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Filmes Radiográficos

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Filmes Radiográficos
A Odontologia em todas as suas especialidades baseia-se na radiografia com a finalidade avaliação inicial, controle e avaliação final do tratamento. É de suma importância o conhecimento dos filmes e etapas subsequentes envolvidas na produção da imagem radiográfica. 
O Filme Intrabucal
É o filme quando está acomodado dentro da cavidade bucal.
O filme radiográfico é o maior responsável pela redução da dose de radiação que o paciente recebe durante a tomada radiográfica, isto por que, quando os filmes são mais sensíveis, eles necessitam de menos tempo de exposição e consequentemente, a quantidade de radiação recebida pelo paciente é menor, diminuindo os efeitos biológicos nocivos daquele indivíduo.
O filme radiográfico odontológico intraoral é feito como um filme de dupla emulsão, ou seja, ambos os lados da base são revestidos com uma emulsão. Com a camada dupla de emulsão menos radiação pode ser necessária para produzir a imagem. Uma das bordas do filme possui um pequeno ponto de elevação (pit localoizador) sendo utilizado para orientação do filme. O fabricante orienta o filme no pacote de modo que o lado convexo do ponto seja em direção à parte da frente do pacote e em direção aos tubos dos raios X. O lado do filme com depressão é, portanto, orientado para a língua do paciente. Depois que o filme foi exposto e processado, o ponto é usado para orientar as imagens dos lados direito e esquerdo do paciente adequadamente. 
Estrutura do Filme
· Base
· Emulsão
· Capa Protetora
A emulsão, é sensível aos raios X e à luz visível, registra a imagem radiográfica
A base é um suporte de material plástico sobre o qual a emulsão é colocada.
O filme é constituído de uma base de poliéster, recoberta por uma emulsão em ambos os lados, com uma lâmina de chumbo em um dos lados, envolto por uma fina camada de papelão preto e embalado em um material plástico, colorido, conforme a especificação do produto.
Base (Película)
A base será responsável por dar suporte para a emulsão, devendo ser rígida, mas ao mesmo tempo flexível, desta forma consegue se acomodar dentro da cavidade bucal. A base do filme deve resistir à exposição das soluções de processamento sem sofrer distorção. É uniformemente translúcida e não provoca alteração no resultado radiográfico Hoje em dia a base é fabricada com uma espessura de 0,2 mm, de poliéster polietileno tereftalato transparente, podendo apresentar coloração azulada ou esverdeada. 
As primeiras bases eram compostas de acetato celulose, porém não são mais. 
Também podem haver películas compostas por vidro.
Em ambos os lados da base, é aplicada uma fina camada de um tipo de material adesivo para a fixação da emulsão, recebendo o nome de substrato.
A base apresenta ângulos arredondados e em um dos cantos da base, existe um pequeno relevo com formato redondo, ele recebe o nome de picote e serve para diferenciar os lados direito e esquerdo do paciente
Emulsão
A constituição da emulsão é baseada em dois componentes principais, os sais halogenados (sensíveis à radiação X e à luz visível) de prata e a matriz onde se encontram os sais suspensos. Os sais são compostos de brometo de prata e em menor grau de iodeto de prata. O iodeto é responsável por desorganizar a estrutura regular dos cristais de brometo, aumentando a sensibilidade ao raio X. Conforme explicado adiante, essa sensibilidade depende da estrutura, organização, tamanho, formato e presença de uma determinada quantidade de um composto de enxofre.
Já a matriz, onde se encontram esses sais suspensos, ela é formada por uma substância gelatinosa, não se dissolve em água e absorve produtos químicos que estão presentes no processamento radiográfico e também absorve água
Camada Protetora
Uma película protetora é colocada sobre a emulsão para evitar contaminação, prevenir estragos acidentais, como “riscar” a radiografia.
