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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 1 - Aspectos Gerais e Introdutórios
INTRODUÇÃO
Para estudarmos a sistemática da investigação e suas rami�cações com aplicabilidades será importante aprofundar
algumas noções sobre con�ito e a �nalidade contemporânea com que os juristas compreendem a investigação na pós-
modernidade.
OBJETIVOS
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Examinar o conceito e o alcance da investigação forense;
Compreender o signi�cado do con�ito como fenômeno social e o direito como mecanismo de seu controle;
Esclarecer que a investigação não deixa de ser um mecanismo de busca para a solução de con�itos, por meio da
descoberta da verdade.
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CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DO CONFLITO
O homem, por ser um animal gregário, somente pode viver em sociedade. Organizando-se em grupo, o homem busca a
obtenção de �ns comuns:
Ao se reunir em sociedade, busca alcançar o que alguns nomeiam de “felicidade”. (glossário)
Nesse contexto surge o Estado. Os homens renunciam parcela de sua liberdade com o �m de criar esse ente �ctício
chamado Estado, com seus três elementos: povo, território e governo. Este conceito foi extraído da obra o ilustre
�lósofo e teórico político Jean-Jacques Rousseau. (glossário)
Saiba Mais
, Tourinho Filho, lecionando sobre o tema, a�rma: “visando à continuidade da vida em sociedade, à defesa das liberdades
individuais, em suma, ao bem-estar geral, os homens organizaram-se em Estado. Desde então eles se submeteram às ordens dos
governantes, não mais fazendo o que bem queriam e entendiam, mas o que lhes era permitido ou não proibido”.
É certo que a criação do Estado e a reunião do homem em sociedade não têm o condão de eliminar as intempéries
externas por completo, mas podem reduzi-las para níveis controláveis. Contudo, a própria evolução da sociedade,
acompanhada da evolução cientí�ca e do domínio do homem sobre a natureza, �zeram nascer novos fatores de risco à
sobrevivência do ser humano, enquanto raça humana. Foi o que o sociólogo Ulrich Beck chamou de “sociedade de
risco”. (glossário)
CONFLITO DE INTERESSES
No entanto, não foram apenas os riscos externos que atemorizaram os homens no viver em sociedade. A própria
convivência gera con�itos internos que ameaçam sua própria existência. Aqui sobressai a relevância ao que os
processualistas chamam de con�ito de interesses.
Frequentemente, surge no âmbito social con�itos entre seus integrantes. O sentido comum do vocábulo interesse nos
remete à ideia de desejo, anseio, aspiração, cobiça, ambição, ou seja, a coisa que o homem quer. Não raro duas
pessoas desejam o mesmo bem, ou seja, possuem interesse pelo mesmo objeto, inclusive acreditando terem direito a
tal bem.
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Atenção
, Entretanto, os bens são limitados à porção do mundo exterior e que possam satisfazer a necessidade do homem, enquanto esta
mesma necessidade é ilimitada, fazendo surgir um con�ito de interesses, pois um depende do outro, há uma ligação entre esses
dois termos, daí a decorrência do con�ito. E sendo os bens limitados e a vontade humana ilimitada, a sociedade precisou
disciplinar tal con�ito que surgiam em torno dos bens.
Surge o con�ito de interesses quando a situação favorável à satisfação de uma necessidade excluir a situação
favorável à satisfação de uma necessidade distinta. Isso é vislumbrado quando uma pessoa possuir mais de um
interesse que se sobrepõe ao interesse do outro.
Quando uma das partes envolvidas nesse con�ito resiste à pretensão da outra, diz-se que existe o con�ito de
interesses ou litígio.
Pois bem, o con�ito está intimamente ligado à ideia de interesse, uma vez que deste decorre. Cada ser humano possui
a sua necessidade e procura a sua satisfação. Ocorre que muitas vezes a busca por essa satisfação se dá por meio de
um bem, confrontando ao interesse de outrem, pois os bens são limitados. Segundo orientação de Schnitman (1999):
MODOS DE SOLUÇÃO DOS CONFLITOS
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Fonte da Imagem: Supoj Pongpancharoen / Shutterstock
Para a solução de con�itos, os homens desenvolveram, ao longo da história, inúmeras formas de resolução de
con�itos, inicialmente relegadas ao próprio particular, conhecida como justiça privada.
A primeira delas e, talvez, a mais usual, era o uso da força, conhecida tecnicamente como autodefesa ou autotutela.
Dito de outra forma, quando a decisão do con�ito depende da força dos competidores, o mais forte sempre terá a
razão ao seu lado.
A autodefesa sempre apresentou graves inconvenientes, pois a solução do con�ito estaria ligada diretamente à
superioridade de forças de uma das partes.
Considerando os inconvenientes da justiça privada e da autotutela, nasceu a necessidade de que a solução dos
con�itos na sociedade fosse realizado de forma pací�ca e justa, e que o ato de decidir �casse a cargo de uma terceira
pessoa, não interessada diretamente no litígio, pois assim poderia solucioná-lo com equidade e justiça. Mas não
poderia ser qualquer terceira pessoa. Haveria a necessidade de termos um terceiro forte o su�ciente para que pudesse
ter sua decisão aceita espontaneamente ou imposta coercitivamente, principalmente aos integrantes do con�ito.
Dessa necessidade, surgiu o monopólio da administração da justiça (glossário) pelo Estado. A tutela pelo Estado.
Nesta feita, ele avoca para si a tarefa de compor os con�itos da sociedade, afastando a possibilidade da vingança
privada, que somente passa a ser possível de forma excepcional.
Atenção
, O Estado detém, portanto, o monopólio da administração da justiça , cabendo a ele, na pessoa do Juiz, dizer o direito no caso
concreto de maneira de�nitiva. Para tanto, se utiliza do processo, visto como instrumento que dispõe o Juiz e as partes para
reconstruírem os fatos objeto do con�ito, possibilitando que o Juiz possa aplicar a lei ao caso concreto, ou seja, solucionar os
con�itos.
Nesta linha, a investigação criminal e a consequente instrução processual passam a ser instrumentos para a busca da
verdade, possibilitando ao julgador (juiz) decidir o con�ito.
Aqui utilizaremos a investigação criminal como norte já que foi desta espécie de investigação que se rami�cou as
demais investigações que estudaremos nesta disciplina.
A VERDADE COMO FORMA DE SOLUÇÃO DO CONFLITO
A verdade nem sempre foi a forma encontrada pela sociedade para a composição do con�ito. Outras fórmulas foram
utilizadas ao longo da história da sociedade.
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Por exemplo, na Alta Idade Média (século V a X) a composição do con�ito se dava por meio da denominada justiça
privada, pelo mecanismo da autodefesa; pelo duelo; ordálios ou juízos de Deus.
Já na Baixa Idade Média (séculos XI a XIV) o con�ito ocorria pela sujeição e submissão do suserano ao vassalo, com
fortes in�uências da Igreja, período denominado de Feudalismo. Na Idade Moderna, o Estado absolutista (séculos XV a
XVIII) substitui pela ideia dos contratualistas a dominação por uma pessoa na �gura de um ente �ctício, qual seja o
Estado, como acumulando todos os poderes de legislar, executar e julgar, até os dias de hoje com a idade
Contemporânea (século XIX até hoje), na qual esses poderes são divididos em três.
A ideia de verdade surge no Estado absolutista como mecanismo de substituiçãode forças. Substitui-se a força
privada e do mito pela força do Estado, e futuramente pelas ideias de fé, que até hoje norteiam alguns paradigmas
jurídicos, como o denominado senso comum teórico, que é objeto de desconstrução das ciências sociais aplicadas,
como é o caso do Direito e sua interdisciplinariedade.
A verdade que se quer comprovar, por muito tempo se a�rmou ser uma verdade real, capaz de reconstruir com
absoluta perfeição os fatos exatamente como aconteceram. Por isso, se a�rmava que adotávamos o princípio da
verdade real no processo penal.
Contudo, esse conceito, ao longo do tempo, foi sendo alterado, pois se percebeu que a busca por essa verdade tida
como real acabava por cegar o caminho da investigação, que se preocupava apenas em alcançá-la a qualquer custo.
Naquela época os �ns justi�cavam os meios, e tanto é verdade essa a�rmação que a tortura era aceita, pois era um
instrumento e�caz para se conseguir a con�ssão.
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A prova obtida por meio da con�ssão era a que possuía maior valor, com efeito, satisfatória para dar por reconstruído
os fatos exatamente com aconteceram. Acreditava ser possível reconstruir, em especial com a con�ssão, os fatos
exatamente como aconteceram em uma “verdade” absoluta, por isso tida como real.
Esse período em que se buscava a verdade real não mais vigora em tempos atuais, sendo necessário reconhecer que a
verdade que se alcança é uma versão verossímil dos fatos.
Atenção
, Nesse diapasão, por hora, precisamos assimilar que é impossível reconstruir os fatos exatamente como aconteceram na
realidade se o meio para fazer isso é o processo, logo devemos nos contentar e aceitar que a verdade que se comprova em juízo é
uma verdade caracterizada pelo princípio da verossimilhança, que é a construção de uma versão fundamentada, que seja
razoável, conforme os elementos de informação colhidos., , Contudo, a comprovação dos fatos com a apresentação de uma
versão verossímil necessitará, muitas vezes, de uma investigação. Essa necessidade tanto se aplica aos aspectos criminais como
civis. A investigação, que na sua essência é uma pesquisa sobre os acontecimentos da vida humana (no aspecto do processo
Penal ou Civil de relevância jurídica), tem incidência em qualquer fato da vida humana que desperte interesse a outra pessoa.
Por isso, podemos fazer a ilação de que a solução de um con�ito de interesse, muitas vezes será decidido por quem
melhor investigar e conseguir construir uma versão verossímil dos fatos como por exemplo:
Comprovar a culpa no processo penal e com isso conseguir uma condenação.
Construção de uma versão verossímil e com isso comprovar uma união estável para posterior solicitação de
divisão de bens.
Comprovar uma fraude de um funcionário para justi�car a demissão com justa causa.
Comprovar a in�delidade de um dos cônjuges para lhe imputar a culpa da separação e ulterior indenização
por danos morais se for o caso.
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Essa atividade de investigar dependerá, para ter sucesso, da competência de quem realiza a tarefa. Logo, saber quais
competências pro�ssionais o investigador deve possuir é muito importante.
ABORDAGENS SOCIOLÓGICAS DO CONFLITO
Além da abordagem sistêmica, podemos destacar abordagens sociológicas do con�ito.
A teoria do con�ito social se origina com o pensamento de Karl Marx, um conhecido �lósofo e teórico político. Marx
estudou a maneira como os con�itos dirigem os comportamentos humanos e de um grupo, indo do nível individual ao
governamental. Existem vários tipos de teoria de con�ito social. Cada um deles parte de um ângulo ou de uma
abordagem especí�cos para discutir o con�ito, a luta pelo poder e a alocação de recursos.
Teoria materialista do con�ito
A abordagem materialista do con�ito social vê a história como impulsionada pelo tipo de
trabalho desempenhado em uma sociedade e por como esse trabalho sustenta as
necessidades básicas do trabalhador. Karl Marx teorizou que qualquer coisa de valor em
uma sociedade é produto do trabalho humano. Ele postulou que o processo de trabalho e de
construção da sociedade leva à consciência humana, e não o contrário.
Na teoria do con�ito social baseada no materialismo de Marx, existem duas classes: a
classe dominante e a classe dominada. A classe dominante detém a propriedade e o
controle dos meios de produção, incluindo os trabalhadores, as fábricas e as máquinas. De
acordo com Marx, a classe dominante vai continuar a oprimir a classe trabalhadora para
estabelecer �rmemente a divisão entre as duas.
Teoria crítica
A teoria crítica é um tipo de teoria do con�ito que procura explicar o con�ito por meio das
humanidades e das ciências sociais, incluindo áreas como a literatura, a política e outras
tendências sociais. A teoria crítica enfatiza a mudança social, em vez de simplesmente se
concentrar em observações e descobertas sobre uma determinada classe social,
movimento ou geração.
Teoria feminista
A teoria feminista é um tipo de teoria do con�ito que vai mais longe do que os movimentos
feministas que procuram entender e explicar as tendências da sociedade. Teóricos
feministas examinam as desigualdades de gênero e buscam atribuir determinados males
sociais e problemas a essas desigualdades. Dentro da área da teoria feminista, artes,
linguagem, cinema, �loso�a, geogra�a, política, estudos do sexo e da economia são usados
para fornecer um olhar sobre os problemas entre as classes sociais e as desigualdades de
gênero em vários campos.
Pós-moderna
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A teoria pós-moderna rejeita o pensamento modernista e o uso de contextos históricos para
analisar as lutas entre as classes. Os pós-modernistas não acreditam em verdades objetivas
sobre as classes sociais, movimentos e gerações, porque a narrativa histórica dos
movimentos e períodos anteriores foi essencialmente escrita pelas classes dominantes.
Voltando à teoria original de Marx, é fácil ver por que os pós-modernistas seriam céticos
com relação aos construtos sociais de hoje, já que eles foram formados a partir das
narrativas feitas pela classe dominante - aqueles com poder e dinheiro. Os pós-modernistas
a�rmam que muito da história foi deixado de fora da narrativa central da política global.
Existem muitos outros tipos de teoria do con�ito social, como:
1. Teoria sobre gênero;
2. Teoria pós-colonial;
3. Teoria pós-estruturalista;
4. Teoria dos sistemas mundiais.
Cada uma apresenta uma abordagem diferente para a ideia fundamental de con�ito-luta entre duas classes para
alcançar riqueza, poder ou um bem desejado.
Esse aspecto de lutas traz re�exos em alguns teóricos ao abordar a educação, como por exemplo, a visão de Max
Weber que demonstra, atualmente, não mencionando a luta de classes, mas denominando como racionalização do
conhecimento pela educação, uma forma de burocratizar o acesso de controle do Estado.
Em outras palavras, será pela educação que o Estado realizará o controle da sociedade.
Saiba Mais
, As re�exões de Weber sobre a educação pode ser compreendida no âmbito de sua Sociologia Política e de sua Sociologia da
Religião e que in�uenciaram decididamente no modo de vida das pessoas. A Educação é, segundo Weber, o instrumento que
propicia ao homem a preparação necessária para o exercício de atividades funcionais adequadas às exigências das mudanças
ocasionadas pela racionalização que o homem irá se deparar socialmente.
O fundamento da racionalidade, da submissão à lei, e da preparação de indivíduos para gerenciar as atividades
burocráticas do estado foi lentamente se difundindo. Na constituição do Estado e do capitalismo moderno esses
elementos são indissociáveis.Por isso Weber enfatiza dois aspectos:
• A constituição pautada no Direito Racional (um dos sustentáculos do processo de racionalização da vida).
• A constituição da Administração Racional (embasada no modelo burocrático).
Saiba Mais
, A Educação, para Weber, na medida em que a sociedade se racionaliza historicamente, não é mais a preparação para que o
indivíduo compreenda seu papel no conjunto harmônico do contexto social. E nem é vista como meio de libertação. Torna-se o
meio determinante de estrati�cação social, uma maneira distinta em que se busca obter privilégios sociais., , A Educação
sistemática, na análise de Weber, tornou-se um conjunto de conteúdos e regras direcionadas para a quali�cação de pessoas que
demonstrassem reais possibilidades de gerenciar o Estado, as empresas e a política, de maneira racional.
Um dos pressupostos básicos na formação do Estado moderno é a constituição de uma administração burocrática
racional. Esse processo só ocorreu na sua totalidade no Ocidente, com a substituição gradual de trabalhadores sem
quali�cação, por trabalhadores quali�cados, e com orientação política fundamentada em normas racionais.
Esses aspectos in�uenciarão a formação do sistema jurídico de controle social, quando a educação não é focada para
o evitamento do con�ito, mas para a preparação de pessoas para manipular o sistema e manter aqueles que não se
adequam a esta sistemática fora da comunidade, pela ideia autoritária do encarceramento em massa.
QUESTÃO 1
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Para compreendermos a noção de con�ito nos dias atuais podemos realizar um pequeno exercício sobre o tema e sua
contextualização histórica e suas políticas do modelo de investigação criminal. Nesse sentido, qual período histórico
mais adequando para a charge a seguir?
Resposta Correta
Glossário
FELICIDADE
Para um aprofundamento �losó�co sobre o tema ler: FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. São Paulo: Companhia das
Letras, 2011.
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JEAN-JACQUES ROUSSEAU
Do Contrato Social. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv00014a.pdf
(http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv00014a.pdf)
JEAN-JACQUES ROUSSEAU
O conceito de sociedade de risco foi originariamente desenvolvido pelo sociólogo alemão Ulrich Beck, em 1986, quando publicou
seu livro Risikogesellschaft: Auf dem Weg in eine andere Moderne, traduzido para o português como Sociedade de Risco: rumo a
uma outra modernidade. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2011. Beck, ao realizar uma análise entre o capitalismo e a evolução
tecnológica, conclui que vivemos em um momento de ruptura da sociedade moderna, que passa a assumir novos contornos de
uma sociedade de risco. O advento dessa nova modernidade opera, nos dizeres de Beck, mudanças radicais na política, na
economia e no comportamento, na medida em que a produção social de riquezas se faz acompanhar, cada vez mais, de uma
produção social de riscos da instabilidade dos mercados às catástrofes ambientais e ao terrorismo, por exemplo.
MONOPÓLIO DA ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA
Art. 5º, inciso XXXV, da CRFB. A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv00014a.pdf
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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 2 - Noções sobre a investigação criminal
no Brasil
INTRODUÇÃO
A investigação no direito brasileiro pode ser empreendida por vários instrumentos, mas tem-se no inquérito policial a
forma mais conhecida.
Regulamentado pelo art. 4º do Código de Processo Penal, de 1941 (glossário), o inquérito policial é, se não o principal,
talvez o mais conhecido instrumento de apuração de fatos criminosos.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del3689.htm
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A investigação busca uma reconstrução histórica dos fatos no sentido de se determinar a verdade dos acontecimentos
objetos de investigação.
Vamos falar mais sobre esse assunto, nesta aula.
Bons estudos!
OBJETIVOS
De�nir o conceito de investigação criminal;
Compreender a investigação inserida em um Estado Democrático de Direito;
Distinguir as consequências do sistema acusatório no inquérito policial.
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INVESTIGAÇÃO CRIMINAL
Lopes Jr. (2013, p.224) a�rma que “O CPP de 1941 denomina a investigação preliminar de inquérito policial em clara
alusão ao órgão encarregado da atividade. O inquérito policial é realizado pela polícia judiciária, que será exercida pelas
autoridades policiais no território de suas respectivas circunscrições, e terá por �m a apuração das infrações penais e
de sua autoria (art. 4º)”.
Segue o texto do art. 4º do Código de Processo Penal para uma melhor análise:
Art. 4º, CPP. A polícia judiciária será exercida pelas autoridades
policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por
�m a apuração das infrações penais e da sua autoria (Redação
dada pela Lei nº 9.043, de 9.5.1995 (glossário)).
Fonte: Ross Strachan / Shutterstock
Fonte: Photographee.eu / Shutterstock
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9043.htm
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Por essa leitura do art. 4º do Código de Processo Penal, temos uma clara alusão ao propósito do inquérito policial, que
pode ser estendido para o próprio �m de toda investigação criminal: a determinação de indícios de autoria e prova da
materialidade do delito.
