Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

MACHO NO SIGILO
(Documentário em vídeo)
Leonardo Mendes da Silva – 201601321392[footnoteRef:1] [1: Graduando(a) do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio de Teresina. Email: lll951767@gmail.com ] 
Tiago Marques de França – 201601321449[footnoteRef:2] [2: Graduando(a) do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio de Teresina. Email: tiagomarques1957@gmail.com] 
Thiago Ramos de Melo[footnoteRef:3] [3: Docente do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio de Teresina. 
] 
PALAVRAS-CHAVE: Fora do meio; Sigilo; Homoerótico; Parceiro on-line; Heteronormativo;
1 INTRODUÇÃO 
O documentário “Macho no Sigilo” é um documentário curta-metragem que tem o intuito de discutir vida de homens que buscam relações sexuais com outros homens em aplicativos de relacionamento, sem terem a necessidade de rotular-se como homossexuais ou bissexuais.
O Grindr, Scruff e Hornet são aplicativos de relacionamento entres homens, apesar de abrir para outras identidades da sigla LGBTQ+ (Lesbicas, gays, bissexuais, travesti e transsexuais, queer), com a uma maior concentração do púbico masculino, repleto de homens que buscam entre relacionamentos sérios, amizades (às vezes coloridas) e muita curtição (sexo sem compromisso, ménage, suruba, orgia, realização de fetiches e até bareback).
Essa relação entre homens e o espaço virtual, demonstra uma intensa misoginização cultural na busca por um parceiro online, demostrando diversos requisitos para o par ideal. A centralidade dessa pesquisa é como que homens buscam ter relações homoeróticas utilizam desses aplicativos como forma de manutenção da sua sexualidade, sem necessariamente assumirem como “gays” ou “bissexuais”. 
Os apps funcionam pelo sistema de geolocalização, mostrando perfis que estão mais próximos do usuário, tendo a possibilidade de encontrar pessoas a menos de 100m. A função do filtro ajuda encontrar com mais facilidade a busca pelo homem ideal, que pode ser filtrada por idade, o que o futuro parceiro está buscando ou a tribo/estereótipo da comunidade. 
A grande diferença dos aplicativos centrais da pesquisa para o Tinder, por exemplo, que um de seus concorrentes é como é aplicada a geolocalização, no Tinder a busca é pelo raio de km, filtrando assim os usuários, já nos aplicativos para “fastfoda”, a parti do momento em que abre o aplicativo, o usuário já vê quem está mais próximo, podendo abrir diretamente a conversa, não precisa de uma troca de likes, facilitando encontros mais rápidos.
Neste contexto, o documentário discutirá sobre homens que auto definem como “fora do meio”, procuram sexo com outros homens, sem se assumirem ou pertencer ao “meio gay”, uma espécie de gueto, espaços onde homens assumidos transitam.
2 OBJETIVOS 
2.1- Objetivo Geral
· Refletir, através de uma produção vídeo documental, se existe alguma obrigatoriedade de ser masculino, quando se trata de um relacionamento entre homens “fora do meio”, gerado pelo aplicativo de “relacionamento” por geolocalizão
2.2- Objetivos específicos
· Observar se o comportamento misógino para com os afeminados, exclui ou dificulta a procura por um parceiro dentro do aplicativo quando se é um homem afeminado 
· Investigar, através dos relatos coletados, se homens que se declaram másculos tem preferencia por outros da mesma semelhança
· Discutir sobre quais mudanças podem ser perceptíveis na procura por “fastfoda” em aplicativos com geolocalização
3 METODOLOGIA 
A realização deste projeto contemplou cinco etapas fundamentais: a definição do tema, elaboração do projeto (com argumento, objetivo, justificativa, cronograma de execução e proposta orçamentária), pesquisa bibliográfica e documental, elaboração do roteiro prévio (linha narrativa que deverá orientar a gravação das imagens) e a pré-entrevista com o personagens (usuários entrevistados e especialistas sobre o assunto), a fim de levantar informações importantes sobre estrutura cultural/sociológica. 
