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Semana 3
 
 
 
 
1 
Filosofia 
 
Filosofia Pré-Socrática 
 
Resumo 
 
Pré-socráticos: Os primeiros filósofos 
Tradicionalmente, o período inaugural da filosofia grega é conhecido por pré-socrático. Iniciando em tales 
de Mileto em VII a.C. até V a.C. alguns filósofos denominados pré-socráticos foram contemporâneos de 
Sócrates. Eles foram classificados como pré-socráticos por manter a tradição de investigação da natureza 
desse período, não aderindo a virada antropológica promovida por Sócrates. 
Como dissemos antes, a filosofia pré-socrática estava voltada à investigação do mundo e de seu 
funcionamento, motivo pelo qual esses pensadores também são denominados filósofos da natureza. Deve-
se a eles a construção de uma cosmologia, uma abordagem racional para os problemas que os cercavam 
relativos ao funcionamento do mundo e, por extensão, do universo. A virada aqui é o reconhecimento da 
insuficiência das explicações vigentes, a cosmogonia, que explica a origem do universo a partir de mitos. 
Deuses e heróis não mais satisfaziam a curiosidade e o fascínio do ser humano por fenômenos naturais e, 
por isso, iniciou-se uma investida racional na percepção do mundo. Essa investida tenta aplicar ordem ao 
caos e propõe um princípio fundamental para tudo que existe, a arché. A arché seria a substância que 
compõe tudo, que deu origem a tudo e que serve de matéria-prima para a existência. 
 
 
Mileto 
A Grécia Antiga nunca foi um Estado unificado, tal qual conhecemos na modernidade. Em vez disso, havia 
um conjunto de cidades-estados (pólis) independentes que formavam grupos de aliados e rivais. Dentre 
essas cidades estava Mileto, origem de Tales, Anaximandro e Anaxímenes. 
Os três eram monistas, ou seja, acreditavam que a arché era composta por apenas um elemento. Tales 
atribuiu a origem de tudo à água dada suas observações da necessidade do elemento para a geração e 
manutenção da vida. Anaximandro, seu discípulo, não concordava com seu mestre. Para ele não seria 
possível observar o elemento primordial. Ele era infinito e indeterminado. Por isso, recebeu o nome de apeíron 
(indeterminado em grego), um elemento que é não só a origem, mas o fim de tudo. Já Anaxímenes, discípulo 
de Anaximandro, atribuía ao ar o caráter de arché, apesar de concordar com seu mestre de que a origem de 
tudo era indeterminada. Assim, esse pensador diferenciou a origem e a matéria-prima, porque não admitia 
que o que existe e é perceptível sensorialmente seja comporto pelo indeterminado. 
 
 
Samos 
Tendo contribuído para a história da filosofia com pelo menos um grande nome, Samos é uma cidade 
próxima a Éfeso e Mileto. De lá conhecemos Pitágoras, com uma proposta bastante distinta para a definição 
da arché. Para ele todas as coisas são números. Estudando a harmonia dos acordes musicais, Pitágoras 
percebeu que havia uma proporção aritmética nessa relação. A partir daí, tentou encontrar na natureza 
relações parecidas. Profundo conhecedor de astronomia, percebeu a ordem matemática no movimento dos 
astros. A realidade então passou a ser percebida pela estrutura numérica. Os corpos são compostos por 
pontos e a quantidade de pontos de um corpo define suas propriedades. Essa proposta é mais formal, define 
uma ordem e medida para a existência sensível. 
 
 
 
 
2 
Filosofia 
 
Éfeso 
Também já Jônia, Éfeso é a cidade de um filósofo de grande prestígio. Heráclito também percebeu na 
natureza grande dinamismo, assim como os pensadores de Mileto, e que há constante transformação. Seu 
diferencial foi assumir como objeto de investigação a mudança, e não aquilo que permanece. Concluiu que 
tudo flui, tudo muda. Nada permanece em si. O ser agora é o vir a ser, o devir, uma constante mudança. 
Observando, como seus predecessores, a ação dos opostos na natureza, Heráclito não apenas reconheceu 
esse conflito, como o assumiu como parte essencial de seu pensamento. É esse conflito entre bem e mal, 
frio e quente, seco e úmido que produz a eterna mudança, base do pensamento heraclitiano. Por isso, o fogo 
aqui recebe o estatuto de arché: em constante movimento, acendendo e apagando, consumindo e 
transformando. É mobilista, porque dá grande importância ao movimento, e um dos primeiros pensadores a 
contribuir com o pensamento dialético. 
 
 
Eleia 
Na escola eleática o que despertou a atenção dos pensadores foi a grande divergência de opiniões entre os 
filósofos anteriores. Por que a diferença entre as linhas de pensamento mobilistas? Parmênides conclui que 
os sentidos, na verdade, são enganosos e, por isso, não deveriam receber tanta atenção. Buscar a essência 
do mundo naquilo que não é essencial parecia um contrassenso para o pensador, que buscou resolver a 
contradição de procurar a permanência naquilo que não permanece. Parmênides privilegiou a razão, 
ignorando a mudança que percebia pelos sentidos. Afirmou que o ser é, ou seja, não pode deixar de ser ou 
existir numa não permanência. Aquilo que constitui o ser deve ser concebido como uma substância 
permanente e imutável. Para Parmênides, o ser é a arché. Temos então uma afirmação de cunho ontológico, 
a própria existência compõe a arché. O que é, é permanente. O que não é, não é permanente. A mudança 
agora é nada, o não ser, não existe. 
Parmênides dá os primeiros caminhos então para o surgimento de duas áreas da filosofia, a lógica e a 
ontologia, já que seu pensamento está profundamente baseado no princípio da identidade (todo “A” é igual 
a ele mesmo) e o princípio da não contradição (se “A” é “A”, então ele não pode, ao mesmo tempo ser “A” e 
“não A”), assumindo esses princípios lógicos para afirmar as condições de existência. Parmênides afirma 
então que, na filosofia, tem-se trilhado dois caminhos, o da razão (o seu) e o da opinião (o de Heráclito). 
Perceba que esse conflito teórico baseará o pensamento de Platão futuramente. 
Eleia também foi a cidade de Zenão, discípulo de Parmênides. Adepto da ideia de permanência, Zenão 
elaborou diversos argumentos que radicalizou o pensamento de seu mestre. A própria ideia de movimento 
era contraditória para o pensador. Ele iniciou o questionamento sobre a compreensão de conceitos como 
movimento, espaço, tempo e infinito, entre tantos outros, através da formulação de paradoxos, sendo o mais 
conhecido o da corrida entre Aquiles e uma tartaruga. 
 
 
Aeragas 
Empédocles tentou conciliar o pensamento de Heráclito e de Parmênides. Acreditando na permanência, 
buscar uma forma de racionalizar nossa percepção sensorial. Defendeu o fogo, a terra, a água e o ar como 
os quatro elementos primordiais, que reagiam dinamicamente a dois princípios universais. O amor, 
responsável pela união e harmonização; e o ódio, responsável pela repulsão e dissolução. Tudo que existe 
está submetido a ação desses princípios. 
 
 
 
 
 
3 
Filosofia 
 
Abdera 
A cidade de Abdera é origem de Demócrito, talvez o filósofo com a proposta mais interessante para a arché. 
A resposta concebida por ele, que era contemporâneo de Sócrates, foi, na verdade um trabalho em conjunto 
com seu mestre, Leucipo. Sua proposta ficou conhecida como atomismo, já que propunha que a arché é o 
átomo. 
Demócrito concordava com a noção de permanência, mas não aceitava o não ser como uma ilusão. O 
movimento, por exemplo, era uma prova da existência de um não ser. Muito próxima da concepção físico-
química e moderna da realidade, Demócrito afirma que tudo é composto por partículas minúsculas invisíveis 
e indivisíveis. Essa composição atendia as características de existência de Parmênides. Para ele os átomos 
eram eternos, imutáveis e plenos. 
Apesar disso, Demócrito expande a realidade afirmando que sua composição também inclui o vazio. Esse 
vazio é o que torna possível o movimento do ser. Sem espação vazio, nada poderia se mover. O vazio em si 
não poderia compor a arché, pois era um não ser,restando para a existência ser composta pelos átomos. 
A dinâmica de movimento entre os átomos gerava os diversos corpos com os quais podemos interagir. Os 
átomos se movimentavam e se chocavam ao acaso, formando aglomerações e repulsões. Importante então 
perceber a relevância que Demócrito dá ao acaso, à uma não ordenação racional do universo. 
 
 
 
 
 
4 
Filosofia 
 
Exercícios 
 
1. “Todas as coisas são diferenciações de uma mesma coisa e são a mesma coisa. E isto é evidente. 
Porque se as coisas que são agora neste mundo – terra, água ar e fogo e as outras coisas que se 
manifestam neste mundo –, se alguma destas coisas fosse diferente de qualquer outra, diferente em 
sua natureza própria e se não permanecesse a mesma coisa em suas muitas mudanças e 
diferenciações, então não poderiam as coisas, de nenhuma maneira, misturar-se umas às outras, nem 
fazer bem ou mal umas às outras, nem a planta poderia brotar da terra, nem um animal ou qualquer 
outra coisa vir à existência, se todas as coisas não fossem compostas de modo a serem as mesmas. 
Todas as coisas nascem, através de diferenciações, de uma mesma coisa, ora em uma forma, ora em 
outra, retomando sempre a mesma coisa.” 
DIÓGENES, In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São Paulo, Cultrix, 1967. 
 
O texto descreve argumentos dos primeiros pensadores, denominados pré-socráticos. Para eles, a 
principal preocupação filosófica era de ordem 
a) cosmológica, propondo uma explicação racional do mundo fundamentada nos elementos da 
natureza. 
b) política, discutindo as formas de organização da pólis ao estabelecer as regras de democracia. 
c) ética, desenvolvendo uma filosofia dos valores virtuosos que tem a felicidade como o bem maior. 
d) estética, procurando investigar a aparência dos entes sensíveis. 
e) hermenêutica, construindo uma explicação unívoca da realidade. 
 
 
2. “O primeiro filósofo de que temos notícias é Tales, da colônia grega de Mileto, na Ásia Menor. Tales 
foi um homem que viajou muito. Entre outras coisas, dizem que, certa vez, no Egito, ele calculou a 
altura de uma pirâmide medindo a sombra da mesma no exato momento em que sua própria sombra 
tinha a mesma medida de sua altura. Dizem ainda que, em 585 a.C., ele previu um eclipse solar.” 
(GAARDER, J. O Mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995). 
Aos primeiros filósofos que se debruçaram sobre os problemas do cosmo, podemos chamá-los, além 
de pré-socráticos, de 
a) naturalistas ou fisicistas. 
b) existencialistas. 
c) empiristas. 
d) espiritualistas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Filosofia 
 
3. Leia a letra da canção a seguir. 
Nada do que foi será 
De novo do jeito que já foi um dia 
Tudo passa 
Tudo sempre passará 
A vida vem em ondas 
Como um mar 
Num indo e vindo infinito 
Tudo que se vê não é 
Igual ao que a gente 
Viu há um segundo 
Tudo muda o tempo todo 
No mundo [...] 
Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Como uma onda. In: Álbum MTV ao vivo. Rio de Janeiro: Sony-BMG, 2004. 
 
Da mesma forma como canta o poeta contemporâneo, que vê a realidade passando como uma onda, 
assim também pensaram os primeiros filósofos conhecidos como Pré-socráticos que denominavam 
a realidade de physis. 
 
A característica dessa realidade representada, também, na música de Lulu Santos é o(a) 
a) fluxo. 
b) estática. 
c) infinitude. 
d) desordem. 
e) Multiplicidade 
 
 
4. O período pré-socrático é o ponto inicial das reflexões filosóficas. Suas discussões se prendem a 
Cosmologia, sendo a determinação da physis (princípio eterno e imutável que se encontra na origem 
da natureza e de suas transformações) ponto crucial de toda formulação filosófica. Em tal contexto, 
Leucipo e Demócrito afirmam ser a realidade percebida pelos sentidos ilusória. Eles defendem que os 
sentidos apenas capturam uma realidade superficial, mutável e transitória que acreditamos ser 
verdadeira. Mesmo que os sentidos apreendam “as mutações das coisas, no fundo, os elementos 
primordiais que constituem essa realidade jamais se alteram.” Assim, a realidade é uma coisa e o real 
outra. 
Para Leucipo e Demócrito a physis é composta 
a) pelas quatro raízes: o úmido, o seco, o quente e o frio. 
b) pela água. 
c) pelo fogo. 
d) pelo ilimitado. 
e) pelos átomos. 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Filosofia 
 
5. “Existe uma só sabedoria: reconhecer a inteligência que governa todas as coisas por meio de todas 
as coisas.” 
Heráclito, Diels-Kranz, Frag. 41. 
 
“Por isso é necessário seguir o que é igual para todos, ou seja, o que é comum. De fato, o que é igual 
para todos coincide com o que é comum. Mas ainda que o logos seja igual para todos, a maior parte 
dos homens vive como se possuísse dele um conhecimento próprio.” 
Heráclito, Diels-Kranz, Frag. 2. 
 
Com base nos textos acima e em seus conhecimentos sobre a filosofia heraclitiana, responda: 
a) O que é o logos ao qual o filósofo se refere? 
b) Explicite a relação existente entre o logos e a inteligência, tal como encontrados nos fragmentos 
supracitados. 
 
 
6. “Vou explicar-me, e não será argumento sem valor, a saber: que nenhuma coisa é una em si mesma e 
que não há o que possas denominar com acerto ou dizer como é constituída. Se a qualificares como 
grande, ela parecerá também pequena; se pesada, leve, e assim em tudo o mais, de forma que nada é 
uno, ou algo determinado ou como quer que seja. Da translação das coisas, do movimento e da 
mistura de umas com as outras é que se forma tudo o que dizemos existir, sem usarmos a expressão 
correta, pois em rigor nada é ou existe, tudo devém. Sobre isso, com exceção de Parmênides, todos os 
sábios (…) estão de acordo: Protágoras, Heráclito e Empédocles (…)”. 
Platão. Teeteto. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2001, p. 50. 
 
Tendo em vista o trecho de Platão citado acima, explique, a partir da distinção entre o uno de 
Parmênides e o devir de Heráclito, por que no mobilismo nada é e por que para Parmênides apenas o 
Ser é. 
 
 
 
 
 
7 
Filosofia 
 
Gabarito 
 
1. A 
A filosofia pré-socrática pode ser caracterizada como cosmológica, na medida em que a busca pela 
arché é a busca por um elemento fundamental e capaz de explicar racionalmente a ordem do mundo. 
 
2. A 
Os filósofos pré-socráticos também são chamados de naturalistas ou fisicistas pois seu principal 
objetivo era encontrar arché, o princípio fundador da natureza (“physis” em grego) 
 
3. A 
Para os pré-socráticos, a realidade é um constante fluxo de mudanças, tal como as ondas do mar. O 
que eles procuravam é justamente o princípio que permaneceria estável em meio a todas essas 
mudanças, a todo esse devir. 
 
4. E 
Para Demócrito, tal como para seu mestre Leucipo, a arché, princípio-fundamento da realidade, são os 
átomos, pequenas partículas, indivisíveis e invisíveis a olho nu, das quais todas as coisas seriam 
constituídas. 
 
5. 
a) O logos, no pensamento de Heráclito, é o princípio, ou seja, é o mundo como devir eterno, é a guerra 
entre os contrários que possuem em si mesmos a existência própria e do oposto, é a unidade da 
multiplicidade na qual “tudo é um”, é o fogo, é o conhecimento verdadeiro. O logos é a exposição de 
um único mundo comum a todos. 
 
b) O logos possui no seu sentido comum um caráter contingente, quer dizer, qualquer homem é capaz 
de construir uma narrativa, um discurso sobre o mundo. E Heráclito diz que o mais o corriqueiro é 
exatamente a construção arbitrária e parcial disto que antes de tudo deveria ser comum. Ele, então, 
alerta sobre a necessidade de que o logos não seja exposto sem que antes haja o reconhecimento 
da inteligência que torna isto aparentemente diverso em algo unido sob um único governo, a saber, 
o logos 
 
6. O mobilismo de Heráclito é baseado na ideia de o mundo como um eterno devir e no equilíbrio de 
contrários. Nesse sentido, o mundo é visto como estando em constante mudança entre aquilo que ée 
o seu contrário, ou seja, aquilo que não é. Em contraposição, Parmênides considera que o ser é uno, 
imutável e eterno. Isso porque se o ser fosse algo diferente daquilo que é, ele seria um não ser. Esse 
“não ser” é impossível na acepção de Parmênides, dado que o ser será sempre uno. 
 
 
 
 
1 
Biologia 
 
Análise de gráficos em relações ecológicas e estratégias predador-
presa 
 
Resumo 
 
As diferentes relações ecológicas podem ser representadas em gráficos para melhor compreensão dessas 
interações. 
O gráfico mais comum é o que relaciona predadores e presas. 
 
Gráfico relacionando a densidade de presas e predadores. Disponível em: 
http://beforetests.blogspot.com/2015/08/dinamica-de-populacoes.html 
 
Neste gráfico, a densidade de predadores tenderá sempre a acompanhar a densidade das presas existentes. 
A protocooperação também pode ser representada graficamente, quando duas espécies ficam separadas e 
quando ficam juntas. Note que quando cultivadas juntas, as duas populações acabam aumentando a sua 
densidade populacional. 
 
 
Gráfico mostrando duas espécies cultivadas separadas e duas juntas. Disponível em: 
https://djalmasantos.wordpress.com/2011/05/20/testes-de-associacoes-biologicas-34/ 
 
 
 
 
http://beforetests.blogspot.com/2015/08/dinamica-de-populacoes.html
 
 
 
 
2 
Biologia 
 
Outro gráfico muito comum também mostra a relação de competição entre duas espécies quando cultivadas 
juntas, sempre havendo declínio da espécie menos adaptada. 
 
 
Gráfico mostrando a relação ecológica de competição quando duas espécies são cultivadas juntas. Disponível em: 
https://nossomeioporinteiro.wordpress.com/category/ecologiaorigem-da-vidaevolucao/comunidades/ 
 
O comensalismo ou inquilinismo também podem ser visualizadas graficamente quando duas espécies são 
cultivadas juntas. 
 
Gráfico mostrando a reelação de comensalismo ou inquilinismo entre duas espécies quando cultivadas juntas. 
Como se trata de uma relação em que somente uma espécie possui benefícios na relação, a outra não sofre 
oscilações na densidade. 
A relação ecológica de amensalismo, por ser indiferente para uma espécie e prejudicial para a outra, o gráfico 
pode ser observado da seguinte forma. 
 
Gráfico mostrando duas espécies cultivadas primeiramente juntas e depois separadas. Disponível em: 
https://www.indagacao.com.br/2018/07/45-questoes-relacoes-ecologicas-com-gabarito-e-resolucao.html 
Note que no amensalismo, uma espécie não sofre alterações na sua densidade (espécie C) e a outra sofre 
declínio (espécie D). 
 
 
 
 
3 
Biologia 
 
Da mesma maneira como os predadores têm suas estratégias e adaptações para a caça, as presas também 
possuem suas adaptações para fugir da predação. Dependendo da relação entre predador e presa, esta pode 
tentar se esconder, escapar ou lutar. 
• Plantas: defesa com espinhos e substâncias químicas 
 
espinhos para a proteção contra a predação 
 
• Camuflagem: quando o animal combina sua cor ou forma com a do ambiente onde vive, ficando por 
muitas vezes imperceptível aos olhos do predador. Podem ser classificados como homocromia ou 
homotipia. 
 
Lagarto se camuflando com o ambiente a sua volta. Disponível em: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Camale%C3%A3o_Brasieiro.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Camale%C3%A3o_Brasieiro.jpg
 
 
 
 
4 
Biologia 
 
• Homocromia: os organismos apresentam padrões de coloração que são geneticamente fixados: 
possuem cor semelhante a areia, folhas, galhos ou outras estruturas, tornando-os parecidos com o 
meio. 
 
cor do urso polar se assemelhando com o gelo do ambiente 
 
• Homotipia: é a camuflagem pelo chamado “comportamento de decoração”. O organismo é semelhante 
a alguma estrutura do ambiente em que vive. 
 
Formato do animal se assemelhando a um graveto 
 
• Mimetismo: quando animais imitam a coloração de outros animais geralmente venenosos ou 
impalatáveis. 
 
• Mimetismo mulleriano: Duas ou mais espécies impalatáveis (não comestíveis) se imitam, formando um 
grupo de espécies parecidas que reforçam para os predadores que aquele padrão de cor e forma está 
associado a um gosto ruim. 
 
Duas espécies de borboletas monarcas impalatáveis 
 
 
 
 
5 
Biologia 
 
• Mimetismo batesiano: Os animais tentam se parecer com outros de espécies diferentes que têm gosto 
ruim ou são venenosos. 
 
Do lado esquerdo a cobra coral falsa que não é venenosa e do lado direeito a cobra coral verdadeira que é venenosa 
 
• Aposematismo ou coloração de advertência: animais não-palatáveis, tóxicos ou venenosos anunciam 
que possuem gosto ruim através de coloração de alerta, conhecida como coloração aposemática. 
 
 
Rã com uma cor chamativa para avisar aos predadores que é venenosa ou impalatável 
 
• Comportamento deimático: comportamento de intimidação que certos animais adotam, parecendo 
estar maior ou mais forte, como defesa contra seu predador. 
 
Gato tentando parecer maior para intimidar um predador 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Biologia 
 
• Tanatose: quando um animal se finge de morto para evitar ser predado. 
 
 
Perereca se fingindo de morta para evitar a predação 
 
• Autotomia: quando um animal perde parte do corpo para tentar sobreviver ao ataque de algum predador. 
 
Animal perde a cauda propositadamente para evitar a predação 
 
• Retroorientação: quando um animal tem uma parte do corpo mais chamativa para ação do predador, 
evitando que o predador ataque partes vitais da presa. 
 
Borboleta com a parte traseira da asa simulando um animal menor para atrair a atenção do predador 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Biologia 
 
Exercícios 
 
1. Muitos predadores e presas se utilizam de suas cores como uma estratégia de sobrevivência e, desta 
forma, executam com sucesso suas atividades, como nos exemplos a seguir: 
I. O bicho-pau, um inseto encontrado nas regiões tropicais e subtropicais do mundo inteiro, é 
totalmente inofensivo e possui movimentos lentos. Por apresentar forma e cor semelhantes a 
galhos de árvores, pode passar horas paralisado, sem que seja notado. 
II. Uma espécie de aranha (Myrmarachne plataleoides) imita o tamanho, cor, formato e, até mesmo, 
o comportamento de uma formiga agressiva e de gosto ruim, para se proteger e minimizar as 
chances de ser devorada por predadores. 
III. Membros de uma família de anfíbio (Dendrobatidae) apresentam colorido intenso e produzem 
toxinas potentes que se encontram na pele. Algumas tribos indígenas da América do Sul utilizam 
estas toxinas na ponta das flechas para capturar pequenos animais. 
 
Os três exemplos tratam, respectivamente, das seguintes estratégias de defesa: 
a) Mimetismo, mimetismo, camuflagem. 
b) Camuflagem, mimetismo, coloração de advertência. 
c) Camuflagem, camuflagem, mimetismo. 
d) Mimetismo, camuflagem, coloração de advertência. 
 
2. A avoante, também conhecida como arribaçã (Zenaida auriculata noronha) é uma ave migratória que 
se desloca no Nordeste, acompanhando o ritmo das chuvas, encontrando-se ameaçada de extinção, 
em decorrência da caça indiscriminada. A relação do homem com esta ave é: 
a) harmônica, intra-específica e de predação 
b) desarmônica, intra-específica e de comensalismo 
c) harmônica, inter-específica e de parasitismo 
d) desarmônica, inter-específica e de predação 
 
3. O mimetismo a uma característica adaptativa que pode influenciar positivamente nas chances de 
sobrevivência. Nessa condição, uma espécie apresenta uma característica de outra espécie que a não 
comestível e/ou não palatável. Como exemplo de seres que se utilizam dessa estratégia de 
sobrevivência, há 
a) inseto cuja forma e coloração assemelham-se a folhas de arvores em estado de decomposição. 
b) a raposa-do-artico, que apresenta pelagens diferentes para a estação do inverno e estação do 
verso. 
c) o cavalo-marinho, que apresenta projeções no corpo que lembram as algas entreas quais eles 
vivem. 
d) a falsa-coral, que apresenta a coloração similar a da coral-verdadeira apesar de ser pouco 
peçonhenta. 
e) o camaleão, que muda a sua coloração assumindo as cores predominantes do local onde se 
encontra. 
 
 
 
 
 
8 
Biologia 
 
4. Na Califórnia surgiram minúsculos insetos, originários do Oriente Médio, que se tornaram uma praga; 
eles estão destruindo centenas de plantas, causando problemas ambientais que os cientistas 
americanos não conseguem controlar. O que pode explicar a adaptabilidade dos insetos é: 
a) os insetos adquiriram resistência aos inseticidas devido ao uso diário desses produtos. 
b) o ambiente californiano não tem predadores ou parasitas desses insetos e estes são resistentes 
aos inseticidas. 
c) a capacidade reprodutiva dos insetos é baixa, mas eles estão camuflados, o que anula a ação dos 
inseticidas. 
d) os insetos são predadores de outros insetos, o que os torna mais resistentes aos inseticidas. 
e) os insetos ingeriram o inseticida e adquiriram resistência a eles, e por competição, eliminaram os 
outros insetos que buscavam o mesmo alimento. 
 
5. No intervalo da aula de Biologia, um aluno contou a seguinte piada: Dois cervos conversavam e 
passeavam pela mata quando um deles gritou: - Uma onça!!! Vamos correr!!! Ao que o outro 
respondeu: - Não adianta correr, ela é mais veloz que qualquer um de nós. - Eu sei. Mas a mim basta 
ser mais veloz que você. O diálogo entre os cervos exemplifica um caso de 
a) competição interespecífica. 
b) competição intraespecífica. 
c) seleção natural. 
d) irradiação adaptativa. 
e) mimetismo. 
 
 
6. Mimetismo é um termo utilizado em biologia, a partir da metade do século XIX, para designar um tipo 
de adaptação em que uma espécie possui características que evoluíram para se assemelhar com as 
de outra espécie. As observações do naturalista Henry Walter Bates, estudando borboletas na 
Amazônia, levaram ao desenvolvimento do conceito de mimetismo batesiano. 
É correto afirmar que o mimetismo batesiano é uma adaptação em que 
a) a fêmea de algumas espécies de inseto é imitada por flores que se beneficiam da tentativa de 
cópula do macho para sua polinização. 
b) uma espécie apresenta características que a assemelham ao ambiente, dificultando sua 
localização por outras espécies com as quais interage. 
c) um modelo inofensivo é imitado por um predador para se aproximar o suficiente de sua presa a 
ponto de capturá-la. 
d) um modelo tóxico ou perigoso é imitado por espécies igualmente tóxicas ou perigosas. 
e) um modelo tóxico ou perigoso é imitado por espécies palatáveis ou inofensivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Biologia 
 
7. O bicho-pau, inseto do grupo dos gafanhotos, tem forma semelhante a um graveto. Outros insetos são 
parecidos com folhas devido à sua forma e coloração. Esse fenômeno em que animais apresentam 
grande semelhança com o ambiente onde vivem, o que facilita esconderem-se de predadores ou 
presas, é chamado de 
a) mutualismo. 
b) camuflagem. 
c) protocooperação. 
d) mimetismo. 
e) inquilinismo. 
 
8. A adaptação que ocorre com determinados tipos de borboletas, cujas espécies palatáveis apresentam 
um padrão de coloração que a disfarça como impalatável, enquanto em outros casos diversas 
espécies impalatáveis convergem na aparência, cada uma ganhando proteção derivada de sua 
similaridade com as outras espécies é denominada de 
a) camuflagem. 
b) mimetismo. 
c) seleção estabilizadora. 
d) seleção artificial. 
 
9. A distribuição de uma espécie em uma determinada área pode ser limitada por diferentes fatores 
bióticos e abióticos. Para testar a influência de interações bióticas na distribuição de uma espécie de 
alga, um pesquisador observou a área ocupada por ela na presença e na ausência de mexilhões e/ou 
ouriços-do-mar. Os resultados do experimento estão representados no gráfico abaixo: 
 
 
a) Que tipo de interação biótica ocorreu no experimento? Que conclusão pode ser extraída do gráfico 
quando se analisam as curvas B e C? 
b) Cite outros dois fatores bióticos que podem ser considerados como limitadores para a 
distribuição de espécies. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
Biologia 
 
10. A foto abaixo mostra o “sapo de chifre” em meio a folhas no chão da Mata Atlântica. 
 
 
 
a) Que nome se dá a esse tipo de adaptação ao substrato de repouso? Cite uma vantagem dessa 
adaptação. 
 
b) Diferentemente do “sapo de chifre”, alguns anfíbios venenosos apresentam coloração chamativa 
e contrastante com o ambiente. O aspecto chamativo da coloração pode beneficiar um predador 
de anfíbios? Explique. 
 
 
 
 
11 
Biologia 
 
Gabarito 
 
1. B 
As características descritas em cada idem estão de acordo com a letra ‘b’. 
 
2. D 
É uma relação desarmônica, uma vez que o homem provocou a caça e ameaça a extinção, interespecífica 
pois os dois organismos são de espécies diferentes e predação: o homem é o predador (caça). 
 
3. D 
A falsa coral é a única que podemos perceber o mimetismo. Os demais animais usam a camuflagem 
para se protegerem. 
 
4. B 
A resposta mais plausível para esse acontecimento é baseada nesses insetos não possuírem 
predadores ou pragas que os afetem e controle sua população e, os abusos de inseticida fez com que, 
através da seleção natural, os indivíduos mais resistentes sobrevivessem e passagem seus genes às 
gerações. 
 
5. C 
O diálogo dos cervos exemplifica um caso de seleção natural, em que os mais adaptados, ou seja, que 
possuem alguma vantagem sobre o outro, no caso dos cervos, é que terá maior chance de sobreviver ao 
ataque de um predador. 
 
6. E 
Esse modelo de mimetismo é caracterizado quando uma espécie imita a outra espécie que é tóxica ou 
intimidadora, para se proteger. 
 
7. B 
A semelhança que um animal possui com o ambiente onde vive é chamada de camuflagem. 
 
8. B 
As características descritas no enunciado dão as características do mimetismo. 
 
9. 
a) Ouriços-do-mar se alimentam de algas, caracterizando um caso de predação (predatismo). A curva 
B, quando comparada com a curva A, mostra que as algas competiram com os mexilhões pela 
ocupação do local e/ou obtenção de nutrientes do meio. A curva C mostra que as algas foram 
prejudicadas pela presença dos ouriços. 
b) Amensalismo e parasitismo 
 
10. 
a) Camuflagem. Imitar o ambiente em que vive permite ao anfíbio passar despercebido por seus 
predadores. A camuflagem é uma vantagem adaptativa que garante ao animal mais chances de 
sobrevivência e reprodução. 
 
b) A coloração de aviso que aparece em anfíbios venenosos beneficia seus predadores. Ao evitarem 
esses animais, os predadores não correm o risco de perder a vida pelo efeito do veneno presente na 
pele desses animais. 
 
 
 
 
 
1 
Física 
 
Exercícios de gráfico de M.U. 
 
Exercícios 
 
1. O gráfico a seguir modela a distância percorrida, em km, por uma pessoa em certo período de tempo. 
A escala de tempo a ser adotada para o eixo das abscissas depende da maneira como essa pessoa 
se desloca. 
 
 
Qual é a opção que apresenta a melhor associação entre meio ou forma de locomoção e unidade de 
tempo, quando são percorridos 10 km? 
a) carroça - semana 
b) carro - dia 
c) caminhada - hora 
d) bicicleta - minuto 
e) avião - segundo 
 
 
2. Ana (A), Beatriz (B) e Carla (C) combinam um encontro em uma praça próxima às suas casas. O gráfico, 
a seguir, representa a posição (x) em função do tempo (t), para cada uma, no intervalo de 0 a 200 s. 
Considere que a contagem do tempo se inicia no momento em que elas saem de casa. 
 
Referindo-se às informações, é correto afirmar que, durante o percurso 
a) a distância percorrida por Beatriz é maior do que a percorrida por Ana. 
b) o módulo da velocidade de Beatriz é cinco vezes menor do que o de Ana. 
c) o módulo da velocidade de Carla é duas vezes maior do que ode Beatriz. 
d) a distância percorrida por Carla é maior do que a percorrida por suas amigas. 
 
 
 
 
2 
Física 
 
3. O gráfico da função horária S = v . t, do movimento uniforme de um móvel, é dado ao a seguir. Pode-
se afirmar que o móvel tem velocidade constante, em m/s, igual a: 
 
a) 4 
b) 2 
c) 0,10 
d) 0,75 
e) 0,25 
 
 
4. Duas partículas A e B movem-se numa mesma trajetória, e o gráfico a seguir indica suas posições (s) 
em função do tempo (t). Pelo gráfico podemos afirmar que as partículas: 
 
a) movem-se no mesmo sentido; 
b) movem-se em sentidos opostos; 
c) no instante t = 0, encontram-se a 40 m uma da outra; 
d) movem-se com a mesma velocidade; 
e) não se encontram. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Física 
 
5. Um trem de passageiros executa viagens entre algumas estações. Durante uma dessas viagens, um 
passageiro anotou a posição do trem e o instante de tempo correspondente e colocou os dados 
obtidos no gráfico a seguir: 
 
Com base no gráfico, considere as seguintes afirmativas: 
I. Nessa viagem, o trem para em quatro estações diferentes. 
II. O trem retorna à primeira estação após oito horas de viagem. 
III. O trem executa movimento uniforme entre as estações. 
IV. O módulo da velocidade do trem, durante a primeira hora de viagem, é menor do que em qualquer 
outro trecho. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. 
e) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Física 
 
6. Duas carretas, A e B, cada uma com 25 m de comprimento, transitam em uma rodovia, no mesmo 
sentido e com velocidades constantes. Estando a carreta A atrás de B, porém movendo-se com 
velocidade maior que a de B, A inicia uma ultrapassagem sobre B. O gráfico mostra o deslocamento 
de ambas as carretas em função do tempo. 
 
Considere que a ultrapassagem começa em t = 0, quando a frente da carreta A esteja alinhada com a 
traseira de B, e termina quando a traseira da carreta A esteja alinhada com a frente de B. O instante 
em que A completa a ultrapassagem sobre B é 
a) 2,0 s. 
b) 4,0 s. 
c) 6,0 s. 
d) 8,0 s. 
e) 10,0 s. 
 
 
7. O gráfico a seguir apresenta o movimento de um carro. 
 
 
 
Em relação ao tipo de movimento nos trechos I, II e III, assinale a alternativa correta. 
a) I – acelerado; II – repouso; III – MRUv. 
b) I – retardado; II – repouso; III – retrógrado. 
c) I – acelerado; II – MRU; III – retrógrado. 
d) I – acelerado; II – repouso; III – progressivo. 
e) I – acelerado; II – repouso; III – retrógrado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 
8. O gráfico a seguir representa a posição em função do tempo de uma partícula em movimento retilíneo 
uniforme sobre o eixo x. 
 
É CORRETO afirmar que: 
a) em t = 1,0 s, x = 5,0 m 
b) em t = 2,0 s, x = 6,0 m 
c) em t = 3,0 s, x = 5,0 m 
d) em t = 4,0 s, x = 6,0 m 
e) em t = 5,0 s, x = 7,0 m 
 
 
9. De um helicóptero parado bem em cima de um campo de futebol, fotografou-se o movimento rasteiro 
de uma bola com uma câmera que expõe a foto 25 vezes a cada segundo. A figura 1 mostra 5 
exposições consecutivas desta câmera. 
a) Copie a tabela (figura 2) e complete as colunas utilizando as informações contidas na figura. Para 
efeito de cálculo considere o diâmetro da bola como sendo de 0,5 cm e a distância entre os 
centros de duas bolas consecutivas igual a 2,5 cm. 
b) Faça um gráfico, com unidades e descrição dos eixos, da distância da bola (em relação à bola da 
1a exposição) versus tempo. Seja o mais preciso possível. 
c) Qual a velocidade da bola em m/s? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Física 
 
10. 
 
 
Uma pessoa realiza uma viagem de carro em uma estrada retilínea, parando para um lanche, de acordo 
com gráfico acima. A velocidade média nas primeiras 5 horas deste movimento é 
a) 10 km h. 
b) 12 km h. 
c) 15 km h. 
d) 30 km h. 
e) 60 km h. 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Física 
 
Gabarito 
 
1. C 
Uma carroça pode se locomover como uma pessoa andando, 3 km/h ou 4 km/h. Neste caso 10 km são 
percorridos em menos de 4 horas e não em uma semana. 
Um carro pode se locomover a 60 km/h ou mais. A 60 km/h a distância de 10 km é realizada em 10 
minutos e não em um dia. 
Uma caminhada a 4 km/h precisa de 2 horas e meia para 10 km. E desta forma o diagrama é compatível 
com esta situação. 
Para uma bicicleta realizar 10 km em 2,5 minutos sua velocidade deveria ser de 4 km/min = 240 km/h. 
Fórmula 1 tudo bem, bicicleta não. 
10 km em 2,5 segundos corresponde a 4 km/s = 14400 km/h. Um avião comercial viaja próximo de 1000 
km/h. 
 
2. B 
O modulo da velocidade de Beatriz é 5x menor do que o de Ana por que, para o mesmo intervalo de tempo, 
Beatriz desloca um espaço 5x menor. 
 
3. E 
Podemos encontrar a velocidade retirando as informações do mesmo. Com isso, temos 
𝑽 =
𝟎 − 𝟐
𝟎 − 𝟖
= 𝟎, 𝟐𝟓 𝒎/𝒔 
 
4. B 
Já que um dos gráficos é crescente e o outro é decrescente, podemos afirmar que as partículas estão 
em sentidos opostos 
 
5. A 
II esta certa já que o gráfico termina no valor t = 8 h e III esta certa já que, como o movimento é 
representado por uma equação linear em um gráfico Sxt, temos um MU. 
 
6. D 
A
S 100
V 25m / s
t 4

= = =

 
B
S 75
V 18,75m / s
t 4

= = =

 
A velocidade relativa é a diferença entre as velocidades: 
 
relV 25 18,75 6,25m / s= − = 
rel
S 50
V 6,25 t 8,0s
t t

=  =   =
 
 
 
7. E 
No trecho I, a declividade da curva espaço-tempo está aumentando, portanto o módulo da velocidade 
está aumentando, logo o movimento é acelerado. 
 
 
 
 
8 
Física 
 
No trecho II, o espaço é constante, portanto o móvel está em repouso. 
No trecho III, o espaço diminui linearmente com o tempo, tratando-se de um movimento uniforme 
retrógrado. 
 
8. D 
Podemos encontrar a velocidade retirando as informações do mesmo. Com isso, temos 
𝑽 =
𝟖 − 𝟒
𝟖 − 𝟎
= 𝟎, 𝟓 𝒎/𝒔 
Com isso, podemos utilizar a mesma equação da velocidade media para testar as alternativas e assim, 
concluindo, que a alternativa certa é a [D] 
 
9. Observe a tabela peenchida(item a) e o gráfico pedido no item b) na figura adiante: 
 
c) Vm = ∆S/∆t = 0,100/0,16 = 0,625 m/s 
 
10. B 
A velocidade média ( )mv é dada pela razão entre a distância percorrida ( )sΔ e o tempo total gasto em 
percorrê-la ( )t .Δ 
Cálculo da distância percorrida: A distância percorrida equivale à área sob a curva da velocidade pelo 
tempo. 
 
=   =1 1
km
A 20 2 h A 40 km
h
 
 
 
 
 
 
9 
Física 
 
=   =2 2
km
A 10 2 h A 20 km
h
 
 
= +  = +  =1 2s A A s 40 km 20 km s 60 kmΔ Δ Δ 
 
Logo a velocidade média será: 
m m m
s 60 km
v v v 12 km h
t 5 h
Δ
Δ
=  =  = 
 
 
 
 
 
 
1 
Matemática 
 
Exercícios: trigonometria no triângulo retângulo 
 
Exercícios 
 
1. A figura representa a vista superior do tampo plano e horizontal de uma mesa de bilhar retangular 
ABCD com caçapas em A, B, C e D. O ponto P, localizado em AB representa a posição de uma bola de 
bilhar, sendo PB = 1,5 e PA = 1,2 m. Após uma tacada na bola, ela se desloca em linha reta colidindo 
com BC no ponto T, sendo a medida do ângulo PT B igual 60º. Após essa colisão, a bola segue, em 
trajetória reta, diretamente até a caçapa D. 
 
Nas condições descritas e adotando √3 ≅ 1,73, a largura do tampo da mesa, em metros, é próxima de 
a) 2,42. 
b) 2,08. 
c) 2,28. 
d) 2,00. 
e) 2,56. 
 
 
2. Caminhando em linha reta ao longo de uma praia, um banhista vai de um ponto A a um ponto B, 
cobrindo a distância AB = 1200 m. Quando em A, ele avista um navio parado em N de tal maneira que 
o ângulo NÂB é de 60º; quandoem B, verifica que o ângulo NBA é de 45º. 
a) Faça uma figura ilustrativa da situação descrita. 
b) Calcule a que distância da praia se encontra o navio. 
 
 
3. Duas rodovias A e B se cruzam formando um ângulo de 45º. Um posto de gasolina se encontra na 
rodovia A, a 4 km do cruzamento. Pelo posto passa uma rodovia retilínea C, perpendicular à rodovia 
B. Qual a distância do posto de gasolina à rodovia B, indo através de C, em quilômetros? 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Matemática 
 
4. Para medir a largura AC de um rio um homem usou o seguinte procedimento: localizou um ponto B de 
onde podia ver na margem oposta o coqueiro C, de forma que o ângulo ABC fosse 60°; determinou o 
ponto D no prolongamento de CA de forma que o ângulo CBD fosse de 90°. Medindo AD = 40 metros, 
achou a largura do rio. Determine essa largura e explique o raciocínio. 
 
 
 
5. Um prédio hospitalar está sendo construído em um terreno declivoso. Para otimizar a construção, o 
arquiteto responsável idealizou o estacionamento no subsolo do prédio, com entrada pela rua dos 
fundos do terreno. A recepção do hospital está 5 metros acima do nível do estacionamento, sendo 
necessária a construção de uma rampa retilínea de acesso para os pacientes com dificuldades de 
locomoção. A figura representa esquematicamente esta rampa (r), ligando o ponto A, no piso da 
recepção, ao ponto B, no piso do estacionamento, a qual deve ter uma inclinação 𝛼 mínima de 30° e 
máxima de 45°. 
 
 
Nestas condições e considerando √2 ≅ 1,4 quais deverão ser os valores máximo e mínimo, em metros, 
do comprimento desta rampa de acesso? 
 
 
6. A figura abaixo exibe um círculo de raio 𝑟 que tangencia internamente um setor circular de raio 𝑅 e 
ângulo central 𝜃. 
 
a) Para 60 = , determine a razão entre as áreas do círculo e do setor circular. 
b) Determine o valor de cos no caso em que 4R r= . 
 
 
 
 
3 
Matemática 
 
7. Na figura, tem-se AE paralelo a CD , BC , paralelo a DE , 2AE = , 45º = , 75º = . Nessas 
condições, a distância do ponto E ao segmento AB é igual a 
 
a) 3 
b) 2 
c) 
3
2
 
d) 
2
2
 
e) 
2
4
 
 
 
8. Laura decidiu usar sua bicicleta nova para subir uma rampa. A figura a seguir ilustra a rampa que terá 
que ser vencida. Suponha que a rampa que Laura deve subir tenha ângulo de inclinação  , tal que 
cos 0,99 = . Suponha, também, que cada pedalada faça a bicicleta percorrer 3,15m. Calcule a 
altura h (medida com relação ao ponto de partida) que será atingida por Laura após dar 100 pedaladas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Matemática 
 
9. Em um experimento sobre orientação e navegação de pombos, considerou-se o pombal como a 
origem O de um sistema de coordenadas cartesianas e os eixos orientados Sul-Norte (SN) e Oeste-
Leste (WL). Algumas aves foram liberadas num ponto P que fica 52 km ao leste do eixo SN e a 30 km 
ao sul do eixo WL. O ângulo azimutal de P é o ângulo, em graus, medido no sentido horário a partir da 
semirreta ON até a semirreta OP. No experimento descrito, a distância do pombal até o ponto de 
liberação das aves, em km, e o ângulo azimutal, em graus, desse ponto são, respectivamente: 
Dado: 3604 60 
 
a) 42,5 e 30. 
b) 42,5 e 120. 
c) 60 e 30. 
d) 60 e 120. 
e) 60 e 150. 
 
 
10. Ao decolar, um avião deixa o solo com um ângulo constante de 15°. A 3,8 km da cabeceira da pista 
existe um morro íngreme. A figura abaixo ilustra a decolagem, fora de escala. 
 
 
 
Podemos concluir que o avião ultrapassa o morro a uma altura, a partir da sua base, de 
a) 3,8 tan (15°) km. 
b) 3,8 sen (15°) km. 
c) 3,8 cos (15°) km. 
d) 3,8 sec (15°) km. 
 
 
 
 
 
 
5 
Matemática 
 
Gabarito 
 
1. A 
Vamos supor que PTB  DTC. Assim, do triângulo BPT, vem 
 
Por outro lado, do triângulo CDT, encontramos 
 
Em consequência, segue que o resultado pedido é 
 
2. 
a) Desenho 
 
b) Pela figura temos: 
 
 
 
 
 
6 
Matemática 
 
3. Sabemos que: 
 
 
4. Como A e B são pontos na mesma margem do rio, ,portanto é a altura relativa à 
hipotenusa. 
 
 
5. 
 
 
Portanto, o valor mínimo do comprimento da rampa de acesso será 7 m e o valor máximo será 10 m. 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Matemática 
 
6. 
a) Considere a figura 
 
 
b) Se 4R r= , então, do triângulo ABO, obtemos, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Matemática 
 
7. A 
 
 
8. 100 pedaladas = 100.3,15 = 315 m 
Na figura temos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Matemática 
 
9. D 
 
 
10. A 
 
 
 
 
 
 
1 
Português 
 
Adjunto adnominal x Complemento nominal 
 
Resumo 
 
Adjunto Adnominal 
O adjunto adnominal possui valor adjetivo que serve para especificar ou delimitar o significado de um 
substantivo independente da função dele. Esse termo pode vir expresso por: 
a) adjetivo: O notável poeta português deixou uma obra originalíssima. 
b) locução adjetiva: Ele tinha a memória de prodígio. 
c) artigo (definido ou indefinido): O ovo é a cruz que a galinha carrega na vida. (C.Lispector) 
d) pronome adjetivo: Vários expositores venderam suas mercadorias. 
e) numeral: Ela casou há duas semanas. 
f) oração adjetiva: Venho cumprir uma missão do sacerdócio que abracei. (M. de Assis) 
 
Complemento Nominal 
O complemento nominal é o termo da oração que vem ligado por preposição e completa o sentido de 
um substantivo, adjetivo ou advérbio que, sozinhos, possuem significado incompleto. Esse complemento 
pode ser representado por: 
a) substantivo: Só ela parecia alheia a toda essa criatividade. 
b) pronome: Ninguém teve notícia dele. 
c) numeral: A presença dele era necessária a ambas. 
d) palavra ou expressão substantivada: Os adversários estavam em uma luta do sim e do não. 
e) oração completiva nominal: Estou com vontade de comer chocolate. 
 
Entretanto, deve-se ter atenção na diferenciação entre adjunto adnominal e complemento nominal. 
 
O adjunto adnominal ocorre quando: 
1- o termo antecedente for substantivo substantivo concreto, o seguinte é adjunto adnominal. 
Exemplo: Casa de José . 
2- representar o agente, a expressão preposicionada é adjunto adnominal. 
Exemplo: A invenção de Santos Dumont mudou o mundo. 
 
O complemento nominal ocorre quando: 
1- o termo antecedente for adjetivo ou advérbio, o seguinte é complemento nominal. 
Exemplo: Obediente às ordens. 
2- quando a expressão preposicionada representa o termo paciente, será complemento nominal. 
Exemplo: A invenção do avião mudou o mundo. 
 
Observe os exemplos de adjunto adnominal e complemento nominal expressos no item 2. É possível 
perceber que no primeiro, o termo “de Santos Dumont” é o adjunto adnominal, pois é o ser ativo que fez a 
invenção. Já no segundo caso, o termo “do avião” é a ação praticada por alguém, ou seja, ele é o paciente da 
invenção e por isso é um complemento nominal. 
 
 
 
 
 
2 
Português 
 
Exercícios 
 
1. Retrato 
Eu não tinha este rosto de hoje, 
Assim calmo, assim triste, assim magro, 
Nem estes olhos tão vazios, 
Nem o lábio amargo. 
Eu não tinha estas mãos sem força, 
Tão paradas e frias e mortas; 
Eu não tinha este coração 
Que nem se mostra. 
Eu não dei por esta mudança, 
Tão simples, tão certa, tão fácil: 
- em que espelho ficou perdida 
a minha face? 
MEIRELES, Cecília. Obra Poética de Cecília Meireles. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958. 
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta. 
a) Os termos “calmo”, “triste” e “magro” (v.2) acrescentam circunstâncias de modo ao verbo “ter” 
(do primeiro verso), exercendo, pois, a função de adjuntos adverbiais de modo. 
b) A oração “que nem se mostra” (v.8) está sintaticamente ligada ao substantivo coração, 
caracterizando-o; portanto, essa oração exerce a função sintática de adjunto adnominal. 
c) O verbo “dar” (v.9) significa notar, perceber e classifica-se como verbo transitivo direto, embora 
esteja ligado a seu complemento por meio de preposição. 
d) O pronomepessoal “se” (v.8) é recíproco e funciona como complemento do verbo mostrar, já o 
pronome “que” (v.11) é relativo e funciona como adjunto adverbial de lugar. 
 
 
2. Leia: 
I. Lembrou-se da pátria com saudades e desejou sentir novamente os aromas de sua terra e de sua 
gente. 
II. A defesa da pátria é o princípio da existência do militarismo. 
 
Assinale a alternativa que apresenta correta afirmação sobre os termos destacados nas frases I e II. 
a) As frases I e II apresentam em destaque adjuntos adnominais. 
b) As frases I e II apresentam em destaque complementos nominais. 
c) A frase I apresenta em destaque um objeto indireto e a frase II apresenta em destaque um 
complemento nominal. 
d) A frase I apresenta em destaque um objeto indireto e a frase II apresenta em destaque um adjunto 
adnominal. 
 
 
 
 
 
 
3 
Português 
 
3. FAVELÁRIO NACIONAL 
Quem sou eu para te cantar, favela, 
Que cantas em mim e para ninguém 
a noite inteira de sexta-feira 
e a noite inteira de sábado 
E nos desconheces, como igualmente não te conhecemos? 
Sei apenas do teu mau cheiro: 
Baixou em mim na viração, 
direto, rápido, telegrama nasal 
anunciando morte... melhor, tua vida. 
... 
Aqui só vive gente, bicho nenhum 
tem essa coragem. 
... 
Tenho medo. Medo de ti, sem te conhecer, 
Medo só de te sentir, encravada 
Favela, erisipela, mal-do-monte 
Na coxa flava do Rio de Janeiro. 
 
