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Cerâmica Vermelha
Disciplina Materiais de Construção
Cerâmica Vermelha
Disciplina Materiais de Construção
Alexandre Werner Baron
Bruno Galvão Silveira de Sousa
Juliano da Conceição
Marcelo Henrique Barcellos Frichs
Rafael Carpes de Moraes
Vinícius Teixeira Godinho
Apresentação e conceito
Cerâmica vermelha
São produtos utilizados na construção 
civil, obtidos a partir de diversos tipos 
de argilas e submetidos a processos 
de secagem e queima, apresentam 
coloração avermelhada e são muito 
utilizados nas tecnologias construtivas 
no Brasil e no mundo.
São exemplos de materiais que podem ser de cerâmica vermelha:
Tijolos
 Blocos Telhas
 Tavelas Tubos
Argilas expandidas Outros
Aspectos / Características
Para obtenção do produto final são necessários uma sequência 
de procedimentos que alteram as características físicas e 
químicas da argila.
Na maioria dos casos o produto final apresenta rigidez e 
resistência mecânica, além de características como conforto 
térmico e acústico, durabilidade, resistência a alta temperatura 
e possibilidade de reutilização e reciclagem.
Histórico de Utilização
No Mundo
● Estudos arqueológicos datam o uso de utensílios cerâmicos a partir 
do período neolítico (idade da pedra polida-10000 a 5000 a.C.). 
Porém, Algumas fontes trazem datas mais antigas do uso da 
cerâmica de até 23000 a.C. Os primeiros vestígios da produção de 
tijolos surgiram com a descoberta de cavernas com desenhos 
ilustrando o método da época para fazer tijolos e outras peças, a 
cerca de 6.000 a.C.​
● Segundo pesquisas da faculdade de tecnologia de Lisboa, peças 
elaboradas com argila datam de 4000 a.C., elaboradas com formas 
bem definidas,mas utilizando processo sem o cozimento das 
mesmas.​
● Por volta de 3000 a.C. é que datam a fabricação de tijolos 
queimados para construção e revestimentos externos na região da 
Mesopotâmia, onde se localizava a famosa Babilônia.​
● De acordo com a narrativa bíblica, a famosa torre de Babel (2600 
a.C.) foi construída com tijolos já com processo de queima.(Genesis 
11:3)​
● Na Babilônia foram encontrados alguns exemplares de tijolos 
queimados, entre 1600 a 1100 a.C..​
● Por volta de 430 a.C. foram encontradas telhas na Grécia, além de 
indícios de sua utilização na China e Japão no mesmo período.​
● Alguns anos depois, por volta de 280 a.C., identifica-se por parte 
dos Romanos, a utilização de barro cozido para construção de 
telhados, assim como para imagens de escultura, objetos 
ornamentais e artefatos utilitários.​
● No decorrer do desenvolvimento da humanidade, nos quatro 
continentes, existem manifestações do uso deste material, 
demonstrando sua versatilidade e aceitabilidade em diferentes 
culturas.​
China, em 20000 a.C. Período Neolítico, 10000 – 5000 a.C.​
Egito, pré-dinástico 4500-3000 a.C. Torre de Babel, 2600 
a.C.​
No Brasil
- No Brasil, há mais de 2.000 anos, antes mesmo da sua “descoberta” 
pelos portugueses, já existia a atividade de fabricação de cerâmicas, 
representada por potes, baixelas e outros artefatos cerâmicos. A 
cerâmica mais elaborada foi encontrada na Ilha de Marajó. Do tipo 
marajoara, tem sua origem na avançada cultura indígena da ilha. 
Entretanto, estudos arqueológicos indicam que a presença de uma 
cerâmica mais simples ocorreu na região amazônica, há mais de 5000 
anos atrás.
- A partir de 1549, com a chegada de Tomé de Sousa ao país, é estimulada a 
produção material de construção para o desenvolvimento de cidades mais 
bem planejadas e elaboradas.