Durante a produção do trabalho, foi entrado em contato com diversos usuário dos aplicativos que enquadrassem nos requisitos e pesquisadores, para melhor obtenção das respostas as entrevistas foram feitas de forma ao vivo ou em tempo real, assim conseguindo controlar melhor o direcionamento das respostas e surgindo novas duvidas. Esse modelo só não foi utilizado em duas entrevistas que eram mais técnicas e se tornaram mais fácil apenas enviar as perguntas.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
As influências heteronormativas aparecem simbolicamente, moldando (criando) identidades nas crianças, estabelecendo comportamento, costumes, ensinamentos... essas relações são absorvidas pelas crianças de forma cognitiva, e inconscientemente ocorre uma separação de gênero, ao propor a separação do feminino e masculino, as crianças aprendem desde início a diferença entre os corpos, não só biologicamente, e sim entre relações sociais, como exemplifica Guacira Lopes Louro (1997, p. 25): “através do aprendizado de papéis, cada um deveria conhecer o que é considerado adequado (e inadequado) para um homem ou para uma mulher numa determinada sociedade, e responder a essas expectativas”. 
A dominação masculina passa a ser vista e estudada, o corpo passa a carregar informações, trejeitos podem ser notados e influenciado de diversas ações, uma dominação que tatua os corpos e minoriza tudo que é feminino, à feminilidade é então julgada como inferior, o corpo que carrega tais trejeitos é visto como fraco, seja a feminilidade no homem ou na mulher
Sabe-se que, em inúmeras sociedades, a posse homossexual é vista como uma manifestação de “potência”, um ato de dominação (exercido como tal, em certos casos, para afirmar a superioridade “feminizando” o outro) e que é a este título que, entre os gregos, ela leva aquele que a sofre à desonra e à perda do estatuto de homem íntegro e de cidadão; (BOURDIEU, 2012, p. 31)
O medo ou receio de parecer gay ao heterossexual, expande a uma dominação a quem faça parte da sigla LGBTQ, manter seus comportamentos masculinos, espalha de uma forma toxica, que é o heterossexismo:
A heterossexualidade aparece, assim, como o padrão com o qual todas as outras sexualidades devem ser comparadas e medidas. É essa qualidade normativa – e o ideal que ela encarna – que constitui uma forma específica de dominação chamada heterossexismo. Este pode ser definido como a crença na existência de uma hierarquia das sexualidades, em que a heterossexualidade assume posição superior. (BORRILLO, 2009, p. 25)
O espaço para o homem feminino é turbulento, a procura por seres masculino faz da exposição do rosto uma amostra da homossexualidade, que pode ser significada como um homem ‘afetado’, inserindo feminilidade e afastando da busca pelo parceiro on-line, “Sedgwick (1993, p.156), que a figura do menino afeminado concentra uma patologia da homossexualidade, na medida em que o “homossexual saudável deveria agir masculinamente”” (COTTA, RESENDE, p. 11). 
O rosto tem uma enorme importância, ele demonstra quem é o gay dentro da rede social, pessoas expõem-se com grande facilidade, já que o aplicativo disponibiliza a opção de pôr 5 fotos públicas, quem expõem nesse ato inicial demonstra não ter grande importância de se assumir como gay, provando assim o que já é obvio, na recorrência de uma “masculinidade hegemônica”, em que o usuário teria “o direito de avaliar e escolher o outro, alocado em uma posição inferior já que sua exibição seria a prova da homossexualidade” (MISKOLCI, 2017, p. 182)
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Foi possível atender a todos os objetivos traçados no inicio do trabalho, os homem que assim se declaravam como “fora do meio” tinham preferências por outros homens da mesma semelhança, utilizavam os aplicativos como rota de fuga para melhor atender seus desejos homoeróticos, os mesmos afirmavam ser mais fácil que conhecer alguém em um ambiente “hetero”, em medida que, eles não frequentam ambientes voltados para LGBTQ+ ou mesmo não mantinham tanto vínculos com pessoas que se assumiam como homossexuais. 
6 REFERÊNCIAS
BORRILLO, Daniel;A homofobia. LIONÇO, Tatiana; DINIZ, Debora (Org.); Homofobia e Educaçao. Brasília: LetrasLivres, 2009.
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. 11. Ed. Rio de Janeiro: Bertard Brasil, 2012.
COTTA, Diogo; RESENDE, Renata. “Não curto afeminado”: homofobia e misoginia em redes geossociais homoafetivas e os novos usos da cidade. 2015.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação. Uma perspectiva pós- -estruturalista. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. 
MISKOLCI, Richard. Desejos digitais: Uma análise sociológica da busca por parceiros on-line. Belo Horizonte, MI: Autêntica Editora, 2017.

Mais conteúdos dessa disciplina