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01 a 15 Língua Portuguesa 16 a 20 Informática 21 a 25 Raciocínio Lógico 26 a 30 Noções de Direito Aministrativol 31 a 35 Noções de Direito Constitucional 36 a 40 Noções de Direito Penal 41 a 45 Noções de Direito Processual Penal 46 a 50 Noções de Legislação Penal Especial P O L Í C I A C I V I LP O L Í C I A C I V I L P ROVA 0 1P ROVA 0 1 POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA ATENÇÃO INSTRUÇÕES SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSO PÚBLICO DESTINADO AO PREENCHIMENTO DE VAGAS NO CARGO DE INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO PARANÁ O Caderno de Questões possui 40 (quarenta) questões objetivas numeradas sequencialmente, e 01 (uma) redação, de acordo com o exposto no quadro a seguir: Será entregue, pelo fiscal, a Folha de Respostas personalizada e a Versão Definitiva da Folha de Redação, na qual deverão ser preenchidas as respostas das questões da prova objetiva e transcrita a redação, respectivamente. QUANTIDADE DE QUESTÕES MATÉRIA 1. Este Caderno de Questões não deve ser folheado antes da autorização do fiscal. 2. Na Folha de Respostas, realize a conferência de seu nome completo, do número de seu documento e do número de sua inscrição. As divergências devem ser comunicadas ao fiscal para as devidas providências. 3. Após ser autorizado pelo fiscal, verifique se o Caderno de Questões está completo, sem falhas de impressão e se a numeração está correta. Não esqueça de conferir se sua prova corresponde ao cargo para o qual você se inscreveu. Caso note alguma divergência, comunique ao fiscal, imediatamente. 4. O único documento válido para a correção das provas é a Folha de Respostas, assim como a Versão Definitiva da Folha de Redação, por isso tenha a máxima atenção no preenchimento da Folha de Respostas e na Transcrição da Redação para a Versão Definitiva. 5. Deverá ser utilizada caneta esferográfica transparente, com tinta de cor azul ou preta na marcação da Folha de Respostas e para a transcrição da Versão Definitiva da Redação. 6. Leia atentamente cada questão da prova e assinale, na Folha de Respostas, a opção que a responda corretamente. Exemplo correto da marcação da Folha de Respostas: 7. O limite dos campos de marcação da Folha de Respostas deverá ser respeitado, não podendo esta ser dobrada, amassada ou rasurada. 8. O candidato deverá marcar na Folha de Respostas o número que corresponde a sua prova. 9. Será atribuída nota 0 (zero), na correção da Folha de Respostas, às questões não assinaladas, que apresentarem mais de uma alternativa assinalada, emenda ou rasura, ainda que legível. 10. A prova deverá ser realizada no prazo de 5h (cinco horas), incluindo a marcação da Folha de Respostas e a transcrição da Versão Definitiva da Redação. É importante controlar seu tempo. O candidato poderá anotar o gabarito no verso da capa da prova e levar consigo. 11. Você somente poderá deixar definitivamente a sala de prova após 60 (sessenta) minutos de seu início. O candidato não poderá, em hipótese alguma, levar consigo o Caderno de Questões, sendo necessário, obrigatoriamente, devolver ao fiscal a Folha de Respostas e a Versão Definitiva da Folha de Redação devidamente assinadas. As provas estarão disponibilizadas no site da FAFIPA (www.fafipa.org.br), a partir da divulgação do Gabarito Preliminar. 12. A retirada da sala de prova dos 03 (três) últimos candidatos só ocorrerá conjuntamente e após a conferência de todos os documentos da sala, além da assinatura do termo de fechamento. 13. Durante a prova, não será permitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre os candidatos, nem a utilização de máquinas calculadoras e/ou similares, livros, anotações, réguas de cálculo, impressos ou qualquer outro material de consulta, inclusive códigos e/ou legislação. 14. Será eliminado do concurso público o candidato que, durante a realização das provas, for surpreendido utilizando aparelhos eletrônicos, tais como bip, telefone celular, walkman, agenda eletrônica, notebook, palmtop, receptor, gravador, máquina de calcular, máquina fotográfica, controle de alarme de carro etc., bem como relógio de qualquer espécie, óculos escuros ou quaisquer acessório de chapelaria tais como chapéu, boné, gorro etc., nem a utilização de livros, códigos, manuais, impressos ou anotações, calculadoras, relógios, agendas eletrônicas, pagers, telefones celulares, BIP, Walkman, gravador ou qualquer outro equipamento eletrônico. A utilização desses objetos causará eliminação imediata do candidato. 15. Incorrerá, também, na eliminação do candidato, caso qualquer equipamento eletrônico venha a emitir ruídos, mesmo que devidamente acondicionado no envelope de guarda de pertences, durante a realização das provas. 16. Qualquer tentativa de fraude, se descoberta, implicará em imediata denúncia à autoridade competente, que tomará as medidas cabíveis, inclusive com prisão em flagrante dos envolvidos. Ba se ad o n o f or m at o d e p ro va ap lic ad o p ela ba nc a F un pa r CONHECIMENTOS BÁSICOS LÍNGUA PORTUGUESA (LUCAS LEMOS) O primeiro beijo 1 “Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme. � – Está bem, acredito que sou a sua primei 5 ra namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples: � – Sim, já beijei antes uma mulher. � – Quem era ela? perguntou com dor. 10 Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer. � O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no 15 rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difí- cil no meio da balbúrdia dos companheiros. 20 E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca. � E nem sombra de água. O jeito era jun- 25 tar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo. 30 A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. � E se fechasse as narinas e respirasse um 35 pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes, mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos. � Não sabia como e por que, mas agora se sen 40 tia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procu- rando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando. � O instinto animal dentro dele não errara: na 45 curva inesperada da estrada, entre arbustos estava… o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos esta- vam com sede, mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos. 50 De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se 55 saciar. Agora podia abrir os olhos. Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando- -o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou- -se de que realmente ao primeiro gole sentira nos 60 lábios um contato gélido, mais frio do que a água. � E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca,de uma boca para outra. Intuitivamente, confuso na sua inocên 65 cia, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida… Olhou a estátua nua. � Ele a havia beijado. � Sofreu um tremor que não se via por fora 70 e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, per- cebeu que uma parte de seu corpo, sempre 75 antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. � Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A 80 vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil. � Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho 85 antes jamais sentido: ele… � Ele se tornara homem.” Clarice Lispector 01 Contextualmente, a forma verbal “murmurar” (l. 1) apresenta o sentido de (A) queixar-se de algo. (B) falar alto; gritar. (C) falar baixinho, isto é, sussurrar. (D) vociferar. (E) expressar um descontentamento, ou seja, lamentar-se. 02 Assinale a alternativa em que a reescritura do trecho “todos estavam com sede, mas ele conse- guiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra” (l. 48-50) preserva a correção e a ideia original. (A) Ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, embora todos estivessem com sede. (B) Uma vez que todos estivessem com sede, ele con- seguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra. (C) Todavia ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao cha- fariz de pedra, todos estavam com sede. (D) Todos estavam com sede, porquanto ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 2 (E) Nem todos estavam com sede, nem ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra. 03 Transpondo para a voz passiva a frase “você nunca beijou uma mulher” (l. 6-7), a forma verbal resultante será: (A) foi beijada (B) será beijada (C) fora beijada (D) seria beijada (E) era beijada 04 No que se refere à relação de subordinação entre orações, assinale a alternativa que classifica a oração sublinhada em “(…) mais a pouca saliva que pacientemente juntava.” (l. 32-33) (A) Oração subordinada adjetiva restritiva. (B) Oração subordinada adverbial concessiva. (C) Oração subordinada adjetiva explicativa. (D) Oração subordinada adverbial final. (E) Oração subordinada substantiva subjetiva. 05 No seguimento “Uma sede enorme maior do que ele próprio (…)” (l. 28-29), o vocábulo “que” intro- duz a ideia de (A) causa. (B) comparação. (C) condição. (D) explicação. (E) conclusão. 06 A partícula “se” é empregada, no trecho “havia pouco iniciara-se o namoro (…)”, como (A) partícula apassivadora. (B) índice de indeterminação do sujeito. (C) pronome reflexivo. (D) conjunção integrante. (E) conjunção condicional. 07 O termo destacado na sentença é substituído cor- retamente pelo pronome da expressão ao lado, de acordo com a norma-padrão em: (A) “(…) e não tirava a sede.” (l. 27-28) – e não a tirava. (B) “O jeito era juntar a saliva, (…)” (l. 24-25) – O jeito era juntar-la, (…). (C) “Agora podia abrir os olhos.” (l. 55) – Agora podia abrir-os. (D) “Deu um passo para trás ou para frente, (...).” (l.72) – O deu para trás ou para frente, (…). (E) “Sofreu um tremor (...)” (l. 69) – Sofreu-lhe (…). Apelo 1 “Amanhã faz trinta dias que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a ver- dade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma 5 semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho. � Com os dias, Senhora, o leite pela pri- meira vez coalhou. A notícia de sua per- da veio aos poucos: a pilha de jornais ali no 10 chão, ninguém os guardou debaixo da escada. � Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fra- co, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se foram e fui eu quem fiquei 15 só, sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia, como a última luz na varanda. � E comecei a sentir falta das pequenas bri- gas por causa do tempero na salada o meu jei- to de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? 20 As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca- -rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas masti- 25 gando. Venha para casa, Senhora, por favor!” Dalton Trevisan 08 Quanto ao tipo do texto, podemos classificá-lo como, predominantemente, (A) descritivo, pois o objetivo é caracterizar o narrador- -personagem. (B) dissertativo-argumentativo, mas com várias passa- gens descritivas. (C) descritivo, mas com várias passagens narrativas. (D) dissertativo-expositivo. (E) narrativo, pois há uma sequência de fatos. 09 Em “Venha para casa, Senhora, por favor!” (l. 25), as vírgulas foram empregadas para (A) marcar uma enumeração. (B) deslocar um adjunto adverbial. (C) isolar um aposto. (D) indicar um vocativo. (E) iniciar a citação de outra voz. 10 A oração destacada em “Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta” (l. 2-3) é (A) subordinada adverbial causal reduzida de infinitivo. (B) subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. (C) subordinada adverbial final reduzida de infinitivo. (D) coordenada assindética. (E) coordenada sindética aditiva. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 3 11 Na oração “ninguém os guardou debaixo da escada.” (l. 10), o tempo do verbo em destaque e o seu valor semântico é: (A) Presente – fato que se repete no presente. (B) Pretérito imperfeito – fato que ocorre pontualmente no passado. (C) Pretérito perfeito – fato que se repete no passado. (D) Pretérito perfeito – ação que acontece no passado. (E) Pretérito mais-que-perfeito – ação que se repete no passado. 12 A partir do trecho “(…) e até o canário ficou mudo.” (l. 11-12), do ponto de vista morfossintá- tico, podemos afirmar que a palavra “mudo” é: (A) substantivo e exerce a função de objeto direto. (B) advérbio e exerce a função de adjunto adverbial. (C) adjetivo e exerce a função de predicado. (D) adjetivo e exerce a função de predicativo do sujeito. (E) adjetivo e exerce a função de adjunto adnominal. 