- Em 1575 há indícios do uso de telhas na formação da vila que viria a ser a 
cidade de São Paulo/SP. E foi a partir desse estímulo que começa a se 
desenvolver a atividade cerâmica de forma mais intensa, sendo as olarias 
o marco inicial da indústria em São Paulo. Com maior concentração nas 
últimas décadas do século 19, a produção nas olarias se dava por meio de 
processos manuais e em pequenos estabelecimentos, e tinham como 
produto final tijolos, telhas, tubos, manilhas, vasos e potes , os quais eram 
comercializados localmente.
- A primeira grande fábrica de produtos cerâmicos do Brasil foi fundada em 
São Paulo, em 1893, por quatro irmãos franceses, naturais de Marselha, com 
o nome de “Estabelecimentos Sacoman Fréres”, posteriormente alterado 
para “Cerâmica Sacoman S.A.”, a qual encerrou suas atividades em 1956. O 
nome das telhas conhecidas por “francesas” ou “marselhesas” é devido à 
origem destes empresários.
- Nos últimos anos do séc. 19 e início do séc. 20, houve um processo de 
especialização nas empresas cerâmicas, o que gerou uma separação entre 
olarias (produtoras de tijolos e telhas) e “cerâmicas” (produtoras de itens 
mais sofisticados, como manilhas, tubos, azulejos, louças, potes, talhas, 
etc.).
Urna funerária Marajoara Telha francesa Henry Marseille
Telha francesa dos irmãos Sacoman Outros artefatos de cerâmica vermelha
Aplicação dos materiais
1. Fundações: 
Tijolos maciços usados em 
sapatas corridas de obras 
de pequeno porte. Tende 
ao desuso frente ao 
concreto.
Usos na Construção Civil
2. Estruturas: 
Da mesma forma que a 
pedra é usada em 
elementos a compressão, 
tendendo também ao 
desuso.
Usos na Construção Civil
Estrutura paramétrica de tijolos no Irã
3. Vedações:
Diferentes tipos de tijolos 
são usados como vedação, 
tanto em casas populares 
como em edifícios.
Usos na Construção Civil
4. Coberturas: 
Muito utilizada na forma de 
telhas cerâmicas: francesa, 
romana, colonial.
Usos na Construção Civil
5. Pisos: 
Muito utilizados como 
lajotas, ladrilhos ou mesmo 
cacos. Possui muitas 
variedades.
Usos na Construção Civil
6. Revestimentos: 
Muito utilizado como 
ladrilhos, azulejos, cacos 
em áreas hidráulicas. Além 
de Lajotas e pastilhas 
fechadas.
Usos na Construção Civil
7. Instalações 
Hidraúlicas: 
Tubulações de esgoto, 
aparelhos sanitários, 
sumidouro.
Usos na Construção Civil
8. Estruturas Lajes: 
Em tijolos chamados 
Tavelas para lajes mistas 
ou pré moldadas.
Usos na Construção Civil
Propriedades das Argilas
1. Plasticidade: 
É a propriedade que um sistema possui de se deformar quando 
sujeito à aplicação de uma força e de manter essa deformação quando a 
força é retirada. A plasticidade depende de:
– Tipo e porcentagem dos argilominerais;
– Índice de umidade;
– Tamanho da forma das partículas;
– Capacidade de troca de íons;
– Presença de outras substâncias.
2. Retração: 
Durante a secagem das argilas, ocorre a evaporação da água e a 
distância entre as partículas diminui, provocando uma retração. Esta 
retração é proporcional ao grau de umidade, à composição da argila e ao 
tamanho das partículas. Se a retração não for uniforme a peça poderá se 
deformar. Para se evitar fissuras, torna-se necessário controlar a 
velocidade de evaporação a fim de que ela seja, no mínimo, da ordem de 
grandeza da velocidade de difusão da água do interior da peça a 
superfície. Para isto, a temperatura, a umidade e o fluxo de ar do 
ambiente devem ser controlados. Os fatores que aumentam a 
plasticidade, também aumentam a retração.
3. Efeitos do Calor Sobre as Argilas: 
A queima é um processo que ocorre em uma determinada temperatura 
por um período de tempo. Tanto a temperatura quanto o tempo, variam de 
acordo com finalidade da cerâmica. Aquecendo a argila até 600ºC ocorrem 
apenas transformações físicas no material como, por exemplo, perda de 
água. A partir de 600ºC, transformações químicas começam a ocorrer, em 
três estágios:
– Desidratação Química: perda de água de constituição do material e 
queima de matérias orgânicas.
