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CAPITAL INTELECTUAL Prof. Esp. Mariana Joyce dos Santos Nascimento Objetivos de Aprendizagem 1. Entender a importância da gestão do capital intelectual de uma organização 2. Identificar a estrutura de capital intelectual 3. Avaliar os indicadores de capital intelectual 4. Introduzir conceitos de criatividade e destruição criativa Introdução Para compreender a força do capital intelectual, devemos entender o conhecimento como um recurso diferente de qualquer outro, pois além de ser um ativo intangível, ainda não é mensurável pelos métodos mais usados na contabilidade. Mas então como estruturar e medir o quanto de capital intelectual a empresa possui? Sveiby (1997) propôs que o valor total dos negócios da organização fosse calculado não apenas pelos ativos tangíveis e contábeis que formam o capital financeiro, mas sim pelo capital intelectual. Estudo de Caso 1: Um vendedor foi demitido de uma empresa, porque ganhava mais do que o chefe (gerente). Passado um tempo, a empresa percebeu que havia algo de errado com o seu faturamento, uma perda em torno de 70%. Verificando os gráficos e o faturamento dos meses anteriores, a empresa constatou que a referida perda coincidiu com a demissão do vendedor. Analisando detalhadamente o caso, foi comprovado que, de fato, o vendedor, ao se desligar da empresa, levou consigo toda a carteira de clientes (que deveria pertencer à empresa) para uma concorrente, não deixando nada registrado em um banco de dados. Com muita dificuldade a empresa se recuperou, porém, uma lição foi aprendida. Baseado nessas informações de um caso real, a partir do conceito de Capital Intelectual responda às questões a seguir: 1 – Qual foi o erro da empresa? Qual foi a lição aprendida? Responda de acordo com a teoria. 2 – Que medidas deveriam ou devem ser tomadas para que algo parecido não ocorra mais na empresa? Estudo de caso 2: Alberto Oliveira, gerente de RH, apresentou suas ideias ao presidente da Metalúrgica Santa Rita S.A (Mesarisa) em função das mudanças que estão ocorrendo no mundo dos negócios. Mostrou ao executivo principal da empresa que a área de T&D está fazendo o máximo possível para manter ume elevado nível de treinamento e qualificação do pessoal. No entanto, esses esforços são pequenos demais para suprir a enormes necessidades de competências que a empresa requere. É necessário um esquema integrado de educação corporativa capaz de fornecer mais do que simplesmente treinamento para o preenchimento de funções atuais dos funcionários da empresa. Oliveira defende uma dupla posição: a primeira é de que o treinamento provê a empresa de habilidades individuais em relação à tarefa atual e elas se tornam rapidamente obsoletas em função mudanças e transformações que ocorrem. A segunda posição é de que a empresa precisa ser suficientemente antecipatória, e que não apenas reativa, em relação às necessidades de competências essenciais indispensáveis à sua competitividade e sustentabilidade. É necessária uma gestão que envolva o conhecimento corporativo e as competências essenciais, permitindo aumentar o capital humano e, consequentemente, o capital intelectual da Mesarisa. Se tivesse no lugar de Oliveira, como você montaria e apresentaria um plano de educação corporativa para a empresa e o justificaria de custos e benefícios? ATIVO INTANGÍVEL Trata-se de um ativo não monetário identificável sem substância física ou incorpóreo (CPC 04), isto é, possui valor econômico, mas não tem existência física. Representa direitos de uso de um bem ou direitos associados a uma organização. Obs: Ativo Monetário é aquele representado por dinheiro ou por direitos a serem recebidos em dinheiro ATIVO ATIVOS TANGÍVEIS ATIVOS INTANGÍVEIS GOODWILL CAPITAL INTELECTUAL EXEMPLOS DE ATIVOS INTANGÍVEIS: MARCAS PATENTES LICENÇAS SOFTWARES FUNDO DE COMÉRCIO ADQUIRIDO FRANQUIAS DIREITOS AUTORAIS DIREITOS DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL E DE SERVIÇOS DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA RECEITAS E FÓRMULAS MODELOS, PROJETOS E PROTÓTIPOS KNOW-HOW CAPITAL INTELECTUA ENTRE OUTROS CONCEITO: O conhecimento é considerado o principal fator de produção de riquezas; O Capital Intelectual é a posse de conhecimento, experiência aplicada, tecnologia organizacional, relacionamento com clientes e habilidades profissionais que proporcionem a entidade uma vantagem competitiva no mercado. (Edvinson e Malone, 1998, p. 40). Conjunto de ativos intangíveis representados pelo acervo de conhecimentos e benefícios utilizado e geradores do diferencial competitivo e que agregam valor à organização. (Glossário Critérios de Excelência 2003 – 2009) Capital intelectual é a soma dos conhecimentos, informações, propriedade intelectual e