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DOENÇAS INFECCIOSAS
COLIBACILOSE
Docente: Osvaldo José 
Discentes: Beatriz Fernandes
Maiara Brito
Paulo César Corrêa
Solange Carvalho
Thaiz Alves
 
Medicina Veterinária
Pontifícia Universidade Católica de Goiânia 
Fonte: https://www.infoescola.com/doencas/colibacilose-em-bezerros/
Enfermidade causada pela bactéria Escherichia coli caracterizada por afecções entérica e extra-entéricas em animais domésticos e em humanos. 
Chamadas de curso branco, doença do edema, diarreia neonatal, diarreia pós-desmame dos leitões e colissepticemia, mastite e piometrite.
Fonte:https://famez.ufms.br/diarreia-em-bezerros-e-investigada-por-mestranda-da-famez/
Fonte:http://www.tecsa.com.br/assets/pdfs/DIARREIA%20NEONATAL%20%20PARTE%20I.pdf
Existem seis espécies de bactéria no gênero Escherichia: E. coli, E. blattae, E. albertii, E. fergusonii, E. hermannii e E. vulneris.
Entre as seis espécies somente a E. coli tem importância clínica para afecções em humanos e animais.
Cocobacilos gram-negativos, anaeróbicos facultativos.
Fatores de virulência complexos.
Fonte: https://kitlabor.com.br/2018/04/30/especial-microrganismos-conheca-a-escherichia-coli/
Cerca de 70% das linhagens de E. coli tem motilidade mediada por flagelos. 
Possui cápsula bacteriana que circunda a bactéria e dificulta a fagocitose, inibe aglutinação e ativação do sistema complemento e a opsonização, protegendo o microrganismo da ação do sistema imune
Possui capsídio.
Realiza adesão bacteriana, através das fimbrias e esta intimamente associada ao efeito patogênico, pois possibilita liberação de diferentes toxinas, invasão de células e disseminação pelo hospedeiro. 
CLASSIFICAÇÃO DAS CLASSES DE E.coli
Grupos classificados com base na produção de toxinas
Enterotoxigênicas – ETEC
Enteropatogênicas – EPEC
Enteroinvasoras – EIEC
Entero-hemorrágicas – EHEC
Enteroagregativas – EAEC 
Enteroagregativas com aderência difusa – DAEC
Uropatogênicas – UPEC
Septicêmicas
E. coli ENTEROTOXIGÊNICA
Linhagens produtoras de enterotoxinas implicadas na diarreia em humanos e animais.
Podem produzir isoladamente ou em conjunto duas principais enterotoxinas: Toxinas termolábeis (LT) ou termoestáveis (ST).
Produção das toxinas mediada pelos plasmídios. 
Afeta humanos, suínos, bovinos, caprinos e ovinos. 
E. coli ENTEROPATOGÊNICA
Também denominadas como Enteropatogênicas clássicas.
Principais patógenos na ocorrência de distúrbios entéricos em crianças até 1 ano de idade, apresentando alta letalidade nessa faixa etária.
Fenômeno de adesão destrói microvilosidades, alterando absorção dos enterócitos e metabolismo celular.
Sua relevância para animais ainda não está completamente esclarecidos, porém tem sido descritas em distúrbios entéricos em leitões, coelhos, cordeiros, e particularmente em cães. 
E. coli ENTEROINVASORA
Está associado a infecções intestinais em crianças e adultos.
A patogenicidade das linhas está regulada por genes cromossômicos e plasmidiais.
Invade células epiteliais e células adjacentes através do espaço intersticial.
Apresente similaridade clínica com distúrbios causados pelo gênero Shigella.
Apresenta diarreia com sangue e necrose da mucosa do cólon.
Não tem patogenicidade definida na ocorrência de distúrbios entéricos em animais. 
E. Coli ENTEROAGREGATIVA E DE ADERÊNCIA DIFUSA
Recebem esse nome pelo padrão agregativo (empilhamento) de infecção do microrganismo visualizado nas células entéricas. 
