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Riccardo Guastini - Interpretare e argomentare-Giuffrè (2011)

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T R A T T A T O
DI
D I R I T T O C I V I L E E C O M M E R C I A L E
-------------------------------------------------------------- GIÀ DIRETTO DA ■
ANTONIO CICU FRANCESCO MESSINEO LUIGI MENGON1
CONTINUATO DA
P I E R 0 S C H L E SIN G E R
RICCARDO GIJASTINI
In terpretare 
e argom entare
M I L A N O - D O T T . A . G I U F F R È E D I T O R E
2 0 11
RICCARDO GUASTINI
In terpretare 
e argom entare
MI LANO - DOTT. A. G I U F F R È E D I T O R E 
20 11
INDICE
PARTE PRIMA
INTERPRETAZIONE E INTERPRETI 
C apitolo I
OGGETTI DI INTERPRETAZIONE
1. Un vocabolo m ultiuso......................................................................................... 3
2. Atti, eventi, t e s t i ............... ......................................................... . ..................... 4
3. “Interpretare norme” e “interpretare fatti” .................................................... 8
4. L’interpretazione della consuetudine.............................. : .............................. 10
C apitolo Π
L’ATTIVITÀ INTERPRETATIVA
1. Prima ambiguità: processo v. prodotto. ........................................................... 13
2. Seconda ambiguità: astratto v. concreto.......................................... 15
3. La forma logica delle n o r m e ............................................................................ 18
4. Due tipi di sussunzione..................................................................................... 24
5. Interludio sulle definizioni...................................................................... 25
6. Terza ambiguità: cognizione v. decisione....................................................... 27
7. Quarta ambiguità: interpretazione (in senso stretto) v. costruzione
giuridica ................................................................................................................. 32
8. Enunciati interpretativi..................... 33
C apitolo III
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO
1. L’equivocità dei testi normativi......................................................................... 39
2. Un problema pervasivo..................................................................................... 44
3. Le fonti dell’equivocità......................................................... 46
4. La vaghezza delle norme............ ... ..................................... 52
5. Analogia e differenza: due strategie di riduzione della vaghezza................ 56
6. Le “clausole generali” ........................................................................................ 57
7. La metafora della "cornice” ............................................................................... 59
8. I limiti (concettuali) dell’interpretazione.......................................................... 61
C apitolo IV
DALLE DISPOSIZIONI ALLE NORME
1. La norma come significato.................................................................................. 63
2. Disposizioni esprimenti più norme................................................................... 65
3. Disposizioni ambigue........................................................................................... 67
4. Disposizioni sinonimiche......................................................................· . . . . . 67
5. Norme ricavate da più disposizioni................................................................... 68
6. Disposizioni senza norm e.................................................................................. 69
7. Norme prive di disposizione..................... 69
8. Decisioni “interpretative” .................................................................................. 70
C apitolo V
VARIETÀ DI INTERPRETI
1. Interpretazione dottrinale.................................................................................. 75
2. Interpretazione giudiziale.................................................................................. 76
3. Interpretazione autentica. . ................................................................................ 78
C apitolo VI
INTERPRETAZIONE AUTENTICA
1. Leggi interpretative. . ....................................... 81
2. "Autentica” in che senso?.................................................................................. 82
3. Π preteso carattere “dichiarativo” dell’interpretazione autentica................. 84
4. È l’interpretazione autentica genuina interpretazione?.................................. 85
5. Problemi di identificazione............................................................................... 86
6. Pro e centra............................................. I ......................................................... 87
Capitolo VII
IL PRODOTTO DELL’INTERPRETAZIONE
1. Gli aggettivi dell’interpretazione...................................................................... 91
2. Significato oggettivo/soggettivo......................................................................... 92
3. Significato contestuale/a-contestuale................................................... 93
4. Significato “prima facie”/ “tutto-considerato” ............ .................................... 94
5. Significato originario/attuale............................................................................... 94
6. Interpretazione letterale.......................................................... . . ................... 95
7. Interpretazione dichiarativa/correttiva............................................................. 97
8. Interpretazione estensiva/restrittiva............................................. 98
9. Interpretazione originalistica/evolutiva..................................... 100
PARTE SECONDA
COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
C apitolo I 
ANTINOMIE
1. Nozione di antinom ia......................................................................................... 105
2. Tipi di antinomie.................................................................................................. 106
3. Antinomie e interpretazione.................. 109
4. Modi di soluzione delle antinomie................................................................... 113
5. Interferenze tra principio gerarchico e principio cronologico..................... 116
6. Specialità e incompatibilità............................................................................... 117
7. Due varianti del criterio di specialità.................................................... 119
3. Antinomie tra principi costituzionali (rinvio).................................................. 125
C apitolo I I 
LACUNE
1. Lacune normative........................................................................................ 128
2. Lacune normative e interpretazione................................................................ 129
3. Lacune tecniche. .................................................................................................. 133
4. Lacune assiologiche............................................................ 134
5. Il diritto come insieme di norme f in ito .......................................................... 137
6. Dogma della completezza e stato di diritto ..................................................... 140
7. La norma generale esclusiva............................................................................... 143
8. Interludio: inqualificato, ma non indecidibile................................................. 149
9. Lo spazio giuridicamente vuoto......................................................................... 151
C apitolo III 
NORME INESPRESSE
1. Produzione di norme a mezzo di norme.......................................................... 155
2. Norme inespresse e dogmadca: qualche esempio........................................... 158
3. Tre tipi di norme inespresse.................................................................. 161
4. Labili con fin i.......................................................................................................162
Capitolo IV
GERARCHIE NORMATIVE
1. Tre dpi di relazioni gerarchiche...................................................................... 165
2. Gerarchie assiologiche..................................................................................... 169
3. Due usi delle gerarchie assiologiche................................................................ 170
INDICE IX
X INDICE
C apitolo V
PRINCIPI DI DIRITTO
1. Regole v. principi................................................................................................. 173
2. I principi in quanto norme fondamentali....................................................... 175
3. I principi in quanto norme indeterminate....................................................... 176
4. Una possibile sin tesi........................................................................................... 180
5. I principi in quanto frutto di interpretazione................................................. 180
6. Classificazioni dei principi.................. 182
7. Costruzione di principi inespressi................................................................... 186
8. L’uso dei principi nella interpretazione del diritto......................................... 190
9. L’uso dei principi nella integrazione del diritto.............................................. 191
C apitolo VI
INTERPRETAZIONE, APPLICAZIONE, E PONDERAZIONE 
DI PRINCIPI COSTITUZIONALI
1. Questioni di interpretazione dei principi costituzionali............................... 197
2. I principi costituzionali nel ragionamento giuridico..................................... 200
3. Concretizzazione di principi costituzionali.................................................... 201
4. Conflitti tra principi costituzionali................................................................... 203
5. Ponderazione....................................................................................................... 206
6. Ponderare e contemperare.................................................................................. 209
7. Altri usi dei principi costituzionali................................................................... 210
C apitolo VII
SCIENZA GIURIDICA E DOTTRINA
1. Introduzione.......................................................................................................... 213
2. La scienza giuridica propriamente in te sa ....................................................... 215
3. Descrivere il diritto.................. 216
4. La dottrina............................................................................................................. 221
5. Un apologo ........................................................................................ 221
6. Lacune immaginarie e norme apocrife............................................................. 224
7. La dottrina come parte del d iritto........................... 225
PARTE TERZA
RAGIONAMENTO GIURIDICO E APPLICAZIONE DEL DIRITTO
Capitolo I
IL RAGIONAMENTO GIURIDICO: INTRODUZIONE
1. Ragionamento........................................................................................................ 229
XI
230
231
232
236
239
240
242
243
245
248
250
251
253
255
257
262
267
269
271
272
276
282
284
289
292
296
301
305
INDICE
Tipi di ragionamento........................................
Condizioni di validità dei ragionamenti normativi
Varietà di ragionamenti nel diritto........................
"Scoperta” e “giustificazione” della decisione. . .
C apitolo II 
LOGICA E NORME
Premessa: norme e proposizioni normative . . . 
Norme senza logica o logica senza verità?. . . .
La soluzione giusnaturalistica..............................
Una soluzione strettamente giuspositivistica. . .
Una soluzione illusoria..........................................
Una soluzione non persuasiva..............................
Prima soluzione praticabile.................................
Seconda soluzione praticabile............ ..
C apitolo III
L’APPLICAZIONE DEL DIRITTO
“Applicazione” . . . ' ..........................................................
Giurisdizione, legalità, motivazione.....................
Il ragionamento del giudice.................. ...........................
Cenno all’applicazione dei precedenti giurisprudenziali
C apitolo IV
L’ARGOMENTAZIONE DELLE DECISIONI INTERPRETATIVE
Introduzione.......................................................................................................
Il significato comune delle parole..........................................................
Argomento “a contrario” e interpretazione non-estensiva .........................
L’intenzione del “legislatore” .........................................................................
Analogia e interpretazione estensiva.............................................................
L’argomento “a fortiori”............ .. . .............................................................
Dissociazione e interpretazione restrittiva......................... ..........................
Ancora l’argomento “a contrario” ............... ................................................
Interludio: il diritto come' “sistema” .............................................................
L’interpretazione sistematica......................................................................
L’interpretazione adeguatrice.........................................................................
L’argomento della ragionevolezza...................................................................
307
309
310
316
317
321
325
328
329
334
343
345
347
353
354
354
357
358
363
365
INDICE
Capitolo V
LA DISCIPLINA LEGALE DELL’INTERPRETAZIONE
Introduzione..............................................................................................
La disciplina dell’interpretazione..........................................................
Problemi di interpretazione della disciplina dell’interpretazione . .
La disciplina dell’integrazione del d iritto ..........................................
Divieto di applicazione analogica.............................. ...........................
Ancora su analogia e interpretazione estensiva.................................
C apitolo VI
IL DIRITTO GIURISPRUDENZIALE TRA DOGMATICA 
E TEORIA GENERALE
Un’analisi preliminare.................................................
Il diritto giurisprudenziale in prospettiva dogmatica 
Il diritto giurisprudenziale in prospettiva teorica. . 
Distinguendo................................................................
PARTE QUARTA
A PROPOSITO DI INTERPRETAZIONE COSTITUZIONALE 
C apitolo I
SPECIFICITÀ DELL'INTERPRETAZIONE COSTITUZIONALE?
Introduzione. .....................................................................................................
La tesi descrittiva..............................................................................................
La tesi prescrittiva...........................................................................................
C apitolo I I
GLI INTERPRETI DELLA COSTITUZIONE
Introduzione.......................................... t ..........................................................
Il contenuto della costituzione........................... .............................................
La garanzia giurisdizionale della costituzione . ..............................................
La concezione della costituzione......................................................................
La “costituzionalizzazione” dell’ordinamento.................................................
L’applicazione giudiziale della costituzione nell’ordinamento vigente . . .
C apitolo III
QUESTIONI DI “INTERPRETAZIONE” COSTITUZIONALE?
Limiti concettuali alla revisione costituzionale?
2. La revisione della norma sul procedimento di revisione............................... 370
3. La revisione delle norme che interdicono la revisione . ............................... 372
4. Il valore giuridico dei preamboli......................................................................375
5. Dichiarazione o creazione di diritti?................................................................ 376
6. Vecchie leggi, nuova costituzione............................ .......................................... 377
C apitolo IV
INTERPRETAZIONE E COSTRUZIONE NEL GIUDIZIO 
DI LEGITTIMITÀ COSTITUZIONALE
1. Peculiarità delle sentenze costituzionali di accoglim ento............................ 381
2. L’oggetto delle decisioni costituzionali: disposizioni o norme?.................. 385
3. Invalidità di atti, disposizioni, e norme . . . ........................... 386
4. Annullamento di disposizioni e annullamento di norm e................................ 389
5. Le sentenze manipolatrici.................................................................................. 391
6. Cenno alle sentenze di rigetto. . ....................................................................... 394
PARTE QUINTA 
CONTROVERSIE
Capitolo I
CONTROVERSIE CONCETTUALI
1. Significato senza interpretazione?...................................................................... 400
2. Interpretazione come manipolazione del significato?..................................... 403
3. Non c’è significato senza interpretazione....................................................... 403
C apitolo I I
CONTROVERSIE TEORICHE
1. “Teoria” dell’interpretazione............................................................. 407
2. Tre teorie in competizione........................... 408
3. La teoria cognitivistica......................................................................................... 409
4. La teoria scettica............................................................................... 412
5. La teoria, ecletdca................................................................................................. 415
6. Lo statuto logico del discorso interpretativo................................................. 418
7. Sulla teoria cognitivistica..................................................................................... 420
8. Sulla teoria scettica..................................................................... 424
9. Sulla teoria eclettica ...................... 427
C apitolo III
CONTROVERSIE IDEOLOGICHE
1. “Ideologia” dell’interpretazione.......................................................................... 433
INDICE x m
XIV INDICE
2. Le due opposizioni fondamentali................................................................... 433
3. Letteralismo v. intenzionalismo......................................................................... 434
4. Statica v. dinamica.............................................................................................. 437
5. Combinazioni: due varianti della dottrina letteralistica ............................... 438
6. Combinazioni: due varianti della dottrina intenzionalistica.......................... 439
7. Altri orientamenti dottrinali............................................................................... 441
8. Equità v. legalità .............................................................................. 441
9. “Judicial restraifit” v. “judicial activism” .............................. 445
Indice analitico ............................................................................................................. 449
PARTE PRIMA
INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
C apitolo I
OGGETTI DI INTERPRETAZIONE
Sommario: 1. Un vocabolo multiuso. — 2. Atti, eventi, testi. — 3. "Interpretare norme”
e “interpretare fatti”. — 4. L’interpretazione della consuetudine.
1. Un vocabolo multiuso. — Accade che due o più cose portino 
lo stesso nome. Detto altrimenti, accade che uno stesso vocabolo denoti 
oggetti diversi e magari irrelati, eterogenei.
De te fabula narratur. il vocabolo “interpretazione” è usato nei più 
svariati contesti per riferirsi ad attività che poco o nulla hanno in 
comune.
Quanto diverse e quanto eterogenee siano le attività che usiamo 
chiamare “interpretazione”, basta qualche facile esempio per mo­
strarlo. Accade di usare espressioni come le seguenti:
— interpretare il Clavicembalo ben temperato (riferito ad un cla­
vicembalista);
— interpretare il Clavicembalo ben temperato (riferito ad un ascol­
tatore);
— interpretare il Macbeth (riferito ad un attore);
— interpretare il Macbeth (riferito ad uno spettatore);
— interpretare i sintomi di una malattia;
— interpretare i dati di un esperimento;
— interpretare un gesto come un saluto (anziché come una mi­
naccia);
— interpretare un sogno;
— interpretare la prima guerra mondiale come esito delle ten­
denze imperialistiche del capitalismo;
— interpretare un decesso come assassinio premeditato (anziché 
come suicidio o incidente);
— interpretare i risultati delle ultime elezioni;
— interpretare l’art. 2 della costituzione.
Naturalmente, qualunque insieme di oggetti disparati può essere
4 INTERPRETAZIONE Έ INTERPRETI
ricondotto ad unità: a condizione, però, di usare concetti tanto inde­
terminati da risultare privi di qualsivoglia utilità.
Così ad esempio qualcuno potrebbe dire — e, di fatto, molti 
dicono — che interpretare è, sempre, attribuire “senso” o “significato”. 
Ma intanto, disgraziatamente, vi sono tanti concetti di “senso” e di 
“significato” quanti sono i concetti di “interpretazione”. E inoltre non 
è affatto vero che “interpretare” e “attribuire senso o significato” siano 
sempre sinonimi: ad esempio, non parrebbe appropriato dire che un 
musicista, nelTinterpretare (suonare) il Clavicembalo ben temperato, o 
un attore, nelTinterpretare (recitare) il Macbeth, attribuiscano “senso”
0 “significato” allo spartito e al testo rispettivamente.
Insomma l’idea che tutte le diverse attività che, nel linguaggio 
comune, vanno sotto il nome di “interpretazione” consistano nell’at- 
tribuire senso o significato ad alcunché non è per nulla illuminante. Al 
contrario, è, ad un tempo, sintomo e fonte di confusione mentale.
Qualunque teoria “generale” dell’interpretazione che pretenda di 
ricondurre sotto un unico concetto le diverse cose che nell’uso comune 
sono chiamate “interpretazione” è destinata al fallimento i1).
Nel seguito il discorso sarà circoscritto all’interpretazione giuri­
dica. Non senza, però, qualche distinzione preliminare.
2. Atti, eventi, testi. — Come si è détto, secondo l’uso corrente, 
molte cose eterogenee possono costituire oggetto di interpretazione. E
1 significati, che il sostantivo "interpretazione” o le voci del verbo
(1) L’allusione è ovviamente a E. Betti, Teoria generale dell'interpretazione 
(1955), ed. corretta e ampliata a cura di G. Crifò, 2 voli., Milano, 1990, il quale, in una 
stessa opera, si occupa di cose tanto disparate come l’interpretazione storica, l’inter­
pretazione drammatica, l’interpretazione musicale, l ’interpretazione psicologica, l’in­
terpretazione teologica, l’interpretazione giuridica, etc., assumendo che tutte abbiano 
qualche misterioso tratto in comune. Si tratta, a onor del vero, di una tendenza comune 
a tutti i giuristi (e filosofi) di tendenza “ermeneutica”. Betti, peraltro, molto opportu­
namente scrive (voi. I, p. 96): «E improprio parlare d’“interpretazione” in tema di 
fenomeni naturali, che sottostanno interamente a leggi di natura e pertanto si spiegano 
senza residui con la categoria di causalità. Quando si dice, in questa materia, che un 
fenomeno viene “interpretato” nell’uno o nell’altro senso — p. es., il sintomo di una 
malattia da parte di un medico —, si allude in realtà alla semplice diagnosi [■■·]. Non, 
dunque, d’interpretazione si tratta, ma di diagnosi causale alla stregua di una legge di 
natura ». Betti (voi. I, p. 95) circoscrive l’interpretazione al « fenomeno spirituale 
dell’intendere, col quale uno spirito pensante risponde al messaggio di un altro spirito, 
che gli parla attraverso forme rappresentative ». Cfr. anche L. B igliazzi G erì, L'inter­
pretazione. Appunti delle lezioni di teoria generale del diritto, Milano, 1994.OGGETTI DI INTERPRETAZIONE 5
“interpretare” di volta in volta assumono, paiono dipendere essenzial­
mente dal tipo di oggetto su cui l’attività interpretativa verte (2). In 
particolare, circoscrivendo l’analisi al linguaggio delle scienze sociali, 
“interpretazione” sembra assumere principalmente l’uno o l’altro dei 
significati seguenti (3).
(1) Interpretare atti. Quando si parla di interpretare un atto o 
comportamento umano, “interpretare” può significare una o più d’una 
delle cose seguenti (tra le quali peraltro non sempre è facile distin­
guere) (4):
(i) fare congetture intorno agli scopi, ai motivi, o alle intenzioni di 
un soggetto agente (“Interpreto le sue parole come un avvertimento”, 
“Interpreto il suo gesto come un tentativo di fare amicizia”, etc.) (5);
(ii) sussumere un certo atto o comportamento sotto una classe di 
atti o comportamenti (“Questo atto costituisce omicidio”);
(iii) qualificare un atto secondo lo schema di qualificazione offerto 
da una norma (6) (“Alzando la mano ha espresso voto favorevole”) (7).
(2) U. Scarpelli, “Interpretazione (Diritto)”, in Gli strumenti del sapere contem­
poraneo, Torino, 1985, p. 423.
(3) R. Guasttni, Le fonti del diritto e l'interpretazione, Milano, 1993, p. 324 s. Cfr. 
anche E. Dicrorn, Interpretazione della legge e discorso razionale, Torino, 1999, p. 194 
s.
(4) Sui problemi di “interpretazione” dell’azione umana si veda l’ottimo D. 
G onzAlez L agier, Las paradojas de la acción, Alicante, 2001.
(5) Non si può non fare riferimento a M. W eber, “Alcune categorie della 
sociologia comprendente” (1913), in M. W eber, Il metodo delle scienze storico-sociali, 
Torino, 1958 (risi, Milano, 1974). Vedi anche P. W inch , The Idea of a Social Science, 
London, 1958.
(6) E precisamente di una norma di quelle che alcuni chiamano “regole costitu­
tive”, del tipo: “x (alzare la mano) ha valore di y (voto favorevole) nel contesto c (in 
un’assemblea in cui sia messa ai voti una mozione)”. Vedi J.R. Searle, Speech Acts. An 
Essay in thè Philosophy of Language, Cambridge, 1969.
(7) Scrive P. A mselek, “L’interprétation à tort et à travers”, in P. Amselek (ed.), 
Interprétation et droit, Bruxelles, 1995, p. 17: « Ciò che si chiama “comprendere” 
un’azione umana, “afferrarne il senso”, consiste precisamente nel collocarla in questo 
contesto di motivazioni e di intenzioni che l’ha ispirata, consiste nel ricostruire questo 
retroterra che è in relazione con l’azione e che ne chiarisce l’esecuzione ». E ancora: 
« Un’azione qualunque iniziata in un certo contesto intenzionale non equivale ad un 
atto di linguaggio mediante il quale si vuol comunicare ad altri un contenuto di 
pensiero attraverso segnali» (ivi, p. 18); «Ricercare l’intenzione che sta dietro 
un’azione è ricercare un fatto, un fatto psicologico: ad esempio, vi è stata intenzione di 
nuocere o di compiere un atto delittuoso? » (ivi, p. 18). « Ciò che qui si chiama
6 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
(2) Interpretare eventi. Quando si parla di interpretare un evento 
storico o sociale, solitamente “interpretare” significa congetturare una 
relazione di causa-effetto tra un certo fatto (o insieme di fatti) condi­
zionante ed un fatto (o insieme di fatti) condizionato (8). Per esempio, 
una certa crisi economica è “interpretata” da alcuni come effetto della 
speculazione finanziaria sui mercati internazionali, da altri come effetto 
dell’eccessivo indebitamento dello stato.
(3) Interpretare testi. Quando si parla di interpretare un testo, o un 
discorso, “interpretare” significa attribuire significato — senso (Sinn) e 
riferimento (Bedeutung) — ad un qualche frammento di linguaggio 
(vocaboli, sintagmi, enunciati). Per esempio: il sintagma “atti, aventi 
forza di legge, dello Stato” (art. 134 cost.) non include i regolamenti 
parlamentari (9); il sintagma “atti del Governo” nel contesto dell’art. 
100, comma 2, cost. non include gli atti governativi aventi forza di 
legge (10).
Occorre avvertire, tuttavia, che spesso non si distingue — come 
pure sarebbe opportuno — tra l’interpretazione del testo in quanto tale
“interpretare” è domandarsi non già ciò che X ha voluto dire attraverso i segnali in 
codice che ha trasmesso, ma perché, per quale ragione, egli abbia agito così, perché 
abbia tenuto quel tale comportamento. In altri termini, siamo nel campo non della 
comprensione di un senso codificato, ma della ricerca delle intenzioni o motivazioni 
che hanno ispirato delle azioni » (ivi, p, 21); « Vi sono dei cammini che si incrociano 
nell’interpretazione e nella ricerca di motivazioni: è quanto accade quando l’interprete, 
attraverso l’analisi del testo, presume le motivazioni che hanno animato l’autore, ciò 
che a sua volta chiarirà la sua analisi del testo e la determinazione del suo senso. Ma 
nulla di tutto ciò rimette in discussione la differenza che separa la ricerca di motivazioni 
o intenzioni di un agente, eventualmente di un parlante, e l’interpretazione propria­
mente detta, la ricerca del senso delle sue parole, anche se a questo fine l’interprete si 
serve delle motivazioni ed intenzioni del parlante» (ivi, p. 22). Centra F. V iola, G. 
Z accaria, Diritto e interpretazione. Lineamenti di teoria ermeneutica del diritto, Roma- 
Bari, 1999, p. 105 ss.
(8) U. Scarpelli, “Interpretazione”, cit., p. 423: «interpretare un fatto è collo­
carlo nel sistema di connessioni causali costitutivo della natura. L’interpretazione [...] 
equivale in tal caso alla spiegazione ». P. Amselek, “L’interprétation à tort et à travers”, 
cit., p. 14: « Che sulla base di certi indizi si inferisca che X ha commesso assassinio o 
ha frodato il fisco, o più in generale che certi fatti naturali od umani hanno avuto luogo, 
non è un’interpretazione: è l’applicazione a certe circostanze di un certo schema 
esplicativo »,
(9) Corte cost. 154/1985.
(10) Corte cost. 406/1989.
OGGETTI DI INTERPRETAZIONE 7
e l’interpretazione del comportamento umano consistente nel produrre 
quel testo. Vero è che la linea di demarcazione tra le due cose, se mai 
sussiste (il che non è certo), è assai sottile (n ).
Nondimeno, la distinzione concettuale va tenuta ferma: altro è 
interrogarsi sul significato di una sequenza di parole, altro è interrogarsi 
sulle supposte intenzioni di chi le ha scritte o pronunciate. Per esempio, 
un cónto è domandarsi se il vocabolo “uomo” significhi, in un dato 
contesto, essere umano o maschio della specie umana; un altro conto è 
domandarsi se il tale, dicendo — che so? — “Paga i tuoi debiti”, 
intendesse comandare, raccomandare, suggerire, o consigliare.
L’interpretazione giuridica appartiene ovviamente al genere della 
interpretazione testuale. In espressioni del tipo “interpretazione giuri­
dica”, “interpretazione del diritto”, “interpretazione della legge”, “in­
terpretazione degli atti (o documenti) normativi”, “interpretazione di 
norme”, e simili, il vocabolo “interpretazione” denota grosso modo: 
ora, l’attività di accertare o decidere il significato di un qualche 
documento o testo giuridico; ora, il risultato o prodotto di tale attività, 
ossia il significato stesso (11 12).
“Accertare” o “decidere”, ho detto: se l’interpretazione sia attività 
di accertamento o di decisione del significato è questione controversa 
— alla quale le diverse teorie dell’interpretazione offrono, come ve­
dremo, risposte differenti — e a questo stadio dell’indagine conviene 
lasciarla irrisolta (13).
Naturalmente, vi è una grande varietà di testi giuridici soggetti ad 
interpretazione: fonti del diritto (la costituzione, le leggi, i regolamenti, 
e via enumerando), atti di autonomia privata (contratti, testamenti, e 
quant’altro), atti giurisdizionali (sentenze), atti amministrativi, e così 
avanti. Tuttavia, nella letteratura in tema di interpretazione, un’atten­
zione speciale è dedicata, comunemente, all’interpretazione della 
“legge”, intesa per lo più in senso “materiale”, intesa cioè a designare 
i documenti normativi — le fonti del diritto — in genere.
In particolare, quando si parladella interpretazione di fonti del
(11) Cfr. F. Viola, G. Z accaria, Diritto e interpretazione, cit., p. 120; P. Amselek, 
"L’interprétation à tort et à travers”, cit., p. 22 (si veda il passo cit. alla fine della nota 
7).
(12) Ne diremo in un prossimo capitolo.
(13) La questione è discussa, nell’ultima parte di questo volume, nel capitolo 
dedicato alle controversie teoriche sull’interpretazione.
8 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
diritto (testi normativi, formulazioni di norme), come quasi sempre 
accade, “interpretare” significa chiarire: ora il “contenuto” normativo 
di una disposizione (quale norma o quali norme essa esprima), ora il 
suo “campo di applicazione” (a quali fattispecie concrete sia applica­
bile): tra l’una e l’altra cosa, come vedremo, non vi è affatto coinci­
denza (14).
All’interpretazione delle fonti è circoscritto il presente lavoro.
3. "Interpretare norme” e “interpretare fatti”. — Nel linguaggio
giuridico corrente — ivi incluso il linguaggio legislativo (15) — si parla 
comunemente di “interpretazione di norme” e (talora) di “interpreta­
zione di fatti”. Entrambe queste espressioni sono censurabili,
(a) “Interpretare norme”. Questo modo di esprimersi suppone 
evidentemente che l’interpretazione giuridica abbia ad oggetto norme.
Senonché, « è immotivato scientificamente e inopportuno didatti­
camente identificare in limine la nozione di “norma” con quella di 
“testo legislativo”, perché ciò occulta il dato empirico per cui operatori 
diversi, in tempi diversi o contemporaneamente, per fini diversi o 
perseguendo con mezzi diversi gli stessi fini, individuano negli stessi 
testi legislativi norme diverse e magari tra loro confliggenti » (16).
L’interpretazione giuridica ha ad oggetto, propriamente parlando, 
non già “norme”, ma testi o documenti normativi. In altri termini, si 
interpretano (non propriamente norme, ma piuttosto) formulazioni di 
norme, enunciati esprimenti norme: disposizioni, come si usa dire. 
Sicché la norma costituisce non già l’oggetto, bensì il risultato dell’at­
tività interpretativa (17). E parlando di interpretazione di “norme” si
(14) Vedi nel prossimo capitolo la distinzione tra interpretazione “in astratto” e 
interpretazione “in concreto”.
(15) Vedi ad es. art. 2, comma 2, legge 117/1988: « Nell’esercizio delle funzioni 
giudiziarie non può dar luogo a responsabilità l’attività di interpretazione di norme di 
diritto né quella di valutazione del fatto e delle prove » (il corsivo è ovviamente mio).
(16) G. T arello, Recensione di N. I rti, Introduzione allo studio del diritto privato, 
in Quaderni fiorentini, 5-6, 1976-77, p . 936 s.
(17) « Potremmo dire paradossalmente che le norme non esistono: non esistono 
come enti a sé, indipendentemente dai procedimenti interpretativi. Una norma è 
soltanto il punto di arrivo di un procedimento interpretativo, né può essere espressa se 
non affidandola a un enunciato o insieme di enunciati che dovranno a loro volta essere 
reinterpretati da chi voglia intenderne il significato e ritrovare la norma »: U. Scarpelli, 
“Norma”, in Gli strumenti del sapere contemporaneo, Torino, 1985, p. 570.
OGGETTI DI INTERPRETAZIONE 9
crea la falsa impressione che il significato dei testi normativi (ossia le 
norme propriamente dette) sia interamente precostituito all’interpreta­
zione, sicché gli interpreti non avrebbero che da prenderne cono­
scenza (18).
(b) “Interpretare fatti”. Si usa dire che gli organi dell’applicazione 
— e segnatamente gli organi giurisdizionali — interpretino (e non 
possano non interpretare) non solo “norme”, ma altresì “fatti”: ad 
esempio, i fatti di causa (19).
Questo modo di esprimersi è senz’altro infelice e, dal punto di vista 
della teoria dell’interpretazione, fuorviarne (20). Come si è detto, infatti, 
“interpretare” assume due significati tutt’affatto diversi a seconda che 
oggetto di interpretazione siano testi o fatti (eventi, comportamenti). 
L’interpretazione testuale è attribuzione di significato a sequenze di 
parole. Non così la “interpretazione di fatti”: i fatti non hanno “signi­
ficato” e, se mai l’hanno, certo non l’hanno nello stesso senso in cui 
hanno “significato” i testi. Interpretare un fatto significa essenzialmente 
congetturare una spiegazione causale di un evento; e, se il fatto in 
questione è altresì un atto umano, interpretarlo significa, secondo i casi, 
congetturare gli scopi o le intenzioni dell’agente, o sussumere l’atto in 
questione sotto ima classe di atti, o, ancora, qualificarlo secondo lo 
schema di qualificazione offerto da una norma.
Generalmente parlando, nell’ambito del discorso giuridico, “inter­
pretare un fatto” (come omicidio intenzionale, poniamo, anziché come 
morte accidentale) significa includere quel fatto entro una certa classe 
di fatti, ovvero sussumere quel fatto sotto una norma che lo disciplina 
(21). Si tratta, propriamente, di interpretazione non già di un fatto, ma 
di un testo normativo, e segnatamente di interpretazione in concreto: 
ne diremo nel prossimo capitolo.
(18) Vedi infra, parte quinta, cap. Π.
(19) Cfr. ad es. M. T roper, La théorie du droit, le droit, l’État, Paris, 2001, 
p. 78 s.
(20) Cfr. anche C. L uzzatt, La vaghezza delle norme. Un'analisi del linguaggio 
giuridico, Milano, 1990, p. 109.
(21) G. T arello, L’interpretazione della legge, Milano, 1980, p. 33. P. Amselek, 
“L’interprétation à tort et à travers”, cit., p. 24: « qualificare degli oggetti, dei fatti, 
degli atti, delle situazioni, è sussumerli sotto concetti (in particolare, sotto concetti 
specificamente giuridici), è dar loro un abbigliamento concettuale forgiato dal nostro 
spirito: tra i fatti bruti — i dati immediati della percezione — e il fatto qualificato vi è 
questo intermediario dell’abbigliamento ».
10 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
4. L ’interpretazione della consuetudine. — L’interpretazione 
giuridica, abbiamo detto, è interpretazione testuale. Questa caratteriz­
zazione si riferisce palesemente alla interpretazione delle "fonti-atto”, 
come si usa dire, ossia dei documenti normativi (la costituzione, le 
leggi, etc.). Che dire però della “interpretazione della consuetudine”? 
Giacché la consuetudine è muta: produce norme senza la mediazione di 
documenti normativi, produce norme prive di disposizioni, norme non 
formulate.
Ebbene, l’espressione “interpretazione della consuetudine” può 
essere intesa in due modi distinti.
(a) Anzitutto, si può parlare di interpretazione della consuetudine 
metonimicamente, per intendere l’interpretazione non propriamente 
della consuetudine, ma delle raccolte di usi e consuetudini (di cui all’art. 
9 disp. prel. cod. civ.).
Gli usi e le consuetudini, infatti, non vanno confusi con le “raccolte 
di usi”, di cui all’art. 9 disp. prel. cod. civ. O, per meglio dire, le norme 
prodotte per via consuetudinaria vanno tenute accuratamente distinte 
dai documenti che danno ad esse formulazione e ne comprovano 
l’esistenza. Le consuetudini (in virtù delTart. 1 disp. prel cod. civ.) 
producono diritto, ossia generano norme giuridiche. Le cosiddette 
raccolte di usi, per contro, danno formulazione — una formulazione 
ufficiale — alle norme in questione. Esse dunque non producono le 
norme consuetudinarie: si limitano a formulare, registrare, e documen­
tare norme, che sono (così almeno si suppone) preesistenti alle raccolte 
stesse, senza perciò mutare le norme consuetudinarie in norme scritte.
Ora, siffatte raccolte — sebbene tecnicamente siano fonti “di 
cognizione”, non di produzione, del diritto — si presentano, banal­
mente, come altrettanti documenti normativi. Sicché l’interpretazione 
della consuetudine, così intesa, non differisce in linea di principio 
dall’interpretazione delle fonti-atto. In entrambi i casi, l’interpretazione 
è un’attività di ascrizione di significato a testi formulati in lingua.
(b) Propriamente intesa, tuttavia, l’interpretazione della consuetu­
dine ha ad oggetto, appunto, la fonte di produzione detta “consuetu­
dine”, e non le fonti di cognizione (leraccolte, i documenti) che danno 
formulazione alle norme consuetudinarie.
Ebbene, così intesa l’interpretazione della consuetudine è cosa 
radicalmente diversa dall’interpretazione testuale: tanto che si può 
dubitare dell’opportunità di usare lo stesso vocabolo (“interpreta­
zione”) per riferirsi ad entrambe. La consuetudine, in quanto cosa 
distinta dalle norme che (in virtù di una norma sulla produzione
11
giuridica (22)) da essa scaturiscono, non è un testo, un documento: è 
piuttosto un comportamento sociale (23). E “interpretare” un compor­
tamento sociale, come ormai sappiamo, è tutt’altra cosa daU’“interpre- 
tare” un enunciato in lingua (24).
L’interpretazione della consuetudine, così intesa, consiste non 
nell’ascrivere significato a formulazioni normative, ma nel “ricostruire” 
norme ascrivendo senso ad una prassi sociale: più precisamente, con­
siste nell’inferire da una prassi sociale (l’esistenza di) norme (25). Cioè 
nel congetturare che certi soggetti si comportino in un certo modo (non 
per abitudine, o per caso, o non so che altro, ma) in ossequio ad una 
norma, che essi ritengono esistente e vincolante (26).
Il che non sembra possibile fare senza prestare attenzione agli 
eventuali discorsi valutativi e/o normativi di quanti partecipano alla 
prassi in questione: ai discorsi, cioè, mediante i quali i partecipanti 
danno, essi stessi, espressa formulazione alle norme cui prestano osser­
vanza, o mediante i quali approvano quanti si conformano alla prassi 
e/o disapprovano quanti se ne discostano.
OGGETTI DI INTERPRETAZIONE
(22) Precisamente: l’art. 1 disp. prel. cod. civ.
(23) Cfr. R. Sacco, “L’interpretazione”, in G. Alpa et al.. Le fonti del diritto 
italiano, 2. Le fonti non scritte e l’interpretazione, Trattato di diritto civile, diretto da R. 
Sacco, Torino, 1999, p. 216, 221,
(24) Cfr. M.S. G iannini, L'interpretazione dell’atto amministrativo e la teoria 
giuridica generale dell'interpretazione, Milano, 1939, p. 135 s.; C.E. Balossini, Consue­
tudini, usi, pratiche, regole del costume, Milano, 1958, p. 509; U. Scarpelli, “L’inter­
pretazione. Premesse alla teoria dell’interpretazione giuridica”, in U. Scarpelli, V. 
T omeo (eds.), Società, norme, e valori. Scritti in onore di Renato Treves, Milano, 1984, 
p. 163.
(25) H.L.A. H art, The Concepì ofLaw, Oxford, 1961, p. 50 ss.; U. Scarpelli, 
“Interpretazione”, cit., p. 423 s.; B. C elano, D os estudios sobre la costumbre, México,
2000.
(26) G. C arcaterra, “Indizi di norme”, in Sociologia del diritto, 2002, p. 129 ss.
C apitolo I I
L’ATTIVITÀ INTERPRETATIVA
Sommario: 1. Prima ambiguità: processo v. prodotto. — 2. Seconda ambiguità: astratto
v. concreto. — 3. La forma logica delle norme. — 4. Due tipi di sussunzione. —
5. Interludio sulle definizioni. — 6. Terza ambiguità: cognizione v. decisione. —
7. Quarta ambiguità: interpretazione (in senso stretto) v. costruzione giuridica. —
8. Enunciati interpretativi.
Generalmente parlando, “interpretare” in ambito giuridico signi­
fica— come suggerisce del resto l’art. 12, comma 1, disp. prel. cod. civ. 
— « attribuire [...] senso » ad un testo.
Nondimeno, nel linguaggio giuridico il vocabolo “interpretazione” 
soffre di una moltéplice ambiguità: è ambiguo sotto (almeno) quattro 
profili.
E discorso che segue, peraltro, è circoscritto agli usi linguistici 
correnti dei giuristi europei contemporanei, dove il vocabolo “inter­
pretazione” (come i suoi equivalenti in altre lingue), pure con le 
ambiguità di cui ora dirò, sempre riguarda l’attribuzione di significato 
a testi normativi (latamente intesa). Trascuro senz’altro l’uso — molto 
ampio e, in verità, molto oscuro — di “interpretazione” che si incontra 
in molta letteratura (soprattutto) americana al confine tra filosofia 
giuridica e filosofia politica normativa 0).
1. Prima ambiguità: processo v. prodotto. — Con il vocabolo 
“interpretazione” ci si riferisce talvolta ad una attività (o ad un pro­
cesso), talaltra al risultato, all’esito, o al prodotto di tale attività (1 2).
(1) Cfr. ad es. M. Rosenfeld, Just Interpretations. Lato between Ethics and Politics, 
Berkeley-Los Angeles, 1998; R. D workin, Law's Empire, Cambridge (Mass.), 1986. 
Vedi anche S. M. G riffin, Il costituzionalismo americano. Dalla teoria alla politica 
(1996), Bologna, 2003, cap. V. In proposito vedi le penetranti osservazioni di F.J. 
L aporta, El imperio de la ley. Una visión actual, Madrid, 2007, p. 172 s.
(2) Cfr. G. T arello, “Orientamenti arialitico-linguistid e teoria deU’interpreta- 
zione giuridica”, in U. Scarpelli (ed.), Diritto e analisi del linguaggio, Milano, 1976.
14 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
Ad esempio, in enunciati del tipo “La tale disposizione è ambigua 
sicché richiede interpretazione”, “Non c’è applicazione senza previa 
interpretazione”, etc., il vocabolo “interpretazione” denota evidente­
mente un’attività (potrebbe essere sostituito con il sintagma “attività 
interpretativa”). Per contro, in enunciati del tipo “Della tale disposi­
zione la Cassazione dà una interpretazione restrittiva”, lo stesso voca­
bolo palesemente denota non un’attività, ma piuttosto il suo risultato 
(nel caso: la “restrizione” del significato di una certa disposizione).
La “interpretazione” in quanto attività è un processo mentale. La 
“interpretazione” in quanto risultato di tale processo è piuttosto un 
discorso (3).
Le distinzioni che seguono si riferiscono all’interpretazione in 
quanto attività o processo.
L’attività interpretativa può essere scomposta in una serie di 
operazioni tipiche, tra cui specialmente le seguenti: (i) l’analisi testuale; 
(ii) la decisione intorno al significato (interpretazione nel senso più 
stretto); nonché (iii) l’argomentazione di tale decisione.
A rigor di termini, una cosa è interpretare, un’altra argomentare. 
L’argomentazione non è propriamente parte dell’interpretazione: è 
piuttosto l’insieme di ragioni che si adducono a sostegno dell’interpre­
tazione (4) prescelta. Nondimeno, l’argomentazione — ne diremo 
diffusamente a tempo debito — è parte integrante del discorso inter­
pretativo.
Quanto all’analisi testuale, essa consiste tipicamente:
(a) nell’identificare la funzione grammaticale dei vocaboli impiegati 
nella formulazione di un enunciato normativo, così da distinguere, ad 
esempio, tra articoli, sostantivi, verbi, aggettivi, preposizioni, e avverbi;
(b) nell’identificare la funzione logica dei vocaboli impiegati, così 
da distinguere, ad esempio, tra soggetto, predicato, e connettivi;
(c) nell’identificare la struttura sintattica della disposizione, così da 
individuare, ad esempio, le relazioni di subordinazione e coordinazione 
tra proposizioni (nel senso grammaticale di questa parola).
L’analisi testuale perviene, in ultima istanza: per un verso, a 
stabilire prima facie quale norma o quali norme la disposizione esprima 
(o potrebbe esprimere); per un altro verso, a ricostruire in forma
(3) Vedi però alcune precisazioni infra, S 8.
(4) Qui ‘‘interpretazione” si riferisce evidentemente al prodotto dell’attività 
interpretativa.
l ’a t t iv it à in t e r p r e t a t iv a 15
canonica la norma o le norme in questione. Su quest’ultimo punto 
ritorneremo più avanti (5).
2. Seconda ambiguità: astratto v. concreto. — Con il vocabolo 
“interpretazione” ci si riferisce talvolta all’attribuzione di significato ad 
un testo normativo — “Il testo T ha il significato S” — talaltra alla 
qualificazione giuridica di una fattispecie concreta — “L’atto x costi­
tuisce omicidio” — qualificazione che dà poi fondamento alla soluzione 
(o alla proposta di soluzione) di una specifica controversia.
Sebbene questa seconda cosa presupponga logicamente la 
prima (6), e sebbene le due cose siano probabilmente indistinguibili nel 
processo psicologico di interpretazione (specie se compiuto da un 
giudice, soprattutto da un giudice di merito (7)), si tratta di due attività 
intellettuali logicamente distinte (8). Dal punto di vista logico, un conto 
è interrogarsi sul senso di una sequenzadi parole; un altro conto è 
domandarsi se una particolare fattispecie concreta ricada o no nel 
campo di applicazione di una data norma, previamente identificata (9). 
Dobbiamo dunque distinguere tra:
(i) l’interpretazione “in astratto” (“orientata ai testi”), che consiste 
nell’identificare il contenuto di senso — cioè il contenuto normativo (la 
norma o, più spesso, le norme) — espresso da, e/o logicamente 
implicito in, un testo normativo (una fonte del diritto) senza riferi­
mento ad alcuna fattispecie concreta; e
(5) Vedi poco oltre il paragrafo dedicato alla forma logica delle norme.
(6) La presuppone logicamente, si badi bene, non psicologicamente. E assai 
probabile che, di fatto, nella mente del giudice le cose si svolgano alla rovescia: che cioè 
il giudice prima classifichi la fattispecie, e solo dopo si rivolga ai testi normativi e 
attribuisca ad essi significato così da trovare la norma “adatta” al caso. Così, del resto, 
raccomandano espressamente talune dottrine normative dell’interpretazione di orien­
tamento “ermeneutico”.
(7) Vedi oltre, parte terza, cap. I, la distinzione tra “scoperta” e “giustificazione” 
delle decisioni giurisdizionali.
(8) Cfr. R. G uastini, L’interpretazione dei documenti normativi, Milano, 2004, 
cap. VI; P. Chiassoni, Tecnica dell'interpretazione giuridica, Bologna, 2007, cap. II.
(9) Occorre precisare (ma vi torneremo in un prossimo paragrafo) che ogni 
norma presenta la forma logica di un condizionale (diciamo: “Se F, allora G ”), in cui 
l’antecedente si riferisce ad una classe di fatti (cosiddetta “fattispecie astratta”) e il 
conseguente ad una classe di conseguenze giuridiche di un qualche tipo. Π “campo di 
applicazione” della norma altro non è che la classe dei fatti ai quali è imputabile quel 
tipo di conseguenza giuridica. E naturalmente tale classe non può che essere configu­
rata mediante predicati in senso logico, ossia mediante termini che appunto denotano 
(non entità individuali, ma) classi. Ne diremo ancora nel prossimo capitolo.
16 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
(il) l’interpretazione "in concreto” (“orientata di fatti”), che con­
siste nel sussumere una fattispecie concreta nel campo di applicazione 
di una norma previamente identificata “in astratto” (10 11).
L’interpretazione in astratto risolve problemi quali, ad esempio, i 
seguenti.
(a) L’art. 13, comma 1, della costituzione francese vigente dispone: 
« Il Presidente della Repubblica firma le ordinanze e i decreti deliberati 
dal Consiglio dei Ministri ». Dobbiamo intendere che il Presidente ha 
il potere di firmare le ordinanze, o che ne ha l’obbligo (n )?
(b) L’art. 11 della costituzione italiana autorizza la Repubblica ad 
accettare le « limitazioni di sovranità necessarie ad un ordinamento che 
assicuri la pace e la giustizia tra le Nazioni ». Che significa “sovranità” 
in questo contesto (12)? Si riferisce, diciamo, all’indipendenza dello 
stato nelle relazioni internazionali? O si riferisce invece al potere 
politico supremo menzionato all’art. 1, comma 2, secondo cui «la 
sovranità appartiene al popolo »?
(c) L’art. 2 della costituzione italiana proclama solennemente i 
« diritti inviolabili dell’uomo » (13). Che significa “inviolabile”? Si tratta 
solo di una mera formula declamatoria, caratteristica del linguaggio 
retorico comunemente impiegato dai redattori di testi costituzionali, 
priva come tale di qualunque preciso contenuto normativo? Si tratta di 
una semplice reiterazione del carattere rigido della costituzione (i diritti 
costituzionali non possono essere violati dalla legislazione ordinaria)? 
O significa invece che i diritti in questione sono assolutamente sottratti
(10) Tracce di questa distinzione di incontrano in L. F errajoli, “Interpretazione 
dottrinale e interpretazione operativa”, in Rivista intemazionale di filosofia del diritto, 
1966; J. W róblewski, Meaning and Truth in Judicial Decision, Helsinki, 1983; A. 
A arnio, The Rationalas Reàsonable. A Treatise on Legai Justification, Dordrecht, 1987; 
M. T roper, “La notion de pouvoir judiciaire au début de la Révolution frangaise”, in 
AA. W ., Présence du droit puhlic et des droits de l’homme. Mélanges offerts à Jacques 
Velu, Bruxelles, 1992.
(11) Vedi M. T roper, “La signature des ordonnances: fonctions d’une contro­
verse”, in M. T roper, Pour une théorie juridique de l'Ètat, P.U.F., Paris, 1994, cap. 
XVIII.
,(12) R. G uastini, La sintassi del diritto, Torino, 2011, p . 363 ss.; R. G uastini, Le 
fonti del diritto. Fondamenti teorici, Milano, 2010, p. 477 ss.
(13) Cfr. R. Guastini, “Esercizi d’interpretazione delTart. 2 cost.”, in Ragion 
pratica, 29, 2007.
ΐ/Α Γ Π ν ίΤ Α INTERPRETATIVA 17
alla revisione costituzionale (non possono cioè essere toccati neppure 
da leggi di revisione costituzionale) (14)?
Quanto all’interpretazione in concreto, essa risolve problemi — di 
sussunzione (15) — del tipo dei seguenti: la norma “Vietato l’ingresso 
di veicoli nel parco” (è un classico esempio di scuola) si applica, o no, 
ad un triciclo? una norma costituzionale concernente la “libertà di 
religione” si applica, o no, a Scientology o alla cosiddetta filosofia 
New-age? etc.
L’interpretazione “in astratto” è assimilabile alla traduzione (è, se 
si vuole, una traduzione “intralinguistica”), giacché consiste nel rifor­
mulare il testo interpretato (16).
L’interpretazione “in concreto” altro non è, banalmente, che la 
decisione intorno alla estensione di un concetto (17) (del concetto 
mediante il quale l’autorità normativa ha configurato una classe di 
fattispecie).
Ancora: l’interpretazione “in astratto” consiste nell’attribuire signi­
ficato ad enunciati normativi completi, Mentre l’interpretazione “in 
concreto” consiste nel determinare il significato di predicati in senso 
logico, ossia di termini che denotano classi. Nell’un caso, si identificano 
le norme in vigore; nell’altro, si identificano i casi concreti che sono 
disciplinati da ciascuna norma.
(14) Quest ultima, sia detto per inciso, è precisamente l’interpretazione prescelta 
dalla Corte costituzionale (Corte cost. 1146/1988).
(15) G. L azzaro, “Sussunzione”, in Novissimo digesto italiano, Torino, 1970 
(estratto).
(16) U. Eco, Dire quasi la stessa cosa. Esperienze di traduzione, Milano, 2003, cap. 
10. L’analogia fra interpretazione e traduzione è messa in discussione da T. M azzarese, 
“Interpretazione giuridica come traduzione: tre letture di un’analogia ricorrente”, in 
Ars interpretandi, 5, 2000. Di regola, fatto salvo qualche (raro) caso di interpretazione 
(diciamo così) “strettamente” letterale, che semplicemente itera (come un’eco) il testo 
interpretato, l’enunciato interpretante non riproduce alla lettera, ma riformula l’enun­
ciato interpretato, differenziandosi da esso sotto il profilo del lessico e/o della struttura 
sintattica. I modi della riformulazione interpretativa del testo interpretato sono fine­
mente analizzati da P. Chiassoni, Tecnica dell'interpretazione giuridica, cit., p. 126 ss., 
il quale distingue tra: addizioni (sintatticamente, semanticamente, e pragmaticamente 
necessarie, rispettivamente); elisioni; sostituzioni; moltiplicazioni teoriche; pluralità di 
alterazioni simultanee.
