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METODOLOGIA FÔNÉTICA COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA PARA ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO. Acadêmica Adriana dos Santos SUMÁRIO INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................................... 3 OBJETIVO ............................................................................................................................................................ 5 PRINCIPAIS DESCOBERTAS ................................................................................................................................... 6 Autismo e a Educação #1 ........................................................................................................................... 6 Metodologia Fônica #2 ........................................................................................................................... 8 Por que a Metodologia Fônica Funciona #3 ............................................................................................... 9 METODOLOGIA .................................................................................................................................................. 10 CONCLUSÃO ...................................................................................................................................................... 12 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................................... 13 INTRODUÇÃO O presente projeto, tem como área de concentração Educação Inclusiva, cujo o tema escolhido foi práticas inclusivas. Este E-book abordará as diversas maneiras de trabalhar com alunos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) . Por muito tempo a sociedade escolheu excluir do ambiente escolar os alunos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Sabemos que no processo de alfabetização cada aluno aprende de uma maneira diferente, independentemente se o aluno possui alguma deficiência ou não. A alfabetização e o letramento são essenciais para que a criança consiga interagir na sociedade. É necessário que a criança seja estimulada, para que dessa maneira possa minimizar as barreiras impostas pelo transtorno. Buscar conhecer o aluno de forma individual e perceber quais são seus déficits e forma como aprende é primordial. Inúmeras pesquisas descrevem que não somente o conhecimento específico, é suficiente para incluir esses alunos, é necessário um conjunto de práticas no modo como a Instituição pensa e faz educação. Para compreender uma criança com TEA é preciso entender o seu jeito de pensar, se relacionar e agir, ou seja, procurar vê-lo como alguém que apresenta modos diferentes e por isso necessita de respeito. Porem, não é um sujeito incapaz de, mas, que pode fazer as coisas de maneira diferente. Trabalhando com a metodologia fônica ajudará os alunos a terem maior familiarização com as letras e as palavras e o seu som. A partir do reconhecimento do som de cada letra, os alunos tem a possibilidade de juntá-las, formando, assim, sílabas e palavras. Segundo Pereira (2013), “o método fônico é baseado no ensino do código alfabético de forma dinâmica, ou seja, as relações entre sons e letras devem ser feitas através do planejamento de atividades lúdicas para levar as crianças a aprender a codificar a fala em escrita e a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento”. OBJETIVO O objetivo principal deste programa de extensão é garantir que todos os alunos possam aprender de maneira inclusiva, respeitando o desenvolvimento cerebral e cognitivo do aluno, assim como a forma que ele aprende a ler e a escrever. O trabalho teve por objetivo geral exercer práticas inclusivas que possivelmente podem ser exercidas pelos professores para inserir os alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas regulares. Pode-se afirmar que a aprendizagem significativa passa a existir à partir do momento em que o aluno consegue expressar o que foi transmitido, mesmo que de diferentes conceitos. O objetivo específico buscou compreender como os alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desenvolvem os processos de alfabetização e como os mesmos lidam com o processo de alfabetização. E apresentar as possibilidades, incluindo a dimensão do sujeito psíquico, e não exclusivamente a da capacidade cognitiva, como uma ferramenta pedagógica, para auxiliar os professores e possibilitar que todos os alunos sejam incluídos. PRINCIPAIS DESCOBERTAS Por uma longa trajetória pessoas com determinada deficiência foram marcadas pela exclusão social. Após a declaração de Salamanca em 1994, a educação nacional passou por um processo de adequação para aceitação dessas pessoas em escola de ensino regular, inclusive alunos com o Transtorno de Espectro Autista (TEA). O Transtorno de Espectro Autista é uma Síndrome que afeta o neuro desenvolvimento infantil, com dificuldade qualitativa chamada de tríade do comprometimento, repetitivo, podendo apresentar também sensibilidade sensorial, problemas gastrointestinais, preferências por alimentação liquida, medo de mudanças, etc. (FONTES, 2016). I. AUTISMO E A EDUCAÇÃO FONTE: Imagem retirada do site Hospital São Bernardo FONTE: Imagem retirada do site Hospital São Bernardo PRINCIPAIS DESCOBERTAS Os alunos com autismo geralmente apresentam dificuldades na alfabetização. Da mesma forma, professores precisam buscar metodologias eficazes que garantam a aprendizagem da leitura e da escrita no autismo. Segundo Cunha (2019) a escola é peça fundamental para o desenvolvimento dos alunos “o trabalho que na escola