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LICENCIATURA EM
 ARTES VISUAIS 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA 
ARTE MUNDIAL I
 
Semestre 3
Prof.ª Fátima Regina Sans Martini
UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�
UNIMES VIRTUAL
L782c LOBO, Maurício Nunes
 Curso de Pedagogia: Atividades Curriculares Acadêmicas Adicionais (por)
 Prof. Maurício Nunes Lobo. Semestre 2. Santos:
 UNIMES VIRTUAL. UNIMES. 2006. 22p.
 
 1. Pedagogia 2. Atividades Curriculares Acadêmicas Adicionais.
 
 CDD 371
Universidade Metropolitana de Santos 
Campus II – UNIMES VIRTUAL
Av. Conselheiro Nébias, 536 - Bairro Encruzilhada, Santos - São Paulo
Tel: (13) 3228-3400 Fax: (13) 3228-3410
www.unimesvirtual.com.br
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição.
www.unimesvirtual.com.br
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �
UNIMES VIRTUAL
UNIMES – Universidade Metropolitana de Santos - Campus I e III
Rua da Constituição, 374 e Rua Conselheiro Saraiva, 31
Bairro Vila Nova, Santos - São Paulo - Tel.: (13) 3226-3400
E-mail: infounimes@unimes.br
Site: www.unimes.br
Prof.ª Renata Garcia de Siqueira Viegas da Cruz
Reitora da UNIMES
Prof. Rubens Flávio de Siqueira Viegas Júnior
Pró-Reitor Administrativo
Prof.ª Rosinha Garcia de Siqueira Viegas
Pró-Reitora Comunitária
Prof.ª Vera Aparecida Taboada de Carvalho Raphaelli
Pró-Reitora Acadêmica
Prof.ª Carmem Lúcia Taboada de Carvalho
Secretária Geral
mailto:infounimes@unimes.br
www.unimes.br
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�
UNIMES VIRTUAL
EQUIPE UNIMES VIRTUAL
Diretor Executivo
Prof. Eduardo Lobo
Supervisão de Projetos
Prof.ª Deborah Guimarães
Prof.ª Doroti Macedo
Prof.ª Maria Emilia Sardelich
Prof. Sérgio Leite
Grupo de Apoio Pedagógico - GAP
Prof.ª Elisabeth dos Santos Tavares - Supervisão
Prof.ª Denise Mattos Marino
Prof.ª Joice Firmino da Silva
Prof.ª Márcia Cristina Ferrete Rodriguez
Prof.ª Maria Luiza Miguel
Prof. Maurício Nunes Lobo
Prof.ª Neuza Maria de Souza Feitoza
Prof.ª Rita de Cássia Morais de Oliveira
Prof. Thiago Simão Gomes
Angélica Ramacciotti
Leandro César Martins Baron
Grupo de Tecnologia - GTEC
Luiz Felipe Silva dos Reis - Supervisão
André Luiz Velosco Martinho
Carlos Eduardo Lopes
Clécio Almeida Ribeiro
Grupo de Comunicação - GCOM
Ana Beatriz Tostes
Carolina Ferreira
Flávio Celino
Gabriele Pontes
Joice Siqueira
Leonardo Andrade
Lílian Queirós
Marcos Paulo da Silva
Nildo Ferreira
Ronaldo Andrade
Stênio Elias Losada
Tiago Macena
William Souza
Grupo de Design Multimídia - GDM
Alexandre Amparo Lopes da Silva - Supervisão
Francisco de Borja Cruz - Supervisão
Alexandre Luiz Salgado Prado
Lucas Thadeu Rios de Oliveira 
Marcelo da Silva Franco
Secretaria e Apoio Administrativo
Camila Souto
Carolina Faulin de Souza
Dalva Maria de Freitas Pereira
Danúsia da Silva Souza
Raphael Tavares
Sílvia Becinere da Silva Paiva
Solange Helena de Abreu Roque
Viviane Ferreira
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �
UNIMES VIRTUAL
AULA INAUGURAL
Olá, seja bem-vindo! 
Meu nome é Fátima Regina Sans Martini. Sou formada em Artes Plásticas 
com Pós-graduação em História da Arte, e Mestre na Área de Artes Vi-
suais com pesquisa em Abordagens Teóricas, Culturais e Históricas, pela 
UNESP. 
Ao longo do semestre, apresentarei a disciplina Estética e História da 
Arte Mundial I com seus objetivos estabelecidos no Plano de Ensino. Ob-
servando a disciplina que trata de história e artes visuais, proponho, sem-
pre que possível, que você, meu caro aluno, após ler os textos e visualizar 
as imagens contidas nele, visite museus, leia livros de história ou acesse 
sites e links relativos ao tema a fim de refletir e motivar-se. 
Estarei sempre presente, ainda que de forma virtual, para motivar, transmi-
tir e clarear suas dúvidas, estabelecendo as orientações para a condução 
de seu aprendizado.
Ensinar e aprender História da Arte: Um tema que gera sempre novos de-
safios, pois renova-se constantemente.
Espero contribuir para um estudo ativo e interessante, sempre por meio 
de sugestões de atividades, as quais valorizem mais o desenvolvimento 
de habilidades e competências do que a simples obtenção de inúmeras 
informações.
Assim, selecionados textos e imagens, procurei um eixo histórico cronoló-
gico, buscando a articulação em torno dos diversos estilos e movimentos 
artísticos. 
A disciplina de Estética e História da Arte Mundial encontra-se dividida 
em dois semestres. Cada semestre está dividido em cinco unidades com 
os diversos temas. Cada tema, a partir do segundo, inicia-se com o título 
de Recordando , onde há uma síntese do que foi estudado anteriormente e 
do que é importante lembrar. 
Há figuras em cada tema ou capítulo. Essas figuras têm relação direta com 
as informações do tema. Minha sugestão é interromper a leitura, observar 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�
UNIMES VIRTUAL
atentamente a ilustração, e, depois, retornar à leitura, verificando a relação 
com o texto.
Encerro alguns temas com as Atividades e as indicações de pesquisa e 
leitura, as quais possibilitam a ampliação dos temas desenvolvidos. 
O universo da História da Arte é encantador e surpreendente! Espero desa-
fiar você a também descobrir e se encantar com esse universo, adquirindo 
seguramente novos conhecimentos, habilidades, valores e atitudes, resul-
tando em experiência e cultura na prática diária. 
Obrigada e um grande abraço.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �
UNIMES VIRTUAL
Índice
Unidade I - Antigüidade .................................................................................... 11
Aula: 01 - Pré-História: Arte e Beleza .......................................................................... 12
Aula: 02 - Os Primeiros Impérios ................................................................................. 16
Aula: 03 - Linhas do Tempo ......................................................................................... 19
Aula: 04 - Egito ............................................................................................................ 22
Aula: 05 - Pirâmides e Monumentos Egípcios ............................................................. 25
Aula: 06 - A Arte Egípcia ............................................................................................. 29
Resumo Unidade I ....................................................................................................... 33
Unidade II - Grécia ............................................................................................. 39 
Aula: 07 - Sentimento Estético e Antigüidade Clássica ............................................... 40
Aula: 08 - Grécia ......................................................................................................... 43
Aula: 09 - Templos Gregos – Ordem Dórica ................................................................. 47
Aula: 10 - Templos Gregos – Ordem Dórica e Jônica .................................................. 50
Aula: 11 - Templos Gregos – Ordem Coríntia. Arte Grega ............................................ 53
Aula: 12 - Escultura e Cerâmica Gregas ...................................................................... 56
Resumo Unidade II ...................................................................................................... 58
Unidade III - Roma ............................................................................................. 65 
Aula: 13 - Roma .......................................................................................................... 66
Aula: 14 - Arquitetura Romana .................................................................................... 68
Aula: 15 - A Arquitetura e os grandes Monumentos Romanos .................................... 71
Aula: 16 - Arte Romana – Escultura – Pintura - Mosaico.............................................73
Resumo Unidade III ..................................................................................................... 75
Unidade IV - Idade Média .................................................................................. 81 
Aula: 17 - As Invasões Bárbaras e o Ocidente Feudal ................................................. 82
Aula: 18 - Alta Idade Média e Roma Oriental ............................................................... 85
Aula: 19 - Arte Bizantina ............................................................................................. 87
Aula: 20 - Civilização Muçulmana – Arte Mourisca ..................................................... 90
Aula: 21 - Taj Mahal – Arte Persa ................................................................................ 93
Aula: 22 - A Baixa Idade Média ................................................................................... 95
Aula: 23 - A Baixa Idade Média – Arquitetura Românica ............................................ 97
Aula: 24 - A Baixa Idade Média – Arquitetura Gótica ................................................ 101
Aula: 25 - A Baixa Idade Média – Arte Românica e Gótica ....................................... 104
Resumo Unidade IV ................................................................................................... 107
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I10
UNIMES VIRTUAL
Unidade V - Renascimento .............................................................................. 113 
Aula: 26 - A Formação do Mundo Moderno .............................................................. 114
Aula: 27 - O Proto-Renascimento .............................................................................. 117
Aula: 28 - A Arte do Renascimento e o Sentimento Estético ..................................... 120
Aula: 29 - A Arte do Renascimento ou Quatrocento .................................................. 123
Aula: 30 - Renascimento Pleno ou Cinquecento ........................................................ 125
Aula: 31 - Renascimento Pleno e Renascimento Tardio ............................................. 128
Aula: 32 - A Arte do Renascimento Tardio ................................................................. 131
Resumo Unidade V .................................................................................................... 133
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 11
UNIMES VIRTUAL
Unidade I
Antigüidade 
Objetivos
 
Classificar a história da Antiguidade. Conhecer e classificar os elementos artísti-
cos da Antiguidade Oriental. Distinguir Arte e Beleza. Identificar e elaborar qua-
dros cronológicos.
Plano de Estudo
 
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
 
Aula: 01 - Pré-História: Arte e Beleza
Aula: 02 - Os Primeiros Impérios
Aula: 03 - Linhas do Tempo
Aula: 0� - Egito
Aula: 0� - Pirâmides e Monumentos Egípcios
Aula: 0� - A Arte Egípcia
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I12
UNIMES VIRTUAL
Aula: 01
Temática: Pré-História – Arte e Beleza
A divisão, do ponto de vista da Pré-História e da História, 
faz parte da localização temporal para efeito de estudo, e 
distingue as sociedades a partir da escrita.
O Período Pré-Histórico abrange desde o surgimento dos primeiros seres 
humanos, há aproximadamente três milhões de anos, até mais ou menos 
cinco mil anos, ou seja, 3000 a.C.
O primeiro período é conhecido como Idade da Pedra Lascada ou Paleolítico.
O período seguinte é reconhecido por Idade da Pedra Polida ou Neolítico. 
Por volta de seis mil anos atrás, os homens desenvolveram a técnica da 
fundição de metais, período conhecido como da Idade dos Metais.
 
Os artistas das cavernas
Podemos afirmar que a arte é uma experiência fundamental. Uma das prin-
cipais maneiras de o homem pré-histórico se expressar é por meio do 
símbolo e dos animais. Antes de surgir o primeiro tijolo na arquitetura, as 
pinturas nos interiores das cavernas já existiam, evidenciando a passagem 
do homem e as primeiras sociedades. 
O objetivo dominante da existência pré-histórica parece ter sido a obten-
ção de alimento, que significava a caça ao animal. Para facilitar a caça, fo-
ram criados ritos, signos e símbolos mágicos para imbuir os caçadores de 
poderes especiais. O símbolo representa a realidade antes de acontecer, 
operando como efeito mágico.
Para o homem pré-histórico, as cavernas eram lugares para esconder os 
símbolos mágicos, o que demonstrava um cuidado na ocultação de ima-
gens. 
As pinturas na gruta de Lascaux
As pinturas da gruta de Lascaux, no sul da França, foram criadas em épo-
cas sucessivas, embora não tenham sido pintadas em um único período. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 13
UNIMES VIRTUAL
A gruta tornou-se um santuário, formado pela natureza, num centro de ri-
tuais que abrangeram períodos diferentes da pré-história. Descobertas em 
1940, apresentam três ambientes: um corredor de acesso, um vão com 
grafitos e a sala dos touros. Nessa última, seis touros, medindo cinco me-
tros cada, são contornados de preto nas paredes. Muitas imagens foram 
traçadas sobre outras já existentes. 
Período Paleolítico
15.000-10.000 a.C.
Gruta de Lascaux,
França.
 
Um dos fatos que mais falseiam a nossa leitura da arte pré-histórica é a 
intensidade da luz em um ambiente de eterna escuridão. As luzes fracas 
das tochas permitiam vislumbrar somente fragmentos das linhas e cores, 
cujos animais quase adquiriam um movimento mágico, o qual desapare-
ceu na luz forte e direta da modernidade.
Arquitetura no período Neolítico 
Por volta de 3.500 a.C. , surgiram, na Europa, as primeiras manifestações 
arquitetônicas ligadas a misteriosas intenções monumentais.
Para erigir seus monumentos, os homens provavelmente começaram le-
vantando uma coluna em honra a um deus ou acontecimento. Esses mo-
numentos eram pedras encravadas no solo, que deram origem às colunas. 
Com duas colunas, era possível colocar uma arquitrave, e, assim, nasceu 
a primeira construção.
 
Stone Henge, na Ingla-
terra, está disposto numa 
área circular de 100.000 
metros quadrados.
Estas estruturas são co-
nhecidas como menirs, 
pedras compridas ou 
dolmens, mesa de pedra.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I1�
UNIMES VIRTUAL
Arte e beleza
Qualquer teoria geral da Arte deve começar pela seguinte suposição: o 
homem reage à forma, superfície e massa quando estas aguçam os sen-
tidos; e certas distribuições na proporção da forma, da superfície e 
da massa dos objetos têm como resultado uma sensação agradável, 
enquanto a falta de tal distribuição acarreta indiferença, desconforto ou 
até repulsa. 
É importante salientar que a Arte não apresenta qualquer ligação necessá-
ria com a beleza. O sentimento da beleza é um fenômeno flutuante, apre-
sentando, no curso da história, manifestações incertas e desconcertantes. 
A prova do estudante de Arte consiste em que, seja qual for seu próprio 
conceito de beleza , sinta-se disposto a admitir no reino da arte as mani-
festações genuínas desse sentimento em outras pessoas e em outros pe-
ríodos. Para o aluno de Arte, o Primitivo, o Clássico, o Gótico ou o Moderno 
apresentam igual interesse, e sua preocupação deve ser a de distinguir o 
genuíno e o falso entre os períodos, e não o de avaliar os méritos relativos 
às manifestações periódicas do sentimento de beleza.
Existem muitas maneiras de olharmos uma obra de 
arte.
A figura ao lado foi pintada há aproximadamente 15 
mil anos num recanto escuro de uma caverna. 
Alguns pensam que a finalidade da pintura poderia 
ser mágica, e que, ainda, habilitaria a tribo a matar 
mais facilmente o animal representado, capturando 
a sua imagem.
Período Paleolítico
Touro negro. Parte de uma pintura rupestre, 
15.000 -10.000 a.C. 
Gruta de Lascaux França. 
 
Há quem acredite que o significado das pinturas rupestres 
é a representatividade de uma boa caça. Outros afirmam 
que esses desenhos têm origem na expressão própria dos 
homens.
 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 1�
UNIMES VIRTUALPintura Rupestre
Período Paleolítico
Cerca de 15.000 a 10.000 a.C.
Cervos.
Gruta de Palomas. Península Ibérica.
 
Em que você acredita?
É inegável a importância da arte e de sua relação com o 
período Histórico em que está inserida, pois reflete pensa-
mentos e caminhos tomados por determinada sociedade e 
em determinado período. 
 
Leia em HAUSER, A. História Social da Literatura e da 
Arte. Tomo I. Tradução Walter H. Geenen. São Paulo: Mes-
tre Jou, 1982, pp.11 a 40. 
 
Sites
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiguidade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte do Paleol%C3%Atico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiguidade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte do Paleol%C3%Atico
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I1�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 02
Temática: Os Primeiros Impérios
Em nossa primeira aula, você refletiu sobre a Pré-História, 
revendo seus três principais períodos. Na Idade dos Metais, 
um período de transição da Pré-História para a História, o 
homem já vivia em comunidades tribais, desenvolvendo a agricultura e 
a domesticação dos animais na região atualmente chamada de Oriente 
Médio.
Com a técnica de fundição de cobre, bronze e ferro, o homem passou a do-
minar a produção de artefatos, o que o levou a desenvolver instrumentos 
de trabalho, armas, objetos de adorno, esculturas e recipientes.
A grande produção cooperou para o desenvolvimento do comércio, e as 
aldeias localizadas em rotas comerciais se transformaram em cidades.
 
Primeiros Impérios
Provavelmente, o desenvolvimento do comércio trouxe a necessidade da 
invenção da escrita como forma de anotação de quantidades e preços.
É possível que os habitantes dos povoados logo verificassem a necessida-
de de escolher um chefe para organizar a produção agrícola, as diversas 
construções, o comércio e os templos administrados pelos sacerdotes. 
Graças à riqueza acumulada, os governantes formaram exércitos e orga-
nizaram os governos, formando, assim, os Estados. Com a formação do 
Estado, surgem as primeiras civilizações.
 
Propriedade do Estado 
O indivíduo, enquanto membro da comunidade, usufrui da terra e serve 
ao Estado, o proprietário absoluto que sintetiza o poder imperial. Essa es-
trutura é chamada de Antigüidade Oriental: civilizações estabelecidas às 
margens de grandes rios:
 
Civilizações da Mesopotâmia - Rios Eufrates e Tigre: Sumérios, Babilô-
nios, Assírios e Caldeus. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 1�
UNIMES VIRTUAL
Civilização Egípcia - Rio Nilo: Persas, fenícios e hebreus – Região do 
Crescente Fértil.
 
Mesopotâmia
O território banhado pelos rios Tigre e Eufrates foi sucessivamente ocupa-
do por diversos povos: Babilônios, Assírios, Caldeus, Hebreus, Fenícios e 
Persas.
A arquitetura representada pelos zigurates, templos religiosos destinados 
a sacrifícios, tinham a estrutura de uma pirâmide composta de sucessivos 
terraços. 
Essas antigas civilizações desapareceram através das guerras e superadas 
por outros impérios, mas deixaram uma arte complexa e multiforme, pre-
sente nas diversas técnicas de construção, mosaicos, afrescos, baixo-rele-
vo, tijolos vitrificados, vidro, pintura, escultura e objetos de uso prático. 
 
MAIAS 
México e América Central. 
Cerca de 3.000 a.C. a III d.C.
O continente americano foi 
povoado por diversos gru-
pos humanos. Alguns eram 
originários da Ásia, e, pro-
vavelmente, chegaram ao 
continente atravessando o 
Estreito de Bering. Os gran-
des impérios permaneceram, 
assim, isolados do mundo até a chegada dos espanhóis.
 
Pesquise sobre os antigos impérios americanos e reflita so-
bre as semelhanças com as grandes civilizações em ruínas 
no Oriente. Leia sobre a arte da América Antiga em GOM-
BRICH, E.H. A História da Arte. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: 
Guanabara, 1988, pp. 20 a 30. Saiba mais sobre a América Neolítica em 
 
JANSON, H. W. História da Arte. Tradução J. A . F. de Almeida. São Paulo: 
Martins Fontes, 1992, pp. 35 a 39.
 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I1�
UNIMES VIRTUAL
Sites
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiguidade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%A3o_maia
www.incas.perucultural.org.pe
http://en.wikipedia.org/wiki/Angkor_Wat
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiguidade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%A3o_maia
www.incas.perucultural.org.pe
http://en.wikipedia.org/wiki/Angkor_Wat
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 1�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 03
Temática: Linhas do Tempo
Na aula anterior verificamos que, por volta de dez mil anos 
atrás, alguns agrupamentos humanos aprenderam a cultivar 
alimentos, e, que, por volta de três mil e quinhentos anos 
a.C., as cidades começaram a ser levantadas. A maior parte se constituía 
às margens dos grandes rios do Oriente. Esses rios, além de possibilitarem 
grandes colheitas, fizeram com que ali também florescessem o artesanato 
de luxo e o comércio. Com o passar do tempo, algumas dessas ricas e 
prósperas civilizações desapareceram deixando em ruínas a arquitetura. 
No entanto, a extraordinária e exuberante produção artística nos encanta 
até hoje.
 
Linhas do tempo
Antes que passemos adiante, é importante que você domine as noções 
temporais a fim de melhor orientar-se, e para que possa localizar e estabe-
lecer relações entre os acontecimentos sob a ótica da História da Arte. 
Para facilitar, criamos linhas do tempo em que serão registrados os sécu-
los antes e depois de Cristo.
Séculos III a.C. II a.C. I a.C.
300 201 200 101 100 1
Nascimento 
de Cristo.
 Linha do tempo antes da Era Cristã. 
Observe na linha do tempo, antes da Era Cristã, que a contagem é decres-
cente, ou seja, o século III inicia-se no ano 300 e termina em 201.
Séculos I II III
1 100 101 200 201 300
Nascimento 
de Cristo.
 Linha do tempo após início da Era Cristã. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I20
UNIMES VIRTUAL
Por sua vez, os períodos da história podem ser divididos dessa forma:
Idade Contemporânea 2001 Início do século XXI
Final do séc. XX Pós-Modernismo
Pop Arte e Op Arte
Expressionismo Abstrato
Surrealismo e Construtivismo
1939 Segunda Guerra Mundia
Pintura Abstrata e Cubismo
1914 Primeira Guerra Mundial
1789 Revolução Francesa
Idade Moderna 1874 Impressionismo
1776 Independência dos E. Unidos
1750 Romantismo e Neoclássico
Século XVIII Rococó na França
Final do séc. XVII Barroco na Inglaterra
Século XVII Barroco na Itália
1550 Maneirismo
Século XV e XVI Renascimento na Itália
1453 Tomada de Constantinopla pelos turcos Fim do Império Romano do Oriente
Idade Média 1401 Proto-Renascimento na Itália
1200 Início do Gótico na Itália
1050 Período Românico
476 Fim do Império Romano do Ocidente
Idade Antiga 1 Nascimento de Cristo
Roma dos etruscos
Helenístico grego
Clássico grego
Arcaico grego
1000 a.C. a 650 a.C. Reino Novo Egípcio
2000 a.C. a 1000 a.C. Reino Antigo Egípcio
3000 a.C. a 2000 a.C. Mesopotâmia
3500 a. C. Desenvolvimento da escrita
Pré-História Idade dos Metais
Neolítico
Paleolítico
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 21
UNIMES VIRTUAL
Você verificou como podem ser divididos os milênios, sécu-
los e décadas na História da Arte. Pesquise e elabore uma 
linha do tempo, ampliando seus conhecimentos com outras 
datas que possam ser importantes e interessantes. 
Você pode responder, rapidamente, quais os séculos em que se enquadram 
as datas, respectivamente, de 1458, 1277, 892, 543, 750 a.C., 2895 a.C. ?
 
