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CONTABILIDADE GERAL - Aulas - WebAulas

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CONTABILIDADE GERAL
Aula 1 - A TÉCNICA CONTÁBIL
DEFINIÇÃO: Funcionamento das contas. Técnica de escrituração contábil. Balancete de verificação. Demonstrações contábeis simplificadas.
PROPÓSITO: Apresentar os conceitos essenciais ao entendimento da técnica contábil, bem como o processo de reconhecimento e mensuração contábil de eventos econômicos e o levantamento de demonstrações contábeis simplificadas.
OBJETIVOS
Módulo 1: Definir a Contabilidade e seus objetivos
Módulo 2: Identificar a natureza e a dinâmica de funcionamento das contas: a equação fundamental da Contabilidade
Módulo 3: Descrever a escrituração contábil e os livros contábeis obrigatórios
Módulo 4: Esquematizar o balancete de verificação e as demonstrações contábeis simplificadas
INTRODUÇÃO
O que veremos neste tema?
1 Estabeleceremos os propósitos e fundamentos da Contabilidade.
2 Falaremos, de maneira específica, sobre a dinâmica contábil fundamentada na relação entre origens e aplicações de recursos.
3 Abordaremos a escrituração contábil (registro da natureza de todos os fatos que ocorrem na empresa) e as demonstrações contábeis simplificadas.
MÓDULO 1
Definir a Contabilidade e seus objetivos
CONTABILIDADE: PROPÓSITO E FUNDAMENTOS
1. Objetivo, usuários e tipos
A Contabilidade é o processo sistemático de medir a atividade econômica de uma empresa e fornecer informações úteis para subsidiar a tomada de decisões econômicas.
Qual é o objetivo da Contabilidade?
Ele é tríplice:
· Registrar ou traduzir os eventos econômicos para uma linguagem universal;
· Mensurar ou atribuir valor aos eventos econômicos traduzidos;
· Divulgá-los ou apresentá-los aos usuários da informação contábil.
· Sejam eles complexos ou triviais, esses eventos são processados, reduzidos às suas partes elementares e ordenados de forma lógica.
Periodicamente, essas informações são resumidas em relatórios contábeis que contêm as variações de riqueza ao longo do tempo. Eles podem ser utilizados pelos usuários para compreender a situação financeira da empresa e subsidiar a tomada de decisões.
Eventos econômicos
Processo da contabilidade financeira
Demonstrações contábeis
Eventos econômicos
MAS QUEM SÃO OS USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL?
Elaborado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), o documento CPC 00 - estrutura conceitual para relatório financeiro é claro ao defini-los como provedores de financiamento para a entidade. Esses usuários, portanto, são exaustivamente citados no documento em questão como investidores e credores existentes e em potencial.
Fonte: (COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2019, p. 1, 2)
Além disso, o CPC versa sobre a condição secundária de outros usuários, como os reguladores e o público em geral, em relação a investidores e credores:
”Outras partes, como reguladores e o público em geral, que não investidores, credores por empréstimos e outros credores, podem também considerar relatórios financeiros para fins gerais úteis. Contudo, esses relatórios não são direcionados essencialmente a esses outros grupos. “COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2019, p. 1.
Ainda que a divulgação da informação contábil esteja voltada a provedores de financiamento para a entidade, como investidores e credores, sua utilização como elemento de apoio à tomada de decisão não se limita a esses grupos.
Com isso em mente, elencaremos agora os principais usuários da informação contábil e suas necessidades de informação:
Um tipo adicional de usuário da informação contábil é representado pelos administradores da entidade.
Contudo, a administração não precisa se basear em relatórios financeiros para fins gerais, pois ela pode obter internamente as informações financeiras de que necessita, podendo recorrer, inclusive, a análises gerenciais sob diferentes cenários e pressupostos que não se limitem às regras estritas da contabilidade financeira.
2. Tipos de Contabilidade
Essa divisão é um arranjo criado para contextualizar as diversas aplicações do setor, constituindo, assim, um misto de doutrina e pronunciamentos.
Há quatro tipos de aplicações da Contabilidade:
CONTABILIDADE FINANCEIRA: Objeto de nosso material de estudo, a contabilidade financeira segue estritamente os pronunciamentos, sendo a responsável pela principal fonte de informações das empresas comerciais aos usuários externos.
CONTABILIDADE PÚBLICA: Segue uma lógica similar à da contabilidade financeira, mas aplica-se aos entes públicos, como a união, os estados e os municípios.
CONTABILIDADE GERENCIAL: Trata-se de uma versão das contabilidades financeira e pública – sobretudo, a primeira – voltada para usuários internos, não estando limitada às leis ou a outros regulamentos vinculantes. É uma reelaboração das informações contábeis originadas nessas duas contabilidades sob cenários e pressupostos definidos pela administração.
CONTABILIDADE FISCAL: Ajuste aplicado na contabilidade financeira com o propósito de transformar o resultado contábil em fiscal, o que representa o fato gerador e a base de cálculo de tributos sobre o lucro, como o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido.
3. Base normativa da Contabilidade
Seus princípios representam a essência de doutrinas e teorias relativas à Contabilidade de acordo com o entendimento predominante nos universos científico e profissional. Tais princípios regem o fenômeno contábil e devem ser observados pelas entidades na aplicação da contabilidade financeira.
No Brasil, os princípios de contabilidade são definidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) desde que houve a decisão de convergi-los aos padrões contábeis internacionais por meio da Lei nº 11.638/17. A partir daí, o comitê foi o encarregado de realizar a transição dos padrões contábeis emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB) para o ambiente doméstico.
Criado pela Resolução CFC nº 1.055/05, o CPC tem como objetivo:
“[...] o estudo, o preparo e a emissão de documentos técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e à uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade brasileira aos padrões internacionais.”COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2005
O CPC possui quatorze membros: cada uma das sete entidades que o formam pode nomear dois deles. Além desse contingente, são convidados a participar representantes de outras entidades privadas e de reguladores do mercado financeiro.
SETE ENTIDADES: Associação de Companhias Abertas (Abrasca); Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec Nacional); Brasil, Bolsa, Balcão (B3); Conselho Federal de Contabilidade (CFC); Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon); Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi); e entidades representativas de investidores do mercado de capitais.]
Em 4 de outubro de 2016, o CFC revogou duas resoluções (as de nº 750/93 e 1282/10) que estabeleciam os enunciados dos princípios fundamentais de Contabilidade.
A partir daí, a referência para a elaboração de padrões contábeis passou a ser a estabelecida no CPC 00 - estrutura conceitual para relatório financeiro.
Produtos elaborados pelo CPC, os pronunciamentos técnicos, as orientações e as interpretações não têm valor normativo, pois o comitê não tem competência legal para tal.
Isso garante que:
· A divulgação financeira será relevante para os investidores;
· Os requisitos de reconhecimento e de mensuração serão baseados nas características qualitativas da informação contábil.
Dessa forma, para que eles se tornem obrigatórios, é necessário que os reguladores, que detêm a competência normativa, os referendem por meio de atos normativos.
Exemplo: Para que os Comitês de Pronunciamento Contábil (CPCs) se tornem obrigatórios para as sociedades anônimas de capital aberto, a Comissão de Valores Imobiliários precisa referendá-los. No caso das instituiçõesfinanceiras, é o Conselho Monetário Nacional (CMN) que deve fazê-lo – e assim por diante, sempre de acordo com o segmento regulado.
De maneira geral, os reguladores referendam os pronunciamentos assim que o CPC os emite.
A única exceção é o CMN. Este conselho referendou poucos pronunciamentos para o Sistema Financeiro Nacional, como, por exemplo, o IFRS 9 (CPC 48), que trata de instrumentos financeiros.
O profundo efeito desse pronunciamento nas instituições financeiras e o risco que uma convergência precipitada poderia trazer para a estabilidade financeira levaram o CMN e o Banco Central a estabelecerem um cronograma de convergência que estimasse os impactos dessa norma no sistema financeiro.O profundo efeito desse pronunciamento nas instituições financeiras e o risco que uma convergência precipitada poderia trazer para a estabilidade financeira levaram o CMN e o Banco Central a estabelecerem um cronograma de convergência que estimasse os impactos dessa norma no sistema financeiro.
Saiba mais
Mesmo emitido pelo CPC no final de 2016 e em vigor para as demais entidades a partir de janeiro de 2018, o IFRS 9 (CPC 48) não foi referendado pelo CMN até o primeiro semestre de 2020.
Além dos CPCs, as entidades comerciais que atuam no Brasil estão sujeitas a outras normas que afetam a contabilidade financeira, como, por exemplo, a Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas).
Profundamente alterada pela Lei nº 11.638/07, que instituiu a obrigatoriedade da convergência às normas internacionais de Contabilidade, a Lei das Sociedades Anônimas aplica-se a:
· Sociedades por ações de capital aberto ou fechado.
· *Empresas de grande porte, ainda que elas sejam constituídas na forma de sociedade de capital limitado.
*Empresas de grande porte: São consideradas empresas limitadas de grande porte as que possuem um ativo total superior a R$240 milhões ou uma receita bruta anual acima de R$300 milhões.
1 A adoção das normas internacionais de Contabilidade fundiu os CPCs à base normativa aplicável às empresas comerciais.
2 Sendo assim, o que existe hoje em dia são leis comerciais combinadas com os CPCs.
3 As organizações estão sujeitas à normatização emitida pelas próprias autoridades regulatórias do setor econômico em que atuam.
4. Pressupostos básicos
Os pressupostos básicos da informação contábil representam o ponto de partida de qualquer desenvolvimento contábil, já que eles constituem a base dos critérios de reconhecimento e mensuração dos fenômenos econômicos.
Esses pressupostos são:
Continuidade: Pressupõe que a entidade continuará em operação no futuro; portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta tal circunstância. Decorre deste pressuposto que a entidade contábil continuará funcionando por tempo suficiente para cumprir seus compromissos existentes;
