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ÍNDICE 
DIREITO CIVIL- 5 
 Atos, Fatos e Negócios Jurídicos-5  Bens-6  Conceito-6  Contratos-6  Direito das Sucessões-8  Direitos da Personalidade-8  Direitos das Sucessões-9  Direitos de Família-14  Direitos Reais-25  Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)-27  LINDB-27  Obrigações-27  Pessoa Jurídica-28  Pessoa Natural-29  Prescrição e Decadência-31  Responsabilidade Civil-31 
DIREITO PENAL-32 
 Aplicação da Lei Penal-32  Aplicação da Pena-41  Crimes-42  Crimes Cibernéticos-61  Crimes contra a Administração Pública-61  Crimes contra a Fé Pública-61  Crimes contra a Ordem Tributária-62  Criminologia-63  Culpabilidade-64  Direito Constitucional Penal-64  Direitos Humanos-66  Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)-66  Improbidade Administrativa-75  Imputabilidade-75  Integração e Interpretação-75  Lei de Drogas-75  Lei Maria da Penha-77  Penas-78  Prescrição e Decadência-78  Princípios do Direito Penal-78  Prisão-78  Processo e Procedimento-78  Punibilidade-79  Transação Penal-79 
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DIREITO PROCESSUAL CIVIL-79 
 Ação Civil Pública-80  Ação e Jurisdição-84  Ação Popular-84  Ação Rescisória-86  Execução-87  Inquérito Civil-89  Litisconsórcio-89  Mandado de Segurança-90  Ministério Público-92  Pedidos-93  Prazos-93  Princípios do Processo Civil-93  Processo e Procedimento-93  Provas-99  Recursos-100  Sentença-103  Tutela Antecipada-104 
DIREITO PROCESSUAL PENAL –104 
 Ação Penal-104  Competência-104  Delação Premiada-104  Denúncia-104  Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)-110  Execução Penal-110  Inquérito Policial-113  Juizado Especial Criminal (JECRIM)-115  Liberdade Provisória-115  Ministério Público-115  Penas-117  Prescrição e Decadência-117  Princípios do Processo Penal-120  Prisão-121  Processo e Procedimento-122  Provas-128  Recursos-131  Sentença-140  Suspensão do Processo-142  Tribunal do Júri-142 
 
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DIREITO CIVIL 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Fatos, Atos e Negócios Jurídicos - 
Diferencie as teorias dos atos anormais, do risco 
proveito e do risco criado, esclarecendo qual(is) 
dela(s) foi (ou foram) adotada(s) no parágrafo 
único, do artigo 927, do Código Civil. RESPOSTA 
JUSTIFICADA. 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Fatos, Atos e Negócios Jurídicos - Simulação. 
Conceito, requisitos e espécies. Ação de 
simulação e ação pauliana: distinção. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Fatos, Atos e Negócios Jurídicos - Há 
diferença entre estado de perigo e estado de 
necessidade? Justifique e dê exemplos. 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Atos, Fatos e Negócios Jurídicos - 
Decerto a previsão legal da invalidade dos atos 
jurídicos apresenta-se como uma ferramenta que 
visa, inclusive, assegurar o poder estatal, eis que, 
em regra, finda por privar de efeitos aquilo que é 
adverso ao ordenamento jurídico. Entrementes, o 
novo Código Civil, atendendo a uma demanda 
doutrinária e jurisprudencial, incorporou a figura 
da Conversão do Negócio Jurídico. Nessa esteira, 
proceda a uma explanação sobre o referido 
instituto, abordando, necessariamente, os 
seguintes aspectos: conceito, natureza jurídica, 
requisitos, incidência, tipos e fundamentos. 
- Resposta: O candidato deveria abordar no 
introito os seguintes aspectos: I. Função 
instrumental do negócio jurídico; ( o negócio 
jurídico como dínamo da atividade econômica) 
II. Escada Ponteana – Planos de existência, 
validade e eficácia do negócio Jurídico; III. 
Conceito e Graus de Invalidade do Negócio 
Jurídico (Nulidade e Anulabilidade); Em relação 
a conceito de invalidade o candidato deveria ter 
registrado que a invalidade é a consequência 
jurídica pela inobservância do preceito 
normativo no processo de formação do negócio 
jurídico., Destarte, o repúdio do ordenamento 
jurídico se dará em maior ou menor grau de 
intensidade , consoante o interesse que se 
pretenda tutelar ( Nulidade como ferramenta de 
proteção do interesse público – Anulabilidade – 
mecanismo de proteção do interesse particular.). 
Outrossim, o candidato deveria ter acentuado a 
diferença entre as figuras aludidas. 1. Em 
relação ao conceito de conversão do negócio 
jurídico o candidato deveria ter registrado que a 
Conversão é uma figura jurídica que permite 
transformar um negócio primitivo inválido, em 
um negócio sucedâneo válido, observados os 
requisitos legais.( art. 170 CC ) 2. Quanto a 
natureza jurídica, o candidato deveria ter 
registrado que trata-se de uma medida de re-
valoração do comportamento negocial, 
porquanto, na situação hipotética, o negócio 
jurídico primitivo, em razão da invalidade, não 
está apto a obter a chancela do ordenamento, 
tal como celebrado. 3. No que diz respeito aos 
requisitos da Conversão , exigiu-se do candidato 
que registrasse, de plano, que para o sucesso da 
manobra de conversão é indispensável a 
presença no negócio primitivo dos elementos 
estruturantes do negócio jurídico ( Sujeito , 
Objeto , Forma , Vontade). 4. Ademais , foi 
cobrado do candidato que fizesse menção ao 
elemento subjetivo : a)- a insciência pelas partes 
, da ineficácia jurídica lato sensu do negócio 
celebrado , b) a semelhança , essencialmente ás 
consequências jurídicas dos dois modelos 
jurídico negociais diversos , c) a irrelevância do 
meio jurídico escolhido pelas partes em 
comparação com o fim prático por elas eleito. 
Nessa esteira, o candidato deveria ter gizado a 
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 6 
compatibilidade com a vontade hipotética dos 
sujeitos. 5. De outra banda, no que tange ao 
elemento objetivo o candidato deveria ter citado 
a indispensabilidade da identidade de objeto 
material (negócio primitivo-negócio convertido). 
Afora isso, o candidato também deveria ter 
salientado que para o êxito da operação de 
Conversão é indispensável que o interprete 
possua pleno domínio do repertório (tipos) 
jurídico consagrado na legislação. 6. Quanto a 
incidência, o candidato haveria de registrar que 
a despeito da previsão expressa do art. 170 do 
Código Civil, a melhor doutrina, entende 
aplicável a Conversão tanto aos negócios 
jurídicos nulos, quanto aos negócios jurídicosanuláveis., bem assim que os negócios jurídicos 
inexistentes são insuscetíveis de serem 
convertidos. 7. No que concerne a aplicação da 
conversão aos negócios jurídicos anuláveis o 
candidato deveria ter sublinhado que o recurso á 
indigitada técnica não pode ficar adstrita á 
vontade real ou conjectural do sujeito 
legitimado a eventual anulação do negócio 
jurídico, a contrário senso, haverá sempre de ser 
considerado o caráter bilateral do negócio 
jurídico. 8. Em relação aos tipos de Conversão 
cumpria ao candidato fazer alusão à Conversão 
Substancial, à Conversão Formal, e a Conversão 
Legal. Exigiu-se também, que apresentasse os 
fundamentos da Conversão, de sorte que o 
candidato, deveria registrar os seguintes 
aspectos: a) fazer referência ao princípio da 
segurança jurídica, b) fazer alusão ao princípio 
da conservação dos negócios jurídicos. c) fazer 
referência aos princípios da confiança e da boa-
fé, d) demonstrar a importância do negócio 
jurídico como uma ferramento de extremo valor 
para o trânsito dos bens jurídicos, e) fazer uma 
reflexão, no que diz respeito ao plano da 
Validade. Nessa senda , o candidato poderia ter 
citado sobre a necessidade da temperança dos 
princípios da segurança jurídica e da justiça 
intersubjetiva. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Bens - Os equipamentos urbanos 
públicos podem ser legalmente alienados? 
Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Bens - Em que hipóteses o deferimento 
de pedido de medida liminar de indisponibilidade 
de bem de família, em ação de improbidade 
administrativa contra prefeito municipal solteiro, 
seria possível? Justifique e fundamente a 
resposta. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 
- Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Conceito - Qual o significado e alcance 
daà edžpƌessĆoà ͞CoŶstituĐioŶalizaçĆoà doà Diƌeitoà
Ciǀil͟?à 
Ministério Público Estadual - MPE-MT - Ano: 
2012 - Banca: UFMT - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Contratos - Em relação ao direito de 
vizinhança, ao direito dos contratos, e 
considerando sua relação com o direito 
constitucional, examine a seguinte situação: Um 
proprietário de imóvel propõe que terceiro o 
represente em negócio jurídico que visa alienar o 
terreno vizinho à sua residência, e que também é 
de sua propriedade. Se esse contrato contiver 
cláusula que proíba o negócio jurídico com 
͞fuŶkeiƌos͟,à aà ĐlĄusulaà pƌopostaà podeà seƌà
considerada válida? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Contratos - Na nova concepção social 
de contrato abarcada pela Lei n.º 8.078/90, o 
princípio da boa-fé objetiva tem relevantes 
funções, tanto na formação quanto na execução 
das obrigações. Quais são elas? 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
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Assunto: Contratos - Eŵà ϭϮ.Ϭϳ.ϮϬϬϬ,à ͞á͟à eà suaà
ŵulheƌ,à Đeleďƌaƌaŵà Đoŵà ͞C͟,à ĐoŶtƌatoà deà
promessa de compra e venda de terreno, com 
preço a ser pago em 60 prestações mensais e 
ĐoŶseĐutiǀas.à Pagasà ϯϭà paƌĐelas,à ͞á͟à eà s/ŵà
tornaram-seà iŶadiŵpleŶtes,à iŵputaŶdoà ăà ͞C͟à aà
prática de diversas supostas ilegalidades que 
teriam dado causa ao descumprimento do 
contrato. A rescisão do contrato foi motivada em 
razão da inadimplência dos compradores. Pois 
bem, a rescisão de um contrato exige, na medida 
do possível, que se promova o retorno das partes 
ao status quo ante. Tendo em mente essa 
premissa. PERGUNTA-SE: Como deve ser feita a 
iŶdeŶizaçĆoàaà faǀoƌàdoàǀeŶdedoƌà͞C͟,àaàtítuloàdeà
ĐoŵpeŶsaçĆo?à Poƌà outƌoà lado,à ͞C͟à ǀeŶdedoƌ,à
deve devolver aos compradores algum valor, sim 
ou não? Em caso positivo, a quantia a ser 
devolvida e o percentual de retenção 
compreendem apenas o saldo devedor, objeto de 
parcelamento em 60 prestações? Ou, também, 
faria jus os compradores as arras por ocasião do 
fechamento do negócio. Responda de forma 
fundamentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Contratos - Em relação jurídica material 
de natureza civil, os contratantes, no intuito de 
verem cumpridas as suas cláusulas, firmaram 
cláusula penal, abono de pontualidade, multa 
penitencial e astreintes. Posteriormente, ajuizado 
processo judicial para discutir o enlace 
contratual, o MP foi instado a se manifestar. Na 
qualidade de promotor(a) de justiça, qual seria 
seu parecer sobre a natureza jurídica, a 
legalidade e a possibilidade de cumulação das 
penas contratadas? Responda de forma 
fundamentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Contratos - Francisco realiza doação de 
imóvel para o município de Curitiba, 
formalizando a doação por escritura pública 
firmada por ele e pelo representante do 
município, devidamente registrada junto ao 
Registro de Imóveis. No contrato de doação foi 
paĐtuadaà aà seguiŶteà ĐlĄusula:à ͞oà iŵſǀelà deǀeƌĄà
ser destinado exclusivamente à construção e 
manutenção de escola de ensino fundamental 
destinadaà aà ĐƌiaŶçasà poƌtadoƌasà deà defiĐiġŶĐia͟.à
Passados dois anos da doação, a escola ainda não 
foi construída. Diante dos fatos narrados, 
responda, fundamentadamente, com expressa 
indicação dos dispositivos legais pertinentes: (a) 
qual elemento acidental do negócio jurídico está 
presente no contrato em tela? (b) o Ministério 
Público tem legitimidade para exigir a construção 
da escola? 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Contratos - Conceitue contrato 
coligado, abordando as conseqüências do seu 
inadimplemento. 
- Resposta: Expectativa de resposta: Deveria 
o(a) candidato(a) conceituar o contrato coligado 
e, no caso de inadimplemento de um deles, 
afirmar que não acarretaria, necessariamente, 
na resolução do outro, diferentemente do que 
ocorre nos contratos mistos, e nos contratos 
principais e acessórios. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Contratos - João Carlos adquiriu um 
carro novo de uma revenda autorizada com 
garantia de um ano, pagando o preço à vista. 
Passados seis meses da aquisição, não tendo 
utilizado o carro para qualquer viagem e estando 
com dificuldades financeiras, decide vender o 
automóvel. Pedro realiza uma compra e venda do 
referido veículo. Após um mês da compra e 
venda, Pedro viaja e constata que o carro possui 
um problema de superaquecimento no motor, 
decorrente do uso prolongado em rodovias. 
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Sabedor de que o carro se encontra na garantia, 
Pedro dirige-se diretamente à revenda e postula 
o conserto. Devolvido o carro, permanece o 
problema, o que conduz a novas tentativas de 
conserto. Entre tentativas de conserto e 
devoluções infrutíferas por parte da revenda, 
passam-se mais seis meses. Incomodado com a 
situação, Pedro ingressa com demanda judicial 
para redibir o negócio. Como João Carlos faleceu, 
e o inventário ainda não foi aberto, a ação é 
direcionada contratodos os herdeiros, entre os 
quais se encontram menores. Vindo os autos 
para parecer do MP pela presença de incapazes, 
pede-se que sejam enfocados os seguintes 
pontos: (a) Considerando os prazos para 
ajuizamento da demanda, passado um ano da 
compra e venda, Pedro tem direito à ação de 
redibição do contrato? Justifique. (b) Não tendo 
ação redibitória, poderia ele ter ação 
estimatória? Justifique. (c) Supondo que 
houvesse a possibilidade de demanda redibitória, 
que pedidos ela comportaria? Justifique. (d) Para 
fins de vícios redibitórios, qual o papel que a boa-
fé desempenha? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - 
Banca: MPRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - Considerando-se os diferentes tipos 
de cláusula penal passíveis de estipulação 
contratual para casos de inadimplemento, frente 
à hipótese na qual o inadimplemento previsto 
efetivamente ocorra, examine quando a pena 
pode e quando não pode ser exigida 
cumulativamente com a obrigação principal. 
Fundamentar a resposta, com base na legislação, 
na jurisprudência e nas correntes doutrinárias 
relacionadas com a matéria em questão. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direito das Sucessões - Trata-se de ação 
de conhecimento de iniciativa do herdeiro 
visando comprovar deserdação decretada em 
testamento. Figuram como partes na demanda os 
dois únicos filhos e herdeiros da testadora. O 
pedido, formulado por um dos filhos, funda-se 
em testamento firmado em vida por sua genitora, 
onde expressamente deserdou o outro filho, réu 
na ação, sendo a cláusula testamentária 
foƌŵuladaà Ŷosà seguiŶtesà teƌŵos:à ͞Deseƌdoàŵeuà
filho X em razão de injúrias graves e calúnias por 
ele proferidas no decorrer do ano de 2004, que 
me atingiram, causando-ŵeà pƌofuŶdaà doƌ.͟à áà
inicial esclarece em que consistiram as injúrias e 
calúnias proferidas pelo réu em face da 
testadora. A prova produzida no decorrer da 
instrução confirma a inicial. O réu não foi 
processado por crime contra a honra de sua 
genitora. Posicione-se de forma fundamentada 
sobre o mérito da ação. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direito das Sucessões - Trata-se de ação 
declaratória de extinção de usufruto. Relata o 
autor que o seu genitor, já falecido, recebeu no 
ano de 2003 através de doação de seus pais (avós 
do requerente) diversos imóveis, todos descritos 
na inicial, com reserva de usufruto para os 
doadores. O avô do autor faleceu e a avó 
entregou ao nu-proprietário (pai do autor) a 
administração dos imóveis, remunerando-o com 
o total do valor dos alugueres pelo serviço. Com a 
morte do pai do autor, a avó requereu, no seu 
inventário, a notificação dos locatários dos 
imóveis para passarem a pagar a ela os alugueres. 
O autor pretende a procedência da ação 
sustentando que ocorreu a hipótese prevista no 
art. 1410, VIII, do Código Civil. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2012 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos da Personalidade - Dissertação: 
As regras jurídicas que visam proteger os 
direitos inerentes à personalidade do 
consumidor endividado. 
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Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - 
Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos da Personalidade - A 
personalidade jurídica consiste no rol de 
caracteres conferidos a toda e qualquer pessoa 
humana. Dela defluem direitos e deveres. Trata-
se, em síntese, de um valor jurídico que se 
reconhece nos indivíduos. Mais que em 
qualquer outra seara, a disciplina dos direitos 
da personalidade merece atenção especial, tanto 
no processo de produção legislativa, quanto no 
momento de aplicação da norma à situação 
concreta, mostrando-se eficaz à constante 
evolução tecnológica. Acerca do tema posto 
acima, discorra sobre os direitos da 
personalidade, enfatizando os seguintes 
aspectos: a) características b) técnica legislativa 
e abordagem hermenêutica c) admissibilidade de 
restrição voluntária d) proteção jurídica e) 
direitos da personalidade do nascituro 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Maia, nascido 
no município de Capim Branco (MG), no dia 2 
de mar ço de 1922, filho de Alberto Maia e Maria 
do Carmo Maia, veio a falecer, no município de 
Belo Horizonte (MG), no dia 5 de abril de 2011. 
Era casado com Mariana Silva (casamento 
realizado em 3 de março de 1944), pelo regime 
da comunhão universal de bens, com quem teve 
um único filho, Mauro Silva Maia, falecido em 5 
de outubro de 1947, então com dois anos de 
idade, vítima de um acidente de trânsito. 
Traumatizados, não tiveram mais filhos. Com o 
falecimento de sua esposa (ocorrido no dia 15 de 
outubro de 1952), passou a viver, a partir de 25 
de dezembro de 1953, na casa de Roberto Maia, 
seu irmão mais novo (o casal Alberto Maia e 
Maria do Carmo Maia teve apenas dois filhos 
homens, Marcelo e Roberto). Naquela ocasião, 
Roberto Maia já era viúvo da Sra. Dolores Chaves, 
com quem teve três filhos, Alfredo Chaves Maia, 
Geny Chaves Maia e Dalva Chaves Maia, únicos 
sobrinhos de Marcelo Maia. Alfredo Chaves Maia, 
o sobrinho mais velho, casou-se em 18 de 
dezembro de 1977, pelo regime legal, com Ilma 
Goulart, com quem teve dois filhos, Eduardo 
(nascido em 20/02/1979) e Mônica (nascida em 
02/10/2005). Geny e Dalva não se casaram e não 
tiveram filhos. Alfredo, vítima de um acidente 
aéreo, veio a falecer em 1º de abril de 2008. 
Roberto Maia, quando soube da morte de seu 
filho, veio a falecer, vítima de infarto agudo do 
miocárdio, em 15 de abril de 2008. Em face dos 
óbitos ocorridos na família, Marcelo Maia, em 20 
de abril de 2010, por testamento público, deixou 
10% (dez por cento) de seu patrimônio apurado 
quando de seu óbito para Mônica, filha de 
Alfredo Chaves Maia. É importante ressaltar que, 
na data do falecimento de Marcelo Maia, em 
05/04/2011, este possuía um tio ainda vivo 
(irmão de seu pai), que lhe era muito querido, Sr. 
Aristóteles Cançado Maia, bem como um 
patrimônio composto por um apartamento em 
Belo Horizonte, no valor de R$ 830.000,00 
(oitocentos e trinta mil reais); um automóvel, no 
valor de R$ 145.000,00 (cento e quarenta e cinco 
mil reais); um lote em Nova Lima, no valor de R$ 
325.000,00 (trezentos e vinte e cinco mil reais), e 
aplicações financeiras no valor de R$ 800.000,00 
(oitocentos mil reais). Tinha dívidas no valor de 
R$ 100.000,00 (cem mil reais). Pergunta-se: a) 
como deve ser partilhada a herança deixada pelo 
Sr. Marcelo Maia considerando o grau de 
parentesco e à luz da legislação vigente. 
Justifique e fundamente; b) havendo herdeiro(s), 
legatário(s) ou sucessor, qual é o valor (em reais-
números) que cada herdeiro/legatário/sucessor 
receberá? 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - ͞Maƌia͟,à
ajuizou Ação de Sonegados contra o Espólio de 
͞JoĆo͟,à ƌepƌeseŶtadoà pelaà iŶǀeŶtaƌiaŶte,à
objetivando que bem imóvel doado em vida fosse 
trazido à colação no processo de inventário do 
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 10 
genitor em comum. No decorrer do processo, 
͞“eďastiaŶa͟,àheƌdeiƌaàtestaŵeŶtĄƌia,àƌeƋueƌeuàaà
habilitação nos autos. PERGUNTA-SE: 
͞“eďastiaŶa͟,à heƌdeiƌaà testaŵeŶtĄƌiaà teŵà
legitimidade e direito de exigir à colação bem 
soŶegadoàpeloàEspſlioàdeà͞JoĆo͟,àeŵàpƌoĐessoàdeà
inventário? Responda de forma fundamentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - ͞B͟,àpoƌàŵeioà
de testamento público (celebrado em 1982), 
dispôs que seus bens, após sua morte, deveriam 
ser divididos em partes iguais entre seus irmãos, 
soďƌiŶhosàeà seuà filhoàdeàĐƌiaçĆoà͞C͞.àOà testador, 
em uma das cláusulas do testamento, deixou 
edžpƌessaà aà ǀoŶtadeà deà adotaƌà ͞C͟.à Coŵà seuà
faleĐiŵeŶto,à oĐoƌƌidoà eŵà ϭϵϵϵ,à ͞C͟,à jĄà Ŷaà
condição de filho do de cujus (sentença judicial 
de adoção proferida em 1991), pediu o 
rompimento do testamento com fulcro no art. 
ϭ.ϳϱϬ/CC/ϭϲ,à ǀeƌďis:à ͞áƌt.à ϭ.ϳϱϬ.à “oďƌeǀiŶdoà
descendente sucessível ao testador, que o não 
tinha, ou não o conhecia, quando testou, rompe-
se o testamento em todas as suas disposições, se 
esseà desĐeŶdeŶteà soďƌeǀiǀeƌà aoà testadoƌ͟.à
PERGUNTA-SE: Na presente situação, pode ser 
apliĐadoàoàaƌt.àϭ.ϳϱϬ/CC/ϭϲ,àjĄàƋue,à͞B͟,àtestadoƌ,à
ao fazer as liberalidades, tinha consciência de que 
iƌiaà foƌŵalizaƌà aà adoçĆoà deà ͞C͟?à ‘espoŶdaà deà
forma fundamentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Tramitam no 
Juízo Único da Comarca de Iguaba Grande os 
processos de abertura, registro e cumprimento 
do testamento e o de inventário dos bens 
deixados pelo Sr. Fábio José Biscoito, que faleceu 
no ano de 2010, com 45 anos de idade. No 
momento da abertura da sucessão o de cujus 
deixou o seguinte patrimônio: seis imóveis 
situados no Município de Iguaba Grande, 
avaliados em R$ 100.000,00 (cem mil reais), cada. 
Fábio José foi casado com Júlia Biscoito durante 
26 anos pelo regime da comunhão parcial de 
bens e todo o seu patrimônio foi adquirido 
onerosamente após o enlace matrimonial. Do 
relacionamento conjugal nasceram dois filhos, 
André Pato e Guilherme Ovo, hoje com 25 e 15 
anos de idade, respectivamente. Em razão de 
problemas de comportamento André Pato reside 
com sua avó paterna desde os 18 anos de idade. 
Dois anos antes de falecer, Fábio José havia 
doado um imóvel para a sua esposa Júlia e outro 
para o seu filho Guilherme Ovo (com a devida 
outorga), ambos situados na cidade de Silva 
Jardim, adquiridos onerosamente em 2006 e 
avaliados no momento da liberalidade em R$ 
70.000,00 (setenta mil reais), cada. Além disto, 
no ano de 1999 o de cujus elaborou um 
testamento, na forma pública, incluindo cláusula 
de inalienabilidade em todos os seus imóveis, 
fulcrado no receio da dilapidação patrimonial, 
visto que a locação dos mesmos era a principal 
renda familiar. Estipulou, ainda no citado 
testamento, que a metade do seu patrimônio 
deveria ser dividida entre Júlia e Guilherme Ovo. 
Após tal data, Fábio José nunca mais modificou, 
revogou ou ratificou a cédula testamentária, que 
foi realizada cumprindo todas as formalidades 
exigíveis à época. Nos autos do processo de 
inventário André Pato informa as liberalidades 
feitas em vida por seu pai e requer a colação dos 
valores de mercado dos imóveis à época da 
doação. Júlia e Guilherme Ovo se manifestam no 
processo aduzindo a desnecessidade da colação 
em razão da presunção de que tais disposições 
relacionam-se à parte disponível do patrimônio 
do de cujus e à inexistência de regra expressa 
determinando a colação. Alegam, 
subsidiariamente, não concordar em colacionar 
os valores do momento da liberalidade, mas sim 
os valores de mercado atuais dos bens, que 
efetivamente sofreram desvalorização, ou os 
próprios imóveis. Inconformado com a inclusão 
da cláusula de inalienabilidade, André Pato 
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também intenta ação anulatória do testamento, 
aduzindo a impossibilidade de inserção da 
mesma na parte atinente à legitima e a 
ocorrência de rompimento do testamento. De 
maneira subsidiária, sustenta a necessidade de 
uma interpretação das regras atinentes ao 
testamento conforme a Constituição Federal de 
1988, considerando os princípios constitucionais 
da isonomia constitucional entre os filhos 
(proibição de tratamento discriminatório) e da 
dignidade da pessoa humana. Na ação anulatória 
Júlia e Guilherme Ovo discordam dos 
fundamentos apresentados, alegando que o 
testamento foi elaborado em conformidade com 
a legislação, tanto a que vigorava no momento de 
sua elaboração, como o atual Código Civil. O 
magistrado, após analisar as questões suscitadas 
nos processos acima descritos, determina o 
encaminhamento dos autos ao Ministério Público 
para manifestação. Na qualidade de Promotor de 
Justiça, como você se posicionaria em relação a 
todas as questões suscitadas e aplicáveis ao caso 
em tela? As afirmações devem ser sempre 
fundamentadas, inclusive apontando os 
dispositivos legais incidentes (a questão NÃO é 
para ser respondida em formato de peça 
processual). RESPOSTA JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Discorra sobre 
a admissibilidade da celebração de um contrato 
de doação por morte no direito brasileiro, 
especificando todas as suas eventuais 
consequências. RESPOSTA OBJETIVAMENTE 
JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Antônio e 
Maria, pais de Primus, Secundus e Tertius, 
receberam uma herança (testamento) composta 
de dez apartamentos deixados por Felipe a favor 
dos menores. Dois anos depois, Antônio queria 
permutar dois dos apartamentos por outras 
unidades e firmou contrato. Com base nessa 
situação fática, dissertar sobre direitos, 
disponibilidade, ônus legais e obrigações dos pais 
em relação ao patrimônio dos filhos menores. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Em 12 de 
agosto de 2010, faleceu o Sr. Antônio, casado 
com Dona. Maria, no regime legal, desde 1970. O 
casal, feliz no casamento, teve quatro (4) filhos: 
Primus, Secundus, Tertius (interditado) e Ana 
Rita. Quando Ana Rita casou, seus pais doaram-
lhe o apto. 1.101, à Av. Afonso Pena, 3.456, no 
valor de R$160.000,00 (cento e sessenta mil 
reais). Por testamento público, o Sr. Antônio 
deixou a quantia de R$200.000,00 (duzentos mil 
reais) para a Santa Casa de Misericórdia e, para 
sua querida Maria, 40% (quarenta por cento) do 
que restasse de sua porção disponível. Ocorrido o 
óbito, os filhos investiram contra o testamento, 
alegando que o testador não poderia reduzir as 
legítimas, porque eram herdeiros necessários. O 
patrimônio do casal, na data do óbito, era de 
R$2.000.000,00 (dois milhões de reais). Qual é o 
valor (em reais - números) que cada herdeiro 
receberá? 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Casada com 
Daniel, Luciana teve o filho Alberto, criança muito 
viva. No entanto, poucos meses depois, separou-
se Luciana, constatando infidelidadedo marido. 
Após seis meses (1995), conheceu Humberto 
(R$600.000,00), pai de Regina, portadora de 
síndrome de Down, cuja mãe faleceu no parto. 
Logo, logo a amizade transformou-se em amor, 
resultando na união estável de Luciana e 
Humberto. Desdobrou-se Luciana na educação 
das crianças, ajudando o companheiro na 
administração dos seus negócios. Luciana herdou 
de seu pai (março/2009) uma casa e dois lotes 
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 12 
(R$800.000,00); quando sua mãe morreu 
(agosto/2009), herdou Luciana outros bens e 
aplicações em fundos de investimentos 
(R$680.000,00). Luciana permutou a casa e os 
lotes herdados por dois apartamentos 
(R$2.000.000,00), no prédio a ser construído no 
local. Transcorridos poucos meses 
(fevereiro/2010), Humberto veio a falecer, como 
consequência de forte pneumonia. Ainda no 
hospital, pediu à enfermeira uma folha de papel e 
caneta, redigindo seu testamento, deixando toda 
a sua porção disponível para Luciana, nomeando-
a curadora de Regina. Entregou o papel à 
enfermeira, pedindo-lhe que conseguisse dois 
ou três funcionários para assiná-lo como 
testemunhas. Voltando, a enfermeira entregou-
lhe o papel, mas Humberto faleceu minutos 
depois. As quotas das empresas do Humberto 
valem R$2.100.000,00. Pergunta-se: qual o 
direito de cada um? Simples cálculos, poucos 
argumentos. As contas são necessárias. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Em 1990, João, 
com 4 anos de idade, passou a ser tutelado pelo 
casal Pedro e Maria. Pedro e Maria, antes de 
receberem a tutela de João, possuíam três filhas, 
Ana, nascida em 1970; Beatriz, nascida em 1972; 
e Cíntia, nascida em 1973, essas filhas biológicas. 
Em 8 de agosto de 2002, Pedro e Maria deram 
início ao processo de adoção de João. Contudo, 
em 10 de setembro de 2003, antes de ser 
prolatada a sentença concessiva da adoção, 
Pedro e Maria faleceram, vítimas de um acidente 
de trânsito. Aberto o inventário no prazo legal, 
Ana, que residia sobre o imóvel escriturado em 
nome dos pais falecidos, com área de 350 
hectares, foi nomeada inventariante e arrolou 
apenas suas irmãs como herdeiras, silenciando 
sobre o processo de adoção que continuava 
tramitando. Em 10 de junho de 2004 foi 
homologada, por sentença, a partilha amigável e, 
em 16 de setembro de 2006, após o trânsito em 
julgado da decisão que concedeu a adoção de 
João aos falecidos Pedro e Maria, ele ingressou 
com ação declaratória de nulidade de partilha 
cumulada com petição de herança em desfavor 
de Ana, Beatriz e Cintia, objetivando buscar o seu 
quinhão hereditário. A ação foi contestada pelas 
demandadas que arguiram, em preliminar, a 
ilegitimidade passiva, ao argumento de que o 
espólio é que deveria figurar no pólo passivo da 
ação. Suscitaram, ainda, que a via eleita pelo 
autor não é adequada para o fim colimado, sendo 
apropriado o manejo da ação rescisória prevista 
no artigo 1.030, III, do CPC. E que, ainda que 
assim não fosse, pretendendo o autor a anulação 
da partilha, tornar-se-ia inarredável o 
reconhecimento da prescrição, em face ao que 
dispõe o artigo 1.029, parágrafo único, inc. III, do 
CPC. O candidato deverá manifestar-se sobre os 
seguintes pontos (não há necessidade de 
elaboração de peça processual): 1) a 
possibilidade da adoção efetuada após a morte 
dos adotantes e os efeitos da sentença que a 
concede; 2) a legitimidade passiva no caso 
proposto; 3) a utilização da ação rescisória para 
rescindir a sentença que homologou a partilha 
amigável; 4) a ação (ações) necessária(s) para o 
autor obter seu quinhão e o prazo prescricional 
para o exercício de sua pretensão. 
- Resposta: A possibilidade da adoção efetuada 
após a morte dos adotantes: o candidato deverá 
responder ser possível a adoção pós-morte, 
desde que presentes as condições do artigo 42, § 
6º, do ECA e/ou 1628 do Código Civil, e os efeitos 
da sentença que a concede retroagem à data do 
óbito, conferindo ao adotado os mesmos direitos 
hereditários. 0,5. Legitimidade passiva é dos 
herdeiros, pois a ação de petição de herança é 
movida contra os herdeiros, a teor do contido no 
artigo 1.824 do CC. 0,5. A utilização da ação 
rescisória para rescindir a sentença que julgou a 
partilha. A rescisória não é cabível neste caso, 
haja vista que a sentença homologou a partilha 
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 13 
amigável. A rescisória do art. 1.030 pressupõe 
que o herdeiro preterido tenha sido parte no 
processo. 0,5. A ação adequada para que o 
herdeiro possa receber sua quota hereditária é a 
ação de petição de herança, movida contra os 
herdeiros, prevista no artigo 1.824 do Código 
Civil, e prescreve em 10 anos, de acordo com o 
artigo 205 do Código Civil. 0,5. PONTOS A 
REDUZIR: Linguagem, redação, clareza de idéias, 
estrutura das frases e coerência 
lógica/argumentativa. - 0,4. Ortografia. - 0,2. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Como se dá a 
participação da companheira ou do companheiro 
na sucessão do outro em se tratando de filiação 
híbrida? 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Dissertação. O 
Sr. Antônio, casado com Dª Maria, no regime de 
comunhão universal, teve com a esposa três 
filhos, Adriana (1969), Daniel (1970) e Luciana 
(1971). Industrial, pôs os filhos para trabalhar na 
indústria, pagando-lhes salários condizentes. 
Anos depois, o Sr. Antônio teve um caso com 
Virgínia, nascendo-lhes Fernando (1998), 
declarada a paternidade no registro civil, nos 
termos do art. 2º da Lei n. 8.560/92. Em data 
posterior, manteve o Sr. Antônio relações com 
outra mulher, gerando Maria Elza, nascida em 
2005, reconhecida por sentença, proferida em 
ação de investigação de paternidade. Dª Maria, 
querendo proteger seus filhos, já diplomados e 
comandando a indústria, convenceu o Sr. Antônio 
a fazer a venda do apto. n. 1.401, à Av. Afonso 
Pena, 2.345 para a filha Adriana, pelo preço de 
R$500.000,00, bem como a venda do apto. n. 
1.402 para pessoa indicada por Daniel, seu 
cunhado, também pelo preço de R$500.000,00, 
cujo imóvel, em 2008, foi-lhe transferido; 
finalmente, o Sr. Antônio e Dª Maria doaram o 
apto. n. 603, do mesmo prédio, do mesmo valor, 
para a filha Luciana, dispensada a colação. O Sr. 
Antônio fez testamento público, em 2007, 
deixando para sua esposa, Dª Maria, sua porção 
disponível, vindo a falecer em dezembro de 2008 
de parada cardíaca, restando-lhe o patrimônio de 
R$800.000,00. Virgínia contrata advogado para 
postular os direitos de Fernando, argüindo os 
negócios jurídicos entre pais e filhos e pondera os 
seguintes tópicos: o problema das doações, a 
inoficiosidade, as colações; a venda de 
ascendentes a descendentes ; a possível venda 
para interposta pessoa; a natureza jurídica do 
vício e os prazos prescricionais. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Antônio e 
Maria casaram no regime de separação 
convencional de bens; tiveram a filha Isabella, 
que veio a bacharelar-se em Direito na UFMG.Antônio, muito trabalhador, ganhou bom 
dinheiro, viajando, comprando e vendendo 
mercadorias. Em uma dessas viagens, conheceu 
Daniela, residente em Ipatinga, com quem teve 
os filhos Carolina e Daniel. O Sr. Antônio pagou os 
estudos desses filhos, durante quatro anos, com 
despesa mensal, em média, de R$600,00. Certa 
feita, Antônio comprou uma casa para Carolina e 
Daniel, no valor de R$80.000,00. A pedido de 
Maria, Antônio adquiriu o apto. n. 1.201, do Ed. 
Príncipe de Galles, no valor de R$480.000,00 para 
sua sogra. Querendo conforto para seus pais, 
Antônio doou-lhes o apto. 401, da Rua Luz, 32, 
no valor de R$270.000,00. Submetido a 
transplante do fígado, não resistiu, vindo Antônio 
a falecer em dezembro de 2008; seu patrimônio 
somou R$3.000.000,00, tendo uma dívida com o 
Banco do Brasil, no valor de R$118.000,00 e 
outra com o Biocor, no valor de R$42.000,00. 
Dividir o monte. (não há necessidade de 
explanações doutrinárias, mas, tão-somente, o 
valor devido para cada herdeiro). 
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 14 
Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - 
Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos das Sucessões - Rodrigo 
Prazeres Malgrado, casado com Fernanda Lulu 
Malgrado, pelo regime de comunhão parcial de 
bens, fazendeiro na cidade de Casaquinha e 
detentor de um patrimônio no valor de R$ 
500.000,00 (quinhentos mil reais), era pai de 
cinco filhos; Daniel, Maria, José, Carlos e 
João, todos oriundos do matrimônio havido 
com Fernanda Lulu Malgrado. Em razão do 
grande vínculo afetivo que seus filhos Daniel e 
João, menores impúberes, mantinham com 02 
(dois) cavalos, avaliados em R$ 50.000,00 
(cinqüenta mil reais) cada, Rodrigo, no dia 
15/09/2007, resolveu doar-lhes os animais, 
informando, no ato da alienação, que esses bens 
foram afetados da parte disponível. Acontece que 
em 11/10/2008 Rodrigo faleceu, sem deixar bens 
particulares e com um patrimônio, construído em 
parceria com sua esposa, equivalente a R$ 
180.000,00 (cento e oitenta mil reais). Com o 
óbito, promoveu-se a abertura do inventário, na 
única Vara da Comarca de Casaquinha. Os três 
filhos menores, Maria, Carlos e José, 
juntamente com a cônjuge sobrevivente, 
Fernanda Lulu Malgrado, verberaram, nos autos 
da dita demanda, que a doação dos cavalos, 
realizada pelo de cujus a Daniel e João, 
configura adiantamento de legítima, razão 
pela qual deve ser trazida à colação. Ad 
argumentandum tantum, na hipótese do Juízo 
não acolher a arguição de adiantamento de 
legítima, aduziram que a doação extrapolou a 
parte disponível, pois, ao tempo da morte, o 
valor dos bens doados ultrapassou a metade 
disponível. Suscitada a controvérsia no processo, 
o juiz, ao despachar a petição, em razão de 
figurar menores no fólio, determinou fosse 
colhida a manifestação do Ministério Público. Em 
seguida, encaminharam-se os autos ao Promotor 
de Justiça de Casaquinha. Na condição de 
Presentante do Parquet na referida Comarca, 
tendo em conta os dados contidos no texto, 
emita parecer, de modo fundamentado, 
ressaltando as questões jurídicas aventadas por 
Fernanda, Maria, Carlos e José, indicando, 
inclusive, que montante caberá a cada herdeiro, 
ao término do inventário. 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Durante 
atendimento ao público da Comarca de Brejinhos 
dos Anzóis/Ba, o Promotor de Justiça ali atuante 
foi procurado pela ruralista Carazinha Passos, 
grávida de 3 (três) meses, que, na ocasião, 
imputou a paternidade do filho que esperava a 
Cravinhos Mota, o qual, segundo alegou a 
gestante, vinha se esquivando de adimplir com a 
respectiva obrigação alimentar. Notificado o 
suposto pai em derredor dos informes levados ao 
Presentante do Parquet, a tentativa conciliatória 
restou inexitosa. Desse modo, colhidos os dados 
necessários à convicção para ajuizamento da 
adequada medida judicial, o órgão do Ministério 
Público, diante de situação vertente, propôs ação 
de alimentos, patrocinando os interesses do 
nascituro em face do genitor, na suprarreferida 
Comarca, na respectiva Vara de Família, 
pleiteando o pagamento de verbas alimentares, 
no valor mensal de R$ 500,00 (quinhentos reais). 
De acordo com a peça incoativa, o Réu nunca 
envidou qualquer esforço no sentido de prestar 
amparo material à gestante, a despeito de ter 
sido instado a esse mister, uma vez que trabalha. 
Autuado o processo, determinou-se a citação do 
Alimentante, para, querendo, responder à 
pretensão autoral. Manifestando-se, após regular 
cumprimento do ato citatório, o Acionado 
sustentou que os alimentos gravídicos não gozam 
de amparo jurídico pátrio. Além disso, alegou que 
se encontra desempregado há 3 (três) anos, 
realizando serviços sazonais que sequer lhe 
proporcionam o suficiente para custear sua 
alimentação e moradia. No curso da fase 
instrutória, ficou demonstrado que, malgrado a 
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 15 
inexistência de vínculo formal no labor por ele 
desempenhado, o Demandado aufere renda 
mensal capaz de suportar o montante solicitado. 
Concluída a instrução, manifestando-se em 
razões finais, o Membro do Ministério Público, 
que subscreveu a inicial, ressaltou que o pedido 
alimentar se legitima pela necessidade de custear 
as despesas adicionais do período de gravidez, 
que sejam dela decorrentes, da concepção ao 
parto, bem assim aquelas relativas à alimentação 
especial, assistência médica, exames 
complementares e medicamentos, conforme 
previsão legal, acrescentando, em arremate, que 
se provou, a sobejo, a capacidade financeira do 
Acionado. Em manifestação derradeira, o 
Requerido, por seu turno, reconheceu que, 
efetivamente, passou a exercer atividade 
profissional, auferindo renda suficiente capaz de 
atender ao dever alimentar que lhe foi pedido. 
No entanto, insiste na tese de que o filho ainda 
está por nascer, o que indica ser a pretensão 
indevida. Conclusos os autos ao Juiz Substituto, 
foi proferida sentença, tendo o Magistrado 
extinguido o processo sem resolução do mérito, 
asseverando que o Ministério Público não é parte 
legítima a figurar no polo ativo da peleja de 
alimentos, uma vez que refoge às suas 
atribuições o aforamento de ação desse jaez, 
argumentando, ademais, a existência de 
advogados solícitos, na Comarca, à prontidão 
para o exercício do munus de defensor. 
Prosseguindo, os autos foram encaminhados ao 
Presentante do Parquet, para conhecimento do 
decisum. Na qualidade de Promotor(a) de Justiça, 
considerando as premissas fáticas e jurídicas 
apresentadas, adote a providência que reputa 
adequada, elaborando a respectiva peça, capaz 
de ferretear o provimento judicial, ressaltando os 
fundamentos pertinentes. 