Site
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_do_tempo_da_Hist%C3%B3ria_Universal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_do_tempo_da_Hist%C3%B3ria_Universal
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I22
UNIMES VIRTUAL
Aula: 0�
Temática: Egito
Na aula anterior, aprendemos a trabalhar com o tempo e 
suas diversas formas de construí-lo cronologicamente com 
o propósito de estudar a história. 
Vimos ainda que, por volta de três mil e quinhentos anos a.C., as cida-
des começaram a ser levantadas, e que a maior partedelas situava-se 
ao redor dos grandes rios do Oriente. Foi às margens do Rio Nilo, no vale 
que atravessa o deserto de Saara, que surgiu uma das mais intrigantes 
civilizações. 
Egito
Por volta de 4000 a.C., as aldeias próximas ao vale começaram a se unir 
em territórios, denominados nomos, chefiados por monarcas. Os nomos se 
uniram formando dois reinos: Baixo Egito, situado ao norte e Alto Egito, 
situado ao sul. Em 3200 a.C., aproximadamente, o rei Menés dominou o 
Baixo Egito, formando o Antigo Império com a capital em Mênfis. Seguiu-
se ao período intermediário o Médio Império, com a capital em Tebas, 
momento em que o Egito conheceu grande prosperidade. Em conseqüên-
cia da invasão dos hicsos, iniciava-se o segundo período intermediário, 
que terminou com a expulsão dos invasores. Com o Novo Império em Te-
bas, o Egito alcançou sua maior extensão territorial e seu maior esplendor. 
Após um período de agitações políticas, o Egito passou pela invasão dos 
assírios. Em 670 a.C., passou por um breve ressurgimento com o nome de 
Renascença Saíta, mas logo sofreu as sucessivas conquistas dos persas 
em 525 a.C., dos gregos em 332 a.C. e romanos em 30 a.C. A economia 
do Egito baseou-se na Agricultura e no comércio mediterrâneo exportando 
cereais, papiro, artigos de artesanato, e importando matérias-primas es-
cassas em seu território como metais, madeiras, especiarias, perfumes e 
armas.
A sociedade Egípcia era rigidamente estruturada: faraó, sacerdotes, escri-
bas, nobres, soldados, artesãos camponeses e escravos. 
 
A religião politeísta inspirou a arte egípcia na construção dos templos e 
dos túmulos, onde eram enterradas as múmias. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 23
UNIMES VIRTUAL
A Arte Egípcia 
Arquitetura
No sentido da estrutura original, com função própria, a Arquitetura do Egi-
to somente encontra, em toda a evolução da história humana, mais duas 
épocas que com ela possam se emparelhar: a helênica, grega; e a gótica, 
na Idade Média. A arquitetura egípcia divide-se em arquitetura cultural, 
funerária e civil. Os monumentos de maior expressão, que chegaram até 
nós, são os túmulos e os templos. 
O templo ao ar livre possui na parte exterior:
1 - Aléia de esfinges.
2 - Dois obeliscos monolíticos. 
3 - Quatro estátuas monumentais.
4 - Quatro mastros com flâmulas.
5 - Fachada com pilono ou porta monumental.
 
No interior, o templo possui um pátio aberto, uma vasta sala hipostila, uma 
série de pequenas salas, um santuário e uma capela. 
O túmulo primitivo sofre transformação ao evoluir em relação à atividade 
social. Na primeira época, é circular e somente para o cadáver; depois, 
apresenta a forma quadrangular e se divide em duas casas: uma para o ca-
dáver e outra para o mobiliário e utensílios do morto para, depois, evoluir a 
um espaço maior com o objetivo de abrigar também a família e os amigos. 
Finalmente, o túmulo toma três formas clássicas com função definida:
1 - Pirâmide - túmulo real. 
2 - Mastaba - túmulo para o nobre.
3 - Hipogeu - túmulo para o povo.
 
A pirâmide dispõe de uma superestrutura e de uma infra-estrutura, divi-
dindo-se em três seções: capela, corredores e câmara mortuária.
A mastaba, ou túmulo do nobre, era uma construção quadrangular, se-
melhante a uma pirâmide truncada. Dividindo-se em: capela, corredor e 
túmulo.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I2�
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O hipogeu, ou túmulo do povo, era cavado na rocha e sua abertura se 
encontrava no flanco da montanha. Precedida de um pórtico, no interior, 
uma sala de teto chato era sustentada por pilares ou colunas. No fundo, 
encontrava-se um nicho ou serdah. O túmulo se encontrava no subsolo. 
O palácio compreendia a seguinte divisão:
1 - Selmilik - sala onde se recebiam as visitas.
2 - Harém - aposento exclusivo da família.
3 - Cã - celeiros, armazéns, estrebarias, oficinas e aposentos dos servos.
 
A casa era edificada no fundo de um jardim, precedida de um pórtico de 
dois ou três degraus e ornados com colunas ou estátuas. O pátio separava 
a casa da rua e os quartos ficavam ao longo de um corredor. O acesso ao 
primeiro andar era feito por uma escada externa e o chão servia de está-
bulo e celeiro. 
 
Para compreender esta aula, é preciso enxergar a arquitetu-
ra como arte e, sobretudo, seu papel histórico dentro desse 
contexto.
O Egito, assim como outros impérios, teve grande importância na constru-
ção da história da arte, influenciando muitas correntes e obras ao longo 
da história.
 
Sites
 
http://www.mundosites.net/historiageral/egito.htm
http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/arte-e-arquitetura-do-egito/
http://www.mundosites.net/historiageral/egito.htm http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/arte-e-arquitetura-do-egito/ 
http://www.mundosites.net/historiageral/egito.htm http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/arte-e-arquitetura-do-egito/ 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 2�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 0�
Temática: Pirâmides e Monumentos Egípcios
Os egípcios acreditavam no renascimento após a morte, e, 
para tanto, dependiam da conservação do corpo mumifica-
do nas casas dos mortos. 
Os faraós eram considerados deuses intermediários, pois estariam entre 
o povo e os outros deuses. A grandeza e glória dos faraós ficaram regis-
tradas em importantes monumentos, como as pirâmides, que serviram de 
túmulo aos faraós. 
 
Cronologia dos Monumentos 
Antigo Império – cerca de 3200 a 2300 a.C.
Pirâmide de degraus
do rei Zoser.
Sacara.
Terceira Dinastia
Cerca de 2650 a.C. 
A evolução técnica se acentua. Já estão presentes o sentimento e o prazer 
artístico. É o tempo da construção das grandes pirâmides na planície de 
Gizé. Outros exemplos podem ser verificados na capela funerária de Que-
fren na ilha de Elefantina e nos templos de Osíris, em Abidos; e de Amon, 
em Karnac. 
Pirâmides de 
Keops, Kefren e Mikerinos
na Quarta Dinastia. 
Cerca de 2610 a 2470 a.C.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I2�
UNIMES VIRTUAL
Médio Império – cerca de 20�0 a 1��0 a.C.
O Médio Império ficou marcado por uma corrente expansão do territó-
rio. Amenemá II (XII Dinastia) ordenou a construção de uma represa que 
pudesse armazenar as águas, o que configurava uma sociedade em pro-
gresso. A represa passou a ser conhecida como lago Méris ou Faium. No 
entanto, os anos que se seguiram, conhecidos como Período Intermediá-
rio, foram o cenário de rebeliões de camponeses e escravos e ocupação 
do território pelos hicsos.
 
Novo Império – cerca de 1��0 a �2� a.C.
Neste período, manifesta-se uma espécie de renascimento cultural depois 
da conquista dos reis Hicsos. A arquitetura passa a ser monumental. Como 
testemunhos encontram-se: o templo de Luxor, o templo de Hatshepsut, 
o templo de Amon e o templo de Colosso de Memnon em Medinet-Abu. 
Ainda há a grande sala hipostila de Karnac e o santuário subterrâneo da 
deusa Pekhet, em Beni-Hassan. 
 
Pátio e pórtico do
templo em Luxor.
 
Templo iniciado por Amenhotep III 
18ª Dinastia Cerca de 1390 a.C.
 
No final do Novo Império, há uma decadência completa da arquitetura. 
Referência no Templo de Amon em Karnac. 
Cabeças de carneiro 
 
Alameda do Templo de 
Amon em Karnac. 
Norte de Tebas.
 
Apesar da decadência esti-
lística, a beleza e dignidade 
permanecem na estatuária 
zoomórfica.
 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 2�
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Chamamos de Ordens arquitetônicas as colunas de sustentação dos tem-
plos antigos. No Egito aparecem quatro tipos:
1 – Primitiva - pilar quadrangular. 
2 – Lotiforme - origem na estilização do botão do lótus amarrado por um anel. 
Novo Império: Colunas do 
templo em Luxor.
Templo iniciado por 
Amenhotep III 
 
18ª Dinastia 
Cerca de 1390 a.C.
 
3 – Campaniforme - formada de corolas, folhas e 
hastes de lótus e papiro. 
4 – Hatórica - capitel de dois andares com a forma da cabeça da deusa 
Hator. 
 
Ornatos arquitetônicos
1 – Obelisco - base quadrangular presente nas obras de Ramsés em Ale-
xandria e nas obras de Tutmés III em Karnac. 
2 – Estela - origemfunerária: indica sempre um túmulo
3 – Estatuária - de templos e de túmulos
Estatuária ao ar livre – Esfinge
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I2�
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Os materiais empregados para execução dos monumentos artísticos 
foram: 
A palmeira, o lótus, o papiro e a madeira ébano.
Terra pisada e tijolos crus.
Utilizaram ainda, granito, calcário, basalto, grés e alabastro.
 
Pesquise a arte egípcia. 
Leia os capítulos: “A Arte estereotipada do Império Médio” e “O naturalis-
mo na Idade de Akhenaton”, em HAUSER, A. História Social da Literatu-
ra e da Arte. Tomo I. São Paulo: Mestre Jou, 1982, pp. 59 a 76. 
 
Sites
 
http://www.mundosites.net/historiageral/egito.htm
http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/arte-e-arquitetura-do-egito/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Egipto
http://www.egyptianmuseum.gov.eg/frame_bar_new.html
http://www.mundosites.net/historiageral/egito.htm
http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/arte-e-arquitetura-do-egito/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Egipto
http://www.egyptianmuseum.gov.eg/frame_bar_new.html
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 2�
UNIMES VIRTUAL
Aula: 0�
Temática: A Arte Egípcia
 
 
Construídas com enormes blocos de pedra, as pirâmides 
exigiam grandes conhecimentos de engenharia para serem 
edificadas. Calcula-se que na construção da pirâmide de 
Quéops foram utilizados mais de dois milhões de blocos de pedra. No Vale 
dos Reis, encontra-se também a Esfinge, representando a grandeza do 
faraó Quefren. 
 
Escultura Egípcia
Acreditando na imortalidade da alma, a reencarnação configurava o ele-
mento primordial na escultura e pintura. 
 
Para os egícios, o que chamamos de vida era apenas uma passagem. A 
verdadeira vida só se obtinha depois da morte. Assim, havia três aspectos 
a considerar:
Primeiro: o corpo que se mumificava para não ser destruído.
Segundo: o duplo, que era uma espécie de exemplar idêntico. 
Terceiro: a alma que animava o duplo.
 
A imagem de tudo que pertencia ao morto também tinha duplos, e, por 
isso, eram representados nos seus túmulos por meio da pintura e do 
baixo-relevo.
A estatuária obedecia a dois ciclos: estatuária de repouso e estatuária 
de movimento. A constante e aparente uniformidade, tanto na estatuária 
como no baixo-relevo, parece indicar uma obediência a um princípio re-
gente: a Lei da Frontalidade. Na estatuária, a figura sentada apresenta o 
corpo rígido, e as mãos, em geral, descansam sobre os joelhos; a figura 
parada repousa por completo sobre ambos os pés; e, quando em marcha, 
avança sobre a perna esquerda. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I30
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A figura em pé
parada repousa por
completo sobre ambos os pés; e
quando em marcha, avança
sobre a perna esquerda.
 
A estável arte egípcia
O primeiro período da arte egípcia coincide com a duração do Antigo Im-
pério. O que distingue esse período é a relativa liberdade de composição e 
formas, que não existe nos estágios posteriores.
 
Baixo Relevo em uma 
tumba. Sacara. 
 
Os baixo-relevos repre-
sentam as celebrações e 
a vida diária em caráter 
narrativo.
A pintura, que surge como simples acessório para realçar os relevos das 
mastabas e dos sepulcros reais, torna-se autônoma, passando para a de-
coração de palácios e mausoléus. Geralmente escravo, o artista é visto 
como simples artesão e trabalha para o faraó, para os nobres e sacer-
dotes, garantindo-lhes a glória eterna, e, por isso mesmo, era obrigado a 
seguir regras invioláveis.
O segundo período da arte egípcia é o correspondente ao Médio Império. 
A aristocracia feudal está no poder. A arte se torna convencional e rígida. 
Os murais tornam-se monótonos, diferenciados por pequenas variações 
nas representações de episódios do culto, festas reais, cenas de guerra e 
caçadas, banquetes e danças. Findo o Médio Império, o Egito passa por 
uma fase conturbada. Com o Novo Império, em Tebas, os egípcios pro-
movem o grande reflorescimento material e cultural de seu país: edificam 
os templos de Karnac, Luxor, Tebas e Deir-el-Bahari, atingindo o apogeu de 
sua arte pictórica.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 31
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A pintura egípcia se expressa mais livremente, apresenta maior variação 
nos temas e maior naturalidade nas figuras. O artista atinge uma noção 
rudimentar de perspectiva, procura motivos em cenas de natureza e com-
põe seus grupos com mais coerência. O rei é retratado com seus defeitos 
físicos e em suas atividades cotidianas. 
 
As regras da Pintura 
A Lei da Frontalidade egípcia, que se veri-
fica no baixo-relevo, na pintura e no dese-
nho, tem os seguintes princípios: cabeça 
de perfil, olho de frente, tronco de frente, 
ventre de três -quartos, pernas e pés de 
perfil . Ao lado há o detalhe do espaldar 
do trono de Tutankhamon, encontrado no 
Vale dos Reis em Tebas da 18ª Dinastia, 
datado de 1340 a.C. Revestido de ouro, 
prata e pasta vítrea colorida, recebe ain-
da embutidos de pedras preciosas, calci-
te e cerâmica colorida. Representados no 
espaldar, o jovem rei está sentado numa 
cadeira ao lado de sua rainha. 
A pintura segue o estilo do monarca anterior, Akhenaton, que criou um 
novo ideal de beleza e liberdade de expressão, desenvolvendo novas cren-
ças religiosas.
 
A Pintura mural
O tema da pintura é dividido em vários quadros que, unidos, constituem 
uma seqüência e dão idéia de conjunto. Antes de executar seu trabalho, o 
pintor reveste a parede com uma espécie de reboco de barro e palha pica-
da, por cima do qual passa uma fina camada de giz e minerais pulverizados. 
Assim preparada, a parede é dividida em tantos retângulos quantos são 
as cenas. Pronta a parede, o artista traça com pincel de junco o contorno 
das figuras, e, em pinceladas sucessivas, aplica a cor de fundo. Pintado 
o fundo, realça o contorno com tinta vermelha e as pinta inteiramente. A 
profundidade e a perspectiva não existem. As figuras se encontram lado 
a lado ou superpostas, enquanto as figuras mais importantes aparecem 
em tamanho maior. Em alguns períodos, a cor marrom é utilizada para 
colorir a pele dos homens e o amarelo era destinado à representação das 
mulheres.
 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I32
UNIMES VIRTUAL
A cor amarela, que 
representa a pele das 
mulheres egípcias, 
pode indicar uma menor exposição ao 
sol? Isso sugere uma reclusão da mu-
lher? Procure considerar que cada au-
tor analisa a arte com conceitos pró-
prios, e, muitas vezes, discordantes. 
 
Leia sobre os devaneios artísticos em GOMBRICH, E.H. Arte 
e Ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986, p.106.
 
Observação importante ao aluno de História da Arte:
Você verá com certeza diversas datas nos diferentes livros 
e sites com relação à Antiguidade, porém não é preciso atri-
buir muita importância a esse fato. Por se tratar de séculos, ainda hoje os 
historiadores tentam montar linhas do tempo atualizadas. 
 
Nesta aula, aprendemos um pouco mais sobre as esculturas 
egípcias, a Estável Arte Egípcia, as Regras de Pintura e a 
Pintura Mural.
Fique atento às próximas aulas, pois nos aprofundaremos ainda mais nes-
ses assuntos.
Até a próxima!
 
Site
http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/arte-e-arquitetura-do-egito/
http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/arte-e-arquitetura-do-egito/
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 33
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Resumo - Unidade I
Nesta unidade você acompanhou as aulas que trataram da 
arte na antiguidade, iniciando-se na pré-história e sua arte 
rupestre e monumentos datados de milhares de anos.
Viu, também, a arte dos antigos impérios, como o Mesopotâmico e o Ba-
bilônico, refletindo sobre sua contribuição artística para o mundo, além de 
acompanhar detalhes de antigos palácios, que abrigam até hoje obras de 
grande valor para a humanidade.
Verificou, junto a mim, como são construídas as linhas do tempo e suas 
variações. Além disso, passeou pela civilização egípcia, em seus palácios e 
monumentos, observando toda a enorme contribuição em termos arquitetô-
nicos e artísticos. Mergulhou naconstrução das pirâmides, como a de Ke-
ops, Kefren e Mikerinos. Observou a arte egípcia e seu rico ornamento, além 
de suas pinturas muito ricas em detalhes e de qualidade extraordinária.
Espero que tenha gostado de nossa primeira unidade, e que esteja acom-
panhando nossa disciplina com atenção, pois conhecer e reconhecer a 
história da arte é fundamental para o papel do arte-educador.
Espero você na próxima unidade, na qual continuaremos nossa viagem 
pelos caminhos da Estética e História da Arte Mundial.
Um abraço!
Até a próxima unidade! 
 
Referências Bibliográficas 
 
ARNHEIM, R. Arte e Percepção Visual. São Paulo: Pioneira, 1986. 
CASSON, Lionel. O Antigo Egito. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981.
CARMO, Sonia Irene Silva do. Da pré-história à sociedade feudal. São 
Paulo: Atual, 2002.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I3�
UNIMES VIRTUAL
ECO, Umberto (org). História da beleza. São Paulo: Record, 2004.
GOMBRICH, E.H. Arte e Ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986. 
_____________. A História da Arte. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Ja-
neiro: Guanabara, 1988.
GRAHAM, Gordon. Filosofia das artes. Lisboa: Edições 70, 2001.
JANSON, H. W. História da Arte. Tradução J. A . F. de Almeida e. São 
Paulo: Martins Fontes, 1992. 
LANGER, Susanne K. Sentimento e Forma. São Paulo: Perspectiva, 1980.
LAYTON, Robert. Antropologia da Arte. Lisboa: Edições 70, 2001.
NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Buriti, 1966.
OSBORNE, Harold. Estética e Teoria da Arte. São Paulo: Cultrix, 4ª edição. 
OSBORNE, Harold. A apreciação da Arte. Tradução Agenor S. dos San-
tos. São Paulo: Cultrix, 1978.
PANOFSKY, Erwin. Significado nas Artes Visuais. Tradução Maria Clara F. 
Kneese e J.Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2001.
READ, Herbert. O sentido da Arte. Tradução E. Jacy Monteiro. São Paulo: 
Ibrasa, 1972.
____________. O significado da arte. Lisboa: Ulisseia, 1967.
TOWNSEND, Dabney. Introdução à estética. Lisboa: Edições 70, 2002. 
WOLFFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da História da Arte. São 
Paulo: Martins Fontes, 1996.
 
Edições Especiais:
________ . GALERIA DELTA DA PINTURA UNIVERSAL. Volumes I e II. 
Rio de Janeiro: Delta, 1972. 
________ . HISTÓRIA GERAL DA ARTE – Arquitetura – Pintura – Escul-
tura – Artes decorativas. Ediciones del Prado, 1996. 
________ . HISTÓRIA DA PINTURA. Colônia: Konemann, 2000. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 3�
UNIMES VIRTUAL
Glossário
ALTO-RELEVO: Escultura ligada ao fundo com muita profundidade.
ARQUITRAVE: Viga horizontal assentada sobre colunas.
BAIXO-RELEVO: Escultura ligada ao fundo com pouca profundidade.
CAPITEL: Elemento superior da coluna.
COLUNA: O que suporta o entablamento nos templos. 
DÓLMEN: Monumento megalítico formado por lajes horizontais assenta-
das sobre lajes verticais, também chamado de Mesa de Pedra.
ENTABLAMENTO: Estrutura acima das colunas. 
ESFINGE: Animal fantástico esculpido em tamanho monumental no antigo 
Egito. 
HIERÓGLIFO: Símbolos, sinais e figuras pintadas ou esculpidas em monu-
mentos e documentos egípcios. 
IDADE DO BRONZE: Sucede o período Neolítico, há cerca de 3500 a.C. O 
bronze era utilizado na obtenção de utensílios e armas.
IDADE DO FERRO: Sucede a Idade do Bronze por volta de 1900 a.C.. 
LÁPIS-LÁZULE: Pedra azul escura usada na antiguidade para fins decorativos.
MASTABA: Túmulo do Egito antigo, cujos lados são inclinados em forma 
de degraus e topo plano. 
MEGALÍTICO: Grandes lajes de pedra empregadas em monumentos Pré-
Históricos. 
NEOLÍTICO: Período que sucede o Paleolítico na Pré-História. 
OBELISCO: Monólito de base quadrada e ponta em pirâmide. 
PALEOLÍTICO: Primeira Idade da Pedra.
PERISTILO: Um conjunto de colunas ou colunata. Peristilo externo é a 
colunata que circunda um templo. 
ZIGURATE: Torre de andares com escadaria ou rampas de acesso para o 
templo superior. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I3�
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Exercício de auto-avaliação I
 
O objetivo desses exercícios é permitir que você possa se auto-avaliar. Responda às questões 
sem consultar as aulas e verifique seu desempenho.
1. Os espíritos dos antepassados eram considerados divindades. Por isso, no período da 
Pré-História foram construídos monumentos em locais onde eram realizados rituais para 
agradar aos deuses. Stone Henge, na Inglaterra, é um templo:
Da Idade do Cobre. 
Persa.
Paleolítico.
Neolítico.
 