Nessa linha, informa o professor Nicolitt (2014, p.179):
A �nalidade do inquérito é proporcionar ao Ministério Público, ou
ao ofendido no caso de ação penal privada, os elementos
necessários para dar seguimento à persecutio criminis através da
ação penal, a saber: indícios de autoria e materialidade do fato.
Bettiol (1973, p.250), já ensinava que o �m de todo processo será a busca da verdade (glossário) dos fatos, para que
sejam provados em sua subsistência histórica. A busca dessa verdade, no contexto da investigação criminal, seria, nos
termos do art. 4º do Código de Processo Penal, a reconstrução histórica dos fatos, demonstrando-se quem foi o autor
do fato criminoso (indícios de autoria) e a própria existência desse fato criminoso (materialidade do delito).
Nesse momento, já podemos delimitar um breve conceito sobre inquérito policial, que passará pela análise de sua
natureza jurídica. Veja a seguir:
O inquérito, embora seja doutrinariamente o principal instrumento utilizado na investigação, não é o único e,
atualmente, talvez seja o menos prestigiado. Pelo seu excessivo formalismo, produto de uma legislação datada de
1941 (glossário), a sociedade moderna demandou novos instrumentos investigativos.
Uma dessas inovações foi a edição da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995 (glossário), que, entre outros institutos,
criou os chamados Termos Circunstanciados de Ocorrências, com o objetivo de desburocratizar as investigações e
substituir o inquérito policial.
Fonte: Verkhozina Ekaterina / Shutterstock
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9099.htm
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Art. 69, Lei 9.099/95. A autoridade policial que tomar
conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o
encaminhará imediatamenteao Juizado, com o autor do fato e a
vítima, providenciando-se as requisições dos exames periciais
necessários.
Parágrafo único. Ao autor do fato que, após a lavratura do termo,
for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o
compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em
�agrante, nem se exigirá �ança. Em caso de violência doméstica, o
juiz poderá determinar, como medida de cautela, seu afastamento
do lar, domicílio ou local de convivência com a vítima (Redação
dada pela Lei nº 10.455, de 13.5.2002).
Essa maneira de investigação (procedimento investigativo) encontrava-se restrita às infrações penais de menor
gravidade chamadas de pequeno potencial ofensivo, ou de menor potencial ofensivo (glossário). Nesses casos, o
inquérito policial era substituído por outro procedimento investigatório, menos formal, chamado Termo
Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Fonte:
Embora o inquérito policial e o Termo Circunstanciado apresentem peculiaridades procedimentais distintas, ambos
preservam sua �nalidade como princípio reitor: a busca pela reconstrução história da verdade dos fatos (autoria e
materialidade do delito).
Características da investigação criminal
Vejamos algumas características da investigação criminal, também chamada de persecução penal. Essas
características são apontadas pelos doutrinadores como sendo características do inquérito policial, mas se estendem
às outras formas procedimentais de investigação.
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Esse tema será melhor estudado no conteúdo da disciplina de Processo Penal, mas necessitamos desenvolver
antecipadamente algumas dessas características. Veja, a seguir.
Unidirecional
Essa é a característica do inquérito policial (e de todas as outras formas de investigação). Nicolitt (2014, p. 185), ao
estudar essa característica, a�rmou:
O objetivo único do inquérito policial é apurar os fatos e
encaminhar os resultados à apreciação do Ministério Público.
Fonte da Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock
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Em razão desse raciocínio, o delegado de polícia não poderia realizar nenhum juízo de valor sobre os elementos
informativos do inquérito, o que na prática não ocorre, já que para o delegado aplicar a lei é necessário realizar uma
análise jurídica sobre os fatos. E cada fato ou ocorrência policial possui peculiaridades do caso concreto, o que
forçosamente exige a aplicação do conhecimento jurídico deste pro�ssional para aplicar a lei ao caso concreto, sejam
as normas penais ou processuais penais.
Em algumas ocasiões, a própria lei já deixa essa necessidade de forma expressa, como ocorre no art. 52, I da Lei
11.343/06 (glossário):
Art. 52. Findos os prazos a que se refere o art. 51 desta Lei, a
autoridade de polícia judiciária, remetendo os autos do inquérito
ao juízo:
I - relatará sumariamente as circunstâncias do fato, justi�cando as
razões que a levaram à classi�cação do delito, indicando a
quantidade e natureza da substância ou do produto apreendido, o
local e as condições em que se desenvolveu a ação criminosa, as
circunstâncias da prisão, a conduta, a quali�cação e os
antecedentes do agente;”
Fonte: Ross Strachan / Shutterstock
A investigação, com base nessa perspectiva controvertida, portanto, tem como seu principal destinatário o Ministério
Público (glossário), órgão com atribuição constitucional para a propositura da ação penal pública em juízo (glossário),
ou o próprio ofendido (vítima do crime), nos casos de ação penal privada.
, Essa concepção não é tão clara assim em relação ao delegado de polícia. No entanto, na 6ª edição de seu livro, Nicolitt (2016, p.
201) alterou seu entendimento com base na doutrina do professor e Delegado Henrique Hoffmann: “nas edições anteriores
a�rmávamos que o inquérito era unidirecional, no intuito de demonstrar que sua função é exclusivamente direcionada a formar a
opinião do MP sobre a propositura ou não da ação penal. No entanto, a doutrina tem vinculado que o sentido de tal característica
seria a impossibilidade do delegado de polícia fazer juízo de valor no âmbito do inquérito policial. Certo é que, no curso da
investigação, a autoridade policial emite inúmeros juízos de valor.”
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11343.htm
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Inquisitorial ou inquisitivo
O inquérito policial também é inquisitivo ou inquisitório, se contrapondo ao processo que, por previsão expressa na
Constituição, deve respeitar o princípio do contraditório (art. 5º, inciso LV, CRFB).
Art. 5º, CRFB. [...]
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos
acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; [...].
O inquérito, bem como as demais formas de investigação, é um procedimento. E como tal, não se encontra abrangido
pelo princípio do contraditório, visto como a organização dialética entre as partes (acusação e defesa). Assim, temos:
Fonte: Ross Strachan / Shutterstock
Por ser inquisitivo e unidirecional, o inquérito policial objetiva unicamente que o órgão acusador promova a acusação
em juízo, ou seja, proponha a ação penal.
Nessa linha, outra característica que se relacionará com o modelo inquisitivo é o sigilo da investigação. Vejamos a
seguir.
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Sigiloso
O modelo inquisitivo sigiloso é previsto no art. 20 do Código de Processo Penal. Observe:
Art. 20, CPP. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo
necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da
sociedade.
Desde a edição do Código de Processo Penal, o sigilo do inquérito sofreu grande mitigação, inclusive ganhando novos
contornos e funções.
Por uma leitura exclusiva do art. 20 do CPP, tem-se um sigilo absoluto, visto sob uma “função utilitarista”, ou seja, com
o �m de assegurar a e�cácia da investigação no interesse da sociedade.
Contudo, modernamente, principalmente após a promulgação da Constituição de 1988 (glossário), a pessoa
investigada (suspeita de um crime) deixa de ser vista como mero objeto de uma investigação, passando a ser
observada como sujeito de direitos. Nessa linha, desenvolve-se uma função garantista do sigilo do inquérito policial, no
sentido de garantir a intimidade e dignidade da pessoa investigada (que tecnicamente se chama indiciado).
Além disso, com a promulgação do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, Lei 8.906, de 4 de julho de 1994
(glossário), restou mitigado o sigilo do Inquérito, na medida em que o art. 7º, inciso XIV, concedeu a prerrogativa
funcional ao advogado ter acesso à procedimentos de investigação.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8906.htm
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Art. 7º, Lei 8.906/94. São direitos do advogado:
[...]
XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir
investigação, mesmo sem procuração, autos de �agrante e de
investigações de qualquer natureza, �ndos ou em andamento,
ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar
apontamentos, em meio físico ou digital; (Redação dada pela Lei
nº 13.245, de 2016).
O aparente con�ito entre o direito de acesso do advogado a investigações em curso e o sigilo do inquérito policial
acabou chegando ao Supremo Tribunal Federal, que paci�cou o tema com a edição da Súmula Vinculante nº 14,
permitindo o acesso do advogado aos elementos de prova já documentados na investigação, no interesse do exercício
de defesa doinvestigado. Observe:
Súmula Vinculante nº 14 do STF: É direito do defensor, no
interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de
prova que, já documentados em procedimento investigatório
realizado por órgão com competência de polícia judiciária,
digam respeito ao exercício do direito de defesa.
Escrito
O inquérito policial também possui como característica o fato de ser escrito, conforme dispõe o art. 9º do Código de
Processo Penal.
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Art. 9º, CPP. Todas as peças do inquérito policial serão, num
só processado, reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste
caso, rubricadas pela autoridade.
Indisponível
O inquérito policial pode ser, ainda, indisponível, pois uma vez instaurado não pode a Autoridade Policial determinar seu
arquivamento, conforme art. 17 do Código de Processo Penal.
Dispensável
O inquérito policial também pode ser dispensável, pois o titular da ação penal poderá utilizar outras fontes de
informação para a propositura da ação penal.
Art. 17, CPP. A autoridade policial não poderá mandar
arquivar autos de inquérito.
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Fonte da Imagem: O�cial / Shutterstock
A investigação criminal é procedimento normalmente conduzido por delegado de polícia, servidor público integrante
das Polícias Civis, no âmbito estadual, ou da Polícia Federal, no âmbito federal.
Contudo, a função de investigar não é monopólio das polícias, conforme interpretação do parágrafo único, art. 4º do
CPP e art. 144 da CRFB. Veja a seguir.
Art. 4º, CPP. A polícia judiciária será exercida pelas autoridades
policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por
�m a apuração das infrações penais e da sua autoria (Redação
dada pela Lei nº 9.043, de 9.5.1995).
Parágrafo único. A competência de�nida neste artigo não excluirá
a de autoridades administrativas, a quem por lei seja cometida a
mesma função.
Art. 144, CRFB. A segurança pública, dever do Estado, direito e
responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem
pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através
dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
[...]
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira,
incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de
polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as
militares.
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O monopólio da investigação penal pela polícia é tema que já chegou aos Tribunais brasileiros. Nesse sentido, o
Supremo Tribunal Federal decidiu que ao cuidar das funções de polícia judiciária e investigações criminais atribuídas
às Polícias Civis, o texto constitucional do §4º do art. 144 não utiliza o termo exclusividade (glossário).
Assim, outros órgãos podem realizar investigação criminal. São eles:
Ministério Público
Possui atribuição para praticar atos de investigação por força de interpretação de vários
dispositivos legais e constitucionais esparsos.
Comissão Parlamentar de Inquéritos (CPI)
Possui competência expressa para realizar investigações criminais por força do art. 58, § 3º,
da CRFB.
Art. 58, CRFB. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões
permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições
previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.
[...]
§ 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de
investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos
nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos
Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante
requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato
determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso,
encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade
civil ou criminal dos infratores.
Tribunais
Também poderão, embora excepcionalmente, realizar investigação criminal quando houver
indício da prática de crime por parte de magistrado.
Art. 33, LC 33/79 (Loman). São prerrogativas do magistrado:
Parágrafo único - Quando, no curso de investigação, houver indício da
prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou
militar, remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial
competente para o julgamento, a �m de que prossiga na investigação.
Como examinamos, o inquérito policial, visto como uma das formas procedimentais mais conhecidas para se realizar a
investigação criminal, é o instrumento utilizado para a busca da verdade dos fatos. Ou seja, por meio da investigação
criminal busca-se provar algo.
O vocábulo prova não possui um único sentido, podendo ser entendido de duas maneiras:
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Fonte: Ross Strachan / Shutterstock
Desse binômio entre objeto de prova e meio de prova é que ganhará relevância o tema das perícias, vista como um dos
meios de prova mais relevantes na investigação e no processo judicial.
ATIVIDADE
Após compreender os modelos e formas de investigação criminal no Brasil realize a atividade a seguir:
Analise a charge e indique a forma e o órgão mais adequados para realizar a investigação criminal.
Resposta Correta
Denomina-se de sistema acusatório:
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a) O sistema processual penal, na qual as funções de investigar, acusar, defender e julgar são exercidas por órgãos distintos.
b) O sistema processual penal, na qual as funções de investigar, acusar, defender e julgar são exercidas um mesmo órgão.
c) O sistema processual penal, na qual as funções de investigar, acusar, defender e julgar são exercidas pela Polícia Judiciária,
Ministério Público e o Judiciário.
d) O sistema processual penal, na qual as funções de acusar, defender e julgar são exercidas pelo Ministério Público e o
Judiciário.
e) Sistema processual penal exercido pelo poder judiciário.
Justi�cativa
Pelos estudos do nosso sistema processual penal e uma breve leitura do artigo 26 do Código de Processo Penal:
“Art. 26. A ação penal, nas contravenções, será iniciada com o auto de prisão em �agrante ou por meio de portaria
expedida pela autoridade judiciária ou policial.”, podemos concluir:
a) É exemplo típico do funcionamento do sistema acusatório.
b) Traduz o atual modelo brasileiro.
c) Traduz um modelo universal, consagrado em quase todos os países do mundo, que adotam o sistema acusatório.
d) Que se trata de uma permissão para que o juiz ou delegado possam dar início a ação penal pública, porém, não mais
constitucional porque a ação penal pública é privativa do Ministério Público.
e) Como está na lei deve ser cumprido.
Justi�cativa
Sobre os estudos do modelo brasileiro de sistema acusatório previsto na Constituição da República, assinale a opção
mais adequada, que explique a redação do art. 155 do Código de Processo Penal:
“Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas
cautelares, não repetíveis e antecipadas”.
a) A redação traduz um ideal inquisitorial.
b) A redação representa um ideal acusatório.
c) A redação é tipicamente de um sistema de juizado de instrução.
d) Aplica-se a modelos de Códigos tipicamentefascistas.
e) Aplica-se a modelos de Códigos tipicamente nazistas.
Justi�cativa
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Glossário
VERDADE
Essa concepção de verdade dos fatos, embora seja amplamente dominante na doutrina jurídica brasileira, vem sendo criticada,
cada vez mais, frente à impossibilidade de se utilizar o método analítico-cientí�co das ciências naturais nas ciências sociais.
Para um aprofundamento no tema, ver KHALED JR., Salah. A busca da verdade no processo penal: para além da ambição
inquisitorial. São Paulo: Atlas, 2013.
LEGISLAÇÃO DATADA DE 1941
O inquérito policial encontra-se previsto principalmente no Código de Processo Penal, promulgado pelo Decreto-Lei nº 3.689, de 3
de outubro de 1941.
MENOR POTENCIAL OFENSIVO
O próprio legislador de�niu as infrações de pequeno potencial ofensivo como sendo todas as contravenções penais e os crimes
cuja pena máxima cominada em abstrato não fosse superior a 2 anos, conforme art. 61 da Lei 9.099/95:
“Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a
que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.” (Redação dada pela Lei nº 11.313, de
2006).
MINISTÉRIO PÚBLICO
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O Ministério Público, por força constitucional, é o órgão responsável pela propositura da ação penal nos crimes de ação pública,
conforme art. 129, inciso I, da CRFB: São funções institucionais do Ministério Público: I - promover, privativamente, a ação penal
pública, na forma da lei; [...].
AÇÃO PENAL PÚBLICA EM JUÍZO
Somente para uma breve contextualização, necessitamos antecipar alguns conceitos. A doutrina processual penal classi�ca a
ação penal como sendo: crime de ação pública (incondicionada e condicionada) e crimes de ação privada. Nos primeiros (crimes
de ação pública), caberá ao próprio Estado, mediante a atuação do Ministério Público, a propositura da ação penal, mediante uma
peça técnica chamada de “denúncia”. Já nos crimes de ação privada, cabe à própria vítima do crime, chamada de querelante, a
propositura da ação penal, mediante a peça técnica chamada de “queixa-crime”. A repercussão social do crime, de�nida na
própria lei, é que determinará se o crime é de ação penal pública (quando o interesse lesado atinge, além da vítima do crime, a
sociedade/Estado/coletividade) ou de ação penal privada (quando o interesse lesado atinge apenas a vítima).
CONSTITUIÇÃO DE 1988
A Constituição de 1988 prevê no art. 1º a dignidade da pessoa humana como fundamento da República.
Art. 1º, CRFB. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal,
constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
[...]
III - a dignidade da pessoa humana; [...].
EXCLUSIVIDADE
O tema restou paci�cado no julgamento do RE 593727 (18.05.15), com repercussão geral reconhecida.
ATOS DE INVESTIGAÇÃO
A possibilidade do Ministério Público realizar investigações criminais decorreria da interpretação conjunta do art. 129, VIII, CRFB;
Art. 7º e 8º da LC 75/83; art. 26 da Lei 8.625/93; e aplicação da chamada teoria dos poderes implícitos, reproduzido no brocado
“quem pode o mais, pode o menos”, na medida em que se o Ministério Público pode realizar a propositura da ação penal, por ser o
titular da ação penal pública, poderia, também, realizar investigação criminal.
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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 3 - Noções sobre a investigação criminal
no Direito Comparado
INTRODUÇÃO
Os países da América Latina dos anos 1980 em diante realizaram diversas alterações em seus ordenamentos, frutos
da transição de sistemas autoritários para democráticos.
Por essa razão se faz necessário compreender a investigação criminal inserida em um contexto político com essa
perspectiva e quais os efeitos colaterais dessa transição no Brasil.
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OBJETIVOS
Compreender o conceito de investigação criminal no período de transição democrática no mundo;
Examinar a investigação inserida em uma transição política na América Latina;
Conhecer as consequências das alterações, advertindo para uma mudança no sistema brasileiro.
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NECESSIDADE DE MUDANÇA
Estudiosos partiram de algumas premissas para a construção de um sistema processual penal democrático,
fundamentalmente, em uma instrução processual penal informada pelos seguintes corolários:
Os elementos informativos colhidos na fase investigativa, prévia
ao processo, servem exclusivamente para a formação da opinio
delicti do acusador, a ser aferida pelo juiz, não podendo ingressar
nos autos e ser valorados como provas (salvo se forem provas
antecipadas, de natureza cautelar, que serão submetidas ao
contraditório posterior);
O exercício da jurisdição depende de acusação formulada por
órgão ou pessoa diversa do juiz (o que corresponde ao aforismo
romano nemo in iudicium tradetur sine accusatione);
Todo o processo há de desenvolver-se em contraditório, perante
o juiz natural. Eis o ponto nodal desses estudos: o modelo de
instrução processual penal, adotado na Espanha, em Portugal e
na América Latina incorpora esses postulados fundamentais do
modelo acusatório? Quais são os países que o adotam, quais os
projetos de reforma que dele se aproximam, quais os sistemas
ainda renitentes às novas exigências de uma instrução penal que
siga o modelo acusatório?
Em uma tentativa de sistematização, os países da comunidade ibero-americana serão agrupados em três categorias
básicas:
Fonte: Mdesignstudio / Shutterstock
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Observe-se que os dois primeiros modelos se enquadram no sistema misto, também denominado de instrução formal,
em que a etapa de instrução pode ser con�ada, dependendo de cada sistema, ao juiz de instrução ou ao Ministério
Público.
