A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
168 pág.
DISSERTAÇÃO-PEDAGOGIA-HOSPITALAR

Pré-visualização | Página 45 de 46

sua permanência 
no hospital. 
13 – Sim, eu acho que humanizar é procurar melhorar todos os dias, sendo 
interlocutores uns dos outros, compartilhando experiências, afetos, derrotas e vitórias, 
erros e acertos, dúvidas e certezas, mas todos os dias sendo humanos com nossos 
pacientes. 
 
 
164 
 
ENTREVISTA 6 
 
1 – Maria Luzia Pinheiro Costa Silva 
2 – Assistente Social 
3 – Como Assistente Social atuo há 9 anos. No HRAM sou funcionária há 30 anos. 
4 – Sim, claro. Humanizar é garantir a dignidade com ética, para que o sofrimento 
humano e as percepções de dor ou de prazer sejam humanizadas. É preciso ouvir o 
outro, e que essa escuta seja reconhecida, e daí é que fazemos as descobertas e 
participamos das particularidades do sujeito. Sem comunicação não há humanização, e 
isso depende da nossa capacidade de falar e ouvir o paciente, usuário, que demandam os 
serviços de saúde. 
5 – Sim. Não como integrante do grupo de humanização hospitalar, porque na época em 
que foi implantado no hospital, eu não exercia a função de assistente social, trabalhava 
na área administrativa, e devido a sobrecarga das tarefas demandadas, não havia esse 
interesse de conhecer o grupo, nem saber quais os fins. Hoje, como já trabalho em um 
setor que requer que eu seja humana para humanizar, e que a partir da minha ética 
profissional, do respeito e da solidariedade que tenho pelo paciente/usuário, eu dou o 
melhor do meu profissionalismo para humanizar. 
6 – Ah, vale destacar que o processo de humanização e o educacional dentro da 
instituição hospitalar é de grande necessidade e valor. Seria um engano negar essa 
origem ou desconsiderar essa enorme força que motiva a promoção, recuperação do 
paciente e do seu acompanhante. É necessário ir além desse impulso, precisa tentar 
fortalecer essa política na defesa de seu direito, como prega a Constituição Federal de 
88, e que deixa claro a todo cidadão, tais como liberdade pessoal, religião, direitos 
políticos e sociais referente às condições de saúde e assistência médica, conforme sua 
necessidade. 
7 – Sim, é notório como as atividades do grupo de humanização hospitalar ajuda na 
recuperação, tanto da saúde física, como da psicológica. Quanto maior o acesso e a 
participação do paciente e de seus familiares, isso propicia formar mais abertas e livres 
de interação. Todos saem ganhando quando são estabelecidos esses vínculos de 
pacientes e família, passam a conquistar mais espaço de liberdade e confiança no 
atendimento. Os profissionais passam a contar com uma rede de ajuda maior para o 
desenvolvimento de suas tarefas, de seus procedimentos. 
165 
 
8 – A importância das brinquedotecas nas instituições de saúde no meu ponto de vista, 
não é só o lugar de brinquedos e brincadeiras. As brinquedotecas tem que ser um 
ambiente acolhedor, inclusive junto as famílias, o que é extremamente positivo para a 
recuperação da saúde da criança. E que nesse ambiente hospitalar durante o tempo de 
internação, a criança não perca os vínculos com o material lúdico. Porém, pra isso não 
basta ser um profissional que não tenha formação especifica para o cargo, no caso da 
brinquedoteca da instituição hospitalar onde presto serviços, precisa hoje avançar nas 
questões dos projetos, que venham propor uma melhor qualidade nas atividades de 
rotina e que tenha um profissional da área adequada na realidade que as brinquedotecas 
exigem. 
9 – Enquanto assistente social, penso que humanizar é um ato de amor, que 
expressamos através dos nossos cuidados que temos com o outro. É importante 
humanizar porque é uma forma de nos aproximar e deixar que ele confie no nosso 
profissionalismo. É natural o desejo do paciente/usuário continuar tendo atividade para 
melhorar sua auto-estima, que a partir do momento que ele adoece, faz com que o 
psicológico fique abalado e as atividades podem ser com projetos como os de leitura, 
música, palestras. Dá resultado. 
10 – Bem, o tratamento humanizado é muito importante no ambiente hospitalar, o 
paciente e seus familiares saem ganhando, principalmente quando se trata de criança. 
Muitas são as dimensões em que estamos comprometidos, prevenir, cuidar, proteger, 
tratar, recuperar, promover, enfim, vejo que são essas as propostas e desafios para 
humanizar. O comportamento de uma criança interna no ambiente hospitalar não é 
diferente de um adulto. Ela, mesmo doente, debilitada, sente a necessidade de brincar e 
interagir com outras crianças e seus familiares. Portanto é de grande necessidade que 
haja há brinquedoteca que vai dar qualidade no ambiente de internação. Vai ajudar no 
tratamento. 
11 – Sim, são inúmeras as práticas e as necessidades que temos dessas práticas. No 
hospital também se aprende. Acho importante dar continuidade e assegurar as crianças o 
seu vinculo com o estudo. Dar condições de desenvolverem essas atividades 
proporcionam também a socialização, a valorização da auto-estima que vai contribuir 
para o enfrentamento da doença, diminuindo o trauma , ajudando o seu psicológico, o 
seu emocional. Hospital também é lugar de aprender. Aqui muito se aprende, de várias 
maneiras. 
166 
 
