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RESUMO ANESTESIOLOGIA

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ANESTESIOLOGIAANESTÉSICOS LOCAIS
· anestesia local é um procedimento indispensável a qualquer intervenção cirúrgica odontológica. Os anestésicos locais são substâncias químicas que bloqueiam os potenciais de ação que transmitem os estímulos dolorosos temporariamente e, por isso, são tão essenciais durante a abordagem cirúrgica. 
· Os anestésicos locais podem ser classificados de acordo com a sua função orgânica em ésteres do ácido benzoico, ésteres do ácido paraminobenzoico e amidas.
· Os anestésicos do tipo éster deixaram de ser utilizados na prática odontológica de forma abrangente, pois, durante sua degradação, acabam gerando um metabólito com alto potencial alergênico: o ácido paraminobenzoico (PABA). Por este motivo, os anestésicos locais mais utilizados em odontologia são: lidocaína, mepivacaína, articaína, prilocaína e bupivacaína. O único éster que segue sendo usado é a benzocaína, que é aplicada de forma tópica.
EFEITOS ADVERSOS:
RELAÇÃO POTÊNCIA E TOXICIDADE
POTENCIA
· Refere-se à quantidade de medicamento necessária para produzir um efeito (neste caso, anestesia). 
· Maior potência não significa necessariamente que uma droga é melhor que a outra, mas sim que precisamos utilizar doses maiores do medicamento menos potente para alcançar o mesmo resultado que o mais potente. 
· O parâmetro para avaliar a potência dos anestésicos locais é feito através da comparação com o cloridrato de procaína (primeiro anestésico local sintético injetável). Ou seja, a potência da procaína é 1 e os demais são comparados a este valor. 
· Se tiverem valores maiores, significa que precisam de doses menores para alcançar o mesmo efeito anestésico que a prilocaína.
TOXICIDADE
· Mede o quão nociva uma substância poderá ser para um organismo e, assim como a potência, todos anestésicos são comparados à prilocaína. 
· Portanto, quanto maior o valor de toxicidade, menor é a quantidade de substância que precisamos para atingirmos um nível nocivo ao organismo.
· Além de características de propriedades, indicações, contraindicações e segurança do anestésico local, a escolha do agente também se baseia no tempo de ação, ou seja, quanto tempo desejamos ter efeito anestésico.
TEMPO DE AÇÃO
CONTRAINDICAÇÕES
A única contraindicação absoluta é a alergia comprovada ao anestésico local. As demais contraindicações para o uso de anestésicos locais são relativas.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Alguns medicamentos não contraindicam o uso do anestésico local; mas ao realizarmos anestesia local em um paciente que utiliza um fármaco específico, podemos observar algumas reações. 
Estas alterações podem variar desde uma leve hipotensão até uma parada cardiorrespiratória, dependendo da substância e da dose.
 
