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Aula 03
Medicina Legal p/ PC-MA (Delegado) Com videoaulas - Pós-Edital
Professor: Alexandre Herculano
 Medicina Legal ʹ Delegado ʹ Polícia Civil - PCMA 
Teoria e Exercícios 
Prof. Alexandre Herculano ʹ Aula 03 
 
 
 
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Aula 03: Aspectos médico-legais das toxicomanias e da 
embriaguez. 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1. Apresentação 1 
2. Toxicologia Forense 2 
2.1. Cáusticos e venenos 2 
2.2. Embriaguez 9 
2.3. Toxicomanias 13 
3. Questões propostas 27 
4. Questões comentadas 34 
5. Gabarito 50 
 
1. Apresentação 
 
Olá, meus amigos! 
Então, hoje, vou abordar o seguinte tópico: Traumatologia 
Médico-legal. Energias de Ordem Química, cáusticos e venenos, 
embriaguez, toxicomanias. 
 
 
 
 
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 2. Toxicologia Forense 
 
 Pessoal, essa parte estuda os cáusticos, os envenenamentos e a 
intoxicação alcoólica e por tóxicos, pelo emprego de processos 
laboratoriais. Aqui, temos as chamadas energias de ordem química. 
 
 2.1 Cáusticos e venenos 
 
 São energias de ordem química que, entrando em contato 
interno ou externo com o organismo, são capazes de provocar danos à 
saúde ou à vida, como os cáusticos, produtores das lesões viscerais e 
cutâneas denominadas vitriolagem, e os venenos. 
 Os cáusticos são substâncias que, de acordo com sua natureza 
química, provocam lesões tegumentares mais ou menos graves. Essas 
substâncias podem resultar em efeitos coagulantes ou liquefacientes. A 
primeira são aquelas que desidratam os tecidos e lhes causam escaras 
endurecidas e de tonalidade diversa, como por exemplo, o nitrato de 
prata, o acetato de cobre e o cloridato de zinco. Já as de efeito 
liquefacientes produzem escaras úmidas, translúcidas, moles e têm como 
modelo a soda, a potassa e a amônia. 
 
 
 
 
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 Na vitriolagem surgem as lesões viscerais e cutâneas 
produzidas por substâncias cáusticas (de Kaustikos, o que queima). A 
causa jurídica da vitriolagem pode ser criminosa, suicida ou 
acidental. Quando criminosa, quase sempre determinada por ciúme ou 
vingança é crime perpetrado mediante arremesso de ácidos ou de 
bases cáusticas na face, pescoço, tórax, ou aparelho genital da vítima, 
objetivando causar-lhe danos corporais deformantes, resultando, pois, a 
lesão gravíssima a que se refere o dispositivo 129, § 2.º, IV, de nossa lei 
substantiva penal. Já no caso de acidente é explicado pela ingestão 
involuntária de substâncias cáusticas por embriagados ou nas 
fábricas, por explosões ou derrame de recipientes que as contêm. 
 
 A mortalidade precoce na vitriolagem grave está relacionada com 
hipotensão e necrose tubular aguda, devido a um frequente erro de 
subestimação inicial da extensão e profundidade e consequente reposição 
hídrica insuficiente. 
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 A morte pode ser consequente ao choque neurogênico, à 
perfuração do estômago, à hemorragia gástrica, à asfixia por edema da 
glote, infecções local e/ou sistêmica, broncopneumonia, caquexia por 
estenose do esôfago etc. À necropsia, encontra o perito lesões múltiplas 
dos rins, do fígado, do aparelho gastrintestinal, vasos trombosados, 
hiperemia do sistema nervoso central; estômago de coloração negra, 
volume reduzido e, por vezes, pergaminhado ou coriáceo, na vitriolagem 
produzida pela ingestão de ácidos. E toda a parede gástrica edemaciada e 
necrosada, de consistência diminuída, com suas pregas tendendo a 
desaparecer, na vitriolagem por ingerimento de bases cáusticas. 
Finalmente, transforma-se o sangue numa massa gelatinosa e 
achocolatada, lembrando o sangue dos grandes queimados. 
 
 Lesões internas causadas por ação cáustica 
 
 Devem-se à ingestão e/ou aspiração do cáustico. São observadas: 
 Na boca 
 Em toda a extensão do esôfago e do estômago 
 Ao longo das vias aéreas, no caso de aspiração 
 Dependendo da quantidade ingerida e do tempo de sobrevida, 
pode haver comprometimento do duodeno e porção inicial do jejuno. Mas 
isso não é comum porque costuma haver espasmo do piloro. 
 A mucosa oral e o tubo digestivo revelam coloração e consistência 
modificadas de acordo com o tipo de cáustico e do tempo entre a ingestão 
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e o início do tratamento médico. A mucosa resiste muito menos do que a 
pele porque não tem a camada de células queratinizadas presentes na 
epiderme. 
 O órgão mais lesado, na maioria das vezes, é o estômago, já que 
o esôfago é apenas um canal de passagem, o que não impede que ele 
seja sede de intensas lesões e mesmo perfuração. Porém, as alterações 
mais características de cada cáustico são encontradas na parede gástrica. 
 Em geral, notam-se congestão intensa e hemorragia de 
intensidade variável, conforme o cáustico e o tempo de sobrevida, 
caracterizando uma gastrite aguda grave. Pode haver perfuração do 
órgão e consequente peritonite química. 
 Havendo sobrevida por mais de um dia, é possível reconhecer 
extensas áreas de necrose e destruição da mucosa e edema das outras 
camadas da parede do órgão, que fica muito espessada. 
 A intensidade pode ser atenuada se o cáustico encontra o 
estomago cheio de alimentos. Em todos os casos de ingestão de 
cáusticos, a morte é precedida de choque e colapso circulatório. 
 Qualquer que seja o agente cáustico, se a vitima sobreviver, 
haverá fibrose das lesões devido à evolução da reação inflamatória da 
fase aguda. Segundo especialistas, apesar de o esôfago ser um órgão de 
passagem para o estômago, as queimaduras evoluem para a formação de 
aderências entre as faces anterior e posterior do órgão, levando à 
estenose cicatricial. Simultaneamente à ingestão, pode ocorrer inalação 
de vapores ou aspiraçao do cáustico. 
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 Conforme o grau de penetração nas vias aéreas, as lesões podem 
restringir-se à laringe ou interessar os pulmões. Nesse caso, há intenso 
edema pulmonar, e a morte pode ser antecipada. 
 Já os venenos são substâncias que, quando introduzida no 
organismo em quantidades relativamente pequenas e agindo 
quimicamente, é capaz de produzir lesões graves à saúde, no caso do 
indivíduo comum e no gozo de relativa saúde. 
 Podemos classificá-los em: 
 quanto ao estado físico: líquidos, sólidos e gasosos; 
 quanto à origem; animal, vegetal, mineral e sintético; 
 quanto as funções químicas: óxidos, ácidos, bases e sais; 
 quanto ao uso: doméstico, agrícola, industrial, medicinal, 
cosmético,etc. 
 Uma questão boa para sua prova é perguntarem as fases 
quanto ao percurso do veneno no organismo! 
O percurso do venenoatravés do organismo tem as seguintes 
fases: penetração, absorção, distribuição, fixação, transformação e 
eliminação. Há algumas situações ou fenômenos que podem ocorrer após 
a penetração do veneno, tais como: mitridatização, toxicidade, 
intolerância, sinergismo e equivalente tóxico. Vejamos cada uma: 
 
