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Estratégia
C O N C U R S O S ^
Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da Receita Federal
Teoria e exercícios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 02
AULA 02: 5. SISTEMA DE CONTAS, PLANO DE CONTAS. 
ESCRITURAÇÃO: CONCEITO E MÉTODOS; PARTIDAS
r r
DOBRADAS; LANÇAMENTO CONTÁBIL - ROTINA, FÓRMULAS; 
PROCESSOS DE ESCRITURAÇÃO. ESCRITURAÇÃO DE 
OPERAÇÕES FINANCEIRAS. 6. PROVISÕES: FÉRIAS, 13°
SALÁRIO, DEVEDORES DUVIDOSOS, CONTINGÊNCIAS 
PASSIVAS. 7. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO: CONCEITO, 
FORMA, APRESENTAÇÃO, FINALIDADE, ELABORAÇÃO._______
SUMÁRIO
OLÁ, AMIGOS. ....................................................................................................................................................... 2
DIFERENÇA ENTRE CAPITAL E PATRIMÔNIO. ......................................................................................................2
SISTEMA DE CONTAS, PLANO DE CONTAS. ESCRITURAÇÃO: CONCEITO . ..................................................... 4
MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO; PARTIDAS DOBRADAS; LANÇAMENTO CONTÁBIL - ROTINA, FÓRMULAS;
PROCESSOS DE ESCRITURAÇÃO. .........................................................................................................................5
CONTAS LANÇADAS A DÉBITO E A CRÉDITO. ....................................................................................................5
ELEMENTOS ESSENCIAIS DE UM LANÇAMENTO...............................................................................................10
FÓRMULAS DO LANÇAMENTO.............................................................................................................................11
1a FÓRMULA. .......................................................................................................................................................11
2a FÓRMULA. .......................................................................................................................................................11
3a FÓRMULA. .......................................................................................................................................................12
4a FÓRMULA. .......................................................................................................................................................12
TIPOS DE FATOS CONTÁBEIS. ...........................................................................................................................12
FATO PERMUTATIVO OU QUALITATIVO............................................................................................................. 13
1) PERMUTA ENTRE ELEMENTOS DO ATIVO . ....................................................................................................13
2) PERMUTA ENTRE ELEMENTOS DO PASSIVO . ............................................................................................... 13
3) PERMUTA ENTRE ELEMENTOS DO ATIVO E PASSIVO. ................................................................................14
4) PERMUTA ENTRE ELEMENTOS DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO. ....................................................................... 14
FATO MODIFICATIVO OU QUANTITATIVO. ........................................................................................................14
1) MODIFICATIVO AUMENTATIVO. .....................................................................................................................15
2) MODIFICATIVO DIMINUTIVO......................................................................................................................... 15
FATO M ISTO .........................................................................................................................................................15
1) FATO MISTO AUMENTATIVO...........................................................................................................................16
2) FATO MISTO DIMINUTIVO.............................................................................................................................16
RETIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO CONTÁBIL. ..................................................................................................... 16
LIVROS CONTÁBEIS E FISCAIS . ............................ 17
LIVRO DIÁRIO. ..................................................................................................................................................... 17
LIVRO RAZÃO . ..................................................................................................................................................... 19
LIVRO C A IX A . ...................................................................................................................................................... 19
LIVRO REGISTRO DE INVENTÁRIO E ENTRADA E SAÍDA DE MERCADORIAS. ............................................... 19
LIVROS OBRIGATÓRIOS PARA AS SOCIEDADES ANÔNIMAS . ........................................................................ 20
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO. ...........................................................................................................................20
PROVISÕES: FÉRIAS, 13° SALÁRIO, DEVEDORES DUVIDOSOS, CONTINGÊNCIAS PASSIVAS.....................22
REGULAMENTO DO IMPOSTO DE REND A . .........................................................................................................28
PROVISÃO PARA PAGAMENTO DE FÉRIAS:. ...................................................................................................... 29
PROVISÃO PARA PAGAMENTO DE 13° SALÁRIO. ..............................................................................................32
PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS (PD D )...........................................................................................32
CONTINGÊNCIAS PASSIVAS. .............................................................................................................................. 34
QUESTÕES COMENTADAS. ..................................................................................................................................37
LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ..........................................................................................97
GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA A U LA . ............................................................................ 121
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da Receita Federal
Teoria e exercícios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 02
OLÁ, AMIGOS.
Olá, meus amigos. Como estão? E com imenso prazer que disponibilizamos 
mais uma aula de Contabilidade Geral para os Futuros Auditores Fiscais 
da Receita Federal do Brasil.
Nós já estamos nos preparando para receber de vocês os diversos convites para 
comemoração da aprovação. De norte a sul do Brasil, iremos em todas as 
confraternizações. A passagem e hospedagem em hotel cinco estrelas será por 
conta dos novos servidores é claro.
Atenção: há uma quantidade muito grande de questões ESAF para 
vocês resolverem. Por isto a grande extensão da aula. Quem não 
quiser, não precisa resolver todas. Façam as mais recentes e ganhem 
tempo. Ou, então, façam, confiram os comentários do que errou e 
sigam em frente.
Lembrando que quaisquer dúvidas podem ser enviadas aos emails:
gabrielrabelo@estrategiaconcursos.com.br
lucianorosa@estrategiaconcursos.com.br
Um abraço e bons estudos a todos.
Gabríel Rabelo e L u c ía n o r o s a
DIFERENÇA ENTRE CAPITAL E PATRIMÔNIO
Este conceito ficou pendente na aula passada. Vejamos, portanto, agora.
O conceito de capital pode ser visto sob diversos ângulos.
O capital próprio representa o patraimônio líquido da entidade, ou seja, os 
recursos que estão aplicados na entidade que pertencem aos seus sócios.
O capital de terceiros é todo aquele valor que se encontra aplicado na empresa,mas que pertence a terceiros. É o passivo exigível (passivo circulante e não 
circulante).
Dentro do capital próprio, temos o capital social, que é a conta do PL composta 
pelas ações subscritas na constituição da sociedade ou com o aumento de 
capital. E dividida em capital social e capital social a realizar. A lei das S .A 's 
dispõe que:
Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por 
dedução, a parcela ainda não realizada.______________________________________
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mailto:gabrielrabelo@estrategiaconcursos.com.br
mailto:lucianorosa@estrategiaconcursos.com.br
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da Receita Federal
Teoria e exercícios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 02
A Lei das S .A 's prescreve que a integralização mínima é de 10% do capital 
social. As ações podem ser subscritas em dinheiro ou quaisquer bens 
suscetíveis de avaliação em dinheiro.
Exemplo. Se a empresa X fosse constituída com um capital social de R$
100.000. 00, totalmente integralizado, o lançamento seria:
D - Caixa 100.000,00 (Ativo)
C - Capital Social 100.000,00 (p L)
Todavia, caso apenas metade deste valor fosse integralizado, o lançamento, no 
momento da constituição da sociedade seria:
D - Caixa (Ativo) 50.000,00
D - Capital Social a Realizar (- PL) 50.000,00 
C - Capital Social (PL) 100.000,00
Neste caso, constituímos a conta capital social a realizar, que representa 
nada mais do que uma promessa dos sócios em entregar posteriormente os 
valores pelo qual se comprometem.
Com a integralização posterior do restante do capital, o lançamento correto será 
o seguinte:
D - Caixa 50.000,00 (Ativo)
C - Capital Social a Realizar 50.000,00 (PL)
O capital autorizado, por fim, representa aquele valor que está previsto no 
estatuto social pelo qual pode haver aumento do capital social sem que haja 
necessidade de alterar este instrumento.
Assim, se o estatuto permitisse que, no exemplo citado acima, a empresa 
aumentasse seu capital até o limite de 200.000,00, poderíamos constituir mais
100.000. 00 sem a necessidade de fazer alterações no estatuto e, 
consequentemente, proceder a todos os trâmites burocráticos frente a Junta 
Comercial.
Patrimônio, contudo, em contabilidade, poder ser entendido como patrimônio 
líquido, que é o valor dos capitais próprios empregados às atividades 
empresariais ou patrimônio bruto, hipótese em que representa o valor total do 
ativo da entidade.
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Teoria e exercícios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 02
SISTEMA DE CONTAS, PLANO DE CONTAS. ESCRITURAÇÃO: CONCEITO
Dissemos que a ciência contábil se utiliza, para sua perfeita existência, de 
técnicas. Quatro são as técnicas que apresentamos: escrituração, elaboração 
das demonstrações contábeis, auditoria e análise de balanços.
Visto o conceito de escrituração, passemos a entender o processo amiúde. O 
processo de escrituração hoje está regulamentado pelo CFC 1.330/2011.
A escrituração contábil deve ser realizada com observância aos princípios de 
contabilidade (item 3, CFC 1.330).
O nível de detalhamento da escrituração contábil deve estar alinhado às 
necessidades de informação de seus usuários. Nesse sentido, o Conselho 
Federal de Contabilidade (CFC) não estabelece o nível de detalhe ou mesmo 
sugere um plano de contas a ser observado. O detalhamento dos registros 
contábeis é diretamente proporcional à complexidade das operações da 
entidade e dos requisitos de informação a ela aplicáveis e, exceto nos casos em 
que uma autoridade reguladora assim o requeira, não devem necessariamente 
observar um padrão pré-definido.
Com efeito, é de esperar uma complexidade maior nas demonstrações 
contábeis de uma entidade tal como a Unilever (que produz mercadorias tais 
como Axe, Dove, Ades, Comfort, Seda, entre outros) do que nas demonstrações 
de uma pequena locadora de DVDs.
A fim de padronizar a execução da escrituração, a Resolução prescreve certas 
formalidades. E essas finalidades são muito cobradas em concursos. Vejamos:
5. A escrituração contábil deve ser executada:
a) em idioma e em moeda corrente nacionais;
b) em forma contábil;
c) em ordem cronológica de dia, mês e ano;
d) com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras ou 
emendas; e
e) com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em
elementos que comprovem ou evidenciem fatos contábeis.____________________
Lembrando novamente, dissemos que a escrituração contábil é feita através de 
contas. Na contabilidade, conta é o nome dado aos componentes patrimoniais 
(bens, direitos e obrigações) e de resultado (despesas e receitas).
O dinheiro em espécie existente, por exemplo, é chamado de conta caixa. As 
contas podem ser patrimoniais (ativo [bens e direitos], passivo [obrigações] e 
patrimônio líquido [capital próprio]).
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Teoria e exercícios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 02
O conjunto de todas as contas existentes dentro de uma entidade, para 
uniformizar os registros contábeis, é denominado plano de contas. O plano de 
contas varia também de uma empresa para outra. Assim, uma indústria de 
calçados não terá o mesmo plano de contas de um supermercado. Esse 
entendimento está em consonância com o item 4 da Resolução do CFC 
1330/2011.
DEFINIÇÃO
Plano de contas: conjunto de todas as contas existentes dentro de uma 
entidade para uniformizar os registros contábeis._____________________________
Temos ainda o chamado sistema de contas. O sistema de contas é algo que 
mais tem a ver com a finalidade das contas em si. Ao agruparmos as contas, 
por exemplo, em contas patrimoniais e contas de resultado. O sistema de 
contas racionalmente organizado vai ajudar a compreender melhor o 
patrimônio.
MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO; PARTIDAS DOBRADAS; LANÇAMENTO 
CONTÁBIL - ROTINA, FÓRMULAS; PROCESSOS DE ESCRITURAÇÃO.
Método é o caminho de que nos utilizamos para chegar a uma meta.
Na contabilidade, o método utilizado para se escriturar é o método das 
partidas dobradas. Esse método consiste em considerar que para todo e 
qualquer item que ingressa no patrimônio, há um lugar de onde ele é 
proveniente. Ou seja, não há geração espontânea de patrimônio, mas sim uma 
origem para todo elemento que se aplica no patrimônio, passando a integrá-lo.
Ao registro de um fato contábil chamamos lançamento. Este é efetuado em 
livros contábeis próprios como o diário, razão, caixa, duplicatas a receber etc. 
Ao conjunto de registros ou lançamentos é que chamamos escrituração.
Antes de aprendermos a efetuar lançamentos em espécie, devemos entender 
quando e quais contas são lançadas a débito ou a crédito.
CONTAS LANÇADAS A DÉBITO E A CRÉDITO
Não confundir a palavra débito da linguagem comum com a utilizada na 
terminologia contábil. Assim, esqueça o entendimento da vala comum de que 
débito equivale a uma dívida.
As contas patrimoniais podem ser representadas através de um "T", o lado 
esquerdo é sempre o lado do débito, na terminologia contábil. Assim...
Conta Caixa
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Teoria e exercícios comentados
Lado do débito
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 02
Lado do crédito
Gravem isso. Os registros contábeis são feitos nestes "T" e o lado do débito é o 
lado esquerdo. E o outro lado? O outrolado só pode ser o do crédito.
Não podemos também confundir a palavra crédito usada na linguagem comum 
com o sentido com quem é usada na contabilidade.
Gravem (regra geral):
As contas do ativo e as de despesa têm natureza devedora 
As contas do passivo, PL e as de receita têm natureza credora.
E o que quer dizer saldo devedor e saldo credor? Simples. Saldo devedor 
significa dizer que o total dos débitos em uma conta supera o total dos créditos. 
Assim, se tenho registrado na conta caixa R$ 1.000,00 em débitos e R$ 600,00 
em créditos, isto me dá um saldo devedor total de R$ 400,00.
Agora, tivéssemos R$ 4.000,00 de créditos na conta fornecedores e R$
1.000,00 de débitos, o saldo seria credor de R$ 3.000,00.
O saldo poderia também ser nulo, quando os totais dos créditos e dos débitos 
se equivalem.
Assim, se a conta caixa aumentar em R$ 500, por causa de um recebimento de 
Duplicaras a Receber, teremos a seguinte alteração no nosso "T", chamado 
também de razonete.
Como as contas do ativo têm natureza devedora, elas aumentam quando 
lançamos ali, no lado do débito. Somente isso quer dizer "a conta do ativo tem 
natureza devedora". Significa dizer, repito, que ela aumenta a débito (e 
diminui, conseqüentemente, a crédito).
Por outro lado, a contas de natureza Credora (Passivo, Patrimônio Líquido e 
Receitas) aumentam com lançamentos a crédito e diminuem com lançamentos 
a débito.
Conta Caixa
500,00
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da Receita Federal
Teoria e exercícios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 02
Atenção: Considere que é apenas uma convenção.
Vamos explicar esta situação por meio de um exemplo. Observem este balanço 
patrimonial:
ATIVO PASSIVO
Caixa Fornecedores
300 200
Mercadorias PL
200
Capita Social
300
TOTAL 500 TOTAL 500
Ele equivale ao seguinte:
ATIVO PASSIVO
Caixa 300 Fornecedores 200
Mercadorias 200 Capital Social 300
TOTAL 500 TOTAL 500
Suponhamos que essa entidade tenha sido constituída por dois sócios, que 
firmaram contrato social criando a pessoa jurídica KLS.
Eles dispuseram de R$ 300 (R$ 150 cada) para dar início às atividades. Esse 
montante inicial pode ser em dinheiro ou em quaisquer bens suscetíveis de 
avaliação em dinheiro (Lei 6.404/76, art. 7°) e é denominado de capital social 
(nome importantíssimo!).
Vamos analisar a situação: o Caixa aumentou (passou de zero para R$ 300). A 
conta Caixa é uma conta do Ativo e tem natureza devedora. Se o saldo da 
conta Caixa aumentou, vamos debitar a conta, para representar esse aumento.
O PL também aumentou. Mas o PL tem natureza credora. Portanto, vamos 
creditar a conta Capital Social, no PL, em contrapartida ao débito efetuado na 
conta caixa.
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Teoria e exercícios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 02
O lançamento desta operação será feito da forma seguinte:
Débito - Caixa (ativo) 300,00
Crédito - Capital Social (patrimônio líquido) 300,00
Fácil não é? Está feito. É este o registro contábil (lançamento).
Agora, já em funcionamento, esta empresa compra mercadorias a prazo, no 
valor de R$ 200,00. Como é o lançamento contábil?!
Débito - Mercadorias (ativo) 200,00
Crédito - Fornecedores (passivo) 200,00
Veja-se. As mercadorias estão sendo compradas, passando, com a entrega 
(tradição) a serem propriedade da empresa. Debitamos a conta Estoque para 
registrar o aumento pela entrada da mercadoria.
E creditamos a conta Fornecedores (que é uma conta de Passivo e tem natureza 
credora) para registrar a dívida da empresa com os fornecedores.
Com o decurso das aulas, estes lançamentos ficarão automáticos, de modo que 
vocês saberão:
As contas do ativo e as de despesa têm natureza devedora 
As contas do passivo, do PL e as de receita têm natureza credora.
Se uma conta do ativo aumenta a débito, consequentemente, ela diminui a 
crédito. De igual modo, se uma conta do patrimônio líquido aumenta por 
lançamento a crédito, diminui por lançamento a débito.
Mais um exemplo para fixação. Como contabilizar a compra de um veículo à 
vista, no valor de R$ 30.000,00?
Veja que o veículo é um bem. Em que grupo devemos classificar os bens? No 
ativo! Se for à vista está saindo dinheiro do caixa (outra conta do ativo).
Na compra do veículo, está recebendo o carro (o que aumenta o Ativo) e 
diminuindo o Caixa, pela saída do dinheiro, portanto teremos:
Débito - Veículos (ativo) 30.000,00
Crédito - Caixa (ativo) 30.000,00
Está feito o lançamento.
E se essa compra fosse 50% à vista e 50% a prazo? Bem, neste caso, teríamos 
o mesmo débito em veículos, de R$ 30.000,00 e o mesmo crédito de caixa, mas
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Teoria e exercícios comentados
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no montante de R$ 15.000,00. O restante seria computado como obrigação. E 
onde lançamos as obrigações? No passivo exigível. Ficaria assim:
Débito - Veículos (ativo) 30.000,00
Crédito - Caixa (ativo) 15.000,00
Crédito - Financiamentos a pagar (passivo) 15.000,00
Vejam que segundo o método das partidas dobradas o valor dos créditos deve 
ser sempre igual ao dos débitos.
E se esse veículo fosse vendido metade à vista, metade a prazo, antes do 
registro de qualquer depreciação, sem lucro ou prejuízo. Como lançaríamos?
Débito - Caixa 15.000,00
Débito - Duplicatas a receber 15.000,00
Crédito - Veículo 30.000,00
RESUMINDO! GRAVE:
Contas do ativo ^ Aumentam a débito e diminuem a crédito.
Consta do passivo e PL ^ Aumentam a crédito e diminuem a débito.
O que você deve conceber agora é que sempre que houver qualquer aumento 
ou diminuição de uma ou mais contas a débito, terá de existir uma 
compensação com o aumento ou diminuição de uma ou contas a crédito. Isso é 
o chamado método das partidas dobradas.
Com base no método das partidas dobradas, algumas conclusões podem ser 
tomadas:
1) A soma dos débitos é sempre igual à soma dos créditos.
2) Um ou mais débitos numa ou mais contas deve corresponder a um ou mais 
créditos de valor equivalente em uma ou mais contas.
3) O total do ativo será sempre iSJual á soma do passivo exigível com o 
patrimônio líquido.
Imaginemos agora as seguintes situações e façamos os lançamentos contábeis:
1) Constituição da sociedade KLS mediante R$ 100.000,00 totalmente 
integralizados em espécie.
2) Compra de um veículo por R$ 10.000,00 à vista.
3) Compra de mercadorias por R$ 50.000,00 a prazo.
4) Pagamento de metade da dívida com o fornecedor.
5) Entrada de outro sócio com capital social de R$ 30.000,00, integralizado com 
um terreno.
Vamos lá!
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1) Constituição da sociedade KLS mediante R$ 100.000,00 totalmente 
integralizados em espécie.
Débito - Caixa 100.000,00
Crédito - Capital Social 100.000,00
2) Compra de um veículo por R$ 10.000,00 à vista.
Débito - Veículos 10.000,00
Crédito - Caixa 10.000,00
3) Compra de mercadorias por R$ 50.000,00 a prazo.
Débito - Mercadorias 50.000,00
Crédito - Fornecedores 50.000,00
4) Pagamento de metade da dívida com o fornecedor.
Débito - Fornecedores 25.000,00
Crédito - Caixa 25.000,00
5) Entrada de outro sócio com capital social de R$ 30.000,00, 
integralizado com um terreno.
Débito - Terrenos 30.000,00
Crédito - Capital Social 30.000,00
ELEMENTOS ESSENCIAISDE UM LANÇAMENTO
é essencial que conste em um lançamento:
Elementos essenciais do lançamento
1) Local (pode ser suprimido, considerando-se feito no local do 
estabelecimento) e data;
2) Conta debitada;
3) Conta creditada;
4) Histórico;
5) Valor.__________________________________________________________________
Por exemplo. O lançamento de uma compra à vista de mercadorias no valor de 
R$ 100 pode ser descrito da seguinte forma:
Vitória/ES, 21 de dezembro de 2010. 
Débito - Mercadorias
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Crédito - Caixa
Conforme nota fiscal de compra n. 1.000, emitida pela empresa X LTDA R$ 100.
Todavia, para ganhar praticidade, não precisamos fazer isso para "matar" 
questões. Basta fazer
D - Mercadorias 
C - Caixa 100.
Ou
Mercadorias 
a Caixa 100.
A preposição "a" indica conta creditada.
Admite-se o uso de códigos e/ou abreviaturas, nos históricos dos lançamentos, 
desde que permanentes e uniformes, devendo constar o significado dos códigos 
e/ou abreviaturas no Livro Diário ou em registro especial revestido das 
formalidades extrínsecas daquele.
FÓRMULAS DO LANÇAMENTO
Os lançamentos podem ser de:
1a FÓRMULA
Envolve uma conta a débito e uma conta a crédito.
Exemplo: compra de mercadoria à vista
D - Mercadorias 
C - Caixa 100.
2a FÓRMULA
Envolve uma conta a débito e duas ou mais a crédito.
Exemplo: compra de mercadoria, metade à vista, metade a prazo.
D - Mercadorias 100
C - Caixa 50
C - Fornecedores 50.
Ou assim,
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Mercadorias 
a Diversos 
a Caixa
a Fornecedores
100
50
50
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3a FÓRMULA
Envolve duas ou mais contas a débito e uma conta a crédito.
Exemplo: Realização da prestação de serviço, recebida metade à vista e metade 
para 30 dias.
D - Caixa 100
D - Clientes 100
C - Receita de prestação de serviços 200
4a FÓRMULA
Envolve duas ou mais contas a débito e duas ou mais contas a crédito.
Exemplo: compra de canetas, no valor de R$ 100, sendo metade à vista e 
metade a prazo, a ser utilizada metade como estoque de material de consumo e 
metade como mercadoria para revenda.
D - Material de consumo 50
D - Mercadoria para revenda 50
C - Caixa 50
C - Fornecedores 50
Macete
Lançamento Débito Crédito
1a fórmula 1 1
2a fórmula 1 1 2
3a fórmula 2 1
4a fórmula 2 2
é só ver a seqüência de números e teremos: 11, 12, 21, 22. Em ordem 
crescente.
Observando: onde está escrito 2, deve ser entendido como 2 ou mais.
TIPOS DE FATOS CONTÁBEIS
Dissemos que fatos contábeis são aqueles que têm por escopo promover 
alteração no patrimônio (conjunto de bens, direitos e obrigações) de uma 
entidade.
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Já os atos contábeis são atos relevantes que não alteram o patrimônio da 
entidade, tal como a contratação de empregados, o simples fato de se conceder 
fiança a um terceiro ou avalizar um cheque.
Os fatos contábeis são divididos hoje em três grupos:
1) Modificativos;
2) Permutativos;
3) Mistos.
FATO PERMUTATIVO OU QUALITATIVO
Como o próprio nome já diz, os fatos permutativos alteram o patrimônio 
somente em aspectos qualitativos. Seria como, por exemplo, trocar o meu 
Fusca, avaliado em R$ 3.000,00, pela sua Brasília, avaliada pelo mesmo valor.
Os fatos permutativos configuram apenas trocas, permutas, entre bens do 
ativo e passivo exigível, sem que haja alteração no valor total do patrimônio 
líquido e contas de resultado.
As trocas podem ser entre elementos do ativo, passivo, de ambos, ou entre 
elementos da situação líquida.
1) PERMUTA ENTRE ELEMENTOS DO ATIVO
Suponha a compra de mercadoria à vista no valor de R$ 500,00. O lançamento, 
como já visto, é o que se segue:
D - Mercadorias 500,00
C - Caixa 500,00
Vejam que ambas as contas são do ativo. Tivemos um aumento na conta 
mercadorias e uma diminuição na conta caixa.
2) PERMUTA ENTRE ELEMENTOS DO PASSIVO
Suponha, por exemplo, que a empresa A tenha uma dívida com B, no montante 
de R$ 1.000,00. Porém, B pediu a A que promovesse a quitação perante C. Se 
na contabilidade de A tivéssemos:
Dívida com B 
" 1.000
Com a transferência da dívida ficaria:
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Dívida com B
(i) 1.000 1.000
Dívida ̂com C
1000 (i)
3) PERMUTA ENTRE ELEMENTOS DO ATIVO E PASSIVO
Por exemplo, compra de mercadoria a prazo.
Débito - Mercadoria 1.000,00 (+ Ativo)
Crédito - Fornecedores 1.000,00 (+ Passivo)
Quando promovermos o pagamento desta mercadoria, teremos outro fato 
permutativo.
Débito - Fornecedores 1.000 (- Passivo)
Crédito - Caixa 1.000 (- Ativo)
4) PERMUTA ENTRE ELEMENTOS DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
A primeira coisa aqui importante é que vocês percebam que não se trata este 
tipo de fato permutativo de aumento do grupo PL, mas somente de permuta 
entre contas deste grupo.