A diferença entre os dois tipos não se fez pela autoridade inquirente, mas sim pela circunstância de existir, ou não,
contraditório nessa etapa. O terceiro modelo é o da denominada citação direta, em que o Ministério Público apresenta
sua acusação, na base dos elementos colhidos na investigação prévia, correndo todo o processo por audiências,
suprimida a etapa prévia de instrução.
O sistema misto clássico
As principais características desse sistema são as seguintes:
Quanto à etapa da instrução
Trata-se de etapa escrita e secreta, sendo que o informe mexicano prefere falar em publicidade restrita às partes e aos
procuradores; no Uruguai, essas características acentuam-se no pré-sumário. Na Venezuela, mesmo na legislação
especial mais recente, a oralidade só começa com o "acto de cargos", praticado em audiência pública, já no plenário.
Em alguns países, a etapa do sumário não é regida pelos princípios da concentração, da imediação, da identidade
física da autoridade inquirente; em outros, apenas pela imediação (México) ou pela imediação e concentração
(Venezuela), ou ainda pela identidade física (Uruguai).
O sumário pode ser dirigido por um juiz (Venezuela, Uruguai) ou pelo Ministério Público (México), mas em qualquer
caso não existe a separação entre as funções de acusar, defender e julgar, havendo apenas o inquirente e o inquirido.
O sumário desenvolve-se inteiramente sem contraditório(no Uruguai, para o pré-sumário), ou em contraditório limitado
(como na Venezuela e no sumário uruguaio em que, na prática, o inquirido pode requerer a produção de provas e o
tribunal pode deferi-las, não lhe sendo dado, porém, intervir na prova; ou como no México, limitadamente a certos atos,
como o interrogatório).
O direito de defesa, na instrução, não é assegurado no pré-sumário do Uruguai; é fortemente limitado no México, na
Venezuela e no sumário uruguaio, sendo que, neste último sistema, a assistência técnica pode tomar conhecimento
dos atos praticados, exercendo sobre eles um certo controle.
As medidas cautelares (prisão, busca e apreensão, sequestro, interceptações telefônicas etc.) são determinadas pela
própria autoridade inquirente, com controle interno, pelos recursos aos tribunais superiores (Venezuela, Uruguai); e no
México existe um juiz para as medidas cautelares, uma vez que a etapa de instrução é presidida pelo Ministério
Público.
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Os direitos constitucionais não são observados na etapa de instrução do sistema uruguaio, inteiramente divorciado das
garantias constitucionais e onde a prisão preventiva é a regra geral. No México, os direitos e garantias constitucionais
atuam de forma bastante limitada, estando o sumário sujeito ao poder discricionário do Ministério Público, embora
com possibilidade de recursos; na Venezuela, há direitos e garantias constitucionais asseguradas para o sumário mas,
na prática, é permanente a luta contra as violações cometidas sobretudo pela polícia. Contudo, importantes inovações
relativas às garantias constitucionais e à liberdade do acusado submetido a processo foram introduzidas neste país
pela legislação mais recente.
A etapa da instrução pode ser precedida por uma fase investigativa prévia, conduzida pela polícia, no Uruguai e na
Venezuela. Esta fase prévia não existe no México.
Quanto à etapa do juízo
Desenvolve-se perante juiz monocrático, no México, no Uruguai e na Venezuela, sendo que nestes últimos países é o
mesmo juiz da etapa do sumário que preside a do juízo.
A forma é escrita no México e no Uruguai; também é escrita na Venezuela, ressalvado o "acto de cargos", oral. É oral
nos demais países pesquisados.
A publicidade é ampla no México, na Venezuela e no Uruguai.
O princípio observado na etapa do juízo é o da imediação, no México e na Venezuela. Não se observam a concentração
e a identidade física do juiz, exceto no sentido de que é o juiz da etapa do sumário que preside a dos debates, na
Venezuela e no Uruguai.
As provas colhidas na etapa do sumário ingressam livremente na do juízo, no México e no Uruguai; na Venezuela
também, embora sejam submetidas a contraditório na etapa do juízo.
O juiz pode formar seu convencimento, embasando-se livremente nas provas produzidas na etapa do sumário, no
México e no Uruguai; na Venezuela, só pode apoiar-se nas provas produzidas na fase de instrução, se elas forem
submetidas a contraditório posterior.
O sistema misto com instrução contraditória
Assim podem ser indicadas as características desse sistema, pelos países pesquisados:
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Quanto à etapa da instrução
A instrução é dirigida pelo juiz instrutor, ressalvada a previsão do art. 785 bis LECRIM espanhola, em que a instrução,
nos procedimentos abreviados, pode excepcionalmente, e sob certas condições, ser dirigida pelo Ministério Público.
A forma da instrução é escrita na Espanha, Peru, e no Anteprojeto do Uruguai, ressalvados, evidentemente, os atos
processuais orais por natureza, como os depoimentos; e é mista (escrita e oral) em El Salvador e no Brasil, quanto aos
procedimentos de competência do Júri.
A instrução é sigilosa no Peru, sendo regida pela publicidade restrita às partes na Espanha (salvo nos casos em que
seja declarado, especial e limitadamente, o sigilo), em El Salvador e no Anteprojeto do Uruguai. A publicidade é ampla
no Brasil, na instrução dos processos de competência do Tribunal do Júri.
Os princípios que regem a instrução são, no Peru, a concentração, a imediação e a identidade física do juiz; no
Anteprojeto do Uruguai e em El Salvador, a identidade física do juiz. Na Espanha e no Brasil (para a instrução
preparatória do Júri) os princípios mencionados não se aplicam à etapa da instrução.
Em todos os países analisados, as funções de acusar, defender e julgar, na instrução, são separadas e atribuídas a
órgãos distintos.
Com exceção do Peru e de El Salvador, onde o contraditório é limitado a certos atos, nos demais sistemas estudados, a
instrução desenvolve-se em contraditório pleno. Na Espanha, prevê-se expressamente a produção antecipada da prova,
em incidente processual, para os casos legalmente contemplados. Todavia, há hipóteses em que a prática do ato pode
ser acompanhada apenas pelo Ministério Público e ainda casos de sigilo nas diligências, declarado pelo juiz.
O direito de defesa é plenamente observado em todos os países analisados, tendo sido extraordinariamente
potenciado pela Constituição, na Espanha.
Quanto às medidas cautelares, pessoais e reais, são elas de competência do juiz da instrução em todos os países
pesquisados. Na Espanha, o ordenamento permite excepcionalmente a expedição de provimentos cautelares por parte
do Ministério Público e da Polícia Judiciária, com controle posterior e imediato do juiz da instrução. Os provimentos
cautelares, em todos os países, estão submetido ao controle jurisdicional, pelos recursos ordinários ou por habeas
corpus.
Os direitos e garantias constitucionais, amplamente assegurados na etapa da instrução, são efetivamente operantes e
sua observância é submetida ao controle dos tribunais superiores, em todos os países. A Espanha ressalta o avanço da
Constituição de 1978, que incorporou diversas garantias processuais. O Anteprojeto do Uruguai rea�rma todas as
garantias oriundas da Constituição e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Há instrumentos processuais
adequados, em todos os países - incluindo, em alguns deles, o habeas corpus - para assegurar a efetiva
operacionalidade dos direitos e garantias fundamentais na fase de instrução. O habeas corpus brasileiro é utilizado
não somente em relação à privação da liberdade, mas também como controle sobre o procedimento, que deve ser
pautado pelas garantias do devido processo legal.
A etapa da instrução é precedida por uma fase investigativa prévia, necessária no Peru, em El Salvador e no Brasil
(neste país, no tocante aos crimes da competência do Tribunal do Júri); e eventual na Espanha e no Uruguai. A
investigação prévia é conduzida pelo Ministério Público, com o auxílio da Polícia Judiciária, no Peru. Nos demais
países, é levada a cabo diretamente pela Polícia, normalmente a Polícia Judiciária, com exceção do Uruguai, que não
conta com essa instituição. Na Espanha, a Polícia Judiciária é órgão auxiliar do Poder Judiciário e do Ministério
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Público, trabalhando sob as ordens destes. Se os fatos investigados se caracterizam como infrações penais, a fase
investigativa incorpora-se à fase judicial de instrução. Se os fatos não constituírem delitos, a fase conserva caráter
administrativo.
No CPP uruguaio é expressa a determinação de que as informações administrativas da fase investigativa policial só
podem ter valor de indicação para a instrução, carecendo de qualquer força probatória. No Brasil, a Polícia Judiciária
integra o Poder Executivo, mas é submetida ao controle externo do Ministério Público (órgão considerado como
exercendo funções essenciais à Justiça e contemplado fora do capítulo do Poder Judiciário e do Poder Executivo,
tendo asseguradas todasas garantias da magistratura).
Quanto à etapa do juízo
O juízo desenvolve-se perante um juiz monocrático - que é o mesmo da instrução - no Anteprojeto uruguaio; perante um
juiz unipessoal ou um tribunal colegiado, conforme o caso, na Espanha; sempre perante um tribunal colegiado, no Peru
e em El Salvador. E, no Brasil, perante o Tribunal do Júri, pois só a instrução dos processos da competência deste
submetem-se ao regime bifásico.
Em todos os países pesquisados, a etapa do juízo é pública, sendo regida pelos princípios da concentração, da
imediação e da identidade física do juiz. A oralidade é plena na maioria dos países, com exceção de alguns atos
preparatórios escritos no Anteprojeto Uruguaio (acusação e defesa), prosseguindo depois o processo por audiências.
Também no Brasil, para os atos preparatórios do julgamento do Tribunal do Júri, embora o juízo seja essencialmente
oral, há alguns atos escritos.
A atividade probatória da etapa do juízo destina-se à formação do convencimento judicial sobre a pretensão punitiva,
em todos os países. Mas duas questões devem ser realçadas: há que saber-se, em primeiro lugar, se, na etapa do juízo,
podem ser aproveitadas as provas produzidas na etapa de instrução; e, em segundo lugar, se o juiz ou tribunal, para
julgar o mérito, pode apoiar-se nas provas produzidas durante a instrução. E aqui as respostas divergem.
- Quanto ao aproveitamento, na etapa do juízo, das provas produzidas durante a instrução: No Anteprojeto uruguaio,
todas as provas que tenham sido submetidas a contraditório na etapa da instrução ingressam livremente na fase do
juízo. É o mesmo sistema do Júri brasileiro, que incorpora perante os Jurados as provas produzidas durante a
instrução, todas submetidas a contraditório nesta fase. No Peru, todas as provas lícitas, relevantes e pertinentes,
produzidas na instrução, ingressam livremente na fase do juízo, sendo submetidas a contraditório nesta. El Salvador
não admite o ingresso, na fase do juízo, das provas produzidas na etapa de instrução, com exceção das irrepetíveis.
Também na Espanha, somente são consideradas provas as produzidas na fase do juízo, não podendo ser aproveitadas
as da instrução, salvo quando se tratar de prova antecipada, em incidente probatório, que se desenvolve segundo os
mesmos princípios que regem o juízo oral. A informação recebida, porém, também se refere à "leitura de diligências
sumariais, sob pressupostos estritos".
- Quanto à formação do convencimento do juiz ou tribunal do mérito poder basear-se, ou não, nas provas produzidas na
instrução: O Uruguai, pelo Anteprojeto, admite que na etapa do juízo o juiz do debate forme seu convencimento com
base nas provas produzidas em contraditório na fase da instrução.
O mesmo ocorre no Brasil, onde, porém, o veredicto dos jurados - que julgam sobre os fatos - é de consciência, não
sendo motivado. No Peru, as provas da instrução, desde que submetidas a contraditório na etapa do juízo, embasam o
convencimento do juiz ou tribunal do mérito. Em El Salvador, o tribunal não pode apoiar-se em provas produzidas
apenas na fase de instrução, salvo no que respeita às irrepetíveis. Na Espanha, coerentemente com a linha segundo a
qual só as provas produzidas antecipadamente em incidente probatório, regido pelas mesmas regras aplicáveis ao
debate oral, podem ingressar na etapa do juízo, somente nestas, entre as colhidas durante a instrução, pode
fundamentar-se a decisão do juiz ou tribunal do mérito, observada, porém, a possibilidade de leitura das diligências
sumariais, sob certos pressupostos, que também podem embasar a formação do convencimento do juiz ou tribunal.
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O SISTEMA ACUSATÓRIO SEM JUIZADOS DE INSTRUÇÃO
A última etapa do caminho evolutivo da instrução rumo ao modelo acusatório cumpre-se pela adoção de um sistema
que aboliu os juizados de instrução, substituindo-os por uma fase investigativa prévia de índole administrativa,
produzida pelo Ministério Público ou pela Polícia Judiciária, como ocorre no Reino Unido, denominado sistema inglês,
cuja acusação e cujos elementos informativos não são consideradas provas, nem podem fundamentar a decisão de
mérito. Após a investigação preliminar, oferecida a acusação, inicia-se o processo, todo moldado pelo contraditório e
conduzido em audiências públicas, sendo emprenhado de maior ou menor oralidade, conforme os diversos países.
Filiam-se a esse sistema, que é o do Código de Processo Penal, Portugal, Bolívia, Brasil - para os crimes que não sejam
da competência do Tribunal do Júri - Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Paraguai. Seguem o mesmo modelo os
códigos argentinos das Províncias de Tucumã, de Córdoba e de Santiago del Estero.
A Espanha poderia ser incluída neste sistema somente com relação à hipótese excepcionalíssima do art. 785 bis
LECRIM, relativa a casos muito restritos atinentes aos procedimentos abreviados (semelhantes aos juizados especiais
criminais aqui no Brasil).
São as seguintes as características fundamentais do processo, nos países agrupados nesse sistema:
Quanto à investigação prévia, de índole administrativa
A �nalidade desta etapa é a de colher elementos informativos para a formação do convencimento do acusador, a �m
deste poder, oportunamente, acusar ou não, na base de sua opinio delicti.
Durante a investigação, o juiz intervém necessariamente para autorizar as medidas cautelares requeridas pelo
Ministério Público, bem como para presidir à colheita das provas antecipadas, em contraditório.
O juiz das medidas cautelares é um juiz diverso daquele do processo, no Código Modelo na Bolívia, na Costa Rica, no
Chile, na Guatemala, em Honduras e no Paraguai; mas é o mesmo juiz da futura instrução e julgamento, em Portugal e
no Brasil.
A etapa das investigações é dirigida pelo Ministério Público, com o auxílio da Polícia Judiciária, ou a Polícia Judiciária
investigando diretamente como ocorre no sistema inglês da Europa Continental, submetida ao controle externo do
Ministério Público, que pode a qualquer momento intervir nas investigações.
ATIVIDADES
Leia atentamente os artigos e a pergunta a seguir:
Art. 26. A ação penal, nas contravenções, será iniciada com o auto de prisão em �agrante ou por meio de portaria
expedida pela autoridade judiciária ou policial.
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas
cautelares, não repetíveis e antecipadas.
Esses artigos do CPP brasileiro são adequados a que modelo de investigação criminal?
Resposta Correta
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Glossário
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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 4 - Verdade e investigação
INTRODUÇÃO
É possível encontrarmos diversos parâmetros cientí�cos para a abordagem da verdade e seus re�exos no processo
penal, que vai desde a Bíblia, Jo: 18, 38, O que é verdade?, passando pela �loso�a de Aristóteles na Ética a Nicômaco,
Habermas, na obra Teoría de la Acción Comunicativa ou Hanna Arendt na obra Verdade e Política, cujo re�exo direta ou
indiretamente surge no conceito do justo como igualdade ou neutralidade, ou até mesmo em relação de dominação por
lutas entre poderes, como ocorre na abordagem do sociólogo Michel Foucault na obra A verdade e as formas jurídicas,
com re�exos diretos no sistema processual penal por toda a história da humanidade.
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OBJETIVOS
Compreendero surgimento histórico das formas jurídicas de controle;
Analisar o surgimento da verdade como uma forma de controle do Estado;
De�nir as diversas formas de verdades jurídicas em nosso ordenamento.
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O INÍCIO DO SISTEMA DE PROVAS
Vamos viajar no tempo e compreender o surgimento do sistema de provas...
Período aproximado dos séculos V a X
No direito feudal germânico, na Idade Média, a prova recaía na estratégia pela vitória e não na revelação de uma verdade, ou seja,
não havia uma sistematização comunicacional em busca de uma verdade, no período aproximado dos séculos V a X.
Séculos XI ao XII
Quando alcançamos os séculos XI ao XII surgiu o sistema de provas denominado ordálios, que era um sistema de provas de
cunho social, como critério de solução de con�ito, revelando-se a importância dos membros da sociedade como um mecanismo
de autopreservação, consequentemente, um mecanismo excludente.
Século XIII
A partir do século XIII surgiu o procurador do Rei associado à Igreja (clero) que passaram a balizar ideologias da fé cristã como
paradigma de controle social, inclusive punindo seus opositores como hereges.
Séculos XIV e XV
A opressão desse sistema fez surgir nos séculos XIV e XV formas de estabelecimento da verdade por testemunhos, geralmente
pessoas com conhecimentos cientí�cos, que perduraram até o XVIII, so�sticando-se as regras sobre provas, através da disputatio,
que consistia em um resultado do processo como elementos de con�rmação e refutação.
Século IX
No século IX, a so�sticação iluminista in�uenciou o desenvolvimento do método da verdade como forma de pesquisa, origem da
Sociologia, da Psicologia, da Criminologia no contexto social da Idade Moderna.
Sedimentou-se, na doutrina hodierna, que o processo como meio heterogêneo de composição de con�itos sociais,
entre outras �nalidades, visa à reconstrução de determinado fato pretérito, tendo como resultado �nal a aplicação de
uma regra jurídica adequada (glossário), prevista no ordenamento positivo.
Se esse pensamento tradicional é correto, não se deve esquecer que essa suposta reconstrução fática ocorre,
inevitavelmente, em termos de linguagem (comunicação entre os sujeitos processuais), pois, no processo, de acordo
com lições de Taruffo, os fatos são representados pelo que se diz dele.
Não se provam fatos, e sim alegações fáticas, consoante suas lições:
“No processo, o fato, na realidade, é o que se diz acerca
dele: é a enunciação fática, não o objeto empírico que é
enunciado” (TARUFFO, 2002, p.114).
Decerto, o juiz, para dar o direito no caso concreto a quem tem razão, precisa de meios que
o possibilitem alcançar a veracidade dos enunciados levados pelos demais sujeitos
processuais (Ministério Público ou querelante, assistente de acusação, e acusado)
ao seu conhecimento.
A esse mister judicante, a prova representa a possibilidade palpável de encontrar (justi�car)
essa verdade (racionalização da descoberta da verdade) e permitir que o magistrado pro�ra
uma decisão justa, ou melhor, um provimento �nal socialmente aceitável.
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Desse modo, em uma perspectiva processual, a verdade encontra-se delimitada pelo complexo probatório constante
dos autos, que poderá ser insu�ciente ou satisfatório, a depender da intensidade da atividade probatória das partes e
da atuação cooperativa do juiz, sem contudo, lhe atribuir caráter de inquisitorialidade.
Sucede que, atualmente, a controvérsia doutrinária consiste em saber se a verdade almejada no processo penal,
principalmente após a Constituição de 1988, que assegurou direitos e garantias fundamentais ao acusado, continua
sendo absoluta ou assumiu a conotação de relativa, diante da proibição da prova obtida por meio ilícito.
