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Resumo de Direito Constitucional 
Prof. Jonathas de Oliveira 
 
Prof. Jonathas de Oliveira 1 de 137 
 www.exponencialconcursos.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
Curso: Direito Constitucional 
Professor: Jonathas de Oliveira 
 Resumo de Direito Constitucional 
Prof. Jonathas de Oliveira 
 
Prof. Jonathas de Oliveira 2 de 137 
 www.exponencialconcursos.com.br 
 
 
 
Caro amigo, 
 
É com enorme prazer que trago aqui pelo Exponencial Concursos 
este resumo da disciplina Direito Constitucional. 
Trata-se de um conteúdo objetivo e sintetizado que pode ser 
utilizado nos estudos para concursos de diversas áreas, como a fiscal, a de 
planejamento, a de controle, a jurídica, a legislativa, a policial, dentre muitas 
outras. 
 
Mas antes de prosseguir, façamos uma breve apresentação. 
 
Meu nome é Jonathas de Oliveira, bacharel em Turismo e graduando 
em Direito, e minha história nos concursos se iniciou aos 23 anos, quando 
em 2012, sem maior pretensão, fui aprovado para um concurso de nível 
municipal em Armação de Búzios (RJ). Alguns meses depois, dei início à 
minha preparação formal. 
No início de 2013, fui aprovado para Analista de Fazenda da Secretaria 
de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro e, em outubro daquele ano, para 
Auditor Fiscal da Receita do Estado do Espírito Santo, em 3º lugar, cargo que 
exerço atualmente, atuando como Subgerente na gerência responsável pelo 
julgamento de processos administrativos fiscais. 
Ao todo foram 11 meses de estudo como concurseiro e já são 5 anos 
de atuação como professor para concursos, travando contato com diferentes 
materiais e metodologias, resolvendo milhares de questões, resumindo e 
esquematizando conteúdos e tendo o feedback de milhares de alunos de 
dezenas de concursos diferentes. 
 
 Com base nessa experiência é possível verificar que alguns pontos da 
nossa disciplina são os queridinhos das bancas. Já alguns não incidem tanto, 
mas são importantes para o entendimento de outros. Por fim, há aqueles que 
não tem um custo x benefício bom. São assuntos que quando caem são 
errados pela maioria e acertados por uma minoria com certa sorte. rs 
 
 Enfim, além de identificar esse núcleo de tópicos que tradicionalmente 
tem mais atenção das bancas, bem como aqueles que causam mais dúvidas 
APRESENTAÇÃO 
 Resumo de Direito Constitucional 
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entre os concurseiros, a lição mais importante aprendida em todos esses anos 
é que estudar requer consistência e método. 
 
 Nesse contexto, a meta principal aqui é o de permitir rápidas 
revisões sobre os principais tópicos da nossa disciplina cobrados em 
concursos públicos. 
 Com o material que você tem em mãos será possível, por exemplo: 
 Ambientar-se com a nossa disciplina; 
 Rever em poucas horas os principais pontos da nossa matéria; 
 Exercitar a memória visual dos assuntos mais cobrados (contamos com 
centenas de esquemas); 
 Reforçar conteúdos já dominados; 
 Aperfeiçoar elementos ainda não bem absorvidos; 
 Facilitar o planejamento de estudos da disciplina Direito Constitucional; 
 Calibrar o tempo de estudo por tópicos; 
 Ter uma noção geral do que é o Direito Constitucional. 
 
Uma vez que nosso foco é a fixação de pontos centrais do conteúdo e 
sua revisão por meio de sínteses, esquemas gráficos e elementos-chave, 
este material será otimizado pelos concurseiros que já possuem um 
conhecimento básico da disciplina Direito Constitucional. 
 Isso porque, nesse nível, o leitor já domina conceitos essenciais, 
consegue preencher eventuais lacunas, reconhece a linha jurisprudencial 
sobre os temas e compreende o Direito Constitucional dentro do sistema 
maior no qual ele se insere, refinando o aprendizado. 
 
Se você estiver partindo do zero, recomendamos nossos cursos 
de teoria, jurisprudência e questões comentadas ou nossos cursos de 
resumo e questões comentadas, dependendo do estilo de estudo preferido 
e do perfil de cada um. 
Vale a pena conferir! ;) 
 
https://www.exponencialconcursos.com.br/cursos-por-professor/jonathas-
de-oliveira/ 
 
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 Todos aqueles que já estudaram de forma competitiva para concursos 
públicos (sei bem o que é isso) sabem o esforço necessário e como é bom 
contar com materiais de qualidade que clareiem nosso entendimento. 
Não pretendemos inventar a roda, cansar os concurseiros com mais 
um “método revolucionário” de estudos (que por si só já consome nossas 
energias), entupir as cabeças com falação em demasia, nem escrever um 
tratado acadêmico. 
 
 O objetivo aqui é simples e direto: ser um elemento facilitador da 
sua aprovação! 
 
 
 Contem comigo e com toda a equipe de professores do Exponencial 
Concursos nesse caminho! 
 
 Grande abraço! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sumário 
ASPECTOS INTRODUTÓRIOS. TEORIAL GERAL DO ESTADO. TEORIA GERAL 
DA CONSTITUIÇÃO. ............................................................................ 6 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. .............................................. 13 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS. APLICABILIDADE DAS NORMAS 
CONSTITUCIONAIS. DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS. ............... 20 
DIREITOS SOCIAIS. DIREITOS DE NACIONALIDADE. DIREITOS POLÍTICOS. 
PARTIDOS POLÍTICOS. ....................................................................... 37 
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA. UNIÃO, ESTADOS, DISTRITO 
FEDERAL E MUNICÍPIOS. .................................................................... 46 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ................................................................. 55 
PODER LEGISLATIVO. ........................................................................ 62 
PODER EXECUTIVO. ........................................................................... 79 
PODER JUDICIÁRIO. .......................................................................... 86 
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA. ...................................................... 98 
DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS. ................ 104 
SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL. REPARTIÇÃO DE RECEITAS. ............. 111 
ORÇAMENTO E FINANÇAS PÚBLICAS. ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA.
 ..................................................................................................... 119 
ORDEM SOCIAL. .............................................................................. 126 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Direito Constitucional é o ramo do Direito Público que tem por objeto 
a Constituição dos Estados nacionais. 
 
Em sentido jurídico, a Constituição é o fundamento de validade 
normativa dos Estados nacionais. 
O princípio da supremacia da Constituição postula que a Lei 
Fundamental (Constituição) do Estado se encontra na parte mais elevada do 
ordenamento jurídico, de modo que nenhuma norma pode contrariar suas 
disposições normativas.
Este princípio orienta toda interpretação da 
Constituição, lei fundamental do Estado, que não pode ser contrariada por 
nenhuma outra norma. 
 Temos, portanto, a seguinte relação de hierarquia: 
 
 
 
A Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, 
apresenta a seguinte anatomia constitucional: 
 
 
Norma Hipotética Fundamental
Constituição Federal de 1988 (normas 
originárias)
Constituição Federal de 1988 (emendas) e 
tratados e convenções internacionais sobre 
direitos humanos aprovados na forma do 
art. 5º, §3º
Outros tratados e convenções 
internacionais sobre direitos humanos 
(status supralegal)
Leis complementares, leis ordinárias, leis 
delegadas, medidas provisórias, decretos 
legislativos, resoluções, tratados e 
convenções internacionais gerais, decretos 
autônomos (status legal)
Normas infralegais (decretos 
regulamentares, portarias, ordens de 
serviço, instruções normativas e outras)
ASPECTOS INTRODUTÓRIOS. TEORIAL GERAL DO ESTADO. 
TEORIA GERAL DA CONSTITUIÇÃO. 
É a ideia lógica 
que sustenta o 
plano jurídico-
positivo 
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PREÂMBULO 
 
