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de suas formas simbólicas e culturais e suas pluralidades. Com uma habilidade de estimular a curiosidade sobre as identidades, Hall nos apresenta uma obra objetiva, que apesar das suas poucas páginas, traz uma gama de conceitos primordiais no que se refere ao tema, além de conseguir desenvolver sua tese, de forma que o leitor compreenda e reflita. Para isso, o autor se utiliza de conceitos perceptíveis no cotidiano. Por sua fácil assimilação e por seu forte conteúdo teórico, A identidade cultural na pós-modernidade, é um livro fundamental para todos os que buscam compreender as identidades pós-modernas em sua perspectiva culturológica.
A identidade em crise
Neste livro, Stuart Hall analisa a mudança que houve na identidade do sujeito (cidadão) desde os primórdios da humanidade até a época da globalização.
Segundo ele, existem três tipos de concepções da identidade:
1. Iluminista - fundamentada no nascimento do indivíduo, logo, se você nasce bom é por que você nasceu assim.
2. Sociológico - as mudanças culturais, o contato com novas experiências e as pessoas com que você convive na sociedade, modificam sua identidade. Ela é formada pelo conjunto de todas essas interações.
3. Pós-moderno - não possui uma identidade definida, pois a todo o momento, o individuo checa se seus valores se adequam aos valores da sociedade em que ele vive. Logo, o sujeito reorganiza sua identidade à todo momento para melhor se posicionar nessa sociedade.
Após isso, ele começa a desvendar como foram formadas a identidade cultural das grandes nações, e por que nos sentimos brasileiros, ingleses, franceses, etc.
Para ele, apesar de considerarmos que uma nação é formada por pessoas com a mesma cultura, com a mesma raça, ou a mesma lingua, na verdade, todos estamos errados, uma vez que os povos não foram formados por uma única etnia (o Brasil, por exemplo, é uma mistura de europeus, negros e índios).
Por isso, não deveríamos nos considerar um povo brasileiro, mas uma nação globalizada. Essa é justamente a temática da última parte do livro.
Nesta parte, somos convidados a entender o que a globalização mudou na identidade do individuo, que agora tem acesso com muito mais facilidade a outras culturas, logo, a interação (apresentada no sujeito sociológico) e a comparação de seus valores com outras pessoas, muitas vezes, em outros continentes (apresentado no sujeito pós moderno).
Pode-se chegar a conclusão que há uma crise na identidade do sujeito.