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A Botica Caseira 
Curso de Manejo e Preparo de Ervas 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
Curso de Manejo e Preparo de Ervas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capa: 
Ativas and Criativas Agência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Projeto Gráfico: 
Ativas and Criativas Agência 
Para Vila de Beroë Editora 
Copyright © 2017 Theresa Tullio 
Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução, no todo ou 
em parte, sem autorização prévia por escrito da autora ou seus 
representantes legais, sejam quais forem os meios empregados, 
com exceção das resenhas literárias, que podem reproduzir 
algumas partes do livro, desde que citada a fonte. 
 
 
 
 
 
Dedicatória & Agradecimentos 
 
 
 
 
Gratidão por tanta Fé e tanta Certeza! 
 
A 
Deus 
 
 
Aos 
Mentores 
Guias 
Mestres 
Protetores 
Conselheiros 
 
 
Às Mães 
Maria e Natureza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
À 
 
Meus pais Ilson e Penha, 
 
Irmãos Cris, Paulo e Marta 
E a caçula de coração Arlinda 
 
Bruna, Ilson Neto e Yasmin 
Luz, Orgulho e Doçura da vida da tia 
 
Joana minha Mãe-Dinda, 
Marcilene, minha querida laotong 
Márcia Henriques, Rafael e Alex 
Família de Coração 
 
Minha Outra Parte 
 
Meus avós, minha querida ancestral e meu anjo Aruãna 
 
 
 
 
E a cada pessoa que procura minhas orientações para ajustar o 
rumo de sua vida, continue a caminhar, caminhemos juntos... 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
Apresentação ....................................................................... 11 
Preciosos Conselhos Para Começar ................................ 14 
Alertas Sobre Expressões E Referências ........................ 16 
Toxicidade, Potência, Validade De Vegetais ................. 17 
Sobre Receitas Para Olhos, Ouvidos E Nariz ............... 21 
Teste Para Alergia .............................................................. 22 
Fatores Importantes No Preparo E Manipulação De 
Herbais ................................................................................. 24 
Esterilização De Frascos De Vidro ................................. 25 
Rotular - Etiquetas Detalhadas São Uma Medida 
Necessária ............................................................................ 26 
Medidas & Equivalências .................................................. 28 
Seu Álbum Herbário E/Ou Fotográfico ........................ 31 
O Melhor Horário Para Ingestão De Preparados Herbais 
................................................................................................ 33 
Reverência & Gratidão ...................................................... 36 
Utensílios & Material ......................................................... 37 
Chás, Infusões & Decocções ........................................... 44 
Macerados ........................................................................... 54 
Sumos & Sucos ................................................................... 57 
Pós & Pílulas ....................................................................... 61 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tinturas & Alcoolaturas .................................................... 67 
Óleos .................................................................................... 74 
Vinhos Medicinais & Garrafadas ..................................... 78 
Xaropes Ou Lambedores .................................................. 84 
Compressas ......................................................................... 92 
Banhos Medicinais & Vaporizações ................................ 96 
Unguentos & Pomadas ................................................... 124 
Cataplasmas & Emplastos .............................................. 132 
Travesseiros De Ervas & Almofadas Terapêuticas .... 141 
Outras Práticas ................................................................. 151 
Sobre Bochechos & Gargarejos ..................................... 152 
Sobre Extratos .................................................................. 153 
Sobre Loções .................................................................... 154 
Sobre Melotes ................................................................... 154 
 
Bibliografia, WebGrafia E Fontes de Consulta ........... 155 
Conheça Alguns Livros De Theresa Tullio ................. 159 
Sobre A Autora ................................................................ 162 
Deusa Eir, A Curadora Silenciosa ................................. 163 
 
A Botica Caseira 
 11
 
APRESENTAÇÃO 
 
Botica era como chamava-se farmácia antigamente. O boticário ou 
apotecário foi por muito tempo e é até hoje, a única opção de 
medicina para vilarejos inteiros, longe dos grandes centros, em 
pleno século XXI. 
 
Estabelecimentos miúdos, escuros, misteriosos, de plantas secas 
penduradas e ajuntadas em todo canto, gavetinhas, potes 
gigantescos de vidro escuro, sacos de papel pardo e embrulhos em 
jornal velho. Mas ali se encontra elixir, veneno e unguento, ali tem 
pomada, confiança e alento. É lá que se manda o moleque às 
pressas à busca do que se precisa, pois ali se encontra o que se 
resolve e quem resolve. Unidos em disfarçadas confrarias às 
dindas, dindos, benzedeiras e benzedores em inusitadas mesas-
redondas nas quais os pajés são sempre bem vindos convidados de 
honra. 
 
Hoje, mais e mais pessoas estão tomando coragem e "Fazendo O 
Caminho De Volta", trocando carreiras rentáveis e destaque no 
mundo corporativo por uma vida mais simples e mudando-se para 
localidades que nem sempre dispõe de rede hospitalar próxima, de 
filiais de grandes e sortidas drogarias. 
 
 
 
Theresa Tullio 
 12
 
As orientações de manejo e preparo de ervas deste livro não se 
destinam a formação profissional ou processos para fabricação de 
preparados terapêuticos em larga escala para fins comerciais e sim, 
para fins medicamentosos caseiros, para usar no lar, beneficiar a 
família e ajudar os vizinhos. 
 
Neste Curso foram incluídas apenas práticas que utilizam produtos 
naturais e também selecionadas as mais simples. 
 
As TÉCNICAS DE MANEJO E PREPARO não incluem 
instruções de plantio, jardinagem, colheita ou secagem, ou seja, as 
plantas nos capítulos são consideradas ingredientes prontos para o 
uso nas receitas. 
 
Minha intenção é incentivar que cada lar tenha seu jardim de ervas, 
sua horta terapêutica, do tamanho que couber, na área de serviço, 
num canto de sacada ou até na janela da cozinha. 
 
E quer seja sua escolha pelas ervas pura falta de opção assistencial, 
ou ainda necessidade de uma terapêutica mais natural e menos 
agressiva ao organismo, meu desejo é que este livro lhe seja útil. 
 
Que os boticários e suas alquímicas funções lhe inspirem no 
aprendizado proposto por esta despretensiosa obra. 
 
Bênçãos a ti, sua família e sua casa, 
Nos vemos no Caminho De Volta... 
Theresa Tullio 
 Março de 2017 
 
A Botica Caseira 
 13
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 14
 
PARA COMEÇAR, ALGUNS PRECIOSOS 
CONSELHOS BÁSICOS 
 
� Evite o uso de plantas “da moda”. 
 
� Duvide sempre das plantas tidas como milagrosas. 
 
� Utilize aquelas plantas cujos efeitos são bem conhecidos. 
 
� É importante identificar corretamente a doença a ser 
tratada, senão o tratamento pode ser inadequado e atrasar a 
procura de um serviço de saúde em casos em que seja 
necessário. 
 
� A preparação da planta e as doses devem ser adequadas. 
 
� Em caso de dúvida, procure um conhecedor que trabalhe 
com plantas. 
 
� Prepare os medicamentos em vasilhas de louça, vidros, aço 
inox ou esmaltados, quando possível. Vasilhas de alumínio 
e ferro atrapalham o efeito do medicamento. 
 
� Não adoce os chás nem com açúcar nem com adoçante, 
pois eles interferem na ação medicinal. 
A Botica Caseira 
 15
� Procure usar os preparados por um período máximo entre 
21 e 30 dias, intercalados por um período de descanso de 7 
dias (há algumas exceções à essa regra). 
 
� Evite o uso de plantas medicinais na gravidez, 
especialmente nos 3 primeiros meses, pois podem 
provocar abortoou causar problemas ao bebê. 
 
� As misturas de plantas devem ser evitadas ou restritas a 
pequeno número de espécies, no máximo três, pois podem 
trazer efeitos inesperados devido à interação entre seus 
constituintes. 
 
� Saber sobre a doença, o tratamento e o preparo do 
remédio é muito importante. Quando não sabemos isso 
direito e não preparamos bem o remédio, o tratamento 
pode ser ineficaz ou mesmo fazer com que a pessoa piore. 
Nestes casos, as pessoas podem achar que o tratamento 
não funcionou porque o remédio era de plantas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 16
 
ALERTAS SOBRE EXPRESSÕES E 
REFERÊNCIAS 
 
O nome FITOPREPARADO é o melhor e o mais usado para se 
referir aos produtos herbais finalizados. Esse nome está 
substituindo os nomes “remédio caseiro” ou “remédio popular”, 
desde que o nome FITOTERÁPICO foi apossado pela indústria 
farmacêutica. 
 
Outro nome apossado: CURA. É perigoso você falar que curou 
alguém. Pelo código penal curar é direito do(a) médico(a). 
 
� Não fale ou use curar, fale e use equilibrar ou harmonizar. 
 
� Não fale ou use receita/receitar, fale e use 
indicação/indicar. 
 
� Não fale ou use consulta, fale e use atendimento. 
 
� Não fale ou use consultório, fale e use sala. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 17
 
TOXICIDADE, POTÊNCIA, VALIDADE DE 
VEGETAIS 
 
Existem plantas medicinais de conhecimento popular que são 
tóxicas. Como está ocorrendo uma intensificação da procura e do 
uso dessas plantas, é importante alertar para os perigos que o seu 
uso indiscriminado pode acarretar. 
 
Antes de utilizar uma planta medicinal, é preciso procurar 
informações a respeito de suas indicações terapêuticas, dosagem, 
modo de usar e possíveis efeitos tóxicos. 
 
As intoxicações ocorrem quase sempre por causa do uso de 
quantidades excessivas de determinadas plantas, preparo, uso 
inadequado e, principalmente, por causa do uso de plantas com 
efeitos tóxicos. 
 
Como os prováveis efeitos tóxicos de muitas plantas ainda são 
ignorados, deve-se procurar utilizar aquelas cujos efeitos sejam 
bem conhecidos, usando-se dosagens moderadas e bem 
determinadas, evitando-se os excessos. 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 18
Na dúvida sobre o uso de uma planta, é aconselhável procurar a 
orientação de um profissional de saúde que trabalhe com plantas 
medicinais ou usar uma outra mais conhecida e que tenha os 
mesmos princípios terapêuticos. 
 
O uso pouco cuidadoso das plantas medicinais tem causado 
efeitos indesejados como intoxicações e mesmo a ausência da 
resposta medicamentosa esperada. Este mau uso se deve ao 
conhecimento insuficiente do assunto, a pouca informação ou 
mesmo à falsa ideia de que “se é natural”, se não fizer bem, mal 
não fará. Essa afirmação é totalmente errônea, pois todo 
medicamento quer seja de origem química ou natural possui 
efeitos positivos e também negativos ao organismo. 
 
O risco de intoxicação pelo uso de plantas é grande. Estas 
intoxicações normalmente ocorrem por causa de erros na 
identificação das espécies (uso de nomes populares), do uso de 
quantidades excessivas de determinadas plantas, do preparo e uso 
inadequados e, principalmente, por causa do uso de plantas com 
efeitos tóxicos. 
 
Determinadas plantas medicinais podem, ainda, provocar 
queimaduras na pele e algumas sofrem foto sensibilização quando 
expostas ao sol e podem provocar queimaduras. 
 
Os preparados de origem vegetal, na maioria das vezes, possuem 
uma dose terapêutica distante da dose tóxica, sendo o efeito tóxico 
atingido somente com grande consumo. Mas pode sim, haver 
perigo no uso de plantas medicinais, sem as devidas precauções, 
cuidados e orientação segura. 
 
 
A Botica Caseira 
 19
Atenção então! 
 
� Plantas com efeito tóxico imediato, mesmo em pequenas 
doses podem causar intoxicação. 
 
� Plantas com efeito tóxico retardado possuem substâncias 
químicas que provocam intoxicação quando ingeridas por 
tempo prolongado. Mesmo após suspender o uso da planta 
os sintomas de intoxicação podem ocorrer. 
 
� Plantas mofadas e mal conservadas contém substâncias 
tóxicas produzidas por alguns fungos que podem causar 
câncer hepático. 
 
� Plantas trocadas ou utilizadas erroneamente são um perigo, 
há principalmente inúmeras folhas na Natureza muito 
parecidas. Por isso é importante saber a procedência da 
indicação, ver realmente quem é o raizeiro ou quem é o 
vendedor das plantas medicinais. 
 
Uma planta quando corretamente cultivada, colhida e armazenada 
é mais potente. Mas com o tempo, as ervas também perdem a 
força e devem ser descartadas depois de 12 ou 15 meses, 
dependendo do tipo. 
 
Os preparados de plantas já prontos também não devem ser 
usados por tempo prolongado, acabam perdendo o efeito ou 
causando efeitos colaterais. 
 
 
 
Theresa Tullio 
 20
Ao preparar um remédio, certifique-se que esteja usando a parte 
certa da planta. As folhas, flores, caules e raízes de uma planta 
podem ter, cada um, propriedades diferentes. Portanto, cuidado 
para usar a parte correta da planta indicada na receita. 
 
Elabore os fitopreparados apenas com plantas conhecidas, 
consagradas ou validadas. Identifique com segurança as plantas ou 
tenha ajuda de quem conhece. Evite as novidades milagreiras. 
Somente após você conviver algum tempo é que terá suas próprias 
convicções. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 21
 
SOBRE RECEITAS PARA OLHOS, 
OUVIDOS E NARIZ 
 
Em se tratando de remédio para uso tópico-interno de OLHOS, 
OUVIDOS E NARIZ, todo cuidado é pouco. Os tratamentos 
otorrinolaringológicos com aplicações internas como colírios, 
soluções nasais e remédios para ouvidos, mesmo naturais, não são 
ensinados neste guia. 
 
No livro "Curando Em Casa - Guia Prático de Terapêutica 
Complementar", que faz parte da Enciclopédia AS ERVAS, há 
várias receitas para tratamentos caseiros dos males dos olhos, 
ouvidos, nariz e garganta, mas restringindo-se a soluções de uso 
externo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 22
 
TESTE PARA ALERGIA 
 
Um processo alérgico pode ocorrer através do contato da pele 
com partes do vegetal ou pela ação do sumo de algumas plantas 
que tornam a pele sensível aos raios do sol. 
 
Pessoas que trabalham diretamente com certas plantas, ou o 
consumo prolongado, podem causar perturbações digestivas, 
urticária, rinite e enxaqueca. 
 
A pele de cada pessoa possui características diferentes, como cor, 
cheiro e textura. Além disso, cada uma apresenta uma sensibilidade 
única quando exposta a variadas substâncias. Assim, antes de 
utilizar qualquer ingrediente natural, é importante fazer um teste 
para verificar se a pessoa apresenta alergia a algum componente, 
seja ele uma folha, flor, semente, óleo essencial ou qualquer outro 
produto de origem natural. 
 
Não só testar a pessoa à qual será ministrado o preparado, mas 
também testar a pessoa que irá manipular a planta. 
 
Algumas substâncias podem provocar uma hipersensibilidade em 
certos tipos de pele e outras podem causar danos à pele se 
utilizadas concomitantemente com outras substâncias e/ou com a 
exposição solar. Por isso, valem o bom senso e o cuidado. 
 
A Botica Caseira 
 23
 
Para fazer um simples teste de reação alérgica: 
 
� Junte uma colher de sopa de água fervente a uma colher de 
sopa do material bem esmagado, preferencialmente na 
forma de pó. 
� Misture até formar uma pasta. 
� Passe com espátula de madeira na parte de dentro do braço 
da pessoa, que é onde a pele é mais fina, e portanto, mais 
sensível. 
� Se quiser, pode envolver com uma bandagem. 
� Espere por alguns minutos e veja se ocorre alguma reação 
adversa, como vermelhidão, coceira ou irritação. 
� Em caso positivo, não utilize mais a planta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 24
 
 
FATORES IMPORTANTES NO PREPARO E 
MANIPULAÇÃO DE HERBAIS 
 
Higiene do local onde se trabalha: 
� Pia, balcões e mesas devem ser limpos antes e depois da 
atividade. 
� O piso deve ser mantidolimpo e seco. 
� Paredes, armários e teto deve ser limpos com frequências 
para evitar acúmulo de poeiras e formação de teias de 
aranhas. 
 
Higiene dos equipamentos e utensílios: 
� Limpar antes e depois do uso. 
 
Higiene pessoal: 
� Lavar as mãos, escovar as unhas, procurar retirar anéis e 
relógio. 
� Usar luvas, avental limpo e proteger os cabelos. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 25
 
ESTERILIZAÇÃO DE FRASCOS DE VIDRO 
 
Todo frasco a ser utilizado para maceração e para armazenamento 
dos preparados herbais deve ser previamente esterilizado. 
 
A forma mais natural de esterilização é usar apenas água quente. 
 
Para esterilizar frascos de vidro em água quente: 
 
Você vai precisar de uma panela grande, bem limpa, dentro da qual 
os potes não encostem uns nos outros, e um pedaço de tecido de 
algodão também bem limpo, de preferência que nunca tenha sido 
usado. 
 
� Forre o fundo da panela com o pano para os potes ficarem 
acomodados e sem atrito com o fundo na fervura. 
� Disponha os potes sobre o pano, afastados um do outro e 
cubra-os completamente com água. 
� Deixe ferver por 10 minutos. 
� Espere esfriar um pouco, retire os potes com cuidado, 
coloque sobre outro pano limpo e seco e enxugue com 
toalhas de papel. 
 
 
Theresa Tullio 
 26
 
ROTULAR - ETIQUETAS DETALHADAS 
SÃO UMA MEDIDA NECESSÁRIA 
 
É necessário etiquetar todas as preparações que não sejam de uso 
imediato para evitar erros posteriores. Mesmo que o preparado 
esteja sendo feito para uso doméstico, a etiqueta ajuda a lembrar a 
composição, quando foi feito e quando irá vencer. 
 
Seguem modelos para etiquetas: 
 
ETIQUETA DE PRODUTO INTERMEDIÁRIO 
(Quando ainda está sendo feito) 
 
 
 
 
RESPONSÁVEL: PAULO 
DATA DO INÍCIO DA MACERAÇÃO: 01/12/2008 
DATA DA FILTRAÇÃO: 16/12/2008 
CONTEÚDO: AGUARDENTE DE CANA - 1 LITRO 
CARQUEJA SECA - 200 GRAMAS 
LOCAL DA COLETA: QUINTAL DO SEU JOAQUIM 
 
A Botica Caseira 
 27
 
ETIQUETA DE PRODUTO FINAL: 
 
 
Também podem aparecer na etiqueta observações como: 
 
� USO EXTERNO OU INTERNO. 
� CONSERVAR AO ABRIGO DA LUZ. 
� NÃO DEIXAR AO ALCANCE DAS CRIANÇAS. 
 
 
 
 
 
 
TINTURA DE CARQUEJA 
NOME CIENTÍFICO: BACCHARIS TRIMERA 
PARTE DA PLANTA: FOLHAS 
INDICAÇÃO: DIGESTIVA 
LÍQUIDO EXTRATOR: VODKA 
RESPONSÁVEL: MARINA 
DATA DA MANIPULAÇÃO: 16/12/2008 
VÁLIDA ATÉ: 16/12/2010 
LOCAL DA COLETA: BEIRA DO MORRO, 
PRÓXIMO AO LAGO 
VOLUME: 1 LITRO 
POSOLOGIA: TOMAR DE 15 A 20 GOTAS NA 
HORA DO DESCONFORTO. 
 
Theresa Tullio 
 28
 
MEDIDAS & EQUIVALÊNCIAS 
 
"A Diferença 
Entre O Remédio 
E O Veneno 
Está Na Dose" 
 
Há muitas dúvidas ainda sobre o cálculo das doses das ervas e 
como usá-las. 
 
Se você consultar 100 livros e 100 sites na internet, encontrará 
pelo menos umas 20 listas de equivalências diferentes. 
 
Até o Instituto de Pesos e Medidas Nacional e a ANVISA, são 
citados como fontes de tabelas que variam de Estado para Estado 
no Brasil. 
 
Sempre que determinada receita pede medidas como xícaras e 
colheres, a tendência é pesarmos e medirmos os ingredientes 
empregando utensílios caseiros, pela facilidade de estarem à mão. 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 29
É preciso, no entanto, levar em conta que o tamanho das xícaras e 
das colheres varia bastante; consequentemente, não existe uma 
uniformidade. O correto é investir em conjuntos de medidores 
padronizados, para manipular ervas com o máximo de segurança. 
 
Mas, como nem sempre é possível ter o ideal à mão, não precisa 
deixar de usar os benefícios das ervas por causa disso. Seguem 
algumas equivalências para medidas de líquidos e sólidos utilizando 
colheres, copos, xícaras e até as mãos. Vale ressaltar que essas 
medidas são apenas uma média da diversidade imensa das plantas 
medicinais, podendo variar, dependendo do peso específico de 
cada planta. 
 
As medidas são aproximadas, não exatas, mas as margens para 
mais ou para menos não comprometem ou incorrem em riscos de 
super ou subdosagem. 
 
� Todo sólido nestas medidas (gramas) corresponde a 
material triturado, não inteiro, seja seco ou fresco. 
 
� Ao medir ingredientes secos em xícaras ou colheres, nunca 
os aperte, salvo se isso for solicitado na receita. 
 
� Coloque os ingredientes nas medidas despejando-os 
delicadamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 30
 
GOTAS: 20 gotas = 1ml 
 
UMA PITADA: Uma pitada é o tanto que se pode segurar de 
sólidos triturados entre as pontas de dois dedos. 1/2 colher de chá 
para sólidos secos triturados 
 
UM PUNHADO: Um punhado é o tanto que se pode pegar com 
uma mão e fechá-la. O que ficar na mão é o punhado. 
 