TÍTULO I – Dos Princípios Fundamentais (art. 1º a 4º) 
TÍTULO II– Dos Direitos e Garantias Fundamentais (art. 5º a 
17) 
TÍTULO III – Da Organização do Estado (art. 18 a 43) 
TÍTULO IV – Da Organização dos Poderes (art. 44 a 135) 
TÍTULO V – Da Defesa do Estado e das Instituições 
Democráticas (art. 136 a 144) 
TÍTULO VI – Da Tributação e Orçamento (art. 145 a 169) 
TÍTULO VII – Da Ordem Econômica e Financeira (art. 170 a 
192) 
TÍTULO VIII – Da Ordem Social (art. 193 a 232) 
TÍTULO IX – Das Disposições Constitucionais Gerais (art. 233 
a 250) 
ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS 
TRANSITÓRIAS (art. 1º a 97) 
 
 
 O Supremo Tribunal Federal adota a tese da irrelevância jurídica do 
preâmbulo constitucional (ADI 2.076/AC). 
 Por outro lado, é cediço o caráter formalmente constitucional das 
normas do ADCT (RE 160.486). 
 
 
Pela classificação de José Afonso da Silva, de acordo com sua finalidade 
e estrutura normativa, as normas constitucionais podem ser agrupadas em 
cinco categorias, ou elementos constitucionais: 
 Elementos orgânicos (ex.: normas sobre a organização do Estado); 
 Elementos limitativos (ex.: normas sobre os direitos e garantias 
fundamentais); 
 Elementos sócio-ideológicos (ex.: normas da ordem social); 
 Elementos de estabilização constitucional (ex.: normas relativas ao 
controle de constitucionalidade e ao processo de intervenção); 
Natureza 
político-
ideológica 
 
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 Elementos formais de aplicabilidade (ex.: normas do ADCT). 
 
Ressalte-se que o neoconstitucionalismo, influenciou a atual 
Constituição Federal e promoveu o fortalecimento dos direitos e garantias 
fundamentais. 
Passou-se da supremacia da lei à supremacia da Constituição, com 
ênfase na força normativa do texto constitucional e na concretização das 
normas nela expressas. 
 
Teoria Geral do Estado 
 
O Estado é instituição organizada, política, social e juridicamente, que 
se destaca por três elementos centrais: 
 
 
No nosso Estado, “todo o poder emana do povo” (CF/88, art. 1º, 
parágrafo único), e predomina a teoria da tripartição de Poderes, herdada 
da concepção de Montesquieu, em sua obra “O Espírito das Leis”, tipicamente 
identificados como Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. 
 
Poder Funções típicas Funções atípicas 
Executivo - Executar atos de administração e 
chefia de Estado e de governo 
- Legislar 
- “Julgar” 
Legislativo - Elaboração de leis 
- Fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial 
do Poder Executivo 
- Executar atos de 
administração 
- “Julgar” 
Judiciário - Julgar em caráter de definitividade - Executar atos de 
administração 
- Legislar 
 
 
Povo 
(elemento 
humano)
Território
(base 
física)
Governo 
(elemento 
político 
condutor)
ESTADO
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Vejamos ainda mais algumas classificações importantes relativas ao 
estudo geral dos Estados (deixamos preenchidos os quadros nos quais se 
insere o Estado brasileiro): 
 
 
Teoria Geral da Constituição 
 
 Podemos identificar na doutrina três conceitos mais destacados de 
Constituição: 
 Conceito político – principal expoente: Carl Schimtt (diferença entre 
Constituição e lei constitucional) 
 Conceito sociológico – principal expoente: Ferdinand Lassale 
(Constituição é o somatório dos fatores reais de poder na sociedade) 
 Conceito jurídico – principal expoente: Hans Kelsen (Constituição é 
a norma máxima do Estado) 
 
Devemos ainda saber distinguir entre normas materialmente 
constitucionais e formalmente constitucionais (a depender do caso, uma 
mesma norma pode ser constitucional tanto material como formalmente). 
Conceitos de 
teoria do 
Estado
Formas de Estado
Estado unitário
Federação
Simétrica ou 
assimétrica
Cooperativa 
ou dual
Por agregação 
ou 
desagregaçãoFormas de 
Governo
Monarquia
República
Sistemas de 
Governo
Parlamentarismo
Presidencialismo
Regimes de 
Governo
Democrático
Autoritário
Totalitário
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Importante tema diz com a classificações das Constituições. 
Realçamos em cada quadro onde se encaixa a atual Constituição Federal de 
1988 de acordo com a doutrina majoritária. 
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Outorgadas 
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Escritas 
 
Promulgadas ou 
democráticas 
 
Não escritas 
Cesaristas ou bonapartistas 
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 Sintéticas 
 
Pactuadas Analíticas 
 
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 Imutáveis 
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 Materialmente 
constitucionais 
(Super) rígidas Formalmente 
constitucionais 
Semi rígidas 
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 Dogmáticas 
 
Flexíveis ou plásticas Históricas 
 
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Normativas 
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 Ortodoxas 
 
Nominalistas Ecléticas 
 
Semânticas 
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Principiológicas 
 
Preceituais 
 
Normas 
constitucionais
Normas 
materialmente 
constitucionais
Normas 
formalmente 
constitucionais
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Quanto à origem de sua decretação 
Autônomas Heterônomas 
Quanto à finalidade 
Garantia Balanço Dirigentes 
 
 
Hermenêutica Constitucional 
 
Uma vez que a Constituição irradia o fundamento de validade do nosso 
ordenamento jurídico, é de nuclear importância
o trabalho de adequada 
interpretação do seu texto (cuja ciência é a hermenêutica). 
A hermenêutica constitucional dispõe, para esse propósito, de um 
conjunto de métodos de interpretação (não são necessariamente 
mutuamente excludentes), que se combinam a princípios de 
interpretação. 
 
MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO 
Normativo Estruturante Unidade da Constituição 
Científico Espiritual Concordância Prática ou 
Harmonização 
Hermenêutico Concretizador Efeito Integrador 
Jurídico Justeza ou Conformidade Funcional 
Tópico Problemático Força Normativa da Constituição 
Máxima Efetividade 
Proporcionalidade e Razoabilidade 
Interpretação conforme a 
Constituição 
 
 
 
 
 
 
 
A interpretação conforme a Constituição é aplicada nos 
casos em que a interpretação de uma mesma norma 
pode produzir significados diversos (normas 
polissêmicas). 
O intuito é conduzir a interpretação da norma ao 
sentido mais compatível com o texto 
constitucional, afastando-a dos vieses 
inconstitucionais e conservando-a no sistema 
normativo (com ou sem redução de seu texto). 
 
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Poder constituinte 
 
 
 
Histórico ou 
revolucionário, é: 
De primeiro grau 
Inicial* 
Ilimitado* 
Incondicionado 
Permanente 
 
* Exceto, parcialmente, 
por questões meta 
jurídicas (cultura, religião, 
costumes etc.) 
 
