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C N
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
C
CIÊNCIAS
HUMANAS
HL
LINGUAGENS
E CÓDIGOS
C M
MATEMÁTICA
T
R.P.A. - FUVEST
Revisão Programada Anual
CARO ALUNO
Desde 2010, o Hexag Medicina é referência em preparação pré-vestibular de candidatos à carreira de 
Medicina. Você está recebendo o livro Fuvest (questões objetivas) - R.P.A. (Revisão Programada Anual). Este mate-
rial tem o objetivo de verificar se você apreendeu os conteúdos estudados, oferecendo-lhe uma seleção de questões 
ideais para exercitar sua memória.
Aproveite para aprimorar seus conhecimentos.
Bons estudos!
Herlan Fellini
SUMÁRIO
 LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
GRAMÁTICA 7
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 17
LITERATURA 25
INGLÊS 35
 REDAÇÃO 41
 CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
HISTÓRIA GERAL 51
HISTÓRIA DO BRASIL 61
FILOSOFIA 73
SOCIOLOGIA 81
GEOGRAFIA 1 89
GEOGRAFIA 2 103
 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
BIOLOGIA 1 115
BIOLOGIA 2 123
BIOLOGIA 3 131
FÍSICA 1 141
FÍSICA 2 149
FÍSICA 3 159
QUÍMICA 1 171
QUÍMICA 2 181
QUÍMICA 3 191
 MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
MATEMÁTICA 1 203
MATEMÁTICA 2 209
MATEMÁTICA 3 217
LINGUAGENS, CÓDIGOS
e suas tecnologiasL
ENTRE LETRAS
C
Fuvest - Gramática, Literatura,
e Interpretação de Texto
Fuvest - Inglês
7
Prescrição: Para a resolução dos exercícios de Gramática da FUVEST são necessários conhecimentos 
variados sobre morfologia (verbos, pronomes e conjunções) e sintaxe do período simples e composto 
(sujeito, transitividade em período simples e regência).
GRAMÁTICA
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest 2019) Sim, estou me associando à 
campanha nacional contra os verbos que 
acabam em “ilizar”. Se nada for feito, daqui 
a pouco eles serão mais numerosos do que os 
terminados simplesmente em “ar”. Todos os 
dias os maus tradutores de livros de marketing 
e administração disponibilizam mais e 
mais termos infelizes, que imediatamente 
são operacionalizados pela mídia, 
1reinicializando palavras que já existiam 
e eram perfeitamente claras e eufônicas. 
 
A doença está tão disseminada que muitos 
verbos honestos, com currículo de ótimos 
serviços prestados, estão a ponto decair 
em desgraça entre pessoas de ouvidos 
sensíveis. Depois que você fica alérgico 
a disponibilizar, como você vai admitir, 
digamos, 2”viabilizar”? É triste demorar 
tanto tempo para a gente se dar conta de 
que 3”desincompatibilizar” sempre foi um 
palavrão.
FREIRE, Ricardo. Complicabilizando. Época, ago. 2003.
Com base no texto, é correto afirmar: 
a) A “campanha nacional” a que se refere 
o autor tem por objetivo banir da língua 
portuguesa os verbos terminados em “ilizar”. 
b) O autor considera o emprego de verbos como 
“reinicializando” (ref. 1) e “viabilizar” (ref. 
2) uma verdadeira “doença”. 
c) A maioria dos verbos terminados em “(i)
lizar”, presentes no texto, foi incorporada à 
língua por influência estrangeira. 
d) O autor, no final do primeiro parágrafo, aca-
ba usando involuntariamente os verbos que 
ele condena. 
e) Os prefixos “des” e “in”, que entram na 
formação do verbo “desincompatibilizar” 
(ref. 3), têm sentido oposto, por isso o autor 
o considera um “palavrão”. 
TEXTO PARA A QUESTÃO A SEGUIR.
Mito, na acepção aqui empregada, não 
significa mentira, falsidade ou mistificação. 
Tomo de empréstimo a formulação de 
Hans Blumenberg do mito político como 
um processo contínuo de trabalho de uma 
narrativa que responde a uma necessidade 
prática de uma sociedade em determinado 
período. Narrativa simbólica que é, o mito 
político coloca em suspenso o problema 
da verdade. Seu discurso não pretende ter 
validade factual, mas também não pode 
ser percebido como mentira (do contrário, 
não seria mito). O mito político confere um 
sentido às 1circunstâncias que envolvem os 
indivíduos: ao 2fazê-los ver sua condição 
presente como parte de uma história em 
curso, ajuda a compreender e suportar o 
mundo 3em 4que vivem.
ENGELKE, Antonio. O anjo redentor. 
Piauí, ago. 2018, ed. 143, p. 24. 
 2. (Fuvest 2019) Sobre o sujeito da oração “em 
que vivem” (ref. 3), é correto afirmar: 
a) Expressa indeterminação, cabendo ao leitor 
deduzir a quem se refere a ação verbal. 
b) Está oculto e visa evitar a repetição da 
palavra “circunstâncias” (ref. 1). 
c) É uma função sintática preenchida pelo 
pronome “que” (ref. 4). 
d) É indeterminado, tendo em vista que não é 
possível identificar a quem se refere a ação 
verbal. 
e) Está oculto e seu referente é o mesmo do 
pronome “os” em “fazê-los” (ref. 2). 
TEXTO PARA A QUESTÃO A SEGUIR.
O rumor crescia, condensando-se; o zunzum 
de todos os dias acentuava-se; já se não des-
tacavam vozes dispersas, 1mas um só ruído 
compacto que enchia todo o cortiço. Come-
çavam a fazer compras na venda; ensarilha-
vam-se* discussões e rezingas**; 2ouviam-
-se gargalhadas e pragas; já se não falava, 
8
gritava-se. Sentia-se naquela fermentação 
sanguínea, naquela gula viçosa de plantas 
rasteiras que mergulham os pés vigorosos 
na lama preta e nutriente da vida, 3o prazer 
animal de existir, a triunfante satisfação de 
respirar sobre a terra.
Da porta da venda que dava para o cortiço iam 
e vinham como formigas; fazendo compras.
Duas janelas do Miranda abriram-se. 
Apareceu numa a Isaura, que se dispunha a 
começar a limpeza da casa.
– Nhá Dunga! 4gritou ela para baixo, a 
sacudir um pano de mesa; se você tem cuscuz 
de milho hoje, 5bata na porta, ouviu?
Aluísio Azevedo, O cortiço.
* ensarilhar-se: emaranhar-se.
** rezinga: resmungo.
 3. (Fuvest 2018) Constitui marca do registro 
informal da língua o trecho 
a) “mas um só ruído compacto” (ref. 1). 
b) “ouviam-se gargalhadas” (ref. 2). 
c) “o prazer animal de existir” (ref. 3). 
d) “gritou ela para baixo” (ref. 4). 
e) “bata na porta” (ref. 5). 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.
Tornando da malograda espera do tigre, 
1alcançou o capanga um casal de velhinhos, 
2que seguiam diante dele o mesmo caminho, 
e conversavam acerca de seus negócios 
particulares. Das poucas palavras que 
apanhara, percebeu Jão Fera 3que destinavam 
eles uns cinquenta mil-réis, tudo quanto 
possuíam, à compra de mantimentos, a fim 
de fazer um moquirão*, com que pretendiam 
abrir uma boa roça. 
- Mas chegará, homem? perguntou a velha. 
- Há de se espichar bem, mulher! 
Uma voz os interrompeu: 
- Por este preço dou eu conta da roça! 
- Ah! É nhô Jão! 
Conheciam os velhinhos o capanga, a quem 
tinham por homem de palavra, e de fazer o 
que prometia. Aceitaram sem mais hesitação; 
e foram mostrar o lugar que estava destinado 
para o roçado. 
Acompanhou-os Jão Fera; porém, 4mal seus 
olhos descobriram entre os utensílios a en-
xada, a qual ele esquecera um momento no 
afã de ganhar a soma precisa, que sem mais 
deu costas ao par de velhinhos e foi-se dei-
xando-os embasbacados. 
ALENCAR, José de. Til. 
* moquirão = mutirão (mobilização coletiva 
para auxílio mútuo, de caráter gratuito). 
 4. (Fuvest 2015) Considerada no contexto, 
a palavra sublinhada no trecho “mal seus 
olhos descobriram entre os utensílios a en-
xada” (ref. 4) expressa ideia de 
a) tempo. 
b) qualidade. 
c) intensidade. 
d) modo. 
e) negação. 
LEIA O TEXTO PARA RESPONDER A QUESTÃO 
A SEGUIR.
O OPERÁRIO NO MAR
 
Na rua passa um operário. Como vai firme! 
Não tem blusa. No conto, no drama, no 
discurso político, a dor do operário está na 
sua blusa azul, de pano grosso, nas mãos 
grossas, nos pés enormes, nos desconfortos 
enormes. Esse é um homem comum, 
apenas mais escuro que os outros, e com 
uma significação estranha no corpo, que 
carrega desígnios e segredos. Para onde vai 
ele, pisando assim tão firme? Não sei. A 
fábrica ficou lá atrás. Adiante é só o campo, 
com algumas árvores, o grande anúncio de 
gasolina americana e os fios, os fios, os fios. 
O operário não lhe sobra tempo de perceber 
que eles levam e trazem mensagens, que 
contam da Rússia, do Araguaia, dos Estados 
Unidos. Não ouve, na Câmara dos Deputados, 
o líder oposicionista vociferando. Caminha 
no campoe apenas repara que ali corre água, 
que mais adiante faz calor. Para onde vai o 
operário? Teria vergonha de chamá-lo meu 
irmão. Ele sabe que não é, nunca foi meu 
irmão, que não nos entenderemos nunca. E 
me despreza... Ou talvez seja eu próprio que 
me despreze a seus olhos. Tenho vergonha 
e vontade de encará-lo: uma fascinação 
quase me obriga a pular a janela, a cair em 
frente dele, sustar-lhe a marcha, pelo menos 
implorar-lhe que suste a marcha. Agora 
está caminhando no mar. Eu pensava que 
isso fosse privilégio de alguns santos e de 
navios. Mas não há nenhuma santidade no 
operário, e não vejo rodas nem hélices no 
seu corpo, aparentemente banal. Sinto que 
o mar se acovardou e deixou-o passar. Onde 
estão nossos exércitos que não impediram 
o milagre? Mas agora vejo que o operário 
está cansado e que se molhou, não muito, 
mas se molhou, e peixes escorrem de suas 
mãos. Vejo-o que se volta e me dirige um 
sorriso úmido. A palidez e confusão do seu 
rosto são a própria tarde que se decompõe. 
Daqui a um minuto será noite e estaremos 
irremediavelmente separados pelas 
circunstâncias atmosféricas, eu em terra 
9
firme, ele no meio do mar. Único e precário 
agente de ligação entre nós, seu sorriso cada 
vez mais frio atravessa as grandes massas 
líquidas, choca-se contra as formações 
salinas, as fortalezas da costa, as medusas, 
atravessa tudo e vem beijar-me o rosto, 
trazer-me uma esperança de compreensão. 
Sim, quem sabe se um dia o compreenderei? 
ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. 
 5. (Fuvest 2015) Dentre estas propostas de 
substituição para diferentes trechos do 
texto, a única que NÃO está correta do ponto 
de vista da norma-padrão é: 
a) “Para onde vai ele, (...)?” = Aonde vai ele, 
(...)? 
b) “O operário não lhe sobra tempo de perce-
ber” = Ao operário não lhe sobra tempo de 
perceber. 
c) “Teria vergonha de chamá-lo meu irmão” = 
Teria vergonha de chamá-lo de meu irmão. 
d) “Tenho vergonha e vontade de encará-lo” = 
Tenho vergonha e vontade de o encarar. 
e) “quem sabe se um dia o compreenderei” = 
quem sabe um dia compreenderei-o. 
RAio X - Análise eXpositivA
 1. A afirmação de que “maus tradutores 
de livros de marketing e administração 
disponibilizam mais e mais termos infelizes” 
permite concluir que o autor considera que a 
incorporação de verbos terminados em “izar” 
à língua portuguesa decorre de influência 
estrangeira. Assim, é correta a opção [C]. 
 2. A oração “em que vivem” apresenta sujeito 
oculto, elíptico ou desinencial. Remete ao 
termo “indivíduos”, referido também no 
pronome oblíquo “os” da expressão verbal 
“fazê-los”. Assim, é correta a opção [E]. 
 3. A opção [E] apresenta frase que denota 
registro informal da língua, pois o verbo 
“bater” deve ser acompanhado da preposição 
“a” para expressar ação de golpear a porta. 
Assim, a frase deveria ser substituída por 
bata à porta para atender às exigências da 
gramática normativa. 
 4. O advérbio “mal” na oração expressa ideia 
de tempo, como é possível verificar com a 
substituição de tal vocábulo pela locução 
“assim que”, preservando-se o sentido: 
“assim que seus olhos descobriram entre os 
utensílios a enxada”. 
 5. A alternativa [A] está correta 
segundo a norma-padrão, pois o verbo 
“ir” exige preposição “a” ou “para”; 
a substituição, portanto, é válida. 
A alternativa [B] está correta segundo a 
norma-padrão, uma vez que a substituição 
emprega o objeto indireto pleonástico: 
o pronome pessoal do caso oblíquo 
“lhe” tem como referente “ao operário”. 
A alternativa [C] está correta segundo a 
norma-padrão, pois o verbo “chamar”, no 
sentido de “nomear” pode apresentar tanto 
a transitividade direta quanto a indireta. 
A alternativa [D] também segue a norma-
padrão, pois o verbo no infinitivo aceita a 
próclise, caso seja precedido de preposição. 
A alternativa [E] não segue a norma-padrão, 
pois, apesar de o verbo estar conjugado 
no futuro (o que obrigaria o emprego da 
mesóclise), há ocorrência de partícula 
atrativa (“um dia”: locução adverbial). 
GAbARito
1. C 2. E 3. E 4. A 5. E
10
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER À 
QUESTÃO 1.
Vivendo e...
Eu sabia fazer pipa e hoje não sei mais. 
Duvido que se hoje pegasse uma bola de 
gude conseguisse equilibrá-la na dobra do 
dedo indicador sobre a unha do polegar, 
quanto mais jogá-la com a 1precisão que 
tinha quando era garoto. (...)
Juntando-se as duas mãos de um 
determinado jeito, com os polegares para 
dentro, e assoprando pelo buraquinho, 
tirava-se um silvo bonito que inclusive 
variava de tom conforme o posicionamento 
das mãos. Hoje não sei mais que jeito é 
esse. Eu sabia a 2fórmula de fazer cola 
caseira. Algo envolvendo farinha e água e 
3muita confusão na cozinha, de onde éramos 
expulsos sob ameaças. Hoje não sei mais. 
A gente começava a contar depois de ver 
um relâmpago e 11o número a que chegasse 
quando ouvia a trovoada, multiplicado 
por outro número, dava a 4distância exata 
do relâmpago. Não me lembro mais dos 
números. (...)
12Lembro o orgulho com que consegui, pela 
primeira vez, cuspir corretamente pelo 
espaço adequado entre os dentes de cima 
e a ponta da língua de modo que o cuspe 
ganhasse distância e pudesse ser mirado. 
Com prática, conseguia-se controlar a 
5trajetória elíptica da cusparada com uma 
6mínima margem de erro. Era 7puro instinto. 
Hoje o mesmo feito requereria 8complicados 
cálculos de balística, e eu provavelmente só 
acertaria a frente da minha camisa. Outra 
9habilidade perdida.
Na verdade, deve-se revisar aquela antiga 
frase. É vivendo e .................... . Não 
falo daquelas 13coisas que deixamos de 
fazer porque não temos mais as condições 
físicas e a coragem de antigamente, como 
subir em bonde andando – mesmo porque 
14não há mais bondes andando. Falo da 
sabedoria desperdiçada, das 10artes que nos 
abandonaram. Algumas até úteis. Quem 
nunca desejou ainda ter o cuspe certeiro 
de garoto para acertar em algum alvo 
contemporâneo, bem no olho, e depois sair 
correndo? Eu já.
Luís F. Veríssimo, Comédias para se ler na escola. 
 
 1. (Fuvest 2013) Considere as seguintes subs-
tituições propostas para diferentes trechos 
do texto:
I. “o número a que chegasse” (ref. 11) = o 
número a que alcançasse.
II. “Lembro o orgulho” (ref. 12) = Recordo-
-me do orgulho.
III. “coisas que deixamos de fazer” (ref. 13) 
= coisas que nos descartamos.
IV. “não há mais bondes” (ref. 14) = não 
existe mais bondes.
A correção gramatical está preservada apenas 
no que foi proposto em 
a) I. 
b) II. 
c) III. 
d) II e IV. 
e) I, III e IV. 
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER À 
QUESTÃO 2.
V – O samba
À direita do terreiro, adumbra-se* na 
escuridão um maciço de construções, ao qual 
às vezes recortam no azul do céu os trêmulos 
vislumbres das labaredas fustigadas pelo 
vento.
(...)
É aí o quartel ou quadrado da fazenda, 
nome que tem um grande pátio cercado de 
senzalas, às vezes com alpendrada corrida 
em volta, e um ou dois portões que o fecham 
como praça d’armas.
Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo 
chão, que ela cobriu de brasido e cinzas, 
dançam os pretos o samba com um frenesi 
que toca o delírio. Não se descreve, nem se 
imagina esse desesperado saracoteio, no qual 
todo o corpo estremece, pula, sacode, gira, 
bamboleia, como se quisesse desgrudar-se.
Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam 
no cangote das mães, ou se enrolam nas 
saias das raparigas. Os mais taludos viram 
cambalhotas e pincham à guisa de sapos em 
roda do terreiro. Um desses corta jaca no 
espinhaço do pai, negro fornido, que não 
sabendo mais como desconjuntar-se, atirou 
consigo ao chão e começou de rabanar como 
um peixe em seco. (...)
José de Alencar, Til.
(*) “adumbra-se” = delineia-se, esboça-se. 
 2. (Fuvest 2013) Na composição do texto, 
foram usados, reiteradamente,
I. sujeitos pospostos;
II. termos que intensificam a ideia de movi-
mento;
III. verbos no presente histórico.11
Está correto o que se indica em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I e II, apenas. 
e) I, II e III. 
Texto para a próxima questão.
Leia o seguinte trecho de uma entrevista 
concedida pelo ministro do Supremo Tribunal 
Federal, Joaquim Barbosa:
Entrevistador: - O protagonismo do STF dos 
últimos tempos tem usurpado as funções do 
Congresso?
Entrevistado: - Temos uma Constituição 
muito boa, mas excessivamente detalhista, 
com um número imenso de dispositivos 
e, por isso, suscetível a fomentar 
interpretações e toda sorte de litígios. 
Também temos um sistema de jurisdição 
constitucional, talvez único no mundo, com 
um rol enorme de agentes e instituições 
dotadas da prerrogativa ou de competência 
para trazer questões ao Supremo. É um leque 
considerável de interesses, de visões, que 
acaba causando a intervenção do STF nas 
mais diversas questões, nas mais diferentes 
áreas, inclusive dando margem a esse tipo 
de acusação. Nossas decisões não deveriam 
passar de duzentas, trezentas por ano. Hoje, 
são analisados cinquenta mil, sessenta mil 
processos. É uma insanidade.
Veja, 15/06/2011. 
 3. (Fuvest 2012) No trecho “dotadas da 
prerrogativa ou de competência”, a presença 
de artigo antes do primeiro substantivo e a 
sua ausência antes do segundo fazem que o 
sentido de cada um desses substantivos seja, 
respectivamente, 
a) figurado e próprio. 
b) abstrato e concreto. 
c) específico e genérico. 
d) técnico e comum. 
e) lato e estrito. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.
Não era e não podia o pequeno reino lusitano 
ser uma potência colonizadora à feição da 
antiga Grécia. O surto marítimo que enche 
sua história do século XV não resultara do 
extravasamento de nenhum excesso de 
população, mas fora apenas provocado por 
uma burguesia comercial sedenta de lucros, 
e que não encontrava no reduzido território 
pátrio satisfação à sua desmedida ambição. 
A ascensão do fundador da Casa de Avis ao 
trono português trouxe esta burguesia para 
um primeiro plano. Fora ela quem, para se 
livrar da ameaça castelhana e do poder da 
nobreza, representado pela Rainha Leonor 
Teles, cingira o Mestre de Avis com a coroa 
lusitana. Era ela, portanto, quem devia 
merecer do novo rei o melhor das suas 
atenções. Esgotadas as possibilidades do 
reino com as pródigas dádivas reais, restou 
apenas o recurso da expansão externa para 
contentar os insaciáveis companheiros de D. 
João I.
Caio Prado Júnior, Evolução política do Brasil. Adaptado.
 4. (Fuvest 2012) No contexto, o verbo “enche” 
indica 
a) habitualidade no passado. 
b) simultaneidade em relação ao termo 
“ascensão”. 
c) ideia de atemporalidade. 
d) presente histórico. 
e) anterioridade temporal em relação a “reino 
lusitano”. 
RECEITA DE MULHER
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de
[haute couture*
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em 
azul,
[como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça 
apenas
[pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só 
encontrável no
[terceiro minuto da aurora.
Vinicius de Moraes.
*“haute couture”: alta costura. 
 5. (Fuvest 2012) Tendo em vista o contexto, 
o modo verbal predominante no excerto e a 
razão desse uso são: 
a) indicativo; expressar verdades universais. 
b) imperativo; traduzir ordens ou exortações. 
c) subjuntivo; indicar vontade ou desejo. 
d) indicativo; relacionar ações habituais. 
e) subjuntivo; sugerir condições hipotéticas. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.
 
Todo o barbeiro é tagarela, e principalmente 
quando tem pouco que fazer; começou 
portanto a puxar conversa com o freguês. Foi 
a sua salvação e fortuna.
12
O navio a que o marujo pertencia viajava 
para a Costa e ocupava-se no comércio de 
negros; era um dos combóis que traziam 
fornecimento para o Valongo, e estava 
pronto a largar.
— Ó mestre! disse o marujo no meio da 
conversa, você também não é sangrador?
— Sim, eu também sangro...
— Pois olhe, você estava bem bom, se 
quisesse ir conosco... para curar 1a gente a 
bordo; morre-se ali que é uma praga.
— 2Homem, eu da cirurgia não entendo 
3muito...
— Pois já não disse que sabe também 
sangrar?
— Sim...
— Então já sabe até demais.
No dia seguinte 4saiu o nosso homem pela 
barra fora: a 6fortuna tinha-lhe dado o meio, 
cumpria sabê-lo aproveitar; de oficial de 
barbeiro dava um salto mortal a médico de 
navio negreiro; restava unicamente saber 
fazer render a nova posição. Isso ficou por 
sua conta.
Por um feliz acaso logo nos primeiros dias 
de viagem adoeceram dois marinheiros; 
chamou-se o médico; ele fez tudo o que 
sabia... sangrou os doentes, e em pouco 
tempo estavam bons, perfeitos. Com isto 
ganhou imensa reputação, e começou a ser 
estimado.
Chegaram com feliz viagem ao seu destino; 
tomaram o seu carregamento de gente, e 
voltaram para o Rio. Graças à 5lanceta do 
nosso homem, nem um só negro morreu, o 
que muito contribuiu para aumentar-lhe a 
sólida reputação de entendedor do riscado.
Manuel Antônio de Almeida, Memórias 
de um sargento de milícias. 
 6. (Fuvest 2011) Para expressar um fato que 
seria consequência certa de outro, pode-se 
usar o pretérito imperfeito do indicativo em 
lugar do futuro do pretérito, como ocorre na 
seguinte frase: 
a) “era um dos combóis que traziam 
fornecimento para o Valongo”. 
b) “você estava bem bom, se quisesse ir 
conosco”. 
c) “Pois já não disse que sabe também sangrar?”. 
d) “de oficial de barbeiro dava um salto mortal 
a médico de navio negreiro”. 
e) “logo nos primeiros dias de viagem 
adoeceram dois marinheiros”. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO. 
A questão racial parece um desafio do 
presente, mas trata-se de algo que existe 
desde há muito tempo.
Modifica-se ao acaso das situações, das 
formas de sociabilidade e dos jogos das 
forças sociais, mas reitera-se continuamente, 
modificada, mas persistente.
Esse é o enigma com o qual se defrontam 
uns e outros, intolerantes e tolerantes, 
discriminados e preconceituosos, 
segregados e arrogantes, subordinados e 
dominantes, em todo o mundo. Mais do 
que tudo isso, a questão racial revela, de 
forma particularmente evidente, nuançada 
e estridente, como funciona a fábrica da 
sociedade, compreendendo identidade e 
alteridade, diversidade e desigualdade, 
cooperação e hierarquização, dominação e 
alienação.
Octavio Ianni. Dialética das relações sociais.
Estudos avançados, n. 50, 2004. 
 7. As palavras do texto cujos prefixos traduzem, 
respectivamente, ideia de anterioridade e 
contiguidade são 
a) “persistente” e “alteridade”. 
b) “discriminados” e “hierarquização”. 
c) “preconceituosos” e “cooperação”. 
d) “subordinados” e “diversidade”. 
e) “identidade” e “segregados”. 
 8. (Fuvest 2010) Em qual destas frases a 
vírgula foi empregada para marcar a omissão 
do verbo? 
a) Ter um apartamento no térreo é ter as 
vantagens de uma casa, além de poder 
desfrutar de um jardim. 
b) Compre sem susto: a loja é virtual; os 
direitos, reais. 
c) Para quem não conhece o mercado financeiro, 
procuramos usar uma linguagem livre do 
economês. 
d) A sensação é de estar perdido: você não vai 
encontrar ninguém no Jalapão, mas vai ver 
a natureza intocada. 
e) Esta é a informação mais importante para a 
preservação da água: sabendo usar, não vai 
faltar. 
 9. (Fuvest 2010) A única frase que segue as 
normas da língua escrita padrão é: 
a) A janela propiciava uma vista para cuja 
beleza muito contribuía a mata no alto do 
morro. 
b) Em pouco tempo e gratuitamente, prepare-
se para a universidade que você se inscreveu. 
c) Apesar do rigor da disciplina, militares 
se mobilizam no sentido de voltar a cujos 
postos estavam antes de se licenciarem. 
d) Sem pretender passar por herói, aproveitopara contar coisas as quais fui testemunha 
nos idos de 1968 e que hoje tanto se fala. 
e) Sem muito sacrifício, adotou um modo 
de vida a qual o permitia fazer o regime 
recomendado pelo médico. 
13
TEXTO PARA A QUESTÃO A SEGUIR.
Os bens e o sangue
VIII
(...)
Ó filho pobre, e descorçoado*, e finito
ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos 
brutais
com a faca, o formão, o couro... Ó tal como 
quiséramos
para tristeza nossa e consumação das eras,
para o fim de tudo que foi grande!
Ó desejado,
ó poeta de uma poesia que se furta e se 
expande
à maneira de um lago de pez** e resíduos 
letais...
És nosso fim natural e somos teu adubo,
tua explicação e tua mais singela virtude...
Pois carecia que um de nós nos recusasse
para melhor servir-nos. Face a face
te contemplamos, e é teu esse primeiro
e úmido beijo em nossa boca de barro e de 
sarro.
Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.
*“descorçoado”: assim como “desacorçoa-
do”, é uma variante de uso popular da pa-
lavra “desacoroçoado”, que significa “desa-
nimado”.
** “pez”: piche. 
 10. (Fuvest 2018) Considere o tipo de relação 
estabelecida pela preposição “para” nos 
seguintes trechos do poema:
I. “ó inapto para as cavalhadas e os traba-
lhos brutais”.
II. “Ó tal como quiséramos para tristeza nos-
sa e consumação das eras”.
III. “para o fim de tudo que foi grande”.
IV. “para melhor servir-nos”.
A preposição “para” introduz uma oração 
com ideia de finalidade apenas em 
a) I. 
b) I e II. 
c) III. 
d) III e IV. 
e) IV. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.
Nasceu o dia e expirou.
Já brilha na cabana de Araquém o fogo, 
companheiro da noite. Correm lentas e 
silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas 
da lua, que esperam a volta da mãe ausente.
Martim se embala docemente; e como a alva 
rede que vai e vem, sua vontade oscila de um 
a outro pensamento. Lá o espera a virgem 
loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a 
virgem morena dos ardentes amores.
Iracema recosta-se langue ao punho da rede; 
seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de 
sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram 
n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; 
como o saí, fascinado pela serpente, vai 
declinando o lascivo talhe, que se debruça 
enfim sobre o peito do guerreiro.
José de Alencar, Iracema. 
 11. (Fuvest 2017) É correto afirmar que, no 
texto, o narrador 
a) prioriza a ordem direta da frase, como se 
pode verificar nos dois primeiros parágrafos 
do texto. 
b) usa o verbo “correr” (2º parágrafo) com a 
mesma acepção que se verifica na frase 
“Travam das armas os rápidos guerreiros, 
e correm ao campo” (também extraída do 
romance Iracema). 
c) recorre à adjetivação de caráter objetivo 
para tornar a cena mais real. 
d) emprega, a partir do segundo parágrafo, o 
presente do indicativo, visando dar maior 
vivacidade aos fatos narrados, aproximando-
os do leitor. 
e) atribui, nos trechos “aqui lhe sorri” e “lhe 
entram n’alma”, valor possessivo ao pronome 
“lhe”. 
LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER À 
QUESTÃO.
Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma 
vingança contra a cidade dos ricos. Mas os 
ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de 
vacinas? Era um pobre deus das florestas 
d’África. Um deus dos negros pobres. Que 
podia saber de vacinas? Então a bexiga 
desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que 
Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga 
de negra em alastrim, bexiga branca e tola. 
Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. 
Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que 
matara. Fora o 1lazareto. Omolu só queria 
com o alastrim marcar seus filhinhos negros. 
O lazareto é que os matava. Mas as macumbas 
pediam que ele levasse a bexiga da cidade, 
levasse para os ricos latifundiários do sertão. 
Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de 
terra, mas não sabiam tampouco da vacina. 
O Omolu diz que vai pro sertão. E os negros, 
os ogãs, as filhas e pais de santo cantam: 
Ele é mesmo nosso pai
e é quem pode nos ajudar... 
14
Omolu promete ir. Mas para que seus filhos 
negros não o esqueçam avisa no seu cântico 
de despedida:
Ora, adeus, ó meus filhinhos,
Qu’eu vou e torno a vortá...
E numa noite que os atabaques batiam nas 
macumbas, numa noite de mistério da Bahia, 
Omolu pulou na máquina da Leste Brasileira 
e foi para o sertão de Juazeiro. A bexiga foi 
com ele.
Jorge Amado, Capitães da Areia.
1lazareto: estabelecimento para isolamento 
sanitário de pessoas atingidas por determi-
nadas doenças.
12. (Fuvest 2016) Das propostas de substituição 
para os trechos sublinhados nas seguintes 
frases do texto, a única que faz, de maneira 
adequada, a correção de um erro gramatical 
presente no discurso do narrador é: 
a) “Assim mesmo morrera negro, morrera 
pobre.”: havia morrido negro, havia morrido 
pobre. 
b) “Mas Omolu dizia que não fora o alastrim 
que matara.”: Omolu dizia, no entanto, que 
não fora. 
c) “Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de 
terra, mas não sabiam tampouco da vacina.”: 
mas tão pouco sabiam da vacina. 
d) “Mas para que seus filhos negros não o 
esqueçam [...].”: não lhe esqueçam. 
e) “E numa noite que os atabaques batiam nas 
macumbas [...].”: numa noite em que os 
atabaques. 
LEIA O POEMA PARA RESPONDER À QUESTÃO.
Confidência do Itabirano
Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é 
porosidade e comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o 
trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem 
mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.
De Itabira trouxe prendas diversas que ora 
te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro Alfredo 
Duval;
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil;
este couro de anta, estendido no sofá da sala 
de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo. 
 13. (Fuvest 2016) Na última estrofe, a expressão 
que justifica o uso da conjunção sublinhada 
no verso “Mas como dói!” é: 
a) “Hoje”. 
b) “funcionário público”. 
c) “apenas”. 
d) “fotografia”. 
e) “parede”. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO 
 
