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DISSERTAÇÃO-PEDAGOGIA-HOSPITALAR

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pra não tirar tanto tempo a 
criança de dentro da vivência escolar dela, do lado educacional, pra não ficar tão 
afastada assim. 
11 – Com certeza, isso ai eu acho que tem que ser desenvolvido em qualquer instituição 
que você atenda a criança, pra não afastar tanto tempo ela da escola. Nem que seja a 
grade curricular, como se fala, mas, alguma coisa ligada a parte educacional, algumas 
atividades educacionais, a gente não pode afastar totalmente a criança disso. 
12 – Muito mais rápida. Com certeza, é da própria convivência dentro do ambiente 
hospitalar, ela não vê o hospital como um hospital que ela vem pra tomar injeção. O 
psicológico dela, ela vai aceitando aquilo, a doença mais rápida, ela aprende a conviver 
com a doença e esquece que está dodói. Se achar um brinquedo, um carro, esquece que 
está doente e vai em frente, esquece mesmo que está doente, as vezes é você que fica, 
meu filho você não pode isso porque está doente, com febre. Eles melhoram a olhos 
vistos. 
13 – Só sinto hoje que perdi as pessoas que trabalhavam com os projetos, com a 
brinquedoteca, quero de volta. 
 
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ENTREVISTA 3 
 
1 – Maria do Carmo Santos Silva 
2 – Atendente de Enfermagem 
3 – Há 39 anos 
4 – Sim, porque sem isso aqui, as crianças não recupera os problemas que tem, que vem 
a ser hospitalizada. 
5 – Acompanho de perto no dia-a-dia. 
6 – Antes as crianças ficavam tristes, não tinham o acompanhamento dos pais. Antes 
quem tomava conta das crianças era as enfermeiras mesmo, hoje tudo mudou, está cem 
por cento. Só no horário de visita é que os pais vinham, só vinham para visitar e depois 
voltavam. As crianças ficavam agitadas, choravam muito, depois se conformavam, 
agente consolava e voltava ao normal. Aqui no setor da Pediatria a gente tomava conta 
de toda criança, de toda idade de 0 até 12 anos. Teve muitas mudanças. As crianças teve 
aqueles estudozinhos, fazia trabalho, as mães também teve serviço, teve pessoas pra se 
comunicar com elas, brincar. 
7 - Teve. Com toda certeza. 
8 – É importante. Eles ficam o tempo todo brincando, de manhã, de tarde, até de noite. 
Traz um conforto pra eles, é bem melhor. 
9 – Traz benefícios. Pra criança, pras mães, pra nós enfermeiras que trabalha aqui. 
10 – É melhor com atividade de humanização, elas participam bem mesmo. Param de 
chorar, brincam muito. Quando está fechado fica uma tristeza. Elas pedem pra abrir. 
11 – Sim. Elas participavam com a maior alegria da vida. 
12 – Sim. Se recupera mais rápido. A humanização ajuda muito. Se tinha que passar 
muitos dias, diminui. 
13 – Agora, acabou tudo, a humanização. Eu sinto falta e acho que deveria volta. Faz 
bem, pro paciente e pro funcionário, pra gente. 
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ENTREVISTA 4 
 
1 – Rita da Costa Nascimento Silva 
2 – Técnica de enfermagem 
3 – 28 anos 
4 – Sim, porque ajuda bastante a todo mundo, não só como na área de enfermagem, 
como na copa, o pessoal da limpeza, as mães, as crianças. 
5 – Sim. Observando, participando com os colegas, assistindo. 
6 – Melhorou, e como. Antes era muito sofrimento, os pacientes ficavam sozinhos, sem 
apoio da família, sofriam muito. Depois com o acompanhamento da família, o paciente 
se sentia mais seguro. Quando a gente tem companhia nem vê a hora passar. 
7 – Com certeza. Bastante mesmo, quem passava um mês no hospital, passou a passar 
quinze dias, oito dias. Totalmente diferente a recuperação dos pacientes, é mais rápida. 
8 – Sim. Com certeza. Bastante importante. Antes as crianças só ficava no leito, quando 
era horário de visita, era outra coisa, quando as mães iam embora, ficava aquelas 
crianças tristes chorando. Depois, as mães começou a poder acompanhar os filhos e com 
a brinquedoteca as crianças começou a brincar. Aqui ficou mais alegre. 
9 – Muito. Com certeza traz beneficio, melhora, ajuda. 
10 – Quando se interna, no inicio elas começa a chorar, depois elas começam a 
participar, tudo direitinho, ai dá umas folhinhas pra elas ficarem riscando, pintando 
aqueles desenhos, brincando, aí diminui o choro bastante. 
11 – Sim, acho. Elas já faziam os deverzinhos. 
12 – As crianças se recuperavam mais rápido sim. Passa um dia, dois e elas vão ficando 
boas. 
13 – A humanização tá mais lenta. Eu queria que voltasse como começou. Como era 
antes com as músicas, as brincadeiras. 
 
