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Valéria dos Santos Novaes - RA- 1774844437
PROJETO DE INTERVENÇÃO 
 
SENHOR DO BONFIM-BA
2018
1. DADOS DA INSTITUIÇÃO CONCEDENTE:
Centro de Referência em Saúde Sexual e Hepatites Virais- Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA- Serviço Ambulatorial Especializado/SAE.
CNPJ: 13.988.308/0001-39
Avenida Roberto Santos, N°76 - Senhor do Bonfim/BA
CEP 48970-000
Representante Legal: Márcia Evangelista do Vale.
O Centro de Referência em Saúde Sexual e Hepatites Virais- CTA/SAE foi inaugurado há 10 anos, com o propósito de viabilizar à população um atendimento de média complexidade, a nível ambulatorial, conforme reza as diretrizes dos Programas Nacional e Estadual de IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais. Cabe a essa instituição oferecer testagem gratuita, tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis assim como aconselhamento sobre prevenção IST/HIV/AIDS, proporcionando ao usuário a reflexão para a mudança de postura do seu cotidiano, como fazer uso do preservativo, sempre respeitando as escolhas e garantindo o sigilo. A população atendida pela instituição, é em sua maioria pessoas de média e baixa renda composta por diferentes tipos de usuários; crianças, mulheres gestantes, idosos, bissexuais, homossexuais, heterossexuais, profissionais do sexo, homens, mulheres e adolescentes.
O Centro de Referência em Saúde Sexual e Hepatites Virais de Senhor do Bonfim é uma unidade multiprofissional composta por; 01 médica infectologista; 01 médica Ginecologista; 02 Enfermeiras; 02 Técnicas de enfermagem; 01 Assistente Social; 01 psicóloga; 01 farmacêutico-Bioquímica; 01 recepcionista; 01 auxiliar de Serviços Gerais; 04 Vigilantes e; 01 Auxiliar Administrativo. Conforme a política institucional, a cobertura de serviços oferecidos é completa que visa oferecer um atendimento social e de saúde competente.
2. DADOS DO PROJETO
2.1 Título do Projeto
Juventude, saúde e vulnerabilidade social: ações socioeducativas de prevenção aos jovens expostos as IST/HIV/AIDS
2.2 Local e desenvolvimento das atividades
Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães 
2.3 Áreas de abrangência 
 Av. Antônio Carlos Magalhães, Jardim Aeroporto Senhor do Bonfim-BA 
3. PROBLEMA DIAGNOSTICADO
 É possível identificar, através do diagnóstico social realizado no estágio I, um significativo aumento da demanda de jovens à procura dos serviços oferecidos pelo CTA afim de averiguar seus status sorológicos após exposição sexual e queixas de IST. Durante o atendimento, realizado pela Assistente Social da unidade, foi percebido características semelhantes entre esse público em especial como; grau de escolaridade, idade, hábitos sociais e sexuais. Tais características em comum colocam esses jovens em situação de vulnerabilidade.
4. OBJETIVO GERAL
Promover ações socioeducativas de saúde que visem sensibilizar os jovens sobre as exposições IST/HIV/AIDS.
4.1 Objetivos (s) Específicos (s)
· Inteirar o público jovem sobre possíveis relações existentes entre vulnerabilidade sexual e social.
· Apresentar as infecções sexualmente transmissíveis e suas formas de transmissão
· Expor aos jovens os insumos de prevenção 
· Promover ao jovem a reflexão sobre a importância na mudança de postura no que refere ao cuidado com a saúde sexual
· Apresentar a importância da prevenção aos jovens 
· Buscar a participação dos jovens durante a execução do projeto interventivo.
5. JUSTIFICATIVA
Por meio da construção do diagnóstico social, construído no estágio supervisionado I, foi possível identificar um aumento significativo do número de jovens que procuraram os serviços da unidade afim de averiguar seus status sorológicos. Esse aumento fez com que se percebesse os quão vulneráveis esses jovens se encontram, seja por vulnerabilidade sexual ou por vulnerabilidade social. É fato que muito dos hábitos sexuais dos jovens estão relacionados com possíveis vulnerabilidades sociais, muitas vezes ligadas ao tipo de grupos sociais que eles estão inseridos tais como família, escola, religião, amigos entre outros.
A vulnerabilidade social desses adolescentes pode estar relacionada a diferentes fatores, situação socioeconômica, falta de orientação adequada, iniciação sexual precoce, influência de um determinado grupo social (amigos, família, namorado(a) entre outros) essas vulnerabilidades sociais acabam por influenciar na vida sexual desses jovens o que pode comprometer a saúde dos mesmos. 
De acordo com dados estatísticos, sobre o conhecimento dos adolescentes quanto as Infecções Sexualmente Transmissíveis e o risco a que estão se expondo ao não fazerem uso do preservativo, em diferentes regiões do Brasil mostra que a maioria dos adolescentes tem baixo conhecimento sobre IST, o preservativo é sempre identificado como principal forma de prevenção contra as mesmas, entretanto o público feminino, por exemplo, está mais atento a adquirir uma possível gravidez do que uma Infecção, o modo de pensar e agir do público masculino não se difere muito ao do público feminino. É visto nos estudos, pesquisas e artigos que abordam o comportamento dos adolescentes que este público, ao se falar de IST, principalmente HIV, tratam com descaso a possibilidade de se contrair uma infecção. “DST virou tabu no país, ninguém mais toca no assunto. E o pior é que se minimiza o real risco de contágio”, critica a médica Márcia Cardial, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Segundo os dados obtidos pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo acusam que as ocorrências de sífilis por transmissão sexual cresceram 603% em seis anos, isso apenas no estado de São Paulo. O salto foi de 2 694 em 2007 para 18 951 em 2013. Em outros estados, o panorama não é menos preocupante. De acordo com a pesquisa “Juventude, Comportamento e DST/AIDS”, foi entrevistado 1 208 jovens com faixa etária de 18 a 29 anos, em quase 15 estados (Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás), quase 4 em cada 10 brasileiros admitiram não fazerem uso do preservativo na sua última relação. É perceptível que jovens em relacionamento sério vêem o não uso do preservativo como sinal de confiança e fidelidade uma vez que, segundo eles, estarão seguros contra uma IST. Diante a esse cenário apresentado medidas de intervenção se fazem necessárias quanto aos hábitos sexuais e sociais dos jovens bem como no que se diz respeito aos meios contraceptivos das Infecções sexualmente transmissíveis. Para tal objetivo cabe ao profissional do Serviço Social, assistente Social, o papel de interventor na atual realidade que os adolescentes se encontram quanto as vulnerabilidades vivenciadas por eles.
6. PÚBLICO-ALVO / BENEFICIÁRIO: 
Jovens estudantes do 1° ano do ensino médio de escola pública.
7. DESCRIÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO E DOS RECURSOS INSTITUCIONAIS, FÍSICOS, MATERIAIS E HUMANOS NECESSÁRIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
As atividades desenvolvidas ao decorrer da aplicação do projeto serão realizadas em uma sala de aula ampla onde os alunos tem aulas regulares, os materiais a serem utilizados serão; notebook, data show, cadeiras, mesa entre outros.
7. 1 Relação de Atividades e datas de execução
	