Medo: não de tua lâmina nem de teu revólver 
nem de tua manha nem de teu olhar. 
Medo de que sintas como sou culpado 
e culpados somos de pouca ou nenhuma irmandade. 
Custa ser irmão, 
custa abandonar nossos privilégios 
e traçar a planta 
da justa igualdade. 
Somos desiguais 
e queremos ser 
sempre desiguais. 
E queremos ser 
bonzinhos benévolos 
comedidamente 
sociologicamente 
mui bem comportados. 
Mas, favela, ciao, 
que este nosso papo 
está ficando tão desagradável. 
vês que perdi o tom e a empáfia do começo? 
... 
ANDRADE, Carlos Drummond de, Corpo. Rio de Janeiro: Record, 1984. 
 
 
 
 
 
4 
Português 
 
Assinale a alternativa em que a função sintática exercida pela oração em destaque está corretamente 
indicada. 
a) “Medo de que sintas como sou culpado” - adjunto adverbial. 
b) “Custa ser seu irmão” - objeto direto. 
c) “...telegrama nasal anunciando morte…” - adjunto adnominal. 
d) “Medo só de te sentir, encravada” - objeto indireto. 
 
 
4. Ele se encontrava sobre a estreita marquise do 18o andar. Tinha pulado ali a fim de limpar pelo lado 
externo as vidraças das salas vazias do conjunto 1801/5, a serem ocupadas em breve por uma firma 
de engenharia. Ele era um empregado recém-contratado da Panamericana — Serviços Gerais. O fato 
de haver se sentado à beira da marquise, com as pernas balançando no espaço, se devera 
simplesmente a uma pausa para fumar a metade de cigarro que trouxera no bolso. Ele não queria 
dispensar este prazer, misturando-o com o trabalho. 
Quando viu o ajuntamento de pessoas lá embaixo, apontando mais ou menos em sua direção, não lhe 
passou pela cabeça que pudesse ser ele o centro das atenções. Não estava habituado a ser este centro 
e olhou para baixo e para cima e até para trás, a janela às suas costas. 
In: MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. R. Janeiro: Objetiva, 2000 
Em “… não lhe passou pela cabeça que pudesse ser ele o centro das atenções”, os pronomes pessoais 
destacados exercem, respectivamente, a função sintática de 
a) objeto indireto, sujeito. 
b) complemento nominal, objeto direto. 
c) adjunto adnominal, sujeito. 
d) objeto indireto, predicativo do objeto. 
e) adjunto adnominal, predicativo do sujeito. 
 
 
5. Muitos se preocuparam COM A DIFÍCIL SITUAÇÃO, embora ninguém se mostrasse DISPOSTO a NOVO 
EMPREENDIMENTO. 
Os termos destacados no período anterior, exercem, respectivamente, a função de: 
a) complemento nominal, predicativo do sujeito, objeto indireto. 
b) objeto indireto, objeto direto, complemento nominal. 
c) complemento nominal, predicativo do objeto, objeto indireto. 
d) objeto indireto, adjunto adverbial de modo, complemento nominal. 
e) objeto indireto, predicativo do sujeito, complemento nominal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Português 
 
6. Analise atentamente as orações que seguem, tendo em vista os termos em destaque e em seguida 
atenha-se ao que se pede: 
 
O professor irritado deu uma advertência ao aluno. 
Irritado, o professor deu uma advertência ao aluno. 
O professor, irritado, deu uma advertência ao aluno. 
 
Em todos os enunciados, o termo “irritado” apresenta idêntica classificação morfológica? E sintática? 
Justifique-se. 
 
 
7. Marque a alternativa correta quanto à função sintática do termo grifado na frase abaixo. 
 
“Em Mariana, a igreja, cujo sino é de ouro, foi levada pelas águas”. 
 
a) adjunto adnominal 
b) objeto direto 
c) complemento nominal 
d) objeto indireto 
e) vocativo 
 
8. O consumidor não é o cidadão. Nem o consumidor de bens materiais, ilusões tornadas realidades 
como símbolos: a casa própria, o automóvel, os objetos, as coisas que dão status. Nem o consumidor 
de bens imateriais ou culturais, regalias de um consumo elitizado, como o turismo e as viagens, os 
clubes e as diversões pagas; ou de bens conquistados para participar ainda mais do consumo, como 
a educação profissional, pseudoeducação que não conduz ao entendimento do mundo. O eleitor 
também não é forçosamente o cidadão, pois o eleitor pode existir sem que o indivíduo realize 
inteiramente suas potencialidades como participante ativo e dinâmico de uma comunidade. O papel 
desse eleitor não cidadão se esgota no momento do voto [...]. 
O cidadão é multidimensional. Cada dimensão se articula com as demais na procura de um sentido 
para a vida. Isso é o que dele faz o indivíduo em busca do futuro, a partir de uma concepção de mundo, 
aquela individualidade verdadeira. [...] O consumidor ( e mesmo o eleitor não cidadão) alimenta-se de 
parcialidades, contenta-se com respostas setoriais, alcança satisfações limitadas, não tem direito ao 
debate sobre os objetivos de suas ações públicas ou privadas. 
SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo, Nobel, 1996. p.41-42. 
 
Sobre aspectos de morfossintaxe presentes no texto, é correto afirmar: 
a) Em “O consumidor não é o cidadão.” e “o eleitor não cidadão” as palavras em negrito são da 
classe dos advérbios. 
b) Em “ilusões tornadas realidades como símbolos: a casa própria, o automóvel, os objetos, as 
coisas”, os dois pontos introduzem uma síntese. 
c) Em “pseudoeducação que não conduz ao entendimento do mundo”, o conectivo do introduz um 
complemento nominal. 
d) Em “O eleitor também não é forçosamente o cidadão, pois o eleitor pode existir”, o conectivo pois 
é conjunção conclusiva. 
e) Em “o eleitor pode existir sem que o indivíduo realize inteiramente suas potencialidades”, a forma 
verbal em negrito está no modo indicativo. 
 
 
 
 
 
6 
Português 
 
9. Há em Berlim uma casa que nunca fecha. Aquela noite que não termina jamais pode de fato começar 
a qualquer momento do dia, às sete da manhã ou ainda às dez. Lá todos os tempos se estendem e 
noite e dia se transformam em outra coisa. Naquela imensa boate que pretende expandir o seu plano 
de existência, seu tempo infinito, sobre a vida e a cidade, construída em uma antiga fábrica − uma 
antiga usina de energia nazista −, todo tipo de figura da noite se encontra, em uma festa fantástica 
alucinada que deseja não terminar jamais. 
A música do tempo infinito, 2012. Adaptado. 
 
"Há em Berlim uma casa que nunca fecha.” (1o parágrafo) 
No período em que está inserida, a oração destacada tem valor e função, respectivamente, de 
a) advérbio e adjunto adverbial. 
b) substantivo e sujeito. 
c) adjetivo e adjunto adnominal. 
d) substantivo e objeto direto. 
e) adjetivo e predicativo. 
 
10. 
 
Há um complemento nominal na propaganda? Se sim, destaque-o e expliqueo efeito de humor 
presente no texto. 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Português 
 
Gabarito 
 
1. B 
O termo destacado está caracterizando o substantivo “coração”, desse modo, delimitando o sentido da 
palavra, trata-se de um adjunto adnominal. 
 
2. C 
A oração I, o termo “da pátria” trata-se de um complemento verbal, sendo objeto indireto do verbo 
“lembrar”. Na segunda oração, o termo faz referência ao complemento nominal, uma vez que o 
substantivo “defesa” exige um complemento para seu entendimento completo. 
 
3. C 
Os termos “anunciando morte” caracterizam o “telegrama”, assim, trata-se de um adjunto adnominal, 
por atribuir uma característica ao substantivo indicado. 
 
4. C 
Por traduzir a ideia de posse, ou seja, “pela cabeça dele”, o termo “lhe”, sintaticamente, tem a função de 
adjunto adnominal. Assim, o termo “ele” exerce a função de sujeito, quando alternadas as orações na 
sentença estabelecida. 
 
5. E 
O primeiro termo destacado é um objeto indireto, pelo fato do verbo “preocupar” ser transitivo indireto. 
Assim, o segundo termo destacado refere-se a um predicativo, uma vez que “disposto” é uma 
característica ligada ao sujeito, de modo direto. Por fim, “novo empreendimento” refere-se a um 
complemento ao predicativo “disposto”, que se faz necessário para o total entendimento da oração. 
 
6. Quanto à classificação morfológica, a mesma apresenta-se idêntica, mas diverge-se quanto à sintaxe. 
Na 1ª oração o termo é classificado como adjunto adnominal, na segunda como predicativo do sujeito e 
na terceira como aposto. 
 
7. A 
Ao indicar um valor de posse, presente na demonstração da frase, o termo “cujo” tem seu valor sintático 
de adjunto adnominal. 
 
8. C 
O conectivo “do” precede a complementação do substantivo “entendimento”. Sendo assim, trata-se de 
um complemento nominal. 
 
9. C 
Como apresentado no material de apoio, o adjunto adnominal pode ter valor adjetivo. Desse modo, na 
função sintática o adjetivo tem o valor característico, sendo “que nunca fecha” uma delimitação ao termo 
“casa”. 
 
10. O complemento nominal é “do namorado”, que completa o termo “raiva”. O efeito de humor se dá pelo 
trocadilho entre a consequência do sentimento de raiva, no qual morder faz parte das agressões e o fato 
de o “aqui”, no texto’ referir-se a um bombom, que foi feito para comer. 
 
 
 
 
 
1 
Química 
 
Atomística: aprofundamentos 
 
Exercícios 
 
1. As luzes de neônio são utilizadas em anúncios comerciais pelo seu poder de chamar a atenção e 
facilitar a comunicação. Essa luz se aproveitam da fluorescência do gás neônio, mediante a passagem 
de uma corrente elétrica. 
Sobre o isótopo de número de massa 21 desse elemento químico, considere as afirmações a seguir. 
I. Possui 10 prótons, 10 elétrons e 10 nêutrons; 
II. É isoeletrônico do íon 2O ;− 
III. Sua camada mais externa encontra-se com o número máximo de elétrons. 
 
É correto o que se afirma apenas em 
a) II; 
b) I e II; 
c) I e III; 
d) II e III. 
 
 
2. O chumbo é um metal tóxico, pesado, macio, maleável e mau condutor de eletricidade. É usado na 
construção civil, em baterias de ácido, em munição, em proteção contra raios-X e forma parte de ligas 
metálicas para a produção de soldas, fusíveis, revestimentos de cabos elétricos, materiais antifricção, 
metais de tipografia, etc. 
No chumbo presente na natureza são encontrados átomos que têm em seu núcleo 82 prótons e 122 
nêutrons (Pb 204),− átomos com 82 prótons e 124 nêutrons (Pb 206),− átomos com 82 prótons e 
125 nêutrons (Pb 207)− e átomos com 82 prótons e 126 nêutrons (Pb 208).− Quanto às 
características, os átomos de chumbo descritos são: 
a) alótropos. 
b) isômeros. 
c) isótonos. 
d) isótopos. 
e) isóbaros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Química 
 
3. Considere as informações sobre os isótopos do Ferro contidas na tabela abaixo. 
 
ISÓTOPO ABUNDÂNCIA (%) 
54Fe 5,845 
56Fe 91,754 
57Fe 2,119 
58Fe 0,282 
 
Com relação às informações acima, analise as afirmativas abaixo. 
I. A massa atômica do ferro a ser representada na tabela periódica deve se aproximar de 58. 
II. Nesses isótopos o número de prótons é constante. 
III. Esses isótopos são caracterizados por diferentes números de camadas eletrônicas nos átomos, 
no estado fundamental. 
 
Assinale a opção correta. 
a) Apenas a alternativa I é verdadeira. 
b) Apenas a alternativa II é verdadeira. 
c) Apenas a alternativa III é verdadeira. 
d) Apenas as alternativas II e III são verdadeiras. 
e) As alternativas I, II e III são verdadeiras. 
 
4. As medalhas de ouro das Olimpíadas do Rio de Janeiro foram feitas a partir da mistura de ouro e prata, 
sendo esta majoritária. 
Considerando as partículas constituintes desses metais, foram feitas as afirmações seguintes. 
I. A prata possui 47 elétrons. 
II. A massa atômica da prata é igual a 155 u. 
III. O número de prótons e elétrons do ouro é idêntico. 
IV. A diferença entre o número de nêutrons do ouro e da prata é igual a 32. 
 
 
 
 
 
O número de afirmação(ões) correta(s) é 
a) 1. 
b) 2. 
c) 3. 
d) 4. 
79 47 
Au 
(Ouro) 
Ag 
(Prata) 
197 109 
 
 
 
 
3 
Química 
 
5. Um caminho para a sustentabilidade é intensificar a reciclagem de materiais como o plástico. Os 
plásticos, sejam sobras de processos industriais ou mesmo recuperados do lixo, passam por uma 
triagem, que separa os diferentes tipos para, em seguida, serem lavados e transformados em 
pequenos grãos. Esses grãos podem, então, ser usados na confecção de novos materiais. 
Em sua fase final de reciclagem, os grãos sofrem muita agitação e podem ser eletrizados com carga 
positiva. 
Nessas condições, é correto afirmar que eles passaram por um processo de 
a) adição de prótons. 
b) adição de nêutrons. 
c) remoção de prótons. 
d) remoção de elétrons. 
e) remoção de nêutrons. 
 
Texto para a próxima questão: 
 
Mendeleev (1834-1907), sob a influência da sua segunda esposa, voltou-se para o mundo das artes, 
tornando-se colecionador e critico. Essa nova paixão não deve ter sido considerada nenhuma surpresa, 
afinal, Mendeleev fez arte com a química, desenhando e manejando cartas que representavam os elementos, 
para ajudar na construção da Tabela Periódica. Sua visão da ciência já era um indício de que existia uma 
veia artística dentro dele. Certa vez, disse: “Conceber, compreender e aprender a simetria total do edifício, 
incluindo suas porções inacabadas, é equivalente a experimentar aquele prazer só transmitido pelas formas 
mais elevadas de beleza e verdade”. 
Na Química, as ideias ousadas e o gênio audacioso de Mendeleev renderam-lhe um merecido 
reconhecimento. Mas ele não se dedicou exclusivamente à Tabela Periódica. Já havia estudado a 
temperatura crítica dos gases e prosseguiu sua vida acadêmica pesquisando a expansão de líquidos e a 
origem do petróleo. Em 1955, o elemento de número atômico 101(Z 101)= da Tabela Periódica recebeu o 
nome Mendelévio em sua homenagem. 
Disponível em: http://tinyurl.com/oadx3qe Acesso em: 31.07.2014. Adaptado. 
 
 
 
 
 
 
4 
Química 
 
6. O elemento químico de numero atômico 101 apresenta 15 radioisótopos identificados, entre eles os 
mais estáveis são: 258Md e 260Md. 
A diferença entre os radioisótopos mencionados é de 
a) 2 prótons. 
b) 2 elétrons. 
c) 2 nкutrons. 
d) 157 nêutrons. 
e) 159 nêutrons. 
 
 
7. Baseado nos conceitos sobre distribuição eletrônica, analise os itens a seguir. 
I. 
2 4
24Cr [Ar] 4s 3d= 
II. 
2 9
29Cu [Ar] 4s 3d= 
III. 
2 2 4
26Fe [Ar] 4s 3d
+ = 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Todos os itens estão incorretos. 
b) Todos os itens estão corretos. 
c) Apenas I e II estão corretos. 
d) Apenas III está correto. 
 
8. Um determinado elemento químico tem para seu átomo no estado fundamental, a seguinte 
distribuiçãoeletrônica: 
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p4 
Podemos propor, para este elemento: 
I. O número de prótons no núcleo atômico é 34. 
II. É um elemento pertencente ao grupo IVA da Tabela Periódica. 
III. O último elétron distribuído na camada de valência possui o número quântico magnético igual a 
zero. 
IV. A subcamada de menor energia, pertencente à camada de valência é a 4s. 
 
Analise as proposições e marque a opção correta: 
a) Apenas I e II. 
b) Apenas I e III. 
c) Apenas II e III. 
d) Apenas II e IV. 
e) Apenas I e IV. 
 
 
 
 
5 
Química 
 
9. A distribuição eletrônica do átomo de ferro (Fe), no estado fundamental, segundo o diagrama de Linus 
Pauling, em ordem energética, é 2 2 6 2 6 2 61s 2s 2p 3s 3p 4s 3d . 
 
Sobre esse átomo, considere as seguintes afirmações: 
I. O número atômico do ferro (Fe) é 26. 
II. O nível/subnível 63d contém os elétrons mais energéticos do átomo de ferro (Fe), no estado 
fundamental. 
III. O átomo de ferro (Fe), no nível/subnível 63d , possui 3 elétrons desemparelhados, no estado 
fundamental. 
IV. O átomo de ferro (Fe) possui 2 elétrons de valência no nível 4 ( 24s ), no estado fundamental. 
 
Das afirmações feitas, está(ão) correta(s) 
a) apenas I. 
b) apenas II e III. 
c) apenas III e IV. 
d) apenas I, II e IV. 
e) todas. 
 
 
10. Cardiologistas costumam recomendar a redução no consumo de “sal de cozinha” para pessoas 
hipertensas porque ele é a principal fonte de íons sódio da alimentação. De acordo com dados da 
Organização Mundial da Saúde, a população brasileira consome duas vezes mais sódio do que o valor 
recomendado. Esse íon precisa estar em equilíbrio com o íon potássio, caso contrário pode 
desencadear uma série de doenças cardiovasculares. Além disso, o consumo excessivo do sal de 
cozinha pode levar a uma menor absorção de íons cálcio, podendo gerar problemas como osteoporose 
e raquitismo. 
Tendo como referência o texto acima, assinale a alternativa correta. 
a) A configuração eletrônica de um átomo de sódio no estado fundamental é igual à de um átomo 
de potássio, uma vez que ambos possuem o mesmo número de elétrons no terceiro nível de 
energia. 
b) Átomos eletricamente neutros de sódio e potássio, ao perderem um elétron de suas respectivas 
camadas de valência, originam respectivamente íons Na+ e K+ que são isoeletrônicos. 
c) A configuração eletrônica de um átomo de cálcio no estado fundamental pode ser representada 
de maneira simplificada por 2[Kr]4s . 
d) O elétron mais afastado do núcleo de um átomo de potássio no estado fundamental apresenta 
número quântico principal igual a quatro e número quântico secundário igual a zero. 
e) Átomos eletricamente neutros de cálcio são menores do que os respectivos íons 2Ca ,+ uma vez 
que o número de prótons nessas espécies difere de duas unidades. 
 
 
 
 
6 
Química 
 
Gabarito 
 
1. D 
I. Incorreta. 
21
10Ne
10 prótons
10 elétrons
A n p
n 21 10 11 nêutrons 
= +
= − =
 
 
II. Correta. Serão isoeletrônicos, ou seja, apresentam o mesmo número de elétrons. 
21 2
10 8Ne O
10 prótons 8 prótons
10 elétrons 10 elétrons
−
 
 
III. Correta. O neônio por apresentar 10 elétrons, apresenta a camada de valência completa. 
2 2 6
10Ne 1s 2s 2p= 
 
2. D 
Trata-se do mesmo elemento, pois possuem o mesmo número de prótons no núcleo, e por isso são 
chamados de isótopos. 
204 206 207
82 82 82
mesmo número de prótons
Pb Pb Pb 
 
3. B 
I. Incorreta. A massa atômica que será representada na Tabela Periódica será uma média ponderada 
da massa de cada isótopo do ferro e sua respectiva abundancia: 
(5,845 54) (91,754 56) (2,119 57) (0,282 58)
55,90 u
100
 +  +  + 
= 
 
II. Correta. Pois o átomo é o mesmo, portanto, mesmo número de prótons. 
 
III. Incorreta. Os átomos neutros de ferro possuem o mesmo número de prótons e elétrons, portanto, 
possuem o mesmo número de camadas eletrônicas dos átomos no estado fundamental. 
 
4. B 
I. Verdadeira. A prata apresenta número atômico 47, e seu átomo neutro irá apresentar igual número 
de elétrons. 
II. Falsa. A massa atômica da prata é de 109 u. 
III. Verdadeira. Como se trata de um átomo neutro o número de prótons é igual ao número de elétrons. 
IV. Falsa. A diferença é de 56. 
197
79
109
47
Au
n 197 79 118
Ag
n 109 47 62
118 62 56
= − =
= − =
− =
 
 
 
 
 
7 
Química 
 
5. D 
A eletrização de partículas com carga positiva ocorre devido à perda de elétrons. 
 
6. C 
A diferença entre os radioisótopos mencionados é de dois nêutrons. 
258 260
z zMd Md
n 258 z
n' 260 z
n' n 260 z (258 z)
n' n 260 258 2
Diferença 2 nêutrons
= −
= −
− = − − −
− = − =
=
 
 
7. A 
I. Incorreta. 
1 5
2 2 6 2 6 2 4
24
4s 3d
2 2 6 2 6 1 5
24
Cr : 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d
Cr : 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d (configuração mais estável)
 
 
II. Incorreta. 
1 10
2 2 6 2 6 2 9
29
4s 3d
2 2 6 2 6 1 10
24
Cu : 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d
Cr : 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d (configuração mais estável)
 
 
III. Incorreta. 
2 2 6 2 6 2 6
26
camada
de valência
2 2 6 2 6 2
26
camada
de valência
Fe : 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d
Fe : 1s 2s 2p 3s 3p 4s 6
2 2 2 6 2 6 6
26
[Ar]
2 6
26
3d
Fe : 1s 2s 2p 3s 3p 3d
Fe : [Ar] 3d
+
+
 
 
8. E 
Teremos: 
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p4 
Número de elétrons: 2 + 2 + 6 + 2 + 6 + 2 + 10 + 4 = 34 
Número de prótons = Número de elétrons = 34 
 
Camada de valência: 4s2 4p4 (6 elétrons de valência); pertence à família 6A. 
 
 
 
 
8 
Química 
 
 
O último elétron distribuído na camada de valência possui o número quântico magnético igual a + 1. 
   
+1 0 -1 
 
A subcamada de menor energia, pertencente à camada de valência (4s2 4p4) é a 4s. 
 
9. D 
Análise das afirmações: 
2 2 6 2 6 2 61s 2s 2p 3s 3p 4s (valência) 3d ( )      
I. Correta: o número atômico do ferro (Fe) é 26; 
II. Correta: o nível/subnível 63d (final da distribuição) contém os elétrons mais energéticos do átomo 
de ferro (Fe), no estado fundamental; 
III. Incorreta: o átomo de ferro (Fe), no nível/subnível 63d ( )      , possui 4 elétrons 
desemparelhados no estado fundamental; 
IV. Correta: o átomo de ferro (Fe) possui 2 elétrons de valência no nível 4 ( 24s   ), no estado 
fundamental. 
 
10. D 
O elétron mais afastado do núcleo de um átomo de potássio no estado fundamental apresenta número 
quântico principal igual a quatro e número quântico secundário igual a zero: 
 
2 2 6 2 6 1
19
camada
de
valência
1
K : 1s 2s 2p 3s 3p 4s
4s
n 4 (número quântico principal)
0 (número quântico secundário ou azimutal)
=

=
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
Química 
 
Distribuição eletrônica: aprofundamento 
 
Resumo 
 
Os fenômenos físicos e químicos conhecidos mostram geralmente que, quanto menor a energia de um 
sistema, maior a sua estabilidade. Um átomo no estado fundamental possui todos os seus elétrons num 
estado de mínima energia possível (mais estável), e a energia total de cada elétron está relacionada a suas 
energias potencial e cinética. 
 
• A energia potencial de um elétron na eletrosfera de um átomo é dada tomando-se o núcleo como 
referencial e é fornecida por um número inteiro n que varia de 1 a infinito e indica o nível de energia 
ocupado pelo elétron (modelo atômico de Bohr). O número n indica o nível de energia (potencial) do 
elétron. Para os elementos conhecidos (de número atômico até 112) no estado fundamental, n varia de 
1 até 7. 
 
• A energia cinética de um elétron está relacionada ao seu movimento na eletrosfera e é fornecida por um 
número inteiro L que varia, para cada valor de n, de 0 até (n – 1), (modelo atômico de Sommerfeld). 
 
 
 
O número máximo de elétrons de um átomo que podem ter a mesma energia potencial (mesmo n) é calculado 
pela equação de Rydberg. 
 
Número máximo de elétrons com mesmo n é igual a 2 ∙ n2 
 
 
Pela lógica, onúmero máximo de elétrons que pode apresentar a mesma energia cinética (mesmo valor de 
L) é mostrado abaixo: 
 
 
 
 
 
 
2 
Química 
 
Com base em um estudo mais detalhado da energia dos elétrons de um átomo, o cientista alemão Madelung 
(diagrama de Linus Pauling) desenvolveu empiricamente um diagrama de energia (que pode ser deduzido 
pela Mecânica quântica) apoiado nos seguintes critérios: 
 
• Possui maior energia o elétron que apresentar a maior soma n + l. 
 
3d: n + l = 3 + 2 → n + L = 5 
4s: n + l = 4 + 0 → n + L = 4 
 
Conclui-se que o elétron em 3d (n + L = 5) encontra-se num estado de maior energia que o elétron em 4s (n 
+ L = 4). 
 
• Entre dois elétrons que possuem igual soma (n + L), terá maior energia o elétron que apresentar maior 
valor de n. 
 
5p: n + L = 5 + 1 → n + L = 6 
6s: n + L = 6 + 0 → n + L = 6 
 
Logo, o elétron em 6s encontra-se num estado de maior energia que o elétron em 5p, pois está mais afastado 
do núcleo. 
O aumento de energia é indicado no diagrama pelas setas paralelas a partir da primeira diagonal. Para os 
elétrons dos elementos químicos conhecidos, o diagrama de energia terá o seguinte aspecto: 
 
 
 
Elétrons mais energéticos e de valência 
A distribuição de elétrons no átomo deve ser feita necessariamente em ordem de energia, que é indicada 
pelas setas no diagrama. A distribuição eletrônica em ordem energética termina com os elétrons mais 
energéticos do átomo no estado fundamental, aqueles que possuem a maior energia potencial e cinética 
(que não são necessariamente os mais externos do átomo). 
Uma vez distribuídos, porém, esses elétrons ficam dispostos uns em relação aos outros em determinada 
ordem geométrica, que é indicada apenas pela ordem de energia potencial, ou seja, pelo valor de n, e termina 
com os elétrons mais externos do átomo. 
 
 
 
 
 
3 
Química 
 
O nível de energia mais externo de um átomo no estado fundamental é denominado camada de valência. A 
camada de valência é ocupada pelos elétrons de valência. 
 
• Distribuição eletrônica do átomo de ferro (Z = 26) no diagrama de energia: 2656Fe: Z = 26, logo é = 26. 
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d6 4s2 
 
Escrevendo a distribuição eletrônica por extenso em ordem crescente de energia (ordem das diagonais), 
temos: 
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6 
 
Os elétrons mais energéticos do átomo de ferro no estado fundamental são os que possuem o estado de 
energia: 3d6. Escrevendo a distribuição por extenso em ordem geométrica (ordem crescente de n, como 
vemos a seguir), temos: 
1s2 / 2s2 2p6 / 3s2 3p6 3d6 / 4s2 
 
A camada de valência (a última camada), observada após o preenchimento dos elétrons em ordem 
geométrica, contém os elétrons mais externos, que são os elétrons de valência: 4s2. Logo, o átomo de ferro 
possui 2 elétrons de valência no nível 4, no estado fundamental. 
 
Distribuição eletrônica de íons 
Quando for necessário fazer a distribuição eletrônica para um íon no estado fundamental, devemos sempre 
partir do átomo neutro para depois retirar ou acrescentar os elétrons que foram perdidos ou ganhos. • 
Distribuição eletrônica de um cátion (íon positivo que perdeu elétrons). 
• Para obter a distribuição eletrônica de um cátion, devem-se retirar os elétrons que foram perdidos a 
partir do nível e do subnível mais externos do átomo no estado fundamental. 
• Por exemplo, para fazer a distribuição eletrônica dos cátions ferro II, 2656Fe2+ ,e o ferro III, 2656Fe3+, 
parte-se de 2656Fe. 
𝐹𝑒56
26 : 
 
 
𝐹𝑒2+ 56
26 
 
 
 
 
 
4 
Química 
 
 
𝐹𝑒3+ 56
26 
 
 
• Para obter a distribuição eletrônica de um ânion, devem-se adicionar os elétrons que foram ganhos 
no nível e no subnível mais externos, que estiverem incompletos, do átomo no estado fundamental. 
• Por exemplo, para fazer a distribuição eletrônica do ânion brometo, 3580Br1-, parte-se do átomo de 
bromo: 3580Br 
 
𝐵𝑟 80
35 
 
 
𝐵𝑟1− 80
35 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Química 
 
Exercícios 
 
1. No final da década de 1930, Otto Hahn e Fritz Strassman observaram que átomos do isótopo 235U, 
ao serem bombardeados por nêutrons, passam por um processo de fissão nuclear, originando átomos 
mais leves. A primeira fissão identificada pode ser descrita pela equação nuclear 
235 1 141 92 1 10U n Ba Kr 3 n E 2 10 kJ / mol.Δ+ → + + = −  
 
Posteriormente, foi observado que a fissão nuclear do 235U pode gerar diversos produtos distintos. 
Além de dois isótopos radioativos, são liberados de 2 a 5 nêutrons capazes de atingir outros núcleos 
de urânio, o que resulta em uma reação em cadeia extremamente exotérmica. 
 
Essa característica permitiu o desenvolvimento de artefatos militares como as bombas atômicas 
lançadas em Hiroshima e Nagasaki pelos EUA, durante a 2ª Guerra Mundial. Outra aplicação da fissão 
nuclear é a geração de eletricidade, que ocorre nas usinas atômicas (termonucleares). 
 
Apesar da produção de grande quantidade de energia a partir do emprego de uma pequena massa de 
U, a fissão nuclear apresenta o inconveniente de produzir isótopos radioativos, resultando no lixo 
atômico. Os resíduos formados em um reator nuclear sofrem desintegração radioativa e emitem 
radiação ionizante, bastante nociva para os seres vivos. Esses resíduos devem ser armazenados em 
recipientes com paredes de concreto ou chumbo, evitando o vazamento da radiação para o ambiente. 
 
Em 2011, houve um grande vazamento radioativo na usina japonesa de Fukushima, resultante de 
terremoto e tsunami que assolaram o país. Em consequência disso, 57 mil pessoas tiveram que 
abandonar suas casas por causa da radiação emanada da usina. Um dos principais radioisótopos 
citados pela mídia como responsável pela contaminação da água e do solo ao redor da usina é o 
137Cs. 
 
O vazamento do 137Cs para as águas litorâneas do Japão também causou preocupação em virtude 
da contaminação do ecossistema aquático. A contaminação por esse isótopo radioativo foi 
constatada recentemente em diversos organismos marinhos, inclusive naqueles usualmente 
consumidos por humanos. 
 
Utilizando os seus conhecimentos de química e biologia e consultando a tabela periódica, responda: 
 
Determine o número de prótons e de nêutrons que constituem o núcleo do 137Cs e faça a distribuição 
eletrônica em camadas desse átomo. 
 
 
2. O dia 5 de novembro de 2015 foi marcado pela maior tragédia ambiental da história do Brasil, devido 
ao rompimento das barragens de rejeitos, provenientes da extração de minério de ferro na cidade de 
Mariana/MG. Laudos técnicos preliminares indicam uma possível presença de metais como cromo, 
manganês, alumínio e ferro no rejeito. 
Disponível em: http://www.ibama.gov.br/phocadownload/noticias_ambientais/laudo_tecnico_preliminar.pdf. 
Acesso em: 26/out/2016. 
 
a) Qual o símbolo químico de cada um dos metais descritos acima? 
b) Analise a distribuição eletrônica mostrada abaixo. A qual elemento químico presente no rejeito 
ela pertence? 
2 2 6 2 6 2 51s 2s 2p 3s 3p 4s 3d 
 
 
 
 
6 
Química 
 
3. O nitinol é uma liga metálica incomum, formada pelos metais Ni e Ti, sua principal característica é 
ser uma liga com memória. Essa liga pode ser suficientemente modificada por ação de alguma força 
externa e retornar a sua estrutura original em uma determinada faixa de temperatura, conforme 
esquema a seguir. 
 
 
Escreva o nome e a distribuição eletrônica dos metais presentes no nitinol. 
 
 
Texto para a próxima questão: 
 
 
4. Considerando a figura acima, que ilustra o mecanismo de funcionamento de um coração, julgue os 
itens a seguir. 
Presente na hemoglobina, o íon divalente do ferro tem seu raio iônico maior que o raio do átomo do 
ferro metálico e apresenta distribuição eletrônica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d8. 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Química 
 
5. Para que as pessoas hipertensas (pressão alta) possam levar uma vida normal, além da medicação, 
os médicos costumam prescrever dietas com baixoteor de sódio. Na verdade, esta recomendação 
médica refere-se aos íons sódio ( )Na+ que são ingeridos quando se consome principalmente sal de 
cozinha ( )Na C+ − e não ao consumo de sódio. Apesar de o átomo (Na) e de o íon ( )Na+ 
apresentarem nomes e símbolos semelhantes, eles apresentam comportamentos químicos muitos 
diferentes. 
 
Em relação ao contexto: 
a) Desenhe a estrutura de Lewis para a molécula de NaC . 
b) Faça a distribuição eletrônica do sódio. 
 
6. A posição dos elementos químicos na tabela periódica está associada às suas respectivas 
distribuições eletrônicas. Por exemplo, o cálcio pertence à família dos metais alcalinos terrosos e pode 
gerar um íon bivalente. 
 
Considerando essas duas espécies químicas, faça a distribuição eletrônica em subníveis de energia 
do íon 2Ca ;+ 
 
7. O número de elétrons do ânion 2X − de um elemento X é igual ao número de elétrons do átomo neutro 
de um gás nobre, esse átomo de gás nobre apresenta distribuição eletrônica igual a 2 2 6 2 61s 2s 2p 3s 3p 
e número de massa 40. Diante disso, assinale o que for correto. 
(01) O número atômico do elemento X é 16. 
(02) Para os átomos do elemento X, o número quântico secundário dos elétrons do subnível 2p é 2. 
(04) A eletrosfera dos átomos do elemento X está dividida em 3 camadas ou níveis com energias 
definidas, onde se localizam os elétrons. 
(08) Átomos do elemento X perdem 2 elétrons para adquirir a configuração 2X .− 
Soma: ( ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Química 
 
8. Considere os quatro elementos químicos seguintes e as configurações eletrônicas de seus dois 
níveis mais energéticos. 
I. 2s2 2p6 3s2 3p5 
II. 3s2 3p6 4s2 3d6 
III. 3s2 3p6 4s2 3d8 
IV. 4s2 4p6 5s1 
 
Com base nessas informações, assinale o que for correto. 
(01) O elemento I é um halogênio. 
(02) Os elementos II e III pertencem a uma mesma família. 
(04) O elemento IV possui número atômico 37. 
(08) O elemento I é mais eletronegativo do que o átomo de oxigênio. 
(16) Quando o elemento II ganha dois elétrons, o íon formado passa a ter a distribuição eletrônica do 
elemento III. No entanto, quando III perde dois elétrons, o íon formado não possui a mesma 
distribuição eletrônica de II. 
Soma: ( ) 
 
9. Quando um átomo está eletricamente neutro ele possui prótons e elétrons em igual número. Contudo, 
quando um átomo neutro perde ou ganha elétrons, ele se transforma em um íon. Baseado nisso, 
assinale o que for correto. 
(01) Um íon negativo é chamado de ânion e um íon positivo é chamado de cátion. 
(02) Quando o átomo neutro de sódio origina seu cátion monovalente, observa-se a diminuição de 
uma unidade em sua massa atômica. 
(04) O cátion Ca2+ (dado: Ca, Z = 20) é constituído por 20 prótons e 18 elétrons. 
(08) Dado que para o Cℓ, Z = 17, a distribuição eletrônica do ânion Cℓ– é 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6. 
Soma: ( ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Química 
 
10. Depois de mais de uma década de seu descobrimento, o elemento de número atômico 112 foi aceito 
oficialmente na tabela e recebeu, temporariamente, o nome de ununbium (ou unúmbio, que em latim 
quer dizer 112). Ele é superpesado e altamente instável – existe por apenas alguns milionésimos de 
segundo e depois se desfaz. 
Demorou muito para que a descoberta da equipe alemã do Centro para Pesquisa de Íons Pesados, 
liderada por Sigurd Hofmann, fosse reconhecida oficialmente pela União Internacional de Química 
Pura e Aplicada (IUPAC, em inglês). É que sua existência teve que ser confirmada de maneira 
independente – até agora apenas quatro átomos foram observados. 
Hofmann começou sua busca por elementos para a tabela periódica em 1976. Para criar o elemento 
112, a equipe de Hofmann usou um acelerador de partículas com 120 metros de comprimento para 
lançar um fluxo de íons de zinco contra átomos de chumbo. Os núcleos dos dois elementos se 
fundiram para formar o núcleo do novo elemento. 
Estes núcleos muito grandes e pesados também são muito instáveis. Eles começam a se desintegrar 
pouco depois de formados. Isso libera energia, que os cientistas podem medir para descobrir o 
tamanho do núcleo que está se desfazendo. 
Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3818860-EI238,00.html>. Acesso em: 11 jun. 2009. (Texto 
adaptado) 
Com base nas informações acima, é CORRETO afirmar que: 
(01) Este novo elemento químico de número atômico 112 será classificado como um elemento de 
transição. 
(02) O elemento químico de número atômico 112 pertence ao período 7 e à coluna 12 ou 2B da 
classificação periódica dos elementos. 
(04) Os dois núcleos que se fundiram para formar o núcleo deste novo elemento foram o do íon Cd2+ 
e o do átomo de Pb. 
(08) Um átomo deste novo elemento terá maior raio que um átomo do elemento frâncio. 
(16) O nome definitivo deste novo elemento de número atômico 112 será definido pela IUPAC para 
substituir o nome provisório ununbium. 
(32) Seu número de massa será calculado através da soma dos 30 prótons do zinco e dos 82 prótons 
do chumbo. 
(64) Seu subnível de maior energia da distribuição eletrônica é 7s2. 
Soma: ( ) 
 
 
 
 
 
10 
Química 
 
Gabarito 
 
1. A partir da informação obtida na tabela periódica do número de prótons do césio, vem: 
137
55 Cs : Z 55 (55 prótons)
A Z n
137 55 n
n 82 nêutrons
=
= +
= +
=
 
 
Utilizando o diagrama de distribuição eletrônica, teremos: 
 
 
Em subníveis energéticos: 
2 2 6 2 6 2 10 6 2 10 6 1
55Cs: 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d 4p 5s 4d 5p 6s 
 
Em camadas: 
2
2 6
2 6 10
2 6 10
2 6
1
K 1s 2 e
L 2s 2p 8 e
M 3s 3p 3d 18 e
N 4s 4p 4d 18 e
O 5s 5p 8 e
P 6s
−
−
−
−
−
= =
= =
= =
= =
= =
=
 
 
2. 
a) Cromo 
(Cr),
 manganês 
(Mn),
 alumínio (
(A )
) e Ferro 
(Fe).
 
b) A distribuição: 2 2 6 2 6 2 51s 2s 2p 3s 3p 4s 3d , Z 25,= pertence ao elemento manganês: 25Mn. 
 
 
 
3. Teremos: 
2 2 6 2 6 2 8
28
2 2 6 2 6 2 2
22
Ni 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d
Ti 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d
=
=
 
 
 
 
 
 
11 
Química 
 
4. Incorreto. Presente na hemoglobina, o íon divalente do ferro tem seu raio iônico menor que o raio do 
átomo do ferro metálico e apresenta distribuição eletrônica: 
2 2 6 2 6 2 6
26
2+ 2 2 6 2 6 6
26
Fe = 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d
Fe = 1s 2s 2p 3s 3p 3d
 
 
5. 
a) Observe a estrutura a seguir: 
 
b) 
2 2 6 1
11Na 1s 2s 2p 3s= 
 
6. 
2 2 2 6 2 6
20Ca :1s 2s 2p 3s 3p
+
 
 
7. 01 + 04 = 05. 
(01) Correta. O ânion 2X − possui de acordo com a distribuição eletrônica 18 elétrons, caso ele se 
torne neutro ficará com 16 elétrons para 16 prótons. 
(02) Incorreta. O número quântico secundário do subnível p será 1. 
(04) Correta. O átomo X possui a configuração eletrônica: 2 2 6 2 41s 2s 2p 3s 3p , com 3 níveis ou 
camadas eletrônicas, com energias definidas, onde estão distribuídos os elétrons. 
(08) Incorreta. Os átomos do elemento X, ganham 2 elétrons para adquirir configuração 2X .− 
 
8. 01 + 04 + 16 = 21. 
Análise das afirmações: 
(01) Correta. O elemento I é um halogênio (sete elétrons de valência). 
(02) Incorreta. Os elementos II e III pertencem não a uma mesma família: 
II. 3s2 3p6 4s2 3d6 (Ferro) 
III. 3s2 3p6 4s2 3d8 (Níquel) 
(04) Correta. O elemento IV possui número atômico 37 (1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s1). 
(08) Incorreta. O elemento I (cloro) é menos eletronegativo do que o átomo de oxigênio (2 camadas), 
pois tem maior raio atômico (3 camadas). 
(16) Correta. Quando o elemento II ganha dois elétrons, o íon formado passa a ter a distribuição 
eletrônica do elemento III. No entanto, quando III perde dois elétrons, o íon formado não possui a 
mesma distribuição eletrônica de II. 
9. 01+ 04 + 08 = 13 
Análise das afirmações: 
(01) Correta. Íons são partículas carregadas eletricamente, os ânions são negativos e os cátions são 
positivos. 
(02) Incorreta. A perdade elétrons não provoca perda significativa de massa. 
(04) Correta. 
20Ca = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 = 20 e- 
20Ca2+ = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 = 18 e- 
(08) Correta. 
17Cℓ = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 = 17 e- 
17Cℓ- = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 = 18 e- 
 
10. 01 + 02 + 16 = 19 
 
 
 
 
12 
Química 
 
(01) Afirmação correta; este novo elemento químico de número atômico 112 será classificado como 
um elemento de transição. 
(02) Afirmação correta; o elemento químico de número atômico 112 pertence ao período 7 e à coluna 
12 ou 2B da classificação periódica dos elementos. 
(16) Afirmação correta.;o nome definitivo deste novo elemento de número atômico 112 será definido 
pela IUPAC para substituir o nome provisório ununbium. 
Enem
Semana 3
Agora vai!
Enem 2020
 
 
 
 
1 
Biologia 
 
Vitaminas e ácidos nucleicos 
 
Resumo 
 
Vitaminas 
São compostos orgânicos essenciais ao funcionamento pleno do organismo, em quantidades apropriadas 
(baixa quantidade por dia). O organismo é incapaz de sintetizar estes nutrientes, e, portanto, devem ser 
obtidos a partir da alimentação. São substâncias que não sofrem digestão, e, ao serem absorvidas, podem 
atuar associado a enzima (coenzimas) e como antioxidantes, reduzindo a concentração de radicais livres na 
célula. Podem ser classificados de acordo com a solubilidade, entre hidrossolúveis e lipossolúveis. 
• As lipossolúveis, por se dissolverem na gordura, são mais facilmente armazenadas pelo corpo, havendo 
então riscos de hipervitaminoses. Entre elas, podemos destacar as vitaminas A, D, E e K. 
• As hidrossolúveis, por se dissolverem na água, são mais facilmente eliminadas pelo corpo, havendo 
então riscos de hipovitaminoses. Entre elas, podemos destacar a vitamina C e as do Complexo B. O 
excesso a longo prazo pode causar danos aos rins. 
 
Veja aqui um vídeo para saber mais sobre as funções das vitaminas e ainda baixe um mapa mental! 
 
Vitaminas Fontes 
Doenças provocadas pela 
carência (avitaminoses) 
Funções no organismo 
A 
Fígado de aves, 
animais e cenoura 
Problemas de visão, secura da 
pele, diminuição de glóbulos 
vermelhos, formação de cálculos 
renais 
Combate radicais livres, 
formação dos ossos, pele; 
funções da retina 
D 
Óleo de peixe, fígado, 
geme de ovos 
Raquitismo e osteoporose 
Regulação do cálcilo do sangue 
e dos ossos 
E 
Verduras, azeite e 
vegetais 
Dificuldades visuais e alterações 
neurológicas 
Atua como agente antioxidante 
K 
Fígado e verduras de 
folhas verdes, 
abacate 
Deficiência na coagulação do 
sangue, hemorragias 
Atua na coagulação do sangue, 
previne osteoporose, ativa a 
osteocalcina (importante 
proteína dos ossos) 
B1 
Cereais, carnes, 
verduras, levedo de 
cerveja 
Beribéri 
Atua no metabolismo 
energético dos açúcares 
B2 
Leites, carnes, 
verduras 
Inflamações na língua, anemias 
seborreia 
Atua no metabolismo de 
enzimas, proteção no sistema 
nervoso 
B5 
Fígado, cogumelos, 
milho, abacate, ovos, 
leite, vegetais 
Fadigas, cãibras musculares, 
insônia 
Metabolismo de proteínas, 
gorduras e açúcares 
B6 
Carnes, frutas, 
verduras e cereais 
Seborreia, anemia, disturbios de 
crescimento 
Crescimento, proteção celular, 
metabolismo de gorduras e 
proteínas, produção dos 
hormônios 
B12 Fígado, carnes Anemia perniciosa 
Formação de hemácias e 
multiplicação celular 
https://www.youtube.com/watch?v=BiJ0FHXBkHY
 
 
 
 
2 
Biologia 
 
Ácidos nucleicos 
São macromoléculas orgânicas formadas por unidades conhecidas como nucleotídeos. Os nucleotídeos 
são compostos por uma pentose (um monossacarídeo com cinco carbonos), um radical fosfato, derivado do 
ácido ortofosfórico, e uma base nitrogenada. 
 
Entre os ácidos nucleicos, pode-se destacar o DNA (ácido desoxirribonucleico) e o RNA (ácido ribonucleico). 
As bases nitrogenadas são cinco, e podem ser classificadas como púricas e pirimídicas. 
• Púricas: adenina e guanina 
• Pirimídicas: citosina, timina e uracila. 
 
Bases nitrogenadas púricas e pirimídicas dos nucleotídeos 
É importante citar que a timina é uma base nitrogenada exclusiva do DNA, enquanto a uracila é uma base 
exclusiva do RNA. 
O pareamento das bases se dá da seguinte maneira: Adenina – Timina, Adenina – Uracila, Citosina – 
Guanina. 
Enquanto o DNA é uma molécula de fita dupla, o RNA é uma molécula de fita simples. A pentose que compõe 
o DNA é a desoxirribose, enquanto a pentose que compõe o RNA é a ribose. 
 
 
 
 
 
3 
Biologia 
 
Os seres vivos armazenam sua informação genética no DNA. Para garantir a hereditariedade, sem perda de 
carga genética, o DNA deve ser capaz de se autoduplicar. Para se expressar, o DNA precisa ser transcrito em 
RNA, e este RNA será traduzido em proteína, na síntese proteica. Os processos então são conhecidos como 
autoduplicação (replicação), transcrição e tradução. 
O RNA pode ser dividido em: 
• RNA mensageiro, que leva a mensagem do núcleo (códons) para sintetizar proteína. 
• RNA ribossomal, que irá formar os ribossomos. 
• RNA transportador, que transportará anticódons com os aminoácidos para a proteína que será formada. 
 
 
Normalmente, o RNA não é capaz de se replicar, mas os retrovírus de RNA são capazes de fazer uma 
transcrição reversa, transcrevendo um DNA a partir do RNA, usando uma enzima conhecida como 
transcriptase reversa, enquanto outros vírus de RNA são capazes de replicar seu RNA através da enzima 
RNA replicase. 
 
 
 
 
 
4 
Biologia 
 
Exercícios 
 
1. A obesidade, que nos países desenvolvidos já é tratada como epidemia, começa a preocupar 
especialistas no Brasil. Os últimos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada entre 2002 
e 2003 pelo IBGE, mostram que 40,6% da população brasileira estão acima do peso, ou seja, 38,8 
milhões de adultos. Desse total, 10,5 milhões são considerados obesos. Várias são as dietas e os 
remédios que prometem um emagrecimento rápido e sem riscos. Há alguns anos foi lançado no 
mercado brasileiro um remédio de ação diferente dos demais, pois inibe a ação das lipases, enzimas 
que aceleram a reação de quebra de gorduras. Sem serem quebradas elas não são absorvidas pelo 
intestino, e parte das gorduras ingeridas é eliminada com as fezes. Como os lipídios são altamente 
energéticos, a pessoa tende a emagrecer. No entanto, esse remédio apresenta algumas contra-
indicações, pois a gordura não absorvida lubrifica o intestino, causando desagradáveis diarreias. Além 
do mais, podem ocorrer casos de baixa absorção de vitaminas lipossolúveis, como as A, D, E e K, pois. 
a) essas vitaminas, por serem mais energéticas que as demais, precisam de lipídios para sua 
absorção. 
b) a ausência dos lipídios torna a absorção dessas vitaminas desnecessária. 
c) essas vitaminas reagem com o remédio, transformando-se em outras vitaminas. 
d) as lipases também desdobram as vitaminas para que essas sejam absorvidas. 
e) essas vitaminas se dissolvem nos lipídios e só são absorvidas junto com eles. 
 
 
2. A avitaminose (ou hipovitaminose) é causada pela falta ou deficiência de importantes vitaminas no 
organismo humano. A sua carência pode ser devida a uma alimentação deficiente, mas também pode 
surgir em função de outros problemas de saúde. No combate à avitaminose, deve-se consumir a 
vitamina. 
a) A ou retinol, que é encontrada na laranja, no limão e na acerola, podendo a sua carência provocar 
escorbuto. 
b) B12, abundante nas carnes, como, por exemplo, fígado, atuando na formação de hemácias e na 
multiplicação celular. 
c) C, que é encontrada no leite, nas carnes e em verduras, podendo a sua falta provocar fadiga, 
insônia e câimbras musculares. 
d) D, que é encontrada no óleo de peixe, fígado e gema de ovo, provocando a sua carência raquitismo 
e osteoporose. 
e) K, que atua no crescimento e na proteção celular, no metabolismo das gorduras e proteínas, e na 
produção de hormônios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Biologia 
 
3. Tomando uma grande dose de vitaminaA, uma pessoa pode suprir suas necessidades por vários dias; 
porém, se fizer o mesmo em relação à vitamina C, não terá o mesmo efeito, necessitando de reposições 
diárias dessa vitamina. Essa diferença na forma de administração se deve ao fato de a vitamina. 
a) A ser necessária em menor quantidade. 
b) A ser sintetizada no próprio organismo. 
c) A ser lipossolúvel e ficar armazenada no fígado. 
d) C ser mais importante para o organismo. 
e) C fornecer energia para as reações metabólicas. 
 
 
4. O arroz-dourado é uma planta transgênica capaz de produzir quantidades significativas de 
betacaroteno, que é ausente na variedade branca. A presença dessa substância torna os grãos 
amarelados, o que justifica seu nome. 
a) fragilidade óssea 
b) fraqueza muscular 
c) problemas de visão 
d) alterações da tireoide 
e) sangramento gengival 
 
 
5. As pessoas que sofrem de osteoporose apresentam uma redução do nível de cálcio no organismo, o 
que leva à fragilidade dos ossos e pode causar fraturas. O tratamento consiste em uma dieta à base 
de alimentos ricos em cálcio, medicamentos, nos casos mais sérios, e exercícios físicos. Mas, para o 
tratamento surtir efeito, é necessário que o paciente tome sol diariamente para uma melhor absorção 
do cálcio. A necessidade de exposição ao sol está relacionada à atividade da. 
a) Vitamina A. 
b) Vitamina B. 
c) Vitamina E. 
d) Vitamina D. 
e) Vitamina K. 
 