VERDADE REAL, VERDADE FORMAL E PROCESSUAL
Utilizar, processualmente, a expressão verdade real (absoluta) ou verdade relativa é, ainda que inconscientemente,
valorar, do ponto de vista espaço-temporal, a existência de um fato pretérito. Ora, esta é una, insuscetível de qualquer
apreciação valorativa:
ou o fato existiu, ou o fato não existiu.
Dito de outro modo, a verdade, em tese, não comporta predicados.
Todavia, a re�exão inadvertida sobre o assunto teve como efeito colateral a consagração da dicotomia verdade
absoluta/verdade relativa.
Segundo esta classi�cação, no processo civil predominaria a verdade relativa ou também denominada de formal,
porquanto, além da disponibilidade da relação jurídica deduzida em juízo, fenômenos como o das presunções legais,
inexigibilidade de prova sobre fatos incontroversos, preclusão e outros, impediriam o desvelamento da verdade real
(glossário), que, por sua vez, corresponderia ao processo penal, já que, em nome da tutela de interesses indisponíveis
(defesa social), não se toleraria o menor obstáculo para alcançá-la.
Nesse sentido, Julio Maier (1999, p. 859) sustenta que:
“por razão do ideal que persegue - averiguar a verdade objetiva, real ou material -, no
Direito Processual Penal, toda a regulação jurídica da prova, como método para alcançar esse objetivo,
é favorável à investigação do caso, em uma medida muito superior a prevista por outros procedimentos
judiciais. Este é, precisamente, um dos aspectos que caracteriza o Direito Processual Penal, que alguns
autores tem elevado à categoria de princípio” (tradução livre).
E complementa que:
“é preciso aclarar, em princípio, que, como sucede com a persecução penal, o interesse público pela pena
estatal está destituído do interesse particular, inclusive em matéria probatória. De tal maneira, o próprio Estado,
por intermédio de seus órgãos competentes, é interessado em averiguar a verdade acerca da existência ou
inexistência de um direito, para aplicar suas regras penais e, eventualmente, fazer atuar a consequência jurídica,
prescindindo do interesse particular” (Julio Maier, 1999, p. 860 tradução livre).
Comentário
, Alguns doutrinadores chegam a mencionar a denominada verdade eticamente construída ou verdade processual, pois o juiz
decide de acordo com as argumentações representativas dos fatos postos em juízo, o que não necessariamente representará a
verdade, mas os fatos conforme a visão argumentativa de cada um, que também poderá ser diferente da verdade compreendida
pelo juiz.
, ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL
Entre as repercussões práticas do princípio da verdade real, uma não poderia, ainda que sucintamente, deixar de ser analisada:
a relação entre a busca da verdade absoluta e o ônus da
prova objetivo
(presunção de inocência enquanto regra de julgamento) no
processo penal.
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Em verdade, nem sempre se logra, em um primeiro momento, conhecer a verdade dos fatos alegados
pelas partes no processo ou perseguido na investigação criminal, muitas vezes, possui dúvida irremovível
sob ponto relevante para o julgamento ou para a conclusão da investigação.
Vale dizer: ao valorar o complexo probatório constante dos autos, não se convence, su�cientemente,
sobre a (in)existência da conduta delitiva imputada ao réu seja para condená-lo seja para se perquirir
uma medida cautelar como a interceptação telefônica, consequentemente os aspectos da culpa ou
inocência, suspeito ou testemunha.
, QUAL A TERMINOLOGIA CORRETA?
Pouco importa a denominação. São apenas vocábulos que, de uma forma geral, designam a falsa representação de
uma realidade, algo imaginário, não cientí�co. São termos que demonstram o quão é inalcançável a verdade absoluta
dentro da investigação criminal.
Vale lembrar que a construção da verdade real repousa suas raízes no sistema inquisitório, estando, intrinsecamente,
ligado à concepção de um Estado autoritário, que, atravésde torturas, fez da con�ssão a rainha da provas.
Apesar disso, como nossa doutrina e Tribunais decidem
sobre a verdade?
A análise desse princípio inicia-se pelo conceito de verdade, que será sempre relativa, enquanto não �ndar as possibilidades
de se alcançar o retrato �el de como os fatos ocorreram na realidade.
Malatesta a�rma que a verdade é a“conformidade da noção ideológica com a realidade” e que a certeza é a crença
nessa conformidade, gerando um estado subjetivo do espírito ligado a um fato, sendo possível que essa crença não
corresponda a verdade objetiva.
Portanto, pode-se a�rmar que a certeza e a verdade nem
sempre coincidem; por vezes, duvida-se do que
objetivamente é verdadeiro; e a mesma verdade que parece
certa a um, a outros parece por vezes duvidosa ou até
mesmo falsa.
Fonte da Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock
Diante disso jamais, no processo, pode assegurar o juiz ter alcançado a verdade objetiva, aquela que corresponde
perfeitamente com o acontecido no plano real.
Assim, pelo princípio da livre investigação das provas, a verdade material ou real é a que mais se aproxima da
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realidade, tendo o legislador facultado ao juiz ir além da iniciativa das partes na colheita das provas, devendo, se for o
caso, agir de ofício, esgotando todas as possibilidades para alcançar a verdade real sobre os fatos para fundamentar a
sentença.
STJ. RHC 1806/RJ 6ª Turma DJ 02.05.2006, já se posicionou nesse sentido “ A busca da verdade real constitui
princípio que rege o Direito Processual Penal. A produção de provas, porque constitui garantia constitucional, pode ser
determinada, inclusive, pelo Juiz, de ofício, quando julgar necessário.
Ressalte-se que na esfera penal a investigação trilha caminho diverso da esfera civil, na qual o tratamento da verdade
obedece a regras distintas, quando em regra de direitos disponíveis ou transacionáveis, permitindo a admissão da
parte contrária quando não impugna determinado fato trazido pelo autor na petição inicial, incidindo o princípio da
eventualidade e da impugnação especi�cada, trazendo efeitos materiais ao que ocorre em um dos efeitos materiais da
revelia, também no processo civil.
Em outras palavras, no processo civil, vige a verdade formal, em se tratando de algumas hipóteses, em sua maioria
admissíveis nos direitos disponíveis, e por assim o serem, atribui-se à parte inteira disposição sobre seu próprio direito
material, regulamentando como um ônus processual determinadas posturas do réu, que ao ferirem preceitos e
princípios (como os citados anteriormente) inerentes a esta disponibilidade, têm como consequência processual,
re�exo de ordem material, como tornar incontroversa matéria não impugnada ou presumirem verdadeiros aquilo, que
para o réu, não interessava impugnar.
ATIVIDADE
Será que estamos aptos a realizar um exercício de re�exão sobre o tema? Vamos tentar?
Analisando a �gura a seguir qual o aspecto da verdade que poderá prevalecer em nossa realidade jurídica?
Resposta Correta
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Glossário
APLICAÇÃO DE UMA REGRA JURÍDICA ADEQUADA
“As exposições clássicas costumam apresentar o mecanismo do julgamento sob a forma de um silogismo, em que a premissa
maior seria a norma, e a menor o enunciado fático. Essa explicação um tanto simplista des�gura em certa medida a dinâmica do
ato de julgar, mas não sofre dúvida que norma e fato serão sempre dois pontos básicos de referência no processo mental do
julgador” (MOREIRA, 1988, p. 73).
DESVELAMENTO DA VERDADE REAL
TARUFFO, Michel. Ob. Cit., p. 45. Quanto à impossibilidade prática de desvelar a verdade absoluta, Michele Taruffo registra que:
“[...] o juiz não dispõe de instrumentos cognoscitivos nem de tempo e da liberdade de investigação que dispõe o cientista ou
historiador. Diferentemente da atividade desses dois últimos, o processo deve se desenvolver em um tempo limitado, dado que
tanto o interesse público quanto privado pressionam para que o �nal do litígio seja alcançado rapidamente, e este é um grande
obstáculo para a busca da verdade.”
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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 5 - Teoria geral da prova e meios de prova
INTRODUÇÃO
O termo prova vem do latim probatio que signi�ca ensaio, veri�cação, inspeção, exame, argumento, razão, aprovação
ou con�rmação.
Daí vem o verbo provar - probare - signi�cando ensaiar, veri�car, examinar, reconhecer por experiência, aprovar, estar
satisfeito com algo, persuadir alguém a alguma coisa ou demonstrar.
Para Adalberto José Q. T. Camargo Aranha, prova, no sentido jurídico, representa os atos e meios usados pelas partes
e reconhecidos pelo juiz como sendo a verdade dos fatos alegados.
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Paulo Rangel de�ne a prova como o meio instrumental de que se valem os sujeitos processuais (autor, juiz e réu) de
comprovar os fatos da causa, ou seja, os fatos deduzidos pelas partes como fundamento do exercício dos direitos de
ação e de defesa.
Falaremos mais sobre esse assunto, nesta aula.
Bons estudos!
OBJETIVOS
Compreender o regramento da prova no sistema acusatório;
Analisar a interpretação sobre elementos informativos ou evidências e a prova processual;
Identi�car as diversas formas de meios de se demonstrar formalmente a verdade na investigação no processo.
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Ao iniciar esta aula você conheceu o signi�cado do termo prova. No entanto, esse tema traz alguns questionamentos
que necessitam ser respondidos.
Camargo Aranha vai mais longe e diz que:
Fonte: sumkinn / Shutterstock
Fonte: Andrey_Popov / Shutterstock
Fonte: Prath / Shutterstock
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Atenção
, Desse modo, desde que os meios de prova não sejam indignos, imorais, ilícitos ou ilegais, respeitando a ética e o valor da pessoa
humana, poderão ser admitidos no processo, mesmo que não sejam legalmente relacionados no Código de Processo Penal.
Fonte: vicvic13 / Shutterstock
Fonte: NEstudio / Shutterstock
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Fonte:
A pessoa física é o sujeito ativo da prova e o juiz, o seu receptor.
Saiba Mais
, No entanto, quanto à titularidade, não se pode dizer que a prova é de uma ou de outra parte, ou seja, não existem provas da
acusação e da defesa, mas sim, provas do processo, do juízo, conforme se verá no estudo do princípio da comunhão da prova.
PRINCÍPIOS APLICÁVEIS ÀS PROVAS
Veja, a seguir, os princípios que são aplicáveis às provas.
Autorresponsabilidade das partes
Cada parte deverá suportar ou assumir as consequências de sua inatividade, erros e
negligência, pois a demonstração do fato caberá a quem interessar.
Aquisição ou comunhão da prova
Fonte: Evlakhov Valeriy / Shutterstock
Fonte: Lisa S. / Shutterstock
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Toda prova produzida servirá a ambas as partes e ao juiz, já que é colhida no interesse da
justiça e da busca da verdade.
O ônus de produzir a prova pertence a cada parte que tenha interesse, mas, uma vez
produzida a prova, existirá sua comunhão.
Veja um exemplo de julgado sobre o tema:“Exame grafotécnico e recusa do investigado
Informativo STF 639 de setembro de 2011
A 2ª Turma denegou habeas corpus em que se sustentava a nulidade de sentença
condenatória por crime de falso, sob a alegação de estar fundamentada em prova ilícita,
consubstanciada em exame grafotécnico a que o paciente se negara realizar. Explicitou-se
que o material a partir do qual fora efetuada a análise grafotécnica consistira em petição
para a extração de cópias, manuscrita e formulada espontaneamente pelo próprio paciente
nos autos da respectiva ação penal. Consignou-se inexistir ofensa ao princípio da proibição
da auto-incriminação, bem assim qualquer ilicitude no exame grafotécnico. Salientou-se que,
conforme disposto no art. 174, II e III, do CPP, para a comparação de escritos, poderiam
servir quaisquer documentos judicialmente reconhecidos como emanados do punho do
investigado ou sobre cuja autenticidade não houvesse dúvida. Em seguida, aduziu-se que a
autoridade poderia requisitar arquivos ou estabelecimentos públicos do investigado, a quem
se atribuíra a letra. Assentou-se que o fato de ele se recusar a fornecer o material não
afastaria a possibilidade de se obter documentos. Ademais, mesmo que se entendesse pela
ilicitude do exame grafotécnico, essa prova, por si só, não teria o condão de macular o
processo. Por �m, em relação à dosimetria, assinalou que o STF já tivera a oportunidade de
a�rmar entendimento no sentido de que, uma vez reconhecida a continuidade delitiva, a
exasperação da pena, a teor do que determina o art. 71 do CP, ocorreria com base no
número de infrações cometidas. HC 99245/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 6.9.2011. (HC-
99245)”
Audiência Contraditória
Toda prova admitirá uma contraprova. A audiência, portanto, é bilateral sob pena de
nulidade, por força do princípio da bilateralidade da audiência.
Oralidade
Com as reformas do Processo Penal, tanto no procedimento comum, quanto no Tribunal do
Júri, predomina a oralidade, pois o juiz deve formar sua convicção pela observação viva e
dinâmica dos fatos, situação que somente o processo oral permite.
Concentração
De�ui do princípio da oralidade que obriga a uma maior concentração das provas em
audiência, com celeridade na sua coleta. Não obstante, é possível abrir exceções quando for
imprescindível fracionar a audiência.
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Publicidade
A regra é que a produção da prova, assim como qualquer ato judicial, seja pública, somente
podendo ser restringida a publicidade em casos expressamente previstos em lei.
Livre Convencimento Motivado
As provas não são previamente valoradas. Não vigora em nosso processo penal o critério da
prova tarifária em que cada prova tem um valor previamente �xado em lei, pois o julgador
tem liberdade de valorar as provas de acordo com sua consciência e convencimento, desde
que motivadamente e não extrapolando o que consta do processo.
Além do princípio do livre convencimento motivado ou persuasão racional - adotado no
Brasil - e, ainda, resquícios da prova tarifada, existe, ainda, o sistema da íntima convicção no
qual o juiz tem total e irrestrita liberdade para coligir e apreciar as provas, sem qualquer
necessidade de fundamentar suas decisões. Esse sistema é adotado no Brasil somente no
Tribunal do Júri.
ÔNUS DA PROVA E PRODUÇÃO PROBATÓRIA PELO JUIZ
Primeiramente se faz necessário distinguir entre ônus (encargos) e dever jurídico. Veja:
Também chamado de encargo, é uma faculdade que o sujeito processual pode suportar consigo mesmo, ou seja, por
conta e risco, pois se não praticar o ato na qual a lei processual imputa um ônus, em especial, a prova, correrá o risco
de não obter a vantagem pretendida no processo. Portanto, não se trata de mera faculdade, pois, nesta nada é exigido.
O ônus é uma faculdade na qual o sujeito do processo suporta uma desvantagem que pode-lhe acarretar prejuízo, no
entanto, não poderia alegar nulidade pois o disposto no art. 565 do Código de Processo Penal, incide o princípio do
nemo turpitudinem suam allegare potest, na qual ninguém pode se bene�ciar de sua própria torpeza.
No dever jurídico há sempre uma sanção prevista para o seu descumprimento, situação que não ocorre quando se está
diante de um simples ônus processual.
No Processo Penal Brasileiro, a regra é a de que quem alega um fato tem o ônus (ou encargo) de prová-lo, sob pena de
não obter a pretendida vantagem. É o que se extrai da leitura do artigo 156 do CPP.
De acordo com o dispositivo supramencionado, o ônus da prova é, em regra, da acusação, que apresenta a imputação
em juízo através da denúncia ou queixa-crime. Entretanto, o réu pode chamar a si o interesse de produzir prova quando
alega em seu benefício algum fato que propicie a exclusão da ilicitude ou da culpabilidade.
O Autor deve fazer prova da ocorrência do fato e de sua autoria, o que inclui o elemento subjetivo (dolo ou culpa),
embora parte da doutrina entenda que o dolo é presumido (entendimento minoritário). Por outro lado, o réu deve fazer
prova da inexistência do fato ou da existência de excludentes de ilicitude, culpabilidade ou punibilidade, bem como, de
qualquer circunstância que lhe traga algum benefício.
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Fonte:
Cabe à defesa, na verdade, fazer prova dos fatos impeditivos (exclusão do dolo ou da culpabilidade), modi�cativos
(excludentes de ilicitude) e extintivos (extinção da punibilidade).
No entanto, não se pode esquecer que, no processo penal, em virtude do princípio da presunção de inocência, o ônus
da defesa não deve ser analisado de forma tão rigorosa, pois, o descumprimento do ônus de provar fato impeditivo,
modi�cativo ou extintivo por parte do réu não acarretará, necessariamente, a procedência do pedido acusatório em
razão do princípio do in dubio pro reo.
O Código de Processo Penal permite que, havendo dúvida que não tenha sido dirimida pela produção probatória das
partes, possa o juiz determinar diligências ou a produção de provas de ofício.
É preciso frisar, entretanto, que o juiz somente deve determinar a produção de provas de ofício quando se tratar de
ação penal pública, pois, na ação penal de iniciativa privada vigora o princípio da disponibilidade.
Atenção
, Entretanto, como no Brasil o sistema processual é acusatório, o juiz só deve agir na busca de provas de forma supletiva e,
quando isso for necessário, a ação do juiz pode ocorrer mesmo antes de iniciada a ação penal (art. 156, incisos I e II, do CPP).
Por �m, existem alguns autores que entendem que a inovação do art. 156, inciso I, do CPP, trazida pela Lei 11.690/08
(glossário), ofende o princípio acusatório e, portanto, o dispositivo deve ter interpretação conforme a Constituição no
sentido de somente ser admissível ao juiz determinar a produção de provas na fase investigatória quando houver
pedido de uma das partes.
ATIVIDADE
Chegou a hora de testar os seus conhecimentos! Responda à questão, abaixo:
As provas produzidas na investigação criminal servem para a condenação do autor do fato?
Resposta Correta
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11690.htm
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Glossário
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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 6 - Aspectos gerais da perícia
INTRODUÇÃO
O perito é um auxiliar da justiça, devidamente compromissado, estranho às partes, portador de um conhecimento
técnico altamente especializado e sem impedimentos ou incompatibilidades para atuar no processo.
A perícia legal é um dos diversos meios de prova possíveis, ou seja, formas de se reconstruirfaticamente algo,
possibilitando uma tomada de decisão.
OBJETIVOS
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Compreender o conceito e alcance do signi�cado de perito e da perícia;
Examinar que o perito e as perícias estão inseridas na legislação pelo Código de Processo Penal;
Analisar a sistematização e a aplicabilidade da perícia em casos concretos especí�cos e determinados.
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Perito e Natureza
Jurídica
Perito é auxiliar da Justiça, trata-se de pessoa física
que presta serviços à Justiça, sem funções
judicantes. Exige-se dele que preste compromisso e
que seja equidistante das partes. Além disso, deve
ter conhecimento técnico especializado acerca do
objeto da perícia.
Do acima exposto podemos extrair o entendimento
de que o perito tem natureza jurídica de auxiliar da
justiça.
PERITOS OFICIAIS E PERITOS PARTICULARES
O perito será considerado o�cial quando investido na função por lei e não simplesmente por nomeação do juiz. No
processo penal a perícia é realizada, normalmente, por peritos pertencentes aos quadros do Estado.
