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e de segunda podem ser consideradas coprodutos, enquanto que 
os órgãos, o couro, e outras partes podem ser considerados subprodutos. Os 
órgãos ainda podem ser processados, e assim, se transformar em coprodutos.
Como podemos realizar a distinção em relação aos custos em um 
processo de difícil definição? Quantos dos custos são pertinentes aos produtos 
principais e o que deve pertencer aos subprodutos? E, ainda, o que considerar 
como sobra? Estas perguntas os gestores de custos devem se perguntar.
A situação fica complicada na medida em que existe uma diferença 
fundamental entre custos conjuntos e custos comuns:
a) Os custos conjuntos são indivisíveis.
b) Os custos comuns são custos indiretos, e podem ser divididos em diversos 
objetos de custeio.
Ainda com todas as dificuldades citadas anteriormente existem alguns 
métodos que são aceitos, ou mais usualmente utilizados, objetivando custear 
os coprodutos.
• Métodos para custear os coprodutos:
Os critérios mais empregados que formam as bases dos métodos 
de alocação dos custos conjuntos para os coprodutos são unidades físicas 
produzidas, os valores de mercado e da igualdade do lucro bruto, conforme 
Bruni e Fama (2004, p. 198-202): 
a) As unidades físicas tanto podem ser quantidades de produtos 
como qualquer outra unidade que sirva para representar todos os 
produtos. O método pode ser baseado em quilos, litros ou metros da 
matéria-prima principal. Todos os produtos devem ser convertidos a 
essa mesma unidade de medida. Têm muitas desvantagens quando 
os produtos são muito diferentes. Nota-se que esse não é um critério 
racional, todos os custos conjuntos são distribuídos com base no 
TÓPICO 1 | SISTEMAS DE CUSTEIO
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mesmo procedimento para todos os produtos, independentemente 
da forma como esses consomem os recursos produtivos da empresa.
b) O método com base no valor de mercado apropria os custos com 
base no faturamento de cada produto, se apoia na ideia de que os 
produtos que valem mais no mercado é que devem ser os maiores 
consumidores de recursos comuns (conjuntos) – o que nem sempre é 
verdade, já que o principal determinante do preço consiste no valor 
percebido pelo produto no mercado, fruto da relação entre demanda 
e oferta.
c) O método com base na igualdade do lucro bruto total prevê que 
este último seja dividido pelo total de unidades produzidas, obtendo 
um lucro bruto unitário igual para todos os produtos.
FONTE: Adaptado de: <http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/
handle/123456789/197/Custos%20e%20forma%C3%A7%C3%A3o%20do%20
pre%C3%A7o%20de%20venda.pdf?sequence=1>. Acesso em: 29 set. 2015.
Portanto, quando mais de um produto surge de uma matéria-prima, no 
processo de produção que pode ser por produção contínua ou por encomenda, 
eles podem ser coprodutos ou subprodutos.
Coprodutos
São produtos de importância igual para a empresa do ponto de vista de 
faturamento. O que importa com relação aos coprodutos é o controle do custo 
por operação e não o custo por produto.
O método mais usado para apropriação dos custos conjuntos é o valor 
de mercado, onde os produtos de maior valor de venda recebem maior carga 
de custos.
Exemplo: Para fabricar os coprodutos A e B os custos conjuntos (matéria-
prima e custos de transformação) foram de R$ 50.000,00. O preço de venda do 
produto A é R$ 6,00 o kg e do produto B é R$ 4,00 o kg. Foram produzidos 
60.000 kg de A e 20.000 kg de B. A distribuição dos custos conjuntos seria:
A – 60.000 kg x R$ 6,00 = R$ 360.000,00
B – 20.000 kg x R$ 4,00 = R$ 80.000,00
 80.000 kg R$ 440.000,00
Produto A = 50.000,00/440.000,00 x 360.000,00 = 40.909,09
Produto B = 50.000,00/440.000,00 x 80.000,00 = 9.090,91
Subprodutos 
Caracterizam-se por apresentarem faturamento de pouca relevância 
dentro do faturamento total. Neste caso, em vez de receberem apropriação de 
UNIDADE 2 | SISTEMAS DE CUSTEIO E FORMAÇÃO DE PREÇOS
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custos, o valor de venda dos subprodutos menos as despesas necessárias para 
sua venda, é deduzido dos custos do produto principal.
