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Bacias 
Hidrográficas
Dra. Talita Freitas Filgueira de Sá
BACIAS HIDROGRÁFICAS
Bacias hidrográficas são
definidas como áreas nas quais
a água escoa para um único
ponto de saída, conhecido como
seção de controle.
IMPORTÂNCIA ESTUDO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS
A resposta hidrológica de
uma bacia hidrográfica é
transformar uma entrada de
volume concentrada no tempo
(precipitação) em uma saída de
água (escoamento) de forma
mais distribuída no tempo.
BACIAS HIDROGRAFICAS BRASILEIRAS
BACIA AMAZÔNICA
• Maior bacia hidrográfica do planeta.
• Vertentes delimitadas pelos seguintes
divisores de água: Cordilheira dos Andes,
Planalto Central e Planalto das Guianas.
• Afluentes do Amazonas que nascem nos
planaltos das Guianas e Brasileiro
possuem o maior potencial hidrelétrico
disponível no Brasil.
• Amazonas totalmente navegável.
Bacia Amazônica
1. Rio Amazonas
2. Rio Solimões
3.Rio Negro
4. Rio Xingu
5. Rio Tapajós
6. Rio Jurema
7. Rio Madeira
8. Rio Purus
9. Rio Branco
10. Rio Juruá
11. Rio Trombetas
12. Rio Uatumã
13. Rio Mamoré 
Encontro dos rios Solimões e Negro
BACIA DO SÃO FRANCISCO
• Rio S. Francisco nasce na Serra da Canastra em MG,
segue rumo sul-norte.
• Transporta grande volume de água pela região semi-
árida.
• Contribuição histórica, pois permitiu a fixação de
população ribeirinha e a criação de várias cidades.
• Possibilidade de integrar as duas regiões mais
populosas do país.
• Potencial hídrico aproveitado para irrigar os solos
férteis à sua margem. (Fruticultura)
• Potencial hidrelétrico, explorado pelas usinas de
Sobradinho (BA), Três Marias(MG), Paulo Afonso (AL)
entre outras.
Bacia Platina 
É constituída pelas sub-bacias dos 
rios Paraná, Paraguai e Uruguai. 
1. Rio Uruguai
2. Rio Paraguai
3. Rio Iguaçu
4. Rio Paraná
5. Rio Tietê
6. Rio Paranapanema
7. Rio Grande
8. Rio Parnaíba
9. Rio Taquari
10. Rio Sepotuba 
BACIA DO PARANÁ
• Drena porção Centro-Sul do país.
• Rio principal: PARANÁ que nasce da 
confluência entre o Paranaíba (MG/GO) e 
Grande (SP/MG).
• Rio Paraná e seus afluentes da margem 
esquerda são rios de planalto.
• Alto potencial hidrelétrico ( maior produtora 
hidrelétrica)
• Navegabilidade é muito pequena devido à 
topografia.
Bacia do Tocantins-Araguaia 
1. Rio Araguaia
2. Rio Tocantins
Bacia do Atlântico Sul O Brasil possui ao longo de seu litoral três 
conjuntos de bacias secundárias denominadas 
bacias do Atlântico Sul, divididas em três 
trechos: Norte-Nordeste, Leste e Sudeste. 
Estes trechos não possuem ligação entre si, 
foram agrupados por possuírem rios que 
correm próximo ao litoral e deságuam no 
Oceano Atlântico.
1. Oiapoque
2. Gurupi
3. Parnaíba
4. Jequitinhonha
5. Doce 
Bacia do Atlântico Sul - trechos sudeste e sul 
A bacia do Atlântico Sul, nos seus trechos sudeste e sul, é composta por rios da importância do Jacuí, Itajaí e Ribeira do Iguape, entre outros. 
Os mesmos possuem importância regional, pela participação em atividades como transporte hidroviário, abastecimento d'água e geração de 
energia elétrica. 
FOZ DO RIO PARNAÍBA
DELTA DO PARAÍBA DO SUL
Foz do Rio São 
Francisco/Estuário 
Foz do Rio Amazonas/Delta
De modo geral, uma Bacia Hidrográfica pode ser melhor caracterizada,
analisando-se seu perfil topográfico.