Questões correlatas: 
Recepção 
Repristinação 
Desconstitucionalização 
Deriva diretamente do 
poder originário, 
sendo: 
De segundo grau 
Constituído 
Limitado 
Condicionado 
 
ATENÇÃO! 
As Leis Orgânicas dos 
Municípios não são 
fruto do poder 
constituinte derivado. 
A Lei Orgânica do DF 
sim. 
É o poder que se 
manifesta no fenômeno 
das mutações 
constitucionais. 
Diferentemente dos 
poderes revisor e 
reformador (mutação 
formal), aqui observamos 
uma mutação informal. 
 
 
 
 
Poder Constituinte
Originário Derivado
Revisor (esgotado)
Decorrente (CE dos Estados e LO do DF)
Reformador (Emendas à Constituição)
Difuso
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 A análise da constitucionalidade de uma norma diz com sua 
compatibilidade ou conformidade com a Constituição. 
 Esmiuçando, em razão da supremacia da Constituição Federal, não se 
admite que norma hierarquicamente inferior afronte o arranjo geral, os 
vetores e as regras estabelecidos pela Carta Magna. 
 
Desse raciocínio, e retomando a “pirâmide de Kelsen”, depreende-se 
que as normas dispostas pelo poder constituinte originário não são 
passíveis de controle de constitucionalidade. 
Também não se admite a tese de Otto Bachof de hierarquia entre 
normas constitucionais originárias, o que, e tese, possibilitaria a existência 
de normas constitucionais originárias inconstitucionais. 
 
Existem diferentes tipos (ou perspectivas) de inconstitucionalidade: 
 
 
 
 De regra, a norma declarada inconstitucional é tida como nula desde 
o nascedouro (efeitos ex tunc). 
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Por ação
Por omissão
Originária
Superveniente
Total 
Parcial
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. 
Não admitida pelo STF. 
Na análise de normas 
editadas sob a vigência 
de outras Constituições 
e que porventura ainda 
vigorem no atual 
sistema jurídico, fala-se 
em recepção ou não 
recepção da norma. 
 
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 Entretanto, por razões de boa-fé e segurança jurídica, tem-se 
flexibilizados tais efeitos, por exemplo: 
 Modulação dos efeitos da decisão no controle difuso e concentrado 
(art. 27 da Lei 9.868/99) – a nulidade pode ser ex nunc; 
 Declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade 
– a nulidade não é pronunciada até que sobrevenha lei ou ato 
normativo substitutivo. 
 
Outro ponto importante diz com os momentos em que pode ser 
exercido o controle de constitucionalidade. 
Aqui, válido destacar que por mais que a primazia seja do Judiciário, 
os outros poderes podem exercer uma espécie de controle indireto, aferindo 
a lei ou ato normativo (inclusive projetos de) dos quais se questiona a 
constitucionalidade. 
 
 
 
Como regra no Brasil, o controle posterior de 
constitucionalidade é jurisdicional misto, ou seja, concilia dois 
sistemas, o difuso e o concentrado. 
Momentos de 
controle de 
constitucionalidade
Prévio 
(Preventivo)
Legislativo
Executivo
Judiciário
Posterior 
(Repressivo)
REGRA
Jurisdicional 
misto
(difuso + 
concentrado)
EXCEÇÕES
Legislativo
(art. 49, V, 
da CF/88)
Executivo
TCU
(Súmula nº 
347 do STF)
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De regra, o controle judiciário difuso é identificável em um caso 
concreto, e a declaração de (in)constitucionalidade se dá de forma incidental 
(incidenter tantum), prejudicialmente ao exame da questão principal. 
 
Já o controle concentrado se manifesta pela via principal, ou seja, o 
controle de constitucionalidade é a questão principal da causa discutida. 
Manifesta-se por meio das seguintes ações: 
 
 
 
 Tanto no controle difuso como no concentrado deve ser observada a 
cláusula de reserva de plenário: 
 
 
Sistema difuso
(americano)
Verifica-se pela possibilidade de, no âmbito 
de suas competências, qualquer juiz ou 
tribunal exercer o controle de 
constitucionalidade.
Sistema concentrado
(austríaco)
Verifica-se pela possibilidade de que apenas 
um espectro reduzido de órgãos (ou 
órgão único) políticos e/ou jurisdicionais, 
constitucionalmente definidos, exercer o 
controle de constitucionalidade.
Controle 
concentrado
Ação Declaratória 
de 
Constitucionalidade 
(ADC)
Ação Direta de 
Inconstitucionalidade 
(ADI)
ADI 
genérica
ADI por 
omissão 
(ADO)
Arguição de 
descumprimento
de preceito 
fundamental 
(ADPF)
Representação 
Interventiva 
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 Quanto aos efeitos da decisão, vejamos: 
 
[CF/88] Art. 97. Somente pelo voto da maioria 
absoluta de seus membros ou dos membros do 
respectivo órgão especial poderão os tribunais 
declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo do Poder Público.
Recursos 
Extraordi-
nários
Norma já 
considerada 
inconstitu-
cional pelo 
STF
Não 
recepção de 
norma
Interpreta-
ção 
conforme a 
Constituição
Medidas 
cautelares
Juiz 
monocráti-
co
Exceções
Declaração de inconstitucionalidade no 
controle difuso
Efeitos
Regra
Inter partes
EX TUNC
Exceção
Erga omnes
Art. 52, X, da CF/88
EX NUNC
Discute-se atualmente a 
tese da abstrativização do 
controle difuso e de mutação 
do art. 52, X, da CF/88 
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Norma Parâmetro Competência para julgar 
Lei ou ato normativo 
federal ou estadual
CF STF 
Lei ou ato normativo 
estadual ou 
municipal 
CE TJ – Tribunal de Justiça 
Lei ou ato normativo 
municipal 
CF De regra, inexiste controle por meio de 
ADI, é possível somente o difuso. Há, 
contudo, possibilidade de ADPF ou RE. 
Exceção: Tribunais de Justiça podem 
exercer controle concentrado de 
constitucionalidade de leis municipais 
utilizando como parâmetro normas da CF, 
desde que se trate de normas de 
reprodução obrigatória pelos Estados (RE 
650.898). 
Lei ou ato normativo 
distrital 
CF É de natureza distrital?  Se sim, STF. 
É de natureza municipal?  Se sim, não 
há controle através de ADI, só difuso. 
Possível, porém, ADPF ou RE. 
Lei ou ato normativo 
distrital 
Lei Orgânica 
Distrital 
TJ – Tribunal de Justiça 
Lei municipal em face 
da... 
Lei Orgânica 
do município 
Sistema difuso apenas ou simples 
controle de legalidade e não de 
constitucionalidade (ponto não pacificado 
pelo STF) 
 
 Vejamos um panorama de cada espécie de ação em sede de controle 
concentrado. 
Declaração de 
inconstitucionalidade no controle 
concentrado
Efeitos
Erga omnes
Regra 
EX TUNC
Exceção (modulação)
EX NUNC
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 ADI GENÉRICA ADI POR OMISSÃO ADC APDF 
Objeto Lei ou ato normativo 
federal ou estadual (ou 
distrital) editado após a 
promulgação da CF/881 
 
Norma constitucional ainda 
não efetiva em razão de 
omissão total ou parcial de 
qualquer dos Poderes ou 
órgãos administrativos 
Lei ou ato normativo 
federal editado após a 
promulgação da CF/88 
(Lei nº 9.882/99) A ADPF 
tem por objeto evitar ou 
reparar lesão a preceito 
fundamental, resultante 
de ato do Poder Público. 
Cabe também ADPF quando 
for relevante o fundamento 
da controvérsia 
constitucional sobre lei ou 
ato normativo federal, 
estadual ou municipal, 
incluídos os anteriores à 
Constituição. 
Legitimados 
ativos 
Art. 103 da CF/88 Idem Idem Idem 
Aspectos 
procedimentais 
Quórum de instalação → 
mínimo de 8 Ministros. Sem 
isso, não pode sequer 
haver deliberação 
Quórum de declaração → 
maioria absoluta (o STF 
possui 11 Ministros, 
Idem Idem Idem 
 
