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UNIVERSIDADE POSITIVO CESAR AUGUSTO ORLOWSKI DE ANDRADE MATEUS LUCCA PUPIA PROJETO DE UMA MÁQUINA COMPACTA PARA TRILHAR FEIJÃO CURITIBA 2018 UNIVERSIDADE POSITIVO CESAR AUGUSTO ORLOWSKI DE ANDRADE MATEUS LUCCA PUPIA PROJETO DE UMA MÁQUINA COMPACTA PARA TRILHAR FEIJÃO CURITIBA 2018 Sumário 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 4 1.1 Objetivos ................................................................................................................. 5 1.1.1 Objetivos Específicos ....................................................................................... 5 1.2 Justificativa ............................................................................................................. 6 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................... 7 2.1 História ................................................................................................................... 7 2.2 Colheita .................................................................................................................. 8 2.3 Público Alvo ............................................................................................................ 8 2.4 Equipamentos Existentes ....................................................................................... 9 2.5 Produção De Feijão .............................................................................................. 12 2.6 Dimensionamento ................................................................................................. 13 3 METODOLOGIA......................................................................................................... 15 3.1 Projeto Do Equipamento ....................................................................................... 15 3.1.1 Estrutura......................................................................................................... 16 3.1.2 Debulha .......................................................................................................... 18 3.1.3 Limpeza E Seleção dos Grãos ....................................................................... 20 3.1.4 Peneira ........................................................................................................... 22 3.2 Custos Do Projeto ................................................................................................. 23 3.3 Desenho em CAD ................................................................................................. 24 3.4 Simulações ........................................................................................................... 26 3.4.1 Análise Do Debulhador .................................................................................. 26 3.4.2 Análise Do Eixo Da Peneira ........................................................................... 30 3.4.3 Análise Haste Da Peneira .............................................................................. 34 3.4.4 Análise Da Estrutura ...................................................................................... 38 3.4.5 Análise Do Fluxo De Vento ............................................................................ 42 3.5 Construção Da Máquina ....................................................................................... 44 4 RESULTADOS ........................................................................................................... 48 5 CONCLUSÃO............................................................................................................. 51 5.1 Sugestões de Melhorias Futuras .......................................................................... 51 AGRADECIMENTOS ........................................................................................................ 52 REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 53 ANEXOS E APÊNDICES .................................................................................................. 56 PROJETO DE UMA MÁQUINA COMPACTA PARA TRILHAR FEIJÃO Cesar Augusto Orlowski de Andrade, cesarorlowski-7@hotmail.com Mateus Lucca Pupia, mateus.pupia@hotmail.com Luís Henrique Stocco da Silva, luis.stocco@up.edu.br Universidade Positivo, R. Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 - Campo Comprido, Curitiba - PR. Resumo: Baseando-se em máquinas existentes, mas em sua maioria antigas e sem tecnologia ou critérios de segurança, buscamos desenvolver um protótipo para trilhamento de grãos, com ênfase no feijão. O objetivo deste trabalho é construir uma máquina de maior eficiência, praticidade e segurança, com desafio de conciliar todos estes pontos com um orçamento enxuto, pois a máquina deve ser competitiva no cenário atual. Existe no mercado máquinas mais modernas, entretanto seu valor é muito elevado se comparado as máquinas antigas, que ainda são muito utilizadas apesar da idade. Visando pequenos e médios produtores o equipamento é movido a partir de um motor estacionário a gasolina, apresenta dimensões reduzidas para facilitar o transporte e novas soluções para o processo de debulha e seleção dos grãos. Uma vez que o produto será utilizado em locais isolados, como roça e em pequenas propriedades deve-se utilizar componentes de fácil aquisição e manutenção. Cada tipo de grão precisa de uma ajuste especificado na máquina. Este projeto tem foco em feijão, garantindo qualidade ao produto final e acessibilidade a uma gama maior de produtores. O grão passa por três etapas principais, a debulha que é onde o grão é removido da vagem e duas seleções, a primeira por indução de ar para separar grãos de folhas e pedras maiores, e segunda seleção é uma peneira, para separar o grãos de possíveis pedras e outros detritos que não foram eliminados na primeira seleção. No final do percurso o grão deve sair limpo e pronto para ser embalado. Palavras-chave: Trilhadora, Debulhador, Feijão, Compacta, Agrícola. 1 INTRODUÇÃO A trilhadora de grãos é uma máquina já aplicada no ramo agrícola, apesar dos diversos modelos antigos e desatualizados, este equipamento ainda é funcional, entretanto possuem algumas limitações devido ao longo tempo de uso destas máquinas e também a tecnologia disponível da época. Nesses modelos que incorporam polias, correias, eixos entre outros equipamentos mecânicos expostos não havia muita preocupação quanto à segurança de seus operadores. A baixa eficiência observada nesses equipamentos é um grande fator de preocupação, pois há muito desperdício de grãos. Sua construção é primitiva, utilizando-se madeira e aço, esteiras vibratórias para separar o grão das folhas, pedras e afins, gerando muita vibração. Outro fator a ser considerado é a poeira, uma vez 5 que a agitação dentro da máquina é alta, devido aos componentes mecânicos nos quais o produto deve passar, como o debulhador e a esteira. Estas máquinas antigas têm grandes dimensões gerando certa dificuldade para o manuseio e o transporte. A vibração gerada pelo equipamento ocasiona desgastes, o qual gera por sua vez manutenções excessivas e quebras inesperadas, podendo diminuir a eficiência da produção e o lucro do produtor. A proposta deste trabalho é, portanto, projetar um equipamento trilhador de grãos com dimensões reduzidas, de fácil locomoção, diminuindo as perdas de grãos no processo, seguindo critérios de segurança e com um valor acessível para pequenos e médios produtores. Para obter os requisitos desejados, foram empregadas novas tecnologias para o processo de trilhagem, onde para a debulha dos grãos de feijão, ou seja, separação dos grãos das vagens, é utilizado um eixo com hastesperpendiculares, que se chocam com a planta através do movimento giratório do eixo, após este processo pode-se fazer a seleção dos grãos no túnel de vento, em que, os grãos são separados das sujeiras como folhas, pedras e afins através de um fluxo de vento gerado por um ventilador. Por fim, o feijão com eventuais detritos passa por uma peneira para que seja embalado o grão definitivamente limpo e selecionado. Sendo que todo o movimento da máquina é gerado por um motor estacionário a gasolina, o agricultor não necessita de um trator ou outro equipamento para que a trilhadora possa funcionar. O equipamento deve possuir um valor acessível á pequenos e médios produtores, afim de facilitar o processo pós colheita do feijão, com um bom aproveitamento e praticidade para a trilhagem do grão. O objetivo principal do presente trabalho é fabricar uma máquina compacta para trilhar feijão em pequenas e médias propriedades rurais. 