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TECNOLOGIA ASSISTIVA E 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Irene Carmem Picone Prestes
TECNOLOGIA ASSISTIVA E 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Irene Carmem Picone Prestes
IESDE BRASIL S/A
Curitiba
2014
© 2014 – IESDE BRASIL S/A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem 
autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais.
Todos os direitos reservados.
IESDE BRASIL S/A. 
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200 
Batel – Curitiba – PR 
0800 708 88 88 – www.iesde.com.br
Produção
Capa: IESDE BRASIL S/A.
Imagem da capa: Shutterstock
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE 
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
________________________________________________________________________
P939t
Prestes, Irene Carmem Picone
Tecnologia assistiva e comunicação alternativa / Irene Carmem Picone Pres-
tes. - 1. ed. - Curitiba, PR : IESDE BRASIL S/A, 2014.
164 p. : il. ; 21 cm.
ISBN 978-85-387-4537-2
1. Comunicação - Aspectos sociais. 2. Mídia social. 3. Tecnologia da infor-
mação. I. Título.
14-18578 CDD: 302.23
 CDU: 302.23
________________________________________________________________________
11/12/2014 11/12/2014
Apresentação
No século XXI – da sociedade do conhecimento – todas as crianças têm direi-
to fundamental à educação. A Educação para Todos tem o desafio da promoção 
integral do desenvolvimento e da formação do aluno. A escola é o espaço, por 
excelência, do processo e do progresso da aprendizagem, devendo também, 
oferecer convivência humana e exercício de cidadania. 
A cidadania na sociedade informacional vai considerar como direito de todos 
o acesso aos recursos tecnológicos. Mostra-se promissora na implementação e 
consolidação de ações inclusivas e de acessibilidade, que atendam às diferenças 
individuais e à diversidade cultural. Numa visão psicológica, sócio-histórica, cul-
tural e integrada do ser humano, que requer observar o potencial expressivo e 
criativo inerente a ele em qualquer idade. 
A Tecnologia Assistiva desponta como área do conhecimento atualizada ca-
paz de pesquisar e planejar recursos e serviços em prol de efetivas ações transfor-
madoras das práticas discriminatórias da sociedade em relação às pessoas com 
deficiência, mobilidade reduzida ou idosas. Norteia suas ações na promoção de 
um estilo de vida independente e no respeito aos estilos e ritmos de aprendiza-
gem de cada aluno, essenciais para a verdadeira inclusão socioeducativa. 
Neste Guia de Estudos convidamos você a conhecer e ser um promotor de 
tecnologias acessíveis a todas as pessoas em nossa sociedade. 
Boa leitura!
Sobre a autora
Irene Carmem Picone Prestes
Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Especialista em 
Antropologia Cultural pela UFPR. Especialista em Psicopedagogia pela Universidade 
Tuiuti do Paraná (UTP). Psicanalista. Psicóloga. Docente na UTP. Presidente da 
Comissão de Educação Inclusiva da UTP. 
Sumário
Aula 01 DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE 9
PARTE 01 | CONTEXTUALIZAÇÃO DA ACESSIBILIDADE 11
PARTE 02 | LEGISLAÇÃO DA ACESSIBILIDADE 15
PARTE 03 | COMPREENDENDO AS DIMENSÕES DA ACESSIBILIDADE 22
Aula 02 ACESSIBILIDADE VIRTUAL 27
PARTE 01 | SOBRE A INCLUSÃO DIGITAL 29
PARTE 02 | UNIVERSALIZAÇÃO TECNOLÓGICA E COMUNICACIONAL 33
PARTE 03 | CIDADANIA NA ERA DA INFORMAÇÃO 37
Aula 03 TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO 41
PARTE 01 | SOBRE O DIAGNÓSTICO NA INCLUSÃO 43
PARTE 02 | IMPACTO CAUSADO PELA DEFICIÊNCIA NO SER HUMANO 47
PARTE 03 | TECNOLOGIA ASSISTIVA – VALORIZANDO A DIVERSIDADE HUMANA 53
Aula 04 TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I 57
PARTE 01 | DESCREVENDO AS CATEGORIAS DA TECNOLOGIA ASSISTIVA 59
PARTE 02 | TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA À VIDA DIÁRIA 65
PARTE 03 | TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA ÀS HABILIDADES FÍSICAS 69
Aula 05 TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II 73
PARTE 01 | SOB O PARADIGMA DA INCLUSÃO PSICOSSOCIAL 75
PARTE 02 | TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA AOS RECURSOS AMBIENTAIS 80
PARTE 03 | TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA AO ESPORTE E LAZER 85
Sumário
Aula 06 CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, 
 INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL 89
PARTE 01 | MODELOS CONCEITUAIS – MÉDICO E SOCIAL 91
PARTE 02 | APRENDENDO COM O DESENHO UNIVERSAL 97
PARTE 03 | COMPREENDER A INCAPACIDADE E A FUNCIONALIDADE 101
Aula 07 SOFTWARE EDUCATIVO 105
PARTE 01 | TECNOLOGIAS NAS PRÁTICAS EDUCATIVAS 107
PARTE 02 | SOFTWARES E AS DEFICIÊNCIAS 111
PARTE 03 | DIMENSÕES DO USO DAS TECNOLOGIAS EDUCATIVAS 115
Aula 08 CONHECENDO A COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 119
PARTE 01 | APRENDENDO SOBRE A COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 121
PARTE 02 | DEFININDO UM SISTEMA DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 125
PARTE 03 | COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA APLICADA À EDUCAÇÃO 130
Aula 09 RECURSOS PARA A COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 135
PARTE 01 | SISTEMAS ALTERNATIVOS DE COMUNICAÇÃO 137
PARTE 02 | ESTRATÉGIAS NOS RECURSOS PARA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 141
PARTE 03 | COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA – DESENVOLVENDO AUTONOMIA 145
Aula 10 SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE 149
PARTE 01 | ESCOLA ACESSÍVEL 151
PARTE 02 | RECONHECENDO A SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAL 155
PARTE 03 | ESPAÇO MULTIFUNCIONAL DE APRENDER A SER 159
Conhecer a contextualização atual da 
acessibilidade, entender a legislação que 
envolve a acessibilidade e reconhecer 
a aplicabilidade das dimensões de 
acessibilidade no processo de inclusão.
DIMENSÕES DE 
ACESSIBILIDADE
Aula 01
Objetivos:
A
rt
is
tic
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hu
tte
rs
to
ck
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 11
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
01
CONTEXTUALIZAÇÃO DA ACESSIBILIDADE
Uma proposta de contextualização busca revelar a articu-
lação das diversas realidades presentes na sociedade do mundo 
globalizado para que possam emergir um significado e um sen-
tido da realidade observada. Assim apresentamos alguns pontos 
relevantes para a contextualização e compreensão da acessibi-
lidade na atual sociedade inclusiva brasileira.
Para enfrentar os desafios do século XXI, novas concepções 
de educação devem ser ampliadas para uma visão de plenitude, 
em que as pessoas possam, em síntese, aprender a ser conforme 
aponta o relatório da Comissão Internacional de Educação para o 
século XXI feito para a UNESCO (2010) sobre os pilares da educa-
ção. A Constituição Brasileira de 1988 garante o direito de igual-
dade a todos os cidadãos no espaço social da nação. Esse direito 
inclui o acesso a serviços essenciais, como habitação própria, 
saúde, educação e trabalho, para todas as pessoas sem qualquer 
forma de discriminação. É direito do cidadão e cabe ao Estado a 
promoção e a proteção desse direito por meio da implementação 
e manutenção de ações que atendam, individual e coletivamen-
te, às necessidades e às expectativas do cidadão.
Na celebração dos 25 anos de vigência da Carta 
Constitucional do Brasil, como parte das comemorações, o 
Governo Federal lançou uma versão da Constituição em tex-
to, áudio e linguagem de sinais – Libras (Língua Brasileira de 
Sinais), fortalecendo o paradigma vigente de acessibilidade na 
sociedade inclusiva brasileira. A Constituição está disponível 
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA12
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
01
para consulta de todas as pessoas no site PCD Legal, uma bi-
blioteca virtual disponível em: <www.pcdlegal.com.br/consti-
tuicaofederal/#.VDwiSPldWm2>.
É notório que grande parte da população é confrontada co-
tidianamente com diferentes barreiras, que tornam inacessíveis 
o transporte coletivo, prédios públicos, metodologias educa-
cionais, tecnologias de baixo custo, a comunicação nos setores 
públicos, entre outros obstáculos. Vale verificar os números no 
Censo Demográfico do IBGE, realizado em 2010, de caracterís-
ticas da população, religião e pessoa com deficiência:
Os resultados do Censo Demográfico de 2010 apon-
taram 45 606 048 milhõesde pessoas que declaram 
ter pelo menos uma das deficiências investigadas, 
correspondendo a 23,9% da população brasileira. 
Dessas pessoas 38 473 702 se encontravam em áre-
as urbanas e 7 132 347 em áreas rurais. A região 
Nordeste concentra os municípios com os maiores 
percentuais da população com pelo menos uma das 
deficiências investigadas [...]. (IBGE 2010, p. 73.)
Os dados do Censo são significativos e justificam o incre-
mento nas ações voltadas à acessibilidade, inclusão, tecnolo-
gias assistivas e comunicação alternativa nos espaços de edu-
cação formal e não formal e organizações do estado nacional. 
Ainda, vale um alerta, devemos considerar que a possibilidade 
de enfrentamento das barreiras, obstáculos do cotidiano ou até 
mesmo da condição de deficiência temporária assola qualquer 
pessoa em alguma situação de vida, senão a todos os sujeitos no 
processo do desenvolvimento do envelhecer que traz limitações 
naturais a todo o ser humano.
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 13
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
01
Outro aspecto fundamental nessa contextualização e que 
interfere na acessibilidade e no processo inclusivo trata da 
globalização que, como um processo complexo atual, traduz 
o modo das interações entre os continentes e os países. Esse 
mecanismo interfere nas decisões numa gama de aspectos eco-
nômicos, educacionais, culturais e políticos, que articulam os 
confrontos planetários.
Por meio da globalização, as pessoas estão mais próximas 
de todo mundo, os governos e as organizações trocam ideias, 
realizam transações e disseminam um modus operandi nas 
questões da educação e cultura pelos quatro cantos do planeta, 
como as proposições da ONU e da UNESCO, expandindo, dessa 
forma, os limites das fronteiras e da territorialidade e conse-
quentemente interferindo nas atitudes das pessoas.
O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos confir-
ma essa complexidade e nos ajuda a refletir sobre o conceito de 
“globalização” quando considera que “o global e o local são so-
cialmente produzidos no interior dos processos de globalização” 
(2002, p. 63). Isso nos conduz a compreender a complexidade 
da globalização, a qual produz trocas entre as redes humanas 
sem fronteiras, indiscriminada e instantaneamente. Ampliam 
desta forma a territorialidade dos continentes e estabelecem 
a complexidade das decisões, dos recursos, dos instrumentos, 
entre outros, hoje em dia. Sem dúvida, favorecem e fortalecem 
cada vez mais as ações coletivas civilizatórias.
Extra 
Recomendamos a leitura da Declaração Mundial sobre 
Educação para Todos (Conferência de Jomtien – 1990). Brasil, 
UNICEF. Disponível em: <www.unicef.org/brazil/pt/resour-
ces_10230.htm>. Acesso em: 13 out. 2014.
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA14
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
01
Atividade
Liste cinco palavras-chave que devem significar 
acessibilidade.
Referências 
BRASIL. Unicef. Declaração Mundial sobre Educação para Todos 
(Conferência de Jomtien – 1990). Disponível em: <www.unicef.org/brazil/pt/
resources_10230.htm>. Acesso em: 13 out. 2014.
DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO 
da Comissão Internacional para a educação do século XXI. Brasília: Julho, 2010. 
Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.
pdf>. Acesso em: 13 out. 2014.
INSTITUTO BRASILEIRO DE ESTATÍSTICA E GEOGRAFIA – IBGE. Censo 
Demográfico 2010. Características gerais da população, religião e pessoas 
com deficiência. Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão. IBGE. ISSN 
0104-3145. Censo demogr. Rio de Janeiro, p. 1-215, 2010. Disponível em: 
<ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2010/Caracteristicas_
Gerais_Religiao_Deficiencia/caracteristicas_religiao_deficiencia.pdf>. 
Acesso em: 13 out. 2014.
SOUSA SANTOS, Boaventura (Org.). A Globalização e as Ciências Sociais. 
São Paulo: Cortez, 2002. Disponível em: <www.ebah.com.br/content/
ABAAABRBkAA/santos-boaventura-s-org-a-globalizacao-as-ciencias-sociais>. 
Acesso em: 13 out. 2014.
Resolução da atividade
Acessibilidade = lei, cidadania, autonomia, globalização, 
comunicação.
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 15
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
LEGISLAÇÃO DA ACESSIBILIDADE
Inicialmente, define-se acessibilidade como a possibilida-
de para a remoção dos entraves que representam as barrei-
ras para a efetiva usabilidade e participação de pessoas nos 
diversos cenários da vida pessoal, social e profissional. Ainda, 
entende-se que a acessibilidade está diretamente vinculada aos 
pressupostos da inclusão social e educacional, ou seja, trata-se 
de questões próprias dos Direitos Humanos Universais e do ple-
no exercício da cidadania.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
(DUDH) é um documento marco na história dos di-
reitos humanos. Elaborada por representantes de 
diferentes origens jurídicas e culturais de todas 
as regiões do mundo, a Declaração foi proclama-
da pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 
Paris, em 10 de Dezembro de 1948 [...]. Ela es-
tabelece, pela primeira vez, a proteção universal 
dos direitos humanos. [...]
Uma série de tratados internacionais de direitos 
humanos e outros instrumentos adotados desde 
1945 expandiram o corpo do direito internacional 
dos direitos humanos. (DUDH,1948.)
 A acessibilidade enquanto direito humano deve nortear-se 
nos alicerces da inclusão que visam à autonomia, à independên-
cia e ao empoderamento da pessoa com deficiência. Segundo 
Sassaki (1997, p. 38), empoderamento significa “o processo 
pelo qual uma pessoa usa o seu poder pessoal inerente à sua 
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA16
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
condição para fazer escolhas e tomar decisões, assumindo, as-
sim, o controle de sua vida”.
Portanto, a acessibilidade nas dimensões arquitetônica, 
tecnológica, comunicacional, linguística, pedagógica e atitudi-
nal (preconceito, medo e ignorância), preconiza a construção 
de acesso e a eliminação dos diversos tipos de barreiras, favo-
recendo a dignidade e o bem-estar daqueles que têm limitações 
ou mobilidade reduzida.
A legislação, em geral, existe para promoção da igualdade 
de oportunidades entre as pessoas, especificamente da pessoa 
com deficiência, visando a um fim comum: tornar a estrutura 
em que vivemos apta a acolher as diferenças individuais e a di-
versidade cultural. Assim, é importante destacar e compreender 
o sentido e o significado da lei, em uma citação de Dischinger.
Lei: no sentido jurídico, é a regra jurídica escrita, 
instituída pelo legislador, no cumprimento de um 
mandato, que lhe é outorgado pelo povo. Segundo 
Clóvis Beviláqua, “A ordem geral obrigatória que, 
emanada de uma autoridade competente reco-
nhecida, é imposta coativamente à obediência de 
todos”. A lei institui a ordem jurídica, em que se 
funda a regulamentação, para manter o equilí-
brio entre as relações do homem na sociedade, no 
tocante a seus direitos e deveres. (DISCHINGER, 
2012, p. 103-104)
A lei organizadora da sociedade visa, então, ao aprimo-
ramento da civilização e à evolução do ser humano. A legis-
lação da acessibilidade consiste na construção de um mundo 
includente, permitindo a existência integral e plena da pessoa. 
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 17
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
Fazer parte de uma sociedade significa ter condições de desem-
penhar papéis dos quais somos capazes, como o de pais, cida-
dãos, estudantes, trabalhadores, entre outros, de modo que a 
nossa capacidade não seja obstada por barreiras externas.
O Decreto 5.296/2004, que regulamenta, inclusive, a Lei 
Federal 10.098/2000, sustentando a acessibilidade e esta-
belecendo as normas e critérios básicospara a Promoção de 
Acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade redu-
zida, em seu artigo 8.º (incisos I e II) esclarece:
Das condições gerais da acessibiliade
Art. 8.° Para os fins de acessibilidade, considera-se:
I. acessibilidade: condição para utilização, com 
segurança e autonomia, total ou assistida, dos es-
paços, mobiliários e equipamentos urbanos, das 
edificações, dos serviços de transporte e dos dis-
positivos, sistemas e meios de comunicação e in-
formação, por pessoa portadora de deficiência ou 
com mobilidade reduzida;
II. barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que 
limite ou impeça o acesso, a liberdade de movi-
mento, a circulação com segurança e a possibi-
lidade de as pessoas se comunicarem ou terem 
acesso à informação, classificadas em:
a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias 
públicas e nos espaços de uso público;
b) barreiras nas edificações: as existentes no 
entorno e interior das edificações de uso públi-
co e coletivo e no entorno e nas áreas internas 
de uso comum nas edificações de uso privado 
multifamiliar;
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA18
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
c) barreiras nos transportes: as existentes nos ser-
viços de transportes; e
d) barreiras nas comunicações e informações: 
qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou im-
possibilite a expressão ou o recebimento de men-
sagens por intermédio dos dispositivos, meios ou 
sistemas de comunicação, sejam ou não de massa, 
bem como aqueles que dificultem ou impossibi-
litem o acesso à informação; (BRASIL, Decreto 
n. 5.296/2004)
Ainda baseando-se na legislação, é possível desdobrar a 
acessibilidade em seis dimensões:
1. Acessibilidade arquitetônica – sem barreiras ambien-
tais físicas em todos os recintos internos e externos da 
escola e nos transportes coletivos.
2. Acessibilidade comunicacional – sem barreiras na co-
municação interpessoal, na comunicação escrita e na 
comunicação virtual e digital.
3. Acessibilidade metodológica – sem barreiras nos mé-
todos e técnicas de estudo, de ação comunitária, cul-
tural e de educação dos filhos, dos estudantes e nas 
relações familiares.
4. Acessibilidade instrumental – sem barreiras nos ins-
trumentos e utensílios de estudo, de atividades ha-
bituais da vida diária e de lazer, esporte e recreação 
(dispositivos que atendam às limitações sensoriais, fí-
sicas e mentais etc.).
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 19
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
5. Acessibilidade programática – sem barreiras invisí-
veis embutidas em políticas públicas (leis, decretos, 
portarias, resoluções, medidas provisórias etc.), em 
regulamentos (institucionais, escolares, empresariais, 
comunitários etc.) e em normas de um modo geral.
6. Acessibilidade atitudinal – através de programas e 
práticas de sensibilização e de conscientização das 
pessoas em geral e da convivência na diversidade hu-
mana resultando em quebra de preconceitos, estig-
mas, estereótipos e discriminações.
A legislação de acessibilidade assim descrita pretende con-
tribuir para que todo ser humano, independentemente de suas 
diferenças físicas ou capacidades sensório-perceptivas, possa 
ter garantido a equidade de oportunidades para além das defi-
ciências, na valorização da dignidade, independência e autono-
mia do cidadão.
Extra 
Recomendamos assistir ao vídeo Jovens brasileiros parti-
cipam na sede da ONU de debate sobre a inclusão. Disponível 
no YouTube e também no link <www.inesc.org.br/noticias/no-
ticiasdo-inesc/2014/setembro/quatro-adolescentes-e-jovens-
brasileiros-participam-na-sede-da-onu-de-debate-sobre-inclu-
sao-escolar>.
Atividade
Construa um pequeno texto de três a quatro linhas relacio-
nando Direitos Humanos Universais – Cidadania – Diversidade.
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA20
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
Referências 
BRASIL. Lei 10.098, de 19 de Dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e 
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de 
deficiência ou com mobilidade reduzida e dá outras providências. Publicada 
no Diário Oficial da União, em 20 dezembro de 2000. Disponível em: 
<www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm>. Acesso em: 13 out. 2014.
BRASIL. Decreto 5.296, de 02 de Dezembro de 2004. Regulamenta as Leis 10.048, 
de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que 
especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais 
e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras 
de deficiência ou com mobilidade reduzida e dá outras providências. Publicado 
no Diário Oficial da União, em 3 dezembro de 2004. Disponível em: <www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5296.htm>. Acesso 
em: 30 out. 2014.
Declaração Universal pelos Direitos Humanos – DUDH. Paris, 1948. Disponível 
em: <www.dudh.org.br/declaracao>. Acesso em: 13 out. 2014.
DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO 
da Comissão Internacional para a educação do século XXI. Brasília: julho, 2010. 
Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.
pdf>. Acesso em: 13 out. 2014.
DISCHINGER, Marta. Promovendo Acessibilidade Espacial nos Edifícios 
Públicos: programa de acessibilidade às pessoas com deficiência ou 
mobilidade reduzida nas edificações de uso público. Florianópolis: MPSC, 
2012. 161p. Disponível em: <www.mp.sc.gov.br/portal/conteudo/imagens/
noticias/manual_acessibilidade.pdf>. Acesso em: 13 out. 2014.
SASSAKI, Romeu. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de 
Janeiro: WVA,1997.
UNICEF. Declaração Mundial sobre Educação para Todos (Conferência de 
Jomtien – 1990). Disponível em: <www.unicef.org/brazil/pt/resources_10230.
htm>. Acesso em: 13 out. 2014.
Resolução da atividade
Entende-se que, em essência, o que as leis voltadas aos 
direitos humanos preservam é o valor da diversidade humana 
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 21
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
e a garantia de igualdade social como instrumento de bem-
-estar e de desenvolvimento inclusivo, social e educacional. 
Para ser cidadã ou cidadão, cada pessoa, única e singular, pre-
cisa conviver com toda a sociedade e oferecer a todos o seu sa-
ber, habilidades e competências, em uma troca de permanente 
aperfeiçoamento. 
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA22
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
COMPREENDENDO AS DIMENSÕES 
DA ACESSIBILIDADE 
Reconhecer a aplicabilidade das seis dimensões de acessibi-
lidade propostas na legislação nos fortalece no reconhecimento 
do caminho trilhado nas práticas para a verdadeira sociedade 
inclusiva, que abre suas portas à pessoa com deficiência na vida 
escolar para a vida profissional, a fim de conquistar o pleno 
exercício da cidadania, entendido como o lugar máximo de todo 
ser humano na civilização.
É importante considerar, na aplicação das propostas de 
acessibilidade, a existência de situações ambientais, atitudi-
nais, tecnológicas em que possam ocorrer barreiras, obstáculos 
de diversos âmbitos. Essas situações devem ser tomadas como 
parâmetros investigativos para se encontrar a solução viável 
aos problemas vividos. A alternativa acessível deve considerar 
o processo histórico, cultural e educacional, demonstrando a 
necessidade de constante alinhamento para soluções criativas 
e enriquecedoras do ser humano na permanente construção e 
atualização da sociedade inclusiva.
Para a aplicação das seis dimensões de acessibilidade apre-
sentamos algumas alternativas:
1. Acessibilidade arquitetônica – sem barreiras am-
bientais físicas dentro dos critérios preconizados pela 
norma NBR 9050 (2004), que estabelece os parâme-tros técnicos a serem observados quando do projeto, 
construção, instalação e adaptações de edificações, 
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 23
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
mobiliários, equipamentos urbanos ás condições de 
acessibilidade como rampas, piso tátil, banheiros 
adaptados, nos transportes coletivos, entre outros.
co
w
ar
dl
io
n 
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2. Acessibilidade comunicacional – sem barreiras na 
comunicação interpessoal (face a face, língua de si-
nais, linguagem corporal, linguagem gestual etc.), 
na comunicação escrita (jornal, revista, livro, carta, 
apostila etc., incluindo textos em braile, textos com 
letras ampliadas para quem tem baixa visão, notebook 
e outras tecnologias assistivas para comunicar) e na 
comunicação virtual (acessibilidade digital).
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ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA24
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
3. Acessibilidade metodológica – sem barreiras nos mé-
todos e técnicas de estudo (adaptações curriculares, 
aulas baseadas nas inteligências múltiplas, uso de to-
dos os estilos de aprendizagem, participação do todo 
de cada aluno, novo conceito de avaliação de apren-
dizagem, novo conceito de educação, novo conceito 
de logística didática etc.), de ação comunitária (me-
todologia social, cultural, artística etc. baseada em 
participação ativa) e de educação dos filhos (novos 
métodos e técnicas nas relações familiares etc.).
4. Acessibilidade instrumental – sem barreiras nos 
instrumentos e utensílios de estudo (lápis, caneta, 
transferidor, régua, teclado de computador, materiais 
pedagógicos), de atividades da vida diária (tecnolo-
gia assistiva para comunicar, fazer a higiene pessoal, 
vestir, comer, andar, tomar banho etc.) e de lazer, es-
porte e recreação (dispositivos que atendam às limita-
ções sensoriais, físicas e mentais etc.).
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5. Acessibilidade programática – sem barreiras invisí-
veis embutidas em políticas públicas (leis, decretos, 
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 25
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
portarias, resoluções, medidas provisórias etc.), em 
regulamentos (institucionais, escolares, empresariais, 
comunitários etc.) e em normas no geral.