1 Inclui leis (em sentido amplo) federal ou estadual (ou distrital): emendas à Constituição; leis complementares; leis ordinárias; leis delegadas; medidas 
provisórias; decretos legislativos (dotados de normatividade); resoluções (dotadas de normatividade), atos normativos federais ou estaduais (ou distritais); 
leis orçamentárias (são de efeitos concretos apenas na aparência - ADI. 4.048/DF); tratados e convenções internalizados (Rp. 803/DF); regimentos dos 
Tribunais Superiores ou estaduais; resoluções do TSE. 
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portanto, exige-se o voto 
de 6 Ministros) 
Aspectos 
diversos 
Vincula: órgãos do Poder 
Judiciário e da 
Administração Pública 
federal, estadual, municipal 
e distrital, direta e indireta 
Não vincula: o Poder 
Legislativo em sua função 
legiferante e o próprio STF 
 
 
 
 
 
Não admite desistência 
após sua propositura. 
Admite amicus curiae. 
É ambivalente com a ADC. 
Poder competente: não 
há prazo 
constitucionalmente fixado 
para a adoção de medidas, 
a CF/88 fala simplesmente 
que a ele será dada ciência 
da omissão. 
Órgão administrativo: a 
ele será dada ciência da 
omissão e o órgão terá 30 
dias (ou, 
excepcionalmente, prazo 
razoável a ser fixado pelo 
STF) para sanar a omissão. 
 
Não admite desistência 
após sua propositura. 
Admite amicus curiae. 
Vincula: órgãos do Poder 
Judiciário e da 
Administração Pública 
federal, estadual, municipal 
e distrital, direta e indireta 
Não vincula: o Poder 
Legislativo em sua função 
legiferante e o próprio STF 
 
 
 
 
 
Não admite desistência 
após sua propositura. 
Admite amicus curiae. 
É ambivalente com a ADI. 
Vincula: órgãos do Poder 
Judiciário e da 
Administração Pública 
federal, estadual, municipal 
e distrital, direta e indireta 
Não vincula: o Poder 
Legislativo em sua função 
legiferante e o próprio STF 
 
 
 
 
 
Não admite desistência 
após sua propositura. 
Admite amicus curiae. 
Subsidiariedade. 
 
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Disposições Gerais 
 
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
 
FUNDAMENTOS 
 
OBJETIVOS 
PRINCÍPIOS DAS RELAÇÕES 
INTERNACIONAIS 
I- Soberania 
II- Cidadania 
III- Dignidade da 
pessoa humana 
IV- Valores 
sociais do 
trabalho e da livre 
iniciativa 
V- Pluralismo 
político 
I- Construir uma 
sociedade livre, justa e 
solidária 
II- Garantir o 
desenvolvimento nacional 
III- Erradicar a pobreza e 
a marginalização e reduzir 
as desigualdades sociais e 
regionais 
IV- Promover o bem de 
todos, sem preconceitos de 
origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras 
formas de discriminação 
I- Independência nacional 
II- Prevalência dos direitos 
humanos 
III- Autodeterminação dos povos 
IV- Não-intervenção 
V- Igualdade entre os Estados 
VI- Defesa da paz; 
VII- Solução pacífica dos conflitos 
VIII- Repúdio ao terrorismo e ao 
racismo 
IX- Cooperação entre os povos 
para o progresso da humanidade 
X- Concessão de asilo político 
 
A Constituição Federal classifica o gênero “direitos e garantias 
fundamentais” em cinco espécies: 
 
 
O rol do art. 5º da CF/88 não é exaustivo! 
 
 
Direitos e garantias 
fundamentais
direitos e 
deveres 
individuais e 
coletivos
direitos 
sociais
direitos de 
nacionalidade
direitos 
políticos
direitos dos 
partidos
políticos
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS. APLICABILIDADE DAS NORMAS 
CONSTITUCIONAIS. DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS. 
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 Quanto à distinção entre direitos e garantias fundamentais, vejamos: 
 
 
 
 Ainda no âmbito teórico-doutrinário, temos a tradicional classificação 
das dimensões/gerações dos direitos fundamentais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Direitos prestações positivas consagradas pela Constituição
Garantias 
instrumentos assecuratórios da adequada prestação 
de direitos ou da reparação de eventual lesividade a eles 
causada
1ª dimensão:
LIBERDADE – Direitos civis e políticos 
(primeira dimensão)
Delimitação do individual e do público.
Transição entre Estado Autoritário e Estado 
Liberal de Direito.
Direitos de resistência/oposição perante o 
Estado.
2ª dimensão:
IGUALDADE – Direitos sociais, 
econômicos e culturais (SEC -
segunda dimensão)
Transição entre Estado Liberal e 
Estado Social.
Igualdade real e não meramente 
formal.
3ª dimensão:
FRATERNIDADE –
Direitos coletivos e 
difusos 
(desenvolvimento, 
meio ambiente 
equilibrado, acesso à 
comunicação etc.)
Transição entre Estado 
Social e Estado 
Democrático.
Proteção do gênero 
humano.
4ª dimensão: 
Democracia direta, 
pluralismo e acesso à 
informação
5ª dimensão: 
Paz (universal), direitos 
virtuais,
transconsitucionalismo
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Eficácia e Aplicabilidade das Normas Constitucionais 
 
 
 
 
 
 
Eficácia das 
normas 
constitucionais
Plena
- Produzem
integralmente seus 
efeitos a partir da 
vigência da 
Constituição;
- Desnecessitam de 
norma
infraconstitucional 
integradora;
- Aplicabilidade plena
e imediata. 
Contida
- A produção de efeitos
também é integral. No 
entanto, há margem
para que norma 
constitucional ou 
infraconstitucional os 
limite;
- A priori, 
desnecessitam de 
norma
infraconstitucional 
integradora;
- Aplicabilidade plena
e imediata.
Limitada
- A produção de efeitos
é reduzida (apenas os 
mais gerais são notados 
a partir da vigência da 
Constituição);
- Necessitam de 
norma
infraconstitucional 
integradora;
- Aplicabilidade
reduzida e mediata.
Normas de eficácia limitada
Princípios institutivos 
(organizativos/orgânicos)
Esboçam a organização de 
instituições e órgãos, e 
estabelecem ainda 
competências, limites e 
vedações aos entes.
Exemplos: art. 25; 33; 37, VII, 
113; 121; 146; 161, I, dentre 
outros. 
Princípios programáticos
Esboçam programas e 
compromissos que o Estado 
deve implementar, 
especialmente no âmbito dos 
chamados "direitos sociais".
Exemplos: art. 6º; 196; 205; 
215, dentre outros. 
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Direitos, Deveres e Garantias Individuais 
 
Os elementos a seguir são inter relacionados de forma que, muito 
embora destaquemos seu escopo principal, estão interligados com os demais. 
 Impende destacar que as normas definidoras dos direitos e garantias 
fundamentais têm aplicação imediata (art. 5º, §1º). 
 Na sua regulamentação, deve ser protegido o chamado núcleo 
essencial. 
 Além disso, os direitos e garantias expressos nesta Constituição não 
excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou 
dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja 
parte (art. 5º, §2º). 
 