Como sabemos, o efeito de um livro sobre 
nós, mesmo no que se refere à simples 
informação, depende de muita coisa além do 
valor que ele possa ter. Depende do momento 
da vida em que o lemos, do grau do nosso 
conhecimento, da finalidade que temos pela 
frente. Para quem pouco leu e pouco sabe, 
um compêndio de ginásio pode ser a fonte 
reveladora. Para quem sabe muito, um livro 
importante não passa de chuva no molhado. 
Além disso, há as afinidades profundas, que 
nos fazem afinar com certo autor (e portanto 
aproveitá-lo ao máximo) e não com outro, 
independente da valia de ambos. 
CANDIDO, Antonio. “Dez livros para entender o Brasil”. 
Teoria e debate. Ed. 45, 01/07/2000. 
 14. (Fuvest 2015) Constitui recurso estilístico 
do texto 
I. a combinação da variedade culta da lín-
gua escrita, que nele é predominante, 
com expressões mais comuns na língua 
oral; 
II. a repetição de estruturas sintáticas, asso-
ciada ao emprego de vocabulário corren-
te, com feição didática; 
III. o emprego dominante do jargão científi-
co, associado à exploração intensiva da 
intertextualidade. 
Está correto apenas o que se indica em 
a) I. 
b) II. 
c) I e II. 
d) III. 
e) I e III. 
15
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.
Leia esta notícia científica:
Há 1,5 milhão de anos, ancestrais do homem 
moderno deixaram pegadas quando atraves-
saram um campo lamacento nas proximida-
des do Ileret, no norte do Quênia. Uma equi-
pe internacional de pesquisadores descobriu 
essas marcas recentemente e mostrou que 
elas são muito parecidas com as do “Homo 
sapiens”: o arco do pé é alongado, os dedos 
são curtos, arqueados e alinhados.Também, 
o tamanho, a profundidade das pegadas e o 
espaçamento entre elas refletem a altura, o 
peso e o modo de caminhar atual. Anterior-
mente, houve outras descobertas arqueoló-
gicas, como, por exemplo, as feitas na Tan-
zânia, em 1978, que revelaram pegadas de 
3,7 milhões de anos, mas com uma anatomia 
semelhante à de macacos. Os pesquisadores 
acreditam que as marcas recém-descobertas 
pertenceram ao “Homo erectus”.
Revista FAPESP, nº 157, março de 2009. Adaptado. 
15. (Fuvest 2010) No trecho “semelhante à de 
macacos”, fica subentendida uma palavra já 
empregada na mesma frase. Um recurso lin-
guístico desse tipo também está presente no 
trecho assinalado em: 
a) A água não é somente herança de nossos 
predecessores; ela é, sobretudo, um emprés-
timo às futuras gerações. 
b) Recorrer à exploração da miséria humana, 
infelizmente, está longe de ser um novo in-
grediente no cardápio da tevê aberta à moda 
brasileira. 
c) Ainda há quem julgue que os recursos que a 
natureza oferece à humanidade são, de certo 
modo, inesgotáveis. 
d) A prática do patrimonialismo acaba nos le-
vando à cultura da tolerância à corrupção. 
e) Já está provado que a concentração de po-
luentes em área para não fumantes é muito 
superior à recomendada pela OMS. 
GAbARito
1. B 2. E 3. C 4. D 5. C
6. B 7. C 8. B 9. A 10. E
11. D 12. E 13. C 14. C 15. E
17
Prescrição: Para a resolução dos exercícios de Interpretação de Textos da FUVEST são necessários 
conhecimentos de gêneros textuais (que devem ser mesclados a um bom repertório de arte, de poesia, 
de linguagem e história). Além disso, surgem com frequência questões sobre Figuras de Linguagem.
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 
 1. 
Esta imagem integra o manuscrito de uma 
das mais notáveis obras da cultura medieval. 
A alternativa que melhor caracteriza o 
documento é: 
a) Fábula que enuncia o ideal eclesiástico, 
mescla a aventura cavalheiresca, o amor 
romântico e as aspirações religiosas que 
simbolizaram o espírito das cruzadas. 
b) Poema inacabado que narra a viagem de 
formação de um cavaleiro e a busca do cálice 
sagrado; sua composição mistura elementos 
pagãos e cristãos. 
c) Cordel muito popular, elaborado com base 
nos épicos celtas e lendas bretãs, divulgado 
para a conversão de fiéis durante a expansão 
do Cristianismo pelo Oriente. 
d) Peça teatral que serviu para fortalecer o 
espírito nacionalista da Inglaterra, unindo 
a figura de um governante invencível a um 
símbolo cristão. 
e) Romance que condensa vários textos, 
empregado pela Igreja para encorajar a 
aristocracia a assumir uma função idealizada 
na luta contra os inimigos de Deus. 
 2. (Fuvest 2015) Se o açúcar do Brasil o tem 
dado a conhecer a todos os reinos e provín-
cias da Europa, o tabaco o tem feito muito 
afamado em todas as quatro partes do mun-
do, em as quais hoje tanto se deseja e com 
tantas diligências e por qualquer via se pro-
cura. Há pouco mais de cem anos que esta 
folha se começou a plantar e beneficiar na 
Bahia [...] e, desta sorte, uma folha antes 
desprezada e quase desconhecida tem dado 
e dá atualmente grandes cabedais aos mora-
dores do Brasil e incríveis emolumentos aos 
Erários dos príncipes. 
ANTONIL André João. Cultura e opulência do Brasil por 
suas drogas e minas. São Paulo: EDUSP, 2007. Adaptado. 
O texto acima, escrito por um padre italiano 
em 1711, revela que 
a) o ciclo econômico do tabaco, que foi anterior 
ao do ouro, sucedeu o da cana-de-açúcar. 
b) todo o rendimento do tabaco, a exemplo do 
que ocorria com outros produtos, era dire-
cionado à metrópole. 
c) não se pode exagerar quanto à lucratividade 
propiciada pela cana-de-açúcar, já que a do 
tabaco, desde seu início, era maior. 
d) os europeus, naquele ano, já conheciam ple-
namente o potencial econômico de suas co-
lônias americanas. 
e) a economia colonial foi marcada pela simul-
taneidade de produtos, cuja lucratividade se 
relacionava com sua inserção em mercados 
internacionais. 
TEXTO PARA A QUESTÃO A SEGUIR.
Mito, na acepção aqui empregada, não 
significa mentira, falsidade ou mistificação. 
Tomo de empréstimo a formulação de 
Hans Blumenberg do mito político como 
um processo contínuo de trabalho de uma 
narrativa que responde a uma necessidade 
prática de uma sociedade em determinado 
período. Narrativa simbólica que é, o mito 
político coloca em suspenso o problema 
da verdade. Seu discurso não pretende ter 
validade factual, mas também não pode 
ser percebido como mentira (do contrário, 
não seria mito). O mito político confere um 
sentido às 1circunstâncias que envolvem os 
indivíduos: ao 2fazê-los ver sua condição 
presente como parte de uma história em 
curso, ajuda a compreender e suportar o 
mundo 3em 4que vivem.
ENGELKE, Antonio. O anjo redentor. 
Piauí, ago. 2018, ed. 143, p. 24. 
18
 3. (Fuvest 2019) De acordo com o texto, o 
“mito político” 
a) prejudica o entendimento do mundo real. 
b) necessita da abstração do tempo. 
c) depende da verificação da verdade. 
d) é uma fantasia desvinculada da realidade. 
e) atende a situações concretas. 
TEXTO PARA AS QUESTÕES A SEGUIR.
O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá 
e a jabuticaba, pode falar uma língua com 
igual pronúncia e o mesmo espírito do povo 
que sorve o figo, a pera, o damasco e a nês-
pera? José de Alencar. Bênção Paterna.
Prefácio a Sonhos d’ouro.
A graciosa ará, sua companheira e amiga, 
brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos 
da árvore e de lá chama a virgem pelo nome, 
outras remexe o uru de palha matizada, onde 
traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios 
do crautá, as agulhas da juçara com que tece 
a renda e as tintas de que matiza o algodão.
José de Alencar. Iracema.
“ará”: periquito; “uru”: cesto; “crautá”: es-
pécie de bromélia; “juçara”: tipo de palmei-
ra espinhosa. 
 4. (Fuvest 2019) Com base nos trechos acima, 
é adequado afirmar: 
a) Para Alencar, a literatura brasileira deveria 
ser capaz de representar os valores nacionais 
com o mesmo espírito do europeu que sorve 
o figo, a pera, o damasco e a nêspera. 
b) Ao discutir, no primeiro trecho, a importação 
de ideias e costumes, Alencar propõe uma 
literatura baseada no abrasileiramento da 
língua portuguesa, como se verifica no 
segundo trecho. 
c) O contraste entre os verbos “chupar” e 
“sorver”, empregados no primeiro trecho, 
revela o rebaixamento de linguagem buscado 
pelo escritor em Iracema. 
d) Em Iracema, a construção de uma literatura 
exótica, tal como se verifica no segundo 
trecho, pautou-se pela recusa de nossos 
elementos naturais. 
e) Ambos os trechos são representativos da 
tendência escapista de nosso romantismo, 
na medida em que valorizam os elementos 
naturais em detrimento da realidade 
rotineira. 
 5. (Fuvest 2019) No trecho “outras remexe o 
uru de palha matizada”, a palavra sublinha-
da expressa ideia de 
a) concessão. 
b) finalidade. 
c) adição. 
d) tempo. 
e) consequência. 
RAio X - Análise eXpositivA
 1. A imagem dos cavaleiros e a legenda que 
a acompanha fazem referência às lendas 
arturianas e ao personagem Percival, 
cavaleiro da Távola Redonda que participa da 
busca do cálice sagrado. O santo Graal seria 
o cálice usado por Jesus Cristo na Última 
Ceia e o único objeto com capacidade para 
devolver a paz ao reino de Artur. Ou seja, 
sua composição mistura elementos pagãos e 
cristãos conforme transcrito em [B]. 
 2. O texto aborda produtos cultivados no Brasil 
do século XVIII, açúcar e tabaco, ambos 
comercializados em diversos locais do 
mundo, como se verifica em “todos os reinos 
e províncias da Europa” e “muito afamado 
em todas as quatro partes do mundo”. O autor 
também salienta os lucros gerados pelos 
produtos (“cabedal” e “emolumentos”). 
 3. O autor recorre ao conceito já formulado 
por Hans Blumenberg que definia o “mito 
político” como a construção de uma narra-
tiva necessária a um determinadocontexto 
sociopolítico para confirmar a tese de que 
esse tipo de “personagem” atende a situa-
ções “práticas”, ou seja, concretas, como se 
afirma em [E].
 4. Ao usar a metáfora das frutas, Alencar 
critica a importação de modelos literários, 
distantes do gosto popular e da realidade 
cultural brasileira. No segundo excerto, o uso 
de termos de origem indígena (“ará”, “uru”, 
“crautá”, “juçara”) exemplifica a proposta 
de composição de uma literatura baseada 
no abrasileiramento da língua portuguesa, 
como se afirma em [B].
 5. O trecho “outras remexe o uru de palha 
matizada” apresenta elipse do termo 
“vezes”, mencionado no segmento anterior, 
que descreve o movimento da ará nos ramos 
da árvore:”. Às vezes sobe aos ramos da árvore 
e de lá chama a virgem pelo nome”. Assim, é 
correta a opção [D], pois o termo sublinhado 
apresenta noção temporal, estabelecendo 
coesão textual com o trecho anterior. 
GAbARito
1. B 2. E 3. E 4. B 5. D
19
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
TEXTO PARA A QUESTÃO A SEGUIR.
Sonetilho do falso Fernando Pessoa
Onde nasci, morri.
Onde morri, existo.
E das peles que visto
muitas há que não vi.
Sem mim como sem ti
posso durar. Desisto
de tudo quanto é misto
e que odiei ou senti.
Nem Fausto nem Mefisto,
à deusa que se ri
deste nosso oaristo*,
eis-me a dizer: assisto
além, nenhum, aqui,
mas não sou eu, nem isto.
Carlos Drummond de Andrade. Claro Enigma.
*conversa íntima entre casais.
Ulisses
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
Fernando Pessoa. Mensagem.
 1. (Fuvest 2019) O oxímoro é uma “figura em 
que se combinam palavras de sentido opos-
to que parecem excluir-se mutuamente, mas 
que, no contexto, reforçam a expressão” 
(HOUAISS, 2001).
No poema “Sonetilho do falso Fernando 
Pessoa”, o emprego dessa figura de 
linguagem ocorre em: 
a) “Onde morri, existo” (v. 2). 
b) “E das peles que visto / muitas há que não 
vi” (v. 3-4). 
c) “Desisto / de tudo quanto é misto / e que 
odiei ou senti” (v. 6-8). 
d) “à deusa que se ri / deste nosso oaristo” (v. 
10-11). 
e) “mas não sou eu, nem isto” (v. 14). 
 2. (Fuvest 2018) Examine o cartum.
O efeito de humor presente no cartum decor-
re, principalmente, da 
a) semelhança entre a língua de origem e a 
local. 
b) falha de comunicação causada pelo uso do 
aparelho eletrônico. 
c) falta de habilidade da personagem em ope-
rar o localizador geográfico. 
d) discrepância entre situar-se geograficamen-
te e dominar o idioma local. 
e) incerteza sobre o nome do ponto turístico 
onde as personagens se encontram. 
 3. (Fuvest 2018) Examine esta propaganda.
Por ser empregado tanto na linguagem for-
mal quanto na linguagem informal, o termo 
“legal” pode ser lido, no contexto da propa-
ganda, respectivamente, nos seguintes sen-
tidos: 
a) lícito e bom. 
b) aceito e regulado. 
c) requintado e excepcional. 
d) viável e interessante. 
e) jurídico e autorizado. 
jonat
Lápis
jonat
Lápis
jonat
Realce
jonat
Realce
jonat
Lápis
jonat
Realce
20
TEXTO PARA A QUESTÃO A SEGUIR.
Uma obra de arte é um desafio; não a expli-
camos, ajustamo-nos a ela. Ao interpretá-la, 
fazemos uso dos nossos próprios objetivos e 
esforços, dotamo-la de um significado que 
tem sua origem nos nossos próprios modos 
de viver e de pensar. 1Numa palavra, qual-
quer gênero de arte que, de fato, nos afete, 
torna-se, deste modo, arte moderna.
As obras de arte, porém, são como altitudes 
inacessíveis. Não nos dirigimos a elas direta-
mente, mas contornamo-las. Cada geração as 
vê sob um ângulo diferente e sob uma nova 
visão; nem se deve supor que um ponto de 
vista mais recente é mais eficiente do que 
um anterior. Cada aspecto surge na sua altu-
ra própria, que não pode ser antecipada nem 
prolongada; e, todavia, o seu significado não 
está perdido porque o significado que uma 
obra assume para uma geração posterior é 
o resultado de uma série completa de inter-
pretações anteriores.
Arnold Hauser, Teorias da arte. Adaptado.
 4. (Fuvest 2018) De acordo com o texto, a com-
preensão do significado de uma obra de arte 
pressupõe 
a) o reconhecimento de seu significado 
intrínseco. 
b) a exclusividade do ponto de vista mais 
recente. 
c) a consideração de seu caráter imutável. 
d) o acúmulo de interpretações anteriores. 
e) a explicação definitiva de seu sentido.
TEXTO PARA A QUESTÃO A SEGUIR.
Sarapalha
– Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça 
excomungada!
– É um instantinho e passa... É só ter paci-
ência....
– É... passa... passa... passa... Passam umas 
mulheres vestidas de cor de água, sem olhos 
na cara, para não terem de olhar a gente... 
Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E 
eu já estou cansado de procurar, no meio das 
outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o 
outro... Foram p’r’os infernos!...
– Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo 
rio... Foi trem-de-ferro que levou...
– Não foi no rio, eu sei... 1No rio ninguém 
não anda... 2Só a maleita é quem sobe e des-
ce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles 
a benção... Mas, na estória... Como é mesmo 
a estória, Primo? Como é?...
– O senhor bem que sabe, Primo... Tem paci-
ência, que não é bom variar...
– Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta 
outra vez...
– 3O senhor já sabe as palavras todas de ca-
beça... “Foi o moço-bonito que apareceu, 
vestido com roupa de dia-de-domingo 4e com 
a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça 
p’ra ir se fugir com ele”...
– Espera, Primo, elas estão passando... Vão 
umas atrás das outras... Cada qual mais 
bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... 
Quero só ela... Luísa...
– Prima Luísa...
– Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me 
ajuda, Primo! Me ajuda a ver...
– Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!
– Não é mesmo não...
– Pois então?!
– Conta o resto da estória!...
– ...“Então, a moça, que não sabia que o 
moço-bonito era o capeta, 5ajuntou suas 
roupinhas melhores numa trouxa, e foi com 
ele na canoa, descendo o rio...”
Guimarães Rosa, Sarapalha.
 5. (Fuvest 2018) No texto de Sarapalha, cons-
titui exemplo de personificação o seguinte 
trecho: 
a) “No rio ninguém não anda” (ref. 1). 
b) “só a maleita é quem sobe e desce” (ref. 2). 
c) “O senhor já sabe as palavras todas de 
cabeça” (ref. 3). 
d) “e com a viola enfeitada de fitas” (ref. 4). 
e) “ajuntou suas roupinhas melhores numa 
trouxa” (ref. 5). 
 6. (Fuvest 2017) Examine este cartaz, cuja fi-
nalidade é divulgar uma exposição de obras 
de Pablo Picasso.
Nas expressões “Mão erudita” e “Olho 
selvagem”, que compõem o texto do anúncio, 
os adjetivos “erudita” e “selvagem” sugerem 
que as obras do referido artista conjugam, 
respectivamente, 
a) civilização e barbárie. 
b) requinte e despojamento. 
c) modernidade e primitivismo. 
d) liberdade e autoritarismo. 
e) tradição e transgressão. 
21
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.
A adoção do cardápio indígena introduziu 
nas cozinhas e zonas de serviço das moradas 
brasileiras equipamentos desconhecidos no 
Reino. Instalou nos alpendres roceiros a 
prensa de espremer mandioca ralada para 
farinha. Nos inventários paulistas é comum 
a menção de tal fato. No inventário de Pedro 
Nunes, por exemplo, efetuado em 1623, 
fala-se num sítio nas bandas do Ipiranga 
“com seu alpendre e duas camarinhas 
no dito alpendre com a prensa no dito 
sítio” que deveria comprimir nos tipitis 
toda a massa proveniente do mandiocal 
também inventariado. Mas a farinha não 
exigia somente a prensa – pedia, também, 
raladores, cochos de lavagem e forno ou 
fogão. Era normal, então, a casa de fazer 
farinha, no quintal, ao lado dos telheiros e 
próxima à cozinha.
Carlos A. C. Lemos, Cozinhas, etc. 
 7. (Fuvest 2017) Traduzcorretamente uma 
relação espacial expressa no texto o que se 
encontra em: 
a) A prensa é paralela aos tipitis. 
b) A casa de fazer farinha é adjacente aos 
telheiros. 
c) As duas camarinhas são transversais à 
cozinha. 
d) O alpendre é perpendicular às zonas de 
serviço. 
e) O mandiocal e o Ipiranga são equidistantes 
do sítio. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.
Evidentemente, não se pode esperar que 
Dostoiévski seja traduzido por outro 
Dostoiévski, mas desde que o tradutor 
procure penetrar nas peculiaridades da 
linguagem primeira, aplique-se com afinco e 
faça com que sua criatividade orientada pelo 
original permita, paradoxalmente, afastar-
se do texto para ficar mais próximo deste, 
um passo importante será dado. Deixando de 
lado a fidelidade mecânica, frase por frase, 
tratando o original como um conjunto de 
blocos a serem transpostos, e transgredindo 
sem receio, quando necessário, as normas do 
“escrever bem”, o tradutor poderá trazê-lo 
com boa margem de fidelidade para a língua 
com a qual está trabalhando.
Boris Schnaiderman, Dostoiévski Prosa Poesia.
 8. (Fuvest 2017) De acordo com o texto, a boa 
tradução precisa 
a) evitar a transposição fiel dos conteúdos do 
texto original. 
b) desconsiderar as características da lingua-
gem primeira para poder atingir a língua de 
chegada. 
c) desviar-se da norma-padrão tanto da língua 
original quanto da língua de chegada. 
d) privilegiar a inventividade, ainda que em 
detrimento das peculiaridades do texto ori-
ginal. 
e) buscar, na língua de chegada, soluções que 
correspondam ao texto original. 
EXAMINE ESTE CARTUM PARA RESPONDER 
AS QUESTÕES A SEGUIR.
 9. (Fuvest 2016) No contexto do cartum, a pre-
sença de numerosos animais de estimação 
permite que o juízo emitido pela persona-
gem seja considerado 
a) incoerente. 
b) parcial. 
c) anacrônico. 
d) hipotético. 
e) enigmático. 
 10. (Fuvest 2016) Para obter o efeito de humor 
presente no cartum, o autor se vale, entre 
outros, do seguinte recurso: 
a) utilização paródica de um provérbio de uso 
corrente. 
b) emprego de linguagem formal em circuns-
tâncias informais. 
c) representação inverossímil de um convívio 
pacífico de cães e gatos. 
d) uso do grotesco na caracterização de seres 
humanos e de animais. 
e) inversão do sentido de um pensamento bas-
tante repetido. 
TEXTO PARA A(S) QUESTÃO(ÕES) ABAIXO
A ARMA DA PROPAGANDA
O governo Médici não se limitou à repres-
são. Distinguiu claramente entre um setor 
significativo, mas minoritário da socieda-
de, adversário do regime, e a massa da po-
pulação que vivia um dia a dia de alguma 
esperança nesses anos de prosperidade eco-
nômica. A repressão 1acabou com o primeiro 
setor, enquanto a propaganda encarregou-se 
22
de, pelo menos, neutralizar gradualmente o 
segundo. Para alcançar este último objeti-
vo, o governo contou com o grande avanço 
das telecomunicações no país, após 1964. As 
facilidades de crédito pessoal permitiram a 
expansão do número de residências que pos-
suíam televisão: em 1960, apenas das resi-
dências urbanas tinham televisão; em 1970, 
a porcentagem chegava a Por essa época, 
beneficiada pelo apoio do governo, de quem 
se transformou em porta-voz, a TV Globo 
expandiu-se até se tornar rede nacional e 
2alcançar praticamente o controle do setor. A 
propaganda governamental passou a ter um 
canal de expressão como nunca existira na 
história do país. A promoção do “Brasil gran-
de potência” foi realizada a partir da Asses-
soria Especial de Relações Públicas (AERP), 
criada no governo Costa e Silva, mas que não 
chegou a ter importância nesse governo. Foi 
a época do “Ninguém segura este país”, da 
marchinha Prá Frente, Brasil, que embalou a 
grande vitória brasileira na Copa do Mundo 
de 1970.
Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado. 
 11. (Fuvest 2016) A frase que expressa uma 
ideia contida no texto é: 
a) A marchinha “Prá Frente, Brasil” também 
contribuiu para o processo de neutralização 
da grande massa da população. 
b) A repressão no Governo Médici foi dirigida a 
um setor que, além de minoritário, era tam-
bém irrelevante no conjunto da sociedade 
brasileira. 
c) O tricampeonato de futebol conquistado pelo 
Brasil em 1970 ajudou a mascarar inúmeras 
dificuldades econômicas daquele período. 
d) Uma característica do governo Médici foi ter 
conseguido levar a televisão à maioria dos la-
res brasileiros. 
e) A TV Globo foi criada para ser um veículo de 
divulgação das realizações dos governos mili-
tares. 
 12. (Fuvest 2016) Nos trechos “acabou com o 
primeiro setor” (ref. 1) e “alcançar pratica-
mente o controle do setor” (ref. 2), a palavra 
sublinhada refere-se, respectivamente, a 
a) aliados; população. 
b) adversários; telecomunicações. 
c) população; residências urbanas. 
d) maiorias; classe média. 
e) repressão; facilidades de crédito. 
 13. (Fuvest 2016) A estratégia de dominação 
empregada pelo governo Médici, tal como 
descrita no texto, assemelha-se, sobretudo, 
à seguinte recomendação feita ao príncipe – 
ou ao governante – por um célebre pensador 
da política: 
a) “Deve o príncipe fazer-se temer, de maneira 
que, se não se fizer amado, pelo menos evite 
o ódio, pois é fácil ser ao mesmo tempo te-
mido e não odiado”. 
b) “O mal que se tiver que fazer, deve o prínci-
pe fazê-lo de uma só vez; o bem, deve fazê-
-lo aos poucos (...)”. 
c) “Não se pode deixar ao tempo o encargo de 
resolver todas as coisas, pois o tempo tudo 
leva adiante e pode transformar o bem em 
mal e o mal em bem”. 
d) “Engana-se quem acredita que novos bene-
fícios podem fazer as grandes personagens 
esquecerem as antigas injúrias (...)”. 
e) “Deve o príncipe, sobretudo, não tocar na 
propriedade alheia, porque os homens es-
quecem mais depressa a morte do pai que a 
perda do patrimônio”. 
PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES, LEIA O 
TEXTO ABAIXO.
Seria ingenuidade procurar nos provérbios 
de qualquer povo uma filosofia coerente, 
uma arte de viver. É coisa sabida que a cada 
provérbio, por assim dizer, responde outro, 
de sentido oposto. A quem preconiza o 
sábio limite das despesas, porque “vintém 
poupado, vintém ganhado”, replicará o 
vizinho farrista, com razão igual: “Da vida 
nada se leva”. (...) 
Mais aconselhável procurarmos nos anexins 
não a sabedoria de um povo, mas sim o es-
pelho de seus costumes peculiares, os sinais 
de seu ambiente físico e de sua história. As 
diferenças na expressão de uma sentença 
observáveis de uma terra para outra podem 
divertir o curioso e, às vezes, até instruir o 
etnógrafo.
Povo marítimo, o português assinala seme-
lhança grande entre pai e filho, lembran-
do que “filho de peixe, peixinho é”. Já os 
húngaros, ao formularem a mesma verdade, 
não pensavam nem em peixe, nem em mar; 
ao olhar para o seu quintal, notaram que a 
“maçã não cai longe da árvore”.
Paulo Rónai, Como aprendi o português e outras aventuras. 
 14. (Fuvest 2016) Considere as seguintes afir-
mações sobre os dois provérbios citados no 
terceiro parágrafo do texto.
I. A origem do primeiro, de acordo com o 
autor, está ligada à história do povo que 
o usa.
II. Em seu sentido literal, o segundo expres-
sa costumes peculiares dos húngaros.
III. A observação das diferenças de expressão 
entre esses provérbios pode, segundo o 
pensamento do autor, ter interesse etno-
gráfico.
23
Está correto apenas o que se afirma em 
a) I. 
b) II. 
c) III. 
d) I e II. 
e) I e III. 
 15. (Fuvest 2016) No texto, a função argumen-
tativa do provérbio “Da vida nada se leva” é 
expressar uma filosofia de vida contrária à 
que está presente em “vintém poupado, vin-
tém ganhado”. Também é contrário a esse úl-
timo provérbio o ensinamento expresso em: 
a) Mais vale pão hoje do que galinha amanhã. 
b) A boa vida é mãe de todos os vícios. 
c) De grão em grão a galinha enche o papo. 
d) Devagar se vai ao longe. 
e) É melhor prevenir do que remediar.GAbARito
1. A 2. D 3. A 4. D 5. B
6. E 7. B 8. E 9. B 10. E
11. A 12. B 13. B 14. E 15. A
25
Prescrição: A resolução de questões de Literatura no vestibular da Fuvest exigirá do vestibulando, 
prioritariamente, um conhecimento mais específico, relacionado às obras de leitura obrigatória; no 
entanto, especialmente na primeira fase desse vestibular, é comum que sejam trabalhadas questões 
mais gerais de literatura, envolvendo obras que não estão na lista citada.
LITERATURA
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. Já desprezei, sou hoje desprezado,
Despojo sou, de quem triunfo hei sido,
E agora nos desdéns de aborrecido,
Desconto as ufanias de adorado.
O amor me incita a um perpétuo agrado,
O decoro me obriga a um justo olvido:
E não sei, no que emprendo, e no que lido,
Se triunfe o respeito, se o cuidado.
Porém vença o mais forte sentimento,
Perca o brio maior autoridade,
Que é menos o ludíbrio, que o tormento.
Quem quer, só do querer faça vaidade,
Que quem logra em amor entendimento,
Não tem outro capricho, que a vontade.
MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos de Gregório 
de Matos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Em termos formais e temáticos, as principais 
características barrocas do soneto são, res-
pectivamente, 
a) a sintaxe rebuscada e o culto aos contrastes. 
b) o rigor métrico e a crítica ao sentimentalismo. 
c) o vocabulário erudito e a reflexão sobre o 
amor. 
d) as rimas alternadas e o embate entre emoção e 
razão. 
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER À 
QUESTÃO 2.
Ele se aproximou e com voz cantante de nor-
destino que a emocionou, perguntou-lhe:
— E se me desculpe, senhorinha, posso con-
vidar a passear?
— Sim, respondeu atabalhoadamente com 
pressa antes que ele mudasse de ideia.
— E, se me permite, qual é mesmo a sua graça?
— Macabéa.
Maca — o quê?
— Bea, foi ela obrigada a completar.
— Me desculpe mas até parece doença, do-
ença de pele.
— Eu também acho esquisito mas minha 
mãe botou ele por promessa a Nossa Senhora 
da Boa Morte se eu vingasse, até um ano de 
idade eu não era chamada porque não tinha 
nome, eu preferia continuar a nunca ser cha-
mada em vez de ter um nome que ninguém 
tem mas parece que deu certo – parou um 
instante retomando o fôlego perdido e acres-
centou desanimada e com pudor - pois como 
o senhor vê eu vinguei... pois é...
— Também no sertão da Paraíba promessa é 
questão de grande dívida de honra.
Eles não sabiam como se passeia. Andaram 
sob a chuva grossa e pararam diante da vi-
trine de uma loja de ferragem onde estavam 
expostos atrás do vidro canos, latas, parafu-
sos grandes e pregos. E Macabéa, com medo 
de que o silêncio já significasse uma ruptura, 
disse ao lançado recém-lançado-namorado:
— Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o 
senhor?
Da segunda vez em que se encontraram caía 
uma chuva fininha que ensopava os ossos. 
Sem nem ao menos se darem as mãos cami-
nhavam na chuva que na cara de Macabéa 
parecia lágrimas escorrendo.
(Clarice Lispector, A hora da estrela.)
 2. (Fuvest) Ao dizer: “(...) promessa é questão 
de grande dívida de honra”, Olímpico junta, 
em uma só afirmação, a obrigação religiosa e 
o dever de honra. A personagem de Sagarana 
que, em suas ações finais, opera uma junção 
semelhante é:
a) major Saulo, de “O burrinho pedrês”.
b) Lalino, de “Traços biográficos de Lalino Sa-
Lãthiel ou A volta do marido pródigo”.
c) Primo Ribeiro, de “Sarapalha”.
d) João Mangolô, de “São Marcos”.
e) Augusto Matraga, de “A hora e vez de Au-
gusto Matraga”.
 3. Em várias passagens de Quincas Borba, de 
Machado de Assis, as personagens interpre-
tam erroneamente alguns fatos ou fazem 
ilações equivocadas a partir de algumas fa-
las. Vemos isso, por exemplo, no episódio 
em que, a partir do relato que ouve de um 
cocheiro, Rubião se convence de que 
a) D. Tonica planeja casar-se com ele a qual-
quer custo. 
b) Palha pretende desfazer os negócios que tem 
com ele. 
c) Sofia deseja casá-lo com Maria Benedita. 
d) Sofia e Carlos Maria são amantes. 
e) Maria Benedita e Carlos Maria namoram em 
segredo. 
26
 4. (Fuvest) Atente para as seguintes afirmações relativas ao desfecho do romance A Relíquia, de Eça 
de Queirós:
I. O autor revela, por meio de Teodorico, sua descrença num Jesus divinizado, imagem que é subs-
tituída pela ideia de Consciência.
II. Ao ser sincero com Crispim, Teodorico conquista a vida de burguês que sempre almejou.
III. Teodorico dá ouvidos à mensagem de Cristo, arrepende-se de sua hipocrisia beata e abraça a fé 
católica.
Está correto o que se afirma apenas em 
a) I. 
b) II. 
c) I e II. 
d) II e III. 
e) I e III. 
CONSIDERE AS IMAGENS E O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 5 E 6.
II/SÃO FRANCISCO DE ASSIS*
Senhor, não mereço isto.
Não creio em vós para vos amar. 
Trouxestes me a São Francisco
e me fazeis vosso escravo. 
 Não entrarei, senhor, no templo, 
 seu frontispício me basta.
 Vossas flores e querubins
 são matéria de muito amar. 
Dai me, senhor, a só beleza 
destes ornatos. E não a alma. 
Pressente se dor de homem, 
paralela à das cinco chagas. 
 Mas entro e, senhor, me perco 
 na rósea nave triunfal.
 Por que tanto baixar o céu? 
 por que esta nova cilada?
Senhor, os púlpitos mudos 
entretanto me sorriem.
Mais que vossa igreja, esta 
sabe a voz de me embalar. 
 Perdão, senhor, por não amar vos.
Carlos Drummond de Andrade 
*O texto faz parte do conjunto de poemas “Estampas de Vila Rica”, que integra a edição crítica de Claro 
enigma. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
 5. (Fuvest) Analise as seguintes afirmações relativas à arquitetura das igrejas, sob a estética do Barroco:
I. Unem-se, no edifício, diferentes artes, para assaltar de uma vez os sentidos, de modo que o 
público não possa escapar.
II. O arquiteto procurava surpreender o observador, suscitando nele uma reação forte de maravi-
lhamento.
III. A arquitetura e a ornamentação dos templos deviam encenar, entre outras coisas, a preeminência 
da igreja.
27
A experiência que se expressa no poema 
de Drummond registra, em boa medida, as 
reações do eu lírico, ao que se encontra re-
gistrado em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I,II e III.
 6. (Fuvest) Um aspecto do poema em que se 
manifesta a persistência de um valor afir-
mado também no Modernismo da década de 
1920 é o:
a) destaque dado às características regionais.
b) uso da variante oral popular da linguagem.
c) elogio do sincretismo religioso.
d) interesse pelo passado da arte no Brasil.
e) delineamento do poema em feitio de oração.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. O Barroco foi marcado, sobretudo, pelos con-
trastes. Como podemos ver no soneto de Gre-
gório de Matos, a imagem poética constrói-se 
a partir de uma série de oposições: desprezar 
e ser desprezado, triunfo e desdém, vencer e 
perder, mais e menos, etc.Além disso, a esté-
tica barroca contava com construções sintáti-
cas bastante rebuscadas, como podemos ver a 
partir das inversões e orações intercaladas. 
 2. No conto “A hora e vez de Augusto Matraga“, 
o destino do personagem o direciona para as 
obrigações religiosas (no intuito de alcançar 
os céus); no entanto, os deveres de honra, de 
não admitir certas desforras, é algo que tam-
bém conduz a vida desse personagem.
 3. 
[A] Incorreta. O cocheiro faz referências a 
um casal, que Rubião pensa ser Sofia e Carlos 
Maria.
[B] Incorreta. O cocheiro menciona vagamen-
te um casal de amantes.
[C] Incorreta. O cocheiro não menciona casa-
mento, mas sugere que um determinado casal 
seja amante.
[D] Correta. O cocheiro faz referências a um 
casal, que Rubião pensa ser Sofia e Carlos Ma-
ria.
[E] Incorreta. Rubião associa os comentários 
a Sofia e Carlos Maria. 
 4. A afirmação em III é incorreta, pois Teodorico 
não se arrependeu da sua hipocrisia social, 
pelo contrário, continuou a fazer negócios 
com a venda de falsas relíquias que ele mes-
mo fabricava, até casar, por interesse, com a 
irmã de Crispim, dono da empresaonde tinha 
começado a trabalhar. Como as demais são 
verdadeiras, é correta a opção [C].
 5. Como característica do Barroco, no caso o 
Barroco mineiro, a arquitetura do período 
preza pelo rebuscamento e ornamentação, 
no intuito de envolver e encantar o públi-
co. Além disso, a estética sacra revela forte 
influência cultural e social da igreja sobre a 
comunidade da região de Minas Gerais, no 
contexto do século XVIII.
 6. Assim como em Claro enigma, a “volta ao 
passado” também aparece no percurso de 
outros modernistas. Destacam-se as obras 
poéticas de Oswald de Andrade e de Mário 
de Andrade, respectivamente ligados ao An-
tropofagismo e aos estudos culturais sobre 
o Barroco mineiro. No âmbito da pintura, 
temos as obras de Tarsila do Amaral, expon-
do uma estética primitivista, reveladora da 
vontade de redescobrir o passado e funda-
mentar uma verdadeira ideia de Brasil.
GAbARito
1. A 2. E 3. D 4. C 5. E
6. D
28
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER 
ÀS QUESTÕES 1 E 2.
Vestindo água, só saído o cimo do pescoço, o 
burrinho tinha de se enqueixar para o alto, 
a salvar também de fora o focinho. Uma pei-
tada. Outro tacar de patas. Chu-áa! Chu-áa... 
– Ruge o rio, como chuva deitada no chão. 
Nenhuma pressa! Outra remada, vagarosa. 
No fim de tudo, tem o pátio, com os cochos, 
muito milho, na Fazenda; e depois o pasto: 
sombra, capim e sossego... Nenhuma pressa. 
Aqui, por ora, este poço doido, que barulha 
como um fogo, e faz medo, não é novo: tudo 
é ruim e uma só coisa, no caminho: como 
os homens e os seus modos, costumeira con-
fusão. É só fechar os olhos. Como sempre. 
Outra passada, na massa fria. E ir sem afã, 
à voga surda, amigo da água, bem com o es-
curo, filho do fundo, poupando forças para 
o fim. Nada mais, nada de graça; nem um 
arranco, fora de hora. Assim.
João Guimarães Rosa. O burrinho pedrês. In: Sagarana. 
 1. (Fuvest) Quando nos apresentam os homens 
vistos pelos olhos dos animais, as narrati-
vas em que aparecem o burrinho pedrês, do 
conto homônimo (“Sagarana“), os bois de 
“Conversa de bois“ (Sagarana) e a cachorra 
Baleia (Vidas secas) produzem um efeito de: 
a) indignação, uma vez que cada um desses 
animais é morto por algozes humanos.
b) infantilização, uma vez que esses animais pen-
santes são exclusivos da literatura infantil.
c) maravilhamento, na medida em que os res-
pectivos narradores servem-se de sortilégios 
e de magia para penetrar na mente desses 
animais.
d) estranhamento, pois nos fazem enxergar de 
um ponto de vista inusitado o que antes pa-
recia natural e familiar.
e) inverossimilhança, pois não conseguem dar 
credibilidade a esses animais dotados de in-
terioridade.
 2. (Fuvest) Em trecho anterior do mesmo con-
to, o narrador chama Sete-de-Ouros de “sá-
bio“. No excerto, a “sabedoria“ do burrinho 
consiste, principalmente, em:
a) procurar adaptar-se o melhor possível às for-
ças adversas, que busca utilizar em benefício 
próprio.
b) firmar um pacto com as potências mágicas 
que se ocultam atrás das aparências do mun-
do natural.
c) combater frontalmente e sem concessões as 
atitudes dos homens, que considera confu-
sas e desarrazoadas.
d) ignorar os perigos que o mundo apresenta, 
agindo como se eles não existissem.
e) escolher a inação e a inércia, confiando in-
teiramente seu destino às forças do puro 
acaso e da sorte.
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER 
ÀS QUESTÕES 3 A 5.
Sim, que, à parte o sentido prisco, valia o 
ileso gume do vocábulo pouco visto e menos 
ainda ouvido, raramente usado, melhor fora 
se jamais usado. Porque, diante de um gra-
vatá, selva moldada em jarro jônico, dizer-se 
apenas drimirim ou amormeuzinho é justo; 
e, ao descobrir, no meio da mata, um ange-
lim que atira para cima cinquenta metros de 
tronco e fronde, quem não terá ímpeto de 
criar um vocativo absurdo e bradálo – Ó co-
lossalidade! – na direção da altura?
(João Guimarães Rosa. São Marcos. In: Sagarana.)
prisco = antigo, relativo a tempos remotos
gravatá = planta da família das bromeliáceas
 3. (Fuvest) Neste excerto, o narrador do conto 
“São Marcos“ expõe alguns traços de estilo 
que correspondem a características mais ge-
rais dos textos do próprio autor, Guimarães 
Rosa. Entre tais características só não se en-
contra:
a) o gosto pela palavra rara.
b) o emprego de neologismos.
c) a conjugação de referências eruditas e popu-
lares.
d) a liberdade na exploração das potencialida-
des da língua portuguesa.
e) a busca da concisão e da previsibilidade da 
linguagem.
 4. (Fuvest) Comparando-se as concepções rela-
tivas à natureza presentes no excerto de Gui-
marães Rosa com as que se manifestam nos 
poemas de Alberto Caeiro, verifica-se que em 
Rosa, __________, ao passo que, em Caeiro, 
__________ .
Mantida a sequência, as lacunas podem 
ser preenchidas corretamente pelo que 
está em:
a) a observação da natureza provoca um desejo 
de nomeação e até de invenção linguística / 
o ideal seria o de que os elementos da na-
tureza valessem por si mesmos, sem nome 
nenhum.
b) a natureza é pura exterioridade, desprovida 
de alma / ela é um ente animado, dotado de 
interioridade e personalidade.
c) a natureza vale por seus aspectos estéticos e 
simbólicos / ela tem valor prático e utilitá-
rio, ou seja, é valorizada na medida em que, 
transformada pela técnica, serve para suprir 
as necessidades humanas.
29
d) a relação com a natureza é pessoal e até ín-
tima / a natureza apresenta caráter hostil e, 
mesmo, ameaçador.
e) a natureza é misteriosa e indecifrável / ela 
é portadora de uma mensagem mística que o 
homem deve decifrar servindo-se dos instru-
mentos da Razão.
 5. (Fuvest) Devo registrar aqui uma alegria. É 
que a moça num aflitivo domingo sem farofa 
teve uma inesperada felicidade que era inex-
plicável: no cais do porto viu um arco-íris. 
Experimentando o leve êxtase, ambicionou 
logo outro: queria ver, como uma vez em Ma-
ceió, espocarem mudos fogos de artifício. Ela 
quis mais porque É MESMO UMA VERDADE 
QUE QUANDO SE DÁ A MÃO, ESSA GENTINHA 
QUER TODO O RESTO, O ZÉ-POVINHO SONHA 
COM FOME DE TUDO. E QUER MAS SEM DIREI-
TO ALGUM, POIS NÃO É?
(Clarice Lispector, A hora da estrela.)
Considerando-se no contexto da obra o tre-
cho destacado, é correto afirmar que, nele, o 
narrador:
a) assume momentaneamente as convicções 
elitistas que, no entanto, procura ocultar no 
restante da narrativa.
b) reproduz, em estilo indireto livre, os pensa-
mentos da própria Macabéa diante dos fogos 
de artifício.
c) hesita quanto ao modo correto de interpretar 
a reação de Macabéa frente ao espetáculo.
d) adota uma atitude panfletária, criticando 
diretamente as injustiças sociais e cobrando 
sua superação.
e) retoma uma frase feita, que expressa pre-
conceito antipopular, desenvolvendo-a na 
direção da ironia.
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER 
ÀS QUESTÕES 6 E 7.
— Primo Argemiro!
E, com imenso trabalho, ele gira no assento, 
conseguindo pôr-se de-banda, meio assim.
Primo Argemiro pode mais: transporta uma 
perna e se escancha no cocho.
— Que é, Primo Ribeiro?
— Lhe pedir uma coisa... Você faz?
— Vai dizendo, Primo.
— Pois então, olha: quando for a minha hora 
você não deixe me levarem p'ra o arraial... 
Quero ir mais é p'ra o cemitério do povoa-
do... Está desdeixado, mas ainda é chão de 
Deus... Você chama o padre, bem em-antes... 
E aquelas coisinhas que estão numa capan-
ga bordada, enroladas em papel-de-venda e 
tudo passado com cadarço, no fundo da ca-
nastra... Se rato não roeu... Você enterra jun-
to comigo... Agora eu não quero mexer lá... 
Depois tem tempo... Você promete?...
— Deus me livre e guarde, Primo Ribeiro... O 
senhor ainda vai durar mais do que eu.
— Eu só quero saber é se você promete...
— Pois então, se tiver de ser desse jeito de 
que Deus não há-de querer, eu prometo.
— Deus lhe ajude, Primo Argemiro.
E Primo Ribeiro desvira o corpo e curva ain-
da mais a cara.
Quem sabe se ele não vai morrer mesmo? 
Primo Argemiro tem medo do silêncio.
— Primo Ribeiro,o senhor gosta d'aqui?...
— Que pergunta! Tanto faz... É bom p'ra se 
acabar mais ligeiro... O doutor deu prazo de 
um ano... Você lembra?
— Lembro! Doutor apessoado, engraçado... 
Vivia atrás dos mosquitos, conhecia as raças 
lá deles, de olhos fechados, só pela toada da 
cantiga... Disse que não era das frutas e nem 
da água... Que era o mosquito que punha um 
bichinho amaldiçoado no sangue da gente... 
Ninguém não acreditou... Nem o arraial. Eu 
estive lá com ele...
— Primo Argemiro o que adianta...
— ...E então ele ficou bravo, pois não foi? 
Comeu goiaba, comeu melancia da beira do 
rio, bebeu água do Pará e não teve nada...
— Primo Argemiro...
— ...Depois dormiu sem cortinado, com ja-
nela aberta... Apanhou a intermitente; mas 
o povo ficou acreditando...
— Escuta! Primo Argemiro... Você está falan-
do de-carreira, só para não me deixar falar!
— Mas, então, não fala em morte Primo Ri-
beiro!... Eu, por nada que não queria ver o 
senhor se ir primeiro do que eu...
— P'ra ver!... Esta carcaça bem que está 
aguentando... Mas, agora, já estou vendo o 
meu descanso, que está chega-não-chega, na 
horinha de chegar...
— Não fala isso Primo!... Olha aqui: não foi 
pena ele ter ido s'embora? Eu tinha fé em 
que acabava com a doença...
— Melhor ter ido mesmo... Tudo tem de che-
gar e de ir s'embora outra vez... Agora é a 
minha cova que está me chamando... Aí é 
que eu quero ver! Nenhumas ruindades des-
te mundo não têm poder de segurar a gente 
p'ra sempre, Primo Argemiro...
— Escuta Primo Ribeiro: se alembra de 
quando o doutor deu a despedida p'ra o povo 
do povoado? Foi de manhã cedo, assim como 
agora... O pessoal estava todo sentado nas 
portas das casas, batendo queixo. Ele ajun-
tou a gente... Estava muito triste... Falou: – 
“Não adianta tomar remédio, porque o mos-
quito torna a picar... Todos têm de se, mudar 
daqui... Mas andem depressa pelo amor de 
Deus!“ – ... – Foi no tempo da eleição de seu 
Major Vilhena... Tiroteio com três mortes...
— Foi seis meses em-antes-de ela ir 
s'embora...
30
De branco a mais branco, olhando espantado 
para o outro, Primo Argemiro se perturbou. 
Agora está vermelho, muito.
Desde que ela se foi, não falaram mais no 
seu nome. Nem uma vez. Era como se não 
tivesse existido. E, agora...
João Guimarães Rosa. Sarapalha. In: Sagarana. 
 6. (Fuvest) Canta, canta, canarinho, ai, ai, ai...
Não cantes fora de hora ai, ai, ai...
A barra do dia aí vem, ai, ai, ai...
Coitado de quem namora!...
Esta quadrinha é a epígrafe do conto Sarapa-
lha. Ela aponta para o clímax da estória que 
se dá por ocasião:
a) da eleição de seu major Vilhena: tiroteio 
com três mortes.
b) da confissão de Argemiro e sua expulsão da 
casa de Ribeiro.
c) do casamento de Luísa com o boiadeiro e 
despedida dos primos.
d) da morte do boiadeiro, que Argemiro mata 
em respeito ao primo.
e) da declaração de Ribeiro e ruptura deste com 
o boiadeiro.
 7. (Fuvest) João Guimarães Rosa, em Sagarana, 
permite ao leitor observar que:
a) explora o folclórico do sertão.
b) em episódios muitas vezes palpitantes sur-
preende a realidade nos mais leves pormeno-
res e trabalha a linguagem com esmero.
c) limita-se ao quadro do regionalismo brasileiro.
d) é muito sutil na apresentação do cotidiano 
banal do jagunço.
e) é intimista hermético.
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER 
ÀS QUESTÕES 8 A 14.
Passaram-se semanas. Jerônimo tomava ago-
ra, todas as manhãs, uma xícara de café bem 
grosso, à moda da Ritinha, e 1tragava dois 
dedos de parati 2“pra cortar a friagem”.
Uma 3transformação, lenta e profunda, 
operava-se nele, dia a dia, hora a hora, 
4reviscerando-lhe o corpo e 5alando-lhe os 
sentidos, num 6trabalho misterioso e surdo 
de crisálida. A sua energia afrouxava len-
tamente: fazia-se contemplativo e amoro-
so. A vida americana e a natureza do Brasil 
7patenteavam-lhe agora aspectos imprevis-
tos e sedutores que o comoviam; esquecia-
-se dos seus primitivos sonhos de ambição, 
para idealizar felicidades novas, picantes e 
violentas; 8tornava-se liberal, impreviden-
te e franco, mais amigo de gastar que de 
guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos 
prazeres, e volvia-se preguiçoso, 9resignan-
do-se, vencido, às imposições do sol e do 
calor, muralha de fogo com que o espírito 
eternamente revoltado do último tamoio 
entrincheirou a pátria contra os conquista-
dores aventureiros.
E assim, pouco a pouco, se foram reforman-
do todos os seus hábitos singelos de aldeão 
português: e Jerônimo abrasileirou-se. (...)
E o curioso é que, quanto mais ia ele caindo 
nos usos e costumes brasileiros, tanto mais 
os seus sentidos se apuravam, 10posto que 
em detrimento das suas forças físicas. Ti-
nha agora o ouvido menos grosseiro para a 
música, compreendia até as intenções ,poé-
ticas dos sertanejos, quando cantam à viola 
os seus amores infelizes; seus olhos, dantes 
só voltados para a esperança de tornar à ter-
ra, agora, como os olhos de um marujo, que 
se habituaram aos largos horizontes de céu 
e mar, já se não revoltavam com a turbulenta 
luz, selvagem e alegre, do Brasil, e abriam-
-se amplamente defronte 11dos maravilhosos 
despenhadeiros ilimitados e das cordilheiras 
sem fim, donde, de espaço a espaço, surge um 
monarca gigante, que o sol veste de ouro e ri-
cas pedrarias refulgentes e as nuvens toucam 
de alvos turbantes de cambraia, num luxo 
oriental de arábicos príncipes voluptuosos.
Aluísio Azevedo, O cortiço. 
 8. (Fuvest) Considere as seguintes afirmações, 
relacionadas ao excerto de O cortiço:
I. O sol, que, no texto, se associa fortemen-
te ao Brasil e à “pátria”, é um símbolo 
que percorre o livro como manifestação 
da natureza tropical e, em certas passa-
gens, representa o princípio masculino 
da fertilidade.
II. A visão do Brasil expressa no texto mani-
festa a ambiguidade do intelectual brasi-
leiro da época em que a obra foi escrita, o 
qual acatava e rejeitava a sua terra, dela 
se orgulhava e envergonhava, nela con-
fiava e dela desesperava.
III. O narrador aceita a visão exótico-român-
tica de uma natureza (brasileira) pode-
rosa e transformadora, reinterpretando-a 
em chave naturalista.
Aplica-se ao texto o que se afirma em:
a) I, somente.
b) II, somente.
c) II e III, somente.
d) I e III, somente.
e) I, II e III.
 9. (Fuvest) Ao comparar Jerônimo com uma 
crisálida, o narrador alude, em linguagem 
literária, a fenômenos do desenvolvimento 
da borboleta, por meio das seguintes expres-
sões do texto:
I. “transformação, lenta e profunda” 
(ref.3);
II. “reviscerando” (ref.4);
III. “alando” (ref.5);
IV. “trabalho misterioso e surdo” (ref.6).
31
Tais fenômenos estão corretamente indica-
dos em:
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
 10. (Fuvest) Um traço cultural que decorre da 
presença da escravidão no Brasil e que está 
implícito nas considerações do narrador do 
excerto é a:
a) desvalorização da mestiçagem brasileira.
b) promoção da música a emblema da nação.
c) desconsideração do valor do trabalho.
d) crença na existência de um caráter nacional 
brasileiro.
e) tendência ao antilusitanismo.
 11. (Fuvest) Destes comentários sobre os tre-
chos sublinhados, o único que está correto é: 
a) “tragava dois dedos de parati” (ref.1): ex-
pressão típica da variedade linguística pre-
dominante no discurso do narrador.
b) “pra cortar a friagem” (ref.2): essa expressão 
está entre aspas, no texto, para indicar que 
se trata do uso do discurso indireto livre.
c) “patenteavam-lhe agora aspectos imprevis-
tos” (ref.1): assume o sentido de “registra-
vam oficialmente”.
d) “posto que em detrimento das suas forças fí-
sicas” (ref.10): equivale, quanto ao sentido, 
a “desde que em favor”.
e) “tornava-se (...) imprevidente” (ref.8) e 
“resignando-se (...) às imposições do sol” 
(ref.9): trata-se do mesmo prefixo, apresen-
tando, portanto, idêntico sentido.
 12. (Fuvest) O papel desempenhado pela perso-
nagem Ritinha (Rita Baiana), no processo 
sintetizado no excerto, assemelha-se ao da 
personagem:
a)Iracema, do romance homônimo, na medida 
em que ambas simbolizam o poder de sedu-
ção da terra brasileira sobre o português que 
aqui chegava.
b) Vidinha, de Memórias de um sargento de 
milícias, tendo em vista que uma e outra 
constituem fatores decisivos para o desen-
caminhamento de personagens masculinas 
anteriormente bem orientadas.
c) Capitu, de Dom Casmurro, a qual, como a 
baiana, também lança mão de seus encantos 
femininos para obter ascensão social.
d) Joaninha, de A cidade e as serras, pois am-
bas representam a simplicidade natural das 
mulheres do campo, em oposição à beleza 
artificiosa das mulheres das cidades.
e) Dora, de Capitães da areia, na medida em 
que ambas são responsáveis diretas pela re-
generação física e moral de seus respectivos 
pares amorosos.
 13. (Fuvest) Os costumes a que adere Jerônimo 
em sua transformação, relatada no excerto, 
têm como referência, na época em que se 
passa a história, o modo de vida:
a) dos degredados portugueses enviados ao 
Brasil sem a companhia da família.
b) dos escravos domésticos, na região urbana 
da corte, durante o Segundo Reinado.
c) das elites produtoras de café, nas fazendas 
opulentas do vale do Paraíba fluminense.
d) dos homens livres pobres, particularmente 
em região urbana.
e) dos negros quilombolas, homiziados em re-
fúgios isolados e anárquicos.
 14. (Fuvest) No trecho “dos maravilhosos despe-
nhadeiros ilimitados e das cordilheiras sem 
fim, donde, de espaço a espaço, surge um 
monarca gigante” (ref.11), o narrador tem 
como referência:
a) a chapada dos Guimarães, anteriormente co-
berta por vegetação de cerrado.
b) os desfiladeiros de Itaimbezinho, outrora re-
vestidos por exuberante floresta tropical.
c) a chapada Diamantina, então coberta por 
florestas de araucárias.
d) a serra do Mar, que abrigava originalmente a 
densa mata Atlântica.
e) a serra da Borborema, caracterizada, no pas-
sado, pela vegetação da caatinga.
 15. (Fuvest) Nesse livro, ousadamente, var-
riam-se de um golpe o sentimentalismo 
superficial, a fictícia unidade da pessoa 
humana, as frases piegas, o receio de cho-
car preconceitos, a concepção do predomí-
nio do amor sobre todas as outras paixões; 
afirmava-se a possibilidade de construir 
um grande livro sem recorrer à natureza, 
desdenhava-se a cor local; surgiram afinal 
homens e mulheres, e não brasileiros (no 
sentido pitoresco) ou gaúchos, ou nortistas, 
e, finalmente, mas não menos importante, 
patenteava-se a influência inglesa em lugar 
da francesa.
Lúcia Miguel-Pereira. História da Literatura Brasileira 
– Prosa de ficção – de 1870 a 1920 (Adaptado).
O livro a que se refere a autora é:
a) Memórias de um sargento de milícias.
b) Til.
c) Memórias póstumas de Brás Cubas.
d) O cortiço.
e) A cidade e as serras.
32
OBSERVE A IMAGEM E LEIA O TEXTO A SE-
GUIR PARA RESPONDER À QUESTÃO 16.
O Comissário apertou-lhe mais a mão, que-
rendo transmitir-lhe o sopro de vida. Mas a 
vida de Sem-Medo esvaía-se para o solo do 
Mayombe, misturando-se às folhas em de-
composição.
[…] Mas o Comissário não ouviu o que o Co-
mandante disse. Os lábios já mal se moviam.
A amoreira gigante à sua frente. O tronco 
destaca-se do sincretismo da mata, mas se eu 
percorrer com os olhos o tronco para cima, a 
folhagem dele mistura-se à folhagem geral 
e é de novo o sincretismo. Só o tronco se 
destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, 
os gigantes só o são em parte, ao nível do 
tronco, o resto confunde-se na massa. Tal o 
homem. As impressões visuais são menos 
nítidas e a mancha verde predominante faz 
esbater progressivamente a claridade do 
tronco da amoreira gigante. As manchas ver-
des são cada vez mais sobrepostas, mas, num 
sobressalto, o tronco da amoreira ainda se 
afirma, debatendo-se. Tal é a vida. […]
Os olhos de Sem-Medo ficaram abertos, con-
templando o tronco já invisível do gigante 
que para sempre desaparecera no seu ele-
mento verde.
Pepetela, Mayombe.
 16. (Fuvest) Considerando-se o excerto no con-
texto de Mayombe, os paralelos que nele são 
estabelecidos entre aspectos da natureza e 
da vida humana podem ser interpretados 
como uma:
a) reflexão relacionada ao próprio Comandante 
Sem-Medo e a seu dilema característico entre 
a valorização do indivíduo e o engajamento 
em um projeto eminentemente coletivo.
b) caracterização flagrante da dificuldade de 
aceder ao plano do raciocínio abstrato, típi-
ca da atitude pragmática do militante revo-
lucionário.
c) figuração da harmonia que reina no mundo 
natural, em contraste com as dissensões que 
caracterizam as relações humanas, notada-
mente nas zonas urbanizadas.
d) representação do juízo do Comissário a res-
peito da manifesta incapacidade que tem 
o Comandante Sem-Medo de ultrapassar o 
dogmatismo doutrinário.
e) crítica esclarecida à mentalidade animista 
– que tende a personificar os elementos da 
natureza – e ao tribalismo, ainda muito di-
fundidos entre os guerrilheiros do Movimen-
to Popular de Libertação de Angola (MPLA).
 17. (Fuvest) Consideradas no âmbito dos valo-
res que são postos em jogo em Mayombe, as 
relações entre a árvore e a floresta, tal como 
concebidas e expressas no excerto, ensejam 
a valorização de uma conduta que correspon-
de à da personagem:
a) João Romão, de O cortiço, observadas as re-
lações que estabelece com a comunidade dos 
encortiçados.
b) Jacinto, de A cidade e as serras, tendo em 
vista suas práticas de beneficência junto aos 
pobres de Paris.
c) Fabiano, de Vidas secas, na medida em que 
ele se integrava na comunidade dos sertane-
jos, seus iguais e vizinhos.
d) Pedro Bala, de Capitães da areia, em especial 
ao completar sua trajetória de politização.
e) Augusto Matraga, do conto “A hora e vez de 
Augusto Matraga”, de Sagarana, na sua fase 
inicial, quando era o valentão do lugar.
 18. (Fuvest) Mayombe refere-se a uma região 
montanhosa em Angola, dominada por flo-
resta pluvial densa, rica em árvores de gran-
de porte, e localizada em área de baixa la-
titude (4° 40’S). Levando em conta essas 
características geográficas e vegetacionais, é 
correto afirmar que:
a) esse tipo de vegetação predomina na maior 
parte do continente africano, circundando 
áreas de savana e deserto.
b) se trata da única floresta pluvial sobre áreas 
montanhosas, pois esse tipo de floresta não 
ocorre em outras áreas do mundo.
c) a vegetação da região é semelhante à da flo-
resta encontrada, no Brasil, na mesma faixa 
latitudinal.
d) nessa mesma faixa latitudinal, no Brasil, há 
regiões áridas, de altas altitudes, em que 
predominam ervas rasteiras.
e) tais florestas pluviais só ocorrem no hemis-
fério sul, devido ao regime de chuvas e às 
altas temperatura.
33
GAbARito
1. D 2. A 3. E 4. A 5. E
6. B 7. B 8. E 9. E 10. C
11. B 12. A 13. D 14. D 15. C
16. A 17. D 18. C
35
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
Prescrição: A prova de Língua Inglesa da Fuvest exige que o candidato saiba interpre-
tar textos publicitários, científicos e, sobretudo, jornalísticos, acompanhados ou não de 
imagens.
INGLÊS
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER 
ÀS QUESTÕES 1 E 2.
About half of the world’s population is at 
risk of contracting dengue, according to the 
World Health Organization. The mosquito is 
found in tropical and subtropical climates 
around the world; however, dengue does 
not naturally occur in these creatures: the 
mosquitoes get dengue from us. 
The mechanism of dengue infection is 
simple. Female mosquitoes bite humans 
because they need the protein found in our 
blood to produce eggs. (Male mosquitoes do 
not bite.) If the mosquito bites someone with 
dengue – and then, after the virus’s roughly 
eight – to 12 – day replication period, bites 
someone else – it passes dengue into its 
next victim’s bloodstream.
There is no vaccine against dengue, but 
infecting mosquitoes with a natural bacterium 
called Wolbachia blocks the insects’ ability 
to pass the disease to humans. The microbe 
spreads among both male and female 
mosquitoes: infected females lay eggsthat 
harbor the bacterium, and when Wolbachia-
free females mate with infected males, their 
eggs simply do not hatch. Researchers are now 
releasing Wolbachia-infected females into the 
wild in Australia, Vietnam, Indonesia and 
Brazil.
Scientific American, June 2015. Adaptado. 
 1. (Fuvest) De acordo com o texto, a infecção 
por dengue:
a) propaga-se quando mosquitos fêmeas picam 
seres humanos infectados e retransmitem a 
doença a outras pessoas. 
b) é provocada por mosquitos infectados depois 
do acasalamento. 
c) desenvolve-se por meio das fêmeas, que 
transmitem o vírus para os machos, num cír-
culo vicioso que se repete periodicamente. 
d) desenvolve-se no corpo humano após doze 
dias da picada, período de incubação do vírus. 
e) altera a proteína presente no sangue huma-
no que é procurada pelos mosquitos fêmeas. 
 2. (Fuvest) Segundo o texto, a bactéria Wolba-
chia, se inoculada nos mosquitos e bloqueia 
a transmissão da dengue porque: 
a) torna os machos estéreis. 
b) interfere no período de acasalamento dos 
mosquitos. 
c) impede a multiplicação do vírus nas fêmeas. 
d) impede a eclosão dos ovos que contêm o vírus. 
e) diminui a quantidade de ovos depositados 
pelas fêmeas. 
Leia o texto a seguir para responder às ques-
tões 3 a 5.
Working for on-demand startups like Uber 
and TaskRabbit is supposed to offer flexible 
hours and higher wages, but many workers 
have found the pay lower and the hours 
less flexible than they expected. Even more 
surprising: percent of those chauffeuring 
passengers and percent of those making 
deliveries said they lack personal auto 
insurance.
Those are among the findings from a 
survey about the work life of independent 
contractors for on-demand startups, a 
booming sector of the tech industry, being 
released Wednesday.
“We want to shed light on the industry 
as a whole,” said Isaac Madan, a Stanford 
master’s candidate in bioinformatics who 
worked with two other Stanford students 
and a recent alumnus on the survey of 
workers. “People need to understand how 
this space will change and evolve and help 
the economy.”
On-demand, often called the sharing 
economy, refers to companies that let users 
summon workers via smartphone apps 
to handle all manner of services: rides, 
cleaning, chores, deliveries, car parking, 
waiting in lines. Almost uniformly, those 
workers are independent contractors rather 
than salaried employees.
That status is the main point of contention in 
a recent rash of lawsuits in which workers are 
filing for employee status. While the survey 
did not directly ask contractors if they would 
prefer to be employees, it found that their top 
36
workplace desires were to have paid health 
insurance, retirement benefits and paid time 
off for holidays, vacation and sick days – all 
perks of full-time workers. Respondents also 
expressed interest in having more chances for 
advancement, education sponsorship, disability 
insurance and human-relations support.
Because respondents were recruited rather 
than randomly selected, the survey does not 
claim to be representational but a conclusion 
one may come to is that flexibility of new 
jobs comes with a cost. Not all workers are 
prepared for that!
SFChronicle.com and SFGate.com, May 20, 2015. Adaptado. 
 3. (Fuvest) Segundo o texto, empresas do tipo 
“on-demand”: 
a) têm pouco contato com seus prestadores de 
serviços, o que dificulta o estabelecimento 
de planos de carreira. 
b) são intermediárias entre usuários e pres-
tadores de serviços acionados por meio de 
aplicativos. 
c) remuneram abaixo do mercado seus presta-
dores de serviços. 
d) exigem dos prestadores de serviços um nú-
mero mínimo de horas trabalhadas por dia. 
e) estão crescendo em número, mas são critica-
das pela qualidade de seus serviços. 
 4. (Fuvest) Outro resultado da mesma pesquisa 
indica que:
a) grande parte dos trabalhadores em empresas 
“on-demand” não pensa em ter um registro 
formal de trabalho. 
b) nem todos os trabalhadores em empresas 
“on-demand” estão preparados para arcar 
com o custo de sua flexibilidade no trabalho. 
c) muitos dos entrevistados que prestam servi-
ços nas empresas “on-demand” também têm 
um trabalho formal. 
d) vários dos entrevistados buscam o trabalho 
“on-demand” por conta do status que ele 
proporciona. 
e) as vantagens de um emprego formal são me-
nores se comparadas com as vantagens en-
volvidas no trabalho “on-demand”. 
 5. (Fuvest) Um dos resultados da pesquisa re-
alizada com prestadores de serviços de em-
presas do tipo “on-demand” mostra que es-
ses trabalhadores: 
a) consideram a flexibilidade do horário de tra-
balho o ponto alto de sua opção profissional. 
b) pagam seus próprios seguros-saúde e planos 
de aposentadoria. 
c) investem no seu aprimoramento profissional 
para obter melhores ganhos no futuro. 
d) têm a opção de tirar férias quando desejarem, 
com o apoio das empresas e dos familiares. 
e) desejam ter os mesmos benefícios sociais 
que trabalhadores assalariados. 
RAio X - Análise eXpositivA
 1. O texto coloca “Female mosquitoes bite 
humans because they need the protein found 
in our blood to produce eggs. […]). If the 
mosquito bites someone with dengue – and 
then, after the virus’s roughly eight – to 
12 – day replication period, bites someone 
else – it passes dengue into its next victim’s 
bloodstream” (os mosquitos fêmeas picam 
os seres humanos porque eles precisam da 
proteína encontrada em nosso sangue para 
produzir ovos […]. Se o mosquito pica alguém 
com dengue – e então, depois do período de 
replicação do vírus de aproximadamente 8 
a 12 dias, pica mais alguém – o mosquito 
transmite a dengue para a corrente 
sanguínea da próxima vítima). 
 2. O texto coloca “There is no vaccine against 
dengue, but infecting mosquitoes with a 
natural bacterium called Wolbachia blocks the 
insects’ ability to pass the disease to humans. 
The microbe spreads among both male and 
female mosquitoes: infected females lay 
eggs that harbor the bacterium, and when 
Wolbachia-free females mate with infected 
males, their eggs simply do not hatch” (não 
há nenhuma vacina contra a dengue, mas 
infectar mosquitos com uma bactéria natural 
chamada Wolbachia bloqueia a habilidade dos 
insetos de passarem a doença aos humanos. 
O micróbio se espalha tanto entre mosquitos 
machos quanto fêmeas: as fêmeas infectadas 
botam ovos que possuem a bactéria e quando 
as fêmeas sem a Wolbachia cruzam com 
machos infectados, seus ovos simplesmente 
não eclodem).
 3. O texto coloca “On-demand, often called the 
sharing economy, refers to companies that let 
users summon workers via smartphone apps 
to handle all manner of services...” (On-
demand, em geral chamadas de economia 
do compartilhamento, refere-se a empresas 
que permitem que os usuários convoquem 
trabalhadores por meio de aplicativos de 
smartphones para lidar com vários tipos de 
serviços...).
 4. O texto coloca “...flexibility of new jobs comes 
with a cost. Not all workers are prepared 
for that!” (...a flexibilidade de novos 
empregos vem com um custo. Nem todos os 
trabalhadores estão prontos pra isso). 
 5. O texto coloca “...it found that their top 
workplace desires were to have paid health 
insurance, retirement benefits and paid time 
off for holidays, vacation and sick days – all 
perks of full-time workers” (ele [o estudo] 
descobriu que seus maiores desejos [dos 
37
trabalhadores de empresas on-demand] 
eram de ter seguro de saúde, benefícios de 
aposentadoria, férias, feriados e licenças 
médicas remunerados – todos privilégios de 
trabalhadores de tempo integral). 
GAbARito
1. A 2. D 3. B 4. B 5. E
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
Leia o texto a seguir para responder às ques-
tões 1 a 3.
You know the exit is somewhere along this 
stretch of highway, but you have never 
taken it before and do not want to miss it. 
As you carefully scan the side of the road 
for the exit sign, numerous distractionsintrude on your visual field: billboards, a 
snazzy convertible, a cell phone buzzing on 
the dashboard. How does your brain focus on 
the task at hand? To answer this question, 
neuroscientists generally study the way 
the brain strengthens its response to what 
you are looking for – jolting itself with an 
especially large electrical pulse when you 
see it. Another mental trick may be just as 
important, according to a study published 
in April in the Journal of Neuroscience: 
the brain deliberately weakens its reaction 
to everything else so that the target seems 
more important in comparison. Such 
research may eventually help scientists 
understand what is happening in the brains 
of people with attention problems, such as 
attention-deficit/hyperactivity disorder. 
And in a world increasingly permeated by 
distractions – a major contributor to traffic 
accidents – any insights into how the brain 
pays attention should get ours. 
Scientific American, July 2014. Adaptado 
 1. (Fuvest) O foco principal do texto são as: 
a) várias distrações que se apresentam quando 
estamos dirigindo. 
b) estratégias que nosso cérebro utiliza para se 
concentrar em uma tarefa. 
c) informações que nosso campo visual precisa 
processar. 
d) decisões que tomamos quando queremos 
usar um caminho novo. 
e) várias tarefas que conseguimos realizar ao 
mesmo tempo. 
38
 2. (Fuvest) De acordo com o texto, a pesquisa 
mencionada pode 
a) colaborar para a compreensão de nossas ati-
tudes frente a novas tarefas. 
b) ajudar pessoas que possuem diversos distúr-
bios mentais, ainda pouco conhecidos. 
c) ajudar pessoas que, normalmente, são muito 
distraídas e desorganizadas. 
d) colaborar para a compreensão do modo como 
enxergamos o mundo. 
e) colaborar para a compreensão do que ocor-
re no cérebro de pessoas com problemas de 
atenção. 
 3. (Fuvest) Segundo estudo publicado no Jour-
nal of Neuroscience, mencionado no texto, 
a) nossa busca pela realização de tarefas diver-
sas aumenta o número de pulsações elétricas 
produzidas pelo cérebro. 
b) os neurocientistas estão estudando como, 
sem grande esforço, conseguimos focalizar 
uma coisa de cada vez. 
c) as pulsações elétricas produzidas pelo cére-
bro são intensas e constantes. 
d) nosso cérebro reduz sua reação a estímulos 
que são menos relevantes para a tarefa a ser 
realizada, mantendo o foco. 
e) o tipo de resposta que nosso cérebro fornece 
frente a novas tarefas ainda é uma questão a 
ser respondida pelos pesquisadores. 
Leia o texto a seguir para responder às ques-
tões 4 e 5.
Between now and 2050 the number of people 
living in cities will grow from 3.9 billion to 
6.3 billion. The proportion of urban dwellers 
will swell from 54% to 67% of the world’s 
population, according to the UN. In other 
words, for the next 36 years the world’s cities 
will expand by the equivalent of six São Paulos 
every year. This growth will largely occur in 
developing countries. But most governments 
there are ignoring the problem, says William 
Cobbett of the Cities Alliance, an NGO that 
supports initiatives such as the one launched 
by New York University to help cities make 
long-term preparations for their growth. 
“Whether we want it or not, urbanisation is 
inevitable,” say specialists. “The real question 
is: how can we improve its quality?” 
The Economist, June 21st 2014. Adaptado. 
 4. (Fuvest) Segundo William Cobbett: 
a) várias ONGs estão trabalhando para minimi-
zar os problemas enfrentados nas cidades. 
b) as maiores migrações para as cidades tive-
ram início há 36 anos. 
c) a maioria dos governantes de países em de-
senvolvimento não está dando atenção à ex-
plosão demográfica nas cidades. 
d) uma cidade como São Paulo será pequena se 
comparada a outras no ano de 2050. 
e) os países em desenvolvimento estão lidando 
melhor com a questão do êxodo rural do que 
os países desenvolvidos. 
 5. (Fuvest) De acordo com o texto: 
a) a população rural crescerá na mesma propor-
ção que a população urbana nos próximos 20 
anos. 
b) a população, nas cidades, chegará a mais de 
6 bilhões de pessoas até 2050. 
c) a expansão de cidades como São Paulo é um 
exemplo do crescimento global. 
d) a cidade de São Paulo cresceu seis vezes 
mais, na última década, do que o previsto 
por especialistas. 
e) o crescimento maior da população em cen-
tros urbanos ocorrerá em países desenvolvidos. 
Leia o texto a seguir para responder às ques-
tões 6 e 7.
A wave of anger is sweeping 
the cities of the world.
The protests have many different origins. 
In Brazil people rose up against bus fares, 
in Turkey against a building project. 
Indonesians have rejected higher fuel 
prices. In the euro zone they march against 
austerity, and the Arab spring has become 
a perma-protest against pretty much 
everything. 
Yet just as in 1848, 1968 and 1989, when 
people also found a collective voice, the 
demonstrators have much in common. In 
one country after another, protesters have 
risen up with bewildering speed. They tend 
to be ordinary, middle-class people, not 
lobbies with lists of demands. Their mix of 
revelry and rage condemns the corruption, 
inefficiency and arrogance of the folk in 
charge. 
Nobody can know how 2013 will change the 
world – if at all. In 1989 the Soviet empire 
teetered and fell. But Marx’s belief that 1848 
39
was the first wave of a proletarian revolution 
was confounded by decades of flourishing 
capitalism and 1968 did more to change 
sex than politics. Even now, though, the 
inchoate significance of 2013 is discernible. 
And for politicians who want to peddle the 
same old stuff, news is not good. 
The Economist, June 29, 2013. Adaptado. 
 6. (Fuvest) Segundo o texto, os protestos de 
2013, em diversos lugares do mundo:
a) vêm perdendo força por falhas de organiza-
ção. 
b) questionam a atuação dos lobbies nas rei-
vindicações das diversas classes sociais. 
c) condenam a corrupção e outros comporta-
mentos inadequados da classe política. 
d) resultam de motivações econômicas preci-
sas. 
e) têm poucos aspectos em comum. 
 7. (Fuvest) Ao comparar os protestos de 2013 
com movimentos políticos passados, afirma-
-se, no texto, que:
a) nem sempre esses movimentos expressam 
anseios coletivos. 
b) as crenças de Marx se confirmaram, mesmo 
após 1848. 
c) as revoltas de 1968 causaram grandes mu-
danças políticas. 
d) não se sabe se os protestos de 2013 mudarão 
o mundo. 
e) mudanças de costumes foram as principais 
consequências de movimentos passados. 
Leia o texto a seguir para responder às ques-
tões 8 a 10.
To live the longest and healthiest life 
possible, get smarter. Institute for Health 
Metrics and Evaluation (IHME) data show 
that past a certain threshold, health and 
wealth are just weakly correlated. However, 
overall health is closely tied to how many 
years people spend in school. Mexico, for 
instance, has a fifth the per capita gross 
domestic product (GDP) of the United States, 
but, for women, more than 50 percent of the 
latter’s schooling. 
In line with the trend, Mexico’s female 
adult mortality rate is only narrowly higher. 
Vietnam and Yemen have roughly equivalent 
per capita GDP. Yet Vietnamese women 
average 6.3 more years in school and are half 
as likely to die between the ages of 15 and 
60. “Economic growth is also significantly 
associated with child mortality reductions, 
but the magnitude of the association 
is much smaller than that of increased 
education,” comments Emmanuela Gakidou, 
IHME’s director of education and training. 
“One year of schooling gives you about 10 
percent lower mortality rates, whereas with 
a 10 percent increase in GDP, your mortality 
rate would go down only by 1 to 2 percent.” 
Discover, May 31, 2013. Adaptado. 
 8. (Fuvest) No texto, ao se comparar o México 
aos Estados Unidos, afirma-se que, no México: 
a) o produto interno bruto é equivalente a 50%do produto interno bruto dos Estados Uni-
dos. 
b) os índices de mortalidade adulta vêm cres-
cendo, nos últimos anos. 
c) as mulheres representam 50% da população-
escolarizada. 
d) as políticas educacionais são insuficientes e 
estão defasadas. 
e) as taxas de mortalidade feminina adulta são 
pouco superiores às norte-americanas. 
 9. (Fuvest) O argumento central do texto é o de 
que níveis mais altos de escolaridade estão 
diretamente relacionados a: 
a) índices mais baixos de mortalidade. 
b) crescimento econômico acentuado. 
c) mais empregos para as mulheres. 
d) menores taxas de natalidade. 
e) melhorias nos serviços de saúde. 
 10. (Fuvest) De acordo com o texto, “about 10 
percent lower mortality rates” é resultado de :
a) “10 percent increase in GDP”. 
b) “child mortality reductions”. 
c) “equivalent per capita GDP”. 
d) “economic growth”. 
e) “one year of schooling”. 
GAbARito
1. B 2. E 3. D 4. C 5. B
6. C 7. D 8. E 9. A 10. E
41
Fuvest
REDAÇÃO
Metodologia de avaliação da redação
A redação deverá ser, obrigatoriamente, uma dissertação de caráter argumentativo, na qual se espera que o candidato, 
visando sustentar um ponto de vista sobre o tema, demonstre capacidade de mobilizar conhecimentos e opiniões; 
argumentar de forma coerente e pertinente; articular eficientemente as partes do texto e expressar-se de modo claro, 
correto e adequado. Os textos elaborados pelos candidatos serão avaliados quanto a três aspectos ou quesitos:
Critérios de correção
1. Desenvolvimento do tema e organização do texto dissertativo-argumentativo 
Verifica-se inicialmente se o texto configura-se como uma dissertação argumentativa e se atende ao tema propos-
to. Pressupõe-se, então, que o candidato demonstre habilidade de compreender a proposta de redação e, quando 
esta contiver uma coletânea, que se revele capaz de ler e de relacionar adequadamente as ideias e informações 
dos textos que a integram. No que diz respeito ao desenvolvimento do tema, verifica-se, além da pertinência das 
informações e da efetiva progressão temática, a capacidade crítico-argumentativa que a redação venha a revelar. 
A paráfrase de elementos que compõem a proposta de redação não é um recurso recomendável para o desenvolvi-
mento adequado do tema. Não se recomenda, também, que o texto produzido se configure como uma dissertação 
meramente expositiva, isto é, que se limite a expor dados ou informações relativos ao tema, sem que se explicite 
um ponto de vista devidamente sustentado por uma argumentação consistente.
2. Coerência dos argumentos e articulação das partes do texto
Avaliam-se, conjuntamente, a coerência dos argumentos e das opiniões e a coesão textual, ou seja, a correta 
articulação das palavras, frases e parágrafos. A coerência reflete a capacidade do candidato de relacionar os 
argumentos e organizá-los de forma a deles extrair conclusões apropriadas e, também, sua habilidade para o 
planejamento e a construção significativa do texto. Devem-se evitar contradições entre frases ou parágrafos, 
falta de encadeamento das ideias, circularidade ou quebra da progressão argumentativa, uso de argumentação 
baseada apenas no senso comum e falta de conclusão ou conclusões que não decorram do que foi previamen-
te exposto. Quanto à coesão, serão verificados, entre outros, o estabelecimento de relações semânticas entre 
partes do texto e o uso adequado de conectivos.
3. Correção gramatical e adequação vocabular
Avaliam-se o domínio da norma-padrão escrita da língua portuguesa e a clareza na expressão das ideias. Serão 
examinados aspectos gramaticais como ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação, e o emprego adequado e 
expressivo do vocabulário. Espera-se que o candidato revele competência para expor com precisão e concisão 
os argumentos selecionados para a defesa do ponto de vista adotado, evitando o uso de clichês ou frases fei-
tas. Avalia-se, também, a seleção adequada do vocabulário, tendo em vista as peculiaridades do tipo de texto 
exigido.
42
Pontuação dos critérios
 § Para cada um dos três aspectos, cada avaliador atribuirá, independentemente, pontuação de 1 a 5.
 § Quando os pontos atribuídos pelos dois avaliadores a um determinado aspecto divergirem em 1 ponto, valerá 
a média das duas notas. Se a discrepância entre os dois avaliadores exceder 1 ponto em qualquer dos três 
aspectos, a redação será objeto de terceira avaliação por banca designada para esse fim. Caberá a essa banca 
decidir qual das duas notas é a mais adequada ou se cabe atribuir uma terceira nota, diversa das que foram 
atribuídas. Neste caso, prevalecerá a terceira nota. 
 § Os pontos atribuídos a cada aspecto serão multiplicados por 4, 3 e 3, respectivamente, obtendo-se, assim, uma 
nota ponderada para a redação, que variará entre 10 e 50 pontos.
 § Além das redações em branco, receberão nota zero textos que desenvolverem tema diverso do que foi solicita-
do, ou que não atenderem à modalidade discursiva indicada. Serão passíveis de receber nota zero também os 
textos com extensão claramente abaixo do limite estabelecido nas instruções da prova ou que apresentarem 
elementos verbais ou visuais não relacionados com o tema da redação.
 § Caso a redação receba nota zero de um dos avaliadores e nota diferente de zero de outro avaliador, ela será 
objeto de uma terceira avaliação, seguindo os mesmos critérios estabelecidos para os casos de discrepância 
submetidos a terceira avaliação. 
FIQUE LIGADO - Os últimos temas foram:
 § 2019 – De que maneira o passado contribui para a compreensão do presente?
 § 2018 – Devem existir limites para a arte?
 § 2017 – O homem saiu de sua menoridade?
 § 2016 – As utopias: indispensáveis, inúteis ou nocivas?
 § 2015 – “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia
ProPosta 1
Texto I
Consideramo-nos seres tão solitários, uns tentando desesperadamente se comunicar e confrontar com os outros, 
quando devíamos estar todos conectados, compartilhando e se ajudando mutuamente. Triste é precisar esperar a 
adversidade para nos darmos conta do quão importante é esse engajamento.
http://lounge.obviousmag.org/vanilla_sky/2014/12/em-busca-da-coletividade-perdida.html#ixzz64EBmk3fM
Texto II
O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sis-
tema determinado que tem sua vida própria; poderemos chamá-lo: a consciência coletiva ou comum. Sem dúvida, 
ela não tem por substrato um órgão único; é, por definição, difusa em toda extensão da sociedade; mas não deixa 
de ter caracteres específicos que fazem dela uma realidade distinta. Com efeito, é independente das condições 
particulares em que os indivíduos estão colocados; eles passam, ela permanece. É a mesma no norte e no sul, nas 
grandes e pequenas cidades, nas diferentes profissões. Da mesma forma, não muda a cada geração, mas, ao con-
trário, liga umas às outras as gerações sucessivas. Portanto, é completamente diversa das consciências particulares, 
se bem que se realize somente entre indivíduos. 
Émile Durkheim. A consciência coletiva.
43
Texto III
Parte do trabalho da política — seja nos partidos ou movimentos sociais — está em nos mostrar como nossos 
problemas individuais têm origem em questões sistêmicas e como eles podem ser confrontados de forma coletiva 
se nos organizamos em torno dessas identidades. Assim, a dívida deixa de ser uma fonte de vergonha e passa a 
ser uma injustiça contra a qual os devedores podem se organizar. As lutas que envolvem o cuidado das crianças 
não são exclusivas ou de culpa individual para os que são pais, mas um problema social compartilhado que temos 
a responsabilidade de enfrentar em conjunto.
Os inventores do neoliberalismo perceberam bem esse processo de criação da identidade. Ao caracterizar as pes-
soas como egoístas, maximizadoras racionais da utilidade, eles as encorajaram ativamente a setornarem aquilo. 
Esse não é um efeito colateral da política neoliberal, mas uma parte central de sua intenção. Como Michael Sandel 
apontou em 2012, em seu livro “O que o dinheiro não compra: Os limites morais dos mercados”, o neoliberalismo 
comprime os valores divergentes que anteriormente governavam as esferas da vida não mercantis, como a ética do 
serviço público no setor público, ou o atendimento mútuo nas comunidades locais. 
https://outraspalavras.net
Texto IV
O fenômeno dos coletivos é um traço regressivo no embate com a solidão do homem moderno. É uma tentativa, 
canhestra e primitiva, de “voltar ao útero materno” para ver se o ruído insuportável da realidade disforme do mun-
do se dissolve porque grito palavras de ordem ou faço coisas pelas quais eu mesmo não sou responsabilizado, mas 
sim o “coletivo”, essa “pessoa” indiferenciada que não existe.
(Luiz Felipe Pondé. “Sapiens x abelhas”. Folha de S.Paulo, 23.05.2016. Adaptado.)
Texto V
Estou sentada nos ombros de um homem 
Ele está afundando sob o fardo (peso) 
Eu faria qualquer coisa para ajudá-lo 
Exceto descer de suas costas 
Obra: “A sobrevivência dos mais gordos” De Jens Galschiot. http://www.aidoh.dk/new-struct/About-Jens-Galschiot/CV-GB-PT.pdf
DE QUE FORMA O SENTIDO DE COLETIVIDADE ESTÁ PRESENTE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA?
44
ProPosta 2
Texto I
Segundo René Mucchielli, o conformismo é a atitude social que consiste em se submeter às opiniões, regras, 
normas, modelos que representam a mentalidade coletiva ou osistema de valores do grupo ao qual se adere a 
torná-los seus. Esse processo, amplamente estudado em psicologia social, corresponde mudanças de opinião, de 
comportamento ou mesmo de percepção de um indivíduo ou grupo minoritário, em situações influência ou pressão 
social exercida por parte de outros indivíduos ou por um grupo dominante.
http://causacaopsi.blogspot.com/2014/05/conformismo-quandoa-conformidade-se-da.html
Texto II
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando 
uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e 
torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o 
trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que 
fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangra-
mentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que 
aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti, In: “Eu sei, mas não devia”
Texto III
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada. (…)
Eduardo Alves da Costa. No Caminho, com Maiakóvski.
45
Texto IV
O hábito torna suportáveis até as coisas assustadoras.
Esopo
Texto V
Não importa contradição
O que importa é televisão
Dizem que não há nada que você não se acostume
Cala a boca e aumenta o volume então.
MELLO, B.; BRITTO, S. A melhor banda de todos os tempos da última semana. São Paulo: Abril Music, 2001 (fragmento).
Texto VI
Olhem desconfiados e perguntem
Se é necessário, a começar do mais comum.
E, por favor, não achem natural
O que acontece e torna a acontecer:
Não se deve dizer que nada é natural
Numa época de confusão e sangue
desordem ordenada, arbítrio de propósito
humanidade desumanizada
para que imutável não se considere
nada!
Berltold Brecht. A exceção e a regra. 
O COSTUME COMO REGRA: QUAIS OS EFEITOS DO CONFORMISMO NA SOCIEDADE ATUAL?
46
rascunho 1
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rascunho 2
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rascunho 3
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CIÊNCIAS HUMANAS
e suas tecnologiasC
HISTÓRIA
H
Fuvest - História Geral
Mundo contemporâneo, 27%
Mundo moderno, 21%
Antiguidade clássica, 12%
Idade media, 7%
Atualidades, 5%
Antiguidade oriental, 2%
Pre-história, 2%
América Colonial, 5% 
América Independete,2% 
Problemas sociais, 5%
História da arte, 5%
Conhecimentos gerais, 5%
História da ciência, 2%
Fuvest - História do Brasil
Sistema colonial, 34%
Segundo Reinado, 18%
República Oligárquia, 15%
Primeiro Reinado, 9%
Nova Repúplica, 9%
Período Militar, 9%
Período Regencial, 6%
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Prescrição: Para resolver os exercícios apresentados, são necessários conhecimen-
tos em: Grécia e Roma antigas; Baixa Idade Média; expansão marítima; absolutismo, 
revoluções europeias; escravismo colonial e formação dos Estados Unidos; as grandes 
guerras mundiais; os movimentos de descolonização e de contestação cultural 
pós-1945.
HISTÓRIA GERAL
Fuvest - História Geral
Mundo contemporâneo, 27%
Mundo moderno, 21%
Antiguidade clássica, 12%
Idade media, 7%
Atualidades, 5%
Antiguidadeoriental, 2%
Pre-história, 2%
América Colonial, 5% 
América Independete,2% 
Problemas sociais, 5%
História da arte, 5%
Conhecimentos gerais, 5%
História da ciência, 2%
Fuvest - História do Brasil
Sistema colonial, 34%
Segundo Reinado, 18%
República Oligárquia, 15%
Primeiro Reinado, 9%
Nova Repúplica, 9%
Período Militar, 9%
Período Regencial, 6%
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest) Há cerca de 2000 anos, os sítios superficiais e sem cerâmica dos caçadores antigos foram 
substituídos por conjuntos que evidenciam uma forte mudança na tecnologia e nos hábitos. Ao 
mesmo tempo que aparecem a cerâmica chamada itararé (no Paraná) ou taquara (no Rio Grande 
do Sul) e o consumo de vegetais cultivados, encontram-se novas estruturas de habitações.
PROUS, André. O Brasil antes dos brasileiros. A pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 49 (Adaptado).
O texto associa o desenvolvimento da agricultura com o da cerâmica entre os habitantes do atual 
território do Brasil, há 2000 anos. Isso se deve ao fato de que a agricultura:
a) favoreceu a ampliação das trocas comerciais com povos andinos, que dominavam as técnicas de pro-
dução de cerâmica e as transmitiram aos povos guarani.
b) possibilitou que os povos que a praticavam se tornassem sedentários e pudessem armazenar alimen-
tos, criando a necessidade de fabricação de recipientes para guardá-los.
c) proliferou, sobretudo, entre os povos dos sambaquis, que conciliaram a produção de objetos de cerâ-
mica com a utilização de conchas e ossos na elaboração de armas e ferramentas.
d) difundiu-se, originalmente, na ilha de Fernando de Noronha, região de caça e coleta restritas, o que 
forçava as populações locais a desenvolver o cultivo de alimentos.
e) era praticada, prioritariamente, por grupos que viviam nas áreas litorâneas e que estavam, portanto, 
mais sujeitos a influências culturais de povos residentes fora da América.
 2. (Fuvest) Examine estas imagens produzidas no antigo Egito:
 
