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TEXTO 1 –
REFEIÇÃO EM FAMÍLIA
Rosely Sayão
Os meios de comunicação, devidamente apoiados por informações
científicas, dizem que alimentação é uma questão de saúde. Programas de
TV ensinam a comer bem para manter o corpo magro e saudável, livros
oferecem cardápios de populações com alto índice de longevidade, alimentos
ganham adjetivos como “funcionais”. Temos dietas para cardíacos, para
hipertensos, para gestantes, para obesos, para idosos.
Cada vez menos a família se reúne em torno da mesa para compartilhar a
refeição e se encontrar, trocar ideias, saber uns dos outros. Será falta de
tempo? Talvez as pessoas tenham escolhido outras prioridades: numa
pesquisa recente sobre as refeições, 69% dos entrevistados no Brasil
relataram o hábito de assistir à TV enquanto se alimentam.
[....]
O horário das refeições é o melhor pretexto para reunir a família porque
ocorre com regularidade e de modo informal. E, nessa hora, os pais podem
expressar e atualizar seus afetos pelos filhos de modo mais natural.
(adaptado)
01 - Ainda que predominantemente dissertativo, o texto 1 mostra
elementos descritivos; o termo sublinhado abaixo que NÃO possui caráter
objetivo, mas subjetivo, é:
a)...informações científicas;
b)...corpo magro;
c) ...alto índice;
d)...pesquisa recente;
e)...modo mais natural.
02 - “pesquisa recente sobre as refeições, 69% dos entrevistados no Brasil
relataram o hábito de assistir à TV enquanto se alimentam”; com esse
segmento do texto 1, o autor tenta mostrar:
a) o descuido da população com a alimentação saudável;
b) o aparecimento de novas prioridades sociais;
c) a necessidade premente de atualização informativa;
d) o desprezo mútuo dos familiares;
e) a presença agressiva da TV no meio familiar.
Leia o texto
Texto 1
O Sol na obra de Van Gogh
Nenhum outro pintor captou e soube transmitir a luz e a energia do
Sol como Vincent van Gogh (1863-1890). Cansado e desgostoso de
Paris, Van Gogh passou os dois últimos anos de sua vida no sul da
França, que os franceses chamam de Midi. Ele queria pintar ao ar
livre, em um contexto mais luminoso. Em uma carta ao seu irmão
Theo, em 1888, ele escreveu: "Vim ao Midi por muitas razões. Por
querer ver outra luz, crer que a contemplação da natureza sob um céu
mais claro pode me dar um ideia mais exata da maneira de sentir e
desenhar dos japoneses. Querer, enfim, ver este sol mais intenso,
porque pressinto que, sem conhecê-lo, não é possível compreender
desde o ponto de vista da realização e da técnica, as obras de
Delacroix, e porque me intuiu que as cores do prisma se velam com
as brumas do norte".
Após uma violenta discussão com seu amigo pintor Paul Gauguin
(1848-1903), e que teve como consequência a famosa mutilação de
parte da orelha, Van Gogh foi internado no sanatório de Saint-Rémy.
Lá, o Sol continuava presente em suas criações.
Em seus últimos meses de vida, e durante uma das várias internações
de Van Gogh no sanatório de SaintRémy, ele descobriu na França
meridional uma fonte de inspiração inesgotável: as oliveiras. Com
elas compartilhou os últimos dias de sua vida turbulenta. Talvez uma
destas obras mais significativas que tenha pintado foi Oliveiras com
céu amarelo e Sol. Recentemente, esta obra foi uma das escolhidas
em um projeto para sofrer um corte virtual de suas árvores como
forma criativa de chamar a atenção para o desmatamento.
Van Gogh era fascinado pelos astros. Sol, Lua, estrelas. Procurava a
luz à sua volta. Talvez para iluminar o seu interior sombrio. Ele
precisava de todas as luzes da natureza para fazer germinar a natureza
da sua Arte. BELTRÃO, C. Disponível em:
<http://artenarede.com.br/blog/index.php/o-sol-na-obra-de-van-
googh/> Acesso em: 12/11/2017. [Adaptado]
03 - Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F), em
relação às palavras extraídas do texto 1.
( ) As palavras "árvores", "técnica"e "últimos" obedecem à seguinte regra
de acentuação gráfica: são proparoxítonas que apresentam na sílaba
tônica as vogais abertas grafadas a, e, u, respectivamente
.
( ) As palavras "várias", "consequência"e "sanatório" são acentuadas por
se enquadrarem na regra das paroxítonas terminadas em ditongo
crescente, ou das chamadas proparoxítonas aparentes ou relativas.
( ) No primeiro parágrafo, o pronome oblíquo átono "me" (em "me dar
uma ideia") funciona como objeto direto do verbo dar.
( ) No último parágrafo, as três ocorrências do pronome possessivo ("sua
volta", "seu interior", "sua Arte") funcionam como elementos coesivos e
fazem referência a Van Gogh.
( ) No último parágrafo, o sinal grave indicativo de crase é facultativo em
"Procurava a luz à sua volta".
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
a V • V • F • V • V
b V • F • V • F • V
c V • F • F • F • V
d F • V • F • V • F
e F • F • V • V • F
04 - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das
linhas 22, 23 e 50 do texto, respectivamente.
a mal - por - mal
b mau - pôr - mal
c mal - pôr - mau
d mau - por - mau
e mau - pôr – mau
05 - Considerando o significado das palavras abaixo, assinale a alternativa
que relaciona corretamente seus sinônimos, atentando-se para a grafia:
NOTÁVEL - IMEDIATO - CONCEDER - CONSERTAR -
CONFIRMAR - PRINCIPIANTE
a iminente - eminente - deferir - ratificar - retificar - incipiente.
b eminente - iminente - deferir - retificar - ratificar - incipiente.
c eminente - iminente - deferir - ratificar - retificar - insipiente.
d iminente - eminente - diferir - retificar - ratificar - incipiente.
e eminente - iminente - deferir - ratificar - retificar – insipiente
06 - Texto 1
O Sol na obra de Van Gogh
Nenhum outro pintor captou e soube transmitir a luz e a energia do
Sol como Vincent van Gogh (1863-1890). Cansado e desgostoso de
Paris, Van Gogh passou os dois últimos anos de sua vida no sul da
França, que os franceses chamam de Midi. Ele queria pintar ao ar
livre, em um contexto mais luminoso. Em uma carta ao seu irmão
Theo, em 1888, ele escreveu: "Vim ao Midi por muitas razões. Por
querer ver outra luz, crer que a contemplação da natureza sob um céu
mais claro pode me dar um ideia mais exata da maneira de sentir e
desenhar dos japoneses. Querer, enfim, ver este sol mais intenso,
porque pressinto que, sem conhecê-lo, não é possível compreender
desde o ponto de vista da realização e da técnica, as obras de
Delacroix, e porque me intuiu que as cores do prisma se velam com
as brumas do norte". Após uma violenta discussão com seu amigo
pintor Paul Gauguin (1848-1903), e que teve como consequência a
famosa mutilação de parte da orelha, Van Gogh foi internado no
sanatório de Saint-Rémy. Lá, o Sol continuava presente em suas
criações. Em seus últimos meses de vida, e durante uma das várias
internações de Van Gogh no sanatório de SaintRémy, ele descobriu
na França meridional uma fonte de inspiração inesgotável: as
oliveiras. Com elas compartilhou os últimos dias de sua vida
turbulenta. Talvez uma destas obras mais significativas que tenha
pintado foi Oliveiras com céu amarelo e Sol. Recentemente, esta obra
foi uma das escolhidas em um projeto para sofrer um corte virtual de
suas árvores como forma criativa de chamar a atenção para o
desmatamento. Van Gogh era fascinado pelos astros. Sol, Lua,
estrelas. Procurava a luz à sua volta. Talvez para iluminar o seu
interior sombrio. Ele precisava de todas as luzes da natureza para fazer
germinar a natureza da sua Arte. BELTRÃO, C. Disponívelem: Acesso em 12/11/2017. [Adaptado]
Texto 2
Um gafanhoto esteve incrustado mais de um século em um Van
Gogh
Os restos de um gafanhoto com mais de um século foram encontrados
na espessa pintura As Oliveiras, de Vincent van Gogh (parte de uma
série de 18 pinturas que o artista fez sobre o tema em 1889). Uma
restauradora do Museu de Arte Nelson-Atkins, na cidade de Kansas,
nos Estados Unidos, onde a obra está exposta, descobriu o inseto
enquanto trabalhava numa pesquisa sobre a tela. Segundo um
comunicado dessa pinacoteca, o achado é apenas um dos resultados
emocionantes que surgiram quando o estudo científico e a
investigação histórica da arte se combinaram no museu para
compreender melhor o processo do artista holandês.
"As Oliveiras é uma pintura muito querida no NelsonAtkins e esse
estudo científico não faz mais do que aumentar nossa compreensão de
sua riqueza', afirmou o diretor do museu, Julián Zugazagoitia. "Van
Gogh trabalhou ao ar livre, e sabemos que ele, como outros
artistas plein air, lidou com o vento e o pó, a grama e as árvores, e as
moscas e os gafanhotos."
A equipe de pesquisadores entrou em contato com o
paleoentomologista Michael S. Engel, professor da Universidade de
Kansas, para seu estudo posterior. Engel observou que faltavam o
tórax e o abdômen do gafanhoto e que não se via nenhum sinal de
movimento na pintura circundante. Isso indica que o inseto estava
morto antes de aterrissar na tela de Van Gogh. O gafanhoto não pode
servir para uma datação mais precisa da pintura.
Disponívelem:<https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/08/cultura/15
10154425_196558.html> Acesso em 12/11/2017. [Adaptado.]
Considerando o uso das preposições, combinadas ou não com artigos,
numere a coluna 2 de acordo com a coluna 1.
Coluna 1
A preposição sublinhada na coluna 2 introduz um
1. adjunto adnominal.
2. objeto indireto.
3. adjunto adverbial.
4. complemento nominal.
Coluna 2 Frases
( ) afirmou o diretor do museu (2º parágrafo)
( ) a investigação histórica da arte (1º parágrafo)
( ) aumentar nossa compreensão de sua riqueza (2º parágrafo)
( ) lidou com o vento e o pó (2º parágrafo)
( ) trabalhou ao ar livre (2º parágrafo)
( ) o abdômen do gafanhoto (3º parágrafo)
06 - Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para
baixo.
a 1 • 4 • 2 • 3 • 4 • 3
b 1 • 4 • 4 • 2 • 3 • 1
c 2 • 1 • 3 • 4 • 3 • 1
d 3 • 3 • 4 • 4 • 2 • 3
e 4 • 1 • 3 • 2 • 3 • 4
07 - O prefixo “in-”, geralmente, é anexado a uma palavra a fim de
produzir um sentido de negação do seu significado, como ocorre em
“inexpugnável” (linha 7). Esse sentido de negação NÃO está presente em
a inalienável.
b inexprimível.
c intocável.
d inaudível.
e inflamável.
08 - Assinale a alternativa na qual as palavras apresentadas são compostas
respectivamente, na ordem apresentada, pelo processo de: prefixação,
sufixação e justaposição:
a reler / felizmente / arco-íris.
b impermeável / beija-flor / vinagre
c cachorro-quente / desleal / planalto
d cavalo-marinho / ferreiro / couve-flor
e aguardente / arco- íris / reler
09 -Assinale a alternativa que apresenta um vocábulo rizotônico.
a Permites.
b Escreverá.
c Fingimento.
d Correria.
e Partirá.
10 - “Não faltam efeitos colaterais. A disciplina insuficiente no uso de
mídias digitais multiplicou interrupções, fragmentando a rotina
em microperíodos, nos quais pouco de relevante é realizado.” (§ 10)
O sufixo sublinhado na expressão acima tem o sentido de:
a computador.
b smartphone.
c pequeno.
d grande.
11 - Apenas em uma das alternativas abaixo, extraídas do texto 2, o termo
sublinhado não funciona como sujeito. Assinale-a.
a Segundo um comunicado dessa pinacoteca, o achado é apenas um dos
resultados emocionantes que surgiram [...] (1º parágrafo)
b Engel observou que faltavam o tórax e o abdômen do gafanhoto. (3º
parágrafo)
c "esse estudo científico não faz mais do que aumentar nossa
compreensão de sua riqueza", afirmou o diretor do museu. (2º parágrafo)
d Isso indica que o inseto estava morto antes de aterrissar na tela de
Van Gogh. (3º parágrafo)
e Uma restauradora do Museu de Arte Nelson-Atkins,na cidade de
Kansas, nos Estados Unidos, onde a obra está exposta, descobriu o
inseto enquanto trabalhava numa pesquisa sobre a tela. (1º parágrafo)
leia o texto
Texto 3
A arte de fazer crônicas
"A crônica não é um gênero maior" já escreveu Antônio Cândido.
Graças a Deus, completou o próprio crítico, porque, "sendo assim, ela
fica perto de nós" Na sua despretensão, humaniza. Fruto do jornal,
onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um gênero literário
que se caracteriza por estar perto do dia a dia, seja nos temas, ligados
à vida cotidiana, seja na linguagem despojada e coloquial do
jornalismo. Mais do que isso, surge inesperadamente, como um
instante de alívio para o leitor fatigado com a frieza da objetividade
jornalística.
De extensão limitada, essa pausa se caracteriza exatamente por ir
contra as tendências fundamentais do meio em que aparece - o jornal
diário. Se a notícia deve ser sempre objetiva e impessoal, a crônica é
subjetiva e pessoal. Se o jornal é frio, na crônica estabelece-se uma
atmosfera de intimidade entre o leitor e o cronista, que refere
experiências pessoais ou expende juízos originais acerca dos fatos
versados. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. Trata-se
do antídoto que o próprio jornal produz. Só nele pode sobreviver,
porque se nutre exatamente do caráter antiliterário do jornalismo
diário.
O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princípio, um leitor de
jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que,
entre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas
do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos
acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades. Por esse
motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os
acontecimentos e, por muitas vezes, se identifica com as ações
tomadas pelas personagens.
NISKIER, A. Disponível
em: <http://www.academia.org.br/artigos/arte-de-fazer-cronicas>
Acesso em 12/11/2017. [Adaptado]
Considere os excertos extraídos do texto 3.
1. Fruto do jornal, onde aparece entre notícias efêmeras, a crônica é um
gênero literário...(1º parágrafo)
2. A crônica não é, portanto, apenas filha do jornal. (2º parágrafo)
12 - Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F).
( ) Em 1, a palavra "onde" é um pronome relativo, que tem como
antecedente o substantivo "jornal" e desempenha a função sintática de
adjunto adverbial de lugar.
( ) Em 1, "onde aparece entre notícias efêmeras" é uma oração
subordinada adjetiva restritiva.
( ) Em 2, o conector "portanto" expressa uma ideia de conclusão, em
relação ao conteúdo do contexto precedente (2º parágrafo).
( ) Em 2, o conector "portanto" pode ser substituído por "pois" sem
prejuízo de significado e sem ferir a norma culta da língua escrita.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
a V • V • F • V
b V • F • V • V
c V • F • V • F
d F • V • F • V
e F • F • V • F
13 - Assinale a alternativa correta, com base no texto 4.
a Em "Eu não duvido nada, só que existem por aí uns cinquenta quadros
falsos [...]" e "Esse também podia ser. Só isso", a partícula "só" pode ser
substituída por "apenas', nas duas ocorrências, sem prejuízo de significado.
b Em "Não diga uma besteira dessas." e "Quero que o senhor vá para o
inferno, sim?', as formas verbais sublinhadas encontram-se no modo
imperativo.
c Em "Não há dúvida, para mim não é Guignard", a expressão
sublinhada funciona como objeto indireto.
d O texto faz uma crítica explícita ao modo brasileiro de se fazer
negócios, focalizando a estratégiapersuasiva que é usada igualmente pelo
vendedor (o dono do quadro) e pelo comprador (o visitante).
e A frase "Mesmo que se tenha visto o pintor trabalhando nele?" pode
ser reescrita, sem prejuízo de significado e sem ferir a norma culta da
língua escrita, como: "Mesmo que o pintor tenha sido visto trabalhando
nele?"
13 - Associe as colunas 1 e 2 abaixo:
Coluna 1
1. Substantivo com função sintática de sujeito simples.
2. Substantivo com função sintática de objeto direto.
3. Adjetivo com função sintática de adjunto adnominal.
4. Adjetivo com função sintática de predicativo do sujeito.
5. Pronome com função sintática de objeto direto.
6. Pronome com função sintática de objeto indireto.
Coluna 2
( ) [...] o vício incurável no deslumbre.
( ) Viajar é apenas o tubo de oxigênio [...].
( ) [...] não vê a hora do reencontro [...].
( ) O processo é interno, sempre foi.
( ) [...] o que nos encanta, na verdade, é o confronto com o nosso outro eu
[...].
( ) Viajar é apenas o tubo de oxigênio que nos permite mergulhar mais
fundo na nossa estranheza e insegurança.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
a 1 • 2 • 3 • 4 • 6 • 5
b 2 • 3 • 1 • 4 • 5 • 6
c 3 • 1 • 2 • 3 • 6 • 5
d 3 • 1 • 2 • 4 • 5 • 6
e 3 • 4 • 2 • 1 • 5 • 6
14 -
Assinale a alternativa correta com base no texto 2.
a A palavra "que", em todas as ocorrências, exerce a mesma função
sintática.
b As palavras "bom" (1° quadrinho) e "mãe" (3° quadrinho) são
separadas por vírgula por exercerem função sintática de vocativo.
c O uso de "a gente" marca a variação pronominal na língua portuguesa.
d A palavra "mapa', em todas as ocorrências, exerce a função sintática
de objeto direto preposicionado.
e As palavras "aqui" e "Estados Unidos" (4° quadrinho), nas orações em
que ocorrem, exercem função sintática de adjunto adverbial de lugar.
15 - Leia o texto abaixo:
Como viajar de trem pela Europa
Quando vale a pena? Segundo pesquisas, 75% dos
viajantes................................................o trem. Entretanto,
................................................procurar outras opções. A vantagem do
trem é que as estações são sempre bem localizadas, no centro das cidades
(mesmo as pequenas). Mas a ideia de que esse tipo de transporte poupa
dinheiro nem sempre é válida, principalmente para longas distâncias,
quando compensa voar com aéreas low cost. Um trecho que leva acima
de cinco horas nos trilhos pode ser vantajoso de avião, não só para o seu
bolso como também para o seu tempo.
Os tipos de trem? Cada país da Europa, assim como de outros
continentes,........................sua própria companhia ferroviária e algumas
operam trechos internacionais. Existem os trens regionais (de distâncias
relativamente curtas), os de alta velocidade e os panorâmicos. Em
qualquer um, você pode escolher entre primeira ou segunda classe, que
diferem em relação ao espaço das poltronas e aos serviços oferecidos,
como alimentação e Wi-Fi. Tudo, na verdade,........................dicas!
Cabe a você escolher!
Fonte: http://revistaviajar.com.br/site/2017/11/14/ como-viajar-de-trem-
pela-europa/
Acesso: 15/11/2017. Texto adaptado.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto,
considerando a norma culta da língua escrita quanto ao uso da
concordância verbal.
a prefere • deve-se • tem • é
b prefere • deve-se • têm • são
c prefere • devem-se • tem • são
d preferem • devem-se • tem • são
e preferem • deve-se • têm • é
LEIA O TEXTO:
Fora de foco
Deve-se ao desenvolvimento de remédios e terapias, a partir de
experimentos científicos em laboratórios com o uso de animais, parcela considerável
do exponencial aumento da expectativa e da qualidade de vida em todo o mundo. É
extensa a lista de doenças que, tidas como incuráveis até o início do século passado e
que levavam à morte prematura ou provocavam sequelas irreversíveis, hoje podem ser
combatidas com quase absoluta perspectiva de cura.
Embora, por óbvio, o homem ainda seja vítima de diversos
tipos de moléstias para as quais a medicina ainda não encontrou lenitivos, a
descoberta em alta escala de novos medicamentos, particularmente no último século,
legou à Humanidade doses substanciais de fármacos, de tal forma que se tornou
impensável viver sem eles à disposição em hospitais, clínicas e farmácias.
A legítima busca do homem por descobertas que o
desassombrem do fantasma de doenças que podem ser combatidas com remédios e,
em última instância, pelo aumento da expectativa de vida está na base da discussão
sobre o emprego de animais em experimentos científicos. Usá-los ou não é um falso
dilema, a começar pelo fato de que, se não todos, mas grande parte daqueles que
combatem o emprego de cobaias em laboratórios em algum momento já se beneficiou
da prescrição de medicamentos que não teriam sido desenvolvidos sem os
experimentos nas salas de pesquisa.
