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TEXTO 1 – 
 
 
REFEIÇÃO EM FAMÍLIA 
 
Rosely Sayão 
 
Os meios de comunicação, devidamente apoiados por informações 
científicas, dizem que alimentação é uma questão de saúde. Programas de 
TV ensinam a comer bem para manter o corpo magro e saudável, livros 
oferecem cardápios de populações com alto índice de longevidade, alimentos 
ganham adjetivos como “funcionais”. Temos dietas para cardíacos, para 
hipertensos, para gestantes, para obesos, para idosos. 
Cada vez menos a família se reúne em torno da mesa para compartilhar a 
refeição e se encontrar, trocar ideias, saber uns dos outros. Será falta de 
tempo? Talvez as pessoas tenham escolhido outras prioridades: numa 
pesquisa recente sobre as refeições, 69% dos entrevistados no Brasil 
relataram o hábito de assistir à TV enquanto se alimentam. 
[....] 
O horário das refeições é o melhor pretexto para reunir a família porque 
ocorre com regularidade e de modo informal. E, nessa hora, os pais podem 
expressar e atualizar seus afetos pelos filhos de modo mais natural. 
(adaptado) 
 
01 - Ainda que predominantemente dissertativo, o texto 1 mostra 
elementos descritivos; o termo sublinhado abaixo que NÃO possui caráter 
objetivo, mas subjetivo, é: 
 a)...informações científicas; 
 b)...corpo magro; 
 c) ...alto índice; 
 d)...pesquisa recente; 
 e)...modo mais natural. 
 
02 - “pesquisa recente sobre as refeições, 69% dos entrevistados no Brasil 
relataram o hábito de assistir à TV enquanto se alimentam”; com esse 
segmento do texto 1, o autor tenta mostrar: 
 a) o descuido da população com a alimentação saudável; 
 b) o aparecimento de novas prioridades sociais; 
 c) a necessidade premente de atualização informativa; 
 d) o desprezo mútuo dos familiares; 
 e) a presença agressiva da TV no meio familiar. 
 
Leia o texto 
Texto 1 
O Sol na obra de Van Gogh 
Nenhum outro pintor captou e soube transmitir a luz e a energia do 
Sol como Vincent van Gogh (1863-1890). Cansado e desgostoso de 
Paris, Van Gogh passou os dois últimos anos de sua vida no sul da 
França, que os franceses chamam de Midi. Ele queria pintar ao ar 
livre, em um contexto mais luminoso. Em uma carta ao seu irmão 
Theo, em 1888, ele escreveu: "Vim ao Midi por muitas razões. Por 
querer ver outra luz, crer que a contemplação da natureza sob um céu 
mais claro pode me dar um ideia mais exata da maneira de sentir e 
desenhar dos japoneses. Querer, enfim, ver este sol mais intenso, 
porque pressinto que, sem conhecê-lo, não é possível compreender 
desde o ponto de vista da realização e da técnica, as obras de 
Delacroix, e porque me intuiu que as cores do prisma se velam com 
as brumas do norte". 
Após uma violenta discussão com seu amigo pintor Paul Gauguin 
(1848-1903), e que teve como consequência a famosa mutilação de 
parte da orelha, Van Gogh foi internado no sanatório de Saint-Rémy. 
Lá, o Sol continuava presente em suas criações. 
Em seus últimos meses de vida, e durante uma das várias internações 
de Van Gogh no sanatório de SaintRémy, ele descobriu na França 
meridional uma fonte de inspiração inesgotável: as oliveiras. Com 
elas compartilhou os últimos dias de sua vida turbulenta. Talvez uma 
destas obras mais significativas que tenha pintado foi Oliveiras com 
céu amarelo e Sol. Recentemente, esta obra foi uma das escolhidas 
em um projeto para sofrer um corte virtual de suas árvores como 
forma criativa de chamar a atenção para o desmatamento. 
Van Gogh era fascinado pelos astros. Sol, Lua, estrelas. Procurava a 
luz à sua volta. Talvez para iluminar o seu interior sombrio. Ele 
precisava de todas as luzes da natureza para fazer germinar a natureza 
da sua Arte. BELTRÃO, C. Disponível em: 
<http://artenarede.com.br/blog/index.php/o-sol-na-obra-de-van-
googh/> Acesso em: 12/11/2017. [Adaptado] 
 
03 - Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F), em 
relação às palavras extraídas do texto 1. 
( ) As palavras "árvores", "técnica"e "últimos" obedecem à seguinte regra 
de acentuação gráfica: são proparoxítonas que apresentam na sílaba 
tônica as vogais abertas grafadas a, e, u, respectivamente 
. 
( ) As palavras "várias", "consequência"e "sanatório" são acentuadas por 
se enquadrarem na regra das paroxítonas terminadas em ditongo 
crescente, ou das chamadas proparoxítonas aparentes ou relativas. 
 
( ) No primeiro parágrafo, o pronome oblíquo átono "me" (em "me dar 
uma ideia") funciona como objeto direto do verbo dar. 
 
( ) No último parágrafo, as três ocorrências do pronome possessivo ("sua 
volta", "seu interior", "sua Arte") funcionam como elementos coesivos e 
fazem referência a Van Gogh. 
 
( ) No último parágrafo, o sinal grave indicativo de crase é facultativo em 
"Procurava a luz à sua volta". 
 
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
a V • V • F • V • V 
b V • F • V • F • V 
c V • F • F • F • V 
d F • V • F • V • F 
e F • F • V • V • F 
 
 
 
 
 
 
 
 
04 - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das 
linhas 22, 23 e 50 do texto, respectivamente. 
a mal - por - mal 
b mau - pôr - mal 
c mal - pôr - mau 
d mau - por - mau 
e mau - pôr – mau 
 
 
05 - Considerando o significado das palavras abaixo, assinale a alternativa 
que relaciona corretamente seus sinônimos, atentando-se para a grafia: 
 
 NOTÁVEL - IMEDIATO - CONCEDER - CONSERTAR - 
CONFIRMAR - PRINCIPIANTE 
a iminente - eminente - deferir - ratificar - retificar - incipiente. 
b eminente - iminente - deferir - retificar - ratificar - incipiente. 
c eminente - iminente - deferir - ratificar - retificar - insipiente. 
d iminente - eminente - diferir - retificar - ratificar - incipiente. 
e eminente - iminente - deferir - ratificar - retificar – insipiente 
 
 
06 - Texto 1 
O Sol na obra de Van Gogh 
Nenhum outro pintor captou e soube transmitir a luz e a energia do 
Sol como Vincent van Gogh (1863-1890). Cansado e desgostoso de 
Paris, Van Gogh passou os dois últimos anos de sua vida no sul da 
França, que os franceses chamam de Midi. Ele queria pintar ao ar 
livre, em um contexto mais luminoso. Em uma carta ao seu irmão 
Theo, em 1888, ele escreveu: "Vim ao Midi por muitas razões. Por 
querer ver outra luz, crer que a contemplação da natureza sob um céu 
mais claro pode me dar um ideia mais exata da maneira de sentir e 
desenhar dos japoneses. Querer, enfim, ver este sol mais intenso, 
porque pressinto que, sem conhecê-lo, não é possível compreender 
desde o ponto de vista da realização e da técnica, as obras de 
Delacroix, e porque me intuiu que as cores do prisma se velam com 
as brumas do norte". Após uma violenta discussão com seu amigo 
pintor Paul Gauguin (1848-1903), e que teve como consequência a 
famosa mutilação de parte da orelha, Van Gogh foi internado no 
sanatório de Saint-Rémy. Lá, o Sol continuava presente em suas 
criações. Em seus últimos meses de vida, e durante uma das várias 
internações de Van Gogh no sanatório de SaintRémy, ele descobriu 
na França meridional uma fonte de inspiração inesgotável: as 
oliveiras. Com elas compartilhou os últimos dias de sua vida 
turbulenta. Talvez uma destas obras mais significativas que tenha 
pintado foi Oliveiras com céu amarelo e Sol. Recentemente, esta obra 
foi uma das escolhidas em um projeto para sofrer um corte virtual de 
suas árvores como forma criativa de chamar a atenção para o 
desmatamento. Van Gogh era fascinado pelos astros. Sol, Lua, 
estrelas. Procurava a luz à sua volta. Talvez para iluminar o seu 
interior sombrio. Ele precisava de todas as luzes da natureza para fazer 
germinar a natureza da sua Arte. BELTRÃO, C. Disponívelem: Acesso em 12/11/2017. [Adaptado] 
 
Texto 2 
Um gafanhoto esteve incrustado mais de um século em um Van 
Gogh 
Os restos de um gafanhoto com mais de um século foram encontrados 
na espessa pintura As Oliveiras, de Vincent van Gogh (parte de uma 
série de 18 pinturas que o artista fez sobre o tema em 1889). Uma 
restauradora do Museu de Arte Nelson-Atkins, na cidade de Kansas, 
nos Estados Unidos, onde a obra está exposta, descobriu o inseto 
enquanto trabalhava numa pesquisa sobre a tela. Segundo um 
comunicado dessa pinacoteca, o achado é apenas um dos resultados 
emocionantes que surgiram quando o estudo científico e a 
investigação histórica da arte se combinaram no museu para 
compreender melhor o processo do artista holandês. 
"As Oliveiras é uma pintura muito querida no NelsonAtkins e esse 
estudo científico não faz mais do que aumentar nossa compreensão de 
sua riqueza', afirmou o diretor do museu, Julián Zugazagoitia. "Van 
Gogh trabalhou ao ar livre, e sabemos que ele, como outros 
artistas plein air, lidou com o vento e o pó, a grama e as árvores, e as 
moscas e os gafanhotos." 
A equipe de pesquisadores entrou em contato com o 
paleoentomologista Michael S. Engel, professor da Universidade de 
Kansas, para seu estudo posterior. Engel observou que faltavam o 
tórax e o abdômen do gafanhoto e que não se via nenhum sinal de 
movimento na pintura circundante. Isso indica que o inseto estava 
morto antes de aterrissar na tela de Van Gogh. O gafanhoto não pode 
servir para uma datação mais precisa da pintura. 
Disponívelem:<https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/08/cultura/15
10154425_196558.html> Acesso em 12/11/2017. [Adaptado.] 
 
Considerando o uso das preposições, combinadas ou não com artigos, 
numere a coluna 2 de acordo com a coluna 1. 
 
Coluna 1 
A preposição sublinhada na coluna 2 introduz um 
 
1. adjunto adnominal. 
2. objeto indireto. 
3. adjunto adverbial. 
4. complemento nominal. 
 
Coluna 2 Frases 
 
( ) afirmou o diretor do museu (2º parágrafo) 
( ) a investigação histórica da arte (1º parágrafo) 
( ) aumentar nossa compreensão de sua riqueza (2º parágrafo) 
( ) lidou com o vento e o pó (2º parágrafo) 
( ) trabalhou ao ar livre (2º parágrafo) 
( ) o abdômen do gafanhoto (3º parágrafo) 
 
06 - Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para 
baixo. 
a 1 • 4 • 2 • 3 • 4 • 3 
b 1 • 4 • 4 • 2 • 3 • 1 
c 2 • 1 • 3 • 4 • 3 • 1 
d 3 • 3 • 4 • 4 • 2 • 3 
e 4 • 1 • 3 • 2 • 3 • 4 
 
 
07 - O prefixo “in-”, geralmente, é anexado a uma palavra a fim de 
produzir um sentido de negação do seu significado, como ocorre em 
“inexpugnável” (linha 7). Esse sentido de negação NÃO está presente em 
a inalienável. 
b inexprimível. 
c intocável. 
d inaudível. 
e inflamável. 
 
08 - Assinale a alternativa na qual as palavras apresentadas são compostas 
respectivamente, na ordem apresentada, pelo processo de: prefixação, 
sufixação e justaposição: 
a reler / felizmente / arco-íris. 
b impermeável / beija-flor / vinagre 
c cachorro-quente / desleal / planalto 
d cavalo-marinho / ferreiro / couve-flor 
e aguardente / arco- íris / reler 
 
09 -Assinale a alternativa que apresenta um vocábulo rizotônico. 
a Permites. 
b Escreverá. 
c Fingimento. 
d Correria. 
e Partirá. 
 
10 - “Não faltam efeitos colaterais. A disciplina insuficiente no uso de 
mídias digitais multiplicou interrupções, fragmentando a rotina 
em microperíodos, nos quais pouco de relevante é realizado.” (§ 10) 
 
O sufixo sublinhado na expressão acima tem o sentido de: 
a computador. 
b smartphone. 
c pequeno. 
d grande. 
 
 
11 - Apenas em uma das alternativas abaixo, extraídas do texto 2, o termo 
sublinhado não funciona como sujeito. Assinale-a. 
a Segundo um comunicado dessa pinacoteca, o achado é apenas um dos 
resultados emocionantes que surgiram [...] (1º parágrafo) 
b Engel observou que faltavam o tórax e o abdômen do gafanhoto. (3º 
parágrafo) 
c "esse estudo científico não faz mais do que aumentar nossa 
compreensão de sua riqueza", afirmou o diretor do museu. (2º parágrafo) 
d Isso indica que o inseto estava morto antes de aterrissar na tela de 
Van Gogh. (3º parágrafo) 
e Uma restauradora do Museu de Arte Nelson-Atkins,na cidade de 
Kansas, nos Estados Unidos, onde a obra está exposta, descobriu o 
inseto enquanto trabalhava numa pesquisa sobre a tela. (1º parágrafo) 
 
leia o texto 
 Texto 3 
A arte de fazer crônicas 
"A crônica não é um gênero maior" já escreveu Antônio Cândido. 
Graças a Deus, completou o próprio crítico, porque, "sendo assim, ela 
fica perto de nós" Na sua despretensão, humaniza. Fruto do jornal, 
onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um gênero literário 
que se caracteriza por estar perto do dia a dia, seja nos temas, ligados 
à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do 
jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente, como um 
instante de alívio para o leitor fatigado com a frieza da objetividade 
jornalística. 
De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir 
contra as tendências fundamentais do meio em que aparece - o jornal 
diário. Se a notícia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é 
subjetiva e pessoal. Se o jornal é frio, na crônica estabelece-se uma 
atmosfera de intimidade entre o leitor e o cronista, que refere 
experiências pessoais ou expende juízos originais acerca dos fatos 
versados. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. Trata-se 
do antídoto que o próprio jornal produz. Só nele pode sobreviver, 
porque se nutre exatamente do caráter antiliterário do jornalismo 
diário. 
O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princípio, um leitor de 
jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, 
entre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas 
do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos 
acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades. Por esse 
motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os 
acontecimentos e, por muitas vezes, se identifica com as ações 
tomadas pelas personagens. 
NISKIER, A. Disponível 
em: <http://www.academia.org.br/artigos/arte-de-fazer-cronicas> 
Acesso em 12/11/2017. [Adaptado] 
Considere os excertos extraídos do texto 3. 
1. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um 
gênero literário...(1º parágrafo) 
2. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. (2º parágrafo) 
 
12 - Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F). 
( ) Em 1, a palavra "onde" é um pronome relativo, que tem como 
antecedente o substantivo "jornal" e desempenha a função sintática de 
adjunto adverbial de lugar. 
( ) Em 1, "onde aparece entre notícias efêmeras" é uma oração 
subordinada adjetiva restritiva. 
( ) Em 2, o conector "portanto" expressa uma ideia de conclusão, em 
relação ao conteúdo do contexto precedente (2º parágrafo). 
( ) Em 2, o conector "portanto" pode ser substituído por "pois" sem 
prejuízo de significado e sem ferir a norma culta da língua escrita. 
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
a V • V • F • V 
b V • F • V • V 
c V • F • V • F 
d F • V • F • V 
e F • F • V • F 
 
 
 
13 - Assinale a alternativa correta, com base no texto 4. 
a Em "Eu não duvido nada, só que existem por aí uns cinquenta quadros 
falsos [...]" e "Esse também podia ser. Só isso", a partícula "só" pode ser 
substituída por "apenas', nas duas ocorrências, sem prejuízo de significado. 
b Em "Não diga uma besteira dessas." e "Quero que o senhor vá para o 
inferno, sim?', as formas verbais sublinhadas encontram-se no modo 
imperativo. 
c Em "Não há dúvida, para mim não é Guignard", a expressão 
sublinhada funciona como objeto indireto. 
d O texto faz uma crítica explícita ao modo brasileiro de se fazer 
negócios, focalizando a estratégiapersuasiva que é usada igualmente pelo 
vendedor (o dono do quadro) e pelo comprador (o visitante). 
e A frase "Mesmo que se tenha visto o pintor trabalhando nele?" pode 
ser reescrita, sem prejuízo de significado e sem ferir a norma culta da 
língua escrita, como: "Mesmo que o pintor tenha sido visto trabalhando 
nele?" 
 
13 - Associe as colunas 1 e 2 abaixo: 
 
Coluna 1 
 
1. Substantivo com função sintática de sujeito simples. 
2. Substantivo com função sintática de objeto direto. 
3. Adjetivo com função sintática de adjunto adnominal. 
4. Adjetivo com função sintática de predicativo do sujeito. 
5. Pronome com função sintática de objeto direto. 
6. Pronome com função sintática de objeto indireto. 
 
Coluna 2 
 
( ) [...] o vício incurável no deslumbre. 
( ) Viajar é apenas o tubo de oxigênio [...]. 
( ) [...] não vê a hora do reencontro [...]. 
( ) O processo é interno, sempre foi. 
( ) [...] o que nos encanta, na verdade, é o confronto com o nosso outro eu 
[...]. 
( ) Viajar é apenas o tubo de oxigênio que nos permite mergulhar mais 
fundo na nossa estranheza e insegurança. 
 
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
a 1 • 2 • 3 • 4 • 6 • 5 
b 2 • 3 • 1 • 4 • 5 • 6 
c 3 • 1 • 2 • 3 • 6 • 5 
d 3 • 1 • 2 • 4 • 5 • 6 
e 3 • 4 • 2 • 1 • 5 • 6 
 
 
 
 
14 - 
 
Assinale a alternativa correta com base no texto 2. 
a A palavra "que", em todas as ocorrências, exerce a mesma função 
sintática. 
b As palavras "bom" (1° quadrinho) e "mãe" (3° quadrinho) são 
separadas por vírgula por exercerem função sintática de vocativo. 
c O uso de "a gente" marca a variação pronominal na língua portuguesa. 
d A palavra "mapa', em todas as ocorrências, exerce a função sintática 
de objeto direto preposicionado. 
e As palavras "aqui" e "Estados Unidos" (4° quadrinho), nas orações em 
que ocorrem, exercem função sintática de adjunto adverbial de lugar. 
 
 
15 - Leia o texto abaixo: 
 
Como viajar de trem pela Europa 
 
Quando vale a pena? Segundo pesquisas, 75% dos 
viajantes................................................o trem. Entretanto, 
................................................procurar outras opções. A vantagem do 
trem é que as estações são sempre bem localizadas, no centro das cidades 
(mesmo as pequenas). Mas a ideia de que esse tipo de transporte poupa 
dinheiro nem sempre é válida, principalmente para longas distâncias, 
quando compensa voar com aéreas low cost. Um trecho que leva acima 
de cinco horas nos trilhos pode ser vantajoso de avião, não só para o seu 
bolso como também para o seu tempo. 
Os tipos de trem? Cada país da Europa, assim como de outros 
continentes,........................sua própria companhia ferroviária e algumas 
operam trechos internacionais. Existem os trens regionais (de distâncias 
relativamente curtas), os de alta velocidade e os panorâmicos. Em 
qualquer um, você pode escolher entre primeira ou segunda classe, que 
diferem em relação ao espaço das poltronas e aos serviços oferecidos, 
como alimentação e Wi-Fi. Tudo, na verdade,........................dicas! 
Cabe a você escolher! 
Fonte: http://revistaviajar.com.br/site/2017/11/14/ como-viajar-de-trem-
pela-europa/ 
Acesso: 15/11/2017. Texto adaptado. 
 
