infraestrutura
energética, de estradas, portos e mão de obra
qualificada.
As indústrias mais importantes são as de bens
de consumo: as alimentícias destacam.se no RS,
como frigoríficos, couros, vinícola, as têxteis em
SC e madeira no PRo
Região Sul tem apenas 20% de participação no
processo industrial. É a scgunda região mais
industrializada.
São Paulo
metalurgia,
transporte,
pré'
As indústrias do Estado de
caracterizam se pela diversificação:
química. alimentícia, têxtil,
construção, farmacêutica, etc.
• Minas Gerais
Vem aumentando a cada ano o valor da
produção industrial e a área de influência
industrial da Grande Belo Horizonte. O Centro
Industrial de Contagem, próximo a Belo
Horizonte, é diversificado e foi criado em 1970,
em Selim uma nova área de produção de carros.
Sua posição é apoiada na abundância de recursos
minerais, sobretudo no minério de ferro,
justificando o primeiro lugar na produção de aço
do país.
Com a desconcentração industrial, novos
centros ganham importância como é o caso de
Juiz de Fora e Uberlândia. ambas fora da região
metropolitana de Belo Horizonte.
• Rio de Janeiro
A maior concentração industrial coincide com
o Grande Rio confonnando uma região
polindustrial. Destaques na indústria naval e do
turismo.
o crescimento da indústria fluminense é mais
dinâmico do Vale do Paraíba que se expande em
função da influência ampliada excrcida pelo RJ e
SP.
Região Sul
Apesar da antiguidade da ocupação industrial
(o início está ligado à colonização europeia), a
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Nos anos 90 a região passou a ser alvo de
novos investimentos já em uma nova fase de
integração. Até os anos 80 a industrialização
estava subordinada a região SE. nos anos 90 a
indústria que se instala no NE está subordinada à
lógica intcrIIacional, à globalização.
Principais Indústrias e sua localização.
A indústria de transformação é a que mais se
destaca. conforme os dados a seguir:
A indústria alimentícia tem a maior
participação em pessoal ocupado em número de
estabelecimentos. A indústria metalúrgica é a
segunda em número de pessoal ocupado e valor
de produção industrial.
Abrangem diversos ramos, tais como:
laticínios, conservas, frigoríficos, bebidas, massas,
moinhos, óleo, etc. Está entre as mais antigas do
País. Apesar de estar disseminada por quase todo
o País, é em SP que se verifica a sua maior
concentração. Destaques: Carnes (frigoríficos):
Araçatuba e Barretos (SP), Rio Grande e Pelotas
(RS), Campo Grande (MS). Bebidas: Caxias do
Sul, Bento Gonçalves (RS), Jundiai, São Roque
Ribeirão Preto (SP). Latidnios: Sul de MG, Vale
do Paraiba (SP e RJ), grandes eentros. Açúear:
Paraíba (SP), Campos (RJ), Maceió (AL).
• Automobilística
A produção automobilística brasileira sofreu
um grande crescimento desde 1958, colocando-se,
atualmente, entre as dez maiores empresas do
mundo. sendo superada apenas por Japão, EUA,
Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Canadá e
RÍlssia. As principais empresas automobilísticas
são:
a) Volkswagen do Brasil - SP;
b) General Motors do Brasíl- SP;
c) Ford Motores do Ilrasil- SP;
d) Mercedes-Benz do Brasil - SP;
e) Fábrica Nacional de Motores - RJ;
f) Fiat do Brasil- MG; e
g) Volvo do Brasil - PRo
A indústria automobilística foi implantada na
segunda metade da década de 1950, durante o
governo de Juscelino Kubitschek. Os principais
fatores associados à implementação da indústria
automobilística foram:
a) desenvolvimento da metalurgia e siderurgia;
b) as já existentes indústrias de montagem de
veículos no Brasil;
c) existência de indústrias de autopeças;
d) mercado consumidor no SE;
e) desenvolvimento do setor rodoviário; e
f) criação do GElA (Grupo Executivo da
Indústria Automobilística).
A primeira indústria - Vemag - foi instalada
em 1956, e em 1958, a Volkswagen.
Com isso desenvolvem-se indústrias ligadas
ao setor automobilístico. como: vidros. artefatos
de borracha, couro, material elétrico, metalurgia
leve, etc.
A maior concentração ocorre em São Paulo
graças a maior disponibilidade de mão-de-obra,
indústrias de autopeças, proximidades da Cosipa e
do Porto de Santos. existência de energia elétrica,
etc.
Atualmente. o Brasil está entre os maiores
produtores mundiais, com lima produção anual de
cerca de 1 milhão de veículos.
É comum verificar a produção de novas
marcas no Brasil. Isso se deve a abertura
econômica ocorrida na década de 90 e o incentivo
do governo para atrair novos empreendimentos.
Siderurgia
Foi somente a partir de 1917 que se instalou
no País, por iniciativa da Cia Siderúrgica Belgo-
Mineira, localizada inicialmente em Sabará (MG)
e depois em João Monlevade (MG). Aproveitando
a abundância de minério de ferro existente em
Minas Gerais, outras siderúrgicas foram se
instalando na região, c, durante muito tempo,
Minas Gerais foi o único centro siderúrgico do
País. As causas que retardaram a implantação da
siderurgia foram a escassez de carvão mineral. a
falta de mão-de-obra e de capitais, além da
ausência de indústrias capazes de consumir a
produção.
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A partir de 1942, a siderurgia tomou grande
impulso com a instalação da Cia. Siderúrgica
Nacional (estatal) em Volta Redonda, no Vale do
Paraíba fluminense. Sua localização obedecia à
situação intermediária entre as jazidas de carvão
(Se) e as áreas produtoras de minério de ferro
(MG); ao ponto de encontro entre a Central do
Brasil e a Rede Mineira de Viação; à proximidade
dos maiores centros industriais e consumidores do
Pais; à abundância de energia elétrica; c, por fim,
à maior disponibilidade de mão-de-obra.
A elevada taxa de crescimento alcançada por
este setor deve~se a vários fatores, tais como:
a) desenvolvimento das atividades industriais
de basc. as quais passaram a consumir a produção
siderúrgica;
b} rápido desenvolvimento do setor de
construção civil;
c) grande apoio governamental;
d) aumento do consumo de produtos
industrializados;
O principal problema que afeta a indústria
siderúrgica é o fornecimento de matérias-primas
(carvão mineral), sendo por isso, muito grande o
consumo de carvão vegetal.
O carvão produzido no Brasil não é bom para
fazer o coque siderúrgico e por isso devemos
importar carvão mineral.
Observações:
- 94% da produção siderúrgica concentra-se no
SE
- As maiores produções siderúrgicas são
obtidas pela Usiminas, CSN e Cosipa.
É importante frisar que o polo siderúrgico do
~1aranhão, integrado a produção de Serra de
Carajás, está em franco crescimento.
Distribuição espacial das usinas
siderúrgicas
As siderúrgicas distribuem-se pelo espaço
independentemente da localização do carvão
mineral, pois as maiores produções desse produtovêm do sul, e é no SE que se encontra a maior
produção de aço.
Portanto, outros foram os fatores responsáveis
por esta localização. E, sobretudo, a presença de
minério, corno o ferro e o manganês e o mercado
consumidor, que regem tal distribuição.
A produção atual de aço bruto situa-se perto
de 2,8 milhões de toneladas, colocando o Brasil
entre os la maiores produtores do mundo.
Enquanto o consumo per capita de aço dos países
desenvolvidos, como EUA, Japão, Rússia,
Alemanha, gira em torno de 400 a 500
kglhab/ano, o consumo brasileiro é de cerca de
100 kg/hab/ano.
Apesar do franco desenvolvimento industrial
experimentado pelo País nas últimas décadas,
vários são os problemas que o afetam,
destacando-se os seguintes:
- Quanto à energia: empregamos ainda elevada
quantidade de lenha como fonte energética, falta
garantias de investimentos para expansão da
oferta energética.
- Quanto ao capital: escasso, não permitindo
grandes investimentos por parte dos particulares,
o que beneficia a participação de capitais estalais
e estrangeiros.
- Quanto ao equipamento: a produção da
indústria de máquinas e equipamentos ainda é
insuficiente, sendo necessária a importação em
larga escala.
- Quanto aos transportes: o sistema ferroviário
e o hidroviário são deficientes. O sistema
rodoviário está sobrecarregado.
- Quanto ao mercado consumidor: ainda
restrito, apesar de estar em crescimento. A alta
concentração de renda impede, de certa forma, a
expansão do consumo.
Desenvolvimento brasileiro e o
endividamento externo.
Das corrcntes teóricas voltadas ao estudo do
desenvolvimcnto da América Latina a dominante
segue a orientação da CEPA L (1948) - órgão da
ONU. Esse organismo buscou orientar os países
latino-americanos a adotar políticas de
desenvolvimcnto com base na substituição de
importações. Esta orientação teve êxito no período
JK e posteriormente durante o governo militar
(1964 - 1985) - em especial na década de 1970
(milagre brasileiro).
As doutrinas cepalinas orientaram o
desenvolvimento por intensificação das
poupanças internas mais investimentos
estrangeiros (multinacionais), para aumentar a
substituição de importações, com balanças
COmerCiaiS, em geral, deficitárias devido à
importação de maquinas e equipamentos.
A aplicação do modelo econômico seguindo as
orientações da CEPAL se deu no período JK (56-
61) que é marcado pelo programa de metas.
Investimento nacional combinados com o capital
internacional permitiu a criação de hidrelétricas,
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O comprometimento de um percentual cada
vez maior do PNB (produto nacional bruto), de
10,5% em 1968 para 27% em 1980, deixa o Brasil
impedido de fazer novos investimentos. Este
comprometimento interfere no crescimento
econômico devido à necessidade do país em
cumprir o serviço da divida.
O processo de endividamento tornou-se ainda
mais grave quando, no final dos anos 1970, as
taxas de juros internacionais (a libor - taxa
interbancária de Londres - e a prime rate - taxa
básica cobrada pelos bancos dos EUA) oscilaram
para cima, chegando a 15,18% a primeira e 15% a
segunda. A taxa do FED, banco central
americano, chegou a 13%.
Toda esta oscilação fez com que o capital
retomasse aos EUA e Europa e fizesse disparar a
dívida dos países periféricos que tinham a sua
dívida corrigida com base nas taxas
internacionais. Caro estudante, peço sua atenção
ao seguinte fato, estando o Brasil inserido nesse
contexto de alta de juros, o país foi duramente
atingido devido ter mais de 60% de sua dívida
baseada em juros flutuantes, ou seja, com o
aumento das taxas prime rate e libor a dívida teve
seus juros reajustados.
Vejamos U111 exemplo: o Brasil fez um
Verificando o histórico da divida brasileira
observamos que dos 2,5 bilhões devidos em 1964
saltamos para 96,S bilhões em 1990, ou seja, uma
alta de 3860%. E dois anos depois, em 1992, a
divida já havia atingido 132,3 bilhões. A divida
passou a crescer muito rápido, muito mais rápido
que a nossa capacidade de crescimento ou de
pagamento.
Evolução da dívida externa brasileira (em
bilhões de dólares)
contas externas. A partir de 1973, verificamos
uma escalada no preço do petróleo que levou os
países em crescimento acelerado, como O Brasil, a
um endividamento crescente.
indústria automobilistica, autoestradas e a
construção de Brasília.
Após 1950, o avanço das multinacionais
desencadeou o desenvolvimento dos países
periféricos. Os países que apresentavam melhores
condições de infraestrutura tornavam.se destino
de investimentos diretos, com a instalação de
multinacionais e de investimentos indiretos, com a
oferta de empréstimos voltados para a criação e
ampliação de infraestrutura. Para exemplificar
bata-nos verificar o ocorrido no Brasil nas
décadas 60 - 70, quando surgiu no pais uma
milagrosa evolução econômica. Esse modelo
constituiu, em preparar, facilitar, recepcionar,
acomodar e favorecer mais e da melhor fonna a
entrada de capital internacional no Brasil.
Na década de 70 e início dos anos 80, essa
prosperidade é abalada pela crise do petróleo (73
e 79), que provoca recessão c inflação nos países
do primeiro mundo. Também nos anos 70,
desenvolvem-se novos métodos c técnicas
voltados para a produção. Nos anos 90 uma nova
fase na produção industrial se instala com a
modernização da industrial. O processo de
automação, robotização e terceirização aumentam
a produtividade e reduzem a necessidade de mão-
de-obra gerando ainda a necessidade de novas
qualificações e desaparecendo ,mtigas profissões.
Assim, a globalização assentou o golpe nas
teorias de desenvolvimento autônomo sob
orientação cepalina.
No período 71/72 a inflação atinge os países
desenvolvidos, inclusive os EUA. O padrão dólar
estabelecido em Bretton Woods foi quebrado e as
principais moedas passaram a oscilar gerando
uma disponibilidade de dólares que passaram a ser
aplicados nos países do terceiro mundo. Este
dinheiro foi usado pelos países em
desenvolvimento para cobrir déficits das suas
Endividamento brasileiro
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Tecnopolos
década de 1980 levando esta a ser conhecida
como a DÉCADA PERDIDA e ainda reflete nos
dias atuais.
Os polos tecnológicos correspondem à
concentração espacial de empresas e instituições
de ensino e pesquisa envolvidas no estudo e na
aplicação de tecnologia avançada (como. por
exemplo. robótica, microeletrônica, cerâmica
avançada, tecnologia espacial, biotecnologia,
nanotecnologia entre outras) pennitindo que as
empresas assumam um perfil moderno c
competitivo por meio da aplicação dessas
tecnologias desenvolvidas nos centros de
pesquisa.
Como possuem uma organização menos
burocratizada, os polos tecnológicos facilitam a
transferência de tecnologia para o setor produtivo
industrial e, ao mesmo tempo, estimulam o
desenvolvimento científico e tecnológico. Os
principais paios tecnológicos brasileiros
encontram-se concentrados sobretudo no Sudeste
e Sul do Brasil, podendo-se destacar:
• o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)
e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais), situados no município de São José dos
Campos (SP), ambos de iniciativa governamental,
que desenvolvem projetos na área aeronáutica,
espacial, de fabricação de radares, antenas, entre
outros;
• as Universidades Federal e Estadual de São
Carlos (SP), que têm dirigido suas pesquisas
científicas à obtenção de novos materiais, como é
o caso de cerâmicas resistentes ao calor;
os palas tecnológicos de informática,
localizados nas cidades de São Paulo, Campinas
(SP), Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis e
Campina Grande (PB);
• as áreas de pesquisa de qUlmlca fina e de
biotecnologia, no Rio de Janeiro, em Porto
Alegre, em Fortaleza e em Campinas, além de
centros de pesquisa em biologia molecular,fisica,
bioquímica, matemática e outras pelo Brasil.
Prezado candidato, ressalta-se que o Estado
brasileiro exerccu urna grande innuência no
alargamento dos mercados nacionais, que, aos
poucos, foram-se tomando cativos do poder
hegemônico de São Paulo e do Sudeste. Segundo
José Serra: •• urna das características marcantes do
desenvolvimento do capitalismo no Brasil diz
respeito ao significativo papel do Estado como
fator de impulso à industrialização. Esse papel foi
exercido não apenas através de suas funções
fiscais de monitoria e de controle do mercado de
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pn?
empréstimo de bilhão de dólares para
desenvolver o programa Proálcool e
comprometeu-se a pagar, apenas nos 5 primeiros
anos, 800 milhões de dólares de juros e
comissões, ou seja, quase a quantia contratada
mas, com o aumento dos juros, esse montante
cresceu ainda mais.
Assim, verificamos que todo quadro criado
devido às modificações das taxas de juros
internacionais afetou o crescimento brasileiro na
Assim, na iminência de não tcr a capacidade
de honrar seus compromissos em dia, a saída para
o Brasil foi suspender unilateralmente (moratória
parcial) durante o governo Sarney, o pagamento
das prestações e dos juros da dívida e exigir a
renegociação das condições e prazos de
pagamento. Contudo, o Brasil voltou atrás e
passou a adotar o receituário econômico do FMI.
O padrão da dívida que tinha vencimento a
curto prazo - 5 anos - passa a ter novo perfil, 60%
da dívida consegue prazos maiores que 10 anos.
Tudo isto se deve ao fato de tentar evitar a
insolvência dos países devedores, caso que levaria
as finanças internacionais a um caos.
Ter crédito internacional é uma garantia para
que u país continue a ser viável para receber
investimentos. Assim, para que qualquer país
assegure o serviço da dívida externa é necessário
que ele garanta a cada ano um fluxo de novos
empréstimos, financiamentos e obtenha, acima de
tudo. saldos expressivos em sua balança de
comércio exterior. EXPORTAR é o que
IMPORTA.
É da receita da exportação que dependem, em
última instância, o pagamento efetivo da dívida e
a própria garantia para a contratação de novos
empréstimos e financiamentos internacionais. Por
isso é que o governo brasileiro tem se esforçado
em incentivar as exportações e a manter um
superávit primário alto para, desta forma.
demonstrar ao mundo que o país tem condições de
honrar seus compromissos e que é viável
economicamente.
Outro modo de manter a dívida sob controle é
através de acordos. Neste caso, a garantia para o
pagamento é conseguida através de apoio
financeiro do FMI. Negociações neste sentido
foram realizadas no governo Figueiredo e outra no
governo Collor I Itamar Franco. Ainda nos
últimos anos do governo FHC e no atual foram
feitos acordos com o FMI para garantir o
cumprimento dos serviços da dívida e proteger a
economia interna. O governo Lula conseguiu
zerar a dívida do Brasil com o FMI, desse modo o
país fica livre da obrigação de adotar as diretrizes
econômicas preconizadas pelo FtvlI.
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follle: 5e<reuril de &:onoml~ • P11Ile~mo do Esu.co de 510 P1ulo.
Nas últimas décadas houve\ uma mudança
significativa do mercado de trabalho no Brasil e
no mundo. Vamos fazer algumas recordações:
Crise da Polônia na década de 1980 - o
presidente do Sindicato Solidariedade. Lech
Walesa - comandou os trabalhadores, parou o país
e enfrentou o regime socialista.
Microinformática e a automação das linhas de
montagem - com as constantes greves de
trabalhadores em todo mundo, com greves
constantes, as multinacionais substituem os
trabalhadores por máquinas sistemas
automatizados que reduzia a quantidade de
trabalhadores e exigia novas qualificações.
Grandes avanços científicos e tecnológicos
os grandes avanços alcançados nos laboratórios da
indústria da guerra passa a estar disponível para o
setor produtivo. A transferência de tecnologia
para os países periféricos fazem mudar a lógica
produtiva mundial.
Globalização da produção - não se pensa mais
em uma produção centralizada, regionalmente
constituída, esta deve ser descentralizada em
busca das vantagens comparativas.
No Nordeste - incentivos fiscais c mão-de-
obra farta e barata. A produção estava voltada
para o mercado do SE c, ultimamente, com os
investimentos externos também se integra na
produção para o mercado globalizado.
No Centro-Oeste, a partir da década de 90,
observa-se a ação dos governos estaduais cm
atrair investimentos industriais. As vantagens
fiscais oferecidas permitiram a instalação de
indústrias de beneficiamento, para estarem
próximas as fontes de matéria prima ou ainda
novas plantas industriais como é o caso da
indústria famlacêutica em Anápolis e a
automobilística em Catalão, ambas em GO.
O governo criou as condições de infraestrutura
necessárias ao processo de instalação industrial
através da aquisição de empréstimos
internacionais para a construção de obras de
engenharia para garantir a realização dos
investimentos.
Só alguns exemplos: Itaipu, Balbina, Tucuruí,
transamazânica, estrada de ferro Carajás, BR 364.
Dinâmica do Mercado de
Trabalho
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AnÂNTIÇQ
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No 5ul- infraestrutura e mercado consumidor,
mão-de-obra qualificada, proximidade de mercado
consumidor - Argentina e Sudeste do país. A
região mais beneficiada com a desconcentração
foi a região Sul.
No Norte - incentivos fiscais que t:1.cilitavam
o acesso c concorrência no mercado nacional e
internacional.
Esse processo de desconcentração acontece
em todo território nacional c foi fomentado pelo
governo federal pelo incentivo fiscal desenvolvido
pelas superintendências de desenvolvimento -
SUDENDE, SUDECO, SUDESUL e SUDAM. A
desconcentraçào visava aproveitar as
VANTAGENS COMPARATIVAS para produção
industrial.
14
trabalho ou de sua função de provedor dos
chamados bens públicos, criação de infraestrutura
e produção direta de insumos indispensáveis à
industrialização pesada".
Desconcentração industrial
A desconcentração industrial no estado de São
Paulo é bastante nítida. Ela se processou (c se
processa), principalmente, ao longo dos quatro
principais eixos rodoviários, que de certa forma
acompanharam os eixos ferroviários construídos
na época da expansão da cafeicultura: a Via
Presidente Dutra (a Rio São Paulo)
atravessando o histórico Vale do Paraíba; o
sistema Anchieta - Imigrantes (São Paulo -
Baixada Santista); o sistema Bandeirantes-
Anhangucra-Washington Luís (ligando a cidade
de São Paulo ao norte e noroeste do estado); e a
Via Presidente Castelo Branco, ligando a cidade
de São Paulo a várias cidades do sudoeste do
estado até Presidente Epitácio, no Vale do Rio
Paraná, divisa com o Mato Grosso do Sul.
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Os impactos são sentidos nas transformações
que se colocam ao conteúdo do trabalho e no uso
das qualificações e nas foonas de emprego.
Aos trabalhadores ativos exigem-se novas
habilidades, até então pouco exigidas no mercado
de trabalho. O perfil desse novo trabalhador exige
a capacidade de adaptar-se continuamente. a
novas tecnologias de informação e comunicação
que são empregadas na produção. Competências,
como raciocínio lógico-abstrato, habilidades
sociocomunicativas, responsabilidade. disposição
para correr riscos e espírito de liderança. passaram
a ser demandadas. A destreza em outras línguas
(como inglês) e linguagens (como informática)
está se tornando pré-requisito para o ingresso e
manutenção cm um mercado de trabalho
estruturado.
característica desse setor e que tem uma média de
salário baixa que o setor secundário.
As Transformações no conteúdo do
trabalho e nas formas de emprego
Há uma mudança setorial significativa no
mercado de trabalho. Alguns setores têm
crescimento mais significativo e apresenta mais
promissor para a absorção de novos trabalhadores.
Os setores de serviços que mais tendem a
crescernos próximos anos são:
- Telecomunicações e Informática: neste
setor. a tendência é o aumento da exigência
quanto à qualificação fonnal. Na atualidade já tem
falta de trabalhadores qualificados. O setor se
reorganizou e se viu a redução de postos de
trabalho em empresas de grande porte (mil
empregados) para gerar novos postos em
empresas de menor porte, geralmente nas
categorias micro, pequena e média empresas.
Com a reorganização do setor o trabalho
individual em rede, sem ter que sair de casa,
passou a ser uma realidade até então impensada
para o modelo de trabalho anterior.
- Comércio: as três categorias do setor
(comércio de veículos. motocicletas e
combustíveis; atacadista e varejista) empregaram
em 1998 um total de 4,5 milhões de pessoas. A
expansão deste setor é fortemente ligada à
atividade econômica do país. Novos postos de
trabalho c a formalização de negócios até então na
informalidade fez o comércio cxpandir a oferta de
empregos. Veja a variação no período 2003-2009.
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Instabilidade social e econômica - se há
instabilidade política e social. mão-de-obra
organizada, sindicatos fortes. governos
nacionalistas, as empresas fogem para outras
localidades que lhes garantam segurança do
investimento e garantias de rentabilidade e
exportação dos lucros.
Neoliberalismo - a década de 1980 foi um
marco para todas os itens listados anteriormente.
Iniciou na Europa com Margareth Tacher e nos
EUA com Ronald Regan a política neoliberal.
Ainda nessa década verificamos a queda dos
regimes militares, com a instauração de novas
democracias que buscavam estar alinhadas com o
novo pensamento mundial.
O socialismo em crise - e a URSS se desfaz e
nasce a Comunidade dos Estados Independentes -
CEI. Mikhail Gorbatchev, levou a União
Soviética a mudanças políticas, econômicas e
sociais. Ciente dos problemas que o país passava.
Gorbatchev propôs dois planos: a perestroika
(reestruturação) c a glasnost (transparência). Era o
inicio de um mundo sem bipolaridade ideológica.
Paralelamente a isso o capitalismo se reinvcntava,
com a redução do estado na economia.
O Brasil estava nesse período passando pela
redemocratização com a eleição indireta de
Tancredo Neves e a promulgação de uma nova
constituição.
A economia brasileira marcada por uma
estrutura arcaica e falida. No campo observamos a
concentração fundiária. injusta e antidemocrática.
sujeitando milhares de trabalhadores a condições
de trabalho sem garantias sociais. O setor
industrial não consegue absOlver a mão-de-obra
que o campo não libera e os trabalhadores livres
que já estão nas cidades. O setor de comércio e
serviços passa a ser a tábua de salvação da
economia para absorver essa mão-de-obra.
Esse processo de organização do mercado de
trabalho. com a concentração dos trabalhadores
no setor terciário é um fenômeno comum aos
países em desenvolvimento. O setor industrial se
desenvolve com uma tecnologia poupadora de
mão-de-obra. A agricultura, do mesmo modo,
passa por um processo contínuo de modernização
e também reduz a necessidade de trabalhadores. O
setor de serviços e comércio absorve esses
trabalhadores. em postos fom13is e informais.
Gera~se com isso uma economia paralela, a
economia informal, gerando subempregos, sem
garantias trabalhistas e sociais. Outra
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Grol,co 7: DIS11ibwçÔlodas pessoas OCllpadaS f'\Ocom~rcio. rep.1raÇjo de .••eieulos
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o Trabalhador Industrial e a Fábrica
do Futuro
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Com a reorganização do setor produtivo no
mundo com a globali7.ação o Brasil necessitou
realizar a abertura da economia, iniciado em 1990.
o quc levou a reestruturação da indústria. A
reorganização teve impactos negativos, como a
elevação do desemprego c também consequências
positivas para a compctitividade do país,
incluindo a elevação da qualificação dos
trabalhadores industriais.
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- Setor Financeiro: o selor apresentou
recuperação em 2000 após ser fortemente atingido
pela crise de 1999. A presença de investimentos
internacionais e a concentração do setor o
potencial de emprego voltou a subir. Há
incentivos para a expansão do setor.
Tu ris mo: é um dos campos mais
promissores para a geração de empregos e
crescimento econômico do país. O potencial
econômico tem crescido, pois ampliou o turismo
interno com a retomada do crescimento da
economia c a inserção de u grande nlullcros de
famílias na classe média c ainda o Brasil tcm
divulgado mais o nosso potencial turístico no
exterior visando à atração de turistas. Grandes
eventos corno a realização do Pan-americano. da
candidatura para a Copa 20 \4 e olimpíada 2016.
Esses eventos faz com que haja investimentos no
setor e a geração de empregos. O turismo
conforma urna ampla cadeia produtiva, o turismo
repercute em 52 segmentos diferentes da
economia e mantêm cerca de 5 milhões de
empregos, fonnais e informais.
Observe a distribuição da PEA pelos setores
da economia em alguns países.
Distribuição da PEA por setores
Países Primário Secund:írio Terciário
EUA 3% 25% 72%
Brasil 23.2% 23.8% 53.0%
Índia 62% 11% 27%
Etiópia 88% 2% 10%
Essa nova realidade exige um trabalhador mais
qualificado. A exigência de qualificação atinge
principalmente os trabalhadores mais jovens. Para
acessar o primeiro emprego o trabalhador tem que
demonstrar que tem possibilidade de adaptação /
aprendizagem das funções em pouco tempo.
Para o futuro, as principais tendências para o
mercado de trabalho são:
- deslocamento das atividades e da mão-de-
obra da indústria para os serviços. especialmente
para os serviços de apoio à'i atividades industriais
em função das terceirizações;
- declínio do emprego industrial tradicional;
- crescente interdependência da força de
trabalho em escala global;
- movimento contínuo em direção à elevação
do perfil de escolaridade do trabalhador.
Características do mercado de trabalho atual -
2003 a 2009.
Segundo O mGE o contingente da população
ocupada diminuiu em 1,8%. Em 2008 era 21,7
milhões de pessoas ocupadas já em 2009 caiu para
21.3 milhões, ou seja, uma redução de 398 mil
pessoas .
Desse modo, a proporção de pessoas
ocupadas com 10 anos ou mais de idade passou
de 52,5% em 2008, para 52,\ % em 2009 (em
2003 era 50,\ %).
A mudança também foi sentida quando
observamos o percentual de trabalhadores com
carteira de trabalho assinada no setor privado.
Esse item passou de 44,1 % em 2008 para 44,7%
em 2009 (em 2003 era 39,7%). A fonnaliZ<1ção da
mão~de-obra apresentou um novo recorde na série
histórica da pesquisa do IBGE. Isso reflete o
momento vivido pela economia nacional, mesmo
que a economia global se encontre em crise. O
que o governo comemora é que o contingente de
trabalhadores quc contribuíam para a previdência
social também aumentou diminuindo, desse
modo, a escalada do déficit da previdência.
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pré-
Veja as evoluções das taxas de desemprego no
período 2002-2011.
Grar,GO11::;:\"oIu~da lakollee d~pa.ç<lOdo total (iaSseIS f~S
mellopoUanas (em %~
,
um aumento na ocupação das mulheres. A
presença feminina também era majoritária na
população desocupada (rD) e na população não
economicamente ativa (PNEA)
s.:f. 604.1
•• ~_iiiiII
~,~ n}oO'<Q<'I<)nIiu"_l~
2003-
Observe agora a média de salário dos
trabalhadores do setor privado .
Rendimento médio real habitual dos
empregados com carteira no setor privado, para o
total das seis regiões metropolitanas de 2003 a
20 I I. em reais - a preços de dez) II
'O'."T'(.t~ ;:-"-"""K_ >:_~ .••T'''''- ••'-' __Po_.I._ ••• b'_~).~',.__ •••••• ""'n ••••..••..•.••
41.1 \1.<J 6).'1~---,d<o_oop.d~ ~ •• """,m1(_" •
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'<"11:""'1.>".noc'l'.l- !l'IO" ••!lIllr
o ingresso da mulher no mercado de trabalho
veio associado a transformações nas relações
familiares e conjugais. Houve uma redução no
número de filhos, o aumento das famílias
chefiadas por mulheres - em 1989 representavam
20, I%, em 1999 chegou a 26%.
As mulheres representam mais de 40% da
força de trabalho no país, contudo a média de
rendimentos é menor que os percebido pelos
homens na mesma função. Apesar de estudarem
por um período mais longo, obtendo no setor
industrial, por exemplo, um ano a mais de
escolaridade do que os homens, o diferencial de
remuneração persiste elevado.
Analise o gráfico seguinte,
..
- .,_1 __ 2OO'lI _JtIG __ .1011
- LeiW 7.353, DE 29 DE AGOSTO DE 1985
que criou o Conselho Nacional dos Direitos da
Mulher - CNDM
- Lei N° 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006.
Cria mecanismos para coibir a violência
doméstica e familiar contra a mulher,
A inserção da mulher no mercado de trabalho
no Brasil é tardia. O reconhecimento dos direitos
da mulher como cidadã plena ainda é lento
necessitando a intervenção do Estado para
garantir os direitos da mulher. Em relação a luta
contra a visão social de que a mulher não tem os
mesmos direitos estão:
A Mulher no Mercado de Trabalho
:.........,
'...." ...----~,,"_.-.-..._.~-
fON~i..CE,Co"••.•••• "'_. (_jc,.r,~ ••••F~ P~ •• _ •• Er.••~:«lJ-::ltl'-.. ...•.....- .._~Nas últimas décadas, a inserção das mulheres
no mercado de trabalho tomou-se uma realidade.
A participação feminina aumentou Vários fatores contribuem para impedir as
expressivamente. Em 20 II eram 45,4% na mulheres de atingirem os mais altos cargos. Essas
população ocupada (PO). Para as mulheres, esse são barreiras, visíveis e invisíveis, que impedem o
indicador foi de 40,5% em 2003 passando para acesso aos postos mais bem remunerados.
45,3% em 2011. Entre os homens, esse percentual Podemos citar: a feminização de determinadas
era de 60,8%, passando para 63,4%. Percebe-se profissões (professoras primárias, enfermagem) c
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'"pre:a
para equiparar
as mudanças
organizacional
(quantitativamente e
progressos em áreas •
35,5% das mulheres tinham carteira de
trabalho assinada
• 61,2% das trabalhadoras tinham 11 anos
ou mais de estudo
Enquanto 61,2% das trabalhadoras tinham 11
anos ou mais de estudo. ou seja, pelo menos o
ensino médio completo, para os homens este
percentual era de 53,2%. A parecia de mulheres
ocupadas com nível superior completo era de
19,6%. também superior ao dos homens (14,2%).
Por outro lado, nos grupos de menor escolaridade,
a participação dos homens era superior a das
mulheres.
Em 2009, aproximadamente 35,5% das
mulheres estavam inseridas no mercado de
trabalho como empregadas com carteira de
trabalho assinada, percentual inferior ao
observado na distribuição masculina (43,9%). As
mulheres empregadas sem carteira e trabalhando
por conta própria correspondiam a 30,9%. Entre
os homens, este percentual era de 40%. Já o
percentual de mulheres empregadoras era de
3,6%, pouco mais da metade do percentual
verificado na população masculina (7,0%).
(PME)2009, reali:=adanas regiões metropolitanas
de Recife, Salrador, Belo Hori:=ome, Rio de
Janeiro, Silo Paulo e Porto Alegre.
avaliação
qualitativamente) de
específicas.
A briga que as mulheres precisarão enfrentar
para conseguir uma maior igualdade envolve
poder. Apesar de já tennos uma presidente, a
representação no primeiro escalão tem sido
ampliada. o setor privado tem uma estratégia
diferenciada. Verifica-se que essa guerra por
espaço e poder será travada cada vez mais em
todas as esferas: políticas, dentro de casa e na
empresa.
As principais tendências associadas ao avanço
das mulheres no mercado de trabalho são:
diálogo extenso sobre
necessárias na cultura
(workshops e reuniões dirigidas);
- implementação de políticas
salários e oportunidades;
designação de responsáveis pela
implementação de mudanças;
sua subsequente desvalorização, resistências
sociais, a maternidade e a desigualdade na divisão
das tarefas domésticas, a falta de massa crítica de
mulheres nas organizações, etc.
As empresas estão mudando as suas
estratégias de forma a recrutar e reter mulheres
qualificadas no emprego. Algumas das mudanças
que já são notadas e implementadas:
• Elas trabalharam 38,9 horas em média
Apesar de desde 2003 ter ocorrido uma
redução de aproximadamente 36 minutos na
diferença entre a média de horas trabalhadas por
homens e mulheres, em 2009 as mulheres
continuaram trabalhando, em média. menos que
os homens. Cabe esclarecer que essa queda foi
ocasionada pela redução na média de horas
trabalhadas pelos homens. As mulheres, em 2009,
trabalharam em média 38,9 horas. 4,6 horas a
menos que os homens.
As mulheres trabalhavam menos que os
homens em todos os grupamentos de atividade.
Com a exceção das mulheres ocupadas em
"Outros Serviços", as demais atividades
apresentaram aumento da média de horas
trabalhadas para as mulheres. No grupamento
"Administração Pública". as mulheres
trabalharam, em média, 36,4 horas semanais.
Em 2009, as mulheres com 8 a 10 anos de
estudo foram as que declararam trabalhar mais
horas semanais (39,4 horas). No entanto, aquelas
com 11 anos ou mais de estudo foram as que
apresentaram a menor diferença na média de
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Texto Complementar - Informações sobre
a mulher no mercado de trabalho
- maternidade adiada e um menor número de
filhos;
- aumento do padrão de consumo familiar e do
investimento em educação;
- presença das mulheres em áreas e ocupações
antes restritas aos homens
- crescente reivindicação por igualdade cívica
e política.
A participação das mulheres no mercado de
trabalho, seu perfil etário e educacional, o
comingeJllefeminino no setor público. a jornada
de trabalho considerada (J escolaridade, o
percentual de mulheres que gostaria de trabalhar
mais. £'ises e outros pontos são lel'antado.'ipelo
IBGE no Dia Internacional da Afulher. O
trabalho especial Alulher no Afercado de
Trabalho: Perguntas e Respostas tem como
olljetil'o apresentar um panorama da mulher no
mercado de trabalho. As informaçi5es usadas
prOl'êm da Pesquisa Afensal de Emprego
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-pre:a
horas trabalhadas em relação aos homens, 3,6
horas. Em 2003, esta diferença era de 4,4 horas.
As mulheres com I até 3 anos de estudo foram
as que apresentaram a maior diferença (7,2 horas)
na média de horas trabalhadas, quando
comparadas aos homens. Tal realidade é similar à
verificada em 2003, quando a diferença cra de 7,3
horas.
o número de horas trabalhadas pelas mulheres
que possuíam curso superior completo somente
ultrapassava ao das que tinham até 3 anos de
estudos.
Já as mulheres com I I anos ou mais de estudo
foram as únicas a aumentar a média de horas
trabalhadas semanalmente, em todo o mercado de
trabalho: de 38,8 horas em 2003 para 39,1 horas
em 2009.
o rendimento continua sendo inferior ao
dos homens
O rendimento de trabalho das mulheres,
estimado em R$ 1.097,93, continua inferior ao
dos homens (R$ 1.518,31). Em 2009, comparando
a média anual de rendimentos dos homens e das
mulheres, verificou-se que as mulheres ganham
em tomo de 72,3% do rendimento recebido pelos
homens. Em 2003, esse percentual era de 70,8%.
Considerando um grupo mais homogêneo,
com a mesma escolaridade e do mesmo
grupamento de atividade, a diferença entre os
rendimentos persiste. Tanto para as pessoas que
possuíam I I anos ou mais de estudo quanto para
as que tinham curso superior completo, os
rendimentos da população masculina eram
superiores aos da feminina.
Verificou-se que nos diversos grupamentos de
atividade econômica,a escolaridade de nível
superior não aproxima os rendimentos recebidos
por homens e mulheres. Pelo contrário, a
diferença acentua-se: no caso do '''Comércio'', por
exemplo, a diferença de rendimento para a
escolaridade de I I anos ou mais de estudo é de
R$ 616,80 a mais para os homens. Quando a
comparação é feita para o nível superior, ela é de
R$ 1.653,70 para eles.
No entanto, no grupamento da Construção, as
mulheres COIll I I anos ou mais de estudo têm
rendimento ligeiramente superior ao dos homens
com a mesma escolaridade: elas recebem, em
média, R$ 2.007,80, contra R$ 1.917,20 dos
homens.
Aumentou a escolaridade das mulheres
que procuram trabalho
Em 2009, entre o 1,057 milhão de mulheres
desocupadas e procurando por trabalho, 8,1%
tinha nível superior. Houve aumento na
escolaridade dessas mulheres, visto que em 2003,
em média, 5,0% tinham nível superior. Esse
crescimento resulta do aumento da escolaridade
de uma forma geral.
O aumento da escolaridade também pode ser
verificado em outros níveis. Em 2003, em média,
44,7% das mulheres desocupadas tinham I I anos
ou mais de cstudo. Em 2009, essa proporção
ultrapassou significativamente a metade da
população (59,8%). Verificou-se que a população
feminina desocupada é proporcionalmcnte mais
escolarizada que a população feminina acima de
10 anos. Enquanto, em média, 81,2% da
população feminina desocupada tinham oito anos
ou mais de escolaridade, na população em idade
ativa este percentual era de 6 I,'%.
• Cresceu o percentual de mulheres adultas
querendo trabalhar
A população feminina desocupada (1,057
milhão de mulheres, em 2009) está muito
concentrada no grupo etário entre 25 e 49 anos de
idade. Em 2003, as mulheres nesta faixa etária
correspondiam a 49,3% da população feminina
desocupada. Em 2009, elas já eram mais da
metade: 54,2%. Fonte IBGE - 2010
Dinâmicas territoriais da
economia agrícola no Brasil
o setor agrícola tem grande importância
histórica para o país devido ao próprio processo
de evolução da nossa economia. Até início do
século XX a economia nacional era estritamente
agrária c suas exportações dependiam do setor
primário.
O maior problema que sc verifica, quando
estudamos a agricultura e a pecuária no Brasil, é a
forte concentração dos meios de produção, de
renda e o uso inadequado das terras agricultáveis,
muitas vezes usadas como reserva de valor.
Desse modo, caracterizam problemas no setor
agropecuário brasileiro a concentração de terras c
o sistema primitivo de exploração da terra (baixo
uso de tecnologia na produção).
Como podemos observar no estudo do Brasil
até o momento o país apresenta difercnças
significativas também no setor agrícola e
podemos observar uma diferença espacial do uso
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O emprego progressivo de máquinas e
insumos industriais (fertilizantes, adubos,
pesticidas) na produção agrícola originou a
chamada industrialização da agricultura, principal
elemento da modernização no setor.
Da relação ou integração entre os setores
agropecuário e industrial surgiram os seguintes
tipos de indústria:
Segundo, Ariovaldo Umbelino de Oliveira:
•• O estudo da agricultura brasileira deve ser
feito no bojo da compreensão dos processos de
desenvolvimento do modo capitalista de produção
no território brasileiro. Toma-se, portanto, como
ponto de partida a concepção de que esse
desenvolvimento é contraditório e combinado.
Modernização da agricultura
O processo de modernização da agricultura se
deu a partir da década de 1950 com a expansão,
para o campo, do emprego e desenvolvimento de
pesquisas científicas que ajudaram a aumentar a
produção e a produtividade.
São exemplos dessa modernização:
• Mecanização;
• Redução da mão~de-obra;
• Uso de insumos;
• Desenvolvimento de pesquisas.
Amllzônia - aparece como a principal área de
expansão agrícola do país. Nessa região se
observa grande expansão sem a preocupação com
a preservação do meio ambiente. Essa ocupação
tem gerado muitos conflitos agrários. O uso do
solo e os sistemas produtivos implantados têm
aproveitado a fertilidade inicial do solo para
garantir maior produtividade.
desenvolvimento tecnológico estão presentes no
cenário produtivo.
Nordeste - a agricultura apresenta diferenças
internas significativas. No sertão predomina a
agricultura de subsistência sem nenhum
investimento tecnológico, no litoral (cana. cacau),
em bolsõcs de irrigação (vale do São Francisco) e
nas áreas de cerrado (sul Piauí, Sul do Maranhão.
oeste da Bahia) já apresentam como áreas de
expansão da agricultura comercial voltada para a
exportação que conformam sistemas produtivos
com maior investimento em tecnologia e uso de
insumos e mecanização.
Isto significa dizer que, ao mesmo tempo em
que esse desenvolvimento avança, reproduzindo
relações especificamente capitalistas (implantando
o trabalho assalariado através da figura do ""bóia-
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- Centro-Sul - elevado grau de modernização
agrícola com liSO de insumos e tecnologia na
produção. Máquinas. fertilizantes, sementes
selecionadas, defensivos, empresas de pesquisas e
IV. cultura de subsistência com baixo
investimento em tecnologia.
Especialização produtiva do território -
fronteira agrícola
A implementação da agricultura no país foi,
historicamente. concentrada no litoral. Com a
modernização do território. com a introdução do
sistema rodoviário na segunda metade do século
XX, tomou-se possível romper com as ilhas
econômicas e criar um mercado nacional. Esses
fatores levaram também a expansão da agricultura
para o interior do território. A ocupação de novas
áreas para a produção agrícola é chamada de
FRONTEIRAS AGRÍCOLAS.
Na década de 40 a 60 a fronteira se
concentrava na região Centro~ Oeste, mas. a partir
da década de 70, a Amazônia apresentou-se como
a nova e principal área de expansão.
A ocupação diferencial do espaço, com
sucessivas fases de modernização gerou um
espaço heterogêneo quando observamos o espaço
e consideramos os dados da produção,
organização, uso de insumos e tecnologias. Esse
espaço heterogêneo pode ser caracterizado da
seguinte maneira:
o maior problema é que a modcrnização
agrícola levou a uma redução do número de
trabalhadores no campo - causando o ÊXODO
RURAL acelerando o processo de
EXPROPRIAÇÃO RURAL. Esse processo levou
ao aumento de trabalhadores despreparados para o
mercado urbano se concentrando nas periferias
das grandes cidades e, consequcntemente, ao
aumento da pobreza urbana. (Essa pobreza estava
distribuída no grande espaço rural e agora se
concentra nas periferias das cidades)
Assim, podemos listar algumas características
do campo no Brasil:
I. concentração fundiária;
11.baixo uso de tccnologia;
11I. agricultura modernizada voltada para o
mercado externo;
da terra por setores com forte presença de
tecnologia - CULTURAS VOLTADAS PARA A
EXPORTAÇÃO - o outro apresenta baixo
investimento tecnológico - CULTURA DE
SUBSISTÊNCIA.
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Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
funcionam como espaços de expansão da
agropecuária moderna, cujo desenvolvimento é
reflexo do transbordamento da economia rural dos
estados do Sul e de São Paulo.
Se de um lado a cidade diz como produzir e
abastece o campo com seus produtos l1a outra
ponta a cidade diz o que produzir, pois sua
indústria necessita de matéria-prima para
funcionar. A modernização pode ser sentida não
só no modo de se produzir, mas também na
organização da força de trabalho no campo.
A modernização acelerada da agricultura e a
pobre:z.a nas áreas rurais geraram pressão também
nas áreas urbanas, ocasionando o êxodo rural
(abandono das áreas rurais) e um processo caótico
e acelerado de urbanização. Os problemas dos
migrantes do meio rural (subemprego, pobreza),
sem resolução, foram transferidos para as grandes
metrópoles, agravando o quadro da exclusão
social urbana.
Observaçõessobre a agricultura tradicional 2 1
Denomina-se complexo agroindustrial a
articulação ou junção da agropecuária com as
chamadas indústrias para a agricultura (prodllloras
de máquinas e insumos) e com as agroindústrias
(indústrias que processam os produtos
agropecuários).
Com o avanço da modernização do campo
verifica-se uma ampliação da subordinação do
campo à cidade. O campo passa a sofrer pressão
do meio urbano para produzir no ritmo de
consumo das cidades estando, desse modo,
controlado pela cidade. Para caracterizar essa
subordinação os geógrafos propuseram o esquema
do processo sanduíche, para tornar possível a
visualização didática de como se dá a
subordinação do campo a cidade.
Ocorre o processo sanduíche.
Na Região Nordeste, ainda que predominem
as práticas agrícolas tradicionais, também existem
áreas de intensa modernização. No oeste baiano, a
soja recém-chegada dinamiza atividades como a
avicultura c a suinocultura. enquanto no vale do
Rio São Francisco crescem os polos de
fruticultura irrigada, comandados por Petrolina
(PE) e Juazeiro (BA).
CIDADE CIDADE
Como produzir O que produzir
Indústria para a agricultura
CAMPO
Agroindústria
Colheitadeiras,
Soja, milho.
fertilizantes, sementes.