2. Os zigurates são pirâmides, que serviam de monumento religioso e depósito de cere-
ais, construídas na época de Nabucodonosor do Império:
Persa. 
Babilônico.
Hebraico.
Turco. 
 
3. Qual é o período do Antigo Império Egípcio? 
De 2300 a.C. a 2060 a.C.
De 3200 a.C. a 2300 a.C.
De 2850 a.C. a 2500 a.C.
De 1580 a.C a 525 a.C.
�. Coluna egípcia arrematada por um capitel formado por botões de lótus. Estamos falan-
do da ordem: 
Primitiva. 
Lotiforme.
Campaniforme.
Hatórica. 
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 3�
UNIMES VIRTUAL
�. Revestido de ouro, prata, pasta vítrea colorida, recebe ainda embutidos de pedras pre-
ciosas, calcite e cerâmica colorida. Representados no espaldar, o jovem rei está sentado 
numa cadeira ao lado de sua rainha. Estamos falando: 
De uma pintura mural. 
De uma pintura encontrada no templo de Chnemhotep.
Do espaldar da cadeira de Tutankhamon.
Da Esfinge egípcia. 
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I3�
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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 3�
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Unidade II
Grécia
 
Objetivos
Classificar a história da Grécia e os elementos que constituem a Arte desse pe-
ríodo. Desenvolver a capacidade de pesquisar, comparar, registrar, compreender 
e apreciar as obras clássicas. Reconhecer a Arte e Arquitetura Dórica, Jônica, 
Coríntia e Helenística. Avaliar o sentimento estético.
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 0� - Sentimento Estético e Antigüidade Clássica
Aula: 0� - Grécia
Aula: 0� - Templos Gregos – Ordem Dórica
Aula: 10 - Templos Gregos – Ordem Dórica e Jônica
Aula: 11 - Templos Gregos – Ordem Coríntia. Arte Grega
Aula: 12 - Escultura e Cerâmica Gregas
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�0
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Aula: 0�
Temática: Sentimento estético e Antigüidade 
 Clássica
 
Estamos iniciando a Unidade II relativa à Arte grega.
Na Unidade anterior, você pesquisou sobre a Antigüidade e observou a 
arte de algumas civilizações. Dentre algumas delas, você viu que, no Egito, 
o indivíduo usufruía da terra enquanto membro da comunidade e servia ao 
Estado, o proprietário absoluto que sintetizava o poder imperial. 
Percebeu, ainda, que a representatividade artística egípcia ficou por conta 
das estruturas funerárias, as quais, ao mesmo tempo, celebravam a gran-
deza do reino e a majestade dos faraós.
Você também observou, na primeira aula, uma pequena introdução ao 
tema Arte e Beleza e a responsabilidade de não avaliar as manifestações 
artísticas dos diversos períodos históricos por seu próprio sentimento de 
beleza. 
 
Sentimento estético
O conceito de beleza surgiu na Grécia antiga como fruto de certa filosofia 
particular de vida, em que se exaltavam todos os valores humanos e nada 
mais se via nos deuses, senão o próprio homem exagerado. A Arte, tanto 
quanto a religião, estabelece uma idealização da natureza, e particularmen-
te do homem, como ponto culminante. O tipo de arte clássica é o Apolo de 
Belvedere ou Afrodite de Milos - tipos perfeitos ou ideais da humanidade, 
nobres, serenos e belos. Roma herdou esse tipo de beleza, que reviveu na 
Renascença. Ainda vivemos nessa tradição, e, para nós, a beleza associa-
se à idealização de um tipo de humanidade que está afastada de nossa 
realidade.
Temos obrigação de imaginar que existem outros ideais, tais como o ideal 
bizantino, que era mais divino que humano. Por sua vez, o Primitivo ex-
pressa o temor face ao desconhecido e o misterioso. A beleza clássica 
difere ainda do ideal oriental, abstrato, mais instintivo que intelectual.Uma 
Afrodite grega, uma Nossa Senhora bizantina e um ídolo selvagem não 
podem pertencer ao mesmo conceito clássico de beleza. Entretanto, belos 
ou feios, todos podem ser descritos como obras de arte. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �1
UNIMES VIRTUAL
O sentimento abstrato de beleza constitui apenas a base elementar da 
atividade artística. Os expoentes dessa atividade são homens vivos, cujas 
atividades estão sujeitas a todas as correntes entrecruzadas da vida, em 
que se notam três estágios:
1º - Simples percepção de qualidades materiais: cores, sons, gestos e 
reações físicas mais complexas e indefinidas.
2º - A distribuição de tais percepções em formas e arranjos agradáveis. 
Pode-se dizer que o sentimento estético termina com esses dois proces-
sos, mas ainda pode haver um terceiro. Veja:
3º - Apresenta-se quando tal arranjo de percepções se torna capaz de cor-
responder a um estado de emoção. Então, diz-se que foi atribuída expres-
são à emoção. Porém, não se pode negar que a expressão é o processo 
final dependente dos estágios anteriores. A expressão apresentada sem 
arranjo formal não é obra de Arte.
 
Propriedade individual
Nas regiões ocidentais, aproximadamente no II milênio a.C., as comunida-
des organizavam a propriedade particular com a utilização de mão-de-obra 
escrava. Tal estrutura escravista é chamada de Antigüidade Clássica, 
onde se destacavam a Grécia e a Roma, que, graças ao caráter expansio-
nista, controlaram os principais reinos civilizados asiáticos, tornando-se 
Estados francamente hegemônicos na Idade Antiga Ocidental.
 
Creta:
A notável civilização cretense surgiu no início do III Milênio a.C. na ilha 
de Creta, no Mediterrâneo oriental e nas ilhas do Mar Egeu. Desde os pri-
meiros tempos, a civilização cretense caracterizou-se pelas atividades 
comerciais que se estenderam ao Mar Egeu, ao litoral do Mar Negro e 
ao Egito, fundando também algumas colônias como Micenas e Tirinto, no 
Peloponeso, e Tróia, na Ásia Menor. Em função da expansão marítima, os 
cretenses tiveram contato com várias civilizações, principalmente a egíp-
cia, a mesopotâmica e, mais tarde, a fenícia. 
Micenas:
Os micênicos habitavam ao longo da costa sudeste da Grécia, cerca de 
1600.a.C. sendo que, por volta de 1500 a.C., a próspera civilização entra 
em contato com a cultura minóica. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�2
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Arquitetura Micênica
Casamatas ou 
Armazéns e detalhe 
da Porta dos Leões.
Século XIV a.C., Tirinto.
 
A Grécia sofreu influência quase total da civilização cretense a partir das 
escritas minóicas e da religião, além da cultura da vinha e da oliveira, das 
festas religiosas e dos jogos esportivos. 
A Ilíada e a Odisséia, poemas atribuídos ao grego Homero1, rememoram 
os primeiros tempos de luta pela conquista de Tróia. Menos de um século 
depois, essa civilização vigorosa e esplêndida foi arrastada por invasões 
sucessivas dos dórios por 500 anos. Assim sendo, só restaram lendas. A 
sociedade micênica organizada se desintegrou. 
Nos primeiros séculos depois da queda de Micenas, as cidades e os povo-
ados iniciaram um desenvolvimento cívico, partilhando técnicas e cultura. 
Nos séculos seguintes, a civilização grega se formou com os jônios distri-
buídos pelas ilhas e os dórios no continente.
 
Nesta aula, começamos a aprender sobre a o sentimento de 
beleza e estética que se formou na Grécia, o qual foi intro-
duzido à arte da civilização Cretense, que muito influenciou 
a Grécia e a Arte Micênica.
 
Você assistiu ao filme Tróia? Que tal alugar o DVD nesse final de semana, 
curtir um pouco de história e de fantasia ao lado de personagens belíssi-
mos?!!!
 
JANSON E JANSON. História da Arte. São Paulo: Martins 
Fontes, 1995.
 
Site
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga
1 Homero. Cerca do século VII a.C. Poeta grego. Já os antigos sabem pouco ou nada sobre 
a vida de Homero, e menos ainda sobre a sua datação. Ao redor do século VIII a.C. apare-
cem as epopéias inspiradas na lenda da Guerra de Tróia: A Ilíada e a Odisséia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �3
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Aula: 0�
Temática: Grécia
 
Na aula anterior, definimos o que é sentimento estético e a 
formação histórica da Grécia Pré-Homérica e Homérica do 
século XII ao VIII a.C. 
Grécia
As condições geográficas da Grécia, onde numerosas cadeias de mon-
tanhas eram obstáculos à unificação das diversas comunidades, deram 
origem às cidades-estado, independentes e rivais entre si, situadas em 
pequenas elevações que dominavam as planícies em redor. A história da 
Grécia pode ser dividida em três períodos finais: Arcaico, Clássico e He-
lenístico. 
 
1 - Período Arcaico do século VIII ao VI a.C.
Formação das Polis. Surgem as cidades de Esparta e Atenas. 
Esparta: Foi colonizada pelos dórios, a partir de uma pequena aldeia, como 
um acampamento militar. A cidade conservou esse caráter até dominar as 
localidades vizinhas, quando se tornou um dos centros mais brilhantes de 
cultura. 
Atenas: Fundada pelos jônios, na Ática, território montanhoso e pouco fér-
til, teve de estabelecer um comércio intenso pelas rotas do Mediterrâneo. 
No século V a.C. as instituições democráticas, a evolução política, o brilho 
cultural e o sucesso do comércio marítimo deram a Atenas a supremacia 
sobre as cidades gregas. 
 
2 - Período Clássico do século V ao IV a.C.
Nesse período, as cidades gregas se uniram para enfrentar um perigo ex-
terno: as guerras persas e a Guerra de Peloponeso. Os conflitos determi-
naram a vitória das cidades aliadas de Esparta sobre Atenas, a qual, 
bloqueada por mar, sitiada por terra e assolada pela fome, destruiu suas 
fortificações, renunciando a seu império.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I��
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3 - Período Helenístico do século IV ao I a.C.
O enfraquecimento das cidades permitiu que Filipe da Macedônia se apo-
derasse da Grécia. Alexandria, a maior cidade helenística, foi fundada por 
Alexandre. Outras cidades por ele fundadas receberam influências gregas 
mescladas com a cultura oriental. 
 
A cultura grega
A religião dos gregos foi politeísta e caracterizada por lendas a respeito 
dos deuses, pelas festas religiosas, compreendendo jogos, espetáculos e 
competições realizadas nos santuários.
 
Os deuses dos gregos, diferentemente de outros da Antigüidade, não eram 
distantes e misteriosos, mas assemelhavam-se aos homens em virtudes e 
defeitos, fraquezas e paixões, porém eram imortais e mais fortes. 
Os deuses se agrupavam em torno de Zeus, o principal deus soberano do 
mundo, que reinava no Olimpo, a mais alta montanha da Grécia. Entre os 
homens e os deuses, os gregos criaram os semideuses ou heróis. Esses 
deuses e heróis inspiraram, desde a Antigüidade até os dias de hoje, a 
obra de poetas, escritores, pintores e escultores.
 
A arte grega caracterizou-se pela leveza, harmonia e equilíbrio das formas. 
A escultura grega atingiu sua expressão maior no século V a.C. com Fídias, 
o maior escultor de todos os tempos. Destacavam-se, ainda, Míron e Pra-
xíteles. Flexibilidade do corpo, harmonia de movimento e expressão fisio-
nômica transparecem nas esculturas, atingindo um alto grau de perfeição. 
Na cerâmica a pintura grega alcançou sua melhor fase, retratando os cos-
tumes e as cenas mitológicas, que constituem uma importante fonte de 
informação sobre sua civilização. 
Entre as artes, os gregos davam grande importância à música intimamente 
ligada à dança e à poesia. Diferente da poesia lírica, a narração sobre os 
feitos dos heróis chamava poesia épica. 
Ligados às festas religiosas, surgiram os espetáculos teatrais: a tragédia 
e a comédia. 
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Arquitetura
Os gregos conheciam diversos sistemas de construção, mas concentra-
ram-se no mais simples de todos: o sistema trilítico: uma laje horizontal 
sobre dois suportes verticais.
Toda a arquitetura empenhou-se no desenvolvimentode um grande tema 
construtivo: o Templo, formado por um simples e modesto vão retangular. 
Esses edifícios não serviam como ponto de reunião. Eram habitações dos 
deuses. 
No ano de 700 a.C., os templos eram constituídos apenas por uma sala, 
denominada cella, que ficava na penumbra, pois só recebia luz através de 
uma porta de entrada protegida por uma sacada com colunas. 
Durante o século VII a.C., essa forma primitiva se transformou no templo 
grego em pedra. A sacada de entrada foi substituída por uma galeria de 
colunas que rodeou a cella por todos os lados. As colunas passaram a 
suportar o teto de duas águas do edifício, enquanto os dois lados mais 
estreitos eram fechados por frontões triangulares ornados com figuras. 
A partir de 600 a.C., esses templos passaram a ser erguidos em toda a 
Grécia, época em que também foram definidas as duas ordens principais: 
a Dórica e a Jônica.
As plantas dos templos dórico e jônico têm características parecidas. O 
núcleo é a cella ou naos, recinto que recebe a imagem da divindade e 
o pórtico ou pronaos, com duas colunas ladeadas por pilastras. Muitas 
vezes, acrescentava-se um segundo pórtico, atrás da cella, para tornar a 
planta mais simétrica. Nos grandes templos, esse corpo central é envolvi-
do por uma colunata chamada peristilo.
Nos primeiros templos, os gregos utilizaram madeira e ladrilhos secos ao 
sol ou cozidos. Muito cedo, o seu material de construção típico para pro-
jetos importantes passou a ser a pedra calcária, sobretudo o mármore da 
Ática. Toda construção era feita com blocos de pedra unidos a seco, isto 
é, sem argamassa. As caneluras e as molduras, uma vez montadas, eram 
talhadas.
 
Leia o capítulo “Arte Clássica e Democracia”, em HAUSER, 
Arnold. História Social da Literatura e da Arte. Tomo I. 
São Paulo: Mestre Jou, 1982, p.122 a 131.
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Saiba mais sobre a mitologia grega, em BULFINCH, Thomas. O Livro de 
ouro da Mitologia. Histórias de Deuses e Heróis. Tradução de David 
Jardim Junior. São Paulo: Ediouro, 2001.
 
Aprendemos um pouco mais sobre a cultura grega, a in-
fluência da arte em seus períodos históricos e sua cultura, 
sendo eles fatores de grande importância para a formação 
de uma identidade artística.
Até a próxima!
 
Site
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga
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Aula: 0�
Temática: Templos Gregos – Ordem Dórica
A principal inspiração dos artistas gregos eram os deuses 
e os heróis. Em homenagem a eles, foram construídos os 
templos destacando três estilos: o dórico, mais sóbrio; o 
jônico, mais elegante e o coríntio, mais ornamentado. 
Vamos à aula?
Abaixo, encontra-se o desenho da fachada de um templo grego e suas prin-
cipais divisões que estão presentes em todas as ordens arquitetônicas. 
 
Ordem Dórica
01 – Esterióbata: Embasamento escalonado dos edifícios.
02 – Estilóbata: Plano superior dos degraus, onde se apóiam as colunas.
03 – Coluna: É o pilar vertical que sustenta o entablamento.
Divide-se em Fuste e Capitel.
0� – Fuste: Corpo principal da coluna com caneluras. 
Exemplo de um templo 
de Ordem Dórica
Frontão
Entablamento Cornija
Embasamento
Estilóbato
Estereóbato
Colunas
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0� – Capitel: Arremata o fuste das colunas, em sua parte superior.
Divide-se em Ábaco e Coxim.
0� – Ábaco: É a parte mais alta do Capitel, e, normalmente, lisa.
0� – Coxim: É a almofada do Capitel com perfil curvo.
0� – Entablamento: Viga que vai sobre a coluna.
Divide-se em Arquitrave, Friso e Cornija.
0� – Arquitrave: É a viga que vai diretamente sobre a coluna. 
10 – Friso: Faixa horizontal que se assenta sobre a Arquitrave. 
Divide-se em Tríglifos e Métopas.
11 – Tríglifo: Componente do Friso dórico, apresenta três caneluras verti-
cais que lembram as ranhuras na madeira. 
12 – Métopa: Placa quadrangular ou retangular de pedra ou terracota, 
inserida entre os Tríglifos. É, muitas vezes, esculpida.
13 – Cornija: Componente mais elevado do entablamento. 
1� – Frontão: É a extremidade triangular de um telhado de duas águas, 
decorada com esculturas ou com baixo-relevos. 
1� – Próstilo: Entrada do templo com colunas somente na frente.
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Os templos gregos construídos sobre uma plataforma de três degraus são 
projetados de forma em que a aproximação das pessoas se daria por meio 
de uma esquina sempre à frente do santuário.
O mais notável conjunto arquitetônico de Atenas é o da Acrópole constru-
ído no período Arcaico. Na Acrópole, existem vários templos construídos, 
e inclusive pertencem a períodos diferentes. Dentre eles encontramos o 
Partenon, templo dedicado à deusa Palas Atena, construído segundo a 
Ordem Dórica, determinado por Péricles no século V a.C.
 
Arquitetura clássica 
dórica. 
Templo de Hefaístos. 
Consagrado ao deus do fogo. Cerca 
de 440 a.C. Atenas.
 
 
Espero que você tenha gostado desta aula, pois a arte grega 
encanta a muitos até os dias de hoje.
Site
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga
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Aula: 10
Temática: Templos Gregos – Ordem Dórica e Jônica
Os templos gregos são construídos de tal forma que, se che-
garmos à construção, podemos divisar um volume tridimen-
sional onde as dimensões de comprimento, largura e altura 
são reconhecidas de um só relance. 
A Acrópole de Atenas é o recinto sagrado mais importante da Grécia de 
Péricles. Reúne uma série de monumentos e templos dedicados a várias 
divindades: o Partenon, dedicado a Atena; o Erecteion, de ordem jônica; o 
templo de Atenas e Poseidon; a estátua de Atena, executada por Fídias; 
o Propileus, na entrada da Acrópole; o Templo de Atena Niké, de ordem 
jônica; entre outros.
Além do esquema clássico retangular, o templo grego apresenta esque-
mas circulares, o qual recebe o nome de Tholos. Em Delfos, na encosta 
do Monte Parnas, encontram-se as ruínas do Oráculo de Apolo, o qual foi 
construído sob a ordem dórica, no século IV a.C.
Em Delfos, na encosta do 
Monte Parnas,
encontram-se as ruínas do 
Oráculo de Apolo,
construído sob a ordem dó-
rica, no século IV a.C.
 
 
Na ordem Dórica, o Partenon com seu harmonioso conjunto e obediência à 
proporção, é um símbolo da cultura grega, enquanto um gosto maior pela 
decoração somado à determinada leveza e liberdade nos levam à Ordem 
Jônica.
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Ordem Jônica
01 – Esterióbata: Embasamento escalonado dos edifícios.
02 – Estilóbata: Plano superior dos degraus, onde se apóiam as colunas.
03 – Coluna: A coluna na ordem Jônica é mais delicada e ornamentada. 
Composta de Base, Fuste e Capitel.
0� – Base: A Base é elaborada, constituída de partes convexas e uma 
côncava. 
0� – Fuste: Fuste mais delgado com caneluras. 
0� – Capitel: O capitel se divide em Ábaco e Voluta. A voluta descreve 
uma curva para a direita outra para a esquerda, lembrando um papiro en-
rolado, encimados por um Ábaco esculpido.
0� – Entablamento: Divide-se em Arquitrave, Friso e Cornija.
0� – Arquitrave: Freqüentemente dividida em três faixas horizontais. 
0� – Friso: O friso é dividido, e, às vezes, decorado com uma faixa contí-
nua de relevos esculpidos. A ordem Jônica é tratada livremente, por isso, 
muitas variantes aparecem, principalmente, na decoração do friso e 
da base.
10 – Cornija: O componente mais elevado do entablamento é mais rico do 
que na ordem Dórica, podendo levar diversas faixas de desenhos talhados 
em relevo. 
11 – Frontão: Como na ordem dórica, o frontão é decorado com escultu-
ras ou baixo-relevos .
Cornija
Friso
Arquitrave
Ábaco
Voluta
Fuste
Base
Plinto
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A maior obra-prima da Ordem Jônica apresenta uma planta assimétrica 
única entre todasas construções gregas. Construído na Acrópole de Ate-
nas, entre 421 e 405 a.C. sobre um terreno irregular, o templo recebeu o 
nome de Erecteion.
Erecteion, vista do lado 
oriental. 
Erecteion 
 
Pórtico das virgens
Com vista para o mar, as colunas, em 
forma de mulher, são também cha-
madas de cariátides. 
421- 405 a.C.
Acrópole de Atenas. 
 
 
 
Os homens sempre edificaram templos de oração. Pesquise, 
em sua cidade, como costuma ser a forma dos templos de 
oração das diversas crenças. Construa uma análise com-
parativa entre eles, baseando-se nas construções dos antigos templos 
gregos. 
Até a próxima aula!
 
Site
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga
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Aula: 11
Temática: Templos Gregos – Ordem Coríntia 
 Arte grega
 
Na ordem Jônica, encontramos certa liberdade na constru-
ção dos templos. Alguns receberam planta retangular, en-
quanto outros receberam formas quadradas e até mesmo 
assimétricas. Notamos a mesma liberdade nos detalhes dos capitéis e das 
bases e no entablamento dos templos. 
A terceira Ordem, na arquitetura grega, é a Coríntia, a qual coincide com o 
período Helenístico no século IV a.C. 
 
Ordem Coríntia
O estilo parece ter sido tirado dos egípcios, pois estes já decoravam seus 
templos com motivos florais. 
Tirando a forma do capitel, os demais elementos da ordem coríntia deri-
vam da ordem jônica como o fuste estriado, a coluna assentada sobre uma 
base e a arquitrave dividida em três partes. A coluna, porém, é mais es-
guia. O capitel é ornado com folhas de acanto e volutas que se enrolam. 
Cornija
Dentículos
 Arquitrave
Fácia
 Voluta
Fuste
Friso
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As ágoras substituem as acrópoles, com maior elegância e ordenação, 
segundo a época helenística. Pórticos monumentais, fontes, edifícios 
públicos e teatros expressam o heroísmo e a glorificação. As casas, an-
tes secundárias, tornam-se monumentais com a mudança de mentalidade 
para o individualismo.
 
