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1-Simulado-PCPR-Investigador-e-Papiloscopista-COMPLETO

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Prévia do material em texto

01 a 15 Língua Portuguesa
16 a 20 Informática
21 a 25 Raciocínio Lógico
26 a 30 Noções de Direito Aministrativol
31 a 35 Noções de Direito Constitucional
36 a 40 Noções de Direito Penal
41 a 45 Noções de Direito Processual Penal
46 a 50 Noções de Legislação Penal Especial
P O L Í C I A C I V I LP O L Í C I A C I V I L
P ROVA 0 1P ROVA 0 1
POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA
 ATENÇÃO 
INSTRUÇÕES
SIMULADO PREPARATÓRIO PARA CONCURSO PÚBLICO DESTINADO AO PREENCHIMENTO DE VAGAS NO CARGO DE 
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO PARANÁ
O Caderno de Questões possui 40 (quarenta) questões objetivas numeradas sequencialmente, e 01 (uma) redação, de acordo com o exposto no quadro a seguir:
Será entregue, pelo fiscal, a Folha de Respostas personalizada e a Versão Definitiva da Folha de Redação, na qual deverão ser preenchidas as respostas das 
questões da prova objetiva e transcrita a redação, respectivamente.
QUANTIDADE DE
QUESTÕES MATÉRIA
1. Este Caderno de Questões não deve ser folheado antes da autorização do 
fiscal.
2. Na Folha de Respostas, realize a conferência de seu nome completo, do 
número de seu documento e do número de sua inscrição. As divergências 
devem ser comunicadas ao fiscal para as devidas providências.
3. Após ser autorizado pelo fiscal, verifique se o Caderno de Questões está 
completo, sem falhas de impressão e se a numeração está correta.
Não esqueça de conferir se sua prova corresponde ao cargo para o qual 
você se inscreveu. Caso note alguma divergência, comunique ao fiscal, 
imediatamente.
4. O único documento válido para a correção das provas é a Folha de Respostas, 
assim como a Versão Definitiva da Folha de Redação, por isso tenha a 
máxima atenção no preenchimento da Folha de Respostas e na Transcrição 
da Redação para a Versão Definitiva.
5. Deverá ser utilizada caneta esferográfica transparente, com tinta de cor azul 
ou preta na marcação da Folha de Respostas e para a transcrição da Versão 
Definitiva da Redação.
6. Leia atentamente cada questão da prova e assinale, na Folha de Respostas, a 
opção que a responda corretamente. Exemplo correto da marcação da Folha 
de Respostas: 
7. O limite dos campos de marcação da Folha de Respostas deverá ser 
respeitado, não podendo esta ser dobrada, amassada ou rasurada.
8. O candidato deverá marcar na Folha de Respostas o número que 
corresponde a sua prova.
9. Será atribuída nota 0 (zero), na correção da Folha de Respostas, às questões 
não assinaladas, que apresentarem mais de uma alternativa assinalada, 
emenda ou rasura, ainda que legível.
10. A prova deverá ser realizada no prazo de 5h (cinco horas), incluindo a marcação 
da Folha de Respostas e a transcrição da Versão Definitiva da Redação. É 
importante controlar seu tempo. O candidato poderá anotar o gabarito no verso 
da capa da prova e levar consigo.
11. Você somente poderá deixar definitivamente a sala de prova após 60 
(sessenta) minutos de seu início. O candidato não poderá, em hipótese 
alguma, levar consigo o Caderno de Questões, sendo necessário, 
obrigatoriamente, devolver ao fiscal a Folha de Respostas e a Versão 
Definitiva da Folha de Redação devidamente assinadas. As provas estarão 
disponibilizadas no site da FAFIPA (www.fafipa.org.br), a partir da divulgação 
do Gabarito Preliminar.
12. A retirada da sala de prova dos 03 (três) últimos candidatos só ocorrerá 
conjuntamente e após a conferência de todos os documentos da sala, além da 
assinatura do termo de fechamento.
13. Durante a prova, não será permitida qualquer espécie de consulta ou 
comunicação entre os candidatos, nem a utilização de máquinas calculadoras 
e/ou similares, livros, anotações, réguas de cálculo, impressos ou qualquer 
outro material de consulta, inclusive códigos e/ou legislação.
14. Será eliminado do concurso público o candidato que, durante a realização 
das provas, for surpreendido utilizando aparelhos eletrônicos, tais como bip, 
telefone celular, walkman, agenda eletrônica, notebook, palmtop, receptor, 
gravador, máquina de calcular, máquina fotográfica, controle de alarme de 
carro etc., bem como relógio de qualquer espécie, óculos escuros ou quaisquer 
acessório de chapelaria tais como chapéu, boné, gorro etc., nem a utilização 
de livros, códigos, manuais, impressos ou anotações, calculadoras, relógios, 
agendas eletrônicas, pagers, telefones celulares, BIP, Walkman, gravador ou 
qualquer outro equipamento eletrônico. A utilização desses objetos causará 
eliminação imediata do candidato.
15. Incorrerá, também, na eliminação do candidato, caso qualquer equipamento 
eletrônico venha a emitir ruídos, mesmo que devidamente acondicionado no 
envelope de guarda de pertences, durante a realização das provas.
16. Qualquer tentativa de fraude, se descoberta, implicará em imediata denúncia à 
autoridade competente, que tomará as medidas cabíveis, inclusive com prisão 
em flagrante dos envolvidos.
Ba
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o n
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CONHECIMENTOS BÁSICOS
LÍNGUA PORTUGUESA 
(LUCAS LEMOS)
O primeiro beijo
1 “Os dois mais murmuravam que conversavam: 
havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam 
tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
 � – Está bem, acredito que sou a sua primei
5 ra namorada, fico feliz com isso. Mas me diga 
a verdade, só a verdade: você nunca beijou 
uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:
 � – Sim, já beijei antes uma mulher.
 � – Quem era ela? perguntou com dor.
10 Ele tentou contar toscamente, não sabia 
como dizer.
 � O ônibus da excursão subia lentamente a 
serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada 
em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no 
15 rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, 
finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às 
vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir 
– era tão bom. A concentração no sentir era difí-
cil no meio da balbúrdia dos companheiros.
20 E mesmo a sede começara: brincar com a 
turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do 
motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como 
deixava a garganta seca.
 � E nem sombra de água. O jeito era jun-
25 tar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na 
boca ardente engulia-a lentamente, outra vez 
e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não 
tirava a sede. Uma sede enorme maior do que 
ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
30 A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do 
meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar 
pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que 
pacientemente juntava.
 � E se fechasse as narinas e respirasse um 
35 pouco menos daquele vento de deserto? Tentou 
por instantes, mas logo sufocava. O jeito era 
mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, 
enquanto sua sede era de anos.
 � Não sabia como e por que, mas agora se sen
40 tia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, 
e seus olhos saltavam para fora da janela procu-
rando a estrada, penetrando entre os arbustos, 
espreitando, farejando.
 � O instinto animal dentro dele não errara: na 
45 curva inesperada da estrada, entre arbustos 
estava… o chafariz de onde brotava num filete 
a água sonhada. O ônibus parou, todos esta-
vam com sede, mas ele conseguiu ser o primeiro 
a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
50 De olhos fechados entreabriu os lábios e 
colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a 
água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo 
pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com 
esta encharcou todo o seu interior arenoso até se 
55 saciar. Agora podia abrir os olhos. Abriu-os e viu 
bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-
-o e viu que era a estátua de uma mulher e que 
era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-
-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos 
60 lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
 � E soube então que havia colado sua boca 
na boca da estátua da mulher de pedra. A vida 
havia jorrado dessa boca,de uma boca para 
outra. Intuitivamente, confuso na sua inocên
65 cia, sentia intrigado: mas não é de uma mulher 
que sai o líquido vivificador, o líquido germinador 
da vida… Olhou a estátua nua.
 � Ele a havia beijado.
 � Sofreu um tremor que não se via por fora 
70 e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o 
corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. 
Deu um passo para trás ou para frente, nem 
sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, per-
cebeu que uma parte de seu corpo, sempre 
75 antes relaxada, estava agora com uma tensão 
agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
 � Estava de pé, docemente agressivo, sozinho 
no meio dos outros, de coração batendo fundo, 
espaçado, sentindo o mundo se transformar. A 
80 vida era inteiramente nova, era outra, descoberta 
com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
 � Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou 
de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o 
encheu de susto e logo também de um orgulho 
85 antes jamais sentido: ele…
 � Ele se tornara homem.”
Clarice Lispector
01 
Contextualmente, a forma verbal “murmurar” (l. 1) 
apresenta o sentido de
(A) queixar-se de algo.
(B) falar alto; gritar.
(C) falar baixinho, isto é, sussurrar.
(D) vociferar.
(E) expressar um descontentamento, ou seja, lamentar-se.
02 
Assinale a alternativa em que a reescritura do 
trecho “todos estavam com sede, mas ele conse-
guiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra” 
(l. 48-50) preserva a correção e a ideia original.
(A) Ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de 
pedra, embora todos estivessem com sede.
(B) Uma vez que todos estivessem com sede, ele con-
seguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra.
(C) Todavia ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao cha-
fariz de pedra, todos estavam com sede.
(D) Todos estavam com sede, porquanto ele conseguiu 
ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 2
(E) Nem todos estavam com sede, nem ele conseguiu 
ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra.
03 
Transpondo para a voz passiva a frase “você 
nunca beijou uma mulher” (l. 6-7), a forma verbal 
resultante será:
(A) foi beijada
(B) será beijada
(C) fora beijada
(D) seria beijada
(E) era beijada
04 
No que se refere à relação de subordinação entre 
orações, assinale a alternativa que classifica a 
oração sublinhada em “(…) mais a pouca saliva 
que pacientemente juntava.” (l. 32-33)
(A) Oração subordinada adjetiva restritiva.
(B) Oração subordinada adverbial concessiva.
(C) Oração subordinada adjetiva explicativa.
(D) Oração subordinada adverbial final.
(E) Oração subordinada substantiva subjetiva.
05 
No seguimento “Uma sede enorme maior do que 
ele próprio (…)” (l. 28-29), o vocábulo “que” intro-
duz a ideia de
(A) causa.
(B) comparação.
(C) condição.
(D) explicação.
(E) conclusão.
06 
A partícula “se” é empregada, no trecho “havia 
pouco iniciara-se o namoro (…)”, como
(A) partícula apassivadora.
(B) índice de indeterminação do sujeito.
(C) pronome reflexivo.
(D) conjunção integrante.
(E) conjunção condicional.
07 
O termo destacado na sentença é substituído cor-
retamente pelo pronome da expressão ao lado, de 
acordo com a norma-padrão em:
(A) “(…) e não tirava a sede.” (l. 27-28) – e não a tirava.
(B) “O jeito era juntar a saliva, (…)” (l. 24-25) – O jeito era 
juntar-la, (…). 
(C) “Agora podia abrir os olhos.” (l. 55) – Agora podia 
abrir-os.
(D) “Deu um passo para trás ou para frente, (...).” (l.72) – 
O deu para trás ou para frente, (…).
(E) “Sofreu um tremor (...)” (l. 69) – Sofreu-lhe (…).
Apelo
1 “Amanhã faz trinta dias que a Senhora está 
longe de casa. Primeiros dias, para dizer a ver-
dade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido 
na conversa de esquina. Não foi ausência por uma 
5 semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa 
por engano, a imagem de relance no espelho.
 � Com os dias, Senhora, o leite pela pri-
meira vez coalhou. A notícia de sua per-
da veio aos poucos: a pilha de jornais ali no 
10 chão, ninguém os guardou debaixo da escada.
 � Toda a casa era um corredor deserto, e até o 
canário ficou mudo. Para não dar parte de fra-
co, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma 
hora da noite eles se foram e fui eu quem fiquei 
15 só, sem o perdão de sua presença a todas as 
aflições do dia, como a última luz na varanda.
 � E comecei a sentir falta das pequenas bri-
gas por causa do tempero na salada o meu jei-
to de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? 
20 As suas violetas, na janela, não lhes poupei água 
e elas murcham. Não tenho botão na camisa, 
calço a meia furada. Que fim levou o saca-
-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, 
conversar com os outros: bocas raivosas masti-
25 gando. Venha para casa, Senhora, por favor!”
Dalton Trevisan
08 
Quanto ao tipo do texto, podemos classificá-lo 
como, predominantemente,
(A) descritivo, pois o objetivo é caracterizar o narrador-
-personagem.
(B) dissertativo-argumentativo, mas com várias passa-
gens descritivas.
(C) descritivo, mas com várias passagens narrativas.
(D) dissertativo-expositivo.
(E) narrativo, pois há uma sequência de fatos.
09 
Em “Venha para casa, Senhora, por favor!” (l. 25), 
as vírgulas foram empregadas para
(A) marcar uma enumeração.
(B) deslocar um adjunto adverbial.
(C) isolar um aposto.
(D) indicar um vocativo.
(E) iniciar a citação de outra voz.
10 
A oração destacada em “Primeiros dias, para 
dizer a verdade, não senti falta” (l. 2-3) é
(A) subordinada adverbial causal reduzida de infinitivo.
(B) subordinada substantiva objetiva direta reduzida de 
infinitivo.
(C) subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.
(D) coordenada assindética.
(E) coordenada sindética aditiva.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 3
11 
Na oração “ninguém os guardou debaixo da 
escada.” (l. 10), o tempo do verbo em destaque e 
o seu valor semântico é:
(A) Presente – fato que se repete no presente.
(B) Pretérito imperfeito – fato que ocorre pontualmente 
no passado.
(C) Pretérito perfeito – fato que se repete no passado.
(D) Pretérito perfeito – ação que acontece no passado.
(E) Pretérito mais-que-perfeito – ação que se repete no 
passado.
12 
A partir do trecho “(…) e até o canário ficou 
mudo.” (l. 11-12), do ponto de vista morfossintá-
tico, podemos afirmar que a palavra “mudo” é:
(A) substantivo e exerce a função de objeto direto.
(B) advérbio e exerce a função de adjunto adverbial.
(C) adjetivo e exerce a função de predicado.