 
 Penetração - oral, gástrica, retal, etc. A via 
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orogastrointestinal é a mais usada; 
 Absorção - é o processo pelo qual o veneno chega à 
intimidade dos tecidos; 
 Fixação - é a etapa do envenenamento em que a 
substância tóxica se localiza em certos órgãos de acordo 
com o seu grau de afinidade; 
 Transformação - é o processo pelo qual o organismo 
tenta se defender da ação tóxica do veneno, facilitando 
sua eliminação e diminuindo seus efeitos nocivos; 
 Distribuição - é a fase em que o veneno, penetrando na 
circulação, estende-se pelos mais diversos tecidos; 
 Eliminação - é a etapa na qual o veneno é expelido 
seguindo as vias naturais; 
 Mitridatização - é o fenômeno caracterizado pela elevada 
resistência orgânica aos efeitos tóxicos dos venenos; 
 Toxicidade - a propriedade que tem determinada 
substância de causar internamento um dano a um 
organismo; 
 Sinergismo - é a ação potencializadora dos efeitos 
tóxicos decorrentes da ingestão simultânea de várias 
substâncias venenosas; 
 Equivalente tóxico - a quantidade mínima de veneno 
capaz de, por via intravenosa, matar 1kg do animal 
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considerado. 
 
 Pessoal, o envenenamento é a ação ou efeito de envenenar 
peculiar a cada veneno. Consoante o estado físico, ou a composição 
química, ou a sua proveniência, dois autores - Buzzo e Soria, assim 
subdividem os venenos: 
 venenos gasosos; 
 venenos voláteis; 
 venenos minerais: metais e metaloides; 
 ácidos e álcalis minerais; 
 ácidos orgânicos; 
 alcaloides, ptomaínas e glicosídeos; 
 venenos orgânicos sintéticos (medicamentos); 
 venenos de origem alimentar; 
 venenos vegetais (toxalbuminas); 
 venenos animais. 
 
 
 
 Aproveitando que estamos falando sobre envenenamento, não 
posso deixar de falar sobre a Síndrome do Body Packer (imagem 
abaixo), conhecida também como "mula" ou "correio", é usada para 
aqueles que conduzem no interior do seu organismo drogas ilícitas do 
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tipo cocaína, anfetaminas e heroína. É diferente da chamada body 
pusher, pois esta se dá aos que transportam pequenas quantidades de 
drogas nos orifícios naturais. Mas porque estou falando isso na parte de 
envenenamento? Simples, quando um "mula" - transportador de drogas 
ilícitas, carrega essas drogas no estômago, as cápsulas podem romper-
se, assim, a morte sempre se dá por intoxicação aguda e maciça da 
droga ingerida, sendo a mais comum a cocaína, logo, fiquem atentos 
nesses nomes, ok? 
 
 
 
 2.2 Embriaguez 
 
 É a intoxicação alcoólica, ou por substância de efeitos análogos, 
aguda, imediata e passageira. A despeito da dificuldade, do ponto de vista 
médico, em reconhecer limite nítido de separação entre os períodos da 
embriaguez, usa-se habitualmente dividi-la em fases de excitação, de 
confusão e do sono. 
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 A primeira fase, de excitação, ou do macaco, é a ebriedade 
subaguda, ou incompleta, em que o indivíduo torna-se irrequieto. A 
segunda fase, de confusão ou do leão, é a que constitui periculosidade, 
tornando-se o ébrio insolente e agressivo, empregando desconexa 
linguagem de baixo calão, falando insultuosamente de imaginárias 
infidelidades e prevaricações da esposa e recriminações e ofensas morais 
a terceiros. Já a terceira, do sono ou comatosa, é completa e o paciente 
não se mantém em pé. Constitui perigo apenas para o ébrio, que, caído, 
inconsciente, mergulhado em sono profundo, incapaz de delinquir. É 
devida à intoxicação simples e não há dificuldade para o seu 
reconhecimento. 
 
 Embriaguez patológica 
 
 De grande importância médico-legal porque se manifesta nos 
descendentes de alcoólatras, nos predispostos e tarados e em 
personalidades psicopatas, desencadeando acessos furiosos e atos de 
extrema violência, mesmo sob ingestão de pequenas doses de álcool. 
Trata-se de uma forma especial de intoxicação alcoólica aguda, geradora 
de transtornos psíquicos manifestados por formas que vão desde a 
excitação eufórica até o estupor e o coma alcoólico. 
 A embriaguez patológica compreende quatro tipos: 
 Embriaguez agressiva e violenta — o ébrio torna-se 
agressivo e violento, podendo mesmo cometer homicídios, 
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“consumados com tal segurança que sugerem 
premeditação”; 
 Embriaguez excitomotora — o alcoólatra, inquieto, é 
acometido de raiva destrutiva seguida de amnésia lacunar; 
 Embriaguez convulsiva — impulsos destruidores seguidos 
de crises epileptiformes; 
 Embriaguez delirante — delírios com ideias de 
autoacusação e de autodestruição, sobrevindo tendência ao 
suicídio. 
 Esses quatro tipos de embriaguez patológica são considerados 
reações individuais idiossincrásicas ao álcool etílico, independentes de 
consumo excessivo do mesmo e sem sinais neurológicos manifestos de 
intoxicação. Esses indivíduos são extremamente perigosos, pois são neles 
comuns os impulsos em que agridem, produzindo toda sorte de lesões 
corporais, e matam, agindo inopinadamente com terrível violência. 
 A embriaguez quanto à origem: embriaguez acidental, pode advir 
de caso fortuito ou força maior. Assim, quando ela será acidental 
proveniente de caso fortuito e quando é de força maior? 
 Caso fortuito: Quando o agente desconhece o efeito inebriante 
da substância que ingere. 
 Força maior: Quando ele é obrigado a ingerir a substância. 
Exemplo de Damásio: Alguém cai no tonel de pinga, sai dali e mata o 
segurança. Exemplo da jurisprudência: Uma mulher foi seqüestrada e 
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drogada no cativeiro. Ela conseguiu fugir naquele estado. Esse é um 
exemplo mais factível. 
 A embriaguez acidental, seja por razão de caso fortuito, seja por 
razão de força maior, ela pode ser completa ou incompleta: 
 Completa : Quando exclui capacidade de entendimento e 
autodeterminação no momento da conduta. 
 Incompleta: Quando diminui capacidade de entendimento e 
autodeterminação. 
 Embriaguez não-acidental: Pode ser voluntária ou culposa, 
vejamos: 
 Voluntária: Será voluntária quando o agente quer se embriagar. 
Eu falei que ele quer se embriagar. Eu não falei que ele quer se embriagar 
para praticar crime. Ele simplesmentedecidiu ‘tomar todas’. 
 Culposa: Não queria se embriagar, mas aconteceu. 
 A embriaguez não-acidental, seja voluntária, seja culposa, 
também pode ser completa ou incompleta. 
 Embriaguez doentia: É a embriaguez patológica, iniciamos falando 
sobre ela. É equiparada a uma doença mental. Também pode ser 
completa e se completa, será equiparada ao art. 26, caput, e se 
incompleta, será equiparada ao art. 26, § único. 
 Embriaguez preordenada: A embriaguês é meio para a prática do 
crime. Também pode ser completa ou incompleta. 
 O que diz o art. 28, § 1º, do CP? Só exclui a imputabilidade a 
embriaguez acidental completa. E se for incompleta, somente reduz a 
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pena. Só isenta de pena a embriaguez acidental proveniente de caso 
fortuito ou força maior completa. Somente essa! A acidental incompleta 
não isenta de pena. Diminui pena. A embriaguez não acidental não isenta 
de pena jamais, seja completa, seja incompleta. Não exclui a 
culpabilidade. A patológica só exclui a imputabilidade se completa, caso 
em que é comparada ao art. 26, caput. Se incompleta, não exclui. A 
preordenada não exclui a imputabilidade, não importa se completa 
ou incompleta. 
 