As imagens revelam:
a) o caráter familiar do cultivo agrícola no Oriente Próximo, dada a escassez de mão de obra e a proibição, 
no antigo Egito, do trabalho compulsório.
b) a inexistência de qualquer conhecimento tecnológico que permitisse o aprimoramento da produção de 
alimentos, o que provocava longas temporadas de fome.
c) o prevalecimento da agricultura como única atividade econômica, dada a impossibilidade de caça ou 
pesca nas regiões ocupadas pelo antigo Egito.
d) a dificuldade de acesso à água em todo o Egito, o que limitava as atividades de plantio e inviabilizava 
a criação de gado de maior porte.
e) a importância das atividades agrícolas no antigo Egito, que ocupavam os trabalhadores durante apro-
ximadamente metade do ano.
52
 3. (Fuvest) Em certos aspectos, os gregos da An-
tiguidade foram sempre um povo disperso. 
Penetraram em pequenos grupos no mundo 
mediterrânico e, mesmo quando se instala-
ram e acabaram por dominá-lo, permanece-
ram desunidos na sua organização política. 
No tempo de Heródoto, e muito antes dele, 
encontravam-se colônias gregas não somen-
te em toda a extensão da Grécia atual, como 
também no litoral do mar Negro, nas costas 
da atual Turquia, na Itália do sul e na Sicília 
oriental, na costa setentrional da África e no 
litoral mediterrânico da França. No interior 
desta elipse de uns 2500 km de comprimen-
to, encontravam-se centenas e centenas de 
comunidades que amiúde diferiam na sua 
estrutura política e que afirmaram sempre a 
sua soberania. Nem então nem em nenhuma 
outra altura, no mundo antigo, houve uma 
nação, um território nacional único regido 
por uma lei soberana, que se tenha chamado 
Grécia (ou um sinônimo de Grécia).
FINLEY, M.I. O mundo de Ulisses. Lisboa: 
Presença, 1972 (Adaptado).
Com base no texto, pode-se apontar corre-
tamente:
a) a desorganização política da Grécia antiga, 
que sucumbiu rapidamente ante as investi-
das militares de povos mais unidos e mais 
bem preparados para a guerra, como os egíp-
cios e macedônios.
b) a necessidade de profunda centralização po-
lítica, como a ocorrida entre os romanos e 
cartagineses, para que um povo pudesse ex-
pandir seu território e difundir sua produção 
cultural.
c) a carência, entre quase todos os povos da 
antiguidade, de pensadores políticos, capa-
zes de formular estratégias adequadas de 
estruturação e unificação do poder político.
d) a inadequação do uso de conceitos moder-
nos, como nação ou Estado nacional, no es-
tudo sobre a Grécia antiga, que vivia sob ou-
tras formas de organização social e política.
e) a valorização, na Grécia antiga, dos princí-
pios do patriotismo e do nacionalismo, como 
forma de consolidar política e economica-
mente o Estado nacional.
 4. (Fuvest) “A instituição das corveias variava 
de acordo com os domínios senhoriais, e, no 
interior de cada um, de acordo com o estatu-
to jurídico dos camponeses, ou de seus man-
sos [parcelas de terra].”
BLOCH, Marc. Os caracteres originais da França rural. 1952.
Esta frase sobre o feudalismo trata:
a) da vassalagem.
b) do colonato.
c) do comitatus.
d) da servidão.
e) da guilda.
 5. (Fuvest) O desenvolvimento de teorias cien-
tíficas, geralmente, tem forte relação com 
contextos políticos, econômicos, sociais e 
culturais mais amplos. A evolução dos con-
ceitos básicos da termodinâmica ocorre, 
principalmente, no contexto:
a) da Idade Média.
b) das grandes navegações.
c) da Revolução Industrial.
d) do período entre as duas grandes guerras 
mundiais.
e) da Segunda Guerra Mundial.
 6. (Fuvest) No século XIX, o surgimento do 
transporte ferroviário provocou profundas 
modificações em diversas partes do mundo, 
possibilitando maior e melhor circulação de 
pessoas e mercadorias entre grandes distân-
cias. Dentre tais modificações, as ferrovias:
a) facilitaram a integração entre os Estados 
nacionais latino-americanos, ampliaram a 
venda do café brasileiro para os países vizi-
nhos e estimularam a constituição de amplo 
mercado regional.
b) permitiram que a cidade de Manchester se 
conectasse diretamente com os portos do sul 
da Inglaterra e, dessa forma, provocaram o 
surgimento do sistema de fábrica.
c) facilitaram a integração comercial do ocidente 
com o extremo oriente, substituíram o trans-
porte de mercadorias pelo mar Mediterrâneo e 
despertaram o sonho de integração mundial.
d) permitiram uma ligação mais rápida e ágil, 
nos Estados Unidos, entre a costa leste e a 
costa oeste, chegando até a Califórnia, palco 
da famosa corrida do ouro.
e) permitiram a chegada dos europeus ao cen-
tro da África, reforçaram a crença no poder 
transformador da tecnologia e demonstraram 
a capacidade humana de se impor à natureza.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. A resposta cabe a todos os povos no perío-
do Neolítico, entendido não por sua data-
ção, mas pelas mudanças na forma de or-
ganização humana. Nesse período, grupos 
humanos aprenderam a domesticar plantas 
e animais, o que foi determinante para a se-
dentarização. Muitos denominam esse pro-
cesso de revolução agrícola e de revolução 
urbana, respectivamente. A produção de ce-
râmica permitiu o armazenamento de parte 
da produção agrícola, ainda voltada para o 
consumo das próprias comunidades.
 2. A agricultura – marca básica da passagem do 
Paleolítico para o Neolítico – foi a base das 
primeiras civilizações antigas, como o Egito. 
Parte central da economia egípcia, a agricul-
tura movimentava todos os segmentos so-
ciais egípcios, como mostram as imagens.
53
 3. A Grécia antiga nunca chegou a ser uma na-
ção ou um império (termo muito usado na 
antiguidade). A Grécia era o que chamamos 
de organização em cidades-Estado. Sendo 
assim, cada povo grego, em cada cidade-Es-
tado, vivia à sua maneira, de modo descen-
tralizado ou disperso, como classifica o autor 
do texto que acompanha a questão.
 4. Na época do feudalismo, a corveia era o tra-
balho gratuito que os servos e camponeses 
deviam prestar ao seu senhor feudal ou ao 
Estado, três ou mais dias por semana, carac-
terizando-secomo um dos tributos previstos 
no contrato de enfeudação.
 5. Os conceitos básicos da termodinâmica foram 
alavancados a partir de 1698 com a invenção 
da primeira térmica, uma bomba-d’água que 
funcionava com vapor, criada por Thomas 
Severy, para retirar água das minas de car-
vão, na Inglaterra. A partir daí, essa máqui-
na foi sendo cada vez mais aprimorada com 
a contribuição de vários engenheiros, inven-
tores e construtores de instrumentos, como 
James Watt. Por volta de 1760, a máquina 
térmica já era um sucesso, tendo importante 
contribuição na revolução industrial.
A primeira revolução industrial revolucio-
nou a maneira como se produziam as mer-
cadorias, em especial com a criação de ma-
quinários movidos a vapor. Na Inglaterra da 
década de 1770, o mercado de tecidos, os 
transportes (como trens e navios) e as comu-
nicações funcionavam a partir da máquina a 
vapor. Logo, a termodinâmica está relaciona-
da à revolução industrial.
 6. No século XIX, o transporte ferroviário se 
desenvolveu na Europa e na América, inclu-
sive no Brasil. Em nosso país, esteve ligado à 
exportação de café para a Europa, escoando o 
produto do interior para os portos de Santos 
e Rio de Janeiro. Na Inglaterra, as ferrovias 
são posteriores ao surgimento do “sistema 
de fábrica”, necessárias para escoar a produ-
ção em expansão. As ferrovias foram funda-
mentais nos EUA, pois foi no século XIX que 
as terras no sul, até a Califórnia no extremo 
oeste, pertencentes ao México, foram con-
quistadas e tiveram sua exploração iniciada. 
GAbARito
 1. B 2. E 3. D 4. D 5. C
6. D
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) Os impérios do mundo antigo ti-
nham ampla abrangência territorial e estru-
turas politicamente complexas, o que impli-
cava custos crescentes de administração. No 
caso do Império Romano da antiguidade, são 
exemplos desses custos:
a) as expropriações de terras dos patrícios e a 
geração de empregos para os plebeus.
b) os investimentos na melhoria dos serviços 
de assistência e da previdência social.
c) as reduções de impostos, que tinham a fina-
lidade de evitar revoltas provinciais e rebeli-
ões populares.
d) os gastos cotidianos das famílias pobres com 
alimentação, moradia, educação e saúde.
e) as despesas militares, a realização de obras 
públicas e a manutenção de estradas.
 2. (Fuvest) O aparecimento da pólis constitui, 
na história do pensamento grego, um acon-
tecimento decisivo. Certamente, no plano 
intelectual como no domínio das institui-
ções, só no fim alcançará todas as suas con-
sequências; a pólis conhecerá etapas múl-
tiplas e formas variadas. Entretanto, desde 
seu advento, que se pode situar entre os sé-
culos VIII e VII a.C., marca um começo, uma 
verdadeira invenção; por ela, a vida social e 
as relações entre os homens tomam uma for-
ma nova, cuja originalidade será plenamente 
sentida pelos gregos.
VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento 
grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981 (Adaptado).
De acordo com o texto, na antiguidade, uma 
das transformações provocadas pelo surgi-
mento da pólis foi:
a) o declínio da oralidade, pois, em seu terri-
tório, toda estratégia de comunicação era 
baseada na escrita e no uso de imagens.
b) o isolamento progressivo de seus membros, 
que preferiam o convívio familiar às relações 
travadas nos espaços públicos.
c) a manutenção de instituições políticas arcai-
cas, que reproduziam, nela, o poder absolu-
to de origem divina do monarca.
d) a diversidade linguística e religiosa, pois sua 
difusa organização social dificultava a cons-
trução de identidades culturais.
e) a constituição de espaços de expressão e 
discussão, que ampliavam a divulgação das 
ações e ideias de seus membros.
54
 3. (Fuvest) César não saíra de sua província 
para fazer mal algum, mas para se defender 
dos agravos dos inimigos, para restabelecer 
em seus poderes os tribunos da plebe que ti-
nham sido, naquela ocasião, expulsos da Ci-
dade, para devolver a liberdade a si e ao povo 
romano oprimido pela facção minoritária.
CÉSAR, Caio Júlio. A guerra civil. São Paulo: 
Estação Liberdade, 1999, p. 67.
O texto, do século I a.C., retrata o cenário 
romano de:
a) implantação da monarquia, quando a aristo-
cracia perseguia seus opositores e os forçava 
ao ostracismo, para sufocar revoltas oligár-
quicas e populares.
b) transição da república ao império, período 
de reformulações provocadas pela expansão 
mediterrânica e pelo aumento da insatisfa-
ção da plebe.
c) consolidação da república, marcado pela 
participação política de pequenos proprietá-
rios rurais e pela implementação de amplo 
programa de reforma agrária.
d) passagem da monarquia à república, período 
de consolidação oligárquica, que provocou a 
ampliação do poder e da influência política 
dos militares.
e) decadência do império, então sujeito a inva-
sões estrangeiras e à fragmentação política 
gerada pelas rebeliões populares e pela ação 
dos bárbaros.
 4. (Fuvest) A escravidão na Roma antiga:
a) permaneceu praticamente inalterada ao lon-
go dos séculos, mas foi abolida com a intro-
dução do cristianismo.
b) previa a possibilidade de alforria do escravo 
apenas no caso da morte de seu proprietário.
c) era restrita ao meio rural e associada ao tra-
balho braçal, não ocorrendo em áreas urba-
nas, nem atingindo funções intelectuais ou 
administrativas.
d) pressupunha que os escravos eram humanos 
e, por isso, era proibida toda forma de casti-
go físico.
e) variou ao longo do tempo, mas era determi-
nada por três critérios: nascimento, guerra e 
direito civil.
 5. (Fuvest) A palavra “feudalismo” carrega 
consigo vários sentidos. Dentre eles, podem-
-se apontar aqueles ligados a:
a) sociedades marcadas por dependências 
mútuas e assimétricas entre senhores e 
vassalos.
b) relações de parentesco determinadas pelo 
local de nascimento, sobretudo quando ur-
bano.
c) regimes inteiramente dominados pela fé re-
ligiosa, seja ela cristã ou muçulmana.
d) altas concentrações fundiárias e capitalistas.
e) formas de economias de subsistência pré-
-agrícolas.
 6. (Fuvest) A cidade é [desde o ano 1000] o 
principal lugar das trocas econômicas que 
recorrem sempre mais a um meio de troca 
essencial: a moeda. [...] Centro econômico, 
a cidade é também um centro de poder. Ao 
lado do e, às vezes, contra o poder tradicio-
nal do bispo e do senhor, frequentemente 
confundidos numa única pessoa, um grupo 
de homens novos, os cidadãos ou burgueses, 
conquista “liberdades”, privilégios cada vez 
mais amplos.
LE GOFF, Jacques. São Francisco de Assis. 
Rio de Janeiro: Record, 2010 (Adaptado).
O texto trata de um período em que:
a) os fundamentos do sistema feudal coexis-
tiam com novas formas de organização polí-
tica e econômica, que produziam alterações 
na hierarquia social e nas relações de poder. 
b) o excesso de metais nobres na Europa provo-
cava abundância de moedas, que circulavam 
apenas pelas mãos dos grandes banqueiros e 
dos comerciantes internacionais.
c) o anseio popular por liberdade e igualdade 
social mobilizava e unificava os trabalhado-
res urbanos e rurais e envolvia ativa partici-
pação de membros do baixo clero.
d) a Igreja romana, que se opunha ao acúmulo 
de bens materiais, enfrentava forte oposição 
da burguesia ascendente e dos grandes pro-
prietários de terras.
e) as principais características do feudalismo, 
sobretudo a valorização da terra, haviam 
sido completamente superadas e substitu-
ídas pela busca incessante do lucro e pela 
valorização do livre comércio.
 7. (Fuvest) Assim como o camponês, o merca-
dor está a princípio submetido, na sua ativi-
dade profissional, ao tempo meteorológico, 
ao ciclo das estações, à imprevisibilidade 
das intempéries e dos cataclismos naturais. 
Como, durante muito tempo, não houve nes-
se domínio senão necessidade de submissão 
à ordem da natureza e de Deus, o mercador 
só teve como meio de ação as preces e as prá-
ticas supersticiosas. Mas, quando se organiza 
uma rede comercial, o tempo se torna ob-
jetode medida. A duração de uma viagem 
por mar ou por terra, ou de um lugar para 
outro, o problema dos preços que, no curso 
de uma mesma operação comercial, mais 
ainda quando o circuito se complica, sobem 
ou descem tudo isso se impõe cada vez mais 
à sua atenção. Mudança também importan-
te: o mercador descobre o preço do tempo 
no mesmo momento em que ele explora o 
espaço, pois para ele a duração essencial é 
aquela de um trajeto.
LE GOFF, Jacques. Para uma outra Idade Média. 
Petrópolis: Vozes, 2013 (Adaptado).
55
O texto associa a mudança da percepção do 
tempo pelos mercadores medievais ao:
a) respeito estrito aos princípios do livre comér-
cio, que determinavam a obediência às regras 
internacionais de circulação de mercadorias.
b) crescimento das relações mercantis, que pas-
saram a envolver territórios mais amplos e 
distâncias mais longas.
c) aumento da navegação oceânica, que permi-
tiu o estabelecimento de relações comerciais 
regulares com a América.
d) avanço das superstições na Europa ocidental, 
que se difundiram a partir de contatos com 
povos do leste desse continente e da Ásia.
e) aparecimento dos relógios, que foram inven-
tados para calcular a duração das viagens ul-
tramarinas.
 8. (Fuvest) Deve-se notar que a ênfase dada à 
faceta cruzadística da expansão portuguesa 
não implica, de modo algum, que os inte-
resses comerciais estivessem dela ausentes 
– como tampouco o haviam estado das cru-
zadas do Levante, em boa parte manejadas 
e financiadas pela burguesia das repúblicas 
marítimas da Itália. Tão mesclados andavam 
os desejos de dilatar o território cristão com 
as aspirações por lucro mercantil que, na sua 
oração de obediência ao pontífice romano, D. 
João II não hesitava em mencionar entre os 
serviços prestados por Portugal à cristandade 
o trato do ouro da Mina, “comércio tão santo, 
tão seguro e tão ativo” que o nome do Salva-
dor, “nunca antes nem de ouvir dizer conhe-
cido”, ressoava agora nas plagas africanas...
THOMAZ, Luiz Felipe. “D. Manuel, a Índia e 
o Brasil”. Revista de História (USP), 161, 2º 
semestre de 2009, p. 16-17 (Adaptado).
Com base na afirmação do autor, pode-se di-
zer que a expansão portuguesa dos séculos 
XV e XVI foi um empreendimento:
a) puramente religioso, bem diferente das cru-
zadas dos séculos anteriores, já que essas 
eram, na realidade, grandes empresas comer-
ciais financiadas pela burguesia italiana.
b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que 
era comum, à época, a concepção de que a 
expansão da cristandade servia à expansão 
econômica e vice-versa.
c) por meio do qual os desejos por expansão ter-
ritorial portuguesa, dilatação da fé cristã e 
conquista de novos mercados para a econo-
mia europeia mostrar-se-iam incompatíveis.
d) militar, assim como as cruzadas dos séculos 
anteriores, e no qual objetivos econômicos e 
religiosos surgiriam como complemento ape-
nas ocasional.
e) que visava, exclusivamente, lucrar com o co-
mércio intercontinental, a despeito de, ofi-
cialmente, autoridades políticas e religiosas 
afirmarem que seu único objetivo era a ex-
pansão da fé cristã.
 9. (Fuvest) Quando Bernal Díaz avistou pela pri-
meira vez a capital asteca, ficou sem pala-
vras. Anos mais tarde, as palavras viriam: 
ele escreveu um alentado relato de suas ex-
periências como membro da expedição es-
panhola liderada por Hernán Cortés rumo 
ao Império Asteca. Naquela tarde de no-
vembro de 1519, porém, quando Díaz e seus 
companheiros de conquista emergiram do 
desfiladeiro e depararam-se pela primeira 
vez com o Vale do México lá embaixo, viram 
um cenário que, anos depois, assim descre-
veram: “vislumbramos tamanhas maravi-
lhas que não sabíamos o que dizer, nem se 
o que se nos apresentava diante dos olhos 
era real”.
RESTALL, Matthew. Sete mitos da conquista espanhola. Rio 
de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p. 15-16 (Adaptado).
O texto mostra um aspecto importante da con-
quista da América pelos espanhóis, a saber:
a) a superioridade cultural dos nativos ameri-
canos em relação aos europeus.
b) o caráter amistoso do primeiro encontro e da 
posterior convivência entre conquistadores 
e conquistados.
c) a surpresa dos conquistadores diante de ma-
nifestações culturais dos nativos americanos.
d) o reconhecimento, pelos nativos, da impor-
tância dos contatos culturais e comerciais 
com os europeus.
e) a rápida desaparição das culturas nativas da 
América espanhola.
 10. (Fuvest) “O senhor acredita, então”, insis-
tiu o inquisidor, “que não se saiba qual a 
melhor lei?” Menocchio respondeu: “Senhor, 
eu penso que cada um acha que sua fé seja 
a melhor, mas não se sabe qual é a melhor; 
mas, porque meu avô, meu pai e os meus são 
cristãos, eu quero continuar cristão e acredi-
tar que essa seja a melhor fé”.
GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 113.
O texto apresenta o diálogo de um inquisi-
dor com um homem (Menocchio) processa-
do, em 1599, pelo Santo Ofício. A posição 
de Menocchio indica:
a) uma percepção da variedade de crenças, pas-
síveis de serem consideradas, pela Igreja ca-
tólica, como heréticas.
b) uma crítica à incapacidade da Igreja católi-
ca de combater e eliminar suas dissidências 
internas.
c) um interesse de conhecer outras religiões e 
formas de culto, atitude estimulada, à épo-
ca, pela Igreja católica.
d) um apoio às iniciativas reformistas dos pro-
testantes, que defendiam a completa liber-
dade de opção religiosa.
e) uma perspectiva ateísta, baseada na sua ex-
periência familiar.
56
 11. (Fuvest) 
A imagem pode ser corretamente lida como 
uma:
a) defesa do mercantilismo e do protecionismo 
comercial ingleses, ameaçados pela cobiça 
de outros impérios, sobretudo o francês.
b) crítica à monarquia inglesa, vista, no contex-
to da expansão revolucionária francesa, como 
opressora da própria sociedade inglesa.
c) alegoria das pretensões francesas sobre a In-
glaterra, já que Napoleão Bonaparte era fre-
quentemente considerado, pela burguesia, 
um líder revolucionário ateu.
d) apologia da monarquia e da igreja inglesas, 
contrárias à laicização da política e dos cos-
tumes típicos da Europa da época.
e) propaganda de setores comerciais ingleses, 
defensores dos monopólios comerciais e con-
trários ao livre-cambismo que, à época, ga-
nhava força no país.
 12. (Fuvest) As chamadas “revoluções inglesas”, 
transcorridas entre 1640 e 1688, tiveram 
como resultados imediatos:
a) a proclamação dos Direitos do Homem e do 
Cidadão e o fim dos monopólios comerciais.
b) o surgimento da monarquia absoluta e as 
guerras contra a França napoleônica.
c) o reconhecimento do catolicismo como reli-
gião oficial e o fortalecimento da ingerência 
papal nas questões locais.
d) o fim do anglicanismo e o início das demar-
cações das terras comuns.
e) o fortalecimento do Parlamento e o aumen-
to, no governo, da influência dos grupos li-
gados às atividades comerciais.
 13. (Fuvest) Oh! Aquela alegria me deu náuseas. 
Sentia-me ao mesmo tempo satisfeito e des-
contente. E eu disse: tanto melhor e tanto 
pior. Eu entendia que o povo comum esta-
va tomando a justiça em suas mãos. Aprovo 
essa justiça, mas poderia não ser cruel? Cas-
tigos de todos os tipos, arrastamentos e es-
quartejamentos, tortura, a roda, o cavalete, 
a fogueira, verdugos proliferando por toda 
parte trouxeram tanto prejuízo aos nossos 
costumes! Nossos senhores colherão o que 
semearam.
BABEUF, Graco, citado por DARNTON, R. O beijo de 
Lamourette. Mídia, cultura e revolução. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1990, p. 31 (Adaptado).
O texto é parte de uma carta enviada por 
Graco Babeuf à sua mulher, no início da Re-
volução Francesa de 1789. O autor:
a) discorda dos propósitos revolucionários e 
defende a continuidade do antigo regime, 
seus métodos e costumes políticos.
b) apoia incondicionalmente as ações dos re-
volucionários por acreditar que não havia 
outra maneira de transformar o país.
c) defende a criação de um poder judiciário, 
que atue junto ao rei.d) caracteriza a violência revolucionária como 
uma reação aos castigos e à repressão antes 
existentes na França.
e) aceita os meios de tortura empregados pelos 
revolucionários e os considera uma novidade 
na história francesa.
 14. (Fuvest) Maldito, maldito criador! Por que eu 
vivo? Por que não extingui, naquele instan-
te, a centelha de vida que você tão desuma-
namente me concedeu? Não sei! O desespero 
ainda não se apoderara de mim. Meus sen-
timentos eram de raiva e vingança. Quando 
a noite caiu, deixei meu abrigo e vagueei 
pelos bosques. (...) Oh! Que noite miserável 
passei eu! Sentia um inferno devorar-me, e 
desejava despedaçar as árvores, devastar e 
assolar tudo o que me cercava, para depois 
sentar-me e contemplar satisfeito a destrui-
ção. Declarei uma guerra sem quartel à espé-
cie humana e, acima de tudo, contra aquele 
que me havia criado e me lançara a esta in-
suportável desgraça!
SHELLEY, Mary. Frankenstein. 2. ed. Porto Alegre: LPM, 1985.
O trecho acima, extraído de uma obra lite-
rária publicada pela primeira vez em 1818, 
pode ser lido corretamente como uma:
a) apologia à guerra imperialista, incorporando 
o desenvolvimento tecnológico do período.
b) crítica à condição humana em uma socie-
dade industrializada e de grandes avanços 
científicos.
c) defesa do clericalismo em meio à crescente 
laicização do mundo ocidental.
d) recusa do evolucionismo, bastante em voga 
no período.
e) adesão a ideias e formulações humanistas de 
igualdade social.
 15. (Fuvest) A ideia de ocupação do continen-
te pelo povo americano teve também raízes 
populares, no senso comum e também em 
fundamentos religiosos. O sonho de esten-
der o princípio da “união” até o Pacífico foi 
chamado de “Destino Manifesto”.
NARO, Nancy Priscilla S. A formação dos Estados 
Unidos. São Paulo: Atual, 1986, p. 19.
A concepção de “Destino Manifesto”, cunha-
da nos Estados Unidos da década de 1840:
a) difundiu a ideia de que os norte-americanos 
eram um povo eleito e contribuiu para jus-
tificar o desbravamento de fronteiras e a ex-
pansão em direção ao Oeste.
57
b) tinha origem na doutrina judaica e enfati-
zava que os homens deviam temer a Deus e 
respeitar a todos os semelhantes, indepen-
dentemente de sua etnia ou posição social.
c) baseava-se no princípio do multiculturalis-
mo e impediu a propagação de projetos ou 
ideologias racistas no Sul e no Norte dos Es-
tados Unidos.
d) derivou de princípios calvinistas e rejei-
tava a valorização do individualismo e do 
aventureirismo nas campanhas militares de 
conquista territorial, privilegiando as ações 
coordenadas pelo Estado.
e) defendia a necessidade de se preservar a na-
tureza e impediu o prosseguimento das guer-
ras contra indígenas, na conquista do Centro 
e do Oeste do território norte-americano.
 16. (Fuvest) A exploração da mão de obra es-
crava, o tráfico negreiro e o imperialismo 
criaram conflitivas e duradouras relações de 
aproximação entre os continentes africano 
e europeu. Muitos países da África, mesmo 
depois de terem se tornado independentes, 
continuaram usando a língua dos coloniza-
dores. O português, por exemplo, é língua 
oficial de:
a) Camarões, Angola e África do Sul.
b) Serra Leoa, Nigéria e África do Sul.
c) Angola, Moçambique e Cabo Verde.
d) Cabo Verde, Serra Leoa e Sudão.
e) Camarões, Congo e Zimbábue.
 17. (Fuvest) Quando a guerra mundial de 1914- 
-1918 se iniciou, a ciência médica tinha 
feito progressos tão grandes que se espera-
va uma conflagração sem a interferência de 
grandes epidemias. Isso sucedeu na frente 
ocidental, mas à leste o tifo precisou de ape-
nas três meses para aparecer e se estabele-
cer como o principal estrategista na região 
(...). No momento em que a Segunda Guerra 
Mundial está acontecendo, em territórios em 
que o tifo é endêmico, o espectro de uma 
grande epidemia constitui ameaça constan-
te. Enquanto estas linhas estão sendo escri-
tas (primavera de 1942) já foram recebidas 
notificações de surtos locais, e pequenos, 
mas a doença parece continuar sob controle 
e muito provavelmente permanecerá assim 
por algum tempo.
SIGERIST, Henry E. Civilização e doença. 
São Paulo: Hucitec, 2010, p. 130-132.
O correto entendimento do texto acima per-
mite afirmar que:
a) o tifo, quando a humanidade enfrentou as 
duas grandes guerras mundiais do século XX, 
era uma ameaça porque ainda não tinha se 
desenvolvido a biologia microscópica, que 
anos depois permitiria identificar a existên-
cia da doença.
b) parte significativa da pesquisa biológica 
foi abandonada em prol do atendimento de 
demandas militares advindas dessas duas 
guerras, o que causou um generalizado 
abandono dos recursos necessários ao con-
trole de doenças como o tifo.
c) as epidemias, nas duas guerras mundiais, não 
afetaram os combatentes dos países ricos, já 
que estes, ao contrário dos combatentes dos 
países pobres, encontravam-se imunizados 
contra doenças causadas por vírus.
d) a ameaça constante de epidemia de tifo re-
sultava da precariedade das condições de hi-
giene e saneamento decorrentes do enfren-
tamento de populações humanas submetidas 
a uma escala de destruição incomum promo-
vida pelas duas guerras mundiais.
e) o tifo, principalmente na Primeira Guerra 
Mundial, foi utilizado como arma letal con-
tra exércitos inimigos no leste europeu, que 
eram propositadamente contaminados com 
o vírus da doença.
 18. (Fuvest) O que acontece quando a gente se 
vê duplicado na televisão? (...). Aprendemos 
não só durante os anos de formação mas 
também na prática a lidar com nós mesmos 
com esse “eu” duplo. E, mais tarde, (...) em 
1974, ainda detido para averiguação na pe-
nitenciária de Colônia-Ossendorf, quando 
me foi atendida, sem problemas, a solici-
tação de um aparelho de televisão na cela, 
apenas durante o período da Copa do Mundo, 
os acontecimentos na tela me dividiram em 
vários sentidos. Não quando os poloneses jo-
garam uma partida fantástica sob uma chu-
va torrencial, não quando a partida contra a 
Austrália foi vitoriosa e houve um empate 
contra o Chile, aconteceu quando a Alema-
nha jogou contra a Alemanha. Torcer para 
quem? Eu ou eu torci para quem? Para que 
lado vibrar? Qual Alemanha venceu?
GRASS, Gunter. Meu século. Rio de Janeiro: 
Record, 2000, p. 237 (Adaptado).
O trecho acima, extraído de uma obra literá-
ria, alude a um acontecimento diretamente 
relacionado:
a) à política nazista de fomento aos esportes 
considerados “arianos” na Alemanha.
b) ao aumento da criminalidade na Alemanha, 
com o fim da Segunda Guerra Mundial.
c) à Guerra Fria e à divisão política da Ale-
manha em duas partes, a “ocidental” e a 
“oriental”.
d) ao recente aumento da população de imi-
grantes na Alemanha e reforço de sentimen-
tos xenófobos.
e) ao caráter despolitizado dos esportes em um 
contexto de capitalismo globalizado.
58
 19. (Fuvest) Examine a seguinte imagem, que 
foi inspirada pela situação da Índia de 1946.
 