(D) adjetivo e exerce a função de predicativo do sujeito.
(E) adjetivo e exerce a função de adjunto adnominal.
13 
Assinale a alternativa em que há emprego de pala-
vra ou expressão em sentido figurado.
(A) Amanhã faz trinta dias que a Senhora está longe de 
casa. (l. 1-2)
(B) Com os dias, Senhora, o leite pela primeira vez coa-
lhou. (l. 7-8)
(C) Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário 
ficou mudo. (l. 11-12)
(D) E comecei a sentir falta das pequenas brigas (…) (l. 
17-18)
(E) Venha para casa, Senhora, por favor! (l. 25)
14 
A substituição do verbo destacado pelo que está 
entre parênteses foi feita adequadamente em:
(A) Amanhã faz trinta dias (l. 1). (fazem)
(B) A notícia de sua perda veio aos poucos (l. 8-9). 
(vieram)
(C) (...) e fui eu quem fiquei só (l. 14-15). (ficou)
(D) Nenhum de nós sabe (l. 23). (sabemos)
(E) Venha para casa (l. 25). (venham)
15 
As palavras “deserto”, “batom” e “casa” são clas-
sificadas, respectivamente, como
(A) paroxítona, oxítona e paroxítona.
(B) paroxítona, proparoxítona e oxítona.
(C) paroxítona, oxítona e proparoxítona.
(D) proparoxítona, paroxítona e paroxítona.
(E) proparoxítona, paroxítona e proparoxítona.
INFORMÁTICA 
(FABRÍCIO MELO)
16 
No Linux Ubuntu, versão 14 ou superior, o 
comando do Bash utilizado para alterar a senha 
de um usuário é:
(A) pwd
(B) chmod
(C) passwd
(D) sudo
(E) shutdown
17 
Com relação a noções de uso de Internet e cor-
reio eletrônico, utilizando os navegadores Fire-
fox e Google Chrome no sistema operacional 
(Ubuntu versão14 ou superior), marque a alter-
nativa correta.
(A) Em um sistema WebMail tradicional, não é possível o 
destinatário do campo CCO utilizar o recurso de res-
ponder a todos.
(B) Um exemplo de um endereço no formato IPV4 é: 
235.2.45.258.
(C) O protocolo SMTP é utilizado no envio de e-mails na 
Internet.
(D) O Mozilla Firefox é um navegador exclusivo para sis-
temas operacionais Linux.
(E) A ferramenta SANDBOX, no Google Chrome, possibi-
lita que o usuário navegue de maneira anônima.
18 
A respeito de noções, como usuário, do funciona-
mento de computadores e de periféricos, julgue 
os itens a seguir e marque a alternativa correta.
I. A impressora é um dispositivo de saída.
II. A memória ROM é uma memória de arma-
zenamento definitivo e o seu conteúdo não 
é perdido no desligamento do computador.
III. A velocidade de processamento dos pro-
cessadores atuais é medida por GHZ.
IV. As impressoras atuais podem ser conec-
tadas ao computador através de conexões 
sem fio, Wi-Fi.
Esta(ão) correta(s) a(s) alternativa(s):
(A) I e II.
(B) II, III e IV.
(C) I, III e IV.
(D) I e IV.
(E) I, II, III e IV.
19 
Sobre o uso de arquivos no formato pdf no Libre 
Office Writer, marque a alternativa correta.
(A) Não é possível converter documentos no formato pdf.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 4
(B) Através do menu Arquivo, Salvar Como é possível 
exportar um documento no formato pdf.
(C) Através do menu Arquivo, Exportar Como é possível 
exportar um documento no formato pdf.
(D) O Writer é o programa padrão do Linux para a aber-
tura e edição de documento pdf.
(E) Não é possível assinar digitalmente um documento 
que será exportado para pdf.
20 
Sobre o Libre Office Calc 5 ou superior, versão em 
português, configuração padrão, marque a alter-
nativa correta.
(A) A função = SE (TESTE.LÓGICO; FALSO; VERDA-
DEIRO) está com a sua sintaxe correta.
(B) A extensão padrão do Libre Office Calc é a odt.
(C) A função =MÉDIA(A1;A6) irá retornar a média das 
células A1 até a célula A6.
(D) Em uma planilha, as linhas são representadas pelas 
letras e as colunas pelos números.
(E) A combinação de teclas que permite o salvamento de 
um arquivo é CTRL+S.
RACIOCÍNIO LÓGICO 
(MARCELO LEITE)
21 
Em uma Delegacia de Polícia do Paraná existem 
5 delegados, 18 agentes e 3 papiloscopistas. Para 
uma dada missão será formada uma equipe com 
1 delegado, 1 agente e 1 papiloscopista. Conside-
rando que todos os policiais estão aptos a serem 
escolhidos para formarem a equipe, então a quan-
tidade de equipes distintas que podem ser forma-
das é igual a:
(A) 26
(B) 90
(C) 270
(D) 268
(E) 290
22 
Em determinada delegacia estão lotados 50 poli-
ciais, entre homens e mulheres. Certo dia, esta-
vam presentes nessa delegacia 10% dos homens 
e 20% das mulheres, perfazendo 7 policiais. Con-
siderando que M seja a quantidade de mulheres 
lotadas na delegacia, então M é igual a:
(A) 9 < M < 12
(B) 13 < M < 15
(C) 16 < M < 18
(D) 19 < M < 22
(E) 23 < M < 28
23 
O reservatório de uma Delegacia de Polícia do 
Paraná possui a forma de um paralelepípedo 
retangular cujas dimensões são: 3 metros de 
comprimento, 2 metros de largura e 1 metro de 
altura. O volume máximo, em litros, desse reser-
vatório é igual a:
(A) 6.000
(B) 6.100
(C) 6.200
(D) 6
(E) 6.300
24 
Assinale a alternativa cujo valor lógico da propo-
sição é a verdade (V):
(A) 6 x 2 = 8 ou 2 x 7 = 9.
(B) 7 é ímpar e 10 é número primo.
(C) 6 + 4 = 24 se, e somente se, 2 x 7 = 14.
(D) 8 > 10 e 8 é par.
(E) Se 9 > 8 então 10 é ímpar.
25 
A expressão “Se a sociedade realizar a denúncia 
no disque 181, então a polícia terá mais informa-
ções sobre o crime” é equivalente à sentença:
(A) Se a polícia tem mais informações sobre o crime, 
então a sociedade realizou a denúncia no disque 181.
(B) Se a polícia não tem mais informações sobre o crime, 
então a sociedade não realizou a denúncia no disque 
181.
(C) Se a polícia não tem mais informações sobre o crime, 
então a sociedade realizou a denúncia no disque 181.
(D) A sociedade realizar a denúncia no disque 181 e a 
polícia não terá mais informações sobre o crime.
(E) A sociedade realizar a denúncia no disque 181 ou a 
polícia terá mais informações sobre o crime.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 5
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
(RODRIGO CARDOSO)
26 
Os agentes públicos são sujeitos que compõem o 
sentido subjetivo da Administração Pública e pos-
suem competência para exercer os poderes admi-
nistrativos essenciais para o desempenho de suas 
atividades. Nesse contexto, é correto afirmar:
(A) Com a finalidade de atender ao interesse público, é 
autorizado o uso do poder de polícia para interditar 
estabelecimento que não possuir alvará de funciona-
mento. Ainda é possível afirmar que a interdição é ato 
preventivo.
(B) O poder hierárquico está relacionado à prerrogativa 
da Administração de editar atos gerais para comple-
mentar as leis e permitir a sua efetiva aplicação.
(C) O poder de polícia prescinde previsão legal por pos-
suir o atributo da discricionariedade.
(D) O poder de polícia é repressivo quando agentes do 
PROCON-PR estão realizando fiscalização.
(E) O poder disciplinar fundamenta a aplicação de multa 
à contratada pela Administração que descumpre cláu-
sula contratual. Nesse caso, o poder disciplinar não 
decore do poder hierárquico.
27 
Considere que um Agente da Polícia Civil do 
Estado do Paraná, no exercício de suas funções, 
tenha colidido a viatura policial contra veículo de 
particular que estava devidamente estacionado. 
Considerando a situação descrita, assinale a 
alternativa correta.
(A) Possível ação de indenização deverá ser proposta 
pelo lesado em até cinco anos contados da data do 
fato, sob pena de prescrição.
(B) A responsabilidade civil objetiva do Estado está pre-
sente na situação descrita. Desse modo, basta que o 
lesado demonstre dano sofrido e a culpa do agente 
público.
(C) A responsabilidade civil do Estado será subjetiva se 
comprovado que o agente agiu no estrito cumpri-
mento da lei.
(D) Na situação apresentada, o dever de indenizar inde-
pende da existência de nexo causal em razão do veí-
culo estar devidamente estacionado.
(E) A Administração responderá pelos danos causados 
ao veículo particular de forma subjetiva independen-
temente de o agente ter agido com dolo ou culpa.
28 
Assinale a alternativa correta, considerando 
aspectos do Direito Administrativo.
(A) A jurisprudência fixou a tese da possibilidade da uti-
lização de prova emprestada de inquérito policial em 
processo administrativo disciplinar, quando garantido 
ao acusado o contraditório e a ampla defesa.
(B) Considere que Agenor tenha impetrado mandado de 
segurança questionando a legalidade de determinado 
ato administrativo praticado por servidor público. 
Nesse caso, sendo constatada a ilegalidade apon-
tada no remédio constitucional, o juiz poderá revogar 
o ato administrativo.
(C) A jurisprudência assegura o direito a greve aos inte-
grantes das polícias civis.
(D) É autorizada percepção simultânea de proventos de 
aposentadoria com a remuneração de cargo, emprego 
ou função pública. Só não será permitida a percepção 
simultânea quando for decorrente de cargos eletivos 
e os cargos em comissão declarados em lei de livre 
nomeação e exoneração.
(E) O direito de greve será exercido nos termos e nos 
limites definidos em lei complementar. A exigência da 
edição de lei compreende o conteúdo do princípio da 
reserva legal.
29 
A organização da Administração é a estruturação 
das entidades e dos órgãos que desempenham 
as funções, através de agentes públicos. Ainda é 
possível afirmar que a estrutura administrativa é 
similar em todos os entes políticos. Sobre esse 
tema, é possível afirmar:
(A) Considere que o estado “Y” pretenda criar uma enti-
dade administrativa com o objetivo de fiscalizar o 
patrimônio ambiental, bem como expedir ato norma-
tivo para regulamentar o assunto. A estrutura a ser 
criada terá personalidade jurídica própriae será diri-
gida por um colegiado com mandato fixo. É possível 
afirmar que será criada uma agência executiva.
(B) Órgãos são estruturas com capacidades específicas pre-
sentes na Administração direta e indireta estatal. Nesse 
contexto, há órgãos em todos os Poderes do Estado, 
dependendo sempre da edição para sua criação. 
(C) Ocorre o mecanismo de descentralização por dele-
gação quando a União cria uma entidade adminis-
trativa e repassa a titularidade do serviço ao novo 
ente personalizado, para que exerça a competência 
com autonomia em relação ao poder central.
(D) É de competência de Justiça Federal processar 
e julgar, nos litígios comuns, as causas em que as 
autarquias do Paraná sejam autoras, rés, assistentes 
ou opoentes.
(E) A centralização é o mecanismo para distribuir compe-
tência entre pessoas jurídicas diversas.
30 
A principiologia ocupa posição importante para 
o estudo do Direito Administrativo, uma vez que 
informa vetores de interpretação para todo o 
ordenamento objeto de estudo. A esse respeito, 
assinale a alternativa correta sobre os princípios.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 6
(A) O princípio da moralidade exige atuação segundo 
padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé. A 
moral comum não deve ser avaliada no momento da 
prática da atividade administrativa.
(B) O princípio da juridicidade informa que a interpreta-
ção da norma administrativa deve ocorrer da forma 
que melhor garanta o atendimento do fim público a 
que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova 
interpretação.
(C) O princípio da impessoalidade exige a divulgação ofi-
cial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóte-
ses de sigilo previstas na Constituição.
(D) O princípio da eficiência exige objetividade no atendi-
mento do interesse público, vedada a promoção pes-
soal de agentes ou autoridades.
(E) O princípio da proporcionalidade exige adequação 
entre meios e fins, sendo permitida a imposição de 
obrigações, restrições e sanções em medida superior 
àquelas estritamente necessárias ao atendimento do 
interesse público.
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
(WELLINGTON ANTUNES)
31 
Ao dispor sobre os direitos e as garantias fun-
damentais, a Constituição Federal de 1988 
dispõe que
(A) após o registro dos filiados, as entidades associativas 
têm legitimidade automática para representá-los judi-
cial ou extrajudicialmente.
(B) se um brasileiro nato cometer crime contra a vida em 
outro país, é permitida a sua extradição a pedido de 
governo estrangeiro, desde que o exista tratado de 
cooperação assinado.
(C) as associações só poderão ser compulsoriamente 
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por 
decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trân-
sito em julgado.
(D) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou pro-
fissão, atendidas as qualificações profissionais que o 
respectivo órgão de classe estabelecer.
(E) os tratados internacionais sobre direitos humanos 
que forem aprovados por maioria absoluta em cada 
casa do Congresso Nacional, em dois turnos, serão 
equivalentes às emendas constitucionais.
32 
Acerca dos remédios constitucionais, assinale a 
opção correta.
(A) O mandado de segurança impetrado com vistas a 
anular ato lesivo ao patrimônio público isenta o autor 
de custas judiciais e do ônus da sucumbência.
(B) O habeas corpus protege o direito constitucional de 
ir e vir; o habeas data, o direito líquido e certo não 
amparado por habeas corpus e pelo mandado de 
injunção.
(C) O habeas data é o meio adequado para obter vista de 
processos administrativos.
(D) Por sua natureza de norma definidora de direitos e 
garantias, o habeas corpus não sofre qualquer tipo de 
restrição ou limitação constitucional.
(E) Segundo o STF, o julgamento de ação popular, em 
regra, compete aos juízes de primeiro grau, mesmo 
quando se tratar de ato praticado por autoridade que 
possua foro por prerrogativa de função.
33 
Acerca dos direitos políticos, assinale a 
opção correta.