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Indústrias da agricultura ou agroindústrias:
transformam produtos agropecuários em
induslrializados. Por exemplo, a indústria de óleos
vegetais (de soja, de milho) e a de laticínios
(queijo, manteiga) . .Indústrias para a agricultura:
fornecem bens de produção para a agricultura. Por
exemplo, as indústrias de máquinas e
equipamentos agrícolas (colheitadeiras, arados) e
as indústrias químicas (fertilizantes, pesticidas).
Em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul encontra-se um
complexo econômico agropecuário moderno,
vinculado às necessidades industriais e altamente
dependente de fluxos financeiros.
fria"), produz também, contraditoriamente,
relações camponesas de produção (através do
trabalho familiar).
Esse processo deve ser entendido também no
interior da economia capitalista atualmente
internacionalizada, que produz c se reproduz em
diferentes lugares no mundo, criando processos e
relações de interdependência entre Estados,
nações e sobretudo empresas. A compreensão
desses processos é fundamental para o
entendimento da agricultura brasileira, pois eles
provocam o movimento de concentração da
população no país. "Esse movimento migratório
está direcionado para as regiões metropolitanas, as
capitais regionais". Enfim, para as cidades de lima
maneira geraL" (Geografia do Brasil 4 ed. São
Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,20D}
- Didática; 3- Vários autores)
Ainda seguindo a visão de Ariovaldo
Umbelino de Oliveira:
Prezado candidato, perceba que a lógica do
desenvolvimento capitalista na agricultura se faz
no interior do processo de internacionalização da
economia brasileira. Esse processo se dá no
âmago do capitalismo mundial e está relacionado,
portanto, com o mecanismo da divida externa.
Através dele os governos dos países endividados
criam condições para ampliar a sua produção,
sobretudo a industrial. Para pagar a dívida eles
têm que exportar, sujeitando-se a vender seus
produtos pelo preço estipulado mercado
internacional.
"No campo, o processo de desenvolvimento
capitalista está igualmente marcado pela
industrialização da agricultura, ou seja, o
desenvolvimento da agricultura tipicamente
capitalista abriu aos proprietários de terras e aos
capitalistas! proprietários de terra a possibilidade
histórica da apropriação da renda capitalista da
terra, provocando intensificação na concentração
da estrutura fundiária brasileira. "
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Está em decadência devido:
. incapacidade de adquirir equipamentos
. falta de financiamento
. maior custo de produção
. menor produtividade
Esse fato tem um custo devido a redução da
área de produtos para subsistência; a redução das
pequenas propriedades; absorção dos pequenos
pelos grandes
Na agricultura tradicional - MOO familiar
com grande importância para a absorção da MOO
desempregada. Este setor encontra-se em
integração ao agroncgócio.
Maiores produções por estado
SP - laranja, cana e no extremo oeste a
pecuária de corte Vale do Paraíba (SI' - RJ) -
bacia leiteira
M G - café, maior rebanho bovino, 60% da
produção de frangos.
SUL - conglomerados das indústrias de
alimentos - soja, milho, trigo, fumo e uvas.
Norte do Paraná - expansão da agricultura
paulista. Soja e milho atualmente a
modemiz..1.ção levou a concentração de terras e ao
êxodo rural e a migração inter-regional.
RS - pecuária na campanha gaúcha sofre com
a concorrência da pecuária da Argentina.
Centro-Oeste - soja - pós 1960 - farelo de
soja para ração. Acidez do solo do cerrado
equacionado pelo uso de tecnologia.
Maiores produtores - por produtos
Arroz RS, MT, MA, MG - cultivado em todo
pai. irrigado ou de várzea, no RS. e de sequeiro no
Centro-Oeste.
Feijão pR, MG, BA, SI' - todo pais. Grande
parte da produção é proveniente de pequenos
produtores.
Mandioca pA, pR, BA, MA - todo o pais,
principalmente no NE.
Aumento da cultura comercial.
Laranja SI', BA, SE, lU - exportação de suco
concentrado.
Cana SI', AL, pR, pE - grande expansão nos
allos 70 - Proálcool.
(GANHA EXPRESSÃO DEViDO A
NECESSIDADE DE DESENVOLVER
COMBUSTíVEL ALTERNATIVO)
Soja PRo MT. RS, GO - alimentação humana,
óleo e ração animal.
Tem expandido do Sul para outras regiões (NE
e CO).
Milho MG, SI', pR, RS - alimentação
humana, ração animal e óleo.
Café MG, ES, SI', pR - exportação de grãos e
café solúvel.
Cacau BA, pA, RO, ES - chocolate, manteiga,
licores.
Banana PA, SP. BA - grande consumo interno
e exportação.
Coco BA - aproveitamento do tronco, fruto,
fibra, folhas ....
Trigo pR, RS, MS, SC - rotação com a soja
(verão) e trigo (inverno), mecanizada.
Algodão CE, pE, pB, GO, MT - indústria
têxtil, alimcntícia (óleo). farmacêutica e adubo
(bagaço).
Fumo SUL DO PAís - indústria de cigarros.
• Problemas para a agricultura no Brasil
• Transportes
Corrcdores de exportação Santos.
Paranaguá, EF Carajás Porto de Itaqui, BR 364 -
Hidrovia do Madeira - Porto de Porto Velho e
Itacoatiara
- AM (reduz 20% em relação ao aos portos de
Santos e Paranaguá).
• Soluções para a produção agrícola
Ferronorte - acelerar a construção
BR 163 - Cuiabá-Santarém - liberar as obras
com atendimento às exigências ambientais e
sociais locais.
Pecuária
A criação de animais tem ganhado expressão
nas últimas décadas devido ao tipo de alimentação
fornecida aos animais. Com a descoberta do mal
da vaca louca os países europeus buscaram
importar carne de países que não forneciam na
alimentação animal ração com compostos de
origem animal (farinha de osso).
Mesmo com a ampliação do mercado devido a
esse aumento da demanda o mercado enfrenta
•
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23
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Lembrando dos solos de maior fertilidade
natural e sua 10cali:U1.ção.
Massapé- NE
A agricultura no país se desenvolveu com o
uso da mão-de-obra (MDO) escrava que
posterionnente foi substituída pela MOO do
imigrante europeu.
O café é a agricultura que marca a transição da
MOO escrava e para a MOO do imigrante. Pós
1930 a agricultura perde espaço para o urbano e o
campo (terra) passa a ser uma RESERVA DE
VALOR. Assim que a exportação agrícola
voltasse a tcr importância o controle da terra
retomaria a sua importância.
O que se viu após a modernização foi a
liberação da MOO. Com a retomada da produção
agrícola na década de 60170 cresce a utilização de
MDO assalariada, geralmente com contratação
temporária. São novos trabalhadores denominados
bóias-frias (corumbas, tunneiros e clandestinos no
NE, volantes e peões no Sul c SE).
Até 1950 - 70% da PEA na agricultura e em
2000 - 23% da PEA contribuindo com 8% para o
PIB
Agentes sociais no campo
Terra Roxa - planaltos e chapadas daBacia do
Paraná.
O uso inadcquado do solo, por empregar
manejo impróprio ao tipo de clima
LEMBRANDO QUE IMPLEMENTAMOS O
MANEJO SEGUNDO AO QUE HERDAMOS
DA EUROPA - muitas áreas estão suscetíveis de
desertificação. Pelos estudos realizados pelos
centros de pesquisa no pais demonstram que o
Brasil tem 900.000 km2 com risco de
desertificação localizado nos estados RS
(processo de arenização), BA, PE PI, RN, AL e
SE. Desse total, 181.000 km2 estão afetados
gravemente.
Vários problemas ambientais estão associados
a producão agropecuária. destacamos aqui:
• Desmatamento;
• Queimadas;
• Uso de agrotóxicos (contamina rios lagos e
lençóis freáticos);
• Erosão (perda de solo e assoreamento e
perda de solo);
• Erosão genética (redução da biodiversidade);
• Compactação do solo (mecanização e
pisoteio);
• Uso de sementes transgênicas - redução da
biodiversidade - Lei de Biossegurança.
A pecuária que se caracterizava por ser
extensiva e de baixa produtividade com uso de
pastagens naturais, esse foi um marco na
ocupação do cerrado no CO, na ocupação inicial
da Amazônia e NE.
A pecuária moderna observa uma produção
intensiva - como se caracteriza a produção na~
regiões Sul e SE. Essa produção tem como base o
uso de matrizes selecionadas, pastagens artificiais
e uso de ração e silagens na alimentação. Houve
um grande crescimento na produção e hoje somos
o maior exportador de came bovina, além de
termos excelentes mercado para a carne de porco
e de frango.
No entanto a modemização da produção no
campo atingiu também a produção de animais e
aves. Hoje já se consegue produzir um frango com
28 dias para o abate e um boi com 18 meses (o
tempo anterior era de 48 meses). Essas
possibilidades só foram possíveis pelo
investimento em melhoria genética, pesquisas e
investimentos no manejo que, em nosso país, foi
capitaneado por agências públicas de pesquisa
como é o caso da EMBRAPA.
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Sudeste - principal região na produção de
equinos;
Centro-Oeste - maior produção de bovinos;
Nordeste - maior produtor de muares e
caprinos;
Norte - maior produtor de bufalinos.
Devemos nos lembrar de que o MG e RS são
importantes estados na produção de bovinos, o
primeiro voltado para a produção leiteira c o
segundo na produção de gado de corte.
Apesar da grande produção o brasileiro
apresenta baixo consumo de carne e leite. Isso se
deve a preocupação com a exportação e a pobreza
devido à má distribuição de rcnda em nosso país.
Problemas ambientais: uso do solo na agricul-
tura e pecuária
Para termos uma ideia geral da produção
pecuária no país pode-se resumir da seguinte
forma:
Sul - principal região na produção de suínos e
ovinos.
outros problemas sanitários que prejudicam as
exportações brasileiras,. Um exemplo é a febre
aftosa que fez, nos últimos anos, a Rússia e a
União Europeia suspenderem as importações de
carnes do Brasil.
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; _.
pre:a
A organização da produção no campo, durante
a fase de baixa da agricultura, era realizada pelo
desenvolvimento da parceria, arrendamento,
ocupação e do trabalho pennanentc (esse último
de menor expressão)
leia o texto complementar:
A Revolucão Verde
A expressão Revolução Verde foi criada em
1966, em uma conferência em Washington.
Porém, o processo de modernização agrícola que
desencadeou a Revolução Verde ocorreu no final
da década de J 940.
solicitados para a mecanização das atividades
agrícolas, tendo como única forma de pagamento
da dívida a venda da propriedade para outros
produtores.
A Revolução Verde proporcionou tecnologias
que atingem maior eficiência na produção
agrícola, entretanto, vários problemas sociais não
foram solucionados, como é o caso da fome
mundial, além da expulsão do pequeno produtor
de sua propriedade.
Por Wagner de Ccrqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
Período Colonial
o acesso a terra no Brasil
Aquestão agrária e a
expansão do agronegócio
....---_.---_ ...---_ .._-------------------_._ ..
•
Nesse tempo todo, não se fez nenhuma lei
sobre a questão fundiária no Brasil que
regulamentasse a posse e a propriedade da terra.
Todas as terras eram propriedade pessoal do rei, o
qual podia doá-Ias conforme seu interesse. Mas,
ao mesmo tempo, acabava ocorrendo uma ou
outra apropriação direta da terra. Alguns homens
livres, mas sem possibilidades de manter uma
grande propriedade se instalavam em terras
o sistema das capitanias foi substituído pela
administração direta da colônia pela Coroa que
nomeou os Governadores Gerais para exercerem o
cargo de administrador da colônia. Esse modelo
de administração durou mais ou menos três
séculos. Esse período é conhecido em nossa
história como Período Colonial.
Era uma responsabilidade do Governo
português a gestão do território de sua novíssima
colônia. Como Portugal era uma nação de
população reduzida era impossível estabelecer
uma política de colonização de sua nova colônia
que se somava ao seu rico império colonial, uma
vez que Portugal já tinha possessões na Á frica e
expandia o comércio com o oriente. A solução
encontrada pela Coroa foi criar o sistema de
colonização privado mediante a doação de terras
para nobres portugueses que ficavam rcsponsáveis
por cmpreender a colonização do Brasil. Foram
criadas catorze capitanias hereditárias e doadas
aos nobres, que receberam o título de Capitão
Donatário e uma carta de doação de terras. Esse
sistema durou 17 anos, o mesmo dava muita
autonomia aos capitães donatários que passaram a
ter amplo poder de decisão.
Esse programa surgiu com o propósito de
aumentar a produção agrícola através do
desenvolvimento de pesquisas em sementes,
fertilização do solo e utilização de máquinas no
campo que aumentassem a produtividade.
Isso se daria através do desenvolvimento de
sementes adequadas para tipos específicos de
solos e climas, adaptação do solo para o plantio e
desenvolvimento de máquinas.
As sementes modificadas e desenvolvidas nos
laboratórios possuem alta resistência a diferentes
tipos de pragas e doenças, seu plantio, aliado à
utilização de agrotóxicos, fertilizantes,
implementos agrícolas e máquinas, aumenta
significativamente a produção agrícola.
Esse programa foi financiado pelo grupo
Rockefeller. sediado em Nova Iorque. Utilizando
um discurso ideológico de aumentar a produção
de alimentos para acabar com a fome no mundo, o
grupo Rockefeller expandiu seu mercado
consumidor, fortalecendo a corporação com
vendas de verdadeiros pacotes de insumos
agrícolas. principalmente para países em
desenvolvimentq como Índia. Brasil e México.
Utilização de máquina e insumos agrícolas
De fato, houve um aumento considerável na
produção de alimentos.
No entanto, o problema da fome no mundo
não foi solucionado. pois a produção dos
alimentos nos países em desenvolvimento é
destinada, principalmente, a países ricos
industrializados, como Estados Unidos, Japão e
Países da União Europeia.
O processo de modernização no campo alterou
a estrutura agrária.
Pequenos produtores que não conseguiram se
adaptar às novas técnicas de produção, não
atingiram produtividade suficiente para se manter
na atividade, consequentemente. muitos se
endividaram devido a empréstimos bancários
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República
A lei nO601, denominada Lei de Terras, de 18
de setembro de 1850, e regulamentada em 1854
proibiu a ocupação de terras devolutas, só se
admitia o acesso a terra pela compra a dinheiro.
A lei permitiu a revalidação das sesmarias que
se mantivessem cultivadas ou com inicio de
cultivo e morada habitual do sesmciro,
concessionário ou seu representante. Ao tcntar
corrigir os equívocos do regime de sesmarias, a lei
visava ainda uma consolidação formal das posses
já constituídas.
O procedimento introduzido pela Lei de Terras
que previa que somente o acesso a terra seria
permitido através da compra a dinheiro foi
complementado com a alienação de terraspúblicas a um preço muito elevado. Este artificio
impediu que posseiros e imigrantes pobres se
tomassem proprietários de terras,.
A Constituição republicana de 1891, em seu
artigo 64, transferiu para os Estados as terras até
então de domínio da União, reservando-se a esta
as terras de uso público, as terras de marinha e as
faixas de fronteira. Apesar dessa transferência não
houve um processo de distribuição de terras aos
recém-libertos e aos imigrantes que chegavam ao
país. É importante lembrar que as oligarquias
rurais detinham o poder econômico e político e
essa realidade vai se estender por um longo
período em nossa república e a posse de terras era
garantia do status quo.
A oligarquia rural só começa a perder a
hegemonia após a grande crise de 1929 a 1933.
Apesar dos procedimentos legais favorecerem
a uma camada da sociedade no tocante ao acesso a
terra isso não foi um impedimento ao surgimento
da pequena propriedade.
A Lei Imperial, de 28 de setembro de 1848,
que concedia áreas territoriais às Províncias para
fins de coloni7..<1.çãoe proibia o trabalho escravo
nessas áreas. As áreas doadas eram menores e
favoreceu ao surgimento de propriedades rurais
voltadas para atender o mercado interno e as
cidades que cresciam. Essa lei beneficiou a
colonização do sul do país com base na pequena
propriedade que foi doada aos colonos de origem
europeias.
Outros fatores contribuíram para a ampliação
do número de pequenas propriedades. As crises
do café que se iniciaram ainda no fim do Séc ..
XIX e a necessidade de abastecimento dos centros
urbanos afetaram a estrutura agrária,
proporcionando a criação de pequenas
propriedades dedicadae; à exploração
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Período Imperial
menores, para produzir alimentos para o mercado
interno. Era uma apropriação através da posse e
não da doação real.
No período colonial se deu a instituição do
regime de sesmarias. Uma das cartas régias que
foi entregue ao governador geral, em fins do ano
de 1530, mandava que este concedesse terras aos
que, já estando no Brasil, desejassem povoá-lo.
Antes mesmo de D. Fernando I, rei de
Porlugal, expedir a primeira lei de sesmarias, já
era antiga a praxe de retirar dos donos as terras
inexploradas, para entregá-Ias a quem se
dispusesse a lavrar e semear as mesmas.
Embora houvesse uma vasta extensão
territorial a ocupar e aparentemente fosse fácil o
acesso à terra, pois ela nada custava aos que a
recebiam em doação, o fato é que, no período
colonial, somente uma minoria se beneficiou do
sistema de sesmarias. Lembre-se que a capacidade
de cultivá-Ia estava associada a quantidade de
escravos necessários para empregar na lavoura, o
que exigia do senhor grandes posses.
No Sul as sesmarias eram em regra bem
menores, o que decorria mais da natureza da
economia local do que propriamente da condição
social dos colonos, como alguns imaginam. As
atividades da produção do açúcar, algodão e café
levaram a fom13ção de grandes propriedades,
assim como a pecuária que acentuou a tendência à
formação de imensos latifúndios e sua
concentração nas mãos de uns poucos
privilegiados. É importante lembrar que a terceira
grande lavoura da colônia é a do tabaco.
introduzida no século XVIII.
Ao longo do pcríodo de formação das
monoculturas em larga escala e do criatório
extell5ivo, vai surgindo nos imensos domínios da
grande lavoura. nos engenhos e nas fazendas, uma
agricultura de subsistência voltada
exclusivamente para o abastecimento alimentar da
população residente.
Ao contrário da cana-de-açúcar. do algodão e
do tabaco, que se assentam em extensos
latifúndios, as lavouras de subsistência se
estabelecem não somente nas grandes
propriedades mas também em pequenas unidades
autônomas, onde não há escravos nem
assalariados, e o proprietário ou simples ocupante
são os que trabalham diretamente na terra, em
regra. nos solos menos férteis e longe dos grandes
centros urbanos. O último latiflmdio típico,
gerado pelo sistema das sesmarias, foi a fazenda
de café.
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Essa nova lei surgiu em um "momento
oportuno", quando o tráfico negreiro passou a ser
proibido em terras brasileiras. A atividade. que
representava uma grande fonte de riqueza, teria de
ser substituída por uma economia onde o
potencial produtivo agrícola deveria ser mais bem
explorado. Ao mesmo tempo, ela também
responde ao projeto de incentivo à imigração que
deveria ser financiado com a dinamização da
economia agrícola e regularizaria o acesso a terra
frente aos novos campesinos assalariados.
No Brasil. os sesmeiros e posseiros realizavam
a apropriação de terras aproveitando de brechas
legais que não definiam bem o critério de posse
das terras. Depois da independência. alguns
projetos de lei tentaram regulamentar essa questão
dando critérios mais claros sobre a questão. No
entanto, somcnte em 1850, a chamada Lei 60 I ou
Lei de Terras, de 1850, apresentou novos critérios
com relação aos direitos e deveres dos
proprietários de terra. (Eusébio de Queirós)
Lei de Terras ( 1850)
É importante saber, entretanto, as datas de
criação das capitanias ou Estados, para saber ondc
procurar. Por exemplo, os registros mais antigos
de Santa Catarina e Paraná encontram-se em São
Paulo, pois eram Estados unidos, que só mais
tarde foram desmembrados.
Durante o século XIX. a economia mundial
passou por uma série de transfomlações pela qual
a cconomia mundialmente conduzida pelo
comercIo passou a ceder espaço para o
capitalismo industrial. As grandes potências
econômicas da época buscavam atingir seus
interesses econômicos pressionando as demais
nações para que se adequassem aos novos
contornos tomados pela economia mundial. Para
exemplificar tal situação podemos destacar o
intcresse inglês em tomo do fim do tráfico
negreiro.
Com relação ao uso da terra, essas
transformações incidiram diretamente nas
tradições que antes vinculavam a posse de terras
enquanto símbolo de distinção social. O avanço
da economia capitalista tinha um caráter cada vez
mais mercantil, onde a terra deveria ter um uso
integrado à economia, tendo seu potencial
produtivo explorado ao máximo. Em
consequência dessa nova prática econômica.
percebemos que diversas nações discutiram
juridicamente as funções e os direitos sobre esse
bem.
Dessa maneira, ex-escravos e estrangeiros
teriam que enfrentar enormes restrições para
possivelmente galgarem a condição de pequeno e
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Estrutura Fundiária
Desenvolveram-se. assim. os chamados
registros ou escrituras de propriedade. As
sesmarias foram registradas dessa forma e são
exemplos e documentos cartoriais. A maioria
destas cartas de sesmarias encontra-se em
Arquivos Públicos. Os Arquivos Governamentais
possuem coleções de cartas de doações de
sesmarias e registros de terras.
Esses registros de terras servem para
apresentar algumas informações como o local
onde as pessoas viviam; revelar informações
pessoais e familiares; se a propriedade foi
herdada, doada ou ocupada e quais eram seus
limites; se havia trabalhadores e como era
constituída a mão-de-obra; em que região ficava
tal propriedade; etc.
Todas as posses e sesmarias fonnadas foram
legitimadas em registros públicos realizados junto
às paróquias locais. A Igreja, ncsse período da
Colônia, encontrava-se unida oficialmente ao
Estado. Dessa forma, os vigários (ou párocos) das
igrejas eram quem faziam os registros das terras
ou certidões, como a de nascimento. de
casamento. etc. Somente com a proclamação da
República, em 1889, Estado e Igreja se separaram.
Sesmaria foi um instituto jurídico português
que normatizava a distribuição de terras
destinadas à produção: o Estado, recém-formado e
sem capacidade para organizar a produção de
alimcntos, decide legar a particulares essa função.
Este sistema surgira em Portugal durante o século
XIV, com a Lei das Sesmarias de 1375, criada
para combater a crise agrícola e econômica que
atingia o país e a Europa, e que a peste negra
agravara.
Quando a conquista do território brasileiro se
efetivou a partirde 1530, o Estado português
decidiu utilizar o sistema sesmarial no além-mar,
com algumas adaptações.
Os registros de terras surgiram no Brasil logo
após o estabelecimento das capitanias
hereditárias, com as doações de sesmarias. Os
documentos mais antigos das capitanias datam de
1534.
hortigranjeira, ao cultivo do algodão, de cereais,
de frutas e à produção de laticínios.
A extinção da escravidão em 1888, a primeira
superprodução cafeeira no início do século XX e a
crise geral de 1929~33que desarticulou o sistema
agrícola vigente e muitas fazendas fecharam
sendo parceladas em unidades menores.
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A lei estabelece que no Art. 2 parágrafo 10
que:
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d) observa as disposiçõcs legais que regulam
as justas relações de trabalho entrc os que a
possuem e a cultivem.
Aprofundaremos o que é extremamentc
relevante sobre o estatuto da terra na sequência.
Art. 4° Para os efeitos desta Lei defincm~se:
c) não excedendo o limite referido na alínea
anterior. e tendo área igualou superior à dimensão
do módulo de propriedade rural, seja mantido
inexplorado em relação às possibilidades fisicas,
econômicas e sociais do meio, com fins
especulativos, ou seja, deficiente ou
inadequadamente explorado, de modo a vedar-lhe
a inclusão no conceito de empresa rural;
a) exceda a dimensão máxima fixada na forma
do artigo 46, ~ 1°,
alínea b, dcsta Lei, tendo-se em vista as
condições ecológicas. sistemas agrícolas regionais
e o fim a que se destine;
b) dos limites máximos pemlitidos de áreas
dos imóveis rurais, os quais não excederão a
seiscentas vezes o módulo médio da propriedade
rural nem a seiscentas vezes a área média dos
imóveis rurais, na respectiva zona;
I - "Imóvel Rural", o prédio rústico, de área
contínua qualquer que seja a sua localização que
se destina à exploração extrativa agrícola,
pecuária ou agroindustrial, quer através de planos
públicos de valorização. quer através de iniciativa
privada;
11 - "Propriedade Familiar", o imóvel rural
que, direta e pessoalmente explorado pelo
agricultor e sua família, lhes absorva toda a força
de trabalho. garantindo~lhes a subsistência e o
progresso social c econômico, com área máxima
fixada para cada região c tipo de exploração, e
eventualmente trabalho com a ajuda de terceiros;
11I- "Módulo Rural", a área fixada nos termos
do inciso anterior; A partir da lei concluímos que
módulo rural é um conceito derivado do conceito
de propriedade familiar e, em sendo assim, é uma
unidade de medida. expressa em hectares, que
busca exprimir a interdependência entre a
dimensão, a situação geográfica dos imóveis
rurais e a fonna e condições do seu
aproveitamento econômico.
IV - "~1inifúndio", o imóvel rural de área e
possibilidades inferiores às da propriedade
familiar;
V - "Latifúndio". o imóvel rural que:
c) assegura a conservação dos recursos
naturais;
desatisfatórios
da tcrra descmpenha
função social quando,
níveisb) mantém
produtividade;
A propriedade
integralmente a sua
sim u Itanea mente:
a) favorece o bem-estar dos proprietários e dos
trabalhadorcs que nela labutam, assim como de
suas famílias;
Estatuto da Terra (1964) e Reforma
Agrária
Art. 10 Esta Lei regula os direitos e obrigações
concernentes aos bens imóveis rurais. para os fins
de execução da Reforma Agrária e promoção da
Política Agrícola.
~ 10 Considera-se Refonna Agrária o conjunto
de medidas que visem a promover melhor
distribuição da terra. mediante modificações no
regime de sua posse e uso, a fim de atender aos
princípios de justiça social e ao aumento de
produtividade.
~ 2° Entende-se por Política Agrícola o
conjunto de providências de amparo à propriedade
da terra, que se destinem a orientar, no interesse
da economia rural. as atividades agropecuárias,
seja no sentido de garantir-lhes o pleno cmprego,
seja no de hamlonizá-Ias com o processo de
industrialização do país.
A Lei 4504, de 30 de novembro de 1964, foi
concebida como a forma de colocar um freio nos
movimentos campesinos que se multiplicavam
durante o Governo João Goulart.
médio proprietário. Com essa nova lei, nenhuma
nova sesmaria poderia ser concedida a um
proprietário de terras ou seria reconhecida a
ocupação por meio da ocupação das terras. As
chamadas '"terras devolutas", que não tinham
dono e não estavam sobre os cuidados do Estado,
poderiam ser obtidas somente por meio da compra
junto ao governo.
A partir de então, uma scne de documentos
forjados começaram a aparecer para garantir e
ampliar a posse de terras daqueles que há muito já
a possuíam. Aquele que se interessasse em. algum
dia, desfrutar da condição de fazendeiro deveria
dispor de grandes quantias para obter um terreno.
Dessa maneira, a Lei de Terras transfomlOu a
terra em mercadoria no mesmo tempo em que
garantiu a posse da mesma aos antigos
latifundiários.
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••
'"pre:a
~ 70 Será excluído do Programa de Refonna
Agrária do Governo Federal quem, já estando
beneficiado com lote em Projeto de
Assentamento, ou sendo pretendente desse
beneficio na condição de inscrito em processo de
cadastramento e seleção de candidatos ao acesso à
terra, for efetivamente identificado como
participante direto ou indireto em conflito
fundiário que se caracterize por invasão ou
esbulho de imóvel rllral de domínio público ali
privado em fase de processo administrativo de
vistoria ou avaliação para fins de refonna agrária,
ali que esteja sendo objcto de processo judicial de
desapropriação em vias de imissão de posse ao
entc expropriante; c bem assim quem for
efetivamente identificado como participante de
200 I. - que impede a desapropriação de terras
ocupadas pelos movimentos sociais. Veja o que
estabelece o texto legal.
Art. 40 A Lei no 8.629, de 25 de fevereiro de
1993, passa a vigorar com as seguintes alterações:
g 60 O imóvel rural de domínio público ou
particular objeto de esbulho possessório ou
invasão motivada por conflito agrário ou fundiário
de caráter coletivo não será vistoriado, avaliado
ou desapropriado nos dois anos seguintes à sua
desocupação, ou no dobro desse prazo, em caso
de reincidência; e deverá ser apurada a
responsabilidade civil e administrativa de quem
concorra com qualquer ato omissivo ou comissivo
que propicie o descumprimento dessas vedações.
fixada para cada município, considerando os
seguintes fatores:
Tipo de exploração predominante 110
município;
Renda obtida com a exploração predominante;
Outras explorações existentes no município
que, embora não predominantes, sejam
significativas em função da renda ou da área
utilizada;
Conceito de propriedade familiar.
A lei 8.629 complementa a lei 4504 no tocante
a desapropriação de terras para a reforma agrária.
A luta pela terra no Brasil tem gerado um
conjunto de estratégias de pressão ao Estado.
Nesse conjunto dcstaca-se o papel da ocupação de
propriedades pelos integrantes dos movimentos
sociais ligados ao campo.
Devido a banalização dessa estratégia, no
governo do Presidente Fernando Henrique
Cardoso, foi editada medida provisória:
- MEDIDA PROVISÓRIA No 2.183-56, DE
24 DE AGOSTO DE
Art. 50 A desapropriação por interesse social,
aplicável ao imóvel rural que não cumpra sua
função social, importa prévia e justa indenização
em títulos da dívida agrária.
O que é módulo fiscal? (Art 50 do Estatuto da
Terra) Unidade de medida expressa em hectares,
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Parágrafo único. Não se considera latifúndio:
a) o imóvel rural, qualquer que seja a sua
dimensão, cujas características recomendem, sob
o ponto de vista técnico e econômico, a
exploração florestal racionalmente realizada,
mediante planejamcnto adequado;
b) o imóvel rural, ainda que de domínio
particular, cujo objeto de preservação florestal ou
de outros recursos naturais haja sido reconhecido
para fins de tombamcnto, pelo órgão competente
da administração pública.
LEI N° 8.629, DE 25 DE FEVEREIRO DE
1993 que dispõe sobrea regulamentação dos
dispositivos constitucionais relativos a reforma
agrária dispõe em seu:
Art. 20 A propriedade rural que não cumprir a
função social prevista no art. 90 é passível de
desapropriação, nos termos desta lei, respeitados
os dispositivos constitucionais.
Art. 40 Para os efeitos desta lei, conceituam-se:
VI - "Empresa Rural" é o empreendimento de
pessoa fisica ou jurídica, pública ou privada, que
explore econômica e racionalmente imóvel rural,
dentro de condição de rendimento econômico
...Vetado ... da região em que se situe e que
explore área minima agricultável do imóvel
segundo padrões lixados, pública c previamente,
pelo Poder Executivo. Para esse fim, equiparam-
se às áreas cultivadas, as pastagens, as matas
naturais e artificiais e as áreas ocupadas com
benfeitorias;
I. Imóvel Rural - o prédio rústico de área
contínua, qualquer que seja a sua localização, que
se destine ou possa se destinar à exploração
agrÍCola, pecuária, extrativa vegetal, florestal ou
agroindustrial;
11. Pequena Propriedade - o imóvel rural: . de
área compreendida entre t (um) c ..• (quatro)
módulos fiscais;
111.Média Propriedade - o imóvel rural:
a) de área superior a 4 (quatro) e até 15
(quinze) módulos fiscais;
Parágrafo único. São insuscetíveis de
desapropriação para fins de reforma agrária a
pequena e a média propriedade rural, desde que o
seu proprietário não possua outra propriedade
rural.
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Mapa Ferroviário de São Paulo
Bacia de drenagem da produção de café
Caro estudante, nessa unidade abordaremos
um dos maiores gargalos ao pleno
desenvolvimento brasileiro, que é a falta de
infraestrutura do nosso sistema de transporte.
Hoje não hasta produzir. É indispensável por a
produção em movimento, pois agora é a
circulação que preside à produção.
No período colonial a interiorização se deu
seguindo o vale dos rios - cm especial na
Amazônia. A ligação entre as diversas áreas
produtivas e áreas consumidoras se davam pelo
uso do sistema aquaviário.
A cxpansão da cana-de-açúcar dependia da
navegação (fluvial e costeira) e do transporte
terrestre (carruagem e montaria) para interligar as
zonas produtivas aos portos que se ligavam com o
exterior. Assim, após a instalação econômica de
uma região é que se instalavam os sistemas de
transportes. Basta observamos o cao:;;odo café.
verifica.se que tem origem nos movimentos
citados anteriormente.
Evolução e tendências do
setor de transportes
,
prE?
invasão de prédio público, de atos de ameaça.
sequestro ou manutenção de servidores públicos e
outro.; cidadãos em cárcere privado, ou de
quaisquer outros atos de violência real ou pessoal
praticados em tais situações.
~ 80 A entidade, a organização, a pessoa
jurídica, o movimento ou a sociedade de fato que,
de qualquer forma, direta ou indiretamente,
auxiliar, colaborar, incentivar, incitar, induzir ou
participar de invasão de imóveis rurais ou de bens
públicos, ou em conflito agrário ou fundiário de
caráter coletivo, não receberá, a qualquer titulo,
recursos públicos.
S 90 Se, na hipótese do ~ 80, a transferência
ou repasse dos recursos públicos já tiverem sido
autorizados, assistirá ao Poder Público o direito de
retenção, bem assim o de rescisão do contrato,
convênio ou instrumento similar." (NR)
Essa medida foi muito contestada por ser
considerada uma ação repressora aos movimentos
sociais campesinos.
Estimado candidato, faz-se necessano
perceber que as terras no Brasil estão fortemente
concentradas nas mãos de uma pequena parcela da
população. Perceba melhor na leitura abaixo.
O estabelecimento de mais de 1.000 hectares
corresponde, em número, a apenas I% do total
das propriedades, mas correspondem a 45,1 % do
total da área ocupada por estabelecimentos rurais
no país.
Isso demonstra o padrão concentracionista no
campo brasileiro uma vez que se os
estabelecimentos rurais com até 10 hectares
representam 49,7 % dos estabelecimentos rurais
ocupando apenas 2,2% da área agrícola total.
A explicação para esse padrão de concentração
é a absorção dos estabelecimentos de "até 10
hectares" e "lO a 100 hectares" pelos outros
estabelecimentos maiores. Esse processo de
concentração que vem ocorrendo no país é
chamado de FAGOCITOSE RURAL c confirma a
tese que há uma tendência de concentração
fundiária no país. Nesse cenário de concentração
observa-se um importantc movimento de
resistência - são os movimentos de lutas pela
terra.
-
Outras denominações de movimentos são
comuns, mas, pelo histórico dc formação,
Igreja (Comunidade Eclesial de Base) e CPT-
Comissão pastoral da Terra MST (1980)
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Após a rcvolução industrial na Europa começa
a expansão das ferrovias pelo mundo e elas
chegam ao nosso pais na 2a metade do século XI X
(1854 - com o Barão de Mauá). Este sistema de
transporte estava baseado na ligação do interior
(área de produção) ao litoral (porto de exportação)
devido a relação econômica da colônia X
metrópole. O cspaço produtivo estava
subordinado ao comércio da Europa, daí a
organização dos meios de transportes em forma de
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No Brasil esse tipo de movimento só passou a
existir no século XX. ligas camponcsas (1950) -
NE SIndicatos rurais
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30
•
uma "bacia de drenagem" visando escoar a
produção para o mercado externo. Essa mesma
rede de transportes possibilitava o abastecimento
das áreas produtivas com produtos manufaturados
e industrializados vindos do exterior.
Deste modo, analisando essa característica da
economia nacional observamos a formação de
"ilhas econômicas" no país. O traçado das
ferrovias não possibilitaram criar uma interligação
inter-regional do país, o pouco que se conseguiu
foi estabelecer uma ligação intra-regional da
região sudeste.
Ainda podemos verificar que o avanço dos
meios de transportes segue a lógica do avanço
tecnológico. Após a revolução industrial, o
emprego do da propulsor a vapor e da ferrovia
(séc. XIX) e, posterionnente, com a
popularização do automóvel e dos avanços da
aviação o mundo parecerá menor devido o
aumento da eficiência dos meios de transportes. O
espaço vai ganhando novas velocidades e fluidez
com o avanço técnico empregado no transporte
em geral.
Transporte Internacional
O Brasil, em virtude de sua situação
geográfica, mantém historicamente acordos de
transporte internacional terrestre, principalmente
rodoviário, com quase todos os países da América
do Sul. Com a Colômbia, Equador, Suriname e
Guiana Francesa o acordo está em negociação.
o Acordo sobre Transporte Internacional
Terrestre entre os Países do Cone Sul, que
contempla os transportes ferroviário e rodoviário,
inclui Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Peru,
Paraguai e Uruguai. Entre Brasil e Venezuela
refere-se apenas ao transporte rodoviário. O
mesmo ocorrerá com a negociação que está em
andamento com a Guiana.
o Mercado Comum do Sul - Mercosul, que é
um Tratado de Integração, com maior amplitude
entre, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai,
absorveu o Acordo de Transportes do Cone Sul.
Tais acordos buscam facilitar O incremento do
comércio, turismo e cultura entre os países, no
transporte de bens e pessoas, pennitindo que
veículos e condutores de um país circulem com
segurança, trâmites fronteiriços simplificados nos
territórios dos demais.
No caso do Mercosul, já se atingiu estágio
mais avançado com a negociação e adoção de
normas técnicas comunitárias.
A evolução dos transportes internacionais
terrestres se faz através de negociações conjuntas
periódicas visando atender as crescentes
necessidades das partes, pela incorporação dos
avanços tecnológicos e operacionais, pelo maior
grau de segurança e pela maior agilidade dos
procedimentos aduaneiros c imigratórios.
Assim, o mercado de movimentação dos
fluxos internacionais de bens e pessoas torna-se
cada vez mais dinâmico, competitivo e seguro,
para as empresas nacionais dos diferentes países.Ressalte-se que o transporte terrestre doméstico
de cada país não pode ser executado por empresas
estrangeiras.
Complementarmente aos acordos básicos
citados, têm sido estabelecidos acordos
específicos no Mercosul, corno o de Transporte de
Produtos Perigosos e o Acordo sobre Trânsito.
Custos dos transportes
Relação tempo Xcustos são inversamente pro-
porcionais.
Relação tempo X custos são innrsamcnteproporcionais.
llidrovia
IndúSlria pesada
Ferro\'ia
Rodo\13 }
~ Indústria leve
Transporte aéreo
o transporte não pode encarecer o preço do
produto de modo que o produto perca a
compctitividade no mercado.
Prezado candidato, o "Custo Brasil" é o custo
de se produzir no Brasil. O Custo Brasil é um
termo genérico, usado para descrever o conjunto
de dificuldades estruturais, burocráticas e
econômicas que encarecem o investimento no
Brasil, dificultando o desenvolvimento nacional,
aumentando o desemprego, o trabalho infofl113l,a
sonegação de impostos e a evasão de divisas. Por
isso, é apontado como um conjunto de fatores que
comprometem a competitividade e a eficiência da
indústria nacional. O sistema de transporte
brasileiro com todos os seus problemas estruturais
diminui nossa competitividade no cenário
internacional como, por exemplo, o Brasil possui
55 portos, o de Santos, responde sozinho por 25%
das exportações realiz.:'ldasno país. Um container
para sair do Brasil demora em média 7 dias, ao
passo que o padrão internacional dura em média
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•
entre I e 2 dias. A documentação desse mesmo
container passará por 24 órgãos do governo, ou
seja, muita lentidão e muita burocracia.
A instalação de infraestrutura de transportes
exige grandes somas de capital e tem retorno a
longo prazo não sendo desta fornla atrativo para a
iniciativa privada. Neste sentido o Governo tem
que halancear os investimentos em transportes
com o DÉFICIT PÚBLICO devido a composição
e comprometimento do PIB com a dívida do
Estado.
o governo aprovou a lei da PPP - Parceria
Público. Privada (Projeto de Lei 2546/03) no
sentido de aumentar os investimentos buscando
fazer parcerias com a iniciativa privada.
Infraestrutura receberá R$ 300 bilhões do PPP.
Apesar do interesse do Estado em criar
condições para atrair o capital privado para o setor
de infraestrutura isso não aconteceu. Outros
problemas. entre os quais a falta de
regulamentação e a grande internacionalização de
nossa economia, impediram que essa iniciativa
tivesse êxito nesse momento no país.
A saída do governo foi lançar uma nova fase
de investimentos estatais para ampliar e garantir a
modernização do setor de infraestrutura, como já
havia feito em outros tempos no país. Esse
modelo de estado impulsionador da economia,
que investe em setores menos rentáveis e cria
condições para novos investimentos em setores
mais rentáveis, realizados pela iniciativa privada.
Transportes eficientes, modernos, baratos
atracm as indústrias, se temos diferenças no
serviço logo teremos também a opções por
localidades nas quais é mais bem servido de
infraestrutura. É o caso da região SE e Sul (região
concentrada) que atrai as indústrias devido
apresentar a melhor e maior densidade viária.
O modelo ideal de transporte deve interligar
todos os modos de transportes. ou seja, cstações
intennodais, dando prioridade para:
• pequenas distâncias
- transporte rodoviário
• grandes distâncias
- hidroviário e ferroviário
• cargas rápidas
- transporte aéreo.
AS FERROVIAS
Em 1854, ocorreu o estabelecimento da Ia
ferrovia, pelo Barão de Mauá, tinha 15 Km e
ligava a Praia da Estrela, na Baía da Guanabara, à
raiz da serra de Petrópolis - RJ.
A expansão das ferrovias coincide com o
avanço da produção cafeeira que iniciou no RJ e
vai à direção de SP via Vale do Paraíba e
posteriormente se expande para o oeste paulista.
O período de maior expansão ferroviário foi
entre 1870 e 1920, periodo que passou de 745 km
para 28535 km, coincidindo com a fase áurea da
cafeicultura.
Após 1930, com a crise do café, o ritmo de
expansão das ferrovias diminuiu. De 1920 a 1960
construíram mcnos de 10000 km e ainda, desde a
época do café, as ferrovias concentravam-se nos
estados do SE.
No NE os desenhos mais ou menos retilíneos
interior - litoral são predominantes. Algumas
ferrovias se complementam com trechos que
unem as cidades de função política, econômica e
portuárias mais importantes.
Na Região Norte os sistemas ferroviários são
especialmente especializados e voltados para o
escoamento da produção de minérios.
O exemplo da E F Amapá - transporte de
manganês e E F Carajás - transporte de minério de
ferro.
No SE e Sul o sistema ferroviário leva os
produtos aos portos cumprindo a função de
escoamento da produção. A E F Vitória - Minas e
E F Central do Brasil. especializadas no transporte
de ferro estão ligadas ao porto de Sepetiba (1973)
que foi criado para atender o complexo industrial
de Santa Cruz (RJ)
A desativação de ramais antieconômicos fez
com que a rede ferroviária sofresse um recuo no
país. No ano de 1992 estavam em operação
30.282 Km, mostrando que a lógica do negócio
petroleiro e das rodovias implantado a partir da
década de 1950 havía afetado o sistema
ferroviário. Contudo, quanto às cargas, o uso das
ferrovias foi crescente, passou de 44.846
toneladas em 1960 para 235.105 toneladas em
1990. A composição das cargas em 1994 era dc
34,4% de minério de ferro, 11,3% de produtos
siderúrgicos e 5,6% de carvão.
Dificuldades para a expansão da rede
ferroviária no país: - custo de instalação; - menor
flexibilidade; - requer tenninal de cargas.
Prezado candidato, verificamos que como a
construção se deu para atender às necessidades do
modelo agrário exportador. as ferrovias estavam
direcionadas no sentido interior - litoral para
escoar a produção agrícola e que as ferrovias não
serviram para integrar as diversas regiões do país.
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o Estrada de Ferro Carajás
o Estrada de Ferro Vitória-Minas
o Estrada de Ferro Amapá
o Estrada de Ferro Trombetas
o Ferrovia do Aço.
o Estrada de Ferro D Tereza Cristina
...,..
lloJ\ill.
A falta de planejamento para o
desenvolvimento de um modelo multimodal de
transportes permitiu a especialização das ferrovias
no Brasil. Veja algumas ferrovias e suas
especializações.
A inclusão da Rede Ferroviária Federal S.A.
no Programa Nacional de Dcsestatização através
do Decreto 11.° 473/92, propiciou o início da
transferência de suas malhas para a iniciativa
privada, durante um período de 30 anos,
prorrogáveis por mais 30. Esse processo também
resultou na liquidação da RFFSA. a partir de
07/12/99.
• Carvão:
• Minério:
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••• ~•••••• ,., __ ~.,,<o>••••_.
dificultam
Recentemente as ferrovias tiveram aumento no
transporte de ferro (34,4%) seguido pelos
produtos siderúrgicos (11,3%) c pelo carvão
mineral (5.6%).
Na década de 1970 as ferrovias paulistas
transportavam milho, trigo, café, cimento.
madeira, adubos e açúcar, em 1990, 37,8 % eram
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bitolas
custos da implantação
o investimento
a) diferenças das
integração das ferrovias
Após longo período de intervenção a lógica da
economia globalizada exigiu uma nova postura do
Estado que iniciou, na década de 1990. uma fase
de PRIVATIZAÇÃO. Desde 1996. grande parte
da malha ferroviária foi repassada por concessão à
iniciativa privada. principalmente aquelas
relacionadas com o transporte de cargas.
Observe que deve ficar claro que as
ferrovias já tiveram maior importância no
Brasil. De 1950 até 2005 houve um
decréscimo de quase 10 mil Km nas
ferrovias brasileiras. A grande época do
transporte ferroviário coincidiu com o
augedo cultivo de café, estendendo-se do =;::~:.:.:::
final do século XIX até meados do século
XX. A partir daí, com o progressivo
desenvolvimento da indústria
automobilística, as ferrovias entraram em
crise. Elas continuaram a ser constituídas
apenas em áreas c projetos especiais como para
transportar minérios da Amazônia até o porto de
Itaqui, no Maranhão ( Estrada de ferro Carajás), a
Ferrovia Brasília- Maranhão. Existem alguns
projetos em implementação como: a
Transnordestina, Ferronorte e Ferroeste. todas
iniciadas, mas ainda incompletas por causa da
falta de verbas.
c) elevados
desestimulando
particular.
d} elevados déficits operacionais,
material rodante obsoleto. administração
ineficiente e morosidade no transporte.
b) desde a década de 1930, quando a economia
começava a se transfonnar de agrocxportadora em
predominantemente industrial, alterando COI11 isso
os tipos de cargas, as ferrovias não foram
estruturadas para atender com a mesma
rapidez e eficiência a essa nova realidade
do país.
Questões da decadência das ferrovias
o Estado esteve sempre atuante no sistema de
transportes do país. com maior ênfase após a
década de 1930, devido à intervenção do governo
na economia com forte atuação como empresário
no setor produtivo c ainda hoje como indutor da
economia. Dessa forma, verifica-se que o sistema
ferroviário sofreu um intenso processo de
ESTATIZAÇÃO. com a criação da RFFSA -
Rede Ferroviária Federal SA (1957) e da
FEPASA - Ferrovias Paulista SA (1971).