Por exemplo, se a sociedade A tem uma reserva estatutária no valor de R$ 
100.000,00 e resolve se utilizar deste valor para aumentar seu capital social.
Isto será registrado pelo lançamento:
D - Reservas estatutárias 100.000,00
C - Capital social 100.000,00
Reservas estatutárias
(i) 100.000 100.000
Capita Social
(i) 100.000
FATO MODIFICATIVO OU QUANTITATIVO
Os fatos modificativos são aqueles que têm o condão de alterar, para mais ou 
para menos, o patrimônio líquido. A doutrina também os denomina como fatos 
quantitativos.
Enquanto os fatos permutativos envolvem apenas contas patrimoniais, os fatos 
modificativos envolvem também conta de resultados (receitas e despesas).
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Assim, frise-se, o fato modificativo provoca aumento ou redução do ativo ou 
passivo e, concomitantemente, modificação na situação líquida.
Os fatos modificativos podem ser:
1) MODIFICATIVO AUMENTATIVO
é aquele que provoca aumento da situação líquida mediante aumento do ativo 
ou diminuição do passivo. Amigos, quando falamos de situação líquida e 
apresentamos contas de resultado (apuradas na DRE), lembrem-se de que o 
resultado do exercício (lucro ou prejuízo) integra o capital próprio.
Exemplo 1: Recebimento de receita de juros no valor de R$ 700,00, em 
31.05.2011, referente ao mês de maio de 2011.
Débito - Bancos conta movimento 700,00 (+ Ativo)
Crédito - Receita de juros 700,00 (+ Receita)
Exemplo 2: O Governo do Estado do Rio de Janeiro publicou lei que concede 
remissão do ICMS. A empresa ALFA tem débito no valor de R$ 5.000,00 que 
foram abrangidos.
Débito - ICMS a pagar 5.000 (- Passivo)
Crédito - Receita operacional/tributária 5.000 (+ Receita)
2) MODIFICATIVO DIMINUTIVO
O fato modificativo diminutivo é aquele que tem o condão de reduzir a situação 
líquida da empresa. Essa redução se dá, geralmente, pelo aumento do passivo 
ou pela redução do ativo.
Exemplo 1: Apropriação de despesa de salários no valor de R$ 10.000,00,relativo ao mês de janeiro de 2011, em janeiro de 2011.
Débito - Despesa de salário 10.000,00 (+ Despesa)
Crédito - Salários a pagar 10.000,00 (+ Passivo)
Exemplo 2: Despesa com energia elétrica, no valor de R$ 500,00, paga dentro 
do próprio mês.
Débito - Despesa com energia 500 (+ Despesa)
Crédito - Caixa 500 (- Ativo)
FATO MISTO
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Fato misto é o que envolve, ao mesmo tempo, um fato permutativo e um fato 
modificativo. Acarreta, portanto, alterações no ativo e PL, no passivo e no PL ou 
no ativo, passivo e PL.
1) FATO MISTO AUMENTATIVO
é quando o fato misto tem o condão de aumentar a situação líquida patrimonial.
Pagamento de um duplicata no valor de R$ 1.000,00, com desconto de R$ 
200,00.
D - Duplicatas a pagar 1.000,00 (- Passivo)
C - Bancos 800,00 (- Ativo)
C - Descontos financeiros 200,00 (+ Resultado = Receita)
2) FATO MISTO DIMINUTIVO
É quando o fato misto tem o condão de diminuir a situação líquida patrimonial.
O exemplo clássico aqui é o pagamento de uma duplicata, de R$ 1.000,00 com 
a incidência de juros de 10%, por exemplo.
Lançamento:
Débito - Duplicatas a pagar 1.000
Débito - Despesa de juros 100
Crédito - Bancos conta movimento 1.100
RETIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO CONTÁBIL
Retificação de lançamento é o processo técnico de correção de registro 
realizado com erro na escrituração contábil da entidade e pode ser feito por 
meio de:
a) estorno;
b) transferência; e
c) complementação.
Em qualquer das formas citadas acima, o histórico do lançamento deve precisar 
o motivo da retificação, a data e a localização do lançamento de origem.
O e s to rn o consiste em lançamento inverso àquele feito erroneamente, 
anulando-o totalmente.
Lançamento de tra n s fe rê n c ia é aquele que promove a regularização de conta 
indevidamente debitada ou creditada, por meio da transposição do registro para 
a conta adequada.
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Lançamento de complementação é aquele que vem posteriormente 
complementar, aumentando ou reduzindo o valor anteriormente registrado.
Os lançamentos realizados fora da época devida devem consignar, nos seus 
históricos, as datas efetivas das ocorrências e a razão do registro 
extemporâneo.
LIVROS CONTÁBEIS E FISCAIS
O registro dos fatos contábeis, em seu conjunto, denomina-se escrituração. A 
escrituração é encontrada nos livros contábeis e fiscais. Estudemos os 
principais.
LIVRO DIÁRIO
Este livro está regulado pelo Código Civil, que prescreve:
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um 
sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração 
uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e 
a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o diário, 
que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou 
eletrônica.
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para 
o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico.____________
O livro diário é um livro que contém o registro de todo e cada lançamento em 
ordem cronológica, fato que nos permite compreender a seqüência de 
acontecimentos ocorridos na empresa. Ele é obrigatório para a quase que 
totalidade dos empresários (ressalvai se o pequeno empresário previsto na LC 
123/2006).
Algumas bancas indagam frequentemente se "a escrituração do livro diário 
pode ser substituída pela escrituração obrigatória do livro razão". Tais 
questionamentos devem ser tidos como incorretos, pois cada livro cumpre a sua 
função de modo distinto. O livro diário é obrigatório pela legislação empresarial, 
comercial, já o livro razão é facultativo sob esta ótica.
O registro de uma operação no livro Diário é denominado de "PARTIDA DE 
DIÁRIO", ou simplesmente "LANÇAMENTO" (isso mesmo, o lançamento que 
estamos tratando nesta aula). Alguns requisitos existem para essas partidas de 
diário, a saber:
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Resolução 1.330, CFC:
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Item 6. A escrituração em forma contábil de que trata o item 5 deve conter, no 
mínimo:
a) data do registro contábil, ou seja, a data em que o fato contábil ocorreu;
b) conta devedora;
c) conta credora;
d) histórico que represente a essência econômica da transação ou o código de 
histórico padronizado, neste caso baseado em tabela auxiliar inclusa em livro 
próprio;
e) valor do registro contábil;
f) informação que permita identificar, de forma unívoca, todos os registros que 
integram um mesmo lançamento contábil.
No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do 
documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as 
operações relativas ao exercício da empresa. Admite-se a escrituração resumida 
do Diário, com totais que não excedam o período de trinta dias, relativamente 
a contas, cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do 
estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares regularmente 
autenticados, para registro individualizado, e conservados os documentos que 
permitam a sua perfeita verificação.
Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, 
devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente 
habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária.
O livro diário possui algumas formalidades, extrínsecas e intrínsecas, vamos 
vê-las:
Formalidades do livro diário
Extrínsecas (Finalidade: dificultar adulteração):
- Deve ser encadernado;
- As folhas devem ser numeradas;
- Deve ser autenticado pela Junta Comercial do Estado (empresas mercantis) 
ou pelo Registro Civil de Pessoas Jurídicas (empresas civis); e
- Deve haver termo de abertura e termo de encerramento.
Intrínsecas (Finalidade: resguardar a fidedignidade dos fatos ocorridos 
em relação aos fatos registrados):
- Seguir uma ordem cronológica;
- Não deve haver rasuras, borrões, sinais, linhas em branco, entrelinhas, folhas 
em branco, etc; e
- A escrituração deve ser feita em língua e moeda nacionais.__________________
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Resumindo, o diário é:
4- Obrigatório (exigido pelo Código Civil);
4- Principal (registra todos os fatos contábeis);
4- Comum (para todas as empresas);
4- Cronológico (fatos contábeis registrados em ordem cronológica). 
LIVRO RAZÃO
O livro razão é facultativo, principal (isto é, registram todos os fatos) e 
sistemático (leva em conta principalmente a organização das informações).
Segundo a legislação do IR, os contribuintes sujeitos à apuração do lucro real 
devem escriturar o livro razão.
Vejamos um exemplo de lançamento no livro razão:
R a z ã o A n a l ít ic o
XPTO Com érc io LTda Data: CNPJ: 0 1 .3 42 .57 5 /0 0 0 1 -8 7 Período:
Conta: Bancos C ta. M ovim ento - B radesco S /A
D a ta H is tó r ic o d a O p e r a ç ã o D é b ito C r é d ito S a ld o
01 .01 .2008 Sa ldo In ic ia l 1 .000 ,00D
02 .01 .2008 Depósito 500 ,00 1 .500 ,00 D
02 .01 .2008 Cheque n° 050070 200 ,00 1 .300 ,00 D
To ta is 500 ,00 200 ,00 1 .300 ,00 D
Esses dois são os dois principais livros que caem em concursos. Vejamos, 
porém, outros que podem ser objeto de cobrança:
LIVRO CAIXA
Registra as entradas e saídas de numerário. Os registros devem ser 
efetuados em ordem cronológica e, pyp r isso, pode ser utilizado como auxiliar do 
Livro Diário, devendo atender a todas as formalidades exigidas.
O livro caixa é obrigatório para contribuintes que estejam no regime 
simplificado previsto na Lei Complementar 123/2006.
LIVRO REGISTRO DE INVENTÁRIO E ENTRADA E SAÍDA DE 
MERCADORIAS
Registra os bens de consumo, as mercadorias, as matérias-primas e outros 
materiais que se achem estocados nas datas em que forem levantados os 
balanços.
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Temos ainda os livros registros de entrada e saída de mercadorias, que servem 
para auxiliar os empresários a apurarem o quanto entra e sai de mercadoria no 
estoque da empresa durante o exercício.
LIVROS OBRIGATÓRIOS PARA AS SOCIEDADES ANÔNIMAS
Segundo a Lei 6.404, artigo 100, a companhia deve ter, além dos livros 
obrigatórios para qualquer comerciante, os seguintes, revestidos das mesmas 
formalidades legais:
I - o livro de Registro de Ações Nominativas.
II - o livro de "Transferência de Ações Nominativas".
III - o livro de "Registro de Partes Beneficiárias Nominativas" e o de 
"Transferência de Partes Beneficiárias Nominativas".
IV - o livro de Atas das Assembléias Gerais.
V - o livro de Presença dos Acionistas.
VI - os livros de Atas das Reuniões do Conselho de Administração, se houver, e 
de Atas das Reuniões de Diretoria.
VII - o livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
O balancete de verificação é um demonstrativo de caráter auxiliar em que são 
relacionadas todas as contas, sejam ela patrimoniais ou de resultado.
Através do balancete de verificação separamos as contas de saldo devedor das 
de saldo credor, em duas colunas.
Serve tão-somente para o correto apontamento da utilização do método das 
partidas dobradas. Caso haja a existência de débito sem crédito 
correspondente, o balancete acusará. E vice-versa.
Nem todos os erros de escrituração são constatáveis no balanço patrimonial. 
Exemplifiquemos.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO DA EMPRESA ALFA
Sald o
Conta Devedor Credor
Banco 10
Clientes 20
Capital a realizar 50
Capital 100
Salários a pagar 10
Caixa 15
Mercadorias 40
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Empréstimos obtidos 40
Prejuízos acumulados 20
Fornecedores 5
Total 155 155
Suponhamos que a conta mercadorias corresponda a uma única compra. 
Todavia, erroneamente, o contabilista escriturou o valor a crédito. Neste caso, 
será que constataríamos o erro através do balancete?
Sald o
Conta Devedor Credor
Banco 10
Clientes 20
Capital a realizar 50
Capital 100
Salários a pagar 10
Caixa 15
Mercadorias 40
Empréstimos obtidos 40
Prejuízos acumulados 20
Fornecedores 5
Total 115 195
Vejam que neste caso o total dos saldos credores não foi igual ao total dos 
saldos devedores. O erro foi constatável através do balancete de verificação.
Suponhamos agora que ao invés de registrar a entrada na conta mercadorias, o 
correspondente valor de R$ 40,00 foi registrado na conta bancos a débito. 
Neste caso, constataríamos o erro através do balancete?
Sald o
Conta Devedor Credor
Banco 50
Clientes 20
Capital a realizar 50
Capital 100
Salários a pagar 10
Caixa 15
Empréstimos obtidos 40
Prejuízos acumulados 20
Fornecedores 5
Total 155 155
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Vejam que esta situação não é perceptível no balancete, posto que o balancete 
não tem o escopo de verificar os lançamentos em espécie, mas somente o saldo 
da totalidade das contas.
Amigos, todas as informações para a confecção do balancete de verificação são 
extraídas do LIVRO RAZÃO, posto que nele temos os saldo de que 
necessitamos para elaborá-lo.
PROVISÕES: FÉRIAS, 13° SALÁRIO, DEVEDORES DUVIDOSOS,
CONTINGÊNCIAS PASSIVAS.
Até 2008, a contabilidade das empresas era fortemente influenciada pela 
regulamentação do Imposto de Renda. As demonstrações contábeis eram 
elaboradas, em sua maioria, seguindo os preceitos da legislação fiscal, e não o 
que seria mais correto contabilmente.
Com as alterações introduzidas na contabilidade, para harmonização com as 
Normas Internacionais, houve uma grande alteração nesse conceito. A 
contabilidade passou (ou deveria passar) a ser elaborada de acordo com os 
critérios tecnicamente mais corretos, e não os critérios fiscais.
As diferenças devem ser ajustadas extra-contabilmente, no LALUR - Livro de 
Apuração do Lucro Real.
Por exemplo, até 2008, todos os veículos eram depreciados em 5 anos, que é o 
tempo admitido pelo regulamento da Imposto de Renda.
A partir de 2008, se uma empresa adquirir dois veículos idênticos, e a melhor 
estimativa técnica for de vida útil de 4 anos para um e de 6 anos para o outro 
(o primeiro será usado em condições mais severas que o segundo), deve 
depreciá-los de acordo com esses prazos.
A diferença para o permitido pelo Imposto de Renda é ajustada no LALUR.
A ESAF (que organiza o concurso para os auditores do Imposto de Renda) 
costumava apresentar questões contábeis fortemente influenciadas pelo 
Regulamento do IR.
Todavia, em 2009 e 2012 estes assuntos não foram cobrados. Vamos 
apresentar as determinações do Regulamento do IR, para o tópico acima, com 
questões da ESAF; e vamos explicar as alterações, com questões de outras 
bancas.
Muito bem, vamos começar.
O Pronunciamento Técnico CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos 
Contingentes oferece as seguintes definições:
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Definições
10. Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento, com os significados 
especificados:
Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos.
Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já 
ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos da 
entidade capazes de gerar benefícios econômicos.
Passivo contingente é:
(a) uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência 
será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros 
incertos não totalmente sob controle da entidade; ou
(b) uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é 
reconhecida porque:
(i) não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios 
econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; ou
(ii) o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade.
Comentários:
Já estudamos a definição de Passivo nas aulas passadas.
Considerando as definições acima, principalmente que Provisão é um Passivo de 
prazo ou valor incerto, e que Passivo é uma obrigação presente da entidade, 
vemos que a expressão "Provisão para Devedores Duvidosos" está incorreta.
Vamos supor que a empresa pospua um valor a receberde, digamos, 
R$100.000,00. Com base em experiências passadas, sabe que é mais provável 
que vá receber R$ 97.000,00 (apresenta um índice de inadimplência de 3%).
Esta situação iria gerar o seguinte lançamento:
D - Despesa com devedores duvidosos (resultado) 3.000,00
C - Provisão para Devedores Duvidosos (Ret. Ativo) 3.000,00
Mas esse valor não será pago a ninguém. Não é um Passivo, é apenas uma 
redução do valor esperado dos recebimentos. Assim, o mais correto seria 
chamar essa conta de "Perdas Estimadas com Devedores Duvidosos" ou "Ajuste 
para perdas com devedores duvidosos", ou outra denominação semelhante.
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Mas, como já está consagrada a expressão "Provisão para Devedores 
Duvidosos", vamos utilizá-la, embora a natureza desta conta não seja de 
Provisão, e sim de Ajuste.
Conforme o CPC 25:
7. Este Pronunciamento Técnico define provisão como passivo de prazo ou valor 
incertos. Em alguns países o termo "provisão" é também usado no contexto de 
itens tais como depreciação, redução ao valor recuperável de ativos e créditos 
de liquidação duvidosa: estes são ajustes dos valores contábeis de ativos e não 
são tratados neste Pronunciamento Técnico.
Provisão e outros passivos
A diferença entre as provisões e os outros passivos referem-se à incerteza 
sobre o prazo ou o valor do desembolso necessário para sua liquidação.
Assim, as contas a pagar são passivos a pagar por conta de bens ou serviços 
fornecidos ou recebidos e que tenham sido faturados ou formalmente acordados 
com o fornecedor. Não há incerteza sobre o prazo ou o valor do pagamento. 
Portanto, temos Contas a Pagar ou Fornecedores, mas não Provisão para 
Pagamento de Estoques ou Provisão para Fornecedores.
Da mesma forma, há alguns passivos derivados da apropriação pelo regime de 
competência (também chamados accruals), que também se constituem em 
Passivo, e não em Provisão.
Como exemplo, podemos citar a apropriação das despesas de férias por 
competência. A cada mês trabalhado, o funcionário adquire direito a 1/12 avos 
de férias. Portanto, deve ser reconhecido um Passivo, referente a eventos 
passados (o mês já trabalhado) e de cuja liquidação se espera a saída de 
recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. Assim, essa 
apropriação por competência deveria ser chamada de "Férias a Pagar", e não de 
"Provisão para Férias".
Embora algumas vezes seja necessário estimar o valor ou prazo desses 
passivos, a incerteza é geralmente muito menor do que nas provisões.
No caso de Provisão, há incerteza quanto ao prazo de pagamento ou ao valor.
Mas, como já é amplamente usado na contabilidade, vamos aceitar as 
expressões "Provisão para Férias" e "Provisão para 13°", embora, 
tecnicamente, sejam incorretas.
Texto do Pronunciamento 25:
Relação entre provisão e passivo contingente
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12. Em sentido geral, todas as provisões são contingentes porque são incertas 
quanto ao seu prazo ou valor. Porém, neste Pronunciamento Técnico o termo 
"contingente" é usado para passivos e ativos que não sejam reconhecidos 
porque a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um 
ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controle da entidade. 
Adicionalmente, o termo passivo contingente é usado para passivos que não 
satisfaçam os critérios de reconhecimento.
13. Este Pronunciamento Técnico distingue entre:
(a) provisões - que são reconhecidas como passivo (presumindo-se que possa 
ser feita uma estimativa confiável) porque são obrigações presentes e é 
provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja 
necessária para liquidar a obrigação; e
(b) passivos contingentes - que não são reconhecidos como passivo porque 
são:
(i) obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade 
tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de 
recursos que incorporam benefícios econômicos, ou
(ii) obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento
deste Pronunciamento Técnico (porque não é provável que seja necessária uma 
saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a 
obrigação, ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do 
valor da obrigação).________________________________________________________
Comentários:
Há, portanto, uma diferença fundamental entre Provisão e Passivo Contingente:
As provisões são contabilizadas, e os Passivos Contingentes não são.
Os Passivos Contingentes não são contabilizados, pois:
1) Ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação 
presente;
2) ou existe a obrigação presente, mas não é provável que seja necessária 
uma saída de recursos para liquidá-la;
3) ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da 
obrigação.
Veremos, a seguir, as condições para que uma provisão seja reconhecida
(contabilizada). Conforme o pronunciamento 25:
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Comentários:
Vamos examinar estas condições através de alguns exemplos:
Exemplo 1 - Garantia Um fabricante dá garantias no momento da venda para 
os compradores do seu produto. De acordo com os termos do contrato de 
venda, o fabricante compromete a consertar, por reparo ou substituição, 
defeitos de produtos que se tornarem aparentes dentro de três anos desde a 
data da venda. De acordo com a experiência passada, é provável (ou seja, mais 
provável que sim do que não) que haverá algumas reclamações dentro das 
garantias.
Obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação - 
O evento que gera a obrigação é a venda do produto com a garantia, o que dá 
origem a uma obrigação legal.
Saída de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação - Provável para 
as garantias como um todo. Ou seja, ainda que a possibilidade de um 
determinado produto quebrar seja pequena, a possibilidade de que alguns 
quebrarão durante o período da garantia é alta, considerando-se o conjunto de 
todos os produtos vendidos.
Conclusão - A provisão é reconhecida pela melhor estimativa dos custos para 
consertos de produtos com garantia vendidos antes da data do balanço (ver 
itens 14 e 24).
Exemplo 2A - Terreno contaminado - é praticamente certo que a 
legislação será aprovada
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Uma entidade do setor de petróleo causa contaminação, mas efetua a limpeza 
apenas quando é requerida a fazê-la nos termos da legislação de um país em 
particular no qual ela opera. O país no qual ela opera não possui legislação 
requerendo a limpeza, e a entidade vem contaminando o terreno nesse país há 
diversos anos. Em 31 de dezembro de 20X0 é praticamente certo que um 
projeto de lei requerendo a limpeza do terreno já contaminado será aprovado 
rapidamente após o final do ano.
Obrigação presente como resultado de evento passado que gera obrigação - 
O evento que gera a obrigação é a contaminação do terreno, pois é 
praticamente certo que a legislação requeira a limpeza.
Saída de recursos envolvendo benefícios futuros na liquidação - Provável.
Conclusão - Uma provisãoé reconhecida pela melhor estimativa dos custos de 
limpeza.
Nesse exemplo, é importante ressaltar que, antes da aprovação da legislação 
requerendo a limpeza, havia um passivo contingente, o qual não era 
reconhecido contabilmente (não era contabilizado).
A mudança da legislação, exigindo a limpeza, transforma o passivo contingente 
em provisão, a qual deve ser reconhecida pela melhor estimativa.
Vejamos, a seguir, um outro aspecto que pode ser cobrado em concursos.
Vamos supor que uma empresa esteja sendo processada por ex-funcionário.
O evento passado já ocorreu: a propositura da ação judicial. Também é possível 
estimar a saída de recursos. A questão que se coloca é se esta ação deve ser 
contabilizada ou não.
Temos três possíveis situações:
1) Se a saída futura de recursos for provável, deve ser contabilizado e 
divulgado em nota explicativa.
2) Se a saída for possível (mas não provável), não deve ser contabilizado, 
mas deve ser divulgado em nota explicativa.
3) Se a possibilidade de saída de recursos for remota, não deve ser nem 
contabilizado e nem divulgado.
A grande dificuldade reside na avaliação da possibilidade de saída de recursos.
Uma vez estabelecido que a saída é provável, possível ou remota, fica simples
estabelecer o correto tratamento contábil.
Para gravar: Se a saída de recursos for:
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Provável: contabiliza e divulga 
Possível: Não contabiliza, mas divulga.
Remota: Não contabiliza e nem divulga.
REGULAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA
Vamos ver como a legislação do Imposto de Renda trata deste assunto. No site 
da receita federal, há uma página de "perguntas e respostas", na qual consta o 
seguinte:
Em que consistem as provisões?
Provisões são expectativas de obrigações ou de perdas de ativos resultantes da 
aplicação do princípio contábil da Prudência. São efetuadas com o objetivo de 
apropriar no resultado de um período de apuração, segundo o regime de 
competência, custos ou despesas que provável ou certamente ocorrerão no 
futuro.
O que fazer se a provisão não chegar a ser utilizada no período de 
apuração seguinte?
Quando a provisão constituída não chegar a ser utilizada ou for utilizada só 
parcialmente, o seu saldo, por ocasião da apuração dos resultados do período 
de apuração seguinte, deverá ser revertido a crédito de resultado desse período 
de apuração e, se for o caso, constituída nova provisão para vigorar durante o 
período de apuração subseqüente.
Em que condições as provisões serão admitidas pela legislação do 
Imposto de Renda?
Na determinação do lucro real, somente poderão ser deduzidas as provisões 
expressamente autorizadas pela legislação tributária (RIR/1999, art. 335).
Quais são as provisões admitidas pela legislação do Imposto de Renda?
A legislação do imposto de renda somente admite a constituição, como custo ou 
despesa operacional, das seguintes provisões (Lei no 9.249, de 1995, art. 13, I, 
e RIR/1999, art. 335):
1. provisões constituídas para o pagamento de férias de empregados 
(RIR/1999, art. 337);
2. provisões para o pagamento de décimo-terceiro salário (RIR/1999, art. 338);
3. provisões técnicas das companhias de seguro e de capitalização, bem como 
das entidades de previdência privada, cuja constituição é exigida em lei 
especial a elas aplicável (RIR/1999, art. 336);
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A pessoa jurídica ainda poderá constituir contabilmente as provisões 
que não se encontrem expressamente previstas como dedutíveis para 
fins da legislação do imposto de renda?
Além daquelas expressamente previstas na legislação do imposto de renda (Lei 
no 9.249, de 1995, art. 13, I, e Lei no 9.430, de 1996, art. 14), a pessoa 
jurídica poderá continuar a constituir contabilmente as provisões que entenda 
serem necessárias à sua atividade ou aos seus interesses sociais. Todavia, na 
hipótese de a provisão constituída na contabilidade ser considerada indedutível 
para fins da legislação do imposto de renda, a pessoa jurídica deverá efetuar no 
Lalur parte A, a adição do respectivo valor ao lucro líquido do período, para a 
apuração do lucro real. No período em que a provisão for revertida 
contabilmente, ela poderá ser excluída do lucro líquido para fins de 
determinação do lucro real.
Embora conste "perda de ativo" como provisão (veja a primeira resposta do IR, pg. 32 
acima), já vimos que, tecnicamente, a perda de ativo tem a natureza de ajuste.