UMA COLHER DE CAFÉ = 2 ml e 0,5 a 1,0 g 
 
UMA COLHER DE CHÁ = 5 ml e 1,0 a 2,0 g 
 
UMA COLHER DE SOBREMESA = 10 ml e 2,0 a 3,0 g 
 
UMA COLHER DE SOPA = 15 ml e 5 a 10 g 
 
UM CÁLICE = 30 ml 
 
UMA XÍCARA DE CAFÉ = 50 ml 
 
UMA XÍCARA DE CHÁ = 150 a 200 ml 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 31
 
SEU ÁLBUM HERBÁRIO E/OU 
FOTOGRÁFICO 
 
Este álbum é uma pasta com sacos plásticos, contendo folhas 
brancas tamanho ofício, com plantas medicinais secas, onde 
devem ser anotadas as características e indicações de cada espécie. 
Serve para a identificação e informação das plantas que você 
habitualmente usar em seus preparos. 
 
Como se faz? 
 
� O álbum ajuda a lembrar a aparência e o uso da planta, 
assim, devem-se colher as partes mais importantes para o 
reconhecimento e caracterização das mesmas. 
� Se forem pequenas, recolhe-se a planta inteira. 
� Para plantas maiores usar as folhas ou ramos inteiros e se 
possível, incluir flores, frutos e sementes. 
� Escolher plantas sadias e bem desenvolvidas. 
� Logo depois de colhidas as plantas devem ser prensadas. 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 32
Para prensar: 
 
A prensa pode ser feita com duas tábuas, que devem ser bem 
planas, retinhas e lisinhas, ou pequenos estrados de ripas de 
madeira. 
 
Coloca-se a planta esticada entre duas folhas de jornal e depois 
entre as duas tábuas, com um peso em cima ou amarradas. Depois 
de alguns dias a planta estará seca. 
 
A planta seca é pregada em uma folha de ofício, com as 
características e indicações escritas embaixo e colocada no seu 
Álbum Herbário, dentro de um dos sacos plásticos. Frutas e 
sementes podem ser agrupadas em saquinhos de plástico, com 
rótulo, e colocadas dentro de um saco plástico na pasta do seu 
Álbum. 
 
Pode-se fazer apenas um Álbum Fotográfico das plantas 
medicinais, para substituir o álbum Herbário. Esta opção tem 
como vantagens, a maior facilidade e rapidez para a sua 
elaboração, atendendo muito bem às pessoas que não elaboram 
trabalhos científicos, mas apenas produzem ou coletam plantas 
para o uso medicinal. 
 
Você também pode juntar as duas opções, coletando e registrando 
algumas plantas da forma tradicional aqui ensinada, e outros de 
forma fotográfica apenas. O importante é montar uma fonte de 
consulta confiável. 
 
 
A Botica Caseira 
 33
 
O MELHOR HORÁRIO PARA INGESTÃO DE 
PREPARADOS HERBAIS 
 
Geralmente, o horário em que se toma o preparado fitoterápico é 
muito importante para a cura ou efeitos desejados. Assim tem-se 
as seguintes regras gerais: 
 
� Antiácidos: Meia hora antes das refeições principais. 
 
� Antifermentativos: Após as refeições. 
 
� Antireumáticos (Preparações para cura de reumatismo): 
Meia hora antes do desjejum ou café da manhã e/ou duas 
horas antes ou depois das refeições principais. 
 
� Antitussígenos (Preparados contra tosse): Meia hora antes 
do desjejum ou café da manhã e/ou duas horas antes ou 
depois das refeições principais. 
 
� Aperientes (Estimulantes do apetite): De 30 a 40 minutos 
antes das principais refeições. 
 
� Calmantes: Duas horas antes ou depois das refeições 
principais, de preferência após. 
 
 
Theresa Tullio 
 34
� Carminativos (Anti-gases): Logo após as refeições 
principais. 
 
� Depurativos de toxinas e resíduos (Purificantes do 
organismo): Meia hora antes do desjejum ou café da 
manhã e/ou duas horas antes ou depois dasrefeições 
principais. 
 
� Digestivos: Logo após as refeições principais. 
 
� Diuréticos (Estimulantes de eliminação de urina): Meia 
hora antes do desjejum ou café da manhã e/ou duas horas 
antes ou depois das refeições principais. 
 
� Emenagogos (Estimulantes do fluxo menstrual): Meia hora 
antes do desjejum ou café da manhã e/ou duas horas antes 
ou depois das refeições principais. 
 
� Expectorantes: Meia hora antes do desjejum ou café da 
manhã e/ou duas horas antes ou depois das refeições 
principais. 
� Febrífugos - Antifebris (Preparados contra febre): Meia 
hora antes do desjejum ou café da manhã e/ou duas horas 
antes ou depois das refeições principais. 
 
� Hepatoprotetores (Protetores do fígado): Antes das 
refeições principais e/ou antes de deitar. 
 
� Laxantes - Laxativos: Meia hora antes do desjejum ou café 
da manhã e/ou entre as refeições e/ou antes de deitar. 
 
 
A Botica Caseira 
 35
� Neurotônicos (Revigorantes ou equilibradores dos nervos): 
Duas horas antes ou depois das refeições principais. 
 
� Tônicos: Meia hora antes do desjejum ou café da manhã 
e/ou duas horas antes ou depois das refeições principais. 
 
� Vermífugos (Eliminadores de vermes intestinais): Meia 
hora antes do desjejum ou café da manhã e/ou duas horas 
antes ou depois das refeições principais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 36
 
REVERÊNCIA & GRATIDÃO 
 
Sempre que iniciar seus trabalhos, tenha antes o momento de 
reverenciar. 
 
Peça licença à planta antes de retirar folhas, raízes e cascas. 
 
Faça sua oração antes de começar a fazer o fitopreparado. 
 
Mantenha sua serenidade pensando apenas no bem que você está 
praticando. 
 
Agradeça à Natureza Mãe. 
 
Dê graças por este momento e ofereça seu trabalho ao Criador, à 
Humanidade, ao Universo. 
 
Irradie Amor e Respeito pelos males e padecimentos de quem 
usará o preparado. 
 
Você estará doando e recebendo as vibrações mais positivas e 
saudáveis. 
 
 
A Botica Caseira 
 37
 
UTENSÍLIOS & MATERIAL 
 
1. Reserve com carinho espaços separados em armários, 
prateleiras ou gavetas para seus utensílios, materiais e 
ingredientes. 
 
Mesmo que você use ingredientes como canela, manjericão e 
gengibre em pó na sua culinária do dia a dia; a canela, o manjericão 
e o gengibre usados no preparo terapêutico devem ser estocados 
separados. 
 
Não é proibido à cozinha de casa pegar um ingrediente 
emprestado de vez em quando e vice versa, mas guarde separado. 
O mesmo vale para os utensílios. 
 
2. Sempre que houver possibilidade, use vidro. Dê 
preferência a utensílios e materiais de vidro, louça, barro, 
madeira, palha, bambu, cerâmica, algodão. 
 
Não use utensílios de alumínio, sejam panelas, frigideiras ou 
recipientes para armazenagem, no preparo de qualquer alimento 
ou remédio. Quando a água ou o alimento entram em contato com 
o alumínio, sofrem mudança química e absorvem minúsculas 
partículas desse metal, que se acumula no fígado, baço e rins. Ferro 
e inox também não são as mais indicadas. 
 
Theresa Tullio 
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Esta lista é bem básica e genérica. 
 
Apesar da praticidade e conforto oferecidos pelos aparelhos 
elétricos, leve em conta ter opções de instrumentos manuais para o 
caso de precisar preparar uma receita em um momento de falta de 
energia elétrica. Por exemplo, você pode ter um espremedor 
elétrico, mas não deixe de ter à mão o espremedor manual. 
 
Conforme sua familiaridade nos preparos, sinta-se à vontade para 
investir em materiais para sua botica caseira, e fique à vontade 
também se já tiver o hábito de usar certos materiais, como 
utensílios de silicone, por exemplo, tão em voga. 
 
Então, vamos à lista. 
 
Você vai manusear, é recomendável que disponha de: 
 
� Luvas de látex. Mesmo que more longe da cidade, vale a 
pena adquirir caixas de luvas, são baratas, vêm com muitas 
unidades e o prazo de validade é bem grande. 
 
� Aproveite e providencie também avental de cor clara e 
lenços para a cabeça, que deverão ser usados apenas para 
seus trabalhos de botica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
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Para medir: 
 
� Balança de precisão para cozinha capacidade até 1 kg 
� Jarra de vidro com medidor em ml 
� Jogo de colheres de medidas (Hoje já existem colheres de 
medidas com mostradores digitais de peso) 
� Jogo de medidas em xícaras 
 
Você vai cortar, triturar, moer, picar. Precisará de: 
 
� Facas inox de diversos tamanhos e utilidades 
� Tábuas de corte 
� Pilão e almofariz - Pode providenciar mais de um 
conjunto, de acordo com suas necessidades - para preparo 
de pomadas, pós e sumos. 
� Liquidificador 
� Espremedor de frutas manual e/ou elétrico 
� Moedor manual 
� Martelo ou socador de madeira para reduzir argila para 
cataplasmas a pó 
 
Para levar ao fogo: 
 
� Chaleira para ferver água 
� Bule com tampa para infusão de ervas 
� Panela pequena ou média para preparo de pomadas e 
unguentos 
� Panela grande para preparo de óleos 
� Panela para preparo de xaropes 
� Panela grande com tampa para banho-maria, que acomode 
as panelas usadas para os preparos 
Theresa Tullio 
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Para mexer e misturar, providencie: 
 
� Espátulas resistentes ao fogo e de cabo longo 
� Colheres de cabo longo resistentes ao fogo 
� Conchas pequenina e grande 
 
Utensílios e materiais para usos diversos: 
 
� Tigelas de vidro ou louça refratária de diversos tamanhos 
� Jarro resistente de vidro refratário para preparo de óleos 
� Bacias de ágata de 3 tamanhos 
� Panos de algodão, chumaços de algodão ou gaze para 
compressas, cataplasmas e emplastos 
� Canecos e jarros de diversos tamanhos 
� Retalhos de tecido de algodão. Panos de algodão têm mil e 
uma utilidades em uma botica caseira. 
� Dois baldes grandes que comportem os pés 
confortavelmente e as pernas até os joelhos para banhos 
alternados frio-quente. 
� Bacia grande para aplicação de banhos de imersão para pés 
e para banhos de assento. 
� Um banquinho para aplicação de banho vital ou semicúpio. 
� Funil para auxílio de colocação de líquidos em frascos 
� Sacos de papel para colocar os frascos no processo de 
maceração dos vinhos medicinais e garrafadas 
� Etiquetas adesivas de papel de diversos tamanhos para 
rotulagem. 
� Retalhos de tecidos 100% algodão, mas que não sejam 
grossos, para confecção de bolsas térmicas ecológicas, 
travesseiros e almofadas de ervas. Se desejar, pode usar 
TNT, mas lembre-se que TNT não é algodão. 
A Botica Caseira 
 41
� Fibra sintética de enchimento de almofadas, também 
chamada de fibra siliconada, para os travesseiros. 
� Linhas de algodão de boa qualidade e agulhas. 
� Tesouras de diversos tamanhos 
� Pinças e pegadores de diversos tamanhos 
� Lente de aumento 
� Espátulas de madeira descartáveis - Podem ser do tipo 
abaixa língua, usadas por dentistas 
 
Na hora de coar, peneirar e filtrar, tenha à mão: 
 
� Coadores de papel para diversas utilidades 
� Tecidos de algodão ou coadores de pano para filtrar 
infusões de ervas 
� Coadores de pano de tecido fino ou tecidos de algodão 
para coar sucos e sumos 
� Peneira para coar sucos e sumos 
� Peneira fina ou tecidos de algodão para usar no preparo de 
pós e peneirar argila para cataplasmas 
� Tecidos de algodão para coar vinhos medicinais 
� Tecido de algodão para filtragem de óleos 
� Peneira para filtragem de óleos 
� Porta filtro como os de café para colocar coadores de 
papel dentro 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
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Você vai usar para guardar na maceração e para 
armazenagem: 
 
Ao escolher frascos e potes para armazenagem, calcule 
corretamente o tamanho que usará e a quantidade necessária. 
 
Tenha em conta que os recipientes devem ser cheios até a borda e 
as tampas devem fechar bem. Bem cheios para evitar que o ar 
dentro deles acelere a deterioração dos produtos, e bem tampados, 
para evitar a entrada de ar, umidade e micróbios que aos poucos 
degradam o produto também. 
 
Os frascos dependem dos produtos que você venha a preparar. 
Não há necessidadede estocar frascos em casa, hoje ninguém tem 
mais espaço em casa para fazer estoques pensando em algo que 
um dia possa precisar. Dê uma olhada nos capítulos, nas receitas, 
veja primeiro o que lhe interessa e que possa ser útil à seu lar e 
providencie os frascos. As quantidades também vão depender de 
suas necessidades, mas, basicamente: 
 
� Para a maceração de vinhos medicinais, garrafadas, tinturas 
e alcoolaturas, são necessários frascos de vidro escuro com 
tampa. 
 
� Para armazenar garrafadas e vinhos medicinais: 
Recomenda-se, se possível, utilizar as próprias garrafas de 
vidro das bebidas utilizadas no preparo, ou frascos de 
vidro escuro com tampa. 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 43
� Para armazenar óleos e xaropes: Frascos de vidro escuro 
com tampa. Para óleos a tampa pode ser de rosquear, para 
xaropes, é melhor tampar com rolhas de cortiça, pois 
xaropes têm propensão a fermentar e explodir se vedados 
com tampas de enroscar. 
 
� Para argila para cataplasmas: Guardar em recipiente de 
barro, de vidro, madeira ou bambu; jamais utilizar 
recipientes plásticos ou de metal. 
 
� Para pomadas e unguentos: Você pode comprar potes 
plásticos ou de vidro, com tampa. É só procurar potes para 
cremes. 
 
� Para pós: Frascos de vidro com tampa de rosquear ou 
cápsulas gelatinosas vazias. Há cápsulas de diversos 
tamanhos. O tamanho mais utilizado é o 00, que comporta 
em torno de 500 a 600 mg de pó. 
 
Se tiver intenção de encapsular uma grande quantidade de pó, vale 
a pena comprar uma encapsuladora manual, que facilita a tarefa, 
encapsulando até 100 cápsulas por vez, dependendo do modelo. 
Ela pode ser adquirida nos mesmos locais onde você comprar as 
cápsulas gelatinosas. 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 44
 
CHÁS, INFUSÕES & DECOCÇÕES 
 
Os Chás. Na verdade, AS TISANAS. 
 
Ensinar a fazer um chá pode parecer ridículo e até ofensivo, 
porque é lógico que qualquer pessoa pode fazer uma bebida com 
água quente e um punhado de ervas frescas ou secas. Mas, como 
estamos falando de chás que serão tomados para curar alguma 
coisa ou pelo menos aliviar alguma dor, certas regras básicas 
deverão ser seguidas, como os cuidados com o recipiente, que 
deve ser de vidro ou porcelana, e com a água, que deve ser pelo 
menos filtrada para diminuir um pouco a quantidade de produtos 
químicos adquiridos no tratamento. 
 
Para começar... Vem no saquinho, mergulhou na água quente é 
chá ... Não é bem assim. Não que isso faça a mínima diferença no 
uso, seja para beleza, terapêutica ou para relaxar e aquecer, mas 
sempre vale a pena aprender mais um pouquinho. 
 
Apenas para ilustrar, visto que continuaremos a chamar tisana de 
chá como sempre fizemos e como sempre fizeram nossos pais e 
avós, mas vale o esclarecimento: Qualquer preparado utilizando 
água quente e plantas, seja folha, flor, raiz, casca ou fruto, É UMA 
TISANA, e a única tisana QUE PODE SER CHAMADA DE 
CHÁ é aquela que utiliza as folhas da Camellia Sinensis, da qual se 
originam os chás pretos, verdes e oolongs (o verde azulado 
oriental), O RESTO É SÓ TISANA mesmo, não é chá. 
A Botica Caseira 
 45
 
Recomendações, Dicas e Cuidados Importantes: 
 
Não adoce com açúcar. Use mel na menor quantidade possível e, 
na falta dele, açúcar mascavo. 
 
Deixe o organismo acostumar-se, tomando mais fraco no primeiro 
dia e aumentando a dose nos dias subsequentes. 
 
Após três semanas, o organismo vai responder cada vez menos. É 
recomendável substituir a planta ou erva por uma outra, com as 
mesmas propriedades. 
 
Não ingerir qualquer preparado de planta em forma de chá por 
mais de 24 horas depois de pronto, pois as plantas entram em 
fermentação, causando problemas gástricos e intestinais. Preparar 
cada dia o tanto que vai ser ingerido naquele dia. 
 
É bom tomar tisanas em jejum, ao meio-dia, ao pôr do sol e ao 
deitar. Em média três xícaras por dia. Mas depende do efeito 
terapêutico que se procura com as ervas. Procure neste livro o 
capítulo “O MELHOR HORÁRIO PARA INGESTÃO DE 
PREPARADOS HERBAIS”. 
 
Qualquer tisana pode ser ingerida ainda quente, morna ou fria. As 
pessoas doentes devem tomar mornas ou quentes, pois aquecidos, 
os preparados de plantas fazem efeito mais rápido. 
 
Não jogar fora a erva utilizada! Se houver necessidade de usar mais 
do preparado em forma de chá no dia corrente, quando o material 
pronto estiver acabando, verta mais água quente sobre os vegetais. 
Essa segunda infusão dá o verdadeiro sabor da planta e você faz 
duas porções com a mesma erva. 
Theresa Tullio 
 46
Depois de utilizado, deixe a erva esfriar e coloque nos seus vasos. 
É um excelente adubo! 
 
O primeiro cuidado é com a higiene do fruto ou erva a ser usada. 
Lavar durante alguns minutos em água corrente para que resíduos 
agrotóxicos que se acumulam nas superfícies possam ser 
removidos. Retirar também as partes queimadas ou velhas das 
folhas, deixando-as o mais perto possível do natural. 
 
Evitar o preparo em vasilha de alumínio, ferro ou teflon. Só use se 
não houver outra opção. Dê preferência a recipientes de vidro 
refratário, ágata ou barro. 
 
Doses sugeridas - Cada dose 3 vezes ao dia. 
 
Adultos: 1 xícara de chá 
Crianças: ½ xícara de chá 
Bebês: 1 colher de chá 
 
Indicações de uso por temperatura: 
 
� Quente: Para resfriados, gripes e bronquite. 
 
� Frio: Para problemas digestivos, problemas do estômago, 
diarreia e indigestão. 
 
� Morno: Para problemas do sistema nervoso, como insônias 
e calmante. 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 47
Decocção 
 
Este método é um dos mais usados no Brasil. A erva vai para o 
fogo junto com a água. 
 
Trata-se de um método mais profundo de extração que a infusão. 
A planta permanece por um tempo mais prolongado em contato 
com o líquido extrator em ebulição. 
 
Esta forma é mais recomendável para as sementes, cascas grossas, 
raízes e talos, principalmente de plantas das quais não se conta 
com as propriedades aromáticas para a terapêutica. 
 
Os orientais utilizam além da água, opções como água de arroz ou 
vinho de arroz. Mas no Ocidente a água pura é mais utilizada. 
 
Como Fazer: 
 
Quantidade: Para simplificar, calcular 1 parte de planta seca ou 2 
partes de planta fresca para cada 15 partes de água. 
 
Lavar as partes da planta durante alguns minutos em água corrente 
para que resíduos agrotóxicos que se acumulam nas superfícies 
possam ser removidos. Retirar também as partes queimadas ou 
velhas, deixando-as o mais perto possível do natural. 
 
Evitar o preparo em vasilha de alumínio, inox, ferro ou teflon. Só 
use se não houver outra opção. Dê preferência a recipientes de 
vidro refratário ou ágata. 
 
A casca, semente ou raiz deve ser cortada em pequenos pedaços 
ou esmagada antes de juntar à água. 
 
Theresa Tullio 
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Juntar água e levar ao fogo. 
 
Deixar ferver por uns minutos em fogo alto até que a água 
fervente retire mais profundamente os princípios ativos das 
plantas. Em geral, quando não há indicação de tempo, 5 minutos 
depois da água entrar em ebulição já pode apagar o fogo. É mais 
ou menos o tempo do líquido se reduzir cerca de um terço da 
quantidade inicial. 
 
Começar a contar o tempo só a partir da fervura. 
 
Se desejar ser mais específico, deixar 5 minutos para raízes e caules 
e 10 minutos para a planta inteira. 
 
Retirar do fogo, tampar e abafar por 5 a 10 minutos colocando um 
pano para não escapar o vapor (se na receita não houver outra 
recomendação) antes de usar. Durante este tempo, de vez em 
quando, movimentar o recipiente delicadamente para misturar o 
conteúdo. 
 
Filtrar após o repouso em peneira fina ou filtro de papel ou pano. 
 
Conservação: Guardar no refrigerador ou em local fresco durante 
24 horas no máximo. 
 
Utilizar no mesmo dia do preparo ou pelo menos, dentro das 24hs 
seguintes. 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 49
Infusão 
 
Preparação utilizada para plantas medicinais ricas em componentes 
voláteis, aromas delicados e princípios ativos que se degradam pela 
ação combinada da água e docalor prolongado, como por 
exemplo alecrim, hortelã, sálvia, melissa, camomila, capim-limão, 
erva-cidreira, erva-doce e losna, plantas que possuem cheiro 
característico. 
 
Esta forma é mais recomendável para folhas, flores e também 
cascas finas. 
 
As infusões são uma boa opção quando o material vegetal é 
facilmente penetrado pela água e as suas substâncias se dissolvem 
rapidamente em água quente. 
 
Além de fornecer as substâncias terapêuticas, hidratam o 
organismo, estimulam a eliminação de substâncias tóxicas, 
favorecem o controle da temperatura do corpo e auxiliam a 
digestão. 
 
Neste método, a água bem quente é adicionada à erva e esta não 
vai ao fogo. 
 
Algumas vezes para se obter uma infusão, pode utilizar-se, ao 
invés de água, vinho, vinagre, álcool ou leite. Mas a água pura é o 
líquido mais usado mesmo. 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
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Como Fazer: 
 
Quantidade: Para simplificar, calcular 1 parte de planta seca ou 2 
partes de planta fresca para cada 20 partes de água. 
 
