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Psicoterapia cognitiva Resumo

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PSICOTERAPIA COGNITIVA 
1ª aula – 04/08/2016 
-Apresentação do plano de ensino. 
-Portal recomendado: PUBMED. 
-1º Bimestre: terapia cognitiva. 
-2º Bimestre: terapia narrativa e terapia construtivista. 
 
Bibliografia do plano de ensino e como será trabalhada 
· Básica 
(Apenas alguns capítulos) - ABREU C. N, ROSO, M. Psicoterapias Cognitiva e Construtivista: novas 
fronteiras da prática clínica. Porto Alegre: Artmed, 2003. 
(Apenas alguns capítulos) - BECK, A. T.; ALFORD,B. A. O poder integrador da terapia cognitiva. Porto 
Alegre: Artmed, 2000. GONÇALVESM. M. 
(Apenas alguns capítulos) - GONÇALVES, O. F. Psicoterapia, Discurso e Narrativa: A construção 
conversacional da mudança. Coimbra / Portugal: Quarteto, 2007. 
 
· Complementar 
(Será o mais utilizado, recomenda-se ter) - BECK, J. S. Terapia Cognitiva: teoria e prática. Porto 
Alegre: Artmed, 1997. 
(Não usaremos) - FERREIRA, R. F. Construtivismo: um momento de síntese ou uma nova tese? 
Cadernos de Psicologia, v. 4, n. 1, p. 27-39. Ribeirão Preto: 2001. 
(Difícil de encontrar; usaremos no 2º bimestre; capítulos de 1 a 4) -GONÇALVES, O. Psicoterapia 
Cognitiva Narrativa: manual de terapia breve. Campinas: Editorial Psy, 1998. 
(Alguns capítulos no 2º bimestre) - GRANDESSO, M. A. Sobre a reconstrução do significado: uma 
análise epistemológica e hermenêutica da prática clínica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000. 
(Alguns capítulos no 2º bimestre) - WHITE J. R, FREEMAN A. Terapia Cognitivo-Comportamental em 
Grupo: para populações e problemas específicos. São Paulo: Editora Roca, 2003. 
 
-Ciência: provada empiricamente e pode ser replicada. Processo longo de estudos e experimentos. 
-Terapia cognitiva: mais testada/avaliada no mundo. Considerada padrão para 85% dos transtornos 
psiquiátricos (mais eficaz). 
 
-Tudo depende dos significados que a pessoa atribui. Não podemos colocar nossas crenças, pontos 
de vista ou interpretações sobre as do paciente, pois para ele aquilo é importante, real e 
 
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significativo. O mundo não é do jeito que é, e sim o que o paciente vê. 
 
Para a próxima aula: BECK, A. T.; ALFORD, B. A. O poder integrador da terapia cognitiva. Porto 
Alegre: Artmed, 2000. GONÇALVES M. M.,CAPÍTULO 1: "Desenvolvimento inicial da teoria cognitiva" 
e "10 axiomas da terapia cognitiva". 
2ª aula – 02/08/2016 
-Terapia cognitiva é uma teoria breve (a curto prazo): foca os problemas e se encerra quando eles 
acabam. Não necessariamente durará poucos dias. Inicialmente foca na redução de sintoma. 
-Abordagem estruturada: as sessões são estruturadas, há um roteiro a ser seguido. Não é aleatório, 
existe um plano. 
-É diretiva: orientada em problema e direcionada a um foco. É feita uma verificação de humor e 
ponte com a sessão anterior. 
-É presente: trabalha com o atual. Se aconteceu no passado, trabalha em como isto afeta o 
presente. 
-Tem prazo limitado: vai acabar quando os problemas forem resolvidos e as metas alcançadas. Na 
medida que trabalha a causa, reduz o sintoma. 
-Trata uma variedade de sintomas psiquiátricos. 
-É fundamentada na racionalidade teórica subjacente: afeto, comportamentos determinados pela 
percepção. 
-O sentimento não é derivado do acontecimento, mas sim da interpretação que a pessoa teve do 
acontecimento. De outro modo não haveria escolha, seria igual para todos, o que não é real. 
-Base da teoria: humor e comportamento são derivados do nosso pensamento. 
-A pessoa só fica triste quando percebe e interpreta que determinada situação a deixa triste. 
-Cognições baseiam esquemas desenvolvidos a partir de experiências anteriores. 
-A teoria ajuda a pensar e agir de forma mais realística/adaptativa (se adaptar melhor ao contexto). 
Com isso, os problemas e sintomas são reduzidos. 
Primeiras etapas cognitivo-comportamentais 
-Década de 1960. 
-1970: primeiros textos importantes (pesquisas em universidades) sobre “modificações cognitivo-
comportamentais”. 
-No período intermediário ocorre um interesse pela cognição, portanto, uma aplicação para a 
teoria cognitiva. 
-Mahoney (1977) observou a Psicologia geral passando pela revolução cognitiva (cérebro como 
um computador), mesmo foco teórico sendo aplicado na Psicologia clínica. 
 