A leitura correta da imagem permite con-
cluir que ela constitui uma crítica:
a) à passividade da ONU e dos países do cha-
mado Terceiro Mundo diante do avanço do 
fundamentalismo hindu no sudeste asiático. 
b) à oficialização da religião muçulmana na Ín-
dia, diante da qual seria preferível sua ma-
nutenção como Estado cristão.
c) ao colonialismo britânico, metaforicamente 
representado por animais ferozes prontos a 
destruir a liberdade do povo hindu.
d) aos políticos que, distanciados da realidade 
da maioria da população, não seriam capa-
zes de enfrentar os maiores desafios que se 
impunham à união do país.
e) à desesperança do povo hindu, que deve-
ria, não obstante as dificuldades pelas quais 
passara durante anos de dominação britâni-
ca, ser mais otimista.
 20. (Fuvest) Fosse com militares ou civis, a Áfri-
ca esteve por vários anos entregue a dita-
dores. Em alguns países, vigorava uma es-
pécie de semidemocracia, com uma oposição 
consentida e controlada, um regime que era, 
em última análise, um governo autoritário. 
A única saída para os insatisfeitose também 
para aqueles que tinham ambições de poder 
passou a ser a luta armada. Alguns países 
foram castigados por ferozes guerras civis, 
que, em certos casos, foram alongadas por 
interesses extracontinentais.
COSTA E SILVA, Alberto da. A África explicada aos 
meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 139.
Entre os exemplos do alongamento dos confli-
tos internos nos países africanos em função 
de “interesses extracontinentais”, a que se 
refere o texto, pode-se citar a participação:
a) da Holanda e da Itália na guerra civil do Zai-
re, na década de 1960, motivada pelo con-
trole sobre a mineração de cobre na região.
b) dos Estados Unidos na implantação do 
apartheid na África do Sul, na década de 
1970, devido às tensões decorrentes do mo-
vimento pelos direitos civis.
c) da França no apoio à luta de independên-
cia na Argélia e no Marrocos, na década de 
1950, motivada pelo interesse em controlar 
as reservas de gás natural desses países.
d) da China na luta pela estabilização política 
no Sudão e na Etiópia, na década de 1960, 
motivada pelas necessidades do governo Mao 
Tsé-Tung em obter fornecedores de petróleo.
e) da União Soviética e Cuba nas guerras civis 
de Angola e Moçambique, na década de 1970, 
motivada pelas rivalidades e interesses geo-
políticos característicos da Guerra Fria.
 21. (Fuvest) Somos produto de 500 anos de luta: 
primeiro, contra a escravidão, na guerra de 
independência contra a Espanha, encabe-
çada pelos insurgentes; depois, para evi-
tar sermos absorvidos pelo expansionismo 
norte-americano; em seguida, para promul-
gar nossa constituição e expulsar o Império 
Francês de nosso solo; depois, a ditadura 
porfirista nos negou a aplicação justa das 
leis de reforma e o povo se rebelou criando 
seus próprios líderes; assim surgiram Villa 
e Zapata, homens pobres como nós, a quem 
se negou a preparação mais elementar, para 
assim utilizar-nos como bucha de canhão 
e saquear as riquezas de nossa pátria, sem 
importar que estejamos morrendo de fome 
e enfermidades curáveis, sem importar que 
não tenhamos nada, absolutamente nada, 
nem um teto digno, nem terra, nem tra-
balho, nem saúde, nem alimentação, nem 
educação, sem ter direito a eleger livre e de-
mocraticamente nossas autoridades, sem in-
dependência dos estrangeiros, sem paz nem 
justiça para nós e nossos filhos.
“Primeira declaração da Selva Lacandona” (janeiro 
de 1994). In: DI FELICE, Massimo; MUÑOZ, Cristoval 
(Orgs.). A revolução invencível. Subcomandante Marcos 
e Exército Zapatista de Libertação Nacional. Cartas e 
comunicados. São Paulo: Boitempo, 1998 (Adaptado).
O documento, divulgado no início de 1994 
pelo Exército Zapatista de Libertação Nacio-
nal, refere-se, entre outros processos histó-
ricos, à:
a) luta de independência contra a Espanha, no 
início do século XIX, que erradicou o traba-
lho livre indígena e fundou a primeira repú-
blica na América.
b) colonização francesa do território mexicano, 
entre os séculos XVI e XIX, que implantou o 
trabalho escravo indígena na mineração.
59
c) reforma liberal, na metade do século XX, 
quando a Igreja católica passou a controlar 
quase todo o território mexicano.
d) guerra entre Estados Unidos e México, em 
meados do século XIX, em que o México per-
deu quase metade de seu território.
e) ditadura militar, no final do século XIX, que 
devolveu às comunidades indígenas do Mé-
xico as terras expropriadas e rompeu com o 
capitalismo internacional.
 22. (Fuvest)
A fotografia acima, tirada em Beijing, China, 
em 1989, pode ser identificada, corretamen-
te, como:
a) reveladora do sucateamento do exército chi-
nês, sinal mais visível da crise econômica 
que então se abateu sobre aquela potência 
comunista.
b) emblema do conflito cultural entre Ocidente 
e Oriente, que resultou na recuperação de 
valores religiosos ancestrais na China.
c) demonstração da incapacidade do Partido 
Comunista Chinês de impor sua política pela 
força, já que o levante daquele ano derrubou 
o regime.
d) montagem jornalística, logo desmascarada 
pela revelação de que o homem que nela 
aparece é chinês, enquanto os tanques são 
soviéticos.
e) símbolo do confronto entre liberdade de ex-
pressão e autoritarismo político, ainda hoje 
marcante naquele país.
 23. (Fuvest) Cartaz de 1994 da campanha de Nel-
son Mandela à presidência da África do Sul.
 
Essa campanha representou a:
a) luta dos sul-africanos contra o regime do 
apartheid então vigente.
b) conciliação entre os segregacionistas e os 
partidários da democracia racial.
c) proposta de ampliação da luta antiapartheid 
no continente africano.
d) contemporização diante dos atos de violên-
cia contra os direitos humanos.
e) superação dos preconceitos raciais por parte 
dos africânderes.
 24. (Fuvest) O processo de expansão das carac-
terísticas multilaterais do sistema ociden-
tal nas diversas áreas do mundo conheceu 
crescente impasse a partir do início do novo 
século. A sustentabilidade de um sistema 
substancialmente unipolar mostrou-se cada 
vez mais crítica, precisamente em face das 
transformações estruturais, ligadas, antes 
de mais nada, ao crescimento econômico da 
Ásia, que pareciam complementar e susten-
tar a ordem mundial do pós-Guerra Fria. A 
ameaça do fundamentalismo islâmico e do 
terrorismo internacional dividiu o Ocidente. 
O papel de pilar dos Estados Unidos oscilou 
entre um unilateralismo imperial, tendendo 
a renegar as próprias características da he-
gemonia, e um novo multilateralismo, ainda 
a ser pensado e definido.
PONS, Silvio. A revolução global: história 
do comunismo internacional (1917-1991). 
Rio de Janeiro: Contraponto, 2014.
O texto propõe uma interpretação do cenário 
internacional no princípio do século XXI e 
afirma a necessidade de se:
a) valorizar a liderança norte-americana sobre 
o Ocidente, pois apenas os Estados Unidos 
dispõem de recursos financeiros e militares 
para assegurar a nova ordem mundial.
b) reconhecer a falência do modelo comunista, 
hegemônico durante a Guerra Fria, e aceitar 
a vitória do capitalismo e da lógica multila-
teral que se constituiu a partir do final do 
século XX.
c) combater o terrorismo islâmico, pois ele re-
presenta a principal ameaça à estabilidade 
e à harmonia econômica e política entre os 
Estados nacionais.
d) reavaliar o sentido da chamada globaliza-
ção, pois a hegemonia política e financeira 
norte-americana tem enfrentado impasses e 
resistências.
e) identificar o crescimento vertiginoso da Chi-
na e reconhecer o atual predomínio econô-
mico e financeiro dos países do Oriente na 
nova ordem mundial.
60
GAbARito
1. E 2. E 3. D 4. E 5. A
6. A 7. B 8. B 9. C 10. A
11. B 12. E 13. D 14. B 15. A 
16. C 17. D 18. C 19. D 20. E
21. D 22. E 23. A 24. D
61
Prescrição: Para resolver as questões a seguir, é necessário conhecimentos em: economia, so-
ciedade e política nos períodos colonial e imperial; principais características da Primeira República 
(1889-1930), da ditadura civil-militar (1964-1985) e da construção da Nova República até os dias 
atuais.
HISTÓRIA DO BRASIL
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest) Após o Tratado de Tordesilhas 
(1494), por meio do qual Portugal e Espanha 
dividiram as terras emersas com uma linha 
imaginária, verifica-se um “descobrimento 
gradual” do atual território brasileiro.
Tendo em vista o processo da formação terri-
torial do País, considere as ocorrências e as 
representações abaixo:
OCORRÊNCIAS:
I. Tratado de Madrid (1750);
II. Tratado de Petrópolis (1903);
III. Constituição da República Federativa do 
Brasil (1988)/consolidação da atual divi-
são dos Estados.
REPRESENTAÇÕES:
 
Associe a ocorrência com sua correta repre-
sentação:
I II III
a) A C E
b) B C E
c) C B E
d) A B D
e) C A D
 2. (Fuvest) Examine o gráfico.
 
O gráfico fornece elementos para afirmar:
a) A despeito de uma ligeira elevação, o tráfico 
negreiro em direção ao Brasil era pouco sig-
nificativo nas primeiras décadas do século 
XIX, pois a mão deobra livre já estava em 
franca expansão no país.
b) As grandes turbulências mundiais de finais 
do século XVIII e de começos do XIX pre-
judicaram a economia do Brasil, fortemente 
dependente do trabalho escravo, mas inca-
paz de obter fornecimento regular e estável 
dessa mão de obra.
c) Não obstante pressões britânicas contra o 
tráfico negreiro em direção ao Brasil, ele se 
manteve alto, contribuindo para que a or-
dem nacional surgida com a Independência 
fosse escravista.
d) Desde o final do século XVIII, criaram-se as 
condições para que a economia e a socie-
dade do Império do Brasil deixassem de ser 
escravistas, pois o tráfico negreiro estava 
estagnado.
e) Rapidamente, o Brasil aderiu à agenda an-
tiescravista britânica formulada no final do 
século XVIII, firmando tratados de diminui-
ção e extinção do tráfico negreiro e acatando 
as imposições favoráveis ao trabalho livre.
62
 3. (Fuvest) Observe a tabela:
IMIGRAÇÃO: BRASIL, 
1881-1930 (EM MILHARES)
Ano Chegadas
1881-1885 133,4
1886-1890 391,6
1891-1895 659,7
1896-1900 470,3
1901-1905 279,7
1906-1910 391,6
1911-1915 611,4
1916-1920 186,4
1921-1925 368,6
1926-1930 453,6
Total 3.964,3
BETHELL, Leslie (Ed.). The Cambridge History 
of Latin America. vol. IV (Adaptado).
Os dados apresentados na tabela se expli-
cam, dentre outros fatores:
a) pela industrialização significativa em esta-
dos do Nordeste do Brasil, sobretudo aquela 
ligada a bens de consumo.
b) pela forte demanda por força de trabalho 
criada pela expansão cafeeira nos Estados do 
Sudeste do Brasil.
c) pela democracia racial brasileira, a favorecer 
a convivência pacífica entre culturas que, 
nos seus continentes de origem, poderiam 
até mesmo ser rivais.
d) pelos expurgos em massa promovidos em pa-
íses que viviam sob regimes fascistas, como 
Itália, Alemanha e Japão.
e) pela supervalorização do trabalho assalaria-
do nas cidades, já que no campo prevalecia a 
mão de obra de origem escrava, mais barata. 
 4. (Fuvest)
 
A charge satiriza uma prática eleitoral pre-
sente no Brasil da chamada “Primeira Repú-
blica”. Tal prática revelava a:
a) ignorância, por parte dos eleitores, dos ru-
mos políticos do país, tornando esses eleito-
res adeptos de ideologias políticas nazifas-
cistas.
b) ausência de autonomia dos eleitores e sua fi-
delidade forçada a alguns políticos, as quais li-
mitavam o direito de escolha e demonstravam 
a fragilidade das instituições republicanas.
c) restrição provocada pelo voto censitário, 
que limitava o direito de participação polí-
tica àqueles que possuíam um certo número 
de animais.
d) facilidade de acesso à informação e propa-
ganda política, permitindo, aos eleitores, a 
rápida identificação dos candidatos que de-
fendiam a soberania nacional frente às ame-
aças estrangeiras.
e) ampliação do direito de voto trazida pela 
República, que passou a incluir os analfabe-
tos e facilitou sua manipulação por políticos 
inescrupulosos.
 5. (Fuvest) No início de 1969, a situação po-
lítica se modifica. A repressão endurece e 
leva à retração do movimento de massas. As 
primeiras greves, de Osasco e Contagem, têm 
seus dirigentes perseguidos e são suspensas. 
O movimento estudantil reflui. A oposição 
liberal está amordaçada pela censura à im-
prensa e pela cassação de mandatos.
CARVALHO, Apolônio de. Vale a pena sonhar. 
Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p. 202.
O testemunho, dado por um participante da 
resistência à ditadura militar brasileira, sin-
tetiza o panorama político dos últimos anos 
da década de 1960, marcados:
a) pela adesão total dos grupos oposicionistas 
à luta armada e pela subordinação dos sin-
dicatos e centrais operárias aos partidos de 
extrema esquerda.
b) pelo bipartidarismo implantado por meio do 
Ato Institucional n° 2, que eliminou toda 
forma de oposição institucional ao regime 
militar.
c) pela desmobilização do movimento estu-
dantil, que foi bastante combativo nos anos 
imediatamente posteriores ao golpe de 64, 
mas depois passou a defender o regime.
d) pelo apoio da maioria das organizações da 
sociedade civil ao governo militar, empenha-
das em combater a subversão e afastar, do 
Brasil, o perigo comunista.
e) pela decretação do Ato Institucional n° 5, 
que limitou drasticamente a liberdade de ex-
pressão e instituiu medidas que ampliaram a 
repressão aos opositores do regime.
 6. (Fuvest) O presidente do Senado, José Sar-
ney (PMDB-AP), disse nesta segunda-feira 
[30/5] que o impeachment do ex-presidente 
Fernando Collor de Mello foi apenas um “aci-
dente” na história do Brasil. Sarney mini-
mizou o episódio em que Collor, que atual-
mente é senador, teve seus direitos políticos 
63
cassados pelo Congresso Nacional. “Eu não 
posso censurar os historiadores que foram 
encarregados de fazer a história. Mas acho 
que talvez esse episódio seja apenas um aci-
dente que não devia ter acontecido na histó-
ria do Brasil”, disse o presidente do Senado.
Correio Braziliense, 30/05/2011.
Sobre o “episódio” mencionado na notícia 
acima, pode-se dizer acertadamente que foi 
um acontecimento:
a) de grande impacto na história recente do 
Brasil e teve efeitos negativos na trajetória 
política de Fernando Collor, o que faz com 
que seus atuais aliados se empenhem em 
desmerecer este episódio, tentando diminuir 
a importância que realmente teve.
b) nebuloso e pouco estudado pelos historiado-
res, que, em sua maioria, trataram de cen-
surá-lo, impedindo uma justa e equilibrada 
compreensão dos fatos que o envolvem.
c) acidental, na medida em que o impeachment 
de Fernando Collor foi considerado ilegal 
pelo Supremo Tribunal Federal, o que, aliás, 
possibilitou seu posterior retorno à cena po-
lítica nacional, agora como senador.
d) menor na história política recente do Bra-
sil, o que permite tomar a censura em torno 
dele, promovida oficialmente pelo Senado 
Federal, como um episódio ainda menos sig-
nificativo.
e) indesejado pela imensa maioria dos brasilei-
ros, o que provocou uma onda de comoção 
popular e permitiu o retorno triunfal de Fer-
nando Collor à cena política, sendo candida-
to conduzido por mais duas vezes ao segun-
do turno das eleições presidenciais.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Trata-se da formação do território brasileiro 
e da divisão política do país ao longo do tem-
po. O Tratado de Madri ([I]/mapa A) corres-
ponde à ampliação do território para áreas 
a oeste do antigo Tratado de Tordesilhas. O 
Tratado de Petrópolis ([II]/mapa C) refere-
-se à incorporação do Acre ao território bra-
sileiro. A Constituição de 1988 ([III]/mapa 
E) determinou a atual divisão política do país 
com a criação do Estado de Tocantins a partir 
do norte de Goiás, transformou os territórios 
de Roraima e Amapá em Estados e incorporou 
Fernando de Noronha a Pernambuco.
 2. A despeito da pressão inglesa para que ocor-
resse o fim do tráfico negreiro para o Brasil, 
o mesmo se manteve em alta entre 1810 e 
1830, o que contribuiu para a formação es-
cravista da nossa sociedade.
 3. O crescimento da imigração no Brasil se deve 
a dois fatores básicos, a saber: 1) o crescimento 
do ciclo cafeeiro no Brasil; e 2) a abolição da 
escravatura, em 1888, que exigiu a substitui-
ção da mão de obra escrava pela livre.
 4. A imagem retrata a prática do voto de ca-
bresto: os poderosos coronéis utilizavam de 
táticas de coação para manipular as eleições, 
obrigando seu “rebanho” a votar em candi-
datos por eles (coronéis) escolhidos.
 5. Poucos grupos políticos, mesmo de esquerda, 
fizeram a opção pela luta armada, que teve 
pequena expressão no país, principalmente 
se comparada com outras nações da América 
latina. O bipartidarismo permitiu a existên-
cia de um partido de oposição.
O movimento estudantil foi desmobilizado, 
mas nunca apoiou o regime militar.
O endurecimento do regime iniciou-se em 
dezembro de 1968 com a decretação do Ato 
Institucional n° 5 (AI-5), que centralizou 
ainda mais o poder a abriu caminho para 
uma política de maior repressão à socieda-
de civil.
 6. O impeachmentde Collor é considerado mui-
to significativo na história recente do país. 
Em 1992, em meio a denúncias de corrupção, 
eclodiu um grande movimento social que 
envolveu segmentos diferentes, nos quais se 
destacaram os estudantes, que pintaram os 
rostos de preto nas grandes manifestações 
de rua em apoio à Comissão Parlamentar de 
Inquérito (CPI) e à condenação do presiden-
te. Apeado do poder, Collor teve seus direitos 
políticos cassados por oito anos e, dessa for-
ma, foi forçado a deixar a vida política. Seu 
retorno deu-se com a eleição para o senado, 
em 2006, e, filiado ao PTB, levou-o a apro-
ximar do governo Lula e dos demais aliados 
deste, como o ex-presidente José Sarney.
GAbARito
 1. A 2. C 3. B 4. B 5. E
6. A
64
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) Observe o mapa abaixo.
 
Com base no mapa e em seus conhecimentos, 
assinale a alternativa correta.
a) O rio São Francisco foi caminho natural para 
a expansão da cana-de-açúcar e do algodão 
da Zona da Mata, na Bahia, até a capitania 
de São Paulo e Minas de Ouro.
b) A ocupação territorial de parte significativa 
dessa região foi marcada por duas caracterís-
ticas geomorfológicas: a serra do Espinhaço 
e o vale do rio São Francisco.
c) Essa região caracterizava-se, nesse período, 
por paisagens onde predominavam as minas 
e os currais, mas no século XIX a mineração 
sobrepujou as outras atividades econômicas 
dessas capitanias.
d) O caminho pelo rio São Francisco foi esta-
belecido pelas bandeiras paulistas para pe-
netração na região aurífera da chapada dos 
Parecis e posterior pagamento do “quinto” 
na sede da capitania, em Salvador.
e) As bandeiras que partiam da capitania da 
Bahia de Todos os Santos para a capitania 
de São Paulo e Minas de Ouro propiciaram 
o surgimento de localidades com economia 
baseada na agricultura monocultora de ex-
portação.
 2. (Fuvest) Admite-se que as cenouras sejam ori-
ginárias da região do atual Afeganistão, tendo 
sido levadas para outras partes do mundo por 
viajantes ou invasores. Com base em relatos 
escritos, pode-se dizer que as cenouras devem 
ter sido levadas à Europa no século XII e, às 
Américas, no início do século XVII.
Em escritos anteriores ao século XVI, há re-
ferência apenas a cenouras de cor roxa, ama-
rela ou vermelha. É possível que as cenouras 
de cor laranja sejam originárias dos Países 
Baixos, e que tenham sido desenvolvidas, 
inicialmente, à época do príncipe de Orange 
(1533-1584).
No Brasil, são comuns apenas as cenouras 
laranja, cuja cor se deve à presença do pig-
mento betacaroteno, representado a seguir.
 