Anteriormente, exigia-se a realização da perícia por dois peritos o�ciais, mas, com a mudança operada pela Lei
11.690/08, permite-se a perícia realizada por um único perito. Tal inovação visou simpli�car e tornar mais ágeis as
perícias.
Onde não houver perito o�cial continuam valendo as seguintes regras:
a) O exame será realizado por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior, preferencialmente na
área especí�ca relativa ao exame;
b) Os peritos não o�ciais prestarão compromisso de bem e �elmente desempenhar o encargo.
1. A reforma a formulação de quesitos e a indicação de assistentes técnicos pelo Ministério Público, pelo assistente de
acusação, pelo ofendido, pelo querelante e pelo acusado.
2. A atuação dos assistentes técnicos se dará após a conclusão do trabalho do perito o�cial. Assim, admitidos pelo
juiz, os assistentes técnicos devem aguardar o término do exame feito pelo perito o�cial para, então, poderem atuar.
3. Durante o processo, as partes poderão requerer a oitiva dos peritos, desde que sejam estes intimados e recebam os
quesitos com antecedência mínima de dez dias da audiência. Além disso, poderão também, a qualquer tempo, indicar
assistentes técnicos.
4. Em se tratando de perícia complexa, abrangendo mais de uma área de conhecimento especializado, será possível
designar mais de um perito o�cial e a parte indicar mais de um assistente.
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Perícia legal
Perícia legal é o gênero que comporta duas
espécies: perícia criminal e medicina legal (ou
perícia médico-legal).
Aqui trataremos da perícia criminal e da perícia
médico-legal. Por óbvio que ambas guardem
enorme similitudes, há também espaço para
particularidade nestes dois seguimentos.
No âmbito penal, HERCULES (2014) assim leciona, ao abordar a perícia criminal:
“Os fatos alegados em um processo precisam ser demonstrados, e
essa demonstração depende de sua natureza. Quando tais fatos
não deixam vestígios material e se desvanecem no mesmo
instante em que ocorrem, ou logo após, a sua comprovação em
juízo só pode ser feita pela prova testemunhal. E o relato de
testemunhas pode, por diversas razões, não corresponder
�elmente à realidade.
No entanto, se resultam vestígios duradouros dos fatos ocorridos,
com a possibilidade de serem detectados pelos nossos sentidos, o
seu exame e registro devem ser feitos obrigatoriamente. E por
pessoas tecnicamente capacitadas para fazê-lo. O exame desses
elementos materiais, quando feito por técnico quali�cado para
atender solicitações de autoridade competente, é chamado de
perícia” (grifo nosso).
Observa-se, portanto, que a perícia é uma análise técnica realizada por pro�ssional capacitado, sobre os elementos
materiais do fato (criminoso), com o �m de demonstrar algo. Entretanto, se estes vestígios estiverem relacionados
com o corpo humano, estaremos diante do ramo da medicina legal, portanto, será exercida pelos pro�ssionais da
medicina e ciências auxiliares.
, Importante apresentar, neste momento, a de�nição, as funcionalidades, as áreas de atuação e os meios de ação dessa
importante ferramenta de trabalho, cuja aplicação na investigação, seja ela criminal ou não, consideramos de fundamental
importância, em alguns casos, para o êxito de qualquer ação.
VOCÊ SABIA?
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A aplicação da ciência e da técnica à busca, análise e interpretação dos vestígios decorrentes de atos que se pretende
investigar, é o objeto da criminalística, lembrando que esses atos podem ser criminosos ou não.
A perícia criminal, nessa esteira, é a disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e a interpretação dos indícios
materiais extrínsecos relativos ao fato investigado, �cando a Medicina Legal responsável pelos exames dos vestígios
intrínsecos na pessoa.
Nos dias de hoje, em decorrência do enorme desenvolvimento tecnológico e
da diversi�cação das práticas humanas (delituosa ou não), essa de�nição, já
não expressa, adequadamente a missão e o campo de ação da moderna
perícia criminal (Criminalística).
Atualmente, a Criminalística utiliza-se de conhecimento cientí�co dos mais
diversos campos, de técnicas e de métodos cientí�cos da Física, da Química,
da Biologia, da Geologia, da Contabilidade, da Engenharia, da Informática e da
Agronomia, entre outras ciências, para realizar a sua atribuição de investigar o
crime por meio dos seus vestígios materiais.
Por outro lado, a disciplina dispõe também, de ferramentas próprias, tais
como a Balística Forense, a Documentoscopia, a Merceologia e a Grafotecnia.
Rabello (1996) de�ne a Criminalística como: “[...] uma disciplina técnico-
cientí�ca por natureza e jurídico-penal por destinação, a qual concorre para a
elucidação e a prova das infrações penais e da identidade dos autores
respectivos, por meio da pesquisa, do adequado exame e da interpretação
correta dos vestígios materiais dessas infrações […]”.
Cumpre destacar que o referido autor possui uma visão sobre os ramos da perícia legal da qual não compartilhamos,
pois para o autor, ao comentar essa de�nição, faz uma referência à separação dos campos de atuação da
Criminalística e da Medicina Legal, concluindo: “assim, quanto a esta parte, até a Medicina Legal está compreendida na
de�nição moderna de Criminalística”.
Contudo, a compreensão do presente estudo, em que pese o respeito a outras posições, é no sentido de que o ramo
principal, o troco que deve receber a de�nição de perícia legal, é mais abrangente, permitindo assim, a inclusão de
rami�cações mais especí�cas como a perícia criminal e medicina legal como suas espécies.
Assim, a perícia criminal se utiliza da aplicação de técnica e ciência na investigação dos vestígios (glossário) que não
derivam do corpo humano. Evidentemente, algumas vezes, com adaptações e outras desenvolvendo ferramentas
especí�cas da nova ciência. Por exemplo, para análise de drogas, utiliza-se a química. Para análise de gra�smos, a
criminalística se utiliza em parte, da física, mas precisa desenvolver ferramentas especí�cas para tal análise, como a
grafotecnia.
Em apertada síntese, pode-se dizer que esses métodos são a pesquisa e descoberta dos vestígios, o seu
reconhecimento, coleta, defesa e interpretação visando à conclusão, por meio das técnicas cientí�cas que forem
necessárias.
De acordo com Cavalcante (1985), a Criminalística apresenta os seguintes princípios:
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PRINCÍPIO DA IDENTIDADE (A=A)
Não existem duas coisas ou fatos iguais. Cada uma possui suas particularidades diferentes. “Uma coisa, um corpo, um ente, só
pode ser igual a si mesmo”.
De acordo com esse princípio, não existem duas coisas ou dois fenômenos iguais, e assim sendo, não acontecem dois crimes da
mesma maneira, com os mesmos instrumentos, e exatamente nas mesmas circunstâncias. Consequentemente, dois crimes
mesmo parecidos, nunca serão exatamente iguais.
PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE
As técnicas usadas em Criminalística são de conhecimento e aplicação universal. Isso quer dizer que as técnicas e os métodos
usados aqui no Brasil devem ser as mesmas usadas em outros países e reconhecidas pela comunidade cientí�ca internacional.
De acordo com esse princípio, a ciência se comporta como sistema uniforme em toda comunidade cientí�ca.
PRINCÍPIO DA INTERCOMUNICABILIDADE
Ninguém entra em um local sem levar para o mesmo as marcas da sua presença e nem sai sem levar sobre si, marcas deste
local. O princípio da intercomunicabilidade implica que qualquer ação que gere resultados, gerará também vestígios, que podem
�car gravados, impressos, tanto na pessoa que pratica a ação, como no local onde foi praticada: Onde quer que pise, tudo em que
toque, tudo que deixe, até mesmo inconscientemente, servirá como evidência silenciosa contra ele.
Não só suas impressões digitais ou pegadas, mas também cabelo, as �bras das roupas, o copo que ele quebra, a marca de
ferramenta que ele deixa, a pintura que ele arranha, o sangue ou sêmen que ele deposita ou coleta, todos estes e outros são
testemunhas ocultas contra ele. Esta é a evidência que não se esquece. Não �ca confusa pela excitação do momento. Não é
ausente, porque testemunhas humanas são. É a evidência efetiva.
Evidência física não pode estar equivocada; não pode se perjurar; não pode estar completamente ausente. Só a sua
interpretação poderia estar errada. Só o fracasso humano em encontrá-la, estudá-la e entendê-la pode diminuir o seu
valor.
Geralmente, os vestígios materiais são perpetuados, por meio do laudo pericial. Em Criminalística, vale a máxima: “Não
adianta saber, é preciso provar com convicção por meio dos vestígios materiais”.
Nessa esteira de raciocínio, o produto dessa análise realizada por esse especialista denomina-se perícia. Esse
pro�ssional detém uma capacidade cognitiva sobre determinados aspectos dos vestígios que se sobrepõem à média
do ser humano e, principalmente, muitas vezes, das próprias partes envolvidas no litígio em questão.
, Importante destacar que para servir na solução do con�ito, com o viés de promoção de justiça como dito anteriormente, o
pro�ssional da perícia deve ser imparcial, pois só assim realizará seu labor com isenção e focará única e exclusivamente na
apresentação dos vestígios perceptíveis, independentemente de quem sua conclusão bene�cie ou prejudique.
Fonte da Imagem: penguiin / Shutterstock
Engana-se quem imagina que a atividade de perícia é exclusiva de servidores públicos, pois há espaço para realização
de perícia por pessoas com grande conhecimento sobre a ação que se quer perpetuar com a perícia. Importante
destacar o trabalho de peritos ad hoc ou seja, nomeados para aquele ato, bem como a possibilidade de pessoas com
conhecimentos técnicos especí�cos atuarem como assistentes do perito em um processo, com a �nalidade de avaliar
o trabalho do perito.
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Não se pode negar que a ação de perícia se confunde com a própria ação de investigar em relação à conduta de
pesquisar. Entretanto, possui metodologia própria. A perícia apresenta vários segmentos, podendo colaborar com uma
investigação de várias formas possíveis conforme veremos em disciplinas especí�cas sobre o tema.
Espécies Prova pericial previstas no CPP
Exame de Corpo de Delito
Conceito de Corpo de Delito - é a veri�cação da prova da existência do crime, feita por
peritos, diretamente ou por intermédio de outras evidências, quando os vestígios, ainda que
materiais, desapareceram.
O exame de corpo de delito é indispensável nos crimes que deixam vestígios, também
chamados de crimes não transeuntes - exemplo: um homicídio, um furto mediante
arrombamento, um estupro etc.
Diferença entre Corpo de Delito e Instrumento do Crime
O corpo de delito constitui, no conjunto, a soma de todos os vestígios e sinais deixados por
um delito não transeunte. É o conjunto de elementos sensíveis do fato criminoso, toda a
substância formada de elementos sensíveis, isto é, aqueles que podem afetar os sentidos,
que podem ser percebidos pela visão, audição, tato, paladar ou olfato.
Por outro lado, os instrumentos do crime são os instrumentos usados como causa e�ciente
para a realização do delito, os objetos materiais dos quais o agente se serviu para delinquir e
nos quais se procurará veri�car a natureza, a e�ciência, a potencialidade danosa etc.
Desse modo, o exame no cadáver perfurado por projéteis de arma de fogo é um exame de
corpo de delito, pois visa veri�car qual foi a causa da morte, mas, o exame feito na arma
apreendida com o suspeito é exame em instrumento do crime, pois visa saber se o projétil
causador da morte foi disparado por ela, se havia potencial lesivo etc.
EXAME DE CORPO DE DELITO E PROVA TARIFADA (SISTEMA
VINCULATÓRIO OU LIBERATÓRIO)
Quanto ao juiz, as legislações penais relativas à perícia estabelecem dois sistemas:
SISTEMA VINCULATÓRIO
Pelo sistema vinculatório, o julgador está vinculado à perícia, subordinando o juiz à opinião do perito, o que dá a este um relevo
bastante acentuado.
SISTEMA LIBERATÓRIO
No sistema liberatório atribui-se ao juiz uma liberdade, maior ou menor, conforme o caso, de modo a ser subordinada a opinião do
perito.
O sistema liberatório deve ser analisado sob um tríplice aspecto:
Quanto à conveniência;
Quanto ao procedimento;
Quanto à avaliação da prova pericial.
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, Não obstante a adoção do sistema liberatório, �ca evidente pela redação do art. 158, do CPP, uma reminiscência do sistema da
prova legal ou tarifária, posto que, se o crime deixar vestígios, a perícia passa a ser obrigatória não podendo ser suprida nem pela
con�ssão do acusado., , Tamanha é a importância da prova pericial que a sua ausência nos crimes que deixam vestígios é causa
de nulidade absoluta, conforme determina o art. 564, III, b, do CPP., , Tais regras, segundo muitos autores, atentam contra o
sistema do livre convencimento motivado e, de acordo com a previsão legal e constitucional de que devem ser aceitas no
processo todas as provas que não sejam proibidas por lei, já decidiu o STJ que a parte �nal do art. 158, do CPP, teria sido
derrogada, ou seja, mesmo que a perícia não seja realizada nos crimes não transeuntes, a con�ssão do acusado pode embasar
decreto condenatório, desde que respeitadas as regras previstas nos arts. 197 a 200, do CPP.
EXAME DE CORPO DE DELITO DIRETO E INDIRETO
O exame direto é aquele feito sobre o próprio corpo de delito - a chave usada, o cadáver, a porta violada etc.
O exame indireto é realizado por meio de um raciocínio dedutivo sobre um fato retratado por testemunhos, por não se
ter a possibilidade do uso da forma direta.
Assim, ao examinar o corpo lesionado, o perito estará fazendo um exame direto; ao ler um relatório, �chas hospitalares,
ouvir médicos e enfermeiros que atenderam a vítima, elaborará um exame indireto.
Para ler mais sobre o Exame de corpo de delito, clique aqui (glossário).
ATIVIDADES
A criminalística é uma ciência autônoma?
Resposta Correta
http://estacio.webaula.com.br/cursos/gon675/galeria/aula6/docs/exame_corpo_delito.pdf
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GlossárioVESTÍGIOS
Vestígios podem ser de�nidos como sendo qualquer modi�cação no mundo exterior perceptível pelos sentidos humanos.
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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 7 - Ramos da perícia
INTRODUÇÃO
Antes de ingressarmos na apresentação de alguns ramos da perícia é importante identi�carmos onde se situa seu
estudo.
As espécies de perícias podem existir dentro de um ramo da perícia. Por exemplo, na medicina legal, ciência que
compõe a criminalística, podem ser realizados diversos tipos de perícias como o exame cadavérico, laboratoriais de
DNA, toxicologia etc.
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Vamos falar mais sobre esse assunto, nesta aula.
Bons estudos!
OBJETIVOS
Compreender que existem diversas espécies de perícias;
Identi�car que os exames periciais possuem �nalidades especí�cas previstas no Código de Processo Penal e estão
inseridas em uma organização sistematizada com o princípio acusatório;
Estabelecer que a prova pericial na verdade é um documento resultante do exame ou constatação que se realiza sobre
um objeto ou pessoa.
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CIÊNCIAS FORENSES
Ciência Forense é a aplicação de um conjunto de técnicas cientí�cas para responder
a questões relacionadas ao Direito e, por isso, forense, podendo se aplicar à análise
cientí�ca de fatos com re�exos no âmbito criminal, civil e administrativo.
O esclarecimento de crimes é a função de destaque na criminalística. Através da análise
dos vestígios deixados na cena do crime, os peritos, especialistas nas mais diversas
áreas, conseguem chegar à análise cientí�ca e resultado demonstrável a a�rmável pela
ciência, consequentemente, angaria credibilidade, permitindo ao investigador,
coordenado pelo Delegado de Polícia, a reunir as evidências e a�rmar a existência do
crime, que denomina-se materialidade, e os indícios de autoria.
Algumas das áreas cientí�cas que estão relacionadas à Ciência Forense são a Antropologia, Biologia, Computação,
Matemática, Química, e várias outras ligadas à Medicina, como por exemplo, a Psiquiatria e Psicologia Forense.
Poderíamos representar o texto na seguinte representação:
CRIMINALÍSTICA
A Ciência Forense pode descambar na criminalística, que se direciona para a seara criminal e consiste na observação,
análise, interpretação, descrição, documentação da prova ou evidências, traduzidos no local do crime que, por sua vez,
possuem elementos subjetivos e objetivos (vestígios, evidências e indícios). É possível que, no local do crime, a ação
criminosa tenha recaído sobre uma pessoa e o exame tenha que ser realizado sobre ela e, neste momento, entra em
cena a Medicina legal, que consiste, em linhas gerais, no exame intrínseco da pessoa.
Fonte: Alexandru-Radu Borzea / Edw / Damerau / Shutterstock
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CRIMINOLOGIA
Outra área que contribui signi�cativamente para a Ciência Forense é a criminologia.
A criminologia é a ciência que estuda as causas e as concausas da criminalidade e
da periculosidade como ambiente propício à ocorrência da criminalidade, bem como
as manifestações e os efeitos da criminalidade, incluindo-se a política criminal de
prevenção ou reação aos perigos ocasionados pela criminalidade, suas manifestações
e seus efeitos.
Ela irá auxiliar na Ciência Forense na medida em que os fenômenos da criminalidade
possam intuir ao investigador qual poderia ter sido, por exemplo, a causa da prática
do crime que se investiga. Consequentemente, auxilia na investigação criminal.
FÍSICA FORENSE
A importância dessa ciência é imensa. Passa pelos conhecimentos de Mecânica, aplicados, por exemplo, a acidentes
de trânsito e morte por projeção de grande altura; balística; engenharia, aplicada, por exemplo, à acústica para
identi�cação de vozes. Veja:
1
Física forense na balística externa.
2
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Física forense em acidente de trânsito.
DOCUMENTOSCOPIA
Fonte da Imagem: Tiko Aramyan / Shutterstock
Estuda a questão da falsidade documental e tem como subdivisão a grafoscopia, que examina, especi�camente, a
escrita, a �m de determinar a sua autenticidade ou não, sua origem e sua autoria.
PAPILOSCOPIA
Fonte da Imagem: Slaven / Shutterstock
Consiste no levantamento e estudo de impressões digitais.
BALÍSTICA FORENSE
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Estuda armas e munições, faz confrontos para se determinar as evidências a respeito dos indícios de autoria de um
disparo.
TOXICOLOGIA FORENSE
Fonte da Imagem: Tish1 / Shutterstock
Trata-se do conhecimento sobre a química, farmacologia e bioquímica para identi�cação de tóxicos em geral, como
elementos de crimes por envenenamento, por exemplo.
QUÍMICA FORENSE
Consiste na análise de alimentos e bebidas, exame de manchas orgânicas, de pelos e cabelos, análise de componentes
de artefatos explosivos, cargas propelentes de projéteis de armas de fogo, química de cosméticos, de tintas.
Exemplo
, Como exemplo, podemos citar o trá�co de drogas e, ainda mais grave, o art. 273 do Código Penal:, , “Art. 273: Falsi�car,
corromper, adulterar ou alterar produto destinado a �ns terapêuticos ou medicinais: (Redação dada pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)
Pena: reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.677, de 2.7.1998)”
BIOLOGIA FORENSE
Fonte: Looker_Studio / Alexander Raths / science photo / Shutterstock
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Fonte da Imagem: Arhiv / Shutterstock
Apresenta uma estreita relação com a Medicina Legal, estudo da morte que compreende também a Entomologia
Forense (glossário) e a genética forense, por intermédio de exames de DNA.