21/03/2019
	
Apresentação do projeto intervenção aos alunos do ensino médio.
	
01/04/2019
	
Realização de dinâmica de entrosamento e oficina A árvore dos prazeres.
	
03/04/2019
	
Execução da oficina Mito ou Realidade
	
05/04/2019
	
Realização de uma roda de conversa e avaliação do projeto.
	09/04/2019
	Oferta de teste rápido de HIV/SÍFILIS/HEPATITE 
8.PARCEIROS TÉCNICOS / FINANCEIROS
· Centro de Referência em Saúde Sexual e Hepatites Virais- Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA- Serviço Ambulatorial Especializado/SAE.
· Colégio modelo Luís Eduardo Magalhães 
9. PRODUTOS DOS PROJETOS
Espera-se obter por meio do projeto de intervenção a redução no número de jovens infectados por HIV/AIDS/ Sífilis bem como outras infecções sexualmente transmissíveis,jovens mais conscientes e orientados quanto aos insumos de prevenção e que possam mudar seus comportamentos tornando-se mais participativos no que se diz respeito ao cuidado com a saúde.
10. IMPACTOS ESPERADOS
 Por meio do projeto de intervenção espera-se que os jovens possam ter um melhor entendimento sobre os riscos que estão expostos ao não fazerem uso do preservativo bem como passar a adotar medidas preventivas quanto a possíveis infecções. Ao término da aplicação do projeto é esperado jovens mais conscientes quanto aos meios de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis, sintomas das infecções, formas de prevenção e tipos de vulnerabilidades que eles podem vir a se exporem.
11. CRONOGRAMA
	