Por água para ferver e logo que entrar em ebulição, apagar o fogo 
e despejar a água fervendo sobre as ervas em um recipiente. 
 
Tampar e abafar por 10 minutos colocando um pano para não 
escapar o vapor (se na receita não houver outra recomendação) 
antes de usar. Durante este tempo, de vez em quando, movimentar 
o recipiente delicadamente para misturar o conteúdo. 
 
Filtrar após o repouso em peneira fina ou filtro de papel ou pano. 
 
As receitas que sugerem o preparo do chá em pequena quantidade 
(1 ou 2 xícaras), devem ser tomadas de imediato e não é 
recomendável guardar a sobra, já que podem perder suas 
propriedades com o tempo. Já naqueles casos onde a quantidade 
de água sugerida é maior (1 ou 2 litros, por exemplo), o chá pode 
ser guardado na geladeira ou em outro local fresco. 
 
Conservação: Guardar no refrigerador ou em local fresco durante 
24 horas no máximo. 
 
Utilizar no mesmo dia do preparo ou pelo menos, dentro das 24hs 
seguintes. 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 51
Serenado 
 
O serenado é um processo de extração de princípios ativos muito 
demorado, no qual a água não vai ao fogo e é chamado assim 
porque se põe algo a serenar quando deixamos a noite toda ao 
relento para pegar sereno e absorver o ar da noite. Mas também se 
aplica simplesmente deixando pronto de um dia para o outro para 
só consumir na manhã seguinte. 
 
É utilizado para plantas que possuem grande quantidade de 
princípios voláteis que podem evaporar se utilizarmos o calor, 
como por exemplo, o alho. 
 
Todo serenado deve ser preparado em dose única de um só copo 
ou uma só xícara. 
 
Como Fazer: 
 
É muito simples. Colocar em um copo ou xícara o ingrediente 
recomendado na receita, completar com água fria, tampar e deixar 
descansar a noite toda em local fresco. Não colocar na geladeira. 
 
Não amassar ou socar, não triturar, apenas deixar de molho. 
Quando o vegetal é triturado e/ou amassado e deixado de molho 
na água fria, é chamado de Maceração. Ver no capítulo com este 
título o modo de preparo. 
 
Utilizar a quantidade toda de uma vez, em dose única, na manhã 
seguinte e em jejum - salvo se na receita houver outra orientação. 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 52
Alguns ingredientes utilizados nas Tisanas, sob 
decocção ou infusão. 
 
À exceção do alho, que deve ser usado no processo serenado e 
tomado no dia seguinte: 
 
� Agrião (Nasturtium officinalis) - Indicações: Tosse, gripe, 
catarro no peito, anti-inflamatório das vias respiratórias, 
muito indicado nas bronquites crônicas e anemias. 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) e/ou Gengibre (Zingiber 
officinale) e/ou Mentrasto (Ageratum conyzoides L) - 
Indicações: Dores localizadas, artrite e dores reumáticas. 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) e/ou Manjericão 
(Ocimum basilicum) - Indicações: Fortificar, cansaço, 
fraqueza, disposição e revitalizar. 
� Alfavaca-Cravo (Ocimum gratissimum) - Indicações: 
Gripe. 
� Alho (Allium sativum) - Indicações: colesterol alto, 
expectorante, antisséptico, aumenta a imunidade e alivia 
problemas circulatórios. 
� Angico (Anadenanthera macrocarpa) - Indicações: Tosse, 
gripe e catarro no peito. 
� Avenca (Adiantum capillus-veneris) - Indicações: Tosse, 
rouquidão e inflamação na garganta. 
� Carqueja (Baccharis genistelloides) - Indicações: 
Indigestão, equilibrar funções hepáticas. 
� Camomila (Matricaria chamomilla) e/ou Erva-Doce 
(Pimpinella anisum) e/ou Melissa (Melissa officinalis) e/ou 
Capim-Limão (Cymbopogon citratus) - Indicações: 
Estresse, insônia, ansiedade e acalmar. 
 
 
A Botica Caseira 
 53
� Cenoura (Daucus carota) folhas - Indicações: Fraqueza e 
desânimo. 
� Eucalipto (Eucalyptus globulus) - Indicações: Apatia, 
insônia, sintomas congestionantes de gripes e resfriados. 
� Gengibre (Zingiber officinale) - Indicações: Sinusite, 
Gripe. 
� Guaco (Mikania glomerata) e Assa-peixe (Vernonia 
polyanthes) - Indicações: Tosse, gripe, bronquite, catarro 
no peito. 
� Hortelã (Mentha piperita) - Indicações: Congestão nasal e 
coriza, depressão, revigorar e refrescar. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 54
 
MACERADOS 
 
Também chamada de chá macerado ou infusão fria, o objetivo da 
maceração é amolecer a planta na água fria, como outros métodos 
conseguem utilizando a água quente. 
 
A parte escolhida da planta fica de molho em água fria como 
diluente, que extrai lentamente os conteúdos solúveis e 
principalmente os aromáticos porque amolece a planta. 
 
A vantagem deste método é que os sais minerais e as vitaminas da 
ervas são aproveitadas ao máximo. 
 
A maceração é mais indicada para as plantas frescas e é a base 
herbal das garrafadas, vinhos e óleos medicinais, que em seu 
preparo utilizam outros diluentes como óleos ou vinhos no lugar 
da água fria, também com molhos por prazos mais prolongados 
que a maceração. 
 
Como Fazer: 
 
Limpar bem, picar miúdo e/ou amassar a parte escolhida da erva 
escolhida. 
 
 
A Botica Caseira 
 55
Por de molho na água fria, mineral ou previamente fervida e 
filtrada, em recipiente de vidro, na proporção de 1 parte de vegetal 
para 6 partes de água. 
 
O tempo do molho varia de acordo com o material: 
 
� 10 horas para as folhas, sementes moles e flores 
� 12 horas para raízes, talos e cascas 
� 24 horas para itens bem duros 
 
Não misturar partes moles e duras da planta, para conseguir extrair 
as propriedades ativas no tempo certo. 
 
O recipiente deve permanecer em lugar fresco, protegido da luz 
solar direta. 
 
Agitar suavemente o recipiente periodicamente. Também pode-se 
auxiliar a retirada das essências usando pilão de vez em quando, 
durante o molho. 
 
Findo o tempo previsto, coar em peneira bem fina ou filtrar o 
líquido em coador de papel 
 
Após haver coado ou filtrado o líquido, deve-se espremer o 
resíduo no coador ou na tela da peneira para extrair o máximo de 
material. 
 
Pode acrescentar uma quantidade a mais de água, se achar 
necessário para obter um volume final desejado. 
 
Guardar em recipiente de vidro com tampa, limpo e esterilizado, 
em local fresco e seco, abrigado da luz solar e da umidade. 
 
Theresa Tullio 
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Pode ingerir, começar a usar logo em seguida ao tempo de repouso 
e filtragem. 
Preparar quantidade suficiente para uso em até 24hs no máximo. 
Após 24hs o material restante deve ser descartado. 
 
Importante: 
Plantas com possibilidade de fermentação não devem ser 
preparadas desta forma. 
 
Posologia: 1 cálice, copinho de cafezinho ou 2 colheres de sopa, 
aproximadamente 30 ml, por 3 vezes ao dia. 
 
Alguns ingredientes utilizados nos Macerados: 
 
� Ameixa (Prunussalicina) - Indicações: Prisão de Ventre 
� Arruda (Ruta graveolens) - Indicações: Menstruação 
escassa 
� Boldo (Peumus boldus) - Indicações: Ressaca, indigestão e 
crises de fígado 
� Malva Santa (Plectranthus barbatus) - Indicações: Azia 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
A Botica Caseira 
 57
 
SUMOS & SUCOS 
 
Sumos e sucos são líquidos obtidos pelo simples escoamento, 
quando se espremem os frutos, as folhas ou o caule, de preferência 
com a planta fresca, espremida e/ou esmagada e filtrada em 
seguida. 
 
O suco pode ser obtido espremendo-se as partes das plantas. 
Sucos hidratam, alimentam, refrescam e são muito saborosos. 
 
O sumo pode ser obtido triturando-se a planta fresca. Os sumos 
têm a vantagem de conter os constituintes ativos sem os degradar. 
 
Como fazer: 
 
Sumo de planta fresca 
 
Cortar a planta fresca em pedaços pequenos e triturar grosseiro 
num pilão ou máquina de moer. 
 
Quando a planta possuir pequena quantidade de líquido, deve-se 
acrescentar um pouco de água e triturar novamente após uma hora 
de repouso. 
 
Recolher então o líquido liberado, espremendo e coletando o 
líquido, filtrando-o em pano fino e usar em seguida. 
Theresa Tullio 
 58
Sumo de planta seca 
 
Obter pó limpo e seco da planta (Veja neste livro o capítulo com 
as orientações para fazer pó). 
 
Adicionar água, 1 parte de água para 1 parte da planta 
 
Deixar em maceração, de molho, por 24 horas em recipiente de 
vidro 
 
Espremer e coletar o líquido, filtrando-o em pano fino e usar em 
seguida. 
 
 
Posologia para sumos: 1 colher de sopa, 2 ou 3 vezes ao dia 
 
 
 
Suco 
 
Triturar/liquidificar a planta ou fruto fresco 
 
Adicionar um pouco de água, se ficar muito grosso 
 
Deixar descansar por 5 minutos 
 
Coar em peneira ou usar filtro, adoçar se desejar e ingerir em 
seguida. 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 59
Recomendações: 
 
Todos os sucos e sumos devem ser preparados na hora do 
consumo. 
 
O pilão, espremedor ou moedor, assim como coadores, filtros e 
peneiras devem estar bem limpos antes de usar. 
 
 
Alguns ingredientes utilizados em sumos: 
 
� Batata-inglesa (Solanum tuberosum) tubérculos - 
Indicações: Acidez no estômago. 
� Courama-branca (Kalanchoe brasiliensis) folhas - 
Indicações: Inflamações no ovário e no útero. 
� Hortelã rasteira (Mentha villosa) folhas - Indicações: 
Giardíase e amebíase. 
 
Alguns frutos utilizados em sucos: 
 
� Abacaxi (Ananás sativus) - Indicações: Prisão de ventre 
eventual, anemia, problema da próstata, uretrite, artrite, 
excesso de líquido no organismo. 
� Acerola (Malpighia glabra) - Indicações: Excesso de ácido 
úrico, excesso de líquido no organismo, problemas 
pulmonares, tuberculose, reumatismo, problemas na 
vesícula, afecção hepática, para evitar o sangramento das 
gengivas, fadiga, estresse, fraqueza das veias, para prevenir 
a anemia, ação antioxidante, antiradical livre. 
 
 
 
Theresa Tullio 
 60
� Goiaba (Psidium guajava) - Indicações: Tuberculose, úlcera 
gástrica, gripe, excesso de ácido úrico, excesso de líquido 
no organismo, melhorar o funcionamento do intestino, 
prevenir a hipertrofia benigna da próstata. 
� Laranja (Citrus aurantium) - Indicações: Gripe, para 
estimular o apetite, ação depurativa, auxiliar da digestão, 
ação diurética, para prevenir doenças degenerativas por 
falta de vitamina C, ajudar a assimilação do cálcio, inibir a 
produção de colesterol, reumatismo, excesso de ácido 
úrico, cálculo renal, prisão de ventre eventual. 
� Limão (Citrus limonum) - Indicações: Ação desintoxicante, 
para aumentar as defesas do organismo, inibir enzimas dos 
tumores, ação antioxidante, gripe, cistite, ação depurativa, 
para combater as infecções, estimular os rins, ação 
diurética. 
� Manga (Mangifera indica) - Indicações: Anemia, auxiliar no 
trabalho do intestino, ação diurética, ação laxativa, para 
estimular a lactação. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 61
 
PÓS & PÍLULAS 
 
Pó 
 
Pó é a planta desidratada e triturada. As partes das plantas, 
principalmente as folhas, são secas e depois trituradas, peneiradas, 
e o pó originário deve ser guardado em embalagem bem fechada e 
em local escuro, podendo servir para se extrair dele outros 
subprodutos ou fazer seu encapsulamento para uso direto. 
 
O encapsulamento é uma alternativa ao chá. E pode ser mais 
conveniente, pois nem sempre temos tempo para fazer um chá, ou 
estamos num local propício. A cápsula é uma boa opção no local 
de trabalho, por exemplo. 
 
Armazenar ervas sob a forma de pó é uma excelente iniciativa para 
ter a base de muitas terapêuticas sempre à mão. 
 
Para maior conforto na ingestão, o pó pode ser encapsulado 
(colocado em cápsulas). Também pode ser adicionado a infusões e 
outros preparados herbais. 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 62
Modo de usar: 
 
O pó obtido de vegetais desidratados e secos pode ser usado via 
oral ou aplicado externamente. 
 
Para uso interno, o pó pode ser misturado ao leite, mel, água, 
sumo vegetal ou suco de frutas. Também encapsulado. 
 
No uso externo, o pó pode ser espalhado puro, sobre o local 
ferido ou antes de aplicar, ser misturado em óleo ou água ou 
adicionado a pomadas, cataplasmas, preparados de compressas e 
outros tratamentos herbais. 
 
Posologia: 
Quanto à dosagem por cápsula, considerar a mesma quantidade 
que usaria para fazer a tisana (chá). 
 
Por exemplo, se a receita diz que é necessário tomar uma infusão 
com uma colher de sopa de ervas secas 2 vezes por dia, é só dividir 
a quantidade enchendo as cápsulas, e ingerir o equivalente 2 vezes 
ao dia. 
 
Modo de Fazer: 
 
Como obter o pó: 
 
Podem ser utilizados folhas, flores, cascas, raízes ou sementes. 
 
Para iniciar o processo, a planta já deve ter passado pelo processo 
de secagem e estar livre de qualquer tipo de umidade. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 63
A planta deve estar seca até ficar quebradiça, o suficiente para 
permitir sua trituração. 
 
O próximo passo é esfarelar bastante com as mãos mesmo, dentro 
de uma tigela, um recipiente largo de bordas altas, até obter um pó 
fino. 
As mãos devem estar muito bem lavadas e muito secas (cuidado 
com o suor!), ou calçadas em luvas. 
 
No caso de raízes e cascas, o esfarelamento com as mãos não 
funciona. É preciso ralar em ralador fino (tomar cuidado com os 
dedos!) e depois passar na peneira para separar pedaços grandes 
que tenham ficado. 
 
Após triturar ou ralar, coar com o auxílio de uma peneira fina ou 
tecido. O importante é que o resultado final deve ser um pó bem 
fino, sem pedaços maiores ou grânulos. 
 
Guardar em frascos de vidro, bem fechados e rotular, colando 
etiquetas detalhadas. Veja neste livro como fazer e quais dados 
devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Armazenagem: Os pós são muito sensíveis à ação da luz, do 
oxigênio e da umidade. Armazenar em local fresco, seco e 
ventilado, ao abrigo do sol. 
 
Conservação e Validade: 
A não ser que sejam contaminados por insetos ou fungos, ou 
sujeitos a umidade, pós podem ser usados por 6 meses. Mas 
atenção: Os pós retém sua potência integral por um período de 2 
meses, a partir daí, começam a perder a força gradualmente. 
Então, mesmo que não estraguem, o ideal é preparar quantidade 
suficiente para uso em até 60 dias. 
TheresaTullio 
 64
Cápsulas 
 
Cada vez mais pessoas estão adquirindo o hábito de ingerir as 
ervas secas sob a forma de pós encapsulados. Mas é recomendável 
que as cápsulas sejam apenas uma opção prática nas situações nas 
quais não seja possível o preparo de infusões. 
 
O primeiro passo é comprar as cápsulas gelatinosas vazias. Há 
cápsulas de diversos tamanhos. O tamanho mais utilizado é o 00, 
que comporta em torno de 500 a 600 mg de pó, essa medida varia 
um pouco, porque depende da forma de preparo do pó e também 
a forma de encapsulamento. Elas são facilmente encontradas em 
lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação e até pela 
internet. 
 
Como já explanado, é preciso encher as cápsulas com a quantidade 
de erva em pó que precisará ser ingerida diariamente. Se a receita 
indicar uma infusão com uma colher de sopa de ervas secas em 1 
xícara de chá de água fervente 2 vezes por dia, é preciso preparar 2 
colheres de sopa de pó para cada dia de uso. 
 
Mas não é preciso se preocupar muito com o tamanho da cápsula. 
Basta separar a quantidade de erva seca em pó receitada e encher 
quantas cápsulas forem necessárias. 
 
1 colher de sopa enche umas 15 a 20 cápsulas 00. 
 
Para preencher as cápsulas, basta desmontá-las (abrir) e encher 
com o pó. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 65
Depois de encher, fechar bem as cápsulas e acondicionar em um 
frasco pequeno, muito limpo, seco e esterilizado, que possa ser 
muito bem fechado e rotular, colando etiquetas detalhadas. Veja 
neste livro como fazer e quais dados devem ser incluídos nas 
etiquetas. 
 
Usar luvas e utensílios muito limpos, secos e esterilizados para esta 
tarefa. 
 
Também é fácil encontrar encapsuladoras manuais no mercado 
que facilitam esta tarefa, encapsulando até 100 cápsulas por vez, 
dependendo do modelo. Podem ser adquiridas nos mesmos locais 
onde encontrar as cápsulas gelatinosas. 
 
As cápsulas gelatinosas vazias têm a validade de 2 anos a partir da 
data de fabricação. 
Os pós duram em torno de 60 dias para começarem 
gradativamente a perder o poder de ação. 
 
Alguns ingredientes utilizados em Pós: 
 
� Azeitona-roxa (Syzygium jambolana) pó dos frutos e das 
sementes secas - Indicações: Tratamento auxiliar da 
diabetes. 
� Babaçu (Orbignya phalerata) pó do mesocarpo - 
Indicações: Prisão de ventre eventual, menstruação 
irregular e dolorosa. 
� Batata-de-purga-amarela (Operculina alata) e/ou Batata-de-
purga-branca (Operculina macrocarpd) pó dos tubérculos - 
Indicações: Ação laxativa, purgativa e prisão de ventre 
eventual. 
Theresa Tullio 
 66
� Canela (Cinnamomum zeylanicum) pó da casca - 
Indicações: Cólicas menstruais. 
� Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana) pó da casca - 
Indicações: Prisão de ventre eventual. 
� Castanha-da-índia (Aesculus Hippocastanus L) pó das 
sementes - Indicações: Varizes e hemorróidas. 
� Chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus) pó das folhas 
- Indicações: Ação diurética e ação depurativa. 
� Hortelã rasteira (Mentha villosa) pó das folhas - 
Indicações: Giardíase e amebíase. 
� Mentrasto (Ageratum conyzoides) pó das folhas, não usar 
as flores - Indicação: Cólicas menstruais. 
� Mulungu (Erythrina mulungu) pó da casca - Indicações: 
Ansiedade, nervosismo e insônia leve. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 67
 
 
TINTURAS & ALCOOLATURAS 
 
Estas são as maneiras mais simples de conservar os princípios 
ativos das plantas por muito tempo, preparados por extração dos 
princípios ativos das ervas por meio de uma solução alcoólica: 
Tintura para plantas secas e alcoolatura para plantas frescas. 
 
Tintura é a forma resultante da extração dos princípios ativos de 
plantas secas por solução alcoólica e água. A alcoolatura é a forma 
resultante da extração dos princípios ativos de plantas frescas, por 
solução alcoólica e água. 
 
As tinturas e alcoolaturas podem ser simples, usando uma única 
planta, ou compostas, usando várias plantas, mas convém que 
sejam preparadas individualmente e depois misturadas, e que não 
se misture mais que 3 tinturas ou mais que 3 alcoolaturas em cada 
composição. 
 
As tinturas e alcoolaturas podem ser usadas no preparo de outros 
remédios, tais como pomadas e xaropes. 
 
Indicações: 
Dependem das ervas usadas na preparação. Tratar problemas 
como má digestão, feridas na pele, tosse, dor de garganta, estresse, 
insônia, infecção urinária, dor de dentes e muitas outras. 
Theresa Tullio 
 68
 
Contraindicações: 
As tinturas e alcoolaturas, por conterem álcool, são 
contraindicadas para crianças, para mulheres durante a gravidez e 
período de amamentação, pacientes com problemas no fígado ou 
que estejam tomando medicação controlada e dependentes de 
álcool. 
 
 
Modo de Fazer: 
 
O que usar como solução alcoólica? 
 
Álcool de cereais, vodka, cachaça e uísque são boas opções. 
 
Vodka - A mais recomendada é a vodka, mas é preciso adquirir 
produto de boa procedência e qualidade. A vodka é um destilado 
obtido a partir de grãos ou tubérculos. Este destilado é depois 
diluído em água. A vodka para tinturas e alcoolaturas é a pura, sem 
adição de qualquer ingrediente além dos cerais destilados. 
 
Cachaça - A cachaça é obtida pela destilação do mosto fermentado 
do caldo de cana-de-açúcar. Aqui também é importante atentar à 
procedência e mais ainda, observar se leva adição de açúcar. A lei 
diz que se a bebida é adoçada com mais de 6 g de açúcar por litro 
– ou adicionada de qualquer outro ingrediente, não é cachaça. 
Acima de 6g/L e até o limite de 30g/L elas devem ter no rótulo a 
denominação de “cachaça adoçada” ou “aguardente adoçada”. 
Estas não servem para as tinturas e alcoolaturas. 
 
Uísque - O uísque é obtido a partir da fermentação de grãos de 
centeio, milho ou cevada. Neste caso, também a boa procedência é 
importante. 
A Botica Caseira 
 69
 
Receita para Tintura 
 
Ingredientes 
 
Usar 100g de erva seca triturada para cada litro de mistura de 
solução alcoólica e água. 
 
Para a tintura, que é uma solução que usa plantas secas, para cada 
litro, usar 700 ml de solução alcoólica e 300 ml de água. 
 
Pode usar plantas secas ou já em pó. Veja neste livro o capítulo 
que ensina a fazer pós. 
 
Se a planta não estiver em pó, esfarelar bem com as mãos. É 
recomendável usar luvas para esta tarefa. 
 