experiência de todos em uma empresa, que podem ser utilizados para gerar riqueza e vantagem competitiva (Thomas Stewart, 1998). É o material que foi formalizado, capturado e alavancado a fim de produzir um ativo de maior valor (Klein & Prussak, 2013) EXEMPLOS: Em 1995, a IBM pagou US$ 3,5 bilhões (14 vezes o valor contábil de US$ 250 milhões) pela compra da Lotus, por que lhe interessava o conhecimento desenvolvido pela empresa. A Microsoft é mais capital intelectual do que físico. A empresa fundada por Bill Gates possui um valor de mercado que corresponde a 100 vezes o seu patrimônio tangível. A Nokia, empresa finlandesa, cuja divisão de celulares foi comprada pela Apple, possuía apenas cinco empregados e faturava em torno de US$ 200 milhões ao ano. DIVISÃO DO CAPITAL INTELECTUAL Os autores Edvinson e Malone (1998) dividem em três categorias os fatores dinâmicos ocultos do capital intelectual: COMO VOCÊ ESTÁ NESSE EXATO MOMENTO? DIVISÃO DO CAPITAL INTELECTUAL O Capital Humano é o conhecimento, a experiência, o poder de inovação e a habilidade dos empregados para realizar suas tarefas, além dos valores, cultura e a filosofia da entidade. (Edvinsson e Malone, 1998) O Capital Estrutural segundo Santos e Schmidt (2002, p. 183), “é a transformação do conhecimento dos indivíduos em um ativo da entidade, por meio da melhoria contínua e do compartilhamento da criatividade e da experiência” O Capital de Clientes é a importância do valor do relacionamento da empresa com seus clientes, objetivando a satisfação, permanência, percepção na política de preços e o bem-estar financeiro dos clientes de longo prazo. DIVISÃO DO CAPITAL INTELECTUAL Pelas definições, podemos concluir que o valor de mercado de uma empresa é resultado da soma de seu capital financeiro com o seu capital intelectual. Sendo que esse capital intelectual é basicamente constituído do capital humano com o capital estrutural. Segundo Edvinsson e Malone (1998, p.47), o capital estrutural é composto do relacionamento positivo com os clientes com o capital organizacional da empresa. Esse capital organizacional representa os valores agregados com a inovação e a melhoria dos processos na organização. VALOR DE MERCADO DA EMPRESA CAPITAL FINANCEIRO (MOEDA FINANCEIRA) + CAPITAL INTELECTUAL (MOEDA INTELECTUAL) Capital intelectual, valores e ativos intangíveis O capital intelectual da organização passou a ser analisado com base no valor dos clientes, valor da organização e valor de competências. Vamos conhecer cada um deles. O valor dos clientes pode ser mensurado com base em um valor proporcional ao crescimento, força e lealdade dos clientes. Tem uma ligação estreita com a estrutura externa da organização, isto é, ao relacionamento com clientes, ao impacto nos retornos, à imagem da organização e, por fim, à expansão da estrutura para ampliar as relações externas. Já o valor da organização pode ser mensurado com base no valor derivado dos sistemas, processos, criação de novos produtos e estilo administrativo. Está relacionado com a estruturainterna: sistemas e processos, ferramentas de negócios, marcas registradas e cultura organizacional. Temos também o valor de competências mensurado com base no valor da organização fortemente ligado ao crescimento e desenvolvimento das competências individuais e como são aplicadas pela organização ao que o cliente necessita. Reúne as habilidades dos colaboradores para agirem de forma eficaz diante de situações adversas. Capital intelectual, valores e ativos intangíveis Desta forma, Chiavenato (2016) nos fornece um comparativo dos paradigmas relacionados à era industrial e à era do conhecimento, considerando os ativos intangíveis que compõe o capital intelectual: Quadro 2 - Comparativo dos paradigmas da Era industrial e do Conhecimento na perspectiva de alguns elementos estruturais. Fonte: CHIAVENATO, 2016, p. 139. MENSURAÇÃO COMO MENSURAR ALGO INVISÍVEL? COMO MENSURAR ALGO QUE NÃO PODEMOS TOCAR? Apple e Google são as marcas mais valiosas do planeta, com base em três critérios de avaliação: o resultado financeiro dos produtos e serviços vendidos, o papel da marca e sua influência na escolha do consumidor e a força da marca (MICROSOFT, 2017). MENSURAÇÃO A mensuração e gerenciamento dos ativos intangíveis permanece sendo uma das principais discussões gerenciais da atualidade. Isto porque a importância crescente do conhecimento não somente acrescenta mais uma variável ao processo produtivo, mas muda substancialmente sua estrutura (ALVARENGA NETO, 2008). Tradicionalmente, as organizações medem os seus ativos tangíveis com base em indicadores como crescimento, renovação, eficiência e estabilidade. Já os ativos intangíveis podem ser mensurados em relação ao investimento feito pelas organizações no conhecimento das pessoas. Exemplos práticos podem ser identificados quando as organizações desenvolvem programas de educação corporativa e de universidades corporativas virtuais para melhorar a gestão do seu capital intelectual. MENSURAÇÃO Quer saber quais são as outras marcas valiosas? 