 
6. Em 2004, comemorou-se 50 anos da publicação do trabalho de Francis Crick e James Watson, que 
estabeleceu o modelo da estrutura da molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA). Entre as 
afirmativas a seguir, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Uma cadeia simples de DNA é constituída de nucleotídeos, compostos por uma desoxirribose 
ligada a um fosfato e a um aminoácido. 
b) A polimerização de uma fita simples de DNA é dita semiconservativa, pois independe da existência 
de uma fita molde. 
c) Os nucleotídeos são polimerizados por meio de ligações fosfodiéster entre o fosfato e a base 
nitrogenada. 
d) Duas cadeias simples de DNA formam uma dupla-hélice, por meio da formação de pontes de 
hidrogênio entre as bases nitrogenadas. 
e) As duas cadeias de uma dupla-hélice possuem a mesma orientação, e suas sequências de bases 
são complementares. 
 
 
 
 
6 
Biologia 
 
7. A reação em cadeia da polimerase (PCR, na sigla em inglês) é uma técnica de biologia molecular que 
permite replicação in vitro do DNA de forma rápida. Essa técnica surgiu na década de 1980 e permitiu 
avanços científicos em todas as áreas de investigação genômica. A dupla hélice é estabilizada por 
ligações hidrogênio, duas entre as bases adenina (A) e timina (T) e três entre as bases guanina (G) e 
citosina (C). Inicialmente, para que o DNA possa ser replicado, a dupla hélice precisa ser totalmente 
desnaturada (desenrolada) pelo aumento da temperatura, quando são desfeitas as ligações 
hidrogênio entre as diferentes bases nitrogenadas. 
Qual dos segmentos de DNA será o primeiro a desnaturar totalmente durante o aumento da 
temperatura na reação de PCR?. 
a) c) 
e) 
 
b) 
d) 
 
 
 
 
8. No esquema abaixo sobre a estrutura do DNA, os números 1, 2 e 3 representam, respectivamente 
 
a) Base nitrogenada, desoxirribose e fosfato 
b) Base nitrogenada, fosfato e desoxirribose 
c) Fosfato, desoxirribose e base nitrogenada 
d) Fosfato, base nitrogenada e desoxirribose 
e) Desoxirribose, fosfato e base nitrogenada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Biologia 
 
9. Um fabricante afirma que um produto disponível comercialmente possui DNA vegetal, elemento que 
proporcionaria melhor hidratação dos cabelos. 
 
Sobre as características químicas dessa molécula essencial à vida, é correto afirmar que o DNA 
a) de qualquer espécie serviria, já que têm a mesma composição. 
b) de origem vegetal é diferente quimicamente dos demais, pois possui clorofila. 
c) das bactérias poderia causar mutações no couro cabeludo. 
d) dos animais encontra-se sempre enovelado e é de difícil absorção. 
e) de características básicas assegura sua eficiência hidratante. 
 
 
 
10. Em 1950, Erwin Chargaff e colaboradores estudavam a composição quimica do DNA e observaram 
que a quantidade de adenina (A) é igual à de timina (T), e a quantidade de guanina (G) é igual à de 
citosina (C) na grande maioria das duplas fitas de DNA. Em outras palavras, esses cientistas 
descobriram que o total de purinas (A + G) e o total de pirimidinas (C + T) eram iguais. Um professor 
trabalhou esses conceitos em sala de aula e apresentou como exemplo uma fita simples de DNA com 
20 adeninas, 25 timinas, 30 guaninas e 25 citosinas. 
 
Qual a quantidade de cada um dos nucleotídeos, quando considerada a dupla fita de DNA formada 
pela fita simples exemplificada pelo professor? 
a) Adenina: 20; Timina: 25; Guanina: 25; Citosina: 30. 
b) Adenina: 25; Timina: 20; Guanina: 45; Citosina: 45. 
c) Adenina: 45; Timina: 45; Guanina: 55; Citosina: 55. 
d) Adenina: 50; Timina: 50: Guanina: 50; Citosina: 50. 
e) Adenina: 55; Timina: 55; Guanina: 45: Citosina: 45. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Biologia 
 
Gabarito 
 
1. E 
As vitaminas lipossolúveis dissolvem-se nos lipídios e são absorvidas junto com eles. Pelo fato de não 
serem solúveis em água, não são eliminadas com a urina. 
 
2. D 
Avitaminose (ou hipovitaminoses) é a deficiência de qualquer tipo de vitamina no nosso organismo, 
causado pelo baixo consumo de uma ou mais vitaminas. Em cada avitaminose é necessário repor a 
vitamina que está em falta a partir de alimentos onde a encontramos. Avitaminoses de vitamina D 
podem causar problemas como raquitismo e osteoporose, além da osteomalácia. A osteoporose na 
idade adulta pode ser causada por deficiência de vitamina D ao longo da vida, além de um fator 
hormonal (queda do estrogênio levando a perda de massa óssea). Para evitar esta avitaminose, deve-
se comer alimentos ricos em vitamina D, como óleo de peixe, fígado e gema de ovo, além de ficar na luz 
do sol. 
 
3. C 
A vitamina A é lipossolúvel e a vitamina C é hidrossolúvel. Quando a vitamina A é ingerida ela se combina 
com a gordura e é armazenada no fígado, já a vitamina C é rapidamente utilizada pelo corpo. 
 
4. C 
Os carotenoides são lipídios precursores da vitamina A, cuja carência provoca cegueira noturna. 
 
5. D 
Apesar da alimentação e da exposição solar serem complementares, o sol garante entre 80 e 90% da 
síntese de vitamina D. Essa vitamina aumenta a absorção do cálcio no aparelho gastrintestinal e 
estimula sua deposição nos ossos. 
 
6. D 
Na molécula de DNA podemos encontrar as seguintes bases nitrogenadas: adenina (A), citosina (C), 
guanina (G) e timina (T), sendo que a base timina (T) liga-se sempre à adenina (A) por duas pontes de 
hidrogênio, e a base citosina (C) está sempre ligada à guanina (G) por três pontes de hidrogênio. 
 
7. C 
Citosina e Guanina se ligam através de três ligações de hidrogênio, enquanto Adenina e Timina se ligam 
através de duas ligações de hidrogênio. A molécula em questão sofrerá desnaturação mais facilmente 
devido ao maior número de pares A-T 
 
8. C 
1 – tanto o DNA quanto o RNA possuem uma molécula de fosfato; 
2 – pentose, que no caso do DNA é a desoxirribose; 
3 – base nitrogenada, que no caso do DNA pode ser adenina, guanina, citosina e timina. 
 
9. A 
O DNA sempre é composto por uma base nitrogenada (timina, adenina, citosina e guanina), uma 
desoxirribose e um radical fosfato. Portanto independente da espécie, a composição química seria a 
mesma. 
 
10. C 
O enunciado diz que a fita simples possui 20 Adenina, 25 Timina, 30 Guanina e 25 Citosina. A fita 
complementar terá a seguinte quantidade de bases, complementando a fita descrita: 20 Timina, 25 
Adenina, 30 Citosina e 25 Guanina. A fita dupla completa terá a soma das bases das duas fitas, ou seja: 
45 Adenina, 45 Timina, 55 Guanina e 55 Citosina. 
 
 
 
 
1 
Biologia 
 
Sucessão ecológica 
 
ResumoA sucessão ecológica analisa comunidades que vivem em um mesmo espaço e que se modificam com o 
passar do tempo, de maneira gradual. Ou seja, a sucessão ecológica é a alteração das comunidades ao longo 
do tempo. 
 
Resumo de como ocorre a sucessão ecológica. 
 
 
 
 
2 
Biologia 
 
Ela se inicia com uma comunidade pioneira (ou ecese), onde organismos resistentes a temperaturas mais 
altas e que não necessitam de muita água para a sobrevivência (como líquens e gramíneas) se estabelecem 
em um ambiente com substrato exposto. Neste ambienta há nenhuma ou pouca matéria orgânica disponível, 
e sofre alta influência das condições ambientais, como por exemplo incidência luminosa que aumenta a 
temperatura. A produtividade bruta é baixa, mas a líquida é alta, visto que, mesmo com uma taxa de 
fotossíntese reduzida, não há muito consumo dos produtos. 
 
Líquens (em laranja) se estabelecendo em rochas vulcânicas 
 
Após a conquista do ambiente, com o aumento da umidade do solo e disponibilidade de matéria orgânica, 
se inicia a segunda etapa da sucessão. As comunidades intermediárias (ou serais) são comunidades de 
transição entre as pioneiras e as clímax. Apresentam um número maior de organismos, com um número 
intermediário de biodiversidade e de produtividade bruta, sendo a produtividade líquida um pouco menor do 
que na comunidade ecese. 
 
 
Esquema mostrando as variações da comunidade ao longo do tempo. A presença de organismos se estabelecendo no ambiente 
afetam as condições ambientais (ex.: luminosidade, umidade e temperatura), assim como a complexidade do ecossistema (ex.: 
número e tipos de relações ecológicas e níveis de cadeias tróficas) 
 
Por fim, a comunidade clímax possui uma alta biodiversidade, com um numero estável de organismos e não 
sofre tanto com variações das condições climáticas, apresentando uma alta matéria orgânica. A 
produtividade líquida diminui, tendendo a zero, pois há um alto consumo pelos seres vivos. 
Uma comunidade clímax equivale a um ambiente estável, não necessariamente com mais animais ou 
florestas maiores. Por exemplo, o bioma de pampas é estável, e pode ser considerado uma comunidade 
clímax, assim como a floresta amazônica. Podemos dizer que os biomas são exemplos de comunidades 
estáveis caso não sofram influências de fatores externos (naturais ou artificiais). 
 
 
 
 
3 
Biologia 
 
 
Na esquerda, foto do bioma pampa, localizado no sul do país. Na direita, foto do bioma amazônico, localizado no norte do país. 
 
Podemos diferenciar a sucessão em dois tipos 
• Sucessão primária: tem-se a ocupação de um ambiente novo, estéril (ex.: ilhas vulcânicas que são 
colonizadas por organismos vivos pela primeira vez) 
 
 
Exemplo de sucessão primária, onde uma ilha vulcânica surgiu no japão em 2013 (esquerda) e, anos depois, a mesma ilha com uma 
vegetação já ocupando o ambiente (direita). 
 
• Sucessão secundária: tem-se a ocupação de um ambiente que já havida sido habitado antes (ex.: área 
de pasto ou ambiente após uma queimada onde é feito um replantio, ou mesmo o cerrado após sofrer 
com as queimadas, recuperando sua vegetação). 
 
Exemplo de sucessão secundária, onde uma área queimada do cerrado (esquerda) se resupera e forma uma nova comunidade 
(direita). 
 
 
 
 
4 
Biologia 
 
Para entender sucessão ecológica também é importante entender os seguintes conceitos: 
• Produtividade primária bruta (Ppb): Quantidade de matéria orgânica produzida, ou seja, equivale 
diretamente a taxa de fotossíntese. 
• Produtividade líquida (Pl): Resultado da diferença entre o que é produzido e o que é consumido em uma 
comunidade, ou seja, o quando de produtos da fotossíntese é produzido menos o quanto é consumido 
na respiração feita pelos organismos vivos. Podemos escrever da seguinte forma: 
 
Fórmula para cálculo da produtividade líquida 
 
• Comunidade: Conjunto de organismos de diferentes espécies que ocupam um mesmo ambiente, no 
mesmo tempo e espaço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Biologia 
 
Exercícios 
 
 
1. Considere dois ecossistemas fluviais, ambos em estágio inicial de sucessão, sendo um deles (I) 
altamente poluído por detritos orgânicos biodegradáveis e o outro (II) totalmente livre de qualquer tipo 
de poluição. A relação P/R (P = produção primária bruta e R = respiração) da comunidade é, 
provavelmente: 
a) igual a 1 em ambos os ecossistemas; 
b) menor que 1 em ambos os ecossistemas; 
c) maior que 1 em ambos os ecossistemas; 
d) menor e maior que 1 em (I) e (II), respectivamente; 
e) maior e menor que 1 em (I) e (II), respectivamente. 
 
 
2. As queimadas, comuns na estação seca em diversas regiões brasileiras, podem provocar a destruição 
da vegetação natural. Após a ocorrência de queimadas em uma floresta, é CORRETO afirmar que: 
a) com o passar do tempo, ocorrerá sucessão primária. 
b) após o estabelecimento dos líquens, ocorrerá a instalação de novas espécies. 
c) a comunidade clímax será a primeira a se restabelecer. 
d) somente após o retorno dos animais é que as plantas voltarão a se instalar na área queimada. 
e) a colonização por espécies pioneiras facilitará o estabelecimento de outras espécies. 
 
 
3. Vários eventos caracterizam a evolução de uma comunidade biológica durante uma sucessão 
ecologia. Assinale a alternativa que contém o conjunto correto desses eventos. 
a) Modificações no microclima de uma comunidade em sucessão causam diminuição da 
diversidade biológica a aumento da biomassa. 
b) O aumento da biodiversidade biológica de uma comunidade em sucessão leva ao aumento da 
biomassa e, à medida que as novas comunidades se sucedem, ocorrem modificações no 
microclima. 
c) O aumento da biomassa da comunidade em sucessão leva ao aumento da diversidade biológica 
e à estabilização do microclima. 
d) O aumento da diversidade biológica causa modificações no microclima de uma comunidade em 
sucessão, o que determina a diminuição da sua biomassa. 
e) A estabilização do microclima e da biomassa determina o aumento da diversidade biológica de 
uma comunidade em sucessão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Biologia 
 
4. A figura mostra uma antiga área de cultivo em processo de recuperação ambiental. 
Já os gráficos representam alterações que ocorrem nessa área durante o processo de recuperação. 
 
 
Durante o processo de sucessão secundária da área, em direção ao estabelecimento de uma 
comunidade clímax florestal, os gráficos que representam o número de espécies de gramíneas, a 
biomassa, o número de espécies de arbustos e a diversidade de espécies são, respectivamente: 
a) II, III, III e II. 
b) III, I, III e II. 
c) II, I, III e II. 
d) I, III, II e I. 
e) I, III, I e III. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Biologia 
 
5. Analise a figura. 
 
A figura mostra o processo de ocupação do solo em uma área dos pampas gaúchos. Considerando a 
sucessão ecológica, é correto afirmar que: 
a) na fase 2 temos a sucessão secundária uma vez que, na 1, teve início a sucessão primária. 
b) ocorre maior competição na fase 3 que na 4, uma vez que capins e liquens habitam a mesma 
área. 
c) após as fases representadas, ocorrerá um estágio seguinte, com arbustos de pequeno porte e, 
depois, o clímax, com árvores. 
d) depois do estabelecimento da fase 4 surgirão os primeiros animais, dando início à sucessão 
zoológica. 
e) a comunidade atinge o clímax na fase 4, situação em que a diversidade de organismos e a 
biomassa tendem a se manter constantes. 
 
 
6. Sucessão ecológica é o nome dado a uma série de mudanças que ocorrem nas comunidades de um 
determinado ecossistema. Sobre a sucessão primária, marque a alternativa correta: 
a) A sucessão primária ocorre em uma área que já foi ocupada por uma comunidade anteriormente. 
b) A sucessão primária pode acontecer em áreas desmatadas, por exemplo. 
c) A sucessãoprimária ocorre em ambientes estéreis, onde nunca houve a ocupação por seres vivos. 
d) A sucessão primária é o último estágio da sucessão ecológica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Biologia 
 
7. No quadro estão apresentadas informações sobre duas estratégias de sobrevivência que podem ser 
adotadas por algumas espécies de seres vivos: 
 
Na recuperação de uma área desmatada deveriam ser reintroduzidas primeiramente as espécies que 
adotam qual estratégia? 
a) Estratégia 1, pois essas espécies produzem descendentes pequenos, o que diminui a competição 
com outras espécies. 
b) Estratégia 2, pois essas espécies têm uma longa duração da vida, o que favorece a produção de 
muitos descendentes. 
c) Estratégia 1, pois essas espécies apresentam um elevado potencial biótico, o que facilita a rápida 
recolonização da área desmatada. 
d) Estratégia 2, pois essas espécies estão adaptadas a hábitats mais estáveis, o que corresponde 
ao ambiente de uma área desmatada. 
e) Estratégia 2, pois essas espécies apresentam um tamanho populacional constante, o que propicia 
uma recolonização mais estável da área desmatada 
 
 
8. Sucessão ecológica representa o processo de mudanças sucessivas nas comunidades que compõem 
um ecossistema. Durante esse processo, vários eventos ocorrem, ao longo da sucessão, até o 
estabelecimento de uma comunidade estável. Sobre esses eventos, são feitas as seguintes 
afirmações: 
I. A produtividade primária bruta aumenta no início do processo, depois se estabiliza. 
II. A diversidade das espécies aumenta, assim como a biomassa, atingindo o máximo no clímax. 
III. A reciclagem dos nutrientes aumenta no início do processo, tornando-se mais rápida. 
IV. As cadeias alimentares tornam-se mais simples, pois aumenta o número de nichos ecológicos. 
 
Estão corretas apenas as afirmativas: 
a) I, III e IV. 
b) I, II e III. 
c) II, III e IV. 
d) I, II e IV. 
e) todas estão corretas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Biologia 
 
9. Segundo a teoria da curva ambiental de Kuznets, o índice de poluição e de impactos ambientais nas 
sociedades industriais comporta-se como na figura abaixo: a degradação da natureza aumenta 
durante os estágios iniciais do desenvolvimento de uma nação, mas se estabiliza e passa a decrescer 
quando o nível de renda e de educação da população aumenta. Considere a curva ambiental de 
Kuznets representada na figura e quatro situações ambientais distintas: 
I. Implantação de programas de reflorestamento. 
II. Mata nativa preservada. 
III. Estabelecimento de uma comunidade clímax. 
IV. Área desmatada para extração de madeira. 
 
 
 
Na curva, as posições marcadas de 1 a 4 correspondem, respectivamente, às situações: 
a) I, IV, III e II. 
b) II, III, I e IV. 
c) II, IV, I e III. 
d) IV, I, II e III. 
e) IV, III, I e II. 
 
 
10. A comunidade clímax constitui a etapa final de uma sucessão ecológica. Considera-se que a 
comunidade chegou ao clímax quando: 
a) as teias alimentares, menos complexas, são substituídas por cadeias alimentares. 
b) a produção primária bruta é igual ao consumo. 
c) cessam a competição interespecífica e a competição intraespecífica. 
d) a produção primária líquida é alta. 
e) a biomassa vegetal iguala-se à biomassa dos consumidores. 
 
 
https://exerciciosweb.com.br/ecologia/populacao-potencial-biotico-exercicios/
 
 
 
 
10 
Biologia 
 
Gabarito 
 
1. D 
Na situação I, com o aumento da matéria orgânica, há o aumento dos decompositores aumentando 
assim a respiração no corpo d’água. Já em ambientes com pouca ou nenhuma poluição, o processo 
sucessional se dá com a fotossíntese em maior taxa do que a respiração. 
 
2. E 
No processo sucessional, a colonização por espécies pioneiras permitirá ter condições necessárias 
para o estabelecimento de espécies de comunidade clímax ao longo do tempo. 
 
3. B 
No processo sucessional, as condições criadas pela comunidade pioneira permitem o aumento da 
biodiversidade biológica e o aumento da biomassa. Conforme o estabelecimento das novas 
comunidades, o microclima mudará. 
 
4. E 
Os gráficos I e III mostram como a comunidade poderá crescer ao longo do tempo em um processo em 
que já havia uma comunidade anterior, sofrendo um processo sucessional secundário. 
 
5. E 
Neste caso a comunidade clímax é onde permitirá o maior número de espécies para o ambiente, 
situação descrita na fase 4. 
 
6. C 
A sucessão primária ocorre em ambientes que não foram ocupados por uma comunidade 
anteriormente. Neste caso, os primeiros seres a estarem iniciando o processo sucessional seriam os 
líquens e musgos. 
 
7. C 
A estratégia 1 (estratégia r) com seu elevado potenciado potencial biótico permite grande número de 
prole, o que favorece a recolonização da área desmatada. 
 
8. B 
A afirmação IV está incorreta, pois a medida que a sucessão ecológica ocorre, mais complexas se 
tornam as cadeias alimentares. 
 
9. C 
Posição 1 – II: A curva de Kuznets mostra que o impacto ambiental é baixo no início da instalação de 
uma sociedade humana em determinado local; 
Posição 2 – IV: A degradação da natureza vai aumentando conforme à extração da madeira com alto 
valor agregado (isso ocorre à medida que a população aumenta). 
Posição 3 – I: Com o passar do tempo, a conscientização leva à implantação de programas de 
recuperação da área desmatada. 
Posição 4 – III: Como consequência da conscientização ocorrerá a restauração de uma comunidade 
clímax ou próxima ao que seria a vegetação original. 
 
10. B 
A comunidade clímax possui o consumo igual ao que produz, uma vez que é uma comunidade de alta 
complexidade. 
 
 
 
 
 
1 
Filosofia 
 
 
Sócrates e teoria das ideias de Platão 
 
Resumo 
 
Sócrates: Ignorância e autoconhecimento 
O filósofo ateniense Sócrates (469 – 399 a.C) foi um pensador do período clássico da filosofia grega antiga 
e é considerado o pai da filosofia. Podemos afirmar que Sócrates é um marco importante na filosofia pela 
postura que o pensador admitia na busca do conhecimento. Partindo da frase “Conhece-te a ti mesmo” uma 
das máximas délficas inscritas no templo de Apolo, Sócrates revolucionou o pensamento, que até então era 
voltado ao mundo ao redor do homem, para seu interior, inaugurando a filosofia antropológica. Essa máxima 
guiou o filósofo na sua relação com o conhecimento, que nunca se afirmava como sábio, mas amante do 
saber. 
Sócrates se considerava um ignorante. Afirmava que acreditar saber aquilo que não sabe era a ignorância 
mais reprovável. Por ser um amante da sabedoria, tinha uma postura humilde frente ao conhecimento e 
acreditava que reconhecer sua própria ignorância era o primeiro passo na busca da verdade. O oráculo de 
Delfos chegou a afirmar que Sócrates era o homem mais sábio que existia. Mas esse, ao saber disso, e, em 
autoexame, afirmou: “Se sei de uma coisa, é de que nada sei”. A partir dessa afirmação podemos perceber o 
quanto Sócrates valorizava o autoconhecimento. Para ele, uma vida não refletida não vale a pena ser vivida. 
Por isso, o pensador criou um método de (auto)investigação que baseou sua ação em Atenas e acabou por 
despertar a ira da elite local. 
 
 
O método socrático 
Sócrates acreditava na superioridade da língua oral sobre a língua escrita. Considerava que o conhecimento 
deveria ser construído sempre através do diálogo e, por isso, não deixou nenhum texto 
escrito. Diferentemente dos sofistas, Sócrates era um pensador dogmático, ou seja, acreditava que era 
possível encontrar o conhecimento verdadeiro através da diferenciação entre a mera opinião (doxa) e a 
verdade (episteme). 
 A genialidade do seu pensamento pode ser compreendida, em linhas gerais, se atentarmos para o método 
socrático, que é composto de dois momentos principais: A ironia e a maiêutica. A ironia pode ser entendida 
como o momento destrutivo do diálogo, onde Sócrates procurava mostrar ao seu interlocutor que aquilo que 
ele considerava ser uma verdade tratava-se apenasde uma opinião. É o momento chave da assunção da 
ignorância. Já no segundo momento do diálogo – a maiêutica – Sócrates fazia o que chamava de parto das 
ideias (inspirado pelo ofício de sua mãe), levando seu interlocutor a buscar a verdade por si mesmo através 
do diálogo. 
 
A teoria das ideias de Platão 
Discípulo mais importante de Sócrates, responsável por quase tudo que sabemos sobre seu mestre, Platão 
é tido por muitos como o maior filósofo de todos os tempos. De fato, produziu ele uma obra imensa, da qual 
nos restaram cerca de 28 livros, abrangendo e todos os temas possíveis para a investigação filosófica. Não 
 
 
 
 
2 
Filosofia 
 
 
obstante toda essa variedade, porém, a obra platônica possui uma unidade, um eixo central: a chamada 
Teoria das Ideias. 
Elaborada basicamente como um esforço de síntese entre o mobilismo de Heráclito e o imobilismo de 
Parmênides, a Teoria das Ideias de Platão era dualista: segundo ela, a realidade se encontra dividida em dois 
níveis: o mundo sensível e o mundo inteligível. No que diz respeito ao mundo sensível, Heráclito estaria 
correto, ao assinalar o devir e o conflito; no que diz respeito ao mundo inteligível, Parmênides seria o correto, 
ao ressaltar a permanência e a identidade. 
De acordo com Platão, o mundo sensível, realidade mais imediata e aparente, é o conjunto de tudo aquilo 
que percebemos com os cinco sentidos, através de nosso corpo; por sua vez, o mundo inteligível, realidade 
mais profunda, invisível aos sentidos, só é captável pela razão, pela inteligência, através da alma. Para esta 
divisão platônica, no mundo sensível se encontram as coisas, realidades concretas, palpáveis, determinadas; 
já no mundo inteligível se encontram as Ideias, essências abstratas das coisas. Enquanto as Ideias são 
eternas e imutáveis, as coisas são mutáveis e passageiras; enquanto as Ideias são unas e espirituais, as 
coisas são múltiplas e corpóreas; enquanto as Ideias inteligíveis são modelos perfeitos e acabados, as 
coisas sensíveis são cópias imperfeitas e corruptíveis. Em suma, neste mundo sensível em que vivemos se 
encontra apenas o reflexo imperfeito do mundo inteligível (ou mundo das Ideias) que só pode ser acessado 
pela alma. Lembre-se sempre, é claro, que entre as próprias Ideias há uma hierarquia ontológica, e a Ideia 
suprema é a ideia do Bem. 
Esta diferença ontológica é que serve de base para a teoria do conhecimento de Platão. Uma vez que o 
mundo inteligível é superior ao sensível, sendo perfeito e servindo de base para ele, apenas a razão, apenas 
a alma, que é capaz de alcançar o mundo das Ideias, pode efetivamente obter conhecimento genuíno, a 
verdade absoluta. Por sua vez, preso que é ao mundo sensível, o corpo, dotado dos cincos sentidos, só pode 
obter opinião, alcançar verdade relativa. Não à toa, para Platão, o método que dá ao homem condições de 
alcançar as Ideias é a dialética, isto é, a discussão racional - influência de Sócrates. Aliás, a diferença 
fundamental entre o filósofo e o homem comum, de acordo com Platão, é justamente que, enquanto o 
primeiro se guia por sua alma e, portanto, pelo que é eterno, o segundo se guia por seu corpo, sendo escravo 
de impulsos passageiros. 
 
 
A alegoria da caverna 
Platão apresenta sua concepção através de um instrumento ilustrativo, a alegoria ou mito da caverna. Nela, 
Platão nos pede para imaginarmos uma série de homens presos em uma caverna desde a sua infância. Tais 
homens, porém, encontram-se presos de um modo especial: estão algemados de uma maneira com que 
jamais conseguem olhar para entrada da caverna, mas apenas para o seu fundo. Do lado de fora da caverna, 
por sua vez, há uma mureta e, atrás dela, alguns transitando com objetos nas mãos. Mais além da mureta, 
há uma fogueira. Ora, a fogueira, projetando luz sobre os homens da mureta, gera sombras no fundo da 
caverna. Os prisioneiros, algemados desde a infância, capazes apenas de ver o fundo da caverna, 
naturalmente consideram as sombras, única realidade que conseguem ver, a única realidade verdadeira. 
Diz Platão: imaginemos, porém, que um dos prisioneiros se liberte, perceba que aquela realidade de sombras 
é apenas o reflexo imperfeito de uma realidade superior, livre-se das algemas e saia da caverna. Obviamente, 
tal prisioneiro terá dificuldade, a princípio, de adaptar-se ao ambiente externo: a luz do Sol tenderá a cegá-
lo, uma vez que ele estava acostumado à escuridão. Com o tempo, porém, ele se adaptará, diz Platão, verá 
com nitidez os homens da mureta e poderá enfim ver o próprio Sol de frente. Depois, alegre e satisfeito, 
sentindo-se na obrigação de esclarecer seus amigos, voltará à caverna para revelar o engano dos demais 
prisioneiros. Estes, porém, inteiramente acostumados às sombras, não o compreenderão, o verão como 
louco e o matarão. 
 
 
 
 
3 
Filosofia 
 
 
A alegoria da caverna é um exemplo de como Platão compreende a realidade. Os prisioneiros da caverna 
somos nós, seres humanos. As sombras representam o mundo sensível. A mureta e os homens da mureta, 
original do qual derivam as sombras, são o mundo inteligível ou mundo das Ideias. As algemas que 
aprisionam os homens e só os permitem ver as sombras são os sentidos. O homem que se liberta da caverna 
e volta para esclarecer os demais é o filósofo (sua morte pelos demais prisioneiros é uma referência à 
Sócrates). O exercício e a dificuldade do homem em adaptar-se à luz do ambiente externo é a dialética. A 
ideia suprema, a ideia de Bem, é representada pelo Sol. 
 
 
 
 
 
4 
Filosofia 
 
 
Exercícios 
 
1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No centro da imagem, o filósofo Platão é retratado apontando para o alto. Esse gesto significa que o 
conhecimento se encontra em uma instância na qual o homem descobre a 
a) suspensão do juízo como reveladora da verdade. 
b) realidade inteligível por meio do método dialético. 
c) salvação da condição mortal pelo poder de Deus. 
d) essência das coisas sensíveis no intelecto divino. 
e) ordem intrínseca ao mundo por meio da sensibilidade. 
 
 
2. Leia o texto a seguir. 
Eis com efeito em que consiste o proceder corretamente nos caminhos do amor ou por outro se deixar 
conduzir: em começar do que aqui é belo e, em vista daquele belo, subir sempre, como que servindo-
se de degraus, de um só para dois e de dois para todos os belos corpos, e dos belos corpos para os 
belos ofícios, e dos ofícios para as belas ciências até que das ciências acabe naquela ciência, que de 
nada mais é senão daquele próprio belo, e conheça enfim o que em si é belo. 
(PLATÃO. Banquete, 211 c-d. José Cavalcante de Souza. São Paulo: Abril Cultural, 1972. (Os Pensadores) p. 48). 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Platão, é CORRETO afirmar que 
a) a compreensão da beleza se dá a partir da observação de um indivíduo belo, no qual percebemos 
o belo em si. 
b) a percepção do belo no mundo indica seus vários graus que visam a uma dimensão 
transcendente da beleza em si. 
c) a compreensão do que é belo se dá subitamente, quando partimos dele para compreender os 
belos ofícios e ciências. 
d) a observação de corpos, atividades e conhecimentos permite distinguir quais deles são belos ou 
feios em si. 
e) a participação do mundo sensível no mundo inteligível possibilita a apreensão da beleza em si. 
 
 
 
 
5 
Filosofia 
 
 
3. Segundo a conhecida alegoria da caverna, que aparece no Livro VII da República, de Platão, há 
prisioneiros, voltados para uma parede em que são projetadas as sombras de objetos que eles não 
podem ver. Esses prisioneiros representam a humanidade em seu estágio de mais baixo saber acerca 
da realidade e de si mesmos: a doxa, ou “opinião”. Um desses prisioneiros é libertado à força, num 
processo que ele quer evitar e que lhe causa dor e enormes dificuldades de visão (conhecimento). 
Gradativamente, ele é conduzido para fora da caverna, a um estágio em que podever as coisas em si 
mesmas, isto é, os fundamentos eternos de tudo o que, antes, ele via somente mediante sombras. 
Esses fundamentos são as Formas. Para além das Formas, brilha o Sol, que representa a Forma das 
Formas, o Bem, fonte essencial de todo ser e de todo conhecer e unicamente acessível mediante 
intuição direta. Com base nisso, responda à seguinte questão: se chegamos ao conhecimento das 
Formas mediante a dialética, que é o estabelecimento de fundamentos que possibilitam o 
conhecimento das coisas particulares (sombras), 
é CORRETO dizer que: 
a) para Platão, a dialética é o conhecimento imediato (doxa) dos objetos particulares. 
b) o Bem é um objeto particular, que pode ser conhecido sensivelmente, de modo imediato e indolor, 
por todos os seres humanos. 
c) as Formas são somente suposições teóricas, sem realidade nelas mesmas. 
d) a dialética, que não é o último estágio do ser e do conhecer, permite chegar, mediante um processo 
difícil, que exige esforço, às coisas em si mesmas (Formas). 
e) a dialética, último estágio do ser e do conhecer, permite chegar, mediante um processo difícil, ao 
conhecimento do Bem 
 
 
4. Leia o texto a seguir sobre o tema Filosofia na História: 
A filosofia antiga grega e greco-romana tem uma história mais que milenar. Partindo do século VI a.C., 
chega até o ano de 529 d.C., ano em que o imperador Justiniano mandou fechar as escolas pagãs e 
dispersar os seus seguidores. Nesse arco de tempo, podemos distinguir o momento das grandes 
sínteses de Platão e Aristóteles. 
(REALE, Giovanni. História da Filosofia: Antiguidade e Idade Média. São Paulo: Paulinas, 1990, p. 25-26). 
 
O autor na citação acima sinaliza a significância do período sistemático da filosofia antiga. No que 
tange à filosofia de Platão, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Enfatiza as ideias no mundo sensível, buscando a verdade na natureza. 
b) Retrata a doutrina das ideias e salienta a existência do mundo ideal para fazer possível a 
verdadeira ciência. 
c) Prioriza a verdade do mundo concreto com a confiança no conhecimento dos sentidos. 
d) Sinaliza o valor dos sentidos como condição para o alcance da verdade. 
e) Atenta para o significado da razão no plano da existência da realidade sensível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Filosofia 
 
 
5. Leia o texto para responder à questão. 
Pensemos num cavalo diante de nós. Então perguntemos: o que é isso? Platão diria: “Esse animal não 
possui nenhuma existência verdadeira, mas apenas uma aparente, um constante vir-a-ser. 
Verdadeiramente é apenas a Ideia, que se estampa naquele cavalo, que não depende de nada, nunca 
veio-a-ser, sempre da mesma maneira. Enquanto reconhecemos nesse cavalo sua Ideia, é por 
completo indiferente se temos aqui diante de nós esse cavalo ou seu ancestral. Unicamente a Ideia do 
cavalo possui ser verdadeiro e é objeto do conhecimento real”. Agora, deixemos Kant falar: “Esse 
cavalo é um fenômeno no tempo, no espaço e na causalidade, que são as condições a priori completas 
da experiência possível, presentes em nossa faculdade de conhecimento, não determinações da 
coisa-em-si. Para saber o que ele pode ser em si, seria preciso outro modo de conhecimento além 
daquele que unicamente nos é possível pelos sentidos e pelo entendimento.” 
(Arthur Schopenhauer. “Sobre as ideias”. Metafísica do belo, 2003. Adaptado.) 
 
Schopenhauer compara as filosofias platônicas e kantianas, fazendo-as responder a uma mesma 
questão. Na perspectiva platônica, o cavalo presente “diante de nós” é 
a) absolutamente igual a todos os cavalos do mundo. 
b) um ser imutável e eterno. 
c) a essência do cavalo real. 
d) a demonstração da inexistência do mundo inteligível. 
e) uma sombra da ideia do cavalo. 
 
 
6. O Oráculo de Delfos teria declarado que Sócrates (470-399 a.C.) era o mais sábio dos homens. Essa 
profecia marcou decisivamente a concepção socrática de Filosofia, pois sua verdade não era óbvia: 
“Logo ele, sem qualquer especialização, ele que estava ciente de sua ignorância? Logo ele, numa 
cidade [Atenas] repleta de artistas, oradores, políticos, artesãos? Sócrates parece ter meditado 
bastante tempo, buscando o significado das palavras da pitonisa. Afinal concluiu que sua sabedoria 
só poderia ser aquela de saber que nada sabia, essa consciência da ignorância sobre as coisas que 
era sinal e começo da autoconsciência.” 
(J. A. M. Pessanha) 
Sobre a filosofia de Sócrates, é incorreto afirmar que: 
a) a sabedoria de Sócrates está em saber que nada sabe, enquanto os homens em geral estão 
impregnados de preconceitos e noções incorretas, e não se dão conta disso. 
b) a filosofia de Sócrates consiste em buscar a verdade, aceitando as opiniões contraditórias dos 
homens; quanto mais importante era a posição social de um homem, mais verdadeira era sua 
opinião. 
c) o reconhecimento da própria ignorância é o primeiro passo para a sabedoria, pois, assim, 
podemos nos livrar dos preconceitos e abrir caminho para a verdade. 
d) após muito questionar os valores e as certezas vigentes, Sócrates foi acusado de não respeitar 
os deuses oficiais (impiedade) e corromper a juventude; foi julgado e condenado à morte por 
ingestão de cicuta. 
e) o caminho socrático para a sabedoria deve ser trilhado pelo próprio indivíduo, que deve por ele 
mesmo reconhecer seus preconceitos e opiniões, rejeitá-los e, através da razão, atingir a verdade 
imutável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Filosofia 
 
 
7. Na Grécia Antiga, o filósofo Sócrates ficou famoso por interpelar os transeuntes e fazer perguntas aos 
que se achavam conhecedores de determinado assunto. Mas durante o diálogo, Sócrates colocava o 
interlocutor em situação delicada, levando-o a reconhecer sua própria ignorância. Em virtude de sua 
atuação, Sócrates acabou sendo condenado à morte sob a acusação de corromper a juventude, 
desobedecer às leis da cidade e desrespeitar certos valores religiosos. Considerando essas 
informações sobre a vida de Sócrates, assim como a forma pela qual seu pensamento foi transmitido, 
pode-se afirmar que sua filosofia: 
a) transmitia conhecimentos de natureza científica. 
b) baseava-se em uma contemplação passiva da realidade. 
c) transmitia conhecimentos exclusivamente sob a forma escrita entre a população ateniense. 
d) ficou consagrada sob a forma de diálogos, posteriormente redigidos pelo filósofo Platão. 
e) procurava transmitir às pessoas conhecimentos de natureza mitológica. 
 
 
8. No pórtico da Academia de Platão, havia a seguinte frase: “não entre quem não souber geometria”. 
Essa frase reflete sua concepção de conhecimento: quanto menos dependemos da realidade empírica, 
mais puro e verdadeiro é o conhecimento tal como vemos descrito em sua Alegoria da Caverna. 
 
“A ideia de círculo, por exemplo, preexiste a toda a realização imperfeita do círculo na areia ou na 
tábula recoberta de cera. Se traço um círculo na areia, a ideia que guia a minha mão é a do círculo 
perfeito. Isso não impede que essa ideia também esteja presente no círculo imperfeito que eu tracei. 
É assim que aparece a ideia ou a forma.” 
JEANNIÈRE, Abel. Platão. Tradução de Lucy Magalhães. Rio de Janeiro: Zahar, 1995. 
 
Com base nas informações, assinale a alternativa que interpreta corretamente o pensamento de 
Platão. 
a) A Alegoria da Caverna demonstra, claramente, que o verdadeiro conhecimento não deriva do 
“mundo inteligível”, mas do “mundo sensível”. 
b) Todo conhecimento verdadeiro começa pela percepção, pois somente pelos sentidos podemos 
conhecer as coisas tais quais são. 
c) Quando traçamos um círculo imperfeito, isto demonstra que as ideias do “mundo inteligível” não 
são perfeitas, tal qual o “mundo sensível”. 
d) As ideias são as verdadeiras causas e princípio de identificação dos seres; o “mundo inteligível” 
é onde se obtêm os conhecimentos verdadeiros. 
e) Ideias são fruto da interação do ser humano com os objetos, que produzem fenômenos 
inteligíveis. Os objetos em si não podem ser conhecidos,apenas a reação que causam em nossos 
sentidos guiados por nossa razão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Filosofia 
 
 
9. Leia o seguinte trecho da Alegoria da Caverna. 
Agora imagine que por esse caminho as pessoas transportam sobre a cabeça objetos de todos os 
tipos: por exemplo, estatuetas de figuras humanas e de animais. Numa situação como essa, a única 
coisa que os prisioneiros poderiam ver e conhecer seriam as sombras projetadas na parede a sua 
frente. 
CHALITA, G. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Ática, 2006, p. 50. 
Com base na leitura do trecho e em seus conhecimentos sobre a obra de Platão (428 a.C. – 348 a.C.), 
assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Platão distingue o mundo sensível ou das aparências, onde tudo o que se capta por meio dos 
sentidos pode ser motivo de engano, e o mundo inteligível, onde se encontram as ideias a partir 
das quais surgem os elementos do mundo sensível. 
b) Platão tinha como principal objetivo o conhecimento das ideias: realidades existentes por si 
mesmas, essências a partir das quais podem ser geradas suas cópias imperfeitas. 
c) O pensamento de Platão deu origem aos fundamentos da ciência moderna graças ao seu método 
de observação e experimentação para o conhecimento dos fenômenos naturais. 
d) A obra de Platão está fundamentada em um método de investigação conhecido como dialética 
cujo objetivo é superar a simples opinião (doxa) e atingir o conhecimento verdadeiro ou ciência 
(episteme). 
e) Conhecer é relembrar as ideias que a alma contemplou no mundo inteligível, já que a alma é eterna 
e tem acesso a todo o conhecimento, mas se esquece do que viu ao encarnar 
 
 
10. Leia o texto a seguir. 
“SÓCRATES: Portanto, como poderia ser alguma coisa o que nunca permanece da mesma maneira? 
Com efeito, se fica momentaneamente da mesma maneira, é evidente que, ao menos nesse tempo, 
não vai embora; e se permanece sempre da mesma maneira e é ‘em si mesma’, como poderia mudar 
e mover-se, não se afastando nunca da própria Ideia? 
CRÁTILO: Jamais poderia fazê-lo. 
SÓCRATES: Mas também de outro modo não poderia ser conhecida por ninguém. De fato, no próprio 
momento em que quem quer conhecê-la chega perto dela, ela se torna outra e de outra espécie; e 
assim não se poderia mais conhecer que coisa seja ela nem como seja. E certamente nenhum 
conhecimento conhece o objeto que conhece se este não permanece de nenhum modo estável. 
CRÁTILO: Assim é como dizes.” 
PLATÃO, Crátilo, 439e-440a. 
 
Assinale a alternativa correta, de acordo com o pensamento de Platão. 
a) Para Platão, o que é “em si” e permanece sempre da mesma forma, propiciando o conhecimento, 
é a Ideia, o ser verdadeiro e inteligível. 
b) Platão afirma que o mundo das coisas sensíveis é o único que pode ser conhecido, na medida em 
que é o único ao qual o homem realmente tem acesso. 
c) As Ideias, diz Platão, estão submetidas a uma transformação contínua. Conhecê-las só é possível 
porque são representações mentais, sem existência objetiva. 
d) Platão sustenta que há uma realidade que sempre é da mesma maneira, que não nasce nem 
perece e que não pode ser captada pelos sentidos e que, por isso mesmo, cabe apenas aos 
deuses contemplá-la. 
e) Platão afirma que a dialética é uma síntese entre duas ideias. Foi o que seu pensamento tentou 
construir, articulando Heráclito e Parmênides numa corrente filosófica que tanto a mudança 
quando a permanência são verdade e realidade. 
 
 
 
 
9 
Filosofia 
 
 
Gabarito 
 
1. B 
Para Platão existem dois mundos – o inteligível e o sensível. No mundo inteligível ou das ideias, as coisas 
são perfeitas, verdadeiras, eternas. Já no sensível – o mundo material, onde o homem habita- 
convivemos com as cópias. Desta forma, para Platão o conhecimento verdadeiro se encontra no mundo 
inteligível – em cima. Por isso, Platão aponta para o alto. 
 
2. B 
a) Incorreta. Observar alguém belo é apenas ter contato com certo grau de beleza, e não a conhecer em 
si mesma, pois, para se atingir esse em si, segundo Platão, é preciso abstrair das várias belezas do 
mundo da sensibilidade e acessar a beleza ideal, que é transcendente. 
b) Correta. Para Platão, só conhecemos algo verdadeiramente quando conhecemos o “em si”, ou seja, 
a essência de algo, que para ele explica a existência de diversos graus de beleza no mundo sensível. 
c) Incorreta. Compreendemos o belo em si, para Platão, partindo da compreensão dos vários belos 
ofícios, ciências e seres que percebemos no dia a dia e que são belos em certa medida. Não temos 
uma apreensão do em si antes do contato com as várias formas como ele aparece para nós no 
mundo sensível. Mas só acessamos o em si transcendendo o sensível via dialética, o que não ocorre 
subitamente. 
d) Incorreta. Observando a realidade que nos cerca, mesmo distinguindo coisas belas de feias, não as 
distinguimos de modo verdadeiro, já que apenas distinguimos certos graus de beleza e feiura. Só 
sabemos o que é belo e feio em si, para Platão, transcendendo os graus em que estes aparecem no 
sensível, ou seja, acessando o inteligível via dialética. 
e) Incorreta. A beleza em si, para Platão, tem existência transcendente no mundo inteligível, das 
ideias/formas, que, por sua vez, é fundamento ou causa da realidade dos fenômenos sensíveis. O 
mundo da sensibilidade, ou mundo dos fenômenos, possui certos graus dessa beleza, por 
participação do em si, de modo gradado, na realidade sensível. 
 
3. D 
De acordo com o pensamento de Platão, a dialética é o instrumento que possibilita ao indivíduo o alcance 
da verdade. A dialética platônica serve para mostrar as contradições e falhas fundamentais das ideias 
do senso comum. Assim, o método dialético admite as contradições para poder superá-las, através do 
questionamento das ideias pré-concebidas, para, a partir de então, poder buscar o conhecimento 
verdadeiro. 
 
4. A 
Para responder à questão, o aluno deve conhecer o pensamento filosófico platônico, segundo o qual o 
verdadeiro conhecimento humano se daria a partir da passagem do “mundo das aparências” para o 
“mundo das essências” ou “mundo das ideias”. Para Platão, as formas e conceitos só existiriam em suas 
formas puras e imutáveis no plano das ideias, o que possibilitaria um conhecimento autêntico de todas 
as coisas. As impressões advindas dos sentidos, por sua vez, levariam a ideias ilusórias, de modo que 
no mundo sensível estariam presentes cópias imperfeitas e mutáveis dos conceitos, tal como indicado 
pela alternativa [A]. 
 
5. E 
Para Platão, algo do mundo sensível só pode ser denominado por participar deste mesmo algo no mundo 
inteligível. Ou seja, o cavalo manifestado materialmente, que podemos tocar, cheirar e ver, é uma mera 
sombra, uma cópia imperfeita da ideia de cavalo que existe no mundo das ideias. Para ele, são essas 
ideias que devem ser alvo de nosso raciocínio e inteligência. Conhecer realmente é conhecer as ideias 
que estão no mundo inteligível. 
 
 
 
 
 
 
10 
Filosofia 
 
 
6. A 
A verdade em nada se relaciona com a importância de determinados homens. Para os homens se 
tornarem sábios, devem trilhar o caminho da filosofia, perceber a contradição de suas ideias e passar a 
buscar a verdade. 
 
7. D 
A filosofia de Sócrates é baseada na dialética, onde, através do método socrático, interpelava as pessoas 
e iniciava um diálogo com a intenção de atacar a mera opinião e fazer nascer novas ideias 
comprometidas com a verdade. Sócrates afirmava que as pessoas devem gerar o conhecimento por si, 
sendo apenas o “parteiro” dessas ideias. Por seu conhecimento em livros textos seria contrariar sua 
perspectiva e seu método. Por isso, principalmente através de Platão, os registros sobre a filosofia 
socrática aparecem em formato de diálogos. 
 
8. D 
A afirmativa A está incorreta, porque, para Platão, o verdadeiro conhecimento é o do "mundo inteligível", 
das ideias. O conhecimento do mundo sensível é, portanto, falho, como fica demonstrado na Alegoria da 
Caverna. A afirmativa Bestá incorreta, pois podemos entender percepção como sinônimo de 
sensibilidade ou empirismo, o que para Platão não leva ao conhecimento verdadeiro. A afirmativa C está 
incorreta, porque, ao traçar um círculo imperfeito, demonstramos que é impossível reproduzir no mundo 
sensível a perfeição existente no mundo das ideias. Por fim, a alternativa D está correta, pois trata-se da 
ideia platônica dos "conceitos" ou "universais". 
 
9. C 
- A afirmativa C está incorreta porque se refere a Aristóteles. Foi ele o filósofo que se preocupou com 
métodos para observação e experimentação dos fenômenos naturais, sendo um precursor do 
desenvolvimento da ciência moderna. Como a filosofia de Platão era mais voltada ao conhecimento 
idealístico do mundo, ele não teve a preocupação de pensar as coisas em sua realidade concreta, 
sensível. 
 
 
10. A 
A - Correta. Para Platão as ideias são perfeitas e imutáveis, e somente elas trazem o verdadeiro 
conhecimento a respeito das coisas, por isso, a teoria da dialética é a única maneira de sair da opinião, 
indo de ideia em ideia até intuir a ideia Suprema. B, C, D e E - Incorretas. Para Platão o mundo das coisas 
sensíveis é o mundo das aparências, das sombras, limitados à opinião, e por isso, não oferecem 
conhecimento verdadeiro sobre as coisas. A única realidade imutável e que oferece, aos que a elas 
chegam, um conhecimento sobre as coisas, é a realidade das ideias, que podem ser 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
Física 
 
Principais forças da dinâmica 
 
Resumo 
 
Após o estudo das Leis de Newton, podemos definir as principais forças que usamos na Dinâmica: força peso, 
força normal, força elástica, tração e força de atrito. 
Para uma melhor análise, o estudo da força de atrito terá uma aula específica e não será considerada neste 
material. 
 
Peso 
Força de interação entre qualquer corpo de massa 𝑚 com um campo gravitacional pode ser calculado com a 
equação: 
P⃗⃗ = mg⃗ 
 
Onde 𝑔 é a aceleração da gravidade local. 
Note: 
• A massa é sempre maior do que zero 
• 𝑃 tem sempre a mesma direção e sentido de 𝑔. 
 
Normal 
Força de interação de um corpo e uma superfície. A força normal será sempre perpendicular à superfície e no 
sentido da superfície para o corpo. Não existe uma equação específica para calcular a força normal, deverá 
ser feito uma análise das forças aplicadas na direção da normal e, por um sistema linear, determinar seu valor. 
 
Atenção: normal não forma par ação e reação com o peso! 
 
Tração 
Representação de força que cabos, fios e cordas quando esticados. Cada pedaço da corda sofre uma tração, 
que pode ser representada por um par de forças iguais e contrárias que atuam no sentido do alongamento da 
corda. 
 
 
 
 
 
2 
Física 
 
Obs: Dinamômetro é um instrumento de medição que utilizamos para medir o modulo da força aplicada em 
um corpo. Normalmente esse instrumento esta acoplado à corda para medir a intensidade da força de tração. 
 
Força elástica 
Força que aparece durante a deformação de algum corpo com características elásticas, ou seja, que pode ser 
deformado durante a aplicação de uma força e que tem a capacidade de voltar ao seu tamanho original assim 
que a força for cessada. Corda de borracha, elásticos e molas são os exemplos mais comuns em questões. 
A força elástica é um vetor que tem mesma direção e sentido oposto à força aplicada para deformar a mola 
em questão, sendo assim chamada de força de restituição. O módulo da força elástica pode ser calculado 
pela equação: 
F = kx 
 
Onde 𝑘 é o coeficiente de elasticidade (característica da mola) e 𝑥 é a deformação sofrida pela mola. 
 