VASOCONSTRITORES
· São fármacos adicionados aos tubetes para contrabalançar o efeito vasodilatador dos anestésicos. Através dessa contração dos vasos, eles controlam a perfusão tecidual/fluxo sanguíneo, ou seja, reduzem o sangramento no local da administração, favorecendo assim a hemostasia transoperatória.
· Além disso, como os vasoconstritores diminuem o fluxo sanguíneo para o local de administração do anestésico, a absorção do anestésico local para o sistema cardiovascular torna-se mais lenta, resultando em níveis sanguíneos menores dessa substância. Por culpa desta absorção sistêmica reduzida, podemos observar dois fatores muito relevantes da associação dos vasoconstritores ao tubete anestésico:
1. Aumento no tempo de ação de anestesia local; 
2. Diminuição do risco de toxicidade do anestésico. 
· Com a redução da absorção sanguínea do anestésico local, o anestésico permanecerá no local desejado por mais tempo, aumentando diretamente o tempo de ação destas substâncias e, indiretamente, reduzindo o risco de toxicidade, pois como o anestésico não se dissolverá tão rápido, não há necessidade de aplicação de maior quantidade da substância, evitando a superdosagem.
· Assim como os anestésicos locais, os vasoconstritores também são substâncias capazes de gerarem efeitos adversos. E, por isso, a importância do conhecimento destas relações.
CONTRAINDICAÇÕES
Absolutas
· Doenças cardiovasculares: angina instável, infarto do miocárdio recente (há menos de 6 meses), cirurgia de revascularização miocárdica recente (há menos de 6 meses), acidente vascular cerebral recente (há menos de 6 meses), arritmias refratárias, hipertensão arterial sistêmica grave não-tratada ou não controlada (pressão arterial sistólica ↑180 mmHg e diastólica ↑110 mmHg), insuficiência cardíaca congestiva intratável ou não-controlada.
· Hipertireoidismo não-controlado. Além disso, a adrenalina é contraindicada para pacientes que apresentem evidência clínica de hipertireoidismo.
· Diabetes melito não-controlado
· Feocromocitoma (tumor raro que acomete glândulas). Este tumor causa um aumento nos níveis circulantes de adrenalina e noradrenalina e, para evitar, uma intoxicação sistêmica por estas substâncias, o uso de anestésicos locais com vasoconstritores está contraindicado.
· Hipersensibilidade a sulfitos. Os sulfitos são encontrados em todos anestubes que contenham vasoconstritores, pois ele atua como antioxidante para esta substância. Portanto, pacientes que apresentam hipersensibilidade ou alergia aos sulfitos não poderão receber anestesia local associada ao uso de vasoconstritores.
Relativas
Indica-se o uso cauteloso do vasoconstritor, ou seja, a recomendação é utilizar a menor dose possível.
· Doença cardiovascular significativa (ASA III–IV): não utilizar altas concentrações de vasoconstritores (como a adrenalina em fios retratores ou grandes quantidades de tubetes anestésicos)
· Diabetes: a adrenalina deve ser evitada, mesmo que utilizada em pacientes com a doença compensada. A adrenalina provoca a quebra de glicogênio em glicose, podendo resultar em hiperglicemia. Por isso, tende-se a escolher a prilocaína com felipressina ou mepivacaína sem vasoconstritor.
· Gravidez: a administração de felipressina está absolutamente contraindicada devido às ações ocitócicas (aumento das contrações uterinas) deste vasoconstritor. Também, deve-se evitar o uso de noradrenalina, pois a mesma possui um risco de diminuição da irrigação placentária. A adrenalina apresenta os mesmos efeitos que a noradrenalina, mas apenas se usada em altas doses. Em função disso, recomenda-se seguir a orientação do quadro a seguir.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
REAÇÕES ADVERSAS
 
ESCOLHA DO ANESTÉSICO E CÁLCULO DE DOSE ANESTÉSICA
Considerar 6 fatores:
1. Duração do controle da dor necessária;
2. Necessidade de controle analgésico pós-operatório;
3. Possibilidade de automutilação pós-operatória;
4. Necessidade de hemostasia;
5. Contraindicação relativa a alguma droga;
6. Condição clínica do paciente.
PASSO A PASSO DO CÁLCULO:
1. Calcular a dose máxima de anestésico local (mg/kg) para o paciente;
2. Observar a tabela de quantidade máxima de tubetes para o anestésico local;
3. Observar a tabela de quantidade máxima de tubetes para o vasoconstritor;
O menor valor dos três itens será o valor máximo de tubetes para o paciente.
EXEMPLO
Anestésico local: Lidocaína 2% + Adrenalina a 1:100.000
Paciente ASA 1 de 60 kg
ANESTÉSICO LOCAL
1 Dose máxima da solução anestésica (lidocaína): 7,0mg/kg = 7,0mg x 60kg = 420mg
Quantidade de mg em 1 tubete: 36mg
420mg/36mg = 11,6 tubetes
2 Dose máxima de tubetes de solução anestésica (lidocaína): 13 tubetes
VASOCONSTRITOR
3 Valores máximos para vasoconstritor.
Neste caso (adrenalina 1:100.00 em paciente ASA 1): 11,1 tubetes
Anestésico Local (máximo mg/kg): 11,6 tubetes
Anestésico Local (máximo de tubetes): 13 tubetes
Vasoconstritor (máximo de tubetes): 11,1 tubetes
TÉCNICAS ANESTÉSICAS
MAXILA
Na maxila, temos 5 técnicas para realizarmos o bloqueio dos principais nervos.
NERVO ALVEOLAR SUPERIOR ANTERIOR
Quais áreas serão anestesiadas?
Ao realizarmos esta técnica, iremos anestesiar a polpa dentária, ligamento periodontal, osso alveolar, cortical vestibular e palatina, periósteo vestibular e mucosa vestibular do incisivo