(17) L’estensione (o denotazione, o riferimento semantico) di un concetto è la 
classe di oggetti cui il concetto è applicabile. L’estensione di ogni concetto dipende 
dalla sua intensione (o senso), ossia dall’insieme di attributi (proprietà o relazioni) che 
un oggetto deve avere perché il concetto possa essergli applicato.
18 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
Si badi, però, che denunciato completo”, fatto oggetto di inter­
pretazione in astratto, non necessariamente è una precisa disposizione 
delle fonti normative (il comma tale dell’articolo tale della legge tale): 
può anche essere, e frequentemente è, un frammento di disposizione, 
oppure il frutto della ricomposizione, da parte dell’interprete, di vari 
frammenti di disposizioni, talora dispersi in una pluralità di documenti 
normativi (18).
Ora,il diritto, come meglio vedremo più avanti, è duplicemente 
indeterminato.
Per un verso, è indeterminato Γordinamento giuridico, nel senso 
che — a causa dell’equivocità dei testi normativi — non si sa quali 
norme appartengano ad esso o siano in vigore.
Per un altro verso, è indeterminata ogni singola norma vigente, nel 
senso che — a causa della vaghezza dei predicati in ogni linguaggio 
naturale — non si sa esattamente quali fattispecie ricadano nel suo 
campo di applicazione.
Ebbene, l’interpretazione “in astratto” riduce l’indeterminatezza 
dell’ordinamento giuridico in quanto tale, identificando le norme in 
vigore; mentre l’interpretazione “in concreto” riduce l’indetermina­
tezza delle norme, identificando i casi concreti che sono disciplinati da 
ciascuna norma (19).
3. La forma logica delle norme. — Con poche eccezioni (20), una 
norma giuridica, quale che sia la sua effettiva formulazione, può essere 
ricostruita — cioè identificata nella sua “forma logica”, eventualmente 
latente — come un enunciato condizionale, il quale statuisce che cosa 
si debba fare od omettere se si verificano certe circostanze (21).
(18) Vedi infra, § 3.
(19) Occorre insistere che ogni interpretazione “in concreto” presuppone logi­
camente una interpretazione “in astratto”.
(20) Quali le norme di abrogazione espressa nominata (“È abrogato l’art. x della 
legge y”) e le norme di interpretazione autentica (“L’art. x della legge y deve essere 
inteso nel senso che...”).
(21) Vedi tra i molti: A. Ross, On Law and ]ustice, London, 1958, p. 32 s.; C.E. 
Alchourrón, E. Bulygin, Normative Systems, Wien-New York, 1971; W. T wining, D. 
M iers, H ow to Do Things with Rules, II ed., London, 1982; D. M endonca, Explora- 
ciones normativas. Hacia una teoria generai de las normas, México, 1995; C.E. Al­
chourrón, E. Bulygin, “Norma giuridica”, in E. Bulygin, Il positivismo giuridico, 
Milano, 2007, p. 217 ss.
l ’a t t iv it à in t e r p r e t a t iv a 19
In altre parole, le norme giuridiche sono non già prescrizioni 
categoriche (ossia incondizionate), del tipo “È vietato uccidere”, “È 
vietato provocare danni ingiusti”, etc., bensì prescrizioni condizionali o 
ipotetiche del tipo “Se qualcuno ha causato la morte di un uomo, allora 
deve essere punito”, “Se qualcuno ha causato un danno ingiusto, allora 
deve risarcirlo”, e così avanti.
Un enunciato condizionale o ipotetico — “Se..., allora...” — può 
essere analizzato in due elementi componenti:
(a) un antecedente, o pròtasi, cioè la parte dell’enunciato che 
determina la condizione (“Se...”);
(b) un conseguente, o apòdosi, cioè la parte dell’enunciato che 
statuisce la conseguenza (“...allora...”).
Ogni norma giuridica presenta — talora in modo evidente, più 
spesso allo stato latente — una forma logica (una struttura sintattica, se 
così si vuol dire) condizionale che può essere raffigurata con la formula: 
“Se F, allora G ”.
Così, ad esempio, la norma permissiva che conferisce ai cittadini la 
libertà di riunione (art. 17, comma 1, cost.) può essere ricostruita in 
questa forma (schematica): “Se cittadino, allora diritto di riunione 
(pacifica e senz’armi)”. La norma che determina il conseguimento della 
maggiore età al compimento del diciottesimo anno (art. 2, comma 1, 
cod. civ.) può essere ricostruita in questa forma: “Se diciottenne, allora 
maggiorenne”. La norma sui conflitti tra leggi che statuisce il principio 
cosiddetto "lex posterior derogai legi priori” (art. 15 disp, prel. cod. 
civ.) può essere ricostruita in questa forma: “Se due leggi promulgate in 
momenti differenti sono in conflitto, allora la legge meno recente è 
abrogata”. E così avanti.
Nella formula “Se F, allora G ”:
(i) l’antecedente (“F”) si riferisce ad una classe di circostanze di 
fatto (ad esempio, che due soggetti abbiano stipulato un contratto, che 
un soggetto abbia cagionato un danno ad un altro soggetto, etc.);
(ii) il conseguente (“G ”) si riferisce ad una classe di conseguenze 
giuridiche (del tipo: obbligo di adempiere le obbligazioni previste nel 
contratto, obbligo di risarcire il danneggiato, etc.).
Nelle norme di condotta, il conseguente non può che essere la 
qualificazione deontica di un comportamento (il comportamento x è 
obbligatorio, il comportamento y è proibito, il comportamento z è 
permesso, etc.), giacché, per definizione, una norma di condotta è 
precisamente questo: la qualificazione deontica di una condotta. In 
norme di altro tipo, il conseguente può assumere i contenuti più vari:
20 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
l’acquisizione di uno status (maggiorenne, cittadino, etc.), l’ascrizione 
di una situazione giuridica soggettiva vantaggiosa (una pretesa, una 
competenza, una libertà, etc.), la validità o l’invalidità di un atto, e 
quant’altro.
L’antecedente — che si usa chiamare “fattispecie” — si riferisce 
al{'oggetto di disciplina: risponde alla domanda “Che cosa è discipli­
nato?”.
Il conseguente, a sua volta, determina il modo di disciplina: ri­
sponde alla domanda “Come è disciplinato?”.
Ebbene, un aspetto essenziale, e non banale, dell’interpretazione in 
astratto consiste nella identificazione — o piuttosto nella ricostruzione 
razionale — della forma logica delle norme, ossia nel distinguere, in 
seno ad un enunciato normativo, l’antecedente dal conseguente, la 
fattispecie disciplinata dalla conseguenza giuridica connessa a tale 
fattispecie (22).
Ricostruire la forma logica delle norme non sempre è cosa banale 
per diverse ragioni, tra cui le seguenti (23).
(i) In primo luogo, accade frequentemente che un singolo enun­
ciato normativo esprima (ed eventualmente sottintenda) una pluralità 
di norme.
Così, ad esempio, la disposizione dell’art. 1417 cod. civ. (« La 
prova per testimoni della simulazione è ammissibile senza limiti, se la 
domanda è proposta da creditori o da terzi e, qualora sia diretta a far 
valere l’illiceità del contratto dissimulato, anche se è proposta dalle 
parti ») esprime almeno tre norme distinte: (a) La prova per testimoni 
è ammissibile se la domanda è proposta da creditori; (b) La prova per 
testimoni è ammissibile se la domanda è proposta da terzi; (c) La prova 
per testimoni è ammissibile se la domanda è proposta dalle parti e se è 
diretta a far valere l’illiceità del contratto dissimulato; e, secondo 
un’interpretazione ragionevole, ne sottintende (o implica) una quarta:
(22) Un’analisi accurata si legge in P. Chiassoni, Tecnica dell'interpretazione 
giuridica, cit., p. 53 ss.
(23) Vedi al riguardo gli importanti lavori di G.G. F loridia: “Scomposizione e 
rappresentazione grafica degli enunciati normativi fra teoria dell’interpretazione e 
tecnica del drafting legislativo” (1985), e “Rappresentazioni grafiche, tecniche inter­
pretative, e drafting legislativo” (1988), ora entrambi in G.G. F loridia, Scritti minori, 
raccolti da F. Sorrentino, Torino, 2008, p. 429 ss., 465 ss.
l ’a t t iv it à in t e r p r e t a t iv a 21
(d) La prova per testimoni non è ammissibile se la domanda è proposta 
dalle parti ma non è diretta a far valere l’illiceità del contratto dissi­
mulato.
O ancora: la disposizione dell’art. 13, comma 3, cosi. («In casi 
eccezionali di necessità ed urgenza, indicati tassativamente dalla legge, 
l’autùrità di pubblica sicurezza può adottare provvedimenti provvisori, 
che devono essere comunicati entro quarantotto ore all’autorità giudi­
ziaria e, se questa non li convalida nelle successive quarantotto ore, si 
intendono revocati e restano privi di ogni effetto ») esprime non meno 
di quattro norme: (a) In casi eccezionali di necessità ed urgenza, 
indicati tassativamente dalla legge, l’autorità di pubblica sicurezza può 
adottare provvedimenti provvisori (di restrizione della libertà perso­
nale); (b) Tali provvedimenti devono essere comunicati entro quaran­
totto ore all’autorità giudiziaria; (c) Gli stessi provvedimenti, se non 
convalidati dall’autorità giudiziaria, si intendono revocati; (d) Gli stessi 
provvedimenti, se non convalidati dall’autorità giudiziaria, restanoprivi 
di ogni effetto.
(ii) In secondo luogo, accade che la fattispecie condizionante (24) 
abbia struttura logica complessa, e in queste circostanze può risultare 
difficile identificare le componenti dell’antecedente e, rispettivamente, 
del conseguente (25).
Riprendiamo l’esempio dell’art. 1417 cod. civ.: tra le norme 
espresse (o sottintese) da questa disposizione, le prime due — ossia (a) 
La prova per testimoni è ammissibile se la domanda è proposta da 
creditori, e (b) La prova per testimoni è ammissibile se la domanda è 
proposta da terzi — hanno un antecedente logicamente semplice, che 
si riferisce ad ima singola circostanza (26). La loro struttura logica è, 
rispettivamente, “Se A (creditori), allora Z” e “Se B (terzi), allora Z”. 
Per contro, le norme (c) e (d) — rispettivamente: (c) La prova per
(24) O, per meglio dire, l’enunciato che la descrive.
(25) Esempio banale: si prenda I’art. 18, comma 1, cost., che recita « I cittadini 
hanno diritto di associarsi liberamente, senza autorizzazione, per fini che non sono 
vietati ai singoli dalla legge penale ». Una possibile ricostruzione suonerebbe (schema­
ticamente) così: Se riunione (A) e se cittadini (B) e se fini non vietati etc. (C), allora non 
obbligatoria autorizzazione (Z). Una seconda possibile ricostruzione suonerebbe invece 
così: Se cittadini (B) e se fini non vietati etc. (C), allora diritto di riunione senza 
autorizzazione (W). Vedi anche infra l’es. dell’art. 21 cost.
(26) Rispettivamente: che la domanda sia proposta da creditori, e che la domanda 
sia proposta da terzi.
22 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
testimoni è ammissibile se la domanda è proposta dalle parti e se è 
diretta a far valere l’illiceità del contratto dissimulato; (d) La prova per 
testimoni non è ammissibile se la domanda è proposta dalle parti ma 
non è diretta a far valere l'illiceità del contratto dissimulato — hanno 
un antecedente leggermente più complesso, che si riferisce nell’un caso 
all’occorrenza di due circostanze, e nell’altro caso all’occorrenza di una 
circostanza e alla mancata occorrenza di un’altra (27) (cui consegue una 
conseguenza giuridica opposta): la struttura logica della norma (c) è 
“Se C (parti) e D (illiceità), allora Z”; quella della norma (d) è "Se C 
(parti) e non D (non illiceità), allora non Z” (28).
Per fare un altro esempio: l’art. 21, comma 3, cost. (« Si può 
procedere a sequestro soltanto per atto motivato dell’autorità giudizia­
ria nel caso di delitti, per i quali la legge sulla stampa espressamente lo 
autorizzi, o nel caso di violazione delle norme che la legge stessa 
prescriva per l’indicazione dei responsabili ») presenta prima facie la 
struttura seguente: “Se A e (B o C), allora Z” (29).
Ma non è difficile trovare nell’ordinamento vigente disposizioni 
dotate di una struttura logica anche molto complessa. Ad esempio, l’art. 
23, comma 1, della legge 392/1978 (in materia di locazione di immobili 
urbani) — « Quando si eseguano sull’immobile importanti ed impro­
rogabili opere necessarie per conservare ad esso la sua destinazione o 
per evitare maggiori danni [...], o comunque opere di straordinaria
(27) Rispettivamente: alla duplice circostanza che la domanda sia proposta dalle 
parti e sia diretta a far valere l’illiceità del contratto dissimulato (norma c), e alla duplice 
circostanza che la domanda sia proposta dalle parti e non sia diretta a far valere 
l’illiceità del contratto dissimulato (norma d).
(28) La norma (c), tra quelle espresse dall’art. 13, comma 3, cost., presenta la 
struttura “Se A (provvedimenti adottati dall’autorità di pubblica sicurezza) e non B 
(convalida dell’autorità giudiziaria), allora Z (si intendono revocati). La noma (d), a sua 
volta, presenta la struttura “Se A (prowedimend adottati dall’autorità di pubblica 
sicurezza) e non B (convalida dell’autorità giudiziaria), allora W (restano privi di 
effetto)”.
(29) Dove A sta per atto dell’autorità giudiziaria, B per delitd in relazione ai quali 
la legge autorizzi il sequestro, C per violazione delle norme sull’indicazione dei 
responsabili. Peraltro, a ben vedere, la disposizione in questione — in virtù della 
disgiunzione (“o”) — può essere utilmente ricostruita come esprimente non una sola 
norma, ma due norme distinte: “Se A e B, allora Z” e “Se A e C, allora Z”. D’altra parte, 
la stessa disposizione può anche essere ricostruita come norma relativa all’ammissibilità 
di un atto giudiziario che disponga il sequestro, il che equivale a “spostare” l’atto 
giudiziario (A) dall’antecedente al conseguente della norma: se B (delitti in relazione ai 
quali la legge autorizzi il sequestro), allora A; Se C (violazione delle norme sull’indi­
cazione dei responsabili), allora A.
l ’a t t iv it à in t e r p r e t a t iv a 23
manutenzione di rilevante entità, il locatore può chiedere al conduttore 
che il canone [...] venga integrato » — presenta la struttura seguente: 
“Se A e [B e C e (D ο E)] o (F e G), allora Z" (3°).
(iii) In terzo luogo, accade che per ricostruire la norma sia neces­
sario combinare una pluralità di enunciati normativi o di frammenti di 
enunciati normativi — eventualmente dispersi nelle fonti più varie — 
che formano una sorta di catena. Ciò può dipendere essenzialmente da 
tre circostanze.
(a) Anzitutto, è frequente che una norma sia soggetta ad eccezioni 
disposte in altri enunciati normativi, a volte circostanti (vedi, nel codice 
civile, il caso degli art. 2043, risarcimento per fatto illecito, 2044, 
legittima difesa, e 2045, stato di necessità), ma altre volte dispersi 
nell’ordinamento.
(b) Inoltre è frequente che un enunciato normativo contenga un 
rinvio espresso — formale o materiale, secondo i casi — ad altri 
enunciati normativi (J1). Per esempio, l’art. 21, comma 3, cost., che 
abbiamo menzionato poco sopra, fa ripetutamente rinvio (formale) alla 
legge sulla stampa; l’art. 1418, comma 2, cod. civ. (« Producono nullità 
del contratto la mancanza di uno dei requisiti indicati dalTart. 1325, 
l’illiceità della causa, l’illiceità dei motivi nel caso indicato dall’articolo 
1345 e la mancanza nell’oggetto dei requisiti stabiliti dall’articolo 30 31
(30) Nuovamente, come sempre accade quando vi siano disgiunzioni (“o”), la 
disposizione può essere utilmente ricostruita come esprimente non un’unica norma 
(molto) complessa, ma tre norme distinte (di minore complessità). La fatdspecie della 
prima è: opere (A), importanti (B), improrogabili (C), necessarie per conservare la 
destinazione (D); quella della seconda è opere (A), importanti (B), improrogabili (C), 
necessarie per evitare maggiori danni (E); la fattispecie della terza è opere (A) di 
straordinaria manutenzione (F) e di rilevante entità (G). La conseguenza è sempre Z (il 
locatore può chiedere l’integrazione del canone).
(31) Una norma fa rinvio ad un’altra norma ogniqualvolta non detta direttamente 
la disciplina della fattispecie cui si riferisce, bensì indica (ai destinatari e) agli organi 
dell’applicazione a quale altra norma tale disciplina debba essere attinta. Il rinvio si dice 
“formale" o "mobile”, allorché oggetto di rinvio è un’altra fonte, sicché la fattispecie di 
cui si tratta risulterà mutevolmente disciplinata dalle norme che di volta in volta 
saranno dettate da tale fonte (nel senso che, mutando le norme poste da quella fonte, 
muterà anche la disciplina della fattispecie in questione). Il rinvio si dice “materiale”, 
“fisso”, o “recettizio”, allorché oggetto di rinvio è (non un’altra fonte, ma) una 
disposizione, vigente in quel dato momento, determinata una volta per tutte, sicché la 
fattispecie di cui si tratta resta senz’altro disciplinata da quella disposizione (anche se 
per avventura tale disposizione dovesse essere abrogata o sostituita da una disposizione 
o norma diversa).
24 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
1346 ») fa ripetutamente rinvio (materiale) ad altre disposizioni dello 
stesso codice civile; etc. (32)
(c) Infine, è anche più frequente che l’antecedente di una norma 
faccia riferimentonon a “nudi” fatti, ma a fatti qualificati da altre 
norme, il che equivale ad un rinvio implicito. Esempi banali: qualunque 
disposizione che si riferisca ai “cittadini” fa implicito rinvio alle norme 
sulla cittadinanza (legge 91/1992); qualunque disposizione che si rife­
risca alla “maggiore età” fa implicito rinvio alla norma che la definisce 
(art. 2, comma 1, cod. civ.); qualunque disposizione in materia di 
“contratti” fa implicito rinvio alla definizione di contratto (art. 1321 
cod. civ.); etc.
4. Due tipi di sussunzione. — L’interpretazione “in concreto”, 
abbiamo detto, consiste nel sussumere una fattispecie concreta nel 
campo di applicazione di una norma previamente identificata “in 
astratto”. Occorre però introdurre un chiarimento e una precisazione.
(i) Il chiarimento è il seguente: “sussumere” può significare
(a) includere una entità individuale entro una classe, ovvero
(b) includere una classe entro una classe più ampia.
Per esempio: dicendo, che so?, “Tizio è un uomo”, si include una 
entità individuale (Tizio) entro una classe (la classe degli uomini); 
dicendo, “Gli uomini sono mortali”, si include invece una classe (la 
classe degli uomini) entro una classe più ampia (la classe dei mortali).
Vi sono, in altri termini, due tipi di sussunzione, che possiamo 
convenire di chiamare rispettivamente: sussunzione “individuale” (o in 
concreto) e sussunzione “generica” (o in astratto) (33).
(ii) Di qui segue una precisazione. Nel processo di interpretazione, 
si compiono tanto sussunzioni individuali quanto sussunzioni generi­
che.
Per fare un esempio di scuola (34): supponiamo di avere una
(32) Un delicato problema di interpretazione (o di costruzione giuridica) si pone 
in relazione a disposizioni normative che fanno rinvio a disposizioni inesistenti, vedi G. 
T arello, L'interpretazione della legge, Milano, 1980, p. 139 ss.
(33) La terminologia “sussunzione generica” v. “sussunzione individuale” è stata 
proposta da C.E. Alchourrón, E. Bulygin, Analisti lògico y derecbo, Madrid, 1991, p. 
303 ss.; E. Bulygin, Norme, validità, sistemi normativi, Torino, 1995, spec. p. 267 s. 
L’espressione “sussunzione generica” mi pare alquanto infelice, ma non ne trovo una 
migliore.
(34) R. D workin, “N o Right Answer?", in P.M.S. H acker, J. R az (eds.), Lato, 
Morality and Society. Essays in Honour of H. L. A. Hart, Oxford, 1977.
l ’a t t iv it à in t e r p r e t a t iv a 25
disposizione normativa che proibisce i “contratti sacrileghi”, e di dover 
giudicare il caso concreto di un contratto stipulato la domenica. Per 
sussumere (sussunzione individuale) il contratto in questione nella 
classe dei contratti sacrileghi, occorre previamente sussumere (sussun­
zione generica) nella classe dei contratti sacrileghi la classe dei contratti 
stipulati la domenica.
Possiamo dire così: mediante sussunzione generica (o in astratto) si 
determina una relazione semantica tra due predicati (ossia termini che 
denotano classi): per esempio, “Sono sacrileghi i contratti stipulati di 
domenica”. Mediante sussunzione individuale (o in concreto) si deter­
mina una relazione semantica tra un predicato ed una entità indivi­
duale: per esempio, “Il contratto fra Tizio e Caio è sacrilego”.
Ebbene, la sussunzione generica si colloca in una posizione inter­
media fra interpretazione “in astratto” e interpretazione “in concreto”: 
è, per un verso, parte essenziale dell’interpretazione “in astratto” e, per 
un altro verso, presupposto necessario dell’interpretazione “in con­
creto”.
5. Interludio sulle definizioni. — Prima di passare alla terza 
ambiguità del vocabolo “interpretazione” è utile introdurre qualche 
nozione elementare in materia di definizioni.
Si dice “definizione” — e, paradossalmente, così dicendo sto 
facendo precisamente una definizione — l’enunciato mediante il quale 
si determina il significato di un termine o di una espressione composta 
(sintagma).
La forma standard di una definizione è un enunciato del tipo: “x 
significa y”. Si dice definiendum l’espressione (vocabolo o sintagma) 
definita (“x”), definiens l’espressione usata per definirla (“y”). Ad 
esempio: “‘Democrazia’ significa governo del popolo”, “Si dicono ‘stati 
di diritto’ gli ordinamenti giuridici che presentino i caratteri se­
guenti...”, etc. (35).
Ora, vi sono fondamentalmente due tipi di definizioni: le defini­
zioni informative e le definizioni stipulative.
(i) Le definizioni informative descrivono in qual modo o in quali
(35) Una teoria esauriente della definizione si legge in U. Scarpelli, Contributo 
alla semantica del linguaggio normativo (1959), nuova ed. Milano, 1985, cap. I e II. Vedi 
anche A. Belvedere, M. J ori, L. L antella, Definizioni giuridiche e ideologie, Milano, 
1979.
26 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
modi l’espressione definita è effettivamente usata da qualcuno. Tipico 
esempio, le definizioni lessicali (o lessicografiche) contenute nei dizio­
nari di una lingua, le quali descrivono in qual modo (o, più spesso, in 
quali modi) una parola è comunemente usata da coloro che parlano la 
lingua in questione.
(ii) Le definizioni stipulative per contro
(a) stabiliscono come usare un termine o sintagma di nuovo conio 
(stipulazione pura), ovvero
(b) . propongono di usare un termine o sintagma preesistente in 
modo nuovo (altro tipo di stipulazione pura), o ancora
(c) propongono di usare un termine o sintagma preesistente in 
modo più preciso rispetto all’uso comune (ridefinizione).
Si osservi: non è raro che si introduca nel discorso un nuovo 
sintagma, del quale occorre ovviamente determinare ex novo il signifi­
cato, con una stipulazione pura (36). Ma, tolto questo caso, si può dire 
che quasi tutte le definizioni stipulative siano, propriamente, ridefini­
zioni. E raro infatti che si attribuisca un significato interamente nuovo 
ad un vocabolo o sintagma già in uso, ed è anche raro che si introduca 
nel discorso un vocabolo nuovo.
Ora, è importante capire due cose. Primo: le definizioni informa­
tive possono essere vere o false (a seconda che descrivano veridica­
mente, o no, un uso linguistico effettivo); le definizioni stipulative, per 
contro, non possono dirsi né vere né false. Secondo: le definizioni — 
proprio come le interpretazioni — vertono non su cose, ma su parole: 
non descrivono oggetti, ma modellano concetti (37).
Il rilievo di queste nozioni, nel presente contesto, deriva dal fatto 
che “definire” e “interpretare” (testi o discorsi) sembrano essere due 
nomi diversi per una stessa attività (38). Quanto meno, si può convenire
(36) Ad es., in questo stesso capitolo ho introdotto i sintagmi “interpretazione in 
astratto”, “interpretazione in concreto”, “sussunzione generica”, “sussunzione indivi­
duale”, etc.
(37) La definizione di “democrazia”, per fare un esempio a caso, non trasmette 
informazioni sulla forma di stato democratica: si riferisce esclusivamente al vocabolo 
“democrazia”, determinandone il significato (o il concetto che dir si voglia).
(38) Cfr. R. G uastini, “Interpretive Statements”, in E. G arzón Valdés et al. 
(eds.), Normative Systems in Legai and Moral Theory. Festscbri/t fo t Carlos E. Al- 
chourrón and Eugenio Bulygin, Berlin, 1997.
INATTIVITÀ in t e r p r e t a t iv a 27
che siano due specie di un medesimo genere. Il genere è la determi­
nazione del significato di espressioni in lingua. La specie è il tipo di 
espressioni in lingua cui ci si riferisce.
Si parla infatti di definizione in riferimento alla attribuzione di 
significato a singoli vocaboli e/o sintagmi; mentre non si parla di 
definizione in riferimento alla attribuzione di significato ad enunciati 
completi. Per contro, si parla di interpretazione in riferimento, indif­
ferentemente, alla attribuzione di significato sia a singoli vocaboli e/o 
sintagmi, sia ad enunciati completi. Altra differenza tra definizione e 
interpretazione non si dà.
Sembra ovvio, pertanto, che le distinzioni che si applicano alle 
pratiche definitorie siano applicabili — sebbene non si usi affattoapplicarle — anche alle pratiche interpretative. È quello che ci accin­
giamo a fare, introducendo la terza ambiguità del termine “interpreta­
zione” (39).
6. Terza ambiguità: cognizione v. decisione. — Con il vocabolo 
“interpretazione” ci si riferisce talvolta ad un atto di conoscenza, 
talaltra ad un atto di decisione, altre volte ancora ad un atto di 
creazione normativa (40). Dobbiamo dunque distinguere:
(i) Pinterpretazione cognitiva, o interpretazione-accertamento, che 
consiste nell’identificare, di un testo normativo, i diversi possibili
(39) Abbiamo insistito che definizione e interpretazione sono attività, se non 
identiche, almeno affini, e comunque congeneri. Conviene peraltro segnalare che 
Finterpretazione di un enunciato completo non è riducibile, per cosi dire, ad una 
somma di definizioni, ossia all’insieme delle interpretazioni dei singoli vocaboli che 
entrano a comporlo isolatamente considerati. « Il significato (complessivo) di una 
disposizione non dipende unicamente dai significati delle singole espressioni che lo 
compongono, quali sono registrati, ad esempio, nei dizionari della pertinente lingua 
naturale, che si tratterebbe di sommare in una sorta di computo linguistico; dipende, 
al contrario, anche da altri fattori » (P. Chiassoni, ‘‘Codici interpretativi. Breviario 
metodologico per aspiranti giuristi”, in P. Comanducci, R. G uastimi (eds.), Analisi e 
diritto 2002-2003. Ricerche di giurisprudenza analitica, Torino, 2004). Il significato di un 
enunciato completo è una variabile dipendente, quanto meno, dei seguenti fattori: (a) 
il significato dei singoli vocaboli e/o sintagmi; (b) la sintassi dell’enunciato; (c) il 
contesto linguistico (o co-testo); (d) il contesto extra-linguistico. Con ciò non si vuol 
dire che l’interprete (un “buon” interprete) debba prendere in considerazione tutti e 
soli questi fattori. Si vuol dire che di fatto, normalmente, ogni interprete ne tiene in 
considerazione almeno alcuni.
(40) H. Kelsen, Dottrina pura del diritto (1960), Torino, 1966, cap. Vili; R. 
G uasti ni, L'interpretazione dei documenti normativi, cit., cap. VI.
28 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
significati (tenendo conto delle regole della lingua, delle diverse tecni­
che interpretative in uso, delle tesi dogmatiche diffuse in dottrina, etc.) 
senza sceglierne alcuno (41);
(ii) l’interpretazione decisoria, o interpretazione-decisione, che 
consiste nello scegliere un significato determinato, scartando i rima­
nenti (42).
L’interpretazione cognitiva — “La disposizione D può essere 
interpretata nei sensi SI, o S2, o S3”, — consiste: nell’enumerare i 
diversi significati che ad un testo normativo possono essere attribuiti a 
seconda che si impieghi l’uno o l’altro metodo interpretativo, a seconda 
che si adotti l’una o l’altra tesi dogmatica; ovvero, da un altro punto di 
vista, consiste nell’enumerare i diversi significati che ad un testo 
normativo saranno prevedibilmente attribuiti (43).
L’interpretazione cognitiva può essere raffigurata come congiun­
s i ) Scrive Kelsen: « The task of a scientific commentary is first of all to ftnd, by 
criticai analysis, thè possible meanings of thè legai norm undergoing interpretation; and 
then to show their consequences, Ieaving it to thè competent legai authorities to choose 
from among thè various possible interpretations thè one which they, for polidcal 
reasons, consider to be preferable, and which they alone are entitled to select. A 
scientific interpretation has to avoid giving countenance to thè ficdon that there is 
always but a single “correct” interpretation of thè norms to be applied to concrete 
cases » (H. Kelsen, The Law of thè United Nations. A Criticai Analysis o f Its Funda- 
mental Prohlems, London, 1950, p. XVI). E ancora: « If "interpretation” is to be 
understood as discovering thè meaning of thè norms to be applied, its result can only 
be thè discovery of thè frante that thè norm to be interpreted represents and, within 
this frante, thè cognition of various possibilities for application » (H. K elsen, Intro- 
duction to theProblems of Legai Theory, 1934, Oxford, 1992, p. 80). Peraltro, osservano 
giustamente F. V iola, G. Z accaria, Diritto e interpretazione. Lineamenti di teoria 
ermeneutica del diritto, Roma-Bari, 1999, p. 171, che «pensare [...] che l’attività del 
giurista prenda astrattamente in esame tutd i possibili significati di un testo è assai 
lontano dalla realtà, perché dimentica che i significati normativi vengono costante- 
mente precisati dall’interno di una pratica sociale ». Cfr. anche ivi, p. 323.
(42) È il caso di precisare che, quando in letteratura si parla di interpretazione 
(senza ulteriori specificazioni), è proprio all’interpretazione decisoria — per lo più: 
all’interpretazione giudiziale — che ci si riferisce. E comunque, con la lodevole 
eccezione di Kelsen, la distinzione elaborata nel testo (interpretazione cognitiva, 
decisoria, creativa) è totalmente ignorata.
(43) Sorprendentemente, la distinzione tra interpretazione cognitiva e interpre­
tazione decisoria è comunemente ignorata e spesso contestata. Eppure chiunque 
dovrebbe afferrare la differenza che corre tra il constatare, ad es., un’ambiguità 
(“Giulio e Roberta sono sposati”: l’uno con l’altra, o ciascuno di essi con altre 
persone?), e il risolverla (chiarire che “Giulio è sposato con Roberta”, o invece che 
“Giulio è sposato con Marta, e Roberta è sposata con Sergio”).
l ’a t t iv it à in t e r p r e t a t iv a 29
zione di una pluralità di enunciati condizionali del tipo: “Se si adotta il 
metodo interpretativo Mi e/o la tesi dogmatica T l, allora D significa 
SI”, “Se si adotta il metodo interpretativo M2 e/o la tesi dogmatica T2, 
allora D significa S2”, etc. Il conseguente di questi enunciati (ad es., “D 
significa S i”) va inteso come una proposizione descrittiva di una 
interpretazione decisoria; SI è il significato che tale interpretazione 
decisoria ascriverebbe alla disposizione D, ossia la norma che da essa 
ricaverebbe. Nell'antecedente dello stesso enunciato condizionale (“Se 
si adotta il metodo interpretativo MI e/o la tesi dogmatica T l, al­
lora...”) sono descritti gli argomenti, adducendo i quali si può argo­
mentare o giustificare il significato (Si) prescelto.
Dal punto di vista logico (non psicologico, beninteso), Γinterpre­
tazione decisoria presuppone ovviamente l’interpretazione cognitiva. 
L’interpretazione cognitiva mette in luce, se cosi possiamo dire, l’in­
determinatezza dell’ordinamento, ossia l’equivocità dei testi normativi; 
l’interpretazione decisoria la risolve.
D’altra parte, si possono ulteriormente distinguere due tipi di 
interpretazioni decisorie:
(ii.a) a volte — interpretazione decisoria standard (44) — la deci­
sione interpretativa consiste nello scegliere un significato nell’ambito 
dei significati identificati (o astrattamente identificabili) per mezzo 
dell’interpretazione cognitiva;
(ii.b) altre volte — interpretazione creativa, o interpretazione- 
creazione — la decisione interpretativa consiste nell’attribuire ad un 
testo un significato “nuovo”, non compreso tra quelli identificati o 
identificabili in sede di interpretazione cognitiva.
La distinzione tra interpretazione decisoria standard e interpreta­
zione creativa presuppone logicamente l’interpretazione cognitiva, 
giacché solo alla luce della previa identificazione dei significati ammis­
sibili o prevedibili è possibile dire sé una data scelta interpretativa sia 
meramente decisoria (attribuzione al testo di uno dei significati preve­
dibili) o creativa (attribuzione di un significato ulteriore, imprevedi­
bile) (45).
(44) La chiamerò d’ora in avanti “interpretazione decisoria” senza ulteriori 
specificazioni.
(45) Va detto che, a rigor di termini, il prevedere le diverse interpretazioni che un 
certo testo normativo probabilmente riceverà, in giurisprudenza e/o in dottrina, è non 
già “interpretare”, quanto piuttosto prevedere interpretazioni altrui; non si tratta
30 INTERPRETAZIONEE INTERPRETI
Poniamo che una certa disposizione D sia ambigua, e possa 
dunque essere intesa come esprimente la norma NI o la norma N2. 
Ebbene:
(a) l’interpretazione cognitiva si esprimerà mediante l’enunciato 
“D può significare NI ο N2”;
(b) l’interpretazione decisoria standard si esprimerà mediante 
l’enunciato “D significa N i”, oppure mediante l’enunciato “D significa 
N2”;
(c) l’interpretazione creativa si esprimerà mediante un enunciato 
del tipo “D significa N3 ” (non sfuggirà che, in ipotesi, la norma N3 non 
rientra tra i significati possibili della disposizione D, quali sono stati 
identificati in sede di interpretazione cognitiva).
Si prenda questo semplice esempio. L’art. 40 della costituzione 
italiana vigente recita: « Il diritto di sciopero si esercita nell’ambito 
delle leggi che lo regolano ». Supponiamo ora che, di fatto, nessuna 
legge disciplini l’esercizio di tale diritto (così era fino a non molti anni 
fa (46)). Ebbene, l’interpretazione cognitiva di questa disposizione 
costituzionale potrebbe assumere, grosso modo, la forma seguente. 
All’art. 40 cosi, si possono attribuire tre diversi significati (47): (a) il 
diritto di sciopero non può essere esercitato affatto fino a che una 
qualche legge non ne regoli l’esercizio; (b) in assenza di qualsivoglia 
disciplina legislativa, il diritto di sciopero può essere esercitato senza 
limiti; (c) anche in assenza di leggi che disciplinino la materia il diritto 
di sciopero può essere esercitato, non tuttavia senza limiti, bensì entro 
i limiti derivanti dal suo bilanciamento con altri diritti e valori costitu­
zionali. L’interpretazione decisoria della medesima disposizione, dal 
canto suo, consisterà nello scegliere l’uno o l’altro di questi tre signi­
ficati in competizione.
Un buon esempio di interpretazione creativa mi pare il seguente. 
L’art. 72 cost. (comma 4) richiede un certo procedimento di approva­
zione per le leggi « in materia costituzionale ». Inutile dire che “materia 
costituzionale” è un concetto vago (48), che lascia un vasto margine di
insomma di discorso propriamente interpretativo, quanto piuttosto di meta-discorso 
congetturale o predittivo sull’interpretazione.
(46) Legge 146/1990, poi modificata dalla legge 83/2000.
(47) E forse altri che al momento non so ipotizzare.
(48) Sul concetto di vaghezza torneremo nel prossimo capitolo.
l ’a t t iv it à in t e r p r e t a t iv a 31
discrezionalità interpretativa (49). Il concetto di leggi “in materia costi­
tuzionale”, tuttavia, non è ambiguo: nel comune linguaggio giuridico 
questo concetto denota univocamente leggi ordinarie (non costituzio­
nali) su materie di rilievo costituzionale (esempio paradigmatico: la 
materia elettorale). Nondimeno, secondo Popinione della Corte costi­
tuzionale, per leggi “in materia costituzionale” deve intendersi: leggi 
formalmente costituzionali ai sensi dell’art. 138 cost. Questo significato 
dell’espressione cade palesemente fuori del novero di significati — in 
effetti: dell’unico significato nel caso presente — identificabili in sede 
di interpretazione cognitiva (50).
L’interpretazione cognitiva è in tutto analoga alla definizione in­
formativa (ricognizione degli usi linguistici effettivi). L’interpretazione 
decisoria è analoga alla ridefinizione (selezione di un significato deter­
minato nell’ambito degli usi effettivi). L’interpretazione creativa è 
analoga alla stipulazione pura (introduzione di un significato nuovo, 
inusuale) (51).
L’interpretazione cognitiva è un’operazione puramente scientifica, 
priva di qualunque effetto pratico, mentre l’interpretazione decisoria e 
l’interpretazione creativa sono operazioni “politiche” (in senso am­
pio) (52), che possono essere compiute tanto da un giurista, quanto da 
un organo dell’applicazione. La sola differenza importante è che solo 
l’interpretazione decisoria e/o creativa compiuta da un organo dell’ap­
plicazione è “autentica”, nel senso kelseniano, ossia provvista di con­
seguenze giuridiche, almeno inter partes (delle quali è invece priva 
l’interpretazione offerta dai giuristi) (53).
Occorre tuttavia sottolineare che l’interpretazione creativa, così 
come è stata qui definita, è fenomeno abbastanza raro. Nella maggior 
parte dei casi, ciò che intuitivamente appare come una interpretazione 
“creativa” consiste, a ben vedere, nel ricavare dal testo delle norme 
inespresse (dette “implicite”) con mezzi pseudo-logici, ossia mediante
(49) Ad esempio: la materia “esercizio del diritto di sciopero” è, o no, materia 
costituzionale? Ben pochi Io sosterrebbero, probabilmente. Ma, essendo il diritto di 
sciopero previsto in costituzione, si potrebbe benissimo argomentare che sì: anche 
l’esercizio del diritto di sciopero è “materia costituzionale”.
(50) Corte cost. 168/1963.
(51) Cfr. R. G uastini, “Interpretive Statements”, cit.
(52) Di politica del diritto, s’intende.
(53) H. K elsen, Oottrìna pura del diritto, cit., cap. VHI.
32 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
ragionamenti non deduttivi, e pertanto non stringenti (ad esempio, 
mediante l’argomento analogico, l’argomento a contrario, etc.) (54).
Tale operazione non è, strettamente parlando, un atto di “inter­
pretazione”: si tratta di un vero atto nomopoietico, ossia di creazione 
normativa, il cui nome appropriato è (forse) “costruzióne giuridica”. Il 
che ci conduce alla quarta ambiguità del vocabolo “interpretazione”.
7. Quarta ambiguità: interpretazione (in senso stretto) v. costru­
zione giuridica. — Con il vocabolo “interpretazione” ci si riferisce 
comunemente alla totalità delle operazioni intellettuali caratteristiche 
della dottrina e della giurisprudenza. Senonché, in seno a tali opera­
zioni, occorre distinguere: da un lato, l’attribuzione di significato ad un 
testo (interpretazione propriamente detta); dall’altro, ciò che, in man­
canza di meglio, riecheggiando Rudolf von Jhering, chiameremo “co­
struzione giuridica” (55).
L’attività di costruzione giuridica include una vasta serie di ope­
razioni caratteristiche della dottrina (primariamente della dottrina, ma, 
beninteso, anche della giurisprudenza), di cui sarebbe difficile stendere 
un elenco completo. Si possono menzionare quali esempi caratteristici:
(a) la creazione di lacune assiologiche;
(b) la elaborazione di norme inespresse o “latenti” (56) (“regole” o 
“principi”, secondo i casi (57)) che si pretendono implicite,
(bl) onde colmare tali lacune, ovvero
(b2) onde concretizzare principi;
(c) la creazione di gerarchie assiologiche tra norme;
(d) il bilanciamento tra principi confliggenti;
(e) la soluzione di (talune) antinomie (58).
Di tutto ciò diremo diffusamente a tempo debito (59).
Tra queste molteplici operazioni la elaborazione di norme ine­
(54) Infra, parte seconda, cap. III.
(55) Cfr. in proposito G. Lazzaro, Storia e teoria della costruzione giuridica, 
Torino, 1965.
(56) G. Lazzaro, Storia e teorìa della costruzione giuridica, cit., p. 19.
(57) Vedi infra, parte seconda, cap. V.
(58) Questo elenco di operazioni “costruttive” non include le definizioni: esse 
infatti, pur essendo un ingrediente fondamentale di qualunque operazione dogmatica, 
appartengono, dopo tutto, al dominio dell’interpretazione strettamente intesa (sempre 
che si tratti della definizione di espressioni impiegate nei testi normativi). Si ricordi 
quanto abbiamo detto in precedenza circa le relazioni tra interpretare e definire.
(59) A ciò è dedicata l’intera parte seconda del presente volume.
INATTIVITÀ INTERPRETATIVA 33
spresse riveste un ruolo speciale. Nella maggior parte dei casi, ciò che 
abbiamo chiamato interpretazione creativa consiste precisamente in 
questo: nel costruire — a partire da norme “esplicite”, espressamente 
formulate dalle autorità normative — norme “inespresse” (“implicite”, 
ma in un senso molto ampio, non logico, di questa parola (60)): norme, 
insomma, che nessuna autorità normativa ha mai formulato.
E espressa ogni norma che possa essere imputata ad un preciso 
enunciato normativo come uno dei suoi significati.È inespressa ogni 
norma di cui non si possa ragionevolmente dire che costituisce uno dei 
significati di un enunciato normativo determinato.
8. Enunciati interpretativi. — L’interpretazione, in quanto atti­
vità, costituisce un’attività mentale, un fenomeno — anzi, meglio, un 
processo — psicologico (61). Tuttavia, in quanto attività mentale, essa
(6Q) Una norma può dirsi implicita in senso stretto o logico in altre norme 
esplicite solo allorché sia ricavabile da queste (a) con un ragionamento deduttivo e (b) 
senza l’aggiunta di ulteriori premesse (cioè un ragionamento logicamente valido, le cui 
sole premesse siano norme esplicite)
(61) G. T ahello, L’interpretazione della legge, cit., p. 39; J. W róblewski, “Théorie 
et idéologie de l’interprétation”, in Archives de philosophie du droit, 17, 1972, p. 55. 
Non stupisce pertanto incontrare in letteratura congetture intorno allo svolgimento del 
processo psicologico in questione (P. C omanducci, "L’interpretazione delle norme 
giuridiche. La problematica attuale”, in M. Bessone (ed.), Interpretazione e diritto 
giurisprudenziale, I. Regole, metodi, modelli, Torino, 1999, p. 7). Siffatte congetture — 
ciascuna delle quali è probabilmente frutto di auto-analisi — si presentano come 
congetture empiriche, poiché hanno ad oggetto fatti, sia pure fatti di un genere 
particolare (eventi psichici), ma sono, ovviamente, non suscettibili di controllo empi­
rico, in assenza di adeguati strumend di indagine sulla psiche degli interpreti in genere 
(e dei giudici in specie, giacché le congetture in questione si riferiscono essenzialmente, 
se non esclusivamente, all’interpretazione giudiziale). La più nota, e oggidì la più 
fortunata, congettura psicologica sul processo interpretativo è probabilmente quella 
che va sotto il nome di "teoria ermeneutica dell’interpretazione”. Vedi ad es. J. E sser, 
Precomprensione e scelta del metodo nel processo di individuazione del diritto (1972), 
Napoli, 1983; F. V iola, G. Z accaria, Diritto e interpretazione, cit.; G. Z agrebelsky, La 
giustizia costituzionale, II ed., Bologna, 1988, p. 47 ss.; G. Z accaria, Questioni di 
interpretazione, Padova, 1996; L. M engoni, Ermeneutica e dogmatica giuridica. Saggi, 
Milano, 1996; L. M engoni, Diritto e valori, Bologna, 1985; R. Sacco, “L’interpreta­
zione”, in G. Alpa et al., Le fonti del diritto italiano, 2. Le fonti non scritte e 
l’interpretazione, Trattato di diritto civile, diretto da R. Sacco, Torino, 1999; R. A lexy, 
“Interpretazione giuridica”, in Enciclopedia delle scienze sociali, V, Roma, 1996. 
Un’altra congettura psicologica sul processo interpretativo, che merita di essere 
menzionata, è quella che si iscrive nella teoria dei “giochi interpretativi”, intendendo 
per “gioco” un’attività (individuale o sociale) svolta in conformità ad un certo insieme
34 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
non è suscettibile di analisi, poiché non si vede come sia possibile 
penetrare nelle menti degli interpreti.
A fini di analisi, conviene pertanto considerare l’interpretazione 
non come attività mentale, ma come attività discorsiva, o, detto altri­
menti, conviene sottoporre ad analisi non già l’interpretazione in 
quanto tale (l’interpretazione in quanto attività), ma piuttosto il suo 
prodotto “letterario”, ossia il discorso degli interpreti (62). Ebbene, 
quale prodotto dell’attività interpretativa possono considerarsi indiffe­
rentemente:
(a) gli enunciati interpretativi, ossia gli enunciati mediante i quali si 
attribuisce significato ad un testo normativo (“T significa S”), ovvero
(b) il significato ascritto al testo mediante tali enunciati ("S” nella 
formula precedente).
In questa sede occorre dire qualcosa sugli enunciati interpreta­
tivi (63).
Naturalmente, possono darsi tanti tipi di enunciati interpretativi 
quante sono le diverse pratiche interpretative censite in questo capi­
tolo: per un verso, interpretazione in astratto e interpretazione in 
concreto; per un altro verso, interpretazione cognitiva, decisoria, e 
Creativa (64).
(1) L’interpretazione in concreto si esprime mediante enunciati 
sussuntivi·, enunciati, cioè, che includono una entità individuale (ad
di regole. Un gioco interpretativo, in particolare, è un’attività che consiste neU’ascrivere 
significato ad un frammento di discorso. S’intende che i giochi interpretativi sono 
altresì giochi linguistici: giochi, cioè, compiuti mediante il linguaggio. Vedi al riguardo 
i seguenti lavori di P. C hiassoni: “L’interpretazione della legge: normativismo semio­
tico, scetticismo, giochi interpretativi”, in Studi in memoria di Giovanni Tarello, II, 
Saggi teorico-giuridici, Milano, 1990, p. 149 ss.; “Varieties of Judges-Interpreters”, in L. 
G ianformaggio, S.L. P aulson (eds.), Cognition and Interpretation of Law, Torino, 
1995; “Interpretive Games. Statutory Construction through Gricean Eyes”, in P. 
Comanducci, R. G uastini (eds.), Analisi e diritto 1999. Ricerche di giurisprudenza 
analitica, Torino, 2000, p. 86.
(62) G. T arello, L’interpretazione della legge, cit., p. 39 s.
(63) Dei diversi tipi di significato diremo in un prossimo capitolo.
(64) La costruzione giuridica, se e in quanto distinta dalla interpretazione crea­
tiva, richiede un discorso a sé. Vi torneremo a tempo debito, lungo tutta la parte 
seconda di questo volume.
l ’a t it v it A in t e r p r e t a t iv a 35
esempio, un fatto, un evento, un soggetto) entro una classe (di fatti, di 
eventi, di soggetti) (65).
La forma standard di un enunciato sussuntivo si può assumere che 
sia grosso modo la seguente: “La fattispecie F ricade (o non ricade) nel 
campo di applicazione della norma N ” (66).
S’intende che gli enunciati sussuntivi possono avere natura cogni­
tiva, decisoria, o creativa. Se cognitivi, appartengono al discorso in 
funzione descrittiva (o conoscitiva), e pertanto possono essere veri o 
falsi. Se decisori o creativi appartengono al discorso in funzione 
ascrittiva, e pertanto sono privi di valori di verità (cioè non possono 
dirsi né veri, né falsi).
(2) Quanto all’interpretazione in astratto, conviene scendere nei 
dettagli, distinguendo diversi tipi di enunciati interpretativi a seconda 
che siano il frutto di interpretazione cognitiva, decisoria, o creativa (67).
(65) Vedi ancora G. L azzaro, “Sussunzione”, cit. Per semplificare l’analisi, faccio 
astrazione dalla sussunzione “generica”. Secondo N. M acC ormick, Legai Reasoning and 
Legai Tkeory, Oxford, 1978, p. 95, gli enunciati sussuntivi altro non sono che enunciati 
interpretativi mascherati, o indirettamente formulati. Vedi anche N. M acC ormick, 
Rhetoric and thè Rule ofLaw. A Theory of Legai Reasoning, Oxford, 2005, passim. Ma 
per una diversa opinione cfr. R. H ernàndez M arIn , Interpretación, subsunción, y 
aplicación del derecho, Madrid-Barcelona, 1999.
(66) È questa la forma logica latente degli enunciati che qualificano una fattispe­
cie concreta, del tipo “L’evento x costituisce omicidio”, etc.
(67) È forse opportuno chiarire, a scanso di equivoci, che gli enunciati interpre­
tativi della forma “T significa S” sono duplicemente ambigui. Sono ambigui dal punto 
di vista pragmatico, giacché possono essere usati per compiere atti linguistici diversi. 
Per conseguenza, sono altresì ambigui dal punto di vista semantico, dal momento che 
hanno o non hanno riferimento semantico a seconda dell’atto linguistico compiuto. 
L’ambiguità di tali enunciati può essere mostrata (e, al tempo stesso, risolta) riducen­
doli alla forma performativa esplicita, ossia riformulandoli in enunciati che menzionano 
espressamente il tipo di atto linguistico che con essi si sta compiendo (cfr. J.L. A ustin, 
“Performatif-Constatif”, in La philosophie analytique, Cahiers de Royaumont, Philoso- 
phie n°. IV, Paris, 1962; J.L. Austin, “Performative Utterances”, in J.L. A ustin, 
Philosophical Papers, II ed., Oxford, 1970). In una prima interpretazione, (E) “T 
significa S” è pragmaticamente equivalente a (El) “Io ascrivo a T il significato S”. In 
una seconda interpretazione,(E) “T significa S” è pragmaticamente equivalente a (E2) 
“Io constato che a T è stato ascritto il significato S”. Ebbene, E l è enunciato idoneo 
ad eseguire quel peculiare atto di linguaggio (non riducibile ad altri, sebbene sia in 
tutto analogo ad un qualche tipo di definizione stipulativa) che è l’atto linguistico di 
ascrizione di significato. Trattasi di un atto di interpretazione decisoria, o interpreta­
zione per antonomasia. E l, come ogni altro enunciato mediante cui si compia un atto 
linguistico diverso dal constatare (o descrivere), è privo di riferimento semantico, e non
36 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
(i) L’interpretazione cognitiva, come già abbiamo detto, si esprime 
mediante enunciati che censiscono i diversi possibili significati di un 
testo. Essa assumerà pertanto (grosso modo) la forma: “T può signifi­
care Si, o S2, o S3,...”.
