Logo Passei Direto
Buscar
Material

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Metodologia da 
Pesquisa e do 
Trabalho Científico
Metodologia da 
Pesquisa e do 
Trabalho Científico
M
etodologia da Pesquisa e do Trabalho Científico
Claudio Kleina
Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-5071-0
9 7 8 8 5 3 8 7 5 0 7 1 0
Claudio Kleina
Curitiba
2016
Metodologia da Pesquisa e
do Trabalho Científico
Apresentação
© 2016 – IESDE Brasil S/A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem 
autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais.
Todos os direitos reservados.
IESDE BRASIL S/A. 
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200 
Batel – Curitiba – PR 
0800 708 88 88 – www.iesde.com.br
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO 
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
________________________________________________________________________
K72m
Kleina, Claudio
Metodologia da pesquisa e do trabalho científico / Claudio Kleina. - 1. ed. - Curiti-
ba, PR : IESDE BRASIL S/A, 2016.
172 p. : il. ; 24 cm.
ISBN 978-85-387-5071-0
1. Pesquisa - Metodologia. 2. Pesquisa educacional. 3. Ensino à distância. I. Título.
15-27361 CDD: 001.42
 CDU: 001.81
________________________________________________________________________
Capa: IESDE BRASIL S/A.
Imagem da capa: Shutterstock
Apresentação
Você está iniciando a leitura de um material que é muito importante para seu curso e 
para sua formação acadêmica. Quando um aluno entra em uma instituição de ensino superior 
tem dois grandes objetivos: o primeiro é a busca do conhecimento, e o segundo é a produção 
de conhecimento científico. Para o segundo objetivo os alunos são motivados a fazer uma 
pesquisa, que será registrada por meio do Trabalho de Conclusão do Curso (TCC), e que se 
tornará pública mediante defesa perante uma banca examinadora.
A disciplina de metodologia científica é muito importante para o desenvolvimento das 
atividades acadêmicas, pois permitirá sistematizar as informações coletadas gerando novos e 
sólidos conhecimentos.
Este livro objetiva trazer algumas questões sobre a metodologia e a organização de pes-
quisas e trabalhos científicos, apresentando e descrevendo seus elementos e sua representação 
dentro das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Como o próprio nome já diz, é “metodologia”, ou seja, um conjunto de regras e normas 
que todos os pesquisadores usam para validar sua pesquisa e padronizar a escrita de seus 
textos. Não adianta apenas fazermos uma excelente pesquisa, se não soubermos como descre-
vê-la e validá-la não terá valor científico.
Os conteúdos foram selecionados com muito cuidado e escritos com linguagem simples 
para dar maior autonomia aos seus estudos.
Sobre o autor
Sobre o autor
Claudio Kleina
Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). 
Pósgraduado em Desenvolvimento em Ambiente WEB pela PUCPR. Pós-graduado em 
Formação de Tutores e Orientadores Acadêmicos em EAD pelo Centro Universitário 
Internacional (Uninter). Graduado em Sistemas de Informação pela Sociedade Paranaense de 
Ensino e Informática (SPEI). Professor do Ensino Superior e de Pós-graduação com discipli-
nas relacionadas à educação, educação inclusiva e áreas correlatas à Informática. Orientador 
de Monografias na modalidade à distância. Trabalha com metodologia da pesquisa.
1
Aula
 ÉTICA E METODOLOGIA CIENTÍFICA 9
PARTE 1: O PESQUISADOR, O TRABALHO E O CONHECIMENTO CIENTÍFICO 10
PARTE 2: GRUPOS DE TRABALHO E RELACIONAMENTO ÉTICO 11
PARTE 3: ÉTICA E INTEGRIDADE DA PESQUISA 13
PARTE 4: PROPRIEDADE INTELECTUAL E LEGISLAÇÃO 13
PARTE 5: PLÁGIO, INFRAÇÕES ÉTICAS E PUNIÇÕES 15
2
Aula
 PROJETO DE PESQUISA 23
PARTE 1: PROJETO DE PESQUISA E ESCOLHA DO TEMA 24
PARTE 2: PROBLEMA, HIPÓTESE E JUSTIFICATIVA 26
PARTE 3: OBJETIVOS DA PESQUISA 28
PARTE 4: REVISÃO DE LITERATURA, METODOLOGIA E CRONOGRAMA 30
3
Aula
 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 37
PARTE 1: LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE DOCUMENTOS E DE DADOS 38
PARTE 2: ELABORAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 40
PARTE 3: ENCADEAMENTO DOS CONCEITOS PESQUISADOS 45
PARTE 4: REDAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA E ORGANIZAÇÃO DO TEXTO 47
4
Aula
 ESTRUTURA BÁSICA E FORMATAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS 53
PARTE 1: ELEMENTOS EXTERNOS E ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS 55
PARTE 2: ELEMENTOS TEXTUAIS 60
PARTE 3: ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 62
Sumário
5
Aula
 ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO: CITAÇÕES 69
PARTE 1: DEFINIÇÃO, LOCALIZAÇÃO E SISTEMA DE CHAMADAS NO TEXTO 70
PARTE 2: TIPOS DE CITAÇÃO 73
PARTE 3: APRESENTAÇÃO DAS CITAÇÕES 75
6
Aula
 OUTROS ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO 81
PARTE 1: NOTAS DE RODAPÉ 82
PARTE 2: ILUSTRAÇÕES E/OU FIGURAS, QUADROS E TABELAS 83
PARTE 3: EQUAÇÕES E FÓRMULAS, SIGLAS, ABREVIATURAS E SÍMBOLOS 85
PARTE 4: APÊNDICES E ANEXOS 87
7
Aula
 CONCLUSÃO, CONSIDERAÇÕES FINAIS E RESUMO 95
PARTE 1: CONCLUSÃO X CONSIDERAÇÕES FINAIS 96
PARTE 2: ELABORAÇÃO DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS 97
PARTE 3: O QUE EVITAR NAS CONSIDERAÇÕES FINAIS 98
PARTE 4: ELABORAÇÃO DO RESUMO 99
8
Aula
 REFERÊNCIAS 105
PARTE 1: DEFINIÇÕES, ELEMENTOS DE REFERÊNCIAS E TRANSCRIÇÃO DOS ELEMENTOS 106
PARTE 2: LOCALIZAÇÃO, APRESENTAÇÃO E ORDENAÇÃO DAS REFERÊNCIAS 108
PARTE 3: EXEMPLOS DE REFERÊNCIAS 110
Sumário
9
Aula
 MODELOS E ESTRUTURA DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS 119
PARTE 1: MONOGRAFIA 120
PARTE 2: DISSERTAÇÕES E TESES 121
PARTE 3: ARTIGOS CIENTÍFICOS 122
PARTE 4: RELATÓRIO 124
PARTE 5: RESENHA E FICHAMENTO 126
10
Aula
 ARTIGOS CIENTÍFICOS E PUBLICAÇÕES 133
PARTE 1: CONFECÇÃO DE ARTIGOS PARA PUBLICAÇÃO 134
PARTE 2: MODELOS DE ARTIGOS 135
PARTE 3: ESCOLHA DOS LOCAIS PARA PUBLICAÇÃO 136
PARTE 4: QUALIS DAS REVISTAS E EVENTOS 138
11
Aula
 PREPARAÇÃO PARA DEFESA E APRESENTAÇÃO DA PESQUISA 145
PARTE 1: ORGANIZAÇÃO DO CONTEÚDO 146
PARTE 2: ELABORAÇÃO DE SLIDES E PREPARAÇÃO DA APRESENTAÇÃO 148
PARTE 3: DEFESA: RESPONDENDO AOS QUESTIONAMENTOS 150
12
Aula
 ELABORAÇÃO DE CURRÍCULO E MEMORIAL 159
PARTE 1: DEFINIÇÃO E TIPOS DE CURRÍCULO 160
PARTE 2: CURRÍCULO PARA FINS TÉCNICO-CIENTÍFICOS 161
PARTE 3: CURRÍCULO PARA FINS EMPRESARIAIS 163
PARTE 4: CURRÍCULO PARA FINS DE ESTÁGIO 165
PARTE 5: MEMORIAL 166
Sumário
Aula 1
9Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
A ética deve estar presente em todos os setores e atividades 
da sociedade. Especialmente na realização de pesquisas, 
acadêmicas ou não, que envolvem pessoas, trabalhos em grupo, 
uso de resultados de outros pesquisadores.
Neste capítulo apresentaremos as diferentes formas 
de conhecimento, com enfoque especial no conhecimento 
científico e sua construção com bases éticas, na organização 
de grupos de trabalhos, na importância de se conhecer cada um 
dos integrantes, no papel individual e no objetivo coletivo. 
Na sequência discutiremos os conceitos da propriedade 
intelectual, o plágio nas pesquisas de trabalhos em grupos, 
legislação e penalidades.
E METODOLOGIA 
ÉTICA 
CIENTÍFICA
Aula 1 Ética e metodologia científica
10 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 O pesquisador, o trabalho 
e o conhecimento científico
A pesquisa não ocorre apenas em grandes laboratórios e instituições de ensino. Ela está presente 
em nosso dia a dia. Assim, por exemplo, se quisermos nos bronzear na praia, com o tempo teremos 
aprendido qual o fator de proteção do creme, qual o tempo de exposição ao sol e quais os melhores 
horários. Como conseguimos chegar a esse conhecimento, se para cada pessoa esses indicadores são 
diferentes?
Uma possibilidade é a experiência: vou testando protetores solares com diferentes índices de pro-
teção e em diferentes horários, verificando os resultados.
Outra forma pode ser por meio de pesquisa em revistas, livros e internet, buscando os horários e 
os fatores de proteção mais indicados para minha cor de pele. Posso também perguntar a alguém que 
sempre vai à praia se bronzear e tem a cor da pele semelhante à minha.
Como podemos observar, há diversas formas de buscar o conhecimento. E os caminhospercorri-
dos referem-se ao tipo de pesquisa que usamos para chegar a esse conhecimento.
No dia a dia nos deparamos com diversos tipos de conhecimento que têm seu valor em determi-
nadas situações. Vejamos alguns:
• Conhecimento empírico (também chamado conhecimento popular ou senso comum) – é 
o conhecimento obtido por meio da experiência e do uso dos nossos sentidos (visão, audi-
ção etc.). Esse conhecimento, na maioria das vezes, é gerado ao acaso, mediante ações não 
planejadas. Esse conhecimento é transmitido entre grupos de pessoas, familiares e tradições 
culturais. Exemplo: “As plantas produzem mais quando são plantadas na lua crescente”.
• Conhecimento filosófico – é o conhecimento racional, geral, sistemático e crítico gerado por 
meio da reflexão subjetiva com objetivo de dar sentido aos fenômenos gerais do universo. 
Trabalha com ideias e relações conceituais que transcendem a realidade material e a própria 
ciência. Exemplo: “Qual o sentido da vida?”.
• Conhecimento teológico – é o conhecimento gerado e mantido pela fé ou crença religiosa. 
Apoia-se em doutrinas e textos sagrados que apresentam verdades que não devem ser ques-
tionadas ou postas em dúvida, apenas aceitas. Exemplo: “Meu filho tinha câncer e foi curado 
por um milagre”.
Aula 1Ética e metodologia científica
11Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• Conhecimento científico – toda pesquisa científica inicia-se com um questionamento, com 
uma pergunta, um problema que precisa de uma resposta. Assim, a ciência caracteriza-se pela 
busca de respostas ou soluções para as demandas da sociedade. 
O conhecimento científico tem sua base de construção no conhecimento do senso comum (ou co-
nhecimento empírico) e é uma conquista relativamente recente da humanidade. A revolução científica 
do século XVII marca a autonomia da ciência, a partir do momento que ela busca seu próprio método. 
Com base nesse conhecimento, os pesquisadores começam a questionar o porquê desses fenôme-
nos, como eles acontecem, por que obtém resultados positivos. E assim inicia-se o processo de inves-
tigação científica. Elaboram-se hipóteses e mediante pesquisa com método bem definido, buscam-se 
respostas e construção de generalizações. O conhecimento científico permite explicar, construir e apli-
car teorias, servindo, portanto, para ampliação e avanço da ciência. 
O conhecimento científico é gerado por meio da razão e da experimentação (o que o diferen-
cia do conhecimento filosófico). É sistemático, ou seja, possui ordenação lógica das ideias (teoria) e 
verificável, porém falível, pois não é definitivo e absoluto (novas técnicas podem reformular a teoria 
existente). Exemplo: “Os planetas giram em torno do Sol”.
Parte
2 Grupos de trabalho e 
relacionamento ético
Dificilmente realizaremos uma pesquisa científica sem o envolvimento de outras pessoas, 
visto que podemos ter mais de uma pessoa trabalhando no mesmo projeto, como, o orientador – 
no caso de um Trabalho de Conclusão de Curso, ou pessoas que fazem parte da população pesquisada 
etc. Cada ser humano é diferente, tem sua formação, princípios e características próprias, e trabalhar 
com pessoas requer essa compreensão. 
A ética é o conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade 
e tem função de equilibrar o funcionamento social para que ninguém saia prejudicado. No trabalho em 
grupo, a base do relacionamento ético é conhecer a outra pessoa, saber suas competências e limitações. 
É comum que cada integrante do grupo tenha expectativas e envolvimentos diferentes na realiza-
ção do trabalho em conjunto. 
Assim, por exemplo, posso ter em minha equipe uma pessoa muito ansiosa e outra muito calma. 
Uma que quer fazer pesquisa para tirar nota máxima e outra que se satisfaz em obter nota suficiente 
para ser aprovada. Quanto maior a diferença de perfil entre as pessoas envolvidas numa pesquisa, maior 
será a dificuldade. 
Aula 1 Ética e metodologia científica
12 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Portanto, é necessário que no início da realização de uma atividade esteja bem claro o que se es-
pera de cada uma das pessoas envolvidas e o grau de qualidade do trabalho. 
Alguns elementos devem estar presentes na realização de um trabalho em equipe, como: 
• empatia – colocar-se no lugar do outro; 
• cordialidade e assertividade – saber como falar;
• autoconhecimento – conhecer as próprias características positivas e negativas; 
• ética – não agir de forma deliberada para comprometer alguém ou quebrar acordos e 
compromissos.
Outra questão que devemos considerar é que trabalho em equipe não é trabalho em grupo. O tra-
balho em grupo pode ser considerado uma linha de produção, onde há divisão do trabalho e cada um 
se preocupa em fazer somente sua tarefa. O trabalho em equipe requer que cada integrante saiba o que 
todos estão fazendo e reconheça a importância para o sucesso da tarefa.
 
Sv
in
ki
n/
Sh
ut
te
rs
to
ck
O objetivo final do trabalho em equipe deve estar claro para todos os integrantes e a comunicação 
é fundamental para sua concretização. Como a atividade em equipe é resultado de um esforço conjunto, 
o sucesso ou fracasso é responsabilidade de todos. Dessa maneira, quando algum membro da equipe 
está enfrentando alguma dificuldade na execução de sua tarefa, deve haver um esforço conjunto com 
a finalidade de superá-la.
Aula 1Ética e metodologia científica
13Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
3 Ética e integridade da pesquisa
O estudo sobre a ética nas pesquisas científicas baseia-se na reflexão acerca das questões morais 
da conduta humana na produção de conhecimento.
No Brasil, questões éticas sobre a realização de pesquisas foram levantadas principalmente me-
diante a preocupação com a exposição dos sujeitos da pesquisa na área médica, motivando a criação de 
diversos comitês de ética que validam os projetos de pesquisa antes de sua realização.
A integridade da pesquisa envolve o respeito às normas éticas de publicação, visando evitar frau-
des, dentre as quais estão: falsificação, manipulação ou fabricação de dados, duplicidade na publicação 
e plágio (PITHAN; OLIVEIRA, 2014).
A integridade da pesquisa não deve estar presente apenas no momento da redação do texto. Deve 
permear todo o processo de obtenção dos dados, respeitando todas as pessoas e instituições envolvidas. 
Deve-se ter o cuidado de não expor, julgar ou agir de forma preconceituosa em relação às pessoas que 
participam da pesquisa.
Lembre-se que o pesquisador deve ser neutro e interferir o mínimo possível no meio em que rea-
liza seu estudo.
Parte
4 Propriedade intelectual e legislação
O crescimento da geração de novas informações e o desenvolvimento da economia industrial 
motivaram a criação de uma nova categoria de propriedade: a propriedade intelectual. Com o desen-
volvimento da tecnologia, que permitiu a reprodução em série de produtos, surgiu a necessidade de se 
reconhecer os direitos sobre as ideias de produção.
Propriedade intelectual é direito sobre a exclusividade de reprodução ou uso de um produto ou 
serviço. A Universidade Federal de Alagoas1 traz a definição da expressão “Propriedade Intelectual”:
1 www.ufal.edu.br/nit/propriedade-intelectual
Aula 1 Ética e metodologia científica
14 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
abrange os direitos relativos às invenções em todos os campos da atividade humana, às des-
cobertas científicas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais, de comércio e 
de serviço, aos nomes e denominações comerciais, à proteção contra a concorrência desleal, às 
obras literárias, artísticas e científicas, às interpretações dos artistas intérpretes, às execuções dos 
artistas executantes, aos fonogramas e às emissões de radiodifusão, bem como os demais direitos 
relativos à atividade intelectual no campo industrial, científico, literário e artístico.
A propriedade intelectual envolve o processo de criação de produtos, processos,serviços, obras 
artísticas e literárias. Trata-se, portanto, de um bem imaterial, produzido por meio do uso da capacidade 
intelectual e do conhecimento do seu criador. 
O desconhecimento sobre a legislação, que envolve os direitos autorais e a propriedade intelec-
tual, aliado à falta de rigor nas correções de trabalhos acadêmicos, faz com que muitos pesquisadores 
utilizem trabalhos, ideias e conceitos elaborados por outros, como se fossem de sua autoria.
A lei 9.610 de 1998 especifica que textos de obras literárias, artísticas ou científicas, projetos, 
obras audiovisuais, fotográficas, musicais, conferências etc., estão protegidas e preservam os direitos 
aos autores. O art. 24 da referida lei traz os direitos morais dos autores:
I - o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II - o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o 
do autor, na utilização de sua obra;
III - o de conservar a obra inédita;
IV - o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos 
que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra;
V - o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;
VI - o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, 
quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem;
VII - o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder 
de outrem (BRASIL, Lei 9.610/98, Art. 24).
A mesma lei, em seu artigo 46, também trata das formas de reprodução, citação e utilização que 
não constituem ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários 
ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram 
transcritos;
b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em reuniões públicas de qualquer natureza;
Aula 1Ética e metodologia científica
15Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
c) de retratos, ou de outra forma de representação da imagem, feitos sob encomenda, quando 
realizada pelo proprietário do objeto encomendado, não havendo a oposição da pessoa neles re-
presentada ou de seus herdeiros;
d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre 
que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimen-
to em qualquer suporte para esses destinatários;
II - a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que 
feita por este, sem intuito de lucro;
III - a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de 
qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, 
indicando-se o nome do autor e a origem da obra;
IV - o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem, ve-
dada sua publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou;
V - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão de rádio e 
televisão em estabelecimentos comerciais, exclusivamente para demonstração à clientela, des-
de que esses estabelecimentos comercializem os suportes ou equipamentos que permitam a sua 
utilização;
VI - a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no recesso familiar ou, para 
fins exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em qualquer caso 
intuito de lucro;
VII - a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para produzir prova judiciária ou 
administrativa;
VIII - a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer 
natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja 
o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida 
nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores (BRASIL, Lei 9.610/98, 
Art. 46).
Além dessas formas de utilização, a paráfrase também é permitida desde que se mantenha o sen-
tido original da obra literária e haja indicação do autor.
Parte
5 Plágio, infrações éticas e punições
O plágio acadêmico ocorre quando um aluno faz uso de ideias, conceitos ou frases de outros auto-
res de livros, artigos, revistas e conteúdos disponibilizados na internet, sem citar o autor original como 
fonte de pesquisa.
Aula 1 Ética e metodologia científica
16 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Reproduzir, mesmo que em pequenas partes ou com alteração de algumas palavras do texto origi-
nal, sem indicar a fonte também é considerado plágio.
Os alunos devem ser capazes de articular os conceitos obtidos com a leitura de materiais de outros 
autores para fundamentar e embasar suas próprias conclusões. É uma atividade difícil, pois exige muita 
leitura, interpretação e reflexão que muitos alunos não estão dispostos a fazer, principalmente com a faci-
lidade de copiar textos já elaborados e disponíveis na internet.
Porém, é um processo de aprendizagem que permitirá ao aluno dar maior solidez aos trabalhos 
acadêmicos, pois todas as afirmações e conclusões estarão embasadas em autores e não apenas no 
“achismo” ou no senso comum. A norma para citações em trabalhos acadêmicos é a NBR 10520/2002, 
a qual contém a forma correta de citar diferentes tipos de materiais, como artigos, teses, textos de jor-
nais, revistas, filmes etc. Vale lembrar também que, além de citar de forma correta, todos os autores 
mencionados no texto deverão estar listados ao final do texto em Referências.
Segundo o Instituto de Arte e Comunicação Social:
O plágio acadêmico se configura quando um aluno retira, seja de livros ou da Internet, ideias, 
conceitos ou frases de outro autor (que as formulou e as publicou), sem lhe dar o devido crédito, 
sem citá-lo como fonte de pesquisa.
Trata-se de uma violação dos direitos autorais de outrem. Isso tem implicações cíveis e penais. E 
o “desconhecimento da lei” não serve de desculpa, pois a lei é pública e explícita. 
Na universidade, o que se espera dos alunos é que estes se capacitem tanto técnica como teorica-
mente. Que sejam capazes de refletir sobre sua profissão, a partir da leitura e compreensão dos 
autores da sua área.
Faz parte da formação dos alunos que estes sejam capazes de articular as ideias desses autores de 
referência com as suas próprias ideias.
Para isto, é fundamental que os alunos explicitem, em seus trabalhos acadêmicos, exatamente o 
que estão usando desses autores, e o que eles mesmos estão propondo. Ser capaz de tais articu-
lações intelectuais, portanto, torna-se critério básico para as avaliações feitas pelos professores 
(IACS, 2014, p. 1).
O plágio pode ser apresentado de 3 formas distintas: 
1. Integral – cópia de um trabalho inteiro, alterando-se apenas o nome, como se fosse de sua 
autoria; 
2. Parcial – cópia resultante da seleção de parágrafos ou frases de um ou diversos autores, sem 
menção às obras; 
3. Conceitual – utilização da essência da obra do autor sem menção à obra consultada. 
Aula 1Ética e metodologia científica
17Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Plágio – responsabilidades e sansões
Caracterizar o plágio como crime é uma tarefa complexa, pois só haverá responsabilização se 
for comprovado que houve ciência do plágio por parte do autor ou se ficar clara a identificação dessa 
violação.
Na esfera civil, o titular da obra fraudulentamente reproduzida poderá requerer a apreensão dos 
exemplares produzidos e a suspensão da divulgação da obra. Já na esfera penal, ao violar os direitos do 
autor, a pena é detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano ou multa quando não há intuito de lucro. Para 
os casos em que houve obtenção de lucro direto ou indireto, a pena é reclusão de 2 (dois) a 4(quatro) 
anos e multa.
A caracterização de plágio, não apenas no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), mas em qual-
quer tipo de trabalho acadêmico, sujeita o infrator à punição e também à expulsão da Instituição de 
ensino superior na qual estuda.
Professor orientador
O professor pode aceitar ou não o convite para ser orientador de um Trabalho de Conclusão de 
Curso (TCC). Ao aceitá-lo, esse professor deve garantir que o TCC fique bem elaborado e esteja em 
consonância com o regimento interno da faculdade. Ao praticar o plágio, o aluno está em desacordo 
com o regimento interno e o professor orientador tem o dever de informar essa situação à faculdade, 
caso contrário pode ser penalizado por omissão. Dessa forma, o professor orientador responderá ao 
crime de plágio com seu aluno, pois ele deve ter a capacidade de identificar tal delito.
Compra de monografia e falsidade ideológica
O TCC é um dos requisitos para que os alunos obtenham a graduação. Com o crescimento das 
instituições que oferecem ensino superior, surgiu um mercado de venda de monografias. De um lado 
temos o aluno que não possui tempo disponível ou simplesmente não quer ter o trabalho de fazê-lo. 
De outro lado, o professor, muito atarefado e que muitas vezes não recebe nenhum tipo de auxílio da 
instituição em que leciona para atividade de orientação, que acaba então não orientando de forma satis-
fatória, levando o aluno à prática ilícita de compra do TCC. 
O orientador responde por falsidade ideológica junto com o aluno, caso ele tenha comprado a 
monografia.
Algumas medidas preventivas podem ser adotadas para ajudar a evitar o plágio, como verificação 
da integridade em todos os trabalhos realizados, não apenas no Trabalho de Conclusão de Curso, e 
também adoção de uma política institucional clara a respeito do plágio e que seja efetivamente seguida 
Aula 1 Ética e metodologia científica
18 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
por toda a comunidade acadêmica. Do lado dos alunos, promover a capacitação sobre a escrita de textos 
científicos e a declaração de autoria, em que ele atesta a originalidade do trabalho realizado. 
Extra
O texto a seguir é parte do artigo de Pithan e Oliveira (2013, p. 241), intitulado Ética e integrida-
de na pesquisa: o plágio nas publicações científica. 
Embora o uso da expressão “integridade na pesquisa” no Brasil para designar fraudes nos 
artigos científicos seja recente, o tema, propriamente dito, não o é, e podemos encontrar algumas 
publicações que demonstram que sua preocupação surgiu, em nosso país, praticamente na mesma 
época em que os estudos sobre a ética na pesquisa.
[...]
A publicação científica feita de forma eticamente correta tem relação com a credibilidade da 
ciência e com a própria reputação do autor da pesquisa, que busca reconhecimento comunitário 
pelos seus estudos e descobertas.
Conforme a historiadora da ciência Maria Helena Freitas:
Ao publicarem textos, os estudiosos registram o conhecimento (oficial e público), legiti-
mam disciplinas e campos de estudos, veiculam a comunicação entre os cientistas e pro-
piciam ao cientista o reconhecimento público pela prioridade da teoria ou da descoberta.
Desse modo, as revistas científicas são arquivos através dos quais os estudiosos deixam 
“testemunho da autoria de uma observação, um pensamento ou um invento”. Entretanto, para que 
seja deixado este testemunho de autoria de forma íntegra e para que se garanta credibilidade na 
área científica investigada, o autor de uma publicação científica deve obedecer a “regras de con-
duta ética, a padrões de qualidade, a métodos científicos de pesquisa e a procedimentos editoriais 
reconhecidos no meio [...]”.
Interessante notar que, dentre os procedimentos editoriais próprios do meio científico, têm-
-se intensificado as preocupações de caráter ético, a fim de evitar diferentes tipos de fraude nas 
publicações. Editores de periódicos manifestam-se neste sentido, buscando alertar seus articulis-
tas sobre a importância de publicar de forma eticamente correta, garantindo a credibilidade da 
produção científica.
O texto completo encontra-se disponível em: <www.amrigs.com.br/revista/57-03/1250.pdf>. 
Acesso em: 18 mar. 2015. 
Aula 1Ética e metodologia científica
19Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
1. Relacione os tipos de conhecimento com as definições que melhor os caracterizam:
( A ) Conhecimento empírico 
( B ) Conhecimento filosófico
( C ) Conhecimento teológico
( D ) Conhecimento científico
( )� O conhecimento é gerado por meio da razão e da experimentação.
( )� É o conhecimento gerado e mantido pela fé ou crença religiosa. Apoia-se em 
doutrinas e textos sagrados que apresentam verdades que não devem ser ques-
tionadas ou postas em dúvida, apenas aceitas.
( )� É o conhecimento racional, geral, sistemático e crítico, gerado mediante refle-
xão subjetiva com objetivo de dar sentido aos fenômenos gerais do universo. 
( )� É o conhecimento obtido por meio da experiência e do uso dos nossos sentidos. 
Esse conhecimento, na maioria das vezes, é gerado ao acaso, mediante ações 
não planejadas e é transmitido entre grupos de pessoas, familiares e tradições 
culturais.
2. Com relação ao plágio, analise as afirmações a seguir, assinalando V para as verdadei-
ras e F para as falsas:
( )� Plágio significa copiar ou assinar uma obra contendo partes da obra de outra 
pessoa ou totalmente reproduzida, dizendo que é sua própria.
( )� O plágio ocorre quando um indivíduo copia trechos de trabalhos e não insere o 
nome do autor do texto original.
( )� O aluno pode reescrever o texto de outro autor desde que altere algumas palavras 
do texto original. Nesse caso, não precisa citar o autor do texto original.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, V.
d) F, V, V.
3. Que medidas ajudam a evitar o plágio acadêmico?
Aula 1 Ética e metodologia científica
20 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Referências
ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Filosofando: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993.
BARBOSA, Denis Borges. Uma introdução à propriedade intelectual. Disponível em: <www.denisbarbosa.addr.com/
arquivos/livros/umaintro2.pdf>. Acesso em: 5 mar. 2015.
BRASIL. Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá 
outras providências. Publicada no Diário Oficial da União, Brasília, DF, de 20 fev. 1998. Disponível em: <www.
planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm>. Acesso em: 5 mar. 2015.
FACHIN, Odília. Fundamentos de Metodologia. São Paulo: Saraiva, 2005.
HARDINGHAN, Alison. Trabalho em equipe. São Paulo: Nobel, 2000.
IACS – Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (IFF). Nem Tudo que 
Parece É: Entenda o que é Plágio. Disponível em: <www.noticias.uff.br/arquivos/cartilha-sobre-plagio-academico.pdf>. 
Acesso em: 5 mar. 2015.
MORAES, Rodrigo. O plágio na pesquisa acadêmica: a proliferação da desonestidade intelectual. Disponível em: 
<http://universitario.educacional.com.br/dados/unvAtivComplementares/123810001/AtivIndicadas/645/O%20
pl%C3%A1gio%20na%20pesquisa%20acad%C3%AAmica.pdf>. Acesso em: 4 ago. 2014.
PITHAN, Lívia Haygert; OLIVEIRA, Alice Pacheco. Ética e integridade na pesquisa: o plágio nas publicações 
científicas. Revista da AMRIGS, Porto Alegre, n.57, p. 240-245, jul.-set. 2013. Disponível em: <www.amrigs.com.
br/revista/57-03/1250.pdf>. Acesso em: 5 mar. 2015.
ROMUALDO, Jenifer Soares. Trabalho e equipe: juntos somos muito melhores do que sozinhos. Portal 
da Educação. Publicado em: 29 jul. 2011. Disponível em: <www.portaleducacao.com.br/administracao/
artigos/10105/trabalho-em-equipe-juntos-somos-muito-melhores-do-que-sozinhos#ixzz39cU28jrg>. Acesso em: 
4 ago. 2014. 
RUSSO, Marisa. Ética e integridade na ciência: da responsabilidade do cientista à responsabilidade coletiva. Estud. av., 
São Paulo, v. 28, n. 80, 2014. Disponível em:<www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S01034014201 
4000100016&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 5 mar. 2015.
SANTOS, Luiz Henrique Lopes dos. Sobre a integridade ética da pesquisa. FAPESP, 2011. Disponível em: 
<www.fapesp.br/6566>. Acesso em: 18 mar. 2015.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS. Propriedade intelectual. Disponível em: <www.ufal.edu.br/nit/
propriedade-intelectual> Acesso em: 5 mar. 2015.
Aula 1Ética e metodologia científica
21Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Resolução
1. A sequência correta é D, C, B, A.
2. Resposta b) V, V, F.
Mesmo alterando algumas palavras do texto original ou mesmo reescrevendo o texto, é ne-
cessário indicar a autoria.
3. Algumas medidas preventivas podem ser adotadas para ajudar a evitar o plágio, como a 
verificação da integridade em todos os trabalhos realizados, não apenas no Trabalho de 
Conclusão de Curso. Adoção de uma política institucional clara a respeito do plágio e que 
seja efetivamente seguida por toda a comunidade acadêmica. Do lado dos alunos, promover 
capacitação sobre a escrita de textos científicos e a declaração de autoria, em que o aluno 
atesta a originalidade do trabalho realizado.
Aula 2
PESQUISA
PROJETO DE 
A etapa mais importante na realização de uma pesquisa 
é a confecção do projeto, pois é um momento de criação, de 
organização do que se pretende alcançar e a descrição de como 
fazê-lo.
Um projeto bem elaborado é um grande passo no caminho 
para uma pesquisa bem-sucedida.
Neste capítulo estudaremos os elementos que compõem 
um projeto de pesquisa, como a escolha do objeto de estudo, 
elaboração do problema de pesquisa, hipótese, objetivos, 
descrição da metodologia e revisão da literatura.
23Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 2 Projeto de pesquisa
24 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 Projeto de pesquisa 
e escolha do tema
Quando pensamos em construir uma casa, a primeira etapa é definir o tipo de moradia que quere-
mos e iniciar o projeto para verificar a viabilidade conforme os recursos que dispomos.
A pesquisa científica também precisa ser planejada. O projeto de pesquisa é uma das etapas mais 
importantes na elaboração de uma pesquisa científica, pois descreverá o que se pretende buscar, por 
que, como e os recursos necessários, além de deixar claro o que se pretende alcançar com a pesquisa. 
Assim, é possível verificar se a pesquisa é exequível e a viabilidade. 
É comum encontrarmos o nome “pré-projeto”, entretanto há algumas diferenças com relação ao 
projeto de pesquisa, mas que na maioria das vezes são utilizados com o mesmo sentido: um documento 
que norteará a pesquisa.
Podemos diferenciar o pré-projeto do projeto de pesquisa por meio de sua abrangência. O pré-pro-
jeto sumariza como a pesquisa será realizada, e o projeto é mais detalhado, envolvendo a descrição das 
etapas de elaboração, execução e apresentação da pesquisa.
Um projeto de pesquisa científica deve conter os seguintes elementos:
1. Delimitação do tema pesquisado
2. Justificativa
3. Problema
4. Hipótese (opcional)
5. Objetivos
6. Metodologia
7. Revisão da literatura
8. Cronograma (opcional)
9. Recursos (opcional)
10. Referências
O primeiro passo para elaborar um projeto de pesquisa é a escolha do tema, que envolve fatores 
internos e externos. Os fatores internos referem-se às condições particulares do pesquisador, como:
Aula 2Projeto de pesquisa
25Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
a. Afetividade – a escolha do tema depende do gosto pelo assunto a ser pesquisado. Trabalhar 
com um tema pelo qual temos interesse nos trará prazer e consequentemente maior produti-
vidade e qualidade na pesquisa.
b. Tempo – deve-se considerar, neste item, a relação da quantidade de tempo disponível em 
nosso dia a dia e o tempo necessário para executar as atividades inerentes à realização da 
pesquisa.
c. Conhecimento do pesquisador sobre o tema – devemos ter consciência dos nossos limites 
de conhecimentos. Propor uma pesquisa numa área fora de nossa formação e experiência, 
certamente dificultará a realização da pesquisa.
Em contrapartida, os fatores externos estão relacionados às condições impostas pelo meio em que 
a pesquisa é realizada, como:
a. Valor e significado do tema escolhido – cuidar para não realizar uma pesquisa que não inte-
ressará a ninguém ou não acrescentará nenhum novo conhecimento à sociedade.
b. Prazo para entrega da pesquisa – a pesquisa deve ser exequível dentro do prazo estipulado 
pela instituição para entrega do relatório final. Não podemos escolher um tema cuja pesquisa 
não possa ser realizada dentro do prazo.
c. Material de pesquisa e dados – um grande problema encontrado pelos pesquisadores é 
com relação à fonte de dados necessários para elaboração da pesquisa. Quando adotamos um 
tema novo, provavelmente teremos dificuldade em encontrar material bibliográfico para sua 
fundamentação.
A escolha e definição do tema nem sempre é uma tarefa fácil. São inúmeras possibilidades, mesmo 
quando temos algumas linhas de pesquisa definidas. Como a motivação do pesquisador poderá definir 
o sucesso ou o fracasso de uma pesquisa, deve haver equilíbrio entre todos os fatores internos e exter-
nos envolvidos na escolha do assunto, e este, além de ser relevante, deve ser sobre algo que gostamos 
ou temos muito interesse.
Delimitação do tema
Ao escolher um tema, uma área ou um assunto a ser pesquisado, precisamos fazer sua delimitação, 
ou seja, descrever o que, em específico, dentro daquele tema, será o foco da pesquisa.
Delimitar bem o tema é fundamental para formulação do problema e dos objetivos e também aju-
dará o pesquisador a não fugir do assunto na redação do texto.
É possível delimitar a pesquisa por meio do tema (assunto), espaço, tempo e população envolvida. 
Aula 2 Projeto de pesquisa
26 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Na delimitação do assunto definimos qual será a abrangência e determinamos o foco da pesquisa. 
Exemplos: o uso da internet, o uso da internet para realização de compras, o uso da internet para rea-
lização de compras com cartão de crédito, o uso da internet para realização de compras de cosméticos 
com cartão de crédito, o uso da internet por meio de smartphones para realização de compras de cos-
méticos com cartão de crédito etc.
Também podemos delimitar a pesquisa mediante descrição do espaço em que a pesquisa será rea-
lizada. Exemplos: numa empresa, empresa de médio porte, empresa de médio porte situada na região 
metropolitana de Curitiba etc.
O tempo também pode ser utilizado para delimitar a pesquisa. Exemplo: a pesquisa será realizada 
entre os meses de janeiro e março de 2020.
E por fim, podemos delimitar o tema mediante descrição da população envolvida, quando houver 
pesquisa de campo que envolva pessoas. Exemplo: a pesquisa será realizada com funcionários do sexo 
feminino, com faixa etária entre 20 e 30 anos, que trabalham na construção civil.
Vamos analisar outro exemplo: O tema de pesquisa é “Educação a Distância”. É um tema muito 
abrangente, pois podemos pesquisar diversos assuntos, sob diversos enfoques e, se não for delimitado, 
poderá resultar numa pesquisa muito superficial ou numa pesquisa sem direcionamento.
Agora vejamos o mesmo tema delimitado: “O uso de smartphones para acesso aos conteúdos das 
aulas de metodologia científica realizadas à distância por alunos do curso de Logística da Faculdade 
Formar, da cidade de Curitiba de janeiro a março de 2020”.
