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RIEAM Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar É um conjunto de regras adoptadas por todos os países, definindo procedimentos para que os navegantes possam evitar situações de perigo ou mesmo de colisão. Nota: A autoria do presente documento deverá ser escrupulosamente salvaguardada, não estando autorizada a sua modificação ou a sua utilização para outro propósito que não a formação no Centro FOR-MAR Autor: José P.Marques Regra 12 Quando dois navios à vela se encontram, com risco de abalroamento, a manobra a efectuar é de acordo com um dos 3 casos possíveis: Autor: José P.Marques Quando recebem o vento por bordos diferentes (ou na dúvida de quais as amuras da outra embarcação), desvia-se o que recebe o vento por Bombordo (BB). Autor: José P.Marques Quando recebem o vento pelo mesmo bordo - Desvia-se o que está a Barlavento (o que se situa entre o ponto donde sopra o vento e a outra embarcação). Autor: José P.Marques Autor: José P.Marques Toda a embarcação que alcança outra, desvia-se por BB ou EB. No entanto, para que não se coloque em zona de sombra (do vento), o navio alcançante deverá passar por barlavento do navio alcançado. Assim, não se coloca em zona de sombra, não perdendo andamento. Autor: José P.Marques Uma embarcação à vela, desde que tenha o motor a trabalhar é considerada uma embarcação a motor, e por tal facto estará sujeita às regras das embarcações a motor. Neste caso deverá içar um balão cónico com o vértice para baixo. Autor: José P.Marques Regra 14 Quando dois navios de propulsão mecânica se aproximam um do outro "roda a roda" (proa com proa), ou quase roda a roda, de tal forma que existe risco de abalroamento, nenhum tem prioridade e devem guinar ambos para estibordo (EB), de forma a passarem por bombordo um do outro. Autor: José P.Marques Considera-se que dois navios navegam roda a roda ou quase, quando um navio vê o outro na proa ou quase, e a navegar na sua direcção (de noite, terá que ver ambas as luzes de navegação de EB e BB). Autor: José P.Marques Regra 15 Quando dois navios de propulsão mecânica navegam em Rumos que se cruzam, de tal forma que existe risco de abalroamento, o navio que vê o outro por EB deve afastar-se do seu caminho, evitando cortar-lhe a proa. Autor: José P.Marques Obs.: No entanto, quando um Navio que tem direito a Rumo, estiver a aproximar-se de outro com perigo de abalroamento (por falta de desvio de quem tinha obrigação de o fazer), deverá manobrar adequadamente para ajudar a evitar o abalroamento. Autor: José P.Marques O Navio "A" dá caminho (desvia-se para deixar passar o outro) aos navios que se aproximam dentro deste sector. Deve fazê-lo sempre de maneira a passar-lhe safo pela POPA. O Navio "A" tem direito ao RUMO que leva, sobre todos os navios que se aproximarem dentro deste sector O Navio “A” tem direito ao RUMO que leva, sobre todos os navios que se aproximarem dentro deste sector, seja qual for o seu tipo ou actividade. Autor: José P.Marques O navio alcançante deve desviar-se sempre do navio alcançado, quer se trate de navios à vela ou a motor. Considera-se navio alcançante todo aquele que se aproxima de outro pelo seu sector de popa. Autor: José P.Marques Um navio de propulsão mecânica deve desviar- se de outro que navegue à vela (excepto se o navio à vela for o alcançante) Autor: José P.Marques Observação importantes: Chama-se no entanto a atenção para o facto de que na prática, isto só acontece no caso do navio à vela ser de grande porte (por exemplo, o Navio Sagres). No caso da embarcação a motor ser de recreio (de dimensões semelhantes ao de à vela), esta regra aplica-se efectivamente. Na prática, é aconselhável que qualquer navio à vela se desvie do Rumo de qualquer navio a motor Autor: José P.Marques Regra 9 Os navios que naveguem em canais estreitos devem, sempre que possível, encostar-se a EB. Autor: José P.Marques Os navios com comprimento inferior a 20 metros, os navios à vela e os navios em faina de pesca não devem dificultar a passagem dos navios maiores. Autor: José P.Marques Aproximando-se de uma curva sem visibilidade, ou à entrada ou saída de uma doca igualmente sem adequada visibilidade, os navios devem efectuar um apito longo, e, se um navio tencionar ultrapassar outro deve efectuar a sinalização adequada (Regra 34) Autor: José P.Marques Um Navio não deve atravessar um Canal estreito ou uma via de acesso se, ao fazê-lo, dificultar a passagem de Navios que só podem navegar com segurança nesse canal ou via de acesso Autor: José P.Marques Medidas angulares dos faróis de navegação (movimento) Sectores dos Faróis de Navegação Regra 21 Autor: José P.Marques Iluminação de Navios a navegar Navio com menos de 50m Navio com mais de 50m Autor: José P.Marques Navio inferior a 12m e superior a 7m Navio inferior a 7m e velocidade inferior a 7nós Autor: José P.Marques De noite, Navio à Vela inferior a 20m De noite, Navio à Vela superior a 20m Autor: José P.Marques