A emulsão é colocada em ambos os lados para que a sensibilidade seja ainda maior, diminuindo o tempo de exposição ao paciente. Isso significa que duas imagens sobrepostas devido a espessura extremamente finam da base.
Os filmes INSIGHT tem aproximadamente duas vezes o número de cristais de prata, requerendo metade da exposição de um filme Ultra-speed.
A gelatina fotográfica para os filmes radiográficos é feita de osso bovino, servindo de meio de suspensão para os haletos de prata.
O filme que será exposto aos raios X é chamado de filme de exposição direta. Todos os filmes odontológicos intraorais são de exposição direta.
O filme de tela é usado com telas intensificadores que emitem luz visível. Filmes de tela e telas intensificadoras são usados para projeções extraorais, como as panorâmicas e as radiografias cefalométricas.
Embalagem
Protege o filme tanto de forma mecânica quanto de forma química, e parte da radiação secundária que é responsável pelo véu (Fog) – dificulta interpretação da imagem radiográfica –
Envolvendo a película (base), é adicionado um fino papel-cartão preto que protege a emulsão, mecanicamente e impede a exposição à luminosidade.
Acima de um dos lados deste conjunto (película-papel cartão), adiciona-se uma lâmina de chumbo fina que ajuda impedir a radiação secundária produzida pelos tecidos bucais. Na lâmina há relevo semelhante a marcas de pneu que auxiliam a detectar erros radiográficos.
Por fim, há um invólucro de plástico envolvendo este novo conjunto, sendo possível diferenciar o lado que contém a lâmina de chumbo e o lado sensível ao raio x.
Classificação dos filmes:
· Quanto ao posicionamento (intrabucais, extrabucais e dosimétricos)
· Quanto ao tamanho
· Quanto a embalagem
· Quanto a sensibilidade (tipos D, E, E+ e F).
Tamanho dos Filmes Intrabucais
Há três formatos: periapical, interproximal e oclusal.
As radiográficas periapicais são usadas para registrar coroa, raiz e periápice.
As radiografias bitewing (interproximais) são usadas para registrar a porção coronal dos dentes da maxila e da mandíbula em uma imagem. São ideais para detectar cáries interproximais e a avaliar a altura do osso alveolar. O filme frequentemente possui uma aba de papel projetada do meio, a qual o paciente morde para sustentar o filme. Posicionadores também estão disponíveis 
Radiografia Oclusal = É utilizado para mostrar áreas maiores na maxila ou na mandíbula do que as observadas no filme periapical. O nome provém do fato de o filme ser mantido em posição por uma mordida suave do paciente, deixando o filme entre as superfícies oclusais dos dentes.
· Periapical subdivido em: tipo 0, para crianças pequenas, tipo 1 para incidência dos dentes anteriores sendo relativamente estreito e tipo 2, tamanho padrão para adultos. Varia conforme seu tamanho e indicação.
· Interproximal = Apenas um tipo, porém tem sido adaptado o uso dos filmes periapicais para esta finalidade.
· Oclusal = Apresenta somente um tipo
*Os filmes periapicais podem ainda ser classificados em simples. Quando em sua embalagem for acondicionada apenas um filme e duplo, quando forem adicionados dois filmes em sua embalagem, isto quando há finalidade de se obter em uma única exposição, 2 imagens radiográficas em filmes diferentes.
Sensibilidade dos filmes intrabucais
A sensibilidade dos filmes radiográficos se refere à quantidade necessária de radiação X, para que se forme a imagem radiográfica com uma densidade padrão. Ainda, quanto menor o tempo de exposição a radiação para uma boa imagem, maior a sensibilidade ou velocidade de resposta do filme radiográfico.
Sensibilidade é descrita como a capacidade que um filme tem de gravar as imagens durante a exposição aos raios X e essa eficácia pode ser também chamada de velocidade, uma vez que se refere à capacidade de produzir imagens com um maior ou menor tempo de exposição, ou maior ou menor quantidade de radiação.