BACIAS HIDROGRÁFICAS - COMPONENTES
BACIAS HIDROGRÁFICAS - COMPONENTES
• Nascente: área onde os olhos d'água dão 
origem a um curso fluvial. Não se deve 
pensar que a nascente seja um lugar bem 
definido. Por vezes ela constitui uma 
verdadeira área. Também denominadas 
de: cabeceira, fonte, minadouro, mina, 
lacrimal, pantanal, manancial, etc. 
• Sub-afluente - rio de pequeno curso que 
escoa suas águas num afluente ou 
tributário de um grande rio. 
• Afluente - curso d'água, cujo volume ou 
descarga contribui para aumentar outro 
no qual desemboca. Chama-se ainda de 
afluente o curso d'água que escoa num 
lago ou numa lagoa.
BACIAS HIDROGRÁFICAS - COMPONENTES
• Curso superior: parte do curso de um
rio que está mais próxima de sua
nascente, e onde pode predominar a
erosão (desgaste) vertical.
• Curso médio: trecho intermediário do
curso de um rio, onde se destaca a ação
de transporte.
• Curso inferior: parte final do curso de
um rio onde se pode verificar o fenômeno
do aluvionamento.
BACIAS HIDROGRÁFICAS - COMPONENTES
• Foz ou desembocadura: descarga de
um rio dentro do mar, lago, lagoa, ou
mesmo num outro rio. A forma da foz
pode ser em dois tipos: estuário formada
por um longo canal; delta se verifica o
aparecimento de uma série de ilhas,
braços e canais, ex.: o delta do Nilo,
Mississipi, Pamaíba, etc.
• Margem: terras emersas ou firmes junto
às águas de um rio, lago ou lagoa. O
observador de costas para montante, isto
é, a nascente, terá do seu lado direito a
margem direita e do lado oposto, a
margem esquerda.
BACIAS HIDROGRÁFICAS - COMPONENTES
• Confluência ou junção: local em que
um rio se lança no outro.
• Curso: canal de escoamento que se
estende desde a nascente até a foz.
• Débito ou vazão: quantidade de água
que um rio escoa em um ponto qualquer
de seu curso.
BACIAS HIDROGRÁFICAS - COMPONENTES
• Meandro: curva no traçado do rio. Os
meandros são largos e semelhantes entre si
e resultam da corrente, que escava a parte
côncava da margem, zona de maior
velocidade da água, e deposita no lado
convexo da margem.
FLUXO DE ÁGUA
BACIAS HIDROGRÁFICAS - COMPONENTES
• Interflúvio: divisor de água ou linha de
crista: corresponde às partes mais elevadas
do relevo, que separam duas vertentes,
drenando as águas para bacias diferentes.
• Vertentes: laterais dos vales fluviais, desde
a margem até o interflúvio.
• Margem: terras emersas ou firmes junto às
águas de um rio, lago ou lagoa.
FLUXO DE ÁGUA
BACIAS HIDROGRÁFICAS - COMPONENTES
• Leito: trecho recoberto pelas águas ao se
escoarem, sendo sua largura
variável,conforme a quantidade de água
existente no canal fluvial.
• Talvegue: linha de maior profundidade no
leito fluvial. Resulta da intersecção dos
planos das vertentes com dois sistemas de
declives convergentes.
• Vale: parte que se estende de um interflúvio
a outro, abrangendo o talvegue, o leito, as
margens e as vertentes.
FLUXO DE ÁGUA
ELEMENTOS IMPORTANTES PARA AS BACIAS
Cobertura vegetal e classe de
solos são ambas fundamentais
para caracterização do
ambiente e controlam a
dinâmica da água dentro da
bacia hidrográfica.
CLASSIFICAÇÃO DAS 
BACIAS
Bacias 
Experimentais
Bacias 
Representativas
Pequenas 
Bacias
Bacias 
Elementares
Pequenas 
Bacias
O conceito de pequenas bacias é controverso. Não
está somente associado ao tamanho (área) das
mesmas, mas ao objetivo dos estudos que serão
desenvolvidos.
Algumas propriedades são importantes para se definir
uma bacia hidrográfica como pequena:
- uniformidade da distribuição da precipitação em
toda a área da bacia;
-uniformidade da distribuição da precipitação no
tempo;
- o tempo de duração da chuva geralmente excede o
tempo de concentração da bacia;
- a geração de escoamento e
produção de sedimentos ocorrem
em grande parte nas vertentes da
bacia e, o armazenamento e o
fluxo concentrados nos cursos
d’água não são significativos.