(A) Capacidade eleitoral é o direito de votar e ser votado.
(B) Emenda constitucional determinou a obrigatoriedade 
do voto aos analfabetos.
(C) Enquanto durarem os efeitos da condenação criminal 
transitada em julgado, consideram-se cassados os 
direitos políticos do condenado.
(D) Lei que altere o processo eleitoral possui eficácia 
plena a partir de sua publicação, sendo, portanto, 
aplicável em eventual eleição que ocorra no mesmo 
ano de sua edição.
(E) O exercício da soberania popular se dá por meio do 
sufrágio universal, do voto direto e secreto e do man-
dado de segurança.
34 
A segurança pública, dever do Estado, direito e 
responsabilidade de todos, é exercida para a pre-
servação da ordem pública e da incolumidade 
das pessoas e do patrimônio. Sobre a matéria, de 
acordo com a Constituição Federal de 1988, assi-
nale a alternativa correta.
(A) O Ministério Público e as Secretarias de Estado de 
Segurança Pública integram os órgãos mencionados 
na Constituição Federal de 1988, como responsáveis 
pela segurança pública dos Estados.
(B) A Polícia Federal destina-se a exercer, com exclusivi-
dade, as funções de polícia judiciária da União.
(C) Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia 
de carreira, incumbem, ressalvada a competência da 
União, as funções de polícia judiciária e de apuração 
de infrações penais, inclusive as militares.
(D) A Polícia Rodoviária Federal destina-se, na forma da 
lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais 
e estaduais.
(E) A Polícia Civil destina-se, dentre outras funções, a 
apurar infrações penais e exercer as funções de polí-
cia de fronteiras.
35 
A respeito da Declaração Universal dos Direitos 
Humanos (DUDH), assinale a alternativa correta.
(A) Ninguém pode ser preso, detido ou exilado.
(B) Ninguém será condenado por ação ou omissão, ainda 
que, no momento de sua prática, constituísse ato deli-
tuoso frente ao direito interno e internacional.
(C) Nenhuma pessoa sujeita a perseguição tem o direito de 
procurar e de se beneficiar de asilo em outros países.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 7
(D) O direito de asilo não pode ser invocado no caso de 
processo realmente existente por crime de direito 
comum ou por atividades contrárias aos fins e aos 
princípios das Nações Unidas.
(E) Nenhuma pessoa pode abandonar o país em que se 
encontra.
NOÇÕES DE DIREITO PENAL 
(BRUNO MELLO)
36 
Marque a alternativa incorreta.
(A) Com relação ao concurso de pessoas, a regra ado-
tada pelo Código Penal é que quem de qualquer modo 
concorre para o crime incide nas penas a este comi-
nada, na medida de sua culpabilidade. Todavia, uma 
das exceções é a cooperação dolosamente distinta, 
quando um dos concorrentes quis participar de crime 
menos grave em que será aplicada a pena deste.
(B) O Fato Típico, primeiro elemento do crime, é com-
posto por elementos, sendo eles: conduta, resultado, 
nexo causal e tipicidade.
(C) A teoria adotada na conduta, a teoria finalista da 
ação, de Hans Welzel, a qual tem por característica 
básica o dolo e a culpa pertencerem à conduta, ele-
mento do fato típico.
(D) A culpabilidade tem como um de seus elementos a 
exigibilidade de conduta conforme o direito é uma de 
suas excludentes a coação moral física irresistível.
(E) No Brasil, temos como um excludente de ilicitude, 
previstas na parte geral do Código Penal, o exercício 
regular de um direito, mas que sob a ótica da tipici-
dade conglobante seria uma excludente de tipicidade.
37 
Marque a alternativa correta.
(A) O estado de necessidade, uma excludente de ilici-
tude, pode ser classificado em justificante e excul-
pante. Ao adotarmos a teoria diferenciadora, temos, 
então, as duas classificações existentes em nosso 
ordenamento jurídico excluindo a ilicitude.
(B) O art. 23 do CP prevê as hipóteses de excludentes 
de ilicitude e também a possibilidade de o agente res-
ponder pelo excesso, que pode ser culposo ou doloso, 
mas apenas nas hipóteses de legítima defesa.
(C) O sonambulismo é causa de excludente de tipicidade,por ausência de dolo ou culpa. Sendo assim, caso 
alguém seja vítima de uma agressão por parte de um 
sonâmbulo e reaja, não estará acobertada pela exclu-
dente de ilicitude legítima defesa, e sim pelo estado 
de necessidade.
(D) A teoria adotada pelo STJ e STF no concurso de 
pessoas é a teoria extensiva de autor. Sendo assim, 
autor não é somente aquele que pratica o tipo penal, 
mas sim aquele tem o controle da situação fática do 
resultado final, nascendo, então, a figura do autor 
mandante ou intelectual.
(E) No Brasil, as descriminantes putativas são tratadas 
como erro de proibição indireto, pois adotamos a 
teoria Normativa Limitada na Culpabilidade.
38 
Marque a alternativa incorreta.
(A) O nexo causal é o liame entre a conduta e o resultado. 
E o resultado de que depende a existência do crime 
somente imputado a quem lhe deu causa; considera-se 
causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não 
teria ocorrido. Adotando-se, assim, a teoria da equiva-
lência dos antecedentes ou “conditio sine qua non”.
(B) Na hipótese de um soldado que mata na guerra, o 
mesmo não comete crime, pois está acobertado por 
uma causa excludente de ilicitude, o estrito cumpri-
mento do dever legal.
(C) No Brasil, adotamos como regra para diferenciar 
Infração Penal, o sistema dicotômico ou bipartido, 
ou seja, no Brasil temos crime e contravenção como 
espécies de infração penal, sendo que crime também 
pode ser chamado de delito e contravenção penal de 
delito liliputiano.
(D) No Brasil, após a reforma de 1984 na Parte Geral do 
CP, passamos a adotar, como regra, no estudo do 
erro, a teoria Diferenciadora. Temos, então, o Erro de 
Tipo e o Erro de Proibição, o primeiro excluindo o dolo 
da conduta praticada e o segundo excluindo a consci-
ência da ilicitude do fato.
(E) As descriminantes putativas, previstas no § 1º do art. 
20 do CP, preveem a possibilidade do agente que 
por erro plenamente justificado pelas circunstâncias 
supõe uma situação de fato que se existisse torna-
ria a ação Legítima, a chamada legítima defesa puta-
tiva, que tem como consequência isentar o agente de 
pena, ainda que tenha agido com culpa.
39 
Marque a alternativa correta.
(A) As qualificadoras do crime de homicídio são plena-
mente compatíveis com o privilégio, sejam elas obje-
tivas ou subjetivas.
(B) O homicídio híbrido é a possibilidade concomitante 
do privilégio com as qualificadoras.
(C) O homicídio qualificado por motivo fútil é incompatível 
com o dolo eventual.
(D) O homicídio qualificado pelos fins é a possibilidade 
de o agente matar para assegurar a execução, ocul-
tação, impunidade ou vantagem de outro crime ou 
contravenção.
(E) O homicídio privilegiado, que na verdade é uma 
causa de diminuição de pena, prevê a possibilidade 
de redução da pena de 1 a 2/3.
40 
Marque a alternativa incorreta.
(A) Famulato é uma espécie de furto em que o sujeito 
ativo é o funcionário e o passivo é o patrão.
(B) Segundo entendimento já sumulado pelo STJ, não é 
possível substituir a qualificadora do crime de furto 
“concurso de duas ou mais pessoas” pela majorante 
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 8
do crime de roubo, assim como a existência de sis-
tema de vigilância eletrônica, em estabelecimentos 
comerciais, por si só, não tornam o crime de furto 
impossível.
(C) Segundo entendimento já sumulado do STJ, não é 
possível a incidência do princípio da insignificância 
nos crimes contra a Administração Pública.
(D) A consumação do crime de roubo ocorre com a inver-
são da posse, ainda que por breve tempo, ainda que 
o agente seja perseguido logo após e a “res” seja 
devolvida a vítima, sendo prescindível a chamada 
posse mansa e pacífica.
(E) Não é possível a incidência da majorante do crime de 
furto “durante o repouso noturno” nas hipóteses de 
Furto Qualificado.
NOÇÕES DE DIREITO 
PROCESSUAL PENAL 
(GEILZA DINIZ)
41 
A competência é entendida como medida da 
jurisdição, motivo pelo qual a doutrina costuma 
afirmar que todo juiz tem jurisdição, mas nem 
todo juiz tem competência. Com base no tema, 
assinale a opção correta acerca de jurisdição e 
competência.
(A) A competência será, de regra, determinada pelo lugar 
em que se consumar a infração, ou, no caso de ten-
tativa, pelo lugar em que a infração deveria ser con-
sumada.
(B) Se, iniciada a execução no território nacional, o último 
ato de execução for praticado fora do território nacio-
nal, será competente o juiz do lugar em que o crime, 
embora parcialmente, tenha produzido ou devia pro-
duzir seu resultado.
(C) Tratando-se de infração continuada ou permanente, 
praticada em território de duas ou mais jurisdições, a 
competência firmar-se-á pelo último ato de execução.
(D) Nos casos de ação penal privada ou pública condicio-
nada, o querelante ou ofendido poderá preferir o foro 
de domicílio ou da residência do réu, ainda quando 
conhecido o lugar da infração.
(E) O CPP não admite a competência por distribuição.
42 
Acerca da prisão temporária, assinale a alterna-
tiva correta, à luz da Lei n. 7.960/1989.
(A) O STF declarou a inconstitucionalidade do dispositivo 
da mencionada lei que permitia a prisão temporária 
quando o indiciado não tivesse residência fixa.
(B) Não cabe a prisão temporária em crime contra o sis-
tema financeiro.
(C) O mandado de prisão temporária conterá necessa-
riamente o período de duração da prisão temporária 
estabelecido no caput do artigo 2º, bem como o dia 
em que o preso deverá ser libertado.
(D) Após o prazo da prisão temporária, é necessária nova 
ordem judicial para colocar o preso em liberdade.
(E) Preferencialmente, os presos temporários devem per-
manecer separados dos demais detentos.
43 
Considera-se cadeia de custódia o conjunto de 
todos os procedimentos utilizados para manter 
e documentar a história cronológica do vestígio 
coletado em locais ou em vítimas de crimes, para 
rastrear sua posse e manuseio a partir de seu 
reconhecimento até o descarte. Sobre o tema, 
assinale a opção incorreta. 
(A) O início da cadeia de custódia dá-se com a preservação 
do local de crime ou com procedimentos policiais ou peri-
ciais nos quais seja detectada a existência de vestígio.
(B) O agente público que reconhecer um elemento como 
de potencial interesse para a produção da prova peri-
cial fica responsável por sua preservação.
(C) Vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou 
latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à 
infração penal.
(D) O ato de recolher o vestígio que será submetido à 
análise pericial não faz parte das etapas da cadeia 
de custódia, pois é fase anterior à cadeia de custódia.
(E) A coleta dos vestígios deverá ser realizada preferen-
cialmente por perito oficial, que dará o encaminha-
mento necessário para a central de custódia, mesmo 
quando for necessária a realização de exames com-
plementares.
44 
Acerca da ação penal, assinale a alterna-
tiva correta.
(A) Nas ações penais públicas condicionadas à repre-
sentação, no caso de morte do ofendido ou quando 
declarado ausente por decisão judicial, o direito de 
representação passará ao cônjuge, ascendente, des-
cendente ou irmão.
(B) A representação será irretratável, depois de citado o réu.
(C) Nos casos de ação pública, somente a vítima ou seu 
representante legal poderão provocar a iniciativa do 
Ministério Público, fornecendo-lhe, por escrito, infor-
mações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, 
o lugar e os elementos de convicção.
(D) Se comparecer mais de uma pessoa com direito 
de queixa, terá preferência o descendente, e, em 
seguida, o cônjuge e o parente mais próximo.
(E) As fundações, associações ou sociedades, ainda que 
legalmente constituídas, não poderão exercer a ação 
penal.
45 
Chama-se de notitia criminis inqualificada
(A) a prisão em flagrante.
(B) a requisição do Ministro da Justiça para instauração 
do inquérito policial.
(C) a representação do ofendido, nos crimes sujeitos a 
ação penal pública condicionada.
(D) a denúncia anônima.
(E) a notícia do crime, obtida pela autoridadepolicial, por 
meio de jornais de televisão.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 9
NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO 
PENAL ESPECIAL 
(WALLACE FRANÇA / DIEGO FONTES / 
LUANA DAVICO)
46 
Considerando o disposto na Lei Antidrogas (Lei n. 
11.343/2006) e o entendimento dos tribunais supe-
riores, marque a alternativa incorreta.
(A) A incidência da atenuante da confissão espontânea 
no crime de tráfico ilícito de entorpecentes não exige 
o reconhecimento da traficância pelo acusado, bas-
tando a mera admissão da posse ou propriedade 
para uso próprio.
(B) A reincidência de que trata o § 4º do art. 28 da Lei n. 
11.343/2006 é a específica.
(C) A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 
40, I, da Lei n. 11.343/2006) configura-se com a prova 
da destinação internacional das drogas, ainda que 
não consumada a transposição de fronteiras.
(D) É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, 
desde que o resultado da incidência das suas dispo-
sições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que 
o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo 
vedada a combinação de leis.
(E) O crime de porte de drogas para consumo pessoal 
não gera reincidência.
47 
À luz da Lei n. 9.455/1997, julgue os itens a seguir.
I. O fato de o agente constranger um indiví-
duo mediante violência ou grave ameaça, 
em razão da procedência nacional desse 
indivíduo, causando-lhe sofrimento físico 
ou mental, caracteriza o crime de tortura na 
modalidade discriminação.
II. A prática do delito de tortura-castigo (vin-
gativa ou intimidatória), previsto no art. 
1º, II, da Lei n. 9.455/1997, é crime próprio, 
somente podendo ser agente ativo aquele 
que tiver relação de guarda, poder ou auto-
ridade em relação à vítima.