Regime de competência: Determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem independentemente de recebimento ou pagamento. Em oposição ao regime de caixa, o de competência desconsidera o efetivo recebimento e pagamento como determinantes do período ao qual as receitas e as despesas se referem. Seu pressuposto define o regime de apropriação de receitas e despesas da Contabilidade – e é a construção contábil mais relevante.
Tendo por alicerce esses pressupostos básicos, o CPC (2019) afirma que o objetivo das demonstrações financeiras é fornecer informações financeiras úteis para investidores e credores atuais e potenciais na tomada de decisões sobre o fornecimento de recursos para a entidade.
Tais decisões podem envolver:
1 Compra, venda ou manutenção de instrumento de patrimônio e de dívida.
2 Concessão ou liquidação de empréstimos ou outras formas de crédito.
3 Exercício de direito de votar ou influenciar de outro modo os atos da administração que afetam o uso dos recursos econômicos da entidade.
Para que sejam úteis, as informações apresentadas devem ser relevantes e representar fielmente o que dizem representar. Por isso, a relevância e a representação fidedigna são características qualitativas fundamentais da informação contábil útil.
Relevância: É considerada relevante a informação útil, compreensível, oportuna e pertinente para uma tomada de decisão eficaz.
Representação fidedigna: Informação completa, neutra e isenta de erros que representa a essência dos fenômenos econômicos.
A relevância e a representação fidedigna devem estar capacitadas, seja por seu valor preditivo ou confirmatório, para fazer a diferença nas decisões tomadas.
5. Características qualitativas da informação contábil
Além das características qualitativas fundamentais da informação contábil, o CPC(2019) elenca outras qualitativas de melhoria que ampliam o seu escopo, sendo capazes de fornecer uma representação fidedigna:
O desafio do preparador da informação contábil é:
Maximizar as características qualitativas de melhoria tendo em mente o objetivo de produzir uma informação útil. O exercício que ele não pode evitar é a busca constante de um equilíbrio entre as diversas características qualitativas.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
ATENÇÃO!
Para desbloquear o próximo módulo, é necessário que você responda corretamente a uma das seguintes questões:
1. As características qualitativas de melhoria ampliam e reforçam o alcance daquelas consideradas fundamentais para a informação contábil útil. Qual dessas características permite aos usuários identificar e compreender similaridades e diferenças entre itens?
Verificabilidade
Comparabilidade
Tempestividade
Compreensibilidade
R= As decisões dos usuários envolvem a escolha entre investir em uma ou outra entidade. Consequentemente, as informações serão mais úteis se puderem ser comparadas entre as entidades ou em uma mesma entidade em dois períodos diferentes.
2. A Contabilidade apresenta pressupostos básicos que representam tanto os fundamentos da ciência contábil quanto as características qualitativas fundamentais da informação contábil útil. Esses dois conceitos se relacionam e criam as condições para que ela cumpra seu objetivo. Entre as alternativas abaixo, assinale a que representa os pressupostos básicos.
Regime de competência
Relevância
Verificabilidade
Representação fidedigna
R= O regime de competência e a continuidade são dois pressupostos básicos da Contabilidade. A relevância, a representação fidedigna e a verificabilidade, no entanto, constituem características qualitativas fundamentais da informação contábil.
MÓDULO 2
Identificar a natureza e a dinâmica de funcionamento das contas: a equação fundamental da Contabilidade
DINÂMICA CONTÁBIL
1. Origens e aplicações de recursos
A dinâmica contábil é fundamentada na relação entre origens e aplicações de recursos. De maneira bem simples:
A origem: Indica a procedência deles.
As aplicações: Definem para onde eles vão.
Como o sistema contábil é fechado, toda origem implica uma aplicação, assim como toda aplicação exige uma origem.
As origens de recursos derivam de:
Sócios e credores: Ambos representam os provedores de financiamento para a entidade.
Atividade operacional: Ela representa os fluxos de caixa orgânicos gerados pela empresa.
Os sócios: Aportam recursos sem direito de regresso contra a entidade, ou seja, eles não poderão exigir a devolução dos que forem aportados.
Os credores: Fazem isso na forma de crédito, possuindo uma previsão de reembolso desses recursos por parte da entidade. .
São exemplos de origens:
	Origens
	Reconhecimento
	Sócios
	Capital social (também denominado capital próprio).
	Credores
	Capital de terceiros: operações de crédito contratadas pela empresa e títulos de dívida (debêntures, notas promissórias e outros) emitidos pela entidade.
	Receitas de vendas
	Fluxos de caixa operacionais decorrentes da atividade operacional da entidade.
	Receitas de serviços
	Fluxos de caixa operacionais decorrentes da atividade operacional da entidade.
As aplicações representam a destinação das origens. Tal destinação se dá por meio da inversão desses recursos em:1. Bens ou direitos;
2. Gastos voltados para a manutenção da atividade operacional da entidade e a consequente geração de fluxos de caixa.
	Aplicações
	Reconhecimento
	Bens tangíveis
	Dinheiro, estoques, máquinas e equipamentos, veículos e instalações.
	Bens intangíveis
	Patentes, marcas, softwares e direitos autorais.
	Direitos
	Contas e receber, operações de crédito, aplicações financeiras e contas bancárias.
	Despesas
	Gastos necessários para a geração de receitas e a manutenção da atividade operacional da empresa.
2. Contas e planos de contas
O passo seguinte na compreensão da dinâmica contábil é o entendimento das contas ou rubricas contábeis. Elas são os elementos que refletem a tradução do evento econômico e acumulam os valores de sua mensuração.
As contas ou rubricas contábeis serão sensibilizadas quantitativamente quando os eventos econômicos forem processados contabilmente.
Dessa forma, é fundamental uma entidade possuir tantas contas quantas forem necessárias para expressar seu universo de possibilidades de eventos econômicos. Esse conjunto de contas é chamado de plano de contas.
O que é um plano de contas?
Trata-se do conjunto de contas, diretrizes e normas que disciplina o uso das contas contábeis e uniformiza seus registros. Ele descreve a função e o uso de cada conta da empresa, estruturando e organizando, desse modo, a contabilidade dela.
As contas se agrupam em dois tipos distintos
a) Contas patrimoniais:
Ativo: Recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual são esperados benefícios econômicos para ela.
Passivo: Obrigação presente da entidade derivada de eventos já ocorridos cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos.
Patrimônio liquido (PL): Valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos.
b) Contas de resultado
Receita: Consequência de um aumento do ativo ou de uma redução do passivo.
Despesa: Consequência de uma redução do ativo ou de um aumento do passivo.
Veremos a seguir um exemplo de conta:
	Título da conta
	Código
	Data
	Operações
	Débito
	Crédito
	D/C
	Saldo
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Conforme frisamos, um sistema contábil possuirá tantas contas quantas forem necessárias para reconhecer os eventos econômicos praticados pela entidade.
Verificaremos a seguir um exemplo de plano de conta:
	Plano de contas
	Conta
	Código
	Ativo
	100
	Caixa
	101
	Aplicações financeiras
	102
	Contas a receber
	103
	Estoques
	104
	Máquinas e equipamentos
	105
	Instalações
	106
	Veículos
	107
	Passivo
	400
	Fornecedores
	401
	Empréstimos e financiamentos
	402
	Títulos a pagar
	403
	Patrimônio líquido
	600
	Capital social
	601
3. Natureza das contas e equação fundamental da Contabilidade
Conectando os conceitos de origens e aplicações de recursos com os tipos de contas, notamos a seguinte constituição:
Aplicações de recursos: Aplicações de recursos correspondem ao termo latino debere, que era utilizado na Idade Média para abreviar a expressão “deve sua existência”. Dessa forma, as aplicações de recursos (ou ativos e despesas) apresentam uma natureza devedora.
Origens de recursos: As origens de recursos correspondem ao latim credere, que era empregado na mesma época como uma abreviação da sentença “à confiança de”. Dessa maneira, as origens de recursos (ou passivos, patrimônio líquido e receitas) apresentam uma natureza credora.
Saiba mais
Nosso passo seguinte será a definição da natureza das contas. A sensibilização delas é feita por meio de um mecanismo denominado lançamento. Ele obedece ao método das partidas dobradas, cuja premissa é a seguinte:
A todo débito (ou aplicação) corresponde um crédito (ou origem) de igual valor.
O QUE ISSO SIGNIFICA?
Significa que o lançamento se manifesta por meio de débitos e créditos que devem ser iguais. No entanto, para compreendermos melhor a dinâmica das contas e o lançamento contábil, será fundamental trazermos para essa discussão a natureza das contas.
· Lançamentos da mesma natureza da conta aumentam seu saldo.
· Lançamento de natureza oposta reduzem o saldo dela.
O quadro a seguir apresenta os tipos de contas, sua natureza e a dinâmica de funcionamento delas:
	Contas
	Natureza
	Aumentam
	Diminuem
	Ativo
	Devedora
	Lançamentos a débito
	Lançamentos a crédito
	Passivo
	Credora
	Lançamentos a crédito
	Lançamentos a débito
	Patrimônio líquido
	Credora
	Lançamentos a crédito
	Lançamentos a débito
	Receita
	Credora
	Lançamentos a crédito
	Lançamentos a débito
	Despesa
	Devedora
	Lançamentos a débito
	Lançamentos a crédito
Combinando as informações apresentadas até aqui, notamos que:
1. A contabilidade é um sistema fechado;
2. As origens igualam as aplicações, ou os débitos igualam os créditos;
3. As contas se agrupam em dois grupos distintos: patrimoniais e de resultado.
Podemos formular igualdades entre os diversos elementos da Contabilidade que darão origem às suas equações fundamentais. Tomando as contas patrimoniais, vemos que:
Aplicações = origens
Ativo = passivo + patrimônio líquido
Ativo - passivo = patrimônio líquido
A equação fundamental da Contabilidade configura apenas a expressão algébrica do balanço patrimonial. Conheceremos uma versão simplificada disso a seguir:
	Cia ZZZ
	Balanço patrimonial
	31.12.10x0
	Ativos
	Passivos e patrimônio líquido
	Bancos
	32.500
	Contas a pagar
	30.000
	Aplicações financeiras
	11.000
	Salários a pagar
	170
	Contas a receber
	4.400
	Empréstimos
	20.133
	Estoques
	27.800
	Passivos totais
	50.303
	Máquinas e equipamentos
	24.792
	Capital social
	50.189
	Ativos totais
	100.492
	Passivos e patrimônio líquido totais
	100.492
Do ponto de vista das contas de resultado, temos o seguinte:
Receitas - despesas = resultado
Por sua vez, a equação do resultado compõe a expressão algébrica da demonstração dele. Notemos a seguir uma versão simplificada disso:
	Cia ZZZ
	Demonstração do resultado
	Para o exercício de 20x0
	Receitas
	