	Agost. /18
	Set./18
	Out./18
	Nov./18
	Mar./19
	Abril/19
	Escolha do tema do projeto
	 X
	
	
	
	
	
	Análise Bibliográfica 
	X
	
	
	
	
	
	Visita institucional 
	X
	
	
	
	
	
	Construção do projeto de intervenção 
	 X
	 X
	
	
	
	
	Apresentação do projeto a instituição onde se realizará o projeto
	 
	X
	
	
	
	 
	Envio do projeto de intervenção 
	
	 
	
	X
	
	
	Apresentação projeto aos alunos do ensino médio (público alvo) 
	
	 
	
	
	 X
	
	Aplicação do projeto
	 
	 
	
	
	X
	X
	Avaliação do projeto 
	
	 
	
	
	
	X
	Ofertagem de teste rápido de HIV/SÍFILIS/HEPATITE 
	
	
	
	
	
	X
12. INVESTIMENTOS (ORÇAMENTO SIMPLIFICADO)
	PRODUTOS/SERVIÇOS 
	 VALOR
	Folhas de Papel A4
	20,00
	Papel Pardo
	6,50
	Cartolina
	3,00
	Caneta piloto
	5,50
	Piloto de quadro
	3,50
	Tubo de cola branca 1kg
	16,96
	Pacote de Palito de churrasco 
	2,50
	Pacote de Bola
	5,50
	Tesoura sem ponta
	4,00
	Fita Durex
	5,40
	Copos personalizados
	75,00
	Fetilho
	2,45
	Sacolas de Presente
	6,00
	Caixas de Chocolate 
	20,00
	Fita de Seda
	5,50
	Cartilha educativa 
	Sem Custo 
	Data Show 
	Sem Custo 
	Notebook 
	Sem Custo
	Camisinha
	Sem Custo
 13. META DE PÚBLICO-ALVO
	Participantes
	Quantidade
	Adolescente alunos do ensino médio de escola pública.
	Trinta
14. METODOLOGIA
 Face ao problema exposto se faz presente a necessidade de um projeto interventivo, para que possamos alcançar os objetivos propostos por esse trabalho. Para alcançar tal objetivo iremos utilizar de uma pesquisa descritiva que consiste em observar, analisar e registrar os fenômenos recorrentes ao longo da aplicação do trabalho e comparar o comportamento dos participantes com os dados já obtidos. O método expositivo será utilizado no desenvolvimento das atividades executadas ao decorrer do trabalho, expondo aos participantes os meios contraceptivos das Infecções, formas de prevenção e exemplos de vulnerabilidades, tanto sexual como social. A consequência dessas informações resultará na participação do público alvo e o mesmo, ao final da execução do projeto, será questionado sobre a qualidade da proposta e sua execução.
 Os fenômenos humanos ou naturais são investigados sem a interferência do pesquisador que apenas “procura 
descobrir, com a precisão possível, a frequência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e características. (falta o nome do autor, 1983, p. 55).
Serão realizadas medidas socioeducativas voltadas para a inserção dos jovens no programa das IST, HIV, Sífilis e Hepatites Virais realizadas no Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA, objetivando sensibilizar os participantes quanto as infecções sexualmente transmissíveis, meios de prevenção assim como os tipos de vulnerabilidades a que podem vir a se expor. Faz-se necessário o envolvimento de todos os alunos para melhor entendimento do tema proposto e para a formação de novos conceitos acerca do comportamento sexual dos mesmos.
 Considerando a valia do presente projeto que tem por objetivo sensibilizar os jovens quanto as exposições IST/HIV/AIDS será desenvolvido, juntamente com a assistente social do Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA, medidas socioeducativas, que por sua vez deverão atentar o público alvo quanto aos devidos cuidados na vida sexual dos mesmos. Será realizado um trabalho expositivo-informativo junto aos jovens em conjunto com a assistente Social. Para a realizar o procedimento de intervenção serão executadas oficinas de caráter socioeducativas. Elas, por sua vez, serão desenvolvidas buscando a participação dos jovens, tendo cada uma delas seu próprio método e estrutura, entretanto todas terão em comum uma proposta de aprendizado que consiste em compartilhar, por intermédio das atividades em grupo, construir e desenvolver o conhecimento coletivamente, acerca do tema proposto.
 A abertura do presente trabalho se dará mediante a dinâmica de entrosamento da bexiga, em seguida será realizada a oficina A árvore dos prazeres que terá como objetivo levar os jovens a refletir sobre situações que necessitam de uma tomada de decisão, avaliando as consequências e alternativas que dispõe para sair delas. O segundo encontro terá como foco a identificação de possíveis situações de risco, para melhor abordagem iremos realizar a oficina do Mito ou Realidade. O terceiro encontro terá a participação ativa da Assistente Social do Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA para uma roda de conversa com o público alvo, que irá proporcionar uma melhor interação entre a equipe responsável pelo projeto e o público alvo. O encerramento do presente trabalho se dará com a realização de testagem para que assim os participantes tenham noção de em quantas andam seus status sorológicos.
15. INDICADORES
	Desempenho
	Meios de Verificação
	Periodicidade
	Ações Socioeducativas de prevenção as infecções sexualmente transmissíveis (IST)
	