Gli enunciati di questo tipo appartengono al discorso in funzione 
descrittiva o conoscitiva. Pertanto possono essere veri o falsi.
Si noti, peraltro, che l’interpretazione cognitiva è tendenzialmente 
cieca di fronte alle possibili interpretazioni creative (difficilmente può 
congetturarle o prevederle). E d’altra parte una eventuale interpreta­
zione creativa — che attribuisca al testo T un significato diverso e 
ulteriore rispetto a quelli ritenuti possibili ex ante dall’interpretazione 
cognitiva — ha l’effetto di ampliare, per il futuro, il novero dei 
significati identificabili in sede di interpretazione cognitiva, Nel senso 
che, da quel momento in poi, una “buona” interpretazione cognitiva 
dovrà includere tra i significati (i.e. tra le interpretazioni) possibili 
anche questo nuovo significato.
Ciò è quanto dire che il novero dei significati ammissibili è fluido 
e mutevole. L’interpretazione cognitiva è un’operazione dagli incerti 
confini.
(ii) L’interpretazione decisoria e/o creativa si esprime mediante 
enunciati — possono dirsi enunàati interpretativi in senso stretto — che 
ascrivono ad un testo un significato determinato: quello e non altri. La 
forma standard di enunciati siffatti sarà dunque “T significa S” (68).
può avere valori di verità. E l, possiamo dire, è un enunciato interpretativo in senso 
proprio o stretto. Per contro, E2 è enunciato idoneo ad eseguire un atto linguistico 
“constativo” (i.e. di constatazione). Esso dunque descrive (constata) uno stato di cose 
(il fatto che a T è stato ascritto il significato S), che costituisce il suo riferimento 
semantico. Pertanto, E2 può dirsi vero o falso. E2, evidentemente, non è un enunciato 
interpretativo in senso proprio: è piuttosto un enunciato metalinguistico, che verte su 
interpretazioni (su atti linguistici di ascrizione' di significato) altrui.
(68) La distinzione tra enunciati cognitivi ed enunciati decisori non può essere 
colta usando la consueta coppia opposizionale descrittivo v. prescrittivo (i due termini 
dell’opposizione sono mutuamente esclusivi, ma non congiuntamente esaustivi). La 
griglia concettuale adatta a cogliere la distinzione è piuttosto l’opposizione che si 
incontra in alcuni scritti di J.L. A ustin: “constativo” v. “performativo” (vedi gli scritti 
di J.L. Austin cit. in una nota precedente). In verità, almeno uno dei termini della 
coppia (il performativo) è concettualmente difettoso e assai discutibile (lo stesso Austin 
lo critica nel suo ultimo lavoro: J.L. A ustin, H ow to Do Things with Words, Oxford, 
1962; vedi anche J.R. Searle, Speech Acts. An Essay in thè Philosophy of Language, 
Cambridge, 1969). Tuttavia, mi pare che, nel caso specifico, la distinzione di Austin
l ’a t t iv it à in t e r p r e t a t iv a 37
La sola differenza tra interpretazione decisoria e interpretazione 
creativa sta non nella forma logica degli enunciati attraverso cui l’una 
e l’altra si esprimono, ma in questo: che il significato ascritto al testo 
nell’un caso (interpretazione decisoria standard) rientra fra quelli 
identificati o identificabili mediante interpretazione cognitiva, nell’altro 
caso (interpretazione creativa) no.
Gli enunciati attraverso cui si esprimono l’interpretazione decisoria 
e l’interpretazione creativa appartengono non al discorso in funzione 
descrittiva, ma discorso in funzione ascrittiva. Pertanto sono privi di 
valori di verità (non possono dirsi né veri, né falsi).
possa risultare iUurninante. Gli enunciati propri dell’interpretazione cognitiva realiz­
zano un (comune) atto linguistico “constativo” Gli enunciati propri della interpreta­
zione decisoria realizzano un atto linguistico diverso, e non riducibile ad altri: per 
l’appunto, l’atto linguistico di interpretazione decisoria (in tutto analoga alla ridefini- 
zione, come abbiamo visto), che è poi l’interpretazione per antonomasia.
C apitolo III
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO
Sommario: 1. L’equivocità dei testi normativi. — 2. Un problema pervasivo. — 3. Le 
fonti dell’equivocità. — 4. La vaghezza delle norme. — 5. Analogia e differenza: 
due strategie di riduzione della vaghezza. — 6. Le “clausole generali”. — 7. La 
metafora della “cornice”. — 8. I limiti (concettuali) dell’interpretazione.
Il diritto, abbiamo detto, è duplicemente indeterminato. Vediamo 
di chiarire.
L’indeterminatezza concerne: per un verso, Pordinamento giuri­
dico in quanto tale; per un altro verso, ciascuno dei suoi componenti, 
ossia ciascuna norma per sé presa 0).
1. L’equivocità dei testi normativi. — L’ordinamento giuridico è 
indeterminato nel senso che è dubbio quali norme “esistano” in esso, 
quali norme appartengano ad esso, o siano in esso vigenti (1 2). E ciò 
dipende dalla equivocità dei testi normativi, dal fatto cioè che ogni 
testo normativo ammette una pluralità di interpretazioni ed è perciò 
soggetto a (possibili) controversie interpretative (3).
Offrire un censimento completo dei diversi — innumerevoli — tipi 
di equivocità non pare realisticamente possibile. Tuttavia, alcuni
(1) M.C. Redondo, “Teorias del derecho e indeterminación normativa”, in Doxa. 
Cuadernos de filosofia del derecho, 20, 1997, p. 177 ss.
(2) Nel seguito faccio astrazione da quelle forme di indeterminatezza dell’ordi­
namento che derivano da antinomie e da lacune (ne diremo a tempo debito, nella 
seconda parte).
(3) Vedi la pionieristica analisi (che qui non riproduco) di G. T arello, L’inter­
pretazione della legge, Milano, 1980, p. 117-146. L’equivocità, di cui qui si discorre, 
include l’ambiguità, ma — come emergerà dagli esempi — non si riduce ad essa. 
Sull’ambiguità si possono vedere ad es.: J. E vans, Statutory Interpretation. Problems of 
Communication, Auckland, 1988, cap. IV; A. Ross, 0 « Lato and Justice, London, 1958, 
cap. IV; G. T arello, L’interpretazione della legge, cit., p. 105 ss.
40 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
esempi caratteristici di equivocità — e di controversie interpretative 
corrispondenti — possono chiarire il punto (4).
(i) Ambiguità. Talvolta, un testo normativo è ambiguo: ci si do­
manda se esso esprima la norma NI o invece la norma N2.
Per esempio. L’art. 12 della costituzione spagnola dispone: 
« L’uomo e la donna hanno il diritto di contrarre matrimonio ». 
Dobbiamo intendere che ogni uomo e ogni donna abbiano il diritto di 
contrarre matrimonio l’uno con l’altra, o invece che ogni uomo ed ogni 
donna abbiano diritto di contrarre matrimonio con chiunque (i.e. 
anche con persone dello stesso sesso) (5)?
L’art. 31, legge 352/1970, stabilisce che «non può essere deposi­
tata richiesta di referendum [abrogativo, ai sensi dell’art. 75 cosi.] 
nell’anno anteriore alla scadenza di una delle due Camere [...] ». Ora, 
l’ambiguità dipende dal vocabolo “anno”, il quale può denotare il 
periodo che intercorre tra il 1° gennaio e il 31 dicembre (in francese: 
année), ma può anche denotare genericamente un periodo di 365 giorni 
(in francese: an). Dobbiamo dunque intendere che la richiesta di 
referendum non può essere depositata nell’anno solare anteriore alla 
scadenza di una Camera, o dobbiamo intendere che non può essere 
depositata nei 365giorni antecedenti la scadenza (6)?
L’art. 59, comma 2, cost. dispone che « Il Presidente della Repub­
blica può nominare senatori a vita cinque cittadini ». “Presidente” in 
che senso? Dobbiamo intendere che l’organo Presidente può nominare 
cinque senatori a vita (talché i senatori a vita di nomina presidenziale
(4) Per non appesantire il discorso, ometto qui ogni riferimento ai problemi, 
anche più complicati, che possono nascere dalla successione di norme nel tempo, dai 
conflitti tra norme, dalle lacune, etc.; problemi la cui soluzione, del resto, appartiene 
piuttosto al dominio della “costruzione giuridica” (cui si è fatto cenno nel capitolo 
precedente e su cui ritorneremo nella parte, seconda di questo volume) che a quello 
dell’interpretazione in senso stretto.
(5) Trattasi di un’ambiguità sintattica in tutto analoga a quella che si trova 
menzionata, si può dire, in tutti i manuali di logica elementare: “Tutti i ragazzi amano 
una ragazza”. In che senso? Nel senso che vi è una ragazza amata da tutti i ragazzi, o 
nel senso che ciascun ragazzo ama una qualche ragazza?
(6) Non si può escludere, peraltro, che le due norme alternative si sovrappongano 
parzialmente, sicché entrambe connettano ad una data fattispecie concreta la medesima 
conseguenza giuridica. Per esempio, quale che sia l’interpretazione prescelta della 
disposizione indicata nel testo (art.-31, legge 352/1970), se una delle Camere ha 
scadenza, poniamo, il 30 aprile 2013, la richiesta di referendum certamente non può 
essere presentata il 30 maggio 2012.
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 41
non potranno mai essere più di cinque), o invece che ciascun titolare 
dell’organo — ciascuna persona che rivesta la carica di Presidente — 
può nominare cinque senatori a vita (sicché i senatori a vita di nomina 
presidenziale potranno, compatibilmente con la loro longevità, molti­
plicarsi indefinitamente)?
L’art. 89, comma 1, cosi, dispone che « nessun atto del Presidente 
della Repubblica è valido se non è controfirmato dai ministri propo­
nenti»; dobbiamo intendere che per ogni atto presidenziale debba 
esservi un ministro proponente, e che pertanto ogni atto presidenziale 
debba essere preceduto da una proposta ministeriale (sicché è escluso 
che il Presidente possa fare alcunché di sua iniziativa, in assenza di 
proposta ministeriale), o invece che la costituzione non già escluda ogni 
atto di iniziativa presidenziale, ma semplicemente taccia al riguardo, 
non disciplini in alcun modo gli atti in questione (limitandosi a 
disciplinare gli atti adottati appunto su proposta ministeriale) ?
L’art. 40 cost. dispone che « Il diritto di sciopero si esercita 
nell’ambito delle leggi che lo regolano ». Dobbiamo intendere che, in 
mancanza di leggi regolatrici del diritto di sciopero, tale diritto si 
esercita senza limiti, o invece che non si esercita affatto fino a che tali 
leggi non siano promulgate?
Innumerevoli disposizioni della costituzione vigente fanno rinvio 
alla « legge »: dobbiamo intendere che il rinvio si riferisca alla sola 
legge dello Stato o anche alle leggi regionali? alla sola legge “formale” 
(che è un atto del Parlamento) o anche agli atti aventi forza di legge 
(che sono decreti presidenziali, deliberati dal Governo)?
(ii) Complessità. Talvolta, si conviene che il testo normativo T 
esprime la norma N i, ma ci si domanda se esso esprima anche la norma 
N2.
Per esempio. L’art. 38, legge 352/1970, dispone che « nel caso che 
il risultato del referendum sia contrario all’abrogazione [...] non può 
proporsi richiesta di referendum per l’abrogazione della medesima 
legge ». Ora, il risultato del referendum può essere “contrario all’abro­
gazione” — o, per meglio dire, non sortire l’effetto abrogativo — per 
due ragioni o in due circostanze diverse: non solo quando là maggio­
ranza dei votanti voti “no” (com’è ovvio), ma anche quando la mag­
gioranza degli aventi diritto non voti affatto (art. 75, comma 4, cosi.). 
Ebbene, non si dubita che, in virtù della disposizione menzionata, sia 
preclusa la richiesta di un nuovo referendum quando il precedente 
quesito referendario sia stato respinto dalla maggioranza dei voti validi. 
Ma è dubbio se questa stessa disposizione precluda una nuova richiesta
42 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
anche quando il referendum precedente abbia avuto esito negativo per 
il fatto che non abbia partecipato al voto la maggioranza degli aventi 
diritto.
L’art. 90, comma 1, cost. stabilisce che « Il Presidente della 
Repubblica non è responsabile degli atti compiuti nell’esercizio delle 
sue funzioni ». Non si dubita che l’immunità valga per gli atti “uffi­
ciali”, controfirmati da un ministro ai sensi dell’art. 89, comma 1, cost. 
Ma è dubbio se il Capo dello stato sia irresponsabile anche per atti e 
condotte non ufficiali (ad esempio, le cosiddette “esternazioni”) carat­
terizzati da un nesso funzionale con il suo ufficio.
(iii) Implicazione.Talvolta, si conviene che il testo normativo T 
esprime la norma NI, ma ci si domanda se NI implichi, o no, la norma 
N2.
L’art. 94, commi 2 e 5, cost, prevede che una delle Camere possa 
votare la sfiducia al Governo. Tale norma implica, o no, che una delle 
Camere possa votare la sfiducia anche ad un singolo ministro (7) ?
Il potere del Capo dello stato di rinviare una legge alle Camere, 
chiedendo una nuova deliberazione (art. 74, comma 1, cost.), implica, 
o no, il potere di rinviare (solo) parte di una legge (i.e. non la legge nella 
sua interezza), eventualmente promulgando la parte rimanente?
O ancora: l’attribuzione al Capo dello stato del potere di grazia 
(art. 87, penultimo comma) implica, o no, che la controfirma ministe­
riale (richiesta dall’art. 89, comma 1) sia atto dovuto (8) ?
(iv) Oefettibilità. Talvolta, si conviene che il testo normativo T 
esprime la norma NI, ma ci si domanda se tale norma sia “defettibile” 
(<iefeasible), derogabile, cioè soggetta ad eccezioni implicite non spe­
cificate (9).
(7) Vedi al riguardo Corte cost. 7/1996, che risponde affermativamente alla 
domanda.
(8) Vedi al riguardo Corte cost. 200/2006, che risponde affermativamente alla 
domanda.
(9) Sul concetto di “defettibilità” nel diritto il testo fondamentale è: C.E. 
A lchourrón, “On Law and Logic”, in Ratio Jurìs, 9, 1996. Ma vedi anche C.E. 
Alchourrón, Fundamentos para urta teorìa generai de los deberes, Madrid, 2010. 
Ulteriore bibliografìa in R. G uastini, Nuovi studi sull’interpretazione, Roma, 2009, cap. 
VI; R. G uastini, “Variaciones sobre temas de Carlos Alchourrón y Eugenio Bulygin. 
Derrotabilidad, lagunas axiológicas, e interpretación”, in Anàlisis filosòfico, XXVI, n. 2, 
2006 (“Homenaje a Carlos E. Alchourrón”, II), p. 277 ss. (nonché in Doxa. Cuadernos
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 43
Per esempio: il Presidente della Repubblica può opporre il veto 
(sospensivo) alle leggi (art. 74, comma 1, cost.), ma può opporlo anche 
alle leggi di revisione costituzionale (di cui all’art. 138)?
La Corte dei conti esercita il controllo preventivo di legittimità 
sugli atti del Governo: su tutti? o solo su quelli privi di forza di 
legge (10 *)?
E ancora: la norma che vieta l’ingresso di veicoli in un parco — per 
fare un classico esempio di scuola (n ) — è o no applicabile alle 
ambulanze?
(v) Tassativo/esemplificativo. Talvolta si conviene che una data 
disposizione avente la struttura “Se A, ο B, o C, allora Z” esprima ima 
norma applicabile a tutte le fattispecie espressamente enumerate (A, B, 
C); ci si domanda tuttavia se l’enumerazione abbia carattere tassativo 
ed esaustivo, o abbia invece carattere meramente esemplificativo. Nel­
l’un caso, è escluso che la conseguenza Z sia connessa anche a 
fattispecie diverse da quelle enumerate; nell’altro caso, invece, è pos­
sibile che anche altre fattispecie, ulteriori rispetto a quelle espressa- 
mente menzionate, abbiano la medesima conseguenza giuridica (12).
Ad esempio, l’art 75, comma 2, cost. stabilisce che non è ammesso 
referendum abrogativo per le leggitributarie, di bilancio, di amnistia e 
indulto, e di autorizzazione alla ratifica di trattati internazionali. Eb­
de Filosofia del Derecho, n. 31,2008, p. 143 ss.). Poniamo, ad esempio, che una norma 
disponga “Se A, allora Z”. Una norma siffatta — si noti bene — implica logicamente 
(per la legge logica del rinforzo dell’antecedente) “Se A e B, allora Z”, "Se A e C, allora 
Z”, “Se A e D, allora Z”, etc., dal momento che A è condizione sufficiente del 
conseguente Z, sicché il fatto che la circostanza A si presenti in concomitanza con 
qualsivoglia altra circostanza (B, C, D, etc.) è irrilevante ai fini dell’applicabilità della 
conseguenza Z. Ebbene, se la norma è trattata come indefettibile, sicché non ammétte 
eccezioni, la conseguenza giuridica Z si produce, per l’appunto, non solo quando la 
circostanza A ricorre da sola, ma anche quando si verifica in concomitanza con 
qualunque altra circostanza (B, C, D, etc., sicché “Se A e B, allora Z”, “Se A e C, allora 
Z”, e così avanti). Per contro, se la norma è trattata come defettibile, soggetta ad 
eccezioni implicite non specificate, la conseguenza Z non si produce quando la 
circostanza A ricorre insieme ad una qualche altra circostanza (B, supponiamo) che 
paia all’interprete assiologicamente incompatibile con la conseguenza Z (talché “Se A 
e B, allora non Z”).
(10) Per la cronaca: no, secondo Corte cost. 406/1989.
(11) Vedi F. Schauer, “A Criticai Guide to Vehicles in thè Park”, New York 
University Lato Review, 4, 2008, p. 1109 ss.
(12) Cfr. G. T arello, L’interpretazione della legge, cit., p. 129 ss.
44 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
bene: dobbiamo ritenere che il referendum sia precluso solo per le leggi 
menzionate, o anche per le leggi in questione? Nell’un caso, si dovrà 
ritenere ammissibile un referendum, poniamo, su una legge finanziaria 
e/o su una legge contenente l’ordine di esecuzione di un trattato; 
nell’altro caso, sarà possibile sostenere che no, per esempio argomen­
tando che la legge finanziaria è analoga alla legge di bilancio e che la 
legge contenente l’ordine di esecuzione è analoga alla legge di autoriz­
zazione alla ratifica (u ).
L’interpretazione “in astratto” risponde a domande di questo tipo, 
e così facendo riduce l’indeterminatezza dell’ordinamento giuridico.
D’altra parte, l’equivocità dei testi normativi impone di distinguere 
accuratamente tra gli enunciati normativi formulati nelle fonti del 
diritto — le “disposizioni”, come si usa dire — e le norme, intese come 
significati: tra le due cose, infatti, non si dà corrispondenza biunivoca. 
Vi torneremo nel prossimo capitolo.
2. Un problema pervasivo. — Vi è peraltro un problema di 
interpretazione in astratto, che merita un discorso a sé stante a causa 
della sua pervasività: esso riguarda infatti la quasi totalità dei testi 
normativi.
Accade (ma assai raramente) che una disposizione normativa con­
tenga nell’antecedente l’avverbio “solo”: “Solo se F, allora G”. In questi 
casi, la fattispecie F è condizione non solo sufficiente, ma altresì 13
(13) Notoriamente, la Corte costituzionale (a partire dalla sentenza 16/1978, e 
poi nella copiosa giurisprudenza successiva) ha ritenuto meramente esemplificativo 
l’elenco dell’art. 75, comma 2, ampliando a dismisura la varietà di referendum 
inammissibili (vedi, tra le molte, la nota a sentenza di G. T arello, “Tecniche interpre­
tative e referendum popolare’’, ora in G. T arello, Cultura giuridica e politica del diritto, 
Bologna, 1988, p. 329 ss.). Più in generale, oltre il caso già esaminato nel testo (dubbi 
intorno al carattere tassativo o esemplificativo di una elencazione), ogni disposizione 
contenente una elencazione nell’antecedente può dar luogo ad una controversia 
interpretativa del tipo seguente (cfr. G. T arello, L’interpretazione della legge, cit, p. 
129 ss.): data una disposizione che presenti la struttura “Se A, B, e C, allora Z”, può 
esser dubbio se A, B, e C siano elementi costitutivi di un’unica fattispecie, nel qual caso 
la disposizione esprimerebbe un’unica norma, o se invece si tratti di tre fattispecie 
distinte, nel qual caso la disposizione esprimerebbe congiuntamente tre norme (“Se A, 
allora Z”, “Se B, allora Z”, “Se C, allora Z”). D ’altra parte, data una qualsivoglia 
disposizione a struttura condizionale (“Se F, allora G”), può essere dubbio se la protasi 
statuisca una condizione solo sufficiente o invece necessaria e sufficiente: vi torneremo 
immediatamente, nel prossimo paragrafo.
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 45
necessaria della conseguenza giuridica G (14). In questi casi, vi è 
corrispondenza biunivoca tra fattispecie e conseguenza, nel senso che 
non si dà quella fattispecie senza quella conseguenza, ma neppure 
quella conseguenza senza quella fattispecie. Ne segue logicamente — 
trattasi di una inferenza deduttiva inoppugnabile — che alla classe di 
fattispecie complementare a quella disciplinata (ossia la classe non-F) si 
applica la conseguenza giuridica opposta non-G: “Se non-F, allora 
non-G” (15).
Ma per ogni disposizione normativa che abbia la forma “Se F, 
allora G ” — e non contenga l’avverbio solo, di tal che la classe di 
fattispecie F parrebbe (alla lettera) condizione solo sufficiente, non 
necessaria, della conseguenza G — che cosa dobbiamo pensare della 
classe di fattispecie complementare (non-F) (16) ? Si aprono qui due 
possibilità interpretative, e ciascuna di esse si avvale di una variante 
dell’argomento a contrario (17).
(i) In primo luogo, si può interpretare la disposizione alla lettera: la 
disposizione non dice nulla sulla fattispecie non-F, la quale risulta 
pertanto semplicemente priva di qualsivoglia disciplina: la disposizione 
si applica “solo” alla fattispecie F nel senso che tace sulla fattispecie 
complementare.
(ii) In secondo luogo, si può interpretare la disposizione come se 
tacitamente includesse la clausola “solo”, e pertanto implicasse logica­
mente la norma “Se non-F, allora non-G”: la disposizione si applica 
“solo” alla fattispecie F nel senso che la fattispecie complementare ha
(14) Tecnicamente, un enunciato siffatto è un bi-condizionale: l’antecedente 
implica il conseguente, e il conseguente a sua volta implica l’antecedente (“Se F, allora 
G” e “Se G, allora F”; quest’ultima formula implica per modus tollens “Se non F, allora 
non G ”).
(15) Data una classe C di enti qualsivoglia, la classe ad essa complementare è 
quella che include tutti gli enti che non appartengono a C. Per esempio, la classe 
complementare alla classe dei cittadini è la classe dei non-cittadini. Vedi sul punto P. 
C hiassoni, Tecnica dell'interpretazione giuridica, Bologna, 2007, p. 222 ss.
(16) Due classi di fattispecie sono tra loro complementari allorché la loro 
congiunzione esaurisce l’intero universo delle fattispecie.
(17) Cfr. G. C ascaterra, “L’argomento a contrario”, in S. C assese, G. Carca- 
terra, M. D ’A lberti, A. Bixio (eds.), L'unità del diritto. Massimo Severo Giannini e la 
teoria giuridica, Bologna, 1994. Più in generale, come si accennava sopra, data una 
qualsivoglia disposizione a struttura condizionale ("Se F, allora G ”), è dubbio se 
l’antecedente statuisca una condizione solo sufficiente o invece necessaria e sufficiente. 
Cfr. J.L. RodrIguez, Lògica de los sistemas juridicos, Madrid, 2002, p. 16, s., in nota. 
Circa l’argomento a contrario, vedi infra, parte terza, cap. IV.
46 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
la conseguenza giuridica opposta. In questo modo, a partire dalla 
norma espressa “Se F, allora G ”, si costruisce la norma inespressa “Se 
non-F, allora non-G”.
Qualche esempio.
L’art. 48, comma 1, cost. dispone: « Sono elettori tutti i cittadini ». 
Quid degli stranieri e degli apolidi? Si può sostenere che la costituzione 
nulla disponga in proposito, e sia dunque lacunosa, o che, al contrario, 
la costituzione positivamente, ancorché tacitamente, escluda i non­
cittadini dal diritto di voto. Nell’un caso, la legge ordinaria potrebbe 
legittimamente estendere il diritto di voto aglistranieri e/o agli apolidi; 
nell’altro caso, una legge ordinaria che così facesse sarebbe costituzio­
nalmente illegittima.
Dispone l’art. 32, comma 1, cost.: « La Repubblica [...] garantisce 
cure gratuite agli indigenti ». Quid dei facoltosi e dei benestanti? Si può 
sostenere che la costituzione nulla disponga in proposito, e sia dunque 
lacunosa (sicché per la Repubblica è né vietato, né obbligatorio, 
garantire cure gratuite anche ai non-indigenti), o che al contrario la 
costituzione tacitamente (ma positivamente) escluda i non-indigenti 
dalle cure gratuite (sicché sarebbe costituzionalmente illegittima una 
legge che garantisse cure gratuite anche ai non-indigenti).
L’art. 52, comma 2, cost. impone ai cittadini l’obbligo di prestare 
servizio militare. Quid dei non cittadini? Dobbiamo ritenere che la co­
stituzione nulla dica intorno ai non cittadini (sicché la legge ordinaria ben 
potrebbe estendere anche a costoro l’obbligo di prestare servizio mili­
tare) , o al contrario dobbiamo ritenere che implicitamente la costituzione 
esenti i non cittadini dalTobbligo in questione (sicché sarebbe costitu­
zionalmente illegittima una legge che pretendesse di assoggettare anche 
i non cittadini all’obbligo di prestare servizio militare) (18)?
3. Le fonti dell’equivocità. — È importante capire che l’equivo­
cità dei testi normativi dipende non soltanto — e non tanto — da certi
(18) La questione è stata affrontata dalla Corte costituzionale, e (alquanto 
sorprendentemente) risolta come segue: «La portata normativa della disposizione 
costituzionale è [...] quella di stabilire in positivo, non già di circoscrivere in negativo 
i limiti soggettivi del dovere costituzionale. In breve: il silenzio della norma costituzio­
nale non comporta divieto [per il legislatore di esigere il servizio militare, anche da 
stranieri]. Perciò deve ritenersi esistere uno spazio vuoto di diritto costituzionale nel 
quale il legislatore può far .uso del proprio potere discrezionale nell’apprezzare ragioni 
che inducano ad estendere la cerchia dei soggetti chiamati alla prestazione del servizio 
militare » (Corte cost. 172/1999).
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 47
difetti “oggettivi” della loro formulazione (intrinseca oscurità, ambi­
guità semantiche e sintattiche, etc.), ma anche — anzi: soprattutto — 
da altre cose, quali
(a) interessi confliggenti degli interpreti,
(b) diversi sentimenti di giustizia degli interpreti,
(c) molteplicità di metodi interpretativi,
(d) costruzioni dogmatiche.
I “problemi” di interpretazione — si noti — possono essere 
raffigurati in almeno due modi diversi, a seconda del punto di vista 
prescelto. Dal punto di vista del giudice “fedele alla legge”, l’interpre­
tazione si presenta come un’attività di conoscenza: interpretare è 
“accertare” il “vero” significato delle leggi e/o la “vera” intenzione del 
legislatore. I problemi di interpretazione, a loro volta, si presentano 
perciò come fonti o motivi di dubbio intorno al significato della legge o 
all’intenzione del legislatore. Dal punto di vista dell’“uomo cattivo” — 
o, più semplicemente, dell’avvocato o, ancora, del giudice devoto non 
alla legge ma ad un suo proprio orientamento politico — l’interpreta­
zione si presenta non come “accertamento”, ma come valutazione, 
scelta, e decisione: interpretare è individuare i diversi possibili signifi­
cati di un testo, valutare di ciascuno i possibili esiti pratici, e scegliere 
il più opportuno in vista di un fine prestabilito. I problemi di inter­
pretazione, a loro volta, si presentano perciò non come motivi di 
dubbio, ma piuttosto come spazi o margini di discrezionalità.
(a) Interessi confliggenti. Che gli interessi pratici — delle parti 
processuali, dei loro difensori e consulenti, della maggioranza e, rispet­
tivamente, dell’opposizione in parlamento, etc. — condizionino le 
scelte interpretative è troppo ovvio perché occorra insistervi. E sem­
plicemente naturale che la pubblica accusa e, rispettivamente, la difesa 
dell’imputato tendano ad offrire interpretazioni diverse di una stessa 
legge penale; è naturale che, in caso di lite, i contraenti e i loro avvocati 
propongano interpretazioni discordanti della legge civile e/o del con­
tratto; e così avanti.
(b) Sentimenti di giustizia. Non meno ovvio è il condizionamento 
esercitato sulle decisioni interpretative dai sentimenti di giustizia (19) —
48 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
ossia le preferenze etico-politiche (19 20) — degli interpreti. Si pensi solo 
a questo semplice esempio.
L’art. 48 cost., dicevamo, conferisce il diritto di voto ai cittadini. 
Un giurista pregiudizialmente ostile aU’immigrazione (cioè agli immi­
grati) interpreterà presumibilmente nel senso che la costituzione, rife­
rendosi ai soli cittadini, positivamente (ancorché implicitamente) 
escluda che gli immigrati abbiano diritto di voto (sicché sarebbe 
incostituzionale una legge ordinaria che pretendesse di conferirlo loro). 
Un giurista non affetto da siffatti pregiudizi potrebbe invece interpre­
tare nel senso che la costituzione, menzionando solo i cittadini, nulla 
dica sugli immigrati (e quindi nulla osti a che il legislatore ordinario 
estenda anche ad essi il diritto di voto) (21).
(c) Metodi interpretativi. Nella maggior parte dei casi (se non 
sempre), un enunciato normativo esprime significati diversi a seconda 
che sia sottoposto all’uno o all’altro metodo interpretativo. Per esem­
pio: prendiamo nuovamente una disposizione costituzionale che si 
riferisca ai “cittadini”, quale l’art. 49 (« Tutti i cittadini hanno diritto di 
associarsi liberamente in partiti [...] ») (22 23).
Argomento a contrario (in una delle sue varianti): la disposizione in 
questione non menziona altri soggetti che i cittadini; pertanto deve 
essere intesa nel senso che si applichi solo ai cittadini (e non agli 
stranieri e agli apolidi). L’esito di questo argomento è una interpreta­
zione letterale (2J), e precisamente non-estensiva (24).
Argomento sistematico (combinato con un’assunzione dogmatica): 
il diritto di associazione politica, conferito da questa disposizione, è
(19) I sentimenti (le idee) di giustizia degli interpreti spesso restano sottaciuti, ma 
talora si manifestano sotto forma di espliciti giudizi di valore.
(20) È appena il caso di notare che le preferenze etico-politiche degli interpreti 
sono, a loro volta, fatalmente condizionate non solo dalle loro convinzioni ideologiche, 
ma anche dai loro interessi pratici, di cui si diceva al punto precedente.
(21) Come abbiamo visto sopra, queste due interpretazioni alternative sono frutto 
di due usi diversi di un medesimo argomento interpretativo: l’argomento a contrario.
(22) Sugli argomenti interpretativi qui di seguito appena menzionati torneremo a 
tempo debito nella parte terza di questo volume.
(23) Ma, come sappiamo da un esempio precedente, resta impregiudicata 
la questione: se la costituzione nulla disponga intorno a stranieri ed apolidi, o se inve­
ce la costituzione tacitamente escluda stranieri ed apolidi dal diritto di associarsi in 
partiti.
(24) Vi torneremo nella parte terza, cap. IV.
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 49
uno dei diritti fondamentali inviolabili, di cui all’art. 2 cost. (25); ma, 
d’altro canto, l’art. 2, usando l’espressione “diritti inviolabili del­
l’uomo”, riferisce i diritti inviolabili non ai soli cittadini, bensì agli 
uomini in genere; pertanto la disposizione in esame deve essere intesa, 
malgrado il suo tenore letterale, nel senso che conferisca il diritto in 
questione non solo ai cittadini in senso tecnico-giuridico, ma agli 
uomini tutti. L’esito di questo argomento è una interpretazione esten­
siva.
Argomento della dissociazione (combinato con l’argomento a con­
trario e con l’argomento sistematico): la classe dei cittadini include due 
sottoclassi, i cittadini di sesso maschile e quelli di sesso femminile, alle 
quali non necessariamente si applica la medesima disciplina giuridica; 
d’altro canto, la costituzione qui non menzionaespressamente (come 
altrove: art. 51, comma 1) i « cittadini dell’uno e dell’altro sesso »; se i 
costituenti avessero voluto riferirsi ai cittadini di entrambi i sessi, 
l’avrebbero fatto (come hanno fatto nel redigere l’art. 51, comma 1); 
pertanto la disposizione deve essere intesa nel senso che si applichi solo 
ai cittadini di sesso maschile (non alle cittadine). L’esito di questo 
argomento (26) è una interpretazione restrittiva.
(d) Dogmatica. Ogni interprete si accosta ai testi normativi prov­
visto di una serie di presupposizioni “teoriche”, che fatalmente condi­
zionano la sua interpretazione (27). Tali presupposizioni non sono altro 
che le costruzioni dogmatiche — concetti e teorie — elaborate dai 
giuristi in un momento logicamente antecedente a, e indipendente da, 
l’interpretazione di qualunque specifico enunciato normativo (28).
Si pensi, per fare un classico esempio, alla la dottrina formulata 
dalla Corte suprema degli Stati Uniti nel caso Marbury (1803), secondo 
cui ogni costituzione scritta implica il principio che qualunque legge 
contraria alla costituzione sia nulla (e che la sua nullità possa essere 
dichiarata dai giudici). O si pensi alla teoria del governo parlamentare, 
secondo cui, in tale forma di governo, il capo dello stato è non capo
(25) L’assunzione dogmatica, cui si alludeva, è precisamente questa: che il diritto 
di associazione politica sia uno dei diritti inviolabili di cui all’art. 2.
(26) Che nella nostra cultura giuridica, probabilmente, nessuno mai oserebbe 
avanzare...
(27) Scrive giustamente F. M odugno, Interpretazione giuridica, Padova, 2009, p. 
180: « ogni tesi interpretativa suppone [...] una tesi dogmatica ».
(28) In verità, negli esempi che seguono non è facile distinguere la interpretazione 
propriamente detta dalla costruzione giuridica.
50 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
dell’esecutivo, ma “potere neutro”, garante della costituzione, sicché 
non ha poteri di indirizzo politico. O, ancora, si pensi alla teoria 
secondo cui gli ordinamenti giuridici statali e il diritto comunitario 
sono ordinamenti indipendenti (ancorché coordinati), sicché le norme 
dell’uno non possono abrogare le norme dell’altro.
Ma gli esempi si possono moltiplicare a piacimento. Eccone qual­
cuno.
L’art. 10, comma 1, cost. stabilisce che l’ordinamento giuridico 
italiano si conforma alle «norme del diritto internazionale general­
mente riconosciute». Ora, è lecito domandarsi quali siano le norme 
internazionali “generalmente riconosciute”, e dissentire sulla loro iden­
tificazione (ad esempio, con opportuni accorgimenti argomentativi, 
qualcuno ha sostenuto che l’art. 10, comma 1, cost. esiga l’adattamento 
dell’ordinamento italiano non solo al diritto internazionale consuetu­
dinario, ma anche alle norme internazionali pattizie (29)). Ma la que­
stione se le norme internazionali consuetudinarie abbiano valore pari o 
addirittura superiore a quello delle norme costituzionali, come alcuni 
sostengono (30), è priva di qualunque base testuale nell’art. 10, comma 
1, cost.: è frutto di pura costruzione giuridica.
L’art. 134 cost. dispone che la Corte costituzionale giudica, tra 
l’altro, sulle controversie relative alla legittimità costituzionale « delle 
leggi e degli atti, aventi forza di legge, dello Stato e delle Regioni ». Ora, 
la locuzione “forza di legge” non ha un significato univoco: diverse 
dottrine la definiscono in modi (parzialmente) diversi, e d’altro canto la 
costituzione non la definisce affatto. Sicché si possono intrattenere 
opinioni diverse circa i connotati della forza di legge. Tuttavia, nessuno 
pensa che, nell’ordinamento vigente, i regolamenti parlamentari siano
(29) L’argomento è il seguente: l’art. 10, comma 1, cost., facendo rinvio al diritto 
internazionale generalmente riconosciuto, ha incorporato nell’ordinamento anche il 
principio “Pacta sunt servanda”; ma questo principio fa a sua volta rinvio ai trattati 
(“patti”) internazionali; sicché la costituzione nel disporre (direttamente) l’adattamento 
automatico al diritto internazionale consuetudinario, dispone (indirettamente, per il 
tramite di questo) anche l’adattamento automatico al diritto intemazionale convenzio­
nale o pattizio; ne segue l’illegittimità costituzionale di ogni legge che pretenda di 
derogare ai trattati internazionali. Vedi R. Q uadri, Diritto intemazionale pubblico, V 
ed., Napoli, 1968, p. 64 ss. Questa tesi (criticata anche in dottrina) non ha avuto 
fortuna nella giurisprudenza costituzionale: cfr. Corte cost. 32/1960, 1/1961, 
104/1969.
(30) Vedi in proposito F. Sorrentino, Corte costituzionale e corte di giustizia delle 
comunità europee, voi. I, Milano, 1970, cap. I.
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 51
“atti statali dotati di forza di legge” (tra l’altro, perché, si dice, sono atti 
di un organo, ma non “dello Stato”). Sicché la questione se i regola­
menti parlamentari siano soggetti al sindacato di legittimità della Corte 
costituzionale (come ritiene una parte minoritaria della dottrina) non 
nasce da una incerta formulazione dell’art. 134 cost.: è frutto, nuova­
mente, di costruzione giuridica.
L’art. 89, comma 1, cost. dispone che « nessun atto del Presidente 
della Repubblica è valido se non è controfirmato dai ministri propo­
nenti [...] ». La dottrina, pressoché unanime, sostiene tuttavia che non 
ogni atto presidenziale presuppone una proposta ministeriale, e che gli 
atti presidenziali adottati senza proposta ministeriale devono essere 
controfirmati dal ministro competente per materia. Ebbene, le que­
stioni se il Presidente possa compiere atti in assenza di proposta 
ministeriale e, in caso affermativo, chi debba controfirmare tali atti non 
nascono da una cattiva formulazione della disposizione costituzionale 
menzionata: nascono da elaborate costruzioni dottrinali attinenti alla 
figura del Capo dello Stato come “potere neutro” e alla tipologia degli 
atti presidenziali.
L’art. 74, comma 1, cost. conferisce al Presidente della Repubblica 
il potere di sospendere la promulgazione della legge, e rinviare la legge 
alle Camere, chiedendo, con messaggio motivato, una nuova delibera­
zione. La questione se il Presidente possa rinviare una legge (solo) per 
ragioni di legittimità costituzionale, o (anche) per ragioni di opportu­
nità politica non emerge dal testo della disposizione: è frutto, ancora 
una volta, di costruzioni dogmatiche intorno alla “natura” del Capo 
dello Stato nelle forme di governo parlamentari e alla funzione del veto 
presidenziale sulle leggi nel nostro ordinamento costituzionale.
Ancora un ultimo esempio: secondo la Corte di giustizia euro­
pea (31), « la Comunità economica europea costituisce un ordinamento 
giuridico di nuovo genere nel campo del diritto internazionale, a favore 
del quale gli stati membri hanno rinunziato, se pure in settori limitati, 
ai loro poteri sovrani, ed al quale sono soggetti non soltanto gli stati 
membri, ma anche i loro cittadini. Il diritto comunitario, indipenden­
temente dalle norme emanate dagli stati membri, nello stesso modo in 
cui impone ai singoli degli obblighi, attribuisce loro dei diritti sogget­
tivi. Tali diritti sorgono non soltanto allorché il Trattato espressamente 
li menziona, ma anche quale contropartita di precisi obblighi che il
(31) Corte di giustizia europea, 5 febbraio 1963, causa 26/62, Vati Gend & Loos.
52 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
Trattato impone ai singoli, agli stati membri, e alle istituzioni comuni­
tarie ». In altre parole, la Corte assume che il Trattato della Comunità 
europea non sia né un comune atto internazionale (che governa le 
relazioni tra stati), né un atto costituzionale (che governa le relazioni tra 
stato e cittadini), bensì un atto giuridico di tipo interamente nuovo, con 
una natura “mista”, metà internazionale, metà costituzionale. Questa 
assunzione “teorica” conduce la Corte ad interpretare numerose dispo­
sizioni del Trattato nel senso che creino diritti ed obblighi non solo 
nelle relazioni tra stati, ma anchenelle relazioni tra ciascuno stato e i 
suoi cittadini (32 33).
Insomma, ogni costruzione dogmatica condiziona l’interpreta­
zione: ora suggerendo una decisione interpretativa determinata a pre­
ferenza di altre, ora escludendo certe decisioni interpretative altrimenti 
possibili.
Peraltro, ogni costruzione dogmatica — oltre ad orientare l’inter­
pretazione — è una matrice di norme “inespresse”, che si pretendono 
implicite nell’ordinamento, sebbene non siano state formulate da al­
cuna autorità normativa, ma siano invece state elaborate dagli interpreti 
per mezzo di svariati procedimenti argomentativi non logicamente 
stringenti (}3).
4. La vaghezza delle norme. — Alla indeterminatezza dell’ordi­
namento si accompagna la ulteriore indeterminatezza di ciascuna 
norma per sé presa (34). Ogni norma vigente è indeterminata, nel senso
(32) Ecco un altro buon esempio. L’art. 23 cost. dispone: « Nessuna prestazione 
personale o patrimoniale può essere imposta se non in base alla legge». Esso è 
comunemente interpretato nel senso che in materia tributaria la disciplina legislativa 
può essere integrata da norme regolamentari. Siffatta tesi interpretativa non può essere 
argomentata sulla base del solo testo costituzionale: essa trae argomento dalla distin­
zione squisitamente dogmatica tra riserva di legge “assoluta” e riserva di legge (solo) 
“relativa”. Critiche a questa distinzione in F. Sorrentino, Lezioni sulla riserva di legge, 
2 voli., Genova, 1980.
(33) Vi torneremo in un prossimo capitolo della parte seconda.
(34) La nozione di vaghezza è bene illustrata da E. D iciotti, L’ambigua alternativa 
tra cognitivismo e scetticismo interpretativi, Università di Siena, Dipartimento di Scienze 
Storiche, Giuridiche, Politiche e Sociali, Working Paper 45, Siena, 2003, p. 22, nel 
passo seguente: « Se svolgessimo un’indagine sull’uso di una parola E da parte di un 
campione di parlanti, domandando loro, tramite un questionario, se riterrebbero 
coretto fare uso di E per riferirsi ad una lista di casi, potremmo notare che tutti (o quasi 
tutti) i parlanti riterrebbero corretto usare E in riferimento a determinati casi, che tutti 
(o quasi tutti) i parlanti non riterrebbero corretto usare E in riferimento ad altri casi,
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 53
che non si sa esattamente quali fattispecie ricadano nel suo campo di 
applicazione. Ciò dipende dalla ineliminabile vaghezza dei predicati in 
ogni linguaggio naturale (35).
Si dicono “predicati” tutti i termini che denotano non una entità 
individuale (“il signor X”, “l’accusato”, “la Corte costituzionale”, etc.), 
ma una classe (come “contratto”, “trattato”, “impresa”, “associazione”, 
“corte”, etc.): una classe è un insieme di entità individuali che condi­
vidono un medesimo attributo o un medesimo insieme di attributi (36).
Generalmente parlando, il significato dei predicati può essere 
analizzato in due componenti: il senso (“Che cosa vuol dire?”) e il 
riferimento (“A che cosa si riferisce”?). Il senso (detto anche inten­
sione) è l’insieme degli attributi che un oggetto deve avere perché il 
predicato possa essergli applicato. Il riferimento (detto anche esten­
sione) è la classe di oggetti che presentano tali attribuiti ed ai quali il 
predicato è pertanto applicabile. Così, ad esempio, il senso di “pianeta” 
è (grosso modo) corpo celeste opaco che ruota attorno ad una stella; il 
suo riferimento è a tutti i corpi celesti opachi che ruotino attorno ad 
una stella (Venere, Marte, Terra, etc., ma non Luna). Palesemente, il 
riferimento dipende dal senso: quanto meno il senso è preciso, tanto 
più largo è il riferimento, e viceversa. Insomma, quanto più si precisa 
il senso di un predicato — ossia quanti più attributi vi si includono —
ma che vi sarebbero casi in riferimento ai quali quantità variabili di parlanti riterreb­
bero corretto usare E, mentre gli altri non riterrebbero corretto usare E o dichiare­
rebbero la propria incertezza sulla questione se sia o non sia corretto usare E ». Nella 
vasta letteratura si possono vedere: H.L.A. H art, The Concepì ofhaw, Oxford, 1961; 
G.R. Carrió, Notai sabre Derecho y lenguaje, IV ed., 1994; C. L uzzatt, La vaghezza delle 
norme. Un'analisi del linguaggio giuridico, Milano, 1990; J.J. M oreso, La indetermina· 
ción del derecho y la interpretación de la Constitución, Madrid, 1997; C. R edondo, 
“Teorias del derecho e indeterminación normadva”, in Doxa. Cuadernos de filosofia del 
derecho, 1997; P.-A. C oté, Interprétation des lois, III, ed., Montreal, 1999, spec. p. 353 
s.; E. D iaom , Interpretazione della legge e discorso razionale, Torino, 1999, spec. p. 367 
ss.; B. Bix, Law, Language, and Legai Determinacy, Oxford, 1999; T.A.O. E ndicott, 
Vagueness in Law, Oxford, 2000; J.J. M oreso, P. N avarro, C. R edondo, Conocimiento 
juridico y determinadón normativa, México, 2002.
(35) F. W aismann, “Verifiabillity”(1945), in F. W aismann, H ow I See Philosophy, 
London, 1968.
(36) Vi sono due tipi principali di attributi: le proprietà e le relazioni. Si dicono 
“monadici” i predicati che designano proprietà (“cavallo”, “maggiorenne”, “compra- 
vendita”, etc.). Si dicono “diadici” i predicati che designano relazioni tra due individui 
(“parente”, “sovraordinato”, "più alto di”, etc.); triadici i predicati che designano 
relazioni fra tre individui (“la somma di x e y”, “essere compreso tra Genova e 
Savona”); etc.
54 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
diminuisce il riferimento; quanto meno si precisa il senso — quanti 
meno attributi vi si includono — aumenta il riferimento. Se, ad 
esempio, definissimo “pianeta” come corpo celeste opaco (senza pre­
cisare: che ruota attorno ad una stella) il riferimento del predicato 
sarebbe più ampio, e includerebbe anche la Luna.
Orbene: tutti i predicati hanno un riferimento dubbio, o “aperto” 
{open textured), e in questo senso sono affetti da vaghezza estensio- 
nale (37). D’altra parte, la vaghezza estensionale dipende dalla incer­
tezza circa gli attributi che un oggetto deve possedere per appartenere 
alla classe di cui trattasi, ossia dipende dalla vaghezza intensionale del 
predicato in questione.
Per conseguenza, data una norma qualsivoglia, vi sono casi ai quali 
essa è certamente applicabile, casi ai quali essa non può certo essere 
applicata, e finalmente casi “dubbi” o “difficili” {hard cases, come si usa 
dire) per i quali l’applicabilità della norma è discutibile (38).
Ad esempio, uno scambio al prezzo medio di mercato è senza 
dubbio una vendita; una sedicente "vendita” ad un prezzo irrisorio è 
una donazione dissimulata; ma a quale prezzo dobbiamo fissare il 
confine tra la vendita e la donazione (39)?
(37) Per semplicità, ometto di distinguere fra vaghezza senza ulteriori specifica­
zioni e open texture, o vaghezza “potenziale” (trama aperta).
(38) « Si dà vaghezza quando si presentano casi limite (borderline cases) che non 
siamo in grado di assegnare ad una data classe né al suo complemento » (C. L uzzati, 
“1984, ovvero l’indifferenza dei princìpi”, in Rassegna forense, 2006, p. 917 ss.)
(39) Per "compravendita” s’intende, grosso modo, lo scambio di merci contro 
denaro. Supponiamo che il prezzo medio sul mercato di una data merce M sia 100. Lo 
scambio di M contro 100 costituisce sicuramente una compravendita. Lo stesso dicasi 
per lo scambio di M contro 99 o 101,98 o 102, e forse anche 95 o 105. Ma chiaramente 
lo scambio di M contro 1 non è più una compravendita: è una donazione (di M) 
dissimulata. E lo scambio di M contro 1000, egualmente, non è più una compravendita: 
è anch’essa una donazione (di denaro, stavolta) dissimulata. Ma il problema è: dove 
finisce la compravendita e inizia la donazione dissimulata? Se 95 e 105 sono prezzi 
ragionevoli, lo saranno anche 94 e 106. E, se questi sono prezzi ragionevoli, lo saranno 
anche 93 e 107, 92 e 108, e così avanti. A che punto dobbiamo fermarci? In quale 
momento la compravendita “trapassa” in una donazione dissimulata? A che punto 
cessano di essere applicabili le normesulla compravendita e divengono applicabili le 
norme sulla simulazione? La verità è che non si può fissare una precisa linea di 
demarcazione tra compravendita e donazione dissimulata. Ciò è quanto dire che il 
termine “compravendita” è vago: il suo riferimento somiglia ad una “trama aperta”. Al 
centro della trama, troviamo casi evidenti di compravendita; fuori di essa troviamo casi 
non meno evidenti di donazioni dissimulate: ma, ai margini della trama, troviamo una 
vasta area di “penombra”, cioè un insieme di scambi ai quali è dubbio se si applichi il
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 55
« L’espressione “impresa agricola” designa certamente la coltiva­
zione del fondo; è dubbio se designi anche la coltivazione di piante in 
condizioni artificiali, create all’interno di uno stabilimento. L’espres­
sione “privata dimora” designa certamente l’abitazione; è dubbio se sia 
applicabile anche ai locali di uno studio professionale o alla sede di un 
partito. La parola “abitazione” designa certamente le stanze dell’ap­
partamento o della casa dove qualcuno abiti; è dubbio se sia riferibile 
anche all’androne, al cortile, alle cantine, e all’autorimessa. L’espres­
sione “rovina di edificio” designa certamente il crollo totale dell’edificio 
stesso; è dubbio se comprenda anche il semplice crollo di un balcone, 
di un cornicione, di una grondaia, di una tegola, deE’ascensore » (40).