	
	Receita de vendas
	4.000
	
	Receita de serviços
	650
	
	Receita total
	
	4.650
	Despesas
	
	
	Custo das mercadorias vendidas
	2.200
	
	Aluguéis
	1.000
	
	Salários
	700
	
	Depreciação
	208
	
	Despesas financeiras
	253
	
	Despesa total
	
	4.361
	Lucro líquido
	
	289
4. Possíveis estados patrimoniais
O patrimônio líquido é a diferença entre ativos e passivos. Com um caráter abstrato, ele representa a riqueza líquida da entidade.
Exemplo: No encerramento das atividades de uma entidade, a realização dos ativos e, em seguida, a liquidação dos passivos teriam como resíduo o patrimônio líquido.
Dependendo da composição dos ativos e passivos, o PL, enquanto valor residual de ambos, pode assumir cinco estados distintos:
A) A > P → PL > 0
	A
	P
	
	PL
A entidade apresenta riqueza própria.
B) A > P | P = 0 → A = PL, PL > 0
	A
	PL
Ela não possui obrigações junto a terceiros.
C) A = P → PL = 0
	A
	P
Não tem riqueza própria, pois todo o ativo dela é oriundo de obrigações junto a terceiros.
D) A < P → PL < 0
	A
	P
	PL
	
Apresenta passivo a descoberto, pois, ainda que realize os ativos integralmente, ela não é capaz de honrar os passivos.
P > A | A = 0 → PL = - P, PL < 0
	PL
	P
Não detém bens ou direitos, assim como nenhuma expectativa de geração de caixa futuro. Há apenas dívidas.
1. A situação líquida negativa é caracterizada quando o ativo total se revela:
Maior que o patrimônio líquido.
Maior que o passivo.
Negativo.
Menor que o passivo.
Comentário
Parabéns! A alternativa "D" está correta.
A situação líquida negativa é caracterizada pelo PL < 0. Como a equação fundamental da Contabilidade é expressa por “ativo - passivo = patrimônio líquido”, para que o PL assuma valores negativos, é necessário que o ativo seja menor que o passivo.
2. Assinale a alternativa que indica fontes de recursos para a empresa:
Caixa e bancos
Contas do ativo circulante
Empréstimos concedidos
Fornecedores
Comentário
Parabéns! A alternativa "D" está correta.
Origens ou fontes representam de onde os recursos vêm, enquanto as aplicações definem para onde elesvão. Portanto, as rubricas de ativos e as despesas constituem as aplicações de recursos, enquanto as de passivos, patrimônio líquido e receitas representam as origens de recursos.
MÓDULO 3
Descrever a escrituração contábil e os livros contábeis obrigatórios
ESCRITURAÇÃO
Apresentaremos a seguir as normas de escrituração contábil. Delineada segundo as diretrizes das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), a NBC T 2 normatiza essa escrituração.
Escrituração contábil: Registro cronológico e específico da natureza de todos os fatos que ocorrem na empresa.
A ITG 2000 (R1), por sua vez, estabelece critérios e procedimentos a serem adotados pela entidade para a escrituração contábil de seus fatos patrimoniais.
Observemos uma compilação das prescrições mais relevantes da NBC T 2:
2.1.1 - A entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrativos, por meio de processo manual, mecanizado ou eletrônico.
2.1.2 - A escrituração será executada:
a) em idioma e moeda corrente nacionais;
b) em forma contábil;
c) em ordem cronológica de dia, mês e ano;
d) com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens;
e) com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos.
2.1.2.1 - A terminologia utilizada deve expressar o verdadeiro significado das transações.
[...] 2.1.5 – O "diário" e o "razão" constituem os registros permanentes da Entidade.
[...] 2.2.1 – A documentação contábil compreende todos os documentos, livros, papéis, registros e outras peças, que apoiam ou compõem a escrituração contábil.
2.2.1.1 - Documento contábil, estrito-senso, é aquele que comprova os atos e fatos que originam lançamento(s) na escrituração contábil da Entidade.
[...] 2.2.4 – A entidade é obrigada a manter em boa ordem a documentação contábil.
[...] 2.4.1 – Retificação de lançamento é o processo técnico de correção de um registro realizado com erro, na escrituração contábil das Entidades.
2.4.2 - São formas de retificação:
a – o estorno;
b – a transferência;
c – a complementação.
2.4.2.1 - Em qualquer das modalidades supramencionadas, o histórico do lançamento deverá precisar o motivo da retificação, a data e a localização do lançamento de origem.
2.4.3 - O estorno consiste em lançamento inverso àquele feito erroneamente, anulando-o totalmente.
2.4.4 - Lançamento de transferência é aquele que promove a regularização de conta indevidamente debitada ou creditada, por meio da transposição do valor para a conta adequada.
2.4.5 - Lançamento de complementação é aquele que vem, posteriormente, complementar, aumentando ou reduzindo, o valor anteriormente registrado.
2.4.6 - Os lançamentos realizados fora da época devida deverão consignar, nos seus históricos, as datas efetivas das ocorrências e a razão do atraso.
ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS
1. Conceito
Atos administrativos: Os atos administrativos não provocam alterações dos elementos do patrimônio ou do resultado, não fazendo, portanto, parte do escopo da Contabilidade. Exemplo: orientar os estagiários e parabenizar os aniversariantes do mês.
Fatos administrativos: Também denominados fatos contábeis, os fatos administrativos, por outro lado, provocam alterações dos elementos de ambos, constituindo, desse modo, parte do escopo da Contabilidade. Por conta disso, eles serão nosso objeto de estudo neste módulo.
2. Classificação
Os fatos administrativos (ou contábeis) classificam-se em:
a) Fatos permutativos (ou compensativos)
Apesar de não provocarem alterações no valor do patrimônio líquido, eles têm a capacidade de modificar a composição dos demais elementos patrimoniais.
Os fatos permutativos podem refletir:
1. Reclassificações dentro do mesmo grupamento contábil (ativos, passivos ou PL).
2. Trocas entre ativos e passivos.
Apresentaremos alguns exemplos disso a seguir:
1. AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS À VISTA NO VALOR DE R$5.000
Ocorre apenas uma reclassificação, ou seja, uma permuta, já que a redução no saldo bancário (diminuição do ativo) é compensada pela aquisição do veículo (aumento de mesmo valor do ativo). Não há qualquer reflexo no PL da entidade.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Veículos a bancos
	5.000
	
	
	
	5.000
	Aquisição de veículos conforme nota fiscal TTT001.
	
	
2. AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS POR MEIO DE FINANCIAMENTO BANCÁRIO NO VALOR DE R$5.000
A aquisição do veículo corresponde a um aumento do ativo, o qual, por sua vez, se vê compensado por um aumento do mesmo valor no passivo (operação de crédito). No entanto, o PL fica inalterado.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Veículos a financiamentos
	5.000
	
	
	
	5.000
	Aquisição de veículos conforme nota fiscal TTT001.
	
	
3. LIQUIDAÇÃO DE OPERAÇÃO DE CRÉDITO NO VALOR DE R$5.000
A redução no saldo bancário corresponde a uma diminuição do ativo compensada por outra equivalente no passivo (baixa do financiamento bancário). Não há reflexos no PL.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Financiamentos a bancos
	5.000
	
	
	
	5.000
	Liquidação de financiamento bancário para aquisição de veículos.
	
	
4. AUMENTO DE CAPITAL COM INCORPORAÇÃO DE RESERVAS NO VALOR DE R$5.000
Há apenas uma reclassificação entre contas do patrimônio líquido, cujo valor permanece inalterado.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Reservas de lucros a capital
	5.000
	
	
	
	5.000
	Pelo aumento de capital por incorporação de reservas.
	
	
b) Fatos modificativos aumentativos e diminutivos
Eles provocam alterações no valor do PL que correspondem a um aumento ou a uma redução de valor equivalente no passivo ou no ativo.
Aumentativos
Instigam um aumento no valor do patrimônio líquido.
Exemplo:
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Bancos a receitas de aluguel
	1.000
	
	
	
	1.000
	Pelo recebimento de receita de aluguel.
	
	
Diminutivos
Suscitam uma diminuição no valor do patrimônio líquido.
Exemplo:
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Despesas de aluguel a bancos
	1.000
	
	
	
	1.000
	Pelo pagamento de despesas de aluguel.
	
	
c) Fatos mistos ou compostos
Combinando fatos permutativos e modificativos, eles podem ser
Aumentativos: Combinam fatos permutativos e modificativos aumentativos.
Diminutivos: Mesclam fatos permutativos e modificativos diminutivos.
Destacaremos um exemplo dos fatos mistos aumentativos:
Venda de ativos por preço superior ao valor contábil, havendo, portanto, lucro. Neste caso, a permuta entre o valor do ativo e os recursos recebidos não é equivalente, pois estes excedem o valor daquele. Essa diferença (lucro) aumenta o patrimônio líquido.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Diversos
	6.000
	
	A diversos
	
	6.000
	Bancos
	5.000
	
	Depreciação acumulada
	1.000
	
	A ganhos ou perdas de capital
	
	1.000
	A imobilizado
	
	5.000
	Pela alienação de imobilizado por valor acima do contábil líquido.
	
	
Agora observaremos um exemplo dos diminutivos:
Venda de ativos por preço inferior ao valor contábil, havendo, portanto, um prejuízo. Neste caso, a desigualdade na permuta é desfavorável à entidade, pois o valor do ativo excede o dos recursos recebidos. Essa diferença (prejuízo) reduz o patrimônio líquido.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Diversos
	5.000
	
	A imobilizado
	
	5.000
	Bancos
	3.000
	
	Depreciação acumulada
	1.000
	
	Ganhos ou perdas de capital
	1.000
	
	Pela alienação de imobilizado por valor inferior ao contábil líquido.
	