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combustíveis, 12,9% soja e farelo de soja, 9,1%
de trigo, 7,8% de cimento.
• Ferrovias como instrumento de Geopolítica
As ferrovias, além de seu papel de transporte e
de integração regional, cumprem importante
função geopolítica aumentado o fluxo de
mercadorias e ampliando as relações com países
vizinhos.
Do mesmo modo verificamos que no
transporte interurbano prevalece o transporte
rodoviário.
Km DE ESTRADAS POR 100 Km'EM 1995
o SUl- 814,9
o SE - 585,8
Km DE ESTRADAS POR 100 Km' EM 1995
o 5Ul- 814,9
o 5E - 585,8
o NE - 255
o CO -187,6
o NORTE - 37,7
ESTRADAS PAVIMENTADAS POR Km'
EM 1995 NO SUDESTE
Na segunda metade do século XX as estradas
contribuíram para ligar as diversas regiões entre
si. A rede brasileira passou de 302147 Km em
1952, para 1.657.769 Km em 1995, com grande
crescimento na década de 1970.
A rede nacional é diversificada, explicitando
as diferenças regionais do país, desta forma
verificamos que as rodovias com melhor
conservação, de melhor infraestrutura estão no Sul
e SE. Também nestas duas regiões está a maior
densidade ferroviária.
TRANSPORTE RODOVIÁRIO
Ipré--- .
Há um caso interessante a se comentar: a
malha ferroviária soviética tinha bitola diferente
da malha ferroviária europeia com medida de
segurança para ambas partes. A diferença na
bitola impedia que um dos lados tivesse a
possibilidade de invadir o território com
facilidade.
No sistema Nordeste as ferrovias estavam
destinas ao transporte da cana-de-açúcar e de
açúcar (44,7%). No sistema Centro o transporte de
minérios entre Belo horizonte e Volta Redonda
representava 47,3% do movimento. No sistema
Centro-Sul a E F Santos - Jundiaí e a E F
Noroeste (Bauru - Corumbá), juntamente com as
ferrovias estaduais transportam ferro, adubos, óleo
diesel, algodão e café. O sistema Sul era
responsável por fluxos de grãos e carvão. A
ferrovia Sul Atlântica com 6300 Km transporta
fertilizantes c insumos, soja e derivados de soja,
óleo diesel, areia e cimento.
• Transporte urbano
Em 1974 teve o iniCIO do transporte
metroviário com a inauguração da linha norte-sul
(Santana - Jabaquara) na capital paulista. O
transporte de passageiros se dá no fluxo dos trens
suburbanos e construção do metrô. O trabalhador
cada vez mais distante do trabalho tem
necessidade de transporte mais eficientes devido a
saturação da infraestrutura das cidades que sofrem
com o aumento dos engarrafamentos.
o MG - 31,37
o 5P -101,94
o RJ - 118,11
Em contraposição à realidade do Sudeste
encontramos o Amazonas com 0,87 Km de
estrada pavimentada por 1000 Km2•
No Sudeste estão os melhores trechos de
rodovias federais e estaduais duplicadas. A maior
densidade no Sudeste deve-se ao maior
desenvolvimento técnico-científico da região.
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Km DE RODOVIA POR HABITANTE -
POR GRANDE REGIÃO
o CO - 21,42
o 5Ul- 19,58
o NE - 8,86
o NORTE - 8,54
o 5E - 7,15.
o histórico das rodovias remonta à
necessidade de unir áreas de agricultura e pecuária
aos centros de consumo do pais. Assim, em 1926,
com a construção da I~ via moderna de transporte
rodoviário (Governo de Washington Luís) entre
RJ - SP (via Dutra) iniciava-se o processo de
rodoviação do Brasil. Esta via era a única
pavimentada até 1940. Com scu Icma '''Governar é
construir estradas"', o governo reconhecia a
importância das rodovias para criar um mercado
nacional.
Em 1937, com a criação do ONER, a
organi7.ação c a expansão do setor rodoviário
tomou-se política de Estado. Assim, na década de
1950 - impulsionado pela indústria - o transporte
rodoviário transformou-se no principal meio de
locomoção do país. Atcndia o intercsse da
indústria automobilística c das grandes
Ur prE?
Mapa Multímodal
companhias de petróleo lllundial, o Brasil passava
a produzir e consumir carros, porém não produzia
petróleo. O modelo de transporte adotado
colocava o país em situação de dependência em
relação ao petróleo e derivados importados.
Nos dias atuais as rodovias cumprem a função
de unir áreas de agricultura e pecuária modernas
às agroindústrias. aos centros de consumo
nacional c às vias de exportação, logística que no
Sudeste é bem mais avançada. No Norte e NE o
governo federal é o principal agente na construção
e administração das rodovias.
Para compreender a importância da indústria
automobilística para a expansão das rodovias
basta-nos verificar que cm 1950 havia um
automóvel para cada 259,5 habitantes, com
cnormes disparidades regionais. Em 1996, a
rclação cra de um automóvel para cada 8,16
habitantes.
RELAÇÃO NÚMERO DE HABITANTES E
AUTOMÓVEIS
o 5E - 5,52
o 5Ul- 4,85
o CO - 6,22
o NE -17,67
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Essas obras refletem a interligação da região
litorânea, área de maior densidade demográfica e
sede das principais cidades do país.
O projeto de integração territorial passa
também pela construção de Brasília que 35
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base nas
rodoviários
interiorização com
grandes projetos
possibilitou a
rodovias Os
objetivam:
- ocupar os vazios demográficos (áreas de
baixa densidade demográfica).
BR 277 - Saída ao Atlântico por rodovia para
o Paraguai, até o porto de Paranaguá.
BR 262 - Saída ao Atlântico por rodovia para
a Bolívia (via porto de Vitória). Já tem uma saída
por ferrovia (noroeste do Brasil) que liga La Paz
ao porto de Santos.
Projeto de interligacão do país
Mesmo com os grandes projetos
desenvolvidos na Amazônia como: de extração
mineral, projetos agropecuários e construção de
eixos rodoviários, as rodovias ainda continuaram
concentradas no Sudeste. As crises do petróleo
(1973 e 1979) contribuíram para mostrar a
ineficiência dos grandes projetos rodoviários,
devido à dependência do país a uma fonte de
energia que não éramos auto-suficientes - o
petróleo.
- transferir excedentes populacionais (ligas
camponesas NE, flagelados das secas)
- facilitar a ocupação e a pesquisa mineral
- integração do Centro-Sul à Amazônia
(Perimetral Norte, Transamazônica)
- Integrar o transporte fluvial da Bacia
Amazônica com o modal rodoviário.
- Radiais - inieio O (Ex 010)
- Longitudinais-início I (Ex 101)
- Transversais - inicio 2 (Ex 272)
- Diagonais - início 3 (Ex 364)
- De ligação - inicio 4 (Ex 425)
Algumas rodovias que merecem destaque:
BR 364 - integra o projeto para a saída para o
Pacífico possibilitando integrar a regiãoNorte e
Centro-Oeste com o mercado do Pacífico. Integra
a área de produção de soja do MT o Porto de
Porto Velho e deste com a hidrovia do Madeira
(Porto Velho - RO a hacoaliara - AM) BR 174-
Manaus - Boa Vista - integra Manaus - Caracas.
Saída para os produtos da Zona Franca de
Manaus. BR 230 - Liga o NE à Amazônia - sem
funcionamento em grande parte.
BR 163 - Trecho Cuiabá - Santarém - trechos
sem funcionamento em período de chuva.
BR 101 e I3R 116-Atravessam as principais
áreas econômicas do país.
NORTE - 17,61o
A presença do poder público no sistema de
transportes é insuficiente. A presença de capital
privado exige uma oferta de consumo mínimo
como forma de perspectiva de lucro para as
empresas.
No ano de 2000, o sistema rodoviário
respondia por 96% do transporte de passageiros c
62% das mercadorias. A partir desses números
podemos entender o motivo do ditado popular o
qual afinna que '''o Brasil caminha na carroceria
do caminhão".
Maior caminhão do mundo - Caterpillar 797B
Quem é dona desta incrível marca é a empresa
norte-americana Caterpillar que fabricou o maior
caminhão do planeta, dcsbancando o Tercx Titan
33-19 que até então era o dono do título.
Um detalhe interessante é que o imenso motor
a diesel não movimenta o caminhão. Ele serve de
fonte de energia (3650-horsepower ou 2723-
kilowatt) para dois motores elétricos, que estes
sim, tracionam as enormes rodas. Custa apenas 3
milhões de dólares ...
Em 2000, a relação de habitantes por veículo
era de 8,4, c atingiu 5,5 em 201 I. No período
compreendido entre 2004 e 2011, a frota brasileira
aumentou 54,8%, totalizando 34,8 milhões de
veículos no ano passado, enquanto a população
cresceu em ritmo bem menor, de 5,7%, chegando
a I Q2,3 milhões de pessoas em 20 lI.
O peso das relações pré-existentes c os níveis
de renda relativamente inferiores contribuem para
uma maior relação automóvel X habitante nas
regiões N e NE.
Este reflexo verificado no transporte particular
também pode ser observado no transporte de
passageiros. No NE, a quantidade de linhas
intcnnunicipais é menor que a metade do número
de linhas do SE.
• A integração regional
A rodovia conseguiu realiL'!r a integração
regional do país. O marco dessa integração foi a
construção dos trechos Rio - Bahia (1963) e
Régis BiUeneourt (BR 116) que ligava a, regiões
NE, SE e Sul.
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PRIVATlZAÇÂO
t 995 - privatização de rodovias por meio de
concessões.
As concessionárias devem:
- pagamento ao governo;
- realizar manutenção e melhorias;
Podem cobrar pedágios.
10000 km privatizados.
Aumento de 45% do pedágio no período 1997
a 2001.
- encarecimento das viagens;
- aumento dos custos com transporte de
cargas.
Transporte urbano
- descompasso entre a demanda e a oferta;
aumento do transporte informal ou
clandestino.
TRANSPORTE HIDROVIÁRIO
Caro candidato, o transporte hidroviário
infelizmente é pouco valorizado no Brasil, apesar
da riqueza das nossas bacias hidrográficas, que,
em alguns casos, são navegáveis sem nenhuma
obra de correção, como ocorre em grande parte
das bacia Amazônica. A navegação é em grande
parte impossibilitada por causa dos grandes
projetos hidrelétricos, 1.11 empecilho poderia ser
corrigidos com obras de eclusas, dragagem e
aprofundamento do leito dos rios. A negligência
com o desenvolvimento das hidrovias foi tanta
que, nos anos 1970, construiu-se a rodovia
Transamazônica, paralela e relativamente próxima
ao rio Amazonas, ou seja, teria sido bem mais
eficaz e barato que os recursos despendidos
tivessem sidos alocados em uma hidrovia.
o sistema completo reúne embarcações e toda
a interligaçào estabelecida pelos portos.
Navegação de Longo Curso
Demanda de embarcações estrangeiras.
Navegação de Cabotagem
Principais portos de saída: Torguá e Angra dos
Reis (RJ), Tubarão (ES), Aralu (SA) e Natal (RN)
- 70% do embarque.
Principais portos de entrada: São Sebastião e
Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES) -
mais da metade da carga.
Loyd Brasileira - empresa de navegação
brasileira - entrou em concordata na década de
1980- falta de investimentos.
• Navegação interior
Na região amazônica o transporte hidroviário é,
para a maior parte de sua população, a base do seu
diálogo com o pais, uma vez que os vínculos
aéreos permanecem restritos a uma pequena
camada da sociedade.
Hidrovia Paraná - Paraguai
Hidrovia Tietê - Paraná
hidrovia do Mercosul.
A partir de 1993 acaba o monopólio estatal e
inicia a privatização de alguns portos no pais:
- 1995 - navegação de cabotagem deixa de ser
monopólio; Navegação fluvial
Os rios tiveram um papel importante na
ocupação do território brasileiro. Através do
Tietê, Amazonas e São Francisco, efetuou-se a
ocupação de vastas porções do território.
Atualmente é o sistema de menor participação no
transporte de mercadorias. A navegação nuvial
vê-se prejudicada pelo fato de a maior parte dos
rios serem de planalto e os rios de planície
situarem-se afastados das áreas mais
desenvolvidas. Os rios de planalto não impedem
definitivamente a navegação, porém sua
navegabilidade depende da construção de canais
laterais, comportas (eclusas). É o caso da eclusa
da Barra Bonita no Tietê, de Jupiá no Paraná,
além de outras projetadas.
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Bacia do São Francisco
A articulação do São Francisco ao litoral é
feita pela Estrada de Ferro Central do Brasil, de
Pirapora ao Rio de Janeiro e pela Viação Férrea
Leste Brasileiro, de Juazeiro a Salvador.
provenientes do Maciço do Urucum), gado,
madeira, arroz, cimento, trigo e derivados de
petróleo para importação. Seus principais portos
110 Brasil são: Corumbá e Ladário.
o rio Paraná tem seu trecho navegável no
Brasil no seu alto curso, na divisa de São Paulo e
Mato Grosso do Sul. 1.500 km. Transporta trigo,
soja, gado c madeira e seus portos principais são:
Presidente Epitácio, Panorama c Guaíra.
A navegação é facilitada pela Barragem de
Três Marias e Eclusa de Sobradinho.
Constituída por este rio, desde Juazeiro
(Bahia) até Pirapora (Minas Gerais), e alguns
afluentes. A navegação é controlada pela
Codevasf.
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Bacia do Prata
As bacias de maior importância são:
Bacia Amazônica
Possui percurso navegável de 22.446 km, entre
o rio Amazonas e seus afluentes. A navegação do
rio Amazonas é internacionalizada até o Porto de
Manaus, desde 1867, controlada pela Enasa
Empresa de Navegação da Amazônia S.A.
Os principais portos estão em Belém e
Manaus.
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..-
Compreende a navegação feita no rio
Paraguai, rio Paraná e em alguns afluentes,
controlada pelo serviço de navegação da Bacia do
Prata (oficial). Cumpre destacar que o transporte
fluvial do rio Paraguai é um dos mais importantes
do Brasil, pelo valor da carga que por ele é
transportada: minérios (ferro e manganês
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38
• Outras bacias
De importância restrita, destacam~se os rios
Jacuí (RS) e o Río Doce (MG).
o rio Tietê tem seu trecho navegável a partir
de Barra Bonita.
Navegação marítima
Pela posição que o Brasil ocupa no Oceano
Atlântico, com um perímetro costeiro de 7.400 km
e possuindo a economia voltada para o litoral, era
de se esperar que a nossa Marinha Mercante fosse
muito desenvolvida. Porém, isso não acontece.
Possuímos 376 embarcações, com mais de 100
toneladas, que deslocam 144.000 toneladas.
Essa Marinha Mercante precária constitui-se
num dos pontos de estrangulamento da nossa
economia. Vários são os problemas que dificultam
o desenvolvimento da Marinha, entre os quais:
- embarcações velhas (em média 44 anos de
uso);
- deficiência das instalações portuárias;
- problemas tarifários;
- desorganização administrativa.
O setor de transporte marítimo conta com dois
importantes órgãos:
-a Sunamam - Superintendência Nacional da
Marinha Mercante, que tem como objetivo
reorganizar o setor;
- o Geicon - Grupo Executivo da Indústria da
Construção Naval, que cuida do Planejamento, da
execução e renovação das embarcações.
Em parte, os problemas estão sendo resolvidos
pelo Fundo Portuário Nacional.
A ampliação de estaleiros, por meio da política
da Sunamam deverá solucionar grande parte dos
problemas referentes às embarcações, esperando-
se, num futuro próximo, a renovação quase total
da frota.
A navegação é feita sob duas modalidades:
Navegação de longo curso ou internacional
No Brasil, a navegação de longo curso estava
sendo feita pelo L10yd Brasileiro com cerca de 84
embarcações e pela Fronape (Frota Nacional de
Petroleiros) que possui 80 embarcações.
Atualmente a navegação vive um momento de
crise, sendo que a necessidade nacional de
navegação é suprida por navios estrangeiros
fretados, o que representa importante saída de
divisas dos cofres públicos.
Quanto à Fronape, todo o petróleo bruto e os
derivados importados são, praticamente,
transportados por esta companhia.
As principais empresas de navegação dc longo
curso no Brasil são: Fronape - petróleo e minério
de ferro.
LIoyd Brasileiro - máquinas e produtos
agrícolas.
Docenave - Vale do Rio Doce Navegação S/A
- minérios.
Navegação de cabotagem
É a navegação que liga os diversos portos
brasileiros entre si. Podendo scr feita somente por
navios nacionais, segundo dispositivos
constitucionais. Porém, devido às deficiências da
nossa Marinha Mercante, mais de 50% de
tonelagem é transportada por embarcações
estrangeiras.
Entre as principais companhias que exploram
esse tipo de navegação, temos:
o lIoyd - (ia. Costeira de Navegação.
o Aliança - (ia. Baiana de Navegação.
o (ia. Paulista de Navegação.
• Portos
Em grande parte, como já dissemos, as
deficiências apresentadas pela nossa Marinha
Mercante devem-se às instalações portuárias que
são precárias. Dentre os diversos portos marítimos
e fluviais, dois podem ser considerados de
primeira categoria: Santos e Rio de Janeiro.
Os maiores portos em carga (tonelagem).
Ao lado dos portos de múltiplas funções, em
virtude de serem escoados produtos variados,
existem os portos especializados:
- Santana (Macapá, AP) - manganês.
- Areia Branca (RN) - sal marinho.
- Malhado (Ilhéus, SA) - cacau.
- Tubarão e Vitória (ES) - ferro de MG.
- Sepetiba (RJ) - minério de ferro.
- Itajaí (Se) - pescado.
- S. Sebastião (SP) - petróleo.
- S. Francisco do Sul (Se) - madeira.
- Maceió (AL) - açúcar e petróleo.
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o Brasil tem hoje 255 aeroportos públicos
com código lATA (Intemational Air Transport
Association), c dados de 2007 apontavam que o
país tinha 2.498 aeroportos e aeródromos (locais
sem terminais de passageiros), sendo 739 públicos
e 1.759 particulares. Comparando com os
números da Organização Internacional da Aviação
Civil (ICAO, em inglês), isso significa o segundo
maior número de aeroportos do mundo, atrás
apenas dos Estados Unidos, que têm 16.507 locais
para pouso e decolagem de aeronaves.
Ainda com os dados de 2007, um número
alarmante: 90% do tráfego aéreo no Brasil era
concentrado em apenas 20 aeroportos. Pior ainda,
dos 67 maiores aeroportos (operados pela
INFRAERO), 70% tinham horários ociosos. Isso
TRANSPORTE AÉREO
Logo, através desse esquema pretende-se
ilustrar que a opção brasileira por transporte de
cargas através de rodovias demonstra-se como
sendo, o menos viável em termos de gastos
energéticos, sem contar os gastos de manutenção.
Poucos portos 110 mundo podiam receber o
Knock Nevis (normalmente ele não atracava no
porto, descarregava o petróleo em navios
menores) e também devido ao seu grande calado
não podia navegar no canal da Mancha, no canal
do Panamá ou no canal de Suez. Com um
comprimento de mais de 458 m e um calado de
quase 30m quando carregado, não podia se
aproximar da costa.
Algumas informações sobre o Knock Nevis:
O Knock Nevis transportava petróleo do Golfo
Pérsico para os Estados Unidos e são necessários
alguns deles somente para suprir o consumo diário
de petróleo americano. Enquanto um carro faz
curva em um raio de 10 metros, o Jahre Viking só
consegue fazer curvas em um raio de 3.7 km! Na
velocidade máxima, para parar totalmente o Jahre
Viking precisa de 10 km!
Prezado candidato, numa comparação entre os
sistemas de transportes, tendo por base o gasto de
I litro de diesel, chega-se ao seguinte modelo:
I litro de diesel em embarcações marítimas
transporta -- 500 toneladas ( petroleiros e
grancleiros)
I litro de diesel de avião transporta ---
ISO toneladas
I litro de diesel de carreta transporta ---
25 toneladas
I litro de diesel de trem transporta ----
- 125 toneladas
PRINOPAl$ POIl:TOS
Maior navio cargueiro do mundo - Knock
Nevis O Super-Petroleiro Knock Nevis, é o maior
navio do mundo, sendo assim o mais pesado
objeto móvel já construído pelo homem. Depois
de inúmeras reformas e mudanças de nome Uá foi
chamado de Seawise Giant, Happy Giant, Jahre
Viking), hoje o Knock Nevis não navega mais.
Ele atua como uma Base Flutuante de
Armazenamento de Produtos Petrolíferos (ou FSO
- Floatillg Storage and Omoading), pertencente à
norueguesa Fred Olsen Production e está
atualmente no Qatar para a Maersk Oil.
- S. Luis - Itaqui (MA) - ferro de Carajás
(PA).
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o complexo portuário-industrial de Sepctiha
(RJ). inaugurado em maio de 1982. receberá,
inicialmente, carvão metalúrgico e energético,
destinados ao parque siderúrgico da Região
Sudeste. Deverá estar capacitado também para a
futura movimentação de minério de ferro,
destinado à exportação. designando o movimento
desses produtos no ponto do Rio de Janeiro.
Sc..'pctiba estará destinado à movimentação de
granéis e insumos básicos industriais, enquanto o
porto do Rio de Janeiro restringir-se-á ao
manu'icio de cargas mais nobres.
O porto de Sepetiha articuiar-se-á com a
Ferrovia do Aço. através da malha ferroviária
existente. passando por Japeri e Volta Redonda, o
que tornará possível o escoamento do minério de
ferro de MG. E, através de Itutinga, fará a
conexão com a malha ferroviária do Centro-Oeste,
permitindo a futura exportação, por Sepetiba, da
produção agrícola do cerrado (GO, MG).
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Evolução do Transporte Aéreo de Passageiros
Segue em anexo um texto complementar sobre
uma atualidade do assunto:
1\1aioravião de carga do mundo visita o Brasil
O Antonov An-225 Mriya é um avião
cargueiro fabricado na Ucrânia c operado pela
Antonov Airlines (também Ucraniana). Ele foi
desenvolvido para transportar cargas enormes e
pesadas que jamais poderiam ser transportadas
por outros aviões de cargas convencionais como o
130eing 747 Large Cargo Freighter, o Antonov
An-124 ou o C-5 Galaxy, o mais próximo da
capacidade do An-225. Inaugurado em dezembro
de 1988, ainda está em plena operação. Ele pousa
em chão de terra (com ou sem chuva) e até na
neve (incluindo regiões remotas c desérticas da
Sibéria).
Foi utili7.ado para transportar o ônibus espacial
russo Buran. Já esteve no Brasil prestando serviço
à Petrobras com uma tripulação de apenas 6
pessoas, consegue carregar até 250 toneladas de
carga, que entram por suas portas que medem
mais de 4 x 6 metros. Ele vazio pesa quase 300
toneladas.
A média de um Hercules C 130 utilizado em
larga escala no Brasil e vários outros países é de
79 toneladas. Logo, percebe-se que o Antonov na
225 é uma exceção a regra do aviões de carga
utilizados no mundo.
Na Amazônia, porém, em virtude do menor
desenvolvimento de estradas e ferrovias, das
grandes distâncias e da natureza de seu
isolamento, é o avião que pernlite boa parte dos
intercâmbios, e ali a aviação regional ganha
relevo. Mas essa importância, nUllla região de
baixas densidades demográficas, e dada muito
mais pelo número de pontos interligados do que
pela espessura dos lluxos. Por isso, se a
quantidade de passageiros embarcados em voos
regionais está em tomode 10% do SE, o número
de cidades vinculadas (sem considerar as capitais
nem Tocantins) é de 42 contra 52 da região SE.
Ano I'US t')75 19H6 1995
Quantidade de 245.672 6.512.649 t5.508.850 18.039.779
passageiros
Avião de carga da Embraer lançado
oficialmente.
O esperado lançamento pela brasileira
EMBRAER do seu projecto de avião de carga
marcou durante a LAAD-2009 a data do início de
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1927 - início da arrecadação comercial com a
criação da Viação Aérea Rio-Grandense (Varig)
com a linha Porto Alegre a Rio Grande. Em 1999,
o transporte aéreo representava 2,16% do
movimento total de passageiros. O elevado preço
e o baixo poder aquisitivo explicam o caráter
elitista deste transporte.
O 10 aeroporto a ser privatizado deve ser o de
Ribeirão Preto (SP).
O fato é que a malha aeroviária brasileira é
muito fragmentada: o modelo vigente hoje na
aviação brasileira usa quatro aeroportos: Galeão,
Brasília., Congonhas e Guarulhos. É um processo
de baldeação: quem vem do sul e quer ir para o
norte, para em um desses aeroportos e faz uma
baldeação. É preciso usar outros hubs (centros)
em outras cidades, desafogando o tráfego nas
principais cidades, além de tentar ligar as cidades
entre si em voos diretos sem escala.
Outro fator que não contribui para a melhora
do setor no Brasil é a grande concentração do
mercado. Mais de 80% do mercado de avião
doméstica é concentrado em apenas duas
empresas. Mesmo com a "guerra" de tarifas, que
ocasionou o crescimento em 20% da demanda por
voos nacionais em 2009, ainda é pouco frente aos
100 milhões de viagens de ônibus por ano
reali7.adas no Brasil. A expectativa do setor aéreo
é que o número de passageiros dobre nos
próximos 5 anos, roubando parte do mercado dos
ônibus, tentando oferecer preços comparáveis.
Evidentemente, a chegada da Copa do Mundo
e das Olimpíadas em 2014 e 2016 animam as
empresas. Mas elas dependem da regulamentação
do governo e principalmente da infraestrutura dos
aeroportos, ainda muito dependentes de
Congonhas e sem opções viáveis no curto prazo.
Sete grandes aeroportos brasileiros devem receber
obras importantes, visando os dois eventos
internacionais.
significa uma enorme concentração de voos em
poucos locais e horários, colocando ineficiências
em todo o sistema. Isso se deve ao crescimento
desordenado dos voos e da falta de planejamento
para a organização dos mesmos.
Prezado candidato, corroborando com estas
informações e levando-se em conta um índice
mundial que compara o número de passageiros
transportados com a quantidade de quilômetros
rodados pelas aeronaves, o país aparecia (em
2007) em 16° lugar no ranking mundial. Ficamos
atrás de países como Japão, China, Holanda,
Austrália e Rússia. que, apesar de terem menos
aeroportos, utilizam de maneira muito mais eficaz
e distribuída a sua estrutura.
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um programa que levará à fabrição KC-390 a
partir de 2012 e à sua primeira entrega durante
2015.
o KC-390 será um avião de carga militar de
médio porte, baseado inicialmente no avião de
transporte civil EMB-190, ele foi, porém, alvo de
grande número de alterações que praticamente o
afastaram de modelo de avião comercial.
o KC-390 terá asa alta, porta traseira para o
acesso rápido e facilidade de transporte,
juntamente com várias outras capacidades que
definrm uma aeronave de transporte militar.
O avião brasileiro terá uma capacidade de
transporte ligeiramente superior a vinte toneladas,
que é o valor de referência para a mais recente
versão do Hércules, o C-130J
Ele pode ser utilizado como aeronave
reabasteccdora. Ele poderá transportar viaturas
blindadas 6x6 e 8x8, como as que estão
presentemente em estudo para futura integração
no exército bra<;i1eiro.
o novo avião de transporte da EMBRAER
apresenta-se como potencial concorrente para o
C-130 (Hércules) da americana Lockeed que,
embora continue a ser uma referência. é visto por
muitos corno projeto antiquado.
Além do C-130. outras aeronaves são vistas
como potenciais competidores.
O Airbus A-400 tem maiores capacidades.
mas o seu enorme custo, poderá servir de
incentivo à aquisição de uma maior quantidade de
aeronaves, para forças que não tenham
necessidade de um raio de operação mais elevado.
Aeronaves de concepção russa ou chinesa
também poderão ser consideradas como potências
concorrentes, principalmente porque embora
sejam de um nível de preço idêntico, os clientes
consideram-nas como potenciais focos de
problemas, pois as empresas dessa origem não
têm qualquer tradição em termos de capacidade
comercial e de apoio pós venda. que é uma das
características da EMBRAER.
Outros modelos de menores dimensões como
o Alenia C-27J e o C-295 da EADS também são
potenciais concorrentes embora se encontrem
noutro segmento de mercado dado tratar-se de
aeronaves com capacidade de transporte na ca<;a
das 10 toneladas.
Considerando os potenciais mercados onde o
futuro KC-380 se tentará impor, a EMBRAER
considera que existe um mercado potencial para
cerca de 700 aeronaves do tipo.
CORREOOR OE EXPORTAÇÃO
Foi estabelecido. por intermédio do Ministério
dos Transportes, o programa de corredores de
exportação que, melhorando a infraestrutura
viária, desde áreas de produção até certos portos
selecionados, visam à redução dos custos dos
transportes de bens destinados à exportaçào . Na
Amazônia é o avião que pennite boa parte dos
intercâmbios, e ali a aviação regional ganha
relevo. Mas essa importância, numa região de
baixas densidades demográficas, e dada muito
mais pelo número de pontos interligados do que
pela espessura dos fluxos. Por isso. se a
quantidade de passageiros embarcados em voos
regionais está em torno de 10% do SE, o número
de cidades vinculadas (sem considerar as capitais
nem Tocantins) é de 42 contra 52 da região SE.
• Corredor De Exportação do RioGrande
Esse corredor destina-se a estimular as
exportações de sua area de inlluência. compostos
predominantemente de produtos manufaturados,
como calçados e artigos de couro.
• Corredor de exportação de Paranaguá
Podem, se relacionar como principais produtos
de exportação nesse corredor, o café, o algodão, a
soja, o milho. e, potencialmente, o sorgo, a carne,
a madeira. As rodovias componentes desse
corredor formam um feixe convergente na cidade
de Curitiba, de onde parte a estrada de acesso ao
porto de Paranaguá.
• Corredor de exportação de Santos
A área de influência do Porto de Santos
compreende todo o Estado de São Paulo, Goiás,
Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Entre os produtos primários de exportação,
pelo volume, destacam-se: café, milho. algodão e
carne. Também muito variada é a pauta de
exportação de produtos manufaturados.
• Corredor de exportação de Vitória-Tubarão
A área de influência desse corredor é fOffilada
pelos Estados do Espírito Santo. de Minas Gerais
e do Rio de Janeiro.
Esse corredor contempla o Quadrilátero
Ferrífero. bem como as áreas com potenciais para
a exportação de madeira. carne, cereais, além de
outros produtos manufaturados.
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Políticas territoriais no setor
de energia: matriz, distribuição
e tecnologias
Prezado estudante, deve ficar claro que a
opção brasileira por transporte rodoviário
representa um custo quatro veles mais caro que O
ferroviário e quase vinte vezes mais caro que o
hidroviário. A enonnc primazia do transporte
rodoviário acarreta um excessivo gasto de energia,
especialmente de petróleo.
Estamos passando por um processo de
modernização das rodovias, com duplicação de
vários trechos.
Novas políticas de transporte
Criar condições para estabelecer a ligação da
área de produção com o mercado consumidor,
configurando uma nova estrutura em "bacia de
drenagem" por meio de empreendimentos
privados.
A lei da Parceria Público-Privado - (PPP) ira
criar condições para aumentar os investimentos
em infraestrutura.
rodoviário provoca maior poluiçãoatmosférica e
agrava os congestionamcntos em algumas estradas
e nas grandes metrópoles do país.
O transporte intemo, baseado
fundamentalmente nas rodovias, demonstra-se
ainda mais oneroso pelo estado de conservação
das estradas.
O custo de pavimcnto é alto e sua qualidade
baixissima: dura em média cinco anos, enquanto
nos EUA e na Europa a pavimentação dura em
média vinte anos.
Prezado candidato, esse conteúdo tende a ser
exigido já que o Brasil se destaca no cenário
mundial como um dos grandes países
industrializados que utiliza maciçamente a fonte
hídrica na produção de eletricidade. Essa
característica ajuda para as baixas emissões de
gases do efeito estufa de origem energética. É
lógico que o petróleo ocupa espaço de relevância
na matriz brasileira. A autossuficiência em
petróleo e a diversificação da matriz de
combustíveis, por meio da produção de
biocombustíveis. são componentes do
planejamento estratégico do país. A diversificação
é uma necessidade também no setor elétrico e o
aumento do uso do gás natural já ocasionou
tensões nas relações com a Bolívia. Observe que a
evolução da matriz energética. nas três últimas
décadas, revela a continuidade do processo de
modernização do país e os rumos seguidos pelas
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DUTOS
Lembrando que embora o Brasil seja
autossuficiente em petróleo (Brand- Bruto), ainda
importamos petróleo (light- Refinado). Além dos
maiores custos, em comparação com o transporte
ferroviário e com o hidroviário, o transporte
Esta modalidade de transporte vem se
revelando como uma das fonnas mais econômicas
de transporte para grandes volumes
principalmente de óleo, gás natural c derivados,
especialmente quando comparados com os modais
rodoviário e ferroviário.
A ANTI deverá se articular com Agência
Nacional de Petróleo - ANP, visando a criação de
Cadastro Nacional de Dutovias, eficiente e
seguro, que sirva para oríentar suas ações e
projetos.
3 - Gasodutos, cujo produto transportado é o
gás natural. O Gasoduto Brasil-Bolívia (3150 km
de extensão) é um dos maiores do mundo.
O transporte dutoviário pode ser dividido em:
I - Oleodutos, cujos produtos transportados
são em sua grande maioria: petróleo, óleo
combustível, gasolina, diesel, álcool, GLP,
querosene e nafta, e outros.
2 - Minerodutos, cujos produtos transportados
são: Sal-gema, Minério de ferro e Concentrado
Fosfático.
Esse corredor contempla o Quadrilátero
Ferrífero, bem como as áreas com potenciais para
a exportação de madeira, carne, cereais, além de
outros produtos manufaturados.
• Corredor de exportação de Vitória-Tubarão
A área de influência desse corredor é fonnada
pelos Estados do Espírito Santo, de Minas Gerais
e do Rio de Janeiro.
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• Corredor de exportação do Rio Grande
Esse corredor destina-se a estimular as
exportações de sua área de influência, compostos
predominantemente de produtos manufaturados,
como calçados c artigos de couro.
Corredor de exportação de Paranaguá
Podem, se relacionar como principais produtos
de exportação nesse corredor, o café, o algodão, a
soja, o milho, e, potencialmente, o sorgo, a carne,
a madeira. As rodovias componentes desse
corredor formam um feixe convergente na cidade
de Curitiba, de onde parte a estrada de acesso ao
porto de Paranaguá.
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políticas energéticas. De modo geral, registrou-se
redução da participação de lenha c carvão vegetal
no consumo energético e uma diminuição menor.
mas significativa, da participação dos derivados
de petróleo. Simultaneamente, do cresceram as
parcelas de participação da eletricidade, do álcool
da cana-de-açúcar c dos gás natural.
A energia é necessária ao Desenvolvimento
Econômico e Social para que possamos crescer
csconômicamente.
A questão da matriz energética
Refere-se à fonte da qual um país retira a
energia necessária a funcionar a sua produção e
consumo da população. A partir da participação
de um determinado tipo de energia na matriz
energética podemos inferir o nível de
desenvolvimento desse país.
Países desenvolvidos: matriz energética :om
base no PETRÓLEO, CARVAO,
HIDRELÉTRICA, ENERGIA NUCLEAR
Países subdesenvolvidos: matriz energética
COIll base na LENHA, CARVÃO, ENERGIA
MUSCULAR. Outra fonna de se avaliar o grau de
desenvolvimento de um país é analisando o seu
consulllO PER CAPITA de energia Brasil - 1954
KW/ano
Em nosso país o consumo de energia é muito
diversificado e distribui por fontes diversas de
energia: petróleo e GN, hidroeletricidade, carvão
mineral, biomassa, energia nuclear.
Apesar da forte participação do petróleo na
matriz energética do Brasil nossa matriz tem o
maior percenhtal vindo do aproveitamento da
hidroeletricidade.
Com a urbanizacão aumenta a necessidade de
energia.
Sociais: Políticas de inclusão são pensadas
também pelo acesso de energia, daí verificamos
no Brasil políticas para atendimento a população
de baixa renda. O programa de energia rural é
uma exemplo de política energética que visa
inclusão social.
Ambientais: Na atualidade questões
ambientais sempre perpassam a produção
energética. Questiona-se as inundações,
degradação solo, degradação, poluição das
grandes cidades, contaminação fluvial e marítima.
Macroeconômicos: Para garantir a oferta de
energia torna-se necessário o planejamento de
médio e longo prazo. pois os investimentos
influenciam o acréscimo da dívida externa,
geração de emprego, necessidade de importar
bens de capital e de investir em pesquisas para
aproveitamento energéticos, crescente
necessidade de investimentos para manutenção da
produção.
Os avanços recentes da ciência e tecnologia e
as perspectivas novas necessidades geradas a
partir da preocupação ambiental permite o
aproveitamento de fontes alternativas.
O biodiesel é um exemplo e refere-se a um
combustível alternativo ao diesel, renovável e
biodegradável, obtido comumcnte a partir da
reação química de óleos ou gorduras, de origem
animal ou vegetal. Outro exemplo é o álcool
natural, já amplamente utilizado.
Além das fontes convencionais de energia,
tcmos também, as chamadas fontes alternativas.
43
o
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o Convencionais - Petróleo, carvão, lenha,
, nuclear.
o Alternativas - Álcool, eólica, geotérmica,
gás natural, marés, biomessa, hidráulica.
Tipos de energia
Quanto a sua renovacão na natureza temos:
Renováveis e não-renováveis. Renováveis são
aquelas que continuam disponíveis depois de
utiliz..'ldas, isto é, que não se esgotam. Como
cxemplo, temos a energia solar, a energia dos
vegetais (biomassa). da correnteza dos rios
(hidráulica), dos ventos (eólica), do calor interno
do planeta Terra (geoténnica), das marés, entre
outras,
Quanto às não-renováveis, estas são limitadas e
demoram milhões de anos para se formar, isto é,
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HIDROELETRICIDADE
Matriz energética no Brasil
Condicões que favorecem a esta decisão:
• país tropical com boa quantidade de
chuvas
• relevo predominante de planaltos e
depressões
• os rios de planaltos acabam por nos
dar um bom potencial hidrelétrico.
Aspectos espaciais, sociais, econômicos e
ambientais ligados ao uso da energia
A distribuição espacial considerada amplitude
da transmissão, descentralização a produção,
localiz..'lção dos recursos naturais, localização e
densidade da demanda de energia.
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Ipn?
- não resolver o problema do diesel e sim da
gasolina - o transporte dependia do óleo;
- ocupação de terra fértil.
- trazia consigo o problema dos rejeitos
vinhoto e bagaço
o PETRÓLEO ÉNOSSO.
Entre as vantagens apresentadas está a
recuperação econômica do Nordeste que passa por
crises sucessivas, e ainda nos dias atuais apresenta
alternativa para a redução do aquecimento global.
Desvantagens - As primeiras críticas estão
relacionadas as:
1973 - acordo entre os países exportadores de
petróleo - OPEP elevou o preço do petróleo.
1979 - guerra Irã x Iraque- novos aumentos
devido a guerra entre grandes produtores.
1975 - Contratosde risco - Para driblar a crise
o Brasil lançou o Contrato de Risco com
descoberta dos poços na Bacia de campos e
posteriormente novas descobertas na plataforma
continental, o país viu reduzida a sua
dependência. Hoje com o Pré-sal podemos nos
tornar exportadores visando atrair investimentos
para o setor de produção.
Maior produção na plataforma continental.
Com a crise o Brasil teve que mudar a sua
matriz energética investindo em outros setores
energéticos.
• Proálcool
• Energia Nuclear com a produção de
Angra I e 11
• Grandes hidrelétricas uma
alternativa que mudou a nossa
matriz energética.
Atualmente o governo defende a construção de
novas termonucleares visando ampliar a produção
energética e driblar as limitações impostas pela
legislação ambiental a qual tem impedido a
expansão de produção de novas hidrelétricas.
1995 - Quebra do monopólio estatal no setor
de petróleo.
1997 - Criação da ANP.
• Álcool
o modelo de desenvolvimento adotado pelo
país foi marcado pela dependência do petróleo,
fonte de energia a qual não éramos
autossuficientes. A nossa economia foi fortemente
impactada pelas crises do petróleo na década de
1970.
Ouanto ao uso podemos classificar como:
o Primária - de utilização direta - Ex.
petróleo
o Secundária - derivada de uma outra
fonte - Termelétrica
A ntraeito
Em 1938 foi criado CNP - Conselho Nacional
de Petróleo- era o mercado da ação do Estado no
Planejamento energético do país.
Em 1939 foi descoberto primeiro poço na
Bahia (Lobato).
Em 1953 foi criado a Petrobrás que teve o
monopólio sobre as atividades ligada a produção e
refino do petróleo. Ficou fora do monopólio a
distribuição.
A política energética na década de 50 foi
influenciado pelo movimento
• Carvão
• Petróleo
Combustível da la Revolução Industrial.
Tem sua fonnação ligada ao soterramento de
material orgânico - florestas c animais no período
Penniano (cerca de 270 milhões de anos) na Era
Paleozóica. Sua ocorrência se dá em bacias
sedimentares.
Propomos esse mnemolllco para grande a
sequência da qualidade dos diversos tipos de caso.
No Brasil teremos as principais ocorrências na
Região Sul do pais.
Qualidade do carvão em ordem crescente de
qualidade
TU rfa
L inhito
11olha
ANALISANDO ALGUMAS FONTES DE ENERGIA.
Maior produtor nacional SC A
infraestrutura de transporte para o escoamento de
produção é tomado pela Ferrovia Tereza Cristina
- portos de laguna e Imbituba.
se esgotarão e não serão repostas (o petróleo, o
gás natural, o carvão mineral e o urânio, por
exemplo).
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E.ªc..
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Com o avanço tecnológico a produção do
álcool é muita aceita, pois passou a ser uma
alternativa a gasolina que polui muito mais. O
vinhoto passou ser utilizado na produção de
fertilizantes c o bagaço na produção de energia
em termclétrica e nas caldeiras das usinas, só não
resolveu questão da distribuição da terra.
• Energia Nuclear
Alternativa para reduzir a dependência do
petróleo.
Problemas - Exige grande investimento,
demora para entrar em operação c produz lixo
radioativo. Sofre o estigma de acidentes, como o
de Chernobyl.
Vantagem: produz eletricidade de forma
limpa, não contribui para o efeito estufa.
ENERGIA ALTERNATIVA
• Eólica
Ê a fonte de energia alternativa com maior taxa de
crescimento. Ainda assim, só entra com 0,1% da
produção total de eletricidade. É a favorita dos
ambientalistas.
Pró: poluição zero. Pode complementar as redes
tradicionais.
Contra: instável, está sUjeita a variações do
vento e a calmarias. Os equipamentos são caros
e barulhentos.
• Solar
Ainda não se mostrou capaz de produzir
eletricidade em grande escala. A Tecnologia deixa
a desejar e o custo de instalação é alto. Para
produzir a mesma energia de uma hidrelétrica. os
painéis solares custariam quase dez vezes mais.
Pró: útil como fonte complementar em
residências e áreas rurais distantes da rede elétrica
central. Índice zero de poluição.
Contra: o preço proibitivo para produção em
média e larga escalas.Só funciona bem em áreas
muito ensolaradas.
• Geotérmica
Aproveita o calor do subsolo da Terra, que
aumenta à proporção Gás natural, ao contrário do
que se pensava há duas décadas, as reservas
Geoténnica aproveita o calor do subsolo da Terra,
que aumenta à proporção de 3 graus a cada 100
metros de profundidade. Representa apenas 0,3%
da eletricidade produzida no planeta.
Pró: custos mais estáveis que os de outras
fontes alternativas. É explorada nos Estados
Unidos, Filipinas, México e Itália.
Contra: só é viável em algumas regiões, que
não incluem o Brasil. É mais usada corno auxiliar
nos sistemas de calefação.
• Gás natural
Ao contrário do que se pensava há duas
décadas, as reservas desse combustível fóssil são
abundantes.
É cada vez mais usado para gerar eletricidade.
Pró: é versátil, de alta eficiência na produção
de eletricidade e não vai faltar. Polui menos que o
carvão e o petróleo.
Contra: os preços instáveis em algumas
regiões; exige grandes investimentos em
infraestrutura de transporte (gasodutos ou
tenninais marítimos).
• Hidrelétricas
As usinas respondem por 18% da energia
elétrica global. São responsáveis pelo
fornecimento de 50% da eletricidade em 63 países
e por 90% em outros 23, entre eles o Brasil.
Pró: são uma fonte de energia renovável, que
produz eletricidade de fonna limpa, não poluente
e barata.
Contra: exigem grande investimento inicial na
construção de barragens. Podem ter a operação
prejudicada pela falta de chuvas.
• Biomassa
Agrupa várias opções como queima de
madeira, carvão vegetal e o processamento
industrial de celulose e bagaço de cana-de-açúcar.
Inclui o uso de álcool como combustível.
Responde por I% da energia elétrica mundial.
Pró: aproveita restos reduzindo o desperdício.
O álcool tem eficiência equivalente à da gasolina
como combustível para automóveis.
Contra: o uso em larga escala na geração de
energia esbarra nos limites da sazonalidade. A
produção de energia cai no período de entre safra.
Dependendo de como se queima, pode ser mui o
poluente.
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Esses fluxos que antcrionnente dependiam do
meio lisico - redes de transporte - hoje são
definidos também pelo fluxo de informação que,
posteriormente, necessitam da rede fisica para
confirmar o domínio e estruturação da rede.
3) o poder destes sistemas de transporte na
transformação dos terrilórios;
Quando se construiu a estrada Rio-Bahia e a
Belém-Brasília verificamos o fim das ilhas
econômicas e a integração territorial. O uso que o
meio produtivo faz das redes de transporte
permite compreender que com a construção de
uma nova estrada teremos a inserção de mais uma
porção do território na dinâmica dominante de uso
do espaço para produção de riquezas.
Uma nova geografia de redes
Vamos analisar esses dois mapas seguintes:
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Vivenciamos um tempo no qual a fluidez das
fronteiras é constante, já não contamos com
territórios dominados por uma realidade simples,
mas a convivência de diversos agentes atuando e
construindo o espaço. Nesse tempo de
globali:U1.ção, observamos uma transformação
quantitativa e qualitativa dos movimentos que
redefinc o território, processando novas relações
que fortalecem c fragilizam, ao mesmo tempo, os
objetos e agentes construtores do território.
Redes comércio e território.
Na atualidade, as redes de transporte são
sobrepostas por outras vias de subordinação e
exercício de dominio no território. As redes de
comunicação e, mais recentemente, a internet,
permitiu uma fluidez no processo da estruturação
das redes e dos fluxos que se dão no território.
Arede de transporte permitiu a integração
territorial e a subordinação das regiões periféricas
- NE, N e CO - a estrutura da indústria e comércio
do Sudeste. A estrutura tradicional permite criar
uma hierarquia mais rígida, uma vez que, a
estruturação da rede se dá pela existência das
estradas, ferrovias e hidrovias.
2) a compreensão das transformações
contemporâneas nas redes em suas diferentes
feições e usos;
o resultado mais imediato neste cenário é a
formação de múltiplas redes que podem ser
evidenciada nos sistemas atuais de transportes
(logística), de informação c de comércio.