A patogenicidade parece estar relacionada com a presença de fator específico, com formação de biofilme e produção de verotoxinas. 
Não está esclarecida a patogenicidade dessa linhagem em infecções nos animais. 
Causam enterite, destruição de microvilosidades, erosão epitelial e deformidade das vilosidades. 
Na linhagem de aderência difusa observa-se prolongamento das microvilosidades que acabam envolvendo a bactéria.
A aderência é mediada por adesinas. 
E. Coli ENTERO-HEMORRÁGICA
Nas últimas décadas tem sido encontrada nas fezes de animais domésticos.
O sorotipo O157: H7 é aparentemente o mais patogênico, em virtude de manifestações entéricas e renais em humanos. 
A patogenicidade está relacionada a produção de citotoxinas que causa efeito citopático, denominadas verotoxinas. 
Causam danos ao endotélio vascular.
Bovinos considerados epidemiologicamente as principais fontes de infecção.
Há casos isolados de mastite clínica e subclínica em vacas.
Causa a doença do edema em leitões no período de desmame. 
E. coli UROPATOGÊNICAS
As infecções extraentéricas podem ocorrer humanos e animais de todas as faixas etárias, podendo acometer diversos órgãos e sistemas.
As mais comuns são do trato urogenital, respiratório e nervoso. 
Aparentemente são incapazes de causar doença entérica.
A infecção do trato urinário em cães e gatos é tão elevada como em humanos. 
Causam cistite e pielonefrites. 
Nos casos de metrite é provável que colonizem o útero nos primeiros 3 dias após o parto. 
A antissepsia umbilical inapropriada também favorece a invasão do patógeno via umbilical.
As infecções do trato urinário são mais frequentes nas fêmeas , em virtude da proximidade do reto com as vias urinárias. 
A ocorrência de colibacilose em bezerros demonstrou que 80% dos casos, os animais tinham até 4 dias de idade. 
EPIDEMIOLOGIA
Tem distribuição mundial.
Humanos, animais domésticos, silvestres e selvagens são suscetíveis. 
Consistem nas principais causas de diarreias e de morbimortalidade em animais de produção (bovinos, suínos, equinos, búfalos, ovinos, caprinos, aves e coelhos) nas primeiras semanas de vida. 
As fontes de infecção são os próprios animais que eliminam a E. coli para o ambiente, posto que o microrganismo faz parte da microbiota entérica. 
Principal via de transmissão são água, alimentos e utensílios contaminados.
Via oral é a principal porta de entrada. 
PRINCIPAIS FATORES PREDISPONENTES P/ INFECCÕES POR E. coli
Excesso de fezes, dejetos e matéria orgânica no ambiente (piquetes, baias, galpões, sala de ordenha, etc).s
Ingestão deficiente de colostro pelos neonatos.
Baixa habilidade materna.
Ausência de piquete maternidade na propriedade.
Mudanças bruscas no regime alimentar ou desmame.
Deficiencia de antissepsia umbilical.
Criação de animais de diferentes idades e categorias juntos. 
Uso abusivo e indevido de antimicrobianos. 
PATOGENIA
E. coli é reconhecida como bactéria oportunista com amplo espectro de infecciosidade.. 
Apesar de manifestar infecções extraentéricas, o desenvolvimento de distúrbios entéricos é o principal efeito da patogenicidade em animais. 
Após ingestão de água e alimentos contaminados as linhagens enterotoxigênicas (ETEC) colonizam o intestino delgado e se proliferam, em geral entre 3 a 4 dias de idade.
Eliminação de líquidos para o lúmen intestinal e má absorção dos alimentos no TGI resultam em diarreia e graus variados de desidratação. 
A diarreia causa acidose metabólica pelo excesso de eliminação de bicarbonato em animais com menos de 7 anos de idade. 
O alimento mal digerido no intestino estimula o peristaltismo e a perda de fluidos dos enterócitos. 