Observação 
	Durante o desenvolvimento do projeto
	A prevenção dos jovens 
	
Observação e lista de frequência.
	Durante o desenvolvimento do projeto
	A mudança de postura por parte dos jovens
	
Observação, discussão e questionário avaliativo.
	Durante o desenvolvimento do projeto 
16. COORDENAÇÃO DO PROJETO
Adenilde Oliveira Santos Fonseca- Assistente Social.
17. EQUIPE RESPONSÁVEL
	Nome
	Área de Atuação
	Fone / e-mail
	Adenilde Oliveira Santos Fonseca 
	Serviço Social 
	(74)99116-9782/ adenilde@ymail.com
	Valéria Dos Santos Novaes 
	Estagiária de Serviço Social 
	(74) 999696614/ valeria.luanova19@gmail.com
19. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do desafio exposto, criou-se um projeto interventivo que visa reduzir o número de jovens contaminados por Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), em Senhor do Bonfim-BA, bem como conscientizá-los quanto à essas infecções, as formas de prevenção. Foi necessário compreender, por meio da teoria e prática, as causas que levam os jovens a agirem de forma descuidada com a própria saúde, os incentivos por trás de desses comportamentos. Tais constatações levam a ponderar o que pode ser feito para amenizar essa situação.
 A percepção de como se fundamenta o fazer profissional do assistente social na socioeducação, desvinculando-se da visão puramente simplista e fatalista do senso comum, atentando-se para a atuação profissional direcionada para as vulnerabilidades que cercam a vida desse público no que se refere à sua vida social e sexual, é visível que os jovens se atentam muito mais a uma possível gravidez indesejada do que uma IST, esse modo de pensar abre espaço para situações variáveis nas quais eles podem se expor ou até mesmo vir a contrair uma IST. Jovens que apresentam tal comportamento tendem a pensar “ah, isso nunca vai acontecer comigo” e são justamente esses jovens, com seu modo de agir e pensar descuidados, são os mais vulneráveis defesa da garantia dos jovens quanto a prevenção, levou a escolha do tema.
A partir da experiência adquirida, é possível notar que as atividades escolhidas são importantes para incrementar os conhecimentos dos mesmos acerca de suas próprias mudanças e buscar da melhor maneira possível sensibilizar esse público quanto aos cuidados com a própria saúde bem como fazê-los entender que agindo de forma mais cuidadosa estarão contribuindo para a reduçãode pessoas contaminadas por algum tipo de infecção, uma vez que as dúvidas entre eles são muitas, apontando para a necessidade de mais projetos com temas diversos. Neste sentido, a necessidade de se trabalhar com sexualidade junto a esse público é, muitas vezes, justificada pela intenção de fornecer uma base racional para planejarem suas vidas.
uma vez que o serviço social se encontra inserido na unidade de saúde de média complexidade tem como principais objetivos oferecer a seus usuários um atendimento social pré e pós testes, esse acompanhamento serve para uma investigação acerca da vida social e sexual dos usuários assim como buscar oriental os a respeito dos meios contraceptivos, tal procedimento é de extrema importância para melhores segmentos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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BRASIL ministério da saúde, secretária de vigilância em saúde: Saúde e prevenção nas escolas: guia para a formação dos profissionais da saúde e da educação. 1° edição, Brasília: ministério da saúde, 2008. P.27
BERNARDO, André. Doenças Sexualmente Transmissíveis não param de crescer. Disponível em:<https://www.google.com.br/amp/s/saude.abril.com.br/bem-estar/numero-de-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-nao-para-de-crescer/amp/> Acesso em: 22 de Setembro de 2018
Governo do Brasil. Jovens devem aumentar prevenção contra DSTs. Disponível em:<http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2012/12/jovens-brasileiros-nao-tem-conhecimento-sobre-dsts-e-formas-de-infeccao-diz-estudo> Acesso em: 23 de Setembro de 2018.
Valéria dos Santos Novaes - Ra- 1774844437
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
 II
SENHOR DO BONFIM-BA
2018
Valéria dos Santos Novaes - Ra- 1774844437
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
 II