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto, 
considerando a norma culta da língua escrita quanto ao uso da 
concordância verbal. 
a prefere • deve-se • tem • é 
b prefere • deve-se • têm • são 
c prefere • devem-se • tem • são 
d preferem • devem-se • tem • são 
e preferem • deve-se • têm • é 
 
LEIA O TEXTO: 
 Fora de foco 
 Deve-se ao desenvolvimento de remédios e terapias, a partir de 
experimentos científicos em laboratórios com o uso de animais, parcela considerável 
do exponencial aumento da expectativa e da qualidade de vida em todo o mundo. É 
extensa a lista de doenças que, tidas como incuráveis até o início do século passado e 
que levavam à morte prematura ou provocavam sequelas irreversíveis, hoje podem ser 
combatidas com quase absoluta perspectiva de cura. 
 Embora, por óbvio, o homem ainda seja vítima de diversos 
tipos de moléstias para as quais a medicina ainda não encontrou lenitivos, a 
descoberta em alta escala de novos medicamentos, particularmente no último século, 
legou à Humanidade doses substanciais de fármacos, de tal forma que se tornou 
impensável viver sem eles à disposição em hospitais, clínicas e farmácias. 
 A legítima busca do homem por descobertas que o 
desassombrem do fantasma de doenças que podem ser combatidas com remédios e, 
em última instância, pelo aumento da expectativa de vida está na base da discussão 
sobre o emprego de animais em experimentos científicos. Usá-los ou não é um falso 
dilema, a começar pelo fato de que, se não todos, mas grande parte daqueles que 
combatem o emprego de cobaias em laboratórios em algum momento já se beneficiou 
da prescrição de medicamentos que não teriam sido desenvolvidos sem os 
experimentos nas salas de pesquisa. 
 É inegável que a opção pelo emprego de animais no 
desenvolvimento de fármacos implica uma discussão ética. Mas a questão não é se o 
homem deve ou não recorrer a cobaias; cientistas de todo o mundo, inclusive de 
países com pesquisas e indústria farmacêutica mais avançadas que o Brasil, são 
unânimes em considerar que a ciência ainda não pode prescindir totalmente dos testes 
com organismos vivos, em razão da impossibilidade de se reproduzir em laboratório 
toda a complexidade das cadeias de células. A discussão que cabe é em relação à 
escala do uso de animais, ou seja, até que ponto eles podem ser substituídos por 
meios de pesquisas artificiais, e que protocolo seguir para que, a eles recorrendo, lhes 
seja garantido o pressuposto da redução (ou mesmo eliminação) do sofrimento físico. 
(O Globo, 21/11/2013) 
01 - O texto lido é, quanto ao gênero textual, classificado como 
a) descritivo. 
b) narrativo. 
c) dissertativo expositivo. 
 d) dissertativo argumentativo. 
 e) injuntivo 
 
LEIA O TEXTO 
 Somos um povo fútil? 
 “No Brasil, tudo vira moda. Até manifestação de rua.” 
 Ouvi essa frase de um motorista de táxi durante os acontecimentos de junho, e achei um exagero. 
Rebati, dizendo que o povo nas ruas tinha um significado imenso e ira propiciar a mudança de várias 
leis. Ele me olhou pelo retrovisor e respondeu que era verdade, mas que via muitos jovens, a caminho 
das manifestações, agindo como se estivessem indo para um bloco de carnaval. “É a onda do 
momento”, insistiu. “Daqui a pouco passa.” 
 Em poucas semanas, as manifestações começaram a esvaziar. Os motivos eram muitos: a ação 
dos black blocks, as depredações, a violência da polícia, as denúncias de interesses escusos por parte 
de políticos, milicianos, traficantes. Mas não pude deixar de pensar nas palavras do motorista de táxi. 
 Tornei a pensar nelas há algumas semanas, ao voltar de uma viagem de quase um mês à Alemanha. 
Ao desembarcar no Brasil, fui tomada pela sensação de que somos mesmo um país de modismos. Um 
povo fútil. Sei que é um clichê essa história de ir à Europa e voltar falando de “um banho de 
civilização”. Sempre fui contra isso. Mas, desta vez – depois de visitar 11 museus, duas exposições, 
de ir a um concerto de música clássica e de visitar uma feira gigantesca de livros –, alguma coisa 
aconteceu comigo. 
 Acho que uma das razões dessa sensação foi a leitura, durante a viagem, do livro de Mário Vargas 
Llosa, “A civilização do espetáculo”. Embora em alguns pontos eu discorde do escritor, o livro me 
chamou a atenção para a destruição da cultura no mundo moderno, em favor do entretenimento. Esse 
conceito me deixou pensando no Brasil– nesse país que não lê livros, mas onde quase todo mundo 
tem celular. Onde se veem, nos bairros pobres, antenas parabólicas sobre casas miseráveis, onde há 
mais televisores do que geladeiras, e onde, em vez de bibliotecas, temos lan houses. País que parece 
ter passado, em massa, do analfabetismo funcional para o Facebook – sem escalas. 
 (....) Voltei da viagem com essa sensação de que somos mesmo fúteis, superficiais, e me lembrei 
do motorista de táxi (Heloísa Seixas, O Globo, 14 de dezembro de 2013) 
 
02- O texto desta prova se estrutura do seguinte modo: 
 
 a) se inicia por um texto descritivo, passa para um texto narrativo e termina por 
um texto argumentativo. 
 b) se inicia por um texto narrativo e termina por um texto argumentativo. 
 c) se inicia por um texto argumentativo e- termina por um texto narrativo. 
 d) se inicia por um texto descritivo, passa para um texto narrativo e termina por 
um texto argumentativo 
 e) é um texto totalmente argumentativo. 
 
Texto 3 
Construímos no Brasil uma sociedade hierarquizada e arcaica, majoritariamente 
conservadora (que aqui se manifesta em regra de forma extremamente nefasta, 
posto que dominada por crenças e valores equivocados), que se julga (em geral) 
no direito de desfrutar de alguns privilégios, incluindo-se o de não ser igual 
perante as leis (nessa suposta “superioridade” racial ou socioeconômica também 
vem incluída a impunidade, que sempre levou um forte setor das elites à 
construção de uma organização criminosa formada por uma troika maligna 
composta de políticos e outros agentes públicos + agentes econômicos + agentes 
financeiros, unidos em parceria público-privada para a pilhagem do patrimônio do 
Estado). Continuamos (em pleno século XXI) a ser o país atrasado do “Você sabe 
com quem está falando?” (como bem explica Da Matta, em várias de suas obras). 
Os da camada “de cima” (na nossa organização social) se julgam no direito 
(privilégio) de humilhar e desconsiderar as leis assim como os “de baixo”. Se 
alguém questiona essa estrutura, vem o corporativismo e retroalimenta a chaga 
arcaica. De onde vem essa canhestra forma de organização social? Por que somos 
o que somos?” (Luiz Flávio Gomes, JusBrasil) 
 
03 - Nesse segmento (texto 3) há uma referência aos textos anteriores desta 
prova, que constitui uma das marcas de caracterização dos textos em geral; essa 
marca é denominada: 
 a) polissemia; 
 b) ambiguidade; 
 c) intertextualidade; 
 d) coesão; 
 e) coerência. 
 
04 - A polissemia – possibilidade de uma palavra ter mais de um sentido – está presente 
em todas as frases abaixo, EXCETO em: 
 a) Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje; 
 b) CBN: a rádio que toca a notícia; 
 c) Na vida tudo é passageiro, menos o motorista; 
 d) Os dentes do pente mordem o couro cabeludo; 
 e) Os surdos da bateria não escutam o próprio barulho. 
VEJA : 
“Mas lendo sobre o perigo iminente...”.A palavra sublinhada tem como parônimo e
minente, com o qual não pode ser confundido. 
 
05)Assinale a alternativa em que houve troca indevida entre homônimos ou 
parônimos. 
 a) A guerra nuclear vai infringir sérios danos à espécie humana. – infligir 
 b) Não deve faltar bom senso aos governantes. – censo 
 c) Muitos coreanos devem emigrar do país. – imigrar 
 d) Um pequeno incidente pode gerar uma catástrofe. – acidente 
 e) A ameaça de uma guerra vem ratificar o perigo das armas nucleares. – 
retificar 
 
 
06 - As relações semânticas entre palavras e expressões de um texto são identificadas 
por sinonímia, antonímia, hiponímia, homonímia e polissemia. 
A relação abaixo, do segundo em relação ao primeiro vocábulo, que exemplifica 
hiponímia é: 
 a) contente/satisfeito; 
 b) serrote/ferramenta; 
 c) sábia/sabiá; 
 d) emigrar/imigrar; 
 e) autor/shakespeare. 
 
Leia o texto 
 Tecnologia 
 Para começar, ele nos olha na cara. Não é como a máquina de 
escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela 
no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico, 
mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo 
que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou 
precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você. Mas 
se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende. 
Corrige. Uma tela vazia, muda, nenhuma reação aos nossos comandos digitais, tudo 
bem. Quer dizer, você se sente como aquele cara que cantou a secretária eletrônica. É 
um vexame privado. Mas quando você o manda fazer alguma coisa, mas manda errado, 
ele diz "Errado". Não diz "Burro", mas está implícito. É pior, muito pior. Às vezes, 
quando a gente erra, ele faz "bip". Assim, para todo mundo ouvir. Comecei a usar o 
computador na redação do jornal e volta e meia errava. E lá vinha ele: "Bip!" "Olha 
aqui, pessoal: ele errou." "O burro errou!" 
 
 Outra coisa: ele é mais inteligente que você. Sabe muito mais coisa e não tem 
nenhum pudor em dizer que sabe. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão 
inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas relações 
com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que ele tem para 
oferecer. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando outro igual a ele o estiver 
programando. A máquina de escrever podia ter recursos que você nunca usaria, mas não 
tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguentava os humanos por falta de 
coisa melhor, no momento. E a máquina, mesmo nos seus instantes de maior 
impaciência conosco, jamais faria "bip" em público. 
 
 Dito isto, é preciso dizer também que quem provou pela primeira vez suas 
letrinhas dificilmente voltará à máquina de escrever sem a sensação de que está 
desembarcando de uma Mercedes e voltando à carroça. Está certo, jamais teremos com 
ele a mesma confortável cumplicidade que tínhamos com a velha máquina. É outro tipo 
de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é fascinante. Agora compreendo o 
entusiasmo de gente como Millôr Fernandes e Fernando Sabino, que dividem a sua vida 
profissional em antes dele e depois dele. Sinto falta do papel e da fiel Bic, sempre 
pronta a inserir entre uma linha e outra a palavra que faltou na hora, e que nele foi 
substituída por um botão, que, além de mais rápido, jamais nos sujará os dedos, mas 
acho que estou sucumbindo. Sei que nunca seremos íntimos, mesmo porque ele não ia 
querer se rebaixar a ser meu amigo, mas retiro tudo o que pensei sobre ele. Claro que 
você pode concluir que eu só estou querendo agradá-lo, precavidamente, mas juro que é 
sincero. 
 
 Quando saí da redação do jornal depois de usar o computador pela primeira 
vez, cheguei em casa e bati na minha máquina. Sabendo que ela aguentaria sem 
reclamar, como sempre, a pobrezinha.(VERÍSSIMO, Luis Fernando. O Globo) 
07 - No final do texto, o cronista escreve: "...cheguei em casa e bati na minha 
máquina". 
 
O humor desse segmento deriva 
 a) da polissemia do verbo "bater". 
 b) da falta de coerência da ação do cronista. 
 c) da semelhança entre a máquina e a mulher. 
 d) do emprego do possessivo "minha" em relação à máquina. 
 e) do fato de haver uma reação inesperada do cronista. 
 
 
08 - Analise a charge a seguir 
 
 
A partir da charge, analise as afirmativas a seguir. 
I. A comicidade da charge é criada a partir da polissemia do vocábulo "falta". 
II. As reticências, ao final da fala da enfermeira, pretendem indicar que faltam ainda outras 
coisas, não mencionadas. 
III. O "caos", no título da charge, é confirmado pela fala da enfermeira diante do problema 
apresentado pelo paciente. 
Assinale: 
 a) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 b) se apenasas afirmativas I e III estiverem corretas. 
 c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. 
 d) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. 
 e) se apenas a afirmativa II estiver correta. 
 
 
09 - Um cardápio de restaurante italiano dizia a seguinte frase: “Uma pesquisa aponta que o 
vinho é bom para o coração; posso confirmar, porque depois de algumas taças eu amo todo 
mundo!” 
Nesse caso, o humor da frase advém do (da): 
 a) exagero contido na hipérbole “eu amo todo mundo!”; 
 b) informação enganosa de que o álcool possa trazer benefícios; 
 c) confirmação da pesquisa feita por um bêbado; 
 d) absurdo comprovado por uma pesquisa séria; 
 e) polissemia da expressão “bom para o coração” 
 
 
10 - Na frase do 4º parágrafo do texto "A liberdade supõe a operação sobre alternativas;", 
o verbo irregular foi flexionado corretamente. 
Assinale a alternativa em que se apresenta flexão incorreta da forma verbal. 
 a) Eles impunham condições para que o acordo fosse assinado. 
 b) O julgador interveio na polêmica sobre os critérios de seleção. 
 c) Não foi confirmado se a banca quereria dar à redação caráter eliminatório. 
 d) Se os autores se disporem a ratear o valor, a publicação da revista será certa. 
 e) É necessário que atentemos para a questão da mudança de paradigma 
científico. 
 
11 - Assinale a frase que não apresenta uma forma verbal na voz passiva. 
 a)“Patentes de medicamentos geralmente são reconhecidas pelo prazo de dez
 anos...”. 
 b) “A quebra de patente não pode ser banalizada”. 
 c) “Optou por uma atitude mais pragmática, que tem dado bons resultados...”. 
 d) “A patente foi reconhecida nos Estados Unidos e em outros 39 países...”. 
 e) “os genéricos e similares podem ser lançados a preços mais baixos”. 
 
12 - A alternativa em que as palavras indicadas são formadas por processos de 
formação diferentes é: 
 
 a) humana - explicação 
b) simplista - invisível 
 c) criador - compreensão 
 d) conhecimento – previsibilidade 
 e) intervenção – científico 
 
 
13 - O par de palavras abaixo que apresenta uma estrutura de classes gramaticais 
diferente das demais é: 
 a) Guerra civil. 
 b) Grandes traumas. 
 c) Realidade social. 
 d) Mercado mundial. 
 e) Seleção brasileira 
 
Leia o texto 
 Os cientistas fizeram modelos matemáticos que simulam esse 
mecanismo de inibição e eles confirmam que a presença de um 
mecanismo de inibição leva a uma decisão mais rápida, convertendo os 
perdedores em adeptos da proposta vencedora, garantindo que as 
abelhas fiquem alinhadas com a proposta vencedora e juntem forças para 
construir a colmeia no local escolhido. (L.79-87) 
14 - De acordo com a ordem em que estão dispostas as orações no período acima, 
entendendo-se a oração sublinhada e a anterior como subordinadas, é correto 
afirmar que ela, a sublinhada, é também a 
 a) quinta oração principal. 
 b) quarta oração principal. 
 c) terceira oração coordenada. 
 d) segunda oração coordenada. 
 e) terceira oração principal. 
 
15 - Veja o texto atentamente: 
“As jornalistas viram uma realidade menos rósea que aquela com que os defensores 
da medida costumam sonhar”. 
Sobre a estrutura oracional desse período do texto, é correto afirmar que 
 a) o período é composto por duas orações. 
 b) a segunda oração do período é de valor comparativo. 
 c) a última oração do período é classificada como principal. 
 d) a primeira oração do período é classificada como coordenada. 
 e) a terceira oração do período é subordinada adjetiva. 
 
Texto 1 
 Carta ao leitor – Uma falsa solução mágica 
 O perigo de políticas públicas desgastadas, que custam caro e dão pouco resultado, 
serem substituídas por outras ainda piores é sempre muito alto quando não há bons 
exemplos para emular. A legalização da maconha é uma dessas soluções aparentemente 
simples para um problema complexo que muitos estudiosos e políticos sérios, e outros nem 
tanto, defendem na falta de uma ideia melhor. A premissa, nunca testada na prática em sua 
totalidade, é que a liberação da produção, da venda e do consumo da Cannabis seria 
suficiente para eliminar do problema sua porção mais danosa, a cadeia de crimes alimentada 
pelo dinheiro do tráfico. Pois os eleitores do Uruguai e do Colorado e de Washington, nos 
Estados Unidos, decidiram, pelo voto direto ou de seus representantes, ser cobaias da 
experiência de legalizar a maconha. Dentro de alguns meses, qualquer cidadão adulto do 
nosso país vizinho e dos dois estados americanos poderá comprar a droga numa farmácia 
ou loja especializada. 
 VEJA destacou duas repórteres para ver de perto o impacto que a legalização da maconha 
está tendo entre os uruguaios e os americanos. Sim, porque, mesmo antes da entrada em 
vigor das leis, seu espírito liberalizante já se instalou. As jornalistas viram uma realidade 
menos rósea que aquela com que os defensores da medida costumam sonhar. Uma das 
repórteres visitou seis cidades em Washington, no Colorado e na Califórnia, onde, a exemplo 
de outros dezessete estados e da capital americana, a maconha é de quase livre acesso, 
mesmo que, teoricamente, só possa ser vendida por prescrição médica. 
 Da mesma forma que ocorre com as bebidas alcoólicas, há sempre algum adulto 
irresponsável disposto a comprar maconha para um adolescente usar. “Preparando‐se para 
a entrada em vigor da nova lei, as lojas vão vender maconha muito mais potente do que a 
dos traficantes”, diz a repórter. Nossa segunda repórter teve uma impressão ainda mais 
negativa do caso uruguaio. Enquanto nos estados americanos existe uma provisão para 
avaliar de tempos em tempos o acerto da legalização, no Uruguai predomina a improvisação: 
“Ninguém analisou em profundidade as consequências de longo prazo que a legalização pode 
trazer”.(Veja, 13/11/2013) 
 
16 - A regra de pontuação que justifica o emprego de vírgulas no primeiro período 
do texto é 
 a) marcar o deslocamento de um adjunto adverbial. 
 b) indicar a presença de um aposto explicativo. 
 c) separar uma oração reduzida. 
 d) mostrar a ocorrência de uma oração explicativa. 
 e) apontar uma inversão de termos sintáticos. 
17 - Analise o período a seguir. 
 
"Ele deixou entrar o garçom antes da hora da festa e não o viu esconder alguns talheres 
de prata, apesar de ser um administrador de experiência". 
 
Com relação à estrutura sintática do período acima, assinale a afirmativa correta 
 a) São duas as orações reduzidas do período. 
 b) Há apenas uma oração reduzida no período 
 c) Os termos "o garçom" e o pronome "o" exercem a mesma função sintática. 
 d) "De prata" e "da festa" exercem a função de adjuntos adverbiais. 
 e) O período é composto por coordenação e subordinação. 
18 - No período “Nossa mentalidade imediatista e obscurantista não olha a longo prazo, 
nem dá valor aos produtos da inteligência, mantendo fechadas as portas que nos 
separam do mundo da inovação”. 
 
 Sobre a estruturação sintática do fragmento acima, assinale a afirmativa correta. 
 a) O período é composto por três orações. 
 b) Todas as orações do período, exceto a primeira, são reduzidas. 
 c) No período há orações coordenadas e subordinadas. 
 d) A última oração do período é subordinada substantiva. 
 e) A última oração do período é subordinada adverbial. 
 
 
19 - Partidos são fundamentais para a consolidação da democracia e o 
permanente desenvolvimento da cidadania e devem existir – de verdade – em 
bases cotidianas. (L.56-59) 
 
Os termos sublinhados no período acima classificam-se, respectivamente, como 
 a) adjunto adnominal e adjunto adnominal. 
 b) complemento nominal e complemento nominal. 
 c) adjunto adnominal e complemento nominal. 
 d) complemento nominal e adjunto adnominal. 
 e) objeto indireto e objeto indireto. 
 
20 - Uma das maneiras de estabelecer-
se a diferença entreadjunto adnominal e complemento nominal é a de ver
-se a diferença entre agente (adjunto) e paciente (complemento). 
 
Assinale a alternativa em que o termo sublinhado funciona como adjunto adnomin
al. 
 a) Desenvolvimento de remédios.. 
 b) Uso de animais. 
 c) Vítima de diversos tipos de moléstias. 
 d) Emprego de cobaias. 
 e) Eliminação do sofrimento físico. 
 
 
 
21 - Uma das maneiras de mostrar‐se a diferença entre o adjunto adnominal e o 
complemento nominal é a comparação entre a função de agente (adjunto 
adnominal) e a de paciente (complemento nominal). Essa estratégia pode ser 
empregada no seguinte caso: 
 a) “...alguns sebos do Centro da cidade”. 
 b) “...uma pequena fila de bibliófilos”. 
 c) “...relações de livros e revistas...”. 
 d) “...meus companheiros de expectativa...” 
 e) “...eis‐me em frente à loja do sebo que me interessava”. 
 
 
22 - O ensino técnico profissionalizante de fato precisa hoje correr contra o 
relógio, pois, se persistir a falta de pessoal qualificado, as oportunidades acabam 
definitivamente perdidas pela desistência dos potenciais empregadores. (L.46-50) 
 
O termo sublinhado no período acima exerce a função sintática de 
 a) adjunto adverbial. 
 b) agente da passiva. 
 c) complemento nominal. 
 d) adjunto adnominal. 
 e) objeto indireto. 
 
 
 
23 - “Havia um vínculo afetivo entre o craque e o clube, o craque e o torcedor e o 
torcedor e o clube, que foi comprometido. Atentemos, para ter ideia precisa do 
que se está tentando dizer, em duas diferenças fundamentais entre o futebol de 
ontem e o de hoje.” 
 
Em relação ao fragmento, a resposta correta encontra-se na alternativa: 
 a) o sujeito da primeira oração do primeiro período é indeterminado; 
 b) o “que” que introduz a segunda oração do primeiro período é um pronome 
relativo e inicia uma oração subordinada substantiva; 
 c) o “que” é um pronome relativo e exerce a função sintática de sujeito e retoma 
a expressão “vínculo afetivo”; 
 d) o segundo período é composto por duas orações; 
 e) há no texto uma oração absoluta. 
 
24 - “...a maioria dos policiais procure...”(L.10-11); as gramáticas de língua portuguesa 
ensinam que com a expressão “a maioria de” seguida de substantivo plural, a 
concordância se faz predominantemente no singular (concordando com maioria), mas 
pode concordar no plural, em função do substantivo (Maria Helena de Moura Neves, Guia 
de uso do português, Editora Unesp, SP, 2003, p. 493). Assim sendo, pode-se dizer da 
concordância verbal feita nessa frase do texto que ela: 
 a) assume a única forma possível de concordância verbal. 
 b) prefere uma das formas de concordância verbal possível. 
 c) apresenta uma forma errada de concordância verbal. 
 d) mostra preferência por uma concordância verbal menos utilizada. 
 e) indica a utilização de uma forma verbal de concordância não estudada nas 
gramáticas. 
 
25 - Para que se respeite a concordância verbal, será preciso corrigir a seguinte 
frase: 
 a) Têm havido dúvidas sobre a possibilidade de recuperação econômica do país 
em curto prazo; 
 b) Têm sido levantadas dúvidas sobre a capacidade do sistema do INSS continuar 
funcionando a contento; 
 c) Não se impute aos governos recentes a exclusiva responsabilidade pelas 
dificuldades econômicas do país; 
 d) Que dúvidas têm divulgado os jornalistas sobre a atuação da polícia nas 
passeatas? 
 e) Caso deixasse de haver as grandes bibliotecas públicas, os estudantes mais 
pobres sofreriam grande prejuízo. 
 
26 - Das frases extraídas de um jornal carioca, identifique a que possua erro de 
regência nominal ou verbal. 
 a) O congresso uruguaio vai recorrer da decisão do governo em liberar a 
maconha. 
 b) O governo americano cientificou os governos estaduais de que a liberação da 
maconha só é válida para alguns deles. 
 c) O governo americano cientificou aos governos estaduais que a liberação da 
maconha só é válida para alguns deles. 
 d) A Chefia de Polícia informou que não dará qualquer resposta ao presidente 
americano sobre a corrupção em sua área. 
 e) A Chefia de Polícia informou ao presidente americano de que não dará 
qualquer resposta sobre a corrupção em sua área. 
 