Com base no descrito acima, e considerando 
corretas as hipóteses ali aventadas, é possível 
afirmar que as cenouras de coloração laranja:
a) podem ter sido levadas à Europa pela Com-
panhia das Índias Ocidentais e contêm um 
pigmento que é um polifenol insaturado.
b) podem ter sido levadas à Europa por rotas 
comerciais norte-africanas e contêm um pig-
mento cuja molécula possui apenas duplas 
ligações cis.
c) podem ter sido levadas à Europa pelos chine-
ses e contêm um pigmento natural que é um 
poliéster saturado.
d) podem ter sido trazidas ao Brasil pelos pri-
meiros degredados e contêm um pigmento 
que é um polímero natural cujo monômero é 
o etileno.
e) podem ter sido trazidas a Pernambuco du-
rante a invasão holandesa e contêm um 
pigmento natural, que é um hidrocarboneto 
insaturado.
 3. (Fuvest) Não há trabalho, nem gênero de 
vida no mundo mais parecido à cruz e à 
paixão de Cristo, que o vosso em um destes 
engenhos [...]. A paixão de Cristo parte foi 
de noite sem dormir, parte foi de dia sem 
descansar, e tais são as vossas noites e os 
vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; 
Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em 
tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. 
Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os 
nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a 
vossa imitação, que, se for acompanhada de 
paciência, também terá merecimento e mar-
tírio[...]. De todos os mistérios da vida, mor-
te e ressurreição de Cristo, os que pertencem 
por condição aos pretos, e como por herança, 
são os mais dolorosos.
VIEIRA, padre Antônio. “Sermão décimo quarto”. 
In: INÁCIO, I.; LUCCA, T. (Orgs.). Documentos do 
Brasil colonial. São Paulo: Ática, 1993, p. 73-75.
65
A partir da leitura do texto escrito pelo pa-
dre jesuíta Antônio Vieira em 1633, pode-se 
afirmar, corretamente, que, nas terras portu-
guesas da América:
a) a Igreja católica defendia os escravos dos 
excessos cometidos pelos seus senhores e os 
incitava a se revoltar.
b) as formas de escravidão nos engenhos eram 
mais brandas do que em outros setores eco-
nômicos, pois ali vigorava uma ética religio-
sa inspirada na Bíblia.
c) a Igreja católica apoiava, com a maioria de 
seus membros, a escravidão dos africanos, 
tratando, portanto, de justificá-la com base 
na Bíblia.
d) clérigos, como padre Vieira, se mostravam in-
decisos quanto às atitudes que deveriam tomar 
em relação à escravidão negra, pois a própria 
Igreja se mantinha neutra na questão.
e) havia formas de discriminação religiosa que se 
sobrepunham às formas de discriminação ra-
cial, sendo estas, assim, pouco significativas.
 4. (Fuvest) Eu por vezes tenho dito a V. A. 
aquilo que me parecia acerca dos negócios 
da França, e isto por ver por conjecturas e 
aparências grandes aquilo que podia suce-
der dos pontos mais aparentes, que consigo 
traziam muito prejuízo ao estado e aumento 
dos senhorios de V. A. E tudo se encerrava 
em vós, Senhor, trabalhardes com modos ho-
nestos de fazer que esta gente não houvesse 
de entrar nem possuir coisa de vossas na-
vegações, pelo grandíssimo dano que daí se 
podia seguir.
LEITE, Serafim. Cartas dos primeiros jesuítas do Brasil. 1954.
O trecho acima foi extraído de uma carta di-
rigida pelo padre jesuíta Diogo de Gouveia 
ao rei de Portugal D. João III, escrita em Pa-
ris, em 17/02/1538. Seu conteúdo mostra:
a) a persistência dos ataques franceses contra 
a América, que Portugal vinha tentando co-
lonizar de modo efetivo desde a adoção do 
sistema de capitanias hereditárias.
b) os primórdios da aliança que logo se esta-
beleceria entre as coroas de Portugal e da 
França e que visava a combater as preten-
sões expansionistas da Espanha na América.
c) a preocupação dos jesuítas portugueses com 
a expansão de jesuítas franceses, que, no 
Brasil, vinham exercendo grande influência 
sobre as populações nativas.
d) o projeto de expansão territorial português 
na Europa, o qual, na época da carta, visava 
à dominação de territórios franceses tanto 
na Europa quanto na América.
e) a manifestação de um conflito entre a recém-
-criada ordem jesuíta e a coroa portuguesa 
em torno do combate à pirataria francesa.
 5. (Fuvest) Os indígenas foram também utiliza-
dos em determinados momentos, e sobretudo 
na fase inicial [da colonização do Brasil]; nem 
se podia colocar problema nenhum de maior 
ou melhor “aptidão” ao trabalho escravo (...). 
O que talvez tenha importado é a rarefação 
demográfica dos aborígines, e as dificuldades 
de seu apresamento, transporte etc. Mas na 
“preferência” pelo africano revela-se, mais 
uma vez, a engrenagem do sistema mercan-
tilista de colonização; esta se processa num 
sistema de relações tendentes a promover a 
acumulação primitiva de capitais na metró-
pole; ora, o tráfico negreiro, isto é, o abaste-
cimento das colônias com escravos, abria um 
novo e importante setor do comércio colonial, 
enquanto o apresamento dos indígenas era 
um negócio interno da colônia. Assim, os ga-
nhos comerciais resultantes da preação dos 
aborígines mantinham-se na colônia, com 
os colonos empenhados nesse “gênero de 
vida”; a acumulação gerada no comércio de 
africanos, entretanto, fluía para a metrópole; 
realizavam-na os mercadores metropolitanos, 
engajados no abastecimento dessa “merca-
doria”. Esse talvez seja o segredo da melhor 
“adaptação” do negro à lavoura... escravista. 
Paradoxalmente, é a partir do tráfico negreiro 
que sepode entender a escravidão africana 
colonial, e não o contrário.
NºVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na 
crise do antigo sistema colonial. São Paulo: 
Hucitec, 1979, p. 105 (Adaptado).
Nesse trecho, o autor afirma que, na América 
portuguesa:
a) os escravos indígenas eram de mais fácil 
obtenção do que os de origem africana, e 
por isso a metrópole optou pelo uso dos pri-
meiros, já que eram mais produtivos e mais 
rentáveis.
b) os escravos africanos aceitavam melhor o 
trabalho duro dos canaviais do que os indí-
genas, o que justificava o empenho de co-
merciantes metropolitanos em gastar mais 
para a obtenção, na África, daqueles traba-
lhadores.
c) o comércio negreiro só pôde prosperar por-
que alguns mercadores metropolitanos pre-
ocupavam-se com as condições de vida dos 
trabalhadores africanos, enquanto que ou-
tros os consideravam uma “mercadoria”.
d) a rentabilidade propiciada pelo emprego da 
mão de obra indígena contribuiu decisiva-
mente para que, a partir de certo momento, 
também escravos africanos fossem emprega-
dos na lavoura, o que resultou em um lucra-
tivo comércio de pessoas.
e) o principal motivo da adoção da mão de obra 
de origem africana era o fato de que esta 
precisava ser transportada de outro conti-
nente, o que implicava a abertura de um 
rentável comércio para a metrópole, que se 
articulava perfeitamente às estruturas do 
sistema de colonização.
66
 6. (Fuvest) O tráfico de escravos africanos para 
o Brasil:
a) teve início no final do século XVII, quando 
as primeiras jazidas de ouro foram descober-
tas nas Minas Gerais.
b) foi pouco expressivo no século XVII, ao 
contrário do que ocorreu nos séculos XVI e 
XVIII, e foi extinto, de vez, no início do sé-
culo XIX.
c) teve início na metade do século XVI, e foi 
praticado, de forma regular, até a metade do 
século XIX.
d) foi extinto, quando da independência do 
Brasil, a despeito da pressão contrária das 
regiões auríferas.
e) dependeu, desde o seu início, diretamente 
do bom sucesso das capitanias hereditárias, 
e, por isso, esteve concentrado nas capita-
nias de Pernambuco e de São Vicente, até o 
século XVIII.
 7. (Fuvest) A economia das possessões colo-
niais portuguesas na América foi marcada 
por mercadorias que, uma vez exportadas 
para outras regiões do mundo, podiam al-
cançar alto valor e garantir, aos envolvidos 
em seu comércio, grandes lucros. Além do 
açúcar, explorado desde meados do século 
XVI, e do ouro, extraído regularmente des-
de fins do XVII, merecem destaque, como 
elementos de exportação presentes nessa 
economia:
a) tabaco, algodão e derivados da pecuária.
b) ferro, sal e tecidos.
c) escravos indígenas, arroz e diamantes.
d) animais exóticos, cacau e embarcações.
e) drogas do sertão, frutos do mar e cordoaria.
 8. (Fuvest) A colonização, apesar de toda vio-
lência e disrupção, não excluiu processos de 
reconstrução e recriação cultural conduzidos 
pelos povos indígenas. É um erro comum crer 
que a história da conquista representa, para 
os índios, uma sucessão linear de perdas em 
vidas, terras e distintividade cultural. A cul-
tura xinguana – que aparecerá para a nação 
brasileira nos anos 1940 como símbolo de 
uma tradição estática, original e intocada – 
é, ao inverso, o resultado de uma história 
de contatos e mudanças, que tem início no 
século X d.C. e continua até hoje.
FAUSTO, Carlos. Os índios antes do Brasil. 
Rio de Janeiro: Zahar, 2005. 
Com base no trecho acima, é correto afirmar 
que:
a) o processo colonizador europeu não foi vio-
lento como se costuma afirmar, já que ele 
preservou e até mesmo valorizou várias cul-
turas indígenas.
b) várias culturas indígenas resistiram e sobre-
viveram, mesmo com alterações, ao processo 
colonizador europeu, como a xinguana.
c) a cultura indígena, extinta graças ao pro-
cesso colonizador europeu, foi recriada de 
modo mitológico no Brasil dos anos 1940.
d) a cultura xinguana, ao contrário de outras 
culturas indígenas, não foi afetada pelo pro-
cesso colonizador europeu.
e) não há relação direta entre, de um lado, o 
processo colonizador europeu e, de outro, a 
mortalidade indígena e a perda de sua iden-
tidade cultural.
 9. (Fuvest) É assim extremamente simples a es-
trutura social da colônia no primeiro século e 
meio de colonização. Reduz-se em suma a duas 
classes: de um lado os proprietários rurais, a 
classe abastada dos senhores de engenho e fa-
zenda; doutro, a massa da população espúria 
dos trabalhadores do campo, escravos e semili-
vres. Da simplicidade da infraestrutura econô-
mica – a terra, única força produtiva, absorvida 
pela grande exploração agrícola – deriva a da 
estrutura social: a reduzida classe de proprietá-
rios e a grande massa, explorada e oprimida. Há 
naturalmente no seio desta massa gradações, 
que assinalamos. Mas, elas não são contudo 
bastante profundas para se caracterizarem em 
situações radicalmente distintas.
PRADO JR., Caio. Evolução política do Brasil. 20. ed. 
São Paulo: Brasiliense, p. 28-29, 1993 [1942].
Neste trecho, o autor observa que, na socie-
dade colonial:
a) só havia duas classes conhecidas, e que nada 
é sabido sobre indivíduos que porventura fi-
zessem parte de outras.
b) havia muitas classes diferentes, mas só duas 
estavam diretamente ligadas a critérios eco-
nômicos.
c) todos os membros das classes existentes 
queriam se transformar em proprietários 
rurais, exceto os pequenos trabalhadores li-
vres, semilivres ou escravos.
d) diversas classes radicalmente distintas umas 
das outras compunham um cenário comple-
xo, marcado por conflitos sociais.
e) a população se organizava em duas classes, 
cujas gradações internas não alteravam a 
simplicidade da estrutura social.
 10. (Fuvest) Se o açúcar do Brasil o tem dado a 
conhecer a todos os reinos e províncias da Eu-
ropa, o tabaco o tem feito muito afamado em 
todas as quatro partes do mundo, em as quais 
hoje tanto se deseja e com tantas diligências e 
por qualquer via se procura. Há pouco mais de 
cem anos que esta folha se começou a plantar 
e beneficiar na Bahia [...] e, desta sorte, uma 
folha antes desprezada e quase desconhecida 
tem dado e dá atualmente grandes cabedais 
aos moradores do Brasil e incríveis emolu-
mentos aos Erários dos príncipes.
ANTONIL André João. Cultura e opulência do Brasil por 
suas drogas e minas. São Paulo: Edusp, 2007 (Adaptado). 
67
O texto acima, escrito por um padre italiano 
em 1711, revela que:
a) o ciclo econômico do tabaco, que foi anterior 
ao do ouro, sucedeu o da cana-de-açúcar.
b) todo o rendimento do tabaco, a exemplo do 
que ocorria com outros produtos, era dire-
cionado à metrópole.
c) não se pode exagerar quanto à lucratividade 
propiciada pela cana-de-açúcar, já que a do 
tabaco, desde seu início, era maior.
d) os europeus, naquele ano, já conheciam ple-
namente o potencial econômico de suas co-
lônias americanas.
e) a economia colonial foi marcada pela simul-
taneidade de produtos, cuja lucratividade se 
relacionava com sua inserção em mercados 
internacionais.
 11. (Fuvest) “E o pior é que a maior parte do 
ouro que se tira das minas passa em pó e em 
moeda para os reinos estranhos e a menor 
quantidade é a que fica em Portugal e nas 
cidades do Brasil...”
ANTONIL, João. Cultura e opulência do Brasil 
por suas drogas e minas. 1711.
Esta frase indica que as riquezas minerais 
da colônia:
a) produziram ruptura nas relações entre Brasil 
e Portugal.
b) foram utilizadas, em grande parte, para o 
cumprimento do Tratado de Methuen entre 
Portugal e Inglaterra.
c) prestaram-se, exclusivamente, aos interesses 
mercantilistas da França, da Inglaterra e da 
Alemanha.
d) foram desviadas, majoritariamente, para a 
Europa por meio do contrabando na região 
do rio da Prata.
e) possibilitaram os acordos com a Holanda 
que asseguraram a importação de escravos 
africanos.
 12. (Fuvest) Examine a seguinte tabela.
Ano N° de escravos que entraram no Brasil
1845 19.453
1845 50.325
1847 56.172
1848 60.000
Dados extraídos de: COSTA, Emília Viotti da.Da senzala à colônia. São Paulo: Unesp, 1998.
A tabela apresenta dados que podem ser ex-
plicados:
a) pela lei de 1831, que reduziu os impostos 
sobre os escravos importados da África para 
o Brasil.
b) pelo descontentamento dos grandes proprie-
tários de terras em meio ao auge da campa-
nha abolicionista no Brasil.
c) pela renovação, em 1844, do Tratado de 
1826 com a Inglaterra, que abriu nova rota 
de tráfico de escravos entre Brasil e Moçam-
bique.
d) pelo aumento da demanda por escravos no 
Brasil, em função da expansão cafeeira, a 
despeito da promulgação da Lei Aberdeen, 
em 1845.
e) pela aplicação da Lei Eusébio de Queirós, 
que ampliou a entrada de escravos no Brasil 
e tributou o tráfico interno.
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER À 
QUESTÃO 13.
Tornando da malograda espera do tigre, 1al-
cançou o capanga um casal de velhinhos, 
2que seguiam diante dele o mesmo caminho, 
e conversavam acerca de seus negócios par-
ticulares. Das poucas palavras que apanhara, 
percebeu Jão Fera 3que destinavam eles uns 
cinquenta mil-réis, tudo quanto possuíam, à 
compra de mantimentos, a fim de fazer um 
moquirão*, com que pretendiam abrir uma 
boa roça.
— Mas chegará, homem? Perguntou a velha. 
— Há de se espichar bem, mulher!
Uma voz os interrompeu:
— Por este preço dou eu conta da roça!
— Ah! É nhô Jão!
Conheciam os velhinhos o capanga, a quem 
tinham por homem de palavra, e de fazer 
o que prometia. Aceitaram sem mais hesita-
ção; e foram mostrar o lugar que estava des-
tinado para o roçado.
Acompanhou-os Jão Fera; porém, 4mal seus 
olhos descobriram entre os utensílios a en-
xada, a qual ele esquecera um momento no 
afã de ganhar a soma precisa, que sem mais 
deu costas ao par de velhinhos e foi-se dei-
xando-os embasbacados.
ALENCAR, José de. Til. 
*moquirão = mutirão (mobilização coletiva 
para auxílio mútuo, de caráter gratuito) 
 13. (Fuvest) Considerada no contexto histórico-
-social figurado no romance Til, a brusca rea-
ção de Jão Fera, narrada no final do excerto, 
explica-se:
a) pela ambição ou ganância que, no período, ca-
racterizava os homens livres não proprietários.
b) por sua condição de membro da Guarda Nacio-
nal, que lhe interditava o trabalho na lavoura.
c) pela indolência atribuída ao indígena, da 
qual era herdeiro o “bugre”.
d) pelo estigma que a escravidão fazia recair 
sobre o trabalho braçal.
e) pela ojeriza ao labor agrícola, inerente a sua 
condição de homem letrado.
68
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER À 
QUESTÃO 14.
V – O samba
À direita do terreiro, adumbra-se* na escu-
ridão um maciço de construções, ao qual às 
vezes recortam no azul do céu os trêmulos vis-
lumbres das labaredas fustigadas pelo vento.
(...)
É aí o quartel ou quadrado da fazenda, nome 
que tem um grande pátio cercado de senzalas, 
às vezes com alpendrada corrida em volta, e 
um ou dois portões que o fecham como praça 
d’armas.
Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo 
chão, que ela cobriu de brasido e cinzas, dan-
çam os pretos o samba com um frenesi que 
toca o delírio. Não se descreve, nem se imagi-
na esse desesperado saracoteio, no qual todo 
o corpo estremece, pula, sacode, gira, bambo-
leia, como se quisesse desgrudar-se.
Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam 
no cangote das mães, ou se enrolam nas saias 
das raparigas. Os mais taludos viram camba-
lhotas e pincham à guisa de sapos em roda 
do terreiro. Um desses corta jaca no espinhaço 
do pai, negro fornido, que não sabendo mais 
como desconjuntar-se, atirou consigo ao chão 
e começou de rabanar como um peixe em seco. 
(...)
ALENCAR, José de, Til.
*adumbra-se = delineia-se, esboça-se
 14. (Fuvest) Considerada no contexto histórico a 
que se refere Til, a desenvoltura com que os 
escravos, no excerto, se entregam à dança é 
representativa do fato de que:
a) a escravidão, no Brasil, tal como ocorreu na 
América do Norte e no Caribe, foi branda.
b) se permitia a eles, em ocasiões especiais e sob 
vigilância, que festejassem a seu modo.
c) teve início nas fazendas de café o sincretismo 
das culturas negra e branca, que viria a carac-
terizar a cultura brasileira.
d) o narrador entendia que o samba de terreiro 
era, em realidade, um ritual umbandista dis-
farçado.
e) foi a generalização, entre eles, do alcoolismo, 
que tornou antieconômica a exploração da 
mão de obra escrava nos cafezais paulistas.
 15. (Fuvest) 
Em seu contexto de origem, o quadro acima 
corresponde a uma:
a) denúncia política das guerras entre as popu-
lações indígenas brasileiras.
b) idealização romântica num contexto de 
construção da nacionalidade brasileira.
c) crítica republicana à versão da história do 
Brasil difundida pela monarquia.
d) defesa da evangelização dos índios realizada 
pelas ordens religiosas no Brasil.
e) concepção de inferioridade civilizacional dos 
nativos brasileiros em relação aos indígenas 
da América Espanhola.
 16. (Fuvest) — Não entra a polícia! Não deixa 
entrar! Aguenta! Aguenta!
— Não entra! Não entra! Repercutiu a mul-
tidão em coro.
E todo o cortiço ferveu que nem uma panela 
ao fogo.
— Aguenta! Aguenta!
AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. 1890, parte X.
O fragmento acima mostra a resistência dos 
moradores de um cortiço à entrada de poli-
ciais no local. O romance de Aluísio Azevedo: 
a) representa as transformações urbanas do Rio 
de Janeiro no período posterior à abolição 
da escravidão e o difícil convívio entre ex-
-escravos, imigrantes e poder público.
b) defende a monarquia recém-derrubada e de-
monstra a dificuldade da República brasileira 
de manter a tranquilidade e a harmonia so-
cial após as lutas pela consolidação do novo 
regime.
c) denuncia a falta de policiamento na então 
capital brasileira e atribui os problemas so-
ciais existentes ao desprezo da elite paulista 
cafeicultora em relação ao Rio de Janeiro.
d) valoriza as lutas sociais que se travavam 
nos morros e na periferia da então capital 
federal e as considera um exemplo para os 
demais setores explorados da população bra-
sileira.
e) apresenta a imigração como a principal ori-
gem dos males sociais por que o país passa-
va, pois os novos empregados assalariados 
tiraram o trabalho dos escravos e os margi-
nalizaram.
 17. (Fuvest) Considerando-se o intervalo entre 
o contexto em que transcorre o enredo da 
obra Memórias de um sargento de milícias, 
de Manuel Antônio de Almeida, e a época de 
sua publicação, é correto afirmar que a esse 
período corresponde o processo de:
a) reforma e crise do Império Português na 
América.
b) triunfo de uma consciência nativista e na-
cionalista na colônia.
c) Independência do Brasil e formação de seu 
Estado nacional.
d) consolidação do Estado nacional e de crise 
do regime monárquico brasileiro.
e) Proclamação da República e instauração da 
Primeira República.
69
 18. (Fuvest) Na Belle Époque brasileira, que di-
fusamente coincidiu com a transição para o 
regime republicano, surgiram aquelas per-
guntas cruciais, envoltas no oxigênio mental 
da época, muitas das quais, contudo, nos in-
comodam até hoje: como construir uma nação 
se não tínhamos uma população definida ou 
um tipo definido? Frente àquele amálgama 
de passado e futuro, alimentado e realimen-
tado pela República, quem era o brasileiro? 
(...) Inúmeras tentativas de respostas a todas 
estas questões mobilizaram os intelectuais 
brasileiros durante várias décadas.
SALIBA, Elias Thomé. Raízes do riso. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
Entre as tentativas de responder, durante a 
Belle Époque brasileira, às dúvidas mencio-
nadas no texto, é correto incluir:
a) as explicações positivistas e evolucionistas 
sobre o impacto da mistura de raças na for-
mação do caráter nacional brasileiro.
b) os projetos de valorização dos vínculos entre 
o caráter nacional brasileiro e os produtos 
da indústria cultural norte-americana.
c) o reconhecimento e a celebração da origem 
africana da maioria dos brasileiros e a rejei-
ção das tradições europeias.
d) a percepção de que o país estava plenamente 
inserido na modernidadee havia assumido a 
condição de potência mundial.
e) o desejo de retornar ao período anterior à 
chegada dos europeus e de recuperar pa-
drões culturais e cotidianos indígenas.
 19. (Fuvest) No “Manifesto Antropófago”, lan-
çado em São Paulo, em 1928, lê-se: “Quere-
mos a Revolução Caraíba (...). A unificação 
de todas as revoltas eficazes na direção do 
homem (...). Sem nós, a Europa não teria se-
quer a sua pobre declaração dos direitos do 
homem.”
Essas passagens expressam a:
a) defesa de concepções artísticas do impres-
sionismo.
b) crítica aos princípios da Revolução Francesa.
c) valorização da cultura nacional.
d) adesão à ideologia socialista.
e) afinidade com a cultura norte-americana.
 20. (Fuvest) Durante os primeiros tempos de sua 
existência, o PCB prosseguiu em seu processo 
de diferenciação ideológica com o anarquis-
mo, de onde provinha parte significativa de 
sua liderança e de sua militância. Nesse cur-
so, foi necessário, no que se refere à questão 
parlamentar, também proceder a uma homo-
geneização de sua própria militância. Houve 
algumas tentativas de participação em elei-
ções e de formulação de propostas a serem 
apresentadas à sociedade que se revelaram 
infrutíferas por questões conjunturais. A pri-
meira vez em que isso ocorreu foi, em 1925, 
no município portuário paulista de Santos, 
onde os comunistas locais, apresentando-se 
pela legenda da Coligação Operária, tiveram 
um resultado pífio. No entanto, como todos 
os atos pioneiros, essa participação deixou 
uma importante herança: a presença na cena 
política brasileira dos trabalhadores e suas 
reivindicações. Estas, em particular, expres-
savam um acúmulo de anos de lutas do mo-
vimento operário brasileiro.
KAREPOVS, Dainis. A classe operária vai ao 
Parlamento. São Paulo: Alameda, 2006, p. 169.
A partir do texto acima, pode-se afirmar cor-
retamente que:
a) as eleições de representantes parlamentares 
advindos de grupos comunistas e anarquis-
tas foram frequentes, desde a Proclamação 
da República, e provocaram, inclusive, a 
chamada Revolução de 1930.
b) comunistas, anarquistas e outros grupos de 
representantes de trabalhadores eram for-
malmente proibidos de participar de eleições 
no Brasil desde a proclamação da República, 
cenário que só se modificaria com a Consti-
tuição de 1988.
c) as primeiras décadas do século XX represen-
tam um período de grande diversidade polí-
tico-partidária no Brasil, o que favoreceu a 
emergência de variados grupos de esquerda, 
cuja excessiva divisão impediu-os de obter 
resultados eleitorais expressivos.
d) as experiências parlamentares envolvendo 
operários e camponeses, no Brasil da década 
de 1920, resultaram em sua presença domi-
nante no cenário político nacional, após o 
colapso do primeiro regime encabeçado por 
Getúlio Vargas.
e) as primeiras participações eleitorais de can-
didatos trabalhadores ganharam importância 
histórica, uma vez que a política partidária 
brasileira da chamada Primeira República era 
dominada por grupos oriundos de grandes 
elites econômicas.
 21. (Fuvest) Paralelamente à abertura da Transa-
mazônica processa-se o trabalho da coloniza-
ção, realizado pelo Incra (Instituto Nacional 
de Colonização e Reforma Agrária). As peque-
nas agrovilas se sucedem de vinte em vinte 
quilômetros à margem da estrada, e nos cem 
hectares que cada colono recebeu são plan-
tados milho, feijão e arroz. Já no próximo 
mês começará a plantação de cana-de-açúcar, 
cujas primeiras mudas, vindas dos canaviais 
de Sertãozinho, em São Paulo, acabaram de 
ser distribuídas. Jovens agrônomos, recém-
-saídos da universidade, orientam os colo-
nos... No meio da selva começam a surgir as 
70
agrovilas. Vindos de diferentes regiões do 
país, os colonos povoam as margens da Tran-
samazônica e espalham pelo chão virgem o 
verde disciplinado das culturas pioneiras. Os 
pastos da região são excelentes.
Revista Manchete, 15 de abril de 1972.
Segundo o texto, é correto afirmar que a 
Transamazônica, cuja construção se iniciou 
no regime militar (1964-1985), represen-
tou, inclusive:
a) um projeto para eliminar o controle nacional 
e estatal dos recursos naturais da Amazônia, 
facilitando o avanço de interesses britânicos 
na região.
b) um esforço de ampliar as áreas de ocupação 
na Amazônia e de construir a ideia de que 
se vivia um período de avanço, integração e 
crescimento nacional.
c) uma superação das dificuldades de comuni-
cação e deslocamento entre o Sul e o Norte 
do país, facilitando a migração e permitindo 
plena integração entre os oceanos Atlântico 
e Pacífico.
d) uma tentativa de reaquecer a economia da 
borracha, com a criação de rotas de escoa-
mento rápido da produção em direção aos 
portos do Sudeste.
e) um projeto de utilização dessa estrada para 
delimitar as fronteiras entre os estados da 
região.
 22. (Fuvest) O Movimento dos Trabalhadores 
Rurais sem Terra (MST) foi criado em 1984, 
inserido em um contexto de:
a) abertura política democrática no Brasil e de 
crescente insatisfação com as políticas agrá-
rias nacionais então vigentes.
b) fortalecimento da ditadura militar brasileira 
e de aumento da imigração estrangeira para 
o país.
c) declínio da oposição armada à ditadura mili-
tar brasileira e de aumento da migração das 
cidades para o campo.
d) aumento da dívida externa brasileira e de 
disseminação da pequena propriedade fun-
diária em todo o país.
e) crescimento de demanda externa por 
commodities brasileiras e de grandes pro-
gressos na distribuição de terra, no Brasil, a 
pequenos agricultores.
 23. (Fuvest) A partir da redemocratização do 
Brasil (1985), é possível observar mudan-
ças econômicas significativas no país. Entre 
elas, a:
a) exclusão de produtos agrícolas do rol das 
principais exportações brasileiras.
b) privatização de empresas estatais em diver-
sos setores como os de comunicação e de mi-
neração.
c) ampliação das tarifas alfandegárias de im-
portação, protegendo a indústria nacional.
d) implementação da reforma agrária sem pa-
gamento de indenização aos proprietários.
e) continuidade do comércio internacional vol-
tado prioritariamente aos mercados africa-
nos e asiáticos.
 24. (Fuvest) A população indígena brasileira au-
mentou 150% na década de 1990, passando 
de 294 mil pessoas para 734 mil, de acordo 
com uma pesquisa divulgada pelo Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
O crescimento médio anual foi de 10,8%, 
quase seis vezes maior do que o da popula-
ção brasileira em geral.
Fonte: <http://webradiobrasilindigena.
wordpress.com>. Acesso em: 21 nov. 2007.
A notícia acima apresenta:
a) dado pouco relevante, já que a maioria das po-
pulações indígenas do Brasil encontra-se em 
fase de extinção, não subsistindo, inclusive, 
mais nenhuma população originária dos tem-
pos da colonização portuguesa da América.
b) discrepância em relação a uma forte tendên-
cia histórica observada no Brasil, desde o 
século XVI, mas que não é uniforme e abso-
luta, já que nas últimas décadas não apenas 
tais populações indígenas têm crescido, mas 
também o próprio número de indivíduos que 
se autodenominam indígenas.
c) um consenso em torno do reconhecimento 
da importância dos indígenas para o conjun-
to da população brasileira, que se revela na 
valorização histórica e cultural que tais ele-
mentos sempre mereceram das instituições 
nacionais.
d) resultado de políticas públicas que provoca-
ram o fim dos conflitos entre os habitantes 
de reservas indígenas e demais agentes so-
ciais ao seu redor, como proprietários rurais 
e pequenos trabalhadores.
e) natural continuidade da tendência obser-
vada desde a criação das primeiras políticas 
governamentais de proteção às populações 
indígenas, no começo do século XIX, que 
permitiram a reversão do anterior quadro de 
extermínio observado até aquele momento.
GAbARito
1. B 2. E 3. C 4. A 5. E
6. C 7. A 8. B 9. E 10. E
11. B 12. D 13. D 14. B 15. B 
16. A 17. C 18. A 19. C 20. E
21. B 22. A 23. B 24. B
CIÊNCIASHUMANAS
e suas tecnologiasC H
FILOSOFIA 
73
Prescrição: As questões de Filosofia na prova da Fuvest tendem a ser interdisciplinares 
às disciplinas de História, Geografia e Literatura. Nesse sentido, as questões selecionadas 
exigirão que o aluno identifique as correntes filosóficas, relacionando-as ao contexto 
político, social, cultural e econômico de cada período e região tratada. O aluno que 
conseguir relacionar os autores e os seus pensamentos terá mais facilidade para anular 
distratores.
FILOSOFIA
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest) Nicolau Maquiavel, em 1513, na 
Itália renascentista, escreveu:
Um príncipe não pode observar todas as coi-
sas a que são obrigados os homens conside-
rados bons, sendo frequentemente forçado, 
para manter o governo, a agir contra a ca-
ridade, a fé, a humanidade, a religião. (...) 
O príncipe não precisa possuir todas as qua-
lidades (ser piedoso, fiel, humano, íntegro 
e religioso), bastando que aparente possuí-
-las. Um príncipe, se possível, não deve se 
afastar do bem, mas deve saber entrar para 
o mal, se a isso estiver obrigado. 
(Adaptado de Nicolau Maquiavel. O Príncipe. )
Indique qual das afirmações está claramente 
expressa no texto:
a) os homens considerados bons são os únicos 
aptos a governar.
b) o príncipe deve observar os preceitos da mo-
ral cristã medieval.
c) fidelidade, humanidade, integridade e reli-
giosidade são qualidades indispensáveis ao 
governante.
d) o príncipe deve sempre fazer o mal, para 
manter o governo.
e) a aparência de ter qualidade é mais útil ao 
governante do que possuí-las.
 2. (Fuvest)”A autoridade do príncipe é limitada 
pelas leis da natureza e do Estado... O prínci-
pe não pode, portanto, dispor de seu poder e 
de seus súditos sem o consentimento da na-
ção e independentemente da escolha estabe-
lecida no contrato de submissão...”Diderot, 
artigo “ Autoridade política”, Enciclopédia. 
1751
Tendo por base esse texto da Enciclopédia, é 
correto afirmar que o autor:
a) pressupunha, como os demais iluministas, 
que os direitos de cidadania política eram 
iguais para todos os grupos sociais e étnicos.
b) propunha o princípio político que estabele-
cia leis para legitimar o poder republicano e 
democrático.
c) apoiava uma política para o Estado, subme-
tida aos princípios da escolha dos dirigentes 
da nação, por meio do voto universal.
d) acreditava, como os demais filósofos do Ilu-
minismo, na revolução armada como único 
meio para a deposição de monarcas absolu-
tistas.
e) defendia, como a maioria dos filósofos ilu-
ministas, os princípios do liberalismo políti-
co que se contrapunham aos regimes abso-
lutistas.
 3. (Fuvest) Em relação à ética e à justiça na 
vida política da Grécia Clássica, é correto 
afirmar:
a) tratava-se de virtudes que se traduziam na 
observância da lei, dos costumes e das con-
venções instituídas pela pólis.
b) foram prerrogativas democráticas que não 
estavam limitadas aos cidadãos e que tam-
bém foram estendidas aos comerciantes e 
estrangeiros.
c) eram princípios fundamentais da política 
externa, mas suspensos temporariamente 
após a declaração formal de guerra.
d) foram introduzidas pelos legisladores para 
reduzir o poder assentado em bases religio-
sas e para estabelecer critérios racionais de 
distribuição.
e) Adquiriram importância somente no período 
helenístico, quando houve uma significativa 
incorporação de elementos da cultura roma-
na.
 4. (Fuvest) No início do século XVI, Maquiavel 
escreveu O Príncipe – uma célebre análise 
do poder político, apresentada sob a forma 
de lições, dirigidas ao príncipe Lorenzo de 
Médicis. Assim justificou Maquiavel o cará-
ter professoral do texto:
Não quero que se repute presunção o fato 
de um homem de baixo e ínfimo estado dis-
correr e regular sobre o governo dos prín-
cipes; pois assim como os [cartógrafos] que 
74
desenham os contornos dos países se colo-
cam na planície para considerar a natureza 
dos montes, e para considerar a das planí-
cies ascendem aos montes, assim também, 
para conhecer bem a natureza dos povos, é 
necessário ser príncipe, e para conhecer a 
dos príncipes é necessário ser do povo.
Tradução de Lívio Xavier, adaptada.
Está redigido com clareza, coerência e corre-
ção o seguinte comentário sobre o texto:
a) Temendo ser qualificado de presunçoso, 
Maquiavel achou por bem defrontar sua 
autoridade intelectual, tipo um cartógrafo 
habilitado a desenhar os contrastes de uma 
região.
b) Maquiavel, embora identificando-se como 
um homem de baixo estado, não deixou de 
justificar sua autoridade diante do príncipe, 
em cujos ensinamentos lhe poderiam ser de 
grande valia.
c) Manifestando uma compreensão dialética 
das relações de poder, Maquiavel não hesita 
em ministrar ao príncipe, já ao justificar o 
livro, uma objetiva lição de política.
d) Maquiavel parece advertir aos poderosos de 
que não se menospreze as lições de quem 
sabe tanto analisar quanto ensinar o com-
portamento de quem mantenha relações de 
poder.
e) Maquiavel, apesar de jamais ter sido um go-
vernante em seu livro tão perspicaz, soube 
se investir nesta função, e assim justificar-
-se diante de um príncipe autêntico.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Para Maquiavel, o governante precisa ter vir-
tú, ou seja, qualidades que asseguram o seu 
poder. Dessa forma, aparentar ter qualidade, 
em determinados casos, é demonstrar ter um 
tipo de qualidade.
 2. O pensamento Iluminista se opunha comple-
tamente as ações do regime absolutista, com 
uma liberdade maior de expressão e econô-
mica.
 3. A valorização de princípios como ética e jus-
tiça está relacionada à organização jurídica e 
social da pólis. Sendo considerados virtudes, 
esses conceitos estavam assentados tanto 
nas diferentes organizações governamentais 
quanto em convenções relacionadas à socia-
bilidade das pólis gregas.
 4. Buscando analisar as formas de governo, Ma-
quiavel, sem demonstrar uma autovaloriza-
ção, faz uma comparação de seu trabalho o 
dos geógrafos. 
GAbARito
 1. E 2. E 3. A 4. A
75
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) A Declaração dos Direitos do Ho-
mem e do Cidadão, votada pela Assembleia 
Nacional Constituinte francesa, em 26 de 
agosto de 1789, visava 
a) romper com a Declaração de Independência 
dos Estados Unidos, por esta não ter negado 
a escravidão. 
b) recuperar os ideais cristãos de liberdade e 
igualdade, surgidos na época medieval e es-
quecidos na moderna. 
c) estimular todos os povos a se revoltarem 
contra seus governos, para acabar com a de-
sigualdade social. 
d) assinalar os princípios que, inspirados no 
Iluminismo, iriam fundar a nova constitui-
ção francesa. 
e) pôr em prática o princípio: a todos, segundo 
suas necessidades, a cada um, de acordo com 
sua capacidade.
 2. (Fuvest)”Mesmo se o alvo perseguido não 
tivesse sido alcançado, mesmo se a consti-
tuição por fim fracassasse, ou se voltasse 
progressivamente ao Antigo Regime... tal 
acontecimento é por demais imenso, por de-
mais identificado aos interesses da humani-
dade, tem demasiada influência sobre todas 
as partes do mundo para que os povos, em 
outras circunstâncias, dele não se lembrem 
e não sejam levados a recomeçar a experiên-
cia.” 
(Kant, O CONFLITO DAS FACULDADES, 1798). 
O texto trata: 
a) do iluminismo e do avanço irreversível do 
conhecimento filosófico; revelando-se falso 
nos seus prognósticos sobre o futuro políti-
co- constitucional. 
b) do retorno do Antigo Regime, na Europa, 
depois do fracasso da Revolução francesa, 
revelando-se incapaz de vislumbrar o futuro 
da história. 
c) da Revolução Francesa, dos seus desdobra-
mentos políticos e constitucionais, revelan-
do a clarividência do autor sobre sua impor-
tância e seu futuro. 
d) da Revolução inglesa, do impacto que cau-
sou no mundo, com seus princípios liberais 
e constitucionais, revelando-se profético so-
bre seu futuro. 
e) do despotismo ilustrado, dos seus princípios 
filosóficos e constitucionais e de seuimpac-
to na política europeia, revelando caráter 
premonitório.
 3. (Fuvest)“Depois que a Bíblia foi traduzida para 
o inglês, todo homem, ou melhor, todo rapaz e 
toda rapariga, capaz de ler o inglês, convence-
ram-se de que falavam com Deus onipotente e 
que entendiam o que Ele dizia”. Esse comentá-
rio de Thomas Hobbes (1588-1679):
a) ironiza uma das consequências da Reforma, 
que levou ao livre exame da Bíblia e à alfa-
betização dos fiéis.
b) alude à atitude do papado, o qual, por causa 
da Reforma, instou os leigos a que não dei-
xassem de ler a Bíblia.
c) elogia a decisão dos reis Carlos I e Jaime I, 
ao permitir que seus súditos escolhessem 
entre as várias igrejas.
d) ressalta o papel positivo da liberdade reli-
giosa para o fortalecimento do absolutismo 
monárquico.
e) critica a diminuição da religiosidade, resul-
tante do incentivo à leitura da Bíblia pelas 
igrejas protestantes.
 4. (Fuvest)) “É praticamente impossível trei-
nar todos os súditos de um [Estado] nas ar-
tes da guerra e ao mesmo tempo mantê-los 
obedientes às leis e aos magistrados.” (Jean 
Bodin, teórico do absolutismo, em 1578).
Essa afirmação revela que a razão principal 
de as monarquias europeias recorrerem ao 
recrutamento de mercenários estrangeiros, 
em grande escala, devia-se à necessidade de:
a) conseguir mais soldados provenientes da 
burguesia, a classe que apoiava o rei.
b) completar as fileiras dos exércitos com sol-
dados profissionais mais eficientes.
c) desarmar a nobreza e impedir que esta lide-
rasse as demais classes contra o rei.
d) manter desarmados camponeses e trabalha-
dores urbanos e evitar revoltas.
e) desarmar a burguesia e controlar a luta de 
classes entre esta e a nobreza.
 5. (Fuvest). Para Santo Tomás, filosofia e teolo-
gia são ciências distintas porque: 
a) A filosofia se funda no exercício da razão hu-
mana e a teologia na revelação divina. 
b) A filosofia é uma ciência complementar à te-
ologia. c) A filosofia nos traz a compreensão 
da verdade que será comprovada pela teolo-
gia. 
d) A revelação é critério de verdade, por isso 
não se pode filosofar. 
e) A teologia é a mãe de todas as ciências e a 
filosofia serve apenas para explicar pontos 
de menor importância.
76
 6. (Fuvest). “Em verdade é maravilhoso refle-
tir sobre a grandeza que Atenas alcançou no 
espaço de cem anos depois de se livrar da 
tirania... Mas acima de tudo é ainda mais 
maravilhoso observar a grandeza a que Roma 
chegou depois de se livrar de seus reis.”
(Maquiavel, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio).
Nessa afirmação, o autor
a) critica a liberdade política e a participação 
dos cidadãos no governo.
b) celebra a democracia ateniense e a República 
romana.
c) condena as aristocracias ateniense e roma-
na.
d) expressa uma concepção populista sobre a 
antiguidade clássica.
e) defende a pólis grega e o Império romano.
 7. Em uma significativa passagem da tragédia 
Macbeth, de Shakespeare, seu personagem 
principal declara: “Ouso tudo o que é pró-
prio de um homem; quem ousa fazer mais 
do que isso não o é”. De acordo com muitos 
intérpretes, essa postura revela, com extra-
ordinária clareza, toda a audácia da experi-
ência renascentista. Com relação à cultura 
humanista, é correto afirmar que 
a) o mecenato de príncipes, de instituições e 
de famílias ricas e poderosas evitou os cons-
trangimentos, prisão e tortura de artistas e 
de cientistas. 
b) a presença majoritária de temáticas religio-
sas nas artes plásticas demonstrava as difi-
culdades de assimilar as conquistas científi-
cas produzidas naquele momento. 
c) a observação da natureza, os experimentos 
e a pesquisa empírica contribuíram para o 
rompimento de alguns dos dogmas funda-
mentais da Igreja. 
d) a reflexão dedutiva e o cálculo matemático 
limitaram-se à pesquisa teórica e somen-
te seriam aplicados na chamada revolução 
científica do século XVII. 
e) a avidez de conhecimento e de poder favore-
ceu a renovação das universidades e a valori-
zação dos saberes transmitidos pela cultura 
letrada.
 8. (Fuvest)Em certos aspectos, os gregos da An-
tiguidade foram sempre um povo disperso. 
Penetraram em pequenos grupos no mundo 
mediterrânico e, mesmo quando se instala-
ram e acabaram por dominá-lo, permanece-
ram desunidos na sua organização política. 
No tempo de Heródoto, e muito antes dele, 
encontravam se colônias gregas não somen-
te em toda a extensão da Grécia atual, como 
também no litoral do Mar Negro, nas costas 
da atual Turquia, na Itália do sul e na Sicília 
oriental, na costa setentrional da África e no 
litoral mediterrânico da França. No interior 
desta elipse de uns 2500 km de comprimen-
to, encontravam se centenas e centenas de 
comunidades que amiúde diferiam na sua 
estrutura política e que afirmaram sempre a 
sua soberania. Nem então nem em nenhuma 
outra altura, no mundo antigo, houve uma 
nação, um território nacional único regido 
por uma lei soberana, que se tenha chamado 
Grécia (ou um sinônimo de Grécia). 
M. I. Finley. O Mundo de Ulisses. Lisboa: 
Editoral Presença, 1972. (adaptado) 
Com base no texto, pode-se apontar corre-
tamente 
a) A desorganização política da Grécia antiga, 
que sucumbiu rapidamente ante as investi-
das militares de povos mais unidos e mais 
bem preparados para a guerra, como os egíp-
cios e macedônios. 
b) A necessidade de profunda centralização 
política, como a ocorrida entre os romanos 
e cartaginenses, para que um povo pudesse 
expandir seu território e difundir sua produ-
ção cultural. 
c) A carência, entre quase todos os povos da 
Antiguidade, de pensadores políticos, ca-
pazes de formular estratégias adequadas de 
estruturação e unificação do poder político. 
d) A inadequação do uso de conceitos moder-
nos, como nação ou Estado nacional, no es-
tudo sobre a Grécia antiga, que vivia sob ou-
tras formas de organização social e política. 
e) A valorização, na Grécia antiga, dos princí-
pios do patriotismo e do nacionalismo, como 
forma de consolidar política e economica-
mente o Estado nacional
 9. (Fuvest)Trasímaco estava impaciente porque 
Sócrates e os seus amigos presumiam que a 
justiça era algo real e importante. Trasíma-
co negava isso. Em seu entender, as pessoas 
acreditavam no certo e no errado apenas por 
terem sido ensinadas a obedecer às regras da 
sua sociedade. No entanto, essas regras não 
passavam de invenções humanas. 
RACHELS, J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradva, 2009. 
O sofista Trasímaco, personagem imortaliza-
do no diálogo A República, de Platão, susten-
tava que a correlação entre justiça e ética é 
resultado de 
a) determinações biológicas impregnadas na 
natureza humana. 
b) verdades objetivas com fundamento anterior 
aos interesses sociais. 
c) mandamentos divinos inquestionáveis lega-
dos das tradições antigas. 
d) convenções sociais resultantes de interesses 
humanos contingentes. 
e) sentimentos experimentados diante de de-
terminadas atitudes humanas.
77
GAbARito
1. D 2. C 3. A 4. D 5. A
6. B 7. C 8. D 9. A
78
CIÊNCIAS HUMANAS
e suas tecnologiasC H
SOCIOLOGIA 
81
Prescrição: A Fuvest trata a Sociologia de maneira transversal às disciplinas de História, 
Geografia e, até mesmo, Literatura. Por conta disso, as questões a seguir apresentam 
um caráter interdisciplinar, sendo importante reconhecer as correntes do pensamento 
sociológico dentro dos contextos políticos e econômicos estabelecidos. O estudante que 
estiver a par de questões atuais terá uma grande vantagem, pois pensamentos contem-
porâneos podem ser exigidos.
SOCIOLOGIA
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. Foi precisamente a divisão da economia 
mundial em múltiplas jurisdições políticas, 
competindo entre si pelo capital circulante, 
que deu aos agentes capitalistas as maio-
res oportunidades de continuar a expandir 
o valor de seu capital, nos períodos de es-
tagnação material generalizada da economia 
mundial. Giovanni Arrighi, O longo século 
XX. Dinheiro, poder e as origensdo nosso 
tempo. 
Rio de Janeiro/São Paulo: Contraponto/
Edunesp, p. 237, 1996. 
Conforme o texto, uma das características 
mais marcantes da história da formação e 
desenvolvimento do sistema capitalista é a 
a) incapacidade de o capitalismo se desenvol-
ver em períodos em que os Estados intervêm 
fortemente na economia de seus países. 
b) responsabilidade exclusiva dos agentes capi-
talistas privados na recuperação do capita-
lismo, após períodos de crise mundial. 
c) dependência que o capitalismo tem da ação 
dos Estados para a superação de crises eco-
nômicas mundiais. 
d) dissolução frequente das divisões políticas 
tradicionais em decorrência da necessidade 
de desenvolvimento do capitalismo. 
e) ocorrência de oportunidades de desenvolvi-
mento financeiro do capital a partir de crises 
políticas generalizadas.
2. A burca não é um símbolo religioso, é um sím-
bolo da subjugação, da subjugação das mu-
lheres. Quero dizer solenemente que não 
será bem-recebida em nosso território. 
Nicolas Sarkozy, presidente da França, 22/6/2009, 
Estadão.com.br, 22/6/2009. http://www.estadao.com.br/
noticias/internacional,burcas-nao-temlugar-na-franca-
diz-sarkozy,391152,0.htm – Acessado em 10/6/2010. 
Deputados que integram a Comissão Par-
lamentar encarregada de analisar o uso da 
burca na França propuseram a proibição de 
todos os tipos de véus islâmicos integrais 
nos serviços públicos. (…) A resolução prevê 
a proibição do uso de tais vestimentas nos 
serviços públicos — hospitais, transportes, 
escolas públicas e outras instalações do go-
verno. 
Folha Online, 26/1/2010. http://www1.folha.uol.com.br/
folha/mundo/ult94u684757.shtml. Acessado em 10/6/2010. 
Com base nos textos acima e em seus conheci-
mentos, assinale a afirmação correta sobre 
o assunto. 
a) O governo francês proibiu as práticas rituais 
islâmicas em todo o território nacional. 
b) Apesar da obrigatoriedade de o uso da burca 
se originar de preocupações morais, o presi-
dente francês a considera um traje religioso. 
c) A maioria dos Estados nacionais do Ociden-
te, inclusive a França, optou pela adoção de 
políticas de repressão à diversidade religio-
sa. 
d) As tensões políticas e culturais na França 
cresceram nas últimas décadas com o au-
mento do fluxo imigratório de populações 
islâmicas. 
e) A intolerância religiosa dos franceses, fruto 
da Revolução de 1789, impede a aceitação do 
islamismo e do judaísmo na França.
 3. No Ocidente, o período entre 1848 e 1875 “é 
primariamente o do maciço avanço da eco-
nomia do capitalismo industrial, em escala 
mundial, da ordem social que o representa, 
das ideias e credos que pareciam legitimá-lo 
e ratificá-lo”.
E. J. Hobsbawm. A era do capital 1848-1875.
A “ordem social” e as “ideias e credos” a que 
se refere o autor caracterizam-se, respecti-
vamente, como
a) aristocrática e conservadoras.
b) socialista e anarquistas.
c) popular e democráticas.
d) tradicional e positivistas.
e) burguesa e liberais.
82
 4. No “Manifesto Antropófago”, lançado em São 
Paulo, em 1928, lê-se: “Queremos a Revolu-
ção Caraíba (...). A unificação de todas as 
revoltas eficazes na direção do homem (...). 
Sem nós, a Europa não teria sequer a sua po-
bre declaração dos direitos do homem.”
Essas passagens expressam a
a) defesa de concepções artísticas do impres-
sionismo.
b) crítica aos princípios da Revolução Francesa.
c) valorização da cultura nacional.
d) adesão à ideologia socialista.
e) afinidade com a cultura norte-americana.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. O texto afirma que o sistema capitalista sem-
pre se beneficiou da existência de ”múlti-
plas jurisdições políticas” (de muitos esta-
dos nacionais), uma vez que estas competem 
na busca do capital circulante que está nas 
mãos de “agentes capitalistas” (proprie-
tários deste capital). Em seguida, o texto 
observa que, em momentos de estagnação 
(crise), a circulação do capital entre es-
sas múltiplas jurisdições torna possível aos 
agentes capitalistas a obtenção de lucros.
 2. O aumento do fluxo imigratório de popula-
ções islâmicas para a França tem provocado 
maiores tensões políticas e culturais envol-
vendo essa comunidade. De acordo com os 
textos apresentados, os problemas decorrem 
não de um fator religioso em si. Mas das di-
ferentes maneiras de interpretar o papel da 
mulher na sociedade.
 3. O texto remonta à segunda metade do século 
XIX, quando ocorreu a II Revolução Indus-
trial, refletindo a ascensão da burguesia ao 
poder em diversas nações, com um projeto 
político e econômico apoiado nas ideais libe-
rais, de origem iluminista; portanto um libe-
ralismo que reduzia a intervenção do Estado 
na economia e que se baseava no critério 
censitário para definição de cidadania.
 4. Expressão da cultura modernista que se di-
fundia no país, em especial nos centros ur-
banos, o nacionalismo brasileiro se apegava 
aos elementos sociais típicos do país, em es-
pecial o indígena e condenava a importação 
da cultura europeia, sendo que muitas vezes 
adquiria um tom xenófobo. Em 1928 levam 
ao extremo essas ideais com o Manifesto An-
tropófago, que propõe “devorar” influências 
estrangeiras para impor o caráter brasileiro 
à arte e à literatura.
GAbARito
 1. C 2. D 3. E 4. C
83
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. Nunca, na história contemporânea mundial, 
como nesta virada de século e de milênio, 
a propriedade privada dos meios de produ-
ção em geral e da terra em particular foi tão 
forte e os ideais coletivos tão enfraquecidos. 
Essa situação pode ser atribuída:
a) à vigência cada vez mais ampla dos Direitos 
Humanos e do multiculturalismo étnico.
b) às exigências da divisão internacional do 
trabalho e ao avanço da democracia social.
c) à imposição da política econômica keynesia-
na e à adoção da terceira via ou política do 
possível.
d) à vitória do capitalismo na guerra fria sobre 
o chamado socialismo real e à crise das uto-
pias.
e) à força cada vez maior das religiões e das 
Igrejas, favoráveis, por princípio, ao indivi-
dualismo.
 2. “Com efeito, a política científica evidencia 
que a separação entre o poder espiritual e o 
poder temporal é a condição indispensável 
de toda Ordem e de todo Progresso na socie-
dade moderna.”
Miguel Lemos, Rio de Janeiro, 1890
As afirmações apresentadas no texto corres-
pondem às ideias
a) evolucionistas
b) positivistas
c) católicas
d) românticas
e) republicanas
 3. Sobre a política indigenista do governo bra-
sileiro no século XX, é possível afirmar que 
ela:
a) concedeu emancipação jurídica aos indíge-
nas, equiparando-os durante todo o período 
aos cidadãos brancos.
b) criou vários serviços de proteção ao silvíco-
la, permitindo que fossem dirigidos pelos 
próprios grupos indígenas.
c) enviou expedições oficiais para contato com 
grupos indígenas, comandadas por membros 
da Igreja Católica.
d) preocupou-se com a demarcação de terras 
indígenas, sem conseguir protegê-las de in-
vasores brancos.
e) copiou a política dos Estados Unidos, já que 
a situação dos indígenas, nos dois países, 
tem sido muito semelhante.
 4. As visões sociais de Durkheim enfocam as-
pectos diferentes da realidade social. É in-
teiramente correto dizer que a sociedade é 
um fato objetivo, que nos coage e até nos 
cria. No entanto, também é correto dizer:
a) A sociedade é apenas definida pelas tradi-
ções, visto que o indivíduo é subordinado 
inteiramente ao social.
b) A sociedade não apresenta grande função 
na existência humana, visto que o homem 
é muito mais um projeto biológico, do que 
social.
c) A sociedade vive por conta própria e não de-
pende do reconhecimento do indivíduo.
d) O homem por ser social, não depende de 
uma individualidade para viver, visto que o 
ser coletivo anula totalmente o ser indiví-
duo.
e) A sociedade nos define, mas é por sua vez 
definida por nós.
 5. É assim extremamente simples a estrutura 
social da colônia no primeiro século e meio 
de colonização. Reduz-se em suma a duas 
classes: de um lado os proprietáriosrurais, 
a classe abastada dos senhores de engenho e 
fazenda; doutro, a massa da população espú-
ria dos trabalhadores do campo, escravos e 
semilivres. Da simplicidade da infraestrutu-
ra econômica – a terra, única força produti-
va, absorvida pela grande exploração agríco-
la – deriva a da estrutura social: a reduzida 
classe de proprietários e a grande massa, 
explorada e oprimida. Há naturalmente no 
seio desta massa gradações, que assinala-
mos. Mas, elas não são contudo bastante pro-
fundas para se caracterizarem em situações 
radicalmente distintas. 
Caio Prado Jr., Evolução política do Brasil. 20ª ed. 
São Paulo: Brasiliense, p.28-29, 1993 [1942]. 
Neste trecho, o autor observa que, na socie-
dade colonial,
a) só havia duas classes conhecidas, e que nada 
é sabido sobre indivíduos que porventura fi-
zessem parte de outras.
b) havia muitas classes diferentes, mas só duas 
estavam diretamente ligadas a critérios eco-
nômicos.
c) todos os membros das classes existentes 
queriam se transformar em proprietários 
rurais, exceto os pequenos trabalhadores li-
vres, semilivres ou escravos.
d) diversas classes radicalmente distintas umas 
das outras compunham um cenário comple-
xo, marcado por conflitos sociais.
e) a população se organizava em duas clas-
ses, cujas gradações internas não alte-
ravam a simplicidade da estrutura social.
84
 6. Foi precisamente a divisão da economia 
mundial em múltiplas jurisdições políticas, 
competindo entre si pelo capital circulante, 
que deu aos agentes capitalistas as maiores 
oportunidades de continuar a expandir o va-
lor de seu capital, nos períodos de estagna-
ção material generalizada da economia mun-
dial. 
Giovanni Arrighi, O longo século XX. Dinheiro, 
poder e as origens do nosso tempo. Rio de Janeiro/
São Paulo: Contraponto/Edunesp, p.237, 1996. 
Conforme o texto, uma das características 
mais marcantes da história da formação e 
desenvolvimento do sistema capitalista é a
a) incapacidade de o capitalismo se desenvol-
ver em períodos em que os Estados intervêm 
fortemente na economia de seus países.
b) responsabilidade exclusiva dos agentes capi-
talistas privados na recuperação do capita-
lismo, após períodos de crise mundial.
c) dependência que o capitalismo tem da ação 
dos Estados para a superação de crises eco-
nômicas mundiais.
d) dissolução frequente das divisões políticas 
tradicionais em decorrência da necessidade 
de desenvolvimento do capitalismo.
e) ocorrência de oportunidades de desenvolvi-
mento financeiro do capital a partir de crises 
políticas generalizadas.
 7. Mas o pecado maior contra a Civilização e o 
Progresso, contra o Bom Senso e o Bom Gosto 
e até os Bons Costumes, que estaria sendo 
cometido pelo grupo de regionalistas a quem 
se deve a ideia ou a organização deste Con-
gresso, estaria em procurar reanimar não 
só a arte arcaica dos quitutes finos e caros 
em que se esmeraram, nas velhas casas pa-
triarcais, algumas senhoras das mais ilustres 
famílias da região, e que está sendo esque-
cida pelos doces dos confeiteiros franceses 
e italianos, como a arte – popular como a 
do barro, a do cesto, a da palha de Ouricuri, 
a de piaçava, a dos cachimbos e dos santos 
de pau, a das esteiras, a dos ex-votos, a das 
redes, a das rendas e bicos, a dos brinquedos 
de meninos feitos de sabugo de milho, de 
canudo de mamão, de lata de doce de goia-
ba, de quenga de coco, de cabaça – que é, no 
Nordeste, o preparado do doce, do bolo, do 
quitute de tabuleiro, feito por mãos negras 
e pardas com uma perícia que iguala, e às 
vezes excede, a das sinhás brancas. 
Freyre. Manifesto regionalista (7a ed.). Recife: 
FUNDAJ, Ed. Massangana, 1996. 
De acordo com o texto de Gilberto Freyre, o 
Manifesto regionalista, publicado em 1926, 
a) opunha-se ao cosmopolitismo dos modernis-
tas, especialmente por refutar a alteração 
nos hábitos alimentares nordestinos. 
b) traduzia um projeto político centralizador 
e antidemocrático associado ao retorno de 
instituições monárquicas. 
c) exaltava os valores utilitaristas do moderno 
capitalismo industrial, pois reconhecia a im-
portância da tradição agrária brasileira. 
d) preconizava a defesa do mandonismo políti-
co e da integração de brancos e negros sob a 
forma da democracia racial. 
e) promovia o desenvolvimento de uma cultura 
brasileira autêntica pelo retorno a seu pas-
sado e a suas tradições e riquezas locais.
 8. A vida na cidade, diz Simmel, bombardeia a 
mente com imagens e impressões, sensações 
e atividades. Esse é um “profundo contraste 
com o ritmo mais habitual e mais fluente” 
da cidade ou aldeia. Nesse contexto, os indi-
víduos não podem responder a cada estímulo 
ou atividade com que se deparam; como li-
dam, então, com tal bombardeio? 
(GIDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012, p. 258).
Georg Simmel, em seu texto clássico A me-
trópole e a vida mental, menciona profundas 
alterações emocionais e sensitivas dos seres 
humanos causadas pela cidade grande.
Sobre esse tema é CORRETO afirmar:
a) Simmel destaca que desde o início do pro-
cesso de urbanização, os habitantes de gran-
des cidades desenvolvem ampla afetividade 
pelos moradores vizinhos bem como pelos 
seus contextos locais de habitação.
b) De influência marxista, Simmel desenvolve a 
base da sociologia urbana ao tratar a cidade 
como a forma predominante e efetiva de re-
conversão da relação exploratória plenamen-
te capitalista.
c) As novas formas de associação e visão de 
mundo a partir da construção de novos la-
ços urbanos é algo diagnosticado por Simmel 
logo em seu texto clássico, anunciando os 
desdobramentos de reivindicações de direi-
tos civis e movimentos sociais que prolifera-
riam ao longo do século XX.
d) De orientação weberiana, Simmel identifica 
um processo de suavização da exploração do 
trabalho no contexto urbano, por conta das 
novas possibilidades metropolitanas da mo-
dernidade.
e) O ponto central é a intensificação dos estí-
mulos urbanos e o anonimato, que geram, 
por um lado uma ampliação da racionalidade 
e calculabilidade da vida e, por outro a ati-
tude blasé, como forma de proteção emocio-
nal.
85
 9. O local e o global determinam-se recipro-
camente, umas vezes de modo congruente 
e consequente, outras de modo desigual e 
desencontrado. Mesclam-se e tensionam-se 
singularidades, particularidades e univer-
salidades. Conforme Anthony Giddens, “A 
globalização pode assim ser definida como a 
intensificação das relações sociais em escala 
mundial, que ligam localidades distantes de 
tal maneira que acontecimentos locais são 
modelados por eventos ocorrendo a muitas 
milhas de distância e vice-versa. Este é um 
processo dialético porque tais acontecimen-
tos locais podem se deslocar numa direção 
inversa às relações muito distanciadas que 
os modelam. A transformação local é, assim, 
uma parte da globalização”.
Octávio Ianni, Estudos Avançados. USP. 
São Paulo, 1994. Adaptado.
Neste texto, escrito no final do século XX, o 
autor refere-se a um processo que persiste 
no século atual. A partir desse texto, pode se 
inferir que esse processo leva à
a) padronização da vida cotidiana
a) melhor distribuição de renda do planeta.
c) intensificação do convívio e das relações afe-
tivas presenciais.
d) maior troca de saberes entre gerações.
e) retratação do ambientalismo como reação à 
sociedade de consumo.
GAbARito
1. D 2. B 3. D 4. E 5. E
6. C 7. D 8. A 9. A
CIÊNCIAS HUMANAS
e suas tecnologiasC
GEOGRAFIA
H
Fuvest - Geogra�a
Relevo, 8%
Vegetação, 5%
Astronomia, 2%
Espaço geográ�co, 4%
Hidrogra�a, 5%
Clima,5%
Cartogra�a, 3%
População, 11%
Urbanização, 4%
Globalização, 5% 
Comércio exterior e blocos econômicos, 3%
Agropecuária e extrativismo, 7%
Transportes e comunicações, 2%
Fontes de energia, indústria e comércio exterior,5%
Política econômica, 2%
Turismo, lazer ou entretenimento, 1%
Sudeste, nordeste e centro-oeste brasileiro, 6%
Questões ambientais, 5%
Geopolítica, 14%
89
Prescrição: É necessária a compreensãode conceitos básicos sobre cartografia do território 
brasileiro, além de conhecimentos sobre fatores climáticos e geomorfológicos do Brasil. É 
também de fundamental importância interpretar modelos esquemáticos e gráficos para a 
compreensão de fatores socioeconômicos na produção do espaço geográfico, nas diferentes 
regiões do Brasil.
GEOGRAFIA 1
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest) Considere os mapas sobre a produção de leite no Brasil.
Com base nos mapas e em seus conhecimentos, é correto afirmar que a produção de leite no Brasil, 
no período retratado:
a) cresceu na região Nordeste, devido à substituição das plantações de algodão, na Zona da Mata, pelos 
rebanhos leiteiros.
b) avançou em direção aos estados do Norte e do Centro-Oeste, em função da predominância, nessas 
regiões, de climas mais secos.
c) consolidou a hegemonia de Minas Gerais, graças à alta produtividade alcançada com o melhoramento 
genético dos rebanhos no vale do Jequitinhonha.
d) aumentou, tanto em quantidade produzida quanto em número de estados produtores, graças, em 
grande parte, ao crescimento do consumo interno.
e) abarcou todo o território nacional, excetuando-se os Estados recobertos pela floresta Amazônica, de-
vido à presença de unidades de conservação.
 2. (Fuvest) À medida que a parcela de ar se eleva na atmosfera, nos limites da troposfera, a tempe-
ratura do ar decai a uma razão de 1Cº a cada 100 metros (Razão Adiabática Seca - RAS) ou 0,6Cº 
a cada 100 metros (Razão Adiabática Úmida - RAU).
 
Considerando os conceitos e a ilustração, é correto afirmar que as temperaturas do ar, em graus 
Celsius, T1 e T2 são, respectivamente,
Note e adote: 
- Utilize RAS ou RAU de acordo com a presença ou não de ar saturado.
- Tar temperatura do ar. 
a) 8,0 e 26,0 b) 12,8 e 28,0 c) 12,0 e 26,0 d) 12 e 20,4 e) 11,6 e 20,4 
Fuvest - Geogra�a
Relevo, 8%
Vegetação, 5%
Astronomia, 2%
Espaço geográ�co, 4%
Hidrogra�a, 5%
Clima,5%
Cartogra�a, 3%
População, 11%
Urbanização, 4%
Globalização, 5% 
Comércio exterior e blocos econômicos, 3%
Agropecuária e extrativismo, 7%
Transportes e comunicações, 2%
Fontes de energia, indústria e comércio exterior,5%
Política econômica, 2%
Turismo, lazer ou entretenimento, 1%
Sudeste, nordeste e centro-oeste brasileiro, 6%
Questões ambientais, 5%
Geopolítica, 14%
90
 3. (Fuvest) São objetivos do Plano Diretor – SP: promover melhor aproveitamento do solo nas proximi-
dades do sistema estrutural de transporte coletivo com aumento na densidade construtiva, demo-
gráfica, habitacional e de atividades urbanas; incrementar a oferta de comércios, serviços e emprego 
em áreas pobres da periferia; ampliar a oferta de habitações de interesse social nas proximidades do 
sistema estrutural de transporte coletivo.
Diário Oficial. Cidade de São Paulo, 01/08/2014 (Adaptado).
É correto afirmar que tais medidas visam a:
a) estimular a aproximação espacial entre moradia, emprego e serviços na cidade.
b) inibir a verticalização em áreas próximas a vias de circulação e nas periferias.
c) reduzir a densidade demográfica em áreas próximas ao sistema estrutural de transporte coletivo.
d) coibir a distribuição espacial do setor terciário em áreas pobres da periferia.
e) restringir a concentração espacial de habitações de interesse social a áreas periféricas da cidade.
 4. (Fuvest) Considere os mapas do Estado de São Paulo, seus conhecimentos e as afirmativas a seguir.
I. A expansão desse cultivo tem ocorrido, principalmente, com vistas ao aumento da produção de 
etanol para o abastecimento dos mercados interno e externo.
II. O cultivo desse produto agrícola tem ocupado porções do Oeste Paulista que, tradicionalmente, 
eram ocupadas com pasto.
III. A expansão desse cultivo tem acarretado a diminuição da produção de gêneros alimentícios em 
algumas regiões do estado.
Está correto o que se afirma em: 
a) I e II, apenas. 
b) II, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) III, apenas. 
e) I, II e III. 
 5. (Fuvest) 
 
Desde o final da década de 1970, no Brasil, os movimentos sociais urbanos têm reivindicado o cha-
mado Direito à Cidade, em que a moradia é elemento fundamental. Acerca desse tema, considere 
os gráficos, seus conhecimentos e as seguintes afirmações:
I. A Região Sudeste responde por mais da metade do PIB nacional, sendo, porém, a região com 
maior deficit habitacional. Consequentemente, forte concentração de capital não significa aces-
so à moradia.
II. A Região Nordeste tem o segundo maior deficit habitacional e a terceira maior participação no 
PIB nacional. Isso significa que a histórica desigualdade social nessa região foi superada.
III. A Região Norte tem o segundo menor deficit habitacional e a menor participação no PIB nacio-
nal. Isso significa que o deficit habitacional é um problema desvinculado da produção/distri-
buição de riqueza.
91
Está correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 6. (Fuvest) Observe os mapas do Brasil.
Considere as afirmativas relacionadas aos mapas.
I. Alta concentração fundiária e pouca diversificação da atividade econômica são características 
de um bolsão de pobreza existente no extremo sul do Brasil.
II. A despeito de seus excelentes indicadores econômicos bem como de seu elevado grau de indus-
trialização, a região Sudeste abriga bolsões de pobreza.
III. A biodiversidade da floresta assegura alta renda per capita aos habitantes da Amazônia, en-
quanto moradores da caatinga nordestina padecem em bolsões de pobreza.
IV. Embora Brasília detenha alguns dos melhores indicadores socioeconômicos do país, o próprio 
Distrito Federal e arredores abrigam um bolsão de pobreza.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Os mapas indicam o aumento da produção de leite, em nível territorial e em valores absolutos. 
Estão incorretas as alternativas: [A], porque a produção de leite não substituiu a produção algo-
doeira no Nordeste; [B], porque os climas das regiões não são mais secos; [C], porque a produção 
em Minas Gerais não é feita no vale do Jequitinhonha; e [E], porque a produção atingiu Estados 
recobertos pela floresta, como o Pará e Rondônia.
 2. Considerando que a temperatura atmosférica é Tar = 20ºC na altitude de 200m ao elevar 200m em 
altitude, atingindo 400m o ar não é saturado, ou seja, a razão de redução de temperatura é RAS e 
vale 2ºC. Desse modo, a temperatura do ar em 400m é 18ºC. Ao elevar de 400m até 1400m de alti-
tude, ocorre uma variação de 1000m com ar saturado, e ocorre uma redução em RAU de 6ºC com a 
temperatura diminuindo até T1 = 12 ºC. O ar, ao decair até o nível do mar (encosta de sotavento), 
sofre uma diminuição de 1400m de altitude em RAS e a temperatura do ar aumenta de 14ºC a 
partir de T1 = 12 ºC isto é, 26 ºC 
 3. O objetivo do Plano Diretor de São Paulo é amenizar o problema da mobilidade na cidade, con-
centrando os equipamentos urbanos próximos aos serviços necessários à população, ampliando 
seu acesso a eles. Estão incorretas as alternativas: [B], porque tais medidas demandaram maior 
verticalização; [C], porque tais medidas irão ampliar a densidade demográfica nas áreas próximas 
ao transporte coletivo; [D], porque tais medidas irão ampliar a distribuição do setor terciário na 
periferia, revitalizando as regiões; e [E], porque tais medidas irão ampliar a oferta de serviços nas 
áreas periféricas.
92
 4. A retomada da produção de cana de açúcar em larga escala é um reflexo da política governamen-
tal de inserir o Brasil na cena internacional como ator na produção bioenergética sustentável. O 
Estado de São Paulo é o maior produtor brasileiro de cana e de álcool combustível e fornece tanto 
para o mercado interno como para o exterior e a produção se expande para o oeste do estado em 
detrimento, em geral, à produção de alimentos.5. O modelo econômico brasileiro favorece a concentração de terra e de renda dificultado a maioria da 
população, o acesso a terra e à moradia. Não há, portanto, nenhum contracenso no fato da região 
Sudeste ter o maior PIB e o maior deficit habitacional significando que a concentração de capital, 
se não possibilitar mecanismos distributivos, dificulta o acesso à moradia e outros bens sociais. Na 
frase II, persistem as más condições de vida devido ao modelo concentrador de renda e de terra. 
Na frase III a distribuição de riqueza é diretamente proporcional ao melhor acesso à moradia. 
 6. 
I. Correta: nos bolsões de pobreza da região Sul, predomina grandes propriedades com criação 
extensiva de gado (pampas) e cultivo de grãos (oeste do Paraná e de Santa Catarina).
II. Correta: a região Sudeste apresenta elevada renda per capita, graças à diversidade de suas 
atividades econômicas e elevada produção industrial; todavia, microrregiões de pobreza são 
evidentes, como o vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, e o vale do Jequitinhonha, em Minas 
Gerais.
III. Incorreta: os mapas evidenciam a existência de bolsões de pobreza tanto no litoral quanto na 
caatinga nordestina. Além disso, a Amazônia, em seu conjunto, não apresenta renda per capita 
superior à do Nordeste em geral.
IV. Correta: a renda per capita do Distrito Federal é elevada devido às atividades administrativas 
ali concentradas; todavia, as cidades-satélites abrigam população extremamente carente de 
renda e com baixa disponibilidade de serviços públicos.
GAbARito
1. D 2. C 3. A 4. E 5. A
6. B
93
pRáticA dos conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) Considere as anamorfoses:
As condições da produção agrícola, no Brasil, são bastante heterogêneas, porém alguns aspectos 
estão presentes em todas as regiões do País.
Nas anamorfoses acima, estão representadas formas de produção agrícola das diferentes regiões 
administrativas. Assinale a alternativa que contém, respectivamente, a produção agrícola repre-
sentada em I e em II.
a) De subsistência e patronal.
b) Familiar e itinerante.
c) Patronal e familiar.
d) Familiar e de subsistência.
e) Itinerante e patronal.
 2. (Fuvest) A propósito da agricultura brasilei-
ra, pode-se afirmar que:
a) a escravidão por dívida consiste numa situa-
ção de servidão do trabalhador, característi-
ca da parceria.
b) o Estatuto do Trabalhador Rural dos anos 
sessenta substituiu a antiga Legislação dos 
Trabalhadores Rurais.
c) a empresa agropecuária capitalista ca-
racteriza-se pela presença do trabalhador 
agregado.
d) a denominação “boia-fria” é dada ao tra-
balhador temporário que vive nos lati-
fúndios.
e) a unidade familiar de subsistência tanto 
pode contratar força de trabalho quanto 
vender trabalho familiar.
 3. (Fuvest) No Brasil, a atuação de empresas 
transnacionais no setor agroindustrial apre-
senta:
I. investimentos no plantio e na aquisição 
de terras.
II. participação na produção vinícola que in-
tegra a base alimentar da população bra-
sileira.
III. investimentos no beneficiamento de pro-
dutos agrícolas.
IV. associação e fusão com empresas de capi-
tal nacional do setor.
Está correto o que se afirma em:
a) apenas I.
b) I e II.
c) I, III e IV.
d) II, III e IV.
e) apenas IV.
 4. (Fuvest) Nas últimas décadas, têm aumenta-
do os estudos relativos à função das florestas 
tropicais nos balanços físicos e químicos, em 
diversas escalas. Focalizando especialmente 
o papel da floresta Amazônica, examine as 
associações a seguir.
Estudo Papel da floresta Amazônica Balanço
I Sumidouro
Global do 
carbono
II
Fonte significativa de 
umidade para 
precipitação regional 
Hidrológico 
regional
III
Atenuadora de processos 
erosivos e sedimentares
Geomor-
fológico
Está correto o que se associa em:
a) I apenas.
b) II apenas.
c) I e III apenas.
d) II e III apenas.
e) I, II e III.
94
 5. (Fuvest) Analise a sequência histórica da ocupação de uma área no Brasil.
Início do século XX Meados do século XX Final do século XX
 § agricultura para autossus-
tento
 § pecuária extensiva
 § agricultura para autossustento
 § pecuária extensiva
 § emigração
 § agricultura para autossus-
tento
 § produção agrícola moderna
Trata-se:
a) de Rondônia que, na atualidade, observa entrada de capital para fruticultura e pecuária extensiva.
b) de Rondônia, que apresentou emigração em meados do século XX, devido à decadência do extrativismo 
da borracha.
c) do médio vale do rio São Francisco que, na atualidade, recebe capital e tecnologia para a fruticultura 
visando a mercados externos e internos.
d) do médio vale do rio São Francisco onde, hoje, a agricultura para autossustento depende dos projetos 
de irrigação.
e) do pampa gaúcho que, até o final do século XX, mantinha suas atividades agrícolas ligadas à viticultura.
 6. (Fuvest) A partir da década de 80 do sécu-
lo XX, programas agrícolas promoveram o 
desenvolvimento da região Centro-Oeste do 
Brasil. Isso foi realizado com grande aplica-
ção de capital e utilização de técnicas agríco-
las avançadas.
Podemos afirmar que a substituição das for-
mações do cerrado pela agricultura mecani-
zada, entre outras características:
a) foi favorecida pela grande fertilidade de suas 
terras planas, próprias dos chapadões.
b) aumentou a tendência natural de processos 
erosivos por interferências antrópicas, como 
a compactação do solo.
c) desnudou extensas áreas de mares de mor-
ros, provocando assoreamento de rios, como 
o Araguaia.
d) gerou poucos impactos ambientais, tendo 
em vista a substituição de uma cobertura 
vegetal por outra.
e) eliminou as queimadas naturais e antrópicas 
na região com o uso de irrigação por goteja-
mento.
 7. (Fuvest) O conhecimento tradicional próprio 
de comunidades locais desperta a atenção de 
empresas transnacionais no Brasil, devido:
a) ao reconhecimento do papel dessas comuni-
dades na conservação de recursos naturais 
pelos organismos internacionais que pagam 
quantias elevadas por isso.
b) ao relacionamento dessas comunidades com 
grupos paramilitares de Estados vizinhos, fa-
cilitando assim a expansão dos investimentos.
c) à possibilidade de essas comunidades serem 
inseridas no mercado de consumo, a partir 
da descrição do seu gênero de vida.
d) à posição estratégica das comunidades, junto 
aos grandes corpos-d’água e ao litoral, contri-
buindo para o combate ao contrabando.
e) à aceleração da pesquisa que tal conhecimen-
to propicia, facilitando a bioprospecção de 
espécies que ocorrem em território brasileiro.
 8. (Fuvest) Quanto à formação do território 
brasileiro, podemos afirmar que:
a) a mineração, no século XVIII, foi importante 
na integração do território, devido às rela-
ções com o Sul, provedor de charque e mu-
las, e com o Rio de Janeiro, por onde escoa-
va o ouro.
b) a pecuária no rio São Francisco, desenvolvi-
da a partir das numerosas vilas da Zona da 
Mata, foi um elemento importante na inte-
gração do território nacional.
c) a economia baseada, no século XVI, na ex-
ploração das drogas do sertão integrou a 
porção Centro-Oeste à região Sul.
d) a economia açucareira do Nordeste brasi-
leiro, baseada no binômio plantation e es-
cravidão, foi a responsável pela incorpora-
ção, ao Brasil, de territórios pertencentes 
à Espanha.
e) a extração do pau-brasil, promovida pelos 
paulistas, por meio das entradas e bandei-
ras, foi importante na expansão das frontei-
ras do território brasileiro.
 9. (Fuvest) Pode-se caracterizar parte da com-
plexidade socioeconômica do Brasil pela:
a) elevada dívida externa, usada para finan-
ciar o alto índice de desenvolvimento hu-
mano do país.
b) elevada concentração de terras que são uti-
lizadas como reserva de valor e para agro-
negócios.
c) exportação de produtos tecnológicos, prin-
cipal componente da balança comercial 
brasileira.
d) concentração da renda no eixo Sul-Sudes-
te, em virtude da presença de imigrantes 
europeus.
e) queda da produção agrícola para expor-
tação, devido ao protecionismo de países 
centrais.
95
 10.(Fuvest)
Considere os exemplos das figuras e analise as frases a seguir, relativas às imagens de satélite e 
às fotografias aéreas.
I. Um dos usos das imagens de satélites refere-se à confecção de mapas temáticos de escala pe-
quena, enquanto as fotografias aéreas servem de base à confecção de cartas topográficas de 
escala grande.
II. Embora os produtos de sensoriamento remoto estejam, hoje, disseminados pelo mundo, nem 
todos eles são disponibilizados para uso civil.
III. Pelo fato de poderem ser obtidas com intervalos regulares de tempo, dentre outras caracte-
rísticas, as imagens de satélite constituem-se em ferramentas de monitoramento ambiental e 
instrumental geopolítico valioso.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
 11. (Fuvest) O campus da USP Butantã dista, 
aproximadamente, 23 km do campus da USP 
Zona Leste e 290 km do campus da USP Ri-
beirão Preto, em linha reta. Para representar 
essas distâncias em mapas, com dimensões 
de uma página de aproximadamente 25 × 18 
cm, as escalas que mostrarão mais detalhes 
serão, respectivamente:
Campus Butantã – 
Campus Zona Leste
Campus Butantã – 
Campus 
Ribeirão Preto
a) 1 : 200.000 1 : 2.000.000
b) 1 : 500.000 1 : 5.000.000
c) 1 : 10.000 1 : 200.000
d) 1 : 500.000 1 : 2.000.000
e) 1 : 200.000 1 : 5.000.000
 12. (Fuvest)
 
 
Observando a representação cartográfica, 
pode-se afirmar que se trata de uma:
a) carta topográfica, indicando que o Japão 
consome mais energia do que produz.
b) anamorfose, indicando que a França produz 
mais energia do que consome.
c) anamorfose, indicando que os Estados Unidos 
consomem mais energia do que produzem.
d) carta topográfica, indicando que a Alema-
nha produz mais energia do que consome.
e) anamorfose, indicando que os países africanos 
consomem mais energia do que produzem.
96
 13. (Fuvest) Observe a carta topográfica abaixo, que representa a área adquirida por um produtor rural.
 