estabelece impreterivelmente a ação. A ação move os corações bem mais do que as teorias. Não se constroem os movimentos de aprendizagem somente com a qualidade das nossas ideias, mas principalmente, com o valor das nossas ações.” A dificuldade de aprendizagem no processo de alfabetização se torna acentuado quando utilizam metodologias tradicionais. Crianças com Transtorno de Espectro Autista possuem uma maneira diferente de processar informações e precisam ser estimuladas de maneira apropriada. O próximo capítulo será apresentada a metodologia mais adequada para alfabetizar alunos com TEA. Símbolo do autismo. PRINCIPAIS DESCOBERTAS II. METODOLOGIA FÔNICA O método fônico, também chamado de método fonético, funciona pela combinação de um símbolo no caso, as letras e as palavras a seu som, o fonema. A partir do reconhecimento do som de cada letra, a criança consegue juntá-las, formando, assim, sílabas e palavras. As crianças alfabetizadas por meio do método fônico aprendem, desde cedo, qual a forma adequada de pronunciar os sons da língua portuguesa. Por se tratar de um método que destaca a oralidade, os alunos crescem inseridos em um ambiente em que a fala e a escrita são realizadas de maneira apropriada à comunicação. PRINCIPAIS DESCOBERTAS III. POR QUE METODOLOGIA FÔNICA FUNCIONA O método fônico de alfabetização envolve o estímulo à utilização da língua escrita a partir da movimentação da boca. Esse estímulo, característico do método, é ainda complementado com a forma na qual a criança em fase de alfabetização será encorajada a pensar linguisticamente. A metodologia fônica é eficaz na alfabetização de crianças com autismo, porque respeita o desenvolvimento cerebral e cognitivo do aluno, assim como a forma que ele aprende a ler e a escrever. METODOLOGIA A utilização do método fônico permite que o aluno desenvolva atividades intelectuais e cognitivas de maneira divertida, relacionando a pronuncia com assuntos pertinentes ao dia-a-dia do aluno. Para desenvolver a consciência fonêmica, o professor (ou o adulto que se propor a alfabetizar uma criança em casa) deve apresentar os sons das palavras, mas não de maneira mecânica e sem sentido, tornando maçante o aprendizado. Tornar o aprendizado lúdico estimula a curiosidade do aluno em aprender.O desenvolvimento da consciência fonêmica é a base para a descoberta do princípio alfabético. Consciência fonêmica refere-se à capacidade de identificar os segmentos de som que formam uma palavra. Esses seguimentos se chamam fonemas. O método fônico é a maneira de alfabetizar através dessa conscientização. a ideia de que quando se muda uma letra da palavra, muda-se a pronúncia da palavra. Exemplo: se havia lago e mudou para mago, a criança percebe que mudou algo. Se havia pá e virou pé, ela percebe que muda a forma de escrever e de ler a palavra. METODOLOGIA O professor pode estar utilizando palavras já existentes, desmembrar a palavra e à partir desse desmembramento tornar possível a construção outras palavras. Pode ser utilizado também inúmeros métodos, o professor pode estar utilizando algumas silabas impressas e disponibilizar ao aluno para que o mesmo construa duas fileiras de silabas separadas, que não possuem nenhum nexo - desconexas (que não combinam entre si). O professor submeterá o aluno a tentar ler aquelas palavras, com essa atividade o aluno estimulará, rapidez, a sua memória (aluno lembrará da formação das palavras) e algumas informações. EXEMPLO CONCLUSÃO Atualmente o método fônico começou a ser utilizado nas práticas docentes para driblar as dificuldades do método alfabético. A criança começa a aprender a ler e a escrever a partir da relação entre fonemas e grafemas. O aluno com autismo possui uma falha no lugar da linguagem, tornando o processo de alfabetização um pouco mais complexo. O professor deve estar ciente que para ajudar esse aluno é necessário se atentar que cada aluno é um ser único e se necessário moldar os programas de aprendizado conforme os déficits apresentados que afetam o aprendizado e a interação no seu dia-a-dia com o intuito de diminuir os desafios do TEA. É fundamental que o professor tenha sensibilidade de enxergar o mundo através dos olhos de seus alunos, e utilizar esta perspectiva para ensiná-los. O presente trabalho é apenas um síntese desse campo amplo e recente na história da educação. REFERÊNCIAS BERNARDINO, L. M. F. A importância da escrita na clínica do autismo. 2015, vol.20, n.3. CUNHA, E. Autismo e inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família. Rio de Janeiro: Gerente, 2009 DECLARAÇÃO DE SALAMANCA. Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Brasília: UNESCO, 1994. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pd.>. Acesso em: 10 out. 2020. FONTES A. Transtorno do Espectro Autista (TEA). São Paulo, 2016. Disponível em: <http://www.plenamente.com.br/artigo.php?FhIdArtigo=207#.V0jSZjUrLIV>. Acesso em: 10 out. 2020. Instituto Alfa e Beto. Alfabetização: como ensinar a ler e a escrever com o método fônico. 2016. Disponível em: <https://www.alfaebeto.org.br/2016/04/20/alfabetizacao-com-metodo-fonico/>. Acesso em 10 out. 2020. MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Summus, 2015. NUNES, D. R. P., et. al. Processos de Leitura em Educandos com Autismo: um Estudo de Revisão 1 Literacy Process in Students with Autism Spectrum Disorder (ASD): a Review Study. REFERÊNCIAS PEREIRA, C. C., et. al. Alfabetização: métodos e algumas reflexões. Caldas Novas: UNICALDAS, 2013. SBSBlog. Autismo em bebê: como identificar os primeiros sinais. 2018 Disponível em: <https://saobernardo.com/blog/autismo-em-bebe-como-identificar/>.