A delimitação permite saber, com exatidão, o que será pesquisado, quando, onde e a abrangência 
da pesquisa.
Parte
2 Problema, hipótese e justificativa
Justificativa
A qualidade de uma pesquisa está relacionada à sua relevância para a sociedade. Descrever a im-
portância de uma pesquisa refletindo o “porquê” de sua realização e esclarecer as razões pelas quais o 
tema foi escolhido agregará valor à pesquisa.
Aula 2Projeto de pesquisa
27Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
A justificativadeverá convencer o leitor da importância e relevância da pes-
quisa proposta.
O papel da justificativa é valorizar a importância da pesquisa, porém, na elaboração do texto de-
vemos cuidar para não apontar conclusões sobre o trabalho. Nessa etapa não cabem conclusões, pois a 
pesquisa ainda não foi realizada.
Na justificativa, o pesquisador deve “vender” sua pesquisa com o cuidado de não prometer algo 
que não estará presente no texto. Em síntese, nessa etapa o pesquisador deverá responder à seguinte 
questão: Por que a realização desta pesquisa é importante?
Problema de pesquisa
Toda pesquisa parte de um problema. Algo que ainda não possui solução ou cuja solução existente 
precisa ser testada. Uma boa pesquisa científica depende de uma formulação adequada do problema, 
pois é ele quem define as soluções que deverão ser buscadas. Depois de definido o tema, levanta-se 
uma questão para ser respondida mediante uma hipótese, que será confirmada ou negada por meio do 
trabalho de pesquisa. Como todos os elementos de um projeto coeso, o problema deve estar intimamen-
te ligado ao tema escolhido.
Não há regras para criar um problema, mas alguns autores sugerem que ele 
seja expresso em forma de pergunta.
Exemplo: Qual o impacto do uso de smartphones para acesso aos conteúdos das aulas de meto-
dologia científica realizadas à distância na aprendizagem dos alunos do curso de Logística?
Como o problema é fundamental numa pesquisa, ele deverá ser escrito de forma clara e precisa. 
Não é indicado o uso de perguntas cuja resposta seja apenas “sim” ou “não” (salvo em pesquisas espe-
cíficas), assim como perguntas cujas respostas possam ser facilmente deduzidas. Exemplo: O uso da 
tecnologia é importante na aprendizagem dos alunos que fazem curso a distância?
Ora, atualmente o uso da tecnologia é fundamental nos cursos à distância, portanto, já sabemos 
antecipadamente a resposta. Então, qual a relevância de se fazer essa pesquisa?
Aula 2 Projeto de pesquisa
28 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Hipótese
Uma hipótese científica é uma proposição especulativa que se aceita de forma provisória como 
ponto de partida numa pesquisa. É uma afirmação feita por meio de suposição que tenta responder 
ao problema levantado usando o senso comum. Somente com a realização da pesquisa é que teremos 
a confirmação ou a negação da hipótese. Isso não quer dizer que uma pesquisa será válida apenas se 
confirmar a hipótese. Quando a pesquisa nega a hipótese, aponta que, para aquela realidade estudada, 
naquele momento, os resultados divergiram ao senso comum. Mesmo assim, a pesquisa continua sendo 
válida. 
Dependendo da pesquisa a ser realizada, a hipótese não é um item obrigatório. Porém, é fortemen-
te indicada quando o objeto de pesquisa não é muito conhecido e a hipótese, por mostrar o possível 
resultado esperado, auxilia na compreensão da pesquisa. Exemplo de hipótese: Atualmente muitas 
pessoas possuem celulares que acessam a internet. O uso dos smartphones melhora a aprendizagem 
dos alunos porque eles podem acessar o conteúdo de qualquer lugar, aumentando o tempo dedicado 
ao estudo.
Parte
3 Objetivos da pesquisa
O que se pretende alcançar com a pesquisa? É essa pergunta que deve ser respondida quando 
estamos elaborando o projeto. Os objetivos determinam o que o pesquisador pretende atingir com a 
realização do trabalho de pesquisa. 
Os objetivos devem estar coerentes com a justificativa e o problema propos-
to. O objetivo geral demonstra a síntese do que se pretende alcançar e os objetivos 
específicos fazem um desdobramento do objetivo geral.
Geralmente teremos um objetivo geral e vários específicos. Na formulação dos objetivos, deve-
mos sempre iniciar com um verbo no infinitivo. Eles podem ser usados para indicar:
Aula 2Projeto de pesquisa
29Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Conhecimento Compreensão Aplicação
apontar, arrolar, definir, enun-
ciar, inscrever, registrar, relatar, 
repetir, sublinhar, nomear
descrever, discutir, esclarecer, 
examinar, explicar, expressar, 
identificar, localizar, traduzir, 
transcrever
aplicar, demonstrar, empregar, 
ilustrar, interpretar, inventariar, 
manipular, praticar, traçar, usar
Análise Síntese Avaliação
analisar, classificar, comparar, 
constatar, criticar, debater, 
diferenciar, distinguir, examinar, 
provar, investigar, experimentar
articular, compor, constituir, 
coordenar, reunir, organizar 
esquematizar
apreciar, avaliar, eliminar, es-
colher, estimar, julgar, preferir, 
selecionar, validar, valorizar
Os objetivos devem ser escritos de forma que permitam o entendimento claro das ações que serão 
desenvolvidas na pesquisa. Nesse sentido, devemos evitar o uso de verbos que não têm sentido de pes-
quisa ou que possuem significado tendencioso. “Provar que...”, “Mostrar que...” etc.
Vamos analisar o seguinte objetivo: “Mostrar que o uso de smartphones para acesso aos conteú-
dos das aulas de metodologia científica realizadas à distância facilita a aprendizagem”.
Não há como saber se o uso de smartphones facilita ou prejudica a aprendizagem dos alunos, sem 
antes realizar a pesquisa. Portanto, o uso do verbo adotado (mostrar que) não é adequado na elaboração 
de objetivos.
É importante que os verbos usados nos objetivos deem sentido na pesquisa, na busca de soluções, 
como: analisar, verificar, pesquisar etc.
Exemplo:
Objetivo geral: Analisar o impacto na aprendizagem dos alunos do curso de Logística que usam 
smartphones para acesso aos conteúdos das aulas de metodologia científica realizadas à distância.
Objetivos específicos:
Descrever o modelo de educação à distância adotado na faculdade.
Verificar quais documentos podem ser acessados por smartphones.
Entrevistar alunos do curso de Logística matriculados na disciplina de Metodologia.
Comparar as notas das disciplinas dos alunos que utilizam smatphones para acesso aos materiais 
da disciplina com as notas dos que não utilizam.
Aula 2 Projeto de pesquisa
30 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
4 Revisão de literatura, 
metodologia e cronograma
Levantamento ou revisão da literatura
Todas as pesquisas precisam de embasamento teórico de autores que já estudaram o assunto. Na 
fase da revisão da literatura devemos localizar os documentos para avaliar se há material disponível 
sobre o tema do trabalho de pesquisa. Esse levantamento é realizado junto às bibliotecas ou serviços 
de informações existentes. 
Devemos buscar os autores que escreveram sobre o assunto, o que já foi publicado, quais as pers-
pectivas abordadas e as lacunas existentes. No projeto de pesquisa não é necessário fazer um estudo 
exaustivo, mas apenas redigir um texto conciso que contemple o posicionamento dos principais autores 
que estudaram o assunto, ressaltando as principais conclusões e posicionamento. 
Dessa forma, a relevância da revisão da literatura está em evitar a duplicação de pesquisas e 
refinar o tema a ser estudado. A revisão de literatura determina o “estado da arte”, e pode ser teórica, 
empírica ou revisão histórica. 
É importante ressaltar que essa etapa ainda não é a fundamentação teórica. Na fundamentação 
teórica é apresentado um estudo bem mais abrangente e profundo. Na revisão da literatura são apon-
tados os autores que serão usados no estudo, descrevendo apenas algumas passagens e conclusões que 
auxiliam no entendimento da pesquisa a ser realizada.
Antes dessa etapa, o pesquisador já deve ter determinado os locais onde buscará as informações 
necessárias, como bibliotecas, agências governamentais ou particulares, instituições, ou acervos exis-
tentes e acessíveis. Devemos utilizar apenas publicações válidas cientificamente na elaboração do 
referencial teórico, como livros (especialmente de autores conhecidos), teses, dissertações, leis, artigos 
científicos e documentos oficiais. Podemos usar a internet, buscando artigos publicados em congressos, 
revistas científicas online, bibliotecas digitais, teses e dissertações publicadas.O Google Acadêmico 
(scholar.google.com.br) e o site de periódicos da CAPES (www.periodicos.capes.gov.br/) são ótimas 
ferramentas para buscar citações e artigos publicados em diversos congressos e revistas científicas.
Para saber quais autores devem ser usados para embasar a pesquisa, uma dica é acessar artigos, 
teses ou dissertações recentes e procurar nas referências desses documentos quais livros foram consul-
tados. Se um mesmo autor foi usado em dois ou mais textos, certamente é uma fonte boa para funda-
mentar seu estudo. Mas sempre devemos ler e estudar os livros e documentos que usaremos em nossas 
Aula 2Projeto de pesquisa
31Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
pesquisas, pois uma interpretação equivocada pode resultar em afirmações que não condizem com o 
contexto de sua pesquisa. 
Evite o uso de páginas da internet de autores desconhecidos ou ainda infor-
mações de blogs. Qualquer pessoa pode criar um blog e escrever o que quiser. Por 
isso, essas informações não têm valor científico.
Selecionados os textos que embasarão sua pesquisa, é necessário organizar os assuntos abordados 
e que são pertinentes no estudo. Com essa organização será possível descrever como diferentes autores 
abordam o tema, no que contradizem e corroboram. 
Metodologia
Metodologia é uma palavra derivada de “método”, do latim methodus cujo significado é “cami-
nho ou via para a realização de algo”. Método é o processo para se atingir determinado fim ou para se 
chegar ao conhecimento. A metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda 
ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa. 
O método científico é o conjunto de regras básicas utilizadas numa pesquisa, cujo objetivo é ob-
tenção de dados mais confiáveis. Início da observação sistemática dos fatos, seguido da fase de experi-
mentação e deduções lógicas, possibilitando a comprovação científica dos resultados.
Na pesquisa científica, a metodologia deve apresentar de forma detalhada os “passos”, os ca-
minhos utilizados para produção do conhecimento. A metodologia vai validar os resultados obtidos. 
Quando se faz uma pesquisa de campo é necessário, ainda, descrever os instrumentos de coleta de 
dados (questionário, formulário, entrevista, observação etc.), pois cada um tem características e formas 
próprias e devem estar de acordo com o problema e os objetivos da pesquisa. 
A escolha da metodologia é fundamental para o sucesso de uma pesquisa. No projeto ainda não 
é necessário fazer o delineamento completo, mas o texto deve ser suficiente para descrever como 
a pesquisa ocorrerá, quais instrumentos usados na coleta de dados, a população-alvo ou plano de 
amostragem (quando necessário), instrumentos de coleta de dados, técnicas de análise dos dados e 
sua forma: quantitativa (levantamento, experimento etc.) ou qualitativa (estudo de caso, pesquisa- 
-ação etc.).
Aula 2 Projeto de pesquisa
32 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Quando a pesquisa é apenas do tipo bibliográfica, ou seja, é feita apenas com 
o embasamento de livros e autores que abordam o tema pesquisado, pode-se optar 
por não fazer um capítulo sobre a metodologia. Nesse caso, pode-se escrever um 
parágrafo na introdução, descrevendo a pesquisa.
Cronograma
O cronograma compreende a organização das atividades a serem realizadas de acordo com o tem-
po disponível do pesquisador. É um instrumento que permite avaliar se cada etapa está se desenvolven-
do dentro do tempo estimado e, caso não esteja, permite que a pesquisa seja reorganizada para que seja 
concluída no tempo estabelecido. O cronograma deve estar presente apenas no projeto. 
Organizar o tempo disponível é fundamental para construir uma pesquisa com qualidade. É im-
portante que a conclusão esteja prevista no cronograma para antes do prazo de entrega, pois se houver 
algum imprevisto ou alguma etapa demorar mais tempo do que foi planejado, o pesquisador conseguirá 
entregar no prazo.
O tempo para conclusão da pesquisa varia de instituição para instituição, assim como a comple-
xidade de cada uma das etapas e o tempo disponível do pesquisador. Os períodos e atividades serão 
organizados a partir dos critérios do próprio pesquisador. A tabela 1 mostra um exemplo de cronograma 
proposto por Bello (2015): 
Tabela 1: Exemplo de cronograma de atividades
 ATIVIDADES / meses fev mar abr mai jun jul ago set out nov
1
Levantamento de 
literatura
X 
2
Montagem do 
projeto
 X 
3 Coleta de dados X X X 
4
Tratamento dos 
dados
 X X X X 
5
Elaboração do 
texto final
 X X X 
Aula 2Projeto de pesquisa
33Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
 ATIVIDADES / meses fev mar abr mai jun jul ago set out nov
6 Revisão do texto X 
7
Entrega do 
trabalho
 X
Fonte: Bello (2015).
Percebam que no cronograma apresentado, o texto final está previsto para dois meses antes da 
entrega. Esse tempo, além de ser uma “folga” caso ocorra algum imprevisto, também pode ser usado 
para revisão e refino do texto.
Extra
O texto a seguir, elaborado por Roberta de Souza, no site Info Escola, sintetiza os elementos ne-
cessários para a confecção do projeto de pesquisa.
Projeto de pesquisa
É um planejamento do método utilizado por um pesquisador que pretende gerar certa pes-
quisa. O projeto de pesquisa define os rumos tomados pelo pesquisador contendo as questões de 
estudo, maneira de abordar a realidade. Seguir objetivos evita o desperdício de tempo e diminui 
o custo elevado da pesquisa. O projeto responderá algumas perguntas:
• O que pesquisar? (tema)
• Por que pesquisar? (justificativa)
• Para que pesquisar? (objetivos)
• Como pesquisar? (metodologia)
• Quando pesquisar?
• Por quem? (cronograma)
Sustentará o projeto uma estrutura desse tipo:
• Tema, também chamado assunto da pesquisa.
• Delimitação do tema ou tema específico.
Aula 2 Projeto de pesquisa
34 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• Justificativa.
• Problema.
• Hipótese.
• Objetivos.
• Objetivos específicos.
• Metodologia.
• Cronograma.
• Referências.
Tema – procurar um tema de domínio do pesquisador. O pesquisador tem que provar algo 
no tema. Estar atento às possibilidades possíveis do assunto. Considerar as contribuições e 
interesse do tema na área científica. Lembrar que o conhecimento existe em várias áreas, 
entre essas áreas o pesquisador faz sua escolha.
Delimitação do tema – é o tema específico. Para se ter um tema específico é preciso deli-
mitar o tema geral.
Tema geral – A importância da leitura
Tema específico – A importância da leitura na 8.ª série
Justificativa – mostra a importância do projeto. É a resposta do escritor ao projeto.
Barral (2003, p. 88-89) sugere itens relevantes que podem fazer parte de uma justificativa 
bem qualificada.
a. ATUALIDADE: inserção do tema no contexto atual.
b. INETISMO DO TRABALHO: proporcionará mais importância ao assunto.
c. INTERESSE DO AUTOR: vínculo do autor com o tema.
d. RELEVÂNCIA DO TEMA: importância social, jurídica, política etc.
e. PERTINÊNCIA DO TEMA: contribuição do tema para o debate jurídico.
Problema – é feito em forma de pergunta. No decorrer do projeto a pergunta vai sendo 
explorada e respondida.
Exemplo: Qual a utilidade da informatização para a atualidade?
Hipótese – supõe-se algo do tema com possível solução. Só é capaz de surgir depois de 
formulado o problema.
Aula 2Projeto de pesquisa
35Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Objetivos – pretensões do pesquisador, descrição dos prováveis resultados, delimitando-os. 
Os objetivos dividem-se em gerais e específicos. No objetivo usam-se verbos no infinitivo.
Exemplos (gerais): analisar, explicar, saber, entender, identificar, descrever, aprender, jul-
gar, compreender, conhecer etc.
Objetivos específicos – mostra aspectos e ações detalhadamente. Assim como o objetivo 
geral, usa verbos no infinitivo também.
Exemplos (específicos): numerar, investigar, relacionar,traduzir, listar, exemplificar, distin-
guir, aplicar, selecionar, classificar etc.
Metodologia – é o método e técnica utilizados para acontecer a coleta de dados. Vão existir 
diversos tipos de pesquisas, entre elas: exploratória, descritiva, explicativa, bibliográfica, 
documental, experimental, levantamento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação.
Cronograma – delimita cada ação feita no projeto de pesquisa em termos de tempo. Pode ser 
em meses e de acordo com cada atividade realizada.
Referências – são as fontes consultadas, parte teórica da pesquisa.
Exemplo: ASTIVERA, Armando. Metodologia da pesquisa científica. 7. ed. Porto Alegre: 
Globo, 1983.
Fontes
ASTIVERA, Armando. Metodologia da pesquisa científica.
Fonte: www.infoescola.com/educacao/projeto-de-pesquisa/.
Atividade
1. Escreva um tema de pesquisa e em seguida escreva o problema para o qual essa pes-
quisa pretende buscar respostas (procure escrever em forma de pergunta bem clara 
e objetiva) e também um parágrafo descrevendo a justificativa (a importância de se 
pesquisar sobre o assunto).
2. Acesse o site <http://metodologiadapesquisa.blogspot.com.br/2008/11/objetivos-ge-
rais-e-especficos.html> e leia as orientações disponibilizadas pelo professor Gonçalves 
sobre elaboração de objetivos em pesquisas científicas. 
Na sequência, escreva o objetivo geral e dois objetivos específicos para a pesquisa 
proposta na atividade 1. Lembre--se: os objetivos devem ir de encontro ao tema e ao 
problema proposto.
3. Reflita sobre o tema que você sugeriu como pesquisa na atividade anterior. Descreva 
qual o tipo de pesquisa (Metodologia) você poderia adotar realizar sua pesquisa? 
Lembre-se de que a descrição da metodologia adota na pesquisa é que dará credibili-
dade a sua pesquisa, portanto, procure escrever com detalhes e de forma clara.
Referências
BELLO, José Luis. Metodologia Científica. Disponível em: <www.pedagogiaemfoco.pro.br/met05.htm>. 
Acesso em: 18 mar. 2015.
BELLO, José Luiz de Paiva. Manual para elaboração de Trabalhos de Conclusão de Curso, Monografias, 
Dissertações e Teses. São Paulo: Clube de Autores, 2012.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Altas. 1991.158 p.
GONÇALVES, José Artur Teixeira. Objetivos Gerais e Específicos. Metodologia da Pesquisa. Disponível em: 
<http://metodologiadapesquisa.blogspot.com.br/2008/11/objetivos-gerais-e-especficos.html>. Acesso em: 18 
mar. 2015.
MARCONI, Marna de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2003.
SOUZA, Roberta. Projeto de Pesquisa. Disponível em: <www.infoescola.com/educacao/projeto-de-pesquisa/>. 
Acesso em: 18 mar. 2015.
Resolução
1. A resposta esperada é um texto único no qual o aluno deve descrever um tema específico 
dentro de um mais abrangente, apontando as pessoas envolvidas (população), uma delimi-
tação no tempo e no espaço (quando e onde será realizada a pesquisa).
2. O texto produzido pelo aluno deve aprontar os objetivos que se pretendem alcançar com a 
realização da pesquisa.
3. Espera-se a descrição de um método de pesquisa científica (bibliográfico, estudo de caso, 
pesquisa participante, pesquisa-ação, por exemplo) apontando detalhes sobre como será 
realizada.
Aula 3
TEÓRICA
FUNDAMENTAÇÃO 
A fundamentação teórica é a etapa essencial para realização 
da pesquisa, pois descreve os principais conceitos sob a ótica de 
diferentes autores, mostrando a relação com o tema pesquisado. 
Neste capítulo estudaremos as formas de levantamento, 
análise e seleção das principais fontes de informações que 
constituirão a base teórica do texto. Na sequência, abordaremos 
o papel da fundamentação teórica e as características da redação 
técnico-científica. 
37Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 3 Fundamentação teórica
38 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 Levantamento e análise de 
documentos e de dados
Análise de conteúdo
A etapa seguinte à elaboração e aprovação do projeto de pesquisa é a fundamentação teórica. No 
projeto se faz um apontamento dos autores e seus pontos de vista sobre o tema pesquisado. Já na ela-
boração do trabalho final, esse texto deve ser aprofundado e organizado de tal forma que possibilite o 
entendimento do assunto tratado até por pessoas que têm pouco conhecimento da área. 
De posse de todo material bibliográfico necessário para elaboração da fundamentação teórica, 
parte-se para análise do conteúdo com a finalidade de verificar se o texto pré-selecionado vem de 
encontro aos objetivos da pesquisa ou não, e para qual seção no texto será mais adequado. 
Os documentos podem ser classificados como fonte de dados primários ou secundários. Quando 
um documento é considerado como base para geração de análises, podemos classificá-lo como fonte de 
dado primária, como decretos oficiais, artigos, cartas e fotografias. E quando o documento é uma obra, 
na qual as informações já foram elaboradas, classificamos como fonte de dados secundária. Como 
exemplo podemos citar: livros, teses, monografias, apostilas etc.
O processo de análise de documentos envolve:
• Determinação dos locais em que a pesquisa documental será realizada, como bibliotecas, 
instituições e acervos. Os autores indicados na fase do projeto como referenciais teóricos 
podem não ser suficientes para embasar a pesquisa. Conforme a pesquisa vai avançando é 
comum fazer alguns ajustes no seu direcionamento, incluindo novos livros e documentos.
• Preparação para obter cópias dos documentos, seja com a compra ou empréstimo de li-
vros, xerox de fotografias etc. Fazer cópias dos documentos originais e trechos de livros 
pode ser bastante útil na redação do texto, pois permite que façamos anotações, relacionando 
com outros documentos. É importante que cada documento selecionado tenha sua referência 
completa (autor, título, edição, editora e ano), pois todos os documentos mencionados no 
referencial teórico deverão estar listados nas referências.
• Organizar e separar os documentos obtidos, com os critérios da pesquisa realizada. A or-
ganização do material traz maior agilidade na redação do texto. Quando o material é digital, 
podemos usar recursos dos editores (como anotações, grifos etc.) ou ainda usar softwares es-
pecíficos que auxiliam na organização do texto. Quando o material é impresso, pode-se usar 
diversas formas de organização, sendo a mais comum a técnica de fichamento.
Aula 3Fundamentação teórica
39Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Pesquisando na internet
A popularização e o desenvolvimento da internet trouxeram maior agilidade e facilidade em ob-
ter informações sobre os mais variados temas. A internet pode melhorar ou prejudicar a realização de 
pesquisas. 
Ajudar no sentido de obter informação em poucos segundos nos diversos mecanismos de procura, 
inclusive verificar sua veracidade em diversas fontes. E pode prejudicar devido à facilidade do “copiar 
e colar”, ocasionando a elaboração de textos muito superficiais, desconexos e ainda, cada vez mais 
comum, favorecendo a prática do plágio acadêmico. 
Quando usada de forma adequada, a internet enriquece a pesquisa, pois por meio da rede de 
computadores podemos buscar informações atualizadas sobre o assunto de nossa pesquisa. Para tanto 
devemos fazer uma seleção criteriosa sobre a credibilidade da fonte e da informação que vamos usar 
em nossa pesquisa. Onde buscar informações confiáveis na internet?
Podemos buscar informações em diversos sites de trabalhos científicos (teses, dissertações, arti-
gos etc.), como o Portal de Periódicos CAPES/MEC1, a Scientific Electronic Library Online – SCIELO2 
e também o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo – USP3. 
 O Google Acadêmico4 também auxilia na busca de autores e trabalhos diversos. Além dele, há vá-
rias universidades que possuem bibliotecas virtuais e disponibilizam livros, artigos, teses e dissertações. 
Como exemplo do que não deve ser utilizado – ouusado com muita cautela – são as informações 
que estão em sites de autores “desconhecidos”. Hoje qualquer pessoa pode construir um blog e escrever 
o que quiser, inclusive informações não verídicas, sensacionalistas e tendenciosas. Portanto, há que 
se ter muito cuidado com o uso de informações presentes em sites e blogs, pois nem sempre elas são 
confiáveis, podendo ser consideradas informações científicas não válidas.
1 <www.periodicos.capes.gov.br>
2 <www.scielo.br/?lng=pt>
3 <www.sibi.usp.br>
4 <https://scholar.google.com.br>
Aula 3 Fundamentação teórica
40 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
2 Elaboração da fundamentação teórica 
A fundamentação teórica é a etapa em que o pesquisador busca embasar sua pesquisa por 
meio de conceitos e definições de autores que publicaram sobre o assunto. É uma fase que ocupa 
muito tempo, pois envolve seleção de livros e documentos, leitura, interpretação e análise do material 
de pesquisa.
De acordo com Mello,
[...] a fundamentação teórica apresentada deve servir de base para a análise e interpretação dos da-
dos coletados na fase de elaboração do relatório final. Dessa forma, os dados apresentados devem 
ser interpretados à luz das teorias existentes (MELLO et al., 2006, p. 86).
Ao redigir um texto devemos considerar que o leitor pode ter pouco conhecimento sobre o assunto 
de nossa pesquisa. Nesse sentido, a fundamentação teórica assume o papel de contextualizar ao leitor os 
conceitos principais, necessários para o entendimento da pesquisa. Outro papel – e o mais importante 
– é servir como base para comparar os resultados da pesquisa com o que foi proposto. 
Não há limite rígido de páginas para sua elaboração (esse limite pode ser estabelecido a critério 
de cada instituição), mas é necessário ter ao menos dois autores em cada conteúdo apresentado, possi-
bilitando a comparação de seus diferentes pontos de vista, cuidando para respeitar o limite de páginas 
(quando houver) para a totalidade do trabalho.
Podemos buscar nas referências de trabalhos atuais, quais autores foram utilizados para embasar 
a pesquisa. Se um determinado livro é mencionado em diversos trabalhos, provavelmente possui con-
teúdo de grande relevância sobre o tema. 
Quando há dúvidas sobre a relevância de um livro ou documento e há pouco tempo disponível, 
a leitura do resumo e/ou da introdução e considerações finais fornece uma visão geral sobre a obra e 
auxilia na decisão entre estudá-lo ou descartá-lo.
Leitura, interpretação e análise são fundamentais para a escrita de qualquer texto, em especial 
de textos científicos, em que cada afirmação elaborada pelo pesquisador deve ser pautada em estudos já 
realizados. Lembre-se de que toda informação apresentada deve estar relacionada ao autor pesquisado 
(citação) e listada nas referências do trabalho.
Como provavelmente teremos um número grande de livros e documentos que poderão servir para 
embasamento de nossa pesquisa, será necessário adotar algum método para organizar e dar maior efi-
ciência a esse processo.
Aula 3Fundamentação teórica
41Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Se já conhecemos os assuntos que deverão ser discutidos na fundamentação teórica, podemos 
elaborar um pré-sumário, que ajudará a identificar em qual seção o documento estudado poderá ser 
incluído.
O pesquisador deve sempre anotar o texto (conteúdo literal ou paráfrase) e as referências de cada 
informação. Para essa tarefa, podemos utilizar a técnica de fichamento.
Fichamento
Fichamento é a organização mais detalhada das informações contidas nos documentos seleciona-
dos. Podemos fazê-lo pela transcrição de trechos, com indicação do autor e página ou então a síntese 
de alguns capítulos.
A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite salientar a contri-
buição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar comportamentos e atitudes. 
Tanto a confirmação, em dada comunidade, de resultados obtidos em outra sociedade quanto a 
enumeração das discrepâncias são de grande importância (MARCONI e LAKATOS, 2003, p. 48).
Por meio do fichamento temos acesso rápido e fácil às informações necessárias para elaboração 
do texto. Independente da forma, o importante é que as informações estejam bem organizadas e com 
acesso fácil para que os dados não se percam. 
Como o material bibliográfico usado numa pesquisa na maioria das vezes não pertence ao pesqui-
sador, o fichamento permite:
a. identificar as obras;
b. conhecer seu conteúdo;
c. fazer citações; 
d. analisar o material;
e. elaborar críticas.
Há diversas formas de se fazer o fichamento e depende basicamente da capacidade de organização 
de cada pessoa. Tradicionalmente, o documento pode ser elaborado com pequenas folhas pautadas. 
Também podemos usar um caderno ou ainda o computador, com uso de um editor de textos ou de soft-
wares específicos para essa finalidade.
A seguir são listados alguns exemplos de fichamento, que podem ser feitos no papel ou no 
computador:
Aula 3 Fundamentação teórica
42 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Quadro 1: Ficha bibliográfica 
Ocupações Marginais no Nordeste Paulista
Ocupações Marginais na Área Rural Setor de Mineração 5.3
MARCONI, Marina de Andrade. Garimpos e garimpeiros em Patrocínio 
Paulista. São Paulo: Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1978, 152 
p.
Insere-se no campo da Antropologia Cultural. Utiliza documentação indireta de 
fontes secundárias e diretas, colhidos os dados através de formulário. Emprega o 
método de abordagem indutivo e o de procedimento monográfico e estatístico. A 
modalidade é específica, intensiva, descritiva e analítica.
Apresenta a caracterização física do Planalto Nordeste Paulista.
Analisa a organização econômica do planalto, descrevendo o aspecto legal do 
sistema de trabalho e das formas de contrato, assim como a atividade exercida e as 
ferramentas empregadas em cada fase do trabalho. Registra os tipos de equipamen-
tos das habitações e examina o nível de vida das famílias.
Descreve o tipo de família, sua composição, os laços de parentesco e compadrio 
e a educação dos filhos. Examina a escolaridade e a mobilidade profissional entre 
gerações.
Apresenta as práticas religiosas com especial destaque das superstições, principal-
mente as ligadas ao garimpo.
Discrimina as formas de lazer, os hábitos alimentares, de higiene e de vestuário.
Levando em consideração o uso de uma linguagem específica, inclui um 
Glossário.
Conclui que o garimpeiro ainda conserva a cultura rurícola, embora em processo 
de aculturação. Exerce o nomadismo. É solidário.
O traço de irresponsabilidade é mais atenuado do que se esperava.
Apresenta quadros, gráficos, mapas e desenhos.
Esclarece aspectos econômicos e socioculturais da atividade de mineração de dia-
mantes na região rural de maior número de garimpeiros no Nordeste Paulista.
• Indicado para estudantes de Ciências Sociais e para as disciplinas de 
Antropologia Cultural e Social.
• Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade.
Fonte: Marconi e Lakatos, 2003, p. 60.
Aula 3Fundamentação teórica
43Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Quadro 2: Ficha de citações
Ocupações Marginais no Nordeste Paulista
Ocupações Marginais na Área Rural Setor de Mineração 5.3
MARCONI, Marina de Andrade. Garimpos e garimpeiros em Patrocínio 
Paulista. São Paulo: Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1978, 152 
p.
MARCONI, Marina de Andrade. Garimpos e garimpeiros em Patrocínio Paulista. 
São Paulo: Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1978, 152 p.
“Entre os diversos tipos humanos característicos existentes no Brasil, o garimpeiro 
apresenta-se, desde os tempos coloniais, como um elemento pioneiro, desbravador 
e, sob certa forma, como agente de integração nacional.” (p. 7)
“Os trabalhos no garimpo são feitos, em geral, por homens, aparecendo a mulher 
muito raramente e apenas no serviço de lavação ou escolha de cascalho, por serem 
mais suaves do que o dedesmonte.” (p. 26)
“ ... indivíduos [os garimpeiros) que reunidos mais ou menos acidentalmente conti-
nuam a viver e trabalhar juntos. Normalmente abrangem indivíduos de um só sexo 
( ... ) e sua organização é mais ou menos influenciada pelos padrões que já existem 
em nossa cultura para agrupamentos dessa natureza”. (p. 47) (LlNTON, Ralph. O 
homem: uma introdução à antropologia. 5. ed. São Paulo: Martins, 1965, p. 111).
“O garimpeiro (...) é ainda um homem rural em processo lento de urbanização, 
com métodos de vida pouco diferentes dos habitantes da cidade, deles não se 
distanciando notavelmente em nenhum aspecto: vestuário, alimentação, vida 
familiar.” (p. 48)
“A característica fundamental no comportamento do garimpeiro (...) é a liberdade”. 
(p. 130)
Fonte: Marconi e Lakatos, 2003, p. 61.
Aula 3 Fundamentação teórica
44 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Quadro 3: Ficha de resumo ou de conteúdo
Ocupações Marginais no Nordeste Paulista
Ocupações Marginais na Área Rural Setor de Mineração 5.3
MARCONI, Marina de Andrade. Garimpos e garimpeiros em Patrocínio 
Paulista. São Paulo: Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1978, 152 
p.
Pesquisa de campo que se propõe a dar uma visão antropológica do garimpo em 
Patrocínio Paulista. Descreve um tipo humano característico, o garimpeiro, em 
uma abordagem econômica e sociocultural.
Enfoca aspectos geográficos e históricos da região, desde a fundação do povoado 
até a constituição do município. Enfatiza as atividades econômicas da região em 
que se insere o garimpo, sua correlação principalmente com as atividades agríco-
las, indicando que alguns garimpeiros do local executam o trabalho do garimpo em 
fins de semana ou no período de entressafra, sendo, portanto, em parte, trabalhado-
res agrícolas, apesar da maioria residir na área urbana.
Dá especial destaque à descrição das fases da atividade de garimpo, incluindo as ferra-
mentas utilizadas. Apresenta a hierarquia de posições existentes e os tipos de contrato 
de trabalho, que diferem do rural e o respeito do garimpeiro à palavra empenhada. 
Aponta o sentimento de liberdade de garimpeiro e justifica seu nomadismo, como 
consequência de sua atividade.
A análise econômica abrange ainda o nível de vida como sendo, de modo geral, 
superior ao do egresso do campo e a descrição das casas e seus equipamentos, 
indicando as diferenças entre ranchos da zona rural e casas da zona urbana.
Sob o aspecto sociocultural demonstra a elevação do nível educacional e a mobili-
dade profissional entre as gerações: dificilmente o pai do garimpeiro exerceu essa 
atividade e as aspirações para os filhos excluem o garimpo. Faz referência ao tipo 
de família mais comum – a nuclear –, aos laços de parentesco e ao papel rele-
vante do compadrio. Considera adequados a alimentação e os hábitos de higiene, 
tanto dos garimpeiros quanto de suas famílias. No que respeita à saúde, comprova 
a predominância da consulta aos curandeiros e dos medicamentos caseiros.
Faz um levantamento de crendices e superstições, com especial destaque ao que se 
refere à atividade de trabalho. Aponta a influência dos sonhos nas práticas diárias.
Finaliza com um glossário que esclarece a linguagem especial dos garimpeiros.
Fonte: Marconi e Lakatos, 2003, p. 62.
Aula 3Fundamentação teórica
45Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
3 Encadeamento dos 
conceitos pesquisados 
A etapa da redação da fundamentação teórica inicia-se após a leitura e a organização das infor-
mações coletadas. Todos os assuntos que serão discutidos no texto devem ser organizados de forma 
lógica, crescente, de modo que permita a compreensão, mesmo de pessoas que não estejam tão fami-
liarizadas com o assunto. 
Geralmente o texto se inicia a partir de conceitos gerais, que permitirão a compreensão de forma 
mais ampla, até chegar aos tópicos específicos, o foco da pesquisa.
Recomenda-se sempre iniciar cada seção com um parágrafo de abertura, contextualizando e/ou 
apresentando o que será abordado. A partir daí toda informação apresentada deve estar embasada na 
pesquisa feita na etapa anterior. Porém, se o texto for composto apenas por citações (em especial ci-
tações diretas), sua leitura e interpretação serão prejudicados. Por isso, ao redigir um texto científico, 
é extremamente importante fazer a ligação entre os diversos parágrafos, entre suas considerações e 
as ideias dos outros autores pesquisados, utilizando algumas expressões-chave para dar mais coesão, 
como: 
A fim de… A menos que… A saber… 
Acerca de… Ainda que… Anteriormente… 
Antes de mais… Apesar de… À medida que… 
Assim… Afinal… Atendendo a que… 
Caso… Com a finalidade de… Com efeito… 
Com o objetivo de… Certamente… Como… 
Concluindo… Contudo… Da mesma forma… 
De fato…. De maneira que… De modo que… 
De tal forma que… Depois… Do mesmo modo… 
Em conclusão… Em consequência… Em primeiro lugar… 
Em relação a… Em resumo… Em seguida… 
Em segundo lugar… Embora… Este texto trata de… 
Graças a… Imediatamente… Isto é… 
Já que… Logo… Sobre… Mais tarde… 
Aula 3 Fundamentação teórica
46 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Mas… Todavia… Não obstante… No caso de… 
No entanto… No mesmo momento… No que se refere a… 
Ou seja… Para concluir… Para que… 
Pelo contrário… Pelo contrário… Pois… 
Por causa de… Por conseguinte… Por exemplo
Por isso… Por outro lado… Por um lado… 
Porém… Porque… Portanto… 
Posto que… Quanto a… Recapitulando… 
Se bem que… Se…. então… Sempre que… 
Devemos evitar terminar uma seção com citação, figura, tabela ou quadro. Toda informação apre-
sentada no texto deve ser discutida. Assim, ao final de cada seção devemos fazer um parágrafo de 
fechamento, apresentando as considerações sobre o que foi apresentado no capítulo (parágrafo com 
texto conclusivo).
Na escrita do texto é necessário cuidado para evitar frases e parágrafos muito longos, que dificul-
tam a leitura e a interpretação. Toda vez que mudarmos o contexto de um assunto, devemos iniciar um 
novo parágrafo. Da mesma forma, quando mudarmos o assunto é necessário criar uma nova subseção 
(subtítulo). 
Coutinho, Certo e Suinaga (2005) apresentam algumas recomendações importantes para a redação 
de um bom parágrafo num texto científico: 
a. Inserir a informação principal preferencialmente na primeira frase, com as frases seguintes 
corroborando a primeira. 
b. Finalizar o parágrafo com uma frase que faça ligação com o parágrafo seguinte.
c. Observar se os parágrafos se interligam.
d. Evitar repetições de palavras.
e. Eliminar palavras desnecessárias, evitando excesso de qualificação. 
f. Evitar frases que podem ser substituídas por simples palavras. 
g. Eliminar erros de grafia, digitação e gramática.