GENÉTICA FORENSE
Fonte da Imagem: Konstantin Faraktinov / Shutterstock
É a ciência que estuda a utilização dos conhecimentos e das técnicas de genética e de biologia molecular no auxílio à
justiça, seja na seara criminal ou civil. A Genética Forense também é conhecida como DNA Forense.
ENTOMOLOGIA FORENSE
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Fonte da Imagem:
A ciência passou a ser capaz de fornecer dados su�cientes para indicar vestígios de um crime e supostos criminosos.
A credibilidade das provas vem crescendo com a aplicação da entomologia forense. Apesar de essa técnica ser de
grande importância, ainda é pouco utilizada no Brasil, devido às condições climáticas. Entretanto, esta modalidade de
estudo vem crescendo e progredindo de forma satisfatória no âmbito policial.
A seguir, veja um grá�co que demonstra a espécie de inseto relacionada a fase de decomposição cadavérica,
demonstrando uma das informações importantes para análise dos vestígios do crime.
FRAUDE PROCESSUAL
Esse é um tema bastante relevante para a Ciência Forense.
O crime de fraude processual, disposto no art. 347 do Código Penal, consiste em
As evidências colhidas no local do crime, por intermédio dos ramos da perícia que hora se identi�cou em alguns dos
exemplos que pudemos citar, de nada podem ser úteis se o criminoso ou os agentes investigadores contaminam o
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local com elementos que não fazem parte da cena, de maneira que tal conduta pode vir a ser criminalizada, por
consistir em uma fraude processual.
Em se tratando de crimes de trânsito, quando o local é adulterado propositadamente, ou seja, com dolo, corresponde
ao art. 312 da Lei 9.503/97 (glossário), aplicando-se este diploma ao revés do Código Penal, em razão do princípio da
especialidade.
ATIVIDADE
1 - Qual a natureza jurídica do depoimento do perito em juízo?
Resposta Correta
2 - A respeito da criminalística, assinale a alternativa correta:
a) Não tem a menor importância para o crime.
b) Tem como função exclusiva o esclarecimento da autoria do crime.
c) Tem como função primordial o esclarecimento de crimes.
d) Tem como função exclusiva o esclarecimento da materialidade do crime.
e) Tem como função primordial a capacitação dos peritos criminais.
Justi�cativa
3 - Nos estudos sobre as ciências forenses, assinale a alternativa que possa explicar o signi�cado da papiloscopia:
a) Ciência responsável pela fala, mais conhecida por “papo” ou “bate-papo”.
b) Ciência responsável pela coleta, exame e análise dos indícios deixados nas papilas gustativas.
c) Ciência responsável pela criação e estudo do papiloscópio.
d) Ciência que consiste no levantamento e estudo de impressões digitais.
e) Ciência que analisa as papoulas.
Justi�cativa
4 – Imagine que em um crime a perícia necroscópica determinou que a morte ocorreu decorrente de paralisação dos
órgãos em razão de ação de substância considerada “veneno”, indique qual ciência forense é responsável por este
estudo e identi�cação desta circunstância:
a) Toxicologia forense.
b) Hematologia forense.
c) Medicina legal.
d) Biologia forense.
e) Genética forense.
Justi�cativa
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm
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Glossário
ENTOMOLOGIA FORENSE
Estudo de formas larvais para se determinar o período de morte.
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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 8 - Perícias em espécies
INTRODUÇÃO
Conceito de Corpo de Delito é a veri�cação da prova da existência do crime, feita por peritos, diretamente ou por
intermédio de outras evidências, quando os vestígios, ainda que materiais, desapareceram.
OBJETIVOS
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Compreender a aplicabilidade das ciências forenses e seu signi�cado;
De�nir que os ramos das perícias são ramos cientí�cos de conhecimento especí�co;
Registrar que esses conhecimentos especí�cos, em razão da complexidade, podem se subdividir em outras
especialidades.
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EXAME DE CORPO DE DELITO
Como já estudamos na aula 6, faremos um resumo sobre o tópico do exame de corpo de delito.
• Esse exame é indispensável nos crimes que deixam vestígios, como homicídio, roubo, entre outros;
• Há diferença entre corpo de delito e instrumento do crime: O exame no cadáver perfurado por projéteis de arma de
fogo é um exame de corpo de delito; o exame feito na arma apreendida com o suspeito é exame em instrumento do
crime;
• Quanto ao juiz, as legislações penais relativas à perícia estabelecem dois sistemas: o vinculatório e o liberatório;
• O sistema liberatório deve ser analisado sob um tríplice aspecto: Quanto à conveniência, ao procedimento e à
avaliação da prova pericial.
• A prova pericial é tão importante, que sua sua ausência nos crimes que deixam vestígios é causa de nulidade
absoluta, conforme determina o art. 564, III, b, do CPP;
• Exame de Corpo de Delito pode ser Direto e Indireto: ao examinar o corpo lesionado, o perito estará fazendo um
exame direto; ao ler um relatório, �chas hospitalares, ouvir médicos e enfermeiros que atenderam a vítima, elaborará
um exame indireto;
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• A prova pericial não poderá ser suprida quando os vestígios desaparecerem por inércia dos organismos estatais
responsáveis pela persecução penal;
• Há delitos nos quais a prova pericial não pode ser suprida por nenhuma outra. Um exemplo é o porte de substância
entorpecente, quando, não havendo a apreensão da droga �cará bastante difícil sustentar a acusação apenas com
base em prova testemunhal.
EXAME GRAFOTÉCNICO
Trata-se do chamado reconhecimento de escritos, previsto no art. 174, do CPP,
que busca certi�car, admitindo como certo, por comparação, que a letra inserida em
determinado escrito pertence à pessoa investigada.
O procedimento previsto no dispositivo mencionado pode ser utilizado também para
perícias de escritos envolvendo datilogra�a ou impressão por computador.
VOCÊ SABIA?
Consoante o art. 174, incisos II e III, do CPP, justamente para contornar a falta de colaboração do interessado, prevê a
lei processual penal que a delegado de polícia se valha de outros documentos emanados do punho do investigado, cuja
autenticidade já tenha sido evidenciada em juízo ou por qualquer outro meio de prova em direito admitido. Poderá,
ainda, haver requisição de documentos constantes de arquivos ou estabelecimentos público ou privados para proceder
à comparação.
Os documentos podem ser aferidos em sentido amplo ou estrito:
• Documento em sentido amplo é qualquer coisa que represente um fato ou realização do homem;
• Documento em sentido estrito é o objeto material em que se insere uma expressão de conteúdo intelectual, por meio
de um escrito ou de quaisquer outros sinais, imagens ou sons.
O CPP, ao tratar dos documentos como meios de prova, refere-se a eles em seu sentido estrito, conforme se percebe da
leitura do art. 232 do CPP. Assim, o referido dispositivo não considera documentos, no sentido estrito do termo, as �tas
gravadas, as fotogra�as e os desenhos.
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No entanto, o próprio CPP, em algumas passagens, faz alusão a documentos grá�cos e diretos:
• Os grá�cos são representados por outra forma que não a escrita, como pinturas, esquemas, desenhos, entre outros;
• Os diretos são as fotogra�as e gravações, quando o fato é representado diretamente, com espeque nos arts. 170 e
479, do CPP.
Além desses, há, como já mencionado, os documentos escritos.
DOCUMENTOS PÚBLICOS E PARTICULARES
Os documentos são públicos quando lavrados por funcionário público no exercício da função ou
fornecidos por repartição pública; já os documentos particulares são lavrados por particular ou,
a contrario sensu da de�nição de documento público, são aqueles que não são lavrados ou produzidos
por funcionário público no exercício de sua função.
Podemos, ainda, ter documentos que são formal e materialmente públicos quando, além de terem sido
lavrados por funcionário público no exercício de suas funções, tratam de assuntos de interesse público;
ou formalmente públicos e materialmente privados quando, não obstante lavrados por funcionário público
no exercício de suas funções, tratam de interesses privados.
Atenção
, Para �ns penais e processuais penais, basta que o documento seja formalmente público para que tenha o caráter de documento
público.
ESPÉCIES DE EXAME DE CORPO DE DELITO
Vimos que o corpo de delito é objeto sob o qual recai a conduta do criminoso e esse objeto em regra, deixa elementos,
alterações no bem jurídico.
A perícia é esse exame sob o corpo de delito. O Código de Processo Penal elenca algumas espécies de corpo de delito.
Vamos ver a seguir:
Autópsiaou necropsia ou exame cadavérico (nomenclaturas sinônimas)
Alguns autores criticam o nome autópsia, pois seria equivalente a fazer o exame em si
mesmo, mas outros discordam a�rmando que não tem relação alguma com o autoexame.
A �nalidade consiste na identi�cação da causa morte, seis horas após o óbito, ou
antecipado em razão de evidência de morte à luz do art. 162, CPP.
Essa evidência pode ser em razão dos equipamentos dos peritos ou pelo tipo de morte,
como uma morte violenta por decaptação, por exemplo.
Tratando-se de uma morte violenta é necessário que se faça o exame. Em uma morte
natural não é necessário a necropsia, uma vez que não houve delito.
Portanto, só haverá a necessidade de necropsia se tiver que ser analisado algum elemento
interno.
Realização: análises externa e interna, visceral.
Geralmente a causa da morte é constatada através de análise interna, apesar de evidências
externas.
Pode ocorrer a dispensa em razão da morte natural (doença ou senelidade) e morte violenta.
162, parágrafo único, CPP. Ex: decapitação. Em outras palavras, a morte violenta que não
precisa de necropsia é aquela que se evidencia a causa morte.
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Exumação (desenterrar cadáver). Art. 163 a 166, CPP
Trata-se de ordem que há reserva de jurisdição, não havendo necessidade de representar ao
juiz para exumar um cadáver.
Não deixa de ser uma variação da necropsia. Há exames que precisam ser feitos no cadáver
após o sepultamento, porque durante a investigação se constatou que aquela pessoa foi
vítima de um erro médico, por exemplo.
A legitimidade para a realização é do Juiz ou Delegado;
Atenção: no sistema acusatório não é função do juiz atuar de ofício na investigação
criminal. O ato será de reserva da jurisdição quando ingressar na reserva da seara absoluta
da jurisdição. Art. 282, §2º, CPP.
Exame complementar de lesão corporal. Art. 168, §1º. CPP
Esse exame vai fornecer a extensão do dano causado na lesão corporal. Há lesões leves e
graves. Pode ser necessário o tempo para se constatar algumas lesões.
Crimes que deixam vestígios precisam de prova pericial, não podendo a testemunhal suprir
tal requisito. A exceção da prova pericial nos crimes que deixam vestígios ocorre quando for
evidente tal lesão. Os crimes que deixam vestígios são hipóteses de prova tarifada. Não
pode o juiz ter iniciativa probatória na investigação.
Perícia laboratorial, conforme o art. 170, CPP (química, biológica, física)
Em razão do material perecível os peritos guardam uma amostra em laboratório. O perito
pode decidir por ele mesmo se deve fazer essa guarda, e nada impede que o delegado
requisite a guarda desse material.
Perícia grafotécnica, art. 147, CPP
Geralmente, é o exemplo dado pela doutrina de que o investigado não é obrigado a produzir
prova contra si mesmo. Acaba, portanto, sendo discutido como inconstitucional se o
investigado for compelido a realizar, no entanto, não há impedimento se realizado
voluntariamente.
Exame de instrumento do crime. Art. 175, CPP
Se �zermos uma interpretação literal, o citado artigo determina que todos os instrumentos
do crime sejam periciados.
No âmbito do crime de roubo, o STJ já decidiu que o emprego de arma de fogo não
precisaria de perícia, pois, o art. 157, §2º, I, CP, se refere apenas em emprego de arma de
fogo. Segundo o STJ, a e�cácia da arma na situação é de causar maior perigo para a vítima
e não de efetuar disparos.
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No porte ilegal de arma de fogo, o ideal é que haja o exame pericial de que tipo de arma é
aquela. Entretanto, é um crime de perigo abstrato, ou seja, o perigo é presumido.
Quando estamos diante de um crime de furto quali�cado pela escalada, destruição e
rompimento de obstáculos, o Código exige perícia, conforme art. 171, CPP.
Da mesma forma, o crime patrimonial, quando possível constatar o objeto do crime, é
necessário o exame de Avaliação, como preconiza o art. 172, caput e parágrafo único do
CPP, podendo servir para eventual aplicação do princípio da insigni�cância ou veri�cação do
valor para a incidência do privilégio da causa de diminuição de pena nos crimes
patrimoniais, quando admitidos, para bens de pequeno valor.
Busca pessoal ou revistas
Não são intervenções corporais. A revista não é intervenção corporal, uma vez que não há
intervenção no corpo, como a introdução de objetos por nenhuma cavidade corporal.
Exames radiológicos e ecográ�cos
Nesses exames, não ocorrem a penetração no corpo humano. No entanto, há interferência
no corpo em razão dos efeitos da irradiação, consequentemente, caracteriza uma
intervenção corporal.
Intervenções corporais
Extração de sangue é uma intervenção corporal. Desnude, intervenções anais e vaginais por
se tratarem de ato invasivo, também caracterizam intervenção corporal.
Atenção
, A título de exemplo trazemos um caso concreto (galeria/aula8/docs/caso_concreto.pdf) decidido por nossos Tribunais.
ATIVIDADES
1 - Uma pessoa pode ser objeto de prova? E a dignidade da pessoa humana prevista no art. 1º, III da CR/88?
Resposta Correta
2 - Com relação a quem possui legitimidade para exumação do cadáver, podemos a�rmar que poderá(ão) determiná-la:
a) Somente o juiz.
b) Somente o delegado.
c) O perito.
d) Juiz ou delegado.
e) Parentes da vítima.
http://estacio.webaula.com.br/cursos/gon675/galeria/aula8/docs/caso_concreto.pdf
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Justi�cativa
3 - Em se tratando do estudo da �nalidade da necropsia conforme o código de processo penal, podemos a�rmar que se
presta à:
a) Identi�cação da causa da morte sempre em razão da evidência da morte.
b) Identi�cação da causa da morte, após seis horas após o óbito, ou antecipado em razão da evidência da morte.
c) Identi�cação da causa da morte imediatamente após o óbito, ou antecipado em razão da evidência da morte.
d) Identi�cação da causa da lesão corporal, após seis horas do crime, ou antecipado em razão da evidência do crime.
e) Identi�cação da causa do estupro, após seis horas do crime, ou antecipado em razão de sua evidência.
Justi�cativa
4 - Sobre os estudos do exame de corpo de delito podemos a�rmar que a necropsia pode ser dispensada quando
houver:
a) Morte por queda.
b) Morte por perfuração.
c) Morte natural, como doença ou senilidade.
d) Morte suspeita.
e) Morte por enforcamento.
Justi�cativa
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Glossário
ART. 174, INCISOS I E IV, DO CPP
Prevê a intimação da pessoa interessada a �m de que possa reconhecer documentos provenientes de seu punho, que servirão
como padrão para a comparação, ou para que forneça diretamente à autoridade o material emanado de seu punho, conforme lhe
for ditado.
Não se pode olvidar que, segundo nosso sistema constitucional, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo e,
portanto, o suspeito não será obrigado a fornecer material para comparação e isso não caracterizará crime de desobediência e
nem poderá ser interpretado em seu desfavor.
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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 9 - Investigação na área empresarial
INTRODUÇÃO
A investigação na área empresarial é mais um viés de trabalho, cuja responsabilidade deve ser atribuída àquele
pro�ssional com possui per�l determinado, incansável para a busca dos fatos, com capacidade de resolução de
problemas e boa observação.
Em razão da legislação atual, e por força da compliance há a necessidade das empresas contratarempro�ssionais
para investigações privadas, transformando esse mercado em expansão.
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Ser hábil com a comunicação escrita também é importante porque o produto �nal que será entregue ao cliente é um
relatório investigativo escrito.
OBJETIVOS
Compreender os riscos da atividade empresarial;
Re�etir sobre as rotinas empresariais gerais;
Converter este conhecimento em monitoramento preventivo das atividades empresariais.
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INVESTIGAÇÃO EMPRESARIAL
A investigação empresarial é amplamente utilizada atualmente por pessoas com experiência
na área da investigação criminal, em geral, policiais aposentados.
Suas tarefas geralmente são cobradas quando há suspeita de má-fé de algum funcionário que
utiliza o networking para seu próprio benefício. Como exemplo, podemos citar o uso indevido da
mala direta da empresa por sócio, concorrente ou um cliente, que tenha se apropriado do banco
de dados da empresa.
Em alguns países essa atividade é regulamentada, como nos Estados Unidos da América, em alguns Estados.
É uma atividade na qual irá se desenvolver inteligência para investigar:
São questões problemáticas que podem estar sendo
realizadas na clandestinidade e, quando descobertas,
podem acarretar, até mesmo, a interrupção do
desenvolvimento e reputação da empresa, além de
prejuízos �nanceiros que poderão levá-la à falência.
Desse modo, a investigação criminal, neste caso preventiva,
pode ajudar o empreendedor a descobrir condutas ilícitas,
como desvios e fraudes, interrompendo os esquemas de corrupção criados.
Atenção
, Para descobrir desvios de conduta e atos ilícitos praticados contra uma empresa, a investigação deve lançar mão de diversos
mecanismos operacionais e táticos para monitorar e acompanhar os alvos investigados, bem como deve saber que tipo de perícia
deverá precisar para saber apontar um assistente técnico para analisar documentos, como uma perícia contábil da empresa., ,
Após a averiguação, o investigador deve saber elaborar um relatório detalhado para fornecer ao cliente, apontando, inclusive, as
provas necessárias para a utilização judicial (processo criminal) ou extrajudicial (inquérito policial).
TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO EMPRESARIAL
Para uma investigação empresarial bem-sucedida, o investigador deve possuir conhecimento para saber adquirir
equipamentos para utilização em sua empreitada para que possa colher a prova. Para isso, é necessário ter noções de
Direito para saber, entre outros aspectos, se a prova colhida é lícita ou não e como acompanhar o envolvimento do alvo.
Entre as diversas técnicas podemos destacar:
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Saiba Mais
, Existem diversas maneiras de realizar essa empreitada, como por exemplo, a utilização de disfarces, se fazendo passar por um
novo funcionário da empresa, da mesma forma que ocorre com o instituto do agente in�ltrado. Isso permite a ação nas
dependências da empresa sem despertar suspeitas, conversar com funcionários e até mesmo simular ações ilegais por meio de
oferecimento de dinheiro ou vantagens em troca de informações, o que demonstraria o envolvimento do funcionário suspeito em
atividades criminosas.
As investigações sobre pessoas físicas são menos complexas comparadas às investigações em empresas,
que costumam ser mais delicadas e muito minuciosas, uma vez que a imagem e a reputação da organização
podem ser afetadas. Isso pode ocorrer quando há irregularidades e problemas na gestão, em razão de atividades
ilícitas de um sócio ou diretor.
Não há dúvidas de que se as falhas na empresa são causadas dolosamente por seus funcionários ou empregados,
o empregador tem todo o direito de investigar e até mesmo de entrar com uma ação contra o funcionário, seja uma
ação na Justiça do Trabalho, apresentação de uma notícia-crime na delegacia de polícia, ou ação civil para reparação
dos danos, visando bloquear eventuais enriquecimentos ou aquisições de bens, oriundos da atividade ilícita desenvolvida.