6. Acessibilidade atitudinal – através de programas e 
práticas de sensibilização e de conscientização das 
pessoas em geral e da convivência na diversidade hu-
mana, resultando em quebra de preconceitos, estig-
mas, estereótipos e discriminações.
 Finalizamos esta aula com uma reflexão significativa. A 
legislação brasileira voltada à pessoa com deficiência nas suas 
diferentes expressões, acessibilidade, tecnologias assistivas e 
comunicação alternativa é de boa qualidade e possui quantida-
de bastante abrangente, a ponto de destacar o Brasil ao nível 
de países mais desenvolvidos do ponto de vista político, eco-
nômico e social. A questão “deficiente” está no cumprimento 
prático da legislação e no frágil exercício prático da cidadania.
Extra
Sugerimos a leitura do artigo de Romeu Sassaki intitula-
do Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. 
Disponível em: <www.apabb.org.br/admin/files/Artigos/
Inclusao%20-%20Acessibilidade%20no%20lazer,%20trabalho%20
e%20educacao.pdf>. Acesso em: 26 out. 2014.
Atividade
No artigo indicado anteriormente, de Romeu Sassaki, é 
apresentado um histórico da acessibilidade no Brasil. Monte um 
esquema com o principal aspecto de cada década.
ALTERAR IMAGEM CONFORME A IMAGEM DO SEPARADOR
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA26
DIMENSÕES DE ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
Referências 
BRASIL. Lei 10.098, de 19 de Dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e 
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de 
deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Publicada 
no Diário Oficial da União, em 20 dezembro de 2000. Disponível em: <www.
planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm>. Acesso em: 13 out. 2014.
BRASIL. Decreto 5.296, de 02 de Dezembro de 2004. Regulamenta as Leis 10.048, 
de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que 
especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais 
e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras 
de deficiência ou com mobilidade reduzida e dá outras providências. Publicada 
no Diário Oficial da União, em 3 dezembro de 2004. Disponível em: <www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5296.htm>. Acesso 
em: 30 out. 2014.
SASSAKI, Romeu. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. 
Disponível em: <www.apabb.org.br/admin/files/Artigos/Inclusao%20
-%20Acessibilidade%20no%20lazer,%20trabalho%20e%20educacao.pdf>. 
Acesso em: 26 out. 2014.
VILLAVERDE, Adão (Org.). Manual de Redação – mídia inclusiva. Porto Alegre: 
Assembleia Legislativa, 2011. Disponível em: <www.portaldeacessibilidade.
rs.gov.br/uploads/1313497232Manual_de_Redacao_AL_Inclusiva.pdf.> Acesso 
em: 26 out. 2014.
Resolução da atividade
Breve histórico de acessibilidade no brasil:
• Anos 50 – profissionais denunciam a existência de barreiras.
• Anos 60 – Universidades do EUA iniciam eliminação das 
barreiras arquitetônicas.
• Anos 70 – 1975, ONU – Declaração dos Direitos das Pessoas 
Diferentes.
• Anos 80 – Participação plena e igualdade. Ano Internacional 
das pessoas deficientes.
• Anos 90 – Desenho Universal. Diversidade Humana.
• Século XXI – 2006, ONU – Acessiblidade.
Compreender a universalização tecnológica 
e comunicacional e reconhecer o exercício 
da cidadania na sociedade informacional.
ACESSIBILIDADE 
VIRTUAL
Aula 02
Objetivos:
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TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 29
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
Pa r t e
01
SOBRE A INCLUSÃO DIGITAL
A inclusão digital, entendida como um dos desdobramentos 
das acessibilidades comunicacional e instrumental, constitui-
-se como um desafio e um compromisso para a inclusão social. 
Coerente com o Desenho Universal1, trilha caminhos para a me-
lhoria da qualidade de vida de cada cidadão, oferecendo dis-
positivos de acesso a qualquer usuário em todos os espaços e 
lugares na sociedade. Um dos princípios da inclusão digital é 
atender a questão do baixo custo com alto benefício ao usuário.
Os programas de inclusão digital para pessoas com defici-
ência buscam desenvolver tecnologias que respeitem a acessi-
bilidade, a usabilidade e a comunicabilidade desses usuários na 
interface com a internet, eliminando, assim, as barreiras que os 
impedem de fazerem uso de sistemas computacionais.
Sobre a aplicação da inclusão digital no processo de apren-
dizagem no âmbito da Comunicação e da Educação, especifica-
mente, Richt e Maltempi dizem que
Na dimensão educacional, consideramos relevante 
que as tecnologias participem da formação dos es-
tudantes, propiciando diferentes modos de apren-
der e ensinar, redefinindo as relações interpessoais 
em sala de aula, possibilitando abordagens dife-
renciadas para conteúdos curriculares e fomentan-
do novas práticas pedagógicas. Simultaneamente, 
consideramos que o uso de tecnologias nas práti-
cas educativas escolares precisa fomentar, tanto 
1 Desenho Universal: descrito pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, visa à concepção de objetos, equipamentos e estru-
turas do meio físico destinados ao uso por todas as pessoas indiscriminadamente.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA30
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
Pa r t e
01
para estudantes quanto para professores, modos 
diferentes de se relacionarem com conteúdos e de 
se apropriarem de novos conhecimentos.
Para que esses modos diferentes de relacionar-secom o conteúdo tornem-se possíveis, todos preci-
sam apropriar-se das tecnologias de maneira ati-
va, crítica e inclusiva. (RICHIT; MALTEMPI, 2013, 
p. 37-38)
Compreende-se que a inclusão digital, em sua aplicação em 
diferentes campos sociais e educacionais, visa à universalização 
do acesso às tecnologias da informação e da comunicação, bem 
como ao domínio da linguagem básica para potencializar a au-
tonomia, a independência e o empoderamento da pessoa.
Nesse sentido, as políticas públicas de inclusão digital podem 
ser analisadas como políticas de acesso ao cidadão na era da in-
formação. Destaca-se, em 1997, a criação do Programa Nacional 
de Informática Educativa (ProInfo), focado na promoção do uso 
de tecnologias no contexto da educação em diferentes níveis, 
desde a Educação Básica até o Ensino Superior. Vale consultar o 
site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) 
e verificar as inúmeras legislações que ancoram as práticas de 
acessibilidade virtual no século XXI, e, dessa maneira, atendem 
a emergente necessidade do cidadão.
Extras 
Sugere-se a consulta dos seguintes documentos:
• Programa Nacional de Informática Educativa (ProInfo): 
diretrizes. Disponível em: <www.gestaoescolar.diaadia.
pr.gov.br/arquivos/File/pdf/proinfo_diretrizes1.pdf>. 
Acesso em: 22 out. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 31
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
Pa r t e
01
• Manual de Orientação e Apoio para Atendimento às 
Pessoas com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos 
da Presidência da República e da Secretaria Nacional de 
Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Disponível 
em: <www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/acessibilida-
de/manual-de-orientacao-e-apoio-para-atendimento-pes-
soas-com-deficiencia>. Acesso em: 29 out. 2014.
Atividade
Leia o documento Programa Nacional e Informática na 
Educação (ProInfo): diretrizes, do Ministério da Educação (MEC) e 
do Desporto e Secretaria de Educação a Distância (SEaD) – tópicos 
Contexto, Justificativa e Objetivos (páginas 1 a 3). Construa uma 
breve produção escrita de, no máximo, 20 palavras. Disponível 
em: <www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/pdf/
proinfo_diretrizes1.pdf>. Acesso em: 22 out. 2014.
Referências 
FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO. Programa Nacional 
de Informática Educativa (ProInfo). Disponível em: <www.fnde.gov.br/
programas/programa-nacional-de-tecnologia-educacional-proinfo>. Acesso 
em: 22 out. 2014.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação a 
Distância. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Programa 
Nacional de Informática na Educação: diretrizes. Disponível em: <www.
gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/pdf/proinfo_diretrizes1.pdf> 
Acesso em: 22 out. 2014.
BRASIL. Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. Instituto 
Nacional para a Reabilitação. Desenho Universal. Disponível em: <www.inr.
pt/content/1/5/desenho-universal>. Acesso em: 30 out. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA32
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
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RICHIT, A.; MALTEMPI, M. V. A formação de professores nas políticas públicas 
de inclusão digital: o programa UCA – Erechim (RS). Conjectura: Filos. Educ. 
Caxias do Sul – RS , v. 18, n. 1, p. 17-41. Jan./abr. 2013. Disponível em: <www.
rc.unesp.br/igce/demac/maltempi/Publicacao/Richit-Maltempi-cibem.pdf>. 
Acesso em: 22 out. 2014.
BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Secretaria 
Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Manual de 
Orientação e Apoio para Atendimento às Pessoas com Deficiência. Dispo-
nível em: <www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/acessibilidade/manual-
de-orientacao-e-apoio-para-atendimento-pessoas-com-deficiencia>. Acesso 
em: 29 out. 2014.
Resolução da atividade
O documento (de 1997) apresenta um contexto que pro-
jeta para os 10 anos seguintes a criação de empregos, que até 
então não existiam em decorrência dos avanços tecnológicos 
que trazem consigo mudanças nos sistemas de conhecimento e 
novas formas de trabalho, assim como influenciam na econo-
mia, na política e na organização das sociedades. Havia uma 
nova gestão social do conhecimento a partir do desenvolvimen-
to de novas técnicas de produção, armazenamento e processa-
mento de informação, alavancadas pelo progresso da informá-
tica e das telecomunicações. Esperava-se, com essa iniciativa, 
possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva nos am-
bientes escolares mediante a incorporação adequada das novas 
tecnologias.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 33
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
Pa r t e
02
UNIVERSALIZAÇÃO TECNOLÓGICA 
E COMUNICACIONAL
O avanço das tecnologias e da comunicação revela-se como 
alavanca na consolidação de um mundo verdadeiramente aces-
sível a todas as pessoas pelas possibilidades de construção de 
ferramentas adequadas às necessidades de cada indivíduo. 
Quando dirigidas ao espaço escolar, considera-se que:
É por meio de novos canais de comunicação que 
todas as formas de expressão e estilos de apren-
dizagem serão valorizadas permitindo, ao aluno, o 
acesso ao conhecimento. Conhecer sobre as tec-
nologias de informação e comunicação sensibiliza 
o professor para que se paute pelas potencialida-
des dos seus alunos e não pelas suas limitações. 
(GIROTO; POKER; OMOTE, 2012, p. 10)
Na universalização tecnológica e comunicacional, é im-
portante considerar três qualidades da interação pessoa-tec-
nologia. Essas três qualidades, quando interrelacionadas e in-
tegradas, garantem o sucesso no processo das inclusão social e 
educacional.
1.º Acessibilidade: tem por princípio garantir o acesso e a 
utilização dos bens e serviços privados e públicos existentes na 
sociedade para todos;
2.º Usabilidade: traduz-se na facilidade de uso na interfa-
ce usuário diante do recurso tecnológico. Se o usuário aprende 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA34
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
Pa r t e
02
a utilizar um recurso com facilidade, agilidade e qualidade, isso 
significa que o recurso tem boa usabilidade. Identifica-se aqui o 
grau de satisfação do usuário;
3.º Comunicabilidade: tem por premissa identificar a aces-
sibilidade de comunicar na interface com o usuário. Destaca-se 
que é na interface1, na experiência, que o usuário deverá reco-
nhecer a finalidade do recurso tecnológico.
Na especificação de requisitos para a comunicabilidade, 
Pontes destaca que:
São necessárias interfaces mais eficazes que pos-
sam atender a uma variedade cada vez maior de 
usuários, devendo utilizar-se de métodos e téc-
nicas na construção de websites que permitam 
que a mensagem seja devidamente captada. Estas 
técnicas, é importante ressaltar, devem ser ba-
seadas na experiência dos usuários. Atualmente, 
existem ferramentas desenvolvidas para prestar 
apoio na aplicação de alguns métodos de avalia-
ção. (PONTES, 2008, p. 7)
Sendo assim, é fundamental que todos os aspectos cita-
dos sejam considerados, pois fazem parte de um diversificado 
conjunto de instrumentos virtuais atualmente disponíveis nas 
redes sociais virtuais, tais como: programas de computador, 
chats, correios eletrônicos, homepages, ambientes virtuais de 
aprendizagem no ensino a distância, ferramentas que facilitam 
o acesso a navegação na web e softwares específicos a pessoas 
com deficiências. Em outras palavras, equipamentos e tecno-
logias geralmente presentes na dimensão das acessibilidades 
instrumental e comunicacional.
1 Interface, neste contexto, significa interconexão ou interação entre usuário e recurso tecnológico. Na interconexão, existem 
trocas de informações.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 35
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
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02
Sobre o espaço escolar, especificamente, vale destacar o 
avanço da tecnologia de informação, que tem sido usada para 
incrementar a comunicação das informações escolares. Os alu-
nos têm disponíveis uma série de serviços pela internet, como 
boletins de notas e frequência, reservasde livros na biblioteca, 
disciplinas a distância, entre outros.
Extra 
Uma boa fonte de consulta para aprofundamento temáti-
co é o artigo de Rogério da Costa, Por um novo conceito de 
comunidade: redes sociais, comunidades pessoais, inteligên-
cia coletiva. O artigo discute o conceito de comunidade em 
redes sociais. Apresenta o contexto das comunidades virtuais 
no ciberespaço como uma nova maneira de se fazer socieda-
de. Descreve a estrutura dinâmica das redes de comunicação. 
No centro dessa transformação, conceitos como capital social, 
confiança e simpatia parcial são invocados para que se possa 
pensar as novas formas de associação que regulam a atividade 
humana na época atual. Disponível em: <www.scielo.br/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832005000200003&lng=pt
&nrm=iso>. Acesso em: 30 out. 2014.
Atividade
Assista ao vídeo em que Ederson Granetto entrevista o 
professor Claudemir Viana sobre o tema “tecnologia de infor-
mação na sala de aula”. Disponível em: <www.youtube.com/
watch?v=Uf6MYEZNHF8>. Acesso em: 23 out. 2014.
Escreva no máximo 20 palavras sobre como o entrevistado 
descreve a postura atual do professor na sala de aula.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA36
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
Pa r t e
02
Referências 
COSTA, R. Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comuni-
dades pessoais, inteligência coletiva. Disponível em: <www.scielo.br/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832005000200003&lng=pt&nrm=iso>. 
Acesso em: 30 out. 2014.
GIROTO, C.; POKER, R.; OMOTE, S. (Org.). As tecnologias nas práticas 
pedagógicas inclusivas. Marília: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura 
acadêmica, 2012. Disponível em: <www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/
as-tecnologias-nas-praticas_e-book.pdf>. Acesso em: 20 out. 2014.
PONTES, P. Especificação de requisitos para comunicabilidade em websites 
na engenharia semiótica. 108 f. Trabalho de Conclusão de Curso. Sistemas 
de Informação, Faculdade de Informática, Centro Universitário Ritter dos 
Reis, Porto Alegre, 2008. Disponível em: <www.uniritter.edu.br/graduacao/
informatica/sistemas/downloads/tcc2k8/TCC_Final_Patricia_Elisalde_
Pontes.pdf>. Acesso em: 20 out. 2014.
Resolução da atividade
O professor Claudemir destaca a importância de o profes-
sor ser agente mediador no processo da acessibilidade virtual. 
O professor deve incluir produtos culturais atuais, como a edu-
cação e a comunicação, uma vez que são de acesso do apren-
diz. O professor, em sua prática pedagógica, é um pesquisador 
permanente, portanto um eterno aprendiz. O professor deve 
rever suas metodologias e atualizá-las, incluindo os produtos 
da comunicação, da mídia. Discute então a educomunicação.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 37
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
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03
CIDADANIA NA ERA DA INFORMAÇÃO
Não encontramos na literatura um consenso sobre a defi-
nição de cidadania, mas é visível que o exercício da cidadania 
abarca direitos e deveres numa convivência em sociedade. Na 
era da informação, a complexidade da globalização1 e o avan-
ço das tecnologias de informação e comunicação contribuem 
para a relativização do conceito de cidadania. De acordo com o 
proposto pelo Ministério da Educação em 2007, a definição e o 
exercício da cidadania consistem em:
Entender a cidadania a partir da redução do ser 
humano às suas relações sociais e políticas não é 
coerente com a multidimensionalidade que nos 
caracteriza e com a complexidade das relações 
que cada um e todas as pessoas estabelecem com 
o mundo à sua volta. Deve-se buscar compreen-
der a cidadania também sob outras perspectivas, 
por exemplo, considerando a importância que o 
desenvolvimento de condições físicas, psíquicas, 
cognitivas, ideológicas, científicas e culturais 
exerce na conquista de uma vida digna e saudá-
vel para todas as pessoas.
Tal tarefa, complexa por natureza, pressupõe a 
educação de todos [...] com a intenção explícita 
de promover a cidadania pautada na democracia, 
na justiça, na igualdade, na equidade e na parti-
cipação ativa de todos os membros da sociedade 
nas decisões sobre seus rumos. (BRASIL, 2007, p. 
11-12, grifo nosso.)
1 Sobre a temática complexidade da globalização, pode-se aprofundar a compreensão com a leitura do livro de Souza Santos 
(Org., 2002), A Globalização e as Ciências Sociais. Disponível em: <www.ebah.com.br/content/ABAAABRBkAA/santos-boa-
ventura-s-org-a-globalizacao-as-ciencias-sociais>. Acesso em: 13 out. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA38
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
Pa r t e
03
Assim, a cidadania na era da informação considera o acesso 
aos recursos tecnológicos um direito de todos. Mostra-se pro-
missora na implementação e consolidação de ações inclusivas 
à rede digital. Destaca a autonomia do cidadão globalizado em 
acessar as informações e serviços da web, o direito a se comu-
nicar, armazenar e processar informações em qualquer local, 
independentemente da condição social ou financeira, das capa-
cidades física, visual e auditiva, do gênero e da idade. Segundo 
Delors, “a tensão entre o global e o local: tornar-se, aos pou-
cos, cidadão do mundo sem perder suas raízes pela participação 
ativa na vida do seu país e das comunidades de base” (DELORS, 
2001, p. 8).
A sociedade informacional tem o interesse de levantar as 
potencialidades das pessoas com deficiência e abrir-lhes o ca-
minho à acessibilidade digital por meio da utilização das di-
versas possibilidades tecnológicas. Pensar e intervir na inclusão 
sociodigital significa projetar um mundo onde a igualdade de 
direitos, a liberdade, a dignidade e o respeito às diferenças 
individuais e à diversidade humana são praticadas.
A percepção da diferença contribui para a cons-
trução da identidade e tem, por isso, um papel 
determinante na aprendizagem. Não se pode cons-
truir uma identidade senão num ambiente diverso. 
Nunca agradeceremos o suficiente aos outros por 
nos ajudarem a entender e a estruturar o que so-
mos a partir da diferença que neles percebemos. 
(GIROTO; POKER; OMOTE, 2012, p. 30)
Esperamos que a compreensão da complexidade da definição 
de cidadania na sociedade informacional atual para uma inclusão 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 39
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
Pa r t e
03
total e a plena acessibilidade nas suas diversas dimensões, atre-
ladas às experiências cotidianas dos cidadãos, seu envolvimento 
e comprometimento para com um mundo melhor, contribua para 
uma maior sistematização das práticas sobre a acessibilidade, 
o desenho universal, as tecnologias assistivas e a comunicação 
alternativa, apoiando o Brasil na construção de uma sociedade 
cada vez mais inclusiva, acessível a todas as pessoas.
Extras 
Indicamos uma entrevista sobre a temática “cidadania: in-
clusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”. Na 
entrevista, discorrem sobre o tema Patrícia Siqueira Silveira, 
auditora fiscal do trabalho, e Eugênia Augusta Gonzaga, procu-
radora regional da República. Disponível em: <www.youtube.
com/watch?v=lB2po8CdGt4>. Acesso em: 30 out. 2014.
Indicamos também a leitura do material Ética e ci-
dadania: construindo valores na escola e na sociedade, 
da Secretaria de Educação Básica, Ministério da Educação. 
Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/
materiais/0000015509.pdf>. Acesso em: 23 out. 2014.
Atividade
Tomemos como referência a citação: 
“A tensão entre o global e o local: tornar-se, aos 
poucos, cidadão do mundo sem perder suas raízes 
pela participação ativa na vida do seu país e das 
comunidades de base” (DELORS, 2001, p. 8).
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA40
ACESSIBILIDADE VIRTUAL
Pa r t e
03
De posse das informações desta aula, redija uma frase que 
traduza as ideias apresentadas na citação de Delors.
Referências 
DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. Brasília: 2010. 41 p. Dispo- 
nível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.pdf>. 
Acesso em: 20 out. 2014. Relatório para a UNESCOda Comissão Internacional 
sobre Educação para o século XXI.
GIROTO, C.; POKER, R.; OMOTE, S. (Org.). As tecnologias nas práticas 
pedagógicas inclusivas. Marília: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura 
acadêmica, 2012. Disponível em: <www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/
as-tecnologias-nas-praticas_e-book.pdf>. Acesso em: 23 out. 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Fundo 
Nacional de Desenvolvimento da Educação. Ética e cidadania: construindo 
valores na escola e na sociedade. 1. ed. Brasília: Ministério da Edu- 
cação, 2007. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/
materiais/0000015509.pdf>. Acesso em: 23 out. 2014.
SOUSA SANTOS, B (Org.). A Globalização e as Ciências Sociais. 2. ed. São Paulo: 
Cortez, 2002. Disponível em: <www.ebah.com.br/content/ABAAABRBkAA/
santos-boaventura-s-org-a-globalizacao-as-ciencias-sociais>. Acesso em: 13 
out. 2014.
Resolução da atividade
O respeito às diferenças individuais e à diversidade huma-
na é praticado. A interação entre o singular e o coletivo é uma 
premissa na sociedade informacional.
Refletir sobre a importância do 
diagnóstico nos processos de inclusão e 
apresentar a Tecnologia Assistiva.
TECNOLOGIA 
ASSISTIVA 
E A INCLUSÃO
Aula 03
Objetivos:
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TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 43
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
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01
SOBRE O DIAGNÓSTICO NA INCLUSÃO
Saber lidar com a diversidade humana implica compreen-
der os processos diagnósticos e não o diagnóstico, “porque não 
entendemos que deva ser feito em momentos específicos do tra-
tamento, e sim, que deve ser uma preocupação constante do 
profissional” (FABRICIO; CANTOS, 2011, p. 2). Desta maneira, o 
diagnóstico deve ser um processo sistemático e permanente de 
investigação e análise de hipóteses diagnósticas, com a finalida-
de primordial de evitar a discriminação, a estigmatização ou a 
rotulação da pessoa com deficiência. Todo o processo diagnóstico 
deve se sustentar na ética dos Direitos Universais do Ser Humano. 
“Uma postura diagnóstica e a observação cuidadosa do momento 
do indivíduo são pressupostos indispensáveis para construção de 
uma intervenção positiva”. (FABRICIO; CANTOS, 2011, p. 2)
O tema do diagnóstico no processo inclusivo é delicado e 
fundamental quando pensamos numa sociedade plenamente 
acessível e respeitosa da diversidade e das diferenças individuais.
[...] as diferenças entre os indivíduos, indicadas 
pelos limites, são também determinadas social-
mente, mas tais limites, quando não são produ-
tos de um delírio, tem uma base real. Quem tem 
deficiência visual, deficiência auditiva, deficiên-
cia intelectual, deficiência física, pode ter diver-
sos destinos, dependendo dos significados que a 
cultura atribui a essas deficiências; significados 
que dependem de condições sociais objetivas. 
(CROCHIK, 2012, p. 43).
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA44
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
Pa r t e
01
Quer dizer, ser deficiente, ser incapaz, está relacionado 
ao contexto sócio-histórico-cultural. Por vezes, não reconhe-
cemos que as diferenças individuais constituem aquilo que é 
o comum entre os seres humanos, somos todos digitalmente 
diferentes, uns dos outros. Por vezes, desconsideramos este de-
talhe fundamental e estruturante de cada pessoa. Saber sobre 
as diferenças individuais é considerar que cada pessoa é única 
e detentora de potencialidades singulares. Boaventura Souza 
Santos assim se expressa: “temos o direito a ser iguais quando 
a diferença nos inferioriza, e temos o direito a ser diferentes 
quando a nossa igualdade nos descaracteriza” (SANTOS, 2003 
apud SOUSA, 2011, p.1).
O diagnóstico é o início de um atendimento, que pode des-
dobrar-se num plano de tratamento, num encaminhamento. É 
no ato de debruçar-se na procura de sinais, sintomas, causas 
que o levantamento de hipóteses diagnósticas estabelece pro-
váveis prognósticos e prescreve direções de tratamento para os 
respectivos quadros particulares que singularizam o diagnóstico 
de cada pessoa.
Um processo diagnóstico satisfatório exige uma postura de 
distanciamento do seu próprio ponto de vista para considerar 
os outros pontos de vista, muitas vezes, contrários aos seus. 
Assim, o diagnóstico inclusivo sugere uma prática em equipe 
multidisciplinar e interdisciplinar, entre profissionais de diver-
sos segmentos da saúde como: psicólogo, médico, fisioterapeu-
ta, fonoaudiólogo, entre outros.
