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Ensinando Permacultura e-book 18mar2020

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para que em silêncio ouçam 
e identifiquem padrões sonoros.
Padrões percebidos pelos sentidos além da visão
Foto: Marcelo Venturi.
Exposição
 60 min
Em sala de aula, o instrutor deve expor, através de fotos, figuras e 
objetos, os diferentes tipos de padrões naturais. Nesse momento, busca-se 
o debate sobre que estratégias de permanência estão embutidas em cada 
padrão.
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Padrão espiral em exemplar de Aloe polyphylla 
Fonte: Just chaos (2007).
Padrões radial e concêntrico em uma teia
Fonte: Leonard Vertighel (2005).
Dica: Use imagens de acesso livre para confeccionar seus materiais 
didáticos. Um bom banco pode ser encontrado em Wikimedia 
Commons.
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4208730.%20Acesso%20em:%2031%20maio%202019
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=103323
file:
file:
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Atividade no EaD
Solicite ao participante que dê um passeio na sua propriedade 
de estudo, que observe a paisagem e os elementos que a compõem, que 
identifique pelo menos três padrões naturais presentes, nomeie os padrões 
identificados e fotografe os elementos que os ilustram. É interessante 
solicitar que ele descreva objeto/paisagem.
Conteúdo complementar
Vídeos
• Assista à playlist “PDC – Padrões naturais” no canal do NEPerma/
UFSC no YouTube.
• “Plantas”, um vídeo da BBC.
Leitura
• “The Secret of the Fibonacci Sequence in Trees”. 
• “Patterns in nature”.
Aula
• Acesse o conteúdo da aula “Padrões naturais”.
Referências sugeridas
MCKENZIE, Lachlan; LEMOS, Ego. Natural Patterns. In: MCKENZIE, Lachlan; 
LEMOS, Ego. The Tropical Permaculture Guidebook: A Gift from Timor-Leste. 
International Edition, 2017. v. 1. ISBN: 978-0-6481669-9-3. Disponível em: http://
permacultureguidebook.org/. Acesso em: 31 maio 2019.
MOLLISON Bill; SLAY, Reny Mia. Compreendendo padrões. In: MOLLISON, Bill; 
SLAY, Reny Mia. Introdução à permacultura. Tradução André Luis Jaeger Soares. 
Brasília: MA/SDR/PNFC, 1998. p. 85-90. Disponível em: https://grupos.moodle.
ufsc.br/file.php/346/referencias/introducao_a_permacultura.pdf. Acesso em: 31 
dez. 2019.
https://www.youtube.com/playlist?list=PLBkLTk0zlYHvFJpbG_5bd6KMZrbKF1Lk_
https://www.facebook.com/florescernamata/videos/3995443423621/
https://www.amnh.org/learn-teach/curriculum-collections/young-naturalist-awards/winning-essays/2011/the-secret-of-the-fibonacci-sequence-in-trees
https://en.wikipedia.org/wiki/Patterns_in_nature
https://docs.google.com/presentation/d/e/2PACX-1vSn95EO5uGmGaQsCsM4WdI9FQptCDjYhCvkIHmYI3SBvneHYqUHgNzYZtkD6fOCMDaZhFKDe-Qorzuv/pub?start=false&loop=false&delayms=60000#slide=id.p
http://permacultureguidebook.org/
http://permacultureguidebook.org/
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/199851
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/199851
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Leitura da paisagem
Arthur Nanni
Importância
As diferentes paisagens a serem planejadas precisam ser incorporadas 
na visão do permacultor, para que sejam mais bem compreendidos os 
fluxos energéticos que serão utilizados no dia a dia do território planejado.
Objetivo
Fazer com que o participante reconheça as diferenças entre cada 
porção da paisagem a ser planejada para melhor utilizar as energias 
presentes, tanto na forma potencial quanto nas fluentes.
Conteúdo mínimo
Dinâmica solar anual, exposição de vertentes, inclinações do terreno, 
insolações, sombreamentos, umidade, ventos, curva-chave.
Metodologia
A aula é dividida em duas partes, sendo uma prática e outra 
dinâmica. A primeira é uma prática ao ar livre em que os participantes 
constroem em escala reduzida a paisagem ao seu redor. A segunda exercita 
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os conhecimentos compartilhados na primeira parte através de imagens de 
paisagens que podem ser facilmente encontradas na internet.