27 - A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à regência (nominal e 
verbal) recomendada pela norma culta é: 
 a) O deputado insistia em dizer que o tema principal do projeto seria “o 
transporte ferroviário”, com o que discordava a grande maioria. 
 b) Enquanto a Espanha participava de uma discussão no grupo dos países de fala 
hispânica, do qual não pediu para integrar, a situação dos demais era tranquila 
 c) Em busca de rápido enriquecimento, os médicos escolhem cuidadosamente 
aonde trabalhar, dando prioridade à locais de mais fácil acesso. 
 d) Um grupo da comunidade vizinha encontrou um carro de bebê deixado por 
outro morador inconsciente com a limpeza do local 
 e) O regulamento possibilita conseguir-se um dia preferir o lazer ao descanso, o 
amor ao interesse e à aventura, a tranquilidade. 
 
28 - A alternativa que contraria a colocação pronominal exigida pelo padrão 
escrito culto é: 
 a) os órgãos aos quais se destinam as verbas desenvolvem projetos de segurança 
pública. 
 b) dever-se-ia refletir sobre a construção histórica da violência. 
 c) não põe-se em prática uma adequada política de prevenção ao crime. 
 d) o jovem prefeito foi-se afirmando no cenário político. 
 e) o secretário vai enviar-lhe os resultados da pesquisa no início da semana. 
 
29 - O acento indicativo de crase foi corretamente empregado apenas em: 
 a) o cidadão não atende à apelos sem fundamento. 
 b) no artigo, o autor citou à necessária reforma do Estado. 
 c) convencemos à todos da necessidade de um pacto social. 
 d) o debatedor não se rendeu àqueles discursos demagógicos. 
 e) os governantes dispuseram-se à colaborar. 
 
30 -
“Patentes de medicamentos geralmente são reconhecidas pelo prazo de dez 
anos, de acordo com regras internacionais aceitas por muitos países. Esse 
prazo inclui a fase final de desenvolvimento dos medicamentos, chamada pipel
ine no jargão técnico. Muitas vezes, esse período até o lançamento comercial
 do produto pode levar até quatro anos...”. 
 
30 - O emprego da forma pronominal “esse”, nos casos sublinhados, se justifica 
por que 
 a) se refere a um termo anterior localizado contextualmente mais distante que 
outro. 
 b) se liga a fatos cronologicamente distantes. 
 c) se prende a um elemento anterior citado mais proximamente à ocorrência do 
pronome. 
 d) se relaciona a um elemento textual mais próximo do leitor que do enunciador 
do texto. 
 e) se conecta com elementos anteriormente citados de forma a estabelecer 
coesão textual. 
 
 
Analise o período a seguir. 
 
"Ele deixou entrar o garçom antes da hora da festa e não o viu esconder alguns talheres 
de prata, apesar de ser um administrador de experiência". 
 
01 - Com relação à estrutura sintática do período acima, assinale a afirmativa correta 
 a) São duas as orações reduzidas do período. 
 b) Há apenas uma oração reduzida no período 
 c) Os termos "o garçom" e o pronome "o" exercem a mesma função sintática. 
 d) "De prata" e "da festa" exercem a função de adjuntos adverbiais. 
 e) O período é composto por coordenação e subordinação. 
02 - No período “Nossa mentalidade imediatista e obscurantista não olha a longo prazo, 
nem dá valor aos produtos da inteligência, mantendo fechadas as portas que nos 
separam do mundo da inovação”. 
 
 Sobre a estruturação sintática do fragmento acima, assinale a afirmativa correta. 
 a) O período é composto por três orações. 
 b) Todas as orações do período, exceto a primeira, são reduzidas. 
 c) No período há orações coordenadas e subordinadas. 
 d) A última oração do período é subordinada substantiva. 
 e) A última oração do período é subordinada adverbial. 
 
 
03 - Partidos são fundamentais paraa consolidação da democracia e o 
permanente desenvolvimento da cidadania e devem existir – de verdade – em 
bases cotidianas. (L.56-59) 
 
Os termos sublinhados no período acima classificam-se, 
respectivamente, como 
 a) adjunto adnominal e adjunto adnominal. 
 b) complemento nominal e complemento nominal. 
 c) adjunto adnominal e complemento nominal. 
 d) complemento nominal e adjunto adnominal. 
 e) objeto indireto e objeto indireto. 
 
04 - Uma das maneiras de estabelecer-
se a diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal é a de ver
-se a diferença entre agente (adjunto) e paciente (complemento). 
 
Assinale a alternativa em que o termo sublinhado funciona como adjunto adnomin
al. 
 a)Desenvolvimento de remédios.. 
 b)Uso de animais. 
 c)Vítima de diversos tipos de moléstias. 
 d)Emprego de cobaias. 
 e)Eliminação do sofrimento físico. 
 
 
 
05 - Uma das maneiras de mostrar‐se a diferença entre o adjunto adnominal e o 
complemento nominal é a comparação entre a função de agente (adjunto 
adnominal) e a de paciente (complemento nominal). Essa estratégia pode ser 
empregada no seguinte caso: 
 a) “...alguns sebos do Centro da cidade”. 
 b) “...uma pequena fila de bibliófilos”. 
 c) “...relações de livros e revistas...”. 
 d) “...meus companheiros de expectativa...” 
 e) “...eis‐me em frente à loja do sebo que me interessava”. 
 
 
06 - O ensino técnico profissionalizante de fato precisa hoje correr contra o 
relógio, pois, se persistir a falta de pessoal qualificado, as oportunidades acabam 
definitivamente perdidas pela desistência dos potenciais empregadores. (L.46-50) 
 
O termo sublinhado no período acima exerce a função sintática de 
 a) adjunto adverbial. 
 b) agente da passiva. 
 c) complemento nominal. 
 d) adjunto adnominal. 
 e) objeto indireto. 
 
 
 
07 - “Havia um vínculo afetivo entre o craque e o clube, o craque e o torcedor e o 
torcedor e o clube, que foi comprometido. Atentemos, para ter ideia precisa do 
que se está tentando dizer, em duas diferenças fundamentais entre o futebol de 
ontem e o de hoje.” 
 
Em relação ao fragmento, a resposta correta encontra-se na alternativa: 
 a) o sujeito da primeira oração do primeiro período é indeterminado; 
 b) o “que” que introduz a segunda oração do primeiro período é um pronome 
relativo e inicia uma oração subordinada substantiva; 
 c) o “que” é um pronome relativo e exerce a função sintática de sujeito e retoma 
a expressão “vínculo afetivo”; 
 d) o segundo período é composto por duas orações; 
 e) há no texto uma oração absoluta. 
 
08 - Ano: 2008 - Banca: FGV - Órgão: PC-RJ - Prova: Oficial de Cartório 
 “...a maioria dos policiais procure...”(L.10-11); as gramáticas de língua portuguesa 
ensinam que com a expressão “a maioria de” seguida de substantivo plural, a 
concordância se faz predominantemente no singular (concordando com maioria), mas 
pode concordar no plural, em função do substantivo (Maria Helena de Moura Neves, Guia 
de uso do português, Editora Unesp, SP, 2003, p. 493). Assim sendo, pode-se dizer da 
concordância verbal feita nessa frase do texto que ela: 
 a) assume a única forma possível de concordância verbal. 
 b) prefere uma das formas de concordância verbal possível. 
 c) apresenta uma forma errada de concordância verbal. 
 d) mostra preferência por uma concordância verbal menos utilizada. 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fgv-2008-pc-rj-oficial-de-cartorio
 e) indica a utilização de uma forma verbal de concordância não estudada nas 
gramáticas. 
 
09 - Para que se respeite a concordância verbal, será preciso corrigir a seguinte 
frase: 
 a) Têm havido dúvidas sobre a possibilidade de recuperação econômica do país 
em curto prazo; 
 b) Têm sido levantadas dúvidas sobre a capacidade do sistema do INSS continuar 
funcionando a contento; 
 c) Não se impute aos governos recentes a exclusiva responsabilidade pelas 
dificuldades econômicas do país; 
 d) Que dúvidas têm divulgado os jornalistas sobre a atuação da polícia nas 
passeatas? 
 e) Caso deixasse de haver as grandes bibliotecas públicas, os estudantes mais 
pobres sofreriam grande prejuízo. 
 
10 - Das frases extraídas de um jornal carioca, identifique a que possua erro de 
regência nominal ou verbal. 
 a) O congresso uruguaio vai recorrer da decisão do governo em liberar a 
maconha. 
 b) O governo americano cientificou os governos estaduais de que a liberação da 
maconha só é válida para alguns deles. 
 c) O governo americano cientificou aos governos estaduais que a liberação da 
maconha só é válida para alguns deles. 
 d) A Chefia de Polícia informou que não dará qualquer resposta ao presidente 
americano sobre a corrupção em sua área. 
 e) A Chefia de Polícia informou ao presidente americano de que não dará 
qualquer resposta sobre a corrupção em sua área. 
 
11 - A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à regência (nominal e 
verbal) recomendada pela norma culta é: 
 a) O deputado insistia em dizer que o tema principal do projeto seria “o 
transporte ferroviário”, com o que discordava a grande maioria. 
 b) Enquanto a Espanha participava de uma discussão no grupo dos países de fala 
hispânica, do qual não pediu para integrar, a situação dos demais era tranquila 
 c) Em busca de rápido enriquecimento, os médicos escolhem cuidadosamente 
aonde trabalhar, dando prioridade à locais de mais fácil acesso. 
 d) Um grupo da comunidade vizinha encontrou um carro de bebê deixado por 
outro morador inconsciente com a limpeza do local 
 e) O regulamento possibilita conseguir-se um dia preferir o lazer ao descanso, o 
amor ao interesse e à aventura, a tranquilidade. 
 
12 - A alternativa que contraria a colocação pronominal exigida pelo padrão 
escrito culto é: 
 a) os órgãos aos quais se destinam as verbas desenvolvem projetos de segurança 
pública. 
 b) dever-se-ia refletir sobre a construção histórica da violência. 
 c) não põe-se em prática uma adequada política de prevenção ao crime. 
 d) o jovem prefeito foi-se afirmando no cenário político. 
 e) o secretário vai enviar-lhe os resultados da pesquisa no início da semana. 
 
13 - O acento indicativo de crase foi corretamente empregado apenas em: 
 a) o cidadão não atende à apelos sem fundamento. 
 b) no artigo, o autor citou à necessária reforma do Estado. 
 c) convencemos à todos da necessidade de um pacto social. 
 d) o debatedor não se rendeu àqueles discursos demagógicos. 
 e) os governantes dispuseram-se à colaborar. 
 
14 - Assinale a alternativa em que está correto o uso do acento indicativo de 
crase: 
 a) O autor se comparou à alguém que tem boa memória. 
 b) Ele se referiu às pessoas de boa memória. 
 c) As pessoas aludem à uma causa específica. 
 d) Ele passou a ser entendido à partir de suas reflexões sobre a memória. 
 e) Os livros foram entregues à ele. 
 
15 - Assinale a alternativa em que o emprego do acento grave indicativo da crase 
está incorreto. 
 a) “da mais inconsequente opção pessoal às mais sérias decisões do governo”. 
 b) “...e se cruzam a cada instante e às vezes se chocam”. 
 c) “...para que alguém possa chegar, sempre, às melhores decisões”; 
 d) “...não se sujeitando à interferências ou pressões externas”. 
 e) “É o caminho que levará à formação de cidadãos conscientes”. 
 
16 - Assinale a alternativa em que o emprego grave indicativo da crase 
ocorre por razão distinta da dos demais. 
 a) “...e não recebe em troca serviços públicos à altura”. 
 b)“Acrescentar o adjetivo hediondo à corrupção de pouco adianta...”. 
 c) “...recentemente incorporadas à economia formal”. 
 d) “...dar respostas concretas e rápidas às demandas feitas nas ruas ...”. 
 e) “....e não às questões que ninguém fez”. 
 
 
 
“Patentes de medicamentos geralmente são reconhecidas pelo prazo de dez 
anos, de acordo com regras internacionais aceitas por muitos países.Esse 
prazo inclui a fase final de desenvolvimento dos medicamentos, chamada pipel
ine no jargão técnico. Muitas vezes, esse período até o lançamento comercial
 do produto pode levar até quatro anos...”. 
 
17 - O emprego da forma pronominal “esse”, nos casos sublinhados, se justifica 
por que 
 a) se refere a um termo anterior localizado contextualmente mais distante que 
outro. 
 b) se liga a fatos cronologicamente distantes. 
 c) se prende a um elemento anterior citado mais proximamente à ocorrência do 
pronome. 
 d) se relaciona a um elemento textual mais próximo do leitor que do enunciador 
do texto. 
 e) se conecta com elementos anteriormente citados de forma a estabelecer 
coesão textual. 
 
18 - “O processo de iniciação à escrita deve ser cercado de alguns cuidados. Talvez o 
principal seja o de estimular a criança a assumir a autoria dos seus primeiros textos". 
 
Uma das marcas de textualidade é a coesão, que se encarrega das relações formais entre os 
sucessivos componentes do texto. Os primeiros dois elementos de coesão referencial no 
segmento acima são: 
 a) o principal – o 
 b) à escrita – o principal 
 c) o – seus 
 d) principal – seus 
 e) o – a criança 
 
19 - A palavra abaixo cuja acentuação gráfica está corretamente justificada é: 
 a) concluíram – hiato em que a segunda vogal é I, sozinha na sílaba; 
 b) irá – monossílabo tônico terminado em A; 
 c) métodos – palavra paroxítona terminada em S; 
 d) dá – acento diferencial da combinação de preposição mais artigo (da); 
 e) gás – oxítona terminada em A, seguido ou não de S. 
 
20 - As palavras do texto acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica são 
 a) cóclea / células. 
 b) frequências / destruídas. 
 c) responsável / média. 
 d) frágeis / música. 
 e) ondulatório / daí. 
 
21 - Assinale a alternativa que indica os vocábulos do texto que não são 
acentuados pela mesma regra de acentuação gráfica. 
 a) após / só 
 b) Petrópolis / óbitos 
 c) possuíam / constituídas 
 d) através / também 
 e) vácuo / municípios 
 
22 - As duas palavras do texto que são acentuadas pela mesma regra de 
acentuação gráfica são: 
 a) horário / viável; 
 b) trânsito / é; 
 c) público / rápido; 
 d) vêm / propícia; 
 e) há / veículos. 
 
23 - “Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o 
melhor é algo desconhecido por todos, menos por Deus.” (Sócrates, no momento de sua 
morte) 
No período inicial das palavras de Sócrates, há a presença de dois exemplos de diferentes 
figuras de linguagem; tais figuras são, respectivamente, 
 a)eufemismo e antítese. 
 b)sinestesia e paradoxo. 
 c)metonímia e metáfora. 
 d)pleonasmo e catacrese. 
 
24 - Ano: 2017 - Banca: FGV = Órgão: TRT - 12ª Região (SC) - Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa 
A frase de César Augusto – Apressa-te devagar – traz um exemplo de linguagem figurada 
que se repete em: 
 a) Quem não gosta de estar consigo mesmo em geral está certo. 
 b) É muito difícil distinguir entre um homem de gênio e um louco. 
 c) Amor é ferida que dói e não se sente. 
 d) O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes. 
 e) É preferível conhecer coisas inúteis que não saber nada. 
 
 
Imaginemos que as frases a seguir formam parte de redações de alunos do nível 
médio. Sobre essas frases, alguns professores fizeram anotações. 
 
25 - Assinale a alternativa cuja anotação lhe pareça inadequada. 
 a)"A paz é um bem discreto do qual só nos damos conta de que existe quando 
está de partida" / Frase mal formulada: tente reescrever a frase com o emprego de 
"cujo". 
 b)"A velhice é um momento onde você não pode mais fazer certas coisas". / Erro 
no emprego de "onde"; substitua-o. 
 c)"Milhares de velas podem ser acesas de uma única vela e a vida da vela não 
será encurtada". / Evite repetição de palavras idênticas. 
 d)"O verdadeiro segredo do sucesso é exigir muito de si e estar satisfeito com o 
que se faz". / Falha de paralelismo; reescreva o período. 
 e)"A imaginação muitas vezes nos conduz a mundos que nunca fomos". / Cuidado 
com a regência! 
 
26 - Sobre as variações linguísticas em geral, pode‐ se afirmar que: 
 a)todas as variações linguísticas devem ser aprendidas na escola 
 b)algumas das variações linguísticas devem ser desprezadas, por serem 
deficientes. 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fgv-2017-trt-12-regiao-sc-tecnico-judiciario-area-administrativa
 c) as variações de caráter regional estão intimamente relacionadas às variações 
de caráter profissional. 
 d)as variações são testemunhos de pouco valor cultural, mas que não podem ser 
afastados dos estudos linguísticos. 
 e)a variação de maior prestígio social é a norma culta que, por isso mesmo, é 
ensinada como língua padrão. 
 
 
A língua é um sistema de signos orais e gráficos que compõem um 
código que serve os indivíduos em suas necessidades de 
comunicação. 
A língua portuguesa chegou ao Brasil através dos colonizadores 
portugueses. Porém, ela foi recebendo termos de influência 
indígena, espanhola, holandesa, africana, etc. 
O português começou a ser usado principalmente pelos padres 
jesuítas, que eram enviados ao Brasil. Posteriormente, os indígenas 
começaram a aprender português por influência desses religiosos. 
No decorrer dos séculos Portugal permaneceu com um português 
sem muitas influências externas enquanto o Brasil foi mais 
influenciado por outros dialetos. 
A língua, como veículo da comunicação, pode apresentar várias 
modalidades: 
Língua comum 
É a língua-padrão do país, aceita pelo povo e imposta pelo uso. 
Língua regional 
É a língua comum, porém com tonalidade regionais na fonética e no 
vocabulário, sem, no entanto quebrar a estrutura comum. Quando 
se quebrar essa estrutura aparecerão os dialetos. 
Língua popular 
É a fala espontânea do povo, eivada de plebeísmo, isto é, de 
palavras vulgares, grosseiras e gírias; é tanto mais incorreta quanto 
mais inculta a camada social que a usa. 
Língua culta 
É usada pelas pessoas instruídas, orienta-se pelos preceitos da 
gramática normativa e caracteriza-se pela correção e riqueza 
vocabular. 
Língua literária 
É a língua culta em sua forma mais artificial, usada pelos poetas 
e escritores brasileiros em suas obras. 
Língua falada 
Utiliza apenas signos vocais, a expressão oral; é a mais 
comunicativa e insinuante, porque as palavras são subsidiadas pela 
sonoridade e inflexões da voz, pelo jogo fisionômico, gesticulação e 
mímica; é prolixa e evanescente. 
Língua escrita 
É o registro formal da língua, a representação da expressão oral, 
utiliza-se de signos gráficos e de normas expressas; não é tão 
insinuante quanto a falada, mas é sóbria, exata e duradoura 
 
 
 
 
REFORMA ORTOGRÁFICA: Acentuação gráfica: 
Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia... 
Ortografia 
 A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a forma 
escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto a critérios 
etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto fonológicos 
(ligados aos fonemas representados). É importante compreender 
que a ortografia é fruto de uma convenção. A forma de grafar as 
palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os 
diversos países em que a língua portuguesa é oficial. A melhor 
maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e consultar o 
dicionário sempre que houver dúvida. 
O Alfabeto 
http://escritores-brasileiros.info/
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada letra 
apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja: 
a A (á) 
b B (bê) 
c C (cê) 
d D (dê) 
e E (é) 
f F (efe) 
g G (gê 
ou guê) 
h H (agá) 
i I (i) 
j J (jota) 
k K (cá) 
l L (ele) 
m 
M (eme) 
n N (ene) 
o O (ó) 
p P (pê) 
q Q (quê) 
r R (erre) 
s S (esse) 
t T (tê) 
u U (u) 
v V (vê) 
w 
W (dáblio) 
x X (xis) 
y 
Y (ípsilon) 
z Z (zê) 
Emprego das letrasK, W e Y 
Utilizam-se nos seguintes casos: 
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados. 
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, taylorista. 
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus derivados. 
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. 
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como 
unidades de medida de curso internacional. 
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km 
(quilômetro), Watt. 
Emprego de X e Ch 
Emprega-se o X: 
1) Após um ditongo. 
Exemplos: caixa, frouxo, peixe 
Exceção: recauchutar e seus derivados 
2) Após a sílaba inicial "en". 
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca 
Exceção: palavras iniciadas por "ch" que recebem o 
prefixo "en-" 
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de 
chiqueiro), encher e seus derivados (enchente, 
enchimento, preencher...) 
3) Após a sílaba inicial "me-". 
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão 
Exceção: mecha 
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras 
inglesas aportuguesadas. 
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu 
5) Nas seguintes palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, 
lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo, 
vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, etc. 
 Emprega-se o dígrafo Ch: 
1)Nos seguintes vocábulos: 
bochecha,bucha,cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu, 
chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, 
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc. 
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia considerada 
correta é aquela que ocorre de acordo com a origem da 
palavra. Veja os exemplos: gesso: Origina-se do grego gypsos 
jipe: Origina-se do inglês jeep. 
Emprega-se o G: 
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem 
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, 
ferrugem 
Exceção: pajem 
 2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -
úgio 
Exemplos: estágio, 
privilégio, prestígio, relógio, refúgio 
 3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g 
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de 
massagem), vertiginoso (de vertigem) 
 
4) Nos seguintes vocábulos: 
algema, auge, bege, 
estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, hegemonia, 
herege, megera, monge, rabugento, vagem. 
 Emprega-se o J: 
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -
jear 
Exemplos: arranjar: arranjo, arranje, arranjem 
despejar:despejo, despeje, despejem 
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando 
enferrujar: enferruje, enferrujem 
viajar: viajo, viaje, viajem (3ª pessoa do plural do 
presente do subjuntivo) 
 2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou 
exótica 
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, 
Moji 
3) Nas palavras derivadas de outras que já 
apresentam j 
Exemplos: 
laranja- 
laranjeira 
loja- lojista 
lisonja - 
lisonjeador 
nojo- nojeira 
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer jeito- ajeitar 
 
4) Nos seguintes vocábulos: 
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, 
majestade, jeito, jejum, laje, traje, pegajento 
 
Emprego das Letras S e Z 
Emprega-se o S: 
1) Nas palavras derivadas de outras que já 
apresentam s no radical 
Exemplos: análise- 
analisar 
catálise- catalisador 
casa- casinha, 
casebre 
liso- alisar 
 
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, 
título ou origem 
Exemplos: 
burguês- burguesa inglês- inglesa 
chinês- chinesa milanês- milanesa 
 
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa 
Exemplos: 
catarinense 
gostoso- 
gostosa 
amoroso- 
amorosa 
palmeirense 
gasoso- 
gasosa 
teimoso- 
teimosa 
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -ose 
Exemplos:catequese, diocese, poetisa, profetisa, 
sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose 
 5) Após ditongos 
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea 
 6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em 
seus derivados 
Exemplos: 
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, 
puséssemos 
 
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos 
 
repus, repusera, repusesse, repuséssemos 
 
7) Nos seguintes nomes próprios personativos: 
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, 
Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás 
 
8) Nos seguintes vocábulos: 
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, 
decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, 
mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio, 
presídio, querosene, raposa, surpresa, tesoura, usura, 
vaso, vigésimo, visita, etc. 
 
