AS FUNÇÕES DO ESTADO E SUA INFLUÊNCIA NO BEM ESTAR DA SOCIEDADE
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AS FUNÇÕES DO ESTADO E SUA INFLUÊNCIA NO BEM ESTAR DA SOCIEDADE


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MARIA JOSÉ ANDRADE REIS
AS FUNÇÕES DO ESTADO E A INFLUÊNCIA NO BEM ESTAR DA SOCIEDADE
Atividade apresentada no Curso EAD de Gestão Municipal, da Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC como requisito parcial da disciplina Estado, Governo e Mercado, sob a orientação do Prof. Nelson Karsokas e tutoria da Prof.ª Jacymary Ramos. 
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ILHÉUS, BA
2017
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD
ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL
1 INTRODUÇÃO
O presente estudo objetiva discorrer sobre as funções do Estado, destacando a sua importância para o bem estar da sociedade.
Assim sendo, estabelece-se a relação entre as funções do Estado e a teoria da separação dos poderes, representada por Montesquieu, destacando a importância da harmonia e independência, a fim de que cada um desempenhe sua função, de forma a promover o bem estar da sociedade.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
As funções do Estado estão interligadas às estruturas internas dos Poderes de Estado, instituídos na Constituição Federal, como harmônicos e independentes entre si. Assim, são funções do Estado: a legislativa, responsável por produzir o ordenamento jurídico necessário à regulação da vida em sociedade; a executiva, a quem cabe assegurar o cumprimento das leis; e a judiciária, a quem cumpre julgar a adequação ou não dos atos particulares à legislação vigente. Essas funções são consideradas como típicas de cada um dos Poderes que constituem o Estado.
Atribui-se a Montesquieu o uso da terminologia Estado, como \u201cinstituição democrática, destinada à realização dos fins da comunidade nacional\u201d, bem como, deve-se ao mesmo Autor, o estabelecimento das três funções do poder do Estado, as quais, no seu entendimento:
Devem ser distribuídas por três corpos distintos para evitar que o Poder Executivo \u2013 desde sempre o predominante \u2013 exorbitasse das suas funções e exercesse o poder de forma tirânica sobre os cidadãos. Na arquitetura institucional pensada por Montesquieu, é o Poder Judiciário que desempenha o papel fundamental de mediar a relação entre aquele que manda (o governante) e aqueles que legislam (a assembleia). (COELHO, 2014, p.16/17).
Embora os Poderes do Estado desenvolvam as funções normais a cada um atribuídas, desempenham, concomitantemente, funções pertencentes a Poder diverso, o que somente é permitido com a autorização constitucional. São as denominadas, pela literatura, de funções atípicas, a exemplo do Poder Legislativo que, além de elaborar leis, detém a competência para julgar o Presidente da República; ou o Poder Judiciário que, julga se os atos estão ou não em consonância com a legislação, mas também legisla, quando elabora o seu regimento interno. 
De fato, os poderes funcionam melhor em conjunto, sendo que a ação de um detém ou limita a ação do outro, havendo assim um sistema de três poderes distribuídos, ou seja, o Legislativo faz as leis, no entanto o Executivo pode propô-la ou vetá-la e o Judiciário pode julgá-la nula. O Executivo administra, porém o Legislativo pode organizar os serviços que lhe são inerentes e o Judiciário nomear os próprios funcionários. O Judiciário julga, todavia pode o Legislativo modificar-lhe os critérios legais e o Executivo participar da Justiça. (Kirschner).
Mais recentemente, foi atribuída ao Estado a função administrativa, ponto de divergência entre os estudiosos. A referência atribuída a esta função é do jurista alemão Otto Mayer para quem: \u201cA administrativa é a atividade do Estado para realizar os seus fins, debaixo da ordem jurídica\u201d (CARVALHO FILHO, 2013, p. 10).
Cada uma dessas funções desempenha um papel importante e fundamental na sociedade. Afinal, o que seria da sociedade sem leis que estabelecessem direitos, mas ao mesmo tempo deveres e limites ao cidadão? Ou como prover bens e serviços sem a função do Estado de cobrar impostos e administrar os recursos públicos. Ou seja, são as funções do Estado que equilibram a vida em sociedade; que garantem a segurança interna dos cidadãos; que fiscalizam o cumprimento das normas; que intermedeiam os conflitos, buscando a pacificação social; que promovem bens e serviços com a finalidade de garantir dignidade ao cidadão.
Pensar o Estado sem a presença dessas funções, atribuídas às três esferas de Poder, de forma harmoniosa, vislumbra-se o estabelecimento do caos social.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Estado e suas funções têm por base a separação dos Poderes, consolidada num momento histórico em que se objetivava limitar o poder do Estado e alcançar garantias para a liberdade individual. 
Essa teoria da separação dos poderes em Legislativo, Executivo e Judiciário, atribuindo-se a cada um a função típica, embora não exclusiva, somente se desenvolveu devido à subordinação ao princípio da harmonia, significando o respeito recíproco e a colaboração entre eles, de forma a buscar o fim social do Estado.
Para tanto, faz-se necessário pautar-se por normas constitucionais, de forma que os titulares do poder respeitem-se mutuamente e não enveredem para formas tirânicas de governos ou para a defesa de interesses individuais, que pode se consolidar através de atos de corrupção como se verifica na atualidade.
Ressalte-se que a vida em sociedade necessita de normas, cujo estabelecimento é função típica do Poder Legislativo; normas estas, que precisam ser respeitadas e/ou cumpridas, função típica do Poder Executivo; e nesse cumprimento, podem surgir os conflitos, que o Poder Judiciário deve ser chamado a intervir, com vistas a aplicar a norma e estabelecer a paz social.
4 BIBLIOGRAFIA
COELHO, Ricardo Corrêa. Estado, governo e mercado. 3. ed. rev. atual. \u2013 Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; [Brasília] : CAPES : UAB, 2014. 114p.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 26 ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Atlas, 2013.
KIRSCHNER, Nara Luciana. Teoria da separação dos poderes. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/4981/o-direito-as-funcoes-do-estado-e-a-importancia-do-poder-judiciario. Acesso em 07/12/2017, às 16 h.
ORLANDI. Alfonso. As funções do Estado e seus três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Disponível em: https://alfonsoorlandi.jusbrasil.com.br/artigos/314224880/as-funcoes-do-estado-e-seus-tres-poderes. Acesso em: 07/12/2017, às 14 h.