A sensibilidade do filme está relacionada ao tamanho, organização e formato dos cristais de brometo de prata ou iodeto de prata.
A velocidade do filme é expressa como Roentegen-recíproco – R. Se refere a unidade de medida de exposição definida como a quantidade de raios X,capaz de produzir, em 1cm3 de ar, íons possuídos de uma unidade eletrostática de carga negativa ou positiva. Os filmes “rápidos” requerem uma dose menor para produzirem a densidade 1 (densidade óptica de 1 acima do véu bruto), já os filmes “lentos” requerem de uma dose maior para produzir a mesma densidade. 
A sensibilidade de um filme está ligada diretamente ao tamanho, à organização e aos formatos dos cristais de brometo de prata, como os de iodeto de prata.
Esta sensibilidade pode ser expressa por letras que designam seus grupos.
*A velocidade do filme pode ser aumentada usando um processamento com temperaturas mais altas, entretanto produz um fog maior, diminuindo a qualidade da imagem para um diagnóstico melhor.
Quanto maior a velocidade do filme, menor será a dose requerida.
No mercado, há grupos de sensibilidade D-E-F, o grupo F é o mais sensível à radiação ou que representa resposta mais veloz à radiação, isto por que, apresenta cristais halogenetos com maior área para exposição
Obs: Os filmes E-F serão mais sensíveis que o D devido a forma e disposição dos cristais de prata na emulsão. O filme E requer 50% menos radiação que o D e o filme F até 20% menos radiação que o filme E, e este até 60% menos radiação que o filme D.
Vale lembrar que o filme F insight é considerado F se processado automaticamente, se for de maneira manual ele deve ser tratado como filme E.
Filme Extrabucal
Filmes com tela intensificadora
As projeções extraorais usadas mais frequentemente em odontologia são vistas panorâmicas e cefalométricas. Para essas projeções, o filme com tela intensificadora é usado para reduzir a exposição do paciente. Sendo projetado para ser sensível à luv visível porque é colocado entre duas telas intensificadoras quando a exposição é feita. A tela intensificadora absorve os raios X e emite luz visível, que expõe o filme. Os cristais halogenados são sensíveis às telas que emitem UV e luz azul. 
É aquele que necessita de acondicionamento em um chassi, sendo posicionado fora da cavidade bucal do paciente.
Este filme tem como finalidade o estudo do complexo maxilofacial
Classificação e Estrutura do filme
Screen = É fabricado para ser mais sensível à luz visível do que aos raios X, ele é colocado entre duas telas intensificadoras quando a exposição é feita.
Possui base igual à utilizada no filme intrabucal, porém sem o relevo em um dos cantos, pois para haver identificação do lado do paciente são acondicionados no chassi porta-filmes as letras “D” (direito) e “E” esquerdo
Estes filmes são acondicionados em caixas que contém 100 unidades, protegidos da luz e umidade. 
Os filmes com tela intensificadora contemporâneos usam cristais tabulares de halogênio de prata para capturar a imagem. Os cristais tabulares estão dispostos com sua superfície relativamente larga e achatada voltada para a fonte de radiação, promovendo uma maior superfície de alvo e resultando em um aumento da velocidade sem perda de nitidez. 
Telas Intensificadoras – Desde o ínicio da história da radiologia, cientistas descobriram que vários sais inorgânicos ou fósforos são luminescentes (emitem luz visível) quando expostos aos feixes de raios X. A intensidade desta fluorescência é proporcional à energia de raios X absorvida. Esses fósforos são incorporados às telas intensificadoras para serem usados com o filme com tela. A soma dos efeitos dos raios X e da luz visível emitida pelos fósforos da tela expõe o filme em um chassi intensificador.
Função – A presença da tela intensificadora cria um sistema receptor de imagem que é 10 a 60 vezes mais sensível aos raios X que o filme sozinho. Consequentemente, o uso de telas intensificadores são utilizadoras reduz substancialmente a dose da radiação X para o paciente. As telas intensificadoras são utilizadas com filmes para radiografias panorâmicas, cefalométricas e projeções do crânio. 