Em parte da área acima representada, onde predominam menores declividades, o produtor rural 
pretende desenvolver uma atividade agrícola mecanizada. Em outra parte, com maiores declivida-
des, esse produtor deseja plantar eucalipto.
Considerando os objetivos desse produtor rural, as áreas que apresentam, respectivamente, ca-
racterísticas mais apropriadas a uma atividade mecanizada e ao plantio de eucaliptos estão nos 
quadrantes:
a) sudeste e nordeste.
b) nordeste e noroeste.
c) noroeste e sudeste.
d) sudeste e sudoeste.
e) sudoeste e noroeste.
 14. (Fuvest) Um viajante saiu de Araripe, no Ce-
ará, percorreu, inicialmente, 1.000 km para 
o sul, depois 1.000 km para o oeste e, por 
fim, mais 750 km para o sul.
 
Com base nesse trajeto e no mapa acima, 
pode-se afirmar que, durante seu percurso, o 
viajante passou pelos Estados do Ceará:
a) Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, 
Goiás e Rio de Janeiro, tendo visitado os 
ecossistemas da caatinga, mata Atlântica 
e pantanal. Encerrou sua viagem a cerca de 
250 km da cidade de São Paulo.
b) Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, 
Goiás e Rio de Janeiro, tendo visitado os 
ecossistemas da caatinga, mata Atlântica e 
cerrado. Encerrou sua viagem a cerca de 750 
km da cidade de São Paulo.
c) Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e 
São Paulo, tendo visitado os ecossistemas da 
caatinga, mata Atlântica e pantanal. Encer-
rou sua viagem a cerca de 250 km da cidade 
de São Paulo.
d) Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e 
São Paulo, tendo visitado os ecossistemas da 
caatinga, mata Atlântica e cerrado. Encerrou 
sua viagem a cerca de 750 km da cidade de 
São Paulo.
e) Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e 
São Paulo, tendo visitado os ecossistemas da 
caatinga, mata Atlântica e cerrado. Encerrou 
sua viagem a cerca de 250 km da cidade de 
São Paulo.
97
 15. (Fuvest) Assinale a alternativa que indica o 
climograma que corresponde a uma cidade 
localizada aproximadamente a 3° Sul e 60° 
Oeste.
a) 
 
b) 
 
c) 
 
d) 
 
e) 
 
 16. (Fuvest) São Paulo gigante, torrão adorado
Estou abraçado com meu violão
Feito de pinheiro da mata selvagem
Que enfeita a paisagem lá do meu sertão
Tonico e Tinoco, “São Paulo Gigante“.
Nos versos da canção dos paulistas Tonico e 
Tinoco, o termo “sertão” deve ser compreen-
dido como:
a) descritivo da paisagem e da vegetação típi-
cas do sertão existente na região Nordeste 
do país.
b) contraposição ao litoral, na concepção dada 
pelos caiçaras, que identificam o sertão com 
a presença dos pinheiros.
c) analogia à paisagem predominante no Cen-
tro-Oeste brasileiro, tal como foi encontrada 
pelos bandeirantes no século XVII.
d) metáfora da cidade-metrópole, referindo-se 
à aridez do concreto e das construções.
e) generalização do ambiente rural, indepen-
dentemente das características de sua vege-
tação.
 17. (Fuvest) Grandes lagos artificiais de barra-
gens, como o Nasser, no rio Nilo, o Three 
Gorges, na China, e o de Itaipu, no Brasil, 
resultantes do represamento de rios, estão 
entre as obras de engenharia espalhadas 
pelo mundo, com importantes efeitos socio-
ambientais. 
Acerca dos efeitos socioambientais de gran-
des lagos de barragens, considere as afirma-
ções abaixo.
I. Enquanto no passado, grandes lagos de 
barragem restringiam-se a áreas de pla-
nície, atualmente, graças a progressos 
tecnológicos, situam-se, invariavelmente, 
em regiões planálticas, com significativos 
desníveis topográficos.
II. A abertura das comportas que represam 
as águas dos lagos de barragens impede a 
ocorrência de processos de sedimentação, 
assim como provoca grandes enchentes a 
montante.
III. Frequentes desalojamentos de pessoas para 
a implantação de lagos de barragens leva-
ram ao surgimento, no Brasil, do Movimen-
to dos Atingidos por Barragens – MAB.
IV. Por se constituírem como extensos e, 
muitas vezes, profundos reservatórios de 
água, grandes lagos de barragens provo-
cam alterações microclimáticas nas suas 
proximidades.
Está correto o que se afirma em:
a) I e II, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
 18. (Fuvest) O gráfico abaixo exibe a distribui-
ção percentual do consumo de energia mun-
dial por tipo de fonte.
 
Com base no gráfico e em seus conhecimen-
tos, identifique, na escala mundial, a afirma-
ção correta.
98
a) A queda no consumo de petróleo, após a 
década de 1970, é devida à acentuada dimi-
nuição de sua utilização no setor aeroviário 
e, também, à sua substituição pela energia 
das marés.
b) O aumento relativo do consumo de carvão 
mineral, a partir da década de 2000, está re-
lacionado ao fato de China e Índia estarem 
entre os grandes produtores e consumidores 
de carvão mineral, produto que esses países 
utilizam em sua crescente industrialização.
c) A participação da hidreletricidade se man-
teve constante, em todo o período, em fun-
ção da regulamentação ambiental proposta 
pela ONU, que proíbe a implantação de no-
vas usinas.
d) O aumento da participação das fontes reno-
váveis de energia, após a década de 1980, 
explica-se pelo crescente aproveitamento 
de energia solar, proposto nos planos go-
vernamentais, em países desenvolvidos de 
alta latitude.
e) O aumento do consumo do gás natural, ao 
longo de todo o período coberto pelo gráfi-
co, é explicado por sua utilização crescente 
nos meios de transporte, conforme estabele-
cido no Protocolo de Cartagena.
 19. (Fuvest) Considerando os mapas, assinale a 
alternativa correta.
O potencial hidrelétrico brasileiro:
a) está esgotado na bacia do Paraná, localizada 
numa área de média densidade demográfica.
b) está esgotado na bacia do São Francisco, lo-
calizada numa área de baixa densidade de-
mográfica.
c) é pouco explorado na bacia Leste, localizada 
numa área de baixa densidade demográfica.
d) está esgotado na bacia do Uruguai, localizada 
numa área de alta densidade demográfica.
e) é pouco explorado na bacia do Tocantins, 
localizada numa área de baixa densidadede-
mográfica.
 20. (Fuvest) Leia o texto e observe o mapa.
Em 1884, durante um congresso internacional, em Washington, EUA, estabeleceu-se um padrão 
mundial de tempo. A partir de então, ficou convencionado que o tempo padrão teórico, nos diver-
sos países do mundo, seria definido por meridianos espaçados a cada 15°, tendo como origem o 
meridiano de Greenwich, Inglaterra (Reino Unido).
 
Com base no mapa e nas informações acima, considere a seguinte situação: João, que vive na ci-
dade de Pequim, China, recebe uma ligação telefônica, às 9h da manhã de uma segunda-feira, de 
Maria, que vive na cidade de Manaus, Brasil. A que horas e em que dia da semana Maria telefonou? 
a) 21h do domingo.
b) 17h do domingo.
c) 21h da segunda-feira.
d) 17h da terça-feira.
e) 21h da terça-feira.
99
 21. (Fuvest) Quando vim de minha terra,
se é que vim de minha terra
(não estou morto por lá?),
a correnteza do rio
me sussurrou vagamente
que eu havia de quedar
lá donde me despedia.
(...) Quando vim de minha terra
não vim, perdi-me no espaço
na ilusão de ter saído.
Ai de mim, nunca saí.
Nesse poema, Carlos Drummond de Andrade: 
a) discute a permanente frustração do desejo 
de migrar do campo para a cidade.
b) reflete sobre o sentimento paradoxal do mi-
grante em face de sua identidade regional.
c) expõe a tragédia familiar do migrante quan-
do se desloca do interior para a cidade.
d) aborda o problema das migrações originárias 
das regiões ribeirinhas para as grandes cidades.
e) comenta as expectativas e esperanças do mi-
grante em relação ao lugar de destino.
 22. (Fuvest) O Brasil é uma República Federati-
va que apresenta muitas desigualdades re-
gionais. Confrontando-se dois aspectos – a 
igualdade jurídica entre os Estados-mem-
bros e as disparidades econômicas entre as 
regiões – pode-se afirmar que:
a) o desequilíbrio econômico regional vem sen-
do, ao menos parcialmente, atenuado pelo 
menor número de representantes do Sudeste 
no Congresso Nacional, em comparação aos 
do Norte e Nordeste.
b) a região Norte é a menos representada no 
Congresso Nacional, fato notável principal-
mente no Senado, derivando daí uma si-
tuação de desigualdade perante as demais 
regiões.
c) a região Sul goza de ampla maioria de repre-
sentação no Congresso Nacional, o que lhe 
tem permitido obter vantagens na redistri-
buição dos repasses federais.
d) o princípio da igualdade, garantido pelo nú-
mero fixo de senadores por Estado, permite 
uma distribuição equilibrada dos repasses 
federais, entre as diferentes regiões do país.
e) os Estados nordestinos, apesar de sua pouca 
representatividade no Congresso, vêm assu-
mindo liderança na definição das políticas 
monetária e cambial no país.
 23. (Fuvest) Considere as afirmações a seguir 
sobre os polos tecnológicos no Brasil.
I. Os polos tecnológicos concentram as ati-
vidades de pesquisa e desenvolvimento 
de tecnologias de ponta.
II. Os polos tecnológicos concentram ativi-
dades industriais que independem de ou-
tros setores da economia.
III. O principal polo tecnológico do país é a 
Zona Franca de Manaus, devido à presen-
ça de várias incubadoras tecnológicas.
IV. Os principais polos tecnológicos do Esta-
do de São Paulo se localizam na capital, 
em São José dos Campos, Campinas e São 
Carlos.
Está correto o que se afirma em:
a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) II e IV.
 24. (Fuvest) O rico patrimônio histórico-arqui-
tetônico da cidade de São Luiz do Paraitin-
ga, parcialmente destruído pelas chuvas no 
início de 2010, associa-se a um fausto vivido 
pelo Vale do Paraíba, no passado, entre final 
do século XIX e início do século XX, propor-
cionado pela cultura do café.
Considere as seguintes afirmações sobre o 
Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo.
I. A pecuária leiteira, que se desenvolveu 
no Vale, a partir da crise do café, é, ainda 
hoje, uma atividade econômica praticada 
na região.
II. Essa região abriga as maiores hidrelétri-
cas do Estado, responsáveis pelo forneci-
mento de energia para a Região Metropo-
litana de São Paulo.
III. O relevo de mares de morros marca a pai-
sagem dessa região, estendendo-se, tam-
bém, para outros estados brasileiros.
IV. A industrialização dessa região foi favo-
recida por sua localização, entre as duas 
maiores cidades brasileiras, bem como 
por sua acessibilidade rodoviária.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e III, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
 25. (Fuvest 2018) Estuários são ambientes 
aquáticos em que há a transição entre rio 
(água doce, com salinidade menor que 0,5 g 
de NaCℓ por Kg de água) e mar (água salga-
da, com salinidade maior que 30 g de NaCℓ 
por Kg de água). Existem diferentes tipos de 
estuários, dos quais três deles são:
1. Estuário bem misturado: ocorre quando há 
grandes variações de maré e fortes corren-
tes, causando rápida mistura entre as águas.
2. Estuário parcialmente misturado: ocorre 
quando o mar tem variações moderadas 
de maré e há mistura entre as águas, po-
rém com diferenças entre a região super-
ficial e a profunda.
100
3. Estuário do tipo cunha salina: ocorre 
quando o rio desemboca no mar, em que 
este tem pouca variação de maré, gerando 
grande estratificação.
Medidas de salinidade da água em função 
da profundidade foram realizadas em um 
ponto equivalente para esses três tipos de 
estuários, conforme mostrado no esquema a 
seguir, gerando os gráficos I, II e III.
A alternativa que relaciona corretamente o 
gráfico com a respectiva descrição do tipo de 
estuário é:
1 2 3
a) I II III
b) II I III
c) II III I
d) III I II
e) III II I
 26. (Fuvest) Após o Tratado de Tordesilhas 
(1494), por meio do qual Portugal e Espanha 
dividiram as terras emersas com uma linha 
imaginária, verifica-se um “descobrimento 
gradual” do atual território brasileiro.
Tendo em vista o processo da formação terri-
torial do País, considere as ocorrências e as 
representações abaixo:
Ocorrências:
I. Tratado de Madrid (1750);
II. Tratado de Petrópolis (1903);
III. Constituição da República Federativa do 
Brasil (1988)/consolidação da atual divi-
são dos Estados.
Representações:
Associe a ocorrência com sua correta repre-
sentação:
I II III
a) A C E
b) B C E
c) C B E
d) A B D
e) C A D
 27. (Fuvest) A metrópole se transforma num 
ritmo intenso. A mudança mais evidente re-
fere-se ao deslocamento de indústrias da ci-
dade de São Paulo [para outras cidades pau-
listas ou outros estados], uma tendência que 
presenciamos no processo produtivo – como 
condição de competitividade – que obriga as 
empresas a se modernizarem.
CARLOS, A.F.A. São Paulo: do capital industrial 
ao capital financeiro. 2004 (Adaptado).
Com base no texto acima e em seus conheci-
mentos, considere as afirmações.
I. Um dos fatores que explica o desloca-
mento de indústrias da capital paulista 
é o seu trânsito congestionado, que au-
menta o tempo e os custos da circulação 
de mercadorias.
II. O deslocamento de indústrias da capital 
paulista tem acarretado transformações no 
mercado de trabalho, como a diminuição 
relativa do emprego industrial na cidade.
III. O deslocamento de indústrias da cidade 
de São Paulo decorre, entre outros fato-
res, do alto grau de organização e da for-
te atuação dos sindicatos de trabalhado-
res nessa cidade.
101
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
 28. (Fuvest) Ainda no começo do século XX, Eu-
clides da Cunha, em pequeno estudo, dis-
corria sobre os meios de sujeição dos tra-
balhadores nos seringais da Amazônia, no 
chamado regime de peonagem, a escravidão 
por dívida. Algo próximo do que foi cons-
tatado em São Paulo nestes dias [agosto de 
2011] envolvendo duas oficinas terceiriza-
das de produção de vestuário.
José de Souza Martins, 2011 (Adaptado).
No texto acima, o autor faz menção à presen-
ça de regime de trabalho análogo à escravi-
dão, na indústria de bens:
a) de consumo não duráveis,com a contratação 
de imigrantes asiáticos, destacando-se core-
anos e chineses.
b) de consumo duráveis, com a superexplora-
ção, por meio de empresas de pequeno por-
te, de imigrantes chilenos e bolivianos.
c) intermediários, com a contratação prioritá-
ria de imigrantes asiáticos, destacando-se 
coreanos e chineses.
d) de consumo não duráveis, com a superex-
ploração, principalmente, de imigrantes bo-
livianos e peruanos.
e) de produção, com a contratação majoritária, 
por meio de empresas de médio porte, de 
imigrantes peruanos e colombianos.
 29. (Fuvest) Observe o mapa.
Adaptado de: SIMIELLI, 2001.
Quanto às atuais dificuldades de efetivação 
dos direitos indígenas, é correto afirmar que: 
a) as áreas I e II apresentam o mesmo proble-
ma: ausência de legislação para demarcação 
de terras.
b) a área II tem como maior problema a inexis-
tência de terras demarcadas devido à supre-
macia das atividades agropecuárias.
c) a área I apresenta, como maior problema, o 
desinteresse das populações indígenas em 
preservar sua integridade cultural.
d) a área II tem como problemas a existência de 
pequenas áreas demarcadas, além da intensa 
exposição ao processo de aculturação.
e) a área I está com seu processo de demarca-
ção de terras interrompido devido às solici-
tações de fazendeiros e garimpeiros.
 30. (Fuvest)
 
Os gráficos revelam:
a) pequena quantidade de propriedades, com 
até 100 ha, ocupando a maior parcela da 
área, o que significa uma distribuição desi-
gual da terra.
b) grande quantidade de propriedades, com 
mais de 1000 ha, correspondendo à maior 
parcela da área ocupada, o que significa uma 
distribuição equitativa da terra.
c) grande quantidade de propriedades, com até 
100 ha, correspondendo às menores parcelas 
da área ocupada, o que significa uma distri-
buição desigual da terra.
d) pequena quantidade de propriedades, de 
100 a 1000 ha, ocupando a maior parcela da 
área, o que significa uma distribuição equi-
tativa da terra.
e) pequena quantidade de propriedades, com 
mais de 1000 ha, correspondendo à menor 
parcela da área ocupada, o que significa uma 
distribuição desigual da terra.
102
 31. (Fuvest)
 
Em algumas cidades, pode-se observar no 
horizonte, em certos dias, a olho nu, uma 
camada de cor marrom. Essa condição afe-
ta a saúde, principalmente, de crianças e de 
idosos, provocando, entre outras, doenças 
respiratórias e cardiovasculares.
Adaptado de: <http://tempoagora.uol.com.
br/noticias>. Acesso em: 20 jun. 2009.
As figuras e o texto acima referem-se a um 
processo de formação de um fenômeno cli-
mático que ocorre, por exemplo, na cidade 
de São Paulo. Trata-se de:
a) ilha de calor, caracterizada pelo aumento de 
temperaturas na periferia da cidade.
b) zona de convergência intertropical, que pro-
voca o aumento da pressão atmosférica na 
área urbana.
c) chuva convectiva, caracterizada pela forma-
ção de nuvens de poluentes que provocam 
danos ambientais.
d) inversão térmica, que provoca concentração 
de poluentes na baixa camada da atmosfera.
e) ventos alíseos de sudeste, que provocam o 
súbito aumento da umidade relativa do ar.
GAbARito
1. C 2. E 3. C 4. E 5. C
6. B 7. E 8. A 9. B 10. E
11. A 12. C 13. C 14. E 15. B
16. E 17. D 18. B 19. E 20. A
21. B 22. A 23. C 24. C 25. E
26. A 27. E 28. D 29. D 30. C
31. D
103
Prescrição: São necessários conhecimentos sobre fatores históricos e geográficos que transfor-
maram o espaço mundial. Também serão abordados temas tais como fluxos migratórios, questões 
ambientais, conceitos de população e urbanização, comércio internacional e fontes de energia. 
É de vital importância a interpretação de textos, mapas, tabelas e gráficos, que facilitarão a com-
preensão dos exercícios. Além disso, deve-se entender as transformações tecnológicas e seus 
impactos nos processos de produção do espaço geográfico.
GEOGRAFIA 2
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest)O conceito de erosão apresenta definições mais amplas ou mais restritas. A mais abran-
gente envolve os processos de denudação da superfície terrestre de forma geral, incluindo desde 
os processos de intemperismo de todos os tipos até os de transporte e deposição de material. Outro 
conceito, mais restrito, envolve apenas o deslocamento do material intemperizado, seja solo ou 
rocha, por agentes de transporte como a água corrente, o vento, o gelo ou a gravidade, produzindo 
formas erosivas características.
R. Fairbridge. The Encyclopedia of Geomorphology, 1968. Adaptado.
Exemplo de processo ao qual se aplica o conceito mais restrito de erosão é 
a) a formação de rochas. 
b) a oxidação de rochas. 
c) a formação de sulcos no solo. 
d) a formação de concreções no solo. 
e) o vulcanismo da crosta.
 2. (Fuvest) Há dois lados na divisão internacional do trabalho [DIT]: um em que alguns países espe-
cializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que 
hoje chamamos de América latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tem-
pos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua 
garganta. Passaram os séculos, e a América latina aperfeiçoou suas funções. Este já não é o reino 
das maravilhas, onde a realidade derrotava a fábula e a imaginação era humilhada pelos troféus 
das conquistas, as jazidas de ouro e as montanhas de prata. Mas a região continua trabalhando 
como um serviçal. Continua existindo a serviço de necessidades alheias, como fonte e reserva de 
petróleo e ferro, cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países 
ricos que ganham, consumindo-os, muito mais do que a América latina ganha produzindo-os.
GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981 (Adaptado).
Sobre a atual Divisão Internacional do Trabalho (DIT), no que diz respeito à mineração na América 
latina, é correto afirmar:
a) O México é o país com maior produção de carvão, cuja exportação é controlada por capital canaden-
se. Para tal situação, o padrão de dominação Norte/Sul na DIT, mencionado pelo autor, é praticado 
no mesmo continente.
b) A Colômbia ocupa o primeiro lugar na produção mundial de manganês, por meio de empresas privati-
zadas nos dois últimos governos bolivarianos, o que realça sua posição no cenário econômico interna-
cional, rompendo a dominação Norte/Sul.
c) O Chile destaca-se pela extração de cobre, principalmente na sua porção centro-norte, que é, em parte, 
explorado por empresas transnacionais, o que reitera o padrão da DIT mencionado pelo autor.
d) A Bolívia destaca-se como um dos maiores produtores de ferro da América latina, e, recentemente, o 
controle de sua produção passou a ser feito por conselhos indígenas. Essa autonomia do país permitiu 
o rompimento da dominação estadunidense.
e) O Uruguai é o principal produtor mundial de prata, e o controle de sua extração é feito por empresas 
transnacionais. Nesse caso, mantém-se o padrão da inserção do país na DIT mencionada pelo autor.
104
 3. (Fuvest) No planeta Terra, há processos es-
cultores, tais como a ação do gelo, o intem-
perismo e a ação do vento. A atuação de tais 
processos pode ser representada em gráficos 
elaborados segundo variações médias de 
temperatura e precipitação anual. Conside-
re as características do deserto do Saara, da 
Antártida e de uma floresta tropical e iden-
tifique o gráfico em que estão corretamente 
localizados. 
a)
 
 
 
b)
 
 
 
c) 
 
 
d) 
 
 
 
e)
 
 
 
 4. Segundo a Organização das Nações Unidas 
para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 
anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de ali-
mentos (30% da produção total no planeta) 
é perdido em dois processos: o desperdício 
que se relaciona ao descarte de alimentos 
em bom estado e a perda ao longo da cadeia 
produtiva. O desperdício representa 46% 
e é muito maior nas regiões mais ricas. As 
perdas relativas ao circuito de produção re-
presentam 54% do totale são maiores nos 
países em desenvolvimento.
https://nacoesunidas.org/fao_30de_toda_a_
comida_produzida_no_mundo_vaiparar_no_lixo. 
Adaptado.Percentual de pessoas em estado 
de insegurança alimentar grave*
Local 2017
África 29,8%
América Latina 9,8%
Ásia 6,9%
América Setentrional e Europa 1,4%
Mundo 10,2%
FAO. El estado de la seguridad alimentaria y la 
nutrición en el mundo. 2018. Adaptado.
*pessoa que está sem alimento e/ou que fi-
cou um dia todo sem comer várias vezes ao 
ano.
Com base nas informações da FAO e em seus 
conhecimentos, indique a afirmação correta. 
a) A produção de alimentos vem decaindo mun-
dialmente devido aos problemas na logística 
de produção, o que tem provocado aumento 
da insegurança alimentar. 
b) Nos continentes mais desenvolvidos, a perda 
de alimentos devido ao sistema de transpor-
te e armazenamento é a principal causa da 
inexistência da insegurança alimentar. 
c) O fato de parte significativa da população 
africana estar em estado de insegurança 
alimentar ocorre devido ao desperdício das 
monoculturas de cereais. 
d) O controle rigoroso do desperdício explica 
o baixo percentual de pessoas em situação 
de insegurança alimentar na América Seten-
trional e na Europa. 
e) Os dois diferentes processos que causam a 
enorme perda de alimentos no mundo refle-
tem as desigualdades econômicas e sociais 
existentes entre os continentes
105
 5. (Fuvest) A tabela mostra o número total de refugiados no mundo em 2017, segundo relatório do 
Alto Comissariado das Nações Unidas Para Refugiados (UNHCR ou ACNUR em português).
Refugiados do Mundo*
Principais países de 
origem dos refugiados
Quantidade de pessoas 
(em milhões)
Principais países que 
abrigam refugiados
Quantidade de pessoas 
(em milhões)
Síria 6,3 Turquia 3,5
Afeganistão 2,6 Paquistão 1,4
Sudão do Sul 2,4 Uganda 1,4
Myanmar 1,2 Líbano 0,9
Somália 0,9 República Islâmica do Irã 0,9
Sudão 0,7 Alemanha 0,9
*Nestes dados não estão computados os palestinos.UNHCR - GLOBAL TRENDS, 2017. Adaptado.
Sobre os refugiados e sua distribuição no mundo, é correto afirmar: 
a) Os provenientes do Sudão do Sul e da Somália são acolhidos na Turquia, onde encontram oferta de 
empregos nas atividades comerciais, tradição econômica do país, desde o século XVII. 
b) A maioria provém da África, devido aos processos de desertificação, e tem como destino o Oriente 
Médio e a Europa. 
c) O Irã recebe majoritariamente refugiados de países da África Subsaariana, dentre os quais se destacam 
o Sudão e o Sudão do Sul. 
d) Os de origem síria são a maior população nesta condição, e estão sendo acolhidos em vários países 
do Extremo Oriente e da África, os quais apoiam o governo sírio na guerra civil que ocorre nesse país 
desde 2011. 
e) São majoritariamente provenientes do Oriente Médio, África e Ásia, deslocam-se, forçadamente, devido 
a longas guerras, em grande parte para países e/ou regiões fronteiriços. 
 6. (Fuvest) O local e o global determinam-se reciprocamente, umas vezes de modo congruente e 
consequente, outras de modo desigual e desencontrado. Mesclam-se e tensionam-se singularida-
des, particularidades e universalidades. Conforme Anthony Giddens, “A globalização pode assim 
ser definida como a intensificação das relações sociais em escala mundial, que ligam localidades 
distantes de tal maneira que acontecimentos locais são modelados por eventos ocorrendo a muitas 
milhas de distância e vice-versa. Este é um processo dialético porque tais acontecimentos locais 
podem se deslocar numa direção inversa às relações muito distanciadas que os modelam. A trans-
formação local é, assim, uma parte da globalização”. 
Octávio Ianni, Estudos Avançados. USP. São Paulo, 1994. Adaptado. 
Neste texto, escrito no final do século XX, o autor refere-se a um processo que persiste no século 
atual. A partir desse texto, pode-se inferir que esse processo leva à 
a) padronização da vida cotidiana. 
b) melhor distribuição de renda no planeta. 
c) intensificação do convívio e das relações afetivas presenciais. 
d) maior troca de saberes entre gerações. 
e) retração do ambientalismo como reação à sociedade de consumo.
106
RAio X - Análise eXpositivA
 1. A erosão é o desgaste da superfície com remo-
ção de partículas minerais (areia, silte e argi-
la) e matéria orgânica. Atinge principalmente 
o solo e rochas que estão expostas. Os agentes 
exógenos são responsáveis por vários tipos 
de erosão conforme as condições climáticas e 
hidrológicas: pluvial (água da chuva), fluvial 
(água de rios), abrasão (marinha), glacial (ge-
leiras) e eólica (vento). Ao longo do tempo, 
podem aparecer feições erosivas como o sulco 
(pequena dimensão), a ravina (média dimen-
são) e a voçoroca (grande dimensão). 
 2. A grande produção e exportação de cobre 
no Chile comprova a citação de Galeano, de 
que a América latina posterga sua função de 
fornecedor de matéria-prima para a econo-
mia mundial. Estão incorretas as alternati-
vas: [A] e [B], porque o México e a Colômbia 
se destacam na produção de petróleo; [D], 
porque a Bolívia se destaca na produção de 
carvão mineral, petróleo e manganês; e [E], 
porque a economia do Uruguai está assenta-
da na produção agropecuária.
 3. O gráfico mostra a relação entre paisagens 
naturais ou biomas com os tipos climáticos 
nos seus elementos básicos, a temperatura e 
a pluviosidade. O gráfico destaca três impor-
tantes paisagens naturais, a Antártida (clima 
polar com baixa temperatura e baixa plu-
viosidade), o Deserto do Saara (clima árido 
com alta temperatura e baixa pluviosidade) 
e o bioma de Floresta Tropical (clima tropical 
com alta temperatura e alta pluviosidade). 
 4. A insegurança alimentar grave é definida 
quando falta alimento em quantidade, 
qualidade e regularidade para as famílias, 
inclusive as crianças. Os maiores porcentuais 
de pessoas que sofrem com o drama da 
fome crônica ocorrem na África, na América 
Latina e na Ásia, isto é, as regiões do 
mundo que concentram a maioria dos países 
subdesenvolvidos e emergentes. No mundo 
se produz o suficiente de alimentos para 
toda a população global, todavia a fome 
persiste. Entre as causas da fome no mundo: 
disparidade socioeconômica entre os países, 
a desigualdade social no interior dos países, 
a insuficiência de renda das famílias em 
situação de pobreza extrema, o desperdício 
de alimentos e a prioridade para a exportação 
de alimentos na economia globalizada.
 5. Os refugiados são aqueles que deixam seus 
países devido a perseguição política em regi-
mes autoritários, guerras civis, divergências 
religiosas e conflitos étnicos. Em sua maio-
ria costumam se deslocar para nações vizi-
nhas. Em alguns casos, os deslocamentos são 
a longa distância. No caso dos sírios, grande 
parte localiza-se em campos de refugiados 
na Turquia e muitos migraram para a União 
Europeia, principalmente a Alemanha. No 
caso da etnia muçulmana rohingya de Mian-
mar, o deslocamento dá-se em direção a paí-
ses como Bangladesh, Tailândia e Indonésia. 
No caso dos afegãos, muitos foram para o 
Paquistão e Irã.
 6. O processo de globalização constitui a fase 
recente de expansão do capitalismo no es-
paço mundial, sendo caracterizado pela ace-
leração dos fluxos de mercadorias, capital, 
pessoas e informações. O processo é possí-
vel graças à modernização integrada dos 
transportes, telecomunicações e informáti-
ca. Entretanto, a globalização está a serviço 
dos interesses das empresas, inclusive das 
transnacionais que induzem a padronização 
do consumo e do comportamento em escala 
global, fator que pode enfraquecer as parti-
cularidades culturais regionais e locais. 
GAbARito
1. C 2. C 3. A 4. E 5. E
6. A
107
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) O aumento da dívida externa na 
América latina, evidenciado no gráfico, ocor-
reu, principalmente, devido:
a) à ampliação das trocas comerciais entre paí-
ses.
b) ao desequilíbrio comercial em relação aos 
países ricos.c) ao importante incremento do capital espe-
culativo.
d) à queda do PIB e à valorização das 
commodities.
e) ao aumento das taxas de juros externos.
 2. (Fuvest) Devido ao processo de mundializa-
ção da economia, podemos afirmar que as 
empresas transnacionais:
a) investem apenas em países que praticam 
baixas taxas de juros, aproveitando facilida-
des na obtenção de crédito.
b) investem apenas em países que oferecem 
um mercado consumidor expressivo, já que 
a produção destina-se ao mercado interno.
c) dispõem de grande mobilidade territorial, sendo 
que seus investimentos restringem-se a países 
que integram blocos econômicos comerciais.
d) investem em países aliados aos Estados Uni-
dos, por determinação do Conselho de Segu-
rança da ONU.
e) dispõem de grande mobilidade territorial, 
sendo que seus investimentos migram para 
países que oferecem vantagens fiscais.
 3. (Fuvest) Uma das inquietações fundamen-
tais da atualidade, dentro do processo de 
globalização, consiste em se indagar sobre 
o que irá prevalecer no comércio internacio-
nal: multilateralismo ou regionalismo? Para 
gerenciar o comércio internacional e fortale-
cer o multilateralismo, foi criado, em 1995, 
__________, com sede em Genebra (Suíça), 
substituindo __________, de 1947.
Adaptado de: Sene e Moreira, 1998.
As lacunas devem ser preenchidas, respecti-
vamente, por:
a) o G7 – o GATT
b) o G7 – a OMC
c) a OMC – o GATT
d) o GATT – o Bird
e) a OMC – o Bird
 4. (Fuvest) Observe os gráficos.
 