Bacias 
Representativas
O principal objetivo de bacias representativas instrumentadas
é produzir informações hidrológicas e meteorológicas para
toda uma região homogênea a que pertencem.
Enfim, bacias representativas instrumentadas têm como
objetivos científicos:
- avaliação detalhada dos processos físicos, químicos e
biológicos do ciclo hidrológico, necessitando-se de longas
séries históricas e mínima alteração do meio;
- calibração de modelos hidrológicos para simulação do
comportamento da bacia, associado ao escoamento
superficial, água no solo e
evapotranspiração da região homogênea, que a bacia
representa;
-simular os efeitos de mudanças naturais de aspectos
fisiográficos no ciclo hidrológico.
Bacias 
Experimentais
São bacias hidrográficas que visam basicamente a estudos
científicos dos componentes dociclo hidrológico e eventuais
influências nos componentes deste. Assim, pode-se produzir
alterações intencionais nas características de uso do solo e
vegetação na bacia. Normalmente, por constituírem-se em áreas
destinadas estritamente a pesquisa, o tamanho destas bacias não
ultrapassa 4 km2, sendo, portanto, de pequenas dimensões.
Normalmente, busca-se um estudo
comparativo dos efeitos de manejos,
portanto, é necessário que haja mais de uma
bacia monitorada.
Bacias 
Elementares
Seguintes considerações:
- uniformidade em toda área dos eventos pluviométricos;
- características de vegetação e pedologia semelhantes em
toda a bacia;
-controle sobre a entrada de sedimentos provenientes de
outras áreas;
- identificação rápida e precisa de mudanças no horizonte
superficial dos solos que constituem as bacias;
- não haja efeitos significativos da concentração de água e
sedimentos nas calhas dos cursos d’água, quando
comparada à produção destes nas vertentes.
São bacias de pequena ordem, constituindo-se na menor unidade
geomorfológica onde ocorre, de maneira completa, o ciclo
hidrológico. Apresentam áreas inferiores a 5 km2.
DIVISORES
FREÁTICO
SUPERFICIAL
Classificação:
DIVISOR SUPERFICIAL (TOPOGRÁFICO)SUPERFICIAL
DIVISOR FREÁTICO (SUBTERRÂNEO)
O subterrâneo só é utilizado
em estudos mais complexos de
hidrologia subterrânea e
estabelece, portanto, os limites
dos reservatórios de água
subterrânea de onde é derivado o
deflúvio básico da bacia. Na
prática, assume-se por facilidade
que o superficial também é o
subterrâneo.
FREÁTICO
Características físicas de uma bacia hidrográfica
Estas características são importantes para se transferir dados de
uma bacia monitorada para uma outra qualitativamente semelhante
onde faltam dados ou não é possível a instalação de postos
hidrométricos (fluviométricos e pluviométricos).
Identificar para onde escoa a água sobre o relevo 
usando como base as curvas de nível.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• ÁREA DE DRENAGEM
É a área plana (projeção horizontal)
inclusa entre os seus divisores topográficos.
A área de uma bacia é o elemento básico
para o cálculo das outras características
físicas.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• FORMA DA BACIA
É uma das características da bacia mais difíceis de serem expressas
em termos quantitativos. Ela tem efeito sobre o comportamento
hidrológico da bacia, como por exemplo, no tempo de concentração (Tc).
Tc é definido como sendo o tempo, a partir do início da precipitação,
necessário para que toda a bacia contribua com a vazão na seção de
controle.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• FORMA DA BACIA
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• FORMA DA BACIA
Existem vários índices utilizados para se determinar a forma das bacias,
procurando relacioná-las com formas geométricas conhecidas:
a) coeficiente de compacidade (Kc): é a relação entre o perímetro
da bacia e o perímetro de um círculo de mesma área que a bacia.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• FORMA DA BACIA
.
O Kc é sempre um valor > 1 (se fosse 1 a bacia
seria um círculo perfeito). Quanto menor o Kc
(mais próximo da unidade), mais circular é a
bacia, menor o Tc e maior a tendência de
haver picos de enchente.