É inegável que a opção pelo emprego de animais no
desenvolvimento de fármacos implica uma discussão ética. Mas a questão não é se o
homem deve ou não recorrer a cobaias; cientistas de todo o mundo, inclusive de
países com pesquisas e indústria farmacêutica mais avançadas que o Brasil, são
unânimes em considerar que a ciência ainda não pode prescindir totalmente dos testes
com organismos vivos, em razão da impossibilidade de se reproduzir em laboratório
toda a complexidade das cadeias de células. A discussão que cabe é em relação à
escala do uso de animais, ou seja, até que ponto eles podem ser substituídos por
meios de pesquisas artificiais, e que protocolo seguir para que, a eles recorrendo, lhes
seja garantido o pressuposto da redução (ou mesmo eliminação) do sofrimento físico.
(O Globo, 21/11/2013)
01 - O texto lido é, quanto ao gênero textual, classificado como
a) descritivo.
b) narrativo.
c) dissertativo expositivo.
d) dissertativo argumentativo.
e) injuntivo
LEIA O TEXTO
Somos um povo fútil?
“No Brasil, tudo vira moda. Até manifestação de rua.”
Ouvi essa frase de um motorista de táxi durante os acontecimentos de junho, e achei um exagero.
Rebati, dizendo que o povo nas ruas tinha um significado imenso e ira propiciar a mudança de várias
leis. Ele me olhou pelo retrovisor e respondeu que era verdade, mas que via muitos jovens, a caminho
das manifestações, agindo como se estivessem indo para um bloco de carnaval. “É a onda do
momento”, insistiu. “Daqui a pouco passa.”
Em poucas semanas, as manifestações começaram a esvaziar. Os motivos eram muitos: a ação
dos black blocks, as depredações, a violência da polícia, as denúncias de interesses escusos por parte
de políticos, milicianos, traficantes. Mas não pude deixar de pensar nas palavras do motorista de táxi.
Tornei a pensar nelas há algumas semanas, ao voltar de uma viagem de quase um mês à Alemanha.
Ao desembarcar no Brasil, fui tomada pela sensação de que somos mesmo um país de modismos. Um
povo fútil. Sei que é um clichê essa história de ir à Europa e voltar falando de “um banho de
civilização”. Sempre fui contra isso. Mas, desta vez – depois de visitar 11 museus, duas exposições,
de ir a um concerto de música clássica e de visitar uma feira gigantesca de livros –, alguma coisa
aconteceu comigo.
Acho que uma das razões dessa sensação foi a leitura, durante a viagem, do livro de Mário Vargas
Llosa, “A civilização do espetáculo”. Embora em alguns pontos eu discorde do escritor, o livro me
chamou a atenção para a destruição da cultura no mundo moderno, em favor do entretenimento. Esse
conceito me deixou pensando no Brasil– nesse país que não lê livros, mas onde quase todo mundo
tem celular. Onde se veem, nos bairros pobres, antenas parabólicas sobre casas miseráveis, onde há
mais televisores do que geladeiras, e onde, em vez de bibliotecas, temos lan houses. País que parece
ter passado, em massa, do analfabetismo funcional para o Facebook – sem escalas.
(....) Voltei da viagem com essa sensação de que somos mesmo fúteis, superficiais, e me lembrei
do motorista de táxi (Heloísa Seixas, O Globo, 14 de dezembro de 2013)
02- O texto desta prova se estrutura do seguinte modo:
a) se inicia por um texto descritivo, passa para um texto narrativo e termina por
um texto argumentativo.
b) se inicia por um texto narrativo e termina por um texto argumentativo.
c) se inicia por um texto argumentativo e- termina por um texto narrativo.
d) se inicia por um texto descritivo, passa para um texto narrativo e termina por
um texto argumentativo
e) é um texto totalmente argumentativo.
Texto 3
Construímos no Brasil uma sociedade hierarquizada e arcaica, majoritariamente
conservadora (que aqui se manifesta em regra de forma extremamente nefasta,
posto que dominada por crenças e valores equivocados), que se julga (em geral)
no direito de desfrutar de alguns privilégios, incluindo-se o de não ser igual
perante as leis (nessa suposta “superioridade” racial ou socioeconômica também
vem incluída a impunidade, que sempre levou um forte setor das elites à
construção de uma organização criminosa formada por uma troika maligna
composta de políticos e outros agentes públicos + agentes econômicos + agentes
financeiros, unidos em parceria público-privada para a pilhagem do patrimônio do
Estado). Continuamos (em pleno século XXI) a ser o país atrasado do “Você sabe
com quem está falando?” (como bem explica Da Matta, em várias de suas obras).
Os da camada “de cima” (na nossa organização social) se julgam no direito
(privilégio) de humilhar e desconsiderar as leis assim como os “de baixo”. Se
alguém questiona essa estrutura, vem o corporativismo e retroalimenta a chaga
arcaica. De onde vem essa canhestra forma de organização social? Por que somos
o que somos?” (Luiz Flávio Gomes, JusBrasil)
03 - Nesse segmento (texto 3) há uma referência aos textos anteriores desta
prova, que constitui uma das marcas de caracterização dos textos em geral; essa
marca é denominada:
a) polissemia;
b) ambiguidade;
c) intertextualidade;
d) coesão;
e) coerência.
04 - A polissemia – possibilidade de uma palavra ter mais de um sentido – está presente
em todas as frases abaixo, EXCETO em:
a) Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje;
b) CBN: a rádio que toca a notícia;
c) Na vida tudo é passageiro, menos o motorista;
d) Os dentes do pente mordem o couro cabeludo;
e) Os surdos da bateria não escutam o próprio barulho.
VEJA :
“Mas lendo sobre o perigo iminente...”.A palavra sublinhada tem como parônimo e
minente, com o qual não pode ser confundido.
05)Assinale a alternativa em que houve troca indevida entre homônimos ou
parônimos.
a) A guerra nuclear vai infringir sérios danos à espécie humana. – infligir
b) Não deve faltar bom senso aos governantes. – censo
c) Muitos coreanos devem emigrar do país. – imigrar
d) Um pequeno incidente pode gerar uma catástrofe. – acidente
e) A ameaça de uma guerra vem ratificar o perigo das armas nucleares. –
retificar
06 - As relações semânticas entre palavras e expressões de um texto são identificadas
por sinonímia, antonímia, hiponímia, homonímia e polissemia.
A relação abaixo, do segundo em relação ao primeiro vocábulo, que exemplifica
hiponímia é:
a) contente/satisfeito;
b) serrote/ferramenta;
c) sábia/sabiá;
d) emigrar/imigrar;
e) autor/shakespeare.
Leia o texto
Tecnologia
Para começar, ele nos olha na cara. Não é como a máquina de
escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela
no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico,
mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo
que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou
precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você. Mas
se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende.
Corrige. Uma tela vazia, muda, nenhuma reação aos nossos comandos digitais, tudo
bem. Quer dizer, você se sente como aquele cara que cantou a secretária eletrônica. É
um vexame privado. Mas quando você o manda fazer alguma coisa, mas manda errado,
ele diz "Errado". Não diz "Burro", mas está implícito. É pior, muito pior. Às vezes,
quando a gente erra, ele faz "bip". Assim, para todo mundo ouvir. Comecei a usar o
computador na redação do jornal e volta e meia errava. E lá vinha ele: "Bip!" "Olha
aqui, pessoal: ele errou." "O burro errou!"
Outra coisa: ele é mais inteligente que você. Sabe muito mais coisa e não tem
nenhum pudor em dizer que sabe. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão
inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas relações
com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que ele tem para
oferecer. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando outro igual a ele o estiver
programando. A máquina de escrever podia ter recursos que você nunca usaria, mas não
tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguentava os humanos por falta de
coisa melhor, no momento. E a máquina, mesmo nos seus instantes de maior
impaciência conosco, jamais faria "bip" em público.
Dito isto, é preciso dizer também que quem provou pela primeira vez suas
letrinhas dificilmente voltará à máquina de escrever sem a sensação de que está
desembarcando de uma Mercedes e voltando à carroça. Está certo, jamais teremos com
ele a mesma confortável cumplicidade que tínhamos com a velha máquina. É outro tipo
de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é fascinante. Agora compreendo o
entusiasmo de gente como Millôr Fernandes e Fernando Sabino, que dividem a sua vida
profissional em antes dele e depois dele. Sinto falta do papel e da fiel Bic, sempre
pronta a inserir entre uma linha e outra a palavra que faltou na hora, e que nele foi
substituída por um botão, que, além de mais rápido, jamais nos sujará os dedos, mas
acho que estou sucumbindo. Sei que nunca seremos íntimos, mesmo porque ele não ia
querer se rebaixar a ser meu amigo, mas retiro tudo o que pensei sobre ele. Claro que
você pode concluir que eu só estou querendo agradá-lo, precavidamente, mas juro que é
sincero.
Quando saí da redação do jornal depois de usar o computador pela primeira
vez, cheguei em casa e bati na minha máquina. Sabendo que ela aguentaria sem
reclamar, como sempre, a pobrezinha.(VERÍSSIMO, Luis Fernando. O Globo)
07 - No final do texto, o cronista escreve: "...cheguei em casa e bati na minha
máquina".
O humor desse segmento deriva
a) da polissemia do verbo "bater".
b) da falta de coerência da ação do cronista.
c) da semelhança entre a máquina e a mulher.
d) do emprego do possessivo "minha" em relação à máquina.
e) do fato de haver uma reação inesperada do cronista.
08 - Analise a charge a seguir
A partir da charge, analise as afirmativas a seguir.
I. A comicidade da charge é criada a partir da polissemia do vocábulo "falta".
II. As reticências, ao final da fala da enfermeira, pretendem indicar que faltam ainda outras
coisas, não mencionadas.
III. O "caos", no título da charge, é confirmado pela fala da enfermeira diante do problema
apresentado pelo paciente.
Assinale:
a) se todas as afirmativas estiverem corretas.
b) se apenasas afirmativas I e III estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se apenas a afirmativa II estiver correta.
09 - Um cardápio de restaurante italiano dizia a seguinte frase: “Uma pesquisa aponta que o
vinho é bom para o coração; posso confirmar, porque depois de algumas taças eu amo todo
mundo!”
Nesse caso, o humor da frase advém do (da):
a) exagero contido na hipérbole “eu amo todo mundo!”;
b) informação enganosa de que o álcool possa trazer benefícios;
c) confirmação da pesquisa feita por um bêbado;
d) absurdo comprovado por uma pesquisa séria;
e) polissemia da expressão “bom para o coração”
10 - Na frase do 4º parágrafo do texto "A liberdade supõe a operação sobre alternativas;",
o verbo irregular foi flexionado corretamente.
Assinale a alternativa em que se apresenta flexão incorreta da forma verbal.
a) Eles impunham condições para que o acordo fosse assinado.
b) O julgador interveio na polêmica sobre os critérios de seleção.
c) Não foi confirmado se a banca quereria dar à redação caráter eliminatório.
d) Se os autores se disporem a ratear o valor, a publicação da revista será certa.
e) É necessário que atentemos para a questão da mudança de paradigma
científico.
11 - Assinale a frase que não apresenta uma forma verbal na voz passiva.
a)“Patentes de medicamentos geralmente são reconhecidas pelo prazo de dez
anos...”.
b) “A quebra de patente não pode ser banalizada”.
c) “Optou por uma atitude mais pragmática, que tem dado bons resultados...”.
d) “A patente foi reconhecida nos Estados Unidos e em outros 39 países...”.
e) “os genéricos e similares podem ser lançados a preços mais baixos”.
12 - A alternativa em que as palavras indicadas são formadas por processos de
formação diferentes é:
a) humana - explicação
b) simplista - invisível
c) criador - compreensão
d) conhecimento – previsibilidade
e) intervenção – científico
13 - O par de palavras abaixo que apresenta uma estrutura de classes gramaticais
diferente das demais é:
a) Guerra civil.
b) Grandes traumas.
c) Realidade social.
d) Mercado mundial.
e) Seleção brasileira
Leia o texto
Os cientistas fizeram modelos matemáticos que simulam esse
mecanismo de inibição e eles confirmam que a presença de um
mecanismo de inibição leva a uma decisão mais rápida, convertendo os
perdedores em adeptos da proposta vencedora, garantindo que as
abelhas fiquem alinhadas com a proposta vencedora e juntem forças para
construir a colmeia no local escolhido. (L.79-87)
14 - De acordo com a ordem em que estão dispostas as orações no período acima,
entendendo-se a oração sublinhada e a anterior como subordinadas, é correto
afirmar que ela, a sublinhada, é também a
a) quinta oração principal.
b) quarta oração principal.
c) terceira oração coordenada.
d) segunda oração coordenada.
e) terceira oração principal.
15 - Veja o texto atentamente:
“As jornalistas viram uma realidade menos rósea que aquela com que os defensores
da medida costumam sonhar”.
Sobre a estrutura oracional desse período do texto, é correto afirmar que
a) o período é composto por duas orações.
b) a segunda oração do período é de valor comparativo.
c) a última oração do período é classificada como principal.
d) a primeira oração do período é classificada como coordenada.
e) a terceira oração do período é subordinada adjetiva.
Texto 1
Carta ao leitor – Uma falsa solução mágica
O perigo de políticas públicas desgastadas, que custam caro e dão pouco resultado,
serem substituídas por outras ainda piores é sempre muito alto quando não há bons
exemplos para emular. A legalização da maconha é uma dessas soluções aparentemente
simples para um problema complexo que muitos estudiosos e políticos sérios, e outros nem
tanto, defendem na falta de uma ideia melhor. A premissa, nunca testada na prática em sua
totalidade, é que a liberação da produção, da venda e do consumo da Cannabis seria
suficiente para eliminar do problema sua porção mais danosa, a cadeia de crimes alimentada
pelo dinheiro do tráfico. Pois os eleitores do Uruguai e do Colorado e de Washington, nos
Estados Unidos, decidiram, pelo voto direto ou de seus representantes, ser cobaias da
experiência de legalizar a maconha. Dentro de alguns meses, qualquer cidadão adulto do
nosso país vizinho e dos dois estados americanos poderá comprar a droga numa farmácia
ou loja especializada.
VEJA destacou duas repórteres para ver de perto o impacto que a legalização da maconha
está tendo entre os uruguaios e os americanos. Sim, porque, mesmo antes da entrada em
vigor das leis, seu espírito liberalizante já se instalou. As jornalistas viram uma realidade
menos rósea que aquela com que os defensores da medida costumam sonhar. Uma das
repórteres visitou seis cidades em Washington, no Colorado e na Califórnia, onde, a exemplo
de outros dezessete estados e da capital americana, a maconha é de quase livre acesso,
mesmo que, teoricamente, só possa ser vendida por prescrição médica.
Da mesma forma que ocorre com as bebidas alcoólicas, há sempre algum adulto
irresponsável disposto a comprar maconha para um adolescente usar. “Preparando‐se para
a entrada em vigor da nova lei, as lojas vão vender maconha muito mais potente do que a
dos traficantes”, diz a repórter. Nossa segunda repórter teve uma impressão ainda mais
negativa do caso uruguaio. Enquanto nos estados americanos existe uma provisão para
avaliar de tempos em tempos o acerto da legalização, no Uruguai predomina a improvisação:
“Ninguém analisou em profundidade as consequências de longo prazo que a legalização pode
trazer”.(Veja, 13/11/2013)
16 - A regra de pontuação que justifica o emprego de vírgulas no primeiro período
do texto é
a) marcar o deslocamento de um adjunto adverbial.
b) indicar a presença de um aposto explicativo.
c) separar uma oração reduzida.
d) mostrar a ocorrência de uma oração explicativa.
e) apontar uma inversão de termos sintáticos.
17 - Analise o período a seguir.
"Ele deixou entrar o garçom antes da hora da festa e não o viu esconder alguns talheres
de prata, apesar de ser um administrador de experiência".
Com relação à estrutura sintática do período acima, assinale a afirmativa correta
a) São duas as orações reduzidas do período.
b) Há apenas uma oração reduzida no período
c) Os termos "o garçom" e o pronome "o" exercem a mesma função sintática.
d) "De prata" e "da festa" exercem a função de adjuntos adverbiais.
e) O período é composto por coordenação e subordinação.
18 - No período “Nossa mentalidade imediatista e obscurantista não olha a longo prazo,
nem dá valor aos produtos da inteligência, mantendo fechadas as portas que nos
separam do mundo da inovação”.
Sobre a estruturação sintática do fragmento acima, assinale a afirmativa correta.
a) O período é composto por três orações.
b) Todas as orações do período, exceto a primeira, são reduzidas.
c) No período há orações coordenadas e subordinadas.
d) A última oração do período é subordinada substantiva.
e) A última oração do período é subordinada adverbial.
19 - Partidos são fundamentais para a consolidação da democracia e o
permanente desenvolvimento da cidadania e devem existir – de verdade – em
bases cotidianas. (L.56-59)
Os termos sublinhados no período acima classificam-se, respectivamente, como
a) adjunto adnominal e adjunto adnominal.
b) complemento nominal e complemento nominal.
c) adjunto adnominal e complemento nominal.
d) complemento nominal e adjunto adnominal.
e) objeto indireto e objeto indireto.
20 - Uma das maneiras de estabelecer-
se a diferença entreadjunto adnominal e complemento nominal é a de ver
-se a diferença entre agente (adjunto) e paciente (complemento).
Assinale a alternativa em que o termo sublinhado funciona como adjunto adnomin
al.
a) Desenvolvimento de remédios..
b) Uso de animais.
c) Vítima de diversos tipos de moléstias.
d) Emprego de cobaias.
e) Eliminação do sofrimento físico.
21 - Uma das maneiras de mostrar‐se a diferença entre o adjunto adnominal e o
complemento nominal é a comparação entre a função de agente (adjunto
adnominal) e a de paciente (complemento nominal). Essa estratégia pode ser
empregada no seguinte caso:
a) “...alguns sebos do Centro da cidade”.
b) “...uma pequena fila de bibliófilos”.
c) “...relações de livros e revistas...”.
d) “...meus companheiros de expectativa...”
e) “...eis‐me em frente à loja do sebo que me interessava”.
22 - O ensino técnico profissionalizante de fato precisa hoje correr contra o
relógio, pois, se persistir a falta de pessoal qualificado, as oportunidades acabam
definitivamente perdidas pela desistência dos potenciais empregadores. (L.46-50)
O termo sublinhado no período acima exerce a função sintática de
a) adjunto adverbial.
b) agente da passiva.
c) complemento nominal.
d) adjunto adnominal.
e) objeto indireto.
23 - “Havia um vínculo afetivo entre o craque e o clube, o craque e o torcedor e o
torcedor e o clube, que foi comprometido. Atentemos, para ter ideia precisa do
que se está tentando dizer, em duas diferenças fundamentais entre o futebol de
ontem e o de hoje.”
Em relação ao fragmento, a resposta correta encontra-se na alternativa:
a) o sujeito da primeira oração do primeiro período é indeterminado;
b) o “que” que introduz a segunda oração do primeiro período é um pronome
relativo e inicia uma oração subordinada substantiva;
c) o “que” é um pronome relativo e exerce a função sintática de sujeito e retoma
a expressão “vínculo afetivo”;
d) o segundo período é composto por duas orações;
e) há no texto uma oração absoluta.
24 - “...a maioria dos policiais procure...”(L.10-11); as gramáticas de língua portuguesa
ensinam que com a expressão “a maioria de” seguida de substantivo plural, a
concordância se faz predominantemente no singular (concordando com maioria), mas
pode concordar no plural, em função do substantivo (Maria Helena de Moura Neves, Guia
de uso do português, Editora Unesp, SP, 2003, p. 493). Assim sendo, pode-se dizer da
concordância verbal feita nessa frase do texto que ela:
a) assume a única forma possível de concordância verbal.
b) prefere uma das formas de concordância verbal possível.
c) apresenta uma forma errada de concordância verbal.
d) mostra preferência por uma concordância verbal menos utilizada.
e) indica a utilização de uma forma verbal de concordância não estudada nas
gramáticas.
25 - Para que se respeite a concordância verbal, será preciso corrigir a seguinte
frase:
a) Têm havido dúvidas sobre a possibilidade de recuperação econômica do país
em curto prazo;
b) Têm sido levantadas dúvidas sobre a capacidade do sistema do INSS continuar
funcionando a contento;
c) Não se impute aos governos recentes a exclusiva responsabilidade pelas
dificuldades econômicas do país;
d) Que dúvidas têm divulgado os jornalistas sobre a atuação da polícia nas
passeatas?
e) Caso deixasse de haver as grandes bibliotecas públicas, os estudantes mais
pobres sofreriam grande prejuízo.