III. De acordo com a jurisprudência do STJ, no 
caso de crime de tortura perpetrado contra 
criança em que há prevalência de relações 
domésticas e de coabitação, não configura 
bis in idem a aplicação conjunta da causa 
de aumento de pena prevista no art. 1º, § 
4º, II, da Lei n. 9.455/1997 (Lei de Tortura) e 
da agravante genérica estatuída no art. 61, 
II, “f”, do Código Penal.
IV. O delegado que se omite em relação à con-
duta de agente que lhe é subordinado, não 
impedindo que este torture preso que es-
teja sob a sua guarda, incorre na mesma 
pena aplicável ao torturador, tendo em vis-
ta que pratica tortura na qualidade de cri-
me omissivo impróprio por ter o dever de 
garantidor previsto no Código Penal.
Estão certos os itens:
(A) I e II.
(B) I, II e IV.
(C) I e III.
(D) II e III.
(E) III e IV.
48 
Uma equipe do IBAMA estava fazendo fiscaliza-
ção de rotina no mar de Angra dos Reis (RJ), pró-
ximo de uma ilha em um local considerado como 
“estação ecológica”. A estação ecológica é uma 
espécie de unidade de conservação na qual é 
proibida a pesca. Na estação ecológica, os ser-
vidores do IBAMA encontraram uma pequena 
embarcação com um indivíduo. Apesar de não 
estar com peixes, ele estava com vara de pescar, 
linha e anzol. O pescador foi autuado administra-
tivamente pelo IBAMA por pesca ilegal e o MP ofe-
receu denúncia contra ele pela prática do crime 
previsto no art. 34, caput, da Lei n. 9.605/1998. 
Assinale a alternativa correta.
(A) A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade 
do princípio da insignificância aos crimes ambientais 
apenas nos casos de perigo concreto.
(B) A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade 
do princípio da insignificância aos crimes ambientais 
apenas nos casos de perigo abstrato.
(C) Mesmo diante de crime de perigo abstrato, é possível 
dispensar a verificação “in concreto” do perigo real ou 
mesmo potencial da conduta praticada pelo acusado 
com relação ao bem jurídico tutelado.
(D) Apesar de a conduta do denunciado amoldar-se à tipi-
cidade formal e subjetiva, o STF entende que não há 
a tipicidade material, consistente na relevância penal 
da conduta e no resultado típico, em razão da insigni-
ficância da lesão produzida no bem jurídico tutelado.
(E) Por se tratar de uma Estação Ecológica, o STF 
entende que não há de se afastar a tipicidade mate-
rial pelo princípio da insignificância, vez que o bem 
jurídico protegido merece melhor e maior proteção, e 
o crime do art. 34, sendo de perigo abstrato, alcança 
a referida subsunção formal e subjetiva.
49 
Nos termos da Lei n. 9.503/1997, o homicídio cul-
poso cometido na direção de veículo automotor, 
a pena é aumentada de 1/3 (um terço) à metade, 
exceto se o agente
(A) não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de 
Habilitação.
(B) praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada.
(C) deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo 
sem risco pessoal, à vítima do acidente.
(D) sob a influência de álcool ou qualquer outra substân-
cia psicoativa que determine dependência.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 10
(E) no exercício de sua profissão ou atividade, estiver 
conduzindo veículo de transporte de passageiros.
50 
Considerando o disposto no Estatuto da Criança 
e do Adolescente (Lei n. 8.069/1990) e o entendi-
mento dos tribunais superiores, marque a alterna-
tiva correta.
(A) A configuração do crime do art. 244-B do ECA 
depende da prova da efetiva corrupção do menor, por 
se tratar de delito formal.
(B) A superveniência da maioridade penal interfere na 
apuração de ato infracional e na aplicabilidade de 
medida socioeducativa em curso, inclusive na liber-
dade assistida.
(C) O Estatuto da Criança e do Adolescente não traz empe-
cilho para a viagem de adolescente em âmbito nacio-
nal, trazendo restrições somente para as crianças.
(D) O efeito de condenação de perda do cargo para os 
crimes previstos no estatuto da criança e do adoles-
cente, praticados por servidores públicos com abuso 
de autoridade, não são condicionados à ocorrência 
de reincidência.
(E) O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por 
si só, não conduz obrigatoriamente à imposição de 
medida socioeducativa de internação do adolescente.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 11
-------------------------------------------------------------------------------(destaque aqui)------------------------------------------------------------------------------
 GABARITO PROVA 01
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA – PC/PR
Questão 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Resp. C A A A B A A E D C D D C C A C C E C E
Questão 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
Resp. C D A E B E A A B A C E A B D D C E B A
Questão 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
Resp. B C D A D A D D D E
CONHECIMENTOS BÁSICOS
LÍNGUA PORTUGUESA 
(LUCAS LEMOS)
O primeiro beijo
1 “Os dois mais murmuravam que conversavam: 
havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam 
tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
 � – Está bem, acredito que sou a sua primei
5 ra namorada, fico feliz com isso. Mas me diga 
a verdade, só a verdade: você nunca beijou 
uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:
 � – Sim, já beijei antes uma mulher.
 � – Quem era ela? perguntou com dor.
10 Ele tentou contar toscamente, não sabia 
como dizer.
 � O ônibus da excursão subia lentamente a 
serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada 
em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no 
15 rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, 
finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às 
vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir 
– era tão bom. A concentração no sentir era difí-
cil no meio da balbúrdia dos companheiros.
20 E mesmo a sede começara: brincar com a 
turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do 
motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como 
deixava a garganta seca.
 � E nem sombra de água. O jeito era jun-
25 tar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na 
boca ardente engulia-a lentamente, outra vez 
e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não 
tirava a sede. Uma sede enorme maior do que 
ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
30 A brisa fina, antestão boa, agora ao sol do 
meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar 
pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que 
pacientemente juntava.
 � E se fechasse as narinas e respirasse um 
35 pouco menos daquele vento de deserto? Tentou 
por instantes, mas logo sufocava. O jeito era 
mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, 
enquanto sua sede era de anos.
 � Não sabia como e por que, mas agora se sen
40 tia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, 
e seus olhos saltavam para fora da janela procu-
rando a estrada, penetrando entre os arbustos, 
espreitando, farejando.
 � O instinto animal dentro dele não errara: na 
45 curva inesperada da estrada, entre arbustos 
estava… o chafariz de onde brotava num filete 
a água sonhada. O ônibus parou, todos esta-
vam com sede, mas ele conseguiu ser o primeiro 
a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
50 De olhos fechados entreabriu os lábios e 
colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a 
água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo 
pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com 
esta encharcou todo o seu interior arenoso até se 
55 saciar. Agora podia abrir os olhos. Abriu-os e viu 
bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-
-o e viu que era a estátua de uma mulher e que 
era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-
-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos 
60 lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
 � E soube então que havia colado sua boca 
na boca da estátua da mulher de pedra. A vida 
havia jorrado dessa boca, de uma boca para 
outra. Intuitivamente, confuso na sua inocên
65 cia, sentia intrigado: mas não é de uma mulher 
que sai o líquido vivificador, o líquido germinador 
da vida… Olhou a estátua nua.
 � Ele a havia beijado.
 � Sofreu um tremor que não se via por fora 
70 e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o 
corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. 
Deu um passo para trás ou para frente, nem 
sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, per-
cebeu que uma parte de seu corpo, sempre 
75 antes relaxada, estava agora com uma tensão 
agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
 � Estava de pé, docemente agressivo, sozinho 
no meio dos outros, de coração batendo fundo, 
espaçado, sentindo o mundo se transformar. A 
80 vida era inteiramente nova, era outra, descoberta 
com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
 � Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou 
de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o 
encheu de susto e logo também de um orgulho 
85 antes jamais sentido: ele…
 � Ele se tornara homem.”
Clarice Lispector
01 
Contextualmente, a forma verbal “murmurar” (l. 1) 
apresenta o sentido de
(A) queixar-se de algo.
(B) falar alto; gritar.
(C) falar baixinho, isto é, sussurrar.
(D) vociferar.
(E) expressar um descontentamento, ou seja, lamentar-se.
Letra c.
No trecho “Os dois mais murmuravam que conversavam”, 
a forma verbal “murmuravam” foi empregada no sentido 
de sussurrar, falar baixo. Por isso, a alternativa (C) 
está correta.
02 
Assinale a alternativa em que a reescritura do 
trecho “todos estavam com sede, mas ele conse-
guiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra” 
(l. 48-50) preserva a correção e a ideia original.
(A) Ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de 
pedra, embora todos estivessem com sede.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 13
(B) Uma vez que todos estivessem com sede, ele con-
seguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra.
(C) Todavia ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao cha-
fariz de pedra, todos estavam com sede.
(D) Todos estavam com sede, porquanto ele conseguiu 
ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra.
(E) Nem todos estavam com sede, nem ele conseguiu 
ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra.
Letra a.
(A) Alternativa correta. Observe que, no texto original, 
identificamos uma ideia adversativa, enquanto na 
reescritura desta alternativa observamos uma ideia 
concessiva. Ambas apresentam uma contrariedade. 
A única diferença é sintática, pois a concessão é 
subordinada e a adversidade é coordenada.
(B) A conjunção “uma vez que” apresenta valor causal. 
Logo, o item está errado.
(C) Não será possível iniciar uma oração com uma 
conjunção coordenativa. O correto, nesse caso, será: 
Todos estavam com sede, todavia ele conseguiu ser o 
primeiro a chegar ao chafariz de pedra.
(D) A conjunção “porquanto” apresenta um valor causal, 
por isso, não será a reposta.
(E) O vocábulo “nem” é uma conjunção aditiva que indica 
uma negação. Item, então, errado.
03 
Transpondo para a voz passiva a frase “você 
nunca beijou uma mulher” (l. 6-7), a forma verbal 
resultante será:
(A) foi beijada
(B) será beijada
(C) fora beijada
(D) seria beijada
(E) era beijada
Letra a.
Ao transpor a frase “você nunca beijou uma mulher” para 
a voz passiva analítica, teremos a seguinte construção: 
uma mulher nunca foi beijada por você. Note-se que, 
na voz passiva analítica, será preciso acrescentar o verbo 
ser no mesmo tempo e modo do verbo na voz ativa. Como 
o verbo “beijou” se apresenta no pretérito perfeito, o verbo 
ser também deverá assumir este tempo. Logo, a resposta 
adequada será a letra (A).
04 
No que se refere à relação de subordinação entre 
orações, assinale a alternativa que classifica a 
oração sublinhada em “(…) mais a pouca saliva 
que pacientemente juntava.” (l. 32-33)
(A) Oração subordinada adjetiva restritiva.
(B) Oração subordinada adverbial concessiva.
(C) Oração subordinada adjetiva explicativa.
(D) Oração subordinada adverbial final.
(E) Oração subordinada substantiva subjetiva.
Letra a.
Na frase “(…) mais a pouca saliva que pacientemente 
juntava”, o termo “que” pode ser substituído por “a 
qual”; então, desempenha a função de pronome relativo 
e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva, 
porque não há vírgulas. A resposta, portanto, é a letra (A).
05 
No seguimento “Uma sede enorme maior do que 
ele próprio (…)” (l. 28-29), o vocábulo “que” intro-
duz a ideia de
(A) causa.
(B) comparação.
(C) condição.
(D) explicação.
(E) conclusão.
Letra b.
(A) A causa exprime um fato que ocorreu na oração 
principal. Observe-se o exemplo: A menina chorou porque 
apanhou da mãe (= apanhar da mãe é causa de a menina 
ter chorado). 
(B) A comparação serve para realçar uma semelhança 
entre dois objetos ou duas ideias diferentes. Atente-se 
ao exemplo a seguir: Ele estuda como um obstinado (= 
estuda). No contexto “Uma sede enorme maior do que 
ele próprio (…)”, identificamos a conjunção “do que” 
que indica uma comparação. É importante anotar que o 
vocábulo “do” é facultativo quando indicar a comparação.
(C) A condição indica um valor hipotético. Veja o exemplo: 
Se não chover, poderemos ir ao clube. Note-se que há 
possibilidade entre chover ou não; logo, o item não é a 
resposta adequada da questão.
(D) A explicação tem como objetivo tornar clara, explícita 
uma ideia, como é possível notar no exemplo Fui à praia, 
pois o shopping estava lotado (o shopping estar lotado é o 
motivo de se ter ido à praia).
(E) A conclusão indica um arremate para o texto, ou seja, 
equivalente à conjunção “portanto”. Por essa razão, a 
alternativa não é a resposta.
06 
A partícula “se” é empregada, no trecho “havia 
pouco iniciara-se o namoro (…)”, como
(A) partícula apassivadora.
(B) índice de indeterminação do sujeito.
(C) pronome reflexivo.
(D) conjunção integrante.
(E) conjunção condicional.
Letra a.
No trecho “havia pouco iniciara-se o namoro (…)”, 
observamos que a forma verbal “iniciara” é transitiva direta, 
ou seja, quem inicia, inicia algo; e, ao inserir o vocábulo 
“se” junto ao verbo transitivo direto, o objeto direto se 
tornará sujeito. Portanto, o vocábulo “se” desempenhará 
a função de partícula apassivadora.
DICA IMPORTANTE
1 – ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO: 
conhecido também como pronome impessoalizador, 
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 14
símbolo de indeterminação do sujeito, ou ainda como 
pronome indeterminador do sujeito, sempre aparecejunto ao verbo intransitivo, transitivo indireto ou de 
ligação. Pode até aparecer junto ao verbo transitivo direto, 
contanto que o objeto direto venha preposicionado. Como 
o próprio nome já diz, quando exerce essa função, a 
palavra SE indetermina ou não indica o sujeito da oração. 
Esse tipo de oração não admite a transposição para a voz 
passiva analítica, e o verbo ficará sempre na 3ª pessoa 
do singular.
Ex.:
Vive-se bem naquele país. (V.I.)
Necessita-se de ética na política. (V.T.I.)
É-se infeliz neste país? (V.L.)
Respeitou-se às normas. (V.T.D. + O.D. preposicionado)
2 – PARTÍCULA APASSIVADORA OU PRONOME 
APASSIVADOR: apresenta-se na formação da voz 
passiva sintética, com verbos transitivos diretos ou 
transitivos diretos e indiretos; com verbos transitivos 
indiretos, intransitivos ou de ligação não há possibilidade 
de caracterizar a partícula apassivadora. Na prática, a 
frase pode ser transposta para a voz passiva analítica 
(com locução verbal).