No Screen= O filme no Screen é aquele que, como o filme intrabucal, necessita da radiação para a formação da imagem. Este possui mais prata metálica em sua emulsão, produzindo um alto contraste. É usado em partes do corpo que se beneficiam deste contraste, como articulações.
Esses filmes necessitam de duas a três vezes mais tempo de exposição para produzir imagem.
Tamanho dos Filmes Extrabucais
Para o complexo maxilofacial, são usados 5 tamanhos diferentes, com indicações distintas
*F = 12,7 x 30,5 cm (panorâmico)
Sensibilidade dos filmes extrabucais
Há semelhança com os filmes intraorais, porém, como a área estudada no complexo bucomaxilofacial diferem-se entre si, são fabricados filmes com alto contraste e velocidade média, imagem com menos nitidez e alta velocidade, entre outras. Estas combinações são necessárias, pois em uma radiografia cefalométrica, é importante ter uma imagem com a presença de tecido mole, sem perder detalhes do tecido duro.
Acessórios para incidência radiográfica extrabucal
Basicamente, são precisos três tipos de acessórios, o chassi porta-filmes, tela intensificadora e placa antidifusoras.
Chassi: é um suporte composto por duas placas com dobradiças onde o filme é colocado entre duas telas intensificadoras (écrans). É fabricado com plástico ou metal possuindo baixo número atômico, como o alumínio, isto para que não haja interferência na exposição aos raios X. Pode ser rígido ou flexível, isto dependerá do aparelho. Deve apresentar as letras “D” e “E” para identificar direita e esquerda do paciente.
Telas Intensificadoras (Ecrans) = Desde a sua descoberta, sabe-se que sais inorgânicos (fósforos) emitiam luz visível (fluoreciam) quando expostos aos raios X. Chegou-se à conclusão que a fluorescência era proporcional à intensidade dos raios X.
Pensando nisto, pesquisadores desenvolveram telas contendo sais inorgânicos para sensibilizar o filme, produzindo a imagem radiográfica.
Sua função consiste em converter os raios X absorvidos em fótons luz. A presença das telas contendo esses sais inorgânicos chega reduzir em até 60 vezes a dose de raios X necessária para a formação de imagem.
Placas antidifusoras = Alternativa como minimizar os efeitos da radiação secundária, sendo as placas mais aceitas as de Lysholm e de Potter-Bucky.
1926, o Dr. Erik Lysholm, no hospital de Karolinska em Estocolmo, desenvolveu uma grade com tiras de chumbo, ligadas entre si por meio de um material inerte à radiação X. Essas tiras são orientadas de um modo que o feixe principal de raios X passe pelo material inerte fixado entre as tiras de chumbo, e a radiação secundária choquem-se nas tiras, sendo absorvidas antes de chegar ao filme.
Filmes Dosimétricos = São filmes utilizados para medir a exposição sofrida por profissionais.
Características da imagem radiográfica
O estudo da formação da imagem radiográfica é composto por vários fatores intrínsecos e extrínsecos.
Intrínsecos = densidade, contraste, latitude e artefatos inerentes.
A exposição refere-se à quantidade de energia efetiva que sensibiliza o filme e produz uma determinada densidade radiográfica após o seu processamento químico.
Densidade Radiográfica = Refere-se ao grau de escurecimento dos filmes quando expostos ao raio X, caso este não seja exposto aos feixes, o filme submetido a solução fixadora apresenta-se com uma densidade base (azul). Já quando um filme é totalmente processado com exposição à luz ocorre o velamento, apresenta-se com a cor preta.
O contraste é a diferença de densidade entre áreas mais escuras e mais claras, assim, quando a diferença é muito grande, denomina-se alto contraste, pois poucas nuances de cinza estão presentes entre a imagem preta e branca.