 2.3 Toxicomanias 
 
 Pessoal, primeiramente, o tóxico é “qualquer substância de 
origem animal, vegetal ou mineral que, introduzida em quantidade 
suficiente num organismo vivo, produz efeitos maléficos, podendo 
ocasionar a morte”. 
 Toxicomania, segundo o Comitê dos Peritos da Organização 
Mundial de Saúde (OMS), “é um estado de intoxicação crônica ou 
periódica, prejudicial ao indivíduo e nociva à sociedade, pelo consumo 
repetido de determinada droga, seja ela natural ou sintética”. 
 Segundo a doutrina, têm como características: 
 invencível desejo ou necessidade (obrigação) de continuar 
a consumir a droga ou de procurá-la por todos os meios; 
 tendência a aumentar a dose; 
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 dependência de ordem psíquica (psicológica) e física em 
face dos efeitos da droga. 
 Dependência a uma droga é o condicionamento do indivíduo a 
ela. Quando o dependente escravizado à droga, por qualquer motivo, 
sofre supressão da substância tóxica, desencadeia-se nele a síndrome ou 
reação de abstinência. Esta, desatada pela supressão brusca da droga 
tóxica leva o usuário a tomar nova dose, cada vez mais frequentemente e 
em maior quantidade, instalando a total e irremediável dependência da 
qual sairá submetendo-se a rigoroso tratamento médico especializado, 
sem, contudo, propiciar que as consequências orgânicas já estabelecidas 
regridam. 
 Meus caros, as toxicomanias têm início iatrogênico, por 
prescrição médica de medicamentos tranquilizantes e de 
estupefacientes (ou de anorexígenos) objetivando, 
respectivamente, efeito tranquilizador ou analgésico, in casus, na 
vigência de neuroses ou de psicopatias, ou de moléstia consuntiva 
com sintomatologia intensamente dolorosa. Devido a isso é que aos 
médicos se obriga estarem atentos ao receitar entorpecentes ou 
psicotrópicos, para alívio de dor ou de tensões emocionais, notadamente 
aos portadores de personalidade psicopata inferior, só o fazendo em 
última instância, quando outros medicamentos não preencham a mesma 
finalidade, para evitar que seus pacientes se tornem dependentes. 
 O morfinômano é todo aquele que se entrega ao uso habitual e 
reiterado da morfina. A morfina é um alcaloide fenantrênico, isolado do 
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ópio. Dessa forma, dependendo da dose, exerce a morfina ação narcótica, 
no homem, manifestada por analgesia, sonolência eufórica, incapacidade 
de concentração, raciocínio dificultoso, apatia, abulia, diminuição sensível 
dos movimentos respiratórios por influência direta sobre o centro bulbar, 
miose bilateral característica e sonhos eróticos, por muitas horas. 
 À exceção dos vasos sanguíneos, a morfina produz notável 
contração da musculatura lisa e do musculus uterinus, sem, contudo, 
interferir na dinâmica do parto. Tanto o vício quanto a tolerância ocorrem, 
por mecanismo desconhecido, com a morfina, depois de cerca de duas 
semanas de uso contínuo da mesma dose do alcaloide; desse modo, os 
efeitos deprimentes desse narcótico sobre o sistema nervoso central só 
tornam a manifestar-se se a dose for aumentada. 
 Já a heroína é a diacetilmorfina, droga intensamente tóxica 
derivada sinteticamente da morfina. A heroína leva o indivíduo ao hábito, 
ou seja, à sujeição psíquica e emotiva à droga, mais facilmente do que a 
morfina. Empregada usualmente por via hipodérmica, produz maior 
euforia e excitação, com doses menores do que as daquele alcaloide. 
Demais, embora tenha ação narcótica mais intensa que a da morfina, 
produz, também, maior excitação do sistema nervoso central. O 
heroinômano, em geral, é astuto, vil, cacambeador, amoral e perigoso, 
pois a degenerescência psíquica e o alto custo do narcótico levam-no a 
cometer de cambulhada toda sorte de diatribes antisociais e até crimes, 
no afã de obter dinheiro para comprar a dose diária da droga. 
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 Quanto à cocaína ou metil-benzoil-ecgonina é um poderoso 
estimulante do sistema nervoso central obtido das folhas da 
Erythroxylon coca. Seu efeito estimulante sobre a cortiça cerebral 
desencadeia, no homem, ausência de fadiga, carecimento de fome, 
aceleração do pulso, respiração rápida, insônia, aumento da atividade 
motora, sentimentos físicos e mentais estereotipados, loquacidade, 
excitação eufórica com conservação da inteligência e da consciência, e, 
amiúde, alucinações auditivas, visuais e táteis. Há indícios de que a 
ideação e a atenção aumentam. 
 Duas são as vias pelas quais o cocainômano introduz a droga no 
organismo: hipodérmica subcutânea e aspiração nasal do pó de cocaína 
chamado “neve”. A aplicação subcutânea repetida de cocaína produz 
vasoconstrição da pele, com prejuízo da nutrição dos tecidos, à qual 
sobreajuntam-se infecções, por falta de assepsia e pelo malfadado hábito 
que têm os viciados em narcóticos de utilizar, entre si, uma mesma 
seringa e agulhas mal esterilizadas. 
 No canabismo, também chamado maconhismo, ou diambismo, é 
o conjunto de fenômenos patológicos consequentes ao uso abusivo da 
Cannabis sativa L (outrora Cannabis indica) ou maconha. 
 A Cannabis sativa L é também chamada haxixe, charas, 
bagulho, coisa, erva, fumo de Angola, ópio-de-pobre, rosa maria, dólar e 
parango, no jargão dos toxicofílicos. Comercialmente, entre os 
traficantes, um dólar é igual a um parango; um parango equivale a quatro 
porções de maconha. 
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 Psicotrópicos 
 
