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Myriapoda 130318

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ARTHROPODA: MYRIAPODA 
 Regier et al., 2010. 
Myriapoda 
 
Myriapoda compreende os grupos: Symphyla, Pauropoda, Chilopoda (centopéias), Diplopoda 
(milípedes ou piolhos-de-cobra). 
 
Os primeiros registros são de milípedes do Ordoviciano/Siluriano, provavelmente de formas 
marinhas. 
 
O corpo apresenta uma cabeça com: um par de antenas, mandíbulas, dois pares de maxilas (o 
2º par pode estar fundido ou ausente) e um tronco homônomo (indiferenciado) e 
multissegmentado. 
 
Exoesqueleto não tem uma camada cerosa. 
 
Durante muito tempo miriápodes foram considerados grupo-irmão dos hexápodes (ex: 
insetos) por causa do seu sistema traqueal, da morfologia dos seus apêndices cefálicos e suas 
pernas. Mas miriápodes diferem por terem longo tronco homônomo. Além disso esta intensa 
segmentação também ocorre internamente nas traqueias e gânglios nervosos. 
 
 
Atualmente temos cerca de 15000 espécies atuais descritas. 
 
Myriapoda 
 
Uma concentração de ocelos, não apresentando olhos 
compostos com omatídios (como presente em hexápodes 
e crustáceos). 
 
Myriapoda 
 
Sistema de troca gasosa com espiráculos e traqueias (provavelmente convergente com os 
presentes em hexápodes) 
 
 
 
Myriapoda 
 
Miriápodes são dióicos e ovíparos. A maioria apresenta copulação indireta com presença de espermatóforo. 
Todos apresentam desenvolvimento direto, embora em alguns grupos os filhotes nasçam com menor 
numero de segmentos em relação ao estágio adulto (desenvolvimento anamórfico).. 
A partenogênese ocorre em diferentes famílias e o cuidado parental é registrado em quilópodes 
anamórficos. 
 
 
 
Myriapoda: Chilopoda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Centopéias apresentam segmentos do tronco não fundidos com um par de pernas longas que se estendem 
lateralmente. 
 
O primeiro par pernas é modificado em forcípulas (grandes garras com glândulas de veneno) e mantidos 
sob a cabeça. Apresentam antenas simples, de segmentação variável, gonopóros no último segmento do 
corpo, espiráculos laterais e com válvulas em alguns grupos. 
 
O ultimo par de pernas estendem para trás e não é usado para locomoção. 
 
O grupo Notostigomorpha tem espiráculos dorsais e pigmento hemocyanina e olhos pseudo-facetados 
(ocelli). 
 
Pleurostigmophora apresenta uma cabeça achatada e sem pigmentos respiratórios. As maiores 
centopéias são do grupo Escolopendromorpha. 
 
Aproximadamente 2.800 espécies atuais de quilópodes são descritas. 
 
Myriapoda: Chilopoda 
 
São predadores de vermes, moluscos e outros invertebrados. O gênero tropical Scolopendra devido a 
toxicidade de seu veneno consegue se alimentar de vertebrados como sapos, lagartos, pássaros e 
pequenos mamíferos. 
 
Normalmente a picada, mesmo das espécies mais perigosas, não é fatal para humanos. 
Myriapoda: Chilopoda 
 
As forcípulas e as segundas maxilas seguram a presa e a mandíbula e as primeiras maxilas a mordem. 
 
As antenas são providas de cerda tácteis e quimiorreceptores (inclusive os diplópodes). 
 
Órgão de Tomosvary próximo a base das antenas para percepção de vibrações esta presente em muitos 
grupos (inclusive de diplópodes). 
 
 
Myriapoda: Chilopoda 
Myriapoda: Diplopoda 
 
Segmentos encontram-se fundidos em pares, cada um apresenta dois pares de pernas, de espiraculos e de 
gânglios nervosos. 
 
Gonopóros abrem anteriormente, próximo as coxas do segundo par de pernas (terceiro segmento de 
tronco), os espiráculos abrem localizados ventralmente e não possuem válvulas (não podem ser 
fechados). 
 
Cerca de 8.000 espécies de milípedes foram descritas. 
 
Myriapoda: Diplopoda 
 
Muitas espécies têm glândulas repugnatórias laterais nos segmentos 
do tronco que secretam substâncias químicas nocivas que podem 
irritar a pele e os olhos, inclusive cianeto (mais coloridos, defesa 
contra predadores). 
 
A maioria das espécie é detritívora, se alimentando principalmente 
de matéria orgânica vegetal em decomposição (exercendo grande 
importância para reciclagem de nutrientes em várias partes do 
mundo) 
 
Myriapoda: Diplopoda 
Polydesmidae 
Glomeridesmidae 
Penicillata 
Myriapoda: Diplopoda 
 
Diplópodes da Família Siphonophoridae se alimentam da seiva de plantas vivas e fungos, pois as 
mandíbulas, o labro e o gnatoquilário encontram-se modificados em um aparelho perfurador e sugador. 
Myriapoda: Symphyla 
 
Sinfílos compreendem miriápodes pequenos de 0.5 a 8.0 mm), sem olhos, tronco com 14 segmentos (os 
12 primeiros com um par de pernas) e o 13º segmento com fiandeiras. 
 
Um par de espiráculos presente na cabeça, com traqueias presentes nos três primeiros segmentos. 
 
Sinfílos geralmente são incomuns, ocorrendo no solo e na 
serrapilheira. 
 
Aproximadamente 160 espécies são conhecidas. 
 
Myriapoda: Symphyla 
 
Sinfílos são basicamente herbívoros, inclusive de plantas vivas, mas muitas espécies são detritívoras, 
consumindo matéria orgânica vegetal e animal. 
 
A espécie Scutigerella immaculata é uma praga em víveiros de plantas e jardins, consumindo as pontas das 
raízes e podendo alcançar altas densidades populacionais. 
Myriapoda: Pauropoda 
 
Myriapodes quase microscópicos: 0,5 a 1,5 mm, sem olhos, 9 a 11 pares de pernas, alguns 
segmentos do tronco parcialmente fundidos. 
As peças bucais são pouco desenvolvidas (a segunda maxila é ausente), a maioria não tem 
sistemas traqueais ou circulatórios. 
Pouco comuns, mas encontrados em todas as partes do mundo, principalmente em solo úmido 
e em serrapilha. 
Cerca de 500 espécies são descritas. 
 
Hipótese filogenética para Myriapoda baseada na sequencia de tres genes (publicada em 
2014) 
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