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ENTREVISTA 5 
 
1 – Tereza Beatriz Gomes 
2 – Assistente Social 
3 – Há 17 anos. No Hospital também no mesmo tempo. 
4 – Sim. Porque é de extrema importância termos um olhar diferenciado sob o paciente 
que chega fragilizado ao hospital e fica o tempo todo esperando gestos de acolhida, 
cuidado e atenção. Gestos estes proporcionados através do atendimento humanizado, 
proporcionando uma aproximação com a equipe, visando o bem estar do paciente, 
dando ao paciente o tratamento que merece como pessoa humana. 
5 – Acompanho. Lidamos diariamente com vidas e cada uma dela trata-se de um ser. 
Para que eu trate bem os meus pacientes tenho que ter comigo paciência e educação 
para com os outros e muita dedicação com minha profissão. Antes de tudo isso, preciso 
ser humana, para poder ter gestos de humanização. Um simples olhar, um sorriso, 
atenção, são atos simples, mas que fazem toda a diferença. 
6 – A participação dos pacientes no processo de humanização hospitalar se deu através 
da criação de eventos a partir de datas comemorativas como o dia das crianças, a 
páscoa, o natal, o dia do enfermeiro, da assistente social. Também por meio de 
palestras, enfatizando a humanização dentro do hospital. 
7 – Sim. Através das atividades de humanização é perceptível nos usuários a melhora da 
auto-estima, redução dos níveis de ansiedade, estimula a participação do usuário no seu 
próprio cuidado, melhorando o prognóstico. Através de atividades recreativas os 
pacientes experimentam momentos de alegria e descontração, permitindo uma visão 
diferente do processo de hospitalização, proporcionando um ambiente agradável. 
8 – Sim, é de fundamental importância. Quando uma criança sofre uma internação 
hospitalar, há uma modificação na rotina e na vida da criança e de seus familiares. E 
para dar uma assistência melhor, é necessário buscar diminuir os efeitos da doença e do 
seu tratamento, através da brinquedoteca que é um espaço lúdico e educacional, de 
valorização da saúde, do brincar, da socialização e também da cidadania. 
9 – É de suma importância. Trazem benefícios visíveis, o paciente corresponde melhor 
ao tratamento, a família também e facilita a atuação dos profissionais. Para a minha 
profissão, a humanização é fator primordial é essência para nossa atuação junto ao 
usuário, ao paciente, que é entendido ao seu acompanhante, a sua família. 
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10 – O trabalho de entretenimento das crianças hospitalizadas demonstra que existem 
modificações de comportamento nos pacientes que participam de atividades 
educacionais, lúdicas, artísticas e recreativas nos hospitais. No principio, as crianças 
revoltam-se com a internação. Posteriormente entram em um estado de apatia no 
hospital e com o processo de humanização, de formação de vínculos com a equipe 
médica, de enfermagem, assistente social, passam a ser afetivos, aceitando os cuidados 
que estão sendo oferecidos. 
11 – Com a internação de crianças hospitalizadas, surge a necessidade das mesmas 
terem um acompanhamento pedagógico em seu período de internação. A criança que 
está hospitalizada, ela sofre pelo afastamento do seu meio de convivência familiar, 
social e escolar. O trabalho pedagógico no ambiente hospitalar proporciona a garantia 
da continuidade do processo de aprendizagem, fazendo com que as crianças ao 
retornarem a escola não venham a se sentir em defasagem em relação aos seus colegas e 
que não percam também o vinculo com a escola e seu cotidiano. 
12 – Sim, pois a criança torna-se mais disposta ao tratamento, trazendo uma 
comunicação mais efetiva com os profissionais de saúde e diminuindo

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