Finalmente, as práticas diagnósticas precisam ser repen-
sadas dia a dia para que os discursos não sejam abstrações de 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 45
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
Pa r t e
01
palavras vazias, sem sentido e significado, ditos de todos, que 
se revestem de padronizações limitadoras, que rotulam, e que 
excluem de maneira velada as diferenças existentes no espaço 
escolar, até mesmo na sociedade.
Extra 
A sugestão é assistir ao fime Somos Todos Diferentes 
(Taare Zameen Par, Índia, 2007), dirigido por Aamir Khan, trata 
de um assunto muito delicado e importante: a dislexia e a falta 
de conhecimento e informação do educador para observar e 
diagnosticar esses casos. Disponível em: <www.youtube.com/
watch?v=fK09tpyvEr4>. Acesso em: 4 nov. 2014.
Atividade
Sugerimos a leitura do artigo de Fernanda Rodrigues Cacciari, 
Flávia Teresa de Lima e Marli da Rocha Mernard: Ressignificando 
a prática: um caminho para a inclusão. Publicado em 2005. A ati-
vidade consiste em escrever uma síntese breve com as principais 
ideias apresentadas no artigo. Disponível em: <http://pepsic.
bvsalud.org/scielo.php?pid=S141569542005000100011&script=s
ci_arttext>. Acesso em: 30 out. 2014.
Referências 
CACCIARI, Fernanda Rodrigues; LIMA, Flávia Teresa De e BERNARDI, 
Marli da Rocha. Ressignificando a prática: um caminho para a inclusão. 
Constr. psicopedag. [online]. v. 13, n. 10. São Paulo: 2005. Disponível em: 
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
69542005000100011&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 30 out. 2014.
CROCHIK, José Leon. Educação inclusiva e preconceito: Desafios para a 
prática pedagógica. In: GALVÃO FILHO, Teófilo Alves; MIRANDA, Theresinha 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA46
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
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01
Guimarães orgs. O professor e a educação inclusiva: formação, práticas 
e lugar. Salvador: EDUFBA, 2012. Disponível em: <www.galvaofilho.net/
noticias/baixar_livro.htm>. Acesso em: 23 out. 2014.
FABRICIO, Nivea Maria de Carvalho; CANTOS, Paula Virgínia Viana. Diagnóstico-
intervenção-perspectivas: atuação da escola inclusiva. Construção 
Psicopedagógica, v 19, n. 19. São Paulo: 2011. Disponível em: <http://pepsic.
bvsalud.org/scielo.php?pid=S141569542011000200009&script=sci_arttext>. 
Acesso em: 25 out. 2014.
SOUSA,Nair Heloisa Bicalho de. Memorial de candidatura de Boaventura 
de Sousa Santos ao título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de 
Brasília. Brasilia: UnB, 2011. Disponível em: <www.boaventuradesousasantos.
pt/media/Memorial_Nair%20Heloisa%20Bicalho%20de%20Sousa_29%20
Outubro%202012.pdf>. Acesso em: 23 out. 2014.
Resolução da atividade
As autoras concluem que a instituição demanda tanta 
atenção e cuidados quanto a própria criança a ser incluída. O 
professor também merece um olhar diferenciado, pois estabe-
lece com essa criança uma relação que precisa ser cuidada. A 
atenção dispensada a todos os envolvidos institucionalmente 
resultam na melhoria do ambiente para todos que nela estão 
inseridos. A metodologia do diálogo percorreu o trabalho e se 
pode entender a complexidade das atuações subjetivas, bem 
como das relações institucionais estabelecidas. A atuação junto 
ao professor é fundamental para que a inclusão escolar aconte-
ça de forma satisfatória.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 47
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
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02
IMPACTO CAUSADO PELA 
DEFICIÊNCIA NO SER HUMANO
Saber do impacto do diagnósticosobre a pessoa com defi-
ciência é importante quando pensamos na longevidade do ser 
humano e os avanços das tecnologias de informação e comuni-
cação, quer dizer, após o diagnóstico é necessário atentar às 
Ajudas Técnicas para o planejamento de ações que considerem 
o dia a dia das pessoas, a limitação na execução das tarefas e a 
restrição na convivência em sociedade e, finalmente, o contex-
to ambiental que interfere facilitando ou dificultando a respon-
sividade da pessoa no desempenho das suas tarefas, comprome-
tendo a inclusão social.
As limitações de atividade são as dificuldades 
que o indivíduo pode ter para executar uma de-
terminada atividade. As restrições à participação 
social são os problemas que um indivíduo pode 
enfrentar ao se envolver em situações de vida. 
(FARIAS, 2005, p. 190.)
A inclusão social e educacional pautada na proposição de 
trabalhar com a diversidade cultural deve focar sua atenção e 
ação na superação das práticas educativas de exclusão, desta 
forma, vai buscar estratégias que promovam a qualidade de 
vida e a equiparação de oportunidades para todas as pessoas. 
Assim, a comunidade escolar constrói práticas educativas éti-
cas, democráticas e de respeito à cidadania.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA48
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
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02
Jacques Delors no relatório para a UNESCO (2010) destaca 
que o século XXI da Civilização do Conhecimento se alicerça:
[...] na esperança de um mundo melhor à medida 
que sabe respeitar os direitos humanos, colocar 
em prática a compreensão mútua e transformar o 
avanço do conhecimento em um instrumento, não 
de distinção, mas de promoção do gênero huma-
no. (DELORS, 2010, p. 6.)
Assim, é importante saber que a “deficiência” interfere 
no desenvolvimento e na estruturação do ser humano, especi-
ficamente nele, o si mesmo e, também na constelação e rela-
ção familiar, valer dizer que: “a informação sobre o diagnósti-
co acrescido da funcionalidade fornece um quadro mais amplo 
sobre a saúde do indivíduo” (FARIAS; BUCHALLA, 2005, p. 194).
Tomando como referência os sites: Deficientes em ação, 
Vez da voz e Espaço Psiquê1, apresentamos a seguir uma breve 
descrição das deficiências com suas características, indicadores 
mais comuns, que auxiliam no reconhecimento das mesmas:
Na Deficiência visual, que significa a diminuição da res-
posta e acuidade visual em virtude de causas hereditárias e 
adquiridas. A diminuição da resposta visual pode ser leve, mo-
derada, severa ou profunda (que compõem o grupo de visão 
subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual 
(cegueira). Verifica-se que essas especificidades da deficiência 
visual interferem no desempenho diário, seja no âmbito social 
ou escolar, de modo diverso a cada pessoa com baixa visão ou 
1 http://www.deficientesemacao.com/deficiencia-visual 
www.vezdavoz.com.br/site/deficiencia_visual.php 
http://espacopsyque.blogspot.com.br/2009/12/deficiencia-visual.html
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 49
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
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02
cega. O tempo de perda da acuidade visual se ao nascer ou 
ainda na infância, exigirá necessidades sociais e educacionais 
diferentes daquelas que perderam a visão mais tarde.
Na Deficiência física, podemos dizer que existe uma va-
riedade de fatores que interferem na mobilidade corporal e na 
coordenação motora global e fina, comprometendo o sistema 
dos movimentos físicos que compreende o sistema ósteoarticu-
lar, o sistema muscular e o sistema nervoso. As causas podem 
ser adquiridas e ou genéticas, com índices de alta incidência de 
malformações genéticas que ocasionam alterações funcionais e 
estruturais no cérebro e como consequência, levam a um parto 
com complicações, às paralisias cerebrais de grau leve, mode-
rado ou grave.
Na Deficiência intelectual, são inúmeros os fatores de ris-
co que podem ocasioná-la. O atual conceito de deficiência in-
telectual compreende limitações significativas tanto no funcio-
namento intelectual (raciocínio, aprendizagem, resolução de 
problemas) quanto no comportamento adaptativo das pessoas, 
que se expressam nas habilidades conceituais, práticas e sociais 
e ocorrem antes dos 18 anos de idade (AAIDD, 2010 – American 
Association on Intellectual and Developmental Disabilities). As 
Ajudas Técnicas ao deficiente intelectual devem ser planejadas 
como os recursos e estratégias individuais necessários para a 
promoção do desenvolvimento integral e da qualidade de vida.
Na Deficiência auditiva conhecer os fatores que a ocasio-
nam é importante, para o planejamento de ações de prevenção e 
proteção das dificuldades do surdo. Uma vez que, na deficiência 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA50
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
Pa r t e
02
auditiva, a comunicação está comprometida em diferentes 
graus, seja no reconhecimento das intenções do ouvinte e das 
regras conversacionais para estabelecer um diálogo ou transmi-
tir uma ideia. As causas mais comuns da surdez são: genéticas, 
pré-natais (como, por exemplo, rubéola, toxoplasmose, sífilis, 
medicamentos, incompatibilidade Rh), perinatais (como trauma- 
tismos de parto, falta de oxigênio) e pós-natais (como traumatis-
mos, infecções, medicamentos).
Para minimizar os impactos da deficiência sobre o ser hu-
mano, atualmente encontramos as Tecnologias Assistivas, no 
planejamento e desenvolvimento de recursos ou procedimentos 
que aumentam ou restauram a função humana.
Extras 
Para refletir sobre o impacto causado pela deficiência no 
ser humano, sugerimos alguns vídeos:
• Comercial Inclusão Social – Pessoa com deficiência.
(Disponível em: <www.youtube.com/watch?v=ANFu9gcIQho>. 
Acesso em: 4 nov. 2014.)
• Eficiente ou deficiente?
(Disponível em: <www.youtube.com/watch?v=G9xjw7Wec8I>. 
Acesso em: 4 nov. 2014.)
Além destes vídeos, sugerimos também alguns filmes con-
sagrados sobre diferentes casos de deficiência:
• Deficiência Física – Meu pé esquerdo (1989).
• Deficiência Visual – Ensaio sobre a Cegueira (2008).
• Deficiência Auditiva – Filhos do silêncio (1986).
• Deficência Intelectual – Uma Mente Brilhante (2002).
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 51
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
Pa r t e
02
Atividade
Retire do texto da ficha de estudo uma frase que apresenta 
a função comprometida em cada uma das deficiências descri-
tas: deficiência auditiva, deficiência visual, deficiência física e 
deficiência intelectual.
Referências 
Deficientes em Ação. (PORTAL). Disponível em: <www.deficientesemacao.
com/deficiencia-visual>. Acesso em: 4 nov. 2014.
DELORS, Jacques. Educação um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO 
da Comissão Internacional para a educação do século XXI. Brasília: Julho, 2010. 
Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.
pdf>. Acesso em: 13 out. 2014.
Espaço Psiquê. (BLOG). Disponível em: <http://espacopsyque.blogspot.com.
br/2009/12/deficiencia-visual.html>. Acesso em: 4 nov. 2014.
FARIAS, Norma; BUCHALLA, Cassia Maria. A classificação internacional de 
funcionalidade, incapacidade e saúde da organização mundial da saúde: 
conceitos, usos e perspectivas. 2005. Disponível em: <www.scielosp.org/pdf/
rbepid/v8n2/11.pdf>. Acesso em: 20 out. 2014.
Vez da Voz. (PORTAL) Disponível em: <www.vezdavoz.com.br/site/
deficiencia_visual.php>. Acesso em: 4 nov. 2014.
Resolução da atividade
• Deficiência Auditiva – reconhecer as intenções do ouvinte 
e as regras para conversação e transmissão de ideias;
• Deficiência Visual – diminuição da resposta visual pode ser 
leve, moderada, Severa ou profunda;
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA52
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
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02
• Deficiência Física – interfere na mobilidade corporal e na 
coordenação motora global e fina, comprometendo o sis-
tema dos movimentos físicos.
• Deficiência Intelectual – limitações no funcionamento in-
telectual (raciocínio, aprendizagem, resolução de proble-
mas) e no comportamento adaptativoda pessoa.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 53
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
Pa r t e
03
TECNOLOGIA ASSISTIVA – 
VALORIZANDO A DIVERSIDADE HUMANA
Num giro histórico pela valorização da diversidade huma-
na nos processos educativos, apresentamos a precursora Maria 
Montessori, 1870-1952, médica e educadora italiana, que se 
dedicou ao tratamento e a educação de crianças com necessi-
dades especiais, especificamente, com deficiência mental. Seu 
método pedagógico voltado à estimulação sensório-perceptiva 
e intelectual, com atividades motoras e sensoriais dirigidas 
para cada aluno. Montessori teve a preocupação em atender 
às diferenças individuais de modo a preservar a liberdade e a 
espontaneidade do aluno para que se adapte à vida social e 
desenvolva suas potencialidades integralmente.
Na atualidade destacamos a contribuição do relator 
Jacques Delors que no relatório para a UNESCO, 2010, descreve 
que o século XXI da Civilização do Conhecimento deverá supe-
rar tensões, entre elas:
A tensão entre o extraordinário desenvolvimento 
dos conhecimentos e as capacidades de assimi-
lação do homem. [...] acrescentar novas disci-
plinas, tais como o autoconhecimento e a busca 
dos meios adequados para garantir a saúde física 
e psicológica ou, ainda, a aprendizagem de maté-
rias que levem a conhecer melhor e preservar o 
meio ambiente. (DELORS, 2010 p. 9, grifo nosso.)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA54
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
Pa r t e
03
Nestas considerações, Delors ressalta o trabalho atual na 
construção da sociedade acessível a todas as pessoas calcada na 
valorização da diversidade cultural. Especificamente na edu-
cação, o trabalho com as diferenças individuais, no ambiente 
escolar, na sala de aula, deverá desenvolver ações para a emer-
gência das potencialidades e os variados ritmos de aprendiza-
gem com os alunos, sejam deficientes ou não.
Acrescentamos, neste momento, a contribuição da Tecno-
logia Assistiva – TA, que por definição dirige-se aos recursos de 
acessibilidade que atendam à pessoa com deficiência ou mo-
bilidade reduzida e limitada nas suas funções motoras, audi-
tivas, visuais ou de comunicação. Teófilo Galvão Filho (2013), 
ao refletir sobre a definição de tecnologia assistiva, declara 
que em relação às características, deve-se considerar na TA: O 
QUE, PARA QUEM e PARA QUE. O primeiro caracteriza o tipo de 
recurso tecnológico, por exemplo, um recurso de acessibilida-
de física. O segundo, caracteriza a quem se destina o recur-
so, exemplo, o usuário com limitação motora no caminhar. O 
terceiro, o PARA QUE, caracteriza a finalidade do recurso em 
auxiliar na mobilidade de determinada limitação do usuário 
em questão, para um idoso com dificuldade de locomoção será 
útil um andador que lhe proporcione segurança e autonomia 
no caminhar. Favorece deste modo, a vida independente e a 
inclusão social.
Percebe-se que os recursos das Tecnologias Assistivas 
configuram-se coerentes com a Civilização do Conhecimento, 
valorizando as diferenças individuais e reconhecendo a diver-
sidade cultural.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 55
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
Pa r t e
03
Extra 
Sugere-se a consulta ao site Assistiva – Tecnologia e 
Educação que apresenta comentários, informações e defini-
ções sobre Tecnologia Assistiva. Disponível em: <www.assistiva.
com.br/tassistiva.html>. Acesso em: 4 nov. 2014.
Atividades
Assista ao video Método Montessori (“Material sensorial”), 
sobre a aplicação dos materiais pedagógicos de Montessorianos 
ao desenvolvimento das experiências sensoriais dirigidas, a qual 
destaca a diversidade na aprendizagem em sala de aula. Em 
seguida, produza um pequeno texto que reflita sobre o traba-
lho com os materiais apresentados no vídeo. Disponível em: 
<http://www.youtube.com/watch?v=izomt9M5gw4&spfrelo
ad=1>. Acesso em: 4 nov. 2014.
Referências 
DELORS, Jacques. Educação um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO 
da Comissão Internacional para a educação do século XXI. Brasilia. Julho, 2010. 
Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.
pdf>. Acesso em: 13 out. 2014.
GALVÃO FILHO, Teófilo. A construção do conceito de tecnologia assistiva: 
alguns novos interogantes e desafios. Revista Entreideias, Salvador, v. 2, n.1, 
p. 25-42, jan/jun.2013. Disponível em: <www.planetaeducacao.com.br/
portal/artigo.asp?artigo= 2430>. Acesso em: 20 out. 2014.
SOUSA, Nair Heloisa Bicalho de. Memorial de candidatura de Boaventura 
de Sousa Santos ao título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de 
Brasília. Brasilia: UnB, 2011.Disponível em: <www.boaventuradesousasantos.
pt/media/Memorial_Nair%20Heloisa%20Bicalho%20de%20Sousa_29%20
Outubro%202012.pdf>. Acesso em: 23 out. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA56
TECNOLOGIA ASSISTIVA E A INCLUSÃO
Pa r t e
03
Resolução da atividade
Montessori partiu de um princípio básico: A Criança é ca-
paz de aprender naturalmente: Ofereça a ela um ambiente 
adequado com riqueza nos materiais e com experiências edu-
cativas. Um ambiente onde a criança possa, sem a interven-
ção inadequada do adulto, mergulhar em atividades e des-
cobertas pessoais. O ambiente deve ser preparado para que 
a criança consiga desenvolver a espontaneidade, iniciativa, 
independência. Revoluciona as práticas pedagógicas com seu 
método inovador. Sua pedagogia se sustenta em valores para 
que a criança se revelar era necessário que o educador inter-
ferisse no seu trabalho de modo adequado e oportunamente. 
As origens do desenvolvimento são internas: o desenvolvimen-
to psico-mental, se faz pela interação; o ambiente preparado 
visa nutrir o desenvolvimento mental da criança; os conceitos 
de percepção da criança são geralmente determinados pelo 
meio social e físico; a criação determina a linguagem, os con-
ceitos, as percepções e os valores individuais; a capacidade é 
determinada pela aprendizagem.
Conhecer a aplicação e compreender 
o contexto atual e a legislação das 
Tecnologias Assistivas.
TECNOLOGIA 
ASSISTIVA 
APLICADA I
Aula 04
Objetivo:
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TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 59
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
01
DESCREVENDO AS CATEGORIAS DA 
TECNOLOGIA ASSISTIVA
Vamos identificar a trajetória histórica da Tecnologia 
Assistiva – TA na busca por uma melhor conceituação. Dizemos 
que o século XXI é o auge da TA, uma vez que vai ao encontro 
do paradigma da inclusão social de potencializar a autonomia, 
independência e o empoderamento das pessoas com deficiên-
cia, mobilidade reduzida ou idosos. Em acordo à Conferência 
da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto 
3.956/2001, que define como ato discriminatório com base na 
deficiência toda diferenciação que impeça o exercício dos di-
reitos humanos e de suas liberdades fundamentais.
Outro ponto é destacar o contexto social atual, complexo, 
globalizado, tecnológico, comunicacional e as contingências 
das políticas públicas brasileiras, conferências que na luta pe-
los direitos do cidadão com deficiência têm exigido dos diversos 
arranjos sociais a acessibilidade, em todas as suas dimensões e 
para todos, nos diversos aspectos da vida do cidadão.
As pesquisadoras Patricia Rodrigues e Lynn Rosalina Alves, 
no artigo “Tecnologia Assistiva – uma revisão do tema”, discor-
rem sobre o conceito de TA, que:
remete a concepções e paradigmas diferentes ao 
longo da história, com características específicas 
a partir do referencial de cada país. Contudo, 
em todas essas variáveis podemos identificar 
como objetivo essencial a qualidade de vida, com 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA60
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
01
referência a processos que favorecem, compen-
sam, potencializam ou auxiliam habilidades ou 
funções pessoais comprometidas por algum tipo 
de deficiência ou pelo envelhecimento. (ALVES e 
RODRIGUES, 2013, p. 174)
Em complemento à buscapor uma configuração conceitual 
da TA, citamos o Programa de Inovação em TA, que atrelado ao 
Plano Viver sem Limites (2012), instigam o desenvolvimento 
de produtos, estratégias e serviços inovadores que aumentem 
a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas 
com deficiência. Também orientam uma rede de pesquisa em 
universidades públicas do país. Ainda, disponibilizam uma linha 
de crédito facilitado para aquisição de produtos. Todo cidadão 
deve conhecer a Lista Nacional de Produtos acessando o site: 
<http://assistiva.mct.gov.br>.
Podemos mencionar também a conclusão do Comitê de 
Ajudas Técnicas1 que define como sendo adequada a nomencla-
tura TA e sugere uma definição mais ampla para TA entendendo-
-a como área do conhecimento de prática multidisciplinar, vol-
tada à promoção da funcionalidade de pessoas com o objetivo 
de potencializar a autonomia, independência, qualidade de vida 
e inclusão social. Deve ser coerente aos princípios do Desenho 
Universal na composição de produtos, estratégias e serviços.
Vale citar que a Legislação Brasileira, no Decreto 3.298/99, 
reconhece que os primeiros conceitos para TA foram iniciados 
1 Comitê de Ajudas Técnicas-CAT, instituído em 2006, pela Portaria nº 142, estabelecido pelo Decreto nº 5.296/2004 no âmbito 
da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, na perspectiva de ao mesmo tempo aperfeiçoar, dar 
transparência e legitimidade ao desenvolvimento da Tecnologia Assistiva no Brasil. Ajudas Técnicas é o termo anteriormente 
utilizado para o que hoje se convencionou designar Tecnologia Assistiva.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 61
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
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a partir dos conceitos de Ajudas Técnicas. O decreto apresenta 
no seu artigo 19 a referência ao direito do cidadão às Ajudas 
Técnicas:
Consideram-se ajudas técnicas, para os efeitos 
deste Decreto, os elementos que permitem com-
pensar uma ou mais limitações funcionais moto-
ras, sensoriais ou mentais da pessoa portadora de 
deficiência, com o objetivo de permitir-lhe supe-
rar as barreiras da comunicação e da mobilidade e 
de possibilitar sua plena inclusão social. (BRASIL, 
Lei n. 3.298/99)
Acrescentam-se aqui as tecnologias para a inclusão social 
em consonância com as políticas públicas brasileiras. Refere-se 
à Tecnologia Social entendida como:
O termo “Tecnologia Social” é pensado de forma 
ampla para as diferentes camadas da sociedade. 
O adjetivo “social” não tem a pretensão de afir-
mar somente a necessidade de tecnologia para os 
pobres ou países subdesenvolvidos. Também faz 
a crítica ao modelo convencional de desenvolvi-
mento tecnológico e propõe uma lógica mais sus-
tentável e solidária de tecnologia para todas as 
camadas da sociedade. Tecnologia social implica 
participação, empoderamento e autogestão de 
seus usuários. (JESUS, 2013, p. 17)
De posse dessas informações é que se poderá ajudar a es-
tabelecer modelos para serviços e projetos de desenvolvimento 
tecnológico em nosso país. Caminhamos, então, para a aplica-
ção de Tecnologia Assistiva, a qual abrange todas as ordens do 
desempenho humano, desde as tarefas básicas de autocuidado 
até o desempenho de atividades profissionais.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA62
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
01
A TA pode ser descrita em onze categorias como:
1. auxílio para a vida diária,
2. comunicação suplementar e alternativa,
3. recursos de acessibilidade ao computador,
4. sistemas de controle de ambiente,
5. projetos arquitetônicos para acessibilidade,
6. órteses e próteses,
7. adequação postural,
8. auxílio de mobilidade,
9. auxílios para cegos ou com visão subnormal,
10. auxílios para surdos ou com déficit auditivo,
11. adaptações em veículos.
A CIF descreve as Ajudas Técnicas coerentes a ISSO 9.999:
A classificação ISSO 9.999 das Ajudas Técnicas 
define-se como ‘qualquer produto, instrumento, 
equipamento ou sistema técnico utilizado por uma 
pessoa incapacitada, especialmente produzido ou 
geralmente disponível, que se destina a prevenir, 
compensar, monitorizar, avaliar ou neutralizar a 
incapacidade’. É aceite que qualquer produto ou 
tecnologia pode ser de apoio. (vide ISSO 9.999: 
Ajudas Técnicas para pessoas com incapacidade – 
CIF, 2004, p. 157)
Finalmente, a TA está engajada em trabalhar para ampliar 
a compreensão sobre ela e as necessidades de diferentes áre-
as do conhecimento e pessoas, se envolvendo na pesquisa do 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 63
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
01
tema, visando à inter-relação de saberes em prol de efetivas 
ações transformadoras das práticas discriminatórias da socie-
dade em relação às pessoas com deficiência.
Extra 
A sugestão é a leitura do artigo de Luciana Baptista, inti-
tulado Novas tecnologias da informação e comunicação no 
contexto educacional.
O artigo, a partir de pesquisas bibliográficas, apresen-
ta como as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação 
(NTIC) se comportam no contexto educacional. Analisando seus 
pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades para o processo 
de ensino e aprendizagem apresentados. Demonstra a impor-
tância do recurso para a construção de conhecimentos e todos 
(educadores e alunos) devem se preparar para a utilização das 
NTIC no ambiente educacional. Disponível em: www.revista-
fatecjd.com.br/retc/index.php/RETC/article/view/180/pdf. 
Acesso em: 30 out. 2014.