13 Assinale a alternativa em que há emprego de pala- vra ou expressão em sentido figurado. (A) Amanhã faz trinta dias que a Senhora está longe de casa. (l. 1-2) (B) Com os dias, Senhora, o leite pela primeira vez coa- lhou. (l. 7-8) (C) Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. (l. 11-12) (D) E comecei a sentir falta das pequenas brigas (…) (l. 17-18) (E) Venha para casa, Senhora, por favor! (l. 25) 14 A substituição do verbo destacado pelo que está entre parênteses foi feita adequadamente em: (A) Amanhã faz trinta dias (l. 1). (fazem) (B) A notícia de sua perda veio aos poucos (l. 8-9). (vieram) (C) (...) e fui eu quem fiquei só (l. 14-15). (ficou) (D) Nenhum de nós sabe (l. 23). (sabemos) (E) Venha para casa (l. 25). (venham) 15 As palavras “deserto”, “batom” e “casa” são clas- sificadas, respectivamente, como (A) paroxítona, oxítona e paroxítona. (B) paroxítona, proparoxítona e oxítona. (C) paroxítona, oxítona e proparoxítona. (D) proparoxítona, paroxítona e paroxítona. (E) proparoxítona, paroxítona e proparoxítona. INFORMÁTICA (FABRÍCIO MELO) 16 No Linux Ubuntu, versão 14 ou superior, o comando do Bash utilizado para alterar a senha de um usuário é: (A) pwd (B) chmod (C) passwd (D) sudo (E) shutdown 17 Com relação a noções de uso de Internet e cor- reio eletrônico, utilizando os navegadores Fire- fox e Google Chrome no sistema operacional (Ubuntu versão14 ou superior), marque a alter- nativa correta. (A) Em um sistema WebMail tradicional, não é possível o destinatário do campo CCO utilizar o recurso de res- ponder a todos. (B) Um exemplo de um endereço no formato IPV4 é: 235.2.45.258. (C) O protocolo SMTP é utilizado no envio de e-mails na Internet. (D) O Mozilla Firefox é um navegador exclusivo para sis- temas operacionais Linux. (E) A ferramenta SANDBOX, no Google Chrome, possibi- lita que o usuário navegue de maneira anônima. 18 A respeito de noções, como usuário, do funciona- mento de computadores e de periféricos, julgue os itens a seguir e marque a alternativa correta. I. A impressora é um dispositivo de saída. II. A memória ROM é uma memória de arma- zenamento definitivo e o seu conteúdo não é perdido no desligamento do computador. III. A velocidade de processamento dos pro- cessadores atuais é medida por GHZ. IV. As impressoras atuais podem ser conec- tadas ao computador através de conexões sem fio, Wi-Fi. Esta(ão) correta(s) a(s) alternativa(s): (A) I e II. (B) II, III e IV. (C) I, III e IV. (D) I e IV. (E) I, II, III e IV. 19 Sobre o uso de arquivos no formato pdf no Libre Office Writer, marque a alternativa correta. (A) Não é possível converter documentos no formato pdf. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 4 (B) Através do menu Arquivo, Salvar Como é possível exportar um documento no formato pdf. (C) Através do menu Arquivo, Exportar Como é possível exportar um documento no formato pdf. (D) O Writer é o programa padrão do Linux para a aber- tura e edição de documento pdf. (E) Não é possível assinar digitalmente um documento que será exportado para pdf. 20 Sobre o Libre Office Calc 5 ou superior, versão em português, configuração padrão, marque a alter- nativa correta. (A) A função = SE (TESTE.LÓGICO; FALSO; VERDA- DEIRO) está com a sua sintaxe correta. (B) A extensão padrão do Libre Office Calc é a odt. (C) A função =MÉDIA(A1;A6) irá retornar a média das células A1 até a célula A6. (D) Em uma planilha, as linhas são representadas pelas letras e as colunas pelos números. (E) A combinação de teclas que permite o salvamento de um arquivo é CTRL+S. RACIOCÍNIO LÓGICO (MARCELO LEITE) 21 Em uma Delegacia de Polícia do Paraná existem 5 delegados, 18 agentes e 3 papiloscopistas. Para uma dada missão será formada uma equipe com 1 delegado, 1 agente e 1 papiloscopista. Conside- rando que todos os policiais estão aptos a serem escolhidos para formarem a equipe, então a quan- tidade de equipes distintas que podem ser forma- das é igual a: (A) 26 (B) 90 (C) 270 (D) 268 (E) 290 22 Em determinada delegacia estão lotados 50 poli- ciais, entre homens e mulheres. Certo dia, esta- vam presentes nessa delegacia 10% dos homens e 20% das mulheres, perfazendo 7 policiais. Con- siderando que M seja a quantidade de mulheres lotadas na delegacia, então M é igual a: (A) 9 < M < 12 (B) 13 < M < 15 (C) 16 < M < 18 (D) 19 < M < 22 (E) 23 < M < 28 23 O reservatório de uma Delegacia de Polícia do Paraná possui a forma de um paralelepípedo retangular cujas dimensões são: 3 metros de comprimento, 2 metros de largura e 1 metro de altura. O volume máximo, em litros, desse reser- vatório é igual a: (A) 6.000 (B) 6.100 (C) 6.200 (D) 6 (E) 6.300 24 Assinale a alternativa cujo valor lógico da propo- sição é a verdade (V): (A) 6 x 2 = 8 ou 2 x 7 = 9. (B) 7 é ímpar e 10 é número primo. (C) 6 + 4 = 24 se, e somente se, 2 x 7 = 14. (D) 8 > 10 e 8 é par. (E) Se 9 > 8 então 10 é ímpar. 25 A expressão “Se a sociedade realizar a denúncia no disque 181, então a polícia terá mais informa- ções sobre o crime” é equivalente à sentença: (A) Se a polícia tem mais informações sobre o crime, então a sociedade realizou a denúncia no disque 181. (B) Se a polícia não tem mais informações sobre o crime, então a sociedade não realizou a denúncia no disque 181. (C) Se a polícia não tem mais informações sobre o crime, então a sociedade realizou a denúncia no disque 181. (D) A sociedade realizar a denúncia no disque 181 e a polícia não terá mais informações sobre o crime. (E) A sociedade realizar a denúncia no disque 181 ou a polícia terá mais informações sobre o crime. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 5 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (RODRIGO CARDOSO) 26 Os agentes públicos são sujeitos que compõem o sentido subjetivo da Administração Pública e pos- suem competência para exercer os poderes admi- nistrativos essenciais para o desempenho de suas atividades. Nesse contexto, é correto afirmar: (A) Com a finalidade de atender ao interesse público, é autorizado o uso do poder de polícia para interditar estabelecimento que não possuir alvará de funciona- mento. Ainda é possível afirmar que a interdição é ato preventivo. (B) O poder hierárquico está relacionado à prerrogativa da Administração de editar atos gerais para comple- mentar as leis e permitir a sua efetiva aplicação. (C) O poder de polícia prescinde previsão legal por pos- suir o atributo da discricionariedade. (D) O poder de polícia é repressivo quando agentes do PROCON-PR estão realizando fiscalização. (E) O poder disciplinar fundamenta a aplicação de multa à contratada pela Administração que descumpre cláu- sula contratual. Nesse caso, o poder disciplinar não decore do poder hierárquico. 27 Considere que um Agente da Polícia Civil do Estado do Paraná, no exercício de suas funções, tenha colidido a viatura policial contra veículo de particular que estava devidamente estacionado. Considerando a situação descrita, assinale a alternativa correta. (A) Possível ação de indenização deverá ser proposta pelo lesado em até cinco anos contados da data do fato, sob pena de prescrição. (B) A responsabilidade civil objetiva do Estado está pre- sente na situação descrita. Desse modo, basta que o lesado demonstre dano sofrido e a culpa do agente público. (C) A responsabilidade civil do Estado será subjetiva se comprovado que o agente agiu no estrito cumpri- mento da lei. (D) Na situação apresentada, o dever de indenizar inde- pende da existência de nexo causal em razão do veí- culo estar devidamente estacionado. (E) A Administração responderá pelos danos causados ao veículo particular de forma subjetiva independen- temente de o agente ter agido com dolo ou culpa. 28 Assinale a alternativa correta, considerando aspectos do Direito Administrativo. (A) A jurisprudência fixou a tese da possibilidade da uti- lização de prova emprestada de inquérito policial em processo administrativo disciplinar, quando garantido ao acusado o contraditório e a ampla defesa. (B) Considere que Agenor tenha impetrado mandado de segurança questionando a legalidade de determinado ato administrativo praticado por servidor público. Nesse caso, sendo constatada a ilegalidade apon- tada no remédio constitucional, o juiz poderá revogar o ato administrativo. (C) A jurisprudência assegura o direito a greve aos inte- grantes das polícias civis. (D) É autorizada percepção simultânea de proventos de aposentadoria com a remuneração de cargo, emprego ou função pública. Só não será permitida a percepção simultânea quando for decorrente de cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. (E) O direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar. A exigência da edição de lei compreende o conteúdo do princípio da reserva legal. 29 A organização da Administração é a estruturação das entidades e dos órgãos que desempenham as funções, através de agentes públicos. Ainda é possível afirmar que a estrutura administrativa é similar em todos os entes políticos. Sobre esse tema, é possível afirmar: (A) Considere que o estado “Y” pretenda criar uma enti- dade administrativa com o objetivo de fiscalizar o patrimônio ambiental, bem como expedir ato norma- tivo para regulamentar o assunto. A estrutura a ser criada terá personalidade jurídica própriae será diri- gida por um colegiado com mandato fixo. É possível afirmar que será criada uma agência executiva. (B) Órgãos são estruturas com capacidades específicas pre- sentes na Administração direta e indireta estatal. Nesse contexto, há órgãos em todos os Poderes do Estado, dependendo sempre da edição para sua criação. (C) Ocorre o mecanismo de descentralização por dele- gação quando a União cria uma entidade adminis- trativa e repassa a titularidade do serviço ao novo ente personalizado, para que exerça a competência com autonomia em relação ao poder central. (D) É de competência de Justiça Federal processar e julgar, nos litígios comuns, as causas em que as autarquias do Paraná sejam autoras, rés, assistentes ou opoentes. (E) A centralização é o mecanismo para distribuir compe- tência entre pessoas jurídicas diversas. 30 A principiologia ocupa posição importante para o estudo do Direito Administrativo, uma vez que informa vetores de interpretação para todo o ordenamento objeto de estudo. A esse respeito, assinale a alternativa correta sobre os princípios. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 6 (A) O princípio da moralidade exige atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé. A moral comum não deve ser avaliada no momento da prática da atividade administrativa. (B) O princípio da juridicidade informa que a interpreta- ção da norma administrativa deve ocorrer da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. (C) O princípio da impessoalidade exige a divulgação ofi- cial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóte- ses de sigilo previstas na Constituição. (D) O princípio da eficiência exige objetividade no atendi- mento do interesse público, vedada a promoção pes- soal de agentes ou autoridades. (E) O princípio da proporcionalidade exige adequação entre meios e fins, sendo permitida a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL (WELLINGTON ANTUNES) 31 Ao dispor sobre os direitos e as garantias fun- damentais, a Constituição Federal de 1988 dispõe que (A) após o registro dos filiados, as entidades associativas têm legitimidade automática para representá-los judi- cial ou extrajudicialmente. (B) se um brasileiro nato cometer crime contra a vida em outro país, é permitida a sua extradição a pedido de governo estrangeiro, desde que o exista tratado de cooperação assinado. (C) as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trân- sito em julgado. (D) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou pro- fissão, atendidas as qualificações profissionais que o respectivo órgão de classe estabelecer. (E) os tratados internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados por maioria absoluta em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, serão equivalentes às emendas constitucionais. 32 Acerca dos remédios constitucionais, assinale a opção correta. (A) O mandado de segurança impetrado com vistas a anular ato lesivo ao patrimônio público isenta o autor de custas judiciais e do ônus da sucumbência. (B) O habeas corpus protege o direito constitucional de ir e vir; o habeas data, o direito líquido e certo não amparado por habeas corpus e pelo mandado de injunção. (C) O habeas data é o meio adequado para obter vista de processos administrativos. (D) Por sua natureza de norma definidora de direitos e garantias, o habeas corpus não sofre qualquer tipo de restrição ou limitação constitucional. (E) Segundo o STF, o julgamento de ação popular, em regra, compete aos juízes de primeiro grau, mesmo quando se tratar de ato praticado por autoridade que possua foro por prerrogativa de função. 