Fragmentar bem a planta. 
 
Colocar 100g dela em vidro âmbar (escuro) limpo e de boca larga. 
 
Adicionar 1 litro de mistura de solução alcoólica e água na 
proporção de 700 ml de solução alcoólica e 300 ml de água. 
 
Fechar bem o vidro 
 
Rotular, colando etiquetas detalhadas. Veja neste livro como fazer 
e quais dados devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Macerar (deixar de molho) por 15 dias, agitando 2 vezes por dia 
 
 
 
Theresa Tullio 
 70
Filtrar (coar) a tintura com ajuda de um porta filtro com coador de 
papel ou em um coador de pano de tecido fino. 
 
Medir o volume da tintura filtrada que deverá ser de um litro. 
 
Caso não obtenha 1 litro, colocar um pouco de solução alcoólica 
(sem água) sobre as plantas que estão no funil ou coador até atingir 
um litro. 
 
Rotular de novo, colando etiquetas detalhadas. Veja neste livro 
como fazer e quais dados devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Se não tiver frascos de vidro âmbar, pode cobrir vidros claros com 
papel para ficarem mais escurinhos por dentro. 
 
Armazenar em local fresco e ventilado, ao abrigo do sol e 
protegido da luz. 
 
Receita para Alcoolatura 
 
Ingredientes 
 
Usar 200g de erva fresca triturada para cada litro de mistura de 
solução alcoólica e água. 
 
Para alcoolatura, que é uma solução que usa plantas frescas, para 
cada litro, usar 900ml de solução alcoólica e 100 ml de água. 
 
Fragmentar bem a planta. 
 
Colocar 200g dela em vidro âmbar (escuro) limpo e de boca larga. 
 
 
A Botica Caseira 
 71
Adicionar 1 litro de mistura de solução alcoólica e água na 
proporção de 900 ml de solução alcoólica e 100 ml de água. 
 
Fechar bem o vidro. 
 
Rotular, colando etiquetas detalhadas. Veja neste livro como fazer 
e quais dados devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Macerar (deixar de molho) por 15 dias, agitando 2 vezes por dia. 
 
Filtrar (coar) a alcoolatura com ajuda de um porta filtro com 
coador de papel ou em um coador de pano de tecido fino. 
 
Medir o volume da alcoolatura filtrada que deverá ser de um litro. 
 
Caso não obtenha 1 litro, colocar um pouco de solução alcoólica 
(sem água) sobre as plantas que estão no funil ou coador até atingir 
um litro. 
 
Rotular de novo, colando etiquetas detalhadas. Veja neste livro 
como fazer e quais dados devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Se não tiver frascos de vidro âmbar, pode cobrir vidros claros com 
papel para ficarem mais escurinhos por dentro. 
 
Armazenar em local fresco e ventilado, ao abrigo do sol e 
protegido da luz. 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 72
Recomendações: 
 
� Usar somente para terapêutica em adultos. 
� Não usar álcool comum. 
� Por serem concentradas, as tinturas e alcoolaturas são 
geralmente mais fortes que os chás ou óleo feitos 
preparados plantas medicinais e por isso devem ser usadas 
com cuidado e com moderação. 
 
Posologia: 
 
São de fácil dosagem, pois basta saber a quantidade de gotas ou 
colheres a serem tomadas. 
 
Sugestão de dose adulta: Doses de 25 a 30 gotas em uma xícara de 
água, no máximo três vezes ao dia. 
 
Validade: 
 
As duas formas têm boa conservação antimicrobiana, com 
validade de até 2 anos, mas é recomendável usar em até um ano. 
Não é necessário preparar o medicamento cada vez que for tomar, 
o que pode facilitar o seguimento do tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 73
Alguns ingredientes utilizados em Tinturas e 
Alcoolaturas: 
 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) - Indicações: 
Hemorróidas, gases intestinais, lavar feridas, cortes e 
problemas leves do coração. 
� Angico (Anadenanthera colubrina) - Indicações: Tosse, 
diarréia e fortificante. 
� Hortelã (Mentha) - Indicações: Mau hálito, infecções na 
boca, dor de garganta, má digestão e vermífugo. 
� Macela-da-terra (Egletes viscosa L) - Indicações: 
Enxaqueca, má digestão, azia, diarreia e gastrite. 
� Maracujá (Passiflora edulis) - Indicações: Menopausa, 
nervosismo, febre, dor de cabeça e insônia. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 74
 
ÓLEOS 
 
Pode-se obter Óleo ou Azeite Medicamentoso através de preparo 
quente ou frio, misturando as ervas a óleo ou azeite. Mas também 
é possível obter os óleos de frutos e outras partes de plantas que 
os contêm através de simples prensagem. Atenção, não confundir 
com óleo essencial. 
 
Neste livro não abordaremos o preparo através da simples 
prensagem. 
 
Os óleos ou azeites medicamentosos, tanto no preparo quente 
quanto no preparo frio, são usados puros, esfregados na pele em 
massagens, ou acrescentados a pomadas, unguentos e cataplasmas, 
e até na preparação de máscaras e cremes de beleza. 
 
Óleos ou azeites preparados para massagem, para uso em 
contusões, são simples de se fazer e com resultados excelentes, 
podendo usar uma planta só ou uma combinação de até três 
plantas. 
 
Indicações: Aliviar dores reumáticas e artríticas, melhorar a 
circulação sanguínea e relaxar os músculos. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 75
Uso: A aplicação deve ser feita através de massagens ou fricções, 
na direção dos pelos do corpo, seguidas de aquecimento, 
cobrindo-se por uma meia hora as partes massageadas. 
 
Ação: Ocorre uma absorção por via cutânea, o que promove uma 
ação terapêutica rápida e eficaz. As propriedades terapêuticas são 
aquelas das plantas medicinais utilizadas em sua preparação. 
 
Como fazer óleo medicamentoso sob preparo quente: 
 
Misturar 1 parte de ervas secas moídas ou 2 partes de ervas frescas 
picadas, para cada 5 partes de óleo de girassol, gergelim ou coco 
em uma tigela de vidro refratário. 
 
Levar ao fogo em banho-maria em uma panela grande com tampa, 
em fogo baixo, pois a água não deve ferver, durante 3 horas 
seguidas. 
 
Retirar do banho-maria e deixar esfriar. 
 
Quando a mistura esfriar, passar em peneira fina ou filtro, sobre 
um jarro ou outro recipiente de vidro, prensando o material 
vegetal contra a tela da peneira ou filtro, para extrair todo o óleo 
possível. 
 
Com um funil, colocar o óleo obtido em frascos de vidro escuro, 
limpos e esterilizados. 
 
Fechar com rolhas de cortiça ou tampas de enroscar e rotular, 
colando etiquetas detalhadas. Veja neste livro como fazer e quais 
dados devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
 
Theresa Tullio 
 76
Armazenar em local fresco, seco e ventilado, ao abrigo do sol. 
 
Os óleos duram 1 ano, mas obtêm-se melhores resultados se só 
utilizados nos primeiros 6 meses após o preparo. 
 
Como fazer azeite medicamentoso sob preparo frio: 
 
Misturar 1 parte de ervas secas moídas ou 2 partes de ervas frescas 
picadas, para cada 5 partes de azeite em um recipiente de vidro 
transparente com tampa. 
 
Tampar o vidro e agitar bem. 
 
Deixar descansar em local fresco e seco, abrigado da luz solar e da 
umidade, por um período de 2 a 6 semanas. 
 
Ao final do período de repouso, colocar o azeite para filtrar em 
um saco de pano fino, sobre um jarro ou outro recipiente de vidro, 
e deixar o azeite filtrar-se. 
 
Espremer o saco para extrair o resto do azeite no fim. 
 
Com um funil, colocar o azeite obtido em frascos de vidro escuro, 
limpos e esterilizados. 
 
Fechar com rolhas de cortiça ou tampas de enroscar e rotular, 
colando etiquetas detalhadas. Veja neste livro como fazer e quais 
dados devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Armazenar em local fresco, seco e ventilado, ao abrigo do sol. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 77
Os azeites medicamentosos sob preparo frio duram 6 meses, e 
deve-se utilizá-los no prazo de até 6 meses após o preparo. 
 
Alguns ingredientes utilizados em Óleos e Azeites 
Medicamentosos: 
 
� Açafrão-da-Terra (Curcuma longa) - Indicações: 
Hematomas. 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) - Indicações: Relaxante 
muscular e antiespasmódico. 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) e/ou Gengibre (Zingiber 
officinale) e/ou Mentrasto (Ageratum conyzoides L) - 
Indicações: Dores localizadas, artrite e dores reumáticas. 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) e/ou Manjericão 
(Ocimum basilicum) - Indicações: Fortificar, cansaço, 
fraqueza, disposição e revitalizar. 
� Calêndula (Calendula officinalis) e/ou Gengibre (Zingiber 
officinale) - Indicações: Anti-inflamatório. 
� Mentrasto (Ageratum conyzoides L.) - Indicações: Dores 
localizadas, artrite e dores reumáticas. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
Theresa Tullio 
 78
 
VINHOS MEDICINAIS & GARRAFADAS 
 
Os Vinhos Medicinais e Garrafadas são preparações nas quais as 
substancias vegetais sofrem a ação dissolvente de uma bebida 
alcoólica, ou seja, são extraídos por maceração, devendo tanto a 
bebida quanto as ervas serem de boa procedência. 
 
Os vinhos medicinais podem ser enquadradoscomo similar as 
tinturas, podem ser usados vinhos brancos ou tintos secos, com 
aproximadamente 11 a 12% de percentagem de álcool no líquido. 
 
As duas diferenças entre os vinhos medicinais tradicionais no 
mundo inteiro e as famosas garrafadas brasileiras: 
 
1. As garrafadas podem utilizar em seu preparo outras bebidas 
alcoólicas em substituição ao vinho, como a aguardente de cana. 
 
2. Algumas garrafadas utilizam outros ingredientes além das ervas 
medicinais. 
 
Os vinhos medicinais são preparados sob maceração com vinho 
branco ou tinto, e resultam da ação dissolvente do vinho sobre as 
plantas (raízes, cascas ou folhas). 
 
Indicações: O vinho medicinal costumeiramente é diurético ou 
estomáquico. 
A Botica Caseira 
 79
Contraindicações: Contraindicados para diabéticos. E por 
conterem álcool, são contraindicadas para crianças, para mulheres 
durante a gravidez e período de amamentação, pacientes com 
problemas no fígado ou que estejam tomando medicação 
controlada e dependentes de álcool. 
 
Modo de Fazer - Receita Básica: 
 
Ingredientes: 
 
A Bebida: Vinho branco ou vinho tinto, com graduação alcoólica 
baixa, de 11 a 12% de percentagem de álcool no líquido. O vinho 
usado com plantas medicinais em maceração, deve ser puro seco 
(sem açúcar) podendo ser tinto (funções: adstringentes, tônicas) ou 
branco (funções: diuréticas, digestivas). Para a Garrafada, há a 
opção de utilizar aguardente de cana. 
 
A Erva: 
A erva medicinal a ser usada vai variar de acordo com a finalidade 
terapêutica do vinho medicinal ou da garrafada. 
 
Quantidades: 
 
100 gramas da planta seca ou 200 gramas da planta fresca para 
cada litro de bebida, podendo utilizar uma só espécie vegetal ou 
mais de uma, sendo no máximo 3 vegetais diferentes por preparo, 
mas mantendo-se a proporção recomendada. 
 
Para o Vinho Medicinal, usar sempre plantas secas, já que o vinho 
apresenta baixo teor alcoólico, o que pode facilitar a alteração por 
microrganismos. 
 
 
Theresa Tullio 
 80
Para a Garrafada, se a bebida alcoólica escolhida for vinho, 
também é recomendável usar plantas secas, pelo mesmo motivo. 
 
Só utilizar plantas frescas se no preparado for utilizada a 
aguardente de cana, que tem um teor alcoólico bem alto. 
 
Preparo: 
 
Picar ou triturar a planta medicinal em pedaços pequenos; se 
estiver seca, transformar em pó. 
 
Colocar em um frasco escuro com tampa. 
 
Adicionar o vinho ou a cachaça cobrindo toda a planta. 
 
Arrumar as ervas para que fiquem submersas na bebida. 
 
Tampar bem. 
 
Colocar o frasco em um saco de papel. 
 
Deixar em local escuro e fresco, ao abrigo da luz, protegido do sol, 
por um período de 10 a 15 dias. 
 
Durante o período de maceração agitar com suavidade o frasco, 
diariamente, uma ou duas vezes. 
 
Coar, espremendo o material em um pano. 
 
Armazenar em vidro de cor escura, esterilizado. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 81
Se possível, usar funil e colocar na própria garrafa previamente 
esterilizada e limpa da bebida utilizada no preparo (se for de vidro) 
e rotular, colando etiquetas detalhadas. Veja neste livro como fazer 
e quais dados devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Manter em lugar fresco e ao abrigo da luz, de preferência em 
geladeira. Não havendo refrigerador, colocar em local fresco e 
ventilado, ao abrigo do sol. 
 
Recomendações: 
 
� O vinho usado com plantas medicinais em maceração, 
deve ser puro seco (sem açúcar) podendo ser tinto 
(funções: adstringentes, tônicas) ou branco (funções: 
diuréticas, digestivas). 
 
� Deve-se usar vinho com graduação alcoólica baixa, de 11 a 
12% de percentagem de álcool no líquido. 
 
� As plantas escolhidas precisam ser compatíveis, e devem 
ser escolhidas pelos usos comuns ou por serem 
complementares. 
 
� Geralmente utilizam-se plantas secas na preparação do 
vinho medicinal ou da garrafada que utiliza vinho, pois este 
apresenta baixo teor alcoólico, o que pode facilitar a 
alteração por microrganismos. 
 
� Para a garrafada que utiliza cachaça, pode-se usar tanto 
plantas secas quanto frescas, já que as aguardentes de cana 
têm graduação alcoólica alta, em média de 35 a 42% de 
percentagem de álcool no líquido. 
 
Theresa Tullio 
 82
Posologia: 
 
1 colher de sopa 2 vezes ao dia antes das principais refeições, ou 1 
cálice uma vez ao dia antes do almoço. 
 
Conservação e validade: 
 
Se bem preparados e estocados adequadamente, são válidos por 
um ano. Não deve ser usado e é recomendável descartar 
imediatamente se apresentar fermentação, formações brancas, sinal 
de coalhado ou cheiro azedo. 
 
Alguns ingredientes utilizados em Vinhos medicinais e 
Garrafadas: 
 
� Alcachofra (Cynara scolymus) folhas e/ou Alecrim 
(Rosmarinus officinalis) folhas e/ou Funcho (Foeniculum 
vulgare) sementes - Indicações: Digestivo estomacal. 
� Aluman (Vernonia condensatà) folhas - Indicações: Fluir o 
suco biliar e para vesícula preguiçosa. 
� Boldo-do-chile (Peumus boldus) folhas - Indicações: Má 
digestão. 
� Camomila (Matricaria chamomillà) flores - Indicações: 
Menstruação dolorosa e menstruação excessiva. 
� Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana) pó da casca - 
Indicações: Prisão de ventre eventual. 
� Colônia (Alpinia speciosa) folhas - Indicações: 
Hipertensão. 
� Dente-de-leão (Taraxacum officinale) raízes e folhas - 
Indicações: Ação diurética. 
 
 
A Botica Caseira 
 83
� Erva-doce (Pimpinella anisum) sementes - Indicações: 
Enjoos e enxaquecas de origem digestiva. 
� Fáfía (Ginseng-brasileiro) (Pfaffia paniculatá) raízes - 
Indicações: Fadiga. 
� Gengibre (Zingiber officinale) rizomas - Indicações: 
Resfriado. 
� Guaco (Mikania glomerata) folhas - Indicações: 
Reumatismo. 
� Jurubeba (Solanum paniculatum) raízes - Indicações: 
Convalescença de doenças infecciosas e anemia. 
� Pata-de-vaca (Bauhinia forficata) folhas - Indicações: 
Diabetes (controle de taxas). 
� Serralha (Sonchus oleraceus) planta toda - Indicações: 
Anemia e falta de apetite. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
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XAROPES OU LAMBEDORES 
 
Xaropes ou Lambedores são preparados líquidos, viscosos e 
concentrados, os quais se obtêm misturando ingredientes vegetais 
na proporção de uma parte para cinco de calda de água e açúcar, 
rapadura ralada ou mel. 
 
Prepara-se quente ou frio e toma-se às colheradas. 
 
Na verdade, o xarope é um chá, espessado e com sacarose, para o 
doce mascarar o gosto dos vegetais componentes e assim facilitar a 
ingestão, principalmente para crianças. 
 
Uso: Interno 
 
Dose Recomendada: A dose padrão é 5 a 10 ml 3 vezes por dia. 
 
Indicações: São utilizados nos casos de tosse, dores de garganta, 
inflamação na garganta, rouquidão, anemia, bronquite, catarro no 
peito, má digestão, estados gripais. Os xaropes têm a vantagem 
adicional da ação calmante. 
 
Contra indicações: Contraindicado para diabéticos por tratar-se de 
solução concentrada de sacarose. 
 
 
A Botica Caseira 
 85
Há até opções de xaropes sem açúcar nos quais empregam-se 
excipientes à base de sorbitol (sorbitol é um poliol - álcool de 
açúcar), mucilagem de amido ou goma arábica entre outros. Neste 
Curso não trabalharemos com estas receitas. 
 
Ingredientes para receita padrão 
 
� Açúcar (de preferência mascavo), rapadura picada ou mel. 
� Água 
� Ingrediente Vegetal processado da forma escolhida - Veja 
mais adiante lista com alguns ingredientes vegetais 
 
Receita Padrão 
 
Colocar para ferver duas partes de água e três partes de açúcar ou 
rapadura ralada até dissolver. 
 
Em fogo baixo, adicionar uma medida da planta ou fruto, 
processados da forma escolhida, para cinco medidas da mistura deágua e açúcar. Para crianças pequenas, usar meia medida de vegetal 
para cinco de água e açúcar. 
 
O ingrediente vegetal já deve estar processado ao ser usado na 
receita. 
 
Pode-se adicionar apenas o sumo da planta, decocção ou infusão 
frios, e também tintura. 
 
Optando pela tintura, adicionar uma medida de tintura para três 
medidas da mistura de água e açúcar. 
 
 
Theresa Tullio 
 86
Não usar a receita com tintura para preparar o xarope para 
crianças pequenas. 
 
Colocar para ferver, mexer suavemente por 3 a 5 minutos, não 
permitindo o aumento da temperatura superior a 80° C. 
 
Obs: Veja neste livro as receitas detalhadas para preparo de 
infusões, decocções e tinturas. 
 
Variações da Receita Padrão 
 
As decocções ou infusões podem servir de base para o xarope, 
neste caso adiciona-se o açúcar diretamente nas mesmas, podendo 
submeter a leve aquecimento para facilitar a dissolução do açúcar. 
 
Basta preparar 500 ml de infusão ou decocção da planta escolhida, 
e à este preparado acrescentar 500 gramas de açúcar, mexendo e 
aquecendo devagar até o adoçante se derreter e a mistura ficar 
xaroposa. 
 
Para crianças pequenas, usar a metade da quantidade de vegetal ao 
preparar a infusão ou decocção. 
 
Uma opção ainda mais simples: 
 
Fragmentar a planta fresca - picando ou amassando da forma 
escolhida - e reservar. 
 
Depois dissolver o açúcar na água (duas partes de água para três 
partes de açúcar). 
 
 
 
A Botica Caseira 
 87
Aquecer até ferver. 
 
Abaixar o fogo e acrescentar o vegetal reservado (uma medida de 
vegetal para cinco de água e açúcar). 
 
Cozinhar em fogo brando. 
 
Cascas, sementes e raízes devem cozinhar por 10 a 15 minutos e 
folhas tenras e flores devem cozinhar por 2 a 3 minutos. 
 
Retirar do fogo, abafar, deixar em repouso até esfriar totalmente. 
 
Depois coar, envasar e todo o resto. 
 
Nesta opção com vegetais frescos e picados, como tem que ferver, 
é mais indicado usar açúcar e não mel. 
 
Para crianças pequenas, usar meia medida de vegetal para cinco de 
água e açúcar. 
 
Se a planta for muito suculenta não é preciso adicionar água ao 
preparado do xarope. A água é liberada pela planta no 
aquecimento e junto ao açúcar dá ao líquido a consistência de 
xarope. 
 
Se quiser utilizar mel em substituição ao açúcar, não levar o mel ao 
fogo, não se deve aquecer o mel para não empobrecer suas 
propriedades. O xarope com mel é preparado frio, misturando o 
líquido vegetal já processado com o mel até dissolver por 
completo. 
 
 
 
Theresa Tullio 
 88
Conservantes Naturais: 
 
Para auxiliar a conservação do xarope e aumentar seu prazo de 
validade, é possível adicionar algumas gotas de álcool de cereais, 
gotas de cachaça, extrato de própolis ou cravo da Índia in natura 
ao xarope já pronto e após coar para os frascos. 
 
Para usar cravos, basta adicionar uma colher de chá da especiaria 
ao xarope pronto. 
 
No caso dos xaropes preparados com tinturas de própolis, este 
ingrediente já serve como conservante, além de auxílio terapêutico. 
 
Envasamento: 
 
Utilizando um funil, filtrar o xarope sobre gaze ou outro tecido de 
algodão de trama larga, para frascos de vidro esterilizados (limpos 
e escaldados), e de preferência de cor escura, âmbar (Cor padrão 
das garrafas de cerveja). 
 
Fechar os frascos com rolhas de cortiça, pois xaropes têm 
propensão a fermentar e explodir se vedados com tampas de 
enroscar. 
 
Rotular, colando etiquetas detalhadas. Veja neste livro como fazer 
e quais dados devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Conservação: Se bem preparados e usando os conservantes 
naturais, xaropes conservam-se por 3 meses. Mas o ideal mesmo é 
preparar uma quantidade suficiente para consumo em 2 semanas e 
descartar as sobras após este prazo. 
 