Si può convenire che la somministrazione di antibiotici o di 
analgesici costituisca “trattamento sanitario” ai sensi dell’art. 32, 
comma 2, cost. Ma costituiscono “trattamento sanitario” anche la 
nutrizione e l’idratazione forzate?
Si conviene generalmente che, in virtù di una norma inespressa (o, 
forse, di una convenzione costituzionale), E Governo dimissionario sia 
competente al disbrigo degli “affari correnti” fino aEa nomina del 
nuovo Governo. Non c’è dubbio che, per fare un esempio ovvio, E 
pagamento deEe retribuzioni ai pubbHci dipendenti rientri nel deno­
tato di “affari correnti”. Ma che dire deE’adozione di decreti-legge? Si 
può argomentare che E Governo dimissionario non abbia E potere di 
adottare decreti-legge, adducendo che i decreti-legge sono per defini­
zione atti “straordinari”, giacché la costituzione li ammette solo « in 
casi straordinari di necessità e d’urgenza» (art. 77, comma 2). Ma si 
può anche sostenere, aE’opposto, che “la necessità e l’urgenza” giusti­
fichino comunque l’adozione di decreti-legge in deroga aEa regola degH 
“affari correnti”.
E ancora: l’art. 575 cod. pen. punisce con la reclusione « chiunque 
cagioni la morte di un uomo ». Tizio ha tagliato la gola al nonno (aEo 
scopo di ereditare i suoi beni): non c’è dubbio che Tizio abbia 
cagionato la morte del nonno. Caio invece, guidando l’automobEe, ha 
urtato un pedone, facendolo cadere suEa corsia opposta, sitila quale 
stava transitando l’auto di Sempronio, che ha travolto e ucciso E 
pedone. Possiamo dire che Caio abbia cagionato la morte del pedone?
predicato “compravendita” o no. L’esempio è ripreso da G .R . C arrió, “Sull’interpre­
tazione giuridica” (1965), in P. C omanducci, R. G uastini (eds.), L’analisi del ragiona­
mento giuridico. Materiali ad uso degli studenti, II, Torino, 1989.
(40) Così P. T rimarchi, Istituzioni di diritto privato, VI ed., Milano, 1983, p. 10 s.
56 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
È l’art. 575 cod. pen. applicabile a Caio? O dobbiamo dire che la morte 
è stata cagionata da Sempronio? E Sempronio punibile ai sensi delTart. 
575 cod. pen.?
La vaghezza (la open texture, la trama aperta) — a differenza 
dell’equivocità — è una proprietà oggettiva del linguaggio, e non solo 
del linguaggio giuridico: tutti i predicati in senso logico condividono 
(almeno potenzialmente) questa proprietà. La vaghezza non dipende 
dunque dalle tecniche interpretative o dalla dogmatica: essa non può 
essere soppressa (anche se può essere ridotta per mezzo di definizioni).
La vaghezza delle espressioni usate nel linguaggio delle fonti — che 
non è risolta dalla interpretazione in astratto — fa’ sì che l’interprete, 
di fronte ad un caso “marginale”, cioè ad un caso che cade ai margini 
della “trama” — nella “area di penombra”, come si usa dire — possa 
decidere discrezionalmente se la fattispecie in esame debba o non 
debba essere inclusa nel campo di applicazione della norma in que­
stione (41).
L’interpretazione "in concreto” riduce (in relazione all’uno o 
all’altro caso concreto) l’indeterminatezza delle norme.
5. Analogia e differenza: due strategie di riduzione della va­
ghezza. — A tempo debito parleremo diffusamente dei modi di argo­
mentare le decisioni interpretative (42). Tuttavia, per meglio chiarire i 
problemi di interpretazione sollevati dalla vaghezza, è utile dire fin 
d’ora qualcosa sulle tecniche interpretative che tipicamente si usano 
per ridurla.
Prendiamo ad esempio la locuzione “rovina di edificio”, che 
compare in alcune disposizioni del codice civile vigente (ad es. art 
2053). E indiscutibile, abbiamo detto, che il concetto abbracci il crollo 
totale di ton immobile, ma è discutibile se si estenda anche al crollo di 
un balcone,
Orbene, le strategie fondamentali di riduzione della vaghezza sono
(41) Ciò non esclude che vi siano casi paradigmatici i quali indiscutibilmente 
ricadono nel campo di applicazione della norma. E questo, a sua volta, non esclude che, 
malgrado ciò, un interprete — e segnatamene un organo dell’applicazione — decida, 
con opportuni accorgimenti argomentativi, di non applicare affatto la norma in 
questione.
(42) Parte terza, cap. IV.
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 57
due: tesi dell’analogia (o della eguaglianza “sostanziale”) e tesi della 
dissociazione (o della differenza “sostanziale”) (43).
(i) Tesi dell'analogia. Una prima strategia di riduzione della va­
ghezza consiste nel sostenere che — alla luce di una supposta ratio legis 
(dello scopo che la norma intendeva perseguire)— il crollo di un 
balcone è in tutto analogo — sostanzialmente eguale a fini di disciplina 
giuridica— al crollo di un edificio. Se ne può concludere che la norma 
sul crollo di edificio si applica anche alla fattispecie “crollo di balcone”.
E un esempio di interpretazione estensiva, fondata sull’uso dell’ar­
gomento analogico. Per questa via, l’area di “penombra” della norma è 
ridotta, includendo in essa la classe di fattispecie marginali “crollo di 
balcone”.
(ii) Tesi della differenza. Una seconda strategia consiste nel soste­
nere, al contrario, che crollo dell’edificio e crollo del balcone — ancora 
alla luce di una supposta ratio legis — sono fattispecie sostanzialmente 
diverse. Con la conclusione che la norma sul crollo di edificio non si 
applica alla fattispecie “crollo di balcone”.
È un esempio di interpretazione restrittiva, fondata sull’argomento 
della dissociazione. Di nuovo, per questa via l’area di “penombra” della 
norma è ridotta, escludendo da essa la classe di casi marginali “crollo 
di balcone”.
6. Le “clausole generali”. — Spesso il fenomeno della vaghezza è 
assimilato a (se non confuso con) quella peculiare forma di indetermi­
natezza delle disposizioni normative che dipende dall’uso di “clausole 
generali” nella loro formulazione (44).
Si dicono clausole generali — o anche nozioni a contenuto varia­
bile (45) — tutti quei termini o sintagmi che esprimono o presuppon­
gono valutazioni, quali ad esempio: « danno ingiusto » (art. 2043 cod. 
civ.), « buona fede » (spec. art. 1366 e 1375 cod. civ.), « buon co-
(43) F. Schauer, Playing hy thè Rules. A Philosophical Examination o/Rule-Based 
Decision-Making in Law and Life, Oxford, 1991.
(44) Vedi per tutti V. Velluzzi, Le clausole generali. Semantica e politica del 
diritto, Milano, 2010, dove si trova citata pressoché tutta la (vasta) letteratura rilevante 
in proposito.
(45) Vedi Ch. P erelman (ed.), Les notions à contenu variable en droit, Bruxelles,
1984.
58 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
sturne » (varie disposizioni del cod. civ.), « pubblico interesse » (art. 
834 e 845cod. civ.), « normale diligenza » (art. 1431 cod. civ.), « atti 
che, secondo il comune sentimento, offendono il pudore » (art. 529 
cod. pen.), « motivi di particolare valore morale o sociale » (art. 62 cod. 
pen.), e così avanti (46).
Palesemente, espressioni siffatte si riferiscono non a “nudi” fatti 
(una cosa è un danno, altra cosa è un danno “ingiusto”), bensì a fatti 
previamente valutati, qualificati da un giudizio di valore (per esempio, 
un giudizio di giustizia) (47).
Ora, per l’interpretazione della clausole generali si aprono essen­
zialmente due strategie argomentative (48).
(a) La prima possibile strategia, quasi sempre raccomandata in 
dottrina, consiste nel giustificare l’interpretazione prescelta — non (si 
badi bene) mediante un franco giudizio di valore, bensì — facendo 
riferimento a giudizi di valore altrui (49), e precisamente alla “morale 
sociale”, ossia alle convinzioni morali socialmente diffuse (empirica­
mente accertate, si suppone) (50).
(b) La seconda strategia consiste, banalmente, nel fondare l’inter­
pretazione prescelta su un proprio, personale, giudizio di valore: espres­
samente enunciato, o tacitamente presupposto (e, se del caso, masche­
rato da neutro accertamento delle valutazioni diffuse nella “coscienza 
sociale”).
È appena il caso di dire, a onor del vero, che la prima strategia
(46) Concetti di valore sono spesso incorporati in disposizioni che esprimono 
principi, soprattutto principi costituzionali. Ne diremo a tempo debito.
(47) C. L uzzatt, La vaghezza delle norme, cit., cap. X. Le clausole generali 
sollevano un problema distinto da quello della vaghezza, giacché « mentre la vaghezza 
è dovuta all’indeterminatezza dei criteri di applicazione di un termine, l’indetermina­
tezza di un termine valutativo è dovuta al carattere effettivamente o potenzialmente 
controverso dei suoi criteri di applicazione » ((E. Diciorn, Interpretazione della legge e 
discorso razionale, cit., ·ρ. 377). Diversamente da Diciotti (ivi, p. 378), ometto ogni 
distinzione tra clausole generali di diverso tipo (termini che richiedono all'interprete 
una pura e semplice valutazione morale, termini che richiedono accertamenti “socio­
logici”, termini che richiedono congiuntamente l’una e l’altra cosa).
(48) Vedi l’ottimo A. Belvedere, “Le clausole generali tra interpretazione e 
produzione di norme”, in Politica del diritto, 1988, p. 631 ss.
(49) Adducendo cioè non un giudizio di valore, ma una proposizione descrittiva 
di giudizi di valore altrui.
(50) Vedi al riguardo M. T aruffo, “La giustificazione delle decisioni fondate su 
standards”, in P. C omanducci, R. G uastini (eds.), L’analisi del ragionamento giuridico. 
Materiali ad uso degli studenti, voi. Π, Torino, 1989.
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DEL DIRITTO 59
interpretativa non pare seriamente praticabile. Non sembra realistico 
pretendere che giudici e giuristi compiano indagini sociali empiriche 
per accertare i sentimenti morali condivisi dalla popolazione (51): tra 
l’altro, anche per la ragione che non sempre, non su ogni questione, 
sentimenti morali socialmente condivisi vi sono {specie in società, come 
si usa dire, “pluralistiche”, come quella in cui viviamo).
È facile congettura che, di fatto, gli interpreti semplicemente 
interpretino le clausole generali guidati dai loro soggettivi sentimenti 
morali, salvo attribuirli ove possibile alla (loro percezione della) morale 
sociale (52).
7. La metafora della “cornice”. — Abbiamo introdotto (nel capi­
tolo precedente) la distinzione tra interpretazione cognitiva, interpre­
tazione decisoria, e interpretazione creativa. Alla luce di quanto siamo 
venuti dicendo, nel presente capitolo, intorno alla indeterminatezza del 
diritto, quella distinzione può essere riformulata e forse ulteriormente 
chiarita nel modo che segue.
L’indeterminatezza del significato dei testi normativi consiste in 
questo: che ogni testo normativo esprime — almeno potenzialmente 
e/o diacronicamente — ima pluralità di significati alternativi (ossia 
ammette diverse interpretazioni, a ciascuna delle quali corrisponde una 
diversa norma).
L’insieme dei possibili significati di un testo — identificabili alla 
luce delle regole della lingua, dei metodi interpretativi in uso, delle tesi 
dogmatiche diffuse in dottrina, etc. — possiamo chiamarlo, con Kel­
sen (53): la “cornice di significato del testo”. Orbene:
(51) « I giudici non hanno la possibilità di compiere indagini empiriche su 
campioni adeguati della popolazione allo scopo di accertare con sufficiente attendibilità 
quali siano i sentimenti, o le opinioni morali, condivisi dalla totalità o dalla quasi totalità 
della popolazione, oppure da una maggioranza più o meno ampia di questa. Essi non 
possono che basarsi sulla propria diretta esperienza e sulla propria capacità di 
percepire gli umori e le opinioni altrui. Il loro giudizio non può cioè che dipendere da 
una stima assai approssimativa che, in molti casi, finirà con l’essere influenzata dalle 
loro personali opinioni morali » (E. Diciom, Interpretazione della legge e discorso 
razionale, cit., p. 379).
(52) Secondo E. D iciotti, Interpretazione della legge e discorso razionale, cit., p. 
380, quando « i termini valutativi apparentemente richiedono una valutazione morale 
in prima persona, [i giudici] tendono a produrre valutazioni morali coerenti non tanto 
con le proprie idee e convinzioni, quanto piuttosto con le convinzioni o opinioni 
maggiormente diffuse nella comunità ».
(53) H. K elsen, Dottrina pura del diritto (1960), Torino, 1966, cap. V ili.
60 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
(a) l’interpretazione cognitiva consiste nell’identificare la cornice, 
ossia nell’elencare i possibili (plausibili) significati del testo;
(b) l’interpretazione decisoria standard consiste nello scegliere uno 
dei significati inclusi nella cornice;
(c) l’interpretazione creativa consiste nell’attribuire al testo un 
significato che non rientra nella cornice.
A rigor di termini, tuttavia, in presenza di una “interpretazione 
creativa”, non dovremmo dire che l’interprete (giurista o giudice) ha 
“interpretato” il testo in questione: dovremmo dire piuttosto che ha 
creato una norma nuova, o, come dicono alcuni, cambiato il diritto 
preesistente (54).
Beninteso: la cornice ha contorni vaghi, fluidi. Può accadere, ad 
esempio, che le norme NI e N2 ricadano sicuramente nella cornice, che 
la norma N4 ne cada sicuramente fuori, e che però la situazione sia 
incerta per la norma N3. Sicché è indecidibile se N3 sia da ascrivere alle 
operazioni di mera interpretazione o invece di creazione normativa. 
Nondimeno, almeno per ciò che riguarda le norme NI, N2, e N4, 
discriminare tra interpretazione e creazione normativa è possibile e, 
credo, altamente significativo.
D’altra parte, come già abbiamo detto in altra occasione (analiz­
zando i diversi tipi di enunciati interpretativi), una interpretazione 
creativa, che attribuisca al testo di cui si tratta un significato diverso e 
ulteriore rispetto a quelli ritenuti possibili in sede di interpretazione 
cognitiva (N4, poniamo), ha l’effetto di estendere la cornice dei signi­
ficati possibili. Sicché da quel momento in poi l’interpretazione cogni­
tiva — une “buona” interpretazione cognitiva — dovrà riconoscere 
quel nuovo significato (N4) come uno dei significati ammissibili.
Come che sia, la cornice (anche se di incerta identificazione) — e 
con essa l’interpretazione cognitiva .che consiste nell’identificarla — 
serve a classificare le operazioni degli interpreti: in particolare, a 
discriminare tra interpretazione propriamente detta e creazione di 
diritto nuovo (55).
(54) Il tema è sviluppato da E. Diciom , L'ambigua alternativa tra cognitivismo e 
scetticismo interpretativo, cit.
(55) Può anche servire, volendo, a discriminare tra interpretazioni “corrette” e 
“scorrette”. Ma, si badi, correttezza e scorrettezza sono concetti di valore, estranei ad 
una teoria descrittiva dell’interpretazione.
LA DUPLICE INDETERMINATEZZA DELDIRITTO 61
8. I limiti (concettuali) dell’interpretazione. — Con questa ul­
tima osservazione a proposito della “interpretazione creativa”, si vuole 
suggerire di usare — contro le abitudini linguistiche correnti ■— un 
concetto ristretto di interpretazione, escludendo dall’interpretazione 
propriamente detta la formulazione di norme nuove (uno degli aspetti 
fondamentali della costruzione giuridica).
Da questo punto di vista, deve intendersi per “interpretazione” 
non qualsivoglia attribuzione di significato al testo interpretato, ma 
un’attribuzione di significato che ricada entro la cornice — di variabile 
ampiezza — dei significati ammissibili.
In altre parole, non è che qualunque decisione sul significato — 
che so? “’L’Italia è una repubblica democratica’ significa che l’Italia è 
una monarchia assoluta” — costituisca per ciò solo genuina interpre­
tazione, anche se ne imita la forma logica (“T significa S”). Ogni 
attribuzione di significato che fuoriesca dalla cornice dei significati 
ammissibili costituisce non propriamente interpretazione, ma piuttosto 
creazione di una norma nuova (56).
L’interpretazione dunque ha limiti (57). Non nel senso che giuristi 
e giudici (soprattutto giudici di ultima istanza) non possano, di fatto e 
di diritto, e/o non debbano attribuire ai testi normativi qualunque 
significato — anche bizzarro o implausibile — paia loro opportuno. Ma 
nel senso che non a qualunque attribuzione di significato conviene il 
nome di “interpretazione”: non qualunque attribuzione di significato 
può essere sussunta sotto il concetto di interpretazione.
Beninteso, tracciare limiti (concettuali) all’interpretazione serve 
non a distinguere le interpretazioni buone, corrette, o accettabili dalle 
interpretazioni cattive, scorrette, o inaccettabili — che è questione 
valutativa o normativa, questione ài politica del diritto, estranea come 
tale alla scienza del diritto — bensì a distinguere, in sede di scienza del 
diritto, la genuina (“normale”) interpretazione dalla creazione di norme 
nuove.
(56) Ma, naturalmente, il caso più macroscopico di creazione di norme nuove da 
parte degli interpreti è la costruzione di norme inespresse, di cui diremo a tempo 
debito.
(57) D. Canale, Forme del limite nell’interpretazione giudiziale, Padova, 2003.
C apitolo IV
DALLE DISPOSIZIONI ALLE NORME
Sommario: 1. La norma come significato. — 2. Disposizioni esprimenti più norme. — 
3. Disposizioni ambigue. — 4. Disposizioni sinonimiche. — 5. Norme ricavate da 
più disposizioni. — 6. Disposizioni senza norme. — 7. Norme prive di disposi­
zione. — 8. Decisioni “interpretative”.
1. La norma come significato. — Nel linguaggio dei giuristi (e, 
del resto, anche nel linguaggio delle vigenti fonti del diritto), il voca­
bolo “norma” è largamente usato in riferimento sia agli enunciati che si 
incontrano nelle fonti del diritto, sia ai loro significati. Talvolta, si' 
dicono norme gli enunciati prescrittivi; talaltra, si dicono norme i 
significati — i contenuti di senso — di tali enunciati 0).
Nondimeno, le due cose — l’enunciato e il significato — vanno 
tenute accuratamente distinte, per la ragione che vedremo subito. Allo 
scopo di distinguerle, conveniamo senz’altro di adottare due termini 
diversi (1 2). D’ora in avanti:
(i) chiameremo “disposizione” ogni enunciato normativo conte­
nuto in una fonte del diritto;
(ii) chiameremo “norma” non l’enunciato stesso, ma il suo conte­
nuto di significato.
Orbene, l’operazione intellettuale che conduce dall’enunciato al
(1) Spesso, in verità, “norma” viene usato a denotare confusamente sia l’enun­
ciato, sia il significato, quasi che le due cose fossero indistinguibili. Questo modo di 
esprimersi suppone una teoria ingenuamente cognitivistica dell’interpretazione (ne 
diremo nella parte quinta, in un capitolo dedicato alle controversie teoriche in materia 
di interpretazione).
(2) E. G uastini, “Disposizione vs. norma”, in Giurisprudenza costituzionale, 34, 
1989; R. G uastini, Dalle fonti alle norme, Torino, I I ed., 1992, p. 15 ss. (e ivi amplia 
bibliografia riferita alla dottrina italiana); M. T roper, "Fonction juridictionnelle ou 
pouvoir judiciaire?”, in Pouvoirs, 16, 1981, 9.
64 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
significato — o, se si preferisce, l’operazione di identificazione del 
significato — altro non è che l’interpretazione (3).
La disposizione è dunque l’oggetto dell’interpretazione, la norma è 
il suo risultato. O, detto altrimenti, « la disposizione è fonte della 
norma attraverso l’interpretazione » (4).
Tra la disposizione e la norma — tra l’enunciato ed il significato — 
è necessario distinguere per la buona ragione che tra le due cose non si 
dà corrispondenza biunivoca (5). È falso, cioè, che ad ogni disposizione 
corrisponda una, ed una sola, norma; come è falso che ad una norma 
corrisponda una, ed una sola, disposizione (6).
(3) U. Scarpelli, “Norma”, in Gli strumenti del sapere contemporaneo, Torino, 
1985, p. 370 s.
(4) Così G. Z agrebelsky, Il sistema delle fonti del diritto, rist. aggiornata, Torino, 
1991, p. 69. Non si comprende la tesi di & Sacco, “L’interpretazione”, in G. Alpa et 
al., Le fonti del diritto italiano, 2. Le fonti non scritte e l’interpretazione, Trattato di 
diritto civile, diretto da R. Sacco, Torino, 1999, p. 163, secondo il quale: « Il risultato 
dell’interpretazione è una massima, o meglio una norma, perciò non è scorretto dire 
che la norma è l’oggetto dell’interpretazione » (come può il “risultato” di un’attività 
essere al tempo stesso il suo “oggetto”?).
(5) Vedi l’esemplare decisione 84/1996 della Corte cost.: « Si pone quindi la 
questione di principio se la censura rivolta nei confronti di una disposizione che 
esprima una determinata norma possa riferirsi alla medesima norma riprodotta in una 
diversa e successiva disposizione, identica nel nucleo precettivo essenziale o addirittura, 
come nella specie, nella sua stessa formulazione letterale. [...] La Corte ritiene che [...] 
non sia essenziale alla attività della Corte, per rendere operante la sua funzione di 
garanzia, la identità formale tra la disposizione denunciata e quella successiva con 
riferimento alla quale viene resa la pronuncia di merito, ove invariata rimanga la norma 
daU’una e dall’altra espressa. [...] In generale la disposizione [...] costituisce il neces­
sario veicolo di accesso della norma al giudizio della Corte, che si svolge sulla norma 
quale oggetto del raffronto con il contenuto precettivo del parametro costituzionale 
[...]. Si disvela così, in tal caso, la funzione servente e strumentale della disposizione 
rispetto alla norma [...]. In conclusione deve affermarsi in linea di principio che la 
norma contenuta in un atto avente forza di legge vigente al momento in cui l’esistenza 
nell’ordinamento della norma stessa è rilevante ai fini di una utile investitura della 
Corte, ma non più in vigore nel momento in cui essa rende la sua pronunzia, continua 
ad essere oggetto dello scrutinio alla Corte stessa demandato quando quella medesima 
norma permanga tuttora nell’ordinaménto [...] perché riprodotta, nella sua espressione 
testuale o comunque nella sua identità precettiva essenziale, da altra disposizione 
successiva, alla quale dunque dovrà riferirsi la pronunzia. »
(6) La distinzione tra disposizione e norma palesemente riecheggia — e, all’ap­
parenza, itera — una nota distinzione elaborata da Vezio Crisafulli (V. Crisafulli, 
“Disposizione (e norma)”, in Enciclopedia del diritto, XIII, Milano, 1964; Lezioni di 
diritto costituzionale, voi. II. L’ordinamento costituzionale italiano. Le fonti normative. 
La Corte costituzionale, V ed., Padova, 1984, p. 39 ss.). La distinzione di Crisafulli è
DALLE DISPOSIZIONI ALLE NORME 65
Si presti attenzione, però: distinguendo l’enunciato (la disposi­
zione) dal suo significato (la norma) non si vuol dire che le disposizioni 
e le norme siano entità diverse ed eterogenee (ad esempio, entità 
linguistiche le une ed entità astratte o mentali le altre). I significati non 
hanno una esistenza indipendente dagli enunciati interpretati e dagli 
atti di interpretazione (o, se si vuole, dagli enunciati interpretativi). 
Nella forma standard di un enunciato interpretativo “T significa S”, sia 
“T” (testo), sia “S” (significato) rappresentano null’altro che nomi di 
enunciati (7). In altre parole, la norma non è cosa ontologicamente 
diversa dalla disposizione: è semplicemente la disposizione interpre­
tata (8) e pertanto riformulata (9), o, da un altro punto di vista, un 
enunciato (interpretante) di cui l’interprete assume la sinonimia con 
l’enunciato interpretato (la disposizione) (10).
2. Disposizioni esprimenti più norme. — In primo luogo, molte 
disposizioni — quasi tutte le disposizioni, in verità — hanno un 
contenuto di significato complesso: esprimono non già una sola norma,
oggi usata abbastanza diffusamente quasi solo nell’ambito della letteratura costituzio­
nalistica (dove è indispensabile quanto meno a classificare le sentenze costituzionali). 
Vedi in proposito la letteratura cit. in R. G uastcni, Dalle fonti alle norme, cit., p. 20 s. 
Peraltro, è forse il caso di precisare che la distinzione qui proposta, malgrado le 
apparenze, non coincide con quella di Crisafulli: si limita a mutuarne, per comodità, il 
lessico. Le ascendenze concettuali della distinzione, così come è qui tracciata, vanno 
ricercate non nella dottrina delle fonti di Crisafulli, ma nella teoria dell’interpretazione 
di Giovanni Tarello (G. T arello, Diritto, enunciati, usi, Bologna, 1974, spec. parte II; 
L’interpretazione della legge, Milano, 1980). Per un esame critico della distinzione così 
come costruita da Crisafulli, vedi ancora R. G uastini, Dalle fonti alle norme, cit., p. 20 
ss.
(7) Sicché, a rigore, si dovrebbero scrivere tra virgolette — « “T” significa “S” » 
— giacché l’enunciato interpretativo è un enunciato metalinguistico: chi lo proferisce 
non usa gli enunciati “T” e “S”, ma li menziona. Vedi R. H ernAndez M arìn, Interpre- 
tación, subsunción, y aplicación del derecho, Madrid-Barcelona, 1999.
(8) Ciò vale, ovviamente, per le norme espresse. Le norme inespresse sono norme 
prive di disposizione, ossia prive di formulazione autoritativa (trovano formulazione nel 
discorso degli interpreti, non nel discorso delle autorità normative). Vedi infra, par. 7.
(9) Salvo il caso di una interpretazione strettamente letterale che si limiti ad 
iterare la disposizione interpretata.
(10) Il significato è non un’entità, ma una relazione: la relazione di sinonimia che 
sussiste tra due entità linguistiche. Vedi ancora R. H ernAndez M arIn , Interpretación, 
subsunción, y aplicación del derecho, cit.
66 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
bensì una molteplicità di norme congiunte (n ). Ad un’unica disposi­
zione possono dunque corrispondere più norme congiuntamente.
Riprendiamo un esempio già fatto ad altro proposito. La disposi­
zione dell’art. 1417 cod. civ. («La prova per testimoni della simula­
zione è ammissibile senza limiti, se la domanda è proposta da creditori 
o da terzi e, qualora sia diretta a far valere l’illiceità del contratto 
dissimulato, anche se è proposta dalle parti ») esprime prima facie tre 
norme distinte e pare sottintenderne una quarta: (a) Se la domanda è 
proposta da creditori, allora la prova per testimoni è ammissibile; (b) Se 
la domanda è proposta da terzi, allora la prova per testimoni è 
ammissibile; (c) Se la domanda è proposta dalle parti, e se è diretta a far 
valere l’illiceità del contratto dissimulato, allora la prova per testimoni 
è ammissibile; (d) Se la domanda è proposta dalle parti, e non è diretta 
a far valere l’illiceità del contratto dissimulato, allora la prova per 
testimoni non è ammissibile.
Altro esempio banale: l’art. 75, comma 2, cost. — « Non è am­
messo il referendum per le leggi tributarie e di bilancio, di amnistia e 
di indulto, di autorizzazione a ratificare trattati internazionali » — 
esprime prima facie cinque norme. La prima interdice il referendum per 
le leggi tributarie, la seconda per le leggi di bilancio, la terza per le leggi 
di amnistia, la quarta per le leggi di indulto, la quinta per le leggi di 
autorizzazione alla ratifica.
L’art. 77, comma 1, cost. — « Il Governo non può, senza delega­
zione delle Camere, emanare decreti che abbiano valore di legge 
ordinaria » — mentre (a) vieta al Governo di adottare decreti con forza 
di legge (senza delegazione delle Camere), al tempo stesso (b) attribui­
sce ai decreti governativi (adottati senza delegazione) una forza infe­
riore a quella della legge, e così facendo (c) esclude (implicitamente?) 
che decreti siffatti possano derogare alla legge o abrogarla (11 12).
L’art, 25, comma 2, cost,, « Nessuno può essere punito se non in 
forza di una legge che sia entrata in vigore prima del fatto commesso », 
esprime — ad un tempo — sia (a) il principio della riserva assoluta di 
legge in materia penale (solo la legge può stabilire i reati e le pene), sia
(11) Si tenga presente che non è possibile tracciare una netta linea di confine tra 
ciò che è espresso da una disposizione, cioè il suo significato, e ciò che è implicato da 
tale significato.
(12) La “forza di legge”, in ultima istanza, consiste precisamente in questo: nella 
capacità di abrogare, o derogare a, norme di rango legislativo.
DALLE DISPOSIZIONI ALLE NORME 67
(b) il principio della irretroattività della legge penale (la legge penale 
non può disporre che per Γavvenire).
E ancora: l’art. 3, comma 1, cost. — «Tutti i cittadini [...] sono 
eguali davanti alla legge, senza distinzioni di sesso, di razza, di lingua, 
di religione, di opinioni politiche, di condizioni personali e sociali » — 
esprime ben sette norme distinte: (a) è proibito discriminare tra i 
cittadini secondo il sesso; (b) è proibito discriminare tra i cittadini 
secondo la razza; (c) è proibito discriminare tra i cittadini secondo la 
lingua; (d) è proibito discriminare tra i cittadini secondo la religione; (e) 
è proibito discriminare tra i cittadini secondo le opinioni politiche; (f) 
è proibito discriminare tra i cittadini secondo le condizioni personali; 
(g) è proibito discriminare tra i cittadini secondo le condizioni sociali.
3. Disposizioni ambigue. — In secondo luogo, alcune disposi­
zioni sono — sintatticamente o semanticamente — ambigue, talché 
possono essere interpretate in modi diversi (13). Ad ogni interpreta­
zione corrisponde un diverso significato e, pertanto, una diversa norma. 
In questi casi, ad una sola disposizione corrisponde non già una sola 
norma, bensì una molteplicità di norme disgiunte. Un’unica disposi­
zione esprime dunque più norme disgiuntamente: l’una o l’altra norma, 
a seconda delle diverse possibili interpretazioni.
Abbiamo già visto alcuni esempi in tal senso (14).
Sia detto per inciso: questo tipo di dissociazione tra disposizioni e 
norme si manifesta in qualsiasi sentenza interpretativa di rigetto della 
Corte costituzionale (15 16).
4. Disposizioni sinonimiche. — In terzo luogo, può accadere che 
due disposizioni siano perfettamente sinonimiche, abbiano cioè il 
medesimo significato: che l’una, insomma, sia mera iterazione, ripeti­
zione, dell’altra. In questi casi, a due disposizioni corrisponde una sola 
norma (lé).
(13) A dire il vero, se si intende “ambiguità” nel senso lato di equivocità (come 
alcuni fanno: vedi ad es. E. Bulygin, “Respuestas de Eugenio Bulygun”, in J.J. M oreso, 
M.C. R edondo (eds.), Una diàlogo con la teorìa del derecho de Eugenio Bulygin, Madrid, 
2007, p. 181 ss.), allora si può dire che (quasi) tutte le disposizioni siano ambigue.
(14) Nel capitolo precedente.
(15) Ne diremo più avanti.
(16) Vedi ancora la sentenza costituzionale 84/1996 citata in una nota prece­
dente.
68 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
Come pure può accadere (e ciò è più frequente) che due disposi­
zioni siano non perfettamente, ma, per così dire, parzialmente sinoni­
miche. Nel senso che esse esprimono due insiemi di norme che si 
sovrappongono in parte;ovvero ciascuna di esse esprime una pluralità 
di norme, tale che una o più norme espresse dalla prima disposizione 
siano anche espresse (in modo ridondante) dalla seconda.
Per esempio, si può ritenere che la norma secondo cui i regola­
menti dell’esecutivo sono gerarchicamente subordinati alla legge (la 
conformità alla legge è condizione di validità dei regolamenti) sia 
espressa — insieme ad altre norme — sia dall’art. 4, comma l, disp. 
prel. cod. civ., sia dall’art. 5, legge 20 marzo 1865, all. E, sul conten­
zioso amministrativo, sia dall’art. 77, comma 1, cost. O ancora: la 
norma secondo cui gli atti governativi che hanno valore o forza di legge 
devono essere controfirmati dal Presidente del Consiglio è espressa — 
insieme con altre norme — sia dall’art. 89, comma 2, cost., sia dall’art. 
5, comma 1, lettera d, della legge 400/1988.
5. Norme ricavate da più disposizioni. — In quarto luogo, accade 
(assai spesso, in verità) che una norma sia ricavata per via interpretativa 
non già da una singola disposizione, isolatamente presa, ma da una 
pluralità di disposizioni combinate: è quel che si può chiamare “il 
combinato disposto” (strettamente inteso) (17).
Ad esempio, la norma secondo cui i cosiddetti decreti-legge di cui 
all’art. 77, comma 2, cost. devono essere emanati dal Capo dello Stato 
e controfirmati dal Presidente del Consiglio si ricava dalla combina­
zione di tre diverse disposizioni costituzionali: l’art. 77, comma 2, in 
virtù del quale i decreti in questione hanno forza di legge; l’art. 87, 
comma 5, che conferisce al Capo dello Stato la competenza ad emanare 
i decreti aventi valore di legge del Governo; e l’art. 89, comma 2,
(17) Esempio paradigmatico di combinato disposto è quello che deriva dalla 
combinazione, appunto, di una disposizione interpretativa (di interpretazione auten­
tica) e della disposizione interpretata (cfr. G.U. Rescigno, Recensione di A. P ugiotto, 
La legge interpretativa e i suoi giudici. Strategie argomentative e rimedi giurisdizionali, 
Milano, 2003, in Diritto pubblico, 2003, p. 1016 s.) ovvero di una disposizione 
definitoria e della disposizione contenente il termine o sintagma definito. Più in 
generale, la combinazione tra due (o più) disposizioni appare “naturale” (e inevitabile) 
ogniqualvolta una disposizione faccia rinvio ad un’altra o tacitamente la presupponga. 
Si può dire che le norme desunte da un combinato disposto siano logicamente implicite 
nelle disposizioni da cui sono ricavate.
DALLE DISPOSIZIONI ALLE NORME 69
secondo il quale gli atti presidenziali aventi valore legislativo devono 
essere controfirmati (anche) dal Presidente del Consiglio.
Altro esempio: la norma, secondo la quale, se qualcuno, commet­
tendo un reato, cagiona ad altri un danno ingiusto che non abbia 
carattere patrimoniale, allora costui deve risarcire il danno, si ricava 
dalla combinazione degli arti. 2043 cod. civ., 2059 cod. civ., e 185 cod. 
pen. (18).
6. Disposizioni senza norme. — In quinto luogo, può accadere 
che una disposizione non esprima alcuna norma. In che senso?
Ebbene, può dirsi che una disposizione non esprima alcuna norma 
per intendere che è completamente priva di qualsivoglia significato 
normativo — esempi: «un’invocazione alla divinità, una formula de­
dicatoria, un’enunciazione di motivi, una dichiarazione didascalica ed 
esortativa » (l9) — o che il suo contenuto normativo, se mai sussiste, è 
tuttavia incomprensibile, non è suscettibile di identificazione in sede 
interpretativa.
7. Norme prive di disposizione. — In sesto luogo, non si può non 
vedere che l’ordinamento giuridico (ogni ordinamento) non consta 
delle sole norme che possono trarsi, mediante interpretazione, dalle 
disposizioni contenute nelle fonti: esso è affollato altresì di norme prive 
di disposizione.
Intanto, sono prive di disposizione le norme di fonte consuetudi­
naria (la consuetudine essendo diritto “non scritto”). Ma soprattutto — 
per quel che interessa nel presente contesto — è priva di disposizione 
ogni norma che non possa essere riferita ad una precisa disposizione 
come suo significato, essendo meramente implicita o inespressa.
È espressa ogni norma che possa essere imputata ad una precisa 
disposizione come suo significato (o, meglio, come uno dei suoi signi­
ficati). E inespressa ogni norma di cui non si possa dire che costituisce 
il significato di ima determinata disposizione.
Ogni norma inespressa è ricavata da una o più norme espresse 
mediante un ragionamento, nel quale, per l’appunto, una o più norme
(18) Cfr. E. D iciotti, Interpretazione della legge e discorso razionale, Torino, 1999, 
p. 173 ss.
(19) Gli esempi sono di V. Crisafulli, “Fonti del diritto (diritto costituzionale)”, 
in Enciclopedia del diritto, XVII, Milano, 1968, p. 928 s.
70 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
espresse costituiscono premesse e la norma inespressa costituisce con­
clusione (20). Vi torneremo a tempo debito.
8. Decisioni "interpretative". — La dissociazione tra disposizioni 
e norme appare in tutta evidenza se si guarda alle decisioni “interpre­
tative” del giudice costituzionale (21). Una decisione interpretativa è 
infatti una sentenza nella quale il giudice costituzionale si pronuncia 
non già su una disposizione, ma su una interpretazione di una dispo­
sizione, ossia su una norma (22).
In particolare, nelle sentenze interpretative di rigetto, il giudice 
costituzionale dichiara che una certa disposizione non è costituzional­
mente illegittima a condizione che essa sia interpretata in un certo 
modo, a condizione cioè che da essa si ricavi una data norma e non 
un’altra (23). È sottinteso che la stessa disposizione sarebbe costituzio­
nalmente illegittima, qualora fosse invece interpretata altrimenti. Ma, 
secondo la Corte, proprio perché quella disposizione ammette almeno 
una interpretazione conforme a costituzione, non vi è ragione suffi­
(20) Le norme inespresse sono dunque norme “derivate”: derivate da altre 
norme. Peraltro, nella teoria dei sistemi normativi (cfr. ad es. C.E. A lchourrón, E. 
Bulygin, Normative Systems, Wien-New York, 1971; R. Caracciolo, El sistema juridico. 
Problemas actuales, Madrid, 1988; J.J. M oreso, P. N avarro, Orden juridico y sistema 
juridico. Una investigación sobre la identidad y la dinàmica de los sistemas juridicos, 
Madrid, 1993; J.L. R odrìguez, Lògica de los sistemas juridicos, Madrid, 2002), si lascia 
intendere che le norme derivate siano norme logicamente implicite in altre norme, cioè 
che (a) siano frutto di ragionamenti deduttivi, (b) le cui premesse sono (nuU’altro che) 
norme esplicite preesistenti. Ma, come vedremo, così non è. Scrive giustamente E. 
Diciom , “Il concetto e i criteri della validità normativa”, in L. G ianformaggio, M . J ori 
(eds.), Scritti per Uberto Scarpelli, Milano, 1997, p. 343: « Una norma non può essere 
inferita unicamente da un’altra norma, a meno che queste due norme si distinguano 
soltanto per il grado di generalità. Due norme che si distinguono unicamente per il 
grado di generalità sono ad esempio: “Tutti devono soccorrere i bisognosi” e “Alcuni 
devono soccorrere i bisognosi”. Una norma che però si distingue da un’altra norma non 
soltanto per il grado di generalità non può essere inferita soltanto da questa, e può 
invece essere inferita da due norme, oppure da una norma e da una regola tecnica, 
oppure da una norma e da una definizione, oppure da una norma e da una proposi­
zione relativa a un fatto ».
(21) Torneremo ancora sulle decisioni del giudice costituzionale in un prossimo 
capitolo (parte quarta, cap. IV).
(22) Vedi le osservazioni di G . T arello, L'interpretazione della legge, cit., 
p. 146 ss.
(23) La situazione è la seguente: la disposizione D può essere intesa come 
esprimente alternativamente la norma NI o la norma N2; NI è incostituzionale; la 
Corte decide che D non è incostituzionale a condizione che sia intesa nel senso N2.
DALLE DISPOSIZIONI ALLE NORME 71
ciente di dichiararla illegittima: è sufficiente comandare (o piuttostoraccomandare) che essa sia interpretata nel modo conforme a costitu­
zione (24).
Nelle sentenze interpretative di accoglimento, il giudice costituzio­
nale dichiara l’invalidità (l’illegittimità costituzionale) di una norma, ma 
non anche della disposizione che la esprime o delle disposizioni che la 
veicolano come norma implicita. Sicché la norma incostituzionale è, per 
effetto della sentenza, annullata, mentre la disposizione o le disposi­
zioni da cui essa è tratta conservano la loro validità.
Più in generale, le sentenze di accoglimento che vertono su norme 
— ossia su interpretazioni — lasciando inalterate le disposizioni, 
possono essere di almeno tre tipi diversi (25).
(i) In primo luogo, può trattarsi di sentenze interpretative di 
accoglimento in senso stretto (26). Tali sono le sentenze che dichiarano 
invalida non già la disposizione (o una sua parte), ma soltanto una delle 
sue possibili interpretazioni alternative (27). La disposizione conserva 
pertanto la sua validità. L’annullamento colpisce solo una delle norme 
disgiuntamente espresse dalla disposizione.
Per conseguenza, ima delle possibili interpretazioni della disposi­
zione risulta ormai preclusa. Ma la disposizione può ancora essere 
addotta in motivazione di provvedimenti giurisdizionali e amministra­
tivi, alla sola condizione che non sia interpretata come esprimente la 
norma dichiarata illegittima dalla Corte.
(24) Si veda ad es. Corte cost. 3/1956, 8/1956, 11/1965. Si tratta di un esempio 
paradigmatico di interpretazione adeguatrice (ne parleremo distesamente a tempo 
debito): il significato di un testo normativo è “adeguato”, adattato, conformato, al 
significato (previamente stabilito) di un altro testo, che costituisce fonte superiore dal 
punto di vista della gerarchia materiale delle fonti. Tra due interpretazioni egualmente 
praticabili di quel dato testo legislativo, si presceglie quella che esclude Γinsorgere di 
una antinomia con la costituzione. Questo tipo di interpretazione consegue effetti di 
“conservazione dei testi normativi”, giacché, in questo modo, si preserva la validità ad 
un testo — che pure può essere interpretato in modo contrastante con la costituzione 
— poiché suscettibile di essere inteso (anche) in senso conforme a costituzione.
(25) V. C risafulli, Lezioni di diritto costituzionale, voi. II, cit., p. 402 ss.; G. 
Z agrebelsky, “Processo costituzionale”, in Enciclopedia del diritto, voi. XXXVI, Mi­
lano, 1987, p. 651 ss.
(26) Simmetriche alle sentenze interpretative di rigetto, cui si è fatto cenno poco 
sopra.
(27) La situazione è la seguente: la disposizione D può essere intesa alternativa­
mente come esprimente o la norma NI o la norma N2; la norma N I è incostituzionale, 
mentre la norma N2 è conforme a costituzione; la Corte dichiara incostituzionale NI. 
Un esempio tra mille in Corte cost. 26/1961.
72 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
(ii) In secondo luogo, può trattarsi di sentenze interpretative di 
accoglimento parziale. Tali sono le sentenze che dichiarano invalida non 
già la disposizione (o una sua parte), ma solo una delle norme congiun­
tamente espresse dalla disposizione (28). Anche in questo caso, la 
disposizione resta valida. L’annullamento colpisce solo una delle mol­
teplici norme che essa esprime.
Per conseguenza, il contenuto normativo della disposizione risulta 
ormai ridotto (senza tuttavia che la disposizione ne risulti necessaria­
mente alterata nel suo tenore letterale). La disposizione può ancora 
essere addotta in motivazione di provvedimenti giurisdizionali e am­
ministrativi, ma non può essere interpretata come esprimente (anche) la 
norma dichiarata illegittima dalla Corte.
(iii) In terzo luogo, può trattarsi di sentenze che annullano una 
norma implicita, inespressa (29). Tali sono le sentenze che dichiarano 
invalida una norma che non costituisce il significato di alcuna specifica 
disposizione, ma è ricavata, “costruita”, dalla combinazione di una 
pluralità di disposizioni (30). Anche in questo caso, evidentemente, non 
vi è alcuna disposizione che perda la sua validità. L’annullamento 
colpisce soltanto una norma, e precisamente una norma che non può 
essere ascritta ad alcuna disposizione legislativa determinata (isolata- 
mente presa) come suo significato.
Per conseguenza, è fatto divieto di manipolare le disposizioni 
esistenti in modo da ricavarne la norma dichiarata invalida. Una norma 
(inespressa) è così sottratta dal sistema giuridico, senza che alcuna 
disposizione sia toccata.
Come si comprende, una decisione “interpretativa” è tale non nel 
senso generico che involga un’opera di interpretazione — qualsivoglia 
decisione sulla legittimità costituzionale (sostanziale) di una legge, si 
può dire, esige interpretazione sia della legge, sia della costituzione — 
ma nel senso specifico che oggetto di decisione è una “interpretazione”,
(28) La situazione è la seguente: la disposizione D esprime congiuntamente sia la 
norma N I, sia la norma N2; la norma N i è incostituzionale, mentre la norma N2 è 
conforme a costituzione; la Corte dichiara incostituzionale NI. Un esempio fra i tanti 
in Corte cost. 63/1966.
(29) Cfr. ad es, Corte cost. 300/1983. Peraltro, secondo alcuni anche le sentenze 
additive possono essere ricondotte a questa categoria.
(30) Per un esempio cfr. D. N ocilla, “In tema di dichiarazione d’incostituzio­
nalità del combinato disposto degli artt. 156 e 145 c.c.”, in Giurisprudenza costituzio­
nale, 1966, p. 785 ss.
DALLE DISPOSIZIONI ALLE NORME 73
ossia una norma, e non una disposizione: un significato, e non un testo 
in quanto tale.
Per meglio comprendere il fenomeno, conviene forse fare un cenno 
alle cause di invalidità della legge.
Occorre premettere che la legislazione è disciplinata in costitu­
zione da due tipi di norme: da un lato, norme sulla produzione 
giuridica, che vertono sugli atti legislativi {ossia le norme che conferi­
scono potere legislativo e quelle che disciplinano il procedimento 
legislativo); dall’altro, norme che limitano il contenuto delle leggi 
future (ad esempio, le norme che conferiscono diritti e/o statuiscono 
principi), le quali vertono non sull’atto legislativo, ma per l’appunto sul 
contenuto delle leggi a venire, ossia su norme.
Ebbene, la violazione di norme del primo tipo provoca l’invalidità 
dell’atto legislativo (31); l’invalidità dell’atto, a sua volta, comporta 
l’invalidità dell’intero testo legislativo, indipendentemente dal suo con­
tenuto normativo (e dunque, di regola, indipendentemente dalla sua 
interpretazione (32)). La violazione di norme del secondo tipo, per 
contro, provoca l’invalidità delle norme legislative (le quali ovviamente 
devono essere identificate mediante interpretazione).
D’altra parte, l’invalidità di una norma può, secondo i casi, esten­
dersi o no alla disposizione che la veicola. Se una disposizione esprime, 
disgiuntamente o congiuntamente, più norme tutte invalide, allora 
l’invalidità si estende dalle norme alla disposizione. Se, per contro, la 
disposizione esprime, disgiuntamente o congiuntamente, più norme 
non tutte invalide, allora l’invalidità non colpisce la disposizione, ma 
solo una o più d’una delle norme da essa espresse.
Nell’un caso, dunque, la disposizione esce dall’ordinamento e, 
comunque interpretata, non può più essere applicata. Nell’altro caso,
(31) E, in qualche raro caso, la sua totale inesistenza o nullità. Ciò accade quando 
una sedicente “legge” — una parvenza di legge — sia stata adottata da un organo privo 
di competenza legislativa. Se ne veda un es. in Corte cost. 361/2010.
(32) Di regola è così, ma a onor del vero, non sempre. L’art. 72, comma 4, cost. 
esige un procedimento legislativo di un certo tipo — « la procedura normale di esame 
e approvazione » — per le leggi in materia costituzionale ed elettorale, di delegazione 
legislativa, di autorizzazione alla ratifica di trattati internazionali, di approvazione di 
bilanci e consuntivi; in questi casi, il procedimento legislativo è condizionato dalcontenuto normativo della' legge; pertanto anche l’accertamento della validità formale 
della legge richiede una previa identificazione del suo contenuto, ossia richiede 
interpretazione.
74 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
solo una o più norme escono dall’ordinamento, mentre la disposizione 
conserva validità ed è ancora suscettibile di applicazione, purché 
opportunamente interpretata (33).
(33) R. G uastini, Le fonti del diritto. Fondamenti teorici, Milano, 2010, cap. V.
C apitolo V
VARIETÀ DI INTERPRETI
Sommario: 1. Interpretazione dottrinale. — 2. Interpretazione giudiziale. — 3. Inter­
pretazione autentica.
Le distinzioni introdotte in un capitolo precedente (interpretazione 
in astratto e in concreto; interpretazione cognitiva, decisoria, creativa) 
vengono utili ad illustrare una distinzione ulteriore, che si riferisce non 
più all’attività interpretativa, ma ai soggetti che tipicamente la eserci­
tano P): si tratta soprattutto dei giuristi, dei giudici, e (talora) del 
legislatore stesso.
Nel seguito, ometto di parlare della interpretazione cosiddetta 
“ufficiale”: quella, cioè, compiuta da un qualsivoglia pubblico potere 
(ma tipicamente da un organo della pubblica amministrazione) nel­
l’esercizio delle sue funzioni. Questo concetto abbraccia infatti una 
classe di attività non omogenee, quali ad esempio: i pareri del Consiglio 
di stato in sede consultiva, le circolari amministrative, i regolamenti 
interpretativi di leggi, e quant’altro. Si tratta, generalmente parlando, di 
interpretazione in astratto, la cui efficacia giuridica, però, è estrema- 
mente variabile (1 2).
1. Interpretazione dottrinale. — Si dice “interpretazione dottri­
nale” quella compiuta dalla “dottrina”, ossia dai giuristi accademici — 
dai professori di diritto — nei loro studi: monografie, manuali, saggi, 
note a sentenza, e quant’altro.
L’interpretazione dottrinale è essenzialmente, sebbene non neces-
(1) G. T arello, L'interpretazione della legge, Milano, 1980, p. 49 ss. In particolare 
sui rapporti tra le diverse interpretazioni, distinte secondo il soggetto interpretante, e 
sulla loro tendenziale convergenza, cfr. ivi, p. 36 s.
(2) In proposito, vedi Γampia analisi di F. M odugno, Interpretazione giuridica, 
Padova, 2009, p. 256 ss.; G. T arello, L’interpretazione della legge, cit., p. 52 s.
76 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
sanamente, interpretazione in astratto (3). Può essere indifferentemente 
un’attività cognitiva (di accertamento), decisoria, o creativa.
Quando un giurista si limita all’interpretazione cognitiva contri­
buisce alla conoscenza del diritto.
Quando compie un’interpretazione decisoria fa "politica del di­
ritto”: cerca cioè di influenzare le decisioni interpretative degli organi 
dell’applicazione (e segnatamente dei giudici); la sua interpretazione ha 
valore di “proposta” (tipicamente: proposta de sententia ferendo) ri­
volta agli organi dell’applicazione (4).