Com base nos gráficos e em seus conheci-
mentos, assinale a alternativa correta.
a) O comércio bilateral entre China e África 
cresceu timidamente no período e envolveu, 
principalmente, bens de capital africanos e 
bens de consumo chineses.
b) As exportações chinesas para a África res-
tringem-se a bens de consumo e produtos 
primários destinados a atender ao pequeno 
e estagnado mercado consumidor africano.
c) A implantação de grandes obras de engenha-
ria, com destaque para rodovias transconti-
nentais, ferrovias e hidrovias, associa-se ao 
investimento chinês no setor da construção 
civil na África.
d) O agronegócio foi o principal investimento 
da China na África em função do exponen-
cial crescimento da população chinesa e de 
sua grande demanda por alimentos.
e) O investimento chinês no setor minerador, 
na África, associa-se ao crescimento indus-
trial da China e sua consequente demanda 
por petróleo e outros minérios.
108
 5. (Fuvest) No mapa a seguir, destacam-se três 
regiões europeias onde:
a) ocorrem movimentos separatistas.
b) estão localizados os mais importantes portos 
europeus.
c) são registrados os menores IDH da União Eu-
ropeia.
d) foram suspensos pela OMC os subsídios agrí-
colas.
e) ocorre o maior fluxo de imigrantes da África 
setentrional e da Ásia de Sudeste.
 6. (Fuvest) Observe o mapa abaixo e leia o tex-
to a seguir.
O terremoto ocorrido em abril de 2015, no 
Nepal, matou por volta de 9000 pessoas e 
expôs um governo sem recursos para lidar 
com eventos geológicos catastróficos de tal 
magnitude (7,8 na escala Richter). Índia e 
China dispuseram-se a ajudar de diferentes 
maneiras, fornecendo desde militares e mé-
dicos até equipes de engenharia, e também 
por meio de aportes financeiros.
Considere os seguintes motivos, além da-
queles de razão humanitária, para esse 
apoio ao Nepal:
I. interesse no grande potencial hidrológico 
para a geração de energia, pois a cadeia 
do Himalaia, no Nepal, representa divisor 
de águas das bacias hidrográficas dos rios 
Ganges e Brahmaputra, caracterizando 
densa rede de drenagem;
II. interesse desses países em controlar o 
fluxo de mercadorias agrícolas produzi-
das no Nepal, através do sistema hidro-
viário Ganges-Brahmaputra, já que esse 
país limita-se, ao sul, com a Índia e, ao 
norte, com a China;
III. necessidades da Índia e, principalmen-
te, da China, as quais, com o aumento da 
população e da urbanização, demandam 
suprimento de água para abastecimento 
público, tendo em vista que o Nepal pos-
sui inúmeros mananciais.
Está correto o que se indica em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
 7. (Fuvest) Analise o mapa e assinale a alterna-
tiva que completa corretamente a frase.
O estratégico reservatório de água subter-
rânea, denominado aquífero Guarani, ocor-
re em áreas de __________, e se estende 
__________.
a) terrenos cristalinos – pelo Brasil, Argentina, 
Uruguai e Paraguai
b) dobramentos antigos – pelos países do Cone 
Sul
c) planícies – pelos países do Cone Sul
d) sedimentação – pelo Brasil, Argentina, Uru-
guai e Paraguai
e) terrenos arqueados – pelo Brasil, Argentina 
e Uruguai
 8. (Fuvest) As legendas corretas para as fotos 
abaixo são:
a) I – Cadeia orogênica do Terciário, com for-
mação ligada à tectônica de placas
 II – Área de sedimentação do Cenozoico, 
com depósitos fluviais
109
b) I – Cadeia orogênica do Quaternário, com 
formação ligada à ação vulcânica
 II – Área de sedimentação do Paleozoico, 
com depósitos eólicos
c) I – Cadeia orogênica do Terciário, com for-
mação ligada à ação vulcânica
 II – Área de sedimentação do Pré-cambriano, 
com depósitos fluviais
d) I – Cadeia orogênica do Quaternário, com 
formação ligada à ação vulcânica
 II – Área de sedimentação do Cenozoico, 
com depósitos fluviais
e) I – Cadeia orogênica do Arqueozoico, com 
formação ligada à tectônica de placas
 II – Área de sedimentação do Paleozoico, 
com depósitos eólicos
 9. (Fuvest) Do ponto de vista tectônico, núcle-
os rochosos mais antigos, em áreas conti-
nentais mais interiorizadas, tendem a ser os 
mais estáveis, ou seja, menos sujeitos a aba-
los sísmicos e deformações. Em termos geo-
morfológicos, a maior estabilidade tectônica 
dessas áreas faz com que elas apresentem 
uma forte tendência à ocorrência, ao longo 
do tempo geológico, de um processo de:
a) aplainamento das formas de relevo, decor-
rente do intemperismo e da erosão.
b) formação de depressões absolutas, gerada 
por acomodação de blocos rochosos.
c) formação de cânions, decorrente de intensa 
erosão eólica.
d) produção de desníveis topográficos acentu-
ados, resultante da contínua sedimentação 
dos rios.
e) geração de relevo serrano, associada a fato-
res climáticos ligados à glaciação.
 10. (Fuvest) Observe o mapa da distribuição dos 
drones (veículos aéreos não tripulados) nor-
te-americanos na África e no Oriente Médio.
Em suas declarações, o governo norte-ame-
ricano justifica o uso dos drones, principal-
mente, como:
a) proteção militar a países com importantes 
laços econômicos com os EUA, principalmen-
te na área de minerais raros.
b) necessidade de proteção às embaixadas e 
outras legações diplomáticas norte-america-
nas em países com trajetória comunista.
c) meio de transporte para o envio de equipa-
mentos militares ao Irã, com a finalidade de 
desmonte das atividades nucleares.
d) um dos pilares da sua estratégia de comba-
te ao terrorismo, principalmente em regiões 
com importante atuação tribal/terrorista.
e) reforço para a megaoperação de espionagem, 
executada em 2013, que culminou com o 
asilo de Snowden na Rússia.
 11. (Fuvest) “Mais da metade do gênero huma-
no jamais discou um número de telefone. Há 
mais linhas telefônicas em Manhattan do 
que em toda a África, ao sul do Saara.”
(Mbeki, vice-presidente da África do Sul, 1995.)
“Nos EUA, os brancos representam 88,6% dos 
utilizadores da Internet e os negros, 1,3 %, 
embora correspondam a 12% da população.”
(Adaptado de: Douzet, 1997.)
Considerando-se o texto anterior, assinale a 
alternativa correta.
a) O nível de vida das populações e o grau de de-
senvolvimento tecnológico dos países expli-
cam a desigual distribuição da rede internet.
b) A cibercultura é universal e constitui um 
instrumento de massificação e construção de 
uma identidade cultural global.
c) Os fluxos de informação telefônica não devem 
ser confundidos com as infovias que têm uma 
distribuição mais igualitária no mundo.
d) Os custosda conexão virtual são mais eleva-
dos nos países ricos do que nos países pobres, 
o que explica a sua desigual distribuição.
e) O centro mundial de fornecimento de servi-
ços da rede Internet são os Estados Unidos 
devido à grande quantidade de telefones 
disponíveis.
 12. (Fuvest) O mundo tem vivido inúmeros con-
flitos regionais de repercussão global que, 
por um lado, envolvem intervenções de tro-
pas de diferentes países e, por outro lado, 
resultam em discussões na Organização das 
Nações Unidas.
Considere as seguintes afirmações:
I. Povos primitivos precisam ser tutelados 
pela diplomacia internacional ou repri-
midos por forças de nações desenvolvi-
das, para que conflitos locais ou regionais 
não perturbem o equilíbrio mundial.
II. Razões estratégicas, de localização ge-
ográfica, de orientação política ou de 
concentração de recursos naturais, fazem 
com que certas regiões ou países sejam 
alvo de interesses, preocupações e inter-
venções internacionais.
110
III. Diferenças étnicas, culturais, políticas 
ou religiosas, com raízes históricas, têm 
resultado em preconceito, desrespeito e 
segregação, gerando tensões que reper-
cutem em conflitos existentes entre dife-
rentes nações.
O envolvimento global em conflitos regio-
nais é, corretamente, explicado em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
 13. (Fuvest) O cartograma apresenta a localização 
de alguns dos maiores deltas mundiais. Estu-
dos recentes consideram os deltas como áreas 
de interesse global para monitoramento.
Fonte: Simielli, 2001.
Tal interesse relaciona-se à sua:
I. característica deposicional que permite 
o estudo de modificações das respectivas 
bacias hidrográficas.
II. fragilidade natural, devido à localização 
em zonas com pluviosidade insuficiente 
para a fixação de vegetação.
III. degradação, promovida pelo seu uso agrí-
cola e por represamentos à montante.
Está correto o que se afirma em:
a) I apenas.
b) II apenas.
c) III apenas.
d) I e III apenas.
e) I, II e III.
 14. (Fuvest)
Analise as pirâmides etárias do Brasil, con-
siderando os itens a seguir sobre a estrutura 
populacional brasileira.
I. O aumento significativo, na faixa de 15-
19 anos, nesse período, foi decorrente do 
milagre econômico brasileiro.
II. A base mais estreita da pirâmide de 2000, 
quando comparada com a de 1960, indica 
uma redução na taxa de natalidade.
III. O alargamento do topo da pirâmide de 
2000 indica um decréscimo da expectati-
va de vida da população brasileira.
IV. Nos últimos 40 anos, há evidências de 
que o país passa por processo de transi-
ção demográfica.
Estão corretas todas as afirmações da alter-
nativa:
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
 15. (Fuvest) As previsões catastrofistas dos 
“neomalthusianos” sobre o crescimento de-
mográfico e sua pressão sobre os recursos 
naturais não se confirmaram, notadamente, 
porque:
a) o processo de globalização permitiu o acesso 
voluntário e universal a meios contracepti-
vos eficazes, impactando, sobretudo, os paí-
ses em desenvolvimento.
b) a nova onda de “revolução verde”, propicia-
da pela introdução dos transgênicos, afastou 
a ameaça de fome epidêmica nos países mais 
pobres.
c) as ações governamentais e a urbanização 
implicaram forte queda nas taxas de nata-
lidade, exceto em países muçulmanos e da 
África subsaariana, entre outros.
d) o estilo de vida consumista, maior respon-
sável pela degradação dos recursos naturais, 
vem sendo superado desde a Conferência 
Rio-92.
e) os fluxos migratórios de países pobres para 
aqueles ricos que têm crescimento vegetati-
vo negativo compensaram a pressão sobre os 
recursos naturais.
111
 16. (Fuvest) Sobre o modelo de industrialização implementado em países do sudeste asiático, como 
Coreia do Sul e Taiwan, e o adotado em países da América latina, como a Argentina, o Brasil e o 
México, pode-se afirmar que:
a) nos países do sudeste asiático, a participação de capital estrangeiro impediu o desenvolvimento de 
tecnologia local, ao passo que, nos países latino-americanos, ela promoveu esse desenvolvimento.
b) nos dois casos, não houve participação do Estado na criação de infraestrutura necessária à industria-
lização.
c) nos países do sudeste asiático, a organização dos trabalhadores, em sindicatos livres, encareceu o 
produto final, ao passo que, nos países latino-americanos, a ausência dessa organização tornou os 
produtos mais competitivos.
d) nos dois casos, houve importante participação de capital japonês, responsável pelo desenvolvimento 
tecnológico nessas regiões.
e) nos países do sudeste asiático, a produção industrial visou à exportação, ao passo que, nos países 
latino-americanos, a produção objetivou o mercado interno.
 17. (Fuvest)
Com base nesses gráficos sobre 15 cidades, pode-se concluir que, no ano de 1995:
a) as três cidades com o menor número de habitantes, por hectare, são aquelas que mais consomem ga-
solina no transporte particular de passageiros.
b) nas três cidades da América do Sul, vale a regra: maior população, por hectare, acarreta maior consu-
mo de gasolina no transporte particular de passageiros.
c) as cidades mais populosas, por hectare, são aquelas que mais consomem gasolina no transporte parti-
cular de passageiros.
d) nas três cidades da América do Norte, vale a regra: maior população, por hectare, acarreta maior con-
sumo de gasolina no transporte particular de passageiros.
e) as três cidades da Ásia mais populosas, por hectare, estão entre as quatro com menor consumo de 
gasolina no transporte particular de passageiros.
GAbARito
1. E 2. E 3. C 4. E 5. C
6. C 7. D 8. A 9. A 10. D
11. A 12. D 13. D 14. D 15. C
16. E 17. A
C
BIOLOGIA
N CIÊNCIAS DA NATUREZA
e suas tecnologias
Fuvest - Biologia
Citologia, 22%
Ecologia, 18%
Fisiologia animal e humana, 18%
Reino vegetal, fungos e monera, 18%
Genética, 17%
Reino animal e protoctistas, 7%
115
Prescrição: São necessários conhecimentos sobre os seres vivos e o ambiente que os rodeia, assim 
como a interação entre os indivíduos e indivíduos e o meio. Em adicional, compreender as caracterís-
ticas e classificação dos vegetais.
BIOLOGIA 1
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
Fuvest - Biologia
Citologia, 22%
Ecologia, 18%
Fisiologia animal e humana, 18%
Reino vegetal, fungos e monera, 18%
Genética, 17%
Reino animal e protoctistas, 7%
 1. (Fuvest) O modo de nutrição das bactérias 
é muito diversificado: existem bactérias fo-
tossintetizantes, que obtêm energia da luz; 
bactérias quimiossintetizantes, que obtêm 
energia de reações químicas inorgânicas; 
bactérias saprofágicas, que se alimentam de 
matéria orgânica morta; bactérias parasitas, 
que se alimentam de hospedeiros vivos.
Indique a alternativa que relaciona correta-
mente cada um dos tipos de bactéria men-
cionados com sua posição na teia alimentar.
Fotossin-
tetizante
Quimiossinte 
tizante
Sapofrágica Parasita
a) Decompositor Produtor Consumidor Decompositor
b) Consumidor Consumidor Decompositor Consumidor
c) Produtor Consumidor Decompositor Decompositor
d) Produtor Decompositor Consumidor Consumidor
e) Produtor Produtor Decompositor Consumidor
 2. (Fuvest) Um pesquisador que deseje estu-
dar a divisão meiótica em samambaia deve 
utilizar em suas preparações microscópicas 
células de:
a) embrião recém-formado.
b) rizoma da samambaia.
c) soros da samambaia.
d) rizoides do prótalo.
e) estruturas reprodutivas do prótalo.
 3. (Fuvest) Enquanto a clonagem de animais é um 
evento relativamente recente no mundo cientí-
fico, a clonagem de plantas vem ocorrendo já há 
algumas décadas com relativo sucesso. Células 
são retiradas de uma planta-mãe e, posterior-
mente, são cultivadas em meio de cultura, dando 
origem a uma planta inteira, com genoma idên-
tico ao da planta-mãe. Para que o processo tenha 
maior chance de êxito, deve-se retirar as células:
a) do ápice do caule.
b) da zona de pelos absorventes da raiz.
c) do parênquima dos cotilédones.
d) do tecidocondutor em estrutura primária.
e) da parede interna do ovário.
 4. (Fuvest) A contribuição da seiva bruta para 
a realização da fotossíntese nas plantas vas-
culares é a de fornecer:
a) glicídios como fonte de carbono.
b) água como fonte de hidrogênio.
c) ATP como fonte de energia.
d) vitaminas como coenzimas.
e) sais minerais para captação de oxigênio.
 5. (Fuvest) “O tico-tico tá comendo meu fubá/ 
Se o tico-tico pensa/ em se alimentar/ que 
vá comer/ umas minhocas no pomar (...)/ 
Botei alpiste para ver se ele comia/ Botei um 
gato, um espantalho e um alçapão (...)”
Zequinha de Abreu, “Tico-tico no Fubá”.
No contexto da música, na teia alimentar da 
qual fazem parte tico-tico, fubá, minhoca, 
alpiste e gato:
a) a minhoca aparece como produtor e o tico-
-tico como consumidor primário.
b) o fubá aparece como produtor e o tico-tico 
como consumidor primário e secundário.
c) o fubá aparece como produtor e o gato como 
consumidor primário.
d) o tico-tico e o gato aparecem como consumi-
dores primários.
e) o alpiste aparece como produtor, o gato 
como consumidor primário e a minhoca 
como decompositor.
 6. (Fuvest) A recente descoberta de uma vasta 
região de mar descongelado no Polo Norte é 
um exemplo dos efeitos do aquecimento glo-
bal pelo qual passa o planeta. Alarmados com 
a situação, alguns países industrializados 
elaboraram uma carta de intenções em que 
se comprometem a promover amplos reflo-
restamentos, como uma estratégia para re-
duzir o efeito estufa e conter o aquecimento 
global. Tal estratégia baseia-se na hipótese 
de que o aumento das áreas de floresta pro-
moverá maior:
a) liberação de gás oxigênio, com aumento da 
camada de ozônio e redução da radiação ul-
travioleta.
b) retenção do carbono na matéria orgânica das 
árvores, com diminuição do gás carbônico 
atmosférico responsável pelo efeito estufa.
116
c) disponibilidade de combustíveis renováveis 
e, consequentemente, menor queima de 
combustíveis fósseis, que liberam CFC (clo-
rofluorcarbono).
d) absorção de CFC, gás responsável pela des-
truição da camada de ozônio.
e) sombreamento do solo, com resfriamento da 
superfície terrestre.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. As bactérias fotossintetizantes e as quimios-
sintetizantes são autótrofas e, logo, produ-
toras. As bactérias saprofágicas são decom-
positoras e as parasitas, consumidoras.
 2. Para estudar a divisão meiótica em samam-
baia, o pesquisador necessitará observar os 
soros, que são os lugares onde as células di-
videm-se por meiose e produzem os esporos 
haploides.
 3. O ápice do caule possui meristema primário, o 
qual é indiferenciado sem função específica.
 4. A seiva bruta transporta sais minerais e 
água. A água é um reagem da fotossíntese.
 5. O tico-tico se alimenta do fubá (produtor), 
tornando-se consumidor primário, e da mi-
nhoca, tornando-se consumidor secundário. 
 6. Para realizar a fotossíntese, os vegetais rea-
lizam o sequestro do carbono atmosférico.
GAbARito
 1. E 2. C 3. A 4. B 5. B
 6. B
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) A cobra-coral (Erythrolamprus 
aesculapii) tem hábito diurno, alimenta-se 
de outras cobras e é terrícola, ou seja, caça 
e se abriga no chão. A jararaca (Bothrops 
jararaca) tem hábito noturno, alimenta-se 
de mamíferos e é terrícola. Ambas ocorrem 
no Brasil, na floresta pluvial costeira.
Essas serpentes:
a) disputam o mesmo nicho ecológico.
b) constituem uma população.
c) compartilham o mesmo habitat.
d) realizam competição intraespecífica.
e) são comensais.
 2. (Fuvest) Num determinado lago, a quan-
tidade dos organismos do fitoplâncton é 
controlada por um crustáceo do gênero 
Artemia, presente no zooplâncton. Graças a 
esse equilíbrio, a água permanece transpa-
rente. Depois de um ano muito chuvoso, a sa-
linidade do lago diminuiu, o que permitiu o 
crescimento do número de insetos do gênero 
Trichocorixa, predadores de Artemia. A 
transparência da água do lago diminuiu.
Considere as afirmações:
I. A predação provocou o aumento da popu-
lação dos produtores.
II. A predação provocou a diminuição da po-
pulação dos consumidores secundários.
III. A predação provocou a diminuição da po-
pulação dos consumidores primários.
Está correto o que se afirma apenas em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e III.
e) II e III.
 3. (Fuvest) O gráfico mostra uma estimativa do 
número de espécies marinhas e dos níveis de 
oxigênio atmosférico, desde 550 milhões de 
anos atrás até os dias de hoje.
117
Analise as seguintes afirmativas:
I. Houve eventos de extinção que reduziram 
em mais de 50% o número de espécies 
existentes.
II. A diminuição na atividade fotossintética 
foi a causa das grandes extinções.
III. A extinção dos grandes répteis aquáti-
cos no final do Cretáceo, há cerca de 65 
milhões de anos, foi, percentualmente, o 
maior evento de extinção ocorrido.
De acordo com o gráfico, está correto apenas 
o que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
 4. (Fuvest) Em 1910, cerca de 50 indivíduos 
de uma espécie de mamíferos foram intro-
duzidos numa determinada região. O gráfico 
abaixo mostra quantos indivíduos dessa po-
pulação foram registrados a cada ano, desde 
1910 até 1950.
Esse gráfico mostra que:
a) desde 1910 até 1940, a taxa de natali-
dade superou a de mortalidade em todos 
os anos.
b) a partir de 1938, a queda do número de in-
divíduos foi devida à emigração.
c) no período de 1920 a 1930, o número de 
nascimentos mais o de imigrantes foi equi-
valente ao número de mortes mais o de emi-
grantes.
d) no período de 1935 a 1940, o número de 
nascimentos mais o de imigrantes superou o 
número de mortes mais o de emigrantes.
e) no período de 1910 a 1950, o número de 
nascimentos mais o de imigrantes superou o 
número de mortes mais o de emigrantes.
 5. (Fuvest) Na evolução dos vegetais, o grão de 
pólen surgiu em plantas que correspondem, 
atualmente, ao grupo dos pinheiros. Isso 
significa que o grão de pólen surgiu antes:
a) dos frutos e depois das flores.
b) das flores e depois dos frutos.
c) das sementes e depois das flores.
d) das sementes e antes dos frutos.
e) das flores e antes dos frutos.
 6. (Fuvest) No morango, os frutos verdadeiros são 
as estruturas escuras e rígidas que se encon-
tram sobre a parte vermelha e suculenta. Cada 
uma dessas estruturas resulta, diretamente:
a) da fecundação do óvulo pelo núcleo esper-
mático do grão de pólen.
b) do desenvolvimento do ovário, que contém a 
semente com o embrião.
c) da fecundação de várias flores de uma mes-
ma inflorescência.
d) da dupla fecundação, que é exclusiva das 
angiospermas.
e) do desenvolvimento do endosperma que nu-
trirá o embrião.
 7. (Fuvest) Uma das consequências do “efeito 
estufa” é o aquecimento dos oceanos. Esse 
aumento de temperatura provoca:
a) menor dissolução de CO2 nas águas oceâni-
cas, o que leva ao consumo de menor quan-
tidade desse gás pelo fitoplâncton, contri-
buindo, assim, para o aumento do efeito 
estufa global.
b) menor dissolução de O2 nas águas oceânicas, 
o que leva ao consumo de maior quantidade 
de CO2 pelo fitoplâncton, contribuindo, as-
sim, para a redução do efeito estufa global.
c) menor dissolução de CO2 e O2 nas águas 
oceânicas, o que leva ao consumo de maior 
quantidade de O2 pelo fitoplâncton, con-
tribuindo, assim, para a redução do efeito 
estufa global.
d) maior dissolução de CO2 nas águas oceâni-
cas, o que leva ao consumo de maior quan-
tidade desse gás pelo fitoplâncton, con-
tribuindo, assim, para a redução do efeito 
estufa global.
e) maior dissolução de O2 nas águas oceânicas, 
o que leva à liberação de maior quantidade 
de CO2 pelo fitoplâncton, contribuindo, as-
sim, para o aumento do efeito estufa global.
 8. (Fuvest) Há anos, a Amazônia brasileira tem 
sofrido danos ambientais, provocados por 
atividades como queimadas e implantação 
de áreas de pecuária para o gado bovino. 
Considere os possíveis danos ambientais re-
sultantes dessas atividades:
I. Aumento da concentração de dióxido de 
carbono (CO2) atmosférico,como conse-
quência da queima da vegetação.
II. Aumento do processo de laterização, de-
vido à perda de ferro (Fe) e alumínio 
(Aℓ) no horizonte A do solo.
118
e países que venham a ser responsabilizados 
por novos danos ambientais.
d) A presença de petróleo na superfície da 
água, por dificultar a passagem da luz, di-
minui a taxa de fotossíntese realizada pelo 
zooplâncton, o que, no entanto, não afeta a 
cadeia alimentar.
e) Os dispersantes aumentam a quantidade de 
petróleo que se mistura com a água, porém 
não o removem do mar.
 11. (Fuvest) A passagem do modo de vida caça-
dor-coletor para um modo de vida mais se-
dentário aconteceu há cerca de 12 mil anos 
e foi causada pela domesticação de animais 
e de plantas. Com base nessa informação, é 
correto afirmar que:
a) no início da domesticação, a espécie humana 
descobriu como induzir mutações nas plan-
tas para obter sementes com características 
desejáveis.
b) a produção de excedentes agrícolas permitiu 
a paulatina regressão do trabalho, ou seja, 
a diminuição das intervenções humanas no 
meio natural com fins produtivos.
c) a grande concentração de plantas cultivadas 
em um único lugar aumentou a quantidade 
de alimentos, o que prejudicou o processo de 
sedentarização das populações.
d) no processo de domesticação, sementes com 
características desejáveis pelos seres huma-
nos foram escolhidas para serem plantadas, 
num processo de seleção artificial.
e) a chamada Revolução Neolítica permitiu o 
desenvolvimento da agricultura e do pasto-
reio, garantindo a eliminação progressiva de 
relações sociais escravistas.
 12. (Fuvest) Os resultados de uma pesquisa re-
alizada na USP revelam que a araucária, o 
pinheiro brasileiro, produz substâncias an-
tioxidantes e fotoprotetoras. Uma das auto-
ras do estudo considera que, possivelmen-
te, essa característica esteja relacionada ao 
ambiente com intensa radiação UV em que 
a espécie surgiu há cerca de 200 milhões de 
anos. Com base na teoria sintética da evolu-
ção, é correto afirmar que:
a) essas substâncias surgiram para evitar que 
as plantas sofressem a ação danosa da radia-
ção UV.
b) a radiação UV provocou mutações nas folhas 
da araucária, que passaram a produzir tais 
substâncias.
c) a radiação UV atuou como fator de seleção, 
de maneira que plantas sem tais substâncias 
eram mais suscetíveis à morte.
d) a exposição constante à radiação UV indu-
ziu os indivíduos de araucária a produzirem 
substâncias de defesa contra tal radiação.
III. Aumento da concentração de metano 
(CH4) atmosférico, liberado pela digestão 
animal.
IV. Diminuição da fertilidade dos solos pela 
liberação de cátions Na+, K+, Ca2+ e Mg2+, 
anteriormente absorvidos pelas raízes 
das plantas.
Está correto o que se afirma em:
a) I e III, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
 9. (Fuvest) As afirmações abaixo se referem a 
características do ciclo de vida de grupos de 
plantas terrestres: musgos, samambaias, pi-
nheiros e plantas com flores.
I. O grupo evolutivamente mais antigo pos-
sui fase haploide mais duradoura do que 
fase diploide.
II. Todos os grupos com fase diploide mais 
duradoura do que fase haploide apresen-
tam raiz, caule e folha verdadeiros.
III. Os grupos que possuem fase haploide e 
diploide de igual duração apresentam, 
também, rizoides, filoides e cauloides (ou 
seja, raiz, folha e caule não verdadeiros).
Está correto apenas o que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
 10. (Fuvest) O acidente ocorrido em abril de 
2010, em uma plataforma de petróleo no 
golfo do México, colocou em risco o delicado 
equilíbrio do ecossistema da região.
Além da tentativa de contenção, com bar-
reiras físicas, de parte do óleo derramado, 
foram utilizados dispersantes químicos. Dis-
persantes são compostos que contêm, em 
uma mesma molécula, grupos compatíveis 
com óleo (lipofílicos) e com água (hidrofí-
licos).
Levando em conta as informações acima e 
com base em seus conhecimentos, indique a 
afirmação correta.
a) O uso de dispersantes é uma forma de elimi-
nar a poluição a que os organismos maríti-
mos estão expostos.
b) Acidentes como o mencionado podem gerar 
novos depósitos de petróleo, visto que a for-
mação desse recurso depende da concentra-
ção de compostos de carbono em ambientes 
continentais.
c) Entidades internacionais conseguiram, após 
o acidente, a aprovação de sanções econômi-
cas a serem aplicadas pela ONU às empresas 
119
e) a araucária é um exemplo típico da finali-
dade da evolução, que é a produção de in-
divíduos mais fortes e adaptados a qualquer 
ambiente.
 13. (Fuvest) O conhecimento sobre a origem da 
variabilidade entre os indivíduos, sobre os 
mecanismos de herança dessa variabilidade 
e sobre o comportamento dos genes nas po-
pulações foi incorporado à teoria da evolu-
ção biológica por seleção natural de Charles 
Darwin.
Diante disso, considere as seguintes afirma-
tivas:
I. A seleção natural leva ao aumento da fre-
quência populacional das mutações vanta-
josas num dado ambiente; caso o ambien-
te mude, essas mesmas mutações podem 
tornar seus portadores menos adaptados 
e, assim, diminuir de frequência.
II. A seleção natural é um processo que di-
reciona a adaptação dos indivíduos ao 
ambiente, atuando sobre a variabilidade 
populacional gerada de modo casual.
III. A mutação é a causa primária da variabi-
lidade entre os indivíduos, dando origem 
a material genético novo e ocorrendo sem 
objetivo adaptativo.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e III.
b) I e III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I, apenas.
e) III, apenas.
 14. (Fuvest) Uma pessoa, ao encontrar uma se-
mente, pode afirmar, com certeza, que den-
tro dela há o embrião de uma planta, a qual, 
na fase adulta:
a) forma flores, frutos e sementes.
b) forma sementes, mas não produz flores e 
frutos.
c) vive exclusivamente em ambiente terrestre.
d) necessita de água para o deslocamento dos 
gametas na fecundação.
e) tem tecidos especializados para condução de 
água e de seiva elaborada.
 15. (Fuvest) A partir da contagem de indivíduos 
de uma população experimental de protozo-
ários, durante determinado tempo, obtive-
ram-se os pontos e a curva média registra-
dos no gráfico a seguir. Tal gráfico permite 
avaliar a capacidade limite do ambiente, ou 
seja, sua carga biótica máxima.
De acordo com o gráfico:
a) a capacidade limite do ambiente cresceu até 
o dia 6.
b) a capacidade limite do ambiente foi alcança-
da somente após o dia 20.
c) a taxa de mortalidade superou a de natali-
dade até o ponto em que a capacidade limite 
do ambiente foi alcançada.
d) a capacidade limite do ambiente aumentou 
com o aumento da população.
e) o tamanho da população ficou próximo da 
capacidade limite do ambiente entre os dias 
8 e 20.
 16. (Fuvest) A relação entre produção, consumo 
e armazenagem de substâncias, na folha e 
na raiz subterrânea de uma angiosperma, 
encontra-se corretamente descrita em:
a) Folha: glicose é produzida, mas não é consu-
mida; raiz subterrânea: glicose é armazena-
da, mas não é consumida.
b) Folha: glicose é produzida e consumida; 
raiz subterrânea: glicose é consumida e ar-
mazenada.
c) Folha: água é consumida, mas não é armaze-
nada; raiz subterrânea: água é armazenada, 
mas não é consumida.
d) Folha: água é consumida e glicose é produzi-
da; raiz subterrânea: glicose é armazenada, 
mas não é consumida.
e) Folha: glicose é produzida, mas não é consu-
mida; raiz subterrânea: água é consumida e 
armazenada.
 17. (Fuvest) Ao longo da evolução das plantas, 
os gametas:
a) tornaram-se cada vez mais isolados do meio 
externo e, assim, protegidos.
b) tornaram-se cada vez mais expostos ao 
meio externo, o que favorece o sucesso da 
fecundação.
c) mantiveram-se morfologicamente iguais em 
todos os grupos.
d) permaneceram dependentes de água, para 
transporte e fecundação, em todos os 
grupos.
e) apareceram no mesmo grupo no qual tam-
bém surgiram os tecidos vasculares como 
novidade evolutiva.120
 18. (Fuvest) As estruturas presentes em uma cé-
lula vegetal, porém ausentes em uma bacté-
ria, são:
a) cloroplastos, lisossomos, núcleo e membrana 
plasmática.
b) vacúolos, cromossomos, lisossomos e ribos-
somos.
c) complexo golgiense, membrana plasmática, 
mitocôndrias e núcleo.
d) cloroplastos, mitocôndrias, núcleo e retículo 
endoplasmático.
e) cloroplastos, complexo golgiense, mitocôn-
drias e ribossomos.
 19. (Fuvest) As bactérias diferem quanto à fonte 
primária de energia para seus processos me-
tabólicos. Por exemplo:
I. Chlorobium sp. utiliza energia luminosa.
II. Beggiatoa sp. utiliza energia gerada pela 
oxidação de compostos inorgânicos.
III. Mycobacterium sp. utiliza energia gerada 
pela degradação de compostos orgânicos 
componentes do organismo hospedeiro.
Com base nessas informações, indique a al-
ternativa que relaciona corretamente essas 
bactérias com seu papel nas cadeias alimen-
tares de que participam.
Chlorobium sp. Beggiatoa sp. Mycobacterium sp.
a) Consumidor Produtor Consumidor
b) Consumidor Decompositor Consumidor
c) Produtor Consumidor Decompositor
d) Produtor Decompositor Consumidor
e) Produtor Produtor Consumidor
 20. (Fuvest) As crescentes emissões de dióxido 
de carbono (CO2), metano (CH4), óxido ni-
troso (N2O), entre outros, têm causado sérios 
problemas ambientais, como, por exemplo, 
a intensificação do efeito estufa. Estima-se 
que, dos 6,7 bilhões de toneladas de carbo-
no emitidas anualmente pelas atividades 
humanas, cerca de 3,3 bilhões acumulam-se 
na atmosfera, sendo os oceanos responsáveis 
pela absorção de 1,5 bilhão de toneladas, en-
quanto quase 2 bilhões de toneladas são se-
questradas pelas formações vegetais.
Assim, entre as ações que contribuem para a 
redução do CO2 da atmosfera, estão a preser-
vação de matas nativas, a implantação de re-
florestamentos e de sistemas agroflorestais e 
a recuperação de áreas de matas degradadas.
O papel da vegetação, no sequestro de carbo-
no da atmosfera, é:
a) diminuir a respiração celular dos vegetais 
devido à grande disponibilidade de O2 nas 
florestas tropicais.
b) fixar o CO2 da atmosfera por meio de bacté-
rias decompositoras do solo e absorver o car-
bono livre por meio das raízes das plantas.
c) converter o CO2 da atmosfera em matéria or-
gânica, utilizando a energia da luz solar.
d) reter o CO2 da atmosfera na forma de com-
postos inorgânicos, a partir de reações de 
oxidação em condições anaeróbicas.
e) transferir o CO2 atmosférico para as molécu-
las de ATP, fonte de energia para o metabo-
lismo vegetal.
 21. (Fuvest) “Para compor um tratado sobre pas-
sarinhos é preciso por primeiro que haja um 
rio com árvores e palmeiras nas margens.
E dentro dos quintais das casas que haja pelo 
menos goiabeiras. E que haja por perto bre-
jos e iguarias de brejos.
É preciso que haja insetos para os passari-
nhos.
Insetos de pau sobretudo que são os mais 
palatáveis.
A presença de libélulas seria uma boa.
O azul é importante na vida dos passarinhos
porque os passarinhos precisam antes de ser 
belos ser eternos.
Eternos que nem uma fuga de Bach.”
“De passarinhos”. Manoel de Barros
No texto, o conjunto de elementos, descri-
to de forma poética em relação aos passa-
rinhos, pode ser associado, sob o ponto de 
vista biológico, ao conceito de:
a) bioma.
b) nicho ecológico.
c) competição.
d) protocooperação.
e) sucessão ecológica.
 22. (Fuvest) A observação de faunas dos conti-
nentes do hemisfério Sul revela profundas 
diferenças. Na América do Sul, existem pre-
guiças, antas, capivaras, tamanduás e onças; 
na África, há leões, girafas, camelos, zebras 
e hipopótamos; na Austrália, cangurus, or-
nitorrincos e equidnas e, na Antártida, os 
pinguins. Entretanto, descobriram-se es-
pécies fósseis idênticas nessas regiões. As-
sim, fósseis da gimnosperma ‘Glossopteris’ 
foram encontrados ao longo das costas li-
torâneas da África, América do Sul, Austrá-
lia e Antártida, e ainda fósseis dos répteis 
‘Cynognathus’ e ‘Lystrosaurus’ foram desco-
bertos na América do Sul, África e Antártida.
Para explicar esses fatos, formularam-se as 
seguintes hipóteses:
I. A presença de fósseis idênticos, nos vá-
rios continentes, prova que todas as for-
mas de vida foram criadas simultanea-
mente nas diversas regiões da Terra e se 
diferenciaram mais tarde.
II. As faunas e floras atuais são resultado da 
seleção natural em ambientes diversos, 
isolados geograficamente.
121
III. Os continentes, há milhões de anos, eram 
unidos, separando-se posteriormente.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
 23. (Fuvest) Existe um produto que, aplicado 
nas folhas das plantas, promove o fecha-
mento dos estômatos, diminuindo a perda 
de água.
Como consequência imediata do fechamento 
dos estômatos:
I. o transporte de seiva bruta é prejudicado.
II. a planta deixa de absorver a luz.
III. a entrada de ar atmosférico e a saída de 
CO2 são prejudicadas.
IV. a planta deixa de respirar e de fazer fo-
tossíntese.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) III e IV.
 24. (Fuvest)
O pinhão mostrado na foto, coletado 
de um pinheiro-do-paraná (Araucaria 
angustifolia), é:
a) um fruto – estrutura multicelular resultante 
do desenvolvimento do ovário.
b) um fruto – estrutura unicelular resultante 
do desenvolvimento do óvulo.
c) uma semente – estrutura unicelular resul-
tante do desenvolvimento do ovário.
d) uma semente – estrutura multicelular resul-
tante do desenvolvimento do óvulo.
e) uma semente – estrutura unicelular resul-
tante do desenvolvimento do óvulo.
GAbARito
1. C 2. D 3. A 4. D 5. E
6. B 7. A 8. A 9. D 10. E
11. D 12. C 13. A 14. E 15. E
16. B 17. A 18. D 19. E 20. C
21. B 22. D 23. B 24. D
123
Prescrição: São necessários conhecimentos sobre a classificação dos seres vivos e 
suas características fisiológicas e anatômicas, além de compreender as fisiologias 
animal e humana. 
BIOLOGIA 2
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest) No início do desenvolvimento, todo embrião humano tem estruturas que podem se diferen-
ciar tanto no sistema reprodutor masculino quanto no feminino. Um gene do cromossomo Y, denomi-
nado SRY (sigla de sexdetermining region Y), induz à formação dos testículos. Hormônios produzidos 
pelos testículos atuam no embrião, induzindo a diferenciação das outras estruturas do sistema re-
produtor masculino e, portanto, o fenótipo masculino. Suponha que um óvulo tenha sido fecundado 
por um espermatozoide portador de um cromossomo Y com uma mutação que inativa completamente 
o gene SRY. Com base nas informações contidas no parágrafo anterior, pode-se prever que o zigoto:
a) será inviável e não se desenvolverá em um novo indivíduo.
b) será desenvolvido em um indivíduo cromossômica (XY) e fenotipicamente do sexo masculino, normal 
e fértil.
c) será desenvolvido em um indivíduo cromossômica (XY) e fenotipicamente do sexo masculino, mas sem 
testículos.
d) será desenvolvido em um indivíduo cromossomicamente do sexo masculino (XY), mas com fenótipo 
feminino.
e) será desenvolvido em um indivíduo cromossômica (XX) e fenotipicamente do sexo feminino.
 2. (Fuvest) Durante a gestação, os filhotes de mamíferos placentários retiram alimento do corpo 
materno. Qual das alternativas indica o caminho percorrido por um aminoácido resultante da di-
gestão de proteínas do alimento, desde o organismo materno até as células do feto?
a) Estômago materno → circulação sanguínea materna → placenta → líquido amniótico → circulação 
sanguínea fetal → células fetais
b) Estômago materno → circulação sanguínea materna → placenta → cordão umbilical → estômago 
fetalcirculação sanguínea fetal → células fetais
c) Intestino materno → circulação sanguínea materna → placenta → líquido amniótico → circulação 
sanguínea fetalcélulas fetais.
d) Intestino materno → circulação sanguínea materna → placenta → circulação sanguínea fetal → cé-
lulasfetais.
e) Intestino materno → estômago fetal → circulação sanguínea fetal → células fetais.
 3. (Fuvest) Num exercício prático, um estudante analisou um animal vertebrado para descobrir a que 
grupo pertencia, usando a seguinte chave de classificação:
124
O estudante concluiu que o animal pertencia 
ao grupo VI.
Esse animal pode ser:
a) um gambá.
b) uma cobra.
c) um tubarão.
d) uma sardinha.
e) um sapo.
 4. (Fuvest) Foram feitas medidas diárias das 
taxas dos hormônios: luteinizante (LH), fo-
lículo estimulante (FSH), estrógeno e pro-
gesterona, no sangue de uma mulher adulta, 
jovem, durante vinte e oito dias consecutivos. 
Os resultados estão mostrados no gráfico.
Os períodos mais prováveis de ocorrência da 
menstruação e da ovulação, respectivamen-
te, são:
a) A e C.
b) A e E.
c) C e A.
d) E e C.
e) E e A.
 5. (Fuvest) De acordo com a Organização Mun-
dial da Saúde (OMS), a dengue voltará com 
ímpeto. “A Ásia e a América latina serão du-
ramente castigadas este ano [...]”, diz José 
Esparza, coordenador de vacinas da OMS.
New Scientist, n. 2354, 3 ago. 2002.
O motivo dessa previsão está no fato de:
a) o vírus causador da doença ter se tornado 
resistente aos antibióticos.
b) o uso intenso de vacinas ter selecionado for-
mas virais resistentes aos anticorpos.
c) o contágio se dar de pessoa a pessoa por 
meio de bactérias resistentes a antibióticos.
d) a população de mosquitos transmissores de-
verá aumentar.
e) a promiscuidade sexual favorecer a disper-
são dos vírus.
 6. (Fuvest) O ornitorrinco e a equidna são ma-
míferos primitivos que botam ovos, no in-
terior dos quais ocorre o desenvolvimento 
embrionário. Sobre esses animais, é correto 
afirmar que:
a) diferentemente dos mamíferos placentários, 
eles apresentam autofecundação.
b) diferentemente dos mamíferos placentários, 
eles não produzem leite para a alimentação 
dos filhotes.
c) diferentemente dos mamíferos placentários, 
seus embriões realizam trocas gasosas dire-
tamente com o ar.
d) à semelhança dos mamíferos placentários, 
seus embriões alimentam-se exclusivamente 
de vitelo acumulado no ovo.
e) à semelhança dos mamíferos placentários, 
seus embriões livram-se dos excretas nitro-
genados através da placenta.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. O indivíduo pode se desenvolver mesmo sem 
o cromossomo Y, como na síndrome de Tur-
ner (X0). O indivíduo só pode ser XY, já que 
é a fusão de um óvulo (X) com um esperma-
tozoide (Y). A ausência da expressão do gene 
SRY leva a não formação do testículo e, con-
sequentemente, a não produção de testoste-
rona, que é responsável pelas características 
secundárias masculinas e, assim, o fenótipo 
desse indivíduo será feminino.
 2. [A] está incorreta, pois o alimento não passa 
pelo líquido amniótico.
[B] está incorreta, pois não passa pelo es-
tômago fetal e precisa ser digerido antes de 
ser absorvido.
[C] está incorreta, pois o alimento não passa 
pelo líquido amniótico.
[E] está incorreta, pois não passa pelo estô-
mago fetal.
 3. A cobra tem ausência de pelos, de penas, de 
nadadeiras pares e presença de mandíbula e 
de escamas córneas.
 4. Período da ovulação: altos níveis de LH, FSH 
e estrógeno. Período menstrual: baixa de to-
dos os hormônios.
 5. A dengue é uma doença causada por um ví-
rus. Sendo assim, não pode ser tratado com 
antibiótico. A transmissão ocorre por meio 
de um vetor, que é o mosquito Aedes aegypti.
 6. Os monotremados são mamíferos que põem 
ovos, possuem pelos e glândulas mamárias, 
além de serem endotérmicos.
GAbARito
 1. D 2. D 3. B 4. E 5. D
 6. C
125
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) Uma dieta de emagrecimento atribui 
a cada alimento um certo número de pon-
tos, que equivale ao valor calórico do ali-
mento ao ser ingerido. Assim, por exemplo, 
as combinações abaixo somam, cada uma, 
85 pontos:
 § 4 colheres de arroz + 2 colheres de azeite 
+ 1 fatia de queijo branco.
 § 1 colher de arroz + 1 bife + 2 fatias de 
queijo branco.
 § 4 colheres de arroz + 1 colher de azeite 
+ 2 fatias de queijo branco.
 § 4 colheres de arroz + 1 bife.
Note e adote:
1 colher 
de arroz
1 colher 
de azeite 1 bife
Massa de 
alimento (g)
20 5 100
% de umidade + 
macronutriente 
minoritário + 
micronutrientes
75 0 60
% de macro-
nutriente 
majoritário 
25 100 40
São macronutrientes as proteínas, os 
carboidratos e os lipídeos.
Com base nas informações fornecidas, e na 
composição nutricional dos alimentos, con-
sidere as seguintes afirmações:
I. A pontuação de um bife de 100 g é 45. 
II. O macronutriente presente em maior 
quantidade no arroz é o carboidrato.
III. Para uma mesma massa de lipídeo de ori-
gem vegetal e de carboidrato, a razão
 
número de pontos do lipídeo
 ______________________________ 
número de pontos do carboidrato
 é de 1,5.
É correto o que se afirma em: 
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
 2. (Fuvest) Francisco deve elaborar uma pes-
quisa sobre dois artrópodes distintos. Eles 
serão selecionados, ao acaso, da seguinte 
relação: aranha, besouro, barata, lagosta, ca-
marão, formiga, ácaro, caranguejo, abelha, 
carrapato, escorpião e gafanhoto.
Qual é a probabilidade de que ambos os ar-
trópodes escolhidos para a pesquisa de Fran-
cisco não sejam insetos?
a) 19 _____ 144 
b) 14 ___ 33 
c) 7 ___ 22 
d) 5 ___ 22 
e) 15 ____ 144 
 3. (Fuvest) Num ambiente iluminado, ao foca-
lizar um objeto distante, o olho humano se 
ajusta a essa situação. Se a pessoa passa, em 
seguida, para um ambiente de penumbra, ao 
focalizar um objeto próximo, a íris:
a) aumenta, diminuindo a abertura da pupila, 
e os músculos ciliares se contraem, aumen-
tando o poder refrativo do cristalino.
b) diminui, aumentando a abertura da pupila, 
e os músculos ciliares se contraem, aumen-
tando o poder refrativo do cristalino.
c) diminui, aumentando a abertura da pupila, 
e os músculos ciliares se relaxam, aumen-
tando o poder refrativo do cristalino.
d) aumenta, diminuindo a abertura da pupila, 
e os músculos ciliares se relaxam, diminuin-
do o poder refrativo do cristalino.
e) diminui, aumentando a abertura da pupila, 
e os músculos ciliares se relaxam, diminuin-
do o poder refrativo do cristalino.
 4. (Fuvest) Tatuzinhos-de-jardim, escorpiões, 
siris, centopeias e borboletas são todos ar-
trópodes. Compartilham, portanto, as se-
guintes características:
a) simetria bilateral, respiração traqueal e ex-
creção por túbulos de Malpighi.
b) simetria bilateral, esqueleto corporal exter-
no e apêndices articulados.
c) presença de cefalotórax, sistema digestório 
incompleto e circulação aberta.
d) corpo não segmentado, apêndices articula-
dos e respiração traqueal.
e) corpo não segmentado, esqueleto corporal 
externo e excreção por túbulos de Malpighi.
 5. (Fuvest) Existem vírus que:
a) se reproduzem independentemente de 
células.
b) têm genoma constituído de DNA e RNA.
c) sintetizam DNA a partir de RNA.
d) realizam respiração aeróbica no interior da 
cápsula proteica.
e) possuem citoplasma, que não contém orga-
nelas.
126
 6. (Fuvest) Considere a árvore filogenética a 
seguir.
Essa árvore representa a simplificação de 
uma das hipóteses para as relações evoluti-
vas entre os grupos a que pertencem os ani-
mais exemplificados. Os retângulos corres-
pondem a uma ou mais características que 
são compartilhadas pelos grupos representa-
dos acima de cada um deles na árvore e que 
não estão presentes nos grupos abaixo deles. 
A presença de notocorda, de tubo nervoso 
dorsal, de vértebras e de ovo amniótico cor-
responde, respectivamente, aos retângulos:
a) 1, 2, 3 e 4.
b) 1, 1, 2 e 5.
c) 1, 1, 3 e 6.
d) 1, 2, 2 e 7.
e) 2, 2, 2 e 5.
 7. (Fuvest) Na história evolutiva dos metazoá-
rios, o processo digestivo:
a) é intracelular, com hidrólise enzimática de 
moléculas de grande tamanho, a partir dos 
equinodermas.
b) é extracelular, já nos poríferos, passando a 
completamente intracelular, a partir dos ar-
trópodes.
c) é completamenteextracelular nos vertebra-
dos, o que os distingue dos demais grupos 
de animais.
d) passa de completamente intracelular a com-
pletamente extracelular, a partir dos nema-
telmintos.
e) passa de completamente extracelular a com-
pletamente intracelular, a partir dos anelídeos.
 8. (Fuvest) A figura representa uma hipótese 
das relações evolutivas entre alguns grupos 
animais.
De acordo com essa hipótese, a classifica-
ção dos animais em vertebrados e inverte-
brados: 
a) está justificada, pois há um ancestral comum 
para todos os vertebrados e outro diferente 
para todos os invertebrados.
b) não está justificada, pois separa um grupo 
que reúne vários filos de outro que é apenas 
parte de um filo.
c) está justificada, pois a denominação de ver-
tebrado pode ser considerada como sinônima 
de Cordado.
d) não está justificada, pois, evolutivamente, 
os vertebrados estão igualmente distantes 
de todos os invertebrados.
e) está justificada, pois separa um grupo que 
possui muitos filos com poucos represen-
tantes de outro com poucos filos e muitos 
representantes.
 9. (Fuvest) Nos mamíferos, o tamanho do co-
ração é proporcional ao tamanho do corpo 
e corresponde a aproximadamente 0,6% da 
massa corporal.
O gráfico abaixo mostra a relação entre a fre-
quência cardíaca e a massa corporal de vá-
rios mamíferos.
127
O quadro a seguir traz uma relação de mamí-
feros e o resultado da pesagem de indivíduos 
adultos.
Animal Massa corporal (g)
Cuíca 30
Sagui 276
Gambá 1.420
Bugio 5.180
Capivara 37.300
Fauna silvestre – Secretaria Municipal do 
Verde e do Meio Ambiente, SP, 2007.
Considerando esse conjunto de informações, 
analise as afirmações seguintes:
I. No intervalo de um minuto, a cuíca tem 
mais batimentos cardíacos do que a capi-
vara.
II. A frequência cardíaca do gambá é maior 
do que a do bugio e menor do que a do 
sagui.
III. Animais com coração maior têm frequên-
cia cardíaca maior.
Está correto apenas o que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
 10. (Fuvest) Ao longo da evolução dos vertebra-
dos, a:
a) digestão tornou-se cada vez mais complexa. 
A tomada do alimento pela boca e sua pas-
sagem pelo estômago e intestino são carac-
terísticas apenas do grupo mais recente.
b) circulação apresentou poucas mudanças. O 
número de câmaras cardíacas aumentou, o 
que não influenciou a circulação pulmonar e 
a sistêmica, que são completamente separa-
das em todos os grupos.
c) respiração, no nível celular, manteve-se se-
melhante em todos os grupos. Houve mu-
dança, porém, nos órgãos responsáveis pelas 
trocas gasosas, que diferem entre grupos.
d) excreção sofreu muitas alterações, devido a 
mudanças no sistema excretor. Porém, in-
dependentemente do ambiente em que vi-
vem, os animais excretam ureia, amônia e 
ácido úrico.
e) reprodução sofreu algumas mudanças rela-
cionadas com a conquista do ambiente ter-
restre. Assim, todos os vertebrados, com ex-
ceção dos peixes, independem da água para 
se reproduzir.
 11. (Fuvest) Ao noticiar o desenvolvimento de 
mecanismos de prevenção contra a esquis-
tossomose, um texto jornalístico trouxe a se-
guinte informação:
Proteína do parasita da doença “ensina” or-
ganismo a se defender dele.
Folha de S.Paulo, 06/08/2010.
Traduzindo a notícia em termos biológicos, é 
correto afirmar que uma proteína, presente: 
a) no platelminto causador da doença, ao ser 
introduzida no ser humano, estimula res-
posta imunológica que, depois, permite o 
reconhecimento do parasita no caso de uma 
infecção.
b) no platelminto causador da doença, serve 
de modelo para a produção de cópias de si 
mesma no corpo do hospedeiro que, então, 
passa a produzir defesa imunológica contra 
esse parasita.
c) no molusco causador da doença, estimula 
a produção de anticorpos no ser humano, 
imunizando-o contra uma possível infecção 
pelo parasita.
d) no molusco causador da doença, atua como 
anticorpo, no ser humano, favorecendo a 
resposta imunológica contra o parasita.
e) no nematelminto causador da doença, pode 
ser utilizada na produção de uma vacina ca-
paz de imunizar o ser humano contra infec-
ções por esses organismos.
 12. (Fuvest) Considere os filos de animais viven-
tes e as seguintes características relaciona-
das à conquista do ambiente terrestre.
I. Transporte de gases feito exclusivamente 
pelo sistema respiratório, independente 
do sistema circulatório.
II. Respiração cutânea e pulmonar no mes-
mo indivíduo.
III. Ovos com casca calcárea resistente e po-
rosa.
A sequência que reproduz corretamente a 
ordem evolutiva de surgimento de tais ca-
racterísticas é:
a) I, II e III.
b) II, I e III.
c) II, III e I.
d) III, I e II.
e) III, II e I.
 13. (Fuvest) A figura abaixo representa, em cor-
te longitudinal, o coração de um sapo.
128
Comparando o coração de um sapo com o coração humano, pode-se afirmar que:
a) não há diferenças significativas entre os dois quanto à estrutura das câmaras.
b) enquanto no sapo o sangue chega pelos átrios cardíacos, no coração humano o sangue chega pelos 
ventrículos.
c) ao contrário do que ocorre no sapo, no coração humano o sangue chega sempre pelo átrio direito.
d) ao contrário do que ocorre no sapo, nas câmaras do coração humano por onde passa sangue arterial 
não passa sangue venoso.
e) nos dois casos, o sangue venoso chega ao coração por dois vasos, um que se abre no átrio direito e o 
outro, no átrio esquerdo.
 14. (Fuvest) A Gripe A, causada pelo vírus Influenza A (H1N1), tem sido relacionada com a gripe espa-
nhola, pandemia ocorrida entre 1918 e 1919. No genoma do vírus Influenza A, há dois genes que 
codificam proteínas de superfície, chamadas de hemaglutinina (H) e neuraminidase (N), das quais 
existem, respectivamente, 16 e 9 tipos.
Com base nessas informações, analise as afirmações:
I. O número de combinações de proteínas de superfície do vírus Influenza A é 25, o que dificulta 
a produção de medicamentos antivirais específicos.
II. Tanto na época atual quanto na da gripe espanhola, as viagens transoceânicas contribuíram 
para a disseminação do vírus pelo mundo.
III. O sistema imunológico do indivíduo reconhece segmentos das proteínas de superfície do vírus 
para combatê-lo.
Está correto o que se afirma em:
a) I e II apenas.
b) I e II, somente.
c) I e III, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III.
 15. (Fuvest) Um determinado animal adulto é desprovido de crânio e apêndices articulares. Apresenta 
corpo alongado e cilíndrico. Esse animal pode pertencer ao grupo dos:
a) répteis ou nematelmintos.
b) platelmintos ou anelídeos.
c) moluscos ou platelmintos.
d) anelídeos ou nematelmintos.
e) anelídeos ou artrópodes.
 16. (Fuvest) Observe a gravura e considere as afirmações.
I. Pentágonos regulares congruentes podem substituir os hexágonos da gravura de modo a reco-
brir todo o plano sem sobreposição.
II. Pelo menos um dos animais representados passa pelo processo de metamorfose na natureza.
III. A sequência de espécies animais representadas da esquerda para a direita do leitor corresponde 
à do processo evolutivo na biosfera.
Está correto o que se afirma somente em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
129
 17. (Fuvest) O fígado humano é uma glândula 
que participa de processos de digestão e ab-
sorção de nutrientes, ao:
a) produzir diversas enzimas hidrolíticas que 
atuam na digestão de carboidratos.
b) produzir secreção rica em enzimas que dige-
rem as gorduras.
c) produzir a insulina e o glucagon, regulado-
res dos níveis de glicose no sangue.
d) produzir secreção rica em sais que facilita a 
digestão e a absorção de gorduras.
e) absorver excretas nitrogenadas do sangue e 
transformá-las em nutrientes proteicos.
 18. (Fuvest) O esquema a seguir representa uma 
das hipóteses para explicar as relações evo-
lutivas entre grupos de animais. A partir 
do ancestral comum, cada número indica o 
aparecimento de determinada característi-
ca. Assim, os ramos anteriores a um número 
correspondem a animais que não possuem 
tal característica e os ramosposteriores, a 
animais que a possuem.
As características “cavidade corporal” e 
“exoesqueleto de quitina” correspondem, 
respectivamente, aos números:
a) 1 e 6.
b) 2 e 4.
c) 2 e 5.
d) 3 e 4.
e) 3 e 5.
 19. (Fuvest) Enzimas digestivas produzidas no 
estômago e no pâncreas foram isoladas dos 
respectivos sucos e usadas no preparo de 
um experimento, conforme mostra o quadro 
a seguir.
Tubo 1 Tubo 2 Tubo 3 Tubo 4
Arroz, 
clara de 
ovo, óleo 
de milho 
e água
Arroz, 
clara de 
ovo, óleo 
de milho 
e água
Arroz, 
clara de 
ovo, óleo 
de milho 
e água
Arroz, 
clara de 
ovo, óleo 
de milho 
e água
Tubo 1 Tubo 2 Tubo 3 Tubo 4
Extrato 
enzimá-
tico do 
estômago
Extrato 
enzimá-
tico do 
estômago
Extrato 
enzimá-
tico do 
pâncreas
Extrato 
enzimá-
tico do 
pâncreas
pH = 2 pH = 8 pH = 2 pH = 8
Decorrido certo tempo, o conteúdo dos tubos 
foi testado para a presença de dissacaríde-
os, peptídeos, ácidos graxos e glicerol. Esses 
quatro tipos de nutrientes devem estar:
a) presentes no tubo 1.
b) presentes no tubo 2.
c) presentes no tubo 3.
d) presentes no tubo 4.
e) ausentes dos quatro tubos.
 20. (Fuvest) Em algumas doenças humanas, o 
funcionamento dos rins fica comprometido. 
São consequências diretas do mau funciona-
mento dos rins:
a) acúmulo de produtos nitrogenados tóxicos 
no sangue e elevação da pressão arterial.
b) redução do nível de insulina e acúmulo de 
produtos nitrogenados tóxicos no sangue.
c) não produção de bile e enzimas hidrolíticas 
importantes na digestão das gorduras.
d) redução do nível de hormônio antidiurético 
e elevação do nível de glicose no sangue.
e) redução do nível de aldosterona, que regula 
a pressão osmótica do sangue.
 21. (Fuvest) O gráfico a seguir mostra a varia-
ção na pressão sanguínea e na velocidade do 
sangue em diferentes vasos do sistema cir-
culatório humano.
Qual das alternativas correlaciona correta-
mente as regiões I, II e III do gráfico com o 
tipo de vaso sanguíneo?
I II III
a) artéria capilar veia
b) artéria veia capilar
c) artéria veia artéria
d) veia capilar artéria
e) veia artéria capilar
130
 22. (Fuvest) Qual das alternativas relaciona cor-
retamente cada um dos animais designados 
pelas letras de A a D com as características 
indicadas pelos números de I a IV?
A. água-viva (celenterado)
B. lombriga (nematelminto)
C. mosquito (inseto)
D. sapo (anfíbio)
I. presença de pseudoceloma
II. sistema circulatório fechado
III. sistema respiratório traqueal
IV. sistema digestório incompleto
a) A-I; B-IV; C-II; D-III.
b) A-I; B-II; C-III; D-IV.
c) A-II; B-I; C-III; D-IV.
d) A-IV; B-III; C-I; D-II.
e) A-IV; B-I; C-III; D-II.
 23. (Fuvest) A ingestão de alimentos gorduro-
sos estimula a contração da vesícula biliar. A 
bile, liberada no:
a) estômago, contém enzimas que digerem lipí-
dios.
b) estômago, contém ácidos que facilitam a di-
gestão dos lipídios.
c) fígado, contém enzimas que facilitam a di-
gestão dos lipídios.
d) duodeno, contém enzimas que digerem lipí-
dios.
e) duodeno, contém ácidos que facilitam a di-
gestão dos lipídios.
 24. (Fuvest)
O gráfico mostra os níveis de glicose no san-
gue de duas pessoas (A e B), nas cinco ho-
ras seguintes, após elas terem ingerido tipos 
e quantidades semelhantes de alimento. A 
pessoa A é portadora de um distúrbio hor-
monal que se manifesta, em geral, após os 
40 anos de idade. A pessoa B é saudável.
Qual das alternativas indica o hormônio alte-
rado e a glândula produtora desse hormônio?
a) Insulina e pâncreas.
b) Insulina e fígado.
c) Insulina e hipófise.
d) Glucagon e fígado.
e) Glucagon e suprarrenal.
GAbARito
1. E 2. C 3. B 4. B 5. C
6. B 7. D 8. B 9. D 10. C
11. A 12. A 13. D 14. D 15. D
16. B 17. D 18. E 19. D 20. A
21. A 22. E 23. E 24. A
131
Prescrição: São necessários conhecimentos sobre as organelas e suas funções, citogenética e bioquí-
mica básicas, como carboidratos, proteínas, lipídeos e ácidos nucleicos. Compreender como ocorre a 
passagem das características de geração para geração e como são calculadas as probabilidades dentro 
da genética.
BIOLOGIA 3
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest) Em cães labradores, dois genes, cada um com dois alelos (B/b e E/e), condicionam as 
três pelagens típicas da raça: preta, marrom e dourada. A pelagem dourada é condicionada 
pela presença do alelo recessivo e em homozigose no genótipo. Os cães portadores de pelo 
menos um alelo dominante E serão pretos, se tiverem pelo menos um alelo dominante B; ou 
marrons, se forem homozigóticos bb. O cruzamento de um macho dourado com uma fêmea 
marrom produziu descendentes pretos, marrons e dourados. O genótipo do macho é:
a) EeBB.
b) EeBb.
c) eebb.
d) eeBB.
e) eeBb.
 2. (Fuvest) O código genético é o conjunto de todas as trincas possíveis de bases nitrogenadas (có-
dons). A sequência de códons do RNA mensageiro determina a sequência de aminoácidos da pro-
teína.
É correto afirmar que o código genético:
a) varia entre os tecidos do corpo de um indivíduo.
b) é o mesmo em todas as células de um indivíduo, mas varia de indivíduo para indivíduo.
c) é o mesmo nos indivíduos de uma mesma espécie, mas varia de espécie para espécie.
d) permite distinguir procariotos de eucariotos.
e) é praticamente o mesmo em todas as formas de vida.
 3. (Fuvest) Assinale a alternativa que, no quadro a seguir, indica os compartimentos celulares em 
que ocorrem a síntese de RNA e a síntese de proteínas, em animais e em bactérias.
Animais Bactérias
Síntese de RNA Síntese de proteínas Síntese de RNA Síntese de proteínas 
a) núcleo citoplasma núcleo citoplasma
b) núcleo núcleo citoplasma citoplasma
c) núcleo citoplasma citoplasma citoplasma
d) citoplasma núcleo citoplasma núcleo
e) citoplasma citoplasma citoplasma citoplasma
 4. (Fuvest) As mitocôndrias são consideradas as “casas de força” das células vivas. Tal analogia 
refere-se ao fato de as mitocôndrias:
a) estocarem moléculas de ATP produzidas na digestão dos alimentos.
b) produzirem ATP com utilização de energia liberada na oxidação de moléculas orgânicas.
c) consumirem moléculas de ATP na síntese de glicogênio ou de amido a partir de glicose.
d) serem capazes de absorver energia luminosa utilizada na síntese de ATP.
e) produzirem ATP a partir da energia liberada na síntese de amido ou de glicogênio.
132
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Macho dourado tem que ser: _ _ e e.
Fêmea marrom tem que ser: b b E _.
Prole
Preto: B _ E _
Marrom: b b E _
Dourado: _ _ e e
Como tiveram um filhote preto, o “B” tem 
que estar presentes no macho, já que a fê-
mea é marrom e, portanto, “bb“.
Como tiveram um filhote marrom “bb”, um 
“b” veio da fêmea e o outro “b” veio do ma-
cho. Sendo assim, o genótipo do macho é 
“Bbee“.
 2. O código genético é universal; sendo assim, 
a mesma trinca de bases que codifica um 
determinado aminoácido em um indivíduo 
(ex.: formiga) também codifica o mesmo 
aminoácido em outro (ex.: ser humano).
A trinca “UUU” codifica fenilalanina no ver-
me, na bactéria, nos seres humanos e outros. 
 3. A síntese de RNA corresponde ao processo 
de transcrição. Nos animais, esse processo 
ocorre no núcleo, já que esses indivíduos são 
eucariotos e possuem membrana nuclear. Na 
bactéria, a transcrição ocorre no citoplasma, 
pois se trata de um ser procarioto, sem nú-
cleo definido.
A síntese proteica corresponde ao proces-
so de tradução. Nos animais, esse processo 
ocorre no citoplasma, em uma organela de-
nominada ribossomo. Do mesmo modo, ocor-
re nas bactérias.
 4. É nas mitocôndrias que ocorre a produção de 
energia ATP, a partir da oxidação da matéria 
orgânica.
 5. Nitrogênio é constituinte de ácidos nuclei-
cos e proteínas; fósforo é constituinte de 
ácidos nucleicos; potássio atua no equilíbrio 
osmótico e na permeabilidade celular.
 6. Mitocôndria e cloroplasto podem ter sido 
originados do processo de simbiose entre 
procariotos primitivos (teoria da endossim-
biose).
GAbARito
1. E 2. E 3. C 4. B 5. C
6. E
 5. (Fuvest) Os adubos inorgânicos industriali-
zados, conhecidospela sigla NPK, contêm 
sais de três elementos químicos: nitrogê-
nio, fósforo e potássio. Qual das alternati-
vas indica as principais razões pelas quais 
esses elementos são indispensáveis à vida 
de uma planta?
a) Nitrogênio: é constituinte de ácidos nuclei-
cos e proteínas; fósforo: é constituinte de 
ácidos nucleicos e proteínas; potássio: é 
constituinte de ácidos nucleicos, glicídios 
e proteínas.
b) Nitrogênio: atua no equilíbrio osmótico 
e na permeabilidade celular; fósforo: é 
constituinte de ácidos nucleicos; potássio: 
atua no equilíbrio osmótico e na permea-
bilidade celular.
c) Nitrogênio: é constituinte de ácidos nuclei-
cos e proteínas; fósforo: é constituinte de 
ácidos nucleicos; potássio: atua no equilí-
brio osmótico e na permeabilidade celular.
d) Nitrogênio: é constituinte de ácidos nuclei-
cos, glicídios e proteínas; fósforo: atua no 
equilíbrio osmótico e na permeabilidade ce-
lular; potássio: é constituinte de proteínas.
e) Nitrogênio: é constituinte de glicídios; fós-
foro: é constituinte de ácidos nucleicos e 
proteínas; potássio: atua no equilíbrio os-
mótico e na permeabilidade celular.
 6. (Fuvest) Em artigo publicado no suplemen-
to Mais! do jornal Folha de São Paulo, de 
6 de agosto de 2000, José Reis relata que 
pesquisadores canadenses demonstraram 
que a alga unicelular ‘Cryptomonas’ resul-
ta da fusão de dois organismos, um dos 
quais englobou o outro ao longo da evolu-
ção. Isso não é novidade no mundo vivo. 
Como relata José Reis: “[...] É hoje cor-
rente em Biologia, após haver sido muito 
contestada inicialmente, a noção de que 
certas organelas [...] são remanescentes 
de células que em tempos idos foram in-
geridas por célula mais desenvolvida. Dá-
-se a esta o nome de hospedeira e o de 
endossimbiontes às organelas que outrora 
teriam sido livres”.
São exemplos de endossimbiontes em células 
animais e em células de plantas, respectiva-
mente:
a) aparelho de Golgi e centríolos.
b) centríolos e vacúolos.
c) lisossomos e cloroplastos.
d) mitocôndrias e vacúolos.
e) mitocôndrias e cloroplastos.
133
pRáticA dos conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) Louis Pasteur realizou experimentos pioneiros em microbiologia. Para tornar estéril um 
meio de cultura, o qual poderia estar contaminado com agentes causadores de doenças, Pasteur 
mergulhava o recipiente que o continha em um banho de água aquecida à ebulição e à qual adicio-
nava cloreto de sódio.
Com a adição de cloreto de sódio, a temperatura de ebulição da água do banho, com relação à da 
água pura, era __________. O aquecimento do meio de cultura provocava __________.
As lacunas podem ser corretamente preenchidas, respectivamente, por:
a) maior – desnaturação das proteínas das bactérias presentes
b) menor – rompimento da membrana celular das bactérias presentes
c) a mesma – desnaturação das proteínas das bactérias
d) maior – rompimento da membrana celular dos vírus
e) menor – alterações no DNA dos vírus e das bactérias
 2. (Fuvest)
No heredograma acima, a menina II-1 tem uma doença determinada pela homozigose quanto a um 
alelo mutante de gene localizado num autossomo.
A probabilidade de que seu irmão II-2, clinicamente normal, possua esse alelo mutante é:
a) 0. 
b) 1/4. 
c) 1/3. 
d) 1/2. 
e) 2/3. 
 3. (Fuvest) No esquema abaixo, está representada uma via metabólica; o produto de cada reação quí-
mica, catalisada por uma enzima específica, é o substrato para a reação seguinte.
Num indivíduo que possua alelos mutantes que levem à perda de função do gene:
a) A ocorrem falta do substrato 1 e acúmulo do substrato 2.
b) C não há síntese dos substratos 2 e 3.
c) A não há síntese do produto final.
d) A o fornecimento do substrato 2 não pode restabelecer a síntese do produto final.
e) B o fornecimento do substrato 2 pode restabelecer a síntese do produto final.
134
 4. (Fuvest) Nas figuras a seguir, estão esque-
matizadas células animais imersas em so-
luções salinas de concentrações diferentes. 
O sentido das setas indica o movimento de 
água para dentro ou para fora das células, 
e a espessura das setas indica o volume re-
lativo de água que atravessa a membrana 
celular.
A ordem correta das figuras, de acordo com a 
concentração crescente das soluções em que 
as células estão imersas, é:
a) I, II e III.
b) II, III e I. 
c) III, I e II. 
d) II, I e III. 
e) III, II e I.
 5. (Fuvest) Na gametogênese humana:
a) espermatócitos e ovócitos secundários, for-
mados no final da primeira divisão meiótica, 
têm quantidade de DNA igual à de esperma-
togônias e ovogônias, respectivamente.
b) espermátides haploides, formadas ao final 
da segunda divisão meiótica, sofrem divisão 
mitótica no processo de amadurecimento 
para originar espermatozoides.
c) espermatogônias e ovogônias dividem-se por 
mitose e originam, respectivamente, esper-
matócitos e ovócitos primários, que entram 
em divisão meiótica, a partir da puberdade.
d) ovogônias dividem-se por mitose e originam 
ovócitos primários, que entram em meiose, 
logo após o nascimento.
e) espermatócitos e ovócitos primários origi-
nam o mesmo número de gametas, no final 
da segunda divisão meiótica.
 6. (Fuvest) No processo de síntese de certa pro-
teína, os RNA transportadores responsáveis 
pela adição dos aminoácidos serina, aspara-
gina e glutamina a um segmento da cadeia 
polipeptídica tinham os anticódons UCA, 
UUA e GUC, respectivamente.
No gene que codifica essa proteína, a se-
quência de bases correspondente a esses 
aminoácidos é:
a) UCAUUAGUC.
b) AGTAATCCAG.
c) AGUAAUCAG.
d) TCATTAGTC.
e) TGTTTTCTG.
 7. (Fuvest) Certa planta apresenta variabili-
dade no formato e na espessura das folhas: 
há indivíduos que possuem folhas largas 
e carnosas, e outros, folhas largas e finas; 
existem também indivíduos que têm folhas 
estreitas e carnosas, e outros com folhas es-
treitas e finas. Essas características são de-
terminadas geneticamente. As variantes dos 
genes responsáveis pela variabilidade dessas 
características da folha originaram-se por:
a) seleção natural.
b) mutação.
c) recombinação genética.
d) adaptação.
e) isolamento geográfico.
 8. (Fuvest) As briófitas, no reino vegetal, e os 
anfíbios, entre os vertebrados, são conside-
rados os primeiros grupos a conquistar o am-
biente terrestre. Comparando-os, é correto 
afirmar que:
a) nos anfíbios e nas briófitas, o sistema vascu-
lar é pouco desenvolvido; isso faz com que, 
nos anfíbios, a temperatura não seja contro-
lada internamente.
b) nos anfíbios, o produto imediato da meiose 
são os gametas; nas briófitas, a meiose origi-
na um indivíduo haploide que posteriormen-
te produz os gametas.
c) nos anfíbios e nas briófitas, a fecundação 
ocorre em meio seco; o desenvolvimento dos 
embriões se dá na água.
d) nos anfíbios, a fecundação origina um in-
divíduo diploide e, nas briófitas, um indi-
víduo haploide; nos dois casos, o indivíduo 
formado passa por metamorfoses até tor-
nar-se adulto.
e) nos anfíbios e nas briófitas, a absorção de 
água se dá pela epiderme; o transporte de 
água é feito por difusão, célula a célula, às 
demais partes do corpo.
 9. (Fuvest) Para que a célula possa transportar 
para seu interior o colesterol da circulação 
sanguínea, é necessária a presença de uma 
determinada proteína em sua membrana. 
Existem mutações no gene responsável pela 
síntese dessa proteína que impedem a sua 
produção. Quando um homem ou uma mu-
lher possui uma dessas mutações, mesmo 
tendo também um alelo normal, apresenta 
hipercolesterolemia, ou seja, aumento do ní-
vel de colesterol no sangue.
A hipercolesterolemia devida a essa muta-
ção tem, portanto, herança:
a) autossômica dominante.
b) autossômica recessiva. 
c) ligada ao X dominante. 
d) ligada ao X recessiva. 
e) autossômica codominante. 
135
 10. (Fuvest) A figura a seguir representa uma 
célula de uma planta jovem.
Considere duas situações:
1) A célula mergulhada numa solução hiper-
tônica.
2) A célula mergulhada numa solução hipo-
tônica.
Dentre as figuras numeradas de I a III, quais 
representam o aspecto da célula,respectiva-
mente, nas situações 1 e 2?
a) I e II
b) I e III
c) II e I
d) III e I
e) III e II
 11. (Fuvest) Na figura abaixo, está representado 
o ciclo celular. Na fase S, ocorre síntese de 
DNA; na fase M, ocorre a mitose e, dela, re-
sultam novas células, indicadas no esquema 
pelas letras C.
Considerando que, em G1, existe um par de 
alelos Bb, quantos representantes de cada 
alelo existirão ao final de S e de G2 e em 
cada C?
a) 4, 4 e 4.
b) 4, 4 e 2.
c) 4, 2 e 1.
d) 2, 2 e 2.
e) 2, 2 e 1.
 12. (Fuvest) A forma do lobo da orelha, solto ou 
preso, é determinada geneticamente por um 
par de alelos.
 
