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Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 1 Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 2 http://www.questoesdiscursivas.com.br O melhor site de questões discursivas de concursos públicos. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 3 ÍNDICE DIREITO CIVIL- 5 Atos, Fatos e Negócios Jurídicos-5 Bens-6 Conceito-6 Contratos-6 Direito das Sucessões-8 Direitos da Personalidade-8 Direitos das Sucessões-9 Direitos de Família-14 Direitos Reais-25 Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)-27 LINDB-27 Obrigações-27 Pessoa Jurídica-28 Pessoa Natural-29 Prescrição e Decadência-31 Responsabilidade Civil-31 DIREITO PENAL-32 Aplicação da Lei Penal-32 Aplicação da Pena-41 Crimes-42 Crimes Cibernéticos-61 Crimes contra a Administração Pública-61 Crimes contra a Fé Pública-61 Crimes contra a Ordem Tributária-62 Criminologia-63 Culpabilidade-64 Direito Constitucional Penal-64 Direitos Humanos-66 Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)-66 Improbidade Administrativa-75 Imputabilidade-75 Integração e Interpretação-75 Lei de Drogas-75 Lei Maria da Penha-77 Penas-78 Prescrição e Decadência-78 Princípios do Direito Penal-78 Prisão-78 Processo e Procedimento-78 Punibilidade-79 Transação Penal-79 Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 4 DIREITO PROCESSUAL CIVIL-79 Ação Civil Pública-80 Ação e Jurisdição-84 Ação Popular-84 Ação Rescisória-86 Execução-87 Inquérito Civil-89 Litisconsórcio-89 Mandado de Segurança-90 Ministério Público-92 Pedidos-93 Prazos-93 Princípios do Processo Civil-93 Processo e Procedimento-93 Provas-99 Recursos-100 Sentença-103 Tutela Antecipada-104 DIREITO PROCESSUAL PENAL –104 Ação Penal-104 Competência-104 Delação Premiada-104 Denúncia-104 Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)-110 Execução Penal-110 Inquérito Policial-113 Juizado Especial Criminal (JECRIM)-115 Liberdade Provisória-115 Ministério Público-115 Penas-117 Prescrição e Decadência-117 Princípios do Processo Penal-120 Prisão-121 Processo e Procedimento-122 Provas-128 Recursos-131 Sentença-140 Suspensão do Processo-142 Tribunal do Júri-142 Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 5 DIREITO CIVIL Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Fatos, Atos e Negócios Jurídicos - Diferencie as teorias dos atos anormais, do risco proveito e do risco criado, esclarecendo qual(is) dela(s) foi (ou foram) adotada(s) no parágrafo único, do artigo 927, do Código Civil. RESPOSTA JUSTIFICADA. Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Fatos, Atos e Negócios Jurídicos - Simulação. Conceito, requisitos e espécies. Ação de simulação e ação pauliana: distinção. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Fatos, Atos e Negócios Jurídicos - Há diferença entre estado de perigo e estado de necessidade? Justifique e dê exemplos. Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Atos, Fatos e Negócios Jurídicos - Decerto a previsão legal da invalidade dos atos jurídicos apresenta-se como uma ferramenta que visa, inclusive, assegurar o poder estatal, eis que, em regra, finda por privar de efeitos aquilo que é adverso ao ordenamento jurídico. Entrementes, o novo Código Civil, atendendo a uma demanda doutrinária e jurisprudencial, incorporou a figura da Conversão do Negócio Jurídico. Nessa esteira, proceda a uma explanação sobre o referido instituto, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: conceito, natureza jurídica, requisitos, incidência, tipos e fundamentos. - Resposta: O candidato deveria abordar no introito os seguintes aspectos: I. Função instrumental do negócio jurídico; ( o negócio jurídico como dínamo da atividade econômica) II. Escada Ponteana – Planos de existência, validade e eficácia do negócio Jurídico; III. Conceito e Graus de Invalidade do Negócio Jurídico (Nulidade e Anulabilidade); Em relação a conceito de invalidade o candidato deveria ter registrado que a invalidade é a consequência jurídica pela inobservância do preceito normativo no processo de formação do negócio jurídico., Destarte, o repúdio do ordenamento jurídico se dará em maior ou menor grau de intensidade , consoante o interesse que se pretenda tutelar ( Nulidade como ferramenta de proteção do interesse público – Anulabilidade – mecanismo de proteção do interesse particular.). Outrossim, o candidato deveria ter acentuado a diferença entre as figuras aludidas. 1. Em relação ao conceito de conversão do negócio jurídico o candidato deveria ter registrado que a Conversão é uma figura jurídica que permite transformar um negócio primitivo inválido, em um negócio sucedâneo válido, observados os requisitos legais.( art. 170 CC ) 2. Quanto a natureza jurídica, o candidato deveria ter registrado que trata-se de uma medida de re- valoração do comportamento negocial, porquanto, na situação hipotética, o negócio jurídico primitivo, em razão da invalidade, não está apto a obter a chancela do ordenamento, tal como celebrado. 3. No que diz respeito aos requisitos da Conversão , exigiu-se do candidato que registrasse, de plano, que para o sucesso da manobra de conversão é indispensável a presença no negócio primitivo dos elementos estruturantes do negócio jurídico ( Sujeito , Objeto , Forma , Vontade). 4. Ademais , foi cobrado do candidato que fizesse menção ao elemento subjetivo : a)- a insciência pelas partes , da ineficácia jurídica lato sensu do negócio celebrado , b) a semelhança , essencialmente ás consequências jurídicas dos dois modelos jurídico negociais diversos , c) a irrelevância do meio jurídico escolhido pelas partes em comparação com o fim prático por elas eleito. Nessa esteira, o candidato deveria ter gizado a Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 6 compatibilidade com a vontade hipotética dos sujeitos. 5. De outra banda, no que tange ao elemento objetivo o candidato deveria ter citado a indispensabilidade da identidade de objeto material (negócio primitivo-negócio convertido). Afora isso, o candidato também deveria ter salientado que para o êxito da operação de Conversão é indispensável que o interprete possua pleno domínio do repertório (tipos) jurídico consagrado na legislação. 6. Quanto a incidência, o candidato haveria de registrar que a despeito da previsão expressa do art. 170 do Código Civil, a melhor doutrina, entende aplicável a Conversão tanto aos negócios jurídicos nulos, quanto aos negócios jurídicosanuláveis., bem assim que os negócios jurídicos inexistentes são insuscetíveis de serem convertidos. 7. No que concerne a aplicação da conversão aos negócios jurídicos anuláveis o candidato deveria ter sublinhado que o recurso á indigitada técnica não pode ficar adstrita á vontade real ou conjectural do sujeito legitimado a eventual anulação do negócio jurídico, a contrário senso, haverá sempre de ser considerado o caráter bilateral do negócio jurídico. 8. Em relação aos tipos de Conversão cumpria ao candidato fazer alusão à Conversão Substancial, à Conversão Formal, e a Conversão Legal. Exigiu-se também, que apresentasse os fundamentos da Conversão, de sorte que o candidato, deveria registrar os seguintes aspectos: a) fazer referência ao princípio da segurança jurídica, b) fazer alusão ao princípio da conservação dos negócios jurídicos. c) fazer referência aos princípios da confiança e da boa- fé, d) demonstrar a importância do negócio jurídico como uma ferramento de extremo valor para o trânsito dos bens jurídicos, e) fazer uma reflexão, no que diz respeito ao plano da Validade. Nessa senda , o candidato poderia ter citado sobre a necessidade da temperança dos princípios da segurança jurídica e da justiça intersubjetiva. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Bens - Os equipamentos urbanos públicos podem ser legalmente alienados? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Bens - Em que hipóteses o deferimento de pedido de medida liminar de indisponibilidade de bem de família, em ação de improbidade administrativa contra prefeito municipal solteiro, seria possível? Justifique e fundamente a resposta. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 - Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Conceito - Qual o significado e alcance daà edžpƌessĆoà ͞CoŶstituĐioŶalizaçĆoà doà Diƌeitoà Ciǀil͟?à Ministério Público Estadual - MPE-MT - Ano: 2012 - Banca: UFMT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Contratos - Em relação ao direito de vizinhança, ao direito dos contratos, e considerando sua relação com o direito constitucional, examine a seguinte situação: Um proprietário de imóvel propõe que terceiro o represente em negócio jurídico que visa alienar o terreno vizinho à sua residência, e que também é de sua propriedade. Se esse contrato contiver cláusula que proíba o negócio jurídico com ͞fuŶkeiƌos͟,à aà ĐlĄusulaà pƌopostaà podeà seƌà considerada válida? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Contratos - Na nova concepção social de contrato abarcada pela Lei n.º 8.078/90, o princípio da boa-fé objetiva tem relevantes funções, tanto na formação quanto na execução das obrigações. Quais são elas? Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 7 Assunto: Contratos - Eŵà ϭϮ.Ϭϳ.ϮϬϬϬ,à ͞á͟à eà suaà ŵulheƌ,à Đeleďƌaƌaŵà Đoŵà ͞C͟,à ĐoŶtƌatoà deà promessa de compra e venda de terreno, com preço a ser pago em 60 prestações mensais e ĐoŶseĐutiǀas.à Pagasà ϯϭà paƌĐelas,à ͞á͟à eà s/ŵà tornaram-seà iŶadiŵpleŶtes,à iŵputaŶdoà ăà ͞C͟à aà prática de diversas supostas ilegalidades que teriam dado causa ao descumprimento do contrato. A rescisão do contrato foi motivada em razão da inadimplência dos compradores. Pois bem, a rescisão de um contrato exige, na medida do possível, que se promova o retorno das partes ao status quo ante. Tendo em mente essa premissa. PERGUNTA-SE: Como deve ser feita a iŶdeŶizaçĆoàaà faǀoƌàdoàǀeŶdedoƌà͞C͟,àaàtítuloàdeà ĐoŵpeŶsaçĆo?à Poƌà outƌoà lado,à ͞C͟à ǀeŶdedoƌ,à deve devolver aos compradores algum valor, sim ou não? Em caso positivo, a quantia a ser devolvida e o percentual de retenção compreendem apenas o saldo devedor, objeto de parcelamento em 60 prestações? Ou, também, faria jus os compradores as arras por ocasião do fechamento do negócio. Responda de forma fundamentada. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Contratos - Em relação jurídica material de natureza civil, os contratantes, no intuito de verem cumpridas as suas cláusulas, firmaram cláusula penal, abono de pontualidade, multa penitencial e astreintes. Posteriormente, ajuizado processo judicial para discutir o enlace contratual, o MP foi instado a se manifestar. Na qualidade de promotor(a) de justiça, qual seria seu parecer sobre a natureza jurídica, a legalidade e a possibilidade de cumulação das penas contratadas? Responda de forma fundamentada. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Contratos - Francisco realiza doação de imóvel para o município de Curitiba, formalizando a doação por escritura pública firmada por ele e pelo representante do município, devidamente registrada junto ao Registro de Imóveis. No contrato de doação foi paĐtuadaà aà seguiŶteà ĐlĄusula:à ͞oà iŵſǀelà deǀeƌĄà ser destinado exclusivamente à construção e manutenção de escola de ensino fundamental destinadaà aà ĐƌiaŶçasà poƌtadoƌasà deà defiĐiġŶĐia͟.à Passados dois anos da doação, a escola ainda não foi construída. Diante dos fatos narrados, responda, fundamentadamente, com expressa indicação dos dispositivos legais pertinentes: (a) qual elemento acidental do negócio jurídico está presente no contrato em tela? (b) o Ministério Público tem legitimidade para exigir a construção da escola? Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Contratos - Conceitue contrato coligado, abordando as conseqüências do seu inadimplemento. - Resposta: Expectativa de resposta: Deveria o(a) candidato(a) conceituar o contrato coligado e, no caso de inadimplemento de um deles, afirmar que não acarretaria, necessariamente, na resolução do outro, diferentemente do que ocorre nos contratos mistos, e nos contratos principais e acessórios. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Contratos - João Carlos adquiriu um carro novo de uma revenda autorizada com garantia de um ano, pagando o preço à vista. Passados seis meses da aquisição, não tendo utilizado o carro para qualquer viagem e estando com dificuldades financeiras, decide vender o automóvel. Pedro realiza uma compra e venda do referido veículo. Após um mês da compra e venda, Pedro viaja e constata que o carro possui um problema de superaquecimento no motor, decorrente do uso prolongado em rodovias. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 8 Sabedor de que o carro se encontra na garantia, Pedro dirige-se diretamente à revenda e postula o conserto. Devolvido o carro, permanece o problema, o que conduz a novas tentativas de conserto. Entre tentativas de conserto e devoluções infrutíferas por parte da revenda, passam-se mais seis meses. Incomodado com a situação, Pedro ingressa com demanda judicial para redibir o negócio. Como João Carlos faleceu, e o inventário ainda não foi aberto, a ação é direcionada contratodos os herdeiros, entre os quais se encontram menores. Vindo os autos para parecer do MP pela presença de incapazes, pede-se que sejam enfocados os seguintes pontos: (a) Considerando os prazos para ajuizamento da demanda, passado um ano da compra e venda, Pedro tem direito à ação de redibição do contrato? Justifique. (b) Não tendo ação redibitória, poderia ele ter ação estimatória? Justifique. (c) Supondo que houvesse a possibilidade de demanda redibitória, que pedidos ela comportaria? Justifique. (d) Para fins de vícios redibitórios, qual o papel que a boa- fé desempenha? Justifique. Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - Banca: MPRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Contratos - Considerando-se os diferentes tipos de cláusula penal passíveis de estipulação contratual para casos de inadimplemento, frente à hipótese na qual o inadimplemento previsto efetivamente ocorra, examine quando a pena pode e quando não pode ser exigida cumulativamente com a obrigação principal. Fundamentar a resposta, com base na legislação, na jurisprudência e nas correntes doutrinárias relacionadas com a matéria em questão. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito das Sucessões - Trata-se de ação de conhecimento de iniciativa do herdeiro visando comprovar deserdação decretada em testamento. Figuram como partes na demanda os dois únicos filhos e herdeiros da testadora. O pedido, formulado por um dos filhos, funda-se em testamento firmado em vida por sua genitora, onde expressamente deserdou o outro filho, réu na ação, sendo a cláusula testamentária foƌŵuladaà Ŷosà seguiŶtesà teƌŵos:à ͞Deseƌdoàŵeuà filho X em razão de injúrias graves e calúnias por ele proferidas no decorrer do ano de 2004, que me atingiram, causando-ŵeà pƌofuŶdaà doƌ.͟à áà inicial esclarece em que consistiram as injúrias e calúnias proferidas pelo réu em face da testadora. A prova produzida no decorrer da instrução confirma a inicial. O réu não foi processado por crime contra a honra de sua genitora. Posicione-se de forma fundamentada sobre o mérito da ação. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito das Sucessões - Trata-se de ação declaratória de extinção de usufruto. Relata o autor que o seu genitor, já falecido, recebeu no ano de 2003 através de doação de seus pais (avós do requerente) diversos imóveis, todos descritos na inicial, com reserva de usufruto para os doadores. O avô do autor faleceu e a avó entregou ao nu-proprietário (pai do autor) a administração dos imóveis, remunerando-o com o total do valor dos alugueres pelo serviço. Com a morte do pai do autor, a avó requereu, no seu inventário, a notificação dos locatários dos imóveis para passarem a pagar a ela os alugueres. O autor pretende a procedência da ação sustentando que ocorreu a hipótese prevista no art. 1410, VIII, do Código Civil. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2012 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos da Personalidade - Dissertação: As regras jurídicas que visam proteger os direitos inerentes à personalidade do consumidor endividado. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 9 Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos da Personalidade - A personalidade jurídica consiste no rol de caracteres conferidos a toda e qualquer pessoa humana. Dela defluem direitos e deveres. Trata- se, em síntese, de um valor jurídico que se reconhece nos indivíduos. Mais que em qualquer outra seara, a disciplina dos direitos da personalidade merece atenção especial, tanto no processo de produção legislativa, quanto no momento de aplicação da norma à situação concreta, mostrando-se eficaz à constante evolução tecnológica. Acerca do tema posto acima, discorra sobre os direitos da personalidade, enfatizando os seguintes aspectos: a) características b) técnica legislativa e abordagem hermenêutica c) admissibilidade de restrição voluntária d) proteção jurídica e) direitos da personalidade do nascituro Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Maia, nascido no município de Capim Branco (MG), no dia 2 de mar ço de 1922, filho de Alberto Maia e Maria do Carmo Maia, veio a falecer, no município de Belo Horizonte (MG), no dia 5 de abril de 2011. Era casado com Mariana Silva (casamento realizado em 3 de março de 1944), pelo regime da comunhão universal de bens, com quem teve um único filho, Mauro Silva Maia, falecido em 5 de outubro de 1947, então com dois anos de idade, vítima de um acidente de trânsito. Traumatizados, não tiveram mais filhos. Com o falecimento de sua esposa (ocorrido no dia 15 de outubro de 1952), passou a viver, a partir de 25 de dezembro de 1953, na casa de Roberto Maia, seu irmão mais novo (o casal Alberto Maia e Maria do Carmo Maia teve apenas dois filhos homens, Marcelo e Roberto). Naquela ocasião, Roberto Maia já era viúvo da Sra. Dolores Chaves, com quem teve três filhos, Alfredo Chaves Maia, Geny Chaves Maia e Dalva Chaves Maia, únicos sobrinhos de Marcelo Maia. Alfredo Chaves Maia, o sobrinho mais velho, casou-se em 18 de dezembro de 1977, pelo regime legal, com Ilma Goulart, com quem teve dois filhos, Eduardo (nascido em 20/02/1979) e Mônica (nascida em 02/10/2005). Geny e Dalva não se casaram e não tiveram filhos. Alfredo, vítima de um acidente aéreo, veio a falecer em 1º de abril de 2008. Roberto Maia, quando soube da morte de seu filho, veio a falecer, vítima de infarto agudo do miocárdio, em 15 de abril de 2008. Em face dos óbitos ocorridos na família, Marcelo Maia, em 20 de abril de 2010, por testamento público, deixou 10% (dez por cento) de seu patrimônio apurado quando de seu óbito para Mônica, filha de Alfredo Chaves Maia. É importante ressaltar que, na data do falecimento de Marcelo Maia, em 05/04/2011, este possuía um tio ainda vivo (irmão de seu pai), que lhe era muito querido, Sr. Aristóteles Cançado Maia, bem como um patrimônio composto por um apartamento em Belo Horizonte, no valor de R$ 830.000,00 (oitocentos e trinta mil reais); um automóvel, no valor de R$ 145.000,00 (cento e quarenta e cinco mil reais); um lote em Nova Lima, no valor de R$ 325.000,00 (trezentos e vinte e cinco mil reais), e aplicações financeiras no valor de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais). Tinha dívidas no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Pergunta-se: a) como deve ser partilhada a herança deixada pelo Sr. Marcelo Maia considerando o grau de parentesco e à luz da legislação vigente. Justifique e fundamente; b) havendo herdeiro(s), legatário(s) ou sucessor, qual é o valor (em reais- números) que cada herdeiro/legatário/sucessor receberá? Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - ͞Maƌia͟,à ajuizou Ação de Sonegados contra o Espólio de ͞JoĆo͟,à ƌepƌeseŶtadoà pelaà iŶǀeŶtaƌiaŶte,à objetivando que bem imóvel doado em vida fosse trazido à colação no processo de inventário do Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara-Proibida a transferência a terceiros 10 genitor em comum. No decorrer do processo, ͞“eďastiaŶa͟,àheƌdeiƌaàtestaŵeŶtĄƌia,àƌeƋueƌeuàaà habilitação nos autos. PERGUNTA-SE: ͞“eďastiaŶa͟,à heƌdeiƌaà testaŵeŶtĄƌiaà teŵà legitimidade e direito de exigir à colação bem soŶegadoàpeloàEspſlioàdeà͞JoĆo͟,àeŵàpƌoĐessoàdeà inventário? Responda de forma fundamentada. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - ͞B͟,àpoƌàŵeioà de testamento público (celebrado em 1982), dispôs que seus bens, após sua morte, deveriam ser divididos em partes iguais entre seus irmãos, soďƌiŶhosàeà seuà filhoàdeàĐƌiaçĆoà͞C͞.àOà testador, em uma das cláusulas do testamento, deixou edžpƌessaà aà ǀoŶtadeà deà adotaƌà ͞C͟.à Coŵà seuà faleĐiŵeŶto,à oĐoƌƌidoà eŵà ϭϵϵϵ,à ͞C͟,à jĄà Ŷaà condição de filho do de cujus (sentença judicial de adoção proferida em 1991), pediu o rompimento do testamento com fulcro no art. ϭ.ϳϱϬ/CC/ϭϲ,à ǀeƌďis:à ͞áƌt.à ϭ.ϳϱϬ.à “oďƌeǀiŶdoà descendente sucessível ao testador, que o não tinha, ou não o conhecia, quando testou, rompe- se o testamento em todas as suas disposições, se esseà desĐeŶdeŶteà soďƌeǀiǀeƌà aoà testadoƌ͟.à PERGUNTA-SE: Na presente situação, pode ser apliĐadoàoàaƌt.àϭ.ϳϱϬ/CC/ϭϲ,àjĄàƋue,à͞B͟,àtestadoƌ,à ao fazer as liberalidades, tinha consciência de que iƌiaà foƌŵalizaƌà aà adoçĆoà deà ͞C͟?à ‘espoŶdaà deà forma fundamentada. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Tramitam no Juízo Único da Comarca de Iguaba Grande os processos de abertura, registro e cumprimento do testamento e o de inventário dos bens deixados pelo Sr. Fábio José Biscoito, que faleceu no ano de 2010, com 45 anos de idade. No momento da abertura da sucessão o de cujus deixou o seguinte patrimônio: seis imóveis situados no Município de Iguaba Grande, avaliados em R$ 100.000,00 (cem mil reais), cada. Fábio José foi casado com Júlia Biscoito durante 26 anos pelo regime da comunhão parcial de bens e todo o seu patrimônio foi adquirido onerosamente após o enlace matrimonial. Do relacionamento conjugal nasceram dois filhos, André Pato e Guilherme Ovo, hoje com 25 e 15 anos de idade, respectivamente. Em razão de problemas de comportamento André Pato reside com sua avó paterna desde os 18 anos de idade. Dois anos antes de falecer, Fábio José havia doado um imóvel para a sua esposa Júlia e outro para o seu filho Guilherme Ovo (com a devida outorga), ambos situados na cidade de Silva Jardim, adquiridos onerosamente em 2006 e avaliados no momento da liberalidade em R$ 70.000,00 (setenta mil reais), cada. Além disto, no ano de 1999 o de cujus elaborou um testamento, na forma pública, incluindo cláusula de inalienabilidade em todos os seus imóveis, fulcrado no receio da dilapidação patrimonial, visto que a locação dos mesmos era a principal renda familiar. Estipulou, ainda no citado testamento, que a metade do seu patrimônio deveria ser dividida entre Júlia e Guilherme Ovo. Após tal data, Fábio José nunca mais modificou, revogou ou ratificou a cédula testamentária, que foi realizada cumprindo todas as formalidades exigíveis à época. Nos autos do processo de inventário André Pato informa as liberalidades feitas em vida por seu pai e requer a colação dos valores de mercado dos imóveis à época da doação. Júlia e Guilherme Ovo se manifestam no processo aduzindo a desnecessidade da colação em razão da presunção de que tais disposições relacionam-se à parte disponível do patrimônio do de cujus e à inexistência de regra expressa determinando a colação. Alegam, subsidiariamente, não concordar em colacionar os valores do momento da liberalidade, mas sim os valores de mercado atuais dos bens, que efetivamente sofreram desvalorização, ou os próprios imóveis. Inconformado com a inclusão da cláusula de inalienabilidade, André Pato Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 11 também intenta ação anulatória do testamento, aduzindo a impossibilidade de inserção da mesma na parte atinente à legitima e a ocorrência de rompimento do testamento. De maneira subsidiária, sustenta a necessidade de uma interpretação das regras atinentes ao testamento conforme a Constituição Federal de 1988, considerando os princípios constitucionais da isonomia constitucional entre os filhos (proibição de tratamento discriminatório) e da dignidade da pessoa humana. Na ação anulatória Júlia e Guilherme Ovo discordam dos fundamentos apresentados, alegando que o testamento foi elaborado em conformidade com a legislação, tanto a que vigorava no momento de sua elaboração, como o atual Código Civil. O magistrado, após analisar as questões suscitadas nos processos acima descritos, determina o encaminhamento dos autos ao Ministério Público para manifestação. Na qualidade de Promotor de Justiça, como você se posicionaria em relação a todas as questões suscitadas e aplicáveis ao caso em tela? As afirmações devem ser sempre fundamentadas, inclusive apontando os dispositivos legais incidentes (a questão NÃO é para ser respondida em formato de peça processual). RESPOSTA JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Discorra sobre a admissibilidade da celebração de um contrato de doação por morte no direito brasileiro, especificando todas as suas eventuais consequências. RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Antônio e Maria, pais de Primus, Secundus e Tertius, receberam uma herança (testamento) composta de dez apartamentos deixados por Felipe a favor dos menores. Dois anos depois, Antônio queria permutar dois dos apartamentos por outras unidades e firmou contrato. Com base nessa situação fática, dissertar sobre direitos, disponibilidade, ônus legais e obrigações dos pais em relação ao patrimônio dos filhos menores. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Em 12 de agosto de 2010, faleceu o Sr. Antônio, casado com Dona. Maria, no regime legal, desde 1970. O casal, feliz no casamento, teve quatro (4) filhos: Primus, Secundus, Tertius (interditado) e Ana Rita. Quando Ana Rita casou, seus pais doaram- lhe o apto. 1.101, à Av. Afonso Pena, 3.456, no valor de R$160.000,00 (cento e sessenta mil reais). Por testamento público, o Sr. Antônio deixou a quantia de R$200.000,00 (duzentos mil reais) para a Santa Casa de Misericórdia e, para sua querida Maria, 40% (quarenta por cento) do que restasse de sua porção disponível. Ocorrido o óbito, os filhos investiram contra o testamento, alegando que o testador não poderia reduzir as legítimas, porque eram herdeiros necessários. O patrimônio do casal, na data do óbito, era de R$2.000.000,00 (dois milhões de reais). Qual é o valor (em reais - números) que cada herdeiro receberá? Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Casada com Daniel, Luciana teve o filho Alberto, criança muito viva. No entanto, poucos meses depois, separou- se Luciana, constatando infidelidadedo marido. Após seis meses (1995), conheceu Humberto (R$600.000,00), pai de Regina, portadora de síndrome de Down, cuja mãe faleceu no parto. Logo, logo a amizade transformou-se em amor, resultando na união estável de Luciana e Humberto. Desdobrou-se Luciana na educação das crianças, ajudando o companheiro na administração dos seus negócios. Luciana herdou de seu pai (março/2009) uma casa e dois lotes Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 12 (R$800.000,00); quando sua mãe morreu (agosto/2009), herdou Luciana outros bens e aplicações em fundos de investimentos (R$680.000,00). Luciana permutou a casa e os lotes herdados por dois apartamentos (R$2.000.000,00), no prédio a ser construído no local. Transcorridos poucos meses (fevereiro/2010), Humberto veio a falecer, como consequência de forte pneumonia. Ainda no hospital, pediu à enfermeira uma folha de papel e caneta, redigindo seu testamento, deixando toda a sua porção disponível para Luciana, nomeando- a curadora de Regina. Entregou o papel à enfermeira, pedindo-lhe que conseguisse dois ou três funcionários para assiná-lo como testemunhas. Voltando, a enfermeira entregou- lhe o papel, mas Humberto faleceu minutos depois. As quotas das empresas do Humberto valem R$2.100.000,00. Pergunta-se: qual o direito de cada um? Simples cálculos, poucos argumentos. As contas são necessárias. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Em 1990, João, com 4 anos de idade, passou a ser tutelado pelo casal Pedro e Maria. Pedro e Maria, antes de receberem a tutela de João, possuíam três filhas, Ana, nascida em 1970; Beatriz, nascida em 1972; e Cíntia, nascida em 1973, essas filhas biológicas. Em 8 de agosto de 2002, Pedro e Maria deram início ao processo de adoção de João. Contudo, em 10 de setembro de 2003, antes de ser prolatada a sentença concessiva da adoção, Pedro e Maria faleceram, vítimas de um acidente de trânsito. Aberto o inventário no prazo legal, Ana, que residia sobre o imóvel escriturado em nome dos pais falecidos, com área de 350 hectares, foi nomeada inventariante e arrolou apenas suas irmãs como herdeiras, silenciando sobre o processo de adoção que continuava tramitando. Em 10 de junho de 2004 foi homologada, por sentença, a partilha amigável e, em 16 de setembro de 2006, após o trânsito em julgado da decisão que concedeu a adoção de João aos falecidos Pedro e Maria, ele ingressou com ação declaratória de nulidade de partilha cumulada com petição de herança em desfavor de Ana, Beatriz e Cintia, objetivando buscar o seu quinhão hereditário. A ação foi contestada pelas demandadas que arguiram, em preliminar, a ilegitimidade passiva, ao argumento de que o espólio é que deveria figurar no pólo passivo da ação. Suscitaram, ainda, que a via eleita pelo autor não é adequada para o fim colimado, sendo apropriado o manejo da ação rescisória prevista no artigo 1.030, III, do CPC. E que, ainda que assim não fosse, pretendendo o autor a anulação da partilha, tornar-se-ia inarredável o reconhecimento da prescrição, em face ao que dispõe o artigo 1.029, parágrafo único, inc. III, do CPC. O candidato deverá manifestar-se sobre os seguintes pontos (não há necessidade de elaboração de peça processual): 1) a possibilidade da adoção efetuada após a morte dos adotantes e os efeitos da sentença que a concede; 2) a legitimidade passiva no caso proposto; 3) a utilização da ação rescisória para rescindir a sentença que homologou a partilha amigável; 4) a ação (ações) necessária(s) para o autor obter seu quinhão e o prazo prescricional para o exercício de sua pretensão. - Resposta: A possibilidade da adoção efetuada após a morte dos adotantes: o candidato deverá responder ser possível a adoção pós-morte, desde que presentes as condições do artigo 42, § 6º, do ECA e/ou 1628 do Código Civil, e os efeitos da sentença que a concede retroagem à data do óbito, conferindo ao adotado os mesmos direitos hereditários. 0,5. Legitimidade passiva é dos herdeiros, pois a ação de petição de herança é movida contra os herdeiros, a teor do contido no artigo 1.824 do CC. 0,5. A utilização da ação rescisória para rescindir a sentença que julgou a partilha. A rescisória não é cabível neste caso, haja vista que a sentença homologou a partilha Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 13 amigável. A rescisória do art. 1.030 pressupõe que o herdeiro preterido tenha sido parte no processo. 0,5. A ação adequada para que o herdeiro possa receber sua quota hereditária é a ação de petição de herança, movida contra os herdeiros, prevista no artigo 1.824 do Código Civil, e prescreve em 10 anos, de acordo com o artigo 205 do Código Civil. 0,5. PONTOS A REDUZIR: Linguagem, redação, clareza de idéias, estrutura das frases e coerência lógica/argumentativa. - 0,4. Ortografia. - 0,2. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Como se dá a participação da companheira ou do companheiro na sucessão do outro em se tratando de filiação híbrida? Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Dissertação. O Sr. Antônio, casado com Dª Maria, no regime de comunhão universal, teve com a esposa três filhos, Adriana (1969), Daniel (1970) e Luciana (1971). Industrial, pôs os filhos para trabalhar na indústria, pagando-lhes salários condizentes. Anos depois, o Sr. Antônio teve um caso com Virgínia, nascendo-lhes Fernando (1998), declarada a paternidade no registro civil, nos termos do art. 2º da Lei n. 8.560/92. Em data posterior, manteve o Sr. Antônio relações com outra mulher, gerando Maria Elza, nascida em 2005, reconhecida por sentença, proferida em ação de investigação de paternidade. Dª Maria, querendo proteger seus filhos, já diplomados e comandando a indústria, convenceu o Sr. Antônio a fazer a venda do apto. n. 1.401, à Av. Afonso Pena, 2.345 para a filha Adriana, pelo preço de R$500.000,00, bem como a venda do apto. n. 1.402 para pessoa indicada por Daniel, seu cunhado, também pelo preço de R$500.000,00, cujo imóvel, em 2008, foi-lhe transferido; finalmente, o Sr. Antônio e Dª Maria doaram o apto. n. 603, do mesmo prédio, do mesmo valor, para a filha Luciana, dispensada a colação. O Sr. Antônio fez testamento público, em 2007, deixando para sua esposa, Dª Maria, sua porção disponível, vindo a falecer em dezembro de 2008 de parada cardíaca, restando-lhe o patrimônio de R$800.000,00. Virgínia contrata advogado para postular os direitos de Fernando, argüindo os negócios jurídicos entre pais e filhos e pondera os seguintes tópicos: o problema das doações, a inoficiosidade, as colações; a venda de ascendentes a descendentes ; a possível venda para interposta pessoa; a natureza jurídica do vício e os prazos prescricionais. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Antônio e Maria casaram no regime de separação convencional de bens; tiveram a filha Isabella, que veio a bacharelar-se em Direito na UFMG.Antônio, muito trabalhador, ganhou bom dinheiro, viajando, comprando e vendendo mercadorias. Em uma dessas viagens, conheceu Daniela, residente em Ipatinga, com quem teve os filhos Carolina e Daniel. O Sr. Antônio pagou os estudos desses filhos, durante quatro anos, com despesa mensal, em média, de R$600,00. Certa feita, Antônio comprou uma casa para Carolina e Daniel, no valor de R$80.000,00. A pedido de Maria, Antônio adquiriu o apto. n. 1.201, do Ed. Príncipe de Galles, no valor de R$480.000,00 para sua sogra. Querendo conforto para seus pais, Antônio doou-lhes o apto. 401, da Rua Luz, 32, no valor de R$270.000,00. Submetido a transplante do fígado, não resistiu, vindo Antônio a falecer em dezembro de 2008; seu patrimônio somou R$3.000.000,00, tendo uma dívida com o Banco do Brasil, no valor de R$118.000,00 e outra com o Biocor, no valor de R$42.000,00. Dividir o monte. (não há necessidade de explanações doutrinárias, mas, tão-somente, o valor devido para cada herdeiro). Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 14 Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - Rodrigo Prazeres Malgrado, casado com Fernanda Lulu Malgrado, pelo regime de comunhão parcial de bens, fazendeiro na cidade de Casaquinha e detentor de um patrimônio no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), era pai de cinco filhos; Daniel, Maria, José, Carlos e João, todos oriundos do matrimônio havido com Fernanda Lulu Malgrado. Em razão do grande vínculo afetivo que seus filhos Daniel e João, menores impúberes, mantinham com 02 (dois) cavalos, avaliados em R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) cada, Rodrigo, no dia 15/09/2007, resolveu doar-lhes os animais, informando, no ato da alienação, que esses bens foram afetados da parte disponível. Acontece que em 11/10/2008 Rodrigo faleceu, sem deixar bens particulares e com um patrimônio, construído em parceria com sua esposa, equivalente a R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais). Com o óbito, promoveu-se a abertura do inventário, na única Vara da Comarca de Casaquinha. Os três filhos menores, Maria, Carlos e José, juntamente com a cônjuge sobrevivente, Fernanda Lulu Malgrado, verberaram, nos autos da dita demanda, que a doação dos cavalos, realizada pelo de cujus a Daniel e João, configura adiantamento de legítima, razão pela qual deve ser trazida à colação. Ad argumentandum tantum, na hipótese do Juízo não acolher a arguição de adiantamento de legítima, aduziram que a doação extrapolou a parte disponível, pois, ao tempo da morte, o valor dos bens doados ultrapassou a metade disponível. Suscitada a controvérsia no processo, o juiz, ao despachar a petição, em razão de figurar menores no fólio, determinou fosse colhida a manifestação do Ministério Público. Em seguida, encaminharam-se os autos ao Promotor de Justiça de Casaquinha. Na condição de Presentante do Parquet na referida Comarca, tendo em conta os dados contidos no texto, emita parecer, de modo fundamentado, ressaltando as questões jurídicas aventadas por Fernanda, Maria, Carlos e José, indicando, inclusive, que montante caberá a cada herdeiro, ao término do inventário. Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Durante atendimento ao público da Comarca de Brejinhos dos Anzóis/Ba, o Promotor de Justiça ali atuante foi procurado pela ruralista Carazinha Passos, grávida de 3 (três) meses, que, na ocasião, imputou a paternidade do filho que esperava a Cravinhos Mota, o qual, segundo alegou a gestante, vinha se esquivando de adimplir com a respectiva obrigação alimentar. Notificado o suposto pai em derredor dos informes levados ao Presentante do Parquet, a tentativa conciliatória restou inexitosa. Desse modo, colhidos os dados necessários à convicção para ajuizamento da adequada medida judicial, o órgão do Ministério Público, diante de situação vertente, propôs ação de alimentos, patrocinando os interesses do nascituro em face do genitor, na suprarreferida Comarca, na respectiva Vara de Família, pleiteando o pagamento de verbas alimentares, no valor mensal de R$ 500,00 (quinhentos reais). De acordo com a peça incoativa, o Réu nunca envidou qualquer esforço no sentido de prestar amparo material à gestante, a despeito de ter sido instado a esse mister, uma vez que trabalha. Autuado o processo, determinou-se a citação do Alimentante, para, querendo, responder à pretensão autoral. Manifestando-se, após regular cumprimento do ato citatório, o Acionado sustentou que os alimentos gravídicos não gozam de amparo jurídico pátrio. Além disso, alegou que se encontra desempregado há 3 (três) anos, realizando serviços sazonais que sequer lhe proporcionam o suficiente para custear sua alimentação e moradia. No curso da fase instrutória, ficou demonstrado que, malgrado a Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 15 inexistência de vínculo formal no labor por ele desempenhado, o Demandado aufere renda mensal capaz de suportar o montante solicitado. Concluída a instrução, manifestando-se em razões finais, o Membro do Ministério Público, que subscreveu a inicial, ressaltou que o pedido alimentar se legitima pela necessidade de custear as despesas adicionais do período de gravidez, que sejam dela decorrentes, da concepção ao parto, bem assim aquelas relativas à alimentação especial, assistência médica, exames complementares e medicamentos, conforme previsão legal, acrescentando, em arremate, que se provou, a sobejo, a capacidade financeira do Acionado. Em manifestação derradeira, o Requerido, por seu turno, reconheceu que, efetivamente, passou a exercer atividade profissional, auferindo renda suficiente capaz de atender ao dever alimentar que lhe foi pedido. No entanto, insiste na tese de que o filho ainda está por nascer, o que indica ser a pretensão indevida. Conclusos os autos ao Juiz Substituto, foi proferida sentença, tendo o Magistrado extinguido o processo sem resolução do mérito, asseverando que o Ministério Público não é parte legítima a figurar no polo ativo da peleja de alimentos, uma vez que refoge às suas atribuições o aforamento de ação desse jaez, argumentando, ademais, a existência de advogados solícitos, na Comarca, à prontidão para o exercício do munus de defensor. Prosseguindo, os autos foram encaminhados ao Presentante do Parquet, para conhecimento do decisum. Na qualidade de Promotor(a) de Justiça, considerando as premissas fáticas e jurídicas apresentadas, adote a providência que reputa adequada, elaborando a respectiva peça, capaz de ferretear o provimento judicial, ressaltando os fundamentos pertinentes. - Resposta: A expectativa da Comissão é que o candidato observe os seguintes aspectos: 1) formalidades que cercam uma apelação, sobretudo direcionamento ao Juízo Singular, com pedido de remessa ao Tribunal de Justiça, relato dos fatos, indicação de error in procedendo e error in judicando, com a respectiva fundamentação, além do pedido de reforma de decisão vergastada; 2) faça menção sobre a legitimidadedo Ministério Público para ajuizar ação de alimentos, pelas seguintes razões: 2.1) atribuição do Parquet na defesa de direito individual indisponível, a teor do que menciona o art. 127 da Constituição Federal; 2.2) expressa previsão para atuação em demanda de alimentos, conforme se interpreta a partir do art. 227 da CF; 2.3) respeito ao princípio da proteção integral ou prioridade absoluta do nascituro; 2.4) impossibilidade de escudar o Parquet na defesa de interesse social relevante, sobretudo em se tratando de pessoa desprovida de recursos para contratar advogado particular; 3) invoque a teoria da causa madura, consagrada no art. 515, §3º, do CPC, por se tratar a hipótese vertente de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. 267), versando sobre questão exclusivamente de direito, que está em condições de imediato julgamento. 4) ressalte que a controvérsia reside apenas em relação à aventada improcedência dos alimentos gravídicos, já que foi reconhecida a capacidade de prestá-los, o que implica pedido de apreciação direta do mérito. 5) demonstre conhecimento acerca do princípio do aproveitamento dos atos processuais, celeridade e duração razoável do processo. 6) esclareça que, ao contrário do que tentou fazer crer o Apelado, os alimentos gravídicos gozam de largo amparo legal, doutrinário e jurisprudencial, estando, portanto, contemplados no sistema jurídico pátrio, sobretudo pela promulgação da Lei 11.804/2008, que, em seu art. 2º, garante à gestante amparo material para custeio das despesas adicionais do período de gravidez, que sejam dela decorrentes, da concepção ao parto, Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 16 como também aquelas referentes à alimentação especial, assistência médica, exames complementares e medicamentos. 