Emprega-se o Z: 
1) Nas palavras derivadas de outras que já 
apresentam z no radical 
Exemplos: 
deslize- 
deslizar 
razão- 
razoável 
vazio- esvaziar 
raiz- enraizar cruz-cruzeiro 
 
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos 
abstratos a partir de adjetivos 
Exemplos: 
inválido- 
invalidez 
limpo-
limpeza 
macio- 
maciez 
rígido- 
rigidez 
frio- frieza 
nobre- 
nobreza 
pobre-
pobreza 
surdo- 
surdez 
 
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar 
substantivos 
Exemplos: 
civilizar- civilização 
hospitalizar- 
hospitalização 
colonizar- colonização realizar- realização 
 
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita 
Exemplos: 
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, ave
zita 
 
5) Nos seguintes vocábulos: 
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, 
chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, 
xadrez, verniz, etc. 
 
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no 
contraste entre o S e o Z 
Exemplos: 
cozer (cozinhar) e coser (costurar) 
prezar( ter em consideração) e presar (prender) 
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior) 
 
Observação: em muitas palavras, a letra X soa 
como Z. Veja os exemplos: 
 
exame exato exausto exemplo existir exótico inexorável 
 
 
 
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs 
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. 
Observe: 
Emprega-se o S: 
Nos substantivos derivados de verbos terminados 
em "andir","ender", "verter" e "pelir" 
Exemplos: 
expandir- 
expansão 
pretender- 
pretensão 
verter- versão expelir- expulsão 
estender- 
extensão 
suspender- 
suspensão 
converter - 
conversão 
repelir- repulsão 
 
Emprega-se Ç: 
Nos substantivos derivados dos verbos "ter" e "torcer" 
Exemplos: 
ater- atenção torcer- torção 
deter- detenção distorcer-distorção 
manter- manutenção contorcer- contorção 
 
Emprega-se o X: 
Em alguns casos, a letra X soa como Ss 
Exemplos: 
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, 
sintaxe, texto, trouxe 
 
Emprega-se Sc: 
Nos termos eruditos 
Exemplos: 
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, 
discente, fascículo, fascínio, imprescindível, 
miscigenação, miscível, plebiscito, rescisão, 
seiscentos, transcender, etc. 
 
Emprega-se Sç: 
Na conjugação de alguns verbos 
Exemplos: 
nascer- nasço, nasça 
crescer- cresço, cresça 
descer- desço, desça 
 
Emprega-se Ss: 
Nos substantivos derivados de verbos terminados 
em "gredir", "mitir", "ceder" e "cutir" 
Exemplos: 
agredir- 
agressão 
demitir- 
demissão 
 ceder- 
cessão 
discutir- 
discussão 
progredir- 
progressão 
transmitir- 
transmissão 
exceder- 
excesso 
repercutir- 
repercussão 
 
Emprega-se o Xc e o Xs: 
Em dígrafos que soam como Ss 
Exemplos: 
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar 
 
Observações sobre o uso da letra X 
1) O X pode representar os seguintes fonemas: 
/ch/ - xarope, vexame 
/cs/ - axila, nexo 
/z/ - exame, exílio 
/ss/ - máximo, próximo 
/s/ - texto, extenso 
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci- 
Exemplos: excelente, excitar 
 
Emprego das letras E e I 
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i / pode 
não ser nítida. Observe: 
Emprega-se o E: 
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar 
Exemplos: 
magoar - magoe, magoes 
continuar- continue, continues 
2) Em palavras formadas com oprefixo ante- (antes, anterior) 
Exemplos: antebraço, antecipar 
3) Nos seguintes vocábulos: 
cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, 
orquídea, etc. 
 
 
Emprega-se o I : 
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir 
Exemplos: 
cair- cai 
doer- dói 
influir- influi 
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra) 
Exemplos: 
Anticristo, antitetânico 
3) Nos seguintes vocábulos: 
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, 
etc. 
Emprego das letras O e U 
Emprega-se o O/U: 
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de 
algumas palavras. Veja os exemplos: 
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação, 
realização) 
soar (emitir som) e suar (transpirar) 
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, 
costume, moleque. 
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, 
tábua 
 
Emprego da letra H 
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. 
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da 
tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta forma 
devido a sua origem na forma latina hodie. 
Emprega-se o H: 
1) Inicial, quando etimológico 
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio 
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh 
Exemplos: flecha, telha, companhia 
3) Final e inicial, em certas interjeições 
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. 
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo 
elemento, se etimológico 
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, 
etc. 
 
Observações: 
1) No substantivo Bahia, o "h" sobrevive por tradição. 
Note que nos substantivos derivados 
como baiano, baianada ou baianinha ele não é utilizado. 
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a 
letra "h" na sua composição. No entanto, seus derivados 
eruditos sempre são grafados com h. Veja: 
herbívoro, hispânico, hibernal. 
 
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas 
1) Utiliza-se inicial maiúscula: 
a) No começo de um período, verso ou citação direta. 
Exemplos: 
Disse o Padre Antonio Vieira: "Estar com Cristo em 
qualquer lugar, ainda que seja no inferno, é estar no 
Paraíso." 
"Auriverde pendão de minha terra, 
Que a brisa do Brasil beija e balança, 
Estandarte que à luz do sol encerra 
As promessas divinas da Esperança…" 
(Castro Alves) 
Observações: 
- No início dos versos que não abrem período, 
é facultativo o uso da letra maiúscula. 
Por Exemplo: 
"Aqui, sim, no meu cantinho, 
vendo rir-me o candeeiro, 
gozo o bem de estar sozinho 
e esquecer o mundo inteiro." 
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, 
usa-se letra minúscula. 
Por Exemplo: 
"Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 
incenso, mirra." (Manuel Bandeira) 
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: 
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. 
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: 
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. 
d) Nos nomes mitológicos. 
Exemplos: 
Dionísio, Netuno. 
e) Nos nomes de festas e festividades. 
Exemplos: 
Natal, Páscoa, Ramadã. 
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. 
Exemplos: 
ONU, Sr., V. Ex.ª. 
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, 
políticos ou nacionalistas. 
Exemplos: 
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, União, 
etc. 
Observação: esses nomes escrevem-se com 
inicial minúscula quando são empregados em sentido geral ou 
indeterminado. 
Exemplo: 
Todos amam sua pátria. 
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula: 
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios. 
Exemplos: 
 
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade 
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário 
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo 
2) Utiliza-se inicial minúscula: 
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes. 
Exemplos: 
carro, flor, boneca, menino, porta, etc. 
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana. 
Exemplos: 
janeiro, julho, dezembro, etc. 
segunda, sexta, domingo, etc. 
primavera, verão, outono, inverno 
c) Nos pontos cardeais. 
Exemplos: 
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste. 
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, 
sudoeste. 
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, 
os pontos cardeais são grafados com letra maiúscula. 
Exemplos: 
Nordeste (região do Brasil) 
Ocidente (europeu) 
Oriente (asiático) 
Lembre-se: 
Depois de dois-
pontos, não se tratando de 
citação direta, usa-se 
letra minúscula. 
Exemplo: 
"Chegam os magos do 
Oriente, com suas 
dádivas: ouro, incenso, 
mirra." (Manuel 
Bandeira) 
 
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula: 
a) Nos vocábulos que compõem uma citação 
bibliográfica. 
Exemplos: 
Crime e Castigo ou Crime e castigo 
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas 
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido 
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em 
nomes sagrados e que designam crenças religiosas. 
Exemplos: 
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas 
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor 
Santa Maria ou santa Maria. 
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e 
disciplinas. 
Exemplos: 
Português ou português 
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas 
modernas 
História do Brasil ou história do Brasil 
Arquitetura ou arquitetura 
Notações Léxicas 
Para representar os fonemas, muitas vezes há necessidade de 
recorrer a sinais gráficos denominados notações léxicas. 
Emprego do Til 
Til ( ~ ) 
O til sobrepõe-se sobre as letras a e o para indicar vogal 
nasal. 
Pode aparecer em sílaba: 
Tônica: balão, corações, maçã 
Pretônica: balõezinhos, grã-fino 
Átona: órgão, bênçãos 
 
Outros Exemplos: 
Capitães, limão, mamão, bobão, chorão, devoções, 
põem, etc. 
Observação: 
Se a sílaba onde figura o til for átona, acentua-se 
graficamente a sílaba predominante. 
Por Exemplo: Órfãos, acórdão 
Emprego do Apóstrofo 
Apóstrofo ( ´ ) 
O uso deste sinal gráfico pode: 
a) Indicar a supressão de uma vogal nos versos, por 
exigências métricas. Ocorre principalmente entre poetas 
portugueses 
Exemplos: 
esp´rança (esperança) 
minh'alma (minha alma) 
'stamos (estamos) 
b) Reproduzir certas pronúncias populares 
Exemplos: 
Olh'ele aí...(Guimarães Rosa) 
Não s'enxerga, enxerido! (Peregrino Jr.) 
c) Indicar a supressão da vogal da preposição de em certas 
palavras compostas 
Exemplos: 
copo d´água, estrela d'alva, caixa d'água 
 
Emprego dos Porquês 
POR QUE 
A forma por que é a sequência de uma preposição (por) e 
um pronome interrogativo (que). Equivale a "por qual 
razão", "por qual motivo": 
Exemplos: 
Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa. 
Por que você comprou este casaco? 
Há casos em que por que representa a 
sequência preposição + pronome relativo, equivalendo 
a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões (pela qual, pelos 
quais, pelas quais). 
Exemplos: 
Estes são os direitos por que estamos lutando. 
O túnel por que passamos existe há muitos anos. 
POR QUÊ 
Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um 
ponto (final, de interrogação, de exclamação) ou de 
reticências, a sequência deve ser grafada por quê, pois, 
devido à posição na frase, o monossílabo "que" passa a 
ser tônico. 
Exemplos: 
Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê? 
Será deselegante se você perguntar novamente por 
quê! 
PORQUE 
A forma porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já 
que, uma vez que, como. Costuma ser utilizado em respostas, 
para explicação ou causa. 
Exemplos: 
Vou ao supermercado porque não temos mais frutas. 
Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar? 
PORQUÊ 
A forma porquê representa um substantivo. Significa 
"causa", "razão", "motivo" e normalmente surge acompanhada 
de palavra determinante (artigo, por exemplo). 
Exemplos: 
Não consigo entender o porquê de sua ausência. 
Existemmuitos porquês para justificar esta atitude. 
Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê. 
Veja abaixo o quadro-resumo: 
Forma Emprego Exemplos 
Por que 
Em frases 
interrogativas (diretas 
e indiretas) 
Por que ele chorou? 
(interrogativa direta) 
Digam-me por que ele chorou. 
(interrogativa indireta) 
Em substituição à 
expressão "pelo qual" 
(e suas variações) 
Os bairros por que passamos 
eram sujos.(por que = pelos 
quais) 
Por quê No final de frases 
Eles estão revoltados por 
quê? 
Ele não veio não sei por quê. 
Porque 
Em frases afirmativas 
e em respostas 
Não fui à festa porque choveu. 
Porquê Como substantivo 
Todos sabem o porquê de seu 
medo. 
 
Emprego do Hífen 
O hífen é usado com vários fins em nossa ortografia, geralmente, 
sugerindo a ideia de união semântica. As regras de emprego do 
hífen são muitas, o que faz com que algumas dúvidas só possam 
ser solucionadas com o auxílio de um bom dicionário. Entretanto, é 
possível reduzir a quantidade de dúvidas sobre o seu uso, ao 
observarmos algumas orientações básicas. 
Conheça os casos de emprego do hífen (-): 
 1) Na separação de sílabas. 
Exemplos: 
vo-vó; 
pás-sa-ro; 
U-ru-guai. 
2) Para ligar pronomes oblíquos átonos a verbos e à 
palavra "eis". 
Exemplos: 
deixa-o; 
obedecer-lhe; 
chamar-se-á (mesóclise); 
mostre-se-lhe (dois pronomes relacionados ao mesmo verbo); 
ei-lo. 
3) Em substantivos compostos, cujos elementos conservam 
sua autonomia fonética e acentuação própria, mas perdem 
sua significação individual para construir uma unidade 
semântica, um conceito único. 
Exemplos: 
Amor-perfeito, arco-íris, conta-gotas, decreto-lei, guarda-
chuva, 
médico-cirurgião, norte-americano, etc. 
Obs.: certos compostos, em relação aos quais se 
perdeu, em certa medida, a noção de composição, 
grafam-se sem hífen: girassol, madressilva, 
mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, 
etc. 
4) Em compostos nos quais o primeiro elemento é numeral. 
Exemplos: 
primeira-dama, primeiro-ministro, segundo-tenente, segunda-
feira, 
quinta-feira, etc. 
5) Em compostos homogêneos (contendo dois adjetivos, 
dois verbos ou elementos repetidos). 
Exemplos: 
técnico-científico, luso-brasileiro; quebra-quebra, corre-corre, 
reco-reco, blá-blá-blá, etc. 
6) Nos topônimos compostos iniciados pelos 
adjetivos grã, grão, ou por forma verbal ou 
cujos elementos estejam ligados por artigos. 
Exemplos: 
Grã- Bretanha, Grão -Pará; 
Passa-Quatro, Quebra-Costas, Traga-Mouros, Trinca-Fortes; 
Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, 
Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes. 
Obs.: os outros topônimos compostos escrevem-se com 
os elementos separados, sem hífen: América do Sul, Belo 
Horizonte, Cabo Verde, etc. O topônimo Guiné-Bissau é, 
contudo, uma exceção consagrada pelo uso. 
7) Emprega-se o hífen nas palavras compostas que 
designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não 
ligadas por preposição ou qualquer outro elemento. 
Exemplos: 
couve-flor, erva-doce, feijão-verde, erva-do-chá, 
ervilha-de-cheiro, bem-me-quer (planta), 
andorinha-grande, formiga-branca, cobra-d'água, 
lesma-de-conchinha, bem-te-vi, etc. 
Obs.: não se usa o hífen quando os compostos que 
designam espécies botânicas e zoológicas são 
empregados fora de seu sentido original. Observe a 
diferença de sentido: bico-de-papagaio (espécie de planta 
ornamental, com hífen) e bico de papagaio (deformação 
nas vértebras, sem hífen). 
8) Emprega-se o hífen nos compostos com os 
elementos além, aquém, recém e sem. 
Exemplos: 
além-mar, aquém-fontreiras, recém-nascido, sem-vergonha. 
9) Usa-se o hífen sempre que o prefixo terminar com a 
mesma letra com que se inicia a outra palavra. 
Exemplos: 
anti-inflacionário, inter-regional, sub-bibliotecário, tele-entrega, 
etc. 
10) Emprega-se hífen (e não travessão) entre elementos que 
formam não uma palavra, mas um encadeamento vocabular: 
Exemplos: 
A divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade; 
A ponte Rio-Niterói; 
A ligação Angola-Moçambique; 
A relação professor-aluno. 
11) Nas formações por sufixação será empregado o hífen 
nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-
guarani que representam formas adjetivas, tais como -açu, -
guaçu e -mirim, se o primeiro elemento acabar em vogal 
acentuada graficamente, ou por tônica nasal. 
Exemplos: 
Andá-açu, capim-açu, sabiá-guaçu, arumã-mirim, cajá-mirim, 
etc. 
12) Usa-se hífen com o elemento mal antes de vogal, h ou l. 
Exemplos: 
mal-acabado, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo. 
 
13) Nas locuções não se costuma empregar o hífen, salvo 
naquelas já consagradas pelo uso. 
Exemplos: 
café com leite, cão de guarda, dia a dia, fim de semana, ponto 
e vírgula, tomara que caia. 
Locuções consagradas: 
água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-
perfeito, 
pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa. 
Prefixos e Elementos de Composição 
Usa-se o hífen com diversos prefixos e elementos de composição. 
Veja o quadro a seguir: 
Usa-se hífen com os 
prefixos: 
Quando a palavra seguinte 
começa por: 
Ante-, Anti-, Contra-, Entre-, 
Extra-, Infra-, Intra-, Sobre-, 
Supra-, Ultra- 
H / VOGAL IDÊNTICA À QUE 
TERMINA O PREFIXO 
Exemplos com H: ante-hipófise, 
anti-higiênico, anti-herói, 
contra-hospitalar, entre-hostil, 
extra-humano, infra-hepático, 
sobre-humano, supra-hepático, 
ultra-hiperbólico. 
Exemplos com vogal idêntica: 
anti-inflamatório, contra-ataque, 
infra-axilar, sobre-estimar, 
supra-auricular, ultra-aquecido. 
Hiper-, Inter-, Super- 
H / R 
Exemplos: hiper-hidrose, hiper-
raivoso, inter-humano, inter-
racial, 
super-homem, super-resistente. 
Sub- 
 
B - H - R 
Exemplos: sub-bloco, sub-
hepático, 
sub-humano, sub-região. 
Obs.: as formas escritas sem 
hífen e sem "h", como por 
exemplo "subumano" e 
"subepático" também são 
aceitas. 
Ab-, Ad-, Ob-, Sob- 
B - R - D (Apenas com o prefixo 
"Ad") 
Exemplos: ab-rogar (pôr em 
desuso), 
ad-rogar (adotar) 
ob-reptício (astucioso), sob-roda 
ad-digital 
Ex- (no sentido de estado 
anterior), Sota-, Soto-, Vice-, 
Vizo- 
DIANTE DE QUALQUER 
PALAVRA 
Exemplos: ex-namorada, sota-
soberania (não total), soto-
mestre (substituto), vice-reitor, 
vizo-rei. 
Pós-, Pré-, Pró- (tônicos e 
com significados próprios) 
DIANTE DE QUALQUER 
PALAVRA 
Exemplos: pós-graduação, pré-
escolar, 
pró-democracia. 
Obs.: se os prefixos não forem 
autônomos, não haverá hífen. 
Exemplos: predeterminado, 
pressupor, pospor, propor. 
Circum-, Pan- 
H / M / N / VOGAL 
Exemplos: circum-meridiano, 
circum-navegação, circum-oral, 
pan-americano, pan-mágico, 
pan-negritude. 
Pseudoprefixos (diferem-se 
dos prefixos por 
apresentarem elevado grau 
de independência e 
possuírem uma significação 
mais ou menos delimitada, 
presente à consciência dos 
falantes.) 
Aero-, Agro-, Arqui-, Auto-, 
Bio-, Eletro-, Geo-, Hidro-, 
Macro-, Maxi-, Mega, Micro-, 
Mini-, Multi-, Neo-, Pluri-, 
Proto-, Pseudo-, Retro-, 
Semi-, Tele- 
H / VOGAL IDÊNTICA À QUE 
TERMINA O PREFIXO 
Exemplos com H: geo-histórico, 
mini-hospital, neo-helênico, 
proto-história, semi-hospitalar. 
Exemplos com vogal idêntica: 
arqui-inimigo, auto-observação, 
eletro-ótica, micro-ondas, 
micro-ônibus, neo-ortodoxia, 
semi-interno, tele-educação. 
Importante 
1) Não se utilizará o hífen em palavras iniciadas pelo prefixo ‘co-’. 
Ele irá se juntar ao segundo elemento, mesmo que este se inicie 
por 'o' ou 'h'. Neste último caso, corta-se o 'h'. Se a palavra seguinte 
começar com 'r' ou 's', dobram-se essas letras. 
Exemplos: 
coadministrar, coautor, coexistência, cooptar, coerdeiro 
corresponsável, cosseno. 
2) Com os prefixos pre- e re- não se utilizará o hífen, mesmo diante 
de palavras começadas por 'e'. 
Exemplos: 
preeleger, preexistência, reescrever, reedição. 
3) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar 
em vogal e o segundo elemento começar por r ou s, estas 
consoantes serão duplicadas e não se utilizará o hífen. 
Exemplos: 
antirreligioso,antissemita, arquirrivalidade, autorretrato, 
contrarregra, contrassenso, extrasseco, infrassom, 
eletrossiderurgia, neorrealismo, etc. 
Atenção: 
Não confunda as grafias das palavras autorretrato e porta-retrato. 
A primeira é composta pelo prefixo auto-, o que justifica a ausência 
do hífen e a duplicação da consoante 'r'. 'Porta-retrato', por outro 
lado, não possui prefixo: o elemento 'porta' trata-se de uma forma 
do verbo "portar". Assim, esse substantivo composto deve ser 
sempre grafado com hífen. 
4) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar 
em vogal e o segundo elemento começar por vogal diferente, não 
se utilizará o hífen. 
Exemplos: 
antiaéreo, autoajuda, autoestrada, agroindustrial, contraindicação, 
infraestrutura, intraocular, plurianual, pseudoartista, 
semiembriagado, ultraelevado, etc. 
5) Não se utilizará o hífen nas formações com os prefixos des- e in-
, nas quais o segundo elemento tiver perdido o "h" inicial. 
Exemplos: 
desarmonia, desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc. 
6) Não se utilizará o hífen com a palavra não, ao possuir função 
prefixal. 
Exemplos: não violência, não agressão, não comparecimento. 
Lembre-se: 
Não se utiliza o hífen em palavras que possuem os elementos "bi", 
"tri", "tetra", "penta", "hexa", etc. 
Exemplos: 
bicampeão, bimensal, bimestral, bienal, tridimensional, 
trimestral, triênio, tetracampeão, tetraplégico, pentacampeão, 
pentágono, etc. 
Observações: 
- Em relação ao prefixo "hidro", em alguns casos pode haver 
duas formas de grafia. 
Exemplos: 
"Hidroavião" e "hidravião"; 
"hidroenergia" e "hidrenergia" 
- No caso do elemento "socio", o hífen será utilizado apenas 
quando houver função de substantivo (= de associado). 
Exemplos: 
sócio-gerente / socioeconômico 
 
Saiba Mais sobre o Uso do Hífen 
- Travessão e Hífen 
Não confunda o travessão com o hífen: o travessão é um sinal 
de pontuação mais longo do que o hífen. 
- Hífen e translineação 
Havendo coincidência de fim de linha com o hífen, deve-se, 
por clareza gráfica, repeti-lo no início da linha seguinte. 
Exemplos: 
ex- 
- alferes 
guarda- 
-chuva 
Por favor, diga- 
-nos logo o que aconteceu. 
 