O uso do espaço é coletivo, mas o uso que é
feito destas redes atuais se dá de forma
extremamente seletiva e não significa vantagens a
toda sociedade, uma vez que podemos verificar
uma parcela da sociedade utilizando-se dos bens e
serviços por elas estruturados enquanto uma
parcela significativa fica excluída.
No que se refere ao problema da exclusão há
um renexo nítido na gestão do território. Para
conseguir a reprodução dos beneficios para toda
sociedade torna-se necessário investimentos que,
muitas vezes, não estão disponíveis para o Estado.
Vamos aqui compreender a formação das
redes tendo como suporte as obras técnicas que
pennitem interligar dois espaços no território,
integrando-os e permitindo um processo de
complementaridade ou subordinação do território.
O meio técnico dos sistemas de transporte, nos
permite colocar três pontos para renexão:
1) como se estrutura redes geográficas em
suas formas atuais;
46
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-- pré- . ,
Devemos estar atentos em todas as análises
das redes para que conheçamos e possamos
identificar as posições políticas e ordens entre
diferentes pontos do planeta, sobretudo pela ação
das grandes empresas, grupos econômicos,
bancos, etc. Estes agentes organizam o território
de forma a atender plenamente as necessidades de
contlOle da produção/distribuição hcgemônicas,
atestando o uso corporativo das redes e do próprio
território. É no território que a ação das grandes
empresas e dos agentes financeiros se mostram
como elemento organizador e normatizador das
ações e da vida dos lugares.
Assim, ao estarem subordinados às redes, os
lugares são (re)funcionalizados, tomando uma
nova especialização no território. As redes não
podem ser vistas e analisadas somente pelo ponto
de vista técnico, de estrutura e fluxos, mas
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Observando a distribuição da densidade e do
grau de diversidade das atividades de comércio e
de serviços nos dois mapas verificamos como um
centro exerce influência sobre outro por
possibilitar acesso a bens c serviços que não estão
disponíveis em toda a porção do território.
Ao avaliar a oferta de bens e serviços exercida
pelas cidades na rede urbana do País verifica-se
também o grau de participação e posição na rede.
O IBGE em sua avaliação utilizou corno fonte dos
dados o Cadastro de Empresas - CEMPRE 2004.
"Deste, extraiu-se o número total de classes de
atividades comerciais e de serviços segundo a
Classificação Nacional de Atividades Econômicas
- CNAE para todos os municípios do Brasil,
partindo da premissa de que, quanto maior o
número de classes de atividade presentes, maior a
diversidade de oferta dessas atividades, e maior,
consequentemente, a centralidade exercida pela
cidade." (REGI C, 2007)
Um território marcado pela profusão das
conexões, quando a mobilidade da produção, do
capital e das pessoas se impõe praticamente como
regra, ainda que não se realize do mesmo modo
para todos os homens e lugares, a proliferação das
redes técnicas aparece como algo imprescindível.
05 fluxos e a densidade destes nos âmbitos
regionais, nacionais ou internacionais, surgem
como condição que se impõe à circulação
crescente de tecnologia, de capitais e de matérias.
primas.
A mobilidade lisica (fluxo material) pode ser
facilmente compreendida, contudo a mobilidade
da informação (fluxo imaterial) só pode ser
representada pela comunicação e pela circulação
de infom13ções que definem, e por vezes
determinam, a especialidade dos espaços que são
criados e recriados continuamente.
também com um enfoque social que observa o
sujeito, sua cultura, sua relação com o lugar e a
necessidade de identidade para a produção e
reprodução deste sujeito.
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,;prE?-
a) o desenvolvimento da indústria automobilística
concentrada no Sudeste justifica sua maior
densidade automobilística.
4. "Até 1950 havia no Brasil um automóvel para
cada 259,5 pessoas com enormes disparidades
regionais. Em 1996 a densidade para o Brasil era
de 8,12 habitante por automóvel. Ainda que
alguns estados fossem menos providos, as regi.
ões Sudeste (5,52), 5ul(4,85) e Centro-Oeste
(6,22) ostentam densidades superiores à média
nacional. Não era o caso do Nordeste (17,67) e
do Norte (17,610, com densidades de cerca de
18 pessoas por automóvel.
De acordo com o texto acima julgue a afinnativa
correta.
c) A integração dos vários tipos de transportes e
dc interesse dos empresários, tendo estes
participado ativamente da privatização para suprir
a falta de investimentos públicos.
d) A privatização aconteccu em trechos de retorno
garantido.
c) Nas regiões mcnos dinâmicas tem carência de
investimentos, tanto publico quanto privado.
b) A menor concentração na regJao Norte se
justifica pela menor densidade de estradas.
c) O peso das relaçõcs pré-existentes e os níveis
de renda relativamente inferiores, entre outras
razões, contribuem para uma motorizarão menor.
a) os sistcma rodoviário brasileiro é mais eficiente
na região concentrada com várias rodovias
duplicadas.
b) A maior concentraçào de portos modernos
coincide com as regiões mais dinamicamente
desenvolvidas.
d) A produção de automóveis na região
concentrada tomou os automóveis mais
acessíveis por não ter que ser transportados para
longas distâncias.
e) Com a expansão e mclhoria da malha
rodoviária estas disparidades vão diminuir
principalmentc devidas já haver uma dispersão
industrial automobilística.
5. "a opção explícita por parte do governo fede-
ral a favor da rodoviação fez com que o processo
de industrialização tivesse um desenvolvimento
desigual dentro do espaço nacional.:
É correto afirmar então:
(1) o fato é que a grandc presença de vcÍculos
acaba por gerar maiores quantidades de impostos
arrecadados c, consequcntemente, a supremacia
d) da ferrovia Norte - Sul que interligará o sistema
ferroviário ao hidroviário tendo o porto de Itaqui
no Maranhão C0l110 ponta de exportação da
produção.
e) A hidrovia Tocantins que já tem eclusas da
hidroelétrica de Tucuruí em fase final de
construção.
3. Quando a presença do poder público no sis-
tema de transportes é insuficiente, os fixos e
fluxos passam a pertencer ao domínio mercantil
tanto na sua quantidade quanto na sua frequên-
cia. Mas nesse caso a oferta decorre da existên-
cia de um consumo básico mínimo, que por sua
vez depende da renda das pessoas e de suas
possibilidades d acesso. Assim, é a perspectiva
de lucro para as empresas que comanda o sis-
tema rodoviário de fluxos."
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2. O plano para escoamento da produção do
Brasil central tem com base a implantação de
um complexo sistema de engenharia, do qual se
destaca:
a) a BR 163 - que interliga Cuiabá a Santarém.
b) a I3R230 - que interliga o NE ao Norte do pais.
c) a ferrovia Noroeste do Brasil que ecoa a
produção de minérios do maciço do urucum no
MS
De acordo com o texto acima e com a realidade
dos transportes no país, qual das alternativas
abaixo não é verdadeira:
EXERCíCIOS
formação dos polos tecnológicos - (tecnop61os).
a) início da revolução técnico-científica no Brasil.
b) inicio da terceira revolução industrial no país.
c) melhorias na circulação dos insumos, dos
produtos, do dinheiro, das ide ias e informações.
d) uma nova fase de integração, mas com
especialização geográfica a produção material e
imaterial.
1. "A união entre ciência e técnica, a partirdos
anos 1970, havia transformado o território brasi.
leiro, revigora-se com os novos e portentosos
recursos da informação, a partir do período da
globalização e sob a égide do mercado."
O texto rcfere-se a:
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das rodovia<;levaria a um menor investimento em
infraestrutura.
49
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9. (Pucpr) A Ecologia presta muita atenção aos
solos, pois estes são a base de todo o ecossiste-
ma pousado sobre eles. No Brasil, temos solos
de boa fertilidade que permitem grande aprovei-
tamento agrícola.
Sobre os solos brasileiros, a afirmação IN-
CORRETA é:
e) ambiental, porque reduz a biodivcrsidade regi-
onal.
c) O massapé, solo escuro riquíssimo em matéria
orgânica, é encontrado no Nordeste e sua utiliza-
ção é histórica no cultivo da cana-de-açúcar em
épocas coloniais.
8. (Enem) A grande produção brasileira de soja,
com expressiva participação na economia do
pais, vem avançando nas regiões do Cerrado
brasileiro. Esse tipo de produção demanda gran-
des extensões de terra, o que gera preocupação,
sobretudo
a) econômica, porque desestimula a mecanização.
b) social, pois provoca o fluxo migratório para o
campo.
c) climática, porque diminui a insolação na região.
d) política, pois deixa de atcnder ao mercado
externo.
e) O massapé e a terra roxa, quanto a sua origem
podem ser classificados como solos aluviais.
d) o Nordeste continua como região de repulsão
de população, dcvido a permanência de estruturas
sociais ultrapassadas.
e) as duas principais reglOes fornecedoras de
migrantes para o Centro-Oeste, no período 1940-
1950, foram o Nordeste e Sul.
10. (UFMG) Considerando-se a organização es-
pacial da indústria na Região Sudeste brasileira,
é INCORRETOafirmar que
a) a concentração geográfica da indústria no espa-
ço intra-regional foi responsável, em décadas
recentes, pelos processos de descconomia de
aglomeração na Região.
d) No Centro. Sul do país, observa-se presença do
solo denominado sahnourão.
a) A decomposição e desagregação das rochas no
seu local de origem formam os solos eluviais.
b) A terra roxa é encontrada principalmente no
Planalto Meridional Brasileiro.
crescimento
no período
b) houve um declínio do
populacional natural no Sudeste
posterior a 1970.
c) houve uma inversão do fluxo migratório
interno, da região mais industrializada para as
novas fronteiras agrícolas.
6. As ferrovias comandaram o transporte até
meados do século xx. Sua rigidez levou a redu-
ção da participação do total transportado no
país.
O item que confirma a afirmativa acima é:
a) as ferrovias envelheceram e não coincidia com
a região mais dinamicamcnte desenvolvida.
b) as rodovias coincidindo com as áreas servidas
pelas ferrovias sobrepõe-nas devido a sua melhor
flexibilidade
c) a capacidade de transporte de outros meios
levou as ferrovias a screm desativadas.
d) a administração das ferrovias pelo governo
federal, via RFFESA, não garantiu os
investimentos na modernização das ferrovias,
porem garantiu a sua expansão.
e) o transporte ferroviário, devido ser mais
oneroso que o rodoviário, foi substituído por este
logo que se desenvolveu a indústria
autortlobilistica no país.
d) a densidade dos fluxos na região concentrada
exigiu novos investimentos que levou a nova
concentração econômica deixando a região de ser
o centro da economia nacional.
7. É INCORRETAa afirmativa:
a) a partir das décadas 1970 e 1980. COI11 a
expansão da fronteira agropecuana, a
garimpagem e a mineração acentuou-se o fluxo
migratório para as regiões Norte e Centro-Oestc.
b) o crescimento do numero de rodovias no
Sudeste gera necessidades de meios que provém
da indústria automobilística, justificando assim a
opção locacional pela região concentrada.
c) a atividade produtiva do sul do pais contou com
maiores possibilidades de fluidez, o que, mais
ainda hoje, pesa em favor do desenvolvimcnto,
llIuit3S vezes em detrimento das regiões Norte e
Nordeste.
e) o governo investe no sistema multimodal para
reverter o processo de concentração industrial,
desta forma o complexo de rodovias e ferrovias
pré-existentes passam a não contribuir para esta
nova fase da industrialização.
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.-
15. Verifique se os itens a seguir apresentam
CORRETAMENTE características de três bacias
hidrográficas brasileiras e o seu aproveitamento:
I - BACIA AMAZÔNICA - A maior do Brasil. O
rio principal é de planície, excelente para a
navegação. Nos seus afluentes, existem inúmeras
cachoeiras, o que lhe confere um elevado
potencial hidráulico.
11 - BACIA DO SÃO FRANCISCO - O rio
principal nasce em Minas Gerais c percorre áreas
14. Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos
parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for
falso.
e) baixa produtividade, gerando espécies nativas
pouco aproveitáveis comercialmente, bem como a
rotatividade de outros cultivos.
b) grande fertilidade, relacionada aos nutrientes
originários dos sedimentos trazidos pelos rios.
c) grande fragilidade, relacionada a sua pouca
espessura e dependência da camada de material
orgânico proveniente de plantas.
d) baixa acidez, facilitando a adaptação de
projetos de reflorestamcnto à medida que certas
áreas vão sendo devastadas.
O Brasil possui uma das mais amplas,
diversificadas c extensas redes fluviais de todo o
mundo. Em relação à rede hidrográfica brasileira
podemos dizer:
( ) em sua maior parte, os rios brasileiros são
perenes, isto é, nunca secam;
( ) no Brasil, predominam rios com foz do tipo
delta, com exceção do rio Amazonas que possui
foz do tipo misto;
( ) na bacia Amazônica, além do rio Amazonas
e de seus afluentes, podemos observar a presença
de paranás-mirins, que são córregos ou pequenos
rios que unem rios maiores entre si;
( ) a bacia do Tocantins-Araguaia, apesar de
apresentar muitos trechos navegáveis, possui um
importante potencial hidrelétrico, encontrando-se
nela a usina do Tucuruí, cuja energia abastece o
projeto Carajás;
( ) o São Francisco é um rio de planalto, que
nasce na serra da Canastra, em Minas Gerais. e
atravessa os estados da Bahia, Pernambuco,
Alagoas e Sergipe.
a) grande profundidade, permitindo a sustentação
prolongada da vegctação nativa e das culturas que
a substituem.
12. Assinale a alternativa que contém duas cau-
sas que prejudicam a navegação fluvial no Brasil.
a) A maior parte dos rios é de planalto e os rios de
planícies situam-se longe das áreas mais
desenvolvidas.
e) Apesar de ser um país de grande extensão lon-
gitudinal, o Brasil possui um único fuso horário.
d) O custo de transporte rodoviário é baixo e a
expansão da rede ferroviária foi rápida.
e) A maioria dos rios é intermitente e as
embarcações possuem pequeno calado.
11. Sobre a localização do Brasil é CORRETO
afirmar que:
a) O Brasil localiza-se na América do Sul, ocu-
pando a porção centro-oriental do continente.
b) A distância leste-oeste (Ponta Seixas - PB à
Serra Contamana - AC) é ligeiramente superior à
distância norte-sul (Monte Caburaí - RR à foz do
Arroio Ch"i - RS).
c) Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são
os dois únicos Estados inteiramente abaixo do
Trópico de Capricórnio.
d) O Chile, a Bolívia e o Equador são os únicos
países da América do Sul que não fazem limites
com o Brasil.
b) Os rios não têm volume de água suficiente e as
embarcações são muito deficitárias.
c) A rede de drenagem é endorrêica e os rios de
planícies encontram-se fora das áreas mais
desenvolvidas.
13. Os solos amazonlCOS, nos quais está
sustentada a densa floresta equatorial úmida,
podem ser caracterizados pela
b) o transporte ferroviário constituiu a principal
via de integração do espaço oriental brasileiro,
viabilizando a expansão do mercado interno da
produção industrial do Sudeste.
c) a moderna industrialização do campo foi intro-
duzida nessa Região. de forola pioneira no País.
com o desenvolvimento da agroindústria de soja c
laranja em São Paulo.
d) o processo de industrialização, ainda em sua
ctapa inicial, recebeu suporte do Governopela
implantação de empresas estatais no Rio de Janei-
ro e em Minas Gerais.
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a) Somente I está correta.
b) Somente 11está correta.
c) Somente I e 11estão corretas.
d) Somente 11e 11Iestão corretas
e) Todas as afirmativas estão correias.
IH. A política de descentralização industrial,
promovida pelo Estado brasileiro, foi motivada
por uma necessidade de integração territorial e
potencialização dos fluxos migratórios
interregionais.
J. Muitas das economias externas necessárias à
atividade industrial, como centrais elétricas.
usinas siderúrgicas e estradas, entre outras, foram
feitas à custa dos investimentos do Estado
brasileiro.
11. A aceleração do processo de substituição das
importações do Brasil, a partir da 11 Guerra
Mundial, revelou que as economias externas do
Sudeste já apresentavam condições para produzir
bens de consumo duráveis.
17. Analise as afirmativas abaixo sobre o
processo de industrialização no Brasil e, a seguir,
assinale a alternativa correta.
prÉl
111 - BACIA DO PARANÁ - O rio principal,
fonnado pelos rios Grande c Paranaíba, deságua
no estuário do Prata. A bacia é formada por rios
de planalto, e o seu potencial energético é
amplamente aproveitado.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
a) I
b) 11
c) I e 11
d)lIelll
e)I,lIelll
de clima semi-árido no interior nordestino. Parte
de seu curso é utilizado para a navegação, como
fonte de energia e para a irrigação de uma área do
Sertão nordestino.
16. (Vunesp) Observe o esquema que se refere a
um dos mais importantes momentos do
processo de industrialização brasileira.
Assinale a alternativa que completa. correta a I e
I'IlEDOMii':IOl~ PAIlTICII'A(',\()~':I~,:rl~I~~:r~~I l){)~~;~I~~J
11 respectivamente, o esquema.
GABARITO
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a) estrangeiros (multi nacionais) -investimentos
em infra-estrutura.
b) nacionais (originários do café) - políticas de
privatização.
c) nacionais (originários da pecuária)-
investimentos em infra-estrutura.
d) estrangeiros (multinacionais) - políticas de
privatização.
e) nacionais (originários do café) - formação de
mão-de-obra especialil..ada.
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GEO 02 MEIO AMBIENTE E TERRITÓRIO
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alguns problemas que são recorrentes nas
discussões em geral:
I) Efeito estufa - o efeito estufa é o aumento
da capacidade da atmosfera em acumular calor na
atmosfera. Os gases - principalmente o C02 -
aumentam a capacidade de reter calor. A mudança
da composição da atmosfera faz com que
tenhamos a temperatura aumentada com o passar
do tempo. A pergunta básica é - porque não
mudar a emissão de carbono porque a energia do
petróleo é barata e a indústria de bens é muito
dependente dos derivados de petróleo - vamos
passar um dia sem plástico. sem tecidos de
microfíbra. sem solventes. etc. É possível
imaginar tal reestruturação?
2) Ilhas de calor - todo material tem uma
capacidade de reter calor e essa capacidade foi
medida e chama-se albedo. É a medida da
quantidade de radiação solar refletida por um
corpo ou uma superfície. É calculado como sendo
a razão entre a quantidade de radiação refletida
pela quantidade de radiação recebida. O albedo é
considerado como sendo em relação à faixa do
espectro visível e em relação à nonoal da
superficie do astro e é medido em uma escala que
varia de O a l. O (zero) equivale a uma reflexão.
isto é. toda a luz recebida é refletida, ao passo que
1 (um) equivale a uma absorção total. Em estudos
sobre aquecimento global e ilhas de calor estes
fatores são importantes, pois algumas mudanças
no albedo podem equilibrar os efeitos causados
pelo aquecimento global.
No caso da ilha de calor. o albedo dos
materiais construtivos é calculado levando em
consideração não somente a luz visível. mas as
radiações infravermclha e ultravioleta na medida
em que todas influenciam no microclima urbano.
Como conceito a Ilha de calor: é o nome que se dá
para o aquecimento climático maior das áreas
urbanas em relação às áreas rurais circunvizinhas.
O contraste entre a temperatura média no centro
de lima grande cidade e de suas áreas rurais
vizinhas varia, em média. de 4 a 6°C, podendo
chegar a 11°C. levando a um grande desconforto
da população durante o verão e a um grande
aumento no consumo de energia elétrica usada na
rcfrigeração dos ambientes domésticos.
comerciais c industriais.
o que se vê nesse processo é que chegamos no
século XXI. com graves problemas ambientais
herdados da despreocupação e da incompreensão
que o meio ambiente é um sistema e está
interligado. Desse modo podemos relacionar
Meio ambiente e
urbanização: questões e
problemas
o meio ambiente não estabelece fronteira. A
fábrica que emite poluente na Alemanha causa
chuva ácida na França. Os dejetos da cidade de
São Paulo poluem o Tietê, que se dissolve no
Paraná, e por aí vai até chegar ao oceano.
A interação do meio mostra que ações isoladas
trazem resultados pequenos devido à
interdependência ambiental. As mudanças que
observamos geram desconforto e incertezas. Essas
incertezas afetam também o sistema produtivo. ou
a possibilidade de gerar lucro fáciL
Na década de 1950 foram transferidas diversas
indústrias para os países pobres. Essas empresas
buscavam mão-de-obra barata e leis ambientais
mais flexíveis - quando não existentes. Essa era
uma estratégia de desenvolvimento daquele
momento que busca ampliar o lucro com mão de
obra barata e baixo custo de investimento em
proteção ambiental.
Com as mudanças que se observou ao longo
do século XX observou que esta não afetaria
somente os países pobres. ou seja. controlar
somente a natalidade na periferia mundial e
continuar com o mesmo comportamento no
sistema produtivo não traria a redução da pressão
sobre o meio ambiente.
Com isso se inicia uma ação ambiental que
passa a ser executada em todo mundo. em ritmos
diferenciados. Daí vem a proibição do uso de
determinados produtos como o DDT (Dicloro-
Difenil-Tricloroetano (DDT) se tomou um dos
mais conhecidos inseticidas de baixo custo) -
lembrem-se da música de Raul Seixas. a mosca
que falava sobre o uso do DDT.
A discussão sobre o meio ambiente vinha, de
certa fonna. disfarçada na resistência ao
imperialismo vigente. A canção de Odair José -
Pare de tomar a pílula - também faz uma crítica
ao que se observava para o controle da natalidade
como foona de denunciar o modelo imposto pelo
sistema dominante .
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GEO 02
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I=Área residencial suburbana. 2=Parquc; 3=Área urbana
R-sidcncial; 4""-Cenlfo; 5=Comcrcial; 6=Área suburbana
residencial; 7=Rural
6
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Fonle:EPA-USlMoo. F..Zimbres
Veja a figura abaixo:
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3
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Essa questão vem sempre acompanhada da
discussão das chuvas nos grandes centros. A
maior temperatura leva a uma elevação da
evaporação c a fonnação de nuvens que
aumentam a pluviosidade gerando chuvas
convcctivus. Essas chuvas levam a ocorrência de
inundações que são agravados pelo isolamento do
solo urbano, com consequente aumento do
escoamento superficial. A falta de infraestrutura
de coleta das águas pluviais ou, quando da
existência dest~ a precariedade dos serviços de
limpeza urbana ou de coleta de lixo levam aos
entupimentos de bueiros e galerias causando
transtornos como se vê nas figuras abaixo:
Ainda podemos destacar os seguintes
problemas ambientais urbanos
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3) Produção de lixo sólido - o descarte do lixo
em local inadequado além de contribuir para o
aquecimento global também produz chorume que
polui o solo e o lençol freático.
4) Poluição do ar - emissão de poluentes pelos
carros, fábricas, poeira, etc.
5) Poluição das águas - a produção de esgoto,
que na maioria das cidades brasileiras são
lançados nos rios sem nenhum tratamento, polui
os mananciais que são as fontes para o
abastecimento das próprias cidades. O uso de
detergentes com bactericidas é um problema ainda
maior, pois pode contribuir para desenvolver
microrganismos resistentes aos medicamentos que
utilizamos nos tratamentos convencionais;
6) Inversão térmica - mais comum nas
cidades mais frias. A camada de poluição impede
a entrada dos raios solares até a superficie. Com
isso o ar frio próximo ao solo concentra a
poluição e aumenta os casos de doenças
respiratórias.
7) Erosão - a ocupação de encostas, em
especial por moradias de população de baixa
renda, causa o avanço da erosão. E comum no
verão, período mais chuvoso, ocorrer
deslizamentos nas encostas e causar mortes. Estes
deslizamentos podem atingir até bairros e cidades
inteiras.
8) Enchentes - uma das consequências da
ampliação das áreas urbanizadas é o aumento das
chuvas torrenciais. Essas chuvas, nom13lmente de
verão, ocorrem devido ao maior aquecimento das
áreas urbanas e consequente aumento da
evaporação. Com isso há a formação de chuvas
convectivas. O maior volume de chuvas
concentradas em um pequeno espaço de tempo
causa enchentes, principalmente devido a falta de
um planejamento que preveja uma drenagem
suficiente para atender a essa realidade.
9) Poluição sonora e visual - este já é um
problema em quase todos centros urbanos. O liSO
de veículos aumenta a quantidade de ruídos, bem
como o uso de placas e letreiros das lojas e
propaganda, sem um planejamento adequado,
causa também uma poluição visual significativa.
Os impactos da agropecuária
na dinâmica ambiental
Os impactos da produção agropecuária são
graves devidos, principalmente, por haver a
substituição da vegetação natural, que tem
equilíbrio com os animais, aves e insetos da
região, por uma vegetação alienígena - o cultivo
(pastos ou plantação agrícola).
Assim ao listarmos os problemas ambientais
causados pela atividade agropecuária sempre
listaremos os desmatamento como o .Rrincipal
problema. Segue a esse o uso das queimadas
como estratégia para a limpeza da região
desmatada ou como manejo de pastagens.
Seguem abaixo alguns dos principais
problemas:
a) Desmatamento o desmatamento
apresenta-se como o maior vilão para a
quebra do equilíbrio ambiental. Se não
fosse somente a modificação do albedo da
superficie - retirada da vegetação que tem
baixa absorção de calor pela exposição da
terra nua que tem maior capacidade de
absolver calor, ainda desencadeia outros
problemas que listamos a seguir:
b) destruição do solo - devido à exposição
ao sol e chuva;
c) aumento do escoamento superficial -
como não se tem as plantas para reduzir a
velocidade de escoamento, as águas das
chuvas escoam mais rapidamente,
diminuindo a percolação no solo - reduz
o abastecimento do subsolo;
d) aumento da erosão - os solos são
erodidos pela ação efetiva da água;
e) aumento do assoreamento dos rios -
com o aumento da erosão, as águas que
vão para os rios e lagos contém mais
material sólido aumentando o aumento da
sedimentação nos vales dos rios.
f) redução da vida nos rios e lagos - com o
aumento do assoreamento a composição
química das águas se modifica e os rios e
lagos ficam mais rasos afetando
diretamente na vida aquática;
g) redução da biodiversidade - com a
substituição da vegetação natural pela
agricultura muitas espécies, animais e
vegetais deixam de existir.
11) queimadas outro problema que
podemos relacionar ao desmatamento é a
QUEIMADA. Essa técnica aumenta a
emissão de C02 c, infelizmente, é um
recurso muito utiliz.:1.dopelos agricultores
para a limpeza das áreas desmatadas ou
para a limpc7.3de pastagens degradadas.
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prE?
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55
o problema dos rejeitos
Vejamos agora alguns prós e contras para
algumas fontes de energia:
ÁLCOOL
Desvantagens - As primeiras críticas estão
relacionadas as:
Entre as vantagens apresentadas está a
recuperação econômica do Nordeste que passa por
crises sucessivas, e ainda nos dias atuais apresenta
alternativa para a redução do aquecimento global.
- trazia consigo
vinhoto e bagaço
Com o avanço tecnológico a produção do
álcool é muita aceita. pois passou a ser uma
alternativa a gasolina que polui muito mais. O
vinhoto passou ser utilizado na produção de
- não resolver o problema do diesel e sim da
gasolina - o transporte dependia do óleo;
- ocupação de terra fertcis.
Devo deixar claro que todas as escolhas são
motivadas pelo custo da energia produzida. A
popularização de uma tecnologia c consequente
uso e produção em larga escala reduz o custo da
energia, mas ainda não conseguimos superar a
nossa principal fonte de energia, talvez a mais
antiga utilizada pelo homem - o petróleo.
A exploração desta fonte permitiu desenvolver
mais que uma fonte concentrada de energia mas
também centenas de subprodutos que hoje está
presente em todos os setores de nossa vida.
É possível pensar em um carro movido a
álcool ou painéis solares. contudo estamos longe
de arrumar um substituto para o plástico ou
benzina. o nafta, asfalto. ou outro subproduto.
Impossível substituir NÃO. Viável a
substituição a curto prazo - TAMBÉM NÃO.
impacto. Assim, falar em exploração sem impacto
significa fazer o homem retomar aos níveis de
tecnologia e consumo da idade da pedra. quando o
homem não passava de um ser integrado ao meio.
Naquele tempo a expectativa de vida do
homem era de algo em tomo de 27 anos, e quando
falamos em expectativa é que a maioria sequer
chegava a essa idade.
O domínio do fogo, e conscquentemente das
fontes de energia, permitiu ao homem uma
mudança técnica significativa de modo a poder,
na atualidade, ter a capacidade de obter energia de
diversas fontes, algumas mais eficientes, outras,
nem tanto.
no meio
tipo de
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qualquer riqueza
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focos de qUi!imadas eatre os dias 11"
7 de o1g0$tO de 2001 li!' foi constrllído
pera Inpe com (aros f"itif5 poro s.1tq-
HreNOAA.
..
Energia e MeioAmbiente:
impactos socioambientais das
diversas matrizes energéticas
brasileiras
Ao explorannos
ambiente estaremos
Destacamos ainda como problemas associados
à produção agropecuária:
1) compactação do solo - o uso intensivo de
maquinas agrícolas e o pisoteio do gado faz com
que o solo seja compactado. Com a compactação
reduz a capacidade de pcrcolação e influencia no
abastecimento dos lençóis freáticos;
2) Poluição das águas - o uso de defensivos c
adubos, quando da ocorrência das chuvas, são
dissolvidos e poluem os rios e lagos.
3) Eutrofização - o aumento de adubo e
matéria orgânica nos rios e lagos levam ao
aumento da produção de algas.
4) Salinizaçâo do solo - o uso da irrigação leva
a concentração de sais no solo, reduzindo a
produtividade.
S) Desertificaçâo - em algumas áreas de clima
tropical pode ocorrer a desertificação. Há a perda
da capacidade dos ecossistemas de regeneração e
a capacidade de produzir.
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••prE=l
fertilizantes e o bagaço na produção de energia
em termelétrica e nas caldeiras das usinas, só não
resolveu questão da distribuição da terra.
processamento industrial de celulose e bagaço de
cana-de-açúcar.
Pró: aproveita restos reduzindo o desperdício.
CARVÃO MINERAL HIDRELÉTRICA
Pró - fonte de energia barata e abundante
Contra - produz etluentcs altamente tóxicos
como c outros metais pesados Libcra C02 que
contribuipara ao aquecimcnto global e para a
chuva acida.
PETRÓLEO
Pró: é uma fonte de energia renovável, que
produz eletricidade de forma Iimpa, não poluente.
Contra: construção de barragens. Podem ter a
operação prejudicada pela falta de chuvas.
Pró - fonte de energia barata e abundantc. É
uma fonte de energia que tem grande penetração
tecnológica em outros setores econômicos.
Contra - produz etlucntes altamente tóxicos
como e outros metais pesados Libera C02 que
contribui para ao aquccimento global c para a
chuva acida.
Adinâmica da natureza no
espaço brasileiro
A Dinâmica Climática no Brasil
O SER HUMANO E 05 RECURSOS NATURAIS
QUEM DEPENDE DE QUEM?
Vamos estudar um pouco a relação tão séria
que existe entre as pessoas e a natureza, partindo
do princípio que para criticar é necessário
conhecer. Podemos começar com a seguinte
pergunta:
É possível viver sem explorar os recursos
oferecidos pelo planeta?
Nlio re.'õponda.Lembre-se - a pergunta mio é
/(io simples quanto parece. Vamos reformular a
pergunta par ficar mais claro.
É o ser humano que depende da natureza ou é
a naturcza que depende de nós?
A resposta certa é:
Nem o ser humano depende da natureza nem a
natureL1 dcpende do ser humano, pois não se deve
separar um do outro; na realidade nós, seres
humanos, somos partes da natureza. E é óbvio que
ao destruí-Ia estaremos destruindo a nossa própria
condição de sobrevivência no planeta.
Em sala de aula, é comum ouvir alguns alunos
fazerem críticas, ou até perguntarem a si mesmo-
como as pessoas podem ser tão cruéis com a
natureza? "Prccisamos proteger urgentemente o
meio ambiente". As pessoas não podem continuar
explorando e acabando com a natureza da forma
como estão fazendo. Essas indagações são feitas
sem uma reflexão mais aprofundada. É importante
lembrar que foram os recursos retirados da
natureza que permitiram à construção de sua casa,
da escola, do hospital, do asfalto, de scu cadcrno,
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ENERGIA ALTERNATIVA
BIOMASSA - Agrupa várias opções como
queima de madeira, carvão vegetal e o
EÓLICA - poluição zero. Pode complementar as
redes tradicionais.
GEOTÉRMICA - Aproveita o calor do subsolo
da Terra. É explorada nos Estados Unidos,
Filipinas, México e Itália. Só é viável em algumas
regiões, que não incluem o Brasil.
Exige grande investimento, demora para entrar
em operação e produz lixo radioativo. Sofre o
estigma de acidentes, como o de Chernobyl.
Pró: produz eletricidade de forma limpa, não
contribui para o efeito estufa.
Alternativa para reduzir a dependência do
petróleo.
Problcmas
ENERGIA NUCLEAR
SOLAR - útil como fonte complementar em
residências e áreas rurais distantes da rede elétrica
central. índice zero de poluição.
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Ipre?
sua caneta, a roupa que está vestindo e tudo mais.
Ao ser alertado sobre esta situação, normalmente
o aluno fica em dúvidas quanto às críticas feitas, e
perguntam: se não podemos viver sem os recursos
da natureza, como vamos poder preservá-Ia?
Sabendo que o ser humano e a natureza fazem
parte de UI11 todo, que não se excluem e sim se
comptetam, vamos estudar um pouco desta
natureza.
NOSSO PlANETA.
Na verdade a natureza é formada por quatro
camadas globais: a ATMOSFERA, a
HIDROSFERA, a LITOSFERA c a BIOSFERA.
As três primeiras camadas se relacionam. e partes
de cada uma se somam e vão fornme a quarta e a
mais importante camada que é a BIOSFERA.
Vamos estudar um pouco de cada uma delas.
AS QUATRO CAMADAS GLOBAIS DO
PLANETA
13 - ATMOSFERA - É a camada de ar que está
em volta do planeta. Devido à força de atração da
Terra quanto mais próximo da superficie maior é
a concentração de gases. Principalmente o
nitrogênio e o oxigênio e quanto mais elevada à
altitude os gases vão diminuindo e a temperatura
tambem. É nesta camada que ocorrem os
fenômenos atmosféricos corno a formação de
nuvens, as precipitações, os relâmpagos, os
trovões, os furacões e os tornados.
2" - HIDROSFERA - É a camada de água nos
estados líquido, sólido e gasoso que formam os
lagos, oceanos, mares, rios, geleiras, lençol
subterrâneo, inclusive fazendo parte da atmosfera,
na forma gasosa, como umidade do ar.
Corresponde a da superficie do planeta, e como a
atmosfera, a Hidrosfera é fundamental para a
existência de vida no planeta.
3'11 - LITOSFERA - É a camada de rochas ali a
crosta (casca). Parte sólida que forma a supcrficie
da Terra; é formada por solo e subsolo. E na
litosfera c na hidrosfera que se concentram a
maior parte da vida no planeta.
4a - BIOSFERA - É a soma de partes das três
camadas globais anteriores: a Atmosfera, a
Hidrosfera e a Litosfera, formando a camada onde
temos os seres vivos do planeta.
Vejamos:
De onde vem o ar que respiramos?
(Co/nUl, re~pirefundo ante."de responder)
A água que bebemos?
(Pense naquele ('opo ('/zeio de água fresca ....
Aliá .••IlIIUI dica. beba muita água, um corpo hem
hidratado fUllâona melhor, illcl,uü'e o cérebro,
para guardar o que foi estudado.)
E os alimentos que consumimos?
Veja se você acertou as respostas.
O ar vem da Atmosfera, a água vem da
Hidrosfera c a maioria dos alimentos é produzida
na supcrl1cie da Litosfera, c que ao alterar uma
destas camadas, não tenha dúvidas que estaremos
alterando todas as demais camadas direta ou
indiretamente.
Desse ponto em diante vamos estudar esses
assuntos de forma separada., mas não podemos
esquecer que eles se completam, fonnando um
todo, que deve ser compreendido sempre em
conjunto.
ATMOSFERA
Observamos que é na atmosfera é que ocorrem
os fenômenos climáticos. Alguns esclarecimentos
iniciais:
Tempo - é a combinação passageira dos
elementos do clima: temperatura, pressão
atmosférica, umidade, ventos e precipitações
atmosféricas (chuvas).
Clima - é a sucessão habitual dos tipos de
tempo em determinado lugar da superficie
terrestre.
Para caracterizar um tipo climático são
realizadas anotações das mudanças momentâneas
durante vários anos. Essas operações são
reali7.adas em estações metrológicas, bóias
lançadas nos mares e oceanos e ainda dados de
balões metrológicos que fazem os registros das
camadas mais altas da atmosfera. As infonnações
são processadas em supercomputadores que
reúnem os dados e permitem definir com maior
precisão as variações dos elementos do clima e
fazer previsões do tempo com alta qualidade de
precisão.
A formação de um clima depende da
quantidade de luz que a superficie recebe e da
interação com o tipo de superficic - terra ou água.
Os elementos que compõem o clima são:
• Temperatura
• Pressão atmosférica
• Umidade
• Ventos
.• Precipitações atmosféricas (chuvas).
57
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-- ,;pre:a
Lembremos o ciclo das águas.
G) 50 mvtta iV"" H concun$l,
n gOlas H tomilm pesat1n t
~.m no SooloIUS tOfl'la$ dll
Ct!W.l li n•••.•
@ Um pouco c:b chu ••.a i CollUdl
~'o solo, O re5ol0 volta IU'J c
O'<:uno aluvllÍS dos fiOS
Frio ar mais denso, maior peso, maior
pressão.
Quente - o ar se expande - menor peso, menor
pressão.
O balão de ar quente sobe porque está mais
leve. O meslllo ocorre com a camada de ar nas
áreas de baixa latitude. Ao subir, abrem espaço
para ser ocupada por outra porção de ar. Esse
movimento permite que as massas de ar se
desloquem das áreas de maior para as de menor
pressão.
No deslocamento das massas de ar elas vão
imprimindo as suas características de temperatura
e umidade nas áreas em que vão ocupando e
também modificando as suas próprias
características ao interagir com outras massas de
ar de características diferentes, ou seja, perdem
parte de suas características originais. O contato
entre as massas de ar geram a frentes.
o dcslocamento das massas de ar se dá devido
à formação de zonas de alta e baixa pressão na
superficie terrestre. A distribuição desigual da
energia local nas zonas de baixas, médias e altas
latitudes causa um aquecimento difercncial da
superficie terrestre e também a formação de áreas
com pressões deferências.
Lembremos ascaracterísticas fisicas da
atmosfera,
@ 0101 aQ,,",u o oceano
@ A aguJ <lO ocuno
.'dlpOf;I • sobe P.1l'~"ar
@ ?..=.~::~1:~~~.
ooticvl•• , q•••• to,m.,Ao~.~
• Latitude
• Altitude
• Continentalidade
•• Maritimidade
• Correntes marinhas
Veja o quadro resumo.
Considerando nosso objetivo devemos
observar as características do nosso país e a
posição deste no globo terrestre para
compreendermos os diversos tipos de climas
existentes em nosso pais.
92% está na zona intertropica! (entre o
Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio)
93% está no hemisfério sul. Devemos
considerar ainda que o hemisfério sul tem o
predomínio das massas líquidas - oceanos - c a
característica fisica das águas também conferem
elevado grau de umidade.
Massa de ar - é uma grande porção da
atmosfera, que se caracteriza ou se individualiza
por suas qualidadcs de temperatura e umidade.
Podem ser Equatoriais, tropicais ou polares e
as suas características estão associadas ao local
onde se originam. As massas de ar têm as suas
características de temperatura e umidade
relacionadas ao local de sua formação.
Esses fatores contribuem para a diferenciação
dos tipos de climas e são denominados fatores
climáticos, são eles:
A umidade das massas de ar vem do processo
de evapotranspiração que ocorre na superficie da
terra.
Temperatura Umidade
Equatoriais Marltima
Tropicais Continental
Polares
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Frente fria - zona de contato entre uma massa
de ar fria e outra quente.
Frente quente - zona de contato entre uma
massa de ar quente c outra fria.
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MASSAS DE AR QUE ATUAM NO BRASIL
Massas de ar no inverno
Massas de ar no verão
mEc - Equatorial Continental - quente c
úmida. Tem sua origem na noroeste da Amazônia.
Sua umidade vem da grande evapotranspiração na
região, apesar de tcr sua origem no continente.
Atua, no verão em todas as regiões do Brasil, até
o norte do PRo No inverno tem sua atuação
restringida à Amazônia.
mEa - Equatorial Atlântica - quente e úmida.
Tem sua formação na região do anticiclone dos
Açores. Sua atuação no Brasil restringe à porção
norte do território, litoral das regiões N e NE.
Forma os ventos alísios de nordeste.
mTa - Tropical Atlântica - quente e úmida.
Formada no anticiclone de Santa Helena, próximo
ao trópico de capricórnio. Forma os ventos alisios
de Sudeste. Atua no litoral do Brasil. Forma as
chuvas frontais de inverno ao interagir com a
mPa.
Ao entrar no continente forma as chuvas
orográficas ao interagir com o relevo mais
pronunciado, por exemplo, a serra do mar, Nessa
região é registrado o maior índice pluviométrico
do país.
mTe - Tropical Continental - quente e seca.
Tem sua origem na Depressão do Chaco. Na
primavera e verão encontra-se com a mEc,
provocando chuvas. No outono e inverno,
encontra-se com a mPa, ocorrendo baixo índice
pluviométrico.
mPa - Polar Atlântica - formada no atlântico
sul é urna massa de ar fria c úmida. Ao dirigir
para nosso país perde parte de suas características,
principalmente de umidade.
Atua no Brasil em três ramificacões:
Primeiro ramo - avança pelo litoral e, sem
obstáculos, atinge até o nordeste, provocando as
chuvas de inverno. Corno se desloca pelo litoral e
se associa com a rnTa, ventos alísios de sudeste,
mantém sempre úmida.
Segundo ramo - sobre para as regiões altas do
território (planalto meridional) e mantém as
características de temperatura. É responsável
pelas geadas nos estados do sul e SP. Os ventos
dessa massa de ar são o minuano e o pampciro.
Terceiro ramo - segue peJas áreas de planície
do interior do território e sem obstáculos chega
até a Amazônia causando o fenômeno da
FRIAGEM.
Veja o mapa dos tipos climáticos no Brasil e
os climogramas referentes a cada tipo climático.
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Climograma - é um gráfico de dupla entrada.
A linha corresponde à variação da temperatura e
as colunas referem-se ao índice de pluviosidade
do mês correspondente.
latitude, altitude, continentalidade, maritimidade e
correntes marítimas.
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Tipos climáticos
• Equatorial- quente e úmido
• Tropical - verão úmido e inverno
seco.
As variacões do clima tropical são:
Tropical de altitude, tropical litorâneo, tropical
semi-árido.
Subtropical - verões quentes e invernos frios
com boa distribuição das chuvas ao longo do ano.
Fazendo um breve resumo, podemos
conceituar o clima como um estado médio das
condições atmosféricas ao longo de um longo
período de tempo, enquanto o tempo representa o
estado momentâneo da atmosfera.
Para se classificar o clima devem ser
conhecidos os elementos climáticos
temperatura, chuva, umidade, massas de ar, vetos
e pressão atmosférica - e os fatores c1imáticos-
Desta fonna podemos acabar por concluir que
o clima de um local está ligado à sua posição
geográfica no globo terrestre.
Analisando o mapa a seguir, indagamos quais
características podemos verificar nos tipos
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climáticos do Brasil (para refletir).
Climas Controlados por Massas de Ar
Equatoriais e Tropicais
_ Equatorial Úmido (Convergência dos
Alísios)
Tropical (Inverno seco c verão úmido)
Tropical Semi-Árido (Tendendo a seco pela
irregularidade da ação das massas de ar)
_litorâneo Úmido(InfluenciadopelaMassa
Tropical Marítima)
Climas Controlados por Massas de Ar
Tropicais e Polares
_ Subtropical Úmido (Costas orientais e
subtropicais, com predomínio da Massa Tropical
Marítima).
FOnlt. AlIas Geollraf,co E~colar. Maria Elcna Simielli/Mario De Iliasi
De acordo com a classificação climática de Arthur
Strahler, predominam no Brasil cinco grandes
climas, a saber:
I) Clima equatorial úmido da convergência dos
alísios, que engloba a Amazônia;
2) Clima tropical alternadamente úmido e seco,
englobando grande parte da área central do país e
litoral do meio-norte;
3) Clima tropical tendendo a ser seco pela
irregularidade da ação das massas de ar.
englobando o sertão nordestino e vale médio do
rio São Francisco; e
4) Clima litorâneo úmido exposto às massas
tropicais marítimas, englobando estreita faixa do
litoral leste e nordeste;
5) Clima subtropical úmido das costas orientais e
subtropicais. dominado largamente por massa
tropical marítima. englobando a Região Sul do
Brasil.
Dinâmica da Hidrogrofia
o estudo da hidrografia está intimamente
ligado ao estudo do clima c do relevo. Então
vamos relembrar alguns detalhes:
Relevo brasileiro - predomínio de planaltos.
Clima - predomínio de climas quentes e
úmidos.
Essas duas características nos ajudam a
compreender a realidade da nossa rede
hidrográfica que é rica em rios c pobre em lagos,
predomínio do regime pluvial com o predomínio
de rios pcrenes e drenagem exorréica.
• drenagem exorréica - os rios deságuam para
fora do continente - nos oceanos
• drenagem endorréica - os rios deságuam para
dentro do contincnte - em lagos.
Observe o mapa na página seguinte e verifique
a riqueza de nossos rios e a confomlação das
grandes bacias hidrográficas.
Quanto ao tipo de foz, predomina a
desembocadura na fonna de estuário (as águas
escoam por um único canal), sendo exceções os
rios Paraíba do Sul e Paranaíba, que têm a foz em
delta (descmbocadura por vários canais). e o
Amazonas que tem foz mista.
O predomínio de rios planálticos confere
grande potencial hidrelétrico. Os rios de planície
têm aproveitamento para a navegação. Esse tipo
de transporte é mais desenvolvido na região Norte
do país. mas vem ganhando expressão devido ao
baixo custo desse tipo de transporte.
AS BACIAS HIDROGRÁFICAS BRASILEIRAS
SÃO:
• Bacia Amazônica
Ocupa uma área de 6.892.475 Km2, dos quais3.984.467 km2 estão em território brasileiro.
A maior bacia hidrográfica do planeta tem sua
vertente delimitada pelos divisores de água da
cordilheira dos Andes, pelo planalto das guianas e
pelo planalto central. Seu rio principal nasce no
peru, como o nome de Maranon. e passa a ser
denominado Solimões da fronteira brasileira até o
encontro com o rio Negro, a partir daí, recebe o
nome de Amazonas. É o rio mais extenso (total de
7.100 km) c de maior volume de água no planeta.
Os rios dessa bacia correm sobre um relevo
predominantemente plano, o que reduz a
velocidade das águas, criando um padrão
meândrico. com lagos marginais e campos de
inundação nos períodos da<; cheias. São típicos os
igarapés (pequenos córregos).