7) pontue que, embora o entendimento em derredor da ilegitimidade ministerial encontrasse respaldo, o que não acontece, a providência mais consentânea com a situação não seria extinguir- se o feito sem resolução do mérito, mas proceder a intimação da parte autora, para, nos termos do art. 13 do CPC, sanar a capacidade postulatória, indicando novo patrono, a quem incumbiria apenas ratificar os atos processuais já praticados. 8) requeira a antecipação da tutela recursal, no sentido de que a Relatoria acolha, de imediato, o pedido de fixação dos alimentos em favor do nascituro. 9) prequestione os dispositivos constitucionais e infraconstitucionais atinentes à matéria. 10) pugne, ao final, pelo provimento do recurso, para que a sentença seja anulada, julgando-se imediatamente o mérito, deferindo alimentos gravídicos em R$ 500,00 (quinhentos reais) por mês. Subsidiariamente, na hipótese de ser mantida a tese de ilegitimidade, pelo Tribunal de Justiça, seja determinada, com supedâneo no art. 515, §4o, do CPC, a intimação do alimentando para regularizar a capacidade postulatória, indicando novo patrono, a quem incumbirá a validação de todo o iter processual já ocorrido. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - O Promotor de Justiça atende em seu gabinete, durante o expediente, Antônio e Maria, brasileiros, casados entre si, residentes e domiciliados em município de Santa Catarina, apresentando, aparentemente, plena capacidade e aptidão para exercerem o poder familiar. Manifestam interesse em adotar uma criança. Além desse fato, narram que Antônio descobriu, através de um exame de DNA, que possui um filho, José, de onze anos de idade, fruto de um relacionamento extraconjugal, registrado apenas em nome da mãe biológica, Sara, a qual faleceu. Sara, antes de falecer, fez um testamento no qual nomeou Pedro tutor para José e manifestou expressamente a condição de Antônio, como pai biológico de José. Pedro é o atual tutor de José. José tem problemas mentais leves. Eles fazem uma série de questionamentos, os quais deverão ser respondidos pelo candidato fundamentadamente, com expressa referência aos dispositivos legais e às correntes doutrinárias e jurisprudenciais divergentes, caso existentes: a) Deve o Promotor de Justiça prestar atendimento ao público? Em que dispositivo(s) da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (Lei Complementar Estadual n. 197/2000) há embasamento para tal dever? O que é educação inclusiva? b) O casal pretende adotar uma criança, porém eles não figuram na lista (cadastro) de adoção. A lei prevê hipóteses em que mesmo que a pessoa não esteja na lista (cadastro) possa ser deferida a adoção? Se positiva a resposta, quais as hipóteses e o(s) respectivo(s) dispositivo(s) legal(is)? O que é adoção intuito personae? O que é adoção unilateral? c) Por quais formas pode ser feito o reconhecimento de paternidade de filhos havidos fora do casamento, conforme a legislação brasileira? Após efetuado o reconhecimento de paternidade por Antônio, cessa a condição de tutelado de José? É eficaz cláusula que estabeleça como condição para o reconhecimento da paternidade que José não pleiteie alimentos contra Antônio, na hipótese da guarda futuramente ser entregue a terceira pessoa? Quais os parâmetros devem ser adotados pelo Juiz ao fixar alimentos para criança ou para adolescente em desfavor de genitor? O que é ato de alienação parental? Comprovada a alienação parental, em ação autônoma ou incidental, o Juiz poderá aplicar quais medidas previstas em lei? O Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 17 que é guarda compartilhada? O que é guarda unilateral? - Resposta: Sim. Artigo 157, XIV da Lei Complementar Estadual n. 197/2000. 0,10 pontos A.2 - Defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação. Artigos 205, 206, I e 208 e incisos da CF e artigos 53, I, 54, III e 55 do ECA. 0,20 pontos - B.1 - Sim, artigo 50, §13 – ͞“oŵeŶteà poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado previamente nos termos desta Lei quando: I - se tratar de pedido de adoção unilateral; II - for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos de afinidade e afetividade; III - oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança maior de 3 (três) anos ou adolescente, desde que o lapso de tempo de convivência comprove a fixação de laços de afinidade e afetividade, e não seja constatada a ocorrência de má-fé ou qualquer das situações previstas nos arts. 237 ou 238 desta Lei. B.2 - É a adoção em que os pais da criança escolhem a família que a adotará. 0,15 pontos - B.3 - Se um dos cônjuges ou concubinos adota o filho do outro, mantendo-se os vínculos de filiação entre o adotado e o cônjuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes (artigo 41, parágrafo 1º do ECA). 0,10 pontos - C.1 - Art. 1609 do CC - O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável e será feito: I - no registro do nascimento; II - por escritura pública ou escrito particular, a ser arquivado em cartório; III - por testamento, ainda que incidentalmente manifestado; IV - por manifestação direta e expressa perante o juiz, ainda que o reconhecimento não haja sido o objeto únicoe principal do ato que o contém. 0,10 pontos - C.2 - Artigo 1.763, II do CC - Cessa a condição de tutelado: I – [...]; II - ao cair o menor sob o poder familiar, no caso de reconhecimento ou adoção. 0,10 pontos - C.3 - Não. Art. 1.613 do CC. São ineficazes a condição e o termo apostos ao ato de reconhecimento do filho. 0,15 pontos C.4 - Art. 1.694 do CC – Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. § 1 o Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. 0,15 pontos. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 - Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Oà ŵeŶoƌà ͞á͟,à nascido em 2004, recebe pensão alimentícia de seuà geŶitoƌà ͞B͟,à fidžadaà judiĐialŵeŶte.à Coŵà oà falecimento do Alimentante, poderá a obrigação aliŵeŶtaƌà seƌà tƌaŶsŵitidaà aosà heƌdeiƌosà deà ͞B͟,à bem como lhes ser exigido o pagamento do débito alimentar em atraso? Justifique a sua resposta segundo o entendimento doutrinário e jurisprudencial. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 - Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Como o sistema jurídico disciplina o problema concreto do conflito de valores entre a manutenção do dogma da autonomia patrimonial das sociedades empresárias e os interesses dos credores diante da prática de atos abusivos pela pessoa jurídica? 1) Indique o objetivo do instituto jurídico em apreço e discorra sobre as teorias erigidas a partir do disposto no Código de Defesa do Consumidor e no Código Civil. 2) É possível a aplicação da medida em comento no Direito de Família? Esclareça. Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 2011 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - O TSE, nas eleições municipais, realizou julgamento em que se Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 18 discutia a incidência e alcance da regra do art. 14, § 7º, da Constituição da República de 1988. Pergunta-se: 1) o juiz eleitoral de primeira instância, ao julgar pedido de registro de candidata a prefeita, pode reconhecer a inelegibilidade em decorrência de relação estável homossexual mantida com a prefeita do município? Justifique a reposta. 2) apesar de o Direito de Família não reconhecer como entidade familiar a união estável e outros institutos jurídicos semelhantes - entre pessoas do mesmo sexo, pode a Justiça Eleitoral reconhecer a repercussão de tal relação na esfera eleitoral? Justifique a resposta. 3) em que consiste a regra da inelegibilidade reflexa? Quais são duas (2) finalidades da proibição, segundo a doutrina e jurisprudência? 4) no que diz respeito ao cônjuge, a interpretação do dispositivo constitucional abrange outras situações não previstas expressamente? Cite dois (2) exemplos, se houver. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Disserte sobre todos os regimes de bens entre cônjuges existentes no Direito brasileiro. Além dos aspectos jurídicos específicos de cada um dos regimes de bens que deverão ser tratados individualmente, faça uma análise detalhada dos seguintes temas: a) administração e disponibilidade dos bens; b) mutabilidade do regime de bens; c) pacto antenupcial; d) bens incomunicáveis; e) regime de bens aplicável nos casamentos, entre estrangeiros domiciliados no exterior, realizados no Brasil. A resposta deve ser fundamentada, com expressa referência às correntes doutrinárias e jurisprudenciais divergentes, caso existentes. Transcrição de artigos de lei considera-se texto não escrito. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Inventário do patƌiŵƀŶioàheƌeditĄƌioàdeà͞á͟,àƌeƋueƌidoàpoƌà͞B͟à eà͞C͟,àsoďƌiŶhosàdoàautoƌàdaàheƌaŶça,àĐujoàſďitoà ocorreu em 29/07/2005. Declaram que o falecido deixou considerável patrimônio, constituído de imóveis urbanos, várias propriedades rurais e milhares de cabeças de gado a inventariar, e que era solteiro, não possuindo ascendentes, descendentes, tampouco companheira. Sustentam que dentre os sucessores, o inventariado deixou 4 irmãs, idosas, que deverão concorrer à herança por direito próprio, eŶƋuaŶtoàosà͞filhosàdeàduasàheƌdeiƌasàpƌĠ-mortas (também irmãs do falecido) a ela concorrerão, por direito de representação, nos termos do disposto nos artigos 1.851 e seguintes do Código Ciǀil,àdeŶtƌeàelesà͞B͟àeà ͞C͟.àPoƌà suaàǀez,à ͞D͟,àŶoà início do procedimento, buscou por duas vezes sua admissão no inventário, para concorrer à heƌaŶça,àaoàaƌguŵeŶtoàdeàteƌàĐoŶǀiǀidoàĐoŵà͞á͟,à em união estável, por mais de 30 anos, alegando que na data da abertura da sucessão, ela se encontrava na posse e administração dos bens deixados pelo falecido. Seus pleitos foram encaminhados às vias ordinárias, de modo que propôs ação declaratória de união estável com pedido de tutela antecipada. PERGUNTA-SE: Podeà͞D͞,ààedž-ĐoŵpaŶheiƌaàdeà͞á͟,àƌeƋueƌeƌàsejaà concedida antecipadamente a posse e a administração da metade (50%) dos bens adquiridos pelo falecido durante o período da união estável, em outras palavras, a sua provável meação? Sob que fundamento. De outro modo, o desate da lide, na hipótese em julgamento, depende das regras sucessórias ou das normas de Direito de Família? A meação do companheiro sobrevivente integra o direito de herança? Responda de forma fundamentada as indagações. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - ͞á͟à faleĐeuà eŵà 22/09/2003, deixando bens imóveis a inventariar, e dois filhos, seus herdeiros, ambos casados. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 19 Consta dos autos, ainda, certidão de testamento, por meio do qual os bens deixados pela testadora aà ͞B͟,à uŵà dosà heƌdeiƌosà ŶeĐessĄƌios,à foƌaŵà gravados de cláusulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade, extensivas aos respectivos frutos e rendimentos. Ressalta-se que o testamento foi elaborado sob a égide do CC/16. PERGUNTA-SE: As cláusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade, gravadas no testamento sobre os bens da legítiŵaà deidžadosà aà ͞B͟,à uŵà dosà heƌdeiƌosà necessários, ainda que a testadora não tenha declarado a justa causa no prazo de um ano fixado no art. 2.042 do CC/02, devem subsistir ou não? Responda de forma fundamentada. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Segundo entendimento doutrinário e jurisprudencial majoritário, principalmente do Superior Tribunal de Justiça, a alienação feita por ascendente a descendente é, desde o regime originário do Código Civil de 1916 (art. 1.132), ato jurídico anulável. Tal orientação veio a se consolidar de modo expresso no novo Código Civil/02, art. 496. Também se consolidou o entendimento de que, para a invalidação desses atos de alienaçãoé necessário, além da iniciativa da parte interessada, outros requisitos. Assim, cite esses outros requisitos, de acordo com entendimento doutrinário e jurisprudencial. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Cláudia, casada com Danilo pelo regime da comunhão universal de bens, faleceu em 10 de janeiro de 2010. Cláudia deixou cinco filhos, havidos com Danilo: Eliana, com 15 anos de idade; Fábio, com 13 anos de idade; Heitor, com 10 anos de idade; Ivete, com 8 anos de idade e Joana, com 5 anos de idade. Em sentença de inventário proferida na data de hoje, atribuiu-se à viúva a meação (equivalente, portanto, à metade de todos os bens de titularidade do casal) e mais um quinhão hereditário equivalente à quarta parte da herança deixada pelo de cujus. No cálculo da meação foi incluído, entre outros, imóvel adquirido por Claudia antes do casamento a título de herança deixada por um parente colateral. Diante dos fatos narrados, responda: (a) a sentença de partilha atendeu integralmente às regras pertinentes ao regime de bens e (b) à sucessão hereditária? A resposta deve ser dada à luz dos fatos constantes do enunciado e com a expressa indicação dos dispositivos legais pertinentes. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - A União Estável é atualmente reconhecida não só em nossa Constituição Federal, mas também em diversas normas infra-constitucionais. Esse instituto veio a dar concretude às unidades familiares ainda não protegidas pelas regras que já se aplicavam ao casamento. O artigo 226, parágrafo 3º., da Constituição Federal, os artigos 1723 a 1727, do Código Civil e a Lei 9278/96, na parte não revogada pelo Código Civil, disciplinam as questões relativas à União Estável, inclusive as de cunho patrimonial, sendo, porém, explícitos os textos normativos no sentido de reconhecerem a União Estável entre homem e mulher. Nossos Tribunais Superiores vêm se debruçando sobre a interpretação das normas acima mencionadas e o pretendido reconhecimento da União Estável entre pessoas do mesmo sexo, acolhendo tal pretensão. Considerando o exposto, enumere os argumentos que justificam o reconhecimento da União Estável entre pessoas do mesmo sexo, indicando os respectivos fundamentos constitucionais e legais. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 20 Assunto: Direitos de Família - Eustáquio de Oliveira, pai de dois filhos (Antonio e Carlos), já separado da mãe dos meninos, Maria dos Santos, possui 02 (dois) bens imóveis e 01 (um) veículo automotor, adquiridos anteriormente à União Estável que atualmente mantém com Josefina de Souza; Eustáquio concebeu com Josefina de Souza outro filho, Benedito. Dias antes do nascimento de Benedito, Eustáquio doou seus bens imóveis para Antonio e Carlos, reservando para si o usufruto de tais bens e remanescendo titular do domínio apenas do veículo automotor. Diante de tal situação, responder se a doação promovida por Eustáquio poderia ser invalidada, justificando e fundamentando; também informar se Benedito, que não é titular de qualquer bem móvel ou imóvel, faria jus, em caso de invalidade, aos bens doados e em qual proporção, indicando o fundamento jurídico e legal para tanto. Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Mesmo casado com Joana no regime de comunhão parcial, é casa com Maria no mesmo regime no dia 05.01.2005. Posteriormente e sucessivamente casa também com Juliana no regime da comunhão universal no dia 10.01.2005, mantendo, assim, relações familiares paralelas. Na constância destes casamentos José adquire onerosamente na data de 20.03.2005 um imóvel no valor de R$ 150.000,00. Ainda na constância destes casamentos José, a título de herança, recebe um imóvel rural no valor de R$ 50.000,00. No dia 10.01.2007 o Ministério Público propõe ação de nulidade dos casamentos. No dia 05.02.2008 transita em julgado as sentenças de nulidade dos casamentos, reconhecendo, em relação à mulher Maria, a putatividade. No dia 10.03.2008 José falece, deixando somente quatro filhos do primeiro casamento e os bens imóveis suso mencionados. Considerando todos estes fatos, identifique os direitos dos cônjuges e dos filhos a luz da lei, da doutrina e da jurisprudência. - Resposta: Expectativa de resposta. Joana e Maria terão meação sobre o bem adquirido onerosamente na constância dos casamentos, em razão da validade do primeiro e putatividade do segundo. Em relação a Juliana, está não terá direito de meação ou herança em razão da sentença que decretou a nulidade, produzindo efeito ex tunc. Quanto a herança, só terão direitos sucessórios Joana e os filhos, pois José faleceu posteriormente a data do trânsito em julgado que decretou a nulidade de seu casamento. A resposta deverá abordar ainda o valor das meações e dos quinhões hereditários. Joana fará jus a ¼ da herança sobre os bens particulares. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Separação judicial causada por algumas das graves infrações dos deveres do casamento: a) sevícia e injúria grave b) inseminação artificial c) abandono material e moral dos filhos d) imputação caluniosa. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Qual a diferença entre união estável e concubinato segundo o Código Civil? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Qual é o tratamento dispensado no Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/2003), em relação à obrigação alimentar, quando o alimentando for pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Como o Estatuto Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 21 da Criança e do Adolescente considera a família extensa ou ampliada em relação à adoção? Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 - Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - A respeito do união estável, redija um texto dissertativo abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: 1- efeitos jurídicos; 2- direito real de habitação. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 - Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Redija um texto dissertativo a respeito da obrigação alimentar decorrente do direito de família, abordando necessariamente o seguinte: 1- abrangência dos alimentos; 2- características do obrigação; 3- causas extintivas do obrigação alimentar. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 - Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - O Promotor de Justiça do Ministério Publico do DF e Territóriosde Plantão recebeu uma reprodução fac-símile assinada por dois médicos de plantão em um dos hospitais públicos do Distrito Federal, relatando a seguinte situação: "Relatório: Mãe, menor de 15 anos de idade, grávido de 27 semanas + 3 dias de gestação, geminar (gêmeos) e de muito baixo peso. Devido a prematuridade extrema, ha grande risco de seqüelas e iminência de morte dos crianças. caso o parto ocorra em local sem os devidos aparatos - UTI Neonatal. Este hospital não dispõe de UTI Neonatal e não ha vaga disponível em outro hospital publico. Mãe já estão em franco trabalho de parto e o ideal a que os recém-nascidos sejam transferidos, ainda no i:utero materno, para hospital com UTI Neonatal, pois, assim diminui-se os riscos de óbito dos crianças ou seqüelas em virtude do transporte pos-natal." Promotor de Justiça de Plantão, ingressou com AÇÃO CIVIL PUBLICA, com pedido de antecipação de tutela, contra a pessoa jurídica de direito publico objetivando conseguir tratamento e internação em leito de UTI Neonatal para os, ate agora, nascituros, seja no rede pública de saúde, ou se impossível como noticiado pelos médicos, no rede particular de saúde, já que teve noticia de existência de vagas em hospital particular. Nesse ultimo caso, o réu deveria arcar com os custos advindos do tratamento e internação dos nascituros e sua mãe. O Juiz de plantão deferiu o pedido de antecipação do tutela e determinou a internação do mãe grávida em hospital do rede publica, ou privada. para os procedimentos médicos necessários. inclusive para os bebes que estavam por nascer, conforme Relatório Medico, devendo suportar o réu as despesas decorrentes. Os autos foram distribuídos ao juízo competente, que determinou a cita Gao do réu. No prazo legal, o réu apresentou a contestação, acompanhada de documento comprovando o cumprimento do decisão judicial que antecipou a tutela, em hospital do rede particular de saúde. Na ocasião. suscitou preliminares de ilegitimidade ativa do Ministério Publico, folio de interesse de agir e de impossibilidade jurídica do pedido, requerendo a extinção do processo sem resolução de mérito. No mérito, postula a improcedência do ação porque não houve negativas de tratamento a mãe ou as crianças, mesmo dificuldades temporárias de atendimento imediato dos mesmos; a violação ao principio do separação de poderes; a clausula de reserva do possível. Os autos foram encaminhados ao Promoter Natural. Na condição de Promotor Natural do case, o candidate deve elaborar a peca processual pertinente, e sustentar, com fundamentos fáticos e jurídicos: a inocorrência dos preliminares suscitadas, a(s) função (ões) institucional (is) do Ministério Publico, o(s) direito(s) fundamental (is) envolvidos, a eficácia de tal (is) direito(s), a separação de poderes, a procedência do ação, e outra(s) questão (ões) constitucional que Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 22 considere a importância neste momento processual. Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Em 10 de janeiro de 1990, A.A., representada por sua genitora P.A., ajuizou ação de investigação de paternidade em face de J.K. O demandado contestou a ação, negando a paternidade. Após o saneamento, P.A. e J.K. firmaram um acordo comum, pela qual a autora desistia da ação, em troca do recebimento de um imóvel. Tal acordo teve a anuência do Ministério Público e foi homologado judicialmente. Em abril de 1991, nova ação de investigação de paternidade, idêntica à primeira, foi ajuizada. O réu contestou, argüindo, preliminarmente, que tal demanda não poderia ser proposta, enquanto a transação não fosse invalidada. Logo após, o réu veio a falecer. O juiz recebeu a inicial e determinou, para o prosseguimento da ação, a intimação do espólio, que foi representado judicialmente pelo inventariante. A autora requereu a realização de exame de DNA. O juiz deferiu a prova pericial. No entanto, os pais do falecido se recusaram a fazê-lo, alegando que a mãe da criança era mulher de programas e que o falecido era estéril. O juiz, após o parecer do Ministério Público, julgou procedente o pedido, presumindo-se a paternidade com base na recusa da submissão ao exame de DNA, bem como fixou, de ofício, alimentos, a partir do trânsito em julgado. Responda as seguintes perguntas: a) o acordo, realizado pela genitora e o investigado, acerca do direito da criança, possui validade e eficácia jurídicas em relação ao incapaz?; b) pode o Ministério Público alegar vício daquele acordo e argüir isto, na segunda ação de investigação de paternidade, com fundamento no Direito Civil, mesmo tendo consentido com o acordo anterior que fora homologado judicialmente?; c) com a morte do investigado, poderia o espólio figurar no pólo passivo da relação processual?; d) a recusa injustificada dos ascendentes do falecido em realizar o exame de DNA deve implicar a presunção da paternidade?; e) havendo o reconhecimento da paternidade e a necessidade de alimentos, pode o juiz, independentemente de ação própria e de ofício, fixar pensão alimentícia, a partir do trânsito em julgado? Justifique e fundamente as respectivas respostas. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Analise as transcrições extraídas de acórdãos: 2.1 Uma vez estipulada a GUARDA COMPARTILHADA, resta presumível o mútuo dever de assistência ao filho por seus genitores, tornando-se incompatível a obrigação de prestar alimentos, pois, como disposto expressamente no art. 1º da Lei 11.698/2008, a GUARDA COMPARTILHADA pressupõe "a responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres" pelo pai e pela mãe; (TJMG) .2 Compulsando detidamente o processado, também chego à idêntica conclusão emanada pelo digno Julgador monocrático e do próprio representante do Ministério Público (fls. 64/65-TJ), no sentido de que, tanto o Estudo Social realizado (fls. 14/16TJ), quanto as provas testemunhais de fls. 66/69-TJ, demonstram que ambos os genitores estão aptos a exercer a GUARDA do menor, G. P. G., que, infelizmente, é objeto de disputa parental. (TJMG) Considerando as transcrições, discorra sobre: a - redirecionando o conceito de guarda; b - guarda unilateral e guarda compartilhada; c - a guarda compartilhada como preferencial. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Tratando-se de casamento sob o regime comunhão parcial de bens, pode um dos cônjuges fazer doações de Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 23 bens móveis sem a autorização do outro? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Discorra sobre as diferenças entre a doação e a compra e venda de ascendentes a descendentes e de descendentes a ascendentes no ordenamento pátrio, abordando, também, os efeitos sucessórios porventura existentes. MinistérioPúblico Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Considere o seguinte problema: Ivo estabeleceu união estável com Ada, a qual possuía um filho de dois anos de idade, Pio, fruto de outra união, registrado apenas pela mãe. Espontaneamente, por escritura pública, Ivo reconheceu Pio como filho, acrescentando o sobrenome paterno no assento de nascimento da criança. Passados doze anos, desfeita a união estável, o perfilhado promoveu ação de alimentos ante o perfilhante, que, em contrapartida, aforou ação negatória de paternidade cumulada com anulação do registro civil, calcada no fato de não ser o verdadeiro pai do menor, e alegou ter sido forçado pela companheira a reconhecê-lo. As provas confirmaram a inexistência de vínculo biológico entre Ivo e Pio, seja pelo exame de DNA seja pela confissão de Ada, vindo os autos ao Ministério Público para alegações finais. Como promotor de justiça, em forma de súmula, aponte os fundamentos do parecer sobre a procedência ou não da ação negatória de paternidade cumulada com anulação do registro civil. Ministério Público Estadual - MPE-AM - Ano: 2008 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - O Ministério Público, em substituição processual de Angélica, menor impúbere, ajuizou ação de investigação de paternidade cumulada com a de alimentos contra João Luiz, alegando, em síntese, como causa de pedir, que o requerido e Maria Rosa mantiveram relacionamento amoroso do qual resultou o nascimento de Angélica, em 30/9/2000. O Ministério Público alegou, do mesmo modo, que, depois de o investigado ter tomado conhecimento da gravidez de Maria Rosa, começaram os desentendimentos entre o casal, que culminaram no fim do relacionamento. O Ministério Público relatou, também, ser o investigado proprietário de uma microempresa de serviços gerais e perceber em torno de R$ 10.000,00 por mês. Foi requerida, por fim, a fixação da verba alimentar em 10% desse valor. Citado, o réu contestou o feito, alegando inépcia da inicial por falta de detalhamento dos fatos. Negou o relacionamento com a genitora da investigante. Houve a determinação da realização do exame pericial, a que o investigado se negou a submeter-se. Na audiência de conciliação, que restou frustrada, o investigado novamente se negou a submeter-se ao exame pericial. O processo foi saneado. Na audiência de instrução, o investigado, mais uma vez, negou-se a se submeter ao exame de DNA. Foram ouvidos a genitora da autora, o requerido e três testemunhas do juízo. O réu interpôs agravo retido em audiência contra a decisão que determinou a oitiva das testemunhas como sendo testemunhas do juízo. Na oportunidade, alegou que o rol das testemunhas da autora não fora depositado no prazo legal, de modo que ele pudesse defender-se oferecendo contradita. Por isso, de acordo com a alegação do réu, o arrolamento das testemunhas deveria ser indeferido, não devendo ser as testemunhas ouvidas como testemunhas do juízo. Acrescente- se que as testemunhas ouvidas foram uníssonas em confirmar o relacionamento amoroso vivido pelo réu e a genitora da autora, justamente no período em que a menor foi gerada, e que restou provado que as testemunhas foram arroladas Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 24 intempestivamente. Em seguida, o juiz determinou que as alegações finais fossem apresentadas no prazo comum de cinco dias, determinando a remessa dos autos ao Ministério Público. Diante dessa situação hipotética, apresente, na qualidade de promotor de justiça, manifestação que entender necessária acerca da questão, abordando todos os aspectos de direito material e processual pertinentes, inclusive, quanto à legitimidade ativa do parquet e à alegação de nulidade da prova testemunhal produzida. Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Rodrigo Prazeres Malgrado, casado com Fernanda Lulu Malgrado, pelo regime de comunhão parcial de bens, fazendeiro na cidade de Casaquinha e detentor de um patrimônio no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), era pai de cinco filhos; Daniel, Maria, José, Carlos e João, todos oriundos do matrimônio havido com Fernanda Lulu Malgrado. Em razão do grande vínculo afetivo que seus filhos Daniel e João, menores impúberes, mantinham com 02 (dois) cavalos, avaliados em R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) cada, Rodrigo, no dia 15/09/2007, resolveu doar- lhes os animais, informando, no ato da alienação, que esses bens foram afetados da parte disponível. Acontece que em 11/10/2008 Rodrigo faleceu, sem deixar bens particulares e com um patrimônio, construído em parceria com sua esposa, equivalente a R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais). Com o óbito, promoveu-se a abertura do inventário, na única Vara da Comarca de Casaquinha. Os três filhos menores, Maria, Carlos e José, juntamente com a cônjuge sobrevivente, Fernanda Lulu Malgrado, verberaram, nos autos da dita demanda, que a doação dos cavalos, realizada pelo de cujus a Daniel e João, configura adiantamento de legítima, razão pela qual deve ser trazida à colação. Ad argumentandum tantum, na hipótese do Juízo não acolher a arguição de adiantamento de legítima, aduziram que a doação extrapolou a parte disponível, pois, ao tempo da morte, o valor dos bens doados ultrapassou a metade disponível. Suscitada a controvérsia no processo, o juiz, ao despachar a petição, em razão de figurar menores no fólio, determinou fosse colhida a manifestação do Ministério Público. Em seguida, encaminharam-se os autos ao Promotor de Justiça de Casaquinha. Na condição de Presentante do Parquet na referida Comarca, tendo em conta os dados contidos no texto, emita parecer, de modo fundamentado, ressaltando as questões jurídicas aventadas por Fernanda, Maria, Carlos e José, indicando, inclusive, que montante caberá a cada herdeiro, ao término do inventário. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Considerando que a avó paterna e avô materno são obrigados a prestar alimentos, simultaneamente, à sua neta, pergunta-se: trata-se de obrigação solidária? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Os sucessores do de cujus têm obrigação, em caso de aceitação da herança, de responder pela prestação alimentícia a credor do falecido? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - Banca: MPRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - A solidariedade é um valor implícito na vida familiar e afetiva, valor que o direito explicita em algumas áreas e do qual o legislador não deve se desvincular. Considerando que os protagonistas do direito alimentar podem pedir, uns aos outros, alimentos de que precisem para sua subsistência, pode um neto, na falta ou na impossibilidade contributiva da seus pais, Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 25 pedir alimentos, em solidariedade, para seusavós? A resposta deve ser fundamentada, com expressa referência às correntes doutrinárias e jurisprudenciais divergentes, caso existentes. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos de Família - Há direito sucessório de pessoa concebida por inseminação artificial post mortem? Justifique fundamentadamente a resposta. Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - Segundo a lição do ŵestƌeàClſǀisàBeǀilĄƋua,à͞oàiŶteƌesseàdoàtitulaƌàdoà direito, que ele foi o primeiro a desprezar, não pode prevalecer contra o interesse mais forte da pazà soĐial͟.à EŶtĆo,à disĐoƌƌaà soďƌeà oà iŶstitutoà daà usucapião, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: conceito, natureza jurídica, elementos essenciais e fundamentos. Outrossim, proceda a uma análise sobre a possibilidade da aquisição dos bens voluntariamente inalienáveis pela via da usucapião. - Resposta: Em relação à Usucapião, o candidato deveria ter registado o conceito do saudoso Caio MĄƌioà ,à vejaŵosà :͞à aà aƋuisiçãoà daà pƌopƌiedadeà ou outro direito real pelo decurso do tempo estabelecido e com a observância dos requisitos iŶstituídosà eŵà leià ͞à Noà Ƌueà taŶgeà aà Ŷatuƌezaà jurídica cumpria ao candidato afirmar que trata- se de prescrição aquisitiva. ( forma originária de aquisição de propriedade- ) Deveria ter demonstrado a necessidade da conjugação de dois elementos básicos, ou seja ,a coexistência do elemento temporal e do elemento posse para a materialização da usucapião. Outrossim, mencionar que a depender da espécie, para o reconhecimento da usucapião serão necessários outros requisitos tais como o justo título e a boa- fé O candidato deveria ter discorrido sobre o elemento posse, sobretudo enfatizando as correntes doutrinárias a respeito da matéria.( teoria subjetiva e teoria objetiva ) Em relação ao elemento temporal o candidato deveria ter registrado os prazos assinalados na legislação. No que diz respeito aos fundamentos da Usucapião, os candidatos deveriam ter abordado a função social da propriedade, e o principio da segurança jurídica. Ademais, o candidato deveria ter salientado os tipos de usucapião previstos na Carta Magna e na legislação infraconstitucional. Nessa toada, o candidato deveria ter registrado a natureza jurídica da sentença, bem assim feito alusão á necessidade de intervenção do membro do Parquet no feito respectivo. Quanto a possibilidade de aquisição dos bens voluntariamente inalienáveis pela via da usucapião, o candidato haveria de ter registrado que os bens podem ser inalienáveis, por sua natureza, por disposição voluntária, ou por disposição legal. Nessa quadra, o candidato deveria ter feito referência a impossibilidade de usucapir os bens públicos. Competia também ao candidato fazer uma reflexão sobre o problema posto, sob o prisma da natureza jurídica da usucapião, assim como da função social da propriedade, isso para fins de admitir a hipótese cogitada. Todavia, cumpria também ao candidato, em análise dialética da questão suscitada , fazer referência a decisão do Excelsior Pretório, no sentido de inadmitir a Usucapião em situações que tais, ei-la a seguiƌ:à͞à Imóvel gravado com a cláusula de inalienabilidade , o art.1676. A proibição abrange os atos . O proprietário só perde o bem inalienável por despropriação ou execução fiscal . Não o perde , porém , por usucapião ͞ Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - Em processo de sepaƌaçĆoà ĐoŶseŶsual,à ͞á͟à eà ͞B͟,à poƌà liǀƌeà eà espontânea vontade, transacionaram no seguinte Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 26 seŶtido:à ͞á͟à fiĐouà Đoŵàaàpƌopƌiedadeà doà iŵſǀelà que pertencia aoà Đasalà eà ͞B͟à Đoŵà oà ǀaloƌ,à eŵà pecúnia, correspondente a 50% do valor de avaliação do indigitado bem. Ocorre que, após hoŵologadaà aà tƌaŶsaçĆo,à ͞B͟à - que não era minimamente versada na área imobiliária - tomou ciência de que o referido imóvel fora subavaliado em montante correspondente a ¼ do seu valor real de mercado. Em vista disso e já considerando que não houve dolo de A ou da empresa avaliadora, bem como que as partes renunciaram, na própria transação, a ulterior alegação de qualquer vício no ato realizado, pergunta-se:à podeƌiaà ͞B͟à teŶtaƌà ƌeaǀeƌà judiĐialŵeŶteà seuà pƌejuízoà eŵà faĐeà deà ͞á͟?à Responda de forma fundamentada. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - ͞JoĆo͟àajuizou ação de ƌeiŶtegƌaçĆoà deà posseà eŵà faĐeà deà ͞Maƌia͟.à Oà autor alega que adquiriu imóvel residencial localizado na Cidade de Campo Grande/MS, vendido pela ré por intermédio de seu pƌoĐuƌadoƌ,à ͞MaŶoel͟,à poƌà esĐƌituƌaà laǀƌadaà eŵà 27 de março de 2002. Segundo alega, a posse do imóvel, que se encontrava desocupado, foi transferida no ato da escritura, mas em 6 de maio de 2002, a ré, desrespeitando os termos do contrato, reocupou o bem, contratando faxineiras para limpá-lo e trocando as respectivas chaves de modo a impedir que o autor nele ingressasse. A ré, respondeu a ação afirmando carência de ação possessória, porquanto o autor jamais tomara posse do imóvel controvertido. O juiz a quo, proferiu sentença, julgando improcedente a ação, sob o fundamento de que, não obstante a transferência da propriedade, o autor nunca teria exercido a posse do imóvel, sendo o constituto possessório insuficiente para esse fim. PERGUNTA-SE: A decisão do magistrado de 1º grau está correta? É cabível a ação possessória de reintegração fundada exclusivamente no constituto possessório? Responda de forma fundamentada de acordo com posição da doutrina e jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - ͞á͟,à Ƌueà jĄà haǀiaà preenchido todos os requisitos da usucapião de determinado imóvel, muito embora nunca ajuizada a respectiva ação, perde a sua posse, por atoàiŶjusto,àpaƌaà͞B͟.àEŵàǀistaàdisso,àpeƌguŶta-se: que demanda podeƌiaà ͞á͟à pƌopoƌà paƌaà ƌeaǀeƌà oà iŵſǀelà deà ͞B͟?à Qualà suaà Ŷatuƌeza,à ƌeƋuisitosà eà rito? Responda de forma fundamentada. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - José exerce, de modo ininterrupto, posse sobre um imóvel urbano de 200 m² há cerca de sete anos. A posse foi adquirida mediante esbulho possessório, com a posterior construção, sobre o terreno, de uma pequena edificação. O bem é objeto de contrato de locação celebrado entre José (locador) e Bruno (locatário) há cinco anos e quatro meses, sendo que todas as obrigações contratuais vêm sendo cumpridas pelas partes. Ocorre que, na data de hoje, José e Bruno foram citados para oferecer resposta a uma ação reivindicatória proposta por Cláudia, proprietária formal do imóvel. Diante dos fatos narrados, responda fundamentadamente: (a) antes da citação, algum dos possuidores exercia posse ad usucapionem? (b) Supondo que tanto José quanto Bruno tenham argüido no processo exceção de usucapião, deverá algum deles, à luz das regras aplicáveis à matéria, obter êxito em sua defesa? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano:2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - João da Silva firmou com a Construtora Y Ltda. Contrato de Promessa de Compra e Venda de Imóvel, não loteado, destinado a sua moradia e de sua família. Após o Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 27 pagamento integral das parcelas, veio a descobrir que o referido imóvel havia sido dado em hipoteca ao Banco XPTO S.A., para garantir a dívida originada da construção. Procurado o Banco, este informou ao Sr. João que não aceitaria liberar o imóvel da hipoteca, pois a dívida da Construtora, que estava garantida pela hipoteca dos imóveis transferidos pela mesma Construtora a terceiros, ainda não houvera sido liquidada. Após a leitura do enunciado, identificar as principais características do direito real que é atribuído a João da Silva, decorrente da promessa de compra e venda, especificando a consequência da inclusão de cláusula de arrependimento na promessa de compra e venda, inclusive quanto à eventual limitação de pretensão indenizatória; responder, ao final, se a falta de registro imobiliário do contrato firmado pelo Sr. João da Silva pode impedir a adjudicação compulsória e qual seria o fundamento jurídico e legal para tanto. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - A hipoteca pode ser objeto de perempção? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - Quando é cabível o direito de retenção nos casos de benfeitorias em imóvel alheio? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - O credor por cédula de crédito industrial com garantia hipotecária pode adjudicar os imóveis dados em garantia. Se eles foram arrecadados na massa falida, o credor deve concorrer com os demais credores? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos Reais - Pode o ascendente hipotecar bens a um descendente, sem o consentimento dos demais? Justificar. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Quais as autoridades competentes para conceder as modalidades de remissão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB - Como se resolvem as antinomias de segundo grau? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB - O artigo 5º, da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, estabelece Ƌue:à͞NaàapliĐaçĆoàdaàlei,àoàjuizàateŶdeƌĄàaosàfiŶsà sociais a que ela se dirige e às exigências do bem Đoŵuŵ.͟àPeƌguŶta-se: A qual técnica ou processo interpretativo refere-se o artigo de lei mencionado? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Obrigações - Aponte os requisitos da novação. Distinga a novação objetiva da subjetiva e, por fim, explique a novação subjetiva passiva por delegação e a novação subjetiva passiva por expromissão (liberatória e cumulativa). Responda de forma fundamentada. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Obrigações - A interpelação judicial ou extrajudicial para configuração da mora do devedor é exigível em que hipótese? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Obrigações - No caso de obrigação de fazer, descumprida pelo Poder Público (p. ex.: interesse relevante de saúde ou fornecimento de Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 28 medicamento), pode o juiz fixar multa diária ĐoŶtƌaà aà FazeŶdaà PúďliĐaà ;͞astƌeiŶtes͟Ϳ?à Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Jurídica - A teoria da desconsideração da personalidade jurídica é aplicável ao empresário individual? FUNDAMENTE A RESPOSTA. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Jurídica - A sociedade empresária JET OIL LTDA., de compra e venda de material aeroespacial, encontra-se na chamada zona de insolvência. Diante disto, os sócios desta sociedade empresária insistem no prolongamento artificial de sua existência, fazendo e recebendo pedidos aos seus fornecedores, como se não estivesse atravessando uma grave crise econômico- financeira, inflando, artificiosamente o seu passivo a descoberto. Diante do exposto, pergunta-se: a) É dever da sociedade empresária, em casos como este, confessar a autofalência? b) Diante da omissão em confessar a autofalência seus administradores poderão ser responsabilizados pessoalmente por violação dos seus deveres fiduciários para com os credores da sociedade empresária? c) É aplicável, in casu, a teoria da desconsideração da personalidade da pessoa jurídica? RESPOSTA JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Jurídica - Tema: As associações civis à luz da ética da alteridade. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Jurídica - Faça um paralelo entre as fundações estruturadas por particulares segundo o Código Civil e as fundações instituídas pelo Poder Público, seja com personalidade jurídica de direito privado, seja com personalidade jurídica de direito público, abordando o que as caracteriza, como podem ser distinguidas e quais as normas de direito público aplicáveis a cada espécie. Aborde, por fim, a natureza e características das chamadas Fundações de Apoio. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Jurídica - Fundação de direito privado: a) noções b) constituição da fundação c) alienação de bens da fundação d) atribuições do Ministério Público Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Jurídica - Abade Martins ingressou com ação de indenização contra Fundação de direito privado Sementes de Luz, regularmente constituída, que se dedica à educação de pessoas com deficiência, logrando alcançar a procedência da demanda. Em fase de execução da sentença transitada em julgado em 24.11.2008, foi penhorado o prédio da escola, seus móveis e equipamentos. Marcado o leilão, cinco dias antes de sua realização, o diretor presidente da Fundação, Joca das Neves, desesperado, procura o Promotor de Justiça Curador de Fundações da comarca de Rebento, onde se localiza a fundação – que só então toma conhecimento da existência da demanda – solicitando lhe que adote alguma providência, porquanto, em sendo positivo o leilão, a escola teria que cessar suas atividades, deixando ao desamparo cerca de 200 pessoas atendidas pela fundação. Pergunta-se: qual(ais) a(s)providência(s) judicial(is) que você, na condição de Curador de Fundações, adotaria visando evitar a alienação de todo o patrimônio do ente fundacional e a desoneração do gravame existente. Justifique as alternativas que adotar, anotando os dispositivos legais pertinentes. Não Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 29 se faz necessária a elaboração de peça processual! - Resposta: Ação para suspensão do leilão: mandado de segurança cumulado com pedido de liminar (arts. 1º, 7º, III e 23 da Lei 12.016/2009). 0,2. Parte passiva e juízo competente para o processamento: juiz que ordenou o leilão dirigido ao Tribunal de Justiça. 0,1. Fundamentos e pedido: essenciabilidade da intervenção do MP Curador de Fundações (art. 66 do CC) e impossibilidade da penhora de bens indispensáveis ao funcionamento da fundação (art. 69 do CC e art. 1204, II, do CPC; postulando a suspensão do leilão. 0,2. Ação para anular a indenizatória: ação rescisória (art. 487, III e 495 do CPC). 0,2. Juízo competente: Tribunal de Justiça. 0,1. Fundamentos e pedido: falta de intervenção na ação de indenização do MP Curador de Fundações (art. 66 do CC e art. 1204, II, do CPC). 0,2. PONTOS A DEDUZIR Redução máxima: Linguagem, redação, clareza de idéias, estrutura das frases e coerência lógica/argumentativa. - 0,2. Ortografia. - 0,1. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Jurídica - Quais as diferenças entre as pessoas jurídicas de direito privado, associações e fundações? - Resposta: Elemento predominante nas associações: elemento pessoal (art. 53 do CC); nas fundações é o patrimônio destinado à consecução de fins sociais (art. 62 e parágrafo único, do CC). 0,4. Forma de constituição: nas associações é a ata que aprova os estatutos. Nas fundações depende de manifestação do instituidor (escritura pública ou testamento, art. 62 do CC). 0,2. Fiscalização: nas associações é exercida pelos próprios associados. Nas fundações é pelo MP (art.66 do CC). 0,2. Relação entre instituidores e as entidades: nas associações os criadores permanecem ligados (associados); nas fundações, completada a criação, se desligam. 0,2. PONTOS A DEDUZIR: Linguagem, redação, clareza de idéias, estrutura das frases e coerência lógica/argumentativa. - 0,2. Ortografia. - 0,1. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 - Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - A partir da identificação da natureza jurídica da sentença de interdição, discorra sobre a validade ou invalidade do ato jurídico praticado pela pessoa maior incapaz antes e depois da sua interdição judicial. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - Antônio, portador de doença mental grave, vende imóvel de sua propriedade a Bernardo, por meio de instrumento particular firmado por duas testemunhas, com firmas reconhecidas por autênticas, pelo valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), correspondentes ao valor de mercado do bem. Antônio é solteiro, não vive em união estável, não tem ascendentes, descendentes e, tampouco, colaterais até o quarto grau. Diante dos fatos narrados, responda, justificadamente: (a) o Ministério Público tem legitimidade para requerer a interdição de Antônio? (b) há vício de forma ou outra causa de nulidade incidente sobre a compra e venda realizada? Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - Otávio, serventuário de Justiça, tem contra si proposta ação de interdição e, citado, não constitui advogado, sendo designado o Ministério Público para representá-lo. Em razão de fatos ocorridos ao tempo em que exercia suas funções regulares, Otávio é arrolado como testemunha em procedimento disciplinar instaurado pela Corregedoria- Geral de Justiça, sendo Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 30 determinado pelo Corregedor-Geral, presidente do procedimento, ao Procurador-Geral de Justiça que designe o Promotor de Justiça em atuação na ação de interdição para atuar na audiência em que Otávio testemunhará. No curso da audiência é atribuída suposta paternidade a Otávio em relação à criança recém nascida e ainda não civilmente registrada, sendo determinado ao responsável pelo registro civil de pessoas naturais da circunscrição da respectiva maternidade que proceda na forma da Lei nº 8.560/92. PERGUNTA- SE: a) É correta a designação do Ministério Público para representar Otávio nos autos da ação de interdição? b) Há diferença na qualidade em que se dá a atuação judicial do Ministério Público na ação de interdição de Otávio e nos autos deflagrados a partir do nascimento do seu pretenso filho, com base na Lei nº 8.560/92? c) É exigível a designação do Promotor de Justiça determinada pelo Poder Judiciário? d) A quem cabe decidir acerca da necessidade ou da impossibilidade de intervenção do Ministério Público nos processos, na forma do artigo 82, incisos I a III, c/c art. 84, do Código de Processo Civil? Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - Tema: Pós- ŵodeƌŶidadeà à eà à ĐoŶĐeitoà à juƌídiĐoà à deà ͚sujeitoàà peƌfeito͛.à Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - Em que casos a emancipação deve ser concedida por sentença do juiz? Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - José Maria, viúvo, filho do Sr. Simão Pedro, abastado comerciante, e de Dª. Carolina; pai de Ana Gabriela, jovem e recém- formada advogada, e de Alexandre, serventuário da Justiça. José Maria saiu de casa um belo dia, sem deixar informações sobre seu paradeiro; sua filha passou a cobrar os aluguéis dos imóveis locados, de propriedade do seu genitor, e contratou um gerente para a sapataria do seu pai. Após um (1) ano, Ana Gabriela requereu em juízo a curatela do pai. O juiz abriu vista ao MP. Emita seu parecer, como Promotor de Justiça. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - De forma fundamentada, esclareça qual o papel que cabe ao Ministério Público nos processos de interdição em que não seja o requerente da medida. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - Aponte os princípios que fundamentam a proteção integral da criança e do adolescente (artigo 1° da Lei n. 8.069/90). Essa doutrina possui correlação com o princípio do superior interesse da criança e do adolescente, previsto no artigo 1.584 do Código Civil? Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - A personalidade jurídica consiste no rol de caracteres conferidos a toda e qualquer pessoa humana. Dela defluem direitos e deveres. Trata-se, em síntese, de um valor jurídico que se reconhece nos indivíduos. Mais que em qualquer outra seara, a disciplina dos direitos da personalidademerece atenção especial, tanto no processo de produção legislativa, quanto no momento de aplicação da norma à situação concreta, mostrando-se eficaz à constante evolução tecnológica. Acerca do tema posto acima, discorra sobre os direitos da personalidade, enfatizando os seguintes aspectos: a) características b) técnica legislativa e abordagem hermenêutica c) admissibilidade de Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 31 restrição voluntária d) proteção jurídica e) direitos da personalidade do nascituro. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa Natural - "X", brasileiro, nascido em 07 de dezembro de 1946, residente nesta Comarca, desempregado, casado com "Y", foi afastado do lar por força de liminar em cautelar de separação de corpos expedida em março de 2006, depois de ter sofrido um distúrbio psiquiátrico motivador de graves ameaças e vias de fato contra a mulher. Distante dos parentes, sem ter a quem recorrer nem aonde ir, passou a morar dentro de grandes tubulações deixadas por uma concessionária de serviços públicos ao lado de uma praça pública neste Município. No período de um mês, sob o domínio da moléstia mental e sem meios de satisfazer as necessidades básicas de higiene e alimentação, passou a exercer a mendicância, o que perturbou a comunidade local e gerou inúmeras reclamações contra a concessionária de serviços públicos proprietária das tubulações, cujo administrador levou a reclamação à autoridade policial. Em razão disto, "X", aparentando demência e contra sua própria vontade foi encaminhado a hospital psiquiátrico municipal que o mantém internado há oito meses, sem que ninguém manifeste interesse na sua desinternação. Se levada a notícia do ocorrido ao Ministério Público, por uma estagiária de serviço social, nesta última semana, é possível a adoção de providências pelo Promotor de Justiça? Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Prescrição e Decadência - Prescrição e decadência. Examine as distinções existentes entre ambos os institutos, a partir de seus efeitos. Enumere, justificando sucintamente, 3 (três) relações jurídicas incompatíveis, pela sua natureza, com os dois institutos. (Responder em até 20 linhas. O que ultrapassar não será considerado). Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Prescrição e Decadência - CAIO, advogado, toma ciência de que o direito de seu cliente TÍCIO restará decadente em três dias, caso não proponha ação pertinente. TÍCIO, porém, está fora do país e incomunicável. Existe alguma medida que CAIO pode tomar para o resguardo do direito de TÍCIO? Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Responsabilidade Civil - ͞C͟à ajuizouà ação de reparação por danos materiais e compensação por danos morais, em desfavor de ͞D͟,àsoďàaàalegaçĆoàdeàƋueàaàpeƌfuƌaçĆoàdeàpoçosà artesianos pela ré e posterior realização de ensaios de bombeamento de água causaram rachaduras, trincas, fissuras e o rebaixamento do teto do imóvel onde residia a autora, chegando ao ponto de se fazer necessária a utilização de escoras para evitar o desabamento da residência. No decoƌƌeƌàdaàaçĆoàhouǀeàoàfaleĐiŵeŶtoàdeà͞C͟,à tendo o pólo ativo da ação sido assumido por seus sucessores. PERGUNTA-SE: Têm os sucessores legitimidade para assumirem o pólo ativo da mencionada ação, visando à reparação de danos materiais e, principalmente, os danos morais, já que se trata de direito personalíssimo? Responda de forma fundamentada, de acordo com posição da doutrina e jurisprudência do STJ. Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Responsabilidade Civil - João, estudante, menor emancipado voluntariamente, ao conduzir veículo que lhe foi emprestado pelo amigo Platão, maior e capaz, de forma imprudente, avançou o sinal, atropelando Maria, que veio a óbito. Pedro, filho de Maria, ingressou em juízo com ação indenizatória em Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 32 face de José, pai de João. Citado, José contestou o pedido, alegando ilegitimidade passiva ad causam em razão de seu filho ser, a época do fato, emancipado, e que o automóvel pertencia ao amigo do menor, requerendo ao juiz sua exclusão do processo. Vista ao Ministério Público para manifestar. Considerando os fatos acima, elabore parecer acerca das questões ventiladas na inicial e na contestação, abordando eventual forma de intervenção de terceiros. - Resposta: Expectativa de resposta: O(A) candidato(a) deveria elaborar um parecer considerando a excepcionalidade da regra insculpida no art. 928, do Código Civil, bem como o enunciado 41 do STJ, que mantém o posicionamento anterior da doutrina e da jurisprudência, ao afirmar que a única hipótese em que poderá haver responsabilidade solidária do menor de 18 anos com os seus pais é ter sido emancipado por ele próprios, na chamada emancipação convencional. Deveria ser abordada, ainda, a possibilidade da intervenção de terceiros, na modalidade denunciação da lide, prevista no artigo 70, inciso III, do CPC, ressalvada a possibilidade do juiz não processa- la, se concluir que a tramitação de duas ações em uma só oneraria em demasia uma das partes, ferindo os princípios da economia e celeridade processual, em vista da responsabilidade objetiva do pai para com atos do filho e subjetiva do terceiro, que emprestou- lhe o veículo. Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 2010 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Responsabilidade Civil - Acerca do tema responsabilidade civil ambiental discorra sobre quais as formas de reparação dos danos causados ao meio ambiente, esclarecendo inclusive: a) se é possível a cumulação de pedidos na ação civil pública destinada a este fim e, em caso positivo, quais os pleitos viáveis; b) se a obrigação de reparar o passivo ambiental transmite-se ou não ao adquirente da área degradada; c) se a licitude da atividade que causou o dano é causa excludente ou não da responsabilidade civil ambiental, justificando a resposta. Todas as assertivas deverão conter respostas com fundamentação legal. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Responsabilidade Civil - Trata-se de ação de indenização por danos materiais e morais. A autora propôs a demanda, pois que não obstante ingerir regularmente pílulas anticoncepcionais produzidas pelo réu, um grande laboratório, veio a engravidar e conceber uma criança. Apurou-se que o medicamento não era apto ao consumo, considerando que se tƌataǀaà deà ͞plaĐeďo͟,à iŶefiĐaz,à poƌtaŶto,à aà impedir a concepção. Restou demonstrado que as cartelas do anticoncepcional destinavam-se a testes e a empresa ré, por descuido de funcionários, acabou por colocar no mercado o medicamento, sem o princípio ativo, na época em que ocorreu a gravidez. Posicione-se de forma fundamentada sobre o méritoda ação. DIREITO PENAL Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - EUCLIDES DA CUNHA é denunciado como incurso no artigo 33, caput, c.c. artigo 40, inciso V, ambos da Lei n. ϭϭ.ϯϰϯ⁄ϮϬϬϲ.à “eguŶdoà aà iŶiĐialà acusatória, o denunciado foi preso em flagrante por transportar em caminhão Mercedes Benz L 1316, placas descritas na peça exordial, na Rodovia MS Ϯϳϲ,à Kŵà ϭϰϴ,à Ŷaà Đidadeà deà IǀiŶheŵa⁄M“,à ϴ.ϰϭϬà (oito mil, quatrocentos e dez quilos), disfarçados em 186 sacos de aveia. O denunciado confessa que foi contratado por terceira pessoa não identificada para transportar a droga da cidade Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 33 deà áŵaŵďai⁄M“à atĠà “Ćoà Paulo⁄“P.à álĠŵà disso,à constata-seà Ƌueà oà ŵuŶiĐípioà deà áŵaŵďai⁄M“à situa-se na chamada microrregião de Dourados do Estado de Mato Grosso do Sul, que pertence à faixa de fronteira com o Paraguai (aproximadamente 50 km). O denunciado é primário e não há comprovação de que possui maus antecedentes. Pergunta-se: 1) Na hipótese, é possível o reconhecimento da majorante prevista no inciso V, do artigo 40, da Lei n. ϭϭ.ϯϰϯ⁄ϮϬϬϲ?à FuŶdaŵeŶte,à edžpoŶdoà oà posicionamento dominante do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. B) No caso em tela, é possível a aplicação da minorante prevista no parágrafo 4°, do artigo33, da Lei n. ϭϭ.ϯϰϯ⁄ϮϬϬϲ?à à FuŶdaŵeŶte,à edžpliĐaŶdoà à aàà posição jurisprudencial dominante. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - No dia 22 de março de 2010, por volta das 10h50, JOSÉ INÁCIO DE SANTANA, na companhia do adolescente Marcos Viana (à época dos fatos com 17 anos e 10 meses de idade), no estacionamento do Shopping Campo Grande, na cidade de Campo GƌaŶde⁄M“,à ǀeƌifiĐaŶdoà Ƌueà auseŶtesà deà qualquer vigilância policial, abordaram a vítima LARISSA ANZOATEGUI, no momento que estacionava seu veículo. Mediante grave ameaça e fazendo uso de um revólver de brinquedo, subtraíram da vítima a importância de R$ 700,00 (setecentos reais) em espécie, bem como jóias, avaliadas posteriormente em R$ 6.000,00 (seis mil reais). Não satisfeitos com a ilicitude, constrageram-na a fornecer as senhas dos cartões bancários para saques nos caixas eletrônicos. Diante de tais, posicionese fundamentadamente sobre: A) Há concurso de pessoas? B) Há crime continuado? C) Há concurso material de crimes? D)Há delito qualificado? Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - ESTABELEÇA A DISTINÇÃO ENTRE A NORMA JURÍDICA, A NORMA MORAL E A NORMA DE COMPORTAMENTO (CONVENÇÃO SOCIAL). Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Fundamentar, segundo a teoria objetiva individual, a punibilidade da tentativa na legislação brasileira e explicar os fundamentos da isenção de pena da tentativa inidônea. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Conceito de dolo, diferença entre as várias espécies de dolo e situações de exclusão do dolo. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Descrever a situação justificante e a ação justificada da legítima defesa. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Desistência voluntária e arrependimento eficaz: definir o conceito, indicar a estrutura e descrever as teorias sobre exclusão de pena. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Explicar a distribuição da responsabilidade penal na co- autoria, definir a responsabilidade penal pelo excesso, indicar as formas de participação e descrever as hipóteses de comunicação das condições e circunstâncias pessoais. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Indique as possíveis consequências jurídico-penais do Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 34 consentimento do ofendido e os requisitos para que possam ser validamente reconhecidas. RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Considerando a jurisprudência atual dos Tribunais Superiores (STJ e STF) a respeito do tema, responda justificadamente: a) Pode a circunstância ateŶuaŶteàpƌeǀistaàŶoàaƌt.àϲϱ,à III,à͞d͟,àdoàCſdigoà Penal ser reconhecida se o agente retratou em juízo a confissão feita perante a autoridade policial? b) Uma vez reconhecida, pode a atenuante da confissão espontânea compensar a agravante da reincidência no momento da fixação da pena em concreto? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2011 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Moraes e Mário convidam Sérgio para subtraírem bens da Casa Xavante Ltda., empresa individual de venda de armarinhos, situada em Palmitos. Procuram, ainda, os amigos comuns Douglas, único entre eles que possui veículo, e Luiz, vigia noturno do estabelecimento comercial. Acordam, então, sempre sob a liderança de Moraes, que a ação se dará às 2 (duas) horas da madrugada do feriado de 15 de novembro, data em que o proprietário do comércio, cuja residência se liga ao estabelecimento por uma porta interna, estará em viagem com a família, segundo informação passada pelo vigia Luiz. Assim, no dia marcado e conforme planejado, tão logo Luiz assume suas funções de vigia noturno, abandona o trabalho a pretexto de súbito mal-estar, deixando, porém, uma janela lateral apenas parcialmente trancada. Mário e Sérgio, que chegam ao local de taxi, rompem a trava remanescente da citada janela, ganhando acesso ao interior do comércio. Enquanto Mário vai até o escritório, situado nos fundos da loja, e ali passa a colocar na bolsa que carrega cheques, dinheiro e produtos eletrônicos, Sérgio examina uma arma que encontrara escondida embaixo da caixa registradora, localizada na entrada da loja. Repentinamente, a porta que faz ligação com a residência do proprietário se abre, as luzes da loja são acesas, e ele próprio, que sem dar ciência ao vigia antecipara seu regresso, se apresenta. Sérgio, surpreendido com a aparição, utilizando-se da arma recém encontrada, dispara um tiro que atinge o proprietário na cabeça, matando-o instantaneamente. Mário, assustado com o disparo, abandona a bolsa com os objetos que recolhera e sai do escritório em disparada, sendo, todavia, detido por uma patrulha policial que casualmente passava pelo local. Sérgio rende-se aos mesmos policiais depois de alguma negociação. Douglas, a quem incumbia o resgate dos comparsas, conduzindo seu veículo vai até a empresa na hora combinada. Contudo, simplesmente passa pelo local ao constatar o enorme movimentode policiais e paramédicos. Foi preso por outra patrulha policial na Rodovia que dá acesso a São Carlos. Moraes, que aguardava o desfecho em casa, foi preso depois de ter sido delatado pelos demais. Em razão de informação anônima recebida no curso da investigação, a Autoridade Policial determinou a realização de prova pericial e através de pesquisa genética, para a surpresa do próprio vigia Luiz, comprovou que ele era filho da vítima fatal. Diante de tal fato, com os necessários comentários: a) indique, para fins de aplicação de pena, em qual(ais) tipo(s) penal(ais) e circunstância(s) agravante(s) e/ou atenuante(s) incide a conduta de cada um dos agentes, e b) responda se as circunstâncias objetivas e/ou subjetivas relativas aos agentes Mario, Douglas e Luiz modificam a situação pessoal ou a dos demais agentes. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - A alteração do Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 35 complemento da norma penal em branco pode gerar a sua retroatividade? Justifique a resposta. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - José da Silva, menor de vinte e um anos de idade, foi processado perante o Juízo da 23ª Vara Criminal do Foro Central da Comarca da Capital, por ter infringido o disposto no artigo 184, parágrafo 2º, do Código Penal, uma vez que, no dia 23 de março de 2.011, por volta das 11h30m, na Av. São João, foi surpreendido expondo à venda e vendendo, com intuito de lucro, 300 (trezentos) videofonogramas (DVDs), de títulos diversos, reproduzidos com violação do direito de autor. A perícia constatou que os videofonogramas apreendidos eram falsos. Durante a instrução, foram ouvidos os policiais que participaram da diligência, confirmando que o acusado foi surpreendido no local vendendo os DVDs falsificados. O acusado, por sua vez, confessou a prática do crime, alegando que vendia o produto falsificado porque diversas outras pessoas o faziam e também pelo motivo de estar atravessando uma forte crise financeira. Finda a instrução, acabou condenado à pena de 02 (dois) anos de reclusão, em regime aberto, e ao pagamento de 10 (dez) dias-multa, no valor mínimo, sendo a pena privativa de liberdade substituída por duas restritivas de direitos. Inconformado, interpôs, através de seu defensor, recurso de apelação onde pleiteia sua absolvição sob os seguintes argumentos: a) atipicidade da conduta, uma vez que a Lei nº 10.695/03, que alterou a redação do dispositivo imputado, teria ƌetiƌadoà aà edžpƌessĆoà ͞ǀideofoŶogƌaŵa͟,à tratando-se de conduta, portanto, não mais incriminada; b) aplicação do princípio da insignificância, considerando a ínfima lesividade ao bem jurídico tutelado; c) aplicação da teoria da adequação social. Subsidiariamente, pleiteia a redução da pena sob os seguintes argumentos: a) observando o princípio da isonomia, sua pena não poderia ser superior à cominada ao crime previsto no artigo 12, da Lei nº 9.609/98, que trata do crime de violação dos direitos de autor de programa de computador; b) considerando as circunstâncias atenuantes da menoridade e o fato de ter confessado a prática do crime, sua pena deveria ser fixada aquém do mínimo legal; c) como consequência, sua pena privativa de liberdade deveria ser substituída pela pena de multa. Na qualidade de Promotor de Justiça que oficia nos autos, apresente a peça processual adequada, analisando todos os argumentos do recurso da defesa, ficando dispensada a apresentação do relatório. Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Distinga crime continuado de crime único, de crime habitual e de reiteração de crimes; aponte os critérios para apreciação da continuidade e o valor deles; explique em que consistem crimes da mesma espécie. Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Carioca e Mineirinho se conheceram na cadeia. Ao saírem, planejaram um assalto. Escolhida uma residência em Goiânia-GO, armados com faca e revólver, renderam os moradores. Durante o assalto,apesar dos protestos de Carioca, Mineirinho estuprou uma moradora. Quando estavam no quintal da casa, colocando os bens subtraídos das vítimas no veículo de uma delas, foram surpreendidos pela polícia. Houve troca de tiros e um vizinho foi atingido por disparo fatal efetuado por Mineirinho. Carioca foi preso e Mineirinho fugiu com R$ 30,00 (trinta reais) que havia subtraído da vítima de estupro. a) - Se for o caso, elabore a denúncia, inclusive com a quota introdutória, considerando os seguintes dados: 1.1. Carioca foi identificado como sendo José dos Anzóis, brasileiro, solteiro, natural de Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 36 Cumari-GO, nascido em 14/04/1992, filho de João dos Anzóis e Maria dos Anjos, servente, residente na Rua das Travessas nº 123, Jardim da Paz, Goiânia-GO. 1.2.usar óculos escuros, bermudão e chinelo. 1.3. Mineirinho não foi identificado civilmente. Apurou-se, contudo, que ele tem aproximadamente 1,70 de altura, cabelos castanhos liso, olhos e pele clara, aparentando 18 anos de idade, com um brinco na orelha esquerda e gosta de Além da vítima de estupro, Clara da Silva (13 anos de idade), estavam na residência mais três vítimas: Antônio da Silva, Joaquim da Silva e Manoel da Silva. 1.4. Durante o estupro, que consistiu em conjunção carnal, Antônio tentou reagir, mas foi contido por Carioca que estava armado com uma faca. 1.5. O vizinho atingido pelo disparo fatal foi identificado como Jorge de Deus, maior de 14 anos, mas débil mental. Estava na porta da sua residência, quando a bala disparada por Mineirinho ricocheteou no asfalto e lhe atingiu a cabeça, causando imediatamente a sua morte. 1.6. Data do fato: 14/04/2010. Local: Ruas das Lágrimas nº 1010, Setor da Alegria, Goiânia-GO.b) - Não sendo caso de denúncia, elabore a promoção de arquivamento devidamente fundamentada. - Resposta: É caso de denúncia. A denúncia é uma peça de acusação e não de argumentação. Logo, análise de prova ou citação de doutrina e jurisprudência são impertinentes. O CPP (art. 41) determina, sob pena de inépcia, que a denúncia conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas. Na questão prática, Mineirinho não foi identificado civilmente e não se apurou esclarecimentos para sua identificação. Carioca deve ser denunciado por latrocínio consumado em concurso material com estupro de vulnerável. O latrocínio se consumou com a morte de Jorge de Deus. A participação no estupro ficou evidenciada quando impediu a reação de Antônio. Na quota introdutória, cabe diligência em relação a Mineirinho (sua identificação e localização), mas não cabe promoção para a sua prisão preventiva. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010- Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Disserte sobre a tentativa, abordando, necessariamente, os seguintes tópicos: a) subsunção/natureza jurídica do conatus; b) natureza jurídica da tentativa abandonada e da tentativa qualificada; c) delito de alucinação e tentativa inidônea; d) intervenção predisposta da autoridade e crime de ensaio. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - J. S. trabalhava na Prefeitura Municipal de Palhoça. Para conceder alvarás de funcionamento de estabelecimentos comerciais, prevalecendo-se da função que exercia, J. S. impunha o pagamento para si do valor de R$500,00. Inúmeras pessoas, durante vários meses consecutivos, a partir de 27/10/2009, efetuaram o pagamento do valor em dinheiro, entregando-o pessoalmente ao referido agente. Alguns efetuaram o pagamento em cheque. Como não sabia o que fazer com os cheques, para não ser descoberto, J. S. resolveu montar, em sociedade com seu cunhado M. M., uma empresa, denominada SUCESSO LTDA, do ramo de compra e venda de sucata, a qual foi constituída formalmente em 19/11/2009, através da inscrição do contrato social na Junta Comercial do Estado de Santa Catarina. Efetivamente a empresa não funcionava, pois não possuía empregados, não tinha sede física real, sequer desenvolvia a atividade comercial apregoada no contrato social. Dando continuidade ao seu intento, J. S. promoveu em 20/12/2009, a abertura de uma conta bancária em nome da Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 37 SUCESSO LTDA, passando a depositar rotineiramente os cheques que recebia como pagamento da atividade ilícita na conta bancária da empresa SUCESSO LTDA. Pretendendo respaldar a movimentação bancária da empresa SUCESSO LTDA, J. S. contratou em 03/01/2010, M.à “.à paƌaà fazeƌà aà ͞aƌteà gƌĄfiĐa͟à deà uŵaà Ŷotaà fisĐalà ͞fƌia͟,à apƌoǀeitaŶdo-se do nome, inscrição estadual e CNPJ verdadeiros da empresa PANAMERICANO LTDA (sem que os sócios desta soubessem, sequer desconfiassem), sediada em Joinville/SC. Para tanto, como se tratava de um negócio ilícito que geraria riscos, M. S. cobrou o montante de R$1.000,00, que foi pago por J. S. através de dois cheques de terceiros que havia recebido como pagamento da atividade ilícita que desempenhava. Após, em 20/01/2010, J. S. contratou, sem AIDF, a impressão de um bloco de Ŷotasà ͞fƌias͟à Ŷaà G‘ãFICáà P‘OPINá,à deà propriedade de R. T., o qual relutou em executar o serviço, mas resolveu fazê-lo, por conta do preço alto cobrado e aceito, totalizando a importância de R$5.000,00, também pago com cheques oriundos do proveito ilícito que recebia. Para acobertar o volume financeiro da conta bancária da empresa SUCESSO LTDA, J. S. contratou, em 19/02/2010, V. F. como secretária, atribuindo-lhe a função de controlar a movimentação bancária mensal e a obrigação de preencher vários documentos administrativos, deŶtƌeà osà Ƌuaisà asà ͞Ŷotasà fƌias͟à Ŷoà ǀaloƌà correspondente aos depósitos efetuados(os quais eram repassados através de uma planilha), visando aquele fazer crer que os recursos que aportavam na conta bancária (depósitos de cheques) eram oriundos da atividade comercial da empresa SUCESSO LTDA com seus clientes/fornecedores. a) Descreva e indique fundamentadamente o(s) tipo(s) penal(is) praticado(s) pelas pessoas acima arroladas, exercitando a subsunção e promovendo a individualização da(s) conduta(s) (considerando inclusive circunstâncias agravantes, atenuantes, causas de aumento ou diminuição de pena, se for o caso). b) Analisando-se individualmente o(s) tipo(s) penal(is) arrolado(s) no item anterior, abstraindo-se eventual aplicação da regra de concurso de crimes, questiona-se: - é possível no caso a aplicação dos benefícios previstos na Lei n. 9.099/95? Fundamente sua resposta, indicando o dispositivo legal. c) Qual(is) medida(s) processual(is) você adotaria se, como Promotor de Justiça, recebesse um inquérito policial que tratasse dos fatos acima narrados? Considere que todos os fatos estivessem provados nos autos. d) Levando em conta o item anterior, imagine hipoteticamente que durante o processo restou evidenciado que J. S., na qualidade de servidor público, não teria sido notificado para responder por escrito, em 15 dias, na forma preconizada pela Lei processual. Por tal razão, seu defensor argüiu a nulidade do feito. O processo veio com vista para você, como membro do Ministério Público. Apresente seu posicionamento, fundamentadamente, levando em conta a qualificação e a observação abaixo arroladas. Qualificação: - J.S., brasileiro, casado, servidor público municipal, nascido em 19/10/1990, residente na rua B., n. 13, bairro C., Florianópolis/SC; - M. M., brasileiro, solteiro, estudante, nascido em 20/12/1991, residente na rua A.L., n. 231, bairro C., Florianópolis/SC; - M. S., brasileiro, divorciado, designer, nascido em 11/05/1989, residente na rua H. B., s/n, bairro P. B., Palhoça/SC; - R. T., brasileiro, casado, empresário, nascido em 25/10/1991, residente na rua A. B., n. 222, ap. 903, bl. M., bairro E., Florianópolis/SC; - V. F., brasileira, casada, secretária terceirizada contratada, nascida em 20/11/90, residente na rua A.L., s/n, bairro I., São José/SC. Observação: AIDF é Autorização de Impressão de Documento Fiscais, a ser concedida pela Secretaria de Estado da Fazenda sempre que o contribuinte queira confeccionar e gerar a impressão de blocos de notas fiscais. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 38 Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - No que se refere ao tempo e ao lugar do crime, quais as teorias adotadas pelo Código Penal? Explique. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Em relação ao arrependimento posterior, previsto no Código Penal, quais são os seus requisitos e sua natureza jurídica? Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 - Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - AUTO DE PRISAO EM FLAGRANTE N2 233/2009 - Ocorrência Policial n2 8.604/2009 - 21h56min do dia 01 de junho do ano de dois mil e nove (2009), no RIACHO FUNDO, e na sede da 294 Delegacia de Policia, onde se achava presente o Dr. Bahuan da Silva, Delegado de Policia, respectivo e comigo, Maia Pereira, Escrivã de Policia adiante assinado, compareceu o condutor: Raje Duarte das Índias, de nacionalidade brasileira, nascido aos 11 de abril de 1967, filho de Paja Duarte das Índias e Morféia Assíria das Índias, com as profissão de militar, matricula n2. 45.898-7, lotado na 192 CPMind, . Aos costumes disse nada. Prestado o compromisso legal de dizer a verdade, sem impedimento, inquirido pela Autoridade Policial, RESPONDEU QUE foi acionado pelo Cidade a fim de comparecer na QE 32, conjunto 44, Riacho Fundo II, pois havia noticia de disparos de arma de fogo no local. Que IS chegando viram um aglomeração de pessoas, as quais informaram que havia uma vitima dos disparos e que esta já havia sido socorrida ao Hospital de Samambaia e que o autorjá tinha empreendido fuga, mas populares haviam saído em seu encalço. Que realmente na quadra seguinte se depararam com terceiros já imobilizando o autor. Que o irmão da esposa do acusado Tolai Barbacena, entregou a arma utilizada no crime ao depoente, tratando-se de um revolver calibre 38, com numeração raspada, que neste instante a entregue a autoridade policial. Que foi feita revista pessoal na pessoa identificada como BARRADAS DRACONE LOPES e foi encontrado o coldre da arma em sua cintura; questionado pelo depoente a respeito do delito este confessou ser o autor, mas não esclareceu os motivos que o levaram a cometer tal ato; que o conduzido recebeu voz de prisão e em seguida todos se dirigiram a esta delegacia Para adoção das providencias pertinentes ao caso. Nada mais disse e nem foi perguntado. Em seguida determinou a Autoridade Policial que fosse encerrado o presente, que segue devidamente assinado, passando a qualificar e inquirir a PRIMEIRA TESTEMUNHA: BEHIND COSTA DUARTE, autoridade policial condutor escrivã. PRIMEIRA TESTEMUNHA: BEHIND COSTA DUARTE, brasileiro, solteiro, natural de Porto Nacional - TO, nascido aos 05 de maio de 1978, filho de Behindao Costa Duarte e Mejana Tulipa Duarte, com Pedroca resolve praticar um crime de furto, chamando para tanto a pessoa de Carlão para auxiliá-lo na empreita. Estando assim combinados, planejaram furtar um supermercado na cidade de Vicente Pires-DF, durante o final de semana. No dia combinado conseguiram uma carona de Sido, que os levou ate o local, sendo que este não permaneceu com os ladrões, seguindo rumo a cidade de Cinelândia. Após praticarem a sua ação, subtraindo uma grande quantidade de mercadorias, Pedroca e Carlão dirigiram-se, de taxi, a cidade de Santo Antonio Descoberto-GO, onde vieram a guardar os objetos, produto do crime, na casa de Ana Maria, namorada de Pedroca. Tipifique as condutas praticadas considerando as seguintes hipóteses: a) os agentes que colaboraram, no caso, Sido e Ana Maria, sabiam previamente da intenção dos autores. Justifique. b) os agentes que colaboraram não sabiam previamente da intenção dos autores. Justifique. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 39 Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 - Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Ao final da instrução, o Promotor de Justiça com atribuição se convence de que a receptação praticada pelo agente a dolosa, enquanto a denuncia descreveu e tipificou a conduta como receptação culposa. Qual o procedimento a ser adotado pelo Membro do Ministério Publico? Fundamente e justifique sua resposta. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 - Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Quais as diferenças verificadas na reforma da parte geral do Código Penal, ocorrida em 1984, quando abandonou as institutos do erro de fato e erro de direito, adotando, então, o erro de tipo e de proibição? Justifique e fundamentos sua resposta. Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Disserte sobre o sistema de aplicação da pena conforme previsto no Código Penal. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Disserte sobre a teoria do domínio do fato e suam complicações sobre a chamada autoria de escritório (Roteiro a ser seguido, de abordagem obrigatória) 1. Introdução ao tema concurso de pessoas. Modalidades 2. Conceito restritivo de autor 3. Conceito extensivo de autor 4. Teoria do domínio do fato 5. Domínio funcional sobre o fato 6. Co- autoria 7. Autoria direta e indireta 8. Autoria por convicção 9. Autoria de escritório 10. Implicações da teoria do domínio do fato sobre a autoria de escritório Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Conceitue o chamado dolo subsequente, explicando a repercussão prática. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - O que significa tipo complexo? Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Giovani contrata Celso para matar João. Celso, no escopo de cumprir o acordo feito com Giovani, atira, animus necandi, contra João, mas, tendo atingido o braço da vítima, com o primeiro e único tiro, desiste de dar prosseguimento aos atos executórios, embora ainda dispusesse de munição, restando a vítima lesionada. Pergunta- se: a) qual(is) a(s) situação(ões) jurídico-penal de Giovani em face dos entendimentos doutrinários acerca da hipótese? b) quais os fundamentos doutrinários de tais soluções? - Resposta: a) há duas correntes doutrinárias que procuram solucionar o caso: para um setor doutrinário, Giovani é beneficiado em face da desistência voluntária, ao passo que para outro o instituto não o beneficia.. b) ) fundamentos: para o setor doutrinário que entende deva ser Giovani beneficiado nos termos da desistência voluntária, o fundamento encontra-se no fato de as causas (tanto o arrependimento eficaz quanto aà desistġŶĐiaà voluŶtĄƌiaͿà seƌeŵà deà ͞ĐaƌĄteƌà misto (subjetivo-objetivo), são comunicáveis, ficando todos os concorrentes isentos de pena a título de tentativa (ressalvada a punibilidade pelos atosààjĄààpƌatiĐadosͿ͟à;HUNGRIá,ààNelsoŶ.à Comentários ao Código Penal. 5ª ed, Rio de Janeiro: Forense, 1978, v. I, t. II, p. 435). O entendimento doutrinário que entende que o benefício legal deva ficar restrito ao executor material é posto nos seguintes termos: ͞Teŵos,à poƌĠŵ,à Ƌueà à á,à diveƌsaŵeŶte,à deveà responder por crime tentado, não podendo ser Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 40 beneficiado pela desistência/arrependimento, por duas razões: 1) porque, embora iniciada a execução, o crime não se consumou por circunstância alheia à sua vontade (desistência de B); 2) porque a desistência é uma circunstância pessoal que diz respeito exclusivamente à pessoa do desistente (B), não podendo alcançar pessoa estranha à própria ação͟à ;QUEIRO),à Paulo.à Diƌeitoà PeŶalà - Parte Geral. 5ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009, p. 257). Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Em matéria de descriminantes putativas, indique e descreva, de forma sintética, as duas principais teorias. Qual a adotada pelo Código Penal brasileiro e quais são as consequências jurídicas em razão da assunção da adoção da teoria em questão? - Resposta: Além das teorias do dolo, hoje plenamente superadas, disputam preferência as teorias da culpabilidade, subdividida em estrita e em limitada. São essas as duas principais teorias. Para a teoria estrita da culpabilidade, o erro sobre as causas de justificação é sempre erro de proibição. (PRADO, Luiz Régis. Curso de Direito Penal Brasileiro - Parte Geral. 8ª ed. São Paulo: RT, 2008, p. 385). Para a teoria limitada daculpabilidade, o erro sobre as causas de justificação poderá equiparar-se ao erro de tipo, quando versar sobre pressupostos fáticos ou constituirá erro de proibição indireto, quando versar sobre a existência ou sobre os limites de uma causa de justificação (PRADO, Luiz Régis. Curso de Direito Penal Brasileiro - Parte Geral. 8ª ed. São Paulo: RT, 2008, p. 386). Por fim, a teoria adotada pelo CP foi a limitada da culpabilidade, consoante se observa do item 17 da Exposição de Motivos na Nova Parte Geral. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Estabeleça as diferenças entre as circunstâncias judiciais, as qualificadoras, as agravantes e atenuantes e as causas de aumento e de diminuição, indicando em que momentos da aplicação da pena devem ser consideradas e os critérios para a respectiva dosagem. Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Disserte sobre o crime continuado, abordando os seguintes aspectos: Conceito. Natureza jurídica. Teorias. Espécies. Requisitos. Dosimetria da pena. Crime continuado e habitualidade delitiva. Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Discorra sobre os seguintes tipos penais: 1- Primeiro tipo: Artigo 121, § 2°, V, do Código Penal. Abordando: Conceito-Hipóteses de Conexões. O concurso de crimes previsto no tipo e a sua conceituação. 2- Segundo tipo: Artigo 157, § 3° (2ª parte), do Código Penal. Abordando: Conceito-Aspectos do resultado morte - Multiplicidade de vítimas - Hipóteses possíveis do crime - Aplicação do art. 9° da Lei 8.072/90 Ministério Público Estadual - MPE-AM - Ano: 2008 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Estabeleça, em texto dissertativo, a diferença entre normas justificantes e normas permissivas, citando exemplos de cada uma delas. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - Conflito aparente de normas penais - a) Conceito; b) Princípios propostos para a solução do conflito aparente de normas; c) A absorção no crime Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 41 complexo, crime progressivo e na progressão criminosa; ante factum e post factum impuníveis. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - DISSERTAÇÃO: Crime continuado- a ) Conceito, natureza e requisitos; b ) Crimes da mesma espécie. A continuação em crimes que atingem bens personalíssimos de vítimas diversas; c ) Continuidade delitiva e reiteração criminosa; d ) Aspectos específicos : I ) a lei nova, mais grave e que entra em vigor no curso da continuidade delitiva; II ) prazo da prescrição retroativa e intercorrente quando reconhecido crime continuado na sentença condenatória. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Lei Penal - PEÇA PRÁTICA - 1) José Antonio Arcanjo, no dia 3 de abril de 2004, por volta das 21:00 horas, na rua Rocha, defronte ao nº 64, num só contexto de fato, subtraiu, para si, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo, um veículo, um telefone móvel e a quantia de R$ 200,00 (duzentos reais) pertencentes a Leopoldo Paes e uma pulseira de ouro de propriedade de Dirce Mota. Segundo se apurou, José Antonio aproximou-se das vítimas, que se encontravam no interior do carro, e mediante grave ameaça exercida com o emprego de um revólver determinou que elas descessem do veículo. Antes de nele ingressar, José Antonio subtraiu de Eduardo o telefone móvel e a quantia de R$ 200,00 (duzentos reais) e de Dirce a pulseira. Assim que o meliante empreendeu fuga, as vítimas, de um telefone público, comunicaram os fatos à polícia. Logo após, policiais militares lograram efetuar a prisão de José Antonio no interior do veículo, apreendendo-se também os demais objetos subtraídos. A arma não foi localizada. 2) Foi denunciado perante a 3ª Vara Criminal da Comarca de Campinas como incurso no artigo 157, parágrafo 2º, inciso I, combinado com o artigo 69, caput, ambos do Código Penal. 3) Na polícia, José Antonio quedou-se silente e em Juízo negou a prática do crime dizendo que na data do fato estava trabalhando em Rio Claro. As vítimas, nas duas fases do procedimento, reconheceram-no e asseveraram que o crime foi praticado com o emprego de arma de fogo. Os policiais confirmaram a prisão do acusado e a apreensão do produto da subtração. 4) Após o término da instrução, a ação penal foi julgada integralmente procedente condenando-se José Antonio Arcanjo nos exatos termos da denúncia à pena de dez anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de vinte e seis dias-multa, no piso mínimo. 5) Inconformado com a r. sentença, apela à Superior Instância pleiteando a absolvição, alegando ser as declarações das vítimas, por si só, insuficientes para a prolação do édito condenatório. Subsidiariamente, pugna pela desclassificação para o crime tentado, sob o argumento de que não teve a posse mansa e pacífica do produto da subtração. Pretende, também, o afastamento da causa de aumento de pena pelo emprego de arma, uma vez que o revólver não foi apreendido. Pleiteia, ainda, o não reconhecimento do concurso material, já que os crimes foram praticados mediante uma só ação. Finalmente, pugna pela fixação do regime semi-aberto por ser primário e ostentar bons antecedentes. 6) Agora, no exercício de suas atribuições, em substituição ao representante ministerial que ofereceu a denúncia e tomou ciência da decisão, apresentar as contra-razões de apelação. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Aplicação da Pena - Considerando as regras legais relativas à aplicação da pena, responda as questões abaixo, justificando a resposta: a) na segunda fase da dosimetria, ante a ausência de agravantes e o reconhecimento de atenuante, é possível fixar a pena abaixo do Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 42 mínimo previsto no preceito secundário do tipo? b) constando condenações por crimes anteriores, com trânsito em julgado em data anterior ao fato sob julgamento, pode ser deixado de majorar a pena pela reincidência por considerar tratar-se de bis in idem vedado constitucionalmente? c) na causa de aumento da pena pelo crime continuado, considerado o mínimo e máximo previsto, como será graduada a majoração a ser aplicada à pena? d) na condenação por roubo, com reconhecimento da reincidência e a pena fixada em 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de reclusão, pode ser fixado o regime semi-aberto como inicial para o cumprimento? - Resposta:à Iteŵà ͞a͟à ;Ϭ,ϰà poŶtosͿà - 1. Resposta negativa ao enunciado 0,10 - 2. Referência à Súmula 231 do STJ 0,10 - 3. Adequação técnica, conteúdo jurídico, sistematização lógica e nível de persuasão - 0,20 - Iteŵà͞ď͟à ;Ϭ,ϰàpoŶtosͿà - 1. Resposta negativa ao enunciado 0,20 - 2.Adequação técnica, conteúdo jurídico, sistematização lógica e nível de persuasão - 0,20 - Iteŵà ͞Đ͟à ;Ϭ,ϰà poŶtosͿà - 1. Referência a proporcionalidade ao número de delitos 0,20 - 2. Adequação técnica, conteúdo jurídico, sistematização lógica e nível de persuasão - 0,20 - Iteŵà͞d͟à;Ϭ,ϯàpoŶtosͿà- 1. Resposta negativa ao enunciado 0,10 - 2. Adequação técnica, conteúdo jurídico, sistematização lógica e nível de persuasão - 0,20. Ministério Público Estadual - MPE-MT - Ano: 2012 - Banca: UFMT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Alfredo, acometido de doença mental consistente em esquizofrenia, mas devidamente medicado e sem que haja, dessa forma, ruptura cognitiva com a realidade ou qualquer deficiência volitiva, discute com seu vizinho por conta de diferenças futebolísticas e dá-lhe uma surra, causando-lhe lesões graves. Discorra sobre a situação jurídico-penal de Alfredo, o fundamento jurídico e as consequências jurídicas para o fato praticado por Alfredo. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - J. S. trabalhava na Prefeitura Municipal de Palhoça. Para conceder alvarás de funcionamento de estabelecimentos comerciais, prevalecendo-se da função que exercia, J. S. impunha o pagamento para si do valor de R$500,00. Inúmeras pessoas, durante vários meses consecutivos, a partir de 27/10/2009, efetuaram o pagamento do valor em dinheiro, entregando-o pessoalmente ao referido agente. Alguns efetuaram o pagamento em cheque. Como não sabia o que fazer com os cheques, para não ser descoberto, J. S. resolveu montar, em sociedade com seu cunhado M. M., uma empresa, denominada SUCESSO LTDA, do ramo de compra e venda de sucata, a qual foi constituída formalmente em 19/11/2009, através da inscrição do contrato social na Junta Comercial do Estado de Santa Catarina. Efetivamente a empresa não funcionava, pois não possuía empregados, não tinha sede física real, sequer desenvolvia a atividade comercial apregoada no contrato social. Dando continuidade ao seu intento, J. S. promoveu em 20/12/2009, a abertura de uma conta bancária em nome da SUCESSO LTDA, passando a depositar rotineiramente os cheques que recebia como pagamento da atividade ilícita na conta bancária da empresa SUCESSO LTDA. Pretendendo respaldar a movimentação bancária da empresa SUCESSO LTDA, J. S. contratou em 03/01/2010, M.à “.à paƌaà fazeƌà aà ͞aƌteà gƌĄfiĐa͟à deà uŵaà Ŷotaà fisĐalà ͞fƌia͟,à apƌoǀeitaŶdo-se do nome, inscrição estadual e CNPJ verdadeiros da empresa PANAMERICANO LTDA (sem que os sócios desta soubessem, sequer desconfiassem), sediada em Joinville/SC. Para tanto, como se tratava de um negócio ilícito que geraria riscos, M. S. cobrou o montante de R$1.000,00, que foi pago por J. S. através de dois cheques de terceiros que havia Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 43 recebido como pagamento da atividade ilícita que desempenhava. Após, em 20/01/2010, J. S. contratou, sem AIDF, a impressão de um bloco de Ŷotasà ͞fƌias͟à Ŷaà G‘ãFICáà P‘OPINá,à deà propriedade de R. T., o qual relutou em executar o serviço, mas resolveu fazê-lo, por conta do preço alto cobrado e aceito, totalizando a importância de R$5.000,00, também pago com cheques oriundos do proveito ilícito que recebia. Para acobertar o volume financeiro da conta bancária da empresa SUCESSO LTDA, J. S. contratou, em 19/02/2010, V. F. como secretária, atribuindo-lhe a função de controlar a movimentação bancária mensal e a obrigação de preencher vários documentos administrativos, deŶtƌeà osà Ƌuaisà asà ͞Ŷotasà fƌias͟à Ŷoà ǀaloƌà correspondente aos depósitos efetuados(os quais eram repassados através de uma planilha), visando aquele fazer crer que os recursos que aportavam na conta bancária (depósitos de cheques) eram oriundos da atividade comercial da empresa SUCESSO LTDA com seus clientes/fornecedores. a) Descreva e indique fundamentadamente o(s) tipo(s) penal(is) praticado(s) pelas pessoas acima arroladas, exercitando a subsunção e promovendo a individualização da(s) conduta(s) (considerando inclusive circunstâncias agravantes, atenuantes, causas de aumento ou diminuição de pena, se for o caso). b) Analisando-se individualmente o(s) tipo(s) penal(is) arrolado(s) no item anterior, abstraindo-se eventual aplicação da regra de concurso de crimes, questiona-se: - é possível no caso a aplicação dos benefícios previstos na Lei n. 9.099/95? Fundamente sua resposta, indicando o dispositivo legal. c) Qual(is) medida(s) processual(is) você adotaria se, como Promotor de Justiça, recebesse um inquérito policial que tratasse dos fatos acima narrados? Considere que todos os fatos estivessem provados nos autos. d) Levando em conta o item anterior, imagine hipoteticamente que durante o processo restou evidenciado que J. S., na qualidade de servidor público, não teria sido notificado para responder por escrito, em 15 dias, na forma preconizada pela Lei processual. Por tal razão, seu defensor argüiu a nulidade do feito. O processo veio com vista para você, como membro do Ministério Público. Apresente seu posicionamento, fundamentadamente, levando em conta a qualificação e a observação abaixo arroladas. Qualificação: - J.S., brasileiro, casado, servidor público municipal, nascido em 19/10/1990, residente na rua B., n. 13, bairro C., Florianópolis/SC; - M. M., brasileiro, solteiro, estudante, nascido em 20/12/1991, residente na rua A.L., n. 231, bairro C., Florianópolis/SC; - M. S., brasileiro, divorciado, designer, nascido em 11/05/1989, residente na rua H. B., s/n, bairro P. B., Palhoça/SC; - R. T., brasileiro, casado, empresário, nascido em 25/10/1991, residente na rua A. B., n. 222, ap. 903, bl. M., bairro E., Florianópolis/SC; - V. F., brasileira, casada, secretária terceirizada contratada, nascida em 20/11/90, residente na rua A.L., s/n, bairro I., São José/SC. Observação: AIDF é Autorização de Impressão de Documento Fiscais, a ser concedida pela Secretaria de Estado da Fazenda sempre que o contribuinte queira confeccionar e gerar a impressão de blocos de notas fiscais. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 - Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Examine o enunciado abaixo, representativo de extrato de sentença penal ĐoŶdeŶatſƌiaà fiĐtíĐiaà ;Valoƌ:à ϰϬà poŶtosͿ:à ͞Oà Ministério Público ofereceu denúncia perante o 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Circunscrição Judiciária de Brasília/DF, imputando-lhe a prática, por reiteradas oportunidades, entre janeiro de 2010 e março de 2011, de crimes de estupro de vulnerável e corrupção de menores, pois, sempre no interior da residência comum, teria mantido conjunção carnal e praticado sexo anal e oral com as adolescentes C.G.M. e M.A.G.M., inicialmente com 12 e 15 anos, respectivamente, ambas filhas Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 44 de sua companheira e convivente. O acusado, em todas aquelas oportunidades, fornecia a substância entorpecente conhecida como cocaína às adolescentes, com quem se drogava nos momentos que antecediam às práticas criminosas, valendo se da alteração psicofísica das adolescentes para realizar, em cada uma das investidas, os aludidosatos sexuais. A ação penal tramitou regularmente, observando-se os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, autorizando a inquirição das testemunhas arroladas pelas partes e o interrogatório do acusado, além da juntada dos documentos pertinentes, merecendo destaque os laudos de exame de corpo de delito – conjunção carnal e ato libidinoso, ambos positivos. A sentença penal acolheu a imputação, afirmando, em relação à prova, que os laudos periciais apontavam para sinais dos atos libidinosos e que os depoimentos colhidos autorizaram a convicção de que o acusado oferecia droga às adolescentes para consumo conjunto, preordenando seu intento à redução da capacidade de resistência e valendo-se dessa circunstância para a realização dos atos sexuais. A prova também autorizou concluir que o réu, após a prática das relações, as constrangia, mediante ameaças de morte, para que nada dissessem à sua genitora. Por tais motivos, restou isolada a versão do acusado, segundo a qual somente mantivera relações sexuais com a adolescente M.A.G.M., por apenas duas vezes e sempre de forma consentida, pois era a adolescente quem o procurava e o assediava, sendo que somente realizou os atos sexuais porque estava drogado. Assim, julgou-se procedente a pretensão punitiva estatal deduzida na peça acusatória para condenar F.B.C. às penas do artigo 217-A do Código Penal Brasileiro e do artigo 244-B da Lei nº 8.069/90. Afirmou-se, para oportuna consideração quando da fixação das penas, que o crime do artigo 217-A é de conteúdo misto cumulativo, a exigir o reconhecimento do concurso material de infrações penais em relação à conjunção carnal e à relação anal, as quais se verificaram em cada uma das investidas do réu, como comprovado pela prova colhida. Também se destacou que, sendo mais de uma vítima, haveria uma série criminosa para cada uma delas. Assim, aplicou-se a norma do artigo 71 do Código Penal por reconhecimento da continuidade delitiva em face da cada adolescente. Todavia, sendo duas as vítimas, ao final considerou-se que as duas séries deveriam ser somadas, por incidência da norma que regula o concurso material de infrações penais. Individualizadas as reprimendas, anotou- se, em relação à pena-base, a necessidade de sua elevação em face da constatação da condenação do acusado, com trânsito em julgado em maio de 2009, pela prática de homicídio culposo, além de verificar-se, por tal motivo, ser a sua personalidade nitidamente corrompida. A pena- base ainda foi aumentada com base nas consequências do delito, pois atingida frontalmente a dignidade sexual das vítimas. Na segunda fase, a pena foi agravada em um ano por força da reincidência, a teor da anotação penal já referida, e por incidência da norma do artigo 61, iŶĐisoà II,à letƌaà ͞f͟.à Nessaà etapa,à aà peŶaà taŵďĠŵà foi atenuada em três meses, vez que demonstrada a menoridade do acusado. Na aplicação da norma do artigo 71 do Código Penal, e tendo em vista o fato de que os delitos se verificaram por dezenas de vezes ao longo do período indicado na denúncia, foi elevada a pena na fração máxima de 2/3 (dois terços) em relação aos crimes praticados em desfavor de cada ofendida. Na mesma etapa, as penas foram aumentadas de metade, por força do artigo 226, inciso II, do Código Penal. Por fim, reconheceu-se o concurso formal imperfeito de infrações entre os crimes sexuais e de corrupção de menores. Fixou-se o regime prisional fechado, negando-se ao condenado a substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos, bem como a suspensão condicional da pena. Com a Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 45 condenação, decretou-se a prisão preventiva do acusado, argumentando-se com a quantidade de pena e a gravidade do crime de estupro de ǀulŶeƌĄǀel.͟à Ϯ.à áà Pƌoŵotoƌiaà deà Justiçaà toŵouà ciência da decisão condenatória e interpôs o recurso cabível, com apresentação das respectivas razões. O acusado foi intimado da sentença condenatória e declarou não ter interesse em recorrer. O advogado, integrante do núcleo de prática jurídica de faculdade de direito, responsável pela defesa técnica do acusado, foi intimado no dia 15 de agosto de 2011, segunda- feira, e interpôs apelação no dia 25 do mesmo mês, apresentando as seguintes teses: a. Os crimes narrados somente se processariam mediante a representação das ofendidas ou de sua genitora, o que não teria ocorrido no caso dos autos; b. Os crimes de natureza sexual não se aperfeiçoaram, considerando-se para tanto que houve o consentimento das vítimas, na medida em que voluntariamente fizeram uso de cocaína. Além disso, a grave ameaça operou-se após a consumação dos crimes, não sendo meio para a sua prática; c. Não se poderia cogitar de conduta por parte do acusado, pois com a ingestão da droga encontrava-se ele em estado de inconsciência. Ainda que assim não fosse, seria isento de pena por força da embriaguez; d. Que não há que se falar em concurso material em relação aos crimes sexuais, dada a natureza do tipo penal do artigo 217-A; ademais, os crimes praticados em relação à adolescente de 15 (quinze) anos reclamariam incidência da norma do caput do artigo 213 do Código Penal, mais favorável ao condenado; e. Que, sendo as adolescentes já corrompidas, pois faziam uso constante de entorpecentes, o réu deveria ser absolvido da imputação concernente à corrupção de menores; f. A reprimenda mereceria acentuada redução, quer pela deficiente análise das circunstâncias judiciais, quer por erro na consideração de agravantes e atenuantes, quer pela má utilização das regras do concurso material de crimes e do crime continuado. Da mesma forma, não se poderia reconhecer o concurso formal imperfeito entre os crimes de natureza sexual e a corrupção de menores; g. A prisão preventiva ofenderia, no caso concreto, o princípio da presunção de inocência e não poderia ser decretada laconicamente, especialmente quando o réu respondeu solto à ação penal e compareceu a todos os atos do processo. 3. Na condição de Promotor de Justiça incumbido da análise do recurso defensivo, apresente as devidas contrarrazões apreciando tecnicamente os pressupostos de admissibilidade recursal, bem como as teses do recorrente. A peça elaborada deverá se pautar pela correção formal e material, com o correto direcionamento e com a fundamentação sucinta, embora apropriada para rebater ou acolher cada uma das referidas teses jurídicas, inclusive, quando houver e for apropriado, com menção de entendimento jurisprudencial predominante ou consolidado (não é necessário indicar o número dos procedimentos ou o órgão julgador fracionário). Não há necessidade de elaborar relatório acerca das teses apresentadas pela defesa. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2011 - Banca: MPDFT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Elabore um parecer sobre a recepção constitucional (ou não) do crime de autoaborto ou aborto consentido (art. 124. Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lhe provoque. Pena – detenção, de um a três anos) e aborto praticado com consentimento (art. 126. Provocar aborto com o consentimento da gestante. Pena – reclusão, de um a quatro anos), levando em conta, em seus argumentos constitucionais, além da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, pelo menos, odireito à vida e à liberdade, os direitos sexuais e reprodutivos, a saúde pública, a condição jurídica e social da mulher, o caráter laico do Estado e a integridade do sistema jurídico-constitucional. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 46 Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - A figura típica do art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei n. 9.503/97) ofende a Constituição por se tratar de crime de perigo? Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Analise a disciplina legal do ͞aďoƌtoà seŶtiŵeŶtal͟à eà ideŶtifiƋue,à aà paƌtiƌà deà uma análise crítica e sistemática da terminologia empregada pelo Código Penal: a) sua natureza jurídica; b) seu enquadramento na classificação doutrinária das normas penais. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - No dia 12 de dezembro de 2010, por volta das 16h00, SOLANGE BOA VIDA, acompanhada de dois comparsas, adentrou à loja Variedades Eletrônicas Ltda., localizada na cidade deàDouƌados⁄M“,àeàsuďtƌaiuàuŵàIPáD,àĐoloĐaŶdo- o no interior de uma sacola. Os dois comparsas distraíram o vendedor da loja, mas um dos fiscais percebeu a subtração e prendeu em flagrante a autora do delito, momento em que os outros dois empreenderam fuga. Considerando que o estabelecimento comercial dispunha de equipamento de vigilância eletrônica e forte monitoração por parte de eficientes prepostos, há, na hipótese em tela, adequação ao tipo penal qualificado? Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Manoel foi denunciado pelo Ministério Público pela prática dos crimes de estupro e homicídio contra a vítima Maria. Ao proceder à análise da pretensão acusatória, o magistrado julgou presentes prova da materialidade e indícios de autoria e pronunciou Manoel. Não obstante operado o trânsito em julgado da decisão que pronunciou o réu, sobreveio laudo psiquiátrico que apontou a sua inimputabilidade. Vale consignar, que a tese inicial da defesa é a de que Manoel não é o autor dos fatos, e, alternativamente sustenta que ao tempo da ação Manoel era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito dos fatos ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. A partir dos dados oferecidos identifique, pontue e discorra em relação aos crimes assinalados na hipótese fática sobre a conduta correta que deve ser observada pelos operadores do direito. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Arlete, doente terminal, possuía, no entanto, coração absolutamente são. Seu filho Jonas, porém, embora já adulto, sofria de cardiopatia grave, com indicação de transplante imediato. Quando o médico, Ricardo, comentou o fato com a mãe, em seu consultório, no hospital, após examinar o filho que se encontrava internado na Unidade de Tratamento Intensivo, Arlete desesperada, sacou uma arma que trazia na bolsa e disparou contra a própria cabeça. Como estava no hospital, foi atendida imediatamente, mantida mediante aparelhos, mas constatou-se a morte encefálica. Ricardo, diante da situação, e ciente da absoluta compatibilidade, transplantou o coração de Arlete para Jonas. Comente as eventuais implicações criminais para Ricardo, à luz da lei 9.434/97. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - CARLOS, estudante do quarto ano de medicina e conhecido fornecedor de drogas ilícitas em boates da cidade de Niterói, vendo o desespero de sua amiga FLÁVIA, em razão de sua gravidez não desejada, forneceu gratuitamente para a mesma, na noite de 20/09/11, em uma casa de shows, certa quantidade de cloridrato de cocaína, Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 47 esclarecendo-a acerca dos sabidos efeitos abortivos do consumo daquela droga, instruindo- a sobre a quantidade a ser eficazmente ingerida para fins da provável causação da morte do indesejado filho que carregava em seu ventre. Nos três dias seguintes, FLÁVIA ingeriu reiteradamente a cocaína graciosamente cedida, até alcançar a quantidade aconselhada por CARLOS, o que acabou lhe acarretando uma involuntária overdose, com consequente arritmia cardíaca, convulsões e desmaio, sendo a gestante socorrida por terceiros e levada ao hospital mais próximo. Imediatamente atendida pela equipe plantonista do hospital, FLÁVIA sofreu uma parada cardíaca nas dependências da sala de emergência, que conseguiu ser eficazmente revertida pelos proficientes médicos, que, no entanto, não conseguiram evitar a morte do feto, apesar de salvar a vida da gestante, que teve alta hospitalar sete dias após sua internação. Apurada pela polícia a identidade do fornecedor da substância entorpecente ingerida por, FLÁVIA, chegou-se à residência de, CARLOS para fins de cumprimento de mandado de busca e apreensão, constatando-se que o mesmo mantinha em depósito em seus aposentos 50 (cinquenta) Đoŵpƌiŵidosà deà ͞EĐstasLJ͟,à alĠŵà deà ϮϱϬà (duzentos e cinquenta) gramas de cannabis satiǀa,à ǀulgaƌŵeŶteà ĐoŶheĐidaà poƌà ͞MaĐoŶha͟,à acondicionada e distribuída em 40 (quarenta) invólucros plásticos, e que segundo o próprio CARLOS, eram destinados à revenda para frequentadores de casas noturnas da cidade de Niterói. Ainda dentro dos aposentos de CARLOS a polícia apreendeu uma balança de precisão, além de um caderno que continha a contabilidade da venda de drogas efetuada, com listagem de fregueses e valores por eles devidos com o ilícito comércio. Considerando tais fatos, analise as respectivas conseqüências jurídico-penais (RESPOSTA FUNDAMENTADA) Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Sobre a aplicação da pena responda às seguintes indagações: a) Ao aplicar a pena pode o juiz considerar o privilégio do art. 155, parágrafo 2o, do Código Penal, nos casos de furto qualificado? Resposta fundamentada em consonância com a evolução doutrinária e jurisprudencial (STJ e STF) sobre o tema. b) Enumere as razões pelas quais se fixou entendimento, atualmente sumulado pelo STJ (enunciado 231), no sentido de que as circunstâncias atenuantes não podem reduzir a pena aquém do mínimo legal. RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Ao sair de uma boate de madrugada andando por uma rua deserta e mal iluminada, Vespúcio viu cruzar a esquina e caminhar em sua direção Caio, antigo desafeto e autor de inúmeras ameaças pretéritas de morte. Tão logo avistou Vespúcio, Caio colocou a mão direita dentro de seu paletó com um sorriso nos lábios. Apavorado e supondo estar na iminência de ser mortalmente agredido, Vespúcio sacou seu revolver cal. 38, do qual tinha regular registro e autorização para porte, com o qual efetuou um único disparo contra seu desafeto, atingindo-o na coxa direita e fazendo-o tombar ao solo. Após o disparo, Vespúcio aproximou-se de Caio econstatou que, na verdade, seu declarado inimigo estava desarmado e que o objeto que pretendia tirar do bolso de seu paletó era um lenço branco, destinado a selar simbolicamente a paz entre os dois, conforme lhe foi dito pelo próprio ferido. Nada obstante a essa surpreendente constatação e à revelia das súplicas de Caio por socorro, Vespúcio, dominado pelo rancor acumulado durante os longos anos de rivalidade, resolve abandoná-lo à própria sorte, deixando o local, embora fosse perfeitamente possível prestar-lhe assistência ou, no mínimo, solicitar socorro pelo telefone celular que portava. Sem qualquer assistência médica, Caio agonizou na rua deserta, Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 48 vindo a falecer em consequência de grave hemorragia, por ruptura da artéria femoral. Quais serão as consequências jurídico-penais para Vespúcio, decorrentes do episódio narrado? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2011 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - ARGOS (2.2.1977), HIMENEU (5.9.1980) e CRACIUS (11.3.1976), uniram esforços visando auferir lucro ilícito, dedicando- se, de janeiro 2008 a fevereiro de 2011, à exploração de máquinas eletrônicas de videoloterias, conhecidas por caça-níqueis, instaladas em vários estabelecimentos clandestinos do município de Palhoça. Em setembro de 2009, convenceram POLIDECTO (17.5.1994) a integrar o grupo. A exploração daquela atividade, que se expandiu progressivamente para os municípios de São José, Florianópolis e Biguaçu, foi garantida pelo Delegado de Polícia MITRÍADES que, a partir do ano de 2010, através de uma recompensa mensal de R$3.000,00 (três mil reais), paga diretamente por POLIDECTO, repassava informações privilegiadas, obtidas em razão do cargo, a respeito de ações policiais a serem realizadas na região, inclusive por outras delegacias de polícia, além de assegurar a ausência de fiscalização nos locais de exploração. Visando encobrir parte do valor obtido com a exploração das máquinas caça-níqueis, resolveram adquirir um prédio comercial no centro de Florianópolis, avaliado em cerca de R$1.000.000,00 (um milhão de reais), transferindo-o, em 16.11.2010, diretamente para ELECTRA (8.12.1990), a quem, na semana anterior, havia sido relatada a origem daquela soma em dinheiro. ELECTRA tomou assim a propriedade do bem, pelo qual nada pagou. Em janeiro de 2011, ARGOS, HIMENEU e CRACIUS decidiram também se dedicar à prática de crimes contra o patrimônio na região da grande Florianópolis. Já na companhia de ACRÍCIO (18.8.1964), amigo de ELECTRA, adquiriram de SODALÍCIO (7.7.1987) um veículo GM, modelo Vectra, placas MEC 1268. Em seguida, mediante o pagamento de R$5.500,00 (cinco mil e quinhentos reais), receberam de FILEMON (9.9.1987), Soldado do Exército, 12 (doze) pistolas PT100, Taurus, calibre .40, armas de fogo pertencentes ao 63º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro (Florianópolis). Referidas armas de fogo foram subtraídas por FILEMON, em dezembro de 2010, da reserva de armamento, enquanto executava a função de chefe daquela unidade. Necessitando de alguém com especial habilidade na condução do veículo, convenceram CREONTE (4.10.1991) a incorporar- se ao grupo, sendo sua responsabilidade conduzi- los ao destino, fazer a vigilância e dar-lhes fuga, pelo que seria recompensado com R$1.500,00 (um mil e quinhentos reais). Ao aceitar o convite, porém, CREONTE ressaltou a todos que, embora pudessem ingressar com as armas de fogo no local, não deveriam empregá-las. Em 2.2.2011, cumprindo o ajustado, após substituir as placas originais do veículo por placas de outro automóvel, CREONTE, acompanhado por ACRÍCIO, ARGOS, HIMENEU e CRACIUS, por volta das 20h, partiu em direção à residência situada na rua da Solidão, 20, em São José. Enquanto CREONTE aguardava do lado de fora da residência, ACRÍCIO, ARGOS, HIMENEU e CRACIUS, todos armados, invadiram a residência e anunciaram o assalto. Encontravam-se no local os proprietários MIDAS (3.3.1972) e PANDORA (12.3.1975), sua filha ARETUSA (8.5.1999), além de EPICURO (10.2.1944), vizinho do casal. Na ocasião, ARGOS desferiu um golpe com a coronha da pistola contra a testa de MIDAS, tendo CRACIUS esbofeteado PANDORA. MIDAS, PANDORA e EPICURO foram amarrados, amordaçados e trancafiados no banheiro por cerca de 2 (duas) horas. Por volta das 20h30min, no tempo em que ACRÍCIO, ARGOS e CRACIUS, ainda na sala, recolhiam os bens de valor da mansão, HIMENEU, no mesmo cômodo, agrediu Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 49 violentamente ARETUSA, despindo-a e, em seguida, na presença dos demais, manteve com ela coito vagínico e, na sequência, sexo anal. Ao contínuo, HIMENEU foi até o banheiro, puxou PANDORA pelos cabelos, arrastando-a pela sala até o mesmo ambiente. Naquele local, desferiu chutes e socos em PANDORA, mantendo-a sempre sob a mira do seu revólver, obrigando-a então à prática de sexo anal. Durante o ato sexual, visando apenas abafar os gritos de desespero de PANDORA, HIMENEU apanhou um travesseiro, colocando-o sobre seu rosto por cerca de sete segundos. Após saciar sua lascívia, uniu-se aos demais, que ainda recolhiam objetos de valor. O grupo já se retirava do interior da residência, quando ARGOS resolveu retornar para, em seguida, trazer consigo EPICURO que, aos socos e pontapés, foi colocado no interior do veículo. Mesmo diante dos protestos de CREONTE, que esbravejava contra os demais pela violência empregada, partiram em direção à agência do Banco do Brasil, situada no bairro Estreito, em Florianópolis. Sob a constante ameaça de disparo de arma de fogo, EPICURO foi compelido a entregar-lhes o cartão de débito, bem como revelar-lhes a senha. HIMENEU dirigiu- se então ao caixa do banco, sacando a quantia de R$1.000,00 (um mil reais), da conta-corrente n. 54339. Partiram para a localidade de Sertão Pequeno, situado em Paulo Lopes, local onde EPICURO foi finalmente libertado. No dia seguinte, 3.2.2011, no dia anterior ao seu 18º aniversário de SÊNECA, substituto de CREONTE, que abandonou o grupo, e já na companhia de MENELAU (8.6.1980), indicado por HIMENEU para auxiliar na empreitada, partiram até a residência situada na rua dos Universitários n. 31, em Biguaçu. No caminho, porém, por volta das 21h, a pedido de CRACIUS, pararam em uma agência franqueada da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), situada no centro daquela cidade. Auxiliados pelos policiais militares REMERON e ALDOL, previamente contactados por CRACIUS, nela ingressaram e do seu interior subtraíram cerca de R$2.000,00 (dois mil reais). REMERON e ALDOL que, naquele momento, atuavam no serviço de policiamento ostensivo a pé, postaram-se à frente daquele estabelecimento, garantindo o sucesso da subtração. Com a saída dos agentes, os policiais receberam parte do valor subtraído, conforme combinado, e continuaram normalmente na execução do serviço policial. Fortemente armados, seguiram para o destino e, por volta das 21h30min, ingressaram na residência alvo, a exceção de SÊNECA, que permaneceu no interior do veículo. Convencidos de que os moradores não se encontravam, passaram a selecionar os pertences devalor, acondicionando-os em um saco plástico. Em dado momento, ARGOS (de vida sexual promíscua) distanciou-se dos demais, dirigiu-se ao andar superior, percebendo então que XANTIPA (2.3.1981) ali repousava. Despertou-a com uma potente bofetada e, após amarrá-la e amordaçá-la, praticou com ela cópula vagínica, retornando em seguida ao andar térreo, onde se uniu aos demais, que ainda recolhiam objetos de valor. Em determinado momento, MORFEU (5.6.1979), marido de XANTIPA, ingressou na residência pela porta dos fundos e, suspeitando que estranhos haviam invadido o local, apanhou o revólver marca taurus, calibre 38, de sua propriedade, que mantinha escondido num dos cômodos, e tentou surpreender o grupo. No entanto, MORFEU foi avistado por ACRÍCIO que, visando atingi-lo no peito, desferiu um tiro que, porém, acabou acertando CRACIUS, que caiu ao solo. Ato contínuo, MORFEU retirou- se rapidamente do interior da residência, desferindo dois tiros para o alto, clamando por socorro, o que fez com que ACRÍCIO, ARGOS, HIMENEU e MENELAU deixassem a residência e empreendessem imediata fuga no veículo conduzido por SÊNECA. Às 22h, seguiram em direção à Itapema, onde permaneceram ACRÍCIO, ARGOS, HIMENEU e MENELAU. Conforme Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 50 ajustado durante a fuga, SÊNECA dirigiu-se então até a residência de seu primo ÉREBO (7.6.1989), situada em Tijucas. Lá chegando por volta das 23h, após relatar ao primo que caminhava por uma rua da cidade de Tijucas, quando percebeu que uma certa residência estava com a porta aberta, nela ingressou e subtraiu vários objetos, foi autorizado pelo primo a colocá-los num rancho atrás da propriedade, local onde o automóvel também foi deixado, sendo coberto por uma lona plástica. A Polícia Militar foi acionada imediatamente após a fuga. Através de informações fornecidas ao DISK DENÚNCIA por terceiro que não se identificou, os policiais militares PERSEU e TIRÉSIUS, que estavam de serviço, conseguiram capturar SÊNECA na localidade de Nova Descoberta, em Tijucas, por volta das 14h do dia seguinte. Conduziram-no até uma base operacional da Polícia Militar no município de Canelinha. Naquele local, tentaram obter de SÊNECA o paradeiro e a identificação dos comparsas. Para tanto, desferiram lhe tapas, socos e pontapés. Diante da peremptória recusa, em dado momento, enquanto TIRÉSIUS imobilizava SÊNECA com uma chave de braço, PERSEU introduziu um objeto cilíndrico no seu ânus, exigindo que revelasse o local onde se encontravam os demais agentes. No local dos fatos, também se encontrava o policial militar FARISEU, responsável pela guarda da unidade que, no entanto, decidiu não interferir na atuação dos companheiros. Depois de cerca de 2 horas, SÊNECA foi conduzido até à Delegacia de Polícia de Tijucas. O Delegado de Polícia de Plantão, EPINÓCIO, deixou de lavrar o auto de prisão em flagrante, visto que mantinha com a mãe de SÊNECA um relacionamento extraconjugal, limitando-se a colher suas declarações e a dos policiais. Cientificados dos fatos, sabendo que SÊNECA constantemente pernoitava na residência de seu primo, Policiais Civis realizaram diligências no local e, diante da atitude suspeita de ÉREBO, realizaram uma busca pessoal, localizando em seu poder um invólucro ĐoŶteŶdoà͞uŵaàďuĐhaàdeàŵaĐoŶha͟.àEŵàseguida,à ao revistarem o rancho situado nos fundos da propriedade, encontraram os bens subtraídos e o veículo utilizado. Ainda no local, ao ser realizada uma busca no veículo conduzido por SÊNECA, no porta-malas, encontraram o corpo de HERGEU (11.9.1954), já sem vida. Ocorre que, segundo apurado, assim que o grupo invadiu a residência de MORFEU e XANTIPA, SÊNECA foi admoestado por um transeunte, identificado por HERGEU, que resolveu questionar o porquê de haver estacionado o veículo sobre a calçada. Irritado, SÊNECA desferiu um soco no rosto de HERGEU, que perdeu o equilíbrio e caiu, batendo com a cabeça em uma pedra. Ao perceber que HERGEU não apresentava sinais vitais, SÊNECA tratou de escondê-lo no veículo. Com as diligências que se seguiram à instauração do inquérito policial, foram então identificados todos os responsáveis, bem como reunidos diversos elementos de convicção em torno das infrações penais narradas. Do vasto material cognitivo que integra o inquérito policial, destacam-se: - Termo de apreensão de 98 (noventa e oito) máquinas caça- níqueis; - Laudo pericial elaborado pelo Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina, tendo por objeto as máquinas caça-níqueis apreendidas, em razão do qual se concluiu que todas as máquinas apreendidas possuíam micro-chaves seletoras, cujo acionamento promovia a reinicialização do programa, zerando a premiação acumulada. Através deste mecanismo fraudulento, as máquinas eram previamente programadas para limitar o ganho, com variações de acordo com a conveniência exclusiva dos exploradores da atividade, de modo que o ganho e a perda do apostador não dependia da sua habilidade, com o que um número indeterminado de pessoas foram lesadas. - Registro imobiliário de 16.11.2010, relativo ao prédio comercial situado no centro de Florianópolis, no valor de R$1.000.000,00 (um milhão de reais), adquirido em nome de ELECTRA; Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 51 - Certificado de propriedade do veículo GM, Vectra, placas MEC-1268, em nome de ACRÍCIO; - Certificado de propriedade de 12 (doze) pistolas PT100, Taurus, calibre .40, em nome do Exército Brasileiro; - Certidão de nascimento de todas as vítimas e investigados, cujas datas foram indicadas; - Autos de exame de corpo de delito, comprovando que MIDAS sofreu lesões corporais que resultaram em perigo de vida; - Autos de exame de corpo de delito, certificando que ARETUSA sofreu lesões corporais que resultaram em incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias; - Auto de exame de corpo de delito em XANTIPA, comprovando a existência de pequenos hematomas nos braços; - Laudo de exame de conjunção carnal em ARETUSA, positivo para cópulas vagínica e anal; - Laudos médicos comprovando que XANTIPA contraiu doença venérea (obs.: pelo que restou apurado, a doença foi transmitida durante o ato sexual relatado); - Laudos médicos comprovando que PANDORA era portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica, sofrendo de crises recorrentes de asma brônquica; - Auto de exame cadavérico de PANDORA, atestando sua morte no dia 2.2.2011, por volta das 20h40min, por insuficiência respiratória aguda decorrente de crise asmática grave, agravada por obstrução mecânica das vias aéreas. Relata ainda a existência de lesões na região anal e múltiplos hematomas pelo corpo; - Termo de apreensão de bens subtraídos da residência situada na rua da Solidão, 20, em São José; - Termo de apreensão de bens subtraídos da residência situada na rua dos Universitários n. 31, em Biguaçu; - Termo de apreensão do veículo GM, Vectra, placas MEC- 1268; - Termo de apreensão de todas as armas de fogo referidas; - Laudo pericial comprovando que o projétil que atingiu CRACIUS partiu da pistola utilizada por ACRÍCIO; - Auto de exame de corpo de delito, comprovando que SÊNECA sofreu lesões cutâneas na região anal, bem como múltiplos hematomas e equimosesem face, braços e pernas. - Autos de exame de corpo de delito, comprovando que EPICURO sofreu lesões corporais que resultaram em incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias; - Auto de exame cadavérico, atestando que HERGEU sofreu traumatismo crânio-encefálico, causa eficiente de sua morte, ocorrida no dia 3.2.2011, por volta das 21h40min, apresentando também hematoma na região orbitária esquerda; - Autos de exame de corpo de delito, comprovando que CRACIUS sofreu lesões corporais que resultaram em debilidade permanente de sentido, provocadas por disparo de arma de fogo; - Certidão de antecedentes de SÊNECA, indicando a prática de 30 (trinta) atos infracionais, expedida pelo Juízo da Infância e da Adolescência da Capital; - Certidão de antecedentes criminais de ARGOS, HIMENEU e ACRÍCIO, atestando que respondem a três processos criminais na Comarca de Balneário Camboriú por crimes contra o patrimônio praticados em 2008; - Certidão de antecedentes criminais de MENELAU e CRACIUS, comprovando condenação transitada em julgado em 2007, à pena privativa de liberdade, por crimes contra a pessoa; - Certificado de registro do revólver marca taurus, calibre 38, em nome de MORFEU; - Confissão de CRACIUS e POLIDECTO; - Termo de apreensão de agenda pertencente a POLIDECTO, com anotações de pagamentos realizados a MITRÍADES; - Laudo pericial que atestou a natureza entorpecente da substância apreendida em poder de ÉREBO (cannabis sativa); - Boletim de ocorrência e termos de declarações nos quais XANTIPA relata a prática da violência sexual; - Além das vítimas, a respeito dos fatos narrados, prestaram esclarecimentos relevantes: SODALÍCIO, GÓRGONA, RAMSES, BALDER, AGNO, FAUNO, ALEGRA, DACTOS, ENCÉLADO, GAIA e RADAMANTO, XANTOS e ZAGREUS. Considere aiŶda:à •à MENELáUà eà áC‘ÍCIOà ŶĆoà foƌaŵà advertidos do direito de permanecerem em silêncio por ocasião do seu interrogatório policial; Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 52 •àáàĐoŶtaàŶ.