Conheça algumas diferenças de significação que o uso (ou 
ausência) do hífen pode provocar: 
 
Significado sem uso do hífen Significado com uso do hífen 
Meio dia = metade do dia 
Ao meio-dia = às 12h 
 
 
Pão duro = pão envelhecido 
 
Pão-duro = sovina 
 
Cara suja = rosto sujo 
Cara-suja = espécie de 
periquito 
 
 
 
Copo de leite = copo com 
leite 
 
 
Copo-de-leite = flor 
 
 
Morfologia 
 
A Morfologia é o estudo da palavra 
Estrutura das Palavras 
As palavras podem se estruturar em: radical, vogal temática, tema, 
desinência, afixo e vogal ou consoante de ligação. 
RADICAL 
É a parte da palavra que tem significado. Também chamado 
de morfema lexical. 
TERR – radical da palavra terra, terreiro ou terraço. 
CAMP – radical da palavra campo, campestre. 
VOGAL TEMÁTICA 
É a vogal que aparece depois do radical, ajudando a palavra a 
receber outros elementos. Vai estar nos verbos. 
Amar – vogal temática A – 1ª conjugação 
Vender - vogal temática E – 2ª conjugação 
Partir – vogal temática I – 3ª conjugação 
TEMA 
Radical + vogal temática ou desinência nominal. 
http://www.infoescola.com/portugues/palavra/
http://www.infoescola.com/portugues/morfemas/
http://www.infoescola.com/portugues/vogal-tematica/
Terra = terr (radical) + a (desinência nominal) 
Ama = am (radical) + a (vogal temática) 
DESINÊNCIA 
Indica gênero e número para desinência nominal e expressa modo, 
tempo e pessoa para desinência verbal (usado somente em 
verbos). 
Rato = o – desinência nominal (gênero masculino) 
Rata = a – desinência nominal (gênero feminino) 
Amava = va – desinência verbal 
Partíssemos = ssemos – desinência verbal 
AFIXO 
Elementos que se juntam ao radical e formam novas palavras. 
- Prefixo: colocado antes do radical. 
Infeliz, incapaz e desconfiar. 
- Sufixo: colocado após o radical. 
Felizmente, garotinha e sapateiro. 
VOGAL OU CONSOANTE DE LIGAÇÃO 
 
É o elemento que ajuda na pronúncia da palavra. 
Pobrezinho e cafeicultura. 
Palavras primitivas e palavras derivadas 
As palavras primitivas são aquelas que dão origem as outras e as 
palavras derivadas são aquelas que se originam das outras. 
Ex. pedra (palavra primitiva) -> pedraria (palavra derivada) 
Processos de formação das palavras 
a) Derivação: é o processo pelo qual as palavras são formadas pela 
agregação de afixos (prefixos e/ou sufixo) + a palavra primitiva. 
Ex. Des (prefixo) + honra (palavra primitiva) = Desonra (palavra 
derivada) 
http://www.infoescola.com/portugues/desinencias-verbais-e-nominais/
http://www.infoescola.com/portugues/afixos/
* Tipos de derivação: prefixal, sufixal, parassintética, regressiva, 
imprópria. 
- Prefixal: prefixo + palavra primitiva (retro + agir = retroagir). 
- Sufixal: sufixo + palavra primitiva (deslocar [palavra primitiva] + 
mento = deslocamento). 
- Regressiva: subtração da desinência “r” dos infinitivos dos verbos 
(quebrar [infinitivo] = quebra). 
- Imprópria: forma-se a palavra nova sem alterar a forma da palavra 
primitiva (relâmpago = guerra relâmpago [palavra primitiva da 
mesma forma]). 
b) Composição: é o processo que a palavra se forma pela 
agregação de 2 (ou +) palavras de sentido próprio. 
Ex. plano + alto = planalto (palavra composta). 
* Tipos de composição: justaposição e aglutinação. 
- Justaposição: é a composição em que os elementos juntos têm a 
mesma pronúncia de quando estavam separados (gira + sol = 
girassol). 
- Aglutinação: é a composição em que pelo menos um dos 
elementos têm a pronúncia diferente de quando estavam separados 
(água + ardente = aguardente). 
Palavras cognatas 
São as que possuem o mesmo radical, e por isso, diz-se que 
pertencem a mesma família etimológica. 
Ex. desejar (verbo), indesejável (adjetivo), desejo (substantivo). 
1. Substantivo 
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. A palavra que 
indica o nome dos seres pertence a uma classe chamada 
substantivo. O subtantivo é a palavra que dá nome ao ser. 
Além de objeto, pessoa e fenômeno, o substantivo dá nome a 
outros seres, como: lugares, sentimentos, qualidades, ações e etc. 
http://www.infoescola.com/portugues/aglutinacao/
http://www.infoescola.com/portugues/substantivos/
http://www.infoescola.com/portugues/substantivos/
1.1 Classificação do substantivo 
 Comum - é aquele que indica um nome comum a todos os 
seres da mesma espécie. 
 Coletivos - entre os substantivos comuns encontra-se os 
coletivos, que, embora no singular, indicam uma multiplicidade 
de seres da mesma espécie 
 Próprio - é aquele que particulariza um ser da espécie. 
 Concreto - é aquele que indica seres reais ou imaginários, de 
existência independente de outros seres. 
 Abstrato - é aquele que indica seres dependentes de outros 
seres. 
2. Artigo 
Na frase, há muitas palavras que se relacionam ao substantivo.Uma 
delas é o artigo. 
Artigo é a palavra que se antepõe ao substantivo para determiná-lo. 
2.1 Classificação do Artigo 
O artigo se classifica de acordo com a idéia que atribui ao ser em 
relação a outros da mesma espécie. 
Definido - é aquele usado para determinar o substantivo de forma 
definida: o, as, os, as. 
Indefinido - é aquele usado para determinar o substantivo de forma 
indefinida: um, uma, uns, umas. 
3. Adjetivo 
Outra palavra que, na frase, se relaciona ao substantivo, é o 
adjetivo. 
Adjetivo é a palavra que caracteriza o substantivo. 
3.1 Formação do Adjetivo 
Como o substantivo, o adjetivo pode ser: 
 Primitivo - é aquele que não deriva de outra palavra. 
 Derivado - é aquele que deriva de outra palavra(geralmente 
de substantivos ou verbos). 
 Simples - é aquele formado de apenas um radical. 
 Composto - é aquele formado com mais de um radical. 
http://www.infoescola.com/portugues/substantivos-coletivos/
http://www.infoescola.com/portugues/adjetivo-primitivo/http://www.infoescola.com/portugues/adjetivo-derivado/
http://www.infoescola.com/portugues/adjetivo-simples/
http://www.infoescola.com/portugues/adjetivo-composto/
3.2 Locução Adjetiva 
Para caracterizar o substantivo, em lugar de um adjetivo pode 
aparecer uma locução adjetiva, ou seja, uma expressão formada 
com mais de uma palavra e com valor de adjetivo. 
4. Numeral 
Entre as palavras que se relacionam, na frase, ao substantivo há 
também o numeral. 
Numeral é a palavra que se refere ao substantivo dando a idéia de 
número. 
O numeral pode indicar: 
 Quantidade - Choveu durante quatro semanas. 
 Ordem - O terceiro aluno da fileira era o mais alto. 
 Multiplicação - O operário pediu o dobro do salário. 
 Fração - Comeu meia maça. 
4.1 Classificação do Numeral 
 Cardinal - Indica uma quantidade determinada de seres. 
 Ordinal - Indica a ordem (posição) que o ser ocupa numa 
série. 
 Multiplicativo - Expressa a idéia de multiplicação, indicando 
quantas vezes a quantidade foi aumentada. 
 Fracionário - Expressa a idéia de divisão, indicando em 
quantas partes a quantidade foi dividida. 
5. Pronome 
Além do artigo, adjetivo e numeral há ainda outra palavra que, na 
frase, se relaciona ao substantivo: é o pronome. 
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo, 
relacionando-o à pessoa do discurso. 
As pessoas do discurso são três: 
1. Primeira pessoa - a pessoa que fala. 
2. Segunda pessoa - a pessoa com quem se fala. 
3. Terceira pessoa - a pessoa de quem se fala. 
5.1 Classificação do Pronome 
Há seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, 
indefinidos, interrogativos e relativos. 
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-adjetiva/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-demonstrativo/
http://www.infoescola.com/portugues/pronomes-interrogativos/
1. Pronomes pessoais: Os pronomes pessoais substituem os 
substantivos, indicando as pessoas do discurso. São eles: 
retos, oblíquos e de tratamento. 
2. Pronomes Possessivos: São palavras que, ao indicarem a 
pessoa gramatical(possuidor), acrescentam a ela a idéia de 
posse de algo(coisa possuída). 
3. Pronomes Demonstrativos: São palavras que indicam, no 
espaço ou no tempo, a posição de um ser em relação às 
pessoas do discurso. 
4. Pronomes Indefinidos: Pronomes Indefinidos são palavras que 
se referem à Terceira pessoa do discurso, dando-lhe sentido 
vago ou expressando quantidade indeterminada. 
5. Pronomes Interrogativos: Pronomes Interrogativos são 
aqueles usados na formulação de perguntas diretas ou 
indiretas. Assim como os indefinidos, referem-se a Terceira 
Pessoa do Discurso. 
6. Pronomes Relativos: São pronomes relativos aqueles que 
representam nomes já mencionados anteriormente e com os 
quais se relacionam. 
6. Verbo 
Quando se pratica uma ação, a palavra que representa essa ação, 
indicando o momento que ela ocorre, é o verbo. Uma ação ocorrida 
num determinado tempo também pode constituir-se num fenômeno 
da natureza expresso por um verbo. 
Verbo é a palavra que expressa ação, estado e fenômeno da 
natureza situados no tempo. 
6.1 Conjugações do Verbo 
Na língua portuguesa, três vogais antecedem o “r” na formação do 
infinitivo: a-e-i. Essas vogais caracterizam a conjugação do verbo. 
Os verbos estão agrupados, então, em três conjugações: a primeira 
conjugação(terminados em ar), a segunda conjugação(terminados 
em er) e a terceira conjugação(terminados em ir). 
6.2 Flexão do Verbo 
O verbo é constituído, basicamente, de duas partes: radical e 
terminações. 
As terminações do verbo variam para indicar a pessoa, o número, o 
tempo, o modo. 
6.3 Tempo e Modo do Verbo 
O fato expresso pelo verbo aparece sempre situado nos tempos: 
http://www.infoescola.com/portugues/pronomes-pessoais/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-possessivo/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-indefinido/
http://www.infoescola.com/portugues/pronomes-interrogativos/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-relativo/
http://www.infoescola.com/portugues/verbos/
 Presente - Ele anuncia o fim da chuva. 
 Passado - Ele anunciou o fim da chuva. 
 Futuro - Ele anunciará o fim da chuva. 
Além de o fato estar situado no tempo, ele também pode indicar: 
 Fato certo - Ele partirá amanhã. 
 Fato duvidoso - Se ele partisse amanhã... 
 Ordem - Não partas amanhã. 
As indicações de certeza, dúvida e ordem são determinadas pelos 
modos verbais. São portanto três modos verbais: Indicativo(fato 
certo), Subjuntivo(fato duvidoso), Imperativo(ordem). 
6.4 Vozes do Verbo 
Voz é a maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em 
relação ao sujeito. São três as vozes verbais: 
 Ativa - o sujeito é o agente da ação, ou seja, é ele quem 
pratica a ação. 
 Passiva - o sujeito é paciente, isto é, sofre a ação expressa 
pelo verbo. 
 Reflexiva - o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da 
ação verbal, isto é, pratica e sofre a ação expressa pelo verbo 
6.5 Locução Verbal 
Uma locução verbal é o conjunto de dois verbos seguidos em uma 
oração, que representam apenas uma ação. Por exemplo: 
 O astronauta irá iniciar o procedimento para caminhada 
espacial. 
7. Advérbio 
Há palavras que são usadas para indicar as circunstâncias em que 
ocorre a ação verbal: são os advérbios. 
Advérbio é a palavra que indica as circunstâncias em que ocorre a 
ação verbal. 
7.1 Classificação do advérbio 
De acordo com as circunstâncias que exprime, o advérbio pode ser 
de: 
 Tempo (ontem, hoje, logo, antes, depois) 
 Lugar (aqui, ali, acolá, atrás, além) 
http://www.infoescola.com/portugues/sujeito/
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-verbal/
http://www.infoescola.com/portugues/adverbios/
 Modo (bem, mal, depressa, assim, devagar) 
 Afirmação (sim, deveras, certamente, realmente) 
 Negação (não, absolutamente, tampouco) 
 Dúvida (talvez, quiçá, porventura, provavelmente) 
 Intensidade (muito, pouco, mais, bastante) 
7.2 Locução Adverbial 
É um conjunto de duas ou mais palavras com valor de advérbio. 
7.3 Advérbios Interrogativos 
São advérbios interrogativos: quando(de tempo), como(de modo), 
onde(de lugar), por que(causa). Podem aparecer tanto nas 
interrogativas diretas quanto nas indiretas. 
8. Preposição 
Há palavras que, na frase, são usadas como elementos de ligação: 
uma delas é a preposição. 
Preposição é a palavra invariável que liga dois termos. 
Nessa ligação entre os dois termos, cria-se uma relação de 
subordinação em que o segundo termo se subordina ao primeiro. 
8.1 Locução Prepositiva 
É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma 
preposição. 
9. Conjunção 
Além da preposição, há outra palavra que, na frase, é usada como 
elemento de ligação: a conjunção. Conjunção é a palavra que liga 
duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. 
9.1 Classificação das conjunções 
As conjunções podem ser coordenativas e subordinativas. 
10. Interjeição 
Há palavras que expressam surpresa, alegria, aplauso, emoções. 
Essas palavras são as interjeições. Interjeição é a palavra que 
procura expressar, de modo vivo, um sentimento. 
10.1 Classificação de interjeição 
As interjeições classificam-se segundo as emoções ou sentimentos 
que exprimem: 
 Aclamação: Viva! 
http://www.infoescola.com/portugues/adverbios-de-intensidade/
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-adverbial/
http://www.infoescola.com/portugues/adverbios-interrogativos/
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-prepositiva/
http://www.infoescola.com/portugues/conjuncoes/
http://www.infoescola.com/portugues/conjuncao-coordenativa/
http://www.infoescola.com/portugues/conjuncoes-subordinativas/
 Advertência: Atenção! 
 Agradecimento: Grato! 
 Afugentamento: Arreda! 
 Alegria: Ah! 
 Animação: Coragem! 
 Pena: Oh! 
10.2 Locução Interjetiva 
São duas ou mais palavras com valor de interjeição 
 
 Sintaxe 
Frase: Todo e qualquer enunciado que contenha em si um sentido, 
transmita uma mensagem. 
Exemplo: 
Fogo! 
Silêncio!*** O sentido é perfeitamente compreensível apesar de a frase ser 
composta por apenas uma palavra. É o mesmo caso do exemplo 
abaixo: 
Oração: Enunciado que contém uma ação, um verbo mais 
precisamente. 
Exemplo: 
Corram depressa! 
João está à sua espera. 
Período Simples: Enunciado de sentido completo, que contém 
apenas uma ação verbal. 
Exemplo: 
O prédio está pegando fogo! 
*** Apesar dos dois verbos, a ação verbal é uma só, e por isso é 
período simples. 
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-interjetiva/
Período Composto: Enunciado de sentido completo, que contém 
mais de uma ação verbal, ou seja, mais de uma oração. 
Exemplo: 
Corram depressa e saiam pela direita! 
Corram, pois o prédio está pegando fogo! 
Período Simples 
Quando uma declaração, um enunciado, é composta apenas por 
uma oração, por uma ação verbal, é chamada de ORAÇÃO 
ABSOLUTA ou PERÍODO SIMPLES. 
Exemplo: 
Choveu muito esta manhã. 
Lucas adoeceu repentinamente. 
 
Termos Constituintes da Oração 
 
Os termos constituintes da oração são as palavras que compõem 
ou estruturam os discursos linguísticos. São classificados em: 
 Termos essenciais (sujeito e predicado) 
 Termos integrantes (complementos verbais, complemento nominal 
e agente da passiva) 
 Termos acessórios (adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto 
e vocativo) 
 
Termos Essenciais da Oração 
 
O nome já indica que não há oração sem a existência do sujeito e 
do predicado, vistos que correspondem aos termos essenciais da 
construção frasal. 
 
Sujeito 
 
O sujeito é a pessoa responsável pela ação, ou seja, é o termo o 
qual se declara ou enuncia algo. 
https://www.todamateria.com.br/termos-essenciais-da-oracao-sujeito-e-predicado/
 
Tipos de Sujeito 
 
 
Os sujeitos são classificados em: 
 Sujeito Simples: formado por um único núcleo, por 
exemplo: Maria andava na praia. (um sujeito responsável pela 
ação) 
 Sujeito Composto: formado por dois ou mais núcleos, por 
exemplo: Maria, João e Manuel foram fazer compras. (três sujeitos 
que compõem a ação) 
 Sujeito Oculto: também chamado de "sujeito elíptico ou 
desinencial", o sujeito oculto não aparece declarado na frase, 
porém existe uma pessoa que desenvolve a ação, por 
exemplo: Fui comprar óleo para fritar as batatas. (Segundo a 
conjugação verbal, fica fácil determinar qual pessoa é responsável 
por aquela ação, nesse caso, “eu” fui comprar óleo para fritar as 
batatas.) 
 Sujeito Indeterminado: nesse caso não é possível determinar o 
sujeito da ação. Ocorre geralmente nas orações que apresentam 
verbos na 3ª pessoa do plural sem referência ao elemento anterior, 
por exemplo: Fizeram acusações sobre você; ou nas orações 
compostas por verbos na 3ª pessoa do singular + partícula “se” 
(índice de indeterminação do sujeito), por exemplo: Acredita-se na 
conscientização da população. 
 Sujeito Inexistente: são chamadas de “orações sem sujeito”, uma 
vez que não há qualquer elemento ao qual o predicado se refere. 
Esse tipo de sujeito pode ocorrer nas frases que apresentem verbos 
impessoais, ou seja, o “verbo haver” com significado de existir, 
acontecer e indicando o tempo passado, por 
exemplo, Houve muitos comentários; o “verbo ser” indicando tempo 
(horas, datas, etc.) e distâncias, por exemplo, São três horas; ou 
nas orações que possuam “verbos indicativos” de fenômenos da 
natureza (chover, nevar, garoar, entardecer, anoitecer, etc.), por 
exemplo, Chuviscou o dia todo. 
 
Predicado 
 
O predicado corresponde às informações sobre o sujeito os quais 
concordam com ele em número (singular ou plural) e pessoa (eu, tu, 
ele, nos, vós, eles). Em outras palavras, o predicado é o termo que 
se refere ao sujeito constituído de verbos e complementos. 
Entenda a relação entre Sujeito e Predicado. 
https://www.todamateria.com.br/sujeito-e-predicado/
 
Tipos de Predicado 
 
Os predicados são classificados em: 
 
 Predicado Nominal: orações formadas por verbos de ligação 
(indicam estado), donde o núcleo corresponde a um nome 
(predicativo do sujeito), por exemplo: As 
pessoas permanecem caladas. Note que o predicativo do sujeito 
designa o termo responsável por exprimir o estado ou modo de ser 
do sujeito, de modo que destaca uma característica ou atributo do 
sujeito. 
 
 Predicado Verbal: expressa ação, sendo o núcleo um verbo que 
podem ser: transitivo direto (VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo 
direto e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI), por exemplo: 
Luana viajou (verbo intransitivo), A menina gosta de vestidos 
novos (verbo transitivo indireto). 
 
 Predicado Verbo-Nominal: Nesse caso, o predicado é formado 
por dois núcleos, ou seja, um nome e um verbo, por exemplo: A 
menina chegou atrasada na escola (o verbo “chegar” com o 
predicativo “atrasada” uma vez que refere-se e complemente 
diretamente o sujeito “menina”, sendo, portanto, predicativo do 
sujeito). 
 
Termos Integrantes da Oração 
 
Os termos integrantes complementam os termos essenciais da 
oração (sujeito e predicado), são eles: os complementos verbais, 
ou seja, o objeto direto e indireto, o complemento nominal e 
o agente da passiva, embora alguns estudiosos classifiquem o 
agente da passiva como um termo acessório. 
 
Complemento Verbal 
Os complementos verbais constituintes da oração são classificados 
em: 
 Objeto Direto: termo não regido por preposição o qual completa o 
sentido do verbo transitivo direto (VTD); pode ser trocado por o, as, 
os, as, por exemplo: Bianca esperava o namorado. 
 Objeto Indireto: termo regido por preposição o qual completa o 
sentido do verbo transitivo direto (VTI), por exemplo: Marcela gosta 
de chocolates. 
https://www.todamateria.com.br/predicado-nominal/
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbal/
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbo-nominal/
https://www.todamateria.com.br/predicativo-do-sujeito/
https://www.todamateria.com.br/predicativo-do-sujeito/
https://www.todamateria.com.br/termos-integrantes-da-oracao/
https://www.todamateria.com.br/complemento-verbal/
https://www.todamateria.com.br/objeto-direto/
https://www.todamateria.com.br/objeto-indireto/
 
Complemento Nominal 
O complemento nominal corresponde aos termos que 
complementam os nomes por meio de preposição, que podem ser 
substantivos, adjetivos e advérbios, por exemplo: Joana tem 
orgulho do filho. 
 