– Oxidação: é a transformação dos carbonetos em óxidos através do 
processo de calcinação.
– Vitrificação: Formação de vidro que ocorre a partir de 950ºC.
A quantidade de vidro formada em um artigo cerâmico determina sua 
qualidade, uma vez que o vidro aumenta a resistência e a dureza do 
material.
4. Alta resistência à compressão (1-30 MPa): 
Está relacionada àsforças interatômicas e à quantidade de vidro 
formada. Quanto mais homogênea e fina for a granulometria, mais 
resistente a cerâmica será, porém a resistência diminui com o aumento da 
porosidade.
5. Baixa resistência à tração na flexão:
Microfissuras na superfície e na massa, poros internos e contornos de 
grãos amplificam a intensidade das cargas aplicadas e facilitam a 
propagação das tensões e das fissuras, ocasionando a fratura da peça.
6. Alta dureza e resistência ao desgaste:
Essa propriedade depende da quantidade de vidro formado pela 
ação do calor.
7. Absorção ou porosidade aparente:
É a porcentagem de aumento de peso que a peça apresenta após 24 
horas de imersão na água. A quantidade de água que será absorvida 
depende compactação, dos constituintes, da queima etc.
8. Péssimos condutores elétricos e térmicos.
9. Bom isolamento acústico.
Propriedades da Cerâmica
Desagregação das cerâmicas: Os materiais cerâmicos são, em geral, os 
mais duráveis entre os materiais de construção. Entretanto, eles podem 
sofrer alguns tipos de degradação por:
1 – Agentes físicos: umidade e vegetação.
2 – Agentes químicos: sais internos podem cristalizar na superfície devido 
à umidade, causando eflorescências.
3 – Agentes mecânicos: choques durante o transporte.
Principais impactos com relação ao meio ambiente:
● Alteração na paisagem;
● Supressão da 
vegetação;
● Modificação na 
estrutura do solo;
● Interferência sobre a 
fauna;
● Compactação do solo;
● Alteração nas calhas dos 
cursos d’água;
● Alteração no nível do lençol 
freático;
● Trepidação;
● Poluição sonora;
● Contaminação por óleos e 
graxas;
Principais impactos com relação ao meio ambiente:
● Instabilidade de 
margens e taludes;
● Erosão e assoreamento 
dos rios;
● Geração de resíduos 
sólidos;
● Alteração no tráfego.
Principais impactos com relação ao meio ambiente:
Os impactos ambientais decorrentes da extração da argila 
podem se dar ou ocorrer em nível local ou regional, dependendo 
do porte do empreendimento, de sua localização, das 
características ambientais e sociais do entorno e das 
características da jazida e da tecnologia de lavra e tratamento 
utilizado.
Algumas medidas mitigadoras e de reaproveitamento das áreas 
exploradas:
_ Reflorestamento, com possibilidade de uso como lenha para a 
própria indústria cerâmica;
_ Utilização da área para a piscicultura;
_ Proteção das APPs e definição de um programa de recuperação 
ambiental com espécies nativas, quando degradadas;
_ Preparação de viveiros de mudas;
_ Remodelamento topográfico.
Principais impactos com relação ao meio ambiente:
Processos de fabricação
TIJOLOS
Extração das argilas
A primeira etapa, que não é 
um processo de produção, 
é a extração da argila. 
Grande parte das argilas 
brasileiras está depositada 
nas bacias dos rios a céu 
aberto.
Preparação das argilas
A massa pode se composta por dois a quatro tipos de argila, 
parte da mistura com argila plástica (popularmente chamada de 
argila gorda) e outra parte pouco plástica (argila magra).
As 4 argilas são separadas em 
grandes caixas e seguem para a 
esteira já dosadas na proporção 
correta. A proporção dessas argilas 
na composição determina a 
plasticidade da massa e deverá ser 
estabelecida de acordo com o 
material a ser produzido.
Tratamento
Eliminação de impurezas 
que possam prejudicar o 
material, como raízes e 
pedras.
Trituração
Processo que tritura 
os torrões e elimina 
os pedregulhos.