1.1.1 Objetivos Específicos • Custo acessível a pequenos e médios produtores rurais; • Diminuição de desperdícios de grãos; • Máquina compacta para suprir as necessidades do processo de trilhagem; • Segurança para a operação; • Fácil manutenção e transporte; 1.1 Objetivos 6 Grande parte do maquinário agrícola, destinado a trilhagem de feijão, possui custo elevado ou são equipamentos desatualizados, desta forma há uma dificuldade, para pequenos, produtores adquirirem um equipamento eficiente para sua produção. Segundo Germano, do Instituto Emater (2018), a grande parte da produção de feijão no Brasil vem dos pequenos e médios produtores, responsáveis por aproximadamente 60% da produção brasileira. No Sul do Brasil concentra-se a maior parte do cultivo de feijão, que ao todo, contém mais de um milhão de toneladas, representando 30% da produção nacional de feijão. Um dos estados do Brasil que mais se destacam na produção de feijão é o Paraná no qual no período 2012/2013 foi o maior produtor de feijão, com 658 mil toneladas, sendo responsável por cerca de 23% da produção nacional de feijão. Essa colocação se deve ao plantio do feijão preto, sendo o maior produtor do Brasil desta categoria. O feijão além de ser um dos principais ingredientes do consumo dos brasileiros, sendo abastado de proteínas e aminoácidos, é uma tradição de primordial importância para geração de renda para agricultores. Apesar disso, em meio as etapas de produção desta tradição, a colheita e a trilhagem são etapas fundamentais, no qual se destacam os equipamentos e suas qualidades, tanto para diminuir as perdas no processo, quanto diminuir as perdas de produção por quebras mecânicas. Atualmente recomenda-se a aplicação do plantio mecanizado, muito empregado por grandes produtores, porém, alguns agricultores optam em utilizar o processo semi- mecanizado, devido á carência de equipamentos apropriados ou falta de conhecimento para utiliza-los. Tendo em vista que máquinas atuais tem um custo elevado e que, por conseguinte não são muito acessíveis, ou não se adequam a pequenas produções, verificou-se a carência de um equipamento no mercado que atendesse as necessidades dos pequenos e médios produtores, e ao mesmo tempo oferecesse uma maior proteção aos seus operadores e que também fosse uma máquina de fácil manuseio e aquisição a fim de possibilitar aos produtores um melhor aproveitamento da colheita e consequentemente uma maior renda. 1.2 Justificativa 7 Durante o desenvolvimento do projeto, foram selecionados materiais e componentes de fácil manutenção e reposição. Para isso desenvolveu-se uma estrutura compacta e funcional atendendo as necessidades do produtor sem impactar seu preço, desta forma permanecendo no objetivo principal, uma máquina capaz de atender pequenos e médios produtores, para auxiliar no processo de debulha e seleção dos grãos. No mercado de máquinas usadas, encontram-se trilhadoras de diversos modelos e valores, máquinas mais antigas como a Trilhadora Vencedora Maqtron modelo V150, partem de valores como R$2.500,00, entretanto necessitam de uma força motora pra seu funcionamento, seja um trator ou outra fonte, as maquinas mais atualizadas como a trilhadeira Vencedora B-150 PV, partem de R$17.000,00 e também necessitam de um motor externo. A MIAC modelo Double Master II, parte de R$25.000,00 entretanto este modelo já realiza a coleta das plantas diretamente do solo, o que seria um diferencial e, portanto, eleva o preço da máquina. Estes valores são para máquinas usadas, uma vez que fabricantes não forneceram o valor para máquinas novas. Os anúncios acima citados foram encontrados no site mfrural, acessado em setembro de 2018. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Segundo o Ministério da Agricultura (2017, pag. 27), o plantio de feijão é realizado por diversos estados do Brasil. Dentre eles Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Bahia e São Paulo produzem 76,8% da produção nacional. O feijão é considerado um dos produtos com maior tendência a se manter estável no mercado. Devido à tradição brasileira que se relaciona com o arroz, a produção do feijão está prevista para variar entre -0,5 e 1,6% para os próximos 10 anos. O aumento pode não ser considerado como significadamente elevado, pois a produção é ajustada conforme o mercado interno, com pouca tendência a importações. Entretanto existe uma negociação governamental que visa o aumento da exportação deste grão, e caso ela venha a acontecer a tendência é que a produção suba acima da previsão estipulada. 2.1 História 8 Técnicos da Conab e da Embrapa estipulam que a produção de feijão pode passar por grandes mudanças, alcançando os níveis mais elevados e exportando para países como China, Índia e alguns países do continente Africano. Segundos os técnicos esse aumento deve-se a tendência da população em substituir a gordura animal por gordura vegetal que se encontra no feijão e outros grãos. De acordo com o portal do Agronegócio (2018), a mecanização na colheita tem avançado desde os anos de 1960, na qual o processo era predominante manual. Nos anos seguintes, mesmo usando os métodos manuais, as indústrias buscaram desenvolver equipamentos para auxiliar e promover o trabalho rural. Na década de 90 a grande maioria das indústrias do ramo agrícola, começou a produzir equipamentos sofisticados e mecanizados para médio e grandes produtores. Entretanto, a agricultura era predominante de pequenos produtores, conhecida como agricultura familiar, no qual predominava o sistema manual e semi-mecanizado. Em meados dos anos 2000, deu-se início a utilização de colhedora automotriz na agricultura, visando a colheita do feijão para grandes produtores. Atualmente, pequenos e médios produtores não investem em um equipamento automatizado para realizar a colheita, devido ao elevado preço do equipamento, a grande maioria ainda adota o processo semi- mecanizado no qual consiste em realizar apenas a debulha do grão através de um equipamento, sendo a colheita realizada manualmente. Em pequenas lavouras, a colheita de grãos normalmente é feita de forma manual, no qual operários arrancam as plantas para que sejam trilhadas. Alguns ainda fazem o processo de debulha manual, sem utilização de máquinas ou equipamentos, sendo um processo de baixo rendimento e de grande desgaste físico. Existem no mercado equipamentos que fazem todo o processo de colheita até separação dos grãos, colheitadeiras, mas são equipamentos com um valor elevado e que normalmente não se adequariam a pequenas produções. 2.2 Colheita 2.3 Público Alvo 9 Uma alternativa é utilizar a colheita manual e uma debulha automatizada. Para este processo existem dois tipos de equipamento: um é responsável em recolher as plantas diretamente do solo, as plantas após serem arrancadas são agrupadas em uma fileira para que o equipamento possa coleta-las,a outra é abastecida manualmente, ficando estacionada, um operário deve ir colocando o material na máquina, para que ela faça a debulha e seleção dos grãos. A máquina de recolhimento automático depende de um trator, pois ela anda sobre a as fileiras recolhendo as plantas que já foram arrancadas diretamente do solo, essas máquinas possuem um valor elevado se comparada à máquina estacionária. A máquina estacionária já é utilizada há bastante tempo, existindo exemplares antigos ainda em funcionamento e equipamentos novos. Os equipamentos novos possuem um valor alto para se aplicar a uma pequena produção, a maioria dos equipamentos depende de um trator para que possam funcionar. Assim, o propósito deste trabalho é projetar e desenvolver uma máquina para trilhação de grãos, com foco em feijão, para pequenos e médios produtores, utilizando um equipamento de dimensões reduzidas, fácil locomoção, manutenção, com soluções para garantir o mínimo de perdas, atendendo as normas de segurança atuais como NR-12 por exemplo, garantindo ao operador confiança e satisfação para utilizar o equipamento. É também objetivo prescindir da utilização de um trator, pois o equipamento é acionado por um motor estacionário a gasolina. A fabricante Vencedora (2018), possui alguns modelos de trilhadeira, a Trilhadeira Vencedora B-150 PV, Figura 1, parte de um valor de R$17.000,00 (valor obtido no site galpão centro oeste acessado no ano de 2018) entretanto essa trilhadeira é utilizada para diversos tipos de grãos, como trigo, cevada, centeio, aveia, alpiste, lentilha, alfafa, quinoa, amaranto, girassol, césamo, arroz, milho, feijão e outros. O modelo pesa cerca de 460Kg e é movimentado por 4 rodas, tendo dimensões de 312cm de comprimento, 167cm de largura e 175cm de altura e necessita de um motor a gasolina ou a diesel entre 10 à 12CV e tem uma produção de aproximadamente 25 sacas de 60Kg por hora de feijão. 