- Resposta: A expectativa da Comissão é que o 
candidato observe os seguintes aspectos: 1) 
formalidades que cercam uma apelação, 
sobretudo direcionamento ao Juízo Singular, 
com pedido de remessa ao Tribunal de Justiça, 
relato dos fatos, indicação de error in 
procedendo e error in judicando, com a 
respectiva fundamentação, além do pedido de 
reforma de decisão vergastada; 2) faça menção 
sobre a legitimidadedo Ministério Público para 
ajuizar ação de alimentos, pelas seguintes 
razões: 2.1) atribuição do Parquet na defesa de 
direito individual indisponível, a teor do que 
menciona o art. 127 da Constituição Federal; 
2.2) expressa previsão para atuação em 
demanda de alimentos, conforme se interpreta a 
partir do art. 227 da CF; 2.3) respeito ao 
princípio da proteção integral ou prioridade 
absoluta do nascituro; 2.4) impossibilidade de 
escudar o Parquet na defesa de interesse social 
relevante, sobretudo em se tratando de pessoa 
desprovida de recursos para contratar advogado 
particular; 3) invoque a teoria da causa madura, 
consagrada no art. 515, §3º, do CPC, por se 
tratar a hipótese vertente de extinção do 
processo sem julgamento do mérito (art. 267), 
versando sobre questão exclusivamente de 
direito, que está em condições de imediato 
julgamento. 4) ressalte que a controvérsia reside 
apenas em relação à aventada improcedência 
dos alimentos gravídicos, já que foi reconhecida 
a capacidade de prestá-los, o que implica pedido 
de apreciação direta do mérito. 5) demonstre 
conhecimento acerca do princípio do 
aproveitamento dos atos processuais, celeridade 
e duração razoável do processo. 6) esclareça 
que, ao contrário do que tentou fazer crer o 
Apelado, os alimentos gravídicos gozam de 
largo amparo legal, doutrinário e 
jurisprudencial, estando, portanto, 
contemplados no sistema jurídico pátrio, 
sobretudo pela promulgação da Lei 
11.804/2008, que, em seu art. 2º, garante à 
gestante amparo material para custeio das 
despesas adicionais do período de gravidez, que 
sejam dela decorrentes, da concepção ao parto, 
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 16 
como também aquelas referentes à alimentação 
especial, assistência médica, exames 
complementares e medicamentos. 7) pontue 
que, embora o entendimento em derredor da 
ilegitimidade ministerial encontrasse respaldo, o 
que não acontece, a providência mais 
consentânea com a situação não seria extinguir-
se o feito sem resolução do mérito, mas 
proceder a intimação da parte autora, para, nos 
termos do art. 13 do CPC, sanar a capacidade 
postulatória, indicando novo patrono, a quem 
incumbiria apenas ratificar os atos processuais 
já praticados. 8) requeira a antecipação da 
tutela recursal, no sentido de que a Relatoria 
acolha, de imediato, o pedido de fixação dos 
alimentos em favor do nascituro. 9) 
prequestione os dispositivos constitucionais e 
infraconstitucionais atinentes à matéria. 10) 
pugne, ao final, pelo provimento do recurso, 
para que a sentença seja anulada, julgando-se 
imediatamente o mérito, deferindo alimentos 
gravídicos em R$ 500,00 (quinhentos reais) por 
mês. Subsidiariamente, na hipótese de ser 
mantida a tese de ilegitimidade, pelo Tribunal 
de Justiça, seja determinada, com supedâneo no 
art. 515, §4o, do CPC, a intimação do 
alimentando para regularizar a capacidade 
postulatória, indicando novo patrono, a quem 
incumbirá a validação de todo o iter processual 
já ocorrido. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - O Promotor de 
Justiça atende em seu gabinete, durante o 
expediente, Antônio e Maria, brasileiros, casados 
entre si, residentes e domiciliados em município 
de Santa Catarina, apresentando, 
aparentemente, plena capacidade e aptidão para 
exercerem o poder familiar. Manifestam 
interesse em adotar uma criança. Além desse 
fato, narram que Antônio descobriu, através de 
um exame de DNA, que possui um filho, José, de 
onze anos de idade, fruto de um relacionamento 
extraconjugal, registrado apenas em nome da 
mãe biológica, Sara, a qual faleceu. Sara, antes de 
falecer, fez um testamento no qual nomeou 
Pedro tutor para José e manifestou 
expressamente a condição de Antônio, como pai 
biológico de José. Pedro é o atual tutor de José. 
José tem problemas mentais leves. Eles fazem 
uma série de questionamentos, os quais deverão 
ser respondidos pelo candidato 
fundamentadamente, com expressa referência 
aos dispositivos legais e às correntes doutrinárias 
e jurisprudenciais divergentes, caso existentes: a) 
Deve o Promotor de Justiça prestar atendimento 
ao público? Em que dispositivo(s) da Lei Orgânica 
do Ministério Público do Estado de Santa Catarina 
(Lei Complementar Estadual n. 197/2000) há 
embasamento para tal dever? O que é educação 
inclusiva? b) O casal pretende adotar uma 
criança, porém eles não figuram na lista 
(cadastro) de adoção. A lei prevê hipóteses em 
que mesmo que a pessoa não esteja na lista 
(cadastro) possa ser deferida a adoção? Se 
positiva a resposta, quais as hipóteses e o(s) 
respectivo(s) dispositivo(s) legal(is)? O que é 
adoção intuito personae? O que é adoção 
unilateral? c) Por quais formas pode ser feito o 
reconhecimento de paternidade de filhos havidos 
fora do casamento, conforme a legislação 
brasileira? Após efetuado o reconhecimento de 
paternidade por Antônio, cessa a condição de 
tutelado de José? É eficaz cláusula que estabeleça 
como condição para o reconhecimento da 
paternidade que José não pleiteie alimentos 
contra Antônio, na hipótese da guarda 
futuramente ser entregue a terceira pessoa? 
Quais os parâmetros devem ser adotados pelo 
Juiz ao fixar alimentos para criança ou para 
adolescente em desfavor de genitor? O que é ato 
de alienação parental? Comprovada a alienação 
parental, em ação autônoma ou incidental, o Juiz 
poderá aplicar quais medidas previstas em lei? O 
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 17 
que é guarda compartilhada? O que é guarda 
unilateral? 
- Resposta: Sim. Artigo 157, XIV da Lei 
Complementar Estadual n. 197/2000. 0,10 
pontos A.2 - Defesa do direito de todos os 
alunos de estarem juntos, aprendendo e 
participando, sem nenhum tipo de 
discriminação. Artigos 205, 206, I e 208 e incisos 
da CF e artigos 53, I, 54, III e 55 do ECA. 0,20 
pontos - B.1 - Sim, artigo 50, §13 – ͞“oŵeŶteà
poderá ser deferida adoção em favor de 
candidato domiciliado no Brasil não cadastrado 
previamente nos termos desta Lei quando: I - se 
tratar de pedido de adoção unilateral; II - for 
formulada por parente com o qual a criança ou 
adolescente mantenha vínculos de afinidade e 
afetividade; III - oriundo o pedido de quem 
detém a tutela ou guarda legal de criança maior 
de 3 (três) anos ou adolescente, desde que o 
lapso de tempo de convivência comprove a 
fixação de laços de afinidade e afetividade, e 
não seja constatada a ocorrência de má-fé ou 
qualquer das situações previstas nos arts. 237 ou 
238 desta Lei. B.2 - É a adoção em que os pais da 
criança escolhem a família que a adotará. 0,15 
pontos - B.3 - Se um dos cônjuges ou concubinos 
adota o filho do outro, mantendo-se os vínculos 
de filiação entre o adotado e o cônjuge ou 
concubino do adotante e os respectivos parentes 
(artigo 41, parágrafo 1º do ECA). 0,10 pontos - 
C.1 - Art. 1609 do CC - O reconhecimento dos 
filhos havidos fora do casamento é irrevogável e 
será feito: I - no registro do nascimento; II - por 
escritura pública ou escrito particular, a ser 
arquivado em cartório; III - por testamento, 
ainda que incidentalmente manifestado; IV - 
por manifestação direta e expressa perante o 
juiz, ainda que o reconhecimento não haja sido o 
objeto únicoe principal do ato que o contém. 
0,10 pontos - C.2 - Artigo 1.763, II do CC - Cessa a 
condição de tutelado: I – [...]; II - ao cair o menor 
sob o poder familiar, no caso de 
reconhecimento ou adoção. 0,10 pontos - C.3 - 
Não. Art. 1.613 do CC. São ineficazes a condição 
e o termo apostos ao ato de reconhecimento do 
filho. 0,15 pontos C.4 - Art. 1.694 do CC – 
Podem os parentes, os cônjuges ou 
companheiros pedir uns aos outros os alimentos 
de que necessitem para viver de modo 
compatível com a sua condição social, inclusive 
para atender às necessidades de sua educação. 
§ 1 o Os alimentos devem ser fixados na 
proporção das necessidades do reclamante e 
dos recursos da pessoa obrigada. 0,15 pontos. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 
- Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Oà ŵeŶoƌà ͞á͟,à
nascido em 2004, recebe pensão alimentícia de 
seuà geŶitoƌà ͞B͟,à fidžadaà judiĐialŵeŶte.à Coŵà oà
falecimento do Alimentante, poderá a obrigação 
aliŵeŶtaƌà seƌà tƌaŶsŵitidaà aosà heƌdeiƌosà deà ͞B͟,à
bem como lhes ser exigido o pagamento do 
débito alimentar em atraso? Justifique a sua 
resposta segundo o entendimento doutrinário e 
jurisprudencial. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 
- Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Como o sistema 
jurídico disciplina o problema concreto do 
conflito de valores entre a manutenção do dogma 
da autonomia patrimonial das sociedades 
empresárias e os interesses dos credores diante 
da prática de atos abusivos pela pessoa jurídica? 
1) Indique o objetivo do instituto jurídico em 
apreço e discorra sobre as teorias erigidas a partir 
do disposto no Código de Defesa do Consumidor 
e no Código Civil. 2) É possível a aplicação da 
medida em comento no Direito de Família? 
Esclareça. 
Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - O TSE, nas eleições 
municipais, realizou julgamento em que se 
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 18 
discutia a incidência e alcance da regra do art. 14, 
§ 7º, da Constituição da República de 1988. 
Pergunta-se: 1) o juiz eleitoral de primeira 
instância, ao julgar pedido de registro de 
candidata a prefeita, pode reconhecer a 
inelegibilidade em decorrência de relação 
estável homossexual mantida com a prefeita do 
município? Justifique a reposta. 2) apesar de o 
Direito de Família não reconhecer como entidade 
familiar a união estável e outros institutos 
jurídicos semelhantes - entre pessoas do mesmo 
sexo, pode a Justiça Eleitoral reconhecer a 
repercussão de tal relação na esfera eleitoral? 
Justifique a resposta. 3) em que consiste a regra 
da inelegibilidade reflexa? Quais são duas (2) 
finalidades da proibição, segundo a doutrina e 
jurisprudência? 4) no que diz respeito ao cônjuge, 
a interpretação do dispositivo constitucional 
abrange outras situações não previstas 
expressamente? Cite dois (2) exemplos, se 
houver. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Disserte sobre 
todos os regimes de bens entre cônjuges 
existentes no Direito brasileiro. Além dos 
aspectos jurídicos específicos de cada um dos 
regimes de bens que deverão ser tratados 
individualmente, faça uma análise detalhada dos 
seguintes temas: a) administração e 
disponibilidade dos bens; b) mutabilidade do 
regime de bens; c) pacto antenupcial; d) bens 
incomunicáveis; e) regime de bens aplicável nos 
casamentos, entre estrangeiros domiciliados no 
exterior, realizados no Brasil. A resposta deve ser 
fundamentada, com expressa referência às 
correntes doutrinárias e jurisprudenciais 
divergentes, caso existentes. Transcrição de 
artigos de lei considera-se texto não escrito. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 
- Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Inventário do 
patƌiŵƀŶioàheƌeditĄƌioàdeà͞á͟,àƌeƋueƌidoàpoƌà͞B͟à
eà͞C͟,àsoďƌiŶhosàdoàautoƌàdaàheƌaŶça,àĐujoàſďitoà
ocorreu em 29/07/2005. Declaram que o falecido 
deixou considerável patrimônio, constituído de 
imóveis urbanos, várias propriedades rurais e 
milhares de cabeças de gado a inventariar, e que 
era solteiro, não possuindo ascendentes, 
descendentes, tampouco companheira. 
Sustentam que dentre os sucessores, o 
inventariado deixou 4 irmãs, idosas, que deverão 
concorrer à herança por direito próprio, 
eŶƋuaŶtoàosà͞filhosàdeàduasàheƌdeiƌasàpƌĠ-mortas 
(também irmãs do falecido) a ela concorrerão, 
por direito de representação, nos termos do 
disposto nos artigos 1.851 e seguintes do Código 
Ciǀil,àdeŶtƌeàelesà͞B͟àeà ͞C͟.àPoƌà suaàǀez,à ͞D͟,àŶoà
início do procedimento, buscou por duas vezes 
sua admissão no inventário, para concorrer à 
heƌaŶça,àaoàaƌguŵeŶtoàdeàteƌàĐoŶǀiǀidoàĐoŵà͞á͟,à
em união estável, por mais de 30 anos, alegando 
que na data da abertura da sucessão, ela se 
encontrava na posse e administração dos bens 
deixados pelo falecido. Seus pleitos foram 
encaminhados às vias ordinárias, de modo que 
propôs ação declaratória de união estável com 
pedido de tutela antecipada. PERGUNTA-SE: 
Podeà͞D͞,ààedž-ĐoŵpaŶheiƌaàdeà͞á͟,àƌeƋueƌeƌàsejaà
concedida antecipadamente a posse e a 
administração da metade (50%) dos bens 
adquiridos pelo falecido durante o período da 
união estável, em outras palavras, a sua provável 
meação? Sob que fundamento. De outro modo, o 
desate da lide, na hipótese em julgamento, 
depende das regras sucessórias ou das normas de 
Direito de Família? A meação do companheiro 
sobrevivente integra o direito de herança? 
Responda de forma fundamentada as 
indagações. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - ͞á͟à faleĐeuà eŵà
22/09/2003, deixando bens imóveis a inventariar, 
e dois filhos, seus herdeiros, ambos casados. 
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 19 
Consta dos autos, ainda, certidão de testamento, 
por meio do qual os bens deixados pela testadora 
aà ͞B͟,à uŵà dosà heƌdeiƌosà ŶeĐessĄƌios,à foƌaŵà
gravados de cláusulas de inalienabilidade, 
incomunicabilidade e impenhorabilidade, 
extensivas aos respectivos frutos e 
rendimentos. Ressalta-se que o testamento foi 
elaborado sob a égide do CC/16. PERGUNTA-SE: 
As cláusulas de inalienabilidade, 
impenhorabilidade e incomunicabilidade, 
gravadas no testamento sobre os bens da 
legítiŵaà deidžadosà aà ͞B͟,à uŵà dosà heƌdeiƌosà
necessários, ainda que a testadora não tenha 
declarado a justa causa no prazo de um ano 
fixado no art. 2.042 do CC/02, devem subsistir ou 
não? Responda de forma fundamentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Segundo 
entendimento doutrinário e jurisprudencial 
majoritário, principalmente do Superior Tribunal 
de Justiça, a alienação feita por ascendente a 
descendente é, desde o regime originário do 
Código Civil de 1916 (art. 1.132), ato jurídico 
anulável. Tal orientação veio a se consolidar de 
modo expresso no novo Código Civil/02, art. 496. 
Também se consolidou o entendimento de que, 
para a invalidação desses atos de alienaçãoé 
necessário, além da iniciativa da parte 
interessada, outros requisitos. Assim, cite esses 
outros requisitos, de acordo com entendimento 
doutrinário e jurisprudencial. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Cláudia, casada 
com Danilo pelo regime da comunhão universal 
de bens, faleceu em 10 de janeiro de 2010. 
Cláudia deixou cinco filhos, havidos com Danilo: 
Eliana, com 15 anos de idade; Fábio, com 13 anos 
de idade; Heitor, com 10 anos de idade; Ivete, 
com 8 anos de idade e Joana, com 5 anos de 
idade. Em sentença de inventário proferida na 
data de hoje, atribuiu-se à viúva a meação 
(equivalente, portanto, à metade de todos os 
bens de titularidade do casal) e mais um quinhão 
hereditário equivalente à quarta parte da 
herança deixada pelo de cujus. No cálculo da 
meação foi incluído, entre outros, imóvel 
adquirido por Claudia antes do casamento a 
título de herança deixada por um parente 
colateral. Diante dos fatos narrados, responda: 
(a) a sentença de partilha atendeu integralmente 
às regras pertinentes ao regime de bens e (b) à 
sucessão hereditária? A resposta deve ser dada à 
luz dos fatos constantes do enunciado e com a 
expressa indicação dos dispositivos legais 
pertinentes. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - A União Estável é 
atualmente reconhecida não só em nossa 
Constituição Federal, mas também em diversas 
normas infra-constitucionais. Esse instituto veio a 
dar concretude às unidades familiares ainda não 
protegidas pelas regras que já se aplicavam ao 
casamento. O artigo 226, parágrafo 3º., da 
Constituição Federal, os artigos 1723 a 1727, do 
Código Civil e a Lei 9278/96, na parte não 
revogada pelo Código Civil, disciplinam as 
questões relativas à União Estável, inclusive as de 
cunho patrimonial, sendo, porém, explícitos os 
textos normativos no sentido de reconhecerem a 
União Estável entre homem e mulher. Nossos 
Tribunais Superiores vêm se debruçando sobre a 
interpretação das normas acima mencionadas e o 
pretendido reconhecimento da União Estável 
entre pessoas do mesmo sexo, acolhendo tal 
pretensão. Considerando o exposto, enumere os 
argumentos que justificam o reconhecimento da 
União Estável entre pessoas do mesmo sexo, 
indicando os respectivos fundamentos 
constitucionais e legais. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
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 20 
Assunto: Direitos de Família - Eustáquio de 
Oliveira, pai de dois filhos (Antonio e Carlos), já 
separado da mãe dos meninos, Maria dos Santos, 
possui 02 (dois) bens imóveis e 01 (um) veículo 
automotor, adquiridos anteriormente à União 
Estável que atualmente mantém com Josefina de 
Souza; Eustáquio concebeu com Josefina de 
Souza outro filho, Benedito. Dias antes do 
nascimento de Benedito, Eustáquio doou seus 
bens imóveis para Antonio e Carlos, reservando 
para si o usufruto de tais bens e remanescendo 
titular do domínio apenas do veículo automotor. 
Diante de tal situação, responder se a doação 
promovida por Eustáquio poderia ser invalidada, 
justificando e fundamentando; também informar 
se Benedito, que não é titular de qualquer bem 
móvel ou imóvel, faria jus, em caso de invalidade, 
aos bens doados e em qual proporção, indicando 
o fundamento jurídico e legal para tanto. 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Mesmo casado 
com Joana no regime de comunhão parcial, é 
casa com Maria no mesmo regime no dia 
05.01.2005. Posteriormente e sucessivamente 
casa também com Juliana no regime da 
comunhão universal no dia 10.01.2005, 
mantendo, assim, relações familiares paralelas. 
Na constância destes casamentos José adquire 
onerosamente na data de 20.03.2005 um 
imóvel no valor de R$ 150.000,00. Ainda na 
constância destes casamentos José, a título de 
herança, recebe um imóvel rural no valor de R$ 
50.000,00. No dia 10.01.2007 o Ministério 
Público propõe ação de nulidade dos 
casamentos. No dia 05.02.2008 transita em 
julgado as sentenças de nulidade dos 
casamentos, reconhecendo, em relação à mulher 
Maria, a putatividade. No dia 10.03.2008 José 
falece, deixando somente quatro filhos do 
primeiro casamento e os bens imóveis suso 
mencionados. Considerando todos estes fatos, 
identifique os direitos dos cônjuges e dos filhos a 
luz da lei, da doutrina e da jurisprudência. 
- Resposta: Expectativa de resposta. Joana e 
Maria terão meação sobre o bem adquirido 
onerosamente na constância dos casamentos, 
em razão da validade do primeiro e 
putatividade do segundo. Em relação a Juliana, 
está não terá direito de meação ou herança em 
razão da sentença que decretou a nulidade, 
produzindo efeito ex tunc. Quanto a herança, só 
terão direitos sucessórios Joana e os filhos, pois 
José faleceu posteriormente a data do trânsito 
em julgado que decretou a nulidade de seu 
casamento. A resposta deverá abordar ainda o 
valor das meações e dos quinhões hereditários. 
Joana fará jus a ¼ da herança sobre os bens 
particulares. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Separação judicial 
causada por algumas das graves infrações dos 
deveres do casamento: a) sevícia e injúria grave 
b) inseminação artificial c) abandono material e 
moral dos filhos d) imputação caluniosa. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Qual a diferença 
entre união estável e concubinato segundo o 
Código Civil? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Qual é o 
tratamento dispensado no Estatuto do Idoso (Lei 
n. 10.741/2003), em relação à obrigação 
alimentar, quando o alimentando for pessoa com 
idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Como o Estatuto 
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 21 
da Criança e do Adolescente considera a família 
extensa ou ampliada em relação à adoção? 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 
- Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - A respeito do 
união estável, redija um texto dissertativo 
abordando, necessariamente, os seguintes 
aspectos: 1- efeitos jurídicos; 2- direito real de 
habitação. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 
- Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Redija um texto 
dissertativo a respeito da obrigação alimentar 
decorrente do direito de família, abordando 
necessariamente o seguinte: 1- abrangência dos 
alimentos; 2- características do obrigação; 3- 
causas extintivas do obrigação alimentar. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 
- Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - O Promotor de 
Justiça do Ministério Publico do DF e Territóriosde Plantão recebeu uma reprodução fac-símile 
assinada por dois médicos de plantão em um dos 
hospitais públicos do Distrito Federal, relatando a 
seguinte situação: "Relatório: Mãe, menor de 15 
anos de idade, grávido de 27 semanas + 3 dias de 
gestação, geminar (gêmeos) e de muito baixo 
peso. Devido a prematuridade extrema, ha 
grande risco de seqüelas e iminência de morte 
dos crianças. caso o parto ocorra em local sem os 
devidos aparatos - UTI Neonatal. Este hospital 
não dispõe de UTI Neonatal e não ha vaga 
disponível em outro hospital publico. Mãe já 
estão em franco trabalho de parto e o ideal a que 
os recém-nascidos sejam transferidos, ainda no 
i:utero materno, para hospital com UTI Neonatal, 
pois, assim diminui-se os riscos de óbito dos 
crianças ou seqüelas em virtude do transporte 
pos-natal." Promotor de Justiça de Plantão, 
ingressou com AÇÃO CIVIL PUBLICA, com pedido 
de antecipação de tutela, contra a pessoa jurídica 
de direito publico objetivando conseguir 
tratamento e internação em leito de UTI 
Neonatal para os, ate agora, nascituros, seja no 
rede pública de saúde, ou se impossível como 
noticiado pelos médicos, no rede particular de 
saúde, já que teve noticia de existência de vagas 
em hospital particular. Nesse ultimo caso, o réu 
deveria arcar com os custos advindos do 
tratamento e internação dos nascituros e sua 
mãe. O Juiz de plantão deferiu o pedido de 
antecipação do tutela e determinou a internação 
do mãe grávida em hospital do rede publica, ou 
privada. para os procedimentos médicos 
necessários. inclusive para os bebes que estavam 
por nascer, conforme Relatório Medico, devendo 
suportar o réu as despesas decorrentes. Os autos 
foram distribuídos ao juízo competente, que 
determinou a cita Gao do réu. No prazo legal, o 
réu apresentou a contestação, acompanhada de 
documento comprovando o cumprimento do 
decisão judicial que antecipou a tutela, em 
hospital do rede particular de saúde. Na ocasião. 
suscitou preliminares de ilegitimidade ativa do 
Ministério Publico, folio de interesse de agir e de 
impossibilidade jurídica do pedido, requerendo a 
extinção do processo sem resolução de mérito. 
No mérito, postula a improcedência do ação 
porque não houve negativas de tratamento a 
mãe ou as crianças, mesmo dificuldades 
temporárias de atendimento imediato dos 
mesmos; a violação ao principio do separação de 
poderes; a clausula de reserva do possível. Os 
autos foram encaminhados ao Promoter Natural. 
Na condição de Promotor Natural do case, o 
candidate deve elaborar a peca processual 
pertinente, e sustentar, com fundamentos fáticos 
e jurídicos: a inocorrência dos preliminares 
suscitadas, a(s) função (ões) institucional (is) do 
Ministério Publico, o(s) direito(s) fundamental (is) 
envolvidos, a eficácia de tal (is) direito(s), a 
separação de poderes, a procedência do ação, e 
outra(s) questão (ões) constitucional que 
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 22 
considere a importância neste momento 
processual. 
Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Em 10 de janeiro 
de 1990, A.A., representada por sua genitora 
P.A., ajuizou ação de investigação de paternidade 
em face de J.K. O demandado contestou a ação, 
negando a paternidade. Após o saneamento, P.A. 
e J.K. firmaram um acordo comum, pela qual a 
autora desistia da ação, em troca do 
recebimento de um imóvel. Tal acordo teve a 
anuência do Ministério Público e foi 
homologado judicialmente. Em abril de 1991, 
nova ação de investigação de paternidade, 
idêntica à primeira, foi ajuizada. O réu 
contestou, argüindo, preliminarmente, que tal 
demanda não poderia ser proposta, enquanto a 
transação não fosse invalidada. Logo após, o réu 
veio a falecer. O juiz recebeu a inicial e 
determinou, para o prosseguimento da ação, a 
intimação do espólio, que foi representado 
judicialmente pelo inventariante. A autora 
requereu a realização de exame de DNA. O 
juiz deferiu a prova pericial. No entanto, os 
pais do falecido se recusaram a fazê-lo, alegando 
que a mãe da criança era mulher de programas e 
que o falecido era estéril. O juiz, após o parecer 
do Ministério Público, julgou procedente o 
pedido, presumindo-se a paternidade com base 
na recusa da submissão ao exame de DNA, 
bem como fixou, de ofício, alimentos, a partir 
do trânsito em julgado. Responda as seguintes 
perguntas: a) o acordo, realizado pela genitora 
e o investigado, acerca do direito da criança, 
possui validade e eficácia jurídicas em relação ao 
incapaz?; b) pode o Ministério Público alegar 
vício daquele acordo e argüir isto, na segunda 
ação de investigação de paternidade, com 
fundamento no Direito Civil, mesmo tendo 
consentido com o acordo anterior que fora 
homologado judicialmente?; c) com a morte do 
investigado, poderia o espólio figurar no pólo 
passivo da relação processual?; d) a recusa 
injustificada dos ascendentes do falecido em 
realizar o exame de DNA deve implicar a 
presunção da paternidade?; e) havendo o 
reconhecimento da paternidade e a 
necessidade de alimentos, pode o juiz, 
independentemente de ação própria e de 
ofício, fixar pensão alimentícia, a partir do 
trânsito em julgado? Justifique e fundamente as 
respectivas respostas. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Analise as 
transcrições extraídas de acórdãos: 2.1 Uma vez 
estipulada a GUARDA COMPARTILHADA, resta 
presumível o mútuo dever de assistência ao filho 
por seus genitores, tornando-se incompatível a 
obrigação de prestar alimentos, pois, como 
disposto expressamente no art. 1º da Lei 
11.698/2008, a GUARDA COMPARTILHADA 
pressupõe "a responsabilização conjunta e o 
exercício de direitos e deveres" pelo pai e pela 
mãe; (TJMG) .2 Compulsando detidamente o 
processado, também chego à idêntica conclusão 
emanada pelo digno Julgador monocrático e do 
próprio representante do Ministério Público (fls. 
64/65-TJ), no sentido de que, tanto o Estudo 
Social realizado (fls. 14/16TJ), quanto as provas 
testemunhais de fls. 66/69-TJ, demonstram que 
ambos os genitores estão aptos a exercer a 
GUARDA do menor, G. P. G., que, infelizmente, é 
objeto de disputa parental. (TJMG) Considerando 
as transcrições, discorra sobre: a - redirecionando 
o conceito de guarda; b - guarda unilateral e 
guarda compartilhada; c - a guarda 
compartilhada como preferencial. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Tratando-se de 
casamento sob o regime comunhão parcial de 
bens, pode um dos cônjuges fazer doações de 
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 23 
bens móveis sem a autorização do outro? 
Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Discorra sobre as 
diferenças entre a doação e a compra e venda de 
ascendentes a descendentes e de descendentes a 
ascendentes no ordenamento pátrio, abordando, 
também, os efeitos sucessórios porventura 
existentes. 
MinistérioPúblico Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Considere o 
seguinte problema: Ivo estabeleceu união estável 
com Ada, a qual possuía um filho de dois anos de 
idade, Pio, fruto de outra união, registrado 
apenas pela mãe. Espontaneamente, por 
escritura pública, Ivo reconheceu Pio como filho, 
acrescentando o sobrenome paterno no assento 
de nascimento da criança. Passados doze anos, 
desfeita a união estável, o perfilhado promoveu 
ação de alimentos ante o perfilhante, que, em 
contrapartida, aforou ação negatória de 
paternidade cumulada com anulação do registro 
civil, calcada no fato de não ser o verdadeiro pai 
do menor, e alegou ter sido forçado pela 
companheira a reconhecê-lo. As provas 
confirmaram a inexistência de vínculo biológico 
entre Ivo e Pio, seja pelo exame de DNA seja pela 
confissão de Ada, vindo os autos ao Ministério 
Público para alegações finais. Como promotor de 
justiça, em forma de súmula, aponte os 
fundamentos do parecer sobre a procedência ou 
não da ação negatória de paternidade cumulada 
com anulação do registro civil. 
Ministério Público Estadual - MPE-AM - Ano: 
2008 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - O Ministério 
Público, em substituição processual de Angélica, 
menor impúbere, ajuizou ação de investigação de 
paternidade cumulada com a de alimentos contra 
João Luiz, alegando, em síntese, como causa de 
pedir, que o requerido e Maria Rosa mantiveram 
relacionamento amoroso do qual resultou o 
nascimento de Angélica, em 30/9/2000. O 
Ministério Público alegou, do mesmo modo, que, 
depois de o investigado ter tomado 
conhecimento da gravidez de Maria Rosa, 
começaram os desentendimentos entre o casal, 
que culminaram no fim do relacionamento. O 
Ministério Público relatou, também, ser o 
investigado proprietário de uma microempresa 
de serviços gerais e perceber em torno de R$ 
10.000,00 por mês. Foi requerida, por fim, a 
fixação da verba alimentar em 10% desse valor. 
Citado, o réu contestou o feito, alegando inépcia 
da inicial por falta de detalhamento dos fatos. 
Negou o relacionamento com a genitora da 
investigante. Houve a determinação da realização 
do exame pericial, a que o investigado se negou a 
submeter-se. Na audiência de conciliação, que 
restou frustrada, o investigado novamente se 
negou a submeter-se ao exame pericial. O 
processo foi saneado. Na audiência de instrução, 
o investigado, mais uma vez, negou-se a se 
submeter ao exame de DNA. Foram ouvidos a 
genitora da autora, o requerido e três 
testemunhas do juízo. O réu interpôs agravo 
retido em audiência contra a decisão que 
determinou a oitiva das testemunhas como 
sendo testemunhas do juízo. Na oportunidade, 
alegou que o rol das testemunhas da autora não 
fora depositado no prazo legal, de modo que ele 
pudesse defender-se oferecendo contradita. 
Por isso, de acordo com a alegação do réu, o 
arrolamento das testemunhas deveria ser 
indeferido, não devendo ser as testemunhas 
ouvidas como testemunhas do juízo. Acrescente-
se que as testemunhas ouvidas foram 
uníssonas em confirmar o relacionamento 
amoroso vivido pelo réu e a genitora da autora, 
justamente no período em que a menor foi 
gerada, e que restou provado que as 
testemunhas foram arroladas 
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 24 
intempestivamente. Em seguida, o juiz 
determinou que as alegações finais fossem 
apresentadas no prazo comum de cinco dias, 
determinando a remessa dos autos ao Ministério 
Público. Diante dessa situação hipotética, 
apresente, na qualidade de promotor de justiça, 
manifestação que entender necessária acerca da 
questão, abordando todos os aspectos de direito 
material e processual pertinentes, inclusive, 
quanto à legitimidade ativa do parquet e à 
alegação de nulidade da prova testemunhal 
produzida. 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Rodrigo Prazeres 
Malgrado, casado com Fernanda Lulu Malgrado, 
pelo regime de comunhão parcial de bens, 
fazendeiro na cidade de Casaquinha e detentor 
de um patrimônio no valor de R$ 500.000,00 
(quinhentos mil reais), era pai de cinco filhos; 
Daniel, Maria, José, Carlos e João, todos oriundos 
do matrimônio havido com Fernanda Lulu 
Malgrado. Em razão do grande vínculo afetivo 
que seus filhos Daniel e João, menores 
impúberes, mantinham com 02 (dois) cavalos, 
avaliados em R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) 
cada, Rodrigo, no dia 15/09/2007, resolveu doar-
lhes os animais, informando, no ato da alienação, 
que esses bens foram afetados da parte 
disponível. Acontece que em 11/10/2008 Rodrigo 
faleceu, sem deixar bens particulares e com um 
patrimônio, construído em parceria com sua 
esposa, equivalente a R$ 180.000,00 (cento e 
oitenta mil reais). Com o óbito, promoveu-se a 
abertura do inventário, na única Vara da Comarca 
de Casaquinha. Os três filhos menores, Maria, 
Carlos e José, juntamente com a cônjuge 
sobrevivente, Fernanda Lulu Malgrado, 
verberaram, nos autos da dita demanda, que a 
doação dos cavalos, realizada pelo de cujus a 
Daniel e João, configura adiantamento de 
legítima, razão pela qual deve ser trazida à 
colação. Ad argumentandum tantum, na hipótese 
do Juízo não acolher a arguição de adiantamento 
de legítima, aduziram que a doação extrapolou a 
parte disponível, pois, ao tempo da morte, o 
valor dos bens doados ultrapassou a metade 
disponível. Suscitada a controvérsia no processo, 
o juiz, ao despachar a petição, em razão de 
figurar menores no fólio, determinou fosse 
colhida a manifestação do Ministério Público. Em 
seguida, encaminharam-se os autos ao Promotor 
de Justiça de Casaquinha. Na condição de 
Presentante do Parquet na referida Comarca, 
tendo em conta os dados contidos no texto, 
emita parecer, de modo fundamentado, 
ressaltando as questões jurídicas aventadas por 
Fernanda, Maria, Carlos e José, indicando, 
inclusive, que montante caberá a cada herdeiro, 
ao término do inventário. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Considerando que 
a avó paterna e avô materno são obrigados a 
prestar alimentos, simultaneamente, à sua neta, 
pergunta-se: trata-se de obrigação solidária? 
RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Os sucessores do 
de cujus têm obrigação, em caso de aceitação da 
herança, de responder pela prestação alimentícia 
a credor do falecido? RESPOSTA OBJETIVAMENTE 
JUSTIFICADA 
Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - 
Banca: MPRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos de Família - A solidariedade é um valor 
implícito na vida familiar e afetiva, valor que o 
direito explicita em algumas áreas e do qual o 
legislador não deve se desvincular. Considerando 
que os protagonistas do direito alimentar podem 
pedir, uns aos outros, alimentos de que precisem 
para sua subsistência, pode um neto, na falta ou 
na impossibilidade contributiva da seus pais, 
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pedir alimentos, em solidariedade, para seusavós? A resposta deve ser fundamentada, com 
expressa referência às correntes doutrinárias e 
jurisprudenciais divergentes, caso existentes. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Há direito 
sucessório de pessoa concebida por inseminação 
artificial post mortem? Justifique 
fundamentadamente a resposta. 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - Segundo a lição do 
ŵestƌeàClſǀisàBeǀilĄƋua,à͞oàiŶteƌesseàdoàtitulaƌàdoà
direito, que ele foi o primeiro a desprezar, não 
pode prevalecer contra o interesse mais forte da 
pazà soĐial͟.à EŶtĆo,à disĐoƌƌaà soďƌeà oà iŶstitutoà daà
usucapião, abordando, necessariamente, os 
seguintes aspectos: conceito, natureza jurídica, 
elementos essenciais e fundamentos. Outrossim, 
proceda a uma análise sobre a possibilidade da 
aquisição dos bens voluntariamente inalienáveis 
pela via da usucapião. 
- Resposta: Em relação à Usucapião, o candidato 
deveria ter registado o conceito do saudoso Caio 
MĄƌioà ,à vejaŵosà :͞à aà aƋuisiçãoà daà pƌopƌiedadeà
ou outro direito real pelo decurso do tempo 
estabelecido e com a observância dos requisitos 
iŶstituídosà eŵà leià ͞à Noà Ƌueà taŶgeà aà Ŷatuƌezaà
jurídica cumpria ao candidato afirmar que trata-
se de prescrição aquisitiva. ( forma originária de 
aquisição de propriedade- ) Deveria ter 
demonstrado a necessidade da conjugação de 
dois elementos básicos, ou seja ,a coexistência 
do elemento temporal e do elemento posse para 
a materialização da usucapião. Outrossim, 
mencionar que a depender da espécie, para o 
reconhecimento da usucapião serão necessários 
outros requisitos tais como o justo título e a boa- 
fé O candidato deveria ter discorrido sobre o 
elemento posse, sobretudo enfatizando as 
correntes doutrinárias a respeito da matéria.( 
teoria subjetiva e teoria objetiva ) Em relação ao 
elemento temporal o candidato deveria ter 
registrado os prazos assinalados na legislação. 
No que diz respeito aos fundamentos da 
Usucapião, os candidatos deveriam ter 
abordado a função social da propriedade, e o 
principio da segurança jurídica. Ademais, o 
candidato deveria ter salientado os tipos de 
usucapião previstos na Carta Magna e na 
legislação infraconstitucional. Nessa toada, o 
candidato deveria ter registrado a natureza 
jurídica da sentença, bem assim feito alusão á 
necessidade de intervenção do membro do 
Parquet no feito respectivo. Quanto a 
possibilidade de aquisição dos bens 
voluntariamente inalienáveis pela via da 
usucapião, o candidato haveria de ter registrado 
que os bens podem ser inalienáveis, por sua 
natureza, por disposição voluntária, ou por 
disposição legal. Nessa quadra, o candidato 
deveria ter feito referência a impossibilidade de 
usucapir os bens públicos. Competia também ao 
candidato fazer uma reflexão sobre o problema 
posto, sob o prisma da natureza jurídica da 
usucapião, assim como da função social da 
propriedade, isso para fins de admitir a hipótese 
cogitada. Todavia, cumpria também ao 
candidato, em análise dialética da questão 
suscitada , fazer referência a decisão do 
Excelsior Pretório, no sentido de inadmitir a 
Usucapião em situações que tais, ei-la a seguiƌ:à͞à
Imóvel gravado com a cláusula de 
inalienabilidade , o art.1676. A proibição 
abrange os atos . O proprietário só perde o bem 
inalienável por despropriação ou execução fiscal 
. Não o perde , porém , por usucapião ͞ 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - Em processo de 
sepaƌaçĆoà ĐoŶseŶsual,à ͞á͟à eà ͞B͟,à poƌà liǀƌeà eà
espontânea vontade, transacionaram no seguinte 
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seŶtido:à ͞á͟à fiĐouà Đoŵàaàpƌopƌiedadeà doà iŵſǀelà
que pertencia aoà Đasalà eà ͞B͟à Đoŵà oà ǀaloƌ,à eŵà
pecúnia, correspondente a 50% do valor de 
avaliação do indigitado bem. Ocorre que, após 
hoŵologadaà aà tƌaŶsaçĆo,à ͞B͟à - que não era 
minimamente versada na área imobiliária - 
tomou ciência de que o referido imóvel fora 
subavaliado em montante correspondente a ¼ do 
seu valor real de mercado. Em vista disso e já 
considerando que não houve dolo de A ou da 
empresa avaliadora, bem como que as partes 
renunciaram, na própria transação, a ulterior 
alegação de qualquer vício no ato realizado, 
pergunta-se:à podeƌiaà ͞B͟à teŶtaƌà ƌeaǀeƌà
judiĐialŵeŶteà seuà pƌejuízoà eŵà faĐeà deà ͞á͟?à
Responda de forma fundamentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - ͞JoĆo͟àajuizou ação de 
ƌeiŶtegƌaçĆoà deà posseà eŵà faĐeà deà ͞Maƌia͟.à Oà
autor alega que adquiriu imóvel residencial 
localizado na Cidade de Campo Grande/MS, 
vendido pela ré por intermédio de seu 
pƌoĐuƌadoƌ,à ͞MaŶoel͟,à poƌà esĐƌituƌaà laǀƌadaà eŵà
27 de março de 2002. Segundo alega, a posse do 
imóvel, que se encontrava desocupado, foi 
transferida no ato da escritura, mas em 6 de maio 
de 2002, a ré, desrespeitando os termos do 
contrato, reocupou o bem, contratando 
faxineiras para limpá-lo e trocando as respectivas 
chaves de modo a impedir que o autor nele 
ingressasse. A ré, respondeu a ação afirmando 
carência de ação possessória, porquanto o autor 
jamais tomara posse do imóvel controvertido. O 
juiz a quo, proferiu sentença, julgando 
improcedente a ação, sob o fundamento de que, 
não obstante a transferência da propriedade, o 
autor nunca teria exercido a posse do imóvel, 
sendo o constituto possessório insuficiente para 
esse fim. PERGUNTA-SE: A decisão do magistrado 
de 1º grau está correta? É cabível a ação 
possessória de reintegração fundada 
exclusivamente no constituto possessório? 
Responda de forma fundamentada de acordo 
com posição da doutrina e jurisprudência do 
Superior Tribunal de Justiça. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - ͞á͟,à Ƌueà jĄà haǀiaà
preenchido todos os requisitos da usucapião de 
determinado imóvel, muito embora nunca 
ajuizada a respectiva ação, perde a sua posse, por 
atoàiŶjusto,àpaƌaà͞B͟.àEŵàǀistaàdisso,àpeƌguŶta-se: 
que demanda podeƌiaà ͞á͟à pƌopoƌà paƌaà ƌeaǀeƌà oà
iŵſǀelà deà ͞B͟?à Qualà suaà Ŷatuƌeza,à ƌeƋuisitosà eà
rito? Responda de forma fundamentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - José exerce, de modo 
ininterrupto, posse sobre um imóvel urbano de 
200 m² há cerca de sete anos. A posse foi 
adquirida mediante esbulho possessório, com a 
posterior construção, sobre o terreno, de uma 
pequena edificação. O bem é objeto de contrato 
de locação celebrado entre José (locador) e 
Bruno (locatário) há cinco anos e quatro meses, 
sendo que todas as obrigações contratuais vêm 
sendo cumpridas pelas partes. Ocorre que, na 
data de hoje, José e Bruno foram citados para 
oferecer resposta a uma ação reivindicatória 
proposta por Cláudia, proprietária formal do 
imóvel. Diante dos fatos narrados, responda 
fundamentadamente: (a) antes da citação, algum 
dos possuidores exercia posse ad usucapionem? 
(b) Supondo que tanto José quanto Bruno 
tenham argüido no processo exceção de 
usucapião, deverá algum deles, à luz das regras 
aplicáveis à matéria, obter êxito em sua defesa? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano:2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - João da Silva firmou 
com a Construtora Y Ltda. Contrato de Promessa 
de Compra e Venda de Imóvel, não loteado, 
destinado a sua moradia e de sua família. Após o 
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 27 
pagamento integral das parcelas, veio a descobrir 
que o referido imóvel havia sido dado em 
hipoteca ao Banco XPTO S.A., para garantir a 
dívida originada da construção. Procurado o 
Banco, este informou ao Sr. João que não 
aceitaria liberar o imóvel da hipoteca, pois a 
dívida da Construtora, que estava garantida pela 
hipoteca dos imóveis transferidos pela mesma 
Construtora a terceiros, ainda não houvera sido 
liquidada. Após a leitura do enunciado, identificar 
as principais características do direito real que é 
atribuído a João da Silva, decorrente da promessa 
de compra e venda, especificando a 
consequência da inclusão de cláusula de 
arrependimento na promessa de compra e 
venda, inclusive quanto à eventual limitação de 
pretensão indenizatória; responder, ao final, se a 
falta de registro imobiliário do contrato firmado 
pelo Sr. João da Silva pode impedir a adjudicação 
compulsória e qual seria o fundamento jurídico e 
legal para tanto. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - A hipoteca pode ser 
objeto de perempção? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - Quando é cabível o 
direito de retenção nos casos de benfeitorias em 
imóvel alheio? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - O credor por cédula de 
crédito industrial com garantia hipotecária pode 
adjudicar os imóveis dados em garantia. Se eles 
foram arrecadados na massa falida, o credor deve 
concorrer com os demais credores? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - Pode o ascendente 
hipotecar bens a um descendente, sem o 
consentimento dos demais? Justificar. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Quais as autoridades competentes para 
conceder as modalidades de remissão previstas 
no Estatuto da Criança e do Adolescente? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: LINDB - Como se resolvem as 
antinomias de segundo grau? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: LINDB - O artigo 5º, da Lei de 
Introdução ao Código Civil Brasileiro, estabelece 
Ƌue:à͞NaàapliĐaçĆoàdaàlei,àoàjuizàateŶdeƌĄàaosàfiŶsà
sociais a que ela se dirige e às exigências do bem 
Đoŵuŵ.͟àPeƌguŶta-se: A qual técnica ou processo 
interpretativo refere-se o artigo de lei 
mencionado? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Obrigações - Aponte os requisitos da 
novação. Distinga a novação objetiva da subjetiva 
e, por fim, explique a novação subjetiva passiva 
por delegação e a novação subjetiva passiva por 
expromissão (liberatória e cumulativa). Responda 
de forma fundamentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Obrigações - A interpelação judicial ou 
extrajudicial para configuração da mora do 
devedor é exigível em que hipótese? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Obrigações - No caso de obrigação de 
fazer, descumprida pelo Poder Público (p. ex.: 
interesse relevante de saúde ou fornecimento de 
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 28 
medicamento), pode o juiz fixar multa diária 
ĐoŶtƌaà aà FazeŶdaà PúďliĐaà ;͞astƌeiŶtes͟Ϳ?à
Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Jurídica - A teoria da 
desconsideração da personalidade jurídica é 
aplicável ao empresário individual? 