	
3. Escrituração contábil e lançamento
Técnica contábil utilizada para o registro dos fatos administrativos ocorridos na entidade, a escrituração é feita por intermédio de lançamentos registrados em livros contábeis obrigatórios.
Exemplo: Livro diário e livro razão (ambos serão explorados mais à frente).
Conforme indica a figura a seguir, a escrituração forma a basedo processo contábil:
O QUE É O LANÇAMENTO?
Trata-se de um procedimento contábil por meio do qual as contas ou as rubricas contábeis são sensibilizadas. O lançamento obedece ao método das partidas dobradas, cuja premissa é de que todo débito (ou aplicação) corresponde a um crédito (ou origem) de igual valor.
Isso significa que o lançamento se manifesta por meio de débitos e créditos que devem ser iguais.
Qual é o conjunto de informações obrigatórias presentes no lançamento?
· Local e data do registro;
· Contas debitadas;
· Contas creditadas;
· Histórico da operação;
· Valor da operação.
Vejamos o seguinte exemplo:
Aquisição de máquinas e equipamentos no valor de R$20.000 conforme nota fiscal XYZ001, com pagamento à vista de metade do valor em 02.01.X1.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Instalações
	20.000
	
	A bancos
	
	10.000
	A títulos a pagar
	
	10.000
	Aquisição de máquinas e equipamentos conforme nota fiscal XYZ001.
	
	
O lançamento contábil pode assumir quatro representações distintas. Denominados fórmulas, esses lançamentos se distinguem pela quantidade de contas que é envolvida em um processo:
a) Lançamento de 1ª fórmula
Débito e crédito de apenas uma conta.
Observemos este exemplo:
Recebimento de serviços prestados no valor de R$100.000 por meio de TED.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Bancos
	100.000
	
	A receita de serviços
	
	100.000
	Pelo recebimento por serviços prestados conforme nota fiscal XYZ010.
	
	
b) Lançamento de 2ª fórmula
Débito de uma conta e crédito de outra.
Notemos o exemplo a seguir:
Refinanciamento parcial de empréstimo no banco pelo valor de R$100.000, metade por meio de resgate em conta corrente e a outra por intermédio de emissão de nota promissória.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Empréstimos
	100.000
	
	A diversos
	
	100.000
	A bancos
	
	50.000
	A nota promissória a pagar
	
	50.000
	Pelo refinanciamento parcial de empréstimo bancário.
	
	
c) Lançamento de 3ª fórmula
Débito de mais de uma conta e crédito de apenas uma conta.
Vejamos este exemplo:
Subscrição de capital no valor de R$100.000, metade por meio de TED e a outra por intermédio de mercadorias.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Diversos
	100.000
	
	A capital
	
	100.000
	Bancos
	50.000
	
	Mercadorias
	50.000
	
	Pela subscrição de capital em dinheiro e mercadorias
	
	
d) Lançamento de 4ª fórmula
Débito e crédito de mais de uma conta.
Olhemos o exemplo a seguir:
Venda de imobilizado por R$100.000 com lucro de R$20.000. Metade do valor é recebido à vista por meio de TED; o restante, a prazo.
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro XX.YY.KK
	
	
	Diversos
	100.000
	
	A diversos
	
	100.000
	Bancos
	50.000
	
	Contas a receber
	50.000
	
	A imobilizado
	
	80.000
	A ganho ou perda de capital
	
	20.000
	Pela alienação de imobilizado com ganho de capital
	
	
LIVRO DIÁRIO E LIVRO RAZÃO
Livro diário: Deve registrar todas as movimentações diárias de valor que possam modificar a situação patrimonial de uma empresa. Todas as operações devem ser lançadas nele em ordem cronológica, do primeiro ao último dia do ano, com individualização, clareza e referência aos documentos comprobatórios dos fatos.
Livro razão: Também é um livro contábil obrigatório para as empresas. Sua finalidade é apresentar a movimentação analítica das contas escrituradas no livro diário e constantes no balanço da empresa. Por meio dele, é possível fazer o controle de forma individualizada e detalhada, além de manter os registros de todos os dados em aberto e contas a pagar ou a receber.
Livro diário: Mantém a escrituração de todas as operações realizadas pela entidade.
X
Livro razão:Toma esses registros e os classifica segundo cada conta envolvida.
Na sequência, veremos um exemplo da aplicação desses livros obrigatórios.
A empresa ABC realizou os seguintes as operações:
1. Constituição da empresa com aporte de capital em dinheiro no valor de R$100.000 em 01.01.X1;
2. Aquisição de instalações por R$20.000, metade à vista, em 01.02.X1;
3. Aquisição de máquinas e equipamentos à vista por R$10.000 em 01.03.X1;
4. Aquisição de estoques a prazo por R$15.000 em 01.04.X1;
5. Compra de veículos à vista por R$5.000 em 01.05.X1;
6. Pagamento de fornecedores no valor de R$7.500 em 01.06.X1.
O livro diário recebe toda a escrituração da companhia conforme aponta esta tabela:
	Lançamentos
	Débitos
	Créditos
	1) Em 01.01.X1
	
	
	D Bancos
	100.000
	
	C    Capital Social
	
	100.000
	Pela integralização do capital em dinheiro
	
	
	(2) Em 01.02.X1
	
	
	D Máquinas e equipamentos
	10.000
	
	C    Bancos
	
	10.000
	Pela aquisição de máquinas e equipamentos à vista
	
	
	(4) Em 01.04.X1
	
	
	D    Estoques
	15.000
	
	C    Fornecedores
	
	15.000
	Pela aquisição de estoques a prazo
	
	
	(5) Em 01.05.X1
	
	
	D    Veículos
	5.000
	
	C    Bancos
	
	5.000
	Pela aquisição de veículos à vista
	
	
	(6) Em 01.06.X1
	
	
	D Fornecedores
	7.500
	
	E    Bancos
	
	7.500
	Pelo pagamento de fornecedores
	
	
O livro razão detalha o efeito de cada registro do livro diário nas contas envolvidas:
	Bancos
	Código 101
	Data
	Operações
	Débito
	Crédito
	D/c
	Saldo
	01.01.X1
	A capital social (1)
	100.000
	
	D
	100.000
	01.02.X1
	De instalações (2)
	
	10.000
	C
	90.000
	01.03.X1
	De máquinas e equipamentos (3)
	
	10.000
	C
	80.000
	01.05.X1
	De veículos (4)
	
	5.000
	C
	75.000
	01.06.X1
	De fornecedores (5)
	
	7.500
	C
	67.500
	Capital social
	Código 601
	Data
	Operações
	Débito
	Crédito
	D/c
	Saldo
	01.01.X1
	De bancos (1)
	
	100.000
	C
	100.000
	Instalações
	Código 106
	Data
	Operações
	Débito
	Crédito
	D/c
	Saldo
	01.02.X1
	A bancos (2)
	10.000
	
	D
	10.000
	01.02.X1
	A títulos a pagar (2)
	10.000
	
	D
	20.000
	Títulos a pagar
	Código 403
	Data
	Operações
	Débito
	Crédito
	D/c
	Saldo
	01.02.X1
	De instalações (2)
	
	10.000
	C
	10.000
	Máquinas e equipamentos
	Código 105
	Data
	Operações
	Débito
	Crédito
	D/c
	Saldo
	01.03.X1
	A bancos (3)
	10.000
	
	D
	10.000
	Estoques
	Código 104
	Data
	Operações
	Débito
	Crédito
	D/c
	Saldo
	01.04.X1
	A fornecedores (4)
	15.000
	
	D
	15.000
	Fornecedores
	Código 401
	Data
	Operações
	Débito
	Crédito
	D/c
	Saldo
	01.04.X1
	De estoques (4)
	
	15.000
	C
	15.000
	01.06.X1
	A bancos (6)
	7.500
	
	D
	7.500
	Veículos
	Código 107
	Data
	Operações
	Débito
	Crédito
	D/c
	Saldo
	01.05.X1
	A bancos (5)
	5.000
	
	D
	5.000
O livro razão também pode ser apresentado na forma de razonetes.
Notemos que a movimentação das contas nas duas representações obedece à natureza devedora ou credora:
1. Verifique este lançamento:
	D
	Imóveis
	500.000
	C
	Terrenos
	200.000
	C
	Bancos
	180.000
	C
	Títulos a pagar
	120.000
Ele caracteriza um fato administrativo:
Permutativo
Modificativo aumentativo
Misto aumentativo
Misto diminutivo
Comentário
Parabéns! A alternativa "A" está correta.
Os fatos permutativos não provocam alterações no valor do patrimônio líquido, mas podem modificar a composição dos demais elementos patrimoniais.
2. Assinale a alternativa que afeta o resultado contábil de uma entidade:
Valorização de propriedades para investimento.
Integralização de capital em dinheiro.
Integralização de capital com reservas de lucros.
Aquisição de seguros antecipados.
Comentário
Parabéns! A alternativa "A" está correta.
O resultado origina-se do confronto entre receitas e despesas. A valorização de propriedades para investimento as tem como uma contrapartida da propriedade registrada em uma conta de receita.
MÓDULO 4
Esquematizar o balancete de verificação e as demonstrações contábeis simplificadas
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS SIMPLIFICADAS
1. Balancete de verificação
Resgatando uma vez mais a ideia de que a Contabilidade forma um sistema fechado, no qual, em cada lançamento, o total de débitos iguala o de créditos, é fácil deduzir o seguinte:
A qualquer momento, o total de débitos também iguala o total de créditos para o conjunto de lançamentos registrado no livro diário.A verificação periódica dessa igualdade é feita por meio do balancete de verificação.
EM QUE CONSISTE O BALANCETE DE VERIFICAÇÃO?
Trata-se da listagem de todas as contas de uma entidade que, apresentando seus respectivos saldos, são ordenadas segundo o grupo patrimonial ou de resultado a que pertencem.
QUAL É O PROPÓSITO DESSE BALANCETE?
Checar a consistência dos lançamentos realizados no período, ou seja, a igualdade entre o total de saldos devedores e credores, para autorizar o uso das contas na preparação das demais demonstrações contábeis.
Esta tabela apresenta um exemplo de balancete de verificação baseado nos dados utilizados nos exemplos anteriores:
	CIA ABC
	Balancete de verificação em 30.06.X4
	Contas
	Saldos
	
	Devedores
	Credores
	Bancos
	67.500
	-
	Capital social
	-
	100.000
	Instalações
	20.000
	-
	Títulos a pagar
	-
	10.000
	Máquinas e equipamentos
	10.000
	-
	Estoques
	15.000
	-
	Fornecedores
	-
	7.500
	Veículos
	5.000
	-
	Total
	117.500
	117.500
2. Detalhamento dos grupos patrimoniais
Analisaremos agora o detalhamento dos seguintes grupos:
a) Ativos
Enquanto recursos controlados pela entidade como o resultado de eventos passados e dos quais são esperados benefícios econômicos para ela, os ativos podem ser resumidos objetivamente como bens e direitos.
	Ativo
	Bens
	Tangíveis: dinheiro, estoques, veículos, máquinas, instalações, terrenos etc.
	
	
	Intangíveis: marcas, patentes, softwares etc.
	
