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Prova_305_004_Arquiteto

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ConCurso PúbliCo
004. Prova objetiva
Arquiteto
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divulgado.
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04.03.2012
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3 FMSC1101/004-Arquiteto
Língua Portuguesa
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.
A falta que Sócrates faz
Este é um país de poucos heróis definitivos, mesmo porque 
raros são os indiscutíveis. Getúlio, digamos. Visões e realizações 
de estadista, mas um largo período de ditadura. Não faltará quem 
sugira Pelé. Excepcional na prática da sua arte, exposto, porém, a 
graves reparos como figura pública. Poderíamos pensar em apenas 
alguns outros. Entre eles, Sócrates, que, para mim, sempre figurou 
entre nossos poucos heróis.
Falou-se bastante, nestes dias, de uma de suas façanhas, poli-
ticamente mais importante do que seus gols memoráveis, a criação 
da Democracia Corintiana, hoje celebrada em todo o mundo. 
Excluída a percepção de alguns analistas inclinados a examinar os 
fatos dentro da moldura histórica, entendeu-se o fenômeno como 
forma de rebelião contra dogmas impostos por cartolas e técnicos, 
e de consagração de um futebol feito de imaginação e picardia.
Pois o tempo era de ditadura, e aquela específica democracia 
configurava, antes de mais nada, um claro desafio ao regime 
imposto manu militari pelos eternos donos do poder, a serem 
entendidos, creio eu, como cartolas no sentido mais vasto e abran-
gente. Deste ângulo, no entendimento das vicissitudes políticas 
e das carências sociais do País, Sócrates é extraordinariamente 
incomum no nosso futebol e no esporte em geral.
Trata-se de alguém capaz de colocar sua popularidade de cra-
que a serviço de uma causa que vai muito além da autonomia dos 
profissionais do futebol, é a da liberdade e da igualdade do povo 
brasileiro, valores indispensáveis a uma democracia autêntica, 
aquela que ainda não atingimos.
(Mino Carta, Carta Capital, 14.12.2011. Adaptado)
01.	 Para o autor, o maior dos feitos de Sócrates foi(foram)
(A) a criação de um grupo de resistência à imposição auto-
ritária dos técnicos.
(B) a capacidade de utilizar sua fama para promover causas 
coletivas.
(C) a rebelião contra a autoridade dos dirigentes de clubes 
de futebol.
(D) a defesa de um futebol alegre, mas voltado a resultados.
(E) seus gols memoráveis, admirados hoje em todo o mundo.
02.	 A expressão – heróis definitivos –, utilizada no início do texto, 
refere-se, no contexto, àqueles
(A) cuja fama permanece mesmo após sua morte.
(B) cuja vida foi dedicada à política e à luta contra ditaduras.
(C) cujos feitos modificaram a vida do sofrido povo brasi-
leiro.
(D) cujas ações são coerentes e reconhecidas por todos.
(E) cujo talento esportivo é indiscutível.
03.	 No final do primeiro parágrafo, a afirmação de que Sócrates 
seria um de “nossos poucos heróis” é apresentada como
(A) um argumento específico.
(B) um fato comprovado.
(C) uma opinião pessoal do autor.
(D) um ponto de vista consensual.
(E) uma hipótese aceita por muitos.
04.	 No final do segundo parágrafo, o entendimento da chamada 
Democracia Corintiana como revolta contra cartolas e defesa 
de um futebol criativo deve ser atribuído
(A) aos analistas que procuram analisar os fatos a partir de 
seu enquadramento histórico.
(B) aos jornalistas da época em que Sócrates era jogador.
(C) a todos os que se recordam de seus gols.
(D) àqueles que não se interessam por futebol e pensam 
apenas na política.
(E) à maioria dos analistas contemporâneos.
05.	 A expressão – antes de mais nada – em – ... aquela específica 
democracia configurava, antes de mais nada, um claro desa-
fio ao regime... (3.º parágrafo) – pode ser substituída, sem 
comprometimento do sentido, por
(A) sobretudo.
(B) aliás.
(C) por outro lado.
(D) em outras palavras.
(E) ao mesmo tempo.
06.	 Considere as afirmações:
 I. O uso da primeira pessoa do plural no final do primeiro 
parágrafo (Poderíamos) colabora para construir uma 
relação de proximidade e de identidade entre o autor e o 
leitor.
 II. A expressão – nestes dias –, empregada no início do 
segundo parágrafo, refere-se ao tempo da chamada De-
mocracia Corintiana.
 III. O pronome – aquela –, empregado no final do texto, 
refere-se à expressão – democracia autêntica.
Está correto apenas o que se afirma em
(A) II.
(B) III.
(C) I e II.
(D) I e III.
(E) II e III.
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4FMSC1101/004-Arquiteto
Leia o texto para responder às questões de números 07 a 10.
Diz o horóscopo que os do signo de Áries não devem de modo 
algum se arriscar no dia de hoje.
Sou do signo de Áries e daqui a pouco, em plena noite, devo 
embarcar num avião para a China. Escalas? Dacar, Paris, Praga, 
Omsk, Irkutsk e finalmente Pequim. Quer dizer, atravessarei 
quatro continentes: América, África, Europa e Ásia. É continente 
demais, hein!
“Melhor tomar antes um chope duplo ali no bar do Lucas, 
defronte ao mar de Copacabana, ficar ouvindo a voz espumejante 
das ondas e esquecer que passarei horas e horas naquela “coisa” 
que às vezes a gente ouve cortar o céu tão rapidamente e com um 
silvo tão desesperado que quando se olha para as nuvens não se vê 
mais nada. Nada. A “coisa” já sumiu nas asas do vento, ah! quisera 
eu ter agora asas assim como os pássaros e anjos porque voar com 
asas alheias e ainda com o astral contra... É melhor repetir a frase 
do velho soldado antes de seguir para a guerra: “Treme, carcaça, 
treme e mais tremerás ainda se souberes para onde vou te levar!”.
(Lygia Fagundes Telles. Passaporte para a China)
07.	 De acordo com o texto, é correto afirmar que a autora
(A) está apreensiva, pois está prestes a viajar para a China, 
o que considera um risco.
(B) tem medo de avião, por isso decide cancelar a viagem.
(C) busca no horóscopo um conforto para a angústia que 
sente antes de viajar.
(D) sente a proximidade da morte, por isso vai rever o amigo 
Lucas e lembra-se da frase do velho soldado.
(E) afirma que gostaria de ter asas como os pássaros para 
escapar dos problemas enfrentados por sua família.
08.	 As aspas na palavra “coisa” e na frase – “Treme, carcaça, 
treme e mais tremerás ainda se souberes para onde vou te 
levar!” (2.º parágrafo) – foram empregadas, respectivamente, 
para
(A) destacar estrangeirismo; indicar trecho de um diálogo.
(B) acentuar o valor significativo da palavra; indicar que a 
frase foi traduzida.
(C) indicar o título de uma obra; realçar a importância da 
frase.
(D) realçar uma ideia; refletir sobre determinado aconteci-
mento.
(E) sugerir ironia; identificar uma citação.
09.	 O trecho – ... ah! quisera eu ter agora asas... (2.º parágrafo) 
– expressa
(A) episódio ocorrido no momento presente da narrativa.
(B) busca de uma compensação imaginária para o que aflige 
a narradora.
(C) esperança com relação ao futuro distante.
(D) fato realizado no passado próximo ao momento narrado.
(E) dúvida quanto à decisão a ser tomada naquele instante.
10.	 Considere as afirmações:
 I. A expressão

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