Agente da Passiva 
Termo utilizado para determinar o praticante da ação na voz verbal 
passiva, donde o sujeito é denominado “paciente”, ou seja, recebe a 
ação expressa pelo verbo. 
Geralmente são acompanhados por preposição (por, pelo ou de), 
por exemplo: A casa foi arrumada pelo filho (agente da passiva). 
 
Termos Acessórios da Oração 
 
Termos que apresentam função secundária na construção das 
orações, posto que são utilizados em determinados contextos 
sendo dispensáveis em outros. 
Os termos acessórios possuem a função de determinar os 
substantivos exprimindo circunstâncias, são eles: adjunto adverbial, 
adjunto adnominal, aposto e vocativo. 
 
Adjunto Adverbial 
O Adjunto Adverbial corresponde ao termo que se refere ao verbo, 
ao adjetivo e ao advérbio. São classificados em: modo, tempo, 
intensidade, negação, afirmação, dúvida, finalidade, matéria, lugar, 
meio, concessão, argumento, companhia, causa, assunto, 
instrumento, fenômeno da natureza, paladar, sentimento, preço, 
oposição, acréscimo, condição, por exemplo: Felizmente a noiva 
chegou (adjunto adverbial de modo). 
 
Adjunto Adnominal 
O adjunto adnominal é o termo que indica o agente da ação, de 
forma que caracteriza, modifica, determina ou qualifica o nome ao 
qual se refere (substantivo); por exemplo: As duas crianças 
pequenas brincaram. 
 
Aposto 
O aposto é o termo encarregado de explicar ou detalhar melhor o 
nome ao qual se refere, por exemplo: Brasília, capital do Brasil, foi 
construída na década de 60. 
https://www.todamateria.com.br/complemento-nominal/
https://www.todamateria.com.br/agente-da-passiva/
https://www.todamateria.com.br/termos-acessorios-da-oracao/https://www.todamateria.com.br/adjunto-adverbial/
https://www.todamateria.com.br/adjunto-adnominal/
https://www.todamateria.com.br/aposto/
Vocativo 
Termo independente da oração (não se relaciona com o sujeito ou 
predicado) que indica o “chamamento” ou a “invocação” de uma 
pessoa ou de um ser (interlocutor), sendo isolado por vírgulas, por 
exemplo: Pessoal, vamos para a festa. 
 
Período Composto 
Quando uma declaração/ enunciado, contém duas ou mais orações, 
este enunciado é chamado de PERÍODO COMPOSTO. 
Há dois tipos de período composto: 
1. PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO 
Período Composto por Coordenação é aquele cujas orações não 
dependem sintaticamente umas das outras porque são 
independentes. 
 
 Gritou com o irmão/ e correu para o quarto. 
 
 Descansei,/ fui à praia/ e visitei lugares maravilhosos. 
 
As orações coordenadas podem ser Sindéticas ou Assindéticas. 
Nas sindéticas é utilizada conjunção, enquanto nas assindéticas, 
não. 
 
Exemplos: 
 Não coma bolo quente;/ ficará com dores de barriga. (Oração 
Coordenada Assindética) 
 Vou sair/ e já volto! (Oração Coordenada Sindética) 
 
Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas 
As orações coordenadas sindéticas podem ser de 5 tipos: 
 
1) Aditiva - expressam ideia de soma. As conjunções mais 
frequentes são: e, bem como, como também, mas ainda, mas 
também. 
 
Exemplos: 
 
 Gosto de cinema, bem como de teatro. 
 Conheceu a Europa, como também a Ásia. 
https://www.todamateria.com.br/vocativo/
 
2) Adversativa - expressam ideia de adversidade, oposição. As 
conjunções mais frequentes são: contudo, entretanto, mas, no 
entanto, porém, todavia. 
 
Exemplos: 
 
 Vou caminhar hoje, contudo só posso depois do jantar. 
 O jantar estava delicioso, mas deveria ter reduzido o sal. 
3) Alternativa - expressam ideia de alternância, escolha. As 
conjunções mais frequentes são: já...já, ou, ora…ora, ou…ou, quer 
...quer, seja… seja. 
 
Exemplos: 
 
 Ora está bem, ora não está. 
 Assistirei um filme ou lerei um livro. 
 
4) Conclusiva - expressam ideia de conclusão. As conjunções mais 
frequentes são: assim, então, logo, pois, por isso, portanto. 
 
Exemplos: 
 
 Faço tudo o que tenho de fazer pela manhã, pois fico com a tarde 
toda livre. 
 Ela tirou péssimas notas, por isso, não viajará nas férias. 
 
5) Explicativa - expressam ideia de explicação, justificação. As 
conjunções mais frequentes são: pois, porque, que. 
 
Exemplos: 
 
 Não fui te visitar porque não sabia que você já tinha chegado de 
viagem. 
 Foi recompensado, pois foi bom aluno. 
 
2. PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO 
Este tipo de período é formado por uma oração principal que é 
complementada com uma ou mais orações subordinadas. Estas 
orações poderão exercer a função de sujeito, complemento 
nominal, adjunto adverbial, adjunto adnominal, etc, dentro da 
estrutura da oração principal. 
Exemplo: 
A polícia sabia que havia pessoas no prédio. 
Quando eu voltar, farei o jantar. 
Classificação das Orações Subordinadas 
 
Existem três tipos de orações subordinadas, as quais são 
classificadas de acordo com a função que exercem. 
 
 Substantivas: As orações subordinadas substantivas exercem 
função de substantivo. 
 Adjetivas: As orações subordinadas adjetivas exercem função de 
adjetivo. 
 Adverbiais: As orações subordinadas adverbiais exercem função 
de advérbio. 
 
Orações Subordinadas Substantivas 
 
As orações subordinadas substantivas podem 
ser subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, predicativa
s, completivas nominais ou apositivas. Geralmente, elas são 
iniciadas pelas conjunções que e se. 
 
Orações Subjetivas 
Têm função de sujeito da oração principal. O verbo da oração 
principal apresenta-se sempre na 3.ª pessoa do singular. Exemplo: 
 Sua presença é imprescindível. 
 É imprescindível/ que você venha. 
Na primeira oração (período simples), “presença” é um substantivo. 
Na segunda oração (período composto), o substantivo “presença” 
foi modificado para “que você venha”, que tem a função de sujeito 
da oração principal. 
Desta forma, estamos diante de uma oração subordinada subjetiva. 
 
Orações Objetivas Diretas 
Têm função de objeto direto da oração principal. Exemplo: 
 Não sei o meu destino. 
 Não sei/ se vou. 
http://www.infoescola.com/portugues/adjunto-adverbial/
http://www.infoescola.com/portugues/adjunto-adnominal/
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-substantivas/
 
Na primeira oração (período simples), “o meu destino” é objeto 
direto. Na segunda oração (período composto), o objeto direto “o 
meu destino” foi modificado para “se vou”, de modo que passou a 
ter a função de objeto direto da oração principal. Logo, estamos 
diante de uma oração subordinada objetiva direta. 
Orações Objetivas Indiretas 
Têm função de objeto indireto da oração principal. Exemplo: 
 Gosto de aventuras. 
 Gosto/ de me aventurar. 
Na primeira oração (período simples), “de aventuras” é objeto 
indireto. Na segunda oração (período composto), o objeto indireto 
“de aventuras” foi modificado para o verbo “aventurar”, de modo que 
a oração “de me aventurar” passa a ter a função de objeto indireto 
da oração principal. Logo, estamos diante de uma oração 
subordinada objetiva indireta. 
Orações Predicativas 
Têm função de predicativo do sujeito da oração principal. Exemplo: 
 Seja cantor! 
 Espero/ que cante! 
Na primeira oração (período simples), “cantor” é predicativo. Na 
segunda oração (período composto), o predicativo “cantor” foi 
modificado para “que cante”, o qual passou a ter a função de 
predicativo do sujeito da oração principal. Logo, estamos diante de 
uma oração subordinada predicativa. 
Orações Completivas Nominais 
Têm função de complemento nominal da oração principal. Exemplo: 
 Tenho medo de escuro. 
 Tenho medo/ que escureça. 
Na primeira oração (período simples), “de escuro” é complemento 
nominal. Na segunda oração (período composto), o complemento 
nominal “de escuro” foi modificado para “que escureça”, de modo 
que passou a ter a função de complemento nominal da oração 
principal. Logo, estamos diante de uma oração completiva nominal. 
 
Orações Apositivas 
 
Têm função de aposto da oração principal. Exemplo: 
 
 Meu desejo: a felicidade dos meus filhos. 
 Desejo/ que meus filhos sejam felizes. 
 
Na primeira oração (período simples), “a felicidade dos meus filhos” 
é complemento nominal. Na segunda oração (período composto), o 
complemento nominal “a felicidade dos meus filhos” foi modificado 
para “que meus filhos sejam felizes”, de modo que este tem função 
de complemento nominal da oração principal, ou seja, é uma oração 
apositiva. 
 
Orações Subordinadas Adjetivas 
 
As orações subordinadas adjetivas podem ser explicativas ou 
restritivas. Essas orações são iniciadas pelos pronomes relativos 
cujo, onde, o qual, quanto, que, quem e respectivas variantes. 
 
Orações Explicativas 
Explicam ou esclarecem algo acerca da oração principal. As 
orações explicativas sempre aparecem entre vírgulas. 
 
Exemplo: 
 
Na Ásia/, que é o maior continente do mundo,/ há 11 fusos horários. 
 
 Oração principal: Na Ásia há 11 fusos horários. 
 Oração subordinada: que é o maior continente do mundo. 
 
A oração subordinada acresce uma informação acerca da Ásia, 
portanto, é explicativa. 
 
Orações Restritivas 
 
Restringem ou delimitam a informação dada acerca da oração 
principal. Exemplo: 
O aluno/ que faltou/ ficou sem grupo. 
 
 Oração principal: O aluno ficou sem grupo. 
 Oração subordinada: que faltou. 
 
Neste caso, a oração subordinada não acrescentou somente uma 
informação acerca do aluno, mas o especificou. Portanto, estamos 
diante de uma oração subordinada adjetiva restritiva. Ao contrário 
das orações explicativas, as restritivas não são pontuadas entre 
vírgulas. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais 
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-adjetivas/
 
Esse tipo de oração substitui um advérbio, de modo que a sua 
função sintáticaequivale a do adjunto adverbial. 
 
Compare: 
 
 Terminamos o trabalho cedo. 
 Terminamos o trabalho/ quando era cedo. 
 
Na primeira oração (período simples), “cedo” é um advérbio. Na 
segunda oração (período composto), esse advérbio foi modificado 
para “quando era cedo”, de modo que essa oração tem a função de 
adjunto adverbial. 
 
As orações subordinadas adverbiais podem ser causais, 
comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, 
consecutivas, finais, temporais ou proporcionais. 
Cada uma delas expressa a circunstância indicada no seu nome: 
 
 Orações Causais (como, já que, porque, visto que, uma vez que): 
Uma vez que chovia, não sai. 
 Orações Comparativas (como, do que, que): Agiu como se fosse 
um adolescente. 
 Orações Concessivas (ainda que, a menos que, embora, mesmo 
que, por mais que, por menos que, se bem que): Não sairei daqui, a 
menos que você fale comigo. 
 Orações Condicionais (a não ser que, caso, contanto que, desde 
que, exceto, se): Caso puder, ligue-me. 
 Orações Conformativas (como, conforme, consoante, segundo): 
Fiz o trabalho conforme foi indicado. 
 Orações Consecutivas (de forma que, de modo que): De modo 
que se você for, eu irei também. 
 Orações Finais (a fim de que, para que, que): Faço assim para 
facilitar a nossa vida. 
 Orações Temporais (antes que, assim que, até que, cada vez que, 
depois que, enquanto,logo que, quando): Quando eu entrar, ela vai 
sair. 
 Orações Proporcionais (ao passo que, à proporção que, 
enquanto, quanto mais, quanto menos): Enquanto agir assim, não 
falarei com ele. 
 
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-adverbiais/
Regência verbal e regência nominal 
 
 
Chamamos de regência verbal e regência nominal a relação de 
subordinação existente entre um verbo ou um nome e seus 
complementos 
 
Você sabe o que é regência verbal? E regência nominal? Se você 
ainda não sabe, é tempo de aprender. Entender sobre esse assunto 
é indispensável para quem deseja escrever adequadamente, 
respeitando, assim, a sintaxe da língua portuguesa. Vamos lá? 
Você já deve ter percebido que, em uma oração, as palavras 
estabelecem relações entre si. Graças a essa relação, somos 
capazes de construir os sentidos da mensagem, uma vez que as 
palavras são interdependentes. Essa relação de complementação 
entre os termos da oração é chamada de regência, que pode 
ser verbal ou nominal. Chamamos de termo regido a palavra que 
depende de outra para obter sentido completo e de termo regente a 
palavra a que se subordina o termo regido. 
Achou complicado? Parece, mas não é. Fique atento à explicação e 
aos exemplos que o sítio de Português preparou para você. Depois 
desta leitura, certamente todas as dúvidas serão esclarecidas. Bons 
estudos! 
Regência verbal 
Chamamos de regência verbal a relação que se estabelece entre os 
verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos 
indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Os verbos podem 
ser intransitivos e transitivos. 
 
http://portugues.uol.com.br/gramatica/casos-especiais-regencia-verbal-um-olhar-atento.html
http://portugues.uol.com.br/gramatica/regencia-verbal-.html
Os verbos intransitivos não exigem complemento. Isso 
acontece porque são verbos que fazem sentido por si só, ou 
seja, possuem sentido completo. Em alguns casos, eles são 
acompanhados por adjuntos adverbiais, elementos que não 
podem ser considerados como objetos. O adjunto adverbial é 
um termo acessório da oração cuja função é modificar um 
verbo, um adjetivo ou um advérbio, indicando uma 
circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade etc.). Sendo um 
termo acessório, pode ser retirado da frase sem alterar sua 
estrutura sintática. Veja alguns exemplos: 
Choveu muito ontem. 
↓ ↓ 
 verbo impessoal adjunto adverbial de 
intensidade e de tempo 
(intransitivo) 
Chegamos no voo das onze horas. 
↓ ↓ 
 verbo intransitivo adjunto adverbial de meio e 
de tempo 
Verbos transitivos diretos 
Chamamos de verbos transitivos aqueles que precisam de um 
complemento, uma vez que não possuem sentido quando 
sozinhos. Eles podem ser transitivos diretos e indiretos. Os 
transitivos diretos são acompanhados por objetos diretos 
e não exigem preposição para o correto estabelecimento da 
relação de regência. Veja os exemplos: 
Quero bolo! 
 ↓ ↓ 
verbo transitivo direto objeto direto 
Amo aquele rapaz. 
↓ ↓ 
verbo transitivo direto objeto direto 
Para facilitar o reconhecimento dos verbos transitivos diretos, 
você poderá fazer algumas perguntas para eles (quero o 
quê/quero quem? Amo o quê/amo quem?). As respostas serão 
os objetos diretos. 
Verbos transitivos indiretos 
Os verbos transitivos indiretos são complementados por 
objetos indiretos, isto é, exigem uma preposição para o 
estabelecimento da relação de regência. Veja: 
preposição 'de' + artigo 'a' = da 
 ↑ 
Gostamos da prova. 
 ↓ ↓ 
verbo transitivo indireto objeto indireto 
Outro exemplo: 
preposição + artigo = às 
↑ 
Respondi às questões. 
↓ ↓ 
verbo transitivo indireto objeto indireto 
Você também pode fazer perguntas para o verbo para assim 
identificar se ele é ou não transitivo indireto (gostaram de 
quê/gostaram de quem? Respondeu a quê/respondeu a 
quem?). Note que, ao fazer a pergunta com o uso de uma 
preposição, o objeto responderá também com uma preposição 
(gostamos da prova/ respondi às questões). 
Verbos transitivos diretos e indiretos 
Antigamente, os verbos transitivos diretos e indiretos eram 
chamados de bitransitivos. Essa nomenclatura, entretanto, não 
é mais utilizada. São verbos acompanhados de um objeto 
direto e um objeto indireto. Observe: 
a (preposição) + os = aos 
↑ 
Agradeço aos ouvintes a audiência. 
↓ ↓ ↓ 
verbo transitivo direto e indireto Objeto indireto objeto 
direto ('a' é artigo) 
Quem agradece, agradece a alguém algo. 
Outro exemplo: 
 preposição + artigo = à 
 ↑ 
Entreguei a flor à professora. 
 ↓ ↓ ↓ 
 verbo transitivo direto e indireto Objeto direto objeto 
indireto 
Regência nominal 
Chamamos de regência nominal o nome da relação existente 
entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos 
regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada 
por uma preposição. Veja alguns exemplos (vale lembrar que 
existem muitos outros): 
Substantivos: 
Admiração a/por 
Devoção a/ para/ com/ por 
Medo de 
Respeito a/ com/ para com/ por 
Adjetivos: 
Necessário a 
Acostumado a/com 
Nocivo a 
Agradável a 
Equivalente a 
Advérbios: 
Longe de/ Perto de 
Obs.: Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o 
regime dos adjetivos de que são formados: 
Paralela a; paralelamente a 
Relativa a; relativamente a 
 
Colocação dos pronomes átonos 
 
Colocação Pronominal (próclise, mesóclise, ênclise) 
Por Cristiana Gomes 
Faça os exercícios! 
Por Cristiana Gomes 
 
É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, 
o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo. 
Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo 
(próclise), no meio do verbo (mesóclise) e depois do verbo (ênclise). 
Esses pronomes se unem aos verbos porque são “fracos” na 
pronúncia. 
PRÓCLISE 
Usamos a próclise nos seguintes casos: 
http://www.infoescola.com/autor/cristiana-gomes/16/
http://www.infoescola.com/portugues/colocacao-pronominal-proclise-mesoclise-enclise/exercicios/
(1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, 
nada, ninguém, nem, de modo algum. 
- Nada me perturba. 
- Ninguémse mexeu. 
- De modo algum me afastarei daqui. 
- Ela nem se importou com meus problemas. 
(2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, 
conforme, embora, logo, que. 
- Quando se trata de comida, ele é um “expert”. 
- É necessário que a deixe na escola. 
- Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos 
sinceros. 
(3) Advérbios 
- Aqui se tem paz. 
- Sempre me dediquei aos estudos. 
- Talvez o veja na escola. 
OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa 
de atrair o pronome. 
- Aqui, trabalha-se. 
(4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos. 
- Alguém me ligou? (indefinido) 
- A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo) 
- Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo) 
(5) Em frases interrogativas. 
- Quanto me cobrará pela tradução? 
(6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo). 
- Deus o abençoe! 
- Macacos me mordam! 
- Deus te abençoe, meu filho! 
(7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM. 
http://www.infoescola.com/portugues/adverbios/
http://www.infoescola.com/portugues/utilizacao-da-virgula/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-relativo/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-demonstrativo/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-indefinido/
- Em se plantando tudo dá. 
- Em se tratando de beleza, ele é campeão. 
(8) Com formas verbais proparoxítonas 
- Nós o censurávamos. 
MESÓCLISE 
Usada quando o verbo estiver no futuro do presente (vai acontecer 
– amarei, amarás, ...) ou no futuro do pretérito (ia acontecer mas 
não aconteceu – amaria, amarias, ...) 
- Convidar-me-ão para a festa. 
- Convidar-me-iam para a festa. 
Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória. 
- Não (palavra atrativa) me convidarão para a festa. 
ÊNCLISE 
Ênclise de verbo no futuro e particípio está sempre errada. 
- Tornarei-me....... (errada) 
- Tinha entregado-nos..........(errada) 
Ênclise de verbo no infinitivo está sempre certa. 
- Entregar-lhe (correta) 
- Não posso recebê-lo. (correta) 
Outros casos: 
- Com o verbo no início da frase: Entregaram-me as camisas. 
- Com o verbo no imperativo afirmativo: Alunos, comportem-se. 
- Com o verbo no gerúndio: Saiu deixando-nos por instantes. 
- Com o verbo no infinitivo impessoal: Convém contar-lhe tudo. 
OBS: se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra 
atrativa, ocorrerá a próclise: 
- Em se tratando de cinema, prefiro o suspense. 
- Saiu do escritório, não nos revelando os motivos. 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS 
http://www.infoescola.com/portugues/participio-2/
http://www.infoescola.com/portugues/colocacao-pronominal/
Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo, 
gerúndio ou particípio. 
AUX + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. 
Se houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do verbo 
auxiliar. 
- Havia-lhe contado a verdade. 
- Não (palavra atrativa) lhe havia contado a verdade. 
AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa, 
o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo 
principal. 
Infinitivo 
- Quero-lhe dizer o que aconteceu. 
- Quero dizer-lhe o que aconteceu. 
Gerúndio 
- Ia-lhe dizendo o que aconteceu. 
- Ia dizendo-lhe o que aconteceu. 
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo 
auxiliar ou depois do verbo principal. 
Infinitivo 
- Não lhe quero dizer o que aconteceu. 
- Não quero dizer-lhe o que aconteceu. 
Gerúndio 
- Não lhe ia dizendo a verdade. 
- Não ia dizendo-lhe a verdade. 
Concordância verbal e nominal 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
A regra básica da concordância verbal é o verbo concordar em 
número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da 
frase. 
1. Sujeito simples – o verbo concordará com ele em número e 
pessoa. 
Ex.: O artista excursionará por várias cidades do interior. 
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-verbal/
http://www.infoescola.com/portugues/verbos-auxiliares-portugues/
 
2. Sujeito composto – em regra geral, o verbo vai para o plural. 
Ex.: Sua avareza e seu egoísmo fizeram com que todos o 
abandonassem. 
Se o sujeito vier depois do verbo, concorda com o núcleo mais 
próximo, ou vai para o plural. 
Ex.: “Ainda reinavam (ou reinava) a confusão e a tristeza” (Dinah S. 
de Queiroz). 
Se o sujeito vier composto por pronomes pessoais diferentes – o 
verbo concordará conforme a prioridade gramatical das pessoas. 
Ex.: Eu e você somos pessoas responsáveis. 
Atenção! Tu e ela estudais / estudam. A segunda forma é mais 
usada atualmente. 
 