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Mas o conhecimento cresce ao ser compartilhado e utilizado e se deteriora com seu desuso. Para entendermos melhor, vamos analisar: quando alguém nos dá R$100,00, nós ganhamos, mas a pessoa perde. Quando alguém transfere conhecimento a outra pessoa, ambos ganham, pois a pessoa que transferiu o conhecimento não o perde e na interação gerada também ganha mais conhecimento. O conhecimento se multiplica. Mas se um ativo intangível não é utilizado nem compartilhado vai se desvalorizando e sendoesquecido. Essa lógica é inversa à da depreciação dos ativos tangíveis. EXEMPLO Imagine uma empresa do ramo de sustentabilidade. Que invista, digamos, em pesquisas para criar metodologias e promover maior rendimento ambiental e econômico: o capital intelectual dessa organização é constituído por tudo o que resultar dessas pesquisas – sejam resultados bons ou ruins. Hoje, o capital intelectual é considerado um diferencial competitivo fundamental. MENSURAÇÃO Entendidas estas bases sobre o valoramento dos ativos intangíveis, vamos conhecer alguns métodos de mensuração, de acordo com a análise de Bontis et al. (1999). Human Resource Accounting (HRA – Contabilidade de recursos humanos): o HRA expressa o valor econômico das pessoas e provê os insumos e entradas para auxiliar as decisões financeiras e gerenciais. Balanced Scorecard (BSC – Marcador balanceado): o BSC é estruturado em termos de quatro perspectivas: financeira, cliente, processos internos e aprendizagem e conhecimento. Ao fazer isso organiza e balanceia o sistema de mensuração da organização. Economic Value Added (EVA – Valor econômico agregado): o EVA agrega orçamento e planejamento financeiro, estabelecimento de metas e objetivos, mensuração de performance, comunicação com os acionistas e remuneração por incentivos. Avalia a gestão financeira. Intelectual Capital (IC – Capital intelectual): a análise de recursos intangíveis e seus respectivos fluxos constituí o sistema de medição do capital intelectual. MENSURAÇÃO Agora vamos conhecer as sugestões de Stewart (1998) para indicadores do capital intelectual nas empresas e a eficiência da gestão da informação: Razão do valor de mercado/valor contábil: a diferença entre o valor de avaliação da empresa e o seu valor contábil é o valor de mercado e constitui o valor do capital intelectual. O Q de Tobin: relacionado com a regra dos rendimentos decrescentes, este indicador é medido pela razão da comparação do valor de mercado de um ativo com seu custo de reposição. Cálculo do valor intangível: o valor dos ativos intangíveis é representado pela capacidade de uma empresa superar o desempenho de um concorrente médio, que possui ativos intangíveis semelhantes. Calculo da inovação: o porcentual de vendas atribuído a novos produtos e serviços, originados de patentes, propriedade intelectual, direito autoral, entre outros. Rotatividade do capital de giro: utilização de ativos intangíveis como a informação, em substituição aos tangíveis, como os estoques. Medida de satisfação do cliente: pode ser medida por meio do índice de retenção, volume de negócios, tolerância a preços dos concorrentes, custo de retenção ou fidelização. Mapeamento do capital intelectual intraorganizacional: as pessoas detentoras de conhecimento na organização podem divulgar o seu conhecimento por meio de “páginas amarelas corporativas”. MENSURAÇÃO Diante de todas essas informações, será que estes indicadores realmente representam o valor do capital intelectual? Pois saiba que os indicadores permitem uma aproximação genérica do valor do capital intelectual, porém perdem a diferenciação do processo. Por este motivo, ao tratar do capital intelectual não podemos pensar apenas em números. É necessário integrar indicadores dentro de um contexto que nos permita visualizar a dinâmica em que estes elementos participam. CONCLUSÃO Por fim, podemos concluir que a aprendizagem contínua é a principal vantagem (alavanca) competitiva das organizações. Não basta apenas ter capital financeiro para iniciar e conduzir um negócio, é indispensável que os gestores a veem de forma complexa e holística. Sendo que o capital intelectual, no mundo de hoje, extremamente competitivo, adquire cada vez mais a condição crítica de sucesso às organizações. Desprezá-lo é “dar um tiro no pé” PRÓXIMA AULA APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE INOVAÇÃO E INOVAÇÃO NAS EMPRESAS Até a próxima aula; Fiquem com Deus! Abraços virtuais da Tia Mari.