Decoração dos Templos
Três áreas nos templos gregos convidam à decoração esculpida ou pin-
tada: os Frontões triangulares, as Métopas, nos templos dóricos e os 
Frisos, nos templos Jônicos.
Esses ornamentos constituem-se de estátuas de volume total ou figuras em 
relevo, e se desenvolvem dentro das possibilidades arquiteturais existentes.
No inicio das decorações dos templos, os artistas contavam várias histó-
rias, ao mesmo tempo, sem relação entre si. Com o tempo, passaram a 
considerar o espaço do frontão como um cenário. 
 
Baixos-relevos
Os baixos-relevos acompanham os esquemas da estatuária. Na arte arcai-
ca, os baixos-relevos apresentam as figuras onde os músculos ainda são 
imperfeitos, a barba e os cabelos são estilizados. 
Na arte clássica, apresentam serenidade e suavidade nos rostos, uma su-
prema elegância nas roupas e graduação dos planos.
Os baixos-relevos são encontrados em Estelas 
Funerárias, nas métopas e nos frisos que decoram 
os templos. 
 
Escultura
A escultura grega alcançou um extraordinário desenvolvimento. As primei-
ras obras são anteriores ao século V a.C. e revelam influência egípcia.
Nas figuras rígidas, os braços caem ao longo do corpo.
No século V a.C., os artistas abandonam o modelo rígido, e procuram dar 
idéia de movimento, retratando o ideal de beleza e perfeição do homem.
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As estátuas gregas são esculpidas em mármore, argila, marfim, ouro, ma-
deira e bronze, sendo este o material mais usado.
 
Novas tendências da escultura no século IV a.C. 
Registrou-se um novo e vigoroso impulso na direção do naturalismo a par-
tir da metade do séc. V a.C., além de uma crescente especialização dos 
artistas e novos conceitos e temas artísticos. Surgem famosos escultores: 
Míron; Fídias, o diretor da obra do Partenon; Praxíteles e Policleto. 
Site
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Aula: 12
Temática: Escultura e Cerâmica Gregas
No século V a.C., a sociedade grega vivia o período Clás-
sico, cuja principal característica é a valorização humana 
expressa em obras de arte. 
Muito pouco sobrou das obras originais do período clássico, , pois as está-
tuas foram executadas em marfim ou ouro. O que temos para admirar são 
as cópias romanas realizadas em mármore sobre originais em bronze. 
O maior artista do séc. IV a.C. é Praxíteles. Suas esculturas representam 
a delicada passagem da estatuária estática e fortemente idealizada do pe-
ríodo de Fídias para um gênero mais humano e sentimental. 
 
Quando Alexandre da Macedônia seguiu para as conquistas do Oriente, 
após a morte do pai Filipe, a cultura da Grécia, dominada em 356 a.C., foi 
amplamente divulgada. Com a morte de Alexandre, a fusão entre as cultu-
ras grega e oriental resultou na cultura helenística, cujos centros foram as 
cidades de Pérgamo, Antioquia e Alexandria. 
 
A Arte Helenística na Escultura
O interesse pela escultura feminina acentuava-se assim como as roupas 
ao vento e os pregueados. As estátuas giram e se retorcem manifestando 
sensualidade e sentimento. 
 
Cerâmica 
A cerâmica ocupa o posto de produto 
artístico já no século VIII a.C. 
A decoração dos grandes vasos e Recipientes, muitas vezes pequenos, 
recebe a pintura com o tema geométrico.
As oficinas de Corinto colocavam-se na vanguarda de uma produção cerâ-
mica animada por cenas variadas. As formas e aspecto da decoração dos 
mesmos configuravam enorme sucesso. Os ceramistas áticos logo toma-
riam posse da nova técnica com o objetivo de projetar o novo estilo, agora 
com narrativas dos mitos e lendas de toda região à volta de Atenas. 
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As formas dos vasos passam a apresentar novos contorno. É também 
elaborada a técnica para colorir as figuras pretas desenhadas sobre o fun-
do claro do barro. Alguns toques de cores vermelha e branca eram então 
adicionados.
O estilo se consagra nos séculos VII e VI a.C. mantendo a ornamentação 
geométrica limitada às zonas periféricas. 
No final do século V a.C. e durante o século IV a.C., uma nova técnica viria 
substituir as figuras pretas. O fundo tornava-se preto enquanto as figuras 
se apresentam em cor avermelhada. 
No final do século V a.C., os pintores adicionavam outras técnicas à figura 
vermelha. Os Lécitos, assim chamados os vasos de azeite, receberam tin-
ta branca de fundo e figuras coloridas. A partir do século IV a.C., o nível das 
cerâmicas caiu com os novos tempos helenísticos da produção em série. 
 
Tantos temas... Quanta informação!
Continue animado! A obra grega é a sustentação da Arte Ocidental. Por 
esse motivo, há a necessidade de tanto conhecimento. As informações 
aqui presentes, no entanto, são resumidas perto da grande diversidade 
dos temas e das obras. 
Saiba mais sobre a Arte Grega, pois ela é fascinante!
 
Site
 
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Resumo - Unidade II
 
 
Nesta segunda unidade, você continuou a passear pela História 
Antiga avançando mais um pouco em nossas reflexões acerca 
da estética e do legado da antigüidade em termos artísticos.
Iniciamos nossa viagem pela arte Micênica da Grécia Antiga e seu concei-
to de beleza, e pudemos conhecer a arte cretense que tanto influenciou o 
povo grego da antigüidade.
Vimos também os períodos arcaico e clássico, as esculturas e arquiteturas 
desse período. Procuramos entender a arte Dórica e sua importância na 
construção de templos.
Em seguida, passamos pela arte e ordem Jônica na construção de templos, 
e visualizamos seu grande legado com a Acrópole de Atenas. Passamos, 
então, para a Ordem Coríntia, que coincide com o período Helenístico, e 
suas grandescolunas e suas esculturas.
Encerramos a unidade falando sobre a escultura clássica grega, suas ca-
racterísticas e as cerâmicas.
Espero, sinceramente, que tenha gostado da unidade e que tenha se senti-
do fascinado com a arte grega, a qual nos influencia até hoje.
Um grande abraço.
Até a próxima unidade!
 
Referências Bibliográficas 
 
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ARGAN, G.C. Clássico anticlássico. São Paulo: Cia das Letras, 1999.
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________ . GALERIA DELTA DA PINTURA UNIVERSAL. Volumes I e II. 
Rio de Janeiro: Delta, 1972. 
________ . HISTÓRIA GERAL DA ARTE – Arquitetura – Pintura – Escul-
tura – Artes decorativas. Ediciones del Prado, 1996. 
________ . HISTÓRIA DA PINTURA. Colônia: Konemann, 2000. 
 
 
Glossário
 
ÁBACO: A parte mais alta do capitel. 
ÂNFORA: Jarro com duas alças.
ALTO-RELEVO: Escultura ligada ao fundo com muita profundidade.
ARCAICO: Primeiro período da arte grega. Cerca de 650 a 490 a.C. 
ARQUITRAVE: Viga horizontal assentada sobre colunas.
BAIXO-RELEVO: Escultura ligada ao fundo com pouca profundidade.
BASE: Abaixo da coluna. 
CANELURAS: Sulcos verticais talhados no fuste da coluna.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �1
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CAPITEL: Elemento superior da coluna.
CARIÁTIDE: Estátua feminina utilizada no lugar da coluna como suporte 
na arquitetura. 
CLÁSSICO: Segundo período da arte grega. Cerca de 480 a 323 a.C. 
COLUNA: O que suporta o entablamento nos templos. 
CORNIJA: Elemento mais elevado do entablamento e saliente.
CRATERA: Vaso de boca larga utilizado para misturar água e vinho. 
ENTABLAMENTO: Estrutura acima das colunas. 
ESTELA: Placa de pedra com desenhos ou inscrições para monumentos 
ou marco comemorativo.
ESTEREÓBATO: Primeiro degrau do templo grego. 
ESTILÓBATA: Degrau onde se assentam as colunas.
FACHADA: A face de um edifício que dá para a rua.
FIGURAS NEGRAS: Técnica de pintura em vasos apresentando as figuras 
com silhuetas negras. Acrescenta-se no acabamento o branco e o verme-
lho. Utilizada no século VI a.C. até o século II a.C. na Grécia. 
FIGURAS VERMELHAS: As figuras são deixadas na cor do barro e o fundo 
é pintado em negro. Utilizada durante os séculos V e IV a.C. na Grécia. 
FRISO: Faixa horizontal assentada sobre a arquitrave. Os frisos dóricos 
são compostos de tríglifos e métopas. Os frisos jônicos são contínuos. 
FRONTÃO: Triângulo formado por telhado de duas águas, acima da arqui-
trave, nos templos. Enfeitado com esculturas em relevo.
FUSTE: Elemento principal da coluna entre a base e o capitel.
KYLIX: Taça para beber com duas asas. 
LÉCITO: Vaso de gargalo estreito em que se guardava óleo.
MÉTOPAS: Painéis de pedra ou terracota adicionados entre os tríglifos nos 
templos dóricos.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�2
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MOSAICO: Pintura ou desenho formado por fragmentos de pedra. 
NAOS: Centro do templo grego onde ficava a estátua do deus.
PERISTILO: Um conjunto de colunas ou colunata. Peristilo externo é a 
colunata que circunda um templo. Peristilo interno é a colunata no interior 
do pátio das casas romanas. 
PRONAU: Pórtico anterior ao naos de um templo grego. 
TRÍGLIFO: Apresenta três caneluras verticais. Utilizado nos frisos dos 
templos dóricos.
VOLUTAS: Detalhe dos capitéis jônicos. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �3
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Exercício de auto-avaliação II
 
O objetivo desses exercícios é permitir que você possa se auto-avaliar. Responda às questões 
sem consultar as aulas e verifique seu desempenho.
1) Os edifícios gregos, com forma circular, recebem o nome de: 
Erecteion 
Atiço
Tholos
Partenon 
2) A Ilíada e a Odisséia são poemas atribuídos a: 
Heródoto 
Homero
Humberto Eco 
Mosaicos coloridos
3) Nos templos gregos, as Métopas eram decoradas com baixos relevos. Estamos 
falando da: 
Ordem Coríntia
Ordem Jônica
Ordem Arcaica
Ordem Dórica
�) O capitel se divide em Ábaco e Voluta. A voluta descreve uma curva para a direita ou-
tra para a esquerda, lembrando um papiro enrolado, encimada por um Ábaco esculpido. 
Estamos falando da ordem: 
Coríntia 
Jônica
Dórica
Arcaica 
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I��
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5) No final do século VI a.C., a cerâmica grega apresentava o fundo preto, enquanto as 
figuras que o decoravam se apresentavam em cor avermelhada. 
Técnica da figura periférica
Técnica da figura negra
Técnica da figura vermelha
Técnica da figura colorida
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I ��
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Unidade III
Roma
Objetivos
Classificar a história de Roma. Conhecer e classificar os elementos que consti-
tuem a Arte desenvolvida pelos romanos. Reconhecer a grandiosidade de Roma 
nas obras arquitetônicas. 
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 13 - Roma
Aula: 1� - Arquitetura Romana
Aula: 1� - A Arquitetura e os grandes Monumentos Romanos
Aula: 1� - Arte Romana – Escultura – Pintura - Mosaico
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I��
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Aula: 13
Temática: Roma
Grécia e Roma compunham a chamada Antigüidade Oci-
dental ou Clássica. Ambas apresentavam sociedades es-
cravistas, localizavam-se próximo ao mar Mediterrâneo e 
surgiram dos indo-europeus, desenvolvendo o mesmo tipo de organização 
econômica e social. 
Nos tempos helenísticos, iniciaram-se as construções de grandes conjun-
tos arquitetônicos com a união entre a arquitetura e o urbanismo, os quais 
se desenvolveram na época romana. 
 
Roma
A civilização romana desenvolveu-se inicialmente na Itália, península que 
dominava o centro do mar Mediterrâneo. Sem apresentar a fertilidade do 
Egito ou aridez da Grécia, a região não levou seus habitantes a se isolar 
nem tampouco a lançar-se a outros territórios desesperadamente.Por volta do século VIII a.C., a região situada entre o mar Tirreno e os rios 
Arno e Tibre foi habitada pelos etruscos. No mesmo século, o sul foi ocu-
pado pelos gregos na região da Magna Grécia, e, às margens do Rio Tibre, 
os latinos formaram aldeias. No monte Palatino foi construída uma fortale-
za para defesa dos inimigos externos. Dela originou-se a cidade de Roma 
inicialmente com três tribos chefiadas por um patriarca. Com o passar do 
tempo, os patriarcas se apossaram das melhores terras dividindo-se em: 
Patrícios - os grandes proprietários; 
Clientes - os parentes pobres;
Plebeus - pequenos proprietários, artesãos e comerciantes.
 
Em meados do século VII a.C., Roma passou a ser dominada pelos etrus-
cos, tornando-se, verdadeiramente, uma cidade sob as regras da monar-
quia. A grande necessidade de defesa resultou na formação de um exér-
cito com a participação dos plebeus, provocando a rebelião dos patrícios. 
Em 509 a.C., os etruscos foram expulsos e a república aristocrática foi 
organizada. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I ��
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Roma viveu várias lutas sociais, e várias leis foram criadas numa seqüên-
cia de guerras civis, desintegrando a República. 
Em 43 a.C., o imenso território romano foi dividido segundo as ordens de 
três comandantes: Marco Antônio, que ficou com as províncias do Orien-
te; Otávio, responsável pelo Ocidente e Lépido, que assumiu a África. Em 
27 a.C., a República desapareceu e iniciou-se o Império sob o domínio de 
Otávio com o título de Augusto. As fraquezas estruturais de Roma como a 
economia escravista, desigualdade social, corrupção, politização do exér-
cito e a pressão exercida nas fronteiras pelas tribos bárbaras, culminaram 
no Século III numa crise sem volta. O imperador Diocleciano dividiu o ter-
ritório romano em quatro partes. Constantino procurou combater a crise 
por meio de uma reforma religiosa e transformou a cidade de Bizâncio no 
Oriente, na capital do império, com o nome de Constantinopla. Por fim, 
Teodósio dividiu o Império Romano em Império do Ocidente, cujo centro 
encontrava-se em Roma, e Império do Oriente, com capital em Constan-
tinopla. O oriente continuou rico e manteve sua unidade, mas o ocidente 
viu-se enfraquecido com as invasões germânicas. No início do século V, 
os hunos, guerreiros de origem mongol e comandados pelo líder Átila, ata-
caram os germanos, devastando cidades e campos. Em 476, o império 
romano ocidental chega ao fim.
 
Você está se perguntando o porquê de tanta história se a 
disciplina é Arte. Mas tenha certeza de que não podemos 
falar de História da Arte sem entender o contexto político-
social de determinada civilização. E, para que você continue animado, va-
mos falar da arte romana na próxima aula, e descobrir as maravilhas que 
os romanos transmitiram para a arte universal. 
 
Site
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Roma
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Roma
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I��
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Aula: 1�
Temática: Arquitetura Romana
Roma foi fortemente influenciada pela civilização grega, so-
bretudo após a conquista da Grécia. A atração pela cultura 
helênica foi muito forte, porém não significava que os roma-
nos se limitavam a imitar os mestres gregos. O espírito prático romano e 
certa influência cultural oriental modificaram a herança grega, adaptando-
a a sua mentalidade e necessidades. 
 
Arquitetura
As obras artísticas em Roma não visavam apenas a satisfação de um ideal 
estético, mas sim a exaltação das glórias do Estado. Por isso, a arquitetura 
tornou-se a arte mais desenvolvida. 
Pode-se dizer que a arquitetura romana concluiu os princípios da arquitetu-
ra clássica numa tentativa de derrubá-los, e preparou os desenvolvimentos 
posteriores modificando a tradição helenística. A ousadia na construção 
de pontes e aquedutos, banhos e arenas ligava-se diretamente a uma lógi-
ca da construção e a um domínio sobre os materiais e técnicas. O primeiro 
problema da arquitetura monumental é o de cobrir o grande espaço com o 
emprego de arcos e abóbadas. O espírito grandioso e o luxo da arquitetura 
romana exprimiam-se melhor nos palácios, banhos e teatros. 
Podemos dividir a arquitetura romana nos seguintes tópicos:
1 – Ordens Romanas
• Toscana - uma coluna simples, lisa e sem estrias, de origem etrusca.
• Dórico-romana - um alto pedestal sob a coluna sem estrias. 
• Jônico-romana - entre as volutas surge um traço retilíneo.
• Coríntio-romana - com mais folhas, figuras humanas e animais
• Compósita - com elementos jônicos e coríntios no capitel.
• Ordem sobre ordem - superposição de diversas ordens. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I ��
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2 – Os banhos
Lugares onde se reuniam as classes mais altas. Neles foram utilizados os 
segredos técnicos da engenharia ao lado da decoração mais vulgar. Com-
punham-se de piscinas, ginásios, salas de toilette e descanso e cômodos 
especiais para leitura.
 
3 – Os templos
Os templos romanos eram construídos sobre um elevado, chamado pódio, 
acessível por um lance de escadas à frente. A maior preocupação era com 
a frontalidade, portanto a decoração era especial somente na fachada prin-
cipal. As colunas na lateral foram adossadas, isto é, transformaram-se em 
meias-colunas. Era simplesmente um elemento decorativo junto às paredes 
sem poder de sustentação. 
O Panteão, em Roma, tecnicamente um templo, é o exemplo da ousadia 
construtiva. As dimensões, a audácia da estrutura e a simplicidade das 
formas impressionam. Encontramos uma excelente descrição desse tem-
plo no livro de História da Arte de H.W. Janson. Abaixo, você encontra 
alguns trechos: 
 
Vasto templo redondo do início do século II a.D., cujo 
interior é o mais bem conservado e o mais imponente 
de todas as construções romanas subsistentes [...] 
Exteriormente, a cella do Pantheon é um tambor ci-
líndrico sem decoração, fechado por uma cúpula 
suavemente encurvada: realça a entrada um pórtico 
profundo do tipo corrente nos templos romanos. [...] 
o pórtico fora delineado como parte de um átrio retan-
gular, de colunatas, que devia ter o efeito de destacá-
lo da rotunda. (JANSON, 1992, p. 164,165.) 
No interior, o espaço em abóbada é formado por arcos apoiados em oito 
grandes pilares. Segundo Janson:
O efeito produzido por este interior, ao mesmo tempo 
intimidante e harmonioso, é impossível de reproduzir 
em fotografia [...] De qualquer maneira, o efeito é ab-
solutamente diferente do que o severo exterior nos 
levaria a esperar. A cúpula não é abatida, mas um 
verdadeiro hemisfério e a abertura circular, ao centro, 
dá passagem a um jorro de luz, tão abundante como 
maravilhoso. (JANSON, 1992, p.165) 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�0
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A luz entra por um grande círculo aberto para o céu no cume do domus. Os 
muros que sustentam o domus são espessos e abrigam nichos, fechados 
ao fundo, destinados às esculturas.
As colunas em mármore, ao lado dos nichos provocam a sensação de 
profundidade além do recinto fechado.
� – Os aquedutos atravessam regiões inteiras sem se deterem ante as 
colinas e vales. As ligações são perfeitas, sóbrias e sólidas. Nos muros 
poderosos, pesados e espessos e na série de arcos aparecem o gênio 
artístico romano. 
 
Muito da nossa arquitetura atual se deve aos construtores 
romanos. Circule por sua cidade e anote as construções ins-
piradas na arquitetura romana. 
Você já sabia disso tudo?
 
Sites
 
http://www.historiadomundo.com.br/romana/arte-e-arquitetura-romana/ 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Templo_romano
http://www.pegue.com/artes/arquitetura_romana.htm
http://www.historiadomundo.com.br/romana/arte-e-arquitetura-romana/ 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Templo_romano
http://www.pegue.com/artes/arquitetura_romana.htm
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �1
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Aula: 1�
Temática: A Arquitetura e os grandes 
 monumentos romanos
 
No tema anterior demos início ao conhecimento das téc-nicas utilizadas na arquitetura romana fundamentais para 
o sucesso dos projetos de construção e urbanização das 
cidades.
Na aula de hoje, continuaremos em busca de grandes descobertas de ou-
tras obras grandiosas executadas pelos romanos.
 
� – Os Arcos do Triunfo ou arcos comemorativos foram criados pelos 
romanos em função da paixão pela exibição de força e serviram de modelo 
para cinqüenta gerações de militares triunfantes. 
 
6 – O Foro Romano é formado por um conjunto de monumentos. O projeto 
foi encomendado por Júlio César e por Augusto no século I a.C., porém, 
até o século IV, foram realizadas diversas alterações. 
7 – As Colunas de Vitórias, executadas para a proclamação das vitórias 
por meio de baixo relevo executados em colunas.
Coluna de Trajano 
Inaugurada em 114 d.C., em Roma.
Altura total da coluna em mármore: 37 metros.
Faixa de relevos com 1.27 m. de altura.
A base servia de câmara funerária para as suas cinzas.
Em mais de 150 episódios, o friso contínuo mostra cenas 
de combate e aspectos geográficos e políticos.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�2
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8 – As Basílicas, criações tipicamente romanas, foram a base das cons-
truções das igrejas cristãs por causa do desenvolvimento das cúpulas.
9 – Os Anfiteatros. O imenso anfiteatro do Coliseu, cujos restos impo-
nentes ainda permitem a admiração, foi iniciado por Vespasiano em 72 e 
concluído por seu filho Tito em 80. Construído pelos prisioneiros hebreus, 
o Coliseu é o símbolo de Roma. Os espetáculos preferidos, nesses anfi-
teatros, eram os jogos de circo, onde surgiu a profissão de gladiadores 
treinados para matar, enquanto as feras eram somadas ao espetáculo. 
Presentes as três ordens clássicas: Dórica, Jônica e 
Coríntia. As três ordens sobrepostas seguem os pe-
ríodos: A Dórica mais antiga e pesada, seguida das 
Ordens mais delicadas: a Jônica e a Coríntia.
 
Espero que você tenha apreciado a aula de hoje. Procure 
visitar os sites abaixo para enriquecer ainda mais os seus 
conhecimentos.
 