àϯϮϯϮ-A da agência n. 1234, do Banco do Brasil, do município de São José, pertencente à ARGOS, era utilizada para movimentação dos lucros obtidos com a exploração das máquinas caça-níqueis;à •àOsà autosà deà edžaŵeà deà Đoƌpoà deà delito foram subscritos por apenas um único peƌitoàofiĐial;à•à Eŵàϲ.ϯ.ϮϬϭϭ,àpeloà JuízoàCƌiŵiŶalà da Comarca de Palhoça, foi autorizada a busca e apreensão de objetos nas residências de CRACIUS e POLIDECTO, bem como das máquinas caça- níqueis instaladas nos municípios de Palhoça, Biguaçu,à“ĆoàJosĠàeàFloƌiaŶſpolis;à•àEŵàϱ.ϲ.ϮϬϭϭ,à pelo Juiz de Plantão da Comarca de Tijucas, foi decretada a prisão temporária de ARGOS, HIMENEU e ACRÍCIO. No entanto, em 24.9.2011, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina concedeu ordem de habeas corpus em favor dos aludidos agentes, reconhecendo a existência de constrangimento ilegal por se encontrarem presos por tempo superior ao prazo legal da prisão temporária. Como titular da Promotoria de Justiça com atuação perante o Juízo Comum competente, nesta data, Vossa Excelência recebeu autos de inquérito policial que, reunindo os procedimentos investigatórios instaurados, apurou os fatos noticiados. Dentro do prazo legal, elabore a peça processual adequada, que deverá preencher todos seus requisitos, formulando ainda todos os requerimentos que a situação prefigurada na questão recomenda. Observe que, mesmo em relação aos fatos que eventualmente não forem objeto da referida peça, em promoção apartada, deverão ser formulados todos os requerimentos correspondentes, com a indicação do seu fundamento legal. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2011 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - TORQUENIO e GÓRGONA foram denunciados pelo Ministério Público como incursos nas sanções do art. 121, §2º, incs. II e IV, c/c art. 29, todos do Código Penal, porque, no dia 7.8.2008, agindo por motivo fútil e à traição, no interior da residência situada na rua das Araucárias, em Criciúma, tomados por propósito homicida, desferiram 5 facadas em DRACTUS, causando-lhe lesões corporais que provocaram a sua morte. Pronunciados nos termos da denúncia, foram submetidos a Júri Popular. Em plenário, postulou o Ministério Público a condenação dos réus pelo art. 121, §2º, inc. IV, pugnando pelo afastamento da qualificadora do inc. II, do §2º, do art. 121, CP. A defesa dos réus sustentou a tese da legítima defesa própria e de terceiro, bem como a falta de provas para a condenação. Alternativamente, requereu a desclassificação para homicídio culposo, em face da imprudência, ou homicídio privilegiado, ao argumento de que os réus praticaram o crime sob o domínio de violenta emoção logo em seguida a injusta provocação da vítima. Por fim, para a hipótese de inacolhimento daquelas teses, pleiteou o afastamento das qualificadoras, insistindo ainda no reconhecimento da circunstância atenuante da confissão espontânea. Sabendo que cabe ao Juiz Presidente ler os quesitos que serão submetidos aos jurados, indagando do Ministério Público sobre requerimentos ou reclamações a respeito, na condição de Promotor de Justiça atuante na aludida sessão, com base nas informações apresentadas, formule os quesitos que deverão ser apresentados aos jurados. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Antônio, Roberto e Manoel, juntamente com o adolescente Jailson resolveram assaltar uma joalheria instalada no interior de um Shopping. Dirigiram-se para o local os indiciados Antonio e Roberto em companhia do adolescente. Quando chegaram ao estacionamento do Shopping, ao acaso se depararam com o sócio proprietário da Joalheria, José Carlos, que pretendiam assaltar. Foi então que decidiram sequestrar a mencionada vítima, o que foi feito com emprego de arma de fogo que era portada por Roberto. Conduziram a vítima até Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 53 a residência de Manoel, primo de Roberto, onde o colocaram a par da empreitada criminosa que estavam realizando, tendo Manoel concordado em auxiliá-los, conduzindo a vítima até o quarto onde ela ficou imobilizada. Em seguida, fizeram contato com José Diógenes, sócio de José Carlos, que concordou em levar ao lugar ermo indicado pelos indiciados a importância de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), como condição para libertar a vítima sequestrada. Para o local combinado se dirigiu apenas o indiciado Roberto poƌtaŶdoà uŵà ƌeǀſlǀeƌ,à Đaliďƌeà ͞ϯϴ͟,à Đoŵà aà numeração raspada. Ao perceber que José Diógenes o reconhecera em razão de um acidente de trânsito anteriormente ocorrido, Roberto sacou da arma que portava e fez vários disparos contra ele que, entretanto, não veio a ser atingido. Dois dos disparos feitos, no entanto, atingiram a pessoa de Carlos que acompanhava José Diógenes ao local, causando-lhe a morte. A importância não foi levada e todos acabaram detidos pela polícia exatamente 24 (vinte e quatro) horas após o sequestro. A vítima foi libertada, sendo certo que no local onde ela se achava privada de sua liberdade foram apreendidos 80 (oitenta) papelotes de cocaína e uma balança de precisão. Considerando os dados fornecidos, indique, fundamentadamente, o crime ouos crimes praticados pelos indiciados. Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - A Tortura como grave violação de direitos humanos e como crime internacional - confluências e divergências entre os regimes de responsabilidade internacional do Estado e de responsabilidade individual penal derivada do direito internacional. Examine: (a) Tortura nas definições do art. 1.º da Convenção da ONU contra a Tortura de 1984 e do art. 2.º da Convenção Interamericana contra a Tortura de 1985; (b) Violação da proibição da tortura como violação de direitos humanos e seus consectários na responsabilidade internacional do Estado, enfrentando os seguintes aspectos: i) conceito de responsabilidade internacional do Estado; ii) obrigações primárias decorrentes da proibição da tortura; iii) modalidades de atribuição do ilícito ao Estado: atos de agentes e órgãos do Estado, atos de particulares; iv) obrigações secundárias decorrentes da violação da proibição da tortura: descontinuação, não repetição, reparação (restituição, indenização e satisfação) eà deǀeƌà deà peƌseguiƌà ;͞dutLJà toà pƌoseĐute͟Ϳ;à ǀͿàà monitoramento: funções dos órgãos respectivos dos diversos tratados que cuidam de proibir a tortura e seus instrumentos de trabalho; ǀiͿà oà pƌoďleŵaà daà ͞toƌtuƌaà sisteŵĄtiĐa͟à ;aƌt.à ϮϬà da Convenção da ONU contra a Tortura de 1984), especial gravidade e políticas para sua superação. (d) Violação da proibição da tortura como crime internacional, enfrentando os seguintes aspectos: i) conceito de crime internacional e de crime de ius cogens; ii) responsabilidade individual penal derivada do direito internacional; iii) iŵpleŵeŶtaçĆoà à diƌetaà à eà à iŶdiƌetaà ;͞diƌeĐtà à aŶdàà iŶdiƌeĐtà eŶfoƌĐeŵeŶt͟Ϳà dasà Ŷoƌŵasà peŶaisà internacionais; iv) finalidade da sanção penal internacional (retribuição e prevenção - sua efetividade no plano das relações internacionais); v) tipo internacional da tortura: caráter convencional ou consuetudinário; caráter de crime de ius cogens? vi) elementos do tipo internacional da tortura; vii) tortura como crime próprio? viii) tortura como crime contra a humanidade e como crime de guerra. (e) Relação entre responsabilidade internacional do Estado e responsabilidade penal individual derivada do direito internacional: conjunção e disjunção da posição do Estado e do indivíduo no caso de violação da proibição da tortura. Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - O documento eletrônico encontra proteção na lei penal? Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 54 Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Tema: Drogadição e Justiça Terapêutica. Conceito, aplicações e bases normativas. Limites e possibilidades de atuação do Ministério Público. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2010 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Em relação aos atos praticados pela Internet (web) abaixo arrolados, como se fosse membro do Ministério Público de Santa Catarina defina a competência, citando fundamentada e expressamente a(s) norma(s) aplicável(eis) e indique o(s) dispositivo(s) legal(ais) que tipifica(m) a(s) conduta(s). a) G.L., do computador de sua residência situada em Joinville/SC, enviou em 01/01/2011, exclusivamente para S.S., residente em Florianópolis/SC, um email contendo fotos pornográficas e de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes. As imagens foram obtidas na web por G. L., via programa Y., que permite o compartilhamento irrestrito de arquivos, imagens, músicas, dentre outros. Não há, contudo, prova nos autos do inquérito policial de que as fotografias haviam sido conseguidas por G.L. através do programa Y. b) N. Y. e W. C., competentes hackers, invadiram em 11/09/2009, a partir dos seus computadores, localizados nas suas residências situadas na cidade de Balneário Camboriú/SC, o sistema de home banking mantido pela Caixa Econômica Federal através da Internet (web), acessaram a conta bancária de D. B., vinculada à Agência 001 situada em Itajaí/SC, sem conhecimento do titular correntista, e efetuaram uma retirada no valor de R$10 mil. c) D. T., a partir de seu notebook, em Criciúma/SC, efetuou compras pela Internet (web) em lojas virtuais, situadas em Florianópolis/SC, Araranguá/SC e Joinville/SC, utilizando-se indevidamente do número do CPF e do cartão de crédito de R. L., sem a sua anuência, fato este que possibilitou o recebimento, em sua residência em Criciúma, por D. T., das mercadorias adquiridas. OBSERVAÇÃO: O combate aos crimes de pornografia infantil e pedofilia está previsto na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aprovada pelo Decreto Legislativo n. 28/90 e promulgada pelo Decreto Presidencial n. 99.710/90. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - O prefeito de uma cidade do interior de São Paulo, durante discurso em uma cerimônia pública, chamou um funcionário público municipal ali presente, sobre quem recaía suspeitaà daà pƌĄtiĐaà deà ilíĐitoà peŶal,à deà ͞Ŷegƌoà sujo͟.àQualàĠà tipifiĐaçĆoàdaà ĐoŶduta,à eŵà faĐeàdaà existência de eventual conflito aparente de normas a incidir sobre o fato? Explique. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Quais as possíveis hipóteses de criminalização da conduta do agente que pratica agressão contra mulher grávida, da qual sobrevem o aborto? Explique. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 - Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Juca levou sua namorada, menor de 14 anos, para praticar um aborto, pagando a importância de dois mil reais, vindo o aborteiro, com o auxilio de uma enfermeira (esta não praticou atos executórios) a provocar a morte do feto, ocorrendo uma grave hemorragia na gestante que, conduzida a um hospital, acabou por sofrer lesões corporais de natureza grave. a. Como tipificar a conduta de cada um dos agentes? Justifique. b. E se a gestante fosse maior de 18 anos? Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Considere o seguinte depoimento de testemunha, prestado no Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 55 inquérito policial e corroborado por outras pƌoǀasà peƌiĐiaisà eà testeŵuŶhais.à ͞à Queà oà declarante em 18/12/2008, por volta das 2 horas da madrugada saiu de uma festa de confraternização e transitava pela Avenida Couto Pereira; que ao chegar no centro desta cidade e comarca de Sol do Leste/MA, em razão do grande movimento de pessoas que frequentavam os diversos bares ali existentes foi obrigado a reduzir a marcha até parar, quando se aproximou por trás um veículo Audi/SS, cor vermelha, placa AAA-1818/MA, cujo motorista inconformado por ter que parar buzinou bastante e dava sinal de luz para fazer o declarante abrir passagem, mas não era possível porque várias pessoas cruzavam a rua; que emseguida o motorista arrancou violentamente o Audi e continuou acelerando bastante mesmo se aproximando de um cruzamento até que sem parar invadiu a preferencial e colidiu com uma moto que vinha pela Rua Barão de Mauá; que viu as vítimas, que depois veio a saber se chamarem Pietro Lagony e Joset Lagony Doria, serem violentamente jogadas contra as bombas de um posto de gasolina localizado naquela esquina; que as vítimas faleceram no local e quando o socorro chegou um deles ainda respirava, mas com muita dificuldade; que o indiciado saiu atordoado do veículo e tinha hálito com cheiro forte de álcool; que soube dias depois que o bafômetro registrou 12 dg/l; que o carro estragou bastante e a motocicleta virou sucata; que o local estava bastante movimentado; que muitos veículos estavam parados nos dois lados da rua e os bares tinham filas com gente até na calçada esperando para entrar; que no interior do Audi os policiais encontraram um revólver marca Smith&Wesson, calibre .38, número de série AVT- 0017; que viu a arma, era preta e tinha 06 balas no tambor; que soube que estava embaixo do banco e que ele não tinha porte; que o indiciado estava sozinho no carro; que as vítimas ficaram mutiladas conforme mostram os laudos de necropsia (fls. 45/48 e 50/53); que a arma apreendida é a mesma descrita no auto respectivo de fls. 15; que o Audi tinha película muito escura nos vidros; que não dava para enxergar nada dentro do carro; que ficou no local atĠà aà políĐiaà eŶĐeƌƌaƌà aà oĐoƌƌġŶĐia.à Nadaàŵais͟.à Orientado pelas disposições do artigo 41 do Código de Processo Penal, elabore somente a exposição dos fatos delituosos, com todas as suas circunstâncias, bem como a classificação jurídica (capitulação legal), apontando, desta forma, quais os artigos do Código Penal incidentes na espécie. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - O que significa torpeza bilateral no crime de estelionato, e qual a sua repercussão prática ? Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Os irmãos José Silva de Alicarnaso e João Silva de Alicarnaso passaram a frequentar a Avenida Afonso Pena, na cidade de Campo Grande/MS, com o fim de assaltarem eventuais vítimas, para tanto fazendo uso de arma branca. Assim agiram por aproximadamente um mês, período em que consumaram cerca de duas dezenas de assaltos, entre outros tantos que não passaram de sua modalidade tentada. No dia 20 de novembro de 2009, por volta das 20h, em uma parada de ônibus localizada em frente ao número 500 da citada avenida, ambos visualizaram Carlos Magno Figueira, e decidiram abordá-lo por aparentemente estar distraído. Ao se aproximar dele, José Silva de Alicarnaso perguntou-lhe que horas eram e, quando a vítima foi olhar seu relógio para responder ao questionamento, João da Silva Alicarnaso aproximou-se por trás, encostou uma faca nas costas da vítima e anunciou o assalto, dizendo- Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 56 lhe que não era para fazer movimentos bruscos, sob pena de ser esfaqueada. Em seguida, José Silva de Alicarnaso exigiu da vítima que entregasse sua carteira, relógio e demais pertences de valor. Como Carlos Magno Figueira mostrou-se surpreso com a conduta de seus algozes, ele não conseguiu acatar prontamente a ordem que lhe foi dada, o que motivou José Silva de Alicarnaso a dar início a seu desapossamento, buscando retirar da vítima seu relógio e carteira, por serem os bens mais visíveis que, naquele momento, trazia consigo. Ao começar a ser tocada por José Silva de Alicarnaso, a vítima afastou-o com um empurrão, fazendo com que ele caísse ao chão. Após isso, a vítima virou-se para então enfrentar João Silva de Alicarnaso, que estava às suas costas, ainda empunhando uma faca para dominá-la. Surpreendido com a reação da vítima, e ao perceber que ela, em atitude defensiva, voltava-se contra ele para também afastá-lo, João Silva de Alicarnaso desferiu quatro golpes com a faca contra o peito de Carlos Magno Figueira, atingindo-o na sua parte superior direita. Ferida com os golpes sofridos, a vítima caiu no chão, oportunidade em que seus agressores se apossaram da carteira e do relógio que ela trazia consigo, empreendendo fuga logo a seguir, não sendo mais localizados. Após a concretização do assalto, populares que se encontravam nas proximidades acudiram a vítima, ministrando-lhe os primeiros socorros até sua chegada ao hospital mais próximo, onde recebeu o atendimento necessário para evitar a morte, que era iminente em razão da região atingida. Instaurada a devida investigação criminal, a autoridade policial identificou Cláudio Villagio e Jussara Villagio como testemunhas do crime, ambos residentes na Rua Marechal Rondon, nº 100, Campo Grande/MS, pois, no momento da agressão à vítima, ambas estavam se dirigindo à mesma parada de ônibus em que esta última se encontrava. Da mesma forma, a autoridade procedeu à oitiva da vítima, que realizou o reconhecimento de seus agressores por fotografia e por imagens de todo o crime, que foram obtidas da gravação efetuada por uma câmara de segurança instalada em um posto de gasolina próximo ao local. Ao final de sua investigação, a autoridade policial identificou José Silva de Alicarnaso e João Silva de Alicarnaso como sendo naturais de Florianópolis/SC, o primeiro nascido em 25 de março de 1986, e o segundo nascido em 1º de fevereiro de 1992, ambos de cor branca, filhos de Cairo Alicarnaso e Lucélia Mendonça de Alicarnaso, e residentes na Rua A, nº 20, Campo Grande/MS. Quanto à vítima, apurou-se que ela reside na Rua Vinte e Três de Outubro, nº 1967, Campo Grande/MS. Diante do exposto, elabore a(s) peça(s) processual(ais) adequada(s) à narrativa acima, com todos os requerimentos pertinentes e derivados do fato posto em exame. - Resposta: Critérios de Correção - Critérios Gerais -Crime: latrocínio na forma tentada (resultado morte) Correção do vernáculo: artigo 7.7 do Edital do Concurso - Denúncia contra adolescente - rejeição parcial da denúncia - concessão de metade da pontuação a cada tópico da denúncia - Denúncia e Representação contra adolescente - concessão de metade da pontuação a cada tópico da denúncia - Critérios Específicos - Endereçamento correto: 0,2 (pontuação máxima) * juiz criminal comum. Qualificação correta: 0,4 (pontuação máxima) * Identificação e qualificação do denunciado. Narrativa: 2,0 (pontuação máxima) * estrutura de denúncia; * clareza, objetividade e congruência na exposição do fato; * descrição correta da tentativa; * descrição completa do tipo penal; * conjugação do verbo nuclear (imprescindível). Do Pedido: 0,5 (pontuação máxima) * correlação entre o fato descrito e o crime indicado; * pedidos de citação e condenação. Rol de Testemunhas/Vítima: 0,2 (pontuação máxima) * nomes e endereços. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 57 Pedido de Prisão Preventiva: 0,4 (pontuação máxima) * garantia da ordem pública (finalidade): reiteração (motivo)* garantia da aplicação da lei penal (finalidade): fuga (motivo). Diligências: 0,3 (pontuação máxima) * ao menos requerer a remessa de cópia do inquérito policial ao Juizado da Infância e Juventude, caso não tenha representado contra o adolescente. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - No dia 06 de agosto de 2009, cerca das 16 horas, durante revista realizada para o ingresso de visitantes na POLINTER, a inspetora FLÁVIA encontrou e apreendeu um aparelho de telefone celular que MARIA, companheira de JOÃO, preso preventivamente naquela unidade por prática de latrocínio e tráfico de drogas, havia ocultado na cavidade vaginal. O aparelho foi descoberto porque MARIA foi obrigada pela inspetora a desnudar-se e agachar-se para revista íntima. Ao ser detida, MARIA alegou que fora coagida a introduzir o celular na carceragem pelo próprio JOÃO , chefe doà tƌĄfiĐoà deà dƌogasà Ŷoà ͞Moƌƌoà daà )oeiƌa͟,à Ƌueà ameaçou estuprar e matar sua filha ANTONIA, com 12 anos de idade, fruto de outra relação amorosa, caso não cumprisse a determinação. Em sede policial, sabendo que MARIA havia sido detida, compareceu sua amiga MÁRCIA, que confirmou as ameaças feitas por JOÃO, aduzindo Ƌueà seà tƌataǀaà deà uŵà sujeitoà ͞ŵuitoà ǀioleŶto͟à Ƌueà͞ĐostuŵaǀaàďateƌàeŵàMá‘IáààeàáNTONIá͟àeà Ƌueàestaàúltiŵaàhaǀiaà͞apaŶhado͟àƌeĐeŶteŵeŶteà e ainda apresentava marcas de escoriações no corpo. Temerosa, MARIA disse que não desejava tomar qualquer providência, preferindo ͞esƋueĐeƌà oà aĐoŶteĐido͟.à à áà autoridade policial liberou MARIA, entendendo que ela havia atuado sob coação moral irresistível e lavrou termo circunstanciado, indiciando a inspetora FLAVIA pela prática de constrangimento ilegal (art. 146 doà Cſdigoà PeŶalͿ,à soďà oà aƌguŵeŶtoà deà Ƌueà ͟aà Constituição proíbe a realização de revista íntima porque ela fere o princípio da dignidade da pessoaàhuŵaŶa͟.ààáŶaliseàasàĐoŶdutasàdeàMá‘Iá,àà JOÃO e FLAVIA e indique a(s) providência(s) que deve(m) ser tomadas pelo Promotor de Justiça ao receber os autos com vista. RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Desejando diminuir sua despesa mensal com a conta de energia elétrica, CARLOS, policial militar, contratou o eletricista PEDRO para efetuar alteração no medidor de consumo de sua residência, pagando a ele R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais). Executado o serviço, o consumo medido ficou reduzido em 1/3 em relação ao consumo real. Cerca de um ano e meio após, inspeção da Light S/A constatou o problema, tendo os funcionários da companhia providenciado o corte do fornecimento e retirado o medidor para encaminhamento à perícia. Ao ser alertado por vizinhos, CARLOS que estava de folga bebendo cerveja em um bar na esquina da rua onde morava, voltou para casa e, visivelmente embriagado, passou a ofender os inspetores da Light S/A com palavras de baixo calão dizendo aos mesmos que se registrassem oĐoƌƌġŶĐiaàŶaàD.P.àoà͞ďiĐhoàiaàpegaƌ͟.àDiaŶteààdaà insistência dos funcionários da empresa fornecedora em levar o fato ao conhecimento da autoridade policial, CARLOS, furioso, descarregou a munição da pistola cal. .40 que portava, no automóvel de propriedade da empresa, estacionado na frente de sua casa. O automóvel ficou com vários furos na carroceria, pneus inutilizados e vidros quebrados. Analise as condutas acima descritas e indique o(s) crime(s) cometido(s). Justifique a resposta. RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 58 Assunto: Crimes - Em relação ao crime capitulado no art. 90, da Lei 8666/93 (Lei de Licitações): a) qual é a objetividade jurídica? b) É possível a tentativa? c) A vantagem pretendida pelo agente deve ser de natureza econômica? d) É de concurso necessário de pessoas? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - O furto privilegiado constitui crime de bagatela? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Dissertação: Do tráfico de dƌogasà;aƌt.àϯϯà͞Đaput͟,àdaàLeiàŶ°àϭϭ.ϯϰϯ/ϮϬϬϲͿ:àϭ.à Objetividade jurídica; 2. Sujeitos ativo e passivo; 3. Objeto material; 4. Consumação e tentativa; 5. Crime de perigo concreto ou abstrato; 6. O ĐoŶteúdoà ǀaƌiadoà doà tipoà doà aƌt.à ϯϯà ͞Đaput͟:à unidade delituosa e/ou concurso de crimes. Ministério Público Estadual - MPE-AM - Ano: 2008 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - No dia em que completava 21 anos de idade, logo após sua festa de aniversário, Jane foi vítima de estupro e atentado violento ao pudor, praticados, em concurso de pessoas, por Marcos e Henrique. Dois meses após os fatos, ela ofereceu queixa-crime apenas contra Marcos, asseverando que não oferecia queixa-crime contra Henrique, por ter ele se limitado a segurá- la, enquanto Marcos a estuprava e praticava coito anal. Considerando essa situação hipotética, elabore texto dissertativo acerca da conduta a ser seguida pelo promotor de justiça após ter vista dos autos. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Tertuliano, desejando matar sua esposa Amorfélia e usando seus conhecimentos profissionais, exímio químico que era, prepara um veneno com gosto de mel e, para disfarçar, coloca o conteúdo líquido num frasco de Aloe Vera, produto natural que era regularmente consumido pela mesma, deixando o frasco no lugar em que Amorfélia costumava manter o produto. Sucede que a empregada do casal, ao arrumar a casa, resolve guardar o frasco em questão no armário, já que ainda havia outro em uso. Ao cair da noite, Amorfélia, como era de costume, ingere seu Aloe Vera e se deita no sofá para descansar, à espera de seu marido. Sucede que a mesma adormece, o que não era comum, e Tertuliano, quando chega do trabalho e a vê no sofá, pensa que ela tinha ingerido o veneno que ele havia preparado e, por conseguinte, tinha morrido. Então, para comemorar, Tertuliano apanha sua arma e a descarrega em Amorfélia, a qual vem a falecer, em virtude dos disparos desferidos por Tertuliano. Pergunta-se: Tertuliano cometeu algum crime? Qual? E por quê? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - Banca: MPRS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Basílio, desconfiado de que Josenaldo, seu empregado, está a subtrair mercadorias de seu estabelecimento comercial, separa duas calças masculinas e um par de sapatos, avaliados em R$ 410,00 (quatrocentos e dez reais). A seguir, atendendo à orientação de policiais previamente informados acerca do quadro, deixou as referidas mercadorias, deliberadamente, ao alcance do respectivo empregado (na cabine de vestir), introduzindo, naquele estabelecimento, três milicianos, a fim de surpreendê-lo, ficando todos de atalaia. Acontece que a desconfiança acabou se confirmando porque, no momento em que Josenaldo , houve a imediata intervenção policial, originandoa sua pronta detenção, embora, logo depois, o agente tenha sido liberado por conta da não lavratura de auto de prisão em flagrante. Nada obstante, foram colhidas as respectivas declarações na Delegacia de Polícia. Ainda naquele ensejo, e por conta do contexto em que Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 59 foi pilhado, Josenaldo acabou por deferir um soco em Basílio, causando-lhe lesões de natureza leve, conforme auto de exame de corpo de delito de fls. Em apreço aos termos do enunciado, considere que adotada a teoria da ; o fato ocorreu em 23 (vinte e três) de maio de 2008 (dois mil e oito); o empregado em questão é primário; laborando no local, e na qualidade de deficiente físico (paraplégico-locomovendo-se através de cadeira de rodas), Diante dos dados trazidos, e na condição de Promotor de Justiça que recebeu as peças do respectivo inquérito policial, indaga-se:Houve a prática de algum ilícito penal? Justifique.Se afirmativa a resposta, houve a consumação? Justifique.Na hipótese de professado o entendimento em torno da ocorrência do crime tentado, qual ocritério a ser utilizado na aplicação do redutor respectivo? Justifique. Ministério Público da União - MPT - Ano: 2008 - Banca: MPT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Em se considerando que o trabalho prestado por pessoas reduzidas à condição análoga à de escravo é gênero, disserte sobre as suas espécies, enfocando, inclusive, normas internacionais aplicáveis à hipótese. - Resposta: 1) Trabalho prestado por pessoas reduzidas à condição análoga à de escravo - conceito legal e doutrinário - a posição da jurisprudência nacional; 2) Classificação e espécies; 3) Trabalho forçado e trabalho degradante; 4) Tutela à liberdade e à dignidade do trabalhador - breve dissertação sobre ambos os princípios e suas repercussões; 5) Os fundamentos da legislação aplicável à espécie; 6) A evolução legal da matéria; 7)Trabalho escravo contemporâneo - formas; 8) Normas Internacionais - Declaração da Organização Internacional do Trabalho - OIT sobre os Princípios e Direitos Fundamentais -Convenção 29 da OIT - Convenção 105 da OIT; 9) Breve análise jurídica das Convenções 29 e 105 da OIT; 10) A aplicação das Convenções 29 e 105 da OIT no Brasil - importância, hipóteses de incidência; 11) A interpretação das Convenções 29 e 105; 12) O trabalho forçado ou obrigatório - conceito, hipóteses e exceções; 13) Respeito à centralidade temática da pergunta; encadeamento de idéias; Utilização correta da língua pátria e; desenvolvimento analítico. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2007 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Cornélio, desconfiado do comportamento de sua noiva Fabiana, sigilosamente, aguarda no interior de seu veículo a saída da mesma do local em que trabalha, pois acreditava que o estranho comportamento desta decorria de um possível outro relacionamento amoroso. Ao verificar que Fabiana saiu do trabalho e embarcou em um veículo conduzido por um homem, que identificou como sendo seu sócio Ricardo, acometido por um ciúme incontrolável e intensa ira, aciona a ignição de seu veículo e inicia movimento com o automóvel, empreendendo velocidade excessiva em direção ao veículo em que se encontrava Fabiana e seu consorte, vindo, em seguida, a colidir intencionalmente com a lateral do automóvel, que ainda se parado. Em razão da colisão dos automóveis proporcionada pela conduta de Cornélio, Fabiana e Ricardo sofrem lesões corporais, tendo aquele, logo após a colisão, engatado marcha a ré em seu veículo e se afastado do local com o escopo de fugir à responsabilidade penal. Providenciado o socorro às vítimas, os fatos foram registrados na Delegacia de Polícia com atribuição na circunscrição, restando comprovado através dos autos de exame de corpo de delito a que foram submetidas aquelas, que as lesões sofridas por Fabiana foram de natureza leve, enquanto as lesões sofridas por Ricardo resultaram na incapacidade deste para o exercício de suas ocupações habituais por mais de trinta dias. No Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 60 curso da investigação, inquiridos sobre os fatos, Ricardo e Fabiana identificaram Cornélio como o motorista do veículo que colidiu com o outro veículo em que ambos se encontravam e, alegando compreenderem a atitude ciumenta de Cornélio, manifestaram perante a autoridade policial os seus intentos de não o verem ser processado criminalmente. Tal reconhecimento foi confirmado por Fifi, que passava pelo local e serviu como testemunha do fato, juntamente com o policial Queiroz. Os fatos se deram no dia 13 de julho do corrente ano, por volta de 18:00h, na av. dos Enganados, em frente ao nº 69, na cidade de Paraty, comarca de Juízo único. Encaminhados os autos do procedimento investigatório, devidamente instruído e relatado ao órgão ministerial, com base nos elementos acima informados, na qualidade de Promotor de Justiça, analise a repercussão jurídico-penal dos fatos acima descritos e as providências a serem adotadas, elaborando, se for o caso, a peça processual pertinente. Paralelamente, exponha, de modo fundamentado, o raciocínio adotado em sua opinio delicti. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Em relação ao crime de roubo (art. 157, caput e parágrafos 1º e 2º do Código Penal), discorra e justifique seu entendimento acerca dos seguintes temas: a. - a conseqüência jurídica do emprego de arma de fogo desmuniciada para a concretização da grave ameaça; b.- havendo pluralidade de vítimas, hipóteses de cabimento do concurso formal; c. - havendo pluralidade de condutas, hipóteses de cabimento do crime continuado. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Em relação ao crime de homicídio doloso (art. 121, caput, e parágrafos 1º e 2º do Código Penal), discorra e justifique seu entendimento acerca dos seguintes temas: . - a possibilidade de coexistência da forma privilegiada com a qualificada; b. - a caracterização da participação de menor importância prevista no art. 29, parágrafo 1º do Código Penal; c) - a caracterização das hipóteses do art. 29, parágrafo 2º do Código Penal. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2005 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes - Narram os autos de inquérito policial o seguinte fato delituoso: José Antonio Arcanjo, meliante contumaz, reincidente em crime doloso, no dia 12 de fevereiro de 2005, por volta das 23:00 horas, ingressou no Supermercado Alegria, situado à avenida Rebouças 1953, nesta Capital. No setor de bebidas, visualizou uma caixa vedada, cujo rótulo indicava a existência de seis garrafas de 1,5 litros de água mineral. O preço da mercadoria, ou seja, das seis garrafas, era de R$ 11,00 (onze reais). Ante a ausência de circunstantes, José Antonio, sorrateiramente, abriu a caixa e substituiu as garrafas de água por seis garrafas de vinho importado, no valor unitário de R$ 70,00 (setenta reais). Fechou a caixa, deixando-a no mesmo local. Ato contínuo, deu algumas voltas pelos corredores doestabelecimento. Ciente de que sua conduta não fora percebida, retornou ao setor de bebidas e de posse da embalagem adredemente preparada dirigiu-se a um dos caixas. Efetuou o pagamento no valor de R$ 11,00 (onze reais), deixando tranqüilamente o supermercado. Como toda a sua ação fora percebida pelo sistema de vigilância, no momento em que José Antonio já se encontrava no estacionamento do estabelecimento, colocando a mercadoria no interior de seu carro, foi preso em flagrante por dois seguranças. A caixa foi aberta, confirmando-se a existência das seis garrafas de vinho importado. Encaminhado à Delegacia de Polícia, lavrou-se o auto de prisão em flagrante. Foram ouvidos Felipe Dias e Renato Fonseca, seguranças que efetuaram a prisão, e Josimar Ferreira, representante legal da vítima. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 61 Recebendo o inquérito policial já relatado e atuando como Promotor de Justiça no feito, elaborar a peça cabível. Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes Cibernéticos - Em relação aos atos praticados pela Internet (web) abaixo arrolados, como se fosse membro do Ministério Público de Santa Catarina defina a competência, citando fundamentada e expressamente a(s) norma(s) aplicável(eis) e indique o(s) dispositivo(s) legal(ais) que tipifica(m) a(s) conduta(s). a) G.L., do computador de sua residência situada em Joinville/SC, enviou em 01/01/2011, exclusivamente para S.S., residente em Florianópolis/SC, um email contendo fotos pornográficas e de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes. As imagens foram obtidas na web por G. L., via programa Y., que permite o compartilhamento irrestrito de arquivos, imagens, músicas, dentre outros. Não há, contudo, prova nos autos do inquérito policial de que as fotografias haviam sido conseguidas por G.L. através do programa Y. b) N. Y. e W. C., competentes hackers, invadiram em 11/09/2009, a partir dos seus computadores, localizados nas suas residências situadas na cidade de Balneário Camboriú/SC, o sistema de home banking mantido pela Caixa Econômica Federal através da Internet (web), acessaram a conta bancária de D. B., vinculada à Agência 001 situada em Itajaí/SC, sem conhecimento do titular correntista, e efetuaram uma retirada no valor de R$10 mil. c) D. T., a partir de seu notebook, em Criciúma/SC, efetuou compras pela Internet (web) em lojas virtuais, situadas em Florianópolis/SC, Araranguá/SC e Joinville/SC, utilizando-se indevidamente do número do CPF e do cartão de crédito de R. L., sem a sua anuência, fato este que possibilitou o recebimento, em sua residência em Criciúma, por D. T., das mercadorias adquiridas. OBSERVAÇÃO: O combate aos crimes de pornografia infantil e pedofilia está previsto na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aprovada pelo Decreto Legislativo n. 28/90 e promulgada pelo Decreto Presidencial n. 99.710/90. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes contra a Administração Pública - É possível, em um mesmo fato, a convivência do crime de concussão com o de corrupção ativa por particular? Justifique. Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - Banca: MPRS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes contra a Fé Pública - Epaminondas estava no Aeroporto Internacional Salgado Filho à procura de uma oportunidade para ganhar dinheiro fácil, quando percebeu que um turista norte-americano deixou uma pequena bolsa num balcão de lancheria. Imediatamente recolheu-a e percebeu que continha alguns ͞tƌaǀelleƌsà ĐheĐks͟à eŵà dſlaƌes.à Coŵoà ŶĆoà poderia reproduzir as assinaturas que ali constavam, teve a idéia de falsificar aqueles documentos com a ajuda de Setembrino, técnico de informática de uma grande empresa. Na suaconcepção criminosa, como tais cheques de viagem estrangeiros são aceitos no país pelos estabelecimentos bancários como papel-moeda, e não havendo uma fiscalização aguda do Banco Central e das autoridades policiais, seria mais fácil falsificá-los do que as cédulas de reais. Utilizando os mais sofisticados e aprimorados métodos e aparelhos, ambos conseguiram falsificar os cheques de uma forma quase perfeita, usando os originais como modelos. De posse dos mesmos, Epaminondas dirigiu-se a uma agência do HSBC em Porto Alegre, que negocia cheques de viagem em moedas estrangeiras (dólares e euros), onde efetuou a troca de dez cheques de U$ 100,00 por dinheiro nacional. Na hora, como a falsificação não era grosseira, o funcionário nem desconfiou. Dois Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 62 dias mais tarde porém, foi descoberto o golpe e a Polícia Civil, agindo com rapidez e eficiência, logrou descobrir os autores, capitulando o fato no inquérito policial como sendo o delito de moeda falsa (art. 289 do Código Penal). Recebendo os autos, o Dr. Promotor de Justiça ficou indeciso, notadamente acerca do juízo competente para processar os falsários. Considerando todos os dados pertinentes ao evento delituoso, analise-os e indique, com fundamento legal e justificativa, qual seria a soluçĆoàĐoƌƌetaàaàseƌàadotadaàpeloà͞PaƌƋuet͟.à Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes contra a Ordem Tributária - Proceda à análise crítica da Súmula Vinculante nº. 24 do STF – Não se tipifica crime material contra a ordem tributária previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo – destacando os aspectos dogmáticos e político criminais mais relevantes. - Resposta: A Comissão, para pontuar a nota, levou em consideração os seguintes aspectos: a) O momento em que ocorre a configuração dos denominado delitos materiais, previstos nos incisos I a IV do art. 1º, da Lei nº. 8.137/90, pontuando que se faz necessária a ocorrência do resultado, qual seja, a supressão ou diminuição dolosa do tributo devido, ou a apropriação indébita de tributos retido de terceiros. b) O lançamento do crédito tributário, realizado de ofício nesses casos, também se submete ao crivo do contraditório no contencioso tributário, quando o sujeito passivo insurge-se contra a pretensão administrativa, impugnando-a. c) O lançamento, uma vez impugnado, suspende-se a exigibilidade do crédito (CTN, art. 151, III), que fica passível de desconstituição. De maneira que, para que o fisco possa representar ao Ministério Público para que este proceda à ação penal, é necessário que o lançamento esteja definitivamente constituído na esfera administrativa, sob pena de falta de justa causa para a pretensão punitiva do Estado. d) O STF, embora ressaltando não se tratar de condição objetiva de procedibilidade, entendimento já assentado na Corte, vem, exigindo o encerramento fiscal para a constituição, ou não, de crédito tributário, como condição objetiva de punibilidade, rejeitando as denúncias oferecidas antes da conclusão final administrativa à conta da falta de justa causa. Por fim, foi levado em consideração, nos termos da Resolução nº. 15/2010, do Conselho Superior do Ministério Público do Estado da Bahia, o domínio correto da norma padrãoda língua portuguesa e das suas estruturas (adequação vocabular, ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação), bem como a capacidade de exposição do pensamento e o poder de argumentação e de convencimento do candidato. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Crimes contra a Ordem Tributária - Sinfrônio, Francisco, Colombo e Valdivino, fiscais de rendas da Secretaria de Fazenda de um município do Rio de Janeiro, há dois anos, por determinação de seu superior imediato, Emílio, eram os responsáveis pelas ações fiscais relativas à verificação da correta metragem de imóveis comerciais na cidade. Após prévio encontro com donos de supermercados locais, em que acordaram o pagamento de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) mensais a cada um dos quatro fiscais, promoveram, no cadastro da Secretaria, a redução da área construída de todas as lojas do setor, o que culminou na diminuição do valor venal e conseqüente pagamento a menor do IPTU desses imóveis. Os valores recebidos eram depositados em contas-correntes abertas em nome dos caixas dos supermercados, através da falsificação de seus documentos e a concorrência da conduta de Ariovaldo, gerente da agência local do Banco do Brasil, que autorizava a retirada Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 63 posterior dos valores em espécie pelos fiscais, para futura repartição entre todos. Capitule as condutas dos quatro fiscais de renda. RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Criminologia - Explique a teoria criminológica da escola clássica, formulada a partir de Beccaria (Dos delitos e das penas, 1764), com ênfase na sua concepção sobre a natureza e a ordem social. - Resposta: CONCEPÇÃO SOBRE A NATUREZA HUMáNá:à ͞áà teoƌiaà ĐƌiŵiŶológiĐaà daà esĐolaà clássica - A escola clássica parte da concepção do homem como um ser livre e racional que é capaz de refletir, tomar decisões e atuar em consequência. Em suas decisões, basicamente realiza um cálculo racional das vantagens e inconvenientes que lhe vai proporcionar sua ação, e atua ou não segundo prevaleçam umas ou outras; em sua terminologia, o prazer o a dor são os motores da conduta humana. Quando alguém encara a possibilidade de cometer um delito, efetua um cálculo racional dos benefícios esperados (prazer) e os confronta com os prejuízos (dor) que acredita vão derivar do delito; se os benefícios são superiores aos prejuízos, tenderá a cometer a conduta delitiva. ;…Ϳà Nesseà poŶto,à aà esĐolaà ĐlĄssiĐaà destaĐaà aà importância das penas para a prevenção do delito. Isso é coerente com sua concepção de homem e do delito, já que a pena que vai ser imposta ao culpado no caso de cometer o delito e ser descoberto e condenado é um mal e representa, portanto, um claro prejuízo, que deveria desequilibrar a decisão racional a favor da não-comissão do delito. Assim, afirma-se que o fim da pena não é outro que impedir o réu de causar danos a seus concidadãos, e afastar os demais de cometer outros iguais; de modo que nessa declaração incluem-se duas finalidades (negativas) da pena: a prevenção especial e a geƌal͟àà;“ERRáNOàMáÍLLO,àálfoŶso.