33 Acerca dos direitos políticos, assinale a opção correta. (A) Capacidade eleitoral é o direito de votar e ser votado. (B) Emenda constitucional determinou a obrigatoriedade do voto aos analfabetos. (C) Enquanto durarem os efeitos da condenação criminal transitada em julgado, consideram-se cassados os direitos políticos do condenado. (D) Lei que altere o processo eleitoral possui eficácia plena a partir de sua publicação, sendo, portanto, aplicável em eventual eleição que ocorra no mesmo ano de sua edição. (E) O exercício da soberania popular se dá por meio do sufrágio universal, do voto direto e secreto e do man- dado de segurança. 34 A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a pre- servação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Sobre a matéria, de acordo com a Constituição Federal de 1988, assi- nale a alternativa correta. (A) O Ministério Público e as Secretarias de Estado de Segurança Pública integram os órgãos mencionados na Constituição Federal de 1988, como responsáveis pela segurança pública dos Estados. (B) A Polícia Federal destina-se a exercer, com exclusivi- dade, as funções de polícia judiciária da União. (C) Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e de apuração de infrações penais, inclusive as militares. (D) A Polícia Rodoviária Federal destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais e estaduais. (E) A Polícia Civil destina-se, dentre outras funções, a apurar infrações penais e exercer as funções de polí- cia de fronteiras. 35 A respeito da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), assinale a alternativa correta. (A) Ninguém pode ser preso, detido ou exilado. (B) Ninguém será condenado por ação ou omissão, ainda que, no momento de sua prática, constituísse ato deli- tuoso frente ao direito interno e internacional. (C) Nenhuma pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de se beneficiar de asilo em outros países. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 7 (D) O direito de asilo não pode ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas. (E) Nenhuma pessoa pode abandonar o país em que se encontra. NOÇÕES DE DIREITO PENAL (BRUNO MELLO) 36 Marque a alternativa incorreta. (A) Com relação ao concurso de pessoas, a regra ado- tada pelo Código Penal é que quem de qualquer modo concorre para o crime incide nas penas a este comi- nada, na medida de sua culpabilidade. Todavia, uma das exceções é a cooperação dolosamente distinta, quando um dos concorrentes quis participar de crime menos grave em que será aplicada a pena deste. (B) O Fato Típico, primeiro elemento do crime, é com- posto por elementos, sendo eles: conduta, resultado, nexo causal e tipicidade. (C) A teoria adotada na conduta, a teoria finalista da ação, de Hans Welzel, a qual tem por característica básica o dolo e a culpa pertencerem à conduta, ele- mento do fato típico. (D) A culpabilidade tem como um de seus elementos a exigibilidade de conduta conforme o direito é uma de suas excludentes a coação moral física irresistível. (E) No Brasil, temos como um excludente de ilicitude, previstas na parte geral do Código Penal, o exercício regular de um direito, mas que sob a ótica da tipici- dade conglobante seria uma excludente de tipicidade. 37 Marque a alternativa correta. (A) O estado de necessidade, uma excludente de ilici- tude, pode ser classificado em justificante e excul- pante. Ao adotarmos a teoria diferenciadora, temos, então, as duas classificações existentes em nosso ordenamento jurídico excluindo a ilicitude. (B) O art. 23 do CP prevê as hipóteses de excludentes de ilicitude e também a possibilidade de o agente res- ponder pelo excesso, que pode ser culposo ou doloso, mas apenas nas hipóteses de legítima defesa. (C) O sonambulismo é causa de excludente de tipicidade,por ausência de dolo ou culpa. Sendo assim, caso alguém seja vítima de uma agressão por parte de um sonâmbulo e reaja, não estará acobertada pela exclu- dente de ilicitude legítima defesa, e sim pelo estado de necessidade. (D) A teoria adotada pelo STJ e STF no concurso de pessoas é a teoria extensiva de autor. Sendo assim, autor não é somente aquele que pratica o tipo penal, mas sim aquele tem o controle da situação fática do resultado final, nascendo, então, a figura do autor mandante ou intelectual. (E) No Brasil, as descriminantes putativas são tratadas como erro de proibição indireto, pois adotamos a teoria Normativa Limitada na Culpabilidade. 38 Marque a alternativa incorreta. (A) O nexo causal é o liame entre a conduta e o resultado. E o resultado de que depende a existência do crime somente imputado a quem lhe deu causa; considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Adotando-se, assim, a teoria da equiva- lência dos antecedentes ou “conditio sine qua non”. (B) Na hipótese de um soldado que mata na guerra, o mesmo não comete crime, pois está acobertado por uma causa excludente de ilicitude, o estrito cumpri- mento do dever legal. (C) No Brasil, adotamos como regra para diferenciar Infração Penal, o sistema dicotômico ou bipartido, ou seja, no Brasil temos crime e contravenção como espécies de infração penal, sendo que crime também pode ser chamado de delito e contravenção penal de delito liliputiano. (D) No Brasil, após a reforma de 1984 na Parte Geral do CP, passamos a adotar, como regra, no estudo do erro, a teoria Diferenciadora. Temos, então, o Erro de Tipo e o Erro de Proibição, o primeiro excluindo o dolo da conduta praticada e o segundo excluindo a consci- ência da ilicitude do fato. (E) As descriminantes putativas, previstas no § 1º do art. 20 do CP, preveem a possibilidade do agente que por erro plenamente justificado pelas circunstâncias supõe uma situação de fato que se existisse torna- ria a ação Legítima, a chamada legítima defesa puta- tiva, que tem como consequência isentar o agente de pena, ainda que tenha agido com culpa. 39 Marque a alternativa correta. (A) As qualificadoras do crime de homicídio são plena- mente compatíveis com o privilégio, sejam elas obje- tivas ou subjetivas. (B) O homicídio híbrido é a possibilidade concomitante do privilégio com as qualificadoras. (C) O homicídio qualificado por motivo fútil é incompatível com o dolo eventual. (D) O homicídio qualificado pelos fins é a possibilidade de o agente matar para assegurar a execução, ocul- tação, impunidade ou vantagem de outro crime ou contravenção. (E) O homicídio privilegiado, que na verdade é uma causa de diminuição de pena, prevê a possibilidade de redução da pena de 1 a 2/3. 40 Marque a alternativa incorreta. (A) Famulato é uma espécie de furto em que o sujeito ativo é o funcionário e o passivo é o patrão. (B) Segundo entendimento já sumulado pelo STJ, não é possível substituir a qualificadora do crime de furto “concurso de duas ou mais pessoas” pela majorante INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 8 do crime de roubo, assim como a existência de sis- tema de vigilância eletrônica, em estabelecimentos comerciais, por si só, não tornam o crime de furto impossível. (C) Segundo entendimento já sumulado do STJ, não é possível a incidência do princípio da insignificância nos crimes contra a Administração Pública. (D) A consumação do crime de roubo ocorre com a inver- são da posse, ainda que por breve tempo, ainda que o agente seja perseguido logo após e a “res” seja devolvida a vítima, sendo prescindível a chamada posse mansa e pacífica. (E) Não é possível a incidência da majorante do crime de furto “durante o repouso noturno” nas hipóteses de Furto Qualificado. NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL (GEILZA DINIZ) 41 A competência é entendida como medida da jurisdição, motivo pelo qual a doutrina costuma afirmar que todo juiz tem jurisdição, mas nem todo juiz tem competência. Com base no tema, assinale a opção correta acerca de jurisdição e competência. (A) A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de ten- tativa, pelo lugar em que a infração deveria ser con- sumada. (B) Se, iniciada a execução no território nacional, o último ato de execução for praticado fora do território nacio- nal, será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia pro- duzir seu resultado. (C) Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pelo último ato de execução. (D) Nos casos de ação penal privada ou pública condicio- nada, o querelante ou ofendido poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. (E) O CPP não admite a competência por distribuição. 42 Acerca da prisão temporária, assinale a alterna- tiva correta, à luz da Lei n. 7.960/1989. (A) O STF declarou a inconstitucionalidade do dispositivo da mencionada lei que permitia a prisão temporária quando o indiciado não tivesse residência fixa. (B) Não cabe a prisão temporária em crime contra o sis- tema financeiro. (C) O mandado de prisão temporária conterá necessa- riamente o período de duração da prisão temporária estabelecido no caput do artigo 2º, bem como o dia em que o preso deverá ser libertado. (D) Após o prazo da prisão temporária, é necessária nova ordem judicial para colocar o preso em liberdade. (E) Preferencialmente, os presos temporários devem per- manecer separados dos demais detentos. 43 Considera-se cadeia de custódia o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte. Sobre o tema, assinale a opção incorreta. (A) O início da cadeia de custódia dá-se com a preservação do local de crime ou com procedimentos policiais ou peri- ciais nos quais seja detectada a existência de vestígio. (B) O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova peri- cial fica responsável por sua preservação. (C) Vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à infração penal. (D) O ato de recolher o vestígio que será submetido à análise pericial não faz parte das etapas da cadeia de custódia, pois é fase anterior à cadeia de custódia. (E) A coleta dos vestígios deverá ser realizada preferen- cialmente por perito oficial, que dará o encaminha- mento necessário para a central de custódia, mesmo quando for necessária a realização de exames com- plementares. 44 Acerca da ação penal, assinale a alterna- tiva correta. (A) Nas ações penais públicas condicionadas à repre- sentação, no caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, des- cendente ou irmão. (B) A representação será irretratável, depois de citado o réu. (C) Nos casos de ação pública, somente a vítima ou seu representante legal poderão provocar a iniciativa do Ministério Público, fornecendo-lhe, por escrito, infor- mações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, o lugar e os elementos de convicção. (D) Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, terá preferência o descendente, e, em seguida, o cônjuge e o parente mais próximo. (E) As fundações, associações ou sociedades, ainda que legalmente constituídas, não poderão exercer a ação penal. 45 Chama-se de notitia criminis inqualificada (A) a prisão em flagrante. (B) a requisição do Ministro da Justiça para instauração do inquérito policial. (C) a representação do ofendido, nos crimes sujeitos a ação penal pública condicionada. (D) a denúncia anônima. (E) a notícia do crime, obtida pela autoridadepolicial, por meio de jornais de televisão. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 9 NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL (WALLACE FRANÇA / DIEGO FONTES / LUANA DAVICO) 46 Considerando o disposto na Lei Antidrogas (Lei n. 11.343/2006) e o entendimento dos tribunais supe- riores, marque a alternativa incorreta. (A) A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes não exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, bas- tando a mera admissão da posse ou propriedade para uso próprio. (B) A reincidência de que trata o § 4º do art. 28 da Lei n. 11.343/2006 é a específica. (C) A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 40, I, da Lei n. 11.343/2006) configura-se com a prova da destinação internacional das drogas, ainda que não consumada a transposição de fronteiras. (D) É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas dispo- sições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis. (E) O crime de porte de drogas para consumo pessoal não gera reincidência. 