61
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concentra nos rios tributários que estão em áreas
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o alto índice pluviométrico na região permite
a formação de rios perenes com grande volume de
água. O potencial hidrelétrico da bacia se
OCE,.NO
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• Bacia Platina
Drena terras de cinco estados, MG, BA,
PE, SE e AL, fazendo a ligação entre o NE e o
SE.
• Bacia do Uruguai
Formada pela junção do rio Canoas, que
vem de se. com o rio Pelotas, que vem do RS.
Depois de fazer a divisa entre os dois estados o rio
Uruguai desvia-se para o sul. Separando as terras
do Brasil e Argentina, indo desembocar próximo a
Buenos Aires, no rio da Prata, após ter percorrido
uma extensão de 1.500 km.
• Bacia do Paraguai
• Bacia do São Francisco
É a segunda maior bacia do mundo e é
fonllada pela confluência dos rios Paraná, Para-
guai e Uruguai. A navegação nessa bacia é impor-
tante devido permitir a integração de territórios
dos países pertencentes ao Bloco Econômico do
Mercosul.
No seu trecho inicial, após a descida da
serra da Canastra, está a hidrelétrica de Três Ma-
rias. No interior do NE apresenta novas hidrelétri-
cas que tem função importante no fornecimento
de energia para a região e no plano de desenvol-
vimento industrial do NE.
muito importantes os seus afluentes e formadores,
como os rios Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapa-
nema, Iguaçu, dentre outros. Essa bacia hidrográ-
fica é a que tem a maior produção hidrelétrica do
país, abrigando a maior usina hidrelétrica do
mundo: a Usina de Itaipu, no Estado do Paraná,
projeto conjunto entre Brasil e Paraguai.
Nasce na serra do Araporé. em Mato Gros-
so, a cerca de 100 krn de Cuiabá, cortando de
norte a sul a enorme planície do PantanaL
E uma bacia de planície, com bom aprovei-
tamento para a navegação. A bacia possui 2.345
km navegáveis. por onde circulam muitas merca-
dorias, destacando os minérios de ferro e manga-
nês, extraídos do maciço do Urucum e embarca-
dos nos portos de Corumbá e Porto Murtinho.
o rio São Francisco tem extensão de 4.133
km, drenando uma área de 631.133 km2. nasce na
serra da Canastra. Apesar de atravessar uma regi-
ão de clima semi-árido, o rio é perene devido ter
sua nascente em área de clima tropical. chuvoso.
Tem como rio principal o rio Paraná, o dé-
cimo sétimo mais extenso do mundo. com 2.940
km.
O rio Paraná tem suas nascentes na região
Sudeste, separando as terras do Paraná do Mato
Grosso do Sul e do Paraguai. O rio Paraná é o
principal curso d'água da bacia, mas também são
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• Bacia do Tocantins- Araguaia
Ocupa uma área de 803.250 km2, metade
pertencente ao rio Tocantins e metade ao rio Ara-
guaia.
Seus afluentes provenientes do hemisfério
norte têm cheias de julho a setembro e os do
hemisfério sul, de dezembro a março. Isso
contribui para que a bacia apresente um regime
complexo, com mais de uma cheia anual.
O avanço do desmatamento e do garimpo a
região tem trazido grandes problemas ecológicos
como o aumento da erosão e. com isso, aumento
de sedimentos a serem transportados pelos rios.
Essa realidade tem aumentado o assoreamento o
que causa, nos períodos de vazante, o surgimento
de bancos de areia que atrapalham a navegação.
A bacia tem C0l110 característica um regime
misto: pluvial e nival.
Drena a porção centro-meriodional do país,
abrangendo os estados de MG, O, MS, SP, PR,
se com área de 891.309 km2.
• Bacia do Paraná
o rio Tocantins nasce a cerca de 250 km
de Brasflia com sua nascente no Brasil central, em
Goiás. O rio Araguaia nasce em Mato Grosso, na
fronteira com o Goiás, circunda a ilha do Bananal
(maior ilha fluvial do mundo) e une-se ao rio
Tocantins no estremo norte do estado de mesmo
nome, ai definindo a região denominada Bico do
Papagaio.
Ambos os rios apresentam variações de
declividade ao longo do percurso, o que lhes con-
ferem bom potencial hidrelétrico. Nessa bacia é
importante lembrar a construção da Hidrelétrica
de Tucurui que foi construída com o objetivo de
fornecer energia para o Projeto Carajás.
,-----------------------------.
I Regime fluvial corresponde ao volume de água dos I, ,
I rios durante o ano, se o aumento do volume das enchen. I, ,
r tes e vazantes foi provocado por água da chuva caracteri- I
I za-se então por regime fluvial. Caso a enchente e vazante t, ,
I sejam decorrentes do degelo em montanhas é denomi. 1, ,
r nad,:) de regime nival. Às vezes podem ocorrer os dois 1
: casos em um mesmo rio (ex. rio Amazonas) 1,L l
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64
o trecho navegável dessa bacia está no tre-
cho entre Pirapora, em Ma, até Juazeiro, na BA.
Atualmente, discute-se o uso das águas do
São Francisco para outros fins, como o projeto de
transposição e ainda o uso para a irrigação.
• Bacia do Nordeste
Esse é um conjunto de bacias agrupadas
em uma área de 884.835 km2. Abrange grande
área no NE - do MA a SE - e caracteriza-se por
apresentar dois tipos de rios:
o Rios perenes - predominantes na parte oci-
dental da região. destacando-se o rio Parnaíba
no qual foi instalado a usina hidrelétrica de
Castelo Branco.
o Rios temporários - predominantes na parte
mais interior do território e nos litorais do CE
e RN, Nessa áreas há inúmeros açudes, cons-
truídos para reter a água recolhida no período
chuvoso e assim amenizar o efeito da seca.
Destaca-se entre os açudes o de Orós, no rio
Jaguaribe.
li Bacia de leste
Esse agrupamento de bacias entende-se de
SE até o litoral paulista. Seus rios descem direta-
mente dos planaltos e serras para o oceano, apre-
sentando, por isso, inúmeras corredeiras e quedas
d'água, o que dificulta a navegação. Devido a não
integração dos rios o volume de água é pequeno O
que também interfere no aproveitamento energéti-
co.
• Bacia de Sudeste
Esse agrupamento estende-se do litoral sul
de SP até o RS, compõem-se predominantemente
de rios de planalto e, portanto. com poucas possi-
bilidades de navegação.
Nessa bacia destacam-se os rios Camaquã,
Jacuí, no RS, Itajaí. em SC, e Ribeira do Iguape,
em PR e SI'.
• Bacia do Amapá
Formada pelos rios Oiapoque e Araguari.
o aquífero Guarani
E responsável por cerca de 80% da água
acumulada na Bacia Sedimentar do Paraná. Es-
tcnde-se pelos países da Argentina, Paraguai,
Uruguai além do Brasil. Aqui estende-se pelos
cstados de MG, MS, GO, SI', I'R, se e RS. É um
sistema transnacional.
A preocupação com o aquífero é manter a
qualidade da água, que ainda está livre de conta-
minação. Devido a sua ocorrência coincidir com
uma área de grandc desenvolvimcnto agrícola,
com intenso uso de químicos no cultivo, é uma
preocupação o monitoramento e controle do uso
de agrotóxicos visando a preservação do aquífero.
Dinâmica da vegetação -
Aspectos Biogeográficos e os
Ecossistemasno Brasil
DOMíNIOS MORFOClIMÁTICOS
Os domínios morfoclimáticos são entendidos
como a combinação ou síntese dos diversos
elemcntos da natureza, caracterizando ou
individualizando uma detenninada porção do
território.
A paisagem natural é constituída por varIOS
elementos: estrutura geológica, clima, rclevo,
solos, vegctação e hidrografia que se
influenciam mutuamcntc, cada um deles
interligado aos demais e definindo um conjunto
particular.
Dentre esses elementos. destaca-se.
principalmente, o clima e o relevo como
fundamentais pela influência que exercem sobre o
meio ambiente. Desdc a sua formação (:f:: 4,5
bilhões de anos), a Terra sofreu várias
modificações em seu clima. com períodos de
aquecimento e resfriamento, elevação ou
diminuição de chuvas, sendo algumas em escala
global e outras de dimensão local. As alterações
ocorridas nos últimos 2 milhões de anos são as
que deixaram vestígios mais evidcntes: nos
períodos frios, ocorreu o aumento das geleiras
polares e das áreas montanhosas, que diminuíram
seus limites quando a temperatura média da Terra
voltou a elevar-se. As médias c altas latitudes
foram as mais afetadas por esses fenômenos.
Já nas baixas latitudes ocorreram.
paralelamente, fases chuvosas e secas, durante as
quais os domínios naturais se modificaram, com
avanços e recuos de florestas tropicais, savanas e
desertos.
Assim. o clima atuou como modificador do
meio ambiente e ainda hoje, devido às alterações
mais recentes provocadas sobretudo, pela
ocupação humana, continua a provocar
transformações ambientais.
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Quanto ao relevo, as forças endógenas -
internas - comandam sua formação através do
condicionamento estrutural; hipergêneses,
vulcanismos e terremotos provocam o surgimento
de diferentes tipos de rochas que têm resistência
diferente aos processos de desgaste provocados
pelas forças exógenas - externas - que modelam
as formas do relevo. Os agentes externos
formados pelas águas correntes, gelo, vento
reali7.3mo processo de desgaste e modelagcm do
relevo. Dependendo da forma de relevo e
considerando a sua origem geológica,
encontramos solos e vegetações diferenciados em
cada domínio espacial.
As modificações que o homem vem
produzindo com as atividades economlcas e.
sobretudo, com a construção de cidades. têm
contribuído para as transformações das fonnas de
relevo e, consequentemente, do meio ambiente.
Os diversos elementos presentes no meio e
que caracterizam os domínios morfoclimáticos
permitem delimitar esse domínios por
caracterizações gerais a partir do clima. tipo de
relevo e paisagem vegetal, cada qual com
dinâmica própria e interagindo com os tipos de
rochas que fornIam o relevo e que é o substrato
para ocupação de biomas vegetais permitindo aos
estudiosos delimitar com mais segurança os
limites de cada domínio.
Não é sempre que um mesmo elemento natural
é o deternlinante da paisagem, da mesma forma
que não há delimitação precisa ou rigorosa entre
um domínio e outro. pois é muito dificil
determinar com precisão tais limites. Daí existir
entre um domínio e outro as chamadas áreas ou
faixas de transição. Como exemplo, podemos citar
a sub-região do meio-norte (MA/PI), onde
predomina a mata dos cocais ou babaçuais, sendo
esta uma área de transição entre os domínios
amazônicos a oeste e da caatinga do lado leste.
PRINCIPAIS DOMíNIOS DO BRASIL
Devido a sua grande extensão territorial
(8,5 milhões de km2) o Brasil é marcada por uma
grande diversidade de aspectos naturais e apresen-
ta seis principais domínios morfoclimáticos e
divcrsas áreas não individualizadas, denominadas
como de transicão.
a) Domínio Amazônico - Este domínio é
também chamado de terras baixas florestadas
equatoriais. Domínio marcado pelo predomínio de
tcrras baixas sedimentares (planícies) com clima
equatorial quente e úmido o ano todo. Apresenta
imcma floresta úmida e heterogênea e a mais
vasta bacia fluvial do mundo. O peso da natureza
é marcante. A floresta amazônica abriga uma
grande variedade de espécies. É latifoliada pereni-
fólia pois apresenta uma folhagem diversificada
na qual predominam as folhas largas que perma-
necem verdes durante todas as estações do ano. A
riqueza e a exuberância dos ecossistemas flores-
tais contrastam com a pobreza de grande parte dos
solos da região: mais de 70% do domínio amazô-
nico é constituído por solos ácidos e intemperiz.:"l-
dos, de baixa fertilidade. Apenas algumas planí-
cies aluviais inundadas e apresentam solos ricos
em nutrientes. Esse contraste revela a fragilidade
do ecossistema amazônico. A reciclagem dos
nutrientes orgânicos e minerais necessários à
manutenção dos ecossistemas regionais não é feita
pelos solos, mas pela própria floresta. Os solos
são responsáveis pela presença de pequenas man-
chas de vegetação extra florestal dentro da hileia.
As toneladas de folhas, frutos e flores que caem
anualmente sobre o solo, se transformam em ma-
terial orgânico e mineral devido a alta temperatura
c umidade que contribuem para o trabalho de
reciclagem realizado pelos fungos e bactérias
decompositora. Esse material decomposto é con-
sumido pela vegetação, ou seja, a vcgctação se
nutre dela mesma.
b) Cerrado - Domínio marcado por exten-
sos planaltos com chapadões sedimentares, clima
tropical típico com duas estações bem definidas
(verão chuvoso e inverno seco), vegetação arbus-
tiva e herbácea (cerrado), na maior parte, e matas
de galerias ou ciliares junto aos rios. Apresenta
solos pobres e ácidos. É o domínio que caracteriza
a região Centro-Oeste. As características climáti-
cas são, em parte, responsáveis pela menor fertili-
dade dos solos desse domínio. No verão. as chu-
vas abundantes "lavam" o solo, retirando seus
nutrientes; no inverno, a seca prolongada tem
como consequência altas taxas de evaporação, o
que provoca acúmulo do ferro e do alumínio,
responsáveis pela toxidez e acidez dos solos.
O cerrado, vegetação dominante, é com-
posto principalmente por dois estratos: o arbóreo-
arbustivo, de caráter lenhoso, e o herbáceo-
subarbustivo, fonnado pelas gramíneas e outras
ervas.
c) Caatinga - Domínio que caracteriza o
sertão nordestino, marcado por um relevo planál-
tico, onde aparecem áreas deprimidas (depres-
sões), delimitadas por planaltos e chapadas. O
clima é semi-árido (quente e seco); a vegetação a
ele adaptada é pobre c arbustiva, com presença de
cactáceas e plantas xerófitas. Os solos são rasos e
pobres cm matéria orgânica, mas ricos em sais
minerais.
A caatinga, vegetação dominante é uma
formação vegetal adaptada ao calor e à aridez.
Suas espécies dominantes possuem folhas peque-
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66
nas e hastes espinhentas. Nas áreas de maior alti-
tude, que recebem chuvas de relevo, encontram-se
alguns trechos de matas úmidas, conhecidas regi-
onalmente como brejos. O domínio macroecoló-
gico da caatinga se caracteriza pela irregularidade
das precipitações e, principalmente. pela incapa-
cidade de retenção da umidade. devido aos solos
rasos.
d) Mares de morros - Domínio que cor-
responde à área do planalto atlântico, principal-
mente no sudeste, onde o clima tropical úmido
modelou um relevo bem característico, com mor-
ros arredondados do tipo meia-laranja, conhecido
como "mares de morros". As florestas originais
que cobriam esta região foram quase totalmente
devastadas com a substituição por cultivos agríco-
las, A ação dos agentes do modelado sobre a es-
trutura geológica, predominantemente cristalina,
produziu um relevo típico de morros arredonda-
dos, Além dos "mares de morros", compõem a
morfologia da região as escarpas planálticas que
separam o planalto cristalino da planície costeira,
Originalmente, a floresta tropical úmida, conheci-
da como Mata Atlântica, recobria cerca de 95%
desse domínio; trata-se de urna formação florcstal
densa e heterogênea, extremamente rica em espé-cies vegetais. Hoje restam menos de 4% da cober-
tura vegetal primária, verdadeiras ilhas florestais
em alguns trechos montanhosos das cscarpas
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planálticas.
e) Araucária - Este domínio ocupa os pla-
naltos sedimentares-basálticos da porção oriental
da bacia do Rio Paraná. nos quais a altitude média
varia entre 850 metros c 1.300 metros. Original-
mcntc, esse domínio era revestido por uma flores-
ta subtropical conhecida corno mata das araucá-
rias e por manchas de vcgetação herbácea e arbus-
tiva, A devastação da mata das araucárias teve
início com a colonização alemã e italiana, Nas
primeiras décadas do século, os colonos utiliza-
vam a madeira para a construção de casas. móveis
e artefatos domésticos. Também desatavam pe-
qucnos trechos para a prática da policultura de
alimentos.
Este domínio aparenta relevo dc cuesta, so-
lo fértil (terra roxa) c elevado potencial hidráulico
da bacia do Paraná. O clima é do tipo subtropical
com inverno e verão rigorosos.
f) Pradarias ou campos (pampas) - Este
domínio abrange a região conhecida como Cam-
panha Gaúcha. Nele destaca-se a presença de um
relevo suavemente ondulado na forma de colinas.
conhecidas como "coxilhas". As colinas são reco-
bertas por vegetação campestre. Este domínio é,
na verdade. um prolongamento do pampa argenti-
no e uruguaio no sul do Brasil.
Trata-se de uma extensa área com predo-
mínio de terras baixas, na qual se sobressai a
vegetação herbácea. A pecuária extensiva com
Mapa do Brasil
DominlOS .tlorfochmãtlcoS
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- as espécies necessitam de uma quantida-
de de luminosidade para se reproduzirem;
Observando essas afinnativas podemos
concluir que existem fatores que limitam à proli-
feração das espécies e desse modo influenciam na
cobertura vegetal. Assim, para compreendennos
as diversas coberturas vegetais é preciso conside-
rar os diversos domínios climáticos existentes.
OS PRINCIPAIS DOMíNIOS FITOGEOGRÁ-
FICOS, OU BIOMAS DO PLANETA, OU
MORFOCLlMÁTICOS
Vejamos agora as especificidades da co-
bertura vegetal brasileira
Chamamos de domínio fitogeográfico ao
conjunto de tudo aquilo que existe na natureza:
relevu, c1ima'i, tipos de solos, vegetação, hidro-
grafi~ geologia. suas relações e importância para
os seres vivos do planeta. Como a vegetação é
uma das partes que mais se destaca chamando a
atenção das pessoas, nonnalmentc utilizamos a
fonnação vegetal que predomina num detennina-
do espaço geográfico para indicar o domínio.
DOMíNIOS FITOGEOGRÁFICOS
Quando estudamos a vegetação nos vêm à
memória as grandes paisagens fotografadas pelo
mundo. São as belíssimas coberturas vegetais que
fazem parte dos cenários de vários filmes, qua-
dros, posters, calendários, cartões postais etc.
Quem não tem pelo menos uma história na
qual tenha como cenário uma bela paisagem que
foi palco para um momento durante a sua vida? O
interessante é que muitas vezes não associamos a
cobertura vegetal à realidade climática de uma
região, tão pouco a histcria de ocupação do ho-
mem em uma região.
A distribuição das paisagens vegetais na
superficie terrestre está relacionada às caracterís-
ticas climáticas de cada lugar. Observemos as
seguintes afirmações:
- as espécies são adaptadas à quantidade de
água disponível;
- as espécies são adaptadas a uma tempera-
tura média anual;
suas estâncias (fazendas de gado) e a rizicultura
são as principais atividades econômicas nesse
domínio e contribuem para a modificação da co-
bertura vegetal original.
Na verdade, a fomla como chamamos o
conjunto da natureza muda de uma ciência ou
disciplina para outr~ mas o assunto estudado e o
resultado final são o mesmo. Tentar compreender
a natureza e os resultados positivos ou não da
interferência humana nas condições naturais e o
planeta. Portanto, no fundo, são sinônimos: domí-
nio morfoclimático, domínio climatobotânico,
bioma, biocenose, ecossistema ou meio ambiente.
Tudo isto vai resultar no que denominamos de
biosfera.
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pr~
F
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OCEANO
ATLANTlCO
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Fonte: IBGE
No mapa temos os biomas como um con-
junto de vida (vegetal e animal) constituído pelo
agrupamento de tipos de vegetação contíguos e
identificáveis em escala regional. com condições
geoclimáticas similares e história compartilhada
de mudanças. o que resulta em uma diversidade
biológica própria.
Essas diferentes fonnações vegetais estão
subdividas em quatro grupos:
• Formações florestais;
• Formações complexas;
• Formações herbáceas; e
• Formações litorâneas,
ARfA' TOTAL BflA51l
~9)9'"
n.92'1i.
13.04%
9,92%
2.07%
t]6%
Distribuição da vegetação no Brasil.
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I.I.Z:] n;~a<!~t~.-tl
(".,zr';-A.'C1:"~j;:l~)
d
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Ao comparannos os mapas da vegetação e do
clima podemos observar que o tipo de cobertura
vegetal se relaciona a um determinado tipo de
clima. Veremos mais adiante no estudo do clima
que a pluviosidade e as temperaturas variam.
assim também ocorre como o tipo de vegetação.
Também observamos que a cobertura vegetal
varia confonne a oferta de água e a temperatura
média. Ainda influenciam na cobertura vegetal
elementos como o tipo de solo e outros fatores
como as inundações periódicas.
Observe os seguintes dados referentes a área de
ocupação dos biomas brasileiros:
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BlomaCERR.;DO - --1--- 2036 .•.• 8
BlomaMATAATlANTICA I 1.110.182
8;0";a CAATf'lGA - í 644.153 -j-_
8iom3PAMPA - -176.<1.96
Biom'i PANTAN..4.l 150)55
Arta TOlal BRASIL a.5u 871
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Floresta latifoliada tropical•
Formação de transição, concentrada no
meio-norte. Essa região é a transição de dois tipos
climáticos - a oeste o clima superúmido equatori-
al e a leste o semi-árido.
• Mata de cocais
lucro diminuiu o que gerou pressão pela ocupação
de novas áreas aumentando, assim, o desmata-
mento.
As espécies mais importantes dessa for-
mação são o babaçu c a carnaúba. Essa última
também é conhecida como a "árvore da providên-
cia" pois dela tudo se aproveita - a folha é utiliza-
da para retirar a cera e para cobertura das casas (é
ainda temos casebres cobertos de palha pelo Bra-
sil); o caule e a raiz dos quais são extraídos insu-
Floresta exuberante, bastante parecida com
a floresta equatorial. Heterogênea e densa aparece
em diferentes pontos do país onde a temperatura é
elevada e é alto o teor de umidade.
No litoral, com o nome de mata atlântica,
estende-se do RN ao RS. No interior do SE ela
aparecia em quase toda a área drenada pelo rio
Paraná e seus afluentes, sendo por isso conhecida
como mata da bacia do Paraná.
A intensa ocupação humana na região de
ocorrência dessa cobertura vegetal está muito
degradada, deixando de existir em muitos pontos
sendo substituída por áreas agrícolas.
As áreas maispreservadas são as da serra
de mar que, devido ao tipo de relevo, dificultou a
ocupação humana e a exploração florestal.
A destruição dessa vegetação remonta a
ocupação do território pelos portugueses e o de-
senvolvimento da agricultura comercial voltada à
exportação. A cultura canavieira no litoral do NE,
o avanço do cultivo de café em SP e MO e atual-
mente a expansão urbana e o crescimento da ação
das madeireiras e da poluição são fatores que
contribuem para a destruição dessa floresta.
São áreas vegetais com espécies de grande
porte abrigando arvores menores. arbustos c her-
báceas sob as suas copas. O país tem grandes
formações florestais classificadas em dois tipos:
latifoliadas e acicufoliadas.
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• FORMAÇÕES FLORESTAIS
VAMOS À CARACTERIZAÇÃO DE CADA GRUPO.
Como temos elevadas temperaturas e gran-
de umidade fica facilitada o trabalho dos microor-
ganismos na desintegração das folhas, galhos e
animais que morrem e recobrem o solo.
Experiências agrícolas na Amazônia mos-
traram-se desastrosas por negligenciar esse siste-
ma que ocorre na região. Com o desmatamento o
solo ainda mantinha boa fertilidade por alguns
anos. Com a agricultura intensiva, queimadas e a
falta de reposição o solo empobrecia, ficava ex-
posto ao grande volume de chuvas e em POllCO
tempo tornava o cultivo caro. É importante lem-
brar que no inicio o baixo investimento em adu-
bação fez a atividade agrícola ter grande lucrativi-
dade, mas após a queda da fertilidade natural o
W\VW. un i pre.com. br
Igapó - parte da floresta que se desen-
volve nas partes baixas onde o solo é pcnnanen-
te inundado. Tem sua principal área de ocorrên-
cia no baixo Amazonas. Espécies: piaçava, açaí,
vitória-régia.
Várzea - parte da floresta que se desen-
volve na parte de médio relevo. Nessas áreas as
inundações são periódicas. Espécies: Seringuei-
ra, cacau.
Uma importante relação dessa área com a
produção local de alimentos. Com a inundação é
periódica há uma fertilização do solo que é utili-
zado na agricultura.
Terra firme - é a parte da vegetação que
se desenvolve nas re~iões mais altas que estão
livres da inundação. E o trecho mais exuberante
da floresta. Espécies: cedro, castanha. mogno.
Apesar da exuberância da floresta não en-
contramos grande fertilidade nos solos da região.
A manutcnção da floresta se dá pela reciclagem
de nutrientes da própria floresta que disponibiliza
os nutrientes para a sustentação de tão grande
quantidade de plantas.
• Floresta latifoliada equatorial
Conhecida como floresta amazônica ou
hiléia c ocupa cerca de 40% do território nacio-
nal. Estende-se por quase toda a região Norte.
pela porção setentrional do Mato Grosso e pela
porção ocidental do Maranhão.
Característica de clima quente e superúmi-
do a tloresta é extremamente heterogênea e densa.
Divide-se em três extratos:
mos para medicamentos; sementes - bebida; fruto
- alimento.
pn?
raízes longas que se aprofundam no solo em busca
de água.
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• FORMAÇÕES COMPLEXAS
o Cerradão - formações nas quais as co~
pas das álVores se tocam criando som-
bra. O estrato herbáceo-arbustivo fica
reduzido.
Nessa formação vegetal encontramos tam-
bém a presença das MATAS GALERIA ou MA-
TAS CILIARES que acompanham os cursos
d'água. A maior umidade das áreas próximas aos
mananciais pennite a predominância de espécies
de maior porte.
A mata mais aberta e a presença de um re-
levo plano, com formações do tipo mesa, facilitou
o avanço da agricultura mecanizada o que impri-
miu forte processo de devastação do cerrado.
• Caatinga
Fonnação típica do clima semiárido do ser-
tão nordestino. Ocupa eerca de 11% do território
nacional.
Nessa formação vegetal encontramos espé-
cies xerófilas (cactáceas), caducifólias e que de-
senvolveram mecanismos de redução da perda de
água, com é o caso da carnaubeira que têm as suas
folhas cobertas por cera para reduzir a transpira-
ção ou ainda de várias outras espécies que trans-
formam parte de suas folhas em espinhos para
reduzir a perda de água.
O uso econômico da região de caatinga es-
tá ligado à produção agropecuária o que explora a
vegetação e obtém baixos rendimentos e afeta
negativamente o equilíbrio ecológico. A pequena
capacidade natural para sustentar a atividade pe-
cuária influencia na destruição da cobertura vege-
tal original.
o desenvolvimento de novas técnicas agrí-
colas e estudos sobre o solo do cerrado possibili-
taram o cultivo nessa região o que acelerou o
processo de degradação.
O cerrado está dividido em quatro estratos,
conforme a predominância vegetal:
o Campos limpos - predominam as gra-
míneas;
o Campos sujos - as gramíneas aparecem
intercaladas com espécies arbustivas;
o Campos cerrados (cerrado) - predo-
minam as espécies arbustivas de menor
porte;
A visão paisagística do cerrado levou a
afinnação que seu aspecto era devido à pobreza
do solo sendo a área utilizada economicamente
para a pecuária extensiva, aproveitando o extrato
herbáceo do cerrado.
Floresta Acicufoliada subtropical•
As fonnações complexas correspondem
aos domínios dos cerrados, caatinga e do pantanal,
nos quais os estratos arbóreos e herbáceos convi-
vem na paisagem.
São fonnações herbáceas e arbustivas e
cada um deles apresenta características próprias,
resultante dos elementos naturais que tomam-se
fatores limitantes a alguma espécie fazendo pre-
dominar outras espécies mais adaptadas.
• Cerrado
Também denominado savana-do-brasil, o
cerrado é a segunda fonnação vegetal mais exten-
sa do país. Ocupava cerca de 25% do nosso terri-
tório (veja quadro anterior) mas tem sofrido inten-
so processo de devastação.
Típico das áreas de clima tropical com du-
as estações bem definidas aparece em quase todo
Brasil central, isto é, na região CO, sul do MA,
oeste da BA e MG e norte de SP.
Caracteriza-se pelo domínio de pequenas
árvores e arbustos retorcidos, com troncos cober-
tos de cortiça. Geralmente são espécies caducifó-
lias (folha que caem) para evitar a perda de água
durante a estação seca. Outra adaptação é ter as
A floresta acicufoliada é uma formação tí-
pica do clima subtropical, menos quente e úmido.
As espécies de árvores têm as suas folhas finas e
alongadas (em fonna de agulha - daí o nome aci-
cufoliadas). Esse recurso no fonnato da folha
evita a perda de água pela transpiração devido ter
uma menor área para a transpiração. É relativa-
mente homogênea, apresentando poucas varieda~
des, predominando a araucária (pinheiro-do-
paraná).
Estendia originalmente do sul de SP ao norte do
RS, mas devido ser uma fonnação mais homogê-
nea e aberta, com espécies de bom proveito para a
indústria, facilitou a exploração intensa.
Espécies nativas: canela, araucária, imbuia.
Como é uma região muito pobre e o extrativisl110
ser uma atividade importante a fiorcsta foi prote-
gida c é considerada de interesse social. As for-
mações naturais, mesmo em áreas privadas, po-
dem ser exploradas livremente pelas famílias.
Com o crescimento da importância econômica do
uso da cera e do óleo na indústria de cosméticos já
se observa o plantio de cultivos comerciais de
babaçu e carnaúba na região.
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• FORMAÇÃO HERBÁCEA
Essas fomlaçôes são também denominadas
campestres e são compostas de vegetação rasteira.
com gramíneas e pequenos arbustos. Tem ocor-
rência em todo território brasileiro e diferencia-se
de acordo com as caracteristicas climática e pcdo-
lógicas (solos) da área de ocorrência.
•. Campos. são os campos meridionais,
destacando-se a campanha gaúcha, no
RS. Nessa área encontramos a área de
gramíneas mais extensa e homogênea.
Também encontramos os campos de Va-
caria, em MS. A atividade econômica
nessas áreas é a pecuária, mas a agricul-
tura mecanizada tem ocupado lugar de
destaque nos últimos anos.
• Campos de hileia - corrcspondem às
áreas inundáveis da Amazônia oriental,
como o litoral do Amapá,ilha de Marajó
e golfão maranhense.
• Campos de altitude - na serra da Manti-
queira e na região serrana dos planaltos
residuais norte-amazônicos - chamados
campos de Roraima.
• Formação litorânea.
As formações litorâneas estendem-se por
toda costa do país e apresentam constituições
variadas, condicionadas ao tipo de solo e ao nível
de umidade.
• Mangues - vegetação adaptada ã in-
tensa salinidade e à falta de oxigena-
ção do solo. A vegetação tem raízes
aéreas para ajudar na respiração
(pneumatóforas - raízes que respi-
ram).
É considerado um berçário devido ao
grande número de espécies que reproduzem e tem
a primeira fase de desenvolvimento nessa área.
Devido a importância dos mangues para a vida
animal nos oceanos tornou-se lima área de prote-
ção permanente.
A exploração do mangue é proibida, mas
nessa região se desenvolve atividades econômicas
como a extração do caranguejo.
• Restingas - misturam espécies herbá-
ceas, arbustivas e arbóreas como a
aroeira~de-praia e o cajueiro, favore-
cendo a formação de dunas.
• Dunas - a vegetação de duna é rasteira
e tem raízes profundas e grande exten-
são horizontal, formando verdadeiros
cordões vegetais. É importante na fi-
xação das dunas, sem essa vegetação
as dunas ficam suscetíveis à ação do
vento.
• Praia - são comuns as espécies halófi-
las - planta adaptadas a ambiente sali-
nizados - que proliferam em ambientes
ricos em sal, como a salsa-de-praia e o
jundu, vegetação arbóreo-arbustiva do
litoral paulista.
Dinâmica da crosta telTestre
- estudo do relevo
Geologia e evolução da Terra
Para o estudo da evolução da Terra tornou-
se necessário dividir a sua existência em Eras que
foram subdivididas cm Períodos e estes em Épo-
cas (subdivisões dos períodos Terciários e Qua-
ternários). Tudo isso, porque durante os estudos
conseguiu caracterizar alguns acontecimentos que
haviam ocorrido estes demarcaram as divisões do
tempo geológico.
Com a fonnação do continente ancestral -
PANGEIA - a intensa atividade vulcânica e dos
constantes movimentos tectônicos formou-se os
terrenos mais antigos - os ESCUDOS CRISTA-
LINOS - com rochas magmáticas e metamórficas.
Essa formação inicial foi fragmentada e
iniciou o processo de formação dos continentes.
Deriva Continental - no final do período
Triássico começou a ruptura do pangeia. No he-
misfério norte definiu-se a LAURÁSIA e no sul a
GONDWANA. No Cretáceo a América do Sul
começou a se separar da África originando o
Atlântico.
Através do tempo geológico os continentes
estiveram expostos a intensos processos de des-
gaste, possibilitando a ocorrência de rebaixamen-
tos e soerguimentos. Suas formas atuais são resul-
tado da modelagem exercida pela ação dos
AGENTES EXTERNOS ou AGENTES EROSI-
VOS (chuva, vento, rios, neve, etc.) atuando du-
rante milhões de anos sobre as formas definidas
pelos AGENTES INTERNOS (teetonisll1o, vulca-
nismo e os abalos sísmicos).
A intensa atividade do manto (magma) é
capaz de romper e deslocar as placas da crosta a
uma velocidade de I cm ao ano, lenta demais para
a nossa percepção, tanto que, os atuais continentes
começaram a ser definidos nos últimos 200 mi-
lhões de anos a partir da fragmentação da massa
continental. Nas margens das placas tectônicas
forma-se uma área de constante expansão levando
os continentes a se afastar "atropelar" outras pla~
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72
cas pennitindo uma constante renovação dos
assoalhos oceânicos.
o oceano Atlântico se expande a partir da
Dorsal Mesoatlântica (margem construtiva). as
regiões banhadas por ele possuem atividade sís-
mica e vulcânica baixa.
No oceano Pacífico as margens das placas
pressionadas a oeste da América e a leste da Ásia,
configura uma faixa de grande instabilidade. o
Cinturão de Fogo Circumpacífico (margem des-
trutiva). com fossas submarinas. ilhas vulcânicas e
intensa atividade tectônica (sismos e vulcanismo).
Nos pontos em que as placas continentais
colidem. suas rochas são comprimidas, dobradas e
acabam fonnando montanhas. As partes mais altas
possuem idade inferior a 65 milhões de anos c
resultam da colisão entre as placas continental e
oceânica (cordilheira dos Andes e Montanhas
Rochosas) e da colisão entre placas continentais
(Himalaia, Alpes, Atlas e Cárpatos)
As diversas pressões que agem sobre a
crosta terrestre fez com que houvesse movimentos
de longa duração - EPIROGÊNESE - causados
pela pressão vertical (PLACAS IMERSAS NO
MAGMA) e os movimentos de curta duração -
OROGÊNESE - causados pela pressão horizontal
(encontro dos limites das placas tectônicas)
(UMA PARTE MERGULHA NO MAGMA E A
OUTRA DOBRA E SE LEVANTA - CORDI-
LHEIRAS)
Houve grandes fases de orogênese durante
o tempo geológico:
No final do PRÊ-CAMBRIANO e inicio
do PALEOz6ICO;
Na passagem do PALEOZÓICO para o
MESOZÓICO com a ruptura do PANGÊIA;
No TERCIÁRIO com a formação das cor-
dilheiras atuais (Andes, Rochosas)
Agentes externos - são os transformadores
do modelado (relevo)
Intemperismo qUlmlCO- em função do
contato das rochas com a água e a umidade. É
muito intensa nas regiões tropicais e equatoriais,
como no Brasil.
Intemperismo físico - desintegração das
rochas por processo mecânico - aquecimento e
resfriamento que causa ruptura (rachadura) nas
rochas. É muito significativa nos desertos e nas
altas latitudes (próximo aos polos)
Ação dos ventos - pela retirada de peque-
nas partículas depositando em outro local c ex-
pondo uma nova camada da rocha.
Ação das águas ( fluvial, marinha e glaci-
ai)
fluvial - escavação dos vales dos rios; tra-
balho dos rios - ESCAVAÇÃO - alto curso,
TRANSPORTE - médio curso e DEPOSiÇÃO -
baixo curso;
marinha - atua sobre as áreas litorânea,>
(abrasão marinha);
glacial - atua nas altas latitudes - teve ação
nas médias latitudes durante as glaciações (MO-
VIMENTO DAS GELEIRAS).
Formações cristalinas antigas
No Brasil 36% é formado pelos escudos
cristalinos. sendo que 32% são do Arqueozóico c
que tem as rochas cristalinas e 4% são do Protero-
zóco c neste são encontrados as jazidas minerais
(Fc, Mn, Sn).
Pela nova denominação, trabalhada pelo
Professor Jurandir Ross. os escudos cristalinos
estão divididos em duas grandes formações, as
áreas cratônicas e as áreas de dobramentos anti-
gos.
a) As áreas cratônicas ou plataformas
Correspondem aos terrenos mais antigos e
modelados por várias fases erosivas. Esta grande
sequência de erosões determina que o Brasil tenha
grandes altitudes, prevalecendo em certos pontos
devido à erosão diferencial.
Nestas áreas prevalecem as rochas meta-
mórficas muito antigas (do pré-cambriano) apre-
sentando concentrações minerais. Elas podem ser
divididas em três áreas:
Plataforma das Guianas - estão os pontos
mais elevados como (serras do Tumucumaque.
Acaraí, Paracaima. Parima. Imeri e outras);
Plataforma Sul - Amazônica - estão os
pontos como Chapada dos Parecis (RO/MT),
Serra do Carajás (PA), Serra do Cachimbo (PA);
Plataforma do São Francisco - encontra-se
a Chapada Diamantina. Esta área confunde-se
com as áreas dos dobramentos antigos que a mar-
geiam, sendo de dificil identificação a limitação
entre as duas fomlações.
b) As áreas de dobramentos antigos
Correspondem aos cinturões orogenéticos
datados do pré-cambriano e muito resistentes à
erosão. Correspondem aos relevos com maiores
altitudes do relevo do Brasil. guardando. mesmo
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após varIas fases erosivas, o aspecto serrano em
grandes extensões (mares de morros).
Pode ser dividida em três grupos:
Cinturões orogenético do Atlântico - seu
relevo é sustentado por rochas de quartizito de
dilicil erosão. Estende-se da região oriental do NE
até o sudeste do RS. Ocorre acidentes como a
Serra do Espinhaço, do Mar e da Mantiqueira.
Cinturão orogenético de Brasília - esten-de-se do sul do TO até o sudeste de MG. Após
várias fases erosivas, desenvolveu relevos de
serra c; estreitas e alongadas associadas a chapadas
de topos planos e altos. Destaca-se as serras da
Canastra e Negra em MG. as de Caldas Novas, da
Mesa. Dourada c do Bouqueirão e ainda algumas
chapadas como a de Brasília, dos Veadeiros c de
Cristalina em GO.
Cinturão orogenético Paraguai-Araguaia -
estende-se do norte de GO e TO até o MT, na
região de Cuiabá, reaparecendo na extremidade
sul do pantanal, na serra da Bodoquena. A oeste
de Cuiabá encontra-se a província serrana de MT.
São serras geradas por dobramentos antigos e
estão parcialmente conservadas.
Acidentes importantes:
• Serra do Imeri (AM) - Pico da Neblina (3014
01) e Pico 31 de Março (2992 01);
• Serra do Caparaó (MGIES) - Pico da Bandeira
(289001);
• Serra da Mantiqueira (MGIRJISP) - Pico das
Agulhas Negras (2787 01);
• Serra das Guianas (RR) - Pico Roraima (2772
01);
• Chapada Diamantina (BA) - Pico das Almas
(185001);
• Serra do Mar (RJISPIPRJSC) - Morro da Igreja
(188801).
Bacias Sedimentares
Representam 64% do nosso território for-
madas ao logo de várias fases de deposição nos
últimos 600 milhões de anos. Os terrenos mais
antigos datam do Paleozóico (era formadora das
reservas de carvão), os intermediários do Meso-
zóico (era fomladora das reservas petrolíferas) e
as mais recentes do Cenozóico.
São os terrenos de altitudes mais modestas
e predominam as rochas de origem marinha e
continental.
Estão divididas em três grandes grupos:
Bacia sedimentar Amazônica - a planície
amazônica são em sua maior parte formada por
baixos planaltos denominados BAIXOS PLATÔS
ou TABULEIROS. Nos níveis mais baixos são
chamados de VÁRZEAS e nos níveis intcnnediá-
rios de TERRAÇO OU TESO.
Bacia sedimentar do Parnaíba ou Mara-
nhão;
Bacia sedimentar do Paraná.
o RELEVO SUL AMERICANO
Devido ao deslocamento da placa Sul-
americana para oeste entrando em contato com a
placa de Nazca (PACiFICO), ocorreu no TER-
CIAR10 o soerguimento da costa oeste sul ameri-
cana formando a cordilheira dos Andes. A parte
central (onde está localizado o BRASIL) e leste
não houve grandes modificações a não serem as
causadas pela mudança do escoamento dos rios.
O estudo da geologia, que subsidia de in-
formações o estudo de relevo, realiza a classifica-
ção da crosta do planeta, quanto à origem, existem
três tipos de províncias geológicas: escudos cris-
talinos, bacias sedimentares e dobramentos
modernos .
Nos escudos pré-cambrianos apresentam
disponibilidade de minerais metálicos (ferro,
manganês, ouro, bauxita, etc) e por isso é muito
explorada economicamente.
Nos escudos paleozóicos encontram-se os
minerais não metálicos (cimento, gesso).
Nos dobramentos modernos, o terreno so-
erguido pode conter qualquer tipo de minério.
Nas bacias scdimentares ocorrem fragmen-
tos de minerais erodidos e sedimentos orgânicos
que podem transformar-se em combustíveis fós-
seis ( petróleo, carvão mineral e xisto betumino-
so).
As principais reservas petroliferas e carbo-
níferas datam. respectivamente. das eras MESO-
ZÔICA e PALEOZÓICA.
RElEVO NO BRASIL
Para a comprecnsão do relevo brasileiro
torna-se necessário a compreensão da estrutura
geológica do território. Veja no mapa a seguir
essa divisão geológica.
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Para a compreensão do relevo brasileiro
torna-se necessário a compreensão da estrutura
geológica do território. Veja no mapa a seguir
essa divisão geológica.
Observando essa estrutura iniciamos a de-
linição do nosso território.
Muito antigo - pré-c3mbrianos - sofreu sucessi-
vos períodos de desgaste possuindo altitudes mo-
destas.
As bacias sedimentares da Amazônia e do Panta-
nal têm formação no terciário e quaternário, ou
seja, são modernas.
Classificação do relevo:
• Segundo Aroldo de Azevedo - conside-
rou a altimetria como método par clas-
sificar o relevo. Planaltos - acima de
200 In - 59% do país c planícies - abai-
xo de 100 !TI de altitude - 41 % do país.
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• Depressão - levemente acidentado com
altimetria entre 100 e SOOm;
Considera-se, neste estudo, as cotas altimétricas
para a delimitação dos compartimentos do relevo.
Planície - terreno plano com altimetria
inferior a 100 m onde o processo de
deposição é predominante.
•
• Planaltos - relevo acidentado com al-
timetria acima de 300 m onde predo-
mina a erosão;
Jurandyr Ross propôs em 1995 uma nova classifi-
cação elaborada a partir da análise de imagens de
radar obtidas com o Projeto RADAM BRASIL
(1970 - 1985)
Segundo Ross o Brasil tem 28 unidades de relevo
Segundo este autor o relevo do Brasil estaria divi-
dido em 8 unidades de relevo UNIDADES DE RELEVO ~
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Planalto Planícies
Guinas Amazônica
Central Pantanal
Atlântico Costeira
Meridional Pampa
Segundo Ab'Saber o relevo do Brasil ficou divi-
dido em 10 unidades de relevo
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Fonl~: AZEVEDO, Atoldo de:. Br~ A IOrla e 11homem. v. 1.
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1 Planalto da Amazônia ocidental
2 Planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba
Planaltos sedimentares
3 Planaltos e chapadas da bacia do Paraná
4 Planalto e chapadas dos pareeis
5 Planaltos residuais norte amazônicos
6 Planaltos residuais sul amazônicos
7 Planaltos e serra atlântico leste-sudeste
Planaltos - estruturas cristalinas e do- 8 Planaltos c serra'i goiás- minas
bramentos antigos
9 Planaltos residuais do alto Paraguai
10 Planalto da Borborema
11 Planalto sul rio grandcnse
12 Depressão da amazônia ocidental
13 Depressão marginal norte amazônica
14 Depressão marginal sul-amazônica
15 Depressão do Araguaia
16 Depressão cuiabana
Depressões 17 Depressão do alto Guaporé
18 Depressão do Miranda
19 Depressão sertaneja e do são Francisco
20 Depressão do Tocantins
21 Depressão periférica da borda leste da bacia do Paraná
22 Depressão periférica sul rio-grandense
23 Planície do rio amazonas
24 Planície do rio arguaia
25 Planície do rio Guaporé
Planície 26 Planície e pantanal mato-grossense
27 Planície da lagoa dos patos e mirin
28 Planície e tabuleiros litorâneos
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EXERCíCIOS
1. (Ufrs) A queimada nos ecossistemas campes-
tres do Brasil é uma prática a que os agricultores
recorrem anualmente, como uma forma tradicio-
nal de gestão agrícola em suas propriedades.
Com I) decreto que institui a lei de Crimes Ambi-
entais no País (Lei nr 9605/98), esta prática é
considerada como sendo crime ambiental passí-
vel de aplicação de multas. Em relação à queima-
da, são feitas as seguintes afirmações.
I - Favorece a disseminação de micro-organismos
no solo, possibilitando, assim, uma maior fertili-
dade.
II - Diminui a biodiversidadc dos ecossistemas
cmnpt:stres, comprometendo o desenvolvimento
de uma série de espécies de gramíneas.
111- Favorece o rebrotc acelerado das gramíneas
palatáveis aos rebanhos, após sua ocorrência.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas 11.
c) Apenas I e 11.
d) Apenas II e 111.
e) I, 11 e 111.
2, (Mackenzie) A partir da década de 60, o Nor-
deste passou a receber a ajuda do governo atra-
vés de incentivos fiscais, os quais não provoca-
ram mudanças na sua estrutura porque:
a) o campo não recebeu a devida atenção por parte
dos fazendeiros, interessados apenas em usufruir
diretamente os beneficios.
b) a nova indústria cra voltada para a produção de
insumos com destino às indústrias do Centro-Sul.
c) as antigas usinas açucareiras absorverama
ajuda do poder público, não diversificando, desta
forma, os recursos que chegaram.
d) a agroindústria da Zona da f\tata não facilitou a
geração de novos empregos, dando continuidade
às migrações já existentes.
e) a transfonnação do antigo trabalhador em
assalariado promoveu o aparecimento de uma
classe que passou a viver exclusivamente do
poder público.