Simultaneamente ocorre hipoglicemia e hipopotassemia. 
BOVINOS E EQUINOS
Mais frequentes na primeira semana de vida de bezerros e potros.
Vários episódios de diarreia profusa, líquida e de coloração branco-amarelada. 
Com a progressão do quadro se observa desidratação. Letargia, anorexia, hipotermia e distensão abdominal. 
Em vacas adultas causa mastites e metrites.
Colissepticemia é mais comum em bovinos, a infecção ocorre principalmente por via umbilical, curso agudo e fatal.
Os animais manifestam febre, taquicardia, hipotermia e prostração horas antes do óbito. 
SUÍNOS
Em leitões são descritas 3 manifestações clínicas associadas a E. coli: diarreia neonatal (colibacilose), doença do edema e diarreia pós- desmame. 
Diarreia neonatal acomete animais na primeira semana de vida, doença do edema até 12 semanas de vida e diarreia pós-desmame de 1 a 2 semanas após o desmame. 
A doença do edema não apresenta manifestações entéricas esim edema pronunciado das pálpebras e região supraorbital, alem de edema em região abdominal, prepúcio e articulações dos membros. Causando episódios convulsivos, tremores, deambulação, incoordenação motora. 
PEQUENOS RUMINANTES
 Em borregos e cabritos predomina a manifestação septicêmica da doença com 1 a 2 dias de idade, embora a entérica também seja observada em animais entre 3 e 8 semanas de idade. 
Os casos septicêmicos tendem a evoluir para pneumonia, artrite ou encefalite. 
Alta letalidade. 
Doença conhecida como “boca aguada”, os animais costumam apresentar salivação excessiva, perda de apetite e distensão abdominal. 
Baixa morbidade e alta letalidade. 
CÃES E GATOS
 Em animais de companhia, diferentes manifestações são observadas nas infecções por E. coli .
Predomina-se as afecções entéricas e geniturinárias, no entanto esta última é por vezes assintomática. 
A urina pode mostrar-se hemorrágica, turva e fétida. 
Constata-se dor à palpação abdominal e espessamento da parede da vesícula urinária. 
Pode ocorrer pielonefrite.
Pode ocorrer piometra que pode evoluir para septcemia e endotoxemia. 
DIAGNÓSTICO
As enterites causas por Escherichia coli nos animais deve ser diagnosticada como síndromes, em virtude da complexidade etiológica, das infecções simultâneas por diferentes enteropatógenos e similaridade nas manifestações clínicas.
O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais, ELISA, PCR, hemograma, urinálise e através de cultura e achados clínico-epidemiológicos. 
Também é possível realizar diagnóstico anatomopatológico através de exame post mortem.
TRATAMENTO
 No tratamento é fundamental o uso de antimicrobianos.
Fluidoterapia com reposição hidroeletrolítica e energética utilizando solução de ringer lactato ou soluções isotônicas com adição de glicose. 
Se preconiza hidratação intravenosa. 
Fonte: https://www.ufrgs.br/lacvet/restrito/pdf/fluidoterapia_peq_anim.pdf
PROFILAXIA E CONTROLE
Considerando a ampla difusão da bactéria no ambiente e sua presença na microbiota entérica dos animais, bem como a complexidade da virulência não é possível erradicar o microrganismo de propriedades rurais e criatórios de animais de companhia. 
Devem ser adotadas medidas de profilaxia e controle desses ambientes, como práticas higiênico-sanitárias e manejo de criação dos animais, ingestão adequada do colostro, desinfecção do ambiente, manejo adequado de dejetos,antissepsia do umbigo, controle de temperatura, da umidade e da ventilação no ambiente.
Aplicação de vacinas em vacas, búfalas, cabras, ovelhas e porcas. 
Isolamento de animais com diarreia.
REFERÊNCIA 
MEGID,J.; RIBEIRO, M.G.; PAES,A.C. Doenças infecciosas em animais de produção e companhia. 1ed. Rio de Janeiro. Roca,2016.
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