Moldagem
As argilas são hidratadas 
para atingirem 
plasticidade suficiente 
para a moldagem que é 
feita na maioria dos casos 
em uma extrusora que dá 
o formato da seção reta, 
no caso dos blocos. 
Extrusora:
Boquilha:
Peça da extrusora que dá 
formato ao tijolo. Produzido 
com alumina, material de 
alta resistência a corrosão 
e a alta resistência ao 
desgaste, esses materiais 
proporcionam uma vida útil 
muito maior se comparados 
com as boquilhas 
fabricadas em aço.
Corte
O corte vai definir o 
tamanho final da peça a 
ser produzida.
Secagem
Depois de obterem a forma 
desejada as peças passam 
por uma etapa de secagem. 
Os processos mais efetivos 
realizam a secagem em 
fornos, mas a secagem ao ar 
livre ainda é comum em 
algumas regiões.
É preciso reduzir o teor de 
umidade após a extrusão 
de 20 a 25% para 6 a 8%, 
pois a massa de argilas não 
pode ir muito úmida para o 
forno de queima.
As técnicas mais comuns são: 
Secagem ao ar livre:
- não garante um teor de umidade regular, mas tem um custo 
operacional reduzido. Pode levar de 2 a 5 dias dependendo do clima 
da região. 
Secagem em secadora: 
- é mais efetiva e controlável, porém tem um custo maior. Processo 
aproximado de 32h.
Queima
Nesta etapa as peças secas 
são levadas a temperaturas de 
até 950o, quando ocorre o 
fenômeno da sinterização que 
dá resistência ao material 
cerâmico. O tempo de queima 
é de aproximadamente 17h.
Estoque de serragem que é 
usada para a queima no forno.
Tijolos saindo do forno.
Estoque
As peças são 
embaladas com filme 
plástico, paletizadas e 
armazenadas em 
áreas cobertas para 
serem enviadas aos 
consumidores.
Formas de apresentação
Panorâma da Cerâmica Vermelha para Construção nos 
últimos anos
- Telhas;
- Tijolos;
- Tubos.
Números pesquisados (R$, %) vantagens e 
desvantagens
Nº Empresas 
Aproximado
% Aproximado 
por Área
Prod./Mês (Nº 
de Peças)
Consumo
Ton/Mês
(Argila)
Blocos/Tijolos 4346 63% 4.000.000.000 7.800.000
Telhas 2547 36% 1.300.000.000 2.500.000
Tubos 10 0,1% 325,5Km* –
*Produção apontada pela Associação Latino-Americana de Fabricantes de Tubos Cerâmicos (Acertubos), 
considerando o número de 10 empresas, responsáveis pela fabricação de 3.906km/ano.
Fonte: ANICER (Associação Nacional da Indústria Cerâmica). Site institucional. Rio de Janeiro, 2008,sd.
Produção de peças e consumo de matéria prima
Item Medida Preço (por milheiro)
Tijolo Comum
4.5 x 9.5 x 20.5 R$ 135,00
5.5 x 10.5 x 22.5 R$ 550,00
7 x 14 x 28 R$ 950,00
Fonte: TIJOMAX TIJOLOS. Preços de tijolos e blocos. Site institucional. São Paulo, 2008
Preços encontrados
Item Medida (A x L x C) Preço (por milheiro)
Tijolo Cerâmico
Vedação, Furo Horizontal
9 x 19 x 19 R$ 350,00
9 x 19 x 29 R$ 575,00
9 x 19 x 39 R$ 760,00
11,5 x 14 x x 24 R$ 350,00
11,5 x 19 x 29 R$ 680,00
19 x 19 x 39 R$ 1.390,00
Tijolo Cerâmico Estrutural, 
Furo Vertical
14 x 19 x 39 R$ 990,00
Fonte: TIJOMAX TIJOLOS. Preços de tijolos e blocos. Site institucional. São Paulo, 2008
Item Especificação
(A x L x C)
Preço (por milheiro)
Menor Médio Maior
Tijolo Maciço 5,5 x 9 x 19 R$ 120,00 R$ 189,90 R$ 135,00
Bloco Cerâmico 
EStrutural
19 x 19 x 39 R$ 1.221,00 R$ 1.309,00 R$ 1.381,00
Telha Cerâmica
Colonial R$ 520,00 R$ 793,00 R$ 520,00
Francesa R$ 800,00 R$ 1.052,00 R$ 1.240,00
Paulista R$ 510,00 R$ 755,40 R$ 931,00
Fonte: Preços de materiais. Arquitetura & Construção. São Paulo, maio 2008.