Ex.:
Vendem-se carros seminovos. (= Carros seminovos 
são vendidos)
Entregou-se a medalha ao atleta que obteve o melhor 
desempenho. (= A medalha foi entregue ao atleta que 
obteve o melhor desempenho)
07 
O termo destacado na sentença é substituído cor-
retamente pelo pronome da expressão ao lado, de 
acordo com a norma-padrão em:
(A) “(…) e não tirava a sede.” (l. 27-28) – e não a tirava.
(B) “O jeito era juntar a saliva, (…)” (l. 24-25) – O jeito era 
juntar-la, (…). 
(C) “Agora podia abrir os olhos.” (l. 55) – Agora podia 
abrir-os.
(D) “Deu um passo para trás ou para frente, (...).” (l.72) – 
O deu para trás ou para frente, (…).
(E) “Sofreu um tremor (...)” (l. 69) – Sofreu-lhe (…).
Letra a.
(A) A substituição do substantivo “sede.” pelo pronome 
“a” foi feita corretamente. Note-se que o pronome oblíquo 
exerce função de objeto direto e se localiza antes do verbo 
por causa do fator de próclise, ou seja, o advérbio “não” 
exige que o pronome anteceda a forma verbal.
(B) A construção correta para a substituição é a seguinte: O 
jeito era juntá-la. Observa-se que, ao se usar os pronomes 
o, os, a, as com os verbos terminados nas consoantes -r, 
-s ou -z, é necessário eliminá-las e acrescentar as formas 
pronominais la, lo, las, los. Lembre-se de acentuar o 
verbo se ele for uma oxítona finalizada em -a, -e, -o.
(C) A expressão “os olhos” é objeto direto da forma 
verbal “podia abrir”; sendo assim, o pronome correto é o 
os, pois ele serve para substituir objetos diretos. Como o 
verbo termina nas consoantes -r, -s, ou -z, é necessário 
eliminá-las e acrescentar as formas pronominais la, lo, 
las, los. Dessa forma, a construção correta será: Agora 
podia abri-los.
(D) A construção “O deu para trás ou para frente, (…).” é 
totalmente inadequada, pois os pronomes oblíquos átonos 
jamais poderão iniciar uma frase. Portanto, a construção 
correta, ao substituir o objeto direto pelo pronome, é: 
Deu-o para trás ou para frente, (…). 
(E) O pronome lhe só pode substituir um objeto indireto. 
No trecho deste item, o verbo é transitivo direto; logo, 
o pronome adequado é “o”. A forma correta é: Sofreu-o.
Apelo
1 “Amanhã faz trinta dias que a Senhora está 
longe de casa. Primeiros dias, para dizer a ver-
dade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido 
na conversa de esquina. Não foi ausência por uma 
5 semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa 
por engano, a imagem de relance no espelho.
 � Com os dias, Senhora, o leite pela pri-
meira vez coalhou. A notícia de sua per-
da veio aos poucos: a pilha de jornais ali no 
10 chão, ninguém os guardou debaixo da escada.
 � Toda a casa era um corredor deserto, e até o 
canário ficou mudo. Para não dar parte de fra-
co, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma 
hora da noite eles se foram e fui eu quem fiquei 
15 só, sem o perdão de sua presença a todas as 
aflições do dia, como a última luz na varanda.
 � E comecei a sentir falta das pequenas bri-
gas por causa do tempero na salada o meu jei-
to de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? 
20 As suas violetas, na janela, não lhes poupei água 
e elas murcham. Não tenho botão na camisa, 
calço a meia furada. Que fim levou o saca-
-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, 
conversar com os outros: bocas raivosas masti-
25 gando. Venha para casa, Senhora, por favor!”
Dalton Trevisan
08 
Quanto ao tipo do texto, podemos classificá-lo 
como, predominantemente,
(A) descritivo, pois o objetivo é caracterizar o narrador-
-personagem.
(B) dissertativo-argumentativo, mas com várias passa-
gens descritivas.
(C) descritivo, mas com várias passagens narrativas.
(D) dissertativo-expositivo.
(E) narrativo, pois há uma sequência de fatos.
Letra e.
Visto que se pode perceber no decorrer do texto um 
encadeamento de fatos, o texto é preponderantemente 
narrativo. Note-se que, ao longo do texto, é contada a 
história da senhora que está longe de casa. E, por mais 
que haja alguma descrição, o objetivo maior é contar a 
história. Por isso, a letra (E) é a resposta adequada.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 15
09 
Em “Venha para casa, Senhora, por favor!” (l. 25), 
as vírgulas foram empregadas para
(A) marcar uma enumeração.
(B) deslocar um adjunto adverbial.
(C) isolar um aposto.
(D) indicar um vocativo.
(E) iniciar a citação de outra voz.
Letra d.
Em “Venha para casa, Senhora, por favor!”, as vírgulas são 
empregadas obrigatoriamente para indicar um vocativo. 
Recorde-se de que o vocativo é um chamamento, uma 
invocação. Dessa forma, a resposta certa é a letra (D). 
10 
A oração destacada em “Primeiros dias, para 
dizer a verdade, não senti falta” (l. 2-3) é
(A) subordinada adverbial causal reduzida de infinitivo.
(B) subordinada substantiva objetiva direta reduzida de 
infinitivo.
(C) subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.
(D) coordenada assindética.
(E) coordenada sindética aditiva.
Letra c.
No trecho “Primeiros dias, para dizer a verdade, não 
senti falta”, notamos uma finalidade; por isso, oração 
subordinada adverbial final. E será reduzida, porque o 
verbo “dizer” se apresenta no infinitivo.
DICA IMPORTANTE
Preposição para + infinitivo = finalidade: Para ser 
aprovado, estude.
Preposição por + infinitivo = causa: Por chegar tarde, 
foi demitido.
Locução prepositiva apesar de + infinitivo = concessão: 
Apesar de ter acordado cedo, chegou atrasado.
Contração ao + infinitivo = tempo: Ao chegar, devolva-me 
os documentos.
11 
Na oração “ninguém os guardou debaixo da 
escada.” (l. 10), o tempo do verbo em destaque e 
o seu valor semântico é:
(A) Presente – fato que se repete no presente.
(B) Pretérito imperfeito – fato que ocorre pontualmente 
no passado.
(C) Pretérito perfeito – fato que se repete no passado.
(D) Pretérito perfeito – ação que acontece no passado.
(E) Pretérito mais-que-perfeito – ação que se repete no 
passado.
Letra d.
A questão exige que se marque a alternativa na qual se 
indique corretamente o tempo e o valor semântico da 
forma verbal “guardou”, que está no pretérito perfeito.
(A) A forma verbal “guardou” não está no tempo presente, 
este indica um fato atual.
(B) O tempo pretérito imperfeito do indicativo indica um 
fato habitual ou inacabado no passado, e não um fato 
que ocorra pontualmente. Indica um fato constante ou 
inacabado no passado; pode ser caracterizado por meio 
da expressão naquela época. Por exemplo, para se 
conjugar um verbo nesse tempo, basta que se insira tal 
expressão na oração: Naquela época, eu cantava bem. 
Observando-se a forma do verbo percebe-se que os 
verbos do pretérito imperfeito do indicativo terminam em 
ava ou ia geralmente. No caso, o verbo ser é era.
(C) O pretérito perfeito do indicativo indica uma ação 
concluída no passado.
(D) O pretérito perfeito do indicativo indica ação ou 
estado passado que se estagnou, isto é, que ocorreu em 
determinado momento do passado sem continuidade. 
Sendo assim, este item é a resposta certa.
(E) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo indica ação 
ou estado passado com relação ao pretérito perfeito. 
Observe-seo exemplo: Ele finalmente comprou o carro, 
que desejara durante tempos (a forma verbal “comprou” 
está no pretérito perfeito do indicativo, e a forma verbal 
“desejara” está no pretérito mais-que-perfeito do 
indicativo, que expressa um fato passado anterior a outro 
acontecimento passado, ou seja, a ação de desejar o carro 
aconteceu antes de comprá-lo). O item está incorreto por 
afirmar que o pretérito mais-que-perfeito é uma ação que 
se repete no passado.
12 
A partir do trecho “(…) e até o canário ficou 
mudo.” (l. 11-12), do ponto de vista morfossintá-
tico, podemos afirmar que a palavra “mudo” é:
(A) substantivo e exerce a função de objeto direto.
(B) advérbio e exerce a função de adjunto adverbial.
(C) adjetivo e exerce a função de predicado.
(D) adjetivo e exerce a função de predicativo do sujeito.
(E) adjetivo e exerce a função de adjunto adnominal.
Letra d.
(A) O vocábulo citado não pertence à classe dos 
substantivos. E tenha muito cuidado para não afirmar que 
o verbo “ficar” seria transitivo direto.
(B) O vocábulo citado não pertence à classe dos 
advérbios. Os advérbios são palavras invariáveis que 
modificam o sentido de verbos, e só podem exercer uma 
função sintática: adjuntos adverbiais.
(C) A palavra em destaque pertence à classe dos adjetivos. 
Os adjetivos são palavras variáveis que modificam 
substantivos. Podem exercer três funções sintáticas: 
adjunto adnominal, predicativo do sujeito e predicativo do 
objeto. O predicado é tudo que se declara sobre o sujeito, 
isto é, no contexto incluiria o verbo: “ficou mudo”.
(D) No trecho “(…) e até o canário ficou mudo”, a palavra 
“mudo” caracteriza o sujeito: canário. Sendo assim, esse 
vocábulo é morfologicamente adjetivo e exerce a função 
sintática de predicativo do sujeito. Essa função sintática 
pertence ao predicado, mas indica uma característica ou 
estado do sujeito. Na maioria das vezes vem conectada 
por um verbo de ligação. Por esse motivo, este item é a 
resposta correta da questão.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 16
(E) O adjunto adnominal jamais poderá ser separado do 
nome a que se refere, pois ele deve, necessariamente, 
estar junto ao nome. Por isso, esta alternativa NÃO é a 
reposta correta.
13 
Assinale a alternativa em que há emprego de pala-
vra ou expressão em sentido figurado.
(A) Amanhã faz trinta dias que a Senhora está longe de 
casa. (l. 1-2)
(B) Com os dias, Senhora, o leite pela primeira vez coa-
lhou. (l. 7-8)
(C) Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário 
ficou mudo. (l. 11-12)
(D) E comecei a sentir falta das pequenas brigas (…) (l. 
17-18)
(E) Venha para casa, Senhora, por favor! (l. 25)
Letra c.
No trecho “Toda a casa era um corredor deserto, e até 
o canário ficou mudo”, podemos identificar um valor 
conotativo conhecido como metáfora: uma figura de 
linguagem em que há uma transferência do significado de 
uma palavra para outra, por meio de uma comparação 
não explícita.
14 
A substituição do verbo destacado pelo que está 
entre parênteses foi feita adequadamente em:
(A) Amanhã faz trinta dias (l. 1). (fazem)
(B) A notícia de sua perda veio aos poucos (l. 8-9). 
(vieram)
(C) (...) e fui eu quem fiquei só (l. 14-15). (ficou)
(D) Nenhum de nós sabe (l. 23). (sabemos)
(E) Venha para casa (l. 25). (venham)
Letra c.
A questão exige que o candidato assinale a alternativa 
que permita dupla concordância. Para isso, analisaremos 
item a item.
(A) Amanhã faz trinta dias (l. 1). Neste caso, o verbo deverá 
permanecer obrigatoriamente no singular, visto que o 
verbo “fazer”, indicando tempo decorrido, é impessoal e 
exige a 3ª pessoa do singular.
(B) A notícia de sua perda veio aos poucos (l. 8-9). A 
forma “veio” deverá ficar no singular para concordar com 
o núcleo do sujeito “notícia”.
(C) (..) e fui eu quem fiquei só (l. 14-15). Esta é a 
alternativa correta, pois o pronome “quem” permite a 
dupla concordância. É possível concordar tanto com o 
próprio pronome em 3ª pessoa do singular quanto com 
o termo antecedente “eu”. Então, as duas formas ficarão 
perfeitas.
(D) Nenhum de nós sabe (l. 23). Tenha cuidado com este 
item, pois o verbo “sabe” precisa ficar no singular para 
concordar com o núcleo do sujeito “nenhum”.
(E) Venha para casa (l. 25). Contextualmente, a forma 
verbal “venha” está no singular para se referir a “senhora”. 
Por isso, caberá apenas o singular.
15 
As palavras “deserto”, “batom” e “casa” são clas-
sificadas, respectivamente, como
(A) paroxítona, oxítona e paroxítona.
(B) paroxítona, proparoxítona e oxítona.
(C) paroxítona, oxítona e proparoxítona.
(D) proparoxítona, paroxítona e paroxítona.
(E) proparoxítona, paroxítona e proparoxítona.
Letra a.
As palavras “deserto”, “batom e “casa” são, 
respectivamente, paroxítona, oxítona e paroxítona. 
Lembremos que as oxítonas são aquelas palavras cuja 
última sílaba é a mais forte, ao passo que as paroxítonas 
são aquelas cuja penúltima sílaba é a mais forte.
INFORMÁTICA 
(FABRÍCIO MELO)
16 
No Linux Ubuntu, versão 14 ou superior, o 
comando do Bash utilizado para alterar a senha 
de um usuário é:
(A) pwd
(B) chmod
(C) passwd
(D) sudo
(E) shutdown
Letra c.
(A) Mostra o diretório corrente.
(B) Altera as permissões do usuário.
(D) Concede permissões de root a um usuário comum.
(E) Desligar ou reiniciar o sistema.
17 
Com relação a noções de uso de Internet e cor-
reio eletrônico, utilizando os navegadores Fire-
fox e Google Chrome no sistema operacional 
(Ubuntu versão 14 ou superior), marque a alter-
nativa correta.
(A) Em um sistema WebMail tradicional, não é possível o 
destinatário do campo CCO utilizar o recurso de res-
ponder a todos.