 São substâncias químicas, sintéticas ou naturais, que agem sobrea atividade mental, determinando excitação, depressão ou uma reação no 
psiquismo. 
 Psicolépticos: são sedativos psíquicos que inibem a motricidade, a 
sensibilidade, as emoções e o raciocínio. Compreendem: 
 Hipnóticos, hipnossedativos ou noolépticos: são 
medicamentos indutores do sono representados pelos 
hipnóticos barbitúricos e pelos hipnóticos não barbitúricos; 
 Neurolépticos ou timolépticos: medicamentos antipsicóticos 
que criam um estado de indiferença mental, ou seja, 
inibidor sobre os processos intelectuais e psicomotores. Por 
isso, são indicados nos estados de agitação e nas psicoses 
agudas ou crônicas, nos delírios e na confusão mental. 
Compreendem a clopormazina, a flufenazina, a reserpina, o 
haloperidol, o maleato de levomepromazina. Podem 
provocar hipotensão, bradicardia, sonolência, apatia, 
hipercinesia do tipo extrapiramidal e galactorreia. 
 Tranquilizantes ou ataráxicos: são miorrelaxantes 
musculares, anticonvulsivantes, hipnógenos e ansiolíticos, 
como o Lorazepam, o Diazepam, o Meprobamato etc., 
indicados nos distúrbios psiconeuróticos, inclusive ansie 
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dade e reações depressivas, obsessivo-compulsivas, fóbicas 
ou mistas. Podem desenvolver: 
 hábito e dependência, nos predispostos; 
 danos fetais, quando administrados às gestantes; 
 síndrome de abstinência, após a interrupção abrupta da 
droga; 
 discrasias sanguíneas e elevação das enzimas hepáticas. 
 
 Psicanalépticos: são estimulantes do sistema nervoso central: 
 Nooanalépticos, psicotônicos ou psicoestimulantes 
 Timoanalépticos ou antidepressivos 
 
 Psicodislépticos, psicotóxicos, psicodélicos, psicomiméticos, 
alucinógenos: são drogas que provocam alterações no psiquismo, criando 
distorções apreciáveis, dissolvendo os limitadores do ego, sem alterar 
significativamente a consciência. 
 Panpsicotrópicos: compreendem os anticonvulsivantes 
hidantoinatos (feniletilmalonilureia, fenitoína, carbomazepina), que 
podem induzir tolerância e dependência física e psíquica com o uso 
continuado, e a Sulpirida, indicada na neurose de angústia e reativa, 
estados depressivos, estados delirantes, alucinatórios, confusionais. 
 
 Professor, quanto nome estranho! Pois é, mas isso já foi abordado 
em prova e temos que estudar. Vejamos: 
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 "(FUNCAB - 2012 - PC-RJ - Delegado de Polícia) 
Depoimento de uma mulher usuária de drogas em 
reabilitação: “... porque para mim a era uma pessoa e 
as pessoas eram coisas, de que eu precisava para me 
encontrar com a .” A palavra droga substituiu a palavra 
originalmente utilizada pela mulher que fazia referência 
a uma substância específica. Esse pensamento retrata 
claramente o comportamento de adicção. Essa 
manifestação de desejo de consumo associado ao efeito 
residual da droga tem potencializado atos de extrema 
violência. Contudo, o comportamento agressivo está, na 
imensa maioria das vezes, associado ao uso de 
estimulantes do sistema nervoso, em geral, e um 
depressor. Esses estimulantes e o depressor seriam, 
respectivamente: 
A) solventes inalantes, ecstasy e cocaína. 
B) solventes inalantes, crack e ecstasy. 
C) ecstasy, álcool e crack. 
D) cocaína, crack e álcool. 
E) cocaína, solventes inalantes e álcool." 
 
 Gabarito: D. Fiz um quadro para vocês gravarem: 
d
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 As substâncias que atuam no psiquismo são chamadas de 
psicoativas ou psicotrópicas. Podem ser classificadas em: 
 
Classificação Ação Exemplos/mnemôni
cos 
Psicolépticas 
Ação 
depressora 
Podem ser incluídos 
nesse grupo 
(B.O.B.A): 
 álcool etílico (atua 
como excitante em 
doses baixas); 
 barbitúricos; 
 opiáceos (substâncias 
derivadas do ópio); 
 benzidiazepínicos 
(ansiolíticos). 
Psicoanalépticas 
Estimulant
e 
As substâncias mais 
conhecidas são 
(CRA.CO.CA.NI.AN.E): 
 crack; 
 anfetaminas; 
 cocaína; 
 nicotina; 
 cafeína; 
 ecstasy. 
Psicodislépticas Ação 
As substâncias mais 
conhecidas são 
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perturbado
ra 
(alucinóge
nos) 
(M.A.L): 
 maconha; 
 lsd; 
 ayahuasca (Chá do 
Santo Daime). 
 
 
 
 Perícia toxicológica 
 
 Um dos objetivos da perícia, nessa área, é essencialmente 
distinguir o dependente do traficante. O laudo de constatação pode ser 
realizado por um só perito; não é perícia, mas simples informação que 
antecipa o resultado do laudo definitivo. É, portanto, provisório e não 
possui eficácia para a comprovação da materialidade do delito, cingindo-
se a sua função a dar lastro à lavratura do auto de prisão em flagrante e 
para o oferecimento da denúncia. 
 A Lei n. 11.343/2006, no art. 50, § 1.º, admite a realização do 
exame de dependência ao tóxico por pessoa idônea, na falta do perito 
oficial, não constituindo o fato nulidade a ser decretada. E conforme o § 
2.º do art. 50 desta Lei, o perito que participou do laudo de constatação 
não fica impedido de participar da feitura do laudo toxicológico 
propriamente dito. 
 O laudo toxicológico propriamente dito, elaborado por perito, é o 
exame químico que estabelece o diagnóstico da investigação 
5
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tóxica da substância, prova da materialidade do delito e indispensável 
ao julgamento, sendo nula a sentença condenatória proferida sem a 
presença de tal peça nos autos. 
 O procedimento criado pela Lei n. 11.343/2006 determina que será 
o laudo toxicológico encaminhado ao processo até a data da audiência de 
instrução e julgamento, donde a certeza de que a supradita peça é 
necessária para o probus judicare do réu e dispensável para sua prisão 
em flagrante, desde que haja elementos outros que demonstrem tratar-se 
de tóxico a substância encontrada em seu poder. 
 
 Perícia nos envenenamentos e nas intoxicações 
 
 O material de vômitos, a urina e as amostras colhidas de sangue 
devem ser guardadas em refrigerador. Esse conjunto de materiais 
fornece a dosagem das drogas nos diversos momentos da evolução 
clinica, livre de artifícios decorrentes de alterações post mortem ou de 
contaminação das amostras por vício de coleta. 
 Deve-se procurar algum frasco de veneno ou medicamento 
encontrado no mesmo ambiente do cadáver. A ausência desse indício 
pode sugerir não se tratar de suicídio nem de acidente, mas de homicídio. 
 