Quando temos uma imagem com vários nuances de cinza, denominamos de baixo constaste.
A latitude refere-se ao intervalo de exposição (subexposição ou superexposição) na qual um filme é capaz de produzir contraste útil e satisfatório. Ou seja, capacidade de um filme de ser tanto subexposto quanto superexposto e ainda produzir imagens aceitáveis para o diagnóstico.
Aspectos inerentes como ruídos ou devido a técnica utilizada podem resultar na não visualização de detalhesda estrutura na imagem radiográfica.
Processamento Radiográfico.
O processamento radiográfico converte a imagem latente em uma imagem radiográfica visível.
Imagem Latente = Corresponde ao processo físico-químico na formação da imagem. 
Quando um feixe de fótons sai de um objeto e expõe um filme de raios X (seja filme de exposição direta ou filme para tela intensificadora exposto por fótons de luz), ele altera quimicamente os cristais halogenados de prata fotossensíveis na emulsão do filme. Esses cristais de brometo de prata alterados quimicamente constituem a imagem latente (invisível) no filme. Antes da exposição, a emulsão de filme consiste em cristais fotossensíveis. Os cristais halogenados de prata contêm alguns íons prata e pequenas quantidades de compostos de enxofre ligadas à superfície dos cristais. Junto com as irregularidades no cristal produzidas por ions iodeto, compostos de enxofre criam locais de sensibilidade, ou seja, locais nos cristais que são sensíveis à radiação. Cada cristal tem vários locais de sensibilidade
Quando há exposição aos raios X, o íon brometo (presente na emulsão) é convertido em um átomo de Br neutro através do efeito de absorção de energia, e assim, ocorre a liberação de um elétron. Este elétron pode ser capturado nas “armadilhas de elétron” (local sensível) dando carga negativa ao local. Estas armadilhas são capazes de atrair íons prata livres carregados positivamente, ou seja, Ag+, assim o elétron de Ag+ capturado transforma-se em uma prata metálica Ag (neutro). Este átomo de prata, torna-se uma nova armadilha de elétrons o que resulta na formação de mais e mais prata metálica criando pontos de cristal de halogenato de prata. Os locais contendo este átomo de prata neutro são agora denominados locais de imagem latente. Esse processo ocorre inúmeras vezes dentro de um cristal. O processamento do filme exposto no revelador e fixador converte a imagem latente na imagem radiográfica visível.
Para a formação da imagem latente em imagem visível, é necessário o processo de revelação e furação da imagem.
O revelador faz que os átomos de prata neutros nos locais de imagem latente iniciem a conversão de todo os íons prata no cristal em uma cristal maior de prata metálical.
Resumindo: A energia dos fótons atua sobre o halogenato de prata e forma um agrupamento dos átomos de prata neutro. A prata metálica (neutra) é preta e é essa prata que produz a região escura quando processada quimicamente. A ação dos fótons de raios X ou da luz inicia a formação dos aglomerados de prata que fornecem um padrão à imagem radiográfica, esta é a imagem latente.
A imagem após o processamento radiográfico torna-se visível e permanente.
Processamento Radiográfico
O processamento envolte
Imersão do filme exposto no revalador
Enxágue do filme em água corrente
Imersão do filme no fixador
Lavagem do filme em água corrente
Secar o filme e montá-lo para visibilidade
Passo a passo:
Após a exposição, cada cristal de halogênio de prata na emulsão do filme contém átomos neutros de prata em seus locais de imagem latente. Esses locais de imagem latente tornam os cristais sensíveis à revelação e formação de imagem,
O revelador converte os cristais de brometo de prata em átomos neutros de prata depositados nos locais de imagem latente dentro dos cristais metálicos sólidos de prata negra. Esses cristais de prata sólidos bloqueiam a luz de um negatoscópio. O fixador remove cristais de brometo de prata não processados e não expostos (cristais sem locais de imagem latente), deixando o filme transparente em áreas não exposta. 
