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Tumores ependimários e outros do SNC - histologia

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Tumores ependimários e outros do SNC - histologia


SUBEPENDIMOMA (grau I):


Benigna

Crescimento lento

Ninhos de células gliais em meio a matriz fibrilar com frequente alterações microcísticas

Assintomático

Incidental na autópsia (8%)

Idosos e meia-idade

2,3 homens : 1 mulher

4º  ventrículo > ventrículo lateral (prefere paredes ventriculares)

Obstrução com aumento da pressão intracraniana

Ki-67 < 1%

1-2 cm

Histologia:

Tumor glial hipocelular; núcleo brando, ninhos e microcísticos

Ausência de pseudoroseta ou canais ependimais

Pode ter calcificações, macrófagos com hemossiderina e pleomorfismo nuclear

Histoquímica: GFAP, S-100, NCAM e NSE (fraco)


EPENDIMOMA MIXOPAPILAR (grau I):


Dor e déficits sensorial e motor (cauda equina)

Papilas com estroma mixoide com vasos hialinizados

Células gliais alongadas, na periferia e arranjos cuboidais radiais

Imunohistoquímica: GFAP, S-100, CD00, vimentina, COX2.

EMA negativo


EPENDIMOMA (grau II):


Crianças e adultos jovens

Parede ventricular ou do canal medular

Células ependimárias

2-9% do tumores neuroepiteliais; 6-12% dos intracranianos na crianças; na medula (50-60% dos adultos)

Supratentorial crianças = adultos

Homens = mulheres

Infratentorial: 6 anos e 30-40 anos

Vírus da poliomielite

Dor e alteração motora/sensitiva, hidrocefalia e sinais de aumento da pressão intracraniana

Pior prognóstico em crianças

sólido, característica variável entre epitelial e glial, padrão não infiltrativo

Rosetas ependimárias e/ou pseudorosetas perivasculares


EPENDIMOMA CONVENCIONAL (grau II):


Sólido

Características epitelal e glial

Padrão não-infiltrativo

Rosetas ependimárias e/ou pseudorosetas perivasculares

Imunohistoquímica: GFAP, S-100, vimentina, EMA, CD99, neurofilamento negativo


EPENDIMOMA CELULAR (grau II)


Lençóis de células com núcleo redondo e abundante citoplasma

Pseudorosetas perivasculares

Numerosas mitoses 

Proliferação vascular frequente

Hipercelular sem características de ependimoma anaplásico


EPENDIMOMA DE CÉLULAS CLARAS (grau II/III)


Lençóis de células com núcleo redondo e abundante citoplasma

Pseudorosetas perivasculares

Numerosas mitoses e proliferação vascular frequênte


EPENDIMOMA PAPILAR (grau II)


Células colunares/cuboidais ao redor de projeções de “estroma” gliofibrilar tipo finger-like


EPENDIMOMA ANAPLÁSICO (grau III):


Diferenciação pepndimal

Desfecho desfavorável, principalmente em crianças

Altas mitoses, poliferação microvascular e necrose em pseudopaliçada

Anaplasia: crianças na fossa posterior

Imunohistoquímica: GFAP pode ser mais fraco

Hipercelular, mitoses, proliferação microvascular, necrose em pseudopaliçada, crescimento sólido (frequentemente com microinvasão focal)


MEDULOBLASTOMA (grau IV)


Tumor embrionário de pequenas células que se origina no cerebelo

Disseminação liquórica

Hidrocefalia secundária a obstrução; disfunção cerebelar

Prognóstico usualmente favorável (depende da histologia e do estágio da doença)

No tipo nodular desmoplásico a sobrevida é cerca de 80%


PAPILOMA DE PLEXO COROIDE (grau I):


Aumento da pressão intracraniana

Macrocefalia em pacientes < de 2 anos de idade


LINFOMA PRIMÁRIO SNC


METÁSTASES DE TUMORES PARA O SNC:


Incomuns (5% dos pacientes com câncer)

Adultos

Mama, pulmão, estômago, próstata, pele (melanoma)