	Direitos: contas bancárias, duplicatas a receber, aplicações financeiras etc.
Em ordem decrescente de liquidez, os ativos podem ser classificados como:
Ativos circulantes: Segundo o CPC (2011, p. 66), isso ocorre quando eles satisfazem a qualquer um destes critérios:
· Realizados, vendidos ou consumidos no decurso normal do ciclo operacional da entidade;
· Mantidos essencialmente com o propósito de serem negociados;
· Realizados até doze meses após a data do balanço;
· São caixa ou o equivalente de caixa.
Exemplo: Caixa, aplicações, contas a receber, estoques e despesas antecipadas.
Ativos não circulantes: Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulantes, inclusive os tangíveis, intangíveis e financeiros de natureza de longo prazo. De acordo com o CPC (2011, p. 67), o ativo não circulante precisa ser subdividido em:
· Realizável a longo prazo;
· Investimentos;
· Imobilizado;
· Intangível.
b) Passivos
Os passivos são obrigações presentes da entidade derivadas de eventos já ocorridos cuja liquidação gere a expectativa de que ela irá resultar na saída de recursos.
Eles também podem ser classificados como:
Passivos circulantes: Segundo o CPC (2011, p. 69), eles serão circulantes se satisfizerem a qualquer um dos seguintes critérios:
· Liquidados durante o ciclo operacional normal da entidade;
· Mantidos essencialmente para a finalidade de serem negociados;
· Liquidados no período de até doze meses após a data do balanço.
Exemplo: Caixa, aplicações, contas a receber, estoques e despesas antecipadas.
Passivos não circulantes: Todos os outros passivos devem ser classificados como não circulantes. Em regra, trata-se daqueles cujo vencimento se dá após o término do exercício seguinte.
Atenção: Os exemplos de passivos circulantes e não circulantes são, em geral, idênticos. A exceção fica por conta dos exemplos do prazo de vencimento, como contas a pagar, empréstimos e financiamentos, obrigações diversas e contingências.
c) Patrimônio líquido
Valor residual dos ativos da entidade depois da dedução de todos os seus passivos.
O PL DEVE APRESENTAR:
· Capital social;
· Reservas de capital;
· Ajustes de avaliação patrimonial;
· Reservas de lucros;
· Ações ou quotas em tesouraria;
· Prejuízos acumulados;
· Lucros acumulados (legalmente admitidos);
· Demais contas exigidas pelos pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC.
Fonte: (COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2011, p. 106)
d) Demonstrações contábeis
O passo final é organizar as contas para a apresentação. Há várias maneiras de organizá-las – e cada uma delas corresponde a um determinado ponto de vista sobre a situação econômico-financeira da entidade.
3. Balanço patrimonial simplificado
O balanço patrimonial é a demonstração contábil de uma organização que apresenta o saldo das contas patrimoniais no encerramento do período.
Quais itens devem constar no balanço patrimonial?
· Todos os bens e direitos (ativos);
· Obrigações (passivos);
· Patrimônio líquido em determinada data.
Trata-se de uma posição de estoque, uma posição estática ou uma fotografia de certo momento da empresa.
Esta figura traduz um exemplo de balanço patrimonial simplificado baseado nos exemplos indicados ao longo deste tema:
	CIA ABC
	Balanço patrimonial em 30.06.X4
	Ativos
	Passivos e patrimônio líquido
	Bancos
	67.500
	Passivo
	
	
	Estoques
	15.000
	Fornecedores
	7.500
	
	Máq. E equipamentos
	10.000
	Títulos a pagar
	10.000
	17.500
	Veículos
	5.000
	Patrimônio líquido
	
	
	Instalações
	20.000
	Capital social
	100.000
	100.000
	Total
	117.500
	Total
	
	117.500
4. Demonstração de resultado
A demonstração de resultado (DR) é a que detalha a variação das contas de resultado, ou seja, as receitas e as despesas. O produto da DR resulta do confronto entre ambas, podendo ser positivo ou negativo.
Caso a variação das receitas exceda a das despesas, ocorre o lucro, havendo, desse modo, um aumento do patrimônio líquido. Do contrário, registra-se um prejuízo, ou seja, a redução desse patrimônio.
Dica: Enquanto o balanço patrimonial configura uma demonstração de estoque, a DR é uma demonstração de fluxo.
O produto da DR (lucro ou prejuízo do período) constitui um fluxo a ser adicionado ao balanço patrimonial por meio do PL, revelando o aumento ou a diminuição da riqueza da entidade no período. Seu conceito, que é subjacente à DR, deriva da natureza temporária das contas de receita e despesas.
As contas patrimoniais (ativo, passivo e patrimônio líquido) são permanentes, isto é, seus saldos não se encerram no final do período, sendo transferidos para o seguinte. Já as de resultado ( receitas e despesas) são temporárias; logo, seus saldos são encerrados no final dele. Este procedimento é chamado de apuração de resultados.
Adaptado de Iudícibus (1998), o exemplo a seguir ilustra de forma simplificada os procedimentos para a elaboração de uma DR:
A companhia DEF realizou as seguintes operações envolvendo receitas e despesas:
1 - Em 01.01.X1: Pagamento de despesas de material de escritório no valor de R$25.000;
2 - Em 01.02.X1: Compra a prazo de peças para reparo (empregadas nos serviços prestados) no valor de R$110.000;
3 - Em 01.03.X1: Recebimento de receita por serviços prestados no valor de R$445.000;
4 - Em 01.04.X1: Emissão de fatura por serviços prestados no valor de R$580.000;
5 - Em 01.05.X1: Pagamento de salários no valor de R$450.000;
6 - Em 01.06.X1: Pagamento de aluguel da loja no valor de R$40.000.
Partidas de diário:
	Lançamentos
	Débitos
	Créditos
	(1) Em 01.01.X1
	
	
	D    Despesas de material de escritório
	25.000
	
	C    Bancos
	
	25.000
	Pago à papelaria Líder Ltda. conforme nota fiscal n° 00582
	
	
	(2) Em 01.02.X1
	
	
	D     Despesas de peças para reparos
	110.000
	
	C     Fornecedores
	
	110.000
	A Silva e Cia., compra de materiais conforme fatura n° 13210
	
	
	(3) Em 01.03.X1
	
	
	D    Bancos
	445.000
	
	C    Receita de serviço
	
	445.000
	Recebido de J. Alves Ltda. conforme recibo n° 00335
	
	
	(4) Em 01.04.X1
	
	
	D     Contas a receber
	580.000
	
	C     Receita de serviço
	
	580.000
	Casa Penumbra Ltda. conforme fatura n° 0251
	
	
	(5) Em 01.05.X1
	
	
	D    Despesas de salários
	450.000
	
	C     Bancos
	
	450.000
	Folha de pagamentos do mês
	
	
	(6) Em 01.06.X1
	
	
	D     Despesas de aluguel
	40.000
	
	C     Bancos
	
	40.000
	Aluguel do mês conforme recibo n° 201
	
	
Apresentaremos agora o transporte das partidas de diário para os razonetes apenas das contas de receita e despesa:
5. Apuração do resultado ao final do período
Ela é realizada pelo emprego de dois lançamentos cujacontrapartida é feita pela rubrica apuração do resultado.
1º lançamento: Encerra todas as contas de despesa, transferindo seus saldos para essa apuração.
2º lançamento: Encerra todas as contas de receita, havendo a mesma transferência.
Do confronto de receitas e despesas nessa apuração, obtém-se o resultado líquido do período: lucro ou prejuízo.
Vejamos um exemplo disso:
Transferência dos saldos de despesas para a apuração do resultado:
	Lançamentos
	Débitos
	Créditos
	(7) Em 31.12.X1
	
	
	D    Apuração do resultado
	625.000
	
	C    Diversos
	
	
	C    Despesas de material de escritório
	
	25.000
	C    Despesas de peças para reparos
	
	110.000
	C    Despesas de salários
	
	450.000
	C    Despesas de aluguel
	
	40.000
	Encerramento das contas de despesa para a apuração do resultado
	
	
Transferência dos saldos de receitas para a apuração do resultado:
	Lançamentos
	Débitos
	Créditos
	(8) Em 31.12.X1
	
	
	D    Receita de serviços
	1.025.000
	
	C    Apuração do resultado
	
	1.025.000
	Encerramento das contas de receita para a apuração do resultado
	
	
Ajustando os razonetes, temos:
Por fim, a demonstração do resultado:
	CIA DEF
	Demonstração do resultado de X1
	1. Receitas
	
