Prévia do material em texto
Vacúolo Os vacúolos são estruturas celulares de forma esférica ou ovalada que aparecem em diversos tipos de células, principalmente nas vegetais. São estruturas que correspondem a expansões do retículo endoplasmático ou do complexo de Golgi, armazenando um conteúdo fluído com substâncias relacionadas à nutrição ou à digestão celular. São revestidos por uma membrana e compreendem vários tamanhos, podendo ocupar grande parte do volume do citoplasma. Os vacúolos podem ser classificados em três tipos: de armazenamento, digestivos ou contráteis. Vacúolos de armazenamento É o tipo de vacúolo encontrado na grande maioria de células vegetais adultas, chegando a ocupar até 80% do volume celular. À medida que a célula vegetal vai crescendo, os pequenos vacúolos que surgem do retículo endoplasmático ou do complexo de Golgi vão ganhando tamanho até fundirem-se uns aos outros e constituir um vacúolo único central na célula. São delimitados por uma membrana lipoproteica muito semelhante às demais membranas celulares, denominada tonoplasto ou membrana vacuolar. Contém uma solução aquosa com pH ácido, composta por substâncias como íons inorgânicos, açúcares, proteínas, ácidos orgânicos e enzimas digestivas, que podem assumir função semelhante à dos lisossomos. Além do armazenamento de substâncias úteis às células vegetais, os vacúolos reservam substâncias potencialmente prejudiciais ao citoplasma, resíduos, produtos do metabolismo celular secundário como compostos fenólicos e alcaloides e pigmentos como as antocianinas, responsáveis pelas cores azul, violeta, púrpura e vermelho das folhas e pétalas de diversas plantas. Vacúolos digestivos Os vacúolos digestivos são originados a partir da fusão de lisossomos com fagossomos ou pinossomos. Em seu interior, as substâncias englobadas pelas células através da fagocitose ou pinocitose são digeridas a partir das enzimas lisossômicas. Durante o processo de digestão ocorrido nos vacúolos digestivos, as partículas capturadas são quebradas em pequenas moléculas e podem passar para o citosol e serem reaproveitadas para outros processos celulares, mantidas dentro do próprio vacúolo (que passa a ser chamado de vacúolo residual) ou eliminadas para o meio extracelular por meio de um processo denominado clasmocitose ou defecação celular. Um tipo especial de vacúolo digestivo é o vacúolo autofágico, que digere partes da própria célula por meio de um processo denominado autofagia. Este processo é de fundamental importância para o rejuvenescimento celular, pois elimina partes desgastadas das células e reaproveita alguns de seus componentes. Algumas células recorrem ao processo de autofagia com grande frequência. As células nervosas do cérebro, por exemplo, que são formadas na fase embrionária e não são renovadas, reciclam seus componentes (com exceção dos genes) a cada mês. Já os componentes das células do fígado são reciclados semanalmente. Vacúolos contráteis Também chamados de vacúolos pulsáteis, estes vacúolos estão presentes em seres como protozoários de água doce. Por possuírem o citoplasma hipertônico em relação ao meio externo, a água entra continuamente em suas células por osmose. As células destes protozoários não estouram graças aos vacúolos contráteis, que dispõem de um mecanismo que acumula e elimina a água em excesso. Já protozoários de água marinha não necessitam deste tipo de mecanismo uma vez que o citoplasma de suas células é praticamente isotônico em relação à água do mar. Referência: AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia das Células 1. 4ª edição. São Paulo: Editora Moderna, 2015. Os vacúolos são estruturas saculiformes que apresentam diversas funções e são encontradas em diferentes tipos de células. O vacúolo mais conhecido é aquele encontrado nos vegetais, também chamado de vacúolo de suco celular. Entretanto, existem outros tipos de vacúolo, como os digestórios e os pulsáteis. O vacúolo de suco celular é o tipo encontrado nas células vegetais e geralmente é chamado apenas de vacúolo. Essa estrutura, assim como a presença de parede celular e plastos, constitui uma importante diferença entre as células animais e vegetais. Os vacúolos de suco celular são delimitados por uma membrana simples chamada de tonoplasto ou membrana vacuolar. No interior dos vacúolos, encontra-se uma solução de pH ácido formada por substâncias dissolvidas em água (açúcares, proteínas, compostos fenólicos, pigmentos e sais) que é conhecida como suco vacuolar ou suco celular. Uma célula vegetal meristemática normalmente apresenta vários pequenos vacúolos. À medida que essa célula desenvolve-se e especializa-se, os vacúolos unem-se e formam uma estrutura única. Em células do parênquima, essa organela atinge até 90% do espaço total da célula. As principais funções que podem ser atribuídas aos vacúolos de suco celular são a de armazenamento de substâncias, controle osmótico, manutenção do pH da célula, digestão de componentes celulares, pigmentação de flores e frutos e defesa contra patógenos e herbívoros. Essa última função pode ser atribuída a essas estruturas em virtude da presença de cristais, compostos fenólicos e outras substâncias no suco celular que afastam fungos, algumas bactérias e animais que se alimentam de vegetais. Além dos vacúolos de suco celular, temos os vacúolos digestórios, que, diferentemente do primeiro tipo, não são exclusivos dos vegetais. Os vacúolos digestórios são responsáveis pela digestão intracelular e surgem do processo de endocitose, no qual o alimento é capturado pela célula e forma o pinossomo ou fagossomo, que nada mais é do que um vacúolo com alimento em seu interior. Um lisossomo então se une a essa estrutura e forma um vacúolo digestório. Um tipo especial de vacúolo digestivo é o vacúolo autofágico. Ele recebe essa denominação porque sua função é digerir estruturas da própria célula. Normalmente essas estruturas são organelas velhas que terão seus componentes reaproveitados. Por fim, temos os vacúolos pulsáteis, também denominados de vacúolos contráteis. Essa estrutura é encontrada em alguns protistas de água doce, tais como os paramécios e euglenas. A função dessa organela é eliminar o excesso de água que entra nesses organismos por osmose ou que foi absorvida com o alimento. A entrada de água por osmose é explicada pelo fato de os protistas serem hipertônicos em relação ao meio em que vivem, o que leva à entrada de água. Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja: SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Vacúolos"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/vacuolos.htm. Acesso em 03 de setembro de 2020.