Sites
 
http://es.wikipedia.org/wiki/Foro_Romano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Templo_romano
http://www.pegue.com/artes/arquitetura_romana.htm
http://es.wikipedia.org/wiki/Foro_Romano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Templo_romano
http://www.pegue.com/artes/arquitetura_romana.htm
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Aula: 1�
Temática: Arte Romana – Escultura – Pintura – 
 Mosaico
 
A arte romana oscilou entre a tradição etrusca e a influência 
grega. Os principais aspectos do período são evidenciados 
em obras que ocupam o espaço público. A arquitetura ro-
mana foi marcada pelo caráter funcional, civil e público, incluindo o ur-
banismo. A utilização do cimento e a estruturação do arco foram fatores 
decisivos para os avanços técnicos construtivos. 
Dentre as obras públicas destacamos a construção de estradas, aquedu-
tos e banhos públicos. Em edifícios urbanos foram utilizados os avanços 
técnicos e as paredes receberam mármore ou pintura em afresco.
Devemos citar também que a Ordem Coríntia foi a mais adotada na cons-
trução dos templos e obras públicas por ser, em grande parte, aberta a 
diversas possibilidades decorativas. 
 
Esculturas
Todos conhecem a fama dos romanos como imitadores da arte grega. Uma 
grande quantidade de obras gregas que existem hoje foi, sem dúvida, co-
piada pelos romanos. Indo mais longe, algumas são trabalhos puramente 
artesanais inspirados na antiga arte egípcia. 
Os romanos gostavam de estátuas para enfeitar suas residências e espa-
ços públicos. Desta forma, explica-se a necessidade de tamanho consu-
mo. Talvez pelo gosto de colecionar e admirar antiguidades, os romanos 
não se preocupavam em ir além das cópias. 
Por outro lado, verificamos que, após o século I d.C., as estátuas que re-
presentavam modelos individuais começaram a proliferar.
As esculturas do século IV d.C. eram verdadeiros retratos de heróis e im-
peradores extremamente realísticos, com rugas, falta de cabelos e defei-
tos faciais. O caráter é romano na austeridade e até na rusticidade. 
A mostra do poderio romano também se dá nas estátuas eqüestres, apre-
sentando os soldados e imperadores montados em cavalos. De todas que 
embelezaram Roma, resta a do Imperador Marco Aurélio, em bronze, data-
da de cerca de 160 a 180 d.C. em tamanho acima do natural. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I��
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Pintura
A pintura romana surgiu, na época de Augusto, substituindo gradualmente 
as esculturas. As pinturas murais são usadas para decorar e informar. Nos 
afrescos encontrados em Pompéia, as figuras são vulgares, pois represen-
tavam o povo latino em forma de notícia cujo caráter poderia ser político 
ou dramático.
As pinturas com representações panorâmicas apresentam uma perspecti-
va distorcida de caráter ilusionista e decorativo. 
 
Mosaicos
Os mosaicos romanos receberam influência oriental e foram amplamente 
utilizados para decorar as paredes internas dos edifícios. As obras que res-
taram para nosso conhecimento são, na maioria, de Pompéia e Herculano 
e outras localidades soterradas pelo Vesúvio em 79 d.C.
 
Leia mais sobre a obra acima em GOMBRICH, E.H. Arte e 
Ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986, p.120. 
 
Sites
 
http://www.historiadomundo.com.br/romana/arte-e-arquitetura-romana/
http://www.pegue.com/artes/arquitetura_romana.htm
http://www.nomismatike.hpg.ig.com.br/ImpRomano/ArteRomana.html
http://www.historiadaarte.com.br/arteromana.html
 
Continue animado para as próximas aulas.
http://www.historiadomundo.com.br/romana/arte-e-arquitetura-romana/ 
http://www.pegue.com/artes/arquitetura_romana.htm
http://www.nomismatike.hpg.ig.com.br/ImpRomano/ArteRomana.html
http://www.historiadaarte.com.br/arteromana.html
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I ��
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Resumo - Unidade III
Nesta unidade você acompanhou outro período importan-
te que compõe a antiguidade clássica: o Império Romano. 
Como vimos, este período foi fundamental para a arquitetu-
ra e para o urbanismo,.
Passeamos pelos templos, pelos banhos e pelas ordens romanas que mar-
caram profundamente a cultura ocidental.
Vimos as maravilhas arquitetônicas, os grandes templos romanos, os ar-
cos do triunfo, panteões, as colunas e os anfiteatros, cujo exemplo mais 
famoso é o Coliseu.
O período romano foi fértil na produção arquitetônica, influenciando muito 
as futuras obras da arquitetura ocidental.
Passeamos pela pintura romana, suas cores e características especiais. 
Como se estivéssemos em um grande museu, pudemos apreciar essas 
maravilhas da antiguidade que tanto fundamentaram a arte mundial.
Gostou da arte romana? Espero que sim. Ainda há muito a ser visto, mui-
tas reflexões a serem feitas, e, assim, poderemos conversar ainda mais 
sobre a arte e toda a estrutura produzida pelos artistas romanos.
Até o próximo encontro!
Um grande abraço!
 
Referências Bibliográficas
 
ARANHA, Ma. Lúcia. Filosofando – introdução à filosofia. São Paulo: 
Moderna, 1993.
ARNHEIM, R. Arte e Percepção Visual. São Paulo: Pioneira, 1986. 
GOMBRICH, E.H. Arte e Ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I��
UNIMES VIRTUAL
_________ . A História da Arte. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: 
Guanabara, 1988.
GRAHAM, Gordon. Filosofia das artes. Lisboa: Edições 70, 2001.
HADAS, Moses. Roma Imperial. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981.
JANSON, H. W. História da Arte. Tradução J. A . F. de Almeida e. São 
Paulo: Martins Fontes, 1992. 
NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Buriti, 1966.
OSBORNE, Harold. Estética e Teoria da Arte. São Paulo: Cultrix, 4ª edição. 
READ, Herbert. O sentido da Arte. Tradução E. Jacy Monteiro. São Paulo: 
Ibrasa, 1972.
_________ . O significado da arte. Lisboa: Ulisseia, 1967.
WOODFORD, Susan. Grécia e Roma. Tradução Álvaro Cabral. São Paulo: 
Circulo do Livro, 1986. 
 
EDIÇÕES ESPECIAIS:
________ . GALERIA DELTA DA PINTURA UNIVERSAL. Volumes I e II.Rio de Janeiro: Delta, 1972. 
________ . HISTÓRIA GERAL DA ARTE – Arquitetura – Pintura – Escul-
tura – Artes decorativas. Ediciones del Prado, 1996. 
________ . HISTÓRIA DA PINTURA. Colônia: Konemann, 2000. 
 
 
Glossário
 
ABÓBADA: Consiste de um teto arqueado de pedra ou alvenaria, constru-
ído de acordo com o princípio dos arcos. 
ABÓBADA DE BERÇO: Abóbada semicircular assentada sobre paredes, 
constituída de sucessivos arcos.
AFRESCO: Método de pintura em paredes. O pintor aplica a cor na parede 
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com a primeira camada de cal ainda fresco. A cor passa a ser parte inte-
grante da parede.
ALVENARIA: Construção de pedra ou tijolo, utilizando argamassa. 
ANFITEATRO: Edifício oval, com lugares em fileiras para o público ver 
espetáculos.
AQUEDUTO: Construção elevada que sustenta o encanamento, trans-
portando água de uma nascente. 
ARCADA: Arcos sustentados por sucessivas colunas. 
ARCO: Usado para cobrir um vão, desenvolvido pelos romanos, utilizando 
blocos de alvenaria.
ARGAMASSA: Mistura de areia, água e aglutinante utilizada para juntar 
blocos na construção. 
ÁTRIO: Sala central de uma moradia romana.
BASÍLICA: Recinto cívico da Roma antiga. 
CELLA: Interior do templo romano, contendo a imagem do deus. 
COLUNA ADOSSADA: Meia coluna encostada à parede.
FACHADA: A face de um edifício que dá para a rua.
FÓRUM: Praça pública e um lugar de reunião da vida judiciária, política e 
econômica romana. 
MOSAICO: Pintura ou desenho formado por fragmentos de pedra.
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Exercício de auto-avaliação III
 
O objetivo desses exercícios é permitir que você possa se auto-avaliar. Responda às questões 
sem consultar as aulas e verifique seu desempenho.
1) A luz entra por um grande círculo aberto para o céu no cume do domus. Os muros 
que sustentam o domus são espessos e abrigam nichos. Estamos falando de um templo 
romano chamado: 
Erecteion 
Coliseu
Panteão
Tholos 
2) Os arcos comemorativos foram criados pelos romanos por causa da paixão pela exi-
bição de força e serviram de modelo para cinqüenta gerações de militares triunfantes. 
Eles são chamados de: 
Arco Pleno 
Arco romano 
Arcobotante
Arco do Triunfo 
3) A vitória de Trajano sobre a Dácia foi contada em uma coluna como se fosse uma re-
portagem. A coluna foi Inaugurada em 11�, na cidade de Roma. Estamos falando da: 
Coluna Coríntia 
Coluna de Trajano
Coluna de Vitória 
Coluna Toscana 
4) Um dos anfiteatros romanos mais conhecidos é o: 
Helênico 
Coliseu
Panteão
Homero 
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I ��
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�) As colunas laterais nos templos romanos se transformaram em meias colunas sim-
plesmente decorativas. Sendo assim, elas receberam o nome de: 
Toscana 
Cariátides
Coríntio – romana 
Adossadas 
a)
b)
c)
d)
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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �1
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Unidade IV
Idade Média
Objetivos
Classificar a história da Idade Média. Conhecer e classificar os elementos que 
constituem a Arte medieval. Reconhecer as artes Bizantina, Muçulmana, Româ-
nica e Gótica.
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 1� - As Invasões Bárbaras e o Ocidente Feudal
Aula: 1� - Alta Idade Média e Roma Oriental
Aula: 1� - Arte Bizantina
Aula: 20 - Civilização Muçulmana – Arte Mourisca
Aula: 21 - Taj Mahal – Arte Persa
Aula: 22 - A Baixa Idade Média
Aula: 23 - A Baixa Idade Média – Arquitetura Românica
Aula: 2� - A Baixa Idade Média – Arquitetura Gótica
Aula: 2� - A Baixa Idade Média – Arte Românica e Gótica
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�2
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Aula: 1�
Temática: As invasões Bárbaras e o 
 Ocidente Feudal 
 
Na aula anterior contemplamos as esculturas, as pinturas e 
os mosaicos romanos. Observamos que as obras romanas, 
apesar de apresentarem uma grande influência artística gre-
ga nos moldes da procura da perfeição e beleza, , possuem caráter, de 
propagação histórica e heróica, independente na busca pelo belo.
 
As invasões Bárbaras e o Ocidente Feudal
As invasões bárbaras do Império Romano começaram ainda na fase áurea 
de Roma. Otávio Augusto foi quem primeiro recrutou germanos para suas 
legiões. Conviveram até o século III em relativa paz. Entre os séculos IV 
e VI, porém, os domínios do poderoso Império Romano foram sucessi-
vamente invadidos por tribos germânicas, que deram origem a diversos 
reinos romano-germânicos: Os vândalos se fixaram ao norte da África; 
os francos e alamanos se mantiveram próximos às regiões da França, 
Alemanha e Países Baixos; os saxões na Inglaterra; os normandos na Ir-
landa, França, Inglaterra, Itália e Rússia; os visigodos na península Ibérica 
e os ostrogodos, nas regiões da Áustria e Hungria.
De todos os reinos bárbaros surgidos na Europa no Século V, apenas o 
dos francos foi duradouro. Os reinos dos ostrogodos e dos vândalos foram 
conquistados pelo Império Bizantino e o dos visigodos pelos muçulmanos. 
O reino franco consolidou-se nas terras da Gália.
 
O Reino dos Francos
Desde o século II, os francos vinham invadindo as fronteiras romanas. Clo-
vis, um dos chefes guerreiros, foi reconhecido como rei e converteu-se ao 
cristianismo em 496. Com sua autoridade aumentada contribuiu para a fu-
são de conquistados e conquistadores presenteando a igreja com terras. 
Com a morte de Clóvis, seus descendentes entregaram a administração 
do reino aos prefeitos do palácio. Um deles, Carlos Martel, destacou-se 
quando barrou a expansão dos árabes na Europa em 732.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �3
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Pepino, filho de Martel, depôs o último soberano descendente de Clóvis, 
apoiou o papa na luta contra os lombardos, e reforçou o poder da igreja 
iniciando a dinastia carolíngia. 
Carlos Magno, filho de Pepino, governou até 814 expandindo as fronteiras 
e garantindo partes das terras conquistadas à aristocracia, que, em troca, 
assumiu compromissos com o rei. O papa Leão III coroou Carlos Magno, 
legitimando-o imperador do Novo Império Romano do Ocidente, pois lhe 
interessava a difusão do cristianismo. O êxito político e administrativo de 
Carlos Magno foi acompanhado de grande desenvolvimento cultural, im-
pulsionando as artes e letras, junto à igreja. A efervescência cultural da 
época possibilitou a preservação de diversas obras da Antigüidade greco-
romana pacientemente copiadas pelos alunos das escolas eclesiásticas. 
Os netos de Carlos Magno esgotaram o Império em batalhas, na disputa 
pela sucessão, dividindo o Império. No Século IX, o feudalismo se concre-
tizou reforçado por novas invasões bárbaras. Os normandos ou vickings, 
procedentes da Escandinávia, penetraram no litoral europeu a fim de fun-
dar na França o pequeno reino da Normandia e Inglaterra. Hunos e árabes 
pilharam o sul da Europa.
Em 962, Oto I foi coroado imperador do Ocidente pelo papa João XII, sur-
gindo, assim, o Sacro Império Romano-Germânico. Após a morte de Oto, 
o Império submeteu-se completamente ao feudalismo. Em 987, iniciou-
se uma nova fase da política francesa típica da Baixa Idade Média.
 
O Feudalismo medieval
A estrutura feudal tinha por base a economia agrária, não-comercial e auto-
suficiente, composta por senhores feudais, pelo clero, pelos descenden-
tes dos chefes bárbaros germânicos e a nobreza. O feudo se dividia em: 
propriedade privada do senhor, chamada domínio, no interior da qual 
erigia-se um castelo fortificado; manso servil, que correspondia à porção 
de terra arrendada aos camponeses e o manso comunal, constituído por 
terras coletivas, pastos e bosques, usados tanto pelo senhor quanto pelos 
camponeses ou servos descendentes dos antigos colonos romanos.
 
O verdadeiro poder pertencia aos proprietários locais, embora houvesse o 
rei. Os senhores feudais se sentiam mais poderosos quando recebiam as 
terras diretamentedo rei. Os proprietários menos poderosos recebiam as 
terras dos nobres e eram vassalos desses senhores. As propriedades me-
nores pertenciam aos cavaleiros, os quais eram vassalos dos senhores. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I��
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Espero que você esteja animado para entrar nos mistérios 
da Idade Média. Se você se interessa em aprender mais, 
pesquise em livros de História Geral. Alguns livros do ensino 
médio servem como base para ampliar seus conhecimentos, se necessá-
rio, e não é cansativo.
 
CARMO, Sonia Irene Silva do. Da pré-história à sociedade 
feudal. São Paulo: Atual, 2002.
 
Sites
http://www.historiadomundo.com.br/idade-media/
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
http://www.historiadomundo.com.br/idade-media/
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
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Aula: 1�
Temática: Alta Idade Média e Roma Oriental
 
 
Na Idade Média, a Europa vivia o feudalismo: sistema so-
cioeconômico com instituições e componentes distintos do 
mundo clássico antigo e do mundo moderno, posteriormen-
te. Suas características típicas redefiniram a cultura do mundo antigo. 
O feudalismo, estrutura-eixo da Idade Média, começa a se formar com as 
transformações ocorridas no final do Império Romano do Ocidente e com 
as invasões bárbaras alcançando seu apogeu entre os Séculos IX e XIII. 
 
Idade Média
A Idade Média indicou o período histórico compreendido entre os Séculos 
V e XV com início na queda do Império Romano do Ocidente em 476, es-
tendendo-se até a tomada de Constantinopla, em 1453. 
A Alta Idade Média é o período do crescente feudalismo, do Século V ao 
X, e Baixa Idade Média é o período de declínio, do Século X ao XV.
 
Alta Idade Média
O colapso do mundo escravista romano, com a invasão dos bárbaros ger-
manos, edificava progressivamente a estrutura feudal. Essa nova ordem 
predominou, contudo, apenas no Ocidente europeu, enquanto no oriente 
se desenvolviam outras importantes civilizações. 
Entre as civilizações mais importantes, destacavam-se: a Bizantina da 
Roma Oriental, com características peculiares, fundada na monarquia ab-
soluta, na Igreja submetida ao Estado, na forte religiosidade popular e na 
predominância de valores culturais gregos; e a Muçulmana, que produziu 
significativas influências em todo o mundo ocidental.
 
A Civilização Bizantina – Roma Oriental 
A cidade de Constantinopla, que restou do Império Romano Oriental, trans-
formou-se no principal centro econômico-político. Foi edificada no mesmo 
local em que existiu a antiga colônia grega de Bizâncio, entre os mares 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I��
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Egeu e Negro, pelo imperador Constantino. Constantinopla desenvolveu 
um ativo comércio com as cidades vizinhas, tornando-se um centro rico e 
forte. A produção agrícola desenvolveu-se em grandes extensões de terra, 
utilizando o trabalho de colonos livres e escravos. O imperador comandava 
o exército e a Igreja auxiliado por um número enorme de funcionários. 
O mais célebre governante foi Justiniano, de 527 a 565, que ampliou as 
fronteiras, criou diversas leis internas que serviram de base aos códigos 
civis, dando poderes ilimitados aos imperadores, proteção à Igreja e pro-
prietários, marginalizando os colonos e escravos. Em 1054, Justiniano 
afastou-se da igreja de Roma e criou a Igreja Ortodoxa. Após o auge do 
seu governo, a sociedade bizantina entrou em uma lenta decadência. O 
Império bizantino sofreu com o cerco progressivo dos bárbaros e árabes, 
em expansão nos Séculos VII e VIII. O final da Idade Média, em 1453, foi o 
ponto mais ambicionado pelos turcos otomanos, que derrubaram as mu-
ralhas de Bizâncio e colocaram fim ao Império. A queda de Constantinopla 
serviu de marco para o fim do mundo medieval ocidental e para o início da 
Idade Moderna.
 
Arquitetura Bizantina
A partir do século VI, a arte bizantina alcançou extraordinário destaque, 
sobretudo com a arquitetura religiosa. As basílicas, com seus mosaicos e 
pinturas, são um importante exemplo.
O estilo Bizantino é consolidado com a construção da Igreja de Santa 
Sofia, ordenado pelo imperador Justiniano, simbolizando o poder do Esta-
do associado à força da Igreja cristã. Os construtores resumem e fundem 
harmoniosamente as tendências da arte oriental e ocidental na planta em 
forma de cruz com uma enorme cúpula cobrindo a parte central da igreja. 
 
Leia o capítulo: “O estilo artístico do Cesaropapismo Bizan-
tino” em HAUSER, A. História Social da Literatura e da 
Arte. Tomo I. Tradução Walter H. Geenen. São Paulo: Mes-
tre Jou, 1982, pp.191 a 201. 
 
Sites
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Bizantino
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_bizantina
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Bizantino
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_bizantina
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Aula: 1�
Temática: Arte Bizantina
 
No século IV, quando o Império Romano entrou em crise, o im-
perador Constantino decidiu transferir a capital do Império para 
o Oriente, escolhendo a cidade de Bizâncio. Em sua homena-
gem, a nova capital passou a se chamar Constantinopla, hoje Istambul.
Uma das mais importantes construções desse período é a Igreja de Santa 
Sofia, hoje com quatro minaretes, após a conquista árabe. 
Igreja de Santa Sofia em Istambul. Turquia. 532-537d.C.
Na maioria das igrejas bizantinas ao redor do espaço central, agrupavam-
se outros espaços menores subordinados ao centro.
É comum, também, a superposição de uma cúpula de base circular sobre 
uma base quadrada ou retangular ou a cobertura de um espaço com várias 
colunas, ou, ainda, uma combinação de cúpulas e fragmentos de cúpulas 
cobrindo os espaços. São de complexidade e mistério os efeitos vistos por 
dentro ou por fora, pois não se compreende, à primeira vista, a forma da 
igreja nem como se juntaram as partes ou as estruturas que sustentavam 
as cúpulas.
 
Os interiores das igrejas e seus mosaicos
As paredes interiores eram ricamente ornamentadas com mosaicos coloridos, 
que refletiam a luz com variedade de intensidade em suas facetas de vidro. As 
paredes projetavam um efeito cintilante, irreal, criando um ambiente místico. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I��
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As aberturas das janelas pareciam concorrer na ilusão. A luz era distribuí-
da por numerosas janelas dispostas em cada lado do ambiente, evitando-
se, assim, os contrastes de clareza que dariam às várias estruturas e, ao 
mesmo tempo, provocando uma luminosidade difusa. Em cada direção 
que se olha, existe uma contraluz, igualando os vários relevos. 
Os capitéis de mármore lavrado, completamente esculpidos e combinados 
às colunas parcialmente revestidas de mármore colorido, completavam o 
mistério.
Os mais belos mosaicos podem ser encontrados nas igrejas bizantinas de 
Ravena.
Basílica de Santo Apolinário, 
Ravena.Itália.
533-549 d.C.
 
 
 
A igreja de São Marcos em Veneza, com um espaçoso interior forrado de 
mosaicos, é outro maravilhoso exemplo de construção e decoração inte-
rior no estilo bizantino. No exterior aparecem quatro cúpulas ladeando a 
maior, formando uma planta em cruz inscrita em um quadrilátero. 
Igreja de São Marcos 
em Veneza. 
Construção iniciada em 1063.
 
A arquitetura bizantina também passou a ser propa-
gada pela Rússia. A catedral de São Basílio é a mais 
famosa criação no período de Ivan, o Terrível. Foi exe-
cutada no período de 1454 a 1560,junto ao Kremlin, 
em Moscou.
Existe uma estreita união entre arquitetura, pintura e escultura na arte 
bizantina. 
No artesanato, a riqueza e o luxo da corte educaram o gosto para obras ar-
tísticas de finíssimo acabamento, realizadas em materiais nobres, como o 
ouro, as pedras preciosas, os esmaltes e o marfim, dando ênfase especial 
ao colorido alegre.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I ��
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A pintura e o mosaico bizantinos representaram um classicismo harmo-
niosamenteunido com o ideal espiritualizado da beleza humana no reinado 
de Justiniano. 
A arte bizantina também conservou a representação humana de Cristo 
e de Maria imprimindo uma expressão de melancolia na delicadeza dos 
traços e nas tonalidades envoltas em muito dourado, apesar das regras 
rígidas e formais, com padrões fixos dos iconófilos bizantinos. 
 
Procure nas igrejas de sua cidade imagens que você reco-
nheça como parte da iconografia bizantina.
 