3. Expressões não só...mas também, tanto/quanto que 
relacionam sujeitos compostos permitem a concordância do verbo 
no singular ou no plural. 
Ex.: Tanto o rapaz quanto o amigo obtiveram/obteve nota máxima 
na redação do ENEM. 
 
4. Sujeito composto ligado por ou: 
- indicando exclusão, ou sinonímia – o verbo fica no singular. 
Ex.: Maria ou Joana será representante. 
- indicando inclusão, ou antonímia – o verbo fica no plural. 
Ex.: O amor ou o ódio estão presentes. 
- indicando retificação – o verbo concorda com o núcleo mais 
próximo. 
Ex.: O aluno ou os alunos cuidarão da exposição. 
 
5. Quando o sujeito é representado por expressões como a maioria 
de, a maior parte de e um nome no plural, o verbo concorda no 
singular (realçando o todo) ou no plural (destacando a ação dos 
indivíduos). 
Ex.: A maioria dos jovens quer as reformas. (ou) A maioria dos 
jovens querem as reformas. 
 
6. Não sou daqueles que recusa / recusam as obrigações. 
Nesse caso, o referente do pronome relativo que é daqueles, a 
regra fundamental de concordância com o sujeito deverá levar o 
verbo para a 3ª pessoa do plural. Entretanto, também é aceito 
quando refletimos em uma concordância com um daqueles que. 
 
7. Verbo ser + pronome pessoal + que – o verbo concorda com o 
pronome pessoal. 
Ex.: Sou eu que executo a obra. Seremos nós que executaremos a 
obra. 
Verbo ser + pronome pessoal + quem – o verbo concorda com o 
pronome pessoal ou fica na 3ª pessoa do singular. 
Ex.: Sou eu quem inicio a leitura. Sou eu quem inicia a leitura. 
 
8. Nomes próprios locativos ou intitulativos – se precedidos de 
artigo plural, o verbo irá para o plural; não sendo assim, irá para o 
singular. 
Ex.: Os Estados Unidos reforçam as suas bases. 
Minas Gerais progride muito. 
 
9. Pronome relativo antecedido da expressão “um dos”, “uma 
das” – verbo na 3ª pessoa do singular ou do plural. 
Ex.: Ela é uma das que mais impressiona (ou impressionam). 
Quando apresenta uma ideia de seletividade, fica obrigatoriamente 
no singular. 
Ex.: Aquela é uma das peças de Nelson Rodrigues que hoje se 
apresentará neste teatro. 
 
10. Concordância do verbo ser: a) sujeito nome de coisa ou um 
dos pronomes nada, tudo, isso ou aquilo + verbo ser + 
PREDICATIVO no plural: verbo no singular ou no plural (mais 
comum). 
Ex.: "A pátria não é ninguém: são todos.” (Rui Barbosa) 
b) NAS ORAÇÕES INTERROGATIVAS iniciadas pelos 
pronomes quem, que, o que – verbo ser concorda com o nome ou 
pronome que vem depois. 
Ex.: Quem eram os culpados? 
c) 1º TERMO – SUJEITO = substantivo; 2º termo = pronome 
pessoal, o verbo concorda com o pronome pessoal. 
Ex: Os defensores somos nós. 
d) Nas expressões é muito, é pouco, é mais de, é tanto, é 
bastante + determinação de preço, medida ou quantidade: 
verbo no singular. 
Ex.: Dez reais é quase nada. 
e) Indicando hora, data ou distância – o verbo concorda com o 
predicativo. 
Ex.: São três horas. Hoje são 15 de fevereiro. 
 
11. PASSIVO – NA VOZ PASSIVA SINTÉTICA, com o pronome 
apassivador SE, o verbo concorda com o sujeito paciente (que é 
um aparente objeto direto). 
Ex.: Escutavam-se vozes. 
INDETERMINADO – com o pronome indeterminador do sujeito, o 
verbo fica na 3ª pessoa do singular. 
Ex.: Precisa-se de operários. 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
As relações que as palavras estabelecem com o substantivo que as 
rege constitui o que em gramática se chama de sintagma nominal. 
Essa relação caracterizaos casos de concordância nominal. 
 
1. Concordância de gênero e número entre o núcleo nominal e os 
artigos que o precedem, os pronomes indefinidos variáveis, os 
demonstrativos, os possessivos, os numerais cardinais e os 
adjetivos. 
Ex.: Um luar claro e belíssimo. 
 
2. Concordância do adjetivo com dois ou mais substantivos 
a) Substantivos do mesmo gênero, o adjetivo irá para o plural desse 
gênero ou concordará com o mais próximo (concordância atrativa). 
Ex.: Bondade e alegria raras ou rara. 
b) Substantivos de gêneros diferentes, o adjetivo irá para o 
masculino plural ou concordará com o mais próximo. 
Ex.: Atitude e caráter apropriados ou apropriado. 
c) Adjetivo anteposto aos substantivos, nos dois casos acima, a 
norma geral é que ele concorde com o substantivo mais próximo. 
Ex.: Mantenha desligadas as lâmpadas e os eletrodomésticos. 
d) Substantivos com sentido equivalente ou expressam gradação, o 
adjetivo concorda com o mais próximo. 
Ex.: Revelava pura alma e espírito. 
 
CASOS PARTICULARES 
 
1. POSSÍVEL 
a) precedido de o mais,o menor, o melhor, o pior – singular; 
b) precedido de os mais, os menores, os melhores, os piores – 
plural. 
Ex.: Estampas o mais possível claras. / Estampas as mais claras 
possíveis. 
 
2. ANEXO / INCLUSO – adjetivos, concordam com o substantivo a 
que se referem. 
Ex.: Envio-lhe anexos / inclusos os documentos. (em anexo, junto 
a são invariáveis) 
 
3. LESO (adjetivo = lesado, prejudicado) concorda com o 
substantivo com o qual forma uma composição. 
Ex.: Cometeu crime de lesa-pátria. 
 
4. PREDICATIVO 
a) substantivo com sentido indeterminado (sem artigo) – adjetivo no 
masculino. 
Ex.: É proibido entrada; 
b) substantivo com sentido determinado (com artigo) – adjetivo 
concorda com o substantivo. Ex.: É necessária muita cautela. 
 
5. MEIO – numeral = metade (variável) 
Ex.: Falou meias verdades. 
Advérbio = parcialmente (variável). 
Ex.: Encontrava-se meio fatigada. 
 
6. MUITO, POUCO, BASTANTE, TANTO – PRONOMES – 
(variáveis). 
Ex.: Li bastantes livros. ADVÉRBIOS (invariáveis). 
Ex.: Estavam bastante felizes. 
 
7. SÓ – adjetivo = sozinho (variável). 
Ex.: Eles se sentiam sós. Palavra denotativa de exclusão 
(invariável). 
Ex.: Só os alunos compareceram à reunião (= somente). 
 
8. PSEUDO, ALERTA, SALVO, EXCETO – são palavras 
invariáveis. 
Ex.: Ela é pseudo-administradora, por isso fiquemos sempre alerta. 
 
9. QUITE = LIVRE – concorda com aquele a que se refere. 
Ex.: Estamos quites com a mensalidade. 
 
10. OBRIGADO, MESMO, PRÓPRIO – concordam com o gênero e 
número da pessoa a que se referem. 
Ex.: Ela disse: 
- Muito obrigada, eu mesma cuidarei do assunto. 
 
Sinais de Pontuação 
 
Os sinais de pontuação são recursos gráficos próprios da 
linguagem escrita. Embora não consigam reproduzir toda a riqueza 
melódica da linguagem oral, eles estruturam os textos e procuram 
estabelecer as pausas e as entonações da fala. Basicamente, têm 
como finalidade: 
1) Assinalar as pausas e as inflexões de voz (entoação) na 
leitura; 
2) Separar palavras, expressões e orações que devem ser 
destacadas; 
3) Esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer 
ambiguidade. 
Veja a seguir os sinais de pontuação mais comuns, responsáveis 
por dar à escrita maior clareza e simplicidade. 
Vírgula ( , ) 
A vírgula indica uma pausa pequena, deixando a voz em suspenso 
à espera da continuação do período. Geralmente é usada: 
- Nas datas, para separar o nome da localidade. 
Por Exemplo: 
São Paulo, 25 de agosto de 2005. 
- Após os advérbios "sim" ou "não", usados como resposta, no 
início da frase. 
Por Exemplo: 
– Você gostou do vestido? 
– Sim, eu adorei! 
– Pretende usá-lo hoje? 
– Não, no final de semana. 
- Após a saudação em correspondência (social e comercial). 
Exemplos: 
Com muito amor, 
Respeitosamente, 
- Para separar termos de uma mesma função sintática. 
Por Exemplo: 
A casa tem três quartos, dois banheiros, três salas e um 
quintal. 
Obs.: a conjunção "e" substitui a vírgula entre o último e 
o penúltimo termo. 
- Para destacar elementos intercalados, como: 
a) uma conjunção 
Por Exemplo: 
Estudamos bastante, logo, merecemos férias! 
b) um adjunto adverbial 
Por Exemplo: 
Estas crianças, com certeza, serão aprovadas. 
Obs.: a rigor, não é necessário separar por vírgula o 
advérbio e a locução adverbial, principalmente 
quando de pequeno corpo, a não ser que a ênfase o 
exija. 
c) um vocativo 
Por Exemplo: 
Apressemo-nos, Lucas, pois não quero chegar 
atrasado. 
d) um aposto 
Por Exemplo: 
Juliana, a aluna destaque, passou no vestibular. 
e) Uma expressão explicativa (isto é, a saber, por exemplo, 
ou melhor, ou antes, etc.) 
Por Exemplo: 
O amor, isto é, o mais forte e sublime dos 
sentimentos humanos, tem seu princípio em Deus. 
- Para separar termos deslocados de sua posição normal na 
frase. 
Por Exemplo: 
O documento de identidade, você trouxe? 
- Para separar elementos paralelos de um provérbio. 
Por Exemplo: 
Tal pai, tal filho. 
- Para destacar os pleonasmos antecipados ao verbo. 
Por Exemplo: 
As flores, eu as recebi hoje. 
- Para indicar a elipse de um termo. 
Por Exemplo: 
Daniel ficou alegre; eu, triste. 
- Para isolar elementos repetidos. 
Exemplos: 
 
A casa, a casa está destruída. 
Estão todos cansados, cansados de dar dó! 
- Para separar orações intercaladas. 
Por Exemplo: 
O importante, insistiam os pais, era a segurança da 
escola. 
- Para separar orações coordenadas assindéticas. 
Por Exemplo: 
O tempo não para no porto, não apita na curva, não 
espera ninguém. 
- Para separar orações coordenadas adversativas, conclusivas, 
explicativas e algumas orações alternativas. 
Exemplos: 
Esforçou-se muito, porém não conseguiu o prêmio. 
Vá devagar, que o caminho é perigoso. 
Estuda muito, pois será recompensado. 
As pessoas ora dançavam, ora ouviam música. 
ATENÇÃO 
Embora a conjunção "e" seja aditiva, há três 
casos em que se usa a vírgula antes de sua 
ocorrência: 
1) Quando as orações coordenadas tiverem 
sujeitos diferentes. 
Por Exemplo: 
O homem vendeu o carro, e a 
mulher protestou. 
Neste caso, "O homem" é sujeito de 
"vendeu", e "A mulher" é sujeito de 
"protestou". 
2) Quando a conjunção "e" vier repetida com a 
finalidade de dar ênfase (polissíndeto). 
Por Exemplo: 
E chora, e ri, e grita, e pula de alegria. 
3) Quando a conjunção "e" assumir valores 
distintos que não seja da adição (adversidade, 
consequência, por exemplo) 
Por Exemplo: 
Coitada! Estudou muito, e ainda assim 
não foi aprovada. 
- Para separar orações subordinadas substantivas e adverbiais 
(quando estiverem antes da oração principal). 
Por Exemplo: 
Quem inventou a fofoca, todos queriam descobrir. 
Quando voltei, lembrei que precisava estudar para a 
prova. 
- Para isolar as orações subordinadas adjetivas explicativas. 
Por Exemplo: 
A incrível professora, que ainda estava na 
faculdade, dominava todo o conteúdo. 
Ponto e vírgula ( ; ) 
O ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula e menor 
que o ponto. Quanto à melodia da frase, indica um tom ligeiramente 
descendente, mas capaz de assinalar que o período não terminou. 
Emprega-se nos seguintes casos: 
- Para separar orações coordenadas não unidas por conjunção, 
que guardem relação entre si. 
Por Exemplo: 
O rio está poluído; os peixes estão mortos. 
- Para separar orações coordenadas, quando pelo menos uma 
delas já possui elementos separados por vírgula. 
Por Exemplo: 
O resultado final foi o seguinte: dez professores votaram 
a favor do acordo; nove, contra. 
- Para separar itens de uma enumeração. 
Por Exemplo: 
No parque de diversões, as crianças encontram: 
brinquedos; 
balões; 
pipoca. 
- Para alongar a pausa de conjunções adversativas (mas, 
porém, contudo, todavia, entretanto, etc.) , substituindo, assim, 
a vírgula. 
Por Exemplo: 
Gostaria de vê-lo hoje; todavia, só o verei amanhã. 
- Para separar orações coordenadas adversativas quando a 
conjunção aparecerno meio da oração. 
Por Exemplo: 
Esperava encontrar todos os produtos no 
supermercado; obtive, porém, apenas alguns. 
Dois-pontos ( : ) 
O uso de dois-pontos marca uma sensível suspensão da voz numa 
frase não concluída. Emprega-se, geralmente: 
- Para anunciar a fala de personagens nas histórias de ficção. 
Por Exemplo: 
"Ouvindo passos no corredor, abaixei a voz : 
– Podemos avisar sua tia, não?" (Graciliano Ramos) 
- Para anunciar uma citação. 
Por Exemplo: 
Bem diz o ditado: Água mole em pedra dura, tanto bate 
até que fura. 
Lembrando um poema de Vinícius de Moraes: "Tristeza 
não tem fim, Felicidade sim." 
- Para anunciar uma enumeração. 
Por Exemplo: 
Os convidados da festa que já chegaram são: Júlia, 
Renata, Paulo e Marcos. 
- Antes de orações apositivas. 
Por Exemplo: 
Só aceito com uma condição: irás ao cinema comigo. 
- Para indicar um esclarecimento, resultado ou resumo do que 
se disse. 
Exemplos: 
Marcelo era assim mesmo: não tolerava ofensas. 
Resultado: corri muito, mas não alcancei o ladrão. 
Em resumo: montei um negócio e hoje estou rico. 
Obs.: os dois-pontos costumam ser usados na introdução 
de exemplos, notas ou observações. Veja: 
Parônimos são vocábulos diferentes na significação 
e parecidos na forma. 
Exemplos: 
ratificar/retificar, censo/senso, etc. 
Nota: a preposição "per", considerada arcaica, somente é 
usada na frase "de per si " (= cada um por sua vez, 
isoladamente). 
Observação: na linguagem coloquial pode-se aplicar o 
grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho, 
melhorzinho, etc. 
- Na invocação das correspondências. 
Por Exemplo: 
Prezados Senhores: 
Convidamos todos para a reunião deste mês, que será 
realizada dia 30 de julho, no auditório da empresa. 
Atenciosamente, 
A Direção 
Ponto Final ( . ) 
O ponto final representa a pausa máxima da voz. A melodia da 
frase indica que o tom é descendente. Emprega-se, principalmente: 
- Para fechar o período de frases declarativas e imperativas. 
Exemplos: 
Contei ao meu namorado o que eu estava sentindo. 
Façam o favor de prestar atenção naquilo que irei falar. 
- Nas abreviaturas. 
Exemplos: 
Sr. (Senhor) 
Cia. (Companhia) 
Ponto de Interrogação ( ? ) 
O ponto de interrogação é usado ao final de qualquer interrogação 
direta, ainda que a pergunta não exija resposta. A entoação ocorre 
de forma ascendente. 
Exemplos: 
Onde você comprou este computador? 
Quais seriam as causas de tantas discussões? 
Por que não me avisaram? 
Obs.: não se usa ponto interrogativo nas perguntas indiretas. 
Por Exemplo: 
Perguntei quem era aquela criança. 
Note que: 
1) O ponto de interrogação pode aparecer ao final de 
uma pergunta intercalada, entre parênteses. 
Por Exemplo: 
Trabalhar em equipe (quem o contesta?) 
é a melhor forma para atingir os 
resultados esperados. 
2) O ponto de interrogação pode realizar combinação 
com o ponto admirativo. 
Por Exemplo: 
Eu?! Que ideia! 
Ponto de Exclamação ( ! ) 
O ponto de exclamação é utilizado após as interjeições, frases 
exclamativas e imperativas. Pode exprimir surpresa, espanto, susto, 
indignação, piedade, ordem, súplica, etc. Possui entoação 
descendente. 
Exemplos: 
Como as mulheres são lindas! 
Pare, por favor! 
Ah! Que pena que ele não veio... 
Obs.: o ponto de exclamação substitui o uso da vírgula de um 
vocativo enfático. 
Por Exemplo: 
Ana! venha até aqui! 
Reticências ( ... ) 
As reticências marcam uma suspensão da frase, devido, muitas 
vezes a elementos de natureza emocional. Empregam-se: 
- Para indicar continuidade de uma ação ou fato. 
Por Exemplo: 
O tempo passa... 
- Para indicar suspensão ou interrupção do pensamento. 
Por Exemplo: 
Vim até aqui achando que... 
- Para representar, na escrita, hesitações comuns na língua 
falada. 
Exemplos: 
"Vamos jantar amanhã? 
– Vamos...Não...Pois vamos." 
Não quero sobremesa...porque...porque não estou com 
vontade. 
- Para realçar uma palavra ou expressão. 
Por Exemplo: 
Não há motivo para tanto...mistério. 
- Para realizar citações incompletas. 
Por Exemplo: 
O professor pediu que considerássemos esta passagem 
do hino brasileiro: 
"Deitado eternamente em berço esplêndido..." 
- Para deixar o sentido da frase em aberto, permitindo uma 
interpretação pessoal do leitor. 
Por Exemplo: 
"Estou certo, disse ele, piscando o olho, que dentro de 
um ano a vocação eclesiástica do nosso Bentinho se 
manifesta clara e decisiva. Há de dar um padre de mão-
cheia. Também, se não vier em um ano..." (Machado de 
Assis) 
Saiba que 
As reticências e o ponto de exclamação, 
sinais gráficos subjetivos de grande poder 
de sugestão e ricos em matizes melódicos, 
são ótimos auxiliares da linguagem afetiva 
e poética. Seu uso, porém, é antes 
arbitrário, pois depende do estado emotivo 
do escritor. 
Parênteses ( ( ) ) 
Os parênteses têm a função de intercalar no texto qualquer 
indicação que, embora não pertença propriamente ao discurso, 
possa esclarecer o assunto. Empregam-se: 
- Para separar qualquer indicação de ordem explicativa, 
comentário ou reflexão. 
Por Exemplo: 
Zeugma é uma figura de linguagem que consiste na 
omissão de um termo (geralmente um verbo) que já 
apareceu anteriormente na frase. 
- Para incluir dados informativos sobre bibliografia (autor, ano 
de publicação, página etc.) 
Por Exemplo: 
" O homem nasceu livre, e em toda parte se encontra 
sob ferros" (Jean- Jacques Rousseau, Do Contrato 
Social e outros escritos. São Paulo, Cultrix, 1968.) 
- Para isolar orações intercaladas com verbos declarativos, em 
substituição à vírgula e aos travessões. 
Por Exemplo: 
Afirma-se (não se prova) que é muito comum o 
recebimento de propina para que os carros apreendidos 
sejam liberados sem o recolhimento das multas. 
- Para delimitar o período de vida de uma pessoa. 
Por Exemplo: 
Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987). 
- Para indicar possibilidades alternativas de leitura. 
Por Exemplo: 
Prezado(a) usuário(a). 
- Para indicar marcações cênicas numa peça de teatro. 
Por Exemplo: 
Abelardo I - Que fim levou o americano? 
João - Decerto caiu no copo de uísque! 
Abelardo I - Vou salvá-lo. Até já! 
(sai pela direita) 
(Oswald de Andrade) 
Obs.: num texto, havendo necessidade de utilizar alíneas, 
estas podem ser ordenadas alfabeticamente por letras 
minúsculas, seguidas de parênteses (Note que neste caso 
as alíneas, exceto a última, terminam com ponto e 
vírgula). 
Por Exemplo: 
No Brasil existem mulheres: 
a) morenas; 
b) loiras; 
c) ruivas. 
Os Parênteses e a Pontuação 
Veja estas observações: 
1) As frases contidas dentro dos parênteses não costumam ser 
muito longas, mas devem manter pontuação própria, além da 
pontuação normal do texto. 
2) O sinal de pontuação pode ficar interno aos parênteses ou 
externo, conforme o caso. Fica interno quando há uma frase 
completa contida nos parênteses. 
Exemplos: 
É importante ter atenção ao uso dos parênteses. (Eles exigem 
um cuidado especial!) 
Vamos confiar (Por que não?) que cumpriremos a meta. 
Se o enunciado contido entre parênteses não for uma frase 
completa, o sinal de pontuação ficará externo. 
Por Exemplo: 
O rali começou em Lisboa (Portugal) e terminou em Dacar 
(Senegal). 
3) Antes do parêntese não se utilizam sinais de pontuação, exceto o 
ponto. Quando qualquer sinal de pontuação coincidir com o 
parêntese de abertura, deve-se optar por colocá-lo após o 
parêntese de fecho. 
Travessão ( – ) 
O travessão é um traço maior que o hífen e costuma ser 
empregado: 
- No discurso direto, para indicar a fala da personagem ou 
a mudança de interlocutor nos diálogos. 
Por Exemplo: 
– O que é isso, mãe? 
– É o seu presente de aniversário, minha filha. 
- Para separar expressões ou frases explicativas, 
intercaladas. 
Por Exemplo: 
"E logo me apresentou à mulher, – uma estimável 
senhora – e à filha." (Machado de Assis) 
- Para destacar algum elemento no interior da frase, 
servindo muitas vezes para realçar o aposto. 
Por Exemplo: 
"Junto do leito meuspoetas dormem 
– O Dante, a Bíblia, Shakespeare e Byron – 
Na mesa confundidos." (Álvares de Azevedo) 
- Para substituir o uso de parênteses, vírgulas e dois-
pontos, em alguns casos. 
 