Dessa maneira, a imagem radiográfica é composta de áreas de luz (radiopaca), onde alguns fótons alcançam o filme, e áreas escuras (transparentes), que foram atingidas por vários fótons.
Exposição radiográfica -> Sensibilização dos sais de Ag -> Imagem Latente -> Revelador (redução dos sais de Ag a cristais de Ag) -> Banho Intermediário -> Fixador (remoção dos sais de Ag não sensibilizados) -> Banho final -> Secagem
· Dar Zoom
Solução Reveladora = É a solução de processamento radiográfico que amplifica a imagem latente par tornar a imagem de pata metálica visível, revelando os cristais de prata sensibilizados pelos raios X. A reação básica é a redução (adição de elétron) do íon prata, para a prata metálica preta. O tempo será fundamental nesse processo de redução, evitando que o tempo excessivo reduza até os cristais que não contenham a imagem latente.
Para produzir uma imagem de diagnóstico, esse processo de redução deve ser restrito a cristais contendo locais de imagem latente. Variações nas densidades nas radiografias processadas são o resultado de diferentes relações de cristais revelados (expostos) e não revelados (não expostos). As áreas com vários cristais expostos são mais escuras por causa de sua maior concentração de cristais de prata metálica após a revelação.
A revelação de cristais não expostos resulta em névoa química no filme.
Quando um filme exposto é revelado, o revelador inicialmente não tem efeito visível. Após essa fase inicial, a densidade aumenta rapidamente na primeira vez, e em seguida, mais lentamente.
Dois agentes de revelação, geralmente fenidona e hidroquinona, são usados em radiologia odontológica. A fenidona serve como o primeiro elétron doador que converte íons prata em prata metálica no local da imagem latente. Essa tranferêrencia gera a forma oxidada da fenidona. A hidroquinona fornece um elétron para reduzir a fenidona oxidada de volta para o seu estado original ativo de modo que possa continuar a reduzir os cristais halogenados de prata para preta metálica.
Componentes da Solução Reveladora
Hidroquinona – Produz contraste definido, sensível à temperatura e atua lentamente
Elon (metol) – É redutor, atua rapidamente, produz detalhes e nuances cinzas.
A solução de revelação contém quatro componentes, todos dissolvidos em água
· Revelador
· Ativador
· Preservativo 
· Retardador
Sulfito de sódio – Preserva o líquido da oxidação pelo ar (preservador)
Carbonato de Sódio = Acelerador, ativa os agentes reveladores que agem em ambiente alcalino. É um ativador.
Brometo de Potássio – Restringente, evita o velamento. São adicionados à solução reveladora para retardar o desenvolvimento dos cristais halogenados de prata não expostos.
Veículo = Água Destilada
A literatura científica tem demonstrado que os frascos de vidro são melhores para realizar o processamento radiográfico, pois não sofrem qualquer tipo de reação com essas soluções.
Após a revelação, a emulsão do filme fica intumecida e saturada de revelador, por isso, o filme é lavado em água por 30 segundos com agitação suave e contínua antes de ser colocado no fixador. Essa lavagem é a intermediária e é característica do processamento manual, mas não é realizada no automático.
O enxague dilui o revelador, desacelerando o processo de revelação. 
Solução Fixadora = Esta solução tem a função principal de remover os cristais de prata não sensibilizados pelos raios X. Visto que, somente uma parte dos cristais halogenados de prata foram reduzidos durante a revelação. Ele endurece a emulsão, evitando a deterioração da imagem com o tempo. A prata remanescente é prejudicial e deve ser removida sem prejudicar a imagem formada.
Componentes da solução fixadora
· Agente de clareamento
· Acidificante 
· Preservativo
· Endurecedor
Agente principal (clareamento): Tiossulfato de sódio (hipo) ou tiossulfato de amônia. Dissolve os cristais halogenados de prata não expostos. A fixação excessiva (horas) resulta em uma perda gradual de densidade do filme. 
