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Deontologia

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dos “3R”. 
O CONCEA determina as normas para o 
cuidado, as instalações dos centros de criação, o 
uso humanitário, além da busca de técnicas 
alternativas para a substituição do uso de animais. 
O não cumprimento dessas normas implica em 
penalidades, que variam entre advertências, multas 
e interdições. 
Assim, as questões acerca de como os 
animais devem ser usados e tratados saem do 
contexto exclusivo da ciência, requerendo 
reflexões em valores sociais e conceitos de ética 
aplicada. Isso porque as considerações éticas são 
emocionais, enquanto a ciência é racional, objetiva 
e livre de valores. Deve-se, portanto, buscar 
soluções eticamente responsáveis e viáveis, que 
beneficiem tanto os animais em si, como os homens 
e o meio ambiente. 
 
Pode-se dizer que o uso de animais na 
ciência e no meio acadêmico se divide em três 
áreas: ensino, pesquisa, e teste de produtos. 
Cabe moralmente ao Homem, como ser 
racional, garantir um tratamento digno aos animais 
que contribuem para os avanços da pesquisa. A 
forma mais segura de seguir este caminho é 
estabelecendo leis claras e pesquisas bem 
delineadas, envolvendo a sociedade para designar 
as normas éticas. Atualmente, é na busca desses 
ideais que toda e qualquer atividade de pesquisa em 
animal deveria estar concentrada. 
 
ÉTICA NA PESQUISA CIENTÍFICA – O PAPEL 
DO PROFESSOR NA CONSTRUÇÃO DE UM 
CIDADÃO ÉTICO 
O verdadeiro trabalho de pesquisa deve, 
sempre, pautar-se em princípios éticos. Esta 
consciência precisa ser estimulada e desenvolvida 
em todas as áreas de graduação, principalmente 
pelos professores e orientadores que, direta ou 
indiretamente, são responsáveis pela criação 
científica de seus discentes. 
 Apesar das facilidades promovidas pelo 
“micro-boom”, que permite o acesso às 
informações de qualquer canto do mundo em 
fração de segundos, o uso indevido dessas 
ferramentas eletrônicas e digitais promovem 
também a banalização do plágio, com a cópia 
indiscriminada de textos, trechos e, até mesmo, de 
trabalhos inteiros, disseminando a ocorrência cada 
vez mais frequente desses crimes virtuais, se é que 
assim se pode chamar. 
 O que de fato se verifica é que a 
modernização dos meios de comunicação, ao 
mesmo tempo em que facilitaram a disseminação 
da informação, proporcionaram também formas 
mais eficazes para se constatar o uso indevido da 
mesma, o que não acontecia em tempos anteriores. 
O plágio constitui crime de “usurpação 
intelectual” dos mais repudiantes, pois que “por sua 
malícia, sua dissimulação, sua consciente e 
intencional má-fé”, o plagiador apropria-se de obra 
intelectual alheia como se sua fosse. 
O papel do professor passa a ser, também, o 
de incutir no aluno o despertar por um rigor 
científico necessário, revestido de uma 
indestrutível postura ética 
O agir moral significa, em breves linhas, 
não se ater apenas ao seu próprio ponto de vista, 
mas ser capaz de realizar esta “descentração”, pois, 
assim, o indivíduo vai ser capaz de questionar, 
pensar e criticar, construindo um ponto de vista 
próprio, mas absorvendo aquilo que a sociedade 
tem para oferecer. Deve reconhecer que o mundo é 
feito por seus semelhantes que, apesar de humanos, 
são muito diferentes, mas com quem devem 
partilhar tudo, inclusive conhecimentos. 
A ética não se direciona no sentido de 
prescrever normas de conduta, mas busca exprimir 
um sentido racional e voluntário para as condutas 
humanas. Portanto, o modo ético de agir advém dos 
desejos humanos e se caracterizam pela repetição 
de atitudes boas e justas, donde se depreende que a 
formação do caráter está ligada ao hábito e à 
instrução, e a expressão da personalidade ética da 
pessoa deverá traduzir a conexão entre seu ethos 
como caráter e o seu ethos como hábito. 
 