2.4 Equipamentos Existentes 10 Figura 1 - Trilhadeira Vencedora B-150 PV Fonte: Vencedora Maqtron (2018) A fabricante MIAC Máquinas Agrícolas (2018), possui alguns exemplares de trilhadora de grãos, como a Master Grãos - Trilhadora de Grãos (Figura 2). Figura 2- MIAC, Master Grãos Fonte: MIAC Máquinas Agrícolas (2018) Este equipamento é estacionário, dependendo de um trator com motor de 75Cv, suas dimensões são 3200mm de Altura, 5670mm de Comprimento, 2000mm de largura e peso de 1350kg, com capacidade de produção entre 1500 a 1800kg/h de feijão. 11 A fabricante possui ainda a Double Master II (Figura 3), - Recolhedora/Trilhadora de Feijão esta, como o próprio nome já diz, recolhe o material do solo e faz o processo de debulha, as dimensões desta máquina são 4040mm de altura, 6720mm de comprimento, 2470mm de largura e peso de 3750, a capacidade de produção não foi informada, mas provavelmente sua produção é superior ao da máquina estacionária, visto que suas dimensões são maiores e que a mesma faz a coleta direta do material. Figura 3- MIAC, Double Master II Fonte: MIAC Máquinas Agrícolas (2018) Existem, no mercado de revenda, trilhadoras antigas (Figura 4), feitas com estrutura de madeira, algumas chapas e rodas de carroça. Em sua maioria são equipamentos já deteriorados, que necessitam de grandes manutenções para que voltem a funcionar corretamente, lembrando que grande parte destes equipamentos não oferece segurança aos operadores, pois tem polias e correias expostas, além de outros componentes mecânicos que devem seguir normas como a NR-12, que não existiam ou sofreram alterações desde a época de construção destes equipamentos. Estes equipamentos, foram projetados com a tecnologia disponível da época. Com a constante evolução da tecnologia, quando comparadas com os modelos atuais, pode-se conseguir uma diminuição do desperdício de matéria prima (feijão), lembrando também que devido aos anos de uso há um aumento de chance de quebras consecutivas do equipamento. Os valores encontrados em sites de venda (2018) para este equipamento variam de R$600,00 para equipamentos já bastante deteriorados e que necessitam de grandes manutenções até R$2.900,00 para equipamentos que se dizem funcionais. 12 Segundo produtores que possuem este tipo de equipamento a produção é de aproximadamente 600kg/h dependendo do modelo do equipamento e do trator utilizado no processo. Este valor está muito próximo ao idealizado para nosso projeto, mas que segue as normas de segurança e é mais eficiente, pois utiliza de sistemas mecânicos diferentes e mais sofisticados, com maior praticidade, facilidade de operação e manutenção do equipamento. Figura 4 - Trilhadora Antiga Fonte: Ensda (2011) Segundo Wellington Pereira - Embrapa (2001), para se obter um saco de semente, com 60 quilos, é necessário o plantio de uma área de 500 metros quadrados. Considerando-se que um pequeno produtor utilize uma área de 20.000m², adotou- se que o equipamento projetado precisa ser capaz de processar no mínimo 600kg/h de grãos ou 10 sacos por hora. Uma vez que a produção total deste agricultor seria de 2400Kg levaria cerca de 4 horas para processar toda a produção. A Embrapa também ressalta o processo de colheita, que pode ser feito colhendo as vagens individuais limpas e bem formadas, ou ainda colher a planta por completo. Após 2.5 Produção De Feijão 13 a colheita, é necessário deixar a planta ou vagem ao sol, para que a mesma seque possibilitando a trilha dos grãos. O equipamento projetado visa à debulha da planta por completo, eliminando a necessidade de seleção das vagens, o equipamento deve ser capaz de selecionar os grãos que possuem boa qualidade, e descartar os grãos ruins e sujeiras oriundas do processo. Para realizar o dimensionamento do projeto foi levado em consideração todo o material e equipamentos utilizados, levando em conta suas propriedades mecânicas e seus limites de operação. Todos os eixos são fabricados em aço 1020, laminado a quente. De acordo com a Tabela 1, 𝑆𝑢𝑡 = 470𝑀𝑃𝑎 e 𝑆𝑦 = 390 𝑀𝑃𝑎, adota-se para todos os cálculos a aceleração da gravidade 𝑔 = 9,81 𝑚 𝑠² . Para comprovar se os diâmetros dos eixos, da peneira, ventilador e debulhador possuem um fator de segurança aceitável, foi utilizado o critério de DE-ASME Elíptico: 1 𝑛 = 16 𝜋𝑑3 [ 4 ( 𝐾𝑓 𝑀𝑎 𝑆𝑒 ) 2 + 3 ( 𝐾𝑓𝑠 𝑇𝑎 𝑆𝑒 ) 2 + 4 ( 𝐾𝑓 𝑀𝑚 𝑆𝑦 ) 2 + 3 ( 𝐾𝑓𝑠 𝑇𝑚 𝑆𝑦 ) 2 ] 1 2 (1) Onde, 𝑆𝑒 = 𝑘𝑎𝑘𝑏𝑘𝑐𝑘𝑑𝑘𝑒𝑘𝑓𝑆′𝑒 (2) 𝑆𝑒 = limite de endurança no local crítico de uma peça de máquina na geometria e condição de uso 𝑘𝑎 = fator de modificação de condição de superfície 𝑘𝑏 = fator de modificação de tamanho 𝑘𝑐 = fator de modificação de carga 𝑘𝑑 = fator de modificação de temperatura 𝑘𝑒 = fator de confiabilidade 𝑘𝑓 = fator de modificação por efeitos variados 2.6 Dimensionamento 14 𝑆′𝑒 = limite de endurança de espécime de teste da viga rotativa Em que 𝐾𝑓 e 𝐾𝑓𝑠 são os fatores de concentração de tensão de fadiga, é definido por: 𝐾𝑓 = 1 + 𝑞( 𝐾𝑡 − 1) (3) 𝐾𝑓𝑠 = 1 + 𝑞𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜( 𝐾𝑡 − 1) (4) O motor de 5,5cv utilizado no projeto gera um torque de 1,06kgfm aproximadamente 10,3950Nm, no qual é responsável em realizar todo o movimento cinético do projeto, para isto foi calculado a relação de transmissão, dada pela equação: 𝑖 = 𝑛1 𝑛2 = 𝑑2 𝑑1 = 𝑇2 𝑇1 (5) Onde, 𝑛2 = 𝑛1 ( 𝑑1 𝑑2 ) (6) 𝑇2 = 𝑇1 ( 𝑑2 𝑑1 ) (7) Tabela 1 - Dimensionamento da relação de transmissão Fonte: O Autor RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO Velocidade do motor 2600 RPM Torque no motor 1,06 Kgfm Diâmetro da Polia Velocidade nos eixos Torque nos Eixos Polia do motor 2x (A) 70,0mm 2600 RPM 1,06 Kgfm Polia do Debulhador (B) 180,0 mm 1011 RPM 2,73 Kgfm Polia Do ventilador 1 (C ) 125,0 mm 1456 RPM 1,89 Kgfm Polia do Ventilador 2 (D) 50,0 mm 1456 RPM 1,89 Kgfm Polia da peneira (E) 210,0 mm 347 RPM 7,95 Kgfm 15 3 METODOLOGIA Considerando as etapas do processo, a debulha ocorre de forma similar de como é feita em equipamentos antigos, através de um rolo com hastes, em que as hastes, através do movimento giratório do rolo, batem contra as vagens dos grãos e o restante da planta, que devem estar secas, resultando na debulha, nome dado ao processo de remoção do grão da vagem. Nesta etapa o grão e demais detritos menores, passam por uma peneira grossa, para serem separados das partes maiores que serão expelidos do equipamento. A próxima etapa ocorre uma seleção utilizando indução de ar, através de um ventilador, o qual separa através da diferença de densidade os grãos de boa qualidade dos demais detritos como grãos estragados, folhas, pedras, terra e etc. Após passar por este processo o grão passa por uma peneira vibratória, para eliminar detritos que possuíam densidade parecida à deles. Após estes três processos os grãos podem ser embalados. Para fazer o controle da rotação do debulhador e do ventilador, deve-se alterar a velocidade na qual o motor trabalha, o movimento é transmitido por um sistema composto de correias e polias, para que se possam alterar as relações de transmissão, a fim de conseguir o melhor desempenho do equipamento. Este sistema deve ser protegido, não sendo possível acessa-lo durante a operação da máquina conforme exige a norma NR-12, (9.1 As transmissões de força, como volantes, polias, correias e engrenagens devem ser protegidas). O processo de trilhagem do grão gera muita poeira, esta poeira deve ser direcionada para um local distante do operador. Para facilitar o transporte e diminuir os custos, a máquina projetada tem medidas de 1,50m de comprimento, 1,50m de altura e 0,70m de largura. Não é um equipamento de alta produção, portanto estas medidas foram consideradas adequadas para o processo. Na construção mecânica são utilizadas polias, mancais e rolamentos. Para minimizar o custo garantindo qualidade e a rigidez estrutural, são utilizados chapa e tubos de aço carbono. O rolo debulhador é feito de um eixo acoplado à hastes perpendiculares em uma posição padronizada, este eixo é fixado através de mancais, com rolamento 3.1 Projeto Do Equipamento 16 blindado à estrutura da máquina, e as hastes soldadas. Há no eixo uma polia que utiliza uma chaveta dimensionada para promover a segurança em caso de travamento do eixo. A parte do duto no qual ocorre o processo de separação conta com o ventilador centrifugo responsável por gerar o fluxo de ar necessário para separar o grão das demais sujeiras, são também colocados selecionadores a uma determinada distância. No primeiro caem as pedras, no segundo o grão saudável e no terceiro as demais sujeiras, seguindo a ordem de densidade. 