(B) Um exemplo de um endereço no formato IPV4 é: 
235.2.45.258.
(C) O protocolo SMTP é utilizado no envio de e-mails na 
Internet.
(D) O Mozilla Firefox é um navegador exclusivo para sis-
temas operacionais Linux.
(E) A ferramenta SANDBOX, no Google Chrome, possibi-
lita que o usuário navegue de maneira anônima.
Letra c.
(A) Em qualquer sistema de e-mail é possível o destinatário 
do campo CCO utilizar o recurso responder a todos.
(B) Endereços no formato IPV4 só podem conter números 
de 0 a 255.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 17
(D) Mozilla Firefox é um navegador multiplataforma, 
podendo ser instalado em outros sistemas operacionais, 
como o Windows e OS/X, por exemplo.
(E) A ferramenta correta é a Navegação Anônima.
18 
A respeito de noções, como usuário, do funciona-
mento de computadores e de periféricos, julgue 
os itens a seguir e marque a alternativa correta.
I. A impressora é um dispositivo de saída.
II. A memória ROM é uma memória de arma-
zenamento definitivo e o seu conteúdo não 
é perdido no desligamento do computador.
III. A velocidade de processamento dos pro-
cessadores atuais é medida por GHZ.
IV. As impressoras atuais podem ser conec-
tadas ao computador através de conexões 
sem fio, Wi-Fi.
Esta(ão) correta(s) a(s) alternativa(s):
(A) I e II.
(B) II, III e IV.
(C) I, III e IV.
(D) I e IV.
(E) I, II, III e IV.
Letra e.
Todos os itens estão de acordo com os seus conceitos.
19 
Sobre o uso de arquivos no formato pdf no Libre 
Office Writer, marque a alternativa correta.
(A) Não é possível converter documentos no formato pdf.
(B) Através do menu Arquivo, Salvar Como é possível 
exportar um documento no formato pdf.
(C) Através do menu Arquivo, Exportar Como é possível 
exportar um documento no formato pdf.
(D) O Writer é o programa padrão do Linux para a aber-
tura e edição de documento pdf.
(E) Não é possível assinar digitalmente um documento 
que será exportado para pdf.
Letra c.
(A) O Writer converte documentos em pdf.
(B) Salvar e Salvar Como não possuem a opção de 
exportação para o formato pdf.
(D) O Writer não abre nem edita pdf.
(E) É possível assinar digitalmente um documento pdf.
20 
Sobre o Libre Office Calc 5 ou superior, versão em 
português, configuração padrão, marque a alter-
nativa correta.
(A) A função = SE (TESTE.LÓGICO; FALSO; VERDA-
DEIRO) está com a sua sintaxe correta.
(B) A extensão padrãodo Libre Office Calc é a odt.
(C) A função =MÉDIA(A1;A6) irá retornar a média das 
células A1 até a célula A6.
(D) Em uma planilha, as linhas são representadas pelas 
letras e as colunas pelos números.
(E) A combinação de teclas que permite o salvamento de 
um arquivo é CTRL+S.
Letra e.
(A) =SE(TESTE.LÓGICO;VERDADEIRO;FALSO).
(B) Extensão padrão = ods.
(C) Irá retornar a média das células A1 e A6.
(D) Linhas = números. Colunas = letras.
RACIOCÍNIO LÓGICO 
(MARCELO LEITE)
21 
Em uma Delegacia de Polícia do Paraná existem 
5 delegados, 18 agentes e 3 papiloscopistas. Para 
uma dada missão será formada uma equipe com 
1 delegado, 1 agente e 1 papiloscopista. Conside-
rando que todos os policiais estão aptos a serem 
escolhidos para formarem a equipe, então a quan-
tidade de equipes distintas que podem ser forma-
das é igual a:
(A) 26
(B) 90
(C) 270
(D) 268
(E) 290
Letra c.
Agrupamento (equipe) =
1 delegado e 1 agente e 1 papiloscopista =
5 possibilidades x 18 possibilidades x 3 possibilidades = 
270 equipes.
22 
Em determinada delegacia estão lotados 50 poli-
ciais, entre homens e mulheres. Certo dia, esta-
vam presentes nessa delegacia 10% dos homens 
e 20% das mulheres, perfazendo 7 policiais. Con-
siderando que M seja a quantidade de mulheres 
lotadas na delegacia, então M é igual a:
(A) 9 < M < 12
(B) 13 < M < 15
(C) 16 < M < 18
(D) 19 < M < 22
(E) 23 < M < 28
Letra d.
Considerando que:
Total de homens lotados na delegacia: H
Total de mulheres lotadas na delegacia: M
Assim, teremos:
H + M = 50 (Equação I)
0,1.H + 0,2.M = 7 (Equação II)
Isolando o H, na equação I, e substituindo na equação 
II teremos:
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 18
H + M = 50
H = 50 – M, substituindo na equação II
0,1.H + 0,2.M = 7
0,1(50 – M) + 0,2.M = 7
5 – 0,1M + 0,2M = 7
0,1M = 7 – 5
0,1M = 2
M = 20
23 
O reservatório de uma Delegacia de Polícia do 
Paraná possui a forma de um paralelepípedo 
retangular cujas dimensões são: 3 metros de 
comprimento, 2 metros de largura e 1 metro de 
altura. O volume máximo, em litros, desse reser-
vatório é igual a:
(A) 6.000
(B) 6.100
(C) 6.200
(D) 6
(E) 6.300
Letra a.
O volume do paralelepípedo retangular é dado 
pela fórmula: 
Volume = Comprimento x Largura x Altura
Volume = 3 m x 2 m x 1 m = 6 m3 
Como cada m3 corresponde a 1.000 litros, então teremos:
6 m3 = 6 x 1.000 litros = 6.000 litros.
24 
Assinale a alternativa cujo valor lógico da propo-
sição é a verdade (V):
(A) 6 x 2 = 8 ou 2 x 7 = 9.
(B) 7 é ímpar e 10 é número primo.
(C) 6 + 4 = 24 se, e somente se, 2 x 7 = 14.
(D) 8 > 10 e 8 é par.
(E) Se 9 > 8 então 10 é ímpar.
Letra e.
(A) 6 x 2 = 8 (F) ou 2 x 7 = 9 (F) terá resultado FALSO.
(B) 7 é ímpar (V) e 10 é número primo (F) terá 
resultado FALSO.
(C) 6 + 4 = 24 (F) se, e somente se, 2 x 7 = 14 (V) terá 
resultado FALSO.
(D) 8 > 10 (F) e 8 é par (V) terá resultado FALSO.
(E) Se 9 > 8 (V) então 10 é ímpar (F) terá resultado 
VERDADEIRO.
25 
A expressão “Se a sociedade realizar a denúncia 
no disque 181, então a polícia terá mais informa-
ções sobre o crime” é equivalente à sentença:
(A) Se a polícia tem mais informações sobre o crime, 
então a sociedade realizou a denúncia no disque 181.
(B) Se a polícia não tem mais informações sobre o crime, 
então a sociedade não realizou a denúncia no disque 
181.
(C) Se a polícia não tem mais informações sobre o crime, 
então a sociedade realizou a denúncia no disque 181.
(D) A sociedade realizar a denúncia no disque 181 e a 
polícia não terá mais informações sobre o crime.
(E) A sociedade realizar a denúncia no disque 181 ou a 
polícia terá mais informações sobre o crime.
Letra b.
A condicional possui a equivalência: A → B = ~B → ~A
Assim, a equivalente da condicional “Se a sociedade 
realizar a denúncia no disque 181 (A), então a polícia terá 
mais informações sobre o crime (B)” será “Se a polícia 
não tem mais informações sobre o crime (~B), então a 
sociedade não realizou a denúncia no disque 181(~A)”.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
(RODRIGO CARDOSO)
26 
Os agentes públicos são sujeitos que compõem o 
sentido subjetivo da Administração Pública e pos-
suem competência para exercer os poderes admi-
nistrativos essenciais para o desempenho de suas 
atividades. Nesse contexto, é correto afirmar:
(A) Com a finalidade de atender ao interesse público, é 
autorizado o uso do poder de polícia para interditar 
estabelecimento que não possuir alvará de funciona-
mento. Ainda é possível afirmar que a interdição é ato 
preventivo.
(B) O poder hierárquico está relacionado à prerrogativa 
da Administração de editar atos gerais para comple-
mentar as leis e permitir a sua efetiva aplicação.
(C) O poder de polícia prescinde previsão legal por pos-
suir o atributo da discricionariedade.
(D) O poder de polícia é repressivo quando agentes do 
PROCON-PR estão realizando fiscalização.
(E) O poder disciplinar fundamenta a aplicação de multa 
à contratada pela Administração que descumpre cláu-
sula contratual. Nesse caso, o poder disciplinar não 
decore do poder hierárquico.
Letra e.
Inexiste hierarquia entre a Administração e a contratada. 
Assim, o poder disciplinar não deriva do poder hierárquico 
na aplicação de penalidade a particulares contratados 
pela Administração.
27 
Considere que um Agente da Polícia Civil do 
Estado do Paraná, no exercício de suas funções, 
tenha colidido a viatura policial contra veículo de 
particular que estava devidamente estacionado. 
Considerando a situação descrita, assinale a 
alternativa correta.
(A) Possível ação de indenização deverá ser proposta 
pelo lesado em até cinco anos contados da data do 
fato, sob pena de prescrição.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 19
(B) A responsabilidade civil objetiva do Estado está pre-
sente na situação descrita. Desse modo, basta que o 
lesado demonstre dano sofrido e a culpa do agente 
público.
(C) A responsabilidade civil do Estado será subjetiva se 
comprovado que o agente agiu no estrito cumpri-
mento da lei.
(D) Na situação apresentada, o dever de indenizar inde-
pende da existência de nexo causal em razão do veí-
culo estar devidamente estacionado.
(E) A Administração responderá pelos danos causados 
ao veículo particular de forma subjetiva independen-
temente de o agente ter agido com dolo ou culpa.
Letra a.
A prescrição ocorre em cinco anos da data do fato.
28 
Assinale a alternativa correta, considerando 
aspectos do Direito Administrativo.
(A) A jurisprudência fixou a tese da possibilidade da uti-
lização de prova emprestada de inquérito policial em 
processo administrativo disciplinar, quando garantido 
ao acusado o contraditório e a ampla defesa.
(B) Considere que Agenor tenha impetrado mandado de 
segurança questionando a legalidade de determinado 
ato administrativo praticado por servidor público. 
Nesse caso, sendo constatada a ilegalidade apon-
tada no remédio constitucional, o juiz poderá revogar 
o ato administrativo.
(C) A jurisprudência assegura o direito a greve aos inte-
grantes das polícias civis.
(D) É autorizada percepção simultânea de proventos de 
aposentadoria com a remuneração de cargo, emprego 
ou função pública. Só não será permitida a percepção 
simultânea quando for decorrente de cargos eletivos 
e os cargos em comissão declarados em lei de livre 
nomeação e exoneração.
(E) O direito de greve será exercido nos termos e nos 
limites definidos em lei complementar. A exigência da 
edição de lei compreende o conteúdo do princípio da 
reserva legal.
Letra a.
Súmula STJ 591: É permitida a “prova emprestada” 
no processo administrativo disciplinar, desde que 
devidamente autorizada pelo juízo competente e 
respeitados o contraditório e a ampla defesa.
29 
A organização da Administração é a estruturação 
das entidades e dos órgãos que desempenham 
as funções, através de agentes públicos. Ainda é 
possível afirmar que a estrutura administrativa é 
similar em todos os entes políticos. Sobre esse 
tema, é possível afirmar:
(A) Considere que o estado “Y” pretenda criaruma enti-
dade administrativa com o objetivo de fiscalizar o 
patrimônio ambiental, bem como expedir ato norma-
tivo para regulamentar o assunto. A estrutura a ser 
criada terá personalidade jurídica própria e será diri-
gida por um colegiado com mandato fixo. É possível 
afirmar que será criada uma agência executiva.
(B) Órgãos são estruturas com capacidades específicas pre-
sentes na Administração direta e indireta estatal. Nesse 
contexto, há órgãos em todos os Poderes do Estado, 
dependendo sempre da edição para sua criação. 
(C) Ocorre o mecanismo de descentralização por dele-
gação quando a União cria uma entidade adminis-
trativa e repassa a titularidade do serviço ao novo 
ente personalizado, para que exerça a competência 
com autonomia em relação ao poder central.
(D) É de competência de Justiça Federal processar 
e julgar, nos litígios comuns, as causas em que as 
autarquias do Paraná sejam autoras, rés, assistentes 
ou opoentes.
(E) A centralização é o mecanismo para distribuir compe-
tência entre pessoas jurídicas diversas.
Letra b.
Órgãos são centros de competências criados por lei 
e estão presentas na Administração direta e indireta 
do Estado.
30 
A principiologia ocupa posição importante para 
o estudo do Direito Administrativo, uma vez que 
informa vetores de interpretação para todo o 
ordenamento objeto de estudo. A esse respeito, 
assinale a alternativa correta sobre os princípios.
(A) O princípio da moralidade exige atuação segundo 
padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé. A 
moral comum não deve ser avaliada no momento da 
prática da atividade administrativa.
(B) O princípio da juridicidade informa que a interpreta-
ção da norma administrativa deve ocorrer da forma 
que melhor garanta o atendimento do fim público a 
que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova 
interpretação.
(C) O princípio da impessoalidade exige a divulgação ofi-
cial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóte-
ses de sigilo previstas na Constituição.
(D) O princípio da eficiência exige objetividade no atendi-
mento do interesse público, vedada a promoção pes-
soal de agentes ou autoridades.
(E) O princípio da proporcionalidade exige adequação 
entre meios e fins, sendo permitida a imposição de 
obrigações, restrições e sanções em medida superior 
àquelas estritamente necessárias ao atendimento do 
interesse público.
Letra a.
A moral administrativa deverá ser empregada no momento 
da prática do ato. A moral comum não deve ser avaliada 
na ação do administrador.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 20
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 
(WELLINGTON ANTUNES)
31 
Ao dispor sobre os direitos e as garantias fun-
damentais, a Constituição Federal de 1988 
dispõe que
(A) após o registro dos filiados, as entidades associativas 
têm legitimidade automática para representá-los judi-
cial ou extrajudicialmente.