Para se chegar a esse sucesso ou êxito é necessário ter
provas e materiais que sejam concretos e comprovem as
hipóteses e evidências que fazem crer ser o funcionário o
responsável pelos danos.
As investigações podem ser sobre um funcionário que apresentou atestado médico falso,
ou possui qualquer outro comportamento suspeito. Podem também ser por situações de perigo,
como é o caso de espionagem de concorrência ou concorrentes desleais.
Em geral, será mais comum encontrar problemas de ordem econômica como desvios de verbas,
desvios ou subtrações de informações, por exemplo. As investigações precisam ser realizadas
sob sigilo absoluto e as provas podem ser obtidas através de gravações em ambientes internos
e externos, com a utilização de micro câmeras escondidas, associados aos disfarces na in�ltração.
Saiba Mais
, As empresas que adotarem esses recursos como métodos de prevenção poderão assegurar menos prejuízos e diminuirão os
riscos, além de evitar que suas reputações sejam atingidas com a divulgação de funcionários envolvidos em escândalos de
corrupção., , Os planos de investigação devem ter por �m a execução e o desenvolvimento estratégico de inteligência e
contrainteligência, estabelecendo as medidas necessárias para proteger o cliente, sejam pessoas físicas ou jurídicas, de direito
público ou privado, de ameaças internas e externas.
Entre as atividades ilícitas empresariais, não raras vezes praticadas por funcionários e prepostos, estão a divulgação
de informações sigilosas, sabotagens, fraudes, roubos, furtos, pirataria etc. Além disso podemos destacar a
especi�cadamente:
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Fonte da Imagem:
A atividade de investigação empresarial deve atuar na área de Transportes de bens, furto e desvio de carga, bem como
na averiguação cadastral de motoristas e auxiliares, na análise do per�l civil e criminal de funcionários, prestadores e
clientes, efetuando pesquisas em banco de dados como do SERASA, SPC, sites dos tribunais, em busca de ações civis
e criminais.
Deve realizar exame técnico de local, em casos de crime de incêndio em grandes proporções, e atuar no levantamento
de informações sobre sua origem, causas, motivos e possível autoria, executando a coleta de informações nas
violações de direitos autorais, tais como: denúncia de fraude no uso indevido de nome empresarial, marca e patente,
oposição arbitrária de nome próprio em mercadoria de outro produtor, utilização fraudulenta de recipiente ou invólucro
de outro produtor, cópia de programas piratas etc.
Atenção
, Paralelamente aos exames de locais, é imprescindível a realização de investigação de evidências digitais armazenadas ou
transmitidas através da internet ou rede de computadores, para a elucidação de um amplo contingente de atividades ilegais e
criminosas como: homicídios, estupros, sequestros, abuso de crianças, aliciamento de menores, pornogra�a infantil, assédio,
fraudes, culto ou apologia a atividades criminosas ou racistas, roubo, tra�co de drogas, invasão de computadores, espionagem e
terrorismo.
Outro campo de atuação da investigação empresarial está na Consultoria e Gerenciamento
de Risco nas áreas de Correspondentes Bancários, fraudes com cartões de crédito e empréstimos
para aquisição de bens móveis e imóveis.
Devemos lembrar que essas investigações, quando necessitam de conhecimento técnico de uma área do
conhecimento humano muito especí�co, demanda parceria com peritos para a realização de laudos técnicos,
consultoria ou assessoria médica, por meio de assistência técnica, por intercâmbio, associaçõesou parcerias.
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Essa análise pericial poderá ser de exames em sistemas de segurança, peças e componentes de veículos,
reconstituição de acidentes por computação grá�ca, croqui para levantamento topográ�co de locais, exame de
veículos oriundos de colisão, abalroamento, atropelamento, entre outros, incluindo os eventos de fraudes de acidentes,
de furtos ou roubos entre diversos outros crimes como:
Incêndios e explosões, acidentes do trabalho
Desabamentos e desmoronamentos
Alteração de limites (glossário)
En�m, será necessário até mesmo, e se for o caso,
vigilância e segurança privada, como em bancos, comércio,
rede hoteleira, indústrias, colégios e universidades,
edifícios e condomínios, rede hospitalar etc.
TIPOS DE CRIMES
Ao veri�carmos os tipos de crimes mais comuns, que podem ser investigados na seara empresaria poderíamos
associar:
Estelionato
1. No crime de estelionato, os alvos preferidos das ações criminosas são:
a) Bancos;
b) Comércio em geral;
c) Rede hoteleira.
Fraude em cheque, cartões de crédito, documentos de identi�cação etc.
Contra o patrimônio
2. No crime contra o patrimônio, os alvos preferidos das ações criminosas são:
a) Colégios e universidades;
b) Rede hospitalar;
c) Edifícios e condomínios.
Crimes como dano, furto e roubo.
Trá�co
3. No trá�co e uso de drogas, os alvos preferidos das ações criminosas são:
Crimes que deixam vestígios precisam de prova pericial, não podendo a testemunhal suprir
tal requisito. A exceção da prova pericial nos crimes que deixam vestígios ocorre quando for
evidente tal lesão. Os crimes que deixam vestígios são hipóteses de prova tarifada. Não
pode o juiz ter iniciativa probatória na investigação.
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Pirataria
4. Nos crimes contra a propriedade imaterial, denominada de pirataria, os alvos preferidos
das ações criminosas são:
a) Colégios e universidades;
b) Comércio em geral;
Atividade artística.
Importante, ainda, destacar no âmbito da investigação empresarial as legislações:
• Lei 12.683/2012 (atualiza a lavagem de dinheiro);
• Lei 12.846/13 (lei anticorrupção);
• Lei 9.605/98 (lei ambiental).
COMPLIANCE
São normas que trazem diversos deveres às empresas para que não sejam sancionadas pela prática de crimes
realizados por seus funcionários ou membros, ou por seus dirigentes, denominadas lei anticorrupção, lavagem de
dinheiro e lei ambiental.
Em especial a lei anticorrupção e lavagem de dinheiro trazem o instituto da Compliance, que anuncia um “conceito que
provém da economia e que foi introduzido no direito empresarial, signi�cando a posição, observância e cumprimento
das normas, não necessariamente de natureza jurídica.”
De acordo com o jurista Pierpaolo Botini:
“São diversos os modelos de Compliance, mais ou menos
abrangentes ou estruturados de acordo com o setor e com
a complexidade das atividades da empresa. Há setores de
compliance voltados para assegurar o cumprimento de
normas trabalhistas, outros direcionados à regulação
tributária, ambiental, do consumidor, entre outros. Nesse
contexto, surge o criminal compliance.”
Relativamente à criminalidade econômica, diversos deveres e obrigações são impostos às
instituições pertencentes a determinados setores competentes, fazendo com que haja a
necessidade de adoção de procedimentos internos nas rotinas operacionais, o que inclui a
investigação empresarial.
Todo esse movimento tem como �nalidade o cumprimento das diretrizes dos órgãos de controle,
evitando quer sanção ou responsabilização da instituição �nanceira ou estabelecimento relacionado.
Não há uma estrutura rígida para a elaboração de um programa de Compliance.
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Todavia, na tentativa de ilustrar e sistematizar a temática,
pode-se elencar alguns elementos e características
inerentes a tal prática.
Os seguintes pontos devem ser analisados para a orientação do Compliance e para as diretrizes da equipe de
investigação empresarial:
Paralelamente ao conjunto de normas, não se pode deixar de implementar e estabelecer
o conjunto de sanções. Como a maioria dos sistemas normativos, o estabelecimento de
sanções ou reprimendas frente à eventual cometimento de irregularidade é elemento
relevante dentro da organização de um apropriado e e�ciente sistema de Compliance.
A criação de um plano de reação frente às irregularidades é igualmente importante ao
procedimento de detecção dos problemas, já que a simples constatação da fraude ou
da irregularidade não basta para a manutenção da correta saúde �nanceira e gestão de
riscos das empresas, sendo necessária a elaboração de planos de ação para a contenção
de condutas inadequadas.
Anteção
, Saliente-se, inclusive, que os setores de compliance de determinadas empresas servem como verdadeiros órgãos investigativos
e de produção probatória relativamente à veri�cação de irregularidades., , Assim, ante a con�rmação de uma nova estrutura e
complexidade social, a �gura do Compliance adquire relevo cada vez mais acentuado, circunscrevendo sua atuação e utilização a
diversas outras áreas do saber, entre elas a ciência jurídica e, em medida crescente, o direito penal. Aliás, justamente nesta
interseção, com o direito penal e a criminologia, é que reside aspecto relevante.
QUESTÃO 1
As pessoas jurídicas podem cometer crimes?
Resposta Correta
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Glossário
ALTERAÇÃO DE LIMITES
Atualmente para até mesmo analisar furto de abigeato, por força de Lei 13.330/16, danos simples e quali�cados, adulterações,
exames de cofres e caixas fortes, exames de áudio e vídeo, depuração e �ltragem de �tas de áudio, falsi�cações de documentos
e assinaturas, avaliações judiciais, processos físicos, químicos e bioquímicos, perícia médica, reconstituição de acidentes
pessoais.
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Teoria Geral da Investigação
e Perícia
Aula 10 - Segmentos de atuação na
investigação criminal
INTRODUÇÃO
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A cienti�cidade da ação investigativa exige uma nova metodologia de construção do per�l pro�ssional do investigador,
hoje não é mais concebível ter como referência apenas o conhecimento empírico - que é o conhecimento adquirido
através da observação. É uma forma de conhecimento resultante do senso comum, por vezes baseado na experiência,
sem necessidade de comprovação cientí�ca - desassociado de um conhecimento técnico-cientí�co.
A abordagem sobre o per�l do pro�ssional adequado que pretende exercer essa atividade de investigação está
diretamente relacionada ao processo de formação que busque responder: O que este pro�ssional precisa saber? O que
ele irá fazer? Que atitude deverá ter?
A resposta a esses questionamentos se desdobraram nos atributos do pro�ssional, ou seja, em características
qualitativas que veremos nesta aula.
Bons estudos!
OBJETIVOS
Compreender o per�l de um investigador;
Re�etir sobre as habilidades que se deve desenvolver para ser um investigador;
Analisar a utilidade de cada uma das competências de um investigador.
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PERFIL DO INVESTIGADOR
O per�l do pro�ssional de investigação deve ser balizado de acordo com a natureza
dos direitos e garantias fundamentaisprevistos na constituição, exigindo-se de seus
executores atributos e habilidades especí�cas, adequadas ao propósito de busca da
verdade de um determinado acontecimento da vida humana que desperte interesse
de outrem.
Quando se fala em atributos e habilidades especí�cas, vislumbramos a conclusão de que devemos direcionar nossa
análise sobre a competência pro�ssional. Segundo de�ne o educador francês Perrenoud (2000):
Nesse contexto, tem-se que:
, Observe que não há como desvincular o per�l pro�ssional do investigador das competências pro�ssionais, que serão formatadas
pela educação pro�ssional do indivíduo, baseada em um modelo de pensamento crítico e re�exivo, de atitude re�exiva e de
organização do pensamento.
ATRIBUTOS DO PROFISSIONAL DE INVESTIGAÇÃO
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Os pro�ssionais que atuam no campo da investigação em geral devem possuir alguns atributos básicos de
proatividade, �exibilidade e propensão à mudanças. Estas e outras características deverão ser os elementos de
postura para a resolução dos problemas apresentados diuturnamente no seu trabalho.
A seguir, tem-se uma relação de características, exempli�cativas, que revelam atitudes necessárias aos integrantes
dessa atividade:
Podemos compreender que o pro�ssional de investigação deve possuir uma gama de atributos para poder executar
seu mister com e�ciência e qualidade, pois só assim irá se destacar.
Com esse per�l, podemos a�rmar que o pro�ssional possuirá habilidades para desenvolver-se nas seguintes
atividades:
1
Assessoria jurídica em segurança;
2
Assessoria em administração de segurança;
3
Assistente técnico;
4
Assistente técnico de auditoria;
5
Assistente de acusação;
6
Assistente de defesa;
7
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Assessoramento de inteligência;
8
Atividade policial.
ATIVIDADE
Vamos, agora, exercitar os seus conhecimentos.
1- É possível formular quesitação na investigação criminal?
Resposta Correta
2 - No âmbito da investigação forense, é possível encontrarmos mercado de trabalho para o desenvolvimento das
seguintes situações, fora do âmbito do concurso público:
I - Assessoria jurídica em segurança.
II - Assessoria em administração de segurança.
III - Assistente técnico de auditoria.
IV - Assistente de acusação ou de defesa.
a) As alternativas I e II estão corretas.
b) As alternativas I, II e III estão corretas.
c) As alternativas I, II, III e IV estão corretas.
d) As alternativas II, III e IV estão corretas.
e) As alternativas II e III estão corretas.
Justi�cativa
3 - Assinale a alternativa correta:
São atributos do pro�ssional de investigação identi�cados pelos estudos técnicos sobre o tema desenvolvido na aula:
a) Curiosidade e interatividade.
b) Proatividade, �exibilidade e propensão a mudanças.
c) Passividade e re�exão.
d) Comunicabilidade, interação funcional e adversabilidade.
e) Hiperatividade, autodidatismo e descon�ança.
Justi�cativa
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4 - Ao se a�rmar que “o processo de investigação tem data de começo, mas o �nal depende de uma série de fatores,
que poderão até ser previsíveis, mas, muitas vezes, estão fora do controle do investigador”, estamos diante de qual
característica do investigador?
a) Paciência
b) Resiliência
c) Tolerância
d) Bondade
e) Astúcia
Justi�cativa
Glossário
1.
O Estado detém o monopólio da administração da justiça, cabendo
a ele (Estado) na pessoa do juiz, dizer o direito no caso concreto,
porém através do(a):
lei
consolidação
processo
execução
pretensão
Explicação:
Com o monopólio da justiça o Estado resolve os conflitos através do processo.
2.
A investigação envolve vários aspectos. Podemos
conceituar investigação como sendo:
I uma ação para constituição ou desconstituição
de um fato.
II base de análise individuais direcionadas para
averiguação de determinados fatos.
III uma série de processos carregadas de
significado para elucidação dos fatos.
IV uma troca de informação com experiência
metodológica.
V um conjunto de atividades realizadas
concatenadamente e de forma metodológica, que
busca averiguar a circunstância de um fato
construindo uma versão verossímil.
Determine a resposta que contém todas as
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
alternativas VERDADEIRAS entre as sentenças
acima:
IV;
I, II, III e V;
V
I, II , III e IV;
II e IV;
Explicação:
um conjunto de atividades realizadas concatenadamente e de forma metodológica, que busca averiguar a
circunstância de um fatoconstruindo uma versão verossímil
3.
A respeito do estudo sobre as provas é correto compreender:
O objeto da prova é somente o investigado no inquérito policial.
O objeto da prova é o fato relevante ao processo.
O objeto da prova é somente o réu do processo.
Nenhuma das afirmativas está correta.
O objeto da prova é o réu ou investigado.
4.
¿Karl Marx teorizou que qualquer coisa de valor em uma
sociedade é produto do trabalho humano.¿ Com base nos estudos
realizados na aula sobre o contexto histórico da investigação,
aponte nas alternativas abaixo, qual o nome da teoria contida na
assertiva de Karl Marx que expressa seu pensamento sobre o
conflito social:
Teoria feminista
Pós-moderna
Teoria crítica
Teoria materialista
Informática
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5.
Em se tratando dos estudos sobre os modelos de investigação
criminal no mundo contemporâneo, é correto afirmar:
Que há variados modelos havendo países em que a etapa da investigação é realizada pela polícia
e em outros países é realizada pelo Ministério Público, havendo resquícios, ainda, de outros
países que o juiz realiza investigação criminal, denominados de juizados de instrução.
Que sempre é realizada exclusivamente pelo poder judiciário, como ocorre com a bem difundida
operação lava-jato
Que sempre é realizada exclusivamente pelo Ministério Público
Que sempre é realizada exclusivamente pelo órgão de polícia investigativa.
Que há variados modelos havendo países em que a etapa da investigação é realizada pela polícia
e em outros países é realizada pelos juizados de instrução.
1.
Sobre o tema inquérito policial assinale a alternativa correta:
a autoridade policial poderá mandar arquivar autos de inquérito.
a autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito.
a autoridade policial poderá mandar arquivar autos de inquérito.
a autoridade legislativa não poderá mandar arquivar autos de inquérito.
a autoridade policial poderá mandar arquivar autos de processo.
Explicação:
Art. 17 do CPP - A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de
inquérito.
2.
O inquérito policial tem a sua disciplina junto ao Código de
Processo Penal. O objetivo do inquérito policial é:
I apuração das infrações coletivas e difusas de interesse
penal.
II apuração das infrações administrativas e de sua autoria.
III apuração de fatos relacionados a diversos ramos do
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http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
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javascript:duvidas('3116653','891774','2','3536743','2');Direito.
IV apuração de fatos civis e de sua autoria.
V apuração das infrações penais e de sua autoria
Determine a resposta que contém todas as alternativas
VERDADEIRAS entre as sentenças acima:
I, II , III e IV;
II e IV;
I, II, III e V;
IV;
V .
Explicação:
apuração das infrações penais e de sua autoria
3.
Pelos estudos do nosso sistema processual penal e uma breve leitura do artigo 26
do Código de Processo Penal: ¿Art. 26. A ação penal, nas contravenções, será
iniciada com o auto de prisão em flagrante ou por meio de portaria expedida pela
autoridade judiciária ou policial.¿, podemos concluir:
Traduz o atual modelo brasileiro
É exemplo típico do funcionamento do sistema acusatório
Como está na lei deve ser cumprido
Traduz um modelo universal, consagrado em quase todos os países do mundo, que adotam o
sistema acusatório.
Que se trata de uma permissão para que o juiz ou delegado possam dar início a ação penal
pública, porém, não mais constitucional porque a ação penal pública é privativa do Ministério
Público
4.
Denomina-se de sistema acusatório:
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
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javascript:duvidas('1051903','891774','4','3536743','4');
O sistema processual penal na qual as funções de acusar, defender e julgar são exercidas pelo
Ministério Público e o Judiciário.
O sistema processual penal na qual as funções de investigar, acusar, defender e julgar são
exercidas pela Polícia Judiciária, Ministério Público e o Judiciário
O sistema processual penal na qual as funções de investigar, acusar, defender e julgar são
exercidas por órgãos distintos.
Sistema processual penal exercido pelo poder judiciário
O sistema processual penal na qual as funções de investigar, acusar, defender e julgar são
exercidas um mesmo órgão.
5.
Sobre a atividade de investigação e a postura do investigador, é incorreto
afirmar:
O investigador, na busca da verdade real, deve ter o cuidado de não tomar nada como
verdadeiro, antes de ter a certeza do que realmente aconteceu.
A pessoa que investiga deve ter em mente que nada é estático, o ato de investigar é
dinâmico, tudo pode ser transformado, de modo que duvidar com sabedoria é importante.
O investigador não precisa se preocupar em ser discreto.
As denúncias anônimas devem ser recebidas com reservas, mas devem ser analisadas.
Aquele que faz uma investigação, em hipótese alguma, deve permitir que os informantes
façam uso de distintivos, viaturas e participem de diligências policiais.
1.