Por Exemplo: 
"Cruel, obscena, egoísta, imoral, indômita, 
eternamente selvagem, a arte é a superioridade 
humana – acima dos preceitos que se combatem, 
acima das religiões que passam, acima da ciência 
que se corrige; embriaga como a orgia e como o 
êxtase." (Raul Pompeia) 
Aspas ( " " ) 
As aspas têm como função destacar uma parte do texto. São 
empregadas: 
- Antes e depois de citações ou transcrições textuais. 
Por Exemplo: 
Como disse Machado de Assis: "A melhor 
definição do amor não vale um beijo de moça 
namorada." 
- Para representar nomes de livros ou legendas. 
Por Exemplo: 
Camões escreveu "Os Lusíadas" no século XVI. 
Obs.: para realçar títulos de livros, revistas, jornais, 
filmes, etc. também podemos grifar as palavras, 
conforme o exemplo: 
Ontem assisti ao filme Central do Brasil. 
- Para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias, 
expressões populares, ironia. 
Exemplos: 
O "lobby" para que se mantenha a autorização de 
importação de pneus usados no Brasil está cada 
vez mais descarado.(Veja) 
 
Com a chegada da polícia, os três suspeitos "se 
mandaram" rapidamente. 
Que "maravilha": Felipe tirou zero na prova! 
- Para realçar uma palavra ou expressão. 
Exemplos: 
Mariana reagiu impulsivamente e lhe deu 
um "não". 
Quem foi o "inteligente" que fez isso? 
Obs.: em trechos que já estiverem entre aspas, se 
necessário usá-las novamente, empregam-se aspas 
simples. 
Por Exemplo: "Tinha-me lembrado da definição 
que José Dias dera deles, 'olhos de cigana 
oblíqua e dissimulada'. Eu não sabia o que era 
oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se 
podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e 
examinar." (Machado de Assis) 
Colchetes ( [ ] ) 
Os colchetes têm a mesma finalidade que os parênteses; todavia, 
seu uso se restringe aos escritos de cunho didático, filológico, 
científico. Pode ser empregado: 
- Em definições do dicionário, para fazer referência à 
etimologia da palavra. 
Por Exemplo: 
amor- (ô). [Do lat. amore.] 1. Sentimento que 
predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou 
de alguma coisa: amor ao próximo; amor ao 
patrimônio artístico de sua terra. (Novo Dicionário 
Aurélio) 
- Para intercalar palavras ou símbolos não pertencentes 
ao texto. 
Por Exemplo: Em Aruba se fala o espanhol, o inglês, o 
holandês e o papiamento. Aqui estão algumas palavras 
de papiamento que você, com certeza, vai usar: 
1- Bo ta bon? [Você está bem?] 
2- Dios no ta di Brazil. [Deus não é brasileiro.] 
- Para inserir comentários e observações em textos já 
publicados. 
Por Exemplo: 
Machado de Assis escreveu muitas cartas a Sílvio 
Dinarte. [pseudônimo de Visconde de Taunay, 
autor de "Inocência"] 
- Para indicar omissões de partes na transcrição de um 
texto. 
Por Exemplo: 
"É homem de sessenta anos feitos [...] corpo 
antes cheio que magro, ameno e risonho" 
(Machado de Assis) 
 
Asterisco ( * ) 
O asterisco, sinal gráfico em forma de estrela, costuma ser 
empregado: 
- Nas remissões a notas ou explicações contidas em pé de 
páginas ou ao final de capítulos. 
Por Exemplo: 
Ao analisarmos as palavras sorveteria, sapataria, 
confeitaria, leiteria e muitas outras que contêm o 
morfema preso* -aria e seu alomorfe -eria, chegamos à 
conclusão de que este afixo está ligado a 
estabelecimento comercial. Em alguns contextos pode 
indicar atividades, como em: bruxaria, gritaria, patifaria, 
etc. 
 
* É o morfema que não possui significação autônoma e 
sempre aparece ligado a outras palavras. 
- Nas substituições de nomes próprios não mencionados. 
Por Exemplo: 
O Dr.* conversou durante toda a palestra. 
O jornal*** não quis participar da campanha. 
 
Parágrafo ( § ) 
O símbolo para parágrafo, representado por §, equivale a dois 
ésses (S) entrelaçados, iniciais das palavras latinas Signum 
sectionis, que significam sinal de secção, de corte. Num ditado, 
quando queremos dizer que o período seguinte deve começar em 
outra linha, falamos parágrafo ou alínea. A palavra alínea (vem do 
latim a + lines) e significa distanciado da linha, isto é, fora da 
margem em que começam as linhas do texto. 
O uso de parágrafos é muito comum nos códigos de leis. 
Por Exemplo: 
§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem 
obedecidas na efetivação do disposto no § 4º.(Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
 
 
 
Semântica 
A semântica, palavra derivada do grego, é o estudo do significado, 
do sentido e da interpretação do significado de uma palavra, signo, 
frase ou de uma expressão. Neste campo de estudo da Linguística, 
também são analisadas as mudanças de sentido que podem 
ocorrer nas formas linguísticas devido a alguns fatores, como, por 
exemplo, o tempo e o espaço geográfico. 
As atribuições da Semântica 
Na Língua Portuguesa, o significado das palavras leva em 
consideração os conceitos descritos a seguir: 
Sinonímia 
Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que apresentam 
significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos. 
Exemplos: bondoso – caridoso; distante – afastado; cômico – 
engraçado. 
A contribuição greco-latina é responsável pela existência de 
numerosos pares de sinônimos: 
 adversário e antagonista; 
 translúcido e diáfano; 
 semicírculo e hemiciclo; 
 contraveneno e antídoto; 
 moral e ética; 
 colóquio e diálogo; 
 transformação e metamorfose; 
 oposição e antítese 
 
Antonímia 
Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que apresentam 
significados diferentes, contrários, ou seja, os antônimos. Exemplos: 
bondoso – maldoso; bom – ruim; economizar – gastar. 
Outras palavras, ainda, possuem significados completamente 
divergentes, de forma que um se opõe ao outro, ou nega-lhe o 
significado. Estas palavras são chamadas de antônimos. 
Ex: direita / esquerda, preto / branco, alto / baixo, gordo / magro. 
Desta forma, ANTÔNIMOS são palavras que opõem-se no seu 
significado. 
Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido 
oposto ou negativo: 
 bendizer e maldizer; 
 simpático e antipático; 
 progredir e regredir; 
 concórdia e discórdia; 
 ativo e inativo; 
 esperar e desesperar; 
 comunista e anticomunista; 
 simétrico e assimétrico. 
 
 
Homonímia 
Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que, embora 
possuam significados diferentes, apresentam a mesma estrutura 
fonológica, ou seja, os homônimos. Os homônimos subdividem-se 
em palavras homógrafas, homófonas e perfeitas: 
Homógrafas: São as palavras iguais na escrita, porém diferentes na 
pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) – gosto (1ª pessoa do 
singular do presente indicativo) / conserto (substantivo) – conserto 
(1ª pessoa do singular do presente indicativo); 
Homófonas – São as palavras iguais na pronúncia, porém 
diferentes na escrita. 
Exemplos: cela (substantivo) – sela (verbo) / cessão (substantivo) – 
sessão (substantivo); 
Perfeitas: São as palavras iguais tanto na pronúncia como na 
escrita. 
Exemplos: cura (verbo) – cura (substantivo); cedo (verbo) – cedo 
(advérbio). 
 
Paronímia 
Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que possuem 
significados diferentes, porém são muito semelhantes na pronúncia 
e na escrita, ou seja, os parônimos. Exemplos: emigrar – imigrar; 
cavaleiro – cavalheiro; comprimento – cumprimento. 
Parônimos 
Os parônimos são as palavras que se assemelham na grafia e na 
pronúncia, entretanto, diferem no sentido. 
Por isso, é muito importante tomar conhecimento desses termos 
para que não haja confusão. 
A seguir, alguns exemplos de palavras parônimas: 
 Absolver (perdoar) e absorver (aspirar) 
 Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico) 
 Aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar) 
 Cavaleiro (que cavalga) e cavalheiro (homem gentil) 
 Comprimento (extensão) e cumprimento (saudação) Coro (música) e couro (pele animal) 
 Delatar (denunciar) e Dilatar (alargar) 
 Descrição (ato de descrever) e discrição (prudência) 
 Despensa (local onde se guardam alimentos) e dispensa (ato de 
dispensar) 
 Docente (relativo a professores) e discente (relativo a alunos) 
 Emigrar (deixar um país) e imigrar (entrar num país) 
 Eminente (elevado) e iminente (prestes a ocorrer) 
 Flagrante (evidente) e fragrante (perfumado) 
 Fluir (transcorrer, decorrer) e fruir (desfrutar) 
 Imergir (afundar) e emergir (vir à tona) 
 Inflação (alta dos preços) e infração (violação) 
 Infligir (aplicar pena) e infringir (violar) 
 Mandado (ordem judicial) e mandato (procuração) 
 Osso (parte do corpo) e ouço (verbo ouvir) 
 Peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) e pião 
(brinquedo) 
 Precedente (que vem antes) e procedente (proveniente de; que 
possui fundamento) 
 Ratificar (confirmar) e retificar (corrigir) 
 Recrear (divertir) e recriar (criar novamente) 
 Tráfego (trânsito) e tráfico (comércio ilegal) 
 Soar (produzir som) e suar (transpirar) 
 
 
Polissemia 
A polissemia caracteriza-se pela propriedade que uma mesma 
palavra possui de apresentar vários significados. Exemplos: Hidrate 
as suas mãos (parte do corpo humano) – Ele abriu mão dos seus 
direitos (desistir). 
A Polissemia representa a multiplicidade de significados de uma 
palavra. Do grego polis, significa "muitos", enquanto sema refere-se 
ao "significado". 
Portanto, um termo polissêmico é aquele que pode apresentar 
significados distintos de acordo com o contexto. 
Exemplos de Polissemia 
Vejamos alguns exemplos no qual as mesmas palavras são 
utilizadas em diferentes contextos: 
Exemplo 1 
1. A letra da música do Chico Buarque é incrível. 
2. A letra daquele aluno é inteligível 
3. Meu nome começa com a letra D. 
Logo, constatamos que a palavra "letra" é um termo polissêmico, 
visto que abarca significados distintos dependendo de sua 
utilização. 
Assim, no exemplo 1, a palavra é utilizada como "música, canção". 
No 2 significa "caligrafia". Já no exemplo 3 indica a "letra do 
alfabeto". 
Exemplo 2 
1. Estava uma fila enorme no banco por causa do dia do pagamento 
dos trabalhadores. 
2. Joana sentou no banco da praça para terminar de ler seu livro. 
3. Se você não tiver dinheiro, eu banco nossa viagem ao exterior. 
No exemplo acima, podemos constatar que o termo "banco" 
corresponde a uma palavra polissêmica. 
Assim, dependendo do contexto, a mesma palavra pode significar: 
instituição financeira (exemplo 1); assento (exemplo 2) e arcar com 
as despesas, pagar (exemplo 3). 
Exemplo 3 
1. O cabo da vassoura quebrou no dia da faxina. 
2. Preciso dar cabo de toda essa bagunça. 
3. Seguiu a carreira militar e, atualmente é cabo do exército brasileiro. 
4. Na África do Sul, o Cabo da Boa esperança é conhecido pelo 
nome: Cabo das Tormentas. 
A palavra "cabo", também é uma palavra polissêmica uma vez que 
possui vários significados. 
Logo, no exemplo 1, o termo refere-se ao objeto que compõe a 
vassoura. 
No exemplo 2, a palavra significa livrar-se de algo que o incomoda. 
No exemplo 3, absorve o conceito de "patente, posto militar". 
Por fim, no exemplo 4 o termo é utilizado para indicar o "acidente 
geográfico". 
 
Hiperônimo 
É uma palavra pertencente ao mesmo campo semântico de outra, 
mas com o sentido mais abrangente. Exemplo: A palavra “flor”, que 
está associada aos diversos tipos de flores, como rosa, violeta etc. 
Hipônimo 
O hipônimo é um vocábulo mais específico, possui o sentido mais 
restrito que os hiperônimos. Exemplo: “Observar”, “olhar”, 
“enxergar” são hipônimos de “ver”. 
Conotação e denotação 
Na conotação, a palavra é empregada com um significado diferente 
do original, criado pelo contexto, diferente do que está no dicionário 
da língua, utilizado no sentido figurado. Exemplo: Ela tem um 
coração de pedra! Já na denotação, a palavra é empregada em seu 
sentido original, com o significado que encontramos quando 
consultamos o dicionário, o sentido literal. Exemplo: O voo dos 
pássaros é admirável. 
ESTILÍSTICA 
 
A Estilística é a parte dos estudos da linguagem que, como o 
próprio nome denota, preocupa-se com o estilo. Nela, a linguagem 
pode ser utilizada para fins estéticos, conferindo à palavra dados 
emotivos. 
A linguagem afetiva é representada por esse importante recurso, no 
qual podemos observar os processos de manipulação da linguagem 
utilizados para extrapolar a mera função de informar. Na Estilística 
há um interessante contraste entre o emocional e o intelectivo, 
estabelecendo uma relação de complementaridade entre seu 
estudo e o estudo da Gramática, que aborda a linguagem de uma 
maneira mais normativa e sistematizada. 
Muitas pessoas ainda associam o estilo a uma ideia de deformação 
da norma linguística, o que não é necessariamente uma verdade, 
visto que existe uma grande diferença entre traço estilístico e erro 
gramatical. O traço estilístico acontece quando há uma intenção 
estético-expressiva que justifique o desvio da norma gramatical. Já 
o erro gramatical não apresenta uma intenção estética, pois 
configura-se apenas como um desconhecimento das regras. 
Existem, pois, os seguintes campos da Estilística: 
⇒ Estilística fônica; 
⇒ Estilística morfológica; 
⇒ Estilística sintática; 
⇒ Estilística semântica. 
Para auxiliar na organização das palavras, tanto na linguagem 
escrita como na linguagem oral, a Estilística ocupa-se do estudo 
dos elementos expressivos, abarcando assim a conceitualização e 
os diversos usos das figuras, vícios e funções de linguagem. A 
partir da leitura de nossos artigos, você poderá entender quão 
importante é a Estilística, um recurso amplamente utilizado em 
diversos gêneros, especialmente na linguagem poética e na 
linguagem publicitária. 
 
Figuras de Linguagem 
Figuras de Linguagem são recursos usados pelo falante para 
realçar a sua mensagem. Elas divididas em quatro tipos pela 
Gramática: 
1. Figuras de harmonia ou fonética – ocorre quando o sim da 
linguagem é utilizado com efeito estético, 
2. Figuras de palavras ou tropos – ocorre quando um vocábulo 
adquire um significado novo, diferente daquele comumente 
conhecido. 
3. Figuras de construção – ocorre quando a lógica da 
organização frasal é alterada. 
4. Figuras de pensamento – ocorre no campo das idéias, 
imprimindo um sentido novo àquele convencional. 
Abaixo estão listadas as principais: 
1) ELIPSE – ZEUGMA 
 
Veja os exemplos: 
1-Na estante, livros e mais livros. 
2-Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema. 
http://www.infoescola.com/portugues/figuras-de-palavras/
http://www.infoescola.com/portugues/figuras-de-construcao-ou-sintaticas/
http://www.infoescola.com/portugues/figuras-de-pensamento/
http://www.infoescola.com/linguistica/elipse/
http://www.infoescola.com/linguistica/zeugma/
No 1º exemplo temos uma elipse, já no 2º, a figura que aparece é o 
zeugma. 
A elipse consiste na omissão de um termo que é facilmente 
identificado. 
No exemplo 1, percebemos claramente que o verbo “haver” foi 
omitido. 
No exemplo 2, ocorre zeugma, que é a omissão de um termo que já 
fora expresso anteriormente. 
“Ele prefere um passeio pela praia;eu, (prefiro) cinema.”(Não houve 
necessidade de repetir o verbo, pois entendemos o recado). 
2) PLEONASMO 
Na oração: “Ela cantou uma canção linda!”, houve o emprego de um 
termo desnecessário, pois quem canta, só pode cantar uma canção. 
Na famosa frase: “Vi com meus próprios olhos.”, também ocorre o 
mesmo. 
Pleonasmo é a repetição de idéias. 
3) HIPÉRBATO 
Exemplos: 
Correm pelo parque as crianças da rua. 
Na escada subiu o pintor. 
As duas orações estão na ordem inversa. 
O hipérbato consiste na inversão dos termos da oração. 
Na ordem direta ficaria: 
As crianças da rua correm pelo parque. 
O pintor subiu na escada. 
4) ANACOLUTO 
É a falta de nexo que existe entre o início e o fim de uma frase. 
Dois gatinhos miando no muro, conversávamos sobre como écomplicada a vida dos animais. 
Novas espécies de tubarão no Japão, pensava em como é 
misteriosa a natureza. 
http://www.infoescola.com/linguistica/pleonasmo/
http://www.infoescola.com/linguistica/hiperbato/
http://www.infoescola.com/linguistica/anacoluto/
http://www.infoescola.com/peixes/tubarao/
5) SILEPSE 
É a concordância com a ideia e não com a palavra dita. 
Pode ser: de gênero, número ou pessoa. 
SILEPSE DE GÊNERO (masc./fem.)Vossa Excelência está 
admirado do fato? 
O pronome de tratamento “Vossa Excelência” é feminino, mas o 
adjetivo “admirado” está no masculino. Ou seja, concordou com a 
pessoa a quem se referia (no caso, um homem). 
Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero. 
SILEPSE DE NÚMERO (singular/plural) 
Aquela multidão gritavam diante do ídolo. 
Multidão está no singular, mas o verbo está no plural. 
“Gritavam” concorda com a ideia de plural que está em “multidão”. 
Mais exemplos. 
A maior parte fizeram a prova. 
A grande maioria estudam uma língua. 
SILEPSE DE PESSOA 
Todos estávamos nervosos. 
Esta frase levaria o verbo normalmente para a 3ª pessoa (estavam - 
eles) mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa(nós). 
Temos aqui 2 pessoas ( eles e nós ) logo, silepse de pessoa. 
Mais exemplos: 
As duas comemos muita pizza.(elas – nós) 
Todos compramos chocolates e balas.(eles – nós) 
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós) 
Os cariocas somos muito solidários.(eles – nós) 
6) METÁFORA – COMPARAÇÃO 
1-Aquele homem é um leão. 
Estamos comparando um homem com um leão, pois esse homem é 
forte e corajoso como um leão. 
http://www.infoescola.com/portugues/silepse/
http://www.infoescola.com/literatura/metafora/
2-A vida vem em ondas como o mar. 
Aqui também existe uma comparação, só que desta vez é usado o 
conectivo comparativo: como. 
O exemplo 1 é uma metáfora e o exemplo 2 é uma comparação. 
Exemplos de metáfora. 
Ele é um anjo. 
Ela uma flor. 
Exemplos de comparação. 
A chuva cai como lágrimas. 
A mocidade é como uma flor. 
Metáfora: sem o conectivo comparativo. 
Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como) 
7) METONÍMIA 
Aqui também existe a comparação, só que desta vez ela é mais 
objetiva. 
Ele gosta de ler Agatha Christie. 
Ele comeu uma caixa de chocolate. 
(Ele comeu o que estava dentro da caixa) 
A velhice deve ser respeitada. 
Pão para quem tem fome.(“Pão” no lugar de “alimento”) 
Não tinha teto em que se abrigasse.(“Teto” em lugar de “casa”) 
8) PERÍFRASE - ANTONOMÁSIA 
A Cidade Maravilhosa recebe muitos turistas durante o carnaval. 
O Rei das Selvas está bravo. 
A Dama do Suspense escreveu livros ótimos. 
O Mestre do Suspense dirigiu grandes clássicos do cinema. 
Nos exemplos acima notamos que usamos expressões especiais 
para falar de alguém ou de algum lugar. 
 Cidade Maravilhosa: Rio de Janeiro 
 Rei das Selvas: Leão 
 A Dama do Suspense: Agatha Christie 
http://www.infoescola.com/linguistica/metonimia/
http://www.infoescola.com/escritores/agatha-christie/
http://www.infoescola.com/linguistica/antonomasia/
 O Mestre do Suspense: Alfred Hitchcock 
Quando usamos esse recurso estamos empregando a perífrase ou 
antonomásia. 
Perífrase, quando se tratar de lugares ou animais. Antonomásia, 
quando forem pessoas 
9) CATACRESE 
A catacrese é o emprego impróprio de uma palavra ou expressão 
por esquecimento ou ignorância do seu real sentido. 
Sentou-se no braço da poltrona para descansar. 
A asa da xícara quebrou-se. 
O pé da mesa estava quebrado. 
Vou colocar um fio de azeite na sopa. 
10) ANTÍTESE 
Emprego de termos com sentidos opostos. 
Ela se preocupa tanto com o passado que esquece o presente. 
A guerra não leva a nada, devemos buscar a paz. 
11) EUFEMISMO 
Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro. 
Acho que não fui feliz nos exames. 
O intuito dessas orações foi abrandar a mensagem, ou seja, ser 
mais educado. 
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão 
mais leve. 
O mesmo ocorre com o exemplo 2 , “reprovado “ também foi 
substituído por uma expressão mais leve. 
12) IRONIA 
Que homem lindo! (quando se trata, na verdade, de um homem 
feio.) 
Como você escreve bem, meu vizinho de 5 anos teria feito uma 
redação melhor! 
Que bolsa barata, custou só mil reais! 
13) HIPÉRBOLE 
http://www.infoescola.com/linguistica/catacrese/
http://www.infoescola.com/linguistica/antitese/
http://www.infoescola.com/linguistica/eufemismo/
http://www.infoescola.com/linguistica/ironia/
http://www.infoescola.com/linguistica/hiperbole/
É o exagero na afirmação. 
Já lhe disse isso um milhão de vezes. 
Quando o filme começou, voei para casa. 
14) PROSOPOPEIA 
Atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais 
e inanimados. 
A formiga disse para a cigarra: ” Cantou...agora dança!” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.infoescola.com/linguistica/prosopopeia/

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