	
	Receita de serviços
	
	1.025.000
	2. Despesas
	
	
	Despesa de material para escritório
	25.000
	
	Despesa de peças para reparos
	110.000
	
	Despesa de salários
	450.000
	
	Despesa de aluguel
	40.000
	
	3. Lucro líquido
	
	400.000
1. (FMP Concursos - 2012 - Prefeitura de Porto Alegre - RS - Técnico em Contabilidade) De acordo com os elementos patrimoniais a seguir, identifique os bens, os direitos e as obrigações:
( ) Aluguéis a receber
( ) Aluguéis pagos antecipadamente
( ) Bancos conta movimento
( ) Caixa
( ) Capital social
( ) Estoque
( ) Fornecedores
Considere (B) para bem; (O), para obrigações; e (D), para direito. A sequência correta é:
D; D; D; B; O; B; O.
D; O; D; B; O; B; O.
D; D; B; B; B; B; O.
D; O; B; B; O; B; O.
Explicação: Ativos (bens e direitos) e passivos (obrigações) são grupamentos contábeis de natureza respectivamente devedora e credora.
2. Uma sociedade empresária apresentou as seguintes contas em 31.12.20X1 com seus respectivos saldos:
Os saldos apresentados já foram ajustados, assim como foram realizadas as respectivas apropriações. Considerando apenas as informações apresentadas, o total do ativo, em 31.12.20X1, é de:
R$ 153.425
R$ 174.850
R$ 327.575
R$ 334.075
Explicação: As rubricas do ativo são caixa, depreciação acumulada, duplicatas a receber, máquinas e equipamentos de uso, mercadorias para revenda e perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste tema, você aprendeu a aplicar a técnica contábil. A partir da identificação da natureza e da dinâmica de funcionamento das contas combinada com a técnica de escrituração contábil, foram levantados o balancete de verificação e as demonstrações contábeis simplificadas.
A Contabilidade é um processo essencial para o funcionamento das empresas. Por meio dela, os eventos econômicos são traduzidos e divulgados para o usuário final. A partir de exemplos concretos e objetivos, apresentamos conceitos essenciais ao entendimento da técnica contábil, como origens, aplicações, contas e lançamentos.
Em seguida, avançamos para o processo de reconhecimento e mensuração contábil de eventos econômicos. Por fim, analisamos o levantamento das demonstrações contábeis simplificadas.
CONQUISTAS
· Você atingiu os seguintes objetivos:
· Conheceu a Contabilidade e seus objetivos.
· Identificou a natureza e a dinâmica de funcionamento das contas: a equação fundamental da Contabilidade.
· Observou a escrituração contábil e os livros contábeis obrigatórios.
· Compreendeu o balancete de verificação e as demonstrações contábeis simplificadas.
AULA 2 – OPERAÇÕES CONTÁBEIS PARTE 1
DEFINIÇÃO: Apresentação de diferentes formatos jurídicos de sociedades, lançamentos contábeis de constituição e início de funcionamento da empresa, outros lançamentos devidos a eventos econômicos mais complexos. Reconhecimento de operações financeiras prefixadas, pós-fixadas e duplicatas descontadas.
PROPÓSITO: Apresentar a tradução contábil para os principais eventos econômicos praticados pelas entidades.
PREPARAÇÃO: Antes de começar o estudo, pegue papel, caneta e uma calculadora científica, ou use a calculadora de seu smartphone/computador.
OBJETIVOS
· Reconhecer os tipos de sociedades e os lançamentos primários de constituição e funcionamento da empresa
· Descrever o tratamento contábil aplicável a ativos imobilizados e intangíveis: depreciação e amortização
· Descrever o tratamento contábil aplicável a operações financeiras: operações prefixadas, pós-fixadas e duplicatas descontadas
INTRODUÇÃO: Neste tema, você irá estudar sobre operações contábeis dos principais eventos econômicos praticados pelas empresas.
MÓDULO 1:RECONHECER OS TIPOS DE SOCIEDADES E OS LANÇAMENTOS PRIMÁRIOS DE CONSTITUIÇÃO E INÍCIO DE FUNCIONAMENTO DA EMPRESA
O QUE VAMOS APRENDER?​
Para início de conversa, suponha que você tem um negócio e deseja regularizar a sua empresa. Você Não tem informações suficientes sobre como e por onde iniciar, e começa a se indagar sobre:
Neste módulo, você aprenderá sobre:
a) os diferentes tipos de empresas; e
b) os lançamentos associados à constituição da empresa e ao início de sua operação.
A FIRMA: SOCIEDADES E EMPRESAS INDIVIDUAIS
VOCÊ SABE O QUE É UMA SOCIEDADE?​
Sociedade é o contrato em que duas pessoas ou mais conjugam esforços ou recursos para um fim comum. Outra definição seria o contrato em que as pessoas se obrigam a contribuir reciprocamente, com bens e serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha dos resultados entre si.
A lei 10.406/2002 (Código Civil) redefiniu a nomenclatura das sociedades e as exigências de formalização, veja a seguir:
A Sociedade Comercial: Passou a ser chamada de Sociedade Empresária, e seus instrumentos de constituição e alterações são registrados na Junta Comercial.
As antigas Sociedades Civis: Passaram a ser denominadas Sociedades Simples e são registradas em Cartório.
A antiga firma individual: Passou a ser simplesmente “Empresário”.
Veja o resumo dos tipos de Sociedades, extraído de Cotrim (2015):​
QUADRO RESUMO DAS SOCIEDADES
LANÇAMENTOS CONTÁBEIS PRIMÁRIOS​
Constituição da empresa​
Do ponto de vista contábil, a constituição de uma empresa é feita em duas etapas: ​
A subscrição do capital​: Que corresponde ao compromisso dos sócios de fazer uma contribuição financeira para a companhia.
A integralização do capital, nos moldes previstos pela legislação: Que corresponde ao efetivo aporte de recursos da entidade.
Vejamos o seguinte exemplo: 
Bento e Laura decidem formar uma sociedade. A Cia. XYZ será constituída em 02.01.X1 com um aporte de capital no valor de R$ 100.000,00. Veja os lançamentos contábeis que traduzem o evento econômico:
· CIA XYZ​
· Constítuida em 02.01.X1
· CAPITAL R$ 100.00,00
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro, 02.01.X1
	
	
	Capital a Integralizar 
	100.000,00
	
	a Capital Subscrito 
	
	100.000,00
	Capital subscrito na constituição da Cia. XYZ.
	
	
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro, 02.01.X1
	
	
	Bancos
	100.000,00
	
	a Capital a Integralizar
	
	100.000,00
	Integralização de capital da Cia. XYZ por meio de TED.
	
	
Aquisição de ativos
Após sua constituição, a empresa se prepara para entrar em operação. Para isso, precisa adquirir os ativos fixos a serem utilizados na atividade operacional e que produzirão os fluxos de caixa necessários à sua manutenção.
Exemplo:​Em 03.01.X1, a Cia. XYZ adquire instalações e veículos à vista e mercadorias a prazo para a atividade operacional. Depois, são feitos os lançamentos individualizados por evento.
Veja os lançamentos nas tabelas abaixo:​
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro, 03.01.X1
	
	
	Instalações 
	20.000,00
	
	a Bancos
	
	20.000,00
	Aquisição de instalações, conforme certidão NPT0034.
	
	
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro, 03.01.X1Veículos
	15.000,00
	
	a Bancos
	
	15.000,00
	Aquisição de veículos junto à Cia. Pé na Tábua, conforme NFs 001, 002, 003 e 004.
	
	
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro, 03.01.X1
	
	
	Mercadorias
	5.000,00
	
	a Fornecedores
	
	5.000,00
	Aquisição de mercadorias junto à Cia. Insumos S/A, conforme NF 056.
	
	
Despesas de pessoal​
A Cia. XYZ já possui os ativos fixos necessários para iniciar as operações.
O quadro de pessoal foi contratado no dia 02.01.X1, mas esse evento não é um fato administrativo ou contábil, pois não gerou qualquer efeito no patrimônio. ​No fim do primeiro mês de funcionamento, será feito o registro do reconhecimento das despesas de pessoal, salários e encargos. A legislação estabelece que os salários devidos e os respectivos encargos sejam pagos no mês seguinte. Contudo, o regime de competência, pressuposto fundamental da contabilidade, exige o reconhecimento das despesas (e receitas) no mês a que competem, e não no mês do efetivo pagamento. Dessa forma, os salários de 01.X1, embora pagos em 02.X1, são reconhecidos em 01.X1.
Exemplo:​ A folha de pagamentos mensal da Cia. XYZ é de R$ 8.000,00. A despesa de salários deve ser reconhecida no mês de competência, tendo como contrapartida uma provisão, um passivo, o qual será baixado quando houver o efetivo pagamento. O mesmo se aplica aos encargos sociais devidos pela empresa, no valor de R$ 3.000,00.
Observe os seguintes lançamentos:
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro, 31.01.X1
	
	
	Despesas com Salários
	8.000,00
	
	a Salários a pagar
	
	8.000,00
	Provisão para pagamento da folha de salários.
	
	
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro, 31.01.X1
	
	
	Despesas com Encargos Sociais sobre salários
	3.000,00
	
	a Encargos Sociais sobre salários a pagar
	
	3.000,00
	Provisão para pagamento de Encargos Sociais sobre salários.
	
	
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro, 05.02.X1
	
	
	Salários a pagar
	8.000,00
	
	a Bancos
	
	8.000,00
	Pagamento da folha de salários.
	
	
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro, 05.02.X1
	
	
	Encargos Sociais sobre salários a pagar 
	3.000,00
	
	a Bancos
	
	3.000,00
	Pagamento de Encargos Sociais sobre salários.
	
	
O mesmo raciocínio serve para os demais eventos referentes a relações trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário, participações nos lucros etc.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. CESGRANRIO - 2009 - BNDES - Técnico de Arquivo (adaptada)​
O estatuto da Cia. Miramar S/A foi elaborado em março de 2009, com um capital representado por 200 mil ações ordinárias nominativas, no valor de R$ 5,00 cada uma, perfazendo um total de R$ 1.000.000,00, todas subscritas. No mesmo dia, os acionistas integralizaram 20% do capital em dinheiro.​
Com base nessas informações, identifique o registro contábil da integralização do capital em reais.​
A)D: Ações em Tesouraria
​C: Caixa R$ 800.000,00
B)D: Capital Subscrito​
C: Caixa R$ 800.000,00
C)D: Capital Subscrito​
C: Bancos Conta Movimento R$ 1.000.000,00
D)D: Caixa​
C: Capital a Integralizar R$ 200.000,00
Responder: Parabéns! A alternativa "D" está correta.
O valor financeiro da operação é R$ 1.000.000,00, mas houve apenas a integralização de 20% em dinheiro, ou seja, R$ 200.000,00. O lançamento da integralização do capital implica débito de Caixa e crédito de Patrimônio Líquido.
2. Instituto AOCP - 2014 - UFGD - Analista Administrativo - Contabilidade (adaptada)​
A Folha de Pagamento é um documento elaborado no fim de cada mês pelas entidades que possuem empregados. Assinale o lançamento INCORRETO sobre a apropriação de salários.​
D - Despesas de Salários (despesa); C- Salários a pagar (passivo circulante)​
D - Salários a pagar (passivo circulante); C- Caixa ou Banco Conta Movimento (ativo circulante)​
D - Salários a pagar (passivo circulante); C- INSS a recolher (passivo circulante)​
D - Férias (despesa); C- Provisão para férias (passivo circulante)​
Responder: Parabéns! A alternativa "A" está correta.
O registro da despesa de salários deve observar o regime de competência e ser reconhecido no mês em que é devido, e não no momento do pagamento. Por isso, a contrapartida da despesa é uma conta de passivo baixada contra Caixa no momento do pagamento.
MODULO 2 – DESCREVER O TRATAMENTO CONTÁBIL APLICÁVEL A ATIVOS IMOBILIZADOS E INTANGÍVEIS: DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO 
O QUE VAMOS APRENDER?​
Neste módulo conhecerá o tratamento contábil aplicável a: ​
a)Ativos imobilizados; ​
b) Depreciação de ativos imobilizados;​
c) Ativos intangíveis;​
d) Amortização de ativos intangíveis.
ATIVO IMOBILIZADO​
Vamos entender agora o que é ativo imobilizado!​
ATIVO NÃO CIRCULANTE​: O ativo não circulante é composto por realizável a longo prazo, investimentos imobilizado e intangível.
ATIVO IMOBILIZADO​: O ativo imobilizado é o bem tangível mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, aluguel a outros, ou para fins administrativos; é aquele que se espera utilizar por mais de um período.
Alguns exemplos de bens do ativo imobilizado são: 
Terrenos
Edifícios
Máquinas e Equipamentos
Navios
Móveis e Utensílios
O ativo imobilizado deve ser mensurado pelo seu custo, que inclui (CPC 27, p. 15 e p. 16): ​
O preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra, após dedução de descontos comerciais e abatimentos; ​Qualquer custo necessário para colocar o ativo no local e na condição ideais de funcionamento como pretendido pela administração. A estimativa inicial dos custos de desmontagem, de remoção do item e de restauração do local (sítio) onde ele estava. Tais custos representam uma obrigação da empresa quando o item é adquirido ou quando ele é usado por determinado período para finalidades diferentes da produção de estoque.
Após o reconhecimento inicial, um ativo imobilizado deve ser apresentado ao custo menos a eventual depreciação acumulada e a perda acumulada (CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos).​
DEPRECIAÇÃO DE ATIVOS IMOBILIZADOS​
Veremos a seguir alguns conceitos:​
Você sabe o que é depreciação? é a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo de sua vida útil. 
E agora? O que seria valor depreciável? É o custo de um ativo menos o seu valor residual, que corresponde ao valor estimado para a venda do ativo após a dedução das despesas de venda no fim de sua vida útil.
Falta-nos saber, o que é vida útil? Corresponde ao período de uso do ativo estimado pela entidade; ou número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo. ​
A depreciação ocorre porque os benefícios econômicos futuros incorporados ao ativo são consumidos pela entidade, principalmente pelo uso. Muitas vezes, tais benefícios são reduzidos por outros fatores, como obsolescência técnica ou comercial e desgaste normal, mesmo quando o ativo permanece ocioso. Em consequência, os seguintes fatores são considerados para determinar a vida útil de um ativo:
· Previsão de uso, o qual é avaliado com base na capacidade ou na expectativa da produção física do ativo.
· Desgaste físico normal, dependente de fatores operacionais, como o número de turnos em que será usado, o programa de reparos e manutenção do ativo em uso e enquanto estiver ocioso.
· Obsolescência técnica ou comercial devida a mudanças ou melhorias na produção, ou a mudanças na demanda do mercado para produto ou serviço derivado do ativo.
· Limites legais ou disposições semelhantes quanto ao uso.
​
O método de depreciação utilizado reflete o padrão de consumo da empresa acerca dos benefícios econômicos futuros. Vários métodos de depreciação são utilizados para apropriação sistemática do valor depreciável de um ativo durante a vida útil deste. Entre outros, temos o método da linha reta (CPC 26, p. 60 e p.62).
Exemplo:​Em 02.01.X1, a Cia. ABC adquiriu e colocou em uso um ativo imobilizado com vida útil prevista de cinco anos. O custo foi de R$ 10.500,00, e o valor residual foi estimado em R$ 500,00.
Veja como calcularas quotas de depreciação anuais pelo método da linha reta e realizar os lançamentos contábeis:​
Esse mesmo lançamento é repetido nos exercícios de X2 a X5, quando o valor contábil do imobilizado é reduzido ao seu valor residual. Observe os razonetes:
	Ativo Imobilizado​
	Débitos
	Créditos
	10.500,00​
10.500,00​
10.500,00​
10.500,00​
10.500,00​
	