47 À luz da Lei n. 9.455/1997, julgue os itens a seguir. I. O fato de o agente constranger um indiví- duo mediante violência ou grave ameaça, em razão da procedência nacional desse indivíduo, causando-lhe sofrimento físico ou mental, caracteriza o crime de tortura na modalidade discriminação. II. A prática do delito de tortura-castigo (vin- gativa ou intimidatória), previsto no art. 1º, II, da Lei n. 9.455/1997, é crime próprio, somente podendo ser agente ativo aquele que tiver relação de guarda, poder ou auto- ridade em relação à vítima. III. De acordo com a jurisprudência do STJ, no caso de crime de tortura perpetrado contra criança em que há prevalência de relações domésticas e de coabitação, não configura bis in idem a aplicação conjunta da causa de aumento de pena prevista no art. 1º, § 4º, II, da Lei n. 9.455/1997 (Lei de Tortura) e da agravante genérica estatuída no art. 61, II, “f”, do Código Penal. IV. O delegado que se omite em relação à con- duta de agente que lhe é subordinado, não impedindo que este torture preso que es- teja sob a sua guarda, incorre na mesma pena aplicável ao torturador, tendo em vis- ta que pratica tortura na qualidade de cri- me omissivo impróprio por ter o dever de garantidor previsto no Código Penal. Estão certos os itens: (A) I e II. (B) I, II e IV. (C) I e III. (D) II e III. (E) III e IV. 48 Uma equipe do IBAMA estava fazendo fiscaliza- ção de rotina no mar de Angra dos Reis (RJ), pró- ximo de uma ilha em um local considerado como “estação ecológica”. A estação ecológica é uma espécie de unidade de conservação na qual é proibida a pesca. Na estação ecológica, os ser- vidores do IBAMA encontraram uma pequena embarcação com um indivíduo. Apesar de não estar com peixes, ele estava com vara de pescar, linha e anzol. O pescador foi autuado administra- tivamente pelo IBAMA por pesca ilegal e o MP ofe- receu denúncia contra ele pela prática do crime previsto no art. 34, caput, da Lei n. 9.605/1998. Assinale a alternativa correta. (A) A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes ambientais apenas nos casos de perigo concreto. (B) A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes ambientais apenas nos casos de perigo abstrato. (C) Mesmo diante de crime de perigo abstrato, é possível dispensar a verificação “in concreto” do perigo real ou mesmo potencial da conduta praticada pelo acusado com relação ao bem jurídico tutelado. (D) Apesar de a conduta do denunciado amoldar-se à tipi- cidade formal e subjetiva, o STF entende que não há a tipicidade material, consistente na relevância penal da conduta e no resultado típico, em razão da insigni- ficância da lesão produzida no bem jurídico tutelado. (E) Por se tratar de uma Estação Ecológica, o STF entende que não há de se afastar a tipicidade mate- rial pelo princípio da insignificância, vez que o bem jurídico protegido merece melhor e maior proteção, e o crime do art. 34, sendo de perigo abstrato, alcança a referida subsunção formal e subjetiva. 49 Nos termos da Lei n. 9.503/1997, o homicídio cul- poso cometido na direção de veículo automotor, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) à metade, exceto se o agente (A) não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação. (B) praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada. (C) deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente. (D) sob a influência de álcool ou qualquer outra substân- cia psicoativa que determine dependência. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 10 (E) no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros. 50 Considerando o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069/1990) e o entendi- mento dos tribunais superiores, marque a alterna- tiva correta. (A) A configuração do crime do art. 244-B do ECA depende da prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal. (B) A superveniência da maioridade penal interfere na apuração de ato infracional e na aplicabilidade de medida socioeducativa em curso, inclusive na liber- dade assistida. (C) O Estatuto da Criança e do Adolescente não traz empe- cilho para a viagem de adolescente em âmbito nacio- nal, trazendo restrições somente para as crianças. (D) O efeito de condenação de perda do cargo para os crimes previstos no estatuto da criança e do adoles- cente, praticados por servidores públicos com abuso de autoridade, não são condicionados à ocorrência de reincidência. (E) O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à imposição de medida socioeducativa de internação do adolescente. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 11 -------------------------------------------------------------------------------(destaque aqui)------------------------------------------------------------------------------ GABARITO PROVA 01 INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA – PC/PR Questão 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Resp. C A A A B A A E D C D D C C A C C E C E Questão 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 Resp. C D A E B E A A B A C E A B D D C E B A Questão 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 Resp. B C D A D A D D D E CONHECIMENTOS BÁSICOS LÍNGUA PORTUGUESA (LUCAS LEMOS) O primeiro beijo 1 “Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme. � – Está bem, acredito que sou a sua primei 5 ra namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples: � – Sim, já beijei antes uma mulher. � – Quem era ela? perguntou com dor. 10 Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer. � O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no 15 rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difí- cil no meio da balbúrdia dos companheiros. 20 E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca. � E nem sombra de água. O jeito era jun- 25 tar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo. 30 A brisa fina, antestão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. � E se fechasse as narinas e respirasse um 35 pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes, mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos. � Não sabia como e por que, mas agora se sen 40 tia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procu- rando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando. � O instinto animal dentro dele não errara: na 45 curva inesperada da estrada, entre arbustos estava… o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos esta- vam com sede, mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos. 50 De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se 55 saciar. Agora podia abrir os olhos. Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando- -o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou- -se de que realmente ao primeiro gole sentira nos 60 lábios um contato gélido, mais frio do que a água. � E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra. Intuitivamente, confuso na sua inocên 65 cia, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida… Olhou a estátua nua. � Ele a havia beijado. � Sofreu um tremor que não se via por fora 70 e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, per- cebeu que uma parte de seu corpo, sempre 75 antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. � Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A 80 vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil. � Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho 85 antes jamais sentido: ele… � Ele se tornara homem.” Clarice Lispector 01 Contextualmente, a forma verbal “murmurar” (l. 1) apresenta o sentido de (A) queixar-se de algo. (B) falar alto; gritar. (C) falar baixinho, isto é, sussurrar. (D) vociferar. (E) expressar um descontentamento, ou seja, lamentar-se. Letra c. No trecho “Os dois mais murmuravam que conversavam”, a forma verbal “murmuravam” foi empregada no sentido de sussurrar, falar baixo. Por isso, a alternativa (C) está correta. 02 Assinale a alternativa em que a reescritura do trecho “todos estavam com sede, mas ele conse- guiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra” (l. 48-50) preserva a correção e a ideia original. (A) Ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, embora todos estivessem com sede. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 13 (B) Uma vez que todos estivessem com sede, ele con- seguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra. (C) Todavia ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao cha- fariz de pedra, todos estavam com sede. (D) Todos estavam com sede, porquanto ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra. (E) Nem todos estavam com sede, nem ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra. Letra a. (A) Alternativa correta. Observe que, no texto original, identificamos uma ideia adversativa, enquanto na reescritura desta alternativa observamos uma ideia concessiva. Ambas apresentam uma contrariedade. A única diferença é sintática, pois a concessão é subordinada e a adversidade é coordenada. (B) A conjunção “uma vez que” apresenta valor causal. Logo, o item está errado. (C) Não será possível iniciar uma oração com uma conjunção coordenativa. O correto, nesse caso, será: Todos estavam com sede, todavia ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra. (D) A conjunção “porquanto” apresenta um valor causal, por isso, não será a reposta. (E) O vocábulo “nem” é uma conjunção aditiva que indica uma negação. Item, então, errado. 03 Transpondo para a voz passiva a frase “você nunca beijou uma mulher” (l. 6-7), a forma verbal resultante será: (A) foi beijada (B) será beijada (C) fora beijada (D) seria beijada (E) era beijada Letra a. Ao transpor a frase “você nunca beijou uma mulher” para a voz passiva analítica, teremos a seguinte construção: uma mulher nunca foi beijada por você. Note-se que, na voz passiva analítica, será preciso acrescentar o verbo ser no mesmo tempo e modo do verbo na voz ativa. Como o verbo “beijou” se apresenta no pretérito perfeito, o verbo ser também deverá assumir este tempo. Logo, a resposta adequada será a letra (A). 04 No que se refere à relação de subordinação entre orações, assinale a alternativa que classifica a oração sublinhada em “(…) mais a pouca saliva que pacientemente juntava.” (l. 32-33) (A) Oração subordinada adjetiva restritiva. (B) Oração subordinada adverbial concessiva. (C) Oração subordinada adjetiva explicativa. (D) Oração subordinada adverbial final. (E) Oração subordinada substantiva subjetiva. Letra a. Na frase “(…) mais a pouca saliva que pacientemente juntava”, o termo “que” pode ser substituído por “a qual”; então, desempenha a função de pronome relativo e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva, porque não há vírgulas. A resposta, portanto, é a letra (A). 05 No seguimento “Uma sede enorme maior do que ele próprio (…)” (l. 28-29), o vocábulo “que” intro- duz a ideia de (A) causa. (B) comparação. (C) condição. (D) explicação. (E) conclusão. Letra b. (A) A causa exprime um fato que ocorreu na oração principal. Observe-se o exemplo: A menina chorou porque apanhou da mãe (= apanhar da mãe é causa de a menina ter chorado). (B) A comparação serve para realçar uma semelhança entre dois objetos ou duas ideias diferentes. Atente-se ao exemplo a seguir: Ele estuda como um obstinado (= estuda). No contexto “Uma sede enorme maior do que ele próprio (…)”, identificamos a conjunção “do que” que indica uma comparação. É importante anotar que o vocábulo “do” é facultativo quando indicar a comparação. (C) A condição indica um valor hipotético. Veja o exemplo: Se não chover, poderemos ir ao clube. Note-se que há possibilidade entre chover ou não; logo, o item não é a resposta adequada da questão. (D) A explicação tem como objetivo tornar clara, explícita uma ideia, como é possível notar no exemplo Fui à praia, pois o shopping estava lotado (o shopping estar lotado é o motivo de se ter ido à praia). (E) A conclusão indica um arremate para o texto, ou seja, equivalente à conjunção “portanto”. Por essa razão, a alternativa não é a resposta. 