3.1.1 Estrutura A estrutura do protótipo é formada por tubos quadrados, conhecidos como tubo de metalon, segundo a empresa Tubonasa (2018), esta é a designação atribuída a um tubo de aço carbono comum, com costura, e formato quadrado ou retangular. Assim, todas as regras gerais e normas válidas para tubos quadrados e tubos retangulares são aplicadas ao Metalon. Esses tubos são altamente utilizados em estrutura metálicas, indústria de máquinas em geral, indústria de fundações e diversas aplicações que necessitam de alta resistência a esforços mecânicos, características estas proporcionadas pelo aço carbono. O site EngenhariaE (2015) destaca as praticidades do tubo de Metalon, este possui alta durabilidade, pois é anticorrosivo e antioxidante, tem fácil higienização, baixo custo, sendo versátil e de fácil manuseio. Considerando-se o tubo de metalon como aço AISI 1020, têm- se as seguintes propriedades mecânicas para o material, conforme mostra a Tabela 2, para aços laminados a quente (HR) e estirados a frio (CD), segundo o livro Elementos de máquinas de Shigley, Tabela A–20, pag. 1038, 10ª Edição. Tabela 2 - Propriedades do Aço AISI 1020 Elementos de máquinas de Shigley, Tabela A–20. AISI 1020 Processamento Resistencia à Tração Mpa Resistencia ao escoamento Mpa Dureza Brinell HR 380 210 111 CD 470 390 131 17 A estrutura do equipamento, conforme Figura 5, irá sofrer uma força em potencial, a do debulhador, abaixo é explicado, como as hastes do debulhador irão colidir com o feijão, no qual gera uma resistência torcional no eixo, que é repassado ao mancal e por fim a estrutura em geral. Por este motivo, foi dimensionado, através do método dos elementos finitos, o tubo utilizado no protótipo com formato quadrado de dimensões de 20mm de altura, 20mm de base e 0,95mm de espessura. O peso desse tubo é de 0,544kg para cada metro. A junção entre os tubos foi feita utilizando-se solda pelo processo MIG. Esta estrutura funciona como chassi da máquina, nela são fixados todos os equipamentos de debulha, seleção, peneira etc. para isso ela deve ter boa resistência estrutural. Figura 5 - Estrutura da máquina em CAD Fonte: O Autor A solda MIG (Metal Inert Gas) foi realizada utilizando-se como consumível arame sólido Aço Carbono e Baixa Liga, norma AWS A5.18 com bitola de 0,8mm e mistura de gás de 75% de argônio + 25%CO2. A maior parte dos tubos foi soldada em angulo 90 graus. 18 3.1.2 Debulha O processo de debulhar consiste em separar os grãos de suas vagens, este processo pode ser mecânico ou manual, no processo manual pode-se remover os grãos diretamente das vagens utilizando-se as mãos, é um processo demorado e cansativo, pois é feito de vagem em vagem. Pode-se também utilizar ferramentas para a debulha diretamente da planta, onde através de impactos, os grãos se soltam das vagens, é um processo mais rápido que o citado acima, entretanto há um grande desgaste físico do operador. Já a debulha mecânica, acontece através de máquinas, o sistema utiliza um eixo com hastes perpendiculares à sua superfície, estas hastes irão colidir com a planta e suas vagens, fazendo com que o grão se solte. Este processo ficará no primeiro compartimento da máquina e possuiu uma peneira com furos de 17mm de diâmetro, em que apenas os grãos e detritos de tamanho pequeno passam para a segunda etapa, o resto da planta é removido na máquina ainda nesta etapa, o correto funcionamento do debulhador ocorre quando os restos da planta saem sem ou com a menor quantidade de grãos aceitáveis, e os grãos também não podem sofrem esmagamento ou quebras devido aos impactos. Figura 6 - Debulhador da máquina em CAD Fonte: O Autor As hastes são fixadas em forma espiral, conforme figura 6, com a finalidade de que através dos impactos o material dentro do sistema seja direcionado para um lado e assim 19 seja removido da máquina de forma automática com auxílio das duas pás fixadas na extremidade do eixo. O debulhador é acionado através de uma polia com correia, podendo ser ajustada sua velocidade através da rotação do motor, o eixo é fixado à estrutura por dois mancais com rolamentos, todo o dispositivo é fabricado utilizando-se aço AISI 1020, nas extremidades utiliza-se uma barra maciça com diâmetro de 1” ,com um fator de segurança calculado de n = 1,89 (APÊNDICE A), para acoplamento dos mancais e polia, e um tubo de 2” de diâmetro externo e parede 3mm, onde serão fixadas as hastes. As hastes são feitas de um aço de 3/8” maciço e as duas pás de chapa retangular com 2” de largura, 3” de comprimento e espessura de 3,5mm. A peneira do debulhador é feita em chapa fina de aço inoxidável, conforme (figura 7), com furos de 17mm em formato circular, esta chapa é popularmente encontrada como chapa para grelhade churrasco, devido a suas propriedades mecânicas. A chapa utilizada como peneira acompanha o diâmetro do eixo e fica com uma folga de aproximadamente 1” em relação a ponta das hastes. Na Figura 7, abaixo da peneira, há outra chapa fina em aço galvanizado, com finalidade de direcionar os grãos a outro setor da máquina. Figura 7 - Debulhador montado na estrutura já com a peneira em CAD Fonte: O Autor O fabricante Açosporte (2018), cita que de acordo com a norma ABNT a nomenclatura aço 1020 indica que ele pertence ao grupo dos aços comuns ao carbono e que possui 0,20%pC, encaixando-se no subgrupo de aços de baixo carbono, os quais 20 contêm, no máximo, 0,25%pC. Esse material é de boa maleabilidade, fácil de ser forjado, soldado e usinado. Geralmente é usado em estruturas mecânicas, como chapas de automóveis, em peças rosqueadas, barras laminadas e perfiladas e em muitas outras aplicações que tirem vantagens da sua ductilidade e tenacidade e que não estejam sujeitas ao desgaste. O mesmo fabricante cita também que a empresa Gerdau, por exemplo, indica esse tipo de aço para aplicação em parafusos, eixos, componentes forjados sem maiores exigências, barra de distribuição, peça cementada e tubos soldados. A escolha destes materiais tem efeito direto no custo do projeto, pois o aço AISI 1020 é facilmente encontrado no mercado e possui especificações mecânicas adequadas ao projeto. Assim como a chapa galvanizada, a chapa perfurada fabricada em aço inoxidável, também é facilmente encontrada no mercado e possui grande proteção contra oxidação e boa resistência mecânica. 3.1.3 Limpeza E Seleção dos Grãos Este processo é feito em duas etapas principais, na primeira etapa o feijão, que acabou se ser debulhado, passa por um túnel de vento, em que serão separados pelas densidades, os grãos estragados, grãos saudáveis, sujeiras leves e pesadas. Através do fluxo de vento, as sujeiras mais pesadas como pedras e terra irão cair na primeira seção (A), os grãos saudáveis e possíveis sujeiras com densidade aproximada dos grãos irão cair na segunda seção (B) e as sujeitas mais leves como folhas e poeira irão para a terceira e última seção (C) do túnel de vento, conforme demonstrado na Figura 8. A primeira e última seção são direcionadas para fora da máquina, pois não há interesse nestes detritos. Já a segunda seção, que é onde se encontram os grãos saudáveis, será direcionada para a peneira de seleção final. O túnel de vento funciona a partir do fluxo gerado por um ventilador do tipo turbina centrifuga. O ventilador é acionado por polia e um eixo com fator de segurança n = 6,9889 (APÊNDICE B). 21 Figura 8- Túnel de vento montado na estrutura em CAD Fonte: O Autor Segundo o fabricante Aero Marck (2018), os ventiladores centrífugos são máquinas compressoras de ar adequando-se ao um maior número de equipamentos com melhor aproveitamento dos espaços conseguindo também maior rendimento. São utilizados em ventilação, refrigeração, aspiração, transporte pneumático, secagem, exaustão, mineração, transformação e recuperação plástica, indústria de cosméticos, transporte de granulados, aeração em túneis, aspiração de poeira, Dentre as principais aplicações destacam-se o transporte pneumático (grãos, cavacos, plástico, granulados, sólidos e resíduos em geral), podendo ser direto ou por sistema de venturi, e também para a secagem (peças, grãos, plástico, granulados, cavacos). O ventilador centrifugo consiste de um rotor que gira no interior de uma carcaça em formato espiral. O ar entra no ventilador na direção axial ao eixo de rotação e, então é movido do centro para a periferia do rotor por ação da força centrífuga, saindo perpendicular ao mesmo eixo. Toda a tubulação que faz a seleção dos grãos e separação dos demais detritos é feita em chapa zincada (galvanizada) de bitola 22, segundo catálogo da empresa Aço Ideal LTDA (2013) esta bitola tem espessura de 0,80mm e um peso teórico de 6,40kg/m². Este material foi escolhido pelo baixo custo, alta durabilidade do material e fácil localização para compra caso seja necessária substituição. 