Ao final da redação, recomenda-se solicitar a uma terceira pessoa, não participante da escrita do 
texto, uma leitura crítica apontando as frases/parágrafos que não ficaram claros. Essa revisão é neces-
sária porque a pessoa que escreve domina o assunto e assim consegue “interpretar” o texto, mesmo que 
Aula 3Fundamentação teórica
47Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
ele não esteja claro, gerando dificuldade maior em encontrar erros ortográficos, de coesão, coerência e 
de formulação de frases.
Parte
4 Redação técnico-científica e 
organização do texto 
Conhecer a língua portuguesa não é suficiente para redigir um texto técnico-científico. Esse co-
nhecimento se adquire a partir de muita leitura, principalmente de textos científicos, consulta a dicio-
nários, normas e convenções de escrita da comunidade científica.
A produção do texto científico requer escrita sobre temas que podem ser tratados cientificamente, 
com base em experimentação, no raciocínio lógico, na análise da aplicação de um método ou 
técnica. Esse tipo de produção objetiva expor informações comprovadas ou passíveis de compro-
vação, divulgar ideias próprias ou de outros, partilhar um saber, informar (SOARES, 2011, p. 24).
 A redação técnico-científica é uma modalidadede escrita voltada para a divulgação de assuntos 
técnicos ou científicos. Difere da redação literária, pois deixa para um segundo plano o efeito artístico 
do texto, e da redação oficial, que é voltada para documentos notariais, administrativos e comerciais.
Na redação técnico-científica, em geral encontramos o resumo (com função de fornecer uma visão 
geral sobre a pesquisa realizada) e a descrição técnica (para expor os procedimentos utilizados para 
sua realização). 
Todo o pesquisador deve escrever de acordo com os padrões exigidos pela ciência. Dessa forma, 
o texto deve seguir alguns critérios, como os elencados por Azevedo (1998):
• Clareza – o texto deve ser escrito para ser compreendido e a informação ou ideia deve ser 
enunciada com absoluta clareza e precisão. Não devem aparecer termos ambíguos. A lingua-
gem é clara quando não dá margem a duplas interpretações.
• Concisão – o texto deve dizer o máximo no menor número possível de palavras, especial-
mente na elaboração de artigos científicos que geralmente possuem limitação entre 10 a 20 
páginas. 
• Correção – o texto deve ser escrito corretamente, conforme as regras gramaticais. Além da 
correção gramatical, deve-se ter cuidado para evitar uso de gírias ou termos regionais que 
podem dificultar a interpretação correta do texto.
• Encadeamento – frases, parágrafos e capítulos devem estar encadeados de forma lógica e 
coerente. O encadeamento favorece uma leitura mais harmônica e auxilia o entendimento da 
relação entre as informações apresentadas.
Aula 3 Fundamentação teórica
48 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• Consistência – envolve a expressão gramatical, com a correta formulação das sentenças, 
a categoria, por meio do equilíbrio dos assuntos tratados entre os capítulos e a sequência, 
relacionada à sucessão dos assuntos tratados no texto científico.
• Originalidade – o uso de jargões populares ou frases feitas deve ser evitado. O texto deve 
conter frases originais, pois a autenticidade na escrita revela o perfil do autor. 
• Correção política – em qualquer esfera, o pesquisador deve manter-se neutro, deixar de lado 
suas convicções políticas, religiosas e ideológicas, evitando uso de expressões de conotação 
etnocentrista ou preconceituosa.
• Fidelidade – a redação do texto deve respeitar o objeto de estudo, as fontes empregadas e 
o leitor. Os dados coletados não podem ser omitidos ou modificados. Da mesma forma, é 
necessário indicar a fonte de todas as informações utilizadas na elaboração do texto. 
• Impessoalidade – o pesquisador, ao redigir o texto, deve ter o cuidado de manter-se neutro. 
Nesse sentido, o trabalho deve ter caráter impessoal, sempre ser redigido na terceira pes-
soa, evitando-se fazer referências pessoais, como “meu trabalho, “meus estudos”, “minha 
pesquisa”. Nesses casos podem ser utilizados “o presente trabalho”, “o presente estudo”, “a 
pesquisa”.
• Objetividade – o caráter objetivo da linguagem que veicula conhecimentos científicos é 
obrigatório na Ciência. Por isso devem ser afastados quaisquer pontos de vista pessoais ou 
impressões subjetivas sem base concreta. Expressões como “eu penso”, “parece-me” ou 
“parece ser” violam o princípio da objetividade, indicando raciocínio subjetivo.
• Informatividade – o texto deve ser adequado à transmissão de conhecimentos e informa-
ções. Deve ser técnico e racional, firmado em dados concretos, a partir dos quais analisa, 
sintetiza, argumenta e conclui. Não deve expressar emoções ou sentimentos (linguagem 
expressiva) nem tentar agir sobre a vontade ou conduta do leitor (linguagem persuasiva).
Outro cuidado necessário ao redigir um texto científico é com relação à organização dos capítulos. 
É preciso verificar se não há assuntos ou conceitos repetidos em diferentes capítulos. Nesse sentido, 
também temos que observar se os conceitos necessários ao entendimento de um assunto específico 
devem ser apresentados anteriormente.
Quando o texto é bem escrito, ele facilita ou favorece o leitor na compreensão dos argumentos 
apresentados e no processo que permite chegar às conclusões expostas. Portanto, a revisão do texto é 
fundamental e inicia-se pelo próprio pesquisador, na elaboração do texto inicial. Na sequência, soli-
cita-se aos orientadores, professores e especialistas uma nova revisão e apontamento das alterações 
necessárias. A revisão final e a responsabilidade sobre o texto serão sempre encargos do pesquisador.
Aula 3Fundamentação teórica
49Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Extra
O texto a seguir apresenta informações sobre como elaborar a fundamentação teórica.
COMO FAZER FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A fundamentação teórica é uma etapa fundamental para a execução da pesquisa, pois se trata 
de um segmento em que a as teorias encontradas que dialogam e comprovam o teor e a credibi-
lidade do estudo realizado são veiculadas em forma de texto. A parte destinada à fundamentação 
teórica é o instante em que se alicerça a pesquisa como um todo, bem como as demais etapas em 
será desdobradas; avalizando-a em seu caráter investigativo-científico. Isso significa que se o 
embasamento teórico é bem fundamentado, provavelmente a pesquisa que se apresenta também 
o é, logrando bastante êxito no meio investigativo.
Instruções:
1. Algumas indagações devem ser consideradas para se fundamentar teoricamente um 
texto: qual é a temática de que trata? Que autores já se dedicaram à investigação de de-
terminado assunto? De que maneira eles se posicionaram perante o debate? Há opiniões 
divergentes? Quais são elas? A qual se atrela a atual pesquisa? Em que consistem os 
argumentos levantados na pesquisa a ser feita? A composição do corpo do texto surge a 
partir do modo com o qual o dialogismo entre as teorias e autores abordados se estabe-
lece com a pesquisa em questão.
2. Essas são questões que corroboram para a elaboração do artigo inserido dentro da área 
de pesquisa de que faz parte, bem como das teorias com que dialoga. É nessa instância 
que se esclarecem tanto para os leitores quanto para os escritores da pesquisa, a linha 
teórica a que se vincula, assim como a procedências dos autores em que se embasa a 
investigação. Para maior habilidade do procedimento prático, sugere-se o costume de 
fichamentos, tópicos e resumos para tudo o que se lê e que se julgue importante para o 
aperfeiçoamento do texto.
3. A estrutura do texto dedicado à fundamentação teórica, geralmente, parte de uma ver-
tente mais geral para uma discussão mais específica. Desse modo, uma série de aspectos 
relevantes no tocante à pesquisa são retomados, até que se alcance o ponto em que se dá 
a pesquisa, suas principais discussões, avanços, lacunas. Faz-se uma trajetória sinóptica 
da pesquisa, em favor de tanto demonstrar a familiaridade autoral com a temática quan-
to de situar o leitor na evolução do tratado. A partir daí, opta-se pela apresentação de 
Aula 3 Fundamentação teórica
50 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
investigações atuais e ainda incompletas, bem como o lugar de incompletude e de falha 
das atuais pesquisas, em prol da inserção, da relevância, do destaque e do interesse da 
investigação a ser feita, a partir daquelas considerações.
Fonte: <www.assimsefaz.com.br/sabercomo/ 
como-fazer-fundamentacao-teorica>. Acesso em: 8 jun. 2015.
Atividade
1. Acesse o site Portal de Periódicos CAPES e faça uma busca sobre “empreendedorismo”. 
A seguir, liste alguns dos trabalhos que o site retornará. Conheça o mecanismo de pro-
cura e perceba que há pesquisas científicas sobre inúmeras áreas.
Portal de Periódicos CAPES: <www.periodicos.capes.gov.br>.
2. Sobre o levantamento de dados primários e secundários usando a internet, pode-se 
afirmar que:
a) É preciso ter cuidado com as informações coletadas da internet, pois nem sempre 
é possível verificar a veracidade da informação nela veiculada.
b) Podemos usar livremente todo o material disponibilizado na rede de computado-
res, pois o conteúdo sempre é confiável.c) Informações de blogs e de sites que não indicam autoria do texto são sempre indi-
cados em textos científicos.
d) Nenhuma informação coletada da internet pode ser usada em trabalhos científicos.
3. Qual o papel da coesão na escrita de um texto científico?
a) Fazer a ligação entre os diversos parágrafos, entre suas considerações e as ideias 
de outros autores pesquisados.
b) Pesquisar nas bibliotecas autores de renome para fundamentar a pesquisa.
c) Separar as ideias de cada autor, tornando o texto mais difícil de ser lido.
d) Descrever o objetivo da pesquisa realizada.
Referências
AZEVEDO, Israel Belo de. O prazer da Produção Científica: diretrizes para a elaboração de trabalhos 
acadêmicos. Piracicaba: UNIMEP, 1988.
Aula 3Fundamentação teórica
51Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
BELLO, José Luiz de Paiva. Manual para elaboração de Trabalhos de Conclusão de Curso, Monografias, 
Dissertações e Teses. São Paulo: Clube de Autores, 2012.
GOUVEIA, Luis Manuel Borges. A redação de documentos científicos: dicas para escrita de textos de 
relatórios e monografias. Disponível em: <www2.upf.pt/~imbg/textos/rddoc_id.htm>. Acesso em: 8 jul. 2015.
MARCONI, Marna de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2003.
MELLO, Ana Claudia Colaço et al. Metodologia da pesquisa. 3. ed. Alhoça: Unisul Virtual, 2006. 
RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
SOARES, Maria do Carmo Silva. Manual de redação técnica e científica. São José dos Campos: INPE, 2011.
Resolução
1. Espera-se uma lista com os títulos de algumas pesquisas realizadas sobre empreendedoris-
mo. O objetivo da atividade é fazer com que os alunos conheçam um dos mecanismos de 
buscas de textos científicos online.
2. Alternativa correta: a) É preciso ter cuidado com as informações coletadas da internet, pois 
nem sempre é possível verificar a veracidade da informação nela veiculada.
3. Alternativa correta: a) O papel da coesão é fazer a ligação entre os diversos parágrafos, 
entre suas considerações e as ideias de outros autores pesquisados.
Aula 4
E FORMATAÇÃO 
ESTRUTURA BÁSICA 
DE TRABALHOS 
CIENTÍFICOS
53Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Neste capítulo estudaremos os elementos que compõem 
um trabalho de pesquisa completo, sendo estes elementos 
externos, pré-textuais, textuais e pós-textuais. 
Serão apresentados: sequência, organização, principais 
conceitos e formatação, de maneira mais sucinta. Sobre as 
regras gerais de formatação, de acordo com a Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – NBR 14724/2011: 
5.1 Formato 
Os textos devem ser digitados em cor preta, utilizando 
outras cores somente para as ilustrações. Se impresso, utilizar 
papel branco ou reciclado, no formato A4 (21 cm × 29,7 cm). 
Os elementos pré-textuais devem iniciar no anverso da 
folha, com exceção dos dados internacionais de catalogação-
na-publicação que devem vir no verso da folha de rosto. 
Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam 
digitados ou datilografados no anverso e verso das folhas.
54 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
As margens devem ser: para o anverso, esquerda e superior 
de 3 cm e direita e inferior de 2 cm; para o verso, direita e 
superior de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm. 
Recomenda-se, quando digitado, a fonte tamanho 12 
para todo o trabalho, inclusive capa, excetuando-se citações 
com mais de três linhas, notas de rodapé, paginação, dados 
internacionais de catalogação-na-publicação, legendas e fontes 
das ilustrações e das tabelas, que devem ser em tamanho menor 
e uniforme. 
5.2 Espaçamento
Todo texto deve ser digitado ou datilografado com 
espaçamento 1,5 entre as linhas, excetuando-se as citações de 
mais de três linhas, notas de rodapé, referências, legendas das 
ilustrações e das tabelas, natureza (tipo do trabalho, objetivo, 
nome da instituição a que é submetido e área de concentração), 
que devem ser digitados ou datilografados em espaço simples. 
As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre 
si por um espaço simples em branco. (ABNT, 2011)
Aula 4 Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
Aula 4
55Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Estrutura básica e formatação de 
trabalhos científicos
Parte
1 Elementos externos e 
elementos pré-textuais
Elementos externos 
Os textos científicos podem ser escritos com formatos diferentes, dependendo de sua finalidade e/
ou determinação da instituição para a qual se está escrevendo. 
As formas mais comuns são o artigo científico, que apresenta a pesquisa de forma mais sucinta e 
objetiva, a monografia, a dissertação e a tese, para cursos de graduação, mestrado e doutorado, respec-
tivamente, e que apresentam estrutura completa.
Nos trabalhos completos estão presentes os elementos externos, que antecedem o texto e cuja 
finalidade é auxiliar sua organização nas bibliotecas. Tais elementos compreendem:
a. Capa externa – nome da entidade para a qual o trabalho vai ser submetido, nome dos auto-
res, título e subtítulo (se houver), local (cidade), ano (de entrega).
b. Lombada – parte de capa que reúne as margens internas. Deve apresentar nome dos autores, 
título, número do volume, logomarca da editora (quando houver).
A capa externa e a lombada serão obrigatórias se a pesquisa for armazenada em bibliotecas, faci-
litando sua localização dentre as demais obras.
Elementos pré-textuais 
Esses elementos objetivam trazer informações complementares sobre a realização da pesquisa, 
sua organização e sua síntese – resumo. São elementos que antecedem o texto e contribuem para iden-
tificação e utilização do trabalho. São considerados elementos pré-textuais:
• Capa (obrigatória)
• Contracapa (obrigatória)
• Folha de aprovação (obrigatória, dependendo do tipo de trabalho)
• Dedicatória (opcional)
• Agradecimentos (opcional)
• Epígrafe (opcional)
• Resumo em língua vernácula (obrigatório)
• Resumo em língua estrangeira (obrigatório)
56 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 4 Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
• Listas de figuras, quadros e tabelas (apenas se houver alguns desses itens no texto)
• Listas de abreviaturas, siglas e símbolos (opcional)
• Sumário (obrigatório)
Capa: é um elemento obrigatório em relatórios, monografias, dissertações e teses. Nela deve ser 
observado o espaçamento das margens, sendo de 3 cm na borda superior esquerda e de 2 cm na borda 
inferior direita. Os itens que devem estar presentes na capa são: 
• Nome da Instituição ou Universidade: disposto na margem superior.
• Nome(s) do(s) autor(es): nome e sobrenome do(s) autor(es), dispostos em ordem alfabética.
• Título do trabalho.
• Local e ano: nas duas últimas linhas da folha.
Esses elementos devem ser distribuídos de maneira equidistantes na folha, formatados em letra 
maiúscula, fonte 12, sem negrito e centralizados – considerando o alinhamento horizontal, conforme 
exemplo:
NOME DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
NOME(S) DO(S) ALUNO(S)
TÍTULO DO TRABALHO
Subtítulo do trabalho
LOCAL
ANO
Aula 4Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
57Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Folha de rosto ou contracapa: é uma “cópia” dos elementos da capa, acrescido de uma nota 
explicativa com informações complementares do trabalho.
Essa nota explicativa deve ser transcrita em espaço simples, fonte tamanho 10 e com texto ali-
nhado a partir da margem direita, com a descrição da natureza e objetivo do trabalho, que auxiliam a 
identificá-lo. 
Veja na ilustração a seguir:
NOME(S) DO(S) ALUNO(S)
TÍTULO DO TRABALHO
Subtítulo do trabalho
LOCAL
ANO
Trabalho de conclusão de curso apre-
sentado ao Curso X, da Unviersidade 
Y como requisito parcial à obtenção 
do título Z.
Orientador: Prof. Me. Nome do 
Professor
3 cm
2 cm
2 cm3 cm
Caixa alta
Centralizado
Fonte 12
Caixa baixa
Centralizado
Fonte 12Caixa alta
Centralizado
Fonte 12
Caixa alta
Centralizado
Fonte 12
Caixa alta
Fonte 10
Recuo 7 cm
Folha de aprovação: é um item obrigatório se o trabalho for apresentado para uma banca exami-
nadora. Segundo a ABNT NBR 14724:2011:
Elemento obrigatório. Deve ser inserida após a folha de rosto, constituída pelo nome do autor do 
trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver), natureza (tipo do trabalho, objetivo, nome da 
instituição a que é submetido, área de concentração) data de aprovação, nome, titulação e assina-
tura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. A data de aprovação 
Aula 4 Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
58 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
e as assinaturas dos membros componentes da banca examinadora devem ser colocadas após a 
aprovação do trabalho (ABNT NBR 14724:2011, p. 07).
Dedicatória: é uma seção não obrigatória para que os autores possam, se assim desejarem, dedi-
car seu trabalho ou prestar uma homenagem. Inserida após a folha de aprovação, geralmente colocada 
na parte inferior da folha, alinhada à direita ou centralizada. No início da folha é opcional haver o título 
“Dedicatória”, centralizado, em letra maiúscula. 
Agradecimentos: também não é um elemento obrigatório, mas em geral incluem-se nos agrade-
cimentos o coordenador e/ou orientador, professores, instituições, empresas e/ou pessoas que colabo-
raram na elaboração do trabalho. O texto do agradecimento deve ser redigido em fonte tamanho 12 e 
a a folha encabeçada pela palavra AGRADECIMENTO, em letra maiúscula, em negrito, centralizada, 
fonte 12. 
Epígrafe: é uma citação retirada de livros, poemas e músicas, que geralmente vai de encontro ao 
assunto da pesquisa. Nessa página não se deve colocar título, apenas a citação no final da página, com 
fonte 12, em itálico e entre aspas. O nome do autor deve estar entre parênteses, alinhado à direita do texto.
Resumo em língua vernácula: compreende uma das mais importantes seções num trabalho cien-
tífico, já que expressa a síntese do trabalho. Deve ser escrito de forma clara, concisa e objetiva, elen-
cando as informações referentes ao foco da pesquisa, objetivos, metodologia, resultados e conclusões 
do trabalho. Entretanto, seu texto possui limitação de palavras, conforme a NBR 6028: 2003: 
a) De 150 a 500 palavras: os trabalhos acadêmicos (teses, dissertações...) e relatórios 
técnico-científicos.
b) De 100 a 250 palavras: os artigos e periódicos.
c) De 50 a 100 palavras: destinados a indicações breves.
O título RESUMO deve vir centralizado, com letra maiúscula, fonte 12, em negrito. Após um 
espaço de 1,5 do título, deve vir o texto, com entrelinhamento simples, sem indicação de parágrafo e 
com fonte 12. 
Deve ser redigido em terceira pessoa e não deve conter citações. Na sequência são apresentadas 
de 3 a 5 palavras-chave, todas iniciadas com letra maiúscula e separadas entre si por ponto final e an-
tecedidas da expressão “Palavras-chave”, conforme a NBR 6028:2003. 
Resumo em língua estrangeira: a estrutura do resumo em língua estrangeira, elemento obriga-
tório, é a mesma do resumo em língua vernácula. Porém, seu texto deve ser transcrito em outra língua, 
como inglês, espanhol ou francês. 
Aula 4Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
59Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Listas de ilustrações, quadros e tabelas: essas listas são elementos opcionais e se destinam a 
identificar ordem e página em que esses elementos se encontram no texto. Seguem a mesma estrutura 
de apresentação do sumário, indicando título e respectiva página. 
Listas de abreviações, siglas e símbolos: compreendem a relação desses elementos presentes no 
texto, em ordem alfabética, seguidos das palavras e descrições correspondentes escritas em extenso. 
Deve-se deixar um espaço de 2,5 cm (2 “TAB´s) entre a abreviatura ou símbolo e seu significado.
Sumário: elemento obrigatório, que contém a enumeração das principais divisões, seções e outras 
partes do trabalho, respeitando a ordem em que aparecem no desenvolvimento, seguidas dos números 
de páginas onde se encontram.
O título SUMÁRIO deve ser grafado em letras maiúsculas, fonte 12, centralizado e em negrito. 
Após dois espaços de entrelinha 1,5, serão digitados os capítulos, títulos, itens e/ou subitens, de acordo 
com a ordem encontrada no corpo do texto. Elementos pré-textuais não devem constar no sumário. 
A numeração das páginas deve estar alinhada à direita, na mesma linha do respectivo título dos 
capítulos. O espaço entre eles deve ser preenchido por pontilhados.
A NBR 6027 de 2003 traz as seguintes regras para apresentação do sumário: 
5 regras gerais de apresentação
O sumário deve ser apresentado conforme 5.1 a 5.6.
5.1 A palavra sumário deve ser centralizada e com a mesma tipologia da fonte utilizada para as 
seções primárias.
5.2 A subordinação dos itens do sumário deve ser destacada pela apresentação tipográfica utili-
zada no texto.
5.3 Os elementos pré-textuais não devem constar no sumário.
5.4 A ordem dos elementos do sumário deve ser conforme 5.4.1 a 5.4.4.
5.4.1 Os indicativos das seções que compõem o sumário, se houver, devem ser alinhados à esquer-
da, conforme a NBR 6024.
5.4.2 Os títulos, e os subtítulos, se houver, sucedem os indicativos das seções. Recomenda-se que 
sejam alinhados pela margem do título do indicativo mais extenso.
5.4.3 O(s) nome(s) do(s) autor(es), se houver, sucede(m) os títulos e os subtítulos.
5.4.4 A paginação deve ser apresentada sob uma das formas a seguir:
a) número da primeira página (exemplo: 27);
b) números das páginas inicial e final, separadas por hífen (exemplo: 91-143);
Aula 4 Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
60 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
c) números das páginas em que se distribui o texto (exemplo: 27, 35, 64 ou 27-30, 35-38, 64-70).
5.5 Se houver um único sumário, podem ser colocadas traduções dos títulos após os títulos origi-
nais, separados por barra oblíqua ou travessão.
5.6 Se o documento for apresentado em mais de um idioma, para o mesmo texto, recomenda-se 
um sumário separado para cada idioma, inclusive a palavra sumário, em páginas distintas (ABNT, 
2003).
Parte
2 Elementos textuais
Os elementos textuais são comumente chamados “corpo do texto” e compreendem a introdução, 
o desenvolvimento e as considerações finais. 
Os títulos dos elementos textuais são numerados e devem obedecer a seguinte formatação: a nu-
meração indicativa da seção é composta pelo número do título primário e de sua subseção (subtítulo), 
separados por ponto. Os títulos numerados devem ser alinhados à margem esquerda, sem indicação 
de parágrafo, e destacados gradativamente, usando-se os recursos de negrito e caixa alta, conforme a 
orientação da NBR 6024:
• As seções primárias (título 1): devem ser impressos em letra maiúscula, negrito, sem pará-
grafo, utilizando-se algarismos arábicos sequencialmente. Não utiliza-se pontuação entre a 
seção primária e seu respectivo título. 
• As seções secundárias (título 2) devem ser impressos com letra maiúscula, sem negrito, fonte 
tamanho 12.
• O terceiro nível (título 3) deve ser impresso com a primeira letra em maiúscula, fonte tama-
nho 12.
A partir do 4.º nível, os títulos devem ser impressos com a primeira letra maiúscula e demais mi-
núsculas (mesmo contendo várias palavras). Recomenda-se não ultrapassar o 5.º nível.
Com exceção dos artigos científicos, todos os capítulos (seções primárias) devem ser iniciados em 
páginas próprias, mesmo havendo espaço útil na folha. Exemplo:
1 Seção Primária – (TÍTULO 1)
1.1 Seção Secundária – (TÍTULO 2)
1.1.1 Seção terciária – (Título 3)
1.1.1.1 Seção quartenária – (Título 4)
1.1.1.1.1 Seção quinária – (Título 5)
Aula 4Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
61Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Essa formatação deve ser utilizada tanto no texto quanto na confecção do sumário. Entre os textosque sucedem e antecedem os títulos, deve ser deixado um espaço de 1,5 entrelinha. Não se deve deixar 
linha em branco entre os parágrafos.
Introdução 
É o início da apresentação da paginação. Todas as páginas anteriores, a partir da folha de rosto, 
devem ser contadas, mas não numeradas. O número da página deve estar alocado no canto superior 
direito da página. O título INTRODUÇÃO deve ser colocado à margem esquerda da página, antece-
dido da numeração indicativa da seção e a formatação de título primário. Após o espaço de uma linha, 
inicia-se o texto introdutório, que tem o objetivo de apresentar de forma sucinta e objetiva o trabalho, 
fornecendo ao leitor informações sobre sua natureza, sua importância e como foi elaborado: objetivo, 
métodos e procedimentos seguidos. A Introdução pode ou não conter subtítulos (para objetivos, proble-
ma, metodologia etc.), conforme orientação de cada instituição, e nela deve constar:
• Apresentação geral do assunto do trabalho.
• Antecedentes do problema, tendências, pontos críticos.
• Caracterização do tema e da organização.
• Definição sucinta e objetivo do tema abordado.
• Justificativa sobre a escolha do tema e métodos empregados.
• Delimitação da pesquisa.
• Objetivos e finalidades da pesquisa, especificando os aspectos que serão ou não abordados.
Pode-se terminar a introdução com um texto de apresentação da estrutura do trabalho, seus capí-
tulos, sua organização etc.
Desenvolvimento do trabalho 
É a parte principal do texto, em que se descreve com detalhes a pesquisa e como foi desenvolvida. 
O texto deve seguir a formatação sugerida, como fonte tamanho 12 e indicação de parágrafo de 1,25 
centímetros (exceto para as citações longas e notas de rodapé). Geralmente inicia-se com a fundamen-
tação teórica para esclarecer os principais conceitos e pontos de vista de diferentes autores sobre o 
assunto. Na sequência, descrevem-se os métodos e procedimentos utilizados na coleta de dados. Abre-
se uma seção para apresentação e análise dos dados e finaliza-se com as conclusões ou considerações 
finais.
Aula 4 Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
62 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Conclusão 
Finalizando a parte textual está a conclusão (ou considerações finais), que traz uma síntese do 
trabalho e deve apresentar de forma clara, resumida e objetiva os resultados da pesquisa. Não há limite 
de páginas para essa seção. Mas sua leitura deve ser suficiente para o entendimento do que foi possível 
alcançar com a pesquisa. 
Um texto conclusivo bem escrito reforça, valida e valoriza a pesquisa realizada. Não se deve trazer 
novas informações nessa seção, apenas reafirmar o que já foi discutido e apresentado no texto. Para 
cada objetivo proposto deve haver no mínimo um parágrafo com a discussão dos resultados obtidos. 
Também deve constar se a hipótese foi aceita ou rejeitada, bem como as sugestões de novas investi-
gações e as considerações finais do autor. Pode-se finalizar com a sugestão de “trabalhos futuros” ou 
novas pesquisas sobre o tema, contribuindo com a realização de novos estudos.
Parte
3 Elementos pós-textuais
Os elementos pós-textuais têm função de complementar o trabalho e, como o próprio nome su-
gere, devem estar após o texto. Esses elementos são referências, glossário, apêndice, anexo e índice. 
Esses componentes têm relação com o texto, mas para torná-los menos denso e não prejudicar a leitura, 
são alocados após a parte textual.
Referência: elemento obrigatório, que identifica os documentos citados no decorrer do trabalho. 
Todas as obras mencionadas no texto devem estar listadas nessa seção. A elaboração das referências 
deve seguir a NBR 6023 (2002) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 
As referências são formadas pelo “conjunto de elementos que permitem a identificação, no todo 
ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de material”, utilizados como 
fonte de consulta e citados nos trabalhos elaborados (ABNT 2002, p.2).
A composição das referências inicia-se pela indicação do(s) autor(es), seguido pelo título, subtí-
tulo, edição, local, editora e data de publicação. Dependendo do tipo de documento consultado pode 
haver supressão ou adição de outros elementos, como organizador, volumes, série editorial ou coleção, 
site, no caso de uma fonte da internet, duração, no caso de um vídeo etc.
As referências devem ser organizadas em ordem alfabética, listadas após dois espaços de 1,5 en-
trelinhas. As referências são alinhadas à esquerda, com espaço entrelinhas simples e separadas entre si 
por espaço duplo. A indicação do autor inicia com o sobrenome em letras maiúsculas, seguido do nome 
Aula 4Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
63Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
ou suas iniciais. Na sequência deve estar o título em destaque (negrito de preferência, ou sublinhado) e 
as demais informações, terminando pelo ano.
Glossário: tem a função de descrever o significado das palavras de uso técnico presentes na pes-
quisa. É um elemento opcional e as palavras descritas devem ser apresentadas em ordem alfabética.
Apêndice: alguns documentos elaborados pelo próprio autor para realização da pesquisa podem 
ser inseridos após as referências como apêndices. Geralmente são documentos com mais de uma página 
e, se colocados no corpo do texto, poderiam prejudicar a leitura. Como exemplo de apêndice podemos 
citar formulários, questionários, relatórios de observação, e modelos de documentos usados na pesqui-
sa, sempre lembrando que esses documentos devem ser de autoria do pesquisador. 
Na página seguinte às referências (ou ao glossário, quando houver), deve-se inserir uma página 
com a palavra APÊNDICE (ou no plural, se houver mais de um) no centro da folha. Cada apêndice 
deve ser iniciado pela expressão “APÊNDICE A”, seguido do título do texto e do texto em si. A sequên-
cia dos apêndices é dada por letras do alfabeto: 
APÊNDICE A – Questionário 01
APÊNDICE B – Questionário 02 etc.
Os apêndices devem ser obrigatoriamente mencionados no texto.
Anexo: difere do apêndice porque é documento de terceiro, não foi elaborado pelo autor da pes-
quisa. Também é um elemento opcional e deve estar após o apêndice. Esse texto serve de fundamen-
tação, comprovação, confirmação e ilustração para a pesquisa. Como exemplos de anexos, podemos 
citar: o histórico de uma instituição, leis que favorecem o entendimento da pesquisa, o processo de 
desenvolvimento de um produto, fluxogramas etc. 
Os anexos seguem a mesma estrutura dos apêndices:
ANEXO A – Projeto de lei 9.235 de 15/01/2002.
ANEXO B – Lei de Patentes 10.569 de 25/02/1998.
Índice: também é um elemento opcional, com uma lista de tópicos ou frases, ordenadas alfabeti-
camente, e as respectivas páginas com objetivo de facilitar a busca de informações no texto.
De forma geral, um trabalho de pesquisa completo, como monografia, dissertação ou tese (e al-
guns tipos de relatórios) possuem a seguinte estrutura:
Figura: elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais
Aula 4 Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
64 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Fonte: MONOGRAFIA.WS
Extra
O texto de Gelson Rocha (paginas iii a vi), do manual contendo orientações para elaboração da 
Monografia para o curso técnico em Metrologia do INMETRO, sintetiza a formatação e estrutura de 
uma monografia:
Aula 4Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
65Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
FORMATAÇÃO DA MONOGRAFIA
[...]
Formato (tipo de papel, tamanho de fonte, margens) 
• Formato A4 (21,0 x 29,7 cm); 
• Texto cor preta; ilustração pode ser colorida; 
• Fonte tamanho 12 para o texto; 
• Fonte tamanho 10 para citação longa, nota de rodapé e paginação; 
• Fonte tamanho 10, em negrito, para legendas de figuras e tabelas; 
• Parágrafo com recuo de 1,25 cm; citação longa (+ 3 linhas) com recuo de 4 cm; 
Espacejamento 
• Espaço 1,5– em todo o texto; dois espaços de 1,5 – separando cada título e subtítulos 
do texto que os precede e os que sucedem; 
• Espaço simples para – citação longa, nota de rodapé, referências, legendas. Um espaço 
simples – entre uma referência e outra. 
• A monografia deve ser editada no formato A4 (21,0 x 29,7 cm). 
• Margens: a margem superior e a margem a esquerda devem ser de 3 cm; direita e infe-
rior de 2 cm.
[...]
Paginação 
• A contagem será feita a partir da folha de rosto. A numeração em algarismos arábicos, 
no entanto, deve aparecer somente a partir da primeira folha textual (introdução) e sen-
do consecutiva até o final do trabalho; 
• De acordo com a NBR 14724 o número de página deve aparecer no canto superior 
direito da folha, a dois centímetros (2 cm) da borda superior. 
Estrutura 
A estrutura de uma monografia compreende três partes fundamentais, de acordo com a 
ABNT (NBR 14724): elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais. 
1- Elementos pré-textuais 
Páginas cujas informações antecedem ao texto principal do trabalho, do qual fazem parte os 
seguintes elementos: folha de rosto, direitos autorais, perfil do aluno e ficha catalográfica, termo 
Aula 4 Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
66 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
de aprovação, dedicatória, agradecimentos, resumos, palavras-chave, sumário (índice), listas (fi-
guras, tabelas etc.) e epígrafe. 
2- Elementos textuais 
Texto principal da monografia do qual podem fazer parte alguns ou todos dos seguintes 
elementos: apresentação, introdução, revisão de literatura, fundamentos teóricos, resultados, de-
senvolvimento, conclusões e recomendações. 
3- Elementos pós-textuais 
Parte composta pelas referências bibliográficas e pelos anexos e apêndices que completam o 
texto principal. A qualidade de um trabalho científico está, obviamente, no seu conteúdo, e não na 
sua forma. Que não se imagine que a simples obediência a essas normas propostas garantirá um 
mínimo de valor científico a qualquer trabalho. Elas são importantes, contudo, para a padroniza-
ção dos textos, facilitando o autor, o orientador e os membros da banca examinadora, deixando 
mais espaço para a discussão sobre o conteúdo, que é o que realmente interessa. 
A figura 2 mostra a disposição desses três elementos na monografia.
Figura 2 – Partes da Monografia
Aula 4Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
67Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Atividade
1. Sobre a introdução, é correto afirmar:
a) A introdução é a apresentação sucinta e objetiva do trabalho, fornecendo ao leitor 
informações sobre sua natureza, sua importância e como foi elaborado.
b) É indicado não descrever o problema de pesquisa na introdução.
c) Os objetivos da pesquisa não devem ser listados na introdução.
d) O item mais importante na introdução é a descrição dos principais resultados da 
pesquisa.
2. Sobre as considerações finais, analise e assinale V para as afirmações verdadeiras e F 
para as falsas:
�( )� É a síntese dos resultados e tem a finalidade de apresentar de forma resumida 
e objetiva os resultados da pesquisa.
�( )� Os objetivos da pesquisa devem ser mencionados, com respectivos resultados.
�( )� Nas considerações finais deve-se descrever detalhadamente como a pesquisa foi 
realizada – metodologia.
A sequência que completa corretamente as lacunas é:
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
3. Relacione os elementos pré-textuais aos conceitos que melhor os descrevem:
I. Glossário
�( )� Elemento opcional, não elaborado pelo 
autor, que documenta, esclarece, prova 
ou confirma as ideias expressas no texto.
II. Apêndice
�( )� Elemento opcional, usado quando for ne-
cessário relacionar �(em ordem alfabéti-
ca) as palavras de uso específico �(termos 
técnicos ou jargão da área), devidamen-
te acompanhado de suas definições de 
modo a garantir a compreensão no texto.
III. Anexo
�( )� Elemento que consiste num texto ou docu-
mento elaborado pelo autor, com intuito 
de complementar sua argumentação, sem 
prejuízo do trabalho.
Aula 4 Estrutura básica e formatação de trabalhos científicos
68 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
A sequência que completa corretamente as lacunas é:
a) III, I, II.
b) I, II, III.
c) II, I, III.
d) II, III, I.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: sumário. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: resumo e abstract. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e documentação – 
Referências – Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação – 
Trabalhos acadêmicos – Apresentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 2011. 
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Altas. 1991.158 p.
MARCONI, Marina de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2003.
MONOGRAFIA.WS. Normas ABNT na Monografia. Disponível em: <www.monografia.ws/normas-abnt>. 
Acesso em: 24 jun. 2015. 
ROCHA, Gelson. Monografia: Instruções para elaboração. Inmetro/SEEDUC-RJ/CECO. Disponível em: 
<www.inmetro.gov.br/metcientifica/curso_metrologia/Docs/manualMonografia.pdf>. Acesso em: 1 abr. 2015. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Sistema de Bibliotecas. Projetos. Curitiba: UFPR, 2007.
Resolução
1. Resposta a) 
2. Resposta b) A conclusão é a síntese dos resultados e tem a finalidade de apresentar de forma 
resumida e objetiva os resultados da pesquisa. Nela, os objetivos da pesquisa devem ser 
mencionados, com respectivos resultados. Nas considerações finais não se deve descrever 
como a pesquisa foi realizada – metodologia.
3. Resposta a) A sequência correta é III, I, II.
Aula 5
APOIO AO TEXTO: 
ELEMENTOS DE 
CITAÇÕES
As citações têm função de dar credibilidade às informações 
apresentadas no texto, especialmente na fundamentação teórica. 
Neste capítulo serão apresentados dois tipos de chamada que 
indicam autoria da informação apresentada, as diferenças entre 
citações diretas, indiretas e citações de citações e os casos mais 
comuns de fazer a apresentação das citações.
69Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 5 Elementos de apoio ao texto: citações
70 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 Definição, localização e sistema 
de chamadas no texto
Citações 
O texto científico deve ser escrito com base em informações de pesquisas já realizadas e que 
possuem valor científico. Dessa forma, ao afirmar que uma criança estimulada a ler pelos pais tem 
mais chance de passar no vestibular, por exemplo, precisamos provar essa afirmação por meio de uma 
referência científica, podendo ser por um autor de renome ou pesquisas relacionadas ao assunto.
Toda informação, por mais trivial que seja, deve estar acompanhada da fonte pesquisada. Nos 
textos científicos, indicamos os autores que sustentam as afirmações com auxílio de citações.
Citação é a menção no texto de uma informação ou de trechos extraídos de outra fonte com a 
finalidade de esclarecer, ilustrar ou sustentar o assunto apresentado. Sua função é oferecer ao leitor 
condições de comprovar as informações apresentadas mediante consulta aos autores originais. A qua-
lidade da fundamentação teórica de uma pesquisa está diretamente relacionada à coleta, organização e 
disposição de ideias, frases ou conclusões elaboradas com base nas afirmações de autores de renome 
na área pesquisada. 
Dessa forma, ao elaborar um trabalho científico deve-se fazer referências precisas às ideias, frases 
ou conclusões de outros autores, isto é, citar a fonte (livro, revista e todo tipo de material produzido 
gráfica ou eletronicamente) de onde foram extraídos esses dados.
O mesmo vale para tabelas e ilustrações (figuras, quadros etc.) cuja indicação da fonte é obrigató-
ria mesmo que seja produção do próprio autor.
Podemosusar três formas diferentes de citações no texto científico: citações diretas, indiretas e 
citação da citação. As citações diretas ocorrem quando há transcrição literal do texto consultado; as in-
diretas, quando a ideia do autor consultado é reescrita pelo pesquisador e, por fim, a citação de citação, 
quando no texto consultado, o autor faz menção à obra de outro autor. É importante ressaltar que, se 
possível, devemos evitar a citação da citação, consultando diretamente a obra primária, pois o contexto 
em que o autor apresenta determinada definição ou conceito pode ser diferente da nossa pesquisa.
Podemos encontrar algumas formas diferentes para formatar a indicação das obras pesquisadas, 
como o sistema autor-data e o sistema numérico. Sempre observe o modelo indicado na instituição de 
ensino em que desenvolverá o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ou o local em que publicará 
seu artigo. Quando for apresentar sua pesquisada a uma revista científica ou a um evento de pesquisa, 
Aula 5Elementos de apoio ao texto: citações
71Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
deve-se sempre seguir o modelo por eles disponibilizado. Quando houver a possibilidade de optar pelo 
modelo, devemos escolher apenas um e usá-lo do início ao fim do texto.
A NBR-10520, de 2002, é a norma que especifica as características exigidas na apresentação das 
citações. Ela define as regras para apresentação no sistema numérico e no sistema autor-data, que é o 
mais utilizado. Deve-se optar por apenas um dos modelos em toda a extensão do texto do TCC.
Sistema autor-data 
O sistema autor-data é o formato mais utilizado para fazer a indicação do autor no texto. Nesse 
formato devem ser apresentados sobrenome do(s) autor(es), seguido do ano e da página nas citações 
diretas. A indicação da página pode ser suprimida apenas quando não constar no documento de origem, 
como um artigo científico de uma revista online.
Exemplo 1: 
Segundo Café (1992, p. 35), “É possível que uma situação delicada esteja pedindo uma atitude 
diplomática. Isso implica suavidade e tato para evitar atritos e irritabilidade”.
Exemplo 2:
É possível que uma situação delicada esteja pedindo uma atitude diplomática. Isso implica suavi-
dade e tato para evitar atritos e irritabilidade. O gesto preciso e gentil, a palavra correta podem ali-
viar situações de estresse no ambiente em vivemos ou no interior de nossas consciências (CAFÉ, 
1992, p. 35).
Nas citações diretas no sistema autor-data, há uma diferenciação de quando o autor é apresentado 
no início ou no final da sentença. Vamos observar a indicação de autoria nos exemplos anteriores. 
O primeiro exemplo “Café (1992, p. 35)...” traz a indicação do autor no início da frase. Nesse 
caso, e assim como quando o autor for mencionado no meio da sentença, devemos apresentar o autor 
apenas com a letra inicial maiúscula, seguido do ano e da página entre parênteses. Ano e página são 
separados por vírgula e a palavra página é abreviada por “p.” – apenas p com letra minúscula, seguido 
de ponto. Não se deve usar como abreviação de página: “P.”, “Pág.”, “pag”, “pg” ou qualquer outro 
formato.
Já no segundo exemplo “(CAFÉ, 1992, p. 35)”, o autor foi mencionado ao final da citação. O 
formato de apresentação é diferente: o nome do autor está dentro dos parênteses e grafado com letras 
maiúsculas. Esse é o formato que deve ser utilizado, a indicação do autor está no final da sentença, ou 
seja, sobrenome(s) do(s) autor(es) com letras maiúsculas, seguido do ano e da página, tudo dentro dos 
parênteses. 
Quando a citação for indireta, ou seja a ideia do autor pesquisado escrita com as palavras do pes-
quisador (paráfrase), não é necessário indicar o número da página.
Aula 5 Elementos de apoio ao texto: citações
72 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Sistema numérico 
Nesse modelo, a indicação da fonte da citação é feita por meio de numeração arábica única e 
consecutiva. Essa numeração pode ser feita entre parênteses ou situada pouco acima da linha do texto 
(sobrescrita), após a pontuação que fecha a citação. 
 
Deve-se evitar o uso concomitante desse formato de citação quando o texto 
apresenta notas de rodapé para não confundir o leitor.
Exemplo:
Afirma Sônia Café: “É possível que uma situação delicada esteja pedindo uma atitude diplomáti-
ca. Isso implica suavidade e tato para evitar atritos e irritabilidade.”(1).
Também se pode apresentar o sobrenome do autor, seguido da numeração de sua referência, so-
brescrito, como no exemplo: 
Para Café1, “é possível que uma situação delicada esteja pedindo uma atitude diplomática. Isso 
implica suavidade e tato para evitar atritos e irritabilidade”.
Quando há mais de um autor que corrobora com uma afirmação, devemos indicar a numeração 
correspondente, separando por ponto e vírgula. Exemplo: O átomo não é mais considerado uma partí-
cula indivisível.1;3;6
Referências 
A apresentação das referências no sistema autor-data deve ser feita no final do trabalho, com todas 
as informações necessárias para identificar o autor. As referências são dispostas em ordem alfabética, 
a partir do sobrenome dos autores.
Já no sistema numérico, as referências deverão ser apresentadas no final do trabalho ou do capítu-
lo, seguindo a ordem numérica utilizada no texto. Após a numeração, apresenta-se o autor com sobre-
nome e prenome(s), título, edição, editora, ano e/ou demais informações necessárias para identificar a 
obra utilizada como referência. 
Aula 5Elementos de apoio ao texto: citações
73Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
2 Tipos de citação
Antes de iniciar o estudo sobre elaboração das citações, é bom reafirmar a função das citações 
nos textos científicos. As citações dão credibilidade ao texto, comprovam que o trabalho foi fruto de 
uma investigação e aprimoram sua qualidade científica. A credibilidade é percebida quando o leitor 
pode confiar que as informações apresentadas são confiáveis e podem ser verificadas consultando as 
referências utilizadas.
Há três formas de elaborar citações: direta, indireta e citação de citação.
A citação direta, conforme a NBR 10520 (2002, p. 2), é a “Transcrição textual de parte da obra do 
autor consultado”. É obrigatório conservar grafia, pontuação, idioma etc. do texto original. As citações 
diretas curtas (quando não ultrapassam 3 linhas) devem estar entre aspas duplas, no próprio corpo do 
texto, com mesmo tamanho de fonte e espaço entre linhas. Caso haja, no texto transcrito, uma palavra 
ou expressão que também é uma citação, o mesmo deve ser indicado por meio do uso de aspas simples. 
Assim, temos:
Segundo Café (1992, p. 35), “É possível que uma situação delicada esteja pedindo uma atitude 
diplomática. Isso implica suavidade e tato para evitar atritos e irritabilidade”.
As citações diretas com mais de três linhas (longas) devem ser colocadas no recuo de 4 cm da 
margem esquerda, fonte tamanho 10 ou 11 e espaço de entrelinhas simples, separadas dos parágrafos 
anterior e posterior por espaço duplo. A citação ficaria da seguinte forma:
É possível que uma situação delicada esteja pedindo uma atitude diplomática. Isso implica suavi-
dade e tato para evitar atritos e irritabilidade. O gesto preciso e gentil, a palavra correta podem ali-
viar situações de estresse no ambiente em vivemos ou no interior de nossas consciências (CAFÉ, 
1992, p. 35).
Nas citações diretas longas não se deve colocar o texto em itálico ou entre aspas. Apenas o texto 
transcrito deve estar no recuo. Se a frase que indica o autor estiver no texto que antecede a citação, 
esse texto deve seguir a mesma formatação do texto “normal”: fonte 12, espaçamento entrelinhas 1,5, 
indicação de parágrafo de 1,25 cm.
As citações indiretas ocorrem quando o texto é redigido a partir das ideias e contribuições de ou-
tro autor, sem que haja transcrição literal das palavras do autor consultado. São, portanto, reproduções 
de conteúdos e/ou ideias de outro documento, porém com suas palavras. 
Citaçõesindiretas (ou livres) devem ser fiéis ao sentido do texto original, por isso é necessária 
uma leitura atenta e aprofundada do texto até que você seja capaz de reescrever a ideia apresentada do 
Aula 5 Elementos de apoio ao texto: citações
74 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
autor com suas palavras. O texto parafraseado geralmente apresenta uma síntese de uma ideia expressa 
por um autor, não se deve apenas alterar algumas palavras por sinônimos, mantendo a estrutura da frase 
original. Nesse tipo de citação não é necessário indicar a página e o texto redigido não deve estar entre 
aspas. Exemplo:
Café (1992) salienta que devemos ter habilidade para lidar com algumas situações delicadas que 
ocorrem em nosso cotidiano, pois as atitudes diplomáticas ajudam a reduzir o estresse. 
E quando estamos usando como referência um livro e nele há uma citação de outro autor que 
queremos usar em nosso texto? Qual dos autores devemos referenciar? Nesse caso, é uma citação da 
citação, podemos usar o apud (expressão em latim que significa “junto a”) ou, no nosso caso, pode ser 
traduzido como “citado por”. Exemplos:
De acordo com Motta (2008, apud SILVA, 2011, p. 13), “a dimensão do romance não se esgota 
nos conflitos psicológicos”.
De acordo com Motta (2008, citado por SILVA, 2011, p. 13), “a dimensão do romance não se 
esgota nos conflitos psicológicos”.
Ou ainda:
[...]“a dimensão do romance não se esgota nos conflitos psicológicos” (MOTTA, 2008, apud 
SILVA, 2011, p. 13). 
Note que ambos os sobrenomes, nesse caso, são escritos com letras maiúsculas. Nas referências 
deve-se indicar apenas o segundo autor, aquele que você fez a leitura. Para facilitar a memorização 
da regra, indica-se o autor cuja publicação é mais recente, no exemplo anterior, a referência de Silva 
(2011).
Nas citações de textos da internet, devemos colocar o sobrenome do autor do texto, seguido do 
ano de acesso. Quando não temos o nome do autor do texto, devemos referenciar pelo nome de pessoa 
jurídica. Por exemplo, se estamos consultando o site da Microsoft e o texto que queremos usar não 
possui o nome do autor, devemos usar: (MICROSOFT, 2015).
Mesmo não sendo muito indicado, também podemos utilizar a citação de fontes informais, como 
aulas, conferências, palestras etc. Nesse caso, devemos indicar entre parênteses a expressão “informa-
ção verbal” e colocar os dados disponíveis em nota de rodapé. Exemplo:
A avaliação escolar (informação verbal)2 não deve ser encarada como um fim em si mesma. Ela 
serve de diagnóstico para melhorar a prática educativa.
No rodapé:
2 Informação apresentada pela professora Isabel Cristina em palestra na Faculdade Diamantina, na cidade de Curitiba, em feve-
reiro de 2015.
Aula 5Elementos de apoio ao texto: citações
75Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Para melhor entendimento, quando uma citação está numa língua estrangeira, pode-se fazer a 
tradução do texto, mas é obrigatório indicar “tradução nossa” antes do parêntese que fecha a indicação 
da fonte. Pode-se também indicar o texto original em nota de rodapé. Exemplo:
“Nada existe em isolamento.”1 (LARGE, 2003, p. 65, tradução nossa).
No rodapé:
1 Nothing exists in isolation.
Quando optarmos por deixar o texto citado em língua estrangeira, utilizamos a citação direta e 
podemos indicar a tradução em nota de rodapé.
Parte
3 Apresentação das citações
Seguindo as mesmas orientações sobre o formato das citações, encontramos alguns casos especí-
ficos que veremos a seguir:
Quando a obra pesquisada possui até 3 autores, todos os sobrenomes devem ser citados separados 
por vírgula, no início e meio da frase e separados por ponto e vírgula, quando a indicação está ao final 
da mesma. Exemplos:
Segundo Andrade, Cardoso e Siqueira (1998, p. 76) ou
... (ANDRADE; CARDOSO; SIQUEIRA, 1998, p. 76).
Mas alguns textos são elaborados por mais de 3 autores. O que fazer? Para obras com mais de 3 
autores, indicamos o sobrenome do primeiro, seguido da expressão em latim et al. (abreviação de et 
alii que significa “e outros”). Exemplo:
Silva et al. (1996, p. 5) afirmam que... 
Por se tratar de mais de um autor, deve-se tomar o cuidado com a concordância do verbo quando a 
referência da citação estiver inserida no texto, que também deverá estar no plural. Ou no final da frase:
...(SILVA et al., 1996, p. 53).
Além da expressão latina, também podemos usar a expressão traduzida, ficando da seguinte forma:
Silva e outros (1996, p. 5) afirmam que... 
No caso de usar duas citações do mesmo autor, publicadas no mesmo ano, mas de obras diferen-
tes, devemos fazer a distinção por meio da indicação de uma letra minúscula ao final do ano. Dessa 
forma, se o autor João da Silva tivesse escrito dois livros em 2015 e as duas obras fossem utilizadas no 
trabalho, ficaria assim:
Parte
2
Aula 5 Elementos de apoio ao texto: citações
76 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Silva (2015a, p. 23)
Silva (2015b, p. 12)
Semelhantemente, a mesma indicação da letra deve ser mantida nas referências, ao final do texto. 
Quando acontecer de dois autores terem o mesmo sobrenome (como Nereide Saviani e Dermeval 
Saviani), indicamos a letra inicial de seu nome para fazer a distinção. Exemplo:
Saviani, D. (1999, p. 40) 
Saviani, N. (2006, p. 34) 
Ou, no final da frase:
...(SAVIANI, D., 1999, p. 40)
...(SAVIANI, N., 2006, p. 34)
Para textos que não possuem indicação de autoria, deve-se apresentar a primeira palavra do título 
em letras maiúsculas, seguidas de reticências: 
... (DANÇAS ... , 1989, p. 22)
E na lista de referências, a primeira palavra do título em letras maiúsculas seguido pelas demais 
em minúsculas. Exemplo:
DANÇAS populares brasileiras. Cultura e Saber, 1989.
Omissões em citações: para omitir palavras ou parte de um texto numa citação direta, utiliza-se 
o sinal [...]. As omissões podem aparecer no início, meio ou final da citação, desde que não altere o 
sentido do texto. Exemplo: 
“O momento da aferição do aproveitamento escolar não é o ponto definitivo de chegada, mas um 
momento de parar para observar se a caminhada está correndo com a qualidade que deveria ter. [...] A 
avaliação manifesta-se como um ato dinâmico que qualifica e subsidia o reencaminhamento da ação 
[...]”(LUCKESI, 2010, p. 58).
Destaque em citações: caso seja necessário destacar parte de uma citação, podemos grifar as pala-
vras. Para isso é necessário acrescentar a expressão “grifo nosso” após a indicação da página. Exemplo:
“O momento da aferição do aproveitamento escolar não é o ponto definitivo de chegada, mas 
um momento de parar para observar se a caminhada está correndo com a qualidade que deveria ter.” 
(LUCKESI, 2010, p. 58, grifo nosso).
Também podemos citar um trabalho que está em fase de organização para publicação. Nesse caso, 
como não está definido o ano de publicação, inserimos no local destinado ao ano e página a expressão 
“em fase de elaboração”. Exemplo:
Como afirma Soares (em fase de elaboração) ...
Aula 5Elementos de apoio ao texto: citações
77Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Ou no final da sentença:
... (SOARES, em fase de elaboração).
A primeira citação de uma obra deve ter sua referência completa. Para evitar a repetição de auto-
res, podemos utilizar as expressões em itálico:
a) idem ou Id. – identifica obras diferentes do mesmo autor, apresentados na sequên-
cia no texto. Exemplo:
(SILVA, 1980, p. 132) a próxima por obra desse mesmo autor pode ser indicada por (id, 
1992, p. 132);
b) ibidem ou Ibid. – na mesma obra; 
c) Opus citatum – op. cit.: refere-se à obra citada anteriormente “na mesma página 
do texto”, quando houver intercalação de outras citações.
Silva (1980, p. 23)
Pereira (1991, p. 213)
Silva (op. cit., 93)
Extra
No livro Metodologia Científica: a construção do conhecimento, Antônio Raimundo Santos 
ressalta: 
Textos técnicos e científicos devem lançar mão de citações por dois bons 
motivos. O primeiro é que, normalmente, citam-se autores de outrostextos já 
publicados. Isto é, autores cujas ideias já foram publicamente expostas, sub-
metidas ao juízo e reconhecimento da comunidade de leitores e da comunida-
de científica. Se as ideias permanecem (e da forma como permanecem), seu 
autor merece menção, como conhecedor do assunto exposto, como autoridade 
científica. Segundo, ao se referenciar certo autor, fazem-se, a um só tempo, 
um ato de justiça intelectual (atribuir-se a ideia a seu “dono”) e um ato de 
honestidade científico-acadêmica (o autor que cita e referencia reconhece que 
a ideia não é sua) (SANTOS, 2007, p. 121-122).
(Fonte: SANTOS, Antônio Raimundo. Metodologia científica: a construção do conhecimento. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Lamparina, 2007.)
Aula 5 Elementos de apoio ao texto: citações
78 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Atividade
1. Analise as afirmações a seguir e assinale V para as sentenças verdadeiras e F para as 
sentenças falsas:
( )� No sistema autor-data, as referências completas dos documentos citados devem 
constar na lista de referências, no final do trabalho e em ordem alfabética.
( )� No sistema numérico, as referências podem ser apresentadas no final do traba-
lho ou do capítulo, na mesma ordem em que aparecem no texto.
( )� As citações podem ser diretas, quando há transcrição literal do texto consulta-
do, indiretas, quando a ideia do autor consultado é reescrita pelo pesquisador.
A sequência que completa corretamente as lacunas é:
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, V.
d) F, V, V.
2. Para fazer indicação da autoria de um texto com 3 autores devemos:
a) citar apenas o primeiro, seguido da expressão apud.
b) citar o sobrenome dos 3 autores, separados por ponto e vírgula.
c) citar os sobrenomes, seguidos da inicial do nome de cada autor.
d) citar o nome do primeiro, seguido da expressão et al. 
3. Quando citamos dois autores diferentes numa pesquisa, porém com o mesmo sobreno-
me e ambos publicaram no mesmo ano, devemos:
a) fazer a distinção por meio da indicação de uma letra minúscula ao final do ano.
b) omitir o sobrenome dos autores.
c) indicar a letra inicial de seu nome após o sobrenome para fazer a distinção.
d) apresentar a primeira palavra do título em letras maiúsculas, seguido pelas demais 
em minúsculas.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR10520: informação e documentação: 
citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002.
BELLO, José Luiz de Paiva. Metodologia Científica: Manual para elaboração de textos acadêmicos, 
monografias, dissertações e teses. Universidade Veiga de Almeida – UVA, Rio de Janeiro, 2008.
Aula 5Elementos de apoio ao texto: citações
79Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
SANTOS, Antônio Raimundo. Metodologia científica: a construção do conhecimento. 7 ed. Rio de Janeiro: 
Lamparina, 2007.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Sistema de Bibliotecas. Citações e notas de rodapé. Curitiba: 
UFPR, 2007.
Resolução
1. Alternativa a) Todas as afirmações são verdadeiras.
2. Alternativa b) Para fazer indicação da autoria de um texto com 3 autores devemos citar o 
sobrenome dos 3 autores, separados por ponto e vírgula.
3. Alternativa c) Quando citamos dois autores diferentes em uma pesquisa, porém com o mes-
mo sobrenome e ambos publicaram no mesmo ano, devemos indicar a letra inicial de seu 
nome após o sobrenome para fazer a distinção.
81Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 6
OUTROS 
ELEMENTOS DE 
APOIO AO TEXTO
Os elementos de apoio ao texto têm o papel de trazer 
informações adicionais ao leitor, favorecendo o entendimento, 
a compreensão e a interpretação correta do texto. Neste 
capítulo estudaremos a finalidade das notas de rodapé e como 
inserir ilustrações, quadros e tabelas no texto e a utilização de 
equações, fórmulas, siglas e abreviaturas.
Aula 6 Outros elementos de apoio ao texto
82 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 Notas de rodapé
Segundo a NBR 10520 (ABNT, 2002, p. 2), notas de rodapé são “indicações, observações ou adi-
tamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem esquerda 
ou direita da mancha gráfica”.
Quando há uma informação adicional, que complementa ou esclarece uma afirmação do texto, 
mas cuja leitura pode interromper ou prejudicar a leitura lógica do texto, essa informação pode ser 
inserida numa nota de rodapé. As notas devem ser reduzidas e situar-se em local tão próximo quanto 
possível do texto. Para a chamada das notas de rodapé, usam-se algarismos arábicos, na entrelinha 
superior (sobrescrito), sem parênteses, com numeração consecutiva para cada capítulo ou parte, evi-
tando-se recomeçar a numeração a cada página. Quando as notas forem em número reduzido, pode-se 
adotar uma sequência numérica única para todo o texto. 
As notas devem ser digitadas dentro da margem inferior, com fonte tamanho 10, ficando separadas 
do texto por um espaço simples de entrelinhas e por filete de 4 cm, a partir da margem esquerda. 
Segundo a NBR 10520 (ABNT, 2002), as notas devem estar alinhadas pela primeira palavra, de 
forma a deixar o número em evidência, e sem espaço entre elas.
Podem ser utilizadas para duas finalidades: como nota de referência ou como nota explicativa.
A nota explicativa é usada para apresentação de comentários, explanações e/ou traduções que não 
são incluídos no texto, para não interromper a linha de pensamento. Caso a nota explicativa seja muito 
longa, é melhor inseri-la como anexo ou como apêndice ao final do texto.
A nota de referência indica as fontes citadas ou remete a outras partes da obra em que o assunto 
foi abordado. A primeira citação de uma obra em rodapé deve ter sua referência completa. As subse-
quentes podem aparecer de forma abreviada, utilizando as expressões latinas.
Exemplos no texto:
Aliás, a proposta de Piaget é mesmo “estudar o julgamento moral, e não os comportamentos ou 
sentimentos morais1”.
“Os direitos humanos devem permear a nossa civilização”2
Exemplos nas notas de rodapé:
1 A fundamentação da moral, como norteador da conduta humana, requer a apreciação nas perspectivas 
racional e emocional. A pessoa humana não é apenas cérebro, desprovida de sentimentos.
2 FARIA, José Eduardo (Org.). Direitos Humanos, Direitos Sociais e Justiça. São Paulo: Malheiros, 1994.
Aula 6Outros elementos de apoio ao texto
83Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
2 Ilustrações e/ou figuras, 
quadros e tabelas
O objetivo desses elementos é complementar visualmente o texto. Podem ser divididos em três 
grupos: figuras, quadros e tabelas. 
As ilustrações devem ser inseridas o mais próximo possível do texto a que se referem e sua chama-
da colocada no texto, como no exemplo: “a tabela 2 ilustra o percentual de...”, o quadro 1 sintetiza...”, 
o gráfico 5 demonstra...” etc.
Toda ilustração deve possuir um título autoexplicativo na parte superior, precedida da palavra 
designativa (figura, desenho etc.), seguida de seu número de ordem de ocorrência em algarismos ará-
bicos, separados do título por um hífen. Também podemos inserir informações adicionais à ilustração, 
como legendas, quando necessário. O título deve ser redigido com a mesma fonte do texto, com letra 
minúscula (exceto a inicial), alinhado à mesma margem da ilustração.
Todas as ilustrações devem ter a indicação da fonte de onde foram extraídas ou de onde foram co-
letadas as informações para sua elaboração, mesmo quando produzido pelo próprio autor. Nesse caso, 
indicamos: “Fonte: o autor”.
Figuras 
Como exemplos de figuras temos: desenhos, esquemas, fotografias, gráficos, mapas, organogra-
mas, retratos, figuras, imagens etc. Exemplo: 
“A imagem 1 ilustra o logotipo da Associação Brasileira de Normas Técnicas.”
Figura 1 – Logotipo da Associação Brasileira de Normas Técnicas
Fonte: ABNT(2015).
Aula 6 Outros elementos de apoio ao texto
84 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Quadros 
São arranjos de informações qualitativas e textuais, sem a finalidadede cálculos estatísticos, apre-
sentadas de forma organizada e dispostas em colunas e linhas. A identificação é feita com o nome 
do elemento QUADRO, seguido do número de ordem em algarismo romano. Na parte superior deve 
constar a palavra QUADRO em letras maiúsculas, o número que o identifica em algarismos arábicos, 
travessão e título. Exemplo: 
Quadro 1 – Competências do Profissional
Saberes Conceituações
Saber agir Saber o que e por que faz. Saber julgar, escolher e decidir.
Saber mobilizar
Saber mobilizar recursos de pessoas, financeiros, materiais, 
criando sinergia entre eles.
Saber comunicar
Compreender, processar, transmitir informações e conhecimen-
tos, assegurando o entendimento da mensagem pelo outro.
Saber aprender
Trabalhar o conhecimento e a experiência. Rever modelos 
mentais. Saber desenvolver-se e propiciar o desenvolvimento dos 
outros.
Saber comprometer-se
Saber engajar-se e comprometer-se com os objetivos da 
organização.
Saber assumir 
responsabilidades
Ser responsável, assumindo riscos e consequências de suas ações, 
e ser, por isso, reconhecido.
Ter visão estratégica
Conhecer e entender o negócio da organização, seu ambiente, 
identificando oportunidades e alternativas.
Fonte: FLEURY (2001, p. 22).Tabelas 
As tabelas são utilizadas para apresentar uma síntese de informações tratadas estatisticamente. 
Devem ter significado próprio, dispensando consultas ao texto e devem ser colocadas em posição ver-
tical, para facilitar a leitura dos dados. A padronização das tabelas segue as Normas de Apresentação 
Tabular, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 1993)1.
1 Disponível em: <http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv23907.pdf>. Acesso em: 26 jun. 2015.
Aula 6Outros elementos de apoio ao texto
85Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Na apresentação, sua numeração deve ser independente e consecutiva, o título deve ser colocado 
na parte superior, precedido da palavra “Tabela” e de seu número de ordem em algarismos arábicos. 
As fontes e notas devem aparecer no seu rodapé após o fechamento, em fonte tamanho 10. A tabela 
é dividida por linhas na horizontal, porém as bordas laterais não podem ser fechadas. Se uma tabela ou 
quadro não couber numa página, seu cabeçalho deve ser repetido na página seguinte.
Exemplo:
Tabela 1 – Formação dos docentes no Brasil – período de 1996 a 2002
Ano Total de professores
Ensino Fundamental Ensino Médio 
Completo
Ensino 
Superior 
CompletoIncompleto Completo
1996 776 537 63 257 55 225 500 238 157 817
1998 798 947 44 335 50 641 531 256 172 715
2000 815 079 21 774 44 510 548 469 200 326
2001 809 253 11 912 34 609 543 383 219 349
2002 809 125 5 126 17 888 541 313 244 798
Fonte: MEC/INEP/SEEC (2003).
Quando houver um número expressivo de tabelas, quadros ou ilustrações no texto é indicado in-
serir uma lista com esses elementos na parte pré-textual. Porém, a lista deve estar presente apenas em 
trabalhos completos. Num artigo científico, por exemplo, cabem as listas.
Parte
3 Equações e fórmulas, siglas, 
abreviaturas e símbolos
Equações e fórmulas 
De acordo com a NBR 14724 (ABNT, 2011, p. 11), para melhor apresentar o conteúdo, as equa-
ções e fórmulas podem ser destacadas no texto e, caso necessário, numeradas com algarismos arábicos 
entre parênteses e alinhados à direita. Outra possibilidade é utilizar entrelinha maior quando a fórmula 
se apresentar no próprio texto, pois assim facilita a visualização de seus elementos no caso de expoen-
tes, índices etc.).
Aula 6 Outros elementos de apoio ao texto
86 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Exemplo 1: X
Y
Z
r
r sen
Z
r
Z
i
i
i
i i
i i
i
i
i
i










=



















cosθ
θ
θ

=
+











X Y
A Y
X
Z
i i
i
i
i
2 2
tan
Exemplo 2:
d AB dV
dH
x( ) = 100
onde:
d(AB) = declividade expressa em porcentagem
dV = distância vertical
dH = distância horizontal
Exemplo 3: 
2x²+3x = y³
Siglas 
Segundo a NBR 14724 ABNT (2011), a sigla é “conjunto de letras iniciais dos vocábulos e/ou 
números que representam determinado nome”. Pode ser utilizada para representar o nome de uma or-
ganização, instituição, programa, processos e outras expressões que se repetem no texto. Ao usar uma 
sigla pela primeira vez, deve-se colocar seu nome por extenso e, entre parênteses, a sigla com letras 
maiúsculas, podendo ser usado no texto subsequente apenas a sigla.
Exemplo: 
No primeiro uso: “A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é uma entidade....”.
Nos usos seguintes: “A ABNT esclarece que...”.
Ao se utilizar várias siglas no decorrer do trabalho, é recomendado que seja elaborada a lista de 
siglas para os trabalhos completos.
Aula 6Outros elementos de apoio ao texto
87Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Abreviaturas 
A abreviatura apresenta, de forma resumida, certas palavras ou expressões. Não é indicado seu uso 
corpo do texto, apenas para indicação de figuras, páginas ou outras expressões de uso comum.
Deve-se consultar o dicionário para saber a forma padronizada de se abreviar as expressões. 
Caso sejam utilizadas muitas abreviaturas, recomenda-se a elaboração de uma lista de abreviaturas 
(opcional).
Exemplos:
Dr. – Doutor 
jan. – Janeiro
Símbolos 
De acordo com a NBR 14724 (2011, p. 4), símbolo é “sinal que substitui o nome de uma coisa ou 
de uma ação”. Os símbolos são elementos gráficos ou objetos que representam e/ou indicam de forma 
convencional elementos importantes para esclarecimento ou realização de alguma coisa. 
A lista de símbolos é também um elemento opcional e, quando elaborada, deve seguir a ordem em 
que os símbolos são apresentados no texto com o devido significado. 
Exemplos:
§ – Parágrafo, comumente utilizado em textos jurídicos. 
π – Razão entre o perímetro e o diâmetro de uma circunferência. 
€ – Euro.
Parte
4 Apêndices e anexos
Apêndice 
Elemento que consiste num texto ou documento elaborado pelo autor, com intuito de complemen-
tar sua argumentação, sem prejuízo do trabalho, como questionário ou entrevista. Esses elementos só 
devem ser incluídos quando forem imprescindíveis.
Cada documento deve ser precedido da palavra APÊNDICE, em letras maiúsculas, seguido por 
um travessão e o respectivo título. Quando o trabalho apresentar mais de um apêndice, a identificação 
Aula 6 Outros elementos de apoio ao texto
88 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
é feita por letras maiúsculas e letras maiúsculas dobradas quando esgotadas as letras do alfabeto. Nesse 
caso, devem ser apresentados em listagem com os títulos e respectivas páginas.
Os apêndices devem ser obrigatoriamente citados no texto. As folhas dos apêndices devem ser 
numeradas, dando seguimento ao texto.
Exemplos: 
Lista de apêndices 
APÊNDICES
APÊNDICE A – Quadro funcional da Empresa Beta....................................45
APÊNDICE B – Questionário aplicado aos funcionários da Empresa Beta.......46
APÊNDICE C – Organograma proposto para a Empresa Beta.....................47
Apêndice
APÊNDICE A – Quadro funcional da Empresa Beta
Equipe de vendas
Equipe 
pós-venda
Gerência 
comercial
Controladoria
Gerência 
financeira
Diretoria
Equipe
Anexos 
Elementos não elaborados pelo autor, que complementam a pesquisa e servem como fundamenta-
ção, comprovação ou ilustração, como leis, decretos etc.
Os anexos não são obrigatórios para todas as pesquisas e só deverão ser incluídos caso haja a ne-
cessidade de juntar algum documento que venha esclarecer o texto. A inclusão, ou não, fica a critério 
do autor da pesquisa. 
Aula 6Outros elementos de apoio ao texto
89Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Sua formatação e apresentação seguem os mesmos critérios apresentados para os apêndices, sendo 
identificados pela palavra ANEXO, com letras maiúsculas, seguido de travessão e os respectivos títu-
los. Todos os anexos devem ser mencionados, em algum momento,no corpo do texto.
Exemplos:
Lista de anexos
ANEXOS
ANEXO A – Quadro dos algarismos e numerais..................................45
ANEXO B – Unidades de pesos e medidas........................................46
ANEXO C – Abreviatura dos nomes dos meses...................................47
Anexo
ANEXO A – Quadro dos algarismos e numerais
Algarismos 
arábicos
Algarismos 
romanos Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários Coletivos
1 I um primeiro - - - - - - - - - 
2 II dois segundo duplo ou dobro meio ou metade duo, dueto
3 III três terceiro triplo ou tríplice terço trio
4 IV quatro quarto quádruplo quarto quarteto
5 V cinco quinto quíntuplo quinto quinteto
6 VI seis sexto sêxtuplo sexto sexteto
7 VII sete sétimo sétuplo sétimo - - -
8 VIII oito oitavo óctuplo oitavo - - -
9 IX nove nono nônuplo nono novena
10 X dez décimo décuplo décimo dezena, década
Aula 6 Outros elementos de apoio ao texto
90 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Extra
O documento Normas de Apresentação Tabular, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE, 1993) traz elementos para padronização e racionalização da apresentação de dados numéricos 
em tabelas. Destacamos o trecho a seguir (1993, p. 9-12): 
3 Definições
Para os efeitos destas normas são adotadas as definições de 3.1 a 3.3. 
3.1 Tabela
Forma não discursiva de apresentar informações, das quais o dado numérico se destaca 
como informação central. Na sua forma identificam-se espaços e elementos. 
3.2 Espaços
3.2.1 Topo
Espaço superior de uma tabela destinado ao seu número e ao seu título. 
3.2.2 Centro
Espaço central de uma tabela destinado à moldura, aos dados numéricos e aos termos ne-
cessários à sua compreensão. No centro identificam-se quatro espaços menores: o espaço do 
cabeçalho, a coluna, a linha e a célula. 
3.2.2.1 Espaço do cabeçalho
Espaço superior do centro de um tabela destinado à indicação do conteúdo das colunas. 
3.2.2.2 Coluna
Espaço vertical do centro de uma tabela destinado aos dados numéricos (coluna de dados 
numéricos) ou aos indicadores de linha (colunas indicadoras). 
3.2.2.3 Linha
Espaço horizontal do centro de uma tabela destinado aos dados numéricos. 
3.2.2.4 Célula
Espaço mínico do centro de uma tabela, resultante do cruzamento de uma linha com uma 
coluna, destinado ao dado numérico ou ao sinal convencional. 
3.2.3 Rodapé
Espaço inferior de uma tabela destinado à fonte, à nota geral e à nota específica. 
3.3 Elementos
Aula 6Outros elementos de apoio ao texto
91Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
3.3.1 Dado numérico
Quantificação de um fato específico observado. 
3.3.2 Número
Identificador numérico de uma tabela em um conjunto de tabelas. 
3.3.3 Título
 Conjunto de termos indicadores do conteúdo de uma tabela. 
3.3.4 Moldura
Conjunto de traços estruturadores dos dados numéricos e dos termos necessários à sua 
compreensão. 
3.3.5 Cabeçalho 
Conjunto de termos indicadores do conteúdo das colunas indicadoras e numéricas. 
3.3.6 Indicador de linha
Conjunto de termos indicadores do conteúdo de uma linha. 
3.3.7 Classe de frequência 
Cada um dos intervalos não superpostos em que se divide uma distribuição de frequência. 
3.3.8 Sinal Convencional
Representação gráfica que substitui o dado numérico. 
3.3.9 Fonte
Identificador do responsável (pessoa física ou jurídica) ou responsáveis pelos dados 
numéricos. 
3.3.10 Nota geral
Texto esclarecedor do conteúdo geral de uma tabela. 
3.3.11 Nota específica
Texto esclarecedor de algum elemento específico de uma tabela. 
3.3.12 Chamada
Símbolo remissivo atribuído a algum elemento de uma tabela que necessita uma nota 
específica. 
3.3.13 Unidade de medida
Termo indicador da expressão quantitativa ou metrológica dos dados numéricos.
Aula 6 Outros elementos de apoio ao texto
92 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
O material completo pode ser consultado em <http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/
liv23907.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2015. Ele poderá ser muito útil na elaboração da sua pesquisa. 
Atividades
1. Sobre as ilustrações em texto científico, leia as afirmações a seguir, assinalando V para 
as verdadeiras e F para as falsas:
�( )� A identificação das ilustrações deverá aparecer na parte superior, precedida da 
palavra designativa �(figura, desenho etc. ), seguida de seu número de ordem de 
ocorrência, em algarismos arábicos e o respectivo título.
�( )� Quadros e tabelas não necessitam da indicação da fonte de onde os dados foram 
extraídos.
�( )� Todas as ilustrações devem ser colocadas o mais próximo do texto a que se 
referem.