 Necrópsia 
 
d
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 O exame externo pode fornecer alguns dados importantes, a 
começar pelos fenômenos cadavéricos. Os livores hipostáticos podem 
identificar, por exemplo, tratar-sede provável envenenamento por 
monóxico de carbono se a cor for vermelho-carmim. Os agentes 
oxidantes como nitratos, cloratos, sulfonas, deixam os livores com 
coloração de tonalidade parda, mais escura nos pontos de maior 
intensidade. 
 A estricnina causa antecipação da rigidez muscular, o mesmo 
ocorrendo com os tóxicos que matam por asfixia. A pele ao redor da boca 
e as mucosas labial e bucal apresentam lesões escorridas, em se tratando 
de cáusticos, tanto pelo próprio contato no momento da ingestão, como 
por ocasião de vômitos. 
 A queda de pelos, principalmente, no couro cabeludo é outro 
indício de ação prolongada de alguns tóxicos, como o tálio. Algumas 
drogas hepatotóxicas causam icterícia se a vitima da intoxicação 
sobreviver alguns dias. 
 Alguns tipos de venenos podem provocar lesões características 
desde que o individuo sobreviva por tempo suficiente para que as 
alterações micro e macroscópicas se instalem, é o caso do monóxido de 
carbono. Quando a vitima fica em coma e só morre alguns dias depois, é 
possível encontrar focos de hemorragia petequial e focos de necrose 
no encéfalo. 
 
 Coleta de material para exame toxicológico 
b
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 A valorização do resultado dos exames toxicológicos depende: 
 
 Do momento da coleta - o material deve ser colhido o 
mais próximo possível do momento da morte; 
 
 Do local do corpo em que as amostras foram 
recolhidas - mesmo no vivo, a concentração dos tóxicos 
varia conforme o local de onde for colhido o sangue. A 
dosagem de cocaína proveniente do crack é maior no 
sangue arterial que no venoso. A dosagem de drogas 
absorvidas por via oral é maior no sangue da veia porta do 
que na veia femoral. O álcool contido no estomago pode 
difundir e contaminar o liquido presente no saco 
pericárdico. Assim, a coleta de sangue derramado para o 
saco pericárdico pode fazer com que resulte uma dosagem 
muito maior do que a real. Por isso, alguns autores 
preferem o das veias periféricas mais calibrosas, como a 
femoral e a subclávia; 
 
 Do uso de preservativos e, quantidade correta - No 
caso de sangue, é imperioso o uso de anticoagulantes, 
principalmente se a autópsia for feita pouco tempo depois 
da morte, pois o sangue ainda quente costuma coagular-se 
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até nos recessos da mesa de necropsia. Mesmo que já 
tenha havido a dissolução do coágulo post mortem, como 
nos casos de morte rápida autopsiados depois de várias 
horas, as amostras devem ser tratadas pelos mesmos 
anticoagulantes, que também atuam como preservativos. 
O sangue assim colhido deve ser colocado em refrigerador, 
mas não é preciso que seja congelado. Mas é conveniente 
colher uma parte em separado, sem preservativos, que 
deve ser congelada e estocada como reserva. Os 
segmentos as vísceras devem ser colocados em freezer, de 
modo a inibir as ações enzimáticas em curso e a 
deterioração das amostras. O sangue coletado de um 
cadáver pode refletir a concentração das drogas no 
momento imediato da morte, ou não. Se ficar estocado 
por várias horas antes da análise, em temperatura 
ambiente, pode haver alteração da concentração das 
substâncias. As células do sangue permanecem vivas por 
algum tempo depois d morte e são capazes de metabolizar, 
por exemplo, o álcool, diminuindo sua concentração na 
amostra. Por outro lado, a putrefação pelas bactérias e 
fungos produz álcool por fermentação da glicose, 
principalmente se ficar em temperatura ambiente mais 
elevada. Assim, é interessante que as amostras de sangue 
só serão examinadas várias horas depois de serem 
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tratadas por agentes conservantes. Os preservativos 
devem ser usados também nas amostras de urina, vítreo e 
bile. 
 
 Da forma de estocagem e, transporte para o 
laboratório - o material coletado pode ser estocado em 
vidro ou plástico, dependendo do material a ser coletado. 
Ao enviar as amostras de líquidos e tecidos, deve rotular os 
frascos, esclarecendo o que cada recipiente contém, e 
novamente lacrar sua tampa. Nos casos de exumação, é 
aconselhável que seja embalsamado para interromper o 
processo de decomposição. Certas pesquisas e dosagens 
são possíveis mesmo em corpos embalsamados, por 
exemplo, de cocaína. É importante que se colha a terra ao 
redor do caixão, uma vez que, no período coliquativo, a 
perda de líquidos do corpo é grande, o que carreia os 
tóxicos porventura presentes para o solo onde se deu a 
inumação. Contudo, é forçoso colher amostra de área 
afastada do sepulcro para evitar a possibilidade de falsos 
exames positivos por contaminação prévia do terreno. 
 
 Vamos, agora, fazer algumas questões. Espero vocês na próxima 
aula! 
 Grande abraço e bons estudos! 
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 1) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
Os psicotrópicos são substâncias químicas, sintéticas ou naturais, 
que agem sobre a atividade mental. Entre outras classificações 
temos os psicanalépticos que são estimulantes do sistema 
nervoso central. 
 
2) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
No crime de vitriolagem surgem as lesões viscerais e cutâneas 
produzidas por venenos. 
 
3) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
Os venenos são substâncias que, quando introduzida no 
organismo em quantidades relativamente pequenas e agindo 
quimicamente, é capaz de produzir lesões graves à saúde. Eles 
podem ser classificados, quanto à origem, em: animal, vegetal, 
mineral e sintético. 
 
==d85db==
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4) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
O morfinômano é todo aquele que se entrega ao uso habitual e 
reiterado de cocaína. 
 
5) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
A cannabis sativa L é também chamada haxixe, charas e bagulho, 
e é classificada como psicodislépticos. 
 
6) (FUNCAB - 2012 - PC-RO - Médico Legista) Ao estudar as 
energias de ordem química, deve-se conhecer a ação dos 
cáusticos e venenos. Assinale a alternativa correta. 
A) A ação dos cáusticos é principalmente interna, com alterações 
da coagulação sanguínea. 
B) Os cáusticos, assim como os venenos, podem ser classificados 
quanto ao seu estado físico em líquidos, sólidos e gasosos, 
podendo agir internamente e externamente. 
C) As lesões descritas como vitriolagem são causadas por 
envenenamento crônico. 
D) São fases do percurso do veneno no organismo: penetração, 
absorção, distribuição, fixação, transformação, eliminação. 
E) São formas de se classificar os cáusticos: estado físico, origem,funções químicas e quanto ao uso. 
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7) (FUNCAB - 2013 - PC-ES - Médico legista) Em relação aos 
envenenamentos, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Na morte por injeção de cloreto de potássio na veia, o 
diagnóstico exclusivo por exame de autopsia é praticamente 
impossível. 
B) A presença de livores róseos, sangue de cor vermelho-vivo, 
trombose dos vasos cerebrais e dos pulmões, pneumonia e 
amolecimento cerebral apontam para intoxicação por óxido de 
carbono. 
C) O cianeto é um gás com odor de amêndoas amargas, que inibe 
as enzimas que atuam na cadeia respiratória mitocondrial e 
produz livores róseos. 
D) No saturnismo, o indivíduo pode apresentar um transtorno 
psicótico capaz de ensejar a prática de crimes violentos. 
E) A intoxicação crônica pelo gás arsênico produz o fenômeno 
conhecido como mitridatismo. 
 