 
 
Unidades 
A dinâmica utiliza as unidades do Sistema Internacional (SI) em suas grandezas. Vamos deixar aqui claro 
quais as unidades que desejamos utilizar para cada uma das forças citadas: 
• [F] = Newton (N) 
• [m] = Quilograma (kg) 
• [g] = Metro por Segunto ao quadrado (m/s²) 
• [K] = Newton por Metro (N/m) 
• [x] = Metro (m) 
 
 
 
 
 
 
3 
Física 
 
Exercícios 
 
1. Um livro de peso igual a 4 N está apoiado, em repouso, na palma de sua mão. Complete as sentenças 
abaixo: 
I. Uma força para baixo de 4 N é exercida sobre o livro pela __________. 
II. Uma força para cima de __________ é exercida sobre o(a) __________ pela mão. 
III. A força para cima (item II) é reação à força para baixo (item I)? __________ 
a) mão, 14 N, Terra, Sim. 
b) Terra, 4 N, livro, Sim. 
c) Terra, 4 N, Terra, Não. 
d) Terra, 8 N, Terra, Sim. 
e) Terra, 4 N, livro, Não. 
 
 
2. Um astronauta de massa m e peso P foi levado da superfície da Terra para a superfície de um planeta 
cuja aceleração da gravidade, em módulo, é igual a um terço da aceleração da gravidade registrada na 
superfície terrestre. No novo planeta, os valores da massa e do peso desse astronauta, em função de 
suas intensidades na Terra, serão respectivamente: 
a) 
m
, P
3
 
b) m, P 
c) 
P
m,
3
 
d) 
m P
,
3 3
 
 
 
3. A mola varia seu comprimento de 10cm para 22cm quando penduramos em sua extremidade um corpo 
de 4N. 
 
Determine o comprimento total dessa mola, quando penduramos nela um corpo de 6N. 
a) 28 cm. 
b) 38 cm. 
c) 18 cm. 
d) 20 cm. 
e) 40 cm. 
 
 
 
 
4 
Física 
 
4. A mola da figura tem constante elástica 20 N/m e encontra-se alongada de 20 cm sob a ação do corpo 
A cujo peso é 5,0 N. Nessa situação de equilíbrio, determinar a indicação da balança, graduada em 
Newtons. 
 
 
a) 2 N. 
b) 1 N. 
c) 4 N. 
d) 5 N. 
e) 3 N. 
 
 
5. A figura a seguir mostra uma corrente formada por três elos. A massa de cada elo é de 100g e uma 
força vertical F puxa essa corrente para cima. A corrente sobe com uma aceleração de 3,0 m/s². 
 
 
 
Considerando essas informações, o valor do módulo da força F que puxa a corrente; do módulo da 
força resultante que atua sobre o elo do meio e do módulo da força que o elo do meio faz sobre o elo 
de baixo, respectivamente: 
a) 4,9N ; 0,5 N ; 1,2 N. 
b) 3,9N ; 0,4 N ; 1,2 N. 
c) 4,9N ; 0,3 N ; 1,5 N. 
d) 5,9N ; 0,3 N ; 1,3 N. 
e) 3,9N ; 0,3 N ; 1,3 N. 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 
6. Uma carga de 10 · 10³ kg é abaixada para o porão de um navio atracado. A velocidade de descida da 
carga em função do tempo está representada no gráfico da figura: 
 
 
Considerando g = 10 m/s², determine os módulos das forças de tração T1, T2 e T3, no cabo que sustenta 
a carga, entre 0 e 6 segundos, entre 6 e 12 segundos e entre 12 e 14 segundos, respectivamente. 
a) 115000 𝑁, 100000 𝑁 𝑒 65000 𝑁. 
b) 100000 𝑁, 85000 𝑁 𝑒 50000 𝑁 
c) 95000 𝑁, 100000 𝑁 𝑒 115000 𝑁 
d) 50000 𝑁, 100000 𝑁 𝑒 115000 𝑁 
e) 85000 N, 85000 N e 95000 N 
 
 
7. Uma balança na portaria de um prédio indica que o peso de Chiquinho é de 600 N. A seguir, outra 
pesagem é feita na mesma balança, no interior de um elevador, que sobe com aceleração de sentido 
contrário ao da aceleração da gravidade e módulo a = g/10 em que g = 10m/s². Nessa nova situação, 
o ponteiro da balança aponta para o valor que está indicado corretamente na seguinte figura: 
 
a) 
 
c) 
 
b) 
 
d) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Física 
 
8. A mola da figura está: 
 
- em (1) no seu tamanho natural 
- em (2) tracionada por uma força de 10N 
- em (3) tracionada por uma força de 25N 
 
Podemos afimar, em relação à lei de Hooke: 
a) A situação obedece à lei de Hooke completamente. 
b) A situação não obedece à lei de Hooke, já que forças de modulo diferentes proporcionam 
expansões diferentes para mola. 
c) A situação não obedece à lei de Hooke, já que o valor da constante da mole é diferente para 
ambos os casos. 
 
9. Dois blocos, 1 e 2, são arranjados de duas maneiras distintas e empurrados sobre uma superfície sem 
atrito, por uma mesma força horizontal F. As situações estão representadas nas figuras I e II abaixo. 
 
 
 
Considerando que a massa do bloco 1 é m1 e que a massa do bloco 2 é m2 = 3m1, a opção queindica 
a intensidade da força que atua entre blocos, nas situações I e II, é, respectivamente, 
a) F/4 e F/4 
b) F/4 e 3F/4 
c) F/2 e F/2 
d) 3F/4 e F/4 
e) F e F 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Física 
 
10. O sistema a seguir apresenta aceleração de 2 m/s² e a tração no fio é igual a 72 N. Considere que a 
massa de A é maior que a massa de B, o fio é inextensível e não há atrito na polia. A diferença entre as 
massas desses dois corpos é igual a 
Considere g = 10 m/s² 
 
 
 
a) 1 kg 
b) 3 kg 
c) 4 kg 
d) 6 kg 
 
 
 
 
 
 
8 
Física 
 
Gabarito 
 
1. E 
A questão ressalta a lei ação e reação. 
 
2. C 
 
Não há alteração na massa. Para o peso, temos que: 
P mg
g
P' mg' m
3
P
P'
3
=
= = 
 =
 
 
3. A 
𝐹 = 𝑘𝑥 
4 = 𝑘(22 − 10) 
𝑘 = 1/3
𝑁
𝑐𝑚
 
Calculando a deformação: 
F = kx 
6 =
1
3
x 
x = 18cm 
Portanto, o comprimento é 18 + 10 (inicial) = 28 cm. 
 
4. B 
Fr = P − F 
P = 5N 
F = kx = 20.0,2 = 4N 
Fr = 5 − 4 = 1N 
 
5. E 
F – P = ma → F – 3 = 0,3.3 → F = 3,9 N. 
 Só sobre o elo do meio: FR = ma = 0,1 . 3 = 0,3 N. 
Elo de baixo: T – P = ma → T – 1 = 0,1 . 3 → T = 1,3 N. 
 
6. C 
Para todos os casos, teremos, de maneira generalizada: 
T − P = ma 
T − 1000.10 = 1000. a 
T = 1000. a + 10000 
Agora, aplicando para T1, T2 e T3, temos: 
T1 = 1000.0,5 + 10000 = 10500 N 
T2 = 1000.0 + 10000 = 10000 N 
T3 = T1 = 10500 N 
 
 
 
 
9 
Física 
 
7. D 
Elevador subindo: 
N − P = ma 
N = P + ma = 600 + 60. (
g
10
) = 660N 
 
8. A 
Em 2 – F = kx → 10 = k.5 → k = 2 N/m 
Em 3 – F = kx → 25 = k.12,5 → k = 2 N/m 
Sim, obedece à lei de Hooke, pois o k é constante. 
 
9. D 
Nos dois casos a aceleração tem o mesmo módulo: 
𝐹 = (𝑚1 + 𝑚2)𝑎 → 𝐹 = (𝑚1 + 3𝑚1)𝑎 → 𝐹 = 4𝑚1𝑎 → 𝑎 =
𝐹
4𝑚1
 
Calculando as forças de contato: 
𝐹12 = 𝑚2𝑎 → 𝐹12 = 3𝑚1
𝐹
4𝑚1
=
3𝐹
4
 
𝐹21 = 𝑚1𝑎 → 𝐹21 = 𝑚1
𝐹
4𝑚1
=
𝐹
4
 
 
10. B 
Como a massa do bloco A é maior que a massa do bloco B, a tendência do sistema de blocos é “girar” no 
sentido anti-horário. 
 
De acordo com o diagrama de forças acima, temos que: 
𝐹𝑅 = 𝑚𝐴𝑎 = 𝑃𝐴 − 𝑇 
2𝑚𝐴 = 10𝑚𝐴 − 72 
𝑚𝐴 = 9𝑘𝑔 
 
𝐹𝑅 = 𝑚𝐵𝑎 = 𝑇 − 𝑃𝐵 
2𝑚𝐵 = 72 − 10𝑚𝐵 
𝑚𝐵 = 6𝑘𝑔 
𝑚𝐴 − 𝑚𝐵 = 9 − 6 = 3𝑘𝑔 
 
 
 
 
1 
Física 
 
Exercícios sobre calorimetria 
 
Exercícios 
 
1. As altas temperaturas de combustão e o atrito entre suas peças móveis são alguns dos fatores que 
provocam o aquecimento dos motores à combustão interna. Para evitar o superaquecimento e 
consequentes danos a esses motores, foram desenvolvidos os atuais sistemas de refrigeração, em 
que um fluido arrefecedor com propriedades especiais circula pelo interior do motor, absorvendo o 
calor que, ao passar pelo radiador, é transferido para a atmosfera. 
Qual propriedade o fluido arrefecedor deve possuir para cumprir seu objetivo com maior eficiência? 
a) Alto calor específico. 
b) Alto calor latente de fusão. 
c) Baixa condutividade térmica. 
d) Baixa temperatura de ebulição. 
e) Alto coeficiente de dilatação térmica. 
 
 
2. Churros é uma composição que normalmente consiste em um tubo de massa de farinha de trigo 
recheado com um doce. Suponha que a mãe prepara para a filha, no forno, churros com recheio de 
doce de leite. O churros é servido no prato e a menina consegue pegar a parte da massa com a mão, 
mas ao abocanhar o churros, afasta-o rapidamente da boca porque sente que o recheio de doce de 
leite está bem mais quente que a massa. Assumindo que no instante da retirada de dentro do forno 
todas as partes do churros estavam na mesma temperatura, que a parte do doce de leite e a parte da 
massa possuem a mesma quantidade de gramas, e que houve fluxo de calor para fora do churros 
desse instante até o momento que a menina é servida, a diferença de temperatura entre a massa e o 
recheio, quando a menina mordeu, ocorreu porque o 
 
a) calor específico do doce de leite é maior do que o calor específico da massa. 
b) calor latente de sublimação do doce de leite é maior do que o calor latente de sublimação da 
massa. 
c) coeficiente de dilatação térmica da massa é maior do que o coeficiente de dilatação térmica do 
doce de leite. 
d) calor latente de sublimação do doce de leite é menor do que o calor latente de sublimação da 
massa. 
e) o coeficiente de dilatação térmica do doce de leite é maior do que o coeficiente de dilatação 
térmica da massa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Física 
 
3. Uma garrafa térmica tem como função evitar a troca de calor entre o líquido nela contido e o ambiente, 
mantendo a temperatura de seu conteúdo constante. Uma forma de orientar os consumidores na 
compra de uma garrafa térmica seria criar um selo de qualidade, como se faz atualmente para informar 
o consumo de energia de eletrodomésticos. O selo identificaria cinco categorias e informaria a 
variação de temperatura do conteúdo da garrafa, depois de decorridas seis horas de seu fechamento, 
por meio de uma porcentagem do valor inicial da temperatura de equilíbrio do líquido na garrafa. 
O quadro apresenta as categorias e os intervalos de variação percentual da temperatura. 
 
 
 
Para atribuir uma categoria a um modelo de garrafa térmica, são preparadas e misturadas, em uma 
garrafa, duas amostras de água, uma a 10ºC e outra a 40ºC, na proporção de um terço de água fria 
para dois terços de água quente. A garrafa é fechada. Seis horas depois, abre-se a garrafa e mede-se 
a temperatura da água, obtendo-se 16ºC. 
 
Qual selo deveria ser posto na garrafa térmica testada? 
a) A 
b) B 
c) C 
d) D 
e) E 
 
 
4. Num dia em que a temperatura ambiente é de 37ºC, uma pessoa, com essa mesma temperatura 
corporal, repousa à sombra. Para regular sua temperatura corporal e mantê-la constante, a pessoa 
libera calor através da evaporação do suor. Considere que a potência necessária para manter seu 
metabolismo é 120 W e que, nessas condições, 20% dessa energia é dissipada pelo suor, cujo valor de 
vaporização é igual ao da água (540 cal/g). Utilize 1 cal igual a 4 J. 
Após duas horas nessa situação, que quantidade de água essa pessoa deve ingerir para repor a perda 
pela transpiração? 
a) 0,08 g. 
b) 0,44 g. 
c) 1,30 g. 
d) 1,80 g. 
e) 80,0 g. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Física 
 
5. Clarice colocou em uma xícara 50 mL de café a 80 ºC, 100 mL de leite a 50 ºC e, para cuidar de sua 
forma física, adoçou com 2 mL de adoçante líquido a 20 ºC. Sabe-se que o calor específico do café 
vale 1 cal/gºC, do leite vale 0,9 cal/gºC, do adoçante vale 2 cal/gºC e que a capacidade térmica da 
xícara é desprezível. 
 
 
Considerando que as densidades do leite, do café e do adoçante sejam iguais e que a perda de calor 
para a atmosfera é desprezível, depois de atingido o equilíbrio térmico, a temperatura final da bebida 
de Clarice, em ºC, estava entre 
a) 75,0 e 85,0 
b) 65,0 e 74,9 
c) 55,0 e 64,9 
d) 45,0 e 54,9 
e) 35,0 e 44,9 
 
 
6. 
 
Quais são os processos de propagação de calor relacionados à fala de cada personagem? 
a) Convecção e condução. 
b) Convecção e irradiação. 
c) Condução e convecção. 
d) Irradiação e convecção. 
e) Irradiação e condução. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Física 
 
7. Uma quantidade m do material A, de calor específico desconhecido, foi posta em contato térmico com 
igual quantidade m do material B, cujo calor específico é cB = 0,22 cal/g.°C. Os materiais em contato 
foram isolados termicamente da vizinhança, e a temperatura de cada um foi medida ao longo do tempo 
até o equilíbrio térmico entre eles ser atingido. A figura mostra os gráficos de temperatura versus 
tempo, resultantes dessas medidas. 
 
O calor específico cA do material A vale: 
a) 0,44 cal/g °C 
b) 0,33 cal/g °C 
c) 0,22 cal/g °C 
d) 0,11 cal/g °C 
e) 0,06 cal/g °C 
 
 
8. A água de uma piscina tem 2,0 m de profundidade e superfície com 50 m² de área. Se a intensidade 
da radiação solar absorvida pela águadessa piscina for igual a 800 W/m², o tempo, em horas, para a 
temperatura da água subir de 20 ºC para 22 ºC, por efeito dessa radiação, será, aproximadamente, 
igual a 
 
Dados: 
Densidade da água = 1 g/cm³; 
Calor específico da água = 1 cal/gºC; 
1 cal = 4 J 
 
a) 0,8 
b) 5,6 
c) 1,6 
d) 11 
e) 2,8 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Física 
 
9. Foi realizada uma experiência em que se utilizava uma lâmpada de incandescência para, ao mesmo 
tempo, aquecer 100 g de água e 100 g de areia. Sabe-se que, aproximadamente, 1 cal = 4 J e que o 
calor específico da água é de 1 cal / gºC e o da areia é 0,2 cal / gºC. Durante 1 hora, a água e a areia 
receberam a mesma quantidade de energia da lâmpada, 3,6 kJ, e verificou-se que a água variou sua 
temperatura em 8 ºC e a areia em 30 ºC. Podemos afirmar que a água e a areia, durante essa hora, 
perderam, respectivamente, a quantidade de energia para o meio, em kJ, igual a 
a) 0,4 e 3,0. 
b) 2,4 e 3,6. 
c) 0,4 e 1,2. 
d) 1,2 e 0,4. 
e) 3,6 e 2,4. 
 
 
10. O gráfico mostra o fluxo térmico do ser humano em função da temperatura ambiente em um 
experimento no qual o metabolismo basal foi mantido constante. A linha azul representa o calor 
trocado com o meio por evaporação (E) e a linha vermelha, o calor trocado com o meio por radiação e 
convecção (RC). 
 
 
Sabendo que os valores positivos indicam calor recebido pelo corpo e os valores negativos indicam o 
calor perdido pelo corpo, conclui-se que: 
a) em temperaturas entre 36ºC e 40ºC, o corpo recebe mais calor do ambiente do que perde. 
b) à temperatura de 20ºC, a perda de calor por evaporação é maior que por radiação e convecção. 
c) a maior perda de calor ocorre à temperatura de 32ºC. 
d) a perda de calor por evaporação se aproxima de zero para temperaturas inferiores a 20ºC. 
e) à temperatura de 36ºC, não há fluxo de calor entre o corpo e o meio. 
 
 
 
 
 
6 
Física 
 
Gabarito 
 
1. A 
Da expressão: 
𝑸 = 𝒎𝒄∆𝜽 → ∆𝜽 =
𝑸
𝒎𝒄
 
O fluido arrefecedor deve recebe calor e não sofrer sobreaquecimento. Então, o fluido deve ter alto calor 
específico. 
 
2. A 
O calor específico do recheio é maior do que a da massa, variando menos rapidamente sua temperatura. 
 
3. D 
Desprezando a capacidade térmica da garrafa, pela equação do sistema termicamente isolado 
calculamos a temperatura de equilíbrio (Te): 
∑ 𝑸 = 𝟎 → 𝑸𝒇𝒓𝒊𝒂 + 𝑸𝒒𝒖𝒆𝒏𝒕𝒆 = 𝟎 →
𝒎
𝟑
𝒄(𝑻𝒆 − 𝟏𝟎) +
𝟐𝒎
𝟑
𝒄(𝑻𝒆 − 𝟒𝟎) = 𝟎 
𝑻𝒆 = 𝟑𝟎°𝑪 
 
O módulo da variação de temperatura é: 
|∆𝑻| = |𝑻𝒇 − 𝑻𝒆| = |𝟏𝟔 − 𝟑𝟎| = 𝟏𝟒°𝑪 
 
Calculando a variação percentual: 
|∆𝑻|
𝑻𝒆
. 𝟏𝟎𝟎 =
𝟏𝟒
𝟑𝟎
. 𝟏𝟎𝟎 ≈ 𝟒𝟔, 𝟕% 
 
4. E 
A potência utilizada (PU) na evaporação da água é 20% da potência total (PT) necessária para manter o 
metabolismo. 
𝑷𝑼 = 𝟎, 𝟐. 𝟏𝟐𝟎 = 𝟐𝟒𝑾 
 
Sabendo que: 
𝑸 = 𝑷𝑼. ∆𝒕 𝒆 𝑸 = 𝒎𝑳 
𝒎𝑳 = 𝑷𝑼∆𝒕 
𝒎 =
𝑷𝑼∆𝒕
𝑳
=
𝟐𝟒(𝟐. 𝟑𝟔𝟎𝟎)
𝟓𝟒𝟎. 𝟒
= 𝟖𝟎𝒈 
 
5. C 
Considerando sistema termicamente isolado: 
𝑸𝒄𝒂𝒇é + 𝑸𝒍𝒆𝒊𝒕𝒆 + 𝑸𝒂𝒅𝒐ç𝒂𝒏𝒕𝒆 = 𝟎 
(𝒅𝑽𝒄∆𝜽)𝒄𝒂𝒇é + (𝒅𝑽𝒄∆𝜽)𝒍𝒆𝒊𝒕𝒆 + (𝒅𝑽𝒄∆𝜽)𝒂𝒅𝒐ç𝒂𝒏𝒕𝒆 = 𝟎 
𝟓𝟎. 𝟏. (𝜽 − 𝟖𝟎) + 𝟏𝟎𝟎. 𝟎, 𝟗. (𝜽 − 𝟓𝟎) + 𝟐. 𝟐. (𝜽 − 𝟐𝟎) = 𝟎 
𝜽 =
𝟖𝟓𝟖𝟎
𝟏𝟒𝟒
≈ 𝟓𝟗, 𝟔°𝑪 
 
 
 
 
7 
Física 
 
6. E 
A propagação de energia oriunda do Sol é por irradiação. 
As luvas são feitas de materiais isolantes térmicos, dificultando a condução de calor. 
 
7. D 
𝑄𝐴 + 𝑄𝐵 = 0 
𝑚𝑐𝐴(20 − 100) + 𝑚. 0,22. (20 − (−20)) = 0 
𝑐𝐴 = 0,11
𝑐𝑎𝑙
𝑔°𝐶
 
 
8. B 
Calculando a massa de água: 
𝑉 = 𝐴𝑏𝑎𝑠𝑒ℎ 
𝑑 =
𝑚
𝑉
 
𝑑 =
𝑚
𝐴𝑏𝑎𝑠𝑒ℎ
→ 𝑚 = 𝑑𝐴𝑏𝑎𝑠𝑒ℎ = 10
3. 50.2 = 105𝑘𝑔 
 
Calculando a potência absorvida: 
𝐼 =
𝑃
𝐴
→ 𝑃 = 𝐼𝐴 = 800.50 = 4. 104𝑊 
 
Da definição de potência e da equação do calor sensível: 
𝑃 =
𝑄
∆t
→ 𝑄 = 𝑃∆𝑡 
𝑄 = 𝑚𝑐∆𝜃 
∆𝑡 =
𝑚𝑐∆𝜃
𝑃
=
105. 4. 103. 2
4. 104
= 2. 104𝑠 
∆𝑡 =
20000
3600
ℎ ≈ 5,6ℎ 
 
9. C 
Calculando a quantidade de calor absorvida por cada uma das amostras: 
𝑄á𝑔𝑢𝑎 = (𝑚. 𝑐. ∆𝜃)á𝑔𝑢𝑎 = 100.4.8 = 3200𝐽 = 3,2𝑘𝐽 
𝑄𝑎𝑟𝑒𝑖𝑎 = (𝑚. 𝑐. ∆𝜃)𝑎𝑟𝑒𝑖𝑎 = 100.0,8.30 = 2400𝐽 = 2,4𝑘𝐽 
 
As quantidades de energias perdidas são: 
𝐸á𝑔𝑢𝑎 = 3,6 − 3,2 = 0,4𝑘𝐽 
𝐸𝑎𝑟𝑒𝑖𝑎 = 3,6 − 2,4 = 1,2𝑘𝐽 
 
10. D 
Análise gráfica. 
O gráfico indica que as perdas de calor por evaporação (linha azul, curva E) decrescem com a diminuição 
da temperatura ambiente. Mantido o comportamento monotônico associado a essa função, espera-se 
que essas perdas se aproximem de zero para temperaturas inferiores a 20 ºC, tal como sugere a 
alternativa D. 
 
 
 
 
1 
Geografia 
 
Globalização econômica 
 
Resumo 
 
Globalização 
A globalização, ou mundialização, é um processo em que os fenômenos (economia, política, cultura, questão 
ambiental) passam a ocorrer em uma escala global. Do ponto de vista histórico, essa globalização inicia-se 
com as Grandes Navegações. Do ponto de vista geográfico, a intensificação desse processo é mais atual e 
ocorre após a dissolução da União Soviética e o fim da Guerra Fria. A globalização é um processo bem amplo, 
todavia, sua vertente econômica é a mais destacada e cobrada nos vestibulares. Assim, é necessário se 
aprofundar um pouco mais nesse contexto. 
Durante a década de 1980, o modelo de crescimento adotado pela União Soviética já mostrava seu 
esgotamento. O fim da Guerra Fria e deste contexto de Velha Ordem Mundial já era observado no horizonte 
próximo. Assim, inicia-se o estabelecimento das bases da Nova Ordem Mundial, na qual todos os países 
seguiriam a mesma lógica econômica, o Neoliberalismo. Logo é fundamental estudar globalização e 
neoliberalismo de forma associada. 
 
Neoliberalismo e sua relação com o Estado 
O Neoliberalismo é uma doutrina econômica que resgata os ideais liberais, mas altera o papel do Estado. 
Aqui ele tem uma função mínima de adotar políticas de desregulamentação da economia, privatizações, 
flexibilização de leis trabalhistas. Por isso ele é denominado Estado Mínimo. O Neoliberalismo é fundamental 
para o processo de globalização e vice-versa. 
Margareth Thatcher (Reino Unido) e Ronald Reagan (EUA), surgem como símbolos da adoção dessa nova 
política econômica de Estado, embora a experiência neoliberal tenha começado, de fato, no Chile, durante as 
reformas ditatoriais de Augusto Pinochet. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Geografia 
 
Neoliberalismo x Keynesianismo 
A crítica do Neoliberalismo ao sistema Keynesiano é a de que o “Estado forte” é muito custoso 
economicamente e limita assim as ações comerciais, prejudicando a chamada “liberdade econômica”. Além 
disso, o aumento dos salários e o fortalecimento dos sindicatos são vistos como ameaças à economia, pois 
podem aumentar os custos com mão de obra e elevar os índices de inflação. Neste sentido, os neoliberais 
defendem a desregulamentação da força de trabalho, com a diminuição da renda e a flexibilização do 
processo produtivo. 
Por outro lado, a corrente econômica que defende a forte atuação do Estado na economia crítica o 
Neoliberalismo pelo aumento da desigualdade, precariedade trabalhista, redução da soberania nacional e a 
mercantilização de tudo. 
 
 
Consenso de Washington 
Para conseguir espalhar essa política econômica pela América Latina, principal área de influência dos 
Estados Unidos, foi criado o Consenso de Washington, que funcionava basicamente como uma receita de 
bolo para os países adotarem o Neoliberalismo. Algumas das recomendações econômicas são: disciplina 
fiscal; redução de gastos públicos; reforma tributária; juros de mercado; câmbio de mercado; abertura 
comercial; eliminação de restrições aos investimentos estrangeiros; privatização das estatais; e 
desregulamentação das leis econômicas e trabalhistas. 
 
 
 
 
 
3 
Geografia 
 
Formação de blocos econômicos 
Os blocos econômicos correspondem a associações regionais com objetivo de facilitar e incentivaro livre 
comércio entre os países, derrubando ou reduzindo as barreiras econômicas. A formação desses blocos se 
intensifica no contexto da globalização e do neoliberalismo. 
A partir de diferentes medidas, como a redução de tarifas, impostos ou exigências alfandegárias, é possível 
aumentar a fluidez de capitais, bens e pessoas entre os países membros. Nem todos os blocos são iguaise 
existem diferentes níveis de integração. Do mais simples ao mais complexo, sempre incorporando a 
característica do anterior, é possível classificá-los como: 
• Zona de Livre Comércio: busca facilitar a livre circulação de mercadorias e capitais dentro dos limites 
do bloco, estabelecendo uma tarifa interna comum (TIC). O Nafta, atualmente denominado UMSCA, é 
um grande exemplo. 
• União Aduaneira: Além da existência da TIC, é definida uma tarifa externa comum (TEC). Além de facilitar 
a livre circulação de mercadorias entre os países membros, busca definir tarifas únicas para negociar 
com outros países. O que possibilita esse tipo de bloco negociar com outros países ou outros blocos, 
buscando vantagens econômicas. O Mercosul é um exemplo. 
• Mercado Comum: possui todas as características dos blocos anteriores, porém apresenta uma 
integração mais ambiciosa, buscando-se uma padronização da legislação econômica, fiscal e 
trabalhista. O objetivo é a livre circulação de capitais, serviços e pessoas. 
• União Monetária e Política: é o maior nível de integração dos blocos. Além de possuir uma moeda única 
e consequentemente a criação de um Banco Central, busca também uma unificação legislativa 
profunda, superando os limites dos Estados. O único exemplo é a União Europeia e o tão famoso Banco 
Central Europeu, bem como o Parlamento Europeu. 
 
 
Esquema representativo dos níveis de integração dos blocos econômicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Geografia 
 
Exercícios 
 
1. Cada ponto do espaço torna-se então importante, efetivamente ou potencialmente. Como a produção 
se mundializa, as possibilidades de cada lugar se afirmam e se diferenciam em nível mundial. Dada a 
crescente internacionalização do capital (...) observar-se-á uma tendência à fixação mundial — e não 
mais nacional. 
Milton Santos, Metamorfose do espaço habitado, 1997 
Relacionando a ideia de espaço geográfico com a noção de globalização, podemos afirmar que: 
a) A globalização traz uma ideia de fechamento do mundo e o espaço geográfico perde sua 
importância neste novo cenário. 
b) O capitalismo global impôs uma forte rigidez do processo produtivo, desestimulando a migração 
das transnacionais, daí a reorientação do uso do espaço. 
c) A verticalidade do espaço geográfico permitiu uma globalização mais solidária e uma melhor 
distribuição da renda mundial, como se verifica neste início de século. 
d) A fluidez e mobilidade das transnacionais permitiu a descentralização do processo produtivo e a 
consequente reconfiguração do espaço mundial. 
e) As diferenciações geográficas perderam importância devido à diminuição da escolha a distância 
para a instalação de uma empresa. 
 
 
2. “... Com a globalização, o que temos é um território nacional da economia internacional, isto é, o 
território continua existindo, as normas públicas que regem são da alçada nacional, ainda que as 
forças mais ativas do seu dinamismo atual tenham origem externa...” 
Milton Santos, Por uma nova globalização 
Relacionando a frase de Milton Santos e a globalização, podemos afirmar que 
a) o Estado nacional recebe hoje uma maior influência de forças externas devido à 
internacionalização da economia. 
b) os Estados passaram, com a globalização, a ganhar poder e agir independentemente das 
questões mercadológicas internacionais. 
c) as fronteiras se tornaram menos permeáveis, tanto em relação aos agentes externos, como em 
relação aos produtos internacionais. 
d) o mundo hoje é controlado por grandes corporações internacionais e o Estado perdeu totalmente 
a capacidade de normalizar seu território no setor econômico, ocupando-se somente do bem 
estar de sua população. 
e) a redução do Estado neoliberal à esfera somente política facilitou o desenvolvimento do comércio 
mundial, tornando a concorrência e a distribuição mais igualitárias e justas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Geografia 
 
3. O reconhecimento, por parte dos teóricos do capitalismo, de que o atual estágio da economia requeria 
a reformulação das concepções liberais, especialmente no que toca à atuação do Estado, deu origem 
a uma doutrina batizada de neoliberalismo. Algumas de suas bases são: 
a) A revisão do sistema de propriedade agrária com a promoção de reforma agrária gradual, como 
que se busca reequilibrar a distribuição da população entre o campo e os centros urbanos. 
b) A criação de políticas assistencialistas com o objetivo de reduzir as diferenças sociais por meio 
do apoio financeiro e centrais sindicais e organizações não governamentais. 
c) A intervenção estatal nos mais amplos setores produtivos a fim de garantir empregos, salários e 
estimular a participação dos trabalhadores nos lucros a partir de determinados índices de 
produtividade. 
d) A atuação do Estado para garantir estabilidade econômica por meio do controle de taxas de juros, 
estabelecimentos de políticas cambiais e privatização de setores antes considerados estratégicos. 
e) A garantia de benefícios sociais garantidos pelo Estado que advém do Keynesianismo e perdurou 
no Neoliberalismo. 
 
 
4. (Mackenzie 2010) “Não há sociedade, só indivíduos” 
Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica. 
 
Primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro na história da Inglaterra, de 1979 a 1990, 
Thatcher recebeu do então presidente norte-americano, Ronald Reagan, o título de “o homem forte do 
Reino Unido”. Indicada pelo Partido Conservador, suas decisões firmes marcaram a adoção de uma 
política neoliberal e o fim do modelo, então praticado, conhecido como Welfare State. 
 
Com relação a esse novo modelo de governo, assinale a alternativa correta. 
a) Privatização de empresas estatais, em que produtos e serviços considerados estratégicos para a 
soberania nacional são submetidos à lógica do mercado internacional, permitindo um aumento 
dos gastos públicos em saúde e educação. 
b) Retomada de uma política econômica sustentada por economistas, como Haydek e Friedman, 
defendendo a absoluta liberdade econômica, mas com preocupações voltadas para a distribuição 
da riqueza nacional. 
c) Possibilidade de que países em desenvolvimento melhorassem seus quadros sociais, com o 
aumento de empregos para a classe trabalhadora, graças à atuação de empresas transnacionais 
em diversos setores. 
d) Corte de gastos no setor social, aumento do desemprego, endurecimento nas negociações com 
os sindicatos, elevação das taxas de juros e fim da intervenção estatal, dando total liberdade aos 
setores financeiro e econômico. 
e) Nova diretriz de governo adotada por Thatcher, na Inglaterra, não foi implementada pelos líderes 
de outras nações, que criticavam as desigualdades sociais geradas pela adoção desse modelo 
econômico. 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
5. Embora o termo tenha sido cunhado em 1938 pelo sociólogo e economista alemão Alexander Rustow, 
o Neoliberalismo só ganharia efetiva aplicabilidade e reconhecimento na segunda metade do século 
XX, especialmente a partir da década de 1980. Nesta época, houve um grande crescimento da 
concorrência comercial, muito em função da supremacia que o capitalismo demonstrava conquistar 
sobre o sistema socialista. Desse modo, assinale a alternativa que apresenta característica(s) de um 
estado neoliberal. 
a) Interferência do Estado na economia; indústrias estatais. 
b) Livre mercado; Estado mínimo. 
c) Defesa dos princípios socialistas. 
d) Controle de preços por instituições do governo; impostos elevados. 
e) Protecionismo econômico de indústrias; regulação das atividades produtivas.6. (Unicamp 2020) A origem da sociedade em rede decorre do desenvolvimento dos meios de transporte, 
das comunicações e da transmissão de energia, característica essencial da organização espacial da 
sociedade moderna - uma sociedade umbilicalmente ligada à evolução da técnica, à aceleração das 
interligações e da movimentação das pessoas, de objetos e de capitais sobre os territórios. Nesse 
contexto, tem lugar a mudança, associada à rapidez do aumento da densidade e da escala da 
circulação. 
(Adaptado de Ruy Moreira, Da região à rede e ao lugar: a nova realidade e o novo olhar geográfico sobre o mundo, etc..., 
espaço, tempo e critica, n. 1(3), p. 57,2007.) 
No mundo contemporâneo, as redes configuram uma nova forma de organização geográfica das 
sociedades porque 
a) colocam todos os lugares em conexão, garantem fluidez ao processo global de produção e 
homogeneízam os espaços. 
b) anulam a importância dos territórios e fronteiras nacionais na articulação da geopolítica mundial, 
reconfigurando a geografia do poder. 
c) constituem sistemas usados livremente pelas sociedades em busca de projetos emancipatórios, 
ampliando os conflitos e as disputas políticas. 
d) sobrepõem-se, na escala mundo, às configurações regionais do passado, impondo um novo 
funcionamento reticular e hierárquico aos territórios. 
 
7. O Fórum Social Mundial (FSM) é um espaço internacional para reflexão e organização de todos os que 
estão construindo alternativas para favorecer o desenvolvimento humano e buscar a superação da 
dominação dos mercados. O FSM reuniu-se, pela primeira vez, na cidade de Porto Alegre em 2001, 
com o objetivo de se opor ao Fórum Econômico Mundial de Davos. O Fórum Econômico é financiado 
por mais de 1000 empresas multinacionais e tem cumprido, desde 1971, papel estratégico na 
formulação de determinadas políticas em todo mundo. 
(www.forumsocialportoalegre.org.br.Adaptado.) 
O Fórum Social Mundial contrapõe-se às políticas 
a) de embargo econômico, que promovem a transferência de moedas para paraísos fiscais. 
b) neoliberais, que levam ao enfraquecimento dos mecanismos de controle estatal da economia. 
c) de reestruturação econômica, que promovem mudanças no âmbito da produção e da propriedade. 
d) keynesianas, que promovem o controle do Estado sobre os setores relacionados à infraestrutura. 
e) de planificação da economia, que levam à coexistência entre as propriedades estatais e as 
privadas. 
 
 
 
 
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Geografia 
 
8. (FMP 2014) Autoridades governamentais e de organismos financeiros internacionais, agentes 
financeiros, representantes de agronegócio, acadêmicos, jornalistas e militantes de movimentos 
sociais e de organizações não governamentais têm atribuído o aumento dos preços dos alimentos a 
diversas causas. 
ROMANO, J. Le Monde Diplomatique Brasil. São Paulo, jul.2008. p.10. 
 
Sobre o aumento dos preços dos alimentos no mundo entre 2007 e 2008. uma das causas levantadas 
pelo autor do texto acima relaciona-se a acordos de livre-comércio e políticas que desmantelaram a 
capacidade de alguns países produzirem seu próprio alimento, enquanto promoviam a agricultura de 
exportação e o crescimento das transnacionais. 
 
No contexto apontado, essa seria uma causa de ordem econômica, especialmente relacionada 
a) à oferta, devido ao aumento de preço dos fertilizantes. 
b) à demanda, devido ao declínio do número de consumidores. 
c) aos elementos conjunturais, devido ao aumento da inflação. 
d) aos elementos estruturais, devido à opção pela política neoliberal. 
e) aos elementos socioespaciais, devido à intensificação do processo de urbanização. 
 
 
9. Dentre os cenários desenhados para o mundo a partir da aceleração do processo de globalização, 
destaca-se a ideia da superação do Estado-nação como principal unidade política e econômica de 
estruturação do espaço mundial. Como justificativa para a construção desse cenário, podem-se 
destacar, entre outras: 
a) O crescimento de instituições políticas e econômicas supranacionais, como a Organização 
Mundial de Comércio, e a relativa autonomia dos circuitos financeiros em escala mundial, 
caracterizada pela livre circulação de capitais. 
b) O aumento das migrações inter-regionais, facilitada pela abertura das fronteiras entre os países, 
e o crescente intercâmbio cultural entre os povos, possibilitado pela expansão dos meios de 
comunicação em todo o mundo. 
c) O aparecimento de organizações baseadas no princípio do desenvolvimento sustentável, como as 
ONGs, e a aceitação de grupos étnicos como entidades políticas e econômicas soberanas, a 
exemplo dos Curdos, na Turquia. 
d) A diminuição dos conflitos separatistas, como os ocorridos nos Bálcãs, e o crescente 
reconhecimento da ONU como fórum privilegiado para a solução de conflitos políticos e 
econômicos locais e regionais. 
e) A mundialização dos hábitos de consumo e comportamento, disseminados pelos meios de 
comunicação, e o crescente desinteresse das novas gerações pelas questões de política interna e 
externa de seus países. 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
10. O fim da Guerra Fria e a desagregação da URSS puseram fim ao mundo bipolar e à antiga classificação 
dos países em Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo. O Segundo Mundo reunia os antigos países 
socialistas. Hoje, a nova ordem mundial, representada na figura, divide as nações em pobres e ricas, 
ou subdesenvolvidas e desenvolvidas. 
 
Assinale a alternativa que melhor descreve a nova ordem mundial. 
a) Os países emergentes, também chamados de subdesenvolvidos industrializados ou em 
industrialização, atraem os investimentos das empresas transnacionais porque apresentam as 
vantagens de um mercado consumidor em expansão, dos inúmeros incentivos fiscais que 
oferecem e da estabilidade político-econômica. 
b) Os antigos países socialistas, agora ditos países de economia “em transição”, atraem grandes 
investimentos e estão adaptando-se à economia de mercado, inclusive Coréia do Norte e Vietnã. 
c) A multipolaridade modificou a distribuição da riqueza. Isso porque, hoje, os polos econômicos 
possuem modernas estratégias para alcançar novos mercados. Dessa maneira, embora os países 
ricos permaneçam ricos, os que pertenciam ao Terceiro Mundo veem a pobreza diminuir. 
d) O conflito Norte-Sul antagoniza, de um lado, tecnologia, alto nível de vida e riqueza, e de outro lado, 
exclusão dos novos meios técnico-científicos, baixo nível de vida e pobreza. 
e) A maioria dos países latino-americanos, asiáticos e africanos subdesenvolvidos do Sul desperta 
o interesse econômico dos desenvolvidos do Norte, pois representam novos mercados 
consumidores e de investimento de capital especulativo, inclusive os da África Subsaariana, que 
passam por turbulências tribais, seca, fome e aids. 
 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
Gabarito 
 
1. D 
Em um contexto de globalização, as relações produtivas se tornaram mais fluidas no espaço. Os 
avanços nos transportes e comunicações possibilitaram o deslocamento das etapas de produção de 
bens das empresas transnacionais para áreas que apresentam maiores vantagens, garantindo maiores 
lucratividade. Neste sentido, ocorreu a desconcentração produtiva dos países centrais para os países 
periféricos e emergentes, reconfigurando o espaço mundial. 
 
2. A 
A internacionalização da economia refere-se aos fluxos (matérias primas, produtos, serviços, dinheiro, 
ideias e pessoas) entre dois ou mais Estados-Nação. É uma das características mais significativas 
observadas nos últimos anos e é consequência da globalização. Estas trocas decorrentes da 
internacionalização exercem influência, sobretudo os fluxos externos, sobre os Estados, pois em muitos 
casos estes fluxos chegam mais e com mais força do que propriamente os fluxos internos. 
 
3. D 
No Neoliberalismo o Estado deixa de ter um papel interventor para assumir uma postura reguladora, 
que muitas vezes é flexibilizada em favor das empresas. Nesse sentido, em princípio, o Estado“dita as 
regras do jogo” econômico, tornando o cenário favorável a auto regulação da economia, acarretando, 
por exemplo, menores gastos públicos. 
 
4. D 
O Neoliberalismo foi uma doutrina proposta por Thatcher e Reagan e foi adotado em substituição ao 
Keynesianismo e preconizava aspectos como o corte de gastos públicos com o setor social e a auto 
regulação do mercado com a mínima influência do Estado na economia. 
 
5. B 
O neoliberalismo é uma política econômica que defende a redução do papel do Estado na economia e 
maior abertura comercial. Dá ênfase ao mercado, a desregulamentação do sistema financeiro e a 
privatização de empresas estatais. 
 
6. D 
A sociedade em rede é caracterizada meio técnico-científico informacional. Esse MTCI é a base da 
globalização impondo aos lugares novas configurações que se sobrepõem as configurações regionais 
passadas. 
 
7. B 
Aqui é importante diferenciar dos eventos com nomes um pouco parecidos. O Fórum Econômico 
Mundial é realizado anualmente em Davos, Suíça e busca instituir um debate sobre a economia 
globalizada com a participação de empresários, banqueiros, intelectuais neoliberais e autoridades 
econômicas (ministros da fazenda e presidentes de bancos centrais), além da participação de alguns 
chefes de Estado. O Fórum Social Mundial foi criado nos anos 2000 em contraposição ao ideário da 
globalização e do neoliberalismo, denunciando os efeitos perversos como a exclusão dos mais pobres 
do acesso aos mercados e a não solução para problemas sociais graves. O FSM é realizado 
periodicamente e debate a globalização alternativa, a cooperação entre grupos sociais excluídos e 
propostas para a solução de problemas sociais e ambientais. 
 
8. D 
O aumento dos preços nos alimentos tem relação com o comércio mundial. No período citado, devido 
ao crescimento econômico dos países emergentes observou-se o aumento dos preços das 
commodities agrícolas. Com isso, nessa economia aquecida e comandada pela lei da oferta e da 
procura, base do neoliberalismo, alguns países enfrentaram dificuldades em garantir a sua segurança 
alimentar. 
 
 
 
 
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Geografia 
 
 
9. A 
Com a globalização, as barreiras e fronteiras físicas dos países se tornam quase que exclusivamente 
utilizadas para a contenção ou organização da circulação populacional, pois o capitalismo financeiro 
que passa a se destacar nesse cenário passou a implicar em uma livre circulação de capitais e 
investimentos, onde muito disso se deve à atuação de organismos multilaterais como a OMC. 
 
10. D 
A divisão classificatória dos países na Nova Ordem Mundial aponta para a diferenciação de acesso e 
produção de tecnologia de ponta, o que desmitifica a ideia de que a globalização inseriu todos os países 
em um processo de troca e dependência, pois o que se observa é que os países do lado Sul se inserem 
precariamente neste processo pois quem detêm a tecnologia e o capital para investimento são os 
países do Norte. 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
Globalização 
 
Resumo 
 
A globalização, ou mundialização, é um processo em que os fenômenos (economia, política, cultura, questão 
ambiental) passam a ocorrer em uma escala global. Do ponto de vista histórico, essa globalização inicia-se 
com as Grandes Navegações. Do ponto de vista geográfico, a intensificação desse processo é mais atual e 
ocorre após a dissolução da União Soviética e o fim da Guerra Fria. 
A base técnica da globalização corresponde aos transportes e comunicações. As transformações 
observadas nas últimas décadas nesses setores, como o processo de conteinerização (uso de contêineres 
para o transporte de mercadorias) e o desenvolvimento da fibra óptica, possibilitaram o “encurtamento das 
distâncias” e a expansão do comércio mundial. Na ponta desse processo, estão as empresas transnacionais. 
Elas são os principais agentes da globalização, carregando consigo seus produtos e suas marcas para o 
mundo. Segundo alguns estudiosos, a intensificação dessas trocas criaria uma “aldeia global”, isto é, uma 
cultura global e padronizada. Todos beberiam o mesmo refrigerante, comeriam a mesma comida, usariam a 
blusa da mesma marca... Entretanto, a forte identidade nacional permitiu ou intensificou outros fenômenos, 
como o hibridismo cultural (trocas culturais formam novas características culturais) e o choque de 
civilizações (culturas diferentes entram em conflito devido a essas diferenças). Assim, esse conceito de 
aldeia global não se confirmou. 
 
Mapa mental - Globalização 
 
 
 
 
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Geografia 
 
Exercícios 
 
1. Disneylândia 
“Multinacionais japonesas instalam empresas em Hong-Kong 
E produzem com matéria-prima brasileira 
Para competir no mercado americano 
[...] 
Pilhas americanas alimentam eletrodomésticos ingleses na Nova Guiné 
Gasolina árabe alimenta automóveis americanos na África do Sul 
[...] 
Crianças iraquianas fugidas da guerra 
Não obtêm visto no consulado americano do Egito 
Para entrarem na Disneylândia” 
ANTUNES, A. Disponível em: www.radio.uol.com.br. Acesso em: 3 fev. 2013 (fragmento). 
 
Na canção, ressalta-se a coexistência, no contexto internacional atual, das seguintes situações: 
a) Acirramento do controle alfandegário e estímulo ao capital especulativo. 
b) Ampliação das trocas econômicas e seletividade dos fluxos populacionais. 
c) Intensificação do controle informacional e adoção de barreiras fitossanitárias. 
d) Aumento da circulação mercantil e desregulamentação do sistema financeiro. 
e) Expansão do protecionismo comercial e descaracterização de identidades nacionais. 
 
 
2. “Uma mesma empresa pode ter sua sede administrativa onde os impostos são menores, as unidades 
de produção onde os salários são os mais baixos, os capitais onde os juros são os mais altos e seus 
executivos vivendo onde a qualidade de vida é mais elevada.” 
SEVCENKO, N. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001 (adaptado). 
 
No texto estão apresentadas estratégias empresariais no contexto da globalização. Uma consequência 
social derivada dessas estratégias tem sido 
a) o crescimento da carga tributária. 
b) o aumento da mobilidade ocupacional. 
c) a redução da competitividade entre as empresas. 
d) o direcionamento das vendas para os mercados regionais. 
e) a ampliação do poder de planejamento dos Estados nacionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
3. “Não acho que seja possível identificar a globalização apenas com a criação de uma economia global, 
embora este seja seu ponto focal e sua característica mais óbvia. Precisamos olhar além da economia. 
Antes de tudo, a globalização depende da eliminação de obstáculos técnicos, não de obstáculos 
econômicos. Isso tornou possível organizar a produção, e não apenas o comércio, em escala 
internacional.” 
HOBSBAWM, E. O novo século: entrevista a Antonio Polito. São Paulo: Cia. das Letras, 2000 (adaptado). 
 
Um fator essencial para a organização da produção, na conjuntura destacada no texto, é a 
a) criação de uniões aduaneiras. 
b) difusão de padrões culturais. 
c) melhoria na infraestrutura de transportes. 
d) supressão das barreiras para comercialização. 
e) organização de regras nas relações internacionais. 
 
 
4. “Até o fim de 2007, quase 2 milhões de pessoas perderam suas casas e outros 4 milhões corriam o 
risco de ser despejadas. Os valores das casas despencaram em quase todos os EUA e muitas famílias 
acabaram devendo mais por suas casas do que o próprio valor do imóvel. Isso desencadeou uma 
espiral de execuções hipotecárias que diminuiu ainda mais os valores das casas. Em Cleveland, foi 
como se um “Katrina financeiro” atingisse a cidade. Casas abandonadas, com tábuas em janelas e 
portas, dominaram a paisagem nos bairros pobres, principalmente negros. Na Califórnia, também se 
enfileiraram casas abandonadas.” 
HARVEY, D. O enigma do capital. São Paulo: Boitempo, 2011. 
Inicialmente restrita, a crise descrita notexto atingiu proporções globais, devido ao(à) 
a) superprodução de bens de consumo. 
b) colapso industrial de países asiáticos. 
c) interdependência do sistema econômico. 
d) isolamento político dos países desenvolvidos. 
e) austeridade fiscal dos países em desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
5. “No final do século XX e em razão dos avanços da ciência, produziu-se um sistema presidido pelas 
técnicas da informação, que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e 
assegurando ao novo sistema uma presença planetária. Um mercado que utiliza esse sistema de 
técnicas avançadas resulta nessa globalização perversa.” 
SANTOS, M. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2008 (adaptado). 
 
Uma consequência para o setor produtivo e outra para o mundo do trabalho advindas das 
transformações citadas no texto estão presentes, respectivamente, em: 
a) Eliminação das vantagens locacionais e ampliação da legislação laboral. 
b) Limitação dos fluxos logísticos e fortalecimento de associações sindicais. 
c) Diminuição dos investimentos industriais e desvalorização dos postos qualificados. 
d) Concentração das áreas manufatureiras e redução da jornada semanal. 
e) Automatização dos processos fabris e aumento dos níveis de desemprego. 
 
 
6. Texto I 
As fronteiras, ao mesmo tempo que se separam, unem e articulam, por elas passando discursos de 
legitimação da ordem social tanto quanto do conflito. 
CUNHA, L. Terras lusitanas e gentes dos brasis: a nação e o seu retrato literário. 
Revista Ciências Sociais, n. 2, 2009. 
 
Texto II 
As últimas barreiras ao livre movimento do dinheiro e das mercadorias e informação que rendem 
dinheiro andam de mãos dadas com a pressão para cavar novos fossos e erigir novas muralhas que 
barrem o movimento daqueles que em consequência perdem, física ou espiritualmente, suas raízes. 
BAUMAN, Z. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. 
 