A sequência que completa corretamente a as lacunas é:
a ) V, V, V.
b ) V, V, F.
c ) V, F, V.
d ) F, V, V.
2. Relacione os itens aos conceitos que melhor os definem:
�(A ) Sigla �( )� É o nome dado ao conjunto de letras iniciais dos vocábulos 
que compõem o nome de uma organização, instituição, 
programa.
�(B ) Símbolos �( )� Tem a função de apresentar de forma resumida certas pa-lavras ou expressões.
�(C ) Abreviaturas �( )� É um elemento gráfico ou objeto que representa ou indica 
de forma convencional elementos importantes para o es-
clarecimento ou a realização de alguma coisa.
A sequência correta obtida com a correlação é:
a ) A, B, C.
b ) A, C, B.
c ) B, A, C.
d ) C, B, A.
Aula 6Outros elementos de apoio ao texto
93Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
3. Assinale com V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmações falsas.
�( )� Anexos são elementos que complementam a pesquisa, como questionários, fi-
chas de observação e registro. Não são elementos obrigatórios para todas as pes-
quisas e só deverão ser incluídos caso haja necessidade de juntar à monografia 
algum documento que venha esclarecer o texto. 
�( )� Os apêndices se diferenciam dos anexos por serem um texto ou documento 
elaborado pelo autor, com intuito de complementar sua argumentação, sem 
prejuízo do trabalho. 
�( )� Os anexos e os apêndices devem ser citados em alguma parte do texto.
A sequência correta obtida é:
a ) V, V, V.
b ) V, V, F.
c ) V, F, V.
d ) F, V, V.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e documentação – 
trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro, 2011.
BELLO, José Luiz de Paiva. Metodologia Científica: Manual para elaboração de textos acadêmicos, 
monografias, dissertações e teses. Universidade Veiga de Almeida – UVA, Rio de Janeiro, 2008.
GARCIA, Maurício; NEVES, Maristela Franzoi. Normas para Elaboração de Teses, Dissertações e 
Monografias. Disponível em: <www.mgar.com.br/normasmonografia/aspTabe.asp>. Acesso em: 14 abr. 2015.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Normas de Apresentação Tabular. 
3. ed. Rio de Janeiro: 1993. Disponível em: <http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv23907.pdf>. 
Acesso em: 29 jun. 2015. 
MARCONI, Marna de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2003.
Resolução
1. Resposta correta: c) A segunda afirmativa é falsa porque os quadros e as tabelas necessitam 
da indicação da fonte de onde os dados foram extraídos.
2. Resposta correta: b) A, C, B.
3. Resposta correta: d) A primeira afirmativa é falsa porque questionários, fichas de observa-
ção e registro são apêndices.
95Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 7
CONCLUSÃO,
CONSIDERAÇÕES
FINAIS E RESUMO
O fechamento de uma pesquisa se dá por meio da 
elaboração da conclusão ou considerações finais e do resumo. 
O resumo permite ao leitor uma visão geral sobre a realização 
da pesquisa e as considerações finais apontam os principais 
resultados alcançados.
Apresentamos neste capítulo a distinção conceitual 
entre Conclusão e Considerações Finais, orientações sobre a 
elaboração das Considerações Finais e a estrutura e confecção 
do Resumo.
Aula 7 Conclusão, considerações finais e resumo
96 Metodologia da pesquisa edo trabalho científico
Parte
1 Conclusão x considerações finais
A Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT), por meio das normas NBR 14724 de 
2011, que versa sobre trabalhos acadêmicos, e NBR 6022 de 2003, sobre a publicação de artigos cien-
tíficos, trazem a palavra CONCLUSÃO como a última parte dos elementos textuais, destinada aos 
resultados do trabalho. A NBR 10719, de 2015, apresenta o termo CONSIDERAÇÕES FINAIS para 
essa finalidade.
Toda pesquisa resulta numa conclusão? É possível apenas tecer considerações finais sobre o es-
tudo realizado?
Há uma diferença conceitual entre “conclusão” e “considerações finais”. Embora algumas insti-
tuições adotem um ou outro termo com o mesmo significado, é importante distingui-los.
A expressão “conclusão” possui significado com sentido absoluto e, com isso, entende-se que a 
pesquisa teve um fim e que não é necessária a realização de novas pesquisas. Nesse sentido, é mais indi-
cada quando a pesquisa remete a um resultado que, devido a sua magnitude, permite a qualquer pesqui-
sador, em qualquer lugar, usando os mesmos critérios e procedimentos, chegar à mesma “Conclusão”. 
Portanto, essa expressão é mais indicada em pesquisas exatas, conclusivas e pontuais. Numa tese de 
doutorado, por exemplo, é adequado concluir, pois devido à amplitude da pesquisa, são descritas solu-
ções efetivas ao problema proposto.
O termo “considerações finais” tem sentido mais brando, menos categórico e por isso é indicado 
na maioria das pesquisas, principalmente das graduações e especializações lato sensu, pois os resulta-
dos são reflexões não definitivas e suscetíveis de revisão.
Numa pesquisa bibliográfica, por exemplo, mesmo que outro autor use as mesmas fontes, certa-
mente chegará a outras respostas, pois considera-se também sua interpretação. Nesse caso, temos de 
optar por “Considerações Finais”.
Cabe ao pesquisador avaliar, analisando os procedimentos metodológicos, se com a realização 
da pesquisa é possível chegar à conclusões efetivas ou apenas descreve o recorte de uma realidade 
estudada. 
Há instituições que sugerem ao aluno elaborar a conclusão do TCC, focando nos resultados da 
pesquisa realizada e na sequência completar com as considerações finais, que têm caráter um pouco 
mais subjetivo de sua percepção sobre o estudo realizado. É importante estar atento e seguir o modelo 
e as orientações de sua instituição de ensino.
Aula 7Conclusão, considerações finais e resumo
97Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
2 Elaboração das considerações finais
As considerações finais num texto científico têm o papel de apresentar a síntese do trabalho, por 
meio da descrição de forma resumida dos principais resultados alcançados. Para Ruiz (2006, p. 76), as 
considerações finais têm objetivo de “reafirmar sinteticamente a ideia principal e os pormenores mais 
importantes” dentro do universo específico estudado.
Sem dúvida é a seção mais importante num trabalho científico, devendo ser bem elaborada, de 
forma a valorizar a pesquisa, porém, sempre de forma fiel aos resultados obtidos, que nem sempre vão 
de encontro às expectativas do autor, mas nem por isso têm menos valor.
Geralmente usa-se o tempo pretérito, em terceira pessoa, para sua redação. Nas considerações fi-
nais é feita uma recapitulação sintética das principais informações levantadas no decorrer da pesquisa. 
Para cada objetivo proposto para a pesquisa deve haver um parágrafo correspondente. Por exemplo, 
uma pesquisa com os seguintes objetivos:
Objetivo geral – analisar o impacto na aprendizagem dos alunos do curso de logística que usam 
smartphones para acesso aos conteúdos das aulas de metodologia científica realizadas à distância.
Objetivos específicos:
• Descrever o modelo de educação a distância adotado na faculdade.
• Verificar quais documentos podem ser acessados por smartphones.
• Entrevistar alunos do curso de Logística matriculados na disciplina de Metodologia.
• Comparar as notas das disciplinas dos alunos que utilizam smatphones para o acesso aos 
materiais da disciplina com as notas dos que não utilizam.
Com base nos objetivos do exemplo, o texto conclusivo deverá ter parágrafos iniciados por:
O modelo de educação adotado pela faculdade é....
Entre os documentos acessados por smartphones...
As entrevistas com os alunos indicaram que...
Ao comparar as notas dos alunos que utilizam smatphones para o acesso aos materiais da discipli-
na com as notas dos que não utilizam notou-se que...
Com estudo realizado percebeu-se que a aprendizagem dos alunos do curso de Logística que usam 
smartphones para acesso aos conteúdos das aulas de metodologia científica realizadas à distância foi....
Aula 7 Conclusão, considerações finais e resumo
98 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Ao relatar os resultados de cada objetivo proposto é importante não esquecer de que o texto preci-
sar estar coeso. Também nessa seção deverá constar se a hipótese da pesquisa foi confirmada ou rejeita-
da e, poderão ser descritas as observações pessoais do autor, fundamentadas na realização do trabalho.
Ao final dessa seção, o autor pode sugerir novas pesquisas relacionadas ao tema e ressaltar a con-
tribuição da pesquisa realizada para o meio acadêmico e para a sociedade. 
Ao finalizar o texto, sugere-se uma verificação dos itens indispensáveis: 
• O texto apresenta os principais resultados alcançados com a pesquisa?
• Para cada objetivo da pesquisa há um parágrafo correspondente?
• Qual a solução encontrada para o problema da pesquisa?
• A hipótese foi confirmada ou negada?
• Qual a contribuição dessa pesquisa para a sociedade e o meio acadêmico?
• Há sugestões de pesquisa que podem ser realizadas para complementar o estudo realizado?
Parte
3 O que evitar nas considerações finais
Não há uma regra para elaboração das considerações finais de uma pesquisa. Cada pesquisador 
tem uma percepção diferente e articula o texto de forma distinta. Porém, é possível descrever algumas 
orientações que auxiliam na sua elaboração. 
• Não usar tópicos: o texto deve ser escrito de forma lógica e coerente. O texto deve ser 
coeso, com articulação entre os parágrafos. Ao ler o texto, o leitor deve ter uma visão geral 
dos resultados da pesquisa. Portanto, é desaconselhado o uso de tópicos e o texto deve ser 
dissertativo.
• Não apresentar novas informações: nos primeiros trabalhos científicos é comum o pen-
samento de que as principais informações da pesquisa devem ser deixadas apenas para as 
considerações finais. Entretanto, nessa parte do trabalho não devem ser apresentados novos 
conceitos/informações, mas devem ser reforçadas todas as informações importantes já apre-
sentadas e discutidas no corpo do texto. 
• Usar citações com cautela: as citações devem ser usadas com muita cautela, podendo ser 
usadas no sentido de comparar a conclusão do trabalho à outras pesquisas realizadas e já 
discutidas no texto. Conceitos, citações e resultados de outras pesquisas devem estar nas 
considerações finais. 
Aula 7Conclusão, considerações finais e resumo
99Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• Não inserir ilustrações, quadros e tabelas: quadros, tabelas e ilustrações são bem-vindos 
na fundamentação e na análise dos dados. Nas considerações finais, o importante é a síntese 
dos resultados obtidos e não a apresentação dos dados.
• Evitar expressões de denotam sentido absoluto ou que denotem que a pesquisa se encerra 
ali: no texto conclusivo (assim como em todo o texto) deve-se evitar o uso de expressões que 
deem sentido absoluto aos resultados da pesquisa, como “sempre”, “nunca”, “sob nenhuma hi-
pótese”, “todas as vezes” etc., pois a pesquisa poderá ser melhorada e os resultados aprimorados. 
É necessário reconhecer os limites da pesquisa. Sempre que possível, aponte sugestões de novas 
pesquisas e aprimoramentos que podem ser realizados em pesquisas futuras.
• Mascarar resultados, jamais. Ao realizar uma pesquisa de campo, pode ocorrer de os re-sultados não virem de encontro com as afirmações dos autores estudados. Mesmo assim, os 
resultados não devem ser modificados. Manter os dados íntegros demonstra credibilidade na 
pesquisa e abre caminhos para novos conhecimentos e estudos.
• Não apresentar resultados que não podem ser demonstrados com a realização da pes-
quisa: as considerações finais não devem extrapolar os resultados do desenvolvimento. O 
texto deve ser coerente com dados e análise apresentados no decorrer da pesquisa.
• Evitar a primeira pessoa: em todo o texto e especialmente nas considerações finais deve-se 
evitar o uso da primeira pessoa, com termos como “minha pesquisa”, “nosso objetivo”, “pude 
concluir que” etc. O texto deve ser escrito de forma impessoal, optando pelo uso da terceira 
pessoa: “esta pessoa”, “o objetivo da pesquisa”, “pode-se concluir que” etc.
• Não repetir as limitações do trabalho: a descrição das limitações na realização do trabalho 
deve estar no decorrer do texto, sempre que o assunto for abordado. Dessa forma, se houve 
uma significativa limitação por algum motivo na quantidade da população envolvida na pes-
quisa, por exemplo, isso deverá ser apresentado na seção que descreve a população. Não há 
necessidade de se repetir nas considerações finais, a não ser que tal limitação seja significa-
tiva a ponto de impactar diretamente nos resultados. 
Essas dicas auxiliam na elaboração do texto. Um texto bem elaborado auxilia o entendimento e dá 
mais credibilidade à pesquisa.
Parte
4 Elaboração do resumo
O resumo de um texto científico é a apresentação concisa do conteúdo de um trabalho e tem a 
finalidade de fornecer ao leitor uma ideia completa do trabalho (SEVERINO, 2002). 
Aula 7 Conclusão, considerações finais e resumo
100 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
O resumo é a síntese do trabalho que destaca os aspectos de maior relevância e fornece uma visão 
geral sobre o mesmo. É o último elemento a ser feito numa pesquisa, pois é somente com o trabalho 
pronto que o resumo poderá ser elaborado. Ele deve apresentar, entre outros elementos, os principais 
resultados da pesquisa. 
O resumo está presente na maioria dos textos científicos e é solicitado para publicação ou apresen-
tação em eventos, como congressos, seminários, encontros etc.
Deve conter de 150 a 500 palavras, para trabalhos acadêmicos e relatórios técnico-científicos 
(NBR 6028/2003), e busca demonstrar a ideia completa do trabalho. Deve ser escrito de forma clara, 
concisa e objetiva, elencando as informações da pesquisa, geralmente seguindo a estrutura a seguir, 
estabelecida pela NBR 6028 de 2003:
3.1 O resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do documento. 
A ordem e a extensão destes itens dependem do tipo de resumo (informativo ou indicativo) e do 
tratamento que cada item recebe no documento original. 
3.2 O resumo deve ser precedido da referência do documento, com exceção do resumo inserido 
no próprio documento. 
3.3 O resumo deve ser composto de uma sequência de frases concisas, afirmativas e não de enu-
meração de tópicos. Recomenda-se o uso de parágrafo único. 
3.3.1 A primeira frase deve ser significativa, explicando o tema principal do documento. A seguir, 
deve-se indicar a informação sobre a categoria do tratamento (memória, estudo de caso, análise 
da situação etc.). 
3.3.2 Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular. 
3.3.3 As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo, antecedidas da expressão Palavras-
chave:, separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto. 
3.3.4 Devem-se evitar: 
a) símbolos e contrações que não sejam de uso corrente; 
b) fórmulas, equações, diagramas etc., que não sejam absolutamente necessários; quando seu 
emprego for imprescindível, defini-los na primeira vez que aparecerem (ABNT, 2003).
Palavras-chave são palavras ou expressões que identificam o texto. Devem ser selecionadas com muito 
cuidado, pois no caso de publicação, essas palavras serão indexadas para realização da busca dos artigos. 
Portanto, essas palavras devem ter forte relação com os principais assuntos tratados na pesquisa.
Resumo em língua estrangeira
Segue a mesma estrutura do resumo em língua vernácula, porém transcrito em língua estrangeira, 
sendo as mais comumente utilizadas a língua espanhola, inglesa ou francesa. 
Aula 7Conclusão, considerações finais e resumo
101Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
O resumo em língua estrangeira deve ser bem escrito. Não basta apenas fazer a “tradução automa-
tizada” em softwares com essa finalidade, como o Google tradutor. Cada palavra pode possuir muitos 
significados distintos e a tradução automática pode resultar num texto com sentido diferente ou mesmo 
em frases sem sentido. Portanto, é indicado que a tradução seja feita por uma pessoa com proficiência 
na língua ou ao menos que passe por uma revisão para evitar inconsistências.
Também devem ser descritas as palavras-chave na mesma língua escolhida para o resumo em 
língua estrangeira.
Extra
A Unisinos disponibiliza para seus alunos um manual de orientação de desenvolvimento do TCC. 
Nele é possível encontrar dicas sobre a elaboração das considerações finais (p. 9): 
Considerações Finais
Retome os objetivos do seu estudo, demonstrando como eles foram alcançados ao longo do 
desenvolvimento do trabalho. Apresente suas reflexões críticas pessoais a partir dos resultados 
que você obteve na sua investigação. Demonstre a contribuição da análise realizada para a solu-
ção do problema de pesquisa, e faça um fechamento de impacto para as suas considerações finais.
Só se pode concluir sobre aquilo que se discutiu. Logo, tudo o que você apresentar na con-
clusão deverá ter sido discutido anteriormente. A recíproca é verdadeira. Sobre tudo o que você 
tiver estudado, a uma conclusão deverá chegar.
Para dar início às conclusões, resgate a pergunta-problema que desencadeou o estudo e faça 
um brevíssimo resumo do que foi apresentado e discutido nos capítulos anteriores, apenas para 
refrescar a lembrança do leitor.
Feito isso, o passo seguinte é dizer o que você conclui a esse respeito, ou seja, oferecer a 
resposta à pergunta-problema.
Citações devem ser usadas com cuidado nas conclusões, já que isso é um resultado de uma 
reflexão sua, não de outra pessoa. É a sua contribuição ao acervo existente. As ideias e conceitos 
dos autores estudados nos capítulos teóricos podem e devem embasar suas conclusões. Você deve 
demonstrar capacidade de estabelecer relações entre as teorias abordadas e os resultados alcan-
çados na pesquisa.
Sugestões e recomendações: Quando se está estudando um assunto, é comum ir descobrindo 
a enormidade de outros assuntos aos quais ele está ligado. Entretanto, não é possível tratar de 
Aula 7 Conclusão, considerações finais e resumo
102 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
(UNISINOS. Trabalho de Conclusão de Curso: Guia do aluno. São Leopoldo: Unisinos, 2011. Disponível 
em: <www.portal3.com.br/tcc/dicas.php>. Acesso em: 30 jun. 2015.)
Atividade
1. Sobre a diferença conceitual existente entre Considerações Finais e Conclusão, analise 
as afirmações a seguir e julgue as afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( )� A expressão “conclusão” possui significado com sentido absoluto e com isso en-
tende-se que a pesquisa teve um fim e não é necessária a realização de novas 
pesquisas sobre o assunto.
( )� O termo “considerações finais” tem sentido mais brando, menos categórico e 
por isso é indicado na maioria das pesquisas, nas graduações e especializações 
lato sensu.
( )� Numa tese de doutorado, por exemplo, é adequado concluir, pois devido à am-
plitude da pesquisa, são descritas soluções efetivas ao problema proposto.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, V.
d) F, V, V.
2. Sobre a elaboração das considerações finais, analise as seguintes afirmações:
I. Nessa seção podem ser descritasas observações pessoais do autor, fundamentadas 
na realização do trabalho.
II. Para cada objetivo proposto é indicado elaborar um parágrafo, discutindo e apre-
sentando os resultados obtidos.
III. É importante que sejam sugeridas novas pesquisas sobre o tema e, principalmente, 
deverá ser ressaltada a contribuição da pesquisa para o meio acadêmico e para a 
sociedade.
todos eles. O relatório ficaria incompleto, porque passaríamos a vida toda percorrendo rios e 
seus afluentes. Anote em um espaço à parte esses assuntos, e no item referente a sugestões, reco-
mende-os para outros pesquisadores estudarem. São assuntos que você não pode explorar na sua 
pesquisa, mas que o mereceriam, seja pelo mesmo ou por outro ângulo de visão, seja pela mesma 
ou por outra abordagem.
Aula 7Conclusão, considerações finais e resumo
103Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Estão corretas as afirmações apresentadas:
a) Apenas nas alternativas I e II.
b) Apenas nas alternativas II e III.
c) Apenas nas alternativas I e III.
d) Em todas alternativas.
3. Sobre a elaboração do resumo, é correto afirmar:
a) O resumo é a síntese do trabalho, que destaca aspectos de maior relevância e for-
nece uma visão geral sobre o mesmo.
b) Os principais elementos que devem estar presentes são as hipóteses, a fundamen-
tação teórica e referências.
c) Deve ser escrito com espaço duplo de entrelinhas.
d) As palavras-chave devem vir antes do texto do resumo.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA E NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724. Informação e Documentação – Trabalhos 
Acadêmicos. Apresentação. Rio de Janeiro, 2011.
______.  NBR 10719. Apresentação de Relatórios Técnico-Científicos. Rio de Janeiro, 2015.
______. NBR 6028. Informação e Documentação – Resumo – Apresentação. Rio de Janeiro, 2003.
______. NBR 6022. Informação e Documentação – Artigo em publicação periódica científica impressa. 
Apresentação. Rio de Janeiro, 2003.
BELLO, José Luiz de Paiva. Manual para Elaboração de Trabalhos de Conclusão de Curso, Monografias, 
Dissertações e Teses. São Paulo: Clube de Autores, 2012.
MARCONI, Marna de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2003.
RUIZ, João Álvaro. Metodologia Científica: guia para eficiência nos estudos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22. ed., São Paulo: Cortez, 2002.
UNISINOS. Trabalho de Conclusão de Curso: guia do aluno. São Leopoldo: Unisinos, 2011. Disponível em: 
<www.portal3.com.br/tcc/dicas.php>. Acesso em: 30 jun. 2015.
Aula 7 Conclusão, considerações finais e resumo
104 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Resolução
1. Resposta: a) Todas as afirmações são verdadeiras.
2. Resposta: d) Estão corretas as afirmações apresentadas em todas as alternativas.
3. Resposta: a) O resumo é a síntese do trabalho, que destaca os aspectos de maior relevância 
e fornece uma visão geral sobre o mesmo.
105Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 8
REFERÊNCIAS
As referências num texto científico são elementos 
necessários para identificar as obras que fundamentaram 
a pesquisa e validá-la. Servem também para que outros 
pesquisadores encontrem e tenham acesso às obras para utilizá-
las em novos trabalhos.
Neste capítulo estudaremos os elementos que compõem as 
referências, a localização, ordenação, apresentação e exemplos 
de referências dos principais tipos de documentos utilizados 
nas pesquisas.
Aula 8 Referências
106 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 Definições, elementos de referências 
e transcrição dos elementos
As referências compreendem a lista de todas as obras utilizadas como base para fundamentação 
e elaboração de uma pesquisa. Para cada obra citada no texto deverá constar sua referência na seção 
correspondente ao final do trabalho.
Conforme a NBR 6023 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 2002), a localiza-
ção da referência pode aparecer seguindo o formato adotado para as citações (numérico ou autor-data):
a. no rodapé;
b. no fim do texto ou do capítulo;
c. em lista de referências;
d. tecendo resumos, resenhas e recensões.
As referências são formadas pelo “conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de 
um documento, que permite sua identificação individual” (ABNT, 2002, p. 2), utilizados como fonte 
de consulta e citados nos trabalhos elaborados. 
Essa seção situa-se após Considerações Finais, seu título deve ser apenas a palavra REFERÊNCIAS, 
pois nela são listados todos os documentos pesquisados (e citados em algum momento no texto), como 
leis, decretos, artigos de jornais, documentários, teses, artigos científicos disponibilizados em revistas 
ou online etc.
Para descrever a referência de uma obra, deve-se inserir todas as informações básicas necessárias 
para identificação do documento, como autor(es), título, subtítulo, edição, local, editora e data de pu-
blicação. Há outras informações que podem ser acrescentadas para melhor caracterizar as publicações 
referenciadas, como: organizador, volumes, série editorial ou coleção, número de páginas etc.
As referências são alinhadas à esquerda, sem indicação de parágrafo, com espaço entrelinha sim-
ples e separadas entre si por espaço duplo, fonte tamanho 12. O título deve ser destacado com uso de 
negrito, itálico ou sublinhado, que deve ser mantido uniforme em todas as referências. 
Da mesma forma que todos os autores mencionados no texto devem estar listados nas referências, 
não devemos listar nenhum autor que não foi citado no decorrer do texto. Cabe ao pesquisador, ao final 
do trabalho, fazer a verificação das referências, pois é comum durante a escrita do texto retirar algum 
autor ou inserir um novo e esquecer-se de atualizar as referências. O que se aconselha é que, a cada au-
tor inserido no texto, atualizem-se as referências, pois deixar para fazer as referências após a conclusão 
do trabalho, certamente dará um trabalho maior.
Aula 8Referências
107Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Mesmo que o autor tenha sido estudado para a realização do trabalho, se ele não for citado no 
texto, não devemos colocá-lo nas referências. 
Indicação da autoria 
Para indicar o autor de um documento consultado, iniciamos pelo sobrenome, escrito em letras 
maiúsculas, seguido dos prenomes, apenas com as iniciais maiúsculas. Pode-se optar por colocar os 
prenomes completos ou apenas as iniciais, mas o modelo adotado deve ser mantido para todas as refe-
rências. Em documentos de até 3 autores citamos todos, separados por ponto e vírgula. Havendo mais 
de 3 autores, indicamos o primeiro autor, seguido da expressão et al. ( que significa “e outros”).
Título 
O título deve ser transcrito tal qual está no documento consultado. Há necessidade de uma forma 
de destaque, como negrito ou sublinhado. O mesmo destaque deve ser seguido para todas as referên-
cias. O subtítulo (se houver) deve vir após o título, separado por dois-pontos, sem destaque. 
Em títulos e subtítulos demasiadamente longos, podemos suprimir as últimas palavras, desde que 
o sentido não seja alterado. A supressão deve ser indicada por reticências. Havendo mais de uma edição 
da obra, a mesma deve ser indicada após o título. Exemplo: 
ANTUNES, Mário. Arte de furtar... 3. ed. Rio de Janeiro: Fronteira Sul, 2002.
Para obras que não apresentam título, devemos atribuir uma expressão ou frase que identifique o 
conteúdo do documento. Essa expressão ou frase deverá estar dentro de colchetes. Exemplo:
SEMINÁRIO PARANAENSE DE REABILITAÇÃO. [Trabalhos Apresentados]. Curitiba, 
UFPR, 2002.
Local, editora e data 
Complementando as informações, na sequência do título, devemos escrever o local (cidade), se-
guido de dois-pontos, editora e ano.
Para cidades pequenas ou que possuam homônimos, acrescentamos o nome do estado. Quando 
houver mais de um local indicado para a mesma editora, utiliza-se “o primeiro ou o mais destacado” 
(ABNT, 2002, p. 16). Se no documentonão houver indicação da cidade, mas esta pode ser identificada, 
deve ser inserida entre colchetes. E quando não é possível identificar o local, inserimos a expressão 
entre colchetes [S.I.], – sine loco. Exemplo:
PRODANOV, Cleber Cristiano. A Vila Imperial de Potosi: na crônica de Bartolomé Arzáns de Orsúa y Vela. 
Novo Hamburgo, RS: Feevale, 2005.
Aula 8 Referências
108 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
A editora deve ser indicada conforme consta no documento, podendo suprimir as informações que 
indicam a natureza jurídica ou comercial (editora, livraria, Ltda etc.) não essenciais para identificação 
da instituição (ABNT, 2002, p. 16). No caso de haver duas editoras, ambas devem ser indicadas com as 
respectivas cidades. Quando não for possível identificar a editora, pode ser substituída por [s.n.] – sine 
nomine. 
A data da publicação do documento, por ser um item essencial na identificação das obras, deve 
sempre ser indicada, mesmo que seja a data de distribuição, copyright, impressão, disponibilização 
online etc. Se nenhuma data puder ser determinada, segundo a NBR 6023 (2002, p. 17), pode-se fazer 
a indicação de uma data provável, entre colchetes, conforme indicado a seguir:
[1981 ou 1982] um ano ou outro
[1995?] data provável
[1995] data certa não indicada na obra
[entre 1990 e 1998] use intervalos menores de 20 anos
[ca.1978] data aproximada
[199-] década certa
[199?] década provável
[19--] para século certo
[19--?] para século provável
Para complementar, pode-se indicar o número de página da obra ou a sequência de páginas usadas 
no estudo. 
Parte
2 Localização, apresentação e 
ordenação das referências
Num texto científico, as referências devem estar listadas logo após as considerações finais ou con-
clusão da pesquisa. As referências de quadros, tabelas, figuras e imagens também devem ser transcritas 
nas referências, até mesmo aquelas inseridas nas notas de rodapé devem ser repetidas nessa seção.
As referências devem ser ordenadas conforme o sistema utilizado para as citações no texto: 
• No sistema autor-data (alfabético) – as referências são ordenadas pelo sobrenome dos autores. 
Aula 8Referências
109Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• No sistema numérico – a ordenação é feita pela ordem em que aparecem no texto, ou seja, 
pela numeração sequencial indicada nas citações.
Sistema alfabético 
Não deve haver separação por tipo de referências (por exemplo, separar as referências online dos 
documentos impressos). Todas devem estar listadas juntas, ordenadas de forma crescente pelo sobre-
nome dos autores.
A NBR 6023 (2002) ainda traz algumas normativas para a lista de referências, como quando são 
listadas mais de uma obra de um mesmo autor na mesma página. Podemos substituir o nome do mes-
mo nas referências seguintes à primeira por um traço sublinear (equivalente a seis espaços) e ponto. 
Exemplo:
GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da História. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização 
Brasileira, 1978a.
______. Dialética cotidiana. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978b.
E quando o mesmo autor possui obras diferentes, mas que foram publicadas no mesmo ano, a 
distinção é feita por meio do acréscimo de uma letra minúscula após o ano (2013a, 2013b etc.). 
Exemplo:
GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da História. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização 
Brasileira, 1978a.
______. Dialética cotidiana. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978b.
Sistema numérico 
Quando as referências forem colocadas em notas de rodapé, as mesmas devem ser escritas com 
fonte tamanho 10, espaço simples, sem deixar linhas entre as notas, alinhadas à margem esquerda, des-
tacando o expoente e apresentadas de acordo com a sequência numérica utilizada no texto, em ordem 
crescente. O sistema numérico não deve ser usado junto com notas de referências e notas explicativas. 
Na seção REFERÊNCIAS, as mesmas referências devem ser repetidas, na ordem numérica, se-
guindo a mesma formatação do sistema alfabético: entrelinha simples, sem indicação de parágrafo, 
deixando um espaço duplo entre cada.
Aula 8 Referências
110 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
3 Exemplos de referências
Há uma infinidade de tipos de documentos que podem ser utilizados como referência na elabo-
ração de textos científicos. A NBR 6023/2002, da ABNT, estabelece os padrões de organização dos 
elementos para a apresentação dessas referências.
O tipo de documento mais comum usado nos textos científicos é o livro, cuja elaboração das refe-
rências segue o esquema básico:
SOBRENOME, Prenome. Título da obra: (subtítulo se houver). Cidade: Editora, ano. 
Exemplo:
CAFÉ, Sônia. O livro das virtudes. São Paulo: Pensamento, 1992.
Até 3 autores da obra: quando um livro possui até 3 autores, devemos listar todos, na ordem em 
que aparecem no livro. Exemplo:
WAMBIER, Luiz Rodrigues; ALMEIDA, Flávio Renato Correia de; TALAMINI, Eduardo. Curso avançado de 
processo civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.
Para mais de 3 autores da mesma obra: quando um livro ou qualquer outro documento possui 
mais de 3 autores, indicamos o sobrenome e os prenomes do primeiro, seguido da expressão latina et 
al. (que significa “e outros”). Exemplo: 
SCHEMES, Claudia et al. Memória do setor coureiro-calçadista: pioneiros e empreendedores do Vale do Rio 
dos Sinos. Novo Hamburgo, RS: Feevale, 2005. 248 p.
Quando a obra é uma coletânea de textos: é comum encontrarmos livros compostos por uma 
coletânea de textos de diversos autores. Quando houver a indicação explícita do responsável pelo con-
junto da obra, a entrada deve ser feita pelo nome do responsável, seguida da abreviação, no singular, 
do tipo de participação (organizador, compilador, editor, coordenador etc.) (PRODANOV; FREITAS, 
2013). Exemplo:
CANTERA, Luis Costa (Org.). Palpação: técnicas e procedimentos. Novo Hamburgo, RS: Feevale, 2006.
Quando a autoria é desconhecida: quando a autoria de um documento é desconhecida, a entrada 
deve ser feita pelo título, em que a primeira palavra deverá ser gravada em letras maiúsculas. Exemplo:
DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1993.
Referência para capítulo de livro: nesse caso, iniciamos com a indicação do autor do capítulo, 
seguido do título do capítulo e da expressão in (que significa “em”), título do livro em negrito e demais 
informações. É opcional indicar, após o ano, quais páginas compõem o capítulo mencionado. 
Aula 8Referências
111Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Exemplos:
SOBRENOME, Prenome (do autor do capítulo). Título do capítulo. In: SOBRENOME, Prenome (do autor do 
livro). Título do livro: subtítulo (se houver). Edição. Local: Editora, data. Capítulo, página inicial-página final 
do capítulo.
CUNHA, Maria Isabel da. A avaliação da aprendizagem no Ensino Superior. In: DIAS SOBRINHO, José; 
RISTOFF, Dilvo (Org.) Universidade desconstruída: avaliação institucional e resistência. Florianópolis: 
Insular, 2000. p. 181-191.
Referência de dissertação ou tese: deve seguir estas indicações:
SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo (se houver). Ano. Número de folhas. Indicação de tipo 
de documento (tese, dissertação, monografia, trabalho de conclusão de curso). Grau (bacharelado, 
licenciatura, especialização, mestrado ou doutorado) e área de concentração, entre parênteses – 
Instituição, local, data de defesa mencionada na folha de aprovação (se houver).
Exemplo: 
WAGNER, Stela. Mediação familiar: uma nova proposta para o adimplemento da obrigação alimentar. 2008. 
108 fls. TCC (graduação em Direito) – Faculdade Dom Bosco, Curitiba, 2008.
Referência para artigo ou periódico: deve seguir estas indicações:
SOBRENOME, Prenome (do autor do artigo). Título: subtítulo do artigo (se houver). Título do 
periódico, local, número do volume, número do fascículo, páginas inicial-final, mês e ano.
Exemplo:
DIONISIO, Cristiano. Direito à educação como direito da personalidade. EOS– Revista Jurídica da 
Faculdade de Direito, Faculdade Dom Bosco, Curitiba, v. 3, n. 5, p. 80-95, jan./jun. 2009.
Referência para artigo de jornal: deve seguir estas indicações:
SOBRENOME, Prenome (do autor do artigo). Título: subtítulo do artigo. Título do jornal, local, 
dia mês, ano. Número ou título do caderno, seção ou suplemento, páginas inicial-final.
Exemplo:
MORIN, Edgar. A ciência total. Folha de São Paulo, 6 set. 1998. Caderno Mais, p. 5-11.
Quando não houver autor, a entrada deve ser feita pelo título do artigo, com a primeira palavra 
escrita em letra maiúscula. Exemplo:
TUDO anda fora de foco. Gazeta do Povo, Curitiba, 13 jan. 2001. Caderno G, p. 1.
Artigo online: para as obras consultadas online, além das informações do autor, título e data 
do documento (quando essas informações estão disponíveis), são essenciais as informações sobre o 
local do endereço eletrônico, que deve ser completo e estar entre os sinais <>, precedido da expressão 
Aula 8 Referências
112 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
“Disponível em:” e a data de acesso ao documento, precedida da expressão “Acesso em:”. A data ge-
ralmente é composta pelo dia, seguido da abreviação do mês com 3 letras e o ano. A estrutura básica é 
a seguinte:
SOBRENOME, Nome. Título do texto (em negrito). Disponível em: <site completo>. Acesso em: 
<data de acesso>. 
Quando temos a informação da data e fonte da publicação do documento, essas informações são 
dispostas após o título, conforme a estrutura a seguir:
AUTORIA. Título: subtítulo. Fonte (se for publicado). Disponível em: <endereço eletrônico>. 
Acesso em: data (dia, mês, ano). 
Exemplos:
LUTZKY, Daniela Courtes. Competência civil. Disponível em: <www.tex.pro.br/wwwroot/processocivil/
competenciacivildanielacourteslutzky.htm#_toc525108286>. Acesso em: 9 maio 2010.
VEIGA FILHO, João. A universalização da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n.1, jan./abr. 
2001. Disponível em: <www.ibict.br/cionline>. Acesso em: 16 jan. 2002.
Outros tipos de materiais disponíveis na internet também podem ser usados como referência na 
elaboração de trabalhos científicos. Devemos inserir as informações disponíveis que descrevem o ma-
terial (foto, figura, quadro, filme, música, quadrinho, tira etc.) e obrigatoriamente apresentar o link 
completo e a data de acesso. Exemplo:
BRILHO eterno de uma mente sem lembranças. Direção: Michel Gondry. Escritor: Charlie 
Kaufman. Intérpretes: Joel (Jim Carrey); Clementine (Kate Winslet); Dr. Howard Mierzwiak 
(Tom Wilkinson). [S.l.]: Focus Features, 2004. (1:33:07). Disponível em: <www.youtube.com/
watch?v=4oi1YHQqKZo>. Acesso em: 28 abr. 2015.
Legislação: a entrada para as referências de leis e decretos deve ser feita pelo local da esfera em 
que foi criada (país, estado ou município), seguido da lei e demais informações conforme o esquema 
a seguir:
NOME DO PAÍS, ESTADO OU MUNICÍPIO. Título e número da lei ou decreto, data. Ementa. 
Dados da publicação que divulgou o documento. 
Exemplo:
BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário 
Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasilia, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: <www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 28 abr. 2015.
Aula 8Referências
113Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Extra
Sobre referências a fontes disponíveis na Internet
Publicado por Leandro Almeida, em 19/05/2013
Na prática acadêmica e escolar da História, a referência às fontes é muito importante, porque 
são elas que fundamentam todo e qualquer discurso histórico. É sobre a referência que repousa 
a pretensão de verdade do nosso campo de conhecimento, visto serem as fontes o único acesso 
a realidades passadas. Só sabemos que algo aconteceu ou foi produzido em um tempo passado 
porque vestígios chegaram até o presente, e isso após esse vestígio ser submetido a rigorosos 
procedimentos de crítica que atestem sua autenticidade e veracidade.
Na maior parte dos blogs e sites da internet voltados à educação e à história há problemas 
sérios nesse sentido. Textos e imagens circulam sem referências aos autores, locais onde a versão 
física foi consultada ou está disponível e outras carências. Outro problema daí decorrente é que 
um aluno ou pessoa não familiarizada acham que a internet é a fonte, não o meio de divulgação. 