Leia o capítulo: “Causas e conseqüências do Iconoclastis-
mo” em HAUSER, A. História Social da Literatura e da 
Arte. Tomo I. Tradução Walter H. Geenen. São Paulo: Mes-
tre Jou, 1982, pp. 203 a 209. 
Saiba mais sobre o assunto em PANOFSKY, Erwin. Significado nas Artes 
Visuais. Tradução Maria Clara F. Kneese e J.Guinsburg. São Paulo: Pers-
pectiva, 2001.
 
Sites
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Bizantino
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_bizantina
 
 
Exercite o olhar artístico. Até a próxima!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Bizantino 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_bizantina
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Aula: 20
Temática: Civilização Muçulmana – Arte Mourisca 
Durante o reinado de Justiniano, de 527 a 565, Constantino-
pla reafirmou seu domínio político no Ocidente, tornando-se 
a capital artística com o estilo bizantino, presente na arqui-
tetura, escultura, mosaicos e pintura. 
 
Civilização Muçulmana
A população árabe, de origem semita, era chefiada pelos sheiks e viviam 
em torno da religião de nome Islã, na Arábia, a partir do Séc. VII. As tribos 
do interior, compostas por beduínos, vagavam pelo deserto em busca dos 
oásis, onde pudessem alimentar os rebanhos, em constantes saques e 
guerras. As tribos urbanas habitavam a faixa costeira do Mar Vermelho e o 
sul da península, onde surgiram as cidades de Latreb, atualmente Medina 
e Meca, o principal centro religioso da Arábia. 
O profeta Maomé revelou ao mundo árabe o Islamismo, conquistando po-
pularidade em Latreb e inimigos em Meca. Com o apoio dos comerciantes 
de Latreb, já com o nome de Medina em sua homenagem, Maomé conver-
teu-se em chefe guerreiro, conquistou Meca e unificou a Arábia. 
O governo passou a ser exercido pelos califas, que eram chefes religiosos 
e políticos. A expansão do Império iniciou-se com a conquista dos territó-
rios: bizantinos e persas, da Península Ibérica e do estreito de Gibraltar.
No Séc. XI, iniciaram-se as Cruzadas cristãs contra os muçulmanos. No 
Oriente, invasões sucessivas arruinaram o Império, e, em 1258, Bagdá foi 
conquistada pelos mongóis. No Séc. XV, os turcos otomanos, convertidos 
ao Islamismo, conquistaram a parte oriental dos muçulmanos. 
Os muçulmanos foram expulsos, em 1492, da Península Ibérica, quando os 
espanhóis conquistaram Granada.
As conquistas intelectuais dos árabes, também chamados de sarracenos, 
devido à grande expansão por eles realizada, possibilitaram o contato com 
as mais diversas civilizações. Os povos conquistados eram respeitados e 
podiam conservar seus costumes e crenças, ocasionando uma profunda 
fusão de costumes. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I �1
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Arquitetura
A arquitetura foi considerada a mais importante das artes sarracenas, des-
tacando-se a construção de palácios, mesquitas e escolas. Suas formas e 
ornamentos revelavam profunda influência bizantina e persa, às vezes, in-
diana ou chinesa. Entre os principais elementos arquitetônicos, contam-
se as cúpulas, os minaretes, os arcos em ferradura e as colunas torcidas. 
Na decoração, percebia-se uma profusão de motivos geométricos. 
 
Arte Hispano-Mourisca. 
O maior dos exemplos da arte islâmica na região da Espanha é a Mesquita 
de Córdoba. Elegantes variações sobre formas geométricas e linhas gra-
ciosas da caligrafia árabe embelezam os arcos da mesquita.
Mesquita de Córdoba. 
Espanha.
Iniciada em 786. Interior 
do santuário.
 
Mesquita de Córdoba. 
Espanha. Capela de Villa-
viciosa. 961-965. 
 
 
A construção do palácio de Alhambra, em Granada, é um estilo tipicamen-
te mourisco, ou seja, hispânico e norte-africano. A decoração do Pátio 
dos Leões e dos aposentos ao redor é assim descrito por H.W. Janson em 
História da Arte – A Arte Hispano-Mourisca:
 
 
As colunas tornaram-se esguias como caule de flores; 
suportam arcos [...] de configuração extravagante-
mente complexa, talhados em paredes que parecem 
reduzidas a uma trama ornamental semelhante à teia 
de aranha. Nas superfícies interiores encontramos 
a mesma renda de arabescos decorativos, realizada 
em estuque ou em azulejos delicadamente coloridos. 
(JANSON, 1992, p. 247)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I�2
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Palácio de Alhambra, Granada.Espanha. 1354-1391. Séc. XIV.
 
Pátio dos Leões.
 
Nesta aula, pudemos conhecer um pouco mais sobre o es-
tilo bizantino. 
Um abraço!!!
 
Sites
 
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_isl%C3%A2mica
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_isl%C3%A2mica
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Aula: 21
Temática: Taj Mahal – Arte Persa
No Império Islâmico, desenvolveu-se uma intensa ativida-
de cultural, absorvendo e divulgando as contribuições dos 
antigos impérios orientais. Nas cidades muçulmanas, cons-
truíram-se escolas, universidades, bibliotecas e palácios. A arte e a arqui-
tetura acolheram também as influências das antigas sociedades orientais. 
Edifícios eram decorados principalmente com arabescos como alternativa 
artística para a proibição religiosa de desenhar figuras humanas. 
 
A arte Turca
Os turcos avançaram gradualmente pelo Oriente Médio a partir do século 
X, convertendo-se ao Islamismo e dominando a maior parte da Pérsia, 
Mesopotâmia, Síria e o Império Bizantino na Ásia Menor.
Os sultões mamelucos adotaram monumentos funerários, os quais consis-
tiam de um grande edifício cúbico encimado por uma cúpula de influência 
bizantina.
O mais famoso mausoléu da arquitetura islâmica é o Taj Mahal em Agra, 
erguido por um dos soberanos muçulmanos na Índia, em memória de sua 
mulher. O aspecto maciço do mausoléu é de uma elegância ímpar. As pa-
redes de mármore branco, abertas com nichos laterais e um nicho imenso 
no centro formam sombras ao fundo, deixando as paredes leves, quase 
flutuantes, abaixo da imensa cúpula. 
 
Taj Mahal. Construído pelo Imperador muçulmano na Índia 
Shah Jahan. Séc. XVII. 1630-1648 Agra, Índia.
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A arte persa
Os soberanos mongóis, em contacto com a tradição da arte religiosa bu-
dista da Índia e da China, não receavam a imagem humana. Na Pérsia 
islâmica, portanto, os artistas uniram as artes cristãs e budistas à arte 
islâmica nas pinturas e tapeçarias. 
 
Pesquise sobre a Arte antiga da China, Índia e Pérsia em 
GOMBRICH, E.H. A História da Arte. Tradução Álvaro Cabral. 
Rio de Janeiro: Guanabara, 1988, pp. 87 e 88; 102 a 112. 
Pesquise também a Arte Carolíngia e Otoniana em JANSON, H. W. Histó-
ria da Arte. Tradução J. A . F. de Almeida e. São Paulo: Martins Fontes, 
1992, pp. 258 a 264 e 273 a 277.
 
As pesquisas são muito importantes para que o processo de 
aprendizagem seja completo e efetivo.
Um abraço!
 
Site
 
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
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Aula: 22
Temática: A Baixa Idade Média
 
Nas aulas anteriores, passando rapidamente pela arte orien-
tal, observamos a Arte Bizantina e a Arte Muçulmana com 
suas grandes e importantes influências no mundo ocidental. 
Na aula de hoje, voltaremos ao Feudalismo Medieval no Ocidente.
 
Baixa Idade Média 
O período conhecido como Baixa Idade Média se estendeu do Século X ao 
XV, marcado por profundas alterações na sociedade, as quais conduziram 
à superação das estruturas feudais e à progressiva estruturação do futuro 
modode produção capitalista.
A economia auto-suficiente foi substituída por uma economia comercial 
e a hierarquia estamental se desintegrou com o surgimento da burguesia. 
Entre o século XI e o início do século XIV, houve a retomada do crescimento 
demográfico na Europa. O fim das invasões trouxe uma melhor adaptação 
no campo e as epidemias diminuíram. Os limites agrícolas se expandiram 
para os bosques e florestas com as conquistas militares e a ocupação de 
territórios conquistados. Os cavaleiros partiram para a Guerra da Recon-
quista contra os árabes e para as Cruzadas sob o pretexto de propagar o 
cristianismo. Inegavelmente, o fator determinante foi a religiosidade do ho-
mem medieval ao lado da persistência do direito de primogenitura, em que 
o filho mais velho herdava as terras e só restava aos outros a oportunidade 
de aventura. As Cruzadas acabaram por comprometer o prestígio da Igreja 
entre os fiéis, mas, do ponto de vista econômico, despertaram a Europa 
do sono feudal e intensificaram a procura de mercadorias estrangeiras. 
Assim, o Mediterrâneo, arrebatado pelos muçulmanos, converteu-se na 
maior rota comercial entre o Oriente e Ocidente.
Com a ascensão dos comerciantes, um novo estilo de vida surgiu, estru-
turando-se novas classes com o crescimento da vida urbana. As cidades 
emancipadas receberam uma carta de franquia assegurando o direito de 
arrecadação de impostos, organização da milícia e autonomia administra-
tiva e judiciária pelos burgueses. As corporações surgiram para garantir o 
monopólio do comércio local e controle de qualidade do produto. Na orga-
nização hierárquica, o mais alto posto era ocupado pelo mestre artesão, 
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que era o proprietário da oficina, da matéria-prima, das ferramentas e do 
produto final. Com o aumento do comércio surgiam as feiras, a circulação 
da moeda e o aparecimento dos banqueiros. A Itália, Flandres e o Mar 
Báltico tornaram-se os principais centros comerciais.
As informações presentes nesta aula serão muito importan-
tes para a compreensão das próximas. Até lá!
 
Sites
 
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
http://www.historiadomundo.com.br/idade-media/
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
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Aula: 23
Temática: A Baixa Idade Média – Arquitetura 
 Românica
 
Examinamos na aula anterior o desenvolvimento do comér-
cio e o crescimento das cidades, que provocaram várias 
mudanças na Europa Medieval. Do século X ao XV, a socie-
dade feudal foi atingida pelas revoltas camponesas, pelas guerras e pela 
Peste Negra. As Cruzadas despertaram a Europa do sono feudal e conver-
teram o Mediterrâneo na maior rota comercial entre o Oriente e Ocidente. 
Com a ascensão dos comerciantes, um novo estilo de vida se firmou nas 
cidades. 
O bem-estar econômico e social nas cidades proporcionou o desenvol-
vimento da pintura e da arquitetura dividida em dois grandes períodos: 
românico e gótico.
 
A Cultura Medieval Européia
A ruína do Império Romano do Ocidente fez surgir valores adequados à 
nova ordem feudal emergente. Com o deslocamento da economia para o 
campo, nos primeiros séculos da Idade Média, a produção cultural e artís-
tica foi afetada, inegavelmente, refletindo a simplicidade e rusticidade dos 
povos germânicos. 
 
A partir do século XI, inaugurava-se uma nova fase histórica com um perí-
odo de grande efervescência cultural, devido às transformações econômi-
cas e políticas ocorridas com o melhoramento comercial e urbano, em que 
os homens passaram a dar valor à prosperidade material, além da vontade 
divina, desvinculando-se pouco a pouco dos dogmas da Igreja.
 
O dinamismo cultural da Baixa Idade Média é marcante e se comprova por 
meio das oitenta universidades criadas na Europa nesse período.
As Igrejas constituem a mais eloqüente manifestação da arquitetura medie-
val, na qual dois grandes estilos se desenvolvem: o românico e o gótico. 
 
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Arquitetura Românica
A arquitetura Românica se dividiu em quatro períodos:
1 - Pré-românico no Século X, na Alemanha.
 Construções ainda de madeira que sempre pegavam fogo. 
2 - Românico Primitivo de 1000 a 1100, na Alemanha e Normandia. 
 Construções de pedra e madeira.
3 - Alto românico de 1180 a 1240, na França, Espanha e Inglaterra.
 Românico pleno – interior com abóbadas. 
� - Românico Tardio de 1180 a 1240, na Alemanha. 
 Precursor do gótico - construções mais altas. 
 
A arquitetura românica se distingue pelo seu caráter pesado, sólido e 
linhas simples. 
Os mestres construtores medievais partiram das características e neces-
sidades da cobertura em abóbada, elaborando um sistema construtivo 
coerente, que se transformou num estilo da época. Uma abóbada é um 
conjunto de sucessivos arcos que formam um teto curvado. Em virtude 
da redução no número de pequenas janelas nas paredes grossas, seu inte-
rior é sombrio, o que cria uma atmosfera de segurança e tranqüilidade. No 
estilo românico, as janelas são mais estreitas externamente e mais largas 
internamente e a planta baixa apresenta a forma de cruz latina. 
A fachada era, geralmente, uma parede lisa, engrossada fortemente e 
freqüentemente amparada com um contraforte, ou simplesmente com 
grandes pilares e colunas exteriores. A decoração, normalmente, con-
centrava-se na fachada em volta das aberturas e, sobretudo, ao redor das 
portas. A forma do portal é quase sempre um retângulo acabado no circulo 
romano. No alto, um tímpano em pedra é ornado por esculturas. 
Na arquitetura românica o tipo de abóbada mais usado e o mais simples é 
a Abóbada de Berço. 
A Abóbada de Arestas é o resultado da intersecção em ângulo reto de 
duas abóbadas de berço. Assim, o resultado é um vão quadrado, com 
quatro arcos semicirculares, formando um tramo e quatro pilares para sus-
tentação. 
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O Baptistério de Florença é o exemplo de uma construção românica em 
forma de prisma octogonal com cúpula piramidal. As fachadas apresentam 
placas de mármore em severas linhas geométricas. Foi construída cerca 
de 1060 a 1150.
 
Escultura Românica
A escultura se desenvolve junto à arquitetura inserida nas fachadas das 
igrejas, alcançando êxito ainda maior no estilo posterior.
No detalhe 
O corpo desaparece sob as inúmeras camadas de 
dobras angulosas e afiladas das vestes. As figuras 
humanas se alternavam com as de animais fantásti-
cos, e mesmo com elementos vegetais. No entanto, a 
temática das cenas representadas é religiosa. Isso se 
deve ao fato de que os relevos, além de decorarem a 
fachada, tinham uma função didática, já que eram or-
ganizados em faixas, lidas da direita para a esquerda.
 
 
 
A Pintura românica
A pintura não alcançou um desenvolvimento tão grande como a escultura 
na arte românica. O que houve foi uma continuidade na tradição pictural da 
Idade Média, sobretudo nas iluminuras. 
 
Pesquise mais sobre a arte da escultura no período români-
co. Leia também os capítulos: “O Feudalismo e o Estilo Ro-
mânico” e “O Romantismo da Cavalaria Cortesã” em HAU-
SER, A. História Social da Literatura e da Arte. Tomo I. Tradução Walter 
H. Geenen. São Paulo: Mestre Jou, 1982, p. 249 a 312.
 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I100
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Sites
 
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitectura_rom%C3%A2nica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_rom%C3%A2nico
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=146
 
Até a próxima aula!
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitectura_rom%C3%A2nica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_rom%C3%A2nico
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=146ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 101
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Temática: A Baixa Idade Média – Arquitetura 
 Gótica 
 
A arte românica foi uma arte aristocrática e monástica ao 
mesmo tempo. O desenvolvimento das artes e o fato da ar-
quitetura atingir o seu auge de perfeição seriam inconcebí-
veis sem o envolvimento da igreja e sua riqueza. 
As igrejas românicas são expressões imponentes de poder e de recursos 
ilimitados, construídas de forma sólida, e dimensão tão grande quanto as 
fortalezas e castelos da época. 
As esculturas faziam parte das catedrais, recebendo a função de contar as 
histórias bíblicas. 
 
Arquitetura Gótica 
A arquitetura gótica simboliza a nobreza e o mistério da fé. A arte gótica 
sem dúvida despontou no momento em que o gênio espiritual do povo 
europeu se libertou das garras da autoridade romana para se expressar em 
realizações estéticas. A arquitetura gótica é uma expressão próxima das 
manifestações do românico, seguindo-a no Ocidente. 
O florescimento do gótico, no século XII, originário de Paris se deve à 
prosperidade da economia urbana e ao desenvolvimento do conhecimen-
to. Enquanto a igreja românica se deve à criação das comunidades rurais 
dos monges, típicas da Alta Idade Média, a catedral gótica representa a 
obra da cidade e dos artífices das corporações de ofício, refletindo a men-
talidade da Baixa Idade Média. 
Catedral de Chartres. Fachada Ocidental
1145-12200. França.
Obra prima do Gótico pleno. Entre tantas catedrais 
góticas, Chartres ainda conserva a maioria dos seus 
vitrais originais.
A luz do sol é filtrada pelos vitrais indo até o chão em 
reflexos poéticos e coloridos. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I102
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A arquitetura Gótica se divide em três grandes períodos:
1 - Gótico Primitivo – Transição do românico para o gótico. Inicia-se na 
França, em meados do século XII, na Inglaterra em 1175 e na Alemanha 
pouco depois de 1200. 
Catedral de Notre Dame 
Fachada Ocidental 
Paris, França. 
Iniciada em 1163.
 
No seu interior as linhas verticais são acentua-
das para dar a impressão de mais espaço para o 
alto. Os botaréus e contrafortes já não são visí-
veis do lado de dentro.
 
2 - Gótico Pleno – Séc. XIII e XIV. A evolução política e social da França 
se exprime artisticamente na construção e na decoração das catedrais. O 
modelo será copiado por toda a Europa. A galeria de reis nas fachadas e a 
utilização das catedrais como local de coroação exprimem publicamente a 
relação do poder imperial. 
Capela real 
de Sainte-Chapelle, 
Paris, França. 1242-1248
Pequena capela, construída por Luis IX. 
As paredes desaparecem recortadas 
por vitrais coloridos e o complexo rendilhado 
esculpido e dourado.
3 - Gótico Tardio – Séc. XIV. Caracterizado por epidemias, guerras e misé-
ria; espiritualmente pelo misticismo e socialmente pela ascensão da bur-
guesia. Constroem-se as catedrais com novas intenções: para orgulho da 
cidade, como local de reunião da comunidade, mas também para mostrar 
o orgulho das corporações. Predominam as igrejas das ordens mendican-
tes e as capelas particulares, com uma decoração profusa. O arquiteto, o 
artista e o burguês se imortalizam nos retratos e nas inscrições. A escultu-
ra liberta-se da arquitetura. 
Catedral de Milão, Itália. 
Iniciada em 1386. 
 
A fachada é composta por um emaranhado de 
decoração do Gótico tardio.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 103
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São sinais característicos do estilo gótico:
01 – acentuação da perpendicular nas figuras esculturais.
02 – arco de ponta que leva os olhos para cima, de influência islâmica.
03 – abóbada de cruzaria de ogivas. 
0� – dissolução de massas e arcos, com detalhes esculturais. 
0� – telhados em declive e paredes decorativas.
0� – colunas adossadas aos pilares até a abóbada. 
0� – os arcobotantes se encontram no exterior, apoiados nos botaréus.
0� – rosáceas e vitrais coloridos.
0� – divisão das janelas, por meio de ornatos em forma de rendilhado. 
10 – torres que ornamentam os contrafortes, chamadas de pináculos. 
11 – o espaço do coro alarga-se, adquirindo várias naves. 
12 – os nichos vêm para o interior e recebem o nome de deambulatório.
13 – os pilares são em grande número e altíssimos. 
 
Nesta aula, pudemos observar as características do estilo 
gótico na arquitetura. 
Um grande abraço!
 
Site
 
thttp://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitectura_do_g%C3%B3tico
thttp://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitectura_do_g%C3%B3tico
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I10�
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Aula: 2�
Temática: A Baixa Idade Média – Arte Românica e 
 Gótica
 
O arcabouço da catedral gótica é a mais linda solução na 
história das construções. O estudo da possibilidade de dis-
tribuição do peso na arquitetura em arco leva ao aperfei-
çoamento da abóbada estriada. A pressão da abóbada é transferida das 
sólidas paredes de cantaria para os quatro pilares nos cantos da área co-
berta. Os construtores góticos, procurando erguer cada vez mais alto os 
tetos das catedrais, chegaram a um sistema de pressão e contrapressão, 
que resulta em jogar o peso lateral do teto e da abóbada sobre pilares ex-
teriores. A escora volante é o membro-chave dessa arquitetura, chamada 
de arcobotante ou botaréu. Essas escoras distantes permitem a leveza 
da estrutura gótica, permitindo a invasão de luz no interior pelos vitrais 
coloridos.
Na frente, a nave superior resplandece gloriosa com a grande rosácea, 
representando o zodíaco, símbolo da cultura científica da nova geração. As 
imagens são de Jesus sofredor e Maria. 
Catedral de Chartres. 
Detalhe da parede da nave da 1194-1220.
Catedral de Reims. França
Iniciada em 1211 só foi concluída no início do 
século XVI.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 10�
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Escultura gótica
Portais ocidentais da Catedral de Chartres. 
1145-1170.
 
As ombreiras laterais que suportam os três tímpanos da fachada ocidental 
da Catedral de Chartres recebem estátuas alongadas adossadas às colu-
nas. Figuras assim já haviam aparecido nos portais românicos, mas eram 
executados como alto-relevos, já as estátuas góticas dos portais de Char-
tres podem ser desligadas das colunas. As figuras representadas são 
profetas, reis e rainhas da Bíblia, executadas com a intenção de anunciar 
que os soberanos franceses são descendentes da realeza testamental. A 
forma como estão posicionados, acentuam a harmonia entre o poder dos 
reis e sacerdotes. 
Ao lado, um grupo escultural ocupa o 
centro do tímpano da porta da Catedral 
de Estrasburgo, na França.
A cena impregnada de ternura, onde as 
figuras se comunicam pelo olhar, fazem 
parte do estilo de esculturas executadas 
no período do Gótico Pleno.
Catedral de Estrasburgo, c. 1220. A Morte da Virgem. Tímpano do portal sul.
 