àIŶtƌoduçãoàăà criminologia. São Paulo: RT, 2007, p. 63-4). CONCEPÇÃO SOBRE A ORDEM SOCIAL: ͞ĐoŶtƌatoà à soĐial͟à Ƌueà oƌigiŶaƌiaà à aàà solidariedade de todos os cidadãos em torno dos valores fundamentais, ou seja, o consenso assim criado determinaria uma igualdade de deveres, assente na pressuposta igualdade de interesses (DIAS, Jorge de Figueiredo; ANDRADE, Manuel da Costa. Criminologia. Coimbra: Coimbra Editora, 1997, p. 9). Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Culpabilidade - Decline, segundo o estágio atual do debate, os mais elucidativos critérios de distinção entre Culpa Consciente e Dolo Eventual, e comente a procedência da afiƌŵaçĆoàdeàƋueà͞oàDoloàseŵpƌeàfuŶdaŵeŶtaàoà injusto e uma culpabilidade mais grave que a Đulpa͟,à apontando, ainda, as mais importantes implicações práticas da aludida diferenciação na solução dos variados casos penais. - Resposta: A Comissão, para pontuar a nota, levou em consideração os seguintes aspectos: a) A distinção entre o dolo eventual e culpa consciente implica na análise de dois pressupostos: o primeiro, de que o dolo eventual é, legalmente, equiparado ao dolo direto no tocante aos seus efeitos, levando a conclusão de que o dolo eventual deve ter uma base normativa que justifique sua inclusão no âmbito volitivo do sujeito. O segundo pressuposto é de que no dolo eventual o agente deve ter refletido e estar consciente acerca da possibilidade da realização do tipo e, segundo o seu plano para o fato, se tenha colocado de acordo com o fato de que, com a sua ação, produzirá uma lesão do bem jurídico. b) Na culpa consciente, o agente também está ciente da possibilidade de realização do tipo, mas como não se colocou de acordo com a produção do resultado lesivo, espera poder evitá-lo ou confia na sua não- Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 64 ocorrência. c) Conforme a divisão dos elementos que compõem o dolo e a estrutura do tipo é possível identificar dois grandes grupos de teorias para fins de distinção entre culpa consciente e dolo eventual, quais sejam, as teorias intelectivas, as quais se fixam em que os limites do dolo devem ser determinados com base no conhecimento do agente acerca dos elementos do tipo objetivo, e as teorias volitivas, as quais se fixam no elemento volitivo e não apenas no elemento intelectivo. d) As teorias intelectivas: teoria da representação ou da possibilidade, teoria da probabilidade, teoria da evitabilidade, teoria do risco e teoria do perigo a descoberto. As teorias volitivas: a teoria do consentimento ou da assunção ou da aprovação e a teoria da indiferença e) A afirmação ressaltada na questão se relaciona com os casos de cegueira diante dos fatos, assim compreendida quando se refere a casos em que o autor não conhece a possibilidade da causação de lesão ao bem jurídico por meio de sua ação, haja vista a absoluta indiferença em relação ao bem jurídico. f) A repercussão decorrente da qualificação jurídica do fato (doloso ou culposo) com suas implicações processuais e materiais, a exemplo de: fixação de competência, cabimento de prisão preventiva, dentre outros. Por fim, foi levado em consideração, nos termos da Resolução nº. 15/2010, do Conselho Superior do Ministério Público do Estado da Bahia, o domínio correto da norma padrão da língua portuguesa e das suas estruturas (adequação vocabular, ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação), bem como a capacidade de exposição do pensamento e o poder de argumentação e de convencimento do candidato. Ministério Público Estadual - MPE-MT - Ano: 2012 - Banca: UFMT - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Culpabilidade - Discorra sobre a teoria limitada da culpabilidade no erro jurídico-penal, a posição do Código Penal brasileiro, a distinção para com a teoria extremada da culpabilidade, o significado e as consequências jurídicas. Ministério PúblicoEstadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Culpabilidade - áà͞ĐoĐulpaďilidadeàăsà aǀessas͟à teŵà sidoà deseŶǀolǀida,à doutrinariamente, em duas perspectivas distintas. Quais são elas? Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Culpabilidade - No conceito analítico ou estruturante do crime, ofereça considerações acerca da culpabilidade e a posição desta no sistema dicotômico e tricotômico do Direito Penal. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Culpabilidade - As bases normativas da teoria da culpabilidade, ao mesmo tempo em que logram afirmar-se após o desenvolvimento da teoria finalista da ação, estarão também submetidas a uma série de críticas e correções, dentro de um processo em que alguns autores deŶoŵiŶaƌĆoà͞ĐƌiseàdeàĐulpaďilidade͟.àIdeŶtifiƋueà as principais críticas a essa base normativa do conceito de culpabilidade, apontando também quais são os principais caminhos ou teorias que buscam superar o que alguns identificam como crise de culpabilidade. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Culpabilidade - Em se tratando de crime culposo, a ausência de previsibilidade subjetiva exclui a culpa? Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Direito Constitucional Penal - O sistema do Código de Processo Penal brasileiro possibilita a sobreposição de funções do órgão Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 65 jurisdicional e do órgão oficial de acusação, fazendo com que se tenha condições quase ilimitadas para o agir jurisdicional no âmbito de busca e produção de prova. Esse agir oficioso por parte do órgão jurisprudencial cria o que FƌaŶĐoààCoƌdeƌoààdeŶoŵiŶouààdeà͞ƋuadƌiàŵeŶtalià paƌaoidi͟à ;Ƌuadƌosà ŵeŶtaisà paƌaŶſiĐosͿ,à jĄà Ƌueà quem produz prova desenvolve um raciocínio baseado no primado das hipóteses sobre fatos. Tal situação estão em sintonia com o sistema acusatório previsto na Constituição do Brasil de 1988? Fundamente com argumentos críticos. - Resposta: O atual Código de Processo Penal contém dispositivos que abrem possibilidade do juiz produzir provas antes mesmo do início da ação penal, conforme se extrai da redação do artigo 156, inciso I. Também há previsão do juiz produzir provas no inciso II do mesmo artigo 156, artigos 209, 212, parágrafo único, 404 e 473, todos do CPP. Num sistema no qual o órgão jurisdicional produz prova que aproveita tanto à acusação quanto à defesa, os papéis de acusador, defensor e julgador se confundem numa só pessoa, desestruturando o modelo acusatório sistematizado na Constituição da República de 1988. Quando o juiz sente necessidade de produzir prova para suprir uma deficiência da acusação ou da defesa, ocorre o que Franco Cordero denomina deà ͞Ƌuadƌià ŵeŶtalià paƌaŶoidi͟,à ouà seja,à oà juizà toma a decisão antes de conhecer o fato, indo atrás das provas depois para comprovar ou não sua versão (hipótese). É o primado das hipóteses sobre os fatos. Por tal razão, as hipóteses possíveis criam na mente do juiz quadros mentais paranóicos, já que ele acredita numa hipótese e, a partir disso, busca provas para atestar ou não o que ele já acreditava ser verdadeiro. Esses quadros mentais paranóicos fazem com que o juiz seja parcial e assuma uma função que não é sua constitucionalmente, ou seja, assuma a função de acusador (ou assistente de acusador) ou de defensor (ou assistente de defensor) contrariando o sistema acusatório de 1988. Portanto, quando o juiz produz prova no lugar da acusação ou da defesa age em dessintonia com o sistema acusatório previsto pela Constituição da República do Brasil. O projeto 156 que reformula todo o CPP coloca cada parte no seu lugar, ou conforme afirmara primeiramente Francesco Carnelutti e atualmente Jacinto Nelson de Miranda CoutiŶhoà à Ġà à ŶeĐessĄƌioà ͞ŵetteƌeà à ilà à PúďliĐoàà MiŶistĠƌioà àalà à suoà àposto͟à ;ĐoloĐaƌàoàMiŶistĠƌioà Público no seu lugar), ou seja, no lugar de acusador oficial. Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Direito Constitucional Penal - Policiais encarregados da carceragem impediram a fuga de 30 presos de determinada cadeia pública. De comum acordo, resolveram confinar os 30 pƌesosà à Ŷaà ͞Đela-do-Đastigo͟.à à Uŵà à peƋueŶoàà contêiner, exposto ao sol, sem ventilação. Após Ϯϰàhoƌas,àoà͞Đastigo͟àteƌŵiŶouàĐoŵàaàŵoƌteàdeàϯà presos envoltos em urina, suor, fezes e vômitos. Tipifique penalmente a conduta dos policiais. - Resposta: O enunciado da questão deixa claro ƋueàaàiŶteŶçãoàdosàageŶtesàeƌaàdeà͞Đastigaƌ͟àosà presos por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou resultante de medida legal. Por outro lado, o enunciado da questão não permite afirmar dolo direto ou eventual de homicídio. Logo, os policiais encarregados da carceragem realizaram, mediante concurso formal impróprio (CP, art. 70, parte final - desígnios autônomos), o crime de tortura, por 27 vezes, previsto no art. 1º, §1º; bem como o crime de tortura qualificada pela morte, por 3 vezes, previsto no art. 1º, §3º; ambos da Lei 9.455/97. Ministério Público Estadual - MPE-MT - Ano: 2012 - Banca: UFMT - Disciplina: Direito Penal - Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 66 Assunto: Direitos Humanos - Discorra sobre a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José, da Costa Rica), promulgada pelo Decreto nº 678/1992, e os direitos e garantias processuais penais. Coteje os direitos e garantias processuais penais constantes na Convenção com os direitos e garantias incorporados (ou não) ao processo penal brasileiro, apontando o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a questão. Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Direitos Humanos - Membro do Ministério Público Federal tem legitimidade para recorrer a órgãos de monitoramento de tratados internacionais de direitos humanos? Exemplifique e justifique sua posição à luz das atribuições constitucionais do parquet e de sua posição institucional no Estado brasileiro. Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Direitos Humanos - Policiais encarregados da carceragem impediram a fuga de 30 presos de determinada cadeia pública. De comum acordo, resolveram confinar os 30 pƌesosà à Ŷaà ͞Đela-do-Đastigo͟.à à Uŵà à peƋueŶoàà contêiner, exposto ao sol, sem ventilação. Após Ϯϰàhoƌas,àoà͞Đastigo͟àteƌŵiŶouàĐoŵàaàŵoƌteàdeàϯà presos envoltos em urina, suor, fezes e vômitos. Tipifique penalmente a conduta dos policiais. - Resposta: O enunciado da questão deixa claro ƋueàaàiŶteŶçãoàdosàageŶtesàeƌaàdeà͞Đastigaƌ͟àosà presos por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou resultante de medida legal. Por outro lado, o enunciado da questão não permite afirmar dolo direto ou eventual de homicídio. Logo, os policiais encarregadosda carceragem realizaram, mediante concurso formal impróprio (CP, art. 70, parte final - desígnios autônomos), o crime de tortura, por 27 vezes, previsto no art. 1º, §1º; bem como o crime de tortura qualificada pela morte, por 3 vezes, previsto no art. 1º, §3º; ambos da Lei 9.455/97. Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - O Promotor de Justiça da Infância e Juventude, em comarca de entrância inicial, foi comunicado pela Delegacia de Polícia daquela circunscrição que havia sido localizado um bebê recém-nascido, dentro de uma lata de lixo, aos fundos de uma escola pública. O bebê estava internado em instituição hospitalar, recebendo os primeiros atendimentos. O Promotor, então, contatou o Conselho Tutelar para acompanhar o caso. Cerca de cinco dias depois, o Conselho Tutelar localizou a mãe da criança, uma adolescente de treze anos e onze meses de idade, natural de outro Estado da Federação. Em 10 de dezembro de 2010, ela completará quatorze anos. Veio para a cidade de carona com um caminhoneiro desconhecido, que a deixou nas imediações de um posto de gasolina, no dia anterior ao parto. Ficou escondida em uma casa abandonada, perto da escola, e alimentava-se com as sobras de comida de um restaurante. O Conselho Tutelar descobriu que a adolescente havia sido expulsa de casa, ante a notícia da sua gravidez. O pai do bebê era marinheiro de um navio de outro país, que ficara alguns dias atracado em porto brasileiro. Com a partida do navio, sequer soubera da gravidez da menor, que não tinha qualquer dado a respeito do navio ou do marinheiro, exceto a nacionalidade deste. O Conselho Tutelar providenciou um lar provisório para a criança, para quando esta deixasse o hospital, onde recebia atendimento, pois não havia instituição de abrigamento na comarca. Providenciou, ainda, que a adolescente ficasse na mesma casa para aonde seria levado o bebê, assim que recebesse alta hospitalar. Não levou a adolescente para o hospital, para evitar recusa à sua permanência, posto que menor de idade, Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 67 desacompanhada dos pais ou responsável. Além disso, o Conselho não teria como comprovar ao hospital o fato de ser a adolescente a mãe do bebê. Os conselheiros conseguiram, ainda, identificar a genitora da menor, no outro Estado; ela aceitava a filha de volta, mas sem a criança, pois não teria condições econômicas de mantê- las. Alegou também que não tinha condições de custear a passagem da filha para o estado de origem tampouco de ir buscá-la. O Conselho Tutelar não logrou gratuidade na passagem de ônibus para a adolescente junto à empresa que fazia a linha entre a comarca mencionada e a cidade do outro Estado da Federação, onde a genitora da menor se encontrava. Os Conselheiros Tutelares são neófitos, pois estão a menos de um mês no exercício da função. A pessoa que acolheu provisoriamente a adolescente exige pressa, pois não quer ficar com aquela responsabilidade. O acordo inicial seria para cuidar do bebê e não de sua genitora, ainda que adolescente. Você é o(a) Promotor(a) de Justiça da Comarca e está com dois Conselheiros Tutelares e a adolescente em sua sala, aguardando seu pronunciamento. Indique as orientações que daria ao Conselho Tutelar e que providências tomaria, como Promotor de Justiça. Analise competência e atribuição do Conselho Tutelar, Justiça e do Ministério Público de cada um dos Estados envolvidos. - Resposta: A questão é aberta, para verificar a construção do raciocínio do candidato frente a situações em que a aplicação teórica da lei é dificultada pela falta, na situação concreta, dos recursos idealizados pelo legislador. Pretende-se que o candidato identifique a situação de risco da criança e da adolescente, no casodesta, inclusive pelos crimes de que foi vítima. Da mesma forma, que identifique a prática de ato infracional pela adolescente. A partir dessa visão total do fato, o candidato deverá conjugar os diversos dispositivos legais e solucionar a questão, de forma que haja apontamento das providências cabíveis, sobretudo as emergenciais, diferenciação das atribuições/competências das principais instituições que atendem às crianças e adolescentes, sobretudo entre Ministério Público, Poder Judiciário e Conselho Tutelar, bem assim precisão do local da competência (foro competente) para cada providência indicada. Serão valoradas, igualmente, respostas não detalhadas no espelho, mas que tenham razoabilidade e previsão legal. 1) Orientações que, na condição de Promotor de Justiça, daria ao Conselho Tutelar Espera-se que o candidato aponte as atribuições do Conselho Tutelar (ECA, artigo 136), excluindo destas a medida de acolhimento familiar (ECA, art. 101, VIII), orientando-o no sentido de levar ao conhecimento do Ministério Público ou do Juiz, conforme o caso, os casos que não sejam de sua alçada de resolução. Pretende-se que analise o acolhimento familiar do bebê (artigo 101, VII, ECA), ante a ausência de instituições de abrigamento na comarca. Deverá indicar que o acolhimento tem caráter provisório e excepcional, como forma de transição para reintegração familiar ou colocação em família substituta (ECA, art. 101, §1º). Contudo, que oriente o Conselho sobre a competência da autoridade judiciária para tal determinação, a quem deverá ser encaminhado o caso para conhecimento e deliberação (ECA, art. 101, §2º, combinado com o 136, inciso V), aceitando a providência pelo Colegiado, face à situação emergencial, o que pode ser sustentado por analogia ao artigo 93 do ECA. Pretende-se que o candidato, como Promotor de Justiça, indique as providências emergenciais, especialmente atendimento hospitalar à adolescente, registro de nascimento e deslocamento da genitora da adolescente ou seu recambiamento ao Estado de origem. Como desdobramento dessas, deverá sustentar que é atribuição do Conselho Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 68 requisitar serviços de saúde, diante da necessidade de internação do bebê e de acompanhamento médico e/ou psicológico da própria adolescente, forte no artigo 101, inciso V, do ECA. Quanto à questão da permanência da adolescente com o bebê no hospital, embora seja permitida a permanência com um dos genitores, em turno integral (ECA, art. 12) e que o artigo 10, inciso V, do ECA, recomende o alojamento conjunto, a indicação deverá guardar coerência com a medida afinal adotada pelo candidato, como Promotor, para evitar o paradoxo, por exemplo, de ingresso com destituição de poder familiar, pedido de internação provisória da adolescente por ato infracional e, ao lado, orientação para que a adolescente conviva ou seja colocada em alojamento conjunto com a criança que colocou em risco,pelo menos antes de avaliação psicológica da adolescente. O candidato deverá indicar, ainda, a necessidade de ser efetuado o registro de nascimento do bebê, ainda que com os dados disponíveis (ECA, art. 102). O Conselho Tutelar tem o poder de requisição dessa certidão (ECA, art. 136, VIII), podendo provocar a requisição da autoridade judiciária, se necessária (ECA, art. 102, §1º).Será aceito também se o candidato indicar que, como Promotor, irá requerer judicialmente a abertura do registro de nascimento do bebê ou que o Juiz deverá requisitar o registro (ECA, art. 148, parágrafo único, letra h). Pretende-se que o candidato comente sobre o papel de atenção do Conselho Tutelar tanto ao bebê como à mãe- adolescente, posto que ambos encontram-se em situação de risco e necessitam de medidas de proteção, uma vez que seus direitos foram violados, sobretudo pela falta, abuso ou omissão dos pais ou responsável ou em virtude da própria conduta (ECA, art. 98, incisos I a II), situação esta que justifica a intervenção, não só do próprio Conselho Tutelar, como também da Justiça da Infância e da Juventude (ECA, arts. 136, inciso I, 148, parágrafo único). Pretende-se que o candidato demonstre a situação de risco a partir de algum dado informativo mencionado na questão e não apenas transcreva o dispositivo legal, situação esta que impõe a atuação do Conselho Tutelar (ECA, art. 136, inc. I). Deverá comentar, por exemplo, sobre a necessidade de atendimento médico às duas, pela situação do parto recente. A respeito da adolescente, pretende-se que seja indicada a avaliação psicológica, quer pela situação dos crimes que foram praticados contra ela, no outro Estado, quer pela situação que a levou a praticar ato infracional, incluindo o próprio abandono familiar. Da mesma forma, pela necessidade de apoio alimentar à nutriz (ECA, art. 8º, §3º) e assistência psicológica, posto em que período pós-natal (art. 8º, 4º), para minorar as consequências do estado puerperal. Quanto ao deslocamento da adolescente ou de sua genitora para o Estado de origem ou em retorno, espera- se que o candidato oriente ao Conselho Tutelar que as passagens deverão ser providenciadas junto ao Município, sendo aceita a indicação de Fundo da Criança e do Adolescente, Assistência Social do Município ou secretaria municipal equivalente. Ainda, que oriente ao Conselho que a adolescente poderá viajar de volta desde que o recambiamento tenha sido autorizado judicialmente, já que aquela deverá responder a procedimento por ato infracional. Por fim, que o Conselho Tutelar deverá seguir as determinações judiciais quanto ao acompanhamento de conselheiro tutelar no retorno ou presença de pais ou responsável. Outra possibilidade a ser indicada ao Conselho Tutelar pelo candidato é a vinda da genitora da adolescente, o que facilitaria seu acompanhamento nas audiências, sem necessidade de nomeação de curador. Para tanto, sugeriria o contato com o Conselho Tutelar do outro Estado. Igualmente, poderá ser indicada a necessidade de inclusão em Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 69 programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança e ao adolescente, em face da situação em que está a mãe-adolescente, sem recursos para a própria manutenção. Poderá estender tal situação à genitora da adolescente, no caso de reintegração familiar da adolescente e do bebê, a ser tomada, contudo, pelo Conselho Tutelar do outro Estado. Poderá ser mencionada a Lei nº 8.742/93, além do ECA, para o amparo dos programas assistenciais. 2) Quais as providências que tomaria como Promotor de Justiça - O candidato deverá apontar as medidas que adotará frente ao ato infracional, praticado pela adolescente, indicando as medidas possíveis ao Promotor de Justiça do local da omissão ou ação, como oitiva informal da adolescente, se possível, acompanhada por sua genitora ou responsável, para fins de remissão ou representação, justificadamente. Espera-se que o candidato indique a ocorrência de ato infracional, similar à exposição ou abandono de recém-nascido – CP, art. 134. Será aceita tipificação em fato mais grave. O arquivamento, nesta situação hipotética, apesar de ser uma possibilidade jurídica, será a última medida a ser avaliada como certa pelo examinador e deverá estar detalhadamente fundamentado e justificado para ser considerado. Isto porque o bebê poderia ter morrido, a conduta da adolescente reveste-se de gravidade, há autoria e materialidade, situações que não recomendam tal opção. Como Promotor de Justiça, pretende-se que indique outras medidas que não tenham sido tomadas pelo Conselho Tutelar ou que extravasem a atribuição deste, tais como abertura de inquérito civil, expedição de recomendação para a implantação do serviço, formulação de termo de ajuste de conduta ou mesmo aforamento de ação civil pública, tudo para verificar e procurar resolver a situação de falta de instituição de abrigamento na comarca. Poderá indicar o aforamento de ação de alimentos contra a avó e de investigação de investigação contra a avó e de investigação de paternidade,mesmo oficiosa (lei nº 8.560/92), definindo a atribuição do Ministério Público conforme o artigo 147 do ECA. Da mesma forma, caso não tenha orientado ao Conselho Tutelar a providenciar ou diante de recusa à requisição do Conselho, deverá mencionar que, como membro do Ministério Público, adotaria as providências extrajudiciais ou judiciais para a concessão das passagens, atendimento hospitalar ou de abertura de registro de nascimento. Como Promotor de Justiça, espera-se a posição do candidato quanto à reintegração à família ou colocação em família substituta. Serão aceitas tanto a indicação de tentativa de permanência da adolescente com o bebê e com a própria mãe (avó), como as providências para colocação em família substituta, das duas ou somente do bebê. Quanto à situação do bebê, espera-se que seja analisada, no âmbito cível, a situação de exposição daquele pela própria genitora (adolescente) e suas conseqüências sobre a reintegração familiar ou colocação em família substituta. Poderá ser sustentado que, como Promotor de Justiça, não procuraria ou recomendaria apermanência da adolescente e do bebê no mesmo lar provisório, pelos mesmos motivos analisados quando do aconselhamento ao Conselho Tutelar sobre o alojamento conjunto no hospital, salvo avaliação psicológica da adolescente em sentido contrário, afastando risco ao bebê. Será aceito se o candidato apontar a ação para afastamento da criança do convívio familiar (ECA, art. 101, §2º),como medida protetiva, ou cabimento de ação de suspensão ou de destituição do poder familiar. Isto porque nocurso do processo, após os estudos técnicos, se for comprovado que a mãe tem condições psicológicas e emocionais de permanência com a criança, nada impede que o Ministério Público formule pedido para a reintegração familiar. Após a destituição do Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 70 poder familiar, se for o caso, o candidato, como Promotor de Justiça, deverá zelar pela inserção do bebê no cadastro de adoção (ECA, ART. 50). Quanto aos aspectos criminais, já que a adolescente foi vítima de crimes, pretende-se que o candidato indique que irá determinar o envio de peças de informação ao Ministério Público do outro Estado, para as providências cabíveis. Quanto ao crime praticado pelo marinheiro contra a adolescente, a tipificação penal em si não será motivo de afastamento de pontuação. Considerando que a autoria é desconhecida, será suficiente que o candidato indique queencaminhará aspeças de informação ao Promotor de Justiça do local do crime, para as providências cabíveis. Pretende- se que o candidato reconheça que a adolescente também foi vítima de abandono por parte de sua genitora, que a expulsou de casa ante a notícia de gravidez, a exigir a aplicação da responsabilidade parental (ECA, art. 100, inciso IX) e de adoção de medidas pertinentes à sua representante legal (ECA, art. 129), inclusive quanto ao aspecto penal (CP, arts.244 e 246). Para isto, comunicaria ao Ministério Público ou Justiça da Infância e da Juventude do outro Estado. Isto porque, em relação ao pai, se descoberta a autoria e diante da comprovação da materialidade, o caso seria de eventual ação penal, no outro Estado da Federação, pelo Promotor de Justiça e Juiz de Direito Criminais daquele estado. Poderá ser referido pelo candidato que adotará as providências para identificar e penalizar o caminhonheiro, posto que cometeu infração administrativa ao conduzir a adolescente (ECA, art. 83, c/c 251) 3) Analisar competência e atribuição do Conselho Tutelar, Justiça e do Ministério Público de cada um dos Estados. Aceita-se aqui a concepção de ͞Justiça͟à Đoŵoà ĐoŵpetġŶĐiaà teƌƌitoƌial;foƌoà competente) ou funcional (Vara da Infância e da Juventude, face à situação de risco). Em relação ao Juiz da Vara da Infância e da Juventude, espera-se que o candidato indique ser a autoridade competente para determinar a medidade acolhimento familiar e o julgamento do ato infracional e a colocação em família substituta. Quanto à competência do foro de um Estado ou de outro, pretende-se que o candidato indique que a competência para apuração do ato infracional é do local da ação ou da omissão, observadas as regras de conexão, continência e prevenção (ECA, art. 147, §1º). Assim, a competência para processo e julgamento do ato infracional será da autoridade do local onde foi abandonado o infante. Contudo, apósa oferta da representação pelo Promotor de Justiça, a execução pode ser delegada à autoridade competente da residência dos pais ou responsável, para onde a adolescente for recambiada. Pretende-se que o candidato indique que para as providências cíveis, aqui entendidas a reintegração familiar, a destituição ou suspensão do pátrio poder ou a colocação em família substituta, a competência é ditada pelo artigo 147, incisos I e II, do ECA. No caso de reintegração familiar, pretende-se que o candidato indiqueprovidências de assistência social na comarca de origem, após o recambiamento, a serem tomadas pelo Conselho Tutelar daquele local. Se visualizar essa possibilidade, o candidato deverá lembrar que somente a falta de condições econômicas não é motivo para a destituição do poder familiar (ECA, art. 23). A criança tem direito de ser criada e educada, como regra, no seio de sua família natural, conforme assegurado pela Constituição Federal (art. 227) e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente,inclusive por seu princípio da prevalência da família. Em relação aos crimes de que a adolescente foi vítima, deverá o candidato indicar como competente o foro do Estado onde reside a mãe da adolescente, que é também o foro do porto, local onde foi praticado o crime contra os costumes e de abandono da Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 71 adolescente por sua genitora. Nessa linha, o Promotor de Justiça do outro Estado é quem deverá tomar as providências, como requisição de inquérito policial. Contudo, o candidato, como Promotor, poderá remeter as peças informativas tanto como Ministério Público como à Polícia do outro Estado, para tal finalidade. Com o retorno da adolescente ao Estado de origem (eeventualmente do bebê, se reintegrado ao seio familiar), o caso deve ser acompanhado pelo Conselho Tutelar e Ministério Público daquele Estado. Também serão doConselho Tutelar, Ministério Público e Vara da Infância e da Juventude do outro Estado as providências contra a genitora da adolescente, que a expulsou de casa e colocou em situação de risco. O julgamento dos crimes contra os costumes e de abandono da adolescente serão de competência da Justiça Criminal do outro Estado. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2012 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - A atuação do Ministério Público na criação dos Conselhos Tutelares da Criança e do Adolescente. ECA. Mudança de paradigma. Bases normativas. Tratados Internacionais. Possibilidade de Atuação do Ministério Público. Democracia Participativa. Trace um paralelo entre o princípio da democracia participativa e a efetivação do art. 227 da Constituição Federal. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Nos termos do artigo 105 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas previstas no artigo 101 da mesma Lei. Nesse contexto, na Comarca de Entrância Inicial onde atua o(a) Promotor(a) de Justiça, uma criança de 10 (dez) anos de idade foi abordada pela Polícia Militar quando trazia consigo, no interior de uma mochila escolar, 01 kg (um quilograma) da substância entorpecente conhecida vulgarmente Đoŵoà ͞ŵaĐoŶha͟.à CoŶsideƌaŶdoà Ƌueà oà fatoà ocorreu durante o expediente forense, os policiais imediatamente se dirigiram com a criança e a substância entorpecente ao gabinete do Ministério Público no Fórum local. Que providências deve adotar o(a) Promotor(a) de Justiça? Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Considerando a jurisprudência predominante no Superior Tribunal de Justiça, responda, justificadamente: a) A prescrição penal é aplicável às medidas sócio-educativas? b) Com o advento do Código Civil de 2002, que considera plenamente capazes os maiores de 18 (dezoito) anos de idade, a liberação compulsória a que se refere o artigo 121, § 5º, do Estatuto da Criança e do Adolescente, permanece aos 21 (vinte e um) anos ou foi antecipada? Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Na atuação em sua Comarca de Entrância Inicial, o(a) Promotor(a) de Justiça toma conhecimento, por intermédio do próprio Conselho Tutelar, que aquele Órgão, durante a madrugada do mesmo dia, realizou o encaminhamento de criança de 02 (dois) anos de idade, que se encontrava sozinha em sua residência enquanto seus pais faziam uso de substâncias entorpecentes em uma praça no centro da cidade, a entidade de acolhimento institucional situada no Município. As condições dos pais, por sua vez, não recomendam o imediato retorno da criança ao ambiente familiar. Diante de tal quadro fático, quais providências devem ser adotadas pelo(a) Promotor(a) de Justiça? Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 72 Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Bernardo e Bianca, casal de namorados,ele com 19 anos de idade e ela com 17 anos de idade, ambos residentes na cidade do Rio de Janeiro, resolvem viajar no dia 10 de maio de 2011 para o litoral fluminense e embarcam no ônibus da Viação Litoral Sul Ltda. com destino a Cabo Frio, aonde iriam se hospedar na casa da tia materna de Bianca. Como medida preventiva, providenciam uma autorização para viajar subscrita apenas pela mãe de Bianca, a qual exibem no momento do embarque. Chegando ao destino, o casal encontra José Carlos, um amigo de infância de Bernardo, que os convida para se hospedar gratuitamente na Pensão Mar Azul Ltda., de sua propriedade, local onde permanecem por três noites. A tia de Bianca, para se eximir de futura responsabilidade, comunica o fato à mãe da adolescente e ao Ministério Público. Que medida(s) você, como Promotor de Justiça, promoveria na esfera judicial? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Quanto ao direito à educação assegurado a crianças e adolescentes pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB, indagam-se: 1- A educação infantil expõe-se, em seu processo de concretização, a avaliações discricionárias da Administração Pública e se subordina a razões de pragmatismo governamental? É possível ao Poder Judiciário determinar sua implementação pelo Estado/Administração? Fundamente nos termos do entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. - Resposta: A) Direito assegurado pelo próprio Texto Constitucional (CF, art. 208, IV). B) Primeira etapa do processo de educação básica. C) É dever do Estado propiciar meios que viabilizem o seu exercício. D) Omissão inaceitável, apta a frustrar, por inércia, o integral adimplemento de prestação estatal que lhe impôs o próprio texto da Constituição Federal. E) Direito fundamental de toda criança, não se expõe a avaliações meramente discricionárias, nem se subordina a razões de pragmatismo governamental. F) É possível ao Poder Judiciário determinar a implementação pelo Estado de políticas públicas constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo. A) O Estado não pode alegar, pois violação do direito não poder ser veiculada pela pessoa que tem o dever de implementá-lo; somente poderá ser alegada, caso queira, por seu titular ou pelo Ministério Público. B) O direito de acesso a ensino próximo à residência cede quando confrontado com o direito ao bom desenvolvimento físico e psicológico do menor e a sua manutenção na escola, conforme disposto no caput e no inciso I do art. 53 do ECA. C) Não se há falar em prevalência, neste caso, do interesse privado sobre o interesse público, uma vez que os direitos estabelecidos no ECA são exemplos clássicos da doutrina para combater a distinção entre direito público e direito privado. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Quais são os princípios legais que regem a medida sócio-educativa consistente em internação, aplicável ao adolescente pela prática de ato infracional? Ministério Público Estadual - MPE-AM - Ano: 2009 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 73 (ECA) - Redija um texto dissertativo a respeito do papel do Ministério Público no Estatuto da Criança e do Adolescente, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: se a proteção da criança e do adolescente interessa à atividade do Ministério Público sob o aspecto coletivo ou individual; se a intervenção do Ministério Público em tema ligado à infância e adolescência deve-se dar como parte ou como fiscal da lei; garantias processuais expressas no Estatuto da Criança e do Adolescente dadas aos membros do Ministério Público, quando atuam. Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Noà diaà Ϯϱ/Ϭϭ/ϮϬϬϵà ;doŵiŶgoͿ,à ͞á.à L.͟à ;ŶasĐidoà eŵà à Ϯϯ/Ϭϴ/ϭϵϵϳͿ,à à todžiĐƀŵaŶo,à à eà ͞B.àà M.͟à;ŶasĐidoà em 15/07/1995, com registro de antecedentes pela prática de atos infracionais ǀioleŶtos,à eŵà ǀiaà púďliĐaà daà CoŵaƌĐaà ͞X͟à ;deàà Vara Única), com unidade de desígnios, previamente ajustados, praticaram ato infracional de elevada gravidade, qual seja, análogo ao crime definido no art. 157, §3º, in fine, do Código Penal (latrocínio). Logo após, foram eles encontrados pela autoridade policial na posse da arma utilizada para ceifar a vida da vítima, bem como do veículo subtraído (o qual foi apreendido), cujo valor aproximado era de R$ 50.000,00. O Promotor de Justiça estava ausente da Comarca, somente naquele dia, devidamente autorizado pela Procuradoria Geral de Justiça. Contudo, o Juiz estava na cidade. Com base em tal hipótese, confirmada a prática do ato infracional, bem como do estado de flagrância e da autoria, pergunte-se: 1) qual(is) o(s) procedimento(s) a ser(em) adotados em relação aos autores do ato?; 2) podem eles ser apreendidos e responder a procedimento para apuração de ato infracional?; podem ser internados provisoriamente?; em caso positivo, onde e por quanto tempo?; 3) quais as medidas, dentre as previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, podem ser aplicadas a eles?; cite pelo menos 4 (quatro), definindo cada uma das citadas. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Tendo em vista a evolução das formas de regulação dos interesses da criança e do adolescente no Brasil, faça um contraponto entre as principais características da doutrina da situação irregular e da doutrina da proteção integral, com menção à existência de diploma(s) legislativo(s) que, na ordem jurídica brasileira, tenha(m) contemplado os preceitos de qualquer uma das duas. - Resposta: A questão posta objetivava verificar se o candidato tinha conhecimento sobre a evolução do tratamento dispensado à tutela da criança e do adolescente no Brasil. Quando solicitava, deste modo, um paralelo, pressupunha que o candidato realizasse um contraponto entre as maneiras de abordar diversas questões pelas doutrinas referidas. Preliminarmente, quando aos marcos legislativos, cumpria destacar que a doutrina da situação irregular foi adotada pelo revogado Código de Menores, ao passo em que a doutrina da proteção integral foi consagrada já pela Constituição de 1988 e, posteriormente, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. À luz da primeira, o "menor" era visto como uma categoria única, em contraposição à subdivisão entre criança e adolescente preconizada pela segunda; ainda, enquanto para aquela o "menor" era visto como decorrência da matéria (criminal e civil), seja por conta do grau de hierarquia objeto de regulação pelo direito, refletindo uma visão patrimonialista das relações familiares fruto da codificação oitocentista, para esta, a criançae o adolescente passam a ser vistos como sujeitos de direitos, dos mesmo assegurados aos adultos, além, Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 74 ainda, daqueles ínsitos à sua condição especial de indivíduos em desenvolvimento. Há, de igual modo, uma diversidade no tratamento dos problemas relacionados à infância e à juventude: enquanto para a doutrina da situação irregular são objeto de atenção apenas os "menores" que se encontrem em situação irregular, abrangendo este conceito os infratores e aqueles que estejam em situação de risco, sem distinção de tratamento entre ambos os casos, os quais, no mais das vezes estão associados a questões econômicas (sinônimo informal entre pobreza e situação irregular), com a doutrina da proteção integral passa-se a diferenciar o adolescente infrator do infante que se encontra em situação de risco, destinando, àqueles, as medidas sócio-educativas e, a estes, as medidas de proteção. Assim é que a institucionalização, que era a regra para a doutrina da situação irregular, misturando em instituições de acolhimento infratores e infantes em situação de risco, passa a ser a exceção na doutrina da proteção integral, que a utiliza apenas como última alternativa e de modo transitório, com a completa separação entre adolescentes infratores e infantes em situação de risco, destinando espaço adequado à aplicação das medidas distintas a cada uma das hipóteses referidas. De igual modo, deveria o candidato destacar que doutrina da proteção integral implica em um alargamento da regulamentação do tema correlato quando comparada com a doutrina na situação irregular, pois ao passo em que, para esta, interessa ao direito apenas o "menor" em situação irregular, para aquela, todo e qualquer criança e adolescente será destinatário da proteção jurídica conferida. Outra marcante alteração diz respeito aos órgãos de atuação na proteção da infância e juventude; isso porque enquanto na vigência do Código de Menores a solução das controvérsias era preponderantemente jurisdicional, pois operacionalizada pelo Juiz de Menores, após a edição da Constituição de 1988 e do ECA, passou a ser de cunho preponderantemente administrativo, sob a fiscalização do Ministério Público, relegada ao Conselho Tutelar e a toda uma rede de proteção formada por instituições públicas e privadas voltadas à proteção integral, somente justificando a atuação judicial quando inviável a sua solução nestas instâncias ou quando relacionada à restrição da direitos fundamentais (aplicação de medida sócio- educativa pela prática de ato infracional ou limitação da convivência familiar nas hipóteses de suspensão ou destituição do poder familiar). Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - O Ministério Público ajuizou, em 10 de março de 2009, representação para imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção à criança e ao adolescente, em face da pessoa jurídica Dance Clube Danceteria Ltda. e em face do empresário Joaquim Paixão. Este havia locado o espaço para uma festa a fantasia aberta ao público e, em fiscalização durante a madrugada, foi constatada no local a presença de 05 adolescentes, com idade inferior a 16 anos, desacompanhados de qualquer dos representantes legais, violando portaria do Juízo. Os adolescentes confirmaram em Juízo estar no local quando foram abordados pelo Comissário da Infância e Juventude e pelos membros do Conselho Tutelar, afirmando ainda que não lhes foram exigidos documentos de identidade na oportunidade do ingresso na danceteria, não existindo qualquer espécie de controle nesse sentido pelos funcionários da danceteria, encarregados da fiscalização no local. O Juízo da Infância e Juventude da Comarca de Resende decidiu pela ilegitimidade passiva de Dance Clube Danceteria Ltda. por cuidar-se de pessoa jurídica, condenando, com fulcro no artigo 258, da Lei nº 8.069/90, o empresário Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 75 Joaquim Paixão ao pagamento de multa no valor equivalente a 10 salários mínimos, convertidos em cestas básicas a serem entregues à entidade de atendimento local. Agiu com acerto o Juízo? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2009 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Ajuizou-se ação visando à adoção de uma criança que havia sido abandonada pelos genitores biológicos desde seu nascimento, em um abrigo municipal. O juiz prolatou a sentença e julgou procedente o pedido de adoção. Houve recurso de apelação, ainda não apreciado pelo órgão competente. Entrementes, o Ministério Público ajuizou ação para destituir o poder familiar daqueles genitores e o autor do pedido de adoção pleiteia o ingresso no processo na condição de assistente litisconsorcial. Manifeste- se. O Juiz, entendendo haver o réu praticado ato de improbidade administrativa, pode aplicar parcialmente as sanções previstas nos incisos do art. 12 da Lei nº. 8.429, de 2 de junho de 1992? RESPOSTA OBJETIVAMENTE FUNDAMENTADA. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Improbidade Administrativa - O Promotor de Justiça pode ser responsabilizado por conduta que configure, ao mesmo tempo, prática de infração penal, prática de ato de improbidade administrativa e prática de falta funcional. Explique (a) de que forma, (b) por quais instrumentos e (c) através de que órgãos se materializa a responsabilização do membro do Ministério Público em cada área indicada. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Imputabilidade - Culpabilidade: definir o conceito de imputabilidade, explicar as principais modalidades de erro de proibição e apresentar as situações concretas de inexigibilidade. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Imputabilidade - DISSERTAÇÃO. CORRELAÇÃO ENTRE A IMPUTAÇÃO E A SENTENÇA. Abordar os seguintes tópicos relacionados ao tema da dissertação: 1. Princípios processuais pertinentes. 2. Emendatio Libelli. 3. Mutatio Libelli. 4. Procedimento do Júri. 5. Transação penal e suspensão condicional do processo. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Integração e Interpretação - DISSERTAÇÃO. Liberdade e controle: a integração e interpretação da lei penal e o juízo de tipicidade. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Lei de Drogas - Em Belo Horizonte, depois de apuração desenvolvida em procedimento investigatório criminal do Ministério Público, foi oferecida denúncia pelos crimes de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro no dia 01/09/2011, porque os denunciados venderam substância entorpecente oriunda do Rio de Janeiro em Belo Horizonte e porque, com o resultado da venda, adquiriram bens nesta cidade. Durante a investigação,houve o sequestro de bens e valores, tendo sido arrecadados um milhão de reais e um veículo importado, adquirido com o dinheiro obtido da venda de um imóvel que, por sua vez, foi comprado com valores do tráfico. A ŵedidaà haǀiaà sidoà defeƌidaà pelaà ͞CeŶtƌalà deà IŶƋuĠƌitos͟,à teŶdoà sidoà oà feitoà distƌiďuídoà paƌaà uma das Varas de Tóxicos da Capital. Junto com a denúncia, foram requeridos a alienação antecipada, o monitoramento telefônico do denunciado João Fumô e a busca e apreensão, Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 76 essas duas últimas diligências, para serem realizadas pelo Ministério Público, com o apoio de agentes policiais lotados na Procuradoria- Geƌalà deà Justiça.à Veioà aà deĐisĆo:à ͞Vistosà etĐ.à áà interceptação telefônica deve ser conduzida pela autoridade policial. Falta legitimidade ao Ministério Público para a diligência. Não existe alienação antecipada, somente o perdimento de bens. Além do que, o crime de lavagem de dinheiro é federal. Indefiro. Remetam-se os autos à Justiça Federal do Rio de JaŶeiƌo.à Eŵà Ϭϱ.Ϭϵ.ϮϬϭϭ.͟à áà puďliĐaçĆoà Ŷoà diĄƌioà oficial ocorreu no dia 06.09.2011. O feito foi recebido na repartição do Ministério Público no diaà Ϭϴ.Ϭϵ.ϮϬϭϭ,à iŶdoà osà autosà Đoŵà ͞ǀista͟à aoà gabinete do Promotor de Justiça no dia 09.09.2011. No dia 13.09.2011 foi lançado o ͞ĐieŶte͟,à deǀolǀeŶdo-se os autos, sendo que no dia 12.09.2011 foi protocolizada petição de embargos na Vara de Tóxicos, alegando-se que não houve fundamentação quanto ao requerimento remanescente. Veio a resposta: ͞Vistosà etĐ.à HĄà iŵpossiďilidadeà juƌídiĐaà doà requerimento de embargos, posto que cabíveis em sede de sentença e não de decisão interlocutória. Além do que, ainda que viáveis, foram manejados a destempo. Não conheço dos eŵďaƌgos.à Eŵà ϭϰ.Ϭϵ.ϮϬϭϭ.͟à áà deĐisĆoà foià publicada em 15.09.2011 no diário oficial e os autos deram entrada na Secretaria das Promotorias de Justiça em 16.09.2011, indo com ͞ǀista͟à aoà Pƌoŵotoƌà deà Justiçaà eŵà 22.09.2011. Como Promotor de Justiça, elabore e arrazoe as eventuais peças processuais, indicando a fundamentação legal e as datas adequadas. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Lei de Drogas - O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) lançou no dia 23 de junho de 2011 simultaneamente em diversas cidades do mundo o Relatório Mundial sobre Drogas 2011 e nele aponta que o Brasil foi em 2009, entre os países das Américas, a principal rota de passagem da cocaína apreendida na Europa. A Lei nº 11.343/06 já trazia em seus dispositivos a meta de atingir os grandes traficantes, sem que se dissemine a prisão dos meros carregadores de drogas ilícitas. A par destas premissasà ĐoŵeŶteà soďƌeà aà ͞açĆoà ĐoŶtƌoladaàdaàpolíĐia͟àdiaŶteàdeàuŵaàsituaçĆoàdeà flagrância, indicando os respectivos pressupostos e fazendo correlação com a teoria dos frutos da árvore envenenada. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Lei de Drogas - Em uma festa na qual se consumia uma grande quantidade de drogas e ĄlĐool,à ͞á͟à Đedeà paƌaà ͞B͟,à aà títuloà gƌatuito,à expressiva dose de cocaína que, rapidamente consumida, provoca-lhe um profundo mal-estar. IŶstadoà à poƌà ͞B͟à à aà à Đhaŵaƌà à uŵà àŵĠdiĐo,à ͞á͟,àà receoso das consequências da presença de um estranho naquele evento festivo, manteve-se iŶeƌte.àPassadoàalguŵà teŵpo,à ͞B͟àǀeŵàaà faleĐeƌà em razão do consumo da cocaína em excesso. À luz das teorias sobre o nexo de causalidade e seu tratamento pelo Código Penal brasileiro, qual o enquadramento típico mais adequado para a ĐoŶdutaàdeà͞á͟?ààFuŶdaŵeŶteàsuaàƌesposta.àà Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Lei de Drogas - O agente que oferece droga ilícita a amigo, de forma eventual e gratuita, para consumo em conjunto, pratica algum ilícito penal? Explique. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Lei de Drogas - Dissertação: Do tráfico deà dƌogasà ;aƌt.à ϯϯà ͞Đaput͟,à daà Leià Ŷ°à 11.343/2006): 1. Objetividade jurídica; 2. Sujeitos ativo e passivo; 3. Objeto material; 4. Consumação e tentativa; 5. Crime de perigo concreto ou abstrato; 6. O conteúdo variado do Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 77 tipoà doà aƌt.à ϯϯà ͞Đaput͟:à uŶidadeà delituosaà e/ouà concurso de crimes. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2007 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Lei de Drogas - Durante um concerto de uma Orquestra Sinfônica na praça principal de uma cidade do interior do Estado, dois grupos de cinco pessoas são flagrados consumindo substância entorpecente (cannabis sativa, vulgo ͞ŵaĐoŶha͟Ϳ.à Foƌaŵà pƌesosà eŵà flagƌaŶteà Geriacildo e Hermitanaldo no primeiro grupo e Clandoristino no segundo grupo, tendo as demais pessoas fugido. Tocante ao primeiro grupo, apurou-se, em sede policial, que Geriacildo foi quem forneceu a droga para o primeiro grupo, que era composto por pessoas desconhecidas, as quais dele adquiriram a droga, mediante pagamento de R$ 50,00 (cinqüenta reais) por ͞tƌoudžiŶha͟.àGeƌiĐiaĐildoàseàfaziaàaĐoŵpaŶhaƌàpoƌà Hermitanaldo, o qual conhecera naquele dia, tendo se prontificado a, em troca de uma comissão de 20% sobre o valor total das vendas, arregimentar interessados na platéia do espetáculo e levá-los até o local onde ficava Geriacildo posicionado. Com eles foram apƌeeŶdidasà ϯϬà ;tƌiŶtaͿà ͞tƌoudžiŶhas͟,à Ƌueà aiŶdaà não havia sido comercializada, bem como a importância de R$ 500,00 (quinhentos reais), provenientes da venda de outras 10 (dez) ͞tƌoudžiŶhas͟.à àPaƌteàdesteàŶuŵeƌĄƌio,à‘$àϭϬϬ,ϬϬà (cem reais), estava em poder de Hermitanaldo, o que confirmava o acerto deles quanto à atividade empreendida naquele dia. Tanto um, como outro, já tinham antecedentes criminais, condenados que haviam sido por furtos cometidos naquela cidade, em decisões anteriores já transitadas em julgado. Tocante ao segundo grupo, ficou apurado que Clandoristino, em verdade, trouxe para o espetĄĐuloà ϱà ;ĐiŶĐoͿà ͞tƌoudžiŶhas͟,à aà fim de consumir com os outros quatro amigos de longa data que conseguiram fugir, porém deixaram cair a droga já preparada em forma de cigarro, que foi apƌeeŶdida,àjuŶtaŵeŶteàĐoŵàaà͞tƌoudžiŶha͟,àaiŶdaà intacta, arrecadada com Clandoristino. Clandoristino era primário e ostentava bons antecedentes, sendo sua vida pregressa plenamente favorável a qualquer benefício penal que se pudesse cogitar, tendo sido esta a primeira vez que o mesmo trouxe droga para oferecer àqueles amigos, o que fez gratuitamente. Esses fatos ocorreram no dia 07 de outubro de 2006. Sendo você o Promotor de Justiça da cidade, comarca de Juízo único, ao receber, no dia 13 de outubro de 2006, os respectivos procedimentos, devidamente concluídos, encartadas todas as peças necessárias à formação da opinio delicti, que providências adotaria em face de Geriacildo e Hermitanaldo, bem como em face de Clandoristino? Explicite, fundamentadamente, sua opinião, classificando as condutas típicas atribuídas a cada um, à luz das normas penais aplicávelàs espécies. É possível a um indivíduo atuar em legítima defesa em favor de um terceiro, quando este consente com a ofensa ao bem jurídico atacado? Ministério Público Estadual - MPE-TO - Ano: 2012 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Lei Maria da Penha - Disserte sobre a Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340/2006), abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: 1- fundamento constitucional e objetivos da referida norma; 2- alcance da citada lei em relação a contravenções penais; 3- necessidade de representação da vítima para a propositura da ação penal pública nos casos de crimes de lesão corporal leve; 4- aplicabilidade da Lei n.º 9.099/1995 aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher. - Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - Quesitos Avaliados Faixa de valor Nota - 1 Apresentação e estrutura textual (legibilidade, respeito às margens e indicação de parágrafos) 0,00 a 0,50 - 2 Desenvolvimento do tema - 2.1 Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 78 Fundamento constitucional e objetivos da Lei Maria da Penha 0,00 a 1,00 - 2.2 Alcance da lei a contravenções penais 0,00 a 1,00 - 2.3 Necessidade de representação da vítima para a propositura da ação penal correspondente 0,00 a 1,50 - 2.4 Aplicabilidade da Lei n. 9.099/1995 aos delitos praticados com violência doméstica 0,00 a 1,00 Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Lei Maria da Penha - Sandra casou-se quando completou 19 anos. O casamento dos sonhos de toda a moça de sua idade. Roberto, recém-formado em engenharia, possuía um emprego promissor. Desde os primeiros anos de união, o casal não parecia ter qualquer problema financeiro. Após três meses da cerimônia, Roberto exigiu que Sandra deixasse a faculdade e se dedicasse exclusivamente ao lar. A partir de então, o marido passou a fazer exigências esdrúxulas e descabidas acerca da higiene da casa, alimentação da família, vestuário da esposa (tipo, cor), limitações de suas saídas e até mesmo regras durante as relações sexuais. Sandra não encontrava apoio familiar, pois, na visão da sociedade, Roberto era o marido perfeito - bem sucedido, bonito, jovem e sociável. Com o passar do tempo, o relacionamento se tornou cada vez mais desgastante e doentio. No entanto, jamais Roberto praticou qualquer tipo de violência física com a esposa. Essa, por sua vez, nutria um medo extremo das atitudes do marido e de suas ĐoŶseƋuġŶĐias.à ͞“íŶdƌoŵeà deà PiƌaŶdello͟.à Percepções. Sensações (Sentidos). Emoções. Valores. Lei. Exponha a situação jurídica do casal diante da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), utilizando-se dos conceitos acima elencados, trazidos à baila pela psicologia jurídica. Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Penas - Qual a natureza jurídica da proibição de freqüentar determinados lugares? Ministério Público da União - MPF - Ano: 2012 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Prescrição e Decadência - Prescrição e decadência. Examine as distinções existentes entre ambos os institutos, a partir de seus efeitos. Enumere, justificando sucintamente, 3 (três) relações jurídicas incompatíveis, pela sua natureza, com os dois institutos. (Responder em até 20 linhas. O que ultrapassar não será considerado). Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Princípios do Direito Penal - As cláusulas mandamentais caracterizadoras dos crimes omissivos impróprios ou impuros, por não terem tipologia própria, violam o princípio da legalidade criminal? de dolo ou de culpa? da co- culpabilidade na fixação da pena? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Princípios do Direito Penal - Qual é a relação entre os conceitos de tipicidade formal e material e o princípio da lesividade? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Prisão - A falta da comunicação à família do preso ou a pessoa por ele indicada (art. 306, caput, do Código de Processo Penal) invalida o auto de prisão em flagrante como peça informativa para fins de denúncia? Justifique. Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Processo e Procedimento - O Juiz Substituto da Vara Federal de XXX indeferiu pedido do órgão do MPF Para homologação de acordo de delação premiada, realizado na fase investigatória, entre o MPF e um dos participes de uma quadrilha para a pratica de crimes de contrabando no município Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 79 local. O juiz utilizou os seguintes argumentos: a) a delação implica redução, exclusão ou limitação da pena, só podendo ser examinada na fase da sentença; b) não ha hipótese legal de formalização da delação ou de sua homologação pelo juízo. Entretanto, o órgão do MPF avalia ser indispensável à reforma da decisão. Elabore a pega aplicável. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Punibilidade - Quais as possíveis conseqüências penais, estabelecidas pelo Código Penal, para o autor de crime, devidamente comprovado, que seja portador de doença mental? Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Penal - Assunto: Transação Penal - Disserte sobre a transação penal prevista no art. 76 da Lei nº. 9.099/95, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: 1) A natureza jurídica e a constitucionalidade da transação penal. 2) A possibilidade da transação penal nos crimes de menor potencial ofensivo de ação penal de iniciativa privada. 3) A natureza jurídica da sentença que acolhe a proposta de transação penal. 4) Consequência para o descumprimento do acordo penal. 5) Aplicação da transação penal na Justiça Eleitoral, na Justiça Militar, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, nas hipóteses de prerrogativa de função e nos crimes ambientais. - Resposta: A Comissão, para totalizar a nota, levou em consideração os seguintes aspectos: 1) O candidato deveria definir a natureza jurídica da transação penal: se ato discricionário, mero acordo de natureza penal, exercício da ação penal ou direito subjetivo do autor do fato; bem como a sua constitucionalidade, à luz do art. 98, I da Constituição Federal e do postulado do devido processo legal, tratando da questão do consenso no Processo Penal e da Justiça Penal negociada. 2) Deveria ser enfrentada a possibilidade da transação penal nos crimes de menor potencial ofensivo de ação penal de iniciativa privada, tendo em vista o princípio da igualdade e os princípios da oportunidade e disponibilidade da ação penal de iniciativa privada. 3) A natureza jurídica da sentença que acolhe a proposta de transação penal teria que ser explicada: se meramente homologatória, absolutória ou condenatória, inclusive do ponto de vista da reincidência, dos antecedentes criminais e dos efeitos civis. 4) Estabelecer qual a consequência para o descumprimentoda transação penal: oferecimento de peça acusatória, execução da sentença homologatória ou homologação do acordo apenas depois do seu efetivo cumprimento pelo autor do fato. Fazer referência ao entendimento sufragado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 5) Igualmente, tratar a respeito da possibilidade de aplicação da transação penal (como instituto benéfico de natureza penal) na Justiça Eleitoral, na Justiça Militar (art. 90-A da Lei n. 9.099/95), nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher (art. 41 da Lei nº. 11.340/2006), nas hipóteses de prerrogativa de função (ação penal originária) e nos crimes ambientais (art. 27 da Lei nº. 9.605/1998). 6) Por fim, foi levado em consideração, nos termos da Resolução nº. 15/2010, do Conselho Superior do Ministério Público do Estado da Bahia, o domínio correto da norma padrão da língua portuguesa e das suas estruturas (adequação vocabular, ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação), bem como a capacidade de exposição do pensamento e o poder de argumentação e de convencimento do candidato. DIREITO PROCESSUAL CIVIL Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 80 Ministério Público Estadual - MPE-SC - Ano: 2012 - Banca: MPE-SC - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Na Comarca, X, de provimento especial (especializada, cível), o Promotor de Justiça Y, recebeu diversas reclamações, no ano de 2006, escritas e orais, reduzindo a termo as últimas, nas quais contavam os inconformados que no ano de 2005 foram procurados por A e B, donos da empresa KK, com sede na cidade X (empresa de"... intermediação, administração, agenciamento e prestadora de serviços auxiliares na intermediação de títulos financeiros), que ofereceram imóveis, a preços convidativos, em um balneário de águas termais. Adquiridos os imóveis oferecidos, dos quais foram mostrados projetos do local, maquetes, etc, a empresa acabou falindo, isto no ano de 2006, sendo imediatamente sucedida pela empresa JJ, também sediada em X, dos mesmos proprietários, todavia, com o acréscimo de que cada adquirente de um imóvel, agora também sócios, teriam que trazer mais três pessoas para o Sistema novo, que estava sendo, a partir de então, instalado. Assim, passaram a denominar o eŵpƌeeŶdiŵeŶtoàdeà͞Cluďeàdasàãguas͟,à eà todosà passavam a possuir títulos do Clube. Relataram que: quem comprasse um título do sistema financeiro administrado pela empresa, somente receberia seu valor, e mais o quádruplo investido, se trouxessem mais três sócios para o empreendimento e, caso isso não ocorresse, não teriam o dinheiro devolvido; que ninguém recebeu os valores, e tão pouco o dinheiro do investimento de volta; que como quase todos da cidade compraram os títulos, não tinham para quem vender. E, ainda, quando foram até o local da localização do empreendimento, não havia nada edificado. Instaurado o Inquérito Civil, os fatos relatados resultaram comprovados, e a investigação se encerrou em junho de 2012. Analisando os fatos, responda: a) o Ministério Público possui legitimidade para ingressar com ação em favor dos lesados? Em caso positivo, qual a ação a ser proposta e quem deve ser demandado? b) qual o local em que a ação será promovida? c) quais os fundamentos, objeto e pedido da ação? d) quais os encaminhamentos extrajudiciais a serem providenciados? e) os fatos relatados foram alcançados pela prescrição? f) qual ou quais soluções podem ser invocadas pelo Ministério Público, para que os lesados possam ser ressarcidos pelo prejuízo do negócio? (NÃO HÁ NECESSIDADE DE ELABORAÇÃO DE PEÇAS, TODAVIA, O/A CANDIDATO/A, DEVERÁ APONTAR DE FORMA MINUCIOSA E FUNDAMENTADA – INCLUSIVE OS DISPOSITIVOS LEGAIS – AS RESPOSTAS ÀS INDAGAÇÕES.) - Resposta: A.1 - Legitimidade MP: arts. 81, III, art. 82, I, art. 129, III da CF; art. 25, art. 25, IV, a da lei 8625/93 e art. 82, VI, b da lei 197/00 - 0,10 pontos - A.2 – Parte passiva da ação: Empresa e sócios – art. 3º, § 1º, art. 30, 36 e 37 do CDC 0,10 pontos - A.3 – Ação: Ação Civil Pública, art. 91 CDC e art. 1º, II da LACP. 0,10 pontos - B - Local da ação: cidade de ocorrência do fato, art 93, I do CDC 0,10 pontos - C - Fundamento, objeto e pedido: a) art. 4º, I, III, VI; art. 6º, IV, V; art. 30, 36 e 37; art. 39, I; Art 51, III, IV, XV, § 1º CDC; b) Liminar – art. 84 CDC e art. 11 e 12 da LACP - Paralisação das vendas - Bens e Conta bancária – Indisponibilidade, e seqüestro – art. 84, § 5º CDC. Imposição de multa diária no descumprimento da liminar – art. 11, LACP. c) Contrapropaganda – art. 60 CDC d) Dispensa custas – art. 18 LACP. e) FRBL – art. 13 da LACP. f) Edital – art. 94 CDC. g) Condenação devolução – Art. 95 e 97 CDC. - 0,80 pontos - D.1 - Encaminhamento Promotoria criminal. 0,05 pontos - D.2 - Comunicação aos órgãos de proteção ao consumidor. 0,05 pontos - E - Análise da prescrição – artigo 27 CDC, não se aplica, pq o fato não está incluído na sessão II – Prescrição do CC. 0,10 pontos - F - Desconsideração pessoa jurídica – art 28, para Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 81 alcançar bens dos sócios. 0,20 pontos - Adequação Técnica, Conteúdo Jurídico, Sistematização Lógica e Nível de Persuasão 0,40 pontos. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Através de representação popular, o Ministério Público Estadual teve conhecimento de que frequentemente os veículos de transporte coletivo público do Município Y vêm se envolvendo em acidentes de trânsito graves e, em consequência, os passageiros são vítimas de lesões irreversíveis e sérias. As 3 (três) empresas concessionárias de serviço público (Alfa, Beta e Gama) submeteram-se a procedimento licitatório nos termos da Constituição de 1988 e atuam desde 2000 no referido Município. Nos contratos de concessões celebrados entre as empresas de transportes coletivos e o ente público, há cláusulas que obrigam as concessionárias, dentre outras, a velar pela segurança dos passageiros, tais como: instalar cintos de segurança, tacógrafo para controle de velocidade e equipamento que permita ao condutor conhecer o número de passageiros por veículo a fim de evitar excesso, etc. Em horário de pico, dispõem os contratos que as empresas se obrigam a disponibilizar o dobro de veículos por linha a fim de atender a maior demanda de passageiros. Do Inquérito Civil Público constam laudos médicos periciais que atestam as lesões graves sofridas pelos passageiros no interior dos veículos de transportes coletivos em razão da falta dos equipamentos de segurança e superlotação. Algumas dessas vítimas perderam a capacidade para o exercício de atividades laborais, temporariamente ou em caráter permanente. Foram realizadas perícias nos veículos acidentados, sendo constatado o descumprimento das cláusulas retro mencionadas por todas as empresas concessionárias. Constatou-se, por derradeiro, omissão do ente público na fiscalização do cumprimento dos contratos. Houve tentativa de ajuste de conduta, sendo que apenas uma das empresas (Gama) se dispôs a firmá-lo. Ao encerrar o Inquérito Civil, oórgão de execução do Parquet em primeiro grau propôs Ação Civil Pública. Pede-se: Redija a peça inaugural da Ação Civil Pública. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Disserte sobre o tema: O TAC (termo de ajustamento de conduta) como um dos resultados do exercício dos poderes investigatórios do Ministério Público na tentativa de obter - na esfera extrajudicial - a solução dos conflitos sociais, na perspectiva da efetivação dos direitos e da igualdade material das pessoas portadoras de deficiência. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Havendo condenação em dinheiro em sede de ação civil pública na defesa dos interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos. A) Para quem deve ser revertido o dinheiro da referida condenação?Justifique. B) Figurando o Ministério Público como autor da ação civil pública, pode o juiz condenar a parte sucumbente em honorários advocatícios em favor do Parquet? E quanto às despesas processuais? C) E se julgada improcedente a ação civil pública, é permitido ao juiz condenar o Ministério Público em custas e honorários advocatícios? Observação: A jurisprudência eventualmente citada deverá ser aquela dominante no Superior Tribunal de Justiça e será avaliada a capacidade de síntese do candidato. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 82 Civil - Assunto: Ação Civil Pública - É possível o pedido de dano moral coletivo nas ações civis públicas ambientais propostas pelo Ministério Público? Qual a posição do Superior Tribunal de Justiça sobre o tema? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Uma associação de proteção aos animais, sediada na cidade do Rio de Janeiro, promoveu ação civil pública visando a proibir a realização de provas de laço em rodeios, realizadas em determinada cidade do interior de São Paulo. Alega a associação autora que tais provas, com frequência, lesionam os animais participantes, causando-lhes dor e chegando a matá-los. A associação autora pode ser considerada parte legítima para propositura dessa ação? Em sua fundamentação leve em conta os requisitos legais de legitimidade e a natureza do bem jurídico protegido. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - É admissível na ação civil pública de responsabilidade por ato de improbidade administrativa a mudança de pólo processual da pessoa jurídica interessada? Justifique, apontando o fundamento legal. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - O Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, ajuizou Ação Civil Pública, com pedido de ressarcimento do erário, em face do ex-Prefeito MuŶiĐipalàeàdaàeŵpƌesaà͞XàIŶdústƌiaàeàCoŵĠƌĐio͟,à ao fundamento de gastos com contratação ilegal de serviços visando à construção de uma ponte. O MM. Juiz de Direito da comarca acolheu a preliminar de ilegitimidade ativa do Ministério Público para a defesa do patrimônio público e julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do art. 267, VI, do CPC. Uma das Câmaras Cíveis do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por votação unânime, deu provimento ao apelo ministerial para determinar o prosseguimento da ação. Essa decisão desafiou a interposição de Recursos Especial e Extraordinário, os quais foram inadmitidos por decisão do Desembargador Primeiro Vice- Presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, objeto da interposição de Agravos de Instrumento. Como os apelos excepcionais não têm efeito suspensivo (art. 497 do CPC), a Procuradoria-Geral de Justiça requereu a expedição de Carta de Sentença para que a ação civil pública pudesse ter prosseguimento, nos termos do artigo 587 do CPC. Requerido o prosseguimento do feito no Juízo a quo, o MM. Juiz de Direito, embora reconhecendo a ausência de efeito suspensivo dos recursos excepcionais interpostos, indeferiu o pedido de prosseguimento da ação, ao argumento de que ͞iŶedžisteà oà Ƌueà seà edžeĐutaƌà pƌoǀisoƌiaŵeŶteà nestes autos.Essa decisão foi confirmada, por unanimidade, pela mesma Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que havia julgado a apelação, agora em sede de Agravo de Instrumento interposto pelo Ministério Público. Inconformado com esse resultado, o Parquet ajuizou medida judicial no Supremo Tribunal Federal. Eis os fatos. Deverá o candidato, atuando como se fosse o representante do Ministério Público, elaborar a peça processual pertinente. Frise-se que a peça processual, para a qual se deinsa o relatório, não poderá ser assinada, tampouco identificada. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Considerando a previsão do art. 5º, § 6º, da Lei Federal nº 7.347/1985, com redação dada pela Lei Federal 8.078/1990, sobre a possibilidade de Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 83 celebração de termo de compromisso de ajustamento de conduta às exigências legais, pede-se ao candidato que discorra, de forma sucinta, sobre esse importante instrumento de composição extrajudicial visando à adequação da conduta de pessoas jurídicas e/ou físicas às normas legais, abordando especificamente: 1) Natureza jurídica; 2) Objeto; 3) Legitimidade; 4) Aspectos formais que devem ser observados; 5) Efeitos do termo de ajustamento de conduta; 6) A mutabilidade do compromisso de ajustamento de conduta; 7) Publicidade; 8) Execução. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - O ato ou contrato administrativo anulado em ação civil pública por improbidade administrativa ou em ação popular produz, ou pode produzir, efeitos jurídicos? Justifique, exemplificando. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - O arquivamento do Inquérito Civil, devidamente homologado pelo Ministério Público, impede a propositura da ação civil pública por eventuais interessados? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Órgãos estatais sem personalidade jurídica própria, empresas públicas, autarquias, sociedades de economia mista e fundações privadas estão legitimados a celebrar termo de ajustamento de conduta de que trata a Lei da Ação Civil Pública? Fundamente. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Sobre o compromisso de ajustamento de conduta ;͞TáC͟ͿààpƌeǀistoàŶoàaƌt.àϱº,à§àϲº,àdaàLeiàϳ.ϯϰϳ/ϴϱ,àresponda justificadamente: a) É possível se alcançar tutela inibitória por meio do TAC? b) É possível a concessão de direito material ambiental por parte do órgão público legitimado à celebração do TAC? c) É possível a ocorrência de celebração de TAC preliminar (que não contemple a resolução integral da questão controvertida)? d) Há fundamentação legal e interesse de agir por parte do Ministério Público, enquanto compromitente, para requerer a homologação judicial de um TAC celebrado originariamente no bojo de um inquérito civil público? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Considerando que o sistema jurídico em vigor permite nas ações civis públicas tanto a concessão de medida liminar como de antecipação de tutela, responda: a) Aponte os fundamentos jurídicos dessa assertiva e/ou discuta sua correção. b) Através de exemplos práticos identifique uma hipótese em que seria mais apropriado (conveniente e oportuno) o pedido de medida liminar e uma em que o seria o de antecipação de tutela. c) O pedido de antecipação de tutela ou de medida liminar vincula o juiz? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Dissertação: Do inquérito civil: 1. Conceito e valor jurídico: natureza jurídica, princípios jurídicos aplicáveis. 2. Da instauração: objeto, formalidades, prazos, procedimento preparatório. 3. Da instrução: princípios fundamentais da atividade investigatória do Ministério Público, poderes instrutórios, produção das provas em espécie, audiência pública. 4. Do compromisso de ajustamento. 5. Do encerramento: propositura da ação, recomendações, arquivamento, desarquivamento. 6. Recursos. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 84 Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - Ao celebrar o Compromisso de Ajustamento de Conduta, o Promotor de Justiça deve sempre exigir que o compromitente assuma obrigações idênticas às que seriam objeto da pretensão exposta em eventual ação civil pública a ser por ele proposta acerca dos mesmos fatos? RESPOSTA OBJETIVAMENTE FUNDAMENTADA. Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - Banca: MPRS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Civil Pública - O Ministério Público promoveu Ação Civil Pública pleiteando a transferência das instalações de estabelecimento industrial para local adequado a fim de proteger recursos hídricos e vegetais ali existentes. Para tanto, postulou a inversão do ônus da prova, carreando à demandada a obrigação de provar desempenho de atividade não perigosa e não poluidora. Responda, com objetividade, aos seguintes questionamentos, utilizando fundamentos teóricos expostos na doutrina pátria especializada e na jurisprudência das Cortes Estaduais e dos Tribunais Superiores, referindo os respectivos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais, se houver, sem transcrevê-los: O ordenamento jurídico pátrio autoriza o pedido de transferência de instalações de estabelecimento industrial? Há óbices a esse pedido que podem ser opostos pela demandada? É viável, no ordenamento jurídico pátrio, a inversão do ônus da prova pleiteada? Em caso positivo, quais os princípios ambientais que autorizam a medida? O ordenamento jurídico pátrio autoriza o Ministério Público a promover Ação Civil Pública tendo como causa de pedir a inconstitucionalidade de legislação urbanística aprovada sem assegurar a participação popular, alterando disposições do Plano Diretor e das diretrizes gerais de ocupação do território que tratam de zoneamento, com a finalidade de beneficiar determinado grupo de pessoas? Responda, com objetividade, utilizando fundamentos teóricos expostos na doutrina pátria especializada e na jurisprudência das Cortes Estaduais e dos Tribunais Superiores, referindo os respectivos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais, se houver, sem transcrevê-los. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação e Jurisdição - Discorra sobre a ação negatória, abordando - de forma objetiva - a natureza, a finalidade, os requisitos e o rito dessa modalidade de ação. Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação e Jurisdição - Correlacione os institutos da ação rescisória e da ação anulatória, apontando suas semelhanças e diferenças, mormente no que tange às hipótese de cabimento, juízo competente, legitimidade ativa e passiva, prazo para propositura das ações, depósito inicial e respectivas situações de dispensa. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Popular - O cidadão VIVALDINO PROPÍCIO ILUMINADO, inconformado com a referida instituição de pensão vitalícia a ex-Prefeito Municipal, ajuizou ação popular visando a restituição dos valores recebidos por dois ex-Prefeitos, aduzindo, incidentalmente, a inconstitucionalidade da referida regra. Alega que o dispositivo questionado ofende os seguintes artigos da Constituição Federal: art. 22, inc. XXIII, porque estaria dispondo sobre seguridade social; 37, caput, por afronta ao princípio da moralidade; . art. 37, inc. XIII, porquanto equipararia a pensão gratuita e vitalícia, a ser concedida a ex detentor do cargo de Prefeito Municipal, ao subsídio percebido pelo Chefe do Poder Executivo Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 85 Municipal; art. 195, § 5º, uma vez que criaria benefício da seguridade social sem a correspondente fonte de custeio social, e, art. 201, § 1º, na medida em que estaria adotando requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos beneficiários do regime geral de previdência social, ao conceder ͞aposeŶtadoƌiaà aà Edž-Prefeito atualmente suďŵetidoàaoàƌegiŵeàgeƌalàdeàpƌeǀidġŶĐiaàsoĐial.͟à Diante disso requereu: a) sejam anulados ou declarados nulos os atos lesivos ao patrimônio público e/ou à moralidade pública; b) sejam restituídos aos cofres públicos os valores percebidos pelos ex-Prefeitos Municipais a título de pensão vitalícia. Sem analisar as questões processuais, e, dispensado o relatório, formule PARECER acerca da questão de mérito. Ministério Público da União - MPDFT - Ano: 2009 - Banca: FESMPDFT - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Popular - CLAMOROSO de TAL, cidadão, ingressou com AÇÃO POPULAR, junto a 30o Vara de Fazenda Publica do DF, contra FULANO, Secretario de Estado do DF, pelo ato de compra de medicamentos sem licitação, o que, ao seu ver, importou em prejuízo ao erário publico, visto que importou em despesa realizada por meio de indevida dispenses de licitação e ainda sem a necessária pesquisa de prego e qualidade que garantisse a proteção ao interesse publico. O autor pugnou pela suspensão da execução do contrato de compra e venda, por meio de liminar, pela citação do réu e pela produção de todas as provas em direito admitidasno momento processual adequado. O Juiz oficiante, em decisão interlocutória, indeferiu a liminar, diante da natureza dos serviços contraídos, e determinou a cita Gao do réu. Citado, o réu alegou na contestação, em preliminar, a incompetência absoluta do Juízo da Fazenda Publica, em face de sues prerrogativa de função. Ainda em preliminar, o réu alegou que o autor não demonstrou sua legitimidade ativa, eis que apenas estava postulando em juízo por ser do partido de oposição Co governo e não tinha nada de concreto contra a gestão do Sr. Secretario e, por fim, a litispendência da ação em relação a um mandado de segurança impetrado em outra Vara de Fazenda Publica, por empresa interessada na contratação, na qual a impetrante impugna a dispensa de licitação havida. No mérito, o réu alegou que não houve prejuízo ao erário, pois a verba utilizada para pagamento proveio de um convênio com o Ministério da Saúde, em razão do político de proteção aos doentes crônicos. Alegou, ainda no mérito, que a dispensa da licitação foi baseada em emergência, vez que não tinha havido, tempo hábil para concluir procedimento licitatório e o contrato anterior que garantia a prestação do serviço estava com a validade expirada. Explicou que o serviço em questão era de aquisição de medicamentos. Em replica, o autor repisou a inicial. Apos a replica, o Juiz abriu vista as partes para especificação de provas. A parte autora, que já tinha juntado os documentos, relativos a contratação, com a inicial, pugnou pela oitiva de um dos servidores da secretaria de Estado, que atuou no processo de dispensa da licitação. A parte re, que já tinha juntado documentos com a contestação, afirmou não ter outras provas a produzir. O feito foi encaminhado ao Ministério Publico, o qual requereu a juntada do instrumento de convenio aludido pelo réu, bem como a intimação da União Federal para declinar seu possível interesse no feito. Intimada, a União declarou que o repasse de verbas para o DF estava previsto em lei, e não em convenio, e que a partir de tal repasse, o DF tinha toda a autonomia para realizar as despesas previstas na lei para viabilizar o atendimento medico a população. Dessa forma, a União declarou não ter interesse em intervir no feito. Novamente os autos retornaram ao Ministério Publico para intervenção. Pede-se o candidato que elabore a manifestação ministerial sobre o caso acima descrito, abordando necessariamente Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 86 os seguintes aspectos: 1 - cumprimento dos requisitos para formação válida da relação processual; e 2. Providencias processuais necessárias ao deslinde da questão. Esclarece-se que esta dispensado o relatório, pois o relatório e a própria questão apresentada. Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Rescisória - Correlacione os institutos da ação rescisória e da ação anulatória, apontando suas semelhanças e diferenças, mormente no que tange às hipótese de cabimento, juízo competente, legitimidade ativa e passiva, prazo para propositura das ações, depósito inicial e respectivas situações de dispensa. Ministério Público Estadual - MPRS - Ano: 2008 - Banca: MPRS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação Rescisória - A empresa X Ltda. ajuizou demanda, objetivando ver-se desobrigada de pagar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e Serviço de Comunicação (ICMS) em relação a determinadas operações, sustentando, para tanto, a inconstitucionalidade do dispositivo legal que instituíra tal cobrança. Em primeiro grau de jurisdição, a demanda foi julgada improcedente, em decisão que restou confirmada no julgamento do recurso de apelação que a parte autora, tempestivamente, interpôs, sendo orespectivo acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul publicado no mês de março de 2005. Consignou o referido acórdão que, malgrado controvertido o tema, ensejando interpretações divergentes dos diversos Pretórios do país e, inclusive, de órgãos fracionários do próprio Tribunal de Justiça, o entendimento sedimentado naquela Câmara julgadora era o de que a exigência tributária discutida seria efetivamente constitucional, razão pela qual a demanda deveria ser julgada improcedente. Sobreveio, então, a interposição tempestiva e formalmente adequada de Recurso Extraordinário pela parte autora para o Supremo Tribunal Federal, recurso ao qual o Presidente do Tribunal de Justiça negou seguimento, ao fundamento de que a decisão recorrida estaria em estrita conformidade com a Constituição Federal, não havendo falar, assim, em violação à Carta Magna. O do Presidente do Tribunal de Justiça foi publicado no mês de março de 2006, tendo a parte autora, então, interposto, em face da inadmissão do Recurso Extraordinário, agravo de instrumento para o Supremo Tribunal Federal, No Supremo Tribunal Federal, o Ministro relator, mediante decisão monocrática, não conheceu do agravo de instrumento, em razão da ausência, no respectivo instrumento, de peça essencial, qual seja, cópia da procuração outorgada ao advogado da parte recorrente. Seguiu-se tempestivo agravo regimental, novamente interposto pela parte autora, ao qual aTurma julgadora negou provimento, ratificando os fundamentos constantes da decisão monocrática recorrida, publicando-se o respectivo acórdão no mês de outubro de 2008. Por fim, contra o referido acórdão – que negou provimento ao mencionado agravo regimental –decisum nenhum recurso foi interposto, baixando os autos à origem, onde, após o recolhimento das custas e honorários advocatícios devidos, foram arquivados no mês de março de 2009. Entrementes, em sessão plenária realizada no mês de outubro de 2009, o Supremo Tribunal Federal, julgando Recurso Extraordinário interposto em caso semelhante, em que se discutia a mesma matéria, finalmente fixou o entendimento de que as exigências tributárias em questão eram, efetivamente, inconstitucionais. Em janeiro de 2010, decide-se a empresa X Ltda. pelo ajuizamento de ação rescisória. Diante disso e tomando por base o relato acima, pergunta-se: 3.1) qual seria,em tese, a decisão rescindenda? Justifique sua resposta. 