FUNDAMENTE A RESPOSTA. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Jurídica - A sociedade 
empresária JET OIL LTDA., de compra e venda de 
material aeroespacial, encontra-se na chamada 
zona de insolvência. Diante disto, os sócios desta 
sociedade empresária insistem no 
prolongamento artificial de sua existência, 
fazendo e recebendo pedidos aos seus 
fornecedores, como se não estivesse 
atravessando uma grave crise econômico-
financeira, inflando, artificiosamente o seu 
passivo a descoberto. Diante do exposto, 
pergunta-se: a) É dever da sociedade empresária, 
em casos como este, confessar a autofalência? b) 
Diante da omissão em confessar a autofalência 
seus administradores poderão ser 
responsabilizados pessoalmente por violação dos 
seus deveres fiduciários para com os credores da 
sociedade empresária? c) É aplicável, in casu, a 
teoria da desconsideração da personalidade da 
pessoa jurídica? RESPOSTA JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Jurídica - Tema: As associações 
civis à luz da ética da alteridade. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Jurídica - Faça um paralelo entre 
as fundações estruturadas por particulares 
segundo o Código Civil e as fundações instituídas 
pelo Poder Público, seja com personalidade 
jurídica de direito privado, seja com 
personalidade jurídica de direito público, 
abordando o que as caracteriza, como podem ser 
distinguidas e quais as normas de direito público 
aplicáveis a cada espécie. Aborde, por fim, a 
natureza e características das chamadas 
Fundações de Apoio. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Jurídica - Fundação de direito 
privado: a) noções b) constituição da fundação c) 
alienação de bens da fundação d) atribuições do 
Ministério Público 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Jurídica - Abade Martins 
ingressou com ação de indenização contra 
Fundação de direito privado Sementes de Luz, 
regularmente constituída, que se dedica à 
educação de pessoas com deficiência, logrando 
alcançar a procedência da demanda. Em fase de 
execução da sentença transitada em julgado em 
24.11.2008, foi penhorado o prédio da escola, 
seus móveis e equipamentos. Marcado o leilão, 
cinco dias antes de sua realização, o diretor 
presidente da Fundação, Joca das Neves, 
desesperado, procura o Promotor de Justiça 
Curador de Fundações da comarca de Rebento, 
onde se localiza a fundação – que só então toma 
conhecimento da existência da demanda – 
solicitando lhe que adote alguma providência, 
porquanto, em sendo positivo o leilão, a escola 
teria que cessar suas atividades, deixando ao 
desamparo cerca de 200 pessoas atendidas pela 
fundação. Pergunta-se: qual(ais) a(s)providência(s) judicial(is) que você, na condição 
de Curador de Fundações, adotaria visando evitar 
a alienação de todo o patrimônio do ente 
fundacional e a desoneração do gravame 
existente. Justifique as alternativas que adotar, 
anotando os dispositivos legais pertinentes. Não 
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 29 
se faz necessária a elaboração de peça 
processual! 
- Resposta: Ação para suspensão do leilão: 
mandado de segurança cumulado com pedido 
de liminar (arts. 1º, 7º, III e 23 da Lei 
12.016/2009). 0,2. Parte passiva e juízo 
competente para o processamento: juiz que 
ordenou o leilão dirigido ao Tribunal de Justiça. 
0,1. Fundamentos e pedido: essenciabilidade da 
intervenção do MP Curador de Fundações (art. 
66 do CC) e impossibilidade da penhora de bens 
indispensáveis ao funcionamento da fundação 
(art. 69 do CC e art. 1204, II, do CPC; postulando 
a suspensão do leilão. 0,2. Ação para anular a 
indenizatória: ação rescisória (art. 487, III e 495 
do CPC). 0,2. Juízo competente: Tribunal de 
Justiça. 0,1. Fundamentos e pedido: falta de 
intervenção na ação de indenização do MP 
Curador de Fundações (art. 66 do CC e art. 1204, 
II, do CPC). 0,2. PONTOS A DEDUZIR Redução 
máxima: Linguagem, redação, clareza de idéias, 
estrutura das frases e coerência 
lógica/argumentativa. - 0,2. Ortografia. - 0,1. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Jurídica - Quais as diferenças 
entre as pessoas jurídicas de direito privado, 
associações e fundações? 
- Resposta: Elemento predominante nas 
associações: elemento pessoal (art. 53 do CC); 
nas fundações é o patrimônio destinado à 
consecução de fins sociais (art. 62 e parágrafo 
único, do CC). 0,4. Forma de constituição: nas 
associações é a ata que aprova os estatutos. Nas 
fundações depende de manifestação do 
instituidor (escritura pública ou testamento, art. 
62 do CC). 0,2. Fiscalização: nas associações é 
exercida pelos próprios associados. Nas 
fundações é pelo MP (art.66 do CC). 0,2. Relação 
entre instituidores e as entidades: nas 
associações os criadores permanecem ligados 
(associados); nas fundações, completada a 
criação, se desligam. 0,2. PONTOS A DEDUZIR: 
Linguagem, redação, clareza de idéias, estrutura 
das frases e coerência lógica/argumentativa. - 
0,2. Ortografia. - 0,1. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 
- Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - A partir da 
identificação da natureza jurídica da sentença de 
interdição, discorra sobre a validade ou 
invalidade do ato jurídico praticado pela pessoa 
maior incapaz antes e depois da sua interdição 
judicial. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - Antônio, portador de 
doença mental grave, vende imóvel de sua 
propriedade a Bernardo, por meio de 
instrumento particular firmado por duas 
testemunhas, com firmas reconhecidas por 
autênticas, pelo valor de R$ 15.000,00 (quinze mil 
reais), correspondentes ao valor de mercado do 
bem. Antônio é solteiro, não vive em união 
estável, não tem ascendentes, descendentes e, 
tampouco, colaterais até o quarto grau. Diante 
dos fatos narrados, responda, justificadamente: 
(a) o Ministério Público tem legitimidade para 
requerer a interdição de Antônio? (b) há vício de 
forma ou outra causa de nulidade incidente sobre 
a compra e venda realizada? 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - Otávio, serventuário 
de Justiça, tem contra si proposta ação de 
interdição e, citado, não constitui advogado, 
sendo designado o Ministério Público para 
representá-lo. Em razão de fatos ocorridos ao 
tempo em que exercia suas funções regulares, 
Otávio é arrolado como testemunha em 
procedimento disciplinar instaurado pela 
Corregedoria- Geral de Justiça, sendo 
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 30 
determinado pelo Corregedor-Geral, presidente 
do procedimento, ao Procurador-Geral de Justiça 
que designe o Promotor de Justiça em atuação na 
ação de interdição para atuar na audiência em 
que Otávio testemunhará. No curso da audiência 
é atribuída suposta paternidade a Otávio em 
relação à criança recém nascida e ainda não 
civilmente registrada, sendo determinado ao 
responsável pelo registro civil de pessoas naturais 
da circunscrição da respectiva maternidade que 
proceda na forma da Lei nº 8.560/92. PERGUNTA-
SE: a) É correta a designação do Ministério 
Público para representar Otávio nos autos da 
ação de interdição? b) Há diferença na qualidade 
em que se dá a atuação judicial do Ministério 
Público na ação de interdição de Otávio e nos 
autos deflagrados a partir do nascimento do seu 
pretenso filho, com base na Lei nº 8.560/92? c) É 
exigível a designação do Promotor de Justiça 
determinada pelo Poder Judiciário? d) A quem 
cabe decidir acerca da necessidade ou da 
impossibilidade de intervenção do Ministério 
Público nos processos, na forma do artigo 82, 
incisos I a III, c/c art. 84, do Código de Processo 
Civil? 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - Tema: Pós-
ŵodeƌŶidadeà à eà à ĐoŶĐeitoà à juƌídiĐoà à deà ͚sujeitoàà
peƌfeito͛.à 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - Em que casos a 
emancipação deve ser concedida por sentença do 
juiz? 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - José Maria, viúvo, filho 
do Sr. Simão Pedro, abastado comerciante, e de 
Dª. Carolina; pai de Ana Gabriela, jovem e recém-
formada advogada, e de Alexandre, serventuário 
da Justiça. José Maria saiu de casa um belo dia, 
sem deixar informações sobre seu paradeiro; sua 
filha passou a cobrar os aluguéis dos imóveis 
locados, de propriedade do seu genitor, e 
contratou um gerente para a sapataria do seu 
pai. Após um (1) ano, Ana Gabriela requereu em 
juízo a curatela do pai. O juiz abriu vista ao MP. 
Emita seu parecer, como Promotor de Justiça. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - De forma 
fundamentada, esclareça qual o papel que cabe 
ao Ministério Público nos processos de interdição 
em que não seja o requerente da medida. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - Aponte os princípios 
que fundamentam a proteção integral da criança 
e do adolescente (artigo 1° da Lei n. 8.069/90). 
Essa doutrina possui correlação com o princípio 
do superior interesse da criança e do 
adolescente, previsto no artigo 1.584 do Código 
Civil? 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - A personalidade 
jurídica consiste no rol de caracteres conferidos a 
toda e qualquer pessoa humana. Dela defluem 
direitos e deveres. Trata-se, em síntese, de um 
valor jurídico que se reconhece nos indivíduos. 
Mais que em qualquer outra seara, a disciplina 
dos direitos da personalidademerece atenção 
especial, tanto no processo de produção 
legislativa, quanto no momento de aplicação da 
norma à situação concreta, mostrando-se eficaz à 
constante evolução tecnológica. Acerca do tema 
posto acima, discorra sobre os direitos da 
personalidade, enfatizando os seguintes 
aspectos: a) características b) técnica legislativa e 
abordagem hermenêutica c) admissibilidade de 
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 31 
restrição voluntária d) proteção jurídica e) 
direitos da personalidade do nascituro. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Pessoa Natural - "X", brasileiro, nascido 
em 07 de dezembro de 1946, residente nesta 
Comarca, desempregado, casado com "Y", foi 
afastado do lar por força de liminar em cautelar 
de separação de corpos expedida em março de 
2006, depois de ter sofrido um distúrbio 
psiquiátrico motivador de graves ameaças e vias 
de fato contra a mulher. Distante dos parentes, 
sem ter a quem recorrer nem aonde ir, passou a 
morar dentro de grandes tubulações deixadas 
por uma concessionária de serviços públicos ao 
lado de uma praça pública neste Município. No 
período de um mês, sob o domínio da moléstia 
mental e sem meios de satisfazer as necessidades 
básicas de higiene e alimentação, passou a 
exercer a mendicância, o que perturbou a 
comunidade local e gerou inúmeras reclamações 
contra a concessionária de serviços públicos 
proprietária das tubulações, cujo administrador 
levou a reclamação à autoridade policial. Em 
razão disto, "X", aparentando demência e contra 
sua própria vontade foi encaminhado a hospital 
psiquiátrico municipal que o mantém internado 
há oito meses, sem que ninguém manifeste 
interesse na sua desinternação. Se levada a 
notícia do ocorrido ao Ministério Público, por 
uma estagiária de serviço social, nesta última 
semana, é possível a adoção de providências pelo 
Promotor de Justiça? 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Prescrição e Decadência - Prescrição e 
decadência. Examine as distinções existentes 
entre ambos os institutos, a partir de seus 
efeitos. Enumere, justificando sucintamente, 3 
(três) relações jurídicas incompatíveis, pela sua 
natureza, com os dois institutos. (Responder em 
até 20 linhas. O que ultrapassar não será 
considerado). 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Prescrição e Decadência - CAIO, 
advogado, toma ciência de que o direito de seu 
cliente TÍCIO restará decadente em três dias, caso 
não proponha ação pertinente. TÍCIO, porém, 
está fora do país e incomunicável. Existe alguma 
medida que CAIO pode tomar para o resguardo 
do direito de TÍCIO? 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Responsabilidade Civil - ͞C͟à ajuizouà
ação de reparação por danos materiais e 
compensação por danos morais, em desfavor de 
͞D͟,àsoďàaàalegaçĆoàdeàƋueàaàpeƌfuƌaçĆoàdeàpoçosà
artesianos pela ré e posterior realização de 
ensaios de bombeamento de água causaram 
rachaduras, trincas, fissuras e o rebaixamento do 
teto do imóvel onde residia a autora, chegando 
ao ponto de se fazer necessária a utilização de 
escoras para evitar o desabamento da residência. 
No decoƌƌeƌàdaàaçĆoàhouǀeàoàfaleĐiŵeŶtoàdeà͞C͟,à
tendo o pólo ativo da ação sido assumido por 
seus sucessores. PERGUNTA-SE: Têm os 
sucessores legitimidade para assumirem o pólo 
ativo da mencionada ação, visando à reparação 
de danos materiais e, principalmente, os danos 
morais, já que se trata de direito personalíssimo? 
Responda de forma fundamentada, de acordo 
com posição da doutrina e jurisprudência do STJ. 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Responsabilidade Civil - João, 
estudante, menor emancipado 
voluntariamente, ao conduzir veículo que lhe foi 
emprestado pelo amigo Platão, maior e capaz, de 
forma imprudente, avançou o sinal, atropelando 
Maria, que veio a óbito. Pedro, filho de Maria, 
ingressou em juízo com ação indenizatória em 
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 32 
face de José, pai de João. Citado, José contestou 
o pedido, alegando ilegitimidade passiva ad 
causam em razão de seu filho ser, a época do 
fato, emancipado, e que o automóvel pertencia 
ao amigo do menor, requerendo ao juiz sua 
exclusão do processo. Vista ao Ministério 
Público para manifestar. Considerando os fatos 
acima, elabore parecer acerca das questões 
ventiladas na inicial e na contestação, 
abordando eventual forma de intervenção de 
terceiros. 
- Resposta: Expectativa de resposta: O(A) 
candidato(a) deveria elaborar um parecer 
considerando a excepcionalidade da regra 
insculpida no art. 928, do Código Civil, bem 
como o enunciado 41 do STJ, que mantém o 
posicionamento anterior da doutrina e da 
jurisprudência, ao afirmar que a única hipótese 
em que poderá haver responsabilidade solidária 
do menor de 18 anos com os seus pais é ter sido 
emancipado por ele próprios, na chamada 
emancipação convencional. Deveria ser 
abordada, ainda, a possibilidade da intervenção 
de terceiros, na modalidade denunciação da 
lide, prevista no artigo 70, inciso III, do CPC, 
ressalvada a possibilidade do juiz não processa-
la, se concluir que a tramitação de duas ações 
em uma só oneraria em demasia uma das 
partes, ferindo os princípios da economia e 
celeridade processual, em vista da 
responsabilidade objetiva do pai para com atos 
do filho e subjetiva do terceiro, que emprestou-
lhe o veículo. 
Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Responsabilidade Civil - Acerca do tema 
responsabilidade civil ambiental discorra sobre 
quais as formas de reparação dos danos 
causados ao meio ambiente, esclarecendo 
inclusive: a) se é possível a cumulação de pedidos 
na ação civil pública destinada a este fim e, 
em caso positivo, quais os pleitos viáveis; b) 
se a obrigação de reparar o passivo ambiental 
transmite-se ou não ao adquirente da área 
degradada; c) se a licitude da atividade que 
causou o dano é causa excludente ou não da 
responsabilidade civil ambiental, justificando a 
resposta. Todas as assertivas deverão conter 
respostas com fundamentação legal. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Responsabilidade Civil - Trata-se de 
ação de indenização por danos materiais e 
morais. A autora propôs a demanda, pois que não 
obstante ingerir regularmente pílulas 
anticoncepcionais produzidas pelo réu, um 
grande laboratório, veio a engravidar e conceber 
uma criança. Apurou-se que o medicamento não 
era apto ao consumo, considerando que se 
tƌataǀaà deà ͞plaĐeďo͟,à iŶefiĐaz,à poƌtaŶto,à aà
impedir a concepção. Restou demonstrado que 
as cartelas do anticoncepcional destinavam-se a 
testes e a empresa ré, por descuido de 
funcionários, acabou por colocar no mercado o 
medicamento, sem o princípio ativo, na época em 
que ocorreu a gravidez. Posicione-se de forma 
fundamentada sobre o méritoda ação. 
DIREITO PENAL 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - EUCLIDES DA 
CUNHA é denunciado como incurso no artigo 33, 
caput, c.c. artigo 40, inciso V, ambos da Lei n. 
ϭϭ.ϯϰϯ⁄ϮϬϬϲ.à “eguŶdoà aà iŶiĐialà acusatória, o 
denunciado foi preso em flagrante por 
transportar em caminhão Mercedes Benz L 1316, 
placas descritas na peça exordial, na Rodovia MS 
Ϯϳϲ,à Kŵà ϭϰϴ,à Ŷaà Đidadeà deà IǀiŶheŵa⁄M“,à ϴ.ϰϭϬà
(oito mil, quatrocentos e dez quilos), disfarçados 
em 186 sacos de aveia. O denunciado confessa 
que foi contratado por terceira pessoa não 
identificada para transportar a droga da cidade 
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 33 
deà áŵaŵďai⁄M“à atĠà “Ćoà Paulo⁄“P.à álĠŵà disso,à
constata-seà Ƌueà oà ŵuŶiĐípioà deà áŵaŵďai⁄M“à
situa-se na chamada microrregião de Dourados 
do Estado de Mato Grosso do Sul, que pertence à 
faixa de fronteira com o Paraguai 
(aproximadamente 50 km). O denunciado é 
primário e não há comprovação de que possui 
maus antecedentes. Pergunta-se: 1) Na hipótese, 
é possível o reconhecimento da majorante 
prevista no inciso V, do artigo 40, da Lei n. 
ϭϭ.ϯϰϯ⁄ϮϬϬϲ?à FuŶdaŵeŶte,à edžpoŶdoà oà
posicionamento dominante do Superior Tribunal 
de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. B) No 
caso em tela, é possível a aplicação da minorante 
prevista no parágrafo 4°, do artigo33, da Lei n. 
ϭϭ.ϯϰϯ⁄ϮϬϬϲ?à à FuŶdaŵeŶte,à edžpliĐaŶdoà à aàà
posição jurisprudencial dominante. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - No dia 22 de 
março de 2010, por volta das 10h50, JOSÉ INÁCIO 
DE SANTANA, na companhia do adolescente 
Marcos Viana (à época dos fatos com 17 anos e 
10 meses de idade), no estacionamento do 
Shopping Campo Grande, na cidade de Campo 
GƌaŶde⁄M“,à ǀeƌifiĐaŶdoà Ƌueà auseŶtesà deà
qualquer vigilância policial, abordaram a vítima 
LARISSA ANZOATEGUI, no momento que 
estacionava seu veículo. Mediante grave ameaça 
e fazendo uso de um revólver de brinquedo, 
subtraíram da vítima a importância de R$ 700,00 
(setecentos reais) em espécie, bem como jóias, 
avaliadas posteriormente em R$ 6.000,00 (seis 
mil reais). Não satisfeitos com a ilicitude, 
constrageram-na a fornecer as senhas dos 
cartões bancários para saques nos caixas 
eletrônicos. Diante de tais, posicionese 
fundamentadamente sobre: A) Há concurso de 
pessoas? B) Há crime continuado? C) Há concurso 
material de crimes? D)Há delito qualificado? 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - ESTABELEÇA A 
DISTINÇÃO ENTRE A NORMA JURÍDICA, A NORMA 
MORAL E A NORMA DE COMPORTAMENTO 
(CONVENÇÃO SOCIAL). 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Fundamentar, 
segundo a teoria objetiva individual, a 
punibilidade da tentativa na legislação brasileira e 
explicar os fundamentos da isenção de pena da 
tentativa inidônea. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Conceito de 
dolo, diferença entre as várias espécies de dolo e 
situações de exclusão do dolo. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Descrever a 
situação justificante e a ação justificada da 
legítima defesa. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Desistência 
voluntária e arrependimento eficaz: definir o 
conceito, indicar a estrutura e descrever as 
teorias sobre exclusão de pena. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Explicar a 
distribuição da responsabilidade penal na co-
autoria, definir a responsabilidade penal pelo 
excesso, indicar as formas de participação e 
descrever as hipóteses de comunicação das 
condições e circunstâncias pessoais. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Indique as 
possíveis consequências jurídico-penais do 
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 34 
consentimento do ofendido e os requisitos para 
que possam ser validamente reconhecidas. 
RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Considerando a 
jurisprudência atual dos Tribunais Superiores (STJ 
e STF) a respeito do tema, responda 
justificadamente: a) Pode a circunstância 
ateŶuaŶteàpƌeǀistaàŶoàaƌt.àϲϱ,à III,à͞d͟,àdoàCſdigoà
Penal ser reconhecida se o agente retratou em 
juízo a confissão feita perante a autoridade 
policial? b) Uma vez reconhecida, pode a 
atenuante da confissão espontânea compensar a 
agravante da reincidência no momento da 
fixação da pena em concreto? RESPOSTA 
OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Moraes e 
Mário convidam Sérgio para subtraírem bens da 
Casa Xavante Ltda., empresa individual de venda 
de armarinhos, situada em Palmitos. Procuram, 
ainda, os amigos comuns Douglas, único entre 
eles que possui veículo, e Luiz, vigia noturno do 
estabelecimento comercial. Acordam, então, 
sempre sob a liderança de Moraes, que a ação se 
dará às 2 (duas) horas da madrugada do feriado 
de 15 de novembro, data em que o proprietário 
do comércio, cuja residência se liga ao 
estabelecimento por uma porta interna, estará 
em viagem com a família, segundo informação 
passada pelo vigia Luiz. Assim, no dia marcado e 
conforme planejado, tão logo Luiz assume suas 
funções de vigia noturno, abandona o trabalho a 
pretexto de súbito mal-estar, deixando, porém, 
uma janela lateral apenas parcialmente trancada. 
Mário e Sérgio, que chegam ao local de taxi, 
rompem a trava remanescente da citada janela, 
ganhando acesso ao interior do comércio. 
Enquanto Mário vai até o escritório, situado nos 
fundos da loja, e ali passa a colocar na bolsa que 
carrega cheques, dinheiro e produtos eletrônicos, 
Sérgio examina uma arma que encontrara 
escondida embaixo da caixa registradora, 
localizada na entrada da loja. Repentinamente, a 
porta que faz ligação com a residência do 
proprietário se abre, as luzes da loja são acesas, e 
ele próprio, que sem dar ciência ao vigia 
antecipara seu regresso, se apresenta. Sérgio, 
surpreendido com a aparição, utilizando-se da 
arma recém encontrada, dispara um tiro que 
atinge o proprietário na cabeça, matando-o 
instantaneamente. Mário, assustado com o 
disparo, abandona a bolsa com os objetos que 
recolhera e sai do escritório em disparada, sendo, 
todavia, detido por uma patrulha policial que 
casualmente passava pelo local. Sérgio rende-se 
aos mesmos policiais depois de alguma 
negociação. Douglas, a quem incumbia o resgate 
dos comparsas, conduzindo seu veículo vai até a 
empresa na hora combinada. Contudo, 
simplesmente passa pelo local ao constatar o 
enorme movimentode policiais e paramédicos. 
Foi preso por outra patrulha policial na Rodovia 
que dá acesso a São Carlos. Moraes, que 
aguardava o desfecho em casa, foi preso depois 
de ter sido delatado pelos demais. Em razão de 
informação anônima recebida no curso da 
investigação, a Autoridade Policial determinou a 
realização de prova pericial e através de pesquisa 
genética, para a surpresa do próprio vigia Luiz, 
comprovou que ele era filho da vítima fatal. 
Diante de tal fato, com os necessários 
comentários: a) indique, para fins de aplicação de 
pena, em qual(ais) tipo(s) penal(ais) e 
circunstância(s) agravante(s) e/ou atenuante(s) 
incide a conduta de cada um dos agentes, e b) 
responda se as circunstâncias objetivas e/ou 
subjetivas relativas aos agentes Mario, Douglas e 
Luiz modificam a situação pessoal ou a dos 
demais agentes. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - A alteração do 
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 35 
complemento da norma penal em branco pode 
gerar a sua retroatividade? Justifique a resposta. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - José da Silva, 
menor de vinte e um anos de idade, foi 
processado perante o Juízo da 23ª Vara Criminal 
do Foro Central da Comarca da Capital, por ter 
infringido o disposto no artigo 184, parágrafo 2º, 
do Código Penal, uma vez que, no dia 23 de 
março de 2.011, por volta das 11h30m, na Av. 
São João, foi surpreendido expondo à venda e 
vendendo, com intuito de lucro, 300 (trezentos) 
videofonogramas (DVDs), de títulos diversos, 
reproduzidos com violação do direito de autor. A 
perícia constatou que os videofonogramas 
apreendidos eram falsos. Durante a instrução, 
foram ouvidos os policiais que participaram da 
diligência, confirmando que o acusado foi 
surpreendido no local vendendo os DVDs 
falsificados. O acusado, por sua vez, confessou a 
prática do crime, alegando que vendia o produto 
falsificado porque diversas outras pessoas o 
faziam e também pelo motivo de estar 
atravessando uma forte crise financeira. Finda a 
instrução, acabou condenado à pena de 02 (dois) 
anos de reclusão, em regime aberto, e ao 
pagamento de 10 (dez) dias-multa, no valor 
mínimo, sendo a pena privativa de liberdade 
substituída por duas restritivas de direitos. 
Inconformado, interpôs, através de seu defensor, 
recurso de apelação onde pleiteia sua absolvição 
sob os seguintes argumentos: a) atipicidade da 
conduta, uma vez que a Lei nº 10.695/03, que 
alterou a redação do dispositivo imputado, teria 
ƌetiƌadoà aà edžpƌessĆoà ͞ǀideofoŶogƌaŵa͟,à
tratando-se de conduta, portanto, não mais 
incriminada; b) aplicação do princípio da 
insignificância, considerando a ínfima lesividade 
ao bem jurídico tutelado; c) aplicação da teoria 
da adequação social. Subsidiariamente, pleiteia a 
redução da pena sob os seguintes argumentos: a) 
observando o princípio da isonomia, sua pena 
não poderia ser superior à cominada ao crime 
previsto no artigo 12, da Lei nº 9.609/98, que 
trata do crime de violação dos direitos de autor 
de programa de computador; b) considerando as 
circunstâncias atenuantes da menoridade e o 
fato de ter confessado a prática do crime, sua 
pena deveria ser fixada aquém do mínimo legal; 
c) como consequência, sua pena privativa de 
liberdade deveria ser substituída pela pena de 
multa. Na qualidade de Promotor de Justiça que 
oficia nos autos, apresente a peça processual 
adequada, analisando todos os argumentos do 
recurso da defesa, ficando dispensada a 
apresentação do relatório. 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: 
Aplicação da Lei Penal - Distinga crime 
continuado de crime único, de crime habitual e 
de reiteração de crimes; aponte os critérios para 
apreciação da continuidade e o valor deles; 
explique em que consistem crimes da mesma 
espécie. 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - Carioca e 
Mineirinho se conheceram na cadeia. Ao 
saírem, planejaram um assalto. Escolhida uma 
residência em Goiânia-GO, armados com faca e 
revólver, renderam os moradores. Durante o 
assalto,apesar dos protestos de Carioca, 
Mineirinho estuprou uma moradora. Quando 
estavam no quintal da casa, colocando os bens 
subtraídos das vítimas no veículo de uma delas, 
foram surpreendidos pela polícia. Houve troca de 
tiros e um vizinho foi atingido por disparo fatal 
efetuado por Mineirinho. Carioca foi preso e 
Mineirinho fugiu com R$ 30,00 (trinta reais) que 
havia subtraído da vítima de estupro. a) - Se for 
o caso, elabore a denúncia, inclusive com a quota 
introdutória, considerando os seguintes dados: 
1.1. Carioca foi identificado como sendo José 
dos Anzóis, brasileiro, solteiro, natural de 
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 36 
Cumari-GO, nascido em 14/04/1992, filho de João 
dos Anzóis e Maria dos Anjos, servente, residente 
na Rua das Travessas nº 123, Jardim da Paz, 
Goiânia-GO. 1.2.usar óculos escuros, bermudão e 
chinelo. 1.3. Mineirinho não foi identificado 
civilmente. Apurou-se, contudo, que ele tem 
aproximadamente 1,70 de altura, cabelos 
castanhos liso, olhos e pele clara, aparentando 18 
anos de idade, com um brinco na orelha 
esquerda e gosta de Além da vítima de estupro, 
Clara da Silva (13 anos de idade), estavam na 
residência mais três vítimas: Antônio da Silva, 
Joaquim da Silva e Manoel da Silva. 1.4. Durante 
o estupro, que consistiu em conjunção carnal, 
Antônio tentou reagir, mas foi contido por 
Carioca que estava armado com uma faca. 1.5. O 
vizinho atingido pelo disparo fatal foi identificado 
como Jorge de Deus, maior de 14 anos, mas débil 
mental. Estava na porta da sua residência, 
quando a bala disparada por Mineirinho 
ricocheteou no asfalto e lhe atingiu a cabeça, 
causando imediatamente a sua morte. 1.6. Data 
do fato: 14/04/2010. Local: Ruas das Lágrimas nº 
1010, Setor da Alegria, Goiânia-GO.b) - Não 
sendo caso de denúncia, elabore a promoção de 
arquivamento devidamente fundamentada. 
- Resposta: É caso de denúncia. A denúncia é 
uma peça de acusação e não de argumentação. 
Logo, análise de prova ou citação de doutrina e 
jurisprudência são impertinentes. O CPP (art. 41) 
determina, sob pena de inépcia, que a denúncia 
conterá a exposição do fato criminoso, com 
todas as suas circunstâncias, a qualificação do 
acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa 
identificá-lo, a classificação do crime e, 
quando necessário, o rol das testemunhas. Na 
questão prática, Mineirinho não foi identificado 
civilmente e não se apurou esclarecimentos para 
sua identificação. Carioca deve ser denunciado 
por latrocínio consumado em concurso 
material com estupro de vulnerável. O 
latrocínio se consumou com a morte de Jorge de 
Deus. A participação no estupro ficou 
evidenciada quando impediu a reação de 
Antônio. Na quota introdutória, cabe diligência 
em relação a Mineirinho (sua identificação e 
localização), mas não cabe promoção para a sua 
prisão preventiva. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010- Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - Disserte 
sobre a tentativa, abordando, necessariamente, 
os seguintes tópicos: a) subsunção/natureza 
jurídica do conatus; b) natureza jurídica da 
tentativa abandonada e da tentativa qualificada; 
c) delito de alucinação e tentativa inidônea; d) 
intervenção predisposta da autoridade e crime de 
ensaio. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - J. S. trabalhava 
na Prefeitura Municipal de Palhoça. Para 
conceder alvarás de funcionamento de 
estabelecimentos comerciais, prevalecendo-se da 
função que exercia, J. S. impunha o pagamento 
para si do valor de R$500,00. Inúmeras pessoas, 
durante vários meses consecutivos, a partir de 
27/10/2009, efetuaram o pagamento do valor em 
dinheiro, entregando-o pessoalmente ao referido 
agente. Alguns efetuaram o pagamento em 
cheque. Como não sabia o que fazer com os 
cheques, para não ser descoberto, J. S. resolveu 
montar, em sociedade com seu cunhado M. M., 
uma empresa, denominada SUCESSO LTDA, do 
ramo de compra e venda de sucata, a qual foi 
constituída formalmente em 19/11/2009, através 
da inscrição do contrato social na Junta Comercial 
do Estado de Santa Catarina. Efetivamente a 
empresa não funcionava, pois não possuía 
empregados, não tinha sede física real, sequer 
desenvolvia a atividade comercial apregoada no 
contrato social. Dando continuidade ao seu 
intento, J. S. promoveu em 20/12/2009, a 
abertura de uma conta bancária em nome da 
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 37 
SUCESSO LTDA, passando a depositar 
rotineiramente os cheques que recebia como 
pagamento da atividade ilícita na conta bancária 
da empresa SUCESSO LTDA. Pretendendo 
respaldar a movimentação bancária da empresa 
SUCESSO LTDA, J. S. contratou em 03/01/2010, 
M.à “.à paƌaà fazeƌà aà ͞aƌteà gƌĄfiĐa͟à deà uŵaà Ŷotaà
fisĐalà ͞fƌia͟,à apƌoǀeitaŶdo-se do nome, inscrição 
estadual e CNPJ verdadeiros da empresa 
PANAMERICANO LTDA (sem que os sócios desta 
soubessem, sequer desconfiassem), sediada em 
Joinville/SC. Para tanto, como se tratava de um 
negócio ilícito que geraria riscos, M. S. cobrou o 
montante de R$1.000,00, que foi pago por J. S. 
através de dois cheques de terceiros que havia 
recebido como pagamento da atividade ilícita 
que desempenhava. Após, em 20/01/2010, J. S. 
contratou, sem AIDF, a impressão de um bloco de 
Ŷotasà ͞fƌias͟à Ŷaà G‘ãFICáà P‘OPINá,à deà
propriedade de R. T., o qual relutou em executar 
o serviço, mas resolveu fazê-lo, por conta do 
preço alto cobrado e aceito, totalizando a 
importância de R$5.000,00, também pago com 
cheques oriundos do proveito ilícito que recebia. 
Para acobertar o volume financeiro da conta 
bancária da empresa SUCESSO LTDA, J. S. 
contratou, em 19/02/2010, V. F. como secretária, 
atribuindo-lhe a função de controlar a 
movimentação bancária mensal e a obrigação de 
preencher vários documentos administrativos, 
deŶtƌeà osà Ƌuaisà asà ͞Ŷotasà fƌias͟à Ŷoà ǀaloƌà
correspondente aos depósitos efetuados(os quais 
eram repassados através de uma planilha), 
visando aquele fazer crer que os recursos que 
aportavam na conta bancária (depósitos de 
cheques) eram oriundos da atividade comercial 
da empresa SUCESSO LTDA com seus 
clientes/fornecedores. a) Descreva e indique 
fundamentadamente o(s) tipo(s) penal(is) 
praticado(s) pelas pessoas acima arroladas, 
exercitando a subsunção e promovendo a 
individualização da(s) conduta(s) (considerando 
inclusive circunstâncias agravantes, atenuantes, 
causas de aumento ou diminuição de pena, se for 
o caso). b) Analisando-se individualmente o(s) 
tipo(s) penal(is) arrolado(s) no item anterior, 
abstraindo-se eventual aplicação da regra de 
concurso de crimes, questiona-se: - é possível no 
caso a aplicação dos benefícios previstos na Lei n. 
9.099/95? Fundamente sua resposta, indicando o 
dispositivo legal. c) Qual(is) medida(s) 
processual(is) você adotaria se, como Promotor 
de Justiça, recebesse um inquérito policial que 
tratasse dos fatos acima narrados? Considere que 
todos os fatos estivessem provados nos autos. d) 
Levando em conta o item anterior, imagine 
hipoteticamente que durante o processo restou 
evidenciado que J. S., na qualidade de servidor 
público, não teria sido notificado para responder 
por escrito, em 15 dias, na forma preconizada 
pela Lei processual. Por tal razão, seu defensor 
argüiu a nulidade do feito. O processo veio com 
vista para você, como membro do Ministério 
Público. Apresente seu posicionamento, 
fundamentadamente, levando em conta a 
qualificação e a observação abaixo arroladas. 
Qualificação: - J.S., brasileiro, casado, servidor 
público municipal, nascido em 19/10/1990, 
residente na rua B., n. 13, bairro C., 
Florianópolis/SC; - M. M., brasileiro, solteiro, 
estudante, nascido em 20/12/1991, residente na 
rua A.L., n. 231, bairro C., Florianópolis/SC; - M. 
S., brasileiro, divorciado, designer, nascido em 
11/05/1989, residente na rua H. B., s/n, bairro P. 
B., Palhoça/SC; - R. T., brasileiro, casado, 
empresário, nascido em 25/10/1991, residente 
na rua A. B., n. 222, ap. 903, bl. M., bairro E., 
Florianópolis/SC; - V. F., brasileira, casada, 
secretária terceirizada contratada, nascida em 
20/11/90, residente na rua A.L., s/n, bairro I., São 
José/SC. Observação: AIDF é Autorização de 
Impressão de Documento Fiscais, a ser concedida 
pela Secretaria de Estado da Fazenda sempre que 
o contribuinte queira confeccionar e gerar a 
impressão de blocos de notas fiscais. 
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 38 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - No que se 
refere ao tempo e ao lugar do crime, quais as 
teorias adotadas pelo Código Penal? Explique. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Em relação ao 
arrependimento posterior, previsto no Código 
Penal, quais são os seus requisitos e sua natureza 
jurídica? 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 
- Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - AUTO DE 
PRISAO EM FLAGRANTE N2 233/2009 - 
Ocorrência Policial n2 8.604/2009 - 21h56min do 
dia 01 de junho do ano de dois mil e nove (2009), 
no RIACHO FUNDO, e na sede da 294 Delegacia 
de Policia, onde se achava presente o Dr. Bahuan 
da Silva, Delegado de Policia, respectivo e 
comigo, Maia Pereira, Escrivã de Policia adiante 
assinado, compareceu o condutor: Raje Duarte 
das Índias, de nacionalidade brasileira, nascido 
aos 11 de abril de 1967, filho de Paja Duarte das 
Índias e Morféia Assíria das Índias, com as 
profissão de militar, matricula n2. 45.898-7, 
lotado na 192 CPMind, . Aos costumes disse 
nada. Prestado o compromisso legal de dizer a 
verdade, sem impedimento, inquirido pela 
Autoridade Policial, RESPONDEU QUE foi 
acionado pelo Cidade a fim de comparecer na QE 
32, conjunto 44, Riacho Fundo II, pois havia 
noticia de disparos de arma de fogo no local. Que 
IS chegando viram um aglomeração de pessoas, 
as quais informaram que havia uma vitima dos 
disparos e que esta já havia sido socorrida ao 
Hospital de Samambaia e que o autorjá tinha 
empreendido fuga, mas populares haviam saído 
em seu encalço. Que realmente na quadra 
seguinte se depararam com terceiros já 
imobilizando o autor. Que o irmão da esposa do 
acusado Tolai Barbacena, entregou a arma 
utilizada no crime ao depoente, tratando-se de 
um revolver calibre 38, com numeração raspada, 
que neste instante a entregue a autoridade 
policial. Que foi feita revista pessoal na pessoa 
identificada como BARRADAS DRACONE LOPES e 
foi encontrado o coldre da arma em sua cintura; 
questionado pelo depoente a respeito do delito 
este confessou ser o autor, mas não esclareceu 
os motivos que o levaram a cometer tal ato; que 
o conduzido recebeu voz de prisão e em seguida 
todos se dirigiram a esta delegacia Para adoção 
das providencias pertinentes ao caso. Nada mais 
disse e nem foi perguntado. Em seguida 
determinou a Autoridade Policial que fosse 
encerrado o presente, que segue devidamente 
assinado, passando a qualificar e inquirir a 
PRIMEIRA TESTEMUNHA: BEHIND COSTA 
DUARTE, autoridade policial condutor escrivã. 
PRIMEIRA TESTEMUNHA: BEHIND COSTA 
DUARTE, brasileiro, solteiro, natural de Porto 
Nacional - TO, nascido aos 05 de maio de 1978, 
filho de Behindao Costa Duarte e Mejana Tulipa 
Duarte, com Pedroca resolve praticar um crime 
de furto, chamando para tanto a pessoa de 
Carlão para auxiliá-lo na empreita. Estando assim 
combinados, planejaram furtar um supermercado 
na cidade de Vicente Pires-DF, durante o final de 
semana. No dia combinado conseguiram uma 
carona de Sido, que os levou ate o local, sendo 
que este não permaneceu com os ladrões, 
seguindo rumo a cidade de Cinelândia. Após 
praticarem a sua ação, subtraindo uma grande 
quantidade de mercadorias, Pedroca e Carlão 
dirigiram-se, de taxi, a cidade de Santo Antonio 
Descoberto-GO, onde vieram a guardar os 
objetos, produto do crime, na casa de Ana Maria, 
namorada de Pedroca. Tipifique as condutas 
praticadas considerando as seguintes hipóteses: 
a) os agentes que colaboraram, no caso, Sido e 
Ana Maria, sabiam previamente da intenção dos 
autores. Justifique. b) os agentes que 
colaboraram não sabiam previamente da 
intenção dos autores. Justifique. 
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Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 
- Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Ao final da 
instrução, o Promotor de Justiça com atribuição 
se convence de que a receptação praticada pelo 
agente a dolosa, enquanto a denuncia descreveu 
e tipificou a conduta como receptação culposa. 
Qual o procedimento a ser adotado pelo Membro 
do Ministério Publico? Fundamente e justifique 
sua resposta. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 
- Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Quais as 
diferenças verificadas na reforma da parte geral 
do Código Penal, ocorrida em 1984, quando 
abandonou as institutos do erro de fato e erro de 
direito, adotando, então, o erro de tipo e de 
proibição? Justifique e fundamentos sua 
resposta. 
Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - Disserte sobre 
o sistema de aplicação da pena conforme 
previsto no Código Penal. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - Disserte sobre 
a teoria do domínio do fato e suam complicações 
sobre a chamada autoria de escritório (Roteiro a 
ser seguido, de abordagem obrigatória) 1. 
Introdução ao tema concurso de pessoas. 
Modalidades 2. Conceito restritivo de autor 3. 
Conceito extensivo de autor 4. Teoria do domínio 
do fato 5. Domínio funcional sobre o fato 6. Co-
autoria 7. Autoria direta e indireta 8. Autoria 
por convicção 9. Autoria de escritório 10. 
Implicações da teoria do domínio do fato sobre a 
autoria de escritório 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - Conceitue o 
chamado dolo subsequente, explicando a 
repercussão prática. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - O que significa 
tipo complexo? 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - Giovani 
contrata Celso para matar João. Celso, no escopo 
de cumprir o acordo feito com Giovani, atira, 
animus necandi, contra João, mas, tendo atingido 
o braço da vítima, com o primeiro e único tiro, 
desiste de dar prosseguimento aos atos 
executórios, embora ainda dispusesse de 
munição, restando a vítima lesionada. Pergunta-
se: a) qual(is) a(s) situação(ões) jurídico-penal de 
Giovani em face dos entendimentos doutrinários 
acerca da hipótese? b) quais os fundamentos 
doutrinários de tais soluções? 
- Resposta: a) há duas correntes doutrinárias 
que procuram solucionar o caso: para um setor 
doutrinário, Giovani é beneficiado em face da 
desistência voluntária, ao passo que para outro 
o instituto não o beneficia.. b) ) fundamentos: 
para o setor doutrinário que entende deva ser 
Giovani beneficiado nos termos da desistência 
voluntária, o fundamento encontra-se no fato de 
as causas (tanto o arrependimento eficaz quanto 
aà desistġŶĐiaà voluŶtĄƌiaͿà seƌeŵà deà ͞ĐaƌĄteƌà
misto (subjetivo-objetivo), são comunicáveis, 
ficando todos os concorrentes isentos de pena a 
título de tentativa (ressalvada a punibilidade 
pelos atosààjĄààpƌatiĐadosͿ͟à;HUNGRIá,ààNelsoŶ.à
Comentários ao Código Penal. 5ª ed, Rio de 
Janeiro: Forense, 1978, v. I, t. II, p. 435). O 
entendimento doutrinário que entende que o 
benefício legal deva ficar restrito ao executor 
material é posto nos seguintes termos: 
͞Teŵos,à poƌĠŵ,à Ƌueà à á,à diveƌsaŵeŶte,à deveà
responder por crime tentado, não podendo ser 
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 40 
beneficiado pela desistência/arrependimento, 
por duas razões: 1) porque, embora iniciada a 
execução, o crime não se consumou por 
circunstância alheia à sua vontade (desistência 
de B); 2) porque a desistência é uma 
circunstância pessoal que diz respeito 
exclusivamente à pessoa do desistente (B), não 
podendo alcançar pessoa estranha à própria 
ação͟à ;QUEIRO),à Paulo.à Diƌeitoà PeŶalà - Parte 
Geral. 5ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009, 
p. 257). 
 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Aplicação da Lei Penal - Em matéria de 
descriminantes putativas, indique e descreva, de 
forma sintética, as duas principais teorias. Qual a 
adotada pelo Código Penal brasileiro e quais são 
as consequências jurídicas em razão da assunção 
da adoção da teoria em questão? 
- Resposta: Além das teorias do dolo, hoje 
plenamente superadas, disputam preferência as 
teorias da culpabilidade, subdividida em estrita 
e em limitada. São essas as duas principais 
teorias. Para a teoria estrita da culpabilidade, o 
erro sobre as causas de justificação é sempre 
erro de proibição. (PRADO, Luiz Régis. Curso de 
Direito Penal Brasileiro - Parte Geral. 8ª ed. São 
Paulo: RT, 2008, p. 385). Para a teoria limitada 
daculpabilidade, o erro sobre as causas de 
justificação poderá equiparar-se ao erro de tipo, 
quando versar sobre pressupostos fáticos ou 
constituirá erro de proibição indireto, quando 
versar sobre a existência ou sobre os limites de 
uma causa de justificação (PRADO, Luiz Régis. 
Curso de Direito Penal Brasileiro - Parte Geral. 8ª 
ed. São Paulo: RT, 2008, p. 386). Por fim, a teoria 
adotada pelo CP foi a limitada da culpabilidade, 
consoante se observa do item 17 da Exposição 
de Motivos na Nova Parte Geral. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Estabeleça as 
diferenças entre as circunstâncias judiciais, as 
qualificadoras, as agravantes e atenuantes e as 
causas de aumento e de diminuição, indicando 
em que momentos da aplicação da pena devem 
ser consideradas e os critérios para a respectiva 
dosagem. 
Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - 
Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Disserte sobre 
o crime continuado, abordando os seguintes 
aspectos: Conceito. Natureza jurídica. Teorias. 
Espécies. Requisitos. Dosimetria da pena. Crime 
continuado e habitualidade delitiva. 
Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - 
Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Discorra sobre 
os seguintes tipos penais: 1- Primeiro tipo: Artigo 
121, § 2°, V, do Código Penal. Abordando: 
Conceito-Hipóteses de Conexões. O concurso 
de crimes previsto no tipo e a sua 
conceituação. 2- Segundo tipo: Artigo 157, § 3° 
(2ª parte), do Código Penal. Abordando: 
Conceito-Aspectos do resultado morte - 
Multiplicidade de vítimas - Hipóteses possíveis do 
crime - Aplicação do art. 9° da Lei 8.072/90 
Ministério Público Estadual - MPE-AM - Ano: 
2008 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Estabeleça, em 
texto dissertativo, a diferença entre normas 
justificantes e normas permissivas, citando 
exemplos de cada uma delas. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - Conflito 
aparente de normas penais - a) Conceito; b) 
Princípios propostos para a solução do conflito 
aparente de normas; c) A absorção no crime 
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 41 
complexo, crime progressivo e na progressão 
criminosa; ante factum e post factum impuníveis. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - DISSERTAÇÃO: 
Crime continuado- a ) Conceito, natureza e 
requisitos; b ) Crimes da mesma espécie. A 
continuação em crimes que atingem bens 
personalíssimos de vítimas diversas; c ) 
Continuidade delitiva e reiteração criminosa; d ) 
Aspectos específicos : I ) a lei nova, mais grave e 
que entra em vigor no curso da continuidade 
delitiva; II ) prazo da prescrição retroativa e 
intercorrente quando reconhecido crime 
continuado na sentença condenatória. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Lei Penal - PEÇA PRÁTICA - 
1) José Antonio Arcanjo, no dia 3 de abril de 
2004, por volta das 21:00 horas, na rua Rocha, 
defronte ao nº 64, num só contexto de fato, 
subtraiu, para si, mediante grave ameaça 
exercida com emprego de arma de fogo, um 
veículo, um telefone móvel e a quantia de R$ 
200,00 (duzentos reais) pertencentes a Leopoldo 
Paes e uma pulseira de ouro de propriedade de 
Dirce Mota. Segundo se apurou, José Antonio 
aproximou-se das vítimas, que se encontravam 
no interior do carro, e mediante grave ameaça 
exercida com o emprego de um revólver 
determinou que elas descessem do veículo. Antes 
de nele ingressar, José Antonio subtraiu de 
Eduardo o telefone móvel e a quantia de R$ 
200,00 (duzentos reais) e de Dirce a pulseira. 
Assim que o meliante empreendeu fuga, as 
vítimas, de um telefone público, comunicaram os 
fatos à polícia. Logo após, policiais militares 
lograram efetuar a prisão de José Antonio no 
interior do veículo, apreendendo-se também os 
demais objetos subtraídos. A arma não foi 
localizada. 2) Foi denunciado perante a 3ª Vara 
Criminal da Comarca de Campinas como incurso 
no artigo 157, parágrafo 2º, inciso I, combinado 
com o artigo 69, caput, ambos do Código Penal. 
3) Na polícia, José Antonio quedou-se silente e 
em Juízo negou a prática do crime dizendo que 
na data do fato estava trabalhando em Rio Claro. 
As vítimas, nas duas fases do procedimento, 
reconheceram-no e asseveraram que o crime foi 
praticado com o emprego de arma de fogo. Os 
policiais confirmaram a prisão do acusado e a 
apreensão do produto da subtração. 4) Após o 
término da instrução, a ação penal foi julgada 
integralmente procedente condenando-se José 
Antonio Arcanjo nos exatos termos da denúncia à 
pena de dez anos e oito meses de reclusão, em 
regime inicial fechado, e ao pagamento de vinte e 
seis dias-multa, no piso mínimo. 5) Inconformado 
com a r. sentença, apela à Superior Instância 
pleiteando a absolvição, alegando ser as 
declarações das vítimas, por si só, insuficientes 
para a prolação do édito condenatório. 
Subsidiariamente, pugna pela desclassificação 
para o crime tentado, sob o argumento de que 
não teve a posse mansa e pacífica do produto da 
subtração. Pretende, também, o afastamento da 
causa de aumento de pena pelo emprego de 
arma, uma vez que o revólver não foi apreendido. 
Pleiteia, ainda, o não reconhecimento do 
concurso material, já que os crimes foram 
praticados mediante uma só ação. Finalmente, 
pugna pela fixação do regime semi-aberto por ser 
primário e ostentar bons antecedentes. 6) Agora, 
no exercício de suas atribuições, em substituição 
ao representante ministerial que ofereceu a 
denúncia e tomou ciência da decisão, apresentar 
as contra-razões de apelação. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Aplicação da Pena - Considerando as 
regras legais relativas à aplicação da pena, 
responda as questões abaixo, justificando a 
resposta: a) na segunda fase da dosimetria, ante 
a ausência de agravantes e o reconhecimento de 
atenuante, é possível fixar a pena abaixo do 
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 42 
mínimo previsto no preceito secundário do tipo? 
b) constando condenações por crimes anteriores, 
com trânsito em julgado em data anterior ao fato 
sob julgamento, pode ser deixado de majorar a 
pena pela reincidência por considerar tratar-se de 
bis in idem vedado constitucionalmente? c) na 
causa de aumento da pena pelo crime 
continuado, considerado o mínimo e máximo 
previsto, como será graduada a majoração a ser 
aplicada à pena? d) na condenação por roubo, 
com reconhecimento da reincidência e a pena 
fixada em 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de 
reclusão, pode ser fixado o regime semi-aberto 
como inicial para o cumprimento? 
- Resposta:à Iteŵà ͞a͟à ;Ϭ,ϰà poŶtosͿà - 1. Resposta 
negativa ao enunciado 0,10 - 2. Referência à 
Súmula 231 do STJ 0,10 - 3. Adequação técnica, 
conteúdo jurídico, sistematização lógica e nível 
de persuasão - 0,20 - Iteŵà͞ď͟à ;Ϭ,ϰàpoŶtosͿà - 1. 
Resposta negativa ao enunciado 0,20 - 2.Adequação técnica, conteúdo jurídico, 
sistematização lógica e nível de persuasão - 0,20 
- Iteŵà ͞Đ͟à ;Ϭ,ϰà poŶtosͿà - 1. Referência a 
proporcionalidade ao número de delitos 0,20 - 2. 
Adequação técnica, conteúdo jurídico, 
sistematização lógica e nível de persuasão - 0,20 
- Iteŵà͞d͟à;Ϭ,ϯàpoŶtosͿà- 1. Resposta negativa ao 
enunciado 0,10 - 2. Adequação técnica, 
conteúdo jurídico, sistematização lógica e nível 
de persuasão - 0,20. 
Ministério Público Estadual - MPE-MT - Ano: 
2012 - Banca: UFMT - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Alfredo, acometido de doença 
mental consistente em esquizofrenia, mas 
devidamente medicado e sem que haja, dessa 
forma, ruptura cognitiva com a realidade ou 
qualquer deficiência volitiva, discute com seu 
vizinho por conta de diferenças futebolísticas e 
dá-lhe uma surra, causando-lhe lesões graves. 
Discorra sobre a situação jurídico-penal de 
Alfredo, o fundamento jurídico e as 
consequências jurídicas para o fato praticado por 
Alfredo. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - J. S. trabalhava na Prefeitura 
Municipal de Palhoça. Para conceder alvarás de 
funcionamento de estabelecimentos comerciais, 
prevalecendo-se da função que exercia, J. S. 
impunha o pagamento para si do valor de 
R$500,00. Inúmeras pessoas, durante vários 
meses consecutivos, a partir de 27/10/2009, 
efetuaram o pagamento do valor em dinheiro, 
entregando-o pessoalmente ao referido agente. 
Alguns efetuaram o pagamento em cheque. 
Como não sabia o que fazer com os cheques, para 
não ser descoberto, J. S. resolveu montar, em 
sociedade com seu cunhado M. M., uma 
empresa, denominada SUCESSO LTDA, do ramo 
de compra e venda de sucata, a qual foi 
constituída formalmente em 19/11/2009, através 
da inscrição do contrato social na Junta Comercial 
do Estado de Santa Catarina. Efetivamente a 
empresa não funcionava, pois não possuía 
empregados, não tinha sede física real, sequer 
desenvolvia a atividade comercial apregoada no 
contrato social. Dando continuidade ao seu 
intento, J. S. promoveu em 20/12/2009, a 
abertura de uma conta bancária em nome da 
SUCESSO LTDA, passando a depositar 
rotineiramente os cheques que recebia como 
pagamento da atividade ilícita na conta bancária 
da empresa SUCESSO LTDA. Pretendendo 
respaldar a movimentação bancária da empresa 
SUCESSO LTDA, J. S. contratou em 03/01/2010, 
M.à “.à paƌaà fazeƌà aà ͞aƌteà gƌĄfiĐa͟à deà uŵaà Ŷotaà
fisĐalà ͞fƌia͟,à apƌoǀeitaŶdo-se do nome, inscrição 
estadual e CNPJ verdadeiros da empresa 
PANAMERICANO LTDA (sem que os sócios desta 
soubessem, sequer desconfiassem), sediada em 
Joinville/SC. Para tanto, como se tratava de um 
negócio ilícito que geraria riscos, M. S. cobrou o 
montante de R$1.000,00, que foi pago por J. S. 
através de dois cheques de terceiros que havia 
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 43 
recebido como pagamento da atividade ilícita 
que desempenhava. Após, em 20/01/2010, J. S. 
contratou, sem AIDF, a impressão de um bloco de 
Ŷotasà ͞fƌias͟à Ŷaà G‘ãFICáà P‘OPINá,à deà
propriedade de R. T., o qual relutou em executar 
o serviço, mas resolveu fazê-lo, por conta do 
preço alto cobrado e aceito, totalizando a 
importância de R$5.000,00, também pago com 
cheques oriundos do proveito ilícito que recebia. 
Para acobertar o volume financeiro da conta 
bancária da empresa SUCESSO LTDA, J. S. 
contratou, em 19/02/2010, V. F. como secretária, 
atribuindo-lhe a função de controlar a 
movimentação bancária mensal e a obrigação de 
preencher vários documentos administrativos, 
deŶtƌeà osà Ƌuaisà asà ͞Ŷotasà fƌias͟à Ŷoà ǀaloƌà
correspondente aos depósitos efetuados(os quais 
eram repassados através de uma planilha), 
visando aquele fazer crer que os recursos que 
aportavam na conta bancária (depósitos de 
cheques) eram oriundos da atividade comercial 
da empresa SUCESSO LTDA com seus 
clientes/fornecedores. a) Descreva e indique 
fundamentadamente o(s) tipo(s) penal(is) 
praticado(s) pelas pessoas acima arroladas, 
exercitando a subsunção e promovendo a 
individualização da(s) conduta(s) (considerando 
inclusive circunstâncias agravantes, atenuantes, 
causas de aumento ou diminuição de pena, se for 
o caso). b) Analisando-se individualmente o(s) 
tipo(s) penal(is) arrolado(s) no item anterior, 
abstraindo-se eventual aplicação da regra de 
concurso de crimes, questiona-se: - é possível no 
caso a aplicação dos benefícios previstos na Lei n. 
9.099/95? Fundamente sua resposta, indicando o 
dispositivo legal. c) Qual(is) medida(s) 
processual(is) você adotaria se, como Promotor 
de Justiça, recebesse um inquérito policial que 
tratasse dos fatos acima narrados? Considere que 
todos os fatos estivessem provados nos autos. d) 
Levando em conta o item anterior, imagine 
hipoteticamente que durante o processo restou 
evidenciado que J. S., na qualidade de servidor 
público, não teria sido notificado para responder 
por escrito, em 15 dias, na forma preconizada 
pela Lei processual. Por tal razão, seu defensor 
argüiu a nulidade do feito. O processo veio com 
vista para você, como membro do Ministério 
Público. Apresente seu posicionamento, 
fundamentadamente, levando em conta a 
qualificação e a observação abaixo arroladas. 
Qualificação: - J.S., brasileiro, casado, servidor 
público municipal, nascido em 19/10/1990, 
residente na rua B., n. 13, bairro C., 
Florianópolis/SC; - M. M., brasileiro, solteiro, 
estudante, nascido em 20/12/1991, residente na 
rua A.L., n. 231, bairro C., Florianópolis/SC; - M. 
S., brasileiro, divorciado, designer, nascido em 
11/05/1989, residente na rua H. B., s/n, bairro P. 
B., Palhoça/SC; - R. T., brasileiro, casado, 
empresário, nascido em 25/10/1991, residente 
na rua A. B., n. 222, ap. 903, bl. M., bairro E., 
Florianópolis/SC; - V. F., brasileira, casada, 
secretária terceirizada contratada, nascida em 
20/11/90, residente na rua A.L., s/n, bairro I., São 
José/SC. Observação: AIDF é Autorização de 
Impressão de Documento Fiscais, a ser concedida 
pela Secretaria de Estado da Fazenda sempre que 
o contribuinte queira confeccionar e gerar a 
impressão de blocos de notas fiscais. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 
- Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Examine o enunciado abaixo, 
representativo de extrato de sentença penal 
ĐoŶdeŶatſƌiaà fiĐtíĐiaà ;Valoƌ:à ϰϬà poŶtosͿ:à ͞Oà
Ministério Público ofereceu denúncia perante o 
2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar 
contra a Mulher da Circunscrição Judiciária de 
Brasília/DF, imputando-lhe a prática, por 
reiteradas oportunidades, entre janeiro de 2010 
e março de 2011, de crimes de estupro de 
vulnerável e corrupção de menores, pois, sempre 
no interior da residência comum, teria mantido 
conjunção carnal e praticado sexo anal e oral com 
as adolescentes C.G.M. e M.A.G.M., inicialmente 
com 12 e 15 anos, respectivamente, ambas filhas 
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 44 
de sua companheira e convivente. O acusado, em 
todas aquelas oportunidades, fornecia a 
substância entorpecente conhecida como cocaína 
às adolescentes, com quem se drogava nos 
momentos que antecediam às práticas 
criminosas, valendo se da alteração psicofísica 
das adolescentes para realizar, em cada uma das 
investidas, os aludidosatos sexuais. A ação penal 
tramitou regularmente, observando-se os 
princípios da ampla defesa, do contraditório e do 
devido processo legal, autorizando a inquirição 
das testemunhas arroladas pelas partes e o 
interrogatório do acusado, além da juntada dos 
documentos pertinentes, merecendo destaque os 
laudos de exame de corpo de delito – conjunção 
carnal e ato libidinoso, ambos positivos. A 
sentença penal acolheu a imputação, afirmando, 
em relação à prova, que os laudos periciais 
apontavam para sinais dos atos libidinosos e que 
os depoimentos colhidos autorizaram a convicção 
de que o acusado oferecia droga às adolescentes 
para consumo conjunto, preordenando seu 
intento à redução da capacidade de resistência e 
valendo-se dessa circunstância para a realização 
dos atos sexuais. A prova também autorizou 
concluir que o réu, após a prática das relações, as 
constrangia, mediante ameaças de morte, para 
que nada dissessem à sua genitora. Por tais 
motivos, restou isolada a versão do acusado, 
segundo a qual somente mantivera relações 
sexuais com a adolescente M.A.G.M., por apenas 
duas vezes e sempre de forma consentida, pois 
era a adolescente quem o procurava e o 
assediava, sendo que somente realizou os atos 
sexuais porque estava drogado. Assim, julgou-se 
procedente a pretensão punitiva estatal deduzida 
na peça acusatória para condenar F.B.C. às penas 
do artigo 217-A do Código Penal Brasileiro e do 
artigo 244-B da Lei nº 8.069/90. Afirmou-se, para 
oportuna consideração quando da fixação das 
penas, que o crime do artigo 217-A é de 
conteúdo misto cumulativo, a exigir o 
reconhecimento do concurso material de 
infrações penais em relação à conjunção carnal e 
à relação anal, as quais se verificaram em cada 
uma das investidas do réu, como comprovado 
pela prova colhida. Também se destacou que, 
sendo mais de uma vítima, haveria uma série 
criminosa para cada uma delas. Assim, aplicou-se 
a norma do artigo 71 do Código Penal por 
reconhecimento da continuidade delitiva em face 
da cada adolescente. Todavia, sendo duas as 
vítimas, ao final considerou-se que as duas séries 
deveriam ser somadas, por incidência da norma 
que regula o concurso material de infrações 
penais. Individualizadas as reprimendas, anotou-
se, em relação à pena-base, a necessidade de sua 
elevação em face da constatação da condenação 
do acusado, com trânsito em julgado em maio de 
2009, pela prática de homicídio culposo, além de 
verificar-se, por tal motivo, ser a sua 
personalidade nitidamente corrompida. A pena-
base ainda foi aumentada com base nas 
consequências do delito, pois atingida 
frontalmente a dignidade sexual das vítimas. Na 
segunda fase, a pena foi agravada em um ano por 
força da reincidência, a teor da anotação penal já 
referida, e por incidência da norma do artigo 61, 
iŶĐisoà II,à letƌaà ͞f͟.à Nessaà etapa,à aà peŶaà taŵďĠŵà
foi atenuada em três meses, vez que 
demonstrada a menoridade do acusado. Na 
aplicação da norma do artigo 71 do Código Penal, 
e tendo em vista o fato de que os delitos se 
verificaram por dezenas de vezes ao longo do 
período indicado na denúncia, foi elevada a pena 
na fração máxima de 2/3 (dois terços) em relação 
aos crimes praticados em desfavor de cada 
ofendida. Na mesma etapa, as penas foram 
aumentadas de metade, por força do artigo 226, 
inciso II, do Código Penal. Por fim, reconheceu-se 
o concurso formal imperfeito de infrações entre 
os crimes sexuais e de corrupção de menores. 
Fixou-se o regime prisional fechado, negando-se 
ao condenado a substituição da pena privativa de 
liberdade por pena restritiva de direitos, bem 
como a suspensão condicional da pena. Com a 
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 45 
condenação, decretou-se a prisão preventiva do 
acusado, argumentando-se com a quantidade de 
pena e a gravidade do crime de estupro de 
ǀulŶeƌĄǀel.͟à Ϯ.à áà Pƌoŵotoƌiaà deà Justiçaà toŵouà
ciência da decisão condenatória e interpôs o 
recurso cabível, com apresentação das 
respectivas razões. O acusado foi intimado da 
sentença condenatória e declarou não ter 
interesse em recorrer. O advogado, integrante do 
núcleo de prática jurídica de faculdade de direito, 
responsável pela defesa técnica do acusado, foi 
intimado no dia 15 de agosto de 2011, segunda-
feira, e interpôs apelação no dia 25 do mesmo 
mês, apresentando as seguintes teses: a. Os 
crimes narrados somente se processariam 
mediante a representação das ofendidas ou de 
sua genitora, o que não teria ocorrido no caso 
dos autos; b. Os crimes de natureza sexual não se 
aperfeiçoaram, considerando-se para tanto que 
houve o consentimento das vítimas, na medida 
em que voluntariamente fizeram uso de cocaína. 
Além disso, a grave ameaça operou-se após a 
consumação dos crimes, não sendo meio para a 
sua prática; c. Não se poderia cogitar de conduta 
por parte do acusado, pois com a ingestão da 
droga encontrava-se ele em estado de 
inconsciência. Ainda que assim não fosse, seria 
isento de pena por força da embriaguez; d. Que 
não há que se falar em concurso material em 
relação aos crimes sexuais, dada a natureza do 
tipo penal do artigo 217-A; ademais, os crimes 
praticados em relação à adolescente de 15 
(quinze) anos reclamariam incidência da norma 
do caput do artigo 213 do Código Penal, mais 
favorável ao condenado; e. Que, sendo as 
adolescentes já corrompidas, pois faziam uso 
constante de entorpecentes, o réu deveria ser 
absolvido da imputação concernente à corrupção 
de menores; f. A reprimenda mereceria 
acentuada redução, quer pela deficiente análise 
das circunstâncias judiciais, quer por erro na 
consideração de agravantes e atenuantes, quer 
pela má utilização das regras do concurso 
material de crimes e do crime continuado. Da 
mesma forma, não se poderia reconhecer o 
concurso formal imperfeito entre os crimes de 
natureza sexual e a corrupção de menores; g. A 
prisão preventiva ofenderia, no caso concreto, o 
princípio da presunção de inocência e não 
poderia ser decretada laconicamente, 
especialmente quando o réu respondeu solto à 
ação penal e compareceu a todos os atos do 
processo. 3. Na condição de Promotor de Justiça 
incumbido da análise do recurso defensivo, 
apresente as devidas contrarrazões apreciando 
tecnicamente os pressupostos de admissibilidade 
recursal, bem como as teses do recorrente. A 
peça elaborada deverá se pautar pela correção 
formal e material, com o correto direcionamento 
e com a fundamentação sucinta, embora 
apropriada para rebater ou acolher cada uma das 
referidas teses jurídicas, inclusive, quando houver 
e for apropriado, com menção de entendimento 
jurisprudencial predominante ou consolidado 
(não é necessário indicar o número dos 
procedimentos ou o órgão julgador fracionário). 
Não há necessidade de elaborar relatório acerca 
das teses apresentadas pela defesa. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 
- Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Elabore um parecer sobre a 
recepção constitucional (ou não) do crime de 
autoaborto ou aborto consentido (art. 124. 
Provocar aborto em si mesma ou consentir que 
outrem lhe provoque. Pena – detenção, de um a 
três anos) e aborto praticado com consentimento 
(art. 126. Provocar aborto com o consentimento 
da gestante. Pena – reclusão, de um a quatro 
anos), levando em conta, em seus argumentos 
constitucionais, além da jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal, pelo menos, odireito 
à vida e à liberdade, os direitos sexuais e 
reprodutivos, a saúde pública, a condição jurídica 
e social da mulher, o caráter laico do Estado e a 
integridade do sistema jurídico-constitucional. 
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 46 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Crimes - A figura típica do art. 306 do 
Código de Trânsito Brasileiro (Lei n. 9.503/97) 
ofende a Constituição por se tratar de crime de 
perigo? 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Crimes - Analise a disciplina legal do 
͞aďoƌtoà seŶtiŵeŶtal͟à eà ideŶtifiƋue,à aà paƌtiƌà deà
uma análise crítica e sistemática da terminologia 
empregada pelo Código Penal: a) sua natureza 
jurídica; b) seu enquadramento na classificação 
doutrinária das normas penais. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Crimes - No dia 12 de dezembro de 
2010, por volta das 16h00, SOLANGE BOA VIDA, 
acompanhada de dois comparsas, adentrou à loja 
Variedades Eletrônicas Ltda., localizada na cidade 
deàDouƌados⁄M“,àeàsuďtƌaiuàuŵàIPáD,àĐoloĐaŶdo-
o no interior de uma sacola. Os dois comparsas 
distraíram o vendedor da loja, mas um dos fiscais 
percebeu a subtração e prendeu em flagrante a 
autora do delito, momento em que os outros dois 
empreenderam fuga. Considerando que o 
estabelecimento comercial dispunha de 
equipamento de vigilância eletrônica e forte 
monitoração por parte de eficientes prepostos, 
há, na hipótese em tela, adequação ao tipo penal 
qualificado? 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Crimes - Manoel foi denunciado pelo 
Ministério Público pela prática dos crimes de 
estupro e homicídio contra a vítima Maria. Ao 
proceder à análise da pretensão acusatória, o 
magistrado julgou presentes prova da 
materialidade e indícios de autoria e pronunciou 
Manoel. Não obstante operado o trânsito em 
julgado da decisão que pronunciou o réu, 
sobreveio laudo psiquiátrico que apontou a sua 
inimputabilidade. Vale consignar, que a tese 
inicial da defesa é a de que Manoel não é o autor 
dos fatos, e, alternativamente sustenta que ao 
tempo da ação Manoel era inteiramente incapaz 
de entender o caráter ilícito dos fatos ou de 
determinar-se de acordo com esse 
entendimento. A partir dos dados oferecidos 
identifique, pontue e discorra em relação aos 
crimes assinalados na hipótese fática sobre a 
conduta correta que deve ser observada pelos 
operadores do direito. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Arlete, doente terminal, 
possuía, no entanto, coração absolutamente são. 
Seu filho Jonas, porém, embora já adulto, sofria 
de cardiopatia grave, com indicação de 
transplante imediato. Quando o médico, Ricardo, 
comentou o fato com a mãe, em seu consultório, 
no hospital, após examinar o filho que se 
encontrava internado na Unidade de Tratamento 
Intensivo, Arlete desesperada, sacou uma arma 
que trazia na bolsa e disparou contra a própria 
cabeça. Como estava no hospital, foi atendida 
imediatamente, mantida mediante aparelhos, 
mas constatou-se a morte encefálica. Ricardo, 
diante da situação, e ciente da absoluta 
compatibilidade, transplantou o coração de 
Arlete para Jonas. Comente as eventuais 
implicações criminais para Ricardo, à luz da lei 
9.434/97. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - CARLOS, estudante do quarto 
ano de medicina e conhecido fornecedor de 
drogas ilícitas em boates da cidade de Niterói, 
vendo o desespero de sua amiga FLÁVIA, em 
razão de sua gravidez não desejada, forneceu 
gratuitamente para a mesma, na noite de 
20/09/11, em uma casa de shows, certa 
quantidade de cloridrato de cocaína, 
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 47 
esclarecendo-a acerca dos sabidos efeitos 
abortivos do consumo daquela droga, instruindo-
a sobre a quantidade a ser eficazmente ingerida 
para fins da provável causação da morte do 
indesejado filho que carregava em seu ventre. 
Nos três dias seguintes, FLÁVIA ingeriu 
reiteradamente a cocaína graciosamente cedida, 
até alcançar a quantidade aconselhada por 
CARLOS, o que acabou lhe acarretando uma 
involuntária overdose, com consequente arritmia 
cardíaca, convulsões e desmaio, sendo a gestante 
socorrida por terceiros e levada ao hospital mais 
próximo. Imediatamente atendida pela equipe 
plantonista do hospital, FLÁVIA sofreu uma 
parada cardíaca nas dependências da sala de 
emergência, que conseguiu ser eficazmente 
revertida pelos proficientes médicos, que, no 
entanto, não conseguiram evitar a morte do feto, 
apesar de salvar a vida da gestante, que teve alta 
hospitalar sete dias após sua internação. Apurada 
pela polícia a identidade do fornecedor da 
substância entorpecente ingerida por, FLÁVIA, 
chegou-se à residência de, CARLOS para fins de 
cumprimento de mandado de busca e apreensão, 
constatando-se que o mesmo mantinha em 
depósito em seus aposentos 50 (cinquenta) 
Đoŵpƌiŵidosà deà ͞EĐstasLJ͟,à alĠŵà deà ϮϱϬà
(duzentos e cinquenta) gramas de cannabis 
satiǀa,à ǀulgaƌŵeŶteà ĐoŶheĐidaà poƌà ͞MaĐoŶha͟,à
acondicionada e distribuída em 40 (quarenta) 
invólucros plásticos, e que segundo o próprio 
CARLOS, eram destinados à revenda para 
frequentadores de casas noturnas da cidade de 
Niterói. Ainda dentro dos aposentos de CARLOS a 
polícia apreendeu uma balança de precisão, além 
de um caderno que continha a contabilidade da 
venda de drogas efetuada, com listagem de 
fregueses e valores por eles devidos com o ilícito 
comércio. Considerando tais fatos, analise as 
respectivas conseqüências jurídico-penais 
(RESPOSTA FUNDAMENTADA) 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Sobre a aplicação da pena 
responda às seguintes indagações: a) Ao aplicar a 
pena pode o juiz considerar o privilégio do art. 
155, parágrafo 2o, do Código Penal, nos casos de 
furto qualificado? Resposta fundamentada em 
consonância com a evolução doutrinária e 
jurisprudencial (STJ e STF) sobre o tema. b) 
Enumere as razões pelas quais se fixou 
entendimento, atualmente sumulado pelo STJ 
(enunciado 231), no sentido de que as 
circunstâncias atenuantes não podem reduzir a 
pena aquém do mínimo legal. RESPOSTA 
OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Ao sair de uma boate de 
madrugada andando por uma rua deserta e mal 
iluminada, Vespúcio viu cruzar a esquina e 
caminhar em sua direção Caio, antigo desafeto e 
autor de inúmeras ameaças pretéritas de morte. 
Tão logo avistou Vespúcio, Caio colocou a mão 
direita dentro de seu paletó com um sorriso nos 
lábios. Apavorado e supondo estar na iminência 
de ser mortalmente agredido, Vespúcio sacou seu 
revolver cal. 38, do qual tinha regular registro e 
autorização para porte, com o qual efetuou um 
único disparo contra seu desafeto, atingindo-o na 
coxa direita e fazendo-o tombar ao solo. Após o 
disparo, Vespúcio aproximou-se de Caio econstatou que, na verdade, seu declarado inimigo 
estava desarmado e que o objeto que pretendia 
tirar do bolso de seu paletó era um lenço branco, 
destinado a selar simbolicamente a paz entre os 
dois, conforme lhe foi dito pelo próprio ferido. 
Nada obstante a essa surpreendente constatação 
e à revelia das súplicas de Caio por socorro, 
Vespúcio, dominado pelo rancor acumulado 
durante os longos anos de rivalidade, resolve 
abandoná-lo à própria sorte, deixando o local, 
embora fosse perfeitamente possível prestar-lhe 
assistência ou, no mínimo, solicitar socorro pelo 
telefone celular que portava. Sem qualquer 
assistência médica, Caio agonizou na rua deserta, 
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 48 
vindo a falecer em consequência de grave 
hemorragia, por ruptura da artéria femoral. Quais 
serão as consequências jurídico-penais para 
Vespúcio, decorrentes do episódio narrado? 
RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - ARGOS (2.2.1977), HIMENEU 
(5.9.1980) e CRACIUS (11.3.1976), uniram 
esforços visando auferir lucro ilícito, dedicando-
se, de janeiro 2008 a fevereiro de 2011, à 
exploração de máquinas eletrônicas de 
videoloterias, conhecidas por caça-níqueis, 
instaladas em vários estabelecimentos 
clandestinos do município de Palhoça. Em 
setembro de 2009, convenceram POLIDECTO 
(17.5.1994) a integrar o grupo. A exploração 
daquela atividade, que se expandiu 
progressivamente para os municípios de São 
José, Florianópolis e Biguaçu, foi garantida pelo 
Delegado de Polícia MITRÍADES que, a partir do 
ano de 2010, através de uma recompensa mensal 
de R$3.000,00 (três mil reais), paga diretamente 
por POLIDECTO, repassava informações 
privilegiadas, obtidas em razão do cargo, a 
respeito de ações policiais a serem realizadas na 
região, inclusive por outras delegacias de polícia, 
além de assegurar a ausência de fiscalização nos 
locais de exploração. Visando encobrir parte do 
valor obtido com a exploração das máquinas 
caça-níqueis, resolveram adquirir um prédio 
comercial no centro de Florianópolis, avaliado em 
cerca de R$1.000.000,00 (um milhão de reais), 
transferindo-o, em 16.11.2010, diretamente para 
ELECTRA (8.12.1990), a quem, na semana 
anterior, havia sido relatada a origem daquela 
soma em dinheiro. ELECTRA tomou assim a 
propriedade do bem, pelo qual nada pagou. Em 
janeiro de 2011, ARGOS, HIMENEU e CRACIUS 
decidiram também se dedicar à prática de crimes 
contra o patrimônio na região da grande 
Florianópolis. Já na companhia de ACRÍCIO 
(18.8.1964), amigo de ELECTRA, adquiriram de 
SODALÍCIO (7.7.1987) um veículo GM, modelo 
Vectra, placas MEC 1268. Em seguida, mediante o 
pagamento de R$5.500,00 (cinco mil e 
quinhentos reais), receberam de FILEMON 
(9.9.1987), Soldado do Exército, 12 (doze) pistolas 
PT100, Taurus, calibre .40, armas de fogo 
pertencentes ao 63º Batalhão de Infantaria do 
Exército Brasileiro (Florianópolis). Referidas 
armas de fogo foram subtraídas por FILEMON, 
em dezembro de 2010, da reserva de 
armamento, enquanto executava a função de 
chefe daquela unidade. Necessitando de alguém 
com especial habilidade na condução do veículo, 
convenceram CREONTE (4.10.1991) a incorporar-
se ao grupo, sendo sua responsabilidade conduzi-
los ao destino, fazer a vigilância e dar-lhes fuga, 
pelo que seria recompensado com R$1.500,00 
(um mil e quinhentos reais). Ao aceitar o convite, 
porém, CREONTE ressaltou a todos que, embora 
pudessem ingressar com as armas de fogo no 
local, não deveriam empregá-las. Em 2.2.2011, 
cumprindo o ajustado, após substituir as placas 
originais do veículo por placas de outro 
automóvel, CREONTE, acompanhado por 
ACRÍCIO, ARGOS, HIMENEU e CRACIUS, por volta 
das 20h, partiu em direção à residência situada 
na rua da Solidão, 20, em São José. Enquanto 
CREONTE aguardava do lado de fora da 
residência, ACRÍCIO, ARGOS, HIMENEU e 
CRACIUS, todos armados, invadiram a residência 
e anunciaram o assalto. Encontravam-se no local 
os proprietários MIDAS (3.3.1972) e PANDORA 
(12.3.1975), sua filha ARETUSA (8.5.1999), além 
de EPICURO (10.2.1944), vizinho do casal. Na 
ocasião, ARGOS desferiu um golpe com a coronha 
da pistola contra a testa de MIDAS, tendo 
CRACIUS esbofeteado PANDORA. MIDAS, 
PANDORA e EPICURO foram amarrados, 
amordaçados e trancafiados no banheiro por 
cerca de 2 (duas) horas. Por volta das 20h30min, 
no tempo em que ACRÍCIO, ARGOS e CRACIUS, 
ainda na sala, recolhiam os bens de valor da 
mansão, HIMENEU, no mesmo cômodo, agrediu 
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 49 
violentamente ARETUSA, despindo-a e, em 
seguida, na presença dos demais, manteve com 
ela coito vagínico e, na sequência, sexo anal. Ao 
contínuo, HIMENEU foi até o banheiro, puxou 
PANDORA pelos cabelos, arrastando-a pela sala 
até o mesmo ambiente. Naquele local, desferiu 
chutes e socos em PANDORA, mantendo-a 
sempre sob a mira do seu revólver, obrigando-a 
então à prática de sexo anal. Durante o ato 
sexual, visando apenas abafar os gritos de 
desespero de PANDORA, HIMENEU apanhou um 
travesseiro, colocando-o sobre seu rosto por 
cerca de sete segundos. Após saciar sua lascívia, 
uniu-se aos demais, que ainda recolhiam objetos 
de valor. O grupo já se retirava do interior da 
residência, quando ARGOS resolveu retornar 
para, em seguida, trazer consigo EPICURO que, 
aos socos e pontapés, foi colocado no interior do 
veículo. Mesmo diante dos protestos de 
CREONTE, que esbravejava contra os demais pela 
violência empregada, partiram em direção à 
agência do Banco do Brasil, situada no bairro 
Estreito, em Florianópolis. Sob a constante 
ameaça de disparo de arma de fogo, EPICURO foi 
compelido a entregar-lhes o cartão de débito, 
bem como revelar-lhes a senha. HIMENEU dirigiu-
se então ao caixa do banco, sacando a quantia de 
R$1.000,00 (um mil reais), da conta-corrente n. 
54339. Partiram para a localidade de Sertão 
Pequeno, situado em Paulo Lopes, local onde 
EPICURO foi finalmente libertado. No dia 
seguinte, 3.2.2011, no dia anterior ao seu 18º 
aniversário de SÊNECA, substituto de CREONTE, 
que abandonou o grupo, e já na companhia de 
MENELAU (8.6.1980), indicado por HIMENEU 
para auxiliar na empreitada, partiram até a 
residência situada na rua dos Universitários n. 31, 
em Biguaçu. No caminho, porém, por volta das 
21h, a pedido de CRACIUS, pararam em uma 
agência franqueada da Empresa Brasileira de 
Correios e Telégrafos (EBCT), situada no centro 
daquela cidade. Auxiliados pelos policiais 
militares REMERON e ALDOL, previamente 
contactados por CRACIUS, nela ingressaram e do 
seu interior subtraíram cerca de R$2.000,00 (dois 
mil reais). REMERON e ALDOL que, naquele 
momento, atuavam no serviço de policiamento 
ostensivo a pé, postaram-se à frente daquele 
estabelecimento, garantindo o sucesso da 
subtração. Com a saída dos agentes, os policiais 
receberam parte do valor subtraído, conforme 
combinado, e continuaram normalmente na 
execução do serviço policial. Fortemente 
armados, seguiram para o destino e, por volta 
das 21h30min, ingressaram na residência alvo, a 
exceção de SÊNECA, que permaneceu no interior 
do veículo. Convencidos de que os moradores 
não se encontravam, passaram a selecionar os 
pertences devalor, acondicionando-os em um 
saco plástico. Em dado momento, ARGOS (de vida 
sexual promíscua) distanciou-se dos demais, 
dirigiu-se ao andar superior, percebendo então 
que XANTIPA (2.3.1981) ali repousava. 
Despertou-a com uma potente bofetada e, após 
amarrá-la e amordaçá-la, praticou com ela cópula 
vagínica, retornando em seguida ao andar térreo, 
onde se uniu aos demais, que ainda recolhiam 
objetos de valor. Em determinado momento, 
MORFEU (5.6.1979), marido de XANTIPA, 
ingressou na residência pela porta dos fundos e, 
suspeitando que estranhos haviam invadido o 
local, apanhou o revólver marca taurus, calibre 
38, de sua propriedade, que mantinha escondido 
num dos cômodos, e tentou surpreender o 
grupo. No entanto, MORFEU foi avistado por 
ACRÍCIO que, visando atingi-lo no peito, desferiu 
um tiro que, porém, acabou acertando CRACIUS, 
que caiu ao solo. Ato contínuo, MORFEU retirou-
se rapidamente do interior da residência, 
desferindo dois tiros para o alto, clamando por 
socorro, o que fez com que ACRÍCIO, ARGOS, 
HIMENEU e MENELAU deixassem a residência e 
empreendessem imediata fuga no veículo 
conduzido por SÊNECA. Às 22h, seguiram em 
direção à Itapema, onde permaneceram ACRÍCIO, 
ARGOS, HIMENEU e MENELAU. Conforme 
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 50 
ajustado durante a fuga, SÊNECA dirigiu-se então 
até a residência de seu primo ÉREBO (7.6.1989), 
situada em Tijucas. Lá chegando por volta das 
23h, após relatar ao primo que caminhava por 
uma rua da cidade de Tijucas, quando percebeu 
que uma certa residência estava com a porta 
aberta, nela ingressou e subtraiu vários objetos, 
foi autorizado pelo primo a colocá-los num 
rancho atrás da propriedade, local onde o 
automóvel também foi deixado, sendo coberto 
por uma lona plástica. A Polícia Militar foi 
acionada imediatamente após a fuga. Através de 
informações fornecidas ao DISK DENÚNCIA por 
terceiro que não se identificou, os policiais 
militares PERSEU e TIRÉSIUS, que estavam de 
serviço, conseguiram capturar SÊNECA na 
localidade de Nova Descoberta, em Tijucas, por 
volta das 14h do dia seguinte. Conduziram-no até 
uma base operacional da Polícia Militar no 
município de Canelinha. Naquele local, tentaram 
obter de SÊNECA o paradeiro e a identificação 
dos comparsas. Para tanto, desferiram lhe tapas, 
socos e pontapés. Diante da peremptória recusa, 
em dado momento, enquanto TIRÉSIUS 
imobilizava SÊNECA com uma chave de braço, 
PERSEU introduziu um objeto cilíndrico no seu 
ânus, exigindo que revelasse o local onde se 
encontravam os demais agentes. No local dos 
fatos, também se encontrava o policial militar 
FARISEU, responsável pela guarda da unidade 
que, no entanto, decidiu não interferir na 
atuação dos companheiros. Depois de cerca de 2 
horas, SÊNECA foi conduzido até à Delegacia de 
Polícia de Tijucas. O Delegado de Polícia de 
Plantão, EPINÓCIO, deixou de lavrar o auto de 
prisão em flagrante, visto que mantinha com a 
mãe de SÊNECA um relacionamento 
extraconjugal, limitando-se a colher suas 
declarações e a dos policiais. Cientificados dos 
fatos, sabendo que SÊNECA constantemente 
pernoitava na residência de seu primo, Policiais 
Civis realizaram diligências no local e, diante da 
atitude suspeita de ÉREBO, realizaram uma busca 
pessoal, localizando em seu poder um invólucro 
ĐoŶteŶdoà͞uŵaàďuĐhaàdeàŵaĐoŶha͟.àEŵàseguida,à
ao revistarem o rancho situado nos fundos da 
propriedade, encontraram os bens subtraídos e o 
veículo utilizado. Ainda no local, ao ser realizada 
uma busca no veículo conduzido por SÊNECA, no 
porta-malas, encontraram o corpo de HERGEU 
(11.9.1954), já sem vida. Ocorre que, segundo 
apurado, assim que o grupo invadiu a residência 
de MORFEU e XANTIPA, SÊNECA foi admoestado 
por um transeunte, identificado por HERGEU, que 
resolveu questionar o porquê de haver 
estacionado o veículo sobre a calçada. Irritado, 
SÊNECA desferiu um soco no rosto de HERGEU, 
que perdeu o equilíbrio e caiu, batendo com a 
cabeça em uma pedra. Ao perceber que HERGEU 
não apresentava sinais vitais, SÊNECA tratou de 
escondê-lo no veículo. Com as diligências que se 
seguiram à instauração do inquérito policial, 
foram então identificados todos os responsáveis, 
bem como reunidos diversos elementos de 
convicção em torno das infrações penais 
narradas. Do vasto material cognitivo que integra 
o inquérito policial, destacam-se: - Termo de 
apreensão de 98 (noventa e oito) máquinas caça-
níqueis; - Laudo pericial elaborado pelo Instituto 
Geral de Perícias de Santa Catarina, tendo por 
objeto as máquinas caça-níqueis apreendidas, em 
razão do qual se concluiu que todas as máquinas 
apreendidas possuíam micro-chaves seletoras, 
cujo acionamento promovia a reinicialização do 
programa, zerando a premiação acumulada. 