-1,00 – 1,25 - bacia com alta propensão a grandes enchentes;
- 1,25 – 1,50 - bacia com tendência mediana a grandes enchentes;
- > 1,50 - bacia não sujeita a grandes enchentes.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• FORMA DA BACIA
b) fator de forma (Kf): é a razão entre a largura média da bacia (L )
e o comprimento do eixo da bacia (L) (da foz ao ponto mais
longínquo da área).
Quanto menor o Kf, mais comprida é a bacia e portanto, menos sujeita a
picos de enchente, pois o Tc é maior e, além disso, fica difícil uma mesma
chuva intensa abranger toda a bacia.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• FORMA DA BACIA
- 1,00 – 0,75 - sujeito a enchentes;
- 0,75 – 0,50 - tendência mediana;
-< 0,50 - não sujeito a enchentes.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• SISTEMA DE DRENAGEM
O sistema de drenagem de uma
bacia é constituído pelo rio
principal e seus tributários.
O estudo das ramificações e do
desenvolvimento do sistema é
importante, pois ele indica a maior
ou menor velocidade com que a
água deixa a bacia hidrográfica.
Área de captação
natural das
precipitações, que faz
convergir os
escoamentos para um
único ponto de saída:
o exutório.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• SISTEMA DE DRENAGEM
O padrão de drenagem de uma
bacia depende da estrutura geológica do
local, tipo de solo, topografia e clima.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• SISTEMA DE DRENAGEM
a) Ordem dos cursos d’água e razão de bifurcação (Rb):
1) os cursos primários recebem o 
numero 1;
2) a união de 2 de mesma ordem 
dá origem a um curso de ordem 
superior; 
3) a união de 2 de ordem diferente 
faz com que prevaleça a ordem do 
maior. 
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• SISTEMA DE DRENAGEM
b) densidade de drenagem (Dd): é uma boa indicação do grau de
desenvolvimento de um sistema de drenagem. Expressa a relação entre
o comprimento total dos cursos d’água (sejam eles efêmeros,
intermitentes ou perenes) de uma bacia e a sua área total.
Para avaliar Dd, deve-se marcar
em fotografias aéreas, toda a
rede de drenagem.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
Características físicas de uma bacia hidrográfica
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• CARACTERÍSTICAS DO RELEVO DA BACIA
O relevo de uma bacia hidrográfica tem grande influência sobre os
fatores meteorológicos e hidrológicos, pois a velocidade do escoamento
superficial é determinada pela declividade do terreno, enquanto que a
temperatura, a precipitação e a evaporação são funções da altitude da
bacia.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• CARACTERÍSTICAS DO
RELEVO DA BACIA
a) declividade da bacia: quanto
maior a declividade de um
terreno, maior a velocidade de
escoamento.
ESCOAMENTO
• Define-se como o movimento das
águas na superfície do solo, na
interface entre a superfície e o
interior do solo e no lençol
subterrâneo;
• Os escoamentos são governados
fundamentalmente pela ação da
gravidade;
ESCOAMENTO
CICLOS DO ESCOAMENTO
1ª Fase
Período de estiagem  vegetação e solo com pouca
umidade;
Início da precipitação  boa parte da água é
interceptada pela vegetação e a chuva que chega ao chão
é infiltrada no solo;
Vegetação  parte de água que fica retida é evaporada.
ESCOAMENTO
CICLOS DO ESCOAMENTO
2ª Fase
Continuidade da precipitação  a capacidade de
retenção da vegetação é esgotada, e a água cai sobre o
solo;
Capacidade de infiltração  uma parte da água infiltra
no solo e depois do solo saturado, inicia-se o processo
de esc. superficial;
Água infiltrada no solo  começa a percolar na
direção dos aqüíferos subterrâneos.