Atividades
A partir do texto desta aula retire o nome de 4 documentos 
legais (leis, decretos etc.) que fundamentam a TA.
Referências 
BRASIL. Decreto 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a Lei n. 
7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a 
Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Publicada no Diário Oficial da 
União, de 20 de dezembro de 1999. Disponível em: <www.planalto.gov.br/
ccivil_03/decreto/d3298.htm>. Acesso em: 30 out. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA64
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
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01
BRASIL. Decreto 3.956, de 8 de outubro de 2001. Promulga a Convenção 
Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra 
as Pessoas Portadoras de Deficiência. Publicada no Diário Oficial da União, 
de 9 de outubro de 2001. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/
decreto/2001/d3956.htm>. Acesso em: 30 out. 2014.
BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Secretaria 
Nacional da Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Viver sem 
Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Brasília, 2013. 
Disponível em: <www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/
arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_0.pdf>. Acesso 
em: 30 out. 2014.
JESUS, Vanessa. Tecnologia social: breve referencial teórico e experiências 
ilustrativas. In: COSTA, Adriano(Org.).Tecnologia social e políticas públicas. São 
Paulo: Instituto Polis, Brasilia, Fundação Banco do Brasil, 2013. Disponível em: 
<www.fbb.org.br/data/files/74/F0/9D/40/74652410D7D06524BD983EA8/
Livro%20TS%20e%20Pol_ticas%20P_blicas.pdf>. Acesso em 30 out. 2014.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CIF – Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Direção-Geral da Saúde. Lisboa-
Portugal, 2004. Amélia Leitão – tradução e revisão. Disponível em: <www.inr.
pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf>. Acesso em: 1 nov. 2014.
RODRIGUES, Patricia e ALVES, Lynn Rosalina. Tecnologia Assistiva – uma revisão 
do tema. HOLOS, Ano 29, v. 6, 2013. Disponível em: <www2.ifrn.edu.br/ojs/
index.php/HOLOS/article/viewFile/1595/765>. Acesso em: 29 out. 2014.
Resolução da atividade
• Conferência da Guatemala
• Decreto 3.956/2001;
• Decreto 3.298/99 – Política nacional para a integração da 
pessoa portadora de deficiência;
• Plano Viver sem Limite;
• Comitê Ajudas Técnicas.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 65
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
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02
TECNOLOGIA ASSISTIVAAPLICADA 
À VIDA DIÁRIA
Iniciamos este conteúdo justificando que não há consenso 
entre os pesquisadores e órgãos legislativos quanto à uma única 
forma de classificar e categorizar as tecnologias assistivas.
O critério que optamos para descrever as tecnologias assis-
tivas foi pelo critério da aplicação visto na troca usuário-tec-
nologia, considerando as três qualidades: acessibilidade, usabi-
lidade e comunicabilidade. Nesse critério elegemos 11 (onze) 
categorias, sendo que nessa aula apresentaremos seis delas.
Outro aspecto relevante como proposição de aplicação sur-
ge do modelo de classificação Horizontal European Activities in 
Rehabilitation Technology (HEART), o qual propõe um foco em 
Tecnologia Assistiva, com base nos conhecimentos envolvidos 
na sua utilização. Consideram-se três componentes de plane-
jamento em Tecnologia Assistiva: técnicos, humanos e socio-
econômicos. Especificamente, neste momento, destacamos o 
componente humano:
Este grupo de componentes de formação inclui tó-
picos relacionados com o impacto causado pela de-
ficiência no ser humano. As noções adotadas pelas 
ciências biológicas, pela psicologia e pelas ciências 
sociais, podem ajudar na compreensão das transfor-
mações da pessoa, e como esta se relaciona com o 
espaço em que vive, como resultado de uma defici-
ência, e como é que a TA pode facilitar a autonomia 
dessa pessoa. (BRASIL, 2009, p. 21, grifo nosso.)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA66
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
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02
No componente humano analisa-se a limitação da defici-
ência que favoreça a reabilitação e a autonomia, aceitação e 
imagem social da TA, análise de necessidades e adequação da 
pessoa à tecnologia. Esses aspectos podem interferir no sucesso 
ou fracasso da TA.
Na aplicação de um recurso ou serviço da tecnologia de 
informação e comunicação deve-se observar que traduzam as 
melhores condições de vida, preservem a igualdade de oportu-
nidades, assegurem valores éticos socialmente desejáveis por 
parte da comunidade e que seja uma maneira de enfrentar as 
práticas excludentes e um bom caminho para uma ação que 
visa o exercício da cidadania. Na comunidade escolar, especifi-
camente, saber lidar com a diversidade e saber visualizar cada 
aluno como possuidor de competências é um desafio para a ga-
rantia de acesso e permanência na escola para todos.
Apresentamos aqui seis possíveis aplicações das tecnolo-
gias à vida diária:
1. como auxilio às atividades do cotidiano – materiais e pro-
dutos para auxílio em tarefas rotineiras, como: comer, co-
zinhar, vestir-se, tomar banho e executar cuidados pesso-
ais de higiene etc.;
2. na comunicação suplementar e alternativa – consiste de 
recursos eletrônicos ou não, que permitem a comunicação 
expressiva e receptiva das pessoas. São muito utilizadas 
as pranchas de comunicação com os símbolos PCS ou Bliss, 
além de vocalizadores e softwares dedicados para este fim;
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 67
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
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02
3. como auxílio de mobilidade – cadeiras de rodas manuais e 
motorizadas, bases móveis, andadores, scooters de 3 rodas 
e qualquer outro veículo utilizado na melhoria da mobili-
dade pessoal;
4. como auxílios para cegos ou com visão subnormal – inclui 
lupas e lentes, Braille para equipamentos com síntese de 
voz, grandes telas de impressão, sistema de TV com au-
mento para leitura de documentos e publicações;
5. como auxílios para surdos ou com déficit auditivo – auxílios 
que inclui vários equipamentos (infravermelho, FM) apa-
relhos para surdez, telefones com teclado-teletipo (TTY), 
sistemas com alerta tátil-visual, entre outros;
6. nas adaptações em veículos – acessórios e adaptações que 
possibilitam a condução do veículo, elevadores para ca-
deiras de rodas, camionetas modificadas e outros veículos 
automotores usados no transporte pessoal.
Extra
Sugerimos a leitura do material Tecnologia Assistiva nas es-
colas: Recursos básicos de acessibilidade sócio-digital para pesso-
as com deficiência, da ITS Brasil (Instituto de Tecnologia Social). 
Disponível em: <www.itsbrasil.org.br/sites/itsbrasil.w20.com.br/
files/Digite_o_texto/Cartilha_Tecnologia_Assistiva_nas_esco-
las_-_Recursos_basicos_de_acessibilidade_socio-digital_para_
pessoal_com_deficiencia.pdf>. Acesso em: 30 out. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA68
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
02
Atividade
Assista ao vídeo – Tecnologia Assistiva. A partir do que é 
exposto, retire informações importantes que relacionam-se à 
TA. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=WEF-
-PvLC_QE>. Acesso em 30 out. 2014.
Referência
BRASIL. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com 
Deficiência. Comitê de Ajudas Técnicas Tecnologia Assistiva. Tecnologia 
Assistiva. – Brasília: CORDE, 2009. Disponível em: <www.pessoacomdeficiencia.
gov.br/app/sites/default/files/publicacoes/livro-tecnologia-assistiva.pdf>. 
Acesso em 30. Out. 2014.
Resolução da atividade
O vídeo justifica de forma lúdica que a TA veio para me-
diar as relações do homem com o ambiente, e isso decorre do 
advento do desenvolvimento da tecnologia, o efeito da globali-
zação e a mudança no perfil dos alunos.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 69
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
03
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA ÀS 
HABILIDADES FÍSICAS
Nesta aula descrevemos as tecnologias aplicadas às habi-
lidades físicas, que como visto anteriormente, devem relacio-
nar os recursos e serviços da TA ao critério de aplicação, quer 
dizer, as possibilidades de propiciar uma maior independência, 
autonomia, qualidade de vida, de outra maneira, que para sua 
utilização deve atender as habilidades, as potencialidades do 
usuário incrementando assim a inclusão social.
Justifica-se o foco no aspecto social, na medida em que 
o indivíduo faz trocas e tem experiências no ambiente social 
como: a família, a escola e o trabalho. É neste ambiente de 
convivência sócio-histórico-cultural que o indivíduo se relacio-
na com pessoas e diversos grupos sociais. É no espaço interativo 
indivíduo-ambiente que é confrontado cotidianamente a resol-
ver desafios e daí extrair significados e sentidos para sua vida.
Esse aspecto está bem descrito, no documento que o modelo 
de classificação Horizontal European Activities in Rehabilitation 
Technology – HEART (BRASIL, 2009) apresenta sobre a aplicação 
da Tecnologia Assistiva. Destaca que se deve conhecer o seu 
uso e a sua utilização no ambiente de convivência social do 
usuário. O HEART considera três componentes fundamentais de 
planejamento e de produção em Tecnologia Assistiva: técnicos, 
humanos e socioeconômicos. Especificamente, neste momento, 
destacamos o componente socioeconômico:
Este grupo de componentes indica que a tecnolo-
gia afeta as interações dentro do contexto social 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA70
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
03
(pessoas, relacionamentos e impacto no usuário 
final). Os socioeconômicos também enfatizam as 
vantagens e desvantagens dos diferentes modelos 
de prestação de serviços. (BRASIL, 2009, p. 22)
O HEART (BRASIL, 2009) destaca que o componente socio-
econômico vai contemplar no planejamento as qualidades de 
acessibilidade e usabilidade do recurso ou serviço de TA, adap-
tações do local de trabalho, perspectivas na sociedade, procedi-
mentos para financiamento de TA. Lembrando que os contextos 
de vida do usuário podem ser o profissional, o escolar ou familiar.
No espaço escolar, a questão da aplicação da TA focali-
za a prática educativa facilitadora e promotora do aprender. 
“Potencializar pode ser a chave do processo, no sentido de 
ampliar as facilidades do ensino e da aprendizagem” (BARROS, 
2012, p. 211). Quer dizer, para compreender como as pesso-
as aprendem e como focar no desenvolvimento das habilidades 
pessoais do aprendiz, a descoberta de estilos de aprendizagem 
facilita esse processo. Assim, o sucessoescolar está associado 
à oferta de recursos e soluções da TA que auxiliem o aluno na 
superação de limitações funcionais no ambiente escolar.
Apresentamos nessa aula a descrição de outras cinco cate-
gorias de TA e sua aplicação:
1. Recursos de acessibilidade ao computador – equipamentos 
de entrada e saída (síntese de voz, Braille), teclados adap-
tados, auxílios alternativos de acesso (ponteiras de cabe-
ça, de luz), acionadores, softwares especiais (de reconhe-
cimento de voz);
2. Sistemas de controle de ambiente – sistemas eletrônicos 
que permitem às pessoas com limitações locomotoras con-
trolar remotamente aparelhos eletroeletrônicos, sistemas 
de segurança, entre outros, localizados em seu quarto, 
sala, escritório, casa e arredores;
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 71
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
03
3. Projetos arquitetônicos para acessibilidade – adaptações 
estruturais na casa e/ou ambiente de trabalho, através de 
rampas, elevadores, adaptações em banheiros entre ou-
tras, que eliminam ou reduzem as barreiras físicas;
4. Órteses e próteses – troca ou ajuste de partes do corpo, 
faltantes ou de funcionamento comprometido, por mem-
bros artificiais ou outros recursos ortopédicos (talas, apoios 
etc.). Incluem-se os protéticos para auxiliar nos déficits ou 
limitações cognitivas, como os gravadores de fita magnéti-
ca ou digital que funcionam como lembretes instantâneos.
5. Adequação postural – adaptações para cadeira de rodas ou 
outro sistema de sentar, visando o conforto e distribuição 
adequada da pressão na superfície da pele (almofadas es-
peciais, assentos e encostos anatômicos), bem como po-
sicionadores e contentores que propiciam maior e melhor 
estabilidade e postura adequada do corpo através do su-
porte e posicionamento de tronco/cabeça/membros.
Extras 
A sugestão é a consulta às seguintes fontes:
• Site: Assistiva – Tecnologia e Educação, de Mara Lucia 
Sortoretto, e Rita Bersch (2014). 
(Disponível em: <www.assistiva.com.br/tassistiva.html>. 
Acesso em: 30 out. 2014.)
• Texto: Design e Avaliaçao de Tecnologia Web-acessível, de 
Amanda Melo, e Maria Cecilia C. Baranauskas, apresentado 
no XXV Congresso da Sociedade Brasileira de Computação. 
UNISINOS, São Leopoldo. RS. 
(Disponível em: <www.lbd.dcc.ufmg.br/colecoes/jai/2005/006.pdf>. 
Acesso em: 30 out. 2014.)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA72
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA I
Pa r t e
03
Atividade
É necessário conhecer o ambiente escolar para que a TA 
auxilie as práticas educativas como facilitadora e promotora 
do aprender. A TA participa como potencializadora do processo 
do aprender. Quais as perguntas iniciais que devemos fazer ao 
ambiente escolar, a fim de identificar a TA adequada?
Referências 
BARROS, Daniela. Estilos de aprendizagem e uso de tecnologias na 
formação de professores para a prática pedagógica inclusiva valorizando as 
competências individuais. In: GIROTO, Claudia; POKER, Rosimar e OMOTE, 
Sadao (Orgs.). As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas. Marília: 
Oficina Universitária. São Paulo: Cultura acadêmica, 2012. Disponível em: 
<www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/as-tecnologias-nas-praticas_e-
book.pdf>. Acesso em: 20 out. 2014.
BRASIL. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa 
com Deficiência. Comitê de Ajudas Técnicas Tecnologia Assistiva. 
Tecnologia Assistiva. Brasília: CORDE, 2009. 138 p. Disponível em: <www.
pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/publicacoes/livro-
tecnologia-assistiva.pdf>. Acesso em: 30 out. 2014.
Resolução da atividade
Perguntas básicas:
1. Quem é o aluno ? (por exemplo, deficiência física)
2. Quais são as barreiras que limitam sua aprendizagem? (por 
exemplo, limitações motoras)
3. Que recursos a escola tem para minimizar as barreiras ? 
(TA disponíveis na escola)
4. Que novos recursos podem ser construídos que vão facili-
tar a aprendizagem ? (planejamento e produção de TA)
Refletir sobre os pressupostos do 
paradigma da inclusão e conhecer a 
aplicação da Tecnologia Assistiva.
TECNOLOGIA 
ASSISTIVA 
APLICADA II
Aula 05
Objetivos:
Ja
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TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 75
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
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SOB O PARADIGMA 
DA INCLUSÃO PSICOSSOCIAL
Esta aula busca refletir sob a égide do paradigma da inclu-
são psicossocial, seus alicerces e alavancas como: as diferenças 
e a diversidade. Falar em evolução e progresso, atualmente, 
implica em um respeitar as diferenças individuais e a diversida-
de cultural. Vivemos numa sociedade que busca a inclusão psi-
cossocial que envolve dimensões políticas, sociais e educacio-
nais e seus desdobramentos no ambiente imediato do cidadão 
e nos ambientes do entorno. Trata-se aqui de questões próprias 
aos Direitos Humanos Universais e ao pleno exercício da cida-
dania. Complementando, a conceituação de Direitos Humanos 
de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade, 
Incapacidade e Saúde (CIF):
Direitos Humanos
Desfrutar de todos os direitos nacional e inter-
nacionalmente reconhecidos que são atribuídos 
às pessoas pelo simples facto da sua condição 
humana, tais como, os direitos humanos reco-
nhecidos pela Declaração Universal dos Direitos 
Humanos das Nações Unidas (1948) e as Normas 
Padronizadas para a Igualdade de Oportunidades 
para Pessoas com Incapacidades (1993); o direito 
à autodeterminação ou autonomia; e o direito de 
controlar o próprio destino. (OMS, 2004, p. 150)
É essencial uma atitude compreensiva do contexto sócio-
-histórico-ambiental que engendra o paradigma psicossocial. 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA76
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
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Para que possamos assumir um posicionamento 
mais crítico e construtivo em relação à inclusão 
numa perspectiva psicossocial e as modificações 
que se atrelam a ela, precisamos conhecer o que 
está sendo proposto. (MINETTO, 2008, p. 17). 
A informação, os recursos e o conhecimento proporcionam 
um pensamento crítico-reflexivo e apontam na direção de outra 
atitude frente às pessoas com deficiência, mobilidade reduzida 
ou idosos. Refere-se aqui à postura adotada coerente com a 
acessibilidade atitudinal.
Nesse contexto identificamos outra postura, um outro es-
tilo de vida, um pensar e intervir, do/no século XXI. O clima 
ambiental promove muitos dispositivos legais para o movimento 
inclusivo psicossocial. Um dos dispositivos fundamentais apre-
sentado por SASSAKI (2007), como sendo a semente da inclu-
são, a Disabled People International (DPI), Organização Não 
Governamental dirigida por pessoas com deficiência, define em 
sua Declaração de Princípios de 1981, o conceito de equipara-
ção de oportunidades, que era, em parte, o seguinte:
O processo mediante o qual os sistemas gerais da 
sociedade, tais como o meio físico, a habilitação 
e transporte, os serviços sociais e de saúde, as 
oportunidades de educação e trabalho, e a vida 
cultural e social, incluídas as instalações esporti-
vas e de recreação, é feito acessível para todos. 
Isto inclui a remoção de barreiras que impedem 
a plena participação das pessoas deficientes em 
todas estas áreas, permitindo-lhe assim alcançar 
uma qualidade de vida igual à de outras pessoas. 
(SASSAKI, 1997, p. 39)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 77
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
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01
Conhecer os dispositivos legais atuais e históricos volta-
dos aos processos inclusivos, o conceito de inclusão e a sua 
forma normatizadora significa saber que, como toda relação 
social, a inclusão é pautada em direitos e deveres que cons-
troem a cidadania participativa e transformadora da realidade 
sócio-histórica-cultural.
A inclusão social e educacional ainda no século XXI depara-
-se com grandes obstáculos, uma vez que a sociedade não está 
preparada para os desafios implícitos ao processo de inclusão. 
Entre eles, o estranhamento é o mais difícil de ser percebido 
e vencidopor todos. O estranhamento é uma reação humana 
às novidades que permeiam as inter-relações, portanto, podem 
aparecer nas relações pessoais a qualquer tempo e momento.
A estabilidade é algo que buscamos frequente-
mente, pois ela nos dá segurança. Quanto mais 
conhecemos determinado fato ou assunto, mais 
nos sentimos seguros diante dele. O novo gera 
insegurança e instabilidade, exigindo reorgani-
zação, mudança. É comum sermos resistentes ao 
que nos desestabiliza. Sem dúvida, as ideias inclu-
sivas causaram muita desestabilidade e resistên-
cia. (MINETTO, 2008, p. 17).
Aqui tratamos de uma das dimensões de acessibilidade 
que acredita-se ser essencial e determinante à inclusão psi-
cossocial: a acessibilidade atitudinal. Na relação custo/bene-
fício de acessibilidade, tem o menor custo financeiro e o maior 
benefício, pois está na raiz da diversidade humana. Depende 
tão somente da atitude, da postura pessoal de cada um de 
nós, ninguém fará isso por você. Conceitua-se atitude como a 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA78
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
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01
manifestação de um ponto de vista interno aplicado no meio 
externo, quer dizer, reflete os comportamentos e ações de cada 
indivíduo frente às outras pessoas e situações do seu ambiente.
Extra 
O filme Entre os Muros da Escola, do diretor Laurent 
Cantet, é baseado em situações reais vividas por um professor 
e seus alunos. A escola está localizada na periferia de Paris e o 
perfil do alunado é diverso.
A trama discute o choque entre as diferentes culturas na 
comunidade escolar, aborda as dificuldades na relação profes-
sor-aluno e abre diálogos fundamentais entre os personagens. O 
filme nos convoca a responsividade frente à diversidade, e apon-
ta para uma reflexão importante: como nós nos posicionamos 
frente às barreiras atitudinais do preconceito, da arrogância e 
do egoísmo que impedem a verdadeira inclusão psicossocial?
Atividade
Assista ao filme Entre os Muros da Escola e em segui-
da relacione-o com os principais conceitos da Acessibilidade 
Atitudinal, num breve texto de até 10 linhas.
Referências 
MINETTO, Maria de Fátima. Currículo na educação inclusiva: entendendo 
esse desafio. Curitiba: IBPEX, 2008.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CIF – Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Direção-Geral da Saúde. Lisboa-
Portugal, 2004. Amélia Leitão – tradução e revisão. Disponível em: <www.inr.
pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf>. Acesso em: 1 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 79
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
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SASSAKI, Romeu. Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: 
WVA, 1997.
_____. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 7. ed. Rio de 
Janeiro: WVA, 2007.
Resolução da atividade
O filme retrata as relações intra e interpessoais do cotidia-
no de muitas escolas, que pode nos remeter inclusive à realidade 
das escolas brasileiras. Retrata nos diálogos entre os persona-
gens as ambiguidades inter e intrapessoais frente às diferenças, 
quer dizer, revela os amores e os ódios humanos, as qualidades 
e os defeitos, a natureza boa e má das pessoas, quer seja aluno 
ou professor. Retrata de maneira brilhante as mazelas e con-
tradições sociais que engendram a convivência grupal, na lida 
com as hierarquias, a liderança, a autoridade, as tarefas em 
grupo. Finalmente, revela as barreiras nas atitudes das pesso-
as em aceitar a diversidade e as diferenças individuais, marca 
a necessidade de normatizar os comportamentos estabelecen-
do critérios de normalidade para uma convivência entre iguais. 
Esquecem o principal propósito da acessibilidade atitudinal que 
é aceitar a diferença, a singularidade constituinte das pessoas e 
respeitar os direitos iguais de todos os cidadãos.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA80
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
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TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA AOS 
RECURSOS AMBIENTAIS
Refletir sobre as tecnologias assistivas aplicadas aos recur-
sos ambientais remete-nos aos impactos ambientais que envol-
vem o ambiente imediato do indivíduo e o ambiente no entorno 
de todas as pessoas e seus grupos sociais.
O espaço ambiental constitui-se do ambiente físico, social 
e atitudinal no qual as pessoas convivem desde o nascimento 
ao longo de toda a vida e o modo como são reconhecidas e se 
sentem pertencentes ao grupo. As TAs integram, interagem, e 
fazem continente ao estabelecimento da acessibilidade no am-
biente a todos os indivíduos.
Compreende-se que os fatores ambientais são de natureza 
externa ao indivíduo, e podem exercer uma influência favo-
rável ou desfavorável ao desenvolvimento e a inclusão psicos-
social. Especificamente, na escola, os fatores ambientais im-
pactam e podem interferir no aproveitamento, desempenho e 
relacionamento intra e interpessoal daqueles que transitam no 
espaço escolar, professores, pais, alunos, diretor, merendeiro, 
bibliotecário, terceirizado, dentre outros.
A CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade, 
Incapacidade e Saúde apresenta os fatores ambientais referen-
dados por dois níveis específicos:
(1) Os Fatores Ambientais estão organizados na 
classificação tendo em vista dois níveis distintos:
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 81
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
Pa r t e
02
(a) Individual – no ambiente imediato do indi-
víduo, englobando espaços como o domicílio, o 
local de trabalho e a escola. Esse nível inclui as 
características físicas e materiais do ambiente em 
que o indivíduo se encontra, bem como o contato 
direto com outros indivíduos, tais como, família, 
conhecidos, colegas e estranhos.
(b) Social – estruturas sociais formais e informais, 
serviços e regras de conduta ou sistemas na comu-
nidade ou cultura que têm um impacto sobre os 
indivíduos. Esse nível inclui organizações e servi-
ços relacionados com o trabalho, com atividades 
na comunidade, com organismos governamentais, 
serviços de comunicação e de transporte e redes 
sociais informais, bem como, leis, regulamentos, 
regras formais e informais, atitudes e ideologias.
(2) Os Fatores Ambientais interagem com os com-
ponentes das Funções e Estruturas do Corpo e as 
Atividades e a Participação. Para cada componen-
te, a natureza e a extensão dessa interação podem 
ser mais bem definidas com base nos resultados 
de trabalhos científicos a desenvolver no futuro. A 
incapacidade é caracterizada como o resultado de 
uma relação complexa entre a condição de saúde 
do indivíduo e os fatores pessoais, com os fatores 
externos que representam as circunstâncias nas 
quais o indivíduo vive. Assim, diferentes ambien-
tes podem ter um impacto distinto sobre o mes-
mo indivíduo com uma determinada condição de 
saúde. Um ambiente com barreiras, ou sem facili-
tadores, vai restringir o desempenho do indivíduo; 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA82
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
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outros ambientes mais facilitadores podem me-
lhorar esse desempenho. A sociedade pode limitar 
o desempenho de um indivíduo criando barreiras 
(e.g. prédios inacessíveis) ou não fornecendo faci-
litadores (e.g. indisponibilidade de dispositivos de 
auxílio). (OMS, 2004, p.19, grifo nosso.)
