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1 NOME: Kelly das Neves Boone TURMA: ADIG1M SEMANA 3 – TAREFA SEMANA 3: CONSTRUÇÃO DA PIRÂMIDE ECOLÓGICA 1) Cerrado 2) Conhecido como a savana brasileira, o Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando cerca de 23% do território nacional. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul, o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade. É um ecossistema em grande parte encontrado na região centro-oeste do Brasil, principalmente nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Esse ecossistema também é encontrado nas regiões norte, nordeste e sudeste. É o único bioma da América do Sul a limitar-se com vários outros biomas: ao norte, faz fronteira com a Amazônia; ao nordeste e a leste, com a Caatinga; a sudeste, faz limite com a Mata Atlântica; e a sudoeste, com o Pantanal. A temperatura anual permanece na casa dos 23ºC. Nos meses mais quentes é comum que as temperaturas cheguem aos 40ºC. A precipitação média anual, ou seja, a quantidade de chuvas ao longo de um ano, fica entre os 1200 e 1800 mm. Os períodos sem chuvas prejudicam muito as atividades agrícolas na região. O clima no cerrado é chamado de tropical úmido e tem duas estações do ano bem definidas. No inverno o tempo é frio e bastante seco, com baixa umidade do ar. Já no verão o clima é quente e chuvoso. 2 O relevo deste bioma é em geral bastante plano ou suavemente ondulado, estendendo-se por imensos planaltos ou chapadões. Cerca de 50% de sua área situa-se em altitudes que ficam entre 300 e 600 m acima do nível do mar; apenas 5,5% vão além de 900m. Sua fauna é riquíssima e conta com diversas espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e insetos, sendo que muitas delas são endêmicas. A sua grande diversidade de espécies está em parte relacionada à posição geográfica do Cerrado. Assim o Cerrado funciona como um elo, já que está localizado em uma área entre os biomas brasileiros. O solo do cerrado tem cor avermelhada por ser pobre em nutrientes e por ser muito ácido por conta da grande quantidade de alumínio. Além de avermelhado o solo também é mais seco e isso acontece em razão dos grandes períodos de seca e falta de chuva, o que exige uma adaptação da flora que possui, geralmente, folhas grandes e rígidas, além de, algumas espécies, apresentarem depósitos subterrâneos de água como uma espécie de adaptação às queimadas constantes, permitindo que elas voltem a florir após o incêndio. Outra adaptação são as raízes bastante profundas podendo alcançar de 15 a 20 metros por causa da distância do lençol freático até a superfície. Por ser um solo pobre em nutrientes a área de cerrado era considerada pouco produtiva para a agricultura. Essa realidade já mudou um pouco, desde que tecnologias de irrigação e de plantio foram usadas para diminuir essas deficiências e tornar o solo mais rico e produtivo. Por ser um bioma bastante extenso, a vegetação do cerrado não possui um único aspecto. É possível encontrar, ao longo de sua extensão, diversas fitofisionomias, nas quais há uma variedade de tipos de solo, clima e relevo. A vegetação é distribuída em três formações: formações florestais (com árvores que podem chegar a 20 m de altura), formações campestres (composta predominantemente por gramíneas) e formações savânicas (formada por campos abertos com árvores entre 5 m e 12 m de altura). 3) Fauna Há uma dinâmica entre os animais que habitam a região, os quais podem migrar de um bioma até os demais, usando o Cerrado como local de transição. Com isso, se torna mais difícil definir quais animais efetivamente são do Cerrado, e quais buscam esta região apenas para deslocamento, ou ainda, quais apenas caçam neste bioma. São alguns animais típicos do Cerrado brasileiro: Anta: Sua alimentação é feita principalmente por folhas de árvores e arbustos, além de frutas, ervas e raízes que encontra pelo caminho. 3 Ariranha: É uma espécie que vive perto de rios, pois sua alimentação é baseada em peixes. Cachorro-vinagre: se alimenta de crustáceos, aves, anfíbios e pequenos répteis, além de roedores, como pacas e cotias. Também pode alimentar-se de presas maiores, como capivaras ou emas. Lobo-guará: é onívoro, pois alimentam-se de pequenos animais e de frutos. Capivara: Alimenta-se de capim, ervas e outros tipos de vegetação encontrados nas beiras de rios e lagos. Pato-mergulhão: sua alimentação consiste principalmente em peixes pequenos. Onça-parda: é carnívora e se alimenta, principalmente, de pequenos mamíferos, aves e roedores de pequeno porte. Cuíca: É onívoro, consumindo uma grande variedade de animais pequenos, incluindo pássaros, caranguejos, rãs, insetos, cobras, lagartos e roedores. Raposa-do-campo: É carnívora e caça aves, pequenos roedores e insetos Veado-campeiro: Sua alimentação é composta essencialmente de alguns tipos de capim. Mas comem também outras plantas, como o alecrim-do-campo, o assa-peixe, o capim-favorito e vagens de barbatimão. Seriema: Sua alimentação é a base de insetos, lagartos, cobras e grãos de cereais, como milho. Jacaré-de-papo-amarelo: alimentando-se de moluscos, crustáceos, insetos, peixes, aves, morcegos e até mesmo ungulados e outros répteis. Paca: sua dieta é a base de frutas, folhas, sementes e raízes. Teiú: devem comer vegetais, frutas, mas também proteína animal que pode ser obtida através de pequenos insetos,ovos, carne ou mesmo ratos. Tucano: come insetos, frutas, pequenas presas, como lagarto, pererecas e ratos, ou até ovos de outras aves. Jararaca-pintada: se alimenta, preferencialmente de rãs e sapos, bem como lagartos Ema: é onívora, consumindo alimentos tanto de origem vegetal quanto animal: sementes, folhas, frutos, insetos, roedores, moluscos terrestres e outros pequenos animais. Flora A flora do Cerrado é bastante diversificada, apresentando plantas com as mais variadas particularidades. Apesar das diferenças, a maioria das espécies apresenta certas características em comum: caule retorcido e folhas grossas. Este bioma abriga 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias. O baruzeiro, a aroeira, o ipê amarelo do cerrado, o pau-terra e o pequizeiro, são algumas espécies de plantas típicas do cerrado. Além disso, o cerrado abriga várias espécies endêmicas, como por exemplo a caviúna-do-cerrado, pau-papel, araçá-do-cerrado, jacarandá do mato, entre outras. 4 4) 5)