22 3.1.4 Peneira Segundo a fabricante Vibramax (2018), existem no mercado dois tipos específicos de peneira vibratória, dependendo do material a que se destina sua utilização e do tipo de separação que se desejam, podendo ser circulares ou lineares. O projeto utiliza modelo vibratório linear, visto que esta é indicada para materiais a granel desde os mais pesados aos de pequeno porte, secos ou com baixa umidade, possibilitando a separação em até cinco granulometrias diferentes e descartando os materiais que não sejam compatíveis com o produto desejado. A finalidade da peneira é separar os grãos de possíveis sujeiras que possuíam densidade similar na etapa de seleção anterior. A peneira tem furos com tamanhos que não permitam o grão de feijão de boa qualidade passar, criando-se uma padronização dos grãos e aumentando a confiabilidade do equipamento. Para a construção da peneira, é utiliza-se um eixo e uma haste, esta haste é fixada ao eixo de forma excêntrica, gerando uma vibração na peneira, esta vibração é responsável por agitar os materiais e separá-los, fazendo com que os detritos de diâmetro menor aos dos furos da peneira passem por esta e sejam direcionados para fora do equipamento conforme mostra a Figura 9. Figura 9 - Peneira em CAD Fonte: O Autor A saída superior da peneira, é o ponto em que o grão limpo sai da máquina para ser embalado, a saída de baixo é destinada aos materiais que não serão aproveitados. A estrutura da peneira é formada por chapas dobradas, em aço AISI 1020, sendo a base em espessura 2,5mm pois depende de boa resistência mecânica, e as demais em chapas 23 galvanizadas, conforme as partes da máquina citadas acima. Para o eixo da peneira utilizando o aço 1020, foi calculado um fator de segurança n = 1,6602 (APÊNDICE C). O valor final do equipamento não pode ser muito elevado, pois inviabilizaria sua colocação no mercado de implementos para o público alvo deste projeto. Para isso, conciliou-se preço e qualidade de todos os produtos que constroem o equipamento. Foi analisado o custo de cada material e, principalmente, se atende os requisitos mecânicos e dimensionais do projeto. Utilizou-se aço como principal matéria de construção equipamento, em sua maioria galvanizado, para aumentar a vida útil pois possui boa resistência a corrosão e garantir que terá boa limpeza e qualidade para o produto que será processado. Também é necessária uma entrada de força, para realizar os movimentos da máquina, para isto poderia utilizar-se um motor elétrico, a gasolina, diesel ou até mesmo a tomada de força dos tratores. Por questões de econômicas e práticas, adotou-se a utilização de um motor a gasolina. O motor a gasolina de 5,5cv é encontrando com preços a partir de R$490,00. O motor a diesel foi descartado devido ao valor elevado acima de R$1500,00 para os mesmos 5,5cv do motor a gasolina. Já o motor elétrico, é descartado pelo fato de necessitar de energia elétrica limitando seu uso e inviabilizando a utilização do equipamento no campo. Pode-se utilizar uma tomada de força de trator, mas com o foco em pequenos produtores, pressupõem-se que este não possua um trator para operar a máquina o que inviabilizaria a utilização do equipamento para o mesmo. A estimativa era gastar cerca de R$2.500,00, entretanto este valor foi extrapolado no decorrer do projeto conforme mostra a Tabela 3, que destaca os principais gastos do projeto. 3.2 Custos Do Projeto 24 Tabela 3 - Tabela com os custos para construção do projeto Fonte: O Autor MATERIAL Quantidade Valor Un. Total TUBOS METALON 20X20X0,95MM (M) 21 R$ 5,00 R$ 105,00 CHAPAS DE AÇO GALVANIZADO (PADRÃO) 3 R$ 100,00 R$ 300,00EIXO 1" (KG) 5 R$ 5,00 R$ 25,00 EIXO 2" (KG) 10 R$ 5,00 R$ 50,00 MANCAL 1" 4 R$ 25,00 R$ 100,00 CHAPA AÇO 1,5MM (KG) 10 R$ 10,00 R$ 100,00 POLIA PEQUENA 1 R$ 30,00 R$ 30,00 POLIA MÉDIA 2 R$ 80,00 R$ 160,00 POLIA GRANDE 1 R$ 160,00 R$ 160,00 CHAPA PERFURADA (KG) 2 R$ 60,00 R$ 120,00 EIXO 1/4" (KG) 1 R$ 5,00 R$ 5,00 CHAPA PENEIRA FINA 1 R$ 30,00 R$ 30,00 MOTOR 5,5CV GASOLINA 1 R$ 490,00 R$ 490,00 FIO 2,5MM (M) 3 R$ 2,50 R$ 7,50 BOTOEIRA EMERGÊNCIA 1 R$ 25,00 R$ 25,00 CHAVE LIGA DESLIGA 1 R$ 25,00 R$ 25,00 SINALEIRO LED 1 R$ 5,00 R$ 5,00 TINTAS 2 R$ 22,00 R$ 44,00 SOLDAS 1 R$ 150,00 R$ 150,00 CORTE DOBRA DE CHAPAS 1 R$ 300,00 R$ 300,00 USINAGEM GERAL 1 R$ 250,00 R$ 250,00 MÃO DE OBRA 1 R$ 400,00 R$ 400,00 Total R$ 2.931,50 Após a análise das dimensões dos equipamentos escolhidos para utilização no projeto, definiu-se as medidas e características do protótipo, com estes valores, foi realizada a construção da máquina em software, SolidWorks. Primeiramente foi feita a estrutura base, para limitar as medidas a um tamanho padrão. Após a construção da estrutura utilizando-se tubos de perfil quadrado de 20x20x0,95, foi realizada a construção do eixo responsável pela debulha dos grãos, este eixo é feito em uma única peça no software, utilizando-se um tubo maciço nas pontas de 1” e um tubo vazado de 2” onde são fixadas as hastes de 3/8”, os cantos do tubo foram arredondados. 3.3 Desenho em CAD 25 Para fixar o eixo do debulhador a estrutura da máquina, foram construídos dois mancais de rolamento, com eixo interno de 1” fixado por dois parafusos a estrutura. Ainda no processo de debulha deve-se ter uma peneira, está é construída por uma chapa em formato semicircular com furos de 17mm de diâmetro com sequencia linear. Logo atrás desta peneira tem-se uma chapa lisa, para que os grãos e sujeiras que passaram pela peneira sejam direcionados para a parte de seleção do equipamento. Esta chapa tem dimensões similares a da peneira. Antes de entrar na parte de seleção do equipamento os grãos passam por um pequeno setor de agrupamento, para entrarem no túnel de vento que possui dimensões reduzidas. Esta chapa tem formato de V e busca centralizar toda a matéria em um ponto com aproximadamente 10cm de largura. O túnel de vento é formado por um tubo retangular de 15cm de largura por 15cm de altura, com comprimento de 80cm, este túnel possui cinco aberturas, a abertura principal, onde é ligado o ventilador, a abertura superior, que é por onde caem os grãos e demais detritos para seleção, e três aberturas inferiores, a primeira e terceira são para remoção de detritos oriundos do processo de debulha, já a segunda é para enviar os grãos e pequenas sujeiras de densidade similar a uma peneira específica, Esta peneira trabalha com um movimento linear de vai-e-vem, este movimento é gerado através de uma haste fixada a um eixo concêntrico. A peneira possui furos dos quais os grãos não devem passar após o processo de peneiramento o grão deve sair limpo no final da máquina. A Figura 10 mostra a estrutura finalizada em CAD, faltando apenas as tampas laterais de proteção. 26 Figura 10 - Montagem do Protótipo em CAD Fonte: O Autor Através dos desenhos realizados em CAD foram realizadas simulações, utilizando o método dos elementos finitos, para verificar como os componentes do equipamento irão se comportar. Para realização das simulações foram utilizados os softwares ANSYS e STAR CCM+ No Ansys adotou-se o material padrão do programa, Structural Steel, a malha é alterada dependendo da geometria a ser analisada, assim como as forças e pontos de apoio. 3.4.1 Análise Do Debulhador Para análise do eixo debulhador gerou-se a malha conforme Figura 11, utilizando- se o programa Ansys. 3.4 Simulações 27 Figura 11 - Malha debulhador Fonte: O Autor Através da análise modal de corpo livre obteve-se as frequências naturais do sistema conforme Tabela 4. Tabela 4 - Tabela de frequências Naturais Fonte: O Autor Modo Frequência (Hz) 1 0 2 0 3 0 4 7,1203 e-004 5 1,4294 e-003 6 4,3772 e-003 7 309,28 8 312,44 9 349,04 10 350,87 11 394,6 12 405,17 As deformações geradas pela frequência de 4,377E-3Hz em que o ponto máximo de deformação acontece na ponta de uma das hastes com um valor de 38,181mm, são visualizadas na Figura 13. 