Através deste mecanismo fraudulento, as 
máquinas eram previamente programadas para 
limitar o ganho, com variações de acordo com a 
conveniência exclusiva dos exploradores da 
atividade, de modo que o ganho e a perda do 
apostador não dependia da sua habilidade, com o 
que um número indeterminado de pessoas foram 
lesadas. - Registro imobiliário de 16.11.2010, 
relativo ao prédio comercial situado no centro de 
Florianópolis, no valor de R$1.000.000,00 (um 
milhão de reais), adquirido em nome de ELECTRA; 
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 51 
- Certificado de propriedade do veículo GM, 
Vectra, placas MEC-1268, em nome de ACRÍCIO; - 
Certificado de propriedade de 12 (doze) pistolas 
PT100, Taurus, calibre .40, em nome do Exército 
Brasileiro; - Certidão de nascimento de todas as 
vítimas e investigados, cujas datas foram 
indicadas; - Autos de exame de corpo de delito, 
comprovando que MIDAS sofreu lesões corporais 
que resultaram em perigo de vida; - Autos de 
exame de corpo de delito, certificando que 
ARETUSA sofreu lesões corporais que resultaram 
em incapacidade para as ocupações habituais por 
mais de trinta dias; - Auto de exame de corpo de 
delito em XANTIPA, comprovando a existência de 
pequenos hematomas nos braços; - Laudo de 
exame de conjunção carnal em ARETUSA, 
positivo para cópulas vagínica e anal; - Laudos 
médicos comprovando que XANTIPA contraiu 
doença venérea (obs.: pelo que restou apurado, a 
doença foi transmitida durante o ato sexual 
relatado); - Laudos médicos comprovando que 
PANDORA era portadora de doença pulmonar 
obstrutiva crônica, sofrendo de crises recorrentes 
de asma brônquica; - Auto de exame cadavérico 
de PANDORA, atestando sua morte no dia 
2.2.2011, por volta das 20h40min, por 
insuficiência respiratória aguda decorrente de 
crise asmática grave, agravada por obstrução 
mecânica das vias aéreas. Relata ainda a 
existência de lesões na região anal e múltiplos 
hematomas pelo corpo; - Termo de apreensão de 
bens subtraídos da residência situada na rua da 
Solidão, 20, em São José; - Termo de apreensão 
de bens subtraídos da residência situada na rua 
dos Universitários n. 31, em Biguaçu; - Termo de 
apreensão do veículo GM, Vectra, placas MEC-
1268; - Termo de apreensão de todas as armas de 
fogo referidas; - Laudo pericial comprovando que 
o projétil que atingiu CRACIUS partiu da pistola 
utilizada por ACRÍCIO; - Auto de exame de corpo 
de delito, comprovando que SÊNECA sofreu 
lesões cutâneas na região anal, bem como 
múltiplos hematomas e equimosesem face, 
braços e pernas. - Autos de exame de corpo de 
delito, comprovando que EPICURO sofreu lesões 
corporais que resultaram em incapacidade para 
as ocupações habituais por mais de trinta dias; - 
Auto de exame cadavérico, atestando que 
HERGEU sofreu traumatismo crânio-encefálico, 
causa eficiente de sua morte, ocorrida no dia 
3.2.2011, por volta das 21h40min, apresentando 
também hematoma na região orbitária esquerda; 
- Autos de exame de corpo de delito, 
comprovando que CRACIUS sofreu lesões 
corporais que resultaram em debilidade 
permanente de sentido, provocadas por disparo 
de arma de fogo; - Certidão de antecedentes de 
SÊNECA, indicando a prática de 30 (trinta) atos 
infracionais, expedida pelo Juízo da Infância e da 
Adolescência da Capital; - Certidão de 
antecedentes criminais de ARGOS, HIMENEU e 
ACRÍCIO, atestando que respondem a três 
processos criminais na Comarca de Balneário 
Camboriú por crimes contra o patrimônio 
praticados em 2008; - Certidão de antecedentes 
criminais de MENELAU e CRACIUS, comprovando 
condenação transitada em julgado em 2007, à 
pena privativa de liberdade, por crimes contra a 
pessoa; - Certificado de registro do revólver 
marca taurus, calibre 38, em nome de MORFEU; - 
Confissão de CRACIUS e POLIDECTO; - Termo de 
apreensão de agenda pertencente a POLIDECTO, 
com anotações de pagamentos realizados a 
MITRÍADES; - Laudo pericial que atestou a 
natureza entorpecente da substância apreendida 
em poder de ÉREBO (cannabis sativa); - Boletim 
de ocorrência e termos de declarações nos quais 
XANTIPA relata a prática da violência sexual; - 
Além das vítimas, a respeito dos fatos narrados, 
prestaram esclarecimentos relevantes: 
SODALÍCIO, GÓRGONA, RAMSES, BALDER, AGNO, 
FAUNO, ALEGRA, DACTOS, ENCÉLADO, GAIA e 
RADAMANTO, XANTOS e ZAGREUS. Considere 
aiŶda:à •à MENELáUà eà áC‘ÍCIOà ŶĆoà foƌaŵà
advertidos do direito de permanecerem em 
silêncio por ocasião do seu interrogatório policial; 
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 52 
•àáàĐoŶtaàŶ.àϯϮϯϮ-A da agência n. 1234, do Banco 
do Brasil, do município de São José, pertencente 
à ARGOS, era utilizada para movimentação dos 
lucros obtidos com a exploração das máquinas 
caça-níqueis;à •àOsà autosà deà edžaŵeà deà Đoƌpoà deà
delito foram subscritos por apenas um único 
peƌitoàofiĐial;à•à Eŵàϲ.ϯ.ϮϬϭϭ,àpeloà JuízoàCƌiŵiŶalà
da Comarca de Palhoça, foi autorizada a busca e 
apreensão de objetos nas residências de CRACIUS 
e POLIDECTO, bem como das máquinas caça-
níqueis instaladas nos municípios de Palhoça, 
Biguaçu,à“ĆoàJosĠàeàFloƌiaŶſpolis;à•àEŵàϱ.ϲ.ϮϬϭϭ,à
pelo Juiz de Plantão da Comarca de Tijucas, foi 
decretada a prisão temporária de ARGOS, 
HIMENEU e ACRÍCIO. No entanto, em 24.9.2011, 
o Tribunal de Justiça de Santa Catarina concedeu 
ordem de habeas corpus em favor dos aludidos 
agentes, reconhecendo a existência de 
constrangimento ilegal por se encontrarem 
presos por tempo superior ao prazo legal da 
prisão temporária. Como titular da Promotoria de 
Justiça com atuação perante o Juízo Comum 
competente, nesta data, Vossa Excelência 
recebeu autos de inquérito policial que, reunindo 
os procedimentos investigatórios instaurados, 
apurou os fatos noticiados. Dentro do prazo legal, 
elabore a peça processual adequada, que deverá 
preencher todos seus requisitos, formulando 
ainda todos os requerimentos que a situação 
prefigurada na questão recomenda. Observe que, 
mesmo em relação aos fatos que eventualmente 
não forem objeto da referida peça, em promoção 
apartada, deverão ser formulados todos os 
requerimentos correspondentes, com a indicação 
do seu fundamento legal. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - TORQUENIO e GÓRGONA 
foram denunciados pelo Ministério Público como 
incursos nas sanções do art. 121, §2º, incs. II e IV, 
c/c art. 29, todos do Código Penal, porque, no dia 
7.8.2008, agindo por motivo fútil e à traição, no 
interior da residência situada na rua das 
Araucárias, em Criciúma, tomados por propósito 
homicida, desferiram 5 facadas em DRACTUS, 
causando-lhe lesões corporais que provocaram a 
sua morte. Pronunciados nos termos da 
denúncia, foram submetidos a Júri Popular. Em 
plenário, postulou o Ministério Público a 
condenação dos réus pelo art. 121, §2º, inc. IV, 
pugnando pelo afastamento da qualificadora do 
inc. II, do §2º, do art. 121, CP. A defesa dos réus 
sustentou a tese da legítima defesa própria e de 
terceiro, bem como a falta de provas para a 
condenação. Alternativamente, requereu a 
desclassificação para homicídio culposo, em face 
da imprudência, ou homicídio privilegiado, ao 
argumento de que os réus praticaram o crime sob 
o domínio de violenta emoção logo em seguida a 
injusta provocação da vítima. Por fim, para a 
hipótese de inacolhimento daquelas teses, 
pleiteou o afastamento das qualificadoras, 
insistindo ainda no reconhecimento da 
circunstância atenuante da confissão espontânea. 
Sabendo que cabe ao Juiz Presidente ler os 
quesitos que serão submetidos aos jurados, 
indagando do Ministério Público sobre 
requerimentos ou reclamações a respeito, na 
condição de Promotor de Justiça atuante na 
aludida sessão, com base nas informações 
apresentadas, formule os quesitos que deverão 
ser apresentados aos jurados. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Antônio, Roberto e Manoel, 
juntamente com o adolescente Jailson 
resolveram assaltar uma joalheria instalada no 
interior de um Shopping. Dirigiram-se para o local 
os indiciados Antonio e Roberto em companhia 
do adolescente. Quando chegaram ao 
estacionamento do Shopping, ao acaso se 
depararam com o sócio proprietário da Joalheria, 
José Carlos, que pretendiam assaltar. Foi então 
que decidiram sequestrar a mencionada vítima, o 
que foi feito com emprego de arma de fogo que 
era portada por Roberto. Conduziram a vítima até 
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 53 
a residência de Manoel, primo de Roberto, onde 
o colocaram a par da empreitada criminosa que 
estavam realizando, tendo Manoel concordado 
em auxiliá-los, conduzindo a vítima até o quarto 
onde ela ficou imobilizada. Em seguida, fizeram 
contato com José Diógenes, sócio de José Carlos, 
que concordou em levar ao lugar ermo indicado 
pelos indiciados a importância de R$ 500.000,00 
(quinhentos mil reais), como condição para 
libertar a vítima sequestrada. Para o local 
combinado se dirigiu apenas o indiciado Roberto 
poƌtaŶdoà uŵà ƌeǀſlǀeƌ,à Đaliďƌeà ͞ϯϴ͟,à Đoŵà aà
numeração raspada. Ao perceber que José 
Diógenes o reconhecera em razão de um 
acidente de trânsito anteriormente ocorrido, 
Roberto sacou da arma que portava e fez vários 
disparos contra ele que, entretanto, não veio a 
ser atingido. Dois dos disparos feitos, no entanto, 
atingiram a pessoa de Carlos que acompanhava 
José Diógenes ao local, causando-lhe a morte. A 
importância não foi levada e todos acabaram 
detidos pela polícia exatamente 24 (vinte e 
quatro) horas após o sequestro. A vítima foi 
libertada, sendo certo que no local onde ela se 
achava privada de sua liberdade foram 
apreendidos 80 (oitenta) papelotes de cocaína e 
uma balança de precisão. Considerando os dados 
fornecidos, indique, fundamentadamente, o 
crime ouos crimes praticados pelos indiciados. 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: 
Crimes - A Tortura como grave violação de 
direitos humanos e como crime internacional - 
confluências e divergências entre os regimes de 
responsabilidade internacional do Estado e 
de responsabilidade individual penal derivada do 
direito internacional. Examine: (a) Tortura nas 
definições do art. 1.º da Convenção da ONU 
contra a Tortura de 1984 e do art. 2.º da 
Convenção Interamericana contra a Tortura de 
1985; (b) Violação da proibição da tortura como 
violação de direitos humanos e seus consectários 
na responsabilidade internacional do Estado, 
enfrentando os seguintes aspectos: i) conceito de 
responsabilidade internacional do Estado; ii) 
obrigações primárias decorrentes da proibição da 
tortura; iii) modalidades de atribuição do ilícito 
ao Estado: atos de agentes e órgãos do Estado, 
atos de particulares; iv) obrigações secundárias 
decorrentes da violação da proibição da 
tortura: descontinuação, não repetição, 
reparação (restituição, indenização e satisfação) 
eà deǀeƌà deà peƌseguiƌà ;͞dutLJà toà pƌoseĐute͟Ϳ;à ǀͿàà
monitoramento: funções dos órgãos 
respectivos dos diversos tratados que cuidam de 
proibir a tortura e seus instrumentos de trabalho; 
ǀiͿà oà pƌoďleŵaà daà ͞toƌtuƌaà sisteŵĄtiĐa͟à ;aƌt.à ϮϬà
da Convenção da ONU contra a Tortura de 1984), 
especial gravidade e políticas para sua superação. 
(d) Violação da proibição da tortura como crime 
internacional, enfrentando os seguintes aspectos: 
i) conceito de crime internacional e de crime de 
ius cogens; ii) responsabilidade individual penal 
derivada do direito internacional; iii) 
iŵpleŵeŶtaçĆoà à diƌetaà à eà à iŶdiƌetaà ;͞diƌeĐtà à aŶdàà
iŶdiƌeĐtà eŶfoƌĐeŵeŶt͟Ϳà dasà Ŷoƌŵasà peŶaisà
internacionais; iv) finalidade da sanção penal 
internacional (retribuição e prevenção - sua 
efetividade no plano das relações internacionais); 
v) tipo internacional da tortura: caráter 
convencional ou consuetudinário; caráter de 
crime de ius cogens? vi) elementos do tipo 
internacional da tortura; vii) tortura como crime 
próprio? viii) tortura como crime contra a 
humanidade e como crime de guerra. (e) Relação 
entre responsabilidade internacional do Estado e 
responsabilidade penal individual derivada do 
direito internacional: conjunção e disjunção da 
posição do Estado e do indivíduo no caso de 
violação da proibição da tortura. 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: 
Crimes - O documento eletrônico encontra 
proteção na lei penal? 
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 54 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Crimes - Tema: Drogadição e Justiça 
Terapêutica. Conceito, aplicações e bases 
normativas. Limites e possibilidades de atuação 
do Ministério Público. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Em relação aos atos praticados 
pela Internet (web) abaixo arrolados, como se 
fosse membro do Ministério Público de Santa 
Catarina defina a competência, citando 
fundamentada e expressamente a(s) norma(s) 
aplicável(eis) e indique o(s) dispositivo(s) 
legal(ais) que tipifica(m) a(s) conduta(s). a) G.L., 
do computador de sua residência situada em 
Joinville/SC, enviou em 01/01/2011, 
exclusivamente para S.S., residente em 
Florianópolis/SC, um email contendo fotos 
pornográficas e de sexo explícito envolvendo 
crianças e adolescentes. As imagens foram 
obtidas na web por G. L., via programa Y., que 
permite o compartilhamento irrestrito de 
arquivos, imagens, músicas, dentre outros. Não 
há, contudo, prova nos autos do inquérito policial 
de que as fotografias haviam sido conseguidas 
por G.L. através do programa Y. b) N. Y. e W. C., 
competentes hackers, invadiram em 11/09/2009, 
a partir dos seus computadores, localizados nas 
suas residências situadas na cidade de Balneário 
Camboriú/SC, o sistema de home banking 
mantido pela Caixa Econômica Federal através da 
Internet (web), acessaram a conta bancária de D. 
B., vinculada à Agência 001 situada em Itajaí/SC, 
sem conhecimento do titular correntista, e 
efetuaram uma retirada no valor de R$10 mil. c) 
D. T., a partir de seu notebook, em Criciúma/SC, 
efetuou compras pela Internet (web) em lojas 
virtuais, situadas em Florianópolis/SC, 
Araranguá/SC e Joinville/SC, utilizando-se 
indevidamente do número do CPF e do cartão de 
crédito de R. L., sem a sua anuência, fato este 
que possibilitou o recebimento, em sua 
residência em Criciúma, por D. T., das 
mercadorias adquiridas. OBSERVAÇÃO: O 
combate aos crimes de pornografia infantil e 
pedofilia está previsto na Convenção 
Internacional sobre os Direitos da Criança, 
aprovada pelo Decreto Legislativo n. 28/90 e 
promulgada pelo Decreto Presidencial n. 
99.710/90. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - O prefeito de uma cidade do 
interior de São Paulo, durante discurso em uma 
cerimônia pública, chamou um funcionário 
público municipal ali presente, sobre quem recaía 
suspeitaà daà pƌĄtiĐaà deà ilíĐitoà peŶal,à deà ͞Ŷegƌoà
sujo͟.àQualàĠà tipifiĐaçĆoàdaà ĐoŶduta,à eŵà faĐeàdaà
existência de eventual conflito aparente de 
normas a incidir sobre o fato? Explique. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Quais as possíveis hipóteses de 
criminalização da conduta do agente que pratica 
agressão contra mulher grávida, da qual 
sobrevem o aborto? Explique. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 
- Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Juca levou sua namorada, 
menor de 14 anos, para praticar um aborto, 
pagando a importância de dois mil reais, vindo o 
aborteiro, com o auxilio de uma enfermeira (esta 
não praticou atos executórios) a provocar a 
morte do feto, ocorrendo uma grave hemorragia 
na gestante que, conduzida a um hospital, 
acabou por sofrer lesões corporais de natureza 
grave. a. Como tipificar a conduta de cada um dos 
agentes? Justifique. b. E se a gestante fosse maior 
de 18 anos? 
Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Crimes - Considere o seguinte 
depoimento de testemunha, prestado no 
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 55 
inquérito policial e corroborado por outras 
pƌoǀasà peƌiĐiaisà eà testeŵuŶhais.à ͞à Queà oà
declarante em 18/12/2008, por volta das 2 horas 
da madrugada saiu de uma festa de 
confraternização e transitava pela Avenida Couto 
Pereira; que ao chegar no centro desta cidade e 
comarca de Sol do Leste/MA, em razão do grande 
movimento de pessoas que frequentavam os 
diversos bares ali existentes foi obrigado a 
reduzir a marcha até parar, quando se aproximou 
por trás um veículo Audi/SS, cor vermelha, 
placa AAA-1818/MA, cujo motorista 
inconformado por ter que parar buzinou bastante 
e dava sinal de luz para fazer o declarante abrir 
passagem, mas não era possível porque várias 
pessoas cruzavam a rua; que emseguida o 
motorista arrancou violentamente o Audi e 
continuou acelerando bastante mesmo se 
aproximando de um cruzamento até que sem 
parar invadiu a preferencial e colidiu com uma 
moto que vinha pela Rua Barão de Mauá; 
que viu as vítimas, que depois veio a saber se 
chamarem Pietro Lagony e Joset Lagony Doria, 
serem violentamente jogadas contra as 
bombas de um posto de gasolina localizado 
naquela esquina; que as vítimas faleceram no 
local e quando o socorro chegou um deles 
ainda respirava, mas com muita dificuldade; 
que o indiciado saiu atordoado do veículo e 
tinha hálito com cheiro forte de álcool; que 
soube dias depois que o bafômetro registrou 12 
dg/l; que o carro estragou bastante e a 
motocicleta virou sucata; que o local estava 
bastante movimentado; que muitos veículos 
estavam parados nos dois lados da rua e os 
bares tinham filas com gente até na calçada 
esperando para entrar; que no interior do Audi os 
policiais encontraram um revólver marca 
Smith&Wesson, calibre .38, número de série AVT-
0017; que viu a arma, era preta e tinha 06 
balas no tambor; que soube que estava 
embaixo do banco e que ele não tinha porte; que 
o indiciado estava sozinho no carro; que as 
vítimas ficaram mutiladas conforme mostram os 
laudos de necropsia (fls. 45/48 e 50/53); que a 
arma apreendida é a mesma descrita no auto 
respectivo de fls. 15; que o Audi tinha película 
muito escura nos vidros; que não dava para 
enxergar nada dentro do carro; que ficou no local 
atĠà aà políĐiaà eŶĐeƌƌaƌà aà oĐoƌƌġŶĐia.à Nadaàŵais͟.à
Orientado pelas disposições do artigo 41 do 
Código de Processo Penal, elabore somente a 
exposição dos fatos delituosos, com todas as 
suas circunstâncias, bem como a classificação 
jurídica (capitulação legal), apontando, desta 
forma, quais os artigos do Código Penal 
incidentes na espécie. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Crimes - O que significa torpeza 
bilateral no crime de estelionato, e qual a sua 
repercussão prática ? 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Crimes - Os irmãos José Silva de 
Alicarnaso e João Silva de Alicarnaso passaram a 
frequentar a Avenida Afonso Pena, na cidade de 
Campo Grande/MS, com o fim de assaltarem 
eventuais vítimas, para tanto fazendo uso de 
arma branca. Assim agiram por 
aproximadamente um mês, período em que 
consumaram cerca de duas dezenas de assaltos, 
entre outros tantos que não passaram de sua 
modalidade tentada. No dia 20 de novembro de 
2009, por volta das 20h, em uma parada de 
ônibus localizada em frente ao número 500 da 
citada avenida, ambos visualizaram Carlos Magno 
Figueira, e decidiram abordá-lo por 
aparentemente estar distraído. Ao se 
aproximar dele, José Silva de Alicarnaso 
perguntou-lhe que horas eram e, quando a 
vítima foi olhar seu relógio para responder ao 
questionamento, João da Silva Alicarnaso 
aproximou-se por trás, encostou uma faca nas 
costas da vítima e anunciou o assalto, dizendo-
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 56 
lhe que não era para fazer movimentos bruscos, 
sob pena de ser esfaqueada. Em seguida, José 
Silva de Alicarnaso exigiu da vítima que 
entregasse sua carteira, relógio e demais 
pertences de valor. Como Carlos Magno Figueira 
mostrou-se surpreso com a conduta de seus 
algozes, ele não conseguiu acatar prontamente a 
ordem que lhe foi dada, o que motivou José Silva 
de Alicarnaso a dar início a seu desapossamento, 
buscando retirar da vítima seu relógio e carteira, 
por serem os bens mais visíveis que, naquele 
momento, trazia consigo. Ao começar a ser 
tocada por José Silva de Alicarnaso, a vítima 
afastou-o com um empurrão, fazendo com que 
ele caísse ao chão. Após isso, a vítima virou-se 
para então enfrentar João Silva de Alicarnaso, 
que estava às suas costas, ainda empunhando 
uma faca para dominá-la. Surpreendido com a 
reação da vítima, e ao perceber que ela, em 
atitude defensiva, voltava-se contra ele para 
também afastá-lo, João Silva de Alicarnaso 
desferiu quatro golpes com a faca contra o peito 
de Carlos Magno Figueira, atingindo-o na sua 
parte superior direita. Ferida com os golpes 
sofridos, a vítima caiu no chão, oportunidade em 
que seus agressores se apossaram da carteira e 
do relógio que ela trazia consigo, empreendendo 
fuga logo a seguir, não sendo mais localizados. 
Após a concretização do assalto, populares que 
se encontravam nas proximidades acudiram a 
vítima, ministrando-lhe os primeiros socorros até 
sua chegada ao hospital mais próximo, onde 
recebeu o atendimento necessário para evitar a 
morte, que era iminente em razão da região 
atingida. Instaurada a devida investigação 
criminal, a autoridade policial identificou Cláudio 
Villagio e Jussara Villagio como testemunhas do 
crime, ambos residentes na Rua Marechal 
Rondon, nº 100, Campo Grande/MS, pois, no 
momento da agressão à vítima, ambas estavam 
se dirigindo à mesma parada de ônibus em que 
esta última se encontrava. Da mesma forma, a 
autoridade procedeu à oitiva da vítima, que 
realizou o reconhecimento de seus agressores 
por fotografia e por imagens de todo o crime, que 
foram obtidas da gravação efetuada por uma 
câmara de segurança instalada em um posto de 
gasolina próximo ao local. Ao final de sua 
investigação, a autoridade policial identificou 
José Silva de Alicarnaso e João Silva de Alicarnaso 
como sendo naturais de Florianópolis/SC, o 
primeiro nascido em 25 de março de 1986, e o 
segundo nascido em 1º de fevereiro de 1992, 
ambos de cor branca, filhos de Cairo Alicarnaso e 
Lucélia Mendonça de Alicarnaso, e residentes na 
Rua A, nº 20, Campo Grande/MS. Quanto à 
vítima, apurou-se que ela reside na Rua Vinte e 
Três de Outubro, nº 1967, Campo Grande/MS. 
Diante do exposto, elabore a(s) peça(s) 
processual(ais) adequada(s) à narrativa acima, 
com todos os requerimentos pertinentes e 
derivados do fato posto em exame. 
 - Resposta: Critérios de Correção - Critérios 
Gerais -Crime: latrocínio na forma tentada 
(resultado morte) Correção do vernáculo: artigo 
7.7 do Edital do Concurso - Denúncia contra 
adolescente - rejeição parcial da denúncia - 
concessão de metade da pontuação a cada 
tópico da denúncia - Denúncia e Representação 
contra adolescente - concessão de metade da 
pontuação a cada tópico da denúncia - Critérios 
Específicos - Endereçamento correto: 0,2 
(pontuação máxima) * juiz criminal comum. 
Qualificação correta: 0,4 (pontuação máxima) * 
Identificação e qualificação do denunciado. 
Narrativa: 2,0 (pontuação máxima) * estrutura 
de denúncia; * clareza, objetividade e 
congruência na exposição do fato; * descrição 
correta da tentativa; * descrição completa do 
tipo penal; * conjugação do verbo nuclear 
(imprescindível). Do Pedido: 0,5 (pontuação 
máxima) * correlação entre o fato descrito e o 
crime indicado; * pedidos de citação e 
condenação. Rol de Testemunhas/Vítima: 0,2 
(pontuação máxima) * nomes e endereços. 
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 57 
Pedido de Prisão Preventiva: 0,4 (pontuação 
máxima) * garantia da ordem pública 
(finalidade): reiteração (motivo)* garantia da 
aplicação da lei penal (finalidade): fuga 
(motivo). Diligências: 0,3 (pontuação máxima) * 
ao menos requerer a remessa de cópia do 
inquérito policial ao Juizado da Infância e 
Juventude, caso não tenha representado contra 
o adolescente. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - No dia 06 de agosto de 2009, 
cerca das 16 horas, durante revista realizada 
para o ingresso de visitantes na POLINTER, a 
inspetora FLÁVIA encontrou e apreendeu um 
aparelho de telefone celular que MARIA, 
companheira de JOÃO, preso preventivamente 
naquela unidade por prática de latrocínio e 
tráfico de drogas, havia ocultado na cavidade 
vaginal. O aparelho foi descoberto porque MARIA 
foi obrigada pela inspetora a desnudar-se e 
agachar-se para revista íntima. Ao ser detida, 
MARIA alegou que fora coagida a introduzir o 
celular na carceragem pelo próprio JOÃO , chefe 
doà tƌĄfiĐoà deà dƌogasà Ŷoà ͞Moƌƌoà daà )oeiƌa͟,à Ƌueà
ameaçou estuprar e matar sua filha ANTONIA, 
com 12 anos de idade, fruto de outra relação 
amorosa, caso não cumprisse a determinação. 
Em sede policial, sabendo que MARIA havia sido 
detida, compareceu sua amiga MÁRCIA, que 
confirmou as ameaças feitas por JOÃO, aduzindo 
Ƌueà seà tƌataǀaà deà uŵà sujeitoà ͞ŵuitoà ǀioleŶto͟à
Ƌueà͞ĐostuŵaǀaàďateƌàeŵàMá‘IáààeàáNTONIá͟àeà
Ƌueàestaàúltiŵaàhaǀiaà͞apaŶhado͟àƌeĐeŶteŵeŶteà
e ainda apresentava marcas de escoriações no 
corpo. Temerosa, MARIA disse que não desejava 
tomar qualquer providência, preferindo 
͞esƋueĐeƌà oà aĐoŶteĐido͟.à à áà autoridade policial 
liberou MARIA, entendendo que ela havia atuado 
sob coação moral irresistível e lavrou termo 
circunstanciado, indiciando a inspetora FLAVIA 
pela prática de constrangimento ilegal (art. 146 
doà Cſdigoà PeŶalͿ,à soďà oà aƌguŵeŶtoà deà Ƌueà ͟aà
Constituição proíbe a realização de revista íntima 
porque ela fere o princípio da dignidade da 
pessoaàhuŵaŶa͟.ààáŶaliseàasàĐoŶdutasàdeàMá‘Iá,àà
JOÃO e FLAVIA e indique a(s) providência(s) que 
deve(m) ser tomadas pelo Promotor de Justiça 
ao receber os autos com vista. RESPOSTA 
OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Desejando diminuir sua 
despesa mensal com a conta de energia elétrica, 
CARLOS, policial militar, contratou o eletricista 
PEDRO para efetuar alteração no medidor de 
consumo de sua residência, pagando a ele R$ 
250,00 (duzentos e cinqüenta reais). Executado o 
serviço, o consumo medido ficou reduzido em 
1/3 em relação ao consumo real. Cerca de um 
ano e meio após, inspeção da Light S/A constatou 
o problema, tendo os funcionários da companhia 
providenciado o corte do fornecimento e retirado 
o medidor para encaminhamento à perícia. Ao 
ser alertado por vizinhos, CARLOS que estava de 
folga bebendo cerveja em um bar na esquina da 
rua onde morava, voltou para casa e, 
visivelmente embriagado, passou a ofender os 
inspetores da Light S/A com palavras de baixo 
calão dizendo aos mesmos que se registrassem 
oĐoƌƌġŶĐiaàŶaàD.P.àoà͞ďiĐhoàiaàpegaƌ͟.àDiaŶteààdaà
insistência dos funcionários da empresa 
fornecedora em levar o fato ao conhecimento 
da autoridade policial, CARLOS, furioso, 
descarregou a munição da pistola cal. .40 que 
portava, no automóvel de propriedade da 
empresa, estacionado na frente de sua casa. O 
automóvel ficou com vários furos na carroceria, 
pneus inutilizados e vidros quebrados. Analise as 
condutas acima descritas e indique o(s) crime(s) 
cometido(s). Justifique a resposta. RESPOSTA 
OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
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Assunto: Crimes - Em relação ao crime 
capitulado no art. 90, da Lei 8666/93 (Lei de 
Licitações): a) qual é a objetividade jurídica? b) É 
possível a tentativa? c) A vantagem pretendida 
pelo agente deve ser de natureza econômica? d) 
É de concurso necessário de pessoas? RESPOSTA 
OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - O furto privilegiado constitui 
crime de bagatela? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Dissertação: Do tráfico de 
dƌogasà;aƌt.àϯϯà͞Đaput͟,àdaàLeiàŶ°àϭϭ.ϯϰϯ/ϮϬϬϲͿ:àϭ.à
Objetividade jurídica; 2. Sujeitos ativo e passivo; 
3. Objeto material; 4. Consumação e tentativa; 5. 
Crime de perigo concreto ou abstrato; 6. O 
ĐoŶteúdoà ǀaƌiadoà doà tipoà doà aƌt.à ϯϯà ͞Đaput͟:à
unidade delituosa e/ou concurso de crimes. 
Ministério Público Estadual - MPE-AM - Ano: 
2008 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - No dia em que completava 21 
anos de idade, logo após sua festa de aniversário, 
Jane foi vítima de estupro e atentado violento ao 
pudor, praticados, em concurso de pessoas, por 
Marcos e Henrique. Dois meses após os fatos, ela 
ofereceu queixa-crime apenas contra Marcos, 
asseverando que não oferecia queixa-crime 
contra Henrique, por ter ele se limitado a segurá-
la, enquanto Marcos a estuprava e praticava 
coito anal. Considerando essa situação hipotética, 
elabore texto dissertativo acerca da conduta a ser 
seguida pelo promotor de justiça após ter vista 
dos autos. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Tertuliano, desejando matar 
sua esposa Amorfélia e usando seus 
conhecimentos profissionais, exímio químico que 
era, prepara um veneno com gosto de mel e, para 
disfarçar, coloca o conteúdo líquido num frasco 
de Aloe Vera, produto natural que era 
regularmente consumido pela mesma, deixando 
o frasco no lugar em que Amorfélia costumava 
manter o produto. Sucede que a empregada do 
casal, ao arrumar a casa, resolve guardar o frasco 
em questão no armário, já que ainda havia outro 
em uso. Ao cair da noite, Amorfélia, como era de 
costume, ingere seu Aloe Vera e se deita no sofá 
para descansar, à espera de seu marido. Sucede 
que a mesma adormece, o que não era comum, e 
Tertuliano, quando chega do trabalho e a vê no 
sofá, pensa que ela tinha ingerido o veneno que 
ele havia preparado e, por conseguinte, tinha 
morrido. Então, para comemorar, Tertuliano 
apanha sua arma e a descarrega em Amorfélia, a 
qual vem a falecer, em virtude dos disparos 
desferidos por Tertuliano. Pergunta-se: 
Tertuliano cometeu algum crime? Qual? E por 
quê? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - 
Banca: MPRS - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Basílio, desconfiado de que 
Josenaldo, seu empregado, está a subtrair 
mercadorias de seu estabelecimento comercial, 
separa duas calças masculinas e um par de 
sapatos, avaliados em R$ 410,00 (quatrocentos e 
dez reais). A seguir, atendendo à orientação de 
policiais previamente informados acerca do 
quadro, deixou as referidas mercadorias, 
deliberadamente, ao alcance do respectivo 
empregado (na cabine de vestir), introduzindo, 
naquele estabelecimento, três milicianos, a fim 
de surpreendê-lo, ficando todos de atalaia. 
Acontece que a desconfiança acabou se 
confirmando porque, no momento em que 
Josenaldo , houve a imediata intervenção policial, 
originandoa sua pronta detenção, embora, logo 
depois, o agente tenha sido liberado por conta da 
não lavratura de auto de prisão em flagrante. 
Nada obstante, foram colhidas as respectivas 
declarações na Delegacia de Polícia. Ainda 
naquele ensejo, e por conta do contexto em que 
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 59 
foi pilhado, Josenaldo acabou por deferir um soco 
em Basílio, causando-lhe lesões de natureza leve, 
conforme auto de exame de corpo de delito de 
fls. Em apreço aos termos do enunciado, 
considere que adotada a teoria da ; o fato 
ocorreu em 23 (vinte e três) de maio de 2008 
(dois mil e oito); o empregado em questão é 
primário; laborando no local, e na qualidade de 
deficiente físico (paraplégico-locomovendo-se 
através de cadeira de rodas), Diante dos dados 
trazidos, e na condição de Promotor de Justiça 
que recebeu as peças do respectivo inquérito 
policial, indaga-se:Houve a prática de algum 
ilícito penal? Justifique.Se afirmativa a resposta, 
houve a consumação? Justifique.Na hipótese de 
professado o entendimento em torno da 
ocorrência do crime tentado, qual ocritério a ser 
utilizado na aplicação do redutor respectivo? 
Justifique. 
Ministério Público da União - MPT - Ano: 2008 - 
Banca: MPT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: 
Crimes - Em se considerando que o trabalho 
prestado por pessoas reduzidas à condição 
análoga à de escravo é gênero, disserte sobre as 
suas espécies, enfocando, inclusive, normas 
internacionais aplicáveis à hipótese. 
- Resposta: 1) Trabalho prestado por pessoas 
reduzidas à condição análoga à de escravo - 
conceito legal e doutrinário - a posição da 
jurisprudência nacional; 2) Classificação e 
espécies; 3) Trabalho forçado e trabalho 
degradante; 4) Tutela à liberdade e à dignidade 
do trabalhador - breve dissertação sobre ambos 
os princípios e suas repercussões; 5) Os 
fundamentos da legislação aplicável à espécie; 
6) A evolução legal da matéria; 7)Trabalho 
escravo contemporâneo - formas; 8) Normas 
Internacionais - Declaração da Organização 
Internacional do Trabalho - OIT sobre os 
Princípios e Direitos Fundamentais -Convenção 
29 da OIT - Convenção 105 da OIT; 9) Breve 
análise jurídica das Convenções 29 e 105 da OIT; 
10) A aplicação das Convenções 29 e 105 da OIT 
no Brasil - importância, hipóteses de incidência; 
11) A interpretação das Convenções 29 e 105; 
12) O trabalho forçado ou obrigatório - conceito, 
hipóteses e exceções; 13) Respeito à 
centralidade temática da pergunta; 
encadeamento de idéias; Utilização correta da 
língua pátria e; desenvolvimento analítico. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2007 - 
Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Cornélio, desconfiado do 
comportamento de sua noiva Fabiana, 
sigilosamente, aguarda no interior de seu veículo 
a saída da mesma do local em que trabalha, 
pois acreditava que o estranho 
comportamento desta decorria de um possível 
outro relacionamento amoroso. Ao verificar que 
Fabiana saiu do trabalho e embarcou em um 
veículo conduzido por um homem, que 
identificou como sendo seu sócio Ricardo, 
acometido por um ciúme incontrolável e intensa 
ira, aciona a ignição de seu veículo e inicia 
movimento com o automóvel, empreendendo 
velocidade excessiva em direção ao veículo em 
que se encontrava Fabiana e seu consorte, vindo, 
em seguida, a colidir intencionalmente com a 
lateral do automóvel, que ainda se parado. Em 
razão da colisão dos automóveis proporcionada 
pela conduta de Cornélio, Fabiana e Ricardo 
sofrem lesões corporais, tendo aquele, logo após 
a colisão, engatado marcha a ré em seu veículo e 
se afastado do local com o escopo de fugir à 
responsabilidade penal. Providenciado o socorro 
às vítimas, os fatos foram registrados na 
Delegacia de Polícia com atribuição na 
circunscrição, restando comprovado através dos 
autos de exame de corpo de delito a que foram 
submetidas aquelas, que as lesões sofridas por 
Fabiana foram de natureza leve, enquanto as 
lesões sofridas por Ricardo resultaram na 
incapacidade deste para o exercício de suas 
ocupações habituais por mais de trinta dias. No 
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 60 
curso da investigação, inquiridos sobre os 
fatos, Ricardo e Fabiana identificaram Cornélio 
como o motorista do veículo que colidiu com o 
outro veículo em que ambos se encontravam e, 
alegando compreenderem a atitude ciumenta de 
Cornélio, manifestaram perante a autoridade 
policial os seus intentos de não o verem ser 
processado criminalmente. Tal reconhecimento 
foi confirmado por Fifi, que passava pelo local e 
serviu como testemunha do fato, juntamente 
com o policial Queiroz. Os fatos se deram no dia 
13 de julho do corrente ano, por volta de 18:00h, 
na av. dos Enganados, em frente ao nº 69, na 
cidade de Paraty, comarca de Juízo único. 
Encaminhados os autos do procedimento 
investigatório, devidamente instruído e relatado 
ao órgão ministerial, com base nos elementos 
acima informados, na qualidade de Promotor de 
Justiça, analise a repercussão jurídico-penal dos 
fatos acima descritos e as providências a serem 
adotadas, elaborando, se for o caso, a peça 
processual pertinente. Paralelamente, exponha, 
de modo fundamentado, o raciocínio adotado em 
sua opinio delicti. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Em relação ao crime de roubo 
(art. 157, caput e parágrafos 1º e 2º do Código 
Penal), discorra e justifique seu entendimento 
acerca dos seguintes temas: a. - a conseqüência 
jurídica do emprego de arma de fogo 
desmuniciada para a concretização da grave 
ameaça; b.- havendo pluralidade de vítimas, 
hipóteses de cabimento do concurso formal; c. - 
havendo pluralidade de condutas, hipóteses de 
cabimento do crime continuado. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Em relação ao crime de 
homicídio doloso (art. 121, caput, e parágrafos 1º 
e 2º do Código Penal), discorra e justifique seu 
entendimento acerca dos seguintes temas: . - a 
possibilidade de coexistência da forma 
privilegiada com a qualificada; b. - a 
caracterização da participação de menor 
importância prevista no art. 29, parágrafo 1º do 
Código Penal; c) - a caracterização das hipóteses 
do art. 29, parágrafo 2º do Código Penal. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes - Narram os autos de inquérito 
policial o seguinte fato delituoso: José Antonio 
Arcanjo, meliante contumaz, reincidente em 
crime doloso, no dia 12 de fevereiro de 2005, por 
volta das 23:00 horas, ingressou no 
Supermercado Alegria, situado à avenida 
Rebouças 1953, nesta Capital. No setor de 
bebidas, visualizou uma caixa vedada, cujo rótulo 
indicava a existência de seis garrafas de 1,5 litros 
de água mineral. O preço da mercadoria, ou seja, 
das seis garrafas, era de R$ 11,00 (onze reais). 
Ante a ausência de circunstantes, José Antonio, 
sorrateiramente, abriu a caixa e substituiu as 
garrafas de água por seis garrafas de vinho 
importado, no valor unitário de R$ 70,00 (setenta 
reais). Fechou a caixa, deixando-a no mesmo 
local. Ato contínuo, deu algumas voltas pelos 
corredores doestabelecimento. Ciente de que 
sua conduta não fora percebida, retornou ao 
setor de bebidas e de posse da embalagem 
adredemente preparada dirigiu-se a um dos 
caixas. Efetuou o pagamento no valor de R$ 
11,00 (onze reais), deixando tranqüilamente o 
supermercado. Como toda a sua ação fora 
percebida pelo sistema de vigilância, no 
momento em que José Antonio já se encontrava 
no estacionamento do estabelecimento, 
colocando a mercadoria no interior de seu carro, 
foi preso em flagrante por dois seguranças. A 
caixa foi aberta, confirmando-se a existência das 
seis garrafas de vinho importado. Encaminhado à 
Delegacia de Polícia, lavrou-se o auto de prisão 
em flagrante. Foram ouvidos Felipe Dias e Renato 
Fonseca, seguranças que efetuaram a prisão, e 
Josimar Ferreira, representante legal da vítima. 
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 61 
Recebendo o inquérito policial já relatado e 
atuando como Promotor de Justiça no feito, 
elaborar a peça cabível. 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes Cibernéticos - Em relação aos 
atos praticados pela Internet (web) abaixo 
arrolados, como se fosse membro do Ministério 
Público de Santa Catarina defina a competência, 
citando fundamentada e expressamente a(s) 
norma(s) aplicável(eis) e indique o(s) 
dispositivo(s) legal(ais) que tipifica(m) a(s) 
conduta(s). a) G.L., do computador de sua 
residência situada em Joinville/SC, enviou em 
01/01/2011, exclusivamente para S.S., residente 
em Florianópolis/SC, um email contendo fotos 
pornográficas e de sexo explícito envolvendo 
crianças e adolescentes. As imagens foram 
obtidas na web por G. L., via programa Y., que 
permite o compartilhamento irrestrito de 
arquivos, imagens, músicas, dentre outros. Não 
há, contudo, prova nos autos do inquérito policial 
de que as fotografias haviam sido conseguidas 
por G.L. através do programa Y. b) N. Y. e W. C., 
competentes hackers, invadiram em 11/09/2009, 
a partir dos seus computadores, localizados nas 
suas residências situadas na cidade de Balneário 
Camboriú/SC, o sistema de home banking 
mantido pela Caixa Econômica Federal através da 
Internet (web), acessaram a conta bancária de D. 
B., vinculada à Agência 001 situada em Itajaí/SC, 
sem conhecimento do titular correntista, e 
efetuaram uma retirada no valor de R$10 mil. c) 
D. T., a partir de seu notebook, em Criciúma/SC, 
efetuou compras pela Internet (web) em lojas 
virtuais, situadas em Florianópolis/SC, 
Araranguá/SC e Joinville/SC, utilizando-se 
indevidamente do número do CPF e do cartão de 
crédito de R. L., sem a sua anuência, fato este 
que possibilitou o recebimento, em sua 
residência em Criciúma, por D. T., das 
mercadorias adquiridas. OBSERVAÇÃO: O 
combate aos crimes de pornografia infantil e 
pedofilia está previsto na Convenção 
Internacional sobre os Direitos da Criança, 
aprovada pelo Decreto Legislativo n. 28/90 e 
promulgada pelo Decreto Presidencial n. 
99.710/90. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes contra a Administração Pública 
- É possível, em um mesmo fato, a convivência do 
crime de concussão com o de corrupção ativa por 
particular? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - 
Banca: MPRS - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes contra a Fé Pública - 
Epaminondas estava no Aeroporto Internacional 
Salgado Filho à procura de uma oportunidade 
para ganhar dinheiro fácil, quando percebeu que 
um turista norte-americano deixou uma pequena 
bolsa num balcão de lancheria. Imediatamente 
recolheu-a e percebeu que continha alguns 
͞tƌaǀelleƌsà ĐheĐks͟à eŵà dſlaƌes.à Coŵoà ŶĆoà
poderia reproduzir as assinaturas que ali 
constavam, teve a idéia de falsificar aqueles 
documentos com a ajuda de Setembrino, técnico 
de informática de uma grande empresa. Na 
suaconcepção criminosa, como tais cheques de 
viagem estrangeiros são aceitos no país pelos 
estabelecimentos bancários como papel-moeda, 
e não havendo uma fiscalização aguda do Banco 
Central e das autoridades policiais, seria mais 
fácil falsificá-los do que as cédulas de reais. 
Utilizando os mais sofisticados e aprimorados 
métodos e aparelhos, ambos conseguiram 
falsificar os cheques de uma forma quase 
perfeita, usando os originais como modelos. De 
posse dos mesmos, Epaminondas dirigiu-se a 
uma agência do HSBC em Porto Alegre, que 
negocia cheques de viagem em moedas 
estrangeiras (dólares e euros), onde efetuou a 
troca de dez cheques de U$ 100,00 por dinheiro 
nacional. Na hora, como a falsificação não era 
grosseira, o funcionário nem desconfiou. Dois 
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 62 
dias mais tarde porém, foi descoberto o golpe e a 
Polícia Civil, agindo com rapidez e eficiência, 
logrou descobrir os autores, capitulando o fato 
no inquérito policial como sendo o delito de 
moeda falsa (art. 289 do Código Penal). 
Recebendo os autos, o Dr. Promotor de Justiça 
ficou indeciso, notadamente acerca do juízo 
competente para processar os falsários. 
Considerando todos os dados pertinentes ao 
evento delituoso, analise-os e indique, com 
fundamento legal e justificativa, qual seria a 
soluçĆoàĐoƌƌetaàaàseƌàadotadaàpeloà͞PaƌƋuet͟.à 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Crimes contra a Ordem Tributária - 
Proceda à análise crítica da Súmula Vinculante nº. 
24 do STF – Não se tipifica crime material contra 
a ordem tributária previsto no art. 1º, incisos I a 
IV, da Lei 8.137/90, antes do lançamento 
definitivo do tributo – destacando os aspectos 
dogmáticos e político criminais mais relevantes. 
- Resposta: A Comissão, para pontuar a nota, 
levou em consideração os seguintes aspectos: a) 
O momento em que ocorre a configuração dos 
denominado delitos materiais, previstos nos 
incisos I a IV do art. 1º, da Lei nº. 8.137/90, 
pontuando que se faz necessária a ocorrência do 
resultado, qual seja, a supressão ou diminuição 
dolosa do tributo devido, ou a apropriação 
indébita de tributos retido de terceiros. b) O 
lançamento do crédito tributário, realizado de 
ofício nesses casos, também se submete ao crivo 
do contraditório no contencioso tributário, 
quando o sujeito passivo insurge-se contra a 
pretensão administrativa, impugnando-a. c) O 
lançamento, uma vez impugnado, suspende-se a 
exigibilidade do crédito (CTN, art. 151, III), que 
fica passível de desconstituição. De maneira que, 
para que o fisco possa representar ao Ministério 
Público para que este proceda à ação penal, é 
necessário que o lançamento esteja 
definitivamente constituído na esfera 
administrativa, sob pena de falta de justa causa 
para a pretensão punitiva do Estado. d) O STF, 
embora ressaltando não se tratar de condição 
objetiva de procedibilidade, entendimento já 
assentado na Corte, vem, exigindo o 
encerramento fiscal para a constituição, ou não, 
de crédito tributário, como condição objetiva de 
punibilidade, rejeitando as denúncias oferecidas 
antes da conclusão final administrativa à conta 
da falta de justa causa. Por fim, foi levado em 
consideração, nos termos da Resolução nº. 