8) (COPESE - UFT - 2012 - DPE-TO - Analista Jurídico - de 
Defensoria Pública) Nos termos do Código Penal, é isento de pena 
o agente que pratica o fato: 
A) Pela emoção ou pela paixão. 
B) Pela embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool. 
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C) Pela embriaguez, voluntária ou culposa, por substâncias de 
efeitos análogos ao do álcool. 
D) Pelo estado de embriaguez completa do agente, proveniente de 
caso fortuito ou força maior ao tempo da ação ou da omissão, que 
o torne inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato 
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
 
9) (FCC - 2012 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Execução 
de Mandados) Em matéria penal, a embriaguez incompleta, 
resultante de caso fortuito ou de força maior, 
A) não suprime a imputabilidade penal, mas diminui a capacidade 
de entendimento gerando uma causa geral de diminuição de pena. 
B) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, não operando 
qualquer efeito na aplicação da pena. 
C) é hipótese de elisão da imputabilidade penal porque afeta a 
capacidade de compreensão, tornando o agente isento de pena. 
D) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, servindo como 
circunstância agravante. 
E) embora não suprima a imputabilidade penal, é censurável, e 
serve como circunstância agravante. 
 
10) (UFPR - 2012 - TJ-PR - Juiz) A embriaguez, voluntária ou 
culposa, pelo álcool ou substância de efeito análogo: 
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A) isenta o réu de pena, mas pode ser recepcionada como crime 
independente punido com pena de detenção. 
B) é sempre considerada atenuante na prática de qualquer delito. 
C) não exclui a imputabilidade penal. 
D) só tem relevância penal quando a embriaguez atinge 
percentual perceptível por exame de bafômetro. 
 
11) (UFPR - 2007 - PC-PR - Delegado de Polícia) Sobre a 
imputabilidade penal, considere a seguinte afirmativa: 
Não excluem a imputabilidade penal a emoção ou a paixão, a 
embriaguez voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de 
efeitos análogos 
 
12) (PC-MG - 2008 - PC-MG - Delegado de Polícia) Quanto à 
imputabilidade penal, assinale a afirmativa CORRETA. 
A) A embriaguez preordenada só agravará a pena quando 
completa, revelando maior censurabilidade da conduta já que o 
agente coloca o estado de embriaguez como primeiro momento da 
execução do crime. 
B) A emoção e a paixão, mesmo quando causarem completa 
privação dos sentidos e da inteligência, não excluem a 
culpabilidade, exceto se forem estados emocionais patológicos. 
C) Em todos os casos de inimputabilidade, se aplica a medida de 
segurança de internação, podendo, entretanto, ser apenas 
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reduzida a pena ou aplicada medida de segurança de tratamento 
ambulatorial aos casos de semi-imputabilidade. 
D) O critério normativo é exceção no sistema brasileiro que, em 
regra, trabalha com o critério biológico para aferição da 
imputabilidade penal. 
 
13) (CESPE - 2010 - OAB - Exame de Ordem Unificado - I) Em 
relação à imputabilidade penal, assinale a opção correta. 
A) Quanto à aferição da inimputabilidade, o CP adota, como regra, 
o critério psicológico, segundo o qual importa saber se o agente, 
no momento da ação ou da omissão delituosa, tem ou não 
condições de avaliar o caráter criminoso do fato e de orientar-se 
de acordo com esse entendimento. 
B) A pena poderá ser reduzida se o agente, em virtude de 
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental 
incompleto ou retardado, não for inteiramente capaz de entender 
o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
C) A pena imposta ao semi-imputável não pode ser substituída por 
medida de segurança. 
D) A embriaguez não acidental, seja voluntária ou culposa, 
completa ou incompleta, exclui a imputabilidade do agente que, 
ao tempo da ação ou omissão delituosa, for inteiramente incapaz 
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de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo 
com esse entendimento. 
 
14) (CESPE - 2009 - PC-RN - Agente de Polícia) A imputabilidade 
penal pode ser excluída pela embriaguez 
A) proposital. 
B) pré-ordenada. 
C) voluntária. 
D) culposa. 
E) por caso fortuito. 
 
15) (FUNCAB - PC - RO - 2011) Ao estudar as energias de ordem 
química, deve-se conhecer a ação dos cáusticos e 
venenos.Assinale a alternativa correta. 
A) A ação dos cáusticos é principalmente interna, com alterações 
da coagulação sanguínea. 
B) Os cáusticos, assim como os venenos, podem ser classificados 
quanto ao seu estado físico em líquidos, sólidos e gasosos, 
podendo agir internamente e externamente. 
C) São fases do percurso do veneno no organismo: penetração, 
absorção, distribuição, fixação, transformação, eliminação. 
D) As lesões descritas como vitriolagem são causadas por 
envenenamento crônico. 
 
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Questões Comentadas 
 
1) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
Os psicotrópicos são substâncias químicas, sintéticas ou naturais, que 
agem sobre a atividade mental. Entre outras classificações temos os 
psicanalépticos que são estimulantes do sistema nervoso central. 
 
 
Comentários: 
Isso mesmo! Os psicanalépticos são estimulantes do sistema nervoso 
central: 
 Nooanalépticos, psicotônicos ou psicoestimulantes 
 Timoanalépticos ou antidepressivos 
Gabarito: C. 
 
2) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
No crime de vitriolagem surgem as lesões viscerais e cutâneas produzidas 
por venenos. 
 
Comentários: 
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Na vitriolagem surgem as lesões viscerais e cutâneas produzidas por 
substâncias cáusticas (de Kaustikos, o que queima). A causa jurídica da 
vitriolagem pode ser criminosa, suicida ou acidental. 
Gabarito: E. 
 
3) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
Os venenos são substâncias que, quando introduzida no organismo em 
quantidades relativamente pequenas e agindo quimicamente, é capaz de 
produzir lesões graves à saúde. Eles podem ser classificados, quanto à 
origem, em: animal, vegetal, mineral e sintético. 
 
Comentários: 
Os venenos são substâncias que, quando introduzida no organismo em 
quantidades relativamente pequenas e agindo quimicamente, é capaz de 
produzir lesões graves à saúde, no caso do indivíduo comum e no gozo de 
relativa saúde. 
 Podemos classificá-los em: 
 quanto ao estado físico: líquidos, sólidos e gasosos; 
 quanto à origem; animal, vegetal, mineral e sintético; 
 quanto as funções químicas: óxidos, ácidos, bases e sais; 
 quanto ao uso: doméstico, agrícola, industrial, medicinal, 
cosmético,etc. 
Gabarito: C. 
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4) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
O morfinômano é todo aquele que se entrega ao uso habitual e reiterado 
de cocaína. 
 