28 Figura 12 - Deformação gerada pela frequência de 4,377E-3Hz Fonte: O Autor A frequência de 349,04Hz gerou a deformação conforme Figura 13, com valor máximo de 83,402mm Figura 13 - Deformação gerada pela frequência de 349,04Hz Fonte: O Autor 29 Outra simulação foi considerando que todas as hastes estão sofrendo uma força de 200N no sentido contrário a rotação do eixo nos pontos de E à J para simular um uso severo do equipamento, conforme Figura 14. Os pontos A, B, são engastes simulando os mancais o ponto C representa a rotação do eixo e o ponto D o torque aplicado. Figura 14 - Considerações para simulação do debulhador Fonte: O Autor A deformação total também gera as maiores deformações nas pontas das hastes conforme, Figura 15, entretanto com valores bem abaixo do travamento de apenas uma haste, com 2,88mm. Figura 15 - Deformação total do Debulhador Fonte: O Autor 30 A tensão equivalente de Von-Mises máxima considerando que todas as hastes estão sofrendo um esforço foi de 508,66Mpa, conforme mostra a Figura 16, valor bem abaixo do gerado pelo travamento de uma das hastes, o valor máximo ainda é obtido na base das hastes, mas está mais distribuído se comparado a simulação de travamento. Apesar da tensão ainda estar com um valor alto, a simulação engloba uma simulação de uso severo com a aplicação de forças de 200N em cada uma das hastes. Figura 16 - Tensão equivalente de Von-Mises Fonte: O Autor 3.4.2 Análise Do Eixo Da Peneira Para análise do eixo da peneira, foi construída a malha conforme Figura 17, utilizando-se o programa Ansys. 31 Figura 17 - Malha do eixo da peneira Fonte: O Autor Através da simulação modal de corpo livre obteve-se a tabela de frequências naturais apresentada na Tabela 5. Tabela 5 - Frequências naturais do eixo da peneira Fonte: O Autor Modo Frequência (Hz) 1 0 2 0 3 0 4 0,00E+00 5 1,8064 e-003 6 5,7002 e-003 7 95,729 8 95,825 9 270,61 10 270,66 11 540,19 12 540,57 Para a frequência de 1,806E-3Hz obteve-se uma deformação máxima de 51,67mm na ponta do eixo onde seria fixada a polia que recebe a força vinda do motor conforme Figura 18. 32 Figura 18 - Deformação para 1,8E-3Hz Fonte: O Autor Para a frequência de 270,61Hz obteve-se uma deformação máxima de 55,29mm, esta deformação também ocorre na extremidade do eixo, entretanto a forma da deformação geral do eixo é diferente formando uma espécie de “S”, conforme Figura 19. Figura 19 - Deformação para 270,61Hz Fonte: O Autor Para a análise estrutural foram atribuídos dois suportes A e E, uma rotação de 1000RPM em B, um momento de 1000Nm em C que simula a força oriunda do motor e uma força de 300N em D representando o peso da peneira que será movimentada por aquele ponto conforme indicado na Figura 20. 33 Figura 20 - Consideraçoes para simulação do eixo Fonte: O Autor A deformação total máxima foi de 0,001325mm, Figura 21, uma deformação baixa se comparado ao tamanho do eixo, esta deformação acontece com maior ênfase no ponto onde está atribuída a força que representa o peso da peneira. Figura 21 - Deformação total do eixo Fonte: O Autor 34 A tensão máxima equivalente de Von-Mises foi de 31,712Mpa, encontrada entre a flange e o eixo conforme indicado na Figura 22, como o valor é baixo não representa riscos ao sistema. Figura 22 - Tensão de Von-MisesFonte: O Autor 3.4.3 Análise Haste Da Peneira A malha gerada para esta simulação está apresentada na Figura 23. utilizando-se o programa Ansys. Figura 23 - Malha para haste Fonte: O Autor 35 Pela análise modal de corpo livre obteve-se as frequências naturais conforme apresentado na Tabela 6. Tabela 6 - Frequências naturais para a haste Fonte: O Autor Modo Frequência (Hz) 1 0 2 0 3 0 4 5,9132 e-003 5 1,2182 e-002 6 1,8347 e-002 7 869,75 8 2099,2 9 2538,6 10 2594,5 11 3462,1 12 3546,2 A deformação para frequência de 1,8347E-2Hz é de 98,35mm conforme figura 24. Figura 24 - deformação para 1,83E-2Hz Fonte: O Autor 36 Para a frequência de 869,75Hz obteve-se uma deformação máxima de 178,29mm na extremidade da haste onde é fixada a peneira, conforme Figura 25. Figura 25 - Deformação para 869,75Hz Fonte: O Autor Para a análise estrutural foi atribuída uma força de 300N no ponto A uma engaste no ponto B e uma rotação de 1000RPM no ponto C conforme figura 26. Figura 26 - Consideraçoes para Análise estrutural Fonte: O Autor 37 A deformação total para a haste foi de 0,0255mm na extremidade em que a haste é fixada a peneira como mostrado na figura 27. Figura 27 - Deformação Total da haste Fonte: O Autor A tensão máxima equivalente de Von-Mises é de 57,203Mpa localizada no pino que é conectado ao eixo motor conforme figura 28, esta tensão não oferece grandes riscos para o componente em questão. Figura 28 - Tensão Von-Mises Fonte: O Autor 38 3.4.4 Análise Da Estrutura A malha gerada para simulação da estrutura no software Ansys é vista na Figura 29. Figura 29 - Malha Estrutura Fonte: O Autor A Tabela 7, indica as frequências naturais obtidas pela análise modal. Tabela 7 - Frequências Naturais Estrutura Fonte: O Autor Modo Frequência (Hz) 1 0 2 7,8553 e-003 3 2,6596 e-002 4 12,949 5 13,125 6 18,344 7 35,191 8 37,21 9 45,561 10 49,579 11 53,528 12 61,445 Para a frequência de 12,949Hz a deformação total máxima foi de 13,627mm, Figura 30. 39 Figura 30 - Deformação total para 12,949Hz Fonte: O Autor Para a frequência de 61,445Hz a deformação total máxima é de 17,217mm, Figura 31. Figura 31 - Deformação Total para 61,445Hz Fonte: O Autor 40 Para a análise estática foram colocadas diversas forças conforme mostra a Figura 32, onde os pontos A e B representam os engastes da estrutura, as forças C e D representam a fixação do motor, E e F o eixo do debulhador, G a peneira do debulhador, H e I o tunel devento, J a peneira, e os demais pontos que não estão indicados por alguma letra representam o sistema do ventilador. Figura 32 - Considerações para Estrutura Fonte: O Autor O valor máximo de deformação total é de 0,67mm com maior deformção na parte superior da estrutura conforme Figura 33. 41 Figura 33 - Deformação Total da Estrutura Fonte: O Autor A tensão equivalente de Von-Mises máxima é de 89,897Mpa, conforme mostrado na figura 34, esta tensão ocorre em pontos específicos, ficando a maior parte da estrutura com uma tensão bem inferior a máxima. Figura 34 - Tensão Von-Mises Fonte: O Autor 42 3.4.5 Análise Do Fluxo De Vento Para simulação e visualização do fluxo de vento que ocorre dentro do túnel do separador, utilizou-se o software Star CCM+ com a geometria apresentada na Figura 35. Figura 35 - Geometria do túnel de vento Fonte: O Autor Para realizar a simulação foi gerada a malha mostrada na Figura 36. Figura 36 - Malha do túnel de vento Fonte: O Autor 43 A velocidade arbitrada na entrada do duto é de 7m/s, esta possui um acréscimo para 12m/s na segunda saída do túnel, conforme mostra a Figura 36, esta saída é por onde o feijão deverá passar para a próxima etapa, a maior parte do fluxo vai para esta parte pois ela é diretamente aberta a atmosfera, enquanto as saídas 1 e 3 são direcionadas a um circuito de dutos conforme mostrado nas Figuras 37 e 38. Figura 37 - Fluxo de vento vista primaria Fonte: O Autor Figura 38 - Continuação dos circuitos do túnel de vento Fonte: O Autor As figuras 37 e 38 também mostram as linhas de fluxo (streamlines), que exemplificam as linhas por onde o fluido tende a passar, pode-se verificar que na primeira saída há pouco fluxo de vento, e que este é mais direcionado a saída 2 e 3 do túnel. 44 O eixo do debulhador tem um diâmetro maior de 50,8mm e suas extremidades são de 22mm. Para a medida de 22mm obtive-se um fator de segurança n de 1,89. A construção do debulhador é mostrada na Figura 39. Figura 39 - Debulhador Finalizado Fonte: O Autor A construção do eixo do ventilador pode ser verificada na Figura 40. Onde este tem diâmetro maior de 16mm e um rebaixo para 15mm onde é fixado o mancal. Figura 40 - Eixo do Ventilador Finalizado Fonte: O Autor 3.5 CONSTRUÇÃO DA MÁQUINA 45 A Construção do eixo da peneira pode ser vista na Figura 41. Assim como o eixo do ventilador, este possui diâmetro principal de 16mm e um rebaixo para 15mm onde é fixado o mancal. Figura 41 - Eixo da Peneira Finalizado Fonte: O Autor Através de testes realizados com o auxílio de um Anemômetro, Modelo B-MAX, encontrou-se a velocidade necessária para realizar a separação dos grãos dos demais detritos no túnel de vento. Para que o feijão faça a trajetória necessária conforme mostrado na Figura 42, deve-se utilizar uma velocidade entre 10m/s a 12m/s próximo à saída B (local onde foi posicionado o Anemômetro). Esta velocidade irá depender do clima, pois em dias húmidos o grão tende a reter mais água e ficar mais denso, exigindo uma velocidade maior para realizar a mesma trajetória. Figura 42 - Trajetória do feijão dentro do túnel de vento Fonte: O Autor 46 Na Figura 42, a “Entrada” refere-se a entrada dos grãos juntamente com folhas, pedras etc. oriundos do processo de debulha, a saída A é idealizada para que sólidos de maior densidade como pedras e terra caiam diretamente para este ponto, o ponto C é destinado a folhas e demais detritos de baixa densidade, que serão facilmente carregados pelo vento. A saída B destina-se ao feijão, assim como a trajetória que o mesmo deve percorrer para chegar a esta saída e ser direcionado à peneira. A Figura 43 mostra o túnel finalizado, com a indicação de suas saídas. Figura 43 - Duto de seleção Fonte: O Autor O ventilador centrifugo utilizado no projeto gera um fluxo com velocidade de até 14m/s, quando se utiliza a rotação máxima do motor, sendo assim tem-se uma folga para que a seleção dos grãos possa ser feita de forma correta, e adaptada a outros grãos, uma vez que o fluxo pode ser ajustado alterando-se a rotação do motor. A construção do ventilador é mostrada na Figura 44. 