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Características Gerais: Estão presentes em 
número de 4, 2 em cada hemi-arco da 
mandíbula. São os maiores dentes permanentes 
no sentido IC 26,3mm (superiores) e 25,9mm 
(inferiores). Estão localizados entre a face distal 
dos incisivos laterais e a face mesial dos 
primeiros pré-molares. 
Nomenclatura: São popularmente chamados de 
“Esquina da boca” , “ Presas” e etc.. , mas isto é 
dispensável. Em inglês os termos mais comuns 
são “CANINES” e “CUSPIDS” que é mais antigo 
e já está em desuso. 
Longevidade e Histórico: Os caninos juntamente 
com os incisivos inferiores são os últimos dentes 
a serem perdidos num processo de doença 
periodontal, por isso em casos avançados é um 
dos dentes mais utilizados como pilar retentor 
de próteses dos mais variados tipos. Os caninos 
tiveram sua anatomia descrita pela primeira vez 
por Aristóteles e Hipócrates 2350 anos atrás. 
Eles descreviam os caninos como uma forma 
intermediária entre os incisivos e os Molares, 
sendo possuidores de uma ponta ou borda 
“afiada” como os incisivos e uma base larga 
como os molares. 
Funções dos Caninos: 
- Suporte dos lábios e dos músculos faciais; 
- Cortar, perfurar ou partir os alimentos; 
- Agem como guias de oclusão: Seus grandes 
transpasses verticais servem como um 
verdadeiro mecanismo protetor aliviando os 
dentes posteriores de cargas horizontais 
excessivas e potencialmente prejudiciais, durante 
os movimentos laterais da mandíbula. São as 
chamadas “Oclusões Protegidas pelo Canino”. 
Vistas Vestibulares: 
- As coroas possuem contorno Pentagonal. 
 
- As coroas possuem arestas longitudinais 
mesiais mais curtas do que as distais. 
 
- Áreas de Contato (Bossas Proximais): De 
maneira similar a quase todos os incisivos (com 
exceção do central inferior) os pontos de 
contato mesiais estão mais para incisal do que 
os distais. 
 
- Sulcos de Desenvolvimento: Os caninos 
também possuem sulcos de desenvolvimento, só 
que algumas vezes estes tendem a ser mais 
amplos adquirindo a conformação de 
verdadeiras depressões como ocorre com as 
depressões distais das faces vestibulares, sendo 
mais evidentes nos superiores. 
 
- Ângulo Entre as Arestas Longitudinais da 
Borda Incisal: Os caninos superiores possuem um 
ângulo mais agudo entre as arestas longitudinais. 
(superiores 105º e inferiores 120º). 
 
- Dimensão das Faces Vestibulares: Os caninos 
superiores possuem altura IC menos e dimensão 
MD maior do que os caninos inferiores. Coroas 
mais curtas e mais largas que os inferiores. 
 
- Arestas de Borda Incisal: O comprimento das 
arestas longitudinais mesiais são menores que 
as distais, só que bem menores nos inferiores. 
 
 
- Bossas Proximais: Ambos contatos proximais 
estão mais próximos da ponta da cúspide nos 
caninos inferiores. 
 
- Aresta Transversal Vestibular: É mais 
proeminente nos caninos superiores. 
 
Vistas Incisais: 
- As coroas são maiores no sentido VL do que 
no sentido MD (similares aos incisivos inferiores). 
 
- Contorno das Coroas: Numa vista incisal as 
coroas dos caninos inferiores são mais 
simétricas do que as dos superiores. 
 
- Localização da Borda Incisal: A localização 
das arestas longitudinais e da ponta da “cúspide” 
(Borda Incisal) é central ou lingual nos inferiores 
e vestibular nos superiores. 
 
- Posicionamento do Cíngulo: O cíngulo é 
centralizado nos superiores e deslocado para 
distal nos inferiores. Em alguns casos o cíngulo 
no inferior pode também estar centralizado. 
 
 
- Direcionamento da Borda Incisal: As arestas 
longitudinais mesial e distal estão alinhadas no 
sentido MD nos inferiores e nos superiores a 
aresta longitudinal distal está deslocada para 
palatina. 
 
- Região do Encontro das Arestas da Borda 
Incisal: A região da "ponta de cúspide" (Encontro 
das Arestas da Borda Incisal) é maior nos 
superiores do que nos inferiores. Alguns autores 
afirmam que isto ocorre devido a maior 
incidência de forças oclusais pesadas nestas 
áreas. 
 
- Depressões Distais da Face Vestibular: Notar 
as depressões existentes nas metades distais 
das porções vestibulares dos caninos, muito mais 
evidentes nos superiores do que nos inferiores. 
 
Vistas Proximais: 
- São os dentes que apresentam menor 
proporção coroa raiz. 
 
- Perfil: Os caninos possuem uma face proximal 
com o formato de cunha e um perfil lingual em 
formato de "S". 
 
- Bossas das Faces Livres: Os caninos possuem 
as bossas vestibulares e linguais em alturas Inciso 
Cervicais, semelhantes aos incisivos. 
 
- Linha de Colo: os caninos possuem a curvatura 
do colo convexa para incisal como os incisivos. 
 
- Desenvolvimento do Cíngulo: Comparativo do 
posicionamento dos cíngulos entre os caninos. 
 
- Localização da Ponta da Borda Incisal: 
Localização da ponta da borda incisal pelo longo 
eixo radicular : Vestibular para os superiores e 
Lingual para os inferiores. 
 
- Bossas das Faces Livres: Bossa vestibular 
deslocada mais para cervical nos inferiores. 
 
Vistas Linguais: 
- Detalhes da Face Lingual: Nos superiores as 
cristas marginais, a fossa lingual, a crista 
mediana e o cíngulo são mais pronunciados. O 
maior desenvolvimento das cristas marginais e 
da crista mediana pode levar a fossa lingual em 
se dividir em 2. 
 
- A superfície lingual é bem mais plana e sem 
detalhes nos caninos inferiores. 
 
- Comparação entre as faces linguais superiores 
e inferiores. 
 
- Posicionamento do Cíngulo: O cíngulo é 
centralizado nos superiores e deslocado para 
distal nos inferiores. 
 
 
Questões: 
1. Em relação aos caninos: 
- O canino superior apresenta numa vista 
vestibular, a dimensão mésio-distal da cora, 
maior que a inciso-cervical, em relação ao 
canino inferior. 
- O canino inferior apresenta, numa vista 
vestibular, ambas as bossas proximais mais 
incisais, em relação ao canino superior. 
- Numa vista incisal, o canino superior apresenta 
um perfil mais assimétrico e o inferior um perfil 
mais simétrico. 
- Numa vista vestibular, as arestas longitudinais 
mesiais são mais curtas que as distais.