3. (Vunesp) Com relação ao lixo doméstico pro-
duzico pela sociedade urbana do Brasil, é verda~
deiro afirmar:
a) Um elevado porcentual da receita municipal
provém da reciclagem.
b) A quase totalidade é constituída por plásticos,
vidros e metais, facilmente decompostos em am-
bientes anacróbicos.
c) A maior parte é enterrada em aterros sanitários
apropriados, o que elimina a possibilidade de
contaminações.
d) As áreas onde o lixo é depositado são inóspitas
devido à proliferação de animais transmissores de
doenças.
e) Os aterros sanitários são fertilizados pelos resí-
duos sólidos, enquanto os mananciais se benefici~
am com o chorume.
4. (Fuvest~SP) As afirmações seguintes relacio~
nam-se a acordos internacionais ~Rio de Janeiro
(1992) e Kioto (1997) -para redução da emissão
de gases que intensificam o efeito estufa (gases~
estufa).
I. Os Estados Unidos, destaque nas ncgociaçõcs,
são o principal país a emitir gases~estufa devido
ao grande volume de sua atividade econômica.
11. O Brasil propôs, no Rio de Janeiro, que um
país possa comprar, de outro, parte da cota da
cmissão de gases~estufa.
11I. Os acordos internacionais esbarram cm inte-
resses dos produtores de petróleo e de automó-
veis.
IV. Os países, em Kioto. concordaram em diminu-
ir, no início do século XXI, a emissão de gases-
estufa.
Está correto apenas o que se afirma em:
a) I, 11 e 111.
b) I, 111 e IV.
c) I, 11, 111 e IV
d)lIeIV.
e) 11, 111 e IV
5. (EsSA) Os tipos de clima que apresentam os
maiores e os menores índices pluviométricos
anuais são, respectivamente, os seguintes:
a) equatorial e tropical;
b) tropical e equatorial;
c) equatorial e subtropical;
d) subtropical e cquatorial;
c) equatorial e semiárido.
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d) Colômbia
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a) mTa e mPa;
b) mEa e mEc;
c) mPae mTc;
d) mEa e mTa;
e) mTc e mTa.
11. (EsSA) Sobre a dinâmica das massas de ar
brasileiras podemos afirmar que as chuvas de
inverno no litoral oriental do Nordeste e as gea-
das no Centro-Sul do país são provocadas, res-
pectivamente, pela:
a) Peru
b) Equador
c) Guiana
12. (EsSA) O pico da Neblina. ponto culminante
do Brasil, está na fronteira do Brasil com a{o):
a) A erosão eólica é mais intensa nas regiões ári-
das.
b) Os agentes de erosão mais poderosos são os
rios. que criam e aprofundam vales por meio da
abrasão c da dissolução.
c) Erosão é o processo de remoção e transporte de
sedimentos que ajudam a desgastar rochas; o
principal agente ao longo dos últimos dez milhões
de anos é a ação do Homem.
d) Os agentes de erosão selecionam sedimentos de
tamanhos diferentes; assim, o vento carrega pe-
quenas partículas, ao passo que uma geleira mo-
vimenta fragmentos de todo tamanho, desde partí-
culas minúsculas, até grandes blocos de rochas.
b) Os agentes de erosão mais poderosos são os
rios, que criam e aprofundam vales por meio da
abrasão c da dissolução.
c) Erosão é o processo de remoção e transporte de
sedimentos que ajudam a desgastar rochas; o
principal agente ao longo dos últimos dez milhõcs
de allos é a açào do Ilomem.
d) Os agcntes de erosão selecionam sedimentos de
tamanhos diferentes; assim, o vento carrega pe-
quenas partículas, ao passo que uma geleira mo-
vimenta fragmentos de todo tamanho, desde partí-
culas minúsculas, até grandes blocos de rochas.
10. Sobre a ação dos agentes externos na forma-
ção do relevo terrestre, assinale a alternativa
INCORRETA.
a) A erosão eólica é mais intensa nas regiões ári-
das.
d) A Serra do Mar no Paraná é recoberta por es-
pécies da mata higrófila latifoliada, a Mata Atlân-
tica.
9. Sobre a ação dos agentes externos na forma-
ção do relevo terrestre, assinale a alternativa
INCORRETA.
c) As chapadas são planícies cristalinas de supcr-
ficie aplainada, quase horizontal.
d) Em algumas regiões de contato entre estruturas
sedimentares e cristalinas, comuns na região Su-
deste, criam-se desníveis que recebem o nome de
cordilheiras.
e) A Serra do Mar não se restringe ao Sudeste e
Sul do Brasil estendendo-se desde o Amapá até o
Rio Grande do Sul.
8. Com relação a Serra do Mar, assinale a alter-
nativa INCORRETA.
a) É a borda oriental do planalto Atlântico, com
escarpas de falhas voltadas para leste.
b) No Paraná, é um degrau entre o litoral e o pri-
meiro planalto do interior.
c) As maiores elevações do Estado do Paraná aí se
localizam, tais como Pico Paraná, Pico Caratuva,
Pico Ferraria e outros.
a) As áreas cristalinas estão relacionadas aos es-
cudos e são de formação muito antiga. Rochas
magmáticas, como o granito. e metamórficas,
como o gnaisse, são comuns nesse Complexo
Cristalino.
b) O Brasil não apresenta dobramentos terciários,
como a cadeia andina, situada na porção ocidental
da América do Norte. As altitudes são, em geral,
modestas, devido à estabilidade geológica dos
terrenos e à ação erosiva.
e) As serras do Mar, da Mantiqueira e do Espi-
nhaço fazem parte do conjunto de planaltos e de
serras da Amazônia.
6. (EsSA)Os climas predominantes no Brasil são:
a) Litorâneo Úmido e Subtropical
b) Equatorial e Tropical
c) Equatorial c Tropical Semiárido
d) Tropical e Subtropical
e) Litorâneo Úmido e Tropical Semi árido
7. Assinale a alternativa correta a respeito da
estrutura geológica e das formas de relevo, no
território brasileiro.
78
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79
No
Ow
O
Com relação a essa temática. é CORRETO
afirmar que:
a) A preocupação com a degradação ambiental é
legítima e oportuna, pois muitos recursos necessá-
rios à vivência humana poderão se esgotar em
pouco tempo.
b) A inquietação por questões ambientais é um
exagero, fruto apenas de discussões de inúmeros
grupos ecológicos radicais.
c) Com um sistema sócio-econômico voltado
principalmente à produção de mercadorias, visan-
do basicamente ao lucro, torna-se fácil, sob o
16. Sobre os rios, seus elementos, erosão, trans-
porte e sedimentação fluviais, assinale a alterna-
tiva INCORRETA:
a) Nas regiõcs que normalmcnte coincidem com o
seu curso superior, onde a maior declividade do
terreno acarreta maior velocidade das águas, a
ação crosiva de um rio é menos intensa.
b) Os rios de planalto geralmente possucm grande
força hidráulica c têm importância para a produ-
ção de energia elétrica. fundamental para o desen-
volvimento industrial.
c) As planícies de inundação ou aluvionais são
forn13das por ocasião das cheias dos rios.
d) As pequenas partículas de sedimentos, tais
como silte e argila, são transportadas em suspen-
são constituindo-se na carga de suspensão de um
rio.
17. (UFSC)A questão ambiental tem-se caracte-
rizado como uma das grandes preocupações do
mundo moderno. Muitos dos recursos utilizados
na produção industrial são extraídos diretamente
da natureza, causando.lhe prejuízos por vezes
incalculáveis. Hoje, é bastante corrente a reutili.
zação e/ou reciclagem de muitos produtos, bem
como uma maior preocupação com medidas
antipoluição, além de uma melhoria na educação,
quando se refere à questão do meio-ambiente.
Tudo isso, como medida, para que no futuro
possamos ter um ambiente propicio à continui-
dade das atividades econômicas e principalmen-
te, viáveis à própria vida.
d) A Iixiviação de nutrientes provocada pela ação
das chuvas sobre os solos desprotegidos.
e) A compactação do terreno provocada pela
atividade pecuária.
e) Dando-se as costas para suas nascentes, à direi-
ta ficam as margens direitas e, à esquerda, as
margens esquerdas.
prE?
a) No estado do Paraná, ainda ocupam extensas
áreas de solos orgânicose de terra roxa no planal-
to de Guarapuava.
b) O pinheiro-do-paraná é, atualmente, a principal
matéria-prima da produção de papel, nos tres
estados do Sul do Brasil.
c) Na porção norte do Estado do Paraná. associ-
am-se aos fundos de vale dos grandes rios, mais
sombreados e frescos.
d) O pinho é uma madeira muito resistente, sendo
um dos principais produtos de exportação do
Paraná.
14. Sobre as matas de Araucária, assinale o que
for correto.
13. Bacia hidrográfica é a área abrangida por um
rio principal e sua rede de afluentes e subafluen~
teso Sobre as bacias hidrográficas brasileiras e sua
utilização, é correto afirmar:
a) O potencial hidrelétrico da Dacia do Paraná é o
mais aproveitado do pais em função de sua pro-
ximidade com o Centro-Sul, área de maior de-
manda por energia elétrica.
b) A Bacia Amazônica caracteriza-se pelo predo-
mínio de rios de planalto e hidrografia pouco
densa; por isso, a navegação fluvial é inexpressiva
na região.
d) A Bacia do Uruguai possui a principal hidrovia
que integra política e economicamente os países
do Mercosul.
e) A Bacia do São Francisco sofre grande impacto
em função da transposição de seu rio principal.
e) Venezuela
e) O pinhão é um produto extrativo natural dessa
tonnação, sendo a gralha azul um elemento dis-
persor das sementes das araucárias.
c) A navegação na Bacia do Tocantins ocorre
sazonalmente devido ao regime de intermitência
de seus rios.
15. A degradação dos solos transforma muitas
regiões em desertos. Assinale a alternativa incor-
reta sobre os fatores diretamente causadores de
degradação do solo.
a) O controle biológico de pragas e a adubação
orgânica.
b) O desmatamento e a consequente erosão dos
horizontes do solo.
c) A~ queimadas, que destroem a matéria orgâni-
ca.
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'"pre:a
capitalismo, a não degradação dos recursos natu-
rais.
temperatura e à umidade. Por exemplo: a Massa
_____ c.aracteriza-se como _
d) Não há problemas quanto aos recursos minc-
rais, pois os estudos garantem. para qualquer caso
(água, minérios, fontes de energia térmica) reser-
vas suficientes para os próximos 500 anos.
e) Com a queda no processo de urbanização. di-
minuirão, vertiginosamente, os problemas sócio-
ambientais, tanto nas cidades quanto no meio
rural.
18. O vento é o ar atmosférico em movimento e
se forma pelas:
a) sucessões do tempo.
b) diferenças na pressão atmosférica de um lugar
em relação a outro.
c) diferenças de temperatura entre o mar e o con-
tinente.
d) influências da latitude na umidade do ar.
e) instabilidades do tempo em áreas extensas.
a) Equatorial Atlântica; quente e úmida
b) Equatorial Continental; fria e úmida
c) Tropical Atlântica; fria e seca
d) Tropical Continental; quente e úmida
e) Polar Atlântica; fria e scca
21. Um dos níveis das terras baixas amazônicas é
a várzea que é considerada:
a) a terra mais elevada, com constituição arenosa
e inundada eventualmente.
b) o terraço fluvial mais caracteristico da bacia
com altitude inferior a cinco metros.
c) a planície verdadeira, com terrcnos quaterná-
rios, sujeita a inundações.
d) uma área pantanosa, com vegetação halófila e
constituída de terras cristalinas.
e) um baixo platô terciário, nunca inundado, com
vegetação rasteira.
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~
JUlandy. Ross
escala
o 250500
=
km
o 250500
=km
Como pode-se observar, a extensão da planície
amazônica é diferente para os dois geógrafos.
Essas interpretações estão associadas a critérios
diferentes.
São eles:
a) Aroldo de Azevedo - altitude de Oa 100m;
Jurandyr Ross - altitude de Oa 200m.
b) Aroldo de Azevedo - altitude de Oa 200m;
Jurandyr Ross - processo de formação sedimcntar.
22. Considere os mapas da Região Norte apre-
sentados a seguir.
escala
19. Com relação às massas de ar que atuam no
Brasil:
20. No Brasil, a variedade de climas existentes
está relacionada a diferentes fatores. Entre aque~
les considerados dinâmicos, temos as massas de
ar. Em virtude da grande extensão territorial que
o Brasil possui, nosso país apresenta cinco mas-
sas de ar agindo sobre o território, cada uma
delas apresentando características relativas à
I. A Tropical Continental é a mais seca e ocorre,
predominantemente. no período de verão.
11. A massa de ar Equatorial Continental, por for-
mar-se sobre o continente nas proximidades do
equador, é quente e extremamente seca.
III. A massa de ar Tropical Atlântica é gerada pelo
mesmo anticiclone quc dá origem aos ventos
alísios de sudeste.
IV. O avanço das massas polares sobre a porção sul
do continente se manifesta pela formação de
frentes frias que, ao se deslocarem pelo interior,
podem chegar até a região Amazônica.
Assim, é correto afirmar que:
a)Somente I é verdadeira.
b)Somente I c 11I são verdadeiras.
c) Somente 11 e 11I são verdadeiras.
d)Somente I, 11I e IV são verdadeiras.
e) Somente I e IV são verdadeiras.
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'"'11
Temperatura
'C
Precipitação
mm
'"'O
26. Analise os Climogramas
Os c1imogramas I e 11correspondem. respectiva-
mente, às áreas assinalada~ no mapa com as letras
300 30:::li(j;:
J M M J S r~ J M M J S rl
Adap. ferreira, 2000.
81
a) A e B.
b) A e D.
c) B e C.
d) C e D.
c) DcA.
b) I e 11apenas.
c) I e 11I apenas.
d) 11c 111apenas.
e) I, 11e 111.
25. No Brasil, as concentrações minerais locali.
zadas no Quadrilátero Ferrífero e em Carajás
formaram-se na era geológica
a) Pré-Cambriana.
b) Paleozóica
c) Mesozóica.
d) Cenozóica.
e) Quaternária.
27. O ar atmosférico está sempre em movimen-
to, na forma de massa de ar ou de vento. Se uma
massa de ar possui características particulares de
temperatura e umidade, torna-se importante
para a determinação do tempo e do clima de
uma área. Dependendo da estação do ano, as
massas avançam para o território brasileiro ou
recuam, o que vai determinar o clima.
Observe o mapa representativo da ação das mas-
sas de ar no Brasil, no verão e no inverno.
e) No processo de sedimentação, todo o material
rcsiduário fornecido pelos altos relevos é trans-
portado e deposita-se no fundo dos mares ou, em
distâncias menores, no sopé da'i cristas montanho-
sas, nos fundos dos vales, nas margens dos rios
etc.
a) Os agentes modificadores ou exógenos atuam
incessantemente sobre o relevo terrestre, e conse-
guem modificar sensivelmente a paisagem gco-
morfológica atraves dos processos de erosão c de
sedimentação.
b) A decomposição química de certas rochas,
provida pela ação lenta da umidade do ar, consti-
tui o processo estático de erosão de maior eficiên-
cia.
c) A erosão mecânica ou dinâmica manifesta-se
pela desagregação das rochas produzidas pelas
mud2.nças bruscas de temperatura, pelos ventos,
chuvas, águas correntes e ondas do mar.
23. Sobre os agentes modificadores do relevo é
incorreto afirmar
d) A desagregação mecânica das rochas sob o
efeito de mudanças termicas da atmosfera mani-
festa-se com maior freqüência nas regiões de
climas úmidos, onde as oscilações termométricas
diurnas mostram-se acentuadas.
Jurandyr Ross - altitude de O a 100m.
e) Aroldo de Azevedo - sucessão de processos
erosivos;
Jurandyr Ross - sucessão de processos erosivos.
d) Aroldo de Azevedo - estrutura geológica scdi-
mcntar;
Jurandyr Ross - sedimentação em fossa tectônica.
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c) Amido de Azevedo - estrutura geológica crista-
lina;
111- as bacias sedimentares, fOflnada'i na era ce-
nozóica, apresentam grandes reservas minerais de
manganês e estanho.
É(São) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s):
a) I apenas.
24. Quanto à estrutura geológica do Brasil, po-
demos afirmar que:
I - as formações geológicas cristalinas, consolida-
das ao longo do Pré-Cambriano, possuem impor-
tantes reservas de minerais metálicos;
11- os derrames vulcânicos ocorridos na era me-
sozóica, no sul e sudeste do país, acabaram por
originar solos de alta fertilidade conhecidos como
terra roxa;
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.-IprE?
e) 2 ; 6 ; 4 ; 3 ; 5.
d)4 ; 6 ; 5 ; 3 ; I.
c) 2 ; 3 ; 4 ; 6 ; 5.
b)4;6; I ;3;5.
3. Araucária
1. Amazônico
2. Possui um estrato exposto à açào intensa de
massas de ar provenientes do Oceano Atlânti-
co.
( ) Espaço subtropical eom predomínio de vege-
tação baixa, gram íncas e herbácea.
( ) Grande interferência da variação latitudinal
do clima tropical e da proximidade atlântica.
Vegetaçào original dcvastada cm larga escala pela
ocupação do território nacional.
( ) Vegctação homogênca, aciculifoliada, em
área próxima ao trópico de Capricórnio.
( ) Solos rasos e pobres em matéria orgânica,
com domínio da vegetação xerófila.
a) 2 ; 5 ; I ; 6 ; 3.
5. Caatinga
6. Pradarias
2. Cerrado
( ) Predominância de solos ácidos e vegetação
arbustiva e herbácea.
CARACTERíSTICAS
29. Em relação ao domínio morfoclimático no
Brasil e suas características, associe a segunda
coluna de acordo com a primeira e, a seguir,
assinale a alternativa com a sequência correta.
DOMíNIO MOIU'OCLlM,\TICO
..•.Mares de Morros
3. Formações rasteiras constituídas por gramí-
neas que atingcm até 60 cm. Sua origcm podc
estar associada a solos rasos ou temperaturas
baixas cm rcgiões de altitudcs elcvadas.
TIPOS DE VEGETAÇ,i.O
( ) Mata Atlântica.
( ) Floresta Amazônica.
( ) Mata dos Pinhais.
a) 3; 2; 1-
b) 3; 1; 4.
() 3; 2; 4.
d) 3; 1; 2.
e) 1; 3; 2.
28. Numere a coluna da direita de conformidade
com a da esquerda e, a seguir, assinale a alterna-
tiva que apresenta a sequência encontrada.
CARACTERíSTICAS
Com base nas infonnaçôes acima e em seus co-
nhecimentos. é correto afirmar que
a) a Massa Equatorial Continental (mEc) - indica-
da na figura pelo número 2 -, quente e úmida. com
centro de origem na parte ocidental da Amazônia,
domina, durante quase todo o ano, a porção noro-
este dessa região.
b) a Massa Polar Atlântica (mPa) - indicada na
figura pelo número 5 -. fria e seca. se origina na
depressão do Chaco e abrange uma área de atua-
ção muito limitada, permanecendo, durante qua.<:;e
todo o ano, em sua região de origem.
c) a Massa Tropical Continental (mTc) - indicada
na figura pelo número 3 -. quente e úmida, origi-
nária do Oceano Atlântico, nas imediações do
trópico de Capricórnio, exerce enorme influência
sobre o clima da parte litorânea do Brasil.
d) a Massa Equalorial Allánl;ca (mEa) - indicada
nas figuras pelo número 2 -, quente e úmida, do-
mina a parte litorânea da Amazônia e do Nordes-
te, em alguns momentos do ano, e tem seu centro
de origem no Oceano Atlântico.
c) a Massa Tropical Atlântica (mTa) - indicada na
figura pelo número 4 -, fria c úmida, forma-se nas
porções do Oceano Atlântico próximas à Patagô-
nia. Atua mais no inverno, quando entra no Brasil
como lima frente fria, provocando chuvas e queda
de temperatura.
SENE 8 MOREIRA,
Possui a maior biodiversidade do planeta, apre-
sentando três estratos: mata de igapó; várzea e
terra firme.
1. Predomínio de especles adaptadas ao clima
temperado e assemelha-se, na densidade ve-
getal, a um bosque.
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Brasil: massas de ar
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.....••..
GABARITO
1. O 2. B 3. O 4. e
5. E 6. B 7. A 8. E
9. e 10. e 11. A 12. E
13. A 14. E 15. A 16. A
17. A 18. B 19. O 20. A
21. e 22. B 23. O 24. B
25. A 26. B 27. O 28. O
29. B
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83
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IprE?
A urbanização, portanto, tem um limite,
ponto final, ao passo que o crescimento das cida-
des pode continuar indefinidamente. Um bom
exemplo é Cingapura, Estado-Nação com uma
única cidade e sem meio rural. Logo, sua popula-
ção urbana é de 100%, mas existe crescimento
urbano. ou seja, crescimento da população da
cidade e, concomitantemente uma renovação
urbana, não existe mais urbani7..ação, visto que
não há migrações do campo para a cidadc.
Em alguns países desenvolvidos, como o
Reino Unido, a urbanização já cessou, passando a
haver apenas um limitado crescimento urbano,
que decorre, em parte, do crescimento natural da
população das cidades e, em parte, da imigração.
Nesse país, a população urbana já chegou aos
92% do total e prevalece urna situação estável
entre a cidade e o campo, com visível diminuição
da migração rural- urbana, que, por vezes, chega a
ser inferior à migração urbano-rural.
Esta só ocorre quando o crescimento ur-
bano é superior ao rural, ou seja, quando há mi-
grações rural-urbanas e a população das cidades
aumenta proporcionalmente em relação à do cam-
po.
Urbanização e Êxodo Rural
É um equívoco comum, livros revistas e
outras publicações, confundir urbanização com
crescimento urbano, na realidade são dois proces-
sos interligados, mas distintos. O crescimento
urbano consiste na expansão das cidadcs e pode
existir sem que. necessariamente, haja urbaniza-
ção.
Em parte isso se explica, porque, como
vimos, a industrialização brasileira é do tipo tar-
dia, tendo se iniciado apenas no final do século
XIX e mediante importação de tecnologia e má-
quinas dos países desenvolvidos. Essa tecnologia,
geralmente poupadora de mão-de-obra, foi desen-
volvida em países em que o crescimento demográ-
fico há muito tempo declinou, paralelamente à
urbanização que ocorreu no século XIX ( no caso
do Reino Unido, desde meados do século XVIII).
No Brasil, assim como em outros países de indus-
trialização tardia, essa tecnologia importada agra-
vou o problema desemprego e do subemprego, já
que o declínio das taxas de natalidade é bem mais
recente e menos acentuado que nos países em que
ela foi elaborada.
podem ser classificados como subemprego. Isso
se aplica ao grande número de vendedores ambu-
lantes, empregadas domésticas, guardadores e
lavadores de carro nas ruas, etc.
Urbanização brasileira
Dinâmica populacional e
urbanização
Com a industrialização, verificou-se uma
urbanização intensa, ocorrendo aumento propor-
cionai dos empregos no setor secundário c no
terciário. A percentagem da população urbana
sobre o total da população brasileira passou de
cerca de )6% em 1920 para 31% em 1940, 45%
em 1960 e cerca de 86% em 2010. Afinna-se
comumente que a urbanização brasileira não é
decorrência direta da industrialização, pois esta
não gera empregos em números suficientes para
atender ao grande êxodo rural e provoca, assim,
desemprego e subemprego em grandes escalas nas
cidades. De fato, quando comparamos a urbani7.3-
ção do Brasil com a que ocorreu em outros países
capitalistas desenvolvidos na época da revolução
industrial, verifica-se que aqui o setor secundário
absorveu menos mão- de obra. E também que o
setor terciário se tomou hipcrtrofiado, pouco capi-
talizado e com atividades de pequeno porte que
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GEO 03 EIXO 3: ESPAÇO URBANO BRASILEIRO
Considera-se errado falar de urbanização
no Brasil durante a época colonial, quando ocor-
reu na verdade um crescimento de cidades, pois a
população rural cresceu tanto quanto a urbana, e
às vezes até mais. A urbanização só começou a
ocorrer de fato quando a indústria se tomou o
setor mais dinâmico da economia, o que só acon-
teceu no século XX.
Quando a economia nacional foi domi-
nada pelas atividades primárias de exportação,
como o açúcar ( século XVI e XVII), a mineração
( século XVIII), o caré (dc meados do século XIX
até o século XX) e outras, a população urbana
permaneceu mais ou menos estável, representada
entre 8 e 10 % do total. Isso é facilmente explica-
do pela predominância da força de trabalho no
setor primário, pela quase inexistência do setor
secundário ou industrial e pela pequena necessi-
dade de mão de obra no setor terciário.
" O índice de urbanização pouco se alte-
rou entre o fim do período colonial até o final do
século XIX e cresceu menos de quatro pontos nos
Irinta anos enlre 1890 c 1920 ( passando de 6,8%
a 10,7% ), foram necessários apenas vinte anos,
entre 1920 e 1940, para que essa taxa triplicasse,
passando a 31, 24%. A população concentradaem
cidades passa de 4,552 milhões de pessoas em
1920 para 6 208 699 em 1940." (SANTOS, Mil-
ton - A Urbanização Brasileira- 5 ed. - São Paulo-
Editora da Universidade de SP.)
84
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85
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l'J
Texto complementar
O Meio Técnico- Científico ( Milton
Santos- A Urbanização Brasileira) A fase atual,
do ponto de vista que aqui nos interessa. é o mo-
mento no qual se constitui, sobre territórios cada
vez mais va<;tos, o que estamos chamando de meio
técnico- cientifico, isto é, o momento histórico em
que a construção ou reconstrução do espaço se
dará com um crescente conteúdo de ciência, de
técnicas e de informação. O meio natural era
aquela fase da história na qual o homem escolhia
da natureza aquilo que considerava fundamental
ao exercício da vida e valorizava diferentemente
essas condições naturais, as quais, sem grande
modificação, constituíam a base material da exis-
tência do grupo. O fim do século XVIII e, sobre-
tudo, o século XIX vêem a mecanização do terri-
tório: o território se mecaniza.
O êxodo rural é uma realidade em todos
os países do mundo, mas o que se vê corno pro-
blema não é a transferência da população rural
para a cidade, mas a incapacidade do Estado em
garantir qualidade de vida para essa população.
qualidade do atendimento, isso quando a ci-
dade consegue atender a todos o que, na atua-
lidade, é uma raridade. Em todos os grandes
centros os hospitais passam por uma crise de
atendimento com falta de médicos, enfermei-
ros, leitos e medicamentos.
Na educação se verifica que as escolas
com excesso de alunos por sala de aula como
consequência da falta de planejamento para aten-
der as demandas geradas por esse movimento
populacional.
Os municípios rurais também acabam
sendo afetados pelo êxodo rural. Com a diminui-
ção da população local, diminui a arrecadação de
impostos, a produção agrícola decrescc e muitos
municípios acabam entrando em crise. Vários
municípios brasileiros tiveram decréscimo popu-
lacional devido ao êxodo para os centros regionais
e regiões metropolitanas.
O fenômeno do êxodo rural causa no ur-
bano duas faces bem distintas - nos municípios
menores dependentes da atividade agrícola obser-
va-se uma redução das atividades econômicas
com perda da população mais jovem tomando.se
municípios com um maior percentual de popula-
ção idosa e nos municípios maiores - centros
regionais e regiões metropolitanas - observa-se
um crescimento desordenado com grande parecia
da população imersa no trabalho informal e com a
infraestrutura de serviços urbanos estrangulada
devido ao crescimento acelerado dessas cidades.
,
prl?
Conseguências:
aumento do desemprego nas cidades - o
trabalhador do campo não tem as qualifica-
ções exigidas pelo mercado de trabalho urba-
no c, por isso, pennanece desempregado ou
ingressa no trabalho informal (ambulantes,
vigilantes de carro)
aumento da ocupação irregular do solo
urbano {favelas, cortiços} - as cidades não
estão preparadas para recebcr esse novo con-
tingente humano e não faz os investimentos
em infraestrutura para atender a demanda
causando o aumento das áreas favelizadas;
Podemos dizer, junto com Sorre (1948) e
estrangulamento dos serviços urbanos André Siegfried (1955), que esse é o momento ela
(hospitais e escolas) - causam a redução da criação do meio técnico, que substitui o meio
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filhos;
•
•
Curso de Habilitaçáo ao Quadro Auxiliar de Oficiais
b) mecanização da produção rural;
c) fuga de desastres naturais (secas, en-
chentes, etc.);
d) busca por acesso a educação para os
o ritmo de crescimento da população ur-
bana é 2,5 vezes superior ao da população rural,
apesar das taxas de natalidade dos que habitam as
cidades serem inferiores. Portanto, a elevação da
população urbana, elemento responsável pelo
processo de urbanização ainda em curso e de
forma bastante intensa no mundo subdesenvolvi-
do, é decorrente da transferência em grande quan-
tidade da população do campo para a cidade.
De acordo com Milton Santos, os deter-
minantes do êxodo rural são múltiplos. podendo
ser:
•
• de ordem política: nos períodos de guerras
e revoluções;
• de ordem demográfica: em países de cres-
cimento demográfico maciço, como a índia
e a China;
• de ordem econômica: por causa do desequi-
líbrio econômico cada vez maior entre a ci-
dade e o campo.
A queda mundial dos preços dos produ-
tos agrícolas, o protecionismo de mercado, dos
países desenvolvidos e, em certos casos, a meca-
nização contribuíram para acelerar o processo de
migração da população rural em direção às cida-
des. Na América Latina, a estrutura fundiária
conccntradora constitui um fator relevante ao
êxodo rural.
Causas do êxodo rural no Brasil:
a) busca de empregos com melhor remu-
neração;
e) busca por acesso aos serviços urbanos
(hospitais, transportes, etc).
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- . "Ipre:a
.-:
.- I.~
cidades grandes bens e serviços de consumo raro.
Assim as cidades mais desenvolvidas exercem
inlluência sobre as outras de uma região ou até
mesmo em todo país. No Brasil, a hierarquia ur-
bana é assim estruturada:
) f t ...... ""..•. ~":P--;;'-,'~
-/
J
o cidades globais: Rio de Janeiro c São Paulo
o metrópoles nacionais: RJ, SP, Belo Horizonte.
Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, For-
taleza.
o metrópoles regionais: Belém, Manaus e Goiâ-
nia.
o capitais regionais: Campinas, Sorocaba, Cuia-
bá, Florianópolis e etc.
o centros regionais: Andradina, Frutal, Limoei-
ro, Jacarczinho, Anápolis, Lins, Nova Fribur-
go, etc.
o centros locais: Luziânia, Unaí, Santo Antônio
do Descoberto.
o cidades locais: Xique-xique, irecê, Hidrolân-
dia.
o Observe o mapa da rede urbana (REGtC -
2007 - IBGE)
--_.__ .~_.__ ._ ••..
São interligados pelas mesmas vias de co-
municação, transportes, etc. É a projeção fisica do
espaço, da hierarquia e da dinâmica existente
entre as cidades. Essa hierarquia se expressa pela As áreas metropolitanas representam um
rede urbana apresentando as cidades com posição conjunto de espaços contíguos e integrados socio-
de polarização sobre as demais. O IBGE c1assifi- economicamente a lima cidade central, com servi-
cou as cidades, considerando diversos aspectos ços públicos de infraestrutura comuns. Possuem
em tennos da oferta de bens e serviços. As cida. planejamento integrado de seu desenvolvimento
des pequenas possuem bens e serviços de consu- urbano, elaborado por um conselho deliberativo,
mos muito frequentes ( as principais necessidades nomeado pelo governo do estado. Tal Conselho
); as cidades médias os menos frequentes e as Deliberativo é auxiliado por um Conselho Consul-
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Rede e hierarquia urbana
---._._.- •• -- -~ •• - -- ••••• - •••• -- •• - o
natural. Já, hoje, é insuficiente ficar com esta
última categoria, e é preciso falar de meio técnico-
científico, que tende a se superpor, em todos os
lugares, ainda que de modo desigual, ao chamado
meio geográfico. Esse meio técnico-científico
(melhor será chamá-lo de meio técnico científico-
infomlacional) é marcado pela presença da ciên-
cia e da técnica nos processos de remodelação do
território essenciais às produções hcgemônicas,
que necessitam desse novo meio geográfico para
sua realização. A infonnação, em todas as suas
fonnas, é o motor fundamental do processo social
e o território é, também, equipado para facilitar a
sua circulação.
Isso nos obriga a distinguir dois períodos
anteriores à fase atual da organização do territó-
rio. Num espaço de tempo relativamente curto, o
Brasil acelera a mecanização do território e en-
frenta uma nova tarefa, isto é, a constituição,
sobre áreas cada vez mais vastas, desse meio
técnico-científico- infonnacional.
É apenas após a Segunda Guerra Mundial
que a integração do território se torna visível,
quando as estradas de ferro até. então desconecta-
das na maior parte do País, são interligadas, cons-
troem-se estradas de rodagem, pondo em contato
as diversas regiões entre elas ecom a região polar
do país, empreende-se um ousado programa de
investimentos em infraestruturas.
Ainda uma vez, uma nova materialidade de
superpõe novos sistemas de engenharia aos já
existentes, oferecendo as condições técnicas ge-
rais que iriam viabilizar o processo de substitui-
ção de importações para o qual todo um arsenal
financeiro, fiscal, monetário, serviria como base
das novas relações sociais (incluído o consumo
aumentado), que iriam permitir mais uma decola-
gem.
Rede urbana: é o sistema hierarquizado de
cidades, dependendo todas de um centro maior,
que comanda o espaço por ela polarizado.
Rede urbana e Hierarquia Urbana
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As regiões metropolitanas eram áreas ad-
ministrativas formadas pelos maiores municípios
do pais e os municípios a eles conurbados.
Com o advento da Constituição de 1988 c
a recuperação de uma maior autonomia dos esta-
dos houve uma ampliação das regiões metropoli-
tanas. Assim, a partir da década de 1990, outros
critérios foram adotados que, além da população,
passou a levar em conta a estrutura produtiva.
Desse modo, o conceito de RM foi estendido para
mais outras áreas, além das nove originais.
REGIÃO NORTE DO BRASIL
Amapá Região Metropolitana de Macapá
Amazonas Região Metropolitana de Manaus
Região Metropolitana de Belém
Pará
Região Metropolitana de Sanlarém
REGIÃO NORDESTE DO BRASIL
Região Metropolitana de Maceió
Alagoas
Região Metropolitana do Agreste
Região Metropolitana de Salvador
Bahia
Região MeU"opolitana de Feira de Santana
Região MeU"opolit:lOade Fortaleza
Cear.i
Região Metropolitana do Cariri
Região Melropol ilana de São Luis
Maranhão
Região MeU"opolitana do Sudoeste Mara.
nhense
Região MetroJX)1ilana de João Pessoa
Região Melropolítana de Campina Grande
Paraíba
Região Metropolitana de Patos
Região Melropolitana de Guarabira
Pernambuco Região Metropolitana do Recife
Rio Grande do Região MeU"opolimna de NatalNorte
Sergipe Região Metropolitana de Aracaju
REGIÃO CENTRO.OESTE DO BRASIL
Goiás Rcgillo Metropolitana de Goiânia
Mato Grosso Região Metropolitana do Vale do RioCuiab.'Í
REGIÃO SUDESTE DO BRASil
I. São Paulo,
2. Rio de Janeiro,
3. Belo Horizonte,
4. Salvador,
5. Curitiba,
6. Porto Alegre,
7. Recife,
8. Fortaleza
9. Belém.
tivo, formado por representantes de todos os mu-
nicípios integrantes da área metropolitana. O
IBGE considera Brasília, Goiânia, Manaus, como
sendo metrópoles incompletas. As áreas metropo-
litanas foram criadas em 1973, pelo Congresso
Nacional mediante Lei Complementar e abrigam
hoje cerca de 43.000.000 de habitantes (1/4 da
população total).
A Lei Complementar nO 14, de 1973, esta-
beleceu a noção de Região Metropolitana (RM),
aplicando-a às nove principais aglomerações ur-
banas do país, são elas:
Regiões Metropolitanas
_______ ~ -------------- -_._~- - o_o
O processo de crescimento horizontal das
cidades leva a ampliação da mancha urbana de
forma continua. Quando isso se dá em regiões
mais dinâmicas economicamente, há um fenôme-
no na geografia urbana que chamamos de conur-
bação que é o processo da união da malha urbana
de dois municípios.
O que podemos observar com esse proces-
so é que o planejamento urbano dos municípios
não pode ser pensado isoladamente, quando muito
o chefe do executivo deve ponderar o impacto da
oferta de serviços como escola, saúde, tratamento
de água, esgoto, coleta de lixo, transporte urbano,
entre outros serviços, para decidir os investimen-
tos futuros de modo a não perder receita para o
município vizinho. Se ofertar um serviço de saúde
e educação com qualidade superior ao vizinho
haverá uma migração para o uso desses serviços.
Então como administrar nesses casos.
Simples, planejar conjuntamente. Esse processo
de planejamento dos serviços básicos de forma
coordenada por vários municípios levou a forma-
ção das regiões metropolitanas.
Atualmente, o país conta com 37 regiões
metropolitanas e três regiões integradas de desen-
volvimento, totalizando 482 municípios e o Distri-
to Federal. Em 1973, o país contabilizava oito
regiões metropolitanas, que somavam 113 muni-
cípios.
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Espírito Santo
M tnas Gerais
Rio de Janeiro
São Paulo
Região Metropolitana de Vitória
Região Mctropol itana de Belo Horizonte
Região Metropolitana do Vale do Aço
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Região Metropolitana da Baixada Santista
Região Metropolitana de Campinas
Região Metropol itaoa de São Paulo
Região Metropolitana do Vale do Paraíba e
Litoral Norte
IprE?
REGIÃO SUL DO BRASIL
Região Metropolitana de Curitiba
Paraná Região Metropolitana de Londrina
Região Metropolitana de Maringá
Região Metropolitana de Chapccó
Região Metropolitana Carbonifera
Região ~1ctropolitana de Florianópolis
Região MClropolitana da Foz do Rio ltajaí
Santa Catarina
Região Metropolitana de Lages
Rcgiilo Metropolitana do NorteINordcste
Catarincnse
Região Metropolitana do Vale do Rio ltajai
Região Mctropolitana de Tubarão
Rio Grandl: do Rcgião Mctropolitana de Porto Alegre
Sul
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88
Processo de urbanização
brasileiro
Tipos de ocupação do espaço nacional
Refere-se à maneira como a população se distribui
no espaço nacional. Sabe-se que o processo de
ocupação do nosso território foi do LITORAL
para o INTERIOR.
Os fatores que mais contribuíram para a interiori-
zacão foram:
I. atividade pastoril no Vale do São Francisco,
pois o gado não poderia ser criado junto aos cana-
viais;
2. atividade mineradora com a ação de entradas e
bandeiras;
3. conquista de novos territórios e fixação das
fronteiras através de
tratados;
4. atividade cafeeira ou "Marcha do Café";
5. frentes pioneiras "Marcha para o Oeste";
6. colonização moderna no sul;
7. construção de Brasília;
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pré»
8. novas áreas de expansão agrícola na Amazônia
(mais recente).
f) perseguições religiosas ou políticas; e
g) guerras.
Cidade: é toda sede de Município. Para tal, de
acordo com a Lei Complementar nO I, de 9 de
novembro de 1967, são necessários os seguintes
requisitos:
a) população superior a 10 mil habitantes ou não
inferior a 5 milionésimos da população do estado;
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Urbanização e crescimento urbano
A urbanização não corresponde ao crescimento
das cidades em consequência do crescimento
natural ou vegetativo de sua população. Ela ocorre
a partir do êxodo rural, que proporciona à cidade
um crescimento maior que o do campo. Quando a
população urbana cresce em igual proporção ao
crescimento da população rural, o que ocorre é o
crescimento urbano. O crescimento populacional
das cidades teoricamente não tem limites, ao con-
trário da urbanização. Esta corresponde a um
aspecto espacial ou territorial proveniente de
modificações socioeconômicas. A Revolução
Industrial, por exemplo, provocou profundas alte-
rações espaciais e econômicas, acelerando o pro-
cesso de urbanização na medida em que as dife-
renças entre o campo e a cidade se aprofundavam,
fazendo com que o meio urbano crescesse e pas-
sasse a comandar o meio rural.
Formação das cidades e a constituição do espa-
ço urbano
A cidade é a mais espetacular forma de transfor-
mação do espaço geográfico elaborada pelas ati-
vidades humanas. A cidade é uma fonlla de orga-
nização espacial complexa e moderna que possui
uma estrutura dependente do grau de desenvolvi-
mento tecnológico e cultural aplicado. Hoje, é
praticamente impossível imaginar a vida fora da
influência urbana que dinamiza os níveis de urba-
nização e elabora o espaço urbano.
A urbanização é o aumento proporcional da popu.
lação urbana em relação à população rural, ou
seja, ocorre quando o crescimento da população
urbana é superior ao crescimento da população
rural. Um país só é consideradourbanizado quan-
do mais da metade da população reside em cida-
des.
Urbanização:
É o aumento percentual da população urbana em
relação à população rural.
É a transferência de grandes contingentes popula-
cionais do campo para a cidade.
Conceitos básicos:
c) instabilidade política;
d) catástrofes naturais;
e} conflitos;
b) crises econômicas;
a) a pobreza;
Nos últimos 500 anos, a história ocidental foi (e
ainda é) marcada por fortes movimentos migrató-
rios, que exerceram grande inOuência na atual
configuração da população de muitos países, bem
como em suas economias, sociedades e cultura.
Mas o que será que desencadeia uma onda migra-
tória'? Quais motivos são mais importantes?
a) Áreas Ecúmenas: são áreas favoráveis à ocupa-
ção humana c, por isso, possuem elevada densida-
de demográfica. No Brasil, estas áreas foram
desenvolvidas em função do processo histórico.
Cerca de 50% da população vive na faixa litorâ-
nea. densidades acima dos 100 hab.!km2. As mais
cClllnenas são:
Faixa de terras que vai do PA até o Meio-Norte no
Vale Médio do Parnaíba; Vale Médio do São
Francisco;
Amazônia Ocidental;
Extremo Norte da Amazônia;
Pantanal Mato-grossense.
Importante: obviamente, que em função da tecno-
logia moderna quase todas as áreas podem ser
ocupadas independentemente das suas condições
naturais.
• Zona da Mata Nordestina;
• Sul da Bahia;
• Áreas Metropolitanas;
• Zona da Mata Mineira;
• Áreas Coloniais do Sul;
• Sul de Minas Gerais.
Região Centro-Oeste, especialmentc as regiões
sudeste e sudoeste do MS e parte do GO.
c) Áreas Anecúmenas: são áreas que apresentam
dificuldade para a ocupação, seja naturais ou
socioeconômicas e técnicas. São, geralmente,
vazios demográficos ou de baixa densidade de-
mográfica. No Brasil, possuem menos de 5
hab.lkm2:
b) Áreas Mesocúmenas: são áreas razoavelmente
favoráveis à ocupação humana. Daí, possuem uma
ocupação intermediária, isto é, entre 40 a 100
hablkrn2. Destacam-se como áreas rnesocúmcnas:
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b) eleitorado que represente mais de 10% da po-
pulação;
c) arrecadar. no último exercício, pelo menos
milionésimos da arrecadação do estado;
d) possuir um centro urbano com mais de 200
casas.
Macrocefalismo: é o crescimento desordenado
das cidades a partir de UI11 núcleo central origi-
nando problemas urbanos.
Conurbação: é o processo de sobreposição fisica e
sociocconômica dos espaços de dois ou mais
sítios urbanos resultante do macrocefalismo. A
conurbação se dá pela fusão da malha urbana de
dois municípios limítrofes.
Metrópole: é a cidade principal de um país (naci-
onal) de uma região (regional), é assim considera-
da em função da polarização que exerce sobre os
espaços circunjaccntes. devido aos seus equipa-
mentos urbanos.
MegaJópole: é uma vasta área urhanizada, resul-
tante da conurbação entre duas ou mais Metrópo-
les. Caracteriza-se pela intensa dinamização das
atividades financeiras, industriais, políticas, co-
merciais e técnicocientíficas. No Brasil. segundo
o IBGE. ainda está em fonnação entre Rio e São
Paulo.
Causas e consequências da urbanização no Brasil
A rápida urbanização dos países subdesenvolvidos
estabeleceu a criação dos enonnes aglomerados
urbanos desprovidos das mínimas condições de
infraestrutura e saneamento básico, o que caracte-
riza a expansão do macrocefalismo urbano mar-
cado por graves problemas sociais de dificil solu-
ção. As grandes cidades são vistas como "grandes
berços de oportunidades", funcionam como ímãs,
que atraem os homens do campo, fugitivos da
pobreza rural imposta pela concentração fundiá-
ria, pela mecanização e pelo desemprego, chegam
em busca de uma vida melhor e acabam aumen-
tando os percentuais indicadores da miséria urba-
na brasileira.
o desenvolvimento do capitalismo. apoiado nos
níveis de industrialização e impulsionados pela
força do mercado urbano, transformou a cidade no
grande centro de comando da economia. A cidade
subordinou o campo (veja o esquema do processo
sanduíche) e estabeleceu uma divisão do trabalho
segundo a qual o campo fica na responsabilidade
de abastecer a cidade de alimentos e matéria-
prima. recebendo em troca produtos industrializa-
dos. máquinas, tecnologia e empréstimos de capi-
tais.
CIDADE CAMPO CIDADE
Dita o que se Produz Diz como se pro-
produz no matéria- duz no campo e no
campo (soja. prima c ritmo que a indús-
milho, cana) alimentos tria produz.
Consome os Consome Produzem pesqui-
produtos do produtos sas e fornecem
campo industriais máquinas, imple-
mentos, insumos,
etc
o maior desenvolvimento urbano e as
transfonnações impostas às cidades alteram áreas
rurais e urbanas e explicam o crescente esvazia-
mento da população do campo, em favor das ci-
dades.
Dentre as causas que levaram o Brasil a es-
se rápido processo de urbanização, podemos citar:
Causas atrativas: Processo de industrializ..1.ção a
partir de 1930; atração exercida pela cidade sobre
os habitantes no meio rural.
Causas repulsivas: êxodo rural. decorrente de
transformações no campo. como a mecanização
em algumas áreas; baixos salários e precárias
condições de vida no campo; estrutura fundiária
arcaica, favorecida pelo processo de concentração
fundiária.
Observe os mapas seguintes da migração
interna na segunda metade do Século XX.
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Desigualdades e segregação
sócio-espacial
o espaço urbano é capitalista por sua natureza.
Não há nada que se possa dizer que é gratuito,
pois quando é público é financiado pelos impostos
e quando é privado é financiado pelos recursos
dos particulares.
Parece obvia a afirmativa, mas é necessário dizer
isso é para se tcr a noção que o espaço urbano é
um espaço de consumo, ou seja, o próprio espaço
é mercadoria comercializada a preço elevado.
Desse modo, na cidade veficaremos os seguintes
fenômenos urbanos: favelização, periferização,
macrocefalismo, margina!ismo, especulação imo-
biliária, desemprego e/ou subemprego, deteriora-
ção dos equipamentos urbanos.