Relatório de Estágio apresentado ao curso de Serviço Social do Centro de Educação a Distância-CEAD da Universidade anhanguera UNIDERP como requisito obrigatório para cumprimento da disciplina de Estágio Supervisionado II
SENHOR DO BONFIM-BA
2018
SUMARIO
Identificação_______________________________________________________01
Introdução_________________________________________________________02
Desenvolvimento ___________________________________________________ 03
Considerações finais ________________________________________________05
Referências ______________________________________________________07
IDENTIFICAÇÃO 
Nome do Estagiário: Valéria Dos Santos Novaes 
Curso: Serviço Social
Telefone (74) 999696614
 e-mail:valeria.luanova19@gmail.com 
Nível do Estágio Supervisionado: Estágio Supervisionado II		
 Local de Estágio: Centro de referência em Saúde Sexual e Hepatites Virais- 
Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA- Serviço Ambulatorial Especializado/SAE Endereço:Nome do (a) Supervisor (a) Acadêmico (a): Neuseildes Araújo Rios do Vale Nº CRESS 9028/5°
Nome do (a) Supervisor de Campo (a) Adenilde Oliveira Santos Fonseca 
Nº CRESS 4574
Carga horária: 150 horas
 Início:07/08/2018
 Término: 03/10/2018
I – INTRODUÇÃO 
O presente relatório visa descrever as atividades vivenciadas e desenvolvidas no estágio supervisionado II, o qual consistem na preparação da acadêmica para a vivência profissional futura, ao decorrer desse período foi possível acompanhar a assistente social do Centro de Referência em Saúde Sexual e Hepatites Virais- Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA- Serviço Ambulatorial Especializado/SAE em suas funções que por sua vez culminaram na elaboração do projeto de intervenção e elaboração do relatório final.
Por meio de observação se identificou dentre a demanda do CTA um aumento significativo de jovens, em maioria do ensino médio, à procura de investigar seus status sorológicos, pôde-se perceber que esse aumento é causado principalmente devido ao descaso dos jovens quanto a sua saúde sexual, uso de bebida alcoólica, influência de determinados grupos sociais entre outros fatores. Pensando nessa situação preocupante foi analisado a relação da assistente social diante dessa realidade, percebe-se que infecções sexualmente transmissíveis (IST) são vistas, para o profissional do Serviço Social, como uma expressão da “questão social” que é o objeto de trabalho da mesma, mediante a essas constatações foi pensado em medidas cabíveis ao profissional do Serviço Social que possam amenizar essa problemática que afetam os jovens. 
Afim de atender a esse público em especial foi elaborado um projeto interventivo nomeado de Juventude, saúde e vulnerabilidade social: ações socioeducativas de prevenção aos jovens expostos as IST/HIV/AIDS, esse projeto tem como principal objetivo promover ações socioeducativas de saúde que visem sensibilizar os jovens sobre as exposições IST/HIV/AIDS, ao decorrer do mesmo serão apresentados os insumos de prevenção, apresentar as infecções sexualmente transmissíveis e suas formas de transmissão, promover aos jovens a reflexão sobre a importância na mudança de postura no que se refere ao cuidado com a saúde sexual, entre outros pontos importantes.
II – DESENVOLVIMENTO: 
O Centro de Referência em Saúde Sexual e Hepatites Virais- Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA- Serviço Ambulatorial Especializado/SAE foi a instituição concedente onde se possibilitou realizar o estágio supervisionado II. Esta instituição de saúde de média complexidade tem como principais serviços oferecer, a toda população do município de Senhor do Bonfim e demais localidades, testagem rápida para o HIV, sífilis, Hepatite B e Hepatite C, profilaxia pós-exposição sexual – PEP, em casos de resultados positivos o CTA faz o encaminhamento para o SAE que se encontra atuante no mesmo local, lá esses pacientes recebem todo o tratamento e acompanhamento necessário para seu tipo de caso. 
Antes de efetivar os testes o usuário do serviço passa pela Assistente Social da unidade para uma breve investigação da vida social e sexual daquele indivíduo, após os testes o usuário volta novamente a presença da Assistente Social para receber os resultados dos exames e o aconselhamento pós testes que se trata de informações sobre transmissão de IST bem como as formas de prevenção, o sigilo será sempre garantido.