A Botica Caseira 
 89
É também recomendável que o xarope caseiro seja guardado na 
geladeira, e por até 15 dias, pois em temperatura ambiente, 
principalmente em locais de clima muito quente, está mais sujeito à 
contaminação. 
 
Não havendo refrigerador, colocar em local fresco e ventilado, ao 
abrigo do sol. 
 
Obs: Quanto à aparência, o xarope deve ser limpo. Não deve ser 
usado e é recomendável descartar imediatamente se apresentar 
fermentação, formações brancas, sinal de coalhado ou cheiro 
azedo. 
 
Recomendações: 
 
Ao preparar xaropes para crianças, reduzir para metade a 
quantidade de vegetal das receitas e não utilizar álcool ou cachaça 
como conservantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 90
Alguns ingredientes vegetais utilizados em xaropes e 
lambedores: 
 
� Agrião (Nasturtium officinale) - Indicações: Tosse, gripe e 
catarro no peito. 
� Agrião-do-Pará (Acmella oleracea) - Indicação: Anemia. 
� Angico (Anadenanthera macrocarpa) - Indicações: Tosse, 
gripe e catarro no peito. 
� Avenca (Adiantum capillus-veneris) - Indicações: Tosse, 
rouquidão e inflamação na garganta. 
� Beterraba (Beta vulgaris) - Indicação: Tosse. 
� Cebola (Allium cepa) - Indicação: Catarro no peito. 
� Chambá (Justicia pectoralis) - Indicações: Tosse, gripe, 
bronquite, catarro no peito. 
� Courama-branca (Kalanchoe brasiliensis) - Indicações: 
Tosse, gripe e catarro no peito. 
� Cumaru (Amburana cearensis) - Indicações: Tosse, 
bronquite, gripe e catarro no peito. 
� Chambá (Justicia pectoralis) e Malvarisco (Plectranthus 
amboinicus) - Indicações: Tosse, bronquite, gripe e catarro 
no peito. 
� Chambá (Justicia pectoralis), Malvarisco (Plectranthus 
amboinicus) e hortelã japonesa (Mentha arvensis) - 
Indicações: Tosse, gripe, bronquite e catarro no peito. 
� Courama-branca (Kalanchoe brasi-liensis) e Malvarisco 
(Plectranthus amboinicus) - Indicações: Tosse, gripe e 
catarro no peito. 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 91
� Courama-branca (Kalanchoe brasiliensis), Ipecacuanha-
branca (Hybanthw ipecacuanha) e Cebolinha-branca 
(Allium scalonicum) - Indicação: Tosse. 
� Courama-branca (Kalanchoe brasi-liensis) e Mussambê 
(Cleome spinosa) - Indicação: Tosse. 
� Quiabo (Hibiscus esculentus) e Guaco (Mikania glomerata) 
- Indicações: Tosse e catarro no peito. 
� Jatobá (Hymenaea courbaril), Jucá (Caesalpinia férrea) e 
Eucalipto medicinal (Eucalyptus globulus) - Indicações: 
Tosse, gripe e catarro no peito. 
� Guaco (Mikania glomerata) e Assa-peixe (Vernonia 
polyanthes) - Indicações: Tosse, gripe, bronquite, catarro 
no peito. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 92
 
COMPRESSAS 
 
Preparação para uso externo local, que surte efeito pela penetração 
dos constituintes ativos através da pele. 
 
Feitas com panos, chumaços de algodão ou gaze embebidos em 
preparados de ervas sob infusão, decocção ou tintura, e aplicadas 
quentes ou frias sobre a zona da pele afetada, renovando-se a 
aplicação umas 3 vezes durante o tempo da prática. 
 
Um pedaço de pano à parte é necessário para colocar por cima do 
primeiro, para ajudar a manter a umidade e a temperatura em 
equilíbrio. Este pano deve ficar seco. Uma flanela é bem indicada 
para este segundo pano. 
 
A compressa pode ser aplicada quente ou fria. 
 
Indicações: Têm efeito sedativo sobre inchaços, nevralgias, 
contusões e reumatismo. 
 
Indicações de acordo com a temperatura da compressa: 
Analisar o problema a ser tratado e escolher a temperatura ideal. 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 93
Compressa fria: Para tratamento de contusão, torção, dor 
muscular, inchaço nas pernas, olhos e pele congestionados e 
problemas inflamatórios gerais. Especialmente indicadas para 
dores de cabeça de origem nevrálgica e dores reumáticas. 
 
Compressa morna: Para acalmar peles irritadas e avermelhadas e 
relaxar músculosdoloridos. 
 
Compressa quente: Para estimular a circulação do corpo e ajudar 
na eliminação de toxinas pela pele. Especialmente indicadas para 
combater processos inflamatórios, principalmente nas articulações 
(artrite, gota etc) e doenças dos rins. 
 
Como Fazer: 
 
Preparar 500 ml de uma decocção, infusão ou tintura com as ervas 
escolhidas, para fazer uma loção. Veja os capítulos neste livro que 
ensinam como preparar decocção, infusão e tinturas. 
 
Lavar bem as mãos e ensopar na loção um pano macio de algodão, 
chumaços de algodão ou gaze. 
 
Torcer para tirar o excesso de líquido. 
 
Passar óleo mineral ou vegetal na área afetada para evitar que a 
compressa grude e depois colocá-la, quente ou fria, sobre o local. 
 
Sobre a compressa, colocar um outro pedaço de pano, seco, 
melhor ainda se for um pedaço de flanela, para ajudar a manter a 
umidade e a temperatura em equilíbrio. 
 
 
Theresa Tullio 
 94
O tempo de aplicação deve ser de 5 a 20 minutos, dependendo da 
atividade da planta utilizada e da gravidade do processo. 
 
Durante o tempo de aplicação, voltar a ensopar o pano, algodão 
ou gaze, torcer e recolocar sobre o local, e cobrir com o outro 
pano. Umas 3 repetições são suficientes. 
 
Se houver dores e inchaço, prender a compressa com fita adesiva 
ou outra retenção e deixar agir por 30 minutos direto, com o outro 
pano por cima. 
 
Numa emergência, se tratar-se de urgência, pode ser usado o sumo 
da planta embebido direto no pano ou no algodão. 
 
Também se não tiver panos, algodão ou gaze para usar, molhar a 
ponta de uma toalha e colocar no local afetado, cobrindo com a 
outra ponta da toalha seca, para conservar o calor. 
 
Deve ser preparado na hora da utilização. 
 
Descartar o preparado após o uso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 95
Alguns ingredientes utilizados em Compressas: 
 
� Açafrão-da-Terra (Curcuma longa) - Indicações: 
Hematomas. 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) - Indicações: Prisão de 
ventre ocasional. 
� Alecrim-Pimenta (Lippia sidoides) - Indicações: Sarna 
infectada, ferimentos e acne. 
� Alfazema (Lavandula angustifolia) - Indicações: Eczemas e 
pequenas queimaduras. 
� Aroeira (Myracrodruon urundeuva) - Indicações: Infecções 
vaginais. 
� Manjericão (Ocimum basilicum) - Indicações: Mamilos 
doloridos e rachaduras nos mamilos. 
� Mastruz (Dysphania ambrosioides) - Indicações: 
Ferimentos na pele e irritação na pele. 
� Mentrasto (Ageratum conyzoides L.) - Indicações: Dores 
localizadas, artrite e dores reumáticas. 
� Romãzeira (Punica granatum) - Indicações: Sapinhos. 
 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
Theresa Tullio 
 96
 
BANHOS MEDICINAIS & VAPORIZAÇÕES 
 
O que é Hidroterapia? Terapia – palavra grega que significa 
“tratamento”; hidro – “água”; portanto hidroterapia significa: 
tratamento através da água. A hidroterapia e os tratamentos 
naturais são os métodos mais antigos utilizados pelos seres 
humanos. 
 
A água é elemento curativo por excelência. Para se compreender a 
importância da água sobre a saúde do organismo, basta lembrar 
que o corpo humano contém aproximadamente dois terços do seu 
peso constituído de elemento líquido. 
 
Os banhos são para uso externo, aplicados usando água pura ou 
água misturada a preparações com ervas medicinais. Banhos 
podem ser parciais ou de corpo inteiro, quentes, frios ou 
alternados. 
 
É importante nunca usar a prática de qualquer banho de estômago 
cheio, logo após uma refeição. É recomendável guardar ao menos 
um intervalo de 3 horas. 
 
Conservação e Validade: Todos os banhos medicinais que utilizam 
ervas devem ser preparados na hora da utilização e os restos não 
utilizados devem ser descartados. 
 
A Botica Caseira 
 97
 
Banho Terapêutico 
 
Há várias maneiras de preparar e usar um Banho Terapêutico. 
Pode-se usar despejo de caneco, chuveiro ou banheira, que é o 
Banho de Imersão. 
 
Preparo Básico: 
 
Providenciar uma decocção ou infusão mais concentrada das 
plantas escolhidas utilizando 1 parte de plantas para 4 partes de 
água e deixar em infusão ou decocção por 20 a 40 minutos. (Veja 
neste livro como preparar infusões e decocções). 
 
Filtrar ou coar e misturar à água do banho em um recipiente para 
derramar sobre o corpo ou misturar à água da banheira para o 
banho de imersão. 
 
O banho terapêutico pode ser frio ou quente. 
 
O banho frio deve ser rápido, com duração máxima de 2 minutos, 
e é indicado para baixar febres, acalmar o sistema nervoso e ativar 
a circulação. 
 
O banho quente deve ter a duração de 20 minutos. 
 
A quantidade de água do banho tem que ser suficiente para cobrir 
a parte afetada ou para banhá-la seguidamente. A parte afetada 
deve permanecer em contato com o banho por cerca de 15 
minutos. 
 
 
 
Theresa Tullio 
 98
Variação 1: 
 
Colocar as ervas em um saco de pano firme e deixar boiando na 
água do banho. Essa variação dispensa a decocção ou infusão, mas 
só pode ser usada em banho de imersão, na banheira. 
 
Variação 2: 
 
1º Passo - Corte um pedaço de tecido de algodão ou tule bem fino, 
com 20 a 25 cm de diâmetro no formato circular. 
 
2º Passo - Faça uma barra sem arrematar a extremidade. Passe por 
ela um barbante. O Saquinho deve ficar com um formato 
suficiente para envolver toda a base do seu chuveiro. 
 
3º Passo – Coloque sais de banho, ervas aromáticas a pétalas de 
flores da sua preferência e amarre bem firme no chuveiro de modo 
que toda a água passe pelo saquinho. 
 
Se optar por banho quente na banheira, é interessante (Salvo 
contraindicações por conta do estado de saúde) depois do banho, 
tomar uma rápida ducha de água fria, para fechar os poros. 
 
O banho de imersão é especialmente indicado para combater 
doenças artríticas e reumáticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 99
Alguns ingredientes utilizados em Banhos 
Terapêuticos: 
 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) e/ou Manjericão 
(Ocimum basilicum) - Indicações: Fortificar, cansaço, 
fraqueza, disposição e revitalizar. 
� Alfavaca-Cravo (Ocimum gratissimum) - Indicações: 
Gripe. 
� Camomila (Matricaria chamomilla) e/ou Erva-Doce 
(Pimpinella anisum) e/ou Melissa (Melissa officinalis) e/ou 
Capim-Limão (Cymbopogon citratus) - Indicações: 
Estresse, insônia, ansiedade e acalmar. 
� Cenoura (Daucus carota) folhas - Indicações: Fraqueza e 
desânimo. 
� Hortelã (Mentha piperita) - Indicações: Depressão, 
revigorar e refrescar. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Livro 
se destina a financiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 100
Banho Frio e Quente Alternado 
 
Indicações: Reumatismo, problemas dos rins, bexiga, gripe, má 
circulação do sangue, anemia, insônia, nervosismo, enxaqueca e 
amenorreia. 
 
 
Há 2 variações - Utilizar para corpo inteiro no chuveiro ou apenas 
para as pernas em dois baldes grandes que comportem os pés 
confortavelmente e as pernas até os joelhos. 
 
No chuveiro: 
 
O chuveiro deve ter capacidade para alternância de temperaturas. 
 
Banhar o corpo na ducha fria por um minuto, depois alternar para 
água quente por um minuto. Alternar minuto a minuto, frio e 
quente. O primeiro e o último minutos devem ser na água fria. 
 
Enxugar-se bem, vestir roupas confortáveis e evitar expor-se ao ar 
livre ou correntes de ar após a terapêutica. 
 
Com os baldes: 
 
Para evitar acidentes com tropeços, esta opçãodeve ser usada com 
a pessoa sentada. 
 
Encher um balde com água bem fria. 
 
Aquecer bem 2 litros de água ou mais - Dependerá da temperatura 
climática local - e completar com mais água, enchendo o segundo 
balde. 
 
A Botica Caseira 
 101
Se considerar que a água quente pode amornar no decorrer da 
terapêutica, manter ao lado uma chaleira com água quente para 
renovar o aquecimento. 
 
Sentar-se confortavelmente e colocar os dois pés no balde com 
água bem fria por um minuto. 
 
Logo em seguida, colocar os pés no balde com água bem quente. 
 
Alternar minuto a minuto, frio e quente. 
 
O primeiro e o último minutos devem ser na água fria. 
 
Enxugar bem os pés e calçar meias de algodão logo em seguida. 
 
O mínimo de duração dos Banhos Frio e Quente Alternados, seja 
no chuveiro ou usando os baldes, é de 7 minutos, e o máximo 10 
minutos. 
 
Recomendações: 
 
Mulheres durante a menstruação devem evitar principalmente o 
banho alternado, pois pode ser abortivo ou pode interromper a 
menstruação desregulando o ciclo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 102
Banho de Imersão Para Pés 
 
Terapêutica milenar e uma das mais eficazes, conhecidas e 
utilizadas no mundo inteiro por sua simplicidade, é um método 
relaxante que estimula a circulação sanguínea dos membros 
inferiores, e alivia o estresse e o cansaço acumulado. 
 
Pode ser quente, morno ou frio, não sendo via de regra usar água 
quente. 
 
De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), nos pés 
estão cerca de 70 mil terminações ou pontos nervosos que estão 
associados a todos os órgãos do corpo humano. A pressão e a 
estimulação com água nesses pontos, causam um reflexo imediato 
na parte física, e também no equilíbrio energético de todo o corpo. 
Além disso, os pés são a base de sustentação do corpo e tratando-
os de maneira correta, é possível obter sensação de bem-estar e 
benefícios para todo o organismo. 
 
Indicações: Febres viróticas, gripes, resfriados, garganta, sinusite, 
problemas de ouvido, acalmar, tirar as dores de pés cansados e 
inchados, estimular a circulação, relaxar e descongestionar. Seu 
efeito se propaga por todo o corpo, desbloqueando o excesso de 
energia estagnada na cabeça, pescoço e ombros, liberando as 
toxinas, relaxando e diminuindo o estresse, por isso, são indicados 
nas dores de cabeça em geral, além de garantirem um ótimo sono. 
 
Os músculos e a cabeça sentem alívio imediato, graças aos ativos 
naturais dissolvidos na água, que promovem uma limpeza 
energética, ao descarregar toda a tensão elétrica do corpo. 
Imediatamente, os poros dilatam, a circulação é ativada e a mente 
relaxa, numa agradável sensação de bem-estar. 
 
A Botica Caseira 
 103
As variações: 
 
� Frios: São os chamados "Refresca Pés". 
 
Colocar os pés numa bacia com água fria e os demais ingredientes 
escolhidos, com líquido suficiente para cobri-los completamente 
ou num balde com líquido até a altura da barriga da perna. 
 
� Mornos ou Quentes: 
 
Colocar os pés numa bacia com água morna ou quente e os demais 
ingredientes escolhidos, com líquido suficiente para cobri-los 
completamente ou num balde com líquido até a altura da barriga 
da perna. 
 
Pode durar meia hora ou mais. 
 
Ir acrescentando água morna ou quente para manter a 
temperatura. 
 
� Com água bem quente, o popular "escalda-pés": 
 
É especialmente indicado para aquecer os pés, para fazer suar, 
sendo muito útil nos resfriados, gripes e febres de origem virótica. 
 
Nesses casos, cobrir as pernas com manta ou cobertor, vedando a 
saída do ar. 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 104
Preparo Básico de Banho Para Pés Quente: 
 
Adicionar um punhado das ervas escolhidas, lavadas e picadas a 1 
litro de água fervente e abafar. 
 
Colocar água morna no balde ou na bacia. 
 
Coar a infusão e adicionar a esta água. 
 
Colocar os pés e os tornozelos, desfrutando do calor penetrante 
durante 20 minutos. 
 
Procurar manter a água sempre morna. 
 
Uma dica: Procure deixar uma chaleira com água quente próxima 
para ir temperando a água e mantê-la na temperatura desejada 
durante o banho de imersão. 
 
 
Preparo Básico de Banho Para Pés Frio: 
 
Macerar 1 xícara das ervas escolhidas, lavadas e picadas com um 
pouco de sal grosso e um pouquinho de água em temperatura 
ambiente formando uma pasta. 
 
Colocar água na temperatura ambiente no balde ou na bacia e 
acrescentar a pasta, mexendo bem para misturar. 
 
Colocar os pés e os tornozelos, desfrutando durante 20 minutos. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 105
Reflexologia: 
 
Para o Banho de Imersão Para os Pés também funcionar como um 
tratamento de reflexologia, basta colocar algumas bolinhas de gude 
ou pedrinhas redondas no fundo do recipiente onde se 
mergulharão os pés. 
 
Durante o banho, basta rolar os pés pressionando-os suavemente 
sobre elas, proporcionando uma boa massagem. Se não conseguir 
as bolinhas de gude ou as pedras, usar grãos de feijão cru, as 
sementes ajudam a massagear os pés com a mesma eficácia das 
bolas de gude e pedras, depois é só jogar fora. 
 
 
Recomendações: 
 
Após banhar, é imprescindível enxugar bem os pés, principalmente 
entre os dedos e não deixar nenhuma umidade. 
 
Os calçados utilizados em seguida também devem estar bem secos 
e limpos. 
 
Não fazer os banhos após as refeições. Guardar ao menos um 
intervalo de 3 horas. 
 
Como os banhos para pés lidam com o fluxo sanguíneo, não são 
indicados para hipertensos, pessoas com câncer em metástase, 
tromboses e comprometimentos mais sérios com a circulação. 
Gestantes devem consultar seu médico antes do uso. 
 
 
 
Theresa Tullio 
 106
Em pessoas portadoras de Diabetes, devido à falta de sensibilidade 
tátil, quando podem queimar-se com água quente e não 
perceberem, só devem ser utilizados banhos para pés de mornos a 
frios. 
 
Não são recomendados para portadores de arteriosclerose ou 
doença de Buerger - doença que afeta os vasos sanguíneos dos 
membros superiores e inferiores. 
 
Alguns ingredientes utilizados em Banho de Imersão 
Para os Pés: 
 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) e/ou Mentrasto 
(Ageratum conyzoides) e/ou Tanchagem (Plantago major) 
- Indicações: Dores nas pernas, pés e tornozelos. 
� Camomila (Matricaria chamomilla) e/ou Erva-Doce 
(Pimpinella anisum) - Indicações: Calmante. 
� Capim-Limão (Cymbopogon citratus) - Indicações: Insônia 
� Eucalipto (Eucalyptus globulus) - Indicações: Apatia, 
insônia, sintomas congestionantes de gripes e resfriados e 
mau cheiro nos pés. 
� Gengibre (Zingiber officinale) - Indicações: Dor de cabeça 
ou dores nos pés e tornozelos. 
� Hortelã (Mentha piperita) - Indicações: Refrescar e renovar 
o ânimo. 
� Laranjeira (Citrus sinensis) folhas - Indicações: Sensação de 
peso nas pernas, inchaço, cansaço, desânimo. 
� Sal Grosso - Indicações: Ajuda a drenar o excesso de 
líquidos, reduzir o inchaço dos pés e também ajuda a 
combater infecções causadas por fungos. 
 
A Botica Caseira 
 107
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
Caminhada na Água 
 
Uma variação dos Banhos para Pés é a Caminhada na Água. 
 
Indicações: Atua sobre os rins, preservando-os das doenças, é bom 
para a bexiga, facilita a respiração, expulsa os gases do estômago e 
combate a dor de cabeça. 
 
Como fazer: 
 
Pode ser feito dentro de uma banheira ou piscina plástica, piscina 
grande ou beira-mar. 
 
Na banheira ou piscina plástica: 
 
Colocar um pouco de água fria, na temperatura que sair da 
torneira, só até à altura dos tornozelos. 
 
A pessoa deve caminhar de um lado para o outro, ou pelo menos, 
em pé na água, fazer movimentos com os pés como se 
caminhasse. 
 
Gradualmente, ir aumentando o nívelda água, até que atinja a 
panturrilha (barriga da perna) e finalmente os joelhos. 
Theresa Tullio 
 108
Idem na beira-mar. 
 
Na piscina grande, iniciar a prática no ponto mais rasinho e dirigir-
se aos poucos, aos níveis de mais profundidade. 
 
Este exercício deve durar de 5 a 10 minutos. 
 
Ao encerrar, fazer movimentos com as pernas fora da água para 
restaurar a temperatura. 
 
 
 
 
Banho de Assento 
 
O banho de assento é um tratamento caseiro que se pode fazer 
numa banheira ou numa bacia grande. 
 
Consiste em mergulhar a área pélvica em água quente ou fria. 
 
Este banho normalmente é aplicado na região pélvica, parte das 
coxas e baixo ventre. 
 
Esta prática fornece ao organismo um melhor condicionamento 
preventivo e terapêutico auxiliar para vários problemas de saúde. 
 
Atua como laxante, descongestiona o intestino, favorece a 
digestão, combate a prisão de ventre, regulariza a circulação do 
sangue, acalma o sistema nervoso e acalma para dormir. 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 109
Indicações de acordo com a temperatura da água 
 
Quente: 
 
Doenças genitais, perineais e pélvicas como corrimentos vaginais, 
cólicas uterinas e intestinais, inflamações dos ovários, menstruação 
irregular, esterilidade, inflamações da próstata, cistite, hemorroidas 
e fissuras anais. Também facilita a recuperação dos tecidos de 
parturientes - É recomendável contar com a autorização do 
médico e só fazer os banhos a partir de 7 dias após o parto. 
 