Por isso é muito comum no ensino básico e na graduação um erro grosseiro: a pessoa citar como 
fonte o blog ou site onde a imagem está disponível.
Para exemplificar, observe a diferença entre as apresentações da imagem de um famoso 
quadro de Tarsila do Amaral:
(Disponível em: <http://ietarsiladoamaralrs.blogspot.com.br/2012/01/ 
tarsila-do-amaral-no-mundo.html>.)
Aula 8 Referências
114 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Quadro Operários, de Tarsila do Amaral, 1933.
Qual o problema das duas primeiras referências?
A primeira traz todos os pecados possíveis, pois não indica os dados da imagem, apenas 
o link. Esse é um erro muito comum: indicar uma imagem sem maiores referências. Se o autor 
fosse cuidadoso, o link levaria a um site com informações completas sobre a imagem, mas esse 
quase nunca é o caso. Para exemplificar, experimentem acessar o link e vejam se nele é possí-
vel encontrar mais informações sobre a imagem além de ter sido feito por Tarsila do Amaral… 
A autoria já é uma informação importante (às vezes nem isso é indicado), mas só esse dado 
obrigaria uma pessoa rigorosa a realizar outra pesquisa sobre as obras da pintora apenas para 
descobrir os elementos básicos do quadro.
A segunda imagem apresenta uma maneira de fazer referência muito co-
mum na internet. Apresenta os dados mínimos de autoria, título e data, mas não indi-
ca dimensões, localização e muito menos link para acesso virtual. Com isso, leva a crer 
que quem criou a reprodução da imagem foi o próprio autor do blog ou site, o que pro-
vavelmente é falso. Se fosse o caso, isso também precisaria ser indicado na referência. 
Com autoria, título e data, além de um suporte bibliográfico adequado, já seria possível iniciar um 
trabalho em sala. Porém, o caminho referencial da imagem estaria perdido.
Vejamos agora outra apresentação da mesma imagem:
Aula 8Referências
115Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
AMARAL, Tarsila. Operários. 1933. Pintura. Óleo sobre tela, 150 x 205 cm. Acervo Artístico-Cultural 
dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo. In: Tarsila e o Brasil dos Modernistas na casa Fiat 
de Cultura. Nova Lima-MG: Base 7, 2011, p. 21. Catálogo de Exposição. 10 de maio e 10 de julho de 
2011. Casa Fiat de Cultura. Curadoria de Regina Teixeira de Barros. (Disponível em: 
<www.casafiatdecultura.com.br/admin/catalogos/Cat_Tarsila_CFC.pdf>. Acesso em: 8 mar. 2013.)
A terceira forma de apresentar a referência é aquela que consideramos ideal. Temos os dados de 
autoria, título, data, tipo de imagem, técnica e dimensões, além da localização física do original do 
quadro. Salvo se for uma imagem produzida para meio digital, esse é um dado que não pode ser omi-
tido! É claro que o blogueiro pode não ter essa informação, mas isso precisa ser indicado.
Observemos também que a imagem do quadro foi extraída de um documento consi-
derado confiável, um catálogo de uma exposição. Como provavelmente há o catálogo físico, 
a citação foi feita segundo padrão da ABNT. Apenas no fim indicamos o endereço da versão 
digitalizada do catálogo, extraído do próprio site da instituição, bem como a data do acesso. 
É claro que podemos citar sites da internet, mas nesse caso devemos dar preferência àqueles com 
credibilidade. É diferente citar um site do museu onde o quadro ou foto está disponível fisicamen-
te do que um site de um amigo nosso onde não consta maiores referências…
Tudo o que dissemos acima vale para vídeos (youtube), fotografias, mapas, textos, ou seja, 
qualquer documento reproduzido na internet com pretensão de ser usado como fonte histórica ou 
suportede informações. Afinal, lembremos que são importantes para o conhecimento do passado 
Aula 8 Referências
116 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
as perguntas básicas sobre quem produziu o documento, quando, onde, porque, a mando de quem, 
para qual finalidade, segundo quais técnicas, onde e porque ele foi conservado ou reproduzido.
É claro que numa aula de História a relação com a imagem, vídeo ou texto não se restringe às 
referências. Ao escolhermos utilizar um documento, provavelmente iremos fornecer informações 
sobre o autor/produtor, quando foi produzida, abordar sua importância como fonte e, principal-
mente, como nos ajuda a compreender uma sociedade passada. Mas esse exercício não passará de 
divagação fantasiosa sem as referências corretas e confiáveis.
Tomamos conhecimento de um caso interessante e bastante ilustrativo dessa questão quando 
ministrávamos uma aula no curso de Licenciatura em História em 2013. Uma aluna do primeiro 
semestre encontrou em um blog uma tentativa de desmentir a legenda de uma suposta “única” 
foto de um navio negreiro, que teria sido tirada pelo fotógrafo carioca Marc Ferrez a bordo de um 
navio francês. A legenda da foto circulou pelo Facebook, contou com mais de onze mil compar-
tilhamentos e ainda foi difundida em blogs como informação verdadeira,[...]. O pesquisador que 
localizou a imagem fez uma postagem no blog sobre o erro: a foto havia sido tirada por um fotó-
grafo da Coroa Britânica, George L. Sullivam, a bordo de um navio inglês aportado em Londres, 
com uma carga de escravos apreendida próximo a Zanzibar no ano de 1873.
A postagem [...] aponta os mesmos problemas que levantamos antes sobre as referências das 
fontes, e contém a fotografia utilizada para ilustrar o livro desse autor. Mas infelizmente não traz 
os dados do acervo original onde a foto ou negativo estão depositados, o que, ao permitir verifi-
cação, ajudaria a dar credibilidade à crítica e correção que foi feita.
Por isso, devemos enfatizar e exercitar com os alunos da educação básica o rigor envolvido 
na prática de fazer boas referências, cujo hábito ajudaria a diminuir o lixo informacional nesse 
mar de bits que é a internet.
(Disponível em: <www3.ufrb.edu.br/lehrb/2013/05/19/referencias-fontes-da-internet/>. 
Acesso em: 13 jul. 2015.) 
Atividade
1. Sobre as referências, leia as afirmações a seguir, julgue como verdadeiras (V) ou falsas 
(F):
( )� Todos os autores citados no texto devem estar listados nas referências.
( )� Ao escrever uma referência deve-se dar um destaque com negrito, itálico ou 
sublinhado ao autor do texto.
( )� O ano é um dos elementos opcionais na elaboração das referências.
Aula 8Referências
117Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
A sequência que completa corretamente as lacunas é:
1. V, F, F.
2. F, V, F.
3. V, F, F.
4. F, F, F.
2. Sobre a formatação das referências, analise as afirmações a seguir:
I. Deve-se separar as referências bibliográficas das referências online.
II. Quando são listadas mais de uma obra de um mesmo autor, podemos substituir as 
referências seguintes à primeira por um traço e ponto.
III. Quando o mesmo autor possui duas obras diferentes publicadas no mesmo ano, a 
distinção é feita por meio do acréscimo de uma letra minúscula após o ano.
Assinale a alternativa correta:
a) Está correto apenas o que se afirma nas alternativas I e II.
b) Está correto apenas o que se afirma nas alternativas I e III.
c) Está correto apenas o que se afirma nas alternativas II e III.
d) Estão corretas todas as afirmativas.
3. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos elementos da referência 
de um livro:
a) Sobrenome, prenome, título, cidade, ano.
b) Prenome, sobrenome, título, cidade, ano.
c) Sobrenome, prenome, título, ano, cidade.
d) Prenome, sobrenome, título, ano, cidade.
Referências
ALMEIDA, Leandro. Sobre referências e fontes disponíveis na internet. Publicado em: 19 maio 2013. 
Disponível em: <www3.ufrb.edu.br/lehrb/2013/05/19/referencias-fontes-da-internet/>. Acesso em: 13 jul. 2015. 
ALVES, Maria Bernardete Martins; ARRUDA, Susana M. de. COMO FAZER 
REFERÊNCIAS: bibliográficas, eletrônicas e demais formas de documentos. Atualizado em fev. 2007. 
Disponível em: <www.bu.ufsc.br/home982.html#OUTROS TIPOS DE DOCUMENTO>. Acesso em: 28 abr. 
2015.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação – 
referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
Aula 8 Referências
118 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
UNIVERSIDADE Paulista – UNIP. Guia de normalização para apresentação de trabalhos acadêmicos da 
Universidade Paulista: ABNT. Revisado e atualizado por: HORIUCHI, Alice; SCHIAVI, Bruna Orgler. São 
Paulo: 2014. Disponível em: <www3.unip.br/servicos/biblioteca/download/manual_de_normalizacao_abnt.pdf>. 
Acesso em: 1 jul. 2015.
MARCONI, Marna de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 7. ed. São 
Paulo: Atlas, 2010.
PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar. Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa 
e do Trabalho Acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo, RS: Feevale, 2013.
Resolução
1. Resposta a) V, F, F. Todos os autores citados no texto devem estar listados nas referências. 
O destaque da referência deve ser feito no título e não no autor. O ano é um elemento obri-
gatório nas referências.
2. Resposta c) Está correto apenas o que se afirma nas alternativas II e III.
3. Resposta a) A sequência correta dos elementos da referência de um livro são sobrenome, 
prenome, título, cidade, ano.
119Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 9
MODELOS E 
ESTRUTURA
DE DOCUMENTOS 
CIENTÍFICOS
Há diversas formas de apresentar os resultados de 
uma pesquisa, como monografia, dissertação, tese, artigos e 
relatórios. Cada forma possui características diferentes e se 
destina a objetivos diferentes, como obtenção de grau, título de 
mestre ou doutor, apresentação de resultados ou contribuição 
para a comunidade científica.
Neste capítulo estudaremos características e estrutura de 
uma monografia, dissertação, tese, artigo, relatório, resenha e 
fichamento.
Aula 9 Modelos e estrutura de documentos científicos
120 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 Monografia
Há diversas formas de apresentação de uma pesquisa de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). 
Nos cursos de graduação é comum que as Instituições de Ensino Superior solicitem que a entrega do 
TCC seja em forma de monografia. O termo “monografia” se refere ao estudo de um tema e não deve 
ser confundido com pesquisa realizada apenas por um autor.
Conforme Severino (2007, p. 200), “considera-se monografia aquele trabalho que reduz sua abor-
dagem a um único assunto, a um único problema, com um tratamento especificado”. Representa o re-
sultado de um estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido. Não há limite de páginas, 
mas geralmente as monografias têm entre 40 e 60 páginas. 
Quanto à linguagem, o texto deve ser objetivo, preciso, imparcial, impessoal, claro, coerente e ter 
sequência lógica de apresentação de ideias, organizado em seções.
Quanto à estrutura, o texto monográfico deve apresentar todos os elementos textuais, pré-textuais 
e pós-textuais, compreendendo como pré-textuais: capa, folha de rosto, dedicatória, agradecimentos, 
epígrafe, resumo, lista de ilustrações, tabelas, abreviaturas, e demais listas necessárias e o sumário. 
Após o sumário, deve obrigatoriamente apresentar os elementos textuais: introdução, desenvolvimento 
teórico e considerações finais.
Na introdução deve ser apresentada a pesquisa realizada, respondendo ao leitor o que se pesqui-
sou (delimitação do tema), quando foi desenvolvida, qual seu encaminhamento metodológico, objeti-
vos, relevância e como está organizado o trabalho, facilitando a leitura completa do mesmo.
O desenvolvimento deve ser um texto expositivo, elaborado pelo pesquisador para explicar o 
estágio de desenvolvimento teórico do tema.São apresentados os autores estudados para compreensão 
dos fatos. Deve-se atentar para indicar as citações de forma adequada, seguindo as normas da ABNT 
– NBR 10520/2002. Também no desenvolvimento deve ser apresentada a metodologia, os dados da 
pesquisa e a análise dos dados (quando há pesquisa de campo).
O texto referente às considerações finais deve ser conciso e claro. Não deve trazer novas informa-
ções, mas reafirmar as informações mais importantes descritas no texto, principalmente as advindas da 
pesquisa de campo (quando houver). Sugere-se elaborar um parágrafo para cada objetivo da pesquisa 
e sua relação com os resultados obtidos. Devem constar críticas e análises embasadas no referencial 
teórico e resultados da pesquisa, além da sugestão de novas pesquisas sobre o tema.
O texto finaliza com os elementos pós-textuais: referências, apêndices e anexos.
Aula 9Modelos e estrutura de documentos científicos
121Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
As referências devem ser dispostas conforme a NBR 6023/2002, apresentando todos os autores 
em ordem alfabética pelo sobrenome ou pela indicação numérica, conforme escolha do autor do texto 
ou solicitação da instituição de ensino. 
Os apêndices (documentos complementares elaborados pelo autor) e os anexos (documentos com-
plementares não elaborados pelo autor) devem ser inseridos após as referências.
Parte
2 Dissertações e teses
Com a mesma estrutura de uma monografia, mas com uma pesquisa mais elaborada e aprofunda-
da. Ambas são voltadas para a especialização Stricto sensu, ou seja, de sentido restrito à formação de 
mestres e doutores. 
Dissertação 
A dissertação é um trabalho acadêmico Stricto sensu destinado à obtenção do grau acadêmico 
de mestre. A origem da palavra dissertação é de origem grega, significa dis (prefixo indicador de se-
paração e afastamento) e sertare (ajuntar, ligar, entrelaçar), refere-se a um estudo teórico e reflexivo 
aprofundado sobre um tema. A NBR 14724/2011 traz a definição de dissertação: 
documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo 
científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de 
reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente 
sobre o assunto e a capacidade de sistematização do pesquisador. É feito sob a coordenação de um 
orientador (doutor), visando à obtenção do título de mestre (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS, 2011, p. 2).
A dissertação está relacionada à iniciação do aluno no processo de pesquisa ou permite a continui-
dade dos estudos de iniciação científica. Toda dissertação envolve tanto sua apresentação escrita quanto 
sua defesa pública perante uma banca examinadora. Contudo, os projetos de dissertação não precisam 
abordar temas ou fazer uso de métodos inéditos. 
A estrutura da dissertação é a mesma da monografia (mesmos elementos pré-textuais, textuais e 
pós-textuais), diverge, porém, na profundidade da pesquisa e da análise dos dados e devendo não ape-
nas “explanar” os dados, mas sim demonstrar uma proposição. 
Tese 
A tese é o trabalho acadêmico Stricto sensu realizado para obtenção do título de doutor. A palavra 
tese deriva do grego tesis (ação de pôr, colocar) e sua origem data da Idade Média. Nessa época, para 
ocupar um cargo docente nas universidades, o aspirante devia apresentar uma nova ideia, tese ou dou-
trina para uma banca examinadora.
Aula 9 Modelos e estrutura de documentos científicos
122 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Segundo a NBR 14724 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2011), tese é: 
documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo 
científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base em investigação original, 
constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação 
de um orientador (doutor) e visa à obtenção do título de doutor, ou similar (ABNT, 2011, p. 4).
A originalidade de uma tese não significa que o tema apresentado nunca foi estudado antes, mas 
sim que, usando como base o que já foi escrito e estudado, chegou-se à elaboração de um novo conhe-
cimento. A originalidade também pode estar presente:
• ao defender uma nova ideia;
• ao utilizar um novo método;
• ao se chegar a uma nova descoberta por meio de uma exaustiva pesquisa e utilização de 
métodos científicos. 
Assim como a dissertação, a tese também segue a mesma estrutura de uma monografia. A diferen-
ça entre uma tese e uma dissertação, além da originalidade da tese é a profundidade e o rigor com que 
o estudo é realizado. 
O resultado de uma tese deve ser uma contribuição valiosa e única para a área de conhecimento 
envolvida na pesquisa. Internacionalmente, há alguns critérios relacionados ao rigor da realização de 
uma tese, como:
• clareza do objetivo;
• relevância do tema para a área do conhecimento;
• originalidade do tema ou do método;
• tratamento científico da questão investigada;
• apresentação de argumentos cientificamente fundamentados.
Parte
3 Artigos científicos
O artigo científico é um trabalho escrito por um ou mais autores com a finalidade de divulgar 
estudos e resultados de pesquisas. Possui a característica de ser um texto com a apresentação sintética 
dos resultados das pesquisas ou estudos realizados, permitindo que o artigo se torne um meio rápido 
e sucinto de divulgação dos resultados por meio da publicação de periódicos especializados, como 
revistas científicas.
Aula 9Modelos e estrutura de documentos científicos
123Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
A NBR 6022 (2003) da ABNT descreve artigo científico como “parte de uma publicação com 
autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas 
áreas do conhecimento” (ABNT, 2003, p. 2).
Essa norma também descreve as diretrizes para redação e estabelece as regras de apresentação de 
artigos para publicação impressa. Na mesma norma encontramos dois tipos de artigos: artigo original 
(ou artigo científico), cujos resultados são próprios e advêm de pesquisas, e artigo de revisão, que se 
caracteriza por apresentar e discutir dados de pesquisas e informações já publicadas. 
Trata-se de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) aceito em cursos de graduação e pós-
-graduação lato sensu. Também pode ser escrito para publicação em jornais, revistas ou periódicos 
especializados.
A redação de um artigo deve obedecer ao rigor científico, usar linguagem clara, concisa e objetiva. 
O texto deve ser escrito em terceira pessoa. Sua estrutura deve conter os seguintes elementos: 
• Pré-textuais – composto pelo título e subtítulo, autor, resumo (e abstract – opcional em 
alguns casos) e 3 a 5 palavras-chave. Não há capa em artigos, como também não deve ser 
inserida quebra de página, ou seja, o texto deve se estender até o final de cada página. O título 
merece atenção especial: precisa corresponder, de maneira adequada, ao conteúdo.
O resumo deve ser redigido sem indicação de parágrafo, com espacejamento simples entre linhas, 
apresentando o tema pesquisado, os objetivos, método utilizado e resultados alcançados, não ultrapas-
sando 250 palavras. As palavras-chave são expressões que identificam os assuntos tratados no artigo. 
• Textuais – composto por introdução, desenvolvimento e considerações finais.
A introdução tem a finalidade de apresentar o tema, o problema, os objetivos, a justificativa. 
Quando inclui pesquisa de campo, pode-se definir o local, universo, amostra, a metodologia e tempo 
para a realização. E no final pode-se apresentar como o texto está estruturado.
O desenvolvimento envolve a fundamentação teórica, descrição dos métodos e análise dos re-
sultados. Pode haver outras subdivisões quando necessário. O desenvolvimento deve fundamentar os 
argumentos, apresentar e analisar os resultados.
Por fim as considerações finais, cuja finalidadeé retomar os aspectos relevantes na realização da 
pesquisa. Não devem ser apresentadas novas informações nas considerações finais, apenas sumarizar e 
reafirmar os principais resultados da pesquisa.
• Pós-textuais – compreendem as referências, item obrigatório, mais glossário, apêndice e 
anexo, se forem imprescindíveis. Em geral, a formatação de um artigo científico segue estes 
critérios:
• Formato do papel: A4.
Aula 9 Modelos e estrutura de documentos científicos
124 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• Tipo de fonte: Arial ou Times New Roman.
• Tamanho da fonte: 12 para o título (que deve ser em negrito) e para o texto. Citações longas 
e notas de rodapé, fonte tamanho 10.
• Margens: superior e esquerda: 3 cm; inferior e direita: 2 cm.
• Espacejamento: entre linhas 1,5, exceto no resumo, citações diretas longas e referências, que 
devem ser com espaço simples.
• Parágrafos: justificados com início recuado a 1,25 cm da margem.
• Numeração de páginas: no canto superior direito, não aparecendo na primeira página.
• O título principal deve estar centralizado, assim como os títulos indicativos de Resumo e 
Abstract.
• Os demais títulos, iniciando pela Introdução, devem seguir uma sequência numérica e estar 
alinhados à margem.
Há diversas instituições, revistas e periódicos que possuem modelos próprios de formatação para 
submissão de artigos, que devem ser seguidos pelo autor antes do seu envio. Algumas revistas especia-
lizadas, inclusive, não aceitam sequer para análise artigos não formatados conforme suas orientações.
Um artigo científico pode ser considerado como verdade científica. Uma das formas de reconhe-
cer um texto como artigo científico é por meio do DOI (Digital Object Indentifier)1, ou do envio a uma 
revista ou jornal especializado no tema, que solicitará a revisão por consultores científicos especializa-
dos na área e fará sua publicação.
Parte
4 Relatório
O relatório é o documento que apresenta os resultados finais de um estudo, pesquisa ou atividade. 
Algumas definições:
1. Narração ou descrição verbal ou escrita, ordenada e mais ou menos minuciosa, daquilo que se 
viu, ouviu ou observou. 2. Exposição das atividades de uma administração ou duma sociedade. 3. 
Exposição e relação dos principais fatos colhidos por comissão ou pessoa encarregada de estudar 
determinado assunto. 4. Exposição dos fundamentos de um voto ou de uma opinião. 5. Exposição 
prévia dos fundamentos de uma lei, decreto, decisão etc. (FERREIRA, 1992).
1 “Identificador de Objeto Digital: É um padrão para identificação de documentos em redes de computadores, como a internet. 
Esse identificador, composto de números e letras, é atribuído ao objeto digital para que este seja unicamente identificado na 
internet.” Fonte: <www.seabd.bco.ufscar.br/bases-dados/o-que-e-o-numero-doi-de-um-periodico>.
Aula 9Modelos e estrutura de documentos científicos
125Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Relatório, portanto, é a narração do que se passou, do que foi observado. “É o documento elabo-
rado com a finalidade de apresentar e descrever informações relativas a fatos vivenciados, ouvidos ou 
observados ou historiar a execução de serviços e experiências” (SIB/UFPR, 2002, p. 1). Será a trans-
crição do percurso de uma pesquisa realizada, a observação e os resultados alcançados. Geralmente 
acompanha documentos demonstrativo, como tabelas, gráficos, fotografias ou desenhos.
Existem vários tipos de relatório: estágio, administrativo, técnico-científico, visita, viagem etc. No 
meio acadêmico, “o relatório é uma descrição objetiva dos fatos científicos que ocorreram na pesquisa. 
Além disso, o pesquisador faz análise deles para chegar a conclusões ou tomar decisões” (MEDEIROS, 
2009, p. 256). 
Para elaborar um relatório, deve-se seguir as fases:
a. Projeto ou plano inicial – determinação da origem, definição do objeto de estudo, objetivos 
e métodos.
b. Coleta e organização do material – no decorrer da execução do trabalho deve-se coletar, or-
ganizar e armazenar o material que originará o relatório.
c. Redação – a redação do relatório é a etapa final de um processo. Ele será eficiente na me-
dida em que os objetivos e a metodologia forem bem definidos no início da investigação. A 
linguagem obedece às exigências de textos científicos, prima, portanto, pela objetividade, 
clareza e emprego da língua padrão.
A estrutura do relatório varia conforme a pesquisa realizada e as orientações das instituições que o 
solicitam. A seguir estão listados os principais itens que podem estar presentes na redação de um relatório:
• Capa. 
• Folha de rosto. 
• Resumo. 
• Listas de símbolos, abreviaturas, ilustrações etc. 
• Sumário. 
• Introdução (tema, objetivos, justificativa). 
• Revisão bibliográfica.
• Metodologia (resultados e discussão dos resultados).
• Conclusões e/ou recomendações. 
• Referências. 
• Anexos. 
• Agradecimentos. 
• Ficha de identificação do relatório.
Aula 9 Modelos e estrutura de documentos científicos
126 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
5 Resenha e fichamento
Resenha 
A resenha, segundo Ferreira (1992), é uma “apreciação breve de um livro ou de um escrito”. 
Nesse sentido, poderia ser comparada ao resumo. Porém, mesmo apresentando muitas semelhanças, 
é necessário diferenciar resenha de resumo. O resumo deve se limitar ao conteúdo do texto original, 
sem qualquer julgamento de valor. A resenha vai além, resume a obra e faz uma avaliação sobre ela, 
apresentando suas linhas básicas e seus pontos fortes e fracos.
Dessa forma, a resenha, além de apresentar os pontos mais relevantes do texto, objetiva fazer uma 
análise e emitir um julgamento ou opinião. Segundo Andrade (2003, p. 61), resenha é um “trabalho que 
demanda conhecimento sobre o assunto a fim de estabelecer comparação com outras obras da mesma 
área e maturidade intelectual para avaliar e emitir juízo de valor”.
Prodanov e Freitas (2013) descrevem alguns requisitos que devem ser observados ao elaborar uma 
resenha:
• Conhecimento completo do artigo ou da obra, não se limitando apenas à leitura de partes.
• Conhecimento sobre o assunto a ser criticado.
• Imparcialidade sobre o assunto.
• Justiça ao redigir, apresentando tanto aspectos positivos quanto negativos.
• Fidelidade ao pensamento do autor.
O texto deve apresentar os seguintes elementos: resumo, análise aprofundada e julgamento do 
texto, porém não se deve fazer a divisão entre essas partes. Na redação da resenha devem-se identificar 
as principais ideias do autor. O texto deve ser claro e conciso e conter sua apreciação crítica.
Estrutura da resenha: título centralizado na linha, letra maiúscula negritada, nome do resenhista 
no canto direito, abaixo do título, com identificação em nota de rodapé na primeira página. No corpo da 
resenha, autoria, título e demais informações pertinentes. Deve conter breve biografia do autor da obra.
a) Resumo da obra, pressupostos, críticas e comentários do resenhista.
b) Conclusão do autor do texto estudado.
c) Indicações do resenhista: relevância do tema, público-alvo, linguagem utilizada.
d) Referências das demais obras utilizadas para análise.
Aula 9Modelos e estrutura de documentos científicos
127Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Há dois tipos de resenhas: resenha descritiva, também chamada técnica ou científica, cujo obje-
tivo é julgar a verdade das proposições, analisando a consistência dos argumentos e das conclusões. E 
resenha crítica ou opinativa, com a finalidade de julgar o valor do texto, sua organização e relevância, 
por meio do juízo de quem a elaborou.
Fichamento 
O fichamento é uma forma organizada de registrar as informações obtidas por meio da leitura de 
um texto. É um método de controle e organização de informações sobre livros e documentos mediante 
a elaboração de fichas com conteúdo sintetizado.
Não é um resumo, é uma forma de indexar os pontos principais de um livro, com objetivo de faci-
litar sua lembrança e localização, quandofuturamente necessitar. O fichamento auxilia na organização 
dos documentos necessários para redigir o texto final. Ele agiliza o acesso aos dados consultados e 
separados durante a coleta de dados bibliográficos.
A elaboração das fichas dependerá de cada pesquisador, que deve organizá-la de forma a otimizar 
sua consulta posterior. O fichamento pode ser feito em fichas, papel comum ou ainda no computador. 
O quadro 1 ilustra um modelo de ficha:
Quadro 1 – Modelo de ficha
Itens Conteúdo Observação do aluno
1 – Tipo de obra
2 – Autor
3 – Ano de publicação
4 – Editora, edição
5 – Título
6 – Título do capítulo
6.1 – Palavras-chave
6.2 – Comentários
Fonte: elaborado pelo autor.
Aula 9 Modelos e estrutura de documentos científicos
128 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Extra
O texto a seguir, de Cidinei Bogo Chatt, esclarece sobre a importância da leitura e do uso de algu-
mas técnicas para a elaboração de textos científicos: 
A Importância das Técnicas da Leitura, Fichamento, Resumo e Resenha na Produção 
de Textos Técnico-Científicos
[...]
1 Introdução
É fato notório que a produção cientifica brasileira nos últimos anos deu um salto quantitativo, 
mas a qualidade ainda deixa a desejar se comparada com a produção científica americana e europeia. 
O problema reside no fato de que maioria dos alunos da graduação e pós-graduação não são devida-
mente instruídos a selecionar as ideias principais de um texto e a desenvolver ideias próprias. [...]
Sob tal enfoque, faz-se necessário estimular os acadêmicos desde os anos iniciais da vida 
universitária na elaboração de textos técnico-científicos, pois somente a persistência e dedicação 
trarão resultados positivos para o país e toda sociedade. 
Nesse sentido, este artigo tem por objetivo trazer à baila, técnicas importantes na produção 
cientifica, isto é, as técnicas de leitura, fichamento, resumo e resenha.
A leitura é a base de toda produção cientifica. A leitura solidifica o estilo, amplia o conheci-
mento, muda comportamentos e ajuda na articulação linguística. 
Quanto às técnicas de fichamento, resumo e resenha, cabe registrar que são ferramentas muito 
importantes para elaboração de trabalhos de pesquisa científica. Tais instrumentos visam a facilitar a or-
ganização do conhecimento adquirido, favorecendo o estudo, tornando a leitura mais eficiente e eficaz. 
[...]
3 Leitura
A leitura é uma atividade extremamente importante para o homem civilizado, atendendo a 
múltiplas finalidades. A leitura insere o ser humano em um vasto mundo de conhecimentos, pro-
piciando a obtenção de informações em relação a qualquer contexto e área do saber.
Sob tal enfoque, urge compreender que a técnica da leitura garante um estudo eficiente, 
quando aplicada qualitativamente. Nesse contexto, cabe registrar que em sua grande maioria, o 
produtor de texto técnico-científico fracassa porque sua leitura não é eficiente. [...]
[...] João Bosco Medeiros e Antonio Henriques escrevem que alguns tópicos devem ser 
observados a fim de facilitar o aproveitamento da leitura: a) primeiramente há que se determinar 
Aula 9Modelos e estrutura de documentos científicos
129Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
um objetivo a ser alcançado; b) esclarecer as dúvidas que possam ocorrer durante a leitura do 
texto com a consulta a um bom dicionário; c) assimilar as ideias principais do texto, captar as 
mensagens; d) fazer um esquema com as ideias principais e e) elaborar frases-resumos com base 
no que foi sublinhado. (5) 
Nesse sentido, antes de se iniciar no estudo de um texto ou obra o leitor deve compreender 
quais são seus objetivos. Deve-se perguntar que informação terá que encontrar e por que encon-
trá-la e quando encontrar, qual uso fará dessa informação. [...]
Nesse diapasão, há que se registrar que a grande maioria dos produtores de textos técnico-
-científicos perde a maior parte do tempo com leitura de material que em nada ajudará na produ-
ção literária. As pesquisas demonstram que existem diferenças no nível de aprendizagem quanto 
a material significativo e pouco significativo.
Segundo João Bosco Medeiros, em primeiro lugar, o leitor deve considerar que a leitura é 
seletiva e que há vários modos de realizá-la, como: a) o que é relevante para o leitor é a relação 
do texto com o autor (o que o autor quis dizer?); b) relação do texto com outros textos (leitura 
comparativa); c) o que é relevante é a relação do texto com seu referente; e d) relação do texto 
com o leitor (o que você entendeu?). (6) [...]
4. Fichamento
Pode-se definir a técnica do fichamento com sendo o ato através do qual se registra os estu-
dos de uma obra ou texto, em fichas ou em folhas de papel. Fichar é selecionar, organizar e regis-
trar informações que futuro servirão como material organizado para consulta e fonte para estudos 
posteriores. Atualmente, vem se disseminando a confecção de fichamento em meios eletrônicos, 
em face de uma visão ecológica. [...]
Nesse sentido, o fichamento é uma maneira excelente de manter um registro de tudo que 
se lê. Após a confecção de um bom fichamento de um texto, ou livro, nunca mais será preciso 
recorrer ao original novamente, o que trará ganho de tempo. Além disso, o fichamento facilita a 
execução dos trabalhos acadêmicos e a assimilação dos conteúdos estudados.
A elaboração do fichamento deve ocorrer em etapas. O leitor deve iniciar com uma leitura 
corrida geral, sem anotações. Permitindo-se, assim, o primeiro contato com alguns aspectos da 
obra como: tema tratado, seus aspectos estruturais e estilo do autor e ao mesmo tempo resolver 
dúvidas ou incertezas relativas ao vocabulário empregado e aos conceitos introduzidos no texto. 
Em seguida, fazer uma leitura mais cuidadosa, selecionando as ideias a serem destacadas.
Uma técnica que ajuda no fichamento e que também deve ser usada é a sublinhação. 
Sublinhar é isolar do texto um número reduzido de frases e expressões que melhor sintetizam as 
Aula 9 Modelos e estrutura de documentos científicos
130 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
informações lidas. Ou seja, sublinhar implica redução de texto e não transcrição total. O número 
de frases ou expressões destacadas deve ser reduzido, destacar somente a ideia que mais chamou 
a atenção evitar sublinhar ideias repetidas, sublinhar textos que representam uma ideia central. 
Assim, não se trata de resumir o texto ou parte dele, mas sim de isolar nele o que lhe parece mais 
significativo. [...]
5 Resumo 
[...]
A produção de resumos é de crucial importância na confecção de textos técnico-científicos, 
uma vez que é através desse tipo de atividade de produção de um novo texto a partir de um ou 
mais textos-base pelo qual, o leitor, além de registrar a leitura, manifesta sua compreensão de 
conceitos e do fazer-científico da área de conhecimento em que atua. [...]
6 Resenha
A técnica de resenha é a descrição minuciosa de uma obra, que além do resumo, sempre vem 
acompanhada de uma posição crítica por parte do leitor. A resenha exige do leitor capacidade de 
síntese, objetividade, relativa maturidade intelectual, domínio do assunto tratado na obra e, como 
em todo texto dissertativo, argumentação eficientemente. [...]
Consulte o texto completo em: <http://uj.novaprolink.com.br/doutrina/7154/a_importancia_
das_tecnicas_da_leitura_fichamento_resumo_e_resenha_na_producao_de_textos_tecnicocientifico>. 
Acesso em: 3 jul. 2015.
Atividade
1. Sobre a monografia, é correto afirmar:
a) É um trabalho de conclusão de curso realizado exclusivamente por um autor.
b) É um trabalho que reduz sua abordagem a um único assunto, um único problema, 
com tratamento especificado.
c) O tema de uma monografia deve ser sempre inédito.
d) Quanto à estrutura, a monografia apresenta apenas elementos textuais e 
pós-textuais.
2. Sobre artigo científico, analise as afirmações e julgue-as como verdadeiras (V) ou falsas 
(F):
( )� É um trabalho científico escrito por um ou mais autores com a finalidadede 
divulgar estudos e resultados de pesquisas.
Aula 9Modelos e estrutura de documentos científicos
131Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
( )� Possui a mesma estrutura de uma monografia.
( )� Sua finalidade é apenas para apresentação em congressos, seminários e revistas 
especializadas.
A sequência que completa corretamente as lacunas é:
a) V, V, F.
b) F, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, V.
3. Analise as afirmações sobre relatório:
I. O relatório tem a função de apresentar os resultados finais de um estudo, pesquisa 
ou atividade.
II. São exemplos de relatório: relatório de estágio, administrativo, técnico-científico, 
de visita e de viagem.
III. As fases de um relatório são: projeto; coleta e organização do material e redação.
Estão corretas:
a) Apenas as alternativas I e II.
b) Apenas as alternativas II e III.
c) Apenas as alternativas I e III.
d) Todas as afirmativas.
Referências
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos. 
6. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e documentação: artigos 
em publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação – 
referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR10520: informação e documentação: 
citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA E NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724. Informação e Documentação – Trabalhos 
Acadêmicos. Apresentação. Rio de Janeiro, 2011.
Aula 9 Modelos e estrutura de documentos científicos
132 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
CHATT, Cidinei Bogo. A Importância das Técnicas da Leitura, Fichamento, Resumo e Resenha na Produção 
de Textos Técnico-Científicos. Universo Jurídico, Juiz de Fora, ano XI, 8 set. 2010. Disponível em: <http://
uj.novaprolink.com.br/doutrina/7154/a_importancia_das_tecnicas_da_leitura_fichamento_resumo_e_resenha_
na_producao_de_textos_tecnicocientificos>. Acesso em: 3 jul. 2015.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.
MARCONI, Marna de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2003.
______. Fundamentos de Metodologia Científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
MEDEIROS, João Bosco. Redação científica – a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 5. ed. São Paulo: 
Atlas, 2009. 
POSGRADUANDO. Quais são as diferenças entre monografia, dissertação e tese? Disponível em: <http://
posgraduando.com/blog/quais-sao-as-diferencas-entre-monografia-dissertacao-e-tese>. Acesso em: 5 maio 2015.
PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e 
técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 
2007.
SIB/UFPR. Normas para apresentação de documentos científicos: relatórios. Curitiba: UFPR, 2002. 
UFSJ – Universidade Federal de São João Del-Rei. Trabalhos acadêmicos: monografias, dissertações, teses e 
memoriais. Disponível em: <www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/ppgtds/NORMAS%20ABNT/Topico_2_-_
Trabalhos_academicos,_monografias,_dissertacoes,_teses_e_memoriais.pdf>. Acesso em: 5 maio 2015.
Resolução
1. Resposta b) Monografia é um trabalho que reduz sua abordagem a um único assunto, um 
único problema, com tratamento especificado.
2. Resposta c) A sequência correta é: V, F, F.
3. Resposta d)Todas as afirmações sobre relatório estão corretas.
133Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 10
ARTIGOS
CIENTÍFICOS E 
PUBLICAÇÕES
Um dos objetivos da realização de uma pesquisa é sua 
publicação, para que os resultados estejam disponíveis e 
sejam utilizados por toda a comunidade científica. Os locais 
de publicação possuem seus próprios modelos de artigos e 
qualificações diferenciadas.
Neste capítulo estudaremos os principais tipos de artigos, 
a escolha dos locais e os passos para confeccionar artigos 
científicos para publicação e entender como é a classificação 
dos principais periódicos.
Aula 10 Artigos científicos e publicações
134 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 Confecção de artigos para publicação
Ao término de uma pesquisa relevante, o passo seguinte é a sua publicação, ou seja, mostrar os 
resultados para a comunidade científica interessada no assunto. 
Para a construção do texto, é necessário que o autor saiba exatamente o que quer demonstrar. Por 
isso, é fundamental que, antes da escrita, ele elabore um roteiro para organizar o texto. As frases de-
vem ser curtas e objetivas, sempre respaldadas nos dados da pesquisa ou em outros autores que deem 
credibilidade ao texto.