Tipos de plágio: Mais que a simples cópia de 
trechos literários, a academia tem reconhecido 
diferentes tipos de plágio. Entre eles, destacam-se 
(1) o autoplágio, em que um indivíduo utiliza um 
trabalho próprio já publicado anteriormente, mas 
apresentado de maneira diversa; (2) a autoria 
fantasma, onde há a inserção de supostos autores 
que efetivamente não participaram de modo 
significativo, levando indivíduos à apropriação dos 
benefícios de conteúdos que os recompensa 
indevidamente; combinações, em variados graus, 
de (3) plágios literários (cópias de textos, integrais 
ou em partes, substituindo-lhes algumas palavras) 
e (4) plágios de conteúdo (em que as ideias de 
autores originais são reapresentadas sem que lhes 
seja reconhecida a origem). 
 
CÓDIGO DE ÉTICA DO NUTRICIONISTA 
Princípios Fundamentais: 
Art. 1°. O nutricionista é profissional de saúde, 
que, atendendo aos princípios da ciência da 
Nutrição, tem como função contribuir para a saúde 
dos indivíduos e da coletividade. 
Art. 2°. Ao nutricionista cabe a produção do 
conhecimento sobre a Alimentação e a Nutrição 
nas diversas áreas de atuação profissional, 
buscando continuamente o aperfeiçoamento 
técnico-científico, pautando-se nos princípios 
éticos que regem a prática científica e a profissão. 
Art. 3°. O nutricionista tem o compromisso de 
conhecer e pautar a sua atuação nos princípios da 
bioética, nos princípios universais dos direitos 
humanos, na Constituição do Brasil e nos preceitos 
éticos contidos neste Código. 
 
NUTRIÇÃO E MÍDIA 
Conforme apresentado, a disseminação na mídia de 
conceitos relacionados a nutrição requerem debates 
e transformações, no intuito de que a população 
tenha acesso a conteúdos pautados em princípios 
científicos e éticos. Profissionais da saúde e da 
comunicação devem assumir na sociedade seus 
papéis de cidadãos, buscando em suas atividades, a 
saúde pública e, portanto, contribuindo para o bem 
comum. 
 
A NUTRIÇÃO CLÍNICA AMPLIADA E A 
HUMANIZAÇÃO da relação nutricionista-
paciente: contribuições para reflexão 
Observa-se ainda que os cursos de nutrição, 
compreendidos na lógica fragmentada dos saberes 
em saúde, em sua maioria conjecturada dentro do 
modelo biomédico, têm dado pouca ou nenhuma 
importância às dimensões humana e social dos 
sujeitos na trajetória de formação acadêmico-
profissional do nutricionista, bem como não têm 
tratado devidamente o tema “alimentação” como 
fenômeno sicobiossociocultural. Isso passa a ser 
preocupante na medida em que os elementos de 
trabalho desse profissional são o homem e sua 
comida: um processo relacional demasiadamente 
complexo. 
Os aspectos sensoriais, psicológicos e 
socioculturais também devem estar envolvidos na 
atenção dietoterápica. 
Historicamente, o nutricionista clínico, ao prestar 
atendimento a pacientes portadores de problemas 
nutricionais e de saúde, vem minimizando seus 
valores subjetivos e a promoção de sua autonomia, 
reduzindo-o praticamente à sua doença (“o obeso”, 
por exemplo), não o vendo, portanto, como um ser 
(sujeito) que possui historicidade, culturalidade e 
temporalidade. 
Como política, a humanização deve, portanto, 
traduzir princípios e modos de operar no conjunto 
das relações entre trabalhadores e usuários, entre os 
diferentes trabalhadores, entre diversas unidades e 
serviços de saúde e entre instâncias que constituem 
o SUS. Assim, entende-se o processo de 
humanização da nutrição como a capacidade de 
oferecer cuidado nutricional de forma integral e 
qualificado, valorizando o diálogo e a escuta em 
suficiência na relação profissional-usuário e 
articulando o conhecimento tecnocientífico das 
áreas de alimentação, nutrição e saúde com 
princípios ético-humanísticos, com aspectos 
psicossocioculturais do ser humano, acolhimento, 
melhoria do ambiente de cuidado nutricional e das 
condições de trabalho dos nutricionistas. 
 
POLITICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO 
Lançada em 2003, a Política Nacional de 
Humanização (PNH) busca pôr em prática os 
princípios do SUS no cotidiano dos serviços de 
saúde, produzindo mudanças