Frio: 
 
Infeções de ovários, testículos, útero, bexiga, vagina, pênis e prisão 
de ventre. 
 
Como Fazer: 
 
Banho de Assento Quente 
 
Misturar a erva preparada por infusão ou decocção em uma bacia 
com uma quantidade de água morna para quente, suficiente para 
cobrir a área afetada. 
 
Sentar pelo período de 15 a 20 minutos. 
 
Depois enxaguar a região com água morna pura e enxugar bem. 
 
Recomendações para o uso do Banho de Assento Quente: 
 
Ao fazer o Banho de Assento Quente, os pés não devem estar 
descalços no chão frio e sim, sempre protegidos da umidade. 
Theresa Tullio 
 110
O melhor horário do dia para fazer este banho é à noite, antes de 
deitar, evitando qualquer outro banho ou golpe de ar a seguir. 
 
A pessoa deve estar agasalhada ou pelo menos vestida, deixando 
despida apenas a parte do corpo em contato com a água. 
 
Repetir a prática enquanto permanecerem os sintomas ou, nos 
casos mais graves e persistentes, por 21 dias seguidos. 
 
Após este período, se desejar continuar com esta terapêutica 
auxiliar, suspender por 7 dias e só depois retomar. 
 
 
Banho de Assento Frio 
 
Misturar a erva preparada por infusão ou decocção, já em 
temperatura fria, em uma bacia com uma quantidade de água fria, 
suficiente para cobrir a área afetada. 
 
Este deve ser um banho rápido, sentar pelo período de 5 minutos. 
 
Depois enxaguar a região com água fria pura e enxugar bem. 
 
Recomendações para o uso do Banho de Assento Frio: 
 
Este banho deve ser feito 2 vezes por dia, pela manhã e ao deitar. 
 
Repetir a prática enquanto permanecerem os sintomas ou, nos 
casos mais graves e persistentes, por 30 dias seguidos. 
 
Após este período, se desejar continuar com esta terapêutica 
auxiliar, suspender por 7 dias e só depois retomar. 
 
A Botica Caseira 
 111
 
Alguns ingredientes vegetais utilizados em Banhos de 
Assento: 
 
� Aroeira (Myracrodruon urundeuva) entrecasca - 
Indicações: Inflamação vaginal e anal. 
� Aroeira (Myracrodruon urundeuva) entrecasca e/ou 
Angico (Anadenanthera colubrina) entrecasca e/ou 
Cajueiro Roxo (Anacardium occidentale) entrecasca e/ou 
Romãzeira (Punica granatum) - Indicações: Inflamação 
vaginal. 
� Arruda (Ruta graveolens) e/ou Confrei (Symphytum 
officinale) rizoma - Indicações: Prurido anal e prurido 
vaginal. 
� Babosa (Aloe vera) polpa ou Camomila (Matricaria 
chamomilla) ou Jucá (Caesalpinea Ferrea) ou Mamona 
(Ricinus communis) - Indicações: Hemorróidas. 
� Cajazeira (Spondias mombin) - Indicações: Herpes genital. 
� Chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus) - Indicações: 
Tratamento auxiliar da prostatite. 
� Pau D'arco Roxo (Tabebuia serratifolia) - Indicações: 
Inflamação na vagina, inflamação no colo do útero e 
inflamação no ânus. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
Theresa Tullio 
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Banho Vital ou Semicúpio 
 
O banho vital é considerado por muitos terapeutas como uma das 
mais eficazes aplicações hidroterápicas. Ele atua mais 
especificamente no sistema circulatório, no sistema nervoso e nos 
órgãos excretores e genitais. É revigorante e estimulante das 
funções orgânicas. 
 
Indicações: 
 
Inflamações nas regiões dos órgãos digestivos e intestinais, rins, 
ovários, útero, mioma uterino, cisto de ovários, menstruações 
dolorosas (fazer 10 dias antes de iniciar o ciclo), prolapso de 
bexiga (queda), constipação intestinal crônica, regulariza a digestão, 
retenção urinária, estimula os rins, o fígado, combate a insônia e 
favorece a eliminação de toxinas pelo organismo. 
 
Contraindicações: Cistite aguda, caso estiver apresentando também 
dores agudas, como ciática, coluna (hérnia de disco), cólicas renais, 
não faça este banho. Evitar durante período menstrual (deve-se 
usar 10 dias antes do ciclo). 
 
 
Providenciar: 
 
� Uma bacia para água fria - O tamanho desta bacia tem que 
ser suficiente para pôr um pequeno banquinho dentro e 
sentar-se. A água deve ficar a uns dois centímetros abaixo 
do assento, para que a pessoa não precise abaixar-se 
demais para encharcar o pano. 
 
� Uma bacia para água quente - Esta é para os pés, não 
precisa ser muito grande. 
A Botica Caseira 
 113
 
� Um banquinho baixo para colocar dentro da bacia grande e 
sentar 
� Uma manta, xale ou agasalho para as costas 
� Um pano macio 
� Uma chaleira para ir repondo a água quente da bacia dos 
pés 
 
 
Como Fazer: 
 
Encher uma bacia com água fria, natural, como sai da torneira e 
outra menor com água quente, para os pés. 
 
Colocar o banquinho dentro da bacia com água fria. 
 
Sentar no banquinho com o corpo despido, mas com um abrigo 
sobre as costas e peito - manta, xale ou agasalho. 
 
Colocar a bacia com água quente posicionada de forma 
confortável para pôr os pés. 
 
Colocar os dois pés na bacia com água quente. 
 
Baixar a mão com o pano por entre as pernas até a água, 
molhando bem. A água deve estar a uns dois centímetros abaixo 
do assento, para que a pessoa não precise abaixar-se demais para 
encharcar o pano. 
 
Subir o pano encharcado, deslizando devagar, fazendo fricção, 
pelo lado direito do órgão genital, até a altura do umbigo (região 
inguinal). 
Theresa Tullio 
 114
Levar a mão para a esquerda e descer pelo lado esquerdo do órgão 
genital, até a água, formando-se com isso um triângulo, no sentido 
horário. 
 
Subir de novo o pano encharcado deslizando devagar, fazendo 
fricção, agora pelo lado esquerdo do órgão genital, e levar a mão 
para a direita, e descer pelo lado direito do órgão genital, fazendo 
novamente o triângulo, agora em sentido anti-horário, levando o 
pano de volta à agua. 
 
E assim repetir a operação, alternando sempre o sentido do 
movimento da mão, durante todo o tempo do banho, que deve 
durar de 10 à 30 minutos, sendo iniciado com 10 minutos e ir 
aumentando 5 minutos por dia. 
 
Ao final de cada sessão, molhar os pés com água fria e agasalhar-
se. 
 
 
Banho de Tronco 
 
Indicações: Muito indicado para tirar febre alta, também para o 
fígado, rins, intestino, estômago e descongestionar a cabeça. 
 
Este banho deve ser aplicado em banheira ou ofurô. 
 
Encher a banheira ou ofurô com água fria à temperatura da 
torneira, de forma que, ao acomodar-sea pessoa fique com todo o 
quadril e mais ou menos submerso até o peito. 
 
Sentar ou ficar meio deitado. O importante é que das axilas para 
cima e as pernas fiquem fora da água. 
A Botica Caseira 
 115
Durante o banho, esfregar o baixo ventre em movimentos 
circulares suaves com a mão ou uma esponja molhada. 
 
A duração média deste banho é de 10 minutos. 
 
Recomendações: 
Pessoas fracas, crianças e idosos não devem demorar mais que 
cinco minutos neste banho. 
 
A água deve ficar bem fria o tempo todo do banho. 
 
 
 
Banho Genital 
 
Indicações: Fortifica os nervos, elimina matérias estranhas que 
estão atrapalhando dentro do corpo, é poderoso para normalizar a 
digestão, refresca o interior do corpo, elimina febre, cura dor de 
cabeça em meia hora, e inflamações de garganta, cura prisão de 
ventre, é calmante, bom para rins e fígado. 
 
É bem simples. Aplica-se somente na genital do corpo do homem 
(a ponta do pênis) e da mulher (a vulva), lavando estas partes com 
água bem fria. 
 
Como Fazer: 
 
O homem deve segurar com uma mão a pele cobrindo a ponta do 
pênis dentro da água e com a outra esfregando de leve com um 
pano macio somente a ponta do pênis. Para ele pode ser feito 
também numa torneira de água corrente. 
 
Theresa Tullio 
 116
A mulher deve lavar somente a vulva, passando sempre água fria 
com um pano macio. 
 
A duração média desse banho é de 15 a 20 minutos e pode ser 
usado por vários dias seguidos. 
 
 
Recomendações: 
 
Fazer o banho genital sempre de estômago vazio e não comer logo 
em seguida. 
 
Se as mãos gelarem durante o banho, é sinal de que a água usada 
para o banho está fria demais. Neste caso, convém não usar 
torneira, usar um recipiente com água para o homem e uma bacia 
para a mulher, para que se possa misturar um pouquinho de água 
morna para quebrar o gelo. Mas atenção, a água para este banho 
tem que ser fria, não morna. A água morna é apenas para que não 
fique fria demais. 
 
Durante o período da menstruação, a mulher deve suspender o 
uso deste banho. 
 
 
Banho de Vapor ou Sauna Caseira 
 
Indicações: Normalizar a circulação do sangue, purificando e 
expulsando impurezas orgânicas como ácido úrico, sais minerais 
inorgânicos, medicamentos e toxinas através dos poros. Muito 
bom para quem sofre de sífilis, gonorreia ou blenorragia, uremia, 
reumatismo, doenças dos rins e sistema nervoso. 
 
 
A Botica Caseira 
 117
As pessoas cardíacas devem pedir a liberação de seu médico antes 
de adotar a prática. 
 
 
Como Fazer: 
 
Retirar toda a roupa e sentar em uma cadeira. Não pode ser de 
metal, para não aquecer e queimar a pele, madeira é o ideal. 
 
Se for cadeira vazada é melhor ainda. 
 
Quando o objetivo específico for terapêutica de genitais ou 
distúrbios ligados a esta área, recomenda-se o uso de cadeira 
vazada. 
 
Colocar debaixo da cadeira uma panela grande com água fervente. 
 
Pode-se colocar plantas medicinais na água. Um punhado para 
cada litro de água utilizado. 
 
Cobrir bem o corpo todo do pescoço para baixo. Pode usar 
lençóis, toalhas, mantas ou coberta. Uma dessas opções ou várias, 
o importante é fazer uma tenda do pescoço aos pés, deixando 
apenas a cabeça de fora. 
 
Pode fechar bem a coberta com alfinetes ou outro tipo de 
prendedor para não deixar escapar o vapor. 
 
Os pés devem ficar em cima de um banquinho ou sobre uma 
toalha dobrada, ou até mesmo calçados em chinelo de borracha. É 
errado deixar os pés sobre o chão frio. 
 
 
Theresa Tullio 
 118
Graduar a temperatura levantando um pouco a coberta em que se 
recolhe o vapor quando achar que ficou quente demais. É preciso 
que o vapor seja suportável, não pode agredir. 
 
Durante o banho de vapor é permitido e necessário refrescar o 
rosto e a cabeça com água fria. 
 
A pessoa pode se refrescar pegando a água com as mãos ou 
utilizando um pano de algodão. Assim se consegue acalmar a 
agitação e prevenir as congestões de cabeça. E é muito importante 
evitar que o sangue suba à cabeça. 
 
O ideal é fazer banhos de vapor com o auxílio de outra pessoa, 
que neste momento se encarregará de refrescar a cabeça de quem 
estiver se submetendo ao banho sem precisar sair da tenda. 
 
Há uma variação nesta prática que sugere a cada 10 minutos sair da 
tenda e passar água fria por todo o corpo com um pano ou mesmo 
chuveiro rápido e depois voltar a sentar e fechar a tenda. 
 
Nesta interrupção não é preciso molhar a cabeça pois ela deve 
ficar sempre fora do vapor. Para esta prática de sair e voltar é 
imprescindível ter o auxílio de outra pessoa para evitar acidentes. 
 
Repetir até completar meia hora no máximo de duração do banho 
todo (Incluindo as saídas, se for a opção) ou antes disso, para que 
não incomode a pessoa. 
 
Finalizar a prática com um rápido banho frio. 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 119
Vestir-se com roupas confortáveis, beber água e comer frutas e 
saladas cruas, para compensar a perda de água no banho e não 
expor-se ao ar livre. 
 
Sugestão: No caso de optar por plantas medicinais na água, pode-
se utilizar os ingredientes vegetais listados nas demais opções de 
banhos. 
 
 
 
Banho de Vapor Vaginal 
 
Indicações: Miomas uterinos, menstruação dolorosa, fraqueza 
uterina, prolapso uterino, ciclos menstruais irregulares, cistos 
ovarianos, endometriose, cicatriz por episiotomia (Incisão para 
alargar o canal do parto), e sangue roxo ou marrom escuro no 
início ou no fim da menstruação. 
 
Casos em que não se deve praticar a vaporização: Ciclos 
menstruais extremamente densos, não fazer durante a 
menstruação, se estiver com uma infecção vaginal, feridas abertas, 
feridas ou bolhas, não fazer se estiver grávida ou achar que pode 
estar grávida. 
 
É bem semelhante ao Banho de Vapor da receita anterior, com 
algumas poucas alterações descritas a seguir. 
 
Nesta opção o uso das ervas é imprescindível. Usar um punhado 
para cada litro de água utilizado. 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 120
Como Fazer: 
 
Retirar os piercings genitais antes da prática, o calor fará com que 
o piercing esquente e queime. 
 
A ideia no vapor vaginal é água bem quente, mas não fervendo, 
para não queimar as partes íntimas. 
 
Se sentir que o vapor está queimando, retirar a panela com água 
fervente e ervas imediatamente, permanecer coberta para o vapor 
não escapar e deixar a panela esfriar um pouco, depois colocá-la 
embaixo da cadeira novamente. 
 
É preciso permanecer na cadeira, coberta pela tenda absorvendo o 
vapor de ervas na vagina durante vinte minutos. 
 
Nesta opção, não tomar o banho em seguida. Manter-se aquecida 
após o banho de vapor. 
 
O ideal é ir diretamente para a cama e cobrir-se bem por uma 
hora. Isso servirá para reforçar o tratamento e ajudar o corpo a 
processar os efeitos curativos do banho de vapor vaginal. 
 
É preciso ter cuidado com a exposição ao frio e não permanecer 
nem dormir em ambiente com ar condicionado. 
 
Repetir o banho por até cerca de 7 dias antes da menstruação. O 
processo pode ser repetido todo mês, até sentir melhora. 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 121
Alguns ingredientes vegetais utilizados em Banhos de 
Vapor Vaginal: 
 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) - Indicações: aumenta a 
circulação para os órgãos reprodutivos além de ser anti-
séptico e purificante. 
� Alfazema (Lavandula angustifolia) ou Lavanda (Lavandula) 
- Indicações: Ervas relaxantes, acalmam a mente e o corpo. 
Nutritivas para o sistema nervoso. Servem de anti-séptico 
para os tecidos vaginais e também de efeito anti-
espasmódico, auxiliando na função uterina saudável. 
� Orégano (Origanum vulgare) - Indicações: Usado para 
trazer a menstruação. Aumenta o fluxo escasso. Esta erva é 
usada por suas qualidades anti-sépticas, estimulantes e 
fortalecedoras. O orégano é uma erva maravilhosa para 
ajudar na prevenção da infecção. 
� Calêndula (Calendula officinalis) - Indicações: Utilizada 
para induzir a transpiração e a limpeza dos tecidos 
vaginais. Ela também é curativa para feridas, auxilia na 
cicatrização de tecidos doslábios e do períneo quando 
submetidos a episiotomia. Nota: Não deve-se usar o vapor 
em uma ferida aberta, isso poderia causar dor e inchaço. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
Theresa Tullio 
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Banho de Vapor Para Inalação 
 
Indicações: As inalações com banho de vapor são excelentes para 
depurar o sangue e para descongestionar as vias respiratórias, 
combatem dores de cabeça, catarro nos brônquios, sinusite, além 
de muitos outros benefícios, dependendo das plantas escolhidas 
para usar na vaporização. 
 
Contraindicações: Pessoas com baixa pressão arterial e que sofrem 
do coração não devem tomar banhos de vapor. 
 
Como Fazer: 
 
Para preparar a inalação, usar um caldeirão, panela grande de boca 
larga ou uma lata que possa ir ao fogo, cheia de água. 
 
Adicionar as ervas medicinais escolhidas. Um punhado para cada 
litro de água. 
 
Levar ao fogo alto, deixar ferver por alguns minutos e usar em 
seguida, colocando o recipiente sobre uma mesa. 
 
Direcionar para a cabeça e o tórax. 
 
A pessoa deve inalar o vapor que subir da fervura, abrigado por 
um cobertor, pelo período de 20 minutos. 
 
Ao final da inalação, fazer fricção no peito, garganta e testa com 
toalha molhada em água fria para fechar os poros. 
 
A Botica Caseira 
 123
Variação: em vez de fazer a inalação por 20 minutos direto, 
interromper a cada 5 minutos, fazer fricção no peito, garganta e 
testa com toalha molhada em água fria e retornar à inalação. 
 
Cuidados: É preciso que o vapor seja suportável, não pode agredir. 
Se sentir que o vapor está queimando, afastar-se do recipiente com 
água fervente, mas permanecer com a coberta. Deixar a panela 
esfriar um pouco, depois retomar a inalação. Lembrar que o tempo 
de inalação deve ser de 20 minutos. Descontar os períodos de 
interrupções, caso hajam. 
 
Alguns ingredientes vegetais utilizados em Banhos de 
Vapor Para Inalação: 
 
� Arruda (Ruta graveolens) - Indicações: Enjoos 
� Eucalipto Medicinal (Eucalyptos globulus) - Indicações: 
Gripe e Desobstruir os brônquios. 
� Gengibre (Zingiber officinale) - Indicações: Sinusite. 
� Hortelã Japonesa (Mentha arvensis) - Indicações: 
Congestão nasal e coriza. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
Theresa Tullio 
 124
 
UNGUENTOS & POMADAS 
 
Unguento e pomada são sinônimos. São preparados de 
consistência final pastosa, sólidos à temperatura ambiente, que 
amolecem quando se estendem sobre a pele e têm suas 
propriedades terapêuticas absorvidas por ela. 
 
As pomadas são totalmente absorvidas pela pele por conterem 
mais água na formulação que os unguentos, que se mantêm em 
camada mais compacta sobre a pele, sem total absorção, por não 
conterem água nenhuma. 
 
Muitas receitas requerem adição de produtos que não são 100% 
naturais. Estas não serão consideradas. As receitas abaixo seguem 
o princípio deste Livro da utilização restrita a matérias primas 
naturais. 
 
As propriedades tanto do unguento medicamentoso quanto da 
pomada medicamentosa, advêm das ervas escolhidas para uso em 
sua formulação. 
 
Indicações tanto de pomada quanto de unguento: Cicatrizante, 
pancada, dor muscular, torção, contusão, luxação, reumatismo, 
torcicolo, artrite e fricção pós retirada do gesso. 
 
 
A Botica Caseira 
 125
Como Fazer Pomada: 
 
A pomada pode ser feita a partir de tintura de erva já pronta, ou 
ervas picadas. As ervas sempre frescas, não secas. 
 
Para fazer, se combina gordura e um preparado de ervas com água 
(sumo da erva, infusão ou macerado), ou gordura e tintura de 
ervas. 
 
Se usar preparados de ervas com água: 
 
Ingredientes e quantidades: 
 
Uma boa medida é 1 colher de sopa rasa de cera de abelhas para 
cada copo americano (uns 130, 150 ml) de gordura escolhida, na 
forma líquida e 2 colheres de sopa da erva escolhida, processada 
em forma de sumo, infusão concentrada ou em macerado (Veja 
neste livro os capítulos que ensinam a preparar sumos, infusões e 
macerados). 
 
Em um refratário, misturar as plantas (já processadas na forma 
selecionada) à gordura escolhida: Azeite, óleo de amêndoas, óleo 
de coco, gordura de coco, óleo de amêndoas doces, óleo de 
girassol, óleo de amendoim, manteiga fresca ou ainda gordura 
animal. 
 
Adicionar a cera de abelhas. 
 
Levar ao fogo baixo, em banho-maria, de 1 a 2 horas. 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
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Cozinhar até derreter a cera e evaporar o excesso da água que 
porventura soltar do vegetal, não precisa secar tudo, a pomada tem 
sim um pouquinho de água, mexendo sempre com espátula de 
madeira. 
 
Tirar do fogo. 
 
Coar, passar a mistura por um filtro. 
 
Continuar mexendo lentamente enquanto vai esfriando até chegar 
ao ponto de começar a tomar consistência. 
 
Tem que ficar tudo bem misturado e de forma homogênea 
 
Colocar ainda líquida nos potes limpos, secos e esterilizados, 
deixar esfriar e a pomada estabilizar. 
 
Se a pomada ficar muito dura, aumente a quantidade de óleo. Se 
ficar mole é porque a cera foi pouca. Ajuste sua fórmula. 
 
Fechar os potes. 
 
Apertar bem as tampas e rotular, colando etiquetas detalhadas. 
Veja neste livro como fazer e quais dados devem ser incluídos nas 
etiquetas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 127
Se usar tintura de ervas (Veja neste livro o capítulo que ensina a 
fazer tinturas): 
 
Ingredientes e quantidades: 
 
Uma boa medida é 1 colher de sopa rasa de cera de abelhas para 
cada copo americano (uns 130, 150 ml) de gordura escolhida, na 
forma líquida e 2 colheres de sopa de tintura (que dá uns 30 ml). 
 