15/2010, do Conselho Superior do Ministério 
Público do Estado da Bahia, o domínio correto 
da norma padrãoda língua portuguesa e das 
suas estruturas (adequação vocabular, 
ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação), 
bem como a capacidade de exposição do 
pensamento e o poder de argumentação e de 
convencimento do candidato. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Crimes contra a Ordem Tributária - 
Sinfrônio, Francisco, Colombo e Valdivino, fiscais 
de rendas da Secretaria de Fazenda de um 
município do Rio de Janeiro, há dois anos, por 
determinação de seu superior imediato, Emílio, 
eram os responsáveis pelas ações fiscais relativas 
à verificação da correta metragem de imóveis 
comerciais na cidade. Após prévio encontro com 
donos de supermercados locais, em que 
acordaram o pagamento de R$ 5.000,00 (cinco 
mil reais) mensais a cada um dos quatro fiscais, 
promoveram, no cadastro da Secretaria, a 
redução da área construída de todas as lojas do 
setor, o que culminou na diminuição do valor 
venal e conseqüente pagamento a menor do 
IPTU desses imóveis. Os valores recebidos eram 
depositados em contas-correntes abertas em 
nome dos caixas dos supermercados, através da 
falsificação de seus documentos e a concorrência 
da conduta de Ariovaldo, gerente da agência local 
do Banco do Brasil, que autorizava a retirada 
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 63 
posterior dos valores em espécie pelos fiscais, 
para futura repartição entre todos. Capitule as 
condutas dos quatro fiscais de renda. RESPOSTA 
OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Criminologia - Explique a teoria 
criminológica da escola clássica, formulada a 
partir de Beccaria (Dos delitos e das penas, 
1764), com ênfase na sua concepção sobre a 
natureza e a ordem social. 
- Resposta: CONCEPÇÃO SOBRE A NATUREZA 
HUMáNá:à ͞áà teoƌiaà ĐƌiŵiŶológiĐaà daà esĐolaà
clássica - A escola clássica parte da concepção 
do homem como um ser livre e racional que é 
capaz de refletir, tomar decisões e atuar em 
consequência. Em suas decisões, basicamente 
realiza um cálculo racional das vantagens e 
inconvenientes que lhe vai proporcionar sua 
ação, e atua ou não segundo prevaleçam umas 
ou outras; em sua terminologia, o prazer o a dor 
são os motores da conduta humana. Quando 
alguém encara a possibilidade de cometer um 
delito, efetua um cálculo racional dos 
benefícios esperados (prazer) e os confronta 
com os prejuízos (dor) que acredita vão derivar 
do delito; se os benefícios são superiores aos 
prejuízos, tenderá a cometer a conduta delitiva. 
;…Ϳà Nesseà poŶto,à aà esĐolaà ĐlĄssiĐaà destaĐaà aà
importância das penas para a prevenção do 
delito. Isso é coerente com sua concepção de 
homem e do delito, já que a pena que vai ser 
imposta ao culpado no caso de cometer o delito 
e ser descoberto e condenado é um mal e 
representa, portanto, um claro prejuízo, que 
deveria desequilibrar a decisão racional a favor 
da não-comissão do delito. Assim, afirma-se que 
o fim da pena não é outro que impedir o réu de 
causar danos a seus concidadãos, e afastar os 
demais de cometer outros iguais; de modo que 
nessa declaração incluem-se duas finalidades 
(negativas) da pena: a prevenção especial e a 
geƌal͟àà;“ERRáNOàMáÍLLO,àálfoŶso.àIŶtƌoduçãoàăà
criminologia. São Paulo: RT, 2007, p. 63-4). 
CONCEPÇÃO SOBRE A ORDEM SOCIAL: 
͞ĐoŶtƌatoà à soĐial͟à Ƌueà oƌigiŶaƌiaà à aàà
solidariedade de todos os cidadãos em torno 
dos valores fundamentais, ou seja, o consenso 
assim criado determinaria uma igualdade de 
deveres, assente na pressuposta igualdade de 
interesses (DIAS, Jorge de Figueiredo; ANDRADE, 
Manuel da Costa. Criminologia. Coimbra: 
Coimbra Editora, 1997, p. 9). 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Culpabilidade - Decline, segundo o 
estágio atual do debate, os mais elucidativos 
critérios de distinção entre Culpa Consciente e 
Dolo Eventual, e comente a procedência da 
afiƌŵaçĆoàdeàƋueà͞oàDoloàseŵpƌeàfuŶdaŵeŶtaàoà
injusto e uma culpabilidade mais grave que a 
Đulpa͟,à apontando, ainda, as mais importantes 
implicações práticas da aludida diferenciação na 
solução dos variados casos penais. 
- Resposta: A Comissão, para pontuar a nota, 
levou em consideração os seguintes aspectos: a) 
A distinção entre o dolo eventual e culpa 
consciente implica na análise de dois 
pressupostos: o primeiro, de que o dolo eventual 
é, legalmente, equiparado ao dolo direto no 
tocante aos seus efeitos, levando a conclusão de 
que o dolo eventual deve ter uma base 
normativa que justifique sua inclusão no âmbito 
volitivo do sujeito. O segundo pressuposto é de 
que no dolo eventual o agente deve ter refletido 
e estar consciente acerca da possibilidade da 
realização do tipo e, segundo o seu plano para o 
fato, se tenha colocado de acordo com o fato de 
que, com a sua ação, produzirá uma lesão do 
bem jurídico. b) Na culpa consciente, o agente 
também está ciente da possibilidade de 
realização do tipo, mas como não se colocou de 
acordo com a produção do resultado lesivo, 
espera poder evitá-lo ou confia na sua não-
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 64 
ocorrência. c) Conforme a divisão dos elementos 
que compõem o dolo e a estrutura do tipo é 
possível identificar dois grandes grupos de 
teorias para fins de distinção entre culpa 
consciente e dolo eventual, quais sejam, as 
teorias intelectivas, as quais se fixam em que os 
limites do dolo devem ser determinados com 
base no conhecimento do agente acerca dos 
elementos do tipo objetivo, e as teorias volitivas, 
as quais se fixam no elemento volitivo e não 
apenas no elemento intelectivo. d) As teorias 
intelectivas: teoria da representação ou da 
possibilidade, teoria da probabilidade, teoria da 
evitabilidade, teoria do risco e teoria do perigo a 
descoberto. As teorias volitivas: a teoria do 
consentimento ou da assunção ou da aprovação 
e a teoria da indiferença e) A afirmação 
ressaltada na questão se relaciona com os casos 
de cegueira diante dos fatos, assim 
compreendida quando se refere a casos em que 
o autor não conhece a possibilidade da causação 
de lesão ao bem jurídico por meio de sua ação, 
haja vista a absoluta indiferença em relação ao 
bem jurídico. f) A repercussão decorrente da 
qualificação jurídica do fato (doloso ou culposo) 
com suas implicações processuais e materiais, a 
exemplo de: fixação de competência, cabimento 
de prisão preventiva, dentre outros. Por fim, foi 
levado em consideração, nos termos da 
Resolução nº. 15/2010, do Conselho Superior do 
Ministério Público do Estado da Bahia, o 
domínio correto da norma padrão da língua 
portuguesa e das suas estruturas (adequação 
vocabular, ortografia, morfologia, sintaxe e 
pontuação), bem como a capacidade de 
exposição do pensamento e o poder de 
argumentação e de convencimento do 
candidato. 
Ministério Público Estadual - MPE-MT - Ano: 
2012 - Banca: UFMT - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Culpabilidade - Discorra sobre a teoria 
limitada da culpabilidade no erro jurídico-penal, a 
posição do Código Penal brasileiro, a distinção 
para com a teoria extremada da culpabilidade, o 
significado e as consequências jurídicas. 
Ministério PúblicoEstadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Culpabilidade - áà͞ĐoĐulpaďilidadeàăsà
aǀessas͟à teŵà sidoà deseŶǀolǀida,à
doutrinariamente, em duas perspectivas 
distintas. Quais são elas? 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Culpabilidade - No conceito analítico 
ou estruturante do crime, ofereça considerações 
acerca da culpabilidade e a posição desta no 
sistema dicotômico e tricotômico do Direito 
Penal. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Culpabilidade - As bases normativas 
da teoria da culpabilidade, ao mesmo tempo em 
que logram afirmar-se após o desenvolvimento 
da teoria finalista da ação, estarão também 
submetidas a uma série de críticas e correções, 
dentro de um processo em que alguns autores 
deŶoŵiŶaƌĆoà͞ĐƌiseàdeàĐulpaďilidade͟.àIdeŶtifiƋueà
as principais críticas a essa base normativa do 
conceito de culpabilidade, apontando também 
quais são os principais caminhos ou teorias que 
buscam superar o que alguns identificam como 
crise de culpabilidade. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Culpabilidade - Em se tratando de crime 
culposo, a ausência de previsibilidade subjetiva 
exclui a culpa? 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Direito Constitucional Penal - O 
sistema do Código de Processo Penal brasileiro 
possibilita a sobreposição de funções do órgão 
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 65 
jurisdicional e do órgão oficial de acusação, 
fazendo com que se tenha condições quase 
ilimitadas para o agir jurisdicional no âmbito de 
busca e produção de prova. Esse agir oficioso por 
parte do órgão jurisprudencial cria o que 
FƌaŶĐoààCoƌdeƌoààdeŶoŵiŶouààdeà͞ƋuadƌiàŵeŶtalià
paƌaoidi͟à ;Ƌuadƌosà ŵeŶtaisà paƌaŶſiĐosͿ,à jĄà Ƌueà
quem produz prova desenvolve um raciocínio 
baseado no primado das hipóteses sobre fatos. 
Tal situação estão em sintonia com o sistema 
acusatório previsto na Constituição do Brasil de 
1988? Fundamente com argumentos críticos. 
- Resposta: O atual Código de Processo Penal 
contém dispositivos que abrem possibilidade do 
juiz produzir provas antes mesmo do início da 
ação penal, conforme se extrai da redação do 
artigo 156, inciso I. Também há previsão do juiz 
produzir provas no inciso II do mesmo artigo 
156, artigos 209, 212, parágrafo único, 404 e 
473, todos do CPP. Num sistema no qual o 
órgão jurisdicional produz prova que 
aproveita tanto à acusação quanto à defesa, 
os papéis de acusador, defensor e julgador se 
confundem numa só pessoa, desestruturando o 
modelo acusatório sistematizado na 
Constituição da República de 1988. Quando o 
juiz sente necessidade de produzir prova para 
suprir uma deficiência da acusação ou da 
defesa, ocorre o que Franco Cordero denomina 
deà ͞Ƌuadƌià ŵeŶtalià paƌaŶoidi͟,à ouà seja,à oà juizà
toma a decisão antes de conhecer o fato, indo 
atrás das provas depois para comprovar ou não 
sua versão (hipótese). É o primado das hipóteses 
sobre os fatos. Por tal razão, as hipóteses 
possíveis criam na mente do juiz quadros 
mentais paranóicos, já que ele acredita numa 
hipótese e, a partir disso, busca provas para 
atestar ou não o que ele já acreditava ser 
verdadeiro. Esses quadros mentais paranóicos 
fazem com que o juiz seja parcial e assuma uma 
função que não é sua constitucionalmente, ou 
seja, assuma a função de acusador (ou 
assistente de acusador) ou de defensor (ou 
assistente de defensor) contrariando o sistema 
acusatório de 1988. Portanto, quando o juiz 
produz prova no lugar da acusação ou da 
defesa age em dessintonia com o sistema 
acusatório previsto pela Constituição da 
República do Brasil. O projeto 156 que 
reformula todo o CPP coloca cada parte no 
seu lugar, ou conforme afirmara 
primeiramente Francesco Carnelutti e 
atualmente Jacinto Nelson de Miranda 
CoutiŶhoà à Ġà à ŶeĐessĄƌioà ͞ŵetteƌeà à ilà à PúďliĐoàà
MiŶistĠƌioà àalà à suoà àposto͟à ;ĐoloĐaƌàoàMiŶistĠƌioà
Público no seu lugar), ou seja, no lugar de 
acusador oficial. 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Direito Constitucional Penal - Policiais 
encarregados da carceragem impediram a fuga 
de 30 presos de determinada cadeia pública. De 
comum acordo, resolveram confinar os 30 
pƌesosà à Ŷaà ͞Đela-do-Đastigo͟.à à Uŵà à peƋueŶoàà
contêiner, exposto ao sol, sem ventilação. Após 
Ϯϰàhoƌas,àoà͞Đastigo͟àteƌŵiŶouàĐoŵàaàŵoƌteàdeàϯà
presos envoltos em urina, suor, fezes e vômitos. 
Tipifique penalmente a conduta dos policiais. 
 - Resposta: O enunciado da questão deixa claro 
ƋueàaàiŶteŶçãoàdosàageŶtesàeƌaàdeà͞Đastigaƌ͟àosà
presos por intermédio da prática de ato não 
previsto em lei ou resultante de medida legal. 
Por outro lado, o enunciado da questão não 
permite afirmar dolo direto ou eventual de 
homicídio. Logo, os policiais encarregados da 
carceragem realizaram, mediante concurso 
formal impróprio (CP, art. 70, parte final - 
desígnios autônomos), o crime de tortura, por 27 
vezes, previsto no art. 1º, §1º; bem como o crime 
de tortura qualificada pela morte, por 3 vezes, 
previsto no art. 1º, §3º; ambos da Lei 9.455/97. 
Ministério Público Estadual - MPE-MT - Ano: 
2012 - Banca: UFMT - Disciplina: Direito Penal - 
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Assunto: Direitos Humanos - Discorra sobre a 
Convenção Americana sobre Direitos Humanos 
(Pacto de São José, da Costa Rica), promulgada 
pelo Decreto nº 678/1992, e os direitos e 
garantias processuais penais. Coteje os direitos e 
garantias processuais penais constantes na 
Convenção com os direitos e garantias 
incorporados (ou não) ao processo penal 
brasileiro, apontando o entendimento do 
Supremo Tribunal Federal sobre a questão. 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: 
Direitos Humanos - Membro do Ministério 
Público Federal tem legitimidade para recorrer 
a órgãos de monitoramento de tratados 
internacionais de direitos humanos? 
Exemplifique e justifique sua posição à luz das 
atribuições constitucionais do parquet e de sua 
posição institucional no Estado brasileiro. 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Direitos Humanos - Policiais 
encarregados da carceragem impediram a fuga 
de 30 presos de determinada cadeia pública. De 
comum acordo, resolveram confinar os 30 
pƌesosà à Ŷaà ͞Đela-do-Đastigo͟.à à Uŵà à peƋueŶoàà
contêiner, exposto ao sol, sem ventilação. Após 
Ϯϰàhoƌas,àoà͞Đastigo͟àteƌŵiŶouàĐoŵàaàŵoƌteàdeàϯà
presos envoltos em urina, suor, fezes e vômitos. 
Tipifique penalmente a conduta dos policiais. 
 - Resposta: O enunciado da questão deixa claro 
ƋueàaàiŶteŶçãoàdosàageŶtesàeƌaàdeà͞Đastigaƌ͟àosà
presos por intermédio da prática de ato não 
previsto em lei ou resultante de medida legal. 
Por outro lado, o enunciado da questão não 
permite afirmar dolo direto ou eventual de 
homicídio. Logo, os policiais encarregadosda 
carceragem realizaram, mediante concurso 
formal impróprio (CP, art. 70, parte final - 
desígnios autônomos), o crime de tortura, por 27 
vezes, previsto no art. 1º, §1º; bem como o crime 
de tortura qualificada pela morte, por 3 vezes, 
previsto no art. 1º, §3º; ambos da Lei 9.455/97. 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - O Promotor de Justiça da Infância e 
Juventude, em comarca de entrância inicial, foi 
comunicado pela Delegacia de Polícia daquela 
circunscrição que havia sido localizado um bebê 
recém-nascido, dentro de uma lata de lixo, aos 
fundos de uma escola pública. O bebê estava 
internado em instituição hospitalar, recebendo os 
primeiros atendimentos. O Promotor, então, 
contatou o Conselho Tutelar para acompanhar o 
caso. Cerca de cinco dias depois, o Conselho 
Tutelar localizou a mãe da criança, uma 
adolescente de treze anos e onze meses de 
idade, natural de outro Estado da Federação. Em 
10 de dezembro de 2010, ela completará 
quatorze anos. Veio para a cidade de carona com 
um caminhoneiro desconhecido, que a deixou 
nas imediações de um posto de gasolina, no dia 
anterior ao parto. Ficou escondida em uma casa 
abandonada, perto da escola, e alimentava-se 
com as sobras de comida de um restaurante. O 
Conselho Tutelar descobriu que a adolescente 
havia sido expulsa de casa, ante a notícia da sua 
gravidez. O pai do bebê era marinheiro de um 
navio de outro país, que ficara alguns dias 
atracado em porto brasileiro. Com a partida do 
navio, sequer soubera da gravidez da menor, que 
não tinha qualquer dado a respeito do navio ou 
do marinheiro, exceto a nacionalidade deste. O 
Conselho Tutelar providenciou um lar provisório 
para a criança, para quando esta deixasse o 
hospital, onde recebia atendimento, pois não 
havia instituição de abrigamento na comarca. 
Providenciou, ainda, que a adolescente ficasse na 
mesma casa para aonde seria levado o bebê, 
assim que recebesse alta hospitalar. Não levou a 
adolescente para o hospital, para evitar recusa à 
sua permanência, posto que menor de idade, 
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desacompanhada dos pais ou responsável. Além 
disso, o Conselho não teria como comprovar ao 
hospital o fato de ser a adolescente a mãe do 
bebê. Os conselheiros conseguiram, ainda, 
identificar a genitora da menor, no outro Estado; 
ela aceitava a filha de volta, mas sem a criança, 
pois não teria condições econômicas de mantê-
las. Alegou também que não tinha condições de 
custear a passagem da filha para o estado de 
origem tampouco de ir buscá-la. O Conselho 
Tutelar não logrou gratuidade na passagem de 
ônibus para a adolescente junto à empresa que 
fazia a linha entre a comarca mencionada e a 
cidade do outro Estado da Federação, onde a 
genitora da menor se encontrava. Os 
Conselheiros Tutelares são neófitos, pois estão a 
menos de um mês no exercício da função. A 
pessoa que acolheu provisoriamente a 
adolescente exige pressa, pois não quer ficar com 
aquela responsabilidade. O acordo inicial seria 
para cuidar do bebê e não de sua genitora, ainda 
que adolescente. Você é o(a) Promotor(a) de 
Justiça da Comarca e está com dois Conselheiros 
Tutelares e a adolescente em sua sala, 
aguardando seu pronunciamento. Indique as 
orientações que daria ao Conselho Tutelar e que 
providências tomaria, como Promotor de Justiça. 
Analise competência e atribuição do Conselho 
Tutelar, Justiça e do Ministério Público de cada 
um dos Estados envolvidos. 
- Resposta: A questão é aberta, para verificar a 
construção do raciocínio do candidato frente a 
situações em que a aplicação teórica da lei é 
dificultada pela falta, na situação concreta, dos 
recursos idealizados pelo legislador. Pretende-se 
que o candidato identifique a situação de risco 
da criança e da adolescente, no casodesta, 
inclusive pelos crimes de que foi vítima. Da 
mesma forma, que identifique a prática de ato 
infracional pela adolescente. A partir dessa 
visão total do fato, o candidato deverá conjugar 
os diversos dispositivos legais e solucionar a 
questão, de forma que haja apontamento das 
providências cabíveis, sobretudo as 
emergenciais, diferenciação das 
atribuições/competências das principais 
instituições que atendem às crianças e 
adolescentes, sobretudo entre Ministério 
Público, Poder Judiciário e Conselho Tutelar, 
bem assim precisão do local da competência 
(foro competente) para cada providência 
indicada. Serão valoradas, igualmente, 
respostas não detalhadas no espelho, mas que 
tenham razoabilidade e previsão legal. 1) 
Orientações que, na condição de Promotor de 
Justiça, daria ao Conselho Tutelar Espera-se que 
o candidato aponte as atribuições do Conselho 
Tutelar (ECA, artigo 136), excluindo destas a 
medida de acolhimento familiar (ECA, art. 101, 
VIII), orientando-o no sentido de levar ao 
conhecimento do Ministério Público ou do Juiz, 
conforme o caso, os casos que não sejam de sua 
alçada de resolução. Pretende-se que analise o 
acolhimento familiar do bebê (artigo 101, VII, 
ECA), ante a ausência de instituições de 
abrigamento na comarca. Deverá indicar que o 
acolhimento tem caráter provisório e 
excepcional, como forma de transição para 
reintegração familiar ou colocação em família 
substituta (ECA, art. 101, §1º). Contudo, que 
oriente o Conselho sobre a competência da 
autoridade judiciária para tal determinação, a 
quem deverá ser encaminhado o caso para 
conhecimento e deliberação (ECA, art. 101, §2º, 
combinado com o 136, inciso V), aceitando a 
providência pelo Colegiado, face à situação 
emergencial, o que pode ser sustentado por 
analogia ao artigo 93 do ECA. Pretende-se que o 
candidato, como Promotor de Justiça, indique as 
providências emergenciais, especialmente 
atendimento hospitalar à adolescente, registro 
de nascimento e deslocamento da genitora da 
adolescente ou seu recambiamento ao Estado de 
origem. Como desdobramento dessas, deverá 
sustentar que é atribuição do Conselho 
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requisitar serviços de saúde, diante da 
necessidade de internação do bebê e de 
acompanhamento médico e/ou psicológico da 
própria adolescente, forte no artigo 101, inciso 
V, do ECA. Quanto à questão da permanência 
da adolescente com o bebê no hospital, embora 
seja permitida a permanência com um dos 
genitores, em turno integral (ECA, art. 12) e que 
o artigo 10, inciso V, do ECA, recomende o 
alojamento conjunto, a indicação deverá 
guardar coerência com a medida afinal adotada 
pelo candidato, como Promotor, para evitar o 
paradoxo, por exemplo, de ingresso com 
destituição de poder familiar, pedido de 
internação provisória da adolescente por ato 
infracional e, ao lado, orientação para que a 
adolescente conviva ou seja colocada em 
alojamento conjunto com a criança que colocou 
em risco,pelo menos antes de avaliação 
psicológica da adolescente. O candidato deverá 
indicar, ainda, a necessidade de ser efetuado o 
registro de nascimento do bebê, ainda que com 
os dados disponíveis (ECA, art. 102). O Conselho 
Tutelar tem o poder de requisição dessa certidão 
(ECA, art. 136, VIII), podendo provocar a 
requisição da autoridade judiciária, se 
necessária (ECA, art. 102, §1º).Será aceito 
também se o candidato indicar que, como 
Promotor, irá requerer judicialmente a abertura 
do registro de nascimento do bebê ou que o Juiz 
deverá requisitar o registro (ECA, art. 148, 
parágrafo único, letra h). Pretende-se que o 
candidato comente sobre o papel de atenção do 
Conselho Tutelar tanto ao bebê como à mãe-
adolescente, posto que ambos encontram-se em 
situação de risco e necessitam de medidas de 
proteção, uma vez que seus direitos foram 
violados, sobretudo pela falta, abuso ou omissão 
dos pais ou responsável ou em virtude da 
própria conduta (ECA, art. 98, incisos I a II), 
situação esta que justifica a intervenção, não só 
do próprio Conselho Tutelar, como também da 
Justiça da Infância e da Juventude (ECA, arts. 
136, inciso I, 148, parágrafo único). Pretende-se 
que o candidato demonstre a situação de risco a 
partir de algum dado informativo mencionado 
na questão e não apenas transcreva o 
dispositivo legal, situação esta que impõe a 
atuação do Conselho Tutelar (ECA, art. 136, inc. 
I). Deverá comentar, por exemplo, sobre a 
necessidade de atendimento médico às duas, 
pela situação do parto recente. A respeito da 
adolescente, pretende-se que seja indicada a 
avaliação psicológica, quer pela situação dos 
crimes que foram praticados contra ela, no outro 
Estado, quer pela situação que a levou a praticar 
ato infracional, incluindo o próprio abandono 
familiar. Da mesma forma, pela necessidade de 
apoio alimentar à nutriz (ECA, art. 8º, §3º) e 
assistência psicológica, posto em que período 
pós-natal (art. 8º, 4º), para minorar as 
consequências do estado puerperal. Quanto ao 
deslocamento da adolescente ou de sua genitora 
para o Estado de origem ou em retorno, espera-
se que o candidato oriente ao Conselho Tutelar 
que as passagens deverão ser providenciadas 
junto ao Município, sendo aceita a indicação de 
Fundo da Criança e do Adolescente, Assistência 
Social do Município ou secretaria municipal 
equivalente. Ainda, que oriente ao Conselho que 
a adolescente poderá viajar de volta desde que o 
recambiamento tenha sido autorizado 
judicialmente, já que aquela deverá responder a 
procedimento por ato infracional. Por fim, que o 
Conselho Tutelar deverá seguir as 
determinações judiciais quanto ao 
acompanhamento de conselheiro tutelar no 
retorno ou presença de pais ou responsável. 
Outra possibilidade a ser indicada ao Conselho 
Tutelar pelo candidato é a vinda da genitora da 
adolescente, o que facilitaria seu 
acompanhamento nas audiências, sem 
necessidade de nomeação de curador. Para 
tanto, sugeriria o contato com o Conselho 
Tutelar do outro Estado. Igualmente, poderá ser 
indicada a necessidade de inclusão em 
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programa comunitário ou oficial de auxílio à 
família, à criança e ao adolescente, em face da 
situação em que está a mãe-adolescente, sem 
recursos para a própria manutenção. Poderá 
estender tal situação à genitora da adolescente, 
no caso de reintegração familiar da adolescente 
e do bebê, a ser tomada, contudo, pelo Conselho 
Tutelar do outro Estado. Poderá ser mencionada 
a Lei nº 8.742/93, além do ECA, para o amparo 
dos programas assistenciais. 2) Quais as 
providências que tomaria como Promotor de 
Justiça - O candidato deverá apontar as 
medidas que adotará frente ao ato infracional, 
praticado pela adolescente, indicando as 
medidas possíveis ao Promotor de Justiça do 
local da omissão ou ação, como oitiva informal 
da adolescente, se possível, acompanhada por 
sua genitora ou responsável, para fins de 
remissão ou representação, justificadamente. 
Espera-se que o candidato indique a ocorrência 
de ato infracional, similar à exposição ou 
abandono de recém-nascido – CP, art. 134. Será 
aceita tipificação em fato mais grave. O 
arquivamento, nesta situação hipotética, apesar 
de ser uma possibilidade jurídica, será a última 
medida a ser avaliada como certa pelo 
examinador e deverá estar detalhadamente 
fundamentado e justificado para ser 
considerado. Isto porque o bebê poderia ter 
morrido, a conduta da adolescente reveste-se de 
gravidade, há autoria e materialidade, situações 
que não recomendam tal opção. Como 
Promotor de Justiça, pretende-se que indique 
outras medidas que não tenham sido tomadas 
pelo Conselho Tutelar ou que extravasem a 
atribuição deste, tais como abertura de 
inquérito civil, expedição de recomendação para 
a implantação do serviço, formulação de termo 
de ajuste de conduta ou mesmo aforamento de 
ação civil pública, tudo para verificar e procurar 
resolver a situação de falta de instituição de 
abrigamento na comarca. Poderá indicar o 
aforamento de ação de alimentos contra a avó e 
de investigação de investigação contra a avó e 
de investigação de paternidade,mesmo oficiosa 
(lei nº 8.560/92), definindo a atribuição do 
Ministério Público conforme o artigo 147 do 
ECA. Da mesma forma, caso não tenha 
orientado ao Conselho Tutelar a providenciar ou 
diante de recusa à requisição do Conselho, 
deverá mencionar que, como membro do 
Ministério Público, adotaria as providências 
extrajudiciais ou judiciais para a concessão das 
passagens, atendimento hospitalar ou de 
abertura de registro de nascimento. Como 
Promotor de Justiça, espera-se a posição do 
candidato quanto à reintegração à família ou 
colocação em família substituta. Serão aceitas 
tanto a indicação de tentativa de permanência 
da adolescente com o bebê e com a própria mãe 
(avó), como as providências para colocação em 
família substituta, das duas ou somente do 
bebê. Quanto à situação do bebê, espera-se que 
seja analisada, no âmbito cível, a situação de 
exposição daquele pela própria genitora 
(adolescente) e suas conseqüências sobre a 
reintegração familiar ou colocação em família 
substituta. Poderá ser sustentado que, como 
Promotor de Justiça, não procuraria ou 
recomendaria apermanência da adolescente e 
do bebê no mesmo lar provisório, pelos mesmos 
motivos analisados quando do aconselhamento 
ao Conselho Tutelar sobre o alojamento 
conjunto no hospital, salvo avaliação 
psicológica da adolescente em sentido contrário, 
afastando risco ao bebê. Será aceito se o 
candidato apontar a ação para afastamento da 
criança do convívio familiar (ECA, art. 101, 
§2º),como medida protetiva, ou cabimento de 
ação de suspensão ou de destituição do poder 
familiar. Isto porque nocurso do processo, após 
os estudos técnicos, se for comprovado que a 
mãe tem condições psicológicas e emocionais de 
permanência com a criança, nada impede que o 
Ministério Público formule pedido para a 
reintegração familiar. Após a destituição do 
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 70 
poder familiar, se for o caso, o candidato, como 
Promotor de Justiça, deverá zelar pela inserção 
do bebê no cadastro de adoção (ECA, ART. 50). 
Quanto aos aspectos criminais, já que a 
adolescente foi vítima de crimes, pretende-se 
que o candidato indique que irá determinar o 
envio de peças de informação ao Ministério 
Público do outro Estado, para as providências 
cabíveis. Quanto ao crime praticado pelo 
marinheiro contra a adolescente, a tipificação 
penal em si não será motivo de afastamento de 
pontuação. Considerando que a autoria é 
desconhecida, será suficiente que o candidato 
indique queencaminhará aspeças de 
informação ao Promotor de Justiça do local do 
crime, para as providências cabíveis. Pretende-
se que o candidato reconheça que a adolescente 
também foi vítima de abandono por parte de 
sua genitora, que a expulsou de casa ante a 
notícia de gravidez, a exigir a aplicação da 
responsabilidade parental (ECA, art. 100, inciso 
IX) e de adoção de medidas pertinentes à sua 
representante legal (ECA, art. 129), inclusive 
quanto ao aspecto penal (CP, arts.244 e 246). 
Para isto, comunicaria ao Ministério Público ou 
Justiça da Infância e da Juventude do outro 
Estado. Isto porque, em relação ao pai, se 
descoberta a autoria e diante da comprovação 
da materialidade, o caso seria de eventual ação 
penal, no outro Estado da Federação, pelo 
Promotor de Justiça e Juiz de Direito Criminais 
daquele estado. Poderá ser referido pelo 
candidato que adotará as providências para 
identificar e penalizar o caminhonheiro, posto 
que cometeu infração administrativa ao 
conduzir a adolescente (ECA, art. 83, c/c 251) 3) 
Analisar competência e atribuição do Conselho 
Tutelar, Justiça e do Ministério Público de cada 
um dos Estados. Aceita-se aqui a concepção de 
͞Justiça͟à Đoŵoà ĐoŵpetġŶĐiaà teƌƌitoƌial;foƌoà
competente) ou funcional (Vara da Infância e da 
Juventude, face à situação de risco). Em relação 
ao Juiz da Vara da Infância e da Juventude, 
espera-se que o candidato indique ser a 
autoridade competente para determinar a 
medidade acolhimento familiar e o julgamento 
do ato infracional e a colocação em família 
substituta. Quanto à competência do foro de 
um Estado ou de outro, pretende-se que o 
candidato indique que a competência para 
apuração do ato infracional é do local da ação 
ou da omissão, observadas as regras de 
conexão, continência e prevenção (ECA, art. 147, 
§1º). Assim, a competência para processo e 
julgamento do ato infracional será da 
autoridade do local onde foi abandonado o 
infante. Contudo, apósa oferta da 
representação pelo Promotor de Justiça, a 
execução pode ser delegada à autoridade 
competente da residência dos pais ou 
responsável, para onde a adolescente for 
recambiada. Pretende-se que o candidato 
indique que para as providências cíveis, aqui 
entendidas a reintegração familiar, a destituição 
ou suspensão do pátrio poder ou a colocação em 
família substituta, a competência é ditada pelo 
artigo 147, incisos I e II, do ECA. No caso de 
reintegração familiar, pretende-se que o 
candidato indiqueprovidências de assistência 
social na comarca de origem, após o 
recambiamento, a serem tomadas pelo Conselho 
Tutelar daquele local. Se visualizar essa 
possibilidade, o candidato deverá lembrar que 
somente a falta de condições econômicas não é 
motivo para a destituição do poder familiar 
(ECA, art. 23). A criança tem direito de ser criada 
e educada, como regra, no seio de sua família 
natural, conforme assegurado pela Constituição 
Federal (art. 227) e pelo Estatuto da Criança e do 
Adolescente,inclusive por seu princípio da 
prevalência da família. Em relação aos crimes 
de que a adolescente foi vítima, deverá o 
candidato indicar como competente o foro do 
Estado onde reside a mãe da adolescente, que é 
também o foro do porto, local onde foi praticado 
o crime contra os costumes e de abandono da 
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 71 
adolescente por sua genitora. Nessa linha, o 
Promotor de Justiça do outro Estado é quem 
deverá tomar as providências, como requisição 
de inquérito policial. Contudo, o candidato, 
como Promotor, poderá remeter as peças 
informativas tanto como Ministério Público 
como à Polícia do outro Estado, para tal 
finalidade. Com o retorno da adolescente ao 
Estado de origem (eeventualmente do bebê, se 
reintegrado ao seio familiar), o caso deve ser 
acompanhado pelo Conselho Tutelar e 
Ministério Público daquele Estado. Também 
serão doConselho Tutelar, Ministério Público e 
Vara da Infância e da Juventude do outro Estado 
as providências contra a genitora da 
adolescente, que a expulsou de casa e colocou 
em situação de risco. O julgamento dos crimes 
contra os costumes e de abandono da 
adolescente serão de competência da Justiça 
Criminal do outro Estado. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2012 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - A atuação do Ministério Público na 
criação dos Conselhos Tutelares da Criança e do 
Adolescente. ECA. Mudança de paradigma. Bases 
normativas. Tratados Internacionais. 
Possibilidade de Atuação do Ministério Público. 
Democracia Participativa. Trace um paralelo 
entre o princípio da democracia participativa 
e a efetivação do art. 227 da Constituição 
Federal. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Nos termos do artigo 105 do Estatuto da 
Criança e do Adolescente, ao ato infracional 
praticado por criança corresponderão as medidas 
previstas no artigo 101 da mesma Lei. Nesse 
contexto, na Comarca de Entrância Inicial onde 
atua o(a) Promotor(a) de Justiça, uma criança de 
10 (dez) anos de idade foi abordada pela Polícia 
Militar quando trazia consigo, no interior de uma 
mochila escolar, 01 kg (um quilograma) da 
substância entorpecente conhecida vulgarmente 
Đoŵoà ͞ŵaĐoŶha͟.à CoŶsideƌaŶdoà Ƌueà oà fatoà
ocorreu durante o expediente forense, os 
policiais imediatamente se dirigiram com a 
criança e a substância entorpecente ao gabinete 
do Ministério Público no Fórum local. Que 
providências deve adotar o(a) Promotor(a) de 
Justiça? 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Considerando a jurisprudência 
predominante no Superior Tribunal de Justiça, 
responda, justificadamente: a) A prescrição penal 
é aplicável às medidas sócio-educativas? b) Com 
o advento do Código Civil de 2002, que considera 
plenamente capazes os maiores de 18 (dezoito) 
anos de idade, a liberação compulsória a que se 
refere o artigo 121, § 5º, do Estatuto da Criança e 
do Adolescente, permanece aos 21 (vinte e um) 
anos ou foi antecipada? 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Na atuação em sua Comarca de Entrância 
Inicial, o(a) Promotor(a) de Justiça toma 
conhecimento, por intermédio do próprio 
Conselho Tutelar, que aquele Órgão, durante a 
madrugada do mesmo dia, realizou o 
encaminhamento de criança de 02 (dois) anos de 
idade, que se encontrava sozinha em sua 
residência enquanto seus pais faziam uso de 
substâncias entorpecentes em uma praça no 
centro da cidade, a entidade de acolhimento 
institucional situada no Município. As condições 
dos pais, por sua vez, não recomendam o 
imediato retorno da criança ao ambiente familiar. 
Diante de tal quadro fático, quais providências 
devem ser adotadas pelo(a) Promotor(a) de 
Justiça? 
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 72 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Bernardo e Bianca, casal de namorados,ele com 19 anos de idade e ela com 17 anos de 
idade, ambos residentes na cidade do Rio de 
Janeiro, resolvem viajar no dia 10 de maio de 
2011 para o litoral fluminense e embarcam no 
ônibus da Viação Litoral Sul Ltda. com destino a 
Cabo Frio, aonde iriam se hospedar na casa da tia 
materna de Bianca. Como medida preventiva, 
providenciam uma autorização para viajar 
subscrita apenas pela mãe de Bianca, a qual 
exibem no momento do embarque. Chegando ao 
destino, o casal encontra José Carlos, um amigo 
de infância de Bernardo, que os convida para se 
hospedar gratuitamente na Pensão Mar Azul 
Ltda., de sua propriedade, local onde 
permanecem por três noites. A tia de Bianca, 
para se eximir de futura responsabilidade, 
comunica o fato à mãe da adolescente e ao 
Ministério Público. Que medida(s) você, como 
Promotor de Justiça, promoveria na esfera 
judicial? RESPOSTA OBJETIVAMENTE 
JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Quanto ao direito à educação assegurado 
a crianças e adolescentes pela Constituição 
Federal, pelo Estatuto da Criança e do 
Adolescente - ECA e pela Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional LDB, indagam-se: 1- A 
educação infantil expõe-se, em seu processo de 
concretização, a avaliações discricionárias da 
Administração Pública e se subordina a razões de 
pragmatismo governamental? É possível ao 
Poder Judiciário determinar sua implementação 
pelo Estado/Administração? Fundamente nos 
termos do entendimento do Supremo Tribunal 
Federal sobre o tema. 
- Resposta: A) Direito assegurado pelo próprio 
Texto Constitucional (CF, art. 208, IV). B) 
Primeira etapa do processo de educação básica. 
C) É dever do Estado propiciar meios que 
viabilizem o seu exercício. D) Omissão 
inaceitável, apta a frustrar, por inércia, o 
integral adimplemento de prestação estatal que 
lhe impôs o próprio texto da Constituição 
Federal. E) Direito fundamental de toda criança, 
não se expõe a avaliações meramente 
discricionárias, nem se subordina a razões de 
pragmatismo governamental. F) É possível ao 
Poder Judiciário determinar a implementação 
pelo Estado de políticas públicas 
constitucionalmente previstas, sem que haja 
ingerência em questão que envolve o poder 
discricionário do Poder Executivo. A) O Estado 
não pode alegar, pois violação do direito não 
poder ser veiculada pela pessoa que tem o dever 
de implementá-lo; somente poderá ser alegada, 
caso queira, por seu titular ou pelo Ministério 
Público. B) O direito de acesso a ensino próximo 
à residência cede quando confrontado com o 
direito ao bom desenvolvimento físico e 
psicológico do menor e a sua manutenção na 
escola, conforme disposto no caput e no inciso I 
do art. 53 do ECA. C) Não se há falar em 
prevalência, neste caso, do interesse privado 
sobre o interesse público, uma vez que os 
direitos estabelecidos no ECA são exemplos 
clássicos da doutrina para combater a distinção 
entre direito público e direito privado. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Quais são os princípios legais que regem a 
medida sócio-educativa consistente em 
internação, aplicável ao adolescente pela prática 
de ato infracional? 
Ministério Público Estadual - MPE-AM - Ano: 
2009 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
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 73 
(ECA) - Redija um texto dissertativo a respeito do 
papel do Ministério Público no Estatuto da 
Criança e do Adolescente, abordando, 
necessariamente, os seguintes aspectos: se a 
proteção da criança e do adolescente interessa à 
atividade do Ministério Público sob o aspecto 
coletivo ou individual; se a intervenção do 
Ministério Público em tema ligado à infância e 
adolescência deve-se dar como parte ou como 
fiscal da lei; garantias processuais expressas no 
Estatuto da Criança e do Adolescente dadas aos 
membros do Ministério Público, quando atuam. 
Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Noà diaà Ϯϱ/Ϭϭ/ϮϬϬϵà ;doŵiŶgoͿ,à ͞á.à L.͟à
;ŶasĐidoà eŵà à Ϯϯ/Ϭϴ/ϭϵϵϳͿ,à à todžiĐƀŵaŶo,à à eà ͞B.àà
M.͟à;ŶasĐidoà em 15/07/1995, com registro de 
antecedentes pela prática de atos infracionais 
ǀioleŶtos,à eŵà ǀiaà púďliĐaà daà CoŵaƌĐaà ͞X͟à ;deàà
Vara Única), com unidade de desígnios, 
previamente ajustados, praticaram ato 
infracional de elevada gravidade, qual seja, 
análogo ao crime definido no art. 157, §3º, in 
fine, do Código Penal (latrocínio). Logo após, 
foram eles encontrados pela autoridade policial 
na posse da arma utilizada para ceifar a vida da 
vítima, bem como do veículo subtraído (o qual 
foi apreendido), cujo valor aproximado era de 
R$ 50.000,00. O Promotor de Justiça estava 
ausente da Comarca, somente naquele dia, 
devidamente autorizado pela Procuradoria Geral 
de Justiça. Contudo, o Juiz estava na cidade. Com 
base em tal hipótese, confirmada a prática do ato 
infracional, bem como do estado de flagrância e 
da autoria, pergunte-se: 1) qual(is) o(s) 
procedimento(s) a ser(em) adotados em relação 
aos autores do ato?; 2) podem eles ser 
apreendidos e responder a procedimento para 
apuração de ato infracional?; podem ser 
internados provisoriamente?; em caso positivo, 
onde e por quanto tempo?; 3) quais as 
medidas, dentre as previstas no Estatuto da 
Criança e do Adolescente, podem ser aplicadas 
a eles?; cite pelo menos 4 (quatro), definindo 
cada uma das citadas. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Tendo em vista a evolução das formas de 
regulação dos interesses da criança e do 
adolescente no Brasil, faça um contraponto entre 
as principais características da doutrina da 
situação irregular e da doutrina da proteção 
integral, com menção à existência de diploma(s) 
legislativo(s) que, na ordem jurídica brasileira, 
tenha(m) contemplado os preceitos de qualquer 
uma das duas. 
- Resposta: A questão posta objetivava verificar 
se o candidato tinha conhecimento sobre a 
evolução do tratamento dispensado à tutela da 
criança e do adolescente no Brasil. Quando 
solicitava, deste modo, um paralelo, 
pressupunha que o candidato realizasse um 
contraponto entre as maneiras de abordar 
diversas questões pelas doutrinas referidas. 
Preliminarmente, quando aos marcos 
legislativos, cumpria destacar que a doutrina da 
situação irregular foi adotada pelo revogado 
Código de Menores, ao passo em que a doutrina 
da proteção integral foi consagrada já pela 
Constituição de 1988 e, posteriormente, pelo 
Estatuto da Criança e do Adolescente. À luz da 
primeira, o "menor" era visto como uma 
categoria única, em contraposição à subdivisão 
entre criança e adolescente preconizada pela 
segunda; ainda, enquanto para aquela o 
"menor" era visto como decorrência da matéria 
(criminal e civil), seja por conta do grau de 
hierarquia objeto de regulação pelo direito, 
refletindo uma visão patrimonialista das 
relações familiares fruto da codificação 
oitocentista, para esta, a criançae o adolescente 
passam a ser vistos como sujeitos de direitos, 
dos mesmo assegurados aos adultos, além, 
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 74 
ainda, daqueles ínsitos à sua condição especial 
de indivíduos em desenvolvimento. Há, de igual 
modo, uma diversidade no tratamento dos 
problemas relacionados à infância e à 
juventude: enquanto para a doutrina da 
situação irregular são objeto de atenção apenas 
os "menores" que se encontrem em situação 
irregular, abrangendo este conceito os infratores 
e aqueles que estejam em situação de risco, sem 
distinção de tratamento entre ambos os casos, 
os quais, no mais das vezes estão associados a 
questões econômicas (sinônimo informal entre 
pobreza e situação irregular), com a doutrina da 
proteção integral passa-se a diferenciar o 
adolescente infrator do infante que se encontra 
em situação de risco, destinando, àqueles, as 
medidas sócio-educativas e, a estes, as medidas 
de proteção. Assim é que a institucionalização, 
que era a regra para a doutrina da situação 
irregular, misturando em instituições de 
acolhimento infratores e infantes em situação 
de risco, passa a ser a exceção na doutrina da 
proteção integral, que a utiliza apenas como 
última alternativa e de modo transitório, com a 
completa separação entre adolescentes 
infratores e infantes em situação de risco, 
destinando espaço adequado à aplicação das 
medidas distintas a cada uma das hipóteses 
referidas. De igual modo, deveria o candidato 
destacar que doutrina da proteção integral 
implica em um alargamento da regulamentação 
do tema correlato quando comparada com a 
doutrina na situação irregular, pois ao passo em 
que, para esta, interessa ao direito apenas o 
"menor" em situação irregular, para aquela, 
todo e qualquer criança e adolescente será 
destinatário da proteção jurídica conferida. 