Por exemplo, o Manual de Contabilidade Societária, da equipe de professores da 
USP - FIPECAFI- usa a denominação "Perdas Estimadas em Créditos de 
Liquidação Duvidosa", ao invés de "Provisão para Devedores Duvidosos".
Mas se a banca usar a consagrada expressão "Provisão para Devedores 
Duvidosos", devemos aceitar.
Há apenas duas provisões que são dedutíveis: a de férias e de 13° salário. 
(Embora tecnicamente sejam "Passivos", e não "Provisões", vamos usar a 
segunda denominação.)
PROVISÃO PARA PAGAMENTO DE FÉRIAS:
Entre os direitos dos funcionários, encontra-se o direito às férias, após trabalhar 
um ano.
Mas, contabilmente, deve ser reconhecido 1/12 por mês, para observar o 
Princípio da Competência.
A legislação estabelece que o funcionário tem direito às férias, após um ano de 
trabalho; se for demitido antes de um ano, a empresa deve pagar férias 
proporcionais. Ou seja, o funcionário demitido após 9 meses de trabalho tem 
direito a 9/12 do salário, referente às férias proporcionais.
A provisão de férias é dedutível para efeito de Imposto de Renda, e deve ser 
calculada individualmente para cada funcionário.
A contagem de dias de férias a que o funcionário tem direito na data do 
enceramento das demonstrações financeiras será efetuada da seguinte forma:
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1) Nos casos de períodos completos, após 12 meses de trabalho, o funcionário 
terá direito a férias na seguinte proporção:
Até 5 faltas ^ 30 dias corridos 
De 6 a 14 faltas ^ 24 dias corridos 
De 15 a 23 faltas ^ 18 dias corridos 
De 24 a 32 faltas ^ 12 dias corridos 
Acima de 32 faltas ^ perde o direito às férias.
2) Período incompleto: deverá ser constituída provisão para pagamento das 
férias proporcionais, com base em 1/12 avos do salário mais encargos por mês 
ou fração superior a 14 dias.
Além do salário, devem ser também provisionados os encargos e o adicional de 
férias (um terço).
Os principais encargos são o INSS e o FGTS.
INSS: Há dois tipos de recolhimentos que as empresas realizam, para o INSS:
1) INSS retido do funcionário: as empresas descontam dos funcionários a 
contribuição previdenciária sobre o salário recebido, e posteriormente repassa o 
valor para o INSS. Não é despesa da empresa. Essa parcela do recolhimento 
ao INSS é devido pelo empregado. A empresa apenas desconta e repassa. O 
percentual de desconto varia de 8% a 11%, conforme a faixa salarial do 
funcionário.
Este valor não é incluído na provisão para férias, pois não é encargo da 
empresa.
Vamos ver como ficaria a contabilização do pagamento de salário no valor de 
R$ 1.000,00, com retenção do INSS de 9%:
D - Despesa de salário 1.000
C - INSS retido a recolher (Passivo) 90
C - Salários a pagar (Passivo) 910
Pelo pagamento do salário:
D - Salário a pagar 910
C - Caixa 910
Pelo recolhimento do INSS:
D- INSS retido a recolher 90
C - Caixa 90
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Como se observa, o INSS não é despesa para a empresa; e também não afeta 
o valor das despesas de salários ( a empresa apenas desconta e repassa, nada 
mais).
2) INSS patronal: Constitui um encargo da empresa, que deve recolher 20% 
do valor da folha salarial ao INSS.
FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) : Também é encargo da 
empresa. Corresponde a 8% do valor do salário. O FGTS fica depositado numa 
conta, em nome do funcionário, e pode ser retirado quando o funcionário é 
demitido, ou em certos casos: compra de imóvel, doença, etc.
Há ainda outra contribuições, como o Seguro de Acidentes de Trabalho, Sebrae, 
Sesc, Senai, etc. Algumas são variáveis, como o SAT (seguro de acidente do 
trabalho), cuja alíquota depende do grau de risco da atividade.
Mas normalmente as questões informam o percentual de encargos sociais que 
deve ser considerado.
Abono de férias: Ao sair de férias, o funcionário tem direito ao Abono de 
férias, no valor de 1/3 do salário. O abono deve ser somado ao salário, para 
calculo dos encargos sociais.
Exemplo: Vamos considerar um funcionário com salário de R$ 1.000 reais e 
com direito a 10/12 avos de férias, no encerramento do balanço. A provisão de 
férias, com abono e encargos, ficaria assim (Obs: vamos calcular apenas o 
INSS patronal, de 20%, e o FGTS, de 8%, como encargos).
Salário 1.000,00
Base para provisão (10/12 avos) 833,00
Abono de férias (1/3) 277,67
Subtotal 1.110,67
INSS (20%) 222,13
FGTS (8%) 88,85
Total Provisão férias 1.421,65
Esse cálculo deve ser feito para todos os funcionários, um a um. A 
contabilização, para os funcionários da produção, entra como custo de mão-de- 
obra; para os outros funcionários, como despesa:
Funcionários da produção:
D - Custo de Mão de obra - provisão de férias 
C - Provisão de Férias (passivo circulante)
Outros funcionários (escritório)
D - Despesa admin. - provisão de férias (resultado) 1.421,65
1.421.65
1.421.65
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1 ................. Teoria e exercícios comentados
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C - Provisão de Férias (passivo circulante) 1.421,65
Observação: A empresa pode contabilizar separadamente cada parcela da 
provisão de férias (férias, abono, INSS a Recolher, FGTS a recolher) ou pode 
contabilizar um valor total e manter um controle à parte, extra-contábil.
PROVISÃO PARA PAGAMENTO DE 13° SALÁRIO
é semelhante à provisão para férias. Deve ser apropriado 1/12 avos do salário 
por mês, mais encargos.
A fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será considerada como mês 
integral.
A provisão para 13° é contabilizada como custo, para os funcionários da 
produção; e como despesa, para os outros funcionários.
Os encargos (INSS e FGTS) também devem ser provisionados.
PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS (PDD)
Registra as perdas esperadas com as contas a receber. Embora não seja mais 
dedutível para imposto de renda, deve continuar sendo calculada e 
contabilizada, para que as contas a receber não constem no balanço por valores 
superiores aos futuros benefícios econômicos.
Embora continue sendo chamada de Provisão, o nome tecnicamente mais 
correto seria "Perdas Estimadas com devedores duvidosos", ou, se formos mais 
rigorosos, "Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa".
A PDD não é mais dedutível para efeito de Imposto de Renda. Atualmente, só 
as perdas efetivas são dedutíveis, conforme o disposto pela Lei 9.430/1996:
Perdas no Recebimento de Créditos 
Dedução
Art. 9° As perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades da 
pessoa jurídica poderão ser deduzidas como despesas, para determinação do 
lucro real, observado o disposto neste artigo.
§ 1° Poderão ser registrados como perda os créditos:
I - em relação aos quais tenha havido a declaração de insolvência do devedor, 
em sentença emanada do Poder Judiciário;
II - sem garantia, de valor:
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a) até R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por operação, vencidos há mais de seis 
meses, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu 
recebimento;
b) acima de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) até R$ 30.000,00 (trinta mil reais), 
por operação, vencidos há mais de um ano, independentemente de iniciados os 
procedimentos judiciais para o seu recebimento, porém, mantida a cobrança 
administrativa;
c) superior a R$ 30.000,00 (trinta mil reais), vencidos há mais de um ano, 
desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu 
recebimento;
III - com garantia, vencidos há mais de dois anos, desde que iniciados e 
mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das 
garantias;
IV - contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica declarada concordatária,
relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a 
pagar (...).________________________________________________________________
Contabilmente, a empresa deve continuar reconhecendo as perdas prováveis 
pela melhor estimativa técnica, ainda que não seja dedutível para o IR. Tais 
valores são ajustados no LALUR.
Exemplo: a empresa KLS possui duplicatas a receber no total de R$ 
100.000,00, AM 31.12.X1. O nível de inadimplência é de 4%. A conta provisão 
para Devedores Duvidosos apresenta saldo de R$ 1.500,00 reais.
O total da PDD deve ser de R$ 100.000 x 4% = R$ 4.000. Como a conta já 
possui um saldo de R$ 1.500,00, podemos usar dois métodos de contabilização: 
1) Reverter o saldo e constituir nova provisão:
Pela reversão do saldo:
D - PDD (retificadora do Ativo) 1.500
C - Reversão de provisão (receita - resultado) 1.500
Pela constituição da nova provisão:
D - Despesa com devedores duvidosos 4.000
C - PDD (retificadora do Ativo) 4.000
2) Complementar a provisão:
Neste caso, aproveitamos o saldo da conta PDD e só contabilizamos o 
complemento (A ESAF costuma usar esse método).
Pela complementação:
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D - Despesa com devedores duvidosos 2.500
C - PDD (retificadora do Ativo) 2.500
No balanço patrimonial, a conta PDD aparece no Ativo, embora tenha saldo 
credor (é retificadora do Ativo):
Ativo
Caixa
Bancos
Duplicatas a Receber 100.000
Provisão para Devedores Duvidosos (4.000)
As baixas por inadimplência serão suportadas pela Provisão. Por exemplo, a 
baixa de uma duplicata no valor de R$ 500,00 seria contabilizada assim:
Baixa de duplicata:
D - PDD 500
C - Duplicatas a Receber 500
Se as perdas com inadimplência superarem o valor da provisão, o excesso 
deverá ser contabilizado em resultado, como "perdas com clientes 
inadimplentes".
Exemplo: Após a constituição da PDD no valor de R$ 4.000,00, a empresa KLS 
teve um total de perdas de R$ 5.000,00, durante o ano.
Contabilização:
D - PDD (ret. do ativo)
D - Perdas com clientes (resultado)
C - Duplicatas a receber (ativo)
CONTINGÊNCIAS PASSIVAS
Não são dedutíveis para o IR, mas devem ser reconhecidas contabilmente. O 
ponto mais importante, nesse tópico, refere-se à diferenciação entre Provisãopara Contingência e Reserva para Contingência.
A Provisão para Contingência deve ser contabilizada quando for provável que 
ocorra a saída de recursos. Além disso, deve ser possível fazer uma estimativa 
confiável do valor da obrigação.
A Provisão para Contingência refere-se, sempre, a fatos já ocorridos, e diminui 
o Resultado do Exercício.
4.000. 00
1.000. 00 
5.000,00
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Exemplo: Provisão para ações trabalhistas, no valor de R$ 1.000,00, cuja saída 
de recursos é considerada provável:
D - Despesa com ações trabalhistas (resultado) 1.000
C - Provisão para Contingências - ações trabalhistas (passivo) 1.000
Já a Reserva de Contingência refere-se a fatos que ainda não ocorreram, mas 
que podem resultar numa diminuição do lucro em período futuro. A sua 
constituição não afeta o lucro do exercício, pois é constituída a partir dos Lucros 
Acumulados.
Para maiores explicações, vamos reproduzir, abaixo, a Nota Explicativa da 
Instrução CVM 59/86:
"Reservas para Contingências - São constituídas com o objetivo de compensar, 
em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda com 
probabilidade de ocorrer, sendo tal perda passível de ser monetariamente 
mensurada (art. 195 da LEI N° 6.404/76).
A ocorrência de tal perda poderá importar, para a sociedade, uma substancial 
redução de seu lucro ou mesmo o ingresso em uma faixa de prejuízo.
Prudentemente, a constituição dessa reserva, prejudicando a distribuição do 
dividendo obrigatório, busca evitar uma situação de desequilíbrio financeiro, 
que ocorreria caso se distribuíssem os dividendos em um exercício, face à 
probabilidade de redução de lucros ou mesmo da ocorrência de prejuízos em 
exercício futuro, em virtude de fatos extraordinários previsíveis.
Por configurar uma postergação no pagamento de dividendos, a constituição 
dessa reserva deve obedecer o § 1° do artigo 195 da LEI N° 6.404/76, isto é, a 
proposta feita pelos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda e 
justificar, com as razões de cautela devidamente fundamentadas, a constituição 
dessa reserva.
A utilização dessa reserva é até recomendável no caso de determinados ramos 
de negócios, diretamente sujeitos a fenômenos naturais ou cíclicos, tais como: 
geadas, secas, inundações. É o caso, também, de empresas que, por outra 
razões definidas, operam com períodos fortemente lucrativos, seguidos de 
períodos com baixa lucratividade ou mesmo prejuízos, desde que seja previsível 
tal situação.
Também pode ser constituída nos casos de suspensão temporária (anormal, 
extraordinária) de produção e, conseqüentemente, perdas devido à paralisação 
não recorrente, não repetitiva, em virtude de substituições ou reformas de 
equipamentos causadas por danos, greves, falta de suprimentos de matérias- 
primas, por períodos relativamente extensos.
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Há, todavia, casos em que o aplicável é a constituição de provisão para 
contingências e não de reserva para contingências.
Com o objetivo de dissipar eventuais dúvidas quanto à aplicabilidade da 
constituição de reservas ou de provisão para contingências, estabelecemos a 
seguir as características de cada uma. Os principais fundamentos para 
constituição da reserva para contingência são:
1. dar cobertura a perdas ou prejuízos potenciais (extraordinários, não 
repetitivos) ainda não incorridos, mediante segregação de parcela de lucros 
que seria distribuída como dividendo;
2. representa uma destinação do lucro líquido do exercício, contrapartida da 
conta de lucros acumulados, por isso sua constituição não afeta o resultado 
do exercício;
3. ocorrendo ou não o evento esperado, a parcela constituída será, em 
exercício futuro, revertida para lucros acumulados, integrando a base de 
cálculo para efeito de pagamento do dividendo e a perda, de fato ocorrendo, 
é registrada no resultado do exercício;
4. é uma conta integrante do patrimônio líquido, no grupamento de reserva de 
lucros.
Quanto à provisão para contingências suas particularidades são:
5. tem por finalidade dar cobertura a perdas ou despesas, cujo fato gerador já 
ocorreu, mas não tendo havido, ainda, o correspondente desembolso ou 
perda. Em atenção ao regime de competência, entretanto, há necessidade 
de se efetuar o registro contábil;
6. representa uma apropriação ao resultado do exercício, contrapartida de 
perdas extraordinárias, despesas ou custos e sua constituição normalmente 
influencia o resultado do exercício ou os custos de produção;
7. deve ser constituída independentemente de a companhia apresentar, afinal, 
lucro ou prejuízo no exercício;
8. visto que o evento que serviu de base à sua constituição já ocorreu, não há, 
em princípio, reversão dos valores registrados nessa provisão. A pequena 
sobra ou insuficiência é decorrente do cálculo estimativo feito à época da 
constituição;
9. finalmente, se a probabilidade for difícil de calcular ou se o valor não for 
mensurável, há necessidade de uma nota explicativa esclarecendo o fato e 
mencionando tais impossibilidades.
São exemplos: indenizações contratuais, contingências fiscais ou trabalhistas,
etc."
A contabilização da Reserva fica assim:
D - Lucros acumulados 1.000
C - Reserva de Contingência (PL) 1.000
A constituição da Reserva de Contingências afeta o valor dos dividendos.
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Contabilidade Geral e Avançada para Auditor Fiscal da Receita Federal
Teoria e exercícios comentados
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa - Aula 02
QUESTÕES COMENTADAS
1. (ESAF/Analista Técnico Administrativo/MF/2013) Assinale a opção correta.
a) A contabilização feita ao mesmo tempo a débito de duas contas e a crédito 
de apenas uma conta caracteriza um lançamento de terceira fórmula.
b) O lançamento contábil efetuado a débito de uma conta de despesa 
aumentará o patrimônio líquido, pois a conta representa um consumo de 
riquezas.
c) A contabilização feita ao mesmo tempo a débito de duas contas e a crédito 
de apenas uma conta caracteriza o registro de um fato administrativo 
aumentativo.
d) O lançamento contábil efetuado a crédito de uma conta de receita aumentará 
o patrimônio líquido, pois a conta representa uma redução de consumo.
e) O lançamento contábil efetuado a crédito de uma conta de despesa reduzirá 
o patrimônio líquido, pois a conta representa um consumo de riquezas.
Comentários
Comentemos item a item...
a) A contabilização feita ao mesmo tempo a débito de duas contas e a 
crédito de apenas uma conta caracteriza um lançamento de terceira 
fórmula.
Item correto. Basta lembrar:
Débito Crédito
1a fórmula 1 1
2a fórmula 1 2
3a fórmula 2 1
4a fórmula 2 2
b) O lançamento contábil efetuado a débito de uma conta de despesa 
aumentará o patrimônio líquido, pois a conta representa um consumo 
de riquezas.
O item está incorreto, a despesas diminuem o resultado do exercício, e, 
consequentemente, o patrimônio líquido.
c) A contabilização feita ao mesmo tempo a débito de duas contas e a 
crédito de apenas uma conta caracteriza o registro de um fato 
administrativo aumentativo.
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O item está incorreto. Não necessariamenteteremos um fato aumentativo. Por 
exemplo, compra de mercadorias de um fornecedor, 50% para material de 
consumo e 50% para venda, no valor de R$ 10.000,00. Lançamos:
D - Material de consumo (ativo) 5.000,00
D - Mercadorias (ativo) 5.000,00
C - Caixa (ativo) 10.000,00
Este é, por exemplo, um fato permutativo.
d) O lançamento contábil efetuado a crédito de uma conta de receita 
aumentará o patrimônio líquido, pois a conta representa uma redução 
de consumo.
Incorreto. Um lançamento a crédito em conta de receita aumenta o resultado, e 
consequentemente o PL. Todavia, as receitas não representam redução de 
consumo, mas, sim, em regra, ganhos obtidos pela empresa.
e) O lançamento contábil efetuado a crédito de uma conta de despesa 
reduzirá o patrimônio líquido, pois a conta representa um consumo de 
riquezas.
As contas de despesa tem lançamento a débito. Item incorreto.
Gabarito ^ A.
2. (ESAF/AFRFB/2002) Da leitura atenta dos balanços gerais da Cia. Emile, 
levantados em 31.12.01 para publicação, e dos relatórios que os acompanham, 
podemos observar informações corretas que indicam a existência de:
Capital de Giro no valor de R$ 2.000,00
Capital Social no valor de R$ 5.000,00
Capital Fixo no valor de R$ 6.000,00
Capital Alheio no valor de R$ 5.000,00
Capital Autorizado no valor de R$ 5.500,00
Capital a Realizar no valor de R$ 1.500,00
Capital Investido no valor de R$ 8.000,00
Capital Integralizado no valor de R$ 3.500,00
Lucros Acumulados no valor de R$ 500,00
Prejuízo Líquido do Exercício no valor de R$ 1.000,00
A partir das observações acima, podemos dizer que o valor do Capital Próprio 
da Cia. Emile é de
a) R$ 5.500,00
b) R$ 5.000,00
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c) R$ 4.000,00
d) R$ 3.500,00
e) R$ 3.000,00
Comentários
Vamos lá! Sobre esta parte de contas, temos um tipo de exercício que será 
também muito recorrente, que é saber o que significa a conta. Como essa 
questão apresentada no AFRFB 2002.
Vejam que ela pede o valor do capital próprio. E o que estamos afirmando ser o 
capital próprio? Nada mais nada menos do que o nosso Patrimônio Líquido.
Das contas apresentadas, compõem o PL somente:
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social 5.000,00
(-) Capital a Realizar_____________ (1.500,00)
Capital Realizado 3.500,00
(-) Prejuízos acumulados_________ (500,00)
Total 3.000,00.
Os prejuízos acumulados correspondem ao lucro que tínhamos no exercício 
anterior R$ 500,00, subtraído dos R$ 1.000,00 que tivemos no presente 
exercício, o que resulta em R$ - 500,00.
Capital de Giro no valor de R$ 2.000,00 ^ Ativo circulante
Capital Fixo no valor de R$ 6.000,00 ^ Ativo não circulante (exceto o realizável
a LP)
Capital Alheio no valor de R$ 5.000,00 ^ Obrigação = Passivo exigível 
Capital Autorizado no valor de R$ 5.500,00 ^ É o valor que está previsto no 
estatuto ou contrato social para que haja aumento do capital social sem haver 
alteração do estatuto/contrato. Não é contabilizável.
Capital Investido no valor de R$ 8.000,00 ^ Ativo total.
Gabarito ^ E.
3. (ESAF/ISS/Fortaleza/2003) A empresa "Q" Ltda. realizou uma operação de 
recebimento de duplicata no valor de R$ 100,00, em dinheiro. Essa operação 
gerou um registro contábil de débito à conta CAIXA e crédito à conta Duplicatas 
a Receber. Assinale o tipo de fato contábil presente na única opção correta.
a) Aumentativo
b) Diminutivo
c) Misto
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e) Permutativo 
Comentários
O lançamento é o seguinte:
Débito - Caixa 100,00 (+ Ativo)
Crédito - Duplicatas a receber 100,00 (- Ativo)
Vejam que se trata de mero fato permutativo entre contas do ativo.
Gabarito ^ E.
4. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2002) Assinale, abaixo, a opção que 
não se enquadra no complemento da frase:
"A companhia deve ter, além dos livros obrigatórios para qualquer comerciante, 
os seguintes, revestidos das mesmas formalidades legais:
a) Livro de Registro de Ações Ordinárias".
b) Livro de Atas das Assembléias-Gerais".
c) Livro de Presença de Acionistas".
d) Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal".
e) Livro de Transferência de Ações Nominativas".
Comentários
Segundo a Lei 6.404, artigo 100, a companhia deve ter, além dos livros 
obrigatórios para qualquer comerciante, os seguintes, revestidos das mesmas 
formalidades legais:
I - o livro de Registro de Ações Nominativas.
II - o livro de "Transferência de Ações Nominativas".
III - o livro de "Registro de Partes Beneficiárias Nominativas" e o de 
"Transferência de Partes Beneficiárias Nominativas".
IV - o livro de Atas das Assembléias Gerais.
V - o livro de Presença dos Acionistas.
VI - os livros de Atas das Reuniões do Conselho de Administração, se houver, e 
de Atas das Reuniões de Diretoria.
VII - o livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal.
Gabarito ^ A.
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5. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2009) Observando o 
patrimônio da empresa Constituída S.A. e as transações realizadas, 
encontramos, em primeiro lugar, os seguintes dados contabilizados:
Capital registrado na Junta Comercial R$ 40.000,00
Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00
Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ 10.500,00
Um Vectra GM do próprio uso R$ 35.000,00
Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00
Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, 
com descontos de 10%; e a contratação de empréstimo bancário de R$ 
6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias.
Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e considerando 
as variações provocadas pelas duas transações do exemplo, pode-se dizer que 
os saldos daí decorrentes, no fim do período, serão devedores e credores de:
a) R$ 51.000,00.
b) R$ 54.540,00.
c) R$ 60.460,00.
d) R$ 60.500,00.
e) R$ 61.060,00.
Comentários
Vamos lá! Temos, inicialmente, um balanço patrimonial. Montemos:
Ativo
Dinheiro guardado em espécie 
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá 
Um Vectra GM do próprio uso
R$ 5.500,00 
R$ 10.500,00 
R$ 35.000,00
Total R$ 51.000,00
Passivo
Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00
Patrimônio Líquido
Capital registrado na Junta Comercial 
Lucros de períodos anteriores
R$ 40.000,00 
R$ 3.500,00
Total R$ 51.000,00
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Pois bem. Segundo a questão, em seguida, constatamos o pagamento de R$ 
3.000,00 da dívida existente, com descontos de 10%; e a contratação de 
empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a 
emissão de notas promissórias.
Vamos realizar os lançamentos?
1) O pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com descontos de 10%;
D - Duplicatas com a GM 
C - Caixa
C - Descontos obtidos
3.000
2.700
300 (Trata-se de conta de receita)
2) Contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo encargos de 
4%, com a emissão de notas promissórias.
D - Bancos 6.240
D - Despesas com NPs 260 (4% x 6.500)
C - Empréstimo bancário 6.500.
Com a realização desses eventos, teremos um novo panorama para o nosso 
balanço patrimonial, qual seja:
Ativo
R$ 2.800 (5.500 - 2.700) 
R$ 6.240,00 
R$ 10.500,00 
R$ 35.000,00 
R$ 54.540,00
PassivoDinheiro guardado em espécie 
Bancos
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá
Um Vectra GM do próprio uso
Total
Um débito, em duplicatas, com a GM 
Empréstimos bancários
Patrimônio Líquido
Capital registrado na Junta Comercial 
Lucros de períodos anteriores
Total
R$ 4.500,00 
R$ 6.500,00
R$ 40.000,00 
R$ 3.540,00 
R$ 54.540,00
Resultado do Exercício
+ Descontos Obtidos 300,00
(-) Despesas com NPs_______________________ 260,00
Total 40,00
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Nosso gabarito, portanto, é a letra B. 
Gabarito ^ B.
6. (ESAF/AFRFB/2009) A quitação de títulos com incidência de juros ou outros 
encargos deve ser contabilizada em lançamentos de segunda ou de terceira 
fórmulas, conforme o caso, pois envolve, ao mesmo tempo, contas patrimoniais 
e de resultado. Especificamente, o recebimento de duplicatas, com incidência de 
juros, deve ter o seguinte lançamento contábil:
a) débito de duplicatas e de juros e crédito de caixa.
b) débito de duplicatas e crédito de caixa e de juros.
c) débito de caixa e crédito de duplicatas e de juros.
d) débito de caixa e de duplicatas e crédito de juros.
e) débito de juros e de caixa e crédito de duplicatas.
Comentários
Essa questão não podemos errar. Trata-se tão-somente de lançamento contábil. 
Os lançamentos podem ser de:
- Primeira fórmula: 1 Débito e 1 Crédito;
- Segunda fórmula: 1 Débito e Vários Créditos;
- Terceira fórmula: Vários Débitos e 1 Crédito;
- Quarta fórmula: Vários Débitos e Vários Créditos.