	10.500,00​
	
	Depr. Acumulada​​
	Débitos
	Créditos
	
	2.000,00 (1)
2.000,00 (2)
2.000,00 (3)
2.000,00 (4)
2.000,00 (5)
	
	10.000,00​
	Despesa de Depreciação​​​
	Débitos
	Créditos
	2.000,00 (1)
2.000,00 (2)
2.000,00 (3)
2.000,00 (4)
2.000,00 (5)
	
	10.000,00​
	
	Valor contábil do ativo imobilizado em 31.12.X5:​
	Ativo Imobilizado
	10.500,00​
	(-) Dep. Acumulada
	(10.000,00)​
	Valor Contábil
	500,00​
DEPRECIAÇÃO ACELERADA​
Vejamos agora, como saber o valor da depreciação acelerada:
O valor da despesa de depreciação é maior no início da vida útil e menor no último período. Pode-se aplicar o método da soma dos dígitos dos anos, cujo fator de depreciação de um bem é representado pela razão entre o número de anos restantes de vida útil e a soma do número de anos restantes ano a ano. No caso de um bem com vida útil de 10 anos, no ano 1 restam-lhe 10 anos de vida útil; no ano 2, 8 anos, e assim por diante. Esse é o numerador da fração. Já o denominador é fixo e corresponde à soma do número de anos que restam.
Para um bem com vida útil de 10 anos​
↓
Somam-se 10+9+8+7+6+5+4+3+2+1 = 55​
Os fatores de depreciação seriam os seguintes: ​
Exemplo:​ Usando os dados do exemplo anterior, recalcule as cotas anuais de depreciação considerando uma depreciação acelerada.
Soma dos dígitos dos anos: 1+2+3+4+5=15
	Ano
	Cálculo
	Depreciação (%)
	Depreciação ($)
	X1
	5/15
	33,33%​
	3.333,00​
	X2​
	4/15
	26,67%
	2.667,00
	X3
	3/15
	20%
	2.000,00
	X4​
	2/15
	13,33%
	1.333,00
	X5
	1/15
	6,67%
	667,00
	Total
	
	100%
	10.000,00
Exemplo:Considerando que a máquina dos exercícios anteriores pode produzir 10 mil unidades durante a vida útil, vamos determinar as quotas de depreciação anuais pelo método das unidades produzidas. Neste método o fator de depreciação é a razão entre as unidades produzidas e a capacidade total de produção, quando a unidade estará exaurida e deverá ser descartada.
	Ano
	Unidades Produzidas
	Depreciação (%)
	Depreciação ($)
	X1
	3.000​
	30%
	3.000,00
	X2​
	2.000
	20%
	2.000,00
	X3
	1.500
	15%
	1.500,00
	X4​
	1.800
	18%
	1.800,00
	X5
	1.700
	17%
	1.700,00
	Total
	10.000
	100%
	10.000,00
REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS​
Conforme o CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, deve-se realizar o teste de recuperabilidade de ativos para assegurar que o valor do registro contábil não exceda os valores recuperáveis.​O valor recuperável de um ativo é o maior montante entre o valor justo líquido de despesa de venda e o seu valor em uso, que é aquele presente dos fluxos de caixa futuros esperados para o ativo.​Quando o valor contábil de um ativo excede seu valor recuperável, a entidade deve reconhecer uma perda por redução ao valor recuperável.
Exemplo:​Uma indústria possui uma máquina registrada contabilmente por R$ 200.000,00 e depreciação acumulada de R$ 80.000,00. Ela pode ser revendida no mercado por R$ 120.000,00, arcando-se com custos de transação de R$ 20.000,00 para vendê-la. Em uso, a máquina produz bens geradores de uma receita líquida total de R$ 80.000,00 nos próximos dez anos.
Considerando o exposto, vamos determinar:​
· O valor recuperável do ativo;
· O valor da perda por redução ao valor recuperável e sua contabilização, se houver;
· O valor recuperável do ativo é o maior entre o valor justo líquido de despesa de venda e o valor em uso.​
	Cálculo do valor contábil líquido:
	Valor Contábil
	200.000,00​
	(-) Depreciação Acumulada
	(80.000,00)​
	Valor contábil líquido.
	120.000,00
	Cálculo do valor justo líquido de venda:​
	Valor de Venda​
	120.000,00
	(-) Custos de Venda
	(20.000,00)​
	Valor justo líquido de venda.
	100.000,00​
	Cálculo do valor recuperável (máximo entre):​
	Valor Justo Líquido de Venda
	100.000,00
	Valor em Uso
	80.000,00​
	Valor recuperável.
	100.000,00​
	Cálculo do ajuste ao valor recuperável:​
	Valor Contábil Líquido
	120.000,00
	(-) Valor Recuperável
	100.000,00
	Ajuste ao valor recuperável.
	20.000,00
Como o valor recuperável é inferior ao valor contábil líquido, a perda por redução ao valor recuperável, no valor de R$ 20.000,00, deve ser registrada assim:
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro 31.12.X1
	
	
	Perdas por Desvalorização de Ativos (resultado)
	20.000,00
	
	a Perdas por Desvalorização (conta redutora do Ativo)
	
	20.000,00
	Registro da perda por desvalorização de ativos.
	
	
	Ativo Imobilizado​
	Débitos
	Créditos
	200.000,00​
	
	Depr. Acumulada​​
	Débitos
	Créditos
	
	80.000,00​
	Perdas p/ Desvalorização
	Débitos
	Créditos
	
	20.000,00 (1)​
	Perdas por Desvalorização de Ativos (resultado)
	Débitos
	Créditos
	20.000,00 (1)
	
	Custo da Máquina
	200.000,00​
	(-) Depreciação Acumulada
	(80.000,00)
	(-) Perdas por Desvalorização
	(20.000,00)
	Valor contábil líquido.
	100.000,00​
ATIVOS INTANGÍVEIS​
Chegou a hora de descobrimos o que são Ativos intangíveis, confira:​
Ativo intangível é um ativo identificável, sem substância física, controlado pela entidade e capaz de gerar benefícios econômicos futuros.
	Exemplo de ativo intangível​
	Marcas​
	Patentes
	Softwares
	Direitos autorais​
	Ágio gerado na aquisição de participações societárias em controladas e coligadas e outros.
Um ativo satisfaz o critério de identificação, em termos de definição de um ativo intangível, quando (CPC 04_R1, p.12):
É separável, ou seja, quando pode ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou em conjunto com um ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela entidade; ou
Resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, independente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações.​
A entidade controla um ativo quando pode obter benefícios econômicos futuros gerados pelo recurso e restringir o acesso de terceiros a esses benefícios (CPC 04_R1, p.13).
Os benefícios econômicos futuros gerados por ativo intangível podem incluir a receita da venda de produtos ou serviços, a redução de custos ou outros benefícios resultantes do uso do ativo pela entidade (CPC 04_R1, p.17).​Um ativo intangível deve ser reconhecido inicialmente pelo seu valor de custo, que geralmente contempla o preço de compra e os impostos não recuperáveis.
Ativo intangível gerado internamente​
​Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende aos critérios de reconhecimento, a entidade deve classificar a geração do ativo da seguinte forma:
FASE DE PESQUISA​
Pesquisa é uma investigação original e planejada visando adquirir novo conhecimento e entendimento científico ou técnico. Os gastos com pesquisa devem ser reconhecidos imediatamente como despesa, quando gerados.
FASE DE DESENVOLVIMENTO​
Desenvolvimento é a aplicação dos resultados da pesquisa ou de outros conhecimentos em um plano ou projeto visando à produção de protótipos antes do início da sua produção comercial ou do seu uso.
Os custos da fase de desenvolvimento de um projeto interno devem ser reconhecidos como ativo intangível quando a empresa puder demonstrar que cumpriu todas as exigências definidas no CPC 04(R1) p. 57.​Após o reconhecimento inicial, um ativo intangível deve ser apresentado ao custo, menos a eventual amortização acumulada e a perda acumulada (CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos).
AMORTIZAÇÃO DE ATIVOS INTANGÍVEIS​
Assim como a depreciação dos ativos imobilizados, os ativos intangíveis devem ser amortizados pelo prazo de sua vida útil
Você então se pergunta: O que é Amortização?​
A amortização é a alocação sistemática do valor amortizável de um ativo intangível durante sua vida útil.
Exemplo:​ Em 02.01.X1, a Cia. XYZ adquiriu umapatente por R$ 20.000,00. O valor residual estimado é zero, e a vida útil é de 4 anos. Determine as quotas de amortização pelo método da linha reta.
	