12 – Com certeza. Hoje não acompanhamos devido ao descaso com nossa 
brinquedoteca. Já houve casos que a criança não perdeu o desempenho escolar, mesmo 
estando doente e frágil. Nesse instituição em que trabalho, a pedagoga e a brinquedista 
foram demitidas devido a uma serie de questões políticas, porem deixando a criança a 
mercê de um espaço, a brinquedoteca, sem a presença do profissional especializado para 
fazer esse acompanhamento. Avanços, tivemos no que se refere a conquista da 
brinquedoteca no hospital, mas também é visível o retrocesso atual. Precisamos das 
atividades lúdicas urgentes, medicamentos não curam sozinhos, pois precisamos olhar, 
ouvir, brincar, falar e sorrir, pois são essenciais a vida, inclusive da criança, do 
adolescente. 
13 – Sim. Quero dizer que humanizar é respeitar o próximo, ouvir, olhar, sorrir, cuidar 
do outro, ser solidário. O hospital precisa ser humanizado, se manter humanizado. 
 
 
 
167 
 
ENTREVISTA 7 
 
1- Humberto Piedade Ralin 
2- Médico Pediatra 
3- Há 28 anos no HRAM. 
4- Muito importante porque eleva o aspecto psicológico de profissionais envolvidos 
no tratamento hospitalar das crianças. O pessoal médico, de enfermagem, 
pedagogo, animadores, de limpeza, dentre outros, vêem as crianças de forma 
diferente. Também o acompanhante que geralmente é a mãe da criança, nota um 
tratamento integral da criança no ambiente hospitalar. 
5- Acompanho dia a dia, pois sou Pediatra internista da enfermaria da Ala 
Pediátrica de domingo a domingo. Verifico os benefícios que traz para as 
crianças, como redução do tempo de hospitalização, satisfação do acompanhante 
quando vê os pacientes na brinquedoteca ou na mini biblioteca. 
6- Os pacientes aderiram de forma total o processo de humanização. Percebemos 
que algumas crianças participavam de atividades que não encontravam na escola 
e nem em suas casas. 
7- Uma melhora significativa porque tira o foco exclusivo do paciente em relação 
ao tratamento da doença. Eles percebem que o ambiente hospitalar não é só de 
injeção, dietas restritivas, medicamentos freqüentes, dor e sofrimento. 
8- A brinquedoteca é com certeza o local preferido pelo paciente pediátrico. Uma 
sala ampla com TV, vídeo, sonzinho, colorida, com brinquedos diversos, deixa 
as crianças alegres no ambiente hospitalar, tirando delas o foco único do seu 
tratamento, que é o ócio do médico e enfermeiras. 
9- O processo de humanização tem influência direta sobre a saúde integral da 
criança hospitalizada. Observamos durante o tempo de internação um melhor 
relacionamento entre a família e a equipe de saúde, devido a atenção dada 
criança hospitalizada apostamos na observação da valorização dos cuidados 
prestados pela equipe de humanização, afim de que sejam praticadas em casa

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.