Há diversas formas de publicar um trabalho, como apresentação em seminários, congressos ou 
revistas científicas. O formato de envio comumente solicitado é o de artigo, por ser condensado e sinté-
tico. As publicações periódicas são a forma mais importante de disseminação dos novos conhecimentos 
produzidos. O periódico científico permite formalizar e tornar pública a pesquisa, especialmente entre 
a comunidade científica.
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003, p. 2): “Artigo científico é parte de 
uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e 
resultados nas diversas áreas do conhecimento.”
Medeiros (2009) complementa definindo o artigo científico como pesquisa condensada numa ex-
tensão relativamente pequena. Seu objetivo principal é apresentar resultados de estudos e investigações 
pessoais. Dependendo de seu objetivo, pode se limitar a uma pesquisa teórica. Apresenta, em geral, 
abordagem atual ou temas novos.
Pode haver divergências ente a NBR 6022/2003 da Associação Brasileira de Normas Técnicas e 
o padrão adotado pelos periódicos, pois a formatação depende do meio no qual o artigo será posterior-
mente divulgado (meio eletrônico, revista etc.). Portanto, ao submeter um artigo à aprovação de uma 
revista, o autor deve seguir as normas editoriais adotadas por ela. 
Independentemente da formatação, o artigo deve apresentar elementos pré-textuais, textuais e 
pós-textuais. Sendo os pré-textuais: 
• Título – é a expressão que identifica o conteúdo do artigo. Deve ser breve, claro e objetivo e 
descrever adequadamente o conteúdo. Deve ser seguido do subtítulo (se houver).
• Autor(es) – nome(s) acompanhado(s) de breve currículo que o(s) qualifique(m) na área de 
conhecimento do artigo. Caso haja mais de um autor, o autor principal deve ser colocado em 
primeiro lugar. Caso não haja, pode ser colocado em ordem alfabética.
Aula 10Artigos científicos e publicações
135Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• Resumo – deve apresentar uma sequência de frases, de forma concisa e clara, com os objeti-
vos, a metodologia e os resultados alcançados, de 100 a 250 palavras.
• Palavras-chave – 3 a 5 palavras que identificam o texto.
Elementos textuais: 
• Introdução – apresentação do artigo.
• Desenvolvimento – apresentar a fundamentação teórica, a metodologia, os resultados e a 
discussão (seções e subseções).
• Conclusão – deve responder às questões da pesquisa, correspondentes aos objetivos e hipóte-
ses e deve ser breve, podendo apresentar recomendações e sugestões para trabalhos futuros. 
Para artigos de revisão, deve-se excluir material, método e resultados.
Elementos pós-textuais: 
• Ao final do artigo pode-se incluir glossário, anexos e/ou apêndices, desde que sejam estrita-
mente necessários para a compreensão do texto.
• Referências – elemento obrigatório que deve ser formatado segundo a NBR 6023 ou confor-
me a formatação indicada pela instituição. 
• Abstract – é o resumo em língua inglesa (mais comum). Contudo, pode-se optar pela trans-
crição do resumo em outra língua, comoespanhol (Resumen), italiano (Riassunto) ou francês 
(Résumé). É um elemento obrigatório nos artigos.
• Keywords – são palavras-chave transcritas para a mesma língua estrangeira usada no resumo (em espa-
nhol Palabras clave, em francês Mots-clés, por exemplo). Também é um elemento obrigatório.
• Notas explicativas – a numeração das notas deve ser feita com algarismos arábicos, de forma 
única e contínua. A NBR 6022:2003 da ABNT apresenta o seguinte exemplo no texto:
Os pais estão sempre confrontados diante das duas alternativas: vinculação escolar ou vinculação 
profissional1. 
Na nota explicativa:
1 Sobre essa opção dramática, ver também Morice (1996, p. 269-290). 
Parte
2 Modelos de artigos
Ao terminar uma pesquisa, para divulgar os resultados do estudo é necessário publicá-la. Não há 
limite normatizado de número de páginas, mas cada instituição estabelece sua própria delimitação, que 
Aula 10 Artigos científicos e publicações
136 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
geralmente varia entre 10 e 20 páginas. Mesmo com essa limitação, é um trabalho completo e permite 
que outros pesquisadores, por meio da leitura da metodologia empregada, possam repetir a experiência.
O artigo pode abordar diversos assuntos, tratando de questões teóricas ou práticas já estudadas 
ou problemas novos. Há dois tipos de artigo, segundo a NBR 6022 (ABNT, 2003): artigo original e de 
revisão.
Original 
O artigo original “parte de uma publicação que apresenta temas ou abordagens originais” (ABNT, 
2003, p. 2). Esse tipo de artigo é fruto de uma pesquisa própria, apresentando dados originais descober-
tos por meio de experiência e observação e incluindo análise e/ou inferência dos dados coletados. Todo 
artigo original precisa ser elaborado por meio de dados coletados numa pesquisa de campo.
Nesse tipo de artigo deve-se dar especial atenção à descrição da metodologia utilizada. A popula-
ção envolvida, os métodos empregados e os procedimentos utilizados para análise devem estar comple-
tos e escritos de forma clara, a fim de validar os dados obtidos com a pesquisa.
Revisão 
Segundo a ABNT (2003), o artigo de revisão “parte de uma publicação que resume, analisa e dis-
cute informações já publicadas.” Geralmente é resultado de uma pesquisa bibliográfica, que organiza 
e sintetiza de forma crítica informações já disponíveis sobre o tema estudado, por meio da seleção dos 
principais autores que pesquisaram e escreveram sobre o assunto. 
A finalidade do artigo de revisão é sintetizar as principais informações já publicadas, estabele-
cendo relações entre os diferentes autores. É uma pesquisa qualitativa e depende da habilidade de in-
terpretação, avaliação, análise e redação de trabalhos já publicados, como outros artigos, dissertações, 
teses, livros etc.
Parte
3 Escolha dos locais para publicação
A publicação de um artigo pode ser feita por meio da forma impressa ou da forma eletrônica. 
Muitos periódicos migraram para o meio eletrônico devido à facilidade de acesso ao conteúdo ou de re-
cebimento de notificações sobre as novas pesquisas realizadas em determinada área. A qualidade de um 
periódico está relacionada a critérios como a existência de um conselho editorial e a revisão e avaliação 
Aula 10Artigos científicos e publicações
137Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
feita por especialistas na área, e não por seu meio de divulgação. Portanto, a forma de disponibilização 
dos artigos não deve ser usada para qualificar ou dar credibilidade aos documentos.
É fácil criar um blog ou um site e publicar uma pesquisa realizada. Porém, ao publicar em qual-
quer veículo de informação, corre-se o risco de o artigo não ser aceito pela comunidade científica, já 
que um dos critérios utilizados é o caráter inédito do trabalho.
Para escolher os locais de publicação de um artigo, aconselha-se a consulta à lista de revistas e 
eventos e as respectivas notas qualis, por meio do endereço: <http://qualis.capes.gov.br/webqualis/
principal.seam> (Acesso em: 3 jul. 2015).
Deve-se considerar também que uma qualificação maior implica em maior exigência na qualidade 
metodológica e na redação do artigo enviado. A qualificação de um periódico científico está relaciona-
da a alguns aspectos, como:
a. existência de um corpo editorial e de procedimentos para avaliação dos artigos submetidos;
b. registro no ISSN;
c. disponibilidade em plataforma online que facilite o acesso aos artigos;
d. presença em indexadores nacionais e internacionais.
A aceitação de um artigo é feita mediante um processo rigoroso de avaliação:
Para que um artigo científico seja publicado este passa por todo um procedimento de avaliação 
criteriosa, rigorosa e paramétrica assinada por revisores preparados, éticos, críticos e confiáveis. 
Dá-se o nome de avaliação por pares cega quando os avaliadores não têm informações sobre os 
autores dos artigos e nem os autores são informados sobre quem participou da avaliação de seus 
trabalhos (IBICT, 2015).
No momento da escolha do periódico, deve-se dar preferência àqueles que são indexados por sites 
especializados que, por meio de ferramentas específicas, facilitam a organização, busca e divulgação 
dos artigos. Podemos citar o Scielo1 e o site de periódicos CAPES2. Não se deve enviar o mesmo artigo 
para mais de um evento ou revista, pois isso configura autoplágio.
Antes do envio, é necessário conhecer as normas de publicação do periódico. Muitas revistas 
sequer leem o texto se ele não for enviado dentro das normas de formatação preestabelecidas. Além 
da formatação, Alisson (2013) aponta algumas razões que levam à rejeição de um artigo pelo corpo 
editorial de um periódico:
• desconhecimento da abrangência da área de conhecimento do periódico;
• problemas com citações;
1 <www.scielo.br/>;
2 <www.periodicos.capes.gov.br/>. 
Aula 10 Artigos científicos e publicações
138 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• fundamentação teórica mal-elaborada;
• falta de coesão no texto; 
• erros gramaticais;
• estilo de redação pobre.
Deve-se haver no mínimo um equilíbrio entre a relevância da pesquisa e a qualidade da redação, 
pois, mesmo que um artigo tenha uma pesquisa relevante, bem estruturada e que traga avanços na área 
do conhecimento, se ele não estiver bem escrito, poderá não ser aceito. O mesmo acontece com um 
artigo muito bem escrito, porém com uma pesquisa pobre ou mal-elaborada.
É indicado que, antes da submissão do artigo para avaliação pelo corpo editorial de um periódico, 
seja realizada uma revisão do texto, focando em sua clareza, estrutura e elaboração das frases. Deve-se 
dar uma atenção especial aos procedimentos metodológicos e à análise dos dados levantados, pois esses 
elementos são o alicerce da construção de novos conhecimentos. Revisar erros gramaticais e, especial-
mente, cuidar para que toda informação apresentada possua indicação correta da fonte pesquisada. A 
transcrição de alguns parágrafos sem a indicação correta da fonte pode ser motivo de não aceitação do 
artigo pelo corpo editorial do periódico.
Mesmo que o autor possua boa redação e conhecimento das normas, uma terceira pessoa, que não 
esteja envolvida com o conteúdo do texto, terá mais facilidade em revisá-lo.
É comum acadêmicos transformarem seu trabalho de conclusão de curso (tese, dissertação ou mo-
nografia) num artigo para enviar a uma revista científica. Nos cursos de graduação e especialização, a 
publicação de artigos não é normalmente exigida, mas deve ser estimulada, pois vê-se pesquisas ótimas 
que serviram apenas para obtenção do diploma. Nesses casos, as únicas pessoas que tiveram conheci-
mento dos resultados obtidos pela pesquisa do(s) estudante(s) foram os participantes e os membros da 
banca examinadora. Na realização de especializações stricto sensu (mestrado e doutorado), os alunos 
são orientados a produzir e publicar artigos científicos e é comum, então, transformarem capítulos de 
suas teses ou dissertações em artigos ou vice-versa. 
A publicação depesquisas de qualidade ajuda no fortalecimento da ciência e no desenvolvimento 
de uma nação. 
Parte
4 Qualis das revistas e eventos
Os meios mais utilizados para a divulgação dos resultados de pesquisas são as revistas científicas 
e os eventos, como congressos, fóruns, seminários etc., que podem ter abrangência local, nacional ou 
internacional. Quanto maior a abrangência, maior é o seu conceito (qualis). 
Aula 10Artigos científicos e publicações
139Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Naturalmente, quanto maior o conceito, maior é a “concorrência” de artigos para a publicação e 
maior deve ser o rigor e a qualidade da pesquisa.
Os qualis das revistas são catalogados pela CAPES (Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do 
Nível Superior), órgão do Ministério da Educação que também reconhece e avalia cursos de pós-gra-
duação stricto sensu em âmbito nacional.
Qualis-Periódicos
Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela CAPES para estratificação da qualidade da 
produção intelectual dos programas de pós-graduação. Tal processo foi concebido para atender 
as necessidades específicas do sistema de avaliação e é baseado nas informações fornecidas por 
meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com a classificação 
dos veículos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção.
A estratificação da qualidade dessa produção é realizada de forma indireta. Dessa forma, o Qualis 
afere a qualidade dos artigos e de outros tipos de produção, a partir da análise da qualidade dos 
veículos de divulgação, ou seja, periódicos científicos. 
 A classificação de periódicos é realizada pelas áreas de avaliação e passa por processo anual de 
atualização. Esses veículos são enquadrados em estratos indicativos da qualidade – A1, o mais 
elevado; A2; B1; B2; B3; B4; B5; C – com peso zero (FUNDAÇÃO CAPES, 2014).
As revistas são catalogadas pelos seguintes critérios:
• A1 e A2 – excelência internacional;
• B1 e B2 – excelência nacional;
• B3, B4 e B5 – relevância média;
• C – baixa relevância.
O Qualis-Periódicos é definido pelo conjunto de revistas que integram as grandes áreas de conhe-
cimento e a indexação em bases nacionais e internacionais de cada área.
Qualis A1: é a maior qualificação que uma revista ou periódico pode ter. Para obter o Qualis A1, 
o periódico deve possuir publicação amplamente reconhecida na área pela comunidade acadêmico-
-científica, atendendo às normas editoriais nacionais e internacionais, além de ter ampla circulação, 
mensurada por meio de assinaturas e acessos online. A periodicidade mínima deve ser de três números 
anuais, com publicação no prazo. Deve possuir conselho editorial e corpo de pareceristas formado por 
pesquisadores nacionais e internacionais de diferentes instituições e altamente qualificados. Deve tam-
bém publicar no mínimo 18 artigos por ano, por diversas instituições e estar indexado em pelo menos 
seis bases de dados, destas sendo pelo menos três internacionais, dentre outras exigências.
Qualis A2: também preza pela excelência, com algumas diferenças do Qualis A1, como periodi-
cidade mínima de dois números anuais e estar indexado em pelo menos cinco bases de dados, dentre 
as quais, três internacionais.
Aula 10 Artigos científicos e publicações
140 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Qualis B1 e B2: periódicos com circulação e excelência nacional.
Qualis B3, B4 e B5: periódicos com relevância média, com circulação nacional e publicação 
mínima de 12 artigos no ano.
Qualis C: direcionado aos periódicos locais, com baixa relevância à comunidade científica.
A consulta aos periódicos avaliados pelo MEC pode ser feita no site WEBQUALIS3, parte de um 
Sistema integrado do CAPES. Todas as revistas listadas e avaliadas pela CAPES têm o ISSN – Número 
Internacional Normalizado para Publicações Seriadas (International Standard Serial Number) –, que 
é o identificador aceito internacionalmente para individualizar o título de uma publicação seriada, tor-
nando-o único e definitivo. 
Além das revistas científicas, o artigo também pode ser publicado em:
a) Anais de Conferências: fórum para discussões que resulta na produção de anais. 
Nessa modalidade há uma agilidade na seleção dos materiais, cuja publicação está 
condicionada ao pagamento da inscrição.
b) Periódicos indexados: espaço para divulgação, o processo mais criterioso para 
aceitação e dificilmente vinculado a algum pagamento.
Cada artigo científico possui um DOI (Digital Object Identifier – Identificador de Objeto Digital)4, 
número que identifica o artigo e deve aparecer logo no início do texto. Apesar de todos os artigos cien-
tíficos possuírem DOI, nem todos os textos com o DOI podem ser considerados científicos. O DOI 
também identifica outros tipos de documentos. Apenas a submissão do artigo a uma revista ou a um 
jornal para revisão de consultores científicos especializados tornará o texto um artigo científico.
Extra
Durante um workshop realizado em 2012 pela FAPESP e pela editora científica Springe, foram 
apresentadas algumas dicas e pontos importantes sobre artigos científicos. No texto a seguir, Karina 
Toledo reuniu algumas delas, dadas pelo especialista Daniel McGowan: 
3 <http://qualis.capes.gov.br/webqualis/principal.seam>. Acesso em: 6 jul. 2015. 
4 DOI significa Digital Object Identifier, ou seja, Identificador de Objeto Digital. É um padrão para identificação de documentos 
em redes de computadores, como a internet. Esse identificador, composto de números e letras, é atribuído ao objeto digital para 
que este seja unicamente identificado na internet. [...] 
 O prefixo/raiz DOI é nomeado pela IDF (International DOI Foundation), que garante que cada raiz é única. Os livros ou artigos 
publicados em periódicos, por exemplo, provavelmente utilizarão como sufixo o número que já consta do ISBN ou ISSN. Além 
de ser um mecanismo utilizado para garantir o pagamento de direitos autorais através de um sistema de distribuição de textos 
digitais, o DOI também é útil para auxiliar a localização e o acesso de materiais na web, facilitando a autenticação de documen-
tos (FARIAS; COLEPICOLO).
Aula 10Artigos científicos e publicações
141Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Especialistas dão dicas para a 
publicação de artigos científicos
Editores de revistas científicas procuram trabalhos com resultados inéditos, escritos em in-
glês claro e conciso e que despertem interesse em seu grupo de leitores. Artigos que abordam 
temas quentes do momento levam vantagem, pois têm mais chance de serem citados em futuras 
pesquisas e de contribuírem para aumentar o fator de impacto do periódico.
Essas foram algumas das dicas apresentadas por Daniel McGowan, diretor do Grupo Edanz, 
durante o workshop “How to Write for and Get Published in Scientific Journals”, realizado no dia 
16 de março pela FAPESP e pela editora científica Springer.
Desde 1990, o número de artigos submetidos para revisão teve um aumento 100% superior 
ao do número de novos periódicos, segundo dados do Grupo Edanz, empresa de consultoria na 
área. Com o crescimento da competição, de acordo com McGowan, “o mínimo que os editores 
esperam é ciência de qualidade e linguagem adequada”.
“A pesquisa brasileira é boa, mas vejo dois grandes desafios a serem superados pelos pes-
quisadores do país: a dificuldade com a língua inglesa e a falta de entendimento de como deve 
se estruturado um artigo científico. Muitos parecem não saber o que colocar na introdução, na 
discussão e na conclusão do trabalho”, disse McGowan à Agência FAPESP.
Durante sua apresentação no workshop, McGowan explorou o tema e deu exemplos de 
como estruturar um resumo, como inserir tabelas, gráficos e figuras no texto, como formatar 
referências e escolher o título e como elaborar uma carta de apresentação ao editor. Deu também 
dicas sobre o tempo verbal mais adequado nas diferentes situações e recomendou aos cientistas 
redigir frases na voz ativae deixar sempre o sujeito da oração perto do verbo.
“Grande parte das pessoas que vão ler o artigo científico também não tem o inglês como 
primeira língua. O que elas desejam é ler rapidamente, apenas uma vez e conseguir entender a 
lógica do pesquisador”, destacou.
Para McGowan, ex-editor associado da Nature Reviews Neuroscience, o primeiro passo para me-
lhorar a qualidade da produção científica é a leitura do maior número possível de artigos publicados.
“Isso ajuda o pesquisador a saber se está fazendo as perguntas certas, usando os métodos 
adequados, interpretando os resultados no contexto apropriado, citando os estudos mais relevan-
tes da área e escolhendo o periódico com o perfil indicado para sua pesquisa”, disse.
Como cada publicação tem regras próprias para estruturar o texto e citar referências, a reda-
ção do artigo só deve começar após estar definida a revista para a qual ele será submetido.
Aula 10 Artigos científicos e publicações
142 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
“O pesquisador deve ser honesto ao avaliar o grau de relevância e novidade da pesquisa 
e escolher um periódico com fator de impacto compatível. Ela traz um avanço incremental ou 
conceitual? Afeta a vida de uma pequena população ou de milhares de pessoas? Melhora o co-
nhecimento sobre um fenômeno ou apresenta uma nova tecnologia?”, exemplificou McGowan.
O pesquisador deve ainda considerar fatores como o perfil do público a ser atingido, o pres-
tígio da publicação e se ela trabalha como sistema de acesso aberto ou assinatura. “Acesso aberto 
permite alcançar um número maior de leitores e, portanto, gera mais citações. Mas também tem 
um custo muito maior”, disse.
Segundo McGowan, um artigo nunca deve ser enviado a mais de um periódico ao mesmo 
tempo. “Por outro lado, se um pesquisador demora muito para publicar suas descobertas, pode 
ocorrer de outro grupo publicar antes. Recomendo, portanto, entrar em contato com o editor caso 
não receba retorno após seis semanas. Se depois de dois meses ainda não houver resposta, sugiro 
cancelar formalmente a submissão e só então enviar para outra revista”, afirmou.
Outra dica do consultor é relatar no fim do artigo os financiamentos recebidos de agências 
de fomento ou de outras instituições e empresas, descrever possíveis conflitos de interesse e as 
limitações do trabalho, como tamanho pequeno da amostra por exemplo.
“Os editores percebem quando há falhas ou limitações na pesquisa, mas ainda assim podem 
publicá-la se os resultados forem interessantes. Não mencionar esses fatores, porém, pode ser um 
motivo para rejeição”, disse.
TOLEDO, Karina. Especialistas dão dicas para a publicação de artigos científicos. 
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP. São Paulo: Agência Fapesp, 
22 mar. 2012. Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/especialistas_dao_dicas_para_a_publi-
cacao_de_artigos_cientificos/15344/>. Acesso em: 6 jul. 2015.
Atividades
1. Sobre os tipos de artigos, analise as afirmativas a seguir:
I. O artigo original é resultado de pesquisa científica que apresenta dados originais 
de descobertas com relação a aspectos experimentais ou observacionais e inclui 
análise descritiva e/ou inferências de dados próprios. 
II. O artigo de revisão é um trabalho que tem por objeto resumir, analisar, avaliar ou 
sintetizar trabalhos de investigação já publicados com revisões bibliográficas.
III. No artigo original não deve constar nenhuma informação de pesquisas anterior-
mente realizadas, pois todas as informações apresentadas devem ser inéditas.
Aula 10Artigos científicos e publicações
143Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
 Está correto o que se apresenta:
a) Nas afirmativas I e II.
b) Nas afirmativas II e III.
c) Nas afirmativas I e III.
d) Nas afirmativas I, II, e III.
2. Sobre a escolha de locais para submissão de artigos, assinale V para as afirmações ver-
dadeiras e F para as falsas:
�( )� É indicado enviar o mesmo artigo para duas ou mais revistas científicas.
�( )� É indicado verificar se o tema está de acordo com o objetivo e público-alvo da 
revista ou evento.
�( )� Nem sempre as revistas seguem rigorosamente as normas propostas pela ABNT e 
elas podem adaptar as normas para facilitar a divulgação.
A sequência que completa corretamente as lacunas é:
a) F, F, F.
b) F, V, V.
c) F, V, F.
d) V, F, F.
3. Todas as revistas listadas e avaliadas pela CAPES tem o ISSN – Número Internacional 
Normalizado para Publicações Seriadas �(International Standard Serial Number). Sobre 
o ISSN é correto afirmar:
a) é o identificador aceito internacionalmente para individualizar o título de uma 
publicação seriada, tornando-o único e definitivo.
b) é um relatório escrito e publicado que detalha resultados de uma pesquisa.
c) é um espaço para divulgação que está vinculado a algum pagamento.
d) é um número obtido por todos os trabalhos científicos, mesmo que estes sejam 
utilizados apenas como trabalho de conclusão de curso.
Referências
ALISSON, Elton. Ferramenta auxilia a identificar revistas para publicação de artigos. São Paulo: Agência 
FAPESP, 1 abr. 2013. Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/ferramenta_auxilia_a_identificar_revistas_para_
publicacao_de_artigos/17051/>. Acesso em: 6 jul. 2015.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e documentação: artigo em 
publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. 
Aula 10 Artigos científicos e publicações
144 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
FARIAS, Monique; COLEPICOLO, Eliane. O que é o número DOI de um periódico. Portal BCO. São Carlos/
SP: UFSCar. Disponível em: <www.seabd.bco.ufscar.br/bases-dados/o-que-e-o-numero-doi-de-um-periodico>. 
Acesso em: 6 jul. 2015. 
FUNDAÇÃO CAPES. Qualificação da produção intelectual. Capes/MEC: 1. abr. 2014. Disponível em: 
<www.capes.gov.br/avaliacao/instrumentos-de-apoio/classificacao-da-producao-intelectual>. Acesso em: 6 jul. 
2015.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IBICT. O que quer 
dizer avaliação por pares cega? SEER. Disponível em: <http://seer.ibict.br/index.php?option=com_
content&task=view&id=279&Itemid=74>. Acesso em: 6 jul. 2015.
MARCONI, Marna de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 6. ed. São 
Paulo: Atlas, 2007.
PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e 
técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.
TOLEDO, Karina. Especialistas dão dicas para a publicação de artigos científicos. Fundação de Amparo à 
Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP. São Paulo: Agência Fapesp, 22 mar. 2012. Disponível em: <http://
agencia.fapesp.br/especialistas_dao_dicas_para_a_publicacao_de_artigos_cientificos/15344/>. Acesso em: 6 jul. 
2015. 
Resolução
1. Resposta a) Está correto apenas o que se apresenta nas afirmativas I e II.
2. Resposta b) Não é indicado enviar o mesmo artigo para duas ou mais revistas científicas, 
pois caracteriza autoplágio.
3. Resposta a) O ISSN é o identificador aceito internacionalmente para individualizar o título 
de uma publicação seriada, tornando-o único e definitivo.
145Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 11
PREPARAÇÃO 
PARA DEFESA E 
APRESENTAÇÃO DA 
PESQUISA
Um dos objetivos da realização de uma pesquisa é sua 
publicação, para que os resultados estejam disponíveis e 
sejam utilizados por toda a comunidade científica. Os locais 
de publicação possuem seus próprios modelos de artigos e 
qualificações diferenciadas.
Neste capítulo estudaremos os principais tipos de artigos, 
a escolha dos locais e os passos para confeccionar artigos 
científicos para publicação e entender como é a classificação 
dos principais periódicos.
Aula 11 Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
146 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 Organização do conteúdo
No final de um curso de graduação é comum que os alunos tenhamde apresentar oralmente a 
pesquisa monográfica, podendo ser defesa, seminário, painel dentro de algum evento da instituição etc. 
Nos cursos de mestrado strictu sensu e no doutorado, a defesa oral é obrigatória, sendo um processo 
formal, público e realizado perante uma banca de professores examinadores.
Ao final de muito trabalho, muita leitura, pesquisa, escrita e reescrita e, com o trabalho de con-
clusão de curso (TCC) pronto, é hora de organizar o conteúdo que será apresentado para defesa ou 
exposição.
Quando há defesa do TCC, a instituição delimita o tempo para apresentação, dessa forma o con-
teúdo a ser exposto deve ser organizado para que não ultrapasse, mas que também não termine muito 
antes do tempo disponível.
Fazer um roteiro é o primeiro passo para organizar o conteúdo. Mas o que apresentar? Como 
não há tempo para apresentar todo o trabalho, algumas seções devem ser priorizadas. Assim, após a 
apresentação do(s) autor(es) para a plateia (banca), sugere-se fazer uma introdução, descrevendo o 
assunto pesquisado, a importância e a relevância daquela pesquisa. Na sequência, é obrigatório que se 
apresente:
• o problema de pesquisa;
• os objetivos geral e específicos;
• a metodologia (quando a pesquisa é simples, como bibliográfica);
• a organização da própria apresentação (uma espécie de sumário da apresentação).
Após essa etapa introdutória, que deve ser breve, parte-se para a explanação do desenvolvimento 
da pesquisa, apresentando o posicionamento dos principais autores sobre o tema pesquisado, ou seja, 
uma síntese da fundamentação teórica. No trabalho escrito geralmente essa é a seção mais extensa, 
porém, na apresentação, os autores devem ser criteriosamente escolhidos para não tomar muito tempo.
O próximo tópico a ser abordado é o próprio desenvolvimento da pesquisa, reserve tempo neces-
sário para que o procedimento metodológico utilizado fique bem claro, pois é ele quem validará os 
resultados, além de ser a parte de maior interesse para a banca examinadora. 
Nessa etapa devem ser apresentados os dados obtidos, a análise aferida à eles e a discussão sobre 
os resultados. Sugere--se o uso de tabelas, gráficos e quadros que, além de sintetizarem, organizam 
Aula 11Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
147Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
visualmente a informação. Sempre que possível relacione os dados obtidos ao posicionamento dos au-
tores apontados na fundamentação teórica. Isso demonstrará coesão no trabalho, desde que não se fuja 
dos objetivos propostos para a pesquisa.
Por último, apresente as Considerações Finais ou Conclusão de seu TCC. Cabe reafirmar as prin-
cipais informações, análises e conclusões já demonstradas. 
Lembre-se de que cada objetivo listado no início da exposição deve ser “respondido”. As solu-
ções para o problema de pesquisa devem ser apontadas, bem como se a hipótese (quando presente) foi 
aceita ou negada. Pode-se finalizar com sugestões de continuidade ao trabalho realizado, quando for 
conveniente.
Seja objetivo: a objetividade deve estar sempre presente, pois o excesso de 
informação, além de distrair a audiência, tira o foco da apresentação.
O que os professores que compõem a banca avaliam? A seguir estão listados os itens mais comuns 
presentes nas fichas de avaliação de bancas de TCC:
• Postura/comportamento durante a apresentação.
• Uso adequado do tempo.
• Uso adequado dos recursos.
• Clareza na comunicação.
• Segurança na apresentação.
• Relevância da pesquisa.
• Organização da apresentação.
• Relação entre autores listados na fundamentação teórica e análise dos dados.
• Apresentação clara dos itens obrigatórios (problema, objetivos e metodologia).
• Adequação dos procedimentos metodológicos.
• Técnicas de coleta, análise e interpretação de dados.
• Conclusão: clareza, contribuições do trabalho, sugestões de trabalhos futuros e limitações da 
pesquisa.
• Argumentação nas respostas às arguições.
• Uso de linguagem adequada.
Aula 11 Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
148 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
2 Elaboração de slides e 
preparação da apresentação
O uso do projetor de slides auxilia na apresentação e defesa do Trabalho de Conclusão de Curso, 
pois facilita a organização da exposição, a explanação de gráficos, tabelas e ilustrações que auxiliarão 
no entendimento da pesquisa.
É possível utilizar vários softwares na criação da apresentação das informações relativas ao TCC. 
O software mais comumente utilizado é o PowerPoint. Bons slides auxiliam, ilustram e tornam a apre-
sentação mais dinâmica. Entretanto, essa ferramenta deve ser utilizada apenas como apoio e a criação 
dos slides deve ser feita com cuidado e seguindo alguns critérios.
O excesso de texto nos slides prejudica a apresentação, pois, na maioria das vezes, a apresentação 
acaba se tornando apenas uma leitura dos slides e mesmo se não houver leitura direta dos slides, a 
banca e a plateia estarão concentrados no texto enquanto o aluno está apresentando, dessa forma sua 
fala se perderá.
Por esse motivo, é melhor evitar frases inteiras nos slides, substituindo-as por tópicos ou palavras-
-chave. Ressalta-se melhor legibilidade com a recomendação de apenas sete linhas por slide. Quando 
a utilização de um texto for imprescindível, procure resumi-lo e escrevê-lo de forma simples, direta e 
objetiva, cuja leitura seja rápida e de fácil compreensão.
Outro cuidado necessário é com relação ao tamanho da fonte do texto presente nos slides, que 
deve ser no mínimo 24 pontos, além de observar o contraste entre textos, imagens, tabelas e gráficos e 
o fundo do slide. 
As cores do texto e do fundo do slide precisam possuir contraste suficiente para que os tópicos 
fiquem bem legíveis, especialmente se a apresentação ocorrer numa sala com excesso de iluminação. 
O ideal é seguir em todos os slides o mesmo padrão de cor de fundo, tamanhos e cores para os títulos 
e textos. 
As imagens utilizadas devem estar bem visíveis e ser auto-explicativas. No caso de um diagrama 
muito grande, uma tabela com muitas linhas e/ou colunas ou qualquer outra figura que, se colocada 
integralmente no slide não fique bem legível, recomenda-se fazer “recortes” nos slides seguintes para 
a explicação ou eliminar parte das linhas/colunas, focando nas informações mais importantes. Sempre 
que utilizar gráficos, quadros ou tabelas é necessário colocar um título que descreva esses elementos, 
bem como a indicação de sua fonte.
Aula 11Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
149Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
A mesma organização do conteúdo da apresentação deve ser seguida na elaboração dos slides. 
Uma sequência lógica e didática, apresentando uma ideia (assunto) em cada slide facilita a apresenta-
ção e a compreensão pela banca.
Se na hora da apresentação notar um erro ortográfico ou qualquer outro (desde que não seja sobre 
um dado importante de sua pesquisa), não mencione para a banca. Os erros deveriam ter sido vistos na 
confecção dos slides, tentar corrigi-los apenas vai reforçá-los para a banca.
Não se esqueça de inserir um slide de fechamento da apresentação (pode ser o mesmo slide inicial 
com o título e nomes dos autores) ou outro com alguma citação ou agradecendo a atenção dos membros 
da banca. 
A seguir relacionamos algumas sugestões para os slides: 
• Título da pesquisa, nome do acadêmico e nome do professor orientador (e coorientador). 
• Contextualizar o tema da pesquisa e apresentar a problematização. 
• Explicar a relevância da pesquisa. 
• Explicar os principais tópicos estudados no referencial teórico, podendo se utilizar de 
citações.
• Apresentar os resultados da pesquisa, argumentando com base na fundamentação teórica. 
• Explicar as fases da pesquisa, definindo o método e as técnicas utilizadas, dificuldades en-
contradas, hipóteses confirmadas (ou não). 
• Comentar que o trabalho não esgota o assunto estudado; 
• Pode-se finalizar a apresentaçãocom uma reflexão a respeito do tema da pesquisa (utilizando 
a epígrafe do trabalho).
• Agradecer e abrir espaço para os questionamentos.
Colocar ou não as referências do TCC nos slides? Quem pode responder a essa questão é seu 
orientador. Bom-senso é fundamental. Se você tiver uma cópia do TCC, qualquer fonte utilizada no 
texto poderá ser consultada nesse documento. Algumas instituições sugerem que sejam inseridas ape-
nas as referências de documentos utilizados nos slides. Se o TCC possuir muitas referências, não se 
deve colocar todas, até porque não é o objetivo de uma defesa apresentar todos os autores usados na 
pesquisa.
Preparando-se para apresentar: ao ser avaliado, especialmente numa situação formal, como é 
a defesa de um TCC, é normal haver um pouco de nervosismo. Não há como julgar sua influência em 
cada pessoa, mas pode-se afirmar que o nervosismo é inversamente proporcional ao tempo gasto com 
o estudo e preparação.
Aula 11 Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
150 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Quando o trabalho é coletivo é quase obrigatório fazer um “treino” da apresentação para ajustar 
os momentos de interação, postura, tempo etc. Mesmo sendo “dividido” o trabalho para apresentação, 
todos os integrantes devem conhecer o trabalho em sua totalidade. A banca pode sortear a ordem de 
apresentação do TCC. É bom estar preparado para situações como essas.
Na defesa, saber o conteúdo a ser apresentado é obrigação, assim o aluno deverá se preocupar 
somente com os detalhes, como fazer backups, testar equipamentos, a postura, tom de voz etc.
Lembre-se de levar todos os materiais que necessita (cópia impressa do TCC, pesquisa de campo, 
documentos relacionados à autorização da pesquisa etc.). Certifique-se de ter cópias de segurança do 
arquivo da apresentação, tanto na versão atual do software, quanto em versões anteriores, pois o equi-
pamento utilizado pode ter apenas versões antigas do software.
Como já mencionado, os slides não devem conter texto em excesso porque, devido ao possível 
nervosismo, a apresentação poderá se restringir apenas à leitura dos mesmos, o que demonstra inse-
gurança e dá margem à dúvidas para os examinadores se o aluno realmente tem conhecimento sobre o 
assunto que está explanando. Por isso, conhecer a fundo o assunto que será apresentado é fundamental, 
assim como é indicado treinar a apresentação em voz alta, sem leitura. A fala deve ser firme, com en-
tonação normal e clareza, feita sempre de frente para os membros da banca.
Inicie a apresentação agradecendo ao orientador e demais membros avalia-
dores da banca. Lembre-se de que é uma situação formal.
No caso de esquecer algum assunto, não reforce isso na apresentação. Apenas diga à banca “daqui 
a pouco eu lembro e retorno” e prossiga com a apresentação. Se tratado com naturalidade, um esqueci-
mento passa despercebido pela banca.
Parte
3 Defesa: respondendo 
aos questionamentos
A defesa de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) pode ser opcional em alguns cursos de gra-
duação, nesse caso pode ou não ser realizada a arguição ou somente a apresentação, dependendo da regra da 
instituição. Já nos cursos Stricto sensu (mestrado, doutorado e pós-doutorado) a defesa é obrigatória.
A apresentação oral tem objetivo de explicar o trabalho, enfatizando suas realizações individuais, 
conhecimento, tecnologia ou produto novo gerado, os resultados obtidos e as conclusões do trabalho. A 
resposta aos questionamentos é menos formal, mas o avaliador também apresenta sua análise.
Aula 11Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
151Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
A defesa é uma apresentação pública para um grupo de professores com conhecimento sobre o 
assunto, entre eles o orientador do TCC, que preside a banca e faz a ata de defesa do documento, que é 
incorporado à tese ou dissertação.
Na maioria dos cursos em que a defesa é obrigatória há qualificação ou pré-banca. A qualifica-
ção é a apresentação do TCC, normalmente quando está na sua fase final, com mais de 75% concluído, 
para os membros da banca examinadora, em uma seção privada. Nessa etapa serão apontadas todas as 
sugestões de modificação necessárias ao TCC. Como geralmente são muitos apontamentos “negativos” 
sobre o trabalho, a apresentação não é aberta ao público, para não expor o aluno.
Após a qualificação, o aluno terá um tempo para fazer as correções e ajustes, apresentando a ver-
são final na defesa pública. As instituições podem optar por entregar a versão final antes da apresenta-
ção e, havendo necessidade, o aluno fará alterações em forma de errata.
A defesa normalmente inicia-se com um processo formal de apresentação dos membros da banca 
e do(s) aluno(s) e algumas informações adicionais, como leitura da ata e sobre o tempo disponível para 
a apresentação oral e para os membros da banca fazerem a arguição.
O aluno não deve exceder o tempo destinado à apresentação. O treino antes 
da defesa é fundamental.