Quando da venda a prazo lançamos (exemplos numéricos para facilitar):
D - Clientes (Aumenta o ativo) 100,00 
D - Custo da Mercadoria Vendida (Despesa) 50,00 
C - Receita de Vendas (Receita) 100,00 
C - Estoques (Diminui o ativo) 50,00
O aumento da conta clientes se deve à criação de um direito que é gerado pela 
venda a prazo das mercadorias. Se houve o vencimento da dívida e o cliente vai 
quitar a dívida a destempo, isto é, com atraso, normalmente, existe a 
incidência de juros. Supondo o atraso de um mês e os juros de 10%.
No recebimento, será lançado pela empresa que tem saldo a receber:
D - Caixa 110,00 (100,00 de principal + 10 de juros)
C - Clientes 100,00 
C - Juros ativos 10,00.
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Portanto, o gabarito da nossa questão é a letra c. Ponto fácil na prova, ein?
Gabarito ^ C.
7. (ESAF/AFRFB/2009) A firma Comercial de Produtos Frutíferos Ltda., que 
encerra seu exercício social no último dia do ano civil, contabilizou por duas 
vezes o mesmo fato contábil em 31/10/2008, caracterizando o erro de 
escrituração conhecido como duplicidade de lançamento. Esse erro só foi 
constatado no exercício seguinte. Os lançamentos foram feitos a débito de 
conta do resultado e a crédito de conta do passivo circulante. Em face dessa 
ocorrência, pode-se dizer que, no balanço patrimonial de 31/12/2008:
a) a situação líquida da empresa foi superavaliada.
b) o ativo circulante da empresa foi subavaliado.
c) o passivo circulante da empresa apresentou uma redução indevida.
d) o patrimônio líquido da empresa apresentou uma redução indevida.
e) a situação líquida da empresa não foi afetada.
Comentários
A escrituração contábil pode sofrer erros. Como diz o velho ditado, errar é 
humano. Vamos explicar o exercício através de um exemplo? O contabilista da 
Comercial de Produtos Frutíferos tinha uma despesa com empregados a lançar, 
no valor de R$ 1.000. O lançamento correto seria o que se segue:
D - Despesa com salários 1.000,00 
C - Salários a pagar 1.000,00
Além deste lançamento, só há na empresa um capital social, totalmente 
integralizado em dinheiro, no valor de R$ 5.000.
Com estes lançamentos, o balanço patrimonial ficaria assim:
Balanço Patrimonial C O R R E T O
Ativo 5.000 Passivo Exigível 1.000
Capital Social 5.000
Prejuízo Acumulados -1.000
Total 5.000 Total 5.000
Contudo, por descuido, fora contabilizado novamente a provisão para salários. 
Vamos adicionar estes fatos ao balanço. O lançamento é o mesmo apresentado 
acima:
D - Despesa com salários 1.000,00 
C - Salários a pagar 1.000,00
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Balanço Patrimonial I N C O R R E T O
Ativo 5.000 Passivo Exigível 2.000
Capital Social 5.000
Prejuízo Acumulados -2.000
Total 5.000 Total 5.000
Vamos, agora, analisar as assertivas?
a) a situação líquida da empresa foi superavaliada.
Ora, no balanço correto, a situação líquida seria no montante de 5.000 - 1.000 
= 4.000. Como fora duplicado o lançamento, ficou no montante de 3.000 
(5.000 - 2.000). Portanto, com o lançamento duplicado a situação líquida está 
subavaliada.
b) o ativo circulante da empresa foi subavaliado.
O ativo não teve alterações.
c) o passivo circulante da empresa apresentou uma redução indevida.
O passivo não apresentou redução, mas, sim, aumento indevido.
d) o patrimônio líquido da empresa apresentou uma redução indevida.
Correto. Este é o gabarito, conforme explicamos na letra a.
e) a situação líquida da empresa não foi afetada.
Errado, vide os comentários à assertiva a.
Gabarito ^ D.
8. (ESAF/AFRFB/2009) A empresa Revendedora S.A. alienou dois veículos de 
sua frota de uso, por R$ 29.000,00, a vista. O primeiro desses carros já era da 
empresa desde 2005, tendo entrado no balanço de 2007 com saldo de R$ 
25.000,00 e depreciação acumulada de 55%. O segundo veículo foi comprado 
em primeiro de abril de 2008 por R$ 10.000,00, não tendo participado do 
balanço do referido ano de 2007. A empresa atualiza o desgaste de seus bens 
de uso em períodos mensais. Em 30 de setembro de 2008, quando esses 
veículos foram vendidos, a empresa registrou seus ganhos ou perdas de capital 
com o seguinte lançamento de fórmula complexa:
a) Diversos 
a Diversos
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Perdas de Capital 6.000,00 35.000,00 
a Veículo "A" 25.000,00 
a Veículo "B" 10.000,00 35.000,00
b) Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Depreciação Acumulada 18.500,00 47.500,00 
a Veículos 35.000,00
a Ganhos de Capital 12.500,00 47.500,00
c) Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Depreciação Acumulada 17.500,00 46.500,00 
a Veículos 35.000,00
a Ganhos de Capital 11.500,00 46.500,00
d) Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Depreciação Acumulada 13.750,00 42.750,00 
a Veículos 35.000,00 
a Ganhos de Capital 7.750,00 42.750,00
e) Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Depreciação Acumulada 19.000,00 48.000,00 
a Veículos 35.000,00
a Ganhos de Capital 13.000,00 48.000,00 
Comentários
Vamos analisar os veículos, um por um.
VEÍCULO A.
Se o veículo A estava com saldo contábil de R$ 25.000 e depreciado em 55% 
desse valor. Assim temos,
Veículo = 25.000
(-) Depreciação Acumulada (55% x 25.000) = 13.750
Valor contábil = 11. 250 (Esse é o valor contábil ao final de 2007).
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Devemos saber que os veículos são depreciados a uma taxa de 20% ao ano. 
Logo, em 2008, houve depreciação de 9 meses. Assim, a depreciação de 2008 
foide: 9/12 x 20% x 25.000 = 3.750,00.
Portanto, para achar o valor contábil final, basta subtrairmos do valor contábil 
de 2007 a depreciação relativa ao ano de 2008 ^ 11.250 - 3.750 = 7.500.
VEÍCULO B.
Foi depreciado em abril, maio, junho, julho, agosto e setembro, ou seja, 6 
meses. Para acharmos o valor da depreciação faremos: 6/12 x 20% x 10.000 = 
1.000
O valor contábil do veículo será 10.000 - 1.000 = 9.000.
Como a questão fala em ganhos ou perdas de capital e deu o valor total da 
receita de venda, vamos somar o valor contábil dos dois veículos: 9.000 + 
7.500 = R$ 16.500.
Portanto, da receita de vendas de 29.000 menos o custo de 16.500, teremos o 
lucro com a venda, que é de R$ 12.500,00.
Portanto, em 30 de setembro, no dia da venda, mas sem contabilizar a 
operação, tínhamos os seguintes razonetes:
Veículos
A 25.000
B 10.000
Depreciação Acumulada
17500 A
1000 B
Registrando as operações, temos:
Depreciação
Veículos Acumulada
A
B
25.000
10.000
25.000
10.000
17.500
1.000
17500
1000
A
B
Caixa
29.000
Ganho com alienação
de imobilizado_________
12.500
O que resulta, nos seguintes lançamentos:
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Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Depreciação Acumulada 18.500,00 47.500,00 
a Veículos 35.000,00
a Ganhos de Capital 12.500,00 47.500,00 
O gabarito, portanto, é a letra B.
Gabarito ^ B.
9. (ESAF/AFRFB/2009) A relação seguinte refere-se aos títulos contábeis 
constantes do livro Razão da empresa comercial Concórdia Sociedade Anônima, 
e respectivos saldos, em 31 de dezembro de 2008:
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10 
11 
12
13
14
15
16
17
18
19
20 
21 
22
Bancos Conta Movimento 17.875,00
Bancos Conta Empréstimos 50.000,00
Conta Mercadorias 42.500,00
Capital Social 105.000,00
Móveis e Utensílios 280.000,00
ICMS a Recolher 7.500,00
Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 212.500,00
Salários e Ordenados 10.000,00
Contribuições de Previdência 3.750,00
Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa 3.500,00
Depreciação Acumulada 44.800,00
Retenção de Lucros 51.200,00
Vendas de Mercadorias 352.000,00
Impostos e Taxas 2.200,00
PIS e COFINS 8.625,00
ICMS sobre vendas 52.500,00
Pró-labore 7.600,00
Fornecedores 157.750,00
PIS e COFINS a Recolher 1.800,00
Duplicatas a Receber 100.000,00
Encargos de Depreciação 32.000,00
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.000,00
Ao elaborar o balancete geral de verificação, no fim do exercício social, com as 
contas e saldos apresentados, a empresa, certamente, encontrará:
a) um balancete fechado em R$ 773.050,00.
b) um saldo credor a menor em R$ 100.000,00.
c) um saldo devedor a maior em R$ 25.600,00.
d) um endividamento de R$ 167.050,00.
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e) um lucro com mercadorias de R$ 137.500,00.
Comentários
Questão tranqüila. Vamos lá. 
Saldos devedores:
01 - Bancos Conta Movimento 17.875,00
03 - Conta Mercadorias 42.500,00
05 - Móveis e Utensílios 280.000,00
07 - Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 212.500,00
08 - Salários e Ordenados 10.000,00
09 - Contribuições de Previdência 3.750,00
10 - Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa 3.500,00
14 - Impostos e Taxas 2.200,00
15 - PIS e COFINS 8.625,00
16 - ICMS sobre vendas 52.500,00
17 - Pró-labore 7.600,00
20 - Duplicatas a Receber 100.000,00
21 - Encargos de Depreciação 32.000,00
Total R$ 773.050,00
Saldos credores:
02 - Bancos Conta Empréstimos 50.000,00
04 - Capital Social 105.000,00
06 - ICMS a Recolher 7.500,00
11 - Depreciação Acumulada 44.800,00
12 - Retenção de Lucros 51.200,00
13 - Vendas de Mercadorias 352.000,00
18 - Fornecedores 157.750,00
19 - PIS e COFINS a Recolher 1.800,00
22 - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.000,00
Total R$ 773.050,00
De plano, o gabarito da questão é nossa letra A, balancete fechado em R$ 
773.050,00.
Gabarito ^ A.
10. (ESAF/Analista de Mercados de Capitais/CVM/2010) A empresa Material de 
Construções Ltda. adquiriu 500 sacos de argamassa Votoram, de 20 kg cada
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um, ao custo unitário de R$1,00 o quilo, pagando 15% de entrada e aceitando 
duplicatas pelo valor restante. A operação foi isenta de tributação. Do material 
comprado, 10% serão para consumo posterior da própria empresa e o restante, 
para revender. O registro contábil dessa transação é, tipicamente, um 
lançamento de quarta fórmula, e o fato a ser registrado é um Fato 
Administrativo
a) composto aumentativo.
b) composto diminutivo.
c) modificativo aumentativo.
d) modificativo diminutivo.
e) Permutativo.
Comentários
Os fatos administrativos são classificados em:
1) Fatos Permutativos: São aqueles que não alteram o valor do patrimônio 
líquido, constituindo apenas permutações entre elementos patrimoniais.
2) Fatos Modificativos: São os que alteram o valor do patrimônio líquido. 
Dividem-se em:
2.1) Fatos Modificativos Aumentativos : Aumentam o valor do PL
2.1) Fatos Modificativos Diminutivos: Diminuem o valor do PL
3) Fatos Mistos ou Compostos: Pode ser:
3.1) Fatos mistos Diminutivos: São simultaneamente permutativos e 
modificativos diminutivos.
3.2) Fatos Mistos Aumentativos: São simultaneamente permutativos e 
modificativos aumentativos.
A nossa questão disse que o nosso lançamento é de 4a fórmula. E qual seria?
D - Argamassa Votoram - Consumo (AC) 100 
D - Argamassa Votoram - Revenda (AC) 900 
C - Caixa (AC) 150 
C - Fornecedores (PC) 850
Só há transação entre elementos do ativo e passivo exigível, o que configura, 
portanto, fato permutativo.
Gabarito ^ E.
11. (ESAF/Analista de Mercados de Capitais/CVM/2010) O Banco do Brasil 
emitiu aviso de débito comunicando à empresa Fermônio S/A a quitação de 
uma de suas duplicatas da Carteira de Desconto, no valor de R$ 2.000,00. Ao 
receber tal aviso, a empresa tomadora do empréstimo contabilizou o evento, 
lançando:
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a) débito em Duplicatas Descontadas e crédito em Bancos conta Movimento.
b) débito em Duplicatas a Receber e crédito em Duplicatas Descontadas.
c) débito em Bancos conta Movimento e crédito em Duplicatas Descontadas.
d) débito em Bancos conta Movimento e crédito em Duplicatas a Receber.
e) débito em Duplicatas Descontadas e crédito em Duplicatas a Receber.
Comentários
Com a aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade, o critério que 
vigerá no registro do desconto de duplicatas será o seguinte:
D - Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
D - Encargos Financeiros a Transcorrer (Retificadora do Passivo Circulante)
C - Duplicatas Descontadas (Passivo Circulante)
Perceba-se: a conta duplicatas descontadas foi agora para o passivo exigível! A 
conta encargos financeiros a transcorrer ficará retificando a conta duplicatas 
descontadas. É como se fosse um empréstimo mesmo.
Conforme o período da competência, lançaremos os juros:
D - Despesa de Juros (Resultado)
C - Encargos Financeiros a Transcorrer (Passivo exigível)
Com o recebimento do cliente, e o aviso do banco (é o que houve na 
questão!) o lançamento será:D - Duplicatas Descontadas (Passivo exigível)
C - Duplicatas a Receber (Ativo circulante)
A ESAF confirmou o entendimento de que as Duplicatas Descontadas 
ficam classificadas no PASSIVO , e não mais como contas Retificadoras do 
Ativo. Portanto, esse é o tratamento que deve ser adotado. Ok? Próxima!
Gabarito ^ E.
12. (ESAF/Auditor Fiscal Municipal/Rio de Janeiro/2010) A Companhia das 
Lavras recebeu um título de 6.500,00 fora da data de vencimento e, por isso, 
cobrou encargos financeiros de 6%. O recebimento ocorreu em cheque do 
Banco do Brasil S/A. Ao contabilizar o evento, a Companhia das Lavras deverá 
fazer o seguinte lançamento:
a) Bancos conta Movimento 
a Diversos
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a Títulos a Receber 6.500,00 
a Receitas Financeiras 390,00 6.890,00
b) Caixa
a Diversos
a Títulos a Receber 6.500,00 
a Receitas Financeiras 390,00 6.890,00
c) Diversos
a Bancos conta Movimento 
Títulos a Receber 6.500,00 
Receitas Financeiras 390,00 6.890,00
d) Diversos 
a Títulos a Receber 
Caixa 6.110,00
Receitas Financeiras 390,00 6.500,00
e) Bancos conta Movimento 
a Títulos a Receber 6.890,00
Comentários
Quando temos um valor recebido em cheque pela empresa, devemos lançar 
inicialmente esse caixa na tesouraria, ou seja, debitaremos a conta caixa. 
Grave-se: recebimento em cheque, debitamos a conta caixa.
Quando o pagamento é em cheque, creditamos direto na conta bancos conta 
movimento.
Pelo exposto, como há uma receita financeira de R$ 390,00 (6% x 6.500,00), 
vamos lançar:
D - Caixa 6.890,00 (juros + principal)
C - Títulos a receber 6.500,00 (principal)
C - Receitas financeiras 390,00 (juros)
Gabarito ^ B.
13. (ESAF/TFC/SFC) No balancete de verificação da empresa Gaivota, levantado 
em 31.12.X1, assim se apresentavam as contas:
Bancos 10
Clientes 20
Capital a realizar 50
Capital 100
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Salários a pagar 
Caixa
Mercadorias 
Empréstimos obtidos 
Prejuízos acumulados 
Fornecedores 
Soma
10
15
40
40
20
5
310.
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Com base nesse balancete, conclui-se que:
a) a soma da coluna 1 (saldos devedores) do balancete é 85.
b) a soma da coluna 2 (saldos credores) do balancete é 105.
c) o valor do ativo patrimonial é de 155.
d) o valor do passivo patrimonial é de 65.
e) o valor do patrimônio líquido é de 30.
Comentários
O balancete de verificação é um demonstrativo auxiliar de caráter não 
obrigatório, que relaciona os saldos das contas remanescentes no diário. 
Imprescindível para verificar se o método de partidas dobradas está sendo 
observado pela escrituração da empresa. Por este método cada débito deverá 
corresponder a um crédito de mesmo valor, cabendo ao balancete verificar se a 
soma dos saldos devedores é igual a soma dos saldos credores.
Um exemplo de balancete de verificação:
Agora, vamos ver na nossa questão como fica...
s Bancos 10 Direito (agente correspondente do ativo) = débito com o 
proprietário = saldo devedor.
s Clientes 20 Direito (agente correspondente do ativo) = débito com o 
proprietário = saldo devedor.
s Capital a realizar 50 É uma conta do patrimônio líquido, uma promessa 
dos sócios em integralizar esta quantia para a sociedade. É redutora do PL, 
portanto, tem saldo devedor.
s Capital 100 Conta do proprietário. Os sócios têm crédito perante a 
sociedade = saldo credor.
s Salários a pagar 10 Obrigação (agente correspondente do passivo) = 
crédito contra a sociedade = saldo credor. 
s Caixa 15 Bem (agente consignatário) = ativo = saldo devedor. 
s Mercadorias 40 Bem (agente consignatário) = ativo = saldo devedor. 
s Empréstimos obtidos 40 Obrigação (agente correspondente) = passivo = 
saldo credor.
s Prejuízos acumulados 20 Redutora do PL.
s Fornecedores 5 Obrigação (agente correspondente do passivo) = crédito 
contra a sociedade = saldo credor.
Agora, façamos o balancete de verificação:
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Sald o
Conta Devedor Credor
Banco 10
Clientes 20
Capital a realizar 50
Capital 100
Salários a pagar 10
Caixa 15
Mercadorias 40
Empréstimos obtidos 40
Prejuízos acumulados 20
Fornecedores 5
Total 155 155
O nosso balanço patrimonial ficaria da seguinte forma:
Ativo Passivo
Caixa 15 Salários a pagar 10
Bancos 10
Empréstimos obtidos 
40
Clientes 20 Fornecedores 5
Mercadorias 40
Patrimônio Líquido
Capital 100
Capital a realizar (50)
Prejuízos acumulado 
(20)
Total 85 Total 85
O nosso gabarito é, portanto, a letra E. 
Gabarito ^ E.
14. (ESAF/Auditor Fiscal Municipal/ISS/RJ/2010) A seguinte relação de contas e 
saldos foi extraída do livro Razão de determinada empresa, no dia do 
encerramento do exercício social:
C o n t a s s a l d o s
Caixa 100,00
Capital Social 300,00
Clientes 140,00
Aluguéis a Receber 40,00
Aluguéis Ativos 65,00
Duplicatas a Receber 160,00
Mercadorias 180,00
ICMS a Recuperar 30,00
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IPI a Recolher 15,00
Despesas a Pagar 35,00
Móveis e Utensílios 200,00
Receitas de Vendas 220,00
Veículos 350,00
Despesas a Vencer 60,00
Receitas a Receber 80,00
Aluguéis Passivos 50,00
Salários 70,00
Fornecedores 280,00
Provisão p/Ajuste de Estoques 18,00
Provisão p/Imposto de Renda 62,00
Duplicatas a Pagar 230,00
Duplicatas Descontadas 70,00
Aluguéis a Pagar 25,00
Depreciação Acumulada 110,00
Custo das Mercadorias Vendidas 120,00
Reserva Legal 50,00
Somatório 3.060,00
Ao elaborar um balancete de verificação com as contas acima, podemos ver
que:
a) o balancete está fechado com o saldo de R$ 1.530,00.
b) o balancete não fecha, pois o saldo devedor é R$ 200,00, a maior.
c) o saldo credor é de apenas R$ 1.465,00.
d) o saldo devedor é de apenas R$ 1.382,00.
e) para fechar o balancete, faltam R$ 100,00 no crédito.
Comentários
Vamos lá, classificar as contas:
Saldos credores
Capital Social 300,00 Patrimônio Líquido Credor
Aluguéis Ativos 65,00 Resultado (Receita) Credor
IPI a Recolher 15,00 Passivo Exigível Credor
Despesas a Pagar 35,00 Passivo Exigível Credor
Receitas de Vendas 220,00 Resultado (Receita) Credor
Fornecedores 280,00 Passivo Exigível Credor
Provisão p/Ajuste de Estoques 18,00 Ativo - Redutora Credor
Provisão p/Imposto de Renda 62,00 Passivo Exigível Credor
Duplicatas a Pagar 230,00 Passivo Exigível Credor
Duplicatas Descontadas 70,00 Ativo - Redutora Credor
Aluguéis a Pagar 25,00 Passivo Exigível Credor
Depreciação Acumulada 110,00 Ativo - Redutora Credor
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Reserva Legal 50,00
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Patrimônio Líquido
no Rosa - Aula 
Credor
TOTAL DE SALDOS CREDORES 1480
Saldos devedores
Caixa 100,00 Ativo Devedor
Clientes 140,00 Ativo Devedor
Aluguéis a Receber 40,00 Ativo Devedor
Duplicatas a Receber 160,00 Ativo Devedor
Mercadorias 180,00 Ativo Devedor
ICMSa Recuperar 30,00 Ativo Devedor
Móveis e Utensílios 200,00 Ativo Devedor
Veículos 350,00 Ativo Devedor
Despesas a Vencer 60,00 Ativo Devedor
Receitas a Receber 80,00 Ativo Devedor
Aluguéis Passivos 50,00 Resultado (Despesa) Devedor
Salários 70,00 Resultado (Despesa) Devedor
Custo das Mercadorias Vendidas 120,00 Resultado (Despesa) Devedor
TOTAL DE SALDOS DEVEDORES 1580
Atenção: nesta época, a ESAF classificava a conta duplicatas
descontadas como retificadora do ativo. Hoje, todavia, a banca 
classifica a conta como do passivo.
O gabarito, portanto, é a letra E (Faltam 100 no crédito).
Gabarito ^ E.
15. (ESAF/AFC/STN/2008) Em 31 de dezembro de 2007, a companhia 
Armazéns Gerais S/A organizou, em ordem alfabética, a seguinte relação de 
contas, com os respectivos saldos, para fins de elaboração de um balancete 
geral de verificação:
Contas Saldos
Ações de Coligadas 1.400,00
Ações de Controladas 800,00
Ações em Tesouraria 340,00
Amortização Acumulada 400,00
Bancos c/ Movimento 3.000,00
Caixa 1.000,00
Capital Social 9.000,00
Capital Social a Realizar 1.600,00
Clientes 1.850,00
Comissões Ativas 240,00
Comissões Ativas a Receber 100,00
Comissões Ativas a Vencer 120,00
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Comissões Passivas 
Comissões Passivas a Vencer 
Contribuições Previdenciárias 
Contribuições a Recolher 
Custo das Vendas 
Depreciação Encargos 
Depreciação Acumulada 
Duplicatas a Pagar 
Duplicatas a Receber 
Duplicatas Descontadas 
Empréstimos Bancários 
Fornecedores 
Imóveis 
Impostos
Impostos a Recolher 
Impostos a Recuperar 
Marcas e Patentes 
Mercadorias 
Móveis e Utensílios 
Prejuízos Acumulados 
Provisão p/ Dev. Duvidosos 
Provisão para Férias 
Provisão para FGTS 
Provisão para IR 
Receita de Vendas 
Reservas de Capital 
Reservas Estatutárias 
Reserva Legal 
Salários e Ordenados 
Valores Mobiliários 
Veículos
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300.00
80.00
600,00
350.00
4.800.00
680.00
1.200,00
4.200.00
2.100.00
1.300.00
3.500.00
2.200.00
3.800.00
300.00
180.00
220,00
1.180,00
2.150.00 
2.000,00
440.00
210.00
960.00
600.00
320.00
7.800.00
680.00
440.00
500.00
1.800.00
700,00 
4.000,00
Considerando que o Contador, propositalmente, para testar o raciocínio, deixou 
de incluir uma conta na referida relação, pede-se: indique a opção que contém 
o valor da soma dos saldos devedores indicados.
a) R$ 35.240,00.
b) R$ 33.240,00.
c) R$ 32.150,00.
d) R$ 32.130,00.
e) R$ 30.130,00.
Comentários
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO 
CONTAS DE SALDO DEVEDOR
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Ações de Coligadas 1.400,00
Ações de Controladas 800,00
Ações em Tesouraria 340,00
Bancos c/ Movimento 3.000,00
Caixa 1.000,00
Capital Social a Realizar 1.600,00
Clientes 1.850,00
Comissões Ativas a Receber 100,00
Comissões Passivas 300,00
Comissões Passivas a Vencer 80,00
Contribuições Previdenciárias 600,00
Custo das Vendas 4.800,00
Depreciação Encargos 680,00
Duplicatas a Receber 2.100,00
Imóveis 3.800,00
Impostos 300,00
Impostos a Recuperar 220,00
Marcas e Patentes 1.180,00
Mercadorias 2.150,00
Móveis e Utensílios 2.000,00
Prejuízos Acumulados 440,00
Salários e Ordenados 1.800,00
Valores Mobiliários 700,00
Veículos 4.000,00
TOTAL DOS SALDOS DEVEDORES 35.240,00
CONTAS DE SALDO CREDOR
Amortização Acumulada 
Capital Social 
Comissões Ativas 
Comissões Ativas a Vencer 
Contribuições a Recolher 
Depreciação Acumulada 
Duplicatas a Pagar 
Duplicatas Descontadas 
Empréstimos Bancários 
Fornecedores 
Impostos a Recolher 
Provisão p/ Dev. Duvidosos 
Provisão para Férias 
Provisão para FGTS 
Provisão para IR 
Receita de Vendas 
Reservas de Capital 
Reservas Estatutárias
400.00 
9.000,00
240.00
120.00
350.00
1.200.00
4.200.00
1.300.00
3.500.00
2.200.00 
180,00 
210,00
960.00
600.00
320.00
7.800.00
680.00 
440,00
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Reserva Legal____________________ 500,00
Total dos saldos credores ^ 34.200,00
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1 ................. Teoria e exercícios comentados
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Gabarito ^ A.