Em um refratário, adicionar um pouco de cera de abelhas à 
gordura escolhida: Azeite, óleo de amêndoas, óleo de coco, 
gordura de coco, óleo de amêndoas doces, óleo de girassol, óleo de 
amendoim, manteiga fresca ou ainda gordura animal. 
 
Levar ao fogo baixo, em banho-maria, até derreter a cera, 
mexendo sempre com espátula de madeira. 
 
Tirar do fogo. 
 
A tintura não pode ser adicionada quando o óleo estiver ainda 
muito quente. 
 
Então, mexer com espátula de madeira enquanto a gordura com a 
cera vai esfriando e ficando mais consistente. 
 
Acrescentar a tintura antes da mistura solidificar. 
 
Coar, passar a mistura por um filtro. 
 
Continuar mexendo lentamente enquanto vai esfriando até chegar 
ao ponto de começar a tomar consistência. 
 
 
Theresa Tullio 
 128
Tem que ficar tudo bem misturado e de forma homogênea. 
 
Colocar ainda líquida nos potes limpos, secos e esterilizados, 
deixar esfriar e a pomada estabilizar. 
 
Se a pomada ficar muito dura, aumente a quantidade de óleo. Se 
ficar mole é porque a cera foi pouca. Ajuste sua fórmula. 
 
Fechar os potes. Apertar bem as tampas e rotular, colando 
etiquetas detalhadas. Veja neste livro como fazer e quais dados 
devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Recomendações importantes: 
 
Manusear o conteúdo sempre com uma espátula, evitando o 
contato com as mãos. 
 
Sugestões: 
Independentemente das ervas escolhidas, ao fazer pomadas, juntar 
na maceração algumas folhas de cânfora (Cinnamomum 
camphora) ou, se não encontrar, uma pedrinha de cânfora mesmo, 
no momento do banho-maria. 
 
Mesmo não manuseando com as mãos, procurar usar luvas. 
 
Dar sempre preferência a usar pequenos potes em vez de grandes. 
 
Modo de Usar: 
 
As pomadas permanecem mais tempo sobre a pele, devem ser 
usadasa frio e renovadas 2 a 3 vezes ao dia. 
 
 
A Botica Caseira 
 129
Validade: Se bem preparadas e adequadamente envasadas e 
estocadas, pomadas valem por 6 meses. Mas é recomendável usar 
em até 3 meses. As pomadas nas quais se utiliza gordura animal 
têm menor validade. Usar em até 2 meses. 
 
Conservação e Armazenamento: Pode guardar no refrigerador. 
 
 
Como Fazer Unguento: 
 
Para o unguento tradicional, primeiro é preciso preparar o óleo 
medicamentoso e depois juntar à cera de abelhas. 
 
Misturar 2 partes de ervas frescas picadas, para cada 5 partes de 
gordura escolhida: Azeite, óleo de amêndoas, óleo de coco, 
gordura de coco, óleo de amêndoas doces, óleo de girassol, óleo de 
amendoim, manteiga fresca ou ainda gordura animal. 
 
Levar ao fogo em banho-maria em uma panela grande com tampa, 
em fogo baixo, pois a água não deve ferver, durante 3 horas 
seguidas. 
 
Retirar do banho-maria ainda quente, passar em peneira fina ou 
filtro para outro recipiente refratário, prensando o material vegetal 
contra a tela da peneira ou filtro, para extrair todo o óleo possível. 
 
 
 
Adicionar 6 partes de cera de abelhas para cada parte de óleo 
medicamentoso ainda quente. 
 
Misturar vigorosamente com espátula de madeira até 
homogeneizar. 
Theresa Tullio 
 130
Colocar em estado ainda líquido, nos potes limpos, secos e 
esterilizados, deixar esfriar e estabilizar. 
 
Fechar os potes. Apertar bem as tampas e rotular, colando 
etiquetas detalhadas. Veja neste livro como fazer e quais dados 
devem ser incluídos nas etiquetas. 
 
Recomendações importantes: 
 
Manusear o conteúdo sempre com uma espátula, evitando o 
contato com as mãos. 
 
Sugestões: 
Independentemente das ervas escolhidas, ao fazer unguentos, 
juntar na maceração algumas folhas de cânfora (Cinnamomum 
camphora) ou, se não encontrar, uma pedrinha de cânfora mesmo, 
no momento do banho-maria. 
 
Mesmo não manuseando com as mãos, procurar usar luvas. 
 
Dar sempre preferência a usar pequenos potes em vez de grandes. 
 
Modo de Usar: 
 
Aplicar em massagem sobre o local por 3 vezes ao dia. 
 
Conservação e validade: Em recipientes hermeticamente fechados 
e em local livre de umidade, a validade é de até 12 meses. Os 
unguentos nos quais se utiliza gordura animal têm menor validade. 
Usar em até 8 meses. Mas o ideal mesmo é preparar unguentos em 
quantidades para usar em até 6 meses no máximo. 
 
 
A Botica Caseira 
 131
 
Alguns ingredientes utilizados em Unguentos e 
Pomadas: 
 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) e/ou Mentrasto 
(Ageratum conyzoides L) - Indicações: Dores localizadas, 
artrite e dores reumáticas. 
� Arnica (Arnica Montana) - Indicações: Hematomas, 
contusões, dores reumáticas, gota e tendinites. 
� Babosa (Aloe vera) - Indicações: Antisséptico, queimaduras 
e cicatrização. 
� Barbatimão (Stryphnodendron) - Indicações: cicatrizante e 
antibactericida. 
� Calendula (Calendula officinalis) - Indicações: Anti-
inflamatório e cicatrizante. 
� Confrei (Symphytum officinale) - Indicações: regeneração 
dos tecidos, excelente cicatrizante. 
� Guaco (Mikania glomerata) - Indicações: Anti-inflamatório 
e antimicrobiana. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
Theresa Tullio 
 132
 
CATAPLASMAS & EMPLASTOS 
 
Emplasto 
 
O Emplasto (ou emplastro - as duas formas são corretas) é uma 
pasta feita exclusivamente de vegetais. 
 
A diferença entre o emplasto e a cataplasma, é que no preparo da 
cataplasma usamos um veículo, que pode ser argila, farinha de 
mandioca ou fubá de milho, já o emplasto é a pasta feita de planta 
pura. A pasta colocada em contato com a pele é amolecida pelo 
calor do corpo e então adere ao local e pedaços de pano são 
aplicados cobrindo a pasta, assegurando maior tempo de 
permanência terapêutica. 
 
Indicações: Curar inflamações da pele, inchaços, contusões, 
feridas, chagas, ulcerações e dores reumáticas. 
 
Como Fazer: 
 
Para preparar o emplasto, a erva deve ter passado por decocção 
com pouca água ou maceração. Ver neste livro como preparar 
decocções e macerações. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 133
Podem-se usar folhas, caules e polpas. 
 
Uma opção é simplesmente lavar o vegetal fresco e usá-lo sem 
passar por nenhum preparo, simplesmente aplicando no local e 
cobrindo com um pano de tecido de algodão. 
 
Calcular uma quantidade de vegetal que após trabalhado possa 
cobrir toda a área a ser tratada. 
 
Após o preparo, espremer da erva todo o líquido possível; 
 
Esfregar um óleo vegetal ou mineral na zona doente para evitar 
que a erva grude; 
 
Aplicar a erva no local e prender bem com ataduras de gaze para 
não sair do lugar. 
 
Deixar agir por 2 horas e depois trocar por um novo emplasto. 
 
Trocar de 2 em 2 horas. 
 
 
Cataplasma 
 
A cataplasma consiste em aplicar sobre a pele, na parte lesada do 
corpo, uma preparação de consistência branda em massa ou tecido 
de algodão durante alguns minutos. 
 
O objetivo da cataplasma é aquecer o local em que é aplicado, 
umedecer e estimular a circulação. 
 
 
 
Theresa Tullio 
 134
As indicações são as mesmas dos emplastos: Curar inflamações da 
pele, inchaços, contusões, feridas, chagas, ulcerações e dores 
reumáticas. 
 
 
Como Fazer: 
 
Para preparar a cataplasma, a erva deve ter passado por uma 
infusão ou decocção com pouca água. Ver neste livro como 
preparar infusões e decocções. Pode-se usar sementes, folhas ou 
raízes de plantas. 
 
Para que a infusão ou decocção de ervas vire uma massa, é preciso 
colocar um veículo, que pode ser argila, farinha de mandioca ou 
fubá de milho. 
 
A consistência deve ficar parecida com a de uma “papa” 
ligeiramente espessa. 
 
As ervas também podem ser usadas sob a forma de tintura, 
pomada ou outras fontes, misturadas depois ao veículo. Veja neste 
livro os capítulos que ensinam a fazer pomadas e tinturas. 
 
Estender a pasta num pano, um tecido fino de algodão, de 
tamanho suficiente para cobrir toda a área machucada ou ferida. 
 
Aplicar sobre o local a ser tratado. 
 
Alertas e Observações Importantes: 
 
No caso de feridas no local, colocar uma bandagem ou gaze e só 
depois a cataplasma por cima. 
 
A Botica Caseira 
 135
Tomar o cuidado de passar antes um óleo vegetal ou terapêutico 
na zona doente para evitar que a bandagem ou gaze grude. 
 
A cataplasma pode ser utilizada quente ou fria, dependendo do 
local a ser tratado, uma ou até três vezes ao dia e cada aplicação 
pode durar 2 horas. 
 
Ou deixar agir por 2 horas e depois trocar de 2 em 2hs 
ininterruptamente. 
 
Deve ser preparada na hora de ser utilizado. 
 
Alguns ingredientes utilizados em Cataplasmas e 
Emplastos de Ervas: 
 
� Açafrão-da-Terra (Curcuma longa) - Indicações: 
Hematomas. 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) e/ou Gengibre (Zingiber 
officinale) e/ou Mentrasto (Ageratum conyzoides L) - 
Indicações: Dores localizadas, artrite e dores reumáticas. 
 
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 136
Cataplasma de Barro 
 
A terra é um agente curativo extraordinário, pois seu efeito é 
regenerador, refrescante, descongestionante, cicatrizante, 
absorvente e purificador. 
 
Muitas doenças resultam de febres gastrointestinais. Mesmo 
quando a temperatura exterior não sofre alterações, a febre está 
refugiada nas entranhas do organismo. A elevaçãoda temperatura 
do tubo digestivo favorece a putrefação intestinal e causa diversas 
enfermidades! 
 
Assim como muitas doenças têm seu ponto de partida nos 
desarranjos gastrointestinais, o restabelecimento deve 
fundamentar-se na normalização da digestão, sendo então 
necessário combater a febre interna. 
 
A argila é uma substância bem apropriada para esta finalidade, 
refrescando e descongestionando o sistema gastrointestinal, o 
sangue é liberado para a superfície do corpo, estabelecendo o 
equilíbrio térmico que resulta em saúde. 
 
Indicações: Inflamações dos rins, do fígado e do estômago, febres 
internas, catarros intestinais e muitas outras enfermidades. 
 
Pequenas cataplasmas de barro, misturadas com pedaços ralados 
de alho e cebola, são muito eficazes em casos de úlceras, 
furúnculos, feridas de qualquer espécie, mordeduras de cachorros 
e outros animais e picadas venenosas de aranhas e cobras. 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 137
Contraindicações: Não é recomendável para mulheres durante o 
período menstrual ou durante a gravidez, e para pacientes muito 
debilitados. 
 
Como Fazer: 
 
Preparando a argila base: 
A terra para fins medicinais, usada nas cataplasmas de barro deve 
ser extraída de uns 30 a 80 centímetros de profundidade, a fim de 
conseguir terra limpa que não esteja em contato com as sujeiras e 
o lixo da superfície. 
 
A terra pode ser de qualquer cor, pois o importante é que seja 
limpa, de preferência extraída em regiões pouco ou não habitadas 
e onde não haja escoamento de água e raízes de vegetais. 
 
Os barrancos costumam garantir uma argila de boa qualidade. 
 
Depois de extrair, expor a argila ao sol, sobre uma área plana e 
limpa, para secar completamente. 
 
Com a ajuda de um martelo ou outro instrumento, reduzir a pó. 
 
Depois, passar numa peneira fina, para que a terra fique livre de 
pedrinhas. 
 
Guardar em um recipiente de barro, de vidro, madeira ou bambu; 
jamais utilizar recipientes plásticos ou de metal. 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 138
Reutilização: 
 
Para reutilizar a argila é necessário espalhá-la em uma superfície até 
secar completamente. 
 
Em seguida, passar em peneira fina para adquirir a consistência de 
talco. 
 
Levar ao fogo sem queimar por uns quarenta minutos, e depois 
guardar em um pote de barro, de vidro, madeira ou bambu. 
 
 
Para fazer a cataplasma: 
 
Colocar em um recipiente, acrescentar água mineral, destilada ou 
fervida e filtrada, e amassar com uma colher de madeira até obter 
uma pasta nem muito mole nem demasiado dura. 
 
As cataplasmas lombo-ventrais são as mais usadas, com cobertura 
do ventre e da região lombar, mas também há as aplicações em 
áreas menores, localizadas. 
 
As lombo-ventrais devem ser suficientemente grandes para cobrir 
todo o ventre, os lados do tronco e a região lombar atrás. 
 
A espessura da pasta de barro deve ser mais ou menos de 1 
centímetro para os adultos, e para as crianças, cada vez menos 
espessa quanto menor for a idade. 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 139
 
Como preparar a cama e aplicação lombo-ventral: 
 
1. Forrar um plástico resistente sobre o colchão; 
2. Sobre o plástico, forrar um lençol; 
3. Sobre o lençol, estender um cobertor atravessado na cama; 
4. Sobre o cobertor, estender duas folhas grandes de papel 
(jornais velhos, por exemplo); 
5. Sobre o papel, estender um pano grande, que envolverá a 
pessoa; 
6. Espalhar a pasta de argila sobre o pano, em camada 
uniforme com aproximadamente 1 cm de espessura; 
7. Deitar diretamente sobre a pasta, e distribuir outra camada 
de argila sobre o ventre. 
8. Envolver com o pano, as folhas de papel e o cobertor, 
agasalhando bem. 
9. Manter os pés aquecidos com bolsa de água quente. 
 
A compressa deve ter duração máxima de duas horas em pessoas 
com mais de oito anos de idade. 
 
Nos mais novos, a duração máxima é uma hora. 
 
Decorrido este tempo, retirar a compressa para que a pessoa se 
banhe em água fria ou morna. 
 
Ao retirar a cataplasma, verificar se o barro está seco. 
 
Se este for o caso, indica que existe grande calor interno e então é 
necessário colocar outra cataplasma após lavar, e assim 
sucessivamente até eliminar a febre. 
 
 
Theresa Tullio 
 140
Quando a febre interna desaparece, o barro quase não fica seco, e 
isto é uma manifestação positiva de que se alcançou o êxito 
desejado. 
 
No caso das cataplasmas menores, colocar diretamente sobre a 
pele, onde está localizada a enfermidade e renovar a cada 2 ou 3 
horas, conforme a necessidade. Ao retirar, limpar delicadamente 
com uma toalha molhada a parte onde foi aplicada a cataplasma. 
 
Alertas e Observações Importantes: 
 
No caso de feridas no local, colocar uma bandagem ou gaze e só 
depois a cataplasma por cima. Tomar o cuidado de passar antes 
um óleo vegetal ou terapêutico na zona doente para evitar que a 
bandagem ou gaze grude. 
 
Pode-se usar o barro em qualquer parte do corpo a qualquer hora, 
em cataplasma sempre fria, a não ser sobre o coração, rins e 
coluna vertebral, onde é aconselhável aplicar barro morno 
aquecido em banho-maria ou no sol. 
 
Cada aplicação pode durar 2 ou 3 horas, e depois renovar por mais 
2 ou 3 horas, conforme a necessidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 141
 
TRAVESSEIROS DE ERVAS 
& ALMOFADAS TERAPÊUTICAS 
 
Travesseiros de Ervas 
 
Indicações: Estresse, insônia, cólicas, dores de cabeça, ansiedade, 
ronco, pesadelos, TPM, problemas respiratórios e muitos outros. 
Veja mais adiante algumas sugestões de ervas e suas indicações de 
uso. 
 
Durabilidade: A duração do cheiro é de 12 a 18 meses. Ao adquirir 
as ervas, pergunte a validade de cada uma e lembre-se: Quanto 
mais nova, mais aroma tem e mais tempo vai durar o cheiro. 
 
Usam-se no lugar dos travesseiros comuns em situações 
específicas. Pode-se confeccionar travesseiros de tamanho grande 
ou menores e encher com ervas. Também fazer saquinhos de 
tamanho menor e colocar dentro das fronhas junto com os 
travesseiros que se usa de costume. Esta opção é mais aceita, já 
que muitas pessoas acostumam-se e apegam-se aos "travesseiros 
de estimação" e têm dificuldades em dormir com outros. 
 
Uma forma simples e barata de fazer um travesseiro aromático, é 
aproveitando os travesseiros que já tem em casa. 
 
 
Theresa Tullio 
 142
Você precisará apenas fazer o saquinho para colocar as ervas e 
introduzi-lo diretamente em seu travesseiro, fazendo uma abertura 
na costura e fechando novamente depois. 
 
Ou, você pode colocar entre a capa protetora (caso use) e o 
travesseiro ou entre a fronha e o travesseiro, o que lhe permitirá 
usar a terapêutica das ervas apenas quando quiser e variar de 
saquinho de acordo com a necessidade. 
 
Como Fazer: 
 
Material 
 
Linha e agulha 
 
Tecido: 
 
Para travesseiros normais: O tamanho padrão é 50cm X 70cm. 
 
Para os travesseirinhos menores: Quando prontos, a medida 20cm 
X 30cm fica perfeita. 
 
Para os saquinhos: Saquinhos de 15cm X 15cm quando prontos 
ficam ótimos. 
 
Lembre-se que você precisa das medidas dobradas, pois costurará 
frente e costas. Adquira tecidos 100% algodão, mas que não sejam 
grossos, pois o aroma das ervas precisa ventilar. 
 
Se desejar, pode usar TNT, mas lembre-se que TNT não é 
algodão. 
 
 
A Botica Caseira 
 143
Para os travesseiros, uma opção, apesar de não-natural, é comprar 
fibra sintética de enchimento de almofadas, também chamada de 
fibra siliconada, tem opção antialérgica e não é cara. 
 
A fibra é útil para não ter que usar uma quantidade muito grande 
de ervas e também para distribuí-las por igual no interior. 
 
Pode usar o enchimento até para os saquinhos, se desejar. 
 
Há enchimentos naturais alternativos, como lã de carneiro, 
algodão orgânico ou capim. Mas incorrem em risco de 
contaminação por fungos ou infestação por insetos. 
 
Ervas: 
 
Devem ser utilizadas sempre secas, e bem secas, para não gerar 
fungos quando estiverem dentro do travesseiro ou saquinho. 
 
Mas, uma dica: Se puder, não compre as ervas secas, comprefrescas e seque em casa. Assim você terá certeza que não são ervas 
velhas e o aroma vai durar bastante. 
 
Se optar por misturar, misture no máximo 3 ervas diferentes. 
 
Quantidade: Para acondicionar nos saquinhos ou para colocar 
diretamente dentro do travesseiro grande, 1 xícara de chá bem 
cheinha de ervas é suficiente - Dá em torno de 100 a 150g. 
 
Já para o travesseirinho, usar meia xícara. 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 144
Confecção: 
 
O processo de confecção é o mesmo para todos, 
independentemente do tamanho. Seja para travesseiro normal, 
para os menores ou para os saquinhos. 
 
Fazer um saco de tecido no tamanho desejado, costurando três das 
laterais, deixando uma aberta. 
 
Rechear com o enchimento - se for o caso - e com as ervas 
escolhidas. 
 
Para uma distribuição ainda melhor das ervas, se optar por usar o 
enchimento, colocar o enchimento a ser utilizado em um saco 
plástico grande, adicionar a quantidade de ervas selecionada e 
segurando a boca do saco, misturar enchimento e ervas lá dentro e 
só depois transferir para o saco de tecido. 
 
Para o saquinho, é só usar um saco plástico menor. 
 
Não encher demais, não devem ficar estufados e sim molinhos, 
principalmente os pequenos e os saquinhos que serão usados 
dentro das fronhas, para não incomodar a posição da cabeça ao 
dormir. 
 
Para finalizar, costurar o quarto lado, para fechá-lo. 
 
Coloque o travesseiro aromático para tomar um pouco de sol ou 
pelo menos tomar ar uma vez por mês, sem fronha ou capa 
protetora. 
 
 
 
A Botica Caseira 
 145
Alguns ingredientes vegetais utilizados nos 
travesseiros: 
 
� Alecrim (Rosmarinus officinalis) - Indicações: Estresse, 
dores de cabeça, ansiedade e afasta os pesadelos. 
� Camomila (Matricaria chamomilla) - Indicações: Dores de 
cabeça, calmante, TPM. 
� Erva Cidreira (Melissa officinalis) - Indicações: Ansiedade, 
enxaqueca, dores musculares e pressão alta. 
� Erva-Doce (Pimpinella anisum) - Indicações: Calmante e 
também age no Sistema Digestivo. 
� Eucalipto (Eucalyptus globulus) - Indicações: Sistema 
respiratório, ajuda no combate a gripe, resfriado, tosse e 
bronquite, especialmente tosse de tabagista. 
� Hortelã (Mentha piperita) - Indicações: Rinite, nariz 
entupido, tosse e bronquite. 
� Jasmim (Jasminum officinale - o branquinho, mais comum) 
- Indicações: Depressão, TPM e nervosismo. 
� Lavanda (Lavandula sp) ou Alfazema (Lavandula 
angustifolia) - Indicações: Estresse, insônia, palpitação, 
tensão nervosa, bronquite e ronco. 
� Macela (Achyrocline satureoides) - Indicações: Calmante e 
Insônia. 
� Rosa Branca (Rosa Alba) - Indicações: Desânimo, preguiça 
e traz sensação de Paz. 
� Rosa Vermelha (Rosa gallica) - Indicações: Afrodisíaco, 
Antidepressivo e estimuante energético. 
 