26 - Das frases extraídas de um jornal carioca, identifique a que possua erro de
regência nominal ou verbal.
a) O congresso uruguaio vai recorrer da decisão do governo em liberar a
maconha.
b) O governo americano cientificou os governos estaduais de que a liberação da
maconha só é válida para alguns deles.
c) O governo americano cientificou aos governos estaduais que a liberação da
maconha só é válida para alguns deles.
d) A Chefia de Polícia informou que não dará qualquer resposta ao presidente
americano sobre a corrupção em sua área.
e) A Chefia de Polícia informou ao presidente americano de que não dará
qualquer resposta sobre a corrupção em sua área.
27 - A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à regência (nominal e
verbal) recomendada pela norma culta é:
a) O deputado insistia em dizer que o tema principal do projeto seria “o
transporte ferroviário”, com o que discordava a grande maioria.
b) Enquanto a Espanha participava de uma discussão no grupo dos países de fala
hispânica, do qual não pediu para integrar, a situação dos demais era tranquila
c) Em busca de rápido enriquecimento, os médicos escolhem cuidadosamente
aonde trabalhar, dando prioridade à locais de mais fácil acesso.
d) Um grupo da comunidade vizinha encontrou um carro de bebê deixado por
outro morador inconsciente com a limpeza do local
e) O regulamento possibilita conseguir-se um dia preferir o lazer ao descanso, o
amor ao interesse e à aventura, a tranquilidade.
28 - A alternativa que contraria a colocação pronominal exigida pelo padrão
escrito culto é:
a) os órgãos aos quais se destinam as verbas desenvolvem projetos de segurança
pública.
b) dever-se-ia refletir sobre a construção histórica da violência.
c) não põe-se em prática uma adequada política de prevenção ao crime.
d) o jovem prefeito foi-se afirmando no cenário político.
e) o secretário vai enviar-lhe os resultados da pesquisa no início da semana.
29 - O acento indicativo de crase foi corretamente empregado apenas em:
a) o cidadão não atende à apelos sem fundamento.
b) no artigo, o autor citou à necessária reforma do Estado.
c) convencemos à todos da necessidade de um pacto social.
d) o debatedor não se rendeu àqueles discursos demagógicos.
e) os governantes dispuseram-se à colaborar.
30 -
“Patentes de medicamentos geralmente são reconhecidas pelo prazo de dez
anos, de acordo com regras internacionais aceitas por muitos países. Esse
prazo inclui a fase final de desenvolvimento dos medicamentos, chamada pipel
ine no jargão técnico. Muitas vezes, esse período até o lançamento comercial
do produto pode levar até quatro anos...”.
30 - O emprego da forma pronominal “esse”, nos casos sublinhados, se justifica
por que
a) se refere a um termo anterior localizado contextualmente mais distante que
outro.
b) se liga a fatos cronologicamente distantes.
c) se prende a um elemento anterior citado mais proximamente à ocorrência do
pronome.
d) se relaciona a um elemento textual mais próximo do leitor que do enunciador
do texto.
e) se conecta com elementos anteriormente citados de forma a estabelecer
coesão textual.
Analise o período a seguir.
"Ele deixou entrar o garçom antes da hora da festa e não o viu esconder alguns talheres
de prata, apesar de ser um administrador de experiência".
01 - Com relação à estrutura sintática do período acima, assinale a afirmativa correta
a) São duas as orações reduzidas do período.
b) Há apenas uma oração reduzida no período
c) Os termos "o garçom" e o pronome "o" exercem a mesma função sintática.
d) "De prata" e "da festa" exercem a função de adjuntos adverbiais.
e) O período é composto por coordenação e subordinação.
02 - No período “Nossa mentalidade imediatista e obscurantista não olha a longo prazo,
nem dá valor aos produtos da inteligência, mantendo fechadas as portas que nos
separam do mundo da inovação”.
Sobre a estruturação sintática do fragmento acima, assinale a afirmativa correta.
a) O período é composto por três orações.
b) Todas as orações do período, exceto a primeira, são reduzidas.
c) No período há orações coordenadas e subordinadas.
d) A última oração do período é subordinada substantiva.
e) A última oração do período é subordinada adverbial.
03 - Partidos são fundamentais paraa consolidação da democracia e o
permanente desenvolvimento da cidadania e devem existir – de verdade – em
bases cotidianas. (L.56-59)
Os termos sublinhados no período acima classificam-se,
respectivamente, como
a) adjunto adnominal e adjunto adnominal.
b) complemento nominal e complemento nominal.
c) adjunto adnominal e complemento nominal.
d) complemento nominal e adjunto adnominal.
e) objeto indireto e objeto indireto.
04 - Uma das maneiras de estabelecer-
se a diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal é a de ver
-se a diferença entre agente (adjunto) e paciente (complemento).
Assinale a alternativa em que o termo sublinhado funciona como adjunto adnomin
al.
a)Desenvolvimento de remédios..
b)Uso de animais.
c)Vítima de diversos tipos de moléstias.
d)Emprego de cobaias.
e)Eliminação do sofrimento físico.
05 - Uma das maneiras de mostrar‐se a diferença entre o adjunto adnominal e o
complemento nominal é a comparação entre a função de agente (adjunto
adnominal) e a de paciente (complemento nominal). Essa estratégia pode ser
empregada no seguinte caso:
a) “...alguns sebos do Centro da cidade”.
b) “...uma pequena fila de bibliófilos”.
c) “...relações de livros e revistas...”.
d) “...meus companheiros de expectativa...”
e) “...eis‐me em frente à loja do sebo que me interessava”.
06 - O ensino técnico profissionalizante de fato precisa hoje correr contra o
relógio, pois, se persistir a falta de pessoal qualificado, as oportunidades acabam
definitivamente perdidas pela desistência dos potenciais empregadores. (L.46-50)
O termo sublinhado no período acima exerce a função sintática de
a) adjunto adverbial.
b) agente da passiva.
c) complemento nominal.
d) adjunto adnominal.
e) objeto indireto.
07 - “Havia um vínculo afetivo entre o craque e o clube, o craque e o torcedor e o
torcedor e o clube, que foi comprometido. Atentemos, para ter ideia precisa do
que se está tentando dizer, em duas diferenças fundamentais entre o futebol de
ontem e o de hoje.”
Em relação ao fragmento, a resposta correta encontra-se na alternativa:
a) o sujeito da primeira oração do primeiro período é indeterminado;
b) o “que” que introduz a segunda oração do primeiro período é um pronome
relativo e inicia uma oração subordinada substantiva;
c) o “que” é um pronome relativo e exerce a função sintática de sujeito e retoma
a expressão “vínculo afetivo”;
d) o segundo período é composto por duas orações;
e) há no texto uma oração absoluta.
08 - Ano: 2008 - Banca: FGV - Órgão: PC-RJ - Prova: Oficial de Cartório
“...a maioria dos policiais procure...”(L.10-11); as gramáticas de língua portuguesa
ensinam que com a expressão “a maioria de” seguida de substantivo plural, a
concordância se faz predominantemente no singular (concordando com maioria), mas
pode concordar no plural, em função do substantivo (Maria Helena de Moura Neves, Guia
de uso do português, Editora Unesp, SP, 2003, p. 493). Assim sendo, pode-se dizer da
concordância verbal feita nessa frase do texto que ela:
a) assume a única forma possível de concordância verbal.
b) prefere uma das formas de concordância verbal possível.
c) apresenta uma forma errada de concordância verbal.
d) mostra preferência por uma concordância verbal menos utilizada.
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fgv-2008-pc-rj-oficial-de-cartorio
e) indica a utilização de uma forma verbal de concordância não estudada nas
gramáticas.
09 - Para que se respeite a concordância verbal, será preciso corrigir a seguinte
frase:
a) Têm havido dúvidas sobre a possibilidade de recuperação econômica do país
em curto prazo;
b) Têm sido levantadas dúvidas sobre a capacidade do sistema do INSS continuar
funcionando a contento;
c) Não se impute aos governos recentes a exclusiva responsabilidade pelas
dificuldades econômicas do país;
d) Que dúvidas têm divulgado os jornalistas sobre a atuação da polícia nas
passeatas?
e) Caso deixasse de haver as grandes bibliotecas públicas, os estudantes mais
pobres sofreriam grande prejuízo.
10 - Das frases extraídas de um jornal carioca, identifique a que possua erro de
regência nominal ou verbal.
a) O congresso uruguaio vai recorrer da decisão do governo em liberar a
maconha.
b) O governo americano cientificou os governos estaduais de que a liberação da
maconha só é válida para alguns deles.
c) O governo americano cientificou aos governos estaduais que a liberação da
maconha só é válida para alguns deles.
d) A Chefia de Polícia informou que não dará qualquer resposta ao presidente
americano sobre a corrupção em sua área.
e) A Chefia de Polícia informou ao presidente americano de que não dará
qualquer resposta sobre a corrupção em sua área.
11 - A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à regência (nominal e
verbal) recomendada pela norma culta é:
a) O deputado insistia em dizer que o tema principal do projeto seria “o
transporte ferroviário”, com o que discordava a grande maioria.
b) Enquanto a Espanha participava de uma discussão no grupo dos países de fala
hispânica, do qual não pediu para integrar, a situação dos demais era tranquila
c) Em busca de rápido enriquecimento, os médicos escolhem cuidadosamente
aonde trabalhar, dando prioridade à locais de mais fácil acesso.
d) Um grupo da comunidade vizinha encontrou um carro de bebê deixado por
outro morador inconsciente com a limpeza do local
e) O regulamento possibilita conseguir-se um dia preferir o lazer ao descanso, o
amor ao interesse e à aventura, a tranquilidade.
12 - A alternativa que contraria a colocação pronominal exigida pelo padrão
escrito culto é:
a) os órgãos aos quais se destinam as verbas desenvolvem projetos de segurança
pública.
b) dever-se-ia refletir sobre a construção histórica da violência.
c) não põe-se em prática uma adequada política de prevenção ao crime.
d) o jovem prefeito foi-se afirmando no cenário político.
e) o secretário vai enviar-lhe os resultados da pesquisa no início da semana.
13 - O acento indicativo de crase foi corretamente empregado apenas em:
a) o cidadão não atende à apelos sem fundamento.
b) no artigo, o autor citou à necessária reforma do Estado.
c) convencemos à todos da necessidade de um pacto social.
d) o debatedor não se rendeu àqueles discursos demagógicos.
e) os governantes dispuseram-se à colaborar.
14 - Assinale a alternativa em que está correto o uso do acento indicativo de
crase:
a) O autor se comparou à alguém que tem boa memória.
b) Ele se referiu às pessoas de boa memória.
c) As pessoas aludem à uma causa específica.
d) Ele passou a ser entendido à partir de suas reflexões sobre a memória.
e) Os livros foram entregues à ele.
15 - Assinale a alternativa em que o emprego do acento grave indicativo da crase
está incorreto.
a) “da mais inconsequente opção pessoal às mais sérias decisões do governo”.
b) “...e se cruzam a cada instante e às vezes se chocam”.
c) “...para que alguém possa chegar, sempre, às melhores decisões”;
d) “...não se sujeitando à interferências ou pressões externas”.
e) “É o caminho que levará à formação de cidadãos conscientes”.
16 - Assinale a alternativa em que o emprego grave indicativo da crase
ocorre por razão distinta da dos demais.
a) “...e não recebe em troca serviços públicos à altura”.
b)“Acrescentar o adjetivo hediondo à corrupção de pouco adianta...”.
c) “...recentemente incorporadas à economia formal”.
d) “...dar respostas concretas e rápidas às demandas feitas nas ruas ...”.
e) “....e não às questões que ninguém fez”.
“Patentes de medicamentos geralmente são reconhecidas pelo prazo de dez
anos, de acordo com regras internacionais aceitas por muitos países.Esse
prazo inclui a fase final de desenvolvimento dos medicamentos, chamada pipel
ine no jargão técnico. Muitas vezes, esse período até o lançamento comercial
do produto pode levar até quatro anos...”.
17 - O emprego da forma pronominal “esse”, nos casos sublinhados, se justifica
por que
a) se refere a um termo anterior localizado contextualmente mais distante que
outro.
b) se liga a fatos cronologicamente distantes.
c) se prende a um elemento anterior citado mais proximamente à ocorrência do
pronome.
d) se relaciona a um elemento textual mais próximo do leitor que do enunciador
do texto.
e) se conecta com elementos anteriormente citados de forma a estabelecer
coesão textual.
18 - “O processo de iniciação à escrita deve ser cercado de alguns cuidados. Talvez o
principal seja o de estimular a criança a assumir a autoria dos seus primeiros textos".
Uma das marcas de textualidade é a coesão, que se encarrega das relações formais entre os
sucessivos componentes do texto. Os primeiros dois elementos de coesão referencial no
segmento acima são:
a) o principal – o
b) à escrita – o principal
c) o – seus
d) principal – seus
e) o – a criança
19 - A palavra abaixo cuja acentuação gráfica está corretamente justificada é:
a) concluíram – hiato em que a segunda vogal é I, sozinha na sílaba;
b) irá – monossílabo tônico terminado em A;
c) métodos – palavra paroxítona terminada em S;
d) dá – acento diferencial da combinação de preposição mais artigo (da);
e) gás – oxítona terminada em A, seguido ou não de S.
20 - As palavras do texto acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica são
a) cóclea / células.
b) frequências / destruídas.
c) responsável / média.
d) frágeis / música.
e) ondulatório / daí.
21 - Assinale a alternativa que indica os vocábulos do texto que não são
acentuados pela mesma regra de acentuação gráfica.
a) após / só
b) Petrópolis / óbitos
c) possuíam / constituídas
d) através / também
e) vácuo / municípios
22 - As duas palavras do texto que são acentuadas pela mesma regra de
acentuação gráfica são:
a) horário / viável;
b) trânsito / é;
c) público / rápido;
d) vêm / propícia;
e) há / veículos.
23 - “Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o
melhor é algo desconhecido por todos, menos por Deus.” (Sócrates, no momento de sua
morte)
No período inicial das palavras de Sócrates, há a presença de dois exemplos de diferentes
figuras de linguagem; tais figuras são, respectivamente,
a)eufemismo e antítese.
b)sinestesia e paradoxo.
c)metonímia e metáfora.
d)pleonasmo e catacrese.
24 - Ano: 2017 - Banca: FGV = Órgão: TRT - 12ª Região (SC) - Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa
A frase de César Augusto – Apressa-te devagar – traz um exemplo de linguagem figurada
que se repete em:
a) Quem não gosta de estar consigo mesmo em geral está certo.
b) É muito difícil distinguir entre um homem de gênio e um louco.
c) Amor é ferida que dói e não se sente.
d) O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes.
e) É preferível conhecer coisas inúteis que não saber nada.
Imaginemos que as frases a seguir formam parte de redações de alunos do nível
médio. Sobre essas frases, alguns professores fizeram anotações.
25 - Assinale a alternativa cuja anotação lhe pareça inadequada.
a)"A paz é um bem discreto do qual só nos damos conta de que existe quando
está de partida" / Frase mal formulada: tente reescrever a frase com o emprego de
"cujo".
b)"A velhice é um momento onde você não pode mais fazer certas coisas". / Erro
no emprego de "onde"; substitua-o.
c)"Milhares de velas podem ser acesas de uma única vela e a vida da vela não
será encurtada". / Evite repetição de palavras idênticas.
d)"O verdadeiro segredo do sucesso é exigir muito de si e estar satisfeito com o
que se faz". / Falha de paralelismo; reescreva o período.
e)"A imaginação muitas vezes nos conduz a mundos que nunca fomos". / Cuidado
com a regência!
26 - Sobre as variações linguísticas em geral, pode‐ se afirmar que:
a)todas as variações linguísticas devem ser aprendidas na escola
b)algumas das variações linguísticas devem ser desprezadas, por serem
deficientes.
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fgv-2017-trt-12-regiao-sc-tecnico-judiciario-area-administrativa
c) as variações de caráter regional estão intimamente relacionadas às variações
de caráter profissional.
d)as variações são testemunhos de pouco valor cultural, mas que não podem ser
afastados dos estudos linguísticos.
e)a variação de maior prestígio social é a norma culta que, por isso mesmo, é
ensinada como língua padrão.
A língua é um sistema de signos orais e gráficos que compõem um
código que serve os indivíduos em suas necessidades de
comunicação.
A língua portuguesa chegou ao Brasil através dos colonizadores
portugueses. Porém, ela foi recebendo termos de influência
indígena, espanhola, holandesa, africana, etc.
O português começou a ser usado principalmente pelos padres
jesuítas, que eram enviados ao Brasil. Posteriormente, os indígenas
começaram a aprender português por influência desses religiosos.
No decorrer dos séculos Portugal permaneceu com um português
sem muitas influências externas enquanto o Brasil foi mais
influenciado por outros dialetos.
A língua, como veículo da comunicação, pode apresentar várias
modalidades:
Língua comum
É a língua-padrão do país, aceita pelo povo e imposta pelo uso.
Língua regional
É a língua comum, porém com tonalidade regionais na fonética e no
vocabulário, sem, no entanto quebrar a estrutura comum. Quando
se quebrar essa estrutura aparecerão os dialetos.
Língua popular
É a fala espontânea do povo, eivada de plebeísmo, isto é, de
palavras vulgares, grosseiras e gírias; é tanto mais incorreta quanto
mais inculta a camada social que a usa.
Língua culta
É usada pelas pessoas instruídas, orienta-se pelos preceitos da
gramática normativa e caracteriza-se pela correção e riqueza
vocabular.
Língua literária
É a língua culta em sua forma mais artificial, usada pelos poetas
e escritores brasileiros em suas obras.
Língua falada
Utiliza apenas signos vocais, a expressão oral; é a mais
comunicativa e insinuante, porque as palavras são subsidiadas pela
sonoridade e inflexões da voz, pelo jogo fisionômico, gesticulação e
mímica; é prolixa e evanescente.
Língua escrita
É o registro formal da língua, a representação da expressão oral,
utiliza-se de signos gráficos e de normas expressas; não é tão
insinuante quanto a falada, mas é sóbria, exata e duradoura
REFORMA ORTOGRÁFICA: Acentuação gráfica:
Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia...
Ortografia
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a forma
escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto a critérios
etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto fonológicos
(ligados aos fonemas representados). É importante compreender
que a ortografia é fruto de uma convenção. A forma de grafar as
palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os
diversos países em que a língua portuguesa é oficial. A melhor
maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e consultar o
dicionário sempre que houver dúvida.
O Alfabeto
http://escritores-brasileiros.info/
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada letra
apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
a A (á)
b B (bê)
c C (cê)
d D (dê)
e E (é)
f F (efe)
g G (gê
ou guê)
h H (agá)
i I (i)
j J (jota)
k K (cá)
l L (ele)
m
M (eme)
n N (ene)
o O (ó)
p P (pê)
q Q (quê)
r R (erre)
s S (esse)
t T (tê)
u U (u)
v V (vê)
w
W (dáblio)
x X (xis)
y
Y (ípsilon)
z Z (zê)
Emprego das letrasK, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, taylorista.
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus derivados.
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como
unidades de medida de curso internacional.
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
(quilômetro), Watt.
Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Exceção: recauchutar e seus derivados
2) Após a sílaba inicial "en".
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
Exceção: palavras iniciadas por "ch" que recebem o
prefixo "en-"
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de
chiqueiro), encher e seus derivados (enchente,
enchimento, preencher...)
3) Após a sílaba inicial "me-".
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Exceção: mecha
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras
inglesas aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
5) Nas seguintes palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa,
lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo,
vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, etc.
Emprega-se o dígrafo Ch:
1)Nos seguintes vocábulos:
bochecha,bucha,cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu,
chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha,
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia considerada
correta é aquela que ocorre de acordo com a origem da
palavra. Veja os exemplos: gesso: Origina-se do grego gypsos
jipe: Origina-se do inglês jeep.
Emprega-se o G:
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem,
ferrugem
Exceção: pajem
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -
úgio
Exemplos: estágio,
privilégio, prestígio, relógio, refúgio
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de
massagem), vertiginoso (de vertigem)
4) Nos seguintes vocábulos:
algema, auge, bege,
estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, hegemonia,
herege, megera, monge, rabugento, vagem.