O excesso de população, gerado pelo próprio
crescimento vegetativo e reforçado pelas migra-
ções forçou a estrutura básica de apoio à popula.
ção como escolas, hospitais, postos de saúde,
áreas de lazer coletivos, como praças e parques,
entre outros serviços públicos.
O crescimento acelerado c a concentração no
meio urbano dos cidadãos pobres que eram expul-
sos do mcio mral, devido a modernização da agri-
cultura, gerou a necessidade de novos bairros,
muitas vezes criados sem planejamento e sem
infraestrutura, visando criar um alojamento para
OC!,:,',:'I
~n.~'!i.cO
pn?
Conscguências
A rapidez no processo de urbanização gerou um
crescimento acentuado e desordenado (macroccfa-
Iismo urbano) das cidades. Aliado ao grande con-
tingente populacional e à falta de emprego (resul-
tado do não crescimento dos setores secundários e
terciários no mesmo ritmo da urbanib1ç.ão), a
urbanização trouxe para as cidades uma série de
problemas como a especulação imobiliária, a
submoradia, o favelamento, a carência de infraes-
trutura urbana, a falta de espaços verdes e a vio-
lência urbana, desemprego, subempregos, inchaço
ou hipertrofia do setor terciário e explosão infor-
maI.
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Migrações 1950-1970
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essas populações que não tinham os recursos para
investir na aquisição de uma moradia em um
bairro com a infraestrutura necessária a ocupação
humana.
O reflexo desse crescimento é o surgimento de
uma CIDADE FORMAL com toda infraestrutura
urbana - coleta de lixo, ruas asfaltadas, agua, luz,
esgoto, etc. e de uma CIDADE INFORMAL na
qual a infraestrutura é incompleta ou inexistente.
antecedido de planejamento que deve avaliar o
impacto da verticalização no transito local, a exis-
tência de serviços para a população que ficará
mais adensada, existência de áreas para garagens
nos shoppingse centros comerciais, etc. A avalia-
ção antecede a autorização dos empreendimentos
visando reduzir o impacto negativo de um proces-
so desordenado e sem regulação do poder público.
É comum verificarmos cidades que estão
tomando as ruas mais largas, duplicando vias de
acesso, construindo viadutos e outras obras para
reduzir o impacto do crescimento desordenado.
Outro fator negativo que podemos destacar
é a poluição de águas, do solo e do ar que assume
grandes proporções no meio urbano. A falta de
coleta de lixo e a falta de consciência coletiva
quanto ao manejo do lixo, seja com a seleção para
a coleta seletiva ou a destinação correta do lixo
para ao beneficiamento correto. evitando o depó-
sito em lixões. A produção de lixo e esgoto supera
em muito a capacidade instalada das cidades de
realizar o manejo correto dos resíduos sólidos e o
tratamento do esgoto.
Veja o mapa e gráfico a seguir:
Sude~te
.,;~ ~~
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II
Norte- Norde~te Centro-oe~te SulBrasil
• 200<' • 2009
ô1 Condição dos domicilios
Com água da rede püblica
Domicílio-. <ltt'odldos por rede de esgoto adeqU<lda
o processo de urbanização acelerada ocor-
rido nos países em desenvolvimento gerou um
fenômeno comum que é o crescimento desorde-
nado de bairros sem a infraestrutura necessária
para a habitação humana.
Desse modo podemos notar que os pro-
blemas urbanos não são novos. Em nosso cotidia-
no podemos verificar que se proliferam as perife-
rias longínquas e desprovidas de serviços e equi-
pamentos urbanos essenciais; favelas, invasões,
vilas e alagados nascem e se expandem. Ao
olharmos em nossa cidade facilmente encontrare-
mos bairros que podem enquadrar em um desses
espaços listados anteriormente.
O adensamento e a verticalização do espa-
ço urbano podem ser verificados com frequência.
Essas mudanças do espaço urbano tem quc ser
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Planejamento e Gestão -
Planos Diretores e Estatuto da
Cidade
Observe na fotografia da cidade do Rio
de Janeiro que convivem, lado a lado, a t:wcla
(cidade informal) c o asfalto (cidade formal).
Esse é um dos principais aspectos da se-
gregação espacial no meio urbano. Podemos ob-
servar essa segregação também na presença e
ausência dos equipamentos urbanos, em especial
de saúde e lazer.
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ti! Condição dos domiálios
- Cau propria
outros) e dos varlos scgmentos da sociedade. O
gestor público deve desenvolver as discussões e
fomentar a participação popular em todas as eta-
pas de construção do Plano Diretor - elaboração,
avaliação - e na fonnulação, execução e acompa-
nhamento dos demais planos. programas e proje-
tos de desenvolvimento urbano municipal.
A regularização fundiária c urbanização
de áreas ocupadas por população pobre também
está prevista. Um dos maiores problemas levanta-
dos pelo governo federal ê a falta da regularização
fundiária. Sem o documento de propriedade do
terreno, a escritura pública, o morador não conse-
gue o alvará para construção, fica sem acesso às
linhas de crédito para financiamento da constru-
ção entre outros beneficios que poderia ter acesso
com a regulariz..1ção fundiária. Diante desse pro-
blema o governo criou o Ministério das Cidades.
A luta de intelectuais, lideranças sociais,
pesquisadores, ONGs ligadas ao movimento ur-
bano foi decisivo para a criação do Ministério das
Cidades. Hoje esse órgão trabalha para apoiar os
municípios a superar os principais problemas do
setor de habitação, saneamento básico, transportes
públicos, trânsito e a ocupação do solo urbano.
A complexidade para a realização do
plano diretor levou a maioria dos municípios a
não conseguirem cumprir O prazo, desse modo, o
foco do ministério está também na capacitação de
gestores públicos visando a implcmcntação da
Política Nacional de Desenvolvimcnto Urbano e
descnvolver ações de apoio ao setor público mu-
nicipal e estadual
SudesteNordeste Centro-oesteNorte
Podemos observar que os beneficios decor-
rentes do processo de urbanização são historica-
mente injustos, resultantes de décadas de descaso
e falta de planejamento sobre o crescimento do
espaço urbano. Com o crescimento desordenado
e o processo dc migração, muitas vezes, os novos
bairros eram predominantemente ocupados por
imigrantes gerando nos administradores incom-
preensão do processo da mobilidade populacional.
Pode-se falar até em preconceito e que os gestores
públicos tiveram urna atuação privilegiada voltada
apenas para alguns setores da cidade.
O quadro urbano atual se constitui em um dos
maiores desafios deste século que é fornecer con-
dições de moradia aos cidadãos.
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• 2004" • 2009
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Plano diretor
Com mais de vinte mil habitantes ou conurbados;
De acordo com a própria lei, é "o instrumento
básico da política de desenvolvimento e expansão
urbana", obrigatório para municípios:
Que queiram utilizar de parcelamento, edificação
ou utilização compulsórios de imóveis.
Integrantes de "área de especial interesse
turístico" ou área em que haja atividades com
significativo impacto ambiental;
•
•
•
Veja que há um déficit de moradia muito
grande em todas as regiões do país. Como a falta
de moradia atinge a população mais carente há
uma proliferação de áreas com habitação em con-
dições precárias.
Devido a realidade atual das cidades e a
previsão na constituição, o governo lançou o Esta-
tuto da Cidade que reúne importantes instrumcn-
tos urbanísticos, tributários e jurídicos que podem
garantir efetividade ao Plano Diretor, responsável
pelo estabelecimento da política urbana na esfera
municipal e pelo pleno desenvolvimento das fun-
ções sociais da cidade e da propriedade urbana,
como preconiza o artigo 182 da CF/88"
O Estatuto da Cidade estabelece a gestão
democrática, garantindo a participação da popula-
ção urbana em todas as decisões de interesse pú-
blico. Essa é uma forma da população contribuir
para o crescimento das cidades de forma ordenada
e fiscalizar o poder publico para que não haja o
beneficiamento que atenda a uma parccla da po-
pulação. A participação popular está prevista c,
através dela, as associações representativas - asso-
ciações de bairros, movimentos sociais (Movi-
mento dos Trabalhadores Sem Teto - MTST, entre
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EXERCíCIOS
I. Julgue a alternativa INCORRETA
a) o processo de urbanização aumentava as
demandas de eletricidade, com difusão dos bondes
elétricos, da iluminação publica e das primeiras
industrias.
a) o avanço do modo de produção capitalista no
campo, com grande produtividade, tecnologia e
mecanização.
b) a melhor qualidade de vida encontrada nos
grandes centros urbanos, pela oferta ampla de
trabalho.
c) as atividades industriais, comerciais e de servi-
ços serem basicamcnle urbanas, fragilizando a
estrutura rural.
b) A produção de energia no inicio do Séc. XX
estava distribuída fundamentalmente entre os
estados do Sudeste, do Sul e o nordestino Per-
nambuco.
d) o empobrecimento do camponês em funçiio da
expansão das grandes propriedades rurais.
c) o desequilíbrio estrutural entre a oferta de mão-
de-obra e de empregos no campo.
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5. (Ceeteps-SP) No Brasil, em curto intervalo de
tempo, as cidades se transformam, residências são
substituídas por comércio rua'> e avenidas são
construídas ou alargadas, e os edificios se multi-
plicam. Entretanto, algumas cidades brasileira ••
têm história diferente, ou scja. foram inicialmente
"planejadas".
O cxemplo brasileiro mais típico é Brasília, mas
podemos ainda citar:
6. (VUNESP) Segundo a hierarquia urbana, as
cidades mais importantes de um país, que coman-
dam a rede urbana nacional, cstabelecendo áreas
de influência, correspondem aos(às):
a) Goiânia (GO) e São Luís (MA).
b) Belo Horizonle (MG) c Curitiba (PR).
c) Belo Horizonte (MG) c Goiânia (GO).
d) Palmas (TO) e São Luis (MA).
e) Campo Grande (MS) e Curitiba (PR).
4. (EsSa) A maior concentração de Unidades
Federadas no território brasileiro ocorre na região:
a) Norte
b) Nordeste
e) Sudeste
d) Centro-Oeste
e) Sul
a) centros regionais
b} cidades-donllitórios
c) mctrópoles nacionais
d) capitais regionais
e) metrópoles regionais
3. (PUC-MG) São causas do aeentuado êxodo
rural no Brasil, excelo:
a) pouco densa no Sul, devido ao desenvolvimen-
to agrícola baseado no minifúndio familiar, volta-
do à produção de trigo para o consumo interno.
b) densa no Centro-Oeste, devido ao desenvolvi-
mento agrícola baseado na produção de soja e
trigo, constituindo urna hierarquia urbana comple-
la.
c) rarefeita no Nordeste, devido à migração da
população para outras regiões do país, que ofere-
cem oportunidades de trabalho.
d) pouco densa no Norte, apresentando lima estru-
tura hierárquica incompleta, apesar dos investi-
mentos estrangeiros em infra-estrutura urbana, a
partirde 1970.
e) densa no Sudeste, devido à bem desenvolvida
infra-estrutura de transporte e ao número de cida-
des, viabilizando um sistema de fluxos de merca-
dorias e de pessoas.
c) A industrialização balbuciante leva à constru-
ção de usinas elétricas em todas as regiões do
país, com a padronização das linhas de transmis-
são e distribuição, que foi acompanhada por uma
centraliz.o1.ção estatal das empresas elétricas.
d) A construção da binacional Itaipu tinha por
objetivo prover energia para o consumo residenci-
al, dado o avanço da urbanização pós 1950.
e) A forte demanda energética no Sudeste c Sul,
causada pela industrialização acelerada, e ao
mesmo tempo a chegada inovadora dos modelos
globais de aproveitamento hidrelétrico e a crise do
petróleo 110S anos 1970 foram decisivos para asse-
gurar o processo de substituição da energia térmi-
ca pela hidrelétrica.
2. (Fuvest-SP) Podemos afirmar que a rede urba-
na no Brasil é
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7. Sobre o processo de modernização da agricul-
tura brasileira, é correto afirmar:
a) a introdução de infraestruturas produtivas na
exploração de borracha torna os rendimentos
atingidos em São Paulo superiores àqueles verifi-
cados na Amazônia.
b) no Nordeste, a introdução de inovações técni-
cas na agricultura permitiu a formação de extensa
área contínua de modernização, integrando a pro-
dução da fruticultura do vale do São Francisco à
zona produtora de grãos do Oeste Baiano.
c) o s.mgimento de áreas modernizadas de produ-
ção de cana-de-açúcar 110 interior de São Paulo
gerou um abandono dessa cultura no cinturão
histórico da Zona da Mata nordestina.
d) as frentes pioneiras no Brasil contemporâneo
associam-se, sobretudo. â ocupação plena da regi-
ão Sul, graças aos acréscimos técnicos ali realiza-
dos nos últimos dez anos.
e) a diminuição da área plantada de café e a sua
expansão da fronteira para áreas mais afastadas
das grandes metrópoles resultaram em uma dis-
persão espacial da sua produção para além da
Região Concentrada do país.
8. Analise as afirmativas abaixo sobre grandes
estruturas geomorfológícas do território brasilei-
ro e, ri seguir, assinale a alternativa correta.
I. Na atualidade não há dobramentos modernos no
Brasil, entrctanto, no passado geológico os movi-
mentos orogenéticos fizeram surgir dobramentos
especialmente próximo à faixa litorânea do país.
11. As platafonnas, crátons, ou escudos cristalinos,
abundantes no território brasileiro, são decorren-
tes da solidificação do magma, conseqüentemcntc,
formados por rochas sedimentares com grande
possibilidade de extração de minerais metálicos.
11I. Os espaços das bacias sedimentares não coin-
cidem necessariamente com as unidades morfoló-
gicas das planícies. Um exemplo desse fato é a
grande bacia sedimentar amazônica na qual apa-
rece. numa estreita faixa. a planície do rio Ama-
zonas.
IV. As fonnaçõcs geológicas mais recentes do
territtirio brasileiro são as bacias sedimentares da
era cenozóica, no período quaternário, a exemplo
do espaço ocupado pelo PmItanal matogrossense.
a) Somente a I, a 11 e a 111 estão corretas.
b) Somente a I, a 111e a IV estão corretas.
c) Somente a 11, a 111 e a IV cstão corretas.
d) Somente a I, a 11 e a IV estão corretas.
e) Todas estão corretas.
9. Sobre a ação das massas de ar na composição
dos sistemas atmosféricos e a dinâmica climática
do Brasil, é correto afirmar:
a) a massa Equatorial Continental é quente e seca,
nasce na região amazônica e é responsável pelos
invernos secos no interior do país.
b) () ccntro do país possui um clima tropical típi-
co, com duas estações bcm definidas: verão úmi-
do, fruto do deslocamento para o norte da zona de
convergência intertropical, e inverno seco.
c) o encontro das massas Tropical Atlântica
(qucnte e úmida) e Polar Atlântica (fria e úmida)
gera no litoral bra'iileiro diminuição de temperatu-
ra e chuvas frontais, especialmente nos Estados do
Sudeste e sul do Nordeste.
d) ao longo de todo o ano, uma corrente da massa
Polar Atlântica sobe pelo "corredor" do Pantanal c
gera o fenômeno da Friagem no semi-árido nor-
destino, fazendo baixar a temperatura local.
e) uma barreira orográlica ao longo da faixa lito-
rânea do país faz com que a chuva de relevo man-
tenha uma maior umidade na margem ocidental,
ao passo que no lado oriental o vento chega seco.
10. Sobre a inserção do Brasil no mundo global i-
zado é incorreto afirmar:
a) o desemprego estrutural, ou tecnológico, que se
faz presente no mundo inteiro, ampliado pelo
processo de globalização, também atinge o Brasil.
b) o modelo neoliberal é um pressuposto político
para a realização da globalização econômica,
nesse sentido pode-se afirmar que as práticas do
governo de Fernando Collor de Melo foram de-
terminantes para a inserção do Brasil nessa fase
mais avançada do capitalismo mundial.
c) as privatizações que ocorreram no Brasil, espe.
cialmcnte na década de 1990, confinnam a inter-
nacionalização do Estado com a penetração de
capitais estrangeiros inclusive em áreas estratégi-
cas.
d) a mundializ..1ção do capitalismo ao final do
século XX pcrmitiu () acesso de diversos países no
sistema de trocas mundiais, esse [.'1to ampliou o
número de parceiros comerciais do Brasil.
e) a globalização, entendida como intensificação
de fluxos materiais e imateriais na escala mundial,
exclui a participação do Brasil, pois ela depende
de um ambiente com grande infra-cstrutura técni-
ca e produção cicntifica de ponta para se realizar.
11. Sobre o processo de modernização da agri-
cultura brasileira, é correto afirmar:
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a) a introdução de infraestrutura,; produtivas na
exploração de borracha torna os rendimentos
atingidos em São Paulo superiorcs àquclcs verifi-
cados na Amazônia.
b) no Nordeste, a introdução de inovações técni-
cas na agricultura permitiu a formação de extensa
área contínua de modernização, integrando a pro-
dução da fruticultura do vale do São Francisco à
zona produtora de grãos do Oeste Baiano.
c) o surgimento de áreas modernizadas de produ-
ção de cana-de-açúcar no interior de São Paulo
gerou um abandono dessa cultura no cinturão
histórico da Zona da Mata nordestina.
d) as frentes pioneiras no Brasil contemporâneo
associam-se, sobretudo, à ocupação plena da regi-
ão Sul. graças aos acréscimos técnicos ali realiza-
dos nos últimos dez anos.
e) a diminuição da área plantada de café e a sua
expansão da fronteira para áreas mais afastadas
das grandes metrópoles resultaram em uma dis-
persão espacial da sua produção para além da
Região Concentrada do país.
12. Analise as afirmativas abaixo acerca do pro-
cesso de urbanização no Brasil e, a seguir, assina-
le a alternativa correta.
I. A partirda década de 50 do século passado.
estabelece-se uma tendência à aglomeração da
população em cidades com mais de 20 mil
habitantes, conduzindo a um processo de
urbanização concentrada c posterior metropo-
lização.
11. As regiões metropolitanas, criadas em 1972,
tem, no Brasil do século XXI. grande importância
administrativa, mas pequena atratividade demo-
gráfica, sendo responsáveis por percentuais infe-
riores a 20% da população nacional, uma marca
da interiorização da nossa urbanização.
11I. O processo de desmetropolização. em curso
no Brasil, reflete a busca por qualidade de vida
nas pequenas cidades e leva a um decréscimo
demográfico nas metrópoles.
a) Somente I está correta.
b) Somente 11 está correta.
c) Somente I e 111 estão corretas.
d) Somente I e 11 estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas_
1. D
2. E
3. E
4. B
5. e
6. e
7. A
8. B
9. e
10. E
11. A
12. e
GABARITO
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Bandeirantismo
Ao analisarmos o povoamento no século
XVII percebcmos que o território brasileiro pouco
mudou em relação ao território do século XIX.
Porém as atividades econômicas tomaram-se mais
diversificadas, destaca-se a ocupação do interior
do território, principalmente com a mineração c a
presença da pecuária no sul do pais. neste caso
para a produção de carne, e ao mesmo tempo
abastecendo a região sudeste.
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Evolução e organização do
espaço no Brasil primário-
exportador
GEO 04 EIXO 4: REGIÃO E REGIONALIZAÇÃO
pecuária. como atividade complementar. No final
do século temos as primeiras ocorrências de ouro.
Nos séculos XVII e XVIII, ocorreu um maior
povoamento do interior, com as bandeiras, a mi-
neração, a penetração pelo vale do rio Amazonas
e a expansão no Vale do São Francisco c no sertão
do Nordeste. Mas a maior parte da população
continuou próxima ao litoral, ocorrendo de fato a
fomlação de •• ilhas" de povoamento no interior.
Algumas" ilhas" duraram pouco tempo, csvazi-
ando-se em função do esgotamento das jazidas de
ouro c diamantes na região das minas gerais.
on IMODOIWA.WL EIIl DOISGO\T.JlMOS
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Atencão! Ê muito comum a banca exami-Durante o século XVII, a economia açuca- ==-=
reira se desenvolveu e passou a ocupar maiores nadora associar o crescimento demográfico às
áreas, ao mcsmo tempo em que desenvolveu-se a bandeiras. Porém. segundo William Viccntini. do 97
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Bandeiras oficiais ou Entradas - eram ex-
pedições organizadas pelo governo em busca de
conhecer o território e encontrar as sonhadas ri-
quezas minerais na colônia.
Bandeiras de monções - visavam abaste-
cer os núcleos de ocupação do interior do territó-
rio. É intitulado bandeiras de monções devido
utilizar os rios como vias de acesso e isso ocorria
durante o período das cheias.
Bandeiras de apresamento - capturar in-
dígenas para o trabalho na lavoura como escravos.
Durante o domínio espanhol houve falta de mão-
de-obra devido a interrupção do tráfico de escra-
vos. Os holandeses ocuparam diversas colônias
portuguesas, entre elas o Brasil e possessões na
África. O tráfico de escravos para o Brasil foi
direcionado para a região sob domínio holandês.
Ocorreu basicamente no século XVIII e foi
motivada pela busca de metais preciosos e , sobre-
tudo, pela caça de indígenas para serem vendidos
como escravos. Movimento de penetração para o
interior com origem, principalmente, em São
Paulo e contribuiu para a expansão dos domínios
territoriais portugueses no continente.
As bandeiras adentravam ao território com
diversas finalidades:
Povoamento no século XVII e XVIII
Prezado estudante. através da análise do
mapa acima, você pode perceber que o território
brasileiro praticamente triplicou durante a união
ibérica (1580-1640), quando os portugueses avan-
çaram além da linha de Tordesilhas, que dividia as
possessões portuguesas e espanholas. O avanço
além da linha do tratado possibilitou a ocupação
efetiva do território em nome da coroa portuguesa
que, durante o período da união ibérica, era exer-
cido pela mesma pessoa. Era um só rei e dois
reinos. Dom Filipe 11de Espanha reinava na Es-
panha desde 1556 e passou a reinar também em
Portugal a partir de 1580, com o nome real de D
Felipe L A sucessão de D Felipe durará por três
reinados até que em 1640 foi restaurada a inde-
pendência do reino de Portugal quando acendeu
ao trono português a casa de Bragança.
Toda ocupação realizada pelos "brasilei-
ros" durante o reinado Felipino em Portugal foi a
base para garantir a posse do território utilizando
o dispositivo do UTI POSSIDETlS.
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i princípio de direito internacional segundo o l
l qual os que de fato ocupam um território j
, possuem direito sobre este. :i i'------------_ _-----------_ .._ _----_ _----------- --'
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ponto de vista do povoamento, o bandcirantismo
foi uma atividade despovoadora, pois extermina-
ram um cnonne número de índios que não queri-
am virar escravos. Porém serviu de base para o
conhecimento sobre as terras interioranas, que
foram importantes para a penetração posterior
rumo ao oeste.
Povoamento nos séculos XIX e XX
As áreas localizadas ao sul do trópico de
Capricórnio tornaram~se efetivamente povoadas a
partir do século XIX, com a chamada colonização
moderna, feita por imigrantes, especialmente
colonos alemães, italianos e eslavos.
A imigração no Brasil teve inicio em 1530
com a chegada dos colonos portugueses, que
vieram para cá com o objetivo de dar inicio ao
plantio de eana-de~açúcar. Durante todo período
colonial e monárquico, a imigração portuguesa foi
a mais expressiva.
Nas primeiras décadas do século XIX, imi-
grantes de outros países, principalmente europeus,
vieram para o Brasil em busca de mclhores opor-
tunidades de trabalho. Compravam terras e come-
çam a plantar para sobreviver e também vender
em pequenas quantidades. Aqueles que tinham
profissões (artesãos, sapateiros, alfaiatcs, etc.) na
terra natal abriam pequenos negócios por aqui.
No começo da década de 1820, muitos
imigrantes suíços (primeiros imigrantes não por-
tugueses) se estabeleceram na cidade de Nova
Friburgo (estado d'o Rio de Janeiro). Neste mesmo
período os alemães começaram a chegar à Santa
Catarina e Rio Grande do Sul. Estes imigrantes
passaram a trabalhar em atividades ligadas à agri~
cultura e pecuária.
Já os italianos, que vieram em grande
quantidade para o Brasil, foram para a cidade de
São Paulo trabalhar no comércio ou na indústria.
Outro caminho tomado por eles foi o interior do
estado de São Paulo, para trabalharem na lavoura
de café que estava começando a ganhar fôlego em
meados do século XIX .
Já os japoneses começaram a chegar ao
Brasil em 1908. Grande parte destes imigrantes
foi trabalhar na lavoura de café do interior paulis-
ta. assim como os italianos.
Imigração Alemã
Imigração Italiana
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Questão de Palmas
As últimas delimitações de fronteiras
Foram as missões religiosas dos séculos
XVII e XVIII que iniciaram esse processo. A ação
catequizadora dos missionários era acompanhada
de tropas de resgate portuguesas. que visavam
caçar indígenas para escravizá-los.
De 1870 a 1910, ocorreu a fase da borracha
Amazônica, que deu novo impulso à ocupação da
região. Com o declínio das exportações desse
pro~uto, por causa das plantações de seringueiras
na Asia e, depois. da fabricação borracha sintética
(petróleo), a prosperidade declinou e em certas
áreas chegou haver refluxo. Nas últimas décadas,
especialmente a partir de 1970, vem ocorrendo
um aumento na ocupação da Amazônia brasileira,agora por causa da presença de minérios (ouro,
ferro e etc), e da derrubada da floresta Amazônica
para o estabelecimento da agricultura (principal-
mente cultivo da soja) ou da pecuária extensiva de
corte (para exportação de carne). Foi um prolon-
gamento da ocupação do Brasil central.
OBS: Hoje o crescimento populacional no
Norte e no Centro-Oeste do país tem sido muito
grande, bem superior à média nacional.
A questão de Palmas, território situado en-
tre o sudoeste do Brasil e o nordeste da Argentina
(que hoje constitui o oeste do Paraná e de Santa
Catarina, também conhecido Iguaçu). foi solucio-
nada em 1895. Os dois países disputavam esse
território de 35 431 km2 rico em ervais (a planta
da erva-mate), e que começou a ser mais intensa-
mente explorado na segunda metade do século
XIX. Para sorte do Brasil, na época a Argentina
vivia enonne crise política (de 1889 a 1895 ocor-
reram quatro mudanças de presidente do país e
dos seus ministérios) e. ao mesmo tempo, Teatro
Municipal de Manaus confrontava o Chile por
causa de uma disputa de fronteiras muito mais
problemática. Em 1895. a opinião pública e as
tropas argentinas estavam mobilizadas contra o
Chile. Brasil e Argentina decidiram recorrer à
arbitragem do presidente dos Estados Unidos,
que, após estudar as reclamações de ambos os
lados (e também os argumentos do Chile, que
construção de Brasilia (1956-1960), e de estradas
ligando essa cidade a outras, o crescimento popu-
lacional tornou-se mais intenso nessa região. Pos-
teriormente, a partir dos anos 1970. houve novo
impulso na ocupação do Brasil central por causa
do aproveitamcnto agrícola das áreas de cerrado
com o cultivo da soja c a criação de gado.
A Conquista da Amazônia
Imigrantes Japonês
Frentes Pioneiras
Bairro da liberdade localizado no estado de São
Paulo
A principal atividade econômica que serviu
de base a esse pioneirismo foi a cultura do café.
Por causa do aumento das exportações, do crédito
bancário facilitado para novas plantações. c do
esgotamento dos solos de algumas áreas, o café
originou uma verdadeira marcha. Esse percurso
ficou conhecido como "marcha do café" e criou
uma série de novas cidades em áreas até entào
pouco povoadas.
Existia uma preocupação do governo em
ocupar o interior e ampliar a presença nessa por~
ção do território. Para melhor gerir o território a
partir da década de 40. século passado, o governo
federal, o qual era liderado por Getúlio Vargas,
iniciou uma intervenção na administração do
território com a criação dos Territórios Federais.
Esse tipo de intervenção na gestão territorial só
teve fim com o advento da constituição de 1988
quando os últimos territórios foram incorporados
ou elevados à condição de estados.
A partir de 1940, teve inicio o movimento
de ocupação do Brasil central. do chamado Cen~
tro-Oeste, no inicio favorecido pela Estrada de
Ferro Noroeste. que chegou até Corumbá. Com a
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Questão do Pirara
o Brasil é o quinto maior país do mundo
em área descontínua: tem 5,7% das terras emersas
e ocupa 48% da América do Sul.
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O último grave problema fronteiriço no
conlorno terrestre foi a questão do Pirara, que
opôs o Brasil à Guiana Inglesa, na época colônia
do Reino Unido e hoje país independente denomi-
nado Guiana. Ocorreu uma disputa sobre uma
área de 22 015 km2 ao redor do lago de Pirara, na
Amazônia, e uma arbitragem internacional, reali-
zada pelo governo italiano, decidiu que a maior
parte desse território (12950 krn') ficaria sob
domínio da Guiana Inglesa e oulra parte (9 065
km2 ), com o Brasil.
Descrição geral
área passou a fazer parte do território brasileiro. O
Brasil indenizou a Bolívia e o Peru em cerca de 2
milhões de libras esterlinas, a moeda internacional
mais valorizada na época, e se comprometeu a
construir a Ferrovia Madeira-Mamoré para esco-
amento e exportação da borracha através dos
portos de Manaus c Belém.
Questão do Acre
Quanto ao Acre, a disputa principal foi
com a Bolívia, que reclamou da invasão da parte
leste do seu território por seringalistas brasileiros.
Durante alguns anos as tropas bolivianas e
brasileiras, em ação conjunta, tentaram expulsar
dessa área. os seringalistas, mas, após muitas
lutas, eles se rebelaram e declararam a indepen-
dência do Acre em 1902.
Questão do Amapá
Dis utas Territoriais
Brasil e Bolívia - e também o Peru, que te- Se forem consideradas apenas as áreas
ve um pequeno trecho do seu território invadido contínuas, ele passa a ocupar a 43 (quarta) posi-
pelos seringalistas, reuniram-se em 1903 e assina- ção, já que os Estados Unidos possuem dois terri-
ram o Tratado de Petrópolis, segundo o qual essa tórios externos: Havaí e Alasca.
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A questão do Amapá, que opôs o Brasil à
Guiana Francesa (colonizada pela França), tam-
bém foi resolvida por meio de arbitragem interna.
cional, dessa vez realizada pela Suíça. As autori-
dades suíças, escolhidas de comum acordo pelos
dois lados em litígio, decidiram em 1900 que essa
área, que corresponde aproximadamente à metade
do atual estado do Amapá, deveria continuar a
fazer parte do Brasil.
intercedeu a favor do Brasil), acabou decidindo
que o território de Palmas deveria pertencer ao
Brasil.
100
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Está localizado na porção centro-oriental
do suhcontinente sulamericano (entre os paralelos
de S016' de latitude norte e 33°44' de latitude sul, e
entre os meridianos de 34°47' e 73°59' de longitu-
de oeste), com seu litoral banhado pelo oceano
Atlântico.
Como o Brasil tem o formato aproximado
de um gigantesco triângulo, mais precisamente de
um coração, sendo mais extenso no sentido leste-
oeste do que no sentido norte-sul. Entretanto,
como essas distâncias são quase iguais, costuma-
se dizer que o Brasil é um país equidistante.
Distância Leste-Oeste: (em linha reta)
4.328 km.
Altitudes
De modo geral, as altitudes do território
brasileiro são modestas. O território não apresenta
grandes cadeias de montanhas, cordilheiras ou
similares formados nos períodos mais recentes. O
ponto mais elevado no Brasil é o Pico da Neblina,
com cerca de 3.114 m de altitude.
Fronteiras do Brasil
O Brasil tem 23.086 km de fronteira, sendo
15.791 km terrestre e 7.367 km marítima.
Distância Norte-Sul: (em linha reta) 4.320 Marítimas
Terrestres
Pontos Extremos
Os pontos extremos do território brasileiro
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Ao norte, a nascente do Rio Ailã, no Mon-
te Caburai, Estado de Roraima (5" 16' de latitude
norte), na fronteira com a Guiana;
Ao sul, o Arroio ChuÍ no Rio Grande do
Sul (33" 45' de latitude sul), fronteira com o Unl-
guai;
são:
O extremo leste da parte continental do
Brasil é a Ponta do Seixas, em João Pessoa, na
Paraíba (34° 47' de longitude oeste); porém, as
ilhas oceânicas de Femando de Noronha, Atol das
Rocas, arquipélago de São Pedro e São Paulo,
Trindade e Martim Vaz ficam ainda mais a leste,
sendo o extremo leste absoluto do território brasi-
leiro uma ponta sem nome na Ilha do Sul do ar-
quipélago de Martim Vaz, a cerca de 28° 50' de
longitude oeste;
A oeste, a serra da Contamana ou do Divi-
sor, no Acre (73° 59" de longitude oeste), na fron-
teira com o Peru.
Com exceção de Equador e Chile, os de-
mais países da América do Sul fazem fronteiras
com o Brasil, sendo as mais extensas com a Bolí-
via e Perun, c menos extenso com o Surinamc.
maior parte com o Pará c apenas 593 km 25 no
leste com o Amapá.
O litoral estende-se da foz do rio Oiapo-
que, no cabo Orange, ao norte, até o arroio Chuí,
no sul. A linha costeira do Brasil tem uma exten-
são de 7.491 km, constituída principalmente de
praias de mar aberto.
Faz fronteira com quase todos os países
sul-americanos. Somente não tem fronteira com o
Equador e o Chile. Ao norte faz fronteira com a
Guiana, Guiana Francesa, Suriname e a Venezue-
la; a noroeste com a Colômbia; a oeste com o
Peru e a Bolívia;a sudoeste com o Paraguai e a
Argentina; e ao sul com o Uruguai. Toda a sua
extensão nordeste, leste e sudeste são banhados
pelo Oceano Atlântico.
O espaço geográfico do Brasil é considera-
do privilegiado, já que nosso território é quase
inteiramente aproveitável, não apresentando de-
sertos, geleiras ou cordilheiras - as chamadas
áreas anecúmenas - que impossibilitam a plena
ocupação do território, como ocorrem com a mai-
or parte dos países muito extensos da Terra.
localização
Nosso país é cortado ao norte pela Linha
do Equador, que atravessa os estados do Amazo-
nas, Roraima, Pará e Amapá e pelo Trópico de
Capricórnio que passa pelos estados de Mato
Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, aos 23°27'30"
de latitude sul.
klTl.
O Brasil está situado entre os paralelos
5" 16' 19" de latitude norte e 33"45 '09" de latitude
sul c entre os meridianos 34°45'54" de longitude
leste e 73"59'32" de longitude oeste.
O país é cortado ao norte pela Linha do
Equador e ao sul pelo Trópico de Capricórnio; por
isso, possui a maior parte do seu território situado
no hemisfério sul (92%) e na zona tropical (93%).
Coordenadas geográficas do Brasil
o Brasil tem uma área total de 8.514.876
km' que inclui 8.456.510 km' de terra e 55.455
km' de água. 1O 1
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pré'
Algumas décadas depois, com a ascensão inglesa
como potência hegemônica capitalista tomou-se
necessário abandonar a importação de escravos,
começar a substituir a mão-de-obra cativa por
trabalhadores livres e repensar a economia nacio-
nal, que teria que ter pelo menos a capacidade de
abastecimento de bens de consumo mais simples,
uma vez que os países que os exportavam já não
tinham tanto interesse assim nesse comercio.
Surgiram algumas indústrias locais e o processo
de industrialil.ação se iniciou lentamente, uma vez
que o Estado continuava a fomentar o setor agrá-
rio-exportador. A essa modernização forçada da
economia somou-se a urbanização no Brasil que
gerou novas necessidades. As cidades que cresci-
am necessitavam de novos produtos gerando,
desse modo, novas possibilidades de investimen-
tos. A urbanização criou as condições necessárias
para a industrialização.
Quando tratanlOs do processo de industrialização
traçamos ullla linha do tempo para definir as fases
do processo, realizando um comparativo com as
revoluções industriais ocorridas na Europa c
EUA.
Modernização da economia e
desenvolvimento regional
Com o advento da independência pouco houve de
mudança para a realidade econômica brasileira.
Éramos uma nação com perfil econômico de co-
lônia. Nossa preocupação estava voltada a abaste-
cer o mercado externo sem, contudo desenvolver
o mercado interno.
Continuamos um império, escravagista e sem um
projeto de modernização e integração da econo-
mia interna.
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A maior parte de seu clima é tropical, em-
bora apresente uma zonas possa ser classificadas
como temperadas.
Deste modo, o Brasil é o país mais extenso
da América do Sul. É ainda o terceiro das Améri-
cas e o quinto do mundo: apenas a Rússia (com
17.075.400 km'), o Canadá (com 9.970.610 km'),
a República Popular da China (com 9.517.300
km2) c os Estados Unidos da América (com
9.372.614 "m2) têm maior extensão.
Devido ao rato de apresentar tão grande
extensão territorial, o Brasil é considerado um
país continental, ou seja, um país cujas dimensões
fisicas atingem a proporção de um verdadeiro
continente, sendo que seu território ocupa 1,7% da
superficic do globo terrestre, 5,7% das terras
emersas do planeta Terra, 20,8% da superficie do
continente americano e 47,3% da supcrficie da
América do Sul.
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Curso de Habilitação ao Ouadro Auxiliar de Oficiais
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102
Mapa lisico do Brasil - desl:lque para os pontos
extremos
N: LN 5°16'20" e LnO 600 12'43" na nas-
cente do Rio Ailãlmonte Caburaí em Roraima.
S: LS 33°45'03" e LnO 530 23'48" no ar-
roio Chuí no Rio Grande do Sul.
L: LS 07'09'28" e LnO 340 47'30" na
ponta do Seixas/Cabo Branco na Paraíba.
o: LS 07°33'13" e LnO 73°59'32" na nas.
cente do Rio Moa/serra de Contamana no Acre.
Observação:
L - latitude
Ln - longitude
Primeira RI Segunda RI Terceira RI
De 1750a 1930 De 1930 a 1980. Após 1990 - fase
li da
abenura da
Desde a liberação a fase da mo- economia e inser-
da produção de demiwção da <,o da indúSlfia
panos grossos e a economia que nacional ",o
siderurgia para passa de agrário- cenário de produ-
atender a região exportadora para ção globali7.ada.
das minas até a urbano--índustrial.
conformação da
indllstria.
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103
Por outro lado. a modernização também
atingiu as atividades agrárias, gerando desempre-
go e miséria llas zonas rurais, o que levou um
grande contingente populacional do campo em
direção às cidades. A modernização da agricultura
- revolução verde - permitiu aos fazendeiros, que
viam esse setor passar por um longo tempo de
crise. a retomar a produção a partir do incentivo
governamental e da necessidade de alimentos
gerado pelo crescimento das cidades e da popula-
ção absoluta do país.
É necessário Icmbrar que a partir do go-
verno Vargas o incentivo ao campo foi reduzido
ou, pelo menos, não houve mais o esforço do
Estado em garantir ganhos aos fazcndeiros. Essa
foi uma política anterior, conhecida como política
do "Café com Leite", na qual os grupos ligados à
economia agrária dominava o poder politico.
Com a modernização da agricultura. mar-
cado pela mecanização e reestruturação desse
sctor. com a subordinação do campo a cidade, foi
marcado por intensas migrações, tanto no sentido
do campo para as cidades, como também as mi-
grações intra-rcgionais que levavam grandes con-
tingentes de trabalhadores para as metrópoles que
nasciam naquelc momento histórico. O principal
nuxo migratório era em dircção dos estados e
regiões de economia agrária para o Sudeste indus-
trializado.
Apesar de haver uma modernização da
economia, de tennos atingido nivcis de cresci-
mento anual do PIB, o processo de modernização
da economia brasileira era excludente, gerava
riquezas que eram concetradas com uma minoria
da população e, até os dias de hoje, não permitiu à
superação da pobrc7.3e das desigualdades sociais.
O que se pode observar é que modernização apro-
fundou as desigualdades já existentes, que tem
origem em um passado distante, marcado pela
concentração dos bens produtivos (terras), pela
dificuldade em se criar condições de acesso a
estes bens (lei de terras de 1850), uso do trabalho
escravo e pela resistência em abolir essa forma de
mão-de-obra do nosso meio.
Dessa fonna, desencadeou.se um quadro
de modernização dc toda a economia. que elevou
às cidades a posição central na vida econômica
brasileira.
Assim como discutimos na atualidade a
questão da inserção das minorias, devemos tam-
bém discutir c apoiar iniciativas de inclusão soci-
al, transferência de renda, reforma agrária e desa-
propriação de bens quc não cumprcm a função
social, seja no campo ou na cidade, pois, em nossa
sociedade, o discurso de garantias individuais
presentes na CF/88 está apoiado cm um pcnsa-
mente que foi gerado em uma sociedade que de-
fende a concentração de rcnda. O sucesso de um
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2,8%
5,4%
11.2%
Industria
PãrticipaÇão no valor
da produçâo
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mentos industriais
Agricultura
1,7%
1,7%
4,1%
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lpo üe mousrria
Indústria'ae alimentação
Brasil: Tipos de indústrias em 1920 e sua participação no valor
da produção
Anos
1933.J9
1939-45
1920.29
Observe a tabela abaixo com a evolução de nossa
industrialização
No Brasil, as bases da industrialização mo-
derna foram lançadas na década de 1930. com a
implantação da indústria de base durante o gover-
no de.::Getúlio Vargas. A consolidaçãodesse pro-
cessa se deu nas décadas de 1950 e 1960, passan-
do pelo governo JK que atraiu investimentos in-
ternacionais.
Nú.n-ero de estabelecimento industriais e de opcrarios no
Brasil sl.'gundo a época da fundação das empresas (1849.
1920)
Indústria têxtil 27,6%
lndustIia química e análogas 7,9%
OutI'os GrurxlS 16,1%
Indústria dc vestuário e objclos de 8,2%
toucador
A primeira revolução é caracterizada pela consti-
tuição da classe operária e o desenvolvimento da
indústria de bens de consumo.
Ate 18-:9 35 2.929
IX: 185-3a 1854 16 1.177
De 1855 a 1859 8 1.094
De 1861a 1864 20 775
De 186:5a 1869 34 1.864
De 187Da 1874 6.019
De 1875a 1879 63 4230
De 1880 a 1884 150 11.715
Del8S5 a 1889 248 24,369
TOlal a:é 1889 636 54,17~
Total até 1920 13.569 293,673
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Ipre?
cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro,
consideradas pelo IBGE corno metrópoles glo-
bais, lideram há décadas o ranking das localidades
que mais contribuem para o produto interno bruto
do país, em virtude, sobretudo, da concentração
espacial histórica de gnUldes empresas e das sedes
dos bancos.
Veja a tabela a seguir com a participação
no PIB nacional para cada estado/região
Com a ampliação da pesquisa, prospecção
e produção de petróleo, nos últimos anos, alguns
pequenos municípios entraram no ranking das
cidades que mais contribuem para a fonnação do
PIB nacional. Com a atividade petroleira alguns
municípios desbancaram as capitais de alguns
estados no que diz respeito à participação no PIR
Em meio à revolução tecnocientífica e à
intensificação do processo de globalização, as
grandes metrópoles nacionais começaram a
ganhar destaque como centros concentradores de
empresas intensivas em tecnologia e como locais
da sede de companhias de ramos tradicionais.
Esse processo de concentração da atividade
produtiva, que é denominada economia de escala,
se dá por reunir em um mesmo espaço as condi-
ções favoráveis a produção - infraestrutura, ener-
gia, mão de obra, matéria prima, mercado consu-
midor, capital, meios de comunicação e transpor-
te. Assim, verificamos que esse efeito passa as
ocorrer no espaço geográfico brasileiro.
Esse fenômeno gerará, em um espaço de
tempo, o aumento dos custos de produção, a cha-
mada DESECONOMIA DE ESCALA. Isso ocor-
re devido a organização da mão-de-obra em sindi-
catos que levam a ganhos salariais, o aumento de
impostos para garantir os serviços básicos, au-
mento da violência, aumento dos custos com
terrenos, trânsito engarrafado, distancia entre o
local de moradia do trabalhador e o local de traba-
lho entre outros fatores. Devido à redução das
vantagens produtivas os novos investimentos são
planejados para outras regiões levando a descon-
centração espacial das fábricas. Essa desconcen-
tração foi beneficiada pela modernização dos
setores de transportes e comunicações.
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0.50.0.54
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o índice Gini é calculado comparando os
rendimentos dos 20% mais ricos do país com os
rendimentos dos 20% mais pobres. O Índice de
Gini do Brasil de 2010 com base em 2009 é de
0,539 o que demonstra que nosso país tem uma
alta concentração de renda. Comparando a evolu-
ção de Brasil com a implementação das políticas
de inclusão e urna política de recuperação do
poder de compra do salário mínimo podemos ver
que o índice Gini do Brasil vem caindo lentamen-
te ao longo das duas últimas décadas, com a aber~
tura da economia do governo Collor, pelo período
da estabilização da moeda iniciado no governo
Itamar, das mudanças administrativas de respon-
sabilidade fiscal, inicio da implementação das
políticas de transferência de renda para as cama-
das mais pobres e as privatizações do governo
Fernando Henrique, a ampliação dos programas
de transferência de renda e retomada do investi-
mento público voltado a fomentar a economia e o
consumo interno desenvolvida no governo Lula.
Em 1991 era de 0,6366; em 2005 ~0,552; em
2009 = 0,544
SUjeito está medido pela capacidade deste em
concentrar riquezas e o Estado passa a proteger o
direito deste cidadão. Fruto da defesa desse pen-
samento são as constantes transferências de recur-
sos que o governo faz em prol de alguns grupos
econômicos como justificativa de apoio ao desen.
volvimento de alguns setores econômicos.
Apesar da expansão das camadas médias
que observamos nos últimos anos, que apresenta
ainda com um ganho de poder aquisitivo pelas
classes médias baixas, contribuíram para a ex-
pansão do mercado consumidor e garantir a conti.
nuidade do crescimento econômico que se verifica
nos últimos anos. Contudo a diferença de rendi-
mentos entre ricos e pobres é hoje vem caindo
lentamente. Veja o mapa a seguir com coeficiente
de Gini no mundo.
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104
O processo concentrador gerou o fenôme-
no urbano da metropolização. As duas maiores
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105
a) Autoridade moral considerada como su-
prema; poder supremo, irresistível.
b) Os direitos anexos ao soberano ou sobe-
A Federação apoia-se na autonomia relati-
va de suas unidades políticas, que têm o direito de
elaborar as próprias leis, desde que atendam aos
princípios da Constituição Federal.
Um pais para ser governado é dividido em
unidades administrativas de modo a garantir a
universalização da ação do Estado que busca o
bem comum da sociedade.
Obs: A soberania de um Estado não se cir-
cunscreve apenas ao território terrestre.
As fronteiras fixas e lineares são criações
humanas, da esfera da política. As linhas de fron-
teiras internacionais dos mapas políticos delimi-
tam o território dos Estados-Nação.
As fronteiras do Brasil estendem-se numa
extensão de 23.086 quilômetros e são compostas
por uma seção terrestre de 15.719 quilômetros e
uma marítima de 7.367 quilômetros.