Para travesseiros infantis, usar macela, erva-doce, camomila ou 
alecrim. 
 
Theresa Tullio 
 146
Estas são apenas algumas sugestões a título de ilustração. 
Lembramos que a proposta do livro "A Botica Caseira - Curso de 
Manejo e Preparo de Ervas" é oferecer orientação técnica de 
manipulação de vegetais em linguagem prática e acessível. As 
propriedades das ervas e as indicações receitadas estão detalhadas 
nos 6 livros da Enciclopédia AS ERVAS, que a venda deste Curso 
se destina a financiar. 
 
 
Bolsa Térmica Ecológica 
 
Também conhecida como Almofada Terapêutica, pode ser 
utilizada em substituição às compressas ou bolsas térmicas 
convencionais. 
 
A bolsa relaxa, diminui as dores, ativa a circulação e ajuda a 
desinflamar. 
 
Indicação: Dores locais de qualquer espécie, tensões musculares, 
cólicas em adultos, cólicas de bebês, artrite, artrose, sinusite, 
luxações, gases, inflamações e outras aplicações. 
 
Aplicação: Uso local, pode ser usada em qualquer parte do corpo - 
pernas, joelhos, abdome, ombros, costas, até na região dos olhos. 
Não há restrições. 
 
O tratamento pode ser: 
 
Por calor - Uso sobre o ventre para cólicas, sobre o ponto de 
tensão para dor, "sob" a panturrilha (batata da perna) para dor nas 
pernas e ajudar na circulação. 
 
A Botica Caseira 
 147
Por resfriamento - Uso sobre o abdômen e baixo ventre, na 
prevenção de problemas com útero, ovário e bexiga, por exemplo. 
 
Por simples contato, em temperatura ambiente - Uso como 
coadjuvante no tratamento de qualquer patologia da visão. 
Também para relaxar os olhos e até prevenir problemas. Como é o 
caso do abuso do uso dos computadores, ambientes muito secos e 
contaminados pelo ar condicionado ou excesso de luminosidade 
artificial. Tenha sempre uma por perto para usar a todo momento 
que puder dar uma parada e relaxar os olhos. 
 
Como Fazer: 
 
Material 
 
Linha e agulha 
 
Tecido: 
 
Tecido natural e mais firme, como tricoline ou sarja. Quando 
pronta, a medida 15cm X 30cm fica perfeita. 
 
Lembre-se que você precisa da medida dobrada, pois costurará 
frente e costas. 
 
Para o recheio: 
 
Cereal ou grão. Tranquilize-se. Não há risco de cozinhar ou mofar. 
Linhaça é a mais comumente usada, mas também pode fazer com 
arroz. 
 
Quantidade: 1 xícara de chá ou mais, dependendo do cereal 
escolhido. Usar cereal ou grão cru e absolutamente seco. 
Theresa Tullio 
 148
 
Confecção: 
 
Fazer um saco com o tecido, costurando três das laterais, deixando 
uma aberta. 
 
Atenção: Costurar com linha e agulha, não colar com silicone por 
conta de ser aquecido para uso. 
 
Encher o saquinho de tal forma que não fique nem cheio demais, 
nem muito vazio, justo para poder se acomodar bem a qualquer 
parte do corpo onde for usar. Ou seja, 2/3 do seu volume total. 
 
Para finalizar, costurar o quarto lado, para fechá-lo. 
 
Modo de Usar: 
 
Na hora de colocá-la para aquecer ou resfriar, borrife um 
pouquinho (só uma leve névoa) de água na almofadinha. 
 
 
Tratamento por calor: 
 
Envolver a almofada em papel alumínio e colocar em um 
refratário. Aquecer em forno baixo por uns 10 minutos. 
 
Se desejar, também pode aquecer no microondas de 2 a 3 minutos. 
Mas o ideal mesmo é usar aquecimento o mais natural possível. 
 
O tempo recomendado para o aquecimento não pode ser excedido 
para não danificar o produto. 
 
 
A Botica Caseira 
 149
Checar a temperatura antes da aplicação para não queimar a pele. 
 
Cobrir a parte do corpo que irá tratar com uma toalha ou fralda. 
 
Colocar a almofada já quente por cima (sem o papel alumínio, pois 
os aromas de linhaça e ervas também fazem parte do tratamento). 
 
Deixar agir pelo tempo necessário. 10 a 15 minutos é suficiente 
para relaxar e aliviar dores. 
 
Após o uso, evitar expor-se a corrente de ar frio. 
 
 
Tratamento por resfriamento: 
 
Colocar a almofada dentro de um saco plástico e deixar no 
congelador da geladeira ou no freezer resfriando por uns 30 
minutos. 
 
O tempo recomendado para o resfriamento não pode ser excedido 
para não danificar o produto. 
 
Colocar a almofadinha direto sobre a pele no local a ser tratado. 
 
Deixar agir pelo tempo necessário. 10 a 15 minutos ou até que 
perca sua capacidade de resfriamento. 
 
Precaução: No caso de pessoa com baixa fertilidade, o 
resfriamento da região do baixo ventre não é recomendado. 
 
 
 
 
Theresa Tullio 
 150
Conservação: Guardar a almofada em local arejado e protegido da 
luz solar. Não lavar. 
 
Validade: Depende do cereal ou grão escolhido, uso e 
armazenagem corretos. A duração média dos mais usados é 1 ano 
para a linhaça e 2 anos para o arroz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 151
 
OUTRAS PRÁTICAS 
 
Há muitas outras formas de manejo, preparo e aproveitamento 
terapêutico de ervas. Este livro contém uma seleção. 
 
Neste livro não abordaremos nenhuma prática que utilize 
ingredientes que não sejam naturais. 
 
Em se tratando de remédio para uso tópico-interno de OLHOS, 
OUVIDOS E NARIZ, todo cuidado é pouco. Os tratamentos 
otorrinolaringológicos com aplicações internas como colírios, 
soluções nasais e remédios para ouvidos, mesmo naturais, não são 
ensinados neste guia. No livro "Curando Em Casa- Guia Prático 
de Terapêutica Complementar", que faz parte da Enciclopédia AS 
ERVAS, há várias receitas para tratamentos caseiros dos males dos 
olhos, ouvidos, nariz e garganta, mas restringindo-se a soluções de 
uso externo. 
 
Também não estão incluídos processos complicados ou muito 
sofisticados. 
 
Como esclarecido na abertura, neste Curso foram incluídas apenas 
técnicas que utilizam produtos naturais e também selecionadas as 
mais simples. Assim como existem algumas técnicas tão simples, 
quase instintivas, como gargarejos e bochechos, que dispensam 
lhes dedicar um capítulo e são citadas neste rol a seguir. 
Theresa Tullio 
 152
 
A título de ilustração, seguem breves exposições sobre algumas 
outras técnicas. 
 
 
SOBRE BOCHECHOS & GARGAREJOS 
 
Bochechos e gargarejos são usados para combater afecções da 
garganta, amigdalite e mau hálito. 
 
A técnica do gargarejo e do bochecho é uma forma fácil de se 
aplicar a terapêutica sobre a mucosa que reveste bochechas, 
gengivas, o fundo da boca, amígdalas e faringe. 
 
Para o gargarejo, toma-se a infusão morna sem engolir, inclinando 
a cabeça para trás, buscando suportar o líquido durante 
aproximadamente um minuto e cuspindo fora o líquido da boca, 
repetindo o processo durante cinco a dez minutos. 
 
Já para o bochecho, toma-se a infusão morna sem engolir, fecha-se 
a boca e procede-se inflando e comprimindo as bochechas com 
cuidado, conduzindo o líquido para ambos os lados, depois 
cuspindo fora o líquido. 
 
A receita consiste em preparar uma infusão concentrada (Procure 
neste livro o capítulo que ensina o preparo de infusões) e 
gargarejar ou bochechar quantas vezes for necessário. 
 
Bons exemplos de infusões são o uso da salvia para tratar mau 
hálito e uso de tanchagem, malva e romã para amigdalite e 
afecções na boca. 
 
 
A Botica Caseira 
 153
SOBRE EXTRATOS 
 
Os extratos são obtidos através da destilação das ervas para a 
extração da essência. São preparações concentradas líquidas, 
sólidas (extrato seco) ou de consistência intermediária. 
 
Os extratos são geralmente obtidos por maceração ou por 
lixiviação. 
 
Na preparação por maceração, a planta triturada é misturada com 
o solvente escolhido, na maior parte dos casos com etanol diluído, 
e levada a repouso. A planta é depois separada do líquido por 
expressão e este é concentrado até à consistência desejada. 
 
Na preparação por lixiviação, a planta triturada é misturada com o 
solvente escolhido e posta no lixiviador. O lexiviador é alimentado 
com o solvente e é deixado a gotejar até o esgotamento da planta. 
No final é reunido o líquido filtrado com o obtido por expressão 
do conteúdo do lixiviador seguido de concentração. 
 
Extratos moles: Os extratos moles são preparados semissólidos ou 
soluções extrativas que possuem consistência semelhante ao mel, 
obtidos por concentração do extrato fluido que, quando 
dessecadas a 105ºC perdem entre 15 a 20% de água. São de fácil 
contaminação, por isso necessitam de um conservante 
antimicrobiano. 
 
Extratos secos: São obtidos concentrando-se os extratos líquidos 
até eliminação total do solvente, obtendo-se assim um pó 
ligeiramente higroscópico. Esta purificação pode ser conseguida 
através de vários métodos – evaporação à vácuo, liofilização, 
nebulização ou atomização. 
 
Theresa Tullio 
 154
SOBRE LOÇÕES 
 
Loções são líquidos aquosos, soluções coloidais, emulsões e 
suspensões, de acordo com a solubilidade da planta destinada a 
aplicações sobre a pele. 
 
Um exemplo de loção: Prepara-se o chá de ervas e adiciona-se 1/4 
de álcool (3 xícaras de chá e 1 de álcool). 
 
 
SOBRE MELOTES 
 
O melote é pouquíssimo conhecido. É utilizado para substituir o 
gesso em caso de necessidade de imobilização tanto de seres 
humanos quanto de animais. Faixas de tecido de algodão são 
embebidas em um líquido de consistência bem grossa, um melado, 
bem quente. Ao atingir uma temperatura já suportável à pele, estas 
faixas encharcadas são usadas para enfaixar a região/membro que 
deve imobilizar-se. À medida que vai esfriando, vai endurecendo. 
 
O processo de preparo é lento. Cascas de árvores indicadas são 
cortadas e levadas ao fogo em recipiente grande - panelão, tacho 
ou lata, contendo muita água e deixando ferver até reduzir à 
metade. Coa-se, e a este resíduo que sobrou junta-se mais água e 
após a fervura, coa-se novamente, juntam-se os 2 líquidos que 
devem ser fervidos mais uma vez até adquirirem consistência 
xaroposa, que encharcará, fervente, as faixas de algodão. É preciso 
experiência para o preparo e a aplicação do melote. 
 
 
A Botica Caseira 
 155
 
Bibliografia, WebGrafia e Fontes de Consulta do livro A 
Botica Caseira - Curso de Manejo e Preparo de Ervas e 
da Enciclopédia AS ERVAS 
(Em Ordem Alfabética) 
 
100 Sucos Com Poderes Medicinais - Lelington Lobo Franco 
1001 Remédios Naturais - Laurel Vukovic 
A Cura pela Natureza - Eric Karlsson 
A Cura pelas Plantas - Guacira Dias 
A Cura Pelos Remédios Caseiros - Raunei Iamoni 
A Flora Nacional na Medicina Doméstica - Vol II - Prof. Alfons 
Balbah 
A Força Curativa da Respiração - Marietta Till 
A Linguagem Do Corpo I e II - Cristina Cairo 
A Magia das Pedras Preciosas - Mellie Uyldert 
A Magia das Velas - Gerina Dunwich 
Alimentação Alternativa e Fitoterapia - SESC 
Alimentação Saudável - Isabel Carter 
Apostila de Plantas Medicinais - Prof. José Carlos Vianna 
As Plantas Receitam - Pe. Durval dos Santos 
As Sensacionais 50 Plantas Medicinais - Lelington Lobo Franco 
Caderno das Nossas Plantas Medicinais - Carolina Weber Kffuri 
Coleta e Preparação de Plantas Medicinais - Farm. Mara Rúbia F. 
de Freitas 
Cromoterapia Cores Para a Vida e Para a Saúde - Eneida Duarte 
Gaspar 
Cuidados Com os Alimentos - Elisabetta Recine e Patrícia 
Radaelli 
Cultivo de Plantas Medicinais - IBS 
Cultivo Uso e Manipulação de Plantas Medicinais - Vanda Gorete 
Curso de Fitoterapia Chinesa - Prof. Rogério Versolatto 
Theresa Tullio 
 156
Dicas Caseiras de Beleza - Manuela Nunes 
Diga-me Onde Dói e Eu Te Direi Porque - Michael Odoul 
Enciclopédia de Cristais Pedras Preciosas e Metais - Scott 
Cunningham 
Ervas de A a Z e suas Propriedades 
Ervas do Sítio 
Ervas e Aplicações - Ervanária Rosil Portugal 
Ervas e Temperos - Cynthia de Oliveira Frank 
Farmácia Verde – Marcelo Rigotti 
Farmácia Verde - Unisantos 
Farmácia Viva - Rose Mara de Oliveira 
Farmacopeia Popular do Cerrado - Jaqueline Evangelista Dias e 
Lourdes Cardozo Laureano 
Fitocosmética - Vera Fróes 
Fitoterapia - Humaniversidade Holística 
Formando Uma Farmácia Caseira - Renata Corrêa Martins, Ariana 
Dantas Filgueiras e Andréa Alvarenga de Oliveira 
Formas de Preparo e Uso das Plantas Medicinais - Daniela Koch 
Guia Completo Como Usar Aloe Vera - Luciana Marques 
Guia Prático de Saude - Soc Espanha de Medicina 
Guia Prático do Cuidador de Idosos - Ministerio Saude 
Homeopatia Para Plantas Animais e Solo 
Limpar, Purificar, Revitalizar - Charmaine Yabsley 
Livro dos Cristais e Florais Etéricos - Edgar Holus 
Livro Xacriabá de Plantas Medicinais 
Mais Fatos e Mitos Sobre a Sua Saude - Dr. Fernando Lucchese 
Manipulação Artesanal das Plantas Medicinais - Angelo L. 
Robertina 
Manual das Ervas Ciclos Femininos - Mariana Almeida 
Manual de Cultivo de Plantas Medicinais - Prefeitura RJ 
Manual Terapeutico de Fitoterapicos - Prefeitura RJ 
Medicamentos Homeopáticos de A a Z - Eduardo Egisto 
Medicina Alternativa de A a Z - Carlos Nascimento Spethmann 
A Botica Caseira 
 157
Medicina Natural Sufi - Sheik Nazim Al Aqqani 
Medicina Popular - Alvarina Nogueira 
Medicina Popular do Centro Oeste - Bariani Ortêncio 
Memento de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira 
O Livro do Vinagre - Emily Thacker 
O Livro Vermelho da Saúde - Renato Dias 
O Milagre dos Alimentos Vivos - Dra. Kirstine Nolfi 
O Poder Curativo das Plantas - Andre Resende 
O Poder das Plantas - Adele G. Dawson 
O Poder de Cura da Linhaça - Conceição Trucom 
O Uso das Plantas Medicinais no Parque Nacional do Jaú 
Pimenta e seusBenefícios à Saúde - Dr Marcio Bontempo 
Plantas de Uso Medicinal ou Ritual no RJ - Mary Margaret Stalcup 
Plantas Medicinais - Emater 
Plantas Medicinais Aromáticas e Condimentares - Inês Fonseca 
Plantas Medicinais Aromáticas e Condimentares do Conselho de 
Bragança - Filomena C. Neto 
Plantas Medicinais e Fitoterapia - Antônia Vitória 
Plantas Medicinais Índigenas - Ana Luisa Menezes e José Fonteles 
Filho 
Plantas Medicinais No Brasil Nativas e Exóticas 2ª edição – Harri 
Lorenzi 
Plantas Medicinais Usos Populares Tradicionais - P Clemente J 
Steffen 
Plantas Medicinais Utilizadas na Medicina Tradicional - Danuza 
Carvalho Uggioni 
Plantas Que Curam - Hugo de Caravaca 
Plantas Que Curam- Sylvio Parnizza 
Pomar e Ervas Medicinais- National Geografic Revista 
Principios Ocultos de Saude e Cura - Max Heindel 
Receitas Para Ficar Doente - Dr Marcio Bontempo 
Religiosidade Afroindigena E Natureza Na Amazonia- Agenor 
Sarraf Pacheco 
Theresa Tullio 
 158
Remédios Caseiros Aprovados - Dr. Osmar C. Cavalcante 
Remédios e Tratamentos na Medicina Ayurvédica Para Doenças 
Comuns - Dr. Bhagwan Dash 
Segredos de Tias e Flores - Henda 
Uso Terapêutico e Religioso das Ervas - Cilma Laurinda 
Yoga para Nervosos - Hermógenes 
 
De Theresa Tullio: 
Manual da Encantadora 
Banhos 
 
http://www.umpedeque.com.br/ 
http://www.plantasquecuram.com.br/Jonas Heitich Brasil 
 
Gratidão à sra. Sonô Taira Oliveira por apresentar-me à Bolsa 
Térmica Ecológica 
 
Gratidão especial, sempre, a Mirella Faur, pela entrega e pela 
generosidade que me inspira a compartilhar ensinamentos. 
 
http://www.teiadethea.org/ 
 
Créditos imagens: 
public-domain-photos.com 
gratisography.com 
freeimages.com 
Emily Balivet www.emilybalivet.com Deusa Eir 
 
 
Projeto Gráfico 
Ativas and Criativas Agência 
 
 
A Botica Caseira 
 159
Conheça alguns livros de Theresa Tullio 
 
 
O Livro das Rezas 
Manual da Benzedeira 
 
Coletânea de rezas e benzimentos com passo a passo e orientações 
para qualquer pessoa benzer e rezar a casa, o emprego, o sono, 
planta, bicho, gente, casamento, dor de todo tipo, dor de dente, de 
cabeça, insolação, íngua, quebranto, mau olhado, herpes, sapinho, 
picada de cobra e inseto, erisipela, dores em geral (dente, perna, 
corpo), cólica, íngua, verrugas, terçol, unheiro, impinge, 
verminose, proteção (fechar o corpo), espinhela caída, cobreiro, 
embruxamento de criança e outras necessidades. 
 
 
Banhos 
105 banhos para todos os fins! Seu banho: Sua cura e sua terapia! 
 
Você já teve a sensação de que está carregando o mundo nos 
ombros? Alguma vez se interrogou por que, por mais que deseje 
algo, o seu sonho não se realiza? Ou sentiu que uma situação 
parece “amarrada” de uma tal forma que é impossível desatar o 
nó? Se a resposta é sim, pode ser que esteja precisando de uma 
“ajudinha”, ou melhor, de um bom banho! O banho adequado 
tem efeitos terapêuticos, ajuda a relaxar, a repor as forças depois 
de um dia difícil, atrair ou afastar energias e vibrações. 
 
 
 
Theresa Tullio 
 160
 
 
 
Manual da Encantadora 
Simpatias Receitas Rituais 
 
150 Simpatias, Receitas e Rituais e ainda, lista com descrição dos 
ingredientes mais comuns utilizados em receitas de banhos, chás, 
garrafadas, simpatias, encantos e magias, incluindo todos os 
ingredientes do livro e conselhos para extrair o máximo das 
práticas ensinadas! Concilie-se com a vibração dos encantamentos 
praticados por seus ancestrais, esta energia está em você, a energia 
que as antigas gerações espalharam pelo astral cada vez que 
plantaram uma erva, esmagaram uma semente, esfregaram um óleo 
ou unguento na pele. Nossas raízes estão impregnadas de aromas, 
sons, murmúrios e proclamas. Basta chamar, convocar, e ela virá à 
tona, sem alarde, silenciosamente. 
 
 
ANJOS 
Como Invocar Seu Poder 
 
Neste livro você aprenderá sobre a energia de cada um dos 72 
Anjos Cabalísticos e como essa energia pode ser utilizada para 
injetar Luz em temas específicos de sua vida. 314 páginas que 
levarão você ao Universo Angélico sem mistérios. Em uma 
linguagem simples, apresentando a você a Força dos Anjos da 
forma mais prática possível. 
 
 
 
 
A Botica Caseira 
 161
Manual Mágico do Lar 
 
174 páginas que transformarão seu lar em uma casa tão mágica 
quanto as casas das dindas, dos magos, das curandeiras, 
encantadoras e bruxos, casas vivas onde se trabalha a cura pelas 
ervas, cristais e poções, onde se reza baixinho ao anoitecer e de 
manhã já está resolvido. Fortaleza firme e protegida, protetora e 
renovadora. 
 
Theresa Tullio 
 162
 
Sobre a Autora 
 
Theresa Tullio é Pesquisadora de Herbalismo e Herbologia e 
Orientadora Holística. Especialista nas técnicas de aplicação do 
Pensamento Positivo e do Segredo de Carnegie, escreve livros 
sobre os temas que pesquisa, faz Mapa Astral e Estudos Pessoais 
sob encomenda. 
 
 
 
 
 
 
Theresa Tullio reside atualmente em Rio de Janeiro-RJ/Brasil, 
cidade onde nasceu. 
 
Contato via e-mail theresatullio@integralita.com 
 
A Botica Caseira 
 163
 
Que A Deusa Eir, A Curadora Silenciosa, 
Lhe Inspire E Lhe Abençoe 
 
“Eu louvo Eir, a curadora divina, ela é sábia e poderosa e o 
bálsamo das suas mãos cura as feridas de todos. Felizes são aqueles 
que ficam aos seus cuidados, pois o seu trabalho é de doação 
incessante e a todos ela ensina o poder da silenciosa contemplação. 
Eu honro Eir, a deusa curadora, cujo toque no nosso ser é 
amoroso e leve como a mão da jardineira hábil, que entrega a 
pequena semente para germinar no ventre cálido e rico da Mãe 
Terra.”

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