A ressignificação contemporânea da ideia de fronteira compreende a 
a) liberação da circulação de pessoas. 
b) preponderância dos limites naturais. 
c) supressão dos obstáculos aduaneiros. 
d) desvalorização da noção de nacionalismo. 
e) seletividade dos mecanismos segregadores. 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
7. “Estamos testemunhando o reverso da tendência histórica da assalariação do trabalho e socialização 
da produção, que foi característica predominante na era industrial. A nova organização social e 
econômica baseada nas tecnologias da informação visa à administração descentralizadora, ao 
trabalho individualizante e aos mercados personalizados. As novas tecnologias da informação 
possibilitam, ao mesmo tempo, a descentralização das tarefas e sua coordenação em uma rede 
interativa de comunicação em tempo real, seja entre continentes, seja entre os andares de um mesmo 
edifício.” 
CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2006 (adaptado). 
No contexto descrito, as sociedades vivenciam mudanças constantes nas ferramentas de 
comunicação que afetam os processos produtivos nas empresas. Na esfera do trabalho, tais mudanças 
têm provocado 
a) o aprofundamento dos vínculos dos operários com as linhas de montagem sob influência dos 
modelos orientais de gestão. 
b) o aumento das formas de teletrabalho como solução de larga escala para o problema do 
desemprego crônico. 
c) o avanço do trabalho flexível e da terceirização como respostas às demandas por inovação e com 
vistas à mobilidade dos investimentos. 
d) a autonomização crescente das máquinas e computadores em substituição ao trabalho dos 
especialistas técnicos e gestores. 
e) o fortalecimento do diálogo entre operários, gerentes, executivos e clientes com a garantia de 
harmonização das relações de trabalho. 
 
 
8. “Atualmente, com a globalização da economia, a situação dos trabalhadores assalariados está se 
deteriorando cada vez mais. Intensifica-se a abertura ou a transferência de filiais de empresas para 
países onde os salários são mais baixos e a legislação trabalhista é mais flexível, em detrimento dos 
trabalhadores.” 
MOREIRA, João Carlos. Geografia. São Paulo: Scipione, 2005. p. 444. 
Assinale entre as alternativas abaixo aquela que reflete a situação dos trabalhadores no mundo 
globalizado: 
a) A participação da população economicamente ativa no mercado de trabalho envolve, cada vez mais, 
a necessidade de investimentos em escolas profissionalizantes e universidades, com grande grau 
de qualificação profissional, com exceção dos empregos no setor terciário. 
b) Há sobra e falta de emprego ao mesmo tempo, dependendo da qualificação da mão de obra e do 
acesso às escolas pela maioria da população economicamente ativa. Muitas vagas não são 
preenchidas por falta de qualificação exigida para o cargo. 
c) Os assalariados dos países pobres têm uma participação mais favorável na renda nacional auferida, 
pois podem ser despedidos sem encargos muito grandes para as empresas e substituídos 
rapidamente por outros. 
d) O investimento em robotização e informática nas grandes empresas leva ao desemprego estrutural, 
fortalecendo a ação dos sindicatos e a força dos empregados menos qualificados em negociações 
trabalhistas. 
e) O desemprego não é um dos maiores problemas do mundo atual. Entre os países desenvolvidos, o 
que tem provocado discussões em encontros do G-8, no Fórum Econômico Mundial, é a procura de 
trabalhadores imigrantes para seus postos de trabalho. 
 
 
 
 
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Geografia 
 
9. Entre as promessas contidas na ideologia do processo de globalização da economia estava a dispersão 
da produção do conhecimento na esfera global, expectativa que não se vem concretizando. Nesse 
cenário, os tecnopolos aparecem como um centro de pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia 
que conta com mão de obra altamente qualificada. Os impactos desse processo na inserção dos países 
na economia global deram-se de forma hierarquizada e assimétrica. Mesmo no grupo em que se 
engendrou a reestruturação produtiva, houve difusão desigual da mudança de paradigma tecnológico 
e organizacional. O peso da assimetria projetou-se mais fortemente entre os países mais desenvolvidos 
e aqueles em desenvolvimento. 
BARROS, F. A. F. Concentração técnico-científica: uma tendência em expansão no mundo contemporâneo: Campinas: 
Inovação Uniemp, v. 3, n°1 jan./fev. 2007 
Diante das transformações ocorridas, é reconhecido que: 
a) A inovação tecnológica tem alcançado a cidade e o campo, incorporando a agricultura, a indústria 
e os serviços, com maior destaque nos países desenvolvidos. 
b) Os fluxos de informações, capitais, mercadorias e pessoas têm desacelerado, obedecendo ao novo 
modelo fundamentado em capacidade tecnológica. 
c) As novas tecnologias se difundem com equidade no espaço geográfico e entre as populações que 
as incorporam em seu dia a dia. 
d) Os tecnopolos, em tempos de globalização, ocupam os antigos centros de industrialização, 
concentrados em alguns países emergentes. 
e) O crescimento econômico dos países em desenvolvimento, decorrente da dispersão da produção 
do conhecimento na esfera global, equipara-se ao dos países desenvolvidos. 
 
 
10. Um certo carro esporte é desenhado na Califórnia, financiado por Tóquio, o protótipo criado em 
Worthing (Inglaterra) e a montagem é feita nos EUA e México, com componentes eletrônicos 
inventados em Nova Jérsei (EUA), fabricados no Japão. (…). Já a indústria de confecção norte-
americana, quando inscreve em seus produtos ‘made in USA’, esquece de mencionar que eles foram 
produzidos no México, Caribe ou Filipinas. 
Renato Ortiz, Mundialização e Cultura 
O texto ilustra como em certos países produz-se tanto um carro esporte caro e sofisticado, quanto 
roupas que nem sequer levam uma etiqueta identificando o país produtor. De fato, tais roupas 
costumam ser feitas em fábricas — chamadas “maquiladoras” — situadas em zonas-francas, onde ostrabalhadores nem sempre têm direitos trabalhistas garantidos. 
A produção nessas condições indicaria um processo de globalização que 
a) fortalece os Estados Nacionais e diminui as disparidades econômicas entre eles pela aproximação 
entre um centro rico e uma periferia pobre. 
b) garante a soberania dos Estados Nacionais por meio da identificação da origem de produção dos 
bens e mercadorias. 
c) fortalece igualmente os Estados Nacionais por meio da circulação de bens e capitais e do 
intercâmbio de tecnologia. 
d) compensa as disparidades econômicas pela socialização de novas tecnologias e pela circulação 
globalizada da mão de obra. 
e) reafirma as diferenças entre um centro rico e uma periferia pobre, tanto dentro como fora das 
fronteiras dos Estados Nacionais. 
 
 
 
 
 
 
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Geografia 
 
Gabarito 
 
1. B 
Os trechos da música apontam os diferentes níveis de inserção dos países na lógica da globalização, em 
que alguns países são mais valorizados que outros nas trocas comerciais e no direcionamento dos 
fluxos populacionais. 
 
2. B 
O texto trata da estratégia de fragmentação empresarial em busca de maiores vantagens. Uma 
consequência social desse processo é a mobilidade ocupacional, pois o avanço dos transportes e 
comunicações possibilitou as trocas, mesmo com a existência de distâncias físicas. 
 
3. C 
No texto, é abordada a “eliminação de obstáculos técnicos”, ou seja, o advento de novas técnicas 
(principalmente de transporte e de comunicação) possibilitando a globalização. Sendo assim, identifica-
se a melhoria na infraestrutura de transportes, como um importante aspecto técnico que permitiu uma 
nova organização da produção. 
 
4. C 
A crise financeira que começou no final de 2007 e agravou-se em 2008, nos Estados Unidos, ocorreu 
após o colapso da bolha especulativa no mercado imobiliário. Alimentada pela enorme expansão de 
crédito bancário e potencializada pelo uso de novos instrumentos financeiros essa crise espalhou-se 
rapidamente pelo mundo em poucos meses. Demonstrando, assim, a interdependência dos mercados 
que formam o sistema econômico. 
 
5. E 
A questão trata do mundo globalizado inserido em um contexto de crescente aplicação tecnológica. A 
mensagem do texto é de crítica ao modelo, que, ao criar possibilidades de substituição de mão de obra 
por máquinas, aumentou muito o nível de desemprego. 
 
6. E 
Os textos discutem os novos significados do conceito de fronteira no contexto da globalização. 
Atualmente, esse conceito ganha flexibilidade uma vez que a circulação de capitais e investimentos se 
torna flexível, enquanto a circulação de pessoas é significativamente menos flexível e, portanto, a 
fronteira passa a ser um elemento seletivo nos mecanismos segregadores. 
 
7. C 
É preciso dominar as características da Terceira Revolução Industrial: a desconcentração industrial, que 
só foi possível pelo desenvolvimento dos setores de comunicação e transporte, a fim de explorar mão 
de obra mais barata e aproveitar os locais mais vantajosos para cada setor; a flexibilização nas formas 
produtivas, incluindo as terceirizações, os teletrabalhos e as novas formas de contratação como um todo; 
e o aumento da competição, motivado pelas aglutinações que as maiores empresas multinacionais 
realizaram com médias empresas de elites locais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Geografia 
 
8. B 
Em um contexto de globalização, na mesma medida, são criados postos de trabalho que exigem 
qualificação profissional e a concorrência para conseguir emprego é elevada, pois a mecanização gera 
uma demanda por esse tipo de mão de obra e gera, também, a criação de postos de trabalho no setor de 
comércio e serviços, que acaba absorvendo a mão de obra não qualificada dispensada após a 
modernização técnica da produção industrial. 
 
9. A 
A modernização tecnológica abrangeu todos os setores da economia, em especial os setores primário e 
secundário, principalmente nos países desenvolvidos, que historicamente detêm o conhecimento 
científico e investem em pesquisas através dos chamados tecnopolos. 
 
10. E 
As diferenças entre centro e periferia, entre ricos e pobres, ocorre em duas escalas: no interior dos países 
e entre os países. Esse último caso, em um contexto de globalização, é formado por um comando 
tecnológico dos países ricos, que detêm o conhecimento acerca do desenvolvimento científico das 
técnicas, e os países pobres, que acabam sendo áreas que recebem os ônus de todo o processo, como 
seus trabalhadores explorados. 
 
 
 
 
 
 
 
1 
História 
 
América Portuguesa - O Século do Ouro e os Levantes Coloniais 
 
Resumo 
 
Após serem expulsos do nordeste, os holandeses passaram a produzir açúcar na região das Antilhas. A 
concorrência do açúcar holandês contribuiu para a crise da economia açucareira, fato que intensificou a 
busca por metais preciosos na América portuguesa. As primeiras minas de ouro foram encontradas por 
bandeirantes paulistas em finais do século XVII, concretizando uma antiga pretensão portuguesa. A primeira 
consequência da descoberta de ouro foi a migração de um enorme contingente populacional para a região 
das minas, em busca de enriquecimento. O ouro achado na América portuguesa 
era o chamado ouro de aluvião, encontrado nos leitos e nas margens dos rios e, 
portanto, de fácil retirada. A chegada dos novos habitantes à região provocou a 
Guerra dos Emboabas, que opôs bandeirantes e os recém-chegados (chamados 
pejorativamente pelos bandeirantes de Emboabas). Este últimos venceram o 
conflito, levando a migração de bandeirantes para outras regiões mais ao interior 
da então colônia, importante fator no processo de interiorização. 
Após o conflito, a fiscalização portuguesa se fez cada vez mais presente na região mineradora. Foram criados 
uma série de impostos, como o quinto, através do qual 20%, ou seja, a quinta parte do ouro retirado, deveria 
ser entregue à metrópole. As jazidas foram divididas em datas e passadas para os exploradores mediante o 
sistema de sorteio, promovido pela Intendência das Minas, principal órgão de controle e de fiscalização da 
mineração do ouro.Apesar do aparato criado pela coroa portuguesa, a cobrança do quinto encontrava um 
grande desafio: o crescente contrabando do ouro em pó que circulava pela região. Era, inclusive, comum que 
o metal fosse contrabandeado dentro de santos de pau oco. 
 
Santos do pau oco – uma das formas de contrabando na região das minas 
Para reduzir o contrabando, foram criadas, a partir de 1720, as Casas de Fundição – locais onde o ouro era 
transformado em barras timbradas e quintadas, ou seja, era retirada a quinta parte como tributo à coroa. Após 
essa medida, a circulação de ouro em pó foi proibida na região das minas. Pouco tempo depois, foi criado um 
novo imposto, a capitação, onde se cobrava 17 gramas por escravo em atividade na mineração. 
Em 1750, época do apogeu do ouro, foi instituída a finta, ou seja, a fixação de uma cota fixa de 100 arrobas 
que incidia sobre toda a região aurífera. A partir daí, já com o prenúncio da decadência da mineração, essa 
cota não era alcançada, o que deixou a população na região endividada com a metrópole. Foi devido a isso 
que foi instituída a derrama, forma arbitrária de cobrança do quinto atrasado, que deveria ser pago por toda a 
população da região, inclusive com bens pessoais. A derrama é muito importante para entender um 
importante movimento separatista que ocorreu na região: a Conjuração Mineira. 
A descoberta de ouro é central para compreendermos o processo de interiorização da América Portuguesa. 
O século XIX - que convencionamos chamar de O Século do Ouro – foi marcado pelo afluxo de milhares de 
pessoas para a região, promovendo um processo de urbanização, com o surgimento de vilas, a ampliação do 
comércio e do mercado interno, assim como transformações na configuração social. 
 
 
 
 
2 
História 
 
A regiãodas minas foi responsável por uma maior articulação econômica na colônia. A região Sul, por 
exemplo, foi uma importante fornecedora de gado, utilizado para alimentação, vestimenta (através do couro), 
assim como meio de transporte. 
Minas Gerais também era um grande mercado de escravos, principal mão de obra 
utilizada para a extração aurífera. Na Bahia e em Pernambuco, ampliou-se a 
produção de fumo, utilizada como moeda de troca por escravos no litoral africano. 
No Rio Janeiro, intensificou-se a produção de aguardente, com destaque para a 
região de Paraty, que também era moeda de troca por escravos na África. Esses 
escravos, seriam vendidos na região mineradora. A atuação de Minas Gerais 
como um polo de atração econômica favoreceu um processo de integração 
(embora ainda limitado) entre regiões que eram dispersas. Surgiu, assim, um 
mercado interno articulado, onde houve o deslocamento do eixo econômico do 
Nordeste para o sudeste. Não por acaso em 1763 houve a transferência da 
capital de Salvador para o Rio de Janeiro. 
Do ponto de vista social, podemos falar que a sociedade mineradora era mais diversificada do que a 
açucareira, embora conservasse a lógica escravista. Ocorreu o crescimento do que podemos chamar de 
“camadas médias”, composta por donos de vendas, artesãos (como alfaiates, carpinteiros, sapateiros) e 
tropeiros. E, ainda, pequenos roceiros que, em terrenos reduzidos, entregavam-se à agricultura de 
subsistência. A maior parte da população era composta ainda por escravos, a qual competia os trabalhos 
mais pesados e degradantes. A maior diversificação e crescente processo de urbanização permitiu, além 
disso, que os escravos atuassem cada vez mais em atividades urbanas. Muitos eram transformados em 
“escravos de ganho”, onde realizam atividades como o transporte de cargas e pessoas, a fabricação de 
utensílios ou a venda de produtos nas feiras. Geralmente, o seu dono ficava com a maior parte dos lucros 
obtidos ao longo do dia. A parcela destinada ao escravo poderia ser utilizada para alimentação, vestuário e, 
até mesmo, para a compra de sua alforria. Um outro componente extremamente importante para o período, 
foi o Tratado de Methuen, popularmente conhecido como o Tratado de Panos e Vinhos, feito entre Portugal 
e Inglaterra. Firmado no inicio do século XVIII, o tratado girava em torno da exportação de vinhos portugueses 
e da importação de tecidos ingleses. Desfavorável para os portugueses, uma vez que a demanda de tecido 
era muito maior do que a de vinho, o acordo teve duas consequências imediatas: Portugal passou a ser 
dependente economicamente da Inglaterra e o ouro extraído na colônia portuguesa passava direto para as 
mãos dos ingleses. Consequentemente, essa acumulação de capital vai permitir o desenvolvimento da 
revolução industrial por parte da Inglaterra. Durante os séculos coloniais, as revoltas de nativos, escravizados 
e colonos sempre foram recorrentes, reivindicando desde questões básicas como direito à vida e à liberdade, 
até mais complexas, como a hegemonia na exploração aurífera ou o domínio de territórios. 
 
Guerra dos Mascates 
Conhecida como uma revolta nativista por não questionar o domínio português, mas sim por discordar da 
forma que ele era feito. Ocorreu em Pernambuco em 1710 e um contexto de crise na economia açucareira. 
Os senhores de engenho de Olinda haviam pegado empréstimos com comerciantes portugueses de Recife 
para financiar suas plantações, contudo quando os holandeses foram para as Antilhas levando as técnicas 
da produção e plantio do açúcar causaram um grande impacto na economia local que girava em torno do 
gênero agrícola. 
Com cada vez mais poder, os comerciantes portugueses começam a requerer ao rei português mais 
autonomia para a sua província. Embora estivessem endividados com os comerciantes portugueses 
(conhecidos como mascates), os senhores de engenho de Olinda ficaram extremamente descontentes com 
iminente emancipação política conquistada por Recife, além do seu sucesso econômico proveniente da 
ocupação holandesa. 
 
 
 
 
3 
História 
 
Assim, os senhores de engenho produziram ataques a recém-separada cidade de Recife recebendo um contra 
ataque de peso por parte dos comerciantes. Recebendo apoio coroa portuguesa, os comerciantes acabam 
tendo sucesso por conseguir manter a região separada politicamente. 
 
Revolta de Vila Rica 
Conhecida também como Revolta Filipe dos Santos, ocorreu em 1720 na atual cidade de Ouro Preto, em 
Minas Gerais. Após a descoberta do ouro, a coroa portuguesa reorganizou a administração sobre a atividade 
mineradora e intensificou o combate ao contrabando do ouro. Dentre as principais medidas estão a criação 
das casas de fundição, a proibição da circulação de ouro em pó e a instituição de novos impostos o que 
aumentou a arrecadação da coroa. 
Descontentes, os donos das minas desejavam a diminuição da 
fiscalização e o fim das casas de fundição. Os revoltosos 
conseguiram ocupar por cerca de um mês Vila Rica e através de um 
acordo com o governador da região a revolta chegou ao fim. Apesar 
do acordo, os líderes foram presos e condenados a morte, 
principalmente Filipe dos Santos. Após o conflito, a coroa criou novos 
mecanismos de controle na entrada e saída desse ouro produzido, 
instalando estradas especificas para sua circulação que ficaram 
conhecidas como, a Estrada Real. 
 
A Inconfidência Mineira 
A Inconfidência Mineira (1789) se destacou exatamente por ter um viés diferente das 
antigas revoltas coloniais. Ao absorver as influências da recente independência as 13 
colônias e dos pensamentos iluministas que circulavam pela colônia, sobretudo em 
lojas maçônicas, os conspiradores envolvidos com esse movimento puderam 
contestar não só taxas abusivas como a derrama (principal reivindicação), mas 
também pensar no fim do pacto colonial e na emancipação política e econômica entre 
a colônia e a metrópole, instalando, na região central do Brasil, um regime republicano. 
Assim, durante o chamado ciclo do ouro, um período marcado pelas altas taxas (quinto, derrama e capitação), 
pelo aumento do custo de vida (provocado pelo alvará de 1785, que proibia manufaturas na colônia) e pela 
pouca participação dos colonos nas decisões administrativas e políticas, as ideias liberais traziam respostas 
aos questionamentos e desejos da elite local, que passou a se reunir secretamente para conspirar contra a 
Coroa portuguesa. Os inconfidentes, de uma forma geral, eram homens letrados e ricos, que haviam estudado 
em Coimbra ou proprietários de minas e escravizados. Dentre eles, nomes como Cláudio Manoel da Costa, 
Inácio José de Alvarenga Peixoto, Thomás Antônio Gonzaga e Francisco da Paula Freire eram importantes 
figuras do meio colonial. No entanto, o único fora desses padrões, sem muita influência política ou econômica 
era o alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, que ficou marcado como um dos 
líderes e símbolos do movimento, muito mais pela punição severa que recebeu sozinho e pela posterior 
historiografia republicana do que, de fato, por ter liderado ou elaborado os planos dos inconfidentes. 
Apesar da revolta ter data marcada para o dia da cobrança da derrama, os inconfidentes foram denunciados 
por Joaquim Silvério dos Reis, Basílio de Brito Malheiro do Lago e Inácio Correia Pamplona, o que possibilitou 
a Coroa portuguesa a reprimir o movimento, prender os inconfidentes e aplicar penas de exílio aos revoltosos, 
exceto para Tiradentes, que foi preso no Rio de Janeiro e, em seguida, enforcado e esquartejado, tornando-se 
um grande exemplo para futuros movimentos. 
 
O ouro em barra quintado nas Casas de 
Fundição 
 
 
 
 
 
4 
História 
 
A Conjuração Baiana 
Diferente da Inconfidência Mineira, a conspiração organizada na Bahia teve influência da Revolução Francesa 
e contou com uma participação muito mais popular, o que se refletiu tambémnos próprios objetivos do 
movimento e nos outros nomes pelo qual ficou conhecido, como Revolta dos Alfaiates e Revolta dos Búzios. 
Assim, enquanto o movimento mineiro se posicionava contra as taxas absurdas cobradas, na Bahia, havia um 
desejo de liberdade plena (inclusive para os escravizados), de abertura dos portos, de maior liberdade 
comercial e de melhoria na qualidade de vida, pois, desde a transferência da capital de Salvador para o Rio de 
Janeiro (1763), houve uma perda considerável de recursos e prestígio. As tensões entre diferentes grupos 
cresciam no final do século XIX, com saques, conflitos, prisões e punições severas, assim, os ideais de 
liberdade, igualdade e fraternidade, que atravessavam o mar vindos da França, soavam como resposta para 
os problemas locais. Desta forma, a emancipação política, a liberdade comercial, com o fim do pacto colonial, 
e a abolição da escravidão, logo se tornaram respostas para uma população aflita. 
Assim como as outras revoltas coloniais, a Conjuração Baiana fracassou após ser denunciada para a Coroa 
portuguesa, que reprimiu o movimento e aplicou pena de morte para as quatro lideranças negras do 
movimento: os soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas e os alfaiates Manuel Faustino dos 
Santos Lira e João de Deus Nascimento. O jornalista e cirurgião Cipriano Barata, um grande influenciador do 
movimento, recebeu pena branda e, posteriormente, participou de outras revoltas. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Gonzaga_das_Virgens
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lucas_Dantas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Faustino_dos_Santos_Lira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Faustino_dos_Santos_Lira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_de_Deus_Nascimento
 
 
 
 
5 
História 
 
Exercícios 
 
1. 
 
NOVAIS, Fernando, Org. História da Vida Privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Vol.I, p.19 
Que transformações ocorridas na colônia justificam as variações apresentadas nos mapas? 
a) A decadência das exportações de açúcar e o avanço da cafeicultura. 
b) A elevada demanda externa pela borracha natural e o aumento da produção de algodão. 
c) A expansão da pecuária extensiva e a descoberta de metais preciosos. 
d) O esgotamento das minas e a ampliação das exportações de charque. 
e) O surto manufatureiro para atender à demanda interna e a ampliação das exportações de tabaco. 
 
2. "(...) a terra que dá ouro esterilíssima de tudo o que se há mister para a vida humana (...). Porém, tanto 
que se viu a abundância de ouro que se tirava e a largueza com que se pagava tudo o que lá ia, (...) e 
logo começaram os mercadores a mandar às minas o melhor que chega nos navios do Reino e de 
outras partes, assim de mantimentos, como de regalo e de pomposo para se vestirem, além de mil 
bugiarias de França (...) E, a este respeito, de todas as partes do Brasil se começou a enviar tudo o que 
a terra dá, com lucro não somente grande, mas excessivo. (...) E estes preços, tão altos e tão correntes 
nas minas, foram causa de subirem tanto os preços de todas as coisas, como se experimenta nos 
portos das cidades e vilas do Brasil, e de ficarem desfornecidos muitos engenhos de açúcar das peças 
necessárias e de padecerem os moradores grande carestia de mantimentos, por se levarem quase 
todos aonde hão de dar maior lucro." 
 (Antonil, "Cultura e opulência do Brasil", 1711) 
No texto, o autor refere-se a uma das consequências da descoberta e exploração de ouro no Brasil 
colonial. Trata-se 
a) do desenvolvimento de manufaturas para abastecer o mercado interno. 
b) da inflação devido à grande quantidade de metais e procura por mercadorias. 
c) do incremento da produção de alimentos e tecidos finos na área das minas. 
d) da redução da oferta de produtos locais e importados na região mineradora. 
e) do desabastecimento das minas devido à maior importância das vilas litorâneas. 
 
 
 
 
 
6 
História 
 
3. (ENEM – 2010) Os tropeiros foram figuras decisivas na formação de vilarejos e cidades do Brasil 
colonial. A palavra tropeiro vem de “tropa” que, no passado, se referia ao conjunto de homens que 
transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a outro 
no lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo auge foi a exploração 
de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras preciosas também atraiu 
grandes contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era cada vez mais necessário 
dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão 
preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). 
Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, 
que era servido com farofa e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos da cozinha mineira 
e recebe esse nome porque era preparado pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado. 
Disponível em http://www.tribunadoplanalto.com.br. Acesso em: 27 nov. 2008. 
 
A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à: 
a) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam nas minas. 
b) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que viviam nas regiões das minas. 
c) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam gado e mercadoria. 
d) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam dispor de alimentos 
e) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da exploração do ouro. 
 
4. A sede insaciável do ouro estimulou tantos a deixarem suas terras, a meterem-se por caminhos tão 
ásperos, como são os das minas, que dificilmente se poderá saber do número de pessoas que, 
atualmente, lá estão. Mais de 30 mil homens se ocupam, uns em catar, outros em mandar catar o ouro 
nos ribeiros. 
ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil, 1711. Belo Horizonte; São Paulo: Itatiaia; Edusp, 1982. p.167. 
O padre André João Antonil foi um dos mais argutos observadores do mundo colonial. Seu olhar 
percebia, em detalhes, o processo de produção de riquezas tanto no engenho quanto na atividade 
mineradora. O ouro transformou em profundidade a vida na colônia, pois 
a) rompeu com a mediação da metrópole portuguesa no comércio com o continente europeu. A 
acumulação de metais permitiu aos colonos entabularem negociações diretas com os ingleses 
para a compra de escravos africanos. 
b) deslocou para as minas um enorme contingente de homens livres pobres e indígenas, os quais 
substituíram os negros na busca do metal precioso, constituindo uma sociedade marcada por 
intensa mobilidade social. 
c) causou intenso movimento populacional, cujo impacto fez-se sentir tanto no interior da colônia 
quanto na metrópole, obrigando o rei português a adotar medidas para ampliar o controle ne 
região. 
d) definiu uma clara política, adotada pela Coroa portuguesa, de incentivos a novas descobertas, 
permitindo aos colonos a livre posse das terras (datas) destinadas à mineração, minimizando 
assim os conflitos decorrentes da cobrança de impostos. 
e) desestimulou o desenvolvimento da atividade agropastoril nas regiões interioranas, na medida em 
que a mão-de-obra e os capitais estavam voltados, fundamentalmente, para a extração do minério. 
 
 
 
 
 
7 
História 
 
5. (UFJF 2020) 
Observe as imagens abaixo: 
 
Considerando seu conhecimento sobre os dois movimentos a que se referem as imagens, é CORRETO 
afirmar que 
a) A composição social dos dois movimentos era diferente e, por isso, os dois defendiam o fim da 
desigualdade de classe e raça. 
b) Os líderes dos dois movimentos se mantinham afastados do povo, evitando a participação dos 
pobres, escravos e sendo contrários à escravidão. 
c) Os negros e ex-escravos mantinham-se na liderança dos dois movimentos, defendendo o fimdo 
pacto colonial e a independência do Brasil. 
d) A presença dos negros nos dois movimentos foi decisiva para o projeto de resistência social e luta 
armada contra Portugal e a burguesia brasileira. 
e) A diferença social entre os dois movimentos foi fundamental para os dois projetos, que se 
distinguiam, sobretudo, no que se refere à defesa do fim da escravidão. 
 
6. (ENEM 2010) 
O alfaiate pardo João de Deus, que, na altura em que foi preso, não tinha mais do que 80 réis e oito 
filhos, declarava que "Todos os brasileiros se fizessem franceses, para viverem em igualdade e 
abundância". 
 MAXWELL, K. Condicionalismos da independência do Brasil. SILVA, M. N. (Org.) 
 
O texto faz referência à Conjuração Baiana. No contexto da crise do sistema colonial, esse movimento 
se diferenciou dos demais movimentos libertários ocorridos no Brasil por 
a) defender a igualdade econômica, extinguindo a propriedade, conforme proposto nos movimentos 
liberais da França napoleônica. 
b) introduzir no Brasil o pensamento e o ideário liberal que moveram os revolucionários ingleses na 
luta contra o absolutismo monárquico. 
c) propor a instalação de um regime nos moldes da república dos Estados Unidos, sem alterar a 
ordem socioeconômica escravista e latifundiária. 
d) apresentar um caráter elitista burguês, uma vez que sofrera influência direta da Revolução Francesa, 
propondo o sistema censitário de votação. 
e) defender um governo democrático que garantisse a participação política das camadas populares, 
influenciado pelo ideário da Revolução Francesa. 
 
 
Líderes da Inconfidência Mineira de 1789. Disponível em: 
https://www.todamateria.com.br/inconfidencia-mineira/ 
Líderes da Conjuração Baiana de 1798. Disponível em: 
https://www.esquerdadiario.com.br/Conjuracao-Baiana-
4-negros-esquecidos-na-Historia 
 
 
 
 
8 
História 
 
7. "Na mineração, como de resto em qualquer atividade primordial da colônia, a força de trabalho era 
basicamente escrava, havendo, entretanto os interstícios ocupados pelo trabalho livre ou semi-livre." 
(Souza, Laura de M. Desclassificados do Ouro: pobreza mineira no século XVIII. 3 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1990, p.68) 
 
Com base neste trecho sobre o trabalho livre praticado nas áreas mineradoras do Brasil Colônia, é 
correto afirmar que: 
a) devido à abundância de escravos no período do apogeu da mineração, os homens livres 
conseguiam viver exclusivamente do comércio de ouro. 
b) em função da riqueza geral proporcionada pelo ouro, os homens livres dedicavam-se à agricultura 
comercial, vivendo com relativo conforto nas fazendas. 
c) perseguidos pela Igreja e pela Coroa, os homens livres procuravam sobreviver às custas da 
mendicância e da caridade pública. 
d) sem condições de competir com as grandes empresas mineradoras, os homens livres dedicavam-
se à "faiscagem" e à agricultura de subsistência. 
e) em função de sua educação, os homens livres conseguiam trabalho especializado nas grandes 
empresas mineradoras, obtendo confortáveis condições de vida. 
 
8. (ESPM 2014) Outra preocupação da coroa foi a de estabelecer limites à entrada na região das minas. 
Nos primeiros tempos da atividade mineradora, a câmara de São Paulo reivindicou junto ao rei de 
Portugal que somente aos moradores da Vila de São Paulo, a quem se devia a descoberta do ouro, 
fossem dadas concessões de exploração do metal. Os fatos se encarregaram de demonstrar a 
inviabilidade do pretendido, diante do grande número de brasileiros, sobretudo baianos, que chegava à 
região das minas. 
(Boris Fausto. História do Brasil) 
A situação descrita no texto levou a ocorrência do conflito conhecido como: 
a) Guerra do Contestado; 
b) Guerra dos Mascates; 
c) Guerra dos Emboabas; 
d) Revolta de Felipe dos Santos; 
e) Guerra Guaraníticas. 
 
9. (FUVEST 2010) “E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moeda 
para os reinos estranhos e a menor quantidade é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil...” 
João Antonil. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, 1711. 
Esta frase indica que as riquezas minerais da colônia 
a) produziram ruptura nas relações entre Brasil e Portugal. 
b) foram utilizadas, em grande parte, para o cumprimento do Tratado de Methuen entre Portugal e 
Inglaterra. 
c) prestaram-se, exclusivamente, aos interesses mercantilistas da França, da Inglaterra e da Alemanha. 
d) foram desviadas, majoritariamente, para a Europa por meio do contrabando na região do rio da Prata. 
e) possibilitaram os acordos com a Holanda que asseguraram a importação de escravos africanos. 
 
 
 
 
 
9 
História 
 
10. (URCA 2019) É o primeiro movimento que fala de independência e tem como uma de suas causas o 
aumento da exploração sobre a população local, em face da escassez de ouro para pagar os impostos 
devidos à Coroa Portuguesa. Estamos falando do movimento conhecido como: 
a) Revolução Farroupilha; 
b) Cabanagem; 
c) Conjuração Baiana; 
d) Inconfidência Mineira; 
e) Confederação do Equador. 
 
 
 
 
 
 
10 
História 
 
Gabarito 
 
1. C 
A pecuária e a exploração do ouro favoreceram a expansão territorial da colônia portuguesa mediante a 
ocupação de novos territórios no interior do Brasil. 
 
2. B 
A alta circulação de ouro e de pessoas dentro das áreas mineradoras vai levar a um aumento da --
circulação de mercadorias, consequentemente do comércio, e o aumento da circulação de pessoas. 
 
3. C 
O texto fala sobre a culinária que vai surgir com a descoberta do ouro e atividade do troperismo que eram 
os comerciantes que levavam mercadoria entre vilas e cidades do interior. 
 
4. C 
Percebemos um rápido crescimento demográfico na região minerado, com o surgimento de novas 
cidades. 
 
5. E 
Apesar de ambas as revoltas terem um caráter emancipatório, seus projetos se diferiam drasticamente. 
A conjuração baiana defendia o fim da escravidão e era comandada por negros e mestiços, enquanto a 
inconfidência mineira possuía um caráter elitista e buscava uma quebra do pacto colonial, mas sem 
mudar bruscamente a sociedade em que viviam. 
 
6. E 
A Conjuração Baiana era inspirada nos ideais iluministas e na Revolução Francesa. Defendia a quebra do 
pacto colonial e a igualdade com o fim da escravidão. 
 
7. D 
A descoberta do ouro atraiu uma grade parcela da população que sonhava em enriquecer, inclusive os 
pobres livres que tentavam a sorte nos territórios das minas sem nenhum equipamento profissional. 
 
8. C 
A Guerra dos Emboabas foi uma disputa entre os bandeirantes e os emboabas (portugueses ou 
exploradores enviados pela coroa). Os primeiros reivindicavam a exclusividade na atividade mineradora 
na região das minas, contudo perdem o conflito e acabam aumentando o processo de interiorização da 
colônia por adentrarem mais a procura de ouro nas adjacências. 
 
9. B 
Com o Tratado de Panos e Vinhos, Portugal comprava tecidos da Inglaterra e vendia vinhos para os 
ingleses. Com o Tratado era vantajoso para a Inglaterra, havia um grande fluxo de capitais portugueses 
para britânicos feito, principalmente, com o ouro extraído do Brasil. 
 
10. D 
A Inconfidência Mineira foi o primeiro grande movimento que questionou a dominação de Portugal sobre 
a colônia americana devido a intensa exploração da coroa portuguesa sobre atividade mineradora, que 
nesse momento se encontrava cada vez mais em declínio devido a escassez do ouro. 
 
 
 
 
1 
História 
 
Escravidão nas Américas 
 
Resumo 
 
A Escravidão Moderna 
Depois da conquista de Ceuta pelos portugueses no século XV, os europeus entraram na grande rede de 
comércio de escravizados que até o século XIX forçou a migração de aproximadamente 100 milhões de 
pessoas para alimentar a necessidade de mão de obra nas recém-dominadas colônias americanas. A 
justificativa dos portugueses eram que os habitantes de Ceuta eram infiéis, inimigos da fé católica e 
prisioneiros de guerra.Desde essa conquista começamos a perceber uma rede de comércio humano 
em todo o oceano atlântico, praticamente todas as nações europeias utilizaram 
o modo de produção escravista. Os portugueses adotaram amplamente esse 
trabalho forçado, já os espanhóis utilizavam como mão de obra complementar 
nas colônias da América do Sul. No entanto, devido ao extermínio dos povos 
nativos do Caribe insular, a mão de obra escravizada foi amplamente utilizada 
em Cuba, Jamaica e Santo Domingo. Os ingleses, por sua vez, utilizavam de 
escravizados somente no sul das 13 colônias. Ainda assim, praticamente todos 
os seres humanos eram comercializados por navios portugueses, já que estes 
detinham colônias em toda a costa do Atlântico africano. 
Esse comércio se aproveitava muito das guerras internas entre os povos 
africanos que dependiam dessa atividade, como o Reino do Congo, onde seu chefe, o Manicongo Nzinga Kuvu 
fez aliança com o navegador Diogo Cão, que trocava escravos de guerra por técnicas de navegação e armas 
de fogo. O Manicongo até mesmo se converteu ao cristianismo, passando a se chamar Dom João no fim do 
século XVI. Os principais locais de negociação eram o Congo e o Andongo, o qual os portugueses chamavam 
de Angola. 
 
Escravidão Africana 
A escravização de africanos era comum e utilizada em larga escala nas plantations e atividades comerciais 
complementares. Como dito acima, a Igreja corroborava com a prática e justificava religiosamente o trabalho 
escravo. É necessário compreender que mais do que apenas uma mão de obra, a escravidão era um comércio 
extremamente lucrativo com o Tráfico Negreiro. Um escravo era um item de luxo que demonstrava riqueza e 
opulência. 
Embora a escravidão no Brasil e no sul dos Estados Unidos tenham sido diferentes, algumas características 
eram comuns na construção de uma sociedade baseada na escravidão e na produção agropecuária em 
grande escala. As fazendas escravistas representavam mais do que um local de trabalho e produção, também 
eram um espaço de reprodução da ordem social vigente, sendo os “senhores” a representação máxima de 
poder. 
Dentro dessas fazendas, algumas construções eram comuns, como: 
• Casa grande: local onde os senhores e suas famílias moravam. 
• Senzala: local onde os escravizados socializavam e habitavam. 
• Capela: servia para professar a religião e cumprir alguns ritos religiosos dentro da fazenda. 
• Pelourinho: normalmente era o local onde os escravizados eram castigados publicamente a fim de 
servir de exemplo. 
 
 
 
 
2 
História 
 
Claro que cada plantação possuía suas próprias características, contudo algumas estruturas eram comuns a 
todas e reproduziam a lógica da sociedade como um todo. Além disso, existiam diferentes tipos de 
escravizados que eram designados de acordo com suas funções: 
• Escravo de ganho: eram aqueles que viviam no meio urbano com seus senhores e trabalhavam 
vendendo algo ou prestando serviços e seus ganhos eram destinados aos seus senhores. 
• Escravos da casa grande/domésticos: eram os escravizados que trabalhavam diretamente na casa 
grande e prestando serviços diretos ao senhor e sua família. 
• Escravo de campo: trabalham nas plantações e em atividades complementares a ela. 
• Escravo mina: eram escravos que vinham da Costa do Marfim e eram empregados na atividade 
mineradora por possuir conhecimentos específicos sobre mineração. 
• Escravo de aluguel: escravizados que os senhores alugavam para outros, normalmente era uma 
forma de aumentar a sua arrecadação. 
Ou seja, a escravidão não era algo rígido, os escravizados podiam ser alocados de acordo com suas 
habilidades e a necessidade de seus donos. A escravidão está diretamente ligada a uma estrutura 
hierarquizante de poder e por isso faz-se necessário citar que atualmente a historiografia vem deixando de 
utilizar o termo “escravo” e passando a usar o “escravizado”. O intuito é combater a ideia de que essas 
pessoas trazidas a força eram naturalmente escravas, na verdade elas foram tornadas tal, os africanos foram 
escravizados. 
 
A Escravidão Indígena e a Resistência 
Mesmo com o comércio de escravizados sendo forte na parte insular do império português, como Cabo Verde, 
os primeiros povos a serem escravizados no Brasil foram os povos nativos. Estes eram capturados 
principalmente na região que hoje conhecemos como São Paulo, pelos bandeirantes, que se embrenhavam 
pelo interior brasileiro em busca de nativos para o trabalho na plantação de cana-de-açúcar e no fabrico do 
açúcar. No entanto, a cultura de subsistência nativa e a divisão sexual do trabalho indígena (homens com 
funções militares e de caça e as mulheres na agricultura) atrapalharam a empreitada dos portugueses. Além 
disso, os constantes ataques aos portugueses por causa da atividade e a alta taxa de mortalidade indígena 
pelo contato com as doenças europeias fez com que os portugueses desistissem da escravidão de nativos 
em larga escala. Porém foi o crescimento do comércio de escravos africanos e a pressão da igreja contra a 
escravidão dos indígenas que fez a atividade ser proibida no século XVIII. Ainda assim encontramos 
documentos de herança do século XIX que passavam a propriedade de indígenas entre os herdeiros. 
A resistência contra a escravidão no Brasil é digna de citação, sua organização e defesa eram extraordinárias. 
Podemos citar, por exemplo, a própria formação dos quilombos, que eram comunidades e reinos formados 
por africanos e seus descendentes e localizados no interior brasileiro. Nos quilombos, negros escravizados 
encontravam refúgio longe dos engenhos e podiam praticar suas culturas e religiões. Em alguns casos, estes 
quilombos formavam reinos e comunidades tão fortes e respeitadas que conseguiam inclusive manter 
comércio com colonos europeus ou mesmo abrigar alguns fugitivos criminais brancos. Entre outras formas 
importantes de resistência podemos citar o sincretismo religioso, que fazia com que os africanos 
misturassem suas práticas religiosas com a religião católica para que conseguissem professar livremente 
suas religiões. Ainda no tocante a resistência é preciso citar a República do 
Haiti, antiga colônia francesa. No final do século XVIII com uma revolução 
composta, majoritariamente, por escravizados a antiga colônia se tornou 
independente. O caráter agressivo do movimento e o seu sucesso causou um 
temor em países próximos que ainda mantinham a mão de obra escravizada, 
como os Estados Unidos e o Brasil. 
 
 
 
 
 
3 
História 
 
Exercícios 
 
1. (ENEM 2011) 
 
Foto de Militão, São Paulo, 1879. ALENCASTRO, L. F. (org). História da vida privada no Brasil. Império: a corte e a 
modernidade nacional. São Paulo: Cia. das Letras, 1997. (Foto: Reprodução/Enem) 
Que aspecto histórico da escravidão no Brasil do séc. XIX pode ser identificado a partir da análise do 
vestuário do casal retratado acima? 
a) O uso de trajes simples indica a rápida incorporação dos ex-escravos ao mundo do trabalho urbano. 
b) A presença de acessórios como chapéu e sombrinha aponta para a manutenção de elementos 
culturais de origem africana. 
c) O uso de sapatos é um importante elemento de diferenciação social entre negros libertos ou em 
melhores condições na ordem escravocrata. 
d) A utilização do paletó e do vestido demonstra a tentativa de assimilação de um estilo europeu como 
forma de distinção em relação aos brasileiros. 
e) A adoção de roupas próprias para o trabalho doméstico tinha como finalidade demarcar as 
fronteiras da exclusão social naquele contexto. 
 
2. “Ao fim e ao cabo, a introdução de africanos, acoplada ao embargo ao cativeiro indígena, permite que 
a metrópole portuguesa comande – durante certo tempo – as operações situadas a montante e a 
jusante do processo produtivo americano: os colonos devem recorrer à Metrópole para exportar suas 
mercadorias, mas também para importar seus fatores de produção, isto é, os africanos”. 
ALENCASTROLuiz Felipe de. O Trato dos Viventes. São Paulo, Cia das Letras, 2000, p. 28. 
A partir da leitura do texto acima, pode-se afirmar que o processo de colonização portuguesa foi 
marcado: 
a) Pela ênfase no capital mercantil voltado para o mercado europeu e pela dependência do trabalho 
fabril da mão deobra escrava. 
b) Por um esforço de ocupação das faixas litorâneas e pelo incentivo à formação de pequenas 
propriedades. 
c) Pela evangelização e consequente domesticação das populações indígenas e pelo estímulo ao 
mercado interno. 
d) Por uma declarada opção pela força de trabalho do negro africano e por uma economia de 
subsistência. 
e) Pelo caráter comercial organizado com base na grande propriedade monocultora escravista e pela 
importância do tráfico africano. 
 
 
 
 
 
4 
História 
 
3. (ENEM 2010) 
 
DEBRET, 1.8; SOUZA L M (Org). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América Portuguesa, v 1 “São 
Paulo: Companhia das Letras, 1997 
A imagem retrata uma cena da vida cotidiana dos escravos urbanos no início do século XIX. Lembrando 
que as atividades desempenhadas por esses trabalhadores eram diversas, os escravos de aluguel 
representados na pintura 
a) vendiam a produção da lavoura cafeeira para os moradores das cidades. 
b) trabalhavam nas casas de seus senhores e acompanhavam as donzelas na rua. 
c) realizavam trabalhos temporários em troca de pagamento para os seus senhores. 
d) eram autônomos, sendo contratados por outros senhores para realizarem atividades comerciais. 
e) aguardavam a sua própria venda após desembarcarem no porto. 
 
4. O pau-brasil só poderia ser retirado de nossas matas se houvesse uma autorização preliminar da Coroa 
Portuguesa e o acerto das taxas era estipulado por esta. O primeiro a usufruir dessa concessão, em 
1501, foi Fernando de Noronha, o qual tinha como sócios vários comerciantes judeus, que porém, em 
troca desta permissão, tinham por obrigação enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo menos 
trezentas léguas de costa, pagar uma quantia pré-estipulada à Coroa e também edificar e conservar as 
fortificações, mantendo assim a segurança do novo território tão almejado pelos invasores. 
Disponível em: http://www.infoescola.com. Acesso em: 9 dez. 2013 (adaptado). 
 
A exploração do pau-brasil era realizada 
a) pelos indígenas, que conduziam as toras até o litoral para trocá-las por objetos do colonizador. 
b) por mão de obra livre europeia, com auxílio de africanos escravizados. 
c) por africanos escravizados trazidos das ilhas portuguesas da Madeira e Açores. 
d) pelos nativos, que trocavam a madeira por ouro e armas de fogo. 
e) pelos próprios portugueses, que se aventuravam pela mata em busca da madeira. 
 
 
 
 
 
5 
História 
 
5. (PUC 2016) O mapa mostra as Treze colônias inglesas na América do Norte, normalmente divididas 
entre Norte, de Massachusetts até a Pensilvânia, e sul, a partir de Maryland até a Geórgia. Colonização 
de iniciativa particular no século XVI, as Treze colônias inglesas mantinham grandes diferenças entre 
si, sendo as principais entre o Norte e o Sul. 
 
Dentre elas, podemos citar 
a) o Norte foi caracterizado por receber um grande fluxo de imigrantes ingleses, estimulados pelos 
cercamentos e pelas perseguições religiosas sofridas na Inglaterra, vieram para colônia e 
montaram grandes fazendas de açúcar, tabaco e algodão, voltadas à exportação para a Europa. 
b) as colônias do sul eram voltadas à exploração, possuíam um sistema de produção baseado no 
plantation, portanto, com trabalho escravo, monocultura e exportação 
c) o Sul abrigou colônias de povoamento, onde a pequena propriedade para subsistência e o trabalho 
livre foram predominantes. 
d) a coroa inglesa se manteve presente nas Treze colônias, cobrando impostos e fundando a 
Companhia Geral do Comércio, órgão cuja competência era fiscalizar e manter o monopólio inglês 
sobre os produtos exportados pela colônia. 
e) as colônias ao norte foram conhecidas pela exploração de matéria-prima que abastecia as 
manufaturas inglesas, contudo, a partir das revoltas de escravos e o início do trabalho assalariado, 
o valor das transações aumenta muito, tornando inviável para a Inglaterra continuar ligada às 
colônias. 
 
 
 
 
 
6 
História 
 
6. (UFRGS 2017) 
“A escravidão no Novo Mundo e os tipos de comércio a que deu origem surgiram como uma 
consequência e um componente da “primeira globalização”, fase da história humana inaugurada pelas 
explorações marítimas, comerciais e coloniais de Portugal e Espanha, no final do século XV e no início 
do século XVI. 
BLACKBURN, R. Por que segunda escravidão? In: MARQUESE, R.; SALLES, R.(org). Escravidão e capitalismo histórico no 
século XIX.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. p. 32. 
 
O segmento faz referência à institucionalização da escravidão no Novo Mundo, pensada a partir de 
determinados processos socioeconômicos globais que influenciaram definitivamente a sua 
conformação moderna. Assinale a alternativa que indica esse fenômeno. 
a) A expansão de uma economia mercantil global centrada na Europa e em suas demandas por 
matérias-primas e produtos tropicais de alto valor. 
b) A dissolução das colônias europeias na Ásia e na África, ao longo dos séculos XV e XVI, e a busca 
por novos mercados para os produtos europeus nas Américas. 
c) A consolidação do feudalismo como um sistema socioeconômico global e a introdução da servidão 
feudal de forma generalizada em todas as colônias americanas. 
d) Os processos de independência na América Latina, após a abolição completa da escravidão nas 
colônias espanholas e portuguesas na região. 
e) A fragmentação da economia mercantil global em uma série de unidades isoladas, após o fracasso 
das explorações marítimas europeias durante os séculos XV e XV. 
 
7. (ENEM 2018) 
Outra importante manifestação das crenças e tradições africanas na Colônia eram os objetos 
conhecidos como “bolsas de mandinga”. A insegurança tanto física como espiritual gerava uma 
necessidade generalizada de proteção: das catástrofes da natureza, das doenças, da má sorte, da 
violência dos núcleos urbanos, dos roubos, das brigas, dos malefícios de feiticeiros etc. Também para 
trazer sorte, dinheiro e até atrair mulheres, o costume era corrente nas primeiras décadas do século 
XVIII, envolvendo não apenas escravos, mas também homens brancos. 
CALAINHO, D. B. Feitiços e feiticeiros. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 
2013 (adaptado). 
A prática histórico-cultural de matriz africana descrita no texto representava um(a) expressão do valor 
das festividades da população pobre. 
a) expressão do valor das festividades da população pobre. 
b) ferramenta para submeter os cativos ao trabalho forçado. 
c) estratégia de subversão do poder da monarquia portuguesa. 
d) elemento de conversão dos escravos ao catolicismo romano. 
e) instrumento para minimizar o sentimento de desamparo social. 
 
 
 
 
 
7 
História 
 
8. (FUVEST 2015) Uma observação comparada dos regimes de trabalho adotados nas Américas de 
colonização ibérica permite afirmar corretamente que, entre os séculos XVI e XVIII, 
a) a servidão foi dominante em todo o mundo português, enquanto, no espanhol, a mão de obra 
principal foi assalariada. 
b) a liberdade foi conseguida plenamente pelas populações indígenas da América espanhola e da 
América portuguesa, enquanto a dos escravos africanos jamais o foi. 
c) a escravidão de origem africana, embora presente em várias regiões da América espanhola, esteve 
mais generalizada na América portuguesa. 
d) não houve escravidão africana nos territórios espanhóis, pois estes dispunham de farta oferta de 
mão de obra indígena. 
e) o Brasil forneceu escravos africanos aos territórios espanhóis, que, em contrapartida, traficavam 
escravos indígenas para o Brasil. 
 