Os fatores ambientais vão ao encontro, e devem se interagir 
e integrarem-se a acessibilidade nas suas dimensões: arquite-
tônica, comunicacional, instrumental, atitudinal, metodológica 
e programática. Conceitua-se aqui as TAs como área do conhe-
cimento, que com seus recursos e serviços instrumentaliza as 
pessoas com deficiência para sua autonomia e empoderamento, 
para seu pleno exercício de cidadania e para a conquista da 
inclusão psicossocial.
Apresentamos nesse grupo as possíveis aplicações de TA 
como dispositivos de auxílio ambiental, seja pessoal ou para a 
vida coletiva:
• nos ambientes íntimos adaptados como quartos de dormir 
e banheiro;
• facilitadores na mobilidade pessoal como as cadeiras de ro-
das manuais e motorizadas, osmais variados tipos de anda-
dores para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;
• no ambiente do entorno do indivíduo levantamos as adap-
tações nos veículos, como acessórios e adaptações que 
possibilitam a condução do veículo, elevadores para ca-
deiras de roda e camionetas modificadas e outros veículos 
automotores usados no transporte pessoal;
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 83
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
Pa r t e
02
• no ambiente natural e de mudanças feitas pelo homem, 
como a geografia física, clima, flora e fauna;
• na comunicação suplementar e alternativa que consiste de 
recursos eletrônicos ou não, que permitem a comunica-
ção expressiva e receptiva das pessoas. São muito utiliza-
das as pranchas de comunicação com os símbolos PCS ou 
Bliss, além de vocalizadores e softwares dirigidos para esta 
finalidade.
Extra
O documentário nacional Pro dia nascer feliz, dirigido por 
João Jardim, tem o foco central no ambiente individual e social 
e seus efeitos ao indivíduo e ao grupo social. Especificamente, 
mostra o cotidiano de escolas de três estados brasileiros e as 
relações entre professores e alunos circunscritas no ambiente 
educacional, bem como seus comportamentos. Expõe o cotidia-
no da desigualdade, da discriminação, da violência, quer dizer, 
aponta para a complexidade ambiental que envolve a vida pes-
soal e coletiva entre as pessoas. O documentário pode ser aces-
sado pelo link: <www.youtube.com/watch?v=g5W7mfOvqmU>. 
Acesso em: 7 nov. 2014.
Atividade
Ao assistir o documentário Pro dia nascer feliz, verifica-
mos que a ausência de fatores ambientais, essenciais na vida in-
dividual e social dos alunos e professores, interfere no sucesso 
das relações, do desempenho e do aproveitamento escolar com 
reflexos na formação profissional.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA84
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
Pa r t e
02
Apresente sua análise reflexiva, num texto, com o máximo 
de 05 linhas, sobre os efeitos da ausência de fatores ambientais 
na escola.
Referências 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CIF – Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Direção-Geral da Saúde. Lisboa-
Portugal, 2004. Amélia Leitão – tradução e revisão. Disponível em: <www.inr.
pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf>. Acesso em: 1 nov. 2014.
Resolução da atividade
O documentário Pro dia nascer feliz mostra a diferença 
entre os ambientes das escolas particulares e públicas e os 
efeitos da desigualdade social na educação dos adolescentes e 
o drama vivenciado pelos professores. Desde as precárias con-
dições físicas das escolas, o desinteresse dos alunos pelo apren-
der, os péssimos salários dos professores das escolas públicas, 
retrata a banalização da educação nacional, do ambiente social 
no entorno dos alunos e professores.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 85
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
Pa r t e
03
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA AO 
ESPORTE E LAZER
Estudar as TAs aplicadas ao esporte e lazer é considerar seu 
âmbito de aplicação que envolve atividades básicas da convi-
vência social organizada distanciadas das atividades essenciais 
familiares, assim, constituem atividades aplicadas à vida comu-
nitária, social e cívica.
Recreação e lazer participar em qualquer forma 
de jogos, atividade recreativa ou de lazer, como 
por exemplo, jogos ou desportos informais ou or-
ganizados, programas de exercício físico, relaxa-
mento, diversão, ir a galerias de arte, museus, 
cinema ou teatro; participar em trabalhos artesa-
nais ou ocupar-se em passatempos, ler por prazer, 
tocar instrumentos musicais; fazer excursões, tu-
rismo e viajar por prazer. (OMS, 2004, p. 149)
Para o planejamento, execução e avaliação dos recursos 
e serviços da TA ao esporte e lazer, usam-se balizadores de 
funcionalidade, que são: as limitações da atividade e as res-
trições na participação eliminando barreiras discriminatórias 
da sociedade em relação às pessoas com deficiência, mobilida-
de reduzida ou idosas. Alinhada a essas ideias, as Tecnologias 
Assistivas contribuem no enfrentamento dos desafios e na reso-
lução de problemas com vistas a atuar de forma cidadã, ética e 
responsável em sua comunidade e na sociedade.
Esses balizadores são conceituados na CIF – Classificação 
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, da 
Organização Mundial da Saúde (2004, p. 187), sendo que:
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA86
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
Pa r t e
03
Atividade é a execução de uma tarefa ou ação por 
um indivíduo. Ela representa a perspectiva indivi-
dual da funcionalidade.
Limitações da atividade
 
são dificuldades que um 
indivíduo pode ter na execução das atividades. 
Uma limitação da atividade pode variar de um 
desvio leve a grave em termos da quantidade ou 
da qualidade na execução da atividade comparada 
com a maneira ou a extensão esperada em pessoas 
sem essa condição de saúde.
Participação é o envolvimento de um indivíduo 
numa situação da vida real. Ela representa a pers-
pectiva social da funcionalidade.
Restrições na participação são problemas que um 
indivíduo pode enfrentar quando está envolvido 
em situações da vida real. A presença da restrição 
de participação é determinada pela comparação 
entre a participação individual com aquela espe-
rada de um indivíduo sem deficiência naquela cul-
tura ou sociedade.
Apresentamos neste grupo as possíveis aplicações de TA 
como dispositivos ao esporte e lazer:
• apoios e relacionamentos com pares, colegas, pessoas em 
posição de autoridade e animais domesticados;
• vida comunitária em todos os aspectos da vida social em 
comunidade, como, vínculos com associações esportivas, 
beneficentes e clubes profissionais;
• nas atividades desportivas a participação em jogos 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 87
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
Pa r t e
03
colaborativos e competitivos ou de atletismo, organizados 
informal ou formalmente, sozinho ou em grupo, como por 
exemplo, atividades de ginástica, tênis de mesa, basquete 
e nado sincronizado;
• participação em jogos com regras ou jogos sem regras, que 
podem ser “livres” e a recreação espontânea ou dirigida, 
como por exemplo, jogos de roda, jogo de xadrez, corrida 
do saco, brincadeiras, jogos de tabuleiro e pular corda.
Extra
A sugestão é navegar no site da Secretaria Nacional de 
Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e conhecer as 
propostas voltadas às politicas públicas no Esporte, Cultura e 
Lazer. Disponível em: <www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/
node/518>. Acesso em: 6 nov. 2014.
Atividade
Consulte o texto As modalidades paraolímpicas, da autora 
Ana França, no qual ela indica os critérios paraolímpicos e a 
lista do quadro de modalidades esportivas. Selecione os crité-
rios de classificação dos atletas para as categorias esportivas. 
Disponível em: <http://esporte.hsw.uol.com.br/jogos-parao-
limpicos3.htm>. Acesso em: 6 nov. 2014.
Referências 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CIF – Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Direção-Geral da Saúde. Lisboa-
Portugal, 2004. Amélia Leitão – tradução e revisão. Disponível em: <www.inr.
pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf>. Acesso em: 1 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA88
TECNOLOGIA ASSISTIVA APLICADA II
Pa r t e
03
Resolução da atividade
Conforme o Movimento Paraolímpico Internacional, os 
atletas podem ser classificados em seis grupos:
• amputados;
• paralisados cerebrais;
• deficientes visuais;
• lesionados na medula espinhal;
• deficientes mentais;
• les autres (inclui todos os atletas com alguma defi-
ciência de mobilidade e que não se enquadram nos 
demais grupos)
Além desses critérios, o atleta ainda é classificado de 
acordo com os critérios próprios de cada modalidade, segundo 
suas habilidades funcionais e desempenho.
Conhecer as premissas que organizam a 
CIF e o Desenho Universal.
CONHECENDO A CIF – 
CLASSIFICAÇÃOINTERNACIONAL 
 DE FUNCIONALIDADE, 
INCAPACIDADE E SAÚDE 
E O DESENHO UNIVERSAL
Aula 06
Objetivo:
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TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 91
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
01
MODELOS CONCEITUAIS – MÉDICO E SOCIAL 
A sociedade inclusiva do século XXI, pautada no exercício 
pleno da cidadania, abre-se para as pessoas com deficiência a 
fim de que conquistem uma vida independente. Dessa maneira, 
a compreensão do conceito e a classificação de “deficiência” 
estão pautadas em um modelo denominado psicossocial.
A TA se alinha perfeitamente a essa conceituação, uma vez 
que funciona como Ajuda Técnica, como recurso-chave pelo qual 
as pessoas com deficiência têm equiparadas as oportunidades, a 
fim de conquistar um estilo de vida independente, autônomo, no 
qual tenham a liberdade para escolher e arcar com as consequên-
cias em todos os aspectos da vida social, familiar e profissional.
Historicamente, a legislação que referendou o direito à 
igualdade de oportunidades se deu no ano 2000, na Lei 10.098, 
regulamentada pelo Decreto 5.296/2004 que aprovou a criação 
do Comitê de Ajudas Técnicas “com a finalidade principal de 
propor a criação de políticas públicas, aos órgãos competen-
tes, relacionadas com o desenvolvimento e uso de Tecnologia 
Assistiva” (BRASIL, 2009, p. 11). A Tecnologia Assistiva, ante-
riormente, era chamada de Ajuda Técnica.
Nessa retrospectiva, em torno dos anos de 1976-1980, a 
Organização Mundial da Saúde (OMS), preocupada com os vários 
aspectos e estados da saúde, busca um sistema de classifica-
ção às “deficiências” e propõe a Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), tendo como baliza-
dor os componentes da funcionalidade e das atividades desen-
volvidas pela pessoa que tem alterações em seu desempenho 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA92
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
01
da estrutura do corpo próprio e público. A funcionalidade e a 
incapacidade da pessoa são determinadas pelos fatores am-
bientais, individuais e sociais, que dizem respeito à pessoa e 
ao seu entorno.
A CIF, de acordo com Farias e Buchalla (2005), parte de 
uma referência biopsicossocial de leitura da “deficiência” que 
integra os componentes de saúde nos níveis corporais e sociais, 
ou seja, na classificação da pessoa com deficiência desconside-
ra o modelo biomédico
baseado no diagnóstico etiológico da disfunção, 
evoluindo para um modelo que incorpora as três 
dimensões: a biomédica, a psicológica (dimensão 
individual) e a social. Nesse modelo cada nível 
age sobre e sofre a ação dos demais, sendo todos 
influenciados pelos fatores ambientais. (FARIAS; 
BUCHALLA, 2005, p. 189)
Veja como esses mesmos autores descrevem em esquema 
as interações entre as dimensões:
Figura 1 – Interação entre os componentes da CIF. Adaptação: OMS (2003)
Condição de saúde
(transtorno ou doença)
Funções e
estruturas do corpo
Fatores
ambientais
Fatores
pessoais
ParticipaçãoAtividades
(FARIAS; BUCHALLA, 2005, p. 190).
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 93
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
01
Historicamente, a “deficiência” foi definida e classificada 
sob a égide do modelo médico que considerava as limitações 
da pessoa como consequências intrínsecas ao corpo deficiente. 
Atualmente, as limitações da atividade e restrições na partici-
pação da pessoa com deficiência articulam-se ao seu ambiente 
imediato e ao seu entorno, considera o contexto sócio-históri-
co-cultural, portanto a abordagem biopsicossocial, multifato-
rial proposta pela CIF e adotada na OMS é o modelo social ou 
psicossocial. A CIF distingue os modelos conceituais médico e 
social:
MODELO MÉDICO – considera a incapacidade como 
um problema de pessoa, causado diretamente 
pela doença, traumas ou outro problema de saú-
de, que requer assistência médica sob forma de 
tratamento individual por profissionais. Os cuida-
dos em relação à incapacidade tem por objetivo 
a cura ou a adaptação do indivíduo e mudança de 
comportamento. A assistência médica é conside-
rada como a questão principal e, a nível político, 
a principal resposta é a modificação ou reforma da 
política de saúde. (CIF, 2004, p. 21, grifo nosso.)
MODELO SOCIAL – incapacidade, por sua vez, 
considera a questão como um problema criado 
pela sociedade e como uma questão de integra-
ção plena do indivíduo na sociedade. A incapa-
cidade não é um atributo de um indivíduo, mas 
sim um conjunto complexo de condições, muitas 
das quais criadas pelo ambiente social. Assim, a 
solução do problema requer uma ação social e é 
da responsabilidade coletiva da sociedade fazer 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA94
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
01
as modificações ambientais necessárias para a 
participação plena das pessoas com incapacidade 
em todas as áreas da vida social. Portanto, é uma 
questão atitudinal ou ideológica que requer 
mudanças sociais que, a nível político se trans-
formem numa questão de direitos humanos. De 
acordo com este modelo, a incapacidade é uma 
questão política. (CIF, 2004, p. 21-22, grifo nosso.)
De posse dessas informações, é possível apresentar à pes-
soa com deficiência um diagnóstico funcional e planejar a TA 
adequada que fortaleça e favoreça a vida independente e o de-
senvolvimento das potencialidades da pessoa com deficiência, 
mobilidade reduzida ou idosa.
Extra
Sugerimos assistir ao filme Lutando contra o destino, diri-
gido por Andy Wolk, 2005. O roteiro do filme baseia-se em fatos 
da vida real. O drama gira em torno da personagem principal – 
Marilyn Gambrell. O enredo descreve os obstáculos vividos por 
Marilyn para implantar um programa de autoajuda com vistas 
a treinar o autocontrole e fortalecer a autoestima de crianças 
em idade escolar cujos pais estão presos. O desejo de Marilyn 
é que as crianças possam fazer escolhas na vida diferente das 
escolhas feitas por seus pais.
Atividade
“Conhecer a aplicação da CIF na abordagem da “deficiên-
cia” psicossocial e nos critérios de aplicação, funcionalidade e 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 95
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
01
restrições de participação”. Em poucas palavras, construa um 
texto identificando esses aspectos no estudo de caso apresen-
tado abaixo:
QUEIXA PRINCIPAL
-Desequilíbrio e Instabilidade 
na Marcha
RFC CID(AVCH)
ESTRUTURA E FUNÇÃO
CORPORAL
-Cérebro (s1100.370)
-Hemiparesia (b7302.2)
-Hiperlonia Esquerda (b7352.2)
-Hiper-reflexia Esquerda (b7502.2)
-Desiquilíbrio (b2351.2)
-Diminuição de ADM (b7101.3)
FATORES PESSOAIS
-Sente-se desanimado sobre seu 
futuro.
45 anos, do lar
FATORES AMBIENTAIS
-Faz uso de medicamentos 
(e1101+3)
-Faz uso de bengala para locomo-
ção (e1201+4)
ATIVIDADES
-Sensação de cansaço durante
o dia (d2301.13)
-Não realiza perfeitamente a
limpeza de casa(d6402.24)
-Dificuldade para se deslocar 
dentro e
fora de casa (d465.14)
-Dificuldade em realizar 
movimentos finos
com a mão (d440.22)
PARTICIPAÇÃO
-Dificuldade em participar
de eventos sociais (missa) 
(d9300.14)
-Impossibilidade de 
realizar
atividades artesanais (pin-
tura, crochê) (d9203.23)
RESTRIÇÕES
(OLIVEIRA; SILVEIRA, 2011, p. 657)
Referências 
BRASIL. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com 
Deficiência. Comitê de Ajudas Técnicas. Tecnologia Assistiva. Brasília: 
CORDE, 2009. p. 138. Disponível em <www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/
sites/default/files/publicacoes/livro-tecnologia-assistiva.pdf>. Acesso em: 3 
nov. 2014.
FARIAS, Norma; BUCHALLA,Cassia. A Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da Organização Mundial da Saúde: 
conceitos, usos e perspectivas. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 8, 
n. 2, São Paulo, Jun. 2005. Disponível em: <www.scielosp.org/pdf/rbepid/
v8n2/11.pdf>. Acesso em: 3 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA96
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
01
OLIVEIRA, Ana Irene Costa de; SILVEIRA, Katyana Rocha Mendes da. Utilização 
da CIF em Pacientes com Sequelas de AVC. Rev Neurocienc, 2011; 19(4):653-
662. Disponível em: <www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2011/
RN1904/relato%20de%20caso%2019%2004/561%20relato%20de%20caso.pdf>. 
Acesso em: 26 nov. 2014.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CIF – Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Direção-Geral da Saúde. Lisboa, 
Portugal, 2004. Tradução e revisão de Amélia Leitão. Disponível em: <www.
inr.pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf>. Acesso em: 1 nov. 2014.
Resolução da atividade
A avaliação considera a abordagem biopsicossocial da CIF 
nos fatores individuais e coletivos, voltada à saúde integral 
do ser humano. Aborda a compreensão da “deficiência” numa 
visão contextualizada e possibilita uma ação que atende e res-
ponsabiliza o indivíduo e o grupo.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 97
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
02
APRENDENDO COM O DESENHO UNIVERSAL
O Desenho Universal, atrelado aos demais dispositivos le-
gais à acessibilidade, mostra-se coerente com a abordagem 
biopsicossocial da “deficiência”, entendida como um problema 
nas funções do corpo1 ou nas suas estruturas do corpo2, tais 
como um desvio significativo ou uma perda. Assim, a conceitu-
ação de Desenho Universal contempla a diversidade e o “bem-
-estar”3 do ser humano.
O conceito de Desenho Universal do Instituto Nacional de 
Reabilitação, descrito a seguir, visa à concepção de objetos, 
equipamentos e estruturas do meio físico destinados a ser uti-
lizados por todas as pessoas indiscriminadamente. Seu fun-
damento é simplificar a vida de todos, tornando os produtos, 
estruturas, a comunicação e o meio edificado utilizáveis pelo 
maior número de pessoas possível, a baixo custo ou sem custos 
extras, para que todas as pessoas possam integrar-se totalmen-
te numa sociedade inclusiva.
Desenho Universal: O conceito de desenho uni-
versal se propõe a gerar ambientes, serviços, 
programas e tecnologias acessíveis, utilizáveis 
equitativamente, de forma segura e autônoma 
por todas as pessoas – na maior extensão possível 
1 Funções do corpo são as funções fisiológicas dos sistemas orgânicos, incluindo as funções psicológicas. “Corpo” refere-se ao or-
ganismo humano como um todo e, portanto, inclui o cérebro. Assim, as funções mentais (ou psicológicas) são consideradas parte 
das funções do corpo. O padrão para essas funções é a norma estatística para a população humana. (CIF, 2004, p.186)
2 Estruturas do corpo são as partes estruturais ou anatômicas do corpo, tais como órgãos, membros e seus componentes 
classificados de acordo com os sistemas orgânicos. O padrão para essas estruturas é a norma estatística para a população 
humana. (CIF, 2004, p.187)
3 Bem-estar é um termo geral que engloba o universo total dos domínios da vida humana, incluindo os aspectos físicos, men-
tais e sociais, que compõem o que pode ser chamado de uma “vida boa”. Os domínios da saúde são um subconjunto dos do-
mínios que compõem o universo total da vida humana. Esta relação é apresentada no seguinte diagrama que representa o 
bem-estar. (CIF, 2004, p.185)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA98
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
02
– sem que precisem ser adaptados ou readaptados 
especificamente. O desenho universal engloba e 
avança conceitualmente em relação à acessibili-
dade e às ajudas técnicas. O propósito do dese-
nho universal é atender às diversas necessidades 
e viabilizar a participação social e o acesso a bens 
e serviços à maior gama possível de usuários, con-
tribuindo para que pessoas impedidas de interagir 
com a sociedade passem a fazê-lo. (ASSEMBLEIA 
LEGISLATIVA DO RS, 2011, p. 7)
A realização de um projeto em Desenho Universal obedece 
a sete princípios básicos:
1. Uso equiparável – pode ser utilizado por qualquer grupo de 
usuários com igualdade de oportunidade a todos;
2. Uso flexível – engloba as preferências e capacidades indi-
viduais; flexibilização de utilização;
3. Utilização simples e intuitiva – fácil de compreender, inde-
pendentemente da experiência do usuário, dos seus conhe-
cimentos, aptidões linguísticas ou nível de concentração;
4. Informação perceptível – Fornece a informação necessária 
a qualquer usuário;
5. Tolerância ao erro – minimiza riscos decorrentes de ações 
acidentais ou involuntárias;
6. Pouca exigência de esforço físico – pode ser utilizado de 
forma eficaz e confortável com um mínimo de fadiga;
7. Tamanho, espaço de acesso e de utilização – dimensão e 
espaço adequado para a abordagem, manuseamento e uso.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 99
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
02
O Desenho para Todos assume-se, assim, como instrumen-
to privilegiado para a concretização da acessibilidade e, por 
extensão, de promoção da inclusão social.
Finalmente, com mais esse dispositivo de acessibilidade, 
podemos deduzir que qualquer produto de TA que seja desen-
volvido, atendendo a limitações e a funcionalidade derivadas 
de deficiências individuais, possibilitará e facilitará também o 
acesso por todos os usuários que, sem sofrer essas deficiências, 
se encontrem em contextos coletivos, como é o caso da esco-
la. A escola é definida aqui como espaço de cultura inclusiva e 
de convivência social, importante para o desenvolvimento das 
habilidades e competências dos alunos. Desse modo, a escola 
cumpre seu papel de formadora, facilitando assim o exercício 
da cidadania.
Extras 
Recomendamos a palestra de Romeu Sassaki: Acessibilidade, 
Inclusão, Desenho Universal – Universalidade M2U03989. 
Disponível em: <www.youtube.com/watch?v=FbBx-gfZCJI>. 
Acesso em: 30 nov. 2014.
Outra dica é navegar pelas propostas de acessibilidade 
da Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos 
Inadaptados de Gaia (CERCIGaia), fundada em 1976 (Portugal) 
por iniciativa de um grupo de pais de crianças deficientes men-
tais que não encontravam resposta sobre seus filhos, em cre-
ches ou em escolas. Disponível em: <www.cercigaia.org.pt/>. 
Acesso em: 8 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA100
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
02
Atividade
Para esta atividade, acesse o livro infantil O menino que 
tinha medo do escuro de Susana Campos, e escreva um bre-
ve comentário sobre suas impressões. Disponível em: <http://
omeninoquetinhamedodoescuro.com/videolivro/>. Acesso em: 
9 nov. 2014.
Referências 
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RIO GRANDE DO SUL. Manual de Redação. Mídia 
inclusiva. Assembleia inclusiva. Rio Grande do Sul, 2011. Disponível em: 
<www2.al.rs.gov.br/assembleiainclusiva/LinkClick.aspx?fileticket=Pyw-mnm
UWDc%3d&tabid=5248&language=pt-BR>. Acesso em: 6 nov. 2014.
INSTITUTO NACIONAL DE REABILITAÇÃO. Desenho Universal. Disponível em: 
<http://www.inr.pt/content/1/5/desenho-universal>. Acesso em: 6 nov. 
2014.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CIF - Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Direção-Geral da Saúde. Lisboa, 
Portugal, 2004. Tradução e revisão de Amélia Leitão. Disponível em: <www.
inr.pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf>. Acesso em: 1 nov. 2014.Resolução da atividade
O livro traz, em formato alternativo, um exemplo de como 
um livro multiformato pode se “abrir” a novos leitores e a no-
vas leituras. Serve ao Desenho Universal uma vez que pode ser 
lido por todos.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 101
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
03
COMPREENDER A INCAPACIDADE E A 
FUNCIONALIDADE
A CIF tem por objetivo organizar um sistema de classifi-
cação voltado a pensar a saúde e o bem-estar do ser humano, 
que possibilite uma via de comunicação universal às diferentes 
áreas do conhecimento e setores da saúde, em um trabalho em 
equipes multi e interdisciplinares; descreve a saúde e os esta-
dos relacionados com a saúde como 
exemplos de domínios da saúde incluem ver, 
ouvir, andar, aprender e recordar, enquanto que 
exemplos de domínios relacionados com a saú-
de incluem transporte, educação e interações so-
ciais. (CIF, 2004, p. 11, grifo nosso.)
A CIF representa uma mudança de paradigma para se pen-
sar e trabalhar a “deficiência” e serve como uma aliada funda-
mental às propostas da TA enquanto área do conhecimento que 
pesquisa as melhorias na funcionalidade, nos interesses e na 
participação da pessoa com deficiência na sociedade.
Como a CIF é uma classificação da saúde e dos 
estados relacionados com a saúde também é 
utilizada por setores, tais como, seguros, segu-
rança social, trabalho, educação, economia, po-
lítica social, desenvolvimento de políticas e de 
legislação em geral e alterações ambientais. Por 
estes motivos foi aceita como uma das classifica-
ções sociais das Nações Unidas, sendo mencionada 
e estando incorporada nas Normas Padronizadas 
para a Igualdade de Oportunidades para Pessoas 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA102
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
03
com Incapacidades. Assim, a CIF constitui um ins-
trumento apropriado para o desenvolvimento de 
legislação internacional sobre os direitos huma-
nos bem como de legislação a nível nacional. (CIF, 
2004, p. 9-10, grifo nosso.)