(B) se um brasileiro nato cometer crime contra a vida em 
outro país, é permitida a sua extradição a pedido de 
governo estrangeiro, desde que o exista tratado de 
cooperação assinado.
(C) as associações só poderão ser compulsoriamente 
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por 
decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trân-
sito em julgado.
(D) é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou pro-
fissão, atendidas as qualificações profissionais que o 
respectivo órgão de classe estabelecer.
(E) os tratados internacionais sobre direitos humanos 
que forem aprovados por maioria absoluta em cada 
casa do Congresso Nacional, em dois turnos, serão 
equivalentes às emendas constitucionais.
Letra c.
(A) As entidades associativas dependem de autorização 
de seus filiados, nesse caso.
(B) Sobre a extradição, o brasileiro nato não pode ser 
extraditado pelo Brasil, em hipótese alguma. 
(D) Em razão do princípio da legalidade, a lei pode 
estabelecer condições para o exercício de profissões.
(E) Os tratados internacionais sobre direitos humanos, 
para terem a equivalência de emenda constitucional, 
devem ser aprovados duas vezes na Câmara dos 
Deputados, duas no Senado Federal, por três quintos dos 
seus membros em cada votação.
32 
Acerca dos remédios constitucionais, assinale a 
opção correta.
(A) O mandado de segurança impetrado com vistas a 
anular ato lesivo ao patrimônio público isenta o autor 
de custas judiciais e do ônus da sucumbência.
(B) O habeas corpus protege o direito constitucional de 
ir e vir; o habeas data, o direito líquido e certo não 
amparado por habeas corpus e pelo mandado de 
injunção.
(C) O habeas data é o meio adequado para obter vista de 
processos administrativos.
(D) Por sua natureza de norma definidora de direitos e 
garantias, o habeas corpus não sofre qualquer tipo de 
restrição ou limitação constitucional.
(E) Segundo o STF, o julgamento de ação popular, em 
regra, compete aos juízes de primeiro grau, mesmo 
quando se tratar de ato praticado por autoridade que 
possua foro por prerrogativa de função.
Letra e.
(A) Na verdade, a ação constitucional correta é a ação 
popular, a qual será “gratuita” se o autor cidadão agir 
de boa-fé.
(B) O habeas data é instrumento para conhecimento ou 
retificação de dados pessoais, quando o banco de dados 
se recusa a fornecê-los.
(C) Segundo o STF, o meio adequado seria o mandado de 
segurança, não o habeas data.
(D) Embora qualquer pessoa possa impetrar o habeas 
corpus, e não haja formalidades rígidas, essa ação não 
é totalmente livre de limitações. A principal é quanto ao 
objeto, ou seja, o HC somente pode ser utilizado quando 
a liberdade de locomoção estiver ameaçada ou já tiver 
sido violada.
33 
Acerca dos direitos políticos, assinale a 
opção correta.
(A) Capacidade eleitoral é o direito de votar e ser votado.
(B) Emenda constitucional determinou a obrigatoriedade 
do voto aos analfabetos.
(C) Enquanto durarem os efeitos da condenação criminal 
transitada em julgado, consideram-se cassados os 
direitos políticos do condenado.
(D) Lei que altere o processo eleitoral possui eficácia 
plena a partir de sua publicação, sendo, portanto, 
aplicável em eventual eleição que ocorra no mesmo 
ano de sua edição.
(E) O exercício da soberania popular se dá por meio do 
sufrágio universal, do voto direto e secreto e do man-
dado de segurança.
Letra a.
(B) Nos termos do art. 14, § 1º, o alistamento e o voto 
são facultativos para os analfabetos, os maiores de 16 e 
menores de 18, bem como para os maiores de 70 anos.
(C) Na forma prevista no art. 15, não pode haver 
cassação de direitos políticos, entretanto pode haver 
perda e suspensão nas hipóteses taxativas estabelecidas 
neste artigo.
(D) Acerca do princípio da anterioridade eleitoral, o art. 
16 estabelece que a lei que alterar o processo eleitoral 
entrará em vigor na data de sua publicação, não se 
aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua 
vigência. Note que essa lei não se aplicará à eleição que 
ocorra no período de 1 ano contado da sua publicação.
(E) Por fim, a soberania popular será exercida pelo sufrágio 
universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para 
todos, e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – 
referendo; III – iniciativa popular.
34 
A segurança pública, dever do Estado, direito e 
responsabilidade de todos, é exercida para a pre-
servação da ordem pública e da incolumidade 
das pessoas e do patrimônio. Sobre a matéria, de 
acordo com a Constituição Federal de 1988, assi-
nale a alternativa correta.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 21
(A) O Ministério Público e as Secretarias de Estado de 
Segurança Pública integram os órgãos mencionados 
na Constituição Federal de 1988, como responsáveis 
pela segurança pública dos Estados.
(B) A Polícia Federal destina-se a exercer, com exclusivi-
dade, as funções de polícia judiciária da União.
(C) Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia 
de carreira, incumbem, ressalvada a competência da 
União, as funções de polícia judiciária e de apuração 
de infrações penais, inclusive as militares.
(D) A Polícia Rodoviária Federaldestina-se, na forma da 
lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais 
e estaduais.
(E) A Polícia Civil destina-se, dentre outras funções, a 
apurar infrações penais e exercer as funções de polí-
cia de fronteiras.
Letra b.
(A) Nos termos do art. 144, são órgãos de segurança 
pública I – Polícia Federal; II – Polícia Rodoviária Federal; 
III – Polícia Ferroviária Federal; IV – Polícias Civis; V – 
Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, VI 
– Polícias Penais federal, estaduais e distrital. E essa 
relação é taxativa, segundo o STF.
(C) Embora a Polícia Civil exerça também a função de 
polícia judiciária, ela não apura infrações penais militares.
(D) A PRF faz patrulhamento de rodovias federais, apenas.
(E) Cabe à PF exercer as funções de polícia marítima, 
aeroportuária e de fronteiras.
35 
A respeito da Declaração Universal dos Direitos 
Humanos (DUDH), assinale a alternativa correta.
(A) Ninguém pode ser preso, detido ou exilado.
(B) Ninguém será condenado por ação ou omissão, ainda 
que, no momento de sua prática, constituísse ato deli-
tuoso frente ao direito interno e internacional.
(C) Nenhuma pessoa sujeita a perseguição tem o direito de 
procurar e de se beneficiar de asilo em outros países.
(D) O direito de asilo não pode ser invocado no caso de 
processo realmente existente por crime de direito 
comum ou por atividades contrárias aos fins e aos 
princípios das Nações Unidas.
(E) Nenhuma pessoa pode abandonar o país em que se 
encontra.
Letra d.
Nos termos do art. 14 da Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, toda a pessoa sujeita a perseguição 
tem o direito de procurar e de se beneficiar de asilo em 
outros países. Este direito não pode, porém, ser invocado 
no caso de processo realmente existente por crime de 
direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos 
princípios das Nações Unidas.
NOÇÕES DE DIREITO PENAL 
(BRUNO MELLO)
36 
Marque a alternativa incorreta.
(A) Com relação ao concurso de pessoas, a regra ado-
tada pelo Código Penal é que quem de qualquer modo 
concorre para o crime incide nas penas a este comi-
nada, na medida de sua culpabilidade. Todavia, uma 
das exceções é a cooperação dolosamente distinta, 
quando um dos concorrentes quis participar de crime 
menos grave em que será aplicada a pena deste.
(B) O Fato Típico, primeiro elemento do crime, é com-
posto por elementos, sendo eles: conduta, resultado, 
nexo causal e tipicidade.
(C) A teoria adotada na conduta, a teoria finalista da 
ação, de Hans Welzel, a qual tem por característica 
básica o dolo e a culpa pertencerem à conduta, ele-
mento do fato típico.
(D) A culpabilidade tem como um de seus elementos a 
exigibilidade de conduta conforme o direito é uma de 
suas excludentes a coação moral física irresistível.
(E) No Brasil, temos como um excludente de ilicitude, 
previstas na parte geral do Código Penal, o exercício 
regular de um direito, mas que sob a ótica da tipici-
dade conglobante seria uma excludente de tipicidade.
Letra d.
Coação moral irresistível, e não coação física.
37 
Marque a alternativa correta.
(A) O estado de necessidade, uma excludente de ilici-
tude, pode ser classificado em justificante e excul-
pante. Ao adotarmos a teoria diferenciadora, temos, 
então, as duas classificações existentes em nosso 
ordenamento jurídico excluindo a ilicitude.
(B) O art. 23 do CP prevê as hipóteses de excludentes 
de ilicitude e também a possibilidade de o agente res-
ponder pelo excesso, que pode ser culposo ou doloso, 
mas apenas nas hipóteses de legítima defesa.
(C) O sonambulismo é causa de excludente de tipicidade, 
por ausência de dolo ou culpa. Sendo assim, caso 
alguém seja vítima de uma agressão por parte de um 
sonâmbulo e reaja, não estará acobertada pela exclu-
dente de ilicitude legítima defesa, e sim pelo estado 
de necessidade.
(D) A teoria adotada pelo STJ e STF no concurso de 
pessoas é a teoria extensiva de autor. Sendo assim, 
autor não é somente aquele que pratica o tipo penal, 
mas sim aquele tem o controle da situação fática do 
resultado final, nascendo, então, a figura do autor 
mandante ou intelectual.
(E) No Brasil, as descriminantes putativas são tratadas 
como erro de proibição indireto, pois adotamos a 
teoria Normativa Limitada na Culpabilidade.
Letra c.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 22
a) Adotamos no Brasil a teoria unitária, portanto existe 
somente um estado de necessidade e o nome dele é 
justificante. Exculpante apenas diminui a pena, de 1 a 2/3.
b) O excesso é punível em todas as hipóteses de 
excludentes de ilicitude.
d) Teoria do domínio do fato, e não extensivo. O conceito 
está correto.
e) As descriminantes putativas são tratadas como ERRO 
DE TIPO, chamado ter de tipo PERMISSIVO.
38 
Marque a alternativa incorreta.
(A) O nexo causal é o liame entre a conduta e o resultado. 
E o resultado de que depende a existência do crime 
somente imputado a quem lhe deu causa; considera-se 
causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não 
teria ocorrido. Adotando-se, assim, a teoria da equiva-
lência dos antecedentes ou “conditio sine qua non”.
(B) Na hipótese de um soldado que mata na guerra, o 
mesmo não comete crime, pois está acobertado por 
uma causa excludente de ilicitude, o estrito cumpri-
mento do dever legal.
(C) No Brasil, adotamos como regra para diferenciar 
Infração Penal, o sistema dicotômico ou bipartido, 
ou seja, no Brasil temos crime e contravenção como 
espécies de infração penal, sendo que crime também 
pode ser chamado de delito e contravenção penal de 
delito liliputiano.
(D) No Brasil, após a reforma de 1984 na Parte Geral do 
CP, passamos a adotar, como regra, no estudo do 
erro, a teoria Diferenciadora. Temos, então, o Erro de 
Tipo e o Erro de Proibição, o primeiro excluindo o dolo 
da conduta praticada e o segundo excluindo a consci-
ência da ilicitude do fato.
(E) As descriminantes putativas, previstas no § 1º do art. 
20 do CP, preveem a possibilidade do agente que 
por erro plenamente justificado pelas circunstâncias 
supõe uma situação de fato que se existisse torna-
ria a ação Legítima, a chamada legítima defesa puta-
tiva, que tem como consequência isentar o agente de 
pena, ainda que tenha agido com culpa.
Letra e.
Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e 
o fato é previsto como crime culposo.
39 
Marque a alternativa correta.
(A) As qualificadoras do crime de homicídio são plena-
mente compatíveis com o privilégio, sejam elas obje-
tivas ou subjetivas.
(B) O homicídio híbrido é a possibilidade concomitante 
do privilégio com as qualificadoras.
(C) O homicídio qualificado por motivo fútil é incompatível 
com o dolo eventual.
(D) O homicídio qualificado pelos fins é a possibilidade 
de o agente matar para assegurar a execução, ocul-
tação, impunidade ou vantagem de outro crime ou 
contravenção.
(E) O homicídio privilegiado, que na verdade é uma 
causa de diminuição de pena, prevê a possibilidade 
de redução da pena de 1 a 2/3.
Letra b.
a) Somente é compatível com as qualificadoras 
OBJETIVAS.
c) É COMPATÍVEL com o dolo eventual.
d) Somente crime, contravenção não.
e) A diminuição é de 1/6 a 1/3.
40 
Marque a alternativa incorreta.
(A) Famulato é uma espécie de furto em que o sujeito 
ativo é o funcionário e o passivo é o patrão.
(B) Segundo entendimento já sumulado pelo STJ, não é 
possível substituir a qualificadora do crime de furto 
“concurso de duas ou mais pessoas” pela majorante 
do crime de roubo, assim como a existência de sis-
tema de vigilância eletrônica, em estabelecimentos 
comerciais, por si só, não tornam o crime de furto 
impossível.
(C) Segundo entendimento já sumulado do STJ, não é 
possível a incidência do princípio da insignificância 
nos crimes contra a Administração Pública.
(D) A consumação do crime de roubo ocorre com a inver-
são da posse, ainda que por breve tempo, ainda que 
o agente seja perseguido logo após e a “res” seja 
devolvida a vítima, sendo prescindível a chamada 
posse mansa e pacífica.
(E) Não é possível aincidência da majorante do crime de 
furto “durante o repouso noturno” nas hipóteses de 
Furto Qualificado.
Letra a.
O possível, segundo entendimento doutrinário dominante 
e a jurisprudência, perfilha no mesmo sentido de que é 
possível a incidência da majorante no furto qualificado.
NOÇÕES DE DIREITO 
PROCESSUAL PENAL 
(GEILZA DINIZ)
41 
A competência é entendida como medida da 
jurisdição, motivo pelo qual a doutrina costuma 
afirmar que todo juiz tem jurisdição, mas nem 
todo juiz tem competência. Com base no tema, 
assinale a opção correta acerca de jurisdição e 
competência.