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -
jear
Exemplos: arranjar: arranjo, arranje, arranjem
despejar:despejo, despeje, despejem
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
enferrujar: enferruje, enferrujem
viajar: viajo, viaje, viajem (3ª pessoa do plural do
presente do subjuntivo)
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou
exótica
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão,
Moji
3) Nas palavras derivadas de outras que já
apresentam j
Exemplos:
laranja-
laranjeira
loja- lojista
lisonja -
lisonjeador
nojo- nojeira
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer jeito- ajeitar
4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue,
majestade, jeito, jejum, laje, traje, pegajento
Emprego das Letras S e Z
Emprega-se o S:
1) Nas palavras derivadas de outras que já
apresentam s no radical
Exemplos: análise-
analisar
catálise- catalisador
casa- casinha,
casebre
liso- alisar
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade,
título ou origem
Exemplos:
burguês- burguesa inglês- inglesa
chinês- chinesa milanês- milanesa
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos:
catarinense
gostoso-
gostosa
amoroso-
amorosa
palmeirense
gasoso-
gasosa
teimoso-
teimosa
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -ose
Exemplos:catequese, diocese, poetisa, profetisa,
sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose
5) Após ditongos
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em
seus derivados
Exemplos:
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse,
puséssemos
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
repus, repusera, repusesse, repuséssemos
7) Nos seguintes nomes próprios personativos:
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende,
Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás
8) Nos seguintes vocábulos:
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia,
decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena,
mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio,
presídio, querosene, raposa, surpresa, tesoura, usura,
vaso, vigésimo, visita, etc.
Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já
apresentam z no radical
Exemplos:
deslize-
deslizar
razão-
razoável
vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos
abstratos a partir de adjetivos
Exemplos:
inválido-
invalidez
limpo-
limpeza
macio-
maciez
rígido-
rigidez
frio- frieza
nobre-
nobreza
pobre-
pobreza
surdo-
surdez
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
substantivos
Exemplos:
civilizar- civilização
hospitalizar-
hospitalização
colonizar- colonização realizar- realização
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Exemplos:
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, ave
zita
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar,
chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho,
xadrez, verniz, etc.
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no
contraste entre o S e o Z
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
Observação: em muitas palavras, a letra X soa
como Z. Veja os exemplos:
exame exato exausto exemplo existir exótico inexorável
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/.
Observe:
Emprega-se o S:
Nos substantivos derivados de verbos terminados
em "andir","ender", "verter" e "pelir"
Exemplos:
expandir-
expansão
pretender-
pretensão
verter- versão expelir- expulsão
estender-
extensão
suspender-
suspensão
converter -
conversão
repelir- repulsão
Emprega-se Ç:
Nos substantivos derivados dos verbos "ter" e "torcer"
Exemplos:
ater- atenção torcer- torção
deter- detenção distorcer-distorção
manter- manutenção contorcer- contorção
Emprega-se o X:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss
Exemplos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta,
sintaxe, texto, trouxe
Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos
Exemplos:
acréscimo, ascensorista, consciência, descender,
discente, fascículo, fascínio, imprescindível,
miscigenação, miscível, plebiscito, rescisão,
seiscentos, transcender, etc.
Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos
Exemplos:
nascer- nasço, nasça
crescer- cresço, cresça
descer- desço, desça
Emprega-se Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados
em "gredir", "mitir", "ceder" e "cutir"
Exemplos:
agredir-
agressão
demitir-
demissão
ceder-
cessão
discutir-
discussão
progredir-
progressão
transmitir-
transmissão
exceder-
excesso
repercutir-
repercussão
Emprega-se o Xc e o Xs:
Em dígrafos que soam como Ss
Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
Observações sobre o uso da letra X
1) O X pode representar os seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame
/cs/ - axila, nexo
/z/ - exame, exílio
/ss/ - máximo, próximo
/s/ - texto, extenso
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Exemplos: excelente, excitar
Emprego das letras E e I
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i / pode
não ser nítida. Observe:
Emprega-se o E:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Exemplos:
magoar - magoe, magoes
continuar- continue, continues
2) Em palavras formadas com oprefixo ante- (antes, anterior)
Exemplos: antebraço, antecipar
3) Nos seguintes vocábulos:
cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico,
orquídea, etc.
Emprega-se o I :
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Exemplos:
cair- cai
doer- dói
influir- influi
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Exemplos:
Anticristo, antitetânico
3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
etc.
Emprego das letras O e U
Emprega-se o O/U:
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de
algumas palavras. Veja os exemplos:
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
realização)
soar (emitir som) e suar (transpirar)
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola,
costume, moleque.
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel,
tábua
Emprego da letra H
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético.
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da
tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta forma
devido a sua origem na forma latina hodie.
Emprega-se o H:
1) Inicial, quando etimológico
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
Exemplos: flecha, telha, companhia
3) Final e inicial, em certas interjeições
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo
elemento, se etimológico
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem,
etc.
Observações:
1) No substantivo Bahia, o "h" sobrevive por tradição.
Note que nos substantivos derivados
como baiano, baianada ou baianinha ele não é utilizado.
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a
letra "h" na sua composição. No entanto, seus derivados
eruditos sempre são grafados com h. Veja:
herbívoro, hispânico, hibernal.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas
1) Utiliza-se inicial maiúscula:
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos:
Disse o Padre Antonio Vieira: "Estar com Cristo em
qualquer lugar, ainda que seja no inferno, é estar no
Paraíso."
"Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
As promessas divinas da Esperança…"
(Castro Alves)
Observações:
- No início dos versos que não abrem período,
é facultativo o uso da letra maiúscula.
Por Exemplo:
"Aqui, sim, no meu cantinho,
vendo rir-me o candeeiro,
gozo o bem de estar sozinho
e esquecer o mundo inteiro."
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta,
usa-se letra minúscula.
Por Exemplo:
"Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra." (Manuel Bandeira)
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
c) Nos topônimos, reais ou fictícios.
Exemplos:
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
d) Nos nomes mitológicos.
Exemplos:
Dionísio, Netuno.
e) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos:
Natal, Páscoa, Ramadã.
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.
Exemplos:
ONU, Sr., V. Ex.ª.
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
políticos ou nacionalistas.
Exemplos:
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, União,
etc.
Observação: esses nomes escrevem-se com
inicial minúscula quando são empregados em sentido geral ou
indeterminado.
Exemplo:
Todos amam sua pátria.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Exemplos:
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
2) Utiliza-se inicial minúscula:
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos:
carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
segunda, sexta, domingo, etc.
primavera, verão, outono, inverno
c) Nos pontos cardeais.
Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
sudoeste.
Observação: quando empregados em sua forma absoluta,
os pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Exemplos:
Nordeste (região do Brasil)
Ocidente (europeu)
Oriente (asiático)
Lembre-se:
Depois de dois-
pontos, não se tratando de
citação direta, usa-se
letra minúscula.
Exemplo:
"Chegam os magos do
Oriente, com suas
dádivas: ouro, incenso,
mirra." (Manuel
Bandeira)
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
a) Nos vocábulos que compõem uma citação
bibliográfica.
Exemplos:
Crime e Castigo ou Crime e castigo
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
Exemplos:
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
Santa Maria ou santa Maria.
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
disciplinas.
Exemplos:
Português ou português
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
modernas
História do Brasil ou história do Brasil
Arquitetura ou arquitetura
Notações Léxicas
Para representar os fonemas, muitas vezes há necessidade de
recorrer a sinais gráficos denominados notações léxicas.
Emprego do Til
Til ( ~ )
O til sobrepõe-se sobre as letras a e o para indicar vogal
nasal.
Pode aparecer em sílaba:
Tônica: balão, corações, maçã
Pretônica: balõezinhos, grã-fino
Átona: órgão, bênçãos
Outros Exemplos:
Capitães, limão, mamão, bobão, chorão, devoções,
põem, etc.
Observação:
Se a sílaba onde figura o til for átona, acentua-se
graficamente a sílaba predominante.
Por Exemplo: Órfãos, acórdão
Emprego do Apóstrofo
Apóstrofo ( ´ )
O uso deste sinal gráfico pode:
a) Indicar a supressão de uma vogal nos versos, por
exigências métricas. Ocorre principalmente entre poetas
portugueses
Exemplos:
esp´rança (esperança)
minh'alma (minha alma)
'stamos (estamos)
b) Reproduzir certas pronúncias populares
Exemplos:
Olh'ele aí...(Guimarães Rosa)
Não s'enxerga, enxerido! (Peregrino Jr.)
c) Indicar a supressão da vogal da preposição de em certas
palavras compostas
Exemplos:
copo d´água, estrela d'alva, caixa d'água
Emprego dos Porquês
POR QUE
A forma por que é a sequência de uma preposição (por) e
um pronome interrogativo (que). Equivale a "por qual
razão", "por qual motivo":
Exemplos:
Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa.
Por que você comprou este casaco?
Há casos em que por que representa a
sequência preposição + pronome relativo, equivalendo
a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões (pela qual, pelos
quais, pelas quais).
Exemplos:
Estes são os direitos por que estamos lutando.
O túnel por que passamos existe há muitos anos.
POR QUÊ
Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um
ponto (final, de interrogação, de exclamação) ou de
reticências, a sequência deve ser grafada por quê, pois,
devido à posição na frase, o monossílabo "que" passa a
ser tônico.
Exemplos:
Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê?
Será deselegante se você perguntar novamente por
quê!
PORQUE
A forma porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já
que, uma vez que, como. Costuma ser utilizado em respostas,
para explicação ou causa.
Exemplos:
Vou ao supermercado porque não temos mais frutas.
Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar?
PORQUÊ
A forma porquê representa um substantivo. Significa
"causa", "razão", "motivo" e normalmente surge acompanhada
de palavra determinante (artigo, por exemplo).
Exemplos:
Não consigo entender o porquê de sua ausência.
Existemmuitos porquês para justificar esta atitude.
Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê.
Veja abaixo o quadro-resumo:
Forma Emprego Exemplos
Por que
Em frases
interrogativas (diretas
e indiretas)
Por que ele chorou?
(interrogativa direta)
Digam-me por que ele chorou.
(interrogativa indireta)
Em substituição à
expressão "pelo qual"
(e suas variações)
Os bairros por que passamos
eram sujos.(por que = pelos
quais)
Por quê No final de frases
Eles estão revoltados por
quê?
Ele não veio não sei por quê.
Porque
Em frases afirmativas
e em respostas
Não fui à festa porque choveu.
Porquê Como substantivo
Todos sabem o porquê de seu
medo.
Emprego do Hífen
O hífen é usado com vários fins em nossa ortografia, geralmente,
sugerindo a ideia de união semântica. As regras de emprego do
hífen são muitas, o que faz com que algumas dúvidas só possam
ser solucionadas com o auxílio de um bom dicionário. Entretanto, é
possível reduzir a quantidade de dúvidas sobre o seu uso, ao
observarmos algumas orientações básicas.
Conheça os casos de emprego do hífen (-):
1) Na separação de sílabas.
Exemplos:
vo-vó;
pás-sa-ro;
U-ru-guai.
2) Para ligar pronomes oblíquos átonos a verbos e à
palavra "eis".
Exemplos:
deixa-o;
obedecer-lhe;
chamar-se-á (mesóclise);
mostre-se-lhe (dois pronomes relacionados ao mesmo verbo);
ei-lo.
3) Em substantivos compostos, cujos elementos conservam
sua autonomia fonética e acentuação própria, mas perdem
sua significação individual para construir uma unidade
semântica, um conceito único.
Exemplos:
Amor-perfeito, arco-íris, conta-gotas, decreto-lei, guarda-
chuva,
médico-cirurgião, norte-americano, etc.
Obs.: certos compostos, em relação aos quais se
perdeu, em certa medida, a noção de composição,
grafam-se sem hífen: girassol, madressilva,
mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista,
etc.
4) Em compostos nos quais o primeiro elemento é numeral.
Exemplos:
primeira-dama, primeiro-ministro, segundo-tenente, segunda-
feira,
quinta-feira, etc.
5) Em compostos homogêneos (contendo dois adjetivos,
dois verbos ou elementos repetidos).
Exemplos:
técnico-científico, luso-brasileiro; quebra-quebra, corre-corre,
reco-reco, blá-blá-blá, etc.
6) Nos topônimos compostos iniciados pelos
adjetivos grã, grão, ou por forma verbal ou
cujos elementos estejam ligados por artigos.
Exemplos:
Grã- Bretanha, Grão -Pará;
Passa-Quatro, Quebra-Costas, Traga-Mouros, Trinca-Fortes;
Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios,
Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes.
Obs.: os outros topônimos compostos escrevem-se com
os elementos separados, sem hífen: América do Sul, Belo
Horizonte, Cabo Verde, etc. O topônimo Guiné-Bissau é,
contudo, uma exceção consagrada pelo uso.
7) Emprega-se o hífen nas palavras compostas que
designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não
ligadas por preposição ou qualquer outro elemento.
Exemplos:
couve-flor, erva-doce, feijão-verde, erva-do-chá,
ervilha-de-cheiro, bem-me-quer (planta),
andorinha-grande, formiga-branca, cobra-d'água,
lesma-de-conchinha, bem-te-vi, etc.
Obs.: não se usa o hífen quando os compostos que
designam espécies botânicas e zoológicas são
empregados fora de seu sentido original. Observe a
diferença de sentido: bico-de-papagaio (espécie de planta
ornamental, com hífen) e bico de papagaio (deformação
nas vértebras, sem hífen).
8) Emprega-se o hífen nos compostos com os
elementos além, aquém, recém e sem.
Exemplos:
além-mar, aquém-fontreiras, recém-nascido, sem-vergonha.
9) Usa-se o hífen sempre que o prefixo terminar com a
mesma letra com que se inicia a outra palavra.
Exemplos:
anti-inflacionário, inter-regional, sub-bibliotecário, tele-entrega,
etc.
10) Emprega-se hífen (e não travessão) entre elementos que
formam não uma palavra, mas um encadeamento vocabular:
Exemplos:
A divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade;
A ponte Rio-Niterói;
A ligação Angola-Moçambique;
A relação professor-aluno.
11) Nas formações por sufixação será empregado o hífen
nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-
guarani que representam formas adjetivas, tais como -açu, -
guaçu e -mirim, se o primeiro elemento acabar em vogal
acentuada graficamente, ou por tônica nasal.
Exemplos:
Andá-açu, capim-açu, sabiá-guaçu, arumã-mirim, cajá-mirim,
etc.
12) Usa-se hífen com o elemento mal antes de vogal, h ou l.
Exemplos:
mal-acabado, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo.
13) Nas locuções não se costuma empregar o hífen, salvo
naquelas já consagradas pelo uso.
Exemplos:
café com leite, cão de guarda, dia a dia, fim de semana, ponto
e vírgula, tomara que caia.
Locuções consagradas:
água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-
perfeito,
pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.
Prefixos e Elementos de Composição
Usa-se o hífen com diversos prefixos e elementos de composição.
Veja o quadro a seguir:
Usa-se hífen com os
prefixos:
Quando a palavra seguinte
começa por:
Ante-, Anti-, Contra-, Entre-,
Extra-, Infra-, Intra-, Sobre-,
Supra-, Ultra-
H / VOGAL IDÊNTICA À QUE
TERMINA O PREFIXO
Exemplos com H: ante-hipófise,
anti-higiênico, anti-herói,
contra-hospitalar, entre-hostil,
extra-humano, infra-hepático,
sobre-humano, supra-hepático,
ultra-hiperbólico.
Exemplos com vogal idêntica:
anti-inflamatório, contra-ataque,
infra-axilar, sobre-estimar,
supra-auricular, ultra-aquecido.
Hiper-, Inter-, Super-
H / R
Exemplos: hiper-hidrose, hiper-
raivoso, inter-humano, inter-
racial,
super-homem, super-resistente.
Sub-
B - H - R
Exemplos: sub-bloco, sub-
hepático,
sub-humano, sub-região.
Obs.: as formas escritas sem
hífen e sem "h", como por
exemplo "subumano" e
"subepático" também são
aceitas.
Ab-, Ad-, Ob-, Sob-
B - R - D (Apenas com o prefixo
"Ad")
Exemplos: ab-rogar (pôr em
desuso),
ad-rogar (adotar)
ob-reptício (astucioso), sob-roda
ad-digital
Ex- (no sentido de estado
anterior), Sota-, Soto-, Vice-,
Vizo-
DIANTE DE QUALQUER
PALAVRA
Exemplos: ex-namorada, sota-
soberania (não total), soto-
mestre (substituto), vice-reitor,
vizo-rei.
Pós-, Pré-, Pró- (tônicos e
com significados próprios)
DIANTE DE QUALQUER
PALAVRA
Exemplos: pós-graduação, pré-
escolar,
pró-democracia.
Obs.: se os prefixos não forem
autônomos, não haverá hífen.
Exemplos: predeterminado,
pressupor, pospor, propor.
Circum-, Pan-
H / M / N / VOGAL
Exemplos: circum-meridiano,
circum-navegação, circum-oral,
pan-americano, pan-mágico,
pan-negritude.
Pseudoprefixos (diferem-se
dos prefixos por
apresentarem elevado grau
de independência e
possuírem uma significação
mais ou menos delimitada,
presente à consciência dos
falantes.)
Aero-, Agro-, Arqui-, Auto-,
Bio-, Eletro-, Geo-, Hidro-,
Macro-, Maxi-, Mega, Micro-,
Mini-, Multi-, Neo-, Pluri-,
Proto-, Pseudo-, Retro-,
Semi-, Tele-
H / VOGAL IDÊNTICA À QUE
TERMINA O PREFIXO
Exemplos com H: geo-histórico,
mini-hospital, neo-helênico,
proto-história, semi-hospitalar.
Exemplos com vogal idêntica:
arqui-inimigo, auto-observação,
eletro-ótica, micro-ondas,
micro-ônibus, neo-ortodoxia,
semi-interno, tele-educação.
Importante
1) Não se utilizará o hífen em palavras iniciadas pelo prefixo ‘co-’.
Ele irá se juntar ao segundo elemento, mesmo que este se inicie
por 'o' ou 'h'. Neste último caso, corta-se o 'h'. Se a palavra seguinte
começar com 'r' ou 's', dobram-se essas letras.
Exemplos:
coadministrar, coautor, coexistência, cooptar, coerdeiro
corresponsável, cosseno.
2) Com os prefixos pre- e re- não se utilizará o hífen, mesmo diante
de palavras começadas por 'e'.
Exemplos:
preeleger, preexistência, reescrever, reedição.
3) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar
em vogal e o segundo elemento começar por r ou s, estas
consoantes serão duplicadas e não se utilizará o hífen.
Exemplos:
antirreligioso,antissemita, arquirrivalidade, autorretrato,
contrarregra, contrassenso, extrasseco, infrassom,
eletrossiderurgia, neorrealismo, etc.
Atenção:
Não confunda as grafias das palavras autorretrato e porta-retrato.
A primeira é composta pelo prefixo auto-, o que justifica a ausência
do hífen e a duplicação da consoante 'r'. 'Porta-retrato', por outro
lado, não possui prefixo: o elemento 'porta' trata-se de uma forma
do verbo "portar". Assim, esse substantivo composto deve ser
sempre grafado com hífen.
4) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar
em vogal e o segundo elemento começar por vogal diferente, não
se utilizará o hífen.
Exemplos:
antiaéreo, autoajuda, autoestrada, agroindustrial, contraindicação,
infraestrutura, intraocular, plurianual, pseudoartista,
semiembriagado, ultraelevado, etc.
5) Não se utilizará o hífen nas formações com os prefixos des- e in-
, nas quais o segundo elemento tiver perdido o "h" inicial.
Exemplos:
desarmonia, desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc.
6) Não se utilizará o hífen com a palavra não, ao possuir função
prefixal.
Exemplos: não violência, não agressão, não comparecimento.
Lembre-se:
Não se utiliza o hífen em palavras que possuem os elementos "bi",
"tri", "tetra", "penta", "hexa", etc.
Exemplos:
bicampeão, bimensal, bimestral, bienal, tridimensional,
trimestral, triênio, tetracampeão, tetraplégico, pentacampeão,
pentágono, etc.
Observações:
- Em relação ao prefixo "hidro", em alguns casos pode haver
duas formas de grafia.
Exemplos:
"Hidroavião" e "hidravião";
"hidroenergia" e "hidrenergia"
- No caso do elemento "socio", o hífen será utilizado apenas
quando houver função de substantivo (= de associado).
Exemplos:
sócio-gerente / socioeconômico
Saiba Mais sobre o Uso do Hífen
- Travessão e Hífen
Não confunda o travessão com o hífen: o travessão é um sinal
de pontuação mais longo do que o hífen.
- Hífen e translineação
Havendo coincidência de fim de linha com o hífen, deve-se,
por clareza gráfica, repeti-lo no início da linha seguinte.
Exemplos:
ex-
- alferes
guarda-
-chuva
Por favor, diga-
-nos logo o que aconteceu.