Item Especificação Preço (por M)
HID-TUB-165 100 MM, COM CONEXÕES, ASSENTAMENTO C/ARGAMASSA 1:3 M R$ 11,21
HID-TUB-170 150 MM, COM CONEXÕES, ASSENTAMENTO C/ARGAMASSA 1:3 M R$ 15,72
HID-TUB-175 200 MM, COM CONEXÕES, ASSENTAMENTO C/ARGAMASSA 1:3M R$ 25,56
HID-TUB-180 250 MM, COM CONEXÕES, ASSENTAMENTO C/ARGAMASSA 1:3 M R$ 41,12
HID-TUB-185 300 MM, COM CONEXÕES, ASSENTAMENTO C/ARGAMASSA 1:3M R$ 58,89
Fonte: Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas(MG). Preço Setop: planilha referencial de preços unitários para obras de edificação – 
região sul. Belo Horizonte, jan. 2008, p. 24.
Requisitos definidos pelos consumidores
A Dimensões do Tijolo 9.77
B Peso 2.52
C Absorção de Água 2.60
D Cor 4.37
E Área Líquida 7.34
F Preço de Mercado 12.29
G Garantia 13.79
H Bom Atendimento 12.32
I Prazo de Entrega 14.88
J Resistência 20.12
Fonte: Reproduzido de MARCON, Domingos P. Proposta de modelo de adequação de processo de produção de cerâmica 
vermelha,2002, p. 39, op. cit.
Percentuais gerais determinados pelos consumidores (%)Item Vantagens Desvantagens
Tijolo comum - Conforto térmico
- Conforto acústico
- maior uso de tijolos por m2
- maior gasto com argamassa e 
mão-de-obra
- produto com formato irregular
Tijolo baiano - mais barato
- desempenho térmico 
superior
- não suporta carga estrutural
- alto índice de quebra (30%)
- não tem precisão no formato
Bloco cerâmico - proporciona maior 
produtividade (em relação 
ao comum)
- mais resistente de todos
- menor quebra (do que o 
tijolo baiano)
- menor conforto térmico
- exige pintura acrílica externa contra 
umidade
Fonte: Reproduzido de SEBRAE. Estudos de Mercado SEBRAE/ESPM. Creâmica Vermelha,2008, p. 62, op. cit.
Item Vantagens Desvantagens
Telha cerâmica - pouca variação dimensional x variação 
térmica
- dispensa material adicional para obter 
impermeabilidade
- desempenho térmico satisfatório
- durabilidade
- custo elevado
- fixação individual sobre o telhado
- difícil limpeza
Telha de 
fibrocimento
- prática
- mais leve
- baixo custo
- opção número 1 dos consumidores de 
baixa renda
- não suporta carga estrutural
- alto índice de quebra (30%)
- não tem precisão no formato
Bloco cerâmico - proporciona maior produtividade (em 
relação ao comum)
- mais resistente de todos
- menor quebra (do que o tijolo baiano)
- frágil
- necessita pintura para 
impermeabilização
- mau isolamento térmico
Fonte: Reproduzido de SEBRAE. Estudos de Mercado SEBRAE/ESPM. Creâmica Vermelha,2008, p. 63, op. cit.
Item Vantagens Desvantagens
Tubo cerâmico - maior durabilidade
- não poluente
- não é atacado por microorganismos
- colocação mais lenta
- baixa resistência (no transporte 
impermeável e manuseio)
Tubo de 
fibrocimento
- leve
- baixa rugosidade
- não sofre corrosão eletroquímica
- baixa condutividade térmica
- frágil
- não suporta pressões
- sujeito a ataque de sulfato e de 
águas agressiva
Tubo de PVC - ótima resistência química ou mecânica
- leveza
- fácil manuseio
- melhor desempenho hidráulico
- melhor custo-benefício
- baixa resistência ao calor e a 
pressões
- coeficiente de dilatação alto
Fonte: Reproduzido de SEBRAE. Estudos de Mercado SEBRAE/ESPM. Creâmica Vermelha,2008, p. 64, op. cit.