A CIF permite descrever situações relacionadas com a fun-
cionalidade do ser humano que remete às funções do corpo e às 
suas incapacidades, ou, dito de outra forma, às suas restrições 
e limitações na participação, e serve como enquadramento 
para organizar essas informações. A CIF organiza a informação 
em duas partes com dois componentes cada.
1. Componentes da Funcionalidade e da Inca- 
pacidade
O componente Corpo inclui duas classificações, 
uma para as funções dos sistemas orgânicos e outra 
para as estruturas do corpo. Nas duas classificações 
os capítulos estão organizados de acordo com os 
sistemas orgânicos.
O componente Atividades e Participação cobre a 
faixa completa de domínios que indicam os aspec-
tos da funcionalidade, tanto na perspectiva indivi-
dual como social.
2. Componentes dos Fatores Contextuais
O primeiro componente dos Fatores Contextuais 
é uma lista de Fatores Ambientais. Estes têm um 
impacto sobre todos os componentes da funciona-
lidade e da incapacidade e estão organizados de 
forma sequencial, do ambiente mais imediato do 
indivíduo até ao ambiente geral.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 103
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
03
Os Fatores Pessoais também são um componente 
dos Fatores Contextuais, mas eles não estão clas-
sificados na CIF devido à grande variação social e 
cultural associada aos mesmos. (CIF, 2004, p. 11-12)
A CIF articula-se desta maneira à acessibilidade e ao de-
senho universal, removendo barreiras em todas as dimensões 
da acessibilidade, e a TA se revela neste espaço como recurso 
e serviço chave que abre as portas para todas as pessoas ao 
pleno exercício da cidadania, ou melhor, a vida com cidadania. 
Significa ter oportunidade para tomar decisões que afetam a 
própria vida, responsividade e autodeterminação. Significa ter 
a liberdade de falhar e aprender com as próprias falhas, tal 
qual fazem todas as pessoas. Finalmente, a TA promove um es-
tilo de vida independente, essencial para acessar a verdadeira 
inclusão social.
Extra
Sugere-se a leitura do livro Direitos das pessoas com de-
ficiência: garantia de igualdade na diversidade, de Eugênia 
Favero, Editora WVA, Rio de Janeiro: 2004.
Atividades
“Conhecer a aplicação da CIF na abordagem da ‘deficiên-
cia’ psicossocial e nos critérios de aplicação, funcionalidade e 
restrições de participação”. Em poucas palavras, construa um 
texto identificando esses aspectos no estudo de caso apresen-
tado a seguir:
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA104
CONHECENDO A CIF – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE E O DESENHO UNIVERSAL
Pa r t e
03
QUEIXA PRINCIPAL
-Dificuldade em movimen-
tar MSD
RFC CID(AVCH)
ESTRUTURA E FUNÇÃO
CORPORAL
-Cérebro (s1100.370)
-Hipertonia D (b7352.2)
-Ausência de sensibilidade em
hemicorpo D (b2708.3)
FATORES PESSOAIS
-Tem pouca confiança em si mesma
-Sente-se desanimada sobre seu 
futuro
35 anos, aguarda aposentadoria
FATORES AMBIENTAIS
-Faz uso de medicamentos 
(e1101+3)
-Faz tratamento com a Psicologia 
(e355+3)
-Sua mãe como cuidadora (e330+3)
ATIVIDADES
-Dificuldades na Marcha (d4502.32)
-Dificuldade para (concentração e 
memorização) (d160.33)
PARTICIPAÇÃO
-Diminuição de suas 
atividades de lazer 
(cinema, sair com amigas) 
(d9300.14)
-Impossibilidade de voltar à 
ocupação prévia 
 (d8502.23)
RESTRIÇÕES
(OLIVEIRA; SILVEIRA, 2011, p. 658)
Referências 
OLIVEIRA, Ana Irene Costa de; SILVEIRA, Katyana Rocha Mendes da. Utilização 
da CIF em Pacientes com Sequelas de AVC. Rev Neurocienc 2011; 19(4):653-
662. Disponível em: <www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2011/
RN1904/relato%20de%20caso%2019%2004/561%20relato%20de%20caso.pdf>. 
Acesso em: 26 nov. 2014.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CIF – Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Direção-Geral da Saúde. Lisboa, 
Portugal, 2004. Tradução e revisão de Amélia Leitão. Disponível em: <www.
inr.pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf>. Acesso em: 1 nov. 2014.
Resolução da atividade
A avaliação considera a abordagem biopsicossocial da CIF 
nos fatores individuais e coletivos, voltada à saúde integral 
do ser humano. Aborda a compreensão da “deficiência” numa 
visão contextualizada e possibilita uma ação que atende e res-
ponsabiliza o indivíduo e o grupo.
Figura 2 – Caso Clínico 2
Conhecer as tecnologias 
nas práticas educativas.
SOFTWARE 
EDUCATIVO
Aula 07
Objetivo:
El
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TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 107
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
01
TECNOLOGIAS NAS PRÁTICAS EDUCATIVAS
Após conhecer e trabalhar sob as prerrogativas do Desenho 
Universal, da CIF e da acessibilidade, a escola introduz parâ-
metros técnicos relacionados à acessibilidade, por exemplo, 
arquitetônica, dos espaços escolares que devem ser observados 
durante o projeto, construção, instalação e adaptação de edi-
ficações e mobiliário. Vamos pensar nas tecnologias: O que são 
tecnologias? Qual a definição de tecnologia?
Verificamos que não existe consenso na definição de tec-
nologia. Veraszto et al. (2008), no seu artigo “Tecnologia: bus-
cando uma definição para o conceito”, apresenta uma revisão 
literária de envergadura histórica e atual considerando a tec-
nologia como
[...] um corpo sólido de conhecimentos que vai 
muito além de servir como uma simples aplica-
ção de conceitos e teorias científicas, ou do ma-
nejo e reconhecimento de modernos artefatos. 
Precisamos deixar bem claro que o conhecimento 
tecnológico tem uma estrutura bastante ampla e, 
apesar de formal, a tecnologia não é uma disci-
plina como qualquer outra que conhecemos, nem 
tampouco pode ser estruturada da mesma for-
ma. O conhecimento tecnológiconão é algo que 
pode ser facilmente compilado e categorizado da 
mesma forma como o conhecimento científico. 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA108
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
01
A tecnologia poderia ser apresentada como uma 
disciplina, mas sabemos que é mais bem qualifica-
da como uma forma de conhecimento, e por isso 
adquire formas e elementos específicos da ativi-
dade humana. Dessa forma podemos dizer que o 
caráter da tecnologia pode ser definido pelo seu 
uso. (VERASZTO et al, 2008, p. 75, grifo nosso.)
Os autores finalizam dizendo que “a tecnologia abrange 
um conjunto organizado e sistematizado de diferentes conhe-
cimentos, científicos, empíricos e intuitivos. Sendo assim, pos-
sibilita a reconstrução constante do espaço das relações huma-
nas”. (VERASZTO et al, 2008, p. 79)
Na medida em que a escola norteia suas práticas educati-
vas sob a diversidade humana, as diferenças individuais e, pro-
põem facilitadores1 ao processo do aprender, avança diversos 
passos na efetivação do paradigma da inclusão psicossocial, 
neste mesmo caminho, as TAs integram as práticas educativas 
como ajudas tecnológicas adequadas no ambiente escolar.
As tecnologias, aplicadas ao contexto educacional, vêm 
para possibilitar o acesso virtual, a inclusão digital a todas as 
pessoas que devido às restrições participativas e limitações que 
podem ser motoras, visuais, auditivas e físicas necessitam do 
uso dos recursos de hardware e software que a sociedade infor-
macional disponibiliza.
1 Facilitadores são fatores ambientais que, através da sua ausência ou presença, melhoram a funcionalidade e reduzem a 
incapacidade de uma pessoa. Estes fatores incluem aspectos como um ambiente físico acessível, disponibilidade de tecnologia 
de assistência apropriada, atitudes positivas das pessoas em relação à incapacidade, bem como serviços, sistemas e políticas 
que visam aumentar o envolvimento de todas as pessoas com uma condição de saúde em todas as áreas da vida. A ausência de 
um fator também pode ser um facilitador, por exemplo, a ausência de estigma ou de atitudes negativas. Os facilitadores podem 
impedir que uma deficiência ou limitação da atividade se transforme numa restrição de participação, já que o desempenho real 
de uma ação é melhorado, apesar do problema da pessoa estar relacionado com a capacidade. (CIF, 2004, p. 187)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 109
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
01
As tecnologias assistivas como área de conhecimento, 
oferecem muitas alternativas, recursos e serviços de apoio ao 
professor que ajudam na educação dos alunos com deficiência. 
Todos os alunos, em determinado momento de sua vida esco-
lar podem apresentar necessidades educacionais especiais que 
comprometam o sucesso escolar pela falta de soluções que os 
auxiliem na superação de dificuldades funcionais no ambiente 
da sala de aula e fora dele. Os professores que conhecem as TAs 
se beneficiam de diferentes estratégias para dar respostas às 
necessidades dos alunos. Garantem, desta maneira, o acesso e 
a permanência na escola para todos os agentes escolares.
Buscar alternativas e estratégias que promovam melhores 
condições de vida para toda a comunidade, na igualdade de 
oportunidades educativas e sociais e na construção de valores 
éticos socialmente desejáveis, é uma maneira de enfrentar a 
exclusão, eliminar barreiras e um bom caminho para uma vida 
com mais qualidade, mais independência na coletividade.
Extra 
Indicamos o livro Inclusão: construindo uma sociedade 
para todos, de Romeu Sassaki. (Rio de Janeiro, WVA,1997).
Atividade
Assista ao vídeo Mobiliário adaptado em pvc e comen-
te brevemente, num texto de até 10 linhas, o vídeo articu-
lado ao conceito de tecnologia facilitadora. Disponível em: 
(<www.youtube.com/watch?v=JKy-dKQMEvc>. Acesso em: 9 nov. 
2014)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA110
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
01
Referências 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CIF - Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Direção-Geral da Saúde. Lisboa-
Portugal, 2004. Amélia Leitão - tradução e revisão. Disponível em: <www.inr.
pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf> Acesso em: 1 nov. 2014.
VERASZTO, Estéfano; et al. Tecnologia: buscando uma definição para o 
conceito. Prisma, COM, n. 7, 2008. Disponivel em: <http://revistas.ua.pt/
index.php/prismacom/article/viewFile/681/pdf>. Acesso em: 11 nov. 2014.
Resolução da atividade
O vídeo mostra o desenvolvimento de tecnologia assistiva 
de baixo custo, aplicado a crianças com disfunção neuromoto-
ra. As crianças precisam de um mobiliário para uso cotidiano. 
O exemplo apresentado trabalha com tubos de PVC de solda 
e de roscas, que mostra ser um material com acessibilidade e 
usabilidade. Neste sentido é um recurso facilitador na elimina-
ção de barreiras e, restrição de participação às crianças com 
deficiência. O grupo relata que desenvolveu sete tipos de equi-
pamentos, como: andadores, vaso sanitário, mesas, entre ou-
tros. Os recursos apresentados, por exemplo, o andador pode 
ser ajustado com um sistema de roscas, de acordo ao tamanho 
da criança. Este mobiliário, segundo relato de profissionais da 
saúde auxilia no tratamento complementar realizado em casa. 
A confecção do mobiliário é fácil e não exige alta tecnologia. 
Um outro ponto interessante da reportagem trata da divulga-
ção da TA, esta é uma atitude importante que atende a acessi-
bilidade atitudinal, ao desenho universal fortalecendo o com-
promisso da TA com o estilo de vida independente das pessoas.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 111
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
02
SOFTWARES E AS DEFICIÊNCIAS
O objetivo desta aula é descrever algumas Ajudas Técnicas 
à inclusão digital, seus recursos e serviços em prol da acessibi-
lidade instrumental, comunicacional e atitudinal, que permi-
tam a vida independente e autônoma das pessoas com deficiên- 
cias. Muitos são os pesquisadores preocupados em divulgar as 
tecnologias e sua aplicação às pessoas com deficiência, en-
tre eles, Andrea Poletto Sonza, Adrovane Kade, André Luiz 
Rezende e Sirlei Bortolini. A seguir descrevemos algumas dessas 
tecnologias.
1. Deficiência visual e a acessibilidade digital, alguns 
exemplos:
a. Ampliadores de imagens
• Lupa eletrônica – ampliação de tela;
• Lente Pro – Projeto Dosvox;
• Magic – software de ampliação de tela.
b. Impressoras braille
• Thermoform – copiadora para material adaptado;
• Braille falado – sistema portátil de armazenamen-
to e processamento de informação;
• Linha braille – ligado ao computador por cabo, que 
possui uma régua de células braile, cujos pinos se 
movem para cima e para baixo e que representam 
uma linha de texto da tela do computador.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA112
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
02
c. Sistema operacional
• DOSVOX – software de interface especializada 
que se comunica com o usuário em português, por 
meio de síntese de voz. É um recurso nacional de 
relação custo/benefício acessível.
d. Leitora de tela
• Virtual Vision – software de leitura de telas de-
senvolvido para funcionar sobre os aplicativos 
mais comuns utilizados;
• Jaws – permite ao usuário que configure a inten-
sidade da leitura;
• OpenBook – permite acesso e edição de materiais 
impressos mediante um processo de digitalização.
2. Deficiência auditiva e a acessibilidade digital, alguns 
exemplos:
a. Tecnologia baseada na oralização
• Comunicar e palavras baralhadas – videojogos 
educativos.
b. Tecnologia baseada na Libras
• Karytu – software de letramento;
• Falibras – tradutor de português para libras;
• Dicionário de Libras INES - Instituto Nacional de 
Educação de Surdos;
• Teclado especial – utiliza recursos das ferramen-
tas de autotexto e autocorreção do Word.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 113
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
02
3. Deficiência motora e a acessibilidade digital, alguns 
exemplos:
a. Hardwares
• Teclados - variedades deteclados;
• Máscara de teclado – placa de plástico com um 
orifício correspondente a cada tecla;
• Pulseiras de pesos – diversos modelos ajudam a 
reduzir a amplitude do movimento causada pela 
flutuação do tônus;
• Mouses e acionadores – adaptados de acordo com 
as necessidades do usuário;
• Teclado virtual da PUCPR – reúne características 
de teclado virtual, sintetizador de voz e sistema 
de predição da palavra.
Extra
Visite o site e conheça o Projeto Redescola, onde podem ser 
encontrados diversos softwares educacionais. Disponível em: 
<http://www.redescola.com.br/site/index.php?option=com_
content&view=article&id=126&Itemid=55>. Acesso em: 13 nov. 
2013.
Atividade
Assista ao vídeo Educação e mudança, de Celso Antunes, 
e escreva um breve comentário, de no máximo 10 linhas. 
Disponível em: <www.youtube.com/watch?v=bLee1851_q0 
&feature=player_embedded#%21>. Acesso em: 7 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA114
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
02
Referências 
MANZINI, Eduardo José; DELIBERATO, Débora. Portal de ajudas técnicas para 
educação – Equipamento e material pedagógico especial para educação, 
capacitação e recreação da pessoa com deficiência física - RECURSOS PARA 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA. 2. ed. Brasília: MEC/SEESP, 2006. Disponível em: 
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ajudas_tec.pdf>. Acesso em: 
14 nov. 2014.
SONZA, Andréa P. (Org.) Acessibilidade e tecnologia assistiva: pensando a 
inclusão sociodigital de PNEs. Ministério da Educação. Bento Gonçalves, 
RS. 2013. Disponível em: <www.planetaeducacao.com.br/portal/conteudo_
referencia/acessibilidade-tecnologia-assistiva.pdf>. Acesso em: 20 out. 2014.
Resolução da atividade
O vídeo faz uma reflexão sobre o tema da mudança pessoal 
aplicada ao contexto educacional. Destaca a importância da 
formação continuada para que o professor se mantenha atua- 
lizado e que possa atualizar suas práticas educativas. Celso 
Antunes sugere que o professor deva refletir sobre algumas 
interrogações, como: O mundo mudou? o aluno não é mais o 
mesmo? Antunes, diz que sim, o aluno mudou e muitas vezes 
o professor percebe isso, mas não reconhece que ele também 
tem que mudar, tem que se atualizar frente a sociedade infor-
macional, globalizada. O professor precisa perceber o papel 
fundamental da tecnologia na vida cotidiana e aplicá-la às suas 
práticas pedagógicas.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 115
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
03
DIMENSÕES DO USO DAS 
TECNOLOGIAS EDUCATIVAS 
Os softwares educativos são recursos tecnológicos indica-
dos como ajudas técnicas, assim, são planejados adequadamen-
te para atender as características individuais de cada aluno e 
da fase do desenvolvimento em que se encontra e ainda, res-
peitam os dispositivos legais como: desenho universal, CIF e a 
acessibilidade, para que pessoas com limitações visuais, auditi-
vas, motoras possam conquistar o mundo digital.
Para escolher um software educativo para um aluno com 
necessidades educacionais especiais, algumas perguntas bási-
cas são importantes:
• Para que o sistema serve?
• Qual a vantagem de utilizá-lo?
• Como o sistema funciona?
• Quais os princípios gerais de interação com o sistema?
O computador a serviço da educação oferece softwares 
que agregam no seu planejamento, funcionalidade e usabilida-
de com objetivos pedagógicos (SONZA, 2013), podem ser classi-
ficados em: tutoriais, de programação, aplicativos, exercícios e 
práticas, multimídia e internet, simulação, modelagem e jogos.
Tutoriais – apresentam informações planejadas e organi-
zadas para instigar a aprendizagem do aluno, partindo da in-
teração computador – usuário e pertinência curricular. No site 
da Secretaria de Educação do Paraná: Dia a Dia Educação – 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA116
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
03
você pode encontrar orientações sobre diversos softwares 
educacionais. O site pode ser acessado pelo link: <www.ges-
taoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.
php?conteudo=167>. Acesso em: 13 nov. 2014.
Veja alguns exemplos:
Programação/Autoria – tecnologia usada como ferramenta 
auxiliando a aprendizagem, dá liberdade ao usuário para criar 
seu próprio programa de atividade. Como exemplo, podemos 
citar o Scratch, um website desenvolvido com o foco na apren-
dizagem e educação, onde é possível desenvolver e programar 
diversas atividades de forma dinâmica e estimuladora. Pode ser 
acessado através do link: <http://scratch.mit.edu/>. Acesso 
em: 13 nov. 2014.
Aplicativos – voltados para aplicações específicas, como 
processadores de texto, planilhas eletrônicas e gerenciadores 
de banco de dados.
Exercícios e Práticas – consiste somente na resolução de 
questões e atividades, sem se preocupar com o uso pedagógico, 
o aprendizado e o propósito do software.
Multimídia e Internet – com recursos de acessibilidade 
na escolha de multimídias para executar uma navegação na 
internet.
Simulação e Modelagem – consistem na apresentação de 
situações problema que devem ser resolvidas pelo aluno, possi-
bilita vivências, teste de hipóteses, incentiva o aluno a procurar 
soluções para os desafios apresentados. A robótica educativa é 
hoje um exemplo significativo de aplicação de simuladores.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 117
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
03
Jogos – softwares educativos lúdicos consistem numa fer-
ramenta pedagógica excelente para motivar o aluno à aprendi-
zagem, são planejados de acordo com a idade do aluno.
Softwares educativos às pessoas com deficiência – que 
auxiliam os professores no ensino de diversas disciplinas, como: 
Língua portuguesa, inglês, matemática, artes etc.
SONZA et al. (2013) apresentam uma lista de jogos, rela-
cionados a seguir:
• Menino curioso – software direcionado a crianças em fase 
de alfabetização, com jogos relacionados à caixinha mági-
ca, por exemplo.
Disponível em: <http://infoeducindiaquaresma.blogspot.
com.br/2010/03/software-menino-curioso.html>. Acesso 
em: 13 nov. 2013.
• Programa Gcompris 9.2 – é um aplicativo amplo com mui-
tas atividades e atende a diversas áreas do conhecimento. 
Disponível (em inglês) em: <http://gcompris.net/index-en.
html. Acesso em: 13 nov. 2013.
• Cobpaint – desenvolvido para pessoas com dificuldades mo-
toras e deficiência visual;
• Creative Painter – personagens animados;
• Tux Paint – usada com crianças com paralisia cerebral;
• Smart Panda – software de matemática;
• Zac Browser – favorece a interação social;
• Hércules e Jiló – usado para a criança com deficiência 
intelectual.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA118
SOFTWARE EDUCATIVO
Pa r t e
03
A sociedade globalizada e tecnológica exige que o cidadão 
utilize os recursos e serviços tecnológicos. Atualmente são mui-
tos os recursos disponíveis ao processo educativo e são muito 
eficazes, desde que sejam usados adequadamente.
Extra 
A sugestão é assistir a reportagem do Jornal Record – 
Prensa: tecnologias acessíveis. Disponível em: <www.youtube.
com/watch?v=9Z2WmHWdR7U>. Acesso em: 8 nov. 2014.
Atividades
Quais as perguntas básicas para escolher um software edu-
cativo para um aluno com necessidades educacionais especiais?
Referências 
SONZA, Andréa P. (Org.) Acessibilidade e tecnologia assistiva: pensando a 
inclusão sociodigital de PNEs. Ministério da Educação. Bento Gonçalves, RS. 
2013. Disponível no site: <www.planetaeducacao.com.br/portal/conteudo_
referencia/acessibilidade-tecnologia-assistiva.pdf>. Acesso em: 20 out. 2014.
Resolução da atividade
A escolha do software deve ser pautada a partir dos se-
guintes questionamentos:
• Para que o sistema serve?
• Qual a vantagem de utilizá-lo?
• Como o sistema funciona?
• Quais os princípios gerais de interação com o sistema?
Conhecer a comunicação alternativa e a 
sua aplicação na educação.
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO 
ALTERNATIVA
Aula 08
Objetivo:
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TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃOALTERNATIVA 121
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
01
APRENDENDO SOBRE A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 
O que é comunicação? É transmitir oralmente uma mensa-
gem? É a ação de um emissor enviar uma mensagem a um re-
ceptor? É possível viver sem comunicação? Essas questões são de 
grande importância para elucidar o conceito de comunicação. 
Comunicação é a possibilidade de uma pessoa expressar uma 
mensagem de forma diversificada e possibilita a interação entre 
as pessoas nos diferentes ambientes que estão ao seu redor.
A comunicação é um marco histórico que revo-
lucionou o mundo, desde os primatas até os dias 
atuais. A tecnologia avançou a passos largos e a 
comunicação teve seu contributo na medida em 
que o tempo passava, e ela estava sempre pre-
sente. A comunicação foi e continua a ser o elo 
mais importante da evolução humana, fez o gran-
de diferencial entre o hoje e o ontem. Será a mola 
propulsora entre o hoje e o amanhã e será uma 
grande força contributiva de um futuro bem pró-
ximo. (BRAGANÇA, 2009, p. 1, grifo nosso.)
Cada um de nós possui variados modos de comunicar: com 
o olhar, o sorriso, movimentos corporais, com o corpo ou par-
tes do corpo etc. Por exemplo: acenar com o braço para dizer 
“tchau” ou para chamar um táxi na rua e balançar a cabeça 
para dizer “sim” ou “não”. Com os gestos corporais, comunica-
mos nossas vontades, interesses, concordâncias ou discordân-
cias, emoções, sentimentos. 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA122
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
01
A comunicação entre pessoas é marcada e comple-
mentada por vários elementos comunicativos que 
permitem compreender o outro e, também, ser 
compreendido. (MANZINI; DELIBERATO, 2006, p. 3)
O sistema de comunicação humana consiste em diversos 
sinais que podem ser gestos, sons, signos linguísticos que pos-
suem significados singulares ou universais, transmitidos por via 
de comunicação natural e/ou alternativa1.
O livro O Corpo Fala, de Weil e Tompakow (2001), é um clás-
sico da literatura que descreve de maneira brilhante as diversas 
modalidades da linguagem não verbal do corpo humano, apre-
sentadas como ferramentas de comunicação, de troca mútua en-
tre pessoas. Os autores convidam o leitor a interagir com o texto 
por meio de recursos como desenhos e personagens. Explicam o 
processo de comunicação emissor-informação-receptor, desde a 
emissão da informação até a recepção e decodificação pelo re-
ceptor, que interpreta e dá um significado à mensagem. “O tema 
abrange a comunicação psicossomática inconsciente do próprio 
leitor e por isso o fascina, diverte, desafia e esclarece ao mesmo 
tempo!” (WEIL; TOMPAKOW, 2001, p. 4)
A comunicação é um recurso essencial ao homem, é um 
indicador da evolução da espécie humana. Por isso, quando nos 
deparamos com pessoas com deficiência que não conseguem se 
comunicar bem, nos incomodamos. Isso acontece, por exemplo, 
quando temos à frente uma pessoa com paralisia cerebral ou 
1 “Comunicação alternativa e aumentativa (CAA): refere-se a qualquer meio de comunicação que complemente ou substitua os 
meios usuais de fala ou escrita. A comunicação é aumentativa quando o indivíduo utiliza um outro meio de comunicação para 
complementar ou compensar deficiências que a fala apresenta. Possui alguma comunicação, mas essa não é suficiente para 
suas trocas sociais. A comunicação alternativa ocorre quando o indivíduo utiliza outro meio para se comunicar ao invés da fala, 
pelo fato de estar impossibilitado de articular ou produzir sons adequadamente”. (SONZA, 2013, p. 255 apud FERNANDES, 
2000)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 123
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
01
sequelas na área da fala, ou uma pessoa surda que deseja co-
municar algo e não consegue. Nesses momentos, a comunicação 
alternativa é uma importante aliada.