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança 
e à propriedade, nos termos seguintes: 
 
Isonomia 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta 
Constituição; 
 
Legalidade 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão 
em virtude de lei; 
 
Dignidade e integridade 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou 
degradante; 
 
Direito de opinião e manifestação 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; 
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de 
comunicação, independentemente de censura ou licença; 
 
 
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Direito de resposta e indenização 
V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da 
indenização por dano material, moral ou à imagem; 
 
Inviolabilidade de crença 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o 
livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção 
aos locais de culto e a suas liturgias; 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas 
entidades civis e militares de internação coletiva; 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de 
convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de 
obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, 
fixada em lei; 
 
Direito à privacidade e à intimidade 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das 
pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral 
decorrente de sua violação; 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar 
sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou 
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação 
judicial; 
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, 
de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por 
ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de 
investigação criminal ou instrução processual penal; 
 
Liberdade de profissão 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas 
as qualificações profissionais que a lei estabelecer; 
 
Direito à informação 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo 
da fonte, quando necessário ao exercício profissional; 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu 
interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas 
no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo 
sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do estado; 
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Liberdade de locomoção 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo 
qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com 
seus bens; 
 
Liberdade de reunião e de associação 
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao 
público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra 
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido 
prévio aviso à autoridade competente; 
XVII – é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de 
caráter paramilitar. 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas 
independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu 
funcionamento; 
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter 
suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro 
caso, o trânsito em julgado; 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer 
associado; 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm 
legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; 
 
Direitos de propriedade e de herança 
XXII - é garantido o direito de propriedade; 
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; 
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por 
necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e 
prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta 
Constituição; 
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá 
usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização 
ulterior, se houver dano; 
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que 
trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de 
débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios 
de financiar o seu desenvolvimento; 
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XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou 
reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei 
fixar; 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução 
da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que 
criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas 
representações sindicais e associativas; 
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio 
temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à 
propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos 
distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico 
e econômico do País; 
XXX - é garantido o direito de herança; 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada 
pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre 
que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus"; 
 
Direito do consumidor 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; 
 
Direito de petição 
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de 
taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e 
esclarecimento de situações de interesse pessoal; 
 
Razoável duração do processo 
LXXVIII – a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a 
razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua 
tramitação. 
 
Inafastabilidade da jurisdição 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça 
a direito; 
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Exceções parciais: 
 
 
Segurança jurídica 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a 
coisa julgada; 
 
Princípios constitucionais penais 
 
 Gerais 
XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der 
a lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades 
fundamentais; 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido 
processo legal; 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados 
em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e 
recursos a ela inerentes; 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, 
salvo nas hipóteses previstas em lei; 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for 
intentada no prazo legal; 
 
Requerem 
esgotamento 
prévio da via 
administrativa
Ações relativas à disciplina e às competições desportivas (CF, 
art. 217)
Reclamação de ato administrativo, ou de omissão da 
administração pública, que contraria Súmula Vinculante (Lei nº 
11.471/06)
Habeas-data (exige prova de indeferimento prévio do pedido de 
informação de dados pessoais, ou da omissão em atendê-lo -
HD 22/DF)
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 Tipicidade 
XXXIX – não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia 
cominação legal; 
 
 Irretroatividade 
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; 
 
 Vedação à fiança, prescrição, graça ou anistia 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, 
sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou 
anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, 
o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os 
mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, 
civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
 
 
 Pessoalidade ou instranscendência da pena 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a 
obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, 
nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, 
até o limite do valor do patrimônio transferido; 
 
 Relacionados às penas 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as 
seguintes: 
Crimes 
Inafiançáveis e 
Imprescritíveis
Racismo
Ação de grupos 
armados civis ou 
militares contra a 
ordem 
constitucional e o 
Estado Democárico 
Inafiançáveis e 
Insuscetíveis de 
graça ou anistia
(H3T)
Hediondo
Tortura 
Tráfico
Terrorismo
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XLVII - não haverá penas: 
 
 
 Direitos dos presos 
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com 
a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer 
com seus filhos durante o período de amamentação; 
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e 
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de 
transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei; 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão 
comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à 
pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de 
permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de 
advogado; 
Lista não
taxativa
privação ou restrição da liberdade
perda de bens
multa
prestação social alternativa
suspensão ou interdição de direitos
Penas vedadas
de morte, salvo em caso de guerra 
declarada, nos termos do art. 84, XIX
de caráter perpétuo
de trabalhos forçados
de banimento
cruéis
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LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou 
por seu interrogatório policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir 
a liberdade provisória, com ou sem fiança; 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo 
inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do 
depositário infiel; 
Segundo o STF (RE 466.343/SP), na internalização de tratados e convenções 
que versam sobre direitos humanos a norma pode adquirir diferentes status: 
 
Desde 1992 o Brasil é signatário do Pacto de San José da Costa (Convenção 
Americana sobre Direitos Humanos), que inadmite a prisão civil do 
depositário infiel e esvaziou
toda a legislação infraconstitucional que regulava 
a matéria. 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o 
que ficar preso além do tempo fixado na sentença; 
 
 Crimes internacionais e extradição 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de 
crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado 
envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da 
lei; 
LII – não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de 
opinião; 
 
 Promotor natural 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade 
competente; 
 
Tratado e convenção que versa sobre direitos
humanos aprovado segundo o rito do art.
5º, § 3º
Status constitucional (equivale às
emendas constitucionais)
Tratado e convenção que versa sobre direitos
humanos aprovado em rito ordinário de
internalização
Status supralegal (abaixo da Constituição,
porém acima da legislação
infraconstitucional)
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 Presunção de inocência 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de 
sentença penal condenatória; 
Para o STF (HC 126.292/SP e outros), não impede a execução da pena, 
inclusive a prisão, já após o julgamento de segundo grau. 
 
Direitos dos hipossuficientes 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que 
comprovarem insuficiência de recursos; 
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: 
a) o registro civil de nascimento; 
b) a certidão de óbito; 
 
 
Remédios (Writs) Constitucionais 
 
 
HABEAS CORPUS 
Conceito 
geral 
Conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se 
achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade 
de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder 
Objeto e 
objetivo 
Proteção ou restauração da liberdade de locomoção 
Remédios 
constitucionais
(writs)
Habeas corpus
Habeas data
Ação Popular
Mandado de 
injunção 
(individual e 
coletivo)
Mandado de 
segurança 
(indivudal e 
coletivo)
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Impetrante Qualquer pessoa física (nacional ou estrangeira) ou jurídica (em 
pouquíssimas circunstâncias). Pode também ser concedido de 
ofício por juiz ou tribunal 
Paciente Pessoa física (nacional ou estrangeira) 
Coator Pessoa ou entidade, pública ou privada, cujo ato é ativo ou 
omissivo (HC 95.563) 
Não é 
cabível para 
- Punições disciplinares militares (CF/88, art. 142, §2º) 
- Penas de multa (Súmula 693) 
- Procedimentos judiciais em que não se discute, nem 
indiretamente, a liberdade de ir e vir (HC 90.378/MS) 
- Sequência de Processo Administrativo Disciplinar (HC 
100.664/DF) 
- Suspensão de direitos políticos (REsp 19.663/SP) 
- Dilação probatória (HC 68.397-5/DF) 
- Perda de patente ou de função pública (Súmula 694) 
Outros 
aspectos 
É ação gratuita e imune de taxas (art. 5º, LXXVII) 
 
MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL E COLETIVO 
Conceito 
geral 
Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito 
líquido e certo, não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-
data", quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder 
for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício 
de atribuições do Poder Público 
Objeto e 
objetivo 
Mandado de segurança individual 
Proteção, preventiva ou repressiva, de direito líquido e certo, 
desde que não amparado por habeas corpus ou habeas data 
 
Mandado de segurança Coletivo 
Proteção, preventiva ou repressiva, de direito líquido e certo 
coletivo ou individual homogêneo, desde que não amparado por 
habeas corpus ou habeas data 
Impetrante Mandado de segurança individual 
- pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras 
- universalidades reconhecidas por lei e que tenham capacidade 
processual, mesmo sem ter personalidade jurídica 
- alguns órgãos públicos 
- o Ministério Público 
Mandado de segurança coletivo 
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- partido político com representação no Congresso Nacional (para 
haver representação basta 1 membro em qualquer das Casas) 
- organização sindical e entidade de classe 
- associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo 
menos um ano 
Paciente O detentor do referido direito 
Coator Autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público 
Não será 
concedido 
para 
- Ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, 
independentemente de caução 
- Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo 
- Decisão judicial transitada em julgado (STF - Súmula nº 268) 
- Lei em tese (geral e abstrata), exceto se produtora de efeitos 
concretos (STF - Súmula nº 266) 
- Atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público 
Outros 
aspectos 
Não é ação gratuita ou imune de taxas 
Como regra, o prazo para impetração do mandado de segurança 
é de cento e vinte dias, contados da ciência, pelo interessado, do 
ato impugnado 
 
Vejamos alguns entendimentos sumulados sobre o writ. 
STF – Súmula nº 101 – O mandado de segurança não substitui a 
ação popular. 
STF – Súmula nº 629 – A impetração de mandado de segurança 
coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da 
autorização destes. 
STF – Súmula nº 630 – A entidade de classe tem legitimação para o 
mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada interesse 
apenas a uma parte da respectiva categoria. 
STJ – Súmula nº 213 – O mandado de segurança constitui ação 
adequada para a declaração do direito à compensação tributária. 
STJ – Súmula nº 460 – É incabível o mandado de segurança para 
convalidar a compensação tributária realizada pelo contribuinte. 
 
MANDADO DE INJUNÇÃO 
Conceito 
geral 
Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma 
regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e 
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liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania 
Objeto e 
objetivo 
Viabilizar o exercício de direito e liberdades constitucionais e das 
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania 
Impetrante Mandado de injunção individual 
- Pessoa física ou jurídica titular dos direitos e liberdades 
Mandado de injunção coletivo 
- Partido político com representação no Congresso Nacional; 
- Organização sindical e entidade de classe; 
- Associação que esteja constituída há pelo menos 1 ano 
Paciente O titular dos referidos direitos e liberdades 
Coator Poder, órgão, entidade ou autoridade competente para 
regulamentar a norma de eficácia limitada 
Outros 
aspectos 
Não é ação gratuita ou imune de taxas 
Nos seus posicionamentos mais recentes (vide MI 712/PA), o STF 
adotou a via concretista geral 
 
HABEAS DATA 
Conceito 
geral 
Conceder-se-á "habeas-data": 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à 
pessoa do impetrante, constantes de registros ou
bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por 
processo sigiloso, judicial ou administrativo; 
Objeto e 
objetivo 
- Assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do 
impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de 
entidades governamentais ou de caráter público 
- Retificar de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo 
sigiloso, judicial ou administrativo 
Impetrante Qualquer pessoa física ou jurídica de cuja informação se trate 
Paciente O impetrante 
Coator Entidade pública ou privada na qual estejam registrados os dados 
Não é 
cabível para 
- Punições disciplinares militares (CF/88, art. 142, §2º) 
- Penas de multa (Súmula nº 693) 
- Procedimentos judiciais em que não se discute, nem 
indiretamente, a liberdade de ir e vir (HC 90.378/MS) 
- Sequência de Processo Administrativo Disciplinar (HC 
100.664/DF) 
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- Suspensão de direitos políticos (REsp 19.663/SP) 
- Dilação probatória (HC 68.397-5/DF) 
- Perda de patente ou de função pública (Súmula nº 694) 
Outros 
aspectos 
É ação gratuita e imune de taxas (art. 5º, LXXVII) 
 
AÇÃO POPULAR 
Conceito 
geral 
Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que 
vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de 
que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, 
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da 
sucumbência 
Objeto e 
objetivo 
Anular o ato lesivo à moralidade administrativa, ao meio ambiente 
e ao patrimônio histórico e cultural (CF/88) e reparar o dano (Lei 
nº 4.717/65) 
Impetrante Qualquer cidadão (brasileiro nato ou naturalizado) 
Paciente O impetrante 
Coator Pessoas físicas ou jurídicas que pratiquem ou se beneficiem do 
ato lesivo (ou potencialmente lesivo) 
Outros 
aspectos 
É ação gratuita e imune de taxas, salvo comprovada má-fé 
O prazo prescricional da ação popular é de 5 anos, ressalvada 
ação de ressarcimento ao erário 
 
AÇÃO CIVIL PÚBLICA 
Conceito 
geral 
Ação para a proteção do patrimônio público e social, do meio 
ambiente e de outros interesses difusos e coletivos 
Objeto e 
objetivo 
Tutelar, dentre outros interesses difusos e coletivos (rol não 
taxativo), ações relacionadas: 
- ao meio ambiente; 
- ao consumidor; 
- a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e 
paisagístico; 
- à ordem econômica; 
- à ordem urbanística. 
Legitimados 
ativos 
- o Ministério Público; 
- a Defensoria Pública; 
- a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
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- a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de 
economia mista; 
- a associação que, concomitantemente: 
a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei 
civil; 
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção aos 
objetos acima relacionados 
Legitimados 
passivos 
Pessoas físicas ou jurídicas que lesionem ou ameacem lesionar os 
bens tutelados 
Não é 
cabível para 
Pretensões que envolvam: 
- tributos e contribuições previdenciárias; 
- o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; 
- FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos 
beneficiários podem ser individualmente determinados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Direitos Sociais 
 
Os direitos sociais são de segunda dimensão. 
Regra geral, costumam ter sua exigibilidade condicionada à prévia 
integração pela legislação infraconstitucional, ou seja, tem aplicabilidade 
reduzia, mediata. 
 Na sua efetivação devem ser ainda observados dois aspectos: 
 
 
Impera ainda a vedação ao retrocesso social, vale dizer, em tema 
de direitos fundamentais de caráter social, não podem ser desconstituídas as 
conquistas já alcançadas pelo cidadão e pela sociedade (ARE 639337 AgR). 
 
 De acordo com a CF/88 (art. 6º), são direitos sociais: 
MÍNIMO EXISTENCIAL
• Impõe o dever do poder 
público de garantir o mínimo 
necessário para a existência 
digna da população
RESERVA DO 
(FINANCEIRAMENTE) 
POSSÍVEL
• Os direitos sociais 
assegurados na Constituição 
Federal devem ser efetivados 
pelo poder público, porém, na 
medida em que isso seja 
possível (viável, em especial, 
financeiramente)
DIREITOS SOCIAIS. DIREITOS DE NACIONALIDADE. DIREITOS 
POLÍTICOS. PARTIDOS POLÍTICOS. 
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Ao longo do art. 7º da nossa Carta Magna temos o que parte da 
doutrina denomina direitos individuais dos trabalhadores (urbanos e 
rurais), uma vez que a ênfase recai sobre o indivíduo enquanto parte da 
relação de trabalho. 
 