Comentários: 
O morfinômano é todo aquele que se entrega ao uso habitual e reiterado 
da morfina. A morfina é um alcaloide fenantrênico, isolado do ópio. Dessa 
forma, dependendo da dose, exerce a morfina ação narcótica, no homem, 
manifestada por analgesia, sonolência eufórica, incapacidade de 
concentração, raciocínio dificultoso, apatia, abulia, diminuição sensível 
dos movimentos respiratórios por influência direta sobre o centro bulbar, 
miose bilateral característica e sonhos eróticos, por muitas horas. 
Gabarito: E. 
 
5) (2016 – Inédita - Estratégia Concursos) Julgue os itens abaixo 
com base na Toxicologia Forense. 
A cannabis sativa L é também chamada haxixe, charas e bagulho, e é 
classificada como psicodislépticos. 
 
Comentários: 
A Cannabis sativa L é também chamada haxixe, charas, bagulho, coisa, 
erva, fumo de Angola, ópio-de-pobre, rosa maria, dólar e parango, no 
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jargão dos toxicofílicos. Comercialmente, entre os traficantes, um dólar é 
igual a um parango; um parango equivale a quatro porções de maconha. 
 
Psicolépticos Depressoras (Exemplo: Álcool) 
Psicoanalépticos Estimulantes (Exemplo: Cocaína, 
Crack, Ectasy e Anfetamina). 
Psicodislépticos Alucinógenas (Exemplo: Maconha, 
Skunk, LSD). 
 
Gabarito: C. 
 
6) (FUNCAB - 2012 - PC-RO - Médico Legista) Ao estudar as 
energias de ordem química, deve-se conhecer a ação dos 
cáusticos e venenos. Assinale a alternativa correta. 
A) A ação dos cáusticos é principalmente interna, com alterações da 
coagulação sanguínea. 
B) Os cáusticos, assim como os venenos, podem ser classificados quanto 
ao seu estado físico em líquidos, sólidos e gasosos, podendo agir 
internamente e externamente. 
C) As lesões descritas como vitriolagem são causadas por envenenamento 
crônico. 
D) São fases do percurso do veneno no organismo: penetração, absorção, 
distribuição, fixação, transformação, eliminação. 
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E) São formas de se classificar os cáusticos: estado físico, origem, 
funções químicas e quanto ao uso. 
 
Comentários: 
Diferenciação básica: 
Cáusticos Venenos 
Atuam externamente Atuam internamente 
Lesões tegumentares Ágricolas, industriais, etc. 
Efeitos coagulantes ou 
liquefacientes 
Podem ser ingeridos por diversas 
vias 
 Vitriolagem Função orgânica ou não orgânica 
 Líquidos, sólidos ou gasosos. 
 Penetração, absorção, distribuição, 
fixação, transformação, eliminação, 
mitridatização, toxicidade, 
intolerância, sinergismo e 
equivalente tóxico 
 
Gabarito: D. 
 
7) (FUNCAB - 2013 - PC-ES - Médico legista) Em relação aos 
envenenamentos, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Na morte por injeção de cloreto de potássio na veia, o diagnóstico 
exclusivo por exame de autopsia é praticamente impossível. 
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B) A presença de livores róseos, sangue de cor vermelho-vivo, trombose 
dos vasos cerebrais e dos pulmões, pneumonia e amolecimento cerebral 
apontam para intoxicação por óxido de carbono. 
C) O cianeto é um gás com odor de amêndoas amargas, que inibe as 
enzimas que atuam na cadeia respiratória mitocondrial e produz livores 
róseos. 
D) No saturnismo, o indivíduo pode apresentar um transtorno psicótico 
capaz de ensejar a prática de crimes violentos. 
E) A intoxicação crônica pelo gás arsênico produz o fenômeno conhecido 
como mitridatismo. 
 
Comentários: 
Pessoal vou falar mais sobre isso na aula 6! A intoxicação aguda por 
ingestão de arsênico ou seus derivados provoca a inflamação e formação 
de úlceras na boca e no tubo digestivo, provocando por vezes 
hemorragias significativas e uma série de problemas hepáticos, renais, 
cardíacos e encefálicos que evoluem rapidamente. E o Midridatismo, não 
tem nada a ver, é um efeito de tolerância do organismo contra o agente, 
após sucessivas ingestões. 
Gabarito: E. 
 
8) (COPESE - UFT - 2012 - DPE-TO - Analista Jurídico - de 
Defensoria Pública) Nos termos do Código Penal, é isento de pena 
o agente que pratica o fato: 
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A) Pela emoção ou pela paixão. 
B) Pela embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool. 
C) Pela embriaguez, voluntária ou culposa, por substâncias de efeitos 
análogos ao do álcool. 
D) Pelo estado de embriaguez completa do agente, proveniente de caso 
fortuito ou força maior ao tempo da ação ou da omissão, que o torne 
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento. 
 
Comentários: 
Embriaguez quanto à ORIGEM: embriaguez acidental: Pode advir de caso 
fortuito ou força maior. Assim, quando ela será acidental proveniente de 
caso fortuito e quando é de força maior? 
 Caso fortuito: Quando o agente desconhece o efeito 
inebriante da substância que ingere. 
 Força maior: Quando ele é obrigado a ingerir a substância. 
Exemplo de Damásio: Alguém cai no tonel de pinga, sai dali e mata o 
segurança. Exemplo da jurisprudência: Uma mulher foi seqüestrada e 
drogada no cativeiro. Ela conseguiu fugir naquele estado. Esse é um 
exemplo mais factível. 
 A embriaguez acidental, seja por razão de caso fortuito, seja 
por razão de força maior, ela pode ser completa ou incompleta: 
 Completa : Quando exclui capacidade de entendimento e 
autodeterminação no momento da conduta. 
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 Incompleta: Quando diminui capacidade de entendimento e 
autodeterminação. 
 Embriaguez não-acidental: Pode ser voluntária ou culposa. 
 Voluntária: Será voluntária quando o agente quer se 
embriagar. Eu falei que ele quer se embriagar. Eu não falei que ele quer 
se embriagar para praticar crime. Ele simplesmente decidiu ‘tomar todas’. 
 Culposa: Não queria se embriagar, mas aconteceu. 
 A embriaguez não-acidental, seja voluntária, seja culposa, 
também pode ser completa ou incompleta. 
 Embriaguez doentia: É a embriaguez patológica. É equiparada 
a uma doença mental. Também pode ser completa e se completa, será 
equiparada ao art. 26, caput, e se incompleta, será equiparada ao art. 26, 
§ único. 
 Embriaguez preordenada: A embriaguês é meio para a prática 
do crime. Também pode ser completa ou incompleta. 
 Logo, para respondermos a nossa pergunta, o que diz o art. 
28, § 1º, do CP? Só exclui a imputabilidade a embriaguez acidental 
completa. E se for incompleta, somente reduz a pena. Só isenta de pena 
a embriaguez acidental proveniente de caso fortuito ou força maior 
completa. Somente essa! A acidental incompleta não isenta de pena. 
Diminui pena. A embriaguez não acidental não isenta de pena jamais, 
seja completa, seja incompleta. Não exclui a culpabilidade. A patológica 
só exclui a imputabilidade se completa, caso em que é comparada ao art. 
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26, caput. Se incompleta, não exclui. A preordenada não exclui a 
imputabilidade, não importa se completa ou incompleta. 
Gabarito: D. 
 