16. (ESAF/AFTE/RN/2005) Examinando o Diário Contábil de sua empresa, o 
contador deparou-se com o seguinte lançamento para registrar a alienação de 
uma máquina usada, pelo valor contábil atual, recebendo em cheque o valor 
obtido.
Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Bancos c/Movimento 
a Máquinas e Equipamentos
Alienação de máquinas usadas, nesta data, pelo valor contábil, conforme 
cheque xxx do Banco BBSA .... 20.000,00
Não satisfeito com o que viu o Contador tomou providências para que referido 
lançamento fosse retificado mediante o seguinte registro:
a) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Caixa
a Máquinas e Equipamentos 
... histórico ......... 20.000,00
b) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Caixa
a Bancos c/Movimento 
... histórico ......... 20.000,00
c) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Máquinas e Equipamentos
a Bancos c/Movimento 
... histórico ......... 20.000,00
d) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Caixa
a Diversos
a Bancos c/Movimento
... histórico ....... 20.000,00
a Máquinas e Equipamentos
... histórico ...... 20.000,00 40.000,00
e) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Diversos
a Bancos c/Movimento 
Caixa
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Estratégia
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... histórico .... 20.000,00 
Máquinas e Equipamentos 
... histórico ....... 20.000,00 40.000,00
Comentários
Dissemos que:
Valores recebidos em cheque ^ Entram no caixa.
Valores pagos em cheque ^ Saem do banco.
Logo, houve um erro quando do lançamento. Em vez de debitar a conta caixa, 
o contabilista debitou a conta bancos.
O fez por meio da modalidade de correção do lançamento chamada 
transferência. Pela sua lógica, basta zerar a conta bancos (por meio de um 
crédito) e debitar a conta caixa.
Lançamento de TRANSFERÊNCIA é aquele que promove a regularização de 
conta indevidamente debitada ou creditada, por meio da transposição do 
registro para a conta adequada.
Débito - Caixa
Crédito - Bancos conta movimento 
Assim:
Máquinas
20.000,00 20.000,00 (i)
Bancos
(i) 20.000,00 20.000,00 (ii)
Caixa
(ii) 20.000,00
Gabarito ^ B.
17. (ESAF/Analista Jurídico/SEFAZ/CE/2007) O lançamento contábil é um 
registro formal, em livros apropriados, com formalidades extrínsecas e 
intrínsecas, pois tem força probatória em juízo ou fora dele. Por isto, as normas 
regulamentares especificam que o lançamento deve conter os seguintes 
elementos essenciais:
a) data, devedor, credor, histórico e valor.
b) data, valor registrado a débito, valor registrado a crédito.
c) data, conta e valor creditado, conta e valor debitado.
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d) conta, partida, histórico e valor a débito; e contrapartida, histórico e valor a 
crédito.
e) conta devedora, conta credora e valor.
Comentários
Segundo o item 6 da Resolução 1.330/2011 do CFC:
A escrituração em forma contábil de que trata oitem 5 deve conter, no mínimo:
a) data do registro contábil, ou seja, a data em que o fato contábil ocorreu;
b) conta devedora;
c) conta credora;
d) histórico que represente a essência econômica da transação ou o código de 
histórico padronizado, neste caso baseado em tabela auxiliar inclusa em livro 
próprio;
e) valor do registro contábil;
f) informação que permita identificar, de forma unívoca, todos os registros que 
integram um mesmo lançamento contábil.
Gabarito ^ A.
18. (ESAF/Contador/2006) Assinale a opção que contém a afirmativa incorreta.
a) Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode 
ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.
b) Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam o 
período de sessenta dias.
c) A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o lançamento 
do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico.
d) O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema 
de contabilidade, com escrituração uniforme, e a levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o balanço de resultado econômico.
e) Caixa é um livro facultativo no qual é registrado o movimento financeiro da 
empresa, sendo obrigatório para a pessoa jurídica que optar pela tributação do 
IR por meio de lucro presumido.
Comentários
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um 
sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração 
uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e 
a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.
A letra d, portanto, está correto.
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Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, 
que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou 
eletrônica.
A letra a também está correta.
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para 
o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico.
A letra c está correta.
Art. 1.184 - § 1o Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que 
não excedam o período de TRINTA DIAS, relativamente a contas cujas 
operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento, 
desde que utilizados livros auxiliares regularmente autenticados, para registro 
individualizado, e conservados os documentos que permitam a sua perfeita 
verificação.
Nosso gabarito, portanto, é a letra b.
A letra e também está correta. Dois são os livros obrigatórios para os 
contribuintes que se encontram no regime de lucro presumido: livro caixa e 
registro de inventário.
Gabarito ^ B.
19. (ESAF/AFC/STN/2005) Assinale a opção que completa a afirmativa 
corretamente.
São erros de escrituração os seguintes:
a) borrões, rasuras, estorno de lançamento, saltos de linhas, salto de páginas.
b) erros de algarismos, troca de uma conta por outra, inversão de contas, 
omissão de lançamento, repetição de lançamento.
c) erro de algarismo lançado a mais, lançamento retificativo, erro de algarismo 
lançado a menor, troca de uma conta por outra, inversão de contas.
d) omissão de lançamento, repetição de lançamento, inversão de lançamento, 
troca de uma conta por outra, lançamento complementar.
e) estorno de lançamento, borrões, rasuras, retificação de lançamento, saltos 
de linhas, ressalva por profissional habilitado.
Comentários
O estorno é forma de retificação do lançamento. Portanto, a alternativa a e e 
estão de plano descartadas.
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O lançamento retificativo também não é incorreção contábil, mas, sim, fato 
para sanear lançamento errôneo.
O mesmo vale para o lançamento complementar. Se registro uma nota que tem 
valor de R$ 10.000,00 por apenas R$ 5.000,00, posso complementar o restante 
por meio de lançamento complementar.
Todos os itens apresentados à assertiva B são erros de escrituração.
Gabarito ^ B.
20. (ESAF/TRF/2002) Entre as formalidades extrínsecas e intrínsecas dos Livros 
de Escrituração, destacamos as abaixo indicadas, exceto:
a) Termos de abertura e de encerramento.
b) Registro na Junta Comercial (autenticação).
c) Numeração tipográfica e seqüencial das folhas.
d) Escrituração em ordem cronológica de dia, mês e ano.
e) Existência de emendas, rasuras e espaço em branco.
Comentários
Os livros contábeis possuem algumas formalidades, EXTRÍNSECAS E 
INTRÍNSECAS, vamos vê-las:
FORMALIDADES
EXTRÍNSECAS (FINALIDADE: DIFICULTAR ADULTERAÇÃO):
- Deve ser encadernado;
- As folhas devem ser numeradas;
- Deve ser autenticado pela Junta Comercial do Estado (empresas mercantis) 
ou pelo Registro Civil de Pessoas Jurídicas (empresas civis); e
- Deve haver termo de abertura e termo de encerramento.
INTRÍNSECAS (FINALIDADE: RESGUARDAR A FIDEDIGNIDADE DOS 
FATOS OCORRIDOS EM RELAÇÃO AOS FATOS REGISTRADOS):
- Seguir uma ordem cronológica;
- Não deve haver rasuras, borrões, sinais, linhas em branco, entrelinhas, folhas 
em branco, etc; e
- A escrituração deve ser feita em língua e moeda nacionais.
A existência de emendas, rasuras, borrões, espaços em branco configuram 
inconsistência na escrituração e devem ser saneadas por meio de métodos de 
correção do lançamento como estorno, complementação e transferência.
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Gabarito ^ E.
21. (ESAF/IRB 2004) Com relação a lançamentos, assinale a opção incorreta.
a) Retificação de lançamento é o processo técnico de correção de um registro 
realizado com erro, na escrituração contábil das Entidades.
b) O estorno consiste em lançamento inverso àquele feito erroneamente, 
anulando-o totalmente.
c) Lançamento de transferência é aquele que promove a regularização de conta 
indevidamente debitada ou creditada, através da transposição do valor para a 
conta adequada.
d) Lançamento de complementação é aquele que vem, posteriormente, 
complementar, aumentando ou reduzindo, o valor anteriormente registrado.
e) O sistema contábil deve permitir a reorganização dos lançamentos realizados 
fora da época, colocando-os na sua época própria, ou seja, dia, mês e ano 
corretos.
Comentários
Retificação de lançamento é o processo técnico de correção de registro 
realizado com erro na escrituração contábil da entidade (letra a correta) e pode 
ser feito por meio de:
a) estorno;
b) transferência; e
c) complementação.
Em qualquer das formas citadas acima, o histórico do lançamento deve precisar 
o motivo da retificação, a data e a localização do lançamento de origem.
O estorno consiste em lançamento inverso àquele feito erroneamente, 
anulando-o totalmente. A letra b, portanto, está correta.
Lançamento de transferência é aquele que promove a regularização de conta 
indevidamente debitada ou creditada, por meio da transposição do registro para 
a conta adequada. A letra c também está correta.
Lançamento de complementação é aquele que vem posteriormente 
complementar, aumentando ou reduzindo o valor anteriormente registrado. A 
letra d também está correta.
Nosso gabarito é a letra e. A escrituração deve ser feita de modo contínuo, 
vedando, as normas contábeis, que se deixe espaços em brancos, linhas vazias, 
etc. Por isso, qualquer retificaçãode lançamento que venha a ser feita, será
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feita no curso normal das atividades da empresa, sem que haja a reorganização 
dos livros.
Os lançamentos realizados fora da época devida devem consignar, nos seus 
históricos, as datas efetivas das ocorrências e a razão do registro 
extemporâneo.
Gabarito ^ E.
22. (ESAF/SEFAZ/PI/2001) O lançamento
D - Fornecedores 250
D - Despesas Financeiras 50
C - Bancos - Conta Movimento 150
C - Títulos a Pagar 150
Caracteriza um fato contábil
a) misto aumentativo
b) permutativo diminutivo
c) misto diminutivo
d) modificativo aumentativo
e) permutativo modificativo
Comentários
1) Fatos Permutativos: São aqueles que não alteram o valor do patrimônio 
líquido, constituindo apenas permutações entre elementos patrimoniais.
2) Fatos Modificativos: São os que alteram o valor do patrimônio líquido. 
Dividem-se em:
2.1) Fatos Modificativos Aumentativos : Aumentam o valor do PL
2.1) Fatos Modificativos Diminutivos: Diminuem o valor do PL
3) Fatos Mistos ou Compostos: Pode ser:
3.1) Fatos mistos Diminutivos: São simultaneamente permutativos e 
modificativos diminutivos.
3.2) Fatos Mistos Aumentativos: São simultaneamente permutativos e 
modificativos aumentativos.
Trata-se de fato misto diminutivo. 
Gabarito ^ C.
23. (ESAF/APO/2010) De acordo com a Resolução 750/93, do Conselho Federal 
de Contabilidade, foram aprovados os seguintes Princípios Fundamentais de 
Contabilidade: da Competência; da Prudência; do Denominador Comum
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Monetário; do Custo como Base de Valor; da Realização da Receita; da 
Entidade; e da Continuidade.
A afirmativa "A TODO DÉBITO CORRESPONDE UM CRÉDITO DE IGUAL 
VALOR" se refere ao princípio contábil
a) da Prudência.
b) da Competência.
c) do Custo como Base de Valor.
d) do Denominador Comum Monetário.
e) não se refere a nenhum princípio.
Comentários
A expressão "a todo débito corresponde um crédito de igual valor" é, na 
verdade, uma premissa para a correta utilização do método das partidas 
dobradas.
Gabarito ^ E.
24. (ESAF/Analista Administrativo/ANEEL/2006) A empresa Abece Com. S/A 
efetuou um empréstimo bancário mediante o desconto de notas promissórias 
com vencimento para março do ano seguinte. O valor do empréstimo foi R$ 
120.000,00, com encargos de 18% ao ano. A data da contratação foi primeiro 
de novembro e a despesa foi rateada em proporção direta à duração do 
empréstimo. Com observância do princípio contábil da competência, na data da 
efetivação do aludido empréstimo a contabilidade deverá registrar a operação 
como segue:
a) Débito de Bancos conta Movimento 129.000,00 
Crédito de Empréstimos Bancários 120.000,00 
Crédito de Juros a Vencer 9.000,00.
b) Débito de Bancos conta Movimento 120.000,00 
Crédito de Empréstimos Bancários 111.000,00 
Crédito de Juros a Pagar 9.000,00.
c) Débito de Bancos conta Movimento 111.000,00 
Débito de Juros Passivos 9.000,00
Crédito de Empréstimos Bancários 120.000,00.
d) Débito de Bancos conta Movimento 111.000,00 
Débito de Juros a Vencer 9.000,00
Crédito de Empréstimos Bancários 120.000,00.
e) Débito de Bancos conta Movimento 111.000,00
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Débito de Juros Passivos 3.600,00 
Débito de Juros a Vencer 5.400,00 
Crédito de Empréstimos Bancários 120.000,00.
Comentários
Como o juro é de 18% ao ano, significa que é de 1,5% ao mês.
Como serão 5 meses de empréstimo, o total dos juros será de 7,5%, o que dá 
R$ 9.000,00 ao todo (5 meses x 1,5% x 120.000,00).
No momento da contratação do empréstimo devemos lançar:
D - Bancos 111.000,00
D - Juros passivos a transcorrer/vencer (ret. passivo) 9.000,00 
C - Empréstimos bancários 120.000,00
A cada mês que o juros transcorra, de acordo com o regime de competência, 
lançamos:
D - Despesa de juros 1.800,00
C - Juros passivos a transcorrer/vencer 1.800,00
Por fim, com o pagamento do principal, lançamos:
D - Empréstimos bancários 120.000,00
C - Bancos 120.000,00
Gabarito ^ D.
25. (ESAF/CVM/2010) A empresa Comercial de Bolas e Balas Ltda. mandou 
elaborar um balancete de verificação com as seguintes contas e saldos 
constantes do livro
Razão Geral:
C o n t a s 
Caixa
Depreciação Acumulada 
Títulos a Pagar 
Salários e Ordenados 
Bancos - Conta Movimento 
Receitas de Serviços 
Computadores e Periféricos 
Despesas de Transporte 
Salários a Pagar 
Capital Social
S a l d o s
13.000. 00
2.000. 00 
80.000,00 
1.600,00
74.000. 00
14.400.00
16.000. 00
700.00 
1.000,00 
160.000,00
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PDD
Capital a Realizar
Duplicatas Descontadas
Provisão p/FGTS
Aluguéis Passivos a Vencer
Imóveis
Clientes
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600,00
18.000,00
10.000,00
800,00
1.500,00
110.000,00
34.000,00
Elaborada referida peça contábil de acordo com a solicitação, foi constatado o 
fechamento do balancete com o seguinte saldo total:
a) R$ 537.600,00
b) R$ 268.800,00
c) R$ 223.300,00
d) R$ 233.300,00
e) R$ 134.400,00
Comentários
Uma dica para quando as questões apresentarem as contas assim fechadas é 
somar tudo e dividir por dois. Vocês encontrarão mais rapidamente a resposta 
do que se procederem à separação das contas de saldos devedores e credores.
Todavia, para efeitos didáticos, vamos fazê-lo.
SALDOS DEVEDORES
Caixa
Salários e Ordenados 
Bancos - Conta Movimento 
Computadores e Periféricos 
Despesas de Transporte 
Capital a Realizar 
Imóveis
Aluguéis Passivos a Vencer
Clientes__________________
TOTAL
13.000. 00 
1.600,00
74.000. 00
16.000. 00
700.00 
18.000,00 
110.000,00
1.500.00
34.000. 00
268.800.00.
SALDOS CREDORES
Depreciação Acumulada 
Títulos a Pagar 
Receitas de Serviços 
Salários a Pagar 
Capital Social 
PDD
Duplicatas Descontadas
2.000,00
80.000,00
14.400.00 
1.000,00 
160.000,00
600.00 
10.000,00
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Provisão p/FGTS
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800,00
TOTAL 268.800,00.
Gabarito ^ B.
26. (ESAF/APOFP/2010) A empresa Serviços e Comércio S/A apurou os 
seguintes saldos para fins de elaborar o balancete geral de verificação:
Contas Saldos (R$)
Mercadorias 18.000,00
Vendas 54.000,00
Compras 23.000,00
ICMS a Recolher 6.500,00
Ações em Tesouraria 3.000,00
ICMS sobre Vendas 10.000,00
Duplicatas a Receber 14.000,00
Prêmios de Seguros 1.700,00
Provisão para Devedores Duvidosos 200,00
Caixa 7.000,00
Duplicatas a Pagar 10.000,00
Ações de Coligadas 5.000,00
Fornecedores 15.000,00
Móveis e Utensílios 31.000,00
Provisão para Férias 1.500,00
Depreciação 6.000,00
Duplicatas Descontadas 9.000,00
Depreciação Acumulada 18.000,00
Fretes e Carretos 2.500,00
Salários a Pagar 1.800,00
Salários 8.800,00
Aluguéis Ativos 1.200,00
Juros Passivos 700,00
Capital Social 20.000,00
Capitala Realizar 4.000,00
Reserva Legal 600,00
Soma total 272.500,00
Sabendo-se que eventuais diferenças no balanceamento, aqui toleradas para 
fins didáticos, podem ser atribuídas a lucros ou perdas anteriores, pode-se 
afirmar que as contas supralistadas apresentam
a) saldo credor de R$ 130.800,00.
b) saldo credor de R$ 103.600,00.
c) saldo devedor de R$ 100.500,00.
d) saldos devedor e credor de R$ 136.250,00.
e) saldo devedor de R$ 134.700,00.
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Comentários
Mercadorias
Vendas
Compras
ICMS a Recolher
Ações em Tesouraria
ICMS sobre Vendas
Duplicatas a Receber
Prêmios de Seguros
Provisão para Devedores Duvidosos
Caixa
Duplicatas a Pagar 
Ações de Coligadas 
Fornecedores 
Móveis e Utensílios 
Provisão para Férias 
Depreciação 
Duplicatas Descontadas 
Depreciação Acumulada 
Fretes e Carretos 
Salários a Pagar 
Salários 
Aluguéis Ativos 
Juros Passivos 
Capital Social 
Capital a Realizar 
Reserva Legal
Soma total
Devedor 18.000,00
Credor 54.000,00
Devedor 23.000,00
Credor 6.500,00
Devedor 3.000,00
Devedor 10.000,00
Devedor 14.000,00
Devedor 1.700,00
Credor 200,00
Devedor 7.000,00
Credor 10.000,00
Devedor 5.000,00
Credor 15.000,00
Devedor 31.000,00
Credor 1.500,00
Devedor 6.000,00
Credor 9.000,00
Credor 18.000,00
Devedor 2.500,00
Credor 1.800,00
Devedor 8.800,00
Credor 1.200,00
Devedor 700,00
Credor 20.000,00
Devedor 4.000,00
Credor 600,00
272.500,00
Total dos saldos credores: 137.800,00 
Total dos saldos devedores: 134.700,00
Gabarito ^ E.
27. (Analista de Controle Interno - RJ - FGV - 2011) Em resposta a uma 
circularização, os advogados da entidade auditada assim classificaram as 
chances de perda nos processos judiciais em que aquela (auditada) era ré:
Natureza Va lo r Risco
Traba lh ista R$ 3.700.000,00 Remota
Traba lh ista R$ 6.000.000,00 Provável
Fiscal R$ 300.000,00 Possível
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Considerando a situação acima e sabendo que o contador adotou os 
procedimentos corretos, consoante a regulamentação do CFC para estimativas e 
contingências, o auditor deverá certificar-se de que (sabendo que os saldos são 
relevantes )
A) não foram mencionados quaisquer dos valores acima, uma vez que ainda 
não houve decisão judicial definitiva.
B) apenas as contingências fiscais devem ser contabilizadas.
C) todas as contingências acima devem ser contabilizadas.
D) em relação à contingência trabalhista enquadrada como remota, não deve 
ser feito registro no balanço patrimonial nem ser mencionada em notas 
explicativas.
E) a contingência trabalhista classificada como provável não deve ser 
contabilizada.
Comentários:
Este assunto é tratado no Pronunciamento Técnico CPC 25 - Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes:
13. Este Pronunciamento Técnico distingue entre:
(a) provisões - que são reconhecidas como passivo (presumindo-se que possa 
ser feita uma estimativa confiável) porque são obrigações presentes e é 
provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja 
necessária para liquidar a obrigação; e
(b) passivos contingentes - que não são reconhecidos como passivo porque 
são:
(i) obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade 
tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de 
recursos que incorporam benefícios econômicos, ou
(ii) obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento 
deste Pronunciamento Técnico (porque não é provável que seja necessária uma 
saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a 
obrigação, ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do 
valor da obrigação).
Reconhecimento Provisão
14. Uma provisão deve ser reconhecida quando:
(a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como 
resultado de evento passado;
(b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam 
benefícios econômicos para liquidar a obrigação; e
(c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação._____________
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Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser 
reconhecida.
Quanto à possibilidade de ocorrência, temos as seguintes situações:
Provisão e Passivo contingente:
São caracterizados em situações nas quais, como resultado de eventos 
passados, pode haver uma saída de recursos envolvendo benefícios econômicos 
futuros na liquidação de: (a) obrigação presente; ou (b) obrigação possível cuja 
existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais 
eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade.
1) Há obrigação presente que provavelmente requer uma saída de recursos: A 
provisão é reconhecida e deve ser divulgada.
2) Há obrigação possível ou obrigação presente que pode requerer, mas 
provavelmente não irá requerer, uma saída de recursos: Nenhuma provisão 
é reconhecida, mas é exigida divulgação para o passivo contingente.
3) Há obrigação possível ou obrigação presente cuja probabilidade de uma
saída de recursos é remota: Nenhuma provisão é reconhecida. Nenhuma 
divulgação é exigida._______________________________________________________
Resumo:
Provisões: São reconhecidas (contabilizadas) como passivo.
Passivos Contingentes: Não são reconhecidos (contabilizados) como passivo.
Saída de recurso:
Provável: Reconhece (contabiliza) uma provisão e divulga.
Possível: Não contabiliza, mas divulga.
Remota: Não contabiliza e nem divulga.
Agora, fica fácil resolver a questão:
27) Em resposta a uma circularização, os advogados da entidade auditada 
assim classificaram as chances de perda nos processos judiciais em que aquela 
(auditada) era ré:
Natureza Va lo r Risco
Traba lh ista R$ 3.700.000,00 Remota não contabiliza nem divulga
Traba lh ista R$ 6.000.000,00 Provável contabiliza e divulga
Fiscal R$ 300.000,00 Possível não contabiliza, mas divulga
Gabarito ^ D
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28. (Analista de Controle Interno - RJ - FGV - 2011) Assinale o tratamento 
contábil que deve ser aplicado de acordo com as normas contábeis brasileiras.
A) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada possível e reconhece uma 
Reserva para Contingência.
B) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada remota e reconhece uma 
Reserva para Contingência.
C) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada provável e constitui uma 
Reserva para Contingência.
D) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada provável e constitui uma 
Provisão para Contingências.
E) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada remota e reconhece uma 
Provisão para Contingências.
Comentários:
Já vimos na questão anterior esse resumo:
Saída de recurso:
Provável: reconhece (contabiliza) uma provisão e divulga.
Possível: Não contabiliza, mas divulga.
Remota: Não contabiliza e nem divulga.
Portanto, o gabarito é a letra D: Uma empresa tem uma causa trabalhista 
julgada provável e constitui uma Provisão para Contingências.
Gabarito ^ D
29. (ESAF/TCE-ES/Controladorde recursos públicos/2001) Ao encerrar o 
exercício social, a empresa Personal Ltda constituiu a provisão para férias, 
segundo os critérios da legislação pertinente, com base na remuneração mensal 
dos empregados e no número de dias de férias a que já tinham direito na época 
do balanço, incluindo os encargos à base de 30%, sendo 10% dos segurados e 
20% patronal. Apenas o acréscimo de um terço do valor das férias não foi 
incluído na provisão.
A situação descrita na época do balanço era a seguinte:
10 empregados com 12 meses de trabalho e salário mensal de R$ 1.500,00;
10 empregados com 6 meses de trabalho e salário mensal de R$ 1.200,00;
10 empregados com 3 meses de trabalho e salário mensal de R$ 1.000,00.
Todos os empregados tinham mais de um ano de casa e não faltaram ao 
serviço durante o período aquisitivo das férias.
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Com estas informações o contador da empresa promoveu o lançamento para 
contabilizar a provisão para férias no valor de:
A) R$ 21.150,00
B) R$ 23.500,00
C) R$ 25.850,00
D) R$ 28.200,00
E) R$ 30.550,00
Comentários
A questão menciona encargos da empresa de 20%. Ficou faltando o FGTS, de 
8%. Mas devemos sempre nos ater aos dados da questão, portanto vamos 
calcular encargos de 20%.
Os 10% referentes à contribuição dos empregados não é encargo da empresa, 
será descontado do salário dos funcionário e repassado. Assim, temos:
10 empregados com 12 meses de trabalho e salário mensal de R$1.500,00 
10 x 1500 = 15.000 / 12 x 12 = 15.000
10 empregados com 6 meses de trabalho e salário mensal de R$1.200,00 
10 x 1200 = 12.000 / 12 x 6 = 6.000
10 empregados com 3 meses de trabalho e salário mensal de R$1.000,00 
10 x 1000 = 10.000 / 12 x 3 = 2.500
Provisão de férias: 15.000 + 6000 + 2500 = 23.500 + 20% patronal 
23.500 x 1,2 = R$28.200 Provisão de férias mais encargos de 20%.