O heredograma mostra que a característica 
lobo da orelha solto não pode ter herança:
a) autossômica recessiva, porque o casal I-1 e 
I-2 tem um filho e uma filha com lobos das 
orelhas soltos.
b) autossômica recessiva, porque o casal II-4 e 
II-5 tem uma filha e dois filhos com lobos 
das orelhas presos.
c) autossômica dominante, porque o casal II-4 
e II-5 tem uma filha e dois filhos com lobos 
das orelhas presos.
d) ligada ao X recessiva, porque o casal II-1 e 
II-2 tem uma filha com lobo da orelha preso.
e) ligada ao X dominante, porque o casal II-4 
e II-5 tem dois filhos homens com lobos das 
orelhas presos.
 13. (Fuvest) O retículo endoplasmático e o com-
plexo de Golgi são organelas celulares cujas 
funções estão relacionadas. O complexo de 
Golgi:
a) recebe proteínas sintetizadas no retículo en-
doplasmático.
b) envia proteínas nele sintetizadas para o re-
tículo endoplasmático.
c) recebe polissacarídeos sintetizados no retí-
culo endoplasmático.
d) envia polissacarídeos nele sintetizados para 
o retículo endoplasmático.
e) recebe monossacarídeos sintetizados no retí-
culo endoplasmático e para ele envia polis-
sacarídeos.
 14. (Fuvest) Considere os eventos abaixo, que 
podem ocorrer na mitose ou na meiose:
I. Emparelhamento dos cromossomos ho-
mólogos duplicados.
II. Alinhamento dos cromossomos no plano 
equatorial da célula.
III. Permutação de segmentos entre cromos-
somos homólogos.
IV. Divisão dos centrômeros resultando na 
separação das cromátides irmãs.
136
No processo de multiplicação celular para repa-
ração de tecidos, os eventos relacionados à dis-
tribuição equitativa do material genético entre 
as células resultantes estão indicados em: 
a) I e III, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
 15. (Fuvest) Em tomates, a característica planta 
alta é dominante em relação à característica 
planta anã e a cor vermelha do fruto é do-
minante em relação à cor amarela. Um agri-
cultor cruzou duas linhagens puras: planta 
alta/fruto vermelho × planta anã/fruto ama-
relo. Interessado em obter uma linhagem de 
plantas anãs com frutos vermelhos, deixou 
que os descendentes dessas plantas cruzas-
sem entre si, obtendo 320 novas plantas. O 
número esperado de plantas com o fenóti-
po desejado pelo agricultor e as plantas que 
ele deve utilizar nos próximos cruzamentos, 
para que os descendentes apresentem sem-
pre as características desejadas (plantas 
anãs com frutos vermelhos), estão correta-
mente indicados em:
a) 16; plantas homozigóticas em relação às 
duas características.
b) 48; plantas homozigóticas em relação às 
duas características.
c) 48; plantas heterozigóticas em relação às 
duas características.
d) 60; plantas heterozigóticas em relação às 
duas características.
e) 60; plantas homozigóticas em relação às 
duas características.
 16. (Fuvest) Uma mutação, responsável por uma 
doença sanguínea, foi identificada numa 
família. Abaixo estão representadas sequên-
cias de bases nitrogenadas, normal e mutan-
te; nelas estão destacados o sítio de início da 
tradução e a base alterada.
O ácido nucleico representado acima e o nú-
mero de aminoácidos codificados pela se-
quência de bases, entre o sítio de início da 
tradução e a mutação, estão corretamente 
indicados em:
a) DNA; 8.
b) DNA; 24.
c) DNA; 12.
d) RNA; 8.
e) RNA; 24.
 17. (Fuvest) Um camundongo recebeu uma inje-
ção de proteína A e, quatro semanas depois, 
outra injeção de igual dose da proteína A, 
juntamente com uma dose da proteína B. No 
gráfico abaixo, as curvas X, Y e Z mostram 
as concentrações de anticorpos contra essas 
proteínas, medidas no plasma sanguíneo, 
durante oito semanas.
As curvas:
a) X e Z representam as concentrações de anti-
corpos contra a proteína A, produzidos pelos 
linfócitos, respectivamente, nas respostas 
imunológicas primária e secundária.
b) X e Y representam as concentrações de anti-
corpos contra a proteína A, produzidos pelos 
linfócitos, respectivamente, nas respostas 
imunológicas primária e secundária.
c) X e Z representam as concentrações de anti-
corpos contra a proteína A, produzidos pelos 
macrófagos, respectivamente, nas respostas 
imunológicas primária e secundária.
d) Y e Z representam as concentrações de anti-
corpos contra a proteína B, produzidos pelos 
linfócitos, respectivamente, nas respostas 
imunológicas primária e secundária.
e) Y e Z representam as concentrações de anti-
corpos contra a proteína B, produzidos pelos 
macrófagos, respectivamente, nas respostas 
imunológicas primária e secundária.
 18. (Fuvest) A figura abaixo representa uma cé-
lula diploide e as células resultantes de sua 
divisão.
137
Nesse processo:
a) houve um único período de síntese de DNA, 
seguido de uma única divisão celular.
b) houve um único período de síntese de DNA, 
seguido de duas divisões celulares.
c) houve dois períodos de síntese de DNA, se-
guidos de duas divisões celulares.
d) não pode ter ocorrido permutação cromossô-
mica.
e) a quantidade de DNA das células filhas per-
maneceu igual à da célula mãe.
 19. (Fuvest) No heredograma abaixo, o símbo-
lo representa um homem afetado por uma 
doença genética rara, causada por mutação 
num gene localizado no cromossomo X. Os 
demais indivíduos são clinicamente nor-
mais.
As probabilidades de os indivíduos 7, 12 e 
13 serem portadores do alelo mutante são, 
respectivamente:
a) 0,5; 0,25 e 0,25.
b) 0,5; 0,25 e 0.
c) 1; 0,5 e 0,5.
d) 1; 0,5 e 0.
e) 0; 0 e 0.
 20. (Fuvest) Numa espécie de planta, a cor das 
flores é determinada por um par de alelos. 
Plantas de flores vermelhas cruzadas com 
plantas de flores brancas produzem plantas 
de flores cor-de-rosa.
Do cruzamento entre plantas de flores cor-
-de-rosa, resultam plantas com flores:
a) das três cores, em igual proporção.
b) das três cores, prevalecendo as cor-de-rosa.
c) das três cores, prevalecendo as vermelhas.
d) somente cor-de-rosa.
e) somente vermelhas e brancas, em igual pro-
porção.
21. (Fuvest) Há uma impressionante conti-
nuidade entre os seres vivos (...). Talvez o 
exemplo mais marcante seja o da conserva-
ção do código genético (...) em praticamente 
todos os seres vivos. Um código genético de 
tal maneira “universal” é evidência de que 
todos os seres vivos são aparentados e her-
daram os mecanismos de leitura do RNA de 
um ancestral comum.
Morgante & Meyer. Darwin e a Biologia, 
o Biólogo 10:12–20, 2009.
O termo “código genético” refere-se:
a) ao conjunto de trincas de bases nitrogena-
das, cada trinca correspondendo a um deter-
minado aminoácido.
b) ao conjunto de todos os genes dos cromos-
somos de uma célula, capazes de sintetizar 
diferentes proteínas.
c) ao conjunto de proteínas sintetizadas a par-
tir de uma sequência específica de RNA.
d) a todo o genoma de um organismo, formado 
pelo DNA de suas células somáticas e repro-
dutivas.
e) à síntese de RNA a partir de uma das cadeias 
do DNA, que serve de modelo.
22. (Fuvest) Um argumento correto que pode ser 
usado para apoiar a ideia de que os vírus são 
seres vivos é o de que eles:
a) não dependem do hospedeiro para a repro-
dução.
b) possuem número de genes semelhante ao 
dos organismos multicelulares.
c) utilizam o mesmo código genético das ou-
tras formas de vida.
d) sintetizam carboidratos e lipídios, indepen-
dentemente do hospedeiro.
e) sintetizam suas proteínas independente-
mente do hospedeiro.
 23.(Fuvest) Com relação à gametogênese huma-
na, a quantidade de DNA:
I. do óvulo é a metade da presente na ovo-
gônia.
II. da ovogônia equivale à presente na es-
permatogônia.
III. da espermatogônia é a metade da presen-
te no zigoto.
IV. do segundo corpúsculo polar é a mesma 
presente no zigoto.
V. da espermatogônia é o dobro da presente 
na espermátide.
São afirmativas corretas apenas: 
a) I e II.
b) IV e V.
c) I, II e V.
d) II, III e IV.
e) III, IV e V.
 24. (Fuvest) Os carboidratos, os lipídios e as 
proteínas constituem material estrutural e 
de reserva dos seres vivos. Qual desses com-
ponentes orgânicos é mais abundante no 
corpo de uma planta e de um animal?
a) Proteínas em plantas e animais.
b) Carboidratos em plantas e animais.
c) Lipídios em plantas e animais.
d) Carboidratos nas plantas e proteínas nos 
animais.
e) Proteínas nas plantas e lipídios nos animais.
138
GAbARito
1. A 2. E 3. C 4. C 5. A
6. D 7. B 8. B 9. A 10. D
11. E 12. B 13. A 14. B 15. E
16. D 17. A 18. B 19. D 20. B
21. A 22. C 23. C 24. D
C
FÍSICA
N CIÊNCIAS DA NATUREZA
e suas tecnologias
Fuvest - Física
Trabalho e energia, 13%
Impulso e quantidade de movimento, 11%
Dinâmica, 13%
Hidrostática, 5%
Gravitação, 4%
Eletrodinâmica, 11%
Eletrostática, 5%
Magnetismo, 4%
Óptica, 11%
Calorimetria e dilatação, 5%
Gases e termodinâmica, 5%
Ondulatória, 13%
141
Prescrição: É necessário compreender e equacionar as leis que descrevem os fenô-
menos físicos de cinemática, dinâmica, energia mecânica, impulso e quantidade de 
movimento, gravitação e hidrostática.
FÍSICA 1
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest) Um motociclista de motocross mo-
ve-se com velocidade v = 10 m/s, sobre uma 
superfície plana, até atingir uma rampa (em 
A), inclinada de 45° com a horizontal, como 
indicado na figura.
A trajetória do motociclista deverá atingir 
novamente a rampa a uma distância hori-
zontal D (D = H), do ponto A, aproximada-
mente igual a:
a) 20 m.
b) 15 m.
c) 10 m.
d) 7,5 m.
e) 5 m.
 2. (Fuvest) Uma pessoa puxa um caixote, com 
uma força F, ao longo de uma rampa inclina-
da de 30° com a horizontal, conforme a figu-
ra, sendo desprezível o atrito entre o caixote 
e a rampa.
O caixote, de massa m, desloca-se com ve-
locidade v constante, durante um certo in-
tervalo de tempo ∆t. Considere as seguintes 
afirmações:
I. O trabalho realizado pela força F é igual a 
F · v · ∆t.
II. O trabalho realizado pela força F é igual a 
m · g · v · ∆t/2.
III. A energia potencial gravitacional varia 
de m · g · v · ∆t/2.
Está correto apenas o que se afirma em:
a) III.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) I, II e III.
 3. (Fuvest) No desenvolvimento do sistema 
amortecedor de queda de um elevador de 
massa m o engenheiro projetista impõe que 
a mola deve se contrair de um valor máximo 
d, quando o elevador cai, a partir do repou-
so, de uma altura h como ilustrado na figura 
abaixo. Para que a exigência do projetista 
seja satisfeita, a mola a ser empregada deve 
ter constante elástica dada por:
 
Note e adote: forças dissipativas devem ser 
ignoradas.
A aceleração local da gravidade é:
a) 2 m g (h + d)/d2.
b) 2 m g (h – d)/d2.
c) 2 m g h/d2.
d) m g h/d.
e) m g/d.
 4. (Fuvest)
Uma caminhonete A, parada em uma rua 
plana, foi atingida por um carro B, com mas-
sa mB = mA/2, que vinha com velocidade vB. 
Como os veículos ficaram amassados, pode-
-se concluir que o choque não foi totalmen-
te elástico. Consta no boletim de ocorrência 
que, no momento da batida, o carro B parou 
enquanto a caminhonete A adquiriu uma 
142
velocidade vA = vB/2, na mesma direção de 
vB. Considere estas afirmações de algumas 
pessoas que comentaram a situação:
I. A descrição do choque não está correta, 
pois é incompatível com a lei da conser-
vação da quantidade de movimento.
lI. A energia mecânica dissipada na defor-
mação dos veículos foi igual a 1/2 mAvA
2.
III. A quantidade de movimento dissipada no 
choque foi igual a 1/2 mBvB.
Está correto apenas o que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e III.
e) II e III.
 5. (Fuvest) Para vencer o atrito e deslocar um 
grande contêiner C, na direção indicada, é 
necessária uma força F = 500 N.
Na tentativa de movê-lo, blocos de massa m = 
15 kg são pendurados em um fio, que é esti-
cado entre o contêiner e o ponto P na parede, 
como na figura. Para movimentar o contêiner, 
é preciso pendurar no fio, no mínimo:
Obs.: sen45° = cos45° ≈ 0,7; tan45° = 1
a) 1 bloco.
b) 2 blocos.
c) 3 blocos.
d) 4 blocos.
e) 5 blocos.
 6. (Fuvest) Um recipiente, contendo determi-
nado volume de um líquido, é pesado em 
uma balança (situação 1). Para testes de 
qualidade, duas esferas de mesmo diâme-
tro e densidades diferentes, sustentadas por 
fios, são sucessivamente colocadas no líqui-
do da situação 1. Uma delas é mais densa 
que o líquido (situação 2) e a outra menos 
densa que o líquido (situação 3). Os valo-
res indicados pela balança, nessas três pesa-
gens, são tais que:
a) P1 = P2 = P3.
b) P2 > P3 > P1.
c) P2 = P3 > P1.
d) P3 > P2 > P1.
e) P3 > P2 = P1.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Calculando o tempo de queda e considerando 
o movimento na vertical, temos:
S = So + vot + 
at2 ___ 2 
H = 0 + 0 ·t + 10t
2
 ____ 2 
Como H = D, temos D = 5t2.
Considerando o movimento na horizontal:
v = D __ t → 10 = 
5t2 ___ t ⇒ t = 2s
Logo:
D = 5 · 22 → D = 20 m
 2. Calculando o trabalho da força F:
Pot = F · v → 
τ ___ ∆t = F · v
τ = F · v · ∆t
I (V)
A velocidade do caixote é constante; logo, a 
força resultante é nula. Sendo assim, a força 
F tem mesmo módulo que a componente Px 
da força peso:
F = Px → F = m · g · sen(30°)
F = 
mg
 ___ 2 
Utilizando o item anterior, temos:
τ = 
mgv∆t
 ______ 2 
II (V)
A velocidade é constante; logo, a energia ci-
nética do bloco permanece constante. A va-
riação da energia potencial corresponde ao 
trabalho da força F.
III(V)
 3. No ponto de compressão máxima, a veloci-
dade é nula. Adotando esse ponto como re-
ferencial de altura, nele, a energia potencial 
gravitacional também é nula. Assim, apli-
cando a conservação da energia mecânica.
EM
o = EM
f
m · g · (h + d) = 
(k · d2)
 ________ 2 ⇒
⇒ k = 
2mg (h + d)
 ___________ 
d2
 
 4. Considerando a conservação da quantidade 
de movimento para o choque:
Q0 = Q → mA · 0 + mB · vB = mA · vA + mB · 0
Como mB = 
mA ___ 2 ; temos: 
mA ___ 2 vB = mAvA
vA = 
vB __ 2 
Logo a descrição do choque está correta.
I(F)
143
Calculando a energia cinética inicial:
EC = 
mv2 ____ 2 → ECo = 
mB · VB
2
 ________ 2 
ECo = 
mA ___ 2 · 2 · (2vA)
2
ECo = mAvA
2
Calculando a energia cinética final:
∆EM = 
mAvA
2
 _____ 2 – mAvA
2 → ∆EM = 
–mAvA
2
 _______ 2 
Logo a energia dissipada é:
ED = 
mAvA
2
 _____ 2 
II(V)
A quantidade de movimento do sistema é 
conservada; logo, a quantidade de movimen-
to dissipada é nula.
III(F)
 5. Considerando as forças que atuam no ponto 
de união dos fios, temos:
tg45° = 
T1 __ T2
 
Onde T1 tem que ser no mínimo 500 N e T2 
tem mesmo módulo que o peso do corpo pen-
durado, logo:
1 = 500 ____ T2
 → n · m · g = 500
n · 15 · 10 = 500
n = 3,33...
Logo, são necessários no mínimo 4 blocos.
 6. Na situação, a balança indica a soma do peso 
do líquido mais o peso do recipiente.
Nas situações 2 e 3, a balança indica a soma 
do peso líquido mais o peso do recipiente 
mais a reação do empuxo.
O empuxo é maior na situação 2; logo:
P2 > P3 > P1
GAbARito
1. A 2. E 3. A 4. B 5. D
6. B
144
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) A escolha do local para instalação 
de parques eólicos depende, dentre outros 
fatores, da velocidade média dos ventos que 
sopram na região. Examine este mapa das 
diferentes velocidades médias de ventos no 
Brasil e, em seguida, o gráfico da potência 
fornecida por um aerogerador em função da 
velocidade do vento.
 
 
De acordo com as informações fornecidas, esse 
aerogerador poderiaproduzir, em um ano, 8,8 
GWh de energia, se fosse instalado no:
Note e adote:
 § 1 GW = 109 W
 § 1 ano = 8800 horas
a) noroeste do Pará.
b) nordeste do Amapá.
c) sudoeste do Rio Grande do Norte.
d) sudeste do Tocantins.
e) leste da Bahia.
 2. (Fuvest) Uma bola de massa m é solta do alto 
de um edifício. Quando está passando pela 
posição y = h o módulo de sua velocidade é v. 
Sabendo-se que o solo, origem para a escala 
de energia potencial, tem coordenada y = h0 
tal que h > h0 > 0, a energia mecânica da bola 
em y = (h – h0)/2 é igual a:
Note e adote:
 § Desconsidere a resistência do ar.
 § g é a aceleração da gravidade.
a) 1 __ 2 mg(h – h0) + 
1 __ 4 mv
2.
b) 1 __ 2 mg(h – h0) + 
1 __ 2 mv
2.
c) 1 __ 2 mg(h – h0) + 2mv
2.
d) mgh + 1 __ 2 mv
2.
e) mg(h – h0) + 
1 __ 2 mv
2.
 3. (Fuvest) Um objeto homogêneo colocado em 
um recipiente com água tem 32% de seu 
volume submerso; já em um recipiente com 
óleo, tem 40% de seu volume submerso. A 
densidade desse óleo, em g/cm3, é:
Note e adote: densidade da água = 1 g/cm3.
a) 0,32.
b) 0,40.
c) 0,64.
d) 0,80.
e) 1,25.
 4. (Fuvest) A Estação Espacial Internacional 
orbita a Terra em uma altitude h. A acelera-
ção da gravidade terrestre dentro dessa es-
paçonave é:
Note e adote:
 § gT é a aceleração da gravidade na super-
fície da Terra.
 § RT é o raio da Terra.
a) nula.
b) gT ( h __ RT ) .
c) gT ( RT – h ______ RT ) 2.
d) gT ( RT ______ RT + h ) 
2
.
e) gT ( RT – h ______ RT + h ) 
2
.
 5. (Fuvest) Um trabalhador de massa m está 
em pé, em repouso, sobre uma plataforma de 
massa M. O conjunto se move, sem atrito, so-
bre trilhos horizontais e retilíneos, com ve-
locidade de módulo constante v. Num certo 
instante, o trabalhador começa a caminhar 
sobre a plataforma e permanece com velo-
cidade de módulo v em relação a ela, e com 
sentido oposto ao do movimento dela em re-
lação aos trilhos. Nessa situação, o módulo 
da velocidade da plataforma em relação aos 
trilhos é:
a) (2m + M) v/(m + M).
b) (2m + M) v/M.
c) (2m +M) v/M.
d) (M – m) v/M.
e) (m + M) v/(M – m).
145
 6. (Fuvest) A notícia “Satélite brasileiro cai 
na Terra após lançamento falhar”, veicu-
lada pelo jornal O Estado de S.Paulo de 
10/12/2013, relata que o satélite CBERS-3, 
desenvolvido em parceria entre Brasil e 
China, foi lançado no espaço a uma altitu-
de de 720 km (menor do que a planejada) 
e com uma velocidade abaixo da necessária 
para colocá-lo em órbita em torno da Ter-
ra. Para que o satélite pudesse ser colocado 
em órbita circular na altitude de 720 km 
o módulo de sua velocidade (com direção 
tangente à órbita) deveria ser de, aproxi-
madamente:
Note e adote:
 § raio da Terra = 6 · 103 km
 § massa da Terra = 6 · 1024 kg
 § constante da gravitação universal 
G = 6,7 · 10–11 m3/(s2kg)
a) 61 km/s.
b) 25 km/s.
c) 11 km/s.
d) 7,7 km/s.
e) 3,3 km/s.
 7. (Fuvest) No sistema cardiovascular de um 
ser humano, o coração funciona como uma 
bomba, com potência média de 10 W, res-
ponsável pela circulação sanguínea. Se uma 
pessoa fizer uma dieta alimentar de 2500 
kcal diárias, a porcentagem dessa energia 
utilizada para manter sua circulação sanguí-
nea será, aproximadamente, igual a:
Note e adote: 1 cal = 4 J
a) 1%.
b) 4%.
c) 9%.
d) 20%.
e) 25%.
 8. (Fuvest) Em uma competição de salto em 
distância, um atleta de 70 kg tem, ime-
diatamente antes do salto, uma velocidade 
na direção horizontal de módulo 10 m/s. 
Ao saltar, o atleta usa seus músculos para 
empurrar o chão na direção vertical, pro-
duzindo uma energia de 500 J, sendo 70% 
desse valor na forma de energia cinética. 
Imediatamente após se separar do chão, o 
módulo da velocidade do atleta é mais pró-
ximo de:
a) 10,0 m/s.
b) 10,5 m/s.
c) 12,2 m/s.
d) 13,2 m/s.
e) 13,8 m/s.
 9. (Fuvest)
 
Maria e Luísa, ambas de massa M, patinam 
no gelo. Luísa vai ao encontro de Maria com 
velocidade de módulo V. Maria, parada na 
pista, segura uma bola de massa m e, num 
certo instante, joga a bola para Luísa. A bola 
tem velocidade de módulo v, na mesma dire-
ção de V. Depois que Luísa agarra a bola, as 
velocidades de Maria e Luísa, em relação ao 
solo, são, respectivamente:
a) 0; v – V.
b) –v; v + V/2.
c) –mv/M; MV/m.
d) –mv/M; (mv – MV)/(M + m).
e) (MV/2 – mυ)/M; (mv – MV/2)/(M + m).
 10. (Fuvest) Uma pequena bola de borracha ma-
ciça é solta do repouso de uma altura de 1 m 
em relação a um piso liso e sólido. A colisão 
da bola com o piso tem coeficiente de res-
tituição ε = 0,8. A altura máxima atingida 
pela bola, depois da sua terceira colisão com 
o piso, é:
Note e adote: ε = V2f/V
2
i, em que Vf e Vi são, 
respectivamente, os módulos das velocida-
des da bola logo após e imediatamente antes 
da colisão com o piso.
Aceleração da gravidade g = 10 m/s2.
a) 0,80 m.
b) 0,76 m.
c) 0,64 m.
d) 0,51 m.
e) 0,20 m.
 11. (Fuvest) Um móbile pendurado no teto tem 
três elefantezinhos presos um ao outro por 
fios, como mostra a figura. As massas dos 
elefantes de cima, do meio e de baixo são, 
respectivamente, 20 g, 30 g e 70 g. Os va-
lores de tensão, em newtons, nos fios supe-
rior, médio e inferior são, respectivamente, 
iguais a:
Note e adote: desconsidere as massas dos fios.
Aceleração da gravidade g = 10 m/s2.
146
a) 1,2; 1,0; 0,7.
b) 1,2; 0,5; 0,2.
c) 0,7; 0,3; 0,2.
d) 0,2; 0,5; 1,2.
e) 0,2; 0,3; 0,7.
 12. (Fuvest) Uma menina, segurando uma bola 
de tênis, corre com velocidade constante, de 
módulo igual a 10,8 km/h, em trajetória re-
tilínea, numa quadra plana e horizontal.
Num certo instante, a menina, com o braço 
esticado horizontalmente ao lado do corpo, 
sem alterar o seu estado de movimento, sol-
ta a bola, que leva 0,5 s para atingir o solo. 
As distâncias Sm e Sb percorridas, respectiva-
mente, pela menina e pela bola, na direção 
horizontal, entre o instante em que a meni-
na soltou a bola (t = 0 s) e o instante t = 0,5 s, 
valem:
Note e adote: desconsiderar efeitos dissipa-
tivos.
a) Sm = 1,25 m e Sb = 0 m.
b) Sm = 1,25 m e Sb = 1,50 m.
c) Sm = 1,50 m e Sb = 0 m.
d) Sm = 1,50 m e Sb = 1,25 m.
e) Sm = 1,50 m e Sb = 1,50 m.
 13. (Fuvest) Usando um sistema formado por 
uma corda e uma roldana, um homem levan-
ta uma caixa de massa m, aplicando na cor-
da uma força F que forma um ângulo £ com 
a direção vertical, como mostra a figura. O 
trabalho realizado pela resultante das forças 
que atuam na caixa – peso e força da corda –, 
quando o centro de massa da caixa é elevado, 
com velocidade constante v, desde a altura ya 
até a altura yb, é:
 
a) nulo.
b) F(yb – ya).
c) mg(yb – ya).
d) Fcos(£)(yb – ya).
e) mg(yb – ya) + mv
2/2.
 14. (Fuvest) Um avião, com velocidade cons-
tante e horizontal, voando em meio a uma 
tempestade, repentinamente perde altitude, 
sendo tragado para baixo e permanecendo 
com aceleração constante vertical de módulo 
a > g, em relação ao solo, durante um in-
tervalo de tempo ∆t. Pode-se afirmar que, 
durante esse período, uma bola de futebol 
que se encontrava solta sobre uma poltrona 
desocupada:
a) permanecerá sobre a poltrona, sem alteração 
de sua posição inicial.
b) flutuará no espaço interior do avião, sem 
aceleração em relação ao mesmo, durante o 
intervalo de tempo ∆t.
c) será acelerada para cima, em relação ao 
avião, sem poder se chocar com o teto, inde-
pendentemente do intervalo de tempo ∆t.
d) será acelerada para cima, em relação ao 
avião, podendo se chocar com o teto, de-
pendendo do intervalo de tempo ∆t.
e) será pressionada contra a poltrona durante o 
intervalo de tempo ∆t.
 15. (Fuvest) Um caminhão, parado em um se-
máforo, teve sua traseira atingida por um 
carro. Logo após o choque, ambos foram lan-
çados juntos para frente (colisão inelásti-
ca), com uma velocidade estimada em 5 m/s 
(18 km/h), na mesma direção em que o carro 
vinha. Sabendo-se que a massa do caminhão 
era cerca de três vezes a massa do carro, foi 
possível concluir que o carro, no momento 
da colisão, trafegava a uma velocidade apro-
ximada de:
a) 72 km/h.
b) 60 km/h.
c) 54 km/h.
d) 36 km/h.
e) 18 km/h.16. (Fuvest) Em um terminal de cargas, uma 
esteira rolante é utilizada para transportar 
caixas iguais, de massa M = 80 kg, com cen-
tros igualmente espaçados de 1 m. Quando a 
velocidade da esteira é 1,5 m/s, a potência 
dos motores para mantê-la em movimento 
é P0. Em um trecho de seu percurso, é ne-
cessário planejar uma inclinação para que a 
esteira eleve a carga a uma altura de 5 m, 
como indicado. Para acrescentar essa rampa 
e manter a velocidade da esteira, os motores 
devem passar a fornecer uma potência adi-
cional aproximada de:
a) 1200 W.
b) 2600 W.
c) 3000 W.
d) 4000 W.
e) 6000 W.
147
 17. (Fuvest) Um automóvel e um ônibus trafe-
gam em uma estrada plana, mantendo velo-
cidades constantes em torno de 100 km/h e 
75 km/h respectivamente. Os dois veículos 
passam lado a lado em um posto de pedágio. 
Quarenta minutos (2/3 de hora) depois, nes-
sa mesma estrada, o motorista do ônibus vê 
o automóvel ultrapassá-lo. Ele supõe, então, 
que o automóvel deve ter realizado, nesse 
período, uma parada com duração aproxima-
da de:
a) 4 minutos.
b) 7 minutos.
c) 10 minutos.
d) 15 minutos.
e) 25 minutos.
 18. (Fuvest) Uma esfera de massa m0 está pen-
durada por um fio, ligado em sua outra ex-
tremidade a um caixote, de massa M = 3 m0, 
sobre uma mesa horizontal. Quando o fio en-
tre eles permanece não esticado e a esfera é 
largada, após percorrer uma distância H0, ela 
atingirá uma velocidade V0, sem que o cai-
xote se mova. Na situação em que o fio en-
tre eles estiver esticado, a esfera, puxando 
o caixote, após percorrer a mesma distância 
H0, atingirá uma velocidade V igual a:
a) 1 __ 4 V0.
b) 1 __ 3 V0.
c) 1 __ 2 V0.
d) 2V0.
e) 3V0.
 19. (Fuvest) A velocidade máxima permitida em 
uma autoestrada é de 110 km/h (aproxima-
damente 30 m/s) e um carro, nessa veloci-
dade, leva 6 s para parar completamente. 
Diante de um posto rodoviário, os veícu-
los devem trafegar no máximo a 36 km/h 
(10 m/s). Assim, para que carros em velo-
cidade máxima consigam obedecer o limite 
permitido, ao passar em frente do posto, a 
placa referente à redução de velocidade de-
verá ser colocada antes do posto, a uma dis-
tância, pelo menos, de:
a) 40 m.
b) 60 m.
c) 80 m.
d) 90 m.
e) 100 m.
 20. (Fuvest)
O mostrador de uma balança, quando um ob-
jeto é colocado sobre ela, indica 100 N, como 
esquematizado em A. Se tal balança estiver 
desnivelada, como se observa em B, seu mos-
trador deverá indicar, para esse mesmo obje-
to, o valor de:
a) 125 N.
b) 120 N.
c) 100 N.
d) 80 N.
e) 75 N.
 21. (Fuvest) Nos manuais de automóveis, a 
caracterização dos motores é feita em CV 
(cavalo-vapor). Essa unidade, proposta no 
tempo das primeiras máquinas a vapor, cor-
respondia à capacidade de um cavalo típico, 
que conseguia erguer, na vertical, com au-
xílio de uma roldana, um bloco de 75 kg, à 
velocidade de 1 m/s. Para subir uma ladei-
ra, inclinada como na figura, um carro de 
1000 kg, mantendo uma velocidade constan-
te de 15 m/s (54 km/h), desenvolve uma po-
tência útil que, em CV, é, aproximadamente, 
de:
a) 20 CV.
b) 40 CV.
c) 50 CV.
d) 100 CV.
e) 150 CV.
 22. (Fuvest) Dois discos, A e B, de mesma mas-
sa M, deslocam-se com velocidades VA = V0 e 
VB = 2V0, como na figura, vindo a chocar-se 
um contra o outro. Após o choque, que não é 
elástico, o disco B permanece parado. Sendo 
E1 a energia cinética total inicial (E1 = 5 · 
(1/2 MV0
2)), a energia cinética total E2, após 
o choque, é:
148
a) E2 = E1.
b) E2 = 0,8 E1.
c) E2 = 0,4 E1.
d) E2 = 0,2 E1.
e) E2 = 0.
 23. (Fuvest)
É conhecido o processo utilizado por po-
vos primitivos para fazer fogo. Um jovem, 
tentando imitar parcialmente tal processo, 
mantém entre suas mãos um lápis de for-
ma cilíndrica e com raio igual a 0,40 cm de 
tal forma que, quando movimenta a mão es-
querda para a frente e a direita para trás, 
em direção horizontal, imprime ao lápis um 
rápido movimento de rotação. O lápis gira, 
mantendo seu eixo fixo na direção vertical, 
como mostra a figura acima. Realizando di-
versos deslocamentos sucessivos e medindo 
o tempo necessário para executá-los, o jo-
vem conclui que pode deslocar a ponta dos 
dedos de sua mão direita de uma distância 
L = 15 cm, com velocidade constante, em 
aproximadamente 0,30 s. Podemos afirmar 
que, enquanto gira num sentido, o número 
de rotações por segundo executadas pelo lá-
pis é aproximadamente igual a:
a) 5.
b) 8.
c) 10.
d) 12.
e) 20.
 24. (Fuvest) Uma criança estava no chão. Foi 
então levantada por sua mãe que a colocou 
em um escorregador a uma altura de 2,0 m 
em relação ao solo. Partindo do repouso, 
a criança deslizou e chegou novamente ao 
chão com velocidade igual a 4 m/s. Sendo T 
o trabalho realizado pela mãe ao suspender 
o filho, e sendo a aceleração da gravidade 
g = 10 m/s2, a energia dissipada por atrito, 
ao escorregar, é aproximadamente igual a:
a) 0,1 T.
b) 0,2 T.
c) 0,6 T.
d) 0,9 T.
e) 1,0 T.
GAbARito
1. B 2. E 3. D 4. D 5. A
6. D 7. C 8. B 9. D 10. D
11. A 12. E 13. A 14. D 15. A
16. E 17. C 18. C 19. C 20. D
21. A 22. D 23. E 24. C
149
Prescrição: É necessário ter conhecimento sobre as leis e equações que descrevem 
fenômenos térmicos, ópticos e ondulatórios.
FÍSICA 2
AplicAção dos conhecimentos - sAlA
 1. (Fuvest) Em algumas situações de resgate, 
bombeiros utilizam cilindros de ar compri-
mido para garantir condições normais de 
respiração em ambientes com gases tóxicos. 
Esses cilindros, cujas características estão 
indicadas e seguir, alimentam máscaras que 
se acoplam ao nariz. Quando acionados, os 
cilindros fornecem para a respiração, a cada 
minuto, cerca de 40 litros de ar, a pressão 
atmosférica e temperatura ambiente. Nesse 
caso, a duração do ar de um desses cilindros 
seria de aproximadamente:
Cilindro para respiração:
 § Gás – ar comprimido
 § Volume – 9 litros
 § Pressão interna – 200 atm
 § Pressão atmosférica local = 1 atm
A temperatura durante todo o processo per-
manece constante.
a) 20 minutos.
b) 30 minutos.
c) 45 minutos.
d) 60 minutos.
e) 90 minutos.
 2. (Fuvest) Um aquecedor elétrico é mergulha-
do em um recipiente com água a 10 °C e, 
cinco minutos depois, a água começa a fer-
ver a 100 °C. Se o aquecedor não for desli-
gado, toda a água irá evaporar e o aquecedor 
será danificado. Considerando o momento 
em que a água começa a ferver, a evaporação 
de toda a água ocorrerá em um intervalo de 
aproximadamente:
 § Calor específico da água = 1,0 cal/(g °C)
 § Calor de vaporização da água = 540 cal/g
Desconsidere perdas de calor para o reci-
piente, para o ambiente e para o próprio 
aquecedor.
a) 5 minutos.
b) 10 minutos.
c) 12 minutos.
d) 15 minutos.
e) 30 minutos.
 3. (Fuvest) Em uma exposição, organizada em 
dois andares, foi feita uma montagem com 
dois espelhos planos E1 e E2, dispostos a 45° 
entre os andares, como na figura 1. Uma vi-
sitante, quando no andar superior, no ponto 
A, fotografa um quadro (Q), obtendo a foto 
1, tal como vista no visor (fig. 1).
Essa visitante, ao descer as escadas, foto-
grafa, no ponto B, o mesmo quadro através 
dos espelhos. A nova foto, tal como vista no 
visor, é:
a) 
 
b) 
 
c) 
 
d) 
 
e) 
 
150
 4. (Fuvest) Uma pessoa idosa que tem hiper-
metropia e presbiopia foi a um oculista que 
lhe receitou dois pares de óculos, um para 
que enxergasse bem os objetos distantes e 
outro para que pudesse ler um livro a uma 
distância confortável de sua vista.
 § Hipermetropia: a imagem de um objeto 
distante se forma atrás da retina.
 § Presbiopia: o cristalino perde, por enve-
lhecimento, a capacidade de acomodação 
e objetos próximos não são vistos com 
nitidez.
 § Dioptria: a convergência de uma lente, 
medida em dioptrias, é o inverso da dis-
tância focal (em metros) da lente.
Considerando que receitas fornecidas por 
oculistas utilizam o sinal mais (+) para len-
tes convergentes e menos (–) para divergen-
tes, a receita do oculista para um dos olhos 
dessa pessoa idosa poderia ser:
a) para longe: –1,5 dioptrias; para perto: +4,5 
dioptrias.
b) para longe:–1,5 dioptrias; para perto: –4,5 
dioptrias.
c) para longe: +4,5 dioptrias; para perto: +1,5 
dioptrias.
d) para longe: +1,5 dioptrias; para perto: –4,5 
dioptrias.
e) para longe: +1,5 dioptrias; para perto: +4,5 
dioptrias.
 5. (Fuvest) O som de um apito é analisado com 
o uso de um medidor que, em sua tela, vi-
sualiza o padrão apresentado na figura a 
seguir. O gráfico representa a variação da 
pressão que a onda sonora exerce sobre o 
medidor, em função do tempo, em µs (1 µs 
= 10–6 s). Analisando a tabela de intervalos 
de frequências audíveis, por diferentes se-
res vivos, conclui-se que esse apito pode ser 
ouvido apenas por:
Seres vivos Intervalos de frequência
cachorro 15 Hz – 45.000 Hz
ser humano 20 Hz – 20.000 Hz
sapo 50 Hz – 10.000 Hz
gato 60 Hz – 65.000 Hz
morcego 1.000 Hz – 120.000 Hz
a) seres humanos e cachorros.
b) seres humanos e sapos.
c) sapos, gatos e morcegos.
d) gatos e morcegos.
e) morcegos.
 6. (Fuvest) Considerando o fenômeno de res-
sonância, o ouvido humano deveria ser mais 
sensível a ondas sonoras com comprimentos 
de onda cerca de quatro vezes o comprimen-
to do canal auditivo externo, que mede, em 
média, 2,5 cm. Segundo esse modelo, no ar, 
onde a velocidade de propagação do som é 
340 m/s, o ouvido humano seria mais sensí-
vel a sons com frequências em torno de:
a) 34 Hz.
b) 1.320 Hz.
c) 1.700 Hz.
d) 3.400Hz.
e) 6.800 Hz.
RAio X - Análise eXpositivA
 1. Considerando que é uma transformação iso-
térmica e que o cilindro é utilizável até a 
pressão interna atingir o mesmo valor que a 
pressão externa, temos:
P0V0 = P1V1 → 200 · 9 = 1 · V1
V1 = 1800 litros
Para descobrir o tempo, basta utilizar a va-
zão dada:
Z = ∆V ___ ∆t → 40 = 
1800 _____ ∆t → ∆t = 45 min
 2. Primeiramente, devemos calcular a potência 
do aquecedor:
Pot = 
Q ___ ∆t → Pot = 
mc∆T _____ ∆t 
Pot = m · 1 · 90/5
Pot = 18 m cal/min
Agora, podemos calcular o tempo necessário 
para tornar a massa de água líquida em vapor:
Q = m · L → Pot · ∆t = m · L
∆t = m · L ______ Pot
 
∆t = 
(m · 540)
 __________ 18 · m 
∆t = 30 min
 3. Pela propriedade de simetria aplicada aos 
dois espelhos, é possível realizar a construção 
da imagem. Considere o esquema a seguir:
151
 4. Para um olho hipermetrope, não presbíope, 
para visão de um objeto distante, os múscu-
los ciliares aumentam a vergência do crista-
lino, de modo a acomodar a imagem sobre a 
retina. Se o olho hipermetrope passa a ser 
também presbíope, o cristalino perde sua 
elasticidade; e a lente corretiva, para aco-
modar a imagem de um objeto distante na 
retina, deve ser convergente, com uma certa 
vergência V1, substituindo a ação dos múscu-
los ciliares.
Para visão de objetos próximos, a distância 
focal do sistema formado pelo olho e pela len-
te corretiva deverá ser ainda menor que para 
objetos distantes, o que significa que a lente 
corretiva a ser usada continua sendo conver-
gente e com vergência V2, tal que V2 > V1.
 5. De acordo com o gráfico, podemos concluir 
que o período é igual ao dobro do intervalo 
de tempo dado; logo:
T = 2 · 10 · 10–6 S → T = 2 · 10–5 S
A partir do período, é possível calcular a fre-
quência:
f = 1 __ T → f = 
1 __ 2 · 10
–5
f = 5 · 104 Hz → f = 50000 Hz
O valor de frequência se encontra nos inter-
valos de frequências audíveis para gatos e 
morcegos.
 6. De acordo com enunciado, é possível calcular 
o comprimento de onda:
λ = 4L → λ = 4 · 2,5
λ = 10 cm → λ = 0,1 m
Pela equação fundamental, podemos calcular 
a frequência:
v = λf → 340 = 0,1 · f
f = 3.400 Hz
GAbARito
1. C 2. E 3. A 4. E 5. D
6. D
152
pRáticA dos 
conhecimentos - e.o.
 1. (Fuvest) Uma garrafa tem um cilindro afixa-
do em sua boca, no qual um êmbolo pode se 
movimentar sem atrito, mantendo constante 
a massa de ar dentro da garrafa, como ilus-
tra a figura. Inicialmente, o sistema está em 
equilíbrio à temperatura de 27 °C. O volume 
de ar na garrafa é igual a 600 cm3 e o êmbolo 
tem uma área transversal igual a 3 cm2. Na 
condição de equilíbrio, com a pressão atmos-
férica constante, para cada 1 °C de aumento 
da temperatura do sistema, o êmbolo subirá 
aproximadamente:
Note e adote:
 § 0 °C = 273 K
 § Considere o ar da garrafa como um gás ideal.
a) 0,7 cm.
b) 1,4 cm.
c) 2,1 cm.
d) 3,0 cm.
e) 6,0 cm.
 2. (Fuvest) Uma moeda está no centro do fun-
do de uma caixa-d’água cilíndrica de 0,87 m 
de altura e base circular com 1,0 m de di-
âmetro, totalmente preenchida com água, 
como esquematizado na figura.
Se um feixe de luz laser incidir em uma di-
reção que passa pela borda da caixa, fazendo 
um ângulo £ com a vertical, ele só poderá 
iluminar a moeda se:
Note e adote: índice de refração da água = 1,4
 § n1sen(£1) = n2sen(£2)
 § sen(20°) = cos(70°) = 0,35
 § sen(30°) = cos(45°) = 0,50
 § sen(45°) = cos(45°) = 0,70
 § sen(60°) = cos(30°) = 0,87
 § sen(70°) = cos(20°) = 0,94
a) £ = 20°.
b) £ = 30°.
c) £ = 45°.
d) £ = 60°.
e) £ = 70°.
 3. (Fuvest) Certa quantidade de gás sofre três 
transformações sucessivas, A → B, B → C e 
C → A, conforme o diagrama p – V apresen-
tado na figura abaixo.
A respeito dessas transformações, afirmou-
-se o seguinte:
I. O trabalho total realizado no ciclo ABCA é 
nulo.
II. A energia interna do gás no estado C é 
maior que no estado A.
III. Durante a transformação A → B, o gás re-
cebe calor e realiza trabalho.
Está correto o que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
 4. (Fuvest) Luz solar incide verticalmente so-
bre o espelho esférico convexo visto na figu-
ra abaixo.
Os raios refletidos nos pontos A, B e C do 
espelho têm, respectivamente, ângulos de 
reflexão £A, £B e £C tais que:
a) £A > £B > £C.
b) £A > £C > £B.
c) £A < £C < £B.
d) £A < £B < £C.
e) £A = £B = £C.
153
 5. (Fuvest)
 
A figura acima mostra parte do teclado de um 
piano. Os valores das frequências das notas 
sucessivas, incluindo os sustenidos, repre-
sentados pelo símbolo #, obedecem a uma 
progressão geométrica crescente da esquerda 
para a direita; a razão entre as frequências de 
duas notas Dó consecutivas vale 2; a frequên-
cia da nota Lá do teclado da figura é 440 Hz. 
O comprimento de onda, no ar, da nota Sol 
indicada na figura é próximo de:
Note e adote: 
 § 21/12 = 1,059
 § (1,059)2 = 1,12
 § velocidade do som no ar = 340 m/s
a) 0,56 m.
b) 0,86 m.
c) 1,06 m.
d) 1,12 m.
e) 1,45 m.
 6. (Fuvest) Um prisma triangular desvia um 
feixe de luz verde de um ângulo £A, em re-
lação à direção de incidência, como ilustra a 
figura A, abaixo.
Se uma placa plana, do mesmo material do 
prisma, for colocada entre a fonte de luz e o 
prisma, nas posições mostradas nas figuras 
B e C, a luz, ao sair do prisma, será desvia-
da, respectivamente, de ângulos £B e £C, em 
relação à direção de incidência indicada pela 
seta. Os desvios angulares serão tais que:
a) £A = £B = £C.
b) £A > £B > £C.
c) £A < £B < £C.
d) £A = £B > £C.
e) £A = £B < £C.
 7. (Fuvest) O resultado do exame de audiome-
tria de uma pessoa é mostrado nas figuras 
abaixo. Os gráficos representam o nível de in-
tensidade sonora mínima I, em decibéis (dB), 
audível por suas orelhas direita e esquerda, 
em função da frequência f do som, em kHz. 
A comparação desse resultado com o de exa-
mes anteriores mostrou que, com o passar 
dos anos, ela teve perda auditiva. Com base 
nessas informações, foram feitas as seguintes 
afirmações sobre a audição dessa pessoa:
I. Ela ouve sons de frequência de 6 kHz e 
intensidade de 20 dB com a orelha direi-
ta, mas não com a esquerda.
II. Um sussurro de 15 dB e frequência de 
0,25 kHz é ouvido por ambas as orelhas.
III. A diminuição de sua sensibilidade au-
ditiva, com o passar do tempo, pode ser 
atribuída a degenerações dos ossos mar-
telo, bigorna e estribo, da orelha externa, 
onde ocorre a conversão do som em im-
pulsos elétricos.
É correto apenas o que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e III.
e) II e III.
 8. (Fuvest) O sr. Rubinato, um músico aposenta-
do, gosta de ouvir seus velhos discos sentado 
em uma poltrona. Está ouvindo

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