Conheça algumas diferenças de significação que o uso (ou
ausência) do hífen pode provocar:
Significado sem uso do hífen Significado com uso do hífen
Meio dia = metade do dia
Ao meio-dia = às 12h
Pão duro = pão envelhecido
Pão-duro = sovina
Cara suja = rosto sujo
Cara-suja = espécie de
periquito
Copo de leite = copo com
leite
Copo-de-leite = flor
Morfologia
A Morfologia é o estudo da palavra
Estrutura das Palavras
As palavras podem se estruturar em: radical, vogal temática, tema,
desinência, afixo e vogal ou consoante de ligação.
RADICAL
É a parte da palavra que tem significado. Também chamado
de morfema lexical.
TERR – radical da palavra terra, terreiro ou terraço.
CAMP – radical da palavra campo, campestre.
VOGAL TEMÁTICA
É a vogal que aparece depois do radical, ajudando a palavra a
receber outros elementos. Vai estar nos verbos.
Amar – vogal temática A – 1ª conjugação
Vender - vogal temática E – 2ª conjugação
Partir – vogal temática I – 3ª conjugação
TEMA
Radical + vogal temática ou desinência nominal.
http://www.infoescola.com/portugues/palavra/
http://www.infoescola.com/portugues/morfemas/
http://www.infoescola.com/portugues/vogal-tematica/
Terra = terr (radical) + a (desinência nominal)
Ama = am (radical) + a (vogal temática)
DESINÊNCIA
Indica gênero e número para desinência nominal e expressa modo,
tempo e pessoa para desinência verbal (usado somente em
verbos).
Rato = o – desinência nominal (gênero masculino)
Rata = a – desinência nominal (gênero feminino)
Amava = va – desinência verbal
Partíssemos = ssemos – desinência verbal
AFIXO
Elementos que se juntam ao radical e formam novas palavras.
- Prefixo: colocado antes do radical.
Infeliz, incapaz e desconfiar.
- Sufixo: colocado após o radical.
Felizmente, garotinha e sapateiro.
VOGAL OU CONSOANTE DE LIGAÇÃO
É o elemento que ajuda na pronúncia da palavra.
Pobrezinho e cafeicultura.
Palavras primitivas e palavras derivadas
As palavras primitivas são aquelas que dão origem as outras e as
palavras derivadas são aquelas que se originam das outras.
Ex. pedra (palavra primitiva) -> pedraria (palavra derivada)
Processos de formação das palavras
a) Derivação: é o processo pelo qual as palavras são formadas pela
agregação de afixos (prefixos e/ou sufixo) + a palavra primitiva.
Ex. Des (prefixo) + honra (palavra primitiva) = Desonra (palavra
derivada)
http://www.infoescola.com/portugues/desinencias-verbais-e-nominais/
http://www.infoescola.com/portugues/afixos/
* Tipos de derivação: prefixal, sufixal, parassintética, regressiva,
imprópria.
- Prefixal: prefixo + palavra primitiva (retro + agir = retroagir).
- Sufixal: sufixo + palavra primitiva (deslocar [palavra primitiva] +
mento = deslocamento).
- Regressiva: subtração da desinência “r” dos infinitivos dos verbos
(quebrar [infinitivo] = quebra).
- Imprópria: forma-se a palavra nova sem alterar a forma da palavra
primitiva (relâmpago = guerra relâmpago [palavra primitiva da
mesma forma]).
b) Composição: é o processo que a palavra se forma pela
agregação de 2 (ou +) palavras de sentido próprio.
Ex. plano + alto = planalto (palavra composta).
* Tipos de composição: justaposição e aglutinação.
- Justaposição: é a composição em que os elementos juntos têm a
mesma pronúncia de quando estavam separados (gira + sol =
girassol).
- Aglutinação: é a composição em que pelo menos um dos
elementos têm a pronúncia diferente de quando estavam separados
(água + ardente = aguardente).
Palavras cognatas
São as que possuem o mesmo radical, e por isso, diz-se que
pertencem a mesma família etimológica.
Ex. desejar (verbo), indesejável (adjetivo), desejo (substantivo).
1. Substantivo
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. A palavra que
indica o nome dos seres pertence a uma classe chamada
substantivo. O subtantivo é a palavra que dá nome ao ser.
Além de objeto, pessoa e fenômeno, o substantivo dá nome a
outros seres, como: lugares, sentimentos, qualidades, ações e etc.
http://www.infoescola.com/portugues/aglutinacao/
http://www.infoescola.com/portugues/substantivos/
http://www.infoescola.com/portugues/substantivos/
1.1 Classificação do substantivo
Comum - é aquele que indica um nome comum a todos os
seres da mesma espécie.
Coletivos - entre os substantivos comuns encontra-se os
coletivos, que, embora no singular, indicam uma multiplicidade
de seres da mesma espécie
Próprio - é aquele que particulariza um ser da espécie.
Concreto - é aquele que indica seres reais ou imaginários, de
existência independente de outros seres.
Abstrato - é aquele que indica seres dependentes de outros
seres.
2. Artigo
Na frase, há muitas palavras que se relacionam ao substantivo.Uma
delas é o artigo.
Artigo é a palavra que se antepõe ao substantivo para determiná-lo.
2.1 Classificação do Artigo
O artigo se classifica de acordo com a idéia que atribui ao ser em
relação a outros da mesma espécie.
Definido - é aquele usado para determinar o substantivo de forma
definida: o, as, os, as.
Indefinido - é aquele usado para determinar o substantivo de forma
indefinida: um, uma, uns, umas.
3. Adjetivo
Outra palavra que, na frase, se relaciona ao substantivo, é o
adjetivo.
Adjetivo é a palavra que caracteriza o substantivo.
3.1 Formação do Adjetivo
Como o substantivo, o adjetivo pode ser:
Primitivo - é aquele que não deriva de outra palavra.
Derivado - é aquele que deriva de outra palavra(geralmente
de substantivos ou verbos).
Simples - é aquele formado de apenas um radical.
Composto - é aquele formado com mais de um radical.
http://www.infoescola.com/portugues/substantivos-coletivos/
http://www.infoescola.com/portugues/adjetivo-primitivo/http://www.infoescola.com/portugues/adjetivo-derivado/
http://www.infoescola.com/portugues/adjetivo-simples/
http://www.infoescola.com/portugues/adjetivo-composto/
3.2 Locução Adjetiva
Para caracterizar o substantivo, em lugar de um adjetivo pode
aparecer uma locução adjetiva, ou seja, uma expressão formada
com mais de uma palavra e com valor de adjetivo.
4. Numeral
Entre as palavras que se relacionam, na frase, ao substantivo há
também o numeral.
Numeral é a palavra que se refere ao substantivo dando a idéia de
número.
O numeral pode indicar:
Quantidade - Choveu durante quatro semanas.
Ordem - O terceiro aluno da fileira era o mais alto.
Multiplicação - O operário pediu o dobro do salário.
Fração - Comeu meia maça.
4.1 Classificação do Numeral
Cardinal - Indica uma quantidade determinada de seres.
Ordinal - Indica a ordem (posição) que o ser ocupa numa
série.
Multiplicativo - Expressa a idéia de multiplicação, indicando
quantas vezes a quantidade foi aumentada.
Fracionário - Expressa a idéia de divisão, indicando em
quantas partes a quantidade foi dividida.
5. Pronome
Além do artigo, adjetivo e numeral há ainda outra palavra que, na
frase, se relaciona ao substantivo: é o pronome.
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo,
relacionando-o à pessoa do discurso.
As pessoas do discurso são três:
1. Primeira pessoa - a pessoa que fala.
2. Segunda pessoa - a pessoa com quem se fala.
3. Terceira pessoa - a pessoa de quem se fala.
5.1 Classificação do Pronome
Há seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos,
indefinidos, interrogativos e relativos.
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-adjetiva/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-demonstrativo/
http://www.infoescola.com/portugues/pronomes-interrogativos/
1. Pronomes pessoais: Os pronomes pessoais substituem os
substantivos, indicando as pessoas do discurso. São eles:
retos, oblíquos e de tratamento.
2. Pronomes Possessivos: São palavras que, ao indicarem a
pessoa gramatical(possuidor), acrescentam a ela a idéia de
posse de algo(coisa possuída).
3. Pronomes Demonstrativos: São palavras que indicam, no
espaço ou no tempo, a posição de um ser em relação às
pessoas do discurso.
4. Pronomes Indefinidos: Pronomes Indefinidos são palavras que
se referem à Terceira pessoa do discurso, dando-lhe sentido
vago ou expressando quantidade indeterminada.
5. Pronomes Interrogativos: Pronomes Interrogativos são
aqueles usados na formulação de perguntas diretas ou
indiretas. Assim como os indefinidos, referem-se a Terceira
Pessoa do Discurso.
6. Pronomes Relativos: São pronomes relativos aqueles que
representam nomes já mencionados anteriormente e com os
quais se relacionam.
6. Verbo
Quando se pratica uma ação, a palavra que representa essa ação,
indicando o momento que ela ocorre, é o verbo. Uma ação ocorrida
num determinado tempo também pode constituir-se num fenômeno
da natureza expresso por um verbo.
Verbo é a palavra que expressa ação, estado e fenômeno da
natureza situados no tempo.
6.1 Conjugações do Verbo
Na língua portuguesa, três vogais antecedem o “r” na formação do
infinitivo: a-e-i. Essas vogais caracterizam a conjugação do verbo.
Os verbos estão agrupados, então, em três conjugações: a primeira
conjugação(terminados em ar), a segunda conjugação(terminados
em er) e a terceira conjugação(terminados em ir).
6.2 Flexão do Verbo
O verbo é constituído, basicamente, de duas partes: radical e
terminações.
As terminações do verbo variam para indicar a pessoa, o número, o
tempo, o modo.
6.3 Tempo e Modo do Verbo
O fato expresso pelo verbo aparece sempre situado nos tempos:
http://www.infoescola.com/portugues/pronomes-pessoais/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-possessivo/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-indefinido/
http://www.infoescola.com/portugues/pronomes-interrogativos/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-relativo/
http://www.infoescola.com/portugues/verbos/
Presente - Ele anuncia o fim da chuva.
Passado - Ele anunciou o fim da chuva.
Futuro - Ele anunciará o fim da chuva.
Além de o fato estar situado no tempo, ele também pode indicar:
Fato certo - Ele partirá amanhã.
Fato duvidoso - Se ele partisse amanhã...
Ordem - Não partas amanhã.
As indicações de certeza, dúvida e ordem são determinadas pelos
modos verbais. São portanto três modos verbais: Indicativo(fato
certo), Subjuntivo(fato duvidoso), Imperativo(ordem).
6.4 Vozes do Verbo
Voz é a maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em
relação ao sujeito. São três as vozes verbais:
Ativa - o sujeito é o agente da ação, ou seja, é ele quem
pratica a ação.
Passiva - o sujeito é paciente, isto é, sofre a ação expressa
pelo verbo.
Reflexiva - o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da
ação verbal, isto é, pratica e sofre a ação expressa pelo verbo
6.5 Locução Verbal
Uma locução verbal é o conjunto de dois verbos seguidos em uma
oração, que representam apenas uma ação. Por exemplo:
O astronauta irá iniciar o procedimento para caminhada
espacial.
7. Advérbio
Há palavras que são usadas para indicar as circunstâncias em que
ocorre a ação verbal: são os advérbios.
Advérbio é a palavra que indica as circunstâncias em que ocorre a
ação verbal.
7.1 Classificação do advérbio
De acordo com as circunstâncias que exprime, o advérbio pode ser
de:
Tempo (ontem, hoje, logo, antes, depois)
Lugar (aqui, ali, acolá, atrás, além)
http://www.infoescola.com/portugues/sujeito/
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-verbal/
http://www.infoescola.com/portugues/adverbios/
Modo (bem, mal, depressa, assim, devagar)
Afirmação (sim, deveras, certamente, realmente)
Negação (não, absolutamente, tampouco)
Dúvida (talvez, quiçá, porventura, provavelmente)
Intensidade (muito, pouco, mais, bastante)
7.2 Locução Adverbial
É um conjunto de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
7.3 Advérbios Interrogativos
São advérbios interrogativos: quando(de tempo), como(de modo),
onde(de lugar), por que(causa). Podem aparecer tanto nas
interrogativas diretas quanto nas indiretas.
8. Preposição
Há palavras que, na frase, são usadas como elementos de ligação:
uma delas é a preposição.
Preposição é a palavra invariável que liga dois termos.
Nessa ligação entre os dois termos, cria-se uma relação de
subordinação em que o segundo termo se subordina ao primeiro.
8.1 Locução Prepositiva
É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma
preposição.
9. Conjunção
Além da preposição, há outra palavra que, na frase, é usada como
elemento de ligação: a conjunção. Conjunção é a palavra que liga
duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
9.1 Classificação das conjunções
As conjunções podem ser coordenativas e subordinativas.
10. Interjeição
Há palavras que expressam surpresa, alegria, aplauso, emoções.
Essas palavras são as interjeições. Interjeição é a palavra que
procura expressar, de modo vivo, um sentimento.
10.1 Classificação de interjeição
As interjeições classificam-se segundo as emoções ou sentimentos
que exprimem:
Aclamação: Viva!
http://www.infoescola.com/portugues/adverbios-de-intensidade/
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-adverbial/
http://www.infoescola.com/portugues/adverbios-interrogativos/
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-prepositiva/
http://www.infoescola.com/portugues/conjuncoes/
http://www.infoescola.com/portugues/conjuncao-coordenativa/
http://www.infoescola.com/portugues/conjuncoes-subordinativas/
Advertência: Atenção!
Agradecimento: Grato!
Afugentamento: Arreda!
Alegria: Ah!
Animação: Coragem!
Pena: Oh!
10.2 Locução Interjetiva
São duas ou mais palavras com valor de interjeição
Sintaxe
Frase: Todo e qualquer enunciado que contenha em si um sentido,
transmita uma mensagem.
Exemplo:
Fogo!
Silêncio!*** O sentido é perfeitamente compreensível apesar de a frase ser
composta por apenas uma palavra. É o mesmo caso do exemplo
abaixo:
Oração: Enunciado que contém uma ação, um verbo mais
precisamente.
Exemplo:
Corram depressa!
João está à sua espera.
Período Simples: Enunciado de sentido completo, que contém
apenas uma ação verbal.
Exemplo:
O prédio está pegando fogo!
*** Apesar dos dois verbos, a ação verbal é uma só, e por isso é
período simples.
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-interjetiva/
Período Composto: Enunciado de sentido completo, que contém
mais de uma ação verbal, ou seja, mais de uma oração.
Exemplo:
Corram depressa e saiam pela direita!
Corram, pois o prédio está pegando fogo!
Período Simples
Quando uma declaração, um enunciado, é composta apenas por
uma oração, por uma ação verbal, é chamada de ORAÇÃO
ABSOLUTA ou PERÍODO SIMPLES.
Exemplo:
Choveu muito esta manhã.
Lucas adoeceu repentinamente.
Termos Constituintes da Oração
Os termos constituintes da oração são as palavras que compõem
ou estruturam os discursos linguísticos. São classificados em:
Termos essenciais (sujeito e predicado)
Termos integrantes (complementos verbais, complemento nominal
e agente da passiva)
Termos acessórios (adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto
e vocativo)
Termos Essenciais da Oração
O nome já indica que não há oração sem a existência do sujeito e
do predicado, vistos que correspondem aos termos essenciais da
construção frasal.
Sujeito
O sujeito é a pessoa responsável pela ação, ou seja, é o termo o
qual se declara ou enuncia algo.
https://www.todamateria.com.br/termos-essenciais-da-oracao-sujeito-e-predicado/
Tipos de Sujeito
Os sujeitos são classificados em:
Sujeito Simples: formado por um único núcleo, por
exemplo: Maria andava na praia. (um sujeito responsável pela
ação)
Sujeito Composto: formado por dois ou mais núcleos, por
exemplo: Maria, João e Manuel foram fazer compras. (três sujeitos
que compõem a ação)
Sujeito Oculto: também chamado de "sujeito elíptico ou
desinencial", o sujeito oculto não aparece declarado na frase,
porém existe uma pessoa que desenvolve a ação, por
exemplo: Fui comprar óleo para fritar as batatas. (Segundo a
conjugação verbal, fica fácil determinar qual pessoa é responsável
por aquela ação, nesse caso, “eu” fui comprar óleo para fritar as
batatas.)
Sujeito Indeterminado: nesse caso não é possível determinar o
sujeito da ação. Ocorre geralmente nas orações que apresentam
verbos na 3ª pessoa do plural sem referência ao elemento anterior,
por exemplo: Fizeram acusações sobre você; ou nas orações
compostas por verbos na 3ª pessoa do singular + partícula “se”
(índice de indeterminação do sujeito), por exemplo: Acredita-se na
conscientização da população.
Sujeito Inexistente: são chamadas de “orações sem sujeito”, uma
vez que não há qualquer elemento ao qual o predicado se refere.
Esse tipo de sujeito pode ocorrer nas frases que apresentem verbos
impessoais, ou seja, o “verbo haver” com significado de existir,
acontecer e indicando o tempo passado, por
exemplo, Houve muitos comentários; o “verbo ser” indicando tempo
(horas, datas, etc.) e distâncias, por exemplo, São três horas; ou
nas orações que possuam “verbos indicativos” de fenômenos da
natureza (chover, nevar, garoar, entardecer, anoitecer, etc.), por
exemplo, Chuviscou o dia todo.
Predicado
O predicado corresponde às informações sobre o sujeito os quais
concordam com ele em número (singular ou plural) e pessoa (eu, tu,
ele, nos, vós, eles). Em outras palavras, o predicado é o termo que
se refere ao sujeito constituído de verbos e complementos.
Entenda a relação entre Sujeito e Predicado.
https://www.todamateria.com.br/sujeito-e-predicado/
Tipos de Predicado
Os predicados são classificados em:
Predicado Nominal: orações formadas por verbos de ligação
(indicam estado), donde o núcleo corresponde a um nome
(predicativo do sujeito), por exemplo: As
pessoas permanecem caladas. Note que o predicativo do sujeito
designa o termo responsável por exprimir o estado ou modo de ser
do sujeito, de modo que destaca uma característica ou atributo do
sujeito.
Predicado Verbal: expressa ação, sendo o núcleo um verbo que
podem ser: transitivo direto (VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo
direto e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI), por exemplo:
Luana viajou (verbo intransitivo), A menina gosta de vestidos
novos (verbo transitivo indireto).
Predicado Verbo-Nominal: Nesse caso, o predicado é formado
por dois núcleos, ou seja, um nome e um verbo, por exemplo: A
menina chegou atrasada na escola (o verbo “chegar” com o
predicativo “atrasada” uma vez que refere-se e complemente
diretamente o sujeito “menina”, sendo, portanto, predicativo do
sujeito).
Termos Integrantes da Oração
Os termos integrantes complementam os termos essenciais da
oração (sujeito e predicado), são eles: os complementos verbais,
ou seja, o objeto direto e indireto, o complemento nominal e
o agente da passiva, embora alguns estudiosos classifiquem o
agente da passiva como um termo acessório.
Complemento Verbal
Os complementos verbais constituintes da oração são classificados
em:
Objeto Direto: termo não regido por preposição o qual completa o
sentido do verbo transitivo direto (VTD); pode ser trocado por o, as,
os, as, por exemplo: Bianca esperava o namorado.
Objeto Indireto: termo regido por preposição o qual completa o
sentido do verbo transitivo direto (VTI), por exemplo: Marcela gosta
de chocolates.
https://www.todamateria.com.br/predicado-nominal/
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbal/
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbo-nominal/
https://www.todamateria.com.br/predicativo-do-sujeito/
https://www.todamateria.com.br/predicativo-do-sujeito/
https://www.todamateria.com.br/termos-integrantes-da-oracao/
https://www.todamateria.com.br/complemento-verbal/
https://www.todamateria.com.br/objeto-direto/
https://www.todamateria.com.br/objeto-indireto/
Complemento Nominal
O complemento nominal corresponde aos termos que
complementam os nomes por meio de preposição, que podem ser
substantivos, adjetivos e advérbios, por exemplo: Joana tem
orgulho do filho.
Agente da Passiva
Termo utilizado para determinar o praticante da ação na voz verbal
passiva, donde o sujeito é denominado “paciente”, ou seja, recebe a
ação expressa pelo verbo.
Geralmente são acompanhados por preposição (por, pelo ou de),
por exemplo: A casa foi arrumada pelo filho (agente da passiva).
Termos Acessórios da Oração
Termos que apresentam função secundária na construção das
orações, posto que são utilizados em determinados contextos
sendo dispensáveis em outros.