Território é o espaço geográfico submetido
a um poder central ou, mais precisamente, a área
de validade de um conjunto de normas. Ou seja, o
território nacional é o espaço, limitado por fron-
teiras, no qual se exerce a soberania do Estado
brasileiro, expressa na Constituição e nas leis que
dela derivam.
A Constituição brasileira estabelece a divi-
são do país em estados e estes em municípios e
esta divisão estabelece a base para a administra-
ção do país que se organiza nos níveis municipais,
estaduais e federal.
A propriedade confere os direitos de uso e
venda que são exercidos na esfera econômica.
A Constituição é um contrato entre a nação
e o Estado. Esse contrato define os princípios e as
leis que regulam a via política: as liberdades fun-
damentais, os direitos e deveres dos cidadãos. as
atribuições dos governantes e dos representantes
do povo.
A Soberania é a possibilidade que tem o
Estado de usar do poder, limitado somente pela,;
condições da política interna e obrigações contra-
tuais para com outras nações. A soberania confere
o poder de mando, que se exerce na esfera políti-
ca. O Estado exerce a soberania sobre o conjunto
do território. mas a propriedade parcelar da terra
está distribuída entre particulares. Outros concei-
tos:
A União reúne os estados e o distrito fede-
ral sendo governado por um presidente que repre-
senta o poder executivo. O poder legislativo é
bicameral e é representado pelo Senado e Câmara
rana.
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0.401':10 17.888 0.5~ UH
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11.3% 1.S.i23 1,SI.~ 3 55~
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0.51% 18..761 0.55% 1360
195% 6O.0e~ 1.9'% H!63
0.10% 25.d1 0.&1.% 4240
0.13% 25.U7 ti 85% 3.421
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16 20% 502.052 1656,,/. 10.931
5.70% 119.210 UI.,.. 6.513
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14.1.61
31.133
705.641
o território nacional
Nação, do latilTlllatio, de natus (nascido), é
a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo
étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mes-
mos costumes, formando, assim. um povo, cujos
elementos componentes trazem consigo as mes-
mas características étnicas e se mantêm unidos
pelos hábitos. tradições, religião, língua e consci-
ência nacional. Ou seja. a nação é uma coletivida-
de política.
Obs: A nação brasileira apresenta expres-
siva diversidade cultural, que decorre da fonnação
histórica da sociedade.
O Estado é uma comunidade política que
se caracteriza pela existência de um poder sobera-
no, ou seja. trata-se da organização do poder polí-
tico. O poder do Estado e os direitos dos cidadãos
são exercidos no interior do território brasileiro.
Seus limites são as fronteiras nacionais, que sepa-
ram o Brasil dos países vizinhos. O poder do
Estado-Nação contemporâneo ergue-se sobre os
conceitos de soberania e propriedade.
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Rondon.
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Distrito Fedot1',11
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Regionalização e planejamento
territorial
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Veja que a desconcentração das atividades produ-
tivas e a inclusão social fez com que as regiões
periféricas ganhassem espaço c participação na
produção da riqueza nacional.
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dos Deputados. O terceiro poder é o judiciário e é
representado pelos tribunais (STJ e STF)
Os estados são uma herança das antigas
capitanias do período colonial e imperial e que
após a proclamação da república em 1889 passa-
ram a ser denominados estados. Hoje. devido o
país ser uma República Federativa os estados
gozam de certa independência, tendo até mesmo a
sua Constituição. mas não podem se separar da
federação. O estado tem constituído três poderes,
o executivo. comandado pelo governador. o Icgis-
lativo, formado pela assembleia legislativa e o
judiciário, formado pelos tribunais c comandado
pelos desembargadores.
O município, que se confunde com cidade.
é outro nível da administração brasileira. Tem os
poderes do executivo. representado pelo prefeito e
do legislativo. representado pela câmara dos verc-
adores.
Este nível da administração tem grande
importáncia devido a comandar diretamente os
fatos locais que garantem à população o accsso
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GEO 04
Fonte: IBGE
aos bens e serviços necessários ao bem comum,
bem como ser o articulador do desenvolvimento
local.
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107
Ao observar os mapas da evolução da di-
VIsa0 regional, apresentada anteriormente, pode-
mos verificar que as políticas regionais iniciaram
em 1940 quando o governo de Vargas implemen-
tou uma forte política nacionalista que se segui-
ram nos governos posteriores, sempre buscando
aplicar políticas de desenvolvimento regional.
Para conseguir desenvolver suas políticas regio-
nais o governo buscou integrar as regiões levan-
do-se em conta as suas características fisiográficas
e socioeconômicas. As potencialidades regionais
foram levantadas e com uma política de desenvol-
vimento regional foi implementado diversos pro-
jetos visando conseguir desenvolver as regiões e
conseguir um melhor equilíbrio entre as diversas
regiões.
O desequilíbrio regional é fruto de um processo
histórico aliado à integração do país na economia
mundial. O modelo primário exportador pennitiu,
durante a história, passannos por ciclos econômi-
cos que estabeleceram nas regiões economias
locais que se integravam diretamente ao exterior:
Nordeste: economia do açúcar, algodão c cacau.
Norte: Amazônia - economia da exploração do
látex (borracha)
Centro-Oeste: pouco explorada e ocupada - é uma
expansão da economia do ciclo do ouro
Sul: economia agrícola baseada na produção de
charque. Essa foi uma região que se integrou com
a economia interna. abastecendo a região sudeste
durante o ciclo do ouro .
Sudeste: essa região tomou-se a região central na
economia do país por apresentar diversos ciclos
econômicos sucessivos. Quando uma atividade
econômica entrava em crise era sucessivamente
substituída por uma nova atividade econômica. Os
ciclos que levaram o SE a se tomar a região cen-
trai do país foram: ciclo do ouro, ciclo do café,
ciclo da indústria. Com a industrialil.ação ampliou
a urbanização e a formação das metrópoles que
concentraram os principais serviços: sistema fi-
nanceiro, universidades e centros de pesquisa,
sedes das grandes empresas, em especial as multi-
nacionais.
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o Brasil é um país de dimensões continen-
tais e apresenta grandes diversidades regionais.
Mesmo tendo 92% de seu território dentro da
zona intertropical o país apresenta diferentes cli-
mas, solos, hidrografia c desenvolvimento socioc-
conômico.
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Ao observar os mapas da evolução da di-
visão regional, apresentada anteriormente. pode-
mos verificar que as políticas regionais iniciaram
em 1940 quando o governo de Vargas implemen-
tou uma forte política nacionalista que se segui-
ram nos governos posteriores, sempre buscando
aplicar políticas de desenvolvimento regional.
Para conseguir desenvolver suas políticas
regionais o governo buscou integrar as regiões
levando-se em conta as suas características fisio-
gráficas e socioeconômicas. As potencialidades
regionais foram levantadas e com uma política de
desenvolvimento regional foi implementado di-
versos projetos visando conseguir desenvolver as
regiões e conseguir um melhor equilíbrio entre as
diversas regiões.
Com o objetivo de programar o desenvol-
vimento do país c buscando diminuir a diferença
entre os mais diversos pontos do Brasil foi plane-
jado políticas de desenvolvimento regional. Para
aplicar estas políticas o país foi dividido em regi-
ões que diferenciam com o tempo.
As regiões brasileiras são em número de
cinco, confonne o mapa abaixo, c confundem-se
com os limites dos estados que a compõem.
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Composta pelos estados do Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul é a região com
menor número de estados e a que ocupa menor
área no país. Tem característica especial na sua
incorporação ao país, enquanto as demais foram
ocupadas pela exploração da grande unidade pro-
dutiva rural, esta região foi ocupada por imigran-
tes em pequena.;; unidades produtivas familiares.
Tendo grande participação de imigrantes e
uma economia voltada para a produção de gado
pouco se atraiu o escravo negro. Também tem
grande relevância a participação dos jesuítas por-
tugueses na incorporação de terras ao nosso terri-
tório, principalmente no oeste da região.
REGIÃOSUL
Poder econômico: anteriormente consegui-
do pela exploração do ouro o poder econômico da
região foi sendo substituído sucessivamente pelo
café, que tem seu auge no segundo reinado, e
depois pela produção industrial. Com a indústria
de substituição de importações a região foi bene-
ficiada por diversos motivos dentre eles pela exis-
lência de um mercado consumidor representado
pelas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo já
bem desenvolvidas, pela infraestrutura existente
como bancos, portos, estradas e ferrovias, pela
nlào-de-obra especial izada representada pelos
imigrantes europeus que se fixaram na cidade e
pelo capital disponível vindo da atividade cafeeira
que estava em crise .
Desenvolvimento técnico-científico: desde
o periodo colonial esta região foi beneficiada pela
instalação de unidades educacionais que desen-
volveram a sua mão-de-obra. Com uma melhor
educação e em tempos mais recentes pela instala-
ção de grandes universidades a região pode de-
senvolver um bom número de centros de pesqui-
sas e institutos tecnológicos que abrigam boa
parte da produção científica do país. Devido a
apresentar um bom nível de desenvolvimento
sociocconômico a região foi escolhida para ser
sede das multinacionais que se instalaram no país
após a década de 50.
Concentração do poder financeiro: a con-
centração inicial das sedes do sistema financeiro
nacional, quando a capital era sediada na cidade
do Rio de Janeiro, permitiu concentrar no SE as
principais sedes de bancos c das bolsas de valores.
Com a fusão da bolsa do RJ e bolsa de SP os
negócios e as decisões econômicas passam a estar
concentrados em SP.
Nesta região estão os principais portos,
Santos em SP e Tubarão no ES, Sepetiba no RJ,
os principais aeroportos e estradas. Também se
concentra na região a melhor infraestrutura de
comunicação e a sede dos principais sistemas de
comunicação.
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REGIÃO SUDESTE
Regiões Brasileiras
Outros; 8,80%
Ouro: descoberto no fim do século XVII
tomou-se de grande importância para a colônia no
século XVIII. o que viabilizou a transferência da
sede do poder politico de Salvador para o Rio de
Janeiro que aí pennaneceu até a década de 50 do
século passado quando a capital do país foi trans-
ferida para Brasília.
A descoberta do ouro proporcionou grande
fluxo de imigrantes em busca das minas e também
do nascimento de vários centros urbanos como
Vila Rica, atual Ouro Preto. Nesta época houve
grande interioriü1.ção da população que antes se
fixava no litoral. Esta interiorização valeu para
desenvolver diversas atividades subsidiárias das
minas e o nascimento de diversas atividades com-
plementares nas novas cidades o que fez surgir a
classe média formada por funcionários do gover-
no colonial, militares, comerciantes e profissio-
nais liberais.
Poder político: desde a transferência da se-
de administrativa da colônia para o Rio de Janeiro
o poder decisivo desta e posteriormente do gover-
no imperial e republicano ficou concentrado no
Rio de Janeiro. Lá se instalou a corte c todas as
decisões eram emanadas do Rio de Janeiro para o
restante do país.
Brasil: Valor da Produção Industr
Participação das UFs
Composta pelos estados de São Paulo, Rio
de janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, repre-
senta a região mais importante do país. Concentra
a maior parte da população, da produção industri-
al e do poder político. Devido às caraterísticas
históricas desenvolveu-se em função dos seguin-
tes fatores:
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Rio Grande do Uorte
Paraíba
Pernambuco
Alagoas
Sergipe
Estende-se desde o RN até aBA.
ZONA DA MATA ou LITORAL ORIENTAL:
plantado na região. Abrigou a capital da colônia
até o século XVIII quando esta foi transferida
para o Rio de Janeiro.
Devido as suas características climáticas
sofre sucessivas secas que influenciam na manu-
tenção da qualidade de vida dos seus habitantes. A
seca passou a ser utilizada politicamente para
garantir a manutenção da oligarquia rural no po-
der. A luta para a convivência com a seca permi-
tiu, devido a estrutura politica, criar a Indústria da
Seca. Com a indústria da seca, a oligarquia rural
conseguiu se manter no poder devido ao chamado
voto de cabresto. Tudo isso, aliado ao efeito eco-
nômico da seca, mantem a região com grande
desigualdade social e intra-regional, além de abri-
gar uma população dependente das ações inclusi-
vas do governo, como a ajuda monetária represen~
tada pela bolsa família, bolsa escola, etc.
A sua indústria está concentrada no litoral,
principalmente, nas cidades de Salvador, Recife e
Fortaleza. Esta indústria veio para o NE com o
incentivo da SUDENE (criada em 1958 no gover-
no de Kubitschek e foi o primeiro órgão de plane-
jamento macrorregional). A indústria incentivada
pela SUDENE é controlada pela indústria do SE.
Neste período houve um grande incremento in-
dustrial estendendo até década de 70 com uma
política de empréstimos subsidiados e incentivos
fiscais proporcionados pelos governos.
Outra característica do NE é a concentra-
ção da maior parte da população no litoral. prin-
cipalmente, nas grandes cidades.
A região não é homogênea e apresenta
grandes diferenças intra-regionais. Existem nessa
região áreas mais industrializadas, outras com
agricultura moderna e outras ainda com agropecu-
ária tradicional e pouquíssimo desenvolvimento
costuma-se dividir o NE brasileiro em 4 principais
sub-regiões de acordo com as suas características
físicas e socioeconômicas (do litoral leste para o
interior) vide mapa a seguir:
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REGIÃO NORDESTE
Foi a primeira região a receber povoamen-
to efetivo c também a primeira que representou
desenvolvimento econômico expressivo. Com o
Tratado de Tordesilhas a região NE pertencia a
Portugal e uma vez que esta não apresentou ne-
nhuma riqueza mineral a sua exploração foi pen-
sada de modo a proporcionar a produção de pro-
dutos tropicais para o mercado europeu.
A implantação do PLANTATION para a
produção da cana-de-açúcar fez com que esta
região apresentasse grande importância econômi-
ca no período colonial.
É composta pelos estados da Bahia, Sergi-
pe, A lagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do
Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. É a região com O
maior número de estados, num total de nove, esta
região apresenta grande disparidades intra-
regionais, principalmente, entre o interior e o
litoral.
Devido às suas características climáticas
esta região proporcionou a produção de produtos
característicos de climas mais amenos, mas desta-
ca-se na produção de soja (com destaque para o
PR e RS), trigo (PR com 62% da produção nacio-
nal), milho (com destaque para o PR), fumo (des-
taque para RS 45% da produção nacional e Se) e
arroz (RS 29% da produção nacional).
Após a década de 70 do século passado
certos produtos como o arroz, soja, trigo e algo-
dão vêm crescendo a produção na região CO c
esta produção acompanha o fluxo migratório
ocorrido da região Sul para o CO com o incre-
mento das novas fronteiras agrícolas.
Tem grande expressão na produção de suí-
nos (região N-NE do RS, SW do PR e Oeste de
Se) c ovinos (60% do rebanho nacional, sendo
que o RS produz 98% da lã nacional)
Além de sua importância na produção
agropecuária a região Sul também tem uma boa
expressividade industrial, principalmente após o
processo da desconcentração industrial que garan-
tiu novo impulso para o setor secundário na regi-
ão.
Nos últimos anos, após a implementação
do MERCOSUL, tem ganhado constantes inves-
timentos na área industrial e novas montadoras
que se instalaram no país escolheram esta região
como base. A política desencadeada pelos gover-
nadores de estados, GUERRA FISCAL, é uma
consequência desta nova realidade que possibili-
tou uma pequena descentralização da indústria no
país.
Foi alvo de invasões estrangeiras devido a Área de clima tropical úmido.
sua riqueza e berço de diversas revoltas causadas
pela insatisfação da situação de exploraçãoim-
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Engloba as cidades de Ilhéus e Itabuna. Ê uma unidade economicamente pobre,
Nessa área predomina a monocultura ca- onde ainda predominam o extrativismo vegetal
caueira voltada para exportação o cultivo do cacau (babaçu) e uma agricultura tradicional de algodão,
é feito de forma sombreada, já que o cacaueiro é cana-de-açúcar e arroz.
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Concentra a maior parte da população do
NE, registrando elevadas densidades demográfi-
cas e cidades populosas.
A Zona da Mata. antes lugar de "planta-
tion" colonial, escravista, concentra, hoje, a pro-
dução industrial regional, distribuída espacialmen-
te na forma de manchas, no entorno de algumas
capitais.
Compreende as seguintes subunidades:
ZONA DA MATA AÇUCAREIRA
Estende-se do RN até a parte setentrional
da BA.
Predomínio de grandes propriedades agrí-
colas que praticam a monocultura canavieira vol-
tada para exportação a monocultura açucarcira da
Zona da Mata, que atingiu seu apogeu do séc.
XVI ao XVIII, entrou em decadência a partir do
séc. XIX, pois aumentou-se a produção em outras
partes do país (especialmente em SP) e também
houve o crescimento da oferta no mercado inter-
nacional.
Os maiores problemas nordestinos estão
nessa área, mais do que no Sertão :=: aí domina a
pobreza, as cidades cheias de favelas ou "mocam-
bos", a mão-de-obra é mal remunerada e boa parte
dos trabalhadores rurais recebe menos que o salá-
rio mínimo.
RECÔNCAVO BAIANO
Área situada ao redor da cidade de Salva-
dor.
Destaca-se pela extração petrolífera Uá
chegou a produzir cerca de 80% das necessidades
do país) e pelas indústrias, especialmente petro-
químicas destaque para o pólo pctroquímico de
Camaçari.
A industrialização dessa região vem cres-
cendo desde as décadas de 1970 e 1980. com
indústrias petroquímicas, mecânicas e químicas
em 2000, iniciou-se no município de Camaçari a
instalação da indústria automobilística (a Ford
fechou a sua unidade de produção no RS e foi
para essa região).
Registra também idênticos problemas de
submoradias, pobreza e mão-de-obra com remu-
nerações baixissimas.
SUL DA BAHIA ou ZONA DO CACAU
pré'
uma planta que se desenvolve bem à sombra de
árvores de maior porte.
Essa área já foi bem mais rica no passado,
mas sofreu um esvaziamento econômico nas últi-
Illas décadas devido à queda do preço internacio-
nal do cacau.
AGRESTE
Zona de transição entre o litoral, Zona da
Mata (úmido) e o Sertão (semiárido).
É uma faixa de região de clima semiúmido
que pratica a policullura em minifúndios e atrai
população aumentando a densidade demográfica
dentro deste contexto cresceram cidades como:
Campina Grande (tecnopolo), Caruaru, Gara-
nhuns, que funcionam como autênticas capitais
regionais dessa zona.
Faixa identificada economicamente por
cultivos alimentares c pela criação de gado.
O agreste alterna, de maneira geral, dois ti-
pos de vegetação: a Floresta tropical e a caatinga.
Predominam na sub-região as pequenas e
médias propriedades, policultoras.
Atualmente, o Agreste Nordestino passa
por um processo de "pecuarizaçào" que provoca
inúmeras consequências, dentre as quais cita-se: a
substituição das áreas de plantação de lavouras de
lavouras por pastos, fato que reduz o número de
empregados agrícolas e desabastece o mercado de
produtos alimentares, além de provocar a concen-
tração de terras na região.
MEIO-NORTE ou ZONA DOS COCAIS ou NORDES-
TE OCIDENTAL
Formado pelos estados do MA e PI.
Nessa faixa de terra encontra-se a mata dos
cocais :=: vegetação de transição entre a caatinga e
a floresta amazônica = é formada por palmeiras
como a carnaúba ("árvore da vida") e, principal-
mente, o babaçu do caule do babaçu se extrai o
palmito e, de suas sementes, um óleo usado na
fabricação de cosméticos e de aparelhos de alta
precisão; do caule da carnaúba pode-se tirar uma
cera, e de seu caroço é extraído um óleo := tanto a
cera quanto o óleo da carnaúba são utilizados na
fabricação de ceras, velas, lubrificantes, etc.
Ê uma região: de transição entre a Amazô-
nia c o Nordeste, com economia baseada no extra-
tivislllo vegetal e na agricultura tradicional de
algodão e arroz.
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A "indústria da seca":
o "Polígono das Secas": as últimas secas
no Sertão têm ultrapassado a área definida na
década de 1950 como "polígono das secas", pois
a caatinga constitui uma vegetação pouco densa,
com importante estrato arbustivo caducifoliado c
espinhoso; ela abriga também cactáceas. As espé-
cies mais características são o xiquexique, o man-
dacaru, a jurema e a árvore barriguda as espécies
vegetais são xerófilas, apresentando mecanismos
de adaptação ao calor e aos longos períodos de
estiagem: folhas pequenas que caem dumnte a
seca e são substituídas por espinhos; revestimento
dos tecidos que ajuda a perder menos água por
transpiração; raízes com capacidade para capturar
água e armazenar nutrientes, etc. em seu conjunto,
a caatinga constitui uma vegetação pouco densa,
com importante estrato arbustivo caducifoliado e
espinhoso; ela abriga também cactáceas as espé-
cies mais características são o xiquexique, o man-
dacaru, a jurema c a árvore barriguda vide dese-
nho a seguir.
Este tema já foi tratado anteriormente. Tal
expressão refere-se aos interesses econômicos e
políticos de grupos que lucram com as secas a
criação de órgãos públicos como o DNOCS (De-
partamento Nacional de Obras Contra as Secas),
110 início do Séc. XX (chamava-se IOCS - Inspe.
toria de Obras Contra as Secas), não resolveu o
problema e beneficiou grandes proprietários de
terras, denominados "coronéis", e políticos liga-
dos ao partido no poder os açudes, 110nnalmente
construídos com recursos públicos em grandes
propriedades particulares, acabam sendo controla-
dos pelo fazendeiro. que os usam em roveito pró-
prio as verbas federais que chegam para combater
o efeito das secas são distribuídas para políticos
ligados ao partido no poder, que as usam, muitas
vezes, apenas para garantir votos (o "voto de
cabresto").
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o sertão nordestino tem como característi-
cas naturais de maior destaque as seguintes: clima
semiárido, rios intermitentes e vegetação de caa-
tinga.
As características marcantes do ecossiste-
ma da Caatinga:
a) os solos pouco profundos, devido aos
baixos índices pluviométricos e ao predomínio do
intemperismo fisico;
b) as extensas superficies arrasadas pela
erosão, típicas de um clima mais seco;
c) os inselbergs, ou morros residuais, que
resistiram a um intenso trabalho erosivo;
d) os "brejos" constituídos por áreas mais
úmidas, nos vales fluviais ou nos pés de serras;
e) encontram-se, aqui e ali, manchas de so-
los ligeiramente salinizados.
Clima: tropical semiárido - caracteriza-se
pela irregularidade das chuvas, com uma estação
de seca prolongada.
A causa PRINCIPAL para a existência do
clima semiárido no Nordeste brasileiro é a circu-
lação geral da atmosfera, fenômeno extemo à
região.
SERTÃO
A caatinga, que em tupi-guarani significa
"mata branca", é um ecossistema e, como tal.
poss i relações de interdependência entre os dife-
rentes elementos que a constituem a caatinga é
predominante na área conhecida como Sertão
Nord~stino, avançando também pelo Norte do
Estado de Minas Gerais é a vegetação característi-
ca do clima tropical semiárido, com altas tempera-
turas ao longo do ano e baixa pluviosidade COIl-
centrada em período curto as espécies vegetais são
xerólilas ou xerófitas, apresentando mecanismos
de adaptação ao calor e aos longos períodos de
estiagem: folhas pequenas que caem durante a
seca e são substituídas por espinhos; revestimento
dos tecidos que ajuda a perder menos água por
trans iração; raízes com capacidade para capturar
água e armazenar nutrientes. etc. em seu conjunto,
www.unipre.com.brDesde os anos de 1970. porém, a agricultu-
ra tradicional vem passando por mudanças na
década de 1980, a soja havia se tornado o princi-
pal produto cultivado na cidade de Balsas, uma
das manchas de cerrado no sul do MA a plantação
dessa leguminosa foi introduzida por agricultores
que emigraram do sul do país é mecani7..<'1da, o que
explica o crescimento de sua produção hoje 90%
da produção de soja dessa região é exportada pelo
porto de São Luís os lucros proporcionados pela
exportação atraíram um contingente ainda maior
de emigrantes dos estados sulinos do país para a
cidade de Balsas e arredores.
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esta não incluía municípios na parte sul e leste do
MA é fato conhecido que, desde as primeiras
secas registradas na época colonial até hoje, a área
de abrangência desse fenômeno climático se ex-
pandiu = DESERTIFICAÇÃO isso foi uma deeor-
rência de desmatamentos intensos, significando a
eliminação da cobertura botânica original, presen-
ça de uma cobertura invasora, com redução da
biodiversidade e do patrimônio genético; làlta de
uma política adequada de combate às secas e de
convívio com elas.
passaram a vida resistindo à seca". (Adaptado de:
AB'SABER, Aziz. "Ab'Saber: os meridianos da
independência". Jornal da Ciência: órgão da Soci-
edade Brasileira para o Progresso da Ciência, dez.
2004).
o aumento da oferta de água em algumas
áreas do semiárido não garante a distribuição
equitativa desse recurso. As razões para o conllito
entre o uso das águas para irrigação e o seu apro-
veitamento na geraçào de energia elétrica no vale
do São Francisco:
Embora a pecuária seja a atividade econô-
mica dominante no Sertão, realiza-se também o
cultivo de algodão. "Um novo, desconhecido e
próspero Nordeste, uma nova fronteira agrícola
que se consolida ano a ano com a produção de
grãos no oeste da Bahia, sul do Maranhão e sudes-
te do Piauí. É esta a nova aposta da Companhia
Ferroviária do Nordeste (CFN) para tirar do papel
o secular projeto da Transnordestina. Com inves-
timentos de RS 4,5 bilhões em reforma ou amplia-
ção de 1.860 quilõmetros de trilhos, o governo
federal planeja interligar as árcas produtoras de
soja, milho c algodão aos Portos de Suape, em
Pernambuco, e de recém, no Ceará." ("Jornal do
Comércio. Nova fronteira agrícola aguarda a
Transllordestina" - 14105/2006). O progresso
agrícola na região é uma demonstração da adapta-
ção das lavouras modernas à<; regiões de caatinga
a localização geográfica das principais
áreas irrigadas à montante (mais próxima da nas-
cente) da sequência de quedas d'água no Rio São
Francisco, onde estão situadas as usinas de Paulo
Afonso I, 11, 111e IV,
Moxotó, ltaparica e Xingó, faz com que a
expansão da irrigação, que demanda cada vez
mais água, esteja competindo com a geração de
energia = o aumento da área irrigada no vale,
conjugada com a demanda de água para a transpo-
sição, pode vir a comprometer a vazão mínima
necessária para a geração de energia.
As criticas feitas pelos movimentos ambi-
entalistas à transposição de águas do São Francis-
co para as bacias do Nordeste Setentrional: exis-
tem soluções menos custosas e mais sustentáveis
para sanar o problema da falta de água no semi á-
rido, como a construção de poços e cisternas; o
regime fluvial e a vazão do Rio São Francisco já
estão bastante comprometidos pelo desmatamento
em suas cabeceiras e de seus formadores e a
transposição seria um golpe mortal na vida do rio;
a transposição comprometeria a vazão do rio para
a jusante (mais próxima da foz), aumentando a
salinidade em sua foz, o que afeta a vida nos
manguezais; a transferência das águas do São
Francisco, com os seres vivos que nele vivem,
para os rios do Nordeste Setentrional, poderia
afetar seriamente os ecossistemas fluviais do
semi árido.
águas do rio $. Francisco:
o polêmico projeto de transposição das
l11IIlrrig.çio
.••• UsinolHidrelétdu
JR>o
~. Projeto de
lO Ttlnsposj.çio
o rio São Francisco é a principal fonte de
água para irrigação e geração de energia no Nor-
deste Brasileiro ele atravessa a zona semiárida,
que vem apresentando um acelerado processo de
crescimento urbano, em função da migração cam-
po-cidade provocada pela crise do complexo ga-
do-algodão-lavouras alimentares.
Nos dias atuais, o "Velho Chico" - deno-
minação cunhada pelos ribeirinhos - está no cen-
tro das atenções devido ao projeto de transposição
de suas águas para as bacias hidrográficas do
Sertão Setentrional = esse projeto é considerado,
por muitos, a melhor alternativa para minimizar o
problema da vulnerabilidade climática e da tensão
social no Nordeste Semi árido.
Aziz Ab'Saber, considerado um dos geó-
grafos mais importantes do mundo, falando de
suas angústias de brasileiro para o caderno ALI-
ÁS, declarou que "os governantes e os políticos
não têm noção de escala e sabem que o povo
também não tem". Segundo ele, o semi árido tem
750 mil quilômetros quadrados, no mínimo, e a
transposição das águas do São Francisco não vai
resolver o problcma dessa região. Para Aziz, é
preciso também saber a quem irá servir a transpo-
sição: se aos capitalistas, que têm fazendas c mo-
ram em apartamentos chiques em Fortaleza ou
Recife, ou aos pobres da região, "pessoas que
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Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
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REGIÃO CENTRO-OESTE
produtiva, em especial no setor agropecuaflo.
Com o avanço das fazendas há uma substituição
da vegetação natural pelas pastagens e agricultura
e, consequentemente, uma discussão acerca da
proteção da floresta. O crescimento da integração
da região Norte a economia nacional - mundial
trará, nas próximas décadas uma intensa discussão
que necessita ser capitaneada pelo nosso governo,
para garantir a nossa soberania.
A região é composta pelas seguintes uni-
dades da federação: Goiás, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul e pelo Distrito Federal. Tem grande
importância no atual contexto do desenvolvimento
nacional uma vez que é uma importante fronteira
agrícola em pleno desenvolvimento. Está rece-
bendo grandes investimentos desde a década de
60 e com o aprimoramento da infraestrutura de
transportes proporcionou um melhor escoamento
da produção. Recebeu grande contingente de
imigrantes vindo da região sul e desenvolveu a
produção de soja no cerrado, do trigo no MS,
além do algodão, sendo hoje a região com a maior
produção de soja e algodão.
Hoje, a indústria do turismo tem grande
expressão para a região, em especial com a eleva-
ção do pantanal mato-grossense como patrimônio
natural. Com o título há a necessidade de desen-
volver projetos de preservação ambiental.
A inserção econômica da região está inte-
grada ao desenvolvimento da região centro-sul
(Sudeste, Sul, Centro-Oeste)
Importantes projetos agroindustriais foram
implementados na região o que a fez despontar
como a principal região produtora de grãos. O
grande rebanho está possibilitando a atração de
frigoríficos além de outras áreas da produção que
continuam possibilitando o crescimento urbano.
Sofreu diversas intervenções de modo que
modificou o mapa da região. Em 1977 foi criado o
estado de Mato Grosso do Sul, oriundo do estado
de Mato Grosso. Com a Constituição de 1988
dividiu o estado de Goiás e foi criado o estado de
Tocantins que passou a integrar a região Norte,
além da criação do Distrito Federal que abriga a
capital do país, e é hoje a 4" cidade mais populosa
do Brasil.
REGIÃO NORTE
e à seca. "O Nordeste segue seco tendo muito
mais gente do que as relações de produção ali
imperantes podem suportar. As secas espasmódi-
cas que assolam a região criam descontinuidades
forçadas na produção rural e conduzem a um
desemprego maciço dos que não tem acesso à
terra, relegando-os à condição potencial de reti-
rantes. Sem emprego e pão ninguém pode convi-
ver com as vicissitudes de uma natureza rústica
( .. .)" (AZIZ,Naeib Ab' Saber. OS SERTÕES: A
originalidade da terra. Ciência Hoje, Eco-Brasil,
volume especial, maio, 1992.)
Os projetos de irrigação no semiárido: os
primeiros projetos de fruticultura irrigada às mar-
gens do São Francisco (no vale médio do S. Fran-
cisco: cidades de Juazeiro, na fiA e Petrolina, em
PE), começaram há 20 anos e, atualmente, produ-
zem grande quantidade de frutas (mangas, uvas,
melões) que são em boa parte exportadas para os
Estados Unidos e Europa.
Foi por muito tempo considerada um ane-
cúmeno (local impróprio à habitação, vazio de-
mográfico). Nos dias atuais apresenta~se como
uma fronteira da expansão agropecuária e do
povoamento.
Após 1964, como parte da estratégia do rc-
gime militar de desenvolver as regiões c promover
integração nacional, foi criada a SUDAM com o
intuito de desenvolver a região Nortc. Fruto desta
estratégia foi feita a implementação de diversos
projetos como o da Zona Franca de Manaus, o
projeto do Grande Carajás, projeto Jari e Calha
Norte. O crescimento da Amazônia se fez em
favor do grande capital nacional e estrangeiro e a
custa de grande destruição da nature7.a com explo-
ração e até extennínio dos povos nativos e signifi-
cou o agravamento de inúmcros problemas, dentre
os quais o problema ecológico.
É, desde a década de 1970, a frente pionei-
ra que recebe investimentos para a integração
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Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
É composta pelos estados do Amazonas,
Amapá, Acre, Pará, Rondônia, Roraima e Tocan-
tins. É a maior em extensão territorial região (58%
do território brasileiro) e devido a suas condições
naturais é muito visada por outros países. Abrange
a maior bacia hidrográfica, grandes reservas mine-
rais e tem o maior potencial hidrelétrico do país
além de abrigar a maior biodiversidade do plane-
ta. Sua exuberante floresta latifoliada equatorial e
a riquíssima rede hidrográfica são os principais
elementos formadores do quadro natural.
Por vezes a região é confundida com a
Amazônia legal, mas seus limites não são idênti-
cos. A AMAZÔNIA extrapola os limites da regi-
ão Norte e abrange a maior parte do estado do MT
e do TO e a metade oeste do MA.
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IBGE. 2001.
Regiões Admlnlstratlv3s
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O Centro-Sul expressa a integração eco-
nômica do Sudeste industrial e financeiro com o
Sul agrícola e industrial. Também espelha a ex-
pansão da agropecuária moderna para a porção
meridional do Centro-Oeste e a transferência da
capital federal para o Brasil Centrai.
O Complexo do Nordeste abrange a vasta
região de povoamento antigo e apropriação produ-
tiva baseada em estruturas agrárias e sociais arcai-
cas. A "questão nordestina" ocupa um lugar des-
tacado no debate nacional sobre a pobreza e as
desigualdades de desenvolvimento regional.
O Complexo da Amazônia coincide, essen-
cialmente, com o Domínio Amazônico. Ele ex-
pressa a existência de uma fronteira de expansão
da economia nacional, que é tanto uma fronteira
demográfica quanto uma fronteira de recursos.
integração econômica promovida pela concentra-
ção industrial no Sudeste. Ao contrário da divisão
regional oficial, a delimitação dos complexos
regionais não é moldada pelos limites político-
administrativos das unidades da federação.
O norte semiárido de Minas Gerais integra
o Complexo do Nordeste; o oestc do Maranhão
integra O Complexo da Amazônia; Tocantins e
Mato Grosso cstão divididos entre a Amazônia e o
Centro-Sul.
No final da década de 1960. quando Geiger
elaborou sua proposta. o Centro-Sul já tinha se
consolidado como o coração econômico do Brasil.
O complexo regional concentrava 70% da popula-
ção brasileira e a maior parte da produção indus-
trial e agropecuária do país, funcionando como
fonte dos capitais que dinamizavam toda a eco-
nomia nacional.
A divisão em complexos regionais não tem
finalidades estatísticas, como a divisão regional
oficial (IBGE) ela surgiu como síntese geográfica
de um século de integração nacional e continua a
ser um instrumento eficaz para a compreensão da
dinâmica de valorização do território brasileiro.
A dinâmica regional brasileira expressa as
grandes tendências econômicas c demográficas de
apropriação e valorização do território.
O processo de integração nacional, impul-
sionado pela modernização industrial do Sudeste,
não encontra tradução precisa na divisão regional
oficial. Essa lacuna foi preenchida pela proposta
de divisão do país em três complexos regionais ou
regiões geoeconômicas.
A proposta, elaborada em 1967, pelo geó-
grafo Pedro Pinchas Geigcr. asscntou-se em crité-
rios diferentes daqueles que haviam oricntado os
técnicos do IBGE na delimitação das macrorregi-
ões oficiais. Mais do que características naturais
ou econômicas singulares, os complexos regionais
espelham, no plano espacial, os resultados da
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o geógrafo Pedro Pinchas Geiser, apresen-
tou uma proposta de regionalização do país consi-
derando o processo de modernização do território,
representado pela tecnologia empregada na pro-
dução, a infraestrutura e a qualidade dos fluxos
presentes no espaço geográfico.
"O geógrafo Pedro Pinchas Geiger propôs,
em 1967. a divisão regional do Brasil em três
regiões geoeconômicas ou complexos regionais
( ... ). Essa divisão regional tem por base as carac-
terísticas geoeconômicas e a formação histórico-
econômica do Brasil. ( ... )" (ADAS, M. "Geogra-
fia: O Brasil e suas regiões geoeconômicas". São
Paulo: Moderna, 1996. p. 52 e 67.)
Os complexos regionais
DIViSÃO RfCIOtlAL DO BRASIL".~
Esc.: 1:60 000 000
300 o 600 km~
Projeção Policônica
Reestruturação produtiva,
redes e as novas propostas de
regionalização
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IBGE. 2002.
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R"9lões Geoeconômicas
Reglõcs Brasileiras
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Observe os mapas a seguir.
A divisão do Brasil em regiões geoeconô-
micas é uma proposta de estudo do espaço brasi-
leiro com base em três grandes unidades territori-
ais (Amazônia, Nordeste e Centro-Sul), individua-
lizadas segundo critérios geográficos e econômi-
cos. Mais do que características naturais ou eco-
nômicas singulares. os complexos regionais espe-
lham. no plano espacial, os resultados da integra-
ção econômica promovida pela concentração
industrial no Sudeste. Assim, abrangem regiões
produtivas com características desiguais, mas que
foram soldados pela emergência de um mercado
interno unificado.
AMAZÔNIA
Com uma área de 5 milhões de Km2 ( 58% da área
do país). é a mais extensa das regiões geoeconô-
micas. A Amazônia apresenta pequena população
absoluta, baixa densidade demográfica (7 hab.:
por km2). economia cncalçada no extrativismo
mineral e vegetal e na agropecuária.
O complexo da Amazônia expressa a existência
de uma fronteira de expansão da economia nacio-
nal, que é tanto urna fronteira demográfica como
urna fronteira de recursos.
A indústria aparece na região geoeconômica da
Amazônia sob a forma de enclaves, estabelecidos
a partir de incentivos federais ou para explorar os
recursos minerais. Esses focos industriais não
estão conectados ao mercado regional, mas aos
mercados do Centro-Sul e do exterior. O mais
importante enclave industrial fica na capital do
Amazonas. A Zona Franca nasceu em 1967. sob a
supervisão da Superintendência da Zona Franca
de Manaus (Suframa), vinculada ao Ministério do
Interior. Com ela., era denagrada uma operação
geopolítica para a criação de um expressivo centro
industrial em plena Amazônia. Sua meta consistia
em reforçar o poder nacional na "região de fron-
teira" .
A estratégia dos militares era transformar Manaus
em um "'porto livre"' tanto para importação quan-
to para exportação. A isenção de impostos sobre
importação de máquinas, matérias-primas. com-
ponentes c sobre de mercadorias. aliada ao baixo
custo da mão-de-obra local,deveria atrair empre-
sas transnacionais c nacionais para a fabricação de
bens de consumo duráveis. Sob esse ponto de
vista., a Zona Franca foi um sucesso. O estado
saltou de 145 indústrias em 1967 para 800 em
1977. sendo 549 localizadas em Manaus.
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OBS: No seu auge a Zona Franca representava
75% do PIB de todo o Estado e gerava mais de
120 mil empregos diretos e indiretos. As empresas I I 5
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O golpe de Estado de 1964 e a instalação do re-
gime militar acabaram com a ameaça da reforma
agrária que apavorava os usineiros da Zona da
Mata. Mas a ruptura tinha sido realizada. O diag-
nóstico tradicional, que vinculava a pobreza da
região ao fenômeno das secas. deu lugar ao ponto
de vista desenvolvimentista, que tinha como prio-
ridade a implantação de paios industriais no Nor-
deste. Sob essa orientação, estabeleceu-se em
1974 o Fundo de Investimentos do Nordcste (Fi-
nor), uma linha de financiamento de investimen-
tos operado pelo BNB e baseado em descontos no
imposto de renda de pessoas jurídicas.
desemprego, baixos salários, secas, elevada con-
centração de renda e terras.
A industrialiü1.ção do Nordeste desenrolou-se sob
signo das políticas de desenvolvimento regional
conduzidas pelo governo federal. Tais políticas
estimularam uma limitada desconccntração da
indústria, cm escala nacional, mas provocam
concentração industrial, em escala regional. A
criação da Superintendência do Desenvolvimento
do Nordeste (SUDENE), em 1960, foi o ponto de
partida de 11111 projeto de dcsconcentração indus-
trial baseado no planejamento estatal. Através de
um vasto programa de incentivos ficais (benefi-
cios como redução de alfquota de impostos, isen~
ção de impostos) o Estado conseguiu direcionar
investimentos privados do Centro-Sul para o Nor-
deste.
Destaques:
. Implementação de usinas hidrelétricas de grande
porte no rio São Francisco.
1'010 petroquímico de Camaçari na Bahia' In-
dústrias de fertilizantes de Sergipe
. Complexo químico de Salgcma, atual Braskem,
de Aíagoas
. Pala têxtil em Fortaleza
. Porto de Pecém no Ceará
Sob a atuação da SUDENE, o Nordeste emergiu
como região industrial periférica de relevância as
capitais sediados no Sudeste. Os laços de depen-
dência manifestam-se com especial nitidez no
caso da indústria de bens intennediários - produ-
tos químicos, petroquímicos e metalurgia que são
insumos para as empresas do Centro- Sul. A in-
dustrialização incentivada modificou o panorama
econômico nordestino, transferindo para as cida-
des o foco de acumulação regional de riquezas: a
agropecuária realizava quase 30% do PIS região
em 1965; em 2004, menos de 10%. O setor se-
cundário gera, atualmente, cerca de dois quintos
do PIB regional. Algo em tomo de 30% do Im-
posto - Sobre Circulação de Mercadorias e Servi-
ços (ICMS arrecadado pelos estados nordestinos
provém de empreendimentos que foram financia-
dos pelo Finor.
NORDESTE
A região geoeconômica do Nordeste abrange lima
vasta região de povoamento antigo e apropriação
produtiva baseada em estruturas agrárias e sociais
arcaicas. Ocupando uma área de 1,5 milhão de
kml ( 18% da área do país) que se estende a meta-
de leste do maranhão até o norte de Mina" Gerais.
Concentra cerca de um terço da população do pais
e constitui uma "região-problema", em virtude
dos graves problemas sociais e econômicos que
apresenta: pobreza, fome, subnutrição. elevadas
taxas de mortalidade infantil c de analfabetismo,
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o processo de ocupação e exploração mineral está
concentrada na Amazônia Oriental.
Constituída por Amapá, Pará, Tocantins, Mato
Grosso e pelo oeste do Maranhão. É a área que
mais sofreu modificação antrópica, principalmen-
te em Mato Grosso e nos eixos de transportes da
Belém-Brasília e E. F. Carajás. Asjazidas de ferro
da Serra de Carajás foram descobertas em 1967 e
revelou-se a maior reserva de minério de ferro do
mundo.
Em 1980 foi lançado o Programa Grande Carajás,
com a seguinte infraestrutura:
• Estrada de Ferro Carajás (890 Km).
• Porto de Itaqui, em São luís.
• Hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocan-
tins.
AMAZÔNIA ORIENTAL
2) PROJETO DOS PÓLOS DE ALUMíNIO - A
matéria-prima é a bauxita cujas reservas estão na
Serra de Oriximiná, no Vale do Rio Trombetas,
no norocste do Pará (fora da área do Programa).
Em Barcarena (próxima a Belém), a Alumínio do
Norte do Brasil S. A. (ALUNORTE) produz alu-
mina e a Alumínio Brasileiro S. A. (ALBRAS)
fabrica alumínio. Em São Luís, a Alumínio do
Maranhão S. A. (ALUMAR) produz alumina e
alumínio. Essas três indústrias são os principais
consumidores da energia elétrica de Tucuruí.
de clctroclctrônica dominam a aglomeração indus-
trial, vindo em seguida as mecânicas e as de in-
fonnática.
PROJETOS principais do Programa Grande Cara~
jás:
I) PROJETO FERRO CARAJÁS - Extração de
minério para exportação (maior parte para o Ja-
pão). Ao longo da ferrovia há previsão de instala-
ção de siderúrgicas primárias. com a opção ener-
gética do carvão vegetal, o que pode acarretar em
mais desmatamento.
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e industrial. Também espclha a expansão da agro-
pecuária moderna para a porção meridional do
Centro-Oeste e a transferência da capital para o
Brasil central. A concentração de portos de gran-
des movimentos no Sudeste e. em menor escala,
no Sul. reflete a organização geográfica do territó-
rio nacional. Nesse sentido por ser o complexo
geoeconômico mais urbanizada e que abrigam as
principais concentrações industriais funcionam,
também sob esse aspecto, como elos entre o Brasil
e o mercado mundial.
A importância histórica desta região data
do desenvolvimento da atividade mineradora,
quando o eixo econômico e politico do país trans-
feriu-se para o Centro-Sul. Após a mineração, o
café, no Século XIX. valorizou também a área,
tanto no Vale do Paraiba Fluminense como no
Paulista. assim como, no Século XX, este produto
impulsiona o oeste de São Paulo. Manteve. no
entanto, a estrutura fundiária do latifúndio neoco-
lonial exportador, sendo que no Rio Paraíba utili-
zou-se da mão-de-obra escrava negra. Na Era
Vargas esta região encontrou sua vocação indus-
trial. O capital do café e o esforço do Estado vão
transformá-Ia em um grande centro industrial.
sobretudo, nas metrópoles nacionais de São Paulo
e Rio de Janeiro, e na regional de Belo Horizonte.
Urbana e industrial, esta região apresenta
algumas características marcantes:
a) Agricultura - Como produção elevada -
cana-de-açúcar. café. soja, milho e arroz. utiliza-
se, porém, da mão-de-obra temporária ou boia-
fria. mostrando ai seus graves contrastes sociais e
espaciais: ao lado de uma agricultura moderna há
estruturas arcaicas. como a questão social, técnica
e política do Vale do Jequitinhonha e norte de
Minas Gerais, por exemplo;
b) Pecuária - Dinâmica. não só para o abas-
tecimento da carne, como de leite e derivados.
Destacam os rebanhos de Minas Gerais e São
Paulo.
c) Concentração Industrial - Destacamos
quatro espaços industriais importantes: São Paulo,
Rio de Janeiro, área do rzeae cidades médias do
oeste paulista.
d) Extrativismo Mineral - Extração de fer-
ro no Quadrilátero de Minas Gerais, que destinado
ao mercado externo (porto e usina de Tubarão -
E.F.Vitória - Minas). Extração de petróleo - bacia
de Campos-Macaé.
e) Crise Social - Nas metrópoles do Sudes-
te. destacamos o grave problema da segregação
espacial. Mesmo com a redução da migração, a
favelização amplia-se. fato que constata o elevado
processo de segregação do espaço geográfico,
com a favelização e a formação de uma enornle
periferia urbana.
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o Finar financiou, ao longo a sua história, a im-
plantação ou expansão da maior parte dos grandes
grupos industriais com fábricas no Nordeste,

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