9. (ENEM 2017) 
 
A fotografia, datada de 1860, é umindício da cultura escravista no Brasil, ao expressar 
a) ambiguidade do trabalho doméstico exercido pela ama de leite, desenvolvendo uma relação de 
proximidade e subordinação em relação aos senhores. 
b) integração dos escravos aos valores das classes médias, cultivando a família como pilar da 
sociedade imperial. 
c) melhoria das condições de vida dos escravos observada pela roupa luxuosa, associando o trabalho 
doméstico a privilégios para os cativos. 
d) esfera da vida privada, centralizando a figura feminina para afirmar o trabalho da mulher na 
educação letrada dos infantes. 
e) distinção étnica entre senhores e escravos, demarcando a convivência entre estratos sociais como 
meio para superar a mestiçagem. 
 
 
 
 
8 
História 
 
10. (ENEM 2009) 
No tempo da independe ̂ncia do Brasil, circulavam nas classes populares do Recife trovas que faziam 
alusão à revolta escrava do Haiti: Marinheiros e caiados. Todos devem se acabar, Porque só pardos e 
pretos O país hão de habitar. 
AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura Acadêmica, 1907. 
O período da independe ̂ncia do Brasil registra conflitos raciais, como se depreende 
a) dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti, que circulavam entre a população escrava e entre 
os mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças. 
b) da rejeição aos portugueses, brancos, que significava a rejeição à opressão da Metrópole, como 
ocorreu na Noite das Garrafadas. 
c) do apoio que escravos e negros forros deram à monarquia, com a perspectiva de receber sua 
proteção contra as injustiças do sistema escravista. 
d) do repúdio que os escravos trabalhadores dos portos demonstravam contra os marinheiros, porque 
estes representavam a elite branca opressora. 
e) da expulsão de vários líderes negros independentistas, que defendiam a implantação de uma 
república negra, a exemplo do Haiti. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
História 
 
Gabarito 
 
1. C 
O uso de sapatos indica um diferencial, uma vez que não era comum entre os escravizados, sendo assim 
a sua presença é um sinal de ascensão econômica dos negros retratados na figura. 
 
2. E 
O tráfico de escravos foi uma atividade extremamente lucrativa para os comerciantes portugueses, 
sendo este tipo de mão-de-obra a base da economia colonial. 
 
3. C 
Os “escravos de aluguel” exerciam diversos trabalhos a mando de seus senhores, como trabalhar para 
outro senhor em uma plantação ou prestar algum tipo de serviço a outrem. O dinheiro era revertido para 
o seu senhor independente da função, alguns escravizados conseguiam ganhar alguma parcela dessas 
vendas e muitos guardavam para comprar sua alforria. 
 
4. A 
A primeira forma de exploração empregada no território colonial foi o trabalho indígena, que a principio 
era feita em grande parte através do escambo (trocas). Contudo, muitos índios serão escravizados 
durante o período ou posteriormente, principalmente aqueles que não aceitaram a dominação 
portuguesa de forma pacífica. 
 
5. B 
A porção Sul dos Estados Unidos era voltada para a plantation, principalmente do algodão, e utilizava 
largamente a mão de obra escravizada de africanos. 
 
6. A 
A expansão marítima e a colonização marcaram o inicio do capitalismo comercial. A escravidão africana 
nas colônias americanas foi a forma de suprir as demandas de mão de obra para uma produção que 
visava abastecer a Europa em diversos setores. 
 
7. E 
As práticas religiosas eram utilizadas também como uma forma de acalmar e diminuir o sentimento de 
abandono e desamparo causados pela escravidão. 
 
8. C 
Apesar de pouco falar-se sobre a escravização negra na América espanhola, ela também foi utilizada 
como mão de obra em suas colônias, principalmente no Caribe. Já na América portuguesa a principal 
mão de obra foi a escravizada. 
 
9. A 
A pintura retrata a complexidade das relações dos escravos domésticos com a família dos senhores. Ao 
mesmo tempo que a relação era marcada pela violência, ela também poderia ser marcada por um caráter 
sentimental, principalmente entre as amas de leite e os filhos das sinhazinhas. 
 
10. A 
A concretização da independência haitiana em 1804 a partir de uma revolução escrava causou temor 
entre os países escravagistas e vai se tornar fonte de inspiração pros escravizados. 
 
 
 
 
1 
Literatura 
 
Literatura Colonial 
 
Resumo 
 
No século XVI, momento histórico marcado pelas grandes navegações, os portugueses navegavam em busca 
de novas terras e acordos comerciais. Em 1500, com o intuito de encontrar o caminho das Índias, os 
navegantes acabaram avistando as terras brasileiras e, desde então, iniciou-se um grande processo 
colonizador ao território encontrado e aos índios que ali habitavam. 
 
Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500, Oscar Pereira da Silva. 
 
O Quinhentismo 
O período quinhentista é marcado pelo início do processo de colonização no Brasil. Não se trata de uma 
corrente literária, pois sua contribuição é muito mais histórica e informativa sobre aquele momento, uma vez 
que é caracterizada pelo choque cultural entre índios e europeus: os primeiros contatos, as relações de troca, 
a linguagem, a diferença entre os valores e hábitos e, também, a exploração indígena. Além disso, devido as 
cartas de Pero Vaz de Caminha, escrivão português, tivemos acesso às informações e relatos daquele 
período, tais como a descrição climática e geográfica. Contudo, essas manifestações propiciaram condições 
para as futuras produções literárias do Brasil colonial e fomentaram na criação de uma escrita artística 
voltada ao ambiente, ao homem e à formação cultural do país. 
 
A literatura informativa 
Também chamada de literatura da informação, é conhecida pelos relatos e descrições do território brasileiro 
durante os primeiros anos no processo de colonização brasileira. Os textos tinham o intuito de informar aos 
governantes de Portugal sobre o território explorado sobre os interesses comerciais: exploração de matéria-
prima, área favorável para a implementação de colônias, a abundância de minérios, a grandiosidade da fauna, 
o contato com os indígenas, entre outros. Leia, abaixo, um trecho da carta do escrivão Pero Vaz de Caminha, 
enviada à corte Portuguesa, pouco tempo após a descoberta das terras brasileiras: 
"Andam nus sem nenhuma cobertura, nem estimam nenhuma cousa de cobrir nem mostrar suas 
vergonhas e estão acerca disso com tanta inocência como têm de mostrar no rosto. (...) Eles porém 
contudo andam muito bem curados e muito limpos e naquilo me parece ainda mais que são como 
as aves ou alimárias monteses que lhes faz o ar melhor pena e melhor cabelo que as mansas, 
porque os corpos seus são tão limpos e tão gordos e tão fremosos que não pode mais ser." 
 
 
 
 
2 
Literatura 
 
A literatura jesuítica 
A literatura jesuítica ou também intitulada como literatura de catequese surgiu com a chegada dos jesuítas 
ao Brasil-Colônia. Os jesuítas vieram à terra tupiniquim para catequizar os índios e, segundo a ideologia cristã, 
era uma maneira de livrá-los de seus “pecados” e conhecer a Deus, além de conquistar novos fiéis e, assim, 
expandir o catolicismo. Os principais nomes da literatura informativa são José de Anchieta, Manuel da 
Nóbrega e Fernão Cardim. É importante dizer, ainda, que os colonizadores ficaram insatisfeitos com a atuação 
dos jesuítas, visto que os índios eram usados como mão de obra escrava para a extração da árvore Pau Brasil 
e, sendo influenciados pelo catolicismo, muitos acabavam sendo protegidos pelos jesuítas para outros fins. 
 
O Barroco 
Marcado pelos ideais renascentistas do século XVI, o homem passa a se distanciar, aos poucos, do 
pensamento teocêntrico e aproxima-se das influências do antropocentrismo. Neste sentido, essa corrente 
literária é marcada pela dualidade ideológica, uma vez que no movimento da Contrarreformana Europa, no 
século XVII, os indivíduos mostram-se divididos entre continuar seguindo os valores cristãos que os regiam, 
ou assumirem uma nova visão materialista do mundo e do homem. 
 
Contexto histórico 
São inúmeros os acontecimentos que marcaram o período barroco (no século XVII) e fizeram com que os 
indivíduos passassem, cada vez mais, a se afastar dos ideais cristãos. Tais fatos nos ajudam, também, a 
perceber a importância da Igreja como uma das principais instituições da sociedade. Dentre eles, devemos 
ressaltar: 
• Renascimento 
• Divisão da sociedade em três classes: clero, nobreza e Terceiro Estado; 
• Reforma Protestante (iniciada no século XVI); 
• Contrarreforma. 
 
Concílio de Trento, Elia Naurizio. 
 
Características do Barroco 
Saiba quais são as características mais marcantes da corrente barroca: 
• Conflito entre a visão antropocêntrica e visão teocêntrica; 
• Oposição entre o mundo material e o mundo espiritual; 
• Idealização amorosa, sensualismo e sentimento de culpa cristã; 
 
 
 
 
3 
Literatura 
 
• Consciência sobre a efemeridade do tempo; 
• Sentimento de morbidez; 
• Gosto por raciocínios complexos. 
 
Além disso, os aspectos formais referentes ao Barroco são: 
• Uso de figuras de linguagens, tais como antítese, paradoxo e inversão; 
• Uso do soneto e versos decassílabos; 
• Vocabulário culto; 
• Gosto por construções complexas e raras; 
• Cultismo (jogo de palavras); 
• Conceptismo (jogo de ideias). 
 
O Barroco no Brasil 
O Brasil, no século XVII, ainda era uma colônia. Nesse momento, a exploração da cana-de- açúcar e a 
exploração do trabalho escravo eram as grandes movimentações econômicas. O Barroco no Brasil estava 
dividido em duas classificações: prosa e poesia. Na primeira, os grandes destaques são Padre Antônio Vieira, 
Sebastião da Rocha Pita e Nuno Marques Pereira. Já no campo da poesia, os nomes de Gregório de Matos, 
Bento Teixeira, Botelho de Oliveira e Frei Itaparica são os representantes da poesia. 
Padre Antônio Vieira era conhecido por seus sermões e seu caráter persuasivo. Por meio de sua oratória, 
visava resgatar novos fiéis à Igreja, denunciava a realidade social e abordava sobre as causas políticas da 
época, o que fez com que criasse muitas inimizades com os governantes. Além disso, suas pregações 
abordavam sobre a posição do índio, do domínio inglês sobre a colônia por ocasião da invasão holandesa e 
também sobre a educação espiritual. 
Na poesia, o grande nome era Gregório de Matos. O autor abordava três vertentes: 
• Poesia lírica: dividida em duas vertentes, ambas marcadas pela exploração de contrastes: as de 
natureza filosófica e reflexiva e as de temática amorosa. Na primeira, aparecem o desconcerto do 
mundo e a inconstância das coisas. Já na segunda, predominam questões relacionadas ao paradoxo 
da vida amorosa e à beleza da mulher contrastada com a efemeridade do tempo. Além disso, o 
contraste entre o desejo pela amada com o sentimento de culpa por sentir tal desejo. 
• Poesia satírica (o “Boca do Inferno”): essa é a vertente mais popular de Gregório de Matos. As suas 
críticas aos governantes, principalmente à situação da Bahia, o conferiram o apelido de “Boca do 
Inferno”. 
• Religiosa: Essa vertente é bastante presente na poesia de Gregório de Matos. Nela, o sujeito poético 
vive 
• um conflito entre razão e fé. 
 
O Arcadismo 
A corrente literária árcade, influenciada pelos ideais do Iluminismo no século XVIII, visava retornar alguns 
marcos artísticos do período renascentista. Com o intuito de promover o racionalismo na poesia - uma vez 
que o período da dualidade barroca deu espaço ao antropocentrismo – o Arcadismo é caracterizado pela 
temática mais pastoril e bucólica, contrariando os apegos materialistas que marcavam aquele momento e 
resgatando alguns aspectos da cultura clássica. 
 
 
 
 
 
4 
Literatura 
 
Contexto histórico 
Os acontecimentos mais importantes do século XVII e que marcaram o Arcadismo foram: 
• Iluminismo; 
• 1789 - Revolução Francesa; 
• 1789 - Inconfidência Mineira (No Brasil); 
• 1798 - Conjuração Baiana (No Brasil); 
 
Revolução Francesa, 1789. 
 
Características do Arcadismo 
Veja, abaixo, algumas das principais características do Arcadismo: 
• Bucolismo; 
• Pastoralismo; 
• Uso da razão; 
• Temática universalista; 
• Valorização da cultura greco-romana; 
• Objetividade; 
• Contraste entre a simplicidade da vida X apegos materiais; 
• Convencionalismo amoroso; 
• Contraste entre o ambiente urbano e o ambiente campestre; 
Obs.: O sentimento de evasão ao campo era imaginário, pois a maioria dos árcades pertenciam ao cenário 
burguês e naquele momento iniciava-se um período de urbanização nas cidades e a transição do êxodo rural. 
Podemos perceber, portanto, que essa “fuga” ao campo é uma simulação, um fingimento poético. Em relação 
à linguagem e forma estrutural das poesias árcades, temos a presença de: 
• Sonetos; 
• Versos decassílabos; 
• Ordem direta (da estrutura sintática); 
• Linguagem mais simples. 
 
Lemas Árcades 
Conhecidos como lemas árcades, estes são expressões latinas que remetem aos valores de uma vida 
simples, sem apegos materiais e que valorize as pequenas coisas da vida. Veja quais são: 
• Carpe Diem (Aproveitar a vida, viver o momento); 
• Locus Amoenus (Lugar ameno, significa um lugar simples, um refúgio longe dos centros urbanos); 
 
 
 
 
5 
Literatura 
 
• Fugere Urbem (Fuga da cidade, remetendo à felicidade da vida no campo, em contraste com o caos 
urbano); 
• Aurea Mediocritas (Desvínculo à vida material, que segundo os árcades era considerada uma vida 
medíocre, mas rica em realizações espirituais); 
• Inutillia Truncat (“cortar o inútil”, ou seja, afastar-se da infelicidade que o apego material pode 
causar). 
 
Principais autores no Brasil 
Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Basílio da Gama, Silva Alvarenga e Santa Rita Durão e 
Basílio. 
 
Cartas chilenas 
No Brasil, durante o período da Inconfidência Mineira, muitos autores e intelectuais eram engajados 
politicamente e lutavam contra as tiranias do governo. As cartas chilenas tratam-se de poemas que criticavam 
o abuso de poder e satirizavam os desmandos administrativos da região mineira, além disso, por medo de 
serem perseguidos, os escritores omitiam a sua autoria. 
Leia um trecho de uma das cartas, que aborda sobre os despachos e os contratos: 
“Os grandes, Doroteu, da nossa Espanha 
Têm diversas herdades: uma delas 
Dão trigo, dão centeio e dão cevada, 
As outras têm cascatas e pomares, 
Com outras muitas peças, que só servem, 
Nos calmosos verões, de algum recreio. 
Assim os generais da nossa Chile 
Têm diversas fazendas: numas passam 
As horas de descanso, as outras geram 
Os milhos, os feijões e os úteis frutos 
Que podem sustentar as grandes casas.” 
Disponível em: http://pt.poesia.wikia.com/wiki/Cartas_Chilenas/VIII 
 
 
 
 
 
6 
Literatura 
 
Exercícios 
 
1. 
 
 
(ECKHOUT, A. “Índio Tapuia” (1610-1666) 
“A feição deles é serem pardos, maneira d’avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. 
Andam nus, sem nenhuma cobertura, nem estimam nenhuma cousa cobrir, nem mostrar suas 
vergonhas. E estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto.” 
(CAMINHA, P. V. A carta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.) 
 
Ao se estabelecer uma relação entre a obra de Eckhout e o trecho do texto de Caminha, conclui-se que: 
a) ambos se identificam pelas características estéticas marcantes, como tristeza e melancolia, do 
movimento romântico das artes plásticas. 
b) o artista, na pintura, foi fiel ao seu objeto, representando-o de maneira realista, ao passo que o texto 
é apenas fantasioso. 
c) a pintura e o texto têm uma característica em comum, que é representar o habitante das terras que 
sofreriam processo colonizador. 
d) o texto e a pintura são baseados no contraste entre a cultura europeia e a cultura indígena. 
e)há forte direcionamento religioso no texto e na pintura, uma vez que o índio representado é objeto 
da catequização jesuítica. 
 
http://www.dominiopublico.gov.br/
 
 
 
 
7 
Literatura 
 
2. Quando Deus redimiu da tirania 
Da mão do Faraó endurecido 
O Povo Hebreu amado, e esclarecido, 
Páscoa ficou da redenção o dia. 
 
Páscoa de flores, dia de alegria 
Àquele Povo foi tão afligido 
O dia, em que por Deus foi redimido; 
Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia. 
 
Pois mandado pela alta Majestade 
Nos remiu de tão triste cativeiro, 
Nos livrou de tão vil calamidade. 
 
Quem pode ser senão um verdadeiro 
Deus, que veio estirpar desta cidade 
O Faraó do povo brasileiro. 
(DAMASCENO, D. (Org.). Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006.) 
Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o 
soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por: 
a) visão cética sobre as relações sociais. 
b) preocupação com a identidade brasileira. 
c) crítica velada à forma de governo vigente. 
d) reflexão sobre os dogmas do cristianismo. 
e) questionamento das práticas pagãs na Bahia. 
 
3. Texto I 
“É a vaidade, Fábio, nesta vida, 
Rosa, que da manhã lisonjeada, 
Púrpuras mil, com ambição dourada, 
Airosa rompe, arrasta presumida.” 
Texto II 
“Depois que nos ferir a mão da morte, 
ou seja neste monte, ou noutra serra, 
nossos corpos terão, terão a sorte 
de consumir os dous a mesma terra.” 
O texto I é barroco; o texto II é arcádico. Comparando-os, é possível afirmar que os árcades optaram 
por uma expressão: 
a) impessoal e, portanto, diferenciada do sentimentalismo barroco, em que o mundo exterior era 
projeção do caos interior do poeta. 
b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior, com predomínio da ordem direta e de 
vocábulos de uso corrente. 
c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca, fazendo que o poeta assuma posição 
eminentemente impessoal. 
d) em que predominam, diferentemente do Barroco, a antítese, a hipérbole, a conotação poderosa. 
e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do 
Barroco. 
 
 
 
 
 
8 
Literatura 
 
4. “Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, 
Que vive de guardar alheio gado; 
De tosco trato, de expressões grosseiro, 
Dos frios gelado e dos sóis queimado. 
 
Tenho próprio casal e nele assisto 
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; 
Das brancas ovelhinhas tiro o leite, 
E mais as finas lãs, de que me visto. 
 
Graças, Marília bela, 
Graças à minha Estrela!” 
O texto tem traços que caracterizam o período literário ao qual pertence. Uma qualidade patente 
nesta estrofe é: 
a) o bucolismo; 
b) o misticismo; 
c) o nacionalismo; 
d) o regionalismo; 
e) o indianismo. 
 
5. Quando jovem, Antônio Vieira acreditava nas palavras, especialmente nas que eram ditas com fé. No 
entanto, todas as palavras que ele dissera, nos púlpitos, na salas de aula, nas reuniões, nas catequeses, 
nos corredores, nos ouvidos dos reis, clérigos, inquisidores, duques, marqueses, ouvidores, 
governadores, ministros, presidentes, rainhas, príncipes, indígenas, desses milhões de palavras ditas 
com esforço de pensamento, poucas – ou nenhuma delas – havia surtido efeito. O mundo continuava 
exatamente o de sempre. O homem, igual a si mesmo. 
Ana Miranda, BOCA DO INFERNO 
Essa passagem do texto faz referência a um traço da linguagem barroca presente na obra de Vieira; 
trata-se do: 
a) gongorismo, caracterizado pelo jogo de idéias. 
b) cultismo, caracterizado pela exploração da sonoridade das palavras. 
c) cultismo, caracterizado pelo conflito entre fé e razão. 
d) conceptismo, caracterizado pelo vocabulário preciosista e pela exploração de aliterações. 
e) conceptismo, caracterizado pela exploração das relações lógicas, da argumentação. 
 
 
 
 
 
9 
Literatura 
 
6. E, tratando das próprias, os coqueiros, 
galhardos e frondosos 
criam cocos gostosos; 
e andou tão liberal a natureza 
que lhes deu por grandeza, 
não só para bebida, mas sustento, 
o néctar doce, o cândido alimento. 
De várias cores são os cajus belos, 
uns são vermelhos, outros amarelos, 
e como vários são nas várias cores, 
também se mostram vários nos sabores; 
e criam a castanha, 
que é melhor que a de França, Itália, Espanha. 
(COHN, Sergio. Poesia.br Rio de Janeiro: Azougue, 2012.) 
Podemos relacionar os versos desse poema ao Quinhentismo Nacional, pois 
a) o eu lírico repudia a presença de colonizadores portugueses em nossa terra. 
b) a fauna e a flora tropicais são descritas de maneira minuciosa e idealizada. 
c) o poeta enriqueceu devido à exportação de produtos brasileiros para a metrópole. 
d) a exuberância e a diversidade da natureza tropical são exaltadas pelo poeta. 
e) a natureza farta e bela é o cenário onde ocorrem os encontros amorosos do eu lírico. 
 
7. Dos vícios já desligados 
nos pajés não crendo mais, 
nem suas danças rituais, 
nem seus mágicos cuidados. 
(ANCHIETA, José de. O auto de São Lourenço [tradução e adaptação de Walmir Ayala] Rio de Janeiro: Ediouro[s.d.]p. 110) 
Assinale a afirmativa verdadeira, considerando a estrofe acima, pronunciada pelos meninos índios em 
procissão: 
a) Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua concretude mais visível, como 
produto final de todo um empreendimento do qual participaram com igual empenho a Coroa 
Portuguesa e a Companhia de Jesus. 
b) A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e acabada daquilo que se 
convencionou chamar de literatura informativa. 
c) Os meninos índios estão afirmando os valores de sua própria cultura, ao mencionar as danças rituais 
e as magias praticadas pelos pajés. 
d) Os meninos índios são figuras alegóricas cuja construção como personagens atende a todos os 
requintes da dramaturgia renascentista. 
e) Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese trazida pelos jesuítas, de 
quem querem libertar-se tão logo seja possível. 
 
 
 
 
 
10 
Literatura 
 
8. Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante 
o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois 
madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes 
entraram na Paixão: uma vez servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe 
deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são 
as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; 
Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os 
nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, 
também terá merecimento de martírio. 
VIEIRA, A. Sermões. Tomo XI. Porto: Lello & Irmão, 1951 (adaptado). 
O trecho do sermão do Padre Antônio Vieira estabelece uma relação entre a Paixão de Cristo e: 
a) a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros. 
b) a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana. 
c) o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios. 
d) o papel dos senhores na administração dos engenhos. 
e) o trabalho dos escravos na produção de açúcar. 
 
9. Leia o soneto “VII”, de Cláudio Manuel da Costa, para responder à questão abaixo. 
Onde estou? Este sítio desconheço: 
Quem fez tão diferente aquele prado? 
Tudo outra natureza tem tomado, 
E em contemplá-lo, tímido, esmoreço. 
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço 
De estar a ela um dia reclinado; 
Ali em vale um monte está mudado: 
Quanto pode dos anos o progresso! 
Árvores aqui vi tão florescentes, 
Que faziam perpétua a primavera: 
Nem troncos vejo agora decadentes. 
Eu me engano: a região esta não era; 
Mas que venho a estranhar, se estão presentes 
Meus males, com que tudo degenera! 
 
(CláudioManuel da Costa. Obras, 2002.) 
O tom predominante no soneto é de 
a) ingenuidade. 
b) apatia. 
c) ira. 
d) ironia. 
e) perplexidade. 
 
 
 
 
 
11 
Literatura 
 
10. O pregar há-de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. Ordenado, mas como as 
estrelas. (...) Todas as estrelas estão por sua ordem; mas é ordem que faz influência, não é ordem que 
faça lavor. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez 
de palavras. Se de uma parte há-de estar branco, da outra há-de estar negro; se de uma parte está dia, 
da outra há-de estar noite; se de uma parte dizem luz, da outra hão-de dizer sombra; se de uma parte 
dizem desceu, da outra hão-de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras 
em paz? Todas hão-de estar sempre em fronteira com o seu contrário? Aprendamos do céu o estilo da 
disposição, e também o das palavras. 
(Vieira, Antônio [Pe.].Sermão da Sexagésima.) 
A metáfora do xadrez é explicada, no texto, com a seguinte figura de linguagem: 
a) hipérbole. 
b) antítese. 
c) repetição. 
d) rima. 
e) metonímia. 
 
 
 
 
 
 
12 
Literatura 
 
Gabarito 
 
1. C 
O texto é um relato informativo do escrivão Pero Vaz de Caminha, que contribuiu para o armazenamento 
de testemunhos históricos durante o início do Brasil Colônia, com esse fato, as letras A e B devem ser 
descartadas. Na letra D, o relato do escrivão é apenas descritivo sobre a cultura indígena, o que não 
apresenta contraste com a cultura europeia e, na letra E, o texto não carrega nenhum direcionamento 
cristão. O gabarito, logo, é letra C com base em nosso conhecimento histórico e literário sobre o 
Quinhentismo. 
 
2. C 
Ao tratar da relação do governo com o povo, o soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa 
por crítica velada à forma de governo vigente, pois mostra que o governador da Bahia, ou, o “Deus da 
Bahia”, tratava os brasileiros com tirania, da mesma forma que o Faraó tratava os gregos – por isso foi 
chamado de “Faraó do povo brasileiro” na última estrofe. 
 
3. B 
O texto barroco faz uso do predomínio de figuras de linguagem, carregando um alto valor subjetivo, como 
também a presença de uma linguagem mais rebuscada. Já o arcadismo busca um discurso mais objetivo, 
junto a uma harmonização de ideias e uma linguagem mais simples, o que confirma a letra B. As outras 
alternativas (A, C, D e E) cultivam aspectos presentes na literatura barroca, escola anterior à literatura 
árcade. 
 
4. A 
As alternativas B, C, D e E não fazem relação com a estética árcade, uma vez que o misticismo só surge 
na temática literária em meados do século XIX, e não há características de predomínio nacionalista. 
Ademais, no poema, há a presença do convencionalismo amoroso, aspecto presente na literatura árcade 
e o eu lírico não aprofunda uma descrição de uma região específica, tampouco explora sobre o tema 
indianista. Com isso, percebemos que a letra A aborda sobre a qualidade do bucolismo, que consiste na 
referência ao ambiente campestre e na simplicidade da vida no campo, mas que pode proporcionar a 
felicidade pelos pequenos momentos. 
 
5. E 
Sendo a única alternativa com a definição correta da característica literária, uma vez que o cultismo pode 
ser definido pelo jogo de palavras (expoloração das figuras de linguagem) e o conceptismo pelo jogo de 
ideias e argumentações, o texto aborda essa segunda forma de expressão, muito presente na 
escola barroca. 
 
6. D 
Assim como na carta de Pero Vaz de Caminha, o poema retrata com exuberância e intensidade a natureza 
e a vivacidade da simplecidade do ambiente. Analisando aspectos em comum entre o texto e 
a escola literária, pode-se evidenciar tal característica. 
 
 
 
 
 
13 
Literatura 
 
7. A 
No texto, temos uma breve apresentação do processo de imposição cultural, uma vez que os próprios 
líderes indígenas passam por um processo de “aculturação” e já não creem mais em sua própria cultura. 
Vale destacar que o enunciado diz que a estrofe foi anunciada pelos meninos índios em procissão, ou 
seja, envolvidos pelo sentimento de imposição cristã devido o processo de catequização. 
 
8. E 
Os sermões de Padre Antônio Vieira têm o intuito de persuadir os fiéis a uma determinada perspectiva, 
principalmente ao comparar valores cristãos. No texto, Vieira compara o sofrimento de Cristo com os 
escravos que trabalham nos engenhos, como evidenciam os trechos “Cristo sem comer, e vós famintos; 
Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo”, numa tentativa de justificar os maus-tratos 
sofridos e vivenciados pelos escravos. 
 
9. E 
A relação do eu-lírico com a nova apresentação do ambiente é, no primeiro momento, de perplexidade, 
uma vez que suas lembranças são opostas ao que vê no momento presente. 
 
10. B 
O texto de Antônio Viera é marcado pelo contraste de termos, como pode ser visto em “branco x negro”, 
“luz x sombra”, “desceu x subiu” e “dia x noite”. 
 
 
 
 
 
1 
Matemática 
 
Função Quadrática: Estudo do sinal e problemas de máximo e 
mínimo 
 
Resumo 
 
Vértice da parábola 
Como já vimos, toda função do 2º grau, dada por f(x) = ax2 + bx + c, com a ≠ 0, tem seu gráfico no plano 
cartesiano dado por uma parábola. Toda parábola tem um ponto chamado de vértice, que determina a 
mudança de cresciPara encontrar as coordenadas do vértice, temos: 
mento para decrescimento ou vice-versa. Por essa razão, determina ainda o eixo de simetria da parábola. 
Devemos encontrar as coordenadas do vértice da parábola, representadas na imagem seguinte por V (xv, Yv), 
em que x1 e X2 são as raízes da função quadrática. 
 
→ Determinando o : 
Modo 1: 
 
Modo 2: 
 
 
→ Determinando o : 
 
 
Máximos e mínimos de uma função quadrática 
Podemos classificar o vértice a partir da concavidade da parábola. 
→ Se a > 0, o vértice V é chamado de ponto mínimo da função. 
→ Se a < 0, o vértice V é chamado de ponto máximo da função. 
Este conceito de ponto máximo ou mínimo de uma parábola pode ser aplicado em situações onde o objetivo 
é saber o valor máximo ou mínimo de uma grandeza. É importante ressaltar que uma parábola não pode ter 
 
 
 
 
2 
Matemática 
 
ponto máximo e mínimo ao mesmo tempo. Se ela possui ponto máximo, então, certamente não terá ponto 
mínimo. Da mesma maneira que, se tiver ponto mínimo, não terá, então, ponto máximo. 
 
Estudo do sinal 
Podemos determinar vários tipos de parábola associados à função quadrática da forma f (x) = ax2 + bx + c, 
com a ≠ 0, a partir dos valores de ∆ e do coeficiente a. A variação do sinal desse tipo de função depende da 
parábola determinada. Vejamos: 
→ Se a > 0 e ∆ > 0 
 
 
 
→ Se a < 0 e ∆ > 0 
 
 
→ Se a > 0 e ∆ > 0 
 
 
 
 
 
→ Se a < 0 e ∆ = 0 
 
 
 
 
3 
Matemática 
 
 
 
 
→ Se a > 0 e ∆ < 0 
 
 
→ Se a < 0 e ∆ < 0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Matemática 
 
Exercícios 
 
1. Viveiros de lagostas são construídos, por cooperativas locais de pescadores, em formato de prismas 
reto-retangulares, fixados ao solo e com telas flexíveis de mesma altura, capazes de suportar a 
corrosão marinha. Para cada viveiro a ser construído, a cooperativa utiliza integralmente 100 metros 
lineares dessa tela, que é usada apenas nas laterais. 
 
Quais devem ser os valores de X e de Y, em metro, para que a área da base do viveiro seja máxima? 
a) 1 e 49 
b) 1 e 99 
c) 10 e 10 
d) 25 e 25 
e) 50 e 50 
 
 
2. Um boato tem um público alvo e alastra-se com determinada rapidez. Em geral, essa rapidez é 
diretamente proporcional ao número de pessoas desse público que conhece o boato e diretamente 
proporcional também ao número de pessoas que não o conhece. Em outras palavras, sendo R a 
rapidez e propagação, P o público-alvo e x o número de pessoas que conhece o boato, tem-se: R(x) = 
kx(P – x), em que k é uma constante positiva característicado boato. Considerando o modelo acima 
descrito, se o público-alvo é de 44000 pessoas, então a máxima rapidez de propagação ocorrerá 
quando o boato for conhecido por um número de pessoas igual a: 
a) 11000 
b) 22000 
c) 33000 
d) 38000 
e) 44000 
 
 
3. Examine a função real f(x)=2x-3x2 quanto à existência de valores e pontos de máximos e mínimos. 
Analise o problema e assinale a alternativa CORRETA. 
a) A função atinge o valor máximo de 2/3, no ponto x =1/3. 
b) A função atinge o valor mínimo de 1/3, no ponto x =1/3. 
c) A função atinge o valor máximo de 1/3, no ponto x =2/3. 
d) A função atinge o valor mínimo de 2/3, no ponto x =1/3. 
e) A função atinge o valor máximo de 1/3, no ponto x =1/3. 
 
 
 
 
 
 
5 
Matemática 
 
4. Na figura, está representado o gráfico de uma função quadrática g de domínio R. Das expressões a 
seguir, aquela que pode definir a função g é: 
 
a) g(x) = x2+2x+3 
b) g(x) = x2-x-3 
c) g(x) = -x2+x+3 
d) g(x) = -x2-2x+3 
e) g(x) = x2-2x+3 
 
 
5. Seja f: 𝑅 → 𝑅 a função quadrática definida por f(x) = x2+bx+c. Se f assume o menor valor para x = -1 e 
se 2 é um razi da equação f(x) = 0, então, a soma b + c é igual a: 
a) – 4 
b) 4 
c) – 3 
d) – 6 
e) 6 
 
 
6. Em um jogo de futebol, um jogador chuta uma bola parada, que descreve uma parábola até cair 
novamente no gramado. Sabendo-se que a parábola é descrita pela função y = 20x – x2, a altura 
máxima atingida pela bola é: 
a) 100 m 
b) 80 m 
c) 60 m 
d) 40 m 
e) 20 m 
 
 
 
 
 
6 
Matemática 
 
7. Suponha que um gato persegue um rato, ambos se movendo sobre uma mesma trajetória retilínea, e 
que as posições, em metros, ocupadas pelo gato (xG) e pelo rato (xR) variam no tempo (t), em segundos, 
de acordo com as funções xG = 12 + 4t - t² e xR = 20 + 2t, válidas para o intervalo 0 ≤ t ≤ 2s, sendo t = 0 
o instante em que o gato, esperançoso, inicia a perseguição e t = 2s o instante em que o gato, ainda 
com fome, desiste. Na situação descrita acima, a distância mínima entre o gato e o rato ocorre no 
instante de tempo 
a) t = 0,5 s. 
b) t = 0,3 s. 
c) t = 1,2 s. 
d) t = 1,5 s. 
e) t = 1,0 s. 
 
 
8. Um estudante está pesquisando o desenvolvimento de certo tipo de bactéria. Para essa pesquisa, ele 
utiliza uma estufa para armazenar as bactérias. A temperatura no interior dessa estufa, em graus 
Celsius, é dada pela expressão T(h) = – h² + 22h – 85, em que h representa as horas do dia. Sabe-se 
que o número de bactérias é o maior possível quando a estufa atinge sua temperatura máxima e, nesse 
momento, ele deve retirá-las da estufa. A tabela associa intervalos de temperatura, em graus Celsius, 
com as classificações: muito baixa, baixa, média, alta e muito alta. 
 
Quando o estudante obtém o maior número possível de bactérias, a temperatura no interior da estufa 
está classificada como 
a) muito baixa. 
b) baixa. 
c) média. 
d) alta. 
e) muito alta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Matemática 
 
9. O apresentador de um programa de auditório propôs aos participantes de uma competição a seguinte 
tarefa: cada participante teria 10 minutos para recolher moedas douradas colocadas aleatoriamente 
em um terreno destinado à realização da competição. A pontuação dos competidores seria calculada 
ao final do tempo destinado a cada um dos participantes, no qual as moedas coletadas por eles seriam 
contadas e a pontuação de cada um seria calculada, subtraindo do número de moedas coletadas uma 
porcentagem de valor igual ao número de moedas coletadas. Dessa forma, um participante que 
coletasse 60 moedas teria sua pontuação calculada da seguinte forma: pontuação = 60 – 36 (60% de 
60) = 24. O vencedor da prova seria o participante que alcançasse a maior pontuação. Qual será o 
limite máximo de pontos que um competidor pode alcançar nessa prova? 
a) 0 
b) 25 
c) 50 
d) 75 
e) 100 
 
 
10. A temperatura T de um forno (em graus centígrados) é reduzida por um sistema a partir do instante 
de seu desligamento (t = 0) e varia de acordo com a expressão T(t) = – 
𝑡2
4
 + 400, com t em minutos. 
Por motivos de de segurança, a trava do forno só é liberada para abertura quando o forno atinge a 
temperatura de 39°C. 
Qual o tempo mínimo de espera, em minutos, após se desligar o forno, para que a porta possa ser 
aberta? 
a) 19,0 
b) 19,8 
c) 20,0 
d) 38,0 
e) 39,0 
 
 
11. Uma aluna do 3º ano da EFOMM, responsável pelas vendas dos produtos da SAMM ( Sociedade 
Acadêmica da Marinha Mercante), percebeu que, com a venda de uma caneca a R$ 9,00, em média 
300 pessoas compravam, quando colocadas as canecas à venda em um grande evento. Para cada 
redução de R$ 1,00 no preço da caneca, a venda aumentava em 100 unidades. Assim, o preço da 
caneca, para que a receita seja máxima, será de 
a) R$ 8,00 
b) R$ 7,00 
c) R$6,00 
d) R$5,00 
e) R$ 4,00 
 
 
 
 
 
8 
Matemática 
 
Gabarito 
 
1. D 
 
 
2. B 
 
 
3. E 
 
 
4. E 
 
 
5. D 
 
 
 
 
 
9 
Matemática 
 
6. A 
Escrevendo a equação da parábola sob a forma canônica, temos canônica, temos y = 100 – (x – 10)2 . 
Portanto, segue que para x = 10m a bola atinge sua altura máxima, qual seja, 100m. 
 
7. E 
A distância d(t) entre gato e o rato será dada por: 
 
 
8. D 
Escrevendo a lei de T na foma canönica, vem 
 
Assim, a temperatura máxima é 36oC, ocorrendo às 11 horas. Tal temperatura, segundo a tabela, é 
classificada como alta. 
 
9. B 
Considerando x o número de moedas douradas coletadas, a pontuação seria dada por: 
 
Portanto, o limite de pontos que um competidor poderá alcançar nesta prova é 25 
 
10. D 
O tempo mínimo de espera, em minutos, ocorre quando a temperatura atinge 39°C, ou seja, 
 
 t = 19 . 2 = 38, pois t>0 
 
 
11. C 
 
 
 
 
 
1 
Matemática 
 
Quadriláteros notáveis: Paralelogramos (definição e área) 
 
Resumo 
 
Quadriláteros são polígonos de 4 lados e que possuem certas características especiais: 
• Soma dos ângulos internos é igual a 360° 
• Possuem apenas duas diagonais. 
 
Os quadriláteros que mais estudamos são: 
 
Paralelogramo 
É o quadrilátero que possui os lados opostos paralelos. 
 
Área: A b h=  
Propriedades: 
1. Os lados opostos são congruentes, assim como os ângulos opostos. 
2. Os ângulos adjacentes são suplementares. 
3. As diagonais se cruzam em seus pontos médios. 
 
Abaixo, veremos tipos especiais de paralelogramos: retângulo, quadrado e losango. 
 
 
Retângulo: 
É o quadrilátero equiângulo, ou seja, possui os quatro ângulos iguais a 90°. 
 
Área: A b h=  
Propriedade: 
1. Uma propriedade interessante do retângulo é que suas diagonais têm o mesmo comprimento, ou seja, 
AC BD= . 
 
 
 
 
2 
Matemática 
 
Quadrado 
É um quadrilátero regular, ou seja, possui os quatro lados e os quatro ângulos iguais. 
 
Área do quadrado: 
2A l= 
 
 
Losango 
É o quadrilátero equilátero, ou seja, possui os quatro lados iguais. 
 
 
Sendo D a diagonal maior e d a diagonal menor, temos que 
Área: 
2
D d
A

= 
 
Propriedade: 
1. Suas diagonais são perpendiculares e são bissetrizes dos ângulos internos, dividindo o losango em 
quatro triângulos retângulos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Matemática 
 
Exercícios 
 
1. Dadas as afirmações: 
I. Quaisquer dois ângulos opostos de um quadrilátero são suplementares. 
II. Quaisquer dois ângulos consecutivos de um paralelogramo são suplementares. 
III. Se as diagonais de um paralelogramo são perpendiculares entre si e se cruzam em seu ponto 
médio, então este paralelogramo é um losango. 
 
Podemos afirmar que: 
a) Todas são verdadeiras 
b) Apenas I e II são verdadeiras 
c) Apenas II e III são verdadeiras 
d) Apenas II é verdadeira 
e) Apenas III é verdadeira 
 
2. Se um polígono tem todos os lados iguais, então todos os seus ângulos internos são iguais. Para 
mostrar que essa proposição é falsa, pode-se usar como exemplo a figura denominada: 
a) Losango 
b) Retângulo 
c) Quadradod) Triângulo 
e) Paralelogramo 
 
 
3. O proprietário de um restaurante deseja comprar um tampo de vidro retangular para a base de uma 
mesa, como ilustra a figura 
 
Sabe-se que a base da mesa, considerando a borda externa, tem a forma de um retângulo, cujos lados 
medem AC = 105 cm e AB = 120 cm. 
Na loja onde será feita a compra do tampo, existem cinco tipos de opções de tampos, de diferentes 
dimensões, e todos com a mesma espessura, sendo: 
Tipo 1: 110 cm x 125 cm 
 
 
 
 
4 
Matemática 
 
Tipo 2: 115 cm x 125 cm 
Tipo 3: 115 cm x 130 cm 
Tipo 4: 120 cm x 130 cm 
Tipo 5: 120 cm x 135 cm 
 
O proprietário avalia, para comodidade dos usuários, que se deve escolher o tampo de menor área 
possível que satisfaça a condição: ao colocar o tampo sobre a base, de cada lado da borda externa da 
base da mesa, deve sobrar uma região, correspondendo a uma moldura em vidro, limitada por um 
mínimo de 4 cm e máximo de 8 cm fora da base da mesa, de cada lado. 
 
Segundo as condições anteriores, qual é o tipo de tampo de vidro que o proprietário avaliou que deve 
ser escolhido? 
a) 1 
b) 2 
c) 3 
d) 4 
e) 5 
 
 
4. Diariamente, uma residência consome 20160 Wh. Essa residência possui 100 células solares 
retangulares (dispositivos capazes de converter a luz solar em energia elétrica) de dimensões 6 cm u 
8 cm. Cada uma das tais células produz, ao longo do dia, 24 Wh por centímetro de diagonal. O 
proprietário dessa residência quer produzir, por dia, exatamente a mesma quantidade de energia que 
sua casa consome. 
Qual deve ser a ação desse proprietário para que ele atinja o seu objetivo? 
a) Retirar 16 células. 
b) Retirar 40 células. 
c) Acrescentar 5 células. 
d) Acrescentar 20 células. 
e) Acrescentar 40 células 
 
 
5. No retângulo a seguir, o valor, em graus, de α + β é: 
 
a) 50 
b) 90 
c) 120 
d) 130 
e) 220 
 
 
 
 
5 
Matemática 
 
6. Os ângulos internos de um quadrilátero medem 3 45x− , 2 10x+ , 2 15x+ e 20x+ graus. O menor 
ângulo mede: 
a) 90º 
b) 65º 
c) 45º 
d) 105º 
e) 80º 
 
 
7. Considere as afirmações: 
I. Todo retângulo é um paralelogramo. 
II. Todo o quadrado é um retângulo. 
III. Todo o losango é um quadrado. 
 
Associe a cada uma delas a letra V, se for verdadeira ou F, caso seja falsa. Na ordem apresentada 
temos: 
a) F F F 
b) F F V 
c) V F F 
d) V V F 
 
 
8. José somou as medidas de três dos lados de um retângulo e obteve 40 cm. João somou as medidas 
de três dos lados do mesmo retângulo e obteve 44 cm. Com essas informações, pode-se afirmar 
corretamente que a medida, em cm, do perímetro do retângulo é 
a) 48. 
b) 52. 
c) 46. 
d) 56. 
e) 58 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Matemática 
 
9. A figura abaixo exibe um retângulo ABCD decomposto em quatro quadrados. 
 
 
 
O valor da razão 
AB
BC
 é igual a 
a) 
5
.
3 
b) 
5
.
2 
c) 
4
.
3 
d) 
3
.
2 
 
 
10. (Ucs 2015) No losango abaixo dois ângulos medem 120 e o lado mede 4 cm. 
 
 
 
Qual das expressões a seguir, corresponde à soma das medidas das diagonais do losango? 
a) 
4(1 3)+
 
b) 1 3+ 
c) 
1 3
2
+
 
d) 
3
4 
e) 
1 3
4
+
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Matemática 
 
11. Em um paralelogramo, as medidas de dois ângulos internos consecutivos estão na razão 1: 3 . O 
ângulo menor desse paralelogramo mede 
a) 45° 
b) 50° 
c) 55° 
d) 60° 
e) 65° 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Matemática 
 
Gabarito 
 
1. C 
I. Quaisquer dois ângulos opostos de um quadrilátero são suplementares. Isso é falso: isso não 
acontece por exemplo, com o trapézio retângulo. 
II. Quaisquer dois ângulos consecutivos de um paralelogramo são suplementares. Verdade! 
III. Se as diagonais de um paralelogramo são perpendiculares entre si e se cruzam em seu ponto médio, 
então esse paralelogramo é um losango. Verdade! 
 
2. A 
O losango é um quadrilátero que possui lados iguais, porém, seus ângulos não são iguais. 
 
3. C 
As medidas dos lados AC = 105 cm e AB = 120 cm poderão variar em 4 cm e 8 cm por cada lado. Logo, 
as medidas mínimas e máximas desses lados, serão respectivamente: AC = 113 cm (105 + 8) valor 
mínimo e AC = 119 cm (105 + 16) valor máximo. 
AB = 128 cm (120 + 8) valor mínimo e AC = 132 cm (120 + 16) valor máximo. Portanto, o único tipo que 
satisfaz essas condições é o tipo 3. 
 
 
4. A 
A cada retângulo de dimensões 6 cm x 8 cm, temos uma diagonal de 10 cm. Assim, por dia, cada célula 
produz 10 . 24 = 240 Wh e 100 células produzem 100 x 240 = 24000 Wh. 
Desse modo, temos 3840 Wh a mais que o consumo inicial, logo, percebemos que 3840 Wh / 240 Wh = 
16. Assim, devemos retirar 16 células. 
5. D 
Observe a figura: 
 
 
40 + 180 – α + 90 + 180 – β = 360 
130 – α – β = 0 
α + β = 130. 
 
6. B 
3x - 45°+ 2x + 10° + 2x +15° + x +20° = 360 
 
3x + 2x+2x +x = 360+45-10-15-20 
 8x = 360 
 
 
 
 
9 
Matemática 
 
 x = 45 
 
3x - 45°= 3.(45)-45= 135-45 =90° 
2x + 10°=2(45)+10=90+10=100° 
2x +15° = 2(45)+15= 90+105° 
x +20° = 45+20= 65° 
 
7. D 
I e II) Paralelogramo é todo quadrilátero que tem dois pares de lados opostos paralelos. VERDADEIRO. 
III) Todo losango tem 2 ângulos maiores que 90º e dois menores que 90º, e no quadrado todos os 
ângulos tem 90º. FALSO 
 
8. D 
Sejam a e b as medidas da base e da altura do retângulo, em centímetros. Logo, supondo a b, 
podemos escrever a 2b 40+ = e 2a b 44.+ = Dessa forma, somando as equações, encontramos 
3a 3b 84+ = e, assim, vem a b 28.+ = 
A resposta é 2a 2b 56.+ = 
 
9. A 
Há três tipos de quadrados, com 1 2 3  sendo os seus lados. É fácil ver que 2 12=  e 
3 1 2 13 .= + =  Portanto, temos 
3 2
3
AB 5
.
3BC
+
= = 
 
10. A 
Se dois ângulos do losango medem 120 , então cada um dos outros dois mede 
360 2 120
60 .
2
 −  
=  
 
Logo, a diagonal menor divide o losango em dois triângulos equiláteros congruentes de lados 4cm. 
Portanto, a diagonal menor mede 4cm e a maior mede 
4 3
2 4 3 cm.
2
 = 
A resposta é 4 4 3 4(1 3)cm.+ = + 
 
11. A 
Se os ângulos estão em uma razão 1: 3 , significa que um é o triplo do outro. Assim, sejam x e 3x os 
ângulos internos consecutivos. Como sabemos, eles são complementares, ou seja 3 180x x+ =  . 
Resolvendo a equação, encontramos 45x =  . 
 
 
 
 
 
1 
Matemática 
 
Quadriláteros notáveis: trapézio (definição e área) 
 
Resumo 
 
Já conhecemos os paralelogramos, agora falta conhecer os trapézios! 
 
Trapézio 
É um quadrilátero que possui dois lados paralelos, que são chamados de bases. 
 
A base média de um trapézio pode ser calculado através da semi-soma de suas bases, ou seja, 
2
m
B b
B
+
= 
 
Área: 
( )
2
m
B b h
A B h
+
=  = 
 
Mediana de Euler 
Mediana de Euler é o segmento que une os pontos médios das diagonais de um trapézio e fica localizada 
sobre sua base média, conforme é mostrado no desenho: 
 
Ela é expressa pela fórmula 
2
B b−
. 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Matemática 
 
Existem 3 tipos de trapézios: 
 
1. Trapézio isósceles: 
É aquele cujos lados não paralelos são congruentes. 
 
Propriedade: 
Os ângulos de cada base também são congruentes. 
 
2. Trapézio escaleno: 
É aquele cujos lados não paralelos têm comprimentos distintos. 
 
3. Trapézio retângulo: 
É aquele em que a altura é o próprio lado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Matemática 
 
Exercícios 
 
1. A respeito da definição e dos elementos de um trapézio, assinale a alternativa correta: 
a) Trapézios são quadriláteros que possuem dois pares de lados paralelos. 
b) Trapézios são figuras planas formadas por quatro lados e um par de lados adjacentes paralelos. 
c) Todo trapézio possui diagonais congruentes. 
d) Trapézios são quadriláteros que possuem um par de lados opostos paralelos. 
 
 
2. Um marceneiro deseja construir uma escada trapezoidal com 5 degraus, de forma que o mais baixoe 
o mais alto tenham larguras respectivamente iguais a 60 cm e a 30 cm, conforme a figura. 
 
Os degraus serão obtidos cortando-se uma peça linear de madeira sujo comprimento mínimo, em cm, 
deve ser: 
a) 144 
b) 180 
c) 210 
d) 225 
e) 240 
 
 
3. Sabendo-se que, em um trapézio, a soma da base média com a mediana de Euler é igual a 12 cm e 
que a razão entre as bases do trapézio é 2, a base menor desse trapézio mede: 
a) 5 cm 
b) 6 cm 
c) 7 cm 
d) 8 cm 
e) 9 cm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Matemática 
 
4. Os lados de uma folha retangular ABCD de papel medem 10 cm e 6 cm, como indica a figura 1. Essa 
folha, que é branca de um dos lados e cinza do outro, será dobrada perfeitamente de tal forma que o 
vértice A irá coincidir com o vértice C, como mostra a figura 2. 
 
A área do trapézio cinza indicado na figura 2, em cm², é igual a 
a) 23 
b) 30 
c) 25 
d) 40 
e) 45 
 
 
5. Sabendo que as diagonais de um trapézio medem 7 125x− e 4 43x+ , qual é o valor de x para que 
esse trapézio seja isósceles? 
a) 56 
b) 128 
c) 168 
d) 199 
e) 256 
 
 
6. Na figura abaixo, temos um trapézio retângulo cujas bases medem 9 cm e 12 cm e cujo lado não 
perpendicular às bases mede 5 cm. 
 