Em educação especial, a expressão comunicação 
alternativa e/ou suplementar vem sendo utiliza-
da para designar um conjunto de procedimentos 
técnicos e metodológicos direcionado a pessoas 
acometidas por alguma doença, deficiência, ou 
alguma outra situação momentânea que impede a 
comunicação com as demais pessoas por meio dos 
recursos usualmente utilizados, mais especifica-
mente a fala. (MANZINI e DELIBERATO, 2006, p. 4)
Inseridos na sociedade informacional, globalizada, e preo-
cupados com acessibilidade comunicacional, nos interrogamos 
sobre as formas alternativas de comunicação. O que é preciso 
construir para ajudar uma pessoa a comunicar suas vontades, 
conversar com os demais? Nesse ponto insere-se a comunicação 
alternativa.
Extra 
A sugestão é a leitura do livro O Corpo Fala: a linguagem 
silenciosa da comunicação não verbal, de Wel e Tompakow 
(2001). Disponível em: <www.teleaulaead.com.br/ocorpofala.
pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
Atividade
Assista ao vídeo O que é Comunicação? Construa uma 
breve resposta para a pergunta: qual a importância da comu-
nicação para o homem? Disponível em: <www.youtube.com/
watch?v=5HMyHoK6Tc8>. Acesso em: 10 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA124
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
01
Referências 
BRAGANÇA, I. Evolução da Comunicação Humana. Podemos explicar a 
história da existência humana através das etapas do desenvolvimento da 
comunicação. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/16088693/Evolucao-
da-comunicacao-humana-Podemos-explicar-a-historia-da-existencia-humana-
atraves-das-etapas-do-desenvolvimento-da-comunicacao>. Acesso em: 10 
nov. 2014.
MANZINI, E.; DELIBERATO, D. Recursos para Comunicação Alternativa: 
equipamento e material pedagógico especial para educação, capacitação e 
recreação da pessoa com deficiência física. 2. ed. Brasilia: MEC, SEESP, 2006. 
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ajudas_tec.
pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
SONZA, A. P. (Org.). Acessibilidade e Tecnologia Assistiva: pensando a 
inclusão sociodigital de PNEs. Ministério da Educação. Bento Gonçalves, 
RS. 2013. Disponível em: <www.planetaeducacao.com.br/portal/conteudo_
referencia/acessibilidade-tecnologia-assistiva.pdf>. Acesso em: 20 out. 2014.
WEL, Pierre; TOMPAKOW, Roland. O Corpo Fala: a linguagem silenciosa da 
comunicação não verbal. Disponível em: <http://www.teleaulaead.com.br/
ocorpofala.pdf>. Acesso em: 26 nov. 2014.
Resolução da atividade
A comunicação é essencial ao homem, constitui-se num 
indicador de evolução da espécia humana, com a necessidade 
do homem em socializar-se. A comunicação é um mediador de-
terminante na interação do homem com seu ambiente e com 
outros homens.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 125
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
02
DEFININDO UM SISTEMA DE 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
A comunicação alternativa (suplementar ou ampliada, 
como termos sinônimos) enfatiza diferentes modalidades de co-
municação com finalidades definidas a partir da necessidade do 
usuário, que podem ser, segundo Deliberato e Manzini (2006):
• Propiciar uma comunicação alternativa para o usuário;
• Criar recursos de manutenção da comunicação alternativa 
para o usuário.
Os autores supracitados sugerem ainda duas dimensões às 
comunicações alternativas:
1. Comunicação apoiada;
2. Comunicação não apoiada.
A comunicação apoiada indica que os recursos para a co-
municação utilizam apoios de expressão linguística que estejam 
fora do corpo do usuário e que recebem ajuda de outra pes-
soa, assim, “são objetos reais, miniaturas de objetos, pranchas 
de comunicação com fotografias, desenhos e outros símbolos 
gráficos e, ainda, os sistemas computadorizados”. (MANZINI; 
DELIBERATO, 2006, p. 5)
Em decorrência das dificuldades motoras, certos 
usuários de recursos de comunicação apoiada 
vão, também, depender de alguém para sele-
cionar e indicar os estímulos necessários para 
que seja interpretado. É o caso dos alunos que 
necessitam de uma outra pessoa para realizar o 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA126
CONHECENDOA 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
02
manuseio do material confeccionado, apontando 
as figuras ou as fotos necessárias para estabelecer 
uma comunicação. A pessoa que auxilia vai indi-
cando uma figura após a outra até que a escolha 
seja feita (sistema de varredura na linha e/ou na 
coluna). Após a seleção da figura pelo usuário, há 
necessidade de retomar novas seleções. Há alu-
nos que conseguem selecionar os estímulos pelo 
olhar ou pelo apontar com a língua, mas não con-
seguem virar uma página ou pegar uma prancha 
temática. Nessas situações, também, esses alu-
nos necessitam de auxílio do professor. (MANZINI; 
DELIBERATO, 2006, p. 5, grifo nosso.)
Já a comunicação não apoiada indica que os recursos de 
comunicação estão na pessoa, ou, em outras palavras, o “banco 
de comunicação” é dela mesma, “tais como os sinais manu-
ais, expressões faciais, língua de sinais, movimentos corporais, 
gestos, piscar de olhos para indicar ‘sim’ ou ‘não’” (MANZINI; 
DELIBERATO, 2006, p. 5-6).
As expressões são totalmente produzidas pelos 
seus usuários, ou seja, ela é realizada por meio 
das ações que o próprio aluno pode produzir, sem 
o auxílio de outra pessoa ou de equipamentos.
Cabe salientar que o uso da escrita, assim como o 
da língua de sinais, é um recurso importante quan-
do o aluno não tem a possibilidade de falar, pois 
estabelece uma comunicação face a face. Embora 
sejam possibilidades comunicativas importantes, 
tanto a escrita como a língua de sinais requerem 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 127
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
02
habilidades motoras e, nesse sentido, nem todos 
os alunos com deficiência física têm possibilidade 
de utilizá-las. (MANZINI; DELIBERATO, 2006, p. 6, 
grifo nosso.)
Para selecionar, planejar e aplicar um sistema de comu-
nicação, Manzini e Deliberato (2006) advertem que temos que 
estar atentos ao ambiente individual e do entorno do aluno e, 
também, aos dispositivos legais voltados à acessibilidade, de-
senho universal, CIF, entre outros. Para essa tarefa, os autores 
descrevem algumas das propriedades que devem ser atendidas 
pelo sistema de comunicação alternativa:
• o sistema utilizará objetos concretos?
• o sistema será composto por fotografias, figuras 
ou desenhos?
• terá como base um sistema de símbolos gráficos 
(pictográficos, ideográficos ou aleatórios)?
• o sistema será combinado?
• far-se-á uso da ortografia?
• o sistema será composto por sistemas gestuais?
Esses autores observam ainda:
Para fazer esse delineamento é necessária 
uma avaliação do aluno (DELIBERATO & MANZINI, 
1997), e também da participação do professor, da 
família, do fonoaudiólogo e, se possível, de uma 
equipe para avaliar as possibilidades do aluno e 
da situação.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA128
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
02
Em linhas gerais, para avaliar o aluno e a situ-
ação na qual o sistema será utilizado, deveremos 
verificar:
1. as habilidades físicas do usuário: acuidade vi-
sual e auditiva; habilidades perceptivas; fato-
res de fadiga; habilidades motoras tais como 
preensão manual, flexão e extensão de mem-
bros superiores, habilidade para virar páginas;
2. as habilidades cognitivas: compreensão, 
expressão, nível de escolaridade, fase de 
alfabetização;
3. o local onde o sistema será utilizado: casa, 
escola, comunidade;
4. com quem o sistema será utilizado: pais, pro-
fessores, amigos, comunidade em geral;
5. com qual objetivo o sistema será utilizado: ensi-
no em sala de aula, comunicação entre amigos.
Dessa forma, é importantíssimo fazer um le-
vantamento das habilidades já existentes e do po-
tencial do aluno, uma vez que o recurso alternati-
vo de comunicação dará possibilidade ao professor 
de trabalhar aspectos da compreensão e expres-
são da linguagem do aluno.
Tendo em mãos os dados dessa avaliação, é 
possível preparar o recurso a ser utilizado, ou 
seja, qual será a forma desse recurso, por exem-
plo, se ele deverá conter um vocabulário especí-
fico para a sala de aula ou para outra situação, se 
haverá um vocabulário básico com figuras acopla-
do com letras, ou mesmo com objetos. (MANZINI; 
DELIBERATO, 2006, p. 6-7)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 129
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
02
Extra
Assista ao vídeo A Importância da Comunicação. Disponível 
em: <www.youtube.com/watch?v=u8kI_5D2RoM>. Acesso em: 
15 nov. 2014.
Atividade
Para essa atividade é necessário assistir ao vídeo 
Comunidade Alternativa – Atividade Preparatória para 
Uso de Pranchas de Comunicação. Após assistir ao ví-
deo, escreva cinco linhas sobre o processo de aplicação 
das pranchas de comunicação à criança com deficiência. 
Disponível em: <www.youtube.com/watch?v=YjIf6ICIGhg>. 
Acesso em: 26 nov. 2014.
Referência 
MANZINI, Eduardo; DELIBERATO, Debora. Recursos para a Comunicação 
Alternativa. Brasilia: Ministério da Educação, 2006. Disponível em: 
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ajudas_tec.pdf>. Acesso 
em: 10 nov. 2014.
Resolução da atividade
A comunicação alternativa em pranchas será desenvolvida 
gradativamente. No vídeo, a professora descreve os passos para 
essa atividade. É necessário ampliar o repertório de símbolos 
do aluno, usando objetos ou brinquedos. Para isso, a criança 
deverá explorar os objetos para que depois passem para as fi-
guras que estarão na prancha. Desse modo, trabalham-se a se-
gurança, a autonomia, as escolhas e, com isso, a criança passa 
a estabelecer laço com o professor e a comunidade no entorno.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA130
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
03
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 
APLICADA À EDUCAÇÃO
Pensar sobre a comunicação alternativa aplicada à educa-
ção é refletir sobre os princípios da educação atual sustentada 
na ética e na cidadania, para o pleno desenvolvimento do ser 
humano; uma educação que valoriza o acesso e a permanência 
do aluno no espaço escolar.
É a escola para todos. Santos (2007), quando reflete so-
bre os indicadores de uma escola atual, identifica como sen-
do aquela que foca seu trabalho com as diferenças em sala de 
aula, no contexto da diversidade cultural, em ações que desen-
volvam o trabalho com as diferenças e os variados ritmos de 
aprendizagem do alunado.
Transformação das dinâmicas e das metodolo-
gias utilizadas em sala de aula: organização dos 
tempos e espaços com características individuais, 
em dupla, em pequeno grupo e em grande grupo, 
viabilizando a ocorrência não apenas de ensino, 
mas de aprendizagens que ocorrem nas interações 
professor e alunos.
Reorganização do tempo e espaço de forma fle-
xível: o Projeto escolar pressupõe flexibilidade 
de horários (aulas geminadas, aulas curtas etc.) e 
ocupação de outros espaços que permitam ritmos 
e atividades diversificados.
Formação em serviço: a aprendizagem perma-
nente não para e o desafio de uma educação de 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 131
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
03
qualidade está sempre presente para que os estu-
dos contínuos aconteçam sempre. (SANTOS, 2007, 
p. 27, grifo nosso.)
Esses sinais revelam o quanto a escola é coerente com os 
dispositivos legais para o desenvolvimento do indivíduo, alicer-
çada no paradigma da inclusão: autonomia, empoderamento e 
independência.
Uma boa via na efetivação do paradigma, segundo Galvão 
(2012), está na atitude paciente, respeitosa ao ritmo da crian-
ça, e persistente ao estímulo, por parte do professor, no en-
frentamento dos obstáculos cotidianos. Um exemplo:
A escola ao lidar com o aluno surdocego precisa 
estar ciente da importância da comunicação para 
este aluno, compreendendo, por exemplo, que não 
basta o aluno surdocego usar gestos e sons que só 
ele entende. É preciso que as suas formas de ex-
pressão estejam inseridas em um sistema linguísti-
co, seja este baseado na língua oral ou gestual. Ou 
seja, para facilitar o acesso do aluno aos conteúdosescolares é importante conhecer as peculiaridades 
que envolvem a sua comunicação, acolhendo os li-
mites e possibilidades das formas de comunicação 
usadas pelos alunos. (GALVÃO, 2012, p. 333)
Ressalta-se a importância da aplicabilidade das Ajudas 
Técnicas, especificamente da comunicação alternativa, para as-
segurar e viabilizar as políticas públicas educacionais à pessoa 
com deficiência ou mobilidade reduzida ou idosa. Desse modo, 
a educação favorece o acesso, participação e qualidade de vida 
por parte de todas as pessoas. Devendo assim estarem integrados 
aos recursos da sociedade informacional e ao currículo escolar.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA132
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
03
Extra
Assista ao vídeo Brinquedo para todos – Parque infantil 
inclusivo – Acessibilidade – Desenho Universal. Disponível em: 
<www.youtube.com/watch?v=AitFN62dMts>. Acesso em: 15 
nov. 2014.
Atividade
Leitura do texto Audiodescrição – Recurso de Acessibilidade 
para Inclusão Cultural das Pessoas com Deficiência, da autora 
Livia Maria Villela de Mello Motta. Disponivel em: <www.ver-
compalavras.com.br/pdf/artigo-audiodescricao-recursode 
acessibilidade.pdf>. Acesso em: 12 nov. 2014.
A partir dessa leitura, defina audiodescrição.
Referências 
GALVÃO, Nelma de Cássia Silva Sandes. A comunicação construindo redes entre 
a escola e o aluno com surdocegueira. In: MIRANDA, Theresinha Guimarães; 
GALVÃO FILHO, Teófilo Alves (Org.). O Professor e a Educação Inclusiva. 
Salvador: EDUFBA, 2012.
MOTTA, Lívia Maria Villela de Mello. Audiodescrição – recurso de acessibilidade 
para a inclusão cultural das pessoas com deficiência visual. Disponível 
em: <www.vercompalavras.com.br/pdf/artigo-audiodescricao-recurso-de-
acessibilidade.pdf>. Acesso em: 26 nov. 2014.
SANTOS, Maria. Inclusão social e educação: inclusão escolar desafios e 
possibilidades. In: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação 
Básica. Ética e Cidadania: construindo valores na escola e na sociedade. 
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Brasília, 2007. Disponível 
em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000015509.
pdf>. Acesso em: 23 out. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 133
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
03
Resolução da atividade
A audiodescrição é um recurso de acessibilida-
de que amplia o entendimento das pessoas com 
deficiência visual em eventos culturais (peças de 
teatro, programas de TV, exposições, mostras, 
musicais, óperas, desfiles, espetáculos de dan-
ça), turísticos (passeios, visitas), esportivos (jo-
gos, lutas, competições), acadêmicos (palestras, 
seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, 
experimentos científicos, histórias) e outros, por 
meio de informação sonora. Transforma o visu-
al em verbal, abrindo possibilidades maiores de 
acesso à cultura e à informação, contribuindo 
para a inclusão cultural, social e escolar. Além 
das pessoas com deficiência visual, a audiodescri-
ção amplia também o entendimento de pessoas 
com deficiência intelectual, idosos e disléxicos. 
(MOTTA, p. 1)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA134
CONHECENDO A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
03
Aplicar os recursos dos sistemas 
alternativos de comunicação.
RECURSOS PARA 
A COMUNICAÇÃO 
ALTERNATIVA
Aula 09
Objetivo:
El
la
gr
in
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to
ck
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 137
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
01
SISTEMAS ALTERNATIVOS DE COMUNICAÇÃO
Os sistemas alternativos de comunicação são representa-
dos por marcadores como gestos, alfabeto digital, signos, fotos, 
figuras e desenhos. Os sistemas alternativos mais populares no 
Brasil são: Blissymbols (Bliss), Picture Communication Symbols 
(PCS) e Pictogram Ideogram Communication Symbols (PIC).
SONZA (2013, p. 255) destaca que os sistemas de comuni-
cação aumentativa e alternativa se referem aos componentes 
(símbolos, gestos, recursos, estratégias e técnicas) utilizados 
pelos indivíduos para comunicação. Podem ser manuais ou grá-
ficos, sendo que os primeiros são aqueles que não requerem 
ajuda externa, como: gestos, alfabeto digital e Libras (sem as 
flexões), além de outros marcadores gramaticais complexos 
que venham a ser utilizados por ouvintes.
SISTEMA BLISS: 
[...] os símbolos são compostos por um número 
pequeno de formas, os elementos simbólicos. 
Esses são combinados para representar milhares 
de significados. Os símbolos podem ser: picto-
gráficos (desenhos que parecem com aquilo que 
desejam simbolizar); arbitrários (desenhos que 
não possuem relação pictográfica entre forma e 
aquilo que desejam simbolizar); ideográficos (de-
senhos que simbolizam a ideia de algo, criam uma 
associação gráfica entre símbolo e o conceito que 
ele representa) e compostos (grupos de símbo-
los agrupados para representar objetos e ideias). 
(SONZA, 2013, p. 256)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA138
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
01
Figura 1 – Exemplo Sistema Bliss
Mulher Proteção Mãe
+ =
Fonte: Sonza (2013, p. 256)
SISTEMA PCS: 
[...] é basicamente pictográfico. Criado para in-
divíduos com comprometimento na comunicação 
oral e que não compreendem o sistema ideográ-
fico. Segue a mesma divisão sintática e cores dos 
Símbolos Bliss (FERNANDES, 2000 apud SONZA, 
2013, p. 256)
Figura 2 – Exemplo Sistema PCS
Mãe Casa Dormir Feliz
Fonte: Sonza, (2013, p. 257)
SISTEMA PIC:
[...] sistema basicamente pictográfico. Os símbo-
los são desenhos estilizados em branco com fundo 
preto. Visualmente são fáceis de serem reconhe-
cidos, porém, de acordo com Fernandes (2000), o 
sistema é menos versátil e mais limitado, pelo fato 
de os símbolos não serem combináveis. (SONZA, 
2013, p. 257)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 139
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
01
Figura 3 – Exemplo Sistema PIC
Mãe CaminhãoComer
Fonte: Sonza, (2013, p. 257)
Extra 
Sugerimos a leitura do artigo: Desafios para a Tecnologia da 
Informação e Comunicação em Espaço Educacional Inclusivo, 
dos autores Amanda Meincke Melo, Janaína Speglich de Amorim, M. 
Cecília C. Baranauskas e Susie de Araujo Campos Alcoba. Publicado 
no XXV Congresso da Sociedade Brasileira de Computação. São 
Leopoldo-RS, 22 a 29 de julho, 2005. O Arquivo pode ser encontra-
do no link: <http://styx.nied.unicamp.br/todosnos/artigos-cien-
tificos/arq0002.pdf/view>. Acesso em: 11 nov. 2014.
Atividade
Para esta atividade, leia o artigo de Maria Cecília Martins 
e registre quatro aspectos básicos sobre os quais a autora re-
flete: Situando o Uso da Mídia em Contextos Educacionais. 
Disponível em: <www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/
File/cursoobjetosaprendizagem/situando_usomidias_mec.
pdf>. Acesso em: 11 nov. 2014.
Referências 
SONZA, Andréa P. (Org.) Acessibilidade e Tecnologia Assistiva: pensando a 
inclusão sociodigital de pessoas com necessidades especiais. Bento Gonçalves: 
Ministério da Educação, 2013. Disponível em: <www.planetaeducacao.com.
br/portal/conteudo_referencia/acessibilidade-tecnologia-assistiva.pdf>. 
Acesso em: 11 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA140
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
01
Resolução da atividade
O texto reflete sobre as práticas educacionais em alguns 
pontos:
• a integração de materiais e mídias diversificadas;
• desafios e possibilidades da era digital;
• processo de desenvolvimento e diversidade expressiva do 
ser humano diante dos elementos tecnológicos atuais;
• dificuldades para apropriação de recursos tecnológicos na 
educação;
• fluência tecnológica.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 141
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
02
ESTRATÉGIAS NOS RECURSOS PARA 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Para identificar o recurso de comunicação alternativa mais 
adequado às necessidades do aluno com deficiência, Manzini e 
Deliberato (2006) descrevem o banco de ideias,com a fina-
lidade de instrumentalizar o professor na seleção do recurso 
que atenda ao estilo de aprendizagem e garanta acessibilidade 
instrumental e comunicacional ao aluno. A seguir apresentamos 
o banco de ideias composto por cinco temas principais:
1. Adaptação do formato dos recursos
• Pastas e fichários: tipos, cores e tamanhos variados que 
atendam às características físicas e motoras do aluno.
• Pranchas com estímulos removíveis: por exemplo, ál-
buns de fotografias, de desenhos.
• Prancha temática: figuras com tema específico, por 
exemplo, materiais de higiene pessoal.
• Prancha fixa na parede: o professor pode fixar figuras 
relacionados ao tema da aula.
• Prancha fixa sobre a carteira: para alunos que apre-
sentam movimentos involuntários.
• Pasta frasal: como um cardápio com figuras que repre-
sentam ações (com verbos).
• Prancha frasal: utilizada para construir textos com 
aluno.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA142
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
02
2. Tipos de estímulos e estratégias utilizados
Podem ser compostos pelo próprio objeto, ou seja, mais 
próximos do real, proporcionando melhor manuseio para o 
aluno.
• Objeto concreto e sua representação: por exemplo, 
laranja, banana.
• Miniaturas: por exemplo, animais, brinquedos.
• Símbolos gráficos: utilizam-se fotos ou figuras com os 
nomes dos objetos representados.
• Figura temática: figuras com identificação dos nomes.
• Fotos e figuras de atividade sequencial: usadas para 
comunicar relato de experiência.
• Símbolos gráficos com fundo diferente: cores contras-
tantes facilitam a comunicação.
• Misto: integram mais de um estímulo.
• Gestos: usam-se partes do corpo.
• Expressões faciais: os olhos podem expressar vonta-
des, interesses.
3. Quantidade de estímulos utilizados
Planejados para o trabalho com aspectos de percepção vi-
sual, auditiva e sinestésica.
• Estímulo único: uma figura, um desenho.
• Dois estímulos: composição de figuras, fotos, desenhos.
• Vários estímulos: integram mais de um estímulo, auxi-
liam na interação professor-aluno.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 143
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
02
4. Participação do usuário na construção do recurso
Para selecionar os objetos, fotos ou figuras dependendo do 
usuário.
• Seleção dos estímulos.
• Confecção do recurso.
• Organização do recurso.
5. Ambientes e parceiros de comunicação alternativa
Facilitam a interação e a participação entre todos na 
escola.
• Parceiros de comunicação alternativa.
• Participação da família.
Finalmente, conforme Manzini e Deliberato:
A aparência do recurso em si pode ser muito sim-
ples, porém, o seu processo de implementação 
necessita ser pensado, elaborado e testado em 
situação prática.
[...] um recurso só adquire funcionalidade para 
comunicar mensagens quando conseguimos iden-
tificar as potencialidades de nossos alunos e ade-
quamos o meio para que essas potencialidades 
possam ser expressas. Feito isso, estaremos dando 
voz a nossos alunos, que é uma das primeiras for-
mas para a construção de uma sociedade inclusi-
va. (MANZINI; DELIBERATO, 2006, p. 42)
Os autores destacam o quão fundamental é a comunicação 
alternativa e como o seu planejamento e uso devem ser cuida-
dosos. Inicialmente deve-se conhecer o ambiente pessoal e o 
do entorno do aluno para que se preserve a natureza do recurso 
como um mediador no processo de acessibilidade que promove 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA144
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
02
a qualidade de vida. O aluno é um parceiro importante na es-
colha do recurso para a sua aprendizagem, para a conquista 
da vida independente, para a autonomia e para o exercício da 
cidadania.
Extra 
Sugestão: assistir ao filme Meu Pai, Meu Herói. Direção 
de Nils Tavernier, 2013. Baseado em fatos reais, conta a histó-
ria dos desafios vencidos por pai e filho para serem parceiros. 
Na vida real disputaram diversas competições esportivas, entre 
elas a Ironmam, que é apresentada no filme.
Atividade
Assista ao vídeo Projeto de inovação – a comunicação al-
ternativa no tablet e indique o aspecto que não foi contem-
plado na escolha do recurso tecnológico. Disponível em www.
youtube.com/watch?v=s9USL2T-JjY>. Acesso em: 13 nov. 2014. 