Os termos acessórios possuem a função de determinar os
substantivos exprimindo circunstâncias, são eles: adjunto adverbial,
adjunto adnominal, aposto e vocativo.
Adjunto Adverbial
O Adjunto Adverbial corresponde ao termo que se refere ao verbo,
ao adjetivo e ao advérbio. São classificados em: modo, tempo,
intensidade, negação, afirmação, dúvida, finalidade, matéria, lugar,
meio, concessão, argumento, companhia, causa, assunto,
instrumento, fenômeno da natureza, paladar, sentimento, preço,
oposição, acréscimo, condição, por exemplo: Felizmente a noiva
chegou (adjunto adverbial de modo).
Adjunto Adnominal
O adjunto adnominal é o termo que indica o agente da ação, de
forma que caracteriza, modifica, determina ou qualifica o nome ao
qual se refere (substantivo); por exemplo: As duas crianças
pequenas brincaram.
Aposto
O aposto é o termo encarregado de explicar ou detalhar melhor o
nome ao qual se refere, por exemplo: Brasília, capital do Brasil, foi
construída na década de 60.
https://www.todamateria.com.br/complemento-nominal/
https://www.todamateria.com.br/agente-da-passiva/
https://www.todamateria.com.br/termos-acessorios-da-oracao/https://www.todamateria.com.br/adjunto-adverbial/
https://www.todamateria.com.br/adjunto-adnominal/
https://www.todamateria.com.br/aposto/
Vocativo
Termo independente da oração (não se relaciona com o sujeito ou
predicado) que indica o “chamamento” ou a “invocação” de uma
pessoa ou de um ser (interlocutor), sendo isolado por vírgulas, por
exemplo: Pessoal, vamos para a festa.
Período Composto
Quando uma declaração/ enunciado, contém duas ou mais orações,
este enunciado é chamado de PERÍODO COMPOSTO.
Há dois tipos de período composto:
1. PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
Período Composto por Coordenação é aquele cujas orações não
dependem sintaticamente umas das outras porque são
independentes.
Gritou com o irmão/ e correu para o quarto.
Descansei,/ fui à praia/ e visitei lugares maravilhosos.
As orações coordenadas podem ser Sindéticas ou Assindéticas.
Nas sindéticas é utilizada conjunção, enquanto nas assindéticas,
não.
Exemplos:
Não coma bolo quente;/ ficará com dores de barriga. (Oração
Coordenada Assindética)
Vou sair/ e já volto! (Oração Coordenada Sindética)
Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas
As orações coordenadas sindéticas podem ser de 5 tipos:
1) Aditiva - expressam ideia de soma. As conjunções mais
frequentes são: e, bem como, como também, mas ainda, mas
também.
Exemplos:
Gosto de cinema, bem como de teatro.
Conheceu a Europa, como também a Ásia.
https://www.todamateria.com.br/vocativo/
2) Adversativa - expressam ideia de adversidade, oposição. As
conjunções mais frequentes são: contudo, entretanto, mas, no
entanto, porém, todavia.
Exemplos:
Vou caminhar hoje, contudo só posso depois do jantar.
O jantar estava delicioso, mas deveria ter reduzido o sal.
3) Alternativa - expressam ideia de alternância, escolha. As
conjunções mais frequentes são: já...já, ou, ora…ora, ou…ou, quer
...quer, seja… seja.
Exemplos:
Ora está bem, ora não está.
Assistirei um filme ou lerei um livro.
4) Conclusiva - expressam ideia de conclusão. As conjunções mais
frequentes são: assim, então, logo, pois, por isso, portanto.
Exemplos:
Faço tudo o que tenho de fazer pela manhã, pois fico com a tarde
toda livre.
Ela tirou péssimas notas, por isso, não viajará nas férias.
5) Explicativa - expressam ideia de explicação, justificação. As
conjunções mais frequentes são: pois, porque, que.
Exemplos:
Não fui te visitar porque não sabia que você já tinha chegado de
viagem.
Foi recompensado, pois foi bom aluno.
2. PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
Este tipo de período é formado por uma oração principal que é
complementada com uma ou mais orações subordinadas. Estas
orações poderão exercer a função de sujeito, complemento
nominal, adjunto adverbial, adjunto adnominal, etc, dentro da
estrutura da oração principal.
Exemplo:
A polícia sabia que havia pessoas no prédio.
Quando eu voltar, farei o jantar.
Classificação das Orações Subordinadas
Existem três tipos de orações subordinadas, as quais são
classificadas de acordo com a função que exercem.
Substantivas: As orações subordinadas substantivas exercem
função de substantivo.
Adjetivas: As orações subordinadas adjetivas exercem função de
adjetivo.
Adverbiais: As orações subordinadas adverbiais exercem função
de advérbio.
Orações Subordinadas Substantivas
As orações subordinadas substantivas podem
ser subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, predicativa
s, completivas nominais ou apositivas. Geralmente, elas são
iniciadas pelas conjunções que e se.
Orações Subjetivas
Têm função de sujeito da oração principal. O verbo da oração
principal apresenta-se sempre na 3.ª pessoa do singular. Exemplo:
Sua presença é imprescindível.
É imprescindível/ que você venha.
Na primeira oração (período simples), “presença” é um substantivo.
Na segunda oração (período composto), o substantivo “presença”
foi modificado para “que você venha”, que tem a função de sujeito
da oração principal.
Desta forma, estamos diante de uma oração subordinada subjetiva.
Orações Objetivas Diretas
Têm função de objeto direto da oração principal. Exemplo:
Não sei o meu destino.
Não sei/ se vou.
http://www.infoescola.com/portugues/adjunto-adverbial/
http://www.infoescola.com/portugues/adjunto-adnominal/
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-substantivas/
Na primeira oração (período simples), “o meu destino” é objeto
direto. Na segunda oração (período composto), o objeto direto “o
meu destino” foi modificado para “se vou”, de modo que passou a
ter a função de objeto direto da oração principal. Logo, estamos
diante de uma oração subordinada objetiva direta.
Orações Objetivas Indiretas
Têm função de objeto indireto da oração principal. Exemplo:
Gosto de aventuras.
Gosto/ de me aventurar.
Na primeira oração (período simples), “de aventuras” é objeto
indireto. Na segunda oração (período composto), o objeto indireto
“de aventuras” foi modificado para o verbo “aventurar”, de modo que
a oração “de me aventurar” passa a ter a função de objeto indireto
da oração principal. Logo, estamos diante de uma oração
subordinada objetiva indireta.
Orações Predicativas
Têm função de predicativo do sujeito da oração principal. Exemplo:
Seja cantor!
Espero/ que cante!
Na primeira oração (período simples), “cantor” é predicativo. Na
segunda oração (período composto), o predicativo “cantor” foi
modificado para “que cante”, o qual passou a ter a função de
predicativo do sujeito da oração principal. Logo, estamos diante de
uma oração subordinada predicativa.
Orações Completivas Nominais
Têm função de complemento nominal da oração principal. Exemplo:
Tenho medo de escuro.
Tenho medo/ que escureça.
Na primeira oração (período simples), “de escuro” é complemento
nominal. Na segunda oração (período composto), o complemento
nominal “de escuro” foi modificado para “que escureça”, de modo
que passou a ter a função de complemento nominal da oração
principal. Logo, estamos diante de uma oração completiva nominal.
Orações Apositivas
Têm função de aposto da oração principal. Exemplo:
Meu desejo: a felicidade dos meus filhos.
Desejo/ que meus filhos sejam felizes.
Na primeira oração (período simples), “a felicidade dos meus filhos”
é complemento nominal. Na segunda oração (período composto), o
complemento nominal “a felicidade dos meus filhos” foi modificado
para “que meus filhos sejam felizes”, de modo que este tem função
de complemento nominal da oração principal, ou seja, é uma oração
apositiva.
Orações Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas adjetivas podem ser explicativas ou
restritivas. Essas orações são iniciadas pelos pronomes relativos
cujo, onde, o qual, quanto, que, quem e respectivas variantes.
Orações Explicativas
Explicam ou esclarecem algo acerca da oração principal. As
orações explicativas sempre aparecem entre vírgulas.
Exemplo:
Na Ásia/, que é o maior continente do mundo,/ há 11 fusos horários.
Oração principal: Na Ásia há 11 fusos horários.
Oração subordinada: que é o maior continente do mundo.
A oração subordinada acresce uma informação acerca da Ásia,
portanto, é explicativa.
Orações Restritivas
Restringem ou delimitam a informação dada acerca da oração
principal. Exemplo:
O aluno/ que faltou/ ficou sem grupo.
Oração principal: O aluno ficou sem grupo.
Oração subordinada: que faltou.
Neste caso, a oração subordinada não acrescentou somente uma
informação acerca do aluno, mas o especificou. Portanto, estamos
diante de uma oração subordinada adjetiva restritiva. Ao contrário
das orações explicativas, as restritivas não são pontuadas entre
vírgulas.
Orações Subordinadas Adverbiais
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-adjetivas/
Esse tipo de oração substitui um advérbio, de modo que a sua
função sintáticaequivale a do adjunto adverbial.
Compare:
Terminamos o trabalho cedo.
Terminamos o trabalho/ quando era cedo.
Na primeira oração (período simples), “cedo” é um advérbio. Na
segunda oração (período composto), esse advérbio foi modificado
para “quando era cedo”, de modo que essa oração tem a função de
adjunto adverbial.
As orações subordinadas adverbiais podem ser causais,
comparativas, concessivas, condicionais, conformativas,
consecutivas, finais, temporais ou proporcionais.
Cada uma delas expressa a circunstância indicada no seu nome:
Orações Causais (como, já que, porque, visto que, uma vez que):
Uma vez que chovia, não sai.
Orações Comparativas (como, do que, que): Agiu como se fosse
um adolescente.
Orações Concessivas (ainda que, a menos que, embora, mesmo
que, por mais que, por menos que, se bem que): Não sairei daqui, a
menos que você fale comigo.
Orações Condicionais (a não ser que, caso, contanto que, desde
que, exceto, se): Caso puder, ligue-me.
Orações Conformativas (como, conforme, consoante, segundo):
Fiz o trabalho conforme foi indicado.
Orações Consecutivas (de forma que, de modo que): De modo
que se você for, eu irei também.
Orações Finais (a fim de que, para que, que): Faço assim para
facilitar a nossa vida.
Orações Temporais (antes que, assim que, até que, cada vez que,
depois que, enquanto,logo que, quando): Quando eu entrar, ela vai
sair.
Orações Proporcionais (ao passo que, à proporção que,
enquanto, quanto mais, quanto menos): Enquanto agir assim, não
falarei com ele.
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-adverbiais/
Regência verbal e regência nominal
Chamamos de regência verbal e regência nominal a relação de
subordinação existente entre um verbo ou um nome e seus
complementos
Você sabe o que é regência verbal? E regência nominal? Se você
ainda não sabe, é tempo de aprender. Entender sobre esse assunto
é indispensável para quem deseja escrever adequadamente,
respeitando, assim, a sintaxe da língua portuguesa. Vamos lá?
Você já deve ter percebido que, em uma oração, as palavras
estabelecem relações entre si. Graças a essa relação, somos
capazes de construir os sentidos da mensagem, uma vez que as
palavras são interdependentes. Essa relação de complementação
entre os termos da oração é chamada de regência, que pode
ser verbal ou nominal. Chamamos de termo regido a palavra que
depende de outra para obter sentido completo e de termo regente a
palavra a que se subordina o termo regido.
Achou complicado? Parece, mas não é. Fique atento à explicação e
aos exemplos que o sítio de Português preparou para você. Depois
desta leitura, certamente todas as dúvidas serão esclarecidas. Bons
estudos!
Regência verbal
Chamamos de regência verbal a relação que se estabelece entre os
verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos
indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Os verbos podem
ser intransitivos e transitivos.
http://portugues.uol.com.br/gramatica/casos-especiais-regencia-verbal-um-olhar-atento.html
http://portugues.uol.com.br/gramatica/regencia-verbal-.html
Os verbos intransitivos não exigem complemento. Isso
acontece porque são verbos que fazem sentido por si só, ou
seja, possuem sentido completo. Em alguns casos, eles são
acompanhados por adjuntos adverbiais, elementos que não
podem ser considerados como objetos. O adjunto adverbial é
um termo acessório da oração cuja função é modificar um
verbo, um adjetivo ou um advérbio, indicando uma
circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade etc.). Sendo um
termo acessório, pode ser retirado da frase sem alterar sua
estrutura sintática. Veja alguns exemplos:
Choveu muito ontem.
↓ ↓
verbo impessoal adjunto adverbial de
intensidade e de tempo
(intransitivo)
Chegamos no voo das onze horas.
↓ ↓
verbo intransitivo adjunto adverbial de meio e
de tempo
Verbos transitivos diretos
Chamamos de verbos transitivos aqueles que precisam de um
complemento, uma vez que não possuem sentido quando
sozinhos. Eles podem ser transitivos diretos e indiretos. Os
transitivos diretos são acompanhados por objetos diretos
e não exigem preposição para o correto estabelecimento da
relação de regência. Veja os exemplos:
Quero bolo!
↓ ↓
verbo transitivo direto objeto direto
Amo aquele rapaz.
↓ ↓
verbo transitivo direto objeto direto
Para facilitar o reconhecimento dos verbos transitivos diretos,
você poderá fazer algumas perguntas para eles (quero o
quê/quero quem? Amo o quê/amo quem?). As respostas serão
os objetos diretos.
Verbos transitivos indiretos
Os verbos transitivos indiretos são complementados por
objetos indiretos, isto é, exigem uma preposição para o
estabelecimento da relação de regência. Veja:
preposição 'de' + artigo 'a' = da
↑
Gostamos da prova.
↓ ↓
verbo transitivo indireto objeto indireto
Outro exemplo:
preposição + artigo = às
↑
Respondi às questões.
↓ ↓
verbo transitivo indireto objeto indireto
Você também pode fazer perguntas para o verbo para assim
identificar se ele é ou não transitivo indireto (gostaram de
quê/gostaram de quem? Respondeu a quê/respondeu a
quem?). Note que, ao fazer a pergunta com o uso de uma
preposição, o objeto responderá também com uma preposição
(gostamos da prova/ respondi às questões).
Verbos transitivos diretos e indiretos
Antigamente, os verbos transitivos diretos e indiretos eram
chamados de bitransitivos. Essa nomenclatura, entretanto, não
é mais utilizada. São verbos acompanhados de um objeto
direto e um objeto indireto. Observe:
a (preposição) + os = aos
↑
Agradeço aos ouvintes a audiência.
↓ ↓ ↓
verbo transitivo direto e indireto Objeto indireto objeto
direto ('a' é artigo)
Quem agradece, agradece a alguém algo.
Outro exemplo:
preposição + artigo = à
↑
Entreguei a flor à professora.
↓ ↓ ↓
verbo transitivo direto e indireto Objeto direto objeto
indireto
Regência nominal
Chamamos de regência nominal o nome da relação existente
entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos
regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada
por uma preposição. Veja alguns exemplos (vale lembrar que
existem muitos outros):
Substantivos:
Admiração a/por
Devoção a/ para/ com/ por
Medo de
Respeito a/ com/ para com/ por
Adjetivos:
Necessário a
Acostumado a/com
Nocivo a
Agradável a
Equivalente a
Advérbios:
Longe de/ Perto de
Obs.: Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o
regime dos adjetivos de que são formados:
Paralela a; paralelamente a
Relativa a; relativamente a
Colocação dos pronomes átonos
Colocação Pronominal (próclise, mesóclise, ênclise)
Por Cristiana Gomes
Faça os exercícios!
Por Cristiana Gomes
É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se,
o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo.
Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo
(próclise), no meio do verbo (mesóclise) e depois do verbo (ênclise).
Esses pronomes se unem aos verbos porque são “fracos” na
pronúncia.
PRÓCLISE
Usamos a próclise nos seguintes casos:
http://www.infoescola.com/autor/cristiana-gomes/16/
http://www.infoescola.com/portugues/colocacao-pronominal-proclise-mesoclise-enclise/exercicios/
(1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais,
nada, ninguém, nem, de modo algum.
- Nada me perturba.
- Ninguémse mexeu.
- De modo algum me afastarei daqui.
- Ela nem se importou com meus problemas.
(2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que,
conforme, embora, logo, que.
- Quando se trata de comida, ele é um “expert”.
- É necessário que a deixe na escola.
- Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos
sinceros.
(3) Advérbios
- Aqui se tem paz.
- Sempre me dediquei aos estudos.
- Talvez o veja na escola.
OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa
de atrair o pronome.
- Aqui, trabalha-se.
(4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos.
- Alguém me ligou? (indefinido)
- A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo)
- Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)
(5) Em frases interrogativas.
- Quanto me cobrará pela tradução?
(6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).
- Deus o abençoe!
- Macacos me mordam!
- Deus te abençoe, meu filho!
(7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.
http://www.infoescola.com/portugues/adverbios/
http://www.infoescola.com/portugues/utilizacao-da-virgula/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-relativo/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-demonstrativo/
http://www.infoescola.com/portugues/pronome-indefinido/
- Em se plantando tudo dá.
- Em se tratando de beleza, ele é campeão.
(8) Com formas verbais proparoxítonas
- Nós o censurávamos.
MESÓCLISE
Usada quando o verbo estiver no futuro do presente (vai acontecer
– amarei, amarás, ...) ou no futuro do pretérito (ia acontecer mas
não aconteceu – amaria, amarias, ...)
- Convidar-me-ão para a festa.
- Convidar-me-iam para a festa.
Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória.
- Não (palavra atrativa) me convidarão para a festa.
ÊNCLISE
Ênclise de verbo no futuro e particípio está sempre errada.
- Tornarei-me....... (errada)
- Tinha entregado-nos..........(errada)
Ênclise de verbo no infinitivo está sempre certa.
- Entregar-lhe (correta)
- Não posso recebê-lo. (correta)
Outros casos:
- Com o verbo no início da frase: Entregaram-me as camisas.
- Com o verbo no imperativo afirmativo: Alunos, comportem-se.
- Com o verbo no gerúndio: Saiu deixando-nos por instantes.
- Com o verbo no infinitivo impessoal: Convém contar-lhe tudo.
OBS: se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra
atrativa, ocorrerá a próclise:
- Em se tratando de cinema, prefiro o suspense.
- Saiu do escritório, não nos revelando os motivos.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS
http://www.infoescola.com/portugues/participio-2/
http://www.infoescola.com/portugues/colocacao-pronominal/
Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo,
gerúndio ou particípio.
AUX + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar.
Se houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do verbo
auxiliar.
- Havia-lhe contado a verdade.
- Não (palavra atrativa) lhe havia contado a verdade.
AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa,
o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo
principal.
Infinitivo
- Quero-lhe dizer o que aconteceu.
- Quero dizer-lhe o que aconteceu.
Gerúndio
- Ia-lhe dizendo o que aconteceu.
- Ia dizendo-lhe o que aconteceu.
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo
auxiliar ou depois do verbo principal.
Infinitivo
- Não lhe quero dizer o que aconteceu.
- Não quero dizer-lhe o que aconteceu.
Gerúndio
- Não lhe ia dizendo a verdade.
- Não ia dizendo-lhe a verdade.
Concordância verbal e nominal
CONCORDÂNCIA VERBAL
A regra básica da concordância verbal é o verbo concordar em
número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da
frase.
1. Sujeito simples – o verbo concordará com ele em número e
pessoa.
Ex.: O artista excursionará por várias cidades do interior.
http://www.infoescola.com/portugues/locucao-verbal/
http://www.infoescola.com/portugues/verbos-auxiliares-portugues/
2. Sujeito composto – em regra geral, o verbo vai para o plural.
Ex.: Sua avareza e seu egoísmo fizeram com que todos o
abandonassem.
Se o sujeito vier depois do verbo, concorda com o núcleo mais
próximo, ou vai para o plural.
Ex.: “Ainda reinavam (ou reinava) a confusão e a tristeza” (Dinah S.
de Queiroz).
Se o sujeito vier composto por pronomes pessoais diferentes – o
verbo concordará conforme a prioridade gramatical das pessoas.
Ex.: Eu e você somos pessoas responsáveis.
Atenção! Tu e ela estudais / estudam. A segunda forma é mais
usada atualmente.
3. Expressões não só...mas também, tanto/quanto que
relacionam sujeitos compostos permitem a concordância do verbo
no singular ou no plural.
Ex.: Tanto o rapaz quanto o amigo obtiveram/obteve nota máxima
na redação do ENEM.
4. Sujeito composto ligado por ou:
- indicando exclusão, ou sinonímia – o verbo fica no singular.
Ex.: Maria ou Joana será representante.