Qual é o perímetro, em cm, desse trapézio? 
a) 26 
b) 29 
c) 30 
d) 31 
e) 48 
 
 
 
 
5 
Matemática 
 
7. Sejam A, B, C e D os vértices de um trapézio isósceles. Os ângulos A e B ambos agudos são os ângulos 
da base desse trapézio, enquanto que os ângulos C e D são ambos obtusos e medem cada um, o dobro 
da medida de cada ângulo agudo desse trapézio. Sabe-se ainda que a diagonal AC é perpendicular 
ao lado BC . Sendo a medida do lado AB igual a 10 cm o valor da medida do perímetro do trapézio 
ABCD, em centímetros, é: 
a) 21 
b) 22 
c) 23 
d) 24 
e) 25 
 
 
 
8. A figura representa um trapézio isósceles ABCD, com AD BC 4cm.= = M é o ponto médio de AD, e 
o ângulo ˆBMC é reto. 
 
 
 
O perímetro do trapézio ABCD, em cm, é igual a 
a) 8. 
b) 10. 
c) 12. 
d) 14. 
e) 15. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Matemática 
 
9. No trapézio ABCD, o ângulo ADC tem o dobro da medida do ângulo ABC e os lados paralelos AB e CD 
valem respectivamente 50,6 m e 33,8 m. 
 
A medida do lado AD é: 
a) 33,8 m 
b) 25,3 m 
c) 18,5 m 
d) 16,8 m 
e) 15,6 m 
 
 
10. A vazão do rio Tietê, em São Paulo, constitui preocupação constante nos períodos chuvosos. Em 
alguns trechos, são construídas canaletas para controlar o fluxo de água. Uma dessas canaletas, cujo 
corte vertical determina a forma de um trapézio isósceles, tem as medidas especificadas na figura I. 
Neste caso, a vazão da água é de 1.050 m³/s. O cálculo da vazão, Q em m³/s, envolve o produto da 
área A do setor transversal (por onde passa a água), em m², pela velocidade da água no local, v, em 
m/s, ou seja, Q = Av. 
Planeja-se uma reforma na canaleta, com as dimensões especificadas na figura II, para evitar a 
ocorrência de enchentes. 
 
Na suposição de que a velocidade da água não se alterará, qual a vazão esperada para depois da 
reforma na canaleta? 
a) 90 m³/s. 
b) 750 m³/s. 
c) 1.050 m³/s. 
d) 1.512 m³/s. 
e) 2.009 m³/s. 
 
 
 
 
7 
Matemática 
 
Gabarito 
 
1. D 
a) Incorreta! Os trapézios são quadriláteros que possuem um par de lados opostos paralelos. 
b) Incorreta! Os trapézios não possuem um par de lados adjacentes paralelos, mas, sim, um par de 
lados opostos paralelos. 
c) Incorreta! Apenas os trapézios isósceles possuem diagonais congruentes. 
d) Correta! 
 
2. D 
Duplicando a figura dada, como na figura a seguir, podemos observar 5 degraus de 90cm cada. 
 
Logo a soma dos comprimentos dos degraus da escada é 
5 .90
2
= 225 cm. 
Portanto, será necessária uma peça linear de no mínino 225 cm. 
 
3. B 
Segundo os dados do enunciado, temos: 
12
2 2
2
12 12 12 
2 2
B b B b
B b B b B
B cm
+ −
+ =
+ + −
=  =  =
 
Como a razão entre as bases é 2, temos que a base maior é o dobro da base menor, ou seja, b = 6 cm. 
 
4. B 
Abrindo-se novamente a folha de papel, tem-se: 
 
Assim, pode-se escrever: 
𝑆 = 
(10 − 𝑥 + 𝑥). 6
2
= 
60
2
= 30 
 
 
 
 
8 
Matemática 
 
Bmaior = 10 − x 
bmenor = x 
h = 6 
 
5. A 
Um trapézio isósceles possui diagonais congruentes. Assim, o valor de x que faz com que esse trapézio 
seja isósceles pode ser encontrado pela equação: 
7x – 125 = 4x + 43 
7x – 4x = 43 + 125 
3x = 168 
x = 168 
 3 
x = 56 
 
6. C 
Considere a figura, em que H é o pé da perpendicular baixada de A sobre CD. 
 
Tem-se que 𝐴𝐵̅̅ ̅̅ = 𝐶𝐻̅̅ ̅̅ = 9 𝑐𝑚. Logo, vem 𝐷𝐻̅̅ ̅̅ = 𝐶𝐷̅̅ ̅̅ − 𝐶𝐻̅̅ ̅̅ = 3 𝑐𝑚. Portanto, pelo Teorema de Pitágoras 
aplicado no triângulo ADH, concluímos que 𝐴𝐻̅̅ ̅̅ = 𝐵𝐶̅̅ ̅̅ = 4 𝑐𝑚. 
A resposta é 𝐴𝐵̅̅ ̅̅ + 𝐵𝐶̅̅ ̅̅ + 𝐶𝐷̅̅ ̅̅ + 𝐷𝐴̅̅ ̅̅ = 9 + 4 + 12 + 5 = 30𝑐𝑚. 
 
7. E 
Se ABCD é isósceles, então os ângulos agudos são congruentes, bem como os obtusos. Além disso, A 
e D são suplementares, o que implica em A = 60°. Por outro lado, sendo AC ⊥ BC, e chamando de M o 
ponto médio de AB, é fácil ver que AMCD e BCDM são losangos congruentes. Portanto, o resultado 
pedido é 
3
2
 . AB̅̅ ̅̅ + AB̅̅ ̅̅ = 25cm. 
 
8. C 
Seja N o ponto do segmento BC tal que MN é paralelo a AB. Logo, MN é a base média do trapézio 
ABCD e, portanto, segue que 
AB CD
MN .
2
+
= Além disso, MN é a mediana relativa à hipotenusa BC 
do triângulo BMC. Daí, vem 
BC
MN 2cm.
2
= = 
 
Em consequência, podemos afirmar que o perímetro do trapézio ABCD é igual a 12cm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Matemática 
 
9. D 
Traçando a bissetriz DE do ângulo ADC, temos: 
 
Podemos observar que o quadrilátero BCDE é um paralelogramo, por apresentar ângulos opostos 
congruentes. Assim, DE é paralelo a BC e os ângulos ADE e CBE são correspondente, ou seja, 
congruentes. 
 
Por fim, vemos que o triângulo ADE é isósceles, ou seja, AE = AD = 16,8 m: 
 
 
10. D 
Área da figura I = 
(30+20).2,5
2
= 62,5m² e seja v a velocidade da água. 
1050 = v. 62,5 ⇔ v = 16,8 m/s 
Área de figura II = 
(49+41).2
2
= 90 m² 
Nova vazão = 90.16,8 = 1512m³/s 
 
 
 
 
 
1 
Português 
 
Conjunções (conceito, locução conjuntiva) + Conjunções 
(coordenativas X subordinativas + valores das coordenativas) 
 
Resumo 
 
Conjunção é uma classe de palavra invariável que tem como objetivo ligar termos de mesma função sintática 
ou orações de mesma função sintática. Elas podem ser classificadas como coordenativas ou subordinativas, 
dependendo da relação que elas estabeleçam entre as orações. As conjunções e as preposições são, 
genericamente, chamadas de conectivos visto que atuam na coesão textual. 
 
 
Além disso, há a locução conjuntiva, que ocorre quando duas ou mais palavras desempenham função de 
conjunção. Por exemplo: uma vez que, à medida que, desde que, ainda que, assim que, etc. 
As conjunções devem ser classificadas de acordo com duas perspectivas: a sintática e a semântica. 
• Perspectiva sintática: devemos analisar se a conjunção está conectando duas orações independentes 
sintaticamente (coordenativa) ou introduzindo uma oração que exerce função sintática em relação à 
outra (subordinativa). 
• Perspectiva semântica: essa á a principal análise que devemos fazer sobre essa classe gramatical por 
ser cobrada nos vestibulares e determinante para a produção textual. As conjunções ajudam a 
estabelecer diferentes relações semânticas entre os termos ou orações que elas conectam. Essas 
relações podem ser de adição, adversidade, alternância, conclusão, explicação, causa, consequência, 
comparação, condição, concessão, conformidade, finalidade, proporção e temporalidade. 
 
ATENÇÃO! Existem, também, as conjunções integrantes (“que” e “se”), que não estabelecem valor semântico, 
apenas unem sintaticamente as orações. 
Veja alguns exemplos em relação ao uso e ao sentido das conjunções a partir dos enunciados a seguir: 
I. Joãofoi ao cinema e ao restaurante. 
II. Mariana gostaria que seu namorado chegasse. 
III. André comeu tanto que passou mal. 
 
 
 
 
 
2 
Português 
 
No primeiro caso, a conjunção “e” está ligando dois termos ("ao cinema", "ao restaurante") sintaticamente 
independentes (coordenados), conferindo-lhes uma relação semântica de adição. 
No segundo, a conjunção “que” não estabelece valor semântico entre as orações, apenas liga sintaticamente 
a segunda oração (subordinada) à oração principal. 
No terceiro, a locução conjuntiva “que” - em correlação com o advérbio "tanto" - evidencia que a segunda 
oração representa a consequência da primeira. 
 
 
II. Classificação 
As conjunções podem ser classificadas em: 
• Coordenativas: quando introduzem uma oração que não estabelece 
função sintática em relação à outra. 
 
• Subordinativas: quando introduzem uma oração que exerce função sintática em 
relação à oração principal. 
Veja os exemplos: 
a) Rodrigo dormiu cedo, mas acordou cansado. 
b) Luana saiu de casa assim que começou a chover. 
 
No primeiro exemplo, a conjunção “mas” apenas conecta duas orações independentes, estabelecendo 
relação semântica de adversidade. Essa independencia sintática entre as orações fica clara quando as 
separados em duas frases distintas: Rodrigo dormiu cedo. Mas acordou cansado. No segundo exemplo, a 
locução conjuntiva “assim que” conecta uma oração que exerce função sintática de adjunto adverbial em 
relação à outra, estabelecendo valor de temporalidade. Diz-se, nesse caso, que a segunda oração depende 
sintaticamente da primeira. 
 
Vamos analisar mais a fundo, a seguir, os tipos de conjunções coordenativas e as relações semânticas que 
elas ajudam a estabelecer. 
 
 
Conjunções coordenativas 
a) Aditivas: Indicam soma dos conteúdos, de ideia, etc. São elas: e, nem, não só... mas também, além disso, 
ademais, etc. 
Ex.: Ela não dormiu nem estudou no final de semana. 
 Fui ao shopping e comprei bastante. 
 Não só fui ao shopping, mas também ao cinema. 
 
 
b) Adversativas (opositivas): Indicam contraste, quebra de expectativa. Além disso, 
introduzem o argumento mais forte em uma oposição/contraste. 
Ex.: Acordou cedo, mas voltou a dormir. 
 Passou mal; no entanto, não foi ao médico. 
 Comeu tudo, porém não estava com fome. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Português 
 
c) Alternativas: Indicam exclusão ou alternância entre os conteúdos. 
Ex.: Ele vai à praia ou ao cinema hoje. 
 Ora durmo, ora pratico exercícios. 
 
 
c) Conclusivas: Indicam conclusão lógica do conteúdo de um enunciado em relação 
ao outro. 
Ex.: Acordou cedo hoje, logo, conseguirá estudar mais. 
 Praticou esportes na infância, por isso é mais resistente às subidas. 
 Descansou bastante; portanto, estará mais disposta para a festa. 
d) Explicativas: Indicam o motivo de uma declaracção anterior. 
Ex.: Estudou muito porque deseja terminar a faculdade este ano. 
 Saiu do cinema, pois não gostou do filme. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Português 
 
Exercícios 
 
1. (PUC-RS) “Deboísta” é quem é adepto da filosofia do “ser de boa” – explica Carlos Abelardo, 19 anos, 
estudante de Ciências Biológicas na Universidade Federal de Goiás e criador, ao lado da namorada, 
Laryssa de Freitas, da página no Facebook “Deboísmo”. – É aquela pessoa que não se deixa levar por 
problemas bestas, que, mesmo discordando de alguém, não parte para a agressão. É a pessoa calma, 
que escolhe o lutar em vez de brigar. Segundo Abelardo, o movimento é apartidário, mas político. E 
sobre a escolha do símbolo, que é uma preguiça, ele diz que a calmaria natural do animal passa uma 
sensação automática de “ficar de boas”. – É o animal mais de boa – diz. 
Disponível em: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/ conheca-deboismo-nova-filosofia-de-boas-da-internet-
17392121. Acesso em 02 abr. 2016. Adaptado. 
 O emprego de “mas” em “o movimento é apartidário, mas político” permite afirmar que: 
a) aderir a essa filosofia de vida implica não pertencer a partido político algum. 
b) participar das manifestações políticas do país faz parte das ações apoiadas pelo movimento. 
c) ser apartidário não significa eximir-se do envolvimento com a política. 
d) não se envolver com partidos políticos é uma forma de negar a política. 
e) discordar dos partidos políticos é uma das características do “Deboísmo”. 
 
 
2. (Enem) 
Tarefa 
Morder o fruto amargo e não cuspir 
Mas avisar aos outros quanto é amargo 
Cumprir o trato injusto e não falhar 
Mas avisar aos outros quanto é injusto 
Sofrer o esquema falso e não ceder 
Mas avisar aos outros quanto é falso 
Dizer também que são coisas mutáveis... 
E quando em muitos a não pulsar 
— do amargo e injusto e falso por mudar — 
então confiar à gente exausta o plano 
de um mundo novo e muito mais humano. 
CAMPOS, G. Tarefa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981. 
Na organização do poema, os empregos da conjunção “mas” articulam, para além de sua função 
sintática, 
a) a ligação entre verbos semanticamente semelhantes. 
b) a oposição entre ações aparentemente inconciliáveis. 
c) a introdução do argumento mais forte de uma sequência. 
d) o reforço da causa apresentada no enunciado introdutório. 
e) a intensidade dos problemas sociais presentes no mundo. 
 
 
 
 
 
5 
Português 
 
3. (Enem) Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o risco de infarto, 
mas também de problemas como morte súbita e derrame. Significa que manter uma alimentação 
saudável e praticar atividade física regularmente já reduz, por si só, as chances de desenvolver vários 
problemas. Além disso, é importante para o controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de 
glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o estresse e aumentar a capacidade física, fatores que, 
somados, reduzem as chances de infarto. Exercitar-se, nesses casos, com acompanhamento médico 
e moderação, é altamente recomendável. 
ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009. 
 As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na construção do 
sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que 
a) a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias. 
b) o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste. 
c) o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização. 
d) o termo “Também” exprime uma justificativa. 
e) o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no sangue”. 
 
 
4. (FUVEST) Nas frases abaixo, cada espaço pontilhado corresponde a uma conjunção retirada. 
1. "Porém já cinco sóis eram passados (....) dali nos partíramos." 
2. (....) estivesse doente faltei à escola. 
3. (...) haja maus nem por isso devemos descrer dos bons. 
4. Pedro será aprovado (...) estude. 
5. (...) chova sairei de casa. 
As conjunções retiradas são, respectivamente: 
a) quando, embora, mesmo que, desde que, ainda que. 
b) que, como, embora, desde que, ainda que. 
c) como, que, porque, ainda que, desde que. 
d) que, ainda que, embora, como, logo que. 
e) que, quando, embora, desde que, já que 
 
 
 
 
 
6 
Português 
 
5. (Simulado INEP) Aumento do efeito estufa ameaça plantas, diz estudo. 
O aumento de dióxido de carbono na atmosfera, resultante do uso de combustíveis fósseis e das 
queimadas, pode ter consequências calamitosas para o clima mundial, mas também pode afetar 
diretamente o crescimento das plantas. Cientistas da Universidade de Basel, na Suíça, mostraram que, 
embora o dióxido de carbono seja essencial para o crescimento dos vegetais, quantidades excessivas 
desse gás prejudicam a saúde das plantas e têm efeitos incalculáveis na agricultura de vários países. 
O Estado de São Paulo, 20 set. 1992, p.32. 
O texto acima possui elementos coesivos que promovem sua manutenção temática. A partir dessaperspectiva, conclui-se que 
a) a palavra “mas”, na linha 2, contradiz a afirmação inicial do texto: linhas 1 e 2. 
b) a palavra “embora”, na linha 4, introduz uma explicação que não encontra complemento no 
restante do texto. 
c) as expressões: “consequências calamitosas”, na linha 2, e “efeitos incalculáveis”, na linha 6, 
reforçam a ideia que perpassa o texto sobre o perigo do efeito estufa. 
d) o uso da palavra “cientistas”, na linha 3, é desnecessário para dar credibilidade ao texto, uma vez 
que se fala em “estudo” no título do texto. 
e) a palavra “gás”, na linha 5, refere-se a “combustíveis fósseis” e “queimadas”, nas linhas 1 e 2, 
reforçando a ideia de catástrofe. 
 
 
6. Como o novo jogo “Pokémon Go” coloca pessoas para andar e já causou problemas com a polícia 
Depois de muita espera, ele está causando um rebuliço nos países onde já foi lançado. Tanto é que 
até a polícia precisou intervir. Pelo menos foi o que ocorreu na Austrália, onde as autoridades 
precisaram emitir um alerta para que jogadores de “Pokémon Go” não se aventurassem em lugares 
perigosos, como túneis, ou recomendar que os mesmos tirem “os olhos do telefone e olhem para os 
dois lados da rua antes de atravessar”. 
“Pokémon Go” é a atualização mais recente da franquia de jogos de videogame lançada pela Nintendo 
há 20 anos. A nova versão começou a ser lançada mundialmente há poucos dias e leva jogadores a 
procurar pokémons em museus, parques, esquinas, em seus banheiros e até no porta-luvas do carro. 
Toda essa atividade, contudo, levou preocupações com a segurança. 
Portal de notícias – R7. 
 
Em “Toda essa atividade, contudo, levou a preocupações com segurança”, a conjunção destacada 
estabelece uma ideia de: 
a) causa. 
b) condição. 
c) conclusão. 
d) adição. 
e) oposição. 
 
 
 
 
 
7 
Português 
 
7. (Enem) Miss Universo: "As pessoas racistas devem procurar ajuda" 
São Paulo - Leila Lopes, de 25 anos, não é a primeira negra a receber a faixa de Miss Universo. A 
primazia coube a Janelle "Penny" Commissiong, de Trinidad e Tobago, vencedora do concurso em 
1977. Depois dela vieram Chelsi Smith, dos Estados Unidos, em 1995; Wendy Fitzwilliam, também de 
Trindad e Tobago, em 1998, e Mpule Kwelagobe, de Botswana, em 1999. Em 1986, a gaúcha Deise 
Nunes, que foi a primeira negra a se eleger Miss Brasil, ficou em sexto lugar na classificação geral. 
Ainda assim a estupidez humana faz com que, vez ou outra, surjam manifestações preconceituosas 
como a de um site brasileiro que, às vésperas da competição, e se valendo do anonimato de quem o 
criou, emitiu opiniões do tipo "Como alguém consegue achar uma preta bonita?" Após receber o título, 
a mulher mais linda do mundo - que tem o português como língua materna e também fala 
fluentemente o inglês - disse o que pensa de atitudes como essa e também sobre como sua conquista 
pode ajudar os necessitados de Angola e de outros países. 
COSTA, D. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 10 set 2011 (adaptado) 
 
O uso da expressão “ainda assim” presente nesse texto tem como finalidade 
a) criticar o teor das informações fatuais até ali veiculadas. 
b) questionar a validade das ideias apresentadas anteriormente. 
c) comprovar a veracidade das informações expressas anteriormente. 
d) introduzir argumentos que reforçam o que foi dito anteriormente. 
e) enfatizar o contrassenso entre o que é dito antes e o que vem em seguida. 
 
 
8. (ENEM) 
 Diego Souza ironiza torcida do Palmeiras 
O Palmeiras venceu o Atlético-GO pelo placar de 1 a 0, com um gol no final da partida. O cenário era 
para ser de alegria, já que a equipe do Verdão venceu e deu um importante passo para conquistar a 
vaga para as semifinais, mas não foi bem isso que aconteceu. 
O meia Diego Souza foi substituído no segundo tempo debaixo de vaias dos torcedores palmeirenses 
e chegou a fazer gestos obscenos respondendo à torcida. Ao final do jogo, o meia chegou a dizer que 
estava feliz por jogar no Verdão. 
— Eu não estou pensando em sair do Palmeiras. Estou muito feliz aqui — disse. 
Perguntado sobre as vaias da torcida enquanto era substituído, Diego Souza ironizou a torcida do 
Palmeiras. 
—Vaias? Que vaias? — ironiza o camisa 7 do Verdão, antes de descer para os vestiários. 
Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 29 abr. 2010. 
 
A progressão textual realiza-se por meio de relações semânticas que se estabelecem entre as partes 
do texto. Tais relações podem ser claramente apresentadas pelo emprego de elementos coesivos ou 
não ser explicitadas, no caso da justaposição. Considerando-se o texto lido, 
a) no primeiro parágrafo, o conectivo já que marca uma relação de consequência entre os 
segmentos do texto. 
b) no primeiro parágrafo, o conectivo mas explicita uma relação de adição entre os segmentos do 
texto. 
c) entre o primeiro e o segundo parágrafos, está implícita uma relação de causalidade. 
d) no quarto parágrafo, o conectivo enquanto estabelece uma relação de explicação entre os 
segmentos do texto. 
e) entre o quarto e o quinto parágrafos, está implícita uma relação de oposição. 
 
 
 
 
 
8 
Português 
 
9. (ENEM) 
 
Disponível em: http://clubedamafalda.blogspot.com.br. Acesso em: 21 set. 2011. (Foto: Reprodução) 
 
Nessa charge, o recurso morfossintático que colabora para o efeito de humor está indicado pelo(a): 
a) emprego de uma oração adversativa, que orienta a quebra da expectativa ao final. 
b) uso de conjunção aditiva, que cria uma relação de causa e efeito entre as ações. 
c) retomada do substantivo “mãe”, que desfaz a ambiguidade dos sentidos a ele atribuídos. 
d) utilização da forma pronominal “la”, que reflete um tratamento formal do filho em relação à “mãe”. 
e) repetição da forma verbal “é”, que reforça a relação de adição existente entre as orações. 
 
10. (FUVEST) 
Transforma-se o amador na cousa amada, 
por virtude do muito imaginar; 
não tenho, logo, mais que desejar, 
pois em mim tenho a parte desejada. 
Se nela está minh'alma transformada, 
que mais deseja o corpo de alcançar? 
Em si somente pode descansar, 
pois consigo tal alma está liada. 
Mas esta linda e pura semideia, 
que, como um acidente em seu sujeito, 
assi co a alma minha se conforma, 
está no pensamento como ideia: 
e o vivo e puro amor de que sou feito, 
como a matéria simples busca a forma. 
 (Camões, ed. A. J. da Costa Pimpão) 
 
A relação semântica expressa pelo termo “logo” no verso "não tenho, logo, mais que desejar" ocorre 
igualmente em: 
a) Não se lembrou de ter um retrato do menino. E LOGO o retrato que tanto desejara. 
b) Acendia, tão LOGO anoitecia, um candeeiro de querosene. 
c) É um ser humano, LOGO merece nosso respeito. 
d) E era LOGO ele que chegava a esta conclusão. 
e) Adoeceu, e LOGO naquele mês, quando estava cheio de compromissos. 
 
 
 
 
 
 
9 
Português 
 
Gabarito 
 
1. C 
A conjunção “mas” introduz o argumento mais forte. Dessa forma, podemos entender que o fato de essa 
filosofia não pertencer a nenhum partido político específico, não faz com que ela deixe de ser política. 
 
2. C 
Uma das características das conjunções adversativas é introduzir o argumento mais forte, além de 
marcar a oposição. 
 
3. A 
A expressão “além disso” marca a adição de uma ideia à outra. Ou seja, uma sequenciação. 
 
4. B 
“Que” – explicação; “Como” – causa; “Embora” – contraste/concessão; “Desde que” – condição; “Ainda 
que” – concessão. 
 
5. C 
As demais alternativas apresentam afirmações incorretas acerca da manutenção temática do texto. O 
conectivo “mas” não exprime uma oposição de ideias, o que é afirmado na opção A, mas uma adição à 
sequenciação anteriormente feita, assim como o conectivo embora introduz uma concessão, ao 
contrário da explicação que a opção B sugere. Na opção C, no entanto, encontramos uma informação 
correta, já que as expressões relacionadas retomam o tema central do texto, as consequências do efeito 
estufa. No entanto,nas opções D e E, novamente encontramos falsas assertivas, já que a expressão 
cientistas é necessária para efeito de credibilidade da informação, e gás faz referência não a 
combustíveis fosseis e queimadas, como sugere a opção E, mas a dióxido de carbono. 
 
6. E 
A conjunção apresenta uma ideia de adversidade, oposição. Portanto, pode ser substituída, sem perda 
de sentido, por conjunções como: “porém” e “entretanto”. 
 
7. E 
Na primeira ocorrência, o “mas” estabelece relação de oposição. Já no segundo, serve para reforçar o 
conteúdo restritivo de "apenas". 
 
8. C 
“Já que” desempenha ideia de explicação; “mas”, de oposição; “enquanto” estabelece uma relação 
temporal; existe uma relação de ironia entre esses parágrafos. 
 
9. A 
O que gera o humor dessa charge é a quebra de expectativa sobre como devemos reagir à preguiça, 
introduzida pela conjunção adversativa “mas”. 
 
10. C 
Em “Não tenho, LOGO, mais que desejar", a conjunção “logo” tem valor conclusivo, assim como na 
alternativa C. Na letra A, logo tem sentido de que o retrato do menino era muito importante; na letra B, 
tem sentido de “imediatamente”; na letra D, tem sentido de “justamente” e, na letra E, de “neste 
momento”. 
 
 
 
 
1 
Português 
Conjunções (valores das subordinativas, papéis argumentativas e 
polissemia) 
 
Resumo 
 
Conjunções subordinativas 
A conjunção é uma palavra que não muda de forma, é, portanto, invariável. Além disso, do ponto de vista 
semântico, traz um sentido (ou mais de um) à oração em que está relacionada, exceto as conjunções 
integrantes, as quais não carregam consigo um sentido. Já em relação ao ponto de vista sintático, não exerce 
função sintática alguma, mas participa de construções (coordenadas e subordinadas), ligando normalmente 
termos de mesma função sintática, orações, períodos e parágrafos, numa relação lógica. Hoje, porém, vamos 
analisar apenas o valor das subordinativas. Vejamos abaixo: 
As conjunções subordinativas introduzem uma oração que exerce função sintática em relação à oração 
principal, por exemplo: “Luana saiu de casa assim que começou a chover”. A locução conjuntiva “assim que” 
conecta uma oração que exerce função sintática de adjunto adverbial em relação à outra, estabelecendo valor 
de temporalidade. Vamos analisar, agora, os tipos de conjunções subordinativas e as relações semânticas 
que elas ajudam a estabelecer. 
Causais: Expressam a ideia de causa. Por exemplo: “que”, “porque”, 
“porquanto”, “como”, “já que”, “desde que”, “pois que”, “visto como”, “uma vez 
que”, etc. 
Todos permaneceram lá porque estava chovendo. 
Se você quer assim, nada mais posso fazer. 
Como você não veio, chamamos outro profissional. 
Concessivas: Introduzem uma oração em que se admite um fato contrário ao anterior, mas incapaz de anulá-
lo. Por exemplo: “embora”, “conquanto”, “ainda que”, “posto que”, “se bem que”, etc. 
Comprei-lhe um presente sem que ela percebesse. 
Embora seja verdade, há muitas coisas sem explicação nessa história. 
Condicionais: Iniciam uma oração que indica condição ou hipótese necessária para que se dê o fato principal. 
Por exemplo: “se”, “caso”, “contanto que”, “salvo se”, “dado que”, “desde que”, “a menos que”, “a não ser que”, 
etc. 
Caso você me abandone, eu vou chorar. 
Observação: Em alguns casos, a conjunção pode estar oculta! 
Por exemplo: (Se) Fosse menos insensível, perceberia todo o afeto que recebe. 
 Conformativas: Iniciam uma oração em que é expressa a conformidade de um pensamento com um 
anteriormente apresentado. Por exemplo: “conforme”, “como” (= conforme), “segundo”, “consoante”, etc. 
Como todos sabem, amanhã é dia do casamento de Julia. 
Conforme é desejo de todos, amanhã parto para a Europa. 
 
Comparativas: Iniciam uma oração que encerra o segundo elemento de uma comparação, de um confronto. 
Por exemplo: “que”, “do que” (depois de mais, menos, maior, menor, melhor e pior), “tal qual”, “tanto quanto”, 
“como”, “assim como”, “bem como”, “como se”, “que nem”. 
O carnaval do Brasil é mais animado do que o europeu. 
Dica: As conjunções “como” 
e “se” também são causais 
quando significarem “já 
que” e estiverem no início 
do período. 
 
 
 
 
2 
Português 
Consecutivas: Iniciam uma oração na qual se indica a consequência do que dito anteriormente. Por 
exemplo: “que” (combinada com uma das palavras: tal, tanto, tão ou tamanho, presentes na oração anterior), 
“de forma que”, “de maneira que”, “de modo que”, etc. 
Sua sorte era tanta, que ganhou cem vezes na loteria. 
 
Finais: Iniciam uma oração que indica a finalidade do que foi dito anteriormente. Por exemplo: “para que”, “a 
fim de que”, “porque” (= para que), etc. 
A fim de que aprenda logo, você deve refazer todos os exercícios. 
 
Proporcionais: Iniciam uma oração em que se menciona um fato ocorrido ou que vai ocorrer 
concomitantemente a outro expresso anteriormente. Por exemplo: “à medida que”, “ao passo que”, “à 
proporção que”, etc. 
À proporção que envelhece, mais idiota fica o homem. 
 
Temporais: Iniciam uma oração que indica circunstância de tempo. Por exemplo: “quando”, “antes que”, 
“assim que”, “depois que”, “até que”, “logo que”, “sempre que”, “assim que”, “desde que”, “todas as vezes que”, 
“cada vez que”, “apenas”, “mal”, “que” (= desde que), etc. 
Ele saiu quando entrei. 
 
Integrantes: Iniciam uma oração que pode funcionar como sujeito, objetos direto ou indireto, predicativo, 
complemento nominal, ou aposto de outra oração. São as conjunções “que” e “se”. 
Percebi que alguém entrou na sala. (objeto direto) 
 
Papéis argumentativos 
Os conectivos – também conhecido como operadores argumentativos – são palavras ou expressões 
responsáveis pela ligação, pela coesão de duas orações e servem para acentuar, introduzir, diminuir valores 
em determinadas sentenças. Dessa forma, para estabelecer essa ligação, eles podem indicar: causa, 
consequência, conclusão, oposição ou ressalva, soma de ideias, objetivo ou finalidade, entre outros. Por isso, 
existem diversos tipos de operadores que proporcionam diferentes sentidos aos textos e eles são importantes 
porque garantem a coesão dos textos. 
• Operadores que somam argumentos: e, também, ainda, não só…mas também, além de…, além 
disso…, aliás. 
Exemplo: Além de ser muito inteligente, é ótimo professor. 
• Operadores que indicam conclusão: portanto, logo, por conseguinte, pois, consequentemente. 
Exemplo: João tira notas baixas e trata mal os professores, portanto não é um bom aluno. 
• Operadores que indicam comparação entre elementos: mais/menos…(do) que, tão…quanto. 
Exemplo: Vamos colocar Luisa no lugar de Joana, uma é tão competente quanto à outra. 
• Operadores que indicam causa/explicação: porque, que, já que, pois, por causa de… 
Exemplo: Estou triste, pois não fui bem na prova. 
• Operadores que indicam oposição (adversidade e concessão): mas, porém, contudo, todavia, no 
entanto, embora, ainda que, posto que, apesar de… 
Exemplo: Gabriel fez um bom trabalho, mas não foi aprovado. 
• Operadores que indicam o argumento mais forte de um enunciado: até, mesmo, até mesmo, inclusive, 
pelo menos, no mínimo. 
Exemplo: João era muito ambicioso; queria ser, no mínimo, o presidente da empresa onde trabalha. 
• Operadores que indicam uma relação de condição entre um antecedente e um consequente: se, caso. 
Exemplo: Se você não for ao médico, não melhorará. 
 
 
 
 
3 
Português 
• Operadores que indicam uma relação de tempo: quando, assim que, logo que, no momento em que… 
Exemplo: Assim que você chegar, me ligue! 
• Operadores que indicam finalidade/objetivo: para, para que, a fim de… 
Exemplo: Eu estudo a fim de passar no vestibular. 
 
Aspectos semânticos e polissemia 
Além disso, cabe ressaltar algumas diferenças semânticas em relação às conjunções. 
A oração subordinada adverbial concessiva e a oração coordenada adversativa mantêm uma relação de 
oposição entre duas ideias. Entretanto,apesar da semelhança, elas apresentam diferenças entre si. Enquanto 
a primeira apresenta a ideia menos importante da oposição, a coordenada apresenta a ideia mais importante. 
Veja: 
Embora o trabalho consuma a pessoa por completo, a dignifica. 
O trabalho dignifica a pessoa, mas a consome por completo. 
 
Algumas conjunções podem, no discurso, assumir diversos significados de acordo com a relação que 
estabelecem entre as orações. A conjunção ‘e’, por exemplo, não possui apenas o valor aditivo, mas também: 
• Valor adversativo: Tanto tenho aprendido e não sei nada. 
• Indicar uma consequência/conclusão: Embarco amanhã, e venho lhe dizer adeus. 
• Expressar uma finalidade: Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra. 
• Valor consecutivo: Estou sonhando, e não quero que me acordem. 
• Introduz uma expressão enfática: Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu. 
 
A conjunção alternativa “ou” pode ser empregada tanto com valor de inclusão quanto de exclusão. 
Maria pode-se casar com João ou Antonio. 
As plantas são prejudicadas pelo frio ou pelo calor excessivo. 
 No primeiro item, a conjunção “ou” tem valor de exclusão, pois se João se casar com Maria, Antonio ficará 
excluído do processo, ou vice e versa. Enquanto no segundo item, a conjunção “ou” tem valor de inclusão, 
pois tanto o frio, quanto o calor excessivo prejudicam as plantas e a ocorrência de um não impede a do outro. 
 
Diferentes valores semânticos da conjunção “se”: 
• Valor condicional: Se você estudar, conseguirá seu intento. 
• Valor causal: Se você sabia que era proibido, por que entrou lá? 
• Valor concessivo: Se não ofendeu a todos, ainda assim insultou os mais velhos. 
• Valor temporal: Se fala, irrita a todos. 
 
Diferentes valores semânticos da conjunção “como”: 
• Valor aditivo: Não apenas é dedicado, como inteligente. 
• Valor comparativo: Simples e rápido como um passe de mágica. 
• Valor conformativo: Faço o trabalho como o regulamento prescreve. 
• Valor causal: Como estava chovendo, não fui ao trabalho. 
 
 
 
 
 
4 
Português 
Exercícios 
 
1. O senso comum é que só os seres humanos são capazes de rir. Isso não é verdade? 
Não. O riso básico – o da brincadeira, da diversão, da expressão física do riso, do movimento da face e 
da vocalização — nós compartilhamos com diversos animais. Em ratos, já foram observadas 
vocalizações ultrassônicas – que nós não somos capazes de perceber – e que eles emitem quando 
estão brincando de “rolar no chão”. Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local 
específico no cérebro, o rato deixa de fazer essa vocalização e a brincadeira vira briga séria. Sem o riso, 
o outro pensa que está sendo atacado. O que nos diferencia dos animais é que não temos apenas esse 
mecanismo básico. Temos um outro mais evoluído. Os animais têm o senso de brincadeira, como nós, 
mas não têm senso de humor. O córtex, a parte superficial do cérebro deles, não é tão evoluído como 
o nosso. Temos mecanismos corticais que nos permitem, por exemplo, interpretar uma piada. 
Disponível em http://globonews.globo.com. Acesso em 31 maio 2012 (adaptado) 
A coesão textual é responsável por estabelecer relações entre as partes do texto. Analisando o trecho 
“Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro”, verifica-se que ele 
estabelece com a oração seguinte uma relação de: 
a) finalidade, porque os danos causados ao cérebro têm por finalidade provocar a falta de 
vocalização dos ratos. 
b) oposição, visto que o dano causado em um local específico no cérebro é contrário à vocalização 
dos ratos. 
c) condição, pois é preciso que se tenha lesão específica no cérebro para que não haja vocalização 
dos ratos. 
d) consequência, uma vez que o motivo de não haver mais vocalização dos ratos é o dano causado 
no cérebro. 
e) proporção, já que à medida que se lesiona o cérebro não é mais possível que haja vocalização dos 
ratos. 
 
2. O mundo é grande 
O mundo é grande e cabe 
Nesta janela sobre o mar. 
O mar é grande e cabe 
Na cama e no colchão de amar. 
O amor é grande e cabe 
No breve espaço de beijar. 
ANDRADE, Carlos Drummond de.Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983. 
Neste poema, o poeta realizou uma opção estilística: a reiteração de determinadas construções e 
expressões linguísticas, como o uso da mesma conjunção para relacionar as orações. Essa 
conjunção estabelece, entre as ideias relacionadas, um sentido de: 
a) comparação. 
b) conclusão. 
c) oposição. 
d) alternância. 
e) finalidade. 
 
 
 
 
 
5 
Português 
3. Conjunções são palavras que ligam orações independentes; elas podem apresentar ideias conclusivas, 
alternadas, explicativas, dependendo do contexto e conjunção utilizada. Observe a oração abaixo: 
Joana estudou o ano inteiro, logo foi bem nas provas finais. 
Assinale a alternativa cuja conjunção destacada apresenta a mesma função da conjunção destacada 
na oração. 
a) Ele não respondeu às minhas cartas nem me telefonou. 
b) A mulher chamou o táxi, porém não foi ouvida. 
c) Tudo foi executado conforme planejamos. 
d) Você me ajudou muito; terá, pois, minha eterna gratidão. 
e) Viajarei mesmo que meus pais não autorizem. 
 
4. A palavra e a imagem têm o poder de criar e destruir, de prometer e negar. A publicidade se vale deste 
recurso linguístico-imagético como seu principal instrumento. Vende a ficção como o real, o normal 
como algo fantástico; transforma um carro em um símbolo de prestígio social, uma cerveja em uma 
loira bonita, e um cidadão comum num astro ou estrela, bastando tão somente utilizar o produto ou 
serviço divulgado. Assim, fazer o banal tornar-se o ideal é tarefa ordinária da linguagem publicitária. 
ALMEIDA, W. M. A linguagem publicitária e o estrangeirismo. Língua Portuguesa,n. 35, jan. 2012. 
 
Alguns elementos linguísticos estabelecem relações entre as diferentes partes do texto. Nesse texto, 
o vocábulo “Assim” tem a função de: 
a) contrariar os argumentos anteriores. 
b) sintetizar as informações anteriores. 
c) acrescentar um novo argumento. 
d) introduzir uma explicação. 
e) apresentar uma analogia. 
 
5. Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam 
para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão 
enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o 
vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar 
a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não 
outras, mas essas apenas. 
LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. 
A autora emprega por duas vezes o conectivo “mas” no fragmento apresentado. Observando aspectos 
da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que articulam o texto, o conectivo “mas”: 
a) expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto. 
b) quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase. 
c) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase. 
d) contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor. 
e) assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso. 
 
 
 
 
 
6 
Português 
6. A Carolina 
Querida, ao pé do leito derradeiro 
Em que descansas dessa longa vida, 
Aqui venho e virei, pobre querida, 
Trazer-te o coração do companheiro. 
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro 
Que, a despeito de toda a humana lida, 
Fez a nossa existência apetecida 
E num recanto pôs um mundo inteiro. 
Trago-te flores, - restos arrancados 
Da terra que nos viu passar unidos 
E ora mortos nos deixa e separados. 
Que eu, se tenho nos olhos malferidos 
Pensamentos de vida formulados, 
São pensamentos idos e vividos. 
Machado de Assis 
“Que, a despeito de toda a humana lida, fez a nossa existência apetecida.”Dentre as seguintes conjunções subordinativas, qual delas pode substituir aquela em destaque sem 
alteração de sentido? 
a) como. 
b) a fim de. 
c) apesar de. 
d) dado que. 
e) assim que. 
 
7. Belo Horizonte, 28 de julho de 1942. 
Meu caro Mário, 
 Estou te escrevendo rapidamente, se bem que haja muitíssima coisa que eu quero te falar (a respeito 
da Conferência, que acabei de ler agora). Vem-me uma vontade imensa de desabafar com você tudo o 
que ela me fez sentir. Mas é longo, não tenho o direito de tomar seu tempo e te chatear. 
Fernando Sabino. 
 No texto, o conectivo “se bem que” estabelece relação de: 
a) conformidade. 
b) condição. 
c) concessão. 
d) alternância. 
e) consequência. 
 
 
 
 
 
7 
Português 
8. Um morcego caiu no chão e foi capturado por uma doninha¹. Como seria morto, rogou à doninha que 
poupasse sua vida. 
– Não posso soltá-lo – respondeu a doninha –, pois sou, por natureza, inimiga de todos os pássaros. 
– Não sou um pássaro – alegou o morcego. – Sou um rato. 
E assim ele conseguiu escapar. 
Mais tarde, ao cair de novo e ser capturado por outra doninha, ele suplicou a esta que não o devorasse. 
Como a doninha lhe disse que odiava todos os ratos, ele afirmou que não era um rato, mas um morcego. 
E de novo conseguiu escapar. Foi assim que, por duas vezes, lhe bastou mudar de nome para ter a vida 
salva. 
Fábulas, 2013. 
¹doninha: pequeno mamífero carnívoro, de corpo longo e esguio e de patas curtas (também conhecido 
como furão). 
“Como seria morto, rogou à doninha que poupasse sua vida.” Em relação à oração que a sucede, a 
oração destacada tem sentido de: 
a) proporção. 
b) comparação. 
c) consequência. 
d) causa. 
e) Finalidade 
 
9. “Labaredas nas trevas”. 
Fragmentos do diário secreto de Teodor Konrad Nalecz Korzeniowski 
 20 DE JULHO [1912] 
Peter Sumerville pede-me que escreva um artigo sobre Crane. Envio-lhe uma carta: “Acredite-me, 
prezado senhor, nenhum jornal ou revista se interessaria por qualquer coisa que eu, ou outra pessoa, 
escrevesse sobre Stephen Crane. Ririam da sugestão. […] Dificilmente encontro alguém, agora, que 
saiba quem é Stephen Crane ou lembre-se de algo dele. Para os jovens escritores que estão surgindo 
ele simplesmente não existe.” 
 20 DE DEZEMBRO [1919] 
 Muito peixe foi embrulhado pelas folhas de jornal. Sou reconhecido como o maior escritor vivo da 
língua inglesa. Já se passaram dezenove anos desde que Crane morreu, mas eu não o esqueço. E 
parece que outros também não. The London Mercury resolveu celebrar os vinte e cinco anos de 
publicação de um livro que, segundo eles, foi “um fenômeno hoje esquecido” e me pediram um artigo. 
FONSECA, R. Romance negro e outras histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 1992 (fragmento). 
Na construção de textos literários, os autores recorrem com frequência a expressões metafóricas. Ao 
empregar o enunciado metafórico “Muito peixe foi embrulhado pelas folhas de jornal”, pretendeu-se 
estabelecer, entre os dois fragmentos do texto em questão, uma relação semântica de: 
a) causalidade, segundo a qual se relacionam as partes de um texto, em que uma contém a causa e 
a outra, a consequência. 
b) temporalidade, segundo a qual se articulam as partes de um texto, situando no tempo o que é 
relatado nas partes em questão. 
c) condicionalidade, segundo a qual se combinam duas partes de um texto, em que uma resulta ou 
depende de circunstâncias apresentadas na outra. 
d) adversidade, segundo a qual se articulam duas partes de um texto em que uma apresenta uma 
orientação argumentativa distinta e oposta à outra. 
e) finalidade, segundo a qual se articulam duas partes de um texto em que uma apresenta o meio, 
por exemplo, para uma ação e a outra, o desfecho da mesma. 
 
 
 
 
 
8 
Português 
10. Qualquer discussão sobre o tempo deve começar com uma análise de sua estrutura, que, por falta de 
melhor expressão, devemos chamar de "temporal". É comum dividirmos o tempo em passado, presente 
e futuro. O passado é o que vem antes do presente e o futuro é o que vem depois. Já o presente é o 
"agora", o instante atual. 
As descobertas de Einstein mudaram profundamente nossa concepção do tempo. Em sua teoria da 
relatividade geral, ele mostrou que a presença de massa (ou de energia) também influencia a passagem 
do tempo, embora esse efeito seja irrelevante em nosso dia a dia. O tempo relativístico adquire uma 
plasticidade definida pela realidade física à sua volta. A coisa se complica quando usamos a 
relatividade geral para descrever a origem do Universo. 
Adaptado. (Folha do S.Paulo. 07.06.1998.) 
Em “[Einstein] mostrou que a presença de massa (ou de energia) também influencia a passagem do 
tempo, embora esse efeito seja irrelevante em nosso dia a dia.”, a conjunção destacada pode ser 
substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por: 
a) visto que. 
b) a menos que. 
c) ainda que. 
d) a fim de que. 
e) desde que. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Português 
Gabarito 
 
1. C 
Há uma relação de condição porque o rato apenas deixa de fazer a vocalização se o cientista provocar 
um dano em um local específico do seu cérebro. 
 
2. C 
Ainda que a conjunção “e” seja predominantemente aditiva, nesse caso ela estabelece relação de 
oposição, já que está relacionando ideias contrastantes. 
 
3. D 
A função da conjunção destacada na oração é de conclusão. A única alternativa que também apresenta 
uma conjunção conclusiva é a “D”, em que o “pois” entre vírgulas atua como elemento conclusivo, 
podendo ser substituído por “logo”. 
 
4. B 
A conjunção “assim” é conclusiva. Dessa forma, ela sintetiza o que foi dito anteriormente a fim de chegar 
a um fechamento. 
 
5. E 
O conectivo “mas” assume funções distintas em suas duas ocorrências: na primeira, como indicador de 
oposição (“O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo...”); 
Na segunda, assume caráter de adição (“Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas 
essas apenas”). 
 
6. C 
A locução “a despeito de” expressa um sentido de contraste, nesse caso, indica uma concessão visto que 
há um fato inesperado e uma quebra de expectativa. Portanto, poderia ser substituída sem alteração de 
sentido pela expressão “apesar de” que possui também valos de oposição. 
 
7. C 
A locução conjuntiva “se bem que” é concessiva, pois expressa um fato deveria impedir o expresso pela 
oração principal, mas não o faz. 
 
8. D 
O fato de o morcego pensar que seria morto foi a causa para que ele implorasse à doninha que não o 
matasse. 
 
9. B 
Entre os dois fragmentos do texto percebemos a relação estabelecida com o tempo, pois, nas partes em 
questão, o tempo localiza o que é narrado. 
 
10. C 
A conjunção “embora” é concessiva e, portanto, pode ser substituída pela expressão “ainda que” porque 
possui o mesmo valor semântico. 
 
 
 
 
 
 
1 
Química 
 
Geometria molecular, polaridade e forças intermoleculares 
 
Resumo 
 
Teoria da repulsão dos pares eletrônicos 
A Teoria da Repulsão dos Pares Eletrônicos de Valência (TRPEV) → Força de repulsão entre os pares 
eletrônicos ligantes ou não, do átomo central. Eles tendem a manter a maior distância possível entre si, 
porém, as forças de repulsão eletrônica não são suficientes para que a ligação entre os átomos seja rompida, 
logo, podemos observar essa distância no ângulo formado entre eles. 
Tipos de nuvens eletrônicas 
 
Posisbilidades de correspondência de uma nuvem eletrônica 
Exemplo: 
 
 
Geometria Molecular 
Na determinação da geometria de uma molécula devemos seguir alguns passos, são eles: 
• Determinar o átomo central, geralmente, o elemento em menor quantidade tende a ser o elemento central 
na estrutura do composto; 
• Determinar o número de elétrons na camada de valência dos átomos participantes; 
• Determinar as ligações, mostrando os pares de eletrons ligantes e não ligantes. 
• Determinarse há ou não repulsão entre os pares de elétrons ligantes e não ligantes para formação da 
geometria molecular. 
 
 
 
 
 
2 
Química 
 
a) Linear 
Formada por molécula triatomicas, onde o elemento central não possui par de elétrons não ligantes 
sobrando. 
Ex.: BeH2 
 
Obs: Toda substância com 2 elementos tem geometria linear e não existe átomo central. 
Ex.: HCl 
 
b) Angular 
Formada por moléculas que possuem 2 átomos ligados aos elementos centrais, onde o elemento central 
possui par de elétrons não ligantes sobrando. 
 
c) Trigonal plana 
Formada por moléculas que possuem 3 átomos ligados aos elementos central, onde o elemento central 
não possui par de elétrons não ligantes sobrando. 
Ex.: BF3 
 
 
d) Piramidal 
Formada por moléculas que possuem 3 átomos ligados aos elementos central, onde o elemento central 
possui par de elétrons não ligantes sobrando causando repulsão. 
Ex.: NH3 
 
 
 
 
 
3 
Química 
 
e) Tetraédrica 
Formada por moléculas que possuem 4 átomos ligados ao elemento central, onde o elemento central 
não possui par de elétrons não ligantes sobrando. 
Ex.: CH4 
 
Polaridade 
Polaridade das ligações 
Ligação Iônica: Nas ligações iônicas, a transferência de elétrons é definitiva, formação de cátions(positivo) 
e ânions(negativo). As ligações iônicas são sempre POLARES. 
 
Ligação Covalente: Nas ligações formadas por átomos com a mesma eletronegatividade, não há formação 
de polos pois essa diferença é igual a zero. Formando ligação covalente apolar. 
Exemplo: Cl2 
(Cl – Cl) → ∆en = 3,0 – 3,0 → ∆en = 0 
Nas ligações formadas por átomos com diferentes eletronegatividades, há formação de polos pois essa 
diferença é diferente de zero. Formando ligação covalente polar. 
Exemplo: HBr 
(H – Br) → ∆en = 2,8 – 2,1 → ∆en = 0,7 
Polaridade das moléculas 
As moléculas podem ser classificadas em moléculas polares e apolares, dependendo do vetor de momento 
dipolo( ) da molécula ser anulado ou não. 
• Molécula apolar: = 0 
• Molécula polar: ≠ 0 
Exemplo: 
CO2 
Os vetores possuem a mesma diferença de eletronegatividade por serem entre os mesmos alementos, e 
possuem a mesma direção e sentidos opostos, fazendo com que se anulem e o momento dipolo( ) seja 
igual a zero. 
 
H2O 
 
 
 
 
 
1 
Química 
 
O oxigênio da água possui dois pares de elétrons que não se ligam a nada, logo esses pares empurram as 
ligações O-H para baixo, formando assim um ângulo entre eles, os vetores não se anulam como na molécula 
de CO2. O momento dipolo( ) nesse caso é diferente de zero. 
Forças intermoleculares 
 
 
Dipolo induzido-dipolo induzido, van der Waals ou dipolo-induzido → Ocorre nas moléculas apolares. 
Ex: H2, O2, CO2 
 
Dipolo permanente-dipolo permanente ou dipolo-dipolo → Ocorre nas moléculas polares. 
Ex: HCl, HBr, HI, H2S 
 
 
 
 
 
 
2 
Química 
 
Ligação de Hidrogênio: Antes essa força era chamada de ponte de hidrogênio. As ligações de hidrogênio são 
atrações intermoleculares fortíssimas que ocorrem entre moléculas polares que apresentam ligações do 
Hidrogênio com átomos muito eletronegativos como o Flúor, Oxigênio e Nitrogênio. 
Ex: HF, NH3, H2O 
 
Atenção! 
 