- Geração empregos diretos: 293 mil
- Geração empregos indiretos: perto de 900 mil
- Faturamento anual: R$ 18 bilhões
- Indústria de Cerâmica Vermelha: 4,8% da Indústria da Construção Civil
- Blocos cerâmicos emitem 50% a menos de CO2-eq. que o bloco de concreto e 
66% a menos que as paredes de concreto armado moldadas in loco
Análise SWOT
Fonte: Reproduzido de SEBRAE. Estudos de Mercado SEBRAE/ESPM. Creâmica Vermelha,2008, p. 70.
Pontos Fortes
- A cerâmica tem um papel importante para a economia do país;
- A participação no PIB é estimado em 1%, correspondendo a cerca de 6 
milhões de dólares;
- Recursos naturais disponíveis em grandes volumes;
- Pulverização proporciona atuação por nicho geográfico (clusters);
- Produtos apresentam valor estético (telhas) e cultural;
- Oferecem maior conforto térmico e acústico;
- Mantêm ambiente interno com baixa umidade;
- Resistente ao calor, a altas temperaturas e à propagação de fogo;
- Alta durabilidade.
Fonte: Reproduzido de SEBRAE. Estudos de Mercado SEBRAE/ESPM. Creâmica Vermelha,2008, p. 70.
Pontos Fracos
- Setor pulverizado, composto, eminentemente, por empresas de menor porte, com forte 
presença da economia informal;
- O número “oficial” de 5.500 empresas (2005) não corresponde à realidade dos ceramistas no 
Brasil;
- Desconhecimento de normalização do produto final (para os produtos em que existe essa 
normalização);
- Em decorrência do ponto anterior, cada fabricante “cria” seu próprio padrão, o que prejudica ou 
compromete o controle da qualidade final do produto;
- Falta de planejamento (empresarial, de gestão e de produção);
- Falta de estrutura organizacional nas empresas, em que se definam funções e responsabilidades 
dos trabalhadores responsáveis pela produção;
- O trabalho quase artesanal e freqüentemente familiar, pelas suas características, tem um ritmo 
lento de adaptação e inovação;
- Devido às exigências de mercado e ao aparecimento de materiais alternativos, as empresas do 
setor, salvo algumas exceções, passam por uma crise, em que sua capacidade de evolução e 
controle é decisiva para sua sobrevivência;
- Desperdício de matéria-prima, energia e combustível;
Fonte: Reproduzido de SEBRAE. Estudos de Mercado SEBRAE/ESPM. Creâmica Vermelha,2008, p. 70.
Oportunidades
- Setor de construção civil em crescimento no país;
- Linhas de crédito para aquisição de material de construção para reforma;
- Demanda reprimida por materiais para construção, ampliação, reforma nas classes média e 
baixa;
- Localização próxima aos fornecedores de matéria-prima potencializa sucesso;
- Atuação conjunta (produtores e associações/cooperativas) para melhorar competitividade;
- Benchmarking de outros setores
Fonte: Reproduzido de SEBRAE. Estudos de Mercado SEBRAE/ESPM. Creâmica Vermelha,2008, p. 70.
Ameaças
- Presença forte e crescente de produtos substitutos (cimento, PVC) com melhor 
relação custo/benefício, processos tecnológicos avançados, alta credibilidade 
em função da rígida certificação e cujos segmentos apresentam características 
de oligopólios dominados por multinacionais;
- Outra questão que merece atenção é a percepção crescente das indústrias 
cerâmicas como não-sustentáveis e prejudiciais ao meio ambiente, por 
utilizarem matérias-primas não renováveis (como a argila), pelo uso tradicional 
intensivo de lenha como combustível (sem a devida reposição das árvores 
abatidas) e pela dificuldade de destinação adequada tanto dos resíduos da 
produção quanto dos resíduos pós-transporte, pós- armazenamento e pós-uso 
(quais sejam, produtos quebrados e não reutilizáveis)
Fonte: Reproduzido de SEBRAE. Estudos de Mercado SEBRAE/ESPM. Creâmica Vermelha,2008, p. 70.

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