47 Figura 44 - Construção do ventilador Centrífugo Fonte: O Autor A Figura 45 mostra a montagem do motor estacionário a gasolina com potência de 5,5Hp à estrutura do protótipo, assim como a relação de transmissão que parte do mesmo. Figura 45 - Montagem do Motor 5,5Cv Fonte: O Autor O protótipo finalizado fica conforme Figura 46, sem as chapas externas de proteção, para visualização dos componentes internos. 48 Figura 46 - Protótipo Finalizado Fonte: O Autor 4 RESULTADOS Como resultados do projeto, obteve-se a separação dos grãos de feijão dos detritos. Devido não ser época de colheita, não foi testado com feijão. Porem foram utilizados galhos de pinheiro, para verificar o processo de debulha. A mistura realizada se aproxima da realidade da separação do feijão. Os grãos foram separados dos detritos maiores, entretanto devido à densidade das folhas do pinheironão se encontrou um ajuste fino que proporcionasse uma separação perfeita entre folhas menores e grãos de feijão. O resultado apresentado no teste é aceitável, uma vez que a quantidade de detritos é mínima comparada com a quantidade de feijão que sai da máquina. Também do resultado do teste, durante o processo de separação, atingiram-se as velocidades de ar de 10m/s a 12 m/s no duto de separação. Isto se deve à regulagem de rotação do motor estacionário, proporcionando uma correta separação. Através desse ajuste, pôde-se trabalhar com grãos de densidades diferentes. O motor a gasolina possui um tanque de combustível de 3,6 litros, e consumo de 1,9 litros de gasolina por hora, em condições normais de funcionamento. A máquina é compacta se comparada as demais encontradas no mercado, sua produção é estimada em 600kg/h de feijão, esta é considerada ideal para atender pequenos 49 e médios produtores e suprir sua produção durante a safra de feijão. Devido a suas dimensões reduzidas o equipamento é de fácil manuseio, sendo possível até mesmo o transporte de modo similar a um carrinho de mão. Ideal para locomoção de pequenas distancias, mas caso seja necessário trajetos maiores ela é compacta o suficiente para ser colocada na carroceria de caminhonetes ou outros veículos de carga, conforme mostrado na Figura 47. Figura 47 - Transporte da trilhadora em um veículo de carga pequeno. Fonte: O Autor O sistema de acionamento é isolado do acesso externo, o equipamento também conta com botoeira de emergência, que funciona desligando o motor. Afim de prevenir acidentes e tornar a operação mais segura. Para a fabricação de uma máquina foi investido aproximadamente R$3.000,00, sendo este dividido entre materiais e mão de obra, como usinagem, soldas e afins. Considerando o mercado deste produto, estima-se um valor de venda de R$5.500,00, afim de cobrir os gastos e fornecer uma margem de lucro segura ao fabricante do equipamento. Os valores acima são para uma máquina apenas, sendo que a construção em série deste 50 equipamento pode diminuir o custo de produção e consequentemente aumentar a margem de lucro do fabricante. A utilização de chapas parafusadas a estrutura, para acesso ao interior da máquina, as peças e componentes de fácil aquisição, e a forma de construção auxiliam a manutenção do equipamento. A manutenção básica pode ser feita pelo próprio operado, sendo que este deve possuir conhecimento para utilizar ferramentas básicas como chaves de fenda e afins. 51 5 CONCLUSÃO Conclui-se que o projeto desenvolvido tem capacidade para suprir as necessidades de trilhagem de feijão para pequenos e médios produtores. Suas dimensões compactas facilitam o transporte, podendo ser realizado por caminhonetes além de contar com um suporte para transporte manual, similar á um carrinho de mão, para realizar trajetos curtos. O equipamento tem bom rendimento, com produção aproximada de 600 kg por hora, o sistema vendado e dimensionado, evita o desperdício de grãos em meios externos. Também possui um motor estacionário a gasolina, dispensando outros equipamentos motrizes (tomada de força – trator). Fabricada com materiais de baixo custo, apresenta fácil manutenção. Seguindo o padrão dos equipamentos que são fabricados atualmente, o projeto segue a norma de segurança NR-12. Possui isolamento dos componentes que geram ou podem gerar riscos ao operador, conta também com uma botoeira de emergência para realizar o desligamento do motor. O equipamento desenvolvido apresenta preço de fabricação de R$ 3.000,00 aproximadamente. Este valor é um diferencial se comparado a máquinas similares com preços de venda a partir de R$ 17.000,00 como o exemplo a Trilhadeira Vencedora B-150 PV. Colocação de um triturador, para triturar os restos das plantas que saem do maquinário após a debulha. Estes materiais triturados podem ser utilizados como alimentação animal ou até mesmo fertilizante natural. Ajustes e dimensionamento para trabalhar com outros grãos, fora o feijão, como soja, milho entre outros. Pode também ser implementada uma tomada de força para acoplamento em tratores. 5.1 Sugestões de Melhorias Futuras 52 AGRADECIMENTOS Gostaríamos de agradecer primeiramente a Deus pela oportunidade de vida e pela saúde para correr atrás de nossos sonhos. Aos nossos pais, Abel de Andrade, Mara Lúcia Orlowski de Andrade, e Orlando Pupia, Denize Lucca Pupia. Agradecemos também ao Júlio Cezar, a Dilene Lucca, e ao Tiago Lucca Pupia. A todos os professores do curso de engenharia em especial ao nosso orientador DSc. Luís Henrique Stocco da Silva. E os demais envolvidos, que de alguma forma ajudaram no decorrer desta caminhada. 53 REFERÊNCIAS AÇO IDEAL. Chapa Zincada (Galvanizada). Disponível em: <http://www.acoideal.com.br/chapa-zincada-galvanizada/>. Acesso em: 05 set. 2018. AÇOS LTDA, Tubonasa. TUBOS DE AÇO QUADRADOS. Disponível em: <http://www.tubonasa.com.br/produtos/tubos-de-aco-quadrados/>. Acesso em: 12 maio 2018. AÇOS LTDA, Tubonasa. Normas Técnicas ABNT. Disponível em: <http://www.tubonasa.com.br/produtos/normas-tecnicas/>. Acesso em: 17 mar. 2018. AÇOSPORTE COMERCIAL DE AÇOS LTDA. Barra de aço 1020. Disponível em: <http://www.acosporte.com.br/barra-aco-1020>. Acesso em: 22 ago. 2018. BALLES, Antonio Cesar. FORMULÁRIO DE CONSULTA RÁPIDA DE ELEMENTOS DE MÁQUINAS. Capítulo 17: Transmissões Flexíveis. UNIVERSIDADE POSITIVO. 2017 BUDYNAS, Richard G.; NISBETT, J. Keith. Elementos de máquinas de Shigley. 10. ed. Porto Alegre: Amgh Editora Ltda, 2016. CARVALHO, WELLIGTON PEREIRA DE. Ministério da Agricultura e Abastecimento. Recomendação Técnica: Produção de Sementes de Feijão para Pequenos Produtores. Distrito Federal, 2001. COMERCIAL DE AÇOS LTDA, AÇOSPORTE. Barra de aço 1020. Disponível em: <http://www.acosporte.com.br/barra-aco-1020>. Acesso em: 01 jun. 2018. DEPOIS que inventaram isto, nunca mais! 2011. Disponível em: <http://ensda.blogspot.com/2011/06/nunca-mais.html>. Acesso em: 30 set. 2018. 54 FILHO, Francisco Rodrigues Freire. Feijão-Caupi. Disponível em: <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/feijao- caupi/arvore/CONTAG01_26_510200683536.html>. Acesso em: 09 jun. 2018. GALPÃO CENTRO-OESTE. Trilhadeira Vencedora B-150 PV para motor, 2 eixos, com 4 pneus recondicionados - Maqtron. Disponível em: <https://galpaocentrooeste.com.br/trilhadeira-b-150-pv-estacionario-com-pneus- recondicionados-maqtron.html>. Acesso em: 17 set. 2018. MIAC MÁQUINAS AGRÍCOLAS. Double Master II - Recolhedora/Trilhadora de Feijão. Disponível em: <http://www.miac.com.br/conteudo/double-master-ii-recolhedora- trilhadora-de-feijao.html>. Acesso em: 17 set. 2018. MAQTRON. Linhas de Produtos: rilhadeiras | B - 150 P.V. Disponível em: <http://www.vencedoramaqtron.com.br/produtos_detalhes.php?id=40>. Acesso em: 17 set. 2018. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, Vibramax. PENEIRA VIBRATÓRIA. 2018. Disponível em: <http://www.vibramax.com.br/peneira-vibratoria>. Acesso em: 20 mar. 2018. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, Secretaria de Política Agrícola. BRASIL PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO 2016/2017 a 2026/2027. Disponível em: <http://www.agricultura.gov.br/assuntos/politica-agricola/todas- publicacoes-de-politica-agricola/projecoes-do-agronegocio/projecoes-do-agronegocio- 2017-a-2027-versao-preliminar-25-07-17.pdf>. Acesso em: 29 maio 2018 Neri Geller. PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO: Projeções de Longo Prazo. 