No modelo acusatório as investigações preliminares são conduzidas:
por órgão de cooperação internacional
pela autoridade executiva
pelo Ministério Público ou pela Polícia Judiciária
pelo Ministério Público e pelo juiz de direito
somente pela autoridade judiciária
Explicação:
O modelo acusatório puro é caracterizado pela separação das funções e as investigações preliminares são
conduzidas pela autoridade policial (art. 4º, CPP) e pelo Ministério Público (Resolução 181/2017 CNMP).
2.
A respeito do estudo sobre as provas é correto compreender:
O sujeito da prova pode ser classificado como imediato, quando a prova se relaciona ao
convencimento da sociedade.
O sujeito da prova pode ser classificado como imediato, quando a prova se relaciona ao
convencimento da vítima.
O sujeito da prova pode ser classificado como imediato, quando a prova se relaciona ao
convencimento do defensor.
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
javascript:duvidas('1051988','891774','5','3536743','5');
O sujeito da prova pode ser classificado como imediato, quando a prova se relaciona ao
convencimento do promotor.
O sujeito da prova pode ser classificado como imediato, quando a prova se relaciona ao
convencimento do julgador.
3.
De acordo com os estudos sobre os sistemas processuais penais
no mundo contemporâneo, assinale a alternativa que indique o
país que adote um sistema misto clássico:
Chile
Brasil
México
Guatemala
Costa Rica
4.
Sobre os estudos do modelo brasileiro de sistema acusatório
previsto na Constituição da República, assinale a opção mais
adequada, que explique a redação do art. 155 do Código de
Processo Penal: "Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre
apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não
podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas
cautelares, não repetíveis e antecipadas.":
Nenhuma alternativa está correta.
A redação representa um ideal acusatório.
Aplica-se à modelos de Códigos tipicamente fascistas.
A redação é tipicamente de um sistema de juizado de instrução.
A redação traduz um ideal inquisitorial.
5.
Um dos objetivos de diversos legisladores no
mundo foi a busca de um
sistema processual penal democrático. Com
base nessa premissa é essencial que:
I o exercício da jurisdição depende de acusação
formulada por um órgão extravagante.
II o exercício da jurisdição depende
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
que acusação formule o julgamento.
III é recomendável que o exercício da acusação
seja formulada na pessoa do juiz .
IV não é necessário que o exercício da jurisdição
dependa de acusação formulada por órgão ou
pessoa diversa do juiz.
.
V o exercício da jurisdição depende de acusação
formulada por órgão ou pessoa diversa do juiz. .
Determine a resposta que contém todas as
alternativas VERDADEIRAS entre as sentenças
acima:
IV;
I, II, III e V;
V .
II e IV;
I, II , III e IV;
1.
Assinale a alternativa correta: É possível afirmas que existem as verdades: I ¿ Sabida II ¿ Real III ¿
Processual IV ¿ Formal
Apenas as opções II e III estão corretas
Apenas as opções II, III e IV estão corretas
Apenas as opções I, II e III estão corretas
Apenas as opções I e II estão corretas
Apenas a opção I está correta
2.
A respeito do estudo sobre as provas é correto compreender:
O objeto da prova é somente o investigado no inquérito policial.
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
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javascript:duvidas('976243','891774','2','3536743','2');
O objeto da prova é o réu ou investigado.
O objeto da prova é somente o réu do processo.
O objeto da prova é o fato relevante ao processo.
Nenhuma das afirmativas está correta.
3.
Membro do Ministério Público com atribuição instaurou inquérito civil com o
objetivo de apurar a possível prática de atos de improbidade administrativa por
determinados agentes públicos. Ao fim de ampla investigação, constatou que
determinado juiz de direito teria praticado crime. Esses elementos probatórios,
produzidos em expediente presidido por membro do Ministério Público,
subsidiaram a ação penal ajuizada em face do referido juiz de direito. À luz da
ordem jurídica brasileira, os elementos probatórios produzidos no inquérito civil:
somente podem subsidiar a ação penal ajuizada em face do juiz de direito se colhidos sob
supervisãodo Tribunal de Justiça.
somente podem ser utilizados para subsidiar a ação penal se foram produzidos sob o crivo do
contraditório;
podem ser utilizados para subsidiar o ajuizamento de uma ação penal;
somente podem ser utilizados para subsidiar a ação penal após o trânsito em julgado da ação
civil pública;
não podem ser utilizados para subsidiar a ação penal, já que foram produzidos em outra
instância de responsabilização;
4.
Sabe-se que o juiz para entregar a sentença precisa de
meios para conhecer os enunciados. Neste contexto a prova
pode ser entendida como:
I um sistema enviesado pela dogmática jurídica.
II a possibilidade palpável de encontrar (justificar) essa
verdade (racionalização da descoberta da verdade) e
permitir que os agentes estatais profira uma decisão justa,
ou melhor, um provimento final socialmente aceitável.
III a possibilidade palpável de encontrar (justificar) essa
verdade (racionalização da descoberta da verdade) e
permitir que o ministério público profira uma decisão justa,
ou melhor, um provimento final socialmente aceitável.
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
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javascript:duvidas('3116657','891774','4','3536743','4');
IV a possibilidade palpável de encontrar (justificar) essa
verdade (racionalização da descoberta da verdade) e
permitir que a autoridade policial profira uma decisão justa,
ou melhor, um provimento final socialmente aceitável.
V a possibilidade palpável de encontrar (justificar) essa
verdade (racionalização da descoberta da verdade) e
permitir que o magistrado profira uma decisão justa, ou
melhor, um provimento final socialmente aceitável.
Determine a resposta que contém todas as alternativas
VERDADEIRAS entre as sentenças acima:
I, II , III e IV;
II e IV;
I, II, III e V;
IV;
V .
Explicação:
a possibilidade palpável de encontrar (justificar) essa verdade (racionalização da descoberta da verdade)
e permitir que o magistrado profira uma decisão justa, ou melhor, um provimento final socialmente
aceitável
5.
No processo penal devem ser realizadas diligências necessárias e adotadas todas
as providências cabíveis para tentar descobrir como os fatos realmente se
passaram. Essa afirmação corresponde ao princípio do(a):
ampla defesa
imparcialidade
verdade real
publicidade
contraditório
http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.asp
javascript:duvidas('3293043','891774','5','3536743','5');
javascript:duvidas('1051914','891774','1','3536743','1');
1.
A respeito do estudo sobre as provas é correto compreender:
O sujeito da prova pode ser classificado como mediato, quando a prova de relaciona ao
convencimento da vítima.
O sujeito da prova pode ser classificado como imediato, quando a prova de relaciona ao
convencimento do promotor.
O sujeito da prova pode ser classificado como imediato, quando a prova de relaciona ao
convencimento do defensor.
O sujeito da prova pode ser classificado como imediato, quando a prova de relaciona ao
convencimento da vítima.
O sujeito da prova pode ser classificado como imediato, quando a prova de relaciona ao
convencimento do julgador.
2.
A respeito do estudo sobre as provas é correto compreender:
O objeto da prova é somente o réu do processo
O objeto da prova é o réu
O objeto da prova é o investigado
O objeto da prova é o fato relevante ao processo
O objeto da prova é somente o investigado no inquérito policial
3.
Sobre a Teoria geral da prova e os meios de prova, foram feitas algumas
afirmações. Avalie-as com base em seus conhecimentos.
I. Os meios de prova constituem instrumentos de produção da prova para
levar o fato ao conhecimento do órgão para a demonstração de um
saber.
II. Diferem-se o objeto da prova e o objeto de prova, constituindo-se o
segundo, elementos do fato que precisa ser comprovado.
III. As provas têm por finalidade tornar todos os fatos alegados conhecidos
do juiz, convencendo-o de sua veracidade.
IV. As provas produzidas na investigação criminal, por si só, servem para a
condenação do autor do fato.
Estão corretas todas as afirmações destacadas em:
I, II e IV
I, II, III e IV
I, III e IV
II e IV
I, II e III
Explicação:
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Apenas a afirmação IV está incorreta, pois, de acordo com o Art. 155, O juiz formará sua convicção pela
livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão
exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares,
não repetíveis e antecipadas.
Parágrafo único. Somente quanto ao estado das pessoas serão
observadas as restrições estabelecidas na lei civil.
4.
Assinale abaixo um princípio aplicável à prova:
obrigatoriedade
disponibilidade
perempção
discricionariedade
comunhão da prova
Explicação:
A prova, uma vez trazida aos autos, não pertence à parte que a levou, mas sim ao processo, podendo ser
utilizada por qualquer sujeito processual.
5.
A prova tem um papel relevante no desenvolvimento válido
do processo. Pode-se afirmar que a finalidade da prova
é:
I dar imparcialidade a persecução criminal.
II dar imparcialidade ao processo.
III convencer a acusação, tornando os fatos alegados pela
parte conhecidos.
IV convencer a autoridade policial, tornando os fatos
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alegados pela parte conhecidos.
V convencer o juiz, tornando os fatos alegados pela parte
conhecidos.
Determine a resposta que contém todas as alternativas
VERDADEIRAS entre as sentenças acima:
I, II , III e IV;
I, II, III e V;
IV;
V .
II e IV;
1.
A respeito das aulas sobre perícia assinale a alterativa que explique o
significado de perito:
presidente do processo civil
presidente da investigação criminal
auxiliar da justiça
pessoa intrometida
presidente do processo penal
2.
Quando a infração penal deixar vestígio necessário se faz exame de corpo de
delito. Na falta de perito oficial o exame de corpo de delito será realizado por:
5 (cinco) pessoas idôneas
2 (duas) pessoas idôneas
4 (quatro) pessoas idôneas
3 (três) pessoas idôneas
1 (uma) pessoa idônea
Explicação:
159 do CPP - O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de
diploma de curso superior. § 1o Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas
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idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que
tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.
3.
A respeito das aulas sobre perícia assinale a alterativa queexplique o significado
de perícia:
uma análise técnica realizada por qualquer do povo, nomeado pelo juiz de direito, sobre os
elementos materiais do fato criminoso, com o fim de demonstrar algo.
uma demonstração teórica por profissional capacitado, sobre os elementos materiais do fato
criminoso, com o fim de demonstrar algo.
uma análise técnica realizada por profissional capacitado, sobre os elementos materiais do fato
criminoso, com o fim de demonstrar algo.
uma análise superficial realizada por qualquer pessoa indicada pelo delegado de polícia, sobre os
elementos materiais de qualquer fato.
uma análise técnica realizada por qualquer do povo nomeado pelo delegado de polícia, sobre os
elementos materiais do fato criminoso, com o fim de demonstrar algo.
4.
Por disposição do Código de Processo Penal, o exame de
...................................... é indispensável quando a infração penal deixar
vestígios, não podendo supri-lo(s) ............................................. Assinale a
alternativa cujas palavras ou expressões completam corretamente as lacunas da
frase acima.
histórico ¿ os depoimentos de terceiros
depoimentos ¿ os antecedentes do suspeito
corpo de delito ¿ a confissão do acusado
retrato falado ¿ o reconhecimento
antecedentes ¿ as alegações da vítima
Prezado (a) Aluno(a),
Você fará agora seu TESTE DE CONHECIMENTO! Lembre-se que este exercício é opcional, mas não valerá
ponto para sua avaliação. O mesmo será composto de questões de múltipla escolha.
Após responde cada questão, você terá acesso ao gabarito comentado e/ou à explicação da mesma.
Aproveite para se familiarizar com este modelo de questões que será usado na sua AV e AVS.
1.
Acaso haja um crime determinado pela perícia necroscópica de
que a morto ocorreu decorrente de paralisação dos órgãos em
razão de ação de substância considerada ¿veneno¿, indique qual
ciência forense é responsável por este estudo e identificação desta
circunstância:
Medicina legal
Biologia forense
Genética forense
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Hematologia forense
Toxicologia forense
2.
Podemos dizer que a criminalística:
analisa alimentos e bebidas, exame de manchas orgânicas, de pelos e cabelos, componentes de
artefatos explosivos, cargas propelentes de projetis de armas de fogo, química de cosméticos,
de tintas.
responsável pelo levantamento e estudo de impressões digitais.
utiliza métodos desenvolvidos e inerentes às diversas áreas para auxiliar e informar as
atividades policiais e judiciárias de investigação criminal.
passa pelos conhecimentos de mecânica aplicados a acidentes de trânsito, morte por projeção de
grande altura, balística, engenharia, acústica aplicada a identificação de vozes.
estuda armas e munições, faz confrontos para se determinar a autoria de um disparo.
3.
A ciência forense que estuda as causas e as concausas da
criminalidade e da periculosidade como ambiente propício à
ocorrência da criminalidade é considerada:
criminalística
balística
papiloscopia
toxicologia
criminologia
Explicação:
A criminologia é considerada uma ciência interdisciplinar, ou seja, trata-se de ciência lógica e normativa
que busca determinar o homem delinquente. Entre outros aspectos, estuda as causas e as concausas da
criminalidade e da periculosidade preparatória da criminalidade.
4.
Nos estudos sobre as ciências forenses, assinalie a alternativa que
possa explicar o significado da papiloscopia:
Ciência que consiste no levantamento e estudo de impressões digitais.
Ciência responsável pela coleta, exame e análise dos indícios deixados nas papilas
gustativas
Ciência responsável pela criação e estudo do papiloscópio
Ciência que analisa as papoulas
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Ciência responsável pela fala, mais conhecida por ¿papo¿ ou ¿bate-papo¿
1.
Com relação a quem possui legitimidade para exumação do cadáver podemos
afirmar que poderão determina-la:
o perito
somente o delegado
parentes da vítima
somente o juiz
juiz ou delegado
2.
O exame para o reconhecimento de escritos, por comparação de letra, é
considerado exame:
grafotécnico
químico
físico
complementar
necroscópico
Explicação:
Exame que compara a grafia aposta em documento escrito com a grafia do investigado ou do acusado.
3.
Em se tratando do estudo da finalidade da necropsia conforme o código de
processo penal podemos afirmar que se presta à:
identificação da causa do estupro, após 6 horas do crime, ou antecipado em razão de sua
evidência
identificação da causa da lesão corporal, após 6 horas do crime, ou antecipado em razão da
evidência do crime.
identificação da causa da morte imediatamente após o óbito, ou antecipado em razão da
evidência da morte.
identificação da causa da morte sempre em razão da evidência da morte.
identificação da causa da morte, após 6 horas após o óbito, ou antecipado em razão da
evidência da morte.
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4.
Sobre os estudos do exame de corpo de delito podemos afirmar que a necropsia
pode ser dispensada quando houver:
morte por enforcamento
morte por queda
morte suspeita
morte natural, como doença ou senilidade
morte por perfuração
1.
Assinale a alternativa incorreta a respeito da Investigação na
atividade empresarial.
Em geral, os crimes no ambiente empresarial relacionam-se, ainda que não exclusivamente, com
as práticas de dano, furto e roubo.
Incluem-se no conceito de compliance os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes
contra o meio ambiente.
A investigação de crimes na área empresarial, envolve, em geral, crimes de estelionato, crimes
contra o patrimônio, pirataria e crimes contra a propriedade intelectual.
O conceito de compliance, deriva do direito empresarial, como um conjunto de normas que
trazem inúmeros deveres às empresas para que não sejam sancionadas pela prática de crimes
cometidos pelos funcionários.
As Pessoas Jurídicas (PJ) estão isentas, pela Constituição Federal, do cometimento de crimes de
quaisquer naturezas, incluindo-se ambientais e contra o sistema financeiro.
Explicação:
As PJ não são isentas pela CF do cometimento de crimes. A CF prevê essa possibilidade para crimes
ambientais e contra o sistema financeiro.
2.
Assinale abaixo um tipo de crime mais comum na seara
empresarial:
injúria
sequestro
estelionato
calúnia
difamação
Explicação:
Art. 171 do CP - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em
erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.
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http://simulado.estacio.br/bdq_simulados_exercicio.aspjavascript:duvidas('1051975','891774','4','3536743','4');
3.
Dentro da atividade empresarial é comum termos como crimes
relacionados:
estelionato e homicídio
estupro, homicídio e aborto
roubo com morte e ato obsceno
estelionato, furto e crime contra propriedade imaterial (pirataria)
roubo e estupro
4.
Dentro da atividade empresarial é comum termos como crimes
relacionados:
estelionato, furto e crime contra propriedade imaterial (pirataria)
estelionato e homicídio
roubo com morte e ato obsceno
estupro, homicídio e aborto
roubo e estupro
1.
Assinale abaixo uma característica do investigador:
acusatório
jovem
inflexível
inobservador
curioso
Explicação:
O investigador quando se propõe a fazer uma investigação deve ter interesse em saber todos os detalhes.
2.
Acessos a documentos, apreensão e seqüestro de bens, direitos e
valores, quebra de sigilos bancários, financeiros, eleitorais e
fiscais, interceptação de comunicação telefônica e do fluxo de
comunicações, em sistemas de informática e telemática, são
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meios de prova na investigação criminal, previstos em legislações
especiais. Com base nessas informações, é verdadeiro o que se
afirmar em
A interceptação telefônica é possível de ser realizada pelo delegado de polícia em caso de
urgência, desde que haja autorização do Ministério Público.
Os acessos a documentos previstos no artigo 2º da Lei nº. 9034, de maio de 1995, são
possíveis, sem determinação judicial, nos caso de urgências, ficando vedada retardar a
interdição policial.
A quebra de sigilo eleitoral, em dia de eleição, não implica a autorização judicial, se o promotor
estiver acompanhado o pleito.
O pedido de interceptação de comunicação telefônica e do fluxo de comunicações, em sistemas
de informática e telemática, deverá conter, claramente, a descrição do objeto da investigação; o
crime deverá ser punido com pena de reclusão; indícios de autoria ou participação na infração
penal e, se conhecida, a qualificação do(s) investigado(s), bem como a demonstração da
impossibilidade ou dificuldade de obtenção de provas por outros meios.
A validade da determinação da interceptação de comunicação telefônica e do fluxo de
comunicações, em sistemas de informática e telemática, tem validade de 30 dias, renováveis por
mais 30, desde que provada a necessidade de renovação.
3.
A vulneração, como técnica de interrogatório, consiste em
permitir ao investigador direcionar a entrevista ou o interrogatório, por meio de formulação de
perguntas bem elaboradas, que conduzam o investigando a dar respostas certas, precisas, sobre
o fato e suas circunstâncias.
relacionar e mostrar ao entrevistando ou interrogando que está faltando com a verdade,
demonstrando-lhe, ponto por ponto, todas as mentiras apresentadas e, ao mesmo tempo,
exibindo-lhe provas irrefutáveis do crime.
estar o investigador sempre pronto para utilização das novas técnicas e métodos investigativos e
neles confiar.
minar as resistências do investigando, consistindo em fazer um minucioso histórico de tudo que
souber do entrevistado, principalmente dos aspectos negativos de sua vida.
questionar determinadas atitudes do entrevistado que estiverem diretamente relacionadas com a
execução do crime, mas denotam reflexo do delito.
4.
Assinale a alternativa correta. São atributos do profissional de
investigação identificados pelos estudos técnicos sobre o tema
desenvolvido na aula:
Hiperatividade, autodidata e desconfiado
Proatividade, flexibilidade e propensão a mudanças.
Curiosidade e interatividade
Passividade e reflexão
Comunicabilidade, interação funcional e adversabilidade
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