06 A partícula “se” é empregada, no trecho “havia pouco iniciara-se o namoro (…)”, como (A) partícula apassivadora. (B) índice de indeterminação do sujeito. (C) pronome reflexivo. (D) conjunção integrante. (E) conjunção condicional. Letra a. No trecho “havia pouco iniciara-se o namoro (…)”, observamos que a forma verbal “iniciara” é transitiva direta, ou seja, quem inicia, inicia algo; e, ao inserir o vocábulo “se” junto ao verbo transitivo direto, o objeto direto se tornará sujeito. Portanto, o vocábulo “se” desempenhará a função de partícula apassivadora. DICA IMPORTANTE 1 – ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO: conhecido também como pronome impessoalizador, INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 14 símbolo de indeterminação do sujeito, ou ainda como pronome indeterminador do sujeito, sempre aparecejunto ao verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação. Pode até aparecer junto ao verbo transitivo direto, contanto que o objeto direto venha preposicionado. Como o próprio nome já diz, quando exerce essa função, a palavra SE indetermina ou não indica o sujeito da oração. Esse tipo de oração não admite a transposição para a voz passiva analítica, e o verbo ficará sempre na 3ª pessoa do singular. Ex.: Vive-se bem naquele país. (V.I.) Necessita-se de ética na política. (V.T.I.) É-se infeliz neste país? (V.L.) Respeitou-se às normas. (V.T.D. + O.D. preposicionado) 2 – PARTÍCULA APASSIVADORA OU PRONOME APASSIVADOR: apresenta-se na formação da voz passiva sintética, com verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos; com verbos transitivos indiretos, intransitivos ou de ligação não há possibilidade de caracterizar a partícula apassivadora. Na prática, a frase pode ser transposta para a voz passiva analítica (com locução verbal). Ex.: Vendem-se carros seminovos. (= Carros seminovos são vendidos) Entregou-se a medalha ao atleta que obteve o melhor desempenho. (= A medalha foi entregue ao atleta que obteve o melhor desempenho) 07 O termo destacado na sentença é substituído cor- retamente pelo pronome da expressão ao lado, de acordo com a norma-padrão em: (A) “(…) e não tirava a sede.” (l. 27-28) – e não a tirava. (B) “O jeito era juntar a saliva, (…)” (l. 24-25) – O jeito era juntar-la, (…). (C) “Agora podia abrir os olhos.” (l. 55) – Agora podia abrir-os. (D) “Deu um passo para trás ou para frente, (...).” (l.72) – O deu para trás ou para frente, (…). (E) “Sofreu um tremor (...)” (l. 69) – Sofreu-lhe (…). Letra a. (A) A substituição do substantivo “sede.” pelo pronome “a” foi feita corretamente. Note-se que o pronome oblíquo exerce função de objeto direto e se localiza antes do verbo por causa do fator de próclise, ou seja, o advérbio “não” exige que o pronome anteceda a forma verbal. (B) A construção correta para a substituição é a seguinte: O jeito era juntá-la. Observa-se que, ao se usar os pronomes o, os, a, as com os verbos terminados nas consoantes -r, -s ou -z, é necessário eliminá-las e acrescentar as formas pronominais la, lo, las, los. Lembre-se de acentuar o verbo se ele for uma oxítona finalizada em -a, -e, -o. (C) A expressão “os olhos” é objeto direto da forma verbal “podia abrir”; sendo assim, o pronome correto é o os, pois ele serve para substituir objetos diretos. Como o verbo termina nas consoantes -r, -s, ou -z, é necessário eliminá-las e acrescentar as formas pronominais la, lo, las, los. Dessa forma, a construção correta será: Agora podia abri-los. (D) A construção “O deu para trás ou para frente, (…).” é totalmente inadequada, pois os pronomes oblíquos átonos jamais poderão iniciar uma frase. Portanto, a construção correta, ao substituir o objeto direto pelo pronome, é: Deu-o para trás ou para frente, (…). (E) O pronome lhe só pode substituir um objeto indireto. No trecho deste item, o verbo é transitivo direto; logo, o pronome adequado é “o”. A forma correta é: Sofreu-o. Apelo 1 “Amanhã faz trinta dias que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a ver- dade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma 5 semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho. � Com os dias, Senhora, o leite pela pri- meira vez coalhou. A notícia de sua per- da veio aos poucos: a pilha de jornais ali no 10 chão, ninguém os guardou debaixo da escada. � Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fra- co, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se foram e fui eu quem fiquei 15 só, sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia, como a última luz na varanda. � E comecei a sentir falta das pequenas bri- gas por causa do tempero na salada o meu jei- to de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? 20 As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca- -rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas masti- 25 gando. Venha para casa, Senhora, por favor!” Dalton Trevisan 08 Quanto ao tipo do texto, podemos classificá-lo como, predominantemente, (A) descritivo, pois o objetivo é caracterizar o narrador- -personagem. (B) dissertativo-argumentativo, mas com várias passa- gens descritivas. (C) descritivo, mas com várias passagens narrativas. (D) dissertativo-expositivo. (E) narrativo, pois há uma sequência de fatos. Letra e. Visto que se pode perceber no decorrer do texto um encadeamento de fatos, o texto é preponderantemente narrativo. Note-se que, ao longo do texto, é contada a história da senhora que está longe de casa. E, por mais que haja alguma descrição, o objetivo maior é contar a história. Por isso, a letra (E) é a resposta adequada. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 15 09 Em “Venha para casa, Senhora, por favor!” (l. 25), as vírgulas foram empregadas para (A) marcar uma enumeração. (B) deslocar um adjunto adverbial. (C) isolar um aposto. (D) indicar um vocativo. (E) iniciar a citação de outra voz. Letra d. Em “Venha para casa, Senhora, por favor!”, as vírgulas são empregadas obrigatoriamente para indicar um vocativo. Recorde-se de que o vocativo é um chamamento, uma invocação. Dessa forma, a resposta certa é a letra (D). 10 A oração destacada em “Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta” (l. 2-3) é (A) subordinada adverbial causal reduzida de infinitivo. (B) subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. (C) subordinada adverbial final reduzida de infinitivo. (D) coordenada assindética. (E) coordenada sindética aditiva. Letra c. No trecho “Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta”, notamos uma finalidade; por isso, oração subordinada adverbial final. E será reduzida, porque o verbo “dizer” se apresenta no infinitivo. DICA IMPORTANTE Preposição para + infinitivo = finalidade: Para ser aprovado, estude. Preposição por + infinitivo = causa: Por chegar tarde, foi demitido. Locução prepositiva apesar de + infinitivo = concessão: Apesar de ter acordado cedo, chegou atrasado. Contração ao + infinitivo = tempo: Ao chegar, devolva-me os documentos. 11 Na oração “ninguém os guardou debaixo da escada.” (l. 10), o tempo do verbo em destaque e o seu valor semântico é: (A) Presente – fato que se repete no presente. (B) Pretérito imperfeito – fato que ocorre pontualmente no passado. (C) Pretérito perfeito – fato que se repete no passado. (D) Pretérito perfeito – ação que acontece no passado. (E) Pretérito mais-que-perfeito – ação que se repete no passado. Letra d. A questão exige que se marque a alternativa na qual se indique corretamente o tempo e o valor semântico da forma verbal “guardou”, que está no pretérito perfeito. (A) A forma verbal “guardou” não está no tempo presente, este indica um fato atual. (B) O tempo pretérito imperfeito do indicativo indica um fato habitual ou inacabado no passado, e não um fato que ocorra pontualmente. Indica um fato constante ou inacabado no passado; pode ser caracterizado por meio da expressão naquela época. Por exemplo, para se conjugar um verbo nesse tempo, basta que se insira tal expressão na oração: Naquela época, eu cantava bem. Observando-se a forma do verbo percebe-se que os verbos do pretérito imperfeito do indicativo terminam em ava ou ia geralmente. No caso, o verbo ser é era. (C) O pretérito perfeito do indicativo indica uma ação concluída no passado. (D) O pretérito perfeito do indicativo indica ação ou estado passado que se estagnou, isto é, que ocorreu em determinado momento do passado sem continuidade. Sendo assim, este item é a resposta certa. (E) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo indica ação ou estado passado com relação ao pretérito perfeito. Observe-seo exemplo: Ele finalmente comprou o carro, que desejara durante tempos (a forma verbal “comprou” está no pretérito perfeito do indicativo, e a forma verbal “desejara” está no pretérito mais-que-perfeito do indicativo, que expressa um fato passado anterior a outro acontecimento passado, ou seja, a ação de desejar o carro aconteceu antes de comprá-lo). O item está incorreto por afirmar que o pretérito mais-que-perfeito é uma ação que se repete no passado. 12 A partir do trecho “(…) e até o canário ficou mudo.” (l. 11-12), do ponto de vista morfossintá- tico, podemos afirmar que a palavra “mudo” é: (A) substantivo e exerce a função de objeto direto. (B) advérbio e exerce a função de adjunto adverbial. (C) adjetivo e exerce a função de predicado. (D) adjetivo e exerce a função de predicativo do sujeito. (E) adjetivo e exerce a função de adjunto adnominal. Letra d. (A) O vocábulo citado não pertence à classe dos substantivos. E tenha muito cuidado para não afirmar que o verbo “ficar” seria transitivo direto. (B) O vocábulo citado não pertence à classe dos advérbios. Os advérbios são palavras invariáveis que modificam o sentido de verbos, e só podem exercer uma função sintática: adjuntos adverbiais. (C) A palavra em destaque pertence à classe dos adjetivos. Os adjetivos são palavras variáveis que modificam substantivos. Podem exercer três funções sintáticas: adjunto adnominal, predicativo do sujeito e predicativo do objeto. O predicado é tudo que se declara sobre o sujeito, isto é, no contexto incluiria o verbo: “ficou mudo”. (D) No trecho “(…) e até o canário ficou mudo”, a palavra “mudo” caracteriza o sujeito: canário. Sendo assim, esse vocábulo é morfologicamente adjetivo e exerce a função sintática de predicativo do sujeito. Essa função sintática pertence ao predicado, mas indica uma característica ou estado do sujeito. Na maioria das vezes vem conectada por um verbo de ligação. Por esse motivo, este item é a resposta correta da questão. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 16 (E) O adjunto adnominal jamais poderá ser separado do nome a que se refere, pois ele deve, necessariamente, estar junto ao nome. Por isso, esta alternativa NÃO é a reposta correta. 13 Assinale a alternativa em que há emprego de pala- vra ou expressão em sentido figurado. (A) Amanhã faz trinta dias que a Senhora está longe de casa. (l. 1-2) (B) Com os dias, Senhora, o leite pela primeira vez coa- lhou. (l. 7-8) (C) Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. (l. 11-12) (D) E comecei a sentir falta das pequenas brigas (…) (l. 17-18) (E) Venha para casa, Senhora, por favor! (l. 25) Letra c. No trecho “Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo”, podemos identificar um valor conotativo conhecido como metáfora: uma figura de linguagem em que há uma transferência do significado de uma palavra para outra, por meio de uma comparação não explícita. 14 A substituição do verbo destacado pelo que está entre parênteses foi feita adequadamente em: (A) Amanhã faz trinta dias (l. 1). (fazem) (B) A notícia de sua perda veio aos poucos (l. 8-9). (vieram) (C) (...) e fui eu quem fiquei só (l. 14-15). (ficou) (D) Nenhum de nós sabe (l. 23). (sabemos) (E) Venha para casa (l. 25). (venham) Letra c. A questão exige que o candidato assinale a alternativa que permita dupla concordância. Para isso, analisaremos item a item. (A) Amanhã faz trinta dias (l. 1). Neste caso, o verbo deverá permanecer obrigatoriamente no singular, visto que o verbo “fazer”, indicando tempo decorrido, é impessoal e exige a 3ª pessoa do singular. (B) A notícia de sua perda veio aos poucos (l. 8-9). A forma “veio” deverá ficar no singular para concordar com o núcleo do sujeito “notícia”. (C) (..) e fui eu quem fiquei só (l. 14-15). Esta é a alternativa correta, pois o pronome “quem” permite a dupla concordância. É possível concordar tanto com o próprio pronome em 3ª pessoa do singular quanto com o termo antecedente “eu”. Então, as duas formas ficarão perfeitas. (D) Nenhum de nós sabe (l. 23). Tenha cuidado com este item, pois o verbo “sabe” precisa ficar no singular para concordar com o núcleo do sujeito “nenhum”. (E) Venha para casa (l. 25). Contextualmente, a forma verbal “venha” está no singular para se referir a “senhora”. Por isso, caberá apenas o singular. 15 As palavras “deserto”, “batom” e “casa” são clas- sificadas, respectivamente, como (A) paroxítona, oxítona e paroxítona. (B) paroxítona, proparoxítona e oxítona. (C) paroxítona, oxítona e proparoxítona. (D) proparoxítona, paroxítona e paroxítona. (E) proparoxítona, paroxítona e proparoxítona. Letra a. As palavras “deserto”, “batom e “casa” são, respectivamente, paroxítona, oxítona e paroxítona. Lembremos que as oxítonas são aquelas palavras cuja última sílaba é a mais forte, ao passo que as paroxítonas são aquelas cuja penúltima sílaba é a mais forte. INFORMÁTICA (FABRÍCIO MELO) 16 No Linux Ubuntu, versão 14 ou superior, o comando do Bash utilizado para alterar a senha de um usuário é: (A) pwd (B) chmod (C) passwd (D) sudo (E) shutdown Letra c. (A) Mostra o diretório corrente. (B) Altera as permissões do usuário. (D) Concede permissões de root a um usuário comum. (E) Desligar ou reiniciar o sistema. 