GABARITO ^ D.
30. (ESAF/Receita Federal/Analista/2009) No encerramento do exercício social, 
quando ainda resta saldo não utilizado na conta Provisão para Devedores 
Duvidosos, necessário se faz contabilizar a reversão desse saldo. Nesse caso, o 
lançamento de ajuste a ser feito deverá ser:
A) creditando-se a conta de Provisão e debitando-se a conta de Lucros 
Acumulados.
B) creditando-se a conta de Provisão e debitando-se a conta de Resultado do 
Exercício.
C) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Lucros 
Acumulados.
D) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Resultado do 
Exercício.
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E) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Despesa.
Comentários
E interessante que a ESAF, que costuma cobrar o método da complementação 
da PDD nas questões de cálculo, tenha considerado correta a letra D. 
Aparentemente, foi copiado diretamente do Imposto de Renda - perguntas e 
resposta:
Quando a provisão constituída não chegar a ser utilizada ou for utilizada só 
parcialmente, o seu saldo, por ocasião da apuração dos resultados do período 
de apuração seguinte, deverá ser revertido a crédito de resultado desse período 
de apuração e, se for o caso, constituída nova provisão para vigorar durante o 
período de apuração subseqüente.__________________________________________
GABARITO ^ D
31. (ESAF/STN/AFC/2008) A empresa Dúbias Cobranças S/A tinha créditos no 
valor de R$ 160.000,00 em 31.12.06 e de R$ 110.000,00 em 31.12.07. 
Durante o exercício de 2007, houve a baixa de perdas no valor de R$ 3.200,00, 
referente a créditos já existentes em 2006 e de R$ 1.100,00, referente a 
créditos de 2007. A conta provisão para créditos de liquidação duvidosa foi a 
balanço em 2006 com saldo de R$ 4.800,00 e deverá ir a balanço em 2007 com 
saldo equivalente a 3% dos créditos cabíveis. Após a contabilização dos ajustes 
para o balanço de 2007, pode-se dizer que essa empresa contabilizou, no 
exercício de 2007, perdas com créditos de liquidação duvidosa no valor de
A) R$ 2.800,00.
B) R$ 3.300,00.
C) R$ 3.900,00.
D) R$ 7.100,00.
E) R$ 7.600,00.
Comentários:
Apesar da questão mencionar "perdas com créditos de liquidação duvidosa", a 
resposta refere-se ao valor da complementação da PDD. As perdas seriam as 
baixas, no valor de R$ 3.200 + R$ 1.100 = R$4.300.
Como não havia essa resposta, fica mais simples para deduzir o que a banca 
queria.
Saldo inicial PDD 4.800
(-) Baixa.(2006) (3.200)
(-) Baixa (2007) (1.100)
Saldo PDD após baixas 500
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Novo valor da PDD:
R$ 110.000 x 3% = R$ 3.300
Complementação contabilizadas em 2007:R$ 3.300 - R$ 500 = R$ 2.800 
GABARITO ^A
32. (ESAF/Natal/Auditor/2008) A empresa Fastfood Ltda., com contas a receber 
no valor de R$ 800.000,00, em 31.12.2007, tinha também uma conta de 
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa com saldo remanescente de R$ 
13.000,00. No encerramento do exercício de 2007, mandou fazer nova provisão 
baseada numa estimativa de perdas de 3,5%, igual às perdas efetivas ocorridas 
no recebimento de créditos nos últimos três exercícios. Feitos os lançamentos 
cabíveis, a empresa levará ao resultado do exercício uma despesa provisionada 
de:
A) R$ 15.000,00.
B) R$ 13.000,00.
C) R$ 11.000,00.
D) R$ 24.000,00.
E) R$ 28.000,00.
Comentários
Esta questão gerou alguma polêmica, quando foi lançada, pois alguns 
professores entenderam que a frase "Feitos os lançamentos cabíveis", no plural, 
indicava que deveria ser usado o método de reverter o saldo inicial da provisão 
e constituir novo saldo.
Nesse caso, os lançamentos ficariam assim:
Cálculo: 800000 x 3,5 % = 28.000 ( valor da nova provisão)
Saldo da conta PDD: 13.000
Pela reversão do saldo:
D - PDD (Retificadora Ativo) 13.000
C - Reversão de provisão (Resultado) 13.000
Pela constituição da nova PDD:
D - Despesa com PDD (resultado) 28.000
C - PDD (retificadora do Ativo) 28.000
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Por esse método, a resposta seria a letra E.
Ocorre que a ESAF, conforme já mencionamos, costuma usar o método da 
complementação, nas questões de PDD. Assim, temos:
Nova provisão 28.000
(-) saldo anterior (13.000)
= complementação PDD 15.000
Gabarito
33. (ESAF/SEFAZ-CE/AFC/2007) A empresa Mercearia Merck S/A, baseada em 
sua experiência de perdas no recebimento de clientes, no exercício de 2005, 
constituiu uma provisão para perdas no valor de R$ 1.350,00. No exercício de 
2006, a empresa deu baixa em créditos no valor de R$ 930,00 e chegou ao fim 
do exercício com valores a receber no montante de R$ 60.000,00. 
Considerando-se a necessidade da constituição de nova provisão à base de 3% 
dos créditos que vão a balanço, pode-se dizer que, com a adoção dessa 
medida, o lucro da empresa será reduzido em
A) R$ 2.310,00.
B) R$ 1.800,00.
C) R$ 1.380,00.
D) R$ 870,00.
E) R$ 450,00.
Comentários
Vamos calcular o valor da nova provisão e complementar a provisão anterior.
Nova PDD: R$ 60.000 x 3% = R$ 1.800
Pdd anterior: R$ 1.350 - R$ 930 = R$ 420
Valor da complementação: R$ 1.800 - R$420 = R$ 1.380
GABARITO^ C .
34. (ESAF/SEFAZ-CE/AFRE/2007) Com base na experiência de perdas efetivas 
no recebimento de seus créditos, a Microempresa Satélite S/A, constituiu no 
exercício de 2005 uma provisão no valor de R$ 2.700,00.
No exercício de 2006, a empresa deu baixa em créditos no valor de R$ 
1.860,00 e chegou ao fim do exercício com valores a receber no montante de 
R$ 120.000,00.
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Considerando-se a necessidade da constituição de nova provisão à base de 3% 
dos créditos existentes, mesmo levando em conta o saldo não utilizado da 
provisão anterior, pode-se dizer que os referidos créditos devem ir a balanço, 
deduzidos de provisão no valor de
A) R$ 4.440,00.
B) R$ 2.760,00.
C) R$ 3.600,00.
D) R$ 900,00.
E) R$ 1.740,00.
Comentários:
Esta questão tem uma pegadinha. Apesar de fornecer o valor da PDD anterior, 
da forma como estamos acostumados, a pergunta muda. Não é o valor da 
complementação ou o quanto reduziu o lucro que devemos calcular; é o valor 
total da provisão.
Embora o cálculo seja mais simples, devemos ficar atentos, na prova. Pois se 
calcularmos o valor da complementação da provisão, vamos chegar na resposta 
B. Mas o gabarito oficial é a Letra C.
R$ 120.000 x 3% = R$ 3.600 Valor da PDD que irá ao balanço.
GABARITO ^ C
35. (ESAF/SUSEP/Analista/2006) A empresa Comércio Limitado, tendo créditos 
a receber no valor de R$ 32.000,00, em 31.12.05, e com experiência de perda 
efetiva no recebimento de itens dessa espécie, comprovada em 4% nos últimos 
três exercícios sociais, precisa mandar constituir uma provisão para devedores 
duvidosos, antes de elaborar o seu balanço anual. Considerando que, no livro 
Razão, já existe uma conta de provisão com essa finalidade, com saldo anterior 
de R$ 520,00, não utilizado, e que a empresa quer contabilizar o evento com 
um único lançamento no livro Diário, o Contador deverá mandar fazer na conta 
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa um registro de
A) R$ 1.280,00, a crédito.
B) R$ 960,00, a crédito.
c ) R$ 760,00, a crédito.
D) R$ 520,00, a débito.
E) R$ 440,00, a débito.
Comentários
Esse tipo de questão já está ficando fácil, não é?
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R$ 32.000 x 4% = R$ 1.280 Valor da nova provisão 
R$ 1.280 - R$ 520 = R$ 760 valor da complementação
Contabilização:
D - Despesa com PDD 760
C - PDD (retificadora do ativo) 760
GABARITO ^ C.
36. (ESAF/RN/Auditor Fiscal/2005) A firma Linhas de Comércio Ltda. tem no 
livro razão uma conta intitulada "Provisão para Créditos de Liquidação 
Duvidosa" com saldo credor de R$ 9.000,00, oriundo do balanço patrimonial de 
2002, mas que permanece inalterado ao final do exercício de 2003.
No balanço patrimonial, que será elaborado com data de 31.12.03, a empresa 
deverá demonstrar as contas "Duplicatas a Receber" e "Clientes", com saldo 
devedor de R$ 350 mil e R$ 200 mil, respectivamente.
Considerando-se que está comprovada a expectativa de perda provável de 3% 
dos créditos a receber, a empresa deverá contabilizar uma provisão. Este fato, 
aliado às outras informações constantes do enunciado, fará com que o lucro da 
empresa, referente ao exercício de 2003, seja reduzido no valor de
A) R$ 7.500,00.
B) R$ 9.000,00.
C) R$ 16.290,00.
D) R$ 16.500,00.
E) R$ 25.500,00.
Comentários:
é o mesmo cálculo:
Valores a receber: 350.000 + 200.000 = R$ 550.000 
R$ 550.000 x 3% = R$ 16.500 Valor da PDD
R$ 16.500 - saldo inicial PDD R$ 9.000 = R$ 7.500 Complementação 
GABARITO ^ A
37- (ESAF/CVM/Analista normas contábeis e auditoria/ 2010) A empresa 
Modistas da Moda S/A, tem um histórico de perdas no recebimento de seus
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créditos, por isto, não costuma negligenciar a utilização de provisão para riscos 
de crédito.
Sob esse aspecto, verificamos que do balanço patrimonial de 2008 constou a 
conta Provisão para Devedores Duvidosos com saldo de R$ 2.300,00.
Ao longo do exercício de 2009 foram comprovadas perdas efetivas no 
recebimento de créditos, no valor de R$ 1.100,00, e a estimativa de perdas que 
se faz para 2010, monta a R$ 1.800,00.
Com base nessas informações, pode-se dizer que a empresa deverá lançar na 
Demonstração do Resultado do Exercício, relativa a 2009, uma despesa 
provisionada para risco de crédito no montante de
a) R$ 3.000,00
b) R$ 2.900,00
c) R$ 1.800,00
d) R$ 1.100,00
e) R$ 600,00
Comentários:
Outra questão de complementação, a ESAF adora isso. Vamos lá: 
Saldo da PDD: R$ 2.300 - R$ 1.100 = R$ 1.200 
Complementação da Provisão: R$ 1.800 - R$ 1.200 = R$ 600 
GABARITO ^ E
38. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) Observe as 
seguintes sugestões de lançamento e assinale a opção incorreta.
a) Compras
a Diversos 
a Caixa
a Fornecedores
Neste lançamento está sendo contabilizada uma operação de compra de 
mercadorias a prazo com entrada, sem impostos.
b) Diversos 
a Caixa 
Fornecedores 
Juros
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Neste lançamento 
juros.
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está sendo contabilizado um pagamento de dívidas com
c) Diversos 
a Vendas 
Clientes
Impostos a Recuperar
Neste lançamento está sendo contabilizada uma venda a prazo com ICMS.
d) Fornecedores 
a Diversos 
a Caixa 
a Descontos
Neste lançamento está sendo contabilizado um pagamento de dívidas com 
descontos.
e) Caixa
a Diversos 
a Clientes 
a Juros
Neste lançamento está sendo contabilizado um recebimento de créditos com 
juros.
Comentários
Todos os lançamentos estão corretos, com exceção da letra c. Senão vejamos.
Diversos 
a Vendas 
Clientes
Impostos a Recuperar
Neste lançamento está sendo contabilizada uma venda a prazo com ICMS.
O lançamento para registrar a venda a prazo é o seguinte:
Débito - Clientes 
Débito - ICMS sobre vendas 
Crédito - Receita de vendas 
Crédito - ICMS a recolher
Gabarito ^ C.
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39. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) Estes são alguns 
títulos contábeis constantes no plano de contas da empresa. Com base neles 
indique a opção incorreta.
Mercadorias
Imóveis em Construção
Capital a Realizar
Receita de Vendas
Custo das Mercadorias Vendidas
Fornecedores
Impostos a Recolher
Impostos
Juros Ativos
Juros Passivos
Juros Ativos a Vencer
Juros Passivos a Vencer
Juros a Pagar
Juros a Receber
Entre os títulos listados acima, podemos identificar:
a) quatro contas componentes do ativo patrimonial.
b) cinco contas componentes da situação líquida patrimonial.
c) seis contas de origem de recursos.
d) seis contas de saldo credor.
e) oito contas de saldo devedor.
Comentários
Classificação Saldo
Mercadorias Ativo Devedor
Imóveis em Construção Ativo Devedor
Capital a Realizar Patrimônio Líquido Devedor
Receita de Vendas sultado Credor
Custo das Mercadorias Vendidas Resultado Devedor
Fornecedores Passivo Credor
Impostosa Recolher Passivo Credor
Impostos Resultado Devedor
Juros Ativos Resultado Credor
Juros Passivos Resultado Devedor
Juros Ativos a Vencer Passivo Credor
Juros Passivos a Vencer Ativo Devedor
Juros a Pagar Passivo Credor
Juros a Receber Ativo Devedor
Entre os títulos listados acima, podemos identificar:
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a) quatro contas componentes do ativo patrimonial.
Correto. São quatro as contas do ativo.
b) cinco contas componentes da situação líquida patrimonial.
As contas componentes da situação líquida patrimonial são as contas do 
Patrimônio Líquido e de resultado, de receitas e despesas. Item incorreto.
c) seis contas de origem de recursos.
Aparentemente, a ESAF considerou como origem as contas do passivo e as 
contas de resultado cujo saldo é credor, a saber: receita de vendas, 
fornecedores, impostos a recolher, juros ativos, juros passivos a vencer, juros a 
pagar.
d) seis contas de saldo credor.
O item está correto. São seis as contas de saldo credor.
e) oito contas de saldo devedor.
São oito as contas de saldo devedor. Item correto.
Gabarito ^ B.
40. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) A empresa "X", em 
31 de dezembro, tem créditos normais, sem garantias específicas de 
recebimento, no montante de R$ 60.000,00. Deve, portanto, constituir uma 
provisão para risco de crédito.
No seu livro Razão há um saldo remanescente da Provisão para Devedores 
Duvidosos no valor de R$ 1.000,00.
A nova provisão deverá ser contabilizada à razão de 3% dos créditos sob risco, 
o que, neste balanço, fará a empresa suportar uma despesa no valor de
a) R$ 770,00.
b) R$ 800,00.
c) R$ 1.770,00.
d) R$ 1.800,00.
e) R$ 2.800,00.
Comentários
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Teoria e exercícios comentados
Crédito constante da conta clientes 
Valor total a se constituir (3%) 
Valor já constante do livro razão
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60.000,00
(1.800,00)
1.000,00
Portanto, o valor a constituir é de R$ 800,00 com base na teoria da 
complementação. Pela complementação, apenas constituímos o valor que 
falta para totalizar a provisão.
Pela teoria da reversão, havendo sobras, devemos revertê-la totalmente e, 
posteriormente, constituir nova provisão.
A ESAF vem se utilizando da teoria da complementação em suas últimas 
provas.
Gabarito ^ B.
41. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) O lançamento de 
terceira fórmula é chamado de lançamento composto porque é formado de
a) duas contas devedoras e duas contas credoras.
b) duas contas devedoras e uma conta credora.
c) uma conta devedora e duas ou mais contas credoras.
d) duas ou mais contas devedoras e duas ou mais contas credoras.
e) duas ou mais contas devedoras e uma conta credora.
Comentários
O lançamento de 3a fórmula é aquele que:
3a FÓRMULA
Envolve duas ou mais contas a débito e uma conta a crédito.
Exemplo: Realização da prestação de serviço, recebida metade à vista e metade 
para 30 dias.
D - Caixa 100 
D - Clientes 100
C - Receita de prestação de serviços 200 
MACETE
O macete para gravar isto é o seguinte:
Lançamento Débito Crédito
1a fórmula 1 1
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2a fórmula 1 2
3a fórmula 2 1
4a fórmula 2 2
E só ver a seqüência de números e teremos: 11, 12, 21, 22. Em ordem 
crescente. Lembramos que onde consta "2" deve ser entendido como "duas ou 
mais contas".
Gabarito ^ E.
42. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) O lançamento 
contábil apropriado para registrar o recebimento de notas promissórias no valor 
de R$ 400,00 com descontos de 8% é o que segue abaixo:
a) Diversos 
a Títulos a Receber 
Caixa
Descontos Passivos
b) Caixa 
a Diversos
a Títulos a Receber 368,00
a Descontos Ativos 32,00 400,00
c) Diversos 
a Caixa
Títulos a Receber 368,00 
Descontos Passivos 32,00 400,00
d) Caixa 
a Diversos
a Títulos a Receber 400,00
a Descontos Ativos 32,00 432,00
e) Diversos 
a Caixa
Títulos a Receber 400,00 
Descontos Passivos 32,00 432,00
Comentários
368.00
32.00 400,00
Como a nota promissória é um direito, eventual desconto concedido pela 
empresa será tido como uma perda, portanto, uma despesa ou desconto 
passivo.
O desconto foi de 8% x 400,00 = R$ 32,00.
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Logo:
- R$ 368,00 ^ Entrou no caixa.
- R$ 32,00 ^ Foi o desconto financeiro concedido.
- R$ 400 ^ Era o que esperávamos receber e, portanto, o valor que deve ser 
baixado contra o caixa e desconto.
O lançamento é o seguinte:
D - Caixa 368,00
D - Descontos passivos 32,00 
C - Títulos a receber 400,00
Gabarito ^ A.
43. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) O lançamento 
contábil apropriado para registrar o pagamento de duplicatas no valor de R$
2.800,00, com descontos de 15%, é o que segue abaixo:
a) Diversos 
a Caixa
Duplicatas a Pagar 2.380,00 
Descontos Ativos 420,00 2.800,00
b) Caixa 
a Diversos 
a Duplicatas a Pagar 
a Descontos Ativos
c) Diversos 
a Duplicatas a Pagar 
Caixa
Descontos Passivos
d) Duplicatas a Pagar 
a Diversos 
a Caixa
a Descontos Ativos
e) Duplicatas a Pagar 
a Diversos 
a Caixa
a Descontos Passivos
2.380.00
420.00 2.800,00
2.380.00
420.00 2.800,00
2.380.00
420.00 2.800,00
2.380.00
420.00 2.800,00
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Comentários
Trata-se de questão sobre duplicata a pagar, com a liquidação antecipada da 
obrigação. Esperava-se pagar R$ 2.800,00, no entanto, houve um desconto 
financeiro no valor de R$ 420,00 (15%). Este valor é considerado, assim, uma 
receita para a entidade, ou desconto ativo .
Logo, temos:
- Dívida: R$ 2.800,00
- Desconto:______ R$ 420,00
Total pago: R$ 2.380,00 (saiu do caixa).
O lançamento, portanto, é:
D - Fornecedores 2.800,00
C - Caixa 2.380,00
C - Descontos ativos 420,00
Gabarito, portanto, letra d.
Gabarito ^ D.
44. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) Este é o rol das
contas utilizadas na escrita da empresa Três Emes de Mercadorias S.A., com os 
respectivos saldos apurados no fim do exercício de 2011:
Ações de Coligadas 100
Aluguéis Ativos 80
Bancos c/Movimento 200
Capital Social 750
Clientes 500
Custo das Vendas 700
Despesas antecipadas 60
Depreciação Acumulada 70
Fornecedores 700
Impostos a Recolher 260
Juros Passivos 70
Máquinas e Equipamentos 180
Mercadorias 800
Móveis e Utensílios 120
Prejuízos Acumulados 70
Provisão p/ Devedores Duvidosos 60
Receita de Vendas 850
Reserva de Capital 60
Reserva Legal 90
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150
190
150
70
Títulos a Pagar Longo Prazo 
Títulos a Receber Longo Prazo 
Tributos
Elaborando-se um balancetede verificação com estas contas, vamos encontrar 
saldos devedores no valor de:
a) R$ 2.980,00.
b) R$ 3.110,00.
c) R$ 3.120,00.
d) R$ 3.190,00.
e) R$ 3.320,00.
Comentários
Montemos o balancete de verificação.
Saldo
Conta Classificação Devedor Credor
Ações de Coligadas Ativo 100
Aluguéis Ativos Receita 80
Bancos c/Movimento Ativo 200
Capital Social Patrimônio líquido 750
Clientes Ativo 500
Custo das Vendas Despesa 700
Despesas antecipadas Ativo 60
Depreciação Acumulada Redutora do ativo 70
Fornecedores Passivo 700
Impostos a Recolher Passivo 260
Juros Passivos Despesa 70
Máquinas e Equipamentos Ativo 180
Mercadorias Ativo 800
Móveis e Utensílios Ativo 120
Prejuízos Acumulados Redutora do PL 70
Provisão p/ Devedores Duvidosos Redutora do Ativo 60
Receita de Vendas Receita 850
Reserva de Capital Patrimônio líquido 60
Reserva Legal Patrimônio líquido 90
Salários Despesa 150
Títulos a Pagar Longo Prazo Passivo 190
Títulos a Receber Longo Prazo Ativo 150
Tributos Despesa 70
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TOTAL 3.170 3.110
A questão foi anulada, por não conter resposta correta. 
Gabarito ^ Anulada.
45. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2012) O balancete de 
verificação evidencia:
a) os estornos efetuados no período.
b) a configuração e classificação correta dos itens contábeis.
c) a igualdade matemática dos lançamentos efetuados no período.
d) o registro dos movimentos individuais das contas contábeis no período.
e) os lançamentos do período, quando efetuados de forma correta no período.
Comentários
Tomemos como exemplo o balancete de verificação hipotético da CIA ALFA:
Conta Débito
Caixa 100,00
Bancos 200,00
Fornecedores
Estoque de mercadorias 300,00
Capital social
Total 600,00
Crédito
300.00
300.00
600.00
Analisemos, agora, item a item.
a) os estornos efetuados no período.
Não podemos evidenciar, com o simples balancete de verificação apresentado 
acima, quais seriam os estornos feitos durante o período. Item incorreto.
b) a configuração e classificação correta dos itens contábeis.
Esta também não é a resposta correta. Imagine-se o seguinte. A empresa ALFA 
recebeu o valor de R$ 200,00 em cheque. Este valor foi registrado diretamente 
na conta bancos.
Temos uma regra que vige na contabilidade, que é a seguinte: Quando temos 
um valor recebido em cheque pela empresa, devemos lançar inicialmente esse 
montante na tesouraria, ou seja, debitaremos a conta caixa. Grave-se: 
recebimento em cheque, debitamos a conta caixa. Quando o pagamento é em 
cheque, creditamos direto na conta bancos conta movimento.
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Ou seja, a empresa deveria ter debitado a conta caixa, todavia, o fez na conta 
bancos. Em que pese a configuração e classificação contábil do item ter se dado 
de forma incorreta, não podemos fazer essa avaliação somente de posse do 
balancete de verificação.
c) a igualdade matemática dos lançamentos efetuados no período.
Este é o nosso gabarito, porquanto pudemos verificar que os valores lançados a 
débito corresponderam aos valores lançados a crédito.
d) o registro dos movimentos individuais das contas contábeis no 
período.
Não podemos verificar a movimentação de cada conta, mas, tão-somente, o 
saldo final das contas constantes do balancete de verificação.
e) os lançamentos do período, quando efetuados de forma correta no 
período.
Os lançamentos do período não podem ser apurados no balancete de 
verificação, mas, tão-somente, o saldo final das contas constantes do balancete 
de verificação.
Gabarito ^ C.
46. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2012) A
firma Equacionada S.A. apurou o seu patrimônio em2011, computando os 
saldos iniciais e a movimentação do exercício. Disto resultaram os valores 
abaixo listados:
Bens 
Direitos 
Obrigações 
Situação Líquida 
Aumentos de ativo 
Aumentos de passivo 
Reduções de ativo 
Reduções de passivo 
Obtenção de ganhos e rendas 
Realização de consumos
R$ 200.000,00 
R$ 150.000,00 
R$ 215.000,00 
R$ 135.000,00 
R$ 100.000,00 
R$ 120.000,00 
R$ 45.000,00 
R$ 80.000,00 
R$ 95.000,00 
R$ 70.000,00
Considerando que todo o movimento contábil dessa entidade está expresso na 
equação acima, pode-se dizer que o item que a completa será um aumento de
a) Aplicação no valor de R$ 10.000,00.
b) Origem no valor de R$ 10.000,00.
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c) Aplicação no valor de R$ 5.000,00.
d) Origem no valor de R$ 5.000,00.
e) Redução de origens no valor de R$ 5.000,00.