Quando, infine, compie un’interpretazione creativa contribuisce — 
o almeno pretende di contribuire — alla produzione del diritto: 
Juristenrecht. S’intende che la dottrina contribuisce effettivamente alla 
produzione del diritto quando le norme ("apocrife”) da essa formulate 
divengono vigenti (“diritto vivente”) attraverso le decisioni degli organi 
dell’applicazione che le fanno proprie (applicandole).
2. Interpretazione giudiziale. — Si dice “interpretazione giudi­
ziale” quella compiuta dai giudici nell’esercizio della funzione giurisdi­
zionale.
L’interpretazione giudiziale è necessariamente interpretazione de­
cisoria ed è necessariamente (anche) interpretazione in concreto (“an­
che”, non solo: dal momento che, come abbiamo visto, ogni interpre­
tazione in concreto presuppone logicamente una interpretazione in 
astratto).
L’interpretazione dottrinale è priva di effetti giuridici. Certo, i 
giuristi possono, di fatto, influenzare le decisioni dei giudici e della 
pubblica amministrazione (e degli organi dell’applicazione in genere). 
Ma né i giudici né la pubblica amministrazione hanno alcun obbligo 
giuridico di adeguarsi alle interpretazioni proposte dai giuristi. Per 
contro, l’interpretazione giudiziale ha effetti giuridici: essa è vincolante 
per « le parti, i loro eredi o aventi causa » (art. 2909 cod. civ.). Essa,
(3) Non necessariamente: da un lato, i giuristi accademici esercitano talora (o 
spesso) anche la professione di avvocato; dall’altro, anch’essi fanno interpretazione in 
concreto, ad es., quando nelle “note a sentenza” analizzano ed eventualmente criticano 
una decisione giurisdizionale.
(4) A. Ross, On latv and ] astice, London, 1958, p . 46; G. T arello, “Frammenti di 
una teoria dell’interpretazione”, in R. G uastini (ed.), Problemi di teoria del diritto, 
Bologna, 1980, p . 293 ss.
VARIETÀ DI INTERPRETI 77
come suol dirsi, è efficace “inter partes” (5): ha insomma effetti 
circoscritti al caso deciso (6).
Si presti attenzione: l’interpretazione giudiziale è efficace (di re­
gola (7)) solo “inter partes”. Ciò vuol dire, anzitutto, che nessuna 
decisione giurisdizionale può produrre effetti giuridici in capo a 
“terzi”, estranei al processo. Ma vuole anche dire che, in linea di 
principio, nessun giudice ha l’obbligo di conformarsi alle scelte inter­
pretative di alcun altro giudice, foss’anche la suprema Corte di cassa­
zione (8).
Detto altrimenti: nell’ordinamento vigente, a differenza di quanto 
accade negli ordinamenti c.d. di “common law”, i “precedenti” giuri­
sprudenziali — ossia le decisioni giurisdizionali di casi pregressi, simili, 
sotto qualche aspetto essenziale, a quello da decidere — non sono 
vincolanti per gli altri giudici. In altre parole ancora, ciascun giudice 
gode di totale autonomia interpretativa: il giudice è soggetto alla legge, 
e ad essa sola (art. 101, comma 2, cost.) (9); pertanto non è soggetto ai 
precedenti. In questo senso, la giurisprudenza non è fonte formale del 
diritto nel nostro ordinamento (10).
Così stanno le cose, in teoria. Nondimeno, è chiaro che, se un 
giudice, nell’interpretazione di una data legge, si discosta dagli orien­
tamenti interpretativi della Corte di cassazione, specie se si tratta di 
orientamenti consolidati, è probabile che la sua sentenza sia impugnata
(5) Gi si riferisce qui all’interpretazione del giudice ordinario. Altro discorso 
dovrebbe farsi per il giudice amministrativo e per il giudice costituzionale.
(6) Così dicendo ci si riferisce evidentemente al diritto continentale, in qui non 
vale la regola del precedente vincolante.
(7) Di regola: giacché le decisioni di annullamento dei giudici amministrativi e le 
decisioni di accoglimento del giudice costituzionale hanno, nel nostro ordinamento, 
efficacia erga omnes.
(8) Quanto all’interpretazione della legge contenuta in sentenze (interpretative) 
del giudice costituzionale, occorre distinguere. Quando si tratti di sentenze di rigetto, 
l’interpretazione della Corte costituzionale può risultare, di fatto, persuasiva, ma non è 
giuridicamente vincolante, dacché le sentenze di rigetto sono, per comune opinione, 
prive di efficacia generale, erga omnes. Quando invece si tratti di sentenze di accogli­
mento, l’interpretazione della Corte acquista l ’efficacia generale che è propria, ap­
punto, delle sentenze di accoglimento: la norma dichiarata incostituzionale è, general­
mente parlando, annullata (vedi però quanto diremo a proposito di sentenze additive, 
nel cap. IV della parte quarta).
(9) Cfr. R. G uastini, Il giudice e la legge. Lezioni di diritto costituzionale, Torino, 
1995, p. 115 ss.
(10) Sebbene la Cassazione sembri talora incline a ritenere il contrario: cfr. ad es. 
Cass. 10514/1998 e 434/1999.
78 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
dalla parte soccombente e sia poi cassata dalla Corte suprema. Per 
questa ovvia ragione, i precedenti — soprattutto i precedenti di 
cassazione — esercitano sui giudici una efficacia “persuasiva”: in altre 
parole, sono spesso di fatto seguiti, sebbene non siano vincolanti (n ).
3. Interpretazione autentica. —Si dice “interpretazione auten­
tica” (per antonomasia) l’interpretazione della legge compiuta dallo 
stesso legislatore mediante una legge successiva, il cui contenuto sia 
appunto la determinazione del significato di una legge precedente (11 12).
Si tratta, ovviamente, di una interpretazione decisoria, e segnata- 
mente di una interpretazione in astratto. Giacché una legge che pre­
tendesse di interpretare “in concreto”, ossia di determinare la soluzione 
di una specifica controversia, o comunque di interferire nei processi in 
corso, costituirebbe esercizio non della funzione legislativa, ma della 
funzione giurisdizionale; essa sarebbe pertanto costituzionalmente ille­
gittima per contrasto con l’art. 102, comma 1, cost., che riserva ai 
giudici la funzione giurisdizionale (13).
Normalmente (anche se, nei fatti, non sempre è così), l’interpreta­
zione autentica dovrebbe trovare giustificazione nel fatto che la vecchia 
legge — la legge interpretata — ha ricevuto in giurisprudenza inter­
pretazioni discordanti.
Anche l’interpretazione autentica, come quella giudiziale, ha effetti 
giuridici. Ma, mentre l’interpretazione giudiziale è efficace solo “inter 
partes”, l’interpretazione autentica, essendo contenuta in una legge, è 
vincolante — al pari di ogni altra legge — “erga omnes”: cioè vincola 
ogni soggetto dell’ordinamento (14).
(11) Si sta parlando qui dei giudici comuni (non costituzionali) e dell’interpre­
tazione della legge (non della costituzione). Agli interpreti della costituzione è dedicato 
un capitolo a sé stante (parte quarta, cap. II).
(12) H. Kelsen, Dottrina pura del diritto (1960), Torino, 1966, cap. V ili, molto 
discostandosi dall’uso comune, chiama “autentica” — i.e. produttiva di effetti giuridici 
— l’interpretazione di qualunque organo competente a decidere in ultima istanza il 
significato di un testo normativo.
(13) Corte cost. 374/2000. Ma sui problemi (assai più complessi) di legittimità 
costituzionale delle leggi interpretative si veda A. P ugiotto, La legge interpretativa e i 
suoi giudici. Strategie argomentative e rimedi giurisdizionali, Milano, 2003 (dove è 
dettagliatamente analizzata l’altalenante giurisprudenza costituzionale al riguardo).
(14) Scrive icasticamente R. Sacco, “L’interpretazione”, in G. Alpa et al., Le fonti 
del diritto italiano, voi. II, Le fonti non scritte e l'interpretazione, Trattato di diritto 
civile, diretto da R. Sacco, Torino, 1999, p. 173: « Quando il legislatore crede di 
autointerpretarsi ha la forza del legislatore, non ha la forza dell'interprete ».
'v a m e t A d i in t e r p r e t i 79
Secondo l’opinione tradizionale, le leggi di interpretazione auten­
tica non innovano il diritto: si limitano a determinare il significato di 
una legge preesistente, sicché non statuiscono norme nuove, ma sono 
semplicemente ricognitive di norme preesistenti. Per questa ragione, 
esse sono comunemente ritenute retroattive: la legge interpretata, si 
suppone, aveva già, fin dall’inizio, il significato che ora il legislatore le 
attribuisce.
Ma questa laconica presentazione delle leggi interpretative trascura 
alcuni complessi problemi teorici e giuridici sollevati dall’interpreta­
zione autentica, che rilevano non tanto per la teoria dell’interpreta­
zione, quanto per la teoria delle fonti. Ne diremo nel prossimo capitolo.
C apitolo VI
INTERPRETAZIONE AUTENTICA
Sommario: 1 . Leggi interpretative. — 2. “Autentica” in che senso? — 3. Il preteso 
carattere “dichiarativo” dell’interpretazione autentica. — 4. E l’interpretazione 
autentica genuina interpretazione? — 5. Problemi di identificazione. — 6. Pro e 
centra.
1. Leggi interpretative. — Si dice “di interpretazione autentica” 
o, più semplicemente, “interpretativa” ogni legge o singola disposizione 
legislativa il cui contenuto sia la determinazione del significato di una 
o più disposizioni legislative precedenti (*).
Come si è detto, le leggi interpretative sono, al pari di ogni altra 
legge, vincolanti erga omnes; sicché l'interpretazione autentica — a 
differenza di quella giudiziale, efficace solo inter partes (art, 2909 cod. 
civ.) — vincola ogni soggetto dell’ordinamento.
E opinione tradizionale che le leggi di interpretazione autentica 
non innovino il diritto (1 2), non statuiscano norme nuove, ma siano 
semplicemente ricognitive di norme preesistenti, giacché — si suppone 
— si limitano a dichiarare il (“vero”) significato di una legge preesi­
(1) In proposito: G. G avazzi, “Sulla interpretazione autentica della legge”, in AA. 
W ., Studi giuridici in memoria di Alfredo Passerini, Milano, 1955; G. Zagrebelsky, 
“Sulla interpretazione autentica”, in Giurisprudenza costituzionale, 1974; C. L avagna, 
Ricerche sul sistema normativo, Milano, 1984, p. 375 ss.; G. T arello, L‘interpretazione 
della legge, Milano, 1980, cap. V; G. Verde, L’interpretazione autentica della legge, 
Torino, 1997; A. P ugiotto, La legge interpretativa e i suoi giudici. Strategie argomen­
tative e rimedi giurisdizionali, Milano, 2003. Altri significati dell’espressione “interpre­
tazione autentica” sono censiti da P. C hiassoni, in G. Alpa, V. M ariconda (eds.), Codice 
civile commentato, II ed., IPSOA (senza luogo), 2009, sub artt. 12-14 disp. prel. cod. 
civ., p. 150 ss. In prospettiva storica vedi P. Alvazzi del Frate, L’interpretazione 
autentica nel XVIII secolo. Divieto di interpretatio e “riferimento al legislatore" nell’il­
luminismo giuridico, Torino, 2000.
(2) Una critica esemplare di questa tesi tradizionale si legge in A. P ugiotto, La 
legge interpretativa e i suoi giudici, cit.
82 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
stente (3). È pacifico che, per questa ragione, esse abbiano effetto 
retroattivo: la legge interpretata, si suppone, aveva già il significato che 
ora il legislatore le attribuisce. « Il carattere retroattivo della legge 
interpretativa o dichiarativa riposa interamente sulla concezione clas­
sica, secondo la quale ogni testo possiede un unico significato vero, 
esistente indipendentemente dall’interpretazione, e funzione di questa 
è rivelarlo. Poiché la legge interpretativa pretende semplicemente di 
elucidare il vero senso di un testo, è normale che la sua applicazione 
retroagisca al giorno in cui il testo interpretato ha acquistato vi­
gore » (4).
2. “Autentica” in che senso? — Per cominciare, conviene do­
mandarsi: in che senso esattamente diciamo “autentica” l’interpreta­
zione della legge compiuta mediante legge successiva?
Nel linguaggio corrente, l’interpretazione di un testo qualsivoglia si 
considera autentica solo se compiuta da quello stesso soggetto — da 
quella stessa persona — che è autore del testo interpretato. Ad 
esempio, nel linguaggio giuridico, si dice autentica l’interpretazione del 
testamento compiuta dallo stesso testatore.
Ma, palesemente, quando si parla di interpretazione autentica della 
legge per riferirsi all’interpretazione compiuta dal legislatore mediante
(3) Questa opinione tradizionale non è pacifica (e, in verità, non regge alla prova 
dei fatti). P. Chiassoni, in G. Alpa, V. M ariconda (eds.), Codice civile commentato, cit., 
p. 152 s., distingue diverse concezioni delle leggi interpretative, (i) Una concezione 
dichiarativa: mediante legge interpretativa il legislatore rende esplicito quale fosse, ab 
origine, il corretto significato di una precedente disposizione legislativa. Tale conce­
zione conosce due varianti, (i.a) Secondo la variante non-cognitivistica, il legislatore 
può dichiarare, quale significato corretto della disposizione interpretata, qualsivoglia 
significato, (i.b) Secondo la variante cognitivistica, il legislatore può solo dichiarare, 
quale significato corretto, uno dei significati accertabili mediante interpretazione 
cognitiva, (ii) Una concezione innovativa: mediante legge interpretativa il legislatore 
innova il diritto vigente. Anche questa concezione conosce due varianti, (fi.a) Secondo 
una variante riconducibile a Savigny, l’interpretazione autentica può solo essere 
innovativa, perchél’interpretazione propriamente detta, in quanto impresa conoscitiva, 
è compito esclusivo della scienza giuridica, (ii.b) Secondo una variante riconducibile a 
Kelsen, la legge interpretativa è atto di politica legislativa, che sostituisce un significato 
determinato (della disposizione interpretata) alla originaria pluralità di significati 
accertabili in sede di interpretazione cognitiva.
(4) P.-A. C oté, “Fonction législative et fonction interprétative”, in P. Amselek 
(ed.), lnterprétation et droit, Bruxelles, 1995, p. 192. Come si vede, la concezione 
tradizionale dell’interpretazione autentica riposa interamente sulla teoria cognitivistica 
dell’interpretazione (infra, parte quinta, cap. II).
INTERPRETAZIONE AUTENTICA 83
legge successiva, la stessa espressione acquista un significato alquanto 
diverso. Siffatta interpretazione non è certo autentica in virtù dell’iden­
tità del soggetto autore (5), dal momento che una legge interpretativa 
può ben essere approvata da una maggioranza parlamentare diversa da 
quella che aveva approvato la legge interpretata, come pure da un 
“diverso” parlamento (ossia dal parlamento in una successiva legisla­
tura) (6).
Che cosa dunque rende autentica tale interpretazione? Forse 
l’identità dell’organo da cui l’interpretazione promana? O invece 
l’identico notnen juris del documento interpretante? O, ancora, la sua 
identica collocazione nella gerarchia delle fonti (7)? O piuttosto il fatto 
che la legge interpretativa è, in quanto legge, non diversamente dalla 
legge interpretata, vincolante per gli organi dell’applicazione?
Comunque si risponda alla domanda, è abbastanza chiaro che, se 
adottiamo il significato intuitivo dell’espressione “interpretazione au­
tentica”, e assumiamo come caso paradigmatico di interpretazione 
autentica l’interpretazione del testamento compiuta dallo stesso testa­
tore, l’interpretazione autentica legislativa non ha proprio nulla di 
autentico. La sua “autenticità”, potremmo dire, è una evidente fin­
zione (8).
Ciò non è senza conseguenze, poiché, da questo punto di vista, la 
pretesa retroattività delle leggi interpretative perde ogni plausibile 
giustificazione. E consuetudine interpretativa ritenere retroattive le 
leggi interpretative anche in assenza di una espressa statuizione del 
legislatore al riguardo. Ma — si può sostenere — trattasi di consue­
tudine contra legem alla luce dell’art. 11, comma 1, disp. prel. cod. 
civ. (9).
(5) Tra l’altro, per il fatto ovvio che nel mondo moderno le leggi sono frutto di 
deliberazione di organi collegiali, i.e. di soggetti collettivi.
(6) Per semplificare, trascuro il fatto che, nell’ordinamento vigente, disposizioni 
di interpretazione autentica di leggi sono talora adottate persino dal Governo mediante 
decreti aventi forza di legge.
(7) Vedi nota precedente.
(8) Così A. P ugiotto, La legge interpretativa e i suoi giudici, cit. Anche G. 
Z agkebelsky, Il sistema delle fonti del diritto, Torino, 1991, p. 92.
(9) In tal senso A. P ugiotto, La legge interpretativa e i suoi giudici, cit., p. 149 ss. 
È appena il caso di segnalare che nel nostro ordinamento, ammessa la retroattività delle 
leggi interpretative, l’Ìnterpretazione autentica “in malam partem” non è comunque 
consentita in materia penale (art. 25, comma 2, cost.),
84 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
3. Il preteso carattere "dichiarativo” dell’interpretazione autentica.
— Secondo la dottrina tradizionale, l’interpretazione cosiddetta au­
tentica avrebbe natura “dichiarativa”, “ricognitiva”, del diritto vigente. 
Oggidì, ci si domanda se essa non abbia piuttosto natura “decisoria” e 
“innovativa”, creativa di diritto nuovo (10 11). La questione può forse 
essere risolta nel modo che segue.
Nel fare interpretazione autentica, il legislatore può compiere 
almeno tre operazioni sensibilmente diverse.
(i) In primo luogo, può accadere che esista — per dirla con Kelsen 
— una “cornice” (n ) di molteplici interpretazioni giurisprudenziali 
preesistenti e divergenti, e che il legislatore scelga un significato 
nell’ambito di questa cornice.
(ii) In secondo luogo, può accadere che esista una cornice di 
molteplici interpretazioni giurisprudenziali preesistenti, e che però il 
legislatore scelga un significato al di fuori di questa cornice.
(iii) In terzo luogo, può accadere che non vi sia affatto una 
molteplicità di interpretazioni giurisprudenziali divergenti, e che vi sia 
invece diritto “vivente” (12), ossia una interpretazione (giudiziale) 
determinata ormai consolidata, e che il legislatore imponga un signifi­
cato diverso da quello ormai accettato.
Ebbene, nella prima ipotesi — e in essa sola — si può forse dire che 
l’interpretazione autentica costituisca genuina interpretazione (deciso­
ria) e non innovi il diritto vigente (13). Ma nelle ipotesi rimanenti è di 
tutta evidenza che l’interpretazione autentica costituisce creazione di 
una norma nuova, ossia comune legislazione innovativa, poco importa 
se maldestramente mascherata da interpretazione.
Nulla di male in questo: innovare il diritto — ivi incluso il 
cambiamento del “diritto vivente” ad esso sgradito — è il mestiere del 
legislatore ed è suo pieno diritto esercitarlo. Ma naturalmente in queste
(10) A scanso di equivoci, ripetiamo innanzitutto che l’interpretazione autentica 
costituisce ovviamente atto di decisione, non di conoscenza: è interpretazione “deci­
soria”, non interpretazione “cognitiva”. Non è ricognizione dei significati del testo 
interpretato, ma decisione di un significato determinato a preferenza di altri (se altri 
significati, possibili o attuali, non vi fossero, non vi sarebbe ragione di interpretare 
autenticamente).
(11) Vedi sopra, cap. Ili, § 7.
(12) Su questa nozione si deve fare riferimento ad A. P ugiotto, Sindacato di 
costituzionalità e “diritto vivente”. Genesi, uso, implicazioni, Milano, 1994.
(13) G. Zagrebelsky, Il sistema delle fonti del diritto, cit., p. 91.
INTERPRETAZIONE AUTENTICA 85
circostanze la “forma” della legge interpretativa — e la sua conseguente 
retroattività — non ha alcuna plausibile giustificazione (14).
4. È l’interpretazione autentica genuina interpretazione? — Non­
dimeno, qualcuno nega che le leggi interpretative possano mai costi­
tuire genuini atti di interpretazione (della legge autenticamente inter­
pretata), con l’argomento che una legge — ogni legge, ivi incluse le 
leggi interpretative — consta di disposizioni, soggette come tali ad 
interpretazione, e non di norme, ossia di interpretazioni. « E di tutta 
evidenza che, operando su norme mediante disposizioni, il legislatore 
non fa opera d’interpretazione, bensì di posizione di nuovo diritto 
scritto » (15).
L’argomento non persuade. È ben vera la premessa: il legislatore 
non può fare altro che disposizioni, e le leggi interpretative constano 
appunto di disposizioni (non certo di norme). E vero insomma che, 
mediante leggi interpretative, il legislatore pone nuovo diritto scritto (e 
che dunque le leggi interpretative sono, a loro volta, fatalmente sog­
gette ad interpretazione). Ma la conclusione non sequitur, perché, se è 
ovviamente vero che la legislazione necessariamente si esprime attra­
verso disposizioni, i.e. enunciati in lingua, è però egualmente vero che 
anche l’interpretazione (giudiziale e non) si esprime attraverso enun­
ciati in lingua, né potrebbe esprimersi altrimenti (16).
(14) Si incontra in dottrina la tesi (minoritaria, in verità) secondo cui legge 
interpretativa e legge interpretata sono incompatibili sempre, e pertanto sempre l’una 
abroga (tacitamente) l’altra in virtù del criterio cronologico di soluzione delle antino­
mie (ancora A. Puciorro, La legge interpretativa e i suoi giudici, cit., p. 209). A questo 
riguardo, conviene forse distinguere. Diversi — direi — sono gli effetti della legge 
interpretativa sulla legge interpretata a seconda del tipo di operazione compiuta dal 
legislatore. Nell’ipotesi (forse peregrina, ma non impossibile) che il legislatore davvero 
si limiti a scegliereun significato nell’ambito delle interpretazioni già presenti in 
giurisprudenza, e quindi faccia genuina interpretazione (decisoria), non mi pare che la 
legge interpretativa sia incompatibile con la legge interpretata. E, se non vi è incom­
patibilità, non vi è neppure abrogazione tacita. Nelle ipotesi rimanenti — il legislatore 
attribuisce alla legge interpretata un significato che cade fuori della cornice, o addirit­
tura un significato difforme dal diritto vivente — l’incompatibilità è evidente. E 
l’abrogazione-sostituzione della legge precedente dovrebbe esserne la fatale conse­
guenza (G. Z agrebelsky, Il sistema delle fonti del diritto, cit, p. 91).
(15) A. P ugiotto, La legge interpretativa e i suoi giudici, cit., p. 184 s.
(16) Si legga questo passo di Scarpelli: « Potremmo dire paradossalmente che le 
norme non esistono: non esistono come enti a sé, indipendentemente dai procedimenti 
interpretativi. Una norma è soltanto il punto di arrivo di un procedimento interpreta­
86 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
L’interpretazione di un enunciato normativo — qualsivoglia inter­
pretazione, da chiunque compiuta — consiste nel formulare un altro 
enunciato, l’enunciato interpretantè, che si assume sinonimo dell’enun­
ciato interpretato. L’enunciato interpretante, ossia il prodotto dell’at­
tività interpretativa, non è che una riformulazione (una “traduzione”, 
se vogliamo) dell’enunciato interpretato (17).
In questo senso, legislazione e interpretazione non si escludono a 
vicenda: possono ben convivere in un unico e medesimo atto.
5. Problemi di identificazione. — Come identificare una legge 
interpretativa? Come distinguerla, se mai è possibile (18), da una 
comune legge innovativa (una legge, cioè, che non già identifica, ma 
modifica il diritto vigente, introducendo in esso norme nuove)? Questa 
domanda ammette almeno due risposte tendenzialmente divergenti.
(a) Un primo modo di vedere è quello secondo cui le leggi 
interpretative si identificano sulla base di indizi puramente testuali, 
quali il titolo della legge (“Legge di interpretazione autentica”, “Norme 
interpretative”, etc.) e/o la formulazione delle sue disposizioni (“La 
disposizione tale della tale legge deve essere intesa nel senso che.,.”, e 
simili).
(b) Un secondo — e più diffuso — modo di vedere è quello 
secondo cui le leggi interpretative si identificano sulla base di un
tivo, né può essere espressa se non affidandola a un enunciato o insieme di enunciati 
che dovranno a loro volta essere reinterpretati da chi voglia intenderne il significato e 
ritrovare la norma » (U. Scarpelli, “Norma”, in Gli strumenti del sapere contempora­
neo, Torino, 1985, p. 570).
(17) Nella formula standard di un discorso interpretativo, "L’enunciato E 
esprime il significato S”, tanto E quanto S sono enunciati. Diciamo “disposizione” 
l’enunciato a sinistra della formula, che è oggetto di interpretazione; mentre diciamo 
“norma” l’enunciato S a destra della formula, che è risultato dell’interpretazione: ma 
entrambi (tanto E quanto S) sono enunciati, non altro. È pur vero che non si usa 
chiamare “disposizioni” gli enunciati interpretanti formulati dai giudici (o da altri 
interpreti diversi dallo stesso legislatore), ma questo non cambia, per cosi dire, la loro 
natura linguistica di enunciati. Insomma, l’interpretazione di un enunciato si esprime 
mediante un altro enunciato, né si vede come potrebbe esprimersi diversamente: al 
linguaggio non si sfugge. Le norme sono entità linguistiche al pari delle disposizioni: 
potremmo dire che le norme sono “disposizioni interpretate”, distinte in quanto tali 
dalle “disposizioni interpretande”, ma pur sempre enunciati in lingua.
(18) Ciò d i cui dubita ad es. A. P ugiotto, La legge interpretativa e i suoi giudici, 
cit., secondo il quale le leggi interpretative sono sempre innovative, e sempre abrogano 
ex nunc la legge interpretata.
INTERPRETAZIONE AUTENTICA 87
elemento non testuale, ma strutturale (19), e precisamente per il fatto 
che le disposizioni interpretative dettano non propriamente norme 
(regolatrici di una qualche fattispecie), ma piuttosto metanorme (o 
norme di secondo grado) (20), che hanno ad oggetto null’altro che il 
significato delle disposizioni interpretate. Sicché una disposizione in­
terpretativa è tale a condizione che non sia per sé Idonea a risolvere 
alcuna controversia, se non in combinazione con la disposizione inter­
pretata, con la quale “si salda”, così da formare, per così dire, un unico 
testo normativo (soggetto beninteso ad ulteriore interpretazione) (21).
6. Pro e contra. — L’interpretazione autentica è cosa politica- 
mente discutibile e sovente discussa.
(1) Pro. A favore dell’interpretazione autentica si possono addurre 
due diversi argomenti (22),
(a) Il primo argomento fa riferimento alla dottrina democratica 
della sovranità popolare: « l’interpretazione autentica è un modo di 
consentire l’effettiva prevalenza del potere normativo sul potere inter­
pretativo (soprattutto dei giudici), per ricondurre cioè l’ampiezza di 
quest’ultimo in limiti compatibili con il principio che il diritto è fatto 
dal legislatore, il suo contenuto è quello da esso stabilito » (23).
Insomma, mediante interpretazione autentica si riafferma il prin­
cipio di soggezione del giudice alla legge (art. 101, comma 2, cost.).
(b) Il secondo argomento fa riferimento alla dottrina liberale — di 
origine montesquiviana — del bilanciamento dei poteri (checks and
(19) Critiche in A. P ugiotto, La legge interpretativa e i suoi giudici, cit., 
cap. V.
(20) Si dicono “metanorme” (in senso stretto) quelle norme che hanno ad oggetto 
(vertono su) non atti o comportamenti, ma altre disposizioni o norme. Le norme di 
interpretazione autentica hanno ad oggetto, ovviamente, altre disposizioni (non diver­
samente, ad esempio, dalle norme di abrogazione espressa: “È abrogata la disposizione 
D della legge L”).
(21) G.U. R escigno, Recensione di A. P ugiotto, La legge interpretativa e i suoi 
giudici, in Diritto pubblico, 2003. Si è detto: secondo questo modo di vedere le leggi 
interpretative si identificano sulla base di un elemento non testuale, ma strutturale. Si 
osservi però: è appunto in virtù del suo tenore testuale che una disposizione può essere 
ritenuta una metanorma avente ad oggetto (non una fattispecie, ma solo) il significato 
di una disposizione preesistente.
(22) In realtà: due varianti di un medesimo agomento.
(23) G. Z agrebelsky, Il sistema delle fónti del diritto, cit., p. 91 s.
8 8 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
balances) (24): l’interpretazione autentica risponde allo scopo di « rime­
diare ad interpretazioni giurisprudenziali divergenti con la linea di 
politica del diritto perseguita dal legislatore » (25).
Attraverso le leggi interpretative, insomma, il potere legislativo 
controlla e controbilancia il potere giurisdizionale.
(2) Conira. L’interpretazione autentica può tuttavia essere conte­
stata sotto due diversi profili.
In primo luogo, adducendo che le leggi interpretative sono, per 
comune (ancorché contestabile) opinione, retroattive, ma sono tali non 
già per espressa statuizione del legislatore, bensì in modo surretti­
zio (26).
In secondo luogo, adducendo che le leggi interpretative attentano 
al principio di separazione dei poteri, in quanto sono invasive del 
potere giurisdizionale, o almeno di una delle sue tipiche funzioni, quale 
è appunto l’interpretazione delle leggi. A questo riguardo si può 
osservare quanto segue.
Il bilanciamento dei poteri, cui si accennava sopra, non va confuso 
con la separazione dei poteri strettamente intesa, ossia (grosso modo) 
con quel principio in virtù del quale non è consentito al legislatore 
interferire nella funzione giurisdizionale, e reciprocamente non è con­
sentito ai giudici interferire nella funzione legisladva (27). Orbene, il
(24) Un sistema di pesi e contrappesi, nel quale ciascun potere è limitato e 
controllato da un altro potere. Cfr. R. G uastini, Lezioni di teoria del dirittoe dello stato, 
Torino, 2006, parte terza, cap. II.
(25) Corte cost. 311/1995. '
(26) Così ad es. A. P ugiotto, La legge interpretativa e i suoi giudici, cit.
(27) Occorre chiarire che la locuzione “separazione (o divisione) dei poteri” è il 
nome non già di un determinato e univoco modello di organizzazione costituzionale, 
bensì di due modelli ben distinti: per evitare Confusioni, possiamo chiamare il primo 
“separazione dei poteri” in senso stretto, e il secondo “bilanciamento dei poteri”, (i) Il 
modello della separazione dei poteri si caratterizza per la congiunzione di due regole: 
la regola della specializzazione delle funzioni, e la regola della reciproca indipendenza 
degli organi. Lasciando da parte l’indipendenza degli organi, che non interessa nel 
presente contesto, la specializzazione delle funzioni esige che le (in ipotesi) tre funzioni 
fondamentali dello stato — la legislativa, l’esecutiva, e la giurisdizionale — siano 
distribuite fra altrettanti organi o complessi di organi, e che ciascuna di esse sia 
esercitata dall’organo o complesso organico competente in modo pieno ed esclusivo: 
occorre, in altre parole (con le parole di Montesquieu), che ogni organo abbia una 
esclusiva “faculté de statuer” e che a nessun organo sia conferita una simmetrica 
"faculté d’empècher”. (ii) Il modello del bilanciamento dei poteri, dal canto suo, esige
INTERPRETAZIONE AUTENTICA 89
principio di separazione dei poteri si atteggia diversamente — e anzi 
perviene a conclusioni opposte — in relazione all’interpretazione au­
tentica a seconda del modo in cui si concepisce l’interpretazione in 
genere.
(a) Prima concezione: l’interpretazione è parte integrante dell’ap­
plicazione della legge a casi concreti, quindi della funzione giurisdizio­
nale. Pertanto il principio di separazione dei poteri esige che l’inter­
pretazione sia senz’altro interdetta al legislatore.
(b) Seconda concezione (28): l’interpretazione è attività non mera­
mente ricognitiva, bensì creativa di diritto; sicché interpretare la legge 
è “farla” (29). Pertanto il principio di separazione dei poteri esige che 
l’interpretazione sia interdetta non già al legislatore, ma anzi proprio ai 
giudici.
Questa seconda concezione — che si regge sull’illusione che sia 
possibile applicare la legge senza tuttavia interpretarla (30) — ha due 
implicazioni notevoli:
sì, anch’esso, che il potere politico sia diviso e distribuito tra una pluralità di organi, ma 
esclude la specializzazione delle funzioni, come pure la piena indipendenza reciproca 
degli organi. Nuovamente, facendo astrazione dai rapporti tra gli organi, il bilancia­
mento dei poteri ammette — e anzi richiede — reciproche interferenze nell’esercizio 
delle funzioni statali, giacché, secondo la geniale scoperta di Montesquieu, solo il 
potere può frenare il potere: « Pour qu’ on ne puisse pas abuser du pouvoir, il faut que, 
par la disposition des choses, le pouvoir arréte le pouvoir » (Montesquieu, De lesprit 
des lois, livre XI, chapitre 4). Sicché, se ad un organo è conferito un qualsivoglia potere, 
una “faculté de statuer”, è opportuno, se non necessario, che ad un altro organo sia 
conferito un contropotere, ossia la “faculté d’empècher”. Checks and balances, in- 
somtna, Cfr. ancora R. G uastimi, Lezioni di teoria del diritto e dello stato, cit., parte 
terza, cap. II. Ma sulla separazione dei poteri resta fondamentale il lavoro di M. T roper, 
La séparation des pouvoirs et l'histoire constitutionnelle frangaise, Paris, 1980.
(28) E questa la concezione caratteristica del costituzionalismo giacobino. Vedi 
M. T roper, “Fonction juridictionnelle ou pouvoir judiciaire?”, in Pouvoirs, 16, 1981; 
M. T roper, “La notion de pouvoir judiciaire au début de la Révolution fra^aise”, in 
AA. W ., Présence du droit public et des droits de l'bomme. Mélanges offerts à Jacques 
Velu, Bruxelles, 1992.
(29) Un’eco di questo modo di vedere si trova oggi nella teoria realistica 
dell’interpretazione. Scrive J.C. G ray, The Nature and Sources of thè Law, Second 
edition from thè author’s notes, by R. G ray, New York, 1948, p. 124: « Dopo tutto, il 
legislatore non pronuncia che parole; e tocca ai tribunali dire che cosa queste 
significhino, ossia interpretare i documenti legislativi. [...] I tribunali infondono vita 
nelle morte parole della legge ». Vi torneremo nel capitolo dedicato alle controversie 
teoriche in materia di interpretazione (parte quinta, cap. Π).
(30) Questa illusione, beninteso, è del tutto estranea alla teoria realistica dell’in­
terpretazione, cui si faceva cenno nella nota precedente.
90 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
(i) l’idea secondo cui non sempre l’applicazione della legge richiede 
interpretazione: in claris non fit interpretatio\ quando una legge è 
chiara, può essere applicata “meccanicamente” senza interpreta­
zione (31);
(ii) l’istituto del référé législatif, ossia l’obbligo del giudice, in 
presenza di dubbi interpretativi, di rivolgersi al legislatore per ottenere 
una interpretazione autentica della legge (32).
Entrambe le concezioni, tuttavia, hanno il torto — a tacer d’altro 
— di non distinguere tra interpretazione “in astratto” e interpretazione 
“in concreto” (33). A ben vedere, solo l’interpretazione in concreto con 
effetti inter partes (e non invece l’interpretazione in astratto con effetti 
erga omnes) è parte integrante della funzione giurisdizionale. Sicché, in 
accordo con il principio di separazione dei poteri, solo l’interpretazione 
in concreto (la soluzione di specifiche controversie) dovrebbe essere 
interdetta al legislatore, e — simmetricamente — solo l’interpretazione 
in astratto dovrebbe essere preclusa al giudice (34).
Insomma, il principio di separazione dei poteri implica: (a) che sia 
vietato al legislatore non già interpretare senza ulteriori specificazioni, 
ma interpretare in concreto, con efficacia inter partes·, (b) che sia vietato 
al giudice non già interpretare senza ulteriori specificazioni, ma inter­
pretare in astratto, con efficacia erga omnes.
(31) Vedi infra, parte quinta, cap. I.
(32) L’istituto in questione è stato vigente per breve tempo nella Francia rivolu­
zionaria. Art. 12, tit. II, legge 16-24 agosto 1790: i tribunali «n e pourront point faire 
des règlements, mais ils s’addresseront au Corps législatif toutes Ies fois qu’ ils croiront 
nécessaire, soit d’interpréter une loi, soit d’en faire une nouvelle ».
(33) Ne abbiamo detto sopra, cap. II.
(34) Art. 5 Code Napoléon: « II est défendu aux juges de prononcer par voie de 
disposition générale et réglementaire sur les causes qui leur soni soumises ».
Capitolo VII
IL PRODOTTO DELL’INTERPRETAZIONE
Sommario: 1. Gli aggettivi dell’interpretazione. — 2. Significato oggettivo/soggettivo.
— 3. Significato contestuale/a-contestuale. — 4. Significato “prima facie”/ “tutto-
considerato”. — 5. Significato originario/attuale. — 6. Interpretazione letterale.
— 7. Interpretazione dichiarativa/correttiva. — 8. Interpretazione estensiva/
restrittiva. — 9. Interpretazione originalistica/evólutiva.
Come abbiamo detto altrove, si può considerare prodotto dell’at­
tività interpretativa:
(a) l’enunciato interpretativo, ossia l’enunciato mediante il quale si 
attribuisce significato ad un testo normativo (“T significa S”), ovvero
(b) il significato ascritto al testo mediante tale enunciato (cioè “S” 
nella formula precedente).
Degli enunciati interpretativi abbiamo detto a suo tempo (J). Qui 
occorre dire qualcosa intorno al significato.
1. Gli aggettivi dell’interpretazione. — Innumerevoli sono gli 
aggettivi che, in dottrina, si trovano accostati al sostantivo “interpre­
tazione”. Tra gli altri (ma l’inventario è certamente incompleto): au­
tentica, giudiziale, dottrinale, ufficiale, dichiarativa, letterale, correttiva, 
estensiva, restrittiva, abrogante, creativa, logica, analogica, storica, 
teleologica, adeguatrice, sistematica, evolutiva.,. (1 2).
Si tratta di un vocabolario eterogeneo, nel quale non è facile 
mettere ordine (3).
Alcunidi questi aggettivi (autentica, dottrinale, etc.) hanno un 
riferimento univoco: si riferiscono evidentemente agli interpreti — ne
(1) Cap. II, § 8.
(2) Sfogliando a caso i manuali di diritto civile (i soli in cui sia dato trovare una 
sia pur succinta trattazione a livello istituzionale dell’interpretazione) si incontrano, 
menzionati alla rinfusa, questi ed altri tipi di interpretazione. Evito di enumerarli tutd 
per non tediare il lettore oltre misura.
(3 ) Vedi P. Chiassoni, Tecnica dell’interpretazione giuridica, Bologna, 2007, p. 123 
ss.
92 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
abbiamo già detto in precedenza — e non sollevano particolari pro­
blemi concettuali (4).
I rimanenti invece (letterale, evolutiva, teleologica, adeguatrice, 
etc.) sembrano riferirsi confusamente ora al risultato dell’interpreta­
zione — più precisamente al tipo di significato attribuito al testo 
interpretato (5) — ora alla tecnica interpretativa utilizzata, cioè all’ar­
gomento impiegato per accreditare l’interpretazione prescelta.
Cerchiamo di diradare le nebbie iniziando dal significato. A questo 
riguardo, quattro distinzioni sono opportune (6).
2. Significato oggettivo/soggettivo. — Chiameremo “significato 
oggettivo” il contenuto di senso di un testo normativo per sé preso, 
facendo astrazione da ogni altra possibile considerazione, ossia — 
potremmo anche dire — il significato linguistico, testuale, o anche 
letterale (in uno dei molti sensi dell’espressione “significato letterale”, 
su cui torneremo più avanti).
Chiameremo “significato soggettivo” quello corrispondente alla 
soggettiva intenzione dell’autorità normativa, ossia — potremmo anche 
dire — il significato intenzionale (7).
Si tratta di due significati potenzialmente (non necessariamente) 
divergenti, che corrispondono a due diversi modi di argomentare 
l’interpretazione. Il significato linguistico è frutto di un’interpretazione 
che fa appello essenzialmente al significato comune (o “proprio”) delle 
parole, ossia alle regole semantiche e sintattiche della lingua. Il signi­
ficato intenzionale è frutto di un’interpretazione che fa appello ad una 
congettura intorno all’intenzione del “legislatore”, intenzione desunta 
non dal testo in quanto tale, ma da elementi extra-testuali, quali i lavori 
preparatori, il contesto politico, e simili.
E stato tuttavia osservato (8) che la distinzione tra il significato
(4) Ad eccezione di quelli che riguardano l’interpretazione autentica, di cui pure 
abbiamo detto (cap. VI).
(5) Si noti che non in tutte le espressioni che abbiamo detto il vocabolo 
“significato” può essere sostituito al vocabolo “interpretazione" senza stridere con l’uso 
comune. Così, ad esempio, si potrà parlare di “interpretazione letterale” e di “signifi­
cato letterale”; ma non suonerebbero felici espressioni come “significato dichiarativo” 
o "significato teleologico”.
(6) Con l’avvertenza che le prime due in parte di sovrappongono.
(7) Cfr. ad es. R. Q uadri, Dell'applicazione della legge in generale, Bologna, 1974, 
p. 251.
(8) Da A. Ross, On Lato and Justice, London, 1958, p. 120 s., 142, 146 s., 157.
IL PRODOTTO DELL INTERPRETAZIONE 93
espresso da un enunciato indipendentemente dall’intenzione dell’emit­
tente e il significato corrispondente all’intenzione dell’emittente non è 
ben fondata. Nel senso che una interpretazione completamente “og­
gettiva” è semplicemente inconcepibile: ogni interpretazione muove dal 
testo e cerca di pervenire all’intenzione. Di fatto, l’atteggiamento 
dell’interprete è sempre influenzato da elementi estranei al testo.
Da questo punto di vista, la distinzione tra significato “oggettivo” 
e significato “soggettivo” si riduce alla distinzione tra due diversi “stili” 
argomentativi: nell’un caso (stile soggettivo) si usano i lavori prepara­
tori come prova dell’intenzione del legislatore, mentre nell’altro caso 
(stile oggettivo) se ne prescinde. Ma in ogni caso l’intenzione dell’emit­
tente è una componente ineliminabile del significato (9).
3. Significato contestuale/a-contestuale. — Contestuale è quel si­
gnificato che si attribuisce ad un testo normativo desumendolo da 
elementi extra-testuali, quali ad esempio:
(a) la supposta intenzione dell’autorità normativa comunque rico­
struita (ad esempio, con riguardo ai lavori preparatori) (10 11);
(b) le circostanze di fatto in cui il testo normativo è stato emanato 
o promulgato;
(c) altri testi o frammenti di testo contigui o comunque circostanti 
al testo interpretato (al limite: l’intero ordinamento giuridico) (u ).
A-contestuale o non-contestuale (“letterale”, in un altro dei molti 
sensi di questa parola) è quel significato che si desume semplicemente 
applicando le regole semantiche e sintattiche della lingua di cui si tratta, 
e che riflette dunque il contenuto di senso del testo normativo per sé 
preso, senza riguardo ad altri elementi.
Insomma, il significato a-contestuale coincide, grosso modo, con il 
significato oggettivo, di cui abbiamo detto sopra. Il significato sogget­
tivo, dal canto suo, è una delle forme che può assumere il significato 
contestuale.
(9) Beninteso, osserva ancora Ross, l’intenzione, in quanto fenomeno psicologico, 
è fondamentalmente inaccessibile, sicché può solo essere oggetto di discutibili conget­
ture.
(10) In proposito G. L azzaro, Argomenti dei giudici, Torino, 1970, p. 73 ss.
(11) Non si può non richiamare, a questo proposito, F.C. von Savigny, Sistema 
del diritto romano attuale, I, cap. IV. Ma nella letteratura contemporanea cfr. anche F. 
D enozza, “La struttura dell’interpretazione”, in Rivista trimestrale di diritto e procedura 
civile, 1995; R. H ernAndez M arìn, lnterpretación, subsunción, y aplicación del derecbo, 
Madrid-Barcelona, 1999.
94 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
Inutile dire che, anche in questo caso, i due significati sono 
potenzialmente (non necessariamente) divergenti.
4. Significato “prima facie"/“tutto-considerato”. — Significato 
“prima facie” (a prima vista) è quello che risulta dalla comprensione 
immediata e irriflessa del testo normativo, alla luce degli usi linguistici 
comuni, cioè delle regole sintattiche e semantiche della lingua (di 
nuovo: significato “letterale” in uno dei sensi di questa parola).
Significato “tutto-considerato” (“all-considered”, come talvolta si 
dice, o anche significato “post interpretationem”) è il risultato della 
problematizzazione del significato prima facie — ogniqualvolta esso 
appaia per qualsiasi ragione oscuro o insoddisfacente — e di ulteriore 
riflessione (12).
Anche in questo caso, si tratta di due significati potenzialmente, ma 
non necessariamente, divergenti. Non necessariamente, giacché può 
certo accadere che la riflessione induca a scartare il significato “prima 
facie”, ma può ben accadere che induca invece a confermarlo.
5. Significato originario/attuale. — Significato “originario” è 
quello che un testo normativo ha (o aveva) al momento della sua entrata 
in vigore.
Significato “attuale” (lo chiamo così in mancanza di meglio) è 
quello che un testo normativo assume nel momento in cui viene 
interpretato ed eventualmente applicato.
Si tratta, ovviamente, di significati potenzialmente (sebbene non 
necessariamente) divergenti, specie quando il testo normativo interpre­
tato sia molto risalente nel tempo (13).
Questa distinzione, ovviamente, può essere incrociata con quella 
tra significato linguistico e significato intenzionale. Avremo pertanto 
due varianti — una variante linguistica, ed una variante intenzionale — 
sia del significato originario, sia del significato attuale.
Quanto al significato attuale intenzionale, però, occorre osservare
(12) E. D iciotti, Interpretazione della legge e discorso razionale, Torino, 1999, cap. 
IV;. P. Chiassoni, L’interpretazione dei documenti legislativi. Nozioni introduttive, in M. 
Bessone (ed.), Interpretazione e diritto giurisprudenziale, I. Regole, metodi, modelli, 
Torino, 1999, p. 24 ss.
(13) La distinzione è tracciata con singolare chiarezza da A. Scalia, ‘‘Noteson thè 
Judicial Interpretation of American Constitution”, in Annali della Facoltà di Giurispru­
denza di Genova, 1991-1992, p. 48 ss.
IL PRODOTTO DELL’INTERPRETAZIONE 95
che un significato siffatto — se mai è concepibile — non può essere 
attribuito ad un testo normativo se non mediante una sorta di finzione, 
ossia facendo riferimento all’intenzione che si può congetturalmente 
attribuire all’autorità normativa mediante un enunciato controfat­
tuale (14) del tipo “Se il legislatore avesse preso in esame la tale 
fattispecie, l’avrebbe disciplinata così-e-così”, “Se avesse legiferato 
nelle circostanze presenti, avrebbe disposto così-e-così”.
6. Interpretazione letterale. — Come è emerso da quanto sono 
venuto dicendo, l’espressione “interpretazione letterale” non ha, nel­
l’uso comune, un significato univoco (15). Per “interpretazione lette­
rale” possono intendersi fondamentalmente tre cose alquanto di­
verse (16).
(1) In un primo senso, per “interpretazione letterale” può inten­
dersi una interpretazione prima faàe (17). Così intesa, l’interpretazione 
letterale si contrappone ovviamente all’mterpretazione “tutto conside­
rato” (18).
Come si è detto, l’interpretazione prima facie è frutto di compren­
sione irriflessa del significato: di intuizione linguistica, se così vogliamo 
dire, dipendente dalle competenze linguistiche e dalle aspettative del­
(14) Controfattuale è un enunciato condizionale con antecedente falso.
(15) C. L uzzati, La vaghezza delle norme. ‘Un’analisi del linguaggio giuridico, 
Milano, 1990, p. 208 ss., enumera sette significati dell’espressione. Cfr. anche E. 
D iciotti, Interpretazione della legge e discorso razionale, cit., cap. IV; V. Velluzzi (ed.), 
Significato letterale e interpretazione del diritto, Torino, 2000; R. Vernengo, La inter- 
pretación literal de la ley y sus problemas, II ed., Buenos Aires, 1994; F. P oggi, 
"Contesto e significato letterale”, in P . Comanducci, R. Guastini (eds.), Analisi e diritto 
2006. Ricerche di giurisprudenza analitica, Torino, 2007.
(16) Una articolata distinzione dei diversi tipi di significato letterale si legge in E. 
Diciom, Interpretazione della legge e discorso razionale, cit., p. 350.
(17) Cfr. G. C arcateera, "Analogia”, in Enciclopedia giuridica, II, Treccani Roma, 
1988, p. 5. È questa l’interpretazione detta talvolta “dichiarativa”: G. T arello, 
L'interpretazione della legge, Milano, 1980, p. 35. Vedi però E. D iciotti, Interpretazione 
della legge e discorso razionale, cit., p. 345 s. Nota Diciorm (ivi, p. 358, nota 83) che 
« l’attribuzione ad un’espressione linguistica di un significato diverso da quello letterale 
è generalmente da considerare come il risultato di un ragionamento e non di un 
immediato atto di comprensione ».
(18) Cfr. E. D iciotti, Interpretazione della legge e discorso razionale, cit., 
p. 232.
96 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
l’interprete (19). Per contro, l’interpretazione tutto considerato è frutto 
di problematizzazione del significato prima facie e di ulteriore rifles­
sione (20).
Si può avanzare la congettura che l’interpretazione prima facie non 
richieda argomentazione (e non sia generalmente argomentata), e che 
invece richieda argomentazione (e sia generalmente argomentata) l’in­
terpretazione tutto considerato.
(2) In un secondo senso, per “interpretazione letterale” può inten­
dersi una interpretazione non-contestuale o a-contestuale (21) (non 
troppo diversa, come si è visto, dall’interpretazione “oggettiva”). Così 
intesa, l’interpretazione letterale si contrappone ovviamente all’inter­
pretazione contestuale.
Contestuale è quella interpretazione che, per accreditare il signifi­
cato prescelto, adduce elementi extra-testuali, nei modi di cui si è detto 
(lavori preparatori, etc.).
A-contestuale o non-contestuale è quella interpretazione che, per 
accreditare il significato prescelto (il significato “oggettivo” del testo), 
adduce nulla più che le regole semantiche e sintattiche della lingua.
Si osservi, però: l’interpretazione letterale, così intesa, non è cosa 
a-problematica come potrebbe sembrare (22). Ciò per almeno due 
ragioni. In primo luogo, per “significato comune” delle parole possono 
intendersi due cose sensibilmente diverse, ossia l’uso ordinario (non 
specialistico) e, rispettivamente, l’uso tecnico o tecnicizzato. In secondo 
luogo, il significato comune (comunque inteso) non è cosa immutabile, 
sicché « nell’interpretare letteralmente una disposizione, si può fare 
riferimento [...] vuoi al dato linguistico al momento della produzione
(19) Cfr. P. Chiassoni, L’interpretazione dei documenti legislativi, cit., p. 26 s. 