(A) A competência será, de regra, determinada pelo lugar 
em que se consumar a infração, ou, no caso de ten-
tativa, pelo lugar em que a infração deveria ser con-
sumada.
(B) Se, iniciada a execução no território nacional, o último 
ato de execução for praticado fora do território nacio-
nal, será competente o juiz do lugar em que o crime, 
embora parcialmente, tenha produzido ou devia pro-
duzir seu resultado.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 23
(C) Tratando-se de infração continuada ou permanente, 
praticada em território de duas ou mais jurisdições, a 
competência firmar-se-á pelo último ato de execução.
(D) Nos casos de ação penal privada ou pública condicio-
nada, o querelante ou ofendido poderá preferir o foro 
de domicílio ou da residência do réu, ainda quando 
conhecido o lugar da infração.
(E) O CPP não admite a competência por distribuição.
Letra b.
(A) Está errada, com base no art. 70 do CPP, pois no caso 
de tentativa, a competência será firmada pelo local do 
último ato de execução. 
(B) Está correta, conforme art. 70, § 2º, do CPP.
(C) Está errada, pois conforme art. 71 do CPP, a 
competência nesse caso será firmada pela prevenção.
(D) Está errada, nos termos do art. 73 do CPP.
(E) Está errada, conforme art. 75 do CPP.
42 
Acerca da prisão temporária, assinale a alterna-
tiva correta, à luz da Lei n. 7.960/1989.
(A) O STF declarou a inconstitucionalidade do dispositivo 
da mencionada lei que permitia a prisão temporária 
quando o indiciado não tivesse residência fixa.
(B) Não cabe a prisão temporária em crime contra o sis-
tema financeiro.
(C) O mandado de prisão temporária conterá necessa-
riamente o período de duração da prisão temporária 
estabelecido no caput do artigo 2º, bem como o dia 
em que o preso deverá ser libertado.
(D) Após o prazo da prisão temporária, é necessária nova 
ordem judicial para colocar o preso em liberdade.
(E) Preferencialmente, os presos temporários devem per-
manecer separados dos demais detentos.
Letra c.
(A) Está errada, o dispositivo continua em vigor, previsto 
no art. 1º, II, da Lei n. 7.960/1989.
(B) Está errada, nos termos do art. 1º, III, “o”, da lei.
(C) Está correta, nos termos do art. 2º, § 4º-A, da lei.
(D) Está errada, conforme art. 2º, § 7º, do CPP.
(E) Está errada, conforme art. 3º da lei.
43 
Considera-se cadeia de custódia o conjunto de 
todos os procedimentos utilizados para manter 
e documentar a história cronológica do vestígio 
coletado em locais ou em vítimas de crimes, para 
rastrear sua posse e manuseio a partir de seu 
reconhecimento até o descarte. Sobre o tema, 
assinale a opção incorreta. 
(A) O início da cadeia de custódia dá-se com a preservação 
do local de crime ou com procedimentos policiais ou peri-
ciais nos quais seja detectada a existência de vestígio.
(B) O agente público que reconhecer um elemento como 
de potencial interesse para a produção da prova peri-
cial fica responsável por sua preservação.
(C) Vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou 
latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à 
infração penal.
(D) O ato de recolher o vestígio que será submetido à 
análise pericial não faz parte das etapas da cadeia 
de custódia, pois é fase anterior à cadeia de custódia.
(E) A coleta dos vestígios deverá ser realizada preferen-
cialmente por perito oficial, que dará o encaminha-
mento necessário para a central de custódia, mesmo 
quando for necessária a realização de exames com-
plementares.
Letra d.
(A) Está correta, nos termos do art. 158-A, § 1º, do CPP.
(B) Está correta, nos termos do art. 158-A, § 2º, do CPP.
(C) Está correta, nos termos do art. 158-A, § 3º, do CPP.
(D) Está errada, pois a coleta, descrita no item, é etapa 
da cadeia de custódia, conforme art. 158-B, IV, do CPP.
(E) Está correta, conforme art. 158-C do CPP.
44 
Acerca da ação penal, assinale a alterna-
tiva correta.
(A) Nas ações penais públicas condicionadas à repre-
sentação, no caso de morte do ofendido ou quando 
declarado ausente por decisão judicial, o direito de 
representação passará ao cônjuge, ascendente, des-
cendente ou irmão.
(B) A representação será irretratável, depois de citado o réu.
(C) Nos casos de ação pública, somente a vítima ou seu 
representante legal poderão provocar a iniciativa do 
Ministério Público, fornecendo-lhe, por escrito, infor-
mações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo, 
o lugar e os elementos de convicção.
(D) Se comparecer mais de uma pessoa com direito 
de queixa, terá preferência o descendente, e, em 
seguida, o cônjuge e o parente mais próximo.
(E) As fundações, associações ou sociedades, ainda que 
legalmente constituídas, não poderão exercer a ação 
penal.
Letra a.
(A) Está correta, nos termos do art. 24, § 1º, do CPP.
(B) Está errada, pois a representação será irretratável 
depois de oferecida a denúncia, conforme art. 25 do CPP.
(C) Está errada, nos termos do art. 27 do CPP.
(D) Está errada, nos termos do art. 36 do CPP.
(E) Está errada, nos termos do art. 37 do CPP.
45 
Chama-se de notitia criminis inqualificada
(A) a prisão em flagrante.
(B) a requisição do Ministro da Justiça para instauração 
do inquérito policial.
(C) a representação do ofendido, nos crimes sujeitos a 
ação penal pública condicionada.
(D) a denúncia anônima.
(E) a notícia do crime, obtida pela autoridade policial, por 
meio de jornais de televisão.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 24
Letra d.
Notitia criminis inqualificada é a denúncia anônima.
NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO 
PENAL ESPECIAL 
(WALLACE FRANÇA / DIEGO FONTES / 
LUANA DAVICO)
46 
Considerando o disposto na Lei Antidrogas (Lei n. 
11.343/2006) e o entendimento dos tribunais supe-
riores, marque a alternativa incorreta.
(A) A incidência da atenuante da confissão espontânea 
no crime de tráfico ilícito de entorpecentes não exige 
o reconhecimento da traficância pelo acusado, bas-
tando a mera admissão da posse ou propriedade 
para uso próprio.
(B) A reincidência de que trata o § 4º do art. 28 da Lei n. 
11.343/2006 é a específica.
(C) A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 
40, I, da Lei n. 11.343/2006) configura-se com a prova 
da destinação internacional das drogas, ainda que 
não consumada a transposição de fronteiras.
(D) É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, 
desde que o resultado da incidência das suas dispo-
sições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que 
o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo 
vedada a combinação de leis.
(E) O crime de porte de drogas para consumo pessoal 
não gera reincidência.
Letra a.
Conforme Súmula n. 630 do STJ, a incidência da 
atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico 
ilícito de entorpecentes exige o reconhecimento da 
traficância pelo acusado, não bastando a mera admissão 
da posse ou propriedade para uso próprio.
47 
À luz da Lei n. 9.455/1997, julgue os itens a seguir.
I. O fato de o agente constranger um indiví-
duo mediante violência ou grave ameaça, 
em razão da procedência nacional desse 
indivíduo, causando-lhe sofrimento físico 
ou mental, caracteriza o crime de tortura na 
modalidade discriminação.
II. A prática do delito de tortura-castigo (vin-
gativa ou intimidatória), previsto no art. 
1º, II, da Lei n. 9.455/1997, é crime próprio, 
somente podendo ser agente ativo aquele 
que tiver relação de guarda, poder ou auto-
ridade em relação à vítima.
III. De acordo com a jurisprudência do STJ, no 
caso de crime detortura perpetrado contra 
criança em que há prevalência de relações 
domésticas e de coabitação, não configura 
bis in idem a aplicação conjunta da causa 
de aumento de pena prevista no art. 1º, § 
4º, II, da Lei n. 9.455/1997 (Lei de Tortura) e 
da agravante genérica estatuída no art. 61, 
II, “f”, do Código Penal.
IV. O delegado que se omite em relação à con-
duta de agente que lhe é subordinado, não 
impedindo que este torture preso que es-
teja sob a sua guarda, incorre na mesma 
pena aplicável ao torturador, tendo em vis-
ta que pratica tortura na qualidade de cri-
me omissivo impróprio por ter o dever de 
garantidor previsto no Código Penal.
Estão certos os itens:
(A) I e II.
(B) I, II e IV.
(C) I e III.
(D) II e III.
(E) III e IV.
Letra d.
Estão corretos os itens II e III. O item I está errado, pois a 
tortura discriminação ocorre por motivo racial ou religioso 
(art. 1º, I, “c”, da Lei n. 9.455/1997). Por sua vez, o item IV 
está errado, pois nessa situação o delegado responderá 
por tortura imprópria prevista no § 2º do art. 1º da Lei 
n. 9.455/1997, com pena prevista de detenção de um a 
quatro anos.
48 
Uma equipe do IBAMA estava fazendo fiscaliza-
ção de rotina no mar de Angra dos Reis (RJ), pró-
ximo de uma ilha em um local considerado como 
“estação ecológica”. A estação ecológica é uma 
espécie de unidade de conservação na qual é 
proibida a pesca. Na estação ecológica, os ser-
vidores do IBAMA encontraram uma pequena 
embarcação com um indivíduo. Apesar de não 
estar com peixes, ele estava com vara de pescar, 
linha e anzol. O pescador foi autuado administra-
tivamente pelo IBAMA por pesca ilegal e o MP ofe-
receu denúncia contra ele pela prática do crime 
previsto no art. 34, caput, da Lei n. 9.605/1998. 
Assinale a alternativa correta.
(A) A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade 
do princípio da insignificância aos crimes ambientais 
apenas nos casos de perigo concreto.
(B) A jurisprudência do STF é no sentido da aplicabilidade 
do princípio da insignificância aos crimes ambientais 
apenas nos casos de perigo abstrato.
(C) Mesmo diante de crime de perigo abstrato, é possível 
dispensar a verificação “in concreto” do perigo real ou 
mesmo potencial da conduta praticada pelo acusado 
com relação ao bem jurídico tutelado.
(D) Apesar de a conduta do denunciado amoldar-se à tipi-
cidade formal e subjetiva, o STF entende que não há 
a tipicidade material, consistente na relevância penal 
da conduta e no resultado típico, em razão da insigni-
ficância da lesão produzida no bem jurídico tutelado.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 25
(E) Por se tratar de uma Estação Ecológica, o STF 
entende que não há de se afastar a tipicidade mate-
rial pelo princípio da insignificância, vez que o bem 
jurídico protegido merece melhor e maior proteção, e 
o crime do art. 34, sendo de perigo abstrato, alcança 
a referida subsunção formal e subjetiva.
Letra d.
(A) Incorreta. A jurisprudência do STF é no sentido da 
aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes 
ambientais, tanto com relação aos de perigo concreto – 
em que haveria dano efetivo ao bem jurídico tutelado –, 
quanto aos de perigo abstrato, como no art. 34, caput, da 
Lei n. 9.605/1998.
(B) Incorreta. A jurisprudência do STF é no sentido da 
aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes 
ambientais, tanto com relação aos de perigo concreto – 
em que haveria dano efetivo ao bem jurídico tutelado –, 
quanto aos de perigo abstrato, como no art. 34, caput, da 
Lei n. 9.605/1998.
(C) Incorreta. Mesmo diante de crime de perigo abstrato, 
não é possível dispensar a verificação “in concreto” do 
perigo real ou mesmo potencial da conduta praticada pelo 
acusado com relação ao bem jurídico tutelado.
(D) Correta. É possível aplicar o princípio da insignificância 
para crimes ambientais. Ex: pessoa encontrada em uma 
unidade de conservação onde a pesca é proibida, com vara de 
pescar, linha e anzol, conduzindo uma pequena embarcação 
na qual não havia peixes. STF. 2ª Turma. Inq 3788/DF, Rel. 
Min. Cármen Lúcia, julgado em 1°/3/2016 (Info 816).
(E) Incorreta. Ver alternativa (D).
49 
Nos termos da Lei n. 9.503/1997, o homicídio cul-
poso cometido na direção de veículo automotor, 
a pena é aumentada de 1/3 (um terço) à metade, 
exceto se o agente
(A) não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de 
Habilitação.
(B) praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada.
(C) deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo 
sem risco pessoal, à vítima do acidente.
(D) sob a influência de álcool ou qualquer outra substân-
cia psicoativa que determine dependência.
(E) no exercício de sua profissão ou atividade, estiver 
conduzindo veículo de transporte de passageiros.
Letra d.
(D) Correta. § 3º Se o agente conduz veículo automotor 
sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância 
psicoativa que determine dependência: (Incluído pela Lei 
n. 13.546, de 2017) (Vigência)
Pena – reclusão, de cinco a oito anos, e suspensão 
ou proibição do direito de se obter a permissão ou a 
habilitação para dirigir veículo automotor.
50 
Considerando o disposto no Estatuto da Criança 
e do Adolescente (Lei n. 8.069/1990) e o entendi-
mento dos tribunais superiores, marque a alterna-
tiva correta.
(A) A configuração do crime do art. 244-B do ECA 
depende da prova da efetiva corrupção do menor, por 
se tratar de delito formal.
(B) A superveniência da maioridade penal interfere na 
apuração de ato infracional e na aplicabilidade de 
medida socioeducativa em curso, inclusive na liber-
dade assistida.
(C) O Estatuto da Criança e do Adolescente não traz empe-
cilho para a viagem de adolescente em âmbito nacio-
nal, trazendo restrições somente para as crianças.
(D) O efeito de condenação de perda do cargo para os 
crimes previstos no estatuto da criança e do adoles-
cente, praticados por servidores públicos com abuso 
de autoridade, não são condicionados à ocorrência 
de reincidência.
(E) O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por 
si só, não conduz obrigatoriamente à imposição de 
medida socioeducativa de internação do adolescente.
Letra e.
Conforme a Súmula n. 492 do STJ, o ato infracional 
análogo ao tráfico de drogas, por si só, não 
conduz obrigatoriamente à imposição de medida 
socioeducativa de internação do adolescente.
INVESTIGADOR E PAPILOSCOPISTA 26

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