É indicado que o(s) aluno(s) se apresente(m) e cumprimente(m) os membros da banca e o orienta-
dor, dando continuidade à apresentação. Terminada a apresentação oral, cada membro da banca exami-
nadora faz suas considerações sobre o trabalho apresentado e faz as perguntas (arguição) que deverão 
ser respondidas/defendidas pelo(s) aluno(s).
A arguição é a etapa em que a banca examinadora questiona, pede esclarecimentos e oferece 
sugestões para o trabalho. Enquanto o membro da banca faz suas considerações, ele não deve ser inter-
rompido pelo aluno, que deverá fazer anotações e, somente quando lhe for aberto espaço, agradecer as 
considerações feitas pelo avaliador (mesmo que não concorde) e procurar responder os questionamen-
tos de forma clara, segura e objetiva.
Caso seja apontada alguma inconsistência no trabalho, o aluno deve valorizar a observação feita e 
anotá-la para correção, nessa situação não deve justificar ou se desculpar pelo erro.
E se houver alguma pergunta “constrangedora”? Se o trabalho estiver bem estruturado e delimita-
do, você responderá todos os questionamentos baseando-se no conteúdo abordado. O membro da banca 
pode (mas não deveria) perder a polidez. Porém, o aluno é obrigado a manter-se sereno e não se exaltar.
Se não entender o que está sendo questionado, o aluno deve pedir que o examinador reformule 
a questão. Caso haja um questionamento sobre algo que não está no trabalho, o aluno não deve tentar 
Aula 11 Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
152 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
responder, mas apenas dizer que a pesquisa não abrangeu tal assunto. Poderá também mencionar seu 
orientador afirmando que “nós” optamos por não seguir esse caminho.
Terminada a etapa de arguição, os membros da banca reúnem-se de forma isolada para buscar 
um consenso sobre o resultado da apresentação e a nota final, que geralmente é a média da nota da 
apresentação com a do trabalho escrito e ambas podem ter pesos distintos. O resultado pode ser dado 
ao(s) aluno(s) após essa reunião, que é o procedimento mais comum, ou em outro momento, de acordo 
com as diretrizes estabelecidas em cada instituição. Ao final, os membros da banca examinadora e o(s) 
aluno(s) assina(m) a ata de defesa, que é o documento que comprova sua realização.
Rocha (2013) relaciona uma série de dicas para a apresentação do Trabalho de Conclusão de 
Curso, entre elas:
• Cuidar com o uso de gírias e erros de concordância.
• Usar frases objetivas e claras.
• Olhar para os membros da banca ou para a plateia
• Fazer pequenas pausas entre os assuntos.
• Acatar com respeito as observações da banca.
• Não ser apático, demonstrando energia e vontade de apresentar.
• Vestir-se de acordo com a formalidade da ocasião.
• Flexionar a voz, alterando o tom.
• Defender seu trabalho com convicção, evitando termos como “eu acho que...”, que deverão 
ser substituídos por “conforme a pesquisa”, “eu acredito que” etc.
• Visitar a sala antes da apresentação,conhecendo o ambiente.
• Movimentar-se durante a apresentação, demonstrando domínio e segurança.
• Ignorar erros de apresentação, dando prosseguimento sem enfatizá-los.
• Treinar a apresentação é fundamental para que ela flua sem maiores esforços.
Extra
O que não fazer em sua defesa de dissertação ou tese
autor: Adrian Sgarbi. 
As regras universitárias que tratam da defesa de dissertações e teses variam de universidade 
para universidade. Por exemplo, algumas dispensam a apresentação inicial, enquanto em outras 
Aula 11Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
153Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
instituições, com variação de tempo, a apresentação constitui o seu primeiro ato. Assim, não irei 
dizer como funciona cada fase de defesa. Esse é o trabalho do seu orientador. Penso que posso 
ajudar em outra coisa; posso dizer o que você não deve fazer considerando alguns aspectos gerais 
desse momento decisivo da sua vida.
* * *
Esses os itens em que você não pode falhar em sua arguição:
• Chegar atrasado. Seja pontual. Ou melhor, chegue antes. Pense em 40 minutos no 
mínimo. Chegar atrasado causa péssima impressão, além de aumentar o seu estresse.
• Ir sem conhecer as regras de defesa. Converse com o seu orientador sobre as re-
gras de defesa. Preferencialmente, com mais de uma semana de antecedência. Lembre- 
-se de que você terá que ajustar a sua apresentação ao tempo que for dedicado a você 
nos termos das regras de sua universidade. Portanto, reduza a sua ansiedade e impre-
vistos informando-se.
• Deixar de saudar os membros da banca no início. No mínimo isso é falta de educa-
ção. Ao iniciar a sua defesa, agradeça a atenção prestada ao seu trabalho. Depois, inicie 
a exposição, se este for o caso. Em geral, no final da defesa, o presidente da banca 
concede algum tempo para considerações finais do candidato a título de mestre ou de 
doutor. Aproveite esse momento para agradecer novamente a banca pelas observações 
feitas, aos familiares e aos amigos presentes.
• Deixar de cumprimentar algum membro da banca no final. Depois do presidente 
da banca anunciar a avaliação final e declarar encerrada a sessão, caminhe até cada um 
dos membros da banca e os cumprimente. Comece pelos professores de fora da univer-
sidade; passe para os professores do departamento; por último (e espero que com maior 
afeto) agradeça ao seu orientador. Nunca deixe de cumprimentar todos os membros da 
banca no final, principalmente o arguidor que foi duro na arguição. Pode acreditar, isso 
acontece. No final da arguição não apenas um candidato deixou de me cumprimentar 
como a sua família, que estava lá, também. Não faça isso. E explique aos seus fami-
liares que discordar de trabalhos é normal na universidade e que nada de pessoal ou 
excepcional há em discordar.
• Tentar ser exaustivo na apresentação. Caso você deva apresentar o seu trabalho oral-
mente, antes de iniciar a arguição, seja direto. Diga qual o ponto principal do seu traba-
lho, como você enfrentou o problema e quais resultados obteve. Não tente apresentar 
Aula 11 Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
154 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
todo o seu trabalho. Assuma que a banca estudou o seu trabalho e se coloque à disposi-
ção para responder às perguntas.
• Ler o trabalho de ponta a ponta. Não fique lendo o seu trabalho. Ler o trabalho sem 
parar demonstra que você não domina o tema. O que os seus avaliadores esperam é 
que você transpire familiaridade com o seu tema. Assuma um tom conversacional. Use 
marcadores como sinalizações para as passagens importantes do seu trabalho. Isso faci-
lita o seu manuseio. Leia apenas as passagens que você considerar relevantes e depois 
desenvolva um pouco mais, sem ler.
• Deixar de responder a alguma pergunta. Anote as perguntas que lhe forem feitas. 
Organize com calma as suas ideias e responda. Lembre-se de que uma boa resposta é 
aquela que é informativa, sucinta e que enfrenta a pergunta.
• Fingir que entendeu a pergunta. Não finja que você entendeu a pergunta. Assim, se 
você tiver perdido alguma parte da pergunta ou não a tiver entendido, peça ao argui-
dor para repeti-la ou, mesmo, reformulá-la. Não há nenhum problema nisso. Quando 
algum candidato me pede para eu repetir a pergunta ou desenvolvê-la um pouco mais, 
fico contente. Interpreto como um ato atencioso do candidato, nada mais. O candida-
to quer apenas dar o melhor de si. E para tanto, ele precisa, antes, entender o que foi 
perguntado.
• Ser defensivo. Defenda o seu trabalho sem ser defensivo. Elimine de sua cabeça frases 
como: “— Eu também não estou feliz com o meu capítulo 3” ou “Eu também acho que 
minha tese poderia ter sido muito melhor”. Argumente antes de dar-se por vencido e 
admita quando determinado ponto não estava no foco de suas preocupações. Depois, 
explique o porquê.
• Atacar a banca. Nunca ataque a banca dizendo que também não gostou de algum tra-
balho dela. Não se esqueça de que é o seu trabalho que está sendo avaliado. Exponha as 
suas razões respondendo à pergunta. Um bom membro de banca avaliadora não espera 
concordância. Ele apenas espera uma boa fundamentação do ponto de vista que você 
assume em seu trabalho. Portanto, fundamente. Isso é o suficiente para atestar a sua 
capacidade e ser aprovado.
• Ser desrespeitoso. Seja educado, inclusive quando o membro da banca não for. Penso 
que em banca o pior e o melhor das pessoas aparecem. Não me lembro de ter sido 
hostilizado por nenhum candidato, mas já fui por outro membro da banca. Aliás, isso 
é feio também. Como disse, o pior e o melhor das pessoas surge em bancas. Não se 
Aula 11Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
155Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
assuste com isso e nem se desestabilize. Ignore o que ocorreu e mantenha a calma. Seja 
diplomático. Se algo sair dos trilhos, há o presidente da banca para tomar as rédeas de 
tudo. Não tente você mesmo fazer isso. Não justifique uma grosseria repetindo a falta 
de educação. Todos irão se lembrar de sua postura educada em contraste com a do des-
temperado. Será 1x0 para você.
• Interromper o arguidor. Não interrompa a fala de um membro da banca. Espere que 
em determinado momento será concedido tempo para você. Concentre-se em escutar, 
entender o que está sendo dito e anotar os seus insights para usá-los quando chegar a 
sua vez.
• Tratar algum membro da banca com extrema amizade. É normal conhecer algum 
membro da banca. Essa é uma consequência de ter sido seu aluno. Mas não espere 
receber no dia de sua avaliação demonstrações de afeto e não saia por aí abrindo os 
braços tentando estabelecer conversa de extrema amizade. Há tempo para tudo. Um 
gesto assim, ainda que sem intenção, não fica bem. Trate todos os membros da banca 
com igual profissionalismo.
• Não levar uma cópia do seu trabalho com você. Nem pense em esquecer ou deixar 
de levar uma cópia do seu trabalho no dia de sua defesa. Inúmeras questões, que serão 
feitas, estarão relacionadas diretamente a passagens do seu texto. Portanto, você preci-
sará ter uma cópia em suas mãos, necessariamente.
• Deixar o celular ligado. Isso vale para você, para a sua família, amigos e chegados. 
Alerte a todos sobre isso. Aliás, faça uma pequena reunião antes com os seus convida-
dos ou envie a eles um e-mail esclarecendo certos aspectos da defesa. E mencione o 
problema dos celulares. Se em sala de aula isso é horrível, em uma banca isso é o fim.
• Vestir-se de modo inadequado para a ocasião. Tudo bem. O programa de seu mestra-
do e doutorado é perto de região oceânica. Mas não vá vestido como se você estivesse 
de férias. Caso tenha dúvida sobre como se vestir, converse com o seu orientador. Já 
vi gente ir de chinelo à defesa. Eram Havaianas. Quando penso no que aconteceu me 
pergunto: o que foi isso?
• Por fim, não se esqueça de que você é um especialista no tema de seu trabalho e que a 
banca deseja certificar-se disso. Portanto, tranquilize-se. Tente se divertirno dia de sua 
defesa. Afinal, é o “seu” momento.
(Disponível em: <http://pesquisatec.com/new-blog/2013/9/2/o-que-no-fazer-em-sua-defesa-de-disser-
tao-ou-tese>. Acesso em: 13 jul. 2015.) 
Aula 11 Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
156 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Atividades
1. Sobre a elaboração dos slides para apresentação, analise as afirmações a seguir:
I. Deve-se evitar frases inteiras e extensas nos slides.
II. O tamanho da fonte deve ser 12 pontos, conforme a ABNT.
III. Deve haver um bom contraste entre o fundo do slide e o texto.
Para criar slides com boa legibilidade e que facilitem a apresentação devem ser segui-
das as recomendações presentes:
a) apenas nas afirmativas I e II. 
b) apenas nas afirmativas II e III. 
c) apenas nas afirmativas I e III. 
d) em todas as afirmativas.
2. Qual conceito melhor descreve a arguição?
a) Arguição é o processo formal de apresentação do aluno perante a banca 
examinadora.
b) Arguição é a etapa em que a banca examinadora faz perguntas, pede esclareci-
mentos e oferece sugestões para o trabalho.
c) Arguição é a etapa em que os membros da banca reúnem-se de forma isolada para 
buscar um consenso sobre o resultado da apresentação.
d) Arguição é a etapa em que o aluno apresenta os resultados de sua pesquisa e faz 
considerações finais.
3. A respeito da apresentação dos slides para a banca, leia as afirmações a seguir e julgue-
-as como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( )� Por se tratar de uma apresentação formal, o aluno deve apenas fazer a leitura 
dos slides.
( )� Estudar e treinar a apresentação é indicado para melhorar a exposição e dar 
mais segurança.
( )� Deve-se organizar uma sequência lógica e didática para a apresentação, mos-
trando preferencialmente um assunto em cada slide.
A sequência correta obtida é:
a) V, V, V.
b) F, V, V.
c) V, F, V.
d) V, V, F.
Aula 11Preparação para defesa eapresentação da pesquisa
157Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Referências
CALEFFI, Rosicler Beltrame. Banca de Avaliação versus Aflição. São Paulo: Scortecci Editora, 2008.
PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e 
técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.
ROCHA, José Antônio Meira da. Estrutura da Defesa do Trabalho de Conclusão de Curso. Publicado em: 16 
jul. 2013. Disponível em: <http://meiradarocha.jor.br/news/tcc/2013/07/16/estrutura-da-defesa-do-trabalho-de-
conclusao-de-curso-tcc/>. Acesso em: 7 jul. 2015.
SGARBI, Adrian. O que não fazer em sua defesa de dissertação ou tese. Publicado em: 3 set. 2013. 
Disponível em: <http://pesquisatec.com/new-blog/2013/9/2/o-que-no-fazer-em-sua-defesa-de-dissertao-ou-tese>. 
Acesso em: 13 jul. 2015. 
Resolução
1. Resposta c) Para criar slides com boa legibilidade e que facilitem a apresentação, deve-se 
evitar frases inteiras e extensas nos slides, que devem possuir bom contraste com o conteúdo. 
O tamanho da fonte de 12 pontos é muito pequeno para uma apresentação utilizando slides.
2. Resposta b) A arguição é a etapa em que a banca examinadora faz perguntas, pede esclare-
cimentos e oferece sugestões para o trabalho.
3. Resposta b) O aluno deve apresentar seu TCC evitando fazer apenas a leitura dos slides.
159Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Aula 12
ELABORAÇÃO 
DE CURRÍCULO E 
MEMORIAL
Currículo ou memorial são documentos que descrevem 
e sintetizam a vida acadêmica e profissional de uma pessoa. 
A elaboração do currículo deve levar em consideração as 
competências e habilidades necessárias para vaga almejada. 
Tanto o currículo quanto o memorial são decisivos na seleção 
dos candidatos. Por isso é fundamental conhecê-los.
Neste capítulo estudaremos as características e a estrutura 
dos diferentes tipos de currículos e também como elaborar um 
memorial.
Aula 12 Elaboração de currículo e memorial
160 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Parte
1 Definição e tipos de currículo
O currículo, que pode ser escrito na sua forma latina curriculum vitae, é um termo que significa 
trajetória de vida. Seu objetivo principal é relatar historicamente a trajetória educacional, acadêmica, 
experiências profissionais, habilidades e competências de uma pessoa. 
Sua principal finalidade é sintetizar as qualificações e aptidões de um candidato a uma vaga de 
emprego, ingresso em cursos de pós-graduação, concessão de bolsas etc.
Há diversas formas de enviar o currículo para análise. Geralmente ele é enviado por e-mail, en-
tregue pessoalmente ou cadastrado no website de algumas empresas, nesse caso, possibilitando que o 
mesmo fique armazenado no banco de dados – o que facilita e agiliza a busca de candidatos, seguindo 
os critérios estabelecidos para determinada vaga.
Ainda hoje é o documento de maior valor na seleção de candidatos, por isso deve-se ter muito 
cuidado com sua redação, optando por um texto claro, objetivo, bem formatado e livre de erros orto-
gráficos e de concordância.
Podemos encontrar diversos tipos de currículos, dependendo de sua finalidade. 
O currículo funcional é elaborado para destacar habilidades e competências profissionais. A in-
formação é agrupada pelas funções desempenhadas e competências adquiridas. 
Não há relação cronológica nesse tipo de currículo, que deve ser elaborado considerando a com-
panhia ou o cargo pretendido. Conhecer a empresa e a função buscada é essencial para descrever e 
destacar as habilidades que o candidato possui e que se enquadram no perfil da empresa ou da vaga. 
Quando optar pelo currículo funcional?
• Ao terminar um curso e buscar o primeiro emprego.
• Ao passar um longo tempo sem atividade profissional.
• Ao mudar de carreira.
• Quando a função atual ou anterior não retrata suas reais competências e habilidades.
Esse tipo de currículo, em especial para seleção de emprego, deve ser utilizado com cautela, pois 
os especialistas em recrutamento desconfiam pelo fato de poder esconder informações.
No currículo cronológico as informações são organizadas numa linha de tempo, sempre do atual 
para o mais antigo. É o tipo mais utilizado, pois devido às características de clareza, objetividade e or-
ganização possibilita maior rapidez e facilidade de análise pelos profissionais de recrutamento. Quando 
optar pelo currículo funcional?
Aula 12Elaboração de currículo e memorial
161Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• Quando não há interrupções significativas na carreira profissional do candidato.
• Quando o candidato já possui experiência profissional.
• Esse tipo de currículo não é indicado nos casos de: 
• pouca ou nenhuma experiência profissional; 
• quando se quer omitir algum aspecto desfavorável; 
• quando houver muitas mudanças de emprego;
• quando o último cargo não é o mais relevante para a vaga almejada. 
Também temos o currículo híbrido ou cronológico-funcional que une objetividade e estrutura 
do currículo cronológico com a flexibilidade e versatilidade do currículo funcional. Dessa forma, é 
possível destacar as experiências funcionais dos cargos ao longo da carreira. Deve-se optar por esse 
tipo de currículo quando já se possui uma carreira consolidada e se pretende seguir no mesmo ramo de 
atividade.
Há ainda o currículo web, que é uma página pessoal feita como currículo e tem a vantagem do uso 
das capacidades do meio digital, como suporte multimídia e possibilidade de visualização em qualquer 
parte do mundo por meio da internet. 
Conhecer o perfil de profissional que a empresa busca é fundamental para 
elaborar um currículo mais efetivo. 
Por fim, é necessário ter o cuidado com a apresentação gráfica. Sugere-se o uso de letra Arial, ta-
manho 12, espaçamento entre linhas 1,5, corpo do texto justificado e margens superior e esquerda 3 cm, 
direita e inferior 2 cm. Atenção igual deve ser dada ao currículo web: tamanho e tipo de fonte devem ser 
adequados, deve haver um bom contraste entre o texto e o fundo, tamanhodos arquivos inseridos (no 
caso de imagens, filmes e outros arquivos digitais), além do cuidado com erros ortográficos.
Parte
2 Currículo para fins técnico-científicos
Quando é necessário destacar a experiência acadêmica e a produção acadêmica, o tipo de docu-
mento indicado é o currículo para fins técnico-científicos. O Sistema de Bibliotecas da Universidade 
do Paraná descreve esse tipo de currículo como:
Aula 12 Elaboração de currículo e memorial
162 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Conjunto de dados pessoais apresentados de forma sistemática e objetiva em todas as situações 
que requeiram informações biográficas e históricas sobre a formação acadêmica e complementar, 
as atividades profissionais e de docência, representações, as funções e filiações, incluindo a pro-
dução científica, literária e artística (UFPR, 2002, p. 2).
A finalidade desse currículo é ser utilizado para selecionar candidatos a estágios, cursos e bolsas 
de estudo financiados por órgãos científicos, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal 
de Nível Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 
(CNPQ).
O CNPQ possui um sistema de cadastro e busca de currículos técnico-científicos – o currículo 
LATTES1, que reúne e integra as principais bases de dados de currículos, grupos de pesquisa e institui-
ções num único sistema de informações (CNPQ, 2015).
Hoje o currículo Lattes é um padrão nacional no registro das atividades de estudantes e pesqui-
sadores no país, sendo adotado pela maioria das instituições de fomento, universidades e institutos de 
pesquisa do país.
O currículo técnico-científico deve ser organizado temporalmente, ou seja, as informações de-
vem ser apresentadas em ordem cronológica e conter data, local e fato, acrescido da indicação nu-
mérica do documento comprobatório. Como exemplos de indicação numérica de documentos estão o 
ISSN (Número Internacional Normalizado para publicações seriadas), que identifica o título de uma 
publicação seriada, como jornais, revistas e anuários, o DOI (Digital Object Identifier), um sistema 
de identificação para conteúdos digitais, como artigos online, livros e outros documentos e o ISBN 
(International Standard Book Number), número que identifica internacionalmente livros e publicações 
não periódicas. 
Por se tratar de um documento com exigência maior de formalidade, o currículo técnico-científico 
pode conter seções com elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.
Os elementos pré-textuais compreendem capa e sumário, que pode ser omitido quando há poucas 
seções. Os elementos textuais compreendem toda a trajetória acadêmica, docente, profissional e parti-
cipações em eventos, comissões etc., e devem descrever:
• dados pessoais; 
• formação escolar; 
• atividades acadêmicas (exercidas durante a formação superior);
• conhecimento de línguas estrangeiras (nível básico, intermediário e avançado); 
1 Disponível no site <http://lattes.cnpq.br>. Acesso em: 7 jul. 2015.
Aula 12Elaboração de currículo e memorial
163Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• conhecimento de informática; 
• atividades profissionais (estágio); 
• atividades docentes (orientações, comissões examinadoras, palestras);
• outras atividades (extensão, coordenação de projetos, conselho técnico e científico, consulto-
ria para revistas científicas, atividades editoriais); 
• funções exercidas; 
• participação em eventos; 
• títulos/ homenagens/ aprovação em concursos; 
• filiação a sociedades científicas e associações de classe; 
• produção científica, literária e artística; 
• referências pessoais.
Por fim, os elementos pós-textuais compreendem os documentos comprobatórios que, quando 
exigidos, devem ser anexados ao final do currículo e devem estar organizados na mesma sequência 
descrita na parte textual. 
Parte
3 Currículo para fins empresariais
Quando se pretende concorrer a uma vaga de emprego ou propor serviços de consultoria e/ou 
assessoria, deve-se elaborar um currículo para fins empresariais. Uma das características principais 
desse tipo de currículo é a de ser sintético e objetivo. Ele será lido pelos recrutadores que, normalmente, 
não possuem muito tempo para fazer uma leitura detalhada. Portanto, as informações principais sobre 
competências, formação e experiência devem ser destacadas.
O currículo para essa finalidade não deve ultrapassar duas folhas e itens complementares como 
capa, sumário e documentos comprobatórios são dispensados.
Conhecer a função almejada é fundamental para elaborar um currículo personalizado à vaga. 
Dessa forma é possível ressaltar as competências, habilidades e formação necessárias à execução das 
atividades relativas à função desejada. 
Por ser um documento que será analisado e manipulado por diversas pessoas dentro da empresa, 
por motivo de segurança não é indicado inserir os números dos documentos como RG, CPF, Carteira de 
Trabalho etc. Pelo mesmo motivo não se deve anexar cópias dos documentos comprobatórios.
Aula 12 Elaboração de currículo e memorial
164 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Também a pretensão salarial deve constar apenas se for solicitada pela empresa contratante. O 
salário geralmente já está pré-estabelecido dentro de um plano de cargos e salários, e para funções mais 
elevadas, o salário deve ser discutido pessoalmente.
Existem diversos modelos de currículos para fins empresariais, inclusive a maioria dos editores 
de texto já disponibiliza alguns previamente formatados, bastando apenas que seja preenchido com os 
dados do candidato. Algumas informações são indispensáveis, como:
• dados pessoais; 
• cargo pretendido; 
• formação escolar; 
• conhecimento de línguas estrangeiras (nível básico, intermediário e avançado); 
• conhecimento de informática; 
• atividades profissionais; 
• participação em eventos.
Para complementar o currículo, quando necessário, pode ser acrescentada uma carta de apresenta-
ção, com indicação dos seus superiores no emprego anterior.
Quadro 1: Estrutura do currículo profissional
Cabeçalho 
• título e data
Dados pessoais
• nome
• sexo
• idade 
• endereço
• telefone pessoal e para contato
• e-mail
Cargo pretendido
• nome do(s) cargo(s)
Formação escolar
• apenas as formações mais relevantes
Aula 12Elaboração de currículo e memorial
165Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Conhecimento de línguas estrangeiras
• quais línguas 
• níveis de leitura, escrita e conversação
Cursos realizados
• curso
• data, local e duração
Conhecimento de informática
• aplicativos (planilhas, editores de texto, 
apresentação) 
• sistemas operacionais
• sistemas de gestão ou outros, desde que espe-
cíficos para a função pretendida
Atividades profissionais
• descrição cronológica ou descrição funcional
Participação em eventos
• evento, data e grau de participação (organiza-
dor, palestrante, ouvinte)
Parte
4 Currículo para fins de estágio
O curriculum vitae para fins de estágio é semelhante ao currículo para fins empresariais. Nele 
devem estar presentes:
• Dados pessoais: nome completo, data de nascimento, endereço, telefone fixo, telefone para 
recados, celular e e-mail.
• Objetivo: descrição de forma geral do que se pretende alcançar na função desejada na 
empresa. 
Aula 12 Elaboração de currículo e memorial
166 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
• Formação acadêmica: é o elemento mais importante, já que geralmente há pouca ou nenhu-
ma experiência profissional.
• Experiência profissional: toda a atividade profissional realizada na área em que se pretende 
o estágio deve ser listada.
• Idioma: fluência em línguas estrangeiras é determinante para uma empresa decidir entre um 
ou outro candidato. Caso não possua fluência, coloque o nível de conhecimento do idioma 
(básico, intermediário e avançado).
• Informática: não precisa ter conhecimentos avançados, mas saber interagir com as pessoas 
por meio do uso da tecnologia é fundamental.
• Outros cursos:listar os cursos relacionados à área pretendida, bem como atividades desen-
volvidas e trabalhos voluntários.
Parte
5 Memorial
O memorial é um tipo de currículo específico para ingresso e promoção da carreira docente, livre-
-docência e em exames de seleção ou qualificação. É constituído basicamente das mesmas informações 
contidas no currículo, porém de forma discursiva e não em tópicos. Pode ser caracterizado como au-
tobiografia que, além de descrever, analisa e avalia a trajetória acadêmica e profissional do candidato, 
evidenciando seu amadurecimento profissional.
Esse documento deve enfatizar os aspectos mais importantes na formação profissional, as ativida-
des técnico-científicas e sintetizar demais informações. O amadurecimento profissional é demonstrado 
por meio da descrição da própria produção científica, sua formação profissional, atuação educacional e 
reflexos dessas atividades na sociedade não acadêmica (VOLPATO; CRUZ, 2012).
Ao descrever e criticar sua própria trajetória, o memorial permite ao autor a liberdade de demons-
trar os valores agregados no decorrer de sua história acadêmica e profissional. É nesse momento que o 
memorial se distingue do currículo: poder enfatizar as contribuições de cada elemento formativo para 
si próprio, para a comunidade acadêmica e para sociedade em geral. 
O texto deve ser objetivo, claro e livre de erros, entretanto, por ser um texto livre, permite-se ao 
autor o uso de sua criatividade e de sua expressão, itens observados na avaliação do memorial.
“O texto deverá ser redigido na primeira pessoa do singular para permitir que o autor enfatize o 
mérito de suas realizações” (UFPR, [2015], p.1). E poderá seguir a estrutura proposta: 
Aula 12Elaboração de currículo e memorial
167Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
1. Capa e folha de rosto, contendo nome, título (Memorial) local e ano. 
2. Sumário: enumeração das seções na mesma ordem e grafia em que aparecem no documento. 
Observar a ABNT NBR 6027. 
3. Corpo do Memorial: um cabeçalho com o título, data e os dados subdivididos em seções apre-
sentadas na forma narrativa, podendo incluir: 
• Formação, aperfeiçoamento e atualização: comentar como ocorreram os cursos e seus refle-
xos na carreira profissional. 
• Atividades docentes. Se julgar conveniente, subdividir em aulas e cursos ministrados, orien-
tações de teses, dissertações, monografias, residentes, estagiários, bolsistas de iniciação cien-
tífica ou aperfeiçoamento, participação em comissões examinadoras, conferências e palestras 
proferidas. 
• Atividades administrativas: participação em comissões, coordenações de trabalhos, conse-
lhos técnicos e científicos, júri de prêmios, entre outros, consultorias para revistas científi-
cas e agências de fomento, funções eletivas, participação em diretorias, indicando a função 
exercida, incluindo chefia, coordenação e direção e outras em órgãos colegiados superiores. 
• Títulos, homenagens e aprovação em concursos: indicar o ano, a distinção outorgada e o local. 
• Produção científica, literária e artística: mencionar dissertações e teses, livros, capítulos de 
livro, organização de livro, artigos: científicos (de pesquisa original ou de revisão), de divul-
gação científica (em jornais ou revistas), traduções, resenhas, notas científicas, participação 
em comissões editoriais, relatórios técnicos, trabalhos artísticos, pesquisa em andamento, 
entrevistas concedidas, entre outros (VOLPATO E CRUZ, 2012, p. 2-3).
Quanto à formatação, deve-se seguir as orientações expressas pela ABNT, como papel branco, 
formato A4, margens esquerda e superior de 3 cm, direita e inferior de 2 cm. Usar fonte Arial tamanho 
12, com espaço de 1,5 linhas e o texto justificado. As citações devem seguir as diretrizes da ABNT – 
NBR 10520/2002 e os títulos conforme a NBR 6024/2003.
Extra
Indicamos a leitura do texto a seguir, do Instituto Denver: 
Currículo – erros que não deve cometer
1. Elabore seu currículo tendo em mente seu objetivo e procure colocar as informações 
por ordem de importância. Informe primeiro as suas realizações/conquistas, atividades 
Aula 12 Elaboração de currículo e memorial
168 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
mais significativas e mais diretamente relacionadas com o cargo desejado, depois in-
clua as informações acessórias que podem ser úteis.
2. Não use abreviações. Se utilizar siglas, escrever logo de seguida o seu significado. Se 
utilizar números, não escrever por extenso.
3. Somente use outro idioma em seu currículo quando enviar o currículo a uma multina-
cional ou quando o próprio anúncio exija.
4. Use a primeira pessoa. Exemplo: Implantei, construí, vendi, organizei etc.
5. Cuidado com erros de ortografia e gramática. A redação deve ser clara, sucinta, objeti-
va, em ótimo português ou idioma em que seja elaborado o mesmo, mas completo nas 
informações relevantes. Solicite uma revisão para um amigo que tenha bom domínio 
do português escrito.
6. A informação apresentada deve ser honesta e verídica e sem exageros.
7. Não utilize formulário-padrão. Ao responder a um anúncio personalize o currículo para 
aquela companhia valorizando pontos em função dos requisitos do anúncio.
8. A realização de muitos estágios pode indicar instabilidade.
9. Se a idade é inferior ou superior à exigida indique-a numa rubrica “Diversos” e desta-
que as qualidades e capacidades de adaptação à cultura da empresa.
10. Use palavras positivas e que revelem dinamismo.
11. Não junte cartas de referências ou certificados de conclusão. Somente envie se 
solicitado.
12. Não envie fotos com seu currículo exceto se solicitado. Neste caso envie uma foto séria.
13. Não cite dados como nome dos pais, cor, altura, números de documentos (CPF, RG, 
título de eleitor etc).
14. Não mencione a pretensão salarial nem último salário.
15. Somente coloque referências pessoais no currículo se a companhia solicitar. Informe 
nomes de profissionais que possam fornecer informações sobre sua identidade/ capaci-
dade /honestidade. Deve-se ter cuidado todo especial na seleção de profissionais indi-
cados como fontes de referências, quer pelo grau de amizade, como de confiabilidade.
16. Envie o currículo para o profissional que irá tomar a decisão final dentro da companhia. 
Isto pode ser conseguido tentando um contato com algum funcionário da companhia 
que algum amigo conheça.
Aula 12Elaboração de currículo e memorial
169Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
17. Uma recomendação para o profissional sem emprego é que deve aceitar a primeira 
oferta razoável que aparecer, pois sempre poderá mudar de emprego no futuro. Se con-
seguir ser selecionado para duas companhias, diga para a companhia A que irá iniciar 
imediatamente. Para a companhia B diga que está em um projeto no estágio final e que 
não pode abandonar o projeto agora, mas que em três semanas estará disponível.
Durante as duas semanas seguintes você poderá avaliar se a companhia A realmente é a 
companhia em que deseja trabalhar. Se for, ligue para a companhia B e diga que decidiu 
continuar no projeto e agradeça. Se a companhia A não é a companhia desejada, ligue para 
a companhia B e diga que conseguiu concluir o projeto rapidamente e que está disponível 
para iniciar a contratação.
18. MUITO IMPORTANTE: Não envie o currículo sem uma carta de apresentação. 
(Publicado em: 15 jun. 2014. Disponível em: <www.institutodenver.net/category/elaborar-curriculo/
curriculo-erros-que-nao-deve-cometer/>. Acesso em: 8 jul. 2015.)
Atividades
1. Relacione cada tipo de currículo à sua descrição. 
(A) Currículo 
web
( ) Nesse tipo de currículo, as informações 
são organizadas numa linha de tempo, 
sempre da atual para as mais antigas.
(B) Currículo 
cronológico
( ) É uma página pessoal feita como cur-
rículo, que tem a vantagem do uso das 
capacidades do meio digital, como suporte 
multimídia e possibilidade de visualização 
em qualquer parte do mundo por meio da 
rede mundial de computadores.
(C) Currículofuncional
( ) Currículo elaborado com objetivo de 
demonstrar as habilidades profissionais. 
Nele as informações podem ser agrupadas 
de acordo com as funções desempenhadas, 
destacando as mais importantes.
Aula 12 Elaboração de currículo e memorial
170 Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
A sequência obtida é:
a) A, B, C.
b) A, C, B.
c) B, C, A.
d) B, A, C.
2. Assinale a alternativa correta com relação aos elementos de redação de um currículo 
técnico-científico:
a) No currículo técnico-científico, as informações são dispostas em ordem cronoló-
gica e devem conter data, local e fato, acrescido da indicação numérica do docu-
mento comprobatório.
b) O currículo técnico-científico deve ter, obrigatoriamente, capa, sumário, resumo e 
abstract, corpo do texto, considerações finais e referências.
c) O currículo técnico-científico, as informações são dispostas em ordem de relevân-
cia e não precisa conter documentos comprobatórios. 
d) O currículo técnico-científico deve ter, obrigatoriamente, capa, sumário, dados 
pessoais, formação escolar, considerações finais e referências. Nesse tipo de cur-
rículo não precisa anexar documentos.
3. Leia as afirmações a seguir:
I. Formação, aperfeiçoamento e atualização, incluindo comentários sobre como 
ocorreram os cursos e seus reflexos na carreira profissional. 
II. Atividades docentes, podendo subdividir em aulas e cursos ministrados, orienta-
ções, estágios, bolsas de iniciação científica ou aperfeiçoamento, participação em 
comissões examinadoras, conferências e palestras proferidas. 
III. Produção científica, literária e artística: mencionar dissertações e teses, livros, 
capítulos de livro, organização de livro, artigos, traduções, resenhas, notas cientí-
ficas, pesquisa em andamento, entrevistas, entre outros.
IV. Capa e folha de rosto, contendo nome, título (memorial) local e ano, seguido do 
sumário, enumerando as seções na mesma ordem e grafia em que aparecem no 
documento. 
O corpo do memorial deve conter:
a) apenas os elementos listados nas alternativas I e II.
b) apenas os elementos listados nas alternativas II e III.
c) apenas os elementos listados nas alternativas I e IV.
d) apenas os elementos listados nas alternativas I, II e III.
Aula 12Elaboração de currículo e memorial
171Metodologia da pesquisa e do trabalho científico
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: Informação e documentação: numeração 
progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. 3 p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação e documentação: citações 
em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 7 p. 
CNPQ. Sobre a Plataforma. Disponível em: <http://lattes.cnpq.br/>. Acesso em: 3 jun. 2015. 
FAZER CURRÍCULO. Tipos de Currículos. Disponível em: <http://fazercurriculo.com.br/tipos-de-curriculo>. 
Acesso em: 3 jun. 2015.
GRZESZCZESZYN, Geverson. Como fazer um Currículo: Curriculum Vitae. Florianópolis, Editora Bookes, 
2011.
IFPR. Orientações para elaboração do memorial descritivo. Disponível em: <http://reitoria.ifpr.edu.br/wp-
content/uploads/2009/12/Orienta 
%C3%A7%C3%B5es-para-Elabora%C3%A7%C3%A3o-do-Memorial-Descritivo.pdf>. Acesso em: 8 jul. 2015.
INSTITUTO DENVER. Currículo – erros que não deve cometer. Publicado em: 15. Jun. 2014. Disponível 
em: <www.institutodenver.net/category/elaborar-curriculo/curriculo-erros-que-nao-deve-cometer/>. Acesso em: 
3 jun. 2015.
SANTOS, Vanice dos; CANDELORO, Rosana. Trabalhos Acadêmicos: uma orientação para pesquisas e 
normas técnicas. Porto Alegre: AGE, 2006.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR). Curriculum vitae e memorial. 2. ed. Curitiba: SIB/
UFPR, 2002. (Normas para Apresentação de Documentos Científicos, 8).
VOLPATO, Gilson Luiz ; CRUZ, Maria Inês Andrade. Memorial: sugestões para elaboração. Botucatu, 2012. 
Disponível em: <http://unesp.br/cgb/mostra_arq_multi.php?arquivo=9411>. Acesso em: 8 jul. 2015.
Resolução
1. A sequência correta obtida é d) B, A, C.
2. Resposta a) No currículo técnico-científico as informações são dispostas em ordem crono-
lógica e devem conter data, local e fato, acrescido da indicação numérica do documento 
comprobatório.
3. Resposta d) O corpo do memorial deve conter apenas os elementos listados nas alternativas 
I, II e III.
Metodologia da 
Pesquisa e do 
Trabalho Científico
Metodologia da 
Pesquisa e do 
Trabalho Científico
M
etodologia da Pesquisa e do Trabalho Científico
Claudio Kleina
Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-5071-0
9 7 8 8 5 3 8 7 5 0 7 1 0
	Página em branco
	Página em branco

Mais conteúdos dessa disciplina