Pintura Românica e Gótica 
A evolução da pintura na Idade Média foi de forma contínua, por esse mo-
tivo retrocedemos à Arte Românica e a dividimos em períodos: 
• No século X, a pintura da Idade Média se resume em copiar os achados 
romanos. 
• No século XI, os calígrafos de influência espanhola são influenciados 
pelos manuscritos árabes. 
• A partir do século XII, a pintura caminha para o naturalismo, que se 
ampliará no gótico.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I10�
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No românico, as pinturas nas paredes assemelham-se aos afrescos. As 
cores são desarmônicas e as cenas são frequentemente superpostas. As 
tintas são lisas, enriquecidas com branco nas carnes e as sombras são 
sujas.
As figuras principais são maiores e há uma ausência de profundidade. 
Quase sempre os rostos das figuras são uniformes, os personagens estão 
imóveis, mas as vestes se movimentam. Os indivíduos apresentam os joe-
lhos dobrados e os cotovelos junto ao corpo. As mãos são ativas. O estilo 
solene lembra influência bizantina, mas o estilo narrativo é de influência 
ocidental. A arte românica recebe influência tambémda arte muçulmana 
por intermédio da Espanha e Itália, que floresceu num estilo próprio, de-
senvolvido nos mosteiros. 
Muitos dos motivos iconográficos na pintura nasceram na pintura de ma-
nuscritos ou Iluminuras, particularmente as miniaturas. 
Entre a grande pintura mural e a miniatura, a pintura gótica presencia o 
aparecimento e a rápida difusão da pintura de cavalete e do retábulo. 
 
Pesquise mais sobre a pintura nos períodos românico e gó-
tico em CRANDELL, Anne Shaver. A Idade Média. Rio de 
Janeiro, José Olympio, 1988.
 
Na próxima aula entraremos na última Unidade do semes-
tre, o Renascimento. 
Anime-se! 
 
Site
 
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
 
http://www.mundosites.net/historiageral/idademedia.htm
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Resumo - Unidade IV
Nesta unidade você acompanhou o início do declínio do Im-
pério Romano, as invasões bárbaras, o reino dos francos e 
suas influências na manutenção da tradição greco-romana.
Vimos como a arte foi se modificando conforme chegamos ao período 
medieval e sua sociedade feudal quando a arte e a arquitetura passaram 
por um período de transição.
Tal período é marcado por muitas guerras, pelas divisões territoriais e pe-
los inúmeros avanços na arte bélica.
Havia inúmeros líderes alternando-se no poder e impérios construídos, e 
destruídos seguidamente, até que começasse um período de unificação e 
a formação dos países da Europa central.
Nesta unidade procuramos situa-lo em termos históricos, o que é funda-
mental para o entendimento da arte, uma vez que ela é reflexo da socieda-
de em que é produzida.
Espero que tenha gostado dessa unidade. Estamos caminhando para o 
final de nosso curso, indo para a última unidade em que encerraremos 
nossas reflexões, impulsionando-o à continuação de nosso curso.
Um grande abraço!
Até a nossa próxima unidade!
 
Referências Bibliográficas
 
ARANHA, Ma. Lúcia. Filosofando – introdução à filosofia. São Paulo: 
Moderna, 1993.
ARNHEIM, R. Arte e Percepção Visual. São Paulo: Pioneira, 1986. 
CARMO, Sonia Irene Silva do. Da pré-história à sociedade feudal. São 
Paulo: Atual, 2002.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I10�
UNIMES VIRTUAL
CRANDELL, Anne Shaver. A Idade Média. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.
GOMBRICH, E.H. Arte e Ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986. 
_________ . A História da Arte. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: 
Guanabara, 1988.
GRAHAM, Gordon. Filosofia das artes. Lisboa: Edições 70, 2001.
JANSON, H. W. História da Arte. Tradução J. A . F. de Almeida e. São 
Paulo: Martins Fontes, 1992. 
NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Buriti, 1966.
OSBORNE, Harold. Estética e Teoria da Arte. São Paulo: Cultrix, 4ª edição. 
OSBORNE, Harold. A apreciação da Arte. Tradução Agenor S. dos Santos. 
São Paulo: Cultrix, 1978.
PAIS, Marco Antonio. O despertar da Europa: A Baixa Idade Média. São 
Paulo: Atual, 1999. 
PANOFSKY, Erwin. Significado nas Artes Visuais. Tradução Maria Clara F. 
Kneese e J.Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2001.
READ, Herbert. O sentido da Arte. Tradução E. Jacy Monteiro. São Paulo: 
Ibrasa, 1972.
_________ . O significado da arte. Lisboa: Ulisseia, 1967.
 
EDIÇÕES ESPECIAIS
________ . GALERIA DELTA DA PINTURA UNIVERSAL. Volumes I e II. 
Rio de Janeiro: Delta, 1972. 
________ . GÊNIOS DA PINTURA. Do Gótico a Renascença. São Paulo: 
Abril Cultural. 1973.
________ . HISTÓRIA GERAL DA ARTE – Arquitetura – Pintura – Escul-
tura – Artes decorativas. Ediciones del Prado, 1996. 
________ . HISTÓRIA DA PINTURA. Colônia: Konemann, 2000. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 10�
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Glossário
ABÓBADA: Consiste de um teto arqueado de pedra ou alvenaria construí-
do de acordo com o princípio da construção de arcos. 
ABÓBADA DE ARESTAS: Formada pela intersecção de duas abóbadas de 
berço produzindo um tramo.
ABÓBADA DE BERÇO: Abóbada semicircular assentada sobre paredes, 
constituída de sucessivos arcos.
AFRESCO: Método de pintura em paredes. O pintor aplica a cor na parede 
com a primeira camada de cal ainda fresca. 
ALVENARIA: Construção de pedra ou tijolo utilizando argamassa. 
ARCADA: Arcos sustentados por sucessivas colunas. 
ARCO: Usado para cobrir um vão desenvolvido pelos romanos.
ARCOBOTANTE: Arco externo construído para ajudar na sustentação das 
abóbadas até os botaréus.
ARGAMASSA: Mistura de areia, água e aglutinante utilizado para juntar 
blocos na construção. 
BASÍLICA: Recinto cívico da Roma antiga e algumas igrejas cristãs.
BIZANTINO: Arte produzida no Império Bizantino (330-1453).
BOTARÉU: Contraforte que serve de apoio aos arcobotantes.
GÓTICO: Estilo arquitetônico da Europa do século XII ao XVI caracterizado 
por vitrais, pontas e rendilhados em pedra. O estilo gótico ressurge no 
século XIX. 
ÍCONE: Representação de personagens sagrados particularmente venera-
dos na igreja Ortodoxa.
ILUMINURA: Pinturas medievais e letras iniciais de um manuscrito deco-
radas em ouro e cores brilhantes. 
NAVE: Corpo principal de uma igreja cristã.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I110
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PILAR: Difere da coluna por ser mais maciço e raramente ser circular.
TÍMPANO: Superfície semicircular ou ogival sobre um portal de igreja ro-
mânica ou gótica, a qual recebe decoração em relevo.
TRAMO: Superfície limitada por arcos mestres nas abóbadas.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 111
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Exercícios de auto-avaliação IV
O objetivo desses exercícios é permitir que você possa se auto-avaliar. Responda às questões 
sem consultar as aulas e verifique seu desempenho.
1) A Arquitetura Bizantina apresenta:
Colunas americanas
Capitel papiriforme
Colunas hatóricas
Mosaicos coloridos
2) A Arquitetura Românica apresenta:
Arco romano
Zigurates
Minarete
Arco Gótico
3) As Iluminuras medievais apresentam:
Esculturas em baixo-relevo 
Pinturas em miniatura
Vidros coloridos
Rosáceas
�) A construção do palácio de Alhambra de Granada, na Espanha, é um estilo tipicamente: 
Romano
Persa
Mourisco
Gótico
�) Uma abóbada consiste de um teto arqueado de pedra ou alvenaria, construído de acor-
do com o princípio da construção de: 
Níveis
Arcos
Capitéis
Arcobotantes
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I112
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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 113
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Unidade V
Renascimento
 
Objetivos
Conhecer e classificar a história do Renascimento e os elementos que constituem 
a Arte renascentista. Reconhecer a divisão artística em Proto-Renascimento, Re-
nascimento, Renascimento Pleno e Renascimento Tardio. Avaliar o sentimento 
estético, os termos intelectuais e a expressão em arte.
Plano de Estudo
Esta unidade conta com as seguintes aulas:
Aula: 2� - A Formação do Mundo Moderno
Aula: 2� - O Proto-Renascimento
Aula: 2� - A Arte do Renascimento e o Sentimento Estético
Aula: 2� - A Arte do Renascimento ou Quatrocento
Aula: 30 - Renascimento Pleno ou Cinquecento
Aula: 31 - Renascimento Pleno e Renascimento Tardio
Aula: 32 - A Arte do Renascimento Tardio
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I11�
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Aula: 2�
Temática: A formação do mundo moderno
Para o homem medieval, e toda a sua existência, todas as 
ocorrências à sua volta giravam em torno de idéias religio-
sas obedecendo a desígnios divinos. O mundo medieval era 
um mundo fechado em classes rigidamente distintas, dominado pela no-
breza feudal, estabelecia poucos contactos com outros povos e limitava-
se aos escassos conhecimentos de outras terras.
Por volta do séc. XIV, com o despertar de novas idéias agindo nos setores 
políticos, culturais e econômicos, abriu-se o caminho para o início da, as-
sim chamada, Idade Moderna.
 
A formação do mundo moderno
No séc. XV, o Renascimento trouxe às ciências e às artes um grande es-
plendor, o qual enfatizava a liberdade do indivíduo e levava o homem a 
pensar e a agir por conta própria, independente dos interesses comunsda 
classe a que pertencia. No século XVI, espírito de contínuas indagações 
provocou o movimento que cindiu a Igreja Universal: a Reforma.. 
O mesmo espírito impeliu os homens a cruzar oceanos, ainda inexplorados, 
em busca de riquezas e de aventuras em terras estranhas. Os descobri-
mentos ultramarinos desenvolveram o comércio, melhoraram as condições 
de vida, introduziram na Europa produtos até então desconhecidos, a vida 
urbana em expansão aumentou o bem-estar da classe média, vigorosa de-
fensora do sistema de economia individual e capitalista, que transformaria 
a Europa em centro econômico do mundo. Com o apoio da burguesia, os 
reis conquistadores assumiram uma tendência centralizadora ao traçar os 
Estados Modernos. 
 
Estados Modernos 
1 – Reino de Portugal: a partir de 1385. 
2 – Reino de França: em 1453, com o fim da Guerra dos Cem Anos.
3 – Reino da Inglaterra: em 1453, com o fim da Guerra dos Cem Anos. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 11�
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� – Reino da Espanha. formado no século XVI por meio da união dos reinos 
de Aragão e de Castela, que englobaram o território de Granada, ocupado 
pelos Árabes, e o reino de Navarra. 
� – Reino da Polônia: formado com a união dos poloneses e lituanos. 
� – Reino da Hungria: após a derrota dos turcos 
� – Reino da Boêmia: com a capital em Praga.
� – Reino da Rússia: formado no século XVI com a unificação territórios. 
� – Reino da Dinamarca, Suécia e Noruega. Os Países Baixos se separa-
ram no século XVI. 
10 – Alemanha e Itália: no século XIX.
Nesses territórios desenvolveram-se vários pequenos Estados, sem que 
nenhum conseguisse se impor, o que resultou em equilíbrio de forças. 
 
O Humanismo
Fala-se em humanismo sempre que o valor fundamental de uma doutrina 
é o ser humano junto ao sentimento e a superioridade do homem sobre as 
forças da natureza. Designa um movimento estético, filosófico e religioso, 
que, preparado pelas correntes do pensamento medieval, surgiu na Itália 
no século XV e difundiu-se pela da Europa no século XVI.
A fonte mais viva do humanismo é a redescoberta da Antigüidade.
No século XIV, Petrarca1 e Boccacio2 iniciaram lentamente o movimen-
to para reconquistar a herança antiga introduzindo manuscritos de obras 
ignoradas e integrando a civilização ocidental por meio de traduções lati-
nas da obra de Homero. Na segunda metade do século XV, formaram-se 
vários círculos de intelectuais em Roma, Florença e em Veneza, os quais 
introduziram mais manuscritos, e completaram o processo de reconquista 
cultural. 
1Francesco Petrarca (Arezzo, 20 de Julho de 1304 - Pádua, 19 de Julho de 1374) foi 
um importante escritor, poeta e humanista italiano. Tornou-se famoso, principalmente, 
devido ao seu Romanceiro.
2 Giovanni Boccacio (1313 - 21 de dezembro de 1375) Escritor italiano. Filho ilegítimo 
de um comerciante florentino e de uma dama francesa, Giovanni Boccaccio é o grande 
narrador do século XIV. Em 1350 pôde encontrar-se com Petrarca, o que gerou uma tran-
scendência psicológica e cultural.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I11�
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As idéias humanistas difundiram-se pela Imprensa e pela elite intelectual. 
A redescoberta de Platão, através da obra Diálogos, e o conhecimento da 
língua grega possibilitaram o estudo da Antigüidade. 
O humanismo propôs uma estética em que a contemplação da beleza era o 
meio superior do conhecimento real e aproximação do divino. De todas as 
belezas, o homem era o elemento mais próximo do ideal estético. 
 
O Renascimento italiano 
A nova cultura despontou, em primeiro lugar, nas cidades italianas em 
conseqüência do pré-capitalismo na região. O individualismo econômico 
burguês proporcionou as condições psicológicas e materiais indispensá-
veis à reorganização do pensamento para o Renascimento, formando-se o 
gosto burguês pelas artes e letras. 
Site
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte renascentista
 
Até a próxima aula!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte renascentista
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 11�
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Aula: 2�
Temática: O Proto-Renascimento
O século XIV, econômica e politicamente, caracterizou-se 
por seu aspecto revolucionário, cujos reflexos se expandi-
ram no pensamento e na estética. Em conseqüência, surgiu 
uma nova visão do homem. A exaltação do valor humano, como meio e 
finalidade, fundamentou o chamado Humanismo Renascentista, que per-
seguiria o ideal de reviver a Antigüidade Clássica.
Embora julgassem os séculos anteriores obscuros e bárbaros, os huma-
nistas, porém, percorreram caminhos inovadores e fecundos baseados no 
passado medieval. 
 
O Renascimento
O Renascimento iniciou-se na Itália e pouco a pouco se estendeu à Europa, 
alcançando seu apogeu no século XVI. A nova mentalidade dos homens 
(surgida através de inventos e descobertas científicas, do descobrimento 
de novas terras, da divulgação do pensamento cristão contido nos antigos 
textos latinos, gregos e hebraicos e dos abusos do alto clero) conduziu um 
profundo descontentamento de fundo religioso que acabou provocando a 
ruptura do mundo cristão. A Reforma iniciou-se na Alemanha com Mar-
tinho Lutero, em 1517, com seus adeptos enfrentando a resistência dos 
governantes alemães até 1555, quando Carlos V assinou a Paz de Augs-
burg. Outro reformador foi Calvino, cuja doutrina difundiu-se, sobretudo 
na Suíça, nos Países Baixos, na França e na Escócia. Na Inglaterra surgiu 
o anglicanismo. A Contra-reforma foi promovida pela Igreja de Roma a fim 
de reestruturar suas instituições. 
 
A Arte do Renascimento 
Embora baseada no classicismo, a arte renascentista transformou-se num 
movimento de extrema originalidade e estética. Os diversos estilos que 
ocorreram, principalmente na Itália, podem ser divididos em: Pré-Renas-
cença ou Proto-Renascimento, no século XIV; Quatrocento ou Renasci-
mento, no século XV; Alta Renascença ou Renascimento Pleno ou, ainda, 
Cinquecento, de 1480 a 1527 e Renascimento Tardio, de 1530 a 1600. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I11�
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Proto-Renascimento
Trata-se do período em que o gótico italiano se misturou ao românico, bi-
zantino e sarraceno. O naturalismo na pintura e escultura aumentou duran-
te o século XIV numa extensão à representação cuidadosa dos objetos, em 
fiel imitação à criação de Deus, que já se iniciara com o gótico. O artista 
do Renascimento foi um intérprete da mudança de atitude mental, pois o 
homem passou a examinar a natureza. O mundo da aristocracia buscou 
uma vida de conforto e gosto sofisticado. 
A Catedral de Florença, construída 
em 1296, no estilo gótico recebe a 
cúpula em forma de domo, recortan-
do amplo e imponente o horizonte da 
cidade.
 
A cobertura, cuja fonte é a grande cú-
pula do Panteão romano, transforma-
se em símbolo renascentista.
 
Filippo Brunelleschi
(1377-1446)
Cúpula da Catedral de Florença, 
Construída entre 1420 e 1436. 
 
Na pintura proto-renascentista, destaca-se Giotto Di Bondone (c.1266-
1337). O pintor florentino ficou famoso com os murais e afrescos, os quais 
eram assim chamados porque tinham de ser pintados na parede enquanto 
ainda estava úmida. O artista é conhecido como fundador da arte renas-
centista.
Na pintura proto-renascentista, destacam-se ainda Masaccio (1401-1427) 
e Rogier Van Der Weiden (c.1399-1464) 
Na escultura também houve um retorno em busca da beleza idealizada do 
período clássico da arte grega e os artistas trabalharam minuciosamente 
o corpo humano. 
 
A escultura em Florença
Donatello é considerado o maior escultor do seu tempo. 
Executou várias estátuas e baixos-relevos em mármore e marcou época 
com a revolucionária escultura David, um nu em tamanho natural. Durante 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 11�
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muitos anos, foi a única obra executada totalmente autônoma e destinada 
a um espaço ao ar livre, onde pudesse ser vista de todos os ângulos. 
Obra realizada por comissão de Cosme de Médici, a estátua pode repre-
sentar tanto o David bíblico, símbolodas virtudes cívicas, quanto o deus 
Mercúrio. O corpo nu sobre a cabeça de Golias pode representar a razão 
que triunfa sobre a força bruta e a irracionalidade.
 
A difusão da arte renascentista
Os artistas e intelectuais europeus consideravam a arte renascentista ita-
liana um modelo ideal a ser seguido. Influenciados pelos novos elementos 
estéticos, viajavam constantemente às cidades italianas transformadas 
em centros culturais. Dentre esses artistas destacamos: 
• Dos Países Baixos: Van Eyck, Bosch e Pieter Brueghel. 
• Da Espanha: El Greco. 
• Da Inglaterra: Albert Dürer e Hans Holbein.
 
Nesta aula, verificamos uma renovação nos pensamentos e 
na estética. Muita coisa irá mudar a partir do renascimento. 
Anime-se para as próximas aulas.
 
Sites
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte renascentista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_renascentista
http://www.vidaslusofonas.pt/filippo brunelleschi.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte renascentista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_renascentista
http://www.vidaslusofonas.pt/filippo brunelleschi.htm
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I120
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Aula: 2�
Temática: A Arte do Renascimento e o 
 Sentimento Estético
 
As belas artes excluídas por tanto tempo das disciplinas jul-
gadas necessárias à educação do homem culto voltaram 
a ser valorizadas no final do século XIV. Com Giotto subs-
tituindo as formas góticas e bizantinas pelo naturalismo, e os santos de 
Fra Angélico tornando-se mais humanos, iniciamos uma fase em que os 
artistas não mais serão reconhecidos como artesãos. Desenhos, pinturas, 
esculturas serão avidamente colecionados.
Jan Van Eyck (c. 1390 - 1441)
Representante maior do final da arte gótica, o pintor flamengo Jan Van 
Eyck, destaca-se por sua pintura inovadora. Na obra Retrato de casamen-
to (1434), Jan Van Eyck representa o casal no momento de fazer a troca 
dos votos matrimoniais. Ao observarmos o espelho, a imagem do próprio 
pintor aparece refletida. O quadro tem o propósito de mostrar exatamente 
o que o pintor está vendo. Van Eyck é a testemunha, e ele confirma isso 
deixando seu nome na parede acima do espelho. O cenário doméstico, 
embora realista, é carregado de simbolismo em quase todos os detalhes.
Jan Van Eyck e seu irmão Hubert foram os pioneiros na arte de representar 
a perspectiva atmosférica, fundamental para a percepção de profundidade 
do espaço. Além disso, eles foram os responsáveis, de certa forma, pela 
continuidade da técnica da pintura a óleo. 
 
Sentimento estético, expressão e os termos intelectuais.
Todos os artistas têm uma mesma intenção: o desejo de agradar, e pode 
definir-se a arte de maneira simples e usual como uma tentativa de cria-
ção de formas agradáveis. O elemento constante na história da Arte é a 
sensibilidade estética do homem. A sensibilidade é permanente. O que 
muda é a interpretação que o homem dá às formas da arte, que se dizem 
expressivas quando correspondem aos sentimentos imediatos. 
O termo expressão indica reações emocionais diretas, mas a própria dis-
ciplina ou restrição, por meio da qual a forma é completada pelo artista, 
é uma maneira de expressão. A forma, embora possa ser examinada em 
termos intelectuais, como a medida, o equilíbrio, o ritmo e a harmonia, é 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 121
UNIMES VIRTUAL
realmente de origem intuitiva, é emoção dirigida e definida. Quando des-
crevemos a Arte como ‘vontade de formar’ estamos imaginando ativida-
de instintiva, e não somente atividade intelectual. Por esse motivo não 
podemos dizer que a Arte primitiva é inferior em beleza em comparação 
com a Arte grega, pois exprime instinto igual ou mesmo mais apurado 
para a forma. A arte de um período constitui padrão somente enquanto 
aprendemos a distinguir entre os elementos da forma, que são universais, 
e os elementos da expressão, que são temporais. Não podemos dizer, por 
exemplo, que Giotto é inferior a Michelangelo, pois não se avalia a forma 
pelo grau de complexidade.
Quando falamos sobre termos intelectuais com relação à aparência for-
mal, estamos nos referindo à análise do ritmo, equilíbrio, tom, etc. de uma 
obra.
 
A Secção Áurea é um desses itens acima mencionados.
Desde os primeiros tempos da filosofia grega, os homens tentaram encon-
trar na arte uma lei geométrica, pois, se a Arte, por eles identificada com 
a beleza, é harmonia, e a harmonia se deve à observação de proporções, 
pareceria razoável supor que fossem fixas tais proporções. A proporção 
conhecida por Secção Áurea foi durante séculos considerada a chave dos 
mistérios da arte; Universal é a sua aplicação, não somente na arte, mas 
também na natureza, que por vezes foi tratada com veneração religiosa, 
principalmente no Renascimento. 
É possível supor que o artista aplicasse conscientemente a secção na es-
trutura da obra ou que a atingisse inevitavelmente pelo sentimento ins-
tintivo da forma. Enfim, a Secção Áurea foi empregada na proporção en-
tre comprimento e largura de janelas e portas, molduras de quadros, nas 
pirâmides, nas catedrais góticas e principalmente na arte da pintura, na 
relação do espaço acima da linha do horizonte para o espaço abaixo e a do 
plano anterior para o fundo. 
A perspectiva frontal, um outro item com relação à aparência formal, tam-
bém foi desenvolvida no Renascimento e amplamente trabalhada pelos 
artistas do período.
 