Destacam-se (nem todos são aplicáveis aos servidores públicos): 
art. 7º, I relação de emprego protegida contra despedida arbitrária 
ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, 
que preverá indenização compensatória, dentre outros 
direitos 
art. 7º, II seguro-desemprego, em caso de desemprego 
involuntário 
Art. 7º, III fundo de garantia do tempo de serviço 
art. 7º, IV salário mínimo 
art. 7º, VII garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os 
que percebem remuneração variável 
art. 7º, VIII décimo terceiro salário com base na remuneração integral 
ou no valor da aposentadoria 
art. 7º, IX remuneração do trabalho noturno superior à do diurno 
art. 7º, XII salário-família pago em razão do dependente do 
trabalhador de baixa renda nos termos da lei 
Direitos sociais
Educação
Saúde
Alimentação
Trabalho
Moradia
Transporte
Lazer
Segurança
Previdência social
Proteção à maternidade e à infância
Assistência aos desamparados
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art. 7º, XIII duração do trabalho normal não superior a oito horas 
diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a 
compensação de horários e a redução da jornada, mediante 
acordo ou convenção coletiva de trabalho 
art. 7º, XV repouso semanal remunerado, preferencialmente aos 
domingos 
art. 7º, XVI remuneração do serviço extraordinário superior, no 
mínimo, em cinquenta por cento à do normal 
art. 7º, XVII gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um 
terço a mais do que o salário normal 
art. 7º, 
XVIII 
licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, 
com a duração de cento e vinte dias 
art. 7º, XIX licença-paternidade 
art. 7º, XX proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante 
incentivos específicos, nos termos da lei 
art. 7º, 
XXIII 
adicional de remuneração para as atividades penosas, 
insalubres ou perigosas, na forma da lei 
art. 7º, XXII redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de 
normas de saúde, higiene e segurança 
art. 7º, XXX proibição de diferença de salários, de exercício de 
funções e de critério de admissão por motivo de sexo, 
idade,
cor ou estado civil 
art. 7º, 
XXXIII 
proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a 
menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de 
dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir 
de quatorze anos 
 
Ao longo dos art. 8º a 11 temos o que parte da doutrina denomina 
direitos coletivos dos trabalhadores, uma vez que a ênfase recai sobre o 
conjunto de trabalhadores. 
 Nesse âmbito destaca-se a atuação dos sindicados, a quem cabe a 
defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. Nesse 
contexto: 
 a lei não pode exigir autorização (pode exigir apenas registro) do 
Estado para fundação de sindicato, vedadas ao Poder Público a 
interferência e a intervenção. 
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 não pode haver mais de um sindicato da mesma categoria profissional 
ou econômica, na mesma base territorial (que não pode ser inferior a 
um Município). 
 ninguém pode ser obrigado a se filiar ou a manter-se filiado a sindicato 
 o aposentado filiado pode votar e ser votado. 
 é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro 
da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se 
eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo 
se cometer falta grave nos termos da lei. 
 é assegurado o direito de greve. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nacionalidade 
 
Pode ser: 
 
 O tema está regulado no art. 12 da CF/88, que dispõe: 
Primária (ou Originária)
Resulta de fato natural: 
nascimento
Secundária (Adquirida)
Resulta de fato voluntário: 
naturalização
A lei pode: 
- Definir os serviços ou atividades essenciais 
- Dispor sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da 
comunidade 
- Sujeitar os responsáveis por eventuais abusos a penas 
No âmbito da administração pública não podem exercer greve: 
Os militares (art.142, §3º) + servidores públicos que atuam 
diretamente na segurança pública (ARE 654.432) 
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Ao contrário do que ocorre em outros países, no sistema jurídico-
constitucional pátrio não é cabível a aquisição da nacionalidade brasileira 
como efeito direto e imediato resultante do casamento civil (jure matrimonii). 
 
Tema recorrente é o fato de que nem todos os cargos são acessíveis 
aos brasileiros naturalizados: 
 
São brasileiros (art. 12) 
Nascidos na 
República 
Federativa do Brasil 
Nascidos no 
estrangeiro, de 
pai brasileiro ou 
mãe brasileira 
NATOS 
ainda que de pais 
estrangeiros, desde 
que estes não estejam 
a serviço de seu país 
[critério jus soli] 
 desde que qualquer 
deles esteja a serviço 
da República Federativa 
do Brasil 
 [critério jus sanguini] 
 desde que sejam registrados em 
repartição brasileira competente ou 
venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em 
qualquer tempo, depois de atingida a 
maioridade, pela nacionalidade 
brasileira 
 
3 
2 
1 
NATURALIZADOS 
Os que, na forma da lei, 
adquiram a nacionalidade 
brasileira, exigidas aos 
originários de países de 
língua portuguesa apenas 
residência por um ano 
ininterrupto e idoneidade 
moral 
[naturalização ordinária] 
 
Os estrangeiros de qualquer 
nacionalidade, residentes na 
República Federativa do 
Brasil há mais de quinze 
anos ininterruptos e sem 
condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade 
brasileira 
 [naturalização quinzenária] 
 
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver 
reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao 
brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição. [português equiparado – 
cláusula ut des] Não é naturalização, é equiparação! 
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Já a perda da nacionalidade do brasileiro pode ocorrer: 
 se o brasileiro naturalizado tiver cancelada sua naturalização, por 
sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional; 
 se o brasileiro nato ou naturalizado adquirir outra nacionalidade, 
salvo nos casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária 
pela lei estrangeira; b) de imposição de naturalização, pela norma 
estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como 
condição para permanência em seu território ou para o exercício de 
direitos civis. 
 
 
Direitos políticos 
 
São direitos de primeira dimensão. 
Normalmente, são classificados em positivos ou negativos: 
Só brasileiro 
nato pode 
ser
Presidente e Vice-Presidente 
da República
Presidente da Câmara dos 
Deputados
Presidente do Senado Federal
Ministro do Supremo Tribunal 
Federal
Da carreira diplomática
Oficial das Forças Armadas
Ministro de Estado da Defesa
Podem exercer o 
cargo de Presidente 
da República 
(art. 80) 
Cargo estratégico: 
relações exteriores 
Cargos estratégicos: 
defesa nacional 
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 As disposições mais cobradas reforçam que: 
 
 
Não podem se alistar como eleitores (inalistáveis): 
Estrangeiros + Conscritos (durante o período do serviço militar 
obrigatório) 
Não podem se eleger (absolutamente inelegíveis): 
 
D
I
R
E
I
T
O
S
P
O
L
Í
T
I
C
O
S
Positivos
Capacidade eleitoral ativa
(alistabilidade - art. 14, §§ 1º)
Capacidade eleitoral passiva
(elegibilidade - art. 14, §3º)
Direito ao sufrágio
(art. 14, I, II e III)
Outros
(vide art. 17 - criação de partidos políticos)
Negativos
Inelegibilidade
(absoluta ou relativa - art. 14, §§4º, 7º, 8º 
e 9º)
Suspensão
(art. 15, II, III e V) 
Perda
(art. 15, I e IV)
Alistamento eleitoral 
e voto
Obrigatório Maiores de 18 anos
Facultativo
Analfabetos
Maiores de 70 anos
Maiores de 16 e 
menores de 18 anos
ABSOLUTAMENTE INELEGÍVEIS
INALISTÁVEIS ANALFABETOS
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Por outro lado, são relativamente inelegíveis: 
 (art. 14, §5º) o Presidente da República, os Governadores de Estado e 
do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou 
substituído no curso dos mandatos, para mais de 1 mandato 
subsequente. 
 (art. 14, §6º) o Presidente da República, os Governadores de Estado e 
do Distrito Federal e os Prefeitos que queiram concorrer a outros 
cargos e não renunciem até 6 meses antes do pleito. 
 (art. 14, §7º) no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os 
parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, 
do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do 
Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos 
seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo 
e candidato à reeleição. 
 