17 Com relação a noções de uso de Internet e cor- reio eletrônico, utilizando os navegadores Fire- fox e Google Chrome no sistema operacional (Ubuntu versão 14 ou superior), marque a alter- nativa correta. (A) Em um sistema WebMail tradicional, não é possível o destinatário do campo CCO utilizar o recurso de res- ponder a todos. (B) Um exemplo de um endereço no formato IPV4 é: 235.2.45.258. (C) O protocolo SMTP é utilizado no envio de e-mails na Internet. (D) O Mozilla Firefox é um navegador exclusivo para sis- temas operacionais Linux. (E) A ferramenta SANDBOX, no Google Chrome, possibi- lita que o usuário navegue de maneira anônima. Letra c. (A) Em qualquer sistema de e-mail é possível o destinatário do campo CCO utilizar o recurso responder a todos. (B) Endereços no formato IPV4 só podem conter números de 0 a 255. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 17 (D) Mozilla Firefox é um navegador multiplataforma, podendo ser instalado em outros sistemas operacionais, como o Windows e OS/X, por exemplo. (E) A ferramenta correta é a Navegação Anônima. 18 A respeito de noções, como usuário, do funciona- mento de computadores e de periféricos, julgue os itens a seguir e marque a alternativa correta. I. A impressora é um dispositivo de saída. II. A memória ROM é uma memória de arma- zenamento definitivo e o seu conteúdo não é perdido no desligamento do computador. III. A velocidade de processamento dos pro- cessadores atuais é medida por GHZ. IV. As impressoras atuais podem ser conec- tadas ao computador através de conexões sem fio, Wi-Fi. Esta(ão) correta(s) a(s) alternativa(s): (A) I e II. (B) II, III e IV. (C) I, III e IV. (D) I e IV. (E) I, II, III e IV. Letra e. Todos os itens estão de acordo com os seus conceitos. 19 Sobre o uso de arquivos no formato pdf no Libre Office Writer, marque a alternativa correta. (A) Não é possível converter documentos no formato pdf. (B) Através do menu Arquivo, Salvar Como é possível exportar um documento no formato pdf. (C) Através do menu Arquivo, Exportar Como é possível exportar um documento no formato pdf. (D) O Writer é o programa padrão do Linux para a aber- tura e edição de documento pdf. (E) Não é possível assinar digitalmente um documento que será exportado para pdf. Letra c. (A) O Writer converte documentos em pdf. (B) Salvar e Salvar Como não possuem a opção de exportação para o formato pdf. (D) O Writer não abre nem edita pdf. (E) É possível assinar digitalmente um documento pdf. 20 Sobre o Libre Office Calc 5 ou superior, versão em português, configuração padrão, marque a alter- nativa correta. (A) A função = SE (TESTE.LÓGICO; FALSO; VERDA- DEIRO) está com a sua sintaxe correta. (B) A extensão padrãodo Libre Office Calc é a odt. (C) A função =MÉDIA(A1;A6) irá retornar a média das células A1 até a célula A6. (D) Em uma planilha, as linhas são representadas pelas letras e as colunas pelos números. (E) A combinação de teclas que permite o salvamento de um arquivo é CTRL+S. Letra e. (A) =SE(TESTE.LÓGICO;VERDADEIRO;FALSO). (B) Extensão padrão = ods. (C) Irá retornar a média das células A1 e A6. (D) Linhas = números. Colunas = letras. RACIOCÍNIO LÓGICO (MARCELO LEITE) 21 Em uma Delegacia de Polícia do Paraná existem 5 delegados, 18 agentes e 3 papiloscopistas. Para uma dada missão será formada uma equipe com 1 delegado, 1 agente e 1 papiloscopista. Conside- rando que todos os policiais estão aptos a serem escolhidos para formarem a equipe, então a quan- tidade de equipes distintas que podem ser forma- das é igual a: (A) 26 (B) 90 (C) 270 (D) 268 (E) 290 Letra c. Agrupamento (equipe) = 1 delegado e 1 agente e 1 papiloscopista = 5 possibilidades x 18 possibilidades x 3 possibilidades = 270 equipes. 22 Em determinada delegacia estão lotados 50 poli- ciais, entre homens e mulheres. Certo dia, esta- vam presentes nessa delegacia 10% dos homens e 20% das mulheres, perfazendo 7 policiais. Con- siderando que M seja a quantidade de mulheres lotadas na delegacia, então M é igual a: (A) 9 < M < 12 (B) 13 < M < 15 (C) 16 < M < 18 (D) 19 < M < 22 (E) 23 < M < 28 Letra d. Considerando que: Total de homens lotados na delegacia: H Total de mulheres lotadas na delegacia: M Assim, teremos: H + M = 50 (Equação I) 0,1.H + 0,2.M = 7 (Equação II) Isolando o H, na equação I, e substituindo na equação II teremos: INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 18 H + M = 50 H = 50 – M, substituindo na equação II 0,1.H + 0,2.M = 7 0,1(50 – M) + 0,2.M = 7 5 – 0,1M + 0,2M = 7 0,1M = 7 – 5 0,1M = 2 M = 20 23 O reservatório de uma Delegacia de Polícia do Paraná possui a forma de um paralelepípedo retangular cujas dimensões são: 3 metros de comprimento, 2 metros de largura e 1 metro de altura. O volume máximo, em litros, desse reser- vatório é igual a: (A) 6.000 (B) 6.100 (C) 6.200 (D) 6 (E) 6.300 Letra a. O volume do paralelepípedo retangular é dado pela fórmula: Volume = Comprimento x Largura x Altura Volume = 3 m x 2 m x 1 m = 6 m3 Como cada m3 corresponde a 1.000 litros, então teremos: 6 m3 = 6 x 1.000 litros = 6.000 litros. 24 Assinale a alternativa cujo valor lógico da propo- sição é a verdade (V): (A) 6 x 2 = 8 ou 2 x 7 = 9. (B) 7 é ímpar e 10 é número primo. (C) 6 + 4 = 24 se, e somente se, 2 x 7 = 14. (D) 8 > 10 e 8 é par. (E) Se 9 > 8 então 10 é ímpar. Letra e. (A) 6 x 2 = 8 (F) ou 2 x 7 = 9 (F) terá resultado FALSO. (B) 7 é ímpar (V) e 10 é número primo (F) terá resultado FALSO. (C) 6 + 4 = 24 (F) se, e somente se, 2 x 7 = 14 (V) terá resultado FALSO. (D) 8 > 10 (F) e 8 é par (V) terá resultado FALSO. (E) Se 9 > 8 (V) então 10 é ímpar (F) terá resultado VERDADEIRO. 25 A expressão “Se a sociedade realizar a denúncia no disque 181, então a polícia terá mais informa- ções sobre o crime” é equivalente à sentença: (A) Se a polícia tem mais informações sobre o crime, então a sociedade realizou a denúncia no disque 181. (B) Se a polícia não tem mais informações sobre o crime, então a sociedade não realizou a denúncia no disque 181. (C) Se a polícia não tem mais informações sobre o crime, então a sociedade realizou a denúncia no disque 181. (D) A sociedade realizar a denúncia no disque 181 e a polícia não terá mais informações sobre o crime. (E) A sociedade realizar a denúncia no disque 181 ou a polícia terá mais informações sobre o crime. Letra b. A condicional possui a equivalência: A → B = ~B → ~A Assim, a equivalente da condicional “Se a sociedade realizar a denúncia no disque 181 (A), então a polícia terá mais informações sobre o crime (B)” será “Se a polícia não tem mais informações sobre o crime (~B), então a sociedade não realizou a denúncia no disque 181(~A)”. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (RODRIGO CARDOSO) 26 Os agentes públicos são sujeitos que compõem o sentido subjetivo da Administração Pública e pos- suem competência para exercer os poderes admi- nistrativos essenciais para o desempenho de suas atividades. Nesse contexto, é correto afirmar: (A) Com a finalidade de atender ao interesse público, é autorizado o uso do poder de polícia para interditar estabelecimento que não possuir alvará de funciona- mento. Ainda é possível afirmar que a interdição é ato preventivo. (B) O poder hierárquico está relacionado à prerrogativa da Administração de editar atos gerais para comple- mentar as leis e permitir a sua efetiva aplicação. (C) O poder de polícia prescinde previsão legal por pos- suir o atributo da discricionariedade. (D) O poder de polícia é repressivo quando agentes do PROCON-PR estão realizando fiscalização. (E) O poder disciplinar fundamenta a aplicação de multa à contratada pela Administração que descumpre cláu- sula contratual. Nesse caso, o poder disciplinar não decore do poder hierárquico. Letra e. Inexiste hierarquia entre a Administração e a contratada. Assim, o poder disciplinar não deriva do poder hierárquico na aplicação de penalidade a particulares contratados pela Administração. 27 Considere que um Agente da Polícia Civil do Estado do Paraná, no exercício de suas funções, tenha colidido a viatura policial contra veículo de particular que estava devidamente estacionado. Considerando a situação descrita, assinale a alternativa correta. (A) Possível ação de indenização deverá ser proposta pelo lesado em até cinco anos contados da data do fato, sob pena de prescrição. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 19 (B) A responsabilidade civil objetiva do Estado está pre- sente na situação descrita. Desse modo, basta que o lesado demonstre dano sofrido e a culpa do agente público. (C) A responsabilidade civil do Estado será subjetiva se comprovado que o agente agiu no estrito cumpri- mento da lei. (D) Na situação apresentada, o dever de indenizar inde- pende da existência de nexo causal em razão do veí- culo estar devidamente estacionado. (E) A Administração responderá pelos danos causados ao veículo particular de forma subjetiva independen- temente de o agente ter agido com dolo ou culpa. Letra a. A prescrição ocorre em cinco anos da data do fato. 28 Assinale a alternativa correta, considerando aspectos do Direito Administrativo. (A) A jurisprudência fixou a tese da possibilidade da uti- lização de prova emprestada de inquérito policial em processo administrativo disciplinar, quando garantido ao acusado o contraditório e a ampla defesa. (B) Considere que Agenor tenha impetrado mandado de segurança questionando a legalidade de determinado ato administrativo praticado por servidor público. Nesse caso, sendo constatada a ilegalidade apon- tada no remédio constitucional, o juiz poderá revogar o ato administrativo. (C) A jurisprudência assegura o direito a greve aos inte- grantes das polícias civis. (D) É autorizada percepção simultânea de proventos de aposentadoria com a remuneração de cargo, emprego ou função pública. Só não será permitida a percepção simultânea quando for decorrente de cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. (E) O direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar. A exigência da edição de lei compreende o conteúdo do princípio da reserva legal. Letra a. Súmula STJ 591: É permitida a “prova emprestada” no processo administrativo disciplinar, desde que devidamente autorizada pelo juízo competente e respeitados o contraditório e a ampla defesa. 29 A organização da Administração é a estruturação das entidades e dos órgãos que desempenham as funções, através de agentes públicos. Ainda é possível afirmar que a estrutura administrativa é similar em todos os entes políticos. Sobre esse tema, é possível afirmar: (A) Considere que o estado “Y” pretenda criaruma enti- dade administrativa com o objetivo de fiscalizar o patrimônio ambiental, bem como expedir ato norma- tivo para regulamentar o assunto. A estrutura a ser criada terá personalidade jurídica própria e será diri- gida por um colegiado com mandato fixo. É possível afirmar que será criada uma agência executiva. (B) Órgãos são estruturas com capacidades específicas pre- sentes na Administração direta e indireta estatal. Nesse contexto, há órgãos em todos os Poderes do Estado, dependendo sempre da edição para sua criação. (C) Ocorre o mecanismo de descentralização por dele- gação quando a União cria uma entidade adminis- trativa e repassa a titularidade do serviço ao novo ente personalizado, para que exerça a competência com autonomia em relação ao poder central. (D) É de competência de Justiça Federal processar e julgar, nos litígios comuns, as causas em que as autarquias do Paraná sejam autoras, rés, assistentes ou opoentes. (E) A centralização é o mecanismo para distribuir compe- tência entre pessoas jurídicas diversas. Letra b. Órgãos são centros de competências criados por lei e estão presentas na Administração direta e indireta do Estado. 30 A principiologia ocupa posição importante para o estudo do Direito Administrativo, uma vez que informa vetores de interpretação para todo o ordenamento objeto de estudo. A esse respeito, assinale a alternativa correta sobre os princípios. (A) O princípio da moralidade exige atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé. A moral comum não deve ser avaliada no momento da prática da atividade administrativa. (B) O princípio da juridicidade informa que a interpreta- ção da norma administrativa deve ocorrer da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. (C) O princípio da impessoalidade exige a divulgação ofi- cial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóte- ses de sigilo previstas na Constituição. (D) O princípio da eficiência exige objetividade no atendi- mento do interesse público, vedada a promoção pes- soal de agentes ou autoridades. (E) O princípio da proporcionalidade exige adequação entre meios e fins, sendo permitida a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. Letra a. A moral administrativa deverá ser empregada no momento da prática do ato. A moral comum não deve ser avaliada na ação do administrador. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 20 NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL (WELLINGTON ANTUNES) 31 Ao dispor sobre os direitos e as garantias fun- damentais, a Constituição Federal de 1988 dispõe que (A) após o registro dos filiados, as entidades associativas têm legitimidade automática para representá-los judi- cial ou extrajudicialmente. (B) se um brasileiro nato cometer crime contra a vida em outro país, é permitida a sua extradição a pedido de governo estrangeiro, desde que o exista tratado de cooperação assinado. (C) as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trân- sito em julgado. (D) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou pro- fissão, atendidas as qualificações profissionais que o respectivo órgão de classe estabelecer. (E) os tratados internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados por maioria absoluta em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, serão equivalentes às emendas constitucionais. Letra c. (A) As entidades associativas dependem de autorização de seus filiados, nesse caso. (B) Sobre a extradição, o brasileiro nato não pode ser extraditado pelo Brasil, em hipótese alguma. (D) Em razão do princípio da legalidade, a lei pode estabelecer condições para o exercício de profissões. (E) Os tratados internacionais sobre direitos humanos, para terem a equivalência de emenda constitucional, devem ser aprovados duas vezes na Câmara dos Deputados, duas no Senado Federal, por três quintos dos seus membros em cada votação. 32 Acerca dos remédios constitucionais, assinale a opção correta. (A) O mandado de segurança impetrado com vistas a anular ato lesivo ao patrimônio público isenta o autor de custas judiciais e do ônus da sucumbência. (B) O habeas corpus protege o direito constitucional de ir e vir; o habeas data, o direito líquido e certo não amparado por habeas corpus e pelo mandado de injunção. (C) O habeas data é o meio adequado para obter vista de processos administrativos. (D) Por sua natureza de norma definidora de direitos e garantias, o habeas corpus não sofre qualquer tipo de restrição ou limitação constitucional. (E) Segundo o STF, o julgamento de ação popular, em regra, compete aos juízes de primeiro grau, mesmo quando se tratar de ato praticado por autoridade que possua foro por prerrogativa de função. Letra e. (A) Na verdade, a ação constitucional correta é a ação popular, a qual será “gratuita” se o autor cidadão agir de boa-fé. (B) O habeas data é instrumento para conhecimento ou retificação de dados pessoais, quando o banco de dados se recusa a fornecê-los. (C) Segundo o STF, o meio adequado seria o mandado de segurança, não o habeas data. (D) Embora qualquer pessoa possa impetrar o habeas corpus, e não haja formalidades rígidas, essa ação não é totalmente livre de limitações. A principal é quanto ao objeto, ou seja, o HC somente pode ser utilizado quando a liberdade de locomoção estiver ameaçada ou já tiver sido violada. 33 Acerca dos direitos políticos, assinale a opção correta. (A) Capacidade eleitoral é o direito de votar e ser votado. (B) Emenda constitucional determinou a obrigatoriedade do voto aos analfabetos. (C) Enquanto durarem os efeitos da condenação criminal transitada em julgado, consideram-se cassados os direitos políticos do condenado. (D) Lei que altere o processo eleitoral possui eficácia plena a partir de sua publicação, sendo, portanto, aplicável em eventual eleição que ocorra no mesmo ano de sua edição. (E) O exercício da soberania popular se dá por meio do sufrágio universal, do voto direto e secreto e do man- dado de segurança. Letra a. (B) Nos termos do art. 14, § 1º, o alistamento e o voto são facultativos para os analfabetos, os maiores de 16 e menores de 18, bem como para os maiores de 70 anos. (C) Na forma prevista no art. 15, não pode haver cassação de direitos políticos, entretanto pode haver perda e suspensão nas hipóteses taxativas estabelecidas neste artigo. (D) Acerca do princípio da anterioridade eleitoral, o art. 16 estabelece que a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. Note que essa lei não se aplicará à eleição que ocorra no período de 1 ano contado da sua publicação. (E) Por fim, a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo; III – iniciativa popular. 34 A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a pre- servação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Sobre a matéria, de acordo com a Constituição Federal de 1988, assi- nale a alternativa correta. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 21 (A) O Ministério Público e as Secretarias de Estado de Segurança Pública integram os órgãos mencionados na Constituição Federal de 1988, como responsáveis pela segurança pública dos Estados. (B) A Polícia Federal destina-se a exercer, com exclusivi- dade, as funções de polícia judiciária da União. (C) Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e de apuração de infrações penais, inclusive as militares. (D) A Polícia Rodoviária Federaldestina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais e estaduais. (E) A Polícia Civil destina-se, dentre outras funções, a apurar infrações penais e exercer as funções de polí- cia de fronteiras. Letra b. (A) Nos termos do art. 144, são órgãos de segurança pública I – Polícia Federal; II – Polícia Rodoviária Federal; III – Polícia Ferroviária Federal; IV – Polícias Civis; V – Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, VI – Polícias Penais federal, estaduais e distrital. E essa relação é taxativa, segundo o STF. (C) Embora a Polícia Civil exerça também a função de polícia judiciária, ela não apura infrações penais militares. (D) A PRF faz patrulhamento de rodovias federais, apenas. (E) Cabe à PF exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras. 35 A respeito da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), assinale a alternativa correta. (A) Ninguém pode ser preso, detido ou exilado. (B) Ninguém será condenado por ação ou omissão, ainda que, no momento de sua prática, constituísse ato deli- tuoso frente ao direito interno e internacional. (C) Nenhuma pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de se beneficiar de asilo em outros países. (D) O direito de asilo não pode ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas. (E) Nenhuma pessoa pode abandonar o país em que se encontra. Letra d. Nos termos do art. 14 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de se beneficiar de asilo em outros países. Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas. NOÇÕES DE DIREITO PENAL (BRUNO MELLO) 36 Marque a alternativa incorreta. (A) Com relação ao concurso de pessoas, a regra ado- tada pelo Código Penal é que quem de qualquer modo concorre para o crime incide nas penas a este comi- nada, na medida de sua culpabilidade. Todavia, uma das exceções é a cooperação dolosamente distinta, quando um dos concorrentes quis participar de crime menos grave em que será aplicada a pena deste. (B) O Fato Típico, primeiro elemento do crime, é com- posto por elementos, sendo eles: conduta, resultado, nexo causal e tipicidade. (C) A teoria adotada na conduta, a teoria finalista da ação, de Hans Welzel, a qual tem por característica básica o dolo e a culpa pertencerem à conduta, ele- mento do fato típico. (D) A culpabilidade tem como um de seus elementos a exigibilidade de conduta conforme o direito é uma de suas excludentes a coação moral física irresistível. (E) No Brasil, temos como um excludente de ilicitude, previstas na parte geral do Código Penal, o exercício regular de um direito, mas que sob a ótica da tipici- dade conglobante seria uma excludente de tipicidade. Letra d. Coação moral irresistível, e não coação física. 37 Marque a alternativa correta. (A) O estado de necessidade, uma excludente de ilici- tude, pode ser classificado em justificante e excul- pante. Ao adotarmos a teoria diferenciadora, temos, então, as duas classificações existentes em nosso ordenamento jurídico excluindo a ilicitude. (B) O art. 23 do CP prevê as hipóteses de excludentes de ilicitude e também a possibilidade de o agente res- ponder pelo excesso, que pode ser culposo ou doloso, mas apenas nas hipóteses de legítima defesa. (C) O sonambulismo é causa de excludente de tipicidade, por ausência de dolo ou culpa. Sendo assim, caso alguém seja vítima de uma agressão por parte de um sonâmbulo e reaja, não estará acobertada pela exclu- dente de ilicitude legítima defesa, e sim pelo estado de necessidade. (D) A teoria adotada pelo STJ e STF no concurso de pessoas é a teoria extensiva de autor. Sendo assim, autor não é somente aquele que pratica o tipo penal, mas sim aquele tem o controle da situação fática do resultado final, nascendo, então, a figura do autor mandante ou intelectual. (E) No Brasil, as descriminantes putativas são tratadas como erro de proibição indireto, pois adotamos a teoria Normativa Limitada na Culpabilidade. Letra c. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 22 a) Adotamos no Brasil a teoria unitária, portanto existe somente um estado de necessidade e o nome dele é justificante. Exculpante apenas diminui a pena, de 1 a 2/3. b) O excesso é punível em todas as hipóteses de excludentes de ilicitude. d) Teoria do domínio do fato, e não extensivo. O conceito está correto. e) As descriminantes putativas são tratadas como ERRO DE TIPO, chamado ter de tipo PERMISSIVO. 38 Marque a alternativa incorreta. (A) O nexo causal é o liame entre a conduta e o resultado. E o resultado de que depende a existência do crime somente imputado a quem lhe deu causa; considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Adotando-se, assim, a teoria da equiva- lência dos antecedentes ou “conditio sine qua non”. (B) Na hipótese de um soldado que mata na guerra, o mesmo não comete crime, pois está acobertado por uma causa excludente de ilicitude, o estrito cumpri- mento do dever legal. (C) No Brasil, adotamos como regra para diferenciar Infração Penal, o sistema dicotômico ou bipartido, ou seja, no Brasil temos crime e contravenção como espécies de infração penal, sendo que crime também pode ser chamado de delito e contravenção penal de delito liliputiano. (D) No Brasil, após a reforma de 1984 na Parte Geral do CP, passamos a adotar, como regra, no estudo do erro, a teoria Diferenciadora. Temos, então, o Erro de Tipo e o Erro de Proibição, o primeiro excluindo o dolo da conduta praticada e o segundo excluindo a consci- ência da ilicitude do fato. (E) As descriminantes putativas, previstas no § 1º do art. 20 do CP, preveem a possibilidade do agente que por erro plenamente justificado pelas circunstâncias supõe uma situação de fato que se existisse torna- ria a ação Legítima, a chamada legítima defesa puta- tiva, que tem como consequência isentar o agente de pena, ainda que tenha agido com culpa. Letra e. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é previsto como crime culposo. 39 Marque a alternativa correta. (A) As qualificadoras do crime de homicídio são plena- mente compatíveis com o privilégio, sejam elas obje- tivas ou subjetivas. (B) O homicídio híbrido é a possibilidade concomitante do privilégio com as qualificadoras. (C) O homicídio qualificado por motivo fútil é incompatível com o dolo eventual. (D) O homicídio qualificado pelos fins é a possibilidade de o agente matar para assegurar a execução, ocul- tação, impunidade ou vantagem de outro crime ou contravenção. (E) O homicídio privilegiado, que na verdade é uma causa de diminuição de pena, prevê a possibilidade de redução da pena de 1 a 2/3. Letra b. a) Somente é compatível com as qualificadoras OBJETIVAS. c) É COMPATÍVEL com o dolo eventual. d) Somente crime, contravenção não. e) A diminuição é de 1/6 a 1/3. 40 Marque a alternativa incorreta. (A) Famulato é uma espécie de furto em que o sujeito ativo é o funcionário e o passivo é o patrão. (B) Segundo entendimento já sumulado pelo STJ, não é possível substituir a qualificadora do crime de furto “concurso de duas ou mais pessoas” pela majorante do crime de roubo, assim como a existência de sis- tema de vigilância eletrônica, em estabelecimentos comerciais, por si só, não tornam o crime de furto impossível. (C) Segundo entendimento já sumulado do STJ, não é possível a incidência do princípio da insignificância nos crimes contra a Administração Pública. (D) A consumação do crime de roubo ocorre com a inver- são da posse, ainda que por breve tempo, ainda que o agente seja perseguido logo após e a “res” seja devolvida a vítima, sendo prescindível a chamada posse mansa e pacífica. (E) Não é possível aincidência da majorante do crime de furto “durante o repouso noturno” nas hipóteses de Furto Qualificado. Letra a. O possível, segundo entendimento doutrinário dominante e a jurisprudência, perfilha no mesmo sentido de que é possível a incidência da majorante no furto qualificado. NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL (GEILZA DINIZ) 41 A competência é entendida como medida da jurisdição, motivo pelo qual a doutrina costuma afirmar que todo juiz tem jurisdição, mas nem todo juiz tem competência. Com base no tema, assinale a opção correta acerca de jurisdição e competência. (A) A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de ten- tativa, pelo lugar em que a infração deveria ser con- sumada. (B) Se, iniciada a execução no território nacional, o último ato de execução for praticado fora do território nacio- nal, será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia pro- duzir seu resultado. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 23 (C) Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pelo último ato de execução. (D) Nos casos de ação penal privada ou pública condicio- nada, o querelante ou ofendido poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. (E) O CPP não admite a competência por distribuição. Letra b. (A) Está errada, com base no art. 70 do CPP, pois no caso de tentativa, a competência será firmada pelo local do último ato de execução. (B) Está correta, conforme art. 70, § 2º, do CPP. (C) Está errada, pois conforme art. 71 do CPP, a competência nesse caso será firmada pela prevenção. (D) Está errada, nos termos do art. 73 do CPP. (E) Está errada, conforme art. 75 do CPP. 42 Acerca da prisão temporária, assinale a alterna- tiva correta, à luz da Lei n. 7.960/1989. (A) O STF declarou a inconstitucionalidade do dispositivo da mencionada lei que permitia a prisão temporária quando o indiciado não tivesse residência fixa. (B) Não cabe a prisão temporária em crime contra o sis- tema financeiro. (C) O mandado de prisão temporária conterá necessa- riamente o período de duração da prisão temporária estabelecido no caput do artigo 2º, bem como o dia em que o preso deverá ser libertado. (D) Após o prazo da prisão temporária, é necessária nova ordem judicial para colocar o preso em liberdade. (E) Preferencialmente, os presos temporários devem per- manecer separados dos demais detentos. Letra c. (A) Está errada, o dispositivo continua em vigor, previsto no art. 1º, II, da Lei n. 7.960/1989. (B) Está errada, nos termos do art. 1º, III, “o”, da lei. (C) Está correta, nos termos do art. 2º, § 4º-A, da lei. (D) Está errada, conforme art. 2º, § 7º, do CPP. (E) Está errada, conforme art. 3º da lei. 43 Considera-se cadeia de custódia o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte. Sobre o tema, assinale a opção incorreta. (A) O início da cadeia de custódia dá-se com a preservação do local de crime ou com procedimentos policiais ou peri- ciais nos quais seja detectada a existência de vestígio. (B) O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova peri- cial fica responsável por sua preservação. (C) Vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à infração penal. (D) O ato de recolher o vestígio que será submetido à análise pericial não faz parte das etapas da cadeia de custódia, pois é fase anterior à cadeia de custódia. (E) A coleta dos vestígios deverá ser realizada preferen- cialmente por perito oficial, que dará o encaminha- mento necessário para a central de custódia, mesmo quando for necessária a realização de exames com- plementares. Letra d. (A) Está correta, nos termos do art. 158-A, § 1º, do CPP. (B) Está correta, nos termos do art. 158-A, § 2º, do CPP. (C) Está correta, nos termos do art. 158-A, § 3º, do CPP. (D) Está errada, pois a coleta, descrita no item, é etapa da cadeia de custódia, conforme art. 158-B, IV, do CPP. (E) Está correta, conforme art. 158-C do CPP. 44 Acerca da ação penal, assinale a alterna- tiva correta. (A) Nas ações penais públicas condicionadas à repre- sentação, no caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, des- cendente ou irmão. (B) A representação será irretratável, depois de citado o réu. (C) Nos casos de ação pública, somente a vítima ou seu representante legal poderão provocar a iniciativa do Ministério Público, fornecendo-lhe, por escrito, infor- mações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, o lugar e os elementos de convicção. (D) Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, terá preferência o descendente, e, em seguida, o cônjuge e o parente mais próximo. (E) As fundações, associações ou sociedades, ainda que legalmente constituídas, não poderão exercer a ação penal. Letra a. (A) Está correta, nos termos do art. 24, § 1º, do CPP. (B) Está errada, pois a representação será irretratável depois de oferecida a denúncia, conforme art. 25 do CPP. (C) Está errada, nos termos do art. 27 do CPP. (D) Está errada, nos termos do art. 36 do CPP. (E) Está errada, nos termos do art. 37 do CPP. 45 Chama-se de notitia criminis inqualificada (A) a prisão em flagrante. (B) a requisição do Ministro da Justiça para instauração do inquérito policial. (C) a representação do ofendido, nos crimes sujeitos a ação penal pública condicionada. (D) a denúncia anônima. (E) a notícia do crime, obtida pela autoridade policial, por meio de jornais de televisão. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 24 Letra d. Notitia criminis inqualificada é a denúncia anônima. NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL (WALLACE FRANÇA / DIEGO FONTES / LUANA DAVICO) 46 Considerando o disposto na Lei Antidrogas (Lei n. 11.343/2006) e o entendimento dos tribunais supe- riores, marque a alternativa incorreta. (A) A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes não exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, bas- tando a mera admissão da posse ou propriedade para uso próprio. (B) A reincidência de que trata o § 4º do art. 28 da Lei n. 11.343/2006 é a específica. (C) A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 40, I, da Lei n. 11.343/2006) configura-se com a prova da destinação internacional das drogas, ainda que não consumada a transposição de fronteiras. (D) É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas dispo- sições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis. (E) O crime de porte de drogas para consumo pessoal não gera reincidência. Letra a. Conforme Súmula n. 630 do STJ, a incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera admissão da posse ou propriedade para uso próprio. 47 À luz da Lei n. 9.455/1997, julgue os itens a seguir. I. O fato de o agente constranger um indiví- duo mediante violência ou grave ameaça, em razão da procedência nacional desse indivíduo, causando-lhe sofrimento físico ou mental, caracteriza o crime de tortura na modalidade discriminação. II. A prática do delito de tortura-castigo (vin- gativa ou intimidatória), previsto no art. 1º, II, da Lei n. 9.455/1997, é crime próprio, somente podendo ser agente ativo aquele que tiver relação de guarda, poder ou auto- ridade em relação à vítima. III. De acordo com a jurisprudência do STJ, no caso de crime detortura perpetrado contra criança em que há prevalência de relações domésticas e de coabitação, não configura bis in idem a aplicação conjunta da causa de aumento de pena prevista no art. 1º, § 4º, II, da Lei n. 9.455/1997 (Lei de Tortura) e da agravante genérica estatuída no art. 61, II, “f”, do Código Penal. IV. O delegado que se omite em relação à con- duta de agente que lhe é subordinado, não impedindo que este torture preso que es- teja sob a sua guarda, incorre na mesma pena aplicável ao torturador, tendo em vis- ta que pratica tortura na qualidade de cri- me omissivo impróprio por ter o dever de garantidor previsto no Código Penal. Estão certos os itens: (A) I e II. (B) I, II e IV. (C) I e III. (D) II e III. (E) III e IV. Letra d. Estão corretos os itens II e III. O item I está errado, pois a tortura discriminação ocorre por motivo racial ou religioso (art. 1º, I, “c”, da Lei n. 9.455/1997). Por sua vez, o item IV está errado, pois nessa situação o delegado responderá por tortura imprópria prevista no § 2º do art. 1º da Lei n. 9.455/1997, com pena prevista de detenção de um a quatro anos. 48 Uma equipe do IBAMA estava fazendo fiscaliza- ção de rotina no mar de Angra dos Reis (RJ), pró- ximo de uma ilha em um local considerado como “estação ecológica”. A estação ecológica é uma espécie de unidade de conservação na qual é proibida a pesca. Na estação ecológica, os ser- vidores do IBAMA encontraram uma pequena embarcação com um indivíduo. Apesar de não estar com peixes, ele estava com vara de pescar, linha e anzol. O pescador foi autuado administra- tivamente pelo IBAMA por pesca ilegal e o MP ofe- receu denúncia contra ele pela prática do crime previsto no art. 34, caput, da Lei n. 9.605/1998. Assinale a alternativa correta. (A) A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes ambientais apenas nos casos de perigo concreto. (B) A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes ambientais apenas nos casos de perigo abstrato. (C) Mesmo diante de crime de perigo abstrato, é possível dispensar a verificação “in concreto” do perigo real ou mesmo potencial da conduta praticada pelo acusado com relação ao bem jurídico tutelado. (D) Apesar de a conduta do denunciado amoldar-se à tipi- cidade formal e subjetiva, o STF entende que não há a tipicidade material, consistente na relevância penal da conduta e no resultado típico, em razão da insigni- ficância da lesão produzida no bem jurídico tutelado. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 25 (E) Por se tratar de uma Estação Ecológica, o STF entende que não há de se afastar a tipicidade mate- rial pelo princípio da insignificância, vez que o bem jurídico protegido merece melhor e maior proteção, e o crime do art. 34, sendo de perigo abstrato, alcança a referida subsunção formal e subjetiva. Letra d. (A) Incorreta. A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes ambientais, tanto com relação aos de perigo concreto – em que haveria dano efetivo ao bem jurídico tutelado –, quanto aos de perigo abstrato, como no art. 34, caput, da Lei n. 9.605/1998. (B) Incorreta. A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes ambientais, tanto com relação aos de perigo concreto – em que haveria dano efetivo ao bem jurídico tutelado –, quanto aos de perigo abstrato, como no art. 34, caput, da Lei n. 9.605/1998. (C) Incorreta. Mesmo diante de crime de perigo abstrato, não é possível dispensar a verificação “in concreto” do perigo real ou mesmo potencial da conduta praticada pelo acusado com relação ao bem jurídico tutelado. (D) Correta. É possível aplicar o princípio da insignificância para crimes ambientais. Ex: pessoa encontrada em uma unidade de conservação onde a pesca é proibida, com vara de pescar, linha e anzol, conduzindo uma pequena embarcação na qual não havia peixes. STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 1°/3/2016 (Info 816). (E) Incorreta. Ver alternativa (D). 49 Nos termos da Lei n. 9.503/1997, o homicídio cul- poso cometido na direção de veículo automotor, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) à metade, exceto se o agente (A) não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação. (B) praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada. (C) deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente. (D) sob a influência de álcool ou qualquer outra substân- cia psicoativa que determine dependência. (E) no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros. Letra d. (D) Correta. § 3º Se o agente conduz veículo automotor sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: (Incluído pela Lei n. 13.546, de 2017) (Vigência) Pena – reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão ou proibição do direito de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. 50 Considerando o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069/1990) e o entendi- mento dos tribunais superiores, marque a alterna- tiva correta. (A) A configuração do crime do art. 244-B do ECA depende da prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal. (B) A superveniência da maioridade penal interfere na apuração de ato infracional e na aplicabilidade de medida socioeducativa em curso, inclusive na liber- dade assistida. (C) O Estatuto da Criança e do Adolescente não traz empe- cilho para a viagem de adolescente em âmbito nacio- nal, trazendo restrições somente para as crianças. (D) O efeito de condenação de perda do cargo para os crimes previstos no estatuto da criança e do adoles- cente, praticados por servidores públicos com abuso de autoridade, não são condicionados à ocorrência de reincidência. (E) O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à imposição de medida socioeducativa de internação do adolescente. Letra e. Conforme a Súmula n. 492 do STJ, o ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à imposição de medida socioeducativa de internação do adolescente. INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 26