Outra marcante alteração diz respeito aos 
órgãos de atuação na proteção da infância e 
juventude; isso porque enquanto na vigência do 
Código de Menores a solução das controvérsias 
era preponderantemente jurisdicional, pois 
operacionalizada pelo Juiz de Menores, após a 
edição da Constituição de 1988 e do ECA, passou 
a ser de cunho preponderantemente 
administrativo, sob a fiscalização do Ministério 
Público, relegada ao Conselho Tutelar e a toda 
uma rede de proteção formada por instituições 
públicas e privadas voltadas à proteção integral, 
somente justificando a atuação judicial quando 
inviável a sua solução nestas instâncias ou 
quando relacionada à restrição da direitos 
fundamentais (aplicação de medida sócio-
educativa pela prática de ato infracional ou 
limitação da convivência familiar nas hipóteses 
de suspensão ou destituição do poder familiar). 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - O Ministério Público ajuizou, em 10 de 
março de 2009, representação para imposição de 
penalidade administrativa por infração às normas 
de proteção à criança e ao adolescente, em face 
da pessoa jurídica Dance Clube Danceteria Ltda. e 
em face do empresário Joaquim Paixão. Este 
havia locado o espaço para uma festa a fantasia 
aberta ao público e, em fiscalização durante a 
madrugada, foi constatada no local a presença de 
05 adolescentes, com idade inferior a 16 anos, 
desacompanhados de qualquer dos 
representantes legais, violando portaria do Juízo. 
Os adolescentes confirmaram em Juízo estar 
no local quando foram abordados pelo 
Comissário da Infância e Juventude e pelos 
membros do Conselho Tutelar, afirmando ainda 
que não lhes foram exigidos documentos de 
identidade na oportunidade do ingresso na 
danceteria, não existindo qualquer espécie de 
controle nesse sentido pelos funcionários da 
danceteria, encarregados da fiscalização no 
local. O Juízo da Infância e Juventude da Comarca 
de Resende decidiu pela ilegitimidade passiva de 
Dance Clube Danceteria Ltda. por cuidar-se de 
pessoa jurídica, condenando, com fulcro no 
artigo 258, da Lei nº 8.069/90, o empresário 
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 75 
Joaquim Paixão ao pagamento de multa no 
valor equivalente a 10 salários mínimos, 
convertidos em cestas básicas a serem 
entregues à entidade de atendimento local. 
Agiu com acerto o Juízo? RESPOSTA 
OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 - 
Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) - Ajuizou-se ação visando à adoção de 
uma criança que havia sido abandonada pelos 
genitores biológicos desde seu nascimento, em 
um abrigo municipal. O juiz prolatou a sentença e 
julgou procedente o pedido de adoção. Houve 
recurso de apelação, ainda não apreciado pelo 
órgão competente. Entrementes, o Ministério 
Público ajuizou ação para destituir o poder 
familiar daqueles genitores e o autor do pedido 
de adoção pleiteia o ingresso no processo na 
condição de assistente litisconsorcial. Manifeste-
se. O Juiz, entendendo haver o réu praticado 
ato de improbidade administrativa, pode aplicar 
parcialmente as sanções previstas nos incisos do 
art. 12 da Lei nº. 8.429, de 2 de junho de 1992? 
RESPOSTA OBJETIVAMENTE FUNDAMENTADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Improbidade Administrativa - O 
Promotor de Justiça pode ser responsabilizado 
por conduta que configure, ao mesmo tempo, 
prática de infração penal, prática de ato de 
improbidade administrativa e prática de falta 
funcional. Explique (a) de que forma, (b) por 
quais instrumentos e (c) através de que órgãos se 
materializa a responsabilização do membro do 
Ministério Público em cada área indicada. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Imputabilidade - Culpabilidade: definir 
o conceito de imputabilidade, explicar as 
principais modalidades de erro de proibição e 
apresentar as situações concretas de 
inexigibilidade. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Imputabilidade - DISSERTAÇÃO. 
CORRELAÇÃO ENTRE A IMPUTAÇÃO E A 
SENTENÇA. Abordar os seguintes tópicos 
relacionados ao tema da dissertação: 1. Princípios 
processuais pertinentes. 2. Emendatio Libelli. 3. 
Mutatio Libelli. 4. Procedimento do Júri. 5. 
Transação penal e suspensão condicional do 
processo. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Integração e Interpretação - 
DISSERTAÇÃO. Liberdade e controle: a integração 
e interpretação da lei penal e o juízo de 
tipicidade. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Lei de Drogas - Em Belo Horizonte, 
depois de apuração desenvolvida em 
procedimento investigatório criminal do 
Ministério Público, foi oferecida denúncia 
pelos crimes de tráfico de drogas e de 
lavagem de dinheiro no dia 01/09/2011, porque 
os denunciados venderam substância 
entorpecente oriunda do Rio de Janeiro em 
Belo Horizonte e porque, com o resultado da 
venda, adquiriram bens nesta cidade. Durante a 
investigação,houve o sequestro de bens e 
valores, tendo sido arrecadados um milhão de 
reais e um veículo importado, adquirido com o 
dinheiro obtido da venda de um imóvel que, por 
sua vez, foi comprado com valores do tráfico. A 
ŵedidaà haǀiaà sidoà defeƌidaà pelaà ͞CeŶtƌalà deà
IŶƋuĠƌitos͟,à teŶdoà sidoà oà feitoà distƌiďuídoà paƌaà
uma das Varas de Tóxicos da Capital. Junto com a 
denúncia, foram requeridos a alienação 
antecipada, o monitoramento telefônico do 
denunciado João Fumô e a busca e apreensão, 
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 76 
essas duas últimas diligências, para serem 
realizadas pelo Ministério Público, com o apoio 
de agentes policiais lotados na Procuradoria-
Geƌalà deà Justiça.à Veioà aà deĐisĆo:à ͞Vistosà etĐ.à áà
interceptação telefônica deve ser conduzida 
pela autoridade policial. Falta legitimidade ao 
Ministério Público para a diligência. Não 
existe alienação antecipada, somente o 
perdimento de bens. Além do que, o crime de 
lavagem de dinheiro é federal. Indefiro. 
Remetam-se os autos à Justiça Federal do Rio de 
JaŶeiƌo.à Eŵà Ϭϱ.Ϭϵ.ϮϬϭϭ.͟à áà puďliĐaçĆoà Ŷoà diĄƌioà
oficial ocorreu no dia 06.09.2011. O feito foi 
recebido na repartição do Ministério Público no 
diaà Ϭϴ.Ϭϵ.ϮϬϭϭ,à iŶdoà osà autosà Đoŵà ͞ǀista͟à aoà
gabinete do Promotor de Justiça no dia 
09.09.2011. No dia 13.09.2011 foi lançado o 
͞ĐieŶte͟,à deǀolǀeŶdo-se os autos, sendo que no 
dia 12.09.2011 foi protocolizada petição de 
embargos na Vara de Tóxicos, alegando-se que 
não houve fundamentação quanto ao 
requerimento remanescente. Veio a resposta: 
͞Vistosà etĐ.à HĄà iŵpossiďilidadeà juƌídiĐaà doà
requerimento de embargos, posto que cabíveis 
em sede de sentença e não de decisão 
interlocutória. Além do que, ainda que viáveis, 
foram manejados a destempo. Não conheço dos 
eŵďaƌgos.à Eŵà ϭϰ.Ϭϵ.ϮϬϭϭ.͟à áà deĐisĆoà foià
publicada em 15.09.2011 no diário oficial e os 
autos deram entrada na Secretaria das 
Promotorias de Justiça em 16.09.2011, indo com 
͞ǀista͟à aoà Pƌoŵotoƌà deà Justiçaà eŵà 22.09.2011. 
Como Promotor de Justiça, elabore e arrazoe 
as eventuais peças processuais, indicando a 
fundamentação legal e as datas adequadas. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Lei de Drogas - O Escritório das Nações 
Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) lançou no 
dia 23 de junho de 2011 simultaneamente em 
diversas cidades do mundo o Relatório Mundial 
sobre Drogas 2011 e nele aponta que o Brasil foi 
em 2009, entre os países das Américas, a 
principal rota de passagem da cocaína 
apreendida na Europa. A Lei nº 11.343/06 já 
trazia em seus dispositivos a meta de atingir os 
grandes traficantes, sem que se dissemine a 
prisão dos meros carregadores de drogas ilícitas. 
A par destas premissasà ĐoŵeŶteà soďƌeà aà ͞açĆoà
ĐoŶtƌoladaàdaàpolíĐia͟àdiaŶteàdeàuŵaàsituaçĆoàdeà
flagrância, indicando os respectivos pressupostos 
e fazendo correlação com a teoria dos frutos da 
árvore envenenada. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Lei de Drogas - Em uma festa na qual 
se consumia uma grande quantidade de drogas e 
ĄlĐool,à ͞á͟à Đedeà paƌaà ͞B͟,à aà títuloà gƌatuito,à
expressiva dose de cocaína que, rapidamente 
consumida, provoca-lhe um profundo mal-estar. 
IŶstadoà à poƌà ͞B͟à à aà à Đhaŵaƌà à uŵà àŵĠdiĐo,à ͞á͟,àà
receoso das consequências da presença de um 
estranho naquele evento festivo, manteve-se 
iŶeƌte.àPassadoàalguŵà teŵpo,à ͞B͟àǀeŵàaà faleĐeƌà
em razão do consumo da cocaína em excesso. À 
luz das teorias sobre o nexo de causalidade e seu 
tratamento pelo Código Penal brasileiro, qual o 
enquadramento típico mais adequado para a 
ĐoŶdutaàdeà͞á͟?ààFuŶdaŵeŶteàsuaàƌesposta.àà 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Lei de Drogas - O agente que oferece 
droga ilícita a amigo, de forma eventual e 
gratuita, para consumo em conjunto, pratica 
algum ilícito penal? Explique. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Lei de Drogas - Dissertação: Do tráfico 
deà dƌogasà ;aƌt.à ϯϯà ͞Đaput͟,à daà Leià Ŷ°à
11.343/2006): 1. Objetividade jurídica; 2. 
Sujeitos ativo e passivo; 3. Objeto material; 4. 
Consumação e tentativa; 5. Crime de perigo 
concreto ou abstrato; 6. O conteúdo variado do 
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 77 
tipoà doà aƌt.à ϯϯà ͞Đaput͟:à uŶidadeà delituosaà e/ouà
concurso de crimes. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2007 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Lei de Drogas - Durante um concerto de 
uma Orquestra Sinfônica na praça principal de 
uma cidade do interior do Estado, dois grupos de 
cinco pessoas são flagrados consumindo 
substância entorpecente (cannabis sativa, vulgo 
͞ŵaĐoŶha͟Ϳ.à Foƌaŵà pƌesosà eŵà flagƌaŶteà
Geriacildo e Hermitanaldo no primeiro grupo e 
Clandoristino no segundo grupo, tendo as demais 
pessoas fugido. Tocante ao primeiro grupo, 
apurou-se, em sede policial, que Geriacildo foi 
quem forneceu a droga para o primeiro grupo, 
que era composto por pessoas desconhecidas, 
as quais dele adquiriram a droga, mediante 
pagamento de R$ 50,00 (cinqüenta reais) por 
͞tƌoudžiŶha͟.àGeƌiĐiaĐildoàseàfaziaàaĐoŵpaŶhaƌàpoƌà
Hermitanaldo, o qual conhecera naquele dia, 
tendo se prontificado a, em troca de uma 
comissão de 20% sobre o valor total das vendas, 
arregimentar interessados na platéia do 
espetáculo e levá-los até o local onde ficava 
Geriacildo posicionado. Com eles foram 
apƌeeŶdidasà ϯϬà ;tƌiŶtaͿà ͞tƌoudžiŶhas͟,à Ƌueà aiŶdaà
não havia sido comercializada, bem como a 
importância de R$ 500,00 (quinhentos reais), 
provenientes da venda de outras 10 (dez) 
͞tƌoudžiŶhas͟.à àPaƌteàdesteàŶuŵeƌĄƌio,à‘$àϭϬϬ,ϬϬà
(cem reais), estava em poder de Hermitanaldo, o 
que confirmava o acerto deles quanto à atividade 
empreendida naquele dia. Tanto um, como 
outro, já tinham antecedentes criminais, 
condenados que haviam sido por furtos 
cometidos naquela cidade, em decisões 
anteriores já transitadas em julgado. Tocante ao 
segundo grupo, ficou apurado que 
Clandoristino, em verdade, trouxe para o 
espetĄĐuloà ϱà ;ĐiŶĐoͿà ͞tƌoudžiŶhas͟,à aà fim de 
consumir com os outros quatro amigos de longa 
data que conseguiram fugir, porém deixaram cair 
a droga já preparada em forma de cigarro, que foi 
apƌeeŶdida,àjuŶtaŵeŶteàĐoŵàaà͞tƌoudžiŶha͟,àaiŶdaà
intacta, arrecadada com Clandoristino. 
Clandoristino era primário e ostentava bons 
antecedentes, sendo sua vida pregressa 
plenamente favorável a qualquer benefício penal 
que se pudesse cogitar, tendo sido esta a 
primeira vez que o mesmo trouxe droga para 
oferecer àqueles amigos, o que fez 
gratuitamente. Esses fatos ocorreram no dia 07 
de outubro de 2006. Sendo você o Promotor de 
Justiça da cidade, comarca de Juízo único, ao 
receber, no dia 13 de outubro de 2006, os 
respectivos procedimentos, devidamente 
concluídos, encartadas todas as peças necessárias 
à formação da opinio delicti, que providências 
adotaria em face de Geriacildo e 
Hermitanaldo, bem como em face de 
Clandoristino? Explicite, fundamentadamente, 
sua opinião, classificando as condutas típicas 
atribuídas a cada um, à luz das normas penais 
aplicávelàs espécies. É possível a um indivíduo 
atuar em legítima defesa em favor de um 
terceiro, quando este consente com a ofensa ao 
bem jurídico atacado? 
Ministério Público Estadual - MPE-TO - Ano: 
2012 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Lei Maria da Penha - Disserte sobre a 
Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340/2006), 
abordando, necessariamente, os seguintes 
aspectos: 1- fundamento constitucional e 
objetivos da referida norma; 2- alcance da citada 
lei em relação a contravenções penais; 3- 
necessidade de representação da vítima para a 
propositura da ação penal pública nos casos de 
crimes de lesão corporal leve; 4- aplicabilidade da 
Lei n.º 9.099/1995 aos crimes praticados com 
violência doméstica e familiar contra a mulher. 
 - Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 
Quesitos Avaliados Faixa de valor Nota - 1 
Apresentação e estrutura textual (legibilidade, 
respeito às margens e indicação de parágrafos) 
0,00 a 0,50 - 2 Desenvolvimento do tema - 2.1 
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 78 
Fundamento constitucional e objetivos da Lei 
Maria da Penha 0,00 a 1,00 - 2.2 Alcance da lei a 
contravenções penais 0,00 a 1,00 - 2.3 
Necessidade de representação da vítima para a 
propositura da ação penal correspondente 0,00 
a 1,50 - 2.4 Aplicabilidade da Lei n. 9.099/1995 
aos delitos praticados com violência doméstica 
0,00 a 1,00 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Lei Maria da Penha - Sandra casou-se 
quando completou 19 anos. O casamento dos 
sonhos de toda a moça de sua idade. Roberto, 
recém-formado em engenharia, possuía um 
emprego promissor. Desde os primeiros anos de 
união, o casal não parecia ter qualquer problema 
financeiro. Após três meses da cerimônia, 
Roberto exigiu que Sandra deixasse a faculdade e 
se dedicasse exclusivamente ao lar. A partir de 
então, o marido passou a fazer exigências 
esdrúxulas e descabidas acerca da higiene da 
casa, alimentação da família, vestuário da esposa 
(tipo, cor), limitações de suas saídas e até mesmo 
regras durante as relações sexuais. Sandra não 
encontrava apoio familiar, pois, na visão da 
sociedade, Roberto era o marido perfeito - bem 
sucedido, bonito, jovem e sociável. Com o passar 
do tempo, o relacionamento se tornou cada vez 
mais desgastante e doentio. No entanto, jamais 
Roberto praticou qualquer tipo de violência física 
com a esposa. Essa, por sua vez, nutria um medo 
extremo das atitudes do marido e de suas 
ĐoŶseƋuġŶĐias.à ͞“íŶdƌoŵeà deà PiƌaŶdello͟.à
Percepções. Sensações (Sentidos). Emoções. 
Valores. Lei. Exponha a situação jurídica do casal 
diante da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da 
Penha), utilizando-se dos conceitos acima 
elencados, trazidos à baila pela psicologia 
jurídica. 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: 
Penas - Qual a natureza jurídica da proibição de 
freqüentar determinados lugares? 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2012 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: 
Prescrição e Decadência - Prescrição e 
decadência. Examine as distinções existentes 
entre ambos os institutos, a partir de seus 
efeitos. Enumere, justificando sucintamente, 3 
(três) relações jurídicas incompatíveis, pela sua 
natureza, com os dois institutos. (Responder em 
até 20 linhas. O que ultrapassar não será 
considerado). 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Princípios do Direito Penal - As 
cláusulas mandamentais caracterizadoras dos 
crimes omissivos impróprios ou impuros, por não 
terem tipologia própria, violam o princípio da 
legalidade criminal? de dolo ou de culpa? da co-
culpabilidade na fixação da pena? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Princípios do Direito Penal - Qual é a 
relação entre os conceitos de tipicidade formal e 
material e o princípio da lesividade? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Prisão - A falta da comunicação à 
família do preso ou a pessoa por ele indicada (art. 
306, caput, do Código de Processo Penal) invalida 
o auto de prisão em flagrante como peça 
informativa para fins de denúncia? Justifique. 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: 
Processo e Procedimento - O Juiz Substituto da 
Vara Federal de XXX indeferiu pedido do órgão do 
MPF Para homologação de acordo de delação 
premiada, realizado na fase investigatória, entre 
o MPF e um dos participes de uma quadrilha para 
a pratica de crimes de contrabando no município 
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 79 
local. O juiz utilizou os seguintes argumentos: a) a 
delação implica redução, exclusão ou limitação 
da pena, só podendo ser examinada na fase da 
sentença; b) não ha hipótese legal de 
formalização da delação ou de sua homologação 
pelo juízo. Entretanto, o órgão do MPF avalia ser 
indispensável à reforma da decisão. Elabore a 
pega aplicável. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - 
Assunto: Punibilidade - Quais as possíveis 
conseqüências penais, estabelecidas pelo Código 
Penal, para o autor de crime, devidamente 
comprovado, que seja portador de doença 
mental? 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Penal 
- Assunto: Transação Penal - Disserte sobre a 
transação penal prevista no art. 76 da Lei nº. 
9.099/95, abordando, necessariamente, os 
seguintes aspectos: 1) A natureza jurídica e a 
constitucionalidade da transação penal. 2) A 
possibilidade da transação penal nos crimes de 
menor potencial ofensivo de ação penal de 
iniciativa privada. 3) A natureza jurídica da 
sentença que acolhe a proposta de transação 
penal. 4) Consequência para o descumprimento 
do acordo penal. 5) Aplicação da transação penal 
na Justiça Eleitoral, na Justiça Militar, nos casos 
de violência doméstica e familiar contra a mulher, 
nas hipóteses de prerrogativa de função e nos 
crimes ambientais. 
- Resposta: A Comissão, para totalizar a nota, 
levou em consideração os seguintes aspectos: 1) 
O candidato deveria definir a natureza jurídica 
da transação penal: se ato discricionário, mero 
acordo de natureza penal, exercício da ação 
penal ou direito subjetivo do autor do fato; bem 
como a sua constitucionalidade, à luz do art. 98, 
I da Constituição Federal e do postulado do 
devido processo legal, tratando da questão do 
consenso no Processo Penal e da Justiça Penal 
negociada. 2) Deveria ser enfrentada a 
possibilidade da transação penal nos crimes de 
menor potencial ofensivo de ação penal de 
iniciativa privada, tendo em vista o princípio da 
igualdade e os princípios da oportunidade e 
disponibilidade da ação penal de iniciativa 
privada. 3) A natureza jurídica da sentença que 
acolhe a proposta de transação penal teria que 
ser explicada: se meramente homologatória, 
absolutória ou condenatória, inclusive do ponto 
de vista da reincidência, dos antecedentes 
criminais e dos efeitos civis. 4) Estabelecer qual a 
consequência para o descumprimentoda 
transação penal: oferecimento de peça 
acusatória, execução da sentença 
homologatória ou homologação do acordo 
apenas depois do seu efetivo cumprimento pelo 
autor do fato. Fazer referência ao entendimento 
sufragado pela jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal. 5) Igualmente, tratar a 
respeito da possibilidade de aplicação da 
transação penal (como instituto benéfico de 
natureza penal) na Justiça Eleitoral, na Justiça 
Militar (art. 90-A da Lei n. 9.099/95), nos casos 
de violência doméstica e familiar contra a 
mulher (art. 41 da Lei nº. 11.340/2006), nas 
hipóteses de prerrogativa de função (ação penal 
originária) e nos crimes ambientais (art. 27 da 
Lei nº. 9.605/1998). 6) Por fim, foi levado em 
consideração, nos termos da Resolução nº. 
15/2010, do Conselho Superior do Ministério 
Público do Estado da Bahia, o domínio correto 
da norma padrão da língua portuguesa e das 
suas estruturas (adequação vocabular, 
ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação), 
bem como a capacidade de exposição do 
pensamento e o poder de argumentação e de 
convencimento do candidato. 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
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 80 
Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 
- Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Na Comarca, 
X, de provimento especial (especializada, cível), o 
Promotor de Justiça Y, recebeu diversas 
reclamações, no ano de 2006, escritas e orais, 
reduzindo a termo as últimas, nas quais 
contavam os inconformados que no ano de 2005 
foram procurados por A e B, donos da empresa 
KK, com sede na cidade X (empresa de"... 
intermediação, administração, agenciamento e 
prestadora de serviços auxiliares na 
intermediação de títulos financeiros), que 
ofereceram imóveis, a preços convidativos, em 
um balneário de águas termais. Adquiridos os 
imóveis oferecidos, dos quais foram mostrados 
projetos do local, maquetes, etc, a empresa 
acabou falindo, isto no ano de 2006, sendo 
imediatamente sucedida pela empresa JJ, 
também sediada em X, dos mesmos 
proprietários, todavia, com o acréscimo de que 
cada adquirente de um imóvel, agora também 
sócios, teriam que trazer mais três pessoas para o 
Sistema novo, que estava sendo, a partir de 
então, instalado. Assim, passaram a denominar o 
eŵpƌeeŶdiŵeŶtoàdeà͞Cluďeàdasàãguas͟,à eà todosà
passavam a possuir títulos do Clube. Relataram 
que: quem comprasse um título do sistema 
financeiro administrado pela empresa, somente 
receberia seu valor, e mais o quádruplo investido, 
se trouxessem mais três sócios para o 
empreendimento e, caso isso não ocorresse, não 
teriam o dinheiro devolvido; que ninguém 
recebeu os valores, e tão pouco o dinheiro do 
investimento de volta; que como quase todos da 
cidade compraram os títulos, não tinham para 
quem vender. E, ainda, quando foram até o local 
da localização do empreendimento, não havia 
nada edificado. Instaurado o Inquérito Civil, os 
fatos relatados resultaram comprovados, e a 
investigação se encerrou em junho de 2012. 
Analisando os fatos, responda: a) o Ministério 
Público possui legitimidade para ingressar com 
ação em favor dos lesados? Em caso positivo, 
qual a ação a ser proposta e quem deve ser 
demandado? b) qual o local em que a ação será 
promovida? c) quais os fundamentos, objeto e 
pedido da ação? d) quais os encaminhamentos 
extrajudiciais a serem providenciados? e) os fatos 
relatados foram alcançados pela prescrição? f) 
qual ou quais soluções podem ser invocadas pelo 
Ministério Público, para que os lesados possam 
ser ressarcidos pelo prejuízo do negócio? (NÃO 
HÁ NECESSIDADE DE ELABORAÇÃO DE PEÇAS, 
TODAVIA, O/A CANDIDATO/A, DEVERÁ APONTAR 
DE FORMA MINUCIOSA E FUNDAMENTADA – 
INCLUSIVE OS DISPOSITIVOS LEGAIS – AS 
RESPOSTAS ÀS INDAGAÇÕES.) 
- Resposta: A.1 - Legitimidade MP: arts. 81, III, 
art. 82, I, art. 129, III da CF; art. 25, art. 25, IV, a 
da lei 8625/93 e art. 82, VI, b da lei 197/00 - 0,10 
pontos - A.2 – Parte passiva da ação: Empresa e 
sócios – art. 3º, § 1º, art. 30, 36 e 37 do CDC 
0,10 pontos - A.3 – Ação: Ação Civil Pública, art. 
91 CDC e art. 1º, II da LACP. 0,10 pontos - B - 
Local da ação: cidade de ocorrência do fato, art 
93, I do CDC 0,10 pontos - C - Fundamento, 
objeto e pedido: a) art. 4º, I, III, VI; art. 6º, IV, V; 
art. 30, 36 e 37; art. 39, I; Art 51, III, IV, XV, § 1º 
CDC; b) Liminar – art. 84 CDC e art. 11 e 12 da 
LACP - Paralisação das vendas - Bens e Conta 
bancária – Indisponibilidade, e seqüestro – art. 
84, § 5º CDC. Imposição de multa diária no 
descumprimento da liminar – art. 11, LACP. c) 
Contrapropaganda – art. 60 CDC d) Dispensa 
custas – art. 18 LACP. e) FRBL – art. 13 da LACP. 
f) Edital – art. 94 CDC. g) Condenação devolução 
– Art. 95 e 97 CDC. - 0,80 pontos - D.1 - 
Encaminhamento Promotoria criminal. 0,05 
pontos - D.2 - Comunicação aos órgãos de 
proteção ao consumidor. 0,05 pontos - E - 
Análise da prescrição – artigo 27 CDC, não se 
aplica, pq o fato não está incluído na sessão II – 
Prescrição do CC. 0,10 pontos - F - 
Desconsideração pessoa jurídica – art 28, para 
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 81 
alcançar bens dos sócios. 0,20 pontos - 
Adequação Técnica, Conteúdo Jurídico, 
Sistematização Lógica e Nível de Persuasão 0,40 
pontos. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - 
Através de representação popular, o 
Ministério Público Estadual teve conhecimento 
de que frequentemente os veículos de 
transporte coletivo público do Município Y vêm 
se envolvendo em acidentes de trânsito graves e, 
em consequência, os passageiros são vítimas de 
lesões irreversíveis e sérias. As 3 (três) empresas 
concessionárias de serviço público (Alfa, Beta e 
Gama) submeteram-se a procedimento 
licitatório nos termos da Constituição de 1988 
e atuam desde 2000 no referido Município. Nos 
contratos de concessões celebrados entre as 
empresas de transportes coletivos e o ente 
público, há cláusulas que obrigam as 
concessionárias, dentre outras, a velar pela 
segurança dos passageiros, tais como: instalar 
cintos de segurança, tacógrafo para controle 
de velocidade e equipamento que permita ao 
condutor conhecer o número de passageiros por 
veículo a fim de evitar excesso, etc. Em horário 
de pico, dispõem os contratos que as empresas 
se obrigam a disponibilizar o dobro de veículos 
por linha a fim de atender a maior demanda de 
passageiros. Do Inquérito Civil Público constam 
laudos médicos periciais que atestam as lesões 
graves sofridas pelos passageiros no interior 
dos veículos de transportes coletivos em 
razão da falta dos equipamentos de segurança e 
superlotação. Algumas dessas vítimas perderam a 
capacidade para o exercício de atividades 
laborais, temporariamente ou em caráter 
permanente. Foram realizadas perícias nos 
veículos acidentados, sendo constatado o 
descumprimento das cláusulas retro 
mencionadas por todas as empresas 
concessionárias. Constatou-se, por derradeiro, 
omissão do ente público na fiscalização do 
cumprimento dos contratos. Houve tentativa de 
ajuste de conduta, sendo que apenas uma das 
empresas (Gama) se dispôs a firmá-lo. Ao 
encerrar o Inquérito Civil, oórgão de execução do 
Parquet em primeiro grau propôs Ação Civil 
Pública. Pede-se: Redija a peça inaugural da Ação 
Civil Pública. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - 
Disserte sobre o tema: O TAC (termo de 
ajustamento de conduta) como um dos 
resultados do exercício dos poderes 
investigatórios do Ministério Público na tentativa 
de obter - na esfera extrajudicial - a solução dos 
conflitos sociais, na perspectiva da efetivação dos 
direitos e da igualdade material das pessoas 
portadoras de deficiência. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - 
Havendo condenação em dinheiro em sede de 
ação civil pública na defesa dos interesses 
difusos, coletivos e individuais homogêneos. A) 
Para quem deve ser revertido o dinheiro da 
referida condenação?Justifique. B) Figurando o 
Ministério Público como autor da ação civil 
pública, pode o juiz condenar a parte 
sucumbente em honorários advocatícios em 
favor do Parquet? E quanto às despesas 
processuais? C) E se julgada improcedente a 
ação civil pública, é permitido ao juiz condenar o 
Ministério Público em custas e honorários 
advocatícios? Observação: A jurisprudência 
eventualmente citada deverá ser aquela 
dominante no Superior Tribunal de Justiça e será 
avaliada a capacidade de síntese do candidato. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual 
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 82 
Civil - Assunto: Ação Civil Pública - É possível o 
pedido de dano moral coletivo nas ações civis 
públicas ambientais propostas pelo Ministério 
Público? Qual a posição do Superior Tribunal de 
Justiça sobre o tema? RESPOSTA OBJETIVAMENTE 
JUSTIFICADA. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Uma 
associação de proteção aos animais, sediada na 
cidade do Rio de Janeiro, promoveu ação civil 
pública visando a proibir a realização de provas 
de laço em rodeios, realizadas em determinada 
cidade do interior de São Paulo. Alega a 
associação autora que tais provas, com 
frequência, lesionam os animais participantes, 
causando-lhes dor e chegando a matá-los. A 
associação autora pode ser considerada parte 
legítima para propositura dessa ação? Em sua 
fundamentação leve em conta os requisitos legais 
de legitimidade e a natureza do bem jurídico 
protegido. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ação Civil Pública - É admissível 
na ação civil pública de responsabilidade por ato 
de improbidade administrativa a mudança de 
pólo processual da pessoa jurídica interessada? 
Justifique, apontando o fundamento legal. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - O 
Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por 
meio da Promotoria de Defesa do Patrimônio 
Público, ajuizou Ação Civil Pública, com pedido de 
ressarcimento do erário, em face do ex-Prefeito 
MuŶiĐipalàeàdaàeŵpƌesaà͞XàIŶdústƌiaàeàCoŵĠƌĐio͟,à
ao fundamento de gastos com contratação ilegal 
de serviços visando à construção de uma ponte. 
O MM. Juiz de Direito da comarca acolheu a 
preliminar de ilegitimidade ativa do Ministério 
Público para a defesa do patrimônio público e 
julgou extinto o processo, sem julgamento do 
mérito, nos termos do art. 267, VI, do CPC. Uma 
das Câmaras Cíveis do Tribunal de Justiça de 
Minas Gerais, por votação unânime, deu 
provimento ao apelo ministerial para determinar 
o prosseguimento da ação. Essa decisão desafiou 
a interposição de Recursos Especial e 
Extraordinário, os quais foram inadmitidos por 
decisão do Desembargador Primeiro Vice-
Presidente do Tribunal de Justiça de Minas 
Gerais, objeto da interposição de Agravos de 
Instrumento. Como os apelos excepcionais não 
têm efeito suspensivo (art. 497 do CPC), a 
Procuradoria-Geral de Justiça requereu a 
expedição de Carta de Sentença para que a ação 
civil pública pudesse ter prosseguimento, nos 
termos do artigo 587 do CPC. Requerido o 
prosseguimento do feito no Juízo a quo, o MM. 
Juiz de Direito, embora reconhecendo a ausência 
de efeito suspensivo dos recursos excepcionais 
interpostos, indeferiu o pedido de 
prosseguimento da ação, ao argumento de que 
͞iŶedžisteà oà Ƌueà seà edžeĐutaƌà pƌoǀisoƌiaŵeŶteà
nestes autos.Essa decisão foi confirmada, por 
unanimidade, pela mesma Câmara Cível do 
Tribunal de Justiça de Minas Gerais que havia 
julgado a apelação, agora em sede de Agravo de 
Instrumento interposto pelo Ministério Público. 
Inconformado com esse resultado, o Parquet 
ajuizou medida judicial no Supremo Tribunal 
Federal. Eis os fatos. Deverá o candidato, 
atuando como se fosse o representante do 
Ministério Público, elaborar a peça processual 
pertinente. Frise-se que a peça processual, para a 
qual se deinsa o relatório, não poderá ser 
assinada, tampouco identificada. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - 
Considerando a previsão do art. 5º, § 6º, da Lei 
Federal nº 7.347/1985, com redação dada pela 
Lei Federal 8.078/1990, sobre a possibilidade de 
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 83 
celebração de termo de compromisso de 
ajustamento de conduta às exigências legais, 
pede-se ao candidato que discorra, de forma 
sucinta, sobre esse importante instrumento de 
composição extrajudicial visando à adequação da 
conduta de pessoas jurídicas e/ou físicas às 
normas legais, abordando especificamente: 1) 
Natureza jurídica; 2) Objeto; 3) Legitimidade; 4) 
Aspectos formais que devem ser observados; 5) 
Efeitos do termo de ajustamento de conduta; 6) 
A mutabilidade do compromisso de ajustamento 
de conduta; 7) Publicidade; 8) Execução. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ação Civil Pública - O ato ou 
contrato administrativo anulado em ação civil 
pública por improbidade administrativa ou em 
ação popular produz, ou pode produzir, efeitos 
jurídicos? Justifique, exemplificando. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ação Civil Pública - O 
arquivamento do Inquérito Civil, devidamente 
homologado pelo Ministério Público, impede a 
propositura da ação civil pública por eventuais 
interessados? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - 
Órgãos estatais sem personalidade jurídica 
própria, empresas públicas, autarquias, 
sociedades de economia mista e fundações 
privadas estão legitimados a celebrar termo de 
ajustamento de conduta de que trata a Lei da 
Ação Civil Pública? Fundamente. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - 
Sobre o compromisso de ajustamento de conduta 
;͞TáC͟ͿààpƌeǀistoàŶoàaƌt.àϱº,à§àϲº,àdaàLeiàϳ.ϯϰϳ/ϴϱ,àresponda justificadamente: a) É possível se 
alcançar tutela inibitória por meio do TAC? b) É 
possível a concessão de direito material 
ambiental por parte do órgão público legitimado 
à celebração do TAC? c) É possível a ocorrência 
de celebração de TAC preliminar (que não 
contemple a resolução integral da questão 
controvertida)? d) Há fundamentação legal e 
interesse de agir por parte do Ministério Público, 
enquanto compromitente, para requerer a 
homologação judicial de um TAC celebrado 
originariamente no bojo de um inquérito civil 
público? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Considerando 
que o sistema jurídico em vigor permite nas 
ações civis públicas tanto a concessão de medida 
liminar como de antecipação de tutela, responda: 
a) Aponte os fundamentos jurídicos dessa 
assertiva e/ou discuta sua correção. b) Através de 
exemplos práticos identifique uma hipótese em 
que seria mais apropriado (conveniente e 
oportuno) o pedido de medida liminar e uma em 
que o seria o de antecipação de tutela. c) O 
pedido de antecipação de tutela ou de medida 
liminar vincula o juiz? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Dissertação: 
Do inquérito civil: 1. Conceito e valor jurídico: 
natureza jurídica, princípios jurídicos aplicáveis. 
2. Da instauração: objeto, formalidades, prazos, 
procedimento preparatório. 3. Da instrução: 
princípios fundamentais da atividade 
investigatória do Ministério Público, poderes 
instrutórios, produção das provas em espécie, 
audiência pública. 4. Do compromisso de 
ajustamento. 5. Do encerramento: propositura da 
ação, recomendações, arquivamento, 
desarquivamento. 6. Recursos. 
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 84 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Ao celebrar o 
Compromisso de Ajustamento de Conduta, o 
Promotor de Justiça deve sempre exigir que o 
compromitente assuma obrigações idênticas às 
que seriam objeto da pretensão exposta em 
eventual ação civil pública a ser por ele proposta 
acerca dos mesmos fatos? RESPOSTA 
OBJETIVAMENTE FUNDAMENTADA. 
Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - 
Banca: MPRS - Disciplina: Direito Processual Civil 
- Assunto: Ação Civil Pública - O Ministério 
Público promoveu Ação Civil Pública pleiteando a 
transferência das instalações de estabelecimento 
industrial para local adequado a fim de proteger 
recursos hídricos e vegetais ali existentes. Para 
tanto, postulou a inversão do ônus da prova, 
carreando à demandada a obrigação de provar 
desempenho de atividade não perigosa e não 
poluidora. Responda, com objetividade, aos 
seguintes questionamentos, utilizando 
fundamentos teóricos expostos na doutrina 
pátria especializada e na jurisprudência das 
Cortes Estaduais e dos Tribunais Superiores, 
referindo os respectivos dispositivos 
constitucionais e infraconstitucionais, se houver, 
sem transcrevê-los: O ordenamento jurídico 
pátrio autoriza o pedido de transferência de 
instalações de estabelecimento industrial? Há 
óbices a esse pedido que podem ser opostos pela 
demandada? É viável, no ordenamento jurídico 
pátrio, a inversão do ônus da prova pleiteada? 
Em caso positivo, quais os princípios ambientais 
que autorizam a medida? O ordenamento 
jurídico pátrio autoriza o Ministério Público a 
promover Ação Civil Pública tendo como causa de 
pedir a inconstitucionalidade de legislação 
urbanística aprovada sem assegurar a 
participação popular, alterando disposições do 
Plano Diretor e das diretrizes gerais de ocupação 
do território que tratam de zoneamento, com a 
finalidade de beneficiar determinado grupo de 
pessoas? Responda, com objetividade, utilizando 
fundamentos teóricos expostos na doutrina 
pátria especializada e na jurisprudência das 
Cortes Estaduais e dos Tribunais Superiores, 
referindo os respectivos dispositivos 
constitucionais e infraconstitucionais, se houver, 
sem transcrevê-los. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação e Jurisdição - 
Discorra sobre a ação negatória, abordando - de 
forma objetiva - a natureza, a finalidade, os 
requisitos e o rito dessa modalidade de ação. 
Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - 
Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ação e Jurisdição - Correlacione 
os institutos da ação rescisória e da ação 
anulatória, apontando suas semelhanças e 
diferenças, mormente no que tange às hipótese 
de cabimento, juízo competente, legitimidade 
ativa e passiva, prazo para propositura das ações, 
depósito inicial e respectivas situações de 
dispensa. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Popular - O 
cidadão VIVALDINO PROPÍCIO ILUMINADO, 
inconformado com a referida instituição de 
pensão vitalícia a ex-Prefeito Municipal, ajuizou 
ação popular visando a restituição dos valores 
recebidos por dois ex-Prefeitos, aduzindo, 
incidentalmente, a inconstitucionalidade da 
referida regra. Alega que o dispositivo 
questionado ofende os seguintes artigos da 
Constituição Federal: art. 22, inc. XXIII, porque 
estaria dispondo sobre seguridade social; 37, 
caput, por afronta ao princípio da moralidade; . 
art. 37, inc. XIII, porquanto equipararia a pensão 
gratuita e vitalícia, a ser concedida a ex detentor 
do cargo de Prefeito Municipal, ao subsídio 
percebido pelo Chefe do Poder Executivo 
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 85 
Municipal; art. 195, § 5º, uma vez que criaria 
benefício da seguridade social sem a 
correspondente fonte de custeio social, e, art. 
201, § 1º, na medida em que estaria adotando 
requisitos e critérios diferenciados para a 
concessão de aposentadoria aos beneficiários do 
regime geral de previdência social, ao conceder 
͞aposeŶtadoƌiaà aà Edž-Prefeito atualmente 
suďŵetidoàaoàƌegiŵeàgeƌalàdeàpƌeǀidġŶĐiaàsoĐial.͟à
Diante disso requereu: a) sejam anulados ou 
declarados nulos os atos lesivos ao patrimônio 
público e/ou à moralidade pública; b) sejam 
restituídos aos cofres públicos os valores 
percebidos pelos ex-Prefeitos Municipais a título 
de pensão vitalícia. Sem analisar as questões 
processuais, e, dispensado o relatório, formule 
PARECER acerca da questão de mérito. 
Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 
- Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Popular - 
CLAMOROSO de TAL, cidadão, ingressou com 
AÇÃO POPULAR, junto a 30o Vara de Fazenda 
Publica do DF, contra FULANO, Secretario de 
Estado do DF, pelo ato de compra de 
medicamentos sem licitação, o que, ao seu ver, 
importou em prejuízo ao erário publico, visto que 
importou em despesa realizada por meio de 
indevida dispenses de licitação e ainda sem a 
necessária pesquisa de prego e qualidade que 
garantisse a proteção ao interesse publico. O 
autor pugnou pela suspensão da execução do 
contrato de compra e venda, por meio de liminar, 
pela citação do réu e pela produção de todas as 
provas em direito admitidasno momento 
processual adequado. O Juiz oficiante, em 
decisão interlocutória, indeferiu a liminar, diante 
da natureza dos serviços contraídos, e 
determinou a cita Gao do réu. Citado, o réu 
alegou na contestação, em preliminar, a 
incompetência absoluta do Juízo da Fazenda 
Publica, em face de sues prerrogativa de função. 
Ainda em preliminar, o réu alegou que o autor 
não demonstrou sua legitimidade ativa, eis que 
apenas estava postulando em juízo por ser do 
partido de oposição Co governo e não tinha nada 
de concreto contra a gestão do Sr. Secretario e, 
por fim, a litispendência da ação em relação a um 
mandado de segurança impetrado em outra Vara 
de Fazenda Publica, por empresa interessada na 
contratação, na qual a impetrante impugna a 
dispensa de licitação havida. No mérito, o réu 
alegou que não houve prejuízo ao erário, pois a 
verba utilizada para pagamento proveio de um 
convênio com o Ministério da Saúde, em razão do 
político de proteção aos doentes crônicos. 
Alegou, ainda no mérito, que a dispensa da 
licitação foi baseada em emergência, vez que não 
tinha havido, tempo hábil para concluir 
procedimento licitatório e o contrato anterior 
que garantia a prestação do serviço estava com a 
validade expirada. Explicou que o serviço em 
questão era de aquisição de medicamentos. Em 
replica, o autor repisou a inicial. Apos a replica, o 
Juiz abriu vista as partes para especificação de 
provas. A parte autora, que já tinha juntado os 
documentos, relativos a contratação, com a 
inicial, pugnou pela oitiva de um dos servidores 
da secretaria de Estado, que atuou no processo 
de dispensa da licitação. A parte re, que já tinha 
juntado documentos com a contestação, afirmou 
não ter outras provas a produzir. O feito foi 
encaminhado ao Ministério Publico, o qual 
requereu a juntada do instrumento de convenio 
aludido pelo réu, bem como a intimação da União 
Federal para declinar seu possível interesse no 
feito. Intimada, a União declarou que o repasse 
de verbas para o DF estava previsto em lei, e não 
em convenio, e que a partir de tal repasse, o DF 
tinha toda a autonomia para realizar as despesas 
previstas na lei para viabilizar o atendimento 
medico a população. Dessa forma, a União 
declarou não ter interesse em intervir no feito. 
Novamente os autos retornaram ao Ministério 
Publico para intervenção. Pede-se o candidato 
que elabore a manifestação ministerial sobre o 
caso acima descrito, abordando necessariamente 
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 86 
os seguintes aspectos: 1 - cumprimento dos 
requisitos para formação válida da relação 
processual; e 2. Providencias processuais 
necessárias ao deslinde da questão. Esclarece-se 
que esta dispensado o relatório, pois o relatório e 
a própria questão apresentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Ação Rescisória - 
Correlacione os institutos da ação rescisória e da 
ação anulatória, apontando suas semelhanças e 
diferenças, mormente no que tange às hipótese 
de cabimento, juízo competente, legitimidade 
ativa e passiva, prazo para propositura das ações, 
depósito inicial e respectivas situações de 
dispensa. 
Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - 
Banca: MPRS - Disciplina: Direito Processual Civil - 
Assunto: Ação Rescisória - A empresa X Ltda. 
ajuizou demanda, objetivando ver-se desobrigada 
de pagar Imposto sobre Circulação de 
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de 
Transporte Interestadual e Intermunicipal e 
Serviço de Comunicação (ICMS) em relação a 
determinadas operações, sustentando, para 
tanto, a inconstitucionalidade do dispositivo legal 
que instituíra tal cobrança. Em primeiro grau de 
jurisdição, a demanda foi julgada improcedente, 
em decisão que restou confirmada no julgamento 
do recurso de apelação que a parte autora, 
tempestivamente, interpôs, sendo orespectivo 
acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio 
Grande do Sul publicado no mês de março de 
2005. Consignou o referido acórdão que, 
malgrado controvertido o tema, ensejando 
interpretações divergentes dos diversos Pretórios 
do país e, inclusive, de órgãos fracionários do 
próprio Tribunal de Justiça, o entendimento 
sedimentado naquela Câmara julgadora era o de 
que a exigência tributária discutida seria 
efetivamente constitucional, razão pela qual a 
demanda deveria ser julgada improcedente. 