Referência 
MANZINI, Eduardo; DELIBERATO, Debora. Recursos para a Comunicação 
Alternativa. Brasília: MEC, SEESP, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.
gov.br/seesp/arquivos/pdf/ajudas_tec.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
Resolução da atividade
Aspecto não contemplado: participação do usuário na 
construção do recurso.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 145
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
03
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA – 
DESENVOLVENDO AUTONOMIA
A comunicação alternativa desenvolvendo autonomia aten-
de as prerrogativas da ONU – Organização das Nações Unidas e 
da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) – quando 
descrevem as 3 dimensões dos direitos humanos:
1. as liberdades individuais ou direito civil;
2. os direitos sociais;
3. os direitos coletivos da humanidade conjugam os di-
reitos e as liberdades individuais e os deveres para 
com a comunidade em que se vive.
A comunicação alternativa disponibiliza ao usuário uma 
comunicação eficiente e eficaz, que explora as diversas possi-
bilidades da linguagem, respeita as diferenças individuais e a 
diversidade humana.
Ao interagir com as práticas pedagógicas, identifica-se o 
estilo de aprendizagem do aluno e assim elimina-se qualquer 
barreira que impede o aprender e o sucesso escolar do aluno, 
ou seja, respeita-se o conhecimento prévio do aluno e trabalha-
-se com a zona de desenvolvimento proximal.
A zona de desenvolvimento proximal refere-se, 
assim, ao caminho que o indivíduo vai percorrer 
para desenvolver funções que estão em processo 
de amadurecimento e que se tornarão funções 
consolidadas, estabelecidas no seu desenvolvi-
mento real. A zona de desenvolvimento proximal 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA146
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
03
é, pois, um domínio psicológico em constante 
transformação: aquilo que uma criança é capaz 
de fazer com ajuda de alguém hoje, ela conse-
guirá fazer sozinha amanhã. (OLIVEIRA,1993, p. 
60, grifo nosso.)
A educação nos dias atuais tem por meta a autonomia do 
aprendiz, o uso da criatividade no enfrentamento e na resolu-
ção dos problemas cotidianos. O professor é quem apresenta os 
desafios ao aprendiz e colabora na pesquisa de recursos e de 
instrumentos de resolução da problemática em sala de aula. 
Assim, ele oferece as condições no ambiente de aprendizagem.
As tecnologias assistivas e a comunicação alternativa são 
aliadas essenciais quando o professor tem um aluno com defi-
ciência na sala de aula. Possibilitam a construção de recursos 
de acessibilidade nas suas diferentes dimensões: metodológica, 
instrumental, comunicacional, atitudinal e arquitetônica.
Nas últimas décadas tem se consolidado a concepção que 
considera o processo de aprendizagem resultado da ação do 
aprendiz. Por isso a função do professor é criar condições para 
que o aluno possa exercer sua função de aprender participando 
de situações que favoreçam isso. Nesse sentido, com relação 
aos alunos com deficiência, torna-se indispensável a criação de 
condições de aprendizagem pelo professor por meio da constru-
ção de recursos de acessibilidade.
Programas Geradores de Autonomia e 
Auxiliares na Comunicação Alternativa
1. Sistema Plaphoons – software de comunicação para pesso-
as com limitações graves. Finalidade: construir mensagens 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 147
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
03
para que a pessoa possa comunicar suas vontades e inte-
resses. Usado para leitura e escrita. O programa permite 
criar pranchas e pode ser utilizado como editor de pran-
chas, prancha de comunicação, comunicador.
2. SistemaNotevox – da USP laboratório de psicologia. Sistema 
concebido para servir paralisados cerebrais alfabetizados e 
portadores de esclerose lateral amiotrófica. Tem três ver-
sões: Notevox-teclado, Notevox-mouse e Notevox-chave.
3. Sistema Boardmaker – processo computadorizado no qual 
as pranchas de comunicação são montadas e impressas con-
forme a necessidade do usuário. O sistema é composto por 
3 500 símbolos do tipo PCS e possui suporte para a língua 
de sinais. É uma ferramenta de autoria que permite cons-
truir os recursos de comunicação e aprendizado dos quais 
o aluno necessitará em cada fase de seu desenvolvimen-
to educacional. Os exemplos e modelos que o Boardmaker 
possui servem apenas para mostrar aos professores o po-
tencial de criação deste software.
Extra 
Sugerimos a leitura do artigo O Cenário Educacional: o 
professor e a tecnologia da informação e comunicação diante 
das mudanças atuais. Autores: Mainardi Andreia; Liziany Muller 
e Aline Arruda Pereira. Santa Maria: Universidade Federal de 
Santa Maria, 2014. Disponível em: <http://cascavel.ufsm.br/
revistas/ojs-2.2.2/index.php/reget/article/view/12647/pdf>. 
Acesso em: 10 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA148
RECURSOS PARA A 
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Pa r t e
03
Atividade
Para esta atividade é necessária a leitura do artigo de 
Luciana Ferreira Baptista: Novas Tecnologias da Informação 
e Comunicação no Contexto Educacional. Disponível em: 
<www.revista-fatecjd.com.br/retc/index.php/RETC/article/
view/180>. Acesso em: 13 nov. 2014.
Após a leitura do artigo sugerido, escreva os pontos fortes 
que a autora destaca sobre a aplicação das tecnologias à apren-
dizagem do aluno.
Referências 
OLIVEIRA, Marta. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento um processo 
sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1993.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal dos Direitos 
Humanos. ONU, Paris: 1948. Disponível em: <www.dudh.org.br/declaracao/>. 
Acesso em: 17 nov. 2014.
Resolução da atividade
Pontos fortes:
• destaca a aprendizagem colaborativa;
• incrementa a interação e troca entre professor-aluno;
• desperta a criatividade do aluno;
Conhecer a escola acessível e compreender 
o uso da sala de recursos multifuncional.
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E 
ACESSIBILIDADE
Aula 10
Objetivos:
A
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TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 151
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
01
ESCOLA ACESSÍVEL
A escola acessível é aquela instituição educacional que se 
instrumentaliza das mudanças sociais e dos dispositivos legais de 
inclusão e acessibilidade para atualizar os seus recursos e práti-
cas didático-pedagógicas com fins de promover o progresso edu-
cacional e a inclusão dos alunos com deficiência. “Toda criança 
possui características, interesses, habilidades e necessidades de 
aprendizagem que são únicas” (SALAMANCA,1994, p. 1)1.
A escola acessível acompanha os avanços da ciência e da 
tecnologia e aplica-os de acordo ao seu ambiente de uso, o 
espaço escolar, àquilo que é necessário para potencializar a 
autonomia, a independência e o empoderamento do aluno. Os 
“sistemas educacionais deveriam ser implementados no sentido 
de se levar em conta a vasta diversidade de tais características 
e necessidades” (SALAMANCA,1994, p. 1).
A Tecnologia Assistiva ocupa lugar de destaque na escola 
acessível como área de conhecimento que aborda a deficiência 
na sua abrangência psicossocial, e pesquisa as possibilidades 
oferecidas pelos recursos e serviços tecnológicos e as condições 
de sua aplicação no ambiente escolar para o aluno.
Tecnologia apropriada e viável deveria ser usada 
quando necessário para aprimorar a taxa de su-
cesso no currículo da escola e para ajudar na co-
municação, mobilidade e aprendizagem. Auxílios 
técnicos podem ser oferecidos de modo mais 
1 Conferência Mundial de Educação Especial realizada em Salamanca, Espanha, de 7 a 10 de Junho de 1994. Dirigentes do 
governo e da comunidade internacional reafirmam o compromisso para com a Educação para Todos em acordo a outras 
declarações, decretos e leis internacionais voltadas aos direitos universais humanos.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA152
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
01
econômico e efetivo se eles forem providos a par-
tir de uma associação central em cada localidade, 
aonde haja know-how que possibilite a conjugação 
de necessidades individuais e assegure a manuten-
ção. (SALAMANCA, 1994, p. 9, grifo nosso.)
Cabe à gestão escolar abrir espaço à TA para experimentar 
e verificar como a tecnologia informacional se transformou em 
algo tão importante para a sociedade e, gradativamente, vem 
sendo incorporada ao dia a dia das pessoas, no seu ambiente 
direto e de entorno, como um instrumento revolucionário. É o 
que registra o Programa Nacional de Informática na Educação 
(PROINFO)
Há uma nova gestão social do conhecimento a 
partir do desenvolvimento de novas técnicas de 
produção, armazenamento e processamento de 
informações, alavancado pelo progresso da in-
formática e das telecomunicações.
Os computadores estão mudando também a ma-
neira de conduzir pesquisas e construir o conheci-
mento, e a forma de planejar o desenvolvimento 
tecnológico, implicando novos métodos de produ-
ção que deixam obsoleta a maioria das linhas de 
montagem industriais clássicas. (PROINFO, 1997, 
p. 2, grifo nosso.)
O desafio da escola acessível passa a ser compreender a 
diversidade e as diferenças individuais em sua complexidade, 
multidimensionalidade e transversalidade para que possa defi-
nir com clareza suas estratégias de ensino e de aprendizagem. 
Dessa maneira, respeitará os diferentes estilos de aprendiza-
gem dos alunos, especificamente, daqueles com deficiência. E, 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 153
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
01
finalmente, deverá utilizar com eficácia os recursos presentes 
na sociedade informacional para promover qualidade de vida, 
exercício de cidadania aos alunos com deficiência, mobilidade 
reduzida ou em idade avançada (idosos).
A educação para a diversidade envolve a criação 
de um novo olhar. Para que seja mais proveitosa, 
ela deve incluir alternativas que permitam tra-
balhar essa temática de forma transversal. Isso 
significa, por um lado, pensar a educação como 
algo além de capacitação e formação e, por outro, 
assumir o desafio de educar para transformar ins-
tituições e não somente indivíduos. (MONTAGNER. 
et al. 2010, p. 53, grifo nosso.)
Extra
Assista à Campanha do Plano Viver sem Limite 2014.
Disponível em: <www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/viver-
semlimite/campanhas>. Acesso em: 19 nov. 2014.
Atividade
Para esta atividade, assista ao vídeo Tecnologia Assistiva – 
Inclusão Escolar – Comunicação Alternativa – Treino de escrita. 
Disponível em: <www.youtube.com/watch?v=WamEl8aeQxc>. 
Acesso em: 19 nov. 2014. 
Esse vídeo exemplifica o que se entende por escola aces-
sível. Recorte do texto dessa aula uma frase de três linhas que 
contemple essa ideia.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA154
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
01
Referências 
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA. Sobre Princípios, Políticas e Práticas na 
Área das Necessidades Educativas Especiais. Espanha, 1994. Disponível em: 
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf> Acesso em: 
20 out. 2014.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação a 
Distância. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Programa 
Nacional de Informática na Educação – PROINFO: diretrizes. Disponível em: 
<www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/pdf/proinfo_diretrizes1.
pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
MONTAGNER, Paula. et al. Diversidade e Capacitação em Escolas de Governo: 
mesa-redonda de pesquisa-ação. Brasília: ENAP, 2010. Disponível em: <www.
enap.gov.br/downloads/Caderno_Diversidade.pdf>.Acesso em: 10 nov. 2014.
Resolução da atividade
A escola acessível acompanha os avanços da ciência e da 
tecnologia e aplica-os de acordo ao seu ambiente de uso, ao 
espaço escolar e àquilo que é necessário para potencializar a 
autonomia, a independência e o empoderamento do aluno.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 155
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
RECONHECENDO A SALA DE 
RECURSOS MULTIFUNCIONAL
O Decreto 7.611/2011 reconhece e regulamenta a sala de 
recursos multifuncional no seu artigo 5.º parágrafo 3.º: “As sa-
las de recursos multifuncionais são ambientes dotados de equi-
pamentos, mobiliário e materiais didáticos e pedagógicos para 
a oferta do atendimento educacional especializado”.
O Documento Orientador do Programa Implantação de Sala 
de Recursos Multifuncionais, do Ministério da Educação, deli-
neia os aspectos legais e pedagógicos do atendimento educa-
cional especializado:
A inclusão educacional é um direito do aluno e 
requer mudanças na concepção e nas práticas de 
gestão, de sala de aula e de formação de profes-
sores, para a efetivação do direito de todos à es-
colarização. No contexto das políticas públicas 
para o desenvolvimento inclusivo da escola se 
insere a organização das salas de recursos mul-
tifuncionais, com a disponibilização de recursos e 
de apoio pedagógico para o atendimento às espe-
cificidades educacionais dos estudantes público-
-alvo da educação especial matriculados no ensi-
no regular. (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2013, p. 5, 
grifo nosso.)
Galvão Filho e Miranda (2012), em uma análise crítica so-
bre questões da educação inclusiva na atualidade, discorrem 
sobre a parceria entre a sala de recursos multifuncional e as TAs 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA156
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
e a extensão dos efeitos dessa parceria para além dos muros da 
escola, incrementando a vida social do aluno e sua autonomia1.
É na sala de recursos multifuncional que o alu-
no aprende a utilizar os recursos de TA, tendo 
em vista o desenvolvimento da sua autonomia. 
Porém, estes recursos não podem ser exclusiva-
mente utilizados nessa sala, encontra sentido 
quando o aluno utiliza essa tecnologia no contex-
to escolar comum, apoiando a sua escolarização. 
Portanto, é função da sala de recursos avaliar esta 
TA, adaptar material e encaminhar esses recursos 
e materiais adaptados, para que sirvam ao aluno 
na sala de aula comum, junto com a família e nos 
demais espaços que frequenta. (GALVÃO FILHO; 
MIRANDA, 2012, p. 249, grifo nosso.)
Dessa forma, garantem a acessibilidade do aluno com de-
ficiência. São atitudes que paulatinamente eliminam ou evitam 
a segregação, a discriminação e a exclusão no ambiente esco-
lar. Preservam a equidade2 de oportunidades a todos os alunos, 
“para que a deficiência não seja utilizada como impedimento à 
realização de sonhos, desejos e projetos, valorizando o prota-
gonismo e as escolhas dos brasileiros com e sem deficiência.” 
(BRASIL, 2013, p. 8)
1 Segundo Zatti (2007), a autonomia como condição de uma pessoa que determina ela mesma a lei à qual se submete não está 
apenas na cabeça dos sujeitos. Como condição, sua construção envolve dois aspectos: o poder de determinar a própria lei e 
também o poder ou capacidade de realizar. O primeiro aspecto está ligado à liberdade de decidir e o segundo ao poder ou 
capacidade de fazer. Para que haja autonomia, os dois aspectos devem estar presentes e o pensar autônomo deve estar ligado 
ao fazer autônomo. No entanto, é preciso considerar que o fazer não acontece fora do mundo, pois está cerceado pelas leis 
naturais, pelas leis civis, pelas convenções sociais, ou seja, a autonomia é limitada por condicionantes, não é absoluta.
2 Equidade pode ser entendida como reconhecimento e efetivação dos direitos da população, com igualdade, sem restringir 
o acesso a eles nem estigmatizar as diferenças entre os diversos segmentos que a compõem. É a possibilidade de as diferen-
ças serem manifestadas e respeitadas sem discriminação, uma condição que favorece o combate das práticas de subordina-
ção ou de preconceito em relação às diferenças de gênero, políticas, étnicas, religiosas, culturais etc. (SPOSATI, 2002 apud 
MONTAGNER et al, 2010, p.16).
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 157
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
02
Extra
Recomendamos a leitura da cartilha: Viver sem Limite – 
Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do 
Governo Federal do Brasil, Secretaria de Direitos Humanos 
da Presidência da República (SDH/PR)/Secretaria Nacional 
de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD). 
Brasília, 2013. Disponível em: <www.pessoacomdeficiencia.
gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generico_
imagens-filefield-description%5D_0.pdf>. Acesso em: 27 Nov. 
2014.
Atividade
Assista ao vídeo da campanha do Plano Viver Sem Limite. 
Reportagem com Juliana Oliveira – deficiente motora –, Fernanda 
Honorato – Deficiente Intelectual –, Vanessa Vidal – deficiente 
auditiva e Gabrielzinho do Irajá – deficiente visual. Disponível 
em: <www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/viversemlimite/
campanhas>. Acesso em: 27 nov. 2014.
Nessa reportagem os quatro entrevistados apresentam uma 
palavra-chave importante a todos nós para a verdadeira inclu-
são. Identifique-a e descreva-a brevemente.
Referências 
BRASIL. Decreto n. 7.611, de 17 de Novembro de 2011. Dispõe sobre a educação 
especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. 
Publicado no Diário Oficial da União, em 18 de novembro de 2011. Disponível 
em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7611.
htm#art11>. Acesso em: 27 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA158
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
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BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República / 
Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Viver 
sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Brasília, 
2013. Disponível em: <www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/
files/arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_0.pdf>. 
Acesso em: 10 nov. 2014.
GALVÃO FILHO, Teófilo; MIRANDA, Theresinha Guimarães. Tecnologia assistiva 
e salas de recursos: análise crítica de um modelo. In: MIRANDA, Theresinha 
Guimarães e GALVÃO FILHO, Teófilo (orgs). O Professor e a Educação 
Inclusiva: formação, práticas e lugares. Salvador: EDUFBA, Salvador, 2012. 
Disponível em: <www.planetaeducacao.com.br/portal/conteudo_referencia/
o-professor-e-a-educacao-inclusiva.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Documento Orientador do Programa 
Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais. 2013. Disponível em: 
<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id
=17430&Itemid=817>. Acesso em: 27 nov. 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Edital n. 01 de 26 de Abril de 2007. 
Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais. Disponível em: 
<http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/2007_salas.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
MONTAGNER, Paul. et al. Diversidade e Capacitação em Escolas de Governo: 
mesa-redonda de pesquisa-ação. Brasília: ENAP, 2010. Disponível em: 
<www.enap.gov.br/downloads/Caderno_Diversidade.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
ZATTI, Vicente. Autonomia e Educação em Immanuel Kant e Paulo Freire. 
Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. Disponível em: <www.pucrs.br/edipucrs/
online/autonomiaeeducacao.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
Resolução da atividade
A palavra é “autonomia”, importante para todos nós a fim 
de que possamos viver plenamente. Autonomia é um dos ali-
cerces da inclusão. Não é a deficiência que impede a pessoa de 
exercer a autonomia e a cidadania e sim a falta de acessibilida-
de em todas as dimensões. Assim, o Programa Viver Sem Limite 
trabalha sob 4 eixos: atenção à saúde, acesso à educação,in-
clusão social e acessibilidade.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 159
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
ESPAÇO MULTIFUNCIONAL 
DE APRENDER A SER
No espaço multifuncional de aprendizagem, um dos aspec-
tos fundamentais trata do acesso e domínio das ferramentas 
tecnológicas, necessários para uma convivência harmoniosa na 
civilização do conhecimento do século XXI.
É, portanto, vital para a sociedade brasileira que 
a maioria dos indivíduos saiba operar com as no-
vas tecnologias da informação e valer-se destas 
para resolver problemas, tomar iniciativas e se 
comunicar. Uma boa forma de se conseguir isto é 
usar o computador como prótese da inteligência e 
ferramenta de investigação, comunicação, cons-
trução, representação, verificação, análise, divul-
gação e produção do conhecimento. E o locus ideal 
para deflagrar um processo dessa natureza é o sis-
tema educacional. (MEC, 1997, p. 2, grifo nosso.)
O Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO), 
1997 integra os eixos Informática e Educação e justifica que 
para melhorar os processos de ensino e de aprendizagem é ne-
cessário investir na melhoria da construção do conhecimento e, 
para isso a qualidade do ensino nas escolas é determinante. É 
urgente investir na melhoria dos espaços, ambientes educacio-
nais e suas propostas pedagógicas que atendam à diversidade 
do alunado e dos professores.
A tecnologia da informação, com seus serviços e recursos, 
é uma importante aliada para essa transformação educacional. 
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA160
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
O PROINFO considera a igualdade de oportunidades como uma 
marca de evolução da sociedade tecnológica, assim nos seus 
objetivos visa abrir oportunidades a todos:
• a igualdade de acesso a instrumentos tecno-
lógicos disponibilizadores e gerenciadores de 
informação;
• os benefícios decorrentes do uso da tecnologia 
para desenvolvimento de atividades apropria-
das de aprendizagem e para aperfeiçoamento 
dos modelos de gestão escolar construídos em 
nível local, partindo de cada realidade, de 
cada contexto. (MEC, 1997, p. 3)
Outro aspecto fundamental no espaço multifuncional é o 
reconhecimento e a promoção da diversidade humana como es-
sencial ao aprender a ser. O educar para a diversidade deve 
privilegiar o respeito às diferenças individuais, as particulari-
dades de cada pessoa e a igualdade de oportunidades a todos 
como direito humano e como atitude de valorização da digni-
dade humana.
A educação é o espaço por excelência para se pensar e 
intervir na efetivação de novos comportamentos, atitudes in-
clusivas, em que a discriminação, o preconceito, o estereótipo 
e o estigma são banidos das relações interpessoais no ambiente 
escolar.
Esses conceitos são compreendidos de acordo com o des-
crito no caderno Diversidade e Capacitação em Escolas de 
Governo: mesa-redonda de pesquisa-ação, de Paula Montagner 
et al.:
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 161
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
Discriminar – ação de discriminar, tratar diferen-
te, anular, tornar invisível, excluir, marginalizar.
Preconceito – qualquer atitude negativa em re-
lação a uma pessoa ou grupo social que derive de 
uma ideia preconcebida sobre tal pessoa ou grupo. 
É possível, então, dizer que a atitude preconcei-
tuosa está baseada não em uma opinião adquirida 
com a experiência, mas em generalizações que 
advêm de estereótipos.
Estereótipos – consiste na generalização e atri-
buição de valor (na maioria das vezes negativo) 
a algumas características de um grupo, reduzin-
do-o a esses traços e definindo os “lugares de 
poder” a serem ocupados. É uma generalização 
de julgamentos subjetivos feitos em relação a 
um determinado grupo, impondo-lhes o lugar 
de inferior e de incapaz no caso de estereótipos 
negativos.
Estigma – marca ou rótulo atribuídos a pessoas e 
grupos, seja por pertencerem a determinada clas-
se social, por sua identidade de gênero, por sua 
cor/raça/etnia. O estigma é sempre uma forma de 
simplificação, de desqualificação da pessoa e do 
grupo. Os estigmas decorrem de preconceitos e ao 
mesmo tempo os alimentam, cristalizando pensa-
mentos e expectativas com relação a indivíduos e 
grupos. (Centro Latino Americano em Sexualidade 
e Direitos Humanos(Clam) 2009, p. 35 e 197, apud 
MONTAGNER et al., 2010, p. 20-21)
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA162
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
As práticas educativas concretas para a diversidade per-
meiam as relações humanas em todos os ambientes. Não há 
consenso para a definição de diversidade segundo Montagner:
[...] vão desde descrições funcionais e declara-
ções humanísticas que defendem a aceitação da 
alteridade – isto é, do(a) outro(a). Na prática, há 
definições que apontam diversidade como qual-
quer uma(um) ou qualquer coisa que ‘não seja 
eu’ e, também, análises razoavelmente detalha-
das e abrangentes que consideram qualidades 
e características pessoais. (MONTAGNER et al, 
2010, p. 21)
Trabalhar sob a perspectiva da diversidade implica consi-
derá-las nos seus diversos desdobramentos, implicações e di-
mensões, a saber:
• Dimensão da personalidade – aspectos psíquicos e 
subjetivos;
• Dimensões internas – idade, gênero, língua, orientação se-
xual, habilidades físicas;
• Dimensões externas – localização geográfica, hábitos de la-
zer, histórico educacional;
• Dimensões organizacionais – local de trabalho, nível funcio-
nal, campo de trabalho. (MONTAGNER, 2010)
Extra 
Indicamos o vídeo Tecnologia Assistiva – Inclusão escolar 
– Sala de recursos multifuncionais. Disponível em: <www.you-
tube.com/watch?v=BQvxfCYhaZg>. Acesso em: 17 nov. 2014.
TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA 163
SALA DE RECURSOS 
MULTIFUNCIONAL E ACESSIBILIDADE
Pa r t e
03
Atividade
Assista ao vídeo Tecnologia Assistiva – sobre os objetos 
de aprendizagem. Disponível em: <www.youtube.com/watch? 
v=M7aHFTxX1pQ>. Acesso em: 17 nov. 2014. Depois disso, des-
creva em 3 linhas a inter-relação entre objetos de aprendiza-
gem e o espaço multifuncional.
Referências 
BRASIL. Ministério da educação e do desporto. Programa Nacional de 
Informática na Educação – PROINFO: Diretrizes. Ministério da Educação 
e do Desporto – MEC; Secretaria de Educação a Distância – SEED. 1997. 
Disponível em: <www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/pdf/
proinfo_diretrizes1.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
MONTAGNER, Paula; et al. Diversidade e Capacitação em Escolas de Governo: 
mesa-redonda de pesquisa-ação. Brasília: ENAP, 2010. Disponível em: <www.
enap.gov.br/downloads/Caderno_Diversidade.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2014.
Resolução da atividade
Os objetos de aprendizagem atendem às prerrogativas da 
acessibilidade e da inclusão quando servem de recursos para a 
aprendizagem significativa e ao progresso educacional do alu-
no. São mediadores nas práticas pedagógicas dos professores, 
assim, servem adequadamente às salas multifuncionais.
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COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
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