Beninteso, « nel diritto il senso letterale di un enunciato dipende da un complesso 
sistema implicito e convenzionale di presupposizioni e di implicazioni conversazionali » 
(F. V iola, G. Z accaria, Diritto e interpretazione. Lineamenti di teoria ermeneutica del 
diritto, Roma-Bari, 1999, p. 251).
(20) Cfr. E. Diciorn, Interpretazione della legge e discorso razionale, cit., il quale 
distingue tra “significato prima facie” e “significato post interpretationem”.
(21) Così sembra intendere ad es. P.-A. Coté, ìnterprétation des lois, ΙΠ ed., 
Montreal, 1999, p. 367. Cfr. anche E. Diciorn, Interpretazione della legge e discorso 
razionale, cit., p. 351 ss.
(22) P. C hiassoni, Tecnica dell’interpretazione giuridica, cit., p. 82.
IL PRODOTTO DELL’INTERPRETAZIONE 9 7
della disposizione, vuoi al dato linguistico al momento della sua 
applicazione, vuoi a entrambi i dati » (23).
(3) In un terzo senso, per “interpretazione letterale” può intendersi 
una interpretazione non-correttiva, ossia una interpretazione — detta 
talvolta “dichiarativa” (24) — la quale né estende, né restringe il 
supposto significato “proprio”, “naturale”, “oggettivo” (cioè “lette­
rale” nell’uno o nell’altro dei due sensi precedenti: significato prima 
facie o significato a-contestuale), del testo normativo. Vi torneremo tra 
un momento.
Naturalmente, costituisce forma paradigmatica di interpretazione 
letterale — alquanto frequente in dottrina e in giurisprudenza — la 
riproduzione, la iterazione sine glossa, della disposizione interpretata, 
senza parafrasati o riformulazioni (25): quasi che l’interprete avesse 
identificato il significato del testo senza interpretazione (26).
7. Interpretazione dichiarativa/correttiva. — La locuzione “in­
terpretazione dichiarativa” assume significato — un significato, peral­
tro, non univoco, come vediamo subito — in relazione all’espressione 
“interpretazione correttiva”, e viceversa. L’una si contrappone all’altra: 
è dichiarativa l’interpretazione che si astiene dal correggere il signifi­
cato del testo normativo interpretato; correttiva, al contrario, è quella 
che non si limita a dichiararlo, ma appunto lo corregge.
L’uso di queste espressioni sembra presupporre la teoria cogniti-
(23) P. Chiassoni, Tecnica dell'interpretazione giuridica, cit., p. 82. Vedi sopra 
quanto si è detto a proposito di significato originario e significato attuale.
(24) M a cfr. quan to osserva G. T arello, L'interpretazione dèlia legge, cit., 
p. 33 ss.
(25) Ossia senza (a) l’aggiunta, (b) l’eliniinazione, o (c) la sostituzione di qualsi­
voglia parola. Vedi al riguardo P. C hiassoni, Tecnica dell'interpretazione giuridica, cit., 
p. 126 ss. Assumendo che esistano fenomeni come la sinonimia (tra termini e sintagmi) 
e l’equivalenza tra costrutti sintattici, questa nozione strettissima di interpretazione 
letterale può essere estesa fino ad includere anche riformulazioni del testo interpretato 
che consistano però (solo) nella sostituzione di termini o sintagmi con loro sinonimi e/o 
di costrutti sintattici con costrutti equivalenti.
(26) Vedi al riguardo la controversia intorno alle relazioni tra interpretazione e 
significato, e in particolare la tesi “In claris non fit interpretatio”, di cui diremo nel cap. 
I della parte quinta.
98 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
vistica dell’interpretazione (27): quella teoria, cioè, secondocui i testi 
normativi incorporano un significato intrinseco precostituito all’inter­
pretazione, suscettibile di conoscenza, sicché l’interpretazione — o 
almeno la “buona” interpretazione — consiste precisamente nell’accer- 
tarlo (28).
(i) Si intende generalmente per “interpretazione dichiarativa” 
quella interpretazione che attribuisce ad un testo normativo il suo 
significato (si suppone) “intrinseco”, senza alterarlo in alcun modo.
Tuttavia — qui sta la non univocità dell’espressione — si può 
ritenere significato “intrinseco” di un testo normativo tanto il suo 
significato linguistico (“oggettivo”), quanto il suo significato intenzio­
nale (“soggettivo”).
(ii) Si intende per “interpretazione correttiva”, banalmente, qua­
lunque interpretazione non dichiarativa.
L’interpretazione correttiva, tuttavia, può essere sia "estensiva”, sia 
“restrittiva” (29).
8. Interpretazione estensiva/restrittiva. — Interpretazione esten­
siva, interpretazione restrittiva: ciascuna di queste due espressioni può 
denotare due cose alquanto diverse (diverse concettualmente, anche se 
non sempre distinguibili in concreto).
Occorre ricordare che — a causa della ineliminabile vaghezza dei 
predicati (mediante i quali sono configurate le fattispecie) — il campo 
di applicazione di ogni norma è indeterminato, sicché possono darsi 
casi concreti che sicuramente vi ricadono, casi che non meno sicura­
mente non vi ricadono, e finalmente casi di dubbia qualificazione. 
Facciamo un semplice esempio.
(27) Ne diremo più diffusamente in un capitolo dedicato alle teorie dell’inter­
pretazione.
(28) Sicché l’interprete può, secondo i casi, accertare e “dichiarare” il significato, 
o invece accertarlo ma, poi, “correggerlo”.
(29) P. Chiassoni, L’interpretazione dei documenti legislativi, cit., p. 27: « Me­
diante interpretazione correttiva, l’interprete, avendo “accertato” una discrepanza fra 
il testo della legge e la volontà del legislatore, rimedia alla (asserita) inadeguatezza 
dell'interpretazione letterale, sostituendola con un precetto il cui ambito di applica­
zione è, alternativamente, più ampio (lex minus dixit quam voluit) o più ristretto (lex 
magis dixit quam voluit), e rappresenta pertanto una interpretazione estensiva, oppure 
una interpretazione restrittiva, di una certa disposizione ». Sulle nozioni di interpreta­
zione restrittiva ed estensiva vedi anche E. DiciOTn, Interpretazione della legge e 
discorso razionale, cit., p. 253.
π . p r o d o t t o d e l l ’in t e r p r e t a z io n e 9 9
Supponiamo di avere a che fare con una norma che si applica alle 
“abitazioni”. Supponiamo inoltre di convenire che il vocabolo “abita­
zione”: denota l’appartamento in cui uno vive, e si estende dunque 
senza dubbio alla camera e alla cucina; non abbraccia sicuramente 
l’ufficio in cui uno lavora; è dubbio se si applichi alla cantina eventual­
mente annessa ad un appartamento. Orbene:
(i) In un primo senso (stretto, potremmo dire) costituisce:
(a) interpretazione estensiva quella che applica la norma in que­
stione anche alla cantina;
(b) interpretazione restrittiva quella che non applica la norma alla 
cantina.
(ii) In un secondo senso (lato, diciamo) costituisce:
(a) interpretazione estensiva — o, più precisamente, applicazione 
analogica — quella che applica la norma anche all’ufficio;
(b) interpretazione restrittiva quella non applica la norma all’intero 
appartamento, ma esclude (poniamo) la cucina.
La differenza tra i due tipi di interpretazione estensiva sta in 
questo: quella del primo tipo riduce l’indeterminatezza — la “zona di 
penombra” — della norma estendendone il campo di applicazione 
anche ai casi dubbi; quella del secondo tipo, per contro, produce una 
norma nuova con l’ausilio dell’argomento analogico (l’asserita somi­
glianza, alla luce di una supposta ratio legis, tra appartamento ed 
ufficio).
La differenza tra i due tipi di interpretazione restrittiva, a sua volta, 
sta in questo: quella del primo tipo riduce l’indeterminatezza della 
norma restringendone il campo di applicazione ai soli casi chiari (ed 
escludendone i casi dubbi); quella del secondo tipo, per contro, 
mediante l’argomento della dissociazione (camera e cucina sono fatti­
specie “sostanzialmente diverse”) introduce nella norma una clausola 
di eccezione (l’abitazione, ad eccezione però della cucina), il che — si 
noti bene — equivale a sostituire la norma originaria (“Se abitazione, 
allora x”) con una norma diversa (“Se abitazione e non cucina, allora 
x”).
L’interpretazione estensiva e quella restrittiva del primo tipo sono 
operazioni mèramente interpretative: consistono nel determinare il 
significato dei predicati usati dall’autorità normativa per disegnare la 
fattispecie.
100 INTERPRETAZIONE E INTERPRETI
L’interpretazione estensiva e quella restrittiva del secondo tipo 
sono piuttosto operazioni “costruttive” — di costruzione giuridica — 
che consistono, rispettivamente: nel formulare una norma nuova, ine­
spressa (interpretazione estensiva); e nel formulare una eccezione 
inespressa, ossia, come ho detto, nel sostituire una norma con un’altra 
(interpretazione restrittiva).
9. Interpretazione originalistica/evolutiva. — (i) Si dice “origina- 
listica” l’interpretazione che attribuisce ad un testo normativo il suo 
significato originario (30). Se ne possono distinguere due versioni:
(a) una versione linguistica, che attribuisce ad un testo il significato 
linguistico originario (o “storico”, quello cioè che le parole avevano al 
tempo della emanazione);
(b) una versione intenzionalistica, che attribuisce ad un testo il 
senso originariamente voluto dall’autorità normativa.
(ii) Diremo, per contro, “evolutiva” l’interpretazione che attribui­
sce ad un testo il suo significato attuale (se difforme da quello origi­
nario) (31).
Più in generale, tuttavia, si dice “evolutiva” ogni interpretazione 
che attribuisca ad un testo normativo un significato nuovo, diverso da 
quello usuale o consolidato (32).
L’interpretazione evolutiva è frutto dell’adattamento di vecchie, o
(30) J. Raz, “Intention in Interpretation”, in R.P. G eorge (ed.), The Autonomy of 
Law. Essays on Legai Positivism, Oxford, 1996; K. W mttington , Constitutional 
Interpretation. Textual Meaning, Originai lntent, and ]udicial Review, Lawrence, 1999; 
J. G oldsworthy, “Originalism in Constitutional Interpretation”, in Federai Law Re­
view, 25, 1997; R.S. K ay, “Adherence to Originai Intentions in Constitutional Adju- 
dication. Three Objections and Responses”, in Northwestern University Law Review, 
82, 2, 1988; R.S. K ay, “Originai Intentions, .Standard Meanings, and thè Legai 
Characterof thè Constitution”, in Constitutional Commentary, voi. 6, 1,1989; J. Allan, 
“Constitutional Interpretation v. Statutory interpretation. Understanding thè Attrac- 
tions of Originai lntent’”, in Legai Tkeory, 6, 2000. Cfr. P. D e L ora D eltoro, La 
interpretación originalista de la Constitución, Madrid, 1998. Ulteriori indicazioni di 
dottrina e di giurisprudenza (anche italiane) si leggono in P. Bianchi, “Le trappole 
dell’originalismo”, in Studi in onore di Franco Modugno, Napoli, 2011, voi. I, p. 281 ss.
(31) F. D egni, L'interpretazione della legge. Il ed., Napoli, 1909; W.N. E skrtoge, 
Dynamic Statutory Interpretation, Cambridge (Mass.), 1994.
(32) S. Romano, Frammenti di un dizionario giuridico, Milano, 1947, rist. 1953, p. 
119, osserva che qui non si può parlare di « vera e propria interpretazione », giacché 
propriamente si tratta della posizione di una « norma nuova ».
π . p r o d o t t o d e l l ’in t e r p r e t a z io n e 101
relativamente vecchie, leggi (o costituzioni) a situazioni nuove, non 
previste dal legislatore storico (o dai padri costituenti) (33).
Per comprendere quanto diversi possano essere gli esiti della 
interpretazione originalistica e, rispettivamente, evolutiva, si prenda 
questo semplice esèmpio. L’ottavo emendamento della costituzione 
degli Stati Uniti — che risale al 1791 — vieta l’inflizione di pene 
«crudeli e inusuali ». È ovvio che oggidì siano “inusuali” e siano sentite 
come “crudeli” sanzioni penali che nel 1791 non erano tali: ad esempio, 
la pena di morte. Sicché la disposizione menzionata vieta la pena di 
morte, se la si interpreta in modo “evolutivo”; la consente, se la si 
interpreta in modo “originalistico”.
(33) S’intende che l’interpretazione evolutiva non può essere argomentata fa­
cendo riferimento alla intenzione “fattuale” dell’autorità normativa (ossia l’intenzione 
reale dei legislatori in carne ed ossa, posto che esista e sia conoscibile), che è, invece, 
argomento fondamentale dell’interpretazione originalistica nella variante intenzionali- 
stica. Può invece essere argomentata: o con riferimento all’intenzione controfattuale del 
legislatore, o con riferimento alla cosiddetta “natura delle cose” (G. T arello, L’inter­
pretazione della legge, cit., p. 378 ss.): l’interpretazione dei testi normativi deve mutare 
quando mutino le circostanze in cui questi devono essere applicati.
PARTE SECONDA
COSTRUZIONE GIURIDICA 
E SCIENZA DEL DIRITTO
C apitolo I 
ANTINOMIE
Sommario: 1. Nozione di antinomia. — 2. Tipi di antinomie. — 3. Antinomie e 
interpretazione. — 4. Modi di soluzione delle antinomie. — 5. Interferenze tra 
principio gerarchico e principio cronologico. — 6. Specialità e incompatibilità. — 
7. Due varianti del criterio di specialità. — 8. Antinomie tra principi costituzionali 
(rinvio).
1. Nozione di antinomia. — Può accadere — in verità accade 
continuamente — che due norme statuiscano per un medesima fatti­
specie (una circostanza o una combinazione di circostanze) singolare e 
concreta conseguenze giuridiche tra loro incompatibili O). In virtù di 
una prima norma, N i, la fattispecie F ha la conseguenza G; in virtù di 
una seconda norma, N2, la stessa fattispecie F ha la conseguenza 
non-G. Queste situazioni di conflitto, contrasto, o incompatibilità tra 
norme si dicono comunemente “antinomie” (1 2).
(1) « Si dà incoerenza tra due norme allorché effetti giuridici incompatibili sono 
connessi alle medesime circostanze di fatto » (A. Ross, 0 « Law and Justice, London, 
1958, p. 128). Si osservi: il concetto di antinomia, come quello di lacuna del resto (ne 
diremo nel prossimo capitolo), è una variabile dipendente del modo di concepire le 
norme giuridiche. Per quanti concepiscono le norme giuridiche come qualificazioni 
deontiche del comportamento (“H comportamento x è obbligatorio”, “Il comporta­
mento y è vietato”, “Il comportamento z è permesso”, etc.), le antinomie si presentano 
come qualificazioni incompatibili di una medesima condotta: si dà antinomia allorché 
uno stesso comportamento è qualificato obbligatorio e vietato (contrarietà), ovvero 
vietato e permesso (contraddizione), o ancora obbligatorio e facoltativo (contraddi­
zione). Per quanti invece concepiscono le norme come enunciati condizionali che 
connettono fattispecie a conseguenze giuridiche, le antinomie si presentano come 
conseguenze incompatibili connesse ad una medesima fattispecie. Quest’ultimo è il 
punto di vista adottato nel testo.
(2) Nella vasta letteratura: N. Bobbio, “Antinomia”, in Novissimo digesto italiano, 
voi. I, Torino, 1957, p. 667 s.; G . G avazzi, Delle antinomie, Torino, 1959; N. B obbio, 
Teoria dell’ordinamento giuridico, Torino, 1960, cap. ΙΠ; A. Ross, On Law and]ustice, 
cit., § 26; Ch. P erelman (ed.), Les antinomies en droit, Bruxelles, 1965; N. Bobbio, Studi 
per una teoria generale del diritto, Torino, 1970, p. 95 ss.; A. P izzorusso, Delle fonti del
106 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
Detto altrimenti: si dà un’antinomia ogniqualvolta un caso con­
creto sia suscettibile di due diverse ed opposte soluzioni. In circostanze 
siffatte, il caso è indecidibile. O per meglio dire: il caso, ammettendo 
due soluzioni, può essere deciso indifferentemente in un modo o 
nell’altro. Potrebbe dunque accadere che un certo caso fosse deciso in 
un certo modo da un dato giudice, e un altro caso in tutto analogo al 
primo fosse deciso in modo opposto da un giudice diverso o (perché 
no?) anche dallo stesso giudice in un’occasione successiva: con evidente 
violazione del principio di eguaglianza e del valore della certezza del 
diritto (intesa come prevedibilità delle decisioni giurisdizionali).
Si dice “coerente” un insieme di norme privo di antinomie (3), Si 
dice “incoerente” un insieme di norme che presenti anche una sola 
antinomia.
2. Tipi di antinomìe. — Si possono distinguere due tipi fonda- 
mentali di antinomie: antinomie “in astratto” (o necessarie) e antinomie 
“in concreto” (o contingenti). Generalmente parlando, le une sono 
relativamente rare; le altre, al contrario, sono estremamente frequenti (e 
probabilmente inevitabili).
(1) Antinomie in astratto. Si ha un’antinomia “in astratto” ogni­
qualvolta due norme connettano conseguenze giuridiche incompatibili 
a fattispecie astratte (ossia a classi di fattispecie concrete) che si 
sovrappongono (in tutto o in parte) concettualmente. Sicché l’antinomia 
può essere identificata già in sede di interpretazione testuale, “in 
astratto”, senza cioè che occorra rappresentarsi una fattispecie con­
creta.
diritto, Bologna, 1977, p. 103 ss.; G. T arello, L’interpretazione della legge, Milano, 
1980, p. 143 ss., 313 ss.; V. Crisafulli, Lezioni d i diritto costituzionale, voi. II, V ed., 
Padova, 1984, p. 178 ss.; T. M azzarese, ‘‘Antinomia”, in Digesto delle discipline 
privatistiche, IV ed., Sezione civile, voi. I, Torino, 1987; P. C hiassoni, La giurisprudenza 
civile. Metodi d'interpretazione e tecniche argomentative, Milano, 1999, p. 274 ss.; P. 
C hiassoni, Tecnica dell’interpretazione giuridica, Bologna, 2007, cap. IV.
(3) La coerenza (in inglese: consistency) va tenuta distinta dalla coesione o 
congruenza (in inglese: coherence). Il concetto di coerenza è cristallino: “coerenza” 
significa assenza di contraddizioni. Per contro, il concetto di congruenza — grosso 
modo: armonia assiologica — è alquanto inafferrabile. Cfr. comunque N. M acCormick, 
“La congruenza nella giustificazione giuridica” (1983), in P. C omanducci, R. G uastini 
(eds.), L’analisi del ragionamento giuridico. Materiali ad uso degli studenti, I, Torino, 
1987, p. 243 ss.; Μ. Ruiz Sanz, La construcción coherente del Derecho, Madrid, 2009.
ΑΝΉΝΟΜΙΕ 107
Se, ad esempio, una prima norma vieta (alla lettera) l’“aborto” 
senza ulteriori specificazioni ed una seconda norma permette (alla 
lettera) r “aborto terapeutico”, l’antinomia può essere riconosciuta “in 
astratto”, indipendentemente da ogni fattispecie concreta, dal mo­
mento che la classe degli aborti terapeutici è concettualmente inclusa 
nella (costituisce una sottoclasse della) classe degli aborti senza speci­
ficazioni.
(2) Antinomie in concreto. Si ha un’antinomia “in concreto” — o 
“accidentale” (4) — allorché, in sede di applicazione, ci si avvede che 
due norme, pure non confliggenti in astratto, connettono però conse­
guenze giuridiche incompatibili ad una medesima fattispecie concreta. 
Ciò accade ogniqualvolta una fattispecie concreta (o una sotto-classe di 
fattispecie concrete) ricada simultaneamente in due classi di fattispecie 
concettualmente indipendenti per le quali il diritto statuisca conse­
guenze giuridiche incompatibili. Sicché l’antinomia può essere identi­
ficata solo in sede di applicazione delle norme ad un caso concreto (al 
quale, appunto, per avventura siano applicabili entrambe).
Immaginiamo — l’esempio è insulso, ma rende l’idea — che una 
prima norma disponga “I cittadini devono pagare le imposte”, ed una 
seconda norma disponga “Nessuna imposta è dovuta dai disoccupati”. 
Le fattispecie astratte cui le due norme si riferiscono — rispettivamente 
“cittadini” e “disoccupati” — sono concettualmente irrelate: che di 
fatto vi siano, o non vi siano, cittadini disoccupati è contingente 
(potrebbe esservi la piena occupazione; i soli disoccupati potrebbero 
essere immigrati stranieri). Pertanto, il conflitto tra le due normein 
questione non è necessario: nessuna antinomia si presenterà mai finché 
vi sia piena occupazione; nessuna antinomia si presenterà mai se vi è 
disoccupazione solo tra gli immigrati; nessuna antinomia comunque si 
presenta finché si tratta di decidere se l’òbbligo tributario gravi su 
cittadini occupati o su stranieri e apolidi disoccupati. Ma un’antinomia 
si presenta ogniqualvolta sia in discussione l’obbligo tributario di un
(4) W.-'Malgaud, “Les antinomies en droit. À propos de l’étude de G. Gavazzi”, 
in C h . P erelman (ed.), Les antinomies en droit, cit., p. 18. Malgaud adduce il tragico 
esempio di Oreste, al quale una norma impone di vendicare il padre (Agamennone), 
uccidendo la sua assassina, e un’altra norma impone di rispettare i genitori. Senonché 
l’assassina di suo padre è precisamente sua madre Clitennestra. Non vi è antinomia in 
astratto tra la norma che obbliga a vendicare i genitori e quella che impone di 
rispettarli. L’antinomia nasce in concreto dalla circostanza, accidentale, che l’assassino 
di Agamennone è appunto Clitennestra.
108 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
cittadino disoccupato. Ciò accade per la banalissima ragione che — pur 
essendo concettualmente irrelate le due fattispecie astratte (5) — di 
fatto si verificano fattispecie concrete che ricadono nel campo di 
applicazione di entrambe le norme: i cittadini disoccupati apparten­
gono sia alla classe dei cittadini, sia a quella dei disoccupati. Nessuna 
antinomia si presenterebbe se, di fatto, la classe dei cittadini disoccu­
pati fosse vuota, cioè se non vi fossero cittadini disoccupati o non vi 
fossero disoccupati cittadini.
O ancora: una prima norma dispone che è obbligatorio fermare la 
vettura di fronte ad un semaforo rosso; una seconda norma vieta di 
fermare la vettura nelle vicinanze di installazioni militari. Le fattispecie 
disciplinate dalle due norme (rispettivamente: “semaforo rosso” e 
“vicinanze di installazioni militari”) sono irrelate, sicché tra le due 
norme non si dà, in astratto, alcuna antinomia. Perché un’antinomia si 
presenti basta però che qualcuno abbia la « poco brillante [...] idea di 
ubicare un semaforo in prossimità di una installazione militare » (6).
Le antinomie in astratto dipendono dalla struttura concettuale del 
discorso delle fonti, mentre le antinomie in concreto dipendono, per 
così dire, dal quel che accade nel mondo, cioè dalle circostanze di 
fatto (7).
D’altra parte, le classi di fattispecie disciplinate dalle due norme 
antinomiche possono sovrapporsi completamente o parzialmente (8). 
Avremo dunque:
(i) Antinomie totali. Si ha sovrapposizione totale allorché le due 
norme connettono conseguenze incompatibili alla medesima classe di 
fattispecie. Ad esempio una norma qualifica lecito ed un’altra norma 
qualifica illecito il divorzio (9).
(5) Cittadinanza e disoccupazione sono evidentemente concetti indipendenti.
(6) J.L. R odrIguez, Lògica de los sistemas jurtdicos, Madrid, 2002, p. 93, da cui 
traggo l’esempio.
(7) Le antinomie in questione si determinano tra due norme « per l’accidentale 
configurarsi, nella realtà, di ciò su cui esse [le norme] vertono» (T. M azzarese, 
“Antinomia”, in Digesto, IV ed., Torino, 1987, § 3). Vedi anche G. P ino , Diritti e 
interpretazione. Il ragionamento giuridico nello Stato costituzionale, Bologna, 2010, 
p. 170.
(8) A. Ross, On Lato and Justice, cit., p. 128 ss.; G. T arello, L’interpretazione 
della legge, cit., p. 143; P. C hiassoni, La giurisprudenza civile, cit., p. 276 ss.
(9) Le antinomie totali sono altresì antinomie in astratto.
ΑΝΉΝΟΜΙΕ 109
(ϋ) Antinomie parziali. La sovrapposizione parziale può essere di 
due tipi.
(a) Antinomie parziali unilaterali. In primo luogo, può accadere che 
la classe di fattispecie disciplinata da una norma sia interamente inclusa 
nella classe di fattispecie disciplinata dall’altra. Riprendiamo l’esempio 
fatto sopra: una norma NI vieta l’aborto senza ulteriori specificazioni 
(ossia l’intera classe degli aborti); un’altra norma N2 permette l’aborto 
terapeutico (che è una sottoclasse degli aborti). Non si dà antinomia 
quando siano in discussione aborti non terapeutici (vietati da Ni), ma 
si dà antinomia quando siano in discussione aborti terapeutici, che 
sono permessi da N2 ma vietati da Ni.
(b) Antinomie parziali bilaterali. In secondo luogo, può accadere 
che le due classi di fattispecie si intersechino, sicché alcune, ma solo 
alcune, delle fattispecie disciplinate da una norma coincidano con 
alcune, ma solo alcune, delle fattispecie disciplinate incompatibilmente 
dall’altra. Ad esempio, una norma N 1 detta una qualsivoglia disciplina 
della fattispecie “regolamenti”, mentre un’altra norma N2 detta una 
disciplina incompatibile per la fattispecie “atti ministeriali” (10): non si 
dà antinomia quando siano in discussione atti ministeriali non regola­
mentari (disciplinati solo da N2), o regolamenti non ministeriali (disci­
plinati solo da NI); ma si dà antinomia quando siano in dicussione 
regolamenti ministeriali (disciplinati incompatibilmente sia da NI, sia 
da N2). O ancora: una norma NI vieta la caccia al cinghiale e alla lepre, 
mentre un’altra norma N2 permette la caccia alla lepre e alla volpe: non 
si dà antinomia quando sia in discussione la caccia al cinghiale (vietata 
da Ni) o alla volpe (permessa da N2); ma si dà antinomia quando sia 
in discussione la caccia alla lepre, che NI vieta, mentre N2 permette.
3. Antinomie e interpretazione. — Tradizionalmente i conflitti 
tra norme sono discussi sotto la rubrica dell’interpretazione, quasi che 
la loro soluzione fosse un problema interpretativo. Ma le cose non 
stanno esattamente così.
Occorre partire dalla constatazione che le disposizioni normative 
sono (se non sempre, quasi sempre) equivoche: ossia ammettono più 
interpretazioni. Ed ogni diversa interpretazione ricava da una mede­
sima disposizione una diversa norma.
(10) È sottinteso che, nell’ordinamento vigente, alcuni regolamenti (ma non tutti) 
sono atti ministeriali, e che alcuni atti ministeriali (ma non tutti) sono regolamenti.
110 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DUETTO
Per esempio: l’art 40 cost. dispone che «II diritto di sciopero si 
esercita nell’ambito delle leggi che lo regolano »; l’art. 503 cod. pen. — 
ormai parzialmente annullato per illegittimità costituzionale (n ) — 
punisce (puniva) lo sciopero « per fine politico ». Ora, l’art. 40 cost. 
ammette (tra le altre) due interpretazioni: (i) E lecita l’astensione 
collettiva dal lavoro (solo) a fini contrattuali (cosiddetto sciopero 
“economico”); (ii) È lecita l’astensione collettiva dal lavoro per la difesa 
di qualunque interesse, anche politico, dei lavoratori. Se si accoglie 
questa seconda interpretazione, le due disposizioni esprimono norme 
incompatibili (11 12); se si accoglie la prima, nessuna antinomia si presenta.
O ancora: la costituzione (art. 70) riserva alle Camere la funzione 
legislativa e al Governo (art. 76 e 77) l’adozione, sotto certe condizioni, 
di atti aventi forza di legge. Ne segue che nessun atto amministrativo 
può derogare alla legge, poiché solo un atto dotato di forza di legge può 
derogare alla legge (derogare alla legge costituisce esercizio della 
funzione legislativa). L’art. 2, comma 1, del Testo unico delle leggi di 
pubblica sicurezza (R.D. 773/1931), dispone che « Il Prefetto, nel caso 
di urgenza o per grave necessità pubblica, ha facoltà di adottare i 
provvedimenti [amministrativi] indispensabili per la tutela dell’ordine 
pubblico e della sicurezza pubblica ». Questa disposizione può essere 
intesa nel senso che (i) il Prefetto può adottare provvedimenti d’ur­
genza solo nell’ambito delle leggi vigenti, oppure nel senso che (ii) il 
Prefetto può adottare provvedimenti d’urgenza anche in deroga alle 
leggi. Se si accoglie questa seconda interpretazione, le due disposizioni 
esprimono norme incompatibili; se si accoglie la prima (13), nessuna 
antinomia si presenta.
Più in generale, supponiamo di avere a che farecon due disposi­
zioni normative, DI e D2, ciascuna delle quali ammetta due distinte 
interpretazioni: D ia e D lb e, rispettivamente, D2a e D2b, Supponiamo 
inoltre che D ia sia incompatibile con D2a. Le interpretazioni combi- 
natoriamente possibili delle due disp,osizioni sono ovviamente quattro: 
(i) D ia e D2a, (ii) D ia e D2b, (iii) D lb e D2a, (iv) D lb e D2b. Ebbene,
(11) Corte cost. 290/1974.
(12) E ovviamente questa seconda l’interpretazione accolta dalla Corte nella 
sentenza cit. alla nota precedente.
(13) Fatta propria dalla Corte costituzionale, dapprima con una sentenza inter­
pretativa di rigetto (Corte cost. 8/1956: la disposizione non è incostituzionale a 
condizione che la si interpreti nel primo senso), e poi con una interpretativa di 
accoglimento (Corte cost. 26/1961: la disposizione è incostituzionale se interpretata nel 
secondo senso, come tutti si ostinavano a fare).
ANTINOMIE 111
se si presceglie la combinazione (i) si crea un’antinomia. Ma è suffi­
ciente scegliere una qualunque delle tre combinazioni rimanenti perché 
rantinomia scompaia o, per meglio dire, non si presenti affatto.
In questo senso le antinomie sono frutto di interpretazione (14). 
Ma, naturalmente, l’interpretazione, se può creare un’antinomia, può 
anche evitarla, prevenirla (15). Le cose dunque, quanto ai rapporti tra 
antinomie e interpretazione, stanno così.
(i) In primo luogo, un’antinomia può (forse non sempre, ma certo 
in molti casi) essere evitata, o prevenuta, per mezzo di opportuni 
accorgimenti interpretativi. Nel senso che i testi normativi possono 
essere interpretati come esprimenti norme tra loro compatibili, cosic­
ché nessuna antinomia si presenti (16).
Possiamo dire così: ad una prima interpretazione (o interpretazione 
prima facie) due disposizioni esprimono norme antinomiche. Tuttavia, 
è possibile rivedere e, tutto considerato, scartare questa prima inter­
pretazione, procedendo ad una seconda e diversa interpretazione, tale 
che nessuna antinomia si presenti (17).
Poniamo che una disposizione di legge ammetta due confliggenti 
interpretazioni, N i e N2, dove NI è conforme alla costituzione, mentre 
N2 è in contrasto con essa. Ebbene, se la disposizione in questione 
fosse intesa nel senso N2, sarebbe fatale l’insorgere di un’antinomia (tra 
legge e costituzione). Ma, se si intende invece quella disposizione nel 
senso NI, ecco che rantinomia è evitata. Questo è ciò che si chiama 
"interpretazione adeguatrice” (18).
(ii) In secondo luogo, un’antinomia — come può essere evitata 
mediante interpretazione, così — può anche essere prodotta mediante
(14) Lo ha mostrato in modo magistrale G . G avazzi, Delle antinomie, cit., cap. I, 
con dovizia di esempi desunti dalla giurisprudenza.
(15) Vedi i molti esempi addotti da P. F okiers, "Les antinomies en droit”, in Ch. 
P erelman (ed.), Les antinomies en droit, cit., p. 20 ss.
(16) Ch. P erelman, “Les antinomies en droit. Essai de synthèse”, in Ch. P erelman 
(ed.), Les antinomies en droit, cit., p. 398, 403.
(17) Cfr. Ρ. Chiassoni, "L’interpretazione della legge: normativismo semiotico, 
scetticismo, giochi interpretativi”, in Studi in memoria di Giovanni Torello, voi. II, Saggi 
teorico-giuridici, Milano, 1990; P. C hiassoni, La giurisprudenza civile. Metodi d’inter­
pretazione e tecniche argomentative, Milano, 1999, p. 297 s.
(18) Vi torneremo a suo tempo: parte terza, cap. IV.
112 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
interpretazione. Nel senso che i testi normativi possono essere inter­
pretati come esprimenti norme incompatibili.
Riprendiamo l’esempio precedente: abbiamo una disposizione di 
legge che ammette due confliggenti interpretazioni, N i e N2, dove NI 
è conforme alla costituzione, mentre N2 è in contrasto con essa. Come 
si può scegliere l’interpretazione conforme a costituzione (NI), evi­
tando l’antinomia, così si può anche scegliere l’interpretazione in 
contrasto con la costituzione (N2), con il risultato di produrre l’anti­
nomia.
Naturalmente la produzione di un’antinomia mediante interpreta­
zione, se compiuta da un organo giurisdizionale, non prelude ad una 
sentenza di non liquet, ma è preordinata, piuttosto, alla disapplicazione, 
se non all’annullamento, di una delle due norme in conflitto. D’altro 
canto, se compiuta da un giurista, la creazione interpretativa di un’an­
tinomia prelude ad una qualche operazione di politica del diritto: 
secondo i casi, ad una raccomandazione de lege ferenda o de sententia 
ferenda.
(iii) In terzo luogo, e per conseguenza, l’identificazione di un’an­
tinomia presuppone l’interpretazione: non si danno antinomie prima 
dell’interpretazione; un’antinomia può solo presentarsi ad interpreta­
zione ormai avvenuta.
(iv) In quarto luogo, poiché le antinomie sono frutto di interpre­
tazione o, comunque, seguono — non precedono— l’interpretazione, 
ogni antinomia dischiude non propriamente un problema interpreta­
tivo, ma un problema di altra natura. Un’antinomia, cioè, non può 
essere “risolta” per via d’interpretazione (si badi: altro è risolvere 
un’antinomia, altro prevenirla o evitarla):
(a) da un lato, per la banale ragione che, se l’antinomia si presenta, 
si presenta solo quando l’interpretazione è ormai conclusa (19);
(b) dall’altro lato, per la non banale ragione che, per risolvere 
un’antinomia, occorre “eliminare” — in qualche senso da precisare (20) 
— o almeno derogare ad una delle due norme in conflitto (o, magari,
(19) Beninteso, è in senso logico, non cronologico, che le antinomie “seguono” — 
non “precedono” — l’interpretazione.
(20) Una delle due norme potrebbe essere considerata abrogata perché in 
conflitto con una norma successiva nel tempo, o annullata perché in conflitto con una 
norma materialmente superiore; nell’ordinamento vigente (come diremo) una norma di
ANTINOMIE 113
eliminarle entrambe); e la “eliminazione” di, come pure la deroga a, 
una norma sono cose che attengono alla produzione del diritto, ovvero 
alla “costruzione giuridica”, piuttosto che all’interpretazione stretta- 
mente intesa.
4. Modi di soluzione delle antinomie. — In un certo senso, le 
tecniche di soluzione delle antinomie non sono materia di teoria 
dell’interpretazione, giacché (sia pure con qualche non marginale 
eccezione) sono disciplinate da norme giuridiche positive (21), e sono 
diverse a seconda del tipo di fonti coinvolte. Succintamente, nel diritto 
vigente le cose stanno come segue.
Un’antinomia può presentarsi in almeno tre circostanze diverse.
(1) Primo caso: antinomie tra norme provenienti da due fonti 
distinte, ma dello stesso genere (ad esempio, due leggi statali ordinarie).
Ebbene, due fonti congeneri normalmente saranno state promul­
gate o emanate in momenti diversi. In questi casi, l’antinomia si risolve 
dando la preferenza alla norma più recente nel tempo. La norma 
successiva deve essere applicata, la norma anteriore deve considerarsi 
abrogata, non più in vigore.
Così facendo, si dà applicazione al cosiddetto principio cronologico, 
disposto dall’art. 15 disp. prel. cod. civ.: la norma successiva abroga la 
precedente (“lex posterior derogai legi priori”).
(2) Secondo caso: antinomie tra norme provenienti da fonti di tipo 
diverso. Qui occorre però distinguere ulteriormente.
(2.1) In primo luogo, è possibile che le due fonti in questione stiano 
tra loro in relazione gerarchica, che cioè una di esse sia materialmente 
subordinata all’altra, nel senso che non le è consentito contraddirla. E 
quanto accade, per esempio, nei rapporti tra costituzione e legge (la 
legge non può contraddire la costituzione: arti. 134, 136, e 138 cosi.),
legge deve essere “disapplicata” (i.e. accantonata) quando sia in conflitto con una 
norma comunitaria.
(21) Si allude in particolare: (i) all’art. 15 disp. prel. cod. civ., che statuisce il 
principio “lex posterior derogai priori”; (ii) a tutte quelle disposizioni che istituiscono 
relazioni di gerarchia materiale tra una fonte e l’altra, disponendo che la fonte tale non 
può validamentecontraddire la fonte talaltra (es.: art. 134 e 138 cost., prevalenza della 
cosdtuzione sulla legge ordinaria; art 4, comma 1, disp. prel. cod. civ., prevalenza della 
legge sul regolamento; etc.). II concetto di gerarchia materiale è illustrato infra, cap. IV.
114 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
tra legge di delegazione e decreto legislativo (il decreto legislativo non 
può contraddire i principi e criteri direttivi disposti dalla legge di 
delegazione: art. 76 cost.), tra legge e regolamento dell’esecutivo (il 
regolamento non può contraddire la legge: art. 4 disp. prel. cod. civ.).
In questi casi, deve essere applicata la norma “superiore”. Quanto 
alla norma inferiore, essa è invalida: se è una norma di rango legislativo, 
deve essere annullata dalla Corte costituzionale; se è di rango regola­
mentare, deve essere disapplicata dai giudici civili, annullata dai giudici 
amministrativi.
Ciò costituisce applicazione del cosiddetto princìpio gerarchico·, la 
norma superiore rende invalida quella inferiore (“lex superior derogai 
legi inferiori”).
Si osservi: l’ordinamento include una molteplicità di norme che, 
con una varietà di formulazioni, istituiscono una relazione gerarchica 
tra una fonte ed un’altra (tra costituzione e legge ordinaria, tra leggi 
statali di principio e leggi regionali di dettaglio, tra leggi e regolamenti, 
etc.). In virtù di tale relazione gerarchica, alla fonte tale è inibito 
contraddire la fonte talaltra. Il principio gerarchico, tuttavia, non è 
disposto in generale da alcuna norma positiva: è frutto, piuttosto, di 
generalizzazione dottrinale.
(2.2) In secondo luogo, è possibile che le due fonti, pur prive di 
relazioni gerarchiche, abbiano però ambiti di competenza distinti e che 
una delle due abbia invaso la competenza dell’altra. Ad esempio, può 
accadere che una legge regionale pretenda di disciplinare una materia 
che la costituzione riserva alla legge dello stato, o che un decreto-legge 
pretenda di disciplinare una materia che la costituzione riserva alla 
legge formale.
In questi casi, in virtù del principio cosiddetto “di competenza”, la 
norma che proviene dalla fonte competente deve essere applicata. 
Quanto alla norma proveniente dalla'fonte incompetente, essa è inva­
lida. Ad esempio, la legge regionale invasiva della competenza statale è 
invalida: non perché contraddica la legge dello stato, si badi, ma perché 
viola la norma costituzionale (dunque una norma “superiore”) che 
determina la competenza regionale (22).
(22) Come emerge dall’esempio, il criterio della competenza è parassitario del 
principio gerarchico. Sulle relazioni tra gerarchia e competenza, nella letteratura 
recente, vedi G.U. Rescigno, “Gerarchia e competenza, tra atti normativi, tra norme”, 
in Diritto pubblico, 1-2, 2010.
ΑΝΊΊΝΟΜΙΕ 115
(2.3) In terzo luogo, è possibile che le due fonti siano pari-ordinate 
nella gerarchia delle fonti (la legge e il decreto-legge, per esempio) e, 
pur avendo ambiti di competenza parzialmente diversi, di fatto cia­
scuna di esse abbia disposto nel suo ambito di competenza.
In questi casi, si applica ancora il principio cronologico: la norma 
successiva abroga quella antecedente.
(3) Terzo caso: antinomia tra norme statali e norme comunitarie (o, 
meglio, dell’Unione europea). Questo caso richiede un discorso indi- 
pendente.
Due possibili antinomie devono essere esaminate: quella tra norma 
comunitaria e legge, e quella tra norma comunitaria e costituzione.
(3.1) Nel caso di antinomia tra una norma comunitaria e una 
norma di rango legislativo — secondo la giurisprudenza costituzio­
nale (23) — deve essere applicata la norma comunitaria, e deve essere 
accantonata, disapplicata, quella interna, sia essa antecedente o succes­
siva, poco importa (24).
Tuttavia, la norma interna — sebbene “accantonata”, disapplicata 
— non è abrogata, e neppure invalida (25). Resta nell’ordinamento, per 
così dire, “in letargo”: potrebbe riacquistare efficacia qualora la norma 
comunitaria fosse abrogata (da un atto comunitario) e non sostituita.
(3.2) Nel caso di antinomia tra una norma comunitaria e una 
norma costituzionale, occorre distinguere ulteriomente.
(a) In generale, nel conflitto tra norme comunitarie e norme 
costituzionali — secondo la giurisprudenza costituzionale (26) — la 
norma comunitaria (inopinatamente) prevale, sicché la norma costitu­
zionale deve essere accantonata e disapplicata (27): risulta insomma 
derogata (28).
(b) Tuttavia, la norma comunitaria soccombe quando sia in con­
(23) Trattasi di diritto giurisprudenziale.
(24) Corte cost. 170/1984, 399/1987, 168/1991.
(25) Giacché, secondo la Corte costituzionale, la norma comunitaria appartiene 
ad un ordinamento giuridico distinto e separato da quello interno, sebbene con esso 
“comunicante”, e nessuna norma può provocare l’abrogazione o l’invalidità di una 
norma appartenente ad un diverso ordinamento: Corte cost. 170/1984, 399/1987.
(26) Trattasi nuovamente di (discutibile) diritto giurisprudenziale.
(27) O, meglio, “non applicata”.
(28) Corte cost. 399/1987, 168/1991, 117/1994.
116 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
flitto con i principi costituzionali supremi o con le norme costituzionali 
che garantiscono diritti inviolabili: principi e norme che sono — 
secondo la Corte costituzionale — assolutamente inderogabili (29).
5. Interferenze tra principio gerarchico e principio cronolo­
gico. — Il criterio gerarchico (“Iex superior”) e quello cronologico 
(“lex posterior”) di soluzione delle antinomie possono interferire (30). 
Tale interferenza si verifica ogniqualvolta le due norme confliggenti 
siano non solo disposte su piani diversi nella gerarchia delle fonti, ma 
siano anche state emanate in tempi diversi.
L’interferenza tra principio gerarchico e principio cronologico può 
presentarsi in due situazioni diverse.
(i) In primo luogo, può darsi una antinomia tra due norme, una 
delle quali sia al tempo stesso gerarchicamente inferiore ma cronolo­
gicamente successiva, e l’altra gerarchicamente superiore ma cronolo­
gicamente antecedente. È questo il caso, ad esempio, di una norma di 
rango legislativo che sia in contrasto con una norma costituzionale 
precedente, o di una norma regolamentare che sia in contrasto con una 
norma legislativa precedente.
In queste circostanze, i due criteri confliggono tra di loro: in virtù 
del criterio cronologico la norma inferiore, in quanto precedente, 
dovrebbe prevalere su quella superiore (anche se superiore); in virtù 
del criterio gerarchico, la norma inferiore, in quanto tale, dovrebbe 
invece soccombere di fronte a quella superiore (anche se successiva).
Ma in realtà è del tutto pacifico che, in caso di conflitto, il principio 
gerarchico prevalga su quello cronologico. Sicché la norma inferiore, 
indipendentemente dal fatto che sia precedente o successiva, è invalida 
quando contrasta con una norma superiore. Ad esempio, la legge 
successiva alla costituzione, che sia in contrasto con la costituzione 
stessa, certo non abroga la costituzione, né deroga ad essa, ma anzi è 
costituzionalmente illegittima, e pertanto invalida.
(ii) In secondo luogo, può darsi una antinomia tra norme, una delle 
quali sia al tempo stesso e gerarchicamente superiore e cronologica­
(29) Corte cost. 168/1991, nonché 1146/1988.
(30) V. Crisafulli, Lezioni di diritto costituzionale, voi. II, cit., p. 195 ss.; A. 
P izzorusso, Delle fonti del diritto, cit., p. I l i ss.; N. Bobbio, Studi per una teoria generale 
del diritto, cit., p. 113 ss.
ANTINOMIE 117
mente successiva all’altra. È questo il caso, ad esempio, di una norma 
di rango legislativo che sia in contrasto con una norma costituzionale 
successiva, o di una norma regolamentare che sia in contrasto con una 
norma legislativa posteriore.
In queste circostanze, i due criteri non confliggono, ma concor­
rono: la norma anteriore e inferiore, infatti, può indifferentemente 
essere considerata o abrogata in quanto anteriore (in virtù del principio 
cronologico),o invalida in quanto inferiore (in virtù del principio 
gerarchico).
Il diritto vigente sembra consentire entrambe le soluzioni.
Peraltro, quando sia in discussione una antinomia tra costituzione 
e leggi anteriori alla costituzione, dottrina e giurisprudenza sembrano 
preferire decisamente la seconda, sicché una norma legislativa in 
contrasto con la costituzione, ma antecedente ad essa, deve ritenersi 
non semplicemente abrogata, ma invalida, per illegittimità costituzio­
nale sopravvenuta. Con la rilevante conseguenza che l’antinomia tra 
costituzione e leggi anteriori non può essere decisa dai giudici comuni 
(peraltro con effetti circoscritti al caso deciso), ma solo dalla Corte 
costituzionale (le cui decisioni di accoglimento hanno efficacia erga 
otnnes) (31).
6. Specialità e incompatibilità. — Il criterio di soluzione — o, 
meglio, di composizione — delle antinomie cosiddetto “di specialità” 
(“lex specialis derogat legi generali”), che fin qui non è stato neppure 
menzionato, richiede un discorso a sé. A differenza dei criteri “lex 
posterior” e “lex superior”, il criterio "lex specialis” non è prescritto in 
generale da alcuna norma positiva (32) : è per lo più frutto di costruzione 
giuridica (33).
(31) Corte cost. 1/1956.
(32) L’art. 15 cod. pen. dispone: « Quando più leggi penali o più disposizioni 
della medesima legge penale regolano la stessa materia, la legge o la disposizione di 
legge speciale deroga alla legge o alla disposizione di legge generale, salvo che sia 
altrimenti stabilito ». Qui, tuttavia, il criterio di specialità è prescritto quale metodo di 
scelta non già tra norme in conflitto (cioè quale metodo di soluzione delle antinomie), 
bensì tra norme concorrenti. Vedi ad es. G. F iandaca, E. Musco, Diritto penale. Parte 
generale, VI ed., Bologna, 2010, p. 679 ss.
(33) Normalmente, l’uso del criterio di specialità è frutto di un’autonoma deci­
sione interpretativa dell’organo dell’applicazione. Solo occasionalmente l’uso del cri­
terio di specialità è prescritto direttamente dal legislatore: ora indicando espressamente 
che una data norma fa eccezione ad un’altra, ed è dunque “speciale” (o, meglio,
118 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
Cominciamo col precisare il (o, meglio, un) concetto di norma 
speciale (* 34).
Date una norma N i che disciplina la classe di fattispecie F 
(poniamo: i trasporti extraurbani) ed una norma N2 che disciplina una 
sottoclasse di fattispecie inclusa in F (poniamo: i trasporti extraurbani 
su gomma) (35), diremo che N i è generale in relazione a N2, e 
simmetricamente che N2 è speciale in relazione a N i. Banalmente: tra 
le fattispecie disciplinate dalle due norme intercorre una relazione da 
genere a specie (36).
Ora, una norma speciale può, secondo i casi, costituire una speci­
ficazione della norma generale (37), o invece fare eccezione alla norma 
generale (38 39).
Una norma speciale che specifichi una norma generale non confi­
gura evidentemente alcuna antinomia (può configurare semmai una 
ridondanza). L’antinomia si presenta allorché la norma speciale fa 
eccezione alla norma generale.
Una norma speciale fa eccezione ad una norma generale allorché 
dispone — per una o più fattispecie incluse nel campo di applicazione 
della norma generale — una conseguenza giuridica incompatibile con 
quella disposta dalla norma generale. A rigore, in questi casi, non di 
norme speciali si dovrebbe parlare, ma più precisamente di norme 
eccezionali i™).
"eccezionale”) rispetto a questa (con formule del tipo “In deroga...” e simili); ora 
indicando espressamente che una certa norma subisce eccezioni, ed è dunque norma 
“generale” rispetto ad altre (con formule del tipo “Salvo quanto prescritto...” e simili).
(34) Vedi il lavoro fondamentale di S. Z orzetto, La norma speciale. Una nozione 
ingannevole, Pisa, 201 ί.
(35) Ovvero una fattispecie concreta inclusa nella classe F.
(36) Come si vede, specialità e generalità sono concetti di relazione. Peraltro, 
quello illustrato nel testo (relazione da genere a specie delle fattispecie disciplinate) non 
è l’unico di dpo di specialità concepibile: vedi ancora S. Z orzetto, La norma speciale, 
cit., cap. I.
(37) Per es., “Tutti i cittadini devono pagare l’imposta sugli immobili”, “I 
cittadini della Liguria devono pagare un’imposta sugli immobili pari al x% ”.
(38) Per es., “Tutti i cittadini devono pagare l’imposta sugli immobili”, “L’im­
posta sugli immobili non è dovuta dai cittadini residenti in altri comuni”.
(39) Due norme intrattengono tra di loro un rapporto di regola ed eccezione nella 
circostanza seguente. Poniamo che una norma N 1 disciplini in un dato modo una data 
classe di fattispecie F (“Se F, allora G ”), e che la classe di fattispecie F includa diverse 
sottoclassi: FI, F2, F3, etc. Tra la classe F e le sue sottoclassi, evidentemente, intercorre 
un rapporto da “genere” a “specie”. Poniamo inoltre che una seconda norma N2
ANTINOMIE 119
Palesemente, il criterio cosiddetto “di specialità” — in quanto 
criterio di soluzione delle antinomie — viene in discussione in presenza 
di norme generali e norme eccezionali, ossia di norme speciali che siano 
altresì incompatibili con le relative norme generali. Solo di una norma 
eccezionale si può dire che deroghi (posto che davvero deroghi) ad una 
norma generale (40).