Com en tá rios:
A posição inicial é a seguinte:
Bens R$ 200.000,00
Direitos R$ 150.000,00
Total ativo R$ 350.000,00
Obrigações R$ 215.000,00
Situação Líquida R$ 135.000,00
Total Passivo R$ 350.000,00
Depois ocorre uma movimentação, que vamos detalhar a seguir. Devemos
lembrar o seguinte: 
ATIVO :
Aumento ^ APLICAÇÃO 
Diminuição ^ ORIGEM
PASSIVO :
Aumento ^ORIGEM
Diminuição ^APLICAÇÃO
LUCRO ^ORIGEM
Assim, temos:
APLICAÇÕ ES:
Aumentos de ativo R$ 100.000,00
Reduções de passivo R$ 80.000,00
Total de APLICAÇÃO: R$ 180.000,00
ORIGENS:
Aumentos de passivo R$ 120.000,00
Reduções de ativo R$ 45.000,00
Lucro (95.000 - 70.000) R$ 25.000,00
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Total de ORIGENS
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R$ 190.000,00
Quando consideramos todas as contas, o total de aplicações deve bater com o 
total das origens.
Assim, o item que completa as demonstrações acima é um aumento nas 
APLICAÇÔES de R$ 10.000,00.
Gabarito ^ A.
47. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2012) A
empresa Confiante Ltda. apresenta a seguinte movimentação com créditos a 
receber e clientes:
No balanço de 2010, em 31/12: tinha créditos a receber de R$ 2.800,00 e 
provisão para perdas prováveis de R$84,00.
Durante o exercício de 2011, contabilizou o recebimento de créditos R$ 980,00; 
a baixa por não recebimento R$120,00; a incorporação de novos créditos a 
receber R$1.700,00; o desconto de duplicatas no banco R$ 500,00.
Em 31/12/2011, para fins de balanço, deverá fazer uma nova provisão para 
perdas prováveis, no montante de
a) R$ 51,00.
b) R$ 84,00.
c) R$ 87,00.
d) R$ 102,00.
e) R$ 171,00.
Comentários:
No balanço inicial, em 31/12/2010, havia a seguinte situação:
Créditos a receber de R$ 2.800,00 
Provisão para perdas prováveis de R$84,00.
Assim, o ajuste para perdas prováveis é de 84 / 2800 = 3%
Vamos calcular a posição final, no balanço de 31/12/11:
Créditos a receber de R$ 2.800,00
Recebimento de créditos (R$ 980,00);
Baixa por não recebimento (R$120,00);
Incorporação de novos créditos a receber R$1.700,00;
Desconto de duplicatas no banco (R$ 500,00).
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1 ................. Teoria e exercícios comentados
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Total R$ 2.900,00
x Percentual x 3%
Total do Ajuste paraperdas prováveis R$ 87,00
A ESAF adotou o procedimento de não incluir as Duplicatas Descontadas na 
base de cálculo.
Normalmente, a empresa que efetua o desconto se responsabiliza pelo 
pagamento das duplicatas, ou seja, em caso de inadimplência, a empresa 
pagaria ao banco e posteriormente cobraria a duplicata do seu cliente.
Nesse caso, as duplicatas descontadas seriam consideradas no cálculo do ajuste 
para perdas prováveis.
O cálculo ficaria assim:
Créditos a receber de R$ 2.800,00
Recebimento de créditos (R$ 980,00);
Baixa por não recebimento (R$120,00);
Incorporação de novos créditos a receber R$1.700,00;
Total R$ 3.400,00
x Percentual x 3%
Total do Ajuste para perdas prováveis R$ 102,00
As outras bancas usam o cálculo acima, que resulta em R$102,00, e que 
consideramos correto.
Mas a ESAF...a ESAF tira as duplicatas descontadas da base de cálculo, 
apurando o valor de R$ 87,00, como demonstramos acima.
Gabarito ^ C.
48. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2012) A
companhia Metalgrosso S.A. apresenta como extrato de seu Livro Razão, em 
31.12.2011, a seguinte relação de contas e respectivos saldos:
Conta saldo
01 - Ações de Coligadas 60
02 - Ações em Tesouraria 10
03 - Aluguéis Passivos 32
04 - Amortização Acumulada 25
05 - Bancos c/ Movimento 100
06 - Caixa 80
07 - Capital a Realizar 45
08 - Capital Social 335
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09 - Clientes 120
10 - Comissões Ativas 46
11 - Custo das Vendas 200
12 - Depreciação 28
13 - Depreciação Acumulada 45
14 - Descontos Concedidos 18
15 - Descontos Obtidos 17
16 - Despesas de Organização 90
17 - Duplicatas a Receber 85
18 - Duplicatas a Pagar 115
19 - Duplicatas Descontadas 35
20 - Fornecedores 195
21 - Máquinas e Equipamentos 130
22 - Mercadorias 145
23 - Móveis e Utensílios 40
24 - Obrigações Trabalhistas 18
25 - Prêmio de Seguros 40
26 - Prejuízos Acumulados 12
27 - Provisão para Devedores Duvidosos 30
28 - Provisão para Imposto de Renda 22
29 - Receitas de Vendas 350
30 - Reservas de Capital 65
31 - Reservas de Lucro 125
32 - Salários e Ordenados 60
33 - Seguros a Vencer 28
34 - Títulos a Pagar 20
35 - Veículos 180
Elaborando um balancete de verificação com os saldos acima, certamente 
encontraremos saldos credores no montante de
a) R$ 1.065,00.
b) R$ 1.308,00.
c) R$ 1.338,00.
d) R$ 1.373,00.
e) R$ 1.443,00.
Comentários:
Vamos separar os saldos devedores dos saldos credores, para as contas acima:
CONTA DÉBITO CRÉDITO
01 - Ações de Coligadas 60
02 - Ações em Tesouraria 10
03 - Aluguéis Passivos 32
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04 - Amortização Acumulada 25
05 - Bancos c/ Movimento 100
06 - Caixa 80
07 - Capital a Realizar 45
08 - Capital Social 335
09 - Clientes 120
10 - Comissões Ativas 46
11 - Custo das Vendas 200
12 - Depreciação 28
13 - Depreciação Acumulada 45
14 - Descontos Concedidos 18
15 - Descontos Obtidos 17
16 - Despesas de Organização 90
17 - Duplicatas a Receber 85
18 - Duplicatas a Pagar 115
19 - Duplicatas Descontadas 35
20 - Fornecedores 195
21 - Máquinas e Equipamentos 130
22 - Mercadorias 145
23 - Móveis e Utensílios 40
24 - Obrigações Trabalhistas 18
25 - Prêmio de Seguros 40
26 - Prejuízos Acumulados 12
27 - Provisão para Devedores Duvidosos 30
28 - Provisão para Imposto de Renda 22
29 - Receitas de Vendas 350
30 - Reservas de Capital 65
31 - Reservas de Lucro 125
32 - Salários e Ordenados 60
33 - Seguros a Vencer 28
34 - Títulos a Pagar 20
35 - Veículos 180
TOTAL 1.503 1.443
Os saldos credores totalizam R$ 1.443,00.
Vamos destacar os seguintes pontos:
1) As contas "Obrigações Trabalhistas" e "Salários e Ordenados" podem ser 
classificadas no Resultado ou no Passivo. Para evitar confusão, a Banca deveria 
especificar do que se trata: Despesa de Salários e Ordenados (Resultado) ou 
Salários e Ordenados a Pagar (Passivo). O mesmo ocorre com a conta 
"Obrigações Trabalhistas".
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Pois bem. A Esaf considerou que a conta "Salários e Ordenados" é devedora 
(portanto, trata-se de Despesa com Salários e Ordenados) e considerou a conta 
"Obrigações Trabalhistas" como Passivo (saldo credor). É provável que a Banca 
repita tal procedimento.
Portanto, para a ESAF, temos:
Obrigações Trabalhistas ^ Passivo 
Salários e Ordenados ^ Resultado
Os saldos devedores e credores não bateram. Normalmente, as bancas usam 
esse artifício, para que o candidato tenha que identificar e somar os saldos 
credores, ao invés de somar todos os valores e dividir por 2.
Gabarito ^ E.
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LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA
1. (ESAF/Analista Técnico Administrativo/MF/2013) Assinale a opção correta.
a) A contabilização feita ao mesmo tempo a débito de duas contas e a crédito 
de apenas uma conta caracteriza um lançamento de terceira fórmula.
b) O lançamento contábil efetuado a débito de uma conta de despesa 
aumentará o patrimônio líquido, pois a conta representa um consumo de 
riquezas.
c) A contabilização feita ao mesmo tempo a débito de duas contas e a crédito 
de apenas uma conta caracteriza o registro de um fato administrativo 
aumentativo.
d) O lançamento contábil efetuado a crédito de uma conta de receita aumentará 
o patrimônio líquido, pois a conta representa uma redução de consumo.
e) O lançamento contábil efetuado a crédito de uma conta de despesa reduzirá 
o patrimônio líquido, pois a conta representa um consumo de riquezas.
2. (ESAF/AFRFB/2002) Da leitura atenta dos balanços gerais da Cia. Emile, 
levantados em 31.12.01 para publicação, e dos relatórios que os acompanham, 
podemos observar informações corretas que indicam a existência de:
Capital de Giro no valor de R$ 2.000,00
Capital Social no valor de R$ 5.000,00
Capital Fixo no valor de R$ 6.000,00
Capital Alheio no valor de R$ 5.000,00
Capital Autorizado no valor de R$ 5.500,00
Capital a Realizar no valor de R$ 1.500,00
Capital Investido no valor de R$ 8.000,00
Capital Integralizado no valor de R$ 3.500,00
Lucros Acumulados no valor de R$ 500,00
Prejuízo Líquido do Exercício no valor de R$ 1.000,00
A partir das observações acima, podemos dizer que o valor do Capital Próprio 
da Cia. Emile é de
a) R$ 5.500,00
b) R$ 5.000,00
c) R$ 4.000,00
d) R$ 3.500,00
e) R$ 3.000,00
3. (ESAF/ISS/Fortaleza/2003) A empresa "Q" Ltda. realizou uma operação de 
recebimento de duplicata no valor de R$ 100,00, em dinheiro. Essa operação
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gerou um registro contábil de débito à conta CAIXA e crédito à conta Duplicatas 
a Receber. Assinale o tipo de fato contábil presente na única opção correta.
a) Aumentativo
b) Diminutivo
c) Misto
d) Modificativo
e) Permutativo
4. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2002) Assinale, abaixo, a opção que 
não se enquadra no complemento da frase:
"A companhiadeve ter, além dos livros obrigatórios para qualquer comerciante, 
os seguintes, revestidos das mesmas formalidades legais:
a) Livro de Registro de Ações Ordinárias".
b) Livro de Atas das Assembléias-Gerais".
c) Livro de Presença de Acionistas".
d) Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal".
e) Livro de Transferência de Ações Nominativas".
5. (ESAF/AFRFB/2009) Observando o patrimônio da empresa Constituída S.A. e 
as transações realizadas, encontramos, em primeiro lugar, os seguintes dados 
contabilizados:
Capital registrado na Junta Comercial R$ 40.000,00 
Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00 
Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00 
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ 10.500,00 
Um Vectra GM do próprio uso R$ 35.000,00 
Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00
Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, 
com descontos de 10%; e a contratação de empréstimo bancário de R$ 
6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias.
Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e considerando 
as variações provocadas pelas duas transações do exemplo, pode-se dizer que 
os saldos daí decorrentes, no fim do período, serão devedores e credores de:
a) R$ 51.000,00.
b) R$ 54.540,00.
c) R$ 60.460,00.
d) R$ 60.500,00.
e) R$ 61.060,00.
6. (ESAF/AFRFB/2009) A quitação de títulos com incidência de juros ou outros 
encargos deve ser contabilizada em lançamentos de segunda ou de terceira
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fórmulas, conforme o caso, pois envolve, ao mesmo tempo, contas patrimoniais 
e de resultado. Especificamente, o recebimento de duplicatas, com incidência de 
juros, deve ter o seguinte lançamento contábil:
a) débito de duplicatas e de juros e crédito de caixa.
b) débito de duplicatas e crédito de caixa e de juros.
c) débito de caixa e crédito de duplicatas e de juros.
d) débito de caixa e de duplicatas e crédito de juros.
e) débito de juros e de caixa e crédito de duplicatas.
7. (ESAF/AFRFB/2009) A firma Comercial de Produtos Frutíferos Ltda., que 
encerra seu exercício social no último dia do ano civil, contabilizou por duas 
vezes o mesmo fato contábil em 31/10/2008, caracterizando o erro de 
escrituração conhecido como duplicidade de lançamento. Esse erro só foi 
constatado no exercício seguinte. Os lançamentos foram feitos a débito de 
conta do resultado e a crédito de conta do passivo circulante. Em face dessa 
ocorrência, pode-se dizer que, no balanço patrimonial de 31/12/2008:
a) a situação líquida da empresa foi superavaliada.
b) o ativo circulante da empresa foi subavaliado.
c) o passivo circulante da empresa apresentou uma redução indevida.
d) o patrimônio líquido da empresa apresentou uma redução indevida.
e) a situação líquida da empresa não foi afetada.
8. (ESAF/AFRFB/2009) A empresa Revendedora S.A. alienou dois veículos de 
sua frota de uso, por R$ 29.000,00, a vista. O primeiro desses carros já era da 
empresa desde 2005, tendo entrado no balanço de 2007 com saldo de R$ 
25.000,00 e depreciação acumulada de 55%. O segundo veículo foi comprado 
em primeiro de abril de 2008 por R$ 10.000,00, não tendo participado do 
balanço do referido ano de 2007. A empresa atualiza o desgaste de seus bens 
de uso em períodos mensais. Em 30 de setembro de 2008, quando esses 
veículos foram vendidos, a empresa registrou seus ganhos ou perdas de capital 
com o seguinte lançamento de fórmula complexa:
a) Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Perdas de Capital 6.000,00 35.000,00 
a Veículo "A" 25.000,00 
a Veículo "B" 10.000,00 35.000,00
b) Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Depreciação Acumulada 18.500,00 47.500,00 
a Veículos 35.000,00
a Ganhos de Capital 12.500,00 47.500,00
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c) Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Depreciação Acumulada 17.500,00 46.500,00 
a Veículos 35.000,00
a Ganhos de Capital 11.500,00 46.500,00
d) Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Depreciação Acumulada 13.750,00 42.750,00 
a Veículos 35.000,00 
a Ganhos de Capital 7.750,00 42.750,00
e) Diversos 
a Diversos 
Caixa 29.000,00
Depreciação Acumulada 19.000,00 48.000,00 
a Veículos 35.000,00
a Ganhos de Capital 13.000,00 48.000,00
9. (ESAF/AFRFB/2009) A relação seguinte refere-se aos títulos contábeis 
constantes do livro Razão da empresa comercial Concórdia Sociedade Anônima, 
e respectivos saldos, em 31 de dezembro de 2008:
01 - Bancos Conta Movimento 17.875,00
02 - Bancos Conta Empréstimos 50.000,00
03 - Conta Mercadorias 42.500,00
04 - Capital Social 105.000,00
05 - Móveis e Utensílios 280.000,00
06 - ICMS a Recolher 7.500,00
07 - Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 212.500,00
08 - Salários e Ordenados 10.000,00
09 - Contribuições de Previdência 3.750,00
10 - Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa 3.500,00
11 - Depreciação Acumulada 44.800,00
12 - Retenção de Lucros 51.200,00
13 - Vendas de Mercadorias 352.000,00
14 - Impostos e Taxas 2.200,00
15 - PIS e COFINS 8.625,00
16 - ICMS sobre vendas 52.500,00
17 - Pró-labore 7.600,00
18 - Fornecedores 157.750,00
19 - PIS e COFINS a Recolher 1.800,00
20 - Duplicatas a Receber 100.000,00
21 - Encargos de Depreciação 32.000,00
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22 - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.000,00
Ao elaborar o balancete geral de verificação, no fim do exercício social, com as 
contas e saldos apresentados, a empresa, certamente, encontrará:
a) um balancete fechado em R$ 773.050,00.
b) um saldo credor a menor em R$ 100.000,00.
c) um saldo devedor a maior em R$ 25.600,00.
d) um endividamento de R$ 167.050,00.
e) um lucro com mercadorias de R$ 137.500,00.
10. (ESAF/Analista de Mercados de Capitais/CVM/2010) A empresa Material de 
Construções Ltda. adquiriu 500 sacos de argamassa Votoram, de 20 kg cada 
um, ao custo unitário de R$1,00 o quilo, pagando 15% de entrada e aceitando 
duplicatas pelo valor restante. A operação foi isenta de tributação. Do material 
comprado, 10% serão para consumo posterior da própria empresa e o restante, 
para revender. O registro contábil dessa transação é, tipicamente, um 
lançamento de quarta fórmula, e o fato a ser registrado é um Fato 
Administrativo
a) composto aumentativo.
b) composto diminutivo.
c) modificativo aumentativo.
d) modificativo diminutivo.
e) Permutativo.
11. (ESAF/Analista de Mercados de Capitais/CVM/2010) O Banco do Brasil 
emitiu aviso de débito comunicando à empresa Fermônio S/A a quitação de 
uma de suas duplicatas da Carteira de Desconto, no valor de R$ 2.000,00. Ao 
receber tal aviso, a empresa tomadora do empréstimo contabilizou o evento, 
lançando:
a) débito em Duplicatas Descontadas e crédito em Bancos conta Movimento.
b) débito em Duplicatas a Receber e crédito em Duplicatas Descontadas.
c) débito em Bancos conta Movimento e crédito em Duplicatas Descontadas.
d) débito em Bancos conta Movimento e crédito em Duplicatas a Receber.
e) débito em Duplicatas Descontadas e crédito em Duplicatas a Receber.
12. (ESAF/Auditor Fiscal Municipal/Rio de Janeiro/2010) A Companhia das 
Lavras recebeu um título de 6.500,00 fora da data de vencimento e, por isso, 
cobrou encargos financeiros de 6%. O recebimento ocorreu em cheque do 
Banco do Brasil S/A. Ao contabilizar o evento, a Companhia dasLavras deverá 
fazer o seguinte lançamento:
a) Bancos conta Movimento 
a Diversos
a Títulos a Receber 6.500,00
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a Receitas Financeiras 390,00 6.890,00
b) Caixa 
a Diversos
a Títulos a Receber 6.500,00 
a Receitas Financeiras 390,00 6.890,00
c) Diversos
a Bancos conta Movimento 
Títulos a Receber 6.500,00 
Receitas Financeiras 390,00 6.890,00
d) Diversos
a Títulos a Receber 
Caixa 6.110,00
Receitas Financeiras 390,00 6.500,00
e) Bancos conta Movimento 
a Títulos a Receber 6.890,00
13. (ESAF/TFC/SFC) No balancete de verificação da empresa Gaivota, levantado 
em 31.12.X1, assim se apresentavam as contas:
Bancos 10 
Clientes 20 
Capital a realizar 50 
Capital 100 
Salários a pagar 10 
Caixa 15 
Mercadorias 40 
Empréstimos obtidos 40 
Prejuízos acumulados 20 
Fornecedores 5 
Soma 310.
Com base nesse balancete, conclui-se que:
a) a soma da coluna 1 (saldos devedores) do balancete é 85.
b) a soma da coluna 2 (saldos credores) do balancete é 105.
c) o valor do ativo patrimonial é de 155.
d) o valor do passivo patrimonial é de 65.
e) o valor do patrimônio líquido é de 30.
14. (ESAF/Auditor Fiscal Municipal/ISS/RJ/2010) A seguinte relação de contas e 
saldos foi extraída do livro Razão de determinada empresa, no dia do 
encerramento do exercício social:
C o n t a s s a l d o s
Caixa 100,00 
Capital Social 300,00
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Clientes 140,00
Aluguéis a Receber 40,00
Aluguéis Ativos 65,00
Duplicatas a Receber 160,00
Mercadorias 180,00
ICMS a Recuperar 30,00
IPI a Recolher 15,00
Despesas a Pagar 35,00
Móveis e Utensílios 200,00
Receitas de Vendas 220,00
Veículos 350,00
Despesas a Vencer 60,00
Receitas a Receber 80,00
Aluguéis Passivos 50,00
Salários 70,00
Fornecedores 280,00
Provisão p/Ajuste de Estoques 18,00
Provisão p/Imposto de Renda 62,00
Duplicatas a Pagar 230,00
Duplicatas Descontadas 70,00
Aluguéis a Pagar 25,00
Depreciação Acumulada 110,00
Custo das Mercadorias Vendidas 120,00
Reserva Legal 50,00
Somatório 3.060,00
Ao elaborar um balancete de verificação com as contas acima, podemos ver 
que:
a) o balancete está fechado com o saldo de R$ 1.530,00.
b) o balancete não fecha, pois o saldo devedor é R$ 200,00, a maior.
c) o saldo credor é de apenas R$ 1.465,00.
d) o saldo devedor é de apenas R$ 1.382,00.
e) para fechar o balancete, faltam R$ 100,00 no crédito.
15. (ESAF/AFC/STN/2008) Em 31 de dezembro de 2007, a companhia 
Armazéns Gerais S/A organizou, em ordem alfabética, a seguinte relação de 
contas, com os respectivos saldos, para fins de elaboração de um balancete 
geral de verificação:
Contas Saldos
Ações de Coligadas 1.400,00
Ações de Controladas 800,00
Ações em Tesouraria 340,00
Amortização Acumulada 400,00
Bancos c/ Movimento 3.000,00
Caixa 1.000,00
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Capital Social
Capital Social a Realizar
Clientes
Comissões Ativas 
Comissões Ativas a Receber 
Comissões Ativas a Vencer 
Comissões Passivas 
Comissões Passivas a Vencer 
Contribuições Previdenciárias 
Contribuições a Recolher 
Custo das Vendas 
Depreciação Encargos 
Depreciação Acumulada 
Duplicatas a Pagar 
Duplicatas a Receber 
Duplicatas Descontadas 
Empréstimos Bancários 
Fornecedores 
Imóveis 
Impostos
Impostos a Recolher 
Impostos a Recuperar 
Marcas e Patentes 
Mercadorias 
Móveis e Utensílios 
Prejuízos Acumulados 
Provisão p/ Dev. Duvidosos 
Provisão para Férias 
Provisão para FGTS 
Provisão para IR 
Receita de Vendas 
Reservas de Capital 
Reservas Estatutárias 
Reserva Legal 
Salários e Ordenados 
Valores Mobiliários 
Veículos
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9.000. 00
1.600,00
1.850.00
240.00
100.00
120,00
300.00
80.00
600,00
350.00
4.800.00
680.00
1.200,00
4.200.00
2.100.00
1.300.00
3.500.00
2.200.00
3.800.00
300.00
180.00
220,00
1.180,00
2.150.00
2.000. 00
440.00
210.00
960.00
600.00
320.00
7.800.00
680.00
440.00
500.00
1.800.00
700,00
4.000,00
Considerando que o Contador, propositalmente, para testar o raciocínio, deixou 
de incluir uma conta na referida relação, pede-se: indique a opção que contém 
o valor da soma dos saldos devedores indicados.
a) R$ 35.240,00.
b) R$ 33.240,00.
c) R$ 32.150,00.
d) R$ 32.130,00.
e) R$ 30.130,00.
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16. (ESAF/AFTE/RN/2005) Examinando o Diário Contábil de sua empresa, o 
contador deparou-se com o seguinte lançamento para registrar a alienação de 
uma máquina usada, pelo valor contábil atual, recebendo em cheque o valor 
obtido.
Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Bancos c/Movimento 
a Máquinas e Equipamentos
Alienação de máquinas usadas, nesta data, pelo valor contábil, conforme 
cheque xxx do Banco BBSA .... 20.000,00
Não satisfeito com o que viu o Contador tomou providências para que referido 
lançamento fosse retificado mediante o seguinte registro:
a) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Caixa
a Máquinas e Equipamentos 
... histórico ......... 20.000,00
b) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Caixa
a Bancos c/Movimento 
... histórico ......... 20.000,00
c) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Máquinas e Equipamentos
a Bancos c/Movimento 
... histórico ......... 20.000,00
d) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Caixa
a Diversos
a Bancos c/Movimento
... histórico ....... 20.000,00
a Máquinas e Equipamentos
... histórico ...... 20.000,00 40.000,00
e) Brasília, DF, em 01 de outubro de 2004 
Diversos
a Bancos c/Movimento 
Caixa
... histórico .... 20.000,00 
Máquinas e Equipamentos 
... histórico ....... 20.000,00 40.000,00
17. (ESAF/Analista Jurídico/SEFAZ/CE/2007) O lançamento contábil é um 
registro formal, em livros apropriados, com formalidades extrínsecas e
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intrínsecas, pois tem força probatória em juízo ou fora dele. Por isto, as normas 
regulamentares especificam que o lançamento deve conter os seguintes 
elementos essenciais:
a) data, devedor, credor, histórico e valor.
b) data, valor registrado a débito, valor registrado a crédito.
c) data, conta e valor creditado, conta e valor debitado.
d) conta, partida, histórico e valor a débito; e contrapartida, histórico e valor a 
crédito.
e) conta devedora, conta credora e valor.
18. (ESAF/Contador/2006) Assinale a opção que contém a afirmativa incorreta.
a) Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode 
ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.
b) Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam o 
período de sessenta dias.
c) A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o lançamento 
do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico.
d) O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema 
de contabilidade, com escrituração uniforme,e a levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o balanço de resultado econômico.
e) Caixa é um livro facultativo no qual é registrado o movimento financeiro da 
empresa, sendo obrigatório para a pessoa jurídica que optar pela tributação do 
IR por meio de lucro presumido.
19. (ESAF/AFC/STN/2005) Assinale a opção que completa a afirmativa 
corretamente.
São erros de escrituração os seguintes:
a) borrões, rasuras, estorno de lançamento, saltos de linhas, salto de páginas.
b) erros de algarismos, troca de uma conta por outra, inversão de contas, 
omissão de lançamento, repetição de lançamento.
c) erro de algarismo lançado a mais, lançamento retificativo, erro de algarismo 
lançado a menor, troca de uma conta por outra, inversão de contas.
d) omissão de lançamento, repetição de lançamento, inversão de lançamento, 
troca de uma conta por outra, lançamento complementar.
e) estorno de lançamento, borrões, rasuras, retificação de lançamento, saltos 
de linhas, ressalva por profissional habilitado.