 Os serviços CTA não se situam somente a unidade de saúde, mas também a eventos em escolas, empresas, comunidades carentes, agem por meio de palestras, capacitações e testagem rápida. O serviço ofertado pela instituição de saúde CTA visa não somente oferecer diagnósticos e tratamento contra IST mas também conscientizar, informar e sensibilizar a população quanto aos riscos que estão vulneráveis ao se exporem a uma situação de risco.
O projeto de intervenção, desenvolvido durante o estágio supervisionado II tem como principal objetivo levar ao público adolescente das escolas públicas do município de Senhor do Bonfim medidas socioeducativa que visem fornecer a este público, de forma clara e efetiva, informações em forma de oficinas participativas e roda de conversa sobre os insumos de prevenção, formas de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis bem como as vulnerabilidades, tanto social como sexual, que eles por ventura podem vir a se exporem. Esse trabalho é em si uma síntese dos serviços oferecidos na unidade de saúde CTA/SAE e as atividades de desenvolvidas pela assistente Social. 
O projeto de intervenção, elaborado no estágio II tem por meta um alcance social de nível Municipal, dentro da realidade social diagnosticada, é percebido o quão vulneráveis os jovens se encontram quando o assunto é infecções sexualmente transmissíveis (IST). Como ainda não amadureceram social, emocional e psicologicamente, tendem a assumir um comportamento mais arriscado, sem se dar conta do perigo. Na realidade, o comportamento sexual do adolescente pode ser apenas parte de um padrão generalizado de risco que incluí o consumo de álcool e drogas, a delinquência e o desafio às autoridades. Ao longo do estágio o aprendizado adquirido em sala de aula se cruza com o adquirido em campo de estágiooriginando assim um novo conhecimento. 
Toda a teoria deve ser feita para poder ser posta em prática e
toda a prática deve obedecer a uma teoria. Só os espíritos
superficiais desligam a teoria da prática, não olhando a que a
teoria não é senão uma teoria da prática, e a prática não são senão
a prática de uma teoria. Na vida superior a teoria e a prática
completam-se. Foram feitas uma para a outra. (PESSOA, 1926, s/p)
O presente projeto, que visa um alcance a nível Municipal, se baseia nos conhecimentos adquiridos em sala de aula e campo de estágio, a teoria e a prática vivenciada levou a construção de novos conhecimentos bem como na afirmação de outros. 
A teoria se distingue da prática, é ato do pensamento, o qual, todavia, dirige-se para um objeto – produto da prática –, ou seja, a teoria almeja o conhecimento da constituição do concreto, entretanto, esse concreto tem sua gênese na prática, é nela que se expressam as determinações do objeto. Dessa forma, teoria e prática se distinguem ao mesmo tempo em que estabelecem uma relação de unidade. (SANTOS, 2010, p. 27),
No que se refere à especificidade de uma profissão, Serviço Social, que se baseia em teorias como fundamento, mas cujas ações expressam-se na prática, ou seja, na intervenção, faz-se necessária uma extrema clareza desses dois movimentos.
III – CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O Serviço Social lida com as “questões sociais”, sabendo disso cabe a essa categoria formular estratégias que busquem reforçar ou criar experiências nos serviços de saúde, um entre muitos campos de atuação, que efetivam o direito social à saúde. Com o compromisso de sempre garantir e viabilizar os direitos das pessoas está profissão busca combater as vulnerabilidades que as pessoas são acometidas. Vendo por essa óptica chega -se a conclusão que as vulnerabilidades sociais acabam por se entrelaçar com os problemas na saúde das pessoas que por vezes acontecem devido a essas questões sociais.