- indicando inclusão, ou antonímia – o verbo fica no plural.
Ex.: O amor ou o ódio estão presentes.
- indicando retificação – o verbo concorda com o núcleo mais
próximo.
Ex.: O aluno ou os alunos cuidarão da exposição.
5. Quando o sujeito é representado por expressões como a maioria
de, a maior parte de e um nome no plural, o verbo concorda no
singular (realçando o todo) ou no plural (destacando a ação dos
indivíduos).
Ex.: A maioria dos jovens quer as reformas. (ou) A maioria dos
jovens querem as reformas.
6. Não sou daqueles que recusa / recusam as obrigações.
Nesse caso, o referente do pronome relativo que é daqueles, a
regra fundamental de concordância com o sujeito deverá levar o
verbo para a 3ª pessoa do plural. Entretanto, também é aceito
quando refletimos em uma concordância com um daqueles que.
7. Verbo ser + pronome pessoal + que – o verbo concorda com o
pronome pessoal.
Ex.: Sou eu que executo a obra. Seremos nós que executaremos a
obra.
Verbo ser + pronome pessoal + quem – o verbo concorda com o
pronome pessoal ou fica na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Sou eu quem inicio a leitura. Sou eu quem inicia a leitura.
8. Nomes próprios locativos ou intitulativos – se precedidos de
artigo plural, o verbo irá para o plural; não sendo assim, irá para o
singular.
Ex.: Os Estados Unidos reforçam as suas bases.
Minas Gerais progride muito.
9. Pronome relativo antecedido da expressão “um dos”, “uma
das” – verbo na 3ª pessoa do singular ou do plural.
Ex.: Ela é uma das que mais impressiona (ou impressionam).
Quando apresenta uma ideia de seletividade, fica obrigatoriamente
no singular.
Ex.: Aquela é uma das peças de Nelson Rodrigues que hoje se
apresentará neste teatro.
10. Concordância do verbo ser: a) sujeito nome de coisa ou um
dos pronomes nada, tudo, isso ou aquilo + verbo ser +
PREDICATIVO no plural: verbo no singular ou no plural (mais
comum).
Ex.: "A pátria não é ninguém: são todos.” (Rui Barbosa)
b) NAS ORAÇÕES INTERROGATIVAS iniciadas pelos
pronomes quem, que, o que – verbo ser concorda com o nome ou
pronome que vem depois.
Ex.: Quem eram os culpados?
c) 1º TERMO – SUJEITO = substantivo; 2º termo = pronome
pessoal, o verbo concorda com o pronome pessoal.
Ex: Os defensores somos nós.
d) Nas expressões é muito, é pouco, é mais de, é tanto, é
bastante + determinação de preço, medida ou quantidade:
verbo no singular.
Ex.: Dez reais é quase nada.
e) Indicando hora, data ou distância – o verbo concorda com o
predicativo.
Ex.: São três horas. Hoje são 15 de fevereiro.
11. PASSIVO – NA VOZ PASSIVA SINTÉTICA, com o pronome
apassivador SE, o verbo concorda com o sujeito paciente (que é
um aparente objeto direto).
Ex.: Escutavam-se vozes.
INDETERMINADO – com o pronome indeterminador do sujeito, o
verbo fica na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Precisa-se de operários.
CONCORDÂNCIA NOMINAL
As relações que as palavras estabelecem com o substantivo que as
rege constitui o que em gramática se chama de sintagma nominal.
Essa relação caracterizaos casos de concordância nominal.
1. Concordância de gênero e número entre o núcleo nominal e os
artigos que o precedem, os pronomes indefinidos variáveis, os
demonstrativos, os possessivos, os numerais cardinais e os
adjetivos.
Ex.: Um luar claro e belíssimo.
2. Concordância do adjetivo com dois ou mais substantivos
a) Substantivos do mesmo gênero, o adjetivo irá para o plural desse
gênero ou concordará com o mais próximo (concordância atrativa).
Ex.: Bondade e alegria raras ou rara.
b) Substantivos de gêneros diferentes, o adjetivo irá para o
masculino plural ou concordará com o mais próximo.
Ex.: Atitude e caráter apropriados ou apropriado.
c) Adjetivo anteposto aos substantivos, nos dois casos acima, a
norma geral é que ele concorde com o substantivo mais próximo.
Ex.: Mantenha desligadas as lâmpadas e os eletrodomésticos.
d) Substantivos com sentido equivalente ou expressam gradação, o
adjetivo concorda com o mais próximo.
Ex.: Revelava pura alma e espírito.
CASOS PARTICULARES
1. POSSÍVEL
a) precedido de o mais,o menor, o melhor, o pior – singular;
b) precedido de os mais, os menores, os melhores, os piores –
plural.
Ex.: Estampas o mais possível claras. / Estampas as mais claras
possíveis.
2. ANEXO / INCLUSO – adjetivos, concordam com o substantivo a
que se referem.
Ex.: Envio-lhe anexos / inclusos os documentos. (em anexo, junto
a são invariáveis)
3. LESO (adjetivo = lesado, prejudicado) concorda com o
substantivo com o qual forma uma composição.
Ex.: Cometeu crime de lesa-pátria.
4. PREDICATIVO
a) substantivo com sentido indeterminado (sem artigo) – adjetivo no
masculino.
Ex.: É proibido entrada;
b) substantivo com sentido determinado (com artigo) – adjetivo
concorda com o substantivo. Ex.: É necessária muita cautela.
5. MEIO – numeral = metade (variável)
Ex.: Falou meias verdades.
Advérbio = parcialmente (variável).
Ex.: Encontrava-se meio fatigada.
6. MUITO, POUCO, BASTANTE, TANTO – PRONOMES –
(variáveis).
Ex.: Li bastantes livros. ADVÉRBIOS (invariáveis).
Ex.: Estavam bastante felizes.
7. SÓ – adjetivo = sozinho (variável).
Ex.: Eles se sentiam sós. Palavra denotativa de exclusão
(invariável).
Ex.: Só os alunos compareceram à reunião (= somente).
8. PSEUDO, ALERTA, SALVO, EXCETO – são palavras
invariáveis.
Ex.: Ela é pseudo-administradora, por isso fiquemos sempre alerta.
9. QUITE = LIVRE – concorda com aquele a que se refere.
Ex.: Estamos quites com a mensalidade.
10. OBRIGADO, MESMO, PRÓPRIO – concordam com o gênero e
número da pessoa a que se referem.
Ex.: Ela disse:
- Muito obrigada, eu mesma cuidarei do assunto.
Sinais de Pontuação
Os sinais de pontuação são recursos gráficos próprios da
linguagem escrita. Embora não consigam reproduzir toda a riqueza
melódica da linguagem oral, eles estruturam os textos e procuram
estabelecer as pausas e as entonações da fala. Basicamente, têm
como finalidade:
1) Assinalar as pausas e as inflexões de voz (entoação) na
leitura;
2) Separar palavras, expressões e orações que devem ser
destacadas;
3) Esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer
ambiguidade.
Veja a seguir os sinais de pontuação mais comuns, responsáveis
por dar à escrita maior clareza e simplicidade.
Vírgula ( , )
A vírgula indica uma pausa pequena, deixando a voz em suspenso
à espera da continuação do período. Geralmente é usada:
- Nas datas, para separar o nome da localidade.
Por Exemplo:
São Paulo, 25 de agosto de 2005.
- Após os advérbios "sim" ou "não", usados como resposta, no
início da frase.
Por Exemplo:
– Você gostou do vestido?
– Sim, eu adorei!
– Pretende usá-lo hoje?
– Não, no final de semana.
- Após a saudação em correspondência (social e comercial).
Exemplos:
Com muito amor,
Respeitosamente,
- Para separar termos de uma mesma função sintática.
Por Exemplo:
A casa tem três quartos, dois banheiros, três salas e um
quintal.
Obs.: a conjunção "e" substitui a vírgula entre o último e
o penúltimo termo.
- Para destacar elementos intercalados, como:
a) uma conjunção
Por Exemplo:
Estudamos bastante, logo, merecemos férias!
b) um adjunto adverbial
Por Exemplo:
Estas crianças, com certeza, serão aprovadas.
Obs.: a rigor, não é necessário separar por vírgula o
advérbio e a locução adverbial, principalmente
quando de pequeno corpo, a não ser que a ênfase o
exija.
c) um vocativo
Por Exemplo:
Apressemo-nos, Lucas, pois não quero chegar
atrasado.
d) um aposto
Por Exemplo:
Juliana, a aluna destaque, passou no vestibular.
e) Uma expressão explicativa (isto é, a saber, por exemplo,
ou melhor, ou antes, etc.)
Por Exemplo:
O amor, isto é, o mais forte e sublime dos
sentimentos humanos, tem seu princípio em Deus.
- Para separar termos deslocados de sua posição normal na
frase.
Por Exemplo:
O documento de identidade, você trouxe?
- Para separar elementos paralelos de um provérbio.
Por Exemplo:
Tal pai, tal filho.
- Para destacar os pleonasmos antecipados ao verbo.
Por Exemplo:
As flores, eu as recebi hoje.
- Para indicar a elipse de um termo.
Por Exemplo:
Daniel ficou alegre; eu, triste.
- Para isolar elementos repetidos.
Exemplos:
A casa, a casa está destruída.
Estão todos cansados, cansados de dar dó!
- Para separar orações intercaladas.
Por Exemplo:
O importante, insistiam os pais, era a segurança da
escola.
- Para separar orações coordenadas assindéticas.
Por Exemplo:
O tempo não para no porto, não apita na curva, não
espera ninguém.
- Para separar orações coordenadas adversativas, conclusivas,
explicativas e algumas orações alternativas.
Exemplos:
Esforçou-se muito, porém não conseguiu o prêmio.
Vá devagar, que o caminho é perigoso.
Estuda muito, pois será recompensado.
As pessoas ora dançavam, ora ouviam música.
ATENÇÃO
Embora a conjunção "e" seja aditiva, há três
casos em que se usa a vírgula antes de sua
ocorrência:
1) Quando as orações coordenadas tiverem
sujeitos diferentes.
Por Exemplo:
O homem vendeu o carro, e a
mulher protestou.
Neste caso, "O homem" é sujeito de
"vendeu", e "A mulher" é sujeito de
"protestou".
2) Quando a conjunção "e" vier repetida com a
finalidade de dar ênfase (polissíndeto).
Por Exemplo:
E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
3) Quando a conjunção "e" assumir valores
distintos que não seja da adição (adversidade,
consequência, por exemplo)
Por Exemplo:
Coitada! Estudou muito, e ainda assim
não foi aprovada.
- Para separar orações subordinadas substantivas e adverbiais
(quando estiverem antes da oração principal).
Por Exemplo:
Quem inventou a fofoca, todos queriam descobrir.
Quando voltei, lembrei que precisava estudar para a
prova.
- Para isolar as orações subordinadas adjetivas explicativas.
Por Exemplo:
A incrível professora, que ainda estava na
faculdade, dominava todo o conteúdo.
Ponto e vírgula ( ; )
O ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula e menor
que o ponto. Quanto à melodia da frase, indica um tom ligeiramente
descendente, mas capaz de assinalar que o período não terminou.
Emprega-se nos seguintes casos:
- Para separar orações coordenadas não unidas por conjunção,
que guardem relação entre si.
Por Exemplo:
O rio está poluído; os peixes estão mortos.
- Para separar orações coordenadas, quando pelo menos uma
delas já possui elementos separados por vírgula.
Por Exemplo:
O resultado final foi o seguinte: dez professores votaram
a favor do acordo; nove, contra.
- Para separar itens de uma enumeração.
Por Exemplo:
No parque de diversões, as crianças encontram:
brinquedos;
balões;
pipoca.
- Para alongar a pausa de conjunções adversativas (mas,
porém, contudo, todavia, entretanto, etc.) , substituindo, assim,
a vírgula.
Por Exemplo:
Gostaria de vê-lo hoje; todavia, só o verei amanhã.
- Para separar orações coordenadas adversativas quando a
conjunção aparecerno meio da oração.
Por Exemplo:
Esperava encontrar todos os produtos no
supermercado; obtive, porém, apenas alguns.
Dois-pontos ( : )
O uso de dois-pontos marca uma sensível suspensão da voz numa
frase não concluída. Emprega-se, geralmente:
- Para anunciar a fala de personagens nas histórias de ficção.
Por Exemplo:
"Ouvindo passos no corredor, abaixei a voz :
– Podemos avisar sua tia, não?" (Graciliano Ramos)
- Para anunciar uma citação.
Por Exemplo:
Bem diz o ditado: Água mole em pedra dura, tanto bate
até que fura.
Lembrando um poema de Vinícius de Moraes: "Tristeza
não tem fim, Felicidade sim."
- Para anunciar uma enumeração.
Por Exemplo:
Os convidados da festa que já chegaram são: Júlia,
Renata, Paulo e Marcos.
- Antes de orações apositivas.
Por Exemplo:
Só aceito com uma condição: irás ao cinema comigo.
- Para indicar um esclarecimento, resultado ou resumo do que
se disse.
Exemplos:
Marcelo era assim mesmo: não tolerava ofensas.
Resultado: corri muito, mas não alcancei o ladrão.
Em resumo: montei um negócio e hoje estou rico.
Obs.: os dois-pontos costumam ser usados na introdução
de exemplos, notas ou observações. Veja:
Parônimos são vocábulos diferentes na significação
e parecidos na forma.
Exemplos:
ratificar/retificar, censo/senso, etc.
Nota: a preposição "per", considerada arcaica, somente é
usada na frase "de per si " (= cada um por sua vez,
isoladamente).
Observação: na linguagem coloquial pode-se aplicar o
grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho,
melhorzinho, etc.
- Na invocação das correspondências.
Por Exemplo:
Prezados Senhores:
Convidamos todos para a reunião deste mês, que será
realizada dia 30 de julho, no auditório da empresa.
Atenciosamente,
A Direção
Ponto Final ( . )
O ponto final representa a pausa máxima da voz. A melodia da
frase indica que o tom é descendente. Emprega-se, principalmente:
- Para fechar o período de frases declarativas e imperativas.
Exemplos:
Contei ao meu namorado o que eu estava sentindo.
Façam o favor de prestar atenção naquilo que irei falar.
- Nas abreviaturas.
Exemplos:
Sr. (Senhor)
Cia. (Companhia)
Ponto de Interrogação ( ? )
O ponto de interrogação é usado ao final de qualquer interrogação
direta, ainda que a pergunta não exija resposta. A entoação ocorre
de forma ascendente.
Exemplos:
Onde você comprou este computador?
Quais seriam as causas de tantas discussões?
Por que não me avisaram?
Obs.: não se usa ponto interrogativo nas perguntas indiretas.
Por Exemplo:
Perguntei quem era aquela criança.
Note que:
1) O ponto de interrogação pode aparecer ao final de
uma pergunta intercalada, entre parênteses.
Por Exemplo:
Trabalhar em equipe (quem o contesta?)
é a melhor forma para atingir os
resultados esperados.
2) O ponto de interrogação pode realizar combinação
com o ponto admirativo.
Por Exemplo:
Eu?! Que ideia!
Ponto de Exclamação ( ! )
O ponto de exclamação é utilizado após as interjeições, frases
exclamativas e imperativas. Pode exprimir surpresa, espanto, susto,
indignação, piedade, ordem, súplica, etc. Possui entoação
descendente.
Exemplos:
Como as mulheres são lindas!
Pare, por favor!
Ah! Que pena que ele não veio...
Obs.: o ponto de exclamação substitui o uso da vírgula de um
vocativo enfático.
Por Exemplo:
Ana! venha até aqui!
Reticências ( ... )
As reticências marcam uma suspensão da frase, devido, muitas
vezes a elementos de natureza emocional. Empregam-se:
- Para indicar continuidade de uma ação ou fato.
Por Exemplo:
O tempo passa...
- Para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
Por Exemplo:
Vim até aqui achando que...
- Para representar, na escrita, hesitações comuns na língua
falada.
Exemplos:
"Vamos jantar amanhã?
– Vamos...Não...Pois vamos."
Não quero sobremesa...porque...porque não estou com
vontade.
- Para realçar uma palavra ou expressão.
Por Exemplo:
Não há motivo para tanto...mistério.
- Para realizar citações incompletas.
Por Exemplo:
O professor pediu que considerássemos esta passagem
do hino brasileiro:
"Deitado eternamente em berço esplêndido..."
- Para deixar o sentido da frase em aberto, permitindo uma
interpretação pessoal do leitor.
Por Exemplo:
"Estou certo, disse ele, piscando o olho, que dentro de
um ano a vocação eclesiástica do nosso Bentinho se
manifesta clara e decisiva. Há de dar um padre de mão-
cheia. Também, se não vier em um ano..." (Machado de
Assis)
Saiba que
As reticências e o ponto de exclamação,
sinais gráficos subjetivos de grande poder
de sugestão e ricos em matizes melódicos,
são ótimos auxiliares da linguagem afetiva
e poética. Seu uso, porém, é antes
arbitrário, pois depende do estado emotivo
do escritor.
Parênteses ( ( ) )
Os parênteses têm a função de intercalar no texto qualquer
indicação que, embora não pertença propriamente ao discurso,
possa esclarecer o assunto. Empregam-se:
- Para separar qualquer indicação de ordem explicativa,
comentário ou reflexão.
Por Exemplo:
Zeugma é uma figura de linguagem que consiste na
omissão de um termo (geralmente um verbo) que já
apareceu anteriormente na frase.
- Para incluir dados informativos sobre bibliografia (autor, ano
de publicação, página etc.)
Por Exemplo:
" O homem nasceu livre, e em toda parte se encontra
sob ferros" (Jean- Jacques Rousseau, Do Contrato
Social e outros escritos. São Paulo, Cultrix, 1968.)
- Para isolar orações intercaladas com verbos declarativos, em
substituição à vírgula e aos travessões.
Por Exemplo:
Afirma-se (não se prova) que é muito comum o
recebimento de propina para que os carros apreendidos
sejam liberados sem o recolhimento das multas.
- Para delimitar o período de vida de uma pessoa.
Por Exemplo:
Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987).
- Para indicar possibilidades alternativas de leitura.
Por Exemplo:
Prezado(a) usuário(a).
- Para indicar marcações cênicas numa peça de teatro.
Por Exemplo:
Abelardo I - Que fim levou o americano?
João - Decerto caiu no copo de uísque!
Abelardo I - Vou salvá-lo. Até já!
(sai pela direita)
(Oswald de Andrade)
Obs.: num texto, havendo necessidade de utilizar alíneas,
estas podem ser ordenadas alfabeticamente por letras
minúsculas, seguidas de parênteses (Note que neste caso
as alíneas, exceto a última, terminam com ponto e
vírgula).
Por Exemplo:
No Brasil existem mulheres:
a) morenas;
b) loiras;
c) ruivas.
Os Parênteses e a Pontuação
Veja estas observações:
1) As frases contidas dentro dos parênteses não costumam ser
muito longas, mas devem manter pontuação própria, além da
pontuação normal do texto.
2) O sinal de pontuação pode ficar interno aos parênteses ou
externo, conforme o caso. Fica interno quando há uma frase
completa contida nos parênteses.
Exemplos:
É importante ter atenção ao uso dos parênteses. (Eles exigem
um cuidado especial!)
Vamos confiar (Por que não?) que cumpriremos a meta.
Se o enunciado contido entre parênteses não for uma frase
completa, o sinal de pontuação ficará externo.
Por Exemplo:
O rali começou em Lisboa (Portugal) e terminou em Dacar
(Senegal).
3) Antes do parêntese não se utilizam sinais de pontuação, exceto o
ponto. Quando qualquer sinal de pontuação coincidir com o
parêntese de abertura, deve-se optar por colocá-lo após o
parêntese de fecho.
Travessão ( – )
O travessão é um traço maior que o hífen e costuma ser
empregado:
- No discurso direto, para indicar a fala da personagem ou
a mudança de interlocutor nos diálogos.
Por Exemplo:
– O que é isso, mãe?
– É o seu presente de aniversário, minha filha.
- Para separar expressões ou frases explicativas,
intercaladas.
Por Exemplo:
"E logo me apresentou à mulher, – uma estimável
senhora – e à filha." (Machado de Assis)
- Para destacar algum elemento no interior da frase,
servindo muitas vezes para realçar o aposto.
Por Exemplo:
"Junto do leito meuspoetas dormem
– O Dante, a Bíblia, Shakespeare e Byron –
Na mesa confundidos." (Álvares de Azevedo)
- Para substituir o uso de parênteses, vírgulas e dois-
pontos, em alguns casos.