7. Oue varianti del criterio di specialità. — Il criterio di specialità 
— la norma speciale deroga, fa eccezione, a quella generale — conosce 
però due possibili varianti, tra le quali conviene distinguere.
(i) Prima variante. In una prima variante, il criterio di specialità è 
una tecnica di composizione delle antinomie che si applica in presenza 
di un’antinomia tra due norme — contigue, o comunque pari-ordinate 
nella gerarchia delle fonti (41) — che intrattengano tra di loro un 
rapporto di regola ed eccezione (42): un’antinomia, dunque, del tipo 
parziale unilaterale (43).
disciplini in modo incompatibile una di queste sottoclassi, ad esempio F2 (“Se F2, 
allora non-G”). Così facendo, la norma N2 esclude dal campo di applicazione della 
norma NI la sottoclasse di fattispecie F2, e pertanto lo restringe. Ebbene, in questi casi, 
si usa dire indifferentemente che N2 costituisce una norma “speciale” rispetto a N i, 
che N2 “fa eccezione” a NI, o che N2 “deroga” a NI. Per es., l’art. 2046 cod. civ. 
(« Non risponde delle conseguenze del fatto dannoso chi non aveva la capacità 
d’intendere o di volere al momento in cui lo ha commesso [...] ») esprime una norma 
derogatoria rispetto alla norma (più) generale disposta dall’art. 2043 (« Qualunque 
fatto doloso o colposo, che cagiona ad altri un danno ingiusto, obbliga colui che ha 
commesso il fatto a risarcire il danno »).
(40) Solo se per norma speciale si intende (come quasi sempre accade quando si 
discorre del criterio di specialità) norma eccezionale, si può sostenere che il criterio di 
specialità ("lex specialis derogai legi generali”) altro non sia che una definizione 
(appena mascherata) di norma speciale (ossia eccezionale, appunto). Una norma 
eccezionale è, infatti-, proprio questo: una norma che fa eccezione — e in questo senso 
deroga — ad una norma relativamente più generale. Da questo punto di vista, il criterio 
di specialità appare non già una meta-norma per la soluzione di antinomie (quale in 
effetti è), ma una necessità logica (per definizione, l’eccezione deroga alla regola 
generale). Tuttavia, una definizione, di per sé, non può offrire una regola di decisione 
delle controversie.
(41) Si può dare pere certo che il criterio di specialità non sia applicabile quando 
le due norme confliggenti siano tra loro gerarchicamente ordinate (la norma superiore, 
ancorché generale, prevale su quella inferiore, ancorché speciale).
(42) E appena il caso di notare che, di due norme, si può dire che siano in 
rapporto di regola ed eccezione solo ad interpretazione avvenuta: il che è abbastanza
1 2 0 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
In virtù del criterio di specialità, siritiene non che una delle due 
norme confliggenti sia invalida o abrogata, ma che una di esse — e 
precisamente la norma più generale — sia semplicemente derogata ad 
opera dell’altra. La norma (relativamente) più specifica fa eccezione a 
quella (relativamente) più generale; entrambe sono valide e vigenti, ma 
la norma generale non trova applicazione (è derogata appunto) là dove 
è applicabile quella particolare. In questo senso, la norma speciale — 
più precisamente: eccezionale — “prevale” su quella generale: quella 
deroga, fa eccezione, a questa.
Se per esempio una norma N i vieta il commercio di sostanze 
stupefacenti in genere ed un’altra norma N2 permette il commercio di 
canapa indiana (posto che la canapa indiana sia una sostanza stupe­
facente), facendo applicazione del criterio di specialità si riterrà che 
entrambe le norme siano valide e vigenti, ma che N i sia derogata da 
N2. Ciò si risolve in una interpretazione restrittiva di NI, in virtù della 
quale N i vieta non più il commercio di qualsivoglia sostanza stupe­
facente, ma solo il commercio di sostanze stupefacenti che non siano 
canapa indiana.
Si prendano ad esempio gli arti. 2043 e 2044 cod. civ. Schemati- 43
owio. È però importante capire — e questo non è per nulla ovvio (lo ha chiarito molto 
bene S. Zorzetto, La norma speciale, cit.) — che, in questi casi, l ’interprete compie non 
una, ma due distinte operazioni: da un lato, interpreta in senso stretto (ossia attribuisce 
significato ai testi coinvolti); dall’altro, attribuisce ad una delle due norme (ricavate 
mediante interpretazione) il valore di “regola” e all’altra il valore di “eccezione” (questa 
seconda operazione è non propriamente interpretativa, ma piuttosto “costruttiva”). 
Ora, ridentificazione di una norma come regola e dell’altra come eccezione non è per 
nulla “naturale” come sembra: dipende da assunzioni di varia natura non logicamente 
controllabili. In molti casi, si considera generale la norma imperativa o proibitiva ed 
eccezionale quella permissiva o facoltizzante, nel presupposto ideologico-politico che il 
diritto, in quanto ordinamento normativo della condotta, sia essenzialmente un insieme 
di comandi, la cui sola funzione è di limitare la libertà “naturale” (quella libertà, in 
senso debole, di cui ciascuno godrebbe in un ipotetico “stato di natura”, del tutto privo 
di diritto); e che pertanto una norma giuridica positiva a contenuto permissivo o 
facoltizzante non abbia altra funzione che quella di circoscrivere il campo di applica­
zione di una preesistente norma imperativa o proibitiva (non farebbe senso statuire un 
permesso o una facoltà che semplicemente reiterassero una libertà “primordiale”).
(43) Solitamente, quando si tratti di norme contigue, l’antinomia è considerata 
dagli interpreti meramente “apparente”, nell’assunto che la volontà di ogni autorità 
normativa sia almeno sincronicamente coerente. Sicché l’antinomia è senz’altro evitata 
o prevenuta con idonee tecniche interpretative: una di queste è appunto il criterio di 
specialità (altre sono l’interpretazione restrittiva, l’interpretazione adeguatrice, l’inter­
pretazione sistematica, la ponderazione).
ANTINOMIE 121
camente: “Se danno ingiusto, allora responsabilità”, “Se danno ingiusto 
e legittima difesa, allora non responsabilità” (44).
In un senso, si potrebbe dire, abbiamo a che fare non già con due 
norme distinte, bensì con due frammenti normativi, ricomponibili in 
un’unica norma che incorpora un’eccezione: “Se danno ingiusto e non 
legittima difesa, allora responsabilità”. In questo modo, la norma 
generale viene riformulata in sede interpretativa, incorporando in essa 
la norma eccezionale, ossia introducendo nella norma generale una 
clausola di eccezione o di esclusione. Da questo punto di vista, in altre 
parole, qui «non esiste una vera incoerenza, ma solo un modo di 
esprimersi [del legislatore] che può essere parafrasato mediante una 
sola norma » (45 46).
Nondimeno, sembra più plausibile sostenere che in questi casi 
abbiamo a che fare con una incompatibilità genuina, la quale si risolve 
— in sede di costruzione giuridica — adottando un criterio di prefe­
renza tra le due norme incompatibili (il criterio “lex specialis”, ap­
punto). Criterio, occorre insistere, che — per quanto possa suonare 
ovvio — è esso stesso frutto di costruzione giuridica, dal momento che 
non è prescritto in generale da alcuna norma positiva (4Ó).
Come che sia, l’uso del criterio di specialità non solleva speciali 
problemi — sembra appunto un’operazione tutt’affatto “naturale” — 
quando si presenti un’antinomia tra due norme contigue (espresse, ad 
esempio, da due diverse disposizioni di una medesima legge). I pro­
blemi nascono, però, quando si voglia applicarlo a norme diversamente
(44) Si ricordi però quanto abbiamo detto in una nota precedente a proposito 
della identificazione di una norma come regola e di un’altra norma come eccezione. 
Sembra “naturale” considerare la classe dei danni provocati nell’esercizio della legit­
tima difesa come sottoclasse dei danni senza ulteriori specificazioni. Ma cosi non è: la 
logica non vieta di considerare la classe degli atti di esercizio della legittima difesa che 
provocano danni come sottoclasse degli atti di esercizio della legittima difesa senza 
ulteriori specificazioni. Di nuovo: l’identificazione di una norma come regola e dell’al­
tra come eccezione dipende da assunzioni non logicamente controllabili.
(45) A. Ross, On Law and Justice, cit., p. 130. Critiche perspicue a questo modo 
di vedere in S. Z orzetto, La norma speciale, cit., cap. VI.
(46) Nota finemente S. Z orzetto, La norma speciale, cit., p. 532 ss., che consi­
derare le due disposizioni del cod. civ. menzionate sopra come norme distinte o invece 
come frammenti di un’unica norma sembra avere rilevanti conseguenze sull’onere della 
prova. Nel primo caso (norme distinte), pare che l’attore debba provare (solo) il danno, 
e tocchi al convenuto provare la legittima difesa; nel secondo caso (unica norma che 
incorpora un’eccezione), pare che l’attore debba provare sia il danno, sia l’assenza di 
legittima difesa.
122 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
dislocate nel tempo, sicché l’una è cronologicamente successiva all’al­
tra. In questi casi, infatti, il criterio di specialità interferisce fatalmente 
con il principio cronologico (“lex posterior”). Possono darsi le due 
situazioni seguenti (47).
(a) La norma speciale (48) è antecedente a quella generale. In 
questo caso — se la norma speciale derogasse a quella generale — il 
criterio di specialità dovrebbe essere così riformulato: la norma speciale 
non è abrogata dalla norma generale successiva, ma anzi costituisce 
deroga ad essa (ne restringe il campo di applicazione): “lex posterior 
generalis non derogai priori speciali”, come si usa dire in dottrina.
Questa regola di soluzione delle antinomie, tuttavia, benché gene­
ralmente accreditata in dottrina e in giurisprudenza, non sembra avere 
alcun fondamento nell’ordinamento vigente. Giacché, fatte salve le 
eventuali eccezioni disposte dal legislatore in modo espresso, la norma 
successiva, anche se generale, abroga quella precedente, anche se spe­
ciale, in virtù del principio cronologico, esso sì positivamente statuito
(47) A. P izzorusso, Delle fonti del diritto, Bologna, 1977, p. I l i ss.; N. Bobbio, 
Studi per una teoria generale del diritto, cit., p. 113 ss. Un esempio. L’art. 11, comma 
5, d.P.R. 382/1980 (come modificato dalle leggi 705/1985 e 118/1989) vieta ai 
professori universitari a tempo pieno la assunzione di incarichi retribuiti per conto di 
qualunque soggetto che non sia una amministrazione dello Stato, un ente pubblico, o 
un organismo a prevalente partecipazione statale. L’art. 58, comma 9, del d. lgs. 
29/1993 (come modificato dall’art. 26 del d. lgs. 80/1998) a sua volta dispone che « gli 
enti pubblici economici e i soggetti privati non possono conferire incarichi retribuiti a 
dipendenti pubblici senza la previaautorizzazione dell’amministrazione di apparte­
nenza dei dipendenti stessi ». Se ne può inferire, a contrario, che enti pubblici 
economici e soggetti privati — non. diversamente dalle pubbliche amministrazioni 
(comma 8) — possono conferire incarichi retribuiti a dipendenti pubblici, previa 
autorizzazione dell’amministrazione di appartenenza. D’altro canto, questa norma si 
applica a tutti i dipendenti delle amministrazioni pubbliche menzionati all’art. 1, 
comma 2, e all'art. 2, commi 4 e 5, dello stesso d. lgs. 29/1993: tra essi rientrano i 
professori ed i ricercatori universitari a tempo pieno (art. 2, comma 5). Orbene: si deve 
dunque ritenere che le nuove disposizioni tacitamente innovino il preesistente regime 
di incompatibilità dei professori e ricercatori a tempo pieno, sicché anche i professori 
e ricercatori a tempo pieno possono ormai, previa autorizzazione, accettare incarichi 
retribuiti non solo da pubbliche amministrazioni (comma 8), ma altresì da enti pubblici 
economici e da soggetti privati (comma 9); o al contrario si deve ritenere che le nuove 
disposizioni, in quanto “generali”, non deroghino al previgente regime “speciale” 
relativo ai professori e ricercatori universitari?
(48) Per semplicità continuo ad esprimermi in termini di “norma speciale”, ma 
deve essere chiaro che il discorso si riferisce esclusivamente alle norme speciali 
incompatibili con le relative norme generali, ossia alle norme eccezionali.
ANTINOMIE 123
(art. 15 disp. prel. cod. civ.). Sicché impiegare il criterio di specialità in 
modo da conservare efficacia ad una norma speciale antecedente 
costituisce, prima facie, violazione dell’art. 15 disp. prel. cod. civ.
Quanto meno, si deve ammettere, con la Corte costituzionale, che 
« nell’ipotesi di successione di una legge generale ad una legge speciale, 
non è vera in assoluto la massima che lex posterior generalis non derogai 
priori speciali·, giacché i limiti di detto principio vanno, in effetti, di 
volta in volta, sempre verificati alla stregua dell’intenzione del legisla­
tore. E non è escluso che in concreto l’interpretazione della voluntas 
legis, da cui dipende la soluzione dell’indicato problema di successione 
di norme, evidenzi una latitudine della legge generale posteriore, tale 
da non tollerare eccezioni, neppure da parte di leggi speciali: che 
restano, in tal modo, tacitamente abrogate » (49).
(b) La norma speciale è successiva a quella generale. In questo caso 
— se la norma speciale derogasse a quella generale — il criterio di 
specialità dovrebbe essere così riformulato: la norma speciale non 
abroga la norma generale antecedente, ma si limita a derogare ad essa 
(si limita a restringerne il campo di applicazione, il che, peraltro, non 
è cosa troppo diversa da una abrogazione “parziale” (50)).
Ma anche questa regola di soluzione delle antinomie, fuori dei 
(rari) casi in cui è espressamente prescritta, è discutibile. Certo, una 
norma speciale deroga ad una norma generale precedente, senza abro­
garla, quando ciò è espressamente stabilito dal legislatore. Ma, in 
assenza di una espressa previsione del legislatore, è sempre possibile 
sostenere che la norma più recente (anche se speciale) costituisca tacita 
abrogazione della norma più vecchia (anche se generale): ad esempio, 
argomentando che la norma più recente sia espressione di un nuovo 
principio (di una nuova politica del diritto) tale da travolgere per intero 
la vecchia disciplina (51).
(49) Corte cosi. 29/1976.
(50) H. Kelsen, “La derogazione” (1962), in H. Kelsen, La teoria politica del 
bolscevismo e altri saggi di teoria del diritto e dello stato, Milano, 1981.
(51) Può anche accadere, in verità, che il principio di specialità interferisca con 
quello gerarchico, (i) Può darsi, in primo luogo, che la norma speciale sia gerarchica­
mente sovraordinata a quella generale. In questo caso, il criterio di specialità, se preso 
sul serio, dovrebbe suonare così: la norma speciale deroga alla norma generale ad essa 
subordinata, senza tuttavia provocarne l’invalidità (se la norma generale fosse senz’altro 
invalida, allora vedremmo all’opera il principio gerarchico, e non il criterio di specia­
lità). Ora, non c’è dubbio che la norma speciale sovraordinata “prevalga” su quella
124 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
(ii) Seconda variante. In una seconda variante, il criterio di specia­
lità è una tecnica di composizione delle antinomie che può applicarsi in 
presenza di un’antinomia tra due norme — contigue, o comunque 
pari-ordinate nella gerarchia delle fonti — i cui campi di applicazione 
non intrattengano propriamente una relazione da genere a specie, bensì 
si sovrappongano parzialmente: un’antinomia, insomma, del tipo par­
ziale bilaterale.
Anche in questo caso, il criterio di specialità induce a concludere 
non che una delle due norme confliggenti sia invalida o abrogata, ma 
che una di esse sia semplicemente derogata ad opera dell’altra. Il punto 
è che, in presenza di un’antinomia di questo tipo, non abbiamo a che 
fare con una norma (relativamente) più specifica e con un’altra (rela­
tivamente) più generale: abbiamo a che fare con norme egualmente 
generali, i cui campi di applicazione — le classi di fattispecie discipli­
nate — si intersecano.
In queste circostanze, il criterio di specialità non può essere 
impiegato se non dopo aver istituito, tra le due norme confliggenti, una 
relazione gerarchica, e precisamente una gerarchia assiologica, ossia una 
relazione di valore (52). Una relazione gerarchica, cioè, creata non dal 
diritto stesso, ma dagli interpreti per via di “costruzione giuridica”.
generale subordinata: cioè che la norma speciale debba essere applicata (quando ne 
ricorrano, s’intende, i presupposti), e la norma generale disapplicata. Si noti, peraltro, 
che la norma speciale, qui, prevale su quella generale non in quanto speciale, bensì in 
quanto gerarchicamente superiore. E assai dubbio, però, che la norma generale debba 
considerarsi non già invalida, ma semplicemente derogata, rimanendo tuttavia valida (e 
pertanto applicabile, quando non ricorrano i presupposti per applicare la norma 
speciale). Si tratta ovviamente di un problema di interpretazione: in particolare, uno di 
quei problemi che si possono risolvere solo facendo ricorso alla interpretazione 
cosiddetta sistematica. In linea di massima, la norma generale può considerarsi 
senz’altro invalida, per lo meno ogniqualvolta si possa persuasivamente argomentare 
che la norma speciale esprime o sottintende un (nuovo) principio di diritto, tale da 
travolgere ogni norma contrastante con esso, (ii) Può darsi, in secondo luogo, che la 
norma speciale sia gerarchicamente subordinata a quella generale. In questo caso, se 
preso sul serio, il criterio di specialità dovrebbe suonare così: la norma speciale non è 
resa invalida dalla norma generale superiore, ma anzi costituisce deroga ad essa (ne 
restringe il campo di applicazione). Palesemente, in questa versione, il criterio di 
specialità non ha alcun fondamento. Non c’è dubbio infatti che in questi casi la norma 
generale "prevalga” su quella speciale: e precisamente nel senso che la norma speciale 
in contrasto con una norma generale ad essa sovraordinata è decisamente invalida (e 
pertanto totalmente inefficace). Basti riflettere che, se così non fosse, le leggi ordinarie 
potrebbero derogare alla costituzione.
(52) Ne diremo diffusamente in un prossimo capitolo.
ANTINOMIE 125
Poniamo, ad esempio, che una prima norma NI tuteli il diritto alla 
riservatezza della vita privata e un’altra norma N2 garantisca la libertà 
di stampa. Ora, la pubblicazione di una notizia giornalistica relativa alle 
abitudini sessuali di Pinco Pallino, per un verso, viola il diritto alla 
riservatezza di questo signore ma, per un altro verso, costituisce 
legittimo esercizio della libertà di stampa. In altre parole: un medesimo 
comportamento è qualificato illecito da NI, lecito da N2 (53). Ebbene, 
in un caso come questo, si può ritenereindifferentemente·.
(a) che la norma N i costituisca regola generale e N2 faccia 
eccezione ad essa: per conseguenza, la libertà di stampa “cede” di 
fronte al diritto alla riservatezza; il diritto alla riservatezza non può 
essere violato (neppure) esercitando la libertà di stampa; oppure 
all’opposto
(b) che la norma N2 sia regola generale e NI faccia ad essa 
eccezione: per conseguenza, il diritto alla riservatezza “cede” di fronte 
alla libertà di stampa; la libertà di stampa può essere esercitata (anche) 
in violazione del diritto alla riservatezza.
Ma optare per l’una o l’altra soluzione presuppone comunque una 
gerarchia di valore tra le due norme in questione. Nel caso (a), la norma 
N2 è assiologicamente sovraordinata alla norma NI; nel caso (b), al 
contrario, la norma NI è assiologicamente sovraordinata alla norma 
N2. Diversamente, l’antinomia sarebbe insolubile.
8. Antinomie tra principi costituzionali (rinvio). — Infine, richie­
dono un discorso a sé le antinomie tra principi costituzionali. Trattasi 
di antinomie del tutto peculiari: generalmente parlando, sono antino­
mie in concreto, tra norme che non intrattengono tra loro un rapporto 
da regola ad eccezione (antinomie, dunque, del tipo parziale bilaterale), 
la cui soluzione non è disciplinata da alcuna norma positiva, sicché può 
solo essere frutto di costruzione giuridica.
Non è applicabile il principio gerarchico, dal momento che le 
norme in questione sono pari-ordinate nella gerarchia delle fonti. Non 
è applicabile il principio cronologico, dal momento che le norme in 
questione — salvo che una di esse sia stata introdotta mediante 
revisione costituzionale — sono coeve. Non è applicabile il principio di 
specialità, dal momento che le classi di fattispecie disciplinate non
(53) Trattasi evidentemente di un’antinomia in concreto.
126 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
intrattengono fra di loro un rapporto da genere a specie, ma si 
intersecano.
Qui basti dire che la tecnica generalmente impiegata dai giudici 
costituzionali in casi del genere va sotto il nome di ponderazione (o 
bilanciamento) di principi, e consiste nell’istituire tra i due principi 
coinvolti una gerarchia (a) assiologica e (b) mobile.
Vi torneremo in un prossimo capitolo, discorrendo di applicazione 
dei principi costituzionali.
C apitolo I I
LACUNE
Sommario: 1. Lacune normative. — 2. Lacune normative e interpretazione. — 3.
Lacune tecniche. — 4. Lacune assiologiche. — 5.11 diritto come insieme di norme 
finito. — 6. Dogma della completezza e stato di diritto. — 7. La norma generale 
esclusiva. — 8. Interludio: inqualificato, ma non indecidibile. — 9. Lo spazio 
giuridicamente vuoto.
L’espressione “lacuna del (nel) diritto” può denotare non meno di 
tre fenomeni diversi i1): lacune normative, lacune tecniche, e lacune 
assiologiche (2).
(1) Π concetto di lacuna, come quello di antinomia, è una variabile dipendente 
del modo di concepire le norme giuridiche. Per quanti concepiscono le norme 
giuridiche come qualificazioni deontiche del comportamento (“Il comportamento x è 
obbligatorio”, "Il comportamento y è vietato”, “Il comportamento z è permesso”, etc.), 
le lacune si presentano come comportamenti non qualificati. Per quanti invece conce­
piscono le norme come enunciati che connettono fattispecie a conseguenze giuridiche, 
le lacune si presentano come fattispecie per le quali non è disposta alcuna conseguenza 
giuridica. Quest’ultimo è il punto di vista adottato nel testo.
(2) Vi è in realtà un quarto fenomeno in relazione al quale si è parlato di “lacune”. 
Mi limito ad un cenno. Si può dire che un ordinamento giuridico — inteso qui non più 
come insieme di norme, ma come complesso di “istituzioni” — presenti una lacuna 
istituzionale allorché, per cause di fatto, venga meno una delle istituzioni che sono 
essenziali al suo funzionamento. Per esempio: si crea una lacuna istituzionale allorché, 
in uno stato monarchico, si estingue la dinastia regnante, fino a che non si provveda a 
dare un altro titolare alla corona, o non si instauri una nuova forma di stato; si crea una 
lacuna istituzionale allorché una persistente astensione dal voto del corpo elettorale — 
come immaginato da José Saramago in Saggio sulla lucidità (trad. it. Torino, 2004) — 
impedisce la formazione della camera elettiva. Il concetto e gli esempi sono ricondu­
cibili a S. Romano, Osservazioni sulla completezza dell'ordinamento statale, Modena, 
1925 (ora anche in S. Romano, L o Stato moderno e la sua crisi. Saggi di diritto 
costituzionale, Milano, 1969). Nell’ordinamento costituzionale vigente, si produrrebbe 
una lacuna istituzionale in questo senso se, ad esempio, il Presidente della Repubblica 
o le Camere omettessero di sostituire i giudici costituzionali, di designazione rispetti­
vamente presidenziale e parlamentare, cessati. Diversa è la situazione che si creerebbe 
qualora fossero meramente abrogate (ossia abrogate, e non sostituite) le norme che
128 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
1. Lacune normative. — Può accadere — non so dire quanto 
frequente sia il fenomeno — che il legislatore disciplini una serie di 
fattispecie, ma ometta di disciplinare una o più d’una delle loro 
possibili combinazioni (3).
Supponiamo di avere un testo normativo in materia tributaria dal 
quale, per via di interpretazione, abbiamo ricavato le tre norme se­
guenti:
NI: L’imposta sul reddito è dovuta dai cittadini (ovvero: Se 
cittadinanza, allora imposta sul reddito)
N2: L’imposta sul reddito non è dovuta da chi non sia residente sul 
territorio nazionale (ovvero: Se non residenza, allora non imposta sul 
reddito)
disciplinano la formazione di un organo costituzionale. Si tratterebbe infatti non di 
lacuna istituzionale, ma di lacuna tecnica (la quale, tuttavia, potrebbe a sua volta 
generare una lacuna istituzionale). Si veda al riguardo la giurisprudenza costituzionale 
in materia di referendum abrogativo (spec. Corte cost. 29/1987).
(3) È questo il rigoroso (e ristretto) concetto di lacuna normativa elaborato da G.E. 
A lchourrón, E. Bulygin, Normative Systems, Wien, 1971 (trad. it. Sistemi normativi. 
Introduzione alla metodologia della scienza giuridica, Totino, 2005), cap. I, § 7, i quali 
adducono un esempio ricavato dal codice civile argentino in materia di acquisto di im­
mobile a non domino·, secondo una certa interpretazione delle disposizioni rilevanti, 
nessuna conseguenza giuridica è espressamente prevista per i casi (a) di buona fede sia 
dell’alienante, sia dell’acquirente, e (b) di mala fede dell’acquirente. Le lacune normative 
non vanno confuse con le lacune cosiddette “di riconoscimento” (C.E. Alchourrón, E. 
Bulygin, Normative Systems, cit., p. 31 ss.). Grosso modo: si ha una lacuna normativa 
allorché vi è una fattispecie per la quale nessuna norma dispone una conseguenza giu­
ridica (o, detto altrimenti, allorché un caso è privo di soluzione); si ha una lacuna di 
riconoscimento allorché è indecidibile quale sia la conseguenza giuridica connessa ad una 
data fattispecie a causa della indeterminatezza del linguaggio in cui le norme sono for­
mulate. Per riferirsi al “difetto di precisione” della legge, alcuni parlano di lacuna “im­
propria”: R. Q uadri, Dell’applicazione della legge in generale, Bologna, 1974, p. 270. 
Ulteriori distinzioni (lacune oggettive e soggettive, lacune logico-sistematiche e storiche) 
in G. C arcaterra, “Analogia”, in Enciclopedia giuridica, Treccani Roma, 1988, voi. II, p. 
15. Altre distinzioni ancora (lacune ontologiche e deontologiche, ideologiche e teleo­
logiche, critiche e diacritiche) in A.G. C onte, “Décision, complétude, clòture”, in Ch. 
P erelman (ed.), Le problème des lacunes en droit, Bruxelles, 1968, p. 67 ss. Nella lette­
ratura più recente vedi anche: P . C hiassoni, La giurisprudenza civile. Metodi d'interpre­
tazione e tecniche argomentative, Milano, 1999, p, 288 ss.; F. A iria et al., Lagunas en el 
derecho, Madrid-Barcelona, 2005; T. G arcIa-Berrio H ernAndez, Laslagunas de la ley. 
Hacia un derecho flexihle, Madrid, 2006; P. C hiassoni, Tecnica dell'interpretazione giu­
ridica, Bologna, 2007, cap. Ili; J. Ruiz M anero, U. Schmill, Eljuezy las lagunas del derecho, 
México, 2007; E. Bulygin, Μ. Αήενζα, J.C. Bayón, Prohlemas lógicos en la teoria y próctica 
del derecho, Madrid, 2009.
LACUNE 129
N3: L’imposta sul reddito non è dovuta da chi non abbia una oc­
cupazione (ovvero: Se disoccupazione, allora non imposta sul reddito)
Le tre fattispecie semplici (cittadinanza, residenza, disoccupa­
zione), disciplinate dalle tre norme, possono combinarsi tra loro dando 
luogo ad otto fattispecie complesse: (i) cittadini residenti disoccupati; 
(ii) cittadini residenti occupati; (iii) cittadini non residenti disoccupati; 
(iv) cittadini non residenti occupati; (v) non cittadini residenti disoc­
cupati; etc.
Orbene: prendiamo il caso di uno straniero residente occupato (una 
delle otto combinazioni possibili). A questa fattispecie non è applicabile 
NI, che si riferisce ai cittadini; non è applicabile N2, che si riferisce ai 
non residenti; non è applicabile N3, che si riferisce ai disoccupati. La 
fattispecie è dunque priva di disciplina (4): il diritto è lacunoso.
Abbiamo a che fare — si noti bene — con una combinazione di 
fattispecie ciascuna delle quali è singolarmente disciplinata da una norma, 
sicché pare ovvio pensare che anche la loro combinazione sia giuridi­
camente “rilevante”. Se così non fosse, sarebbe lecito pensare che questa 
particolare fattispecie complessa sia giuridicamente irrilevante, che cada 
cioè nello “spazio vuoto di diritto” (di cui diremo meglio fra poco): in 
quell’insieme di fattispecie che il diritto non prende affatto in conside­
razione (come, poniamo, i viaggi interstellari) (5).
2. Lacune normative e interpretazione. — Si presti attenzione: ab­
biamo identificato una lacuna ragionando ovviamente con norme (e non 
già con disposizioni normative ancora da interpretare), ossia ad inter­
pretazione avvenuta. Se quelle sono le norme con cui abbiamo a che fare 
— se quella è l’interpretazione prescelta — alla lacuna non si sfugge (6).
(4) In questa sede non ci interessiamo di antinomie (ne abbiamo già detto in un 
precedente capitolo). Ma, sia detto per la cronaca, nella fattispecie di un cittadino non 
residente disoccupato si ha un antinomia: in tal caso, infatti, l’imposta è dovuta in virtù 
di NI, ma è non dovuta in virtù di N3.
(5) G. C akcaterra, Presupposti e strumenti della scienza giuridica, Torino, 2011 , p. 
70 ss., analizza, sotto il nome di “principi di completezza”, due modi caratteristici di 
colmare le lacune: il principio di esclusione e il simmetrico principio di inclusione. Il 
principio di esclusione statuisce che tutti i casi non previsti da una norma hanno la 
disciplina opposta a quella stabilita dalla norma. Il principio di inclusione (o analogia) 
statuisce che tutti i casi non previsti da una norma, ma simili a quelli previsti, hanno la 
stessa disciplina di questi ultimi.
(6) Conviene ripetere che le lacune normative non vanno confuse con i problemi 
di applicazione di norme a casi concreti, detti “lacune di conoscenza” (è dubbio se la
130 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
Per evitare la lacuna — e risolvere il caso — dovremmo, proba­
bilmente, re-interpretare il testo normativo da cui abbiamo tratto quelle 
tre norme, ossia tornare al testo e interpretarlo diversamente (7).
(a) Potremmo, ad esempio, re-interpretare il testo in modo tale da 
sostituire N i con Nlbis:
Nlbis: Solo se cittadinanza, allora imposta sul reddito
Nlbis, essendo un bicondizionale, implica logicamente: “Se non 
cittadinanza, allora non imposta sul reddito”. La cittadinanza è in­
somma condizione non già solo sufficiente, ma anche necessaria, perché 
sorga l’obbligo di imposta. Ne segue che lo straniero (ancorché resi­
dente e occupato) non è soggetto alTobbligo tributario in questione.
(b) Oppure potremmo argomentare (8) la tesi che N2 sottintenda 
(“implichi” in qualche senso non logico) N2bis:
N2bis: Se residenza, allora imposta sul reddito
Secondo N2bis, la residenza è condizione sufficiente perché sorga 
Γobbligo di imposta. E da ciò segue che il residente (ancorché stra­
niero) è, per ciò solo, soggetto alTobbligo tributario.
(c) O, ancora, potremmo re-interpretare il testo in modo tale da 
sostituire N3 con N3bis:
N3bis: Solo se disoccupato, allora non imposta sul reddito
N3bis — nuovamente un bicondizionale — implica logicamente: 
“Se occupato, allora imposta sul reddito”. La disoccupazione è condi­
fattispecie concreta sia sussumibile nell’una o nell’altra fattispecie astratta per carenza 
di informazioni sui fatti del caso) e “lacune di riconoscimento” (è dubbio se la 
fattispecie concreta sia sussumibile nell’una o nell’altra fattispecie astratta a causa della 
vaghezza semantica dei termini impiegati per delineare le fattispecie astratte). Così C.E. 
Alchourrón, E. Bulygin, Normative Systems, cit., p. 31 ss.
(7) Vedi P. Chiassoni, “L’interpretazione della legge: normativismo semiotico, 
scetticismo, giochi interpretativi”, in Studi in memoria di Giovanni Tarello, voi. II. Saggi 
teorico-giuridici, Milano, 1990; P. C hiassoni, La giurisprudenza civile, cit., p. 294 ss.
(8) Trattasi dell’uso costruttivo dell’argomento a contrario.
LACUNE 131
zione non già solo sufficiente, ma anche necessaria per essere esentati 
dall’obbligo tributario. Ne segue che chi abbia una occupazione (ben­
ché straniero) è soggetto all’obbligo in questione.
Ma è importante capire che, così facendo (re-interpretando i testi 
normativi o svolgendone certe supposte implicazioni), abbiamo sosti­
tuito il micro-ordinamento normativo da cui abbiamo preso le mosse 
con un micro-ordinamento diverso.
Il primo micro-ordinamento (MOl) includeva le norme NI, N2, e 
N3:
MOl: NI, N2, N3.
Il nuovo micro-ordinamento (M02), a seconda della soluzione 
prescelta, include:
M02a: Nlbis, N2, e N3
oppure
M02b: NI, N2, N2bis, N3
oppure ancora
M02c: N i, N2, e N3bis.
Ciò è quanto dire che le lacune seguono — non precedono — 
l’interpretazione. L’interpretazione, in un senso, produce le lacune e, 
come le produce, così può anche evitarle o prevenirle.
Sembra naturale pensare che la completezza o l’incompletezza di 
un ordinamento dipendano dal suo contenuto normativo: è completo 
un ordinamento che, di fatto, predispone conseguenze giuridiche per 
qualsivoglia fattispecie; incompleto un ordinamento entro il quale vi 
sono fattispecie prive di conseguenze giuridiche. Senonché il contenuto 
normativo dell’ordinamento — se teniamo bene a mente la distinzione 
tra le disposizioni e le norme (ne abbiamo detto in un capitolo 
precedente) — è una variabile dipendente non solo dei testi normativi, 
com’è ovvio, ma anche dell’interpretazione.
Le lacune sono spesso presentate in letteratura come un (peculiare) 
problema di interpretazione. A ben vedere, tuttavia, le cose non stanno 
esattamente così (9).
(9) Vedi G.B. Ratti, Norme, principi, e logica, Roma, 2009, cap. I.
132 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
Il problema se vi sia e quale sia la norma applicabile al caso è un 
problema di interpretazione testuale (interpretazione in astratto) e/o di 
sussunzione della fattispecie concreta sotto una fattispecie astratta (in­
terpretazione in concreto). Un problema siffatto può essere risolto in due 
modi: o decidendo che la fattispecie in esame ricade nel campo di ap­
plicazione di una certa norma, o decidendo che non vi è alcuna norma 
applicabile a quella fattispecie (i0 11). Nell’un caso, il diritto non presenta 
alcuna lacuna; nell’altro caso, per contro, il diritto si rivela lacunoso. 
Spesso, entrambe le decisioni sono praticabili (persuasivamente argo­
mentabili): è l’interprete a decidere se una lacuna vi sia o non vi sia. Ma, 
in entrambi i casi, il problema di interpretazione è risolto: la lacuna, se 
si presenta, si presenta solo ad interpretazione ormai avvenuta.
Per conseguenza, una lacuna apre non propriamenteun problema 
interpretativo, bensì un problema di altra natura. Da un lato, se e quando 
la lacuna si presenta, l’interpretazione è ormai compiuta (ferma la pos­
sibilità di abbandonare l’interpretazione prescelta ed optare per una in­
terpretazione diversa, tale da evitare la lacuna (u )). Dall’altro, una lacuna 
non può essere colmata per via d’interpretazione: per colmare una lacuna, 
occorre “integrare” o completare l’ordinamento giuridico, e ciò può esser 
fatto solo introducendo in esso una norma nuova (12).
Riassumendo:
(i) in primo luogo, l’interpretazione può prevenire una lacuna, 
evitarla: nel senso che i testi normativi a disposizione possono essere 
interpretati in modo tale che la lacuna neppure si presenti;
(ii) in secondo luogo, l’interpretazione, come può evitare le lacune,
(10) Beninteso, la creazione interpretativa di una lacuna, da parte di un giudice, 
non prelude ad una sentenza di non liquet, ma è preordinata alla costruzione di una 
norma inespressa idonea a dare soluzione al caso (in questo senso tutte le lacune sono, 
come dice E. D iciotti, Interpretazione della legge e discorso razionale, Torino, 1999, p. 
454, “effìmere”: sono create solo per essere immediatamente dopo colmate). D ’altro 
canto, la creazione interpretativa di una lacuna da parte di un giurista prelude ad 
un’operazione di politica del diritto: secondo i casi, una raccomandazione de lege 
ferenda (rivolta al legislatore) o de sententia ferenda (rivolta ai giudici).
(11) Come abbiamo visto, quando ad una prima interpretazione (o interpretazione 
prima facie) nessuna disposizione esprime una norma idonea a regolare la fattispecie in 
esame, spesso l’interprete procede ad una seconda interpretazione (o re-interpretazione o 
interpretazione “tutto considerato”) attribuendo ad una qualche disposizione un signi­
ficato diverso in modo tale nessuna lacuna si presenti. Cfr. P. Chiassoni, “L’interpre­
tazione della legge: normativismo semiotico, scetticismo, giochi interpretativi”, cit.
(12) C.E. Alchourrón, E. Bulygin, Normative Systems, cit., p. 158 ss.
LACUNE 133
così può anche produrle·, nel senso che i testi normativi a disposizione 
possono essere interpretati in modo tale che, sì, una lacuna si presenti (13) ;
(iii) in terzo luogo, l’interpretazione — se può produrre le lacune, 
o prevenirle — non può però colmare le lacune: la lacuna, se si presenta, 
si presenta solo ad interpretazione ormai avvenuta; per colmarla, non 
resta che integrare il diritto, ossia creare diritto nuovo; e la produzione 
di una norma nuova, idonea a colmare una lacuna, è cosa concettual­
mente diversa dall’ihterpretazione di una disposizione preesistente: 
trattasi non di interpretazione, ma di costruzione giuridica.
3. Lacune tecniche. — Si dice che un ordinamento presenti una 
lacuna tecnica allorché manca in esso una norma la cui esistenza sia 
condizione necessaria per l’efficacia (e/o per l'effettività) di un’altra 
norma (14).
Accade cioè che ima norma non possa produrre effetti giuridici 
(e/o non possa essere obbedita od applicata) in assenza di altre norme 
che, diciamo così, la concretizzino (15).
Ad esempio: una norma prescrive la periodica convocazione di un 
organo, ma nessuna norma determina quale soggetto sia competente a 
convocarlo; una norma istituisce un certo organo elettivo, ma nessuna 
norma stabilisce quale sistema elettorale debba adottarsi; una norma 
raccomanda di perseguire un certo fine, ma nessuna norma stabilisce 
quali mezzi debbano impiegarsi; e così avanti.
In questo senso, l’ordinamento repubblicano era lacunoso, e le 
norme costituzionali sulla Corte costituzionale e sul Consiglio superiore
(13) Esempio paradigmatico: si considerinole possibili interpretazioni dell’art. 89, 
comma 1, cost., il quale esige che gli atti del capo dello stato siano controfirmati dai 
« ministri proponenti ». Se si intende questa disposizione nel senso che si riferisca solo 
a quegli atti che il capo dello stato adotta, per l’appunto, a seguito di proposta ministeriale, 
ecco che si presenta una lacuna: la costituzione non disciplina in alcun modo gli atti che 
il Presidente adotta di sua propria iniziativa (in assenza di proposte ministeriali). Ma, se 
per contro la si interpreta nel senso che si riferisca a tutti gli atti presidenziali senza 
eccezioni, ecco che la lacuna magicamente si dilegua: giacché, da questo punto di vista, 
semplicemente non si danno atti presidenziali che non siano preceduti da proposta mi­
nisteriale. Cfr. F. Sorrentino, "I principi generali delTordinamentp giuridico nell’inter­
pretazione e nell’applicazione del diritto”, in Diritto e società, 1987.
(14) A.G. Conte, Saggio sulla completezza degli ordinamenti giuridici, Torino, 
1962, p. 43 s.
(15) Si può anche sostenere che esista una lacuna di questo tipo ogniqualvolta 
una norma imperativa (un comando o un divieto) non sia accompagnata da una norma 
sanzionatrice (e sia dunque “lex imperfecta”, come a volte si dice).
134 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
della magistratura erano inefficaci, prima che fossero concretizzate, ri­
spettivamente, dalla legge 87/1953 (Norme sulla costituzione e sul fun­
zionamento della Corte costituzionale) e dalla legge 195/1958 (Norme 
sulla costituzione e sul funzionamento del Consiglio superiore della ma­
gistratura).
O ancora: quid juris, nell’ordinamento vigente, se il mandato del 
Presidente della Repubblica scade (al termine del settimo anno) senza 
tuttavia che sia stato eletto un nuovo Presidente (16)P
4. Lacune assiologiche. — Si dice “lacuna assiologica” la man­
canza di una norma che — secondo le soggettive preferenze etico- 
politiche (assiologiche, appunto) dell’interprete — dovrebbe esserci.
Deve essere chiaro che affermare l’esistenza nell’ordinamento di 
una lacuna assiologica è non un giudizio di fatto, ma un giudizio di 
valore: non una descrizione del diritto com’è, ma una critica del diritto 
esistente e/o una prescrizione di come dovrebbe essere.
Di lacune assiologiche si possono distinguere fondamentalmente 
due tipi.
(1) Accade che una fattispecie sia, sì, disciplinata da una norma, ma 
che tale disciplina appaia all’interprete insoddisfacente, sicché, a suo giu­
dizio, manca nell’ordinamento (non una norma qualsivoglia, ma) una 
norma “giusta”: la norma che sarebbe richiesta dal suo senso di giusti­
zia (17).
Facciamo un esempio. Poniamo che una disposizione riconnetta la 
conseguenza giuridica “non obbligo di risarcimento” alla fattispecie 
“danno non patrimoniale” (“Non vi è obbligo di risarcimento per il 
danno non patrimoniale”). Senonché, per ipotesi, la classe di fattispecie 
“danno non patrimoniale” include danni morali, danni esistenziali, 
danni biologici, e forse altri tipi di danni ancora. Ebbene, può accadere
(16) G.U. Rescigno, “Comunicare, comprendere, interpretare nel diritto”, in 
Diritto pubblico, 2009, p. 699 ss. Rescigno mostra, con fine analisi, in quali modi (con 
quali argomenti) la lacuna possa essere colmata “costruendo” (p. 702) una norma 
costituzionale inespressa: o la norma che consente la prorogatio del vecchio Presidente, 
o la norma che affida la supplenza al presidente del Senato. Rescigno sottolinea anche 
(p. 703) che, così colmando la lacuna, non si fa propriamente “interpretazione”, ma 
un’operazione di altro genere: “costruzione” giuridica, appunto.
(17) C.E. Alchourrón, E. Bulygin, Normative Systems, cit., cap. VI; N. Bobbio, 
Contributi ad un dizionario giuridico, Torino, 1994, p. 96 s.
LACUNE 135
che la conseguenza giuridica disposta dalla legge appaia ad un inter­
prete soddisfacente per i danni morali, ma assiologicamente inadeguata 
per i danni biologici (18). Per argomentare la presenza di una lacuna 
costui potrebbe ragionare più o meno nel modo che segue.
Si danno due tipi di danni non patrimoniali: i danni morali e i 
danni biologici. Queste due (sotto)dassi di fattispecie sono “sostanzial­
mente diverse”, ed esigono pertanto discipline distinte (19) (è questa la 
tecnica interpretativa della“dissociazione”, di cui diremo a tempo 
debito). La conseguenza giuridica che risulta dall’interpretazione let­
terale, “non obbligo di risarcimento”, è ragionevole — i.e. giusta — per 
i danni morali, ma è irragionevole — i.e. ingiusta — per i danni 
biologici. La disposizione in questione deve dunque essere re- 
interpretata, intendendola come riferita ai soli danni morali (eccezione 
implicita o interpretazione restrittiva) (20). Per conseguenza, la fattispe­
cie “danno biologico” resta priva di disciplina: l’ordinamento è lacu­
noso in relazione a questa fattispecie.
(2) Accade inoltre che una fattispecie sia, sì, disciplinata da una 
norma, ma che tale disciplina non sia conforme a quanto richiesto da 
un’altra norma positiva (21): in particolare, da una norma material­
mente o assiologicamente superiore (22).
(18) Che cioè sia giusto non prevedere l’obbligo di risarcimento per i danni 
morali, ma sia ingiusto non prevederlo per i danni biologici.
(19) Dire che due fattispecie sono “sostanzialmente” diverse è solo un modo 
retoricamente efficace per sostenere che debbano avere discipline diverse.
(20) In altre parole: la disposizione in questione si applica non all’intera classe dei 
danni non patrimoniali, come vorrebbe l’interpretazione letterale, ma solo ad una 
sottoclasse dei danni non patrimoniali: i danni morali. Ovvero, da un altro punto di 
vista, la disposizione esprime una norma “defettibile": è soggetta ad una eccezione 
implicita (“Se danno non patrimoniale, a meno che danno biologico, allora non obbligo 
di risarcimento”).
(21) G. P arodi, “Lacune e norme inespresse nella giurisprudenza costituzionale”, 
in P . C omanducci, R. G uastini (eds.), Struttura e dinamica dei sistemi giuridici, Torino, 
1996; G. P arodi, La sentenza additiva a dispositivo generico, Torino, 1996, p. 131 ss. Si 
potrebbe addurre anche l’es. seguente: l’art. 81, comma 4, cosi, esige che le Camere, 
ogniqualvolta approvino una norma (legislativa) che importi nuove o maggiori spese 
rispetto a quelle già previste in bilancio, approvino altresì una norma che indichi i 
mezzi per farvi fronte; l’assenza di una norma siffatta nel documento legislativo 
configura una lacuna assiologica di questo tipo.
(22) Le nozione di gerarchia materiale e di gerarchia assiologica saranno intro­
dotte in un prossimo capitolo. Tuttavia, grosso modo, si può dire fin d’ora: gerarchia 
materiale è la comune gerarchia delle fonti (determinata da norme positive, sul tipo, ad
136 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
Si trovano esempi paradigmatici di lacune di questo tipo in tutti i 
casi in cui l’interprete ritenga violato il principio di eguaglianza (art. 3, 
comma 1, cost.) così come è comunemente inteso — riecheggiando 
Aristotele — nella giurisprudenza costituzionale: si devono trattare in 
modo eguale i casi eguali, in modo diverso i casi diversi.
(a) Il legislatore non ha preso in considerazione una differenza (a 
giudizio dell’interprete) “sostanziale” o “rilevante” tra due classi di 
fattispecie, e ha dettato per esse la medesima disciplina, omettendo di 
differenziarle, sicché una stessa conseguenza giuridica è connessa a 
fattispecie “sostanzialmente” diverse (23).
Per esempio: il legislatore ha accordato un’agevolazione fiscale alle 
“imprese” in genere; così facendo, ha omesso di distinguere, entro la 
classe delle imprese, due sottoclassi — le “grandi” e le “piccole” 
imprese, poniamo — che, essendo (a giudizio dell’interprete) “sostan­
zialmente” diverse, esigono discipline distinte. Manca pertanto una 
norma differenziatrice che riconnetta all’una o all’altra delle due sotto­
classi di fattispecie una conseguenza giuridica distinta.
(b) Il legislatore, nel disciplinare una data classe di fattispecie, ha 
omesso di disciplinare nello stesso modo un’altra classe di fattispecie, 
ritenuta dall’interprete “sostanzialmente” eguale alla prima (24), sicché 
a fattispecie “sostanzialmente” eguali sono connesse conseguenze giu­
ridiche distinte.
Per esempio, il legislatore ha imposto un onere fiscale alle “piccole 
imprese”; così facendo, il legislatore non ha preso in considerazione 
un’altra classe di imprese — “le grandi imprese” — che, essendo (a 
giudizio dell’interprete) “sostanzialmente” eguale alla classe delle pic­
cole imprese, esigerebbe la medesima disciplina. Manca pertanto una 
norma eguagliatrice che connetta alla fattispecie “grandi imprese” la 
medesima disciplina.
I due casi esaminati sono assiologicamente equivalenti, poiché in 
entrambi è violato il principio di eguaglianza, inteso nel modo che si è
es., dell’art. 134 cost., che subordina la legge alla costituzione); gerarchia assiologica è 
una gerarchia di valore (“La norma NI ha più valore della norma N 2”) stipulata 
dall’interprete.
(23) C.E. Alchourrón, E. Bulygin, Normative Systems, cit., p. 106 ss.
(24) Naturalmente, dire che due fattispecie sono “sostanzialmente” eguali non è 
che un modo retorico di suggerire che debbano avere la medesima disciplina.
LACUNE 137
detto, come duplice obbligo di trattare nello stesso modo fattispecie 
eguali, e di trattare in modo diverso fattispecie diverse (25).
5. Il diritto come insieme di norme finito. — "Prima facie, il diritto 
— qualunque ordinamento positivo, sincronicamente considerato — 
non disciplina qualsivoglia possibile fattispecie (che so? i viaggi inter­
planetari, la coltivazione del rosmarino, la salsa appropriata per la soupe 
de poisson). Non qualifica deonticamente — obbligatorio, vietato, 
permesso, facoltativo — ogni possibile comportamento umano (che so? 
la scelta del vino appropriato quando si gusta il fois gras, il tiro al 
piattello, il colore della cravatta o del foulard).
Pertanto, nella totalità delle fattispecie (o, da un altro punto di 
vista, dei comportamenti umani) possibili si possono distinguere due 
sottoinsiemi: l’insieme delle fattispecie cui una norma riconnette una 
qualche conseguenza giuridica (o l’insieme dei comportamenti deonti­
camente qualificati) e l’insieme delle fattispecie non disciplinate in 
alcun modo (o l’insieme dei comportamenti inqualificati o indiffe­
renti (26)). Con una trasparente metafora: lo “spazio” pieno di diritto, 
e lo “spazio” vuoto di diritto (27).
Ebbene, in un senso ovvio (preteorico, se si vuole), ogni fattispecie 
non disciplinata — ovvero ogni condotta non qualificata — costituisce 
intuitivamente una “lacuna”. Ma con che tipo di lacuna abbiamo a che 
fare esattamente? Questa domanda ammette due risposte, prima facie 
entrambe plausibili.
(a) Prima risposta. Abbiamo a che fare con una genuina lacuna 
normativa, non troppo diversa da quella esaminata nel paragrafo di 
apertura (28). Banalmente: anche in questo caso, come in quello, vi è
(25) Non è infrequente incontrare ragionamenti come quelli che abbiamo detto 
nella pratica della Corte costituzionale italiana (così come di altri tribunali costituzio­
nali).
(26) Sulla questione se ciò che è inqualificato d eb b a considerarsi ind iffe ren te vedi 
A.G. C onte, Saggio sulla completezza degli ordinamenti giuridici, cit.