O aumento da força é proporcional aos pontos de fusão e ebulição dos compostos. 
Atenção! 
Ligação Íon-dipolo 
A interação íon-dipolo envolve um íon e uma molécula polar, de forma que as cargas que possuam caráter 
atrativo se aproximam. Portanto, quanto maior a carga do íon relativamente ao dipolo, maior a intensidade 
da ligação (melhor será a atração). 
 
 
 
 
 
 
3 
Química 
 
Exercícios 
 
1. Partículas microscópicas existentes na atmosfera funcionam como núcleos de condensação de vapor 
de água que, sob condições adequadas de temperatura e pressão, propiciam a formação das nuvens 
e consquentemente das chuvas. No ar atmosférico, tais partículas são formadas pela reação de ácidos 
(HX) com base NH3, de forma natural ou antropogênica, dando origem a sais de amônio (NH4X), de 
acordo com a equação química genérica: 
 
FELIX. E. P.; CARDOSO, A. A. Fatores ambientais que afetam a precipitação úmida. Química Nova na Escola, n. 21, maio 2005 
(adaptado). 
 
A fixação de moléculas de vapor de água pelos núcleos de condensação ocorre por 
a) ligações iônicas. 
b) interações dipolo-dipolo. 
c) interações dipolo-dipolo induzido. 
d) interações íon-dipolo. 
e) ligações covalentes. 
 
 
2. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas tornou-se um problema de saúde pública no Brasil, pois 
é responsável por mais de 200 doenças, conforme resultados de pesquisas da Organização Mundial 
de Saúde (OMS). 
Disponível em: <http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,consumo-de-alcool-aumenta-43-5-no-brasil-em-dez-anos-
afirma-oms,70001797913> Acesso em: 11 set. 2017 (adaptado). 
 
 
O álcool presente nessas bebidas é o etanol 3 2(CH CH OH), substância bastante volátil, ou seja, que 
evapora com facilidade. Sua fórmula estrutural está representada a seguir. 
 
 
 
Considerando-se as ligações químicas e interações intermoleculares, o modelo que representa a 
volatilização do etanol é: 
a) 
c) 
 
 
 
 
 
4 
Química 
 
b) d) 
 
 
 
 
3. Compostos contendo enxofre estão presentes, em certo grau, em atmosferas naturais não poluídas, 
cuja origem pode ser: decomposição de matéria orgânica por bactérias, incêndio de florestas, gases 
vulcânicos etc. No entanto, em ambientes urbanos e industriais, como resultado da atividade humana, 
as concentrações desses compostos são altas. Dentre os compostos de enxofre, o dióxido de enxofre 
2(SO ) é considerado o mais prejudicial à saúde, especialmente para pessoas com dificuldade 
respiratória. 
Adaptado de BROWN, T.L. et al, Química: a Ciência Central. 9ª ed, Ed. Pearson, São Paulo, 2007. 
 
Em relação ao composto 2SO e sua estrutura molecular, pode-se afirmar que se trata de um 
composto que apresenta 
Dado: número atômico S 16;= O 8.= 
a) ligações covalentes polares e estrutura com geometria espacial angular. 
b) ligações covalentes apolares e estrutura com geometria espacial linear. 
c) ligações iônicas polares e estrutura com geometria espacial trigonal plana. 
d) ligações covalentes apolares e estrutura com geometria espacial piramidal. 
e) ligações iônicas polares e estrutura com geometria espacial linear. 
 
 
 
4. Assinale a alternativa que apresenta compostos químicos que possuam geometria molecular, 
respectivamente, linear, trigonal plana e piramidal. 
 
Dados: número atômico (Z) H 1, C 6, N 7, O 8, F 9= = = = = e S 16.= 
a) 2 3
H O, SO
 e 4
CH .
 
b) 2 3
CO , SO
 e 3
NH .
 
c) 4 2
CH , SO
 e HF. 
d) 2 2
CO , SO
 e 3
NH .
 
e) 2 2
H O, SO
 e HF. 
 
 
 
 
 
 
5 
Química 
 
5. A fluidez da membrana celular é caracterizada pela capacidade de movimento das moléculas 
componentes dessa estrutura. Os seres vivos mantêm essa propriedade de duas formas: controlando 
a temperatura e/ou alterando a composição lipídica da membrana. Neste último aspecto, o tamanho 
e o grau de insaturação das caudas hidrocarbônicas dos fosfolipídios, conforme representados na 
figura, influenciam significativamente a fluidez. Isso porque quanto maior for a magnitude das 
interações entre os fosfolipídios, menor será a fluidez da membrana. 
 
 
 
Assim, existem bicamadas lipídicas com diferentes composições de fosfolipídios, como as 
mostradas de I a V. 
 
 
 
Qual das bicamadas lipídicas apresentadas possui maior fluidez? 
a) I 
b) II 
c) III 
d) IV 
e) V 
 
 
6. O nitrogênio é um elemento químico com símbolo N. Devido à grande variação do número de oxidação, 
apresenta-se em diferentes formas na natureza, tais como, 2N e 3NH , 2NO
− e 3NO .
− 
A geometria dos compostos nitrogenados acima citados são, respectivamente, 
a) Linear, trigonal plana, linear e trigonal plana. 
b) Linear, piramidal, angular e trigonal plana. 
c) Linear, piramidal,linear e piramidal. 
d) Linear, trigonal plana, angular e trigonal plana. 
e) Linear, piramidal,trigonal e piramidal. 
 
 
 
 
 
 
6 
Química 
 
7. Um experimento simples, que pode ser realizado com materiais encontrados em casa, é realizado da 
seguinte forma: adiciona-se um volume de etanol em um copo de vidro e, em seguida, uma folha de 
papel. Com o passar do tempo, observa-se um comportamento peculiar: o etanol se desloca sobre a 
superfície do papel, superando a gravidade que o atrai no sentido oposto, como mostra a imagem. 
Para parte dos estudantes, isso ocorre por causa da absorção do líquido pelo papel. 
 
 
 
Do ponto de vista científico, o que explica o movimento do líquido é a 
a) evaporação do líquido. 
b) diferença de densidades. 
c) reação química com o papel. 
d) capilaridade nos poros do papel. 
e) resistência ao escoamento do líquido. 
 
 
 
 
8. A polaridade em compostos químicos tem contribuições importantes nas propriedades destes e 
também apresenta influências diretas nas interações intermoleculares. Observe as estruturas dos 
compostos abaixo. 
 
A temperatura de ebulição é uma propriedade específica de matéria e está intimamente relacionada 
com a natureza das interações intermoleculares, dentre outros fatores. Diante do exposto, assinale a 
alternativa que relaciona corretamente a temperatura de ebulição, em ordem crescente, das 
substâncias apresentadas. 
a) 1. Metano 2. Propanona 3. Etanol 4. Água. 
b) 1. Água 2. Etanol 3. Propanona 4. Tetracloreto de carbono. 
c) 1. Metano 2. Etanol 3. Propanona 4. Água. 
d) 1. Água 2. Propanona 3. Etanol 4. Metano. 
e) 1. Metano 2. Água 3. Etanol 4. Propanona. 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Química 
 
 
9. Assinale a alternativa que contém as respectivas geometrias e polaridades das espécies química 
abaixo. 
2SO ; 3SO ; 2H O e 2H Be 
a) 2SO : angular e polar; 3SO : piramidal e polar; 2H O : angular e polar e 2H Be : linear e apolar. 
b) 2SO : angular e polar; 3SO : trigonal plana e apolar; 2H O : angular e polar e 2H Be : angular e 
polar. 
c) 2SO : angular e polar; 3SO : trigonal plana e apolar; 2H O : angular e polar e 2H Be : linear e 
apolar. 
d) 2SO : linear e apolar; 3SO : piramidal e polar; 2H O : linear e apolar e 2H Be : angular e polar. 
e) 2SO : angular e apolar; 3SO : trigonal plana e polar; 2H O : angular e apolar e 2H Be : angular e 
polar. 
 
10. As ligações covalentes podem ser classificadas em dois tipos: ligações covalentes polares e ligações 
covalentes apolares. Observando a polaridade das ligações e a geometria da molécula, somos 
capazes de verificar se uma molécula será polar ou apolar. Com base nisso, assinale a opção que 
apresenta moléculas exclusivamente apolares. 
a) HC , 2
NO
 e 2
O
 
b) 2
C ,
 3
NH
e 2
CO
 
c) 2
C ,
 4
CC
 e 2
CO
 
d) 4
CC ,
 3
BF
 e 2 4
H SO
 
e) Cl2, CO e HCl 
 
 
 
 
 
8 
Química 
 
Gabarito 
 
1. D 
A reação fornecida no enunciado descreve a representação geral de um processo de neutralização. 
HX(g) + NH3(g) + NH4X(s) + NH4+(aq) + X-(aq) 
 
A fixação da água aos íons formados se dá por interações do tipo íon dipolo. 
Esquematicamente: 
 
 
2. C 
Na volatilização do etanol (passagem do estado líquido para o gasoso) ocorre a quebra das ligações 
intermoleculares (entre moléculas) e não intramolecular (que ocorre no interior da molécula). 
 
3. A 
Em relação ao composto 2SO e sua estrutura molecular, pode-se afirmar que se trata de um composto 
que apresenta ligações covalentes polares e estrutura com geometria espacial angular. 
 
 
4. B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Química 
 
5. B 
De acordo com o texto, quanto maior for a magnitude das interações entre os fosfolipídios, menor será 
a fluidez da membrana. Invertendo o raciocínio: quanto menor for a magnitude das interações entre os 
fosfolipídios, maior será a fluidez da membrana. 
Ao analisar as figuras percebe-se que a insaturação diminui o contato entre as camadas, por isso, 
quanto menor o contato (maior a quantidade de insaturações), maior será a fluidez e isto ocorre na 
figura II. 
 
 
6. B 
2N : geometria linear: 
 
3NH : geometria piramidal: 
 
 
2NO :
− angular 
 
 
3NO :
− trigonal plana 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
Química 
 
7. D 
Do ponto de vista científico, o que explica o movimento do líquido é a capilaridade existente nos poros 
do papel. 
O etanol se move “para cima” devido às interações intermoleculares com substâncias presentes nos 
poros (ou “capilares”; tubos muito finos) que fazem parte da composição do papel. Neste fenômeno, o 
líquido parece ir contra a ação da gravidade. 
 
8. A 
O ponto de ebulição varia de acordo com o tipo de interação ou forças intermoleculares presente em 
cada composto, assim teremos em ordem crescente do ponto de ebulição: 
interações de Van der Waals < interações dipolo-dipolo < ligações de hidrogênio. 
Assim, a ordem do menor para o maior ponto de ebulição será: 
Metano < Propanona < Etanol < Água 
 
9. C 
Teremos: 
 
 
10. C 
2C , 4CC e 2CO são moléculas exclusivamente apolares, pois apresentam vetores momento dipolo 
elétricos resultantes nulos. 
 
 
 
 
 
 
 
1 
Química 
 
Número de oxidação e funções inorgânicas: anidrido e ácido 
 
Resumo 
 
Número de oxidação (nox) 
O NOX é a carga que um elemento adquire depois de realizar qualquer tipo de ligação para atingir a 
estabilidade (regra do octeto) ou de se manter no seu estado fundamental. 
Em compostos iônicos, número de oxidação (Nox) é a própria carga elétrica do íon, ou seja, o número de 
elétrons que o átomo perdeu ou ganhou. 
No caso dos compostos covalentes, por não ter perda ou ganho de elétrons, pode estender o conceito de 
número de oxidação, dizendo que seria a carga elétrica teórica que o átomo iria adquirir se houvesse quebra 
da ligação covalente, ficando os elétrons com o átomo mais eletronegativo. 
Para calcularmos o nox dos elementos de uma substância devemos igualar a soma das cargas à 0. Caso 
seja um íon devemos igualar a soma dos nox a carga do íon. E em substâncias simples o nox é sempre igual 
a 0. 
Exemplos (Na2CO3 e K2Cr2O7): 
 
Ou exemplo no caso dos íons (MnO4- e NH4+): 
 
 
Como nos sabíamos que o nox do Na era +1? Isso foi possível devido a algumas regras. Temos alguns 
elementos que apresentam nox fixo. Na tabela a seguir, temos uma lista com esses elementos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Química 
 
Elementos com número de oxidação fixo 
Elementos Situação Nox 
Metais Alcalinos (Li, Na, K, Rb, Cs 
e Fr) 
Em substâncias compostas +1 
Metais Alcalinoterrosos(Be, Mg, 
Ca, Sr, Ba e Ra) 
Em substâncias compostas +2 
Prata: Ag Em substâncias compostas +1 
Zinco: Zn Em substâncias compostas +2 
Alumínio: Al Em substâncias compostas +3 
Enxofre: S 
Em sulfetos (quando o enxofre 
for o elemento mais 
eletronegativo) 
-2 
Halogênios (F, Cl, Br e l) 
Ligado a ametais (quando o 
halogênio for o elemento mais 
eletronegativo) 
-1 
Hidrogênio: H 
Ligado a ametais (quando o 
hidrogênio estiver ligaedo a um 
elemento mais eletronegativo 
que ele) 
+1 
-1 
Oxigênio: O 
Na maioria das substâncias 
compostas em peróxidos, em 
superóxidos e em fluoretos 
-2 
-1 
-1/2 
+2 ou +1 
 
Nox variável 
Alguns elementos de transição (família B) tem nox variável, ou seja, depende com quem ele está ligado, a 
seguir temos uma lista dos mais comuns: 
 Mn +7, +6, +4, +2 
Fe, Co, Ni +2, +3 
Pb, Pt, Sn +2, +4 
Au +1, +3 
Cu, Hg +1, +2 
Cr +3, +6, +2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Química 
 
Número de oxidação compostos orgânicos 
Nesse caso, nós iremos olhar para da ligação. O elemento que for mais eletronegativo recebera a carga -1 o 
e menos eletronegativo, a carga +1. Caso os elementos sejam iguais, a carga será zero. No caso das ligações 
duplas e triplas, devemos colocar -1 ou +1, para cada ligação. 
EtanolÁcido acético 
 
Vamos considerar cada carbono separadamente. Primeiro o carbono 1: 
 
Não há diferença de eletronegatividade, porque é uma ligação entre dois carbonos, portanto, nenhum deles 
ganha ou perde elétrons nessa ligação e não há interferência no Nox do carbono 1. Considerando as perdas 
e ganhos de elétrons do carbono 1, temos: 
Etanol: 
Ganhos: 3 eletrons de cada hidrogênio; 
Perdas: 2 elétrons para cada oxigênio; 
Total: Ficou com 1 elétrons a mais, assim, seu Nox = - 1 
Ácido acético: 
Ganhos: 1 elétrons de cada hidrogênio; 
Perdas: 4 elétrons para cada oxigênio; 
Total: Ficou com 3 elétrons a menos, assim, seu Nox = +3 
Agora vamos considerar o Nox do carbono 2,que é o mesmo tanto no etanol quanto no ácido acético: 
 
Ganhos: 3 elétrons de cada hidrogênio; 
Perdas: Nenhuma; 
Total: Ficou com 3 elétrons a mais, assim, seu Nox = -3 
 
 
 
 
 
4 
Química 
 
Funções inorgânicas 
Anidridos 
Óxidos ácidos ou anidridosSão óxidos que reagem com a água, produzindo um ácido, ou reagem com uma 
base, produzindo sal e água, onde o nox do metal (nox possíveis: +5, +6 ou + 7) ou com qualquer ametal 
(excluindo os ametais dos óxidos neutros). 
Exemplo: 
 
 
O nome anidrido vem do fato desse tipo de óxido ter a capacidade absorver água e forma seu respectivo 
ácido. 
Exemplo: 
SO3 + H2O → H2SO4 
Anidrido sulfúrico, óxido de enxofre IV ou trióxido de enxofre + água → Ácido sulfúrico 
 
Nomenclatura dos óxidos ácidos 
 
 
 
 
 
Obs1 : Quando o elemento possuir 4 anidridos diferentes, ou seja, 4 nox diferentes 
Nox+1: Anidrido Hipo....oso 
Nox +3: Anidrido....oso 
Nox +5: Anidrido....ico 
Nox +7: Anidrido Per....ico 
 
Exemplos: 
Cl2O: Anidrido Hipocloroso 
Cl2O3: Anidrido cloroso 
Cl2O5: Anidrido clórico 
Cl2O7: Anidrido Perclórico 
 
Obs2: Quando o óxido tem apenas um um anidrido, usa-se a terminação ico. 
Exemplo: 
CO2 — anidrido carbônico 
B2O3 — anidrido bórico 
 
Obs3: Podemos usar a terminação já citada utilizando números romanos ou os prefixos mono,di,tri... 
 
 
 
 
5 
Química 
 
Obs4: Alguns anidridos podem reagir com quantidades crescentes de água (hidratação crescente), 
produzindo ácidos diferentes. É o caso do anidrido fosfórico (P2O5 ). 
 
 
 
Óxidos anfóteros: Podem se comportar ora como óxido básico, ora como óxido ácido, onde o metal pode ter 
nox +3 ou +4(exceção do Zn,Pb,Sn) ou o oxigênio estar ligado a um ametal(excluindo os ametais dos óxidos 
neutros). 
 
 
Os óxidos anfóteros são, em geral, sólidos, iônicos, insolúveis na água. Os mais vistos em provas ou 
vestibulares são: ZnO; Al2O3; SnO ; SnO2 ; PbO ; PbO2; As2O3; As2O5; Sb2O3 e Sb2O5 . 
 
Ácidos 
Segundo Arrhenius, são substâncias inorgânicas que quando colocadas em presença de água sofrem 
ionização, liberando como único cátion o H+. 
HA H+ + A- 
 
HAO H+ + AO- 
Classificação 
Quanto à presença de oxigênio 
Inicialmente os ácidos podem ser separados em duas categorias para serem estudadas, os Oxiácidos (que 
possuem oxigênio em sua molécula) e Hidrácidos (que NÃO possuem oxigênio em sua molécula). 
Ex.: Hidrácidos = HCl, HF, HCN. 
Oxiácidos = H2SO4, HClO, H3PO4 
 
Quanto ao número de H+ 
Em função do número de íons H+ liberados quando sofrem ionização, uma ácido pode ser classificada como: 
• Monoácido: libera uma cátion H+ 
Ex.: HCl H+ + Cl- 
• Diácido: libera dois cátions H+ 
Ex.: H2SO4 2H+ + SO4-2 
• Triácido: libera três cátions H+ 
Ex.: H3PO4 3H+ + PO4+3 
 
 
 
 
6 
Química 
 
• Tetrácido: libera quatro cátions H+ 
Ex.: H4SiO4 4H+ + SiO4+4 
 
Atenção! 
Os ácidos formados por P, As e Sb com fórmulas: 
H3XO3 - são diácidos 
H2XO3 - são monoácidos 
 
Quanto à força 
A força dos ácidos é dada pelo seu grau de ionização(α). O grau de ionização é relação entre o número de 
moléculas dissolvidas sobre o número de moléculas que produziram íons. 
 
Os Hidrácidos mais comuns são classificados como: 
• Forte: HCl, HBr e HI 
• Moderado: HF 
• Fraco: os demais 
 
Os Oxiácidos mais comuns são classificados da seguinte forma: 
X = números de oxigênios – números de hidrogênios 
• Forte: x > 1 
• Moderado: x = 1 
• Fraco: x < 1 
 
Nomenclatura 
Nomenclatura para Hidrácidos 
Ácido nome do elemento + ídrico 
Ex.: HCl - Ácido clorídrico 
HI - Ácido Iodídrico 
HCN - Ácido cianídrico 
 
Nomenclatura para Oxiácidos 
NOX* Prefixo Sufixo 
+1 ou +2 Hipo oso 
+3 ou +4 - Oso 
+5 ou +6 - ico 
+7 per ico 
*NOX do elemento central 
 
 
 
 
 
7 
Química 
 
Cuidado! 
C+4, Si+4 e B+3 = ICO 
Ácido prefixo + nome do elemento central + sufixo 
Ex.: H2SO4 - S+6 - Ácido sulfúrico 
H3PO4 - P+5 - Ácido fosfórico 
H2CO3 - C+4 - Ácido carbônico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Química 
 
Exercícios 
 
1. Recentemente, foram realizados retratos genéticos e de habitat do mais antigo ancestral universal, 
conhecido como LUCA. Acredita-se que esse organismo unicelular teria surgido a 3,8 bilhões de anos 
e seria capaz de fixar CO2, convertendo esse composto inorgânico de carbono em compostos 
orgânicos. Para converter o composto inorgânico de carbono mencionado em metano (CH4), a 
variação do NOX no carbono é de: 
a) 1 unidades. 
b) 2 unidades. 
c) 4 unidades. 
d) 6 unidades. 
e) 8 unidades. 
 
2. O sal marinho é composto principalmente por NaCl, MgCl2, CaCl2, e contém traços de mais de 84 outros 
elementos. Sobre os sais citados e os elementos químicos que os compõem, é correto afirmar que 
a) o Nox do Magnésio é +2 
b) o Cloro nestes sais tem Nox +1 
c) o sódio é um metal alcalino terroso. 
d) os sais são formados por ligações covalentes. 
e) Cloro tem Nox +6 nestes sais. 
 
3. A chuva ácida ocorre quando existe na atmosfera uma alta concentração de óxidos de enxofre (SO2) 
e óxidos de nitrogênio (NO, NO2, N2O5) que, quando em contato com a água em forma de vapor, formam 
ácidos como o HNO3 e H2SO4. Os Nox do nitrogênio e do enxofre, nestes ácidos, são respectivamente 
a) +5 e +6 
b) +5 e +4 
c) +3 e +6 
d) +6 e +4 
e) +3 e +4 
 
4. A água sanitária, água de cândida ou água de lavadeira, é uma solução aquosa de hipoclorito de sódio, 
utilizada como alvejante. O sal presente nessa solução apresenta na sua estrutura o átomo de cloro 
com Nox igual a: 
a) zero 
b) 1 + 
c) 1 - 
d) 2 + 
e) 2 - 
 
 
 
 
 
9 
Química 
 
5. A água da chuva é naturalmente ácida devido à presença do gás carbônico encontrado na atmosfera. 
Esse efeito pode ser agravado com a emissão de gases contendo enxofre, sendo o dióxido e o trióxido 
de enxofre os principais poluentes que intensificam esse fenômeno. Um dos prejuízos causados pela 
chuva ácida é a elevação do teor de ácido no solo, implicando diretamente a fertilidade na produção 
agrícola de alimentos. Para reduzir a acidez provocada por esses óxidos, frequentemente é utilizado 
o óxido de cálcio, um óxido básico capaz de neutralizar a acidez do solo. As fórmulas moleculares dos 
óxidos citados no texto são, respectivamente, 
a) CO, SO, SO2 e CaO2 
b) CO2, SO2, SO3 e CaO 
c) CO2, S2O, S3O e CaO 
d) CO, SO2, SO3 e CaO 
e) CO2, S2O, S3O, CaO2 
 
6. A emissão de óxidos ácidos para a atmosfera vem crescendo cada vez mais nas últimas décadas. Eles 
podem ser emitidos através de fontes naturais, tais como a respiração vegetal e animal, erupções 
vulcânicas e decomposição de restos vegetais e animais. No entanto, o fator agravante é que alguns 
óxidos ácidos são liberados também na combustão de combustíveis fósseis, como os derivados do 
petróleo (gasolina, óleo diesel etc.). 
FOGAÇA. J. “Óxidos e chuva ácida”. Brasil Escola. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/quimica/Oxidos-chuva-
Acida.htm>. 
Sobre óxidos ácidos e suas implicações ambientais, é CORRETO afirmar que: 
a) óxidos ácidos são substâncias moleculares, formadas, principalmente, pelo enxofre e pelo 
nitrogênio e que, ao entrarem em contatocom a água, reagem formando ácidos, por exemplo, 
sulfuroso, sulfúrico, nítrico e nitroso. 
b) o gás carbônico (CO2) e o monóxido de carbono (CO) são exemplos de óxidos que reagem com a 
água, formando ácidos. 
c) óxidos ácidos são substâncias iônicas, formadas pela ligação de metais (principalmente 
alcalinos e alcalinos terrosos) com o oxigênio. 
d) o trióxido de enxofre neutraliza o hidróxido de sódio na proporção molar de 1:1. 
e) a chuva ácida é a responsável direta pelo fenômeno conhecido como efeito estufa, cujo 
agravamento eleva as temperaturas médias de nosso planeta. 
 
7. O processo de industrialização tem gerado sérios problemas de ordem ambiental, econômica e social, 
entre os quais se pode citar a chuva ácida. Os ácidos usualmente presentes em maiores proporções 
na água da chuva são o H2CO3, formado pela reação do CO2 atmosférico com a água, o HNO3, o HNO2, 
o H2SO4 e o H2SO3. Esses quatro últimos são formados principalmente a partir da reação da água com 
os óxidos de nitrogênio e de enxofre gerados pela queima de combustíveis fósseis.A formação de 
chuva mais ou menos ácida depende não só da concentração do ácido formado, como também do 
tipo de ácido. Essa pode ser uma informação útil na elaboração de estratégias para minimizar esse 
problema ambiental. Se consideradas concentrações idênticas, quais dos ácidos citados no texto 
conferem maior acidez às águas das chuvas? 
a) HNO3 e HNO2. 
b) H2SO4 e H2SO3. 
c) H2SO3 e HNO2. 
d) H2SO4 e HNO3. 
e) H2CO3 e H2SO3. 
 
 
 
 
10 
Química 
 
8. Muitas indústrias e fábricas lançam para o ar, através de suas chaminés, poluentes prejudiciais às 
plantas e aos animais. Um desses poluentes reage quando em contato com o gás oxigênio e a água 
da atmosfera, conforme as equações químicas: 
Equação 1: 2 2 3
2 SO O 2 SO+ →
 
Equação 2: 3 2 2 4
SO H O H SO+ →
 
De acordo com as equações, a alteração ambiental decorrente da presença desse poluente intensifica 
o(a) 
a) formação de chuva ácida. 
b) surgimento de ilha de calor. 
c) redução da camada de ozônio. 
d) ocorrência de inversão térmica 
e) emissão de gases de efeito estufa. 
 
9. 
 
 
A chuva ácida provoca desastres ambientais como o observado na figura. Os principais ácidos 
presentes na chuva ácida são o sulfúrico e o nítrico, formados pela associação da água com anidrido 
sulfuroso (SO2) e óxidos de nitrogênio (Nox), produtos da queima de combustíveis fósseis, que podem 
ser carregados pelo vento, ocasionando chuvas ácidas distantes da fonte primária de poluição, o que 
acaba se tornando um problema sem fronteiras territoriais. As fórmulas correspondentes aos ácidos 
citados pelo texto, na respectiva ordem são: 
a) H2SO3 e HNO3 
b) H2SO4 e HNO2 
c) H2SO4 e HNO3 
d) H2SO3 e HNO2 
e) H2CO3 e HNO3 
 
 
 
 
 
11 
Química 
 
10. Os ácidos estão muito presentes em nosso cotidiano, podendo ser encontrados até mesmo em nossa 
alimentação. A tabela abaixo apresenta alguns ácidos e suas aplicações. 
 
Nome Fórmula Molecular Aplicação 
Ácido sulfúrico H2SO4 
Consumido em grandes quantidades na 
indústria petroquímica 
Ácido fluorídrico HF Utilizado para gravação em vidro 
Ácido carbônico H2CO3 
Utilizado para gaseificar águas e 
refrigerantes 
 
A força dos ácidos dispostos na tabela, respectivamente, é 
a) Forte, forte e moderado. 
b) Moderado, fraco e moderado. 
c) Moderado, fraco e fraco. 
d) Forte, moderado e fraco. 
e) Forte, moderado e forte 
 
 
 
 
 
 
12 
Química 
 
Gabarito 
 
1. E 
Conversão
2 4
Conversão
1 1 1 14 2 2 4
Redução4 4
8 unidades
CO CH
C O O C H H H H
C 8e C
+ + + ++ − − −
+ − −
⎯⎯⎯⎯⎯→
⎯⎯⎯⎯⎯→
+ ⎯⎯⎯⎯⎯→
 
 
2. A 
a) Correta. 
2 1
2MgC
+ −
 
b) Incorreta. O Nox do cloro nestes sais é de 1,− segundo a regra, os halogênios quando em compostos 
binários apresenta carga 1.− 
c) Incorreta. O sódio pertence ao 1º grupo da tabela periódica, portanto, ao grupo dos metais 
alcalinos. 
d) Incorreta. Os sais que apresentam metais em suas fórmulas são formados, em sua maioria, por 
ligações iônicas. 
 
3. A 
6 2 81
3 2 4HNO H SO
5 6
− + −+
 
+ +
 
 
4. B 
Hipoclorito de sódio = NaClO 
 NaClO 
+1+x-2 = 0 
x = +1 
 
5. B 
dióxido de carbono (gás carbônico): 2CO 
dióxido de enxofre: 2SO 
trióxido de enxofre: 3SO 
óxido de cálcio: CaO 
 
 
 
 
 
13 
Química 
 
6. A 
a) Correta. Óxidos ácidos ao reagirem com água formam ácidos, observe: 
3 2 2 3
1
2 2 2 2 42
2 2 2 3
SO H O H SO
SO O H O H SO
2NO H O HNO HNO
+ →
+ + →
+ → +
 
b) Incorreta. O monóxido de carbono (CO), por ser um óxido neutro, ao reagir com água, não formará 
um óxido ácido, somente o dióxido de carbono 2(CO ) por ser óxido ácido. 
c) Incorreta. Óxidos ácidos são compostos formados por ametais, formando, portanto, ligações 
covalentes. 
d) Incorreta. A proporção será 1:2: 
3 2 4 2SO 2NaOH Na SO H O+ → + 
e) Incorreta. Os principais agentes causadores do efeito estufa são os óxidos ácidos como, por 
exemplo, 2CO , 2NO e 3NO . 
 
7. D 
Tanto o ácido sulfúrico quanto o ácido nítrico são considerados fortes. Os outros citados no texto 
possuem menor grau de ionização do que esses. 
 
8. A 
A formação da chuva ácida pode ser representada por: 
 
2 22S 2O 2SO+ ⎯⎯→
22 SO 2 3O 2 SO+ ⎯⎯→
32SO 2 2 4
Global
2 2 2 4
2H O 2H SO
2S 2O 2H O 2H SO
+ ⎯⎯→
+ + ⎯⎯⎯⎯→
 
 
9. C 
De acordo com o texto os principais ácidos presentes na chuva ácida são o sulfúrico e o nítrico, 
respectivamente. 
Ácido sulfúrico: 2 4H SO 
Ácido nítrico: 3HNO 
 
10. D 
H2SO4 → ácido forte 
HF → ácido moderado 
H2CO3 → ácido fraco 
 
 
 
 
 
1 
Redação 
 
Introdução: funções e estratégias 
 
Resumo 
 
Já vimos, na aula anterior, a necessidade de, buscando criar ideias consistentes que convençam o leitor, 
apresentarmos uma estrutura dissertativo-argumentativa que divida as informações em introdução, 
desenvolvimento e conclusão. De certa forma, tudo é muito semelhante ao que você já ouviu ao longo da vida: 
a introdução “resume", de alguma maneira, as ideias do texto, o desenvolvimento “desembrulha" essas 
informações e a conclusão retoma tudo e fecha a redação. Porém, veremos, aqui, algumas técnicas 
essenciais na construção desses parágrafos, de forma que aproveitemos cada linha, cada espaço, tentando 
convencer a banca de correção. 
Nesta aula, passaremos pela introdução, o cartão de visitas do nosso texto. Vamos lá? 
 
O que é a introdução? 
A introdução, como você já sabe, introduz a dissertação. Isso significa que, se estamos falando de um texto 
dissertativo-argumentativo, o primeiro parágrafo deve ser responsável por despertar interesse no leitor, 
falando sobre a temática e apresentar o que será defendido durante o texto. Se seu papel é convencer, não 
existe parágrafo melhor para mostrar a sua opinião global e interessar o leitor. 
Na sua etimologia, o verbo introduzir deriva de introducere (intro = dentro; duce = levar), que significa levar 
para dentro. Se o foco do nosso texto é o convencimento de um leitor, já sabemos quem deve ser levado para 
dentro de que lugar. Despertando o interesse da banca já no primeiro parágrafo, você cumpre a ideia da 
própria introdução, de “levar o leitor para dentro do texto”. Para alcançá-la, utilizamos duas funções. 
 
Funções e objetivos 
Como acabamos de ver, uma introdução minimamente eficiente deve revelar apenas o necessário para situar 
o leitor no texto, estimulando-o a prosseguir com a leitura. Para que isso aconteça, o parágrafo deve conter 
os dois aspectos anteriormente mencionados: 
• A explicitação do tema, ressaltando a relevância da questão em debate. Essa função é sobremaneira 
importante, uma vez que é a partir dela que o enunciador revela para a banca ter compreendido 
integralmente a proposta. 
• A sugestão de uma abordagem para o tema, especificando qual o ponto de vista a ser defendidoao longo 
do texto, ou seja, sua tese. 
 
Elaboração de uma tese 
A melhor forma de cumprir a segunda função, de direcionamento, é elaborar uma linha de raciocínio. Para 
isso, podemos construir uma frase-tese. A tese é responsável por apresentar a opinião global do texto. Isso, 
de certa forma, já justifica a sua presença na introdução, que deve levar o leitor para dentro da redação. Se 
pudéssemos reduzir o texto a um único período, sobraria a sua essência, a sua ideia principal. Essa ideia é a 
tese. 
Observe o parágrafo, sobre a redução da maioridade penal no Brasil: 
 
 
 
 
2 
Redação 
 
Impunidade. Esse é o sentimento que leva grande parte dos brasileiros a defender a redução da maioridade 
penal para 16 anos. O estado de violência no qual estamos inseridos, somado à frequente associação de 
menores aos atos de violência expostos pela mídia, gera um desejo de vingança, que se consuma com a 
prisão desses transgressores das regras morais que regem a sociedade. Entretanto, estudiosos e entidades 
internacionais condenam essa proposta, alegando que não reduz a criminalidade. Para compreender – e 
superar – essa discussão, é importante analisar os fatores políticos, econômicos e sociais que sustentam a 
problemática no Brasil. 
Note que não há um posicionamento bem definido. O texto apenas diz que, durante o desenvolvimento, 
analisaremos diversos fatores a fim de alcançarmos uma conclusão. Essa é uma apresentação perigosa, uma 
vez que, na introdução, não tem direcionamento, linha de raciocínio. Observe, agora, o mesmo parágrafo, com 
uma tese bem elaborada: 
Impunidade. Esse é o sentimento que leva grande parte dos brasileiros a defender a redução da maioridade 
penal para 16 anos. O estado de violência no qual estamos inseridos, somado à frequente associação de 
menores aos atos de violência expostos pela mídia, gera um desejo de vingança, que se consuma com a 
prisão desses transgressores das regras morais que regem a sociedade. Entretanto, estudiosos e entidades 
internacionais condenam essa proposta, alegando que não reduz a criminalidade. Devemos, então, analisar 
os dois extremos para resolver esse impasse e encontrar a melhor forma de mostrar que diminuir a 
maioridade não é o caminho mais interessante. 
Perceba que, nesse outro exemplo, já há um posicionamento: o autor defenderá a manutenção da idade penal. 
Dessa forma, fica mais fácil convencer o leitor, que, desde a introdução, já sabe o que será defendido pelo 
autor do texto. 
 
Tese analítica ou organizadora 
Neste modelo, apresentamos, separadamente, os argumentos que serão desenvolvidos ao longo do texto. Se 
seu texto tem 3 parágrafos de desenvolvimento, sua tese precisa ter três partes. Se seu texto tem 2 parágrafos 
de desenvolvimento, sua tese precisa ter duas partes. Isso significa que cada informação apresentada na tese 
precisa aparecer com desenrolar do texto. Veja: 
Certa vez, Paulo Freire, importante educador e filósofo brasileiro, destacou a necessidade de a leitura ser um 
ato de amor. Em outra ocasião, Jorge Luis Borges, poeta argentino, apontou o ato de ler como uma forma de 
felicidade. De fato, durante séculos, tal atividade foi fonte de conhecimento e desenvolvimento da sociedade, 
trazendo importantes ensinamentos a quem a tinha como um hábito. Entretanto, nos dias de hoje, tal avidez 
tem perdido seu espaço no meio social, vítima de uma falta de incentivo por parte dos setores responsáveis 
por criá-lo (1) e do próprio mercado, que desestimula um hábito crucial na vida da população (2). 
Note que há um posicionamento global no texto: o hábito da leitura perdeu seu espaço nos dias de hoje. Para 
fundamentar essa ideia, o autor apresenta, então, dois argumentos, em duas camadas da sociedade que, de 
alguma forma, têm responsabilidade na criação desse hábito: a escola (1) e o mercado (2). No 
desenvolvimento, cada um desses argumentos será “desembrulhado”, em busca de um convencimento já 
citado algumas vezes. 
 
 
 
 
 
3 
Redação 
 
Tese sintética ou sugestiva 
Temos, aqui, um modelo de tese um pouco mais elaborado, mas que precisa de um bom planejamento de 
texto, de forma que o desenvolvimento dê conta dos argumentos apresentados. A tese com sugestão dos 
pontos de vista aparece quando, por meio de uma palavra ou expressão-chave, o autor sugere o seu 
posicionamento. Veja um exemplo já apresentado, sobre a redução da maioridade penal no Brasil. 
Impunidade. Esse é o sentimento que leva grande parte dos brasileiros a defender a redução da maioridade 
penal para 16 anos. O estado de violência no qual estamos inseridos, somado à frequente associação de 
menores aos atos de violência expostos pela mídia, gera um desejo de vingança, que se consuma com a 
prisão desses transgressores das regras morais que regem a sociedade. Entretanto, estudiosos e entidades 
internacionais condenam essa proposta, alegando que não reduz a criminalidade. Nesse sentido, convém 
analisar dados que deixem de lado a emoção e levem em consideração a razão, necessária em uma decisão 
importante como essa. 
É fácil perceber um posicionamento contrário à redução da maioridade penal. Porém, diferentemente do 
parágrafo anterior, o que foi apresentado agora não divide a tese em argumentos bem organizados. Ele deixa, 
apenas, o ponto de vista sugerido. 
Podemos, também, sugerir um direcionamento por meio de uma pergunta retórica. Veja o parágrafo, sobre a 
livre manifestação de ideias e seus limites hoje. 
A eleição presidencial de 1989 ficou marcada pelo fervoroso embate entre os candidatos Brizola e Maluf. As 
ofensas herdadas do período ditatorial permaneceram ao longo de todos os encontros e chegaram à boca do 
povo. 25 anos depois, nada foi diferente: os debates presidenciais mostraram o quanto as palavras podem 
definir posições, e, desta vez, não chegaram só à boca do povo, mas também aos dedos, às redes sociais. 
Diante da falta de respeito em qualquer assunto e local, é válido refletir: há mesmo limites na liberdade de 
expressão no mundo de hoje? 
Note que há uma palavra que torna possível a sugestão do ponto de vista: mesmo. Se não houvesse o mesmo, 
a pergunta apresentada no fim do parágrafo seria apenas uma questão sem resposta, não configurando uma 
tese. A palavra colocada faz toda a diferença: mostra que, para o autor, não há limites, hoje, na liberdade de 
expressão. 
 
Estratégias de contextualização da proposta 
Embora tendam ao infinito, há alguns modelos bem interessantes de contextualização do tema. De fato, 
quando o aluno pergunta "qual a melhor estratégia para falar desse tema”, milhares de ideias podem vir à 
cabeça, mas, na falta de algo mais concreto, vamos apresentar algumas que podem ajudar. 
 
1- Apresentação literal ou tradicional do tema 
Tema: Os efeitos do Marco Civil da Internet na liberdade de expressão e privacidade dos brasileiros. 
Em 2014, foi aprovado o Marco Civil da Internet, lei que atua sobre as principais problemáticas existentes na 
rede, buscando uma navegação segura e produtiva por parte dos cidadãos. Dentre os objetivos da lei, a 
garantia de liberdade de expressão e de privacidade são os principais pontos. Entretanto, em uma sociedade 
de perda dos limites da livre manifestação de ideias e de crimes virtuais, é crucial perceber que tais resoluções 
propostas pelo Marco podem trazer consequências negativas para a Internet e seus usuários, como o 
agravamento de tais problemas já existentes na contemporaneidade. 
 
 
 
 
 
 
4 
Redação 
 
2- Apresentação histórica do tema 
Tema: Os limites da liberdade de expressão no mundo de hoje. 
A eleição presidencial de 1989 ficou marcada pelo fervoroso embate entre os candidatos Brizola e Maluf. As 
ofensas herdadas do período ditatorial permaneceram ao longo de todos os encontros e chegaram à boca do 
povo. 25 anos depois, nada foi diferente: os debates presidenciais mostraram o quanto as palavras podem 
definir posições, e,desta vez, não chegaram só à boca do povo, mas também aos dedos, às redes sociais. 
Diante da falta de respeito em qualquer assunto e local, é válido refletir: há mesmo limites na liberdade de 
expressão no mundo de hoje? 
 
3- Apresentação cultural 
Tema: O hábito da leitura. 
Certa vez, Paulo Freire, importante educador e filósofo brasileiro, destacou a necessidade de a leitura ser um 
ato de amor. Em outra ocasião, Jorge Luis Borges, poeta argentino, apontou o ato de ler como uma forma de 
felicidade. De fato, durante séculos, tal atividade foi fonte de conhecimento e desenvolvimento da sociedade, 
trazendo importantes ensinamentos a quem a tinha como um hábito. Entretanto, nos dias de hoje, tal avidez 
tem perdido seu espaço no meio social, vítima de uma falta de incentivo por parte dos setores responsáveis 
por criá-lo e do próprio mercado, que desestimula um hábito crucial na vida da população. 
 
4- Apresentação jornalística 
Tema: A questão dos refugiados no mundo de hoje. 
Uma imagem, recentemente, tomou conta das mídias do mundo inteiro: a de uma criança síria encontrada 
morta numa praia turca, como resultado de uma tentativa de sua família de fugir do país de origem, em 
conflito. Essa cena chocante representa uma situação trágica enfrentada por muitas pessoas que tentam 
fugir dos infernos na terra que seus países se tornaram por conta de guerras, ditaduras, embates religiosos. 
No entanto, se por um lado algumas nações se mostram dispostas a ajudar a resolver esse problema, outras, 
se esquivam da responsabilidade, causando um grande desequilíbrio. 
 
5- Apresentação por conceituação 
Tema: A importância da família. 
Em sua etimologia, educar significa elevar, conduzir a um patamar superior. No contexto contemporâneo, a 
condução do indivíduo a um plano mais elevado depende de diversos elementos, seja a escola, seja o meio 
social, seja a índole de cada um. No entanto, tudo indica que um fator é mais essencial que todos os outros: 
a presença da família. 
Dica: Uso da interdisciplinaridade 
Em uma redação de vestibular que pede dos alunos certa informatividade e capacidade de conectar os 
diversos conhecimentos adquiridos ao longo do Ensino Médio, é fundamental o uso da interdisciplinaridade. 
Por isso, aproveite a sua Filosofia, a sua Sociologia, a História, Geografia, Química, Física, Biologia, 
Matemática e até o Português e faça boas conexões! Veja um exemplo interessante, no qual unimos redação 
e Literatura: 
Na obra literária “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é perceptível o contínuo anseio pela sobrevivência 
humana, a fim de obter um direito universal inquestionável: a água. A escassez desse bem hídrico tornou-se 
um problema atemporal e aflige a sociedade contemporânea à medida que sua demanda e consumo 
 
 
 
 
5 
Redação 
 
aumentam. Assim, torna-se imprescindível alterar esse uso desregulado e combater a desigualdade na 
obtenção de tal recurso. 
Fórmulas Desgastadas 
Já foi dito que uma “pitada” de originalidade é sempre bem-vinda em qualquer redação, conferindo uma 
espécie de bônus (em termos de nota) ao enunciador. Do mesmo modo, evitar construções previsíveis, se 
não permite ganhos, ao menos evita perdas. Por isso, procure ao máximo evitar construções com formato 
clichê, como “Desde a Antiguidade, o homem (...)” ou “A humanidade, desde os primórdios, (...)”. Esse tipo 
de alusão, além de desgastada, não revela qualquer tipo de base cultural do aluno, já que as referências são 
extremamente genéricas ou inexatas. 
 
 
 
 
 
 
6 
Redação 
 
Exercícios 
 
Levando em consideração o parágrafo a seguir, responda: 
Em ‘’A literatura e a formação do homem’’, o sociólogo e professor Antônio Cândido fala sobre a função 
humanizadora da literatura considerando as suas três funções: a psicológica, a formativa de tipo educacional 
e a de conhecimento de mundo e de ser. Nesse sentido, ela é indispensável a quem quer que seja, pois 
contribui não somente com o enriquecimento intelectual e cultural, mas também desenvolve o senso crítico 
e amplia a visão de sociedade. 
 
1. Sobre qual tema a introdução fala? 
2. Que trecho apresenta a contextualização do tema? 
3. Que trecho mostra o posicionamento do texto? 
 
Leia a introdução a seguir, sobre o tema "A cordialidade brasileira e suas consequências em questão no 
século XXI": 
Em sua obra “A casa e a rua”, Roberto DaMatta revisita a ideia do homem cordial ao mostrar que, na teoria, o 
ambiente privado é o lugar do uso da emoção acima da razão, enquanto, no meio público, a moral, as leis coletivas 
regem o indivíduo. É possível, por meio de sua produção, discutir a cordialidade brasileira e seus efeitos hoje. 
4. O parágrafo está completo, do ponto de vista das duas funções da introdução? 
5. Identifique a estratégia de contextualização utilizada no trecho. 
 
Leia o parágrafo a seguir: 
No drama “Preciosa”, que se passa em 1987, a personagem Claireece comprova que, há 29 anos, os Estados 
Unidos já discutiam o tão perigoso bullying. Violentada pelo pai e negligenciada pela mãe, a menina de 16 anos, 
já com um filho, ainda precisava lidar com os duros deboches em sala de aula, alimentando o seu isolamento e, 
consequentemente, o distanciamento do aprendizado escolar. No Brasil, a realidade não é diferente; porém, a 
verdadeira preocupação só chegou às instituições de ensino em 2016, ano em que a prevenção e o combate à 
prática virou lei no país. Isso confirma que, diferentemente da situação norte-americana, a luta aqui é recente e 
precisa ser valorizada, tanto no ambiente escolar quanto no familiar. 
6. Identifique, no parágrafo, a contextualização e a estratégia apresentadas pelo autor. 
7. Sabendo como se constrói uma tese, mostre que trecho define o posicionamento do texto e que 
estratégia foi utilizada na sua formulação. 
 
8. Que outra estratégia poderia ter sido utilizada nessa mesma temática? 
 
 
 
 
 
7 
Redação 
 
Analise o parágrafo para resolver as questões 9 a 11: 
Na obra “Dom Quixote”, do escritor Miguel de Cervantes, o personagem Alonso Quijano cultivava o prazer pela 
leitura e explorava sua inclinação imaginária ao projetar seus sonhos, temores e emoções para o mundo fictício. 
Assim como ocorre com Alonso, as crianças também usufruem da fantasia e, a partir dela, criam novas visões e 
questionamentos; neste contexto, a literatura contribui na construção da formação infantil. No entanto, um 
empecilho ao desenvolvimento dos pequenos é que nem sempre há o estímulo à leitura, ficando clara a 
necessidade de alterações. 
9. Sabendo que a introdução é exemplar, identifique elementos que a tornaram um parágrafo nota mil. 
10. Identifique outras duas estratégias de contextualização que poderiam ser utilizadas em um tema sobre "a 
importância da literatura na formação da criança". 
11. Suponha que você, aluno, tenha decidido defender a ideia de que a literatura, hoje, tem sido muito 
valorizada nas escolas e, consequentemente, entre as crianças. Formule uma tese com esse 
posicionamento. 
 
Leia o parágrafo a seguir e faça o que se pede. 
No ano de 2010 elegeu-se como líder maior da nação brasileira a presidenta Dilma Rousseff. A faixa 
presidencial que ela ostenta desde então, representa, simbolicamente, o empoderamento da mulher - algo 
impensável há décadas atrás. Com isso, o mesmo povo que a colocou no poder é capaz de produzir 
vergonhosa estatística: índices crescentes de violência contra o sexo feminino. Analisar as causas dessa 
prática hedionda é o primeiro passo para reverter este triste quadro. 
 
12. Identifique a tese presente no fragmento acima. 
13. Como você já deve imaginar, um bom parágrafo não vem, apenas, de uma utilização perfeita de suas 
estruturas, mas também de alguns outros fatores, como linguagem, vocabulário e, principalmente, a 
modalidade escrita. Nesse contexto, analise o parágrafo acima e identifique problemas que, em uma 
avaliaçãomais detalhada, possam prejudicar a nota do autor. 
14. Reconhecidos os erros, reescreva o parágrafo e dê a ele um conteúdo nota mil. 
 
 
 
 
 
 
8 
Redação 
 
Gabarito 
 
1. O tema fala sobre o papel da literatura na nossa formação, hoje. 
2. De "Em 'A literatura'" até "e de ser". 
3. De "Nesse sentido" até "de sociedade". 
4. Não. Apesar de apresentar uma contextualização, não há posicionamento claro. É, portanto, expositivo. 
5. A contextualização é cultural, uma vez que usa a obra de Roberto Da Matta na apresentação do tema. 
6. A contextualização termina em "lei no país" e tem como estratégia a utilização de um filme, sendo, portanto, 
reconhecida como cultural. 
7. A tese, a partir de "isso confirma", tem construção de maneira analítica, visto que apresenta, na sua 
formulação, os dois argumentos a serem defendidos no desenvolvimento: o que de (1) a escola e (2) a 
família têm papel na resolução do problema. 
8. O aluno poderia apresentar uma análise histórica da ideia de bullying nas escolas, comparando a 
sua presença nesse meio ontem e hoje. 
9. Além do cuidado gramatical, o parágrafo apresenta uma contextualização muito interessante, levando 
em consideração a história e os desafios de Dom Quixote, além de uma tese bem construída e clara. 
10. Dados sobre o hábito de leitura entre as crianças poderiam ser interessantes na contextualização. Além 
disso, o aluno poderia criar uma comparação entre a forma como a leitura é levada em consideração aqui, 
no Brasil, e fora do país (e os resultados disso). 
11. Um exemplo de tese seria: Percebe-se, então, que, já muito valorizada na escola e entre as crianças, 
a literatura só tem a acrescentar na vida daqueles que têm o hábito de conviver com ela. 
12. O trecho que apresenta a opinião do autor é “o mesmo povo que a colocou no poder é capaz de 
produzir vergonhosa estatística: índices crescentes de violência contra o sexo feminino.” 
13. Há problemas de escolha vocabular (elegeu-se, em vez de foi eleita), redundância (há anos atrás), uso errado 
do pronome demonstrativo (este, em vez de esse) e outros. 
14. No ano de 2011, tomou posse como líder maior da nação brasileira a candidata Dilma Rousseff. A faixa 
presidencial que ela ostenta desde então representa, simbolicamente, o empoderamento da mulher - algo 
impensável décadas atrás. Contudo, o mesmo povo que a colocou no poder é capaz de produzir vergonhosa 
estatística: índices crescentes de violência contra o sexo feminino. Analisar as causas dessa prática 
hedionda é o primeiro passo para reverter esse triste quadro. 
 
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