Já o militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: 
I - se contar menos de 10 anos de serviço, deverá afastar-se da 
atividade; 
II - se contar mais de 10 anos de serviço, será agregado pela autoridade 
superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato
da diplomação, para 
a inatividade. 
 
Para ser eleito, é preciso ainda observar: 
 
Para ser 
eleito é 
preciso
a nacionalidade 
brasileira
o pleno exercício dos 
direitos políticos
o alistamento 
eleitoral
o domicílio eleitoral 
na circunscrição
a filiação partidária
a idade mínima de:
35 anos para Presidente e Vice-
Presidente da República e Senador
30 anos para Governador e Vice-
Governador de Estado e do Distrito 
Federal
21 anos para Deputado Federal, 
Deputado Estadual ou Distrital, 
Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz
18 anos para Vereador
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 Por fim, sobre a perda e suspensão dos direitos políticos, temos que: 
 
 
 
Partidos Políticos 
 
 É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, 
resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o 
pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados 
os seguintes preceitos: 
I - caráter nacional; 
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo 
estrangeiros ou de subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei; 
V - necessidade de registro de seus estatutos no TSE. 
 
 Apesar da autonomia, os partidos políticos não podem celebrar 
coligações nas eleições proporcionais (ex.: para deputados e vereadores). 
Também não podem utilizar organização paramilitar. 
 
 
 
 
 
 
Perda dos direitos 
políticos
Cancelamento da naturalização por sentença 
transitada em julgado
Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou
prestação alternativa
Suspensão dos 
direitos políticos
Incapacidade civil absoluta
Condenação criminal transitada em julgado, 
enquanto durarem seus efeitos
Improbidade administrativa
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A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil 
compreende: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reorganização territorial de Estado Reorganização territorial de 
Município 
 Lei complementar federal 
 Independe de Estudo de 
Viabilidade 
 Demanda plebiscito 
 Lei estadual dentro de período 
determinado por Lei 
complementar federal 
 Depende de Estudo de 
Viabilidade 
 Demanda plebiscito 
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA. UNIÃO, ESTADOS, 
DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS. 
 
 
Estado brasileiro 
União 
Estados 
DF 
Municípios 
Entes federados 
Todos autônomos 
Não soberanos 
Vedações gerais 
(art. 19 da CF/88) 
FUSÃO 
Dois ou mais entes de 
incorporam, criando um 
ente novo. O ente 
original deixa de existir. 
Territórios não 
são autônomos 
Se/quando criados, integram a 
União. 
A SOBERANIA é da República Federativa do Brasil 
 (art. 1º, I, da CF/88) 
 
No caso de Estados e 
Municípios pode haver 
CISÃO 
Um ente se subdivide 
em dois ou mais entes 
novos. O ente original 
de existir. 
DESMEMBRAMENTO 
 
Pode ser: 
 
Formação (a parte 
desmembrada de um 
ente gera um novo) 
 
Anexação (a parte 
desmembrada de um 
ente é anexada a outro 
já existente. 
(auto) Organização 
(auto) Legislação 
(auto) Governo 
(auto) Administração 
É vedada a divisão do DF em Municípios (art. 32)! 
Territórios podem ser divididos em Municípios (art. 33, §1º)! 
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Bens da União e dos Estados 
 
Bens da União (art. 20) Bens dos Estados (art. 26) 
os que atualmente lhe pertencem e 
os que lhe vierem a ser atribuídos 
- 
as terras devolutas indispensáveis 
à defesa das fronteiras, das 
fortificações e construções 
militares, das vias federais de 
comunicação e à preservação 
ambiental, definidas em lei 
as terras devolutas não 
compreendidas entre as da 
União 
os lagos, rios e quaisquer correntes 
de água em terrenos de seu 
domínio, ou que banhem mais de 
um Estado, sirvam de limites com 
outros países, ou se estendam a 
território estrangeiro ou dele 
provenham, bem como os terrenos 
marginais e as praias fluviais 
as águas superficiais ou 
subterrâneas, fluentes, emergentes 
e em depósito, ressalvadas, neste 
caso, na forma da lei, as 
decorrentes de obras da União 
as ilhas fluviais e lacustres nas 
zonas limítrofes com outros países; 
as praias marítimas; as ilhas 
oceânicas e as costeiras, excluídas, 
destas, as que contenham a sede 
de Municípios (ex.: Florianópolis/SC 
e Vitória/ES), exceto aquelas 
áreas afetadas ao serviço 
público e a unidade ambiental 
federal 
as ilhas fluviais e lacustres não 
pertencentes à União 
+ 
as áreas, nas ilhas oceânicas e 
costeiras, que estiverem no seu 
domínio, excluídas aquelas sob 
domínio da União, Municípios ou 
terceiros 
os recursos naturais da plataforma 
continental e da zona econômica 
exclusiva 
 
o mar territorial - 
os terrenos de marinha e seus 
acrescidos 
- 
os potenciais de energia hidráulica - 
os recursos minerais, inclusive os 
do subsolo 
- 
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as cavidades naturais subterrâneas 
e os sítios arqueológicos e pré-
históricos 
- 
as terras tradicionalmente 
ocupadas pelos índios 
- 
 
 
Repartição de competências 
 
 
Compete ainda aos Municípios, além de legislar sobre assuntos de 
interesse local (art. 30, I), suplementar a legislação federal e a estadual no 
que couber (art. 30, II). 
 
Competência
Material 
(Adminis-
trativa)
Exclusiva
(art. 21)
Competência indelegável. 
Somente a União pode exercê-
la, sem qualquer participação, 
mesmo subsidiária, dos demais 
entes.
Comum 
(art. 23)
Todos os entes podem 
exercê-la, sem qualquer 
preferência de ordem.
Legislativa
Exclusiva
(art. 25, §§1º 
e 2º)
Competência indelegável. 
Somente os Estados podem 
exercê-la, sem qualquer 
participação, mesmo subsidiária, 
dos demais entes.
Privativa
(art. 22)
Competência parcialmente 
delegável. A União prevalece 
ao legislar sobre as matérias. No 
entanto, pode, por Lei 
Complementar, autorizar os 
Estados a legislar sobre 
questões específicas.
Concorrente
(art. 24)
Todos os entes podem 
exercê-la, havendo a seguinte 
preferência de ordem: a União 
limita-se a legislar sobre normas 
gerais
Suplementar
(art. 24, §§2º 
e 3º)
suplementar complementar 
–existe lei federal sobre a 
matéria, os Estados e DF 
simplesmente as completam
suplementar supletiva –
inexiste lei federal; os Estados e 
o DF passam a dispor, 
temporariamente, de 
competência plena sobre a 
matéria
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Regra geral, a Constituição Federal construiu a seguinte arquitetura na 
discriminação de competências: 
Ente Discriminação 
União Enumerada 
Estados Remanescente (residual)

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