ESCOAMENTO
CICLOS DO ESCOAMENTO
3ª Fase
Precipitação acaba  o escoamento superficial
diminui podendo chegar a cessar, a evaporação e a
infiltração continuam a retirar água da vegetação e das
poças na superfície do solo;
Qs
Qss
Qb
Seção do rio
Seção AA
Seção do 
Riacho
Q = Qs + Qss + Qb
Qs = escoamento superficial, 
Qss = escoamento sub-superficial
Qb = escoamento de base (ou subterrâneo)
A
A
Seção AA
Rede de Drenagem
ESCOAMENTO
TIPOS DE ESCOAMENTO
Fluxo por excesso de infiltração
Mecanismo de Horton
Fluxo por excesso de saturação
Mecanismo de Dunne
ESCOAMENTO
TIPOS DE ESCOAMENTO
Escoamento Superficial
O escoamento superficial é de grande importância pois vai definir:
 O volume escoado
 A vazão de enchente (cheia máxima)
Qs
Seção AA
ESCOAMENTO
Escoamento Sub-superficial
O escoamento sub-superficial é de grande importância para:
 A umidade da zona radicular;
 O processo de percolação de água para o lençol.
O primeiro está interligado com o processo de evapotranspiração, enquanto o
segundovai influir na recarga do lençol subterrâneo.
Qss
Seção AA
ESCOAMENTO
Escoamento de Base
O escoamento de base é de grande importância para:
 O armazenamento subterrâneo
 Integração do aquífero com o rio
Qb
Seção AA
ESCOAMENTO
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• CARACTERÍSTICAS DO RELEVO DA BACIA
b) curva hipsométrica: é definida como sendo a representação
gráfica do relevo médio de uma bacia. Representa o estudo da
variação da elevação dos vários terrenos da bacia com referência ao
nível médio do mar.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• CARACTERÍSTICAS DO RELEVO DA BACIA
c) Perfil longitudinal do curso d água: pelo fato da velocidade de
escoamento de um rio depender da declividade dos canais fluviais, conhecer a
declividade de um curso d’água constitui um parâmetro de importância no
estudo de escoamento (quanto maior a declividade maior será a velocidade).
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• CARACTERISTICAS GEOLÓGICAS DA BACIA
Tem relação direta com a infiltração, armazenamento da
água no solo e com a suscetibilidade de erosão dos solos.
A existência de terrenos quase, ou
totalmente, impermeáveis, impede a
infiltração facilitando o escoamento
superficial e originando cheias de
crescimento repentino. Já os permeáveis
ocasionam o retardamento do escoamento
devido à infiltração, amortecendo as cheias.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• CARACTERISTICAS GEOLÓGICAS DA BACIA
Bacia Impermeável - ao receber uma certa
precipitação, dá origem a um escoamento
superficial com elevada ponta;
Bacia Permeável - dá origem a um
escoamento superficial de forma achatada
e cuja ponta máxima é bastante retardada
em relação ao início da precipitação.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
• CARACTERÍSTICAS AGRO-CLIMÁTICAS DA BACIA
São caracterizadas principalmente pelo tipo de 
precipitação e pela cobertura vegetal. 
Redução da quantidade de matéria orgânica no solo
Porosidade diminui
Capacidade de infiltração diminui
Raízes mais superficiais: Consumo de água das plantas
diminui
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BACIAS HIDROGRÁFICAS DE RONDÔNIA
• Perenes = Mantém suas águas durante todo o ano
• Intermitentes = Secam durante o período de escassez de chuva
• Planaltos = mantém seu curso na região de planalto
• Planícies = mantém seu curso na região de planícies
CLASSIFICAÇÃO DOS RIOS
• Tectônicos: deslocamentos ou fendilhamentos de camadas da superfície terrestre. Ex.: Lagos de Tanganica e 
Alberto, África, e Baical, ex-URSS.
• Vulcânicos: lagos que ocupam o interior de crateras vulcânicas extintas. Não possuem afluentes e tem regimes 
pluviais. Ex.: Crater Lake, Oregon, EUA.
• Erosão: acumulação de materiais transportados pelas águas correntes ou pelas geleiras nas depressões do relevo. 
Ex.: Alpes e Cordilheira dos Andes.
• Barragem: resulta da acumulação de materiais detríticos transportados pelo mar e pelas geleiras. Ex.: foz do 
Amazonas, delta do Mississipi, Lagoa dos Patos (RS), Lago Constança, fronteira da Alemanha com a Suíça.
ORIGEM DOS LAGOS
EXERCÍCIOS
• O que significa um fator de forma ?
• Como a declividade influencia na resposta da bacia a
enchentes ?
• Como o fator de forma ( Kf) e o Coeficiente de compacidade
(Kc) podem traduzir o comportamento de uma bacia
hidrográfica?

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