Práticas
 90 min
incorPorando a PaiSagem
Você precisará de:
• um local onde seja possível avistar com clareza a morfologia do 
terreno, onde o sol incida mesmo que parcialmente (sombra 
de uma árvore) e o grupo possa permanecer por até duas horas 
interagindo;
• um carrinho de mão cheio de areia; e
• folhas, galhos do entorno.
Solicite que o grupo reconheça elementos na paisagem, como eleva- 
ções, baixios, cursos d’água, entre outros.
Solicite que, individualmente, cada um olhe ao seu redor e reconheça 
esses mesmos elementos na paisagem.
Transfira a areia do carrinho para o chão e solicite a uns três a 
quatro participantes que, com a areia, modelem a paisagem topográfica 
que os rodeia. Note que a miniatura da paisagem precisa estar na mesma 
orientação que a paisagem ao entorno. Isso quase sempre ocorre automa- 
ticamente. Aos que concluírem a construção da miniatura solicite que usem 
segmentos de galhos para mostrar onde estão os rios e folhas, para esta- 
belecer onde ocorrem as florestas e vegetação arbórea. Trace com a ponta 
do dedo as estradas, acessos, use pedrinhas para indicar construções etc.
A partir desse momento é possível perceber a miniatura construída 
pelos participantes e começar a falar de dinâmicas de energias na paisagem.
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Aula de “Leitura da paisagem” no campus da UFSC em Florianópolis
Foto: Arthur Nanni.
Sugerimos começar pela presença do sol. Solicite uns dois voluntários 
que sinalizem onde nasce o sol e onde ele se põe. Assim que concluírem, 
pergunte sobre os diferentes movimentos feitos pelo sol em relação à 
superfície da miniatura. Estabeleça as relações de intensidade de insolação 
para verão e inverno (solstícios).
Logo após, comente como são os ventos predominantes, em que 
época do ano ocorrem e com que intensidade e persistência. Não se esqueça 
de indicar ventos ocasionais, que costumam ter curta duração, porém, 
grande intensidade.
Depois disso, trabalhe as questões sobre presença de águas na pai- 
sagem. Onde há mais água? Nos topos das elevações as águas se concentram 
ou escoam? E nas depressões? São coisas óbvias, mas que serão muito 
importantes para o próximo passo.
Com a relação de dispersão/concentração de águas, mostre onde 
estão as inflexões nas encostas da maquete e, então, evidencie o ponto-
chave. Quando os educandos entenderem sua presença, solicite que alguém 
trace, com a ponta dos dedos, a curva-chave.
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Insira na dinâmica de grupo a questão das vertentes (encostas), 
suas direções, se irão receber insolação no período da manhã ou tarde, 
durante todo o dia, ou se quase não receberão. Esse passo é importante 
para que os participantes entendam as diferenças entre os pontos cardeais e 
a importância de planejar em diferentes exposições solares.
Ao final, pergunte ao grupo: “Qual seria o melhor lugar para 
estabelecer uma moradia nessa paisagem?”. Nesse momento, todos 
partem a fazer muitos “cálculos” a respeito de cada fenômeno natural e 
os respectivos fluxos energéticos abordados durante a prática. Uma vez 
indicado o melhor local (virão diferentes), ou seja, aquele que um número 
maior de participantes tenha apontado, inicie uma série de reflexões sobre 
o porquê da escolha. O resultado deve mostrar que as visões passam a se 
aproximar, o que facilita a compreensão dos fenômenos naturais a que a 
paisagem está submetida, permitindo ao grupo opinar e decidir sobre qual 
a melhor opção no terreno para se estabelecer moradia e um planejamento 
permacultural.
Exposição
 60 min
Selecione fotos de paisagens de diversos lugares que mostrem bem as 
questões abordadas na prática de incorporação da paisagem.
Curva-chave, estradas, casas e plantações são elementos da paisagem 
que devem estar presentes nessas imagens. Se houver um quadro branco que 
possa ser riscado, projete as imagens sobre ele e solicite que os educandos 
desenhem a curva-chave de cada paisagem mostrada.
Dica: Use o Google Earth e as fotos de paisagens locais. Se você 
dispuser de conexão com a internet, ficará mais lúdico viajar até o 
ponto onde está a paisagem a ser mostrada.
baSeS Para o Projeto Final
Por tradição, na disciplina da UFSC, é nessa aula que são fornecidas 
aos participantes as bases topográficas e de uso da terra que

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