3 
-Diferentes teóricos/profissionais introduziram interesses/perspectivas. Um contribuindo com o outro 
na teoria nova (chamou atenção do mundo e ganhou força). 
-Gerou um grande número de modelos para mudar cognição é comportamento. A Psicologia 
comportamental mudava o comportamento pelo próprio comportamento, mas isto começou a 
apresentar lacunas. Vários teóricos diferentes, várias linhas de TCC (teoria cognitivo-
comportamental) diferentes. 
3 premissas fundamentais para que a teoria seja TCC 
1. Cognição afeta comportamento: é a reafirmação do modelo mediacional básico – uso da 
cognição para mediar acontecimento e sentimento (Mahoney, 1974). O aumento de evidências 
de avaliações cognitivas de eventos afeta a resposta. Essa mudança tem valor clínico. É preciso 
avaliar a cognição/pensamento para resposta clínica. 
2. Cognição pode ser monitorada e alterada: inconsciente não existe, podemos acessar a atividade 
cognitiva. Cognição é conhecida e acessada. Avaliação da cognição é o prelúdio, início, para 
alteração. 
3. Mudança comportamental e cognitiva desejada é efetuada pela mudança cognitiva: adoção do 
modelo mediacional. Aceita contingências de reforço explícito que altera comportamento 
(eventos externos). 
-Os modelos iniciais: modificavam comportamentos e cognições, almejando uma mudança 
comportamental. 
-Os modelos contemporâneos: TCC concentram tratamento de cognições, mudança 
comportamental vem depois, como uma consequência automática. 
O que constitui uma TCC? 
-Abordagens ideia ocorrência processos internos (cognição), eventos cognitivos podem mediar 
mudança cognitiva. Mudanças fisiológicas emocionais também são indicadores, particularmente 
quando perturbação (fisiológica, emocional), manifestação importante problema enfocado na 
terapia (transtorno ansioso, psicofisiológicas). 
3 principais classes de TCC 
1. Habilidade de enfrentamento 
Externa, perceber o externo de forma diferente. Habilidade para enfrentar o ambiente externo. 
2. Resolução de problemas 
Técnica de reestruturação cognitiva e habilidade de enfrentamento. Maneira prática de resolver o 
problema. 
3. Reestruturação cognitiva 
Mudança resulta de perturbação que cria no pensamento, altera, modifica. Reforma no 
pensamento. 
 
 
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-Todas voltadas para diferentes graus, modificações cognitivas, não comportamental. 
3ª aula – 18/08/2016 
-Principal diferença entre terapia comportamental e cognitiva: considerar cognição. 
-Fatores favoráveis para o desenvolvimento da TCC: 
1. Abordagem não mediacional insuficiente para explicar comportamento humano, abordagem 
da época (exemplo: uma pessoa com TOC pode ter um comportamento adequado e ainda assim 
estar sofrendo). 
2. Continuidade da rejeição perspectiva alternativa mais forte: modelo psicodinâmico 
personalidade terapia. Psicanálise não era suficiente para explicar. 
3. Problemas, como por exemplo o TOC, tornava intervenções não cognitivas irrelevantes. 
4. Conceitos mediacionais estudados/desenvolvidos Psicologia experimental. Apoio laboratórios. 
5. Identificar modelo TCC: aumento do número de profissionais, pesquisadores. 
6. Estudos considerando... 
 
-Karl Popper criou 10 axiomas da terapia cognitiva (qualquer TCC): 
1. Estruturas de cognição com significado. Usar o significado (interpretação pessoal sobre 
determinado contexto) que tem, com o do ambiente. 
2. Função de atribuir significados é controlar sistemas psicológicos (comportamental, emocional, 
atenção, memória). Adaptar ao contexto. Significado ativa estratégias para adaptação. 
3. Influências entre sistemas cognitivos e outros são interativos. 
4. Cada categoria de significado tem implicações que são traduzidas em

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