9) (FCC - 2012 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Execução 
de Mandados) Em matéria penal, a embriaguez incompleta, 
resultante de caso fortuito ou de força maior, 
A) não suprime a imputabilidade penal, mas diminui a capacidade de 
entendimento gerando uma causa geral de diminuição de pena. 
B) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, não operando 
qualquer efeito na aplicação da pena. 
C) é hipótese de elisão da imputabilidade penal porque afeta a capacidade 
de compreensão, tornando o agente isento de pena. 
D) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, servindo como 
circunstância agravante. 
E) embora não suprima a imputabilidade penal, é censurável, e serve 
como circunstância agravante. 
 
Comentários: 
Agora ficou tranquilo: 
"II – a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância 
de efeitos análogos. 
§ 1º – É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, 
proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação 
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ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do 
fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
§ 2º – A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, 
por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não 
possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo 
com esse entendimento." 
Gabarito: A. 
 
10) (UFPR - 2012 - TJ-PR - Juiz) A embriaguez, voluntária ou 
culposa, pelo álcool ou substância de efeito análogo: 
A) isenta o réu de pena, mas pode ser recepcionada como crime 
independente punido com pena de detenção. 
B) é sempre considerada atenuante na prática de qualquer delito. 
C) não exclui a imputabilidade penal. 
D) só tem relevância penal quando a embriaguez atinge percentual 
perceptível por exame de bafômetro. 
 
Comentários: 
Essa, também, ficou tranquila depois das explicações acima. Só exclui a 
imputabilidade a embriaguez acidental completa. E se for incompleta, 
somente reduz a pena. Só isenta de pena a embriaguez acidental 
proveniente de caso fortuito ou força maior completa. Somente essa! A 
acidental incompleta não isenta de pena. Diminui pena. A embriaguez não 
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acidental não isenta de pena jamais, seja completa, seja incompleta. Não 
exclui a culpabilidade. A patológica só exclui a imputabilidade se 
completa, caso em que é comparada ao art. 26, caput. Se incompleta, 
não exclui. A preordenada não exclui a imputabilidade, não importa se 
completa ou incompleta. 
Gabarito: C. 
 
11) (UFPR - 2007 - PC-PR - Delegado de Polícia) Sobre a 
imputabilidade penal, considere a seguinte afirmativa: 
Não excluem a imputabilidade penal a emoção ou a paixão, a embriaguez 
voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos. 
 
Comentários: 
Vejamos: O item está correto, a imputabilidade é a capacidade de 
entender o caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com este 
entendimento. O agente deve ter condições físicas psicológicas, morais e 
mentais de saber que está realizando um ilícito penal. Logo, diz o "Art. 28 
- Não excluem a imputabilidade penal: I - a emoção ou a paixão; 
Embriaguez II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou 
substância de efeitos análogos." 
Gabarito: C. 
 
12) (PC-MG - 2008 - PC-MG - Delegado de Polícia) Quanto à 
imputabilidade penal, assinale a afirmativa CORRETA. 
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A) A embriaguez preordenada só agravará a pena quando completa, 
revelando maior censurabilidade da conduta já que o agente coloca o 
estado de embriaguez como primeiro momento da execução do crime. 
B) A emoção e a paixão, mesmo quando causarem completa privação dos 
sentidos e da inteligência, não excluem a culpabilidade, exceto se forem 
estados emocionais patológicos. 
C) Em todos os casos de inimputabilidade, se aplica a medida de 
segurança de internação, podendo, entretanto, ser apenas reduzida a 
pena ou aplicada medida de segurança de tratamento ambulatorial aos 
casos de semi-imputabilidade. 
D) O critério normativo é exceção no sistema brasileiro que, em regra, 
trabalha com o critério biológico para aferição da imputabilidade penal. 
 
Comentários: 
Viram como as questões repetem-se, logo, ficou fácil a resolução pelas 
explicações acima. A patológica só exclui a imputabilidade se completa, 
caso em que é comparada ao art. 26, caput. Se incompleta, não exclui. 
Gabarito: B. 
 
13) (CESPE - 2010 - OAB - Exame de Ordem Unificado - I) Em 
relação à imputabilidade penal, assinale a opção correta. 
A) Quanto à aferição da inimputabilidade, o CP adota, como regra, o 
critério psicológico, segundo o qual importa saber se o agente, no 
momento da ação ou da omissão delituosa, tem ou não condições de 
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avaliar o caráter criminoso do fato e de orientar-se de acordo com esse 
entendimento. 
B) A pena poderá ser reduzida se o agente, em virtude de perturbação de 
saúde mental ou por desenvolvimento mentalincompleto ou retardado, 
não for inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento. 
C) A pena imposta ao semi-imputável não pode ser substituída por 
medida de segurança. 
D) A embriaguez não acidental, seja voluntária ou culposa, completa ou 
incompleta, exclui a imputabilidade do agente que, ao tempo da ação ou 
omissão delituosa, for inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito 
do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
 
Comentários: 
Nos termos do artigo 26 do Código Penal, senão vejamos: 
"É isento de pena o agente que, por doença mental ou 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao 
tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de 
acordo com esse entendimento. 
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois 
terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde 
mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou 
retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter 
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ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento." 
Gabarito: B. 
 
14) (CESPE - 2009 - PC-RN - Agente de Polícia) A imputabilidade 
penal pode ser excluída pela embriaguez 
A) proposital. 
B) pré-ordenada. 
C) voluntária. 
D) culposa. 
E) por caso fortuito. 
 
Comentários: 
Vejamos um pequeno resumo quanto a embriaguez: proposital, quando 
o agente quer se embriagar, porém sem dolo de praticar algum ilícito. 
Pré-ordenada, quando o agente se embriaga justamente para tomar 
coragem na pratica de algum ilícito. Voluntária, será voluntária quando o 
agente quer se embriagar, ou seja, igual a proposital. Culposa, O agente 
não quer embriagar-se, agindo imprudentemente, ingere doses 
excessivas e acaba embriagando-se. 
Gabaritos: E. 
 
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15) (FUNCAB - PC - RO - 2011) Ao estudar as energias de ordem 
química, deve-se conhecer a ação dos cáusticos e 
venenos.Assinale a alternativa correta. 
A) A ação dos cáusticos é principalmente interna, com alterações da 
coagulação sanguínea. 
B) Os cáusticos, assim como os venenos, podem ser classificados quanto 
ao seu estado físico em líquidos, sólidos e gasosos, podendo agir 
internamente e externamente. 
C) São fases do percurso do veneno no organismo: penetração, absorção, 
distribuição, fixação, transformação, eliminação. 
D) As lesões descritas como vitriolagem são causadas por 
envenenamento crônico. 
 
Comentários: 
Questão bem parecida com a do início. Vejamos novamente a 
diferenciação básica: 
Cáusticos Venenos 
Atuam externamente Atuam internamente 
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Gabarito: C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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