Por Exemplo:
"Cruel, obscena, egoísta, imoral, indômita,
eternamente selvagem, a arte é a superioridade
humana – acima dos preceitos que se combatem,
acima das religiões que passam, acima da ciência
que se corrige; embriaga como a orgia e como o
êxtase." (Raul Pompeia)
Aspas ( " " )
As aspas têm como função destacar uma parte do texto. São
empregadas:
- Antes e depois de citações ou transcrições textuais.
Por Exemplo:
Como disse Machado de Assis: "A melhor
definição do amor não vale um beijo de moça
namorada."
- Para representar nomes de livros ou legendas.
Por Exemplo:
Camões escreveu "Os Lusíadas" no século XVI.
Obs.: para realçar títulos de livros, revistas, jornais,
filmes, etc. também podemos grifar as palavras,
conforme o exemplo:
Ontem assisti ao filme Central do Brasil.
- Para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias,
expressões populares, ironia.
Exemplos:
O "lobby" para que se mantenha a autorização de
importação de pneus usados no Brasil está cada
vez mais descarado.(Veja)
Com a chegada da polícia, os três suspeitos "se
mandaram" rapidamente.
Que "maravilha": Felipe tirou zero na prova!
- Para realçar uma palavra ou expressão.
Exemplos:
Mariana reagiu impulsivamente e lhe deu
um "não".
Quem foi o "inteligente" que fez isso?
Obs.: em trechos que já estiverem entre aspas, se
necessário usá-las novamente, empregam-se aspas
simples.
Por Exemplo: "Tinha-me lembrado da definição
que José Dias dera deles, 'olhos de cigana
oblíqua e dissimulada'. Eu não sabia o que era
oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se
podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e
examinar." (Machado de Assis)
Colchetes ( [ ] )
Os colchetes têm a mesma finalidade que os parênteses; todavia,
seu uso se restringe aos escritos de cunho didático, filológico,
científico. Pode ser empregado:
- Em definições do dicionário, para fazer referência à
etimologia da palavra.
Por Exemplo:
amor- (ô). [Do lat. amore.] 1. Sentimento que
predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou
de alguma coisa: amor ao próximo; amor ao
patrimônio artístico de sua terra. (Novo Dicionário
Aurélio)
- Para intercalar palavras ou símbolos não pertencentes
ao texto.
Por Exemplo: Em Aruba se fala o espanhol, o inglês, o
holandês e o papiamento. Aqui estão algumas palavras
de papiamento que você, com certeza, vai usar:
1- Bo ta bon? [Você está bem?]
2- Dios no ta di Brazil. [Deus não é brasileiro.]
- Para inserir comentários e observações em textos já
publicados.
Por Exemplo:
Machado de Assis escreveu muitas cartas a Sílvio
Dinarte. [pseudônimo de Visconde de Taunay,
autor de "Inocência"]
- Para indicar omissões de partes na transcrição de um
texto.
Por Exemplo:
"É homem de sessenta anos feitos [...] corpo
antes cheio que magro, ameno e risonho"
(Machado de Assis)
Asterisco ( * )
O asterisco, sinal gráfico em forma de estrela, costuma ser
empregado:
- Nas remissões a notas ou explicações contidas em pé de
páginas ou ao final de capítulos.
Por Exemplo:
Ao analisarmos as palavras sorveteria, sapataria,
confeitaria, leiteria e muitas outras que contêm o
morfema preso* -aria e seu alomorfe -eria, chegamos à
conclusão de que este afixo está ligado a
estabelecimento comercial. Em alguns contextos pode
indicar atividades, como em: bruxaria, gritaria, patifaria,
etc.
* É o morfema que não possui significação autônoma e
sempre aparece ligado a outras palavras.
- Nas substituições de nomes próprios não mencionados.
Por Exemplo:
O Dr.* conversou durante toda a palestra.
O jornal*** não quis participar da campanha.
Parágrafo ( § )
O símbolo para parágrafo, representado por §, equivale a dois
ésses (S) entrelaçados, iniciais das palavras latinas Signum
sectionis, que significam sinal de secção, de corte. Num ditado,
quando queremos dizer que o período seguinte deve começar em
outra linha, falamos parágrafo ou alínea. A palavra alínea (vem do
latim a + lines) e significa distanciado da linha, isto é, fora da
margem em que começam as linhas do texto.
O uso de parágrafos é muito comum nos códigos de leis.
Por Exemplo:
§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem
obedecidas na efetivação do disposto no § 4º.(Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Semântica
A semântica, palavra derivada do grego, é o estudo do significado,
do sentido e da interpretação do significado de uma palavra, signo,
frase ou de uma expressão. Neste campo de estudo da Linguística,
também são analisadas as mudanças de sentido que podem
ocorrer nas formas linguísticas devido a alguns fatores, como, por
exemplo, o tempo e o espaço geográfico.
As atribuições da Semântica
Na Língua Portuguesa, o significado das palavras leva em
consideração os conceitos descritos a seguir:
Sinonímia
Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que apresentam
significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos.
Exemplos: bondoso – caridoso; distante – afastado; cômico –
engraçado.
A contribuição greco-latina é responsável pela existência de
numerosos pares de sinônimos:
adversário e antagonista;
translúcido e diáfano;
semicírculo e hemiciclo;
contraveneno e antídoto;
moral e ética;
colóquio e diálogo;
transformação e metamorfose;
oposição e antítese
Antonímia
Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que apresentam
significados diferentes, contrários, ou seja, os antônimos. Exemplos:
bondoso – maldoso; bom – ruim; economizar – gastar.
Outras palavras, ainda, possuem significados completamente
divergentes, de forma que um se opõe ao outro, ou nega-lhe o
significado. Estas palavras são chamadas de antônimos.
Ex: direita / esquerda, preto / branco, alto / baixo, gordo / magro.
Desta forma, ANTÔNIMOS são palavras que opõem-se no seu
significado.
Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido
oposto ou negativo:
bendizer e maldizer;
simpático e antipático;
progredir e regredir;
concórdia e discórdia;
ativo e inativo;
esperar e desesperar;
comunista e anticomunista;
simétrico e assimétrico.
Homonímia
Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que, embora
possuam significados diferentes, apresentam a mesma estrutura
fonológica, ou seja, os homônimos. Os homônimos subdividem-se
em palavras homógrafas, homófonas e perfeitas:
Homógrafas: São as palavras iguais na escrita, porém diferentes na
pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) – gosto (1ª pessoa do
singular do presente indicativo) / conserto (substantivo) – conserto
(1ª pessoa do singular do presente indicativo);
Homófonas – São as palavras iguais na pronúncia, porém
diferentes na escrita.
Exemplos: cela (substantivo) – sela (verbo) / cessão (substantivo) –
sessão (substantivo);
Perfeitas: São as palavras iguais tanto na pronúncia como na
escrita.
Exemplos: cura (verbo) – cura (substantivo); cedo (verbo) – cedo
(advérbio).
Paronímia
Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que possuem
significados diferentes, porém são muito semelhantes na pronúncia
e na escrita, ou seja, os parônimos. Exemplos: emigrar – imigrar;
cavaleiro – cavalheiro; comprimento – cumprimento.
Parônimos
Os parônimos são as palavras que se assemelham na grafia e na
pronúncia, entretanto, diferem no sentido.
Por isso, é muito importante tomar conhecimento desses termos
para que não haja confusão.
A seguir, alguns exemplos de palavras parônimas:
Absolver (perdoar) e absorver (aspirar)
Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico)
Aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar)
Cavaleiro (que cavalga) e cavalheiro (homem gentil)
Comprimento (extensão) e cumprimento (saudação) Coro (música) e couro (pele animal)
Delatar (denunciar) e Dilatar (alargar)
Descrição (ato de descrever) e discrição (prudência)
Despensa (local onde se guardam alimentos) e dispensa (ato de
dispensar)
Docente (relativo a professores) e discente (relativo a alunos)
Emigrar (deixar um país) e imigrar (entrar num país)
Eminente (elevado) e iminente (prestes a ocorrer)
Flagrante (evidente) e fragrante (perfumado)
Fluir (transcorrer, decorrer) e fruir (desfrutar)
Imergir (afundar) e emergir (vir à tona)
Inflação (alta dos preços) e infração (violação)
Infligir (aplicar pena) e infringir (violar)
Mandado (ordem judicial) e mandato (procuração)
Osso (parte do corpo) e ouço (verbo ouvir)
Peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) e pião
(brinquedo)
Precedente (que vem antes) e procedente (proveniente de; que
possui fundamento)
Ratificar (confirmar) e retificar (corrigir)
Recrear (divertir) e recriar (criar novamente)
Tráfego (trânsito) e tráfico (comércio ilegal)
Soar (produzir som) e suar (transpirar)
Polissemia
A polissemia caracteriza-se pela propriedade que uma mesma
palavra possui de apresentar vários significados. Exemplos: Hidrate
as suas mãos (parte do corpo humano) – Ele abriu mão dos seus
direitos (desistir).
A Polissemia representa a multiplicidade de significados de uma
palavra. Do grego polis, significa "muitos", enquanto sema refere-se
ao "significado".
Portanto, um termo polissêmico é aquele que pode apresentar
significados distintos de acordo com o contexto.
Exemplos de Polissemia
Vejamos alguns exemplos no qual as mesmas palavras são
utilizadas em diferentes contextos:
Exemplo 1
1. A letra da música do Chico Buarque é incrível.
2. A letra daquele aluno é inteligível
3. Meu nome começa com a letra D.
Logo, constatamos que a palavra "letra" é um termo polissêmico,
visto que abarca significados distintos dependendo de sua
utilização.
Assim, no exemplo 1, a palavra é utilizada como "música, canção".
No 2 significa "caligrafia". Já no exemplo 3 indica a "letra do
alfabeto".
Exemplo 2
1. Estava uma fila enorme no banco por causa do dia do pagamento
dos trabalhadores.
2. Joana sentou no banco da praça para terminar de ler seu livro.
3. Se você não tiver dinheiro, eu banco nossa viagem ao exterior.
No exemplo acima, podemos constatar que o termo "banco"
corresponde a uma palavra polissêmica.
Assim, dependendo do contexto, a mesma palavra pode significar:
instituição financeira (exemplo 1); assento (exemplo 2) e arcar com
as despesas, pagar (exemplo 3).
Exemplo 3
1. O cabo da vassoura quebrou no dia da faxina.
2. Preciso dar cabo de toda essa bagunça.
3. Seguiu a carreira militar e, atualmente é cabo do exército brasileiro.
4. Na África do Sul, o Cabo da Boa esperança é conhecido pelo
nome: Cabo das Tormentas.
A palavra "cabo", também é uma palavra polissêmica uma vez que
possui vários significados.
Logo, no exemplo 1, o termo refere-se ao objeto que compõe a
vassoura.
No exemplo 2, a palavra significa livrar-se de algo que o incomoda.
No exemplo 3, absorve o conceito de "patente, posto militar".
Por fim, no exemplo 4 o termo é utilizado para indicar o "acidente
geográfico".
Hiperônimo
É uma palavra pertencente ao mesmo campo semântico de outra,
mas com o sentido mais abrangente. Exemplo: A palavra “flor”, que
está associada aos diversos tipos de flores, como rosa, violeta etc.
Hipônimo
O hipônimo é um vocábulo mais específico, possui o sentido mais
restrito que os hiperônimos. Exemplo: “Observar”, “olhar”,
“enxergar” são hipônimos de “ver”.
Conotação e denotação
Na conotação, a palavra é empregada com um significado diferente
do original, criado pelo contexto, diferente do que está no dicionário
da língua, utilizado no sentido figurado. Exemplo: Ela tem um
coração de pedra! Já na denotação, a palavra é empregada em seu
sentido original, com o significado que encontramos quando
consultamos o dicionário, o sentido literal. Exemplo: O voo dos
pássaros é admirável.
ESTILÍSTICA
A Estilística é a parte dos estudos da linguagem que, como o
próprio nome denota, preocupa-se com o estilo. Nela, a linguagem
pode ser utilizada para fins estéticos, conferindo à palavra dados
emotivos.
A linguagem afetiva é representada por esse importante recurso, no
qual podemos observar os processos de manipulação da linguagem
utilizados para extrapolar a mera função de informar. Na Estilística
há um interessante contraste entre o emocional e o intelectivo,
estabelecendo uma relação de complementaridade entre seu
estudo e o estudo da Gramática, que aborda a linguagem de uma
maneira mais normativa e sistematizada.
Muitas pessoas ainda associam o estilo a uma ideia de deformação
da norma linguística, o que não é necessariamente uma verdade,
visto que existe uma grande diferença entre traço estilístico e erro
gramatical. O traço estilístico acontece quando há uma intenção
estético-expressiva que justifique o desvio da norma gramatical. Já
o erro gramatical não apresenta uma intenção estética, pois
configura-se apenas como um desconhecimento das regras.
Existem, pois, os seguintes campos da Estilística:
⇒ Estilística fônica;
⇒ Estilística morfológica;
⇒ Estilística sintática;
⇒ Estilística semântica.
Para auxiliar na organização das palavras, tanto na linguagem
escrita como na linguagem oral, a Estilística ocupa-se do estudo
dos elementos expressivos, abarcando assim a conceitualização e
os diversos usos das figuras, vícios e funções de linguagem. A
partir da leitura de nossos artigos, você poderá entender quão
importante é a Estilística, um recurso amplamente utilizado em
diversos gêneros, especialmente na linguagem poética e na
linguagem publicitária.
Figuras de Linguagem
Figuras de Linguagem são recursos usados pelo falante para
realçar a sua mensagem. Elas divididas em quatro tipos pela
Gramática:
1. Figuras de harmonia ou fonética – ocorre quando o sim da
linguagem é utilizado com efeito estético,
2. Figuras de palavras ou tropos – ocorre quando um vocábulo
adquire um significado novo, diferente daquele comumente
conhecido.
3. Figuras de construção – ocorre quando a lógica da
organização frasal é alterada.
4. Figuras de pensamento – ocorre no campo das idéias,
imprimindo um sentido novo àquele convencional.
Abaixo estão listadas as principais:
1) ELIPSE – ZEUGMA
Veja os exemplos:
1-Na estante, livros e mais livros.
2-Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema.
http://www.infoescola.com/portugues/figuras-de-palavras/
http://www.infoescola.com/portugues/figuras-de-construcao-ou-sintaticas/
http://www.infoescola.com/portugues/figuras-de-pensamento/
http://www.infoescola.com/linguistica/elipse/
http://www.infoescola.com/linguistica/zeugma/
No 1º exemplo temos uma elipse, já no 2º, a figura que aparece é o
zeugma.
A elipse consiste na omissão de um termo que é facilmente
identificado.
No exemplo 1, percebemos claramente que o verbo “haver” foi
omitido.
No exemplo 2, ocorre zeugma, que é a omissão de um termo que já
fora expresso anteriormente.
“Ele prefere um passeio pela praia;eu, (prefiro) cinema.”(Não houve
necessidade de repetir o verbo, pois entendemos o recado).
2) PLEONASMO
Na oração: “Ela cantou uma canção linda!”, houve o emprego de um
termo desnecessário, pois quem canta, só pode cantar uma canção.
Na famosa frase: “Vi com meus próprios olhos.”, também ocorre o
mesmo.
Pleonasmo é a repetição de idéias.
3) HIPÉRBATO
Exemplos:
Correm pelo parque as crianças da rua.
Na escada subiu o pintor.
As duas orações estão na ordem inversa.
O hipérbato consiste na inversão dos termos da oração.
Na ordem direta ficaria:
As crianças da rua correm pelo parque.
O pintor subiu na escada.
4) ANACOLUTO
É a falta de nexo que existe entre o início e o fim de uma frase.
Dois gatinhos miando no muro, conversávamos sobre como écomplicada a vida dos animais.
Novas espécies de tubarão no Japão, pensava em como é
misteriosa a natureza.
http://www.infoescola.com/linguistica/pleonasmo/
http://www.infoescola.com/linguistica/hiperbato/
http://www.infoescola.com/linguistica/anacoluto/
http://www.infoescola.com/peixes/tubarao/
5) SILEPSE
É a concordância com a ideia e não com a palavra dita.
Pode ser: de gênero, número ou pessoa.
SILEPSE DE GÊNERO (masc./fem.)Vossa Excelência está
admirado do fato?
O pronome de tratamento “Vossa Excelência” é feminino, mas o
adjetivo “admirado” está no masculino. Ou seja, concordou com a
pessoa a quem se referia (no caso, um homem).
Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero.
SILEPSE DE NÚMERO (singular/plural)
Aquela multidão gritavam diante do ídolo.
Multidão está no singular, mas o verbo está no plural.
“Gritavam” concorda com a ideia de plural que está em “multidão”.
Mais exemplos.
A maior parte fizeram a prova.
A grande maioria estudam uma língua.
SILEPSE DE PESSOA
Todos estávamos nervosos.
Esta frase levaria o verbo normalmente para a 3ª pessoa (estavam -
eles) mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa(nós).
Temos aqui 2 pessoas ( eles e nós ) logo, silepse de pessoa.
Mais exemplos:
As duas comemos muita pizza.(elas – nós)
Todos compramos chocolates e balas.(eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários.(eles – nós)
6) METÁFORA – COMPARAÇÃO
1-Aquele homem é um leão.
Estamos comparando um homem com um leão, pois esse homem é
forte e corajoso como um leão.
http://www.infoescola.com/portugues/silepse/
http://www.infoescola.com/literatura/metafora/
2-A vida vem em ondas como o mar.
Aqui também existe uma comparação, só que desta vez é usado o
conectivo comparativo: como.
O exemplo 1 é uma metáfora e o exemplo 2 é uma comparação.
Exemplos de metáfora.
Ele é um anjo.
Ela uma flor.
Exemplos de comparação.
A chuva cai como lágrimas.
A mocidade é como uma flor.
Metáfora: sem o conectivo comparativo.
Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como)
7) METONÍMIA
Aqui também existe a comparação, só que desta vez ela é mais
objetiva.
Ele gosta de ler Agatha Christie.
Ele comeu uma caixa de chocolate.
(Ele comeu o que estava dentro da caixa)
A velhice deve ser respeitada.
Pão para quem tem fome.(“Pão” no lugar de “alimento”)
Não tinha teto em que se abrigasse.(“Teto” em lugar de “casa”)
8) PERÍFRASE - ANTONOMÁSIA
A Cidade Maravilhosa recebe muitos turistas durante o carnaval.
O Rei das Selvas está bravo.
A Dama do Suspense escreveu livros ótimos.
O Mestre do Suspense dirigiu grandes clássicos do cinema.
Nos exemplos acima notamos que usamos expressões especiais
para falar de alguém ou de algum lugar.
Cidade Maravilhosa: Rio de Janeiro
Rei das Selvas: Leão
A Dama do Suspense: Agatha Christie
http://www.infoescola.com/linguistica/metonimia/
http://www.infoescola.com/escritores/agatha-christie/
http://www.infoescola.com/linguistica/antonomasia/
O Mestre do Suspense: Alfred Hitchcock
Quando usamos esse recurso estamos empregando a perífrase ou
antonomásia.
Perífrase, quando se tratar de lugares ou animais. Antonomásia,
quando forem pessoas
9) CATACRESE
A catacrese é o emprego impróprio de uma palavra ou expressão
por esquecimento ou ignorância do seu real sentido.
Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
A asa da xícara quebrou-se.
O pé da mesa estava quebrado.
Vou colocar um fio de azeite na sopa.
10) ANTÍTESE
Emprego de termos com sentidos opostos.
Ela se preocupa tanto com o passado que esquece o presente.
A guerra não leva a nada, devemos buscar a paz.
11) EUFEMISMO
Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro.
Acho que não fui feliz nos exames.
O intuito dessas orações foi abrandar a mensagem, ou seja, ser
mais educado.
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão
mais leve.
O mesmo ocorre com o exemplo 2 , “reprovado “ também foi
substituído por uma expressão mais leve.
12) IRONIA
Que homem lindo! (quando se trata, na verdade, de um homem
feio.)
Como você escreve bem, meu vizinho de 5 anos teria feito uma
redação melhor!
Que bolsa barata, custou só mil reais!
13) HIPÉRBOLE
http://www.infoescola.com/linguistica/catacrese/
http://www.infoescola.com/linguistica/antitese/
http://www.infoescola.com/linguistica/eufemismo/
http://www.infoescola.com/linguistica/ironia/
http://www.infoescola.com/linguistica/hiperbole/
É o exagero na afirmação.
Já lhe disse isso um milhão de vezes.
Quando o filme começou, voei para casa.
14) PROSOPOPEIA
Atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais
e inanimados.
A formiga disse para a cigarra: ” Cantou...agora dança!”
http://www.infoescola.com/linguistica/prosopopeia/