3.2) qual órgão do Poder Judiciário seria Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 87 competente, em tese, para processar e julgar a referida ação rescisória? Justifique sua resposta. 3.3) em janeiro de 2010, já estaria, no caso, consumada a decadência do direito de ajuizar ação rescisória? Justifique sua resposta. 3.4) considerando que, à época do julgamento da apelação interposta nos autos de origem, existia séria e fundada controvérsia jurisprudencial a respeito da matéria discutida nos autos, seria admissível, no caso, a ação rescisória? Justifique sua resposta. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2010 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Direitos de Família - Do namoro entre Paulo e Renata foi gerado o menino A.Y.Z., nascido em 5 de outubro de 2006. o namoro, Paulo iniciou um novo relacionamento amoroso e se casou. Em 2009, diante da pouca ajuda financeira recebida do pai,o menor A.Y.Z., representado por sua mãe, ajuizou no Foro da Comarca de Montes Claros ação de alimentos contra Paulo, tendo o meritíssimo Juiz fixado, liminarmente, alimentos provisórios. No curso da ação, o menor e a sua mãe, por estarem enfrentando dificuldades financeiras, mudaram- se para o município de Belo Horizonte e passaram a residir com parentes, ocasião em que - já transcorridos seis meses desde a fixação dos alimentos provisórios, sem que a decisão judicial tivesse sido cumprida - o alimentando ajuizou ação de execução no Foro de seu novo domicílio (Belo Horizonte), pleiteando a citação do executado para que efetuasse o pagamento da dívida, sob pena de prisão civil (medida coercitiva restrita às três últimas prestações vencidas) e de penhora (medida destinada ao recebimento do restante da dívida e daquelas parcelas que não forem quitadas com a ameaça de prisão). Citado pelo correio, o devedor apresentou exceção de pré-executividade, peça na qual arguiu as seguintes teses de defesa: 1- incompetência do juízo, ao argumento de que a execução deveria ser processada no Foro da Comarca de Montes Claros, nos termos do artigo 575, II, do CPC; 2- nulidade da citação, visto que teria sido realizada pelo correio, com afronta ao aƌtigoàϮϮϮ,à͞d͟,àdoàCPC;àϯ- a execução que sujeita o devedor à prisão civil só tem lugar quando a ação tiver por objeto alimentos provisionais (art. 733 do CPC), não sendo cabível a medida coercitiva se o débito estiver relacionado com alimentos provisórios, como in casu; 4- a primeira parcela dos provisórios pode ser exigida somente a partir do 30º dia depois da citação feita na ação em que os alimentos foram fixados, e não a partir da data da citação. Logo, o débito cobrado pelo exequente, calculado desde a citação, deve ser refeito. Depois de ouvido o exequente, os autos foram com vista ao Ministério Público. Pois bem. Levando em consideração esse relato e atuando como se fosse o representante do Ministério Público no feito, deverá o candidato, de forma objetiva - dispensando-se o relatório -, elaborar a peça processual apropriada para o caso, a qual - cabe frisar - não poderá ser assinada, tampouco identificada. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Execução - ͞á͟àajuízaà ação de execução para entrega de coisa incerta, constante de título executivo extrajudicial, em faĐeà deà ͞C͟,à à Ŷoà à Ƌualà à ƌeƋueƌà aà à eŶtƌegaà à doàà produto rural representado noàtítulo.à͞C͟àpƌopƀsà embargos à execução, afirmando que não é responsável pela entrega do produto, tendo em vista que endossou a referida cédula rural. Requereu a declaração da inexigibilidade da obrigação. Os embargos foram julgados procedentes para declarar a inexigibilidade da oďƌigaçĆoàdeàeŶtƌegaƌà Đoisaà iŶĐeƌta.à ͞á͟,à ŶĆoà seà conformando com a sentença, interpôs recurso de apelação, sustentando, que, nos termos do art. 622 do CPC, o depósito da coisa é requisito para a admissibilidade dos embargos à execução, já que a entrega de coisa incerta fundada em título extrajudicial, possui disciplina específica Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 88 dentro do Código de Processo Civil. Dessa forma, os embargos não poderiam sequer ser recebidos, pois não houve o deposito da coisa. Por outro lado, determina os artigos 621 e 622 do CPC a necessidade de depósito da coisa para a apresentação de embargos. PERGUNTA-SE: Diante da introdução da Lei 11.382/2006, no atual quadro jurídico, continua a prevalecer à obrigação da segurança do juízo como condição de admissibilidade dos embargos na execução extrajudicial para entrega de coisa? Responda de forma fundamentada. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Execução - O Ministério Público tem legitimidade para acionar Agente Político para repetir subsídios por este percebidos e julgados indébitos pelo Tribunal de Contas do Estado? Em caso afirmativo, que tipo de ação deve ser proposta e sob qual fundamento jurídico? Fundamentar. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Execução - Em ação de execução de obrigação de fazer, o exequente pode requerer ao juiz que o fato devido seja prestado por terceiro, a custa do interessado devedor condenado, em face dos artigos 620, 634 do Código de Processo Civil e 249 do Código Civil? Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Execução - Justifique a assertiva que segue, referindo os principais fuŶdaŵeŶtosà Ŷoƌŵatiǀosà daà ƌespostaà dada:à ͞áà tutela específica dos direitos implica a atipicidade dosàŵeiosàedžeĐutiǀos͟.àà - Resposta: A redação dada ao art. 461 do CPC evidencia a orientação do sistema processual civil brasileiro - repetindo a disciplina que já fora dada pelo art. 84 do CDC e que, de resto, revela- se uma tendência geral das legislações processuais contemporâneas - no sentido de privilegiar a tutela específica do direito, atribuindo caráter subsidiário à tutela pelo equivalente pecuniário (art. 461, § 1º), nos casos em que é impossível a tutela específica ou, ainda, quando seja este o pedido do demandante. A técnica expropriatória, vinculada à execução por quantia e à tutela pelo equivalente pecuniário cede espaço a outras técnicas voltadas à tutela específica do direito, ou seja, aderentes ao direito posto em causa. Diferentemente do que ocorre com a execução por quantia, na qual a alienação coativa de bens do executado constitui a técnica hegemônica cujo regramento é dado de forma minudente pelo legislador - daí sua marcante tipicidade -, no cumprimento das decisões mandamentais e executivas (art.475-I combinado com os arts. 461 e 461-A do CPC) cabe ao juiz, com o necessário diálogo com as partes, determinar a técnica que de forma mais eficiente e equilibrada proporcione a tutela do direito. Não por outra razão o art. 461, § 5º traz rol ŵeƌaŵeŶteà exeŵplifiĐativoà ;͞ŵedidasà taisà Đoŵo...͟ͿàdasàtĠĐŶiĐasàpassíveisàdeàutilização,àdeà ofício ou a requerimento, e que constituam ͞ŵedidasà ŶeĐessĄƌias͟à paƌaà aà oďteŶçãoà doà resultado prático desejado. A liberdade de eleição dos meios executivos e a possibilidade mesmo de configuração (determinação ope juidicis e não ope legis) de técnica que proporcione a tutela adequada e tempestiva do direito considerado em sua especificidade, de acordo com as circunstâncias do caso concreto, é a característica que permite vincular a idéia de atipicidade dos meios executivos à tutela específica dos direitos. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Execução Fiscal - Que razões autorizam o executado a se valer da exceção de Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 89 pré-executividade e que matérias podem ser deduzidas nessa ocasião? A apresentação da exceção de pré-executividade impede a interposição de embargos à execução? Justifique suas respostas. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Processual Civil- Assunto: Inquérito Civil - Ao assumir as funções na sua Comarca, no mês de abril de 2011, o(a) Promotor(a) de Justiça se deparou com inquérito civil, instaurado pelo antecessor em maio de 2005, para apurar notícia formulada em face de ex-Vereador, o qual renunciou ao mandato no mesmo ano (2005). Os fatos noticiados (e comprovados) revelaram que, entre os anos de 2003 e 2004, quando exercia a função legislativa, o citado Vereador se apropriou de parte da remuneração que era destinada a servidores nomeados para cargos em comissão em seu gabinete na Câmara Municipal. O(A) Representante do Ministério Público, no curso da instrução do inquérito civil, constatou que o Vereador, em razão dos referidos fatos, já havia sido denunciado criminalmente por ter incorrido na prática do delito descrito no artigo 312 do Código Penal, combinado com o artigo 71 do mesmo diploma legal, bem como já havia ressarcido integralmente os cofres públicos. Assim, tendo em conta os fatos supra descritos, considerando as disposições das Leis n.º 7.347/85 e 8.429/92 e, ainda, da Resolução n.º 1.928/2008, da Procuradoria-Geral de Justiça, na condição de Promotor(a) de Justiça da Comarca, lavre a peça que representa a melhor solução para o desfecho do inquérito civil em curso, fundamentando-a com base nos dispositivos legais pertinentes. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Litisconsórcio - No que concerne ao litisconsórcio, responda: (a) admite-se o litisconsórcio facultativo ulterior no sistema processual brasileiro? (b) em se tratando de litisconsorte ativo necessário e não havendo a concordância de todos os litisconsortes para se propor determinada ação, poderia um deles, sozinho, ajuizá-la? (c) se a parte for litisconsorte do MP, gozará do mesmo prazo para resposta? (d) pode-se dizer que a concessão de prazo em dobro aplica-se sem exceção? De forma objetiva, fundamente todas as respostas. Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Litisconsórcio - Etimologicamente, litisconsórcio significa litigar em consórcio com outrem. Em termos técnicos, traduz a reunião de duas ou mais pessoas na condição de autor e/ou de réu num processo. Acerca do tema acima proposto: a) indique quais são as espécies de litisconsórcios contemplados na legislação processual civil, explicando-os; b) está consagrado, no ordenamento pátrio, o litisconsórcio ativo necessário? Justifique. c) como se dá a contagem de prazos para os litisconsortes? d) no caso de apenas um dos litigantes sucumbir, de que forma deverá ser computado o prazo recursal? Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Litisconsórcio - Etimologicamente, litisconsórcio significa litigar em consórcio com outrem. Em termos técnicos, traduz a reunião de duas ou mais pessoas na condição de autor e/ou de réu num processo. Acerca do tema acima proposto: a) indique quais são as espécies de litisconsórcios contemplados na legislação processual civil, explicando-os; b) está consagrado, no ordenamento pátrio, o litisconsórcio ativo necessário? Justifique. c) como se dá a contagem de prazos para os litisconsortes? d) no caso de apenas um dos litigantes sucumbir, de que forma deverá ser computado o prazo recursal? Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 90 Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Mandado de Segurança - Emita parecer na qualidade de Procurador de Justiça, em exercício no Pleno do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, nos autos de mandado de segurança – Processo nº 2010/2010, com as características abaixo indicadas. Túlio, ex-Delegado de Polícia impetrou, em 20.04.2010, mandado de segurança contra ato do Governador do Estado da Bahia, que o demitiu, em 18.02.2010, após o devido processo disciplinar no qual ficou constatada a prática de tortura, alegando nulidade por cerceamento de defesa ou por excesso na punição. Alega que, malgrado tenha se defendido pessoalmente, no processo disciplinar, a ausência de designação de advogado para sua defesa técnica ofendeu a garantia constitucional da ampla defesa. Por outro lado, sustenta que houve excesso na punição porque só foi demonstrada ofensa física praticada pelo Agente Policial Adamastor, que estava em serviço na Delegacia da Cidade, no dia da prisão da vítima, mas nada foi provado que configurasse conduta pessoal do impetrante na prática de ato de violência, possuindo ele conceito excelente nos registros de sua vida funcional. A autoridade coatora prestou informações, defendo a legalidade do ato, seja do ponto de vista formal, seja da adequação da punição. Segundo o Governador do Estado da Bahia, ao impetrante foi expressamente garantida a oportunidade de designar advogado, preferindo ele sua defesa pessoal, já que é bacharel em direito. Em todas as fases do processo disciplinar, atuou com desenvoltura, requerendo provas, contraprovas, inclusive inquirindo testemunhas e pedindo a requisição de documentos. Em momento algum, ao longo do processo disciplinar, alegou a necessidade de indicação de advogado. Sua defesa está completa e tecnicamente bem fundamentada. Não há nulidade alguma. Ademais, sustenta a autoridade coatora que existe previsão legal no Estatuto dos Servidores Civis do Estado da Bahia, da pena de demissão em caso de ofensa física, em serviço, a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem. Neste caso, ficou devidamente demonstrado pelas provas produzidas no processo disciplinar que o impetrante estava em serviço na mesma Delegacia que o Agente Policial Adamastor, que praticou os atos de violência, concluindo a Comissão Apuradora que, apesar de não ter praticado pessoalmente o ato de tortura, com ele aquiesceu. A pena estaria em conformidade com a gravidade da infração cometida, malgrado o reconhecimento da excelente vida funcional do servidor. - Resposta: Espera-se que o concursando seja capaz de emitir opinativo em forma de parecer e cujo conteúdo esteja conforme as regras constitucionais e legais aplicáveis. Segundo a Súmulaà ViŶĐulaŶteà Ŷºϱ,à doà “TF,à ͞aà faltaà deà defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a CoŶstituição͟.à Esteà eŶuŶĐiadoà deveà seƌà interpretado em consonância com o art.5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal, segundo os quais, é a todos assegurado o devido processo legal, e aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, a ampla defesa e o contraditório. Anote-se que o art.233 da Lei Estadual nº 6.677/94 atribui direito de constituir advogado, devendo ser interpretado em sintonia com as regras constitucionais acima, bem assim com a Súmula Vinculante nº 5, do STF. Disso decorre que se o Impetrante, bacharel em direito, apresentou pessoalmente defesa em todas as fases do processo administrativo, produzindo prova e contraprova, a ausência de advogado não gera invalidade do processo. Além disso, não houve demonstração pelo Impetrante de qualquer prejuízo para sua defesa, o que afasta, por si só, a declaração de nulidade, pois, como se sabe, é princípio geral de Questões Discursivas– www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 91 direito que não há nulidade sem prejuízo – pas de nullité sans grief! A preliminar de mérito de nulidade do processo por cerceamento de defesa merece ser rejeitada. No mérito, igualmente, a impetração não merece acolhimento, pois é falta disciplinar capaz de gerar demissão, à luz da regra do art.4º, IX, da Constituição do Estado da Bahia. Neste caso, o Impetrante alega excesso de punição porque só foi demonstrada ofensa física praticada pelo Agente Policial Adamastor, que estava em serviço na Delegacia da Cidade, no dia da prisão da vítima, mas nada foi provado que configurasse conduta pessoal do impetrante na prática de ato de violência. Já a Comissão Apuradora entendeu que, apesar de não ter praticado pessoalmente o ato de tortura, com ele aquiesceu. A pena estaria, portanto, em conformidade com a gravidade da infração cometida, malgrado o reconhecimento da excelente vida funcional do servidor. A questão envolve exame do âmbito de responsabilidade disciplinar de Delegado da Polícia Civil baiana, que se submete à regra do art.4º, IX, da Constituição do Estado da Bahia, seguŶdoà aà Ƌual:à ͞ĐoŶstituià iŶfƌaçãoà disĐipliŶaƌ,à punível com a pena de demissão a bem do serviço público, a prática de violência, tortura ou coação contra os cidadãos, pelos agentes estaduais ou municipais͟.à Oà IŵpetƌaŶteà aquiesceu com tortura praticada por outro servidor público na mesma delegacia e no mesmo dia em que estava de serviço, malgrado não ter ele mesmo praticado a ofensa física. A Constituição Federal proíbe que qualquer pessoa seja submetida a tortura (art.5º, III) e estabelece que certos crimes, entre os quais o de tortura, serão considerados pela lei como inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia, e, ainda, que pode eles responderão os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitiram (art.5º, XLIII). A Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, da ONU, de 1984, ratificada pelo Brasil, ao definir o termo tortura, estabelece que designa qualquer ato pelo qual uma violenta dor ou sentimento, físico ou mental, é infligido intencionalmente a uma pessoa, inclusive quando imposto por um funcionário público ou por outra pessoa atuando no exercício de funções públicas, ou ainda por instigação dele ou com o seu consentimento ou aquiescência. Por sua vez, o art.1º, da Lei nº 9.455/97 define como crime de tortura submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo, incorrendo na mesma pena quem submete pessoa presa a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal,àe,àaiŶda,àƋueàĐoŵeteàĐƌiŵeà͞aƋueleàƋueàseà omite em faĐeà dessasà ĐoŶdutas͟à ;aƌt.ϭº,à §ϮºͿ.à Diante de tais regras, parece que não pode haver dúvida de que o Impetrante responde pela sua aquiescência ou omissão frente a um condenável ato de tortura de uma vítima presa sob a guarda da delegacia onde estava trabalhando, naquele dia, sendo indiferente para a punição, diante da gravidade da falta, sua vida funcional sem máculas pretéritas. Além disso, o art.192, VII, do Estatuto do Servidor Civil do Estado da Bahia – Lei Estadual nº6.677/94, - que se aplica aos Delegados por ordem do art.27, da Lei Estadual nº 3.374/75 -, estabelece que é falta disciplinar capaz de gerar demissão: ofensa física, em serviço, a servidor ou particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem. Daí porque o parecer deve apontar para a denegação da segurança. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2011 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Mandado de Segurança - O impetrante pode, a qualquer tempo, desistir da ação de mandado de Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 92 segurança? Há necessidade de aquiescência do impetrado? Fundamente. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Mandado de Segurança - Candidato aprovado em concurso público impetrou mandado de segurança visando: sua nomeação e posse no cargo pelo Estado do Paraná e; pagamento imediato de todos os salários que deveria ter recebido desde a homologação do resultado final do concurso. A liminar ordenou: que a autoridade coatora nomeie e dê posse imediatamente ao impetrante; o imediato pagamento dos salários a que o impetrante faria jus desde a homologação do resultado final do concurso. Como representante do Ministério Público do Estado do Paraná, emita parecer sintético exclusivamente acerca dos aspectos processuais (a) dos pedidos formulados pelo impetrante e (b) da liminar concedida no mandado de segurança. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Mandado de Segurança - Irresignada com determinado ato administrativo, contra o qual era previsto recurso administrativo com efeito suspensivo no prazo de 15 (quinze) dias, ADRIANA dispensou o recurso e impetrou mandado de segurança no qual postulou a anulação do referido ato. Pergunta-se: a) É cabível a impetração nessa hipótese ? b) Poderia ADRIANA ter oferecido o recurso administrativo e impetrado o mandado de segurança concomitantemente ? c) Pode o juiz julgar o mandado de segurança sem o parecer do representante do Ministério Público ? FUNDAMENTE AS RESPOSTAS E INDIQUE, QUANDO POSSÍVEL A FONTE NORMATIVA. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Mandado de Segurança - Em face do Verbete 405 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, é possível obter-se efeito repristinatório da medida liminar cassada expressamente por sentença denegatória de mandado de segurança? Em caso afirmativo, qual o meio processual para tanto adequado? Justificar. Ministério Público Estadual - MPBA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Mandado de Segurança - A educação é direito fundamental do cidadão. O ensino poderá ser provido diretamente pela União, pelos Estados e Municípios, permitindo ainda a Constituição Federal que instituições privadas ofereçam tais serviços, mediante autorização do Poder Público. No caso de ensino superior, o mandado de segurança pode ser manejado pelo particular contra seus dirigentes para a garantia desse direito. Discorra sobre o tipo ou classe de ato de dirigentes dessas entidades questionável por essa via e qual a competência para o julgamento da ação constitucional citada. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2008 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Mandado de Segurança - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro possui legitimidade ativa para impetrar mandado de segurança, subscrito pelo Procurador-Geral de Justiça, na Justiça Federal, contra ato de representante de concessionária de serviço público federal, com vista a garantir a isenção da tarifa de pedágio para sua frota oficial de veículos locados? RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA. Ministério PúblicoEstadual - MPE-SP - Ano: 2011 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ministério Público - O Ministério Público tem legitimidade para acionar Agente Político para repetir subsídios por este percebidos e julgados indébitos pelo Tribunal de Contas do Estado? Em caso afirmativo, que tipo Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 93 de ação deve ser proposta e sob qual fundamento jurídico? Fundamentar. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ministério Público - É possível superar a nulidade programada para a falta de participação do Ministério Público no feito em que sua intervenção era obrigatória? Justifique sua resposta, inclusive com fundamento na lei, e forneça exemplo. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Pedidos - Na ação de indenização por dano moral, é necessária a estimação do ǀaloƌà doà sofƌiŵeŶtoà ;͞pƌetiuŵà doloƌis͟Ϳà Ŷaà petição inicial ou pode a parte deixar a fixação ao prudente arbítrio do juiz? Justifique. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Prazos - Acerca da contagem dos prazos no processo civil, analise as assertivas abaixo e, fundamentadamente, indique: I – em processo no qual X e Y são litisconsortes passivos com diferentes procuradores, o prazo máximo para X interpor o recurso cabível contra despacho saneador proferido pelo juiz em gabinete, por intermédio do qual Y foi excluído do processo – despacho publicado no Diário da Justiça do dia 10 de junho de 2011 (sexta-feira); II – a data do prazo máximo para que fundação estadual de direito público oponha embargos à execução de título extrajudicial movida contra si: demanda proposta em 14 de março de 2011 (segunda-feira); citação ordenada pelo juiz em 22 de março de 2011 (terça-feira); mandado de citação cumprido em 1.º de abril de 2011 (sexta-feira); mandado de citação juntado aos autos no dia 07 de abril de 2011 (quinta-feira). III – o prazo mínimo para a única parte autora apresentar rol de testemunhas para a audiência de instrução e julgamento a realizar-se no dia 17 de agosto de 2011 (quarta- feira), em demanda que segue o procedimento ordinário; IV – em demanda cujo objeto é a revogação de doação, o prazo mínimo para a citação válida de sociedade de economia mista sob controle acionário e administrativo do Estado do Paraná, a fim de que esta compareça à audiência de conciliação a ser realizada no dia 15 de agosto de 2011 (segunda-feira). Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Princípios Constitucionais do Direito Processual Civil - EXISTE FUNDAMENTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL PARA O DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO? FUNDAMENTE. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2006 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Princípios do Processo Civil - Tendo em vista a adequada interpretação constitucional da jurisdição assim como a satisfatória interpretação das leis processuais , quais são os princípios inerentes à jurisdição civil coletiva?Justifique sua resposta. Ministério Público Estadual - MPE-BA - Ano: 2012 - Banca: MPE-BA - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - O Direito Processual Civil, após assumir status de ramo autônomo da ciência jurídica, experimentou diversas mudanças, dentre as quais menciona-se que a mais recente está voltada à inserção de novas técnicas de tutela jurisdicional, com o escopo de suprimir a burocracia procedimental que afeta o discurso e a prática forenses, imprimindo ao processo maior funcionalidade. Tomando por base a tutela constitucional do processo, discorra fundamentadamente sobre a admissibilidade da demanda e a distribuição do ônus da prova, na perspectiva dos princípios do acesso à Justiça, da adaptação e do pro actione. Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 94 - Resposta: A Comissão espera que o candidato atenha-se às seguintes particularidades: 1) aborde a tutela jurisdicional efetiva, numa perspectiva constitucional, atentando para sua ressonância no exame da admissibilidade da demanda e da distribuição do ônus da prova. 2) considere que o desiderato natural do processo é a tutela do direito material, de maneira que sua extinção prematura deva ser tratada como fato acidental. Na busca pelo equilíbrio entre a vedação à propositura indiscriminada de demandas e o acolhimento de óbice processual, a conduta do operador deve-se pautar na função constitucional do processo, sopesando sempre a possibilidade de apreciação meritória, ainda que exista aparente causa de inadmissibilidade. Isto é, a louvável existência de um plano de admissibilidade da demanda não deve servir de subterfúgio para que o mérito seja ignorado ou colocado em menor grau de importância, devendo constituir um instrumento que interrompa pelejas inviáveis, obervando que o acesso à justiça e a adaptação procedimental, portanto, devem permear a atividade judicante. 3) destaque que a importância atual atribuída à produção estatística não pode afetar a qualidade da prestação jurisdicional. Ou seja, se algum requisito de admissibilidade for inobservado e não inviabilizar o prosseguimento prático do processo, impõe-se sua rejeição, para que o bem da vida em disputa seja apreciado. 4) pontue que, amparado no princípio da garantia do amplo e efetivo acesso à tutela jurisdicional, o princípio pro actione consiste na hermenêutica de normas relacionadas aos requisitos processuais de admissibilidade, sempre no sentido mais favorável ao exame das pretensões processuais. 5) ressalte que o exame da admissibilidade deve ocorrer o mais breve possível, evitando a prática de atos processuais inúteis. 6) deixe assentado que o acesso à tutela jurisdicional não autoriza que se ultrapasse o plano da admissibilidade em situações intransponíveis, exigindo-se do intérprete exame criterioso e razoável. 7) esclareça que, em relação à distribuição do ônus da prova, a idéia básica é informar que a parte deve provar aquilo que possa proporcionar-lhe benefício. Além disso, mencione que esta regra só deve ser utilizada pelo julgador em ultima ratio quando insuficiente o material probatório, o que não significa dizer, necessariamente, que o descumprimento desse encargo implica sucumbência. 8) evidencie que o direito de ação compreende a faculdade da parte influir no juízo de valor formado pelo magistrado, decorrente do efetivo exercício do direito fundamental à prova. Discorra que o instituto da inversão do ônus da prova rompe regras abstratas e estáticas para distribuir a responsabilidade pela produção da prova, havendo de se ter em mira, sempre, as particularidades do caso concreto, com base na verossimilhança da alegação, bem assim a hipossuficiência da parte, cuja vulnerabilidade não está restrita apenas à condição econômica. 9) faça juízo crítico da distribuição estática do ônus da prova, expressando sobre a teoria da distribuição dinâmica. 10) exponha que a parte deve, necessariamente, ser comunicada da inversãodo ônus da prova, respeitando, sempre, o direito de desincumbir-se do encargo que lhe foi imputado. 11) lembre que a inversão do ônus da prova subordina-se às nuances do objeto litigioso, não se limitando apenas às relações consumeristas, mas também àqueloutras em que sua inaplicabilidade venha a gerar uma clara situação díspare entre os litigantes, capaz de tornar excessivamente onerosa, ou até impossível, a demonstração do fato probando, afetando, em última análise, o acesso à justiça. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2011 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Em processo de cognição plena, Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 95 de cunho condenatório, determinou-se que a citação do réu se fizesse via edital, sendo a lide, a posteriori, julgada procedente. Ocorre, todavia, que, após 01 (um) ano do trânsito em julgado, mas já decorrido o prazo do 475-J, parágrafo 1º, do CPC, os herdeiros do réu constataram que este, ao tempo da publicação dos editais, já havia falecido. Em vista disso, pergunta-se: os herdeiros ainda poderiam se valer de defesa(s) heterotópica(s) em face do Exequente? Explique e fundamente. Ministério Público Estadual - MPE-PR - Ano: 2011 - Banca: MPE-PR - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Disserte acerca das principais características da tutela judicial preventiva dos direitos – tutela inibitória. Ministério Público Estadual - MPE-RJ - Ano: 2011 - Banca: MPE-RJ - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - ͞átosà processuais são todos os que constituem a sequência de atos, que é o próprio processo, e todos aqueles que, dependentes de certo processo, se praticam à parte, ou autônomos, para finalidade de algum processo, ou com o seu fim em si mesmo – em processo. Todo processo é série de atos encadeados com mais ou menos coesão tendente à preparação final indispensável á atividade julgadora ou de entrega da prestação jurisdicional. [...] Todos os atos de promoção e incoação do processo, de formação da relação jurídica processual, de definição ou definitivação do processo, de desenvolvimento e de terminação da relação jurídica processual e de terminação do processo (nem sempre ĐoŶteŵpoƌąŶeasͿ,à sĆoà atosà pƌoĐessuais͟à ;PoŶtesà de Miranda. Comentários ao Código de Processo Civil. T. III. 4ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 1998, pp. 12/13). O trecho transcrito ilustra um tema central do estudo do processo civil e provoca as seguintes indagações: o ato processual pode ser inválido e produzir efeitos? E pode ser válido, mas não produzir efeitos? Formule exemplos. RESPOSTA OBJETIVAMENTE FUNDAMENTADA. Ministério Público da União - MPF - Ano: 2011 - Banca: MPF - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Ação declaratória incidental. Indique: a) o objeto; b) o procedimento; c) o juízo competente; d) a natureza da decisão que indefere liminarmente a inicial e e) os efeitos da sentença que examina o mérito. (Responder em até 20 linhas. O que ultrapassar não será considerado). Ministério Público Estadual - MPE-GO - Ano: 2010 - Banca: MPE-GO - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Defina ação declaratória incidental, apontando seus pressupostos, legitimidade, requisitos e diferenças com a reconvenção. - Resposta: Conceito de ação declaratória. ͞áçãoà deĐlaratória é a que visa obter uma decisão judicial sobre a existência ou não de uma relação jurídica, ou sobre a autenticidade ou falsidade de um documento ;aƌt.à ϰºͿ͟.à IŶĐideà soďƌeàuŵaàƋuestãoàpƌejudiĐialà propriamente dita ou, por outras palavras, uma relação de direito material que poderia, por si só, ser objeto de ação autônoma. Pressupostos: (a) a existência de um pedido, que esteja subordinado a uma relação jurídica para a qual não se pede expressamente a declaração. (b) a existência de contestação, que impugne a relação jurídica subordinante, tornando-a litigiosa. (c) competência. (d) compatibilidade de procedimento. Diferenças com a reconvenção: (a) autonomia. (b) objetivo. (c) legitimidade. (d) natureza declaratória. (e) exigência de contestação. (f) conteúdo. Requisitos: (a) ação pendente. (b) questão prejudicial. (c) competência. (d) mesmas partes. (e) compatibilidade de procedimento. Legitimidade: A ação declaratória incidental Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 96 pode ser proposta tanto pelo autor quanto pelo réu. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Diferencie a tutela cautelar da tutela antecipada? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - De acordo com o Código de Processo Civil, a reconvenção deve ser oposta juntamente com a oferta da contestação ou pode vir após, ainda no prazo de resposta? Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2010 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - O que significa ação dúplice? Ministério Público Estadual - MPE-MA - Ano: 2009 - Banca: MPE-MA - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - DISSERTAÇÃO - DIFERENCIE QUESTÕES PRELIMINARES E QUESTÕES PREJUDICIAIS. Ministério Público Estadual - MPE-MG - Ano: 2009 - Banca: MPE-MG - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Classifique e defina o pronunciamento judicial que, antes da audiência preliminar, acolhe pedido de ilegitimidade de parte e exclui do processo um dos litisconsortes passivos. Esclareça, ainda, fundamentadamente, qual o instrumento recursal cabível contra tal pronunciamento judicial. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Diferencie, em resposta fundamentada, os seguintes institutos: improcedência liminar, julgamento antecipado da lide e antecipação de tutela. - Resposta: Com previsão legal no art. 285-A do CPC, a improcedência liminar implica prolação de sentença de mérito (art. 269, I), ainda antes de citado o réu, quando a matéria tratada seja ͞uŶiĐaŵeŶte͟à deà diƌeitoà eà soďƌeà elaà jĄà teŶhaà havido manifestação anterior do juízo em casos aŶĄlogosà ;͞idġŶtiĐos͟,à ĐoŶfoƌŵeà aà ƌedaçãoà doà dispositivo). A cognição, nessa hipótese, é exauriente, tendo em vista que, conforme a configuração legislativa do instituto, prescinde o juiz do contraditório para decidir. O contraditório somente terá lugar quando das contrarrazões de apelação, se apelação houver, caso em que será o demandado citado para apresentá-las. Trata-se de técnica concebida para o desembargo de ações repetitivas, sob o argumento de celeridade no julgamento das demandas. Diversa, no que tange ao exercício do contraditório, é a hipótese de julgamento antecipado da lide prevista no art. 330 do CPC. Não há aqui exclusão do contraditório, somente podendo ser julgado antecipadamente o feitoapós a citação. Terá lugar o julgamento antecipado após a citação do réu, caso seja revel (art. 330, II c/c art. 319) ou quando a questão de ŵĠƌitoà foƌà ͞uŶiĐaŵeŶte͟à deà diƌeitoà ou,à ainda, quando, sendo de direito e de fato estiver a causa madura, sendo dispensável a dilação instrutória. A sentença que julga antecipadamente a demanda tanto poderá ser de procedência quanto de improcedência. A antecipação de tutela, por sua vez, distingue-se dos institutos anteriormente analisados. Prevista no CPC nos arts. 273 e 461, § 3º (além de encontrar previsão em vários dispositivos de legislação esparsa), a antecipação de tutela implica prolação de decisão interlocutória, tomada, em regra, com base em cognição incompleta, sendo suscetível de revogação ou modificação (provisória). Nas hipóteses em que Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 97 o juiz antecipa tutela não há prolação de sentença de mérito, o que ocorre com a improcedência liminar e com o julgamento antecipado da lide. A decisão tem natureza interlocutória No que respeita ao exercício do contraditório, pode ou não ser a antecipação de tutela precedida de citação ou manifestação do réu. Na hipótese em que a decisão antecipatória precede o ato citatório, ocorre a postecipação do contraditório que será exercido, todavia, antes da sentença. Ministério Público Estadual - MPE-MS - Ano: 2009 - Banca: MPE-MS - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Diferencie o regime jurídico da assistência simples e da chamada assistência litisconsorcial, apontando seus reflexos no que tange aos poderes processuais do assistente. - Resposta: O Assistente simples (art. 50) não está vinculado à relação jurídica de direito material posta em casa, sendo afetado apenas reflexamente pela sentença (interesse jurídico). Por tal razão (não ser titular do direito posto em causa), não pode desistir, renunciar, confessar, transacionar ou praticar qualquer ato de disposição do direito litigioso ou contrário às manifestações de vontade do assistido. Está o assistente simples subordinado às manifestações de vontade do assistido (art. 53). Pode atuar em suprimento a omissões do assistido. Pode, todavia, por exceção, fazê-lo quando verificado conluio entre o assistido e a outra parte para lesar direito seu. O Atua o assistente como auxiliar da parte, podendo praticar atos processuais e sujeitando-se aos mesmos ônus processuais. Recebe o processo no estado em que se encontra (art. 52). O assistente simples não é afetado pela coisa julgada, estando, todavia, sujeito ao efeito de intervenção (art. 55). O assistente litisconsorcial, como o nome já indica, é litisconsorte do assistido, aplicando-se-lhe o regime jurídico do litisconsórcio (art. 54 c/c 48). Trata-se, portanto, de hipótese de litisconsórcio ulterior. Por estar em juízo na qualidade de parte, está submetido à coisa julgada (art. 472), submetido que está à eficácia direta da sentença. Não lhe são aplicáveis os arts. 52, 53 e 55 do CPC. Ministério Público Estadual - MPE-SP - Ano: 2009 - Banca: MPE-SP - Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Processo e Procedimento - Ao receber notícias anônimas de que um indivíduo, com certas características físicas, dedicava-se ao tráfico de drogas em sua residência e, naquela noite, comercializava substâncias entorpecentes na via pública, a Autoridade Policial ordenou aos investigadores Antonio e Benedito que de imediato procedessem a diligências tendentes à apuração da veracidade das denúncias. Dirigindo- se ao local informado, avistando um indivíduo com as características descritas e mantendo uma distância aproximada de 20 metros, os policiais presenciaram ser ele abordado por terceiro não identificado. Após rápida troca de palavras, o suspeito ingressou na casa defronte ao local e de lá retornou para então entregar ao terceiro um pequeno embrulho e dele receber uma quantia em dinheiro. Após presenciarem outra transação idêntica, os policiais aproximaram-se do suspeito, solicitando-lhe duas pedras de crack. Determinando-lhes que ali aguardassem, ingressou ele na residência para retornar, após dois minutos, exibindo as pedras aos policiais e exigindo o pagamento de R$ 20,00. Nesse momento, Antonio e Benedito revelaram sua condição funcional, o que motivou a rápida fuga do suspeito, que logrou ingressar em sua residência. Os policiais, mediante o arrombamento da porta, entraram na casa, detiveram o suspeito, único morador, e, na busca realizada, encontraram 137 pedras de crack que se encontravam escondidas em compartimento existente entre o telhado e o forro do imóvel. Deram-lhe, então, voz de prisão e o conduziram à Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br E-Book comprado por Alberto Filipe Ramos Bichara- Proibida a transferência a terceiros 98 presença da Autoridade Policial. Lavrou-se o auto de prisão em flagrante, no qual o preso foi considerado incurso no art. 33, caput, da Lei nº 11.343, de 23-8-2006. Ouviram-se os policiais, que narraram os fatos tal como acima descritos. Interrogado, o preso Carlos, disse não ter advogado de sua confiança e optou pelo silêncio. No auto de constatação concluiu o perito pela presença de cocaína nas substâncias apreendidas. Encerrada, durante a madrugada, a lavratura do auto, expediu-se nota de culpa contra recibo firmado pelo preso. No dia subseqüente, a Autoridade Policial comunicou a prisão ao Juiz, encaminhando cópia do auto de prisão em flagrante, olvidando, porém, a remessa de cópia à Defensoria Pública. Cinco déias depois, recebidos em juízo os autos de inquérito policial, já relatados, aos quais se juntou a folha de antecedentes, sem qualquer apontamento de anterior procedimento criminal, Carlos, por defensor constituído, requereu ao Juiz o relaxamento da prisão em flagrante e a concessão da liberdade provisória. Determinou o Juiz a abertura de vista ao Ministério Público para se manifestar a respeito dos pleitos formulados pela defesa. As teses e os argumentos apresentados pelo defensor são, resumidamente, os que seguem. a) A prisão é ilegal porque ao simularem a condição de usuários e potenciais compradores de entorpecente, os policiais provocaram a ação delituosa, configurando-se no caso concreto a hipótese de flagrante preparado de que trata a Súmula 145 do STF. b) A apreensão da droga no interior da casa deu-se no curso de busca ilegal, porque realizada no interior da residência de Carlos, à noite e sem a prévia expedição de mandado judicial, com violação ao disposto no art. 5º, XI, da Constituição Federal e nos arts. 241, 245, 293 e 294 do CPP, tratando-se, portanto, de prova ilícita, nos termos do art. 157 do mesmo estatuto. c) Nulo é o auto de prisão em flagrante porque, ouvido Antonio como condutor, somente Benedito prestou declarações como testemunha, em desacordo com o que determina o art. 304, caput, do CPP, e, também, porque foram ouvidos somente os policiais responsáveis pela prisão, que são suspeitos de parcialidade por terem interesse na convalidação de seus atos funcionais. d) Nulo é o auto de prisão em flagrante porque a autoridade policial, ao omitir o encaminhamento de cópia à Defensoria Pública, deixou de observar formalidade essencial, violando o disposto no art.