20. (ESAF/TRF/2002) Entre as formalidades extrínsecas e intrínsecas dos Livros 
de Escrituração, destacamos as abaixo indicadas, exceto:
a) Termos de abertura e de encerramento.
b) Registro na Junta Comercial (autenticação).
c) Numeração tipográfica e seqüencial das folhas.
d) Escrituração em ordem cronológica de dia, mês e ano.
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e) Existência de emendas, rasuras e espaço em branco.
21. (ESAF/IRB 2004) Com relação a lançamentos, assinale a opção incorreta.
a) Retificação de lançamento é o processo técnico de correção de um registro 
realizado com erro, na escrituração contábil das Entidades.
b) O estorno consiste em lançamento inverso àquele feito erroneamente, 
anulando-o totalmente.
c) Lançamento de transferência é aquele que promove a regularização de conta 
indevidamente debitada ou creditada, através da transposição do valor para a 
conta adequada.
d) Lançamento de complementação é aquele que vem, posteriormente, 
complementar, aumentando ou reduzindo, o valor anteriormente registrado.
e) O sistema contábil deve permitir a reorganização dos lançamentos realizados 
fora da época, colocando-os na sua época própria, ou seja, dia, mês e ano 
corretos.
22. (ESAF/SEFAZ/PI/2001) O lançamento
D - Fornecedores 250
D - Despesas Financeiras 50
C - Bancos - Conta Movimento 150
C - Títulos a Pagar 150
Caracteriza um fato contábil
a) misto aumentativo
b) permutativo diminutivo
c) misto diminutivo
d) modificativo aumentativo
e) permutativo modificativo
23. (ESAF/APO/2010) De acordo com a Resolução 750/93, do Conselho Federal 
de Contabilidade, foram aprovados os seguintes Princípios Fundamentais de 
Contabilidade: da Competência; da Prudência; do Denominador Comum 
Monetário; do Custo como Base de Valor; da Realização da Receita; da 
Entidade; e da Continuidade.
A afirmativa "A TODO DÉBITO CORRESPONDE UM CRÉDITO DE IGUAL 
VALOR" se refere ao princípio contábil
a) da Prudência.
b) da Competência.
c) do Custo como Base de Valor.
d) do Denominador Comum Monetário.
e) não se refere a nenhum princípio.
24. (ESAF/Analista Administrativo/ANEEL/2006) A empresa Abece Com. S/A 
efetuou um empréstimo bancário mediante o desconto de notas promissórias
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com vencimento para março do ano seguinte. O valor do empréstimo foi R$
120.000,00, com encargos de 18% ao ano. A data da contratação foi primeiro 
de novembro e a despesa foi rateada em proporção direta à duração do 
empréstimo. Com observância do princípio contábil da competência, na data da 
efetivação do aludido empréstimo a contabilidade deverá registrar a operação 
como segue:
a)Débito de Bancos conta Movimento 129.000,00 
Crédito de Empréstimos Bancários 120.000,00 
Crédito de Juros a Vencer 9.000,00.
b) Débito de Bancos conta Movimento 120.000,00 
Crédito de Empréstimos Bancários 111.000,00 
Crédito de Juros a Pagar 9.000,00.
c) Débito de Bancos conta Movimento 111.000,00 
Débito de Juros Passivos 9.000,00
Crédito de Empréstimos Bancários 120.000,00.
d) Débito de Bancos conta Movimento 111.000,00 
Débito de Juros a Vencer 9.000,00
Crédito de Empréstimos Bancários 120.000,00.
e) Débito de Bancos conta Movimento 111.000,00 
Débito de Juros Passivos 3.600,00
Débito de Juros a Vencer 5.400,00
Crédito de Empréstimos Bancários 120.000,00.
25. (ESAF/CVM/2010) A empresa Comercial de Bolas e Balas Ltda. mandou 
elaborar um balancete de verificação com as seguintes contas e saldos 
constantes do livro
Razão Geral:
C o n t a s 
Caixa
Depreciação Acumulada 
Títulos a Pagar 
Salários e Ordenados 
Bancos - Conta Movimento 
Receitas de Serviços 
Computadores e Periféricos 
Despesas de Transporte 
Salários a Pagar 
Capital Social 
PDD
Capital a Realizar 
Duplicatas Descontadas 
Provisão p/FGTS
S a l d o s
13.000. 00
2.000. 00 
80.000,00 
1.600,00
74.000. 00
14.400.00
16.000. 00
700.00 
1.000,00 
160.000,00
600.00 
18.000,00 
10.000,00 
800,00
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Aluguéis Passivos a
Imóveis
Clientes
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Vencer 1.500,00
110.000,00
34.000,00
Elaborada referida peça contábil de acordo com a solicitação, foi constatado o 
fechamento do balancete com o seguinte saldo total:
a) R$ 537.600,00
b) R$ 268.800,00
c) R$ 223.300,00
d) R$ 233.300,00
e) R$ 134.400,00
26. (ESAF/APOFP/2010) A empresa Serviços e Comércio S/A apurou os 
seguintes saldos para fins de elaborar o balancete geral de verificação:
Contas Saldos (R$)
Mercadorias 18.000,00
Vendas 54.000,00
Compras 23.000,00
ICMS a Recolher 6.500,00
Ações em Tesouraria 3.000,00
ICMS sobre Vendas 10.000,00
Duplicatas a Receber 14.000,00
Prêmios de Seguros 1.700,00
Provisão para Devedores Duvidosos 200,00
Caixa 7.000,00
Duplicatas a Pagar 10.000,00
Ações de Coligadas 5.000,00
Fornecedores 15.000,00
Móveis e Utensílios 31.000,00
Provisão para Férias 1.500,00
Depreciação 6.000,00
Duplicatas Descontadas 9.000,00
Depreciação Acumulada 18.000,00
Fretes e Carretos 2.500,00
Salários a Pagar 1.800,00
Salários 8.800,00
Aluguéis Ativos 1.200,00
Juros Passivos 700,00
Capital Social 20.000,00
Capital a Realizar 4.000,00
Reserva Legal 600,00
Soma total 272.500,00
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Sabendo-se que eventuais diferenças no balanceamento, aqui toleradas para 
fins didáticos, podem ser atribuídas a lucros ou perdas anteriores, pode-se 
afirmar que as contas supralistadas apresentam
a) saldo credor de R$ 130.800,00.
b) saldo credor de R$ 103.600,00.
c) saldo devedor de R$ 100.500,00.
d) saldos devedor e credor de R$ 136.250,00.
e) saldo devedor de R$ 134.700,00.
27 (Analista de Controle Interno - RJ - FGV - 2011) Em resposta a uma 
circularização, os advogados da entidade auditada assim classificaram as 
chances de perda nos processos judiciais em que aquela (auditada) era ré:
Natureza Va lo r Risco
Traba lh ista R$ 3.700.000,00 Remota
Traba lh ista R$ 6.000.000,00 Provável
Fiscal R$ 300.000,00 Possível
Considerando a situação acima e sabendo que o contador adotou os 
procedimentos corretos, consoante a regulamentação do CFC para estimativase 
contingências, o auditor deverá certificar-se de que (sabendo que os saldos são 
relevantes )
A) não foram mencionados quaisquer dos valores acima, uma vez que ainda 
não houve decisão judicial definitiva.
B) apenas as contingências fiscais devem ser contabilizadas.
C) todas as contingências acima devem ser contabilizadas.
D) em relação à contingência trabalhista enquadrada como remota, não deve 
ser feito registro no balanço patrimonial nem ser mencionada em notas 
explicativas.
E) a contingência trabalhista classificada como provável não deve ser 
contabilizada.
28 - (Analista de Controle Interno - RJ - FGV - 2011) Assinale o tratamento 
contábil que deve ser aplicado de acordo com as normas contábeis brasileiras.
A) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada possível e reconhece uma 
Reserva para Contingência.
B) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada remota e reconhece uma 
Reserva para Contingência.
C) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada provável e constitui uma 
Reserva para Contingência.
D) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada provável e constitui uma 
Provisão para Contingências.
E) Uma empresa tem uma causa trabalhista julgada remota e reconhece uma 
Provisão para Contingências.
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29)(ESA F /T C E -ES /C on tro lado r de recu rsos p ú b lico s/2001 ) Ao encerrar o exercício social, 
a empresa Personal Ltda constituiu a provisão para férias, segundo os critérios 
da legislação pertinente, com base na remuneração mensal dos empregados e 
no número de dias de férias a que já tinham direito na época do balanço, 
incluindo os encargos à base de 30%, sendo 10% dos segurados e 20% 
patronal. Apenas o acréscimo de um terço do valor das férias não foi incluído na 
provisão.
A situação descrita na época do balanço era a seguinte:
10 empregados com 12 meses de trabalho e salário mensal de R$ 1.500,00;
10 empregados com 6 meses de trabalho e salário mensal de R$ 1.200,00;
10 empregados com 3 meses de trabalho e salário mensal de R$ 1.000,00.
Todos os empregados tinham mais de um ano de casa e não faltaram ao 
serviço durante o período aquisitivo das férias.
Com estas informações o contador da empresa promoveu o lançamento para 
contabilizar a provisão para férias no valor de:
A) R$ 21.150,00
B) R$ 23.500,00
C) R$ 25.850,00
D) R$ 28.200,00
E) R$ 30.550,00
30. (ESAF/Receita Federal/Analista/2009) No encerramento do exercício social, 
quando ainda resta saldo não utilizado na conta Provisão para Devedores 
Duvidosos, necessário se faz contabilizar a reversão desse saldo. Nesse caso, o 
lançamento de ajuste a ser feito deverá ser:
A) creditando-se a conta de Provisão e debitando-se a conta de Lucros 
Acumulados.
B) creditando-se a conta de Provisão e debitando-se a conta de Resultado do 
Exercício.
C) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Lucros 
Acumulados.
D) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Resultado do 
Exercício.
E) debitando-se a conta de Provisão e creditando-se a conta de Despesa.
31. (ESAF/STN/AFC/2008) A empresa Dúbias Cobranças S/A tinha créditos no 
valor de R$ 160.000,00 em 31.12.06 e de R$ 110.000,00 em 31.12.07.
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Durante o exercício de 2007, houve a baixa de perdas no valor de R$ 3.200,00, 
referente a créditos já existentes em 2006 e de R$ 1.100,00, referente a 
créditos de 2007. A conta provisão para créditos de liquidação duvidosa foi a 
balanço em 2006 com saldo de R$ 4.800,00 e deverá ir a balanço em 2007 com 
saldo equivalente a 3% dos créditos cabíveis. Após a contabilização dos ajustes 
para o balanço de 2007, pode-se dizer que essa empresa contabilizou, no 
exercício de 2007, perdas com créditos de liquidação duvidosa no valor de
A) R$ 2.800,00.
B) R$ 3.300,00.
C) R$ 3.900,00.
D) R$ 7.100,00.
E) R$ 7.600,00.
32. (E SA F /N a ta l/A ud ito r/2 008 ) A empresa Fastfood Ltda., com contas a receber no 
valor de R$ 800.000,00, em 31.12.2007, tinha também uma conta de Provisão 
para Créditos de Liquidação Duvidosa com saldo remanescente de R$
13.000,00. No encerramento do exercício de 2007, mandou fazer nova provisão 
baseada numa estimativa de perdas de 3,5%, igual às perdas efetivas ocorridas 
no recebimento de créditos nos últimos três exercícios. Feitos os lançamentos 
cabíveis, a empresa levará ao resultado do exercício uma despesa provisionada 
de:
A) R$ 15.000,00.
B) R$ 13.000,00.
C) R$ 11.000,00.
D) R$ 24.000,00.
E) R$ 28.000,00.
33. (e s a f / s e f a z -c e / a f c /2 0 0 7 ) A empresa Mercearia Merck S/A, baseada em sua 
experiência de perdas no recebimento de clientes, no exercício de 2005, 
constituiu uma provisão para perdas no valor de R$ 1.350,00. No exercício de 
2006, a empresa deu baixa em créditos no valor de R$ 930,00 e chegou ao fim 
do exercício com valores a receber no montante de R$ 60.000,00. 
Considerando-se a necessidade da constituição de nova provisão à base de 3% 
dos créditos que vão a balanço, pode-se dizer que, com a adoção dessa 
medida, o lucro da empresa será reduzido em
A) R$ 2.310,00.
B) R$ 1.800,00.
C) R$ 1.380,00.
D) R$ 870,00.
E) R$ 450,00.
34. (ESAF/SEFAZ-CE/AFRE/2007) Com base na experiência de perdas efetivas 
no recebimento de seus créditos, a Microempresa Satélite S/A, constituiu no 
exercício de 2005 uma provisão no valor de R$ 2.700,00.
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No exercício de 2006, a empresa deu baixa em créditos no valor de R$ 
1.860,00 e chegou ao fim do exercício com valores a receber no montante de 
R$ 120.000,00.
Considerando-se a necessidade da constituição de nova provisão à base de 3% 
dos créditos existentes, mesmo levando em conta o saldo não utilizado da 
provisão anterior, pode-se dizer que os referidos créditos devem ir a balanço, 
deduzidos de provisão no valor de
A) R$ 4.440,00.
B) R$ 2.760,00.
C) R$ 3.600,00.
D) R$ 900,00.
E) R$ 1.740,00.
35. (ESA F /S U SE P /A n a lis ta /2 0 0 6 ) A empresa Comércio Limitado, tendo créditos a 
receber no valor de R$ 32.000,00, em 31.12.05, e com experiência de perda 
efetiva no recebimento de itens dessa espécie, comprovada em 4% nos últimos 
três exercícios sociais, precisa mandar constituir uma provisão para devedores 
duvidosos, antes de elaborar o seu balanço anual. Considerando que, no livro 
Razão, já existe uma conta de provisão com essa finalidade, com saldo anterior 
de R$ 520,00, não utilizado, e que a empresa quer contabilizar o evento com 
um único lançamento no livro Diário, o Contador deverá mandar fazer na conta 
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa um registro de
A) R$ 1.280,00, a crédito.
b ) R$ 960,00, a crédito.
C) R$ 760,00, a crédito.
D) R$ 520,00, a débito.
E) R$ 440,00, a débito.
36. (ESAF/RN/Auditor Fiscal/2005) A firma Linhas de Comércio Ltda. tem no 
livro razão uma conta intitulada "Provisão para Créditos de Liquidação 
Duvidosa" com saldo credor de R$ 9.000,00, oriundo do balanço patrimonial de 
2002, mas que permanece inalterado ao final do exercício de 2003.
No balanço patrimonial, que será elaborado com data de 31.12.03, a empresa 
deverá demonstrar as contas "Duplicatas a Receber" e "Clientes", com saldo 
devedor de R$ 350 mil e R$ 200 mil, respectivamente.
Considerando-se que está comprovada a expectativade perda provável de 3% 
dos créditos a receber, a empresa deverá contabilizar uma provisão. Este fato, 
aliado às outras informações constantes do enunciado, fará com que o lucro da 
empresa, referente ao exercício de 2003, seja reduzido no valor de
A) R$ 7.500,00.
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B) R$ 9.000,00.
C) R$ 16.290,00.
D) R$ 16.500,00.
E) R$ 25.500,00.
37- (ESAF/CVM /Ana lis ta norm as con tábe is e aud ito ria / 2 0 1 0 ) A empresa Modistas da 
Moda S/A, tem um histórico de perdas no recebimento de seus créditos, por 
isto, não costuma negligenciar a utilização de provisão para riscos de crédito.
Sob esse aspecto, verificamos que do balanço patrimonial de 2008 constou a 
conta Provisão para Devedores Duvidosos com saldo de R$ 2.300,00.
Ao longo do exercício de 2009 foram comprovadas perdas efetivas no 
recebimento de créditos, no valor de R$ 1.100,00, e a estimativa de perdas que 
se faz para 2010, monta a R$ 1.800,00.
Com base nessas informações, pode-se dizer que a empresa deverá lançar na 
Demonstração do Resultado do Exercício, relativa a 2009, uma despesa 
provisionada para risco de crédito no montante de
a) R$ 3.000,00
b) R$ 2.900,00
c) R$ 1.800,00
d) R$ 1.100,00
e) R$ 600,00
38. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) Observe as 
seguintes sugestões de lançamento e assinale a opção incorreta.
a) Compras
a Diversos 
a Caixa
a Fornecedores
Neste lançamento está sendo contabilizada uma operação de compra de 
mercadorias a prazo com entrada, sem impostos.
b) Diversos 
a Caixa 
Fornecedores 
Juros
Neste lançamento está sendo contabilizado um pagamento de dívidas com 
juros.
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a Vendas 
Clientes
Impostos a Recuperar
Neste lançamento está sendo contabilizada uma venda a prazo com ICMS.
d) Fornecedores 
a Diversos
a Caixa 
a Descontos
Neste lançamento está sendo contabilizado um pagamento de dívidas com 
descontos.
e) Caixa
a Diversos 
a Clientes 
a Juros
Neste lançamento está sendo contabilizado um recebimento de créditos com 
juros.
39. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) Estes são alguns 
títulos contábeis constantes no plano de contas da empresa. Com base neles 
indique a opção incorreta.
Mercadorias
Imóveis em Construção
Capital a Realizar
Receita de Vendas
Custo das Mercadorias Vendidas
Fornecedores
Impostos a Recolher
Impostos
Juros Ativos
Juros Passivos
Juros Ativos a Vencer
Juros Passivos a Vencer
Juros a Pagar
Juros a Receber
Entre os títulos listados acima, podemos identificar:
a) quatro contas componentes do ativo patrimonial.
b) cinco contas componentes da situação líquida patrimonial.
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c) seis contas de origem de recursos.
d) seis contas de saldo credor.
e) oito contas de saldo devedor.
40. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) A empresa "X", em 
31 de dezembro, tem créditos normais, sem garantias específicas de 
recebimento, no montante de R$ 60.000,00. Deve, portanto, constituir uma 
provisão para risco de crédito.
No seu livro Razão há um saldo remanescente da Provisão para Devedores 
Duvidosos no valor de R$ 1.000,00.
A nova provisão deverá ser contabilizada à razão de 3% dos créditos sob risco, 
o que, neste balanço, fará a empresa suportar uma despesa no valor de
a) R$ 770,00.
b) R$ 800,00.
c) R$ 1.770,00.
d) R$ 1.800,00.
e) R$ 2.800,00.
41. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) O lançamento de 
terceira fórmula é chamado de lançamento composto porque é formado de
a) duas contas devedoras e duas contas credoras.
b) duas contas devedoras e uma conta credora.
c) uma conta devedora e duas ou mais contas credoras.
d) duas ou mais contas devedoras e duas ou mais contas credoras.
e) duas ou mais contas devedoras e uma conta credora.
42. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) O lançamento 
contábil apropriado para registrar o recebimento de notas promissórias no valor 
de R$ 400,00 com descontos de 8% é o que segue abaixo:
a) Diversos
a Títulos a Receber
Caixa 368,00
Descontos Passivos 32,00 400,00
b) Caixa
a Diversos
a Títulos a Receber 368,00
a Descontos Ativos 32,00 400,00
c) Diversos 
a Caixa
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Títulos a Receber 368,00
Descontos Passivos 32,00 400,00
d) Caixa
a Diversos
a Títulos a Receber 400,00
a Descontos Ativos 32,00 432,00
e) Diversos 
a Caixa
Títulos a Receber 400,00
Descontos Passivos 32,00 432,00
43. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) O lançamento 
contábil apropriado para registrar o pagamento de duplicatas no valor de R$ 
2.800,00, com descontos de 15%, é o que segue abaixo:
a) Diversos 
a Caixa
Duplicatas a Pagar 2.380,00 
Descontos Ativos 420,00 2.800,00
b) Caixa
a Diversos
a Duplicatas a Pagar 2.380,00
a Descontos Ativos 420,00 2.800,00
c) Diversos
a Duplicatas a Pagar
Caixa 2.380,00
Descontos Passivos 420,00 2.800,00
d) Duplicatas a Pagar 
a Diversos
a Caixa 2.380,00
a Descontos Ativos 420,00 2.800,00
e) Duplicatas a Pagar 
a Diversos
a Caixa 2.380,00
a Descontos Passivos 420,00 2.800,00
44. (ESAF/Analista de Comércio Exterior/MDIC/2012) Este é o rol das
contas utilizadas na escrita da empresa Três Emes de Mercadorias S.A., com os 
respectivos saldos apurados no fim do exercício de 2011:
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Teoria e exercícios comentados
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Ações de Coligadas 100
Aluguéis Ativos 80
Bancos c/Movimento 200
Capital Social 750
Clientes 500
Custo das Vendas 700
Despesas antecipadas 60
Depreciação Acumulada 70
Fornecedores 700
Impostos a Recolher 260
Juros Passivos 70
Máquinas e Equipamentos 180
Mercadorias 800
Móveis e Utensílios 120
Prejuízos Acumulados 70
Provisão p/ Devedores Duvidosos 60
Receita de Vendas 850
Reserva de Capital 60
Reserva Legal 90
Salários 150
Títulos a Pagar Longo Prazo 190
Títulos a Receber Longo Prazo 150
Tributos 70
Elaborando-se um balancete de verificação com estas contas, vamos encontrar 
saldos devedores no valor de:
a) R$ 2.980,00.
b) R$ 3.110,00.
c) R$ 3.120,00.
d) R$ 3.190,00.
e) R$ 3.320,00.
45. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2012) O balancete de 
verificação evidencia:
a) os estornos efetuados no período.
b) a configuração e classificação correta dos itens contábeis.
c) a igualdade matemática dos lançamentos efetuados no período.
d) o registro dos movimentos individuais das contas contábeis no período.
e) os lançamentos do período, quando efetuados de forma correta no período.
46. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2012) A
firma Equacionada S.A. apurou o seu patrimônio em2011, computando os 
saldos iniciais e a movimentação do exercício. Disto resultaram os valores 
abaixo listados:
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Bens 
Direitos 
Obrigações 
Situação Líquida 
Aumentos de ativo 
Aumentos de passivo 
Reduções de ativo 
Reduções de passivo 
Obtenção de ganhos e rendas 
Realização de consumos
R$ 200.000,00 
R$ 150.000,00 
R$ 215.000,00 
R$ 135.000,00 
R$ 100.000,00 
R$ 120.000,00 
R$ 45.000,00 
R$ 80.000,00 
R$ 95.000,00 
R$ 70.000,00
Considerando que todo o movimento contábil dessa entidade está expresso na 
equação acima, pode-se dizer que o item que a completa será um aumento de
a) Aplicação no valor de R$ 10.000,00.
b) Origem no valor de R$ 10.000,00.
c) Aplicação no valor de R$ 5.000,00.
d) Origem no valor de R$ 5.000,00.
e) Redução de origens no valor de R$ 5.000,00.
47. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2012) A
empresa Confiante Ltda. apresenta a seguinte movimentação com créditos a 
receber e clientes:
No balanço de 2010, em 31/12: tinha créditos a receber de R$ 2.800,00 e 
provisão para perdas prováveis de R$84,00.
Durante o exercício de 2011, contabilizou o recebimento de créditos R$ 980,00; 
a baixa por não recebimento R$120,00; a incorporação de novos créditos a 
receber R$1.700,00; o desconto de duplicatas no banco R$ 500,00.
Em 31/12/2011, para fins de balanço, deverá fazer uma nova provisão para 
perdas prováveis, no montante de
a) R$ 51,00.
b) R$ 84,00.
c) R$ 87,00.
d) R$ 102,00.
e) R$ 171,00.
48. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do Brasil/2012) A
companhia Metalgrosso S.A. apresenta como extrato de seu Livro Razão, em 
31.12.2011, a seguinte relação de contas e respectivos saldos:
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Conta saldo
01 - Ações de Coligadas 60
02 - Ações em Tesouraria 10
03 - Aluguéis Passivos 32
04 - Amortização Acumulada 25
05 - Bancos c/ Movimento 100
06 - Caixa 80
07 - Capital a Realizar 45
08 - Capital Social 335
09 - Clientes 120
10 - Comissões Ativas 46
11 - Custo das Vendas 200
12 - Depreciação 28
13 - Depreciação Acumulada 45
14 - Descontos Concedidos 18
15 - Descontos Obtidos 17
16 - Despesas de Organização 90
17 - Duplicatas a Receber 85
18 - Duplicatas a Pagar 115
19 - Duplicatas Descontadas 35
20 - Fornecedores 195
21 - Máquinas e Equipamentos 130
22 - Mercadorias 145
23 - Móveis e Utensílios 40
24 - Obrigações Trabalhistas 18
25 - Prêmio de Seguros 40
26 - Prejuízos Acumulados 12
27 - Provisão para Devedores Duvidosos 30
28 - Provisão para Imposto de Renda 22
29 - Receitas de Vendas 350
30 - Reservas de Capital 65
31 - Reservas de Lucro 125
32 - Salários e Ordenados 60
33 - Seguros a Vencer 28
34 - Títulos a Pagar 20
35 - Veículos 180
Elaborando um balancete de verificação com os saldos acima, certamente 
encontraremos saldos credores no montante de
a) R$ 1.065,00.
b) R$ 1.308,00.
c) R$ 1.338,00.
d) R$ 1.373,00.
e) R$ 1.443,00.
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GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA
Q U E S T Ã O G A B A R I T O Q U E S T Ã O G A B A R I T O
1 C 25 B
2 E 26 E
3 E 27 D
4 A 28 D
5 B 29 D
6 C 30 D
7 D 31 A
8 B 32 A
9 A 33 C
10 E 34 C
11 E 35 C
12 B 36 A
13 E 37 E
14 E 38 C
15 A 39 B
16 B 40 B
17 A 41 E
18 B 42 A
19 B 43 D
20 E 44 AN ULAD A
21 E 45 C
22 C 46 E
23 E 47 C
24 D 48 E
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