Acidificante = A solução de fixação contém um sistema tampão de ácido acético (pH 4 a 4,5) para manter o fixador em pH constante. 
O pH ácido é necessário para promover boa difusão do tiossulfato na emulsão e do complexo de tiossulfato de prata fora da emulsão. Também é responsável por neutralizar restos ou vestígios do revelador
Preservativo = Sulfeto de amônio/Sulfito de sódio. Previne a oxidação do agente de clareamento tiossulfato, que é instável no ambiente ácido da soluçãode fixação
Endurecedor = Alúmen de potássio (incolor) ou alúmen de cromo verde: endurecem a gelatina
Veículo: Água destilada
Lavagem = Após a fixação, o filme processado é lavado em água para remover todos os íons tiossulfato e complexos de tiossulfato de prata. Qualquer composto de prata ou tiossulfato que permanece devido à lavagem inadequada descolore e causa manchas, que são mais aparentes nas áreas radiopacas devido a formação de sulfito de prata (coloração marrom)
Etapas Básicas do Processamento Radiográfico
Revelação – Efetua a redução da imagem latente (núcleo revelador)
Lavagem intermediária com água – Finaliza o processo de revelação, e impede a neutralização da solução fixadora por solução reveladora
Fixação – Transforma o halogenato de prata não reduzido em substância hidrossolúvel – permanece no filme apenas prata reduzida existente na emulsão.
Lavagem com água corrente (lavagem final) – Lavagem de elementos residuais existentes na emulsão e das substâncias químicas produzidas com a fixação.
Secagem – Eliminação da umidade existente na emulsão.
A maneira correta de secar a radiografia é utilizar uma secadora com ar quente circulante. Assim, em cerca de 5 minutos a radiografia estará totalmente seca. Há secadoras pequenas e grandes para a secagem de radiografias. As maiores são utilizadas em clínicas de radiologia, hospitais, prontos-socorro etc. Já as pequenas podem ser utilizadas nos consultórios odontológicos. A secagem é uma etapa fundamental desse processo, sobretudo porque as radiografias são peças pertinentes a todas as documentações odontológicas, devendo ser guardadas por prazo não inferior a 25 anos.
Métodos de Processamento Radiográfico
- Manual 
- Automático
O método Manual, utiliza o método por reflexão, não é recomendando, consiste em colocar os filmes no revelador e observá-los a cada momento sob luz de segurança. Neste método as etapas serão as já conhecidas, isto é, banho na solução reveladora, lavagem intermediária (30 segundos), banho na solução fixadora (5-10 minutos), lavagem final (pelo menos 10 minutos) e secagem.
O método mais confiável consiste na temperatura/tempo. Esta técnica requer a mensuração da temperatura da solução, e de acordo com a temperatura obtida, verificar o tempo correspondente a ela, para então, ajustar o tempo e introduzir o filme na solução
Obs: Importante evitar temperaturas acima de 30º ou abaixo de 16º.
Automática
Realizado através de equipamento que automatiza os passos de processamento, não havendo necessidade de trabalhar no escuro, a densidade e o contraste tendem a ser consistentes, entre outros.
Cuidados com Soluções Processadoras
- Exaustão que leva a perda da capacidade do revelador reduzir ou do fixador de dissolver devido a grande número de películas processadas.
- Revelador apresentando cor marrom escura
- Fixador com aspecto branco leitoso
- Armazenagem 
· Proteger do vapor, umidade, luz, radiação, gazes e vapores
· Caixas fechadas entre 10 e 21ºC (parte inferior do refrigerador)
· Temperatura Amena
Tipos de Câmara Escura
- Labirinto 
- Quarto Escuro
- Portátil = Não necessita de câmara escura
Obs: Revelar filmes em menores ou maiores temperaturas e por tempos maiores ou menores do que o recomendado pelo fabricante reduz o contraste do filme revelado.

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