 No que se refere ao vínculo existente entre o tema escolhido e a profissão de Serviço Social pode-se sinalizar a ligação da vulnerabilidade social e a vulnerabilidades sexual dos jovens, a profissão busca entender o indivíduo social para melhor entendimento acerca dos fatores que levam o mesmo a se exporem as situações de vulnerabilidade, uma vez compreendido os fatores que levam a essa situação cabe ao profissional do Serviço Social criar medidas, orientar, intervir na vida desse público afim de buscar mudanças por parte dos mesmos, sempre respeitando as escolhas e garantindo a integridade bem como o sigilo. O profissional do Serviço Social, Assistente Social, visa garantir os direitos sociais das pessoas; educação, saúde, trabalho, lazer, segurança entre outros. Diante a esses predicados atribuídos ao assistente social e o cenário presente na unidade de saúde CTA/SAE cabe a este profissional desenvolver medidas interventivas que visem combater as vulnerabilidades, tanto sexual como social, desses jovens que estão no começo da vida, assim sendo serão aplicadas medidas socioeducativas que visem sensibilizar este público no que se refere à seus hábitos sexuais bem como orientá-los sobre os riscos que estão expostos, a execução dessas medidas só podem ter algum efeito/resultado se o público alvo passar a adotar esses conhecimentos, transmitidos pela assistente Social, em suas vidas.
Para alcançar os objetivos propostos pelo projeto de intervenção, iremos utilizar uma pesquisa descritiva que consistirá em observar, analisar e registrar os fenômenos recorrentes ao longo da aplicação do trabalho e comparar o comportamento dos participantes com os dados já obtidos, o método expositivo será utilizado no desenvolvimento das atividades executadas ao decorrer do trabalho, expondo aos participantes os meios contraceptivos das Infecções, formas de prevenção e exemplos de vulnerabilidades, tanto sexual como social. A consequência dessas informações resultará na participação do público alvo e o mesmo, ao final da execução do projeto, será questionado sobre a qualidade da proposta e sua execução, para tal será aplicado um questionário meramente avaliativo sem identificação.
O trabalho interventivo será desenvolvido mediante o oferecimento de atividades de caráter socioeducativas, no primeiro momento será realizado a dinâmica de entrosamento “não deixe a bexiga cair”, seguida da oficina árvore dos prazeres, tais atividades visam levar o público alvo a refletir, por si próprio, sobre as situações que necessitam uma tomada de decisão, avaliando as consequências e as alternativas que dispõe para sair delas assim como refletir sobre a responsabilidade individual na tomada de decisão. No segundo encontro ocorrerá uma roda de conversa que buscará a aproximação do público com o facilitador proporcionando um melhor aproveitamento e entendimento de todo conhecimento ali passado. Ao final das atividades, que ocorrerá no terceiro encontro, a equipe do Centro de Testagem e Aconselhamento/CTA oferecerá Testagem para HIV/SIFILIS/HEPATITE C. 
Sabe-se que um projeto de intervenção é constituído de qualidades e se conclui em conformidade com os requisitos, especificações e adequação ao qual é construída desta forma, a qualidade pode ser entendida como o grau de atendimento dos requisitos do projeto e de seus produtos que satisfazem às necessidades das partes interessadas. Com base nessa constatação a eficácia do projeto interventivo se dará por meio de observação analítica a respeito do entrosamento dos jovens nas atividades e nos conhecimentos proporcionadas, para tal será utilizado lista de presença, para registrar o quantitativo de participantes, bem como na aplicação de um questionário avaliativo sem identificação.
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
CITADOR. Teoria e prática. Disponível em:<http://www.citador.pt/textos/teoria-e-pratica-fernando-pessoa> Acesso em:14 de Novembro de 2018
Conselho Federal de Serviço Social. CFESS reflete sobre o trabalho de assistentes sociais no Programa Nacional de DST/AIDS. Disponivel em: <http://www.cfess.org.br/visualizar/noticia/cod/1140> Acesso em: 15 de Novembro 2018.
Governo do Brasil. Jovens devem aumentar prevenção contra DSTs. Disponível em:<http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2012/12/jovens-brasileiros-nao-tem-conhecimento-sobre-dsts-e-formas-de-infeccao-diz-estudo> Acesso em: 23 de Setembro de 2018.
SANTOS, C. M. dos. Na prática a teoria é outra? Mitos e dilemas na relação entre teoria, prática, instrumentos e técnicas no Serviço Social. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. 
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