	R$
	Custo do bem
	20.000,00
	(-) Valor residual
	-
	Valor amortizável​
	20.000,00​
	Vida útil estimada
	4 anos
	Valor da quota de amortização anual 
	5.000,00​
	Lançamento
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro 31.12.X1
	
	
	Despesa de Amortização​
	5.000,00
	
	a Amortização Acumulada
	
	5.000,00
	Registro da amortização correspondente ao exercício de X1.​
	
	
Esse mesmo lançamento é repetido nos exercícios de X2 a X5, quando o valor contábil do imobilizado é reduzido ao seu valor residual. Observe os razonetes:
	Ativo Intangível​​
	Débitos
	Créditos
	20.000,00​
20.000,00​
20.000,00​
20.000,00​
	
	20.000,00​​
	
	Amort. Acumulada​​​
	Débitos
	Créditos
	
	5.000,00 (1)
5.000,00 (2)
5.000,00 (3)
5.000,00 (4)
	
	20.000,00​
	Despesa de Amortização​​​​
	Débitos
	Créditos
	5.000,00 (1)
5.000,00 (2)
5.000,00 (3)
5.000,00 (4)
	
	20.000,00​
	
Valor contábil do ativo intangível em 31.12.X4:
	Ativo intangível
	20.000,00​
	(-) Amort. acumulada
	(20.000,00)
	Valor contábil
	0​
1. CFC - 2016 - CFC - 2º Exame Uma Sociedade Empresária adota o método de depreciação linear, e as características do seu ativo imobilizado são: valor de compra: R$ 1.600.000,00; vida útil: 20 anos; valor residual: R$ 160.000,00.​
Considerando os dados apresentados, a depreciação acumulada e o valor contábil do ativo imobilizado no fim do quinto ano de disponibilidade para uso são, respectivamente:​
A)R$ 360.000,00 e R$ 1.240.000,00.​
B)R$ 360.000,00 e R$ 1.600.000,00.
C)R$ 400.000,00 e R$ 1.200.000,00.​
D)R$ 400.000,00 e R$ 1.600.000,00.
Parabéns! A alternativa "A" está correta.
Sendo a vida útil do bem de 20 anos, o método linear impõe depreciação anual de 5% do valor depreciável. Em 5 anos, são 25% (5 x 5%). O valor depreciável é a diferença entre o valor de custo (R$ 1.600.000,00) e o valor residual (R$ 160.000,00), ou R$ 1.440.000,00. Dessa forma, a depreciação acumulada é de R$ 360.000,00 (R$ 1.440.000,00 x 25%) e o valor contábil do imobilizado é R$ 1.240.000,00 (R$ 1.600.000,00 – R$ 360.000,00).
CFC - 2015 - CFC - 2º Exame​Ao analisar determinado Ativo Imobilizado, uma Sociedade Industrial identificou as seguintes evidências em 31.12.2014:​
A perda por redução ao valor recuperável complementar, a ser reconhecida no resultado ao fim do período de 2014, é de:​
R$ 120.000,00.​
R$ 240.000,00.​
R$ 1.040.000,00.
R$ 1.200.000,00
Parabéns! A alternativa "A" está correta.
A perda por redução ao valor recuperável deve ser registrada quando o valor contábil do ativo (R$ 2.160.000,00) for inferior ao valor recuperável (R$ 2.040.000,00), que é o maior entre o Valor Líquido de Venda (R$ 2.040.000,00) e o Valor em Uso (R$ 2.000.000,00). A redução adicional a ser reconhecida é de R$ 120.000,00 (R$ 2.160.000,00 – R$ 2.040.000,00). ​
Cálculos:​ Valor Contábil Líquido do Ativo = R$ 3.200.000,00 – R$ 800.000,00 – R$ 240.000,00 = R$ 2.160.000,00​Valor Recuperável = máximo (R$ 2.040.000,00; R$ 2.000.000,00) = R$ 2.040.000,00​Perda adicional por redução ao valor recuperável = R$ 2.160.000,00 – R$ 2.040.000,00 = R$ 120.000,00
MÓDULO 3 – DESCREVER O TRATAMENTO CONTÁBIL APLICÁVEL A OPERAÇÕES FINANCEIRAS: OPERAÇÕES PREFIXADAS, PÓS-FIXADAS E DUPLICATAS DESCONTADAS
O que vamos aprender?
Aqui você aprenderá sobre: ​
a)operações financeiras prefixadas e pós-fixadas; ​
b) o tratamento contábil aplicável a rendas e encargos a apropriar;
c) o tratamento contábil aplicável a duplicatas descontadas.
OPERAÇÕES FINANCEIRAS​
As operações financeiras estão relacionadas ao fluxo de recursos entre os agentes econômicos. A intermediação financeira é quando os recursos financeiros são transferidos entre os agentes econômicos. O sistema financeiro, em geral, e os bancos, em particular, são os intermediários financeiros clássicos e canalizam os recursos dos agentes superavitários aos agentes deficitários da economia. As operações financeiras são os veículos utilizados pelo sistema financeiro para operacionalizar a intermediação financeira.
 
Na ponta passiva do sistema financeiro, os recursos são captados junto aos agentes superavitários, dando origem às aplicações financeiras nestes últimos. São exemplos de aplicações financeiras:
Depósitos à vista
Depósito a prazo
Depósito de poupança 
Letras de crédito
Letras financeiras 
Letras de câmbio
Essas aplicações possuem características específicas de maturidade, liquidez e risco. Na ponta ativa do sistema financeiro, os recursos são aplicados junto aos agentes deficitários, em geral, na forma de operações de crédito. Nos agentes deficitários, as operações de crédito dão origem a passivos financeiros, como empréstimos e financiamentos. As operações financeiras, ativas ou passivas, são remuneradas por juros, cuja incidência pode ser prefixada ou pós-fixada.
Prefixada: Nas operações prefixadas, os juros são fixados nominalmente no momento da contratação, por exemplo, 10% a.a.; 0,5% a.m. Dessa forma, o credor ou devedor conhece de imediato quanto ela valerá no vencimento.
Pós-fixada: Nas operações pós-fixadas, o indexador é fixado no momento da contratação, porém os valores que ele assumirá somente serão conhecidos no decorrer do tempo. Dessa forma, o valor final da operação financeira será conhecido apenas no vencimento.
Exemplo: Como exemplo, temos:  operações indexadas ao CDI, Selic, dólar etc.
Operações prefixadas​
Operações prefixadas introduzem o conceito de Rendas ou Despesas a Apropriar. São rendas ou encargos embutidos e já conhecidos na contratação da operação financeira. Contabilmente, esses valores são reconhecidos como contas retificadoras de ativo ou passivo.​
Exemplo:​A Cia. ABC obteve um empréstimo bancário de curtíssimo prazo, no valor de R$ 800.000,00. O empréstimo é prefixado e custa 25% a.p. O principal e os juros serão pagos no vencimento. Veja as demais características do empréstimo assim como os lançamentos contábeis (partidas de diário e razonetes):
	Dados do problema​
	Data de concessão: 06.10.X1​
	Data de vencimento: 30.11.X1​
	Valor concedido: R$ 800.000,00​
	Valor no vencimento: R$ 1.000.000,00
	Taxa de 25% para o período
	São 55 dias corridos até o vencimento, dos quais 25 em outubro e 30 em novembro.
Histórico de lançamentos:
(1) Contratação do empréstimo – 06.10.X1
(2) Apropriação de despesas de juros do empréstimo – 31.10.X1
(3) Apropriação de despesas de juros do empréstimo – 30.11.X1​
(4) Pagamento do empréstimo – 30.11.X1
Cálculo das despesas de juros (em R$ mil):​
Em 31.10.X1: As despesas a apropriar de R$ 200,00 devem ser alocadas nos meses de outubro e novembro, segundo o regime de competência, de maneira proporcional aos dias corridos em cada mês.
Em 30.11.X1:​
Lançamentos:
	(1) (em R$ 1.000,00)
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro 06.10.X1
	
	
	Diversos
	1.000,00
	
	a Empréstimos (Passivo)
	
	1.000,00
	Bancos (Ativo)
	800,00
	
	Despesas a Apropriar (Retificadora de passivo)
	200,00​
	
	Contratação do empréstimo bancário.
	
	
O saldo do empréstimo na data da contratação é de R$ 800,00 e corresponde ao valor no vencimento de R$ 1.000,00 (lembre-se: é um prefixado), deduzido das despesas a apropriar de R$ 200,00.
	(2) (em R$ 1.000,00)
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro 31.10.X1
	
	
	Despesas de Juros
	85,40
	
	a Despesas a Apropriar (Retificadora de passivo)
	
	85,40
	Apropriação de despesas em 31.10.X1.
	
	
Após o lançamento 2, o saldo do empréstimo é aumentado para R$ 885,40, que representa o saldo de R$1.000,00 deduzido de despesas a apropriar de R$ 114,60.
	(3) (em R$ 1.000,00)
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro 30.11.X1
	
	
	Despesas de Juros
	114,60
	
	a Despesas a Apropriar (Retificadora de passivo)
	
	114,60
	Apropriação de despesas em 30.11.X1.
	
	
Após o lançamento 3, o saldo do empréstimo converge para R$ 1.000,00, pois a data de vencimento chegou e o saldo de despesas a apropriar foi totalmente apropriado.
	(4) (em R$ 1.000,00)
	Débitos
	Créditos
	Rio de Janeiro

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