Sucatas 
São sobras (refiles, recortes) de materiais e não apresentam valor de 
venda ou mercado normal dentro da estrutura produtiva da empresa. A venda, 
quando acontece, é contabilizada como outras receitas operacionais.
FONTE: Disponível em: <http://fesppr.br/~hey/CONTABILIDADE%20DE%20CUSTOS/UN%20
5%20-%20SISTEMAS%20DE%20ACUMULA%C7%C3O%20DE%20CUSTOS%20.doc>. 
Acesso em: 29 set. 2015.
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RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que:
• Sistemas de Custeio podem ser considerados um sistema de informação que 
auxilia as áreas de gestão da empresa na tomada de decisões.
• No sistema de acumulação por processo a contabilidade de custos preocupa-
se em determinar e controlar os custos através dos departamentos, setores, 
processos produtivos e após essa mensuração realiza a divisão destes custos 
pela quantidade produzida durante determinado período.
• No sistema de acumulação por ordem é onde os produtos são feitos de forma 
especial sob encomenda de acordo com as especificações dos clientes.
• Compreendeu os conceitos dos sistemas de custos conjuntos.
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AUTOATIVIDADE
1 A empresa “Indústria X” sabendo que ela utiliza o sistema de acumulação 
por processo e apresenta os seguintes dados:
• Material Direto – R$ 15.000,00
• Mão de obra Direta – R$ 7.000,00
• Custos Indiretos de Fabricação – R$ 4.000,00
• Estoque inicial – 0 
• Produção iniciada – 1200 unidades
• Produção concluída e transferida para o departamento seguinte – 840 
unidades
Calcule o custo unitário referente às unidades em processo:
• As unidades em processo estão num estágio de fabricação correspondente a 
70% em média.
2 A empresa “Indústria Y” sabendo que ela utiliza o sistema de acumulação por 
processo e apresenta os seguintes dados:
Período 1:
• Custos diretos e indiretos de produção: R$ 5.000.000,00 
• Unidades Produzidas e finalizadas: 20000
Período 2:
• Custo de produção do período: R$ 5.544.000,00
• Unidades iniciadas: 23.000
• Unidades acabadas: 21.000
• Unidades em elaboração no final do período(50%)
Período 3: 
• Custo de produção do período: R$ 5.278.000,00
• Unidades Iniciadas: R$ 20.500
• Unidades em elaboração no final do período: 1.800
• Unidades em elaboração no final do período(1/3)
Calcule o total da produção acabada no período:
Assista ao vídeo de
resolução da questão 1
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3 Quando uma empresa mantém seus custos dos vários contratos separadamente 
durante sua produção ou construção, temos o método de acumulação de 
custos que pode ser denominado:
a) ( ) Custo por processo.
b) ( ) Custo por ordem de produção.
c) ( ) Custo por departamento.
d) ( ) Custo-padrão.
4 Quando uma empresa realiza a atribuição do custo unitário médio para 
a produção, dividindo o custo total obtido pelo número de unidades 
produzidas, temos o método de acumulação de custos chamado:
a) ( ) Por processo.
b) ( ) Por ordem de produção.
c) ( ) Por departamentalização.
d) ( ) Por centro.
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TÓPICO 2
MÉTODOS DE CUSTEIO
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
É necessário compreender qual o significado de método de custeio. 
Para Eller (2000, p. 79), “os métodos de custeio têm como função determinar 
o modo de como será atribuído custo aos produtos”, ou seja, o formato que a 
empresa utilizará para encontrar os custos dos produtos que ela vem a fabricar, 
identificando onde os custos estão alocados com o objetivo de melhorar o processo 
e reduzir desperdícios.
2 MÉTODO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO
O custeio por absorção é caracterizado por atribuir todos os custos do 
ciclo operacional interno aos produtos. Conforme Horngren, Foster e Datar (2000, 
p. 211), “é o método de custeio de estoque em que todos os custos, variáveis e 
fixos, são considerados custos