2017. Disponível em: <http://www.agricultura.gov.br/assuntos/politica-agricola/todas- publicacoes-de-politica-agricola/projecoes-do-agronegocio/projecoes-do-agronegocio- 2017-a-2027-versao-preliminar-25-07-17.pdf>. Acesso em: 20 set. 2018. 55 OLIVEIRA, Márcia Gonzaga de Castro. Informações técnicas sobre a colheita mecanizadado feijoeiro. 2018. Disponível em: <http://www.portaldoagronegocio.com.br/artigo/informacoes-tecnicas-sobre-a-colheita- mecanizada-do-feijoeiro>. Acesso em: 20 jun. 2018. PEREZ, Nestor Proenza. SISTEMAS FLUIDOMECÂNICOS. Disponível em: <http://www2.feg.unesp.br/Home/PaginasPessoais/nestorproenzaperez/sfm-2014-aula- 23.pdf>. Acesso em: 03 fev. 2018. RAMOS, Ademilson. 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Disponível em: <http://www.vibramax.com.br/peneira-vibratoria-linear-mod- pix>. Acesso em: 06 set. 2018. 56 ANEXOS E APÊNDICES APÊNDICE A - Dimensionamento do debulhador Para obter o fator de segurança (n) do debulhador com diâmetro de 22mm e comprimento de 810mm, uma carga aplicada no seu centro de 142,85N refere-se ao impacto do grão na haste. A haste tem comprimento de 140mm, no qual gera um momento de 10,5Nm. Totalizando 7 hastes no eixo do debulhador, podemos considerar um momento de 70Nm, aplicado no centro do eixo do debulhador, como um estado crítico de toda a concentração da carga. Raio de entalhe de 1mm de usinagem. Realizando a somatória dos momentos no eixo, sentido anti-horário positivo. Ʃ𝑀 = 0 70 − 𝐹𝑎𝑦 ∗ 0,770 = 0 𝐹𝑎𝑦 = 70 0,770 𝐹𝑎𝑦 = 90,9091𝑁 Somatória das forças verticais, para cima positivo: Ʃ𝐹𝑦 = 0 𝐹𝑎𝑦 − 𝐹𝑏𝑦 = 0 90,9091 − 𝐹𝑏𝑦 = 0 𝐹𝑏𝑦 = 90,9071𝑁 Momento fletor no eixo = 35Nm Analisando os fatores da condição de superfície (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-2). 𝑘𝑎 = 𝑎𝑆𝑢𝑡 −𝑏 𝑘𝑎 = 57,7 ∗ 470 −0,718 𝑘𝑎 = 0,6960 Fator de tamanho, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-20). 𝑘𝑏 = 1,24 ∗ 22 −0,107 57 𝑘𝑏 = 0,8908 Fator de carregamento (flexão), (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-26). 𝑘𝑐 = 1 Para temperatura ambiente 20 graus Celsius, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-4). 𝑘𝑑 = 1 Adotando um fator de confiabilidade de 99%, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-5). 𝑘𝑒 = 0,814 Fator de efeitos diversos 𝑘𝑓 = 1 limite de endurança de espécime de teste da viga rotativa 𝑆′𝑒 = 0,5 ∗ 𝑆𝑢𝑡 𝑆′𝑒 = 0,5 ∗ 470 𝑆′𝑒 = 235 𝑀𝑃𝑎 Aplicando a equação (2), 𝑆𝑒 = 𝑘𝑎𝑘𝑏𝑘𝑐𝑘𝑑𝑘𝑒𝑘𝑓𝑆′𝑒 𝑆𝑒 = 0,6960 ∗ 0,8908 ∗ 1 ∗ 1 ∗ 0,814 ∗ 1 ∗ 235 𝑆𝑒 = 118,6729𝑀𝑃𝑎 Cartas de sensitividade ao entalhe, submetidas à flexão reversa ou cargas axiais reversas, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-20). 𝑞 = 0,65 Cartas de sentividade ao entalhe para materiais em torção reversa (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-21). 𝑞𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 0,7 58 Utilizando o gráfico de fatores teóricos de concentração de tensão. Eixo redondo com filetagem do ressalto em torção, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela A-15, Figura A-15-8). 𝐾𝑡𝑠 = 1,63 Eixo redondo com filetagem do ressalto em flexão, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela A- 15, Figura A-15-9). 𝐾𝑡 = 2,3 Aplicando a fórmula (3) 𝐾𝑓 = 1 + 0,65( 2,3 − 1) 𝐾𝑓 = 1,845 Aplicando a fórmula (4) 𝐾𝑓𝑠 = 1 + 0,7( 1,63 − 1) 𝐾𝑓𝑠 = 1,63 Utilizando a equação (1), e torque no eixo do debulhador 1 𝑛 = 16 𝜋 ∗ 223 [ 4 ( 1,845 ∗ 35𝑥103 118,6729 ) 2 + 3 ( 1,63 ∗ 0 118,6729 ) 2 + 4 ( 1,845 ∗ 0 390 ) 2 + 3 ( 1,63 ∗ 26,7721𝑥103 390 ) 2 ] 1 2 𝑛 = 1,89 59 APÊNDICE B - Dimensionamento do eixo do ventilador Para obter o fator de segurança (n) do debulhador com diâmetro de 15mm e comprimento de 405mm, uma carga aplicada na extremidade de 9,81N referente ao peso do ventilador. Raio de entalhe de 1mm de usinagem. Realizando a somatória dos momentos no eixo, sentido anti-horário positivo. Ʃ𝑀 = 0 −𝐹𝑏𝑦 ∗ 0,45 + 9,81 ∗ 0,425 = 0 𝐹𝑏𝑦 = 4,1692 0,45 𝐹𝑎𝑦 = 9,2649𝑁 Somatória das forças verticais, para cima positivo: Ʃ𝐹𝑦 = 0 −9,81 + 𝐹𝑎𝑦 − 𝐹𝑏𝑦 = 0 −9,81 + 9,265 − 𝐹𝑏𝑦 = 0 𝐹𝑏𝑦 = 0,545𝑁 Somatória das forças horizontais, para direita positivo: Ʃ𝐹𝑥 = 0 Momento fletor no eixo = 0,2316Nm Analisando os fatores da condição de superfície, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-2). 𝑘𝑎 = 𝑎𝑆𝑢𝑡 −𝑏 𝑘𝑎 = 57,7 ∗ 470 −0,718 𝑘𝑎 = 0,6960 Fator de tamanho, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-20) 𝑘𝑏 = 1,24 ∗ 15 −0,107 𝑘𝑏 = 0,9281 Fator de carregamento (flexão), (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-26). 60 𝑘𝑐 = 1 Para temperatura ambiente 20 graus Celsius, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-4). 𝑘𝑑 = 1 Adotando um fator de confiabilidade de 99%, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-5). 𝑘𝑒 = 0,814 Fator de efeitos diversos 𝑘𝑓 = 1 limite de endurança de espécime de teste da viga rotativa 𝑆′𝑒 = 0,5 ∗ 𝑆𝑢𝑡 𝑆′𝑒 = 0,5 ∗ 470 𝑆′𝑒 = 235 𝑀𝑃𝑎 Aplicando a equação (2), 𝑆𝑒 = 𝑘𝑎𝑘𝑏𝑘𝑐𝑘𝑑𝑘𝑒𝑘𝑓𝑆′𝑒 𝑆𝑒 = 0,6960 ∗ 0,9281 ∗ 1 ∗ 1 ∗ 0,814 ∗ 1 ∗ 235 𝑆𝑒 = 123,5652𝑀𝑃𝑎 Cartas de sensitividade ao entalhe, submetidas à flexão reversa ou cargas axiais reversas (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-20). 𝑞 = 0,65 Cartas de sentividade ao entalhe para materiais em torção reversa, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-21). 𝑞𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 0,75 Utilizando o gráfico de fatores teóricos de concentração de tensão. Eixo redondo com filetagem do ressalto em torção, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela A-15, Figura A-15-8). 𝐾𝑡𝑠 = 1,2 61 Eixo redondo com filetagem do ressalto em flexão, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela A- 15, Figura A-15-9). 𝐾𝑡 = 1,7 Aplicando a fórmula (3), 𝐾𝑓 = 1 + 0,65( 1,7 − 1) 𝐾𝑓 = 1,455 Aplicando a fórmula (4), 𝐾𝑓𝑠 = 1 + 0,7( 1,2 − 1) 𝐾𝑓𝑠 = 1,15 Utilizando a equação (1), e torque no eixo do ventilador 1 𝑛 = 16 𝜋 ∗ 153 [ 4 ( 1,455 ∗ 0,2316𝑥103 123,5652 ) 2 + 3 ( 1,15 ∗ 0 123,5652 ) 2 + 4 ( 1,455 ∗ 0 390 ) 2 + 3 ( 1,15 ∗ 18,5346𝑥103 390 ) 2 ] 1 2 𝑛 = 6,9889 62 APÊNDICE C - Dimensionamento do eixo da peneira Para obter o fator de segurança (n) do debulhador com diâmetro de 15mm e comprimento de 435mm, uma carga aplicada na extremidade de 39,24N referente ao peso da peneira com os grãos de feijão. Raio de entalhe de 1mm de usinagem. Realizando a somatória dos momentos no eixo, sentido anti-horário positivo. Ʃ𝑀 = 0 −𝐹𝑎𝑦 ∗ 0,3625 + 39,24 ∗ 0,3925 = 0 𝐹𝑏𝑦 = 14,9112 0,350 𝐹𝑎𝑦 = 42,60𝑁 Somatória das forças verticais, para cima positivo: Ʃ𝐹𝑦 = 0 39,24 − 𝐹𝑎𝑦 − 𝐹𝑏𝑦 = 0 39,24 − 42,60 + 𝐹𝑏𝑦 = 0 𝐹𝑏𝑦 = 3,36𝑁 Somatória das forças horizontais, para direita positivo: Ʃ𝐹𝑥 = 0 Momento fletor no eixo = 1,1772Nm. Analisando os fatores da condição de superfície, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-2). 𝑘𝑎 = 𝑎𝑆𝑢𝑡 −𝑏 𝑘𝑎 = 57,7 ∗ 470 −0,718 𝑘𝑎 = 0,6960 Fator de tamanho, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-20). 𝑘𝑏 = 1,24 ∗ 15 −0,107 𝑘𝑏 = 0,9281 Fator de carregamento (flexão), (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-26). 63 𝑘𝑐 = 1 Para temperatura ambiente 20 graus Celsius, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-4). 𝑘𝑑 = 1 Adotando um fator de confiabilidade de 99%, (SHIGLEY, Ed 10ª,Tabela 6-5). 𝑘𝑒 = 0,814 Fator de efeitos diversos. 𝑘𝑓 = 1 Limite de endurança de espécime de teste da viga rotativa. 𝑆′𝑒 = 0,5 ∗ 𝑆𝑢𝑡 𝑆′𝑒 = 0,5 ∗ 470 𝑆′𝑒 = 235 𝑀𝑃𝑎 Aplicando a equação (2), 𝑆𝑒 = 𝑘𝑎𝑘𝑏𝑘𝑐𝑘𝑑𝑘𝑒𝑘𝑓𝑆′𝑒 𝑆𝑒 = 0,6960 ∗ 0,9281 ∗ 1 ∗ 1 ∗ 0,814 ∗ 1 ∗ 235 𝑆𝑒 = 123,5652𝑀𝑃𝑎 Cartas de sensitividade ao entalhe, submetidas à flexão reversa ou cargas axiais reversas, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-20). 𝑞 = 0,65 Cartas de sentividade ao entalhe para materiais em torção reversa (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela 6-21). 𝑞𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 0,75 Utilizando o gráfico de fatores teóricos de concentração de tensão. Eixo redondo com filetagem do ressalto em torção, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela A-15, Figura A-15-8). 𝐾𝑡𝑠 = 1,2 64 Eixo redondo com filetagem do ressalto em flexão, (SHIGLEY, Ed 10ª, Tabela A- 15, Figura A-15-9). 𝐾𝑡 = 1,7 Aplicando a fórmula (3), 𝐾𝑓 = 1 + 0,65( 1,7 − 1) 𝐾𝑓 = 1,455 Aplicando a fórmula (4), 𝐾𝑓𝑠 = 1 + 0,7( 1,2 − 1) 𝐾𝑓𝑠 = 1,15 Utilizando a equação (1), e torque no eixo da peneira 1 𝑛 = 16 𝜋 ∗ 153 [ 4 ( 1,455 ∗ 1,1772𝑥103 123,5652 ) 2 + 3 ( 1,15 ∗ 0 123,5652 ) 2 + 4 ( 1,455 ∗ 0 390 ) 2 + 3 ( 1,15 ∗ 77,9629𝑥103 390 ) 2 ] 1 2 𝑛 = 1,6602 65 APENDICE D – Desenhos 3D do equipamento. Figura 48 - Desenho 3D do protótipo Fonte: O Autor 66 Figura 49 - Desenho 3D do Protótipo Fonte: O Autor