(27) K. Bergbohm, Jurisprudenz und Rechtsphilosophie, Leipzig, 1892, p. 371 ss.; 
S. Romano, “Osservazioni sulla completezza dell'ordinamento statale”, cit.
(28) J.C. B ayón, “Sobre el principio de prohibición y las condiciones de verdad 
de las proposiciones normativas”, in E. Bulygin, Μ. Αήενζα, J.C. Bayón, Problemas 
lógicos en la teoria y pràctica del derecho, cit.
138 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
una fattispecie (29) cui nessuna norma espressa riconnette una conse­
guenza giuridica qualsivoglia (30).
E, d’altra parte, come diremo tra poco, è generalmente diritto 
vigente negli ordinamenti moderni il divieto di “denegare giustizia”, in 
virtù del quale il giudice ha l’obbligo di decidere qualunque contro­
versia a lui sottoposta. II divieto di denegare giustizia — si può 
sostenere — è un potente generatore di lacune normative, poiché 
obbliga il giudice a decidere anche casi che nessuna norma espressa 
disciplina.(b) Seconda risposta. Abbiamo a che fare con un’altro (un 
terzo (31)) tipo di lacuna assiologica: precisamente, con la mancanza di 
una norma che, a giudizio dell’interprete, dovrebbe disciplinare una 
fattispecie di fatto non disciplinata.
Ecco un facile esempio (tra mille) che sembra avvalorare questa 
seconda risposta. L’art. 87, comma 5, cost. attribuisce al Presidente 
della Repubblica il potere di emanare gli atti governativi aventi forza di 
legge. Tale disposizione « non contiene alcuna altra previsione sostan­
ziale o procedimentale che delimiti il potere presidenziale » (32). Se ne 
potrebbe concludere che il potere presidenziale in questione non è 
soggetto a limiti, sostanziali o procedimentali, di sorta. Ma la dottrina 
costituzionalistica dominante non si accontenta di questa piana con­
clusione. Assume che dei limiti debbano sussistere, e pertanto ritiene 
che la costituzione sia lacunosa al riguardo (e si affretta a colmare 
fantasiosamente la lacuna in questione) (33).
(29) Qui abbiamo a che fare (per ipotesi) con una fattispecie semplice o "ato­
mica”, non disciplinata in alcun modo; là avevamo a che fare con una fattispecie, non 
disciplinata, complessa o "molecolare”, risultante dalla combinazione di più fattispecie 
semplici, esse sì disciplinate. ,
(30) Con la significativa differenza, tuttavia, che nel caso dello “straniero resi­
dente occupato”, di cui al paragrafo 1, abbiamo a che fare con una fattispecie di cui si 
può sostenere la giuridica rilevanza (derivando essa dalla combinazione di fattispecie 
atomiche positivamente disciplinate), mentre in questi casi abbiamo a che fare con 
fattispecie di cui è agevole sostenere la giuridica irrilevanza.
(31) Ulteriore rispetto ai due esaminati nel paragrafo precedente.
(32) M. L uciani, “L’emanazione presidenziale dei decreti-legge. (Spunti a partire 
dal caso E.)”, in Politica del diritto, 3, 2009, p. 410.
(33) È facile comprendere che la questione è particolarmente delicata a livello 
costituzionale. Nel senso che, là dove la costituzione contiene una lacuna (i.e. non 
disciplina per nulla una data fattispecie), il legislatore può disporre (ossia disciplinare
LACUNE 139
Come che sia, se si prende sul serio la finitezza (la “chiusura”, se così 
vogliamo dire (* 34)) del diritto, si comprende che in ogni ordinamento vi 
sono potenzialmente tante lacune — siano esse normative o assiologiche 
— quante fattispecie l’ordinamento in questione non disciplina affatto. 
E, si noti bene, argomentando a contrario si può sostenere che l’ordi­
namento non disciplini affatto tutte quelle fattispecie che non sono let­
teralmente incluse nel campo di applicazione di alcuna norma (35).
E idea diffusa, tuttavia, che l’esistenza di una lacuna di questo tipo 
non comporti altresì l’esistenza di controversie indecidibili in sede 
giurisdizionale. Si pensa infatti che qualsivoglia controversia possa e/o 
debba comunque essere decisa con l’una o l’altra delle due tecniche di 
costruzione giuridica seguenti:
(i) argomentando a contrario a partire dalla totalità delle norme 
espresse: se nessuna norma qualifica deonticamente in alcun modo la 
condotta del convenuto, la domanda dell’attore è infondata, sicché non 
può che essere respinta (36); ovvero
(ii) costruendo norme inespresse, ad esempio nei modi prescritti — 
nell’ordinamento vigente — dall’art. 12, comma 2, disp. prel. cod. 
civ. (37), i.e. per via di analogia o facendo appello ai principi generali 
dell’ordinamento.
Sia detto per inciso, l’argomento che si adduce in favore della 
costruzione di una norma inespressa a partire da un principio generale 
prende sovente la forma di un condizionale controfattuale: una con­
gettura (38) intorno a ciò che il legislatore avrebbe deciso se si fosse 
posto il problema: “Il legislatore, poiché ha formulato (o sottinteso) il 
principio P, avrebbe risolto il caso in conformità a P, se lo avesse preso 
in considerazione” (39).
la fattispecie in questione) come più gli aggrada. Sicché colmare le (presunte) lacune 
del testo costituzionale ha l’effetto di circoscrivere la discrezionalità del legislatore.
(34) A,G. C onte, “Décision, complétude, clóture”, cit.
(35) Sull’argomento a contrario torneremo in un prossimo capitolo dedicato 
all’argomentazione dell’interpretazione.
(36) Così A.G. C onte, “Décision, complétude, clóture”, cit., sul presupposto del 
carattere intrinsecamente “chiuso” (finito) di ogni ordinamento normativo. Vedi anche 
F. Atria, “Sobre las lagunas”, e J. Ruiz M anero, “Algunas concepciones del derecho y 
sus lagunas”, entrambi in F. Atria et al., Lagunas en el derecho, cit.
(37) Ne diremo qualcosa a tempo debito (parte terza, cap. V).
(38) Non suscettibile di verificazione o falsificazione.
(39) Un enunciato controfattuale è un condizionale con antecedente falso: nella 
specie, è falso che il legislatore abbia preso in considerazione il caso di cui si tratta.
140 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
6. Dogma della completezza e stato di diritto. — I legislatori 
sovente prevedono l’esistenza di lacune e prescrivono ai giudici tecni­
che per colmarle (40). I giuristi e i giudici quotidianamente denunciano 
— e colmano — lacune (per lo più assiologiche, in verità).
Nondimeno, secondo un modo di vedere, diffuso soprattutto nella 
cultura giuridica ottocentesca, ma ancor oggi presente nel pensiero 
giuridico, il diritto — qualunque ordinamento giuridico — sarebbe un 
insieme di norme necessariamente completo. Questo modo di vedere è 
ciò che si usa chiamare: dogma della completezza.
Il dogma della completezza dell’ordinamento è strettamente legato 
al liberalismo giuridico, cioè alla dottrina politica del moderno stato di 
diritto.
Lo stato di diritto è governato dal principio di legalità della 
giurisdizione, che obbliga il giudice a fondare ogni sua decisione sopra 
una norma giuridica preesistente.
Ora, se il diritto fosse incompleto, vi sarebbero controversie non 
decidibili sulla base di norme positive vigenti. Per decidere siffatte 
controversie il giudice non avrebbe che due possibilità: o “denegare 
giustizia” (pronunciare una sentenza di “non liquet”, rifiutarsi di 
giudicare), o creare una norma nuova a suo arbitrio. Senonché nessuna 
delle due cose sembra ammissibile.
(i) Generalmente parlando, nello stato di diritto, il giudice ha l’ob­
bligo di decidere qualunque controversia a lui sottoposta: gli è vietato 
denegare giustizia (41). Lo statuisce espressamente, ad esempio, l’art. 4
(40) Vedi ad es. l’art. 12, comma 2, disp. prel. cod. civ. Ma vedi anche l’art. 1, 
comma 2, del codice civile svizzero (1907): « Nei casi non previsti dalla legge il giudice 
decide secondo la consuetudine e, in difetto di questa, secondo la regola che egli 
adotterebbe come legislatore ». Un’ottima rassegna delle tecniche di soluzione delle 
lacune previste da diversi ordinamenti positivi si legge in Ch. H uberlant, “Les 
mécanismes institués pour combler les lacunes de la loi”, in Ch. P erelman (ed.), Le 
problème de.r lacunes en droit, cit.
(41) Π divieto di denegare giustizia (i.e. l’obbligo di decidere ogni controversia, 
anche quando manchi una « precisa disposizione ») è implicito nell’art. 12, comma 2, 
disp. prel. cod. civ. Ai sensi dell’art. 3, comma 1, della legge 117/1988 (che per l’appunto 
porta in rubrica “Diniego di giustizia”) costituisce diniego di giustizia « il rifiuto, l’qmis- 
sione, o il ritardo del magistrato nel compimento di atti del suo ufficio »; l’art. 2, comma 
1, stabilisce tra l’altro che « chi ha subito un danno ingiusto [...] per diniego di giustizia 
può agire contro lo Stato per ottenere il risarcimento dei danni patrimoniali e anche di 
quelli non patrimoniali che derivino da privazione della libertà personale ». Anche prima 
dell’entrata in vigore della legge 117/1988, il principio poteva ritenersi implicito nel 
combinato disposto degli artt. 55 cod. proc. civ. (che prevede la responsabilità civile del
LACUNE 141
del Code Napoléon (1804) (42): « il giudice che rifiuteràdi giudicare, con 
il pretesto del silenzio, dell’oscurità, o dell’insufficienza della legge, potrà 
essere perseguito come colpevole di diniego di giustizia » (4Ì).
giudice il quale, « senza giusto motivo, rifiuta, omette o ritarda di provvedere sulle do­
mande o istanze delle parti e, in generale, di compiere un atto del suo ministero ») e 328 
cod. pen. (che punisce l’omissione o il rifiuto di atti di ufficio).
(42) Vedi in proposito L. F avokeu, D u détti de justice en droit public frangati, 
Paris, 1965. In realtà, I’art. 4 del Code civil comanda sì al giudice di risolvere ogni 
controversia — agendo come se il sistema giuridico fosse completo — ma non esprime 
affatto una regola di chiusura. Al contrario, esso autorizza il giudice ad interpretare 
liberamente la legge e a colmarne le lacune (J.-E.-M. P ortale, Discours et rapporti sur 
le Code civil, Caen, 1989, p. 26 ss.). Cfr. J. G hestin, G. G oubeaux, Introduction 
générale, Traité de droit civil, dirigé par J. G hestin, Paris, 1977, p. 326: « Les hommes 
de la Révolution [...] ont admis l’interprétation judiciaire de la Ioi, et mème le 
comblement des ses lacunes et la correction de ses insuffisances. C’est ce qui exprime 
l’artide 4 du Code civil. [...] Ainsi en vertu des articles 4 et 5 du Code civil le juge est 
autorisé à ctéer éventuellement une règie particulière qu’il appliquera au litige déter- 
miné qui lui est soumis. Mais cette règie ne peut avoir en principe une portée 
générale ». « Le cours de la justice — dice Portalis — serait interrompu, s’il n’était pas 
permis au juge de prononcer que lorsque la Ioi a parlé. Peu de causes sont susceptibles 
d’ètre décidées d’après une Ioi, d’après un texte précis » (così P ortalis, in F. E wald 
(ed.), Naissance du Code civil. La raison du législateur, Paris, 1989, p. 119). E ancora: 
« La prévoyance du législateur est limitée [...] Ce serait donc une erreur de penser qu’il 
pùt exister un corps de lois, qui eut d’avance pourvu à tous les cas possibles » 
(Portalis, Discours et rapporti sur le Code civil, cit., p. 27). « Il est donc une foule de 
circonstances dans lesquelles un juge se trouve sans loi. Π faut donc laisser alors au juge 
la faculté de suppléer à la loi par les lumières naturelles de la droiture et du bon sens. 
Rien ne serait plus puéril que de vouloir prendre des précautions suffisantes pour qu’un 
juge n’eut jamais qu’un texte précis à appliquer » (J.-E.-M. P ortalis, Ecrits et discours 
juridiques etpolitiques, Aix-en- Provence, 1998, p. 75-76). D ’altra parte, occorre notare 
che, secondo Portalis, solo il diritto civile è incompleto e suscettibile di completamento 
da parte della giurisprudenza, mentre « en matière criminelle, où il n’y a qu’un texte 
formel et préexistant qui puisse fonder l’action du juge, il faut des lois précises et point 
de jurisprudence. Il en est autrement en matière civile: là, il faut une jurisprudence, 
parce qu’il est impossible de régler tous les objets civils par des lois, et qu’il est 
nécessaire de terminer, entre particuliers, des contestations qu’on ne pourrait laisser 
indécises sans forcer chaque citoyen à devenir juge dans sa propre cause [...] » 
(Portalis, Discours et rapporti sur le Code civil, cit., p, 28 s.). In altre parole, secondo 
Portalis, la regola di chiusura vale solo nel dominio del diritto penale, e non abbraccia 
l’intero sistema giuridico. In proposito: R. G uastini, “La fonction juridictionnelle dans 
la constitution de l’an III”, in R. D upuy, M. M orabito (eds.), 1795. Pour une République 
sans Révolution, Rennes, 1996.
(43) Conviene ripetere che il divieto di denegare giustizia è un generatore di 
lacune (siano esse normative o assiologiche), poiché obbliga il giudice a decidere anche 
casi che nessuna norma espressa disciplina.
142 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
(ii) Generalmente parlando i44), nello stato di diritto, vige il 
principio della divisione dei poteri che, in entrambe le sue varianti 
(separazione in senso stretto, o bilanciamento (45 46)), esclude la giuri­
sprudenza dal novero delle fonti del diritto. La creazione del diritto è 
monopolio degli organi legislativi: in genere, assemblee rappresenta­
tive. I giudici — organi burocratici, in genere scelti per concorso, e 
dunque privi, come si suol dire, di “legittimazione democratica” — non 
sono autorizzati a creare diritto, hanno anzi l’obbligo di limitarsi ad 
applicare il diritto che trovano già fatto ad opera del legislatore.
Evidentemente, l’esistenza di lacune, coniugata con il divieto di 
denegare giustizia, avrebbe l’effetto di trasferire una quota di potere 
normativo dagli organi legislativi a quelli giurisdizionali.
Vi sono poi due ragioni ulteriori che rendono inammissibile la 
creazione giurisprudenziale di diritto, e pertanto inducono a negare 
l’esistenza di lacune.
(a) La creazione giurisprudenziale di diritto è in conflitto con il 
valore (generalmente accettato, anche se raramente positivizzato) della 
“certezza del diritto”, in virtù del quale ciascuno deve avere la possi­
bilità di prevedere le conseguenze giuridiche delle proprie azioni, e 
dunque, in ultima istanza, di prevedere le decisioni giurisdizionali (4Ó). 
Va da sé che non sarebbe prevedibile una decisione giurisdizionale la 
quale applicasse una norma non preesistente al giudizio, ma creata ex 
novo dal giudice stesso (47).
(b) Per la stessa ragione, la creazione giurisprudenziale di diritto è 
altresì in conflitto con il principio (generalmente positivizzato) di 
irretroattività delle leggi (48). La creazione giurisprudenziale di diritto, 
infatti, è necessariamente una sorta di legislazione ex post facto·, la
(44) Con la notevole eccezione costituita dall’art. 1, comma 2, del codice civile 
svizzero, che abbiamo citato in una nota precedente.
(45) Ne abbiamo fatto cenno in un precedente capitolo, discorrendo di interpre­
tazione autendca. Vedi comunque R. G uastini, La sintassi del diritto, Torino, 2011, 
parte quinta, cap. III.
(46) In verità, il valore della certezza del diritto involge non pochi problemi 
concettuali, che qui non è il caso di affrontare: vedi G . G ometz, La certezza del diritto 
come prevedibilità, Torino, 2005.
(47) Nell’ordinamento vigente, il principio in questione non è codificato. Tutta­
via, la Corte costituzionale mostra di considerarlo un principio implicito di rango 
costituzionale. Cfr. Corte cost. 210/1971, 101/1986.
(48) Trattasi, nell’ordinamento vigente, di un principio positivamente statuito: in 
costituzione (art. 25, comma 2) in relazione alle sole leggi penali; nelle disp. prel. cod. 
civ. (art. 11, comma 1) in relazione alle leggi in genere. S’intende pertanto che, per la
LACUNE 143
norma eventualmente creata dal giudice va a disciplinare ima fattispecie 
già sottoposta all’attenzione del giudice, e dunque formatasi anterior­
mente alla formulazione della norma in questione,
Insomma, nello stato di diritto* al giudice è precluso sia di sottrarsi 
alla decisione, sia di decidere creando una norma nuova, E ciò sembra 
esigere la completezza dell’ordinamento.
Orbene, in favore del dogma della (necessaria) completezza di ogni 
ordinamento sono stati addotti diversi argomenti (49). I più interessanti 
sono i due di cui ora diremo. Entrambi, si noterà, affrontano la 
questione non in termini di connessioni tra fattispecie e conseguenze, 
ma in termini di qualificazione normativa della condotta: considerano 
completo un ordinamento in cui ogni possibile condotta sia normati­
vamente qualificata, incompleto un ordinamento nel quale anche una 
sola condotta sia priva di qualificazione normativa.
7. La norma generale esclusiva — Una prima dottrina (50) — di 
evidenti ascendenze liberali — sostiene che tutti gli ordinamenti giu­
ridici necessariamente includano una norma di chiusura, e precisa- 
mente il “principio di libertà” o “norma generale esclusiva” (51): “Tutto 
ciò che non è (espressamente) vietato è (tacitamente) permesso” (52).
La norma generale esclusiva — laddove è diritto vigente— ha
legge ordinaria, il principio è inderogabile in materia penale, ma derogabile in ogni 
altra materia.
(49) Tutti accuratamente esaminati da A.G. C onte, Saggio sulla completezza degli 
ordinamenti giuridici, cit.
(50) Di cui trascuro, per semplicità, le diverse varianti,
(51) D, D onati, Il problema delle lacune dell’ordinamento giuridico, Milano, 1910 
(ora in D . D onati, Scritti di diritto pubblico, Padova, 1966, voi. I). Questo modo di 
vedere è gravido di conseguenze sia sul piano delle fonti, sia sul piano dell’applicazione, 
(i) Per ciò che concerne le fonti, questa dottrina implica che tutto ciò che non sia 
espressamente vietato da una data fonte (per es., dalla legge) è, da quella stessa fonte, 
implicitamente qualificato permesso: sicché non può essere legittimamente vietato da 
una fonte inferiore (ad es., da un regolamento dell’esecutivo), (ii) Per ciò che concerne 
l’applicazione giurisdizionale del diritto, questa dottrina si risolve in una politica de 
sententia ferenda·. in una raccomandazione, rivolta ai giudici, di respingere la domanda 
dell’attore ogniqualvolta essa non sia fondata su una norma particolare che imponga un 
obbligo al convenuto
(52) H. K elsen, Dottrina pura del diritto (1960), Torino, 1966, p. 276 ss.; M. 
T roper, “Sur le ‘dogme’ de la complétude et la théorie de la norme générale exdusive”, 
in Droits, 47, 2008; E. Diciorrr, “Comandi, lacune, completezza della legge”, in Studi 
in onore di Franco Modugno, Napoli, 2011, voi. II, p. 1349 ss.
144 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
ovviamente l’effetto di “chiudere” l’ordinamento nel senso che, in forza 
di essa, ogni possibile condotta risulta deonticamente qualificata o 
come vietata, o come permessa, poiché i casi sono due e solo due: o una 
condotta ricade sotto il dominio di una norma particolare che la vieta 
o, in mancanza, ricade sotto il dominio della norma generale che la 
permette.
Occorre insistere però che la norma generale esclusiva rende 
completi tutti e soli quegli ordinamenti nei quali si può sostenere che 
sia diritto vigente.
Ora, è ben possibile che nell’uno o nell’altro ordinamento una 
norma siffatta sia espressamente statuita. Ad esempio, l’art. 5 della 
Déclaration des droits de l’homme et du citoyen del 26 agosto 1789, 
tuttora diritto vigente in Francia, stabilisce: « Tout ce qui n ’est pas 
défendu par la loi ne peut ètre empèché, et nul ne peut ètre contraint 
à faire ce qu’ elle n ’ordonne pas »; l’art. 19 della costituzione argentina 
dispone: « Ningùn habitante de la Nación sera obligado a hacer lo que 
no manda la ley, ni privado de lo que ella no prohibe ». Disposizioni 
come queste possono essere intese precisamente come altrettante for­
mulazioni della norma generale esclusiva. Non tutti gli ordinamenti 
però contengono disposizioni di questo tenore: non l’ordinamento 
italiano, ad esempio.
Nondimeno, la tesi che stiamo discutendo è proprio che la norma 
generale esclusiva sia diritto vigente — in quanto norma inespressa 
(frutto, dunque, di costruzione giuridica) — anche negli ordinamenti in 
cui non è espressamente statuita. La tesi è che qualsivoglia ordinamento 
contenga necessariamente una norma siffatta, indipendentemente da 
ciò che le sue fonti normative di fatto dispongono.
Prima facie, non sembra che la tesi dell’esistenza della norma 
generale esclusiva possa seriamente essere argomentata al di fuori degli 
ordinamenti giuridici liberali. E, anche negli ordinamenti liberali, è 
difficile sostenere che essa abbracci l’ordinamento tutto intero (e/o che 
abbia rango costituzionale).
Nel diritto italiano vigente, ad esempio, la norma generale esclusiva 
è espressamente statuita nell’ambito del diritto penale (art. 25, comma 
2, cosi.; art. 1 cod. pen.) (53), ma in diritto civile vige piuttosto una 
"norma generale inclusiva” — così è stata chiamata — ossia il principio 
che autorizza il giudice ad estendere le norme giuridiche particolari,
(53) Sulla “norma penale esclusiva” vedi F. P oggi, Norme permissive, Torino, 
2004, p. 57 ss.
LACUNE 145
mediante analogia, anche óltre le fattispecie letteralmente incluse nel 
loro campo di applicazione (54). Sicché, se in diritto penale tutto ciò che 
non è espressamente vietato è tacitamente permesso (55 56), in diritto 
civile, per contro, è tacitamente vietato non solo tutto ciò che è vietato 
espressamente, ma anche ciò che è analogo (simile) a ciò che è vietato 
espressamente.
Si aggiunga che, negli ordinamenti giuridici liberali (negli “stati di 
diritto”), la norma generale esclusiva — se anche vale al livello delle 
ordinarie norme di condotta, rivolte ai cittadini —: si ritiene non valga 
però al livello delle norme di competenza, cioè di quelle norme che 
conferiscono poteri (normativi, amministrativi, giurisdizionali) agli or­
gani dello stato. Nell’ambito del diritto pubblico, tali ordinamenti si 
caratterizzano piuttosto per il principio opposto — il principio di 
legalità (espresso o implicito che sia) — in virtù del quale i pubblici 
poteri possono compiere non già ogni atto che non sia loro vietato, ma 
anzi solo quegli atti che siano loro espressamente consentiti (5Ó).
L’argomento che comunemente si adduce in favore della norma 
generale esclusiva è che tale norma non è tanto, come il nome sugge­
rirebbe, una norma positiva — e come tale contingente (57 58) — ma un 
principio logico: anzi, nulla più che una tautologia, e pertanto una 
verità necessaria (proprio come “2+2 = 4”, “Tutti i triangoli hanno tre 
lati”, “Ο p o non-p” (5S), etc.).
È necessariamente vero — si dice — che tutto ciò che non è vietato 
è permesso, per la banale ragione che “vietato” e “permesso” sono 
concetti inter definibili: “permesso” significa precisamente “non vie­
tato”. E quindi vero per definizione che tutto ciò che è non-vietato è 
permesso. Una tautologia, si noti, è vera in qualunque discorso — ivi 
incluso il discorso prescrittivo del legislatore — di tal che: per un verso,
(54) Né, d’altra parte, vi sono meta-norme che prescrivano un criterio di scelta tra 
argomento a simili ed argomento a contrario, quando entrambi siano applicabili. Vedi 
N. Bobbio, Teoria dell'ordinamento giuridico, Torino, 1960, p. 148 ss.
(55) Più precisamente: tutto ciò che non è penalmente sanzionato in modo 
espresso non è penalmente sanzionato.
(56) Per meglio dire: gli atti dei pubblici poteri che non siano espressamente 
autorizzati sono (non propriamente vietati, ma piuttosto) invalidi.
(57) Ossia dipendente dal contenuto normativo dell’uno o dell’altro ordina­
mento.
(58) Che è quanto dire: la proposizione p è o vera o falsa (principio del terzo 
escluso).
146 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
non può essere negata (59); per un altro verso, non occorre (sarebbe 
ridondante) esplicitarla (ad esempio, statuirla espressamente in una 
disposizione normativa); e, per un altro verso ancora, non può essere 
abrogata i60).
Ciò equivale ad ammettere che — malgrado il nome (“norma”) — 
la cosiddetta norma generale esclusiva non è una norma affatto (61): è 
piuttosto un asserto dottrinale concernente le relazioni concettuali tra 
“permesso” e “vietato”. La sua formulazione più appropriata, tale da 
metterne in luce il carattere (non normativo, ma) tautologico oltre ogni 
ragionevole dubbio, sarebbe la seguente: “Tutto ciò che è non vietato 
è non vietato” i62).
Ora, anzitutto, una tautologia, così come è priva di contenuto 
informativo (non essendo una proposizione fattuale), è anche priva di 
contenuto prescrittivo (non essendo una norma) (63 64). Così come non 
trasmette informazioni su fatti, neppure qualifica normativamente una 
condotta qualsivoglia. Sicché non si vede come possa garantire la 
completezza dell’ordinamento, ossia qualificare i comportamenti non 
qualificati da altre norme.
Inoltre, nel linguaggio giuridico — sia nel linguaggio dei giuristi, 
sia nel linguaggio del legislatore — la locuzione “non vietato” è usata 
non già come una qualificazione normativa della condotta, bensì comela sua negazione {M) (a livello di metalinguaggio).
Generalmente parlando, al di fuori del linguaggio artificiale della 
logica deontica, la negazione di una modalità deontica (65) non è, essa 
stessa, una modalità deontica, ma, appunto, solo la sua negazione.
(59) La negazione di una tautologia (“Alcuni triangoli non hanno tre lati”) 
sarebbe una contraddizione.
(60) Osserva giustamente P. N avarro, “Normas permisivas y clausura de los 
sistemas juridicos”, in bonomia. Revista de teoria y filsosofia del derecko, 34, 2011, p. 
130, che un qualsivoglia enunciato può essere considerato una norma giuridica positiva 
se, e solo se, può essere abrogato, Evidentemente, non è questo il caso di una 
tautologia.
(61) Anche perché non si vede come una norma possa essere (necessariamente) 
vera, dal momento ché le norme sono prive di valori di verità.
(62) Per ogni comportamento x, se x è non-vietato, allora x è non-vietato.
(63) Così, ad es., la tautologia “La proposizione p è o vera o falsa” non dice se p 
sia vera o sia falsa; la tautologia “Ogni comportamento è permesso o non permesso” 
non dice quali comportamenti siano permessi e quali non permessi.
(64) Trattasi, tecnicamente, della “negazione esterna” di un enunciato deontico. 
Vedi ad es. A Ross, Directives and Norms, London, 1968, cap. VI.
(65) Sono modalità deontiche: obbligatorio, vietato, permesso, facoltativo.
LACUNE 147
Pertanto, è sensato usare la negazione di una modalità deontica per 
formulare una proposizione normativa (6Ó), che nega l’esistenza di una 
norma; ma non è sensato usarla nel discorso prescrittivo per formulare 
una norma, ossia per qualificare una condotta.
Quando il legislatore vuole qualificare permessa una condotta, non 
si esprime in termini di “non vietato”, ma usa termini come “per­
messo”, “facoltà”, “libertà”, “liceità”, o alcunché del genere. Sarebbe 
assai sorprendente incontrare l’espressione “non vietato” in quanto 
qualificazione di un comportamento, ossia nel conseguente di una 
norma di condotta (“Nelle circostanze x, il comportamento y è non 
vietato”) (66 67).
Nel discorso dottrinale, d’altro canto, gli enunciati deontici (“Il 
comportamento x è obbligatorio”, “Il comportamento y non è vietato”, 
etc.) esprimono non già norme, ma proposizioni esistenziali su 
norme (68). “Il comportamento x è obbligatorio” significa: "Esiste una 
norma che comanda x”; “Il comportamento y è non vietato” significa: 
“Non esiste una norma che vieti il comportamento y”. Insomma, 
affermando che un certo comportamento è “non vietato”, un giurista 
constata non già l’esistenza di una norma permissiva, ma Y inesistenza di 
una norma proibitiva (69).
(66) Ossia una proposizione concernente norme.
(67) Si osservi che nell’art. 5 della Déclaration des droits de l'homme et du citoyen 
(« Tout ce qui n’est pas défendu par la loi... » con quel che segue) l’espressione “non 
vietato” è usata nell’antecedente della norma: non già per qualificare una condotta, ma 
per disegnare la fattispecie: per ogni comportamento x, se x non è vietato (fattispecie), 
allora x è permesso (conseguenza giuridica).
(68) Vedi infra, cap. VII, § 3.
(69) D ’altro canto, nel linguaggio dottrinale un enunciato del tipo “Il compor­
tamento x è permesso” è ambiguo, giacché può significare o “Esiste una norma che 
permette x ” , o “Non esiste una norma che vieti x ” . Vedi C.E. Alchoukrón, E. Bulygin, 
Normative Systems, cit., p. 119 ss., i quali ipotizzano che la c.d. norma generale 
esclusiva, dal momento che certo non può ritenersi diritto positivo vigente in ogni 
ordinamento, sia non già una norma, ma una proposizione normativa, i.e. un enunciato 
dottrinale che pretende di descrivere una norma (implicita) in vigore. Ma per l’ap­
punto, nel linguaggio dei giuristi, il vocabolo “permesso” è ambiguo: (a) in senso forte, 
una condotta si dice “permessa” allorché esiste una norma giuridica che espressamente 
la qualifica permessa (ad esempio, ima norma costituzionale che conferisce un diritto 
di libertà); (b) in senso debole, una condotta si dice “permessa” allorché semplice- 
mente non esiste alcuna norma giuridica che la qualifichi vietata (così, ad esempio, 
nell’ordinamento vigente è “permesso” indossare cravatte a pois). Palesemente, si tratta 
di due situazioni assai diverse. Nel senso forte della parola "permesso”, dicendo che 
una data condotta è permessa si riferisce il contenuto di una norma giuridica positiva;
148 COSTRUZIONE GIUBIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
Senonché l’inesistenza, in un dato ordinamento, di una norma 
proibitiva non implica in alcun modo l’esistenza, in quello stesso 
ordinamento, di una norma permissiva (70). In verità, l’assenza di una 
norma qualsivoglia non implica l’esistenza di alcuna altra norma (71). 
L’esistenza e l’inesistenza di norme sono fatti contingenti: banalmente, 
si danno relazioni di implicazione tra proposizioni e (forse (72)) tra 
norme, ma non tra fatti.
La norma generale esclusiva si riferisce a comportamenti che, per 
ipotesi, (a) non sono qualificati come permessi (73), e (b) neppure sono 
qualificati come vietati. Ebbene, in queste circostanze, molto sempli­
cemente, tali comportamenti sono privi di qualunque qualificazione
mentre, nel senso debole della stessa parola, dicendo che una data condotta è permessa, 
si constata piuttosto l’assenza di una norma (l’assenza di un divieto). In altri termini: 
nell’un caso (permesso in senso forte), l'enunciato “Π comportamento x è permesso” 
significa “Esiste nell’ordinamento una norma che permette x”; nell’altro caso (per­
messo in senso debole), lo stesso enunciato significa “Non esiste nell’ordinamento una 
norma che proibisca x”. Dunque, se dicendo “Tutto ciò che non è vietato è permesso” 
si intende dire che ogni comportamento non vietato è permesso in senso forte, la norma 
generale esclusiva non è affatto una verità necessaria, una tautologia vera in ogni 
possibile ordinamento, ma più semplicemente un principio giuridico positivo, come 
tale contingente: cioè un principio che è espressamente stabilito solo in alcuni 
ordinamenti giuridici e/o solo in alcuni settori del diritto, mentre non vale in altri 
ordinamenti e/o in altri settori. Se, per contro, dicendo “Tutto ciò che non è vietato è 
permesso” si intende dire che ogni comportamento non vietato è permesso in senso 
debole, la cosiddetta norma generale esclusiva risulta sì tautologica, ma non esclude 
affatto, come si pretende, la presenza di lacune (non esclude che vi siano comporta­
menti giuridicamente inqualificati).
(70) Ciò è quanto dire che la pretesa tautologia non è affatto tale: “Non esiste la 
norma ‘Vietato x’” non implica in alcun modo “Esiste la norma ‘Permesso x’”, come 
la presenza di topi in cantina non implica la presenza di gatti in salotto. Del resto, se 
davvero la norma generale esclusiva fosse una banale tautologia, non avrebbe neppure 
senso formularla espressamente in un documento normativo (quale ad es. l’art. 5 della 
Déclaration des droits de l'homme et du citoyen). Un legislatore che emanasse una 
disposizione puramente tautologica non esprimerebbe alcuna norma affatto.
(71) E. Bulygin, “La importancia de la distinción entre normas y proposiciones 
normativas”, in E. Bulygin, M. Attenza, J.C. Bayón, Problemas lógicos en la teoria y 
pràctica del derecho, dt.
(72) “Forse”, giacché, come vedremo in un prossimo capitolo discorrendo di 
logica e norme, non è pacifico che si diano relazioni di implicazione logica tra norme 
(infra, parte terza, cap. II).
(73) Se lo fosse, evidentemente, la condotta sarebbe provvista di una qualifica­
zione normativa, e non vi sarebbe problema.
LACUNE 149
normativa (74). Il che costituisce precisamente una lacuna (in qualche 
senso di questa parola).
Dunque, là dove la norma generale esclusiva non è diritto positivo 
vigente (75 76) — perché non è espressa da alcuna disposizione, né è 
argomentabile a partire da norme espresse — una condotta che non sia 
espressamente proibita, ma neppure espressamente permessa,è giuri­
dicamente inqualificata. Per l’appunto: è un caso di lacuna (7Ó).
8. Interludio: inqualificato, ma non indecidibile. — Peraltro, che 
una condotta sia inqualificata non vuol dire che ogni controversia 
relativa ad essa sia, per il giudice, indecidibile.
Supponiamo che l’attore, M. Poirot, che ama le peonie ma odia i 
gerani, pretenda che il convenuto, la sua vicina Miss Marple, si astenga 
dal coltivare gerani nel giardino di casa, sebbene tale fattispecie sia del 
tutto priva di qualsivoglia disciplina, sicché il comportamento in que­
stione non è né proibito né espressamente consentito da alcuna norma 
di legge (è inqualificato, appunto).
(74) La condotta in questione è “permessa”, se così si vuol dire, ma solo in senso 
debole, ossia appunto non vietata. Cfr. G.H. von Wright, Norm and Action, London, 
1963, p. 86; C.E. Alchourrón, E. Bulygin, “Permission and Permissive Norms”, in W. 
Krawietz et al. (eds.), Theorìe der Normen. Festgabe fiir Ota Weitiberger 65. Geburtstag, 
Berlin, 1984, Taluni sostengono che, dal punto di vista dei “sudditi”, che una condotta 
sia permessa in senso forte (cioè espressamente qualificata permessa dal diritto vigente) 
o permessa in senso debole (cioè semplicemente non vietata) non fa alcuna differenza 
pratica. Vedi ad es. D.T. E chave, M.E. U rquijo, R. G uibourg, Lògica, proposición, y 
norma, II ed., Buenos Aires, 1986, p. 153 ss. Ciò tuttavia non è incondizionatamente 
vero, se non dal punto di vista sincronico. Si pensi, per fare l’esempio più ovvio, ad un 
ordinamento nel quale il comportamento x sia qualificato permesso da una norma 
costituzionale, e il comportamento y non sia qualificato in alcun modo dalla costitu­
zione. Entrambi i comportamenti sono, nel momento in cui entra in vigore la 
costituzione, “permessi” (l’uno in senso forte, l’altro in senso debole), ma: se la 
costituzione è flessibile, la qualificazione normativa di entrambi i comportamenti può 
cambiare diacronicamente ad opera della legge; per contro, se la costituzione è rigida, 
solo la qualificazione normativa del comportamento y può cambiare in virtù di ima 
legge futura, giacché il comportamento x è protetto contro norme proibitive di rango 
legislativo. Cfr. anche F. P oggi, Norme permissive, cit., cap. Π e III; F. P oggi, “Sobre 
las normas permisivas”, in Revista de derecho (Universidad católica de Temuco, Chile), 
5, 2005: P. N avarro, “Normas permisivas y clausura de los sistemas jurfdicos”, cit.
(75) Ossia in ordinamenti giuridici non liberali e/o in settori del diritto diversi dal 
diritto penale.
(76) Normativa o assiologica, secondo i punti di trista (cfr. sopra, § 5).
150 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
In queste circostanze, il giudice ha non una, ma due (77) possibilità:
(a) può certo rigettare la domanda dell’attore, con l’argomento che 
la legge non proibisce la coltivazione di gerani nel giardino di casa, e 
pertanto tale condotta deve ritenersi permessa (in virtù del principio di 
libertà);
(b) ma può anche accogliere la domanda, ad esempio con l’argo­
mento che la coltivazione di gerani nel giardino di casa è simile (sotto 
un aspetto essenziale) ad un altro comportamento, esso sì proibito dalla 
legge.
Con una decisione del secondo tipo, il giudice all’evidenza crea una 
norma nuova proibitiva, per via di analogia: “È proibito coltivare 
gerani nel giardino di casa” (argomentando che: “Il comportamento x 
non è disciplinato dalla legge. Il comportamento x, tuttavia, è simile al 
comportamento y, proibito dalla legge. Pertanto, anche il comporta­
mento x è proibito”).
Ma che cosa dobbiamo pensare di una decisione del primo tipo? 
Ben tre risposte sono possibili e sono state prospettate in letteratura.
In primo luogo, si può opinare che il giudice si sia limitato a 
“dichiarare” il diritto vigente (78), senza creare diritto nuovo: il diritto 
vigente infatti (opportunamente interpretato, s’intende) non proibisce 
la condotta del convenuto (79).
In secondo luogo, si può opinare che, rigettando la domanda, il 
giudice abbia (tacitamente) creato ed applicato una nuova norma 
generale permissiva: “È permesso coltivare gerani nel giardino di 
casa” (80); norma da lui stesso creata ex novo, giacché non preesisteva 
alla decisione (la condotta in questione, si ricordi, era per ipotesi 
inqualificata).
(77) E solo due, peraltro.
(78) È tesi di H. Kelsen, Dottrina pura del diritto, cit., p. 276 ss, Vedi anche A.G. 
C onte, “Décision, complétude, clòture”, cit.
(79) Osserva finemente A.G. C onte, “Décision, complétude, clòture”, cit., p. 82 
ss., che il giudice, asserendo “Π comportamento x non è proibito” (quale fondamento 
del rigetto della domanda), esprime non già una norma, ma una proposizione circa 
l’inesistenza di una norma. Vedi quanto abbiamo detto alla fine del paragrafo prece­
dente.
(80) È tesi di E. Bulygin, di cui vedi tra gli altri: “Sentenza giudiziaria e creazione 
di diritto” (1967), in P. C omanducci, R. G uastini (eds.), L'analisi del ragionamento 
giuridico. Materiali ad uso degli studenti, I, Torino, 1987; “Creación y aplicación del 
derecho”, in F. Atria et al., Lagunas en el derecho, Madrid, 2005.
LACUNE 151
In terzo luogo, si può opinare che, semplicemente, il giudice abbia 
pronunciato una sentenza “arbitraria” in quanto non fondata su alcuna 
norma preesistente (81).
9. Lo spazio giuridicamente vuoto. — Una seconda dottrina 
fonda il dogma della completezza sull’argomento cosiddetto dello 
“spazio giuridicamente vuoto” (rechtsleerer Raum). Secondo questa 
dottrina, ogni condotta che non sia giuridicamente qualificata è, molto 
semplicemente, giuridicamente indifferente (82).
Il diritto — come già abbiamo detto — non disciplina ogni 
possibile comportamento umano (o, da un altro punto di vista, ogni 
possibile fattispecie). Nella totalità dei comportamenti umani si pos­
sono dunque distinguere due sottoinsiemi: l’insieme dei comporta­
menti disciplinati e l’insieme dei comportamenti non disciplinati dal 
diritto. Rispettivamente: lo “spazio” pieno di diritto, e lo “spazio” 
vuoto di diritto.
Orbene, all’interno dello spazio pieno di diritto, evidentemente, 
non vi sono lacune, giacché, per definizione, ogni comportamento è 
giuridicamente qualificato. Ma neppure al di là di questo spazio vi sono 
lacune “del diritto”: per la buona ragione che, lì, non vi è neppure 
diritto. In questo senso, al di là dell’area dei comportamenti positiva- 
mente disciplinati non resta che uno spazio giuridicamente “vuoto”, 
« deonticamente neutro » (83): insomma, un insieme di comportamenti 
che il diritto non prende affatto in considerazione e che pertanto sono, 
per il diritto, irrilevanti o indifferenti.
Come si vede, questa dottrina non tanto “risolve” il problema delle 
lacune, quanto piuttosto — si può dire — lo “dissolve” (84). A rigore,
(81) È tesi d i U. Schmill, “Supuestos d e algunas teo ria d e las lagunas", in J . Ruiz 
M anero, U. Schmill, El juez y las lagunas del derecho, México, 2007.
(82) Vedi ancora K, Bergbohm, Jurisprudenz und Rechtsphilosophie, cit., p. 371 
ss.; S. Romano, 'Osservazioni sulla completezza dell’ordinamento statale”, cit. A questo 
modo di vedere può essere assimilata la dottrina della norma generale (non già 
esclusiva, ma) “negativa” di E. Z itelmann, Lticken im Rechi, Leipzig, 1903.
. (83) L’espressione è di A.G. C onte, “Completezza”, in Digesto, IV ed. (Disci­
pline civilistiche), Torino, 1988.
(84) Secondo la dottrina della norma generale esclusiva, tutto ciò che non è 
disciplinato da norme particolari è (non già giuridicamente indifferente, bensì) regolato 
appunto dalla norma generale esclusiva. Per contro, secondo la dottrina dello spazio 
vuoto di diritto, tutto ciò che non ricade sotto il dominio di norme giuridiche positive
152 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL· DIRITTO
essa sostiene non già che il diritto sia completo, ma solo che il diritto 
sia un insieme di norme “finito”, ossia limitato, in sé conchiuso: il che 
è cosa diversa, e assolutamente vera(85).
La dottrina dello spazio vuoto di diritto si regge su un duplice 
presupposto filosofico-giuridico:
(a) da un lato, il presupposto che “in natura” — ossia in assenza di 
norme giuridiche positive — gli uomini siano liberi, nel senso che, 
nessun comportamento essendo obbligatorio (in virtù di una norma 
positiva), ogni comportamento è permesso (86);
(b) dall’altro lato, il presupposto che il diritto positivo sia un 
insieme di comandi, cioè di norme imperative, che impongono obblighi 
(di fare o di omettere) (87).
Ne segue, per un verso, che ogni nuova norma giuridica positiva 
sottrae agli uomini una parte della loro libertà naturale (pregiuridica, 
antecedente la legislazione positiva). Ma ne segue anche, per un altro 
verso, che al di là dell’ordinamento giuridico positivo residua sempre, 
comunque, una zona di libertà naturale incomprimibile. Per l’appunto:
è giuridicamente indifferente. La prima dottrina, sostiene che il diritto è completo; la 
seconda sostiene piuttosto che il diritto è limitato.
(85) Non diversamente dalla dottrina della norma generale esclusiva, anche la 
dottrina in esame ha notevoli implicazioni sia sul piano delle fonti, sia sul piano 
dell’applicazione, (i) Per ciò che concerne l’applicazione del diritto, anche questa 
dottrina si risolve in una politica de sententia ferendo, in tutto analoga a quella propria 
della dottrina precedente: si raccomanda ai giudici di respingere la domanda dell’attore 
ogniqualvolta essa non sia fondata su una norma specifica che imponga un obbligo al 
convenuto, (ii) Per ciò che concerne le fonti, invece, la dottrina dello spazio vuoto di 
diritto implica che tutto ciò che non sia vietato da una data fonte (ad es., dalla legge) 
è, per quella stessa fonte, indifferente: sicché può legittimamente essere vietato da una 
fonte inferiore (ad es., da un regolamento dell’esecutivo). Le due dottrine hanno 
dunque implicazioni assai diverse per la dottrina delle fonti. Secondo la dottrina della 
norma generale esclusiva, il diritto è completo” nel senso che ogni possibile comporta­
mento è disciplinato dalla legge, sicché non vi sono lacune che possano essere 
legittimamente colmate da fonti subordinate alla legge (quali i regolamenti del potere 
esecutivo): una norma regolamentare che qualificasse vietato un comportamento non 
espressamente disciplinato dalla legge, sarebbe in contrasto con il principio di libertà, 
e dunque sarebbe illegittima. Per contro, secondò la dottrina dello spazio giuridica­
mente vuoto, il diritto è non già completo, ma soltanto “finito”, limitato, sicché al di là 
della legge residua un'area di comportamenti che possono essere liberamente discipli­
nati da fonti subordinate alla legge (senza violare la legge stessa).
(86) “Permesso” in senso debole, evidentemente.
(87) Questo modo di vedere risale a Th. H obbes (De ave, 1647; Leviathan, 1951) 
e a S. von P ufendorf (De offirìo hominis et civis, 1673).
LACUNE 153
tutto ciò che non è espressamente vietato dal diritto (positivo) ricade 
nell’ambito delle libertà naturali pregiuridiche, e resta dunque per­
messo (in senso debole, naturalmente) (88).
\
(88) G. T arello, Storia della cultura giuridica moderna, I. Assolutismo e codifica­
zione del diritto, Bologna, 1976, p. 106 ss. (in riferimento a Pufendorf).
C apitolo III 
NORME INESPRESSE
Sommario: 1 . Produzione di norme a mezzo di norme. — 2. Norme inespresse e 
dogmatica: qualche esempio. — 3. Tre tipi di norme inespresse. — 4. Labili 
confini.
1. Produzione di norme a mezzo di norme. — Nella maggior 
parte dei casi, ciò che a suo tempo ho chiamato interpretazione creativa 
consiste nel “costruire” — a partire da norme esplicite, cioè espressa- 
mente formulate dalle autorità normative — norme inespresse: ossia 
norme che nessuna autorità normativa ha mai formulato. In altre 
parole, l’interpretazione creativa tende fatalmente a sfumare nella 
costruzione giuridica (x).
Una norma inespressa non può essere riferita ad alcun testo 
normativo come suo significato. È ricavata, in genere, da una o più 
norme espresse mediante un ragionamento. Un ragionamento è una 
sequenza di enunciati, entro cui (almeno) un enunciato svolge la 
funzione di tesi o conclusione, e i rimanenti svolgono la funzione di 
premesse o argomenti in favore di quella tesi o conclusione.
Ebbene, i ragionamenti mediante i quali i giuristi elaborano una 
norma inespressa presentano la seguente struttura: solitamente (ma non 
sempre, come vedremo) una o più norme espresse costituiscono pre­
messe del ragionamento, mentre la norma inespressa costituisce la sua 
conclusione (1 2).
(1) Il titolo di questo paragrafo riprende quello di un mio vecchio lavoro (R. 
G uastini, “Produzione di norme a mezzo di norme. Un contributo all’analisi del 
ragionamento giuridico”, in L. G ianformaggio, E. L ecaldano (eds.), Etica e diritto. Le 
vie della giustificazione razionale, Laterza, Bari, 1986), il quale a sua volta riecheggia il 
classico lavoro di P. Sraffa, Production of Commodities by Means of Commodities. 
Prelude to a Critique to Economie Tbeory, Cambridge, 1960 (ed. it. Produzione di merci 
a mezzo di merci. Premesse a una critica della teoria economica, Einaudi, Torino, 1960).
(2) Le norme inespresse sono norme “dipendenti” o “derivate”, epiù precisamente 
derivate staticamente da altre norme. Mi spiego. Sono norme supreme, originarie, o
156 COSTRUZIONE GIURIDICA E SCIENZA DEL DIRITTO
Fermo restando che ogni norma inespressa è frutto di un qualche 
ragionamento, occorre però distinguere almeno tre tipi di ragiona­
mento la cui conclusione è una norma inespressa (3).
(1) In primo luogo, vi sono norme inespresse che sono ricavate a 
partire da norme espresse mediante ragionamenti logicamente validi 
(ossia deduttivi (4)), in cui non compaiono premesse che non siano 
norme espresse.
Ad esempio, data una norma espressa NI che statuisce “I maggio­
renni hanno diritto di voto”, e un’altra norma espressa N2 che statuisce 
“I diciottenni sono maggiorenni”, si può deduttivamente inferire, senza 
raggiunta di ulteriori premesse, la norma inespressa N3: “I diciottenni 
hanno diritto di voto” (5). Data una norma che statuisce “Gli atti 
presidenziali aventi forza di legge sono controfirmati dal Presidente del
indipendenti di un ordinaménto quelle della sua prima costituzione storica, frutto di 
esercizio del potere costituente (un potere originario, extra ordinem). Sono norme di­
pendenti o derivate tutte le rimanenti, Le norme originarie sono prive di qualsivoglia 
fondamento giuridico. Le norme derivate, al contrario, trovano fondamento in' altre 
norme preesistènti. Che una norma dia “fondamento” ad un’altra norma, e che dunque 
questa “derivi” da quella, può dirsi però in due sensi diversi: il primo allude alla dinamica 
dell’ordinamento (ossia ai processi di produzione del diritto) e alle norme espresse o 
formulate, il secondo allude alla statica dell’ordinamento (ossia all’ordinamento qual è in 
un momento dato della sua esistenza storica) e alle norme inespresse. (1) Una norma di 
competenza NI dà fondamento “dinamico” ad un’altra norma N2, allorché N2 è stata 
creata da un’autorità normativa A istituita da NI. (2) Una norma N i dà fondamento 
“statico” ad un’altra norma N2, allorché N2 è derivabile da NI con strumenti logici o 
argomentativi, nei modi che ci accingiamo ad analizzare. Le norme che trovano fonda­
mento statico in altre norme sono appunto norme inespresse, la cui formulazione si deve 
non all’una o all’altra autorità normadva, ma agli interpreti (dottrina e/o giurisprudenza). 
Vedi R. G uasttni, Le fonti del diritto. Fondamenti teorici, Milano, 2010, p. 417 s., 425 ss.
(3) Ai tre tipi di norme inespresse (e di relativi ragionamenti), di cui ora diremo, 
vanno aggiunti i principi inespressi, di cui diremo più avanti. Per lo più, i principi 
inespressi si costruiscono con un ragionamento di tipo ancora diverso da quelli qui 
esaminati, e precisamente avanzando congetture intorno agli scopi o valori dell’autorità

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