Sobreveio, então, a interposição tempestiva e 
formalmente adequada de Recurso 
Extraordinário pela parte autora para o Supremo 
Tribunal Federal, recurso ao qual o Presidente do 
Tribunal de Justiça negou seguimento, ao 
fundamento de que a decisão recorrida estaria 
em estrita conformidade com a Constituição 
Federal, não havendo falar, assim, em violação à 
Carta Magna. O do Presidente do Tribunal de 
Justiça foi publicado no mês de março de 2006, 
tendo a parte autora, então, interposto, em face 
da inadmissão do Recurso Extraordinário, agravo 
de instrumento para o Supremo Tribunal Federal, 
No Supremo Tribunal Federal, o Ministro relator, 
mediante decisão monocrática, não conheceu do 
agravo de instrumento, em razão da ausência, no 
respectivo instrumento, de peça essencial, qual 
seja, cópia da procuração outorgada ao advogado 
da parte recorrente. Seguiu-se tempestivo agravo 
regimental, novamente interposto pela parte 
autora, ao qual aTurma julgadora negou 
provimento, ratificando os fundamentos 
constantes da decisão monocrática recorrida, 
publicando-se o respectivo acórdão no mês de 
outubro de 2008. Por fim, contra o referido 
acórdão – que negou provimento ao mencionado 
agravo regimental –decisum nenhum recurso foi 
interposto, baixando os autos à origem, onde, 
após o recolhimento das custas e honorários 
advocatícios devidos, foram arquivados no mês 
de março de 2009. Entrementes, em sessão 
plenária realizada no mês de outubro de 2009, o 
Supremo Tribunal Federal, julgando Recurso 
Extraordinário interposto em caso semelhante, 
em que se discutia a mesma matéria, finalmente 
fixou o entendimento de que as exigências 
tributárias em questão eram, efetivamente, 
inconstitucionais. Em janeiro de 2010, decide-se a 
empresa X Ltda. pelo ajuizamento de ação 
rescisória. Diante disso e tomando por base o 
relato acima, pergunta-se: 3.1) qual seria,em 
tese, a decisão rescindenda? Justifique sua 
resposta. 3.2) qual órgão do Poder Judiciário seria 
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 87 
competente, em tese, para processar e julgar a 
referida ação rescisória? Justifique sua resposta. 
3.3) em janeiro de 2010, já estaria, no caso, 
consumada a decadência do direito de ajuizar 
ação rescisória? Justifique sua resposta. 3.4) 
considerando que, à época do julgamento da 
apelação interposta nos autos de origem, existia 
séria e fundada controvérsia jurisprudencial a 
respeito da matéria discutida nos autos, seria 
admissível, no caso, a ação rescisória? Justifique 
sua resposta. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Direitos de Família - 
Do namoro entre Paulo e Renata foi gerado o 
menino A.Y.Z., nascido em 5 de outubro de 2006. 
o namoro, Paulo iniciou um novo relacionamento 
amoroso e se casou. Em 2009, diante da pouca 
ajuda financeira recebida do pai,o menor A.Y.Z., 
representado por sua mãe, ajuizou no Foro da 
Comarca de Montes Claros ação de alimentos 
contra Paulo, tendo o meritíssimo Juiz fixado, 
liminarmente, alimentos provisórios. No curso da 
ação, o menor e a sua mãe, por estarem 
enfrentando dificuldades financeiras, mudaram-
se para o município de Belo Horizonte e 
passaram a residir com parentes, ocasião em 
que - já transcorridos seis meses desde a fixação 
dos alimentos provisórios, sem que a decisão 
judicial tivesse sido cumprida - o alimentando 
ajuizou ação de execução no Foro de seu novo 
domicílio (Belo Horizonte), pleiteando a citação 
do executado para que efetuasse o pagamento 
da dívida, sob pena de prisão civil (medida 
coercitiva restrita às três últimas prestações 
vencidas) e de penhora (medida destinada ao 
recebimento do restante da dívida e daquelas 
parcelas que não forem quitadas com a ameaça 
de prisão). Citado pelo correio, o devedor 
apresentou exceção de pré-executividade, peça 
na qual arguiu as seguintes teses de defesa: 1- 
incompetência do juízo, ao argumento de que a 
execução deveria ser processada no Foro da 
Comarca de Montes Claros, nos termos do artigo 
575, II, do CPC; 2- nulidade da citação, visto que 
teria sido realizada pelo correio, com afronta ao 
aƌtigoàϮϮϮ,à͞d͟,àdoàCPC;àϯ- a execução que sujeita 
o devedor à prisão civil só tem lugar quando a 
ação tiver por objeto alimentos provisionais (art. 
733 do CPC), não sendo cabível a medida 
coercitiva se o débito estiver relacionado com 
alimentos provisórios, como in casu; 4- a primeira 
parcela dos provisórios pode ser exigida somente 
a partir do 30º dia depois da citação feita na ação 
em que os alimentos foram fixados, e não a partir 
da data da citação. Logo, o débito cobrado pelo 
exequente, calculado desde a citação, deve ser 
refeito. Depois de ouvido o exequente, os autos 
foram com vista ao Ministério Público. Pois bem. 
Levando em consideração esse relato e atuando 
como se fosse o representante do Ministério 
Público no feito, deverá o candidato, de forma 
objetiva - dispensando-se o relatório -, elaborar a 
peça processual apropriada para o caso, a qual - 
cabe frisar - não poderá ser assinada, tampouco 
identificada. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Execução - ͞á͟àajuízaà
ação de execução para entrega de coisa incerta, 
constante de título executivo extrajudicial, em 
faĐeà deà ͞C͟,à à Ŷoà à Ƌualà à ƌeƋueƌà aà à eŶtƌegaà à doàà
produto rural representado noàtítulo.à͞C͟àpƌopƀsà
embargos à execução, afirmando que não é 
responsável pela entrega do produto, tendo em 
vista que endossou a referida cédula rural. 
Requereu a declaração da inexigibilidade da 
obrigação. Os embargos foram julgados 
procedentes para declarar a inexigibilidade da 
oďƌigaçĆoàdeàeŶtƌegaƌà Đoisaà iŶĐeƌta.à ͞á͟,à ŶĆoà seà
conformando com a sentença, interpôs recurso 
de apelação, sustentando, que, nos termos do 
art. 622 do CPC, o depósito da coisa é requisito 
para a admissibilidade dos embargos à execução, 
já que a entrega de coisa incerta fundada em 
título extrajudicial, possui disciplina específica 
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 88 
dentro do Código de Processo Civil. Dessa forma, 
os embargos não poderiam sequer ser recebidos, 
pois não houve o deposito da coisa. Por outro 
lado, determina os artigos 621 e 622 do CPC a 
necessidade de depósito da coisa para a 
apresentação de embargos. PERGUNTA-SE: 
Diante da introdução da Lei 11.382/2006, no 
atual quadro jurídico, continua a prevalecer à 
obrigação da segurança do juízo como condição 
de admissibilidade dos embargos na execução 
extrajudicial para entrega de coisa? Responda 
de forma fundamentada. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Execução - O Ministério Público 
tem legitimidade para acionar Agente Político 
para repetir subsídios por este percebidos e 
julgados indébitos pelo Tribunal de Contas do 
Estado? Em caso afirmativo, que tipo de ação 
deve ser proposta e sob qual fundamento 
jurídico? Fundamentar. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Execução - Em ação de execução 
de obrigação de fazer, o exequente pode 
requerer ao juiz que o fato devido seja prestado 
por terceiro, a custa do interessado devedor 
condenado, em face dos artigos 620, 634 do 
Código de Processo Civil e 249 do Código Civil? 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Execução - Justifique a 
assertiva que segue, referindo os principais 
fuŶdaŵeŶtosà Ŷoƌŵatiǀosà daà ƌespostaà dada:à ͞áà
tutela específica dos direitos implica a atipicidade 
dosàŵeiosàedžeĐutiǀos͟.àà 
- Resposta: A redação dada ao art. 461 do CPC 
evidencia a orientação do sistema processual 
civil brasileiro - repetindo a disciplina que já fora 
dada pelo art. 84 do CDC e que, de resto, revela-
se uma tendência geral das legislações 
processuais contemporâneas - no sentido de 
privilegiar a tutela específica do direito, 
atribuindo caráter subsidiário à tutela pelo 
equivalente pecuniário (art. 461, § 1º), nos casos 
em que é impossível a tutela específica ou, 
ainda, quando seja este o pedido do 
demandante. A técnica expropriatória, 
vinculada à execução por quantia e à tutela pelo 
equivalente pecuniário cede espaço a outras 
técnicas voltadas à tutela específica do direito, 
ou seja, aderentes ao direito posto em causa. 
Diferentemente do que ocorre com a execução 
por quantia, na qual a alienação coativa de bens 
do executado constitui a técnica hegemônica 
cujo regramento é dado de forma minudente 
pelo legislador - daí sua marcante tipicidade -, 
no cumprimento das decisões mandamentais e 
executivas (art.475-I combinado com os arts. 
461 e 461-A do CPC) cabe ao juiz, com o 
necessário diálogo com as partes, determinar a 
técnica que de forma mais eficiente e 
equilibrada proporcione a tutela do direito. Não 
por outra razão o art. 461, § 5º traz rol 
ŵeƌaŵeŶteà exeŵplifiĐativoà ;͞ŵedidasà taisà
Đoŵo...͟ͿàdasàtĠĐŶiĐasàpassíveisàdeàutilização,àdeà
ofício ou a requerimento, e que constituam 
͞ŵedidasà ŶeĐessĄƌias͟à paƌaà aà oďteŶçãoà doà
resultado prático desejado. A liberdade de 
eleição dos meios executivos e a possibilidade 
mesmo de configuração (determinação ope 
juidicis e não ope legis) de técnica que 
proporcione a tutela adequada e tempestiva do 
direito considerado em sua especificidade, de 
acordo com as circunstâncias do caso concreto, é 
a característica que permite vincular a idéia de 
atipicidade dos meios executivos à tutela 
específica dos direitos. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Execução Fiscal - Que razões 
autorizam o executado a se valer da exceção de 
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 89 
pré-executividade e que matérias podem ser 
deduzidas nessa ocasião? A apresentação da 
exceção de pré-executividade impede a 
interposição de embargos à execução? Justifique 
suas respostas. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito 
Processual Civil- Assunto: Inquérito Civil - Ao 
assumir as funções na sua Comarca, no mês de 
abril de 2011, o(a) Promotor(a) de Justiça se 
deparou com inquérito civil, instaurado pelo 
antecessor em maio de 2005, para apurar notícia 
formulada em face de ex-Vereador, o qual 
renunciou ao mandato no mesmo ano (2005). Os 
fatos noticiados (e comprovados) revelaram que, 
entre os anos de 2003 e 2004, quando exercia a 
função legislativa, o citado Vereador se apropriou 
de parte da remuneração que era destinada a 
servidores nomeados para cargos em comissão 
em seu gabinete na Câmara Municipal. O(A) 
Representante do Ministério Público, no curso da 
instrução do inquérito civil, constatou que o 
Vereador, em razão dos referidos fatos, já havia 
sido denunciado criminalmente por ter incorrido 
na prática do delito descrito no artigo 312 do 
Código Penal, combinado com o artigo 71 do 
mesmo diploma legal, bem como já havia 
ressarcido integralmente os cofres públicos. 
Assim, tendo em conta os fatos supra descritos, 
considerando as disposições das Leis n.º 7.347/85 
e 8.429/92 e, ainda, da Resolução n.º 1.928/2008, 
da Procuradoria-Geral de Justiça, na condição de 
Promotor(a) de Justiça da Comarca, lavre a peça 
que representa a melhor solução para o desfecho 
do inquérito civil em curso, fundamentando-a 
com base nos dispositivos legais pertinentes. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Litisconsórcio - No 
que concerne ao litisconsórcio, responda: (a) 
admite-se o litisconsórcio facultativo ulterior no 
sistema processual brasileiro? (b) em se tratando 
de litisconsorte ativo necessário e não havendo a 
concordância de todos os litisconsortes para se 
propor determinada ação, poderia um deles, 
sozinho, ajuizá-la? (c) se a parte for litisconsorte 
do MP, gozará do mesmo prazo para resposta? 
(d) pode-se dizer que a concessão de prazo em 
dobro aplica-se sem exceção? De forma objetiva, 
fundamente todas as respostas. 
Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - 
Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Litisconsórcio - 
Etimologicamente, litisconsórcio significa litigar 
em consórcio com outrem. Em termos técnicos, 
traduz a reunião de duas ou mais pessoas na 
condição de autor e/ou de réu num processo. 
Acerca do tema acima proposto: a) indique 
quais são as espécies de litisconsórcios 
contemplados na legislação processual civil, 
explicando-os; b) está consagrado, no 
ordenamento pátrio, o litisconsórcio ativo 
necessário? Justifique. c) como se dá a contagem 
de prazos para os litisconsortes? d) no caso de 
apenas um dos litigantes sucumbir, de que forma 
deverá ser computado o prazo recursal? 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Litisconsórcio - 
Etimologicamente, litisconsórcio significa litigar 
em consórcio com outrem. Em termos técnicos, 
traduz a reunião de duas ou mais pessoas na 
condição de autor e/ou de réu num processo. 
Acerca do tema acima proposto: a) indique quais 
são as espécies de litisconsórcios contemplados 
na legislação processual civil, explicando-os; b) 
está consagrado, no ordenamento pátrio, o 
litisconsórcio ativo necessário? Justifique. c) 
como se dá a contagem de prazos para os 
litisconsortes? d) no caso de apenas um dos 
litigantes sucumbir, de que forma deverá ser 
computado o prazo recursal? 
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 90 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Mandado de 
Segurança - Emita parecer na qualidade de 
Procurador de Justiça, em exercício no Pleno do 
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, nos autos 
de mandado de segurança – Processo nº 
2010/2010, com as características abaixo 
indicadas. Túlio, ex-Delegado de Polícia impetrou, 
em 20.04.2010, mandado de segurança contra 
ato do Governador do Estado da Bahia, que o 
demitiu, em 18.02.2010, após o devido processo 
disciplinar no qual ficou constatada a prática de 
tortura, alegando nulidade por cerceamento de 
defesa ou por excesso na punição. Alega que, 
malgrado tenha se defendido pessoalmente, no 
processo disciplinar, a ausência de designação de 
advogado para sua defesa técnica ofendeu a 
garantia constitucional da ampla defesa. Por 
outro lado, sustenta que houve excesso na 
punição porque só foi demonstrada ofensa física 
praticada pelo Agente Policial Adamastor, que 
estava em serviço na Delegacia da Cidade, no dia 
da prisão da vítima, mas nada foi provado que 
configurasse conduta pessoal do impetrante na 
prática de ato de violência, possuindo ele 
conceito excelente nos registros de sua vida 
funcional. A autoridade coatora prestou 
informações, defendo a legalidade do ato, seja do 
ponto de vista formal, seja da adequação da 
punição. Segundo o Governador do Estado da 
Bahia, ao impetrante foi expressamente 
garantida a oportunidade de designar advogado, 
preferindo ele sua defesa pessoal, já que é 
bacharel em direito. Em todas as fases do 
processo disciplinar, atuou com desenvoltura, 
requerendo provas, contraprovas, inclusive 
inquirindo testemunhas e pedindo a requisição 
de documentos. Em momento algum, ao longo 
do processo disciplinar, alegou a necessidade de 
indicação de advogado. Sua defesa está completa 
e tecnicamente bem fundamentada. Não há 
nulidade alguma. Ademais, sustenta a autoridade 
coatora que existe previsão legal no Estatuto dos 
Servidores Civis do Estado da Bahia, da pena de 
demissão em caso de ofensa física, em serviço, a 
particular, salvo em legítima defesa própria ou de 
outrem. Neste caso, ficou devidamente 
demonstrado pelas provas produzidas no 
processo disciplinar que o impetrante estava em 
serviço na mesma Delegacia que o Agente Policial 
Adamastor, que praticou os atos de violência, 
concluindo a Comissão Apuradora que, apesar de 
não ter praticado pessoalmente o ato de tortura, 
com ele aquiesceu. A pena estaria em 
conformidade com a gravidade da infração 
cometida, malgrado o reconhecimento da 
excelente vida funcional do servidor. 
- Resposta: Espera-se que o concursando seja 
capaz de emitir opinativo em forma de parecer e 
cujo conteúdo esteja conforme as regras 
constitucionais e legais aplicáveis. Segundo a 
Súmulaà ViŶĐulaŶteà Ŷºϱ,à doà “TF,à ͞aà faltaà deà
defesa técnica por advogado no processo 
administrativo disciplinar não ofende a 
CoŶstituição͟.à Esteà eŶuŶĐiadoà deveà seƌà
interpretado em consonância com o art.5º, 
incisos LIV e LV, da Constituição Federal, 
segundo os quais, é a todos assegurado o devido 
processo legal, e aos litigantes, em processo 
judicial ou administrativo, a ampla defesa e o 
contraditório. Anote-se que o art.233 da Lei 
Estadual nº 6.677/94 atribui direito de constituir 
advogado, devendo ser interpretado em sintonia 
com as regras constitucionais acima, bem assim 
com a Súmula Vinculante nº 5, do STF. Disso 
decorre que se o Impetrante, bacharel em 
direito, apresentou pessoalmente defesa em 
todas as fases do processo administrativo, 
produzindo prova e contraprova, a ausência de 
advogado não gera invalidade do processo. 
Além disso, não houve demonstração pelo 
Impetrante de qualquer prejuízo para sua 
defesa, o que afasta, por si só, a declaração de 
nulidade, pois, como se sabe, é princípio geral de 
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 91 
direito que não há nulidade sem prejuízo – pas 
de nullité sans grief! A preliminar de mérito de 
nulidade do processo por cerceamento de defesa 
merece ser rejeitada. No mérito, igualmente, a 
impetração não merece acolhimento, pois é 
falta disciplinar capaz de gerar demissão, à luz 
da regra do art.4º, IX, da Constituição do Estado 
da Bahia. Neste caso, o Impetrante alega 
excesso de punição porque só foi demonstrada 
ofensa física praticada pelo Agente Policial 
Adamastor, que estava em serviço na Delegacia 
da Cidade, no dia da prisão da vítima, mas nada 
foi provado que configurasse conduta pessoal do 
impetrante na prática de ato de violência. Já a 
Comissão Apuradora entendeu que, apesar de 
não ter praticado pessoalmente o ato de 
tortura, com ele aquiesceu. A pena estaria, 
portanto, em conformidade com a gravidade da 
infração cometida, malgrado o reconhecimento 
da excelente vida funcional do servidor. A 
questão envolve exame do âmbito de 
responsabilidade disciplinar de Delegado da 
Polícia Civil baiana, que se submete à regra do 
art.4º, IX, da Constituição do Estado da Bahia, 
seguŶdoà aà Ƌual:à ͞ĐoŶstituià iŶfƌaçãoà disĐipliŶaƌ,à
punível com a pena de demissão a bem do 
serviço público, a prática de violência, tortura ou 
coação contra os cidadãos, pelos agentes 
estaduais ou municipais͟.à Oà IŵpetƌaŶteà
aquiesceu com tortura praticada por outro 
servidor público na mesma delegacia e no 
mesmo dia em que estava de serviço, malgrado 
não ter ele mesmo praticado a ofensa física. A 
Constituição Federal proíbe que qualquer pessoa 
seja submetida a tortura (art.5º, III) e estabelece 
que certos crimes, entre os quais o de tortura, 
serão considerados pela lei como inafiançáveis e 
insuscetíveis de graça ou anistia, e, ainda, que 
pode eles responderão os mandantes, os 
executores e os que, podendo evitá-los, se 
omitiram (art.5º, XLIII). A Convenção Contra a 
Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, 
Desumanos ou Degradantes, da ONU, de 1984, 
ratificada pelo Brasil, ao definir o termo tortura, 
estabelece que designa qualquer ato pelo qual 
uma violenta dor ou sentimento, físico ou 
mental, é infligido intencionalmente a uma 
pessoa, inclusive quando imposto por um 
funcionário público ou por outra pessoa atuando 
no exercício de funções públicas, ou ainda por 
instigação dele ou com o seu consentimento ou 
aquiescência. Por sua vez, o art.1º, da Lei nº 
9.455/97 define como crime de tortura submeter 
alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, 
com emprego de violência ou grave ameaça, a 
intenso sofrimento físico ou mental, como forma 
de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter 
preventivo, incorrendo na mesma pena quem 
submete pessoa presa a sofrimento físico ou 
mental, por intermédio da prática de ato não 
previsto em lei ou não resultante de medida 
legal,àe,àaiŶda,àƋueàĐoŵeteàĐƌiŵeà͞aƋueleàƋueàseà
omite em faĐeà dessasà ĐoŶdutas͟à ;aƌt.ϭº,à §ϮºͿ.à
Diante de tais regras, parece que não pode 
haver dúvida de que o Impetrante responde pela 
sua aquiescência ou omissão frente a um 
condenável ato de tortura de uma vítima presa 
sob a guarda da delegacia onde estava 
trabalhando, naquele dia, sendo indiferente 
para a punição, diante da gravidade da falta, 
sua vida funcional sem máculas pretéritas. Além 
disso, o art.192, VII, do Estatuto do Servidor Civil 
do Estado da Bahia – Lei Estadual nº6.677/94, - 
que se aplica aos Delegados por ordem do 
art.27, da Lei Estadual nº 3.374/75 -, estabelece 
que é falta disciplinar capaz de gerar demissão: 
ofensa física, em serviço, a servidor ou 
particular, salvo em legítima defesa própria ou 
de outrem. Daí porque o parecer deve apontar 
para a denegação da segurança. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Mandado de 
Segurança - O impetrante pode, a qualquer 
tempo, desistir da ação de mandado de 
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 92 
segurança? Há necessidade de aquiescência do 
impetrado? Fundamente. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Mandado de 
Segurança - Candidato aprovado em concurso 
público impetrou mandado de segurança 
visando: sua nomeação e posse no cargo pelo 
Estado do Paraná e; pagamento imediato de 
todos os salários que deveria ter recebido desde 
a homologação do resultado final do concurso. A 
liminar ordenou: que a autoridade coatora 
nomeie e dê posse imediatamente ao 
impetrante; o imediato pagamento dos salários a 
que o impetrante faria jus desde a homologação 
do resultado final do concurso. Como 
representante do Ministério Público do Estado do 
Paraná, emita parecer sintético exclusivamente 
acerca dos aspectos processuais (a) dos pedidos 
formulados pelo impetrante e (b) da liminar 
concedida no mandado de segurança. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Mandado de Segurança - 
Irresignada com determinado ato administrativo, 
contra o qual era previsto recurso administrativo 
com efeito suspensivo no prazo de 15 (quinze) 
dias, ADRIANA dispensou o recurso e impetrou 
mandado de segurança no qual postulou a 
anulação do referido ato. Pergunta-se: a) É 
cabível a impetração nessa hipótese ? b) Poderia 
ADRIANA ter oferecido o recurso administrativo e 
impetrado o mandado de segurança 
concomitantemente ? c) Pode o juiz julgar o 
mandado de segurança sem o parecer do 
representante do Ministério Público ? 
FUNDAMENTE AS RESPOSTAS E INDIQUE, 
QUANDO POSSÍVEL A FONTE NORMATIVA. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Mandado de Segurança - Em face 
do Verbete 405 da Súmula do Supremo Tribunal 
Federal, é possível obter-se efeito repristinatório 
da medida liminar cassada expressamente por 
sentença denegatória de mandado de segurança? 
Em caso afirmativo, qual o meio processual para 
tanto adequado? Justificar. 
Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - 
Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Mandado de Segurança - A 
educação é direito fundamental do cidadão. O 
ensino poderá ser provido diretamente pela 
União, pelos Estados e Municípios, permitindo 
ainda a Constituição Federal que instituições 
privadas ofereçam tais serviços, mediante 
autorização do Poder Público. No caso de ensino 
superior, o mandado de segurança pode ser 
manejado pelo particular contra seus dirigentes 
para a garantia desse direito. Discorra sobre o 
tipo ou classe de ato de dirigentes dessas 
entidades questionável por essa via e qual a 
competência para o julgamento da ação 
constitucional citada. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Mandado de Segurança - O 
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro 
possui legitimidade ativa para impetrar mandado 
de segurança, subscrito pelo Procurador-Geral de 
Justiça, na Justiça Federal, contra ato de 
representante de concessionária de serviço 
público federal, com vista a garantir a isenção da 
tarifa de pedágio para sua frota oficial de veículos 
locados? RESPOSTA OBJETIVAMENTE 
JUSTIFICADA. 
Ministério PúblicoEstadual - MPE-SP - Ano: 2011 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ministério Público - O Ministério 
Público tem legitimidade para acionar Agente 
Político para repetir subsídios por este 
percebidos e julgados indébitos pelo Tribunal de 
Contas do Estado? Em caso afirmativo, que tipo 
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 93 
de ação deve ser proposta e sob qual 
fundamento jurídico? Fundamentar. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Ministério Público - É possível 
superar a nulidade programada para a falta de 
participação do Ministério Público no feito em 
que sua intervenção era obrigatória? Justifique 
sua resposta, inclusive com fundamento na lei, e 
forneça exemplo. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Pedidos - Na ação de indenização 
por dano moral, é necessária a estimação do 
ǀaloƌà doà sofƌiŵeŶtoà ;͞pƌetiuŵà doloƌis͟Ϳà Ŷaà
petição inicial ou pode a parte deixar a fixação ao 
prudente arbítrio do juiz? Justifique. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Prazos - Acerca da 
contagem dos prazos no processo civil, analise as 
assertivas abaixo e, fundamentadamente, 
indique: I – em processo no qual X e Y são 
litisconsortes passivos com diferentes 
procuradores, o prazo máximo para X interpor o 
recurso cabível contra despacho saneador 
proferido pelo juiz em gabinete, por intermédio 
do qual Y foi excluído do processo – despacho 
publicado no Diário da Justiça do dia 10 de junho 
de 2011 (sexta-feira); II – a data do prazo máximo 
para que fundação estadual de direito público 
oponha embargos à execução de título 
extrajudicial movida contra si: demanda proposta 
em 14 de março de 2011 (segunda-feira); citação 
ordenada pelo juiz em 22 de março de 2011 
(terça-feira); mandado de citação cumprido em 
1.º de abril de 2011 (sexta-feira); mandado de 
citação juntado aos autos no dia 07 de abril de 
2011 (quinta-feira). III – o prazo mínimo para a 
única parte autora apresentar rol de testemunhas 
para a audiência de instrução e julgamento a 
realizar-se no dia 17 de agosto de 2011 (quarta-
feira), em demanda que segue o procedimento 
ordinário; IV – em demanda cujo objeto é a 
revogação de doação, o prazo mínimo para a 
citação válida de sociedade de economia mista 
sob controle acionário e administrativo do Estado 
do Paraná, a fim de que esta compareça à 
audiência de conciliação a ser realizada no dia 15 
de agosto de 2011 (segunda-feira). 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Princípios 
Constitucionais do Direito Processual Civil - 
EXISTE FUNDAMENTO NA CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL PARA O DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO? 
FUNDAMENTE. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Princípios do Processo Civil - 
Tendo em vista a adequada interpretação 
constitucional da jurisdição assim como a 
satisfatória interpretação das leis processuais , 
quais são os princípios inerentes à jurisdição civil 
coletiva?Justifique sua resposta. 
Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 
2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Processo e 
Procedimento - O Direito Processual Civil, após 
assumir status de ramo autônomo da ciência 
jurídica, experimentou diversas mudanças, 
dentre as quais menciona-se que a mais recente 
está voltada à inserção de novas técnicas de 
tutela jurisdicional, com o escopo de suprimir a 
burocracia procedimental que afeta o discurso e 
a prática forenses, imprimindo ao processo maior 
funcionalidade. Tomando por base a tutela 
constitucional do processo, discorra 
fundamentadamente sobre a admissibilidade da 
demanda e a distribuição do ônus da prova, na 
perspectiva dos princípios do acesso à Justiça, da 
adaptação e do pro actione. 
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 94 
- Resposta: A Comissão espera que o candidato 
atenha-se às seguintes particularidades: 1) 
aborde a tutela jurisdicional efetiva, numa 
perspectiva constitucional, atentando para sua 
ressonância no exame da admissibilidade da 
demanda e da distribuição do ônus da prova. 2) 
considere que o desiderato natural do processo é 
a tutela do direito material, de maneira que sua 
extinção prematura deva ser tratada como fato 
acidental. Na busca pelo equilíbrio entre a 
vedação à propositura indiscriminada de 
demandas e o acolhimento de óbice processual, 
a conduta do operador deve-se pautar na função 
constitucional do processo, sopesando sempre a 
possibilidade de apreciação meritória, ainda que 
exista aparente causa de inadmissibilidade. Isto 
é, a louvável existência de um plano de 
admissibilidade da demanda não deve servir de 
subterfúgio para que o mérito seja ignorado ou 
colocado em menor grau de importância, 
devendo constituir um instrumento que 
interrompa pelejas inviáveis, obervando que o 
acesso à justiça e a adaptação procedimental, 
portanto, devem permear a atividade judicante. 
3) destaque que a importância atual atribuída à 
produção estatística não pode afetar a 
qualidade da prestação jurisdicional. Ou seja, se 
algum requisito de admissibilidade for 
inobservado e não inviabilizar o prosseguimento 
prático do processo, impõe-se sua rejeição, para 
que o bem da vida em disputa seja apreciado. 4) 
pontue que, amparado no princípio da garantia 
do amplo e efetivo acesso à tutela jurisdicional, 
o princípio pro actione consiste na hermenêutica 
de normas relacionadas aos requisitos 
processuais de admissibilidade, sempre no 
sentido mais favorável ao exame das pretensões 
processuais. 5) ressalte que o exame da 
admissibilidade deve ocorrer o mais breve 
possível, evitando a prática de atos processuais 
inúteis. 6) deixe assentado que o acesso à tutela 
jurisdicional não autoriza que se ultrapasse o 
plano da admissibilidade em situações 
intransponíveis, exigindo-se do intérprete exame 
criterioso e razoável. 7) esclareça que, em 
relação à distribuição do ônus da prova, a idéia 
básica é informar que a parte deve provar aquilo 
que possa proporcionar-lhe benefício. Além 
disso, mencione que esta regra só deve ser 
utilizada pelo julgador em ultima ratio quando 
insuficiente o material probatório, o que não 
significa dizer, necessariamente, que o 
descumprimento desse encargo implica 
sucumbência. 8) evidencie que o direito de ação 
compreende a faculdade da parte influir no juízo 
de valor formado pelo magistrado, decorrente 
do efetivo exercício do direito fundamental à 
prova. Discorra que o instituto da inversão do 
ônus da prova rompe regras abstratas e 
estáticas para distribuir a responsabilidade pela 
produção da prova, havendo de se ter em mira, 
sempre, as particularidades do caso concreto, 
com base na verossimilhança da alegação, bem 
assim a hipossuficiência da parte, cuja 
vulnerabilidade não está restrita apenas à 
condição econômica. 9) faça juízo crítico da 
distribuição estática do ônus da prova, 
expressando sobre a teoria da distribuição 
dinâmica. 10) exponha que a parte deve, 
necessariamente, ser comunicada da inversãodo ônus da prova, respeitando, sempre, o direito 
de desincumbir-se do encargo que lhe foi 
imputado. 11) lembre que a inversão do ônus da 
prova subordina-se às nuances do objeto 
litigioso, não se limitando apenas às relações 
consumeristas, mas também àqueloutras em 
que sua inaplicabilidade venha a gerar uma 
clara situação díspare entre os litigantes, capaz 
de tornar excessivamente onerosa, ou até 
impossível, a demonstração do fato probando, 
afetando, em última análise, o acesso à justiça. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Processo e 
Procedimento - Em processo de cognição plena, 
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 95 
de cunho condenatório, determinou-se que a 
citação do réu se fizesse via edital, sendo a lide, a 
posteriori, julgada procedente. Ocorre, todavia, 
que, após 01 (um) ano do trânsito em julgado, 
mas já decorrido o prazo do 475-J, parágrafo 1º, 
do CPC, os herdeiros do réu constataram que 
este, ao tempo da publicação dos editais, já havia 
falecido. Em vista disso, pergunta-se: os herdeiros 
ainda poderiam se valer de defesa(s) 
heterotópica(s) em face do Exequente? Explique 
e fundamente. 
Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 
2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Processo e 
Procedimento - Disserte acerca das principais 
características da tutela judicial preventiva dos 
direitos – tutela inibitória. 
Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 
- Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Processo e Procedimento - ͞átosà
processuais são todos os que constituem a 
sequência de atos, que é o próprio processo, e 
todos aqueles que, dependentes de certo 
processo, se praticam à parte, ou autônomos, 
para finalidade de algum processo, ou com o seu 
fim em si mesmo – em processo. Todo processo é 
série de atos encadeados com mais ou menos 
coesão tendente à preparação final indispensável 
á atividade julgadora ou de entrega da prestação 
jurisdicional. [...] Todos os atos de promoção e 
incoação do processo, de formação da relação 
jurídica processual, de definição ou definitivação 
do processo, de desenvolvimento e de 
terminação da relação jurídica processual e de 
terminação do processo (nem sempre 
ĐoŶteŵpoƌąŶeasͿ,à sĆoà atosà pƌoĐessuais͟à ;PoŶtesà
de Miranda. Comentários ao Código de Processo 
Civil. T. III. 4ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 1998, 
pp. 12/13). O trecho transcrito ilustra um tema 
central do estudo do processo civil e provoca as 
seguintes indagações: o ato processual pode ser 
inválido e produzir efeitos? E pode ser válido, 
mas não produzir efeitos? Formule exemplos. 
RESPOSTA OBJETIVAMENTE FUNDAMENTADA. 
Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - 
Banca: MPF - Disciplina: Direito Processual Civil - 
Assunto: Processo e Procedimento - Ação 
declaratória incidental. Indique: a) o objeto; b) 
o procedimento; c) o juízo competente; d) a 
natureza da decisão que indefere liminarmente a 
inicial e e) os efeitos da sentença que 
examina o mérito. (Responder em até 20 linhas. 
O que ultrapassar não será considerado). 
Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 
2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Processo e 
Procedimento - Defina ação declaratória 
incidental, apontando seus pressupostos, 
legitimidade, requisitos e diferenças com a 
reconvenção. 
- Resposta: Conceito de ação declaratória. 
͞áçãoà deĐlaratória é a que visa obter uma 
decisão judicial sobre a existência ou não de 
uma relação jurídica, ou sobre a 
autenticidade ou falsidade de um documento 
;aƌt.à ϰºͿ͟.à IŶĐideà soďƌeàuŵaàƋuestãoàpƌejudiĐialà
propriamente dita ou, por outras palavras, uma 
relação de direito material que poderia, por si 
só, ser objeto de ação autônoma. 
Pressupostos: (a) a existência de um pedido, 
que esteja subordinado a uma relação jurídica 
para a qual não se pede expressamente a 
declaração. (b) a existência de contestação, que 
impugne a relação jurídica subordinante, 
tornando-a litigiosa. (c) competência. (d) 
compatibilidade de procedimento. Diferenças 
com a reconvenção: (a) autonomia. (b) 
objetivo. (c) legitimidade. (d) natureza 
declaratória. (e) exigência de contestação. (f) 
conteúdo. Requisitos: (a) ação pendente. (b) 
questão prejudicial. (c) competência. (d) mesmas 
partes. (e) compatibilidade de procedimento. 
Legitimidade: A ação declaratória incidental 
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 96 
pode ser proposta tanto pelo autor quanto pelo 
réu. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Processo e Procedimento - 
Diferencie a tutela cautelar da tutela antecipada? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Processo e Procedimento - De 
acordo com o Código de Processo Civil, a 
reconvenção deve ser oposta juntamente com a 
oferta da contestação ou pode vir após, ainda no 
prazo de resposta? 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Processo e Procedimento - O que 
significa ação dúplice? 
Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Processo e 
Procedimento - DISSERTAÇÃO - DIFERENCIE 
QUESTÕES PRELIMINARES E QUESTÕES 
PREJUDICIAIS. 
Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Processo e 
Procedimento - Classifique e defina o 
pronunciamento judicial que, antes da audiência 
preliminar, acolhe pedido de ilegitimidade de 
parte e exclui do processo um dos litisconsortes 
passivos. Esclareça, ainda, fundamentadamente, 
qual o instrumento recursal cabível contra tal 
pronunciamento judicial. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Processo e 
Procedimento - Diferencie, em resposta 
fundamentada, os seguintes institutos: 
improcedência liminar, julgamento antecipado 
da lide e antecipação de tutela. 
- Resposta: Com previsão legal no art. 285-A do 
CPC, a improcedência liminar implica prolação 
de sentença de mérito (art. 269, I), ainda antes 
de citado o réu, quando a matéria tratada seja 
͞uŶiĐaŵeŶte͟à deà diƌeitoà eà soďƌeà elaà jĄà teŶhaà
havido manifestação anterior do juízo em casos 
aŶĄlogosà ;͞idġŶtiĐos͟,à ĐoŶfoƌŵeà aà ƌedaçãoà doà
dispositivo). A cognição, nessa hipótese, é 
exauriente, tendo em vista que, conforme a 
configuração legislativa do instituto, prescinde o 
juiz do contraditório para decidir. O 
contraditório somente terá lugar quando das 
contrarrazões de apelação, se apelação houver, 
caso em que será o demandado citado para 
apresentá-las. Trata-se de técnica concebida 
para o desembargo de ações repetitivas, sob o 
argumento de celeridade no julgamento das 
demandas. Diversa, no que tange ao exercício 
do contraditório, é a hipótese de julgamento 
antecipado da lide prevista no art. 330 do CPC. 
Não há aqui exclusão do contraditório, somente 
podendo ser julgado antecipadamente o feitoapós a citação. Terá lugar o julgamento 
antecipado após a citação do réu, caso seja revel 
(art. 330, II c/c art. 319) ou quando a questão de 
ŵĠƌitoà foƌà ͞uŶiĐaŵeŶte͟à deà diƌeitoà ou,à ainda, 
quando, sendo de direito e de fato estiver a 
causa madura, sendo dispensável a dilação 
instrutória. A sentença que julga 
antecipadamente a demanda tanto poderá ser 
de procedência quanto de improcedência. A 
antecipação de tutela, por sua vez, distingue-se 
dos institutos anteriormente analisados. 
Prevista no CPC nos arts. 273 e 461, § 3º (além 
de encontrar previsão em vários dispositivos de 
legislação esparsa), a antecipação de tutela 
implica prolação de decisão interlocutória, 
tomada, em regra, com base em cognição 
incompleta, sendo suscetível de revogação ou 
modificação (provisória). Nas hipóteses em que 
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 97 
o juiz antecipa tutela não há prolação de 
sentença de mérito, o que ocorre com a 
improcedência liminar e com o julgamento 
antecipado da lide. A decisão tem natureza 
interlocutória No que respeita ao exercício do 
contraditório, pode ou não ser a antecipação de 
tutela precedida de citação ou manifestação do 
réu. Na hipótese em que a decisão antecipatória 
precede o ato citatório, ocorre a postecipação 
do contraditório que será exercido, todavia, 
antes da sentença. 
Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 
2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Processo e 
Procedimento - Diferencie o regime jurídico da 
assistência simples e da chamada assistência 
litisconsorcial, apontando seus reflexos no que 
tange aos poderes processuais do assistente. 
- Resposta: O Assistente simples (art. 50) não 
está vinculado à relação jurídica de direito 
material posta em casa, sendo afetado apenas 
reflexamente pela sentença (interesse jurídico). 
Por tal razão (não ser titular do direito posto em 
causa), não pode desistir, renunciar, confessar, 
transacionar ou praticar qualquer ato de 
disposição do direito litigioso ou contrário às 
manifestações de vontade do assistido. Está o 
assistente simples subordinado às 
manifestações de vontade do assistido (art. 
53). Pode atuar em suprimento a omissões do 
assistido. Pode, todavia, por exceção, fazê-lo 
quando verificado conluio entre o assistido e a 
outra parte para lesar direito seu. O Atua o 
assistente como auxiliar da parte, podendo 
praticar atos processuais e sujeitando-se aos 
mesmos ônus processuais. Recebe o processo no 
estado em que se encontra (art. 52). O assistente 
simples não é afetado pela coisa julgada, 
estando, todavia, sujeito ao efeito de 
intervenção (art. 55). O assistente litisconsorcial, 
como o nome já indica, é litisconsorte do 
assistido, aplicando-se-lhe o regime jurídico do 
litisconsórcio (art. 54 c/c 48). Trata-se, portanto, 
de hipótese de litisconsórcio ulterior. Por estar 
em juízo na qualidade de parte, está submetido 
à coisa julgada (art. 472), submetido que está à 
eficácia direta da sentença. Não lhe são 
aplicáveis os arts. 52, 53 e 55 do CPC. 
Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 
- Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Ao 
receber notícias anônimas de que um indivíduo, 
com certas características físicas, dedicava-se ao 
tráfico de drogas em sua residência e, naquela 
noite, comercializava substâncias entorpecentes 
na via pública, a Autoridade Policial ordenou aos 
investigadores Antonio e Benedito que de 
imediato procedessem a diligências tendentes à 
apuração da veracidade das denúncias. Dirigindo-
se ao local informado, avistando um indivíduo 
com as características descritas e mantendo uma 
distância aproximada de 20 metros, os policiais 
presenciaram ser ele abordado por terceiro não 
identificado. Após rápida troca de palavras, o 
suspeito ingressou na casa defronte ao local e de 
lá retornou para então entregar ao terceiro um 
pequeno embrulho e dele receber uma quantia 
em dinheiro. Após presenciarem outra transação 
idêntica, os policiais aproximaram-se do suspeito, 
solicitando-lhe duas pedras de crack. 
Determinando-lhes que ali aguardassem, 
ingressou ele na residência para retornar, após 
dois minutos, exibindo as pedras aos policiais e 
exigindo o pagamento de R$ 20,00. Nesse 
momento, Antonio e Benedito revelaram sua 
condição funcional, o que motivou a rápida fuga 
do suspeito, que logrou ingressar em sua 
residência. Os policiais, mediante o 
arrombamento da porta, entraram na casa, 
detiveram o suspeito, único morador, e, na busca 
realizada, encontraram 137 pedras de crack que 
se encontravam escondidas em compartimento 
existente entre o telhado e o forro do imóvel. 
Deram-lhe, então, voz de prisão e o conduziram à 
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 98 
presença da Autoridade Policial. Lavrou-se o auto 
de prisão em flagrante, no qual o preso foi 
considerado incurso no art. 33, caput, da Lei nº 
11.343, de 23-8-2006. Ouviram-se os policiais, 
que narraram os fatos tal como acima descritos. 
Interrogado, o preso Carlos, disse não ter 
advogado de sua confiança e optou pelo silêncio. 
No auto de constatação concluiu o perito pela 
presença de cocaína nas substâncias apreendidas. 
Encerrada, durante a madrugada, a lavratura do 
auto, expediu-se nota de culpa contra recibo 
firmado pelo preso. No dia subseqüente, a 
Autoridade Policial comunicou a prisão ao Juiz, 
encaminhando cópia do auto de prisão em 
flagrante, olvidando, porém, a remessa de cópia à 
Defensoria Pública. Cinco déias depois, recebidos 
em juízo os autos de inquérito policial, já 
relatados, aos quais se juntou a folha de 
antecedentes, sem qualquer apontamento de 
anterior procedimento criminal, Carlos, por 
defensor constituído, requereu ao Juiz o 
relaxamento da prisão em flagrante e a 
concessão da liberdade provisória. Determinou o 
Juiz a abertura de vista ao Ministério Público para 
se manifestar a respeito dos pleitos formulados 
pela defesa. As teses e os argumentos 
apresentados pelo defensor são, resumidamente, 
os que seguem. a) A prisão é ilegal porque ao 
simularem a condição de usuários e potenciais 
compradores de entorpecente, os policiais 
provocaram a ação delituosa, configurando-se no 
caso concreto a hipótese de flagrante preparado 
de que trata a Súmula 145 do STF. b) A apreensão 
da droga no interior da casa deu-se no curso de 
busca ilegal, porque realizada no interior da 
residência de Carlos, à noite e sem a prévia 
expedição de mandado judicial, com violação ao 
disposto no art. 5º, XI, da Constituição Federal e 
nos arts. 241, 245, 293 e 294 do CPP, tratando-se, 
portanto, de prova ilícita, nos termos do art. 157 
do mesmo estatuto. c) Nulo é o auto de prisão 
em flagrante porque, ouvido Antonio como 
condutor, somente Benedito prestou declarações 
como testemunha, em desacordo com o que 
determina o art. 304, caput, do CPP, e, também, 
porque foram ouvidos somente os policiais 
responsáveis pela prisão, que são suspeitos de 
parcialidade por terem interesse na convalidação 
de seus atos funcionais. d) Nulo é o auto de 
prisão em flagrante porque a autoridade policial, 
ao omitir o encaminhamento de cópia à 
Defensoria Pública, deixou de observar 
formalidade essencial, violando o disposto no art.

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