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Filme

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SOCIEDADE UNIVERSITÁRIA REDENTOR
CENTRO UNIVERSITÁRIO REDENTOR
GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
LEISIANE DE SOUZA PAULO
 
PSICOLOGIA E PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM
Itaperuna - RJ
2020/1
LEISIANE DE SOUZA PAULO
Trabalho em forma de descrição e projeto pronto como requisito parcial de 1ª avaliação na disciplina de Psicologia e Problemas de Aprendizagem, sob a orientação da Prof.ª Thamyres Bandoli. 
Itaperuna – RJ
2020/1
 
O milagre de Anne Sullivan
Sinopse
O milagre de Anne Sullivan trata-se de um longa metragem produzido no ano de 1962, baseado em fatos reais, traz a história de Anne, uma professora que de forma incansável, luta para que Helen Keller, uma garota muda, surda e cega, tenha condições de se comunicar com as pessoas ao seu redor, dentre os inúmeros desafios que implicam a missão que Anne abraçou, ela trava uma batalha com a família de Helen, que desacredita na possibilidade de que a menina seja capaz de obter qualquer tipo de interação com o mundo externo. Os pais de Helen a mimava e, muitas vezes se referia a filha com apelidos pejorativos, insinuando que ela era como um animal irracional, o que fez a família achar desnecessário ensinar, investir em qualquer tentativa de educá-la.
Reflexão
Este filme me conduziu a refletir sobre como uma discussão tão antiga, se revela tão atual, assim como Helen, inúmeras crianças são tratadas como incapazes, por apresentarem algum tipo de comprometimento, que de certa forma as limitam, contudo, não as impossibilitam de se desenvolverem dentro de suas possibilidades. O longa mostra uma espécie de abandono que infelizmente ainda se faz muito presente nos dias de hoje, ao mesmo tempo que retrata uma luta por parte de Anne, que pouquíssimos profissionais estão dispostos a assumir. O filme é capaz de despertar inúmeras sensações e reações, indignação pela insensibilidade dos “normais”, angústia pelo desespero de Helen ao tentar se comunicar, emoção, ao se deparar com o empenho de uma professora movida pela paixão de ensinar.
O filme traz consigo uma temática que por mais que seja discutida, ainda se mostra incompreendida em sua amplitude, a necessidade e a importância da inclusão escolar de alunos atípicos, diante a demanda alarmante, ouso dizer que há uma escassez de profissionais comprometidos com essa causa, o que demanda desorientação e despreparo dos pais para lidar e lutar pela inclusão escolar de seus filhos, desacreditando em seu desenvolvimento. No decorrer do longa é possível perceber todo um processo desencadeado pela professora, em não somente ensinar sua aluna, mas em quebrar o preconceito que Helen sofria dentro do seio familiar, houve uma inclusão não só da filha, mas também dos pais, em enxergar as limitações de Helen como não sendo incapacitante, reconhecendo que suas dificuldades não a isenta de obter os direito de exercer sua cidadania, abrindo um leque de possibilidades que contribuem para que possa aprender a se comunicar.
A encenação apesar de antiga, se mostra ousada, a insistência de Anne em sair das quatro paredes da sala de aula, de questionar, ir em busca de respostas que justificassem a ausência de Helen da escola. A resistência dos pais não a intimidou, as agitações e dificuldades de Helen, não foram motivos para que ela desistisse de acreditar que era possível a menina aprender a se comunicar com o mundo, provando que toda sua dedicação não ocorreu em vão, encarando de frente o desafio de trabalhar na área da educação.
A narrativa não se dá totalmente em um ambiente escolar, mas foi possível acompanhar todo processo de aprendizagem acontecendo, toda a evolução de Helen, todo o profissionalismo da professora. A única coisa que invadia a minha mente enquanto assistia era: que eu seja tão ousada quanto Anne, que eu saia do conforto da minha sala, que eu tenha a sensibilidade de escutar o silêncio, assim como Anne escutou a “voz” de Helen. 
Por se tratar de um longa da década de 60, pela narrativa contar a história de uma professora, diante as mutações que o cenário educacional sofreu, e o fato de atuar com a Psicologia, me inspiraria na coragem de Anne, utilizando uma abordagem menos invasiva, mais pautada em técnicas, faria toda uma aproximação amigável com os pais, no intuito de alcançar os mesmos resultados, por meios não tão agressivos em ações e palavras, a profissional em algumas cenas, deixa a desejar na ética e na postura, tanto para com a aluna, tanto para com os pais, mas como já pontuei, a produção relata um sistema educacional ultrapassado.
Cena impactante
Anne (professora) está no quarto de Helen (aluna) para mais um dia de aula, enquanto o pai da menina ridiculariza toda a ação da profissional, pronunciando palavras desanimadoras, debochando da capacidade da menina de conseguir reter e reproduzir alguma informação, ignorando as palavras ofensivas do pai, Anne tenta acalmar Helen, que sempre se mostra muito agitada ao ser tocada, neste momento, as duas sentadas frente à frente na cama, Anne toca sua aluna até que ela possa se acalmar, e reproduzindo algumas letras do alfabeto em libras, coloca seus dedos nas mãos de Anne para que ela possa com seu tato, identificar a posição de seus dedos, o que Helen prontamente foi capaz de reproduzir.
 Ao perceber a cena, seu pai interrompe o momento desacreditado no que viu acontecer, pega a mão de sua filha e traça uma cruz na palma de sua mão, dizendo que a ação anterior foi uma coincidência, mas para sua surpresa, Helen pega sua mão e traça o mesmo sinal, o que o fez esbravejar : “nossa, até que essa macaquinha é bem inteligente”, após esse infeliz comentário, Anne tenta dar continuidade em seu trabalho, mas Helen se agita, em meio sua crise ela difere um tapa no rosto de sua professora, que reagiu de forma passiva e a segurou.
Referência
Filme, O milagre de Anne Sullivan - 1962 ( The Miracle Worker).
Direção: Arthur Penn, baseado no livro “The Story of My Life de Helen Keller.
Imagens

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