Leia “Os princípios da Estética da Renascença” em OSBOR-
NE, Harold. Estética e Teoria da Arte. São Paulo: Cultrix, 4ª 
edição, pp.128 a 132. 
Leia também: GOMBRICH, E.H. Arte e Ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 
1986, pp.129 a 137. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I122
UNIMES VIRTUAL
Espero que tenha gostado de tudo que descobrimos nesta 
aula. Até o próximo momento! 
 
Sites
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte renascentista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte renascentista
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 123
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Aula: 2�
Temática: A Arte do Renascimento ou Quatrocento
O artista conquistou espaço na Arte Renascentista, e pas-
sou a assinar suas produções e trabalhos em grandes enco-
mendas asseguradas pelos mecenas, os quais divulgavam 
seus nomes.
As pinturas de cavaletes ganharam destaque com a utilização da tinta a 
óleo, e as produções dos grandes artistas em busca de perfeição foram 
estruturadas com técnicas de perspectiva linear, secção áurea, perspec-
tiva atmosférica, entre várias outras, na procura sistemática de espelhar 
o mundo real.
 
A arte do Renascimento ou Quatrocento
No século XV, a Inglaterra, a França e a Espanha estavam se convertendo 
em poderosos reinos, enquanto a Itália continuava um país de pequenas 
cidades-estados. Florença passou por um período de calma com as cor-
porações renovando seus esforços no sentido de enriquecer a cidade com 
edifícios compatíveis ao momento. Os cidadãos melhoravam as condições 
da cidade com construções harmoniosas. Os arquitetos do período Quatro-
cento, com a tentativa de conservar o plano das basílicas, substituíram os 
ornamentos góticos pelos detalhes arquitetônicos com inspiração greco-
romana. 
A arquitetura civil passou a ser tão importante quanto a religiosa. Iniciava-
se uma relação entre artista e seu mecenas, que influenciaria períodos 
inteiros de arte. Como resultado desse relacionamento, a arquitetura flo-
rentina, entre as décadas de 1420 e 1440, respondia às necessidades da 
sociedade mercantil.
Em 1445, Brunelleschi constrói em 
Florença, a serviço dos Médici, o céle-
bre palácio Pitti, de beleza severa, com 
proporções harmoniosas e simétricas. 
Agressivo e robusto este palácio é um 
marco da arquitetura palaciana renas-
centista florentina. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I12�
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Na cidade, os palácios já mostram sacadas abertas e galerias, regularida-
de e simetria nas fachadas, e vastos jardins em contraste com as grandes 
fortalezas. As residências se tornaram confortáveis e belas. Pela primeira 
vez desde a era clássica daGrécia e Roma, espaços e edifícios foram pla-
nejados para se ajustarem ao bem-estar do homem e refletem as idéias e 
objetivos da sociedade. 
 
Os principais artistas desse período são:
Florentino, Piero della Francesca (1410 - 1492) - pintou também em 
Roma, onde aplicou, como base de sua pintura, a perspectiva e as formas 
geométricas nas figuras.
Andréa Mantegna (1431 - 1505) - o jovem, pouco antes de 1450, surgiu 
como mestre independente na cidade de Pádua pintando imagens clássi-
cas dentro de um cenário renascentista.
Giovanni Bellini (1430 - 1516) - pintou em Veneza e desenvolveu a tradi-
ção flamenga.
Sandro Botticelli (1444 - 1510) - artista florentino, tornou-se o pintor 
favorito dos Médici, principalmente de Lourenço, o Magnífico; o grande 
mecenas de Florença. Uma de suas obras mais famosas é O nascimento 
de Vênus executada em cerca de 1480. Na profundidade do espaço, os 
corpos são esguios e desprovidos de peso e força muscular. Esta técnica 
causa a impressão de as imagens flutuam mesmo quando tocam o chão.
Hieronymus Bosch (1450 - 1516) – sua arte foi considerada altamente re-
ligiosa, para depois ser rejeitada como absurda. Somente no nosso século, 
os surrealistas aclamaram sua obra. 
O artista nasceu na Holanda e sua pintura serviu como pregação cristã. 
A obra mais conhecida é O Jardim das Delícias executada por volta de 
1500.
 
Visite o site abaixo sugerido e aprofunde seus conhecimen-
tos. Até logo!
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte renascentista
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Aula: 30
Temática: Renascimento Pleno ou Cinquecento 
O tratamento dado por Brunelleschi aos problemas de es-
paço, leva-o a criar um modo de representar em desenhos 
e esboços, utilizando a perspectiva centralizada ou de um 
ponto e realizando um trabalho concentrado com diminuição regular e ma-
temática. Alberti, seu amigo, reúne em 1443, para os pintores renascen-
tistas, as regras da perspectiva de forma clara e científica. Os artistas, 
atraídos pelas novas técnicas espaciais, introduziam linhas pronunciadas 
e arrojadas que penetravam em ângulos retos na composição vencendo 
plano após plano. 
 
Em meados do século XV, a arte renascentista tomou duas direções: 
• A arte criativa florentina de Brunelleschi e Donatello.
• A arte serena e perfeita de Piero della Francesca. 
A partir das ultimas décadas do séc. XV, um novo espírito criativo, sofisti-
cado e aristocrático iniciava-se em Florença. 
 
Renascimento Pleno ou Cinquecento, ou Alta Renascença.
A primeira metade do século XVI é considerada o mais alto período re-
nascentista. Sob a proteção de patronos, os artistas se expressavam li-
vremente. De Florença, a renascença se estendeu a Veneza e Roma. Nas 
Igrejas aparecem as cúpulas e as janelas apresentam frontões. Nichos, 
pilastras e colunas passavam a ser usados como motivos decorativos. 
Basílica de São Pedro Vaticano, 
Roma. 
 
Iniciada segundo projeto de Bra-
mante em 1506, alterada por 
Rafael por volta de 1515. Concluí-
da em 1626, recebeu projeto 
da cúpula de Michelangelo.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I12�
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Passam a surgir os palácios rodeados por jardins majestosos, com gale-
rias em arcadas e pátios internos ricamente decorados. Aprentam salões 
formais e magníficos em cada seqüência de janelas e uma ordem, assim 
como ordens diferentes para cada piso. Há, também, colunas com capitéis 
variados, paredes decoradas com murais de desenhos geométricos, paisa-
gens e figuras humanas. Profusão de riqueza e juventude são notadas em 
fontes, palácios e vilas. 
 
Leonardo da Vinci (1��2 – 1�1�) 
Raros artistas desenharam tanto como Leonardo da Vinci. Seus desenhos 
proporcionavam realidade e fantasia. Famoso pela técnica do sfumato, 
criando um meio caminho entre o sonho e a realidade, Leonardo foi capaz 
de descortinar na natureza o grande mistério que apenas pressentimos. 
 
Leonardo da Vinci 
(1452 -1519)
 
Santa Ceia Cerca 
de 1490 ou 1498.
 
Parede do refeitório 
da Igreja Santa 
Maria delle
 
Michelangelo Buonarroti (1475 - 1564) Miguel Ângelo, o gênio da escultu-
ra mais do que da pintura, tornou-se famoso pela força de sua personali-
dade e a fé na verdade subjetiva de tudo que criava. Nascido na Toscana, 
passou grande parte de sua vida em Roma. 
Michelangelo Buonarroti 
(1475 -1564) 
 
O Dilúvio, detalhe de uma seção 
do teto da Capela Sistina (1508 -12)
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 12�
UNIMES VIRTUAL
Rafael de Sanzio (1483 – 1556)
Pintor de qualidades insuperáveis, viveu em busca da beleza ideal, inspiran-
do-se nos conceitos clássicos. De Urbino, passou a pintar em Florença e 
Roma, sendo reconhecido como um dos maiores artistas de sua geração.
A Escola de Atenas. 1509 / 11.
 
Rafael pintou esse afresco no 
aposento papal no Vaticano. Os 
personagens se movimentam 
num ambiente matematicamente 
construído e organizado em torno 
de um ponto de fuga central.
 
Giorgione (1478-1510) tornou-se conhecido por sua criatividade e origi-
nalidade, imprimindo movimento e poesia na pintura veneziana. Ao lado, A 
Tempestade, cerca de 1510. Veneza. Com Giorgione, o ambiente pastoril 
ganha um novo significado e importância. 
 
Vimos, nesta aula, trabalhos belíssimos de artistas que mar-
caram a história com sua precisão e engenhosidade. Até a 
próxima aula!
Sites
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte renascentista
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Aula: 31
Temática: Renascimento Pleno e 
 Renascimento Tardio
 
Os artistas florentinos do século XV desejavam, segundo 
Rosa Maria Letts, “combinar a perfeição dos gregos com a 
grandeza dos romanos. A essa combinação tinham adicio-
nado um realismo de representação que caracterizaria ‘a nova arte’, não 
imitativa, mas igualmente grandiosa.” (LETTS, 1982, p.71) Artistas como 
Fra Angélico e Donatello fizeram a sua parte. 
Com Leonardo da Vinci, a curiosidade e a ciência foram adicionadas à arte 
do bem pintar. Poucos artistas desenharam tanto e pintaram tão pouco 
como Leonardo. As poucas obras, porém, são capazes de nos tocar por 
serem cheias de mistério e fantasia. 
Ticiano (c.1488-1576) iniciou uma verdadeira escola veneziana de retra-
tos,, que, no séc. XVII, desenvolveu-se no retrato barroco.A partir de 1520, 
Ticiano tornou-se o mais célebre pintor da Europa. 
Albrecht Dürer (1471 - 1528) Dürer é o maior 
artista alemão da Renascença, conhecido 
por suas delicadas aquarelas da vida animal 
e vegetal e pelas gravuras em metal com 
temas religiosos. Ao lado, A Lebre, 1502. 
 
Pintada em aquarela e guache, esta obra sur-
preende pela precisão do traço e riqueza dos 
detalhes.
 
Pieter Brueghel, o velho. (c. 1525 - 1569)
Entre os pintores dos Países Baixos, no Renascimento, Brueghel foi o úni-
co que explorou a paisagem e a vida dos camponeses. 
 
Renascimento tardio 
Em 1527, as tropas francesas de Carlos V saquearam Roma deixando um 
rastro de destruição. As crenças renascentistas, alimentadas ao longo do 
século XV, foram abandonadas. Segundo Arnold Hauser, “os membros da 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 12�
UNIMES VIRTUAL
escola de Rafael, que haviam dominado a vida artística de Roma, disper-
saram-se e a cidade perdeu a sua importância artística no período que se 
seguiu.” (HAUSER, 1982, p. 484)
Maneirismo foi um movimento de meados do século XVI ao início do XVII, 
cerca de 1530 a 1620, o qual representou a expressão artística da crise 
que se estendeu por toda sociedade européia. Na arte surgiam os gestos 
mais livres com ritmos verticais, figuras alongadas com membros deli-
cados, espaços abstratos como imagens de sonho, iluminação artificial 
e novas gamas de cor. O maneirismo do século XVI foi um período de 
transição em que imitar os grandes mestres era uma honra.
 
Parmigianino (1503 -1540)
Profundamente impressionado com a pintura de Rafael, Parmigianino 
transformouseus modelos em corpos de outra raça, com membros longos 
e polidos como marfim, tão afastados do natural como uma figura bizan-
tina. Observe o que descreve Gombrich sobre a obra “A madona do longo 
colo”:
 
[...] Quanto à distribuição das figuras [...] nos mostrou 
que não acreditava em harmonias convencionais. Em 
vez de distribuí-las em pares iguais de ambos os 
lados da Madona, colocou vários anjos acotovelan-
do-se num canto [...] Queria mostrar que a solução 
clássica de perfeita harmonia não é a única solução 
concebível: a simplicidade natural é uma forma de re-
alizar beleza, mas existem modos menos diretos de 
obtenção de efeitos interessantes para os amantes 
requintados da arte. (GOMBRICH, 1988, p. 281)
 
Tintoretto (1518-1594) 
Expoente do maneirismo veneziano, Tintoretto foi um artista de muita 
energia e criatividade. O pintor teve êxito em produzir quadros incomuns e 
cativantes, representando sob nova luz as lendas e mitos do passado. 
 
El Greco (1541-1614) 
O último, e talvez o maior pintor maneirista, Domenico Theotocopoulos, El 
Greco, formou-se na Escola Veneziana. Em Roma, estudou com Michelan-
gelo e Rafael. Em 1576, fixou residência em Toledo, na Espanha. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I130
UNIMES VIRTUAL
Leia mais em JANSON, H. W. História da Arte. Tradução J. 
A. F. de Almeida. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 467 
e 468.
 
Vale um estímulo:
Já estamos quase entrando em férias. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 131
UNIMES VIRTUAL
Aula: 32
Temática: A arte do Renascimento Tardio 
Na aula anterior, vimos o Maneirismo, um movimento sau-
dosista da arte renascentista com novos artistas e novas 
idéias, cujas formas eram quase sempre alongadas e o em-
prego de cores era empregado em tonalidades mais carregadas. De certo 
modo, a obra maneirista é uma homenagem aos antigos mestres florenti-
nos e venezianos.
 
Escultura 
Os escultores do final do século XVI não acrescentaram muito em relação 
ao mestre Michelangelo. O mais conhecido foi Benvenuto Cellini, ourives 
e escultor florentino. O saleiro de ouro, executado para o rei Francisco I da 
França, apresenta as figuras levemente alongadas. 
 
Michelangelo em Roma
Em 31 de Outubro de 1541, o grande afresco de Michelangelo, encomen-
dado pelo papa para o Juízo Final na capela Sistina, foi desvendado, acima 
do altar, para espanto e maravilha de toda a Roma. O Juízo Final foi a úl-
tima de uma série de decorações pictóricas iniciadas setenta anos antes 
para adornar a capela e selou definitivamente a longa trajetória rumo à 
perfeição da pintura renascentista, que só Michelangelo iria encontrar. Ao 
alcançá-la o mestre a ultrapassou deixando para trás as regras e os crité-
rios artísticos da época. Mais do que as obsessões e temores humanos, 
acima do bem e do mal, o artista procura apresentar Deus com sua própria 
justiça e regras divinas, e supera as concepções de mais de um século 
para o homem e seu meio. Segundo Rosa Maria Letts:
 
O Juízo Final é um gritante lamento pelo declínio do 
ideal humano. E, no entanto, também é possível en-
contrar nele uma outra nota de humildade, uma neces-
sidade profundamente sentida de consolo e de ajuda, 
um apelo vigoroso para que se tenha fé de novo, se 
não no homem, então em Deus. Humilde diante do 
seu criador, Michelangelo, com a ajuda de Deus, está 
anunciando uma aqui uma nova concepção artística. 
(LETTS, 1988, pp. 96-98) 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I132
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A essa nova concepção artística foi dado o nome de Barroco. Uma nova 
geração buscará Deus mais intensamente e com mais emoção. 
 
Michelangelo Buonarroti (1���-1���) O Juízo Final e detalhe de ses-
são do centro do teto da Capela Sistina. 1�3� a 1��1.
 
Acabou! 
Doravante você é capaz de reconhecer uma obra pré-histórica, egípcia, 
grega, romana, medieval e renascentista. Reconhecer já é um passo muito 
importante nessa caminhada. Minha ex-professora dizia que, a partir do 
momento em que se observa uma obra de arte, o olhar é modificado para 
sempre. Um abraço! Até o próximo semestre!
 
Site
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte maneirista
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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 133
UNIMES VIRTUAL
 
Resumo - Unidade V
Começamos nossa última unidade pela passagem do mun-
do medieval para o mundo moderno, sob a ótica do Huma-
nismo e do Renascimento.
Nesse período, a arte floresce de maneira grande e gloriosa. Seu maior 
destaque é o Renascentismo italiano junto aos seus pintores e escultores 
como Donatello, Da Vinci e Michelangelo.
Vimos, também, a estética do renascentista com suas cores, seu brilho e 
suas grandes construções.
Vimos, ainda, os períodos que ficaram conhecidos como Quatrocento 
e Cinquecento, seus principais artistas, sua estética e a beleza de suas 
obras.
Vimos artistas de outros países europeus que também tiveram importân-
cia fundamental no processo renascentista e em seus produtos.
Vimos, por último, o Renascimento tardio, suas principais obras e autores, 
além de refletirmos sobre suas expressões artísticas e influências.
Ufa! Chegamos até aqui juntos! Gostaria de encerrar nossa disciplina con-
vidando-o para que siga, junto conosco, para Estética e História da Arte 
Mundial II.
Espero você! Torço para que tenha gostado de tudo que conhecemos e 
construímos juntos!
Um grande abraço!
Até breve!
 
Referências Bibliográficas
 
ARANHA, Ma. Lúcia. Filosofando – introdução à filosofia. São Paulo: 
Moderna, 1993.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I13�
UNIMES VIRTUAL
_________ . Imagem e persuasão. São Paulo: Cia das Letras, 2004.
ARNHEIM, R. Arte e Percepção Visual. São Paulo: Pioneira, 1986. 
CRANDELL, Anne Shaver. A Idade Média. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.
ECO, Umberto (org). História da beleza. São Paulo: Record, 2004.
GOMBRICH, E.H. Arte e Ilusão. São Paulo: Martins Fontes, 1986. 
_________ . A História da Arte. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: 
Guanabara, 1988.
HEGEL, Georg W.F. Estética in Coleção Os Pensadores. Tradução Orlan-
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JANSON, H. W. História da Arte. Tradução J. A . F. de Almeida e. São 
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LANGER, Susanne K. Sentimento e Forma. São Paulo: Perspectiva, 1980.
LETTS, Rosa Maria. O Renascimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.
NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Buriti, 1966.
OSBORNE, Harold. Estética e Teoria da Arte. São Paulo: Cultrix, 4ª edição. 
OSBORNE, Harold. A apreciação da Arte. Tradução Agenor S. dos Santos. 
São Paulo: Cultrix, 1978.
PANOFSKY, Erwin. Significado nas Artes Visuais. Tradução Maria Clara F. 
Kneese e J.Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2001.
________. Estudos de Iconologia. Temas Humanísticos na Arte do Re-
nascimento. São Paulo: Edições 70, 1995.
READ, Herbert. O sentido da Arte. Tradução E. Jacy Monteiro. São Paulo: 
Ibrasa, 1972.
READ, Herbert. O significado da arte. Lisboa: Ulisseia, 1967.
 
EDIÇÕES ESPECIAIS:
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 13�
UNIMES VIRTUAL
________ . GALERIA DELTA DA PINTURA UNIVERSAL. Volumes I e II. 
Rio de Janeiro: Delta, 1972. 
________ . GÊNIOS DA PINTURA. Da Renascença ao Maneirismo. São 
Paulo: Abril Cultural. 1973.
________ . HISTÓRIA GERAL DA ARTE – Arquitetura – Pintura – Escul-
tura – Artes decorativas. Ediciones del Prado, 1996. 
________ . HISTÓRIA DA PINTURA. Colônia: Konemann, 2000. 
 
Glossário
AFRESCO: Método de pintura em paredes. O pintor aplica a cor na parede 
com a primeira camada de cal ainda fresca. A cor passa a ser parte inte-
grante da parede.
BASÍLICA: Recinto cívico da Roma antiga e algumas igrejas cristãs.
BIZANTINO: Arte produzida no Império Bizantino (330-1453).
CLÁSSICO: Arte dos gregos e romanos. Conceito ligado a todos os estilos 
que se inspiram na arte greco-romana. 
ESCORÇO: Perspectiva aplicada em figuras humanas evidenciando a parte 
mais próxima em tamanho maior e a parte restante de forma contraída.
FACHADA: Face frontal de um edifício.GÓTICO: Estilo arquitetônico da Europa, do século XII ao XVI, caracteriza-
do por vitrais, pontas e rendilhados em pedra. O estilo gótico ressurge no 
século XIX.
GRAVURA: Técnica de impressão em metal ou madeira. As cópias em 
papel são tiradas com a ajuda de uma prensa. 
HUMANISMO: Movimento intelectual do Renascimento. Dedicou-se ao 
estudo dos clássicos gregos e romanos atribuindo maior importância ao 
homem do que à igreja. 
MANEIRISMO: Arte caracterizada por cores fortes, figuras alongadas e 
serpenteadas em oposição às regras clássicas. Cerca de 1520 a 1590.
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I13�
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NAVE: Corpo principal de uma igreja cristã.
PERSPECTIVA: Leis matemáticas aplicadas no desenho para dar a im-
pressão de profundidade. Foi desenvolvida no Renascimento e amplamen-
te trabalhada pelos artistas do período.
PERSPECTIVA AÉREA: Clareamento da cor e tonalidades ao fundo da pin-
tura para alcançar o efeito de distância.
PIETÁ: Representação do Cristo morto e sua mãe. 
SECÇÃO ÁUREA: Empregada na proporção entre comprimento e largura 
de janelas e portas, molduras de quadros e principalmente na arte da pin-
tura. Percebe-se na relação existente do espaço acima da linha do horizon-
te para o espaço abaixo e observando do plano anterior para o fundo. 
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL I 13�
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Exercício de auto-avaliação V
O objetivo desses exercícios é permitir que você possa se auto-avaliar. Responda às questões 
sem consultar as aulas e verifique seu desempenho.
1) Artista do Proto-Renascimento italiano:
Leonardo da Vinci
Pablo Picasso
Giotto 
Pablo Neruda
2) Artista do Renascimento italiano ou Quatrocento:
El Greco
Tinturetto
Auguste Renoir
Andrea Mantegna 
3) De quem é a obra “Juízo Final” pintada na Capela Sistina entre 1�3� e 1��1? 
Leonardo da Vinci 
El Greco 
Michelangelo Buonarroti 
Paolo Martinez
�) A pintura “Retrato de Casamento” de 1�3�, na qual um casal é representado logo após 
as núpcias, é um quadro cuja autoria é de:
Donatello (1386 – 1431) 
Roger Van Der Weyden (c.1399 – 1464)
Giotto di Bondone (c. 1266 – 1337)
Jan Van Eyck (c. 1390 – 1441) 
�) A pequena escultura Saleiro, encomenda de Francisco I, rei da França em 1�3�, já foi 
roubada e recuperada alguns anos depois. Quem foi o artista maneirista que